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Jennifer Lawrence fala sobre ganhar MENOS que Leonardo DiCaprio em ‘Não Olhe para Cima’

Em entrevista ao IndieWire, a atriz Jennifer Lawrence falou sobre a disparidade salarial entre ela e o astro Leonardo DiCaprio em ‘Não Olhe para Cima (Don’t Look Up).

Apesar do nome de Lawrence ser o primeiro a aparecer na tela, DiCaprio levará US$ 5 milhões a mais que ela pelo filme.

“Eu era a número um na chamada de elenco. [Estou bem] em ser a número um nos créditos? Sim. E eu pensei que [os créditos] deveriam refletir quem é protagonista. Leo foi muito gentil com isso. Acho que tínhamos algo chamado Laverne & Shirley, que é esse faturamento que eles inventaram onde é um faturamento igual. Mas eu acho que talvez em algum momento eu vi que o Leo merecia mais”, afirmou Lawrence à Vanity Fair.

A atriz concordou que DiCaprio ganhasse US$ 30 milhões, enquanto ela faturou US$ 25 milhões.

“Olha, Leo traz mais bilheteria do que eu. Estou extremamente feliz e feliz com meu acordo. Mas em outras situações, o que tenho visto – e tenho certeza que outras mulheres na força de trabalho também viram – é que é extremamente desconfortável perguntar sobre igualdade de remuneração. E se você questionar algo que parece desigual, dizem que não é disparidade de gênero, mas eles não podem dizer o que exatamente é.”, concluiu. 

O filme chega nas telonas dia 9 de Dezembro, e no dia 24 de Dezembro na plataforma.

O streaming tem optado por lançar seus grandes filmes antes nos cinemas, como aconteceu com ‘Alerta Vermelho‘.

Não Olhe para Cima é uma sátira sci-fi dirigida por Adam McKay (‘A Grande Aposta’).

Na trama, a estudante de astronomia Kate Dibiasky (Jennifer Lawrence) e seu professor, Dr. Randall Mindy (Leonardo DiCaprio), descobrem que um cometa está prestes a colidir com a Terra, mas ninguém parece se importar. Alertar a humanidade sobre o impacto fatídico da rocha do tamanho do Monte Everest não será nada fácil. Há apenas seis meses da colisão, chamar a atenção da mídia e de um público obcecado pelas redes sociais se mostra um desafio chocantemente cômico – o que será preciso fazer para o mundo apenas olhar para cima? 

O grande elenco conta com Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Rob Morgan, Jonah Hill, Mark Rylance, Tyler Perry, Timothée Chalamet, Ron Perlman, Ariana Grande, Scott Mescudi, Himesh Patel, Melanie Lynskey, Michael Chiklis, Tomer Sisley, Cate Blanchett e Meryl Streep.

Assista ao trailer e confira o cartaz nacional divulgado hoje:

 

‘Batman 2’: Matt Reeves está trabalhando na sequência e em séries focadas no Espantalho, Cara-de-Barro, e mais!

Segundo o The Hollywood Reporter, Matt Reeves está trabalhando na sequência de ‘Batman‘ e também na expansão da franquia.

Além de vários filmes, o universo do ‘Batman‘ ganhará mais séries, além da do ‘Pinguim‘, com Colin Farrell, que já está sendo filmada.

O diretor recrutou uma sala de roteiristas e diretores para criar novas séries focadas nos grandes vilões do Cavaleiro das Trevas.

Entre os personagens que devem ganhar série estão o Espantalho, Cara-de-Barro e Professor Porko.

Batman 2‘ terá roteiro de Reeves e Mattson Tomlin.

No currículo, Mattson tem ‘A Fera do Mar‘ e ‘Project Power‘, da Netflix, e também a ficção científica ‘Mãe x Androides‘.

Agora que a sequência está ganhando forma, um usuário do Instagram compartilhou uma bela fan art imaginando o traje do heróis com um sutil atualização, dando um contorno dourado no símbolo em seu peito e em algumas partes da armadura.

Na legenda, ele pergunta:

“‘Batman II‘. Que tipo de mudança no traje você gostaria de ver na sequência?”

Confira:

Por enquanto, os detalhes da trama estão sendo mantidos na Batcaverna. Ainda não está claro se a sequência contará com o Coringa, o clássico inimigo de Batman provocado nos momentos finais do filme de Reeves e interpretado por Barry Keoghan.

A notícia chega após o diretor assinar um acordo de exclusividade com a Warner Bros. Discovery.

Reeves e sua produtora 6th & Idaho já tinham um contrato de exclusividade com a Netflix. No entanto, depois de dirigir Batman e trabalhar em Batman 2 e O Pinguim, faz sentido mover seu foco diretamente para a Warner Bros.

Além a série do Pinguim, uma derivada sobre o Asilo Arkham vai explorar o passado Coringa (Barry Keoghan), que apareceu brevemente na adaptação estrelada por Robert Pattinson.

Batman‘ já está disponível na HBO Max.

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Netflix RENOVA live-action de ‘One Piece’ para 2ª temporada; Assista ao vídeo!

A série live-action de ‘One Piece‘, o fenômeno cultural que conquistou o mundo, vai continuar a sua navegação nos mares em busca do grande tesouro. A Netflix renovou a série para a segunda temporada.

Eiichiro Oda, criador e ilustrador de ‘One Piece‘, confirmou a novidade hoje, através de seu Den Den Mushi.

A adaptação live-action retornará com novas aventuras do vasto universo ‘One Piece‘. Mais detalhes sobre os episódios e a história serão compartilhados em breve.

Assista ao vídeo:

Em entrevista ao ComicBook, o produtor Marty Adelstein confirmou já ter começado a discutir sobre o futuro da série.

Além de estar planejando o arco narrativo de múltiplas temporadas, o produtor indicou que a série da Netflix ainda deve render muitos ciclos para adaptar de forma satisfatória o material de origem.

“O mangá já tem mais de 1080 capítulos. Nós formamos um plano com o [showrunner] Matt Owens sobre como iremos desenvolver as futuras temporadas. Acredito que se fizermos apenas seis temporadas, nós provavelmente só adaptaríamos metade dos capítulos do mangá. [O live-action] tem potencial para durar muito mais.”

Sobre o futuro do live-action, a produtora Becky Clements completa: “Tudo o que fazemos depende da Netflix, e os responsáveis pelo mangá, que também fazem parte desta discussão. Já conversamos muito sobre o que faríamos na segunda temporada, caso tivéssemos a oportunidade. Nós também conversamos brevemente sobre o desenvolvimento dos próximos seis ciclos. Só posso dizer que todos concordamos que há partes do mangá que não podem ser eliminadas. Vamos nos guiar a partir deste princípio, porque essas histórias e personagens são importantes para os fãs. Estamos apenas começando a mapear as futuras temporadas.”

O live-action registrou impressionantes 140 milhões de horas assistidas durante o seu primeiro final de semana no serviço de streaming.

Além disso, a produção entrou para o TOP 10 do serviço de streaming em 93 países, garantindo a primeira colocação em 46 deles.

Criada por Matt OwensSteven Maeda, o elenco é formado por Iñaki GodoyMackenyuEmily RuddJacob Romero GibsonTaz Skylar.

Saiba QUANDO ‘Meu Malvado Favorito 4’ estreia nos cinemas do Brasil

Meu Malvado Favorito 4‘ é um dos filmes mais aguardados de 2024, e está prestes a estrear nos cinemas nacionais.

O filme chega por aqui no dia 4 de julho de 2024.

“Na trama, Gru (Steve Carell) e Lucy (Kristen Wiig) ganharam um novo membro da família: Gru Jr., cujo propósito é, basicamente, atormentar seu pai. Além de lidar com as obrigações parentais, o protagonista ainda precisa encarar as ameaças de uma nova dupla de vilões formada por Maxime Le Mal (Will Ferrell) e sua namorada mulher-fatal Valentina (Sofia Vergara)”.

Confira o último trailer e siga o CinePOP no Youtube:

 

O elenco conta com o retorno de Steve Carell (Gru), Kristen Wiig (Lucy), Pierre Coffin (Minions), Miranda Cosgrove (Margo) e Steve Coogan (Silas), além de introduzir Will Ferrell (Maxime), Sofia Vergara (Valentina), Joey KingStephen ColbertChloe Fineman.

Chris Renauld retorna à cadeira de direção ao lado de Patrik Delage (‘SING’).

O roteiro fica a encargo de Mike White, enquanto Chris Meledandri entra como showrunner.

Com animação fenômeno, cinemas chineses estão BOICOTANDO ‘Capitão América: Admirável Novo Mundo’

A rivalidade entre o cinema chinês e as grandes produções de Hollywood ganhou novos contornos nas últimas semanas, com um número crescente de cinemas na China optando por boicotar o lançamento de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo‘, da Marvel, para dar espaço ao sucesso chinês ‘Ne Zha 2‘. Esse movimento não apenas reflete o crescente poder da indústria cinematográfica local, mas também evidencia uma crescente onda de orgulho nacionalista e uma rejeição das narrativas de Hollywood em favor de produções locais que mais se conectam com o público chinês.

Em fevereiro de 2024, ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo‘ chegou aos cinemas chineses, prometendo uma grande estreia, mas arrecadou apenas 87,1 milhões de iuanes (cerca de US$ 11,99 milhões) em sua semana de exibição, uma quantia muito abaixo do que havia arrecadado nos Estados Unidos, onde fez US$ 88 milhões no fim de semana de lançamento. Essa discrepância gerou um debate crescente sobre o apetite do público chinês por filmes de Hollywood, especialmente os filmes de super-heróis, que frequentemente são vistos como excessivamente focados em efeitos especiais e roteiros estereotipados.

Enquanto ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo‘ enfrentava dificuldades em sua estreia, a animação chinesa ‘Ne Zha 2‘, sequência do aclamado filme de 2019, estava quebrando recordes de bilheteira. Lançado no final de janeiro de 2024, o filme rapidamente conquistou o coração do público chinês, arrecadando 12,6 bilhões de iuanes (aproximadamente US$ 1,75 bilhões) globalmente, com uma parte significativa desse valor vindo da China. Em comparação com outros filmes de animação, ‘Ne Zha 2‘ se tornou o filme de animação de maior bilheteira da história, superando ‘Divertida Mente 2‘ da Disney.

À medida que ‘Ne Zha 2‘ ganhava força, surgiram relatos de cinemas chineses boicotando a exibição de ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo‘ para priorizar o sucesso local. Este boicote não foi uma ação isolada, mas sim um reflexo de um movimento mais amplo dentro da indústria cinematográfica chinesa, que busca diminuir a dependência dos filmes de Hollywood e valorizar as produções nacionais.

Um exemplo claro desse movimento aconteceu em um cinema localizado no sudoeste da China, que anunciou publicamente que não exibiria o filme da Marvel para apoiar ‘Ne Zha 2‘. Essa decisão foi tomada para garantir que o público tivesse mais oportunidades de assistir ao filme nacional, que estava dominando as bilheteiras e recebendo grandes elogios. A medida foi uma resposta direta à falta de conexão emocional do público chinês com filmes estrangeiros, especialmente aqueles que dependem de efeitos especiais exagerados e de personagens ocidentais.

Esse tipo de boicote é visto como uma forma de resistência ao domínio cultural de Hollywood, uma indústria que, por muito tempo, tem sido considerada a referência global em termos de cinema. O movimento se alinha a uma crescente onda de nacionalismo cultural na China, que busca promover a produção local e diminuir a influência externa.

Com 51% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

Confira nossa entrevista e siga o CinePOP no Youtube:

Com 52% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

Dirigido por Julius Onah (‘O Paradoxo Cloverfield’), o longa serve como sequência direta da série ‘Falcão e o Soldado Invernal‘. Além disso, é o primeiro filme solo do herói desde ‘Capitão América: Guerra Civil‘, lançado em 2016.

O roteiro fica por conta de Malcolm Spellman e Dalan Musson.

Anthony Mackie, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Tim Blake Nelson, Shira Haas, Harrison Ford e Liv Tyler estrelam.

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‘Ebenezer e os Fantasmas do Natal’: Novo ‘Um Conto de Natal’ com Johnny Depp ganha cartaz e data de estreia no Brasil

A nova adaptação de ‘Um Conto de Natal’, clássico de Charles Dickens, será lançada no Brasil como ‘Ebenezer e os Fantasmas do Natal‘ (Ebenezer: A Christmas Carol).

O filme teve seu primeiro cartaz divulgado e ganhou data de estreia no Brasil.

Produzido pela Paramount Pictures,  ‘Ebenezer e os Fantasmas do Natal‘ tem estreia confirmada nos cinemas nacionais para o dia 12 de novembro de 2026, abrindo a temporada de grandes lançamentos de final de ano.

Confira:

Ebenezer e os Fantasmas do Natal acompanha a história de Ebenezer Scrooge, um homem avarento que, na véspera de Natal, é visitado pelo fantasma de seu antigo sócio e pelos espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro. As visitas servem como advertências e lições que acabam transformando Scrooge em alguém mais generoso e compassivo.

Dirigida por Ti West (da ‘trilogia X’, ‘Pearl’ e ‘MaXXXine’), a nova versão promete uma estética visual impactante e um roteiro assinado por Nathaniel Halpern.

O filme marca o grande retorno de Johnny Depp às superproduções como Ebenezer Scrooge.

O elenco ainda conta com Ian McKellen como Jacob Marley; Rupert Grint como Bob Cratchit; Andrea Riseborough como o Fantasma do Natal Passado; Tramell Tillman como o Fantasma do Natal Presente.

Detalhes do Painel da Paramount com Exibição de cenas de Ebenezer e os Fantasmas do Natal

Saiba Mais » Ebenezer e os Fantasmas do Natal

O lendário ator Ian McKellen, que interpreta o fantasma de Jacob Marley, destacou a energia de Depp, que assume o papel do icônico avarento Ebenezer Scrooge.

“Ele está em ótima forma. Efervescente, engraçado, irreverente e sério, tudo ao mesmo tempo. Foi quase uma celebração de afeto. Eu me apaixonei por ele. Ele é muito generoso com os colegas de elenco e havia um clima maravilhoso no set”, afirmou McKellen.

O ator também comentou sobre a brevidade de sua participação, mas ressaltou o impacto da experiência: “Foram apenas seis dias, mas valeu muito a pena. Eu interpreto um fantasma!”.

Em um tom mais introspectivo, McKellen traçou paralelos entre a trama e a própria vida, mencionando o envelhecimento:

“Eu não conecto muito minha vida com a dele, exceto pelo fato de que ele está envelhecendo, e eu já sou velho. O futuro é incerto, ou melhor, é certo: eu vou morrer. E isso paira sobre a vida dele e as expectativas dos filhos sobre o que acontecerá depois. Eles vão ou não herdar pinturas que possam vender? Eu me diverti muito”, disse McKellen. 

O papel de Scrooge marca o retorno definitivo de Johnny Depp aos grandes estúdios de Hollywood após um hiato de quase oito anos. Sua última grande produção havia sido ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ (2018). Após um longo período focado em projetos independentes na Europa, como Jeanne du Barry, o ator parece consolidar seu retorno à indústria com este longa e o suspense Day Drinker, dirigido por Marc Webb, previsto para o final de 2026.

Vale notar que, simultaneamente, o cineasta Robert Eggers (‘Nosferatu’) desenvolve sua própria versão do conto, que deve ser protagonizada por Willem Dafoe.

Uma Vida Comum

O trivial propósito de viver, para alguns, é simplesmente viver. Dirigido por Uberto Pasolini (calma, ele é apenas o sobrinho do grande Pasolini), Uma Vida Comum está longe de ser um filme que estamos acostumados a assistir nos cinemas. Foca na vida de um homem comum que transborda tristeza em tudo que gira ao seu redor, e isso meus amigos é a grande chave, o ingrediente nada secreto, que faz desse filme uma pequena joia rara em meio aos blockbusters debiloides que entram e saem do circuito de cinema aqui no Brasil constantemente ao longo dos anos. A atuação do britânico, quase desconhecido por aqui, Eddie Marsan é maravilhosa e eleva a qualidade desse trabalho.

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Na trama, conhecemos o sereno John May (Eddie Marsan). Um homem que trabalha a mais de 20 anos na mesma empresa, onde exerce a função inusitada de ser o encarregado de encontrar o parente mais próximo de pessoas que morreram sozinhas. Meticuloso e detalhista em suas pesquisas, não é visto com bons olhos pelo restante do departamento. Assim, quando há uma mudança na estrutura onde trabalha, é demitido mas pede para resolver o último caso que vai levá-lo a uma viagem de descobertas e amores buscando encontrar um sentido para sua própria vida.

John May foi construído de maneira genial por Eddie Marsan. Simples, meticuloso, prático e objetivo, deixa o público perplexo quando entendemos que ele busca sua maneira de viver a partir do elo de convívio com as histórias dos falecidos, que volta e meia enchem sua mesa de trabalho. Quando embarca na transformadora viagem em seu último caso, abre mão da solidão e descobre o amor. Poético né?

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Exibido na 37ª Mostra Internacional de Cinema em SP, Uma Vida Comum se encaixa em um daqueles casos onde ou você ama ou odeia o filme. É compreensível tais julgamentos sobre o filme. A lentidão em algumas sequências podem incomodar o público mas para alguns esse caminho nada mais é do que aproximar o público da realidade que o personagem vive. A história gira em torno de seu personagem principal e as mudanças, ou inflexões dele, levam o espectador a diversas reflexões sobre a própria vida. É um filme muito bonito com um final pra lá de emblemático.

Crítica | ‘Sertão 2138’ – Sci-fi gravado no sertão joga um olhar atento para as questões climáticas e socioeconômicas [2a Edição – Festival de Cinema de Xerém]

A introspecção de uma solidão. É tão bom assistirmos filmes brasileiros de ficção científica ganhando os holofotes e chegando com fortes mensagens para refletirmos sobre o nosso agora. Esse é o caso de Sertão 2138, uma engenhosa – e ao mesmo tempo simples – distopia gravada no sertão de Pernambuco que passando pela inspiração, a importância da referência, da pesquisa, chega até um olhar atento para as questões climáticas e socioeconômicas.

 

Neste sci-fi ambientado no sertão e dirigido por Deuilton Júnior, o futuro, a tecnologia e o conhecimento formam o tripé de uma narrativa que, embora careça de ritmo, propõe um debate através do olhar melancólico de uma protagonista em crise, às vésperas de uma fuga de um planeta adoecido.

Em um futuro não tão distante, uma brilhante pesquisadora desenvolve uma estação espacial fora da Terra — uma alternativa para um novo mundo, repleto de possibilidades, diante de um planeta que se tornou quase inabitável por múltiplas razões. Quando ela está indo pra lá, surge uma missão que a coloca em novos debates sobre a existência.

Criado na Universidade Federal de Pernambuco, por estudantes atentos aos assuntos do cotidiano de um planeta com muitas questões que precisam ser debatidas, em 19 minutos vemos o local (o sertão) como um forte elemento representativo, cheio de saídas para nosso pensar. Os conceitos imaginativos oriundos da ficção científica viram uma espécie de cereja do bolo que ilustra e convida o público para conversar sobre as nossas necessidades para o agora.

Selecionado para a 2ª Edição do Festival de Cinema de Xerém, esse curta-metragem nos leva até o encontro entre o empírico e o inesperado. Cheio de interpretações e cantinhos de reflexões ao longo de seu desenvolvimento, faz parte da galeria de obras audiovisuais que aplicam criatividade ao mostrar verdades.

Por Onde Anda o Elenco de ‘Pânico’ (1996)?

Na coluna ‘por onde anda o elenco…’ já tivemos alguns slashers da retomada dos anos 1990, como Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado e Lenda Urbana, mas havíamos deixado de fora o carro-chefe e grande responsável pela sobrevida do gênero no período, Pânico. Com o anúncio do quinto filme da franquia, agora pelas mãos da Paramount, a volta do elenco original e a data de estreia já definida para janeiro de 2022, não existe ocasião mais perfeita para celebrarmos este terror adolescente tão querido pelos fãs. Assim, iremos finalmente recapitular por onde andam os principais envolvidos com sua produção.

Portanto, sem mais delongas, enquanto aquecemos os motores para o quinto capítulo da franquia – e começamos a maratonar os quatro longas anteriores – vamos descobrir, bem a tempo para o halloween, o paradeiro do elenco de Pânico (Scream).

Neve Campbell (Sidney Prescott)

Recentemente, andamos falando muito sobre a estrela da década de 1990, Neve Campbell. Primeiro na matéria sobre as Screm Queens dos 90’s e depois na matéria sobre Jovens Bruxas – o primeiro papel de destaque da atriz no cinema. Na época, Campbell se preparava para a terceira temporada da série Party of Five (O Quinteto), produção que realmente colocou seu nome no mapa. Mas, seu primeiro papel protagonista nas telonas viria alguns meses depois com Pânico – época em que o seriado citado se encontrava a pleno vapor por seu terceiro ano. Há pouco tempo, Neve chegou inclusive a revelar que ninguém nos bastidores do slasher tinha certeza de sucesso.

A atriz mencionou que durante os takes, onde ela e os colegas de elenco esperavam para a próxima cena cobertos de sangue artificial, se perguntavam se no ano seguinte os fãs do gênero usariam a fantasia do assassino Ghostface no halloween, ou se o vilão cairia para sempre no esquecimento, como aconteceu com tantos. Hoje, 24 anos depois, três sequências (e mais uma ficando pronta) e três temporadas de uma série derivada, é seguro dizer que desde sua estreia o Ghostface nunca saiu de moda, e se tornou uma das máscaras mais populares saídas de um filme de todos os tempos. Campbell foi vista na superprodução da Universal Arranha-Céu (2018), ao lado do maior astro da atualidade, Dwayne Johnson, e, como dito, se prepara para estrear Pânico 5 em 2022.

Courteney Cox (Gale Weathers)

O legal dos filmes de terror slasher desta época é que testavam no cinema a capacidade de atores que brilhavam em séries de TV populares. E em Pânico, tínhamos duas jovens atrizes saídas de dois dos maiores programas de TV da época: o citado Party of Five e o fenômeno inesgotável Friends. A série de comédia sobre os seis amigos solteiros vivendo em Nova York é uma das mais populares de todos os tempos, sendo redescoberta consecutivamente por gerações ainda hoje, desde sua estreia lá em 1994. O programa durou dez anos, e na época do lançamento de Pânico em dezembro de 1996, Friends estava, vejam só, igualmente em seu terceiro ano e a pleno vapor. E não apenas isso, como no terceiro episódio da temporada, o programa contou com participação de ninguém menos que David Arquette, imortalizado como o policial Dewey na franquia Pânico!

É claro que Cox viveu a perfeccionista Monica Gellar no humorístico. Vale mencionar que nos quase 25 anos desde o primeiro filme, Cox conheceu o colega citado durante as filmagens, iniciaram um relacionamento, se casaram, ela mudou o nome para Arquette, tiveram uma filha e depois de alguns anos eles se divorciaram, com a atriz voltando ao nome de solteira. Apesar disso, continuam amigos e ambos retornam para o quinto filme. Cox, ainda bem novinha, fez o filme do He-Man, Mestres do Universo (1987), e o primeiro Ace Ventura (1994), com Jim Carrey, no qual estava lindíssima. Depois do fim de Friends, Cox protagonizou a série Cougar Town por seis temporadas, e participou de programas famosos como Shameless (2018) e Modern Family (2020).  No cinema, seu último filme foi a coletânea dramática sobre mães e filhas, Minha Mãe e Eu (2016).

David Arquette (Dewey Riley)

O policial atrapalhado Dewey morria no primeiro roteiro de Pânico, mas o carisma de David Arquette no papel foi tanto que os realizadores optaram por mantê-lo vivo no desfecho do filme original. Curiosamente, na continuação de 1997, o mesmo ocorre, com Dewey terminando entre a vida e a morte. Irmão mais novo das atrizes Rosanna Arquette e Patricia Arquette, David possui um jeito peculiar de ser e atuar nos filmes, sempre beirando o estranhamento e a esquisitice, características que leva consigo para seus papeis.

Após o sucesso de Pânico, Arquette teve destaque na comédia romântica Nunca Fui Beijada (1999) e no “terrir” Malditas Aranhas (2002), da Warner. Atualmente, no entanto, fora da franquia Pânico, Arquette se concentra basicamente em filmes da categoria B, sem nomes conhecidos no elenco e produção, e deve estar seguindo os passos do ex-cunhado Nicolas Cage, já que tem nada menos que 7 filmes em fase de pós-produção para estrear antes de Pânico 5, todos, certamente, renegados ao mercado de vídeo por aqui. Fora isso, desde 2000 David Arquette investe na carreira como lutador de luta livre (Wrestling) – é sério!

Drew Barrymore (Casey Becker)

Drew Barrymore era o maior nome do elenco na época do lançamento de Pânico, tanto que os realizadores a queriam no papel da protagonista Sidney. Barrymore, é claro, havia sido uma atriz mirim de sucesso, e um de seus primeiros trabalhos foi o blockbuster E.T. – O Extraterrestre (1982). Na fase adolescente se envolveu em diversos problemas pessoais com o uso de drogas e bebidas, mas deu a volta por cima emplacando em filmes como Relação Indecente, Quatro Mulheres e um Destino, Somente Elas, Amor Louco, Batman Eternamente e Todos Dizem Eu te Amo – tudo isso antes de estrelar Pânico. A atriz achou melhor optar por uma participação menor no filme, terminando com o papel da primeira vítima Casey.

A intenção da atriz era passar ao público a sensação de que nem mesmo o rosto mais conhecido do elenco estava seguro, assim tudo poderia acontecer. Algo orquestrado por Hitchcock em Psicose, porém, ainda mais intenso, já que Barrymore sai de cena logo nos primeiros minutos do filme. A atriz seguiu como nome mais forte do elenco, sendo a única considerada verdadeiramente uma estrela – dentre seus sucessos, a franquia As Panteras, da qual é produtora. Barrymore protagonizou as três temporadas de Santa Clarita Diet, da Netflix, ganhou seu próprio talk show e prepara sua volta às telonas com The Stand-In, comédia sobre uma atriz e sua dublê, onde viverá papel duplo. Seu último filme no cinema havia sido o drama Já Estou com Saudades (2015).

Skeet Ulrich (Billy Loomis)

 

 

Pânico é uma bela homenagem orquestrada pelo roteirista Kevin Williamson aos slashers do cinema. Uma das mais fortes referências é ao clássico absoluto Halloween – A Noite do Terror (1978), do mestre John Carpenter. Além das diversas citações, entre elas à atriz Jamie Lee Curtis, e do filme ser exibido na TV durante uma festa num momento chave de Pânico, o nome do personagem de Skeet Ulrich é pura dedicatória ao herói do filme de Carpenter, o psiquiatra do assassino Michael Myers, que trata de caça-lo na noite de dia das bruxas mais perigosa de todas. Porém, o personagem do saudoso Donald Pleasence era por sua vez uma dedicatória ao mestre Alfred Hitchcock e ao namorado da protagonista Janet Leigh em Psicose – que se chamava Sam Loomis (vivido pelo ator John Gavin).

Ulrich foi contratado por sua semelhança física com Johnny Depp, outro ator descoberto por Wes Craven para um de seus filmes, este no caso A Hora do Pesadelo (1984). Billy Loomis logo se torna o principal suspeito dos assassinatos, mas será que o personagem mais óbvio é mesmo o culpado? Depois de participações em filmes como Melhor é Impossível, Newton Boys e Suando Frio, todos ainda na década de 1990, Ulrich deu uma sumida e não cumpriu o estrelato prometido. Atualmente ele se encontra na série Riverdale, sucesso do canal CW.

Rose McGowan (Tatum Riley)

A morena Rose McGowan colocou uma peruca loira para viver Tatum, a desbocada cheia de atitude irmã do policial Dewey, que é também a melhor amiga da protagonista Sidney e namorada do amalucado Stu. É claro que com tantas conexões, apesar de ser a personagem preferida de muitos neste primeiro filme, a coisa ia dar ruim para Tatum. É dela que vem algumas das referências mais legais do longa, como citações a filmes, atores e diretores na forma de trocadilhos, embaralhando títulos e personalidades – como “Wes Carpenter” (mistura dos lendários cineastas do gênero). Apesar de seu destino cruel, a realidade pode ser ainda mais aterradora, já que Pânico, fora das telas, serviu como marco zero para o movimento #metoo e o início das acusações contra o mega produtor Harvey Weinstein.

Pânico foi produzido pelo empresário, e McGowan trabalharia com ele novamente no terror Fantasmas (1998). A atriz foi a primeira a vir a público com as denúncias. Na época, McGowan ainda participou de Um Crime Entre Amigas, Prontos para Detonar e foi parte do elenco fixo da série de sucesso Charmed, sobre um trio de irmãs bruxas, após a saída da problemática Shannen Doherty em 2001. Seu último filme conhecido foi em 2011, com o remake de Conan – O Bárbaro, protagonizado por Jason Momoa, no qual interpretou a vilã.

Matthew Lillard (Stu)

Outro amalucado do elenco, Matthew Lillard trazia sua excentricidade para os papeis que fazia, ficando conhecido pelo jeitão todo particular. Foi assim, por exemplo, em Hackers – Piratas de Computador (1995), no qual atuou lado a lado com a vencedora do Oscar Angelina Jolie, então uma solene desconhecida. Assim, Stu foi apenas mais uma extensão deste “personagem-ator”, cheio de trejeitos e maneirismos, além das gírias, risadas e jeito aloprado em geral.

Desta forma, não é de se espantar que o ator tenha sido escolhido para viver a versão de carne e osso do “maconheiro” Salsicha nos live-action do Scooby-Doo (2002 e 2004). Lillard segue até hoje como a voz do personagem em variadas animações. Ainda aproveitando o sucesso de Pânico, ele faria Wing Commander e 13 Fantasmas. Somente nos últimos anos foi que Matthew Lillard optou por papeis e uma atuação mais séria e contida, longe de sua sempre caricatura. O epicentro de tal mudança foi o indicado ao Oscar Os Descendentes (2011), trilha que continuou em Twin Peaks: O Retorno (2017). Atualmente, ele faz parte do elenco de Good Girls, série da Netflix.

Jamie Kennedy (Randy)

Uma das grandes sacadas de Pânico é a metalinguagem. Os personagens sabiam tudo sobre filmes de terror, e traçavam um paralelo com o que lhes ocorre na “vida real”, dentro do filme. No entanto, nenhum personagem personifica tanto este artifício quanto Randy, o funcionário cinéfilo de uma vídeo locadora (sim, Pânico já está no túnel do tempo) que entende tudo de filmes de terror. Ele é o nerd de plantão, o personagem com que todo aficionado se identifica. Devido a estas características, ele é também o eterno apaixonado pela protagonista Sidney, que nunca sai da “friend zone”.

Após o sucesso na franquia Pânico, na qual permaneceu como favorito de muitos até o terceiro episódio, Jamie Kennedy aproveitou sua popularidade para ganhar seu próprio programa de pegadinhas, intitulado The Jamie Kennedy Experiment (2002-2007). Neste período, resolveu protagonizar comédias ambiciosas para a Warner e sua subsidiária New Line, vide Sequestro em Malibu (2003) e O Filho do Máskara (2005), ambos fracassos de crítica e público, com o segundo vivendo para se tornar um dos piores filmes de todos os tempos. Em 2018, Jamie Kennedy participou de O Ataque dos Vermes Malditos 6, lançado direto em vídeo.

Wes Craven (Diretor)

O mestre Wes Craven nos deixou em agosto de 2015. Pânico viveu para se tornar um dos maiores sucessos de sua carreira, e uma muito bem-vinda reenergizada em sua filmografia, que na época amargava produções que não estavam emplacando muito com o público. É claro que Craven era dono de sucessos, como A Hora do Pesadelo (1984), mas nos anos que precederam Pânico andava meio mal das pernas. Ele havia lançado, por exemplo, Um Vampiro no Brooklyn – comédia de horror subestimada, protagonizada por Eddie Murphy, no ano anterior.

E nem mesmo uma nova investida pelos pesadelos de Freddy Kruger em 1994 se mostrou apelo de bilheteria suficiente. Craven repetiria muito da metalinguagem, dos bastidores de cinema e do filme dentro do filme tirado de O Novo Pesadelo (1994) para Pânico e suas sequências. Seus últimos trabalhos foram como produtor da série Scream e do longa de terror The Girl in the Photographs. Como diretor, Craven se despediu com Pânico 4 (2011).

Kevin Williamson (Roteirista)

Midas dos slasher adolescentes no fim da década de 1990, Kevin Williamson tinha o dedo em tudo, desde Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, passando por Pânico e sua continuação, até Prova Final – e dizem boatos que retocou o roteiro de Halloween H20. Não bastasse isso, o escritor criou sua própria série de sucesso juvenil com Dawson’s Creek. Mas foi quando se aventurou a dirigir que as coisas saíram dos trilhos e Tentação Fatal (1999) se viu em meio a polêmicas reais, se tornando um fracasso – que muitos sequer tem conhecimento da existência.

Depois da ausência em Pânico 3, Williamson voltaria a se reunir com o colega Wes Craven para duas outras obras, o fracasso Amaldiçoados (2005) e o subestimado Pânico 4 (2011). Williamson, embora nem todos saibam, esteve por trás de seriados de sucesso, como The Following (2013-2015) e Vampire Diaries (2009-2017). Atualmente está em cartaz, como criador, da série Tell me a Story. Infelizmente, em Pânico 5 não teremos o envolvimento dos criadores originais, já que Craven faleceu há cinco anos e Williamson não terá participação no roteiro do longa.

‘Captain EO’ – Conheça o curta MILIONÁRIO da Disney estrelado por Michael Jackson e dirigido por Coppola

2026 é o ano em que todos poderão celebrar a vida e a carreira de Michael Jackson novamente! Considerado o maior astro da música pop a ter passado por este planeta, Michael Jackson é o assunto da cinebiografia musical intitulada apenas ‘Michael’, dirigida por Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento’) e com roteiro de John Logan (‘Gladiador’ e ‘007 Operação Skyfall’). O blockbuster chegou aos cinemas como um sucesso instantâneo, arrecadando US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana de exibição.

Sim, ‘Michael’ nos faz dançar e celebrar novamente esse verdadeiro ícone da música. Mas existe outra celebração envolvendo o astro pop em 2026. Acontece que ‘Captain EO’ está completando 40 anos de sua estreia este ano. E se você está se perguntando: “que diabos é Captain EO?”; temos a resposta para você nessa matéria…

Vamos lá…

Antes, teremos uma breve recapitulação sobre a carreira de Michael Jackson para entender o contexto de ‘Captain EO’ e a ligação do astro pop com o audiovisual. Muitos podem não saber, mas Michael lançou quatro álbuns solo enquanto ainda estava no grupo Jackson Five com seus irmãos. Já era uma forma do cantor se destacar dos demais. No entanto, seria apenas em 1979 que Michael seguiria em carreira totalmente solo, longe dos irmãos, aos 21 anos de idade, com o disco ‘Off the Wall’ – lançado em agosto daquele ano. De certa forma, existe uma grande analogia aí – no conceito de completar 21 anos e atingir a maioridade nos EUA, e aí sim seguir seu próprio rumo.

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Off the Wall’ foi um sucesso impactante, por isso muitos erroneamente acreditam que foi o primeiro disco solo de Michael Jackson. A verdade é que foi o primeiro disco solo após sair dos Jackson Five. Três anos depois, o astro iria ainda mais longe com o disco ‘Thriller’, lançado em novembro de 1982. E aqui podemos dizer que começou verdadeiramente o romance entre Michael Jackson e o cinema (mesmo que o ator já tivesse participado de um filme anteriormente – ‘O Mágico Inesquecível’, de 1978, versão da Motown para ‘O Mágico de Oz’).

Michael

Off the Wall’ até trouxe videoclipes de suas canções, mas ‘Thriller’ trouxe uma verdadeira superprodução em forma de clipe musical. É claro que falamos da música tema do álbum, que se transformou num curta ainda muito aplaudido por seus efeitos visuais práticos e clima perfeito para o Halloween. Este que vos fala, teve a honra de poder assistir a uma versão restaurada do clipe ‘Thriller’ na tela grande e em 3D durante a 42ª edição do Festival de Toronto, no Canadá.

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Thriller’ não foi um clipe qualquer, foi “o” clipe. Michael, que era um fã ávido de terror, havia adorado o agora cult clássico ‘Um Lobisomem Americano em Londres’, que havia causado alvoroço em 1981, em especial devido à cena de transformação e a maquiagem vencedora do Oscar de Rick Baker. Assim, Michael trouxe não apenas Rick Baker, como também o diretor John Landis, para trabalharem com ele na criação do que é provavelmente o clipe mais icônico da história.

De 1982 com o sucesso do disco ‘Thriller’, passando pelo clipe lançado em 1983, até 1987 com o lançamento do álbum ‘Bad’, Michael Jackson curtiu, descansou e colheu os louros de todas as quebras de recorde que havia conquistado. Foi nessa época que o cantor resolveu criar outra parceria para lá de memorável. Capitalizando em cima da marca que já era seu nome, Michael assinou contrato exclusivo com a Disney para lançar sua própria atração dentro dos parques temáticos de maior nome nos EUA e no mundo. E assim surgia ‘Captain EO’, que custou caríssimos US$ 23 milhões.

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Vindo de Michael Jackson, que sempre foi um perfeccionista, essa não seria uma atração qualquer. A atração era um simulador em 3D que prestava homenagem ao subgênero conhecido como “ópera espacial”, no qual se encaixam produções como Flash Gordon, Buck Rogers e, é claro, o mais atual ‘Star Wars’. Agora preste atenção nos nomes responsáveis pelo projeto. Por falar em Star Wars, na produção estava ninguém menos que um certo George Lucas, justamente o pai da franquia espacial mais famosa do cinema. Lucas, que no mesmo ano produziu ‘Howard – O Super-herói’, aventura B que se tornou cult, resolveu impulsionar o curta de Michael na Disney.

Para a direção do curta-metragem de 17 minutos, a ideia era ter Steven Spielberg, o que traria uma reunião entre diretor e produtor após os dois primeiros ‘Indiana Jones’ (o terceiro ainda não havia sido lançado). Acontece que Spielberg era um dos nomes mais ocupados dos anos 80, entre direção e produção de filmes badalados, e na época assinava filmes como ‘Um Dia a Casa Cai’, a animação ‘Fievel – Um Conto Americano’ e preparava a superprodução dramática ‘Império do Sol’.

Spielberg não pôde participar como diretor justamente por motivo de sua agenda, e então foi substituído por um nome à altura. Que tal o diretor da trilogia ‘O Poderoso Chefão’, ‘Apocalypse Now’ e ‘Drácula de Bram Stoker’? Sim, Francis Ford Coppola foi quem assumiu a cadeira de comando e deu o título ‘Captain EO’ ao curta – que anteriormente iria se chamar ‘Space Knights’ – algo como ‘Cavaleiros do Espaço’. A inspiração de Coppola para o nome foi Eos, deusa grega que personifica o amanhecer. Coppola também assinou o roteiro ao lado de George Lucas.

A trama é o básico do gênero, afinal temos que lembrar que se tratava de um passeio em um parque de diversões, um simulador. Sendo assim, temos Michael Jackson como o capitão de uma nave espacial, cuja tripulação é inteiramente formada por criaturas alienígenas (bonecos animatrônicos e fantoches) e robôs. Os primeiros minutos nos inserem em uma “guerra nas estrelas”, quando a tripulação dos heróis engaja em uma batalha contra os inimigos, que lembra muito Star Wars.

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No segundo trecho do curta, Michael se depara com a grande vilã da história, a Rainha conhecida como Líder Suprema, interpretada pela vencedora do Oscar Anjelica Huston, debaixo de uma maquiagem pesada – criada novamente por Rick Baker. O visual da vilã foi inspirado por aranhas, e serviu de molde para a rainha Borg, da franquia Star Trek, na TV e no cinema. E depois disso, é claro, este sendo um veículo para o rei do pop, temos um momento musical de canto e dança com Michael Jackson derrotando os inimigos com seus passos elaborados.

A canção criada para ‘Captain EO’, cantada por Michael no ápice do curta, se chama “We Are Here to Change the World” e nunca havia sido lançada oficialmente até 2004 – ou seja, 18 anos depois da estreia da atração na Disney. A música finalmente seria incluída como parte do disco “Michael Jackson: The Ultimate Collection”. A versão deste álbum, porém, é menor e editada, em comparação com a presente no curta da atração.

‘Michael’ e as biografias Musicais lançadas na última década

Filmado em um formato de 30 quadros por segundo, ao contrário do costumeiro 24 quadros por segundo, ‘Captain EO’ jamais foi lançado em qualquer mídia física, seja VHS, Laserdisc, DVD ou Bluray. Você até encontra cópias remasterizadas atualmente online, como no Youtube, mas não são produtos oficiais da Sony ou da Disney. Por outro lado, em 1996, ‘Captain EO’ se tornou o único filme criado para uma atração da Disney a ser exibido fora do parque. Isso porque em meados da década de 90, a MTV foi liberada para uma única exibição do curta – 10 anos depois de sua estreia. E pode ter vindo daí as cópias que circulam online.

Captain EO’ foi uma atração parte dos parques da Disney, na EPCOT, exibida de 1986 até 1997 de forma ininterrupta, até ser substituída por outra atração em 3D – ‘Querida, Encolhi a Audiência’, baseada nos filmes ‘Querida, Encolhi as Crianças’ e ‘Querida, Estiquei o Bebê’. Após a morte de Michael Jackson em 2009, a Disney resolveu homenagear o astro pop e trouxe de volta a atração ‘Captain EO’. Assim, a exibição original foi reaberta em 2010, com o novo título ‘Captain EO Tributo’. Essa foi a única vez em que a Disney fez algo do tipo, e foi merecido.

Assista:

Uma Curiosidade: como ‘Captain EO’ teve o dedo de George Lucas, como forma de homenagem, o curta acabou sendo incluído como parte de uma produção de Star Wars – mas não no cinema, e sim na TV, na Disney+. O mais recente programa de Star Wars, intitulado ‘Skeleton Crew’, de 2024, uma aventura juvenil dentro de tal universo, incluiu vários “easter eggs” de ‘Captain EO’ em seus oito capítulos, como por exemplo a criatura conhecida como Fuzzball, uma mistura de gato e borboleta, que é o mascote de Michael Jackson no curta, e aparece em uma cena da série citada.

‘Operação Overlord’ ganha novo clipe intenso e violento; Assista!

Operação Overlord‘, terror produzido por J.J. Abrams (‘Star Trek’), ganhou um novo clipe intenso e violento.

Confira:

No vídeo abaixo, John Magaro, Wyatt Russell e Iain de Caestecker falam sobre o que faz o terror tão especial, como foram as filmagens e o que esperar da história que traz nazistas e zumbis aterrorizantes.

Operação Overlord‘ vai estrear no Brasil antes de chegar nos Estados Unidos. A estreia comercial no Brasil acontece dia 8 de Novembro, e chega um dia depois nos cinemas norte-americanos. Somos sortudos, né?

O terror é sensacional e diferente de tudo que foi lançado recentemente.

Faltando poucas horas para o Dia D, uma equipe de paraquedistas americanos invade a França ocupada pelos nazistas para realizar uma missão que é crucial para o sucesso da invasão. Com a tarefa de destruir um transmissor de rádio sobre uma igreja fortificada, os soldados desesperados juntam forças com uma jovem francesa para penetrar nas muralhas e derrubar a torre. Mas, em um misterioso laboratório nazista sob a igreja, os menos privilegiados encontram-se frente a frente com inimigos diferentes de qualquer outro que o mundo já tenha visto.

O terror conta com a direção de Julius Avery, de ‘Sangue Jovem‘, e roteiro de Billy Ray, que também produz o filme ao lado de J.J. Abrams.

 

‘Grey’s Anatomy’: 16ª temporada ganha data de estreia

A ABC finalmente divulgou quando a 16ª temporada de ‘Grey’s Anatomy‘ será lançada. O próximo ciclo irá estrear na televisão norte-americana no dia 26 de setembro.

Vale lembrar que a série já está renovada para a 17ª temporada.

Criada por Shonda Rhimes, a série recentemente conquistou o título de drama médico mais duradouro da história da televisão, superando ‘Plantão Médico‘.

A trama segue a história de residentes, bolsistas e assistentes cirúrgicos, enquanto experimentam as dificuldades das carreiras competitivas que escolheram no Grey Sloan Memorial Hospital.

O elenco conta com Ellen Pompeo, Justin Chambers, Chandra Wilson, James Pickens Jr., Kevin McKidd, Caterina Scorsone, Camilla Luddington, Kelly McCreary, Giacomo Gianniotti e Kim Raver.

‘Bosch’: Ameaça terrorista no trailer COMPLETO da 6ª temporada; Assista!

A Amazon divulgou o trailer completo da 6ª temporada de Bosch.

Confira:

O novo ciclo irá estrear no dia 17 de abril.

A história acompanha a vida de Bosch (Welliver), um detetive do departamento de homicídios de Los Angeles. Filho de uma prostituta, assassinada quando ele tinha onze anos, e de um advogado, que ele só conheceu quando já era adulto, Bosch cresceu em orfanatos e lares adotivos. Veterano da guerra do Vietnã, Bosch foi casado com Eleanor, estrela de um cassino em Macau, com quem teve uma filha, Maddie. Enquanto tenta prender o responsável pela morte de um menino de treze anos, Bosch responde a processo, acusado de ter matado a sangue frio Roberto, um suspeito de ser um serial killer. O processo foi aberto por sua viúva, Rosa Flores, representada pela advogada Sunny Chandler.

Titus Welliver, Jamie Hector, Amy Aquino, Lance Reddick e Madison Lintz estrelam.

Vale lembrar que a série já está renovada para a 7ª (e última) temporada.

‘Frankenstein’: Série baseada no personagem clássico está em desenvolvimento

De acordo com o Deadline, uma nova adaptação de ‘Frankenstein‘, clássico escrito por Mary Shelley, está em desenvolvimento.

Bradley McManus será responsável pelo roteiro da série.

Ambientada na Europa, a trama focará no comportamento e obsessões de um cientista explorando a tênue linha entre a vida e a morte – tudo se passando no decorrer de um ano.

O projeto será produzido pela Stone Village Television, em parceria com a BlackBox Multimedia.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘Criminal Minds’: Revival deve ser CANCELADO pela Paramount+

Através do seu Twitter, a atriz Paget Brewster, que interpretou a veterana Emily Prentiss na série ‘Criminal Minds‘, revelou que o revival da produção deve ser cancelado pela Paramount+.

“Infelizmente, acreditamos que o projeto está morto. Eu avisarei se houver algum progresso, mas parece improvável. É triste,” declarou a atriz.

Inicialmente, a intenção era fazer o revival como uma “série limitada”, com possibilidades da produção futuramente ganhar novas temporadas.

Erica Messer serviria como showrunner.

A produção iria trazer uma mistura de personagens clássicos com novos personagens, em uma abordagem parecida com o revival de ‘CSI‘.

A série original, exibida entre 2005 e 2020, rendeu 15 temporadas e incríveis 323 episódios.

‘Yellowstone’: Michael Bay quer dirigir um episódio da série

Em entrevista ao Collider, Michael Bay (‘Transformers’) foi perguntado se havia interesse em dirigir filmes de alguma franquia conhecida, e acabou surpreendendo a todos ao revelar que gostaria de dirigir um episódio da aclamada série ‘Yellowstone‘.

“Eu não gostaria de dirigir algo tipo ‘Star Wars 5’ porque a parte mais difícil para um diretor é criar um universo. E eu gosto de criar universos diferentes. Mas dirigir [um episódio] de ‘Yellowstone’ seria divertido. Os cavalos, os chapéus e a bela paisagem… É uma série divertida.”

Vale lembrar que a série, que já está renovada para a 5ª temporada, se tornou um fenômeno na Paramount+. Recentemente, seu spin-off ‘1883‘ se tornou o lançamento mais popular da história da plataforma.

A série foi criada por Taylor Sheridan e John Linson.

A história é centrada na luta, por vezes violenta, de uma família do interior do estado de Montana contra a invasão de sua propriedade.

Kevin Costner, Luke Grimes, Kelly ReillyWes BentleyCole Hauser estrelam. O novo ciclo conta com a adição de Jacki WeaverPiper PeraboKathryn KellyFinn Little.

James Cameron cortou 10 minutos de cenas de ação em ‘Avatar 2’: “Estava muito violento”

Em entrevista ao Esquire Middle East, o diretor James Cameron revelou ter cortado 10 minutos de cenas de ação – especificamente envolvendo armas – na edição final de ‘Avatar: O Caminho da Água‘.

O cineasta afirma ter ficado insatisfeito com o tom violento da produção, e fez os cortes necessários buscando um equilíbrio maior com os outros elementos da história.

“Eu tive uma crise de fé enquanto estávamos editando [‘Avatar: O Caminho da Água’]. O filme estava muito violento. Eu queria mostrar um equilíbrio entre a beleza, a epifania e o aspecto espiritual do filme, com as cenas de ação… mas senti que estava muito pesado.”

Ele completa, “Eu cortei cerca de 10 minutos de cenas de ação envolvendo tiroteio. A história obviamente precisa de conflito. Violência e ação são a mesma coisa, dependendo de como você encara essa questão. Esse é o dilema de todo diretor de filme de ação, e eu sou conhecido por esse gênero.”

Vale lembrar que, em apenas 13 dias, ‘Avatar: O Caminho da Água‘ já ultrapassou a impressionante marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

No Brasil, ‘Avatar 2′ já vendeu mais de 4.3 milhões de ingressos, arrecadando um total de R$ 92.4 milhões nas bilheterias nacionais.

Assista nossa crítica e entrevista:

Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.

O filme estrela Zoë Saldaña, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Cliff Curtis, Joel David Moore, CCH Pounder, Edie Falco, Jemaine Clement, Giovanni Ribisi e Kate Winslet.

Jason Statham estrelará novo filme de AÇÃO do diretor de ‘Esquadrão Suicida’

De acordo com o Deadline, Jason Statham (‘Carga Explosiva’) estrelará o filme de ação ‘Levon’s Trade‘, que será dirigido por David Ayer (‘Esquadrão Suicida’).

O astro Sylvester Stallone assina o roteiro da produção.

Este será o primeiro projeto de Stallone como roteirista desde ‘Rambo: Até o Fim‘ (2019) e ‘Creed II‘ (2018). O artista, que chegou a ser indicado ao Oscar por Melhor Roteiro em ‘Rocky: Um Lutador‘, adaptou o romance homônimo de Chuck Dixon.

O livro é o primeiro de uma popular saga composta por 11 volumes.

Originalmente, o projeto estava sendo desenvolvido como uma série de televisão pela Balboa Productions, produtora de Stallone.

Na trama…

Levon Cade (Statham) deixa sua “profissão” para trás para levar uma vida honesta. Ele quer uma vida simples e ser um bom pai para sua filha, mas quando a filha adolescente de sua chefe desaparece, ele é convocado para usar suas habilidades que o tornaram uma lenda no mundo das operações clandestinas. Sua caçada pela jovem desaparecida o leva ao coração de uma sinistra conspiração criminal, criando uma reação em cadeia que ameaçará sua nova vida.

As filmagens estão programadas para começarem em março de 2024, em Londres.

David Ayer e Chris Long servirão como produtores através da Cedar Park Entertainment, ao lado de Statham pela Punch Palace Productions e Stallone pela Balboa Productions.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘1923’: Atriz de ‘Salem’ se junta ao elenco da 2ª temporada

De acordo com o Deadline, Janet Montgomery (‘Dexter’) entrou para o elenco recorrente da 2ª temporada de ‘1923‘, série derivada de ‘Yellowstone‘.

A atriz interpretará Hillary, uma mulher atenciosa que não quer ver uma injustiça impune.

Anteriormente, Jennifer Carpenter (‘Dexter’) também havia sido confirmado no elenco do próximo ciclo. Ela dará vida à Mamie Fossett, uma delegada dos EUA altamente capaz que cumpre mandados e faz prisões com uma confiança à frente de seu tempo.

A série introduz uma nova geração de Duttons, explorando o início do século 20, quando pandemias, secas históricas e o fim da Lei Seca assolam Mountain West e os próprios Duttons, que consideram o lugar seu lar.

Lembrando que o ciclo de estreia já está disponível na Paramount+.

Relembre o trailer:

Helen Mirren e Harrison Ford são os protagonistas da produção.

O elenco ainda conta com Brandon Sklenar, Darren Mann, Michelle Randolph, James Badge Dale, Marley Shelton, Brian Geraghty, Sebastian Roché, Robert Patrick, Aminah Nieves, Julia Schlaepfer e Jerome Flynn.

Taylor Sheridan, criador das iterações predecessoras, retorna como showrunner.

Jovem aposta em VINGANÇA no trailer de ‘Kakegurui: Bet’, novo drama japonês da Netflix

A Netflix divulgou o primeiro trailer da série japonesa ‘Kakegurui: Bet‘.

Em uma escola particular em que apostas determinam o status social, uma nova aluna habilidosa com um passado misterioso está virando o jogo e apostando na vingança.

Confira e siga o CinePOP no YouTube:

A produção será lançada na plataforma no dia 15 de maio.

Adaptação em live-action baseada no mangá japonês Kakegurui, de Homura Kawamoto e Toru Naomura.

‘Extermínio 4’ é DESBANCADO por ‘Avatar 3’ e decepciona em estreia nos EUA

De acordo com o Deadline, a sequência ‘Extermínio: O Templo dos Ossos‘ decepcionou em sua estreia no território norte-americano.

Nos EUA, o longa foi desbancado por ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ (US$17.2M), abrindo com apenas US$ 15 milhões em seu primeiro final de semana estendido (e US$13M no regular).

Para termos de comparação, o desempenho ficou abaixo das projeções, que indicavam um lançamento acima de US$ 20 milhões no país. Além disso, o quarto filme da franquia pós-apocalíptica registrou uma queda de -50% em comparação ao capítulo anterior (US$30M em 3 dias).

Apesar do lançamento morno, o novo filme recebeu uma nota A- do público no CinemaScore – uma média de aprovação muito acima de ‘Extermínio: A Evolução‘ (B) –, e tem chances de manter uma boa estabilidade nas telonas nas próximas semanas.

Os críticos também ficaram impressionados com a nova iteração, que recebeu sólidos 93% de aprovação no Rotten Tomatoes – o que representa a maior média de aprovação da história da saga.

Extermínio: O Templo dos Ossos‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

‘A Bela e a Fera’ divide a opinião dos críticos nos EUA

A expectativa para a tão aguardada estreia de ‘A Bela e a Fera’ é cada vez mais crescente e com as primeiras críticas sobre a versão live-action saindo, fica difícil controlar os ânimos….

No entanto, a surpresa pode não ser tão positiva como os fãs do clássico da Disney tanto esperam. Com a crítica norte-americana dividida sobre o filme, a adaptação pode acabar desagradando aqueles que mais estão ansiosos.

E para controlar seu entusiasmo e te preparar para a grande estreia do filme, confira o que a crítica norte-americana tem a dizer sobre ‘A Bela e a Fera’:

“Na pior das hipóteses, o novo filme é visualmente ‘cozinhado demais’, sem muito foco, POP e com brevidade emocional em relação à sua inspiração”. – Blake Goble, Consequence of Sound

“Como Whitney Houston uma vez disse: não está certo, mas está ok”. – Stefan Pape, HeyUGuys

“Quando ‘A Bela e a Fera’ acerta seu ritmo, a produção decola. No entanto, quando o filme erra, o peso das expectativas criado pelas espetaculares predecessoras são sentidos”. – Sean O’Connell, CinemaBlend.com

“Muitos se permitirão ser tomados pela onda nostálgica em ‘A Bela e a Fera’. Apenas saiba que não há muita profundidade abaixo dessa brilhante superfície”. – David Crow, Den of Geek

Bill Condon não precisava ter permanecido submissamente devotado ao filme de 1991, mas grande parte das alterações e mudanças não tornam sua versão inovadora. Parece que eles estão desesperados por relevância. – Matt Goldberg, Collider

“‘A Bela e a Fera’ casa um espetáculo visual e um suntuoso trabalho de design, com uma história melhor que a original, jogando um feitiço nos fãs antigos e nos novos que chegam”. – Brian Truitt, USA Today

“É um adorável filme artístico e em muitas formas um belo filme, mas antes disso, uma obra extasiante de uma nostalgia velha-que-é-nova”. – Owen Gleiberman, Variety

“Com seus olhos de corça, sorriso ensolarado e um punhado de sardinha em seu nariz, Watson é uma heroína feita sob medida para a Disney. Há uma inocência e inteligência nela que se encaixa perfeitamente no papel. Ela também consegue, por sinal, cantar”. – Chris Nashawaty, Entertainment Weekly

“Seu classicismo é novo e não é forçado. Seu romance nem pestaneja, nem vacila. É bom, move com graciosidade e deixa um claro e revigorante sabor agridoce. Eu quase não reconheci o sabor: Acho que o nome para isso é alegria”. – A.O. Scott, New York Times

“Preparados para proclamar o live-action da Disney, ‘A Bela e a Fera’ o melhor novo-velho musical do ano? Sinta-se a vontade”. – Stephen Whitty, New York Daily News“Se nós estamos procurando por alguns pontos altos, não podemos nos esquecer de mencionar o retrato sensível e cômico de Josh Gad sobre LeFou, o adorável sidekick de Gastão (Luke Evans). – Clayton Davis, AwardsCircuit.com

“Falta em ‘A Bela e a Fera’ a surpreendente proeza visual que a versão anterior ao live action possui, mas ainda assim dançam e cantam com um estilo agradável”. – Matt Donato, We Got This Covered

 

 

A estreia nos cinemas nacionais acontece dia 16 de Março.

‘Star Wars – Episódio 9’: Arte fã traz Kylo Ren com novo visual; Confira!

Após os acontecimentos de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi‘, as coisas certamente mudarão na vida de Kylo Ren.

E um fã curioso decidiu desenvolver uma arte que traz o personagem com um novo visual, que se assemelha ao que um lord sith, como Darth Vader, usaria.

Confira:

 

O diretor J.J. Abrams teve uma reunião com a Disney no último dia 15 para planejar o próximo filme. O início da produção será no começo de 2018 e o Episódio IX chega ao cinemas em 20 de dezembro de 2019.

Apesar da nota, o Episódio VIII já está trilhando seu caminho de sucesso nas bilheterias, tendo uma ótima abertura mundial. Em dois dias, fez US$ 105,8 milhões mundialmente, segundo o Deadline.

Deste valor, US$ 60,8 milhões foram gerados em 48 mercados internacionais, com destaque para Reino Unido (US$ 10,2 milhões), Alemanha (US$ 6,1 milhões), França (US$ 6 milhões), Austrália (US$ 5,6 milhões). No Brasil, o filme abriu com US$ 2,5 milhões.

Já nos EUA, o filme já arrecadado US$ 45 milhões em pré-estreias, de acordo com a Forbes.

Apesar do valor alto, o filme conquistou US$ 7 milhões a menos do que O Despertar da Força – que arrecadou US$ 52 milhões em 2015.

Os Últimos Jedi’ ultrapassou Rogue One – Uma História Star Wars, que fez US$ 29 milhões em dezembro de 2016.

Com o valor, o filme se torna a segunda maior abertura nos EUA, ultrapassando Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2’, que arrecadou US$ 43,5 milhões. O primeiro lugar ainda é deO Despertar da Força, com US$ 57 milhões.

Leia a nossa Crítica em Vídeo | Star Wars: Os Últimos Jedi – Comentamos o filme mais aguardado de 2017

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’: Primeiras reações são extremamente positivas; Confira!

Primeiras Impressões | How To Get Away With Murder – 5ª Temporada

Administrar a sucessão de cliffhangers de How To Get Away With Murder é tão emocionalmente fatigante quanto acompanhar os ciclos psicológicos de Annalise Keating. E após uma das temporadas mais dramáticas e profundas em se tratando do comportamento humano, a aclamada produção do suntuoso mundo de Shondaland retorna para o deleite e desespero dos fãs, prometendo mais mortes enigmáticas, acompanhadas de doses inesgotáveis de taques cardíacas e picos altíssimos de ansiedade. Pudera a série ser uma produção da Netflix e talvez sofreríamos menos, assistindo em um único dia as distantes 15 semanas de episódios que parecem tardar uma eternidade para chegar.

E a quinta temporada iniciou sua narrativa com um fôlego revigorado. Após transcender nossa conturbada protagonista para um enredo de projeções nacionais e um delicioso e rápido crossover com a recém encerrada Scandal, a produção colhe os louros de um final de temporada cheio de novidades e começa uma nova trajetória. Colocando Keating nos eixos após alterações de humor, fracassos consecutivos, um parto cinematográfico e uma causa ganha em proporções quase bíblicas tamanho impacto, a personagem vivida por Viola Davis retorna como a amamos e – porque não – odiamos. Implacável, determinada e em chamas, ela está mais voraz do que nunca. E como é bom tê-la de volta.

Com um episódio que abre aos moldes clássicos de HTGAWM, a história se reconstrói a partir do fim. Sem perder o costume, um episódio aparentemente inocente do futuro se transforma no palco de uma tragédia, onde o sangue volta a desenhar o que veremos pelas próximas 14 semanas restantes. Sugerindo a existência de um(a) assassino(a) e uma vítima ainda não identificada, a série de Shonda Rhymes novamente brinca com a nossa percepção equivocada e baseada meramente na metade do que vemos. Gerando especulações e fazendo os famosos mind games, de cara ficamos confusos, natural para qualquer fã assíduo da série. E com uma incógnita inicial, voltamos no tempo, para aquela tradicional e tumultuosa linha temporal propositalmente descoordenada, que também brinca com nossos sentidos, trapaceia nossa memória e nos deixa aflitos pelo capítulo da semana seguinte.

E com Annelise Keating mais astuta do que nunca, contemplamos nossa heroína/vilã de volta às raízes, dominando o campus que sempre lhe conveio, ardilosa, estilosa e, claro, mais hipnotizante do que nunca. Disposta a seguir a risca o caráter que os capítulos finais da temporada anterior promoveram em si, ela busca o caminho da redenção, tentando fugir do título da série, que já dita com clareza as tramoias necessárias para se livrar de um assassinato. Mas como bem sabemos, se há algo que HTGAWM sabe fazer de melhor é reverter as próprias expectativas de seus protagonistas. E convenhamos, estamos todos aqui pelo gore, aquela famosa sanguinolência.

Trazendo um personagem novo, previamente apresentado no final da temporada anterior, vemos também o vazio de Wesley/Christopher ser devidamente preenchido, com uma figura que promete roubar a paciência e, também talvez, o coração da protagonista principal. E mantendo seu ritmo acelerado em que um episódio reúne uma quantidade absurda de acontecimentos distintos, estamos de volta com How To Get Away With Murder, com a promessa de que sair vivo dessa série é tão incerto quanto a estabilidade recuperada de Annelise Keating e o nosso equilíbrio emocional pelo próximos meses.

‘Coringa’: Homem suspeito gera pânico e fãs evacuam sessão do filme

A jornada de ‘Coringa‘ nos cinemas tem sido impressionante, com recordes que já foram quebrados. Mas a produção tem enfrentando alguns pequenos contratempos e mais uma sessão do longa acabou sendo evacuada, em virtude da presença de um homem suspeito.

Segundo o portal Long Beach Post, um homem foi levado sob custódia após causar pânico durante uma exibição da adaptação dos quadrinhos, no Edwards Cinemas, localizado no shopping Long Beach Town Center. O incidente aconteceu no último sábado, (05), durante a sessão das 21h.

De acordo com a publicação, a polícia local foi convocada após um homem suspeito entrar na sala de cinema, com uma mochila nas costas. E conforme um comunicado oficial emitido pelo Departamento de Polícia de Long Beach, o rapaz teria se poscionado  em frente às fileiras de assentos, examinando a multidão que assistia o longa. Temendo que ele pudesse estar munido de alguma arma de fogo, muitas pessoas começaram a deixar o recinto.

Confira um trecho do comunicado:

“A investigação preliminar revelou que, durante a apresentação do filme ‘Coringa‘, um sujeito adulto masculino caminhou até a frente do teatro, usando uma mochila. Enquanto o sujeito examinava a multidão, os clientes ficaram com medo de que ele estivesse com uma arma e fugiram do teatro”.

O rapaz foi devidamente revistado e constatou-se que ele não carregava nenhum tipo de arma. Ele foi levado sob custódia devido a um mandado pendente não relacionado.

 

Mesmo com alguns contratempos, o longa teve o maior fim de semana de abertura da Warner Bros desde ‘Liga da Justiça‘ em novembro de 2017. ‘Coringa‘ quase  igualou a abertura do filme da Liga da Justiça, que fez US$ 93,8 milhões e contou com um orçamento muito maior.

‘Coringa’ é um filme violento demais?

Assista às nossas críticas:

Crítica | Coringa é o filme que o mundo precisa assistir… 

Coringa‘, do diretor Todd Phillips, centra-se no icônico arqui-inimigo e é uma história fictícia original e inédita, nunca vista na tela grande. A história de Arthur Fleck, interpretado majestosamente por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar seu caminho na sociedade fragmentada de Gotham. Ele é um palhaço de festas durante o dia, ele aspira a ser um comediante stand-up a noite… mas ele acha que a piada sempre parece estar sobre ele. Preso em uma existência cíclica entre a apatia e a crueldade, Arthur toma uma decisão ruim que provoca uma reação em cadeia de eventos crescentes neste estudo de caráter arenoso.

‘Coringa’: Joaquin Phoenix diz que não se importa com opinião dos fãs sobre sua interpretação

Filme de origem do Coringa será ‘assustador’, afirma Joaquin Phoenix

Além de Phoenix, Robert DeNiroZazie BeetzMarc MaronFrances ConroyShea WhighamBill Camp e outros completam o elenco.

‘A Caminho da Lua’: Priscilla Alcântara canta “Vou Voar”, música tema da nova animação da Netflix; Ouça!

A popular cantora Priscilla Alcântara divulgou recentemente a música tema da nova e aguardada animação original da Netflix, ‘A Caminho da Lua‘.

Intitulada “Vou Voar”, a versão nacional da canção ganhou vida pela bela voz da artista e explora a coragem da jovem protagonista em querer desbravar um novo mundo.

Ouça:

Netflix divulgou um nova cena oficial do longa, animação que estreia no dia 23 de outubro.

Confira, junto ao trailer:

Baseado num clássico conto chinês, ‘A Caminho da Luaacompanha a história de Fei Fei, uma jovem determinada, brilhante, e apaixonada pela ciência. Depois de construir um foguete para provar a existência de uma lendária Deusa que vive na Lua, ela acaba se aventurando em uma missão inesperada e descobre uma terra repleta de criaturas fantásticas.

O longa é dirigido por Glen Keane, lendário animador da Disney e responsável pela criação de personagens como Ariel (‘A Pequena Sereia‘), a Fera (‘A Bela e a Fera‘) e Aladdin.

O elenco de dublagem conta Cathy Ang como protagonista, além de Phillipa Soo, Robert G. Chiu, Ken Jeong, John Cho, Ruthie Ann Miles, Margaret Cho, Kimiko Glenn, Artt Butler, Irene Tsu, Clem Cheung, Conrad Ricamora e Sandra Oh.

‘Minari’: Drama vencedor do Oscar 2021 estreia na Amazon Prime Video

O aclamado vencedor do Oscar 2021, Minari – Em Busca da Felicidade’, já está disponível na Amazon Prime Video. A produção teve a sua estreia recentemente na grade de programação do streaming.

A trama gira em torno de uma família coreana-estadunidense que se muda para uma pequena fazenda em Arkansas em busca de recomeçarem a vida e alcançarem o tão prometido “sonho americano”. Entretanto, a casa muda completamente com a chegada da irreverente e amada avó.

A obra é dirigida e escrita por Lee Isaac Chung.

Steven Yeun, Yeri Han, Alan Kim, Noel Kate Cho e Yuh-Jung Youn estrelam a produção.

Assista ao trailer:

Ronda Rousey vai ganhar cinebiografia na Netflix com roteiro assinado por ela mesma

A trajetória de superação e combate de Ronda Rousey vai ganhar vida nas telas da Netflix em um filme baseado em suas duas autobiografias: My Fight/Your Fight e Our Fight. A cinebiografia será dirigida por Augustine Frizzell, confirmada nesta semana após impressionar os produtores — incluindo a própria Rousey — com sua leitura sensível e visceral da história da lutadora. A novidade foi revelada pelo Deadline.

Produzido pela Chernin Entertainment, o filme tem roteiro assinado pela própria Rousey, que mergulhou no departamento de desenvolvimento da WME para aprender estrutura de roteiro e, surpreendentemente, escreveu a versão final em apenas sete dias. O texto chamou atenção imediata de executivos e produtores, que se mobilizaram para viabilizar o projeto.

“Não parecia trabalho de uma roteirista estreante”, comentou uma fonte próxima à produção. “A voz era tão autêntica e intensa que sabíamos que não dava para deixar essa história passar.”

A escolha por uma diretora mulher foi central na decisão do time criativo, e Frizzell se destacou não apenas por seu talento, mas também por ser uma fã de longa data de Rousey — e praticante de Muay Thai nas horas vagas. Ela já havia lido os dois livros antes mesmo de ser chamada para a reunião, e seu envolvimento pessoal com o universo da luta foi determinante para a escolha.

O filme deve explorar não só o auge da carreira de Rousey no UFC e WWE, mas também momentos delicados e íntimos: a perda para Holly Holm, o trauma pós-derrota, pensamentos suicidas, histórico de concussões e a relação controversa com o treinador Edmond Tarverdyan.

Frizzell traz no currículo a direção de ‘Never Goin’ Back‘ (Sundance 2018), o piloto de ‘Euphoria‘, e o drama ‘A Última Carta de Amor‘ para a Netflix. Atualmente, ela dirige episódios da série ‘The Boroughs‘, produzida pelos Duffer Brothers (Stranger Things), também para o streaming.

A cinebiografia ainda não tem título ou data de estreia confirmados, mas promete ser uma das mais impactantes narrativas de esporte, dor e resiliência dos últimos anos.

‘Tomb Raider: A Origem’: Lara Croft estampa arte e novas fotos

Alicia Vikander encarna Lara Croft e está pronta para ação na nova capa da revista Total Film, que divulgou também fotos inéditas de Tomb Raider: A Origem. Confira:

Além de Vikander, Daniel Wu e Hannah John-Kamen estão no elenco, Dominic West (The Affair) vive Richard Croft e Walton Goggins (Os Oito Odiados) interpreta o vilão.

A Warner Bros. distribuirá o projeto da MGM. A estreia de Tomb Raider: A Origem está marcada para 16 de março de 2018 no Brasil.

‘The Onania Club’: Diretor de ‘Centopeia Humana’ promete filme ainda mais chocante

O diretor Tom Six está de volta, após três anos desde o último filme da franquia Centopeia Humana, agora prometendo um filme “ainda mais chocante e polêmico” que a sua última trilogia.

Trata-se do terror The Onania Club, cuja trama vem sido tratada com sigilo total pela produtora, porém, um pôster foi divulgado, mostrando que o filme terá “muitas personagens femininas fortes”. Confira:

O elenco inclui Jessica Morris, Darcy DeMoss, Deborah Twiss, Karen Strassman e Flo Lawrence.

O polêmico filme ainda não possui data de estreia.

 

Crítica 2 | Aladdin – Guy Ritchie entrega ‘um filme ideal’ com alma e coração

Dirigido por Guy Ritchie (Rei Arthur: A Lenda da Espada), Aladdin chega com tudo aos cinemas, mostrando que a Disney ainda tem muito a contar com suas releituras dos grandes clássicos da empresa. Com um elenco não tão conhecido (tirando o sempre ótimo Will Smith), a produção entrega uma história muito bem contada com o dinamismo característico do diretor. Aladdin é uma obra que não depende da nostalgia para se sustentar e desponta como mais um enorme sucesso da Casa do Mickey.

É raro falarmos isso nos dias de hoje, mas Aladdin é um filme com alma! Nem o fato de ser uma releitura impede que a narrativa te envolva num Mundo Novo. Cada canção, seja clássica ou inédita, é encaixada de forma orgânica para complementar cenas visualmente belíssimas e de um dinamismo frenético. Isso é mérito da direção de Guy Ritchie que, mesmo mais contido em sua assinatura cinematográfica, entrega um trabalho seguro, mas com personalidade. Seus cortes rápidos de cena estão presentes, assim como alguns slow motions que chegam a flertar com o brega, porém, não chegam a incomodar por toda a composição visual. É um espetáculo de cores e magia especial. E quando o assunto é Disney, Magia é essencial.

O elenco é um espetáculo à parte. Mena Massoud esbanja carisma e simpatia ao viver o ladrão que dá nome ao filme. Ele transparece inocência e malícia, tal qual pede o personagem, e suas interações como o macaquinho Abu são divertidíssimas. A Princesa Jasmine ganha uma dose a mais de Girl Power e mais destaque com a atuação de Naomi Scott, que tem uma voz incrível. O vilão Jafar, vivido por Marwan Kenzari, é mais novo do que no original, mas não menos ameaçador. Por fim, Will Smith se apoia mais no seu carisma do que no seu poder de atuação para entregar um Gênio DIVERTIDÍSSIMO! É como se o Will de Um Maluco No Pedaço ganhasse uma versão adulta e azul em tela. É um Gênio malandro e molecão que chama atenção para si quando entra em cena.

O roteiro segue a mesma linha da animação original, fazendo algumas alterações pontuais para modernizar a história e permitir o crescimento de alguns personagens. O mesmo vale para as músicas que, em sua grande maioria, já foram ouvidas no filme animado dos anos 90. Houve apenas uma ou duas canções adicionadas e devem ser bem aceitas pelo público por seguirem o mesmo estilo musical.

Um ponto que pode causar polêmica entre os fãs xiitas é uma decisão um tanto quanto entendível dado o nosso cenário ocidental. O filme é todo ambientado na Arábia, mas, provavelmente visando deixar a ambientação mais palatável para o público “deste lado do mundo”, houve uma mistura visual com outras culturas asiáticas, principalmente a indiana. Isso traz uma pluralidade de cores e figurinos que enchem os olhos e se distanciam, por exemplo, da paleta morna de O Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (2010). É uma daquelas mudanças que vêm para somar.

Mas como nem tudo é perfeito, o único ponto fraco do filme é o CGI. A aparência do Gênio flutuando do tamanho “normal” varia entre o crível e o “nossa, mas isso parece um bonecão”. Faltou um pouco de cuidado aí e essa é a minha única grande crítica à produção.

Enfim, Aladdin é o próximo grande sucesso dos cinemas e vai conquistar os fãs e os não fãs da animação dos anos 90. É o melhor Live Action dessa nova fase da Disney. Uma aventura de primeira, fluida, absurdamente divertida e com um visual espetacular. A adaptação perfeita! Corram para os cinemas!

Crítica | Dilili em Paris – Animação como se fazia antigamente

Vinte anos depois de ter iniciado a jornada de ‘Kiriku e a Feiticeira’, o diretor Michel Ocelot volta aos cinemas com mais uma animação voltada para o público infantil, mas que com certeza irá agradar mais o público adulto. Isto porque ‘Dilili em Paris’ mistura mistério com temas pertinentes e em pauta nos dias de hoje.

No final do século XIX, em plena capital francesa, a pequena Dilili trabalha em uma espécie de zoológico, onde reproduz costumes de seu povo na Nova Caledônia para os visitantes. Embora isso cause estranhamento ao espectador, era assim que as coisas eram no final do século XIX. E é lá que Dilili conhece o jovem Orel, um rapaz que trabalha pedalando triciclo pela cidade. Juntos, os dois ficam passeando pela cidade, enquanto Dilili conta sua história. Só que Paris está sob grande ameaça: um grupo malvado, intitulado Mestres do Mal, está sequestrando jovens meninas e levando perigo à população. Assim, Dilili e Orel vão se unir para desvendar o mistério e salvar as jovens meninas francesas.

O mais legal dessa história é que a aventura dos dois jovens conta com a participação especial de muitas personalidades da cultura francesa que fazem parte do imaginário dos brasileiros, tais como os pintores Claude Monet e Renoir, o compositor Debussy, o escritor Marcel Proust, os escultores Camille Claudel e Rodin, a atriz Sarah Bernhardt, dentre muitos outros. Tem até participação do franco-brasileiro Santos Dumont, com direito a falas em português!

Além disso, por conta da aventura dos dois jovens, Dilili e Orel passam pelos principais pontos turísticos da Paris do século XIX, como o famoso Moulin Rouge. Nesse sentido, o longa proporciona um passeio pela capital que se tornou referência mundial na cultura, e, justamente por isso, se torna uma ótima ferramenta para aqueles que estejam aprendendo a língua.

Apesar de ter alguns pontos bem chocantes (alguns deles colocados com esse objetivo mesmo), ‘Dilili em Paris’ é um panorama cultural que nos faz refletir sobre o quanto a sociedade, como um todo, evoluiu nesse século e meio passados desde a Belle Époque. Misturando técnicas de animação que são plasticamente agradáveis ao espectador, o longa de Michel Ocelot faz um recorte social de uma época e oferece uma animação suave como um balé, que se baseia na história e não em grandes efeitos especiais. ‘Dilili em Paris’ é uma animação como se fazia antigamente, e pode agradar os mais saudosistas.

É o Bicho

(Animal Crackers)

 

Elenco:

Emily Blunt

John Krasinski

Sylvester Stallone

 

Direção:

Tony Bancroft
Scott Christian Sava

 

Gênero: Infantil

Duração: 94 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 17 milhões

Estreia: Sem Data

Sinopse: 

Uma caixa mágica de biscoitos com formatos de animais é utilizada por uma família para tentar salvar o circo familiar das garras do maléfico tio Horatio P. Huntington.

Curiosidades: 

» Filme de 2016.

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: