Site Página 4699

‘Viúva Negra’: Nova imagem mostra a heroína lutando contra a exaustão; Confira!

A Marvel Studios divulgou uma nova imagem de ‘Viúva Negra‘, mostrando a heroína vivida por Scarlett Johansson numa possível luta.

Considerando sua postura e sua expressão de cansaço, a cena pode ter sido capturada em um momento de batalha.

Confira:

Lembrando que a Disney confirmou oficialmente que vai manter o lançamento apenas nos cinemas e não seguirá o modelo da WarnerMedia – que lançará ‘Mulher-Maravilha 1984‘ simultaneamente no streaming.

Viúva Negra‘ chega aos cinemas 07 de maio de 2021.

Assista ao trailer:

Além de Scarlett Johansson no papel principal, o elenco conta com David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O.T. Fagbenle.

No thriller de espionagem Viúva Negra, Natasha Romanoff confronta as partes obscuras de sua racionalidade quando uma perigosa conspiração atada ao seu passado vem à tona. Perseguida por uma força que não vai parar até destruí-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e com os relacionamentos despedaçados deixados para trás depois de se tornar uma Vingadora.

Compositor de ‘O Mandaloriano’ se emocionou ao compor a trilha do desfecho da 2ª temporada

Pedro Pascal e o Baby Yoda transformaram ‘O Mandaloriano‘ em um grande sucesso, mas nos bastidores um dos heróis da aclamada série é o compositor Ludwig Göransson.

Premiado com o Emmy de Melhor Composição Original por seu trabalho na 1ª temporada, o músico revelou como se inspirou para compor a trilha para o último episódio da 2ª temporada.

Em entrevista para o Insider, Goransson disse que assistiu à cena na qual Din Djarin (Pascal) e Grogu se despedem e não conseguiu conter as lágrimas.

Jon [Favreau] me mostrou cada cena separada só para me dar uma ideia e começar a criar algo. Quando eu assisti a cena do Mando se despedindo do Grogu, eu fiquei comovido e não consegui conter as lágrimas. Assim como os fãs, eu acompanho a história desses dois desde o início… Acho que eu não estava preparado para esse momento.”

Goransson também falou sobre a criação de uma trilha para a cena em que Luke Skywalker faz sua aparição completa, salvando os protagonistas dos Dark Troopers.

“Basicamente, compus um novo tema para Luke porque eu queria que a revelação fosse uma surpresa, não queria sugerir nada… Se usássemos uma versão alternativa de ‘Binary Sunset’ (tema de Luke composto por John Williams), não haveria surpresa. Quando você aquela X-Wing se aproximando, há sons de guitarra e um coral infantil. No final, há uma leve transição do tema de mistério heróico para o tema da Força que todos já conhecem.”

Goransson (centro), ao lado de Jon Favreau nos bastidores da série

Lembrando que Goransson deve retornar a 3ª temporada da atração, que chega ao catálogo da Disney+ em dezembro de 2021.

Enquanto isso, assista ao trailer da 2ª temporada:

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passa no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.

Marvel anuncia um especial musical para a véspera de Ano Novo; Confira!

Depois de anunciar todas as suas próximas produções durante o Disney Investor Day, a Marvel Studios não para de surpreender o público.

Através do Twitter, o jornalista Brandon Davis (Comic Book), compartilhou um anúncio no qual Kevin Feige anuncia um especial musical da Marvel para a véspera de ano novo de 2020.

No vídeo, o presidente do estúdio diz:

“Olá a todos os fãs da Marvel na China, sou Kevin Feige, presidente da Marvel Studios. 2020 foi um ano incomum para todos nós, mas juntos mantivemos a esperança viva diante de desafios sem precedentes, mas nunca paramos de contar histórias de heróis. No ano que vem, a Marvel continuará trazendo histórias para as telonas, incluindo ‘Viúva Negra’, ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’ ‘Os Eternos‘, dando as boas-vindas a uma nova era no Universo Cinematográfico da Marvel.”

Até que ele dá a grande notícia:

“Antes disso, também haverá uma apresentação de Ano Novo com o tema da Marvel para dar as boas-vindas a 2021. Fiquem ligados na Gala de Ano Novo do Bilibili (site de compartilhamentos chinês) em 31 de dezembro e tenham um vislumbre do que virá em 2021.”

Confira:

Infelizmente, não há detalhes sobre quem fará parte da performance inspirada no passado e futuro do MCU, mas com certeza será algo diferente de tudo que os o estúdio já apresentou oficialmente.

Considerando que o musical irá incorporar alguns dos temas mais populares dos filmes, é de se esperar os fãs irão reviver os momentos mais marcantes e chocantes da Saga do Infinito, além de terem um vislumbre do que está por vir.

Recentemente, Feige conversou com a revista Emmy sobre o futuro da Marvel Studios e acredita que as plataformas de streaming são o futuro das produções cinematográficas.

“Os serviços de streaming representam o futuro em 100%. os consumidores querem assistir filmes e séries em casa. Com sorte, espero que eles abracem nossa estratégia de criar um universo compartilhado entre o cinema e a TV, porque acreditamos que o futuro da Marvel está no streaming.”

Feige defendeu a ideia dizendo que produções como ‘WandaVision‘ nunca atingiriam todo o seu potencial se fossem lançadas no cinema.

“Uma experiência como ‘WandaVision‘ é algo que você não pode obter em um filme de duas horas. Você vai ao cinema para assistir coisas que não são tão extensas. O streaming foi feito para expandir a possibilidade de contarmos histórias que não podemos contar em um único filme. E, claro, tudo que é lançado no cinema vai para o streaming algum tempo depois.”

A declaração do cineasta só mostra o quanto o estúdio está empenhado em produzir novas atrações para a TV além das séries ‘Mulher-Hulk’, ‘Gavião Arqueiro’, ‘Loki’, Ms Marvel e ‘Gavião Arqueiro’. 

Lembrando que ‘WandaVision‘ é a primeira série do MCU a chegar na Disney+, com estreia marcada para 15 de janeiro de 2021.

Recentemente, a plataforma divulgou um novo comercial incrível da série.

Confira, junto com o trailer:

‘WandaVision’ mistura o clássico estilo das sitcoms com o Universo Cinemático Marvel. Na série, Wanda Maximoff e Visão – dois seres super-poderosos vivendo seu sonho suburbano – começam a suspeitar que nada é o que parece ser.

A série é dirigida por Matt Shankman (‘Game of Thrones’) e tem no elenco Elizabeth OlsenPaul Bettany e Teyonah Parris.

[EXCLUSIVO] ‘O Céu da Meia-Noite’: Gravidez da atriz Felicity Jones não fazia parte do roteiro original

No novo drama sci-fi da Netflix, dirigido e estrelado por George Clooney, ‘O Céu da Meia-Noite‘, conhecemos a personagem Sully Rembshire, vivida por Felicity Jones.

Lidando com uma inesperada gravidez ao longo de uma viagem espacial, ela tenta administrar os desafios da vindoura maternidade ao seu trabalho como uma cientista espacial em busca de um novo lar para a humanidade.

E a gravidez da personagem de Jones não fazia parte do roteiro da produção. Segundo Clooney, o arco acabou sendo incluso na produção em virtude da descoberta da gestação por parte da atriz.

Ao invés de substituí-la no longa – como Hollywood já fez tantas vezes, Clooney preferiu celebrar o importante marco na vida da atriz, expandindo a complexidade da sua personagem com a gravidez da sua intérprete.

Para ele, este grande detalhe ainda redefiniu o fim do longa, tornando-o ainda mais simbólico:

Essa gravidez não fazia parte da narrativa. Nós tentamos adaptar as filmagens pra nos encaixar na gestação da Felicity Jones, mas eventualmente decidimos transformar a personagem em uma mulher grávida e desenvolver esse arco. E essa gravidez, que é o único sinal de vida que eles estão escutando no espaço, acabou acarretando naquele final, que hoje percebo que sempre deveria ter estado lá. Não consigo imaginar o filme sem isso”.

O Céu da Meia-Noite‘ já está disponível na Netflix.

Confira o trailer:

Na trama, Clooney vive Augustine, um solitário cientista cuja base é localizada no Ártico que tenta impedir o retorno de seus colegas de uma missão espacial para a Terra, enquanto o planeta vem sofrendo com uma misteriosa catástrofe global.

O roteiro é assinado por Mark L. Smith e inspirado no romance ‘Good Morning, Midnight’, de Lily Brooks-Dalton.

Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler, Demián Bichir, Tiffany Boone e a novata Caoilinn Springall completam o elenco.

 

 

‘Seu Nome Gravado em Mim’: Romance LGBTQ+ já está disponível na Netflix

O romance LGBTQ+, intitulado ‘Seu Nome Gravado em Mim‘, já está disponível na Netflix. A produção, original de Taiwan, foi lançada na plataforma de streaming nesta quarta-feira (23).

Em 1987, após o fim da lei marcial em Taiwan, Jia-han e Birdy se apaixonam e são alvos de homofobia, pressão familiar e estigma social.

Confira o trailer:

Dirigido por Liu Kuang-hui, ‘Seu Nome Gravado em Mim‘ conta com Edward Chen, Tseng Ching-hua e Leon Dai no elenco.

‘Fronteiras do Universo’: 3ª temporada também será a ÚLTIMA da série

A série original da HBO, ‘Fronteiras do Universo‘, será encerrada com a sua 3ª temporada. A informação foi confirmada pela vice-presidente executiva da emissora, Francesca Orsi.

Por meio de um comunicado oficial, a gestora compartilhou a novidade, afirmando que a jornada da protagonista Lyra será devidamente finalizada para os fãs:

“Trazer a obra épica, intrincada e culturalmente ressonante de Phillip Pullman para a televisão foi um tremendo privilégio. Agradecemos aos nossos incríveis parceiros da BBC e à toda a equipe Bad Wolf, liderada pela infatigável Jane Tranter, por seu trabalho excepcional nas duas primeiras temporadas. Estamos ansiosos para completar a trilogia com este capítulo final na jornada de Lyra”.

Confira o trailer da 2ª temporada:

A mais recente temporada acompanha os planos de Lord Asriel (James McAvoy) depois que ele abriu uma ponte para um novo mundo, enquanto Lyra (Dafne Keen) segue seus passos rumo ao desconhecido e tenta lidar com a morte do melhor amigo.

Criada por Jack Thorne, a série foi desenvolvida em parceria entre a HBO e a BBC One, e é baseada na saga literária escrita por Philip Pullman.

Lyra Belacqua é uma órfã, ela vive em um mundo na qual as pessoas estão ligadas diretamente com um daemon, que pode ser qualquer tipo de animal. Criada pelos catedráticos na Universidade Jordan, ela presencia uma revelação que pode mudar tudo. Contudo a sua vida é catapultada quando conhece a bela e misteriosa Sra Coulter.

O elenco inclui também inclui Ruth Wilson, Clarke Peters e Lin-Manuel Miranda.

‘A Primeira Noite De Crime’ já está disponível na Netflix

O terror ‘A Primeira Noite de Crime’, quarto filme da franquia The Purge, já está disponível na plataforma de streaming da Netflix. A produção teve a sua estreia na grade de programação nesta quarta-feira (23).

A Primeira Noite de Crime’ conta a história de origem do Expurgo – sobre a primeira vez que o “evento” aconteceu.

Para empurrar a taxa de criminalidade abaixo de um por cento para o resto do ano, os novos pais fundadores da América tentam um experimento sociológico radical que permite aos cidadãos desabafar sua agressão por uma noite em uma comunidade isolada. A ideia logo explode em toda a nação quando a violência dos opressores atinge a raiva dos marginalizados.

O filme é dirigido por Gerard McMurray e estrelado por Y’lan Noel, Lex Scott Davis, Joivan Wade e Marisa Tomei.

Assista ao trailer legendado:

‘O Céu da Meia-Noite’: Drama sci-fi com George Clooney já está disponível na Netflix

O novo drama sci-fi O Céu da Meia-Noite, dirigido e estrelado por George Clooneyjá está disponível na Netflix. A produção teve sua estreia na grade de programação nesta quarta-feira (23).

Na trama, Clooney vive Augustine, um solitário cientista cuja base é localizada no Ártico que tenta impedir o retorno de seus colegas de uma missão espacial para a Terra, enquanto o planeta vem sofrendo com uma misteriosa catástrofe global.

Confira o trailer:

O roteiro é assinado por Mark L. Smith e inspirado no romance ‘Good Morning, Midnight’, de Lily Brooks-Dalton.

Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler, Demián Bichir, Tiffany Boone e a novata Caoilinn Springall completam o elenco.

 

‘Clouds’: Garoto com câncer terminal se torna cantor famoso no emocionante trailer!

Disney+ divulgou o EMOCIONANTE trailer legendado de ‘Clouds’, longa-metragem original baseado na vida do cantor Zach Sobiech.

A história é centrada em Sobiech, um adolescente da cidade de Lakeland que se tornou uma celebridade e que morreu de uma rara forma de câncer ósseo em 2013. Ele ganhou fama ao interpretar sua própria versão da música “Clouds”.

Confira:

A cinebiografia é dirigida por Justin Baldoni.

Fin ArgusSabrina CarpenterMadison IsemanThomas Everett ScottNeve Campbell estrelam.

O longa é baseado no romance Fly a Little Higher, assinado por sua mãe, Laura Sobiech.

‘Clouds’ tem estreia marcada para 29 de  janeiro de 2021 na plataforma nacional.

Crítica | Crônicas de Natal: Parte 2 – Nova aventura natalina é pura diversão para crianças

O último mês do ano é marcado por celebrações em todas as religiões. E também é marcado por um período em que muitas crianças estão de férias, em casa, precisando se entreter de alguma forma. Somando as duas coisas, a Netflix vem desenvolvendo ao menos um grande filme de Natal para o fim do ano que seja voltado para o público mirim. Esse ano, a plataforma apostou em dois títulos: ‘Uma Invenção de Natal’, história inédita, e ‘Crônicas de Natal: Parte Dois’, continuação do sucesso de 2018.

Embora ainda acredite muito no Papai Noel, Kate (Darby Camp) está bastante frustrada este ano, pois sua mãe a levou para passar o fim de ano numa praia, junto com Bob (Tyrese Gibson) e o filho dele, Jack (Jahzir Bruno). Kate acha que sua mãe a está negligenciando e planeja fugir dessa viagem – ao que é atendida por Belsnickel (Julian Dennison), um terrível elfo que se tornou humano e quer se vingar de Papai Noel (Kurt Russell) e da Mamãe Noel (Goldie Hawn), roubando a estrela de Belém. Para isso, Belsnickel envia Kate e Jack para a vila do Papai Noel, para causar uma distração no bom velhinho e conseguir atingir seu objetivo.

