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Netflix lança uma das MELHORES séries dos últimos anos…

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica de uma das melhores séries já lançadas pela Netflix.

Assista:

Como se não bastasse o aclame mundial por parte da crítica, O Gambito da Rainha também se tornou um sucesso comercial inenarrável – e, segundo a própria Netflix, a minissérie alcançou o patamar da mais vista da plataforma.

As informações indicam que a produção foi assistida por nada menos que 62 milhões de usuários em apenas 28 dias.

A série é baseada no romance homônimo de Walter Trevis, lançado em 1983, e já está disponível na plataforma de streaming.

O que fazer quando tudo o que resta é a vitória? ‘O Gambito da Rainha‘ retrata a ascensão de uma jovem prodígio do xadrez, do orfanato à fama. Mas a genialidade tem seu preço.

Anya Taylor-Joy (Os Novos MutantesFragmentado) estrela a produção. Bill CampMarielle HellerThomas Brodie-SangsterMoses IngramHarry Melling e outros completam o elenco.

POLÊMICA! Leitores acusam editora brasileira de homofobia e de embranquecer personagens!

O mercado editorial brasileiro foi agitado nos últimos dias por conta de uma thread no Twitter envolvendo leitores de diversas partes do Brasil e um dos maiores grupos editoriais do país, o Grupo Record, que este ano completa 80 anos de existência. Na mesma semana em que a editora recebeu algumas estatuetas do mais importante prêmio literário do país – o Prêmio Jabuti–, na internet uma treta se desenrolava, e acabou ganhando repercussão internacional.

Tudo começou, na verdade, em uma outra thread na mesma rede social, em que leitores estavam (novamente) debatendo sobre a autorização e a legalidade da pirataria de livros. Então, uma das editoras do selo Galera Record – selo jovem adulto do grupo editorial, responsável pela publicação de enormes best-sellers mundiais que já até viraram ou vão virar séries e filmes, como Eoin Colfer (‘Artemis Fowl’), David Levithan (‘Dash & Lily’), Cassandra Clare (‘Cidade dos Ossos’), dentre outros – resolveu se manifestar, dizendo que não iria comentar nada e que estava apenas acompanhando tudo quietinha. Mas então, um seguidor deu uma resposta pesada, em que comparava os leitores que pirateiam livros a criminosos, como racistas e estupradores, dizendo que “todo criminoso tem uma justificativa, né. O estuprador não queria estuprar. O racista não queria matar. O ladrão não tem dinheiro para comprar. Se tem crime tem alguém passando pano”. A coisa toda poderia ter parado aí, com esse comentário sem-noção do seguidor feito no perfil pessoal da editora Rafaella Machado, da Galera Record, porém Rafaella resolveu se manifestar, e respondeu “pirataria culposa kkkk”, fazendo analogia ao julgamento do empresário André Camargo, que alegou “estupro culposo” na acusação feita pela blogueira Mariana Ferrer. O tweet foi apagado mais tarde do mesmo dia.

Foi o que bastou para que os leitores – que já andavam insatisfeitos com a qualidade dos livros produzidos pelo selo – jogassem a coisa toda no ventilador. Pior ainda: na internet.

Mas há um detalhe importante nessa história: Rafaella Machado, além de editora do selo Galera Record, é também uma das donas e herdeiras do Grupo Editorial Record.

Os leitores, então, se uniram numa thread sem fim no Twitter e resolveram traduzir suas reclamações para o inglês e postar tudo nas redes sociais, pedindo para que as pessoas retuitassem até que a thread chegasse aos “ouvidos” de seus autores favoritos. A lista de reclamações engloba desde defeitos de fabricação (livros com páginas faltando, capítulos duplicados, páginas mal cortadas ou sobrando papel, etc); a erros de editoração e diagramação (sumiço de travessões que deixa espaço entre as palavras, etc); a erros de revisão (palavras impressas em não concordância ao VOLP – vocabulário ortográfico da língua portuguesa); e o mais grave: erros de tradução. A treta inteira pode ser lida aqui:
https://twitter.com/bryceathalr/status/1332021977599647745


Especificamente sobre os tais erros de tradução, a coisa fica um pouco mais séria, podendo ser interpretada até como racismo e homofobia. Os leitores dão exemplos comparando o mesmo livro lado a lado, em inglês e em português, em que no original em inglês do livro de fantasia ‘Cidade da Lua Crescente’, da escritora Sarah J. Maas pode ser lido “But it didn’t stop her from sneaking away for a good twenty minutes with a broad-chested Fae male who took in the dark brown skin, the exquisite face and curling black hair”, mas em português se tornou “Mas aquilo não a impediu de sair furtivamente com um musculoso macho feérico, que se encantou por sua pele cor de caramelo, o rosto primoroso, o encaracolado cabelo negro”. Embora “dark brown skin” devesse ser traduzido como “pele marrom escura”, o livro publicado optou pela alternativa “cor de caramelo”, embranquecendo, assim, o tom de pele da personagem.

Para entender melhor como funciona o processo de edição, ainda que o tradutor do livro tenha usado esse termo no seu arquivo traduzido, o texto ainda passa por pelo menos um revisor (às vezes três), cuja função é justamente observar se os termos escolhidos correspondem na língua original, se a ortografia está correta, se há erros de digitação etc. Depois da revisão, o texto final deveria passar para o editor chefe, que deveria ler o arquivo final para publicação, e, dando o seu ok (mediante a publicação), o editor se responsabiliza, dessa forma, pelo produto enviado ao mercado. O que acontece na prática, em muitas editoras, é que o tradutor tem um prazo mínimo para traduzir (sempre pra ontem, quase nunca dá para reler o que se faz), o revisor apenas passa o olho, confiando na competência do tradutor, e o editor quase nunca consegue ler o livro antes de ser publicado. E os prazos de produção vão ficando cada vez mais curtos, pois os fãs querem os lançamentos na mesma época que os livros são lançados no exterior, e, para minimizar as chances de pirataria, as editoras acabam encurtando o tempo de produção editorial – o que, por consequência, aumenta as possibilidades de erros na impressão, afinal, a pressa é a inimiga da perfeição.

Em outro caso, uma leitora aponta o fato de em outro livro – da franquia ‘Os Instrumentos Mortais’, de Cassandra Clare, que já veio ao Brasil na Bienal do Livro de São Paulo, trazida pela própria editora Record em parceria com o evento – um vampiro de nome Raphael tem sua sexualidade trocada – de assexual para hétero. No original, lê-se “I’m not gay’, said Raphael. ‘I’m not straight. I’m not interested” e no livro em português o leitor encontra “Eu não sou gay – falou Raphael. – Sou hétero. Não estou interessado”. Se a omissão do vocábulo “não” na tradução final foi um erro ou escolha, não se sabe, mas a não inclusão dessa palavra no livro transformou todo o sentido do texto para os fãs.

A lista de queixa dos leitores, feita toda em inglês, ganhou tanta força que já na quinta-feira alguns autores começaram a se manifestar nas redes sociais, como Angie Thomas (‘O Ódio Que Você Semeia’) e Colleen Hoover (‘É Assim Que Acaba’), e, embora fosse feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, disseram estar desapontadas com a qualidade dos livros oferecidos pela editora e que iam entrar em contato com seus agentes para tomar as decisões cabíveis, agradecendo aos leitores por alertá-las sobre o ocorrido.

Ao longo dos dois dias seguintes, a thread só ganhou mais força no meio editorial, ao ponto de nesse sábado a própria Galera Record se manifestar no Twitter, dizendo-se aberta às alegações dos leitores e pedindo desculpas pela postura da editora em seu perfil pessoal. Além disso, a editora anunciou que enviou a tradução de ‘Cidade da Lua Crescente’ para uma leitura sensível por uma especialista (leitura sensível é quando o texto é submetido a alguém que tem experiência de vida ou social em um determinado tema, para saber se os termos, opiniões ou episódios narrados em um texto condizem com a realidade ou se ofendem a um determinado grupo social) e que a partir de agora não só irá submeter todas as suas traduções a leituras sensíveis de especialistas, como também irá rever traduções de edições antigas. A declaração inteira pode ser lida aqui: https://twitter.com/galerarecord/status/1332716181237665792?s=19

Embora esse feedback da editora Galera Record ter sido autoconsciente e maduro – afinal, estamos todos em processo de aprendizagem e mudança, e o papel de uma editora é, acima de tudo, formar leitores – não se sabe ainda o tamanho do impacto que essa tread terá não só na publicação desses best-sellers no Brasil, mas no meio editorial como um todo, uma vez que o selo é responsável pela publicação da maioria dos livros de literatura jovem e jovem-adulta do país.

‘Contágio’ | Filme sobre pandemia é mais atual do que há 9 anos

O Dom da Premonição

O Coronavírus é uma preocupação global. Além do home office para muitos, as pessoas têm como uma das distrações assistir a filmes e séries das mais variadas formas. E uma curiosidade ocorreu logo no início do surto, lá quando ninguém imaginava a proporção que tomaria: o filme Contágio (2011), de Steven Soderbergh, voltou ao topo como um dos mais vistos na plataforma iTunes.

Ironicamente, o filme fez sua estreia mundial no Festival de Veneza, na Itália, no dia 3 de setembro de 2011. Nos EUA, o longa estreava seis dias depois. No Brasil, a primeira exibição foi durante o Festival do Rio, em 6 de outubro do mesmo ano, e a estreia em circuito ocorreu no dia 28 do mesmo mês.

Assim como havia feito em Traffic (2000) – filme vencedor de 4 Oscar -, Steven Soderbergh aborda um problema bem real, focando em diferentes subtramas que descortinam novos olhares sobre o tema. Ao invés das drogas ilícitas, o foco é uma pandemia mundial. Soderbergh é um dos cineastas norte-americanos mais prestigiados da história da sétima arte. Oriundo do cinema independente, logo em seu primeiro longa, viu seu nome se tornar sinônimo de sucesso com Sexo, Mentiras e Videotape (1989), saindo com a indicação ao Oscar de melhor roteiro original. Depois disso, recebeu uma honraria dividida apenas com o icônico Michael Curtiz (Casablanca) em toda a história dos prêmios da Academia (datando de 1929); foi indicado como melhor diretor duas vezes no mesmo ano: por Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento e Traffic, ambos de 2000. E o único a vencer por uma das duas (Traffic), já que Curtiz saiu de mãos abanando da dupla indicação por Anjos de Cara Suja e Quatro Filhas, ambos de 1938.

Contágio é tido por especialistas como uma das superproduções Hollywoodianas mais precisas sobre a ciência do assunto que retrata. Ou talvez a mais precisa. Um dos colaboradores da equipe, o Dr. Ian Lipkin, professor de epidemiologia da Universidade de Columbia, disse que o vírus no filme foi baseado em algumas características do vírus Nipah, originário da Malásia na década de 1990, que era passado de porcos para os fazendeiros. Um artigo na revista New Scientist afirma que “É difícil encontrar superproduções investidas no realismo da ciência como Contágio. Apesar de não ser infalível, afinal não se trata de um documentário, Contágio checa bem seus dados e fatos de forma rara. Poucas produções retratam de forma tão realística o processo da ciência, em ambos o sucesso e as frustrações. Isso faz de Contágio algo único”.

É perturbador assistir a Contágio hoje, no meio do furacão do Coronavírus. É ver de forma premonitória há 9 anos, exatamente o que estamos vivendo hoje. O filme vai até mais longe, e mostra as consequências de uma epidemia difícil de ser contida e reflexo social de uma população assustada e paranoica. Os efeitos negativos que isso causaria.

Na trama, assim como na realidade, o vírus sai da China, e é levado aos EUA através da personagem de Gwyneth Paltrow (vencedora do Oscar por Shakespeare Apaixonado, 1999) – insira sua piada aqui. O papel, aliás, quase ficou nas mãos de outra vencedora do Oscar, Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante, 2002). Contágio é repleto de astros participando das subtramas, muitos não dividindo a cena, mas dando o peso e credibilidade a este drama desesperador. São cinco vencedores do Oscar, além de Paltrow e o diretor Soderbergh, Matt Damon (Gênio Indomável), Kate Winslet (O Leitor) e Marion Cotillard (Piaf); e outros cinco indicados: Laurence Fishburne (Tina), Elliott Gould (Bob, Carol, Ted & Alice), John Hawkes (Inverno da Alma), Jude Law (O Talentoso Ripley e Cold Mountain) e Bryan Cranston (Trumbo).

Por falar em O Talentoso Ripley (1999), Contágio marca a reunião no elenco dos três protagonistas de tal suspense, com Damon, Law e Paltrow, apesar de pouco ou quase nada contracenarem aqui. Não existe um protagonista definido no filme, este é o que podemos chamar de ensemble cast – um elenco onde todos são peças importantes para a construção da narrativa. O personagem de Damon, por exemplo, representa a visão do homem comum que se encontra no meio do turbilhão e serve como nossos olhos perante a um evento desta magnitude. Ele faz o que pode para poupar a vida da filha adolescente, mesmo que esta não compreenda totalmente a dimensão, após ter perdido a esposa e o filho pequeno.

Law é tratado como o vilão do filme – um jornalista especializado em desmascarar conspirações governamentais e as expor ao público. Assim como o caso de Edward Snowden, este tipo de comportamento era muito visto como problemático pelos americanos, ou talvez ainda seja. O principal elemento negativo desta ação é despertar o pânico demasiado e por vezes desnecessário na população, coisa que os governos tratam com precaução. Afinal, não existe nada mais agravante do que uma massa descontrolada de pessoas ignorantes. O filme ainda mostra Law como uma espécie de celebridade da internet, com um público de “2 milhões de visitantes diários” como seu personagem afirma diversas vezes, que não consegue vender seus artigos para um “jornal sério” e termina por pregar a “desinformação”. Um estereotipo que cresceu muito ao longo destes quase dez anos, e talvez tenha sido mais abraçado hoje.

O personagem mais íntegro e heroico do filme é provavelmente o médico vivido por Laurence Fishburne. Apesar de privilegiar a esposa com a cura (Sanaa Lathan), ele igualmente a leva para o filho do faxineiro de seu consultório (John Hawkes). Fechando o elenco principal, Kate Winslet filmou suas cenas em 10 dias, no papel de uma especialista em infecção, que é designada com a ingrata tarefa de ser uma agente de campo. Seu destino é um dos mais cruéis e o desfecho de sua personagem é assombroso, a la Laura Palmer na série Twin Peaks – dentro de um saco plástico. Já a médica de Marion Cotillard, membro da Associação Mundial, termina sequestrada na China e negociada em troca de vacinas para um vilarejo, uma boa causa na qual a própria se vê desnorteada pelo resultado.

Como dito pelos especialistas, Contágio não é idêntico a nada que vivemos, estamos vivendo ou viveremos (assim esperamos). O vírus no filme, embora seja transmitido através do contato e do ar, é letal para todos e não somente aos idosos e grupos de risco. Uma vez infectados, também faz suas vítimas em poucos dias, ou horas, dependendo da gravidade. Com estas diferenças cruciais, o filme de Steven Soderbergh se torna um assustador, porém, muito necessário conto cautelar e um alerta preventivo que merece atenção. Afinal, sabemos que a realidade sobressai à ficção a cada novo dia. Infelizmente.

10 Filmes da Netflix Que NÃO Valem o Seu Precioso Tempo

Nos últimos meses, aumentou o consumo por filmes e séries nas plataformas de streaming. Mas isso não significa que queremos consumir qualqueeeer coisa, né?

Queremos filmes bons, que nos prendam, seja o gênero que for. Porém, tem muito filme que é pior que lavar saco de arroz, por isso nós do CinePOP listamos aqui 10 filmes da Netflix que não valem o seu tempo.

10 – Estranhos em Casa

O longa franco-belga foi lançado pela Netflix em abril, mas de legal mesmo só o título em português. Com a desculpa de ser um thriller, o diretor Olivier Abbou retratou as inseguranças masculinas através do personagem Paul (Adama Niane), que tem que recuperar sua casa depois de tê-la deixado aos cuidados da babá da família, que, por sua vez, se apropriou do imóvel. Em vez de suspense, temos uma busca pela autoestima do protagonista.

9 – Um Corpo Desaparecido

O filme indiano de suspense é um desses exemplos que a gente não consegue passar nem dos primeiros dez minutos de exibição. Começa com um investigador que é chamado para interrogar o vigia noturno de um necrotério, que alega que o corpo de uma mulher saiu andando no meio da noite e ele tem medo de mortos – sendo que ele trabalha no necrotério!

8 – Mistério no Mediterrâneo

Não dá para fazer uma lista dessas sem incluir um filme do Adam Sandler, né? ‘Mistério no Mediterrâneo’ é uma comédia-suspense forçadíssima, que não sustenta sua proposta. Só que tem um elenco de peso, com Adam Sandler e Jennifer Aniston, e todo mundo assistiu, por isso a sequência já está confirmada, então, lá vem filme forçado parte 2.

7 – Eli

O trailer desse filme de terror é melhor do que sua uma hora e trinta e oito minutos de duração. Eli é um menino que tem uma dessas doenças incuráveis e que, portanto, precisa ficar isolado numa bolha, até que os pais decidem submetê-lo a um experimento caseiro em uma mansão amaldiçoada com uma curandeira não certificada. É isso.

6 – Mentiras Perigosas

Mais um suspense que abusa da suspensão da crença. Estreado no fim de abril, o longa conta a história de um casal que está à beira da falência, mas então Katie (Camila Mendes) recebe a herança generosa de um idoso rico de quem cuidava, e aí começam todos os problemas. Ai ai…

5 – O Silêncio do Pântano

Quase todo mundo que assistiu a ‘O Silêncio do Pântano’ só o fez por causa do Berlim de ‘La Casa de Papel’, interpretado por Pedro Alonso. Mas a verdade é que nem o Berlim salvou o filme, até porque Pedro Alonso passa boa parte do longa sem falar nada e só fazendo carão. Eu hein.

4 – Notas de Rebeldia

Embora tenha o elenco principal todo composto por atores negros (o que é um ponto extremamente positivo), o drama ‘Notas de Rebeldia não condiz nem com seu título, afinal, a dita rebeldia não se revela como tal. O longa termina como começa, sem apresentar grandes aprendizados ao protagonista.

3 – A Marca do Demônio

Esse terror mexicano é tão ruim, mas tão ruim, que resta ao espectador apenas rir do que está vendo. Apesar disso, a intenção do filme é se levar a sério, e por isso se torna um longa que não vale o investimento do seu tempo. Parece um novelão.

2 – Sierra Burgess é uma Loser

Apesar de contar com uma atriz do elenco de ‘Stranger Things, o filme começa com uma proposta e depois não segue com o combinado. Na tentativa de se empoderar, Sierra (Shannon Purser) engana as pessoas, e no final fica por isso mesmo.

1 – Cascavel

A única vantagem desse suspense da Netflix é que ele teve baixo orçamento, e, portanto, sua realização é uma vitória. Katrina (Carmen Ejogo) é uma mulher que está viajando de carro com a filha quando, numa parada no meio da estrada, a filha é picada pela tal cascavel. Para salvá-la, Katrina precisa matar alguém cuja vida seja deplorável. Enfim…

 

Homem-Aranha | 10 curiosidades sobre o Amigão da Vizinhança

Nascido em 10 de agosto de 1962, na edição número 15 da revista Amazing Fantasy, o Homem-Aranha se tornou um sucesso estrondoso nos Estados Unidos e não demorou para se tornar um fenômeno mundial. Contando a história do jovem Peter Parker, um garoto excluído que ganha poderes ao ser picado por uma aranha irradiada, aquela trama experimental foi o início de uma mitologia fantástica! Desde então, os quadrinhos estabeleceram que a data 10 de agosto seria a comemoração do aniversário do garoto. Em comemoração ao 58º aniversário do herói, o CinePOP selecionou dez curiosidades sobre a vida do Homem-Aranha. Confira!

 

Muitas versões

Conforme foi mostrado em Homem-Aranha No Aranhaverso, existem várias versões diferentes do herói habitando o multiverso. E isso não é diferente nos quadrinhos. Além dos famosos Aranha Escarlate, Homem-Aranha 2099, Gwen-Aranha, Porco-Aranha, Homem-Aranha Noir e afins, o teioso tem versões menos conhecidas, como o Homem-Aranha Indiano (Pavitr Prabhakar), Homem-Aranha do Mangaverso e até mesmo o Macaco-Aranha, do Universo Marvel Apes.

 

Torcedor dos Mets

Desde pequeno, o Tio Ben levava o Peter para o Shea Stadium, estádio que foi demolido em 2009, para ver os jogos dos New York Mets. Quem acompanha basebol sabe que os Mets não são conhecidos pelas vitórias, e isso foi uma das coisas que atraíram Peter. Porém, houve um ano que o Tio Ben o convidou para ir ao jogo e Peter, revoltado, discutiu com o tio e se recusou a ir ao Shea Stadium. Os Mets curiosamente ganharam esse jogo e, três dias depois, o Tio Ben foi assassinado. Desde então, Peter assiste a pelo menos um jogo dos Mets por ano para honrar e relembrar os momentos que teve com o tio.

 

Os filmes existem nos quadrinhos

Sucesso nos anos 2000, a trilogia Homem-Aranha, de Sam Raimi, aparece nas HQs. Em Ultimate Homem-Aranha #54, o Homem-Aranha enfrenta o Doutor Octopus e acaba tendo um encontro com Sam Raimi e Tobey Maguire, diretor e ator principal do inédito filme do Homem-Aranha. O produtor Avi Arad também aparece. A história ajudou na promoção de Homem-Aranha 2.

 

O filme influenciou a HQ

Um dos pontos controversos entre os fãs do Homem-Aranha é a teia orgânica que o Aranha de Sam Raimi dispara. Nos quadrinhos, historicamente, o herói fazia suas próprias teias com uma fórmula química que ele inventou e as disparava com os icônicos lançadores de teia. Porém, o sucesso do filme foi tão grande que a Marvel decidiu trazer a teia orgânica para os quadrinhos. O problema é que fizeram isso do jeito mais bizarro possível. Em O Espetacular Homem-Aranha #15, de 2004, Peter é beijado pela vilã “Rainha” e começa a sofrer mutações. Ele vira uma aranha gigante até “parir” uma nova versão de seu corpo humano, agora com o novo poder.

 

Ele tem religião

Apesar de nunca ficar 100% explícito, a versão regular do Homem-Aranha dos quadrinhos é protestante, a religião mais comum nos EUA. No entanto, em Homem-Aranha no Aranhaverso, é revelado que Peter B. Parker (o Peter gordinho e frustrado) é judeu, religião bem comum no Queens.

 

Conheceu Barack Obama

Em O Espetacular Homem-Aranha #583, o Homem-Aranha se encontra com ninguém menos que o primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama. A edição foi um fenômeno e passou alguns anos como a HQ mais vendida do século XXI. Na história, o presidente americano diz ser um grande fã do herói. Atualmente, a revista é  a quarta mais vendida do século XXI, com mais de 530 mil exemplares vendidos.

 

Viajante Interdimensional

Antes da unificação dos universos dos quadrinhos, Peter Parker (da Terra 616, o regular dos quadrinhos) encontrou Miles Morales (Ultimate) em uma saga chamada Homens-Aranha. Ela é bem divertida e mostra Peter como um mentor para um surpreso Miles Morales, já que o Peter do seu universo havia morrido.

 

Zumbi consciente

Na controversa saga Zumbis Marvel, os heróis mais famosos da Terra se tornaram zumbis, cometendo atrocidades em um apanhado de muito sangue e violência.

Na trama, Peter Parker se transforma em um zumbi e, dentre as bizarrices que ele acaba cometendo, a pior delas é acabar comendo Mary Jane, o amor de sua vida, e a amada Tia May. Mesmo zumbificado, as memórias dele devorando quem amava o atormentavam, o incentivando a pesquisar uma cura para o vírus zumbi. Ele se sacrifica no processo, mostrando que, mesmo depois de morto, grandes poderes trazem grandes responsabilidades.

A imagem recriando a capa do Casamento do Homem-Aranha com Peter zumbi e a Mary Jane com o vestido de casamento ensanguentado ficou bastante popular na época do lançamento.

 

Ele já foi morto a sangue frio

Na saga Deadpool Mata o Universo Marvel, que não consta na cronologia oficial da Marvel, o Mercenário Tagarela é tomado por uma das vozes em sua cabeça e se torna um assassino focado em destruir o Universo Marvel. Ele vai atrás dos heróis um por um, matando-os da forma mais criativa possível. Porém, sua primeira vítima é assassinada da maneira mais fria possível. Ele caça o Homem-Aranha, seu ídolo, no centro de Nova York e dá um tiro na cabeça de Peter Parker em frente ao povo. É um momento bastante tenso.

 

Sem o pai

Homem-Aranha: Longe de Casa (2019) foi o filme que encerrou a Saga do Infinito no Universo Cinematográfico Marvel. Além de fechar com chave de ouro, o filme é o primeiro do UCM a não contar com uma participação de Stan Lee, quadrinista responsável pela criação de grandes ícones dos quadrinhos da Marvel e presença certa nos filme. Stan faleceu em 2018, deixando ainda mais duas participações gravadas, que foram mostradas em Capitã Marvel e Vingadores: Ultimato.

Scott Derrickson vai dirigir a sequência de ‘Labirinto – A Magia do Tempo’

No começo do ano, o diretor Fede Alvarez anunciou seu afastamento da sequência do clássico ‘Labirinto – A Magia do Tempo’. Felizmente, parece que o comando do projeto foi colocado em mãos bastante competentes: Scott Derrickson.

Segundo o Deadline, o cineasta por trás do sucesso Doutor Estranho aceitou ficar responsável pela continuação do longa-metragem.

Maggie Levin, roteirista conhecida por Into the DarkMy Valentine, ficará responsável pela nova história.

TriStar Pictures irá supervisionar o filme, que ainda não ganhou muito detalhes acerca de sua produção – exceto pelo fato de que será uma sequência direta da obra de Jim Henson lançada em 1996.

A iteração ainda não tem uma data de estreia definida.

Vale lembrar que Derrickson será o produtor-executivo Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, sequência do longa de 2016. Benedict CumberbatchElizabeth Olsen irão estrelar a produção, que está sendo descrita como um filme de terror e tem lançamento previsto para 25 de março de 2022.

Derrickson também é conhecido por ter assinado o roteiro de O Exorcismo de Emily Rose e comandado o remake O Dia em que a Terra Parou, de 2008.

Crítica | Anya Taylor-Joy brilha na ambiciosa minissérie da Netflix ‘O Gambito da Rainha’

O xadrez é um dos esportes mais antigos da história mundial e, até hoje, é considerado um dos mais difíceis de dominar. Símbolo de autocontrole e uma bela metáfora acerca de conhecer seus oponentes, prever suas jogadas e mergulhar de cabeça na faca de dois gumes que é a propriocepção, o famoso esporte dá a falsa sensação de ser simples, mas vai muito além de um tabuleiro de madeira com 64 casas – ele é, na verdade, um complexo exercício físico-mental de paciência e que requere completa atenção e destreza e que culmina em uma das maiores competições do globo, o Campeonato Mundial de Xadrez (o qual, eventualmente, é o centro gravitacional da mais nova minissérie original da Netflix, O Gambito da Rainha).

Não se deixem enganar – a premissa por trás da produção é bem mais enervante do que parece e até mesmo se afasta de obras que partem da mesma raiz, como o cândido ‘Rainha de Katwe’ e o denso documentário ‘Bobby Fischer contra o Mundo’. Aqui, o foco expande-se para além do embate entre dois adversários distintos, destinando boa parte dos holofotes para a vida da jovem Elizabeth “Beth” Harmon (Anya Taylor-Joy no papel de sua carreira), que perdeu a mãe em um trágico acidente de carro com apenas oito anos e foi transferida para o orfanato de garotas Methuen onde cruzou caminho pela primeira vez com as técnicas do xadrez. Conhecendo todas as jogadas possíveis com a orientação do sagaz zelador Sr. Shaibel (Bill Camp), o qual, por mais ríspido e duro que fosse, serviu como principal tutor para que ela se tornasse um dos nomes mais quentes do esporte em questão.

Baseado no romance homônimo de Walter Tevis, a convincente narrativa nos leva a acreditar piamente que Beth Harmon realmente existiu e que seu nome foi esquecido décadas após suas consecutivas vitórias contra jogadores mais experientes e até mesmo Grandes Mestres, sendo redescoberto em uma época onde o poder da mulher deve ser enaltecido da maneira correta. Entretanto, Beth é apenas uma criação da exímia mente de um romancista apaixonado pelo conturbado universo do enxadrismo, permitindo que seus competentes personagens e seus múltiplos arcos se condensem em uma análise, se não profunda, sólida o suficiente sobre feminismo, questões de gênero e raça e comportamentos autodestrutivos que, quando levados para as telas, engolfam o público em um dinâmico frenesi do começo ao fim. Ademais, os sete longos episódios do show passam em um piscar de olhos, mais pela química irretocável de seu elenco protagonista e pelo cuidado estético de uma aplaudível equipe criativa.

Para levar a história de Beth à plataforma de streaming, a dupla Scott Frank e Allan Scott foi contratada para ficar responsável pelo roteiro – com Frank, conhecido por seu trabalho no aclamado ‘Logan’, tomando posse da cadeira de direção. Apesar de não acertar todos os movimentos, os realizadores tentam ao máximo se afastar das fórmulas coming-of-age de filmes e séries do gênero e fogem das datadas concepções maniqueístas de “bem” e “mal” (algo que parece estagnado dentro do cosmos que é explorado). Seguindo os passos do dêitico livro, Beth começa sua jornada ao dominar a base do xadrez, enfrentando semi-profissionais com apenas nove anos e vencendo a competição local com quinze. Não demora muito para que ela e sua mãe adotiva, Alma (Marielle Heller em uma interpretação adorável), se tornem parceiras de uma carreira repleta de conquistas e de problemas que se escondem entre quatro paredes.

THE QUEEN’S GAMBIT (L to R) ANYA TAYLOR-JOY as BETH HARMON in episode 103 of THE QUEEN’S GAMBIT Cr. PHIL BRAY/NETFLIX © 2020

Segundo o crítico Harold C. Schonberg, a construção arquetípica da protagonista é o que permite que ela insurja como força majestosa e imparável, subestimada por aqueles que se julgam melhores do que ela, como Harry Beltik (Harry Melling), que se torna seu amigo próximo e seu mentor após ser derrotado, ou por aqueles que a diminuem por ser mais nova e por não ter tanto requinte quanto deveria ter, como Benny Watts (Thomas Brodie-Sangster), o qual também se rende a seu charme e se torna um de seus grandes apoiadores, ajudando-a a vencer o campeonato na Rússia. Afinal, essa originalidade é o que realmente define a maestria quase orquestral do enxadrismo, afastando Beth da prepotência objetiva e aliando-a à dedicação de uma santa bíblica, de uma sã louca que deseja ter o mundo a seus pés. Mas nem tudo são flores – e a jovem por vezes se vê entrelaçada na tênue fronteira entre a insanidade e o equilíbrio.

Taylor-Joy poderia ficar horas e horas apenas quebrando a quarta parede cinematográfica ou com o olhar fixado no tabuleiro imóvel, prevendo as jogadas e analisando as infinitas possibilidades de derrotar seu oponente, que nada conseguiria diminuir seu brilho. Amarrando-se à essência individualista estadunidense que a dá impulso para seguir em frente, a atriz, que já havia entregado performances honráveis em ‘A Bruxa’ e em ‘Fragmentado’, humaniza uma persona endeusada e intocável, deixando claro que Beth é um ser humano e é passível de falhas – seja pelo vício em álcool ou em pílulas calmantes, seja por sua frustração desmedida ao perder qualquer partida. Taylor-Joy usa as fragilidades da protagonista a seu favor com sabedoria apaixonante e com carisma que transcende os limites cênicos da produção.

THE QUEEN’S GAMBIT (L to R) ANYA TAYLOR as BETH HARMON in THE QUEEN’S GAMBIT. Cr. CHARLIE GRAY/NETFLIX © 2020

É um fato dizer que O Gambito da Rainha é uma ótima adição ao catálogo da Netflix – talvez um de seus melhores, considerando o pífio amontoado de reciclagens dos últimos anos. Apesar de não estar livre de deslizes óbvios, como a por vezes pedante trilha sonora ou alguns fillers desnecessários que não contribuem em nada para o desenvolvimento da história, a minissérie segue uma clássica estrutura técnico-narrativa que se prova útil o bastante para uma época que exige escapismo e dinamismo.

Pesquisa revela que mais da metade dos usuários da Netflix compartilham suas senhas

Não é segredo que muitos assinantes de plataformas de streaming costumam compartilhar suas senhas com amigos para dividirem a mensalidade sem preocupação.

No entanto, a Netflix deixa claro que compartilhar uma conta com qualquer pessoa que não seja da mesma família é considerado uma violação do contrato do usuário

Por conta disso, o Kill the Cable Bill decidiu fazer uma pesquisa com leitores anônimos nos EUA para saber a porcentagem de usuários que costumam dividir seus dados.

Sem nenhuma surpresa, foi revelado que 52,5% dos assinantes compartilharam suas senhas em um momento ou outro.

Dentro dessa margem, 25,6% disseram que compartilharam suas senhas apenas com familiares, 17,7% compartilham com amigos, e 9,2% com filhos que não moram na mesma casa.

Por outro lado, 47,5% afirmaram nunca compartilharam detalhes de cadastro com outras pessoas.

Além disso, a pesquisa mostra que o aumento de preço da plataforma influenciou 26% dos entrevistados a cancelarem suas assinaturas.

No entanto, 50% dos clientes fieis afirmaram que não pretender abandonar seus planos.

Confira:

“Você já dividiu sua senha da Netflix com alguém que não mora na sua casa?”

“Você pretende cancelar a Netflix após o ajuste de preço?”

 

Crítica | ‘Megan Is Missing’ é uma atrocidade cinematográfica e um ofensivo desserviço social

ALERTA DE GATILHO

O polêmico filme em found-footage ‘Megan Is Missing’ voltou a viralizar nas redes sociais após ganhar palanque no aplicativo TikTok, levando diversas pessoas a assistirem ou reassistirem ao terror psicológico dirigido por Michael Goi. Desenvolvido como uma obra independente ainda em 2006 – com um orçamento à la ‘A Bruxa de Blair’ -, o longa-metragem foi banido de diversos países e acabou sendo adiado para ter uma estreia limitada cinco anos mais tarde, encontrando um backlash forte pelo grafismo explícito, apesar da importante temática trazida à tona, a do perigo dos predadores sexuais e pedófilos na internet.

A história, inspirada livremente na história de Ashley e Amanda, duas jovens de catorze anos que foram abduzidas e encontradas mortas semanas depois do desaparecimento. Ambas foram torturadas sexualmente e alvo de um psicopata, sofrendo por dias antes de serem assassinadas – e, anos depois dos verdadeiros acontecimentos, Goi resolveu trazer sua própria versão dos fatos para as telonas. O resultado foi bem aquém do esperado (e “aquém”, na verdade, é um elogio comparado à atrocidade cinematográfica que a iteração representa): o gosto artístico do diretor é bastante discutível, e não pela escolha estética supracitada, visto que o subgênero já fez bastante sucesso ao lado do conterrâneo mockumentary a partir de 1999, caindo em desuso por um excesso de fórmulas que se tornou previsível e pedante ao longo dos anos. Com exceção do astuto e cru ‘Amizade Desfeita’ e do estupendo thriller ‘Buscando…’, a escolha do found footage foi uma articulação compreensível, ainda que desequilibrada, de fazer o possível com um orçamento limitado.

Mas a estrutura está longe de ser o pior aspecto do filme. Megan (Rachel Quinn) é uma popular garota que sempre deu a cara à tapa e tem diversos amigos. Considerada por todos como “a alma de todas as festas”, ela conheceu um cara chamado Josh (Dean Waite) através de plataformas de interação virtual e, pouco depois de ter se encontrado com ele, foi sequestrada, levando sua melhor amiga, Amy (Amber Perkins), a procurar descobrir o que realmente aconteceu. Entretanto, Amy acabou falando para a polícia sobre o encontro entre Megan e Josh e, dias depois, também foi raptada e jogada em momentos de terror e de tortura até ser enterrada viva ao lado da amiga, confinada em um selado tonel de gasolina esvaziado. Todavia, a drenagem de discussões importantes para a sociedade contemporânea, que clamam pelos holofotes mesmo nove anos depois da estreia oficial do filme, é completamente manchada por uma distorcida e desnecessária tentativa de choque como uma pífia máscara sociológica.

“Traumatizante” é um adjetivo que não reflete com clareza o quão horrivelmente feito esse filme é, como muitos usuários do aplicativo mencionado no primeiro parágrafo caracterizaram a obra. O roteiro, também assinado por Goi, parte de uma construção tão simplória e clichê que chega a ser divertido imaginar (com grande porcentagem de acerto) os consecutivos eventos; como se não bastasse, a fraca narrativa, que drena quase nenhuma inspiração da trama real, não dá sustentação alguma a um elenco de primeira viagem que nem ao menos se esforça para fornecer qualquer emoção. Quinn até consegue fazer um trabalho mediano como Megan, mas encarna uma personagem que, por mais “fofa” que seja com Amy, cuidando para que ela não se deixe levar pelas más influências de adolescentes movidos a drogas e à bebedeira, é irritante, pedante e forçada. Perkins, por sua vez, parece não ter o mínimo de tato para expressar suas emoções – e o fato de ser menor de idade à época das gravações não tornou a experiência mais agradável.

É quase irrelevante mencionar a presença de coadjuvantes e figurantes que não contribuem em nada para a produção – aparecendo em sequências irreais, dramatizações infundadas e uma centelha de humanização de estereótipos que parece ter saído da mente de Tommy Wiseau. Nenhum aspecto de relacionamento entre as duas personagens principais ou de suas conturbadas famílias é levado para além de uma unidimensionalidade barata que não abre espaço para qualquer insurgência de laços com os espectadores – aliás, ansiamos pelo momento em que as coisas irão engrenar e sair de um medíocre cotidiano de qualquer adolescente inconsequente de classe média dos Estados Unidos.

Nada se compara ao exagero dos 22 minutos finais de filme. Quando as transições em letreiro anunciam que o público assistirá aos momentos finais das duas meninas, ninguém acredita realmente que o ato conclusivo do longa-metragem será isso. Amy é a única que ainda permanece viva e, assim que os investigadores encontram uma câmera de vídeo jogada em uma lata de lixo qualquer, tudo é mostrado: Amy é estuprada, trancafiada em uma cela suja, transformando-se em um animal maltrapilho antes de ser jogada dentro de um barril ao lado do cadáver esquelético da amiga e, finalmente ser enterrada e deixada para morrer a sete palmos. Palavras não são o suficiente para explanar o quão ofensivo foi a decisão de Goi em criar um mostruário de tortura, completamente alheio ao perigo em que trazer essas cenas seria para psicopatas sexuais que se escondem entre nós – ainda mais deixando claro que as personagens são menores de idade.

Megan Is Missing (2011)
Amber Perkins and Rachel Quinn in Megan Is Missing (2011)
Credit: Trio Pictures

‘Megan Is Missing’ não é apenas um total desserviço social, desacompanhado de avisos de gatilho e violento ao extremo sem qualquer preocupação empática; ele é, em si, uma atrocidade fílmica que seria melhor exibida numa aula de como não fazer cinema.

Roteirista de ‘Host’ tem uma ÓTIMA ideia para o reboot de ‘A Hora do Pesadelo’

A Hora do Pesadelo é uma das franquias mais icônicas de todos os tempos e não poderia ter partido de outras mãos além do revolucionário Wes Craven (sim, o mesmo criador de ‘Pânico’. Entretanto, com exceção da primeira entrada e de uma metalinguística sétima continuação, a saga se rendeu aos clichês e a uma cansativa necessidade de reexploração que atingiu seu declínio máximo com o reboot de 2010 estrelado por Jackie Earle Haley.

Mesmo assim, rumores sobre uma nova entrada ganharam foco e, ao que tudo indica, o conhecido roteirista do thriller ‘Host’Jed Sheperd, tem uma ideia ótima para a próxima narrativa caso seja chamado para o projeto.

Sheperd respondeu a um tweet que falava sobre a ideia dele e do diretor Rob Savage estarem secretamente dando vida a um novo A Hora do Pesadelo para a Blumhouse – e sua resposta, ainda que curta e evasiva, deu muitas esperanças aos fãs da franquia.

“Nós realmente temos uma ótima ideia para isso…”, ele respondeu.

Em entrevista ao Comic Book, o astro Robert Englund, que deu vida ao Freddy Krueger original, voltou a falar sobre o possível novo reboot, o qual o ator julga ser inevitável.

“A escolha deles é fazer algo completamente novo ou reiniciar a franquia para uma nova geração. Acho que todos os direitos da franquia agora pertencem ao Wes Craven. E eu sei que os filhos dele são inteligentes e talentosos. Eu trabalho na indústria há décadas, então eu confio totalmente no que eles farão. Sei que existem alguns roteiros fantásticos que estão em uma prateleira em algum lugar. E eu só espero que eles leiam todos, assim como os novos, porque alguns deles eram realmente interessantes.”

Ele completa, “Tudo é refeito eventualmente e todos trazem novas interpretações e valores. Algumas vezes melhores, outras vezes, não. Mas eu sei que eles irão iniciar a franquia. Seria tolos se não fizessem isso, especialmente com toda a tecnologia disponível atualmente, que podem ajudar a aprofundar os pesadelos.”

Recentemente, criaram um trailer conceitual incrível, reimaginando a franquia como uma série da Netflix. Confira:

Há alguns meses, o diretor Mike Flanagan (‘Doutor Sono‘) revelou que tem uma ótima ideia para um novo filme da franquia.

“Eu tenho uma ótima ideia [para um novo filme]. É muito boa.”

Ele continua, “Estou doido para chegar lá e contar para eles. Se pudermos fazer isso, vai ser muito legal.”

Flanagan já havia declarado o seu interesse anteriormente no Twitter.

Novas informações indicam que a propriedade intelectual de Wes Craven, que faleceu em 2015, pode ganhar mais um capítulo oficial – e ideias já estão começando a surgir. A companhia de Elijah WoodSpectreVision, está envolvida no processo de criar uma série televisiva baseada nos longas-metragens originais e, além disso, é possível que a narrativa retorna novamente para as telonas.

A franquia original teve início em 1984 e, desde então, arquitetou um inegável legado para o subgênero slasher, se estendendo ao longo de sete filmes e um remake. A primeira investida foi dirigida e roteirizada por Craven, trazendo em seu elenco nomes como Robert EnglundJohnny DeppRonee BlakleyHeather LangenkampAmanda WyssNick Corri e outros.

Craven também voltaria a comandar A Hora do Pesadelo 7: O Novo Pesadelo’, em 1994. Em 2003, Freddy enfrentaria Jason Vorhees, o antagonista de Sexta-Feira 13, no cross-over Freddy vs. Jason. Em 2010, Jackie Earle Haley substituiria Englund no papel principal no remake A Hora do Pesadelo, que acabou se tornando um sucesso comercial apesar das críticas negativas.

No geral, a saga arrecadou mais de 583 milhões de dólares e tornou-se a terceira saga do terror mais lucrativa da história – perdendo para Sexta-Feira 13 (US$671,5 milhões) e Halloween (US$620,4 milhões).

Nenhuma outra informação foi divulgada.

‘As Aventuras de Paddington 2’: Filhos de Hugh Grant ODIARAM a sequência; Saiba por que!

As Aventuras de Paddington tornou-se uma inesperada franquia de sucesso crítico e financeiro, contando a história do adorável urso titular.

Entretanto, nem todos pareceram gostar do segundo longa-metragem. Em entrevista ao The Los Angeles TimesHugh Grant, que viveu o antagonista Felix Buchanan na continuação, comentou que havia feito uma exibição especial para sua família. Mas o resultado foi bem completamente diferente do que esperava: seus filhos disseram que não gostaram da produção.

“Consegui fazer uma exibição especial e levei várias de minhas crianças e eles odiaram. Um deles virou para mim depois de um tempo e perguntou: ‘por que você gosta tanto do filme?’, o que foi bem doloroso. Mas eu devo dizer que, tempos depois, eles passaram a gostar”.

Apesar das “críticas”, Grant considera o segundo filme o melhor filme de sua carreira.

Durante uma entrevista à Vanity Fair, o veterano refletiu sobre o sucesso do filme, ponderando uma situação um tanto desconfortável vivida nos bastidores do Globo de Ouro. Ao ter sido considerado, por internautas, uma ator reduzido a um único filme infantil, ele contrariou as expectativas dos fãs, ao afirmar o quanto ama ser associado ao longa.

E na entrevista, Grant foi ainda mais além, apontando que talvez ‘As Aventuras de Paddington 2 ‘ seja o melhor filme de sua carreira profissional.

Disse:

“Eu estava apresentando o Globo de Ouro, eu acho, e eles fazem aquela coisa quando você surge no palco, em que dizem ‘do futuro lançamento As Aventuras de Paddington 2, Hugh Grant‘. E alguém depois me mostrou o Twitter e as pessoas estavam me zombando, dizendo coisas como ‘Cristo, ele chegou a esse ponto. Pobre Hugh. Paddington 2. Sequência para crianças’. E nesse caso é particularmente irritante, porque eu genuinamente acredito que talvez esse seja o melhor em que já participei”.

Vale lembrar que As Aventuras de Paddington 2’ foi destaque por ter se tornado o filme mais bem avaliado no Rotten Tomatoes, com 100% de avaliações positivas.

Pesquisa revela que o público não se sente seguro para voltar aos cinemas antes da vacina

Mesmo durante a pandemia do Coronavírus, diversas redes de cinema pretendem reabrir suas portas ao longo do final de 2020 e início de 2021.

No entanto, uma pesquisa publicada pelo The Hollywood Reporter revelou que a maioria do público não está preparado para retornar aos espaços enquanto a vacina não estiver disponível.

Realizada pelo Morning Consult, a pesquisa entrevistou 2200 pessoas no território americano.

Questionados se pretendiam retornar aos cinemas assim que as salas fossem reabertas, apenas 7% dos entrevistados disseram que se sentem à vontade sobre isso, enquanto 65% afirmaram que “é muito improvável.”

Os pesquisadores foram mais além e perguntaram se alguém pretendia retornar ao longo de 2020. Somente 12% do público disse que sim, e 37% que não.

Por outro lado, 34% responderam que se sentiriam mais seguros a retornar se as redes obrigassem o público a usar máscaras durante as sessões.

Confira:

 

Ranking | Do Pior ao Melhor Filme da Franquia Homem-Aranha

Oito filmes, três atores, uma animação, vários diretores, dois estúdios e algumas participações especiais no MCU. Essa é a trajetória do maior herói da editora Marvel no cinema. O Homem-Aranha é a estrela da casa, seu personagem mais popular e símbolo. Mas sua estrada rumo ao estrelato não foi simples. Na verdade, ainda não é, levando em conta que os maiores desafios do herói não são o Duende Verde ou o Abutre, mas sim superar suas produções cinematográficas menos agradáveis.

Pensando nisso, resolvemos listar – do pior ao melhor – os oito filmes protagonizados pelo jovem lançador de teias (não levamos em conta a participação do personagem em Capitão América: Guerra Civil, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato). Como sempre, levamos em conta a opinião do grande público e da crítica especializada, tirando uma média das duas ao final. Confira abaixo e como sempre, comente dizendo a sua ordem de preferência.

 

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014)

Quase tudo está errado aqui, inclusive o subtítulo nacional, que cismou em dar cartaz para o vilão mais esquecível da franquia. Nem tudo está perdido, no entanto, e existem sim algumas coisas legais na produção. Porém, ao contrário da primeira investida de Andrew Garfield num filme do herói, cujo maior pecado é não possuir personalidade alguma, este filme opta por algumas escolhas bem equivocadas. A pior delas é a extrema caricatura de todos os seus vilões.

Pobre Jamie Foxx, o vencedor do Oscar precisou ver seu papel reduzido a um cartoon tão bidimensional quanto os antagonistas de Batman Eternamente (1995). O que falar de Paul Giamatti e Dane DeHaan como Rino e o Duende Verde então? Fora isso, Felicity Jones e Shaielene Woodley nunca veriam suas Felicia Hardy (a Gata Negra) e Mary Jane Watson de fato concretizadas. Esse é o maior pecado do filme, abarrotar a produção de personagens para eventuais continuações, que nunca viriam. Como resultado, A Ameaça de Electro é o pior filme do personagem na opinião dos críticos e o segundo pior na opinião dos fãs.

Homem-Aranha: Andrew Garfield.
Diretor: Marc Webb.
Vilões: Electro, Rino, Duende Verde.
Elenco: Emma Stone, Jamie Foxx, Dane DeHaan, Felicity Jones, Paul Giamatti, Sally Field.

Homem-Aranha 3 (2007)

Depois dos muito bem sucedidos dois primeiros filmes do herói, um impasse entre o diretor Sam Raimi e o produtor Avi Arad – o homem da Marvel no cinema então – ocorreu sobre que caminho o terceiro longa do personagem deveria seguir. Inicialmente Raimi desejava ter o Abutre como vilão – antagonista que finalmente dá as caras em De Volta ao Lar. Já Arad, com a finalidade de agradar os fãs mais jovens do herói, não via a hora de encaixar Venon, inimigo popstar do Aranha, que de tanto sucesso ganhou seus spin off na forma de histórias em quadrinhos próprias (e um filme solo em 2018 – cuja sequência está para ser lançada).

Raimi declaradamente não é fã do personagem, e deixou isso bem claro quando precisou concretizá-lo, a contragosto, em seu filme. Sabe a síndrome de O Espetacular Homem-Aranha 2 citada acima, com muitos personagens, muitas subtramas, sem que todos ganhem a atenção devida, pois bem, não era novidade e pode-se dizer que começou aqui para o personagem. Se ao menos tivessem olhado para o companheiro da editora rival, e aprendido com os mesmos erros de Batman & Robin (1997).

Homem-Aranha 3 recai na mesma categoria, sobressaindo apenas no fato de que existem elementos satisfatórios a serem tirados da obra, como a conturbada relação entre Peter e Mary Jane, e todo o arco do vilão principal, o Homem Areia, papel do indicado ao Oscar Thomas Haden Church (assim como todas as possibilidades estéticas criadas com o personagem).  O desfecho deixava a porta aberta para uma conclusão que nunca viria. E quem pode esquecer o Peter Emo e sua dança da vergonha alheia? Conclusão: para os fãs, Homem-Aranha 3 é o pior filme do herói nos cinemas, e o segundo pior para os críticos.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Raimi.
Vilões: Homem Areia, Venom, Duende Verde.
Elenco: Kirsten Dunst, James Franco, Thomas Haden Church, Topher Grace, Bryce Dallas Howard, Rosemary Harris, JK Simmons, James Cromwell.

O Espetacular Homem-Aranha (2012)

Quando a Sony optou pelo reboot da franquia ao invés da continuação Homem-Aranha 4, grande parte dos fãs chiou, reclamando que era cedo demais. Realmente, dez anos depois da comoção que foi a estreia do personagem nas telonas, ganhávamos uma refilmagem. O caso deve servir de estudo para produtores lembrarem sempre o que NÃO fazer em suas franquias cinematográficas. Além disso, Andrew Garfield, o novo ator escolhido para o papel, apesar de bastante empenhado e apaixonado pelo personagem, era envolto num novo arco do herói, mais voltado para os fãs mais jovens e fora do cânone.

Aqui, Peter Parker é um skatista descolado, que faz (e não sofre) bullying, e sua maior motivação é a busca pelos segredos dos pais. O diretor Marc Webb vinha do quintessencial filme sobre relacionamento 500 Dias Com Ela (2009), e era o nome certo para o projeto. O fato, porém, não o ajudou tanto na relação de Peter com Gwen Staci (Emma Stone). Na verdade, essa reimaginação tem como calcanhar de Aquiles a qualidade extremamente esquecível, sem grandes cenas de ação, vilões marcantes ou um romance intenso como nos primeiros filmes. Tudo é muito blasé. Esse poderia ser qualquer filme, de qualquer herói. E não é o que esperamos de um longa sobre um personagem com tamanho peso.

Homem-Aranha: Andrew Garfield.
Diretor: Marc Webb.
Vilão: Lagarto.
Elenco: Emma Stone, Rhys Ifans, Denis Leary, Martin Sheen, Sally Field.

Homem-Aranha (2002)

Essa é uma escolha polêmica, já que o primeiro filme do Homem-Aranha nos cinemas, dirigido por Sam Raimi, ainda é um grande favorito de grande parte dos fãs, incluindo os brasileiros. O que acontece, no entanto, é que os novos filmes caíram mais no gosto geral, de crítica e público.

Se O Espetacular Homem-Aranha (2012) e De Volta ao Lar (2017) são reflexos de seu tempo, modernizando o herói para o público de hoje, o primeiro filme do personagem no cinema veio no caminho oposto, quase voltando no tempo para a década de 1960, quando o personagem foi criado. Mesmo passado no tempo presente, no caso em 2002, o primeiro filme do Homem-Aranha, de Sam Raimi, é dono de uma enorme sensação nostálgica, como uma volta ao passado de sentimentos, comportamentos, relações humanas e tudo o que rodeia o protagonista.

É como se os anos 1960 fossem modernizados apenas em sua estética. Até na tecnologia o longa de Raimi não investe tanto. Fora isso temos caracterizações assombrosas, soando como cópias carbono de carne e osso de suas contrapartes de papel, vide J. K. Simmons como J. J. Jameson, e Rosemary Harris como a tia May. Willem Dafoe é outro que rouba a cena na pele de Norman Osborn, deixando orgulhoso outro Norman do cinema, o Bates (de Psicose), com sua caracterização mais intensa do que esperaríamos encontrar em um filme do gênero, ainda mais na época, ao retratar um personagem que sofre de personalidade dividida.

Embora existam algumas reclamações, mesmo que mínimas, como o tom cartunesco das cenas de ação e efeitos, temos que lembrar acima de tudo que Homem-Aranha (2002) foi o alicerce para o que temos hoje no gênero cinema de super-heróis e que sem ele, muitos veículos especializados em tais tipos de filme não existiriam.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Saimi.
Vilão: Duende Verde.
Elenco: Willem Dafoe, Kirsten Dunst, James Franco, Cliff Robertson, Rosemary Harris, J. K. Simmons.

Assista nossa crítica em vídeo (Sem Spoilers) de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017)

No item acima foi quando a lista começou a ficar boa de verdade. Por mais que existam (poucos) elementos interessantes a serem tirados dos primeiros três filmes desta matéria, é indiscutível que eles não podem ser usados como exemplos de boas produções do gênero, ou tampouco de bons exemplares contendo o herói. Já o reboot Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) não sofre desse mal e inicia uma nova fase para o personagem nas telonas. O que os fãs queriam e pediam finalmente se realizou. E com uma parceria megalômana entre os estúdios da Sony e Disney/Marvel, o amigo da vizinhança finalmente pôde ser incluído no universo cinematográfico da casa, ao lado de companheiros como o Homem de Ferro e o Capitão América.

Fora isso, o filme de Jon Watts ganha por mostrar algo diferente do já apresentado nos outros filmes, o que inclui até mesmo a mudança de endereço da ação, de Manhattan para o Queens. Tom Holland exala carisma na pele do Peter Parker mais jovem até o momento, e Michael Keaton, reinventado, dá peso ao vilão como poucos no acervo do MCU. Existe também grande homenagem aos filmes adolescentes de escola, inspirados pelo papa do gênero, John Hughes.

Com diversas atualizações para a geração atual, como um uniforme extremamente tecnológico, alunos de diversas etnias respeitando a tão sonhada representatividade e a inclusão do herói na era das mídias sociais, o novo Homem-Aranha é mais do que nunca sinal dos novos tempos.

Homem-Aranha: Tom Holland.
Diretor: Jon Watts.
Vilões: Abutre, Shocker.
Elenco: Michael Keaton, Robert Downey Jr., Marisa Tomei, Jon Favreau, Gwyneth Paltrow, Zendaya, Laura Harrier.

Assista nossa crítica em vídeo (Com Spoilers) de Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)

Na verdade, no item acima, neste e no de baixo ocorreu empate técnico. Homem-Aranha: Longe de Casa é tão bom quanto De Volta ao Lar, e o item abaixo – que você verá em breve.

Homem-Aranha: Longe de Casa é uma experiência cinematográfica inigualável, que mistura comédia, drama e ação na medida certa e entrega um blockbuster cheio de coração que vai conquistar até o fã mais ranzinza. Justiça seja feita: essa sequência é tão boa quanto o já ótimo Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que apresentou o herói para uma nova geração em uma aventura satisfatória, mostrando o grande potencial de Tom Holland na pele do herói. Aqui, o ator nos conquista logo nos primeiros minutos e abraça o(s) uniforme(s) do Homem-Aranha de maneira esplêndida, conquistando o posto de melhor intérprete do amigão da vizinhança (será? Diga nos comentários).

Após um primeiro ato cheio de humor, e um segundo ato mais dramático, chegamos a um ápice é pura aventura e pancadaria. Arrisco dizer que este também é um dos filmes do herói no qual a ação mais funciona, criando conceitos incríveis para suas cenas, ousando de forma inédita no quesito – e levando o personagem de maneira muito bem-vinda para a Europa, onde Veneza, na Itália, nunca mais será a mesma no cinema. Fora isso, nos surpreende com reviravoltas eletrizantes, além dos efeitos especiais mais eficientes de um filme do personagem – que tem tudo a ver com a trama do Mysterio, vivido por Jake Gyllenhaal. O final impactante abre caminhos para a franquia tomar novos rumos e entregar histórias nunca vistas antes no cinema.

Homem-Aranha: Tom Holland.
Diretor: Jon Watts.
Vilões: SPOILER
Elenco: Marisa Tomei, Jon Favreau, Zendaya, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal.

Homem-Aranha 2 (2004)

Por muito tempo e ainda hoje (para grande parte dos fãs), Homem-Aranha 2 é considerado o melhor filme do personagem no cinema. Porém, surpreende saber que esses dias talvez estejam ficando para trás. Com o lançamento dos novos filmes do herói, protagonizados por Tom Holland, fãs antigos e novos vêm abraçando cada vez mais tais produções – já que ver o Aranha incluído no MCU partiu de uma comoção virtual dos próprios, que agora tiveram seu desejo atendido. Assim, de forma geral, para os críticos no Rotten Tomatoes e o grande público no IMDB, De Volta ao Lar, Longe de Casa e Homem-Aranha 2 estão ali, coladinhos lado a lado. Mas calma, o filme de Sam Raimi ainda consegue sobressair e causar excitação maior, provocando mais usuários a votar nele e elevar seu status.

A continuação orquestrada pelo cineasta entra para o hall dos filmes do gênero que sobressaíram seus predecessores e marcaram o imaginário popular, tendo sua relevância até os dias de hoje, e sendo considerado um dos melhores filmes de super-herói da história. Talvez os novos filmes do aracnídeo não envelheçam tão bem quanto esse envelheceu. No roteiro, os conflitos do personagem aumentam. Já estabelecido como o herói justiceiro mascarado, ele precisa equilibrar sua dupla personalidade e sua dupla jornada, apresentando os dilemas que sempre fizeram do personagem único. Contas atrasadas, trabalhos devidos na faculdade, problemas românticos, tia idosa.

Outro grande embate surgia com o melhor amigo Harry (James Franco), que acusava o herói de ter matado seu pai. Todo o drama envolvendo esta situação é de primeira. O vilão, interpretado de forma entusiasmada por Alfred Molina, igualmente possui suas questões, se afastando ao máximo de caricaturas bidimensionais geralmente encontradas em tais produções. Se formos pensar na diferença de tais antagonistas para os filmes com Andrew Garfield, dá vontade de chorar. Não é por menos que Homem-Aranha 2 é tido como uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema de todos os tempos. E ainda chega em segundo lugar da nossa lista numa avaliação geral – em grande parte devido aos críticos, já que com os fãs, como citado (em especial os mais jovens), vem perdendo espaço.

Homem-Aranha: Tobey Maguire.
Diretor: Sam Raimi.
Vilão: Dr. Octopus.
Elenco: Kirsten Dunst, James Franco, Alfred Molina, Rosemary Harris, J. K. Simmons, Dylan Baker.

Homem-Aranha no Aranhaverso (2018)

É engraçado pensar que o melhor filme do personagem no cinema não é de carne e osso, mas sim uma animação. Tudo bem que se trata de uma animação genial, com um roteiro que beira o brilhantismo e uma estética revolucionária, nunca antes vista. Quer mais? Que tal o Oscar de melhor animação para fazer sua cabeça? O filme tem! A possibilidade de um multiverso, no qual temos diversos Homem-Aranha, fez tanto sucesso com o público e a crítica que irá influenciar diretamente o próximo filme de carne e osso com Tom Holland. Porém, um dos maiores atrativos aqui é dar protagonismo ao novo herói sob o uniforme, Miles Morales, o Homem-Aranha negro, vindo de um bairro pobre.

Dirigido por Bob Persichetti (O Pequeno Príncipe, 2015), Peter Ramsey (A Origem dos Guardiões) e Rodney Rothman (Anjos da Lei 2), com roteiro do próprio Rothman e do ótimo Phil Lord (Uma Aventura Lego), Homem-Aranha no Aranhaverso viveu para se tornar o filme preferido do herói na opinião de ambos crítica e público, o que é uma coisa rara. Fora isso, se mantém como filme de número 69 dos melhores de todos os tempos (do cinema e não apenas da franquia) na opinião dos votantes no banco de dados IMDB – sendo o único filme do personagem a estar presente no ranking. Se isso não é moral…

 

Arrependido? Scott Derrickson fala sobre sua demissão da direção de ‘Doutor Estranho 2’

Em suas redes sociais, o diretor Scott Derrickson falou sobre sua saída da direção de ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘.

O diretor abandonou o projeto em janeiro de 2020, alegando divergências criativas com o estúdio.

Porém, Derrickson servirá como produtor executivo e ainda ganhará um salário bastante robusto pelo cargo.

E ele demonstrou não ter se arrependido da decisão.

“Eu não sou mais uma fonte de notícias do MCU. Sou apenas um produtor executivo distante na continuação do [grande] Sam Raimi para o Doutor Estranho. Uma escolha que eu fiz e estou bastante feliz em ter feito”, afirmou.

O diretor também elogiou a escolha de Sam Raimi (‘Homem-Aranha’) para substituí-lo na direção.

“Eu já trabalhei com Sam Raimi. Uma das pessoas mais legais que já conheci na indústria cinematográfica. Como diretor, ele é uma verdadeira lenda viva. Que grande escolha para dirigir Doutor Estranho”, afirmou.

 

Diversos fãs estão torcendo para que o Homem-Aranha de Tobey Maguire faça uma aparição. Para quem não se lembra, Raimi foi o responsável pela primeira adaptação cinematográfica do ‘Homem-Aranha‘ no cinema (2002-2007).

Considerando que a trama de Doutor Estranho 2‘ irá se aprofundar em realidades alternativas, não seria uma má ideia trazer o personagem para uma breve participação.

Benedict Cumberbatch retornará como o protagonista, encontrando a Feiticeira Escarlate de Elizabeth Olsen. Benedict Wong e Tilda Swinton também retornam.

Em entrevista ao New York Film Academy, Kevin Feige, diretor criativo da Marvel Studios, revelou que ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ será assustador.

“Multiverso da Loucura é um dos melhores títulos já criados. Eu não diria necessariamente que é um filme de terror, mas terá várias sequências assustadoras nele. Quero dizer, há algumas cenas tensas em ‘Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida’ que me faziam cobrir os olhos quando era criança, como a cena dos rostos derretendo.”

Ele completa, “Vai ser divertido. É divertido ficar assustado de alguma forma. Não será assustador de uma forma tortuosa, mas realmente aterradora. Scott Derrickson é muito bom nisso! Assustador pode ser uma emoção muito boa.” 

Doutor Estranho no Multiveso da Loucura’ tem estreia marcada para o dia 24 de Março de 2022.

Confira a logo:

Quem foi mais importante nos cinemas: ‘X-Men’ ou ‘Homem-Aranha’?

Quando se fala de super-heróis nos cinemas, é impossível não lembrar de alguns filmes, como Superman: O Filme, X-Men: O Filme e Homem Aranha. Cada um tem sua particularidade e importância, mas parece haver uma discussão eterna entre os fãs da Marvel sobre qual filme foi mais importante para que a empresa se firmasse nos cinemas: X-Men (2000) ou Homem-Aranha (2002).

Os X-Men foram os primeiros heróis “humanizados” nos cinemas.

É sempre bom lembrar que antes de X-Men: O Filme, a Marvel vivia uma maré de azar terrível. Praticamente falida, a Casa das Ideias teve que vender os direitos de adaptação de alguns de seus personagens mais famosos para que a empresa não fechasse de vez. Assim, o Hulk foi para a Universal, o Homem-Aranha foi para a Sony, os X-Men e o Quarteto Fantástico foram para a Fox e por aí vai. Essa divisão fez com que cada personagem ganhasse uma abordagem própria e cada filme lançado se mostrava superior às atrocidades que a Marvel tentara fazer nos cinemas durante os anos 1980 e 1990. Com o sucesso dos X-Men de Bryan Singer, a empresa pôde dar uma respirada e continuar produzindo suas histórias em quadrinhos, inclusive inaugurando a linha Ultimate, que trazia os heróis dos anos 1960 com uma abordagem típica dos anos 2000.

 

O Hulk foi um dos heróis que a Marvel teve que vender para conseguir escapar da falência.

O filme dos X-Men foi precursor dos heróis deixando de ser deuses nos cinemas. Foi a primeira vez que os poderes deixaram de ser bençãos e foram tratados como maldição. Fora das telas, o uso da computação gráfica começava a ganhar força e esse filme ajudou na consolidação dessa ferramenta. Mas ele ainda sofria um problema. Na tentativa de agradar a adultos e crianças, os mutantes acabaram perdendo algumas características dos quadrinhos, como os uniformes coloridos e a profundidade de seus problemas humanos, como o preconceito. Ou seja, era personagens muito interessantes, mas extremamente caricatos e tratados de forma mais superficial.

 

Os heróis passaram a ter problemas humanos, mas não foram tão aprofundados quanto em “Homem-Aranha”.

Mesmo assim, o longa foi um sucesso e ajudou a empurrar a nova aposta da Sony para o ano de 2002: o Homem-Aranha de Sam Raimi. Vendo o que deu certo e o que deu errado no filme dos mutantes, o diretor soube balancear melhor os elementos no filme do cabeça de teia. Indo contra a ideia de ter superastros estrelando o filme, Raimi trouxe Tobey Maguire, um desconhecido no mundo do cinema, para ser o jovem Peter Parker. Além disso, o diretor fez uma adaptação praticamente perfeita da versão Ultimate dos quadrinhos do Homem-Aranha. Tendo esse material base já adaptado à realidade do século XXI, toda a relação do herói com a Nova York da época ficou extremamente mais orgânica. No entanto, seguindo o exemplo de Singer, Raimi fez suas adaptações para o cinema. O Duende Verde, por exemplo, passou a usar uma armadura. Peter não precisou criar lançadores de teias porque ganhou o poder de lançar teias orgânicas nas telonas.

 

Um embate entre a fidelidade às HQs e as mudanças para o cinema.

Outro ponto que Homem-Aranha se beneficiou foi a reação do público aos heróis mais humanizados. Vendo a reação positiva em X-Men: O Filme, Raimi se aprofundou ainda mais na humanização do Aranha, mostrando ele como um adolescente cheio de seus problemas de adolescente, da típica marra adolescente e deu prioridade aos efeitos que a responsabilidade – ou falta dela – teria na vida e comportamento do herói. Essa abordagem extremamente humana elevou o nível de identificação do público já conseguida em X-Men a outro nível. Assim como os efeitos especiais, que não precisavam mais ser “disfarçados” em cenas escuras, permitindo que o Cabeça de Teia se balançasse por Nova York, escalasse paredes e lançasse teias nos inimigos de forma mais crível. Saía o herói que só agia no escuro, entrava o herói disponível 24h por dia.

 

Os efeitos especiais de Homem-Aranha já estavam mais avançados e permitiram um melhor uso dos poderes.

Daí para frente, a tecnologia só evoluiu e os X-Men e o Homem-Aranha travaram belas brigas por bilheteria nos cinemas, cada um com suas respectivas qualidades. É complicado dizer qual foi o mais importante para fazer dos filmes de heróis o que eles são hoje. Enquanto a estrutura narrativa, a humanização e a fidelidade dos uniformes seguem bem mais o padrão de Homem-Aranha, é injusto não citar X-Men: O Filme, do qual o próprio Sam Raimi pôde analisar antes de realizar seus filmes. O correto é dizer que os X-Men caminharam para que o Homem-Aranha pudesse correr. O resultado dessa maratona é a indústria bilionária de heróis nos cinemas que temos hoje.

Homem-Aranha faz 58 anos | O Maior Herói da Marvel Comics

Publicada em 1962, a Amazing Fantasy #15 mudou para sempre a Marvel Comics e a indústria dos quadrinhos

“…Peter Parker estava longe de ser o maioral do campus…”

Na metade da era de prata dos quadrinhos (período entre 1956 e 1970, quando a respeitabilidade da indústria atingiu outro patamar), mais precisamente em 1962, era lançada a décima quinta edição da revista mensal Amazing Fantasy. Essa linha editorial da Marvel Comics tinha como objetivo criar histórias melhor trabalhadas e com forte inspiração no gênero de ficção científica para o público, até então ela era conhecida como Amazing Adult Fantasy e à sua frente estava a dupla Stan Lee e Steve Ditko.

Com um cancelamento iminente a dupla recebeu carta branca, em agosto de 1962, para publicar uma última história que eles quisessem. Para isso eles pensaram na ideia de um vigilante mascarado com poderes de aranha que já havia sido descartado anteriormente pelo editor Martin Goodman. A narrativa desse novo personagem traria a inovação de não ser apenas uma história de um super-herói combatendo o crime mas também de ser a história de um jovem passando por problemas do cotidiano, como relações amorosas, busca por trabalho e equilibrar vida escolar com a de vigilante. 

Isso tudo com um adolescente recebendo o papel de protagonista e não mais o de um ajudante (como tinha se tornado comum desde a criação do Robin – Dick Grayson em 1940). Ainda que a ideia de vida escolar mesclada com a de herói fosse algo novo, a concepção de quadrinho abordando o mundo sob a ótica de um jovem já era usada desde 1939 nas histórias de Archie Andrews e seus amigos publicados pela MLJ Comics.

O início de um sonho

Ainda assim o sucesso de Amazing Fantasy #15 foi imediato e o público queria consumir mais histórias sobre Peter Parker e seu alter ego heroico, Homem-Aranha. Isso garantiu uma sobrevida à linha e eventualmente, com o personagem estabelecido como um sucesso, gerou uma readaptação para focar exclusivamente em histórias do “teioso”. Não mais Amazing Fantasy, mas sim Amazing Spider-Man.

Foi em 1963 que a série começou, trazendo a dupla LeeDitko no roteiro e ilustração respectivamente. As primeiras histórias traziam um tom bastante juvenil e descompromissado, com um narrador surgindo eventualmente para ambientar o leitor dos acontecimentos, com Peter passando por situações inusitadas (como a histórica luta de boxe com seu eterno bullie Flash Thompson) ou com vilões bastante caricatos. Ao mesmo tempo, as histórias chamavam atenção por momentos de grandes dilemas morais de fácil identificação.

Mais de uma vez, principalmente quando entra para a faculdade, Peter se vê dividido entre a vontade de sair para se divertir com seus colegas e a necessidade de cuidar da tia. Esse dilema pessoal foi a base para Amazing Spider-Man #31, que se tornou não só uma das histórias mais amadas da fase LeeDitko como também foi um dos primeiros divisores de água para muitos personagens da mitologia do herói – tais como tia May (que se mostrava incomodada por ver Peter tão dedicado a ela devido a seus problemas de saúde em detrimento de se divertir), Gwen Stacy (que já mostrava os primeiros sinais de atração para com Peter) e até o próprio Peter Parker, dando sinais claros de estafa ao tentar equilibrar a vida de vigilante, aluno e responsável pela tia.

Amazing Spider-Man #31 foi um momento decisivo para o desenvolvimento do herói

O sucesso inegável dos quadrinhos gerou a primeira série animada do herói em 1967, chamada Spider-Man. Hoje mais conhecida pelos memes criados a partir da sua limitada animação, foi para ela que a música tema do personagem, “Spider-Man Theme”, foi composta e décadas mais tarde refeita pela banda Ramones. 

“Você matou a mulher que eu amo!”

A década de 70 foi bastante importante para o Homem-Aranha. Nos quadrinhos, em 1973 foram publicados os volumes 121 e 122 de Amazing Spider-Man sob o título de A Noite que Gwen Stacey Morreu. O assassinato da namorada do protagonista pelas mãos de seu maior inimigo, o Duende Verde, foi um marco histórico dos quadrinhos e muitos o classificam como o fim da então era de prata e início da era de bronze.

A morte de Gwen Stacey foi um marco nas Histórias em Quadrinho

Em 1977 veio a primeira versão live-action do aracnídeo com o seriado The Amazing Spider-Man que, apesar de bem recebido, durou apenas 13 episódios entre 1977 e 1979. Nos anos seguintes, filmes sobre o personagem chegariam à TV com os títulos Spider-Man: Strikes Back e Spider-Man: The Dragon’s Challenge. Todos eles protagonizados por Nicholas Hammond da série de TV.

Uma versão japonesa do cabeça de teia produzida pela Toei foi ao ar em 1978. Batizada unicamente de Spider-Man essa versão foi realizada aos moldes do gênero tokusatsu (nome dado ao gênero de obras live-action que utilizam efeitos especiais em suas produções como Godzilla e Kamen Rider) e apesar de apresentar certa semelhança estética do uniforme com os quadrinhos elas terminavam por aí. O protagonista agora era Takuya Yamashiro e suas habilidades vinham de braceletes alienígenas, que lhe permitiam lançar teias e transformar uma nave alienígena em um robô gigante.

Por volta de 1994 veio aquela que foi a porta de entrada para toda uma nova geração de fãs: Spider-Man: Animated Series. Pegando carona nos sucessos de Batman: Animated Series e X-Men: Animated Series, a série animada foi por muito tempo o segundo programa de uma propriedade da Marvel Comics com a vida mais longa, perdendo apenas para X-Men, durando 65 episódios. Sua música de abertura foi performada por Joe Perry, guitarrista da banda Aerosmith.

Versão japonesa do cabeça de teia

A série animada também foi responsável por apresentar o antagonista Venom para o grande público através dos episódios duplos (distribuídos em VHS separadamente) intitulado A Saga de Venom. Um universo Marvel também fora estabelecido ao longo do seriado, seja através de pontas de personagens como Demolidor, Capitão América, Homem de Ferro e outros ou como referências.

“Quem sou eu? Quer mesmo saber?”

Mesmo com a presença consolidada nos quadrinhos e televisão faltava um terreno que o Homem-Aranha ainda não havia obtido sucesso: o cinema. Antes de 2002 algumas ideias para projetos haviam sido propostas, com a versão de James Cameron tendo Leonardo DiCaprio no papel principal, mas nenhuma vendo a luz do dia. No início dos anos 2000, o diretor Sam Raimi (dos filmes Uma noite Alucinante) assumiu o projeto que teria em Tobey Maguire seu protagonista.

O sucesso de Homem-Aranha foi muito além de sua conquista individual. O filme fez parte do gênero de super-heróis que aos poucos se renovava desde o fim da década de 80. Nesse sentido, a primeira adaptação do teioso se juntou a X-Men: o Filme, de 2000, e Blade: o Caçador de Vampiros, de 1998, na vanguarda do novo modo de se produzir adaptações de quadrinhos, geralmente atuando em um terreno que não dava margem para as extravagâncias do gênero. Tais produções ganharam contornos negativos no pós-fase Schumacher dos filmes do Batman, mas ainda não eram tão sérios e sombrios quanto a abordagem de Christopher Nolan para o Morcego.

Apesar da versão de Raimi trazer liberdades de adaptação em relação aos quadrinhos, como a teia produzida pelo herói ser orgânica e não originária de cápsulas, ou a total ausência de Gwen Stacy, elas não foram tão rechaçadas pelo público como em outras adaptações. Outros elementos, como a interpretação surtada de Willem Dafoe para Norman Osborn e a escalação precisa de J.K Simons para J.J.Jameson são muito queridos por fãs até hoje.

Para muitos a versão definitiva do Homem-Aranha

O sucesso também gerou mais duas sequências; Homem-Aranha 2 foi e é tratado como um dos grandes filmes do gênero em todos os tempos devido a sua abordagem bastante madura sobre o que torna Peter Parker um herói (baseando-se em Amazing Spider-Man #50 ou também chamada de Spider-Man No More), tornando o filmes por vezes muito mais um drama do que algo oriundo de quadrinhos. O Dr. Octopus de Alfred Molina também recebe bastante elogio por fugir da visão de cientista louco dos quadrinhos e entregar um criminoso com propósito.

Homem-Aranha 3 porém não repetiu o sucesso dos dois anteriores, tendo falhado em apresentar vilões carismáticos ou profundos como foram anteriormente e sendo bastante criticado pelo tom cômico concedido a um filme que, em tese, adaptou uma saga importante, como parte de Guerras Secretas e Amazing Spider-Man #299 (primeira aparição do Venom). O fracasso junto ao público forçou a Sony, detentora dos direitos de imagem do personagem, a elaborar um reboot na forma de uma nova franquia.

Dessa forma nasceu a franquia “O Espetacular Homem-Aranha”, composta por dois filmes e dirigida por Marc Webb (500 dias com ela). Dessa vez a abordagem seguiria uma linha mais próxima do universo Ultimate dos quadrinhos (uma espécie de reboot nas histórias da Marvel no início dos anos 2000) e daria mais espaço para o romance entre Peter Parker e Gwen Stacey. Ambos os filmes receberam bastante crítica por apresentar uma versão atualizada e um tanto descolada demais de Peter. O segundo filme, em particular, não soube trabalhar com tantos personagens em tela, cometendo erros iguais aos de Homem-Aranha 3.

Versão de Marc Webb e atuação de Emma Stone reanimaram interesse geral por Gwen Stacey

Porém, essas obras foram responsáveis por reanimar o interesse do grande público pela Gwen Stacy (que já vinha voltando a ter atenção desde a animação O Espetacular Homem-Aranha de 2008) e eventualmente a personagem ganhou suas próprias mensais Spider-Gwen e The Unbelievable Gwenpool. Atualmente o personagem possui uma presença estabelecida no Universo Cinematográfico da Marvel, tendo tido dois filmes solo e participação em dois filmes dos Vingadores. Diferente das outras abordagens, na atual versão um olhar verdadeiramente adolescente foi escolhido para estabelecer a figura de Peter Parker.

Fato é que após mais de cinquenta anos, o Homem-Aranha ainda é uma das figuras mais amadas dos quadrinhos e o grande protagonista da Marvel Comics. Foi o personagem que trouxe a figura dos super-heróis para mais perto da realidade do leitor e que melhor dialogou com a juventude ao longo das décadas. De suas histórias também nasceram outros tantos personagens inesquecíveis e importantes como Miles Morales, Wilson Fisk, Mary Jane, Justiceiro e etc., além de ter formado o gosto pela leitura e a imaginação de gerações. Não importa quando, o amigão sempre estará pela vizinhança.  

 

‘Case Comigo’: Jennifer Lopez vive celebridade que decide se casar com desconhecido na comédia

‘Case Comigo’ (Marry Me), nova comédia romântica estrelada por Jennifer Lopez Owen Wilson, ganhou data de estreia nos cinemas nacionais.

Universal Pictures lançará o filme nos cinemas nacionais no dia 13 de Maio.

Confira o primeiro teaser:

O filme é dirigido por Kat Coiro, com roteiro assinado por John RogersTami SagherHarper Dill.

Baseado na graphic novel de Bobby Crosby, a história é centrada em Kat Valdez (Lopez), metade do casal mais sexy e poderoso do planeta ao lado de Bastian (Maluma). Quando descobre que ele a traiu, ela acaba se envolvendo com o divorciado professor de matemática Charlie Gilbert (Wilson) e se casando com ele – mas conforme forças conspiram para separá-los, surge a questão: será que duas pessoas de mundos diferentes podem ignorar o abismo entre eles e construir um lugar único?

Sarah SilvermanJohn BradleyMichelle ButeauJameela JamilStephen WallenJimmy Fallon e outros completam o elenco.

‘Contágio’: Jude Law revela que cientistas já tinham avisado que a pandemia era INEVITÁVEL

Logo no início da Pandemia do Coronavírus, o interesse por filmes sobre doenças infecciosas começou a despertar nos cinéfilos pelo mundo, principalmente pelo longa ‘Contágio‘, dirigido por Steven Soderbergh em 2011.

Isso porque a trama gira em torno de uma doença originária da China, mas que acaba se espalhando pelo mundo quando uma mulher retorna aos EUA depois de uma viagem ao país asiático.

Em entrevista à GQ, o ator Jude Law revelou que os cientistas que acompanharam as filmagens já haviam adiantado que uma pandemia nessa escala era inevitável.

“Havia a sensação de que isso aconteceria uma hora ou outra. Os grandes cientistas que estavam conosco no set eram profissionais muito experientes e sabiam o que esperar. E todos eles nos disseram que isso estava fadado a acontecer — não era um caso de ‘se acontecer’, mas sim de ‘quando acontecer'”, afirmou.

Jude interpretou o blogueiro Alan Krumwiede no filme.

“A maneira como eles descreveram foi exatamente como aconteceu”. 

Kate Winslet, uma das estrelas, revelou à Entertainment Weekly que alertou amigos e familiares para não assistirem ao filme para evitarem crises de ansiedade.

Winslet ainda admitiu que nunca assistiu ao filme completo e nem tem vontade de fazer isso.

“Todo mundo começou a me perguntar sobre ‘Contágio‘ [após o início da pandemia do Coronavírus], e eu estava tipo: ‘Pessoal, não assistam isso! Vai assustar vocês, vai deixá-los paranoicos’.”

A atriz revelou que o longa possui informações bastante precisas sobre doenças e pode causar distúrbios em pessoas sensíveis.

“Eu disse isso porque a história é assustadoramente precisa e pode abalar os mais sensíveis. Trabalhamos com uma equipe brilhante de pessoas que consultavam o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que nos dava informações diariamente e ajudou o roteirista [Scott Z. Burns] a projetar aquele tipo de vírus. Sério, eu não entendo porque as pessoas querem resgatar esse conteúdo no momento em que estamos.”

Orçado em US$ 60 milhões, o longa foi um sucesso moderado e arrecadou US$ 135 melhões pelo mundo, além de registrar 85% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.

‘Friends’: Courteney Cox recria ICÔNICA cena do peru em hilário vídeo; Assista!

Uma das cenas mais icônicas de ‘Friends‘ é, certamente, aquela em que a Monica tenta reanimar o Chandler, após revelar uma bizarra história de Dia de Ação de Graças que resultou na perda de parte do mindinho do personagem.

Abalado por saber que ela, agora sua namorada, teria sido a responsável pelo acidente, ele decide voltar ao seu apartamento para ficar sozinho. A fim de se desculpar, Monica coloca um peru em sua cabeça e começa a dançar.

E para celebrar o Dia de Ação de Graças e essa popular cena, que ao longo dos anos se transformou em uma espécie de meme, a atriz Courteney Cox (Monica) decidiu recriar a mesma cena, com um peru de verdade.

Confira:

Assista a cena original:

Vale lembrar que todas as 10 temporadas serão retiradas da Netflix Brasil no dia 1º de Janeiro de 2021.

A retirada da série de sua grade de programação se dá em virtude do futuro lançamento do streaming da WarnerMedia, HBO Max. Para os que não sabiam, Friends é uma produção da Warner Bros. e todas as suas temporadas passarão a ficar disponíveis na nova plataforma.

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Ainda sem data para estrear no Brasil, a expectativa é de que a HBO Max fique disponível em 2021 em terras nacionais, após o seu período de adequação na América do Norte e Europa.

Vale lembrar que o episódio especial da aclamada série de comédia será filmado em março de 2021, um ano depois da data original determinada pela HBO Max. A informação foi divulgada pelo astro Matthew Perry, por meio de sua conta oficial do Twitter.

Na ocasião, ele comemorou a novidade:

“A Reunião de Friends está agendada para iniciar suas filmagens em março. Parece que teremos um ano agitado chegando. E é assim que eu gosto!”


Inicialmente agendadas para março de 2020, as gravações tiveram que ser adiadas para o mês de agosto, devido ao agravamento no número de infectados ao redor do mundo.

No entanto, a situação global não melhorou o bastante para que o especial pudesse ser filmado com segