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Exibido na Globo, ‘Extraordinário’ é um daqueles raros filmes que nos fazem chorar

A magia do cinema não está nos efeitos especiais revolucionários, mas sim na capacidade de causar sentimentos. Não são necessários muitos recursos para um filme te fazer sentir medo, rir ou chorar. No caso de ‘Extraordinário’, uma boa história e ótimos atores foram necessários para me fazer terminar o filme aos prantos. Sabe quando você chora tanto que fica com os olhos vermelhos e inchados?

Extraordinário’ é baseado no romance homônimo de 2012 escrito por R.J. Palacio, e retrata a vida do garotinho Auggie Pullman – que nasceu com uma séria síndrome genética que o deixou com deformidades faciais. Mesmo após por diversas cirurgias e complicações médicas ao longo dos seus poucos anos de vida, seu rosto continua deformado.

Com a ajuda de seus pais Isabel (Julia Roberts) e Nate (Owen Wilson), o menino procura se adequar a uma nova rotina quando ingressa pela primeira vez na escola – e precisa encarar os olhares curiosos das outras crianças. Usando uma história simples e poucos elementos, o filme consegue emocionar ao abordar o bullying com uma visão diferente e quebrar os padrões de beleza impostos pela sociedade.

A jornada do pequeno Auggie é contada de vários pontos de vista diferentes: a de sua mãe, que teve um choque quando descobriu que seu filho havia nascido com um problema congênito, de sua irmã, que nunca teve muita atenção de sua família por causa do irmão, e a do próprio garoto – que nos primeiros minutos na escola descobre quão maldosas as pessoas podem ser.

Apesar de trazer o bullying como principal tema, o filme consegue entregar uma história leve e divertida – com uma belíssima mensagem.

O canadense Jacob Tremblay já provou ser o melhor ator de sua geração ao roubar a cena em ‘O Quarto de Jack’ e faz novamente ao dar vida a Auggie. Apesar de estar sob uma maquiagem pesada para deformar seu rosto, o ator consegue encantar com uma atuação expressiva e digna de uma indicação ao Oscar. É ele quem rouba todas as cenas e consegue emocionar o espectador com poucas palavras.

Julia Roberts está sensacional na pele da mãe do garoto, uma mulher que sabe o que seu filho passará ao longo da vida por ser diferente e sofre com ele. Os diálogos afiados entre Roberts e Trembley são deliciosos, e a dupla demonstra uma química absurda em tela.

Izabela Vidovic rouba a cena como a jovem Via, a irmã do protagonista que luta para ser notada pela família enquanto todos estão preocupados com seu irmão. Já Owen Wilson entrega uma atuação sólida, mas não memorável. Ah, e não esqueçam de reparar na rápida aparição de Sonia Braga, que em apenas uma cena consegue demonstrar todo o poder de sua atuação.

O diretor Stephen Chbosky, que já havia nos entregado o sensacional ‘As Vantagens de Ser Invisível’, sabe mesclar o humor e o drama de maneira eficiente e extraordinária. Sua direção nos leva para uma jornada pelos sentimentos dos personagens, enquanto consegue tirar sensações dos espectadores.

Extraordinário’ é um daqueles raros filmes que nos fazem rir, chorar e se emocionar. Desculpe o trocadilho, mas ‘Extraordinário’ é Extraordinário.

‘Extraordinário’: Veja fotos do processo para transformar Jacob Tremblay em Auggie

Extraordinário’, a adaptação do livro homônimo do escritor R. J. Palacio, ganhou novas e interessantes imagens dos bastidores.

A designer de maquiagem Arjen Tuiten divulgou imagens da INCRÍVEL transformação de Jacob Tremblay para viver o pequeno Auggie Pullman.

Confira:

O filme se tornou um fenômeno nas bilheterias nacionais e levou mais de 3 milhões de público aos cinemas, com R$ 60 milhões em renda.

Com deficiência facial, que, até agora, o impediram de ir a uma escola convencional, Auggie se torna o mais improvável dos heróis quando ele ingressa na 5ª série de uma escola comum. Sua família, seus novos colegas de classe e a comunidade lutam no desenvolvimento da compaixão e da aceitação.  A extraordinária jornada de Auggie os unirá e provará que não é possível se misturar quando se nasce para se destacar.

Assista nossa crítica em vídeo:

Crítica | Extraordinário é um daqueles raros filmes que nos fazem chorar 

 

 

‘Mulher-Maravilha 1984’: Cena pós-créditos surpreende com a presença de [SPOILER!]

Mulher-Maravilha 1984‘ já chegou há alguns cinemas espalhados pelo mundo, e os detalhes do longa já estão começando a circular online.

E, para a surpresa dos fãs, a cena pós-créditos revela a presença de Lynda Carter, intérprete da Mulher-Maravilha na série exibida na década de 1970.

Na trama, ela interpreta a personagem Asteria, a antiga dona da armadura dourada que Diana Prince (Gal Gadot) usa ao longo da sequência.

Depois de salvar uma pessoa, a guerreira de Themyscira menciona que “esteve fazendo isso por muito tempo”, uma dica de que ela tenha servido como uma heroína nas sombras por centenas de anos (e desde que encontrou seu caminho para o mundo do homem).

Por fim, a estrela pisca para a câmera quando a cena termina, uma bela homenagem ao passado de Carter como ‘Mulher Maravilha‘.

Confira as imagens divulgadas pelo IGN:

O aguardado ‘Mulher-Maravilha 1984‘ já estreou nos mercados internacionais e dominou as bilheterias globais. O longa arrecadou US$ 38.5 milhões em seu primeiro final de semana, através de 32 mercados.

O resultado, no entanto, está bem abaixo das projeções, que indicavam uma estreia internacional em torno de US$ 60 milhões.

O desempenho da sequência foi prejudicado na China, onde o filme arrecadou medianos US$ 18.8 milhões, que voltou a ter fechamento de vários cinemas nos últimos dias. Na América Latina, no entanto, a produção foi um enorme sucesso, tornando-se o maior desempenho do ano desde o início da pandemia.

Mulher-Maravilha 1984‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Sucesso entre os críticos, o filme abriu com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

 

‘Pequenos Vestígios’: Thriller com Denzel Washington e Jared Leto ganha primeira imagem

Pequenos Vestígios (The Little Things), novo thriller estrelado por Denzel Washington Jared Leto e Rami Malek, ganhou sua primeira imagem oficial.

O filme chegará aos cinemas em 29 de janeiro de 2021.

Confira:

John Harlan Kim, Sofia Vassilieva, Natalie MoralesTerry KinneyMichael Hyatt, Jason James Richter, Chris Bauer e Kerry O’Malley completam o elenco.

John Lee Hancock, conhecido por seu filme Um Sonho Possível, está no projeto como roteirista. Ele também foi cotado como diretor, mas ainda não houve confirmação.

Mark Johnson assume como produtor. Ele já trabalhou com Hancock no passado em ‘Desafio do Destino‘ e em ‘O Álamo‘.

A história gira em torno de um xerife chamado Deke (Washington), que se junta com um detetive (Malek) para investigar um serial killer (Leto). Deke tem uma habilidade incrível em perceber os mínimos detalhes, mas lutará contra segredos de seu passado enquanto procura o assassino.

‘Enola Holmes’: Netflix faz acordo após ser processada por dar “sentimentos” ao Sherlock Holmes de Henry Cavill

No começo do ano, o espólio de Sir Arthur Conan Doyle, lendário escritor responsável pela criação do detetive Sherlock Holmes e de suas maravilhosas aventuras, abriu um processo contra a Netflix e contra a adaptação ‘Enola Holmes’, estrelada por Millie Bobby BrownHenry Cavill.

O streaming foi processado por dar “sentimentos” ao personagem que deve, por lei, ser “frio e calculista”.

O processo tinha originalmente como alvo a Netflix e a autora Nancy Springer (que escreveu o livro no qual o filme se baseia).

Agora, o The Hollywood Reporter informa que a Netflix chegou a um acordo e pediu o arquivamento do processo, uma vez que as partes o resolveram fora do tribunal.

Holmes é um personagem que está presente na cultura pop por mais de 130 anos e, devido à sua longevidade, faz parte do domínio público há bastante tempo – o que significa que qualquer um está livre para fazer o que quiser com as histórias. Entretanto, nem todas as histórias centradas no personagem estão, de fato, disponíveis para o público.

Alguns contos, de fato, ainda estão protegidos pelo estado por serem bastante divergentes da personalidade do protagonista, apresentando o detetive como alguém “amável”, “capaz de ter amizades”, “expressar emoções” e “respeitar mulheres”. Essas mudanças foram escritas em resposta ao momento em que Conan Doyle perdeu sua família na I Guerra Mundial, decidindo que o analítico e calculista personagem precisava crescer e deixar de ser “emotivo”.

Logo de cara, Sherlock reage com bastante frieza acerca de sua irmã mais nova, depois abraçando-a com candura e com gentileza. Esses aspectos da personalidade do detetive ainda estão protegidos pela lei e, dessa forma, não estão inclusos no domínio público – o que explica o motivo do processo.

Que louco, né?

‘O Exorcista’: Diretor de ‘Halloween’ está em negociações para dirigir sequência

No início deste ano, rumores afirmavam que um reboot de ‘O Exorcista’ estava sendo desenvolvido, mas detalhes não foram revelados.

Agora, o Observer revelou que David Gordon Green (‘Halloween’) está em negociações para dirigir o novo filme, que será na verdade uma sequência produzida pela Blumhouse Productions e Morgan Creek.

O site afirma que o próximo projeto seguirá passos semelhantes a ‘Halloween‘ , com o objetivo de reviver a franquia e abraçar elementos do material de origem sem ser uma reinicialização direta.

O filme está previsto para estrear em 2021.

A trama será focada na neta de Regan McNeil (Linda Blair) e sua luta para se livrar do demônio Pazuzu, que atormenta a família desde que foi expulso do corpo de Regan pelo padre Damien Karras (Jason Miller).

Sendo assim, o novo filme deve desconsiderar ‘O Exorcista II: O Herege‘ (1977) e ‘O Exorcista III’ (1990) para contar uma história ligada diretamente ao original.

Recentemente, o diretor William Friedkin, que comandou o clássico ‘O Exorcista‘, de 1973, esclareceu rumores recentes e foi bastante categórico ao afirmar que não está envolvido com o novo filme.

“Há um rumor no IMDB que eu estou envolvido com a nova versão de ‘O Exorcista’. Isso não é um rumor, é uma mentira descarada. Não há dinheiro ou motivação suficientes que façam com que eu me envolva com esse projeto,” declarou o cineasta.

Como o projeto ainda está nos estágios iniciais, as atualizações devem ser divulgadas pelos próximos meses.

Morgan Creek será responsável pela nova versão. O estúdio é responsável pela pré-sequência do clássico, intitulada ‘Domínio: Prequela do Exorcista‘, lançada em 2015.

Eles também realizaram ‘A Reconquista‘ e ‘Ace Ventura‘.

Dirigido por William Friedkin e estrelado pela Linda Blair, o primeiro longa segue uma garotinha de doze anos que está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, sua mãe pede ajuda a um padre, que é também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.

A franquia original rendeu quatro filmes, além de uma prequel “alternativa”, intitulada ‘Domínio‘. Recentemente, a FOX lançou uma série que se passava no mesmo universo que o filme original, que durou por 2 temporadas.

Documentário falso dos criadores de ‘Black Mirror’ faz piada sobre 2020; Confira o trailer!

A Netflix divulgou o trailer de ‘2020 Nunca Mais‘ (Death to 2020), um documentário falso, dos criadores de ‘Black Mirror‘, que faz piada sobre o traumatizante ano que estamos vivendo.

Confira:

A produção irá estrear no dia 27 de dezembro.

O documentário traz Um olhar cômico sobre este ano bizarro pelos comentaristas mais mal-informados de todos os tempos.

Laurence Fishburne (‘Hannibal’) narra a produção. O elenco grandioso ainda conta com a participação de Lisa Kudrow (‘Friends’), Samuel L. Jackson (‘Capitã Marvel’), Joe Keery (‘Stranger Things’), Hugh Grant (‘The Undoing’) e Leslie Jones (‘Caça-Fantasmas’).

Patty Jenkins já não sabe mais se fará ‘Mulher-Maravilha 3’

Após a Warner anunciar que lançaria ‘Mulher-Maravilha 1984‘ e todos os seus filmes de 2021 nos cinemas e no streaming ao mesmo tempo, a diretora Patty Jenkins revelou ao The New York Times que não sabe se a franquia continuará com seu terceiro filme.

“Veremos o que acontece. Eu realmente não sei. Eu sei que adoraria fazer o terceiro se as circunstâncias fossem certas e ainda houvesse um modelo para lançar o filme Nos Cinemas. Não sei se faria se não houvesse.”, disse Jenkins.

Os executivos da WarnerMedia referem-se a seu modelo híbrido como um plano de um ano por causa do fechamento de cinemas em meio à pandemia de COVID-19.

“Eu gostaria de acreditar que é temporário, mas não tenho certeza se acredito. Mas vou te dizer, alguns estúdios vão voltar ao modelo tradicional e causar uma tremenda revolução na indústria, porque todo grande cineasta quer e é vou trabalhar lá”, concluiu Jenkins.  

Confira nossa entrevista:

Lembrando que ‘Mulher-Maravilha 1984‘ já está nos cinemas e é um sucesso de crítica,  com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Confira nossa crítica em vídeo:

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

 

‘Mulher-Maravilha 1984’: Gal Gadot revela qual artefato do filme ela decidiu levar para casa

Mulher-Maravilha 1984‘ já é considerado um sucesso de crítica, tendo sido eleito um dos melhores longas da DC por boa parte da imprensa especializada.

E a intérprete da heroína homônima, Gal Gadot qual memorabilia da sequência ela decidiu levar para casa como recordação do poderoso trabalho desempenhado na produção.

Por meio de sua conta oficial do Instagram, a atriz revelou que decidiu levar o capacete dourado a armadura da heroína, como um lembrete do que a Mulher-Maravilha significa em sua vida.

Compartilhando uma imagem bem próxima do artefato, é possível perceber os precisos detalhes da belíssima e reluzente peça que, para Gadot, possui um simbolismo enorme que é revelado ao longo do filme.

Confira:

“Eu normalmente não possuo memorabilia de filme pela minha casa, mas essa é tão especial para mim, que eu precisava deixá-la à mostra. Eu não vou dar spoiler para vocês, mas ele é um símbolo de força, legado e esperança. Eu adoro tê-lo comigo, como um lembrete disso tudo”.

Mulher-Maravilha 1984‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Sucesso entre os críticos, o filme abriu com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

 

Crítica Netflix | Anitta Made in Honório é o Furacão PopFunk Brasileiro na Intimidade e na Irreverência

Quando a parceria entre Anitta e Netflix começou com Vai Anitta (2018), poucas pessoas acreditavam numa segunda investida da produtora de streaming na cantora. Afinal, na época, a recepção era em torno dos clipes do projeto checkmate, tendo como expoente o polêmico e criticado “Vai Malandra” e não teve grande repercussão. Se no primeiro, o foco era no pontapé da sua carreira internacional, Anitta Made in Honório é a origem da cantora, seu dia a dia em família, seus arroubos de fúria e sua liberdade sexual. Da mulher casada e lutando por um lugar ao sol, Anitta agora apresenta uma faceta mais despojada e íntima, da perspectiva do conto de fadas que virou realidade.  

Esta segunda série mostra mais memórias do início da carreira de Larissa de Macedo Machado, nome de batismo da cantora, e seu lado familiar. O centro dos seis episódios é a apresentação no Rock in Rio, em outubro de 2019. Como um divisor de águas na aceitação do público brasileiro, as câmeras acompanham a composição do projeto desde a maquete até o dia do show e a sua reapresentação gratuita no Parque de Madureira, em dezembro do mesmo ano. A montagem da série trouxe uma dinâmica convidativa, a qual prioriza o ícone musical, ao mesmo tempo que expõe questões pessoais, e finaliza de forma emocionante. 

Como produto de mídia, Anitta Made in Honório é melhor roteirizado e editado que seu antecessor e, portanto, mais magnético ao público. Seja aos fãs da cantora, seja aos curiosos pela ascensão da jovem de 27 anos, da periferia de Honório Gurgel ao Top Hot 100 da Billboard. Ou seja, as quase 3h de projeção passam de forma rápida, dançante e divertida. Anitta possui carisma para entreter as pessoas e as câmeras ao seu redor; ao passo que suas falas são indecorosas para a família tradicional brasileira, mas a intenção é realmente deixar as pessoas sentirem-se próximas da cantora. Não por acaso ela apresentou um programa no Multishow dentro da sua casa, durante o confinamento. 

Este ano, mesmo com o ritmo mundial desacelerado, Anitta esteve presente na mídia de diversas formas, pelas suas interações no Twitter, conversas no Instagram e intromissão em pautas políticas. Em outras palavras, o seu nome foi sinônimo de repercussão. Como artista, Anitta não para de inventar e produzir, ou seja, se ela não para de entregar, as pessoas não param de consumir. A série documental começa com seu contrato como Chefe de Criação de Produtos da Ambev e a sua palestra em Harvard. Os momentos são curtos, mas estão lá para mostrar a mulher empreendedora e patroa de uma marca prestes a tornar-se mundial… o álbum Girl From Rio já é um dos mais esperados para o início de 2021. 

Em Anitta: Made in Honório, dois momentos tornam-se imperativos à nossa atenção. O primeiro é a revelação de estupro sofrido pela cantora aos 14 anos. Entre lágrimas, ela conta que sentiu-se coagida por um homem “nervoso” e “autoritário” com quem se relacionava.  Assim, a própria tenta refletir o episódio na sua vida: “Faz muito pouco tempo que eu parei de achar que isso é culpa minha, que eu parei de achar que eu causei isso para mim. E eu sempre tive medo do que as pessoas iam falar. Como ela pode ter sofrido isso e hoje ser tão sexual, ser tão aberta? Eu não sei”. 

O segundo momento é um “esporro” recheado de palavrões direcionado à sua equipe de produção do Rock in Rio. Por telefone, Anitta grita e desqualifica o trabalho das pessoas. Se a gente tira a “artista” e coloca qualquer “chefe de equipe” a repetir as mesmas palavras, a mensagem de assédio moral é evidente. Aliás, uma das grandes mensagens do documentário é que Anitta é centralizadora, autoritária e pouco eficaz em agradecer às pessoas que trabalham ao seu redor. 

Seu irmão, por exemplo, emociona-se ao dizer o quão ingrata ela aparenta ser e as reviradas de olhos dos seus estilistas, maquiadores e dançarinos mostram o cenário arrasador dos mandos e desmandos de Anitta. Se ela orgulha-se do comportamento dominador, não é possível precisar, mas nos seus depoimentos à câmera, ela deixa claro que o seu sucesso está ligado à essa postura. Para o espectador, as palavras atravessadas da Anitta à sua equipe fazem parte da mise-en-scène. Afinal, em uma cena, após soltar os cachorros, ela é consolada pelo grupo Black Eyed Peas e reafirma sua postura de liderança por meio da grosseria. 

Seus rompantes de sinceridade também, Anitta repete algumas vezes sobre a dificuldade de encontrar alguém para fincar sua bandeira. Algumas pessoas rondam a sua casa com emoticons no rosto, mas no fim das contas não tem ninguém capaz de lhe tirar o fôlego. Por isso, ela fala abertamente de levar um vibrador, camisinhas e lubrificante para sua viagem a um ski resort. Além disso, ela encena um encontro sexual com um parceiro, segundo ela, muito bem dotado. Ou seja, Anitta fala com a sua família e as câmeras, tal como qualquer pessoa compartilha suas aventuras amorosas com os amigos. A propósito, família é a palavra-chave da docussérie. Seus pais, o irmão e o “novo” irmão estão o tempo todo ao seu lado.

Entre críticas e adoração do comportamento de Larissa, Anitta Made in Honório é uma série documental de qualidade centrada na evolução da menina sonhadora que viu na Furacão 2000 uma chance de ser descoberta. Vista, ouvida e admirada, Anitta volta às origens para compartilhar suas canções, seu show e fazer as pessoas dançarem ao seu ritmo, seja ele qual for, do funk ao pop, passando pelo reggaeton e modinha. Comparada aos documentários de cantoras pop, como Lady Gaga, Taylor Swift e Beyoncé, Anitta está caminhando para ter o seu próprio filme, por enquanto seus passos estão na missão de entreter a plateia e, assim, se cumpre.

M. Night Shyamalan não dirigiu nada para Marvel e DC porque seus filmes são “muito quietos e introspectivos”

M. Night Shyamalan conversou com o ComicBook.com e foi questionado se ele havia conversado com estúdios como Marvel e DC para realizar um filme de super-heróis. E a resposta foi: SIM!

“Eu tive muitas conversas ao longo dos anos sobre muitos dos super-heróis com muitos dos estúdios que os possuem, e como eu gostaria de abordar isso. E é uma daquelas coisas que eu acho que é o meu estilo, se alguma vez houve uma situação, quero dizer, eu disse, ‘Eu consegui.’ Fiz meu filme de história em quadrinhos do jeito que queria fazer meu filme de história em quadrinhos, mas o minimalismo, a insinuação, o não uso de CGI tudo isso é uma linguagem muito diferente. Então, sempre que tivemos essas conversas no passado sobre a pessoa XYZ, é o seu personagem ou franquia. Eu fico tão nervoso tipo, ‘Ei, isso não é o que você gostaria que eu fizesse, é muito quieto, minúsculo e introspectivo.'”, afirmou.

Quando lançou ‘Vidro‘, filme com temática de super-heróis, Shyamalan confirmou que se reuniu com a Marvel Studios algumas vezes.

“Já nos reunimos umas duas vezes, e foi muito legal. Amo o universo que eles estão criando. Eles são maravilhosos”, afirmou.

O diretor explicou que só faria um filme da produtora se tivesse bastante liberdade:

“Eu só faria se fosse algo que permitisse minhas esquisitices, assim eu estaria ok com a ideia”.

Você acha que ele faria um bom filme para a Marvel ou DC?

‘Esquadrão Suicida’: Zack Snyder gostaria que HBO Max lançasse o corte de David Ayer

Desde o anúncio oficial de que ‘Liga da Justiça‘ ganharia o Snyder Cut, o cineasta David Ayer, responsável por Esquadrão Suicida’, tem verbalizado o seu descontentamento com a versão do seu filme lançada nos cinemas, afirmando que o projeto final não corresponderia à sua ideia original.

Agora, Snyder entrou no coro para ajudar o amigo a também lançar o seu corte no HBO MAX.

“Eu não falei com David sobre isso, mas tenho certeza que vou. Eu o conheço muito bem. Eu acabei ficando atolado, sabe, por causa de Covid, mas está na minha lista de coisas para falar com ele. Tipo, eu apoio qualquer cineasta que precisa ter sua versão de seu filme ou sua visão meio que vista, porque Eu tive um apoio tão generoso. Então, eu realmente espero que outras pessoas recebam a mesma coisa.”, afirmou Snyder ao John Doe Reviews.

Na última semana, Ayer voltou a comentar a respeito da polêmica caracterização do astro Jared Leto como o popular vilão Coringa, afirmando que em seu corte original, o personagem estava “muito melhor”.

O comentário veio em resposta a uma observação feita por um fã no Twitter. Respondendo a publicação do internauta, Ayer fortaleceu o seu argumento:

Lembrando que o novo ‘O Esquadrão Suicida‘ tem estreia prevista para 06 de agosto de 2021.

Margot Robbie (Harley Quinn), Viola Davis (Amanda Waller) e Jai Courtney (Capitão Boomerang) irão reprisar seu papéis.

Nathan Fillion (Arm-Fall-Off-Boy), Pete Davidson (Blackguard), Michael Rooker (Savant), Flula Borg (Javelin), Sean Gunn (Weasal) e Mayling Ng (Mongal) são as novas adições ao elenco.

 

10 frases CLÁSSICAS do cinema que você está citando da maneira ERRADA…

Quem não tem aquela música que você cantou errado a vida inteira até um dia descobrir a verdade? Todo mundo tem o seu “trocando de biquini sem parar” e isso não acontece apenas no mundo da música. O cinema também possui vários exemplos de frases que ficaram muito famosas mesmo nunca tendo aparecido em um filme. 

Pensando nisso, o CinePOP decidiu separar para vocês dez exemplos de frases clássicas do cinema, mas que nunca estiveram de fato na tela grande. E você vai se surpreender!

 

Star Wars: Episódio V – O Império Contra-ataca (1980)

Todo nerd que se preze, um dia, já imitou a rouca voz do vilão Darth Vader e soltou a clássica frase: “Luke, I am your father” (“Luke, eu sou seu pai“). Pois bem, se você fez isso, você fez errado. Tal frase nunca foi vista no filme dirigido por Irvin Kershner e idealizado por George Lucas. A frase correta, na verdade, é: “No, I am your father” (“Não, eu sou seu pai“). Na cena, Vader (voz de James Earl Jones) está respondendo a acusação de Luke (Mark Hamill) de que teria matado seu pai.

 

Casablanca (1942)

Um dos maiores clássicos da história do cinema, Casablanca também possui uma citação errada para chamar de sua. E, mais uma vez, em uma cena chave da produção. Desolado após o breve reencontro com Ilsa (Ingrid Bergman), Rick (Humphrey Bogart) pede para o pianista de seu bar, Sam (Dooley Wilson), tocar a música dos dois. O mundo relembra a cena como se Rick dissesse: “Play it again, Sam” (“Toque novamente, Sam“). Mas… o que ouvimos o personagem falar é “Play it, Sam. Play ‘As Time Goes By’” (“Toque, Sam. Toque ‘As Time Goes By’“). O erro ficou tão conhecido que “Play it again, Sam” virou até título original de peça/livro de Woody Allen.

 

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

Essa aqui até me fez colocar o DVD para assistir antes de publicar a matéria. Pouco antes de cair no precipício após o confronto com Balrog, Gandalf grita para a “sociedade do anel” fugir no primeiro capítulo de O Senhor dos Anéis. A maioria das pessoas cita que o mago grita “Run, you fools” (“Corram,seus tolos”). Mas não foi o caso. Na verdade, o personagem vivido por Ian McKellen fala “Fly, you fools” (“Voem, seus tolos”). Obviamente, o sentido é o mesmo. O voem era para saírem correndo dali, mas a escolha original mostra um pouco do vocabulário do mago então cinzento. 

 

Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Todo mundo sabe que a frase de Branca de Neve e os Sete Anões começa com “espelho, espelho meu”, não é mesmo? Pois bem… a verdade é que a versão original da frase é um pouquinho diferente. Popularmente conhecida como “Mirror, mirror, on the wall, who is the fairest of them all?” (“Espelho, espelho, na parede, quem é mais bela do que eu?“), a frase verdadeira é “Magic mirror on the wall, who is the fairest one of all?” (“Espelho mágico na parede, quem é a mais bela de todas?“).

 

Tubarão (1975)

Clássico dirigido por Steven Spielberg, considerado por muitos como o primeiro blockbuster da história da sétima arte, Tubarão também tem uma citação pra lá de equivocada correndo pelas bocas das pessoas. “We’re gonna need a bigger boat!” (“Vamos precisar de um barco maior!“) virou sensação da cultura pop e pode ser encontrada até mesmo em camisetas sendo vendidas por aí. Mas esta não é a frase usada por Roy Scheider no filme. Ele diz: “You’re gonna need a bigger boat!” (“Você vai precisar de um barco maior!“).

 

Wall Street – Poder e Cobiça (1987)

Clássico de Oliver Stone estrelado por Michael Douglas e Charlie Sheen, o primeiro Wall Street ficou conhecido pela frase “Greed is good” (“Cobiça é bom“). Mas a forma como foi dita no filme foi um pouco diferente. Na verdade, o Gordon Gekko vivido por Douglas fala “The point is, ladies and gentleman, that greed, for lack of a better word, is good.” (“O ponto, senhores e senhoras, é que cobiça, na falta de melhor palavra, é bom.“).

 

O Mágico de Oz (1939)

Um dos maiores clássicos da história do cinema. E a jornada de Dorothy pelo reino de Oz começa já com uma frase que ficou conhecida em sua forma errada. A maioria das pessoas acredita que a jovem interpretada por Judy Garland fala: “I don’t think we’re in Kansas anymore, Toto” (“Acho que não estamos mais no Kansas, Toto”). Mas, na verdade, é um pouquinho diferente. A citação exata é: “Toto, I’ve a feeling we’re not in Kansas anymore” (“Toto, tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas”).

 

Campo dos Sonhos (1989)

Estrelado por Kevin Costner, Campo dos Sonhos é conhecido por fazer as pessoas chorarem e por imortalizar a frase “If you build it, they will come” (“Se você construir, eles virão“). Acontece… que não é essa a frase correta ouvida no longa. Parece um detalhe pequeno e desimportante, mas a citação exata é “If you build it, he will come.” (“Se você construir, ele virá”).

 

O Silêncio dos Inocentes (1991)

Hello, Clarice…” (“Olá, Clarice…“) na voz do Hannibal Lecter criado por Anthony Hopkins em O Silêncios dos Inocentes causa arrepios só de lembrar. Só que você, e muita gente, está simplesmente “lembrando” de forma equivocada. A frase correta dita por um dos maiores vilões da história da sétima arte é, na verdade, “Good evening, Clarice…” (“Boa noite, Clarice…“).

 

A Primeira Noite de um Homem (1967)

Obra-prima dirigida por Mike Nichols e protagonizada por Dustin Hoffman e Anne Bancroft, A Primeira Noite de um Homem (1967) também é regularmente citado de forma equivocada. E a cena em questão é uma das mais importantes do filme, o primeiro encontro entre Benjamin (Hoffman) e a Sra. Robinson (Bancroft). As pessoas costumam citar a frase “Mrs Robinson, are you trying to seduce me?” (“Sra. Robinson, você está tentando me seduzir?“), quando, na verdade, o correto é “Mrs Robinson, you’re trying to seduce me. Aren’t you?” (“Sra. Robinson, você está tentando me seduzir. Não está?“).

 

 

Ranking | Do Pior ao Melhor Filme de M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan já foi considerado o novo Hitchcock ou o novo Spielberg (exageros à parte – como de costume), mas teve uma queda em sua popularidade ao longo dos anos.

Recentemente, ele voltou a cair nas graças dos Deuses do Cinema com ‘Fragmentado‘ e ‘Vidro‘..

Pensando nisso, resolvemos listar (do pior ao melhor) todos os filmes que estampam o nome do cineasta APÓS SEU SUCESSO MUNDIAL com O Sexto Sentido (1999), o filme que colocou verdadeiramente seu nome no mapa. Queremos deixar isso bem claro – daí as letras garrafais – portanto, que seus dois longas iniciais, Praying With Anger (1992) e Olhos Abertos (1998), não estarão na lista. Assim como levaremos em conta somente produções cinematográficas, deixando também de fora a série Wayward Pines, com a qual esteve envolvido em 2015. Não esqueça de comentar e listar os seus em ordem. Vamos lá, apertem os cintos e preparem-se para serem Shyamalados.

O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS – Caso não tenha visto o filme em questão, não leia a parte da reviravolta.

12 | O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)

Sinopse: adaptação para o cinema do famoso desenho animado Avatar, que devido ao monstruoso fenômeno de mesmo nome, dirigido por James Cameron, lançado no ano anterior, não pôde utilizar seu título original. A história mística de aventura e fantasia, fala sobre diversas tribos, cada uma dominando um elemento do planeta, como fogo, ar, água e terra.

Envolvimento: aparentemente, o desejo de Shymalan em adaptar o desenho veio da paixão de seus filhos pelo mesmo. Na época, seus filmes autorais de suspense e terror não estavam mais emplacando junto ao público, fechando portas para o diretor em estúdios como a Disney, a Warner e a Fox. O cineasta aqui resolveu dar um tempo de filmes menores e apostar no cinema blockbuster de efeitos visuais e heróis. Shyamalan adapta o roteiro, produz e dirige aqui.

Protagonista: ao menos os personagens do desenho foram respeitados e trazidos para o longa, o problema é que certa leveza e humor foram esquecidos em prol de um épico soturno e enfadonho. Aang (Noah Ringer) é o protagonista, um jovem monge, que é o escolhido (para variar) e o único capaz de controlar os quatro elementos.

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um filme de fantasia, temos muitos elementos sobrenaturais, como pessoas que controlam o fogo, a água, o ar e a terra, além de uma criatura bestial, porém dócil, que é uma mistura de bicho preguiça e bisão.

Shyamalan Ator: uma ponta não creditada como um dos membros da tribo do fogo.

Reviravolta: a última cena deixava uma continuação engatilhada, que nunca viria. Após ter falhado em capturar o último Airbender, Zuko (Dev Patel) perde a preferência de seu pai, o rei, que agora mandará a filha para o encalço do “menino dourado”.

11 | Depois da Terra (After Earth, 2013)

Sinopse: passada no futuro, esta ficção científica conta a história de um pai e seu filho (Will Smith e seu filho na vida real, Jaden Smith) ambos militares, viajando em uma missão interplanetária em sua nave. O pior acontece e a nave cai em um inóspito planeta. O pai fica impossibilitado, cabendo ao filho se provar e ir até o ponto oposto do local para enviar um sinal e pedir ajuda.

Envolvimento: aqui, pela primeira vez em sua carreira, Shyamalan foi um diretor de aluguel. Por mais que em O Último Mestre do Ar tenha apenas adaptado um desenho, era um projeto de paixão seu, assim como a criação da antologia da qual Demônio faria parte. Mas com Depois da Terra, o diretor apenas serviu à família Smith, para que juntos desenvolvessem o projeto cujo subtexto é um dos mantras da cientologia, o da superação do medo. No filme, Shyamalan adapta em um roteiro a ideia de Smith, produz e dirige.

Protagonista: mostrando que este é mais um veículo que Will Smith planejou para o lançamento da carreira de seu filho, embora o nome do astro seja o de maior relevância aqui, ele deixa Jaden, na pele de Kitai Raige, levar 80% da projeção sozinho.

Elemento Sobrenatural: mais um filme de fantasia e ficção científica, aonde o que mais pode ser encontrado são elementos sobrenaturais. Passado no futuro, temos animais levemente modificados e evoluídos, como macacos, tigres e águias. Mas o que se destaca é a criatura monstruosa conhecida como Ursa.

Shyamalan Ator: não aparece.

Reviravolta: não existe grandes reviravoltas aqui, e a revelação de que o planeta inabitado e perigoso no qual caem com a nave é a Terra, é feita logo no início do filme, ao contrário do clássico Planeta dos Macacos (1968). Talvez a jornada e como Kitai derrota a Ursa sejam as surpresas aqui. O pequeno finalmente evoca o “fantasma”, técnica na qual se torna invisível ao monstro, superando de vez o medo.

10 | Fim dos Tempos (The Happening, 2008)

Sinopse: um enigmático evento começa a ocorrer pelos EUA, no qual pessoas, aparentemente sem qualquer explicação, começam a se matar das formas mais variadas e grotescas. Devido à paranoia instalada no país, após o 11 de setembro, especula-se que sejam atos terroristas.

Envolvimento: aqui ainda tínhamos o Shyamalan “moleque” e autoral. Porém, meio perdido, tendo usado todas as cartas na manga, com quase nenhum crédito junto aos críticos e público. Esse foi o primeiro filme de censura alta da carreira do diretor, que pôde usufruir da violência e cenas explícitas em seu filme declaradamente de terror. Como de costume, Shyamalan escreve, dirige e produz.

Protagonista: uma das maiores críticas que Fim dos Tempos recebeu foi em relação aos seus personagens, em especial os protagonistas. Mark Wahlberg é o principal na pele do professor de ciências (??!!) Elliot Moore. O ator está completamente fora de sua alçada e não convence, sendo alvo de cenas constrangedoras – como quando fala com uma samambaia (de plástico, para piorar). Pior que isso só o desempenho inerte e robótico da geralmente agradável Zooey Deschanel, que interpreta sua esposa. A atriz parece anestesiada durante toda a projeção.

Elemento Sobrenatural: alguma toxina parece a causa de tudo, se espalhando pelo ar e criando um novo nível de paranoia, que surpreendentemente dura apenas um dia. O que chama atenção é que assim como em alguns clássicos do gênero, a pessoa que você mais gosta e confia, pode se voltar contra você ou ela mesma.

Shyamalan Ator: tomado pela timidez, o cineasta aparece apenas como uma voz ao telefone no filme.

Reviravolta: bem, a grande reviravolta aqui, como diversos personagens entregam em especulações durante o filme, é a vingança da natureza contra o homem. Em especial as plantas, que liberam esta toxina mortal, com a tentativa de embasamento científico da parte do cineasta. Bem, ou será que era isso mesmo?

09 | A Dama na Água (Lady in the Water, 2006)

Sinopse: em um condomínio de classe média baixa, na cidade da Filadélfia (na qual se passa a maior parte dos filmes do diretor), figuras para lá de exóticas transitam. Até que o zelador do local encontra uma misteriosa jovem na piscina do prédio, e a trama se desenrola.

Envolvimento: Shyamalan estava no auge de sua carreira, começando a colocar o pé no declínio. A divergência de opiniões causada por A Vila, ocasionou na saída do diretor do estúdio que o acolheu em seus maiores sucessos, a Disney. Este filme marca a primeira, e única (até o momento), aventura do cineasta pela Warner. O objetivo aqui era dar vazão aos contos de fadas que Shyamalan narrava para seus filhos antes de dormirem. Mais uma vez o cineasta escreve, dirige e produz.

Protagonista: Cleveland Heep (Paul Giamatti, recém-saído dos sucessos de crítica Sideways – Entre umas a Outras e A Luta Pela Esperança), o zelador do condomínio, é nosso herói por esta jornada. Esse é o filme de Shyamalan que possui a maior gama de personagens excêntricos, a maioria propositalmente criados como alívio cômico. Um dos que mais chama atenção é o crítico de cinema e arte, pretensioso e arrogante (papel de Bob Balaban), tratado como vilão, e criado como forma de vingança do diretor em relação aos verdadeiros críticos que vinham destratando suas obras.

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um pretenso conto de fadas (ou conto de ninar, como dizia o slogan), temos figuras fantásticas e mitológicas, como ninfas (espécie de sereias), papel de Bryce Dallas Howard, e criaturas que são mesclas de animais com outros elementos da natureza.

Shyamalan Ator: esse é o melhor, ou pior, papel de Shyamalan em um de seus filmes, dependendo do seu ponto de vista. Essa é outra resposta, que soa muito como tapa de luva de pelicas (com uma ferradura dentro), que o diretor dá em seus detratores. Aqui, ele é Vick Ran, escritor e condômino (mora junto com a irmã) do local, cujo próximo livro irá ser tão importante que salvará o mundo. Egocentrismo no nível dez? Sim, por favor.

Reviravolta: anunciado como conto infantil e história de fadas, A Dama na Água é enfadonho demais para as crianças. O filme possui inclusive cenas e momentos mais assustadores. No entanto, não guarda grandes reviravoltas. A maior delas talvez seja os papeis invertidos, que cada morador ganha na hora de ajudar a ninfa Story (Howard) – sim, nome bem criativo né? – a voltar para casa. Invertidos, pois iriam se mostrar equivocados, necessitando de nova escalação.

08 | Vidro (Glass, 2019)

Sinopse: sequência direta de Fragmentado e Corpo Fechado, Vidro mostra David Dunn (Bruce Willis) em sua luta contra o crime, agindo verdadeiramente como um vigilante (ou super-herói) após os eventos do filme de 2000. Sua mais recente missão é encontrar um psicopata sequestrador de jovens – o personagem dono de múltiplas personalidades vivido por James McAvoy. Dunn e a Fera se encontram e vão parar num manicômio, mesmo local onde está confinado Elijah (Samuel L. Jackson) por todos estes anos depois do desfecho de Corpo Fechado. Lá, estas poderosas entidades irão colidir enquanto são tratadas pela doutora Ellie Staple (Sarah Paulson).

Envolvimento: além de diretor, roteirista e produtor, este é provavelmente o maior envolvimento de Shyamalan com um filme. Trata-se de um projeto muito pessoal para o cineasta, planejado há 20 anos. Desde o lançamento de Corpo Fechado (um filme incompreendido em seu lançamento – que não rendeu muito, ainda mais na trilha de O Sexto Sentido) fala-se numa possível sequência. O diretor seguiu outros rumos, mas mostrou que era possível (de forma surpresa, para variar) ao final de Fragmentado. Esta é oficialmente a primeira continuação de um trabalho seu.

Protagonista: bom, por onde começar nessa? O filme chama-se Vidro, então tecnicamente é dedicado ao vilão vivido por Samuel L. Jackson. Afinal, os outros dois do trio principal já tiveram seu próprio filme para protagonizar. Mas não é exatamente isso que acontece. O personagem de Jackson segue sendo o “mastermind”, a figura por trás de tudo e o responsável pela trama girar. No entanto, esse é um jogo de xadrez onde todas as peças tem importância igual. Bruce Willis (e seu David Dunn) ainda é o herói e, podemos dizer, o protagonista. Mas James McAvoy é o primeiro nome nos créditos. E agora?

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um sequência direta de ambos Corpo Fechado e Fragmentado, é esperado que o filme utilize elementos de ambos os filmes. E Vidro faz exatamente isso. Assim, temos os holofotes novamente em seres superpoderosos. David Dunn e seu corpo inquebrável (cujo ponto fraco é a água), Elijah com seus ossos de vidro e mente diabólica e Kevin, dono da Fera interior – igualmente poderosa.

Shyamalan Ator: a coisa mais legal de Vidro não é a volta de Bruce Willis como David Dunn, nem de Samuel L. Jackson como Elijah, tampouco James McAvoy como Kevin. Também não é Anya Taylor-Joy como Casey, nem mesmo Spencer Treat Clark como Joseph, o filho de David. A melhor coisa é a volta de Shyamalan no mesmo papel de Jai, o segurança do filme Fragmentado – que faz uma participação inspiradíssima – e se revela  talvez o mesmo personagem de Corpo Fechado.

Reviravolta: ainda é muito cedo para falar sobre isso? Bem, você está avisado desde o início do texto que aqui teremos spoilers. Se não quiser saber, pare de ler agora. Bom, continuou. Então vamos lá. A primeira reviravolta (que todos parecem ficar horrorizados ao saber) é que Elijah não criou apenas David, mas foi o responsável, mesmo que sem querer, por criar as personalidades de Kevin – já que no mesmo acidente de trem estava o pai do menino. Com o pai morto, Kevin fica a mercê da mãe abusiva, o que desencadeia as personalidades e o monstro dentro dele. Além disso, a doutora Ellie é na verdade membro de uma organização dedicada a erradicar da face da Terra tais criaturas superpoderosas.

07 | A Vila (The Village, 2004)

Sinopse: por volta de 1900, um pequeno vilarejo auto suficiente, e seus moradores, são assombrados pela floresta ao redor, na qual residem criaturas monstruosas. As duas raças vivem numa espécie de trégua, mas o que acontece quando esta trégua é quebrada?

Envolvimento: esse é o melhor trabalho de Shymalan para este que vos fala, embora não seja unânime, justamente porque o diretor brinca como nunca com sua audiência, manipulando de forma magistral o público, que teme sem saber o que temer. É um exercício em puro medo, o que o diretor propõe a realizar. E a plateia é sua cobaia. Ao final, alguns entenderão e apreciarão sua proposta. Outros, como sempre, se sentirão frustrados.

Protagonista: embora o nome que encabece o elenco seja o de Joaquin Phoenix, e tenhamos atores da estirpe de William Hurt, Sigourney Weaver e Adrien Brody permeando a obra, a protagonista absoluta é Ivy Walker, a jovem cega, que marca a estreia vertiginosa de Bryce Dallas Howard no cinema.

Elemento Sobrenatural: as criaturas que cercam o vilarejo, e habitam a floresta. Tais criaturas, que não devem ser mencionadas, nunca são de fato totalmente conhecidas ou explicadas, mas aparentam uma mistura de porco, com muitos espinhos e garras, num híbrido humanoide.

Shyamalan Ator: Shyamalan dá as caras no final, como um dos seguranças responsáveis por guardar os arredores da reserva florestal.

Reviravolta: são duas grandes reviravoltas aqui. A primeira, é que não existem de fato as criaturas, sendo tudo uma invenção dos mais velhos da aldeia, para assegurarem que os mais novos nunca deixariam o local, pelo menos nesta geração. Essa ocorre antes do final, podendo ser acusada de ser anticlimática. A segunda reviravolta mostra que, na realidade, os aldeões personagens do filme estão vivendo em nosso tempo, dentro de uma reserva florestal apenas simulando o estilo de vida antigo. É a Alegoria da Caverna de Platão, recriada como forma de entretenimento ao grande público e fãs de terror e suspense.

06 | Demônio (Devil, 2010)

Sinopse: cinco estranhos ficam presos num elevador e coisas sombrias começam a ocorrer ao redor e dentro do local, como mortes brutais. Policiais e técnicos tentam salvar as vítimas. A ideia era falar sobre fé.

Envolvimento: essa era uma proposta do diretor que não deu certo. A ideia era criar uma série de filmes, todos parte de uma antologia de terror, sob o selo The Night Chronicles. Shyamalan produz o longa e escreveu a história, mas o roteiro e a direção não são seus.

Protagonista: aqui temos um elenco de rostos desconhecidos, sem o foco em um único protagonista. Temos os cinco “jogadores” dentro do elevador, mas o que mais se aproxima de ser o principal é o personagem de Chris Messina, o detetive do lado de fora tentando salvá-los.

Elemento Sobrenatural: além da tragédia de termos cinco pessoas trancafiadas em um elevador defeituoso, Demônio, como diz o título nada sutil, traz uma das vítimas como o próprio Belzebu encarnado. Essa é para se benzer.

Shyamalan Ator: não aparece.

Reviravolta: todo o rebuliço criado pelo coisa ruim no final das contas era apenas uma forma de se vingar de um dos sujeitos, que havia atropelado a esposa do tal policial. Além disso, o filme trapaceia e mata a senhora idosa, primeiramente a eliminando da lista de suspeitos, para depois revelar ser ela a encarnação do capeta.

05 | A Visita (The Visit, 2015)

Sinopse: um casal de adolescentes vai visitar os avós em outra cidade, com quem nunca tiveram contato devido à briga de sua mãe, filha dos idosos, com os pais anos atrás. Mas os adoráveis parentes escondem um terrível segredo.

Envolvimento: foi a volta por cima de Shyamalan, e o passo rumo a reconquistar o sucesso. Um filme menor, financiado de seu próprio bolso, e gravado no estilo found footage. Esse era o filme que o diretor queria fazer, com controle total, e não fazia desde 2008. O autor escreve, produz e dirige.

Protagonista: os protagonistas são os inocentes netinhos Becca (Olivia DeJonge) e o cômico Tyler (Ed Oxenbould), aficionado por hip hop. Mas quem rouba a cena são os perturbadores avós Nana (Deanna Dunagan) e Pop Pop (Peter McRobbie).

Elemento Sobrenatural: o filme inteiro ficamos esperando alguma ameaça sobrenatural, que justifique o comportamento errático dos velhinhos. Em certo momento, enfatizado pela mãe (papel de Kathryn Han), a justificativa de seu comportamento pode ser apenas pela idade. O que traria um tom cômico maior ao longa, que já utiliza de muito humor.

Shyamalan Ator: mesmo voltando aos poucos às boas com o sucesso, o diretor ainda não arriscaria aparecer em um longa.

Reviravolta: talvez uma das melhores e mais gélidas reviravoltas em um filme do diretor, que congelou minha espinha ao assistir no cinema, descobrimos que os adoráveis velhinhos não são os avós reais da dupla de jovens, e sim loucos fugidos do manicômio. Meu Deus!!!

04 | Sinais (Signs, 2002)

Sinopse: um fazendeiro e ex-pastor perde a mulher em um acidente de trânsito, perdendo assim também a fé em Deus. Agora, ele cria os dois filhos pequenos com a ajuda do irmão mais novo.

Envolvimento: Corpo Fechado, como a maioria das obras cult, não ganhou a atenção devida na época de seu lançamento, sendo redescoberto depois. Já em Sinais, seu terceiro longa, Shyamalan voltou novamente ao topo de mundo, adquirindo mais um sucesso de público e crítica, em um filme B que deu certo – ao contrário de Fim dos Tempos. O diretor novamente joga em todas as posições.

Protagonista: Mel Gibson dá tudo de si na pele do ex-Reverendo Graham Hess, que perdeu a fé devido ao acidente fatal que tirou a vida de sua esposa. O bom do cinema de Shyamalan é dar enfoque dramático, em atuações dignas de prêmios, para tramas de terror e ficção, que geralmente não seriam levadas a sério. A escolha de Gibson, um intenso homem de fé na vida real, para o papel é mais que adequada. Além dele, Joaquin Phoenix também se destaca na pele de Merill, o irmão mais novo e destrambelhado, que serve como alívio cômico.

Elemento Sobrenatural: o que ainda não foi mencionado aqui é que Sinais fala sobre uma possível invasão alienígena. Uma invasão diferente, no entanto, das que estamos acostumados a ver no cinema. Mais intimista ao ponto de ficarmos nos perguntando se tudo não passa de uma grande enganação. Shyamalan teve a ideia para o roteiro depois de acompanhar os casos das enormes marcas em plantações, algumas se revelando um engodo, outras ainda sem explicação.

Shyamalan Ator: esse é o papel mais legal de Shyamalan, tirando o hilário de A Dama na Água. Aqui, seu personagem é tão importante que faz a trama girar. Ele é Ray Reddy, veterinário da pequena cidade rural nos arredores da Filadélfia, que acidentalmente tira a vida da esposa do protagonista.

Reviravolta: para quem estava na dúvida, os extraterrestres se mostram bem reais e nem um pouco amistosos. Os seres hostis invadem o local, e quando todos achavam que eles haviam partido… Bem, é ver para crer. No entanto, eles possuem um ponto fraco (que se mostra uma obsessão de Shyamalan). Sua fraqueza é explicada no filme, e na verdade, não é tão despropositada quanto afirmam os detratores do longa.

03 | Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)

Sinopse: um homem é o único sobrevivente de um desastre de trem e, com a ajuda de outro que é seu exato oposto, começa a entender seu propósito no mundo e sua natureza indestrutível – ou inquebrável como diz o título original.

Envolvimento: segundo longa de Shyamalan após ser glorificado com O Sexto Sentido. Hoje, Corpo Fechado possui status cult, mas na época muitos não entenderam a proposta deste filme de super-heróis de quadrinhos realista e dramático, pano de fundo para uma reconciliação matrimonial. O cineasta joga em todas as posições como de costume.

Protagonista: David Dunn (Bruce Willis) é um homem que desiste do seu sonho profissional em nome da esposa (Robin Wright), se tornando infeliz quando a perde de qualquer forma. O personagem mais interessante de longe aqui, no entanto, é Elijah ‘Senhor Vidro’ Price (Samuel L. Jackson), em ótima homenagem ao cinema negro da década de 1970.

Elemento Sobrenatural: O protagonista é um herói indestrutível e altamente sensorial, a não ser pela água, seu ponto fraco. Já o Senhor Vidro de Samuel L. Jackson é o oposto, se quebrando por completo ao primeiro esbarrão.

Shyamalan Ator: a ponta do diretor neste filme resume-se a um fã que tenta vender drogas dentro do estádio, no qual o protagonista é segurança.

Reviravolta: após a fantasia se tornar realidade, e ficar provado que o protagonista era de fato um super-herói saído direto da mitologia, resta saber qual o papel de seu antagonista nisso tudo…

02 | Fragmentado (Split, 2016)

Sinopse: Kevin (James McAvoy) é um jovem que possui 23 personalidades. Para tentar curar o quadro, ele se trata com uma psicóloga renomada. No entanto, o tratamento parece não ajudar muito e ele termina sequestrando três jovens.

Envolvimento: aqui, podemos afirmar que Shyamalan reencontrou a paz e o sucesso. O cineasta deu a volta por cima, sendo abraçado novamente por crítica e público, que fizeram de Fragmentado, escrito, produzido e dirigido por ele, um dos maiores sucessos deste início de 2017.

Protagonista: Kevin e suas inúmeras personalidades (todas interpretadas por um James McAvoy inspiradíssimo), com destaque para Patricia, o menino Hedwig, Dennis e, é claro, a Besta. Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), nossa heroína perturbada, também recebe o devido destaque.

Elemento Sobrenatural: não existe um elemento 100% sobrenatural aqui, mas, além das inúmeras personalidades que permeiam a mente de Kevin, a Besta é uma criatura quase sobre-humana que ameaça vir à tona.

Shyamalan Ator: Shyamalan não podia se conter de felicidade e no embalo aparece de novo como ator. Aqui, ele vive um técnico de segurança apaixonado pelo restaurante incorreto Hooters.

Reviravolta: Existem algumas reviravoltas com as personalidades de Kevin, como a chegada da Besta, o destino de alguns personagens e o passado trágico da menina Casey. Mas o que mais chama atenção é o elo com um certo filme de sucesso do diretor.

01 | O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999)

Sinopse: um psicólogo estrela, condecorado pelo prefeito, pega seu caso mais difícil: o de um menino diferente, que à primeira vista é alvo de abuso doméstico, porém, guarda segredos sobrenaturais, além da compreensão humana.

Envolvimento: Shyamalan se tornou um astro aqui. Ele já havia dirigido dois filmes pouco significativos, mas foi com O Sexto Sentido que ganhou o mundo. O filme foi sucesso de crítica e público, e ainda recebeu 6 indicações ao Oscar, entre elas, melhor filme diretor. Além disso, consta na lista dos preferidos do grande público no site IMDB. Shyamalan cria aqui sua obra-prima, escrevendo, produzindo e dirigindo o longa.

Protagonista: Bruce Willis dá vida o Dr. Malcolm Crowe, o psicólogo e protagonista. O ator recebe uma das poucas chances de atuar de verdade em sua carreira. Mas o rouba-cenas atende pelo nome de Haley Joel Osment, então um menino de 11 anos, inclusive chegando a ser indicado ao Oscar por seu desempenho como o problemático Cole, o garoto que vê gente morta.

Elemento Sobrenatural: como dito acima, o menino Cole vê gente morta. Esse é um filme de fantasmas e assombrações, porém, um bem diferente do que imaginamos.

Shyamalan Ator: o diretor interpreta um médico que começa a desconfiar que a mãe do menino (Toni Collette) seja quem vem lhe deixando marcas roxas por todo o corpo.

Reviravolta: bem, na reviravolta mais manjada (agora) e surpreendente da história do cinema, ficamos sabendo que o psicólogo que ajudava o menino, estava também, ele mesmo, morto. Durante o filme, acompanhamos apenas seu fantasma se comunicando com o menino. Toque de gênio.

‘Homem-Aranha 3’: Sam Raimi foi o responsável pelo retorno de Alfred Molina e Kirsten Dunst

De acordo com o jornalista Daniel Ritchman, o diretor Sam Raimi foi o responsável pelo retorno de Alfred Molina e Kirsten Dunst como Dr. Octopus e Mary Jane Watson no próximo filme do Homem-Aranha no MCU.

Raimi, diretor da primeira trilogia do Cabeça de Teia, ajudou a convencer os astros a reprisarem seus papéis ao mencionar que estaria servindo como uma espécie de consultor na sequência dirigida por Jon Watts.

Não foi revelado como Andrew Garfield se juntou ao elenco, mas é possível que Raimi tenha incentivado a Marvel Studios a envolver todas as versões cinematográficas do herói para compor o Aranhaverso.

Além disso, Ritchman indicou que os eventos de ‘WandaVision’ eDoutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ vão estar diretamente ligados com Homem-Aranha 3‘.

Essa última revelação não é bem uma surpresa, considerando a participação de Benedict Cumberbatch na sequência.

Anteriormente, o The Illuminerdi  divulgou que Willem Dafoe e Thomas Hayden Church estão em negociações para retornarem como o Duende Verde e o Homem-Areia, vilões da trilogia de Raimi.

Tobey Maguire e Emma Stone também negociam seu retorno para o novo filme. Maguire foi o Peter Parker original nos filmes de Raimi, e Stone interpretou Gwen Stacy em ‘O Espetacular Homem-Aranha‘.

Além disso, o Murphy’s Multiverse anunciou que Charlie Cox vai reprisar seu papel como Matt Murdock/Demolidor na aguardada sequência.

Cox deu vida ao personagem na série da Netflix cancelada em 2018, e muitos fãs já vinham pedindo que o herói fosse resgatado no MCU.

Por enquanto, a Marvel e a Sony não se pronunciaram sobre a informação, mas o portal tem um histórico bastante confiável em relação às produção do MCU.

Dr. Octopus e Electro retornam! O que mais queremos ver em ‘Homem-Aranha 3’?

E aí, você está empolgado com as novidades?

Espera-se que o filme siga a nova batalha de Peter Parker após ter sido desmascarado publicamente por J. Jonah Jameson no final do ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘.

A estreia da continuação continua marcada para 17 de dezembro de 2021, mas é possível que o lançamento seja afetado por conta do adiamento da produção (anteriormente prevista para iniciar em julho).

Além de Tom Holland voltando como o personagem-titular, Zendaya irá reprisar seu papel como MJ. E é bem provável que grande parte do elenco também retorne, incluindo Marisa Tomei e Jacob Batalon.

Lembrando que Amy Pascal atuará como produtora da sequência ao lado de Kevin Feige, representando a Sony e a Marvel, respectivamente.

Assista à nossa crítica sobre ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘:

‘Liga da Justiça’: Gal Gadot NÃO regravou suas cenas para o Snyder Cut

Para conseguir finalizar a sua versão de ‘Liga da Justiça‘, o cineasta Zack Snyder teve que regravar algumas das cenas com o elenco principal. No entanto, ao contrário do que muitos esperavam, a atriz Gal Gadot não precisou retornar aos trabalhos no longa.

Em uma entrevista ao MTV News, a intérprete da Mulher-Maravilha revelou que não foi diretamente envolvida no processo de finalização do Snyder Cut, mas que está ansiosa para conferir o corte final:

“Eu não gravei nada e não vi nada. Mas estou muito ansiosa para assistir a versão do Zack”.

Vale lembrar que o cineasta Zack Snyder confirmou que 75% do longa foi finalizado com o amparo de efeitos visuais.

Além disso, o longa deve ser voltado para maiores de idade, com a censura Rated-R (para maiores de 17 anos), por uso de palavrões e pelo excesso de violência.

A informação foi revelada pelo próprio diretor:

“O filme é insano, tão épico e provavelmente será Rated-R – isso eu acho que vai acontecer. Eu creio que esta será uma versão para maiores, com certeza. Ainda não tivemos uma resposta da Associação de Produção Cinematográfica [Motion Picture Association], mas meu instinto indica que sim”.

Snyder foi ainda mais além e explicou as razões que fariam a sua versão de ‘Liga da Justiça‘ receber a mais alta classificação indicativa:

“Há uma cena em que o Batman solta um F***. Ciborgue também não está nada feliz com o que está acontecendo em sua vida antes de conhecer a Liga da Justiça e ele tende a falar muito o que pensa. O Lobo da Estepe está simplesmente cortando as pessoas no meio. Então, a censura seria em virtude da violência e da linguagem profana”.

A nova versão de ‘Liga da Justiça‘ será um evento dividido em quatro partes e com duração de quatro horas (o que faz com que cada “capítulo” tenha uma hora de exibição).

Conforme Snyder prometeu, a nova versão trará vários arcos inéditos de personagens, incluindo a história completa do Ciborgue e a introdução de Iris West (Kiersey Clemons) ao DCEU. 

Confira as imagens promocionais:

‘Soul’: Tina Fey explica como construiu sua personagem para a nova animação da Pixar

A aguardada animação da Pixar, ‘Soul‘, estreia na plataforma do Disney+ nesta semana e vai apresentar aos cinéfilos uma peculiar personagem que ainda não sabe muito bem o significado da vida.

E para a atriz Tina Fey construir a sua personagem, chamada 22, ela tentou visualizar como seria estar em contato com o mundo exterior pela primeira vez, justamente para que pudesse passar a inusitada sensação de desbravar algo novíssimo em toda a sua vida.

Em uma entrevista ao portal ComicBook.com, ela deu detalhes de como a construção visual do filme também lhe ajudou a tornar 22 ainda mais palpável para a audiência:

“Você meio que deve imaginar como é provar uma pizza pela primeira vez na sua vida e como é ver Nova York pela primeira vez. Eu acho que há uma cena incrível no filme quando eles cruzam pela porta do hospital e a 22 dá de cara com a rua 23 com a 7ª. Sabe, essa é a avenida mais movimentada! É tão extraordinário e tão preciso, é um retrato de como é pisar em Nova York pela primeira vez. Então, eu acho que a parte visual é um grande guia para me ajudar a imaginar o que tudo isso seria na mente da personagem. Eu acho que muitas histórias incríveis vem de um peixe fora d’água, de uma pessoa que é a novata da cidade e essa é uma versão épica disso”.

Walt Disney divulgou recentemente em todas as plataformas virtuais a trilha sonora OFICIAL de sua mais nova e aclamada animação, ‘Soul’.

As faixas foram compostas por ninguém menos que Trent ReznorAtticus Ross, os quais colaboraram com o icônico Jon Batiste.

Ouça aqui!

Vale lembrar que a animação será lançada na Disney+ no dia 25 de dezembro.

Na trama, Joe Garner é um professor de música do ensino médio que sonhava em ser um músico de jazz, e finalmente teve a chance depois de impressionar outros músicos durante um ensaio aberto no Half Note Club. No entanto, um acidente faz com que sua alma seja separada de seu corpo e transportada para o “You Seminar”, um centro no qual as almas se desenvolvem e ganham paixões antes de serem transportadas para um recém-nascido. Joe deve trabalhar com almas em treinamento, como 22, uma alma com uma visão obscura da vida depois de ficar preso por anos no You Seminar, a fim de retornar à Terra.

Jamie FoxxTina Fey lideram o elenco principal, dando vida ao professor Joe Gardner e à alma conhecida como 22, respectivamente. QuestloveDaveed DiggsPhylicia Rashad também emprestam suas vozes para o longa-metragem.

Pete DocterKen Powers são os diretores.

Pesquisa revela quais são os filmes de terror mais ASSUSTADORES da história

Você já se perguntou qual é o filme mais assustador de todos os tempos? Alguns fãs do gênero poderiam apostar nos clássicos ‘O Exorcista‘ (1973), ‘A Profecia‘ (1976) e até mesmo ‘O Bebê de Rosemary‘ (1968).

No entanto, uma pesquisa científica da BroadbandChoices revelou que ‘A Entidade‘, dirigido por Scott Derrickson, é o filme de terror que mais causa instabilidade psicológica e emocional nos espectadores.

A pesquisa intitulada ‘Projeto Ciência do Pavor‘ foi aplicada em 50 pessoas de idades variadas, que assistiram a mais de 100 horas de filmes do gênero.

Através do rastreamento de batimentos cardíacos, os pesquisadores foram capazes de determinar os 50 filmes mais assustadores da história do cinema, e ‘A Entidade‘ alcançou o topo da lista.

A frequência cardíaca média em repouso era de 65 batimentos por minuto e, durante o filme de Derrickson, 95% dos espectadores antingiram entre 84 e 86 BPM.

O 2º lugar ficou com ‘Sobrenatural‘ (2010), do diretor James Wan, que elevou a pulsação do público a 80 BPM, mas foi o filme que teve a maior pontuação em cenas jump scare (quando acontece um susto inesperado), elevando o ritmo a 133 BPM.

Além disso, outros dois filmes de Wan entraram na lista do Top 10, como ‘Invocação do Mal eInvocação do Mal 2’.

Confira o Top 10:

1) ‘A Entidade
2) ‘Sobrenatural
3) ‘Invocação do Mal
4) ‘Hereditário
5) ‘Atividade Paranormal
6) ‘Corrente do Mal
7) ‘Invocação do Mal 2’
8) ‘O Babadook
9) ‘Abismo do Medo
10) ‘A Visita

Orçado em apenas US$ 03 milhões, ‘A Entidade‘ foi um sucesso comercial, faturando US$ 87,7 milhões pelo mundo.

Elliot Page agradece pelo apoio dos fãs, após se assumir como trans

O ator Elliot Page (‘The Umbrella Academy’, ‘Juno’) agradeceu pelo apoio recebido pelos fãs, após se assumir transgênero no dia 01 de dezembro.

Em uma breve publicação feita em sua conta oficial do Instagram, ele refletiu sobre como todo o carinho e amparo foram fundamentais nesse momento tão importante.

Confira:

“Do fundo do meu coração, obrigado. Seu amor e apoio tem sido o maior dos presentes. Continuem seguros e apoiem uns aos outros. Se possível, apoiem Transanta e Trans Lifeline. Nos vemos em 2021. Beijos, Elliot”. 

Elliot, anteriormente conhecido como Ellen Page, anunciou ser transgênero no início de dezembro, por meio de sua conta oficial do Twitter.

Confira o comunicado oficial:

“Olá amigos, gostaria de compartilhar com vocês que sou uma pessoa trans, meus pronomes são he/they (ele/eles, no inglês) e meu nome é Elliot. Me sinto muito bem escrevendo isso. De estar aqui. De ter chegado neste lugar em minha vida. Sinto uma gratidão imensa pelas incríveis pessoas que me apoiaram ao longo da jornada. Nem sei como começar a dizer o quão incrível me sinto ao finalmente amar quem eu sou, o bastante para ir atrás de meu eu autêntico. Fui tremendamente inspirado por várias pessoas na comunidade trans. Obrigado pela coragem, por sua generosidade e pelo incessante trabalho em fazer deste mundo um lugar mais inclusivo e empático. Ofereço meu apoio e continuem a lutar por uma sociedade mais igualitária”.

Elliot retorna para a já confirmada 3ª temporada de The Umbrella Academy, cujas filmagens devem começar em fevereiro do ano que vem.

Até lá, assista à nossa crítica da 2ª temporada:

Criada por Jeremy Slater (‘The Exorcist‘), a série é baseada nos quadrinhos criados por Gerard Way e pelo brasileiro Gabriel Bá.

A trama acompanha uma família disfuncional de super-heróis que se reúne para solucionar o mistério da morte de seu pai, uma ameaça de apocalipse e muito mais.

O elenco inclui Elliot Page, Robert Sheehan, Tom Hopper, David Castañeda, Aidan Gallagher, Emmy Raver-Lampman, Mary J. BligeCameron Britton.

‘Mulher-Maravilha 1984’: Gal Gadot se prepara para as entrevistas em divertido vídeo dos bastidores; Assista!

O aguardado ‘Mulher-Maravilha 1984‘ já estreou nos mercados internacionais e segue dominando em quase todas as principais bilheterias mundiais. E para ajudar a promover o longa, a atriz tem concedido uma série de entrevistas virtuais, com a ajuda de uma equipe reduzida da Warner Bros.

E ela compartilhou um pouco da desafiante tarefa de conduzir entrevistas à distância, mostrando um pouco dos bastidores de todo esse trabalho por meio da sua conta oficial do Instagram.

Confira:

Assista nossa entrevista com a atriz:

Mulher-Maravilha 1984‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Sucesso entre os críticos, o filme abriu com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.