A continuação da aventura natalina da Netflix é toda voltada para o público de até doze anos de idade, de modo que a linguagem, os desafios e, principalmente, as soluções, ingênuas e pouco explicadas, pois conta com a suspensão da descrença do espectador mirim. Até aí, tudo bem, afinal, inserir elementos que agradem seu público-alvo é fundamental para promover o sucesso de um filme, mas em ‘Crônicas de Natal: Parte Dois’ há muitos elementos descaradamente reciclados de outros sucessos concorrentes (os elfos mais parecem minions, inclusive com a mesma voz; a origem do embate entre o Papai Noel e Belsnickel, que repete o mesmo argumento apresentado em ‘Uma Invenção de Natal’), e isso contribui para que nossos olhos tenham a sensação de já ter visto o que estamos vendo.

Numa tentativa de desenvolver dois núcleos para contemplar meninos e meninas, o roteiro de Matt Lieberman e Chris Columbus se divide, e acaba não aprofundando nenhum dos dois. Jack atravessa sua jornada sozinho – sinal de que não conseguiram costurar esse personagem na trama; Kate, por sua vez, é uma garota completamente insuportável que precisa aprender uma lição, e que pode desagradar às meninas; o vilão, Belsnickel, é apenas um sujeito meio stalker, quase tão chato quanto a protagonista e com uma motivação é fraca, interpretada com a mesma falta de carisma que Julian Dennison apresentou em ‘Deadpool 2’.

O encanto em ‘Crônicas de Natal: Parte Dois’ reside, por sua vez, na direção de arte, que produziu um ambiente natalino belíssimo, de encher os olhos mesmo, e as cenas de ação e aventura, que empolgam. Os adultos terão a chance de se divertir com as piadas que ultrapassam o universo infantil, como o espanto de Jack ao ouvir que Mamãe Noel poderia colar seus dedos congelados e o Papai Noel tocando saxofone, fazendo menção aos famosos bonecos do bom velhinho tocando esse instrumento de óculos escuros, que são encontradas em quase todas as lojas de artigo natalino.

Crônicas de Natal: Parte Dois’ cumpre sua proposta de entreter a garotada e pode se tornar um desses filmes que as crianças adoram assistir repetidas vezes por conta das cenas de aventura e diversão. Não à toa, não saiu da lista dos mais vistos da Netflix desde a sua estreia.

Assassino de aluguel se apaixona no trailer do suspense ‘Flinch’; Assista!

O suspense ‘Flinch‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

O longa é dirigido por Cameron Van Hoy.

Um assassino se apaixona por uma garota que o testemunha cometer um assassinato. Sem conseguir matá-la, ele a leva para casa e logo descobre que ela é mais do que aparentava ser.

O elenco conta com Daniel Zovatto, Tilda Cobham-Hervey, Cathy Moriarty, Tom Segura, David Proval e Buddy Duress.

O suspense será lançado em VOD no dia 21 de janeiro.

“Siga seus sonhos, seja confiante e NUNCA desista!”, Gal Gadot manda mensagem para os jovens

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP para promover Mulher-Maravilha 1984‘, a atriz Gal Gadot mandou uma bela mensagem para os jovens que estão em conflito consigo mesmos.

“Siga seus sonhos, seja confiante e NUNCA desista!”, afirma a atriz.

Assista a partir do minuto 2:50:

A diretora Patty Jenkins também foi questionada se acredita que o sucesso do primeiro ‘Mulher-Maravilha‘ abriu o caminho para outros filmes de heroínas, como ‘Viúva Negra‘.

“Eu definitivamente sei que quando estávamos fazendo nosso filme, várias pessoas falaram publicamente sobre como iríamos falhar. Todos pensaram que iríamos falhar e que ninguém iria ver um filme como este. Achei que não fazia sentido algum. Felizmente, eu estava cega para isso… E vejo agora que outros filmes estão sendo feito. Sucesso e dinheiro mandam uma grande mensagem para o mundo, e estou muito feliz por termos essas coisas não apenas para nós, é claro, isso é ótimo, mas também para mostrar ao mundo que é possível filmes liderados por mulheres como super-heroínas”, concluiu.

Você também acha que o sucesso de Mulher-Maravilha‘ fez os estúdios aprovarem outros blockbusters de ação estrelados por mulheres?

Mulher-Maravilha 1987‘ estreia nos cinemas dia 17 de Dezembro.

Gal Gadot retorna como a heroína. Chris PineKristen WiigPedro Pascal completam o elenco.

A GROSSA está on! Netflix divulga vídeo com as “melhores frases” do doc da Anitta

A Netflix divulgou um vídeo da série documental ‘Anitta: Made In Honório‘, sequência de ‘Vai Anitta‘.

No vídeo, o streaming divulga as “melhores frases” da cantora:

Anitta: Made In Honório‘ se tornou o título mais visto da plataforma, na frente do blockbuster ‘Liga da Justiça‘ e da elogiada série ‘O Preço da Perfeição‘.

Confira o TOP 5 e três novos banners promocionais – dois deles em inglês e em espanhol:

O documentário foca na carreira internacional da cantora, trazendo um olhar sem filtros sobre os bastidores de sua vida profissional e pessoal.

Anitta é um fenômeno na música pop e no funk. Mas por trás de cada hit está a Larissa, nascida e criada em Honório Gurgel (RJ), e pronta pra conquistar o mundo. Ela não é perfeita e sabe disso, por isso faz questão de mostrar quem é a Anitta sem filtros na série documental.

Crítica em Vídeo | A Galeria dos Corações Partidos – A Comédia Romântica mais FOFA do ano…

O editor-chefe Renato Marafon traz a fofa crítica em vídeo da comédia romântica ‘A Galeria dos Corações Partidos‘, produzida por Selena Gomez.

Assista a crítica:

O filme está disponível exclusivamente para aluguel e compra nas plataformas digitais Apple TV (iTunes), Google Play, Looke, Microsoft Films &TV (Xbox), NOW, Oi Play, PlayStation Store, SKY Play e Vivo Play.

O filme aborda de forma bem-humorada as muitas lembranças deixadas pelos relacionamentos desfeitos, como fotos, brinquedinhos, livros e os acumuladores emocionais que guardam tais objetos. Após ser abandonada pelo seu último namorado, Lucy é motivada pelo seu novo amigo, Nick, a criar a Galeria do Coração Partidos, incentivando um movimento e um novo começo para todos os românticos e inclusive para ela própria. O que ambos não imaginavam, ou talvez tentavam fugir desse fato, é que estariam encantados, um pelo outro.

Estrelando Geraldine Viswanathan (Não Vai Dar) como Lucy, Dacre Montgomery (Stranger Things) como Nick, Utkarsh Ambudkar (A Escolha Perfeira) como Max, Molly Gordon (Fora de Série) como Amanda, Phillipa Soo (Hamilton) como Nadine e Bernadette Peters como Eva.

‘Riverdale’: Gravidez da atriz Vanessa Morgan será introduzida no roteiro da 5ª temporada

Os roteiristas da série ‘Riverdale‘ foram bastante receptivos à gravidez da atriz Vanessa Morgan e decidiram incluir essa grandiosa mudança na vida da artista dentro do roteiro da 5ª temporada.

A informação foi confirmada pela própria Morgan, por meio de sua conta oficial do Instagram.

Na ocasião, ela comemorou o início da sua licença maternidade, agradecendo ao showrunner e aos produtores por terem contribuído para esse momento, valorizando a sua gravidez como um processo natural que só contribui para o desenvolvimento da série.

Confira:

“Oficialmente em licença maternidade! Ah! Me sentindo muito grata ao meu showrunner e aos produtores por terem sido tão receptivos e por escrever minha gravidez dentro da série! Também estou orgulhosa do meu por corpo, por me permitir trabalhar por quase nove meses estando grávida. Agora é hora de ter um bebê! Feliza Natal e Feliz Ano Novo pessoal!”

Os novos episódios estreiam no dia 20 de janeiro.

Assista ao intenso trailer da 5ª temporada:

Criada por Roberto Aguirre-Sacasa, a série é baseada nos quadrinhos do Archie Comics.

A pequena e tranquila cidade de Riverdale fica de cabeça para baixo quando é atingida pela misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade. Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Jughead Jones, Cheryl Blossom, Josie McCoy e seus amigos exploram os problemas da vida cotidiana na pequena cidade, enquanto investigam o caso de Jason Blossom. Mas, para resolver este mistério, o grupo de amigos deve descobrir os segredos que estão enterrados profundamente na superfície da cidade, pois Riverdale pode não ser tão inocente como parece.

O elenco inclui KJ ApaLili ReinhartCamila MendesCole SprouseMadelaine Petsch, Madchen Amick, Luke Perry, Ashleigh Murray, Skeet Ulrich, Casey Cott, Charles Melton, Mark Consuelos e Vanessa Morgan.

Os 93 Anos do Clássico Metrópolis e o protótipo do estilo Cyberpunk

Obra clássica de Fritz Lang tem todos os elementos que se consagraram no subgênero

Com o lançamento do jogo Cyberpunk 2077 o subgênero homônimo do jogo vai ganhando maior destaque; subgênero porque para muitos o cyberpunk é uma extensão do gênero maior que é a ficção científica (cujas outras ramificações são, por exemplo, o steampunk, dieselpunk, apocalíptico e pós-apocalíptico). Apesar desse estilo ter ganhado grande proeminência durante os anos 80, tanto é que os termos cyber e punk surgiram justamente nesse período, as regras básicas que seus enredos seguem remontam há muito antes.

O movimento expressionista alemão é um dos mais importantes na história do cinema, tendo inovado não só na estética dos filmes como também na forma de contar histórias. Dos nomes envolvidos o de Fritz Lang se destaca, tendo em sua filmografia uma coleção de filmes que melhor representam esse período. 

Exemplos são alguns de seus trabalhos como o suspense M – O Vampiro de Dusseldorf, de 1931, onde o diretor estabelece uma cidade que, assolada por uma onda de assassinatos envolvendo crianças, cansa de esperar por um posicionamento das autoridades e parte para uma caçada humana atrás do culpado. A partir de 1922 ele inicia a série de adaptações dos romances policiais de Norbert Jacques sobre o icônico Dr. Mabuse.

Com “M ” Lang entrega ao espectador uma cidade a beira do caos

Nenhuma obra, porém, se compara a Metrópolis. o filme mudo de 1927 se propõe a apresentar um cenário divisivo. Por um lado é mostrada uma bela cidade onde todos os seus habitantes vivem bem, apresentam certo nível de riqueza e a paisagem é tomada por prédios, pistas de atletismo, jardins e pela opulenta Nova Torre de Babel. Por outro lado existe todo um submundo menos favorecido que é responsável por manter funcionando essa “utopia”.

Essa parcela da população vive em guetos abaixo da terra e diariamente revezam em turnos para manter as máquinas funcionando, pondo em risco suas vidas no processo. Logo de cara é evidente que um elemento primordial do subgênero cyberpunk dá as caras: a divisão social. Comumente em obras desse tipo a sociedade é representada como um local onde as disparidades entre ricos e pobres é tão gritante que também se tornou irreversível. 

A forma como Fritz Lang, junto ao roteiro de Thea von Harbou, abordou essa diferença foi justamente tornando-a um elemento central da trama, onde o protagonista é oriundo de uma família rica da superfície e, após se apaixonar por uma moça pertencente a sociedade do subsolo, adquire uma “consciência de classe” e passa a confrontar seu pai sobre o porquê do mundo ser da forma que é.

A cidade em Metrópolis, simbolizada pela Nova Torre de Babel, possui uma profunda divisão social

Esse autoquestionamento, aliás, que o protagonista Freder adquire e desenvolve ao longo da história foi um dos elementos mais polêmicos (para não dizer subversivo) na época de seu lançamento. Em 1927, apesar do mundo não viver ainda a paranoia da Guerra Fria, havia sim temor por parte de governos e setores da Europa a respeito do movimento comunista. Lembrando que em 1922 a União Soviética foi oficialmente instaurada e o assassinato do czar Nicholau II bem como de toda a sua família durante a revolução russa de 1917 ainda estava muito fresco na memória das elites europeias.

Portanto, quando Metrópolis estreou nos cinemas alemães com uma história que remetia em muito a teoria da luta de classes proposta por Marx e Engels muitos teceram críticas ferrenhas ao filme, isso fica muito evidente no livro Fritz Lang: The Nature of the Beast de Patrick McGilligan. Outro fator que pesou contra o filme foi sua duração; inicialmente o corte que foi para os cinemas da época tinha mais do que duas horas de duração e isso foi algo tanto inovador quanto negativo para o filme.

Importante lembrar que a essa altura o cinema estava em meio a era dos filmes mudos e, naturalmente, tais produções eram bem curtas. Então, quando Lang surgiu com esse material com mais de duas horas de duração, o estúdio exigiu de imediato que cortes de edição fossem feitos para tornar a obra menor e mais de acordo com o que era a regra até então. O resultado não poderia ser outro senão uma nova versão confusa e consequentemente subestimada (um caso muito parecido com o que aconteceu com Blade Runner em 1982).

Metrópolis sofreu muito com cortes na edição

Se por um lado a abordagem da trama e a edição final geraram uma recepção negativa, por outro a estética se tornou referência histórica para o cinema desde o primeiro momento. A arquitetura da cidade em Metrópolis teve grande inspiração em estilos artísticos como o Art Deco ou a escola artística Bauhaus. A segunda, em particular, talvez tenha maior ligação ainda com o filme pois tanto ela quanto a obra em si foram criados durante o período da República de Weimar; período democrático esse que antecedeu a ascensão do nazismo.

Aqui já surge outro elemento que se tornaria regra para o obras futuras de cyberpunk que é o visual urbano. Apesar de não contar com várias cenas externas pela cidade e dessa forma o espectador vê bem pouco daquilo tudo, o que se tem é esse ambiente urbano claustrofóbico em que em cada canto tem um prédio ou um carro e no centro a Nova Torre de Babel. De fato, é notável a escassez de letreiros em neon (apesar de haverem) que são marcas registradas desse nicho, porém, há de se ressaltar não só as limitações técnicas da época como também que os famosos letreiros só se popularizaram nos anos 80.

Por fim, como uma peça final tem o robô identificado apenas como Maschinenmensch (ou Homem-Máquina) que dá as caras na parte final da obra. Além da estética humanoide dourada que inspirou principalmente George Lucas e sua equipe durante a produção inicial de Star Wars, tem-se ali um debate sobre questões de humanidade. Tanto a revolta da máquina contra seu criador quanto a subsequente conversão da mesma em humana ressalta o debate sobre até onde uma inteligência artificial pode ou não ser considerada humana.

Muito já foi dito sobre o clássico de Fritz Lang. Analisado e dissecado aos montes, ele influenciou, corretamente, todo o gênero da ficção científica subsequente; não importando se é no cinema ou na literatura. Mais especificamente ao cyberpunk muitos dos ingredientes podem ser vistos ali, ainda que não elaborados com essa finalidade.

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 25: Alessandro Giannini

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema é uma coisa tão rica para nossa existência como ser humano, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Jornalista, muito querido, já trabalhou em diversos veículos de renome no cenário nacional, um crítico de cinema com uma análise sempre inteligente sobre as obras. Nosso convidado de hoje é o grande Alessandro Giannini. Já foi repórter na revista Set, editor de Cinema do UOL e colaborou durante um tempo com a equipe do jornal Metro, além de sua passagem pelo Jornal O Globo, entre outros. Eu mesmo sempre que via o nome do Giannini no texto prestava até mais atenção, pois sempre era uma grande aula principalmente porque você percebe logo de cara que é um grande cinéfilo, sempre com ótimas referências.

Curiosidade de quem vos escreve: eu uma vez, uns dez anos atrás na frente do Estação Botafogo, durante aquelas maravilhosas maratonas do Festival do RJ, na rua Voluntários da Pátria, perto de uma barraquinha de pipoca que sempre está por lá, vi o Alê lendo o programa do Festival. Ia falar com ele mas fiquei com vergonha (risos).

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Difícil responder a esta pergunta cravando um só lugar, porque temos, em São Paulo, pelo menos três cinemas com programações que desviam do cardápio mais comercial – alguns deles fogem disso como o diabo da cruz. Pela ordem: Reserva Cultural, Espaço Itaú e Cinesesc.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente?

O primeiro que assisti no cinema foi uma versão da Disney de Robinson Crusoé ou da famigerada família Robinson. Mas não tenho uma memória viva desse momento. No entanto, lembro de assistir a Rastros de Ódio, do John Ford, na TV, com o meu pai e chorar feito uma criança – que eu, de fato, era – quando o John Wayne finalmente encontra Natalie Wood.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Outra pergunta difícil e que se move de acordo com o momento. Eu acho o Martin Scorsese um gênio, e isso está meio que comprovado pelo corpo de obra e por filmes como Touro Indomável ou Os Bons Companheiros ou Cassino. Além de tudo, o cara é cinéfilo e fez dois docs que são aulas sobre cinema americano e italiano. Mas poderia citar, também, Roberto Rossellini (Roma, Cidade Aberta) e Fellini (Amarcord).

4) Qual seu filme nacional favorito e por quê?

Assalto ao Trem Pagador, do Roberto Farias. Baseado numa história real, o filme retrata o famoso assalto ao trem da Central do Brasil. Acho que é um filme que fala e mostra como funciona o preconceito social e o racismo no Brasil.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

É uma paixão que não tem muitos limites e nem preferências. Acho que um cinéfilo de verdade não rejeita os filmes da Marvel e só consome filmes de arte. Ele encara tudo. E pode gostar mais de um tipo de filme ou de outro, mas está sempre aberto a descobrir algo novo.

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não a maior parte. Os grandes complexos certamente têm profissionais competentes, mas tratam os produtos com um olhar mais comercial do que cinéfilo. Agora, as salas que mencionei acima são dirigidas por gente com um olhar um pouco mais aguçado, sem deixar de enxergar o que podem lucrar com os filmes.

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Acho impossível, porque é um lugar de entretenimento e também de reflexão. Assim como os teatros não acabaram e as bibliotecas também não fecharam. O que pode acontecer é uma transformação, mas não saberia dizer como.

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Honeyland. Foi candidato ao Oscar de filme internacional e documentário longa. Um prodígio de narração e um retrato emocionante de uma personagem muito sofrida e com um gosto enorme pela vida. Infelizmente, foi comprado pouco antes de a pandemia chegar até nós. Quem tiver oportunidade, por favor, assista. É uma beleza.

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Não, apesar de achar que muitos desses negócios vão sofrer mesmo que abram com as medidas de distanciamento.

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Até a entrada do atual governo, estávamos em um ciclo virtuoso. As estatísticas compiladas pela Ancine mostravam isso. Uma indústria que empregava 300 mil pessoas e havia ultrapassado outros segmentos tradicionais. É muito triste, porque tínhamos muitos bons filmes sendo feitos, uma geração nova se revelando. O que temos hoje são espasmos. Você vê um Pacarrete aqui, um Partida acolá… Mas aquela explosão de novidades, acho que vai demorar um pouco para acontecer de novo.

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Beto Brant é um cara que sempre faz coisas interessantes e que me instigam. O Invasor dele está entre os meus dez melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Jorge Furtado, que não tem filmado muito, é outro. Fernando Meirelles também.

12) Defina cinema com uma frase.

É um lugar de paz e de encontro comigo mesmo (Um clichê, claro, mas verdadeiro).

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Fui a muitas “cabines”, as famosas sessões para jornalistas, ao longo da carreira. Mas nenhuma foi tão divertida quanto a de Cidade dos Sonhos (2001), do David Lynch, que tem aquela estrutura dividida – são praticamente dois filmes em um. E um crítico muito respeitado, que estava bem velhinho e tinha um problema de incontinência, saiu da sala para ir ao banheiro pouco antes da virada. Quando ele voltou, ficou ali parado por uns minutos, até perguntar para alguém que filme estavam projetando. Ele mesmo, que já não está mais entre nós, deu risada da situação.

Do Pior ao Melhor: Planeta dos Macacos, Tomb Raider e outros “Reboots” de Histórias Consagradas

Este ranking apresenta 10 filmes lançados na última década, exceto as obras de super-heróis, que buscaram trazer uma nova visão sobre um personagem, mas não agradaram tanto a crítica. Para fazer esta lista do pior ao melhor, a base de avaliação foi a nota do Rotten Tomatoes (RT) e os números de bilheterias do Box Office Mojo. Vindos da literatura ou do videogame, os filmes foram amados por uns – com direito a sequências – e odiados por outros. Vamos começar! 

  1. A Garota da Capa Vermelha (2011) – RT: 10% | Box Office Total: $$89,162,162

Talvez você nem se lembre, mas uma das histórias mais emblemáticas da idade contemporânea, Chapeuzinho Vermelho, ganhou sua versão moderna pelas mãos de Catherine Hardwicke, logo após filmar Crepúsculo (2008). As más línguas dizem que ela continuou filmando o mesmo filme, apenas com atores diferentes. A premissa da história dos irmãos Grimm é totalmente perdida. O objetivo era contar a origem da famosa fábula, no entanto, o filme torna-se um monótono triângulo amoroso.

  1. Robin Hood: A Origem (2018) –  RT: 13% | Box Office EUA: $5,095,000 (em dois dias)

O jovem Robin Hood, vivido por Taron Egerton, mal estreou e já quase encabeça a lista das piores adaptações clássicas. A culpa não é tanto por conta do ator, apesar de um Robin muchocho, mas pela produção sem esmero e as firulas do diretor Otto Bathurst. Para ter um ideia, o Príncipe dos Ladrões vivido por Russell Crowe (2010) obteve 43% de aprovação, enquanto Kevin Costner (1991) teve 51%. Ou a crítica está mais severa agora ou a qualidade está decaindo com o tempo.

  1. Hannibal, a origem do Mal (2007) – RT: 15% | Box Office Total: $82,169,884

Com a intenção de surfar no sucesso do personagem Hannibal Lecter, de Silêncio dos Inocentes (1991), e as suas continuações, o diretor Peter Webber (Moça Com Brinco de Pérola) teve a incumbência de explicar porque Hannibal tornou-se um canibal. Sem Anthony Hopkins ou Mads Mikkelsen, a história não encontrou o tom certo e saiu como uma medonha engabelação. A única coisa que a gente lembra é que Hannibal (Gaspard Ulliel) viu a sua irmãzinha ser comida por homens malvados e… tá aí a explicação. Apesar de tudo, o roteiro do filme é escrito por Thomas Harris, autor da série de livros de Hannibal.

  1. João e Maria: Caçadores de Bruxas (2013) – RT: 15% | Box Office Total: $226,349,749

Um ano após estrear como Gavião Arqueiro em Os Vingadores (2012), Jeremy Renner usou suas habilidades de arco e flecha nesta releitura do clássico infantil João e Maria. Com a ideia de transformar o trauma das crianças em uma arma de ataque, o longa de Tommy Wirkola abusa de efeitos visuais e objetos voadores, explorando ao máximo o 3D, mas esquece da construção dos personagens. Além do Vingador, a outra protagonista era Gemma Arterton. Alguém lembra o última filme da atriz? Pois é. Após sua terrível atuação, ela ainda apareceu em Aposta Máxima (2013), com Ben Affleck, mas seus outros trabalhos nunca mais chegaram ao Brasil.

  1. Peter Pan (2015) – RT: 27% | Box Office Total: $128,388,320

Com a presença de Hugh Jackman (O Favorito) e Rooney Mara (A Pé Ele Não Vai Longe), era difícil imaginar que os pontos não dariam liga, mas sempre que um diretor exagera na apresentação, o resultado é frustrante. Revisitado algumas vezes pelo cinema, Peter Pan sempre rendeu boas histórias, tal qual Em Busca da Terra do Nunca (2004), com índice de 84% no RT. Até Hook, a Volta do Capitão Gancho (1991), de Steven Spielberg, tem uma avaliação maior que esta versão rock de Joe Wright (O Destino de uma Nação).

  1. Rei Arthur: A Lenda da Espada (2017) – RT: 31% | Box Office Total: $148,675,066

Assim como no recém-lançado Robin Hood, a lenda do Rei Arthur (Charlie Hunnam) ganhou uma versão mais dinâmica no ano passado, sob o comando de Guy Ritchie. O que não agradou – tanto o público quanto a crítica – foi a remontagem focada nas lutas e longe da composição histórica. Aliás, grande parte destas novas adaptações acredita muito mais na ação do que no desenvolvimento de um bom roteiro. Essa escolha, entretanto, destitui o ambiente já criado do personagem e, consequentemente, desagrada os fãs dos cavaleiros da távola redonda.

  1. A Lenda de Tarzan (2016) – RT: 36% | Box Office Total: $356,700,357

Com o sucesso de Alexander Skarsgård (True Blood) e Margot Robbie (O Lobo de Wall Street) em trabalhos anteriores, os produtores acreditaram que recontar a lenda do Tarzan em um espetáculo visual inédito seria uma ótima aposta. Por um lado, a bilheteria pagou o filme, mas não chegou a dar tanto lucro. Já segundo a crítica, os grandes tropeços foram as atuações mornas dos protagonistas e os furos de roteiro. Este é mais um exemplo de atenção à forma em detrimento ao conteúdo.

  1. Branca de Neve e o Caçador (2012) – RT: 48% | Box Office Total: $396,592,829

Da infância à juventude, uma das mais famosas princesas da Disney dividiu a opinião dos críticos. Com um visual semelhante a trilogia de O Senhor dos Anéis (2001-2003), o diretor Rupert Sanders coloca uma armadura na princesa vivida por Kristen Stewart e compõe uma boa jornada do herói, neste caso o caçador (Chris Hemsworth). Vale ainda destacar a digna vilã de Charlize Theron, responsável por emplacar a sequência O Caçador e a Rainha do Gelo (2016). O tom demasiado sombrio, entretanto, incomodou os espectadores mais adeptos à história de amor e à camaradagem ressaltadas nas versões anteriores.

  1. Tomb Raider: A Origem (2018) – RT: 51% | Box Office Total: $273,821,715

Com a mudança de Angelina Jolie para Alicia Vikander,  a heroína dos videogames retorna à sua infância e ao início da sua juventude para revelar suas verdadeiras motivações e o passado do seu pai. Na versão do norueguês Roar Uthaug, a construção da Lara Croft perpassa todo o filme até ela se descobrir uma lutadora. Além de substituir a identificação do público com a versão de Angelina, o desafio do reboot era mostrar uma origem inspiradora para a personagem ter ser tornado tão combativa.

  1. Planeta dos Macacos: A Origem (2011) – RT: 81% | Box Office Total: $481,801,049

Quando você já achava que contar a origem das histórias era um erro, eis que surge Caesar (Andy Serkis) no seu caminho. Tudo bem que neste caso não é um personagem em si, mas toda uma teoria de como os macacos tomaram o Planeta Terra dos humanos. Sendo uma pré-sequel do clássico Planeta dos Macacos (1968) – com 88% no RT -,  a obra de Rupert Wyatt constrói perfeitamente a semente para a futura hecatombe. O projeto conta ainda com as continuações Planeta dos Macacos: O Confronto (2014) – com 90% de aprovação – , e Planeta dos Macacos: A Guerra (2017), com 93% no RT.

O que você achou desta lista? Deixe um comentário sobre o que você concorda, discorda e qual outro filme poderia estar aqui.

10 Filmes que FRACASSARAM nas bilheterias… mas não mereciam!

Já percebeu que muitas vezes aquele filme que adoramos não faz sucesso. Ou quando ficamos esperando a continuação prometida (quando é o caso) e ela nunca chega. Isso se deve ao fraco desempenho de determinada obra nas bilheterias.

Uma crítica positiva ou negativa pode influenciar o resultado, no entanto, na maioria dos casos o sucesso de um filme depende mesmo do público. Enquanto precisamos aguentar o sucesso de produções como Transformers e Crepúsculo, filmes elogiados ficam muitas vezes a ver navios.

Pensando nisso resolvemos criar uma lista com dez filmes que fizeram menos sucesso do que mereciam. Veja abaixo e diga se concorda.

Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

millenium_int

Muitos ainda preferem a versão sueca original das adaptações das obras do escritor Stieg Larsson. Mesmo eles não podem negar que a versão de David Fincher é primorosa. Bancada pela Sony, a produção foi cara (mas podemos ver cada centavo na tela) e trouxe nomes famosos no elenco, como Daniel Craig.

O empenho da então novata Rooney Mara ao viver a protagonista Lisbeth Salander foi tão intenso que rendeu para a atriz uma indicação ao Oscar. Mara chegou a perfurar os mamilos de verdade para suas cenas de nudez no filme. Numa entrevista na época, revelou que ainda mantinha os piercings para a continuação.

Millenium não atingiu a renda esperada pelo estúdio e até hoje sofre um grande embargo, sem que a Sony saiba o que fazer com os projetos das continuações. Um dos motivos que explica a falta de retorno é o gênero do filme, um suspense barra-pesada, mirado a uma fatia específica do público e para maiores de idade.

Orçamento: US$ 90 milhões.

Renda: US$232 milhões.

Scott Pilgrim Contra o Mundo

scott-pilgrim-image

Um dos filmes mais legais e criativos dos últimos anos, Scott Pilgrim é baseado nos conceituais quadrinhos de Bryan Lee O´Malley. O talentoso diretor britânico Edgar Wright (da trilogia do Cornetto) utiliza muito de seu típico humor afiado e seco, que casa perfeitamente com a obra de O´Malley.

Justamente por isso, por ser um filme com um tipo de humor específico, diálogos e sacadas rápidas, Scott Pilgrim passou em branco junto ao grande público, sempre acostumado a receber mais do mesmo. O filme ficou abaixo, por exemplo, de Kick-Ass, lançado no mesmo ano (um bom filme, mas muito menos criativo).

Scott Pilgrim é dono de estética e visual únicos. Mistura quadrinhos, música e vídeo games, ou seja, o sonho de consumo da cultura pop. Mesmo enaltecido pelos especialistas como uma das melhores produções pipoca do ano, o filme não teve o devido reconhecimento do grande público.

Orçamento: US$ 60 milhões.

Renda: US$ 47 milhões.

Círculo de Fogo

839324005036267

Robôs Gigantes contra monstros gigantes são uma venda difícil para o grande público. Muitos não querem ver isso. No entanto, dentro deste conceito, a superprodução de Guillermo del Toro é muito bem explorada, e cria bons personagens dentro de tal mundo. O roteiro é bem explicado e os detalhes são minuciosos. Mas não tem como fugir do grande mote: monstros gigantes contra robôs gigantes. A superprodução é muito mais satisfatória do que tantas outras que caem nas graças do grande público (não irei citar nomes).

Dentro desse mesmo paradigma podemos encaixar ainda outra superprodução satisfatória e injustiçada, Godzilla. Essa, felizmente, um sucesso de público. A falta de um grande interesse retardou a chegada da inevitável sequência. O filme é o sonho das crianças que assistiam aos seriados japoneses como Jaspion e Changeman.

Orçamento: US$ 190 milhões.

Renda: US$ 411 milhões.

Os Mercenários 3

The-Expendables-3-2549

Tudo bem que a terceira incursão na “piada” confeccionada por Stallone não foi um grande sucesso de crítica. Mas também não diferiu muito do resultado dos primeiros filmes. O teor do terceiro foi em grande parte semelhante ao dos antecessores.

Stallone respeita o mesmo conceito, e o legal dos filmes desta série é justamente ver quem irão trazer de volta da aposentadoria. No terceiro, entram na brincadeira Wesley Snipes, Harrison Ford, Antonio Banderas e Mel Gibson. O resto é ação descerebrada, típica dos anos 1980.

O verdadeiro motivo pelo mau desempenho foi o filme ter vazado na internet um pouco antes de seu lançamento nos cinemas. Tá certo que a apresentação de uma equipe de jovens mercenários não colou, e a censura mais branda – mirando a um público mais amplo – também foi considerado golpe baixo. O que importa é que a franquia dos velhinhos durões ainda é legal, e queremos ver novos episódios.

Orçamento: US$ 90 milhões.

Renda: US$ 206 milhões.

Dredd

dredd-movie-image-4

A primeira adaptação dos quadrinhos ingleses de John Wagner e Carlos Ezquerra para o cinema foi uma verdadeira bomba (por falar em Stallone). Uma nova tentativa de levar o interessante personagem às telonas era planejada por anos. Finalmente ela saiu do papel em 2012, com um filme que respeitava a essência violenta da obra.

Num futuro distópico, Dredd faz parte da corporação de agentes da lei, que são juiz, júri e carrasco num só. A trama mistura essa realidade de ficção com personagens bem explorados, juntando tudo num filmaço de ação conceitual, passado inteiramente dentro de um conjunto habitacional recheado de criminosos. A história se desenrola no imenso prédio e o resultado é uma mistura de Cidade de Deus e Operação Invasão passado no futuro.

Por sua censura alta (drogas e violência), Dredd não rendeu o esperado. Agora é a velha batalha entre o estúdio e os fãs, que exigem mais filmes do novo Dredd.

Orçamento: US$ 50 milhões.

Renda: US$ 35 milhões.

Jack Ryan – Operação Sombra

photo-by-glendalenewspress.com_

Pobre Jack Ryan. O personagem criado pelo romancista Tom Clancy é o agente secreto menos eficiente do cinema. Explico: seus filmes são os menos satisfatórios financeiramente da galeria que conta com James Bond, Ethan Hunt e Jason Bourne.

Pode-se explicar também que os filmes protagonizados pelo agente da CIA são mais sérios e voltados para a história, e nem tanto para a ação. Os filmes de Ryan soam mais como suspenses políticos do que blockbusters propriamente ditos. Ou melhor, eram.

Iniciada com Alec Baldwin no papel (Caçada ao Outubro Vermelho), as aventuras de Ryan seguiram com o rosto de Harrison Ford (Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato). Em 2002, um Ryan mais jovem foi planejado na pele de Ben Affleck, mas A Soma de Todos os Medos morreu na praia. Um novo reboot foi tentado em 2014, com Operação Sombra – e um Ryan ainda mais novo (Chris Pine), entrando na CIA. O que parece funcionar nos livros, não emplaca no cinema. O novo Ryan é inclusive voltado ao público mais jovem e mais próximo a um filme de ação.

Orçamento: US$ 60 milhões.

Renda: US$ 135 milhões.

O Poder e a Lei

The_Lincoln_Lawyer_image-9

Esse é outro filme baseado em um livro de sucesso, que contém um protagonista que gostaríamos de ver novamente nas telas. O escorregadio advogado de porta de cadeia (o filme quase teve esse título no Brasil) Mick Haller possui malandragem das ruas, cruzando-as com seu motorista num Lincoln – daí o título original “Lincol Lawyer”.

Esse é o primeiro de uma série de livros que retratam os casos do personagem. Um suspense de primeira dirigido por Brad Furman, que serviu de divisor de águas na carreira do renovado Matthew McConaughey (a chamada McConassença).

O próprio ator (que interpreta o protagonista) já demonstrou vontade de retornar ao personagem diversas vezes, mas um novo caso parece estar difícil de sair do papel.

Orçamento: US$ 40 milhões.

Renda: US$ 75 milhões.

Pânico 4

Scream-4-movie-image-1

O filme Pânico original, de 1996, foi um verdadeiro marco para o cinema de terror, ajudando a reestruturar o gênero, com a adição de muito humor e metalinguagem. A continuação não demorou a aparecer, igualmente bem sucedida, e avaliada por muitos como superior ao original.

Para a terceira parte, um embargo de três anos. Os atores não queriam ficar presos aos personagens, imaginando novos ares para suas carreiras. A perda de ritmo fez do terceiro filme um relativo fracasso. Mais de dez anos depois, numa época de sequências tardias (Tron, Wall Street, Indiana Jones), chega o quarto episódio.

Embora recebido inicialmente com certo ceticismo, Pânico 4 se mostrou um bom reencontro com velhos amigos queridos. Mais do que isso, em sua estreia a crítica enalteceu a obra. Novos aspectos de sátira foram criados (que haviam ficado de fora antes devido a época), em especial em cima da “fama a qualquer preço”, provida pelas mídias sociais.  Mesmo com o sucesso de crítica, o público não compareceu como deveria, minando os planos para um quinto episódio, que foi aportar na TV.

Orçamento: US$ 40 milhões.

Renda: US$ 97 milhões.

O Estranho Thomas

7365983608_252fc5ae95_o

Essa é uma produção desconhecida do grande público. Um filme obscuro, por assim dizer, que no Brasil recebeu um lançamento direto no mercado de vídeo. No entanto, uma vez que damos chance ao filme descobrimos um terror cômico muito eficiente, recheado de referências e tiradas espertinhas nos diálogos.

Baseado na série literária de Dean R. Koontz (num total de seis livros), a primeira adaptação para os cinemas é dirigida por Stephen Sommers (A Múmia e G.I. Joe) e traz Anton Yelchin como protagonista. Existe ainda um forte teor emotivo aqui, totalmente inesperado, em seu desfecho.

Gugu Mbatha-Raw e Willem Dafoe estão no elenco, mas quem chama atenção é Addison Timlin, no papel da namorada do protagonista. Devido a problemas legais com produtoras, no que diz respeito a divulgação, o filme não emplacou como deveria. “Odd Thomas” merecia novas aventuras.

Orçamento: US$ 27 milhões.

Renda: US$ 570 mil.

O Espetacular Homem-Aranha 2

THE-AMAZING-SPIDER-MAN-2-Official-Poster-Banner-PROMO-PHOTOS-17JANEIRO2014-05

Bem, vamos lá. Os novos filmes do Homem-Aranha comandados pelo outrora talentoso Marc Webb não são bons. O primeiro deixou o público meio anestesiado, sem saber direito o que achar – a maioria queria tirar algo de bom dele. É de se perdoar um cineasta em sua primeira incursão no cinema blockbuster.

Existia o grande sentimento de possível redenção. Quando o elenco (bem inusitado) foi anunciado para sequência, as informações chegaram de forma refrescante para os fãs de cinema. Jamie Foxx como Electro, Paul Giamatti como Rino, Dane DeHaan como Harry Osborn, Chris Cooper como Norman Osborn, Felicity Jones como Felicia Hardy (futura Gata Negra) e Shailene Woodley como Mary Jane (deletada do filme, para nunca mais existir).

Depois do filme pronto, o resultado: uma nova decepção. Essa em grande escala. Em partes, a infantilidade do novo Homem-Aranha é comparada a do ultrajante Batman & Robin (Electro é um dos vilões mais mal desenvolvidos da história do cinema). Mas então por que colocar este filme na lista, você pergunta. E a resposta, pena. Pena de todos os envolvidos. Pena do diretor Webb, que teve o plugue puxado sem conseguir mostrar tudo o que tinha para oferecer. Pena do antes empolgado Andrew Garfield, que já perdeu o emprego como o herói. E a esperança de um terceiro filme pudesse ser bom. Acho que era mesmo um sonho…

Orçamento: US$ 200 milhões.

Renda: US$ 708 milhões.

Crítica | As Five – Spin-Off de ‘Malhação’ Tem Sexo, Drogas e Rock’ n Roll

Desde que a novelinha ‘Malhação’ estreou na Rede Globo, em 1995, o público veio acompanhando os desdobramentos do mundo jovem e jovem-adulto através da tv aberta. De lá para cá foram 27 temporadas – algumas mais bem sucedidas que outras –, mas sem nunca antes ter prolongado um núcleo por mais de um ano. Até 2020, quando a série ‘As Five’ estreou na Globoplay – um spin-off da temporada de sucesso ‘Viva a Diferença’, de 2017 – que chega agora, em 2021, ao grande público da Rede Globo.

Cinco anos se passaram desde a formatura do grupo de amigas. Keyla Maria (Gabriela Medvedovski) agora lida com as dificuldades de ser mãe solteira de uma criança de cinco anos de idade e de não ter vida social; Ellen (Heslaine Vieira) acaba de chegar dos Estados Unidos, onde cursa faculdade e está noiva, mas começa a questionar se a vida no exterior é mesmo o que quer; por sua vez, Tina (Ana Hikari) está em dúvida sobre seu relacionamento com Anderson (Juan Paiva); Lica (Manoela Aliperti) não tem nenhum objetivo na vida, mas agora sua mãe não irá mais sustentá-la e ela terá que descobrir que para ganhar dinheiro é preciso trabalhar; e Benê (Daphne Bozaski), que, após descobrir que seu namorado, Guto (Bruno Gadiol), é gay, passará por uma árdua jornada em busca da própria sexualidade.

Com apenas seis episódios de cerca de meia hora de duração cada e cinco protagonistas com conflitos e núcleos distintos, a primeira temporada de ‘As Five’ tenta abraçar muitos temas, mas, com o tempo limitado da produção, fica acelerada em muitos momentos e não se aprofunda em nada do que propõe. Isso acaba prejudicando a série como um todo, que, com tanto potencial e ótimas atuações, entrega um resultado picotado, que confunde e causa estranheza, como se tivéssemos perdido alguma coisa. Os episódios quase sempre terminam com a interrupção de uma cena, que não é retomada no episódio seguinte; em outros momentos, bate uma preguiça no roteiro de Jasmin Tenucci, Francine Barbosa, Vitor Brandt, Luna Grimberg e Cao Hamburger, que literalmente abandona alguns elementos no meio do caminho (exemplo disso é quando Benê deixa Tonico na quadra de futebol, aos cuidados do vizinho que ela acabou de conhecer, para correr pro hospital, e, quando Keyla passa para buscá-la, nem sequer pergunta pelo filho, e tá tudo bem).

Apesar desses escorregões, ‘As Five’ amadurece um bocado as queridas personagens conhecidas pelo grande público em 2017. Os temas, sempre meio bobinhos e superficiais na tv aberta, agora, na Globoplay, se tornam mais sérios e realistas. Tudo que anteriormente ficou subentendido agora é explanado: personagens se revelam gays, lésbicas ou bissexuais; a hipocrisia é deixada de lado e eles agora consomem drogas, bebida alcoólica, etc. Através dessa nova linha narrativa, ganham destaque os personagens secundários, como a relação lésbica Limantha (Lica + Samantha, interpretada pela Giovanna Grigio), que agora é naturalizada ao público; e a relação entre Benê e Nem (Thalles Cabral), o vizinho misterioso cheio de carisma que rouba a cena desde o momento em que aparece, com seu visual emogótico fofo.

É legal ver como essas personagens – que foram apresentadas bem maduras até, quando estrearam – amadureceram bastante, embora continuem se sentindo perdidas na vida. Agora a série reflete com mais honestidade os sentimentos e os dramas do seu público-alvo e perde o medo de falar abertamente sobre as verdadeiras inquietações da juventude – como visto em produções similares como ‘Euphoria’ e ‘Sex Education’, mostrando que o Brasil pode e deve sim dialogar de maneira sincera com os jovens. E esse é o grande mérito de ‘As Five’: com personagens conhecidas e dramas populares, mais parece estarmos vendo nossas amigas entrando em enrascadas, e não que estamos assistindo uma série. Ainda bem que a segunda temporada já está confirmada.