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‘Aves de Rapina’ pode ganhar sequência? Margot Robbie responde!

Aves de Rapina‘ prometia ser um grande sucesso e uma revolução nas adaptações da DC Comics por trazer o primeiro grupo de anti-heroínas para as telonas.

No entanto, o longa arrecadou apenas US$ 201,8 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 85 milhões. Ou seja, o filme apenas se pagou – mas não gerou o lucro esperado.

Sendo assim, parece que a Warner Bros não tem planos de investir numa sequência, pelo menos por enquanto.

Durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter, Margot Robbie, a Harley Quinn, foi questionada sobre o assunto e deu uma resposta um tanto desanimadora.

“Não sei de nada sobre uma sequência. Por enquanto, acho que não há planos nem nada que valha a pena mencionar.”

Apesar disso, o elenco tem esperança em reprisar seus papéis no futuro.

Em entrevista ao Uproxx, Rosie Perez, intérprete de Renee Montoya, revelou que estaria disposta a retornar para a sequência caso o estúdio desse sinal verde.

“Digo, se isso acontecer, claro. Quando você diz isso, a primeira coisa que vem na minha cabeça é: ‘meu Deus, preciso perder peso e entrar em forma de novo”.

Perez não é a única que demonstrou interesse em revisitar o universo das anti-heroínas. Em uma recente entrevista ao Comic Book, Chris Messina, que viveu o vilão Zsasz, comentou que adoraria reprisar o papel e não pensaria duas vezes em retornar ao universo da DC.

“Eu amei interpretar o personagem e eu amo aquele grupo de pessoas, foi uma coisa bastante divertida e nova para mim. Eu adoraria poder interpretá-lo mais uma vez, vê-lo sob novas perspectivas. Não tenho nenhum plano para isso, mas se eles me chamasse, eu iria”.

Vale lembrar que a diretora Cathy Yan revelou ao The Wrap que tem ideias para uma sequência do longa e pretende explorar o relacionamento entre Harley Quinn e a Hera Venenosa.

“Eu adoraria trazer a Hera Venenosa para o cinema e iria investir num relacionamento entre ela e Harley Quinn, porque seria completamente desafiador e chocante ver duas personagens fortes tomando a frente de uma nova franquia.”, disse a cineasta.

Questionada se ainda tem esperança de realizar a sequência, Cathy pareceu confiante.

“Eu não sei, mas acho que as pessoas não estão prontas para se despedirem da Harley Quinn. Também acho que Margot [Robbie] ainda tem muito fôlego para interpretá-la por mais alguns anos, então… Quem sabe. Eu espero que possamos fazer isso.”

Confira nossa crítica:

Crítica | Aves de Rapina – DC acerta novamente com filme divertido, colorido e cheio de vida

Já ouviu falar daquela sobre o policial, o passarinho, a psicótica e a princesa da máfia? ‘Aves de Rapina’ é um conto deturpado contado pela própria Harley Quinn, e da única forma como Harley consegue contá-la. Quando o vilão mais narcisista e nefasto de Gotham City, Roman Sionis, e sua zelosa mão-direita, Zsasz, colocam o alvo em uma garota chamada Cass, a cidade vira de cabeça para baixo procurando por ela. Os caminhos de Harley, Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya colidem um com o outro e o time não tem escolha a não ser derrubar Roman de seu pedestal.

O elenco conta com Margot Robbie (Arlequina), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Rosie Perez (Renee Montoya), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), Ewan McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz).

‘The Resident’: Jessica Lucas entra para o elenco da 4ª temporada

De acordo com o Deadline, Jessica Lucas (‘Gotham‘) entrou para o elenco regular da 4ª temporada de ‘The Resident‘.

A atriz irá interpretar Billie, uma amiga de infância do Nic que costumava ser uma brilhante residente em neurocirurgia, mas que foi afastada após cometer um erro trágico.

O próximo ciclo irá estrear no dia 12 de janeiro.

A série foi criada por Amy Holden JonesHayley SchoreRoshan Sethi.

A trama gira em torno do Dr. Devon Pravesh (Dayal), um jovem médico idealista que começa seu primeiro dia sob a supervisão de um brilhante e austero residente sênior, revelando o lado bom e mau da medicina moderna. As vidas podem ou não ser salvas, mas as expectativas serão sempre destruídas.

Estrelada por Matt Czuchry, Emily VanCamp, Manish Dayal, Jenna Dewan, Shaunette Renée Wilson e Bruce Greenwood.

‘Falcão e Soldado Invernal’: Kevin Feige elogia Anthony Mackie durante o delicado processo de filmagens

A produção de ‘Falcão e Soldado Invernal‘ enfrentou uma série de entraves ao longo de 2020. Com a pandemia do coronavírus se espalhando ao redor do mundo, a Marvel Studios se viu forçada a interromper as gravações, resultando no adiamento da estreia.

Além disso, com as restrições de viagens internacionais, a Disney teve que reajustar o seu modus operandi, construindo sets provisórios que pudessem substituir algumas da locações estrangeiras que faziam parte da narrativa.

E em meio a um turbilhão de contratempos e alterações, o astro Anthony Mackie mostrou ser um grande líder entre os colegas de trabalhos. E seus esforços foram exaltados pelo presidente da Marvel Studios, Kevin Feige

Em uma entrevista à Emmy Magazine, ele pontuou especificamente que o intérprete do Falcão “demonstrou uma forte liderança” durante o período mais delicados das filmagens da série, contribuindo para que o ambiente de trabalho se tornasse ainda mais leve e prazeroso, mesmo em meio a tantos entraves.

Recentemente, a página Zazzle divulgou recentemente uma nova arte promocional da vindoura série ‘Falcão e Soldado Invernal’.

O pôster estampa Emily Van Camp em seu icônico papel como a Agente Sharon Carter.

Confira:

Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência – em ‘Falcão e Soldado Invernal’.

Anthony Mackie e Sebastian Stan estrelam como os respectivos personagens titulares. Emily Van CampDaniel Brühl e Noah Mills completam o elenco.

Kari Skogland, veterana da televisão norte-americana, será responsável pela direção de todos os seis episódios.

 

Trixie Mattel e Katya reagem ao filme ‘Natal com Dolly Parton’ em vídeo hilário; Confira!

Para promover o lançamento do filme ‘Natal com Dolly Parton‘ (Christmas on the Square), a Netflix divulgou um novo vídeo hilário com as Drag Queens Trixie Mattel e Katya reagindo à produção.

Confira:

Vale lembrar que o longa já está disponível na Netflix!

Regina Fuller (Christine Baranski), uma rica e esnobe mulher, retorna para sua pequena cidade natal pouco depois da morte do pai para despejar todos antes da temporada natalina. Depois de se encontrar com um anjo (Dolly Parton), um compilado de velhas histórias e um romance de outrora da comunidade local reacende o calor em seu coração.

O filme é dirigido e coreografado por Debbie Allen e também traz no elenco Christina BaranskiJenifer LewisTreat WilliamsJeanine MasonJosh SegarraMary Lane HaskellMatthew JohnsonSelah Kimbro Jones.

Parton compôs nada menos que 14 músicas originais para o longa-metragem, incluindo “Christmas on the Square”, que fará parte do vindouro álbum A Holly Dolly Christmas.

 

Netflix | Por que ‘O Espetacular Homem-Aranha’ é a melhor série do herói?

Lançada em 2008, a série animada O Espetacular Homem-Aranha foi uma tentativa da Marvel de reviver o Cabeça de Teia na televisão após o fracasso contundente que Homem-Aranha: A Série foi. Para os sortudos que não se lembram, Homem-Aranha: A Série foi lançada em 2003 como um tipo de continuação não canônica dos filmes de Sam Raimi. A animação era toda feita num 3D esquisito, bastante parecido com os gráficos de PlayStation 1 e com uma atmosfera meio gótica. Enfim, foi um desastre e não durou mais que os 13 episódios da primeira e única temporada.

É, Marvel… Teu passado te condena.

A queda foi tão grande que o personagem mais popular da empresa, que estava brilhando nos cinemas na pele de Tobey Maguire, passou cinco anos sem ter uma animação sequer nas TVs. Porém, isso mudou em 2008, quando O Espetacular Homem-Aranha chegou para revolucionar o personagem na TV e trazer para as telinhas algumas das melhores adaptações de histórias em quadrinhos que o mundo já viu. Criada e dirigida por Greg Weisman, além de contar com produção de Avi Arad – que também produziu a trilogia do Aranha nos cinemas -, a série conseguiu reunir diferentes décadas de “Peter Parkers” em um Peter só. Incluindo o de Tobey Maguire, que foi homenageado na abertura, que recriava cenas dos filmes em versão 2D.

O primeiro vilão a ser enfrentado pelo Homem-Aranha é o Abutre, que já introduz elementos clássicos da história do herói, como a Oscorp.

Ao longo de duas temporadas com 13 episódios, cada, a produção conseguiu expandir a mitologia do herói com um nível de profundidade e maturidade muito grande. Na trama, Peter Parker é um adolescente que está se acostumando a ser um nerd no colégio e um super-herói admirado e perseguido fora dela. Tudo isso enquanto tenta conciliar sua vida estudantil, familiar e amorosa com as incertezas da vida de herói mascarado. Dentre tantos méritos que a série tem, o maior deles é entender o personagem. Nos últimos anos, tivemos muitas produções do herói, incluindo filmes, jogos e desenhos animados que priorizaram a vida de combatente do crime em vez da vida de adolescente excluído buscando seu espaço e sua identidade. Nos quadrinhos, o nascimento do Homem-Aranha revolucionou o mercado por mostrar que Peter Parker era mais importante que o Homem-Aranha. Acompanhar a vida do jovem que tinha problemas como qualquer leitor cativou bilhões de fãs pelo mundo, mas parece que poucas adaptações compreenderam isso. Felizmente, O Espetacular Homem-Aranha entendeu e se apegou a isso para construir a melhor adaptação de herói nas telinhas.

Liz Allen, Peter Parker e Gwen Stacy protagonizam um triângulo amoroso em meio a uma trama que envolve o Sexteto Sinistro.

As ambientações dos episódios são sempre divididas entre o Colégio Midtown, a Oscorp, a casa dos Parker, o Laboratório do Dr. Connors e cenários famosos de Nova York. O núcleo de personagens gira em torno dos colegas de classe de Peter, como Gwen Stacy, Harry Osborn, Liz Allen, Flash Thompson e os caras da equipe de futebol, Mary Jane Watson, Tia May, Eddie Brock, J.J. Jameson e Norman Osborn. Mas outros personagens clássicos da mitologia do herói aparecem vez ou outra, já que as tramas têm muitos desdobramentos. Com essa galera toda interagindo, temos momentos muito pessoais de Peter Parker sendo trabalhados, como o drama dele ser o melhor jogador de futebol americano da escola, mas precisar fingir ser um pereba para que ninguém suspeite de seus poderes, o primeiro encontro, os foras que ele leva, as humilhações sofridas por ser um nerd, as conquistas por seu jeito sincero, as decepções amorosas, o conflito com Harry e Gwen… E por aí vai. Além disso, temas pertinentes sobre o amadurecimento e as incertezas da adolescência são trazidos de forma muito responsável. Por exemplo, a transformação de Harry no Duende Macabro vem junto a uma analogia do uso de drogas na adolescência. Os constantes questionamentos sobre Peter e suas escolhas na vida profissional também são recorrentes.

A Globulina Verde é usada para fazer uma analogia sobre o uso de drogas na adolescência.

Mas não pense que só tem Peter Parker na série. Muito pelo contrário! Os duelos e combates físicos e morais do Homem-Aranha são incríveis! A começar pela galeria de vilões que é utilizada. Como era de se esperar, o Duende Verde é o principal antagonista da série, mas eles não se limitam apenas a ele. Nomes mais conhecidos como Doutor Octopus, Venom, Rino, Mysterio e Homem-Areia são presença constante nos episódios, que também trazem uma vilania mais popular nas HQs, como o Cabeça de Martelo, Camaleão, Gata Negra, Cabelo de Prata, Abutre, Shocker, Electro e Kraven, O Caçador. E é óbvio que com esse pessoal todo, diversas formações do Sexteto Sinistro são mostradas para infernizar a vida do herói, que precisa lidar frequentemente com assaltos a banco, sequestros, atentados terroristas e tentativas de homicídio com muita naturalidade. A melhor parte é que esses vilões não são apenas jogados na narrativa. Cada um tem sua própria história e desenvolvimento, mostrando ambos os lados da ameaça.

A relação com a Gata Negra, que, por conta de um erro na tradução, tem sua primeira aparição creditada como “Mulher-Gato” é um dos pontos altos da série.

Os traços da animação, porém, costumavam ser citados como um empecilho para atrair público, já que eram bem cartunescos e a tecnologia da época já permitia uma animação mais realista. Só que a história é tão bem trabalhada, os uniformes e ambientações são tão fiéis aos quadrinhos que chega a ser bobeira reclamar desse estilo de animação da série. Mesmo com esses traços típicos de cartum, momentos retirados diretamente das HQs são adaptados com muita fidelidade, como o primeiro encontro de Peter e Mary Jane. No entanto, a arte pesou na hora do prosseguimento da série. Isso porque a série tinha sido planejada para ser desenvolvida em cinco temporadas, totalizando 65 episódios, fora o plano de adaptar “O Casamento do Homem-Aranha” em um especial após o fim da série. Porém, tudo isso foi por água abaixo enquanto a terceira temporada da série estava sendo escrita. Nela, o vilão principal seria o Duende Macabro e outros personagens Marvel, como CarnificinaMotoqueiro Fantasma, Escorpião, Senhor Negativo e Homem-Hídrico fariam participações ao longo dos episódios. Havia também o planejamento de lançar um filme animado contando sobre o Doutor Connors trabalhando na cura para o Electro.

O espanto de Peter Parker ao se deparar com Mary Jane na porta de casa é um dos momentos icônicos das HQs que entrou na série animada.

Por que isso não aconteceu? Bem, a Disney comprou a Marvel Entertainment e resolveu não dar prosseguimento ao seriado para investir em uma nova abordagem do herói chamada Ultimate Homem-Aranha, que tinha um roteiro mais infantilizado, voltado para piadocas e bobajadas, mas exibia traços mais trabalhos, fugindo do estilo cartunesco da anterior, e apostando em novas tecnologias para ter um estilo de animação mais moderno. A decisão não agradou aos fãs, que fizeram uma petição que reuniu mais de 10 mil assinaturas pedindo a continuação de O Espetacular Homem-Aranha. Só que não deu em nada.

Com visual mais moderno e voltado para o humor, Ultimate Homem-Aranha substituiu O Espetacular Homem-Aranha.

Após vários anos sem ser exibida no Cartoon Network e passando com episódios fora de ordem no Bom Dia & Cia, os 26 episódios de O Espetacular Homem-Aranha podem enfim voltar a ser encontrados com facilidade e na ordem correta no catálogo da Netflix. A produção é fundamental para todos os fãs do herói, de quadrinhos em geral e é ideal para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Homem-Aranha sem necessariamente ler os quadrinhos.

EXCLUSIVO! Lorena Queiroz Conversa com o CinePOP sobre ’10 Horas Para o Natal’

Falta menos de uma semana para o Natal e a fofíssima atriz Lorena Queiroz – uma das protagonistas do filme natalino brasileiro ‘10 Horas para o Natal‘ – conversou com exclusividade com o CinePOP sobre como foi gravar um filme no meio da 25 de Março, em São Paulo, e contou também o que ela pediu para o Papai Noel este ano! Confira:

 

As 50 Melhores Músicas de 2020

Continuando nosso especial de fim de ano, o CinePOP separou uma lista com as 50 melhores músicas de 2020 – um trabalho nem um pouco fácil, diga-se de passagem.

Desde o resgate da explosão pop-rock dos anos 1980 e 1990 até o melhor da MPB contemporânea, artistas como Lady GagaDua LipaKylie Minogue apostaram no escapismo dançante, nos deixando ansiosos para retornar aos clubes para mexer o esqueleto. Bob DylanTaylor Swift, por sua vez, mergulharam na sinestesia reflexiva e poética com odes quase literárias, incrementando um ano marcado pela melancolia e pelo isolamento.

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

50. “SMILE”, Katy Perry

Três anos e vários singles soltos depois de sua última incursão com ‘Witness’, Katy Perry voltou com seu álbum ‘Smile’ – e a música-título é a melhor entrada da produção. Com inflexões para o nu-disco que nos lembram de Diana RossDonna Summer do melhor jeito possível – isso sem mencionar o adorável videoclipe oficial.

49. “THEREFORE I AM”, Billie Eilish

Billie Eilish ganhou o mundo ao lançar o aclamado álbum ‘When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’ e, pouco tempo depois, voltou com um single bastante interessante que resgatou o pop noir que a colocou no topo do mundo. “Therefore I Am” é uma competente e incisiva canção que traz ácidas críticas sobre alguém que pensa ser muito mais do que consegue.

48. “MY HAIR”, Ariana Grande

2020 não seria 2020 se Ariana Grande não tivesse lançado mais um álbum de estúdio. Seguindo os passos dos ovacionados ‘Sweetener’‘Thank U, Next’‘Positions’ voltou para o R&B clássico da cantora – e trouxe algumas pérolas da música. “my hair” é uma dessas joias que provavelmente não vão ganhar o reconhecimento que merecem, mas que é digna de entrar para nossa lista por sua construção sensual e nostálgica.

47. “BACK TO ME”, Lindsay Lohan

Se teve alguém que nos surpreendeu neste ano, essa pessoa foi Lindsay Lohan. Anunciando sem muito alvoroço seu aguardado retorno para a música, “Back To Me” é um synth-pop noventista com reflexos dos anos 2000 que traz a cantora e compositora no auge de uma maturidade que sabe que fez coisas erradas – mas que cresceu e não se arrepende disso.

46. “PINK DIAMOND”, Charli XCX

Pouco depois de seu álbum homônimo, Charli XCX lançou de surpresa o álbum ‘how i’m feeling now’ e, conhecendo o estilo da cantora, ela iria se respaldar com força no PC music que vem explorando com mais e mais afeição desde o início da década passada. Com “pink diamond”, Charli deixa claro que não tem medo de experimentar e unir gêneros conflitanes em um mesmo espectro.

45. “DEATH BY ROCK AND ROLL”, The Pretty Reckless

Já fazia um tempo desde que The Pretty Reckless lançava músicas originais, mas nos presenteou no começo de 2020 com a divulgação de “Death By Rock and Roll”. O lead single do vindouro álbum homônimo (com estreia agendada para 2021) é uma ode ao hard rock e mistura sensualidade e acidez – além de ser guiado pelos potentes vocais de Taylor Momsen.

44. “ABOUT LOVE”, MARINA

MARINA emprestou sua conhecida e melódica voz para a sequência do filme ‘Para Todos os Garotos que Já Amei’ – e o resultado foi o melhor do suis generis das semi-baladas pop. Misturando piano com sintetizadores, a canção é uma análise bastante humana do que significa se apaixonar e do que é o amor.

43. “BRAIN & HEART”, Melanie Martinez

Pouco depois de ‘K-12’, Melanie Martinez voltou com o breve EP ‘After School’, que se tornou sua produção mais coesa desde sua recente estreia na indústria fonográfica. Mantendo-se em uma estrutura digna do final dos anos 2010, com as batidas quebradas e uma atmosfera quase onírica, “Brain & Heart” é uma das faixas que resume exatamente o que e quem Melanie representa para a música contemporânea.

42. “JOAN OF ARC ON THE DANCE FLOOR”, Aly & AJ

“Joan of Arc on the Dance Floor” provavelmente passou longe do radar mainstream de 2020, mas a incursão realizada entre a dupla Aly & AJ é uma das semibaladas mais poderosas do ano. A iteração, movida por sintetizadores e por ecos vocais arrepiantes, amalgama presente e passado ao celebrar uma das figuras mais icônicas da história, Joana D’Arc

41. “MISS U MORE THAN U KNOW”, Sofia Carson, R3H4B

2020 teve bastante apreço pela indústria oitentista do disco e do pop, mas não foi o caso de Sofia Carson. Apesar de não ter lançado qualquer álbum, a talentosa dançarina, cantora e compositora se juntou com o DJ R3H4B para a romântica e narcótica “Miss U More Than U Know”, sobre uma jovem garota que, tentando esquecer de um relacionamento conturbado, percebe que não consegue deixar seu antigo amor de lado.

40. “I DARE YOU”, Kelly Clarkson

Kelly Clarkson celebrou o amor em todas as suas formas com a evocativa e apaixonante “I Dare You”, um soft-pop-rock que desmistifica os tabus por trás dos relacionamentos românticos e deixa bem claro que se apaixonar não é um crime – não importa o quanto as pessoas digam isso.

39. “APOCALIPSIS”, Isabela Merced

Isabela Merced ganhou o mundo ao interpretar Dora, a Aventureira, em um dos filmes mais divertidos do ano. Em 2020, ela conquistou a música com o lançamento de seu primeiro EP – e, com ele, da sensualidade latina e adornada com pungentes trompetes de “apocalipsis”, uma de suas iterações mais maduras até o momento.

38.“SHOW THEM THE WAY”, Stevie Nicks

Stevie Nicks é um dos nomes mais conhecidos da indústria fonográfica e um dos ícones do indie-folk e do indie-rock. Em 2020, ela apostou em uma crítica rendição sobre governos e sobre a índole do ser humano com a balada “Show Them The Way”, sendo guiada pelas teclas melódicas do piano de cauda.

37. “MISTAKES”, Jonas Blue, Paloma Faith

2020 foi um ano de grande prosperidade para o pop – que havia, já há algum tempo, rendido-se ao trap e ao rap. E, no centro de tudo isso, temos o retorno triunfante de Paloma Faith, que desceu de seu pedestal como atriz para mergulhar no electro-pop com a minimalista “Mistakes”, composta ao lado do produtor Jonas Blue, que deixa o escopo sonoro em segundo plano e permite que a cantora renda-se a uma narcótica performance.

36. “STILL HAVE ME”, Demi Lovato

Depois de um tempo longe dos holofotes, Demi Lovato fez seu retorno aos palcos com “Anyone”, no Grammy Awards. Mas nada poderia nos preparar para o emocionante poder vocal de “Still Have Me”, uma das músicas promocionais que entregou aos fãs neste ano, construindo uma narrativa pessoal e cruciante.

35. “DOUBLE TROUBLE”, Will Ferrell, My Marianne, Tiësto

‘Festival Eurovision da Canção’ estreou há alguns meses na Netflix e, ainda que não tenha encantado muitos fãs ao redor do mundo, de fato nos entregou algumas das melhores canções do ano. A mais emblemática delas é “Double Trouble”, performada por Will FerrellMy Marianne e porduzida pelo lendário Dj Tiësto em uma carta de amor ao Europop dos anos 1990.

34. “BLAME IT ON ME”, Melanie C

Brincando com as inflexões do electro-pop em um enredo que fala sobre um relacionamento tóxico que ao menos lhe fez crescer como pessoa, Melanie C não poderia deixar de aparecer na nossa lista. A ex-Spice Girl lançou seu vindouro oitavo álbum de estúdio neste ano e um de seus pontos altos é o vibrante lead single.

33. “RING”, Selena Gomez

Selena Gomez é outro nome que vem ganhando mais força com o passar dos anos. Seis anos depois de lançar Revival, a artista voltou imbatível com o que podemos apenas encarar como a melhor entrada de sua discografia – o íntimo, sexy e poderoso Rare, que conta com uma das melhores faixas de sua carreira. “Ring” é um flerte com suas raízes latinas que move-se através de uma sensual e envolvente batida (e apostas em vocais que oscilam entre o contralto e o soubrette).

32. “I LOVE YOU’S”, Hailee Steinfeld

Desde o lançamento de “I Love Myself”, Hailee Steinfeld vem trilhando um delicioso caminho de amadurecimento que também passou por “Back to Life”“Afterlife” e, finalmente na incrível rendição de “I Love You’s”, que faz homenagem do melhor jeito possível à canção de Annie Lennox – sem deixar de imprimir sua identidade upbeat e seus profundos e poéticos versos.

31. “PEDIALYTE”, JoJo

JoJo pode ter demorado, mas finalmente chegou para a festa. Conhecida por “Too Little Too Late”, a cantora se afastou do mundo da música por mais de uma década antes de retornar com ‘Good to Know’ e com a profunda canção “Pedialyte”, cujas dissonâncias propositais são fruto de sua inspiração pelo dream-pop e pelo finalzinho do new-wave dos Estados Unidos.

30. “THE BAKERY”, Melanie Martinez

Melanie Martinez é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais peculiares do cenário mainstream – e, por essa razão, não é compreendida por todos. “The Bakery”, dessa forma, é a canção que resume a carreira dessa cantora, compositora e diretora única, usando um respaldo trip-hop para falar de sua experiência em uma padaria para juntar dinheiro e investir em sua arte.

29. “TERCEIRA”, Lívia Nolla

Em “Terceira”Lívia Nolla volta ao período transitório entre os anos 1990 e 2000 e absorve a estética única de Fiona Apple para uma tríptica narrativa; os solos da guitarra são inspirados pela rebeldia nostálgica de Cássia EllerRita Lee – mas o que mais nos rouba a atenção é a montanha-russa e as inversões ousadas a que a cantora e compositora se propõe a nos entregar.

28. “ABLAZE”, Alanis Morissette

“Ablaze” é uma das canções mais emocionantes do ano e, infelizmente, não ganhou a atenção que merecia. Performada pela voz inconfundível de Alanis Morissette, a balada soft-rock brinca com os conceitos de empatia, memória e maternidade, mostrando que essa lenda da música ainda tem muito a nos contar.

27. “YOU SHOULD BE SAD”, Halsey

Em ManicHalsey abusa da essência do country-pop, mostrando que não pensa duas vezes antes de honrar suas principais influências: a ambientação explorada na emergência de Alanis Morissette é retraída para um dark-country-rock em “You Should Be Sad”, cujas declarações de superação são acompanhadas de uma frenética guitarra e uma ecoante superposição de vozes – o que explica o fato da canção ser o ápice do álbum e uma das melhores de sua carreira.

26. “LEVITATING”, Dua Lipa feat. DaBaby

“Levitating”, escondida no miolo do aclamado ‘Future Nostalgia’ (um dos melhores álbuns do ano), alastra referências para Earth, Wind & Fire e para Bee Gees quando opta pelas múltiplas camadas vocais, ao passo que inclina-se para os primórdios do R&B quando cria bridges inesperadas e quando deixa a guitarra tomar conta dessa mixórdia instrumental.

25. “PARTY TILL I DIE”, Kim Petras

Kim Petras se torno a rainha do Halloween ao lançar não um, mas dois álbuns justapostos que compõe a jornada ‘TURN OFF THE LIGHT’. Em 2020, ela deu continuidade às suas incursões no pop industrial e no synth vanguardista com “Party Till I Die”. A infusão eletrônica, desconexa e distorcida é um ótimo jeito de começar o terceiro capítulo dessa narrativa sobrenatural – e mal podemos esperar para ver o que Petras fará a seguir.

24. “BOSS BITCH”, Doja Cat

Aves de Rapina: O Álbum já abre do melhor jeito possível com a incrível proeminência de Doja Cat e a impecável arquitetura de “Boss Bitch”. Apesar de bastante familiar (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), a canção transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz.

23. “LET ME LOVE YOU LIKE A WOMAN”, Lana Del Rey

Lana Del Rey entregou um dos melhores álbuns do ano passado com ‘Norman Fucking Rockwell’ e, agora, está de volta com o que prometera ser o capítulo de abertura de sua próxima obra fonográfica. “Let Me Love You Like a Woman” é uma continuação digna de suas jornadas reflexivas e sensorialistas, seja pela urgência de seus versos amadurecidos, seja pela produção comandada por Jack Antonoff.

22. “UNGODLY HOUR”, Chloe x Halle

Chloe x Halle pararam o mundo com o lançamento de ‘Ungodly Hour’, uma das produções mais bem construídas e amarradas dos últimos anos. Aqui, a faixa-título emerge como uma apaixonante declamação romântica que tangencia uma deliciosa e pecaminosa blasfêmia muito bem estruturada e que não perde a chance de ser uma das entregas mais mercadológicas do álbum.

21. “BLINDING LIGHTS”, The Weeknd

The Weeknd foi esnobado nas principais premiações da indústria musical, mas suas incursões não passariam batido por nossa lista. Com “Blinding Lights”, o cantor rearranja a presença impactante dos sintetizadores e presta homenagem a bandas como a-ha em uma dinâmica e futurista faixa.

20. “WHERE DOES THE DJ GO?”, Kylie Minogue

A faixa mais surpreendente de ‘Disco’, novo álbum de Kylie Minogue, se restringe ao saudosismo tocante de “Where Does the DJ Go?”, comandada pelo poder incomparável de uma rendição quase teatral e um crescendo soberbo que precedem um dos refrões mais sólidos do ano, estendendo suas ramificações inclusive para o gospel-pop.

19. “CORRE O MUNDA”, Adriana Calcanhotto

“Corre o Munda” é o desfecho perfeito e necessário para uma obra do calibre de ‘Só’, mais recente lançamento de Adriana Calcanhotto. Perscrutada com um solilóquio romântico e que faz alusões a Fernando Pessoa sobre Coimbra, cidade portuguesa para a qual retornaria antes da pandemia, a cantora discorre sobre o caudaloso rio Mondego e sua vivência naquele país europeu.

18. “MARJORIE”, Taylor Swift

É difícil não se emocionar com a potência taciturna de “marjorie”. Um dos muitos ápices artísticos de Swift em Evermore, a faixa trata com carinho e com uma saudade imbatível Marjorie Finlay, falecida avó da performer que a encorajou a mergulhar no mundo da música. A própria cantora e compositora disse que Finlay a visita, ainda que em sonhos, para lhe dar inspiração e para segurar sua mão em momentos difíceis.

17. “NO BODY, NO CRIME”, Taylor Swift

Taylor Swift e country são uma combinação perfeita e, no momento em que ela resolve retornar para suas raízes, acerta em cheio. Em “no body, no crime”, a performer se une ao aclamado trio musical HAIM para uma narrativa movida pela guitarra e por uma atmosfera chocante que fala essencialmente sofre infidelidade.

16. “MIDNIGHT SKY”, Miley Cyrus

Até mesmo Miley Cyrus se rendeu ao passado ao lançar o lead single de ‘Plastic Hearts’“Midnight Sky” é uma explosiva fusão entre discosynth-poppop rockelectropop, que arranca de Cyrus seus melhores vocais e transforma a canção em um hino de liberdade própria para as pistas de dança.

15. “XS”, Rina Sawayama

Em “XS”, Rina Sawayama transforma seu próprio estilo em uma experiência única que transgrede basicamente tudo que se conhece: a cantora e compositora imprime acordes do rock em colaboração à melodia das tubulares baterias e do violão, além de fundi-la a mudanças bruscas de tempo e de progressão que são um deleite para os ouvidos.

14. “RAIN ON ME”, Lady Gaga & Ariana Grande

“Rain On Me” apenas confirmou o que todos sabíamos: Lady Gaga estava pronta para voltar ao pop. Unindo forças com Ariana Grande, o soberbo house-pop dominou as paradas do mundo inteiro e conquistou inúmeros prêmios desde seu lançamento. Exuberante, provocativo e envolvente, a canção era exatamente do que precisávamos para afogar nossas mágoas e nos esquecer do show de horrores que 2020 foi.

13. “FALSE PROPHET”, Bob Dylan

“False Prophet” é uma das melhores músicas de Bob Dylan em quase vinte anos. A faixa de ‘Rough and Rowdy Ways’ cria um flerte malicioso e blasfemo com a mitologia católica e uma aproximação com a tragédia greco-romana – tudo isso transformado em um belíssimo e impactante country-folk que é dono de seu próprio borbulhante mundo.

12. “BLACK PARADE”, Beyoncé

BLACK PARADE definitivamente merecia mais atenção e reconhecimento do que tem – mas a falta de atenção para a faixa apenas prova que Beyoncé permanece na ativa como uma das artistas mais versáteis e sagazes da última geração segue vivo em um legado que nunca será apagado.

11. “MARCH MARCH”, The Chicks

“March March” reflete exatamente o tipo de carreira que as The Chicks tiveram desde sua estreia bombástica no mundo da música. Criticadas por expressarem seu descontentamento com o governo dos Estados Unidos, o grupo ficou longe dos holofotes por tempo demais – mas voltaram com força com um dissonante hino de empoderamento.

10. “PHYSICAL”, Dua Lipa

O implacável sucesso crítico e comercial de ‘Future Nostalgia’, 2º álbum de Dua Lipa, não poderia existir sem levarmos em conta a iteração intitulada “Physical”, que exala uma mistura bastante equilibrada e enérgica das explorações de Olivia Newton-John décadas atrás e da idealização da performer em homenagear todos os nomes que a influenciaram como musicista.

9. “BEND THE KNEE”, Bruno Martini, IZA, Timbaland

Enquanto “Bend the Knee” passou longe de ganhar um marketing digno do que representa para o cenário musical brasileiro, a canção merece estar no nosso Top 10. O conhecido Timbaland se reuniu com dois nomes nacionais, Bruno Martini e a sempre incrível IZA, para uma incursão electro-disco regada a sintetizadores e um refrão viciante.

8. “I CAN’T BREATHE”, H.E.R.

Em meio aos protestos contra os brutais assassinatos de civis negros nos Estados Unidos, incluindo o sufocamento que matou George Floyd, a cantora estadunidense H.E.R. criou um hino R&B e trip-hop para denunciar a falta de empatia e a corrupção dos oficiais de justiça com a potente “I Can’t Breathe”.

7. “LUV U SO”, One Bit

One Bit é uma dupla que pode não ser conhecida mundialmente, mas que causou um alvoroço significativo em 2020 com uma das produções mais subestimadas do ano. “Luv U So” é uma breve faixa que transforma o gênero house numa investida quintessencial, marcada pela explosão bem demarcada do piano e dos sintetizadores.

6. “WHAT’S YOUR PLEASURE”, Jessie Ware

Jessie Ware exalou toda sua glória com o requinte sensorial de ‘What’s Your Pleasure?’ – e a faixa titular do álbum é tudo o que esperaríamos de uma obra desse calibre. Nutrindo-se de um disco mais amadurecido e mergulhando de cabeça nas recriações uptempo do EDM (sendo inspirada inclusive por Lady Gaga), a sutileza vocal e a onírica atmosfera são o bastante para nos tirar do chão.

5. “WAP”, Cardi B feat. Megan Thee Stallion

Cardi BMegan Thee Stallion trouxeram toda a química e a sensualidade possíveis para a amálgama perfeita entre o dirty rap e o hip hop de “WAP”, uma das maiores colaborações do ano. Através de versos pungentes e bastante explícitos, a canção ganha os nossos corações (e as nossas playlists) principalmente por suas mensagens em acordo com o movimento sexo-positivo e a exaltação do corpo feminino.

4. “BABYLON”, Lady Gaga

“Babylon” é a faixa que encerra uma das jornadas mais incríveis do ano – ‘Chromatica’. A conclusão irretocável nutre de similaridades progressivas com as icônicas produções dos anos 1990, apesar de pincelá-las com um dêitico coro gospel que não poderia ter vindo em melhor hora.

3. “EXILE”, Taylor Swift

“Exile” é uma das melhores músicas do século e uniu Swift à conhecida e grave voz de Bon Iver em uma tocante história de dois amantes separados por circunstâncias inexplicáveis. Emergindo como a melhor colaboração da artista de “Safe & Sound”, a canção é uma balada indie folk com elementos do gospel e com uma química apaixonante entre os dois vocalistas.

2. “SHAMEIKA”, Fiona Apple

A inexplicavelmente divertida “Shameika” é o carro-chefe de ‘Fetch the Bolt Cutters’, mais novo álbum da aclamada Fiona Apple. Aqui, a performa volta suas influências para o art pop e o baroque pop que a colocou nos holofotes ainda em 1996 com Tidal, escrevendo um solilóquio de independênia marcado pelo cotidiano e pelo banal.

1. “CHROMATICA II + 911”, Lady Gaga

A maior conquista de ‘Chromatica’, de Lady Gaga, e já ter nascido carregando um legado gigantesco. Trazendo o house de volta à vida e já influenciando diversos outros artistas a fazer o mesmo – incluindo One Bit -, o novo álbum veio acompanhado de diversos hinos dignos de nota. Um deles é a fusão criada pela cinemática “Chromatica II” e pelo electro-synth de “911”.

É quase pecaminoso separar as duas faixas, e por isso elas empatam no primeiro lugar da nossa lista. Quando as tracks unem-se em um viagem no tempo e futurista, estamos prontos para algo original e arrefecedor; está última canção, por exemplo, é uma ode mimética à aclamada dupla Daft Punk, cujas linhas europeias são trazidas para o mainstream norte-americano com um peso eletrônico que converge e diverge ao longo de quase três minutos.

Disney+ | “Segredos Mágicos”: Curta com primeiro casal LGBT da Disney está disponível no streaming

Há um tempo, o CinePOP falou sobre a chega dos Pixar SparkShorts ao catálogo do Disney+. Porém, uma ausência chamou atenção. Assim que chegou ao Brasil, o Disney+ colocou praticamente a coleção inteira dos Pixar SparkShorts para que os assinantes pudessem assistir e repercutir esses curtas mais autorais de nomes ainda não tão famosos no mercado das animações. No entanto, o curta Out, que ficou famoso por trazer o primeiro casal LGBT da Disney não foi inserido, o que causou certa polêmica na internet.

Segredos Mágicos” conta a história de Greg e seu cachorrinho, que vai ajudá-lo a se entender melhor.

E como no exterior houve países que fizeram petições exigindo que o curta fosse removido do catálogo – a mais significativa teve mais de 29 mil assinaturas -, alguns membros da comunidade LGBT brasileira protestaram contra o serviço, perguntando por que “Out” ainda não havia chegado ao Brasil. Algumas pessoas chegaram até a chamar a Disney de homofóbica e coisas do tipo, pensando que o curta havia sido propositalmente removido da plataforma. Porém, se nem as petições estrangeiras foram capazes de censurar a história de Greg e seu cachorro, não seria no Brasil que isso aconteceria. Acontece que o mal entendido se deu porque a empresa tem adotado o formato de lançamento semanal. Ou seja, conteúdos originais e antigas produções do estúdio são adicionados toda semana. Out, que chegou ao Disney+ brasileiro na sexta-feira (18/12), passou a constar no catálogo com o nome Segredos Mágicos.

Para dar voz ao primeiro casal LGBT da Disney, o estúdio buscou um casal LGBT para dublar os personagens no Brasil. Foto: Reprodução/ Twitter

Na trama do curta, Greg é um homem comum, cuja vida muda completamente após ganhar um filhotinho de cachorro. Junto ao doguinho, ele consegue uma nova perspectiva e consegue se entender melhor como pessoa. E toda a espera pela chegada de Segredos Mágicos valeu a pena, porque, segundo foi apontado pelo Almanaque Disney,  a versão brasileira do curta traz um casal LGBT de dubladores, Lucas Gama e Fernando Mendonça, para dar voz a Greg e Manuel. Foi uma ideia maravilhosa, já que nada melhor do que um curta sobre representatividade exercer a inclusão independentemente do país em que ele é lançado.

 

Conheça o projeto ‘Pixar SparkShorts’

Lançado há cerca de um ano na gringa, os SparkShorts revivem um tipo de conteúdo que ajudou a consolidar a Pixar nos cinemas: os curtas animados. Quem foi criança nos anos 1990 e 2000 provavelmente lembra da empolgação de ir aos cinemas para ver um filme da Pixar e se encantar e divertir com um filminho animado que passava antes do longa. Nos últimos anos, as animações da Disney passaram a ter alguns curtas também, geralmente não tão criativos quanto os da Pixar, mas ainda assim divertidos. Sem a necessidade de serem lançados nos cinemas, as mentes criativas por trás dos SparkShots puderam então trabalhar em curtas mais conceituais, independentes.

Para o presidente da Pixar, Jim Morris, o projeto é uma forma de encontrar novas formas de contar histórias.

“O programa dos SparkShots foi feito para estimular a descoberta de novos contadores de histórias, explorar novas maneiras de contar histórias e experimentar novos modelos de produção. Esses filmes são diferentes de tudo que já fizemos na Pixar, proporcionando uma oportunidade de expandir o potencial de artistas independentes e suas filmagens criativas e abordagens em escala menor do que a que normalmente fazemos”, comentou o presidente da Pixar, Jim Morris.

 

“O Jogo de Geri” é um dos mais famosos e criativos curtas da Pixar. Nele, um velhinho joga xadrez contra si mesmo na praça.

Seguindo essa ideia de filmes criativos, mas não tão megalomaníacos, a coleção de sete curtas está quase toda completa no catálogo do Disney+. Conheça os sete curtas e descubra quais estão disponíveis!

 

Wind

Esse curta platônico te leva para uma realidade diferente, onde as situações são pé no chão, mas ao mesmo tempo existe uma magia por trás das coisas. Nele, um menino e sua avó ficam presos em um abismo sem fim conhecido. Sonhando com a vida fora dali, eles coletam diversos materiais para conseguirem fugir dali e viver com qualidade longe do abismo.

 

Fitas

Fitas talvez seja o menos palatável dos curtas justamente por mexer com uma realidade que está muito próxima do nosso mundo, mas, ainda assim, sofra com o preconceito: o autismo. Na trama, duas crianças estão em um lago de acampamento. A menina é autista e parece ser isolada pelas outras crianças. O menino chega atrasado e é direcionado pelo instrutor a fazer dupla com a menina para que eles brincassem com as canoas no lago. Contrariado, o garoto aceita o direcionamento e acaba descobrindo diversas coisas sobre a menina. A menina é a primeira personagem abertamente autista da Disney a se comunicar de forma não verbal.

 

Flutuar

Na trama, um pai descobre que seu bebê é completamente diferente das crianças normais, já que ele é capaz de flutuar. Tentando evitar que eles sofram retaliação e preconceito das outras pessoas, ele decide esconder as habilidades do bebê, o que é feito a muito custo. Até o momento em que as coisas saem de controle e ele precisa decidir entre se esconder da sociedade e largar a criança para o julgamento popular ou aceitar seu filho como ele é e dar todo o apoio que ele precisa. A mensagem oculta aqui é bem clara e o curta é um dos mais incríveis da série.

 

Kitbull

Utilizando uma animação mais estilizada e que foge ao padrão básico das animações da Pixar, Kitbull aborda o preconceito ao mostrar o nascimento de uma relação de amizade entre duas espécies “rivais” na natureza: um gatinho agressivo e um pit bull bobalhão. Juntos, eles descobrem que mesmo estando em posições diferentes na vida, não precisam se odiar.

 

Smash and Grab

Com um visual espetacular, Smash and Grab até parece um episódio da série antológica Love, Death & Robots. No curta, dois robôs velhos, que estão fora de linha e sem grande valorização laboral, trabalham há anos dentro da sala de máquinas de uma locomotiva gigantesca. Cansados da escravidão, eles vão colocar tudo em risco para conseguirem colocar em prática o sonho de liberdade de uma vida fora da sala de máquinas.

 

Purl

Ridiculamente criativo, reflexivo e divertido, Purl conta a história de um pomposo novelo de lã que pena para conseguir um emprego. No caos do dia a dia, ele consegue um trabalho em uma start-up formada exclusivamente por homens. O ritmo de trabalho é frenético e o ambiente de trabalho está longe de ser saudável. Conforme ele vai trabalhando, certas situações de trabalho começam a surgir e ele precisa decidir se vai tolerar essas coisas para ser aceito pelos colegas de escritório ou se vai se manter fiel aos seus ideais. Afinal, até que ponto certas coisas são aceitáveis para se sentir incluído?

 

12 MELHORES Atuações da Carreira de Julia Roberts

Julia Roberts é uma das estrelas mais icônicas da atualidade em Hollywood, se mantendo nos holofotes há quase 30 anos. Fato louvável e digno de reconhecimento. Pensando nisso, e como forma de homenagem a este grande nome do cinema – aproveitando o gancho de seu mais recente trabalho -, o CinePOP criou sua nova lista, com as 12 Grandes Atuações da Carreira de Julia Roberts. Vamos conhecer.

Flores de Aço (1989)

Filme não muito conhecido no currículo da atriz, esta foi sua primeira indicação ao Oscar (na categoria de coadjuvante). Com apenas 22 aninhos, Julia Roberts é parte de um elenco renomado e na época era o rostinho desconhecido. A história fala sobre a amizade de um grupo de mulheres no sul dos EUA. O filme recebeu uma refilmagem em 2012, na forma de uma obra feita para a TV, com um elenco inteiramente de atrizes negras nos papeis principais – encabeçadas por Queen Latifah.

Uma Linda Mulher (1990)

Emplacando dois anos seguidos no Oscar, com este filme Julia Roberts passava de coadjuvante para atriz principal nas indicações. Agora sim, temos um filme famoso na lista – o mais famoso da carreira da estrela e o longa que escreveu seu nome nos céus de Hollywood. Não é exagero afirmar que trata-se de uma das produções mais famosas do cinema. Na trama, Roberts vive uma prostituta de rua neste conto deturpado (mas ainda assim bonitinho) da Cinderela.

O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997)

E se Uma Linda Mulher serviu para escrever o nome de Roberts no mapa, este filme serviu para devolvê-lo ao mapa. O que ocorre é que após Uma Linda Mulher, a atriz passaria seus próximos projetos tentando acertar e fazer as pazes com o público, sem muito sucesso. O reconhecimento pleno só viria com O Casamento do Meu Melhor Amigo, outro enorme acerto comercial, embora não seja tão marcante e ressoante quanto o item acima. No filme, Roberts se descobre apaixonada pelo melhor amigo e tenta impedir seu casamento. Justiça seja feita, para vender o filme era necessário carisma, que só uma estrela do porte de Julia Roberts tem.

Um Lugar Chamado Notting Hill (1999)

Dois anos depois, e a estrela marcava outro gol. É difícil dizer qual entre os três últimos itens é o mais adorado pelos (ou devemos dizer pelas) fãs – creio que dependa da geração. Outro filme extremamente cultuado, tido por muitos como uma das melhores comédias românticas já feitas, Notting Hill apresenta Roberts como a maior estrela do cinema de Hollywood, se apaixonando por um sujeito simples e desastrado (papel de Hugh Grant). Sim, contos de fadas existem, e o cinema é o lugar para eles.

Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2000)

Agora sim, a terceira vez é o charme. Depois de duas indicações ao Oscar sem vitória (como atriz coadjuvante e principal), Julia Roberts finalmente era reconhecida pela Academia, saindo com a vitória na categoria principal. Baseado numa história real, e dirigido por Steven Soderbergh, o filme conta a jornada da personagem título (Roberts), uma mulher obstinada, mas sem muita sorte. Com grande dificuldade financeira e com filhos pequenos para criar, ela arruma emprego num escritório de advocacia e termina ajudando num importante caso.

Closer – Perto Demais (2004)

Muito cultuado na época por quem curte discussões mais aprofundadas sobre o relacionamento a dois – a chamada DR -, Closer é dirigido por um entendedor do assunto, o saudoso cineasta Mike Nichols, que tem no currículo nada menos do que Quem Tem Medo de Virginia Woof? (1966). Na trama, dois casais se entrecruzam e revezam seus relacionamentos. Os quatro jogadores principais, incluindo Roberts, estão no seu melhor – mas apenas Clive Owen e Natalie Portman foram lembrados para indicações coadjuvantes.

Jogos do Poder (2007)

Uma das vantagens de se adquirir certo status na indústria do cinema (que vem com sua graduação como veterano) é poder escolher melhor seus projetos e o time ao qual quer ser associado. Julia Roberts já disse que agora só “trabalha com amigos”. E se tais amigos vierem nas formas de Tom Hanks, do diretor Mike Nichols (em seu último trabalho) e do roteirista Aaron Sorkin, não vemos como isso pode dar errado. Junte à mistura, amizades como Philip Seymour Hoffman (outro saudoso artista), Amy Adams e Emily Blunt e temos uma das críticas políticas mais contundentes dos últimos 15 anos.

Álbum de Família (2013)

Um dos melhores elencos postos em tela na última década, este drama familiar sobre um núcleo inteiramente disfuncional é baseado na peça de Tracy Letts. No longa, Roberts vive a filha que tem uma rixa pessoal com a matriarca interpretada pela monstruosa Meryl Streep – o maravilhoso pôster mostra, inclusive, as duas se atracando. E as duas indicações ao Oscar que o filme recebeu, foram, justamente, para estas duas grandes atrizes.

The Normal Heart (2014)

O produtor Ryan Murphy é um dos grandes talentos da TV atual, estampando seu nome em obras de sucesso, vide Glee, American Horror Story, Feud e American Crime Story. No cinema, o sujeito comandou Julia Roberts em um de seus mais recentes sucessos: a egotrip Comer, Rezar e Amar (2010). Quatro anos depois e, Roberts seguindo seus planos de apenas trabalhar com amigos, a dupla voltaria a se encontrar neste drama pesado, porém, esclarecedor e educacional sobre a terrível doença AIDS. No filme, que conta com um desempenho impressionante de Mark Ruffalo no papel principal, Roberts interpreta uma médica cadeirante que acompanhou o caso com pioneirismo e participou dos avanços para o entendimento da epidemia na década de 1980.

Olhos da Justiça (2015)

Quando os brasileiros fãs do neoclássico original O Segredo dos Seus Olhos (2009) souberam da refilmagem norte-americana, o primeiro passo, claro, foi o repudio. É normal, já que a obra argentina é extremamente cultuada em nosso país – os cinéfilos brasileiros aprenderam a apreciar e amar o cinema Argentino tanto quanto os nossos próprios filmes. Mas aí veio a surpresa, afinal é preciso fazer justiça (como diz o título aqui) e a releitura comandada por Billy Ray é sim boa. O diretor foi inteligente para montar um novo filme, que funcionasse bem em seu território, em sua cultura e realidade. Um dos pontos altos é o novo trio de protagonistas, que funciona muito bem, com Chiwetel Ejiofor, Nicole Kidman e Julia Roberts – parte integral para que as peças funcionassem.

Extraordinário (2017)

Outra atuação de ponta da estrela, que pode passar despercebida ao espectador mais distraído. No filme baseado no sucesso literário, Roberts interpreta a mãe de um menino que nasceu com uma deformidade no rosto – o fato fez com que ele nunca tenha tido uma educação tradicional em escolas, sendo ensinado em casa – com medo de como seria a dinâmica com outros alunos. O bullying é o principal tópico modelado aqui. O medo dos pais é compreensível e alguns dos trechos mais emocionantes envolvem justamente as conversas entre mãe e filho, nas quais somente uma atriz do porte de Roberts transpareceria tanta carga.

O Retorno de Ben (2018)

Quando foi lançado no fim do ano passado em diversos países pelo mundo, este filme gerou falatório de Oscar. Trata-se do novo drama de peso da estrela, recém-lançado no Brasil, no qual ela vive uma mãe desesperada tentando lidar com a volta do filho, um rapaz viciado em drogas. Este é o cerne da obra: como o vício e tudo que o envolve, pode destruir não somente a vida do consumidor, mas a de todos ao redor, em especial seus entes queridos. Aos 51 anos, Julia Roberts está em nova fase de sua carreira, e mais exuberante do que nunca.

Homecoming (2018)

Julia Roberts já chegou a uma fase na qual pode escolher seus projetos a dedo e somente trabalhar no que se sente verdadeiramente compelida. Isso significa diminuir suas aparições e valorizar sua imagem em projetos que considere relevantes. Numa carreira que já dura 32 anos, com 62 créditos como atriz, temos um verdadeiro marco aqui para Julia Roberts. Esta é a primeira vez que a estrela migra para a TV como protagonista de uma série só sua. No programa da plataforma de streaming Amazon Prime Video, ela interpreta Heidi, uma psicóloga que trabalha ajudando soldados a se reajustarem às suas vidas após retornarem do serviço e dos horrores de conflitos no exterior.

E aí, gostou de nossa seleção? Deixamos algum de fora? Comente, diga quais são seus preferidos e também liste os melhores trabalhos de Julia Roberts abaixo.

10 Filmes Recentes do Nicolas Cage (que Ninguém Assistiu…)

Cage. Nicolas Cage. Motivo de deboche para a geração atual devido a escolhas excêntricas de atuações e filmes, o veterano Nicolas Cage tem uma longa carreira, datando do início da década de 1980 e, inclusive, uma estatueta do Oscar de melhor ator – sim, acreditem amiguinhos – pelo filme Despedida em Las Vegas (1995).

Nascido Nicolas Coppola, sobrinho do famoso cineasta Francis Ford Coppola, e primo de Sofia, Nic decidiu que sua carreira seria por merecimento, e então se afastou de qualquer vantagem que o sobrenome famoso pudesse lhe oferecer, ao menos na frente das câmeras. Assim optou pelo sobrenome de um herói de quadrinhos (o ator é um aficionado), Luke Cage, e uma lenda surgia. Mas para quem acha que as bizarrices são de agora, precisa estudar melhor a filmografia do astro, e conhecer obras como Arizona Nunca Mais (1987), Feitiço da Lua (1987), Um Estranho Vampiro (1988) e Coração Selvagem (1990).

Vale dizer também que depois do Oscar, Cage se tornou um astro, estrelando algumas das superproduções mais elogiadas e rentáveis da época, vide A Rocha (1996), A Outra Face (1997) e Con Air – A Rota da Fuga (1997). Além disso, o ator viria a ser indicado ao Oscar novamente, por Adaptação (2002) – outro filme que seus fãs deveriam procurar. O icônico ator-personagem completou 54 anos de vida ontem, dia 8 de janeiro, e para homenagear esta grande figura – esperando e torcendo por uma volta por cima em sua carreira (que talvez nunca chegue), resolvemos listar para vocês os 10 filmes recentes de Nicolas Cage, lançados direto em vídeo no Brasil (e alguns que ainda nem chegaram), que talvez você não conheça. Então anote, nos diga quais já viu e o que achou.

Vingança ao Anoitecer
(Dying of the Light, 2014)

Escrito e dirigido por Paul Schrader (roteirista de Taxi Driver e Touro Indomável) – que voltaria a dirigir Cage em Cães Selvagens (2016) – o suspense dramático traz o ator grisalho na pele de agente da CIA torturado por terroristas, o que lhe causa uma doença terrível, decidindo ir atrás de seus captores. No elenco, o saudoso Anton Yelchin, falecido ainda jovem, e a francesa Irène Jacob.

Fator de Risco
(The Runner, 2015)

Depois de um Cage grisalho, ele aparece com os cabelos pintados de preto para viver um senador americano, combatendo um crime ambiental – baseado no acidente real do grande vazamento de petróleo (o mesmo apresentado no filme Horizonte Profundo, com Mark Wahlbeg) no Golfo do México, nos EUA. De idealista, sua imagem termina manchada devido a um escândalo sexual. No elenco do filme escrito e dirigido por Austin Stark (produtor do ótimo Sentimentos que Curam), estreando como diretor, temos Connie Nielsen (a Rainha Hippolyta, de Mulher Maravilha), a maravilhosa Sarah Paulson e o veterano Peter Fonda.

Regresso do Mal
(Pay the Ghost, 2015)

Nesta nova fase de sua carreira, na qual não nega sequer um papel – existem diversas brincadeiras sobre isso na internet – Cage faz de tudo, inclusive filmes de terror. É o caso com este mistério dramático, no qual ele interpreta um devoto pai de família que perde seu pequeno filho ao sair com ele numa noite para gostosuras ou travessuras no Halloween. Baseado no livro de Tim Lebbon, o filme é dirigido pelo prestigiado cineasta alemão Uli Edel, de obras como Eu, Christine F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (1981), Noites Violentas no Brooklyn (1989) e O Grupo Baader Meinhof (2008). No elenco, Sarah Wayne Callies (a Lori Grimes de The Walking Dead) interpreta sua esposa.

A Sacada
(The Trust, 2016)

Com certeza você já viu o pôster deste filme no meme que simula a nova versão de Super Mario Bros., alterado em photoshop. Tudo porque aqui Cage porta um bigodon na pele de um policial que decide roubar um misterioso cofre de criminosos, ao lado de seu parceiro, vivido por Elijah Wood (o Frodo de Senhor dos Anéis). O filme é escrito e dirigido pelos irmãos Benjamin e Alex Brewer. Outro chamariz é a presença do lendário humorista Jerry Lewis (falecido ano passado), no papel de pai do personagem de Cage.

Homens de Coragem
(USS Indianapolis: Men of Courage, 2016)

Dá pra ver que Cage tem feito de tudo ultimamente. Bem, e o que ainda não entrou na lista? Que tal um drama de Guerra. Aceito. Dirigido por Mario Van Peebles, ator e cineasta, filho do icônico diretor Melvin Van Peebles, que tem no currículo ao menos uma obra-prima, justamente a homenagem que fez ao pai em O Retorno de Sweetback (2003). Na trama, durante a Segunda Guerra Mundial, um encouraçado da marinha dos EUA é afundado por um submarino japonês, deixando 300 homens no mar, à deriva em águas infestadas de tubarões. No elenco, além de Cage, que vive o Capitão, temos Tom Sizemore e Thomas Janes, atores do time C de Hollywood com muito orgulho.

Army of One (2016)

Algumas das ideias destes filmes parecem saídas diretamente dos mais alucinados sonhos, ou quem sabe pesadelos. Imagine isto: Nicolas Cage barbudo, sentando num jegue, saindo em missão de eliminar Osama Bin Laden. Pois bem, agora acorde, e você tem Army of One. O pior, é baseado numa história real, o que faz do longa uma biografia. Ao menos não se leva a sério e é tanto uma comédia também. Ah, tem mais. Sua missão é dada através de um encontro com Deus, sim, ele mesmo, personificado aqui pelo humorista britânico Russell Brand, cuja estrela também já decaiu. O roteiro é de Rajiv Joseph (da série Nurse Jackie) e Scott Rothman (do ótimo A Grande Escolha, com Kevin Costner), e a direção é de Larry Charles (produtor da comédia Seinfeld).

Arsenal (2017)

Talvez nenhum outro filme da lista traga um Cage tão insano quanto aqui. Você já deve ter visto o ator personificado como o mafioso Eddie King (sim, aqui ele é o vilão), com seu cabelinho que lembra Anton Chigurh (Javier Bardem) de Onde os Fracos Não Tem Vez (2007), e prótese no nariz. A imagem é perturbadora, mas como se não bastasse, ainda temos Cage tomado na doidera extrema que permeou seu início de carreira – pense em Um Estranho Vampiro. Na trama, JP (Adrian Grenier) precisar ajudar o irmão mais velho, agora um traficante de drogas, papel de Johnathon Schaech, a se livrar de uma dívida com um mafioso – papel de Cage. No filme temos ainda a presença de outro ator em baixa, John Cusack, vivendo um policial. O filme é dirigido por Steven C. Miller, do vindouro Rota de Fuga 2, com Sylvester Stallone.

Uma História de Vingança
(Vengeance: A Love Story, 2017)

Em uma época de combate ao abuso contra mulheres, chega o novo filme de Nicolas Cage, cuja temática é exatamente esta. Uma jovem mãe sai para se divertir à noite numa festa na praia com sua filha pequena, e é atacada por homens que a estupram e deixam para morrer. Mistura de Acusados (1988) e Tempo de Matar (1996), os responsáveis são presos pelo detetive vivido por Cage e inocentados pela justiça. Indignado com a situação, e sabendo da culpa dos marginais, o protagonista decide agir por conta própria. O filme traz Don Johnson (veterano da série Miami Vice) na pele do desprezível advogado que solta os criminosos, e Deborah Kara Unger (Crash – Estranhos Prazeres). Uma História de Vingança é baseado no livro da autora Joyce Carol Oates, e dirigido por Johnny Martin, de Hangman, novo e execrado filme de Al Pacino.

Inconceivable (2017)

Bem, Cage já interpretou quase todos os tipos de papeis nesta nova fase da vida, mas aqui neste clone de A Mão que Balança o Berço (1992) é suprida a falta do coroa seduzido pela gatinha. No filme ele vive um feliz pai de família, casado com a personagem de Gina Gershon (Showgirls). Até a chegada da nova babá, com idade para ser sua filha, papel de Nicky Whelan – com quem Cage já havia dividido a tela em O Apocalipse (2014). A jovem psicótica não irá descansar enquanto não pegar para si a família da personagem de Gershon, incluindo o maridão Cage. Aaaah, Cage, seu fanfarrão. O elenco conta ainda com a veteraníssima Faye Dunaway. A direção é do estreante Jonathan Baker.

The Humanity Bureau (2017)

Que tal uma ficção científica agora? Sabemos que Cage é bom com elas, é só olhar para O Vidente (2007). Só que não. Aqui, a história se passa no ano de 2030, onde num futuro distópico o mundo se encontra num estado permanente de resseção econômica. Além disso, os problemas ambientais também chegaram ao seu ápice devido ao aquecimento global. Estão vendo amigos, quem disse que Nicolas Cage não sinônimo de crítica mundial também. Aqui ele contracena com a jovem Sarah Lind. O filme é dirigido por Rob W. King, seja lá quem ele for.

Bônus:

Mom and Dad (2017)

Escrito e dirigido pelo ótimo Brian Taylor (Adrenalina e Adrenalina 2), este filme de terror diferente traz Cage e Selma Blair (Segundas Intenções) como devotos pais de um casal de adolescentes. Durante um surto inexplicável, papais e mamães são tomados por uma histeria em massa que lhes faz agir de forma extremamente violenta em relação aos filhos. Mom and Dad fez parte do acervo do Festival de Toronto deste ano. Nossa colaboradora Letícia Alassë conseguiu assistir ao longa e garante, é divertidíssimo. A crítica sai em breve.

‘Monster Hunter’: Milla Jovovich fala sobre adaptação e possível retorno a ‘Resident Evil’

A adaptação de ‘Monster Hunter‘ chega aos cinemas dia 14 de Janeiro e o CinePOP foi convidado para entrevistar a simpaticíssima Milla Jovovich e seu marido – e diretor – Paul W. S. Anderson.

Eles falaram sobre a nova adaptação, e também comentaram se um dia retornariam para ‘Resident Evil‘.

Assista a entrevista:

 

No Rotten Tomatoes,  ‘Monster Hunter‘  abriu com 67% de aprovação com base em 6 reviews até o momento.

Confira os principais comentários abaixo:

Monster Hunter é todos os tipos de diversãos super besta” – Globe and Mail.

“Não é desde a imortal aparição de Paul Giamatti no final de ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’ que um filme tão ruim tentou tanto para acender nossos apetites por mais” – IndieWire.

Monster Hunter entrega exatamente o que nos promete” – Battle Royale with Cheese.

“Uma tonelada de diversão do começo ao fim, Monster Hunter acerta em cheio o equilíbrio entre ação hard-core e humor canastrão” – Aisle Seat.

“Para ser honesto, todo o filme promete, do começo, monstro e caçadores, e Anderson entrega ambos, do primeiro frame até os créditos. Mas, por muito tempo, o título genérico acompanha a ação genérica” – Los Angeles Times.

Vale lembrar que a Sony Pictures do Brasil confirmou ao CinePOP que o filme será lançado em 14 de janeiro.

Dirigido por Paul W.S. Anderson, o orçamento da produção ficou na casa dos US$ 60 milhões.

Paralelo ao nosso mundo, existe outro: um mundo de poderosos e perigoso monstros que controlam seus territórios com ferocidade mortal. Quando a Tenente Artemis (Milla Jovovich) e seu esquadrão de elite são transportados através de um portal que liga os dois mundos, eles vão ser confrontados com a experiência mais chocante de suas vidas. Em sua desesperada tentativa de voltar para casa, a corajosa tenente encontra um caçador misterioso (Tony Jaa), cujas habilidades únicas permitiram com que ele sobrevivesse nessa terra hostil. Enfrentando incansáveis e aterrorizantes ataques dos monstros, os dois guerreiros se unem para lutar contra eles e encontrar um meio de voltarem para casa.

O elenco ainda inclui Tony JaaT.I. Harris, Meagan GoodDiego Boneta, Josh Helman e Ron Perlman.

12 Filmes de TERROR Adolescente que Marcaram os Anos 90

Existiu um período muito peculiar para os filmes de terror no fim da década de 1990. Nesta época, os fãs puderam se animar novamente, com produções de certo prestígio que elevavam o gênero a um alto patamar, fazendo igualmente uma legião de novos seguidores. Para quem era adolescente, estes filmes significaram muito, dando sobrevida a um subgênero que parecia morto e enterrado.

Os filmes slasher, ou terror adolescente, foram cimentados na década de 1980 com produções como Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo, além de seus inúmeros “primos” – foi uma época muito fértil para este tipo de cinema. Para se ter uma ideia, estas duas franquias marcaram presença nos 80s, lançando praticamente um filme por ano. No início da década seguinte, tais filmes pareciam ter esgotado o interesse do público e se exaurido.

Numa reviravolta digna de cinema, em meados da mesma década – em 1996 para ser mais preciso – novo fôlego foi soprado para dentro do subgênero, muito graças ao roteirista Kevin Williamson, o diretor Wes Craven e seu mais novo produto, Pânico. Acrescentando muito humor, metalinguagem e brincadeiras com a fórmula do subgênero, mas, obviamente, sem esquecer os sustos, a tensão e o gore, surgia uma nova era para tais produções. A influência foi tão forte que este molde foi assimilado por toda e qualquer produção do gênero, até novos exemplares de franquias consagradas, como veremos na lista a seguir.

Pensando nisso, o CinePOP resolve homenagear este período tão especial para os fãs de terror – que embora tenha durado pouco, ecoa até hoje. Portanto, separamos 12 filmes importantes para esta ressurreição, independente de seus resultados. Vem com a gente conhecer e não esqueça de comentar.

Pânico (1996)

Como dito, Pânico mudou o jogo. Não é exagero. Uma verdadeira sensação, o longa surgiu como grande homenagem aos filmes de terror slasher, uma verdadeira carta de amor. Além dele mesmo pertencer a tal tipo de cinema, o filme se mostra um dos exemplares mais inteligentes, brincando com seus mecanismos. Não faltaram elogios e o filme rapidamente atingiu status de cult, conseguindo emplacar até mesmo seu vilão Ghostface como a nova febre mundial. Quem não conhece a fantasia preta com a máscara branca? A graça também estava em ser um whodunit, no qual qualquer um entre os muitos personagens poderia ser o assassino mascarado – mais um elemento de diferencial em relação aos assassinos imortalizados de antes, como Jason e Freddy.

Jovens Bruxas (1996)

Antes de Pânico, 1996 já havia feito um ensaio para reviver este tipo de filme. Jovens Bruxas não é bem um slasher, mas possui muitas similaridades e se banha nas mesmas águas formulaicas de Pânico e dos filmes popularizados na década de 1980. O ambiente de colégio, personagens principais problemáticas, intrigas adolescentes, namoros, rivalidades e, claro, elementos de terror. Aqui, ao invés de um maníaco mascarado com uma faca, temos quatro amigas descobrindo poderes sobrenaturais através de livros de bruxarias e magia negra.

O filme inclusive inspirou o seriado Charmed (1998-2006), que no Brasil recebeu o título de Jovens Bruxas também, e ganhou um reboot ano passado. Com estes dois filmes, embora aqui num papel de coadjuvante, a atriz Neve Campbell (que ainda estava no ar com o seriado Party of Five – O Quinteto) se tornou ídolo juvenil.

Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997)

Como dito, Kevin Williamson foi “o” grande nome para esta retomada do terror adolescente. O roteirista, que na época também criava o seriado Dawson´s Creek (recheado de referências à cultura pop), teve o dedo na maioria dos projetos mais relevantes lançados no período – e os que não tinham, sofreram influência de seu texto. Este filme de título longo chegou logo na esteira de Pânico, mas foi escrito antes, sem que o autor conseguisse vendê-lo a um estúdio.

Após o sucesso de Pânico, a Sony comprou o texto e prontamente lançou o terror nos cinemas. Curiosamente, o roteiro é baseado no livro homônimo da escritora Lois Duncan, lançado em 1973. Modificado para se adequar a um slasher, enquanto o material fonte era criado em cima do suspense, o resultado não agradou à sua autora. Mas apesar das críticas mistas, o filme se tornou sucesso de público.

Pânico 2 (1997)

Os fãs brasileiros penaram para conseguir assistir à continuação de Pânico. O filme original criou seu status de cult graças ao mercado de vídeo, se tornando o fenômeno que foi nos cinemas dos EUA por aqui nas locadoras. Foi graças à fita que milhares de adolescentes conheceram o terror e mal podia esperar pela continuação. Apesar da sequência ter sido lançada logo no ano seguinte nas salas de exibição dos EUA, problemas com a distribuição do filme no Brasil (que mudava da Playarte para a Paris Filmes) fizeram o longa atrasar nada menos do que 1 ano e 2 meses para poder finalmente ser exibido por aqui – numa época em que não existia os downloads ilegais da internet.

Williamson e Craven novamente à frente fizeram de Pânico 2 mais um sucesso. E se no ano anterior Neve Campbell era o grande nome do gênero, em 1997, com uma participação neste filme e no citado acima, além do seriado Buffy – A Caça-Vampiros que estava a toda, Sarah Michelle Gellar se consolidava como a nova “Rainha do Grito” do momento.

Um Lobisomem Americano em Paris (1997)

Lembra quando citamos no início do texto que até mesmo franquias famosas aderiram ao “estilo Pânico de ser”? Pois bem, este filme de terror sobre lobisomens foi o primeiro do lote. Um Lobisomem Americano em Londres (1981), de John Landis, é um marco para o terror e está bem longe de ser considerado um filme para adolescentes. Sua continuação, no entanto, desnecessária e atrasada em quase 20 anos, pegava clara carona, injetando um ar juvenil na história. Na trama, um trio de amigos mochileiros americanos em viagem por Paris salva uma jovem francesa do suicídio (papel da bela Julie Delpy, a Celine da trilogia Antes). Eles acabam descobrindo que a mulher esconde um terrível segredo, ligado a uma sociedade secreta sobrenatural.

A opção pelo uso de efeitos especiais para criar as criaturas lupinas não envelheceu bem – ao contrário de seu predecessor que fez uso de maquiagem e efeitos práticos ainda impressionantes.

Comportamento Suspeito (1998)

Este filme não teve qualquer envolvimento de Kevin Williamson, mas não deixa de ter um elo com o autor. Acontece que a protagonista do filme, Katie Holmes (então uma jovem que dava seus primeiros passos no cinema), era uma das estrelas do projeto queridinho do autor, o citado Dawson´s Creek (1998-2003).

Para não ficar somente em cima da temática slasher, este terror adolescente tem uma premissa mais elaborada, psicológica e interessante. Na trama, alunos de um colégio de uma pequena cidade americana começam a notar que os jovens mais problemáticos estão exibindo um comportamento “perturbador”, ou seja, estão se comportando de maneira exemplar. Algo que não os condiz. Assim, começam a investigar uma conspiração envolvendo um experimento científico maquiavélico.  É um dos mais criativos e subestimados do lote.

Halloween H20 (1998)

Com Halloween aderindo à tendência, chegávamos ao auge desta fórmula. Só faltaram mesmo novos exemplares de Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo, que perderam a chance de surfar nesta onda. Halloween, de John Carpenter, é uma obra-prima, mas todas as continuações do fim dos anos 80 são dignas de pena e qualquer nota (desde que não seja boa). Assim, a franquia precisou sofrer uma repaginada, e nada melhor do que se banhar com o tipo de roteiro em vigor no período: muita referência, cultura pop, diálogos espertinhos e tiração de sarro (comportada) com os clichês do gênero. Ah sim, e a volta da rainha do grito original Jamie Lee Curtis. Dizem as más línguas que Williamson ajudou a dar uma lapidada no roteiro, mesmo de forma não creditada. O resultado: um dos melhores exemplares desta série de terror.

Lenda Urbana (1998)

Era a época de auge dos filmes slasher de novo, e todos estavam tirando uma casquinha. A enxurrada chegava ao seu terceiro ano e ninguém queria ficar de fora. Filmes do tipo são fáceis e rápidos de fazer, assim a Sony não perdeu tempo e no ano seguinte do sucesso Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado emplacava mais um slasher adolescente. Novamente, um grupo de jovens espertinhos, cheios de diálogos rápidos e satíricos, desfilava em tela, brincando com o formato enquanto eram mortos de forma violenta um a um (isso não pode faltar).

Em comum com Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, e por consequência com Pânico, está a estrutura do whodunit. Um assassino está à solta no campus de uma universidade, fazendo vítimas inspirado nas mais diversas lendas urbanas dos EUA. E cabe ao público descobrir qual dos personagens está por trás dos assassinatos, portando um traje de esquimó. Aqui temos até mesmo a participação do Freddy Kruegger em pessoa, Robert Englund. Ah sim, reparem nas presenças de Jared Leto e Joshua Jackson (em mais um elo com Williamson e Dawson´s Creek).

A Noiva de Chucky (1998)

Até o Brinquedo Assassino entrou nessa. Antes de ganhar um remake moderno – em cartaz nos cinemas – Chucky era reimaginado nos padrões do fim dos 90s. Assim, o personagem ganhava uma companheira, Tiffany (Jennifer Tily), que também morre e volta na forma de uma boneca – para a qual passou sua alma. O mote aqui é A Noiva de Frankenstein, dando foco para a presença feminina, cara metade do vilão principal. Fora isso, o novo Chucky (o primeiro a não portar a marca Brinquedo Assassino em seu título – devido a uma briga de direitos autorais e distribuição) seguia de perto a cartilha da época, com muitas cenas, diálogos, tiradas e personagens pseudo-espertinhos. O humor autoconsciente sem dúvida foi uma das marcas deste “movimento”. No quesito jovens rostos famosos e promissores, temos Katherine Heigl como a mocinha.

Eu Ainda Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (1998)

Com o gancho (com o perdão do trocadilho) deixado ao final e os milhões nas bilheterias, a Sony tratou de confeccionar logo para o ano seguinte a continuação de seu slasher sobre quatro amigos que se envolvem em um acidente, atropelando e matando uma pessoa, somente para serem atormentados por alguém que sabe o que eles fizeram. A trama desta sequência leva a protagonista, novamente vivida por Jennifer Love Hewitt para as Bahamas ao lado de novos amigos. Nesta sequência, saem os loiros Gellar e Ryan Phillipe, e entra o casal de negros Brandy (jovem cantora de sucesso na época) e Mekhi Phifer.

Os compromissos de Williamson com tantos projetos no período o impediram de escrever ambos este filme e Pânico 3 (2000), sequência de seus primeiros sucessos. Uma terceira parte intitulada Eu Sempre Vou Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado foi planejada logo para 2000, com Hewitt, Brandy e Prinze Jr. vinculados para retornar. A Sony deixou o projeto descansar e ele viria a ser lançado somente em 2006, direto para vídeo, com um elenco novo de desconhecidos.

Prova Final (1998)

Um dos projetos que Kevin Williamson não abandonou foi esta parceria com o cineasta Robert Rodriguez, recém-saído dos sucessos de A Balada do Pistoleiro (1995) e Um Drink no Inferno (1996), se mostrando igualmente um dos artistas mais originais e quentes da época. Aqui, a dupla une forças e brinca misturando o clássico adolescente Clube dos Cinco (1985) com uma invasão alienígena digna de A Noite dos Arrepios (1986). A ideia por trás é a de desafiar a autoridade, quando jovens disfuncionais descobrem que seus professores não são mais eles mesmos.

Um elenco estelar, que conta com nomes como Elijah Wood, Salma Hayek e Jordana Brewster, e uma trilha sonora que trazia como carro-chefe a regravação de Another Brick in the Wall, do Pink Floyd, na versão do Class of ’99, projeto do falecido Layne Staley (Alice in Chains) em parceria com Tom Morello (Rage Against the Machine e Audioslave), Stephen Perkins (Jane´s Addiciton), Martyn Lenoble (Jane´s Addiction e The Cult) e Matt Serletic (Matchbox Twenty).

Tentação Fatal (1999)

E se com Prova Final a fórmula já dava sinal de desgaste e perda de interesse, com o lançamento deste último exemplar da retomada a coisa foi ainda pior. A esta altura os fãs já haviam embarcado em outra, e o reinado de Kevin Williamson como nome quente para o slasher chegava ao fim. É verdade que ele se manteve criativo, investindo em ideias fora da caixinha, sempre arriscando e quebrando os moldes do gênero. Aqui, o roteirista dava um novo passo e assumia o comando de uma produção. Como diretor, Williamson escalou como protagonistas duas de suas atrizes de séries na TV: Katie Holmes (Dawson´s Creek) e Marisa Coughlan (Wasteland).

Fora isso, conseguiu escalar a Dama Helen Mirren (que não possuía o renome que tem hoje) para dar vida à megera Sra. Tingle do título original, uma professora linha dura, que termina se tornando alvo de jovens desesperados por uma boa nota. O “medo” do professor como figura de autoridade mais uma vez é pauta num terror de Williamson, aqui indo ainda mais além no psicológico da questão ao não adicionar qualquer elementos sobrenatural a este acerto de contas entre professores e alunos. O filme, no entanto, sofreu com polêmicas reais, precisando mudar seu título original (Killing Mrs. Tingle para Teaching Mrs. Tingle) devido ao massacre de Columbine em abril do mesmo ano.

Saiba Quais Foram os Maiores FRACASSOS do Cinema em 2020

O ano de 2020 foi complicado. E chega a ser até injusto apontar os fracassos de bilheteria destes 12 meses. Como sabemos, este foi um ano atípico, diferente de qualquer outro onde apontar sucessos e fracassos de público nunca foi problema, pelo contrário, é um exercício de informação ao público. Em 2020, no entanto, os filmes não puderam demonstrar seu verdadeiro potencial já que as salas de cinema do mundo inteiro se fechavam apenas três meses depois do início de sua corrida pelas maiores arrecadações dos estúdios.

E se as coisas continuarem assim, e o futuro do cinema for mesmo as exibições em streaming, ficará cada vez mais difícil este tipo de serviço de utilidade pública, já que a medida nestes casos é o número de visualizações (audiência) que determinada obra obteve em sua respectiva plataforma. É claro que sempre poderemos contar com a avaliação e aprovação da crítica especializada, mas para todos os efeitos, aqui nesta coluna, costumamos sempre levar em consideração, acima de tudo, o valor do orçamento de determinadas produções versus o quanto de fato elas arrecadaram nas bilheterias.

Verdade seja dita, muitos longas, em especial superproduções, foram atrapalhadas pela pandemia, com alguns filmes inclusive estreando no fim de semana do fechamento das salas. Não dá para fazer uma projeção certa do valor que arrecadariam caso contrário, mas o que podemos afirmar com certeza é que seria um valor bem acima do que obtiveram. Mesmo não sendo 100% justos, ainda podemos olhar para as produções lançadas nos primeiros três meses, antes da pandemia atacar. E também analisar filmes que tentaram emplacar na janela que se abriu com o afrouxamento momentâneo da quarentena – no alarme falso de que a contaminação estava diminuindo.

Sem mais delongas, levando em conta a pandemia ou não, vamos conferir abaixo os filmes que mais sofreram em 2020.

Aves de Rapina

Este primeiro derivado “solo” com a personagem Arlequina não atingiu o esperado. Muitos concordam que a musa Margot Robbie foi a escolha perfeita para viver o papel, e que seu desempenho na estreia com a personagem em Esquadrão Suicida (2016) foi a melhor coisa de tal longa malfadado. E a Warner concordou, a ponto de logo confeccionar um veículo próprio para ela estrelar. Completamente empoderado, com uma diretora mulher, um elenco majoritariamente feminino e com Robbie arregaçando as mangas como produtora igualmente, Aves de Rapina parecia ter todos os atrativos para o sucesso. Novamente, porém, o que todos parecem concordar: é Margot Robbie como Arlequina a melhor coisa da obra, com todo o resto sendo relativamente descartável. O que podemos dizer é que Robbie realmente impulsiona o material, e que ela está inclusive melhor e mais confortável no papel. E sua vontade foi que rendeu ao filme a aprovação da crítica. Mas o público não compareceu como deveria, em partes porque o filme foi lançado em fevereiro, um mês antes de estourar a pandemia.

Precisamos levar em conta também que, para o que geralmente é gasto no gênero, o valor de produção de Aves de Rapina foi baixo, com US$84 milhões gastos pela Warner no orçamento. Tal valor foi apenas igualado em bilheteria nos EUA, e no mundo ao todo o longa fez US$201 milhões – um valor bom, mas tinha potencial para bem mais. Para termos uma ideia, Lanterna Verde (2011), considerado um fracasso, fez US$219 milhões.

Tenet

Aqui temos um dos casos mais recentes e mais polêmicos. Os grandes estúdios não sabiam muito bem o que fazer com seus maiores lançamentos de 2020 quando a pandemia se concretizou. Enquanto alguns pularam rapidamente para o próximo ano, vide Velozes e Furiosos 9 – um dos primeiros a abandonar o barco -, outros seguiram batendo o pé. Entre eles, a Warner era, provavelmente, o estúdio mais notório. Enquanto Mulher Maravilha 1984 era jogado de um lado para o outro, Christopher Nolan, diretor de Tenet, fincou sua ideia de lançar seu mais recente produto neste ano, assim que a situação aliviasse um pouco.

Realmente, inúmeros países relaxaram e afrouxaram as medidas de segurança – e assim os cinemas voltaram a abrir. No entanto, muitos ainda não se sentiam à vontade para frequentar as salas de cinema. Assim, com um orçamento na casa dos US$205 milhões, um dos filmes mais caros e mais aguardados de 2020 viu o retorno de “apenas” US$360 milhões mundiais, sendo o valor mais baixo de um filme do cineasta desde que se transformou num superstar. O espetáculo visual de Nolan, porém, foi bem de crítica.

Mulan

Deixando a Warner quieta, agora vamos de Disney, a toda poderosa do momento. Quando as primeiras informações foram surgindo sobre o live action de Mulan, e o primeiro trailer foi divulgado, o longa já começou a ser cercado com inúmeras polêmicas. O orçamento do filme mais que inflado de US$200 milhões não permitia muito espaço para arriscar e se tornar um fracasso. Assim, com medo de um backlash (o famoso tiro pela culatra), mesmo contando com pré-estreias nos EUA e Reino Unido ainda em março, o estúdio do Mickey optou por uma estreia no streaming para que o filme pudesse ser assistido em casa – igualmente ajudando a promover sua própria plataforma.

Assim, o filme estreava em setembro direto em vídeo em diversos países, como por aqui no Brasil. No entanto, Mulan chegou sim a ser lançado em salas de cinema em alguns lugares do mundo, como na China, Rússia e países da Ásia e Europa. Embora a Disney tenha anunciado que foi a melhor opção para eles e que serviu para minimizar seu prejuízo na pandemia (ou quem sabe mesmo sem ela), Mulan arrecadou algo em torno de US$66.8 milhões nos lugares onde foi exibido nos cinemas. Ah sim, a crítica deu seu aval à produção.

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica

Essa animação da Disney/Pixar se tornou uma produção elogiadíssima por crítica e público, e os que de fato puderam conferir foram completamente cativados pela road trip de dois irmãos em busca de seu pai desaparecido. Ah sim, já que é uma animação da casa, esta aventura se passa num mundo onde criaturas mitológicas são uma realidade em nosso dia a dia. Aqui, dois elementos agiram muito contra o filme. O primeiro foi seu lançamento, uma semana antes da explosão da pandemia em vários países do mundo, incluindo EUA e Brasil – precisando ser retirado às pressas dos cinemas, já que as salas estavam fechando suas portas.

O segundo aspecto foi que dublando um dos personagens principais na voz original está o ator Chris Pratt, que se envolveu em algumas polêmicas em sua vida pessoal por motivo de sua escolha de religião – mal vista por grande parte dos fãs. Muitos já começam a boicotar o ator, que está meio sumido das telas. Mesmo assim, com um orçamento estimado entre aproximadamente US$175 e US$200 milhões, Dois Irmãos conseguiu recuperar US$140 milhões, ou seja, mais da metade neste tempo ridículo em cartaz. Imagina quanto faria se tivesse chance de uma trajetória normal nas telonas, ficando em cartaz por meses?

Ameaça Profunda

Agora, deixando a Disney em paz, mas não totalmente, chegamos à sua subsidiária, Fox. Como todos sabem a 20th Century Fox foi comprada pela Disney e anexada a seu acervo. Assim, o estúdio se torna 20th Century Studios, e em 2020 algumas produções iriam começar a ser lançadas com o novo “selo”. Uma delas foi esta Ameaça Profunda, ficção científica/filme catástrofe estrelada pela jovem Kristen Stewart. Passada numa base submarina, Stewart protagoniza como uma cientista precisando sobreviver ao mau funcionamento de sua instalação submersa, enquanto descobre que forças desconhecidas podem estar em vigor no fundo do mar.

Ameaça Profunda não teve muito a desculpa da pandemia para se proteger, já que fez sua estreia nos cinemas ainda no início de janeiro, e pôde usufruir de três meses para tentar lucrar. No entanto, jogando contra o filme estavam as avaliações negativas que recebeu da imprensa. Assim, com orçamento de US$80 milhões, o longa arrecadou somente US$17 milhões nos EUA e US$40 milhões totais ao redor do mundo, não conseguindo sequer empatar seu valor de produção.

O Chamado da Floresta

Seguindo com a FOX, este foi o segundo lançamento do ano com o selo “20th Century Studios”, já nos domínios da Disney. Baseado no livro de Jack London sobre um cão da raça São Bernardo sendo sequestrado de seu lar e vendido como puxador de trenó nos territórios gelados e inóspitos do Canadá. A história já foi adaptada diversas vezes ao cinema, em filmes de 1935, 1972 e 1997, por exemplo, protagonizados por gente como Clark Gable, Charlton Heston e Rutger Hauer. Na mais recente roupagem do conto, quem estrela é o eterno Indiana Jones, Harrison Ford.

Essa produção agradável para toda a família contou com um orçamento de US$135 milhões e foi lançado com menos de um mês para o estouro da pandemia. Como resultado, o longa só teve tempo para a largada, onde conseguiu arrecadar US$62 milhões nos EUA. Ao total, fez uma bilheteria mundial de US$110 milhões, ficando abaixo do seu custo de produção.

Os Novos Mutantes

Não podemos falar de filmes polêmicos sem mencionarmos Os Novos Mutantes. Adiado inúmeras vezes com os mais variados argumentos para tanto, esta produção da Fox chegou a se tornar praticamente uma lenda urbana, fazendo os fãs se questionarem inclusive se algum dia veriam o filme – fosse na telona ou na TV. É claro que quando a Disney comprou a Fox a coisa só piorou, já que a casa do Mickey (que é dona da Marvel) tinha planos de reformular todo o universo dos heróis trazendo os X-Men para o MCU. Assim, mais perdidos que cego em tiroteio, o longa foi lançado (ou despejado) nos cinemas no meio da pandemia, num caso similar ao de Tenet.

Com um orçamento de US$67 milhões e debaixo de críticas bem negativas, o tão alardeado primeiro filme de “terror de super-heróis” da história do cinema viu de volta aos cofres do estúdio “apenas” US$23 milhões nos EUA, e ao total pelo mundo US$46 milhões, não sendo capaz de igualar seu custo de produção.

O Ritmo da Vingança

Tudo bem você nunca ter ouvido falar deste filme, ele chegou em nosso país num lançamento direto em vídeo. Os outros itens da lista acima podem ser mais famosos, mas O Ritmo da Vingança leva o prêmio de maior fracasso financeiro do ano de 2020. Mostrando que um raio não cai no mesmo lugar duas vezes, esta é uma produção da companhia EON, encabeçada pelos executivos Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, os mesmos da franquia 007 – James Bond no cinema. De Fato, 60 membros da equipe da produtora trabalharam em ambos os filmes, O Ritmo da Vingança e 007 Sem Tempo para Morrer – que foi adiado para 2021.

Igualmente baseado num livro de espionagem, Blake Lively é quem protagoniza na pele de uma mulher que tem a família morta num acidente de avião. Então ela descobre que o desastre foi planejado e começa a orquestrar sua vingança contra os envolvidos. Durante o treinamento para as cenas de luta, Lively quebrou a mão ao socar o peito do colega Jude Law (isso que é “peito de aço”), e a produção teve que ser interrompida, começando assim o mau agouro deste longa da Paramount. De fato, o filme viveu para se tornar A PIOR estreia de um lançamento em grande circuito na HISTÓRIA dos EUA – o que não é um recorde nada positivo. Com um orçamento de porte mediano para uma produção destas, de US$50 milhões, O Ritmo da Vingança arrecadou US$5 milhões nos EUA, e fora do país, algumas centenas de milhares de dólares a mais, já que caiu no mercado de vídeo em muitos lugares do mundo. Ou seja, foi o baque mais dolorido do ano, e nem se pode culpar a pandemia aqui, já que seu lançamento ocorreu logo em janeiro.

Bloodshot

O filme mais azarado da pandemia, esta obra da Sony/Columbia pareceu “marido traído”, sendo o último a saber da gravidade do Coronavírus. Enquanto a maioria das grandes produções dos estúdios eram adiadas para o fim de 2020 e até mesmo para 2021, Bloodshot achou que seria algo passageiro e manteve sua data de estreia para… O DIA QUE TODOS OS CINEMAS ESTAVAM FECHANDO PELO MUNDO. Adaptação de quadrinhos alternativos, o filme é estrelado por Vin Diesel tentando emplacar uma franquia de sucesso que não seja Velozes e Furiosos.

Com orçamento de US$45 milhões – menor que O Ritmo da Vingança, por exemplo -, Bloodshot recuperou US$12 milhões somente nos EUA (um bom valor, levando em conta as circunstâncias) e US$33 milhões totais pelo mundo. A solução encontrada foi correr com o filme, assim como outros itens acima, para um lançamento em VOD, minimizando o prejuízo total. E parece que deu certo, já que existe plano para uma sequência. Mesmo assim, o valor de sua produção não foi igualado.

Jovens Bruxas – Nova Irmandade

Pareceria entre a Sony e a Blumhouse (um dos estúdios mais lucrativos da atualidade, especializado em terror), esta é uma espécie de continuação/reboot do neoclássico adolescente de fantasia e horror de 1996, Jovens Bruxas. O novo filme parece realmente coexistir entre uma sequência (já que cita personagens do original) e uma refilmagem (já que recicla a mesma história, cenas idênticas e até mesmo diálogos). Os estúdios estavam engavetando o longa, e resolveram lança-lo no mesmo esquema de Tenet e Os Novos Mutantes, nos cinemas durante o “descanso” que a quarentena teve. No entanto, ao contrário dos citados, Jovens Bruxas – Nova Irmandade além dos cinemas, também estreou simultaneamente em VOD, para os que ainda não se sentiam confortáveis de ir ao cinema. Assim, com um orçamento reportado de US$25 milhões, o longa rendeu nas telonas somente US$1.8 milhões mundiais.

Dolittle

Um dos filmes mais massacrados pela crítica no início de 2020, Dolittle foi uma investida pesada do astro Robert Downey Jr em pegar para si uma franquia nos moldes de Piratas do Caribe. Muitos já tentaram e quase ninguém conseguiu. E com Downey não foi exceção. Esta superprodução da Universal serve como releitura do clássico indicado ao Oscar da década de 1960. O longa para toda a família, que mostra um médico capaz de falar com os animais, custou a “bagatela” de US$175 milhões para o estúdio, sendo um dos mais caros do ano.

Aqui também não podemos culpar a pandemia, já que Dolittle começou a pipocar em cinemas pelo mundo logo em janeiro, dando bastante tempo para uma carreira nas bilheterias. Nos EUA, porém, o filme fez apenas um terço de seu orçamento, arrecadando US$77 milhões. Como dito, o que salva muitos filmes hoje é o mercado internacional, onde diversos blockbusters lucram mais do que em seu próprio território. Assim, somada à bilheteria mundial, Dolittle obteve de volta aos cofres US$245 milhões, o que perto do valor investido ainda soa baixo.

A Caçada

Por falar em Blumhouse, este foi um dos títulos mais polêmicos do estúdio de todos os tempos. Seja por estratégia de marketing ou não, o estúdio divulgou que pensava em não lançar o longa, após a controvérsia em sua exibição teste devido ao conteúdo: conservadores americanos organizando uma verdadeira caçada humana. Apesar de ser uma sátira, é uma bem pesada, e terminou ofendendo muita gente. Assim, boicotes começaram contra o filme. De qualquer forma, a pandemia explodiu logo, e intencionalmente ou não, a Blumhouse resolveu lança-lo no esquema que se popularizou no período (na verdade já sendo realizado antes do coronavírus): uma estreia nas telonas e simultânea em VOD.

O orçamento de A Caçada foi de US$14 milhões, mas o estúdio recuperou apenas US$10 milhões mundiais, no Brasil estreando direto em vídeo. No elenco, a duas vezes vencedora do Oscar Hilary Swank, e duas atrizes populares de séries: Emma Roberts e Betty Gilpin (Glow).

‘Liga da Justiça’: Gal Gadot CONFIRMA abuso de Joss Whedon no set; Confira!

No início deste ano, Ray Fisher, intérprete do Ciborgue em ‘Liga da Justiça‘, acusou o diretor Joss Whedon de comportamento grosseiro, abusivo e não profissional nos bastidores da adaptação, o que levou a uma investigação interna.

Desde então, o único que havia confirmado as acusações de Fisher foi Jason Momoa, o Aquaman.

No entanto, Gal Gadot finalmente se pronunciou sobre a relação com o cineasta enquanto gravava o longa.

Em entrevista para o LA Times, a intérprete de Diana Prince/Mulher-Maravilha foi questionada sobre as alegações do colega de elenco e disse o seguinte:

“Estou feliz por Ray expor a situação e falar sua verdade. Eu não estava lá quando eles filmou com Joss Whedon… Tive minhas próprias experiência com ele [Whedon], e não foi a melhor, mas fiz questão de resolver tudo quando aconteceu. Levei para os superiores e eles cuidaram disso. Mas estou muito feliz por Ray divulgar tudo o que aconteceu com ele.”

Apesar de não ter entrado em detalhes, a declaração de Gadot coincide com o que Fisher havia relatado.

Além disso, Gadot já havia dito à Variety que fez questão de testemunhar durante a investigação da WarnerMedia para apurar os fatos sobre a má conduta nos bastidores, que levou ao encerramento da parceria entre Whedon e a HBO.

Por conta disso, ele foi dispensado da direção nova série da HBO Max, intitulada ‘The Nevers‘. A informação foi confirmada pela própria emissora, por meio de um comunicado oficial.

Na ocasião, a HBO pontuou que “nós rompemos com Joss Whedon. Continuamos empolgados com o futuro de The Nevers e estamos ansiosos com a sua estreia no verão de 2021″.

Sobre The Nevers

Além de Laura Donnelly, que foi contratada como protagonista da produção, o elenco será composto também por Olivia Williams, James NortonTom RileyAnn SkellyBen ChaplinPip TorrensZachary MomohAmy MansonNick FrostRochelle Neil, Eleanos TomlinsonDenis O’Hare.

O drama foi encomendado em julho de 2018 e é descrito como um épico sci-fi que gira em torno de uma gangue de mulheres vitorianas que descobrem ter habilidades especiais, inimigos impetuosos e uma missão que pode mudar o mundo que conhecem.

Donnelly será Amalia True, a heroína mais impulsiva e “imparável” de sua época, encarada como uma ameaça iminente para a sociedade vitoriana. Amalia morreria para defender seus preceitos – e também por uma bebida.

A atriz é conhecida por seu papel como Jenny Fraser na aclamada série da StarzOutlander. Sua filmografia também inclui shows como The FallMerlin. Donnelly também aparecerá na cinebiografia Tolkien, ao lado de Nicholas Hoult.

Por enquanto, ainda não há previsão de estreia para The Nevers.

As Continuações Mais DESNECESSÁRIAS dos Últimos Anos no Cinema

Sabemos que o dinheiro dita as regras em Hollywood. Assim, dificilmente um grande sucesso de bilheteria não irá gerar uma continuação se cabível. Bem, e essa é justamente a questão: “se cabível”. Em muitos casos, os produtores e os estúdios passam por cima da lógica e até mesmo de um final “perfeito” para um longa ou uma franquia a fim de faturar mais em cima da marca.

É uma via de mão dupla. Ao mesmo tempo em que o público corre atrás da familiaridade, com nomes que já conhece no título, os realizadores os acostumam assim entregando o que querem e não pensando fora da caixinha para criar nada novo. Afinal, uma franquia só se torna uma franquia devido ao sucesso de seu primeiro filme, que muda o jogo de forma tão espetacular, entrando para a história devido a sua inventividade. Vistas por muitos como uma forma preguiçosa de fazer filmes e gerar dinheiro, a verdade é que as continuações vieram para ficar.

Não temos nada contra as continuações, na verdade as adoramos. Mas, esta matéria é focada em apresentar filmes que não se esforçaram muito para arquitetar uma nova história em sua continuação, ou passaram por cima de elementos chave para a alma da produção. Aqui, não levaremos em conta se o filme foi bem sucedido financeiramente ou não, ou se foi fracasso ou sucesso de crítica. Iremos apenas apresentar as continuações mais desnecessárias do cinema nos últimos anos. Vamos conhecer.

Rambo – Até o Fim

Não nos leve a mal. Amamos o astro Sylvester Stallone e tudo o que faz. Além disso, somos fãs de carteirinha da franquia Rambo. Justamente por isso, achamos que Rambo IV (2008) havia encerrado a franquia de forma ideal, tirando o gosto ruim deixado por Rambo III, vinte anos antes. O próprio Stallone disse que só tirou o quarto filme do papel para finalizar de maneira adequada a história do veterano atormentado nas telonas. Rambo estava mais velho, mas ainda inserido num cenário de guerra – e com seu “chapéu de Indiana Jones”, ou seja, sua faixa na cabeça. Rambo – Até o Fim ficou soando como um filme de ação qualquer do astro, sem que necessariamente precisasse ser um filme do Rambo.

Independence Day: O Ressurgimento

Continuações tardias, passadas 10, 20, 30 ou mais anos depois de seu filme original se tornaram uma tendência em Hollywood. E podem render uma nostalgia muito legal. Mas quando o astro de um filme se recusa a voltar para a continuação, metade da batalha está perdida mesmo antes de começar. E foi justamente o caso com este segundo Independence Day, lançado 20 anos depois do original. Com Will Smith fora do projeto, a solução foi focar na batida fórmula do “filho” como protagonista. Fora isso, Liam Hemsworth mostrou que não é o irmão Chris, e ainda não está preparado para segurar como ator principal uma produção deste porte. Nem mesmo os retornos de Jeff Goldblum e Bill Pullman conseguiram salvar.

Shaft

Shaft é um personagem importantíssimo para a representatividade social negra no cinema. Sua origem data dos revolucionários anos 1970, época do movimento blaxploitation. A reimaginação do personagem em 2000 pelas mãos do saudoso diretor John Singleton e com Samuel L. Jackson na pele do personagem, soube mesclar muito bem o humor, entretenimento, com questões sérias como racismo e corrupção, além de contar com um grande elenco de apoio. O mesmo não pode ser dito do filme de Tim Story, um cineasta que não é conhecido pela qualidade de suas produções. Mais voltado para a comédia e com um roteiro mais ultrapassado do que carro à manivela, não dá para entender porque demoraram 20 anos entre os dois filmes para nos entregar “isso”. E pior ainda, nem um título original conseguiram bolar para o novo longa.

O Tigre e o Dragão: A Espada do Destino

Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, direção de arte, fotografia e trilha sonora, e indicado para outros 6 prêmios da Academia, incluindo melhor filme, diretor (Ang Lee) e roteiro, O Tigre e o Dragão é uma das novas obras-primas do cinema e uma grande homenagem aos filmes de luta asiáticos. O filme é perfeito e fechadinho, possuindo começo, meio e fim bem delineados. Sendo assim, é quase inimaginável pensar numa continuação. E muitos podem até não conhecer, mas ela existe. Dezesseis anos depois, A Espado de Destino se tornava uma das primeiras produções originais da Netflix, e trazia de volta no elenco Michelle Yeoh. O resultado, no entanto, ficou muito com cara de produção “feita para vídeo”.

O Caçador e a Rainha do Gelo

O que fazer quando a protagonista e o diretor do seu filme se envolvem num caso de amor escandaloso? Demitir os dois de sua franquia, é claro! Os produtores só não se deram conta de que o título era Branca de Neve e o Caçador. Lembra do segundo item da lista? Pois bem, aqui não somente o ator principal (Kristen Stewart) não estava mais protagonizando, como também o título da obra precisou ser mudado. Tudo bem, quem roubava o show era mesmo Charlize Theron com sua atuação deliciosamente exagerada no papel da Rainha Má. Chris Hemsworth também volta, e para não sentirmos falta de Stewart, que tal duas das mais quentes estrelas do momento: Jessica Chastain e Emily Blunt. Com estas adições quase conseguimos perdoar os produtores “171”, pena que o filme é ruim de doer.

Magic Mike XXL

O primeiro Magic Mike (2012) caiu no gosto dos críticos e público, em especial nos EUA, por se mostrar um retrato fiel dos bastidores do mundo de dançarinos masculinos eróticos. Steven Soderbergh na direção providenciava o realismo, e Channing Tatum comandava o elenco com seus entusiasmados passos de dança. Tamanho sucesso encheu os olhos dos produtores, que tiraram da cartola uma continuação três anos depois. E o que o segundo filme entregou? Você acertou, mais danças sensuais e muitos homens sem camisa. História? Isso, não muito. Ao menos Soderbergh ainda teve envolvimento (na certa para dar uma força ao amigo Tatum), produzindo e como diretor de fotografia.

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Talvez a única razão de existência desta continuação seja mesmo incluir na trilha sonora as músicas da banda ABBA que ficaram de fora do primeiro. O sucesso Mamma Mia (2008), mesmo sem agradar a todos, é a adaptação de um famoso musical dos palcos, que já percorreu o mundo. Goste ou não, a história é bem contada, faz sentido, é graciosa e termina bem. Dez anos depois e os produtores resolvem criar seu próprio “O Poderoso Chefão 2” com uma trama acontecendo em duas linhas temporais. Na primeira, e mais desnecessária, vemos como Donna chegou na ilha ainda jovem – vivida por uma empolgada Lily James. Na segunda, Sophie (Amanda Seyfried) herda o hotel de sua mãe, e encontra a avó (Cher), que estava morta no primeiro filme!!?

Millenium – A Garota na Teia de Aranha

Mesmo este filme não sendo de todo ruim, contando inclusive com uma boa performance de Claire Foy na pele da protagonista Lisbeth Salander (a terceira atriz a viver o papel no cinema), a verdade é que nunca iremos perdoar a Sony por ter puxado o plugue nas continuações do filme de 2011, dirigido por David Fincher e estrelado por Rooney Mara – que foi até mesmo indicada ao Oscar por sua atuação. Aqui, o estúdio decidiu desistir do segundo e terceiro livros – que nunca ganharam versões americanas no cinema – e ir direto para o quarto livro, desta vez escrito pelo autor David Lagercrantz. Mas será que alguém realmente ainda se importa?

O Chamado 3

Me atrevo a dizer que O Chamado (2002), a versão americana da Dreamworks, protagonizado por Naomi Watts, é ainda melhor que seu original japonês. O filme é um dos poucos casos no gênero terror onde o CGI funciona a favor da trama. Precisava de sequência? Com certeza não, já que havíamos recebido um desfecho cínico e cruel, perfeito para a trama sombria. Mas o dinheiro foi grande, e três anos depois a própria Watts voltava para O Chamado 2, cujo resultado foi, digamos, catastrófico. Assim, a franquia O Chamado se aposentava de vez em terras do tio Sam, certo? Não exatamente, já que doze anos depois, forças das trevas resolveram ressurgir. E não me refiro à menina demônio Samara, mas sim aos produtores gananciosos. O Chamado 3 é ainda mais genérico que o segundo. Você já tinha sequer ouvido falar desta terceira parte?

Sicário – Dia do Soldado

Sicário – Terra de Ninguém (2015) mostrou a força de Denis Villenuve como realizador, num thriller tenso que fala sobre um dos problemas mais graves dos EUA, e sua relação com o vizinho México, o tráfico de drogas. Além disso, trouxe um desempenho marcante de Emily Blunt – um dos melhores de sua carreira. Ela é o peso ideológico que o filme precisa para ancorar tudo no mundo real. Imagine a surpresa dos fãs então em saber que fariam um novo Sicário, sem Blunt ou Villeneuve. Completamente esquecível, o segundo Sicário se comporta como um filme de ação qualquer, daqueles que se mostra um desafio para qualquer um cita-lo poucos dias após sua exibição.

10 Sucessos dos Anos 80 que Merecem Continuação

Top Gun: Maverick, continuação do clássico Top Gun – Ases Indomáveis, chega aos cinemas em 2021. A sequência chega 35 anos depois do original, trazendo Tom Cruise, jatos, motos, cantorias em bares e jogos de vôlei na praia. Ou seja, tudo o que queríamos (só está faltando uma canção tema bacana como “Take um Breath Away” e uma paixão avassaladora).

Mais do que nunca antes, andamos recebendo diversas continuações de filmes saídos lá da década de 1980, como Indiana Jones e Rambo. E algumas, inclusive, inesperadas, vide Wall Street, Tron e Blade Runner. Top Gun se encaixa neste último item. Por outro lado, alguns filmes que marcaram nossa infância continuam no limbo, nos fazendo sonhar há mais de 30 anos pela continuação de suas histórias.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu listar algumas das obras mais adoradas dos anos 80 que ainda não ganharam continuação (a maioria até está sendo planejada). Vem conhecer.

Os Fantasmas se Divertem (1988)

Beetlejuice para os íntimos, foi o primeiro sucesso da carreira de Tim Burton e o filme que o conseguiu a direção de Batman (1989). O fantasma amalucado e obsceno, personificado por Michael Keaton, virou ícone da cultura pop e ganhou até um desenho animado. Mas nada de sequência. Há algum tempo fala-se desta continuação, com o próprio Burton à frente – com uma recente peça de teatro na Broadway a ideia se intensificou. O projeto está em fase de desenvolvimento, mas esperamos que o diretor esteja mais inspirado, e volte às raízes, do que tem demonstrado em seus últimos lançamentos.

Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986)

Todas as crianças da década de 80, que cresceram assistindo às reprises deste longa de ação e fantasia na Globo, sonharam em um dia descobrir o que aconteceu com Jack Burton (Kurt Russell) depois que sai com seu caminhão numa noite de tempestade, com um monstro aparecendo em sua traseira. A brincadeira foi um cliffhanger que jamais seria continuado, enervando toda uma geração. O filme que ajudou a moldar o game Mortal Kombat, é claro, foi dirigido pelo mestre John Carpenter.

Existe certo falatório de um remake, que traria Dwayne Johnson no papel de Russell. Pode até ficar bem legal, mas o que os fãs queriam mesmo era ver Russell de volta ao papel, assim como o elenco original, numa sequência mesmo que muito tardia.

Um Tira da Pesada (1984)

Tudo bem, o longa responsável pela carreira de Eddie Murphy já teve duas continuações, sabemos disso. E Um Tira da Pesada 3 (1994) foi um fracasso tão grande que colocou fim nas aventuras do policial zoador Axel Foley por tempo indeterminado. Este é outro filme do qual rumores sobre uma possível continuação viraram quase uma lenda urbana em Hollywood. Uma série de TV focada no filho de Foley foi produzida, mas logo cancelada antes da estreia, e terminou se transformando num filme para a TV em 2013, ainda inédito também.

Agora, parece que a quarta aventura do peixe fora d´água finalmente sairá do papel, tendo confirmado roteiristas e diretores, além, é claro, de Murphy voltando ao papel. Será interessante vê-lo introduzido dentro deste novo contexto social. Ah sim, e os realizadores podem assistir ao novo Shaft (2019), da Netflix, para saberem exatamente o que NÃO FAZER!

Stallone Cobra (1986)

Ou simplesmente Cobra, como é conhecido mundialmente, é um veículo de ação para o astro Sylvester Stallone. Cobra foi o filme seguinte do astro, que estava no topo do mundo, após os sucessos consecutivos e absurdos de Rocky 4 e Rambo 2, ambos de 1985. Curiosamente, Cobra deve sua total existência ao item acima, Um Tira da Pesada. O filme sobre o policial de Chicago levado à Beverly Hills era inicialmente pensado para ter Stallone como protagonista. O veterano, por outro lado, recusou o projeto, que era muito mais voltado para a ação inicialmente.

Assim, moldado para a comédia, o filme caiu nas mãos de Muprhy, o transformando num astro. O roteiro de Um Tira da Pesada, entretanto, foi modificado ao ponto de se tornar este Cobra, muito mais violento e sombrio, ganhando status de cult entre os fãs de Sly. Já passou do tempo para o ator tirar o durão Marion Cobretti da aposentadoria para um novo filme.

Gremlins (1984)

Este é outro filme da lista que já teve uma continuação. Porém, uma que em 1990 desagradou mais do que agradou. As criaturas viscosas saídas do Mogwai fofucho Gizmo permanecem no subconsciente coletivo até hoje, demonstrando o sucesso que o longa fez em sua época. As criaturas já apareceram em toda a parte, em participações desde desenhos até comerciais de TV. Só não ganham um novo filme. Sim, é preciso fazer da maneira certa, e pensar numa história que valha ser contada e ao mesmo tempo insira os queridos personagens no contexto atual – para não ficar soando como uma obra tirada do passado e deslocada no tempo.

É preciso trabalhar bem para não meter os pés pelas mãos e se tornar mais uma franquia que vive dando com os burros n´água, vide Alien e Exterminador do Futuro. Essas sim, precisam de um tempo para se reconfigurar. Bem, parece que Gremlins 3 em breve sairá do papel também, com Chris Columbus (o roteirista original) e Steven Spielberg na produção. Nem precisa dizer que queremos as participações de Zach Galligan e Phoebe Cates, o casal protagonista original.

Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

De todos os itens na lista, este é um dos que os fãs mais queriam ver sair do papel e um dos mais difíceis. Muitos afirmam inclusive que não sabem como o filme aconteceu de fato, sendo que precisou de diversos acordos entre responsáveis pelos direitos de grandes personagens, como a Disney, a Warner e outros como o Pica-Pau, cujo direito está com a Universal. Nos dias de hoje, seria algo como se a Marvel e a DC se unissem para fazer um filme e ainda adicionassem personagens de outras empresas, vide Hellboy ou o Juiz Dredd.

Sentiram o grau de dificuldade que seria todos concordarem numa proposta boa o suficiente para todas as partes? Quem conseguiu o grande feito de unir Mickey e sua turma com Pernalonga e sua turma, além de diversas outras propriedades (como Betty Boop, o cãozinho Droopy e o citado Pica-Pau) foi o mega diretor e empresário Steven Spielberg, produtor do longa.  Bem, ao que tudo indica a mágica difícil, mas não impossível, está para acontecer novamente. Produzido novamente por Spielberg e por Robert Zemeckis (diretor do original), a sequência é planejada para 2020.

Os Goonies (1985)

Na lista, grandes filmes dos anos 80 que todos queriam ver continuação desde a década mais especial de todas irão, aparentemente, ganhar suas tão esperadas continuações. Goonies, um dos filmes mais queridos pelos fãs, há muito promete uma sequência. A cada ano, a cada reunião, o público exige uma nova aventura. O diretor Richard Donner quer e já disse topar a brincadeira. O diretor Spielberg igualmente não se opõe. O mais famoso da equipe, Josh Brolin, está mais do que dentro.

O que falta então? Um bom roteiro? Goonies tem a ver com ser criança e se meter em aventuras. Então, a história precisa abordar os filhos do elenco original e para isso escalar um novo time mirim – enquanto, quem sabe, os adultos se metem em seus próprios problemas. Veremos se esse será o caminho que irão seguir, mas já temos anunciada a sequência do longa. Resta saber se sairá mesmo do papel.

Conan (1982)

Outra continuação anunciada. Conan, o Bárbaro (1982) foi o primeiro grande filme de Arnold Schwarzenegger como protagonista. Baseado nos quadrinhos de Robert E. Howard, seu tom mais sóbrio e ritmo deliberadamente lento afastaram um pouco os fãs do material original. Assim, dois anos depois, em 1984, Conan, o Destruidor se aproximou mais do clima de HQs e trouxe um filme repleto de ação, aventura e fantasia. Pesando na balança hoje, o primeiro tem mais prestígio apesar do ritmo e o segundo envelheceu como a típica galhofa dos anos 1980, ou seja, é bem mais divertido.

No ano seguinte houve ainda uma tentativa de juntar Conan com outra criação de Howard, a guerreira Red Sonja em Guerreiros de Fogo (1985). O problema? Como os direitos de Conan estavam com outro estúdio que não o liberou, a solução foi trazer Arnold caracterizado como o personagem, mas com o nome Kalidor (seria mais fácil chamá-lo de “Konan”). Em 2011, um remake do original com Jason Momoa morreu na praia. Agora, o próprio Arnold planeja A Lenda de Conan. Como será o personagem na terceira idade?

Um Príncipe em Nova York (1988)

Segundo filme de Eddie Murphy na lista. Talvez muitos jovens hoje em dia não saibam, mas nos anos 1980, Murphy era não só o humorista mais popular do mundo, como também um de seus maiores astros. O sujeito ganhava uma verdadeira “baba” por seus filmes, todos sucesso de bilheteria. Além de dominar os cinemas, Murphy representou a cultura afro-americana numa época em que não se tinha a representatividade de hoje. Ou seja, nem é preciso dizer que o ator foi importantíssimo, entre outras coisas, para a questão cultural e social no cinema mainstream de Hollywood.

O genial Um Príncipe em Nova York foi um de seus maiores sucessos da época e contava sobre um príncipe africano vindo para os EUA a fim de encontrar uma mulher que pudesse amar de verdade. Nos bastidores, Murphy dava show e interpretava diversos personagens, incluindo um barbeiro branco. Em 2020, a tão aguardada continuação estreia e a história mostrará o príncipe Akeen descobrindo que tem um filho nos EUA, assim precisando retornar ao país para conhecê-lo.

Tudo por uma Esmeralda (1984)

Pegando carona no sucesso de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981), este filme foi apenas um dos que viram potencial no gênero da aventura de matinê e trataram de confeccionar uma história nos mesmos moldes. Dos “imitadores” foi o mais bem sucedido. Com um timaço como Robert Zemeckis na direção e Michael Douglas, Kathleen Turner e Danny DeVito no elenco, Tudo por uma Esmeralda se mostrou um vencedor nas bilheterias e tirou do papel uma continuação logo no ano seguinte: A Joia do Nilo (1985).

Apesar do sucesso deste segundo filme também, a ideia morreu por aí (talvez os protagonistas tenham se interessado em seguir caminhos diferentes). Em 1989, o elenco se reuniu para A Guerra dos Roses, um novo longa juntos, mas sem qualquer ligação com a série. Vê-los a esta altura do campeonato talvez não funcione tão bem, mas vale a pena lembrar que Douglas continua “chutando traseiros” na pele de Hank Pym, nos filmes do Homem-Formiga da Marvel. Ou seja, se Harrison Ford pode, por que ele não?

Bônus:

Curtindo a Vida Adoidado (1986)

Ferris Bueller é um ícone sem defeitos. O rapaz matador de aula, personificado por Matthew Broderick, fez tanto sucesso que ainda é citado até hoje, referência em produções como Deadpool (2016). Ele o filme estão entranhados na cultura pop e até hoje segue como o filme de John Hughes que todo mundo viu, adora e cita. O que poucos sabem é que, embora não tenha gerado uma continuação, o longa derivou uma série, que foi ao ar quatro anos depois, em 1990, e durou apenas uma temporada de 13 episódios.

Bem, nenhum dos atores originais retornou, e Ferris foi interpretado por Charlie Schlatter. A curiosidade aqui é que no papel de sua irmã Jeannie, tínhamos ninguém menos do que Jennifer Aniston, que quatro anos depois ficaria imortalizada no papel de Rachel na série Friends. A mensagem aqui é não desistir nunca.

Voltando ao tópico, sabemos que com alguns clássicos não se mexe, mas não seria legal ver Ferris adulto (com a volta de Broderick), casado com Sloane (Mia Sara), às voltas com os filhos e travando um duelo de esperteza com eles? Afinal, por mais sagazes que as crianças de hoje possam ser, derrotar Ferris Bueller na malandragem não é tarefa fácil. Ah sim, o filme teria que contar com as presenças de Alan Ruck como o melhor amigo Cameron, e Jennifer Grey como sua irmã. Seria catártico. Só acho.

‘AVA’ vai ganhar sequência? O que podemos esperar da continuação?

Recentemente, a Netflix lançou em seu catálogo o thriller de espionagem intitulado ‘Ava‘, estrelado por Jessica Chastain, Colin Farrell e John Malkovich.

Dirigido por Tate Taylor, o longa marca sua segunda colaboração com Chastain, que já havia trabalhado com ele no elogiado ‘Histórias Cruzadas‘ em 2011.

AVA‘ acompanha a jornada de uma espiã com problemas pessoais não resolvidos enquanto tenta sobreviver após se tornar alvo de sua própria organização.

Com a ajuda de seu mentor (Malkovich), ela usará todo o seu treinamento para fugir da mira de um dos melhores atiradores da agência (Farrell).

Infelizmente, o longa recebeu péssimas avaliações no Rotten Tomatoes e conquistou apenas 18% de aprovação.

Mesmo assim, o desempenho de Chastain e Farrell foi bastante elogiado e rendeu ao filme a 2º posição no top 10 da plataforma na semana de estreia.

Mas isso seria o suficiente para a Netflix investir numa sequência?

Para quem não sabe, o longa foi produzido originalmente pela Voltage Pictures e teve os direitos de exibição adquiridos pela Netflix.

Como o público já sabe, o que importa para a plataforma são os números de visualizações de cada produção, não necessariamente as críticas sobre elas.

Considerando o final aberto de ‘AVA‘, as atuações do elenco e a ótima recepção dos assinantes… Não seria uma novidade se a Netflix se interessasse numa continuação.

Como a história termina com a morte de Simon (Farrell) pelas mãos de Ava, a filha do espião (Diana Silvers) começa a rastrear a assassina de seu pai em busca de vingança.

Essa seria a trama perfeita para uma sequência trazendo Camille como a principal vilã, o que poderia muito se estender para uma trilogia ou possivelmente o início de uma franquia.

No entanto, como os planos ainda não estão confirmados, o próximo filme provavelmente não será lançado até 2023 considerando a agenda de Chastain.

O que você acha da ideia?

Na trama, Chastain vive uma assassina que se torna alvo de sua própria organização depois de falhar em uma de suas missões. Com a ajuda de seu mentor (Malkovich), ela usará todo o seu treinamento para fugir da mira de um dos melhores atiradores da agência, que será vivido por Farrell.

Dirigido por Tate Taylor (‘A Garota no Trem‘), o filme também conta com Geena Davis, Ioan Gruffudd, Joan Chen, e Common.

‘Star Wars: Rebels’ traz referência à Rey e você nem percebeu; Confira!

A animação ‘Star Wars: Rebels‘ se passa apenas alguns anos antes de ‘Uma Nova Esperança‘, mas conseguiu trazer uma pequena referência à Rey (Daisy Ridley) numa cena crucial.

Apesar de Rey ser introduzida à saga 30 anos após o fim da trilogia original em ‘O Despertar da Força‘, sua presença já havia sido prevista sem com que ninguém percebesse.

Na 4ª temporada de ‘Rebels’, Ezra Bridger descobre que o Imperador Palpatine está à procura de portal chamado Mundo entre Mundos, que permite o acesso a diferentes épocas do passado e do futuro.

Quando Ezra tem acesso ao portal localizado no Templo Jedi de Lothal, ele consegue interferir em um evento da 2ª temporada, canonizando a viagem no tempo no universo de ‘Star Wars‘.

E um dos pontos mais interessantes do episódio, é que Ezra ouve algumas vozes de diferentes linhas temporais, como a de Ahsoka Tano, Obi-Wan Kenobi, Yoda… E Rey.

Enquanto o padawan caminha através do portal, ele ouve alguém dizer:

“Nos veremos de novo. Eu acredito nisso.”

Esta é a mesma frase que Rey diz a Finn (John Boyega) em ‘O Despertar da Força‘ ao observar o amigo enquanto ele está inconsciente e se recuperando dos ferimentos causados por Kylo Ren (Adam Driver).

Lembrando que a 4ª temporada de ‘Rebels‘ se passa não muito antes dos eventos de ‘Uma Nova Esperança’, praticamente quatro décadas antes do nascimento de Rey.

No entanto, o episódio em questão foi produzido por Dave Filoni após o lançamento do Episódio VII, o que explica porque a animação foi capaz de usar o áudio do filme… Ou seja, foi uma previsão proposital para conectar a trama das suas produções.

Isso transforma o episódio de ‘Rebels‘ em uma ponte entre todas as eras de ‘Star Wars‘ e algo que pode ter bastante importância no futuro.

Enquanto isso não acontece, vale lembrar que as duas temporadas de ‘O Mandaloriano’ já estão disponíveis no catálogo da Disney+

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série se passa no mesmo universo da franquia ‘Star Wars‘.

A trama se passa depois da queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem. A narrativa segue a jornada de um artilheiro solitário nos confins da galáxia, longe da autoridade da Nova República.

O elenco conta com Pedro PascalGina CaranoGiancarlo EspositoEmily SwallowCarl WeathersOmid Abtahi, Nick Nolte e Werner Herzog.

‘Brooklyn Nine-Nine’: Elenco comemora o início das gravações da 8ª temporada; Confira!

A pandemia do Coronavírus havia impedido o início das gravações da 8ª temporada de ‘Brooklyn Nine-Nine, mas parece que a produção já está avançando a todo vapor.

Através do Instagram, Terry Crews, Joe Lo Truglio e Stephanie Beatriz comemoraram a notícia compartilhando algumas imagens dos bastidores, mostrando que todos estão respeitando o uso de máscaras nos sets.

Lembrando que a NBC anunciou que os novos episódios serão lançados ainda em 2021, mas sem data específica.

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Há alguns meses, Crews havia declarado que os roteiros do novo ano haviam sido descartados para que a produção possa abordar questões sociais e raciais de forma mais precisa, madura e apurada.

“Tivemos muitas conversas sombrias e profundas e esperamos que, com isso, possamos fazer algo que seja verdadeiramente inovador neste ano. Temos uma oportunidade e planejamos usá-la da melhor maneira possível. O nosso showrunner, Dan Goor, tinha quatro episódios prontos e os jogou no lixo. Temos que começar de novo. No momento, não sabemos em que direção ele vai seguir”.

Assista ao trailer da 7ª temporada:

Criada por Daniel J. Goor e Michael Schur, a série havia sido cancelada pela FOX, mas foi resgatada pela NBC.

Jake Peralta é o talentoso e despreocupado detetive do 99º distrito do Brooklyn que, junto ao seu grupo eclético de colegas, lidava com um capitão relaxado no escritório. Tudo muda quando o novo e cronicamente tenso capitão Ray Holt chega à delegacia disposto a fazer com que esse grupo disfuncional de detetives se torne o que há de melhor no Brooklyn.

O elenco inclui Andy Samberg, Andre Braugher, Stephanie Beatriz, Terry Crews, Melissa Fumero, Joe Lo Truglio, Chelsea Peretti, Dirk Blocker e Joel McKinnon Miller.

‘Batman & Robin’: George Clooney revela que nunca contracenou com Arnold Schwarzenegger na adaptação

Enquanto promovia ‘O Céu da Meia Noite‘ numa entrevista para a Rádio Sirius XM, George Clooney foi questionado sobre como foi atuar ao lado de Arnold Schwarzenegger em ‘Batman & Robin‘.

Para quem não se lembra, Schwarzenegger viveu o vilão Mr. Freeze, que acaba se unindo a Hera Venenosa (Uma Thurman) e tenta transformar Gotham City em um deserto congelado.

No entanto, Clooney surpreendeu a todos ao dizer que nunca chegou a gravar com o colega de elenco.

Embora eles apareçam juntos em várias cenas, o astro ainda disse que nem sequer viu Schwarzenegger durante a produção.

“Hollywood é uma máquina grande e monstruosa, que não para de funcionar nem por um minuto. O que acontece é que eu meio que entrei e fiz o que eles disseram, mas nunca me encontrei com ele [Schwarzenegger] Isso ficou por conta do pessoal da edição.”

Falando nisso, ‘Batman & Robin‘ é considerada a pior adaptação do Homem-Morcego para o cinema e registrou apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes.

E parece que não são apenas os críticos e fãs que detestaram o longa dirigido por Joel Schumacher em 1997.

Anteriormente, o próprio Clooney conversou com à GQ e detonou a sequência, afirmando que interpretar Bruce Wayne foi um de seus piores trabalhos.

“A única maneira de falar honestamente sobre as coisas é quando você reconhece suas próprias falhas.”, disse ele, culpando-se pelo fracasso do filme. “Quando digo que ‘Batman & Robin‘ é um péssimo filme é porque eu fiz um péssimo trabalho. Eu sou o culpado por isso.”

Ele continuou:

“Mas a verdade é que eu fui sugado ao máximo durante a produção, assim como os outros membros do elenco. É por isso que nenhum deles caiu no gosto do público. Nem o Mr. Freeze (Arnold Schwarzenneger). Nem os diálogos funcionaram… O que era aquele: ‘Fique frio’?.”

Lembrando que o próximo filme de Clooney é o sci-fi ‘O Céu da Meia Noite‘, que estreia em 23 de dezembro na Netflix.

Assista ao trailer:

Além de estrelar, Clooney também entra como diretor a partir do roteiro de Mark L. Smith, inspirado no romance ‘Good Morning, Midnight’, de Lily Brooks-Dalton.

Na trama, Clooney vive Augustine, um solitário cientista cuja base é localizada no Ártico que tenta impedir o retorno de seus colegas de uma missão espacial para a Terra, enquanto o planeta vem sofrendo com uma misteriosa catástrofe global.

O elenco também conta com Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler, Demián Bichir, Tiffany Boone, e a novata Caoilinn Springall.