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‘Mulher-Maravilha 1984’: Diana persegue Maxwell Lord em intensa cena de ação; Assista!

Em seu perfil do Twitter, um fã compartilhou um trecho inédito de ‘Mulher-Maravilha 1984‘, divulgado originalmente durante o MTV Movie & TV Awards.

A intensa cena de ação mostra Diana Prince (Gal Gadot) enfrentando um comboio militar enquanto tenta se aproximar do astuto Maxwell Lord, vilão vivido por Pedro Pascal.

A cena ainda traz Steve Trevor (Chris Pine) seguindo-a de carro e incrédulo ao vê-la empurrar um caminhão que atrapalhava sua passagem.

Confira, junto com uma nova imagem de Lord:

Durante uma entrevista para a SYFY Wire, a diretor Patty Jenkins disse que Lord terá um papel decisivo nas motivações da Mulher-Leopardo (Kristen Wiig), que será manipulada a todo momento.

“Quando Maxwell Lord vê o potencial da Mulher-Leopardo, ele começa a manipular suas emoções… Então a inveja e o rancor só aumentam em relação à Mulher-Maravilha. Vocês vão ver que essa rivalidade é mais fruto de um mal-entendido do que por razões mais profundas.”

Lembrando que o longa será lançado na HBO Max em 25 de dezembro, junto com a estreia nos cinemas norte-americanos. No Brasil, chega no dia 17 de dezembro.

Assista ao trailer divulgado na CCXP Worlds:

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

‘The Crown’: Netflix divulga gravações ORIGINAIS da Diana sobre ciúme doentio de Charles; Assista!

A Netflix continua fortalecendo a sua abordagem narrativa da 4ª temporada de ‘The Crown‘, em relação ao casamento da Princesa Diana e do Príncipe Charles.

E após se negar a colocar um alerta de “obra de ficção” no início dos episódios e divulgar áudios originais da amada realeza – contando detalhes de quando ela confrontara a amante de Charles, a plataforma de streaming decidiu ir ainda mais além.

Dessa, a Netflix divulgou mais um novo vídeo com gravações originais da Diana, que corroboram com o argumento narrativo do criador Peter Morgan. No material em questão, a princesa detalha o doentio ciúmes que seu esposo tinha da ascensão de sua popularidade diante da imprensa e do público ao redor do mundo.

O novo vídeo só fortalece o roteiro de Morgan, que tratou com voracidade o desconforto de Charles diante da constante aprovação pública da esposa, em detrimento do descaso e desgosto que ele recebia da opinião pública, de forma geral.

Assista ao vídeo:

O ciclo leva o público para os anos 80 e traz Elizabeth (Olivia Colman) batendo de frente com a primeira-ministra Margaret Thatcher (Gillian Anderson), enquanto o príncipe Charles (Josh O’Connor) entra em um tumultuado casamento com Lady Diana Spencer (Emma Corrin).

Olivia Colman (Rainha Elizabeth II), Tobias Menzies (Príncipe Philip) e Helena Bonham Carter (Princesa Margaret) retornam.

Baseada na premiada peça de teatro ‘The Audience‘, a produção conta a história dos bastidores do início do reinado da Rainha Elizabeth II, revelando as intrigas pessoais, romances e rivalidades políticas por trás dos grandes eventos que moldaram a segunda metade do século 20.

‘Duna’: Brinquedos revelam detalhes dos heróis e vilões da adaptação; Confira!

Até o momento, os fãs de ‘Duna‘ só tiveram breves vislumbres do vilão Barão Harkonnen (Stellan Skarsgard) no trailer divulgado há alguns meses.

No entanto, a McFarlane Toys está lançando uma linha de brinquedos baseados na adaptação e revelou um vislumbre mais detalhado do vilão.

Junto com ele, também foram reveladas as miniaturas de Glossu Rabban (Dave Bautista), e dos heróis Paul Atreides (Timothée Chalamet), Lady Jessica (Rebecca Ferguson), Duncan Idaho (Jason Momoa), Stilgar (Javier Bardem).

Provavelmente, os brinquedos foram anunciados agora porque a adaptação dirigida por Denis Villeneuve foi agendada originalmente para dezembro deste ano.

No entanto, o Collider divulgou que a estreia foi adiada para outubro de 2021 devido às paralisações causadas pela pandemia do Coronavírus.

Confira as imagens, junto com o trailer:

Uma jornada de herói mítica e emocionante, ‘Duna’ conta a história de Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um grande destino além de seu entendimento, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua vida, família e seu povo. À medida que as forças malévolas explodem em conflito sobre o recurso mais precioso existente no planeta – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade –, somente aqueles que podem dominar seu medo sobreviverão.

Timothée Chalamet (‘Me Chame pelo Seu Nome‘) estrela. O elenco ainda conta com Oscar Isaac, Rebecca FergusonJason MomoaDave Bautista, Javier BardemCharlotte Rampling e Josh Brolin.

Christopher Nolan DETONA a Warner Bros. por lançar todos os seus filmes simultaneamente na HBO Max

Após tanto insistir para que o seu filme, ‘TENET‘, estreasse nos cinemas, o cineasta Christopher Nolan foi surpreendido pela histórica decisão da Warner Bros. de lançar todos os seus filmes programados para 2021 simultaneamente nas telonas e na plataforma HBO Max.

A decisão sem precedentes não apenas redefinirá a indústria cinematográfica, como também fora feita sem qualquer discussão ou análise prévia com os cineastas, produtores e estúdios parceiros da WarnerMedia. E para Nolan, a medida é uma grande “bagunça”.

Em uma entrevista ao ET Online, o aclamado diretor fez duras críticas a Warner Bros., afirmando que os cineastas e profissionais envolvidos nos projetos deveriam ter sido consultados previamente, em respeito ao extenso trabalho desempenhado em seus filmes:

“Há tanta controvérsia ao redor disso, porque eles não contaram a ninguém. É muito, muito, muito bagunçado. Um verdadeiro esquema de ‘isca-e-troca’. Sim, você não deveria tratar esses cineastas, estrelas e pessoas assim, eles deram muito por esses projetos. Eles  merecem ser consultados e comunicados a respeito do que vai acontecer com o seu trabalho”.

Nolan foi ainda mais além e criticou duramente o streaming HBO Max, afirmando que filmes grandiosos – que foram produzidos para serem vistos nas telonas pelo maior número de públicos possível, estão sendo reduzidos a uma mera “contenção de perdas”:

“Em 2021, eles conseguiram alguns dos maiores cineastas do mundo e algumas das maiores estrelas do mundo que – em alguns casos – trabalharam por anos nesses projetos, que são do seus corações e que foram feitos para a experiência nas telonas. Eles foram criados para fora, para alcançar a mais abrangente audiência possível…E agora eles estão sendo usados como contenções de perda para o serviço de streaming – para o novato serviço de streaming -, sem qualquer consulta prévia”.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Nolan ainda chamou a HBO Max de “o pior serviço de streaming”:

“Alguns dos maiores cineastas da indústria e estrelas de cinema mais importantes foram para cama achando que trabalhavam para o maior estúdio de todos e acordaram para descobrir que estavam trabalhando para o pior serviço de streaming”.

Vale lembrar que o lançamento de ‘TENET‘ nos cinemas ficou abaixo das projeções esperadas pela Warner Bros. 

O longa será lançado oficialmente em Blu-ray, DVD e VOD no dia 15 de dezembro.

Confira o trailer:

Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo inteiro, o Protagonista viaja através de um mundo crepuscular de espionagem internacional em uma missão que irá desenrolar em algo para além do tempo real. Não viagens no tempo. Inversões.

John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Michael CaineKenneth Branagh estrelam.

‘Professor Iglesias’: 3ª temporada já está disponível na Netflix

A 3ª temporada da série de comédia ‘Professor Iglesias‘ já está disponível na Netflix. A nova leva de episódios teve a sua estreia nesta terça-feira (08) na grade de programação.

A trama gira em torno de um divertido professor de história do ensino médio enquanto ele luta para dar conteúdo aos seus alunos inteligentes, mas que também estão completamente desinteressados.

Confira:

 

Crítica | Professor Iglesias – Comédia leve para conferir com toda a família

O elenco conta com Gabriel Iglesias, Gloria Aung, Tucker Albrizzi, Cree Cicchino, Maggie Geha, Fabrizio Zacharee Guido e Sherri Shepherd.

Novo reboot de ‘Quarteto Fantástico’ está sendo planejado para 2023

Os estúdios Marvel recuperaram praticamente todas as suas propriedades intelectuais depois que Disney comprou a Fox, abrindo espaço para inúmeros novos projetos que aumentarão o panteão MCU.

Agora, parece que os novos personagens já estão encaminhados para entrar nesse universo, visto que, de acordo com o site GWW, a companhia já está planejando introduzir o time conhecido como Quarteto Fantástico nas telonas – mais uma vez.

Os rumores indicam que Kevin Feige, presidente da Marvel, planeja recolocar a disfuncional família de super-heróis de volta nos cinemas em 2023. Esta será a quarta tentativa de honrar o legado da equipe em questão, logo depois do imemorável filme de Roger Corman em 1994, a mini-franquia fracassada de Tim Story iniciada em 2005, e a versão massacrada pelo público e pela crítica de Josh Trank em 2015. 

A matéria também indica que Peyton Reed, diretor de Homem-Formiga e a Vespa, está criando seu próprio conceito para os personagens, indicando que ele é o favorito para abraçar o projeto.

Nenhuma outra informação foi revelada.

O último reboot de ‘Quarteto Fantástico‘ foi um dos maiores fiascos de críticas e público na história recente, enquanto os bastidores caóticos geraram uma das histórias mais interessantes da indústria cinematográfica (especialmente quando foi revelado que um dos atores quase chegou às vias de fato com o diretor Josh Trank).

‘Quarteto Fantástico’ é eleito o pior filme de 2015 pela revista Time

Rooney Mara diz que gostou da atuação da irmã em ‘Quarteto Fantástico’ 

“Esse filme afetou minha carreira”, diz ator de ‘Quarteto Fantástico’ 

O remake de ‘Quarteto Fantástico‘ custou US$ 120 milhões e a arrecadou apenas US$ 167 milhões mundialmente.

‘Godzilla vs Kong’: Produtora quer processar a Warner se lançarem o filme na HBO Max

De acordo com o Deadline, a produtora Legendary Entertainment está insatisfeita com a decisão da Warner Bros. de lançar ‘Godzilla vs Kong‘ e ‘Duna‘ simultaneamente nos cinemas e no serviço de streaming da HBO Max.

O site afirma que a Legendary deve se manifestar, desafiando a decisão da Warner de lançar ‘Duna‘ e ‘Godzilla vs Kong‘ na HBO Max. Alegadamente, a Netflix teria oferecido US$ 250 milhões para exibir o filme sobre o crossover épico entre os dois monstros, mas a WarnerMedia acabou bloqueando o acordo. Além disso, fontes afirmam que a Legendary não teve uma aviso prévio sobre o plano de lançamento na HBO Max.

A produtora e seus parceiros foram responsáveis por 75% do orçamento de US$ 165 milhões de ‘Duna‘, que foi desenvolvido para ser o começo de uma nova franquia. O maior questionamento é se o lançamento no serviço de streaming irá prejudicar a possível franquia a longo prazo.

Vale lembrar que, apesar da Legendary ter investido mais dinheiro no orçamento, quem controla o lançamento das produções é a Warner Bros.

Confira o primeiro teaser:

Inicialmente com estreia prevista para novembro deste ano, o filme foi adiado para 21 de maio de 2021 em virtude da pandemia do COVID-19.

A Legendary e a Warner Bros. deram início ao MonsterVerse em 2014 com ‘Godzilla‘, que abriu o caminho para ‘Kong: Ilha da Caveira‘. O filme mais recente foi a sequência ‘Godzilla: Rei dos Monstros‘, que não agradou aos críticos e teve uma jornada decepcionante nas bilheterias.

Leia a sinopse:

“Lendas colidem quando Godzilla e Kong, as duas forças mais poderosas da natureza, se enfrentam numa batalha espetacular que ficará para a História! A guerra dos monstros se espalha na superfície e atinge o centro do nosso mundo à medida que incrível segredo desse reino de titãs conhecido como A Terra Vazia é revelado”. 

Godzilla vs Kong‘ terá baixa indicação etária, sendo recomendado para maiores de 14 anos (PG-13). O longa foi classificado por “sequências intensas de violência/destruição entre criaturas e linguagem leve”.

O elenco conta com Millie Bobby Brown, Julian DennisonRebecca HallEiza GonzalezBrian Tyree HenryAlexander Skarsgård, Jessica Henwick Demian Bichir no elenco.

Revelado como ‘Kong – A Ilha da Caveira’ se conecta a ‘Godzilla’ [SPOILER] 

Dark Universe e outras Ideias Ambiciosas do Cinema que foram ABANDONADAS

Imaginação sempre foi a palavra primordial quando pensamos em cinema. A criação desta arte tão amada tem tudo a ver com sonhos tornados realidade através de pura magia. Cinema é onde o impossível se torna possível. E assim foi durante os seus mais de cem anos de história. No entanto, com o peso de tal bagagem se torna cada vez mais difícil contar histórias originais ou até mesmo abordá-las de forma inédita. O que temos hoje no cinema mirado ao grande público é uma onda de reciclagens de temas e gêneros.

Justamente por isso, ideias inovadoras são tão bem-vindas no cinema comercial. O problema é quando elas não dão certo, afinal nem sempre criatividade caminha lado a lado com qualidade, e aceitação do espectador ou crítica. Um conceito diferente pode não ser traduzido da melhor maneira das páginas para a tela, e muitas vezes o que o fã quer ver é a familiaridade de seu objeto de afeto. Para tanto, não adianta querer reinventar a roda.

Pensando nisso, resolvemos resgatar algumas boas ideias do cinema, confeccionadas tendo a melhor das intenções para agradar o público, mas que acabaram por ser canceladas logo de partida, sem muita chance para vingar. Vem conhecer.

O ‘Dark Universe

Tendo o conceito de ordem em Hollywood na atualidade, “o universo compartilhado”, em mente, todo e qualquer grande estúdio vê a tendência como o caminho do futuro. Para que ficar focado somente em uma franquia, quando se pode mesclá-la a outras, costurando universos cinematográficos interligados. Os filmes da Marvel mostraram a possibilidade e as bocas dos executivos aguaram. Assim, os estúdios começaram a viabilizar dentro de suas propriedades estes verdadeiros encontros de titãs. E um dos anúncios recentes mais chamativos foi feito pela Universal em seu Dark Universe. O que seria isso? Uma revitalização em algumas de suas propriedades mais antigas – seus monstros clássicos: Drácula, Lobisomem, Frankenstein, etc..

O feito não seria novidade, já que as criaturas transitaram juntas por produções da casa ainda na década de 1940. Toma essa Marvel! Ou seja, o que foi criado no passado, pode ser replicado atualmente – numa época em que o público anseia pelo conceito. Os olhinhos dos produtores brilhavam com cifrões. Sem perder tempo, os envolvidos anunciaram Javier Bardem como o monstro de Frankenstein, Angelina Jolie era visada para sua Noiva e Johnny Depp como o Homem Invisível. O pontapé inicial seria provido pelo mega astro Tom Cruise e sua versão da Múmia – desta vez uma mulher, personificada pela exótica Sofia Boutella. Sim, é o caso de querer correr antes de andar, mas qual projeto ambicioso não é? No cinema, essa estrutura termina dependendo muito do sucesso de uma única produção para se erguer, e ela  pode pôr tudo a perder. Com A Múmia (2017), fracasso de crítica e dono de uma bilheteria abaixo do esperado, o destino foi justamente este. A obra causou o desmoronamento do Dark Universe, fazendo da proposta um projeto inconcebível.

A salvação, em partes, da ideia se deu pelo nome de Leigh Whannell, roteirista e diretor que resgatou do limbo o projeto para um filme do Homem Invisível. Whannell, ao lado da Blumhouse, redesenhou o conceito para a Universal, que deixava de ser uma produção megalômana para se tornar uma obra bem mais intimista – seguindo a cartilha do “terror social”. O foco agora era o abuso doméstico, a libertação e empoderamento feminino. Para estrelar, uma atriz escolada no tema: Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale). E o mesmo time já trabalha para fazer o mesmo com a história do Lobisomem – que agora terá as formas de Ryan Gosling.

The Night Chronicles

Muitos talvez não lembrem, mas tão ambicioso e interessante quanto o Dark Universe era um projeto do diretor indiano M. Night Shyamalan intitulado The Night Chronicles. Na época de sua concepção, Shyamalan já havia visto altos e baixos em sua carreira. Na verdade, no segundo item era onde se encontrava o cineasta após fracassos consecutivos de obras como A Dama na Água e, principalmente, Fim dos Tempos. Grande incentivador e entusiasta do terror, Shyamalan tratou de confeccionar o selo Night Chronicles, que seria uma produtora utilizada por ele para dar voz a novos cineastas em trabalhos no gênero.

Assim, o planejado por Shyamalan, que iria produzir todos os filmes do selo (e quem sabe dirigir algum se a coisa funcionasse), era lançar primeiramente uma trilogia tendo como tema mitos urbanos mesclados com o sobrenatural. O primeiro exemplar a ser lançado foi Demônio, que em 2020 completou dez anos de lançamento. E ele foi também o último com o selo. A premissa de Shyamalan (que desenvolveu a história) era interessante, com um grupo de estranhos num elevador, entre eles o diabo em pessoa. Porém, o resultado do filme junto aos críticos e os fãs não foi dos melhores, o que acabou pondo um fim ao projeto logo na largada. No mesmo ano, Shyamalan adaptaria sem sucesso o desenho querido pelos fãs Avatar, em O Último Mestre do Ar, e só viria a fazer as pazes com o sucesso seis anos depois com Fragmentado.

Antologia Halloween

Se engana quem acha que ideias para franquias e universos compartilhados que dão com os burros n’água é coisa de agora. Voltando para a adorada década de 1980 temos um dos casos mais notórios na indústria de Hollywood sobre boas ideias que não vingaram. O tópico aqui é a série slasher de sucesso Halloween, criada em 1978 por John Carpenter. Nesta época o filme era apenas uma produção independente que viveu para se tornar um fenômeno estrondoso e imortalizar no coração dos fãs o maníaco Michael Myers. Halloween se tornou um dos filmes mais influentes do gênero, gerando inúmeros imitadores, sendo o mais famoso Sexta-Feira 13, lançado dois anos depois. Foi inclusive a fama deste filme que sacudiu o produtor Moustapha Akkad, mostrando o que o gênero poderia se tornar – e o apelo que possuía junto ao público jovem (traduzido em boas bilheterias).

Assim foi exigido que John Carpenter e Debra Hill confeccionassem uma continuação – mesmo que meio a contragosto da parte deles. Sexta-Feira 13 havia feito muito dinheiro em 1980, e já engatilhava sua continuação logo no ano seguinte. No mesmo 1981, Carpenter e Hill tiravam da cartola Halloween 2 – O Pesadelo Continua, com uma trama que seguia o original exatamente da mesma noite em que havia parado, deslocando a ação agora para um hospital. No desfecho, os criadores se certificaram de que a história de Michael Myers, do Doutor Loomis e de Laurie havia chegado ao fim. O sucesso do filme, no entanto, instigou os envolvidos a retornarem para este lucrativo “dia das bruxas”, mas aqui era dado o pulo do gato.

Carpenter, o produtor e roteirista também do terceiro filme, teve a inusitada ideia de engavetar os personagens que todos haviam aprendido a gostar, e contar a cada novo filme de Halloween uma história completamente nova. A franquia iria se tornar uma antologia, a cada ano tratando de um conto assustador de temática do dia das bruxas. A ideia parecia boa o suficiente e a produção ganhou sinal verde, resultando em Halloween 3 – A Noite das Bruxas (1982), o ponto fora da curva na franquia e hoje objeto de culto por parte dos fãs. Imagine um filme de Sexta-Feira 13 sem Jason (isso é, sem contar o primeiro e o quinto) ou A Hora do Pesadelo sem Freddy Krueger. Foi exatamente o que ganhamos em Halloween 3, que inclusive deixava suas raízes slasher de lado para se tornar um terror fantástico, sobre uma companhia demoníaca com planos macabros envolvendo tecnologia e magia negra. Ninguém comprou a ideia na época, o filme amargou fracasso e levaria seis anos até a Halloween voltar a ser o que era com os retornos de Myers e Doutor Loomis em Halloween 4 (1988). Podia ser pior. Pelo menos não foi O Halloween do Hubie.

Grindhouse

Em 2007 dois grandes nomes do cinema decidiram homenagear os anos 1970 em grande estilo. Quentin Tarantino e Robert Rodriguez são amigos de longa data – começaram na mesma época e explodiram com suas famas chutando a porta logo de cara. A colaboração entre os dois no cinema também foi instantânea, com Tarantino fazendo ponta em A Balada do Pistoleiro (1995), os dois dirigindo segmentos da coletânea Grande Hotel (1995) e Rodriguez dirigindo um roteiro de terror do colega em Um Drink no Inferno (1996). Ou seja, química fora e dentro das telas.

Durante uma noite de muito cinema e entorpecentes na casa de Quentin – o diretor costuma convidar os amigos para sessões em seu cinema particular – a dupla decidiu concretizar um projeto surgido em tal ocasião. A conversa que deu forma a tudo era sobre os grindhouse, cinemas pequenos que exibiam sessões duplas de produções B do cinema, geralmente de temas de exploitation, como filmes de artes marciais ou terror. No meio destas sessões duplas da década de 1970, o público era “presenteado” com trailers das próximas atrações. Assim nascia o próprio Gridnhouse de Tarantino e Rodriguez.

O que ficou combinado entre eles era que cada um iria dirigir um média metragem, de algo em torno de 1 hora de projeção, e no meio dividindo os filmes seriam inseridos trailers falsos de produções que nunca viriam, dirigidas por colegas. Desta forma, Rodriguez criou sua história de zumbis com Planeta Terror, Tarantino entregou a sua sobre um maníaco que usava seu carrão potente como arma para matar jovens incautas intitulada À Prova de Morte, e no meio gente como Rob Zombie, Eli Roth e Edgar Wright se divertiam com seus trailers falsos. Mas Grindhouse não fez o barulho planejado pela dupla e os fãs não entraram na brincadeira. O mau desempenho do projeto fez inclusive com que os médias de Rodriguez e Tarantino fossem separados e vendidos como longas próprios (adicionando cenas que haviam ficado de fora para completar o tempo de duração que precisavam) em mercados fora dos EUA, como no Brasil onde Planeta Terror e À Prova de Morte são, cada um, filmes únicos. Nestes casos a ideia acabou de perdendo, se transformando em outra proposta.

Caso tivesse vingado, Grindhouse certamente encorajaria a dupla a realizar novas brincadeiras neste formado, e os fãs sairiam ganhando. Uma curiosidade é que dois trailers “falsos” de fato se tornaram filmes, mostrando o forte apelo que tiveram. O primeiro foi Machete, dirigido pelo próprio Rodriguez, que fez mais sucesso do que Grindhouse em si e gerou dois filmes – lançados em 2010 e 2013. O outro foi Hobo With a Shotgun, cujo trailer falso em Grindhouse foi exibido somente no Canadá, se tornando um longa em 2011 protagonizado pelo saudoso Rutger Hauer. Infelizmente, Wright, Zombie e Roth não se animaram, até hoje, a transformar suas zoações em filmes completos.

‘Walker’: Matt Barr viverá o melhor amigo do Jared Padalecki no reboot da série

De acordo com o EW, Matt Barr (‘Valor‘) entrou para o elenco do reboot ‘Walker‘, que será estrelado por Jared Padalecki.

O ator irá interpretar Hoyt, melhor amigo do Cordell (Padalecki). O personagem é descrito como um “Han Solo”, que se encontra o outro lado da lei do seu amigo.

Confira as primeiras imagens dos bastidores:

Criada por Anna Fricke, a produção é um reboot de ‘Walker, Texas Ranger‘, série clássica estrelada por Chuck Norris.

A trama segue Cordell Walker, um viúvo e pai de dois filhos com seu próprio código moral, que volta para Austin depois de permanecer disfarçado por dois anos, apenas para descobrir que há um trabalho mais difícil a ser feito em casa.

O elenco ainda conta com Keegan Allen (‘Pretty Little Liars’), Lindsey Morgan (‘The 100’), Coby Bell (‘The Gifted’) e Mitch Pileggi (‘Dallas’).

O reboot irá estrear no dia 21 de janeiro.

‘Prodigal Son’: Christian Borle interpretará monge assassino na 2ª temporada

SMASH -- Season: 2 -- Pictured: Christian Borle as Tom Levitt -- (Photo by: Patrick Randak/NBC/NBCU Photo Bank)

De acordo com o Deadline, Christian Borle (‘Smash‘) entrou para o elenco da 2ª temporada da série ‘Prodigal Son‘.

O ator vai interpretar Pete, um monge que foi expulso da igreja por suas visões extremistas, responsável pela morte de diversas pessoas. Seus atos homicidas o levaram para o mesmo instituto psiquiátrico de Martin (Michael Sheen). Ele atuará como um consultor-chave para Bright (Tom Payne) em seu novo caso.

A nova temporada irá estrear dia 12 de janeiro.

A série foi criada por Chris FedakSam Sklaver.

Malcolm Bight (Payne) é um psicólogo criminal de sucesso que usa a sua genialidade para ajudar o Departamento da Polícia de Nova York a resolver crimes. Acontece que grande parte do seu sucesso se dá pelo fato de que seu pai é um dos mais notórios serial killers da cidade.

O elenco inclui Tom Payne, Michael Sheen, Lou Diamond Phillips, Bellamy Young e Halston Sage.

‘Big Sky’: ABC encomenda episódios adicionais para nova série do criador de ‘Big Little Lies’

De acordo com o TVLine, a ABC encomendou seis episódios adicionais para a primeira temporada da série ‘Big Sky‘, criada por David E. Kelly (‘Big Little Lies‘).

Ao total, o primeiro ciclo contará com 16 episódios.

A produção tem registrado 0.7 na demo, e um total de 4.2 milhões de espectadores, o que representa um desempenho muito melhor do que ‘Emergence‘, que ocupava o mesmo slot da emissora no ano passado.

A série é baseada no livro ‘The Highway‘, escrito por CJ Box.

A trama gira em torno da abdução de uma jovem e a busca de uma cidade pequena pelo culpado.

O elenco conta com Ryan PhillippeKylie Bunbury, Katheryn Winnick e John Carroll Lynch.

‘Quarteto Fantástico’: Diretor critica o estúdio por ter alterado todo o filme

Quarteto Fantástico é uma franquia que não tem dado certo nos cinemas, e o reboot de 2015, estrelado por Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell, também experimentou desse fracasso.

Após o diretor Josh Trank recentemente retirar o filme de sua filmografia no Instagram, ele decidiu falar sobre o que deu errado no projeto.

Trank filmou mais da metade de ‘Quarteto Fantástico e devido à problemas com o elenco nos bastidores, acabou sendo substituído por Simon Kinberg, que ficou responsável por todo o terceiro ato da trama.

Segundo o diretor, o estúdio interveio e decidiu remontar todo o filme.

“Foi como ser castrado”, disse Trank à Polygon.

“Você está lá trabalhando, e basicamente assiste aos produtores cortando as cenas, tirando cinco minutos essenciais, decidindo a sequência de fatos que vão construir o que está acontecendo, e o que é que eles precisam. E então, porque eles sabem que você está sendo legal, eles vão ser gentis com você, dizendo: ‘Bem, isso soa bem?’ Você pode dizer sim ou não.”, afirmou.

Recentemente, o roteirista Jeremy Slater também reconheceu o resultado negativo do longa em seu Twitter.

“Quando finalmente bati o pé na porta, tinha três projetos de sonhos na minha lista de desejos. Um deles era Marvel (Aliás, desculpa por aquilo lá gente, sério!), o outro era ‘Star Wars’ e o terceiro, claro era Stephen King”

Agora, com a compra da Fox pela Disney, é esperado que o Quarteto Fantástico ganhe, de fato, um filme digno de sua importância.

‘Pennyworth’: Alfred enfrenta missão perigosa no novo trailer da 2ª temporada; Assista!

Epix divulgou o novo trailer da 2ª temporada de Pennyworth, série que conta a história do icônico mordomo Alfred Pennyworth.

Confira:

A nova temporada irá estrear no dia 13 de dezembro.

A trama acompanha a história de Alfred Pennyworth, com seus 20 anos de idade, treinado como oficial das forças especiais britânica, trabalhando para o pai do Bruce Wayne.

O elenco conta com Jack Bannon, Ben AldridgeRyan Fletcher, Hainsley Lloyd BennettPaloma FaithJason Flemyng.

Jessica de Gout (‘Arrow’), Simon ManyondaJames Purefoy (‘The Following’), Edward HoggJesse Romeo também fazem parte do próximo ciclo.

‘Enquanto Estivermos Juntos’: Vídeos revelam curiosidades sobre os bastidores da produção; Confira!

A Paris Filmes divulgou novos vídeos dos bastidores do romance ‘Enquanto Estivermos Juntos‘.

Confira:

 

O filme é comandado pelos Irmãos Erwin, com roteiro assinado por Jon Erwin e Jon Gunn.

A HISTÓRIA REAL DA VIDA DE JEREMY CAMP, ESTRELA DA MÚSICA CRISTÃ, EM SUA JORNADA DE AMOR E PERDA QUE PARECE PROVAR QUE HÁ SEMPRE ESPERANÇA.

O elenco inclui KJ Apa, Britt Robertson, Shania Twain, Melissa Roxburgh e Gary Sinise.

Pessoas se transformam em monstros no trailer de ‘Sweet Home’, nova série da Netflix

A Netflix divulgou o trailer de sua nova série coreana de terror, intitulada ‘Sweet Home‘.

Confira:

Criada por Lee Eung-Bok, a série é uma adaptação do homônimo Webtoon.

Enquanto humanos se transformam em monstros e tocam o terror, um adolescente problemático e seus vizinhos tentam sobreviver – e manter suas humanidades.

A primeira temporada será lançada na plataforma no dia 18 de dezembro.

‘A Dança da Morte’: Elenco é destaque em novas imagens promocionais da adaptação; Confira!

A minissérie ‘A Dança da Morte‘ (The Stand), adaptação da obra de Stephen King, ganhou novas imagens promocionais.

Confira:

A produção irá estrear no dia 17 de dezembro, na CBS ALL Access.

 

A série é escrita e dirigida por Josh Boone (‘Os Novos Mutantes‘).

A trama gira em torno de um professor viúvo que vive uma vida solitária quando um praga dizima 99% da população mundial. Imune à doença, o professor terá de lidar com a solidão até se juntar a outros sobreviventes, que se envolvem numa antiga rivalidade entre a luz e a escuridão.

O elenco grandioso conta com Alexander Skarsgård, Whoopi Goldberg, Jovan Adepo, Owen Teague, Greg Kinnear, Brad William Henke, Nat Wolff, Daniel Sunjata, James Marsden, Amber Heard, Odessa Young, Eion Bailey, Katherine McNamara, Heather Graham, Marilyn Manson, Hamish Linklater e Henry Zaga.

‘Monster Hunter’ já arrecadou US$ 8 milhões no mercado internacional

De acordo com o Deadline, a adaptação de ‘Monster Hunter‘, estrelada por Milla Jovovich, já arrecadou US$ 8 milhões internacionalmente, através de apenas seis mercados.

A maior arrecadação foi na China, onde o longa estreou com US$ 5.3 milhões.

A adaptação também estreou no topo das bilheterias em Taiwan (US$ 1.5m), Arábia Saudita (US$ 550k), Emirados Árabes Unidos (US$ 305k) e Países Baixos (US$ 180k).

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 31 de dezembro.

Dirigido por Paul W.S. Anderson, o orçamento da produção ficou na casa dos US$ 60 milhões.

Paralelo ao nosso mundo, existe outro: um mundo de poderosos e perigoso monstros que controlam seus territórios com ferocidade mortal. Quando a Tenente Artemis (Milla Jovovich) e seu esquadrão de elite são transportados através de um portal que liga os dois mundos, eles vão ser confrontados com a experiência mais chocante de suas vidas. Em sua desesperada tentativa de voltar para casa, a corajosa tenente encontra um caçador misterioso (Tony Jaa), cujas habilidades únicas permitiram com que ele sobrevivesse nessa terra hostil. Enfrentando incansáveis e aterrorizantes ataques dos monstros, os dois guerreiros se unem para lutar contra eles e encontrar um meio de voltarem para casa.

O elenco ainda inclui Tony JaaT.I. Harris, Meagan GoodDiego Boneta, Josh Helman e Ron Perlman.

Fotos Mostram como são os Grandes Vilões do TERROR sem Maquiagem

Nós amamos filmes de terror. E uma das coisas mais legais do gênero é morrer de medo com aquela criatura sinistra, cujo único propósito parece ser nos arrepiar até a nuca. Cada obra de terror tem seu antagonista e a graça para o público é odiá-lo com todas as forças. Bem, isto é, até conhecermos seus intérpretes, muitas vezes figuras simpáticas, bem apessoadas e alguns até mesmo fazendo com quem os fãs queiram chamá-los para sair. É sério!

Pensando nisso, o CinePOP, com a ajuda de nossos colegas no Imdb, resolveu desmascarar alguns dos mais famosos “fantasmas” dos filmes de terror – ou seria mais adequado “demaquilar”. Vem conhecer a verdadeira identidade destes monstros.

Pennywise (It – A Coisa)

It – A Coisa fez um enorme sucesso em 2017, e seu complemento não deve ficar atrás. No filme, a assombração vem nas formas do palhaço Pennywise, que quase foi interpretado pelo ator Will Poulter (de Família do Bagulho). O palhaço creepy, no entanto, ficou imortalizado por Bill Skarsgard, filho do ator Stellan Skarsgard.

Valak (A Freira)

O demônio freira Valak apareceu pela primeira vez em Invocação do Mal 2 (2016) e fez tanto sucesso que terminou ganhando um filme próprio. Fora do hábito, a criatura assustadora é a atriz Bonnie Aarons, cuja qualidade andrógena e as feições brutas a garantiram a forma perfeita (com a adição de quilos de maquiagem, é claro) para personificar a freira, que de Deus não tem nada.

Samara (O Chamado)

Essa aqui fará muitos marmanjos surpresos, se tornando babões. A assombração Samara, a menina saída do poço, causou comoção com os filmes da franquia O Chamado, em especial o primeiro de 2002. A maldição da fita de vídeo e a ligação ameaçando quem a assistia com apenas mais sete dias de vida, eram trazidas pela atormentada menina, cuja forma era de dar calafrios. Fora da maquiagem pesada, no entanto, a personagem era vivida pela angelical Daveigh Chase, que cresceu e se tornou uma linda mulher. Aposto que terão muitos querendo receber a ligação.

Kayako (O Grito)

Recentemente, essas duas assombrações se encontraram num filme bem no estilo Freddy VS Jason (2003). O que acontece é que Kayako e Sadako (como é conhecida Samara em sua versão original nipônica) são dois verdadeiros ícones do terror japonês, assim como Freddy e Jason o são para os slasher americanos. Em O Chamado vs. O Grito (ou Sadako Vs Kayako no original), de 2016, as duas finalmente se encontram. Antes disso, no entanto, Kayako dava as caras em Ju-on, o filme original japonês, sua continuação, seu remake americano e sua continuação. E o melhor, tudo sempre interpretada pela mesma atriz, Takako Fuji.

Crítica | Sadako vs Kayako – Dois ícones do gênero caem na porrada e são os fãs que perdem

Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo)

Por falar em Freddy Krueger, o vilão de garras afiadas e rosto queimado é provavelmente o demônio mais memorável de todos os filmes de terror. E você, o que acha? Tanto que de antagonista, o sujeito que habita os sonhos de suas vítimas passou a protagonista, roubando o show e ficando cada vez mais divertido – o que apenas comprava sua popularidade. Durante todos os filmes da franquia, o personagem foi vivido pelo ator Robert Englund – que só foi substituído no remake de 2010.

Pinhead (Hellraiser – Renascido do Inferno)

Ainda na década de 1980, uma das obras de terror mais nojentas da época foi esta adaptação do livro de Clive Barker, dirigida pelo próprio. Assim como Freddy Krueger, uma figura ficaria extremamente popular no filme, retornando em todas as sequências, e ganhando cada vez mais espaço. Trata-se da criatura chamada Cenobita, uma espécie de demônio que lidera um grupo igual a ele, saídos diretamente do inferno. A criatura com a cara cheia de pregos foi prontamente apelidado de Pinhead pelos fãs. No filme e em suas sequências, ele foi vivido pelo ator Doug Bradley.

Esther (A Órfã)

Vira e mexe citamos este filme aqui em alguma lista. Ou seja, se você ainda não viu, corra para ver. É bem verdade que a menina “encapetada” Esther, protagonista do filme, não usa maquiagem. Mas seu jeitinho meigo, de chuquinhas, ao longo do filme até seu desfecho ganhará novos aspectos assustadores (sem querer dar spoiler). De qualquer forma, sua intérprete, a atriz Isabelle Fuhrman, que anda bastante sumida e não merecia, cresceu e se tornou uma linda jovem mulher. É um caso parecido com o ocorrido com a Samara de O Chamado.

Tomás (O Orfanato)

Bom, tivemos duas meninas assustadoras transformadas em belas mulheres na lista, agora é a vez de mostrarmos um menininho pra lá de creepy que também de tornou um rapaz com jeito de galã. Aqui, estamos falando de um filme cult, que merecia bem mais atenção e que não é tão comentado quanto deveria. Trata-se de O Orfanato, terror espanhol de 2007, dirigido por ninguém menos que J.A. Bayona, cineasta que viria a comandar grandes obras como O Impossível (2012) e Jurassic World: Reino Ameaçado (2018). No filme, um orfanato é assombrado por estranhas figuras, entre elas o menininho Tomás, que usa uma máscara feita de saco e adora trancar os outros no banheiro. O menino foi vivido pelo ator Óscar Casas, que cresceu bastante.

O Creeper (Olhos Famintos)

Outro grande favorito dos fãs, o Creeper é a criatura predadora dos filmes Olhos Famintos, produzidos por Francis Ford Coppola. O monstro que habita as estradas secundárias, pronto para se alimentar de anos em anos, é um ser humanoide, que usa roupas, mas quando chega a hora H, mostra sua verdadeira face: uma espécie de morcego humano, de pele viscosa e grandes asas. Nunca explicam de onde ele saiu, mas por trás da maquiagem o creeper foi vivido pelo ator Jonathan Breck nos três filmes lançados.

Dren (Splice – A Nova Espécie)

Por falar em criaturas aladas, essa aqui saiu de um laboratório, ganhando vida ao ser criada por dois cientistas. Os “doutores Frankenstein” vividos por Sarah Polley e Adrien Brody criam um pequeno ser e o veem evoluir até se tornar uma garotinha. A dupla termina “adotando” sua criação. Mas conforme ela vai crescendo, e assumindo as formas de mulher, vai ficando cada vez mais agressiva e instável. Apesar da maquiagem, a criatura muito semelhante a uma mulher foi interpretada pela bela modelo francesa Delphine Chanéac.

O Duende (O Duende)

Jennifer Aniston é a estrela da comédia Friends e dos filmes românticos das décadas passadas. Mas ela é também a estrela de O Duende (1993), terror B que fez a alegria dos aficionados órfãos de Jason e Freddy na década de 1990. Não acredita? É só dar uma procurada. O Duende se tornou mais uma das figuras cultuadas dos filmes de terror, ele, no entanto, reinou somente no mercado de vídeo. Nos primeiros seis filmes (isso mesmo), que foram até 2003, o personagem foi vivido por Warwick Davis, ator que ficou conhecido por filmes como Willow – Na Terra da Magia (1988) e Harry Potter.

Pennywise (It – Uma Obra Prima do Medo)

Antes de perseguir o clube dos perdedores em 2017 nos cinemas, o palhaço Pennywise havia perseguido o clube dos perdedores em 1990 na TV. Sim, a primeira aparição do assustador palhaço foi numa minissérie que serviu de adaptação da obra de Stephen King. Na produção, a criatura ficou imortalizada nas formas do talentoso Tim Curry, o eterno Dr. Frank-N-Furter, do cult The Rocky Horror Picture Show (1975).

‘A Chave Mestra’, ‘A Casa de Cera’ e mais Filmes de Terror que Completam 15 ANOS em 2020

Aniversários precisam ser comemorados. E este ano muitas produções entram na meia idade e também na vida adulta. Mas não podemos esquecer as que se tornam adolescentes, nos fazendo sentir ainda mais velhos. E neste baile de debutantes, temos alguns filmes cujo lançamento nos lembramos vividamente como se fosse ontem. Uma brincadeira interessante é tentar recordar quantos assistimos nos cinemas e em quais circunstâncias (que você pode comentar abaixo).

É claro que esta lista em particular é sobre o gênero que mais amamos aqui no CinePOP e o motivo da existência do site: o terror. Sendo assim, trazemos algumas produções que continuam no consciente coletivo, mostrando seu valor atemporal. Dentre as quais, continuações, remakes de clássicos hollywoodianos e asiáticos do gênero, além de algumas ideias originais bem legais (algumas inclusive subestimadas), e até mesmo filmes que talvez você não conheça – mas que precisa conhecer! Sem mais delongas, vamos relembrar estas produções que entram na adolescência em 2020.

Jogos Mortais 2

Produção pequena, o primeiro Jogos Mortais (2004) se tornou um baita sucesso inesperado, ajudando a impulsionar as carreiras do diretor James Wan e do roteirista Leigh Whannell, e de quebra servindo como criador de um subgênero dentro do terror: o torture porn. É claro que sua explosão na cultura pop geraria uma continuação. E assim, o suspense minimalista deu lugar a uma trama maior, onde agora diversas pessoas participavam do “jogo mortal” dentro de uma casa – algo como um escape room assassino. Este segundo filme ainda guarda boas surpresas e certa inteligência, antes das continuações saírem por completo dos trilhos.

Amaldiçoados

Por falar em sair completamente dos trilhos, isso foi o que aconteceu com essa reunião da dupla responsável pela franquia Pânico, o diretor Wes Craven e o roteirista Kevin Williamson. Aqui, a dupla trocava os slahers pelos filmes de lobisomens. Recentemente, escrevi sobre a produção problemática e como os cortes do produtor Harvey Weinstein feriram o longa (você pode conferir aqui). Na trama, dois irmãos (Christina Ricci e Jesse Eisenberg) são mordidos pela criatura mitológica e começam a se transformar no ser bestial.

O Albergue

Por falar em torture porn, é fato que todo e qualquer sucesso termina por criar tendência em Hollywood. Assim, no mesmo ano em que Jogos Mortais continuava sua trama com mais algumas cenas de tortura explícita, um herdeiro chegava igualmente nas telonas. Trata-se de O Albergue, do cineasta açougueiro Eli Roth. Na trama, turistas “entram bem” em uma viagem de mochilão pela Eslováquia, quando se deparam com um albergue que serve de armadilha, capturando seus hóspedes para que ricaços sádicos os torture. Cenas explícitas e muita sanguinolência são as palavras de ordem.

A Casa de Cera

A Casa de Cera parece o típico exemplar slasher saído da década de 1990, após a retomada de Pânico. O filme se comporta exatamente de tal forma e traz uma história de jovens amigos viajando para um jogo e desviando na estrada para uma “cidade fantasma” onde a principal atração é um museu de cera. O longa é uma refilmagem adolescente de Museu de Cera (1953), clássico protagonizado por Vincent Price. No elenco, uma Paris Hilton arriscando como atriz. Os sádicos de plantão não demoraram a confeccionar camisas com os dizeres: “eu vi Paris Hilton morrer”, após o lançamento do filme – demonstrando o quanto a socialite é “querida” por parte do público.

O Exorcismo de Emily Rose

Baseado numa dita história real, o filme mescla terror, drama e suspense de tribunal. A jovem Emily Rose (Jennifer Carpenter), saída de uma cidadezinha campestre do interior, começa a presenciar estranhos acontecimentos em sua faculdade. Um padre (Tom Wilkinson) está convencido de que a menina está possuída pelo capeta e prepara seu exorcismo. Acontece que para a ciência, Emily Rose era apenas uma jovem epilética, dona de alguns problemas mentais que mexiam com sua percepção da realidade. Assim, o padre agora se encontra em julgamento onde precisa provar sua inocência. Uma boa abordagem para um filme do gênero.

A Chave Mestra

Por falar em boas abordagens para filmes de terror, esta é uma obra subestimada do gênero. Incursão da talentosa indicada ao Oscar Kate Hudson pelo horror, o longa é uma entrada vertiginosa por temas como o vodu e a magia negra. E para isso, nada melhor do que centrar a trama em Nova Orleans, cidade conhecida pela forte cultura negra nos EUA. Em filmes de terror o clima é tudo, e A Chave Mestra consegue tornar crível seu teor fantasioso por embasar tudo de uma forma que nos leve nessa jornada comprando cada detalhe. O final é simplesmente arrebatador. Um verdadeiro Coração Satânico (1987) moderno.

O Chamado 2

Por falar em continuações de filmes de sucesso, O Chamado (2002) conseguiu um feito impressionante: não apenas adaptou de forma muito bem sucedida uma ideia japonesa para os EUA, como conseguiu os louros de ser um filme ainda melhor que seu original – com melhores efeitos e dono de uma narrativa mais dinâmica, urgente e acelerada. O filme fez de Naomi Watts uma estrela. Assim, é claro que uma continuação viria, e ela chegou três anos depois. Quem comanda é o mesmo diretor dos filmes originais japoneses, Hideo Nakata. No entanto, O Chamado 2 americano não é uma refilmagem de Ringu 2, e traz uma história diferente. O resultado desta sequência, no entanto, ficou bem abaixo do original e do esperado de forma geral.

Água Negra

Por falar em remakes americanos de filmes de terror japoneses, assim como os torture porn estas refilmagens viraram uma tendência na década de 2000. Depois de O Chamado e O Grito, outro representante de peso a ganhar nova roupagem foi este Água Negra, que contou com a presença da estrela vencedora do Oscar Jennifer Connelly impulsionando. Para os brasileiros, este remake teve um gostinho especial, já que na direção temos ninguém menos que o nosso Walter Salles – saído dos sucessos consecutivos de Central do Brasil (1998), Abril Despedaçado (2001) e Diário de Motocicleta (2004).

Horror em Amityville

Seguindo pelo terreno dos remakes, desta vez temos a “reimaginação” de um clássico americano. Terror em Amityville (1979) narra uma pseudo história real sobre uma casa assombrada na qual crimes hediondos ocorreram. A trama faz parte do folclore norte-americano e gerou diversas continuações e produções derivadas. Há 15 anos estreava a primeira refilmagem do longa original, que teve Ryan Reynolds (saindo das comédias e se provando um ator sério) e uma Chloe Grace Moretz bem novinha.

 A Névoa

Ainda no tema dos remakes, os anos 2000 foram o epicentro da reciclagem. Falta de imaginação ou simplesmente revisionismo artístico, o que não faltaram foram refilmagens, fossem de obras estrangeiras ou de clássicos do cinema americano, populares ou não. Este fica no meio termo. É claro que aqui o assunto revisitado é The Fog – A Bruma Assassina, do mestre John Carpenter, um de seus filmes menos notáveis. A história fala sobre fantasmas mortais visitando uma cidadezinha devido a seus macabros segredos. O original conta com as presenças de gente como Jamie Lee Curtis e sua mãe, Janet Leigh, e se tornou uma obra cult. Já este remake, viveu para se tornar um filme esquecível.

Terra dos Mortos

Quem é rei nunca perde a majestade. George Romero, o pai do cinema zumbi, crivou seu nome na imortalidade do terror com a obra-prima A Noite dos Mortos-Vivos (1968) e ainda teve fôlego e muito a dizer para duas continuações: Despertar dos Mortos (1978) e Dia dos Mortos (1985). Por muito tempo sua trilogia foi considerada essencial para os que curtem o gênero de verdade. Mas se engana quem pensa que o saudoso diretor havia encerrado seu diálogo sobre o tópico. Vinte anos depois do capítulo três, Romero fez as pazes com o sucesso, chutando a porta dos anos 2000 com este Terra dos Mortos – uma grande analogia à luta de classes bem antes de Parasita e Coringa.

Abismo do Medo

Existem os bons filmes e existem as obras-primas. E se eu tivesse que colocar um filme no pódio desta lista, definitivamente este Abismo do Medo estaria lá. O diretor Neil Marshall pode até ter escorregado no comando de uma superprodução com o reboot de Hellboy (2019), mas há 15 anos estava no auge de sua forma ao entregar este que foi seu segundo longa para o cinema. E este é um p**a terror de gelar a espinha até mesmo dos menos impressionáveis. O filme começa como drama de perda e superação, na qual a protagonista recebe ajuda de um grupo de amigas para dar a volta por cima após a trágica morte de sua família devido a um acidente de carro. Para tal, essas mulheres empoderadas decidem fazer rapel em uma gruta pra lá de profunda na floresta. E o que elas encontram por lá promete te dar pesadelos para o resto da vida.

O Amigo Oculto

O grande Robert De Niro já fez de tudo em sua carreira, inclusive filmes de terror. É só lembrar do clássico de 1987, Coração Satânico. Aqui, no entanto, ele investe num thriller mais tradicional, e protagoniza ao lado da então menina prodígio Dakota Fanning, que chamava atenção de Deus e o mundo na infância. Aqui, a menina tem sua performance mais creepy da carreira no papel da filha do protagonista – que, ao lado do pai, se recupera da morte precoce de sua mãe. No entanto, além da aparência fantasmagórica, a menina possui um amigo imaginário chamado Charlie, a quem ninguém mais parece capaz de ver. É justamente o mistério por trás de Charlie que se desenrola neste longa – pouco apreciado em seu lançamento, mas que merece uma segunda chance passado tanto tempo.

Voo Noturno

Voltando para o saudoso Mestre Wes Craven, o lendário diretor lançava dois filmes nos cinemas há 15 anos. Esta manobra já havia sido realizada por ele no passado, é só voltarmos para 1984, por exemplo, ano em que Craven lançava nada menos que três filmes: A Hora do Pesadelo, Quadrilha de Sádicos 2 e Convite para o Inferno (produção para a TV). Em 2005, após o fracasso do indefensável Amaldiçoados, o cineasta dava a volta por cima com este filme, que pode ser considerado mais um suspense do que um terror – mesmo sem perder suas qualidades pra lá de tensas. Na trama, Rachel McAdams conhece um estranho num voo noturno, interpretado por Cillian Murphy. Os dois se entrosam e rola um clima, mas logo o sujeito irá mostrar sua verdadeira face em pleno ar. De roer as unhas.

Viagem ao Inferno

Filmes de terror ganham toda uma nova perspectiva quando sabemos se tratar de uma história real. E quando tais filmes utilizam atores desconhecidos e enfatizam o clima “cru” em sua produção, a proximidade com o realismo é aumentada consideravelmente, ao ponto de acharmos que estamos vendo basicamente um documentário de momentos tão tenebrosos. Essa descrição é perfeita para o caso deste Wolf Creek – Viagem ao Inferno, longa que narra os feitos sádicos do psicopata australiano que ficou conhecido como o “Crocodilo Dundee” da vida real, um caçador que espreitava e torturava turistas mochileiros por áreas rurais remotas. É de deixar sem dormir.

Meninamá.com

Toda ação gera uma reação. E todo crime pede punição. Com esta frase em mente, a premissa de Meninamá.com nos faz pensar seriamente sobre a pedofilia, o abuso de menores e suas consequências. Nesta obra instigante, Ellen Page brilha na pele de uma jovem menor de idade, aparentemente atraída por um predador sexual, pronto para dar o bote nela. No entanto, o caçador vira a caça, quando a menina mostra suas verdadeiras intenções, revelando ser uma auto clamada justiceira, dona de um ímpeto igualmente perigoso. Fazer justiça com as próprias mãos nunca foi apresentado no cinema de forma mais intensa e questionadora.

Rejeitados pelo Diabo

Rob Zombie, músico transformado em cineasta, é um destes realizadores do estilo ame ou odeie. Veja por exemplo o que o diretor fez com os remakes de Halloween – uns gostaram do resultado, outros não podem nem ouvir falar. Particularmente, este que vos fala se enquadra no segundo quesito. Artista autoral, Zombie escreve suas próprias histórias e as comanda com seu estilo único e peculiar. Voltando 15 anos no passado, Zombie entregava seu segundo longa para o cinema (num total de 7, sendo As Senhoras de Salem o único que de fato aprecio) com este Rejeitados pelo Diabo – espécie de continuação de seu primeiro filme, A Casa dos 1000 Corpos (2003). O filme acompanha uma família de psicopatas no melhor estilo O Massacre da Serra Elétrica, da qual faz parte a angelical, mas incrivelmente perturbada e sádica, Baby – papel da sempre presente esposa do cineasta, Sheri Moon Zombie. A trilogia chegou ao fim em 2019 com Os 3 Infernais.

Doom: A Porta do Inferno

Continuando pelo quesito “inferno”, chegamos ao último item da lista com esta adaptação do famoso game que é precursor na linha de visão em primeira pessoa. Doom foi uma verdadeira febre para os fãs de videogames. O filme, porém, amargou o destino que a maioria destas adaptações tem. Dando respaldo ao projeto, um nome em ascensão no cinema há 15 anos, o hoje consagrado maior herói de ação Dwayne Johnson. O astro, no entanto, não opta pelo protagonista Grimm (papel que fica com o multifacetado Karl Urban), e ao invés interpreta Sarge, líder durão da equipe que tem seus próprios demônios a enfrentar. No elenco ainda temos a Garota Exemplar em pessoa, Rosamund Pike, como a protagonista feminina. Na trama, passada no futuro, militares são chamados às pressas para investigar uma base científica em Marte, que talvez tenha aberto um portal diretamente para o inferno.

Amaldiçoados | Os 15 Anos do Filme FRACASSO de Wes Craven e Kevin Williamson

Quando pensamos na união da dupla Wes Craven e Kevin Williamson, a primeira coisa que nos vem à mente é a franquia Pânico. No entanto, nove anos depois do filme original, os cineastas voltaram a se reunir para dar sua visão a um universo jovem, desta vez em torno da mitologia do lobisomem. Com a confirmação de um novo filme do monstro peludo (já em fase de pré-produção) pelas mãos da Universal Pictures, dando continuidade ao sucesso de O Homem Invisível (2020), criado pelo mesmo Leigh Whannell e com o astro Ryan Gosling no papel principal, esta é uma boa oportunidade para revisitarmos um filme de mesmo tema – criado por dois mestres do terror – que está completando 15 anos em 2020.

Amaldiçoados (Cursed) foi lançado no dia 25 de fevereiro de 2005 nos EUA (sem uma exibição para a imprensa – o que nunca é um bom sinal), chegando em nosso país cinco meses depois, no dia 15 de julho de 2005. O diretor Wes Craven, é claro, se tornou uma lenda no gênero ao entregar em 1984, A Hora do Pesadelo – um dos filmes de terror mais famosos de todos os tempos, e que gerou uma franquia de nada menos que nove filmes. Andando meio mal das pernas em meados da década de 1990, ele daria a volta por cima, reinventando o cinema slasher para toda uma geração ao dirigir o roteiro de um novato no ramo em seu primeiro texto para o cinema – o escritor Kevin Williamson. É claro que falamos do sucesso Pânico (1996).

A dupla se reencontrou para a sequência Pânico 2 (1997) um ano depois, e a esta altura Williamson já era tido como o novo Midas do terror adolescente, entregando roteiros para Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Prova Final (numa parceria com Robert Rodriguez) e até se arriscando na direção com Tentação Fatal. Além, é claro, de criar seu próprio programa na TV: Dawson’s Creek (1998-2003), fenômeno juvenil que exportou talentos como Katie Holmes e principalmente Michelle Williams. Muitos podem não saber, mas o roteirista também foi responsável pela criação de seriados de sucesso depois do drama coming of age citado, como Diários de um Vampiro (The Vampire Diaries), que durou oito temporadas; e The Following, protagonizada por Kevin Bacon.

Devido a uma agenda cheia (segundo afirma o roteirista), Williamson ficou de fora de Pânico 3 (2000) – o elo mais fraco da “quadrilogia” – com texto assinado por Ehren Kruger. Assim, por quase dez anos sem trabalhar juntos, os colegas estavam sentindo saudade da parceria e resolveram arquitetar um projeto para reatar os laços. Tudo, é claro, capitaneado pela mesma Dimension Films (braço da Miramax, estúdio dos irmãos Weinstein, para lançar obras de terror e ficção). Os planos originais eram para uma franquia, nos moldes de Scream. Assim nascia o problemático Amaldiçoados (cujo título faz alusão à maldição da besta, tirado do clássico O Lobisomem, 1941), obra que pretendia ser tão esperta quanto à parceria anterior da dupla, trazendo o tema para a Los Angeles moderna, e fazendo para os filmes de lobisomem o que seu primeiro trabalho fez para os slasher de assassinos mascarados.

Existe muito para saber antes de crucificarmos o resultado final, que, diga-se de passagem, é uma bagunça completa. O filme viveu para se tornar um fracasso, um dos maiores nas carreiras de ambos Wes Craven e Kevin Williamson, além de todos os outros envolvidos. Dono de 17% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, o longa contou com um orçamento de US$38 milhões (o qual segundo as más línguas ultrapassou os US$40 milhões) e viu de volta apenas US$19 milhões nos EUA – e mais US$10 milhões ao redor do mundo.

O que vemos em tela no produto final é um whodunit (no estilo Pânico) com lobisomens, onde a pergunta é quem dentre os jovens personagens é a verdadeira identidade da besta espreitando e dilacerando suas vítimas. A trama gira em torno de um acidente de carros na famosa estrada Mulholland Drive, onde uma criatura mitológica fere dois irmãos, aos poucos transformando-os em seres semelhantes. A “Sidney” da vez é Ellie, personagem de uma Christina Ricci (Família Addams) sem qualquer energia. Seu irmão caçula Jimmy é vivido por Jesse Eisenberg – já exibindo muitos de seus maneirismos e carisma nerd em um de seus primeiros papeis de destaque no cinema. Sua subtrama, aliás, tem muito de O Garoto do Futuro (1985), clássico 80’s com Michael J. Fox, já que de nerd retraído e impopular ele se torna a sensação do colégio, até mesmo conquistando a garota de seus sonhos, após ir se transformando num lobisomem.

A trama se divide em duas, com dois núcleos que se cruzam ao final. Temos o núcleo do high school de Jimmy, com a paquera Kristina Anapau (True Blood) e o valentão Milo Ventimiglia (o filho de Rocky Balboa nos últimos filmes); e o núcleo adulto, com Ricci nos bastidores de um talk show, onde se encontram a irritante colega de trabalho (Judy Greer, a filha de Jamie Lee Curtis no reboot de Halloween) e o namorado (Joshua Jackson, da citada Dawson’s Creek). Temos ainda as participações da cantora Mya (sensação no início dos anos 2000, sendo parte do quarteto da chiclete Lady Marmalade – que embalou a superprodução Moulin Rouge) e de Portia de Rossi (esposa da apresentadora Ellen DeGeneres) como uma vidente que prevê a tragédia toda. As semelhanças com a fórmula de Pânico continuam com uma primeira vítima famosa (Shannon Elizabeth, de American Pie e 13 Fantasmas), a suspeita do envolvimento do namorado, cameos com tiração de sarro (aqui com o ator Scott Baio e o apresentador Craig Killborn interpretando eles mesmos) e o uso de humor – que nunca acerta a nota, se tornando não intencional.

Alguns envolvidos, como a atriz Judy Greer e o próprio diretor Wes Craven, por exemplo, se pronunciaram sobre a produção ao longo destes 15 anos. Greer diz ter se divertido muito durante as filmagens e afirmou, durante uma entrevista em 2014, não entender como o longa pôde ter saído tanto dos trilhos. Segundo ela, o roteiro era engraçado e eles filmaram material suficiente para uns três filmes. Já o saudoso mestre Craven, falecido em 2015, relembrava de sua experiência no filme com pesar. O diretor revelou ter perdido dois anos e meio de sua vida com um filme que não saiu como foi pensado, devido à interferência do estúdio – nesse período deixando outros projetos de lado em nome do dinheiro (segundo Craven, os Weinstein pagaram o dobro do salário do diretor para que ele permanecesse no projeto, e isso custou um preço alto à sua carreira – depois de Amaldiçoados, o cineasta lançou apenas mais três filmes).

Amaldiçoados sofreu um embargo de mais de um ano para ser lançado (o projeto teve início em 2000 e a produção começou em 2003), e quando finalmente chegou às salas nos EUA, o apresentador Craig Killborn (parte da trama, já que a protagonista trabalha em seu programa) já havia sido substituído por Craig Ferguson no Talk Show The Late Late Show. Ou seja, mais um tiro no pé da produção. O motivo do atraso foi a exigência do poderoso chefão Harvey Weinstein para que o roteiro fosse reescrito e mais da metade do filme fosse regravado – uma prática comum dos Weinstein, segundo relatos. Os produtores queriam um filme nos moldes do sucesso Pânico, daí o resultado final com inúmeras semelhanças, como o desfecho com o namorado da protagonista.

Craven e o editor Patrick Lussier (Drácula 2000, Dia dos Namorados Macabro 3D e Fúria Sobre Rodas) tiveram que se virar nos trinta, e entregar praticamente um filme novo. O fato causou a debandada de parte do elenco, e outros tantos foram sumariamente limados do corte final, uma manobra bem no estilo de Terrence Malick. Gente como Heather Langenkamp (a Nancy de A Hora do Pesadelo), Scott Foley (Pânico 3), Omar Epps (Pânico 2), Robert Forster (Jackie Brown) e Corey Feldman (Os Garotos Perdidos) terminaram junto de suas cenas no chão da sala de edição. Já outros como Skeet Ulrich (o Billy Loomis de Pânico), que seria um dos protagonistas e o namorado original, e Mandy Moore, pediram para sair, sendo substituídos por Joshua Jackson e Mya respectivamente.

Ao menos, em todas as versões e alterações, o crédito do roteiro sempre foi de Kevin Williamson. Mas será que isso é uma coisa boa? Afinal, a edição pode picotar o seu texto e aqui foi exatamente isso que aconteceu através dos mandos e desmandos dos Weinstein. Cenas desconexas, como a abertura na qual a personagem de Mya simplesmente desaparece deixando a amiga Shannon Elizabeth sozinha à noite na praia, já haviam sido filmadas com outro contexto e inseridas em outra parte da estrutura narrativa. Essa, por exemplo, era uma cena que ocorreria mais para frente no filme, e era um momento protagonizado entre Elizabeth e Skeet Ulrich (cena filmada inclusive), onde a personagem chama por Vince, depois dublada como “Jenny”. Tudo isso faz de Amaldiçoados, embora sendo um filme sobre lobisomens, uma produção verdadeiramente Frankenstein, na qual muito não se encaixa em sua curta projeção de 90 minutos.

Até mesmo os efeitos práticos da criatura peluda originalmente tinham a mão de Rick Baker, uma sumidade no tópico tendo levado os Oscar de maquiagem pelo clássico Um Lobisomem Americano em Londres e pelo remake O Lobisomem (2010) – além de uma carreira com mais 5 estatuetas da Academia. Com as refilmagens, Baker saiu, sendo substituído pela empresa KNB. Os Weinstein não gostaram nada dos efeitos práticos criados pela companhia (que convenhamos, são bem capengas), ordenando que fossem quase todos substituídos por CGI (os efeitos de computadores) – que melhoram a coisa um pouquinho. O editor Patrick Lussier inclusive afirmou que ainda possui as três edições filmadas, a versão bruta ainda sem cortes com o elenco original completamente diferente, o desfecho original, cenas mais violentas e com muito mais gore em sua totalidade, e inclusive os efeitos práticos de lobisomem criados por Rick Baker. Apesar dos fãs de Craven exigirem tal versão, os proprietários dos direitos pouco se mexem para realizar essa vontade. Onde está um #releasethecravencut de Amaldiçoados quando precisamos dele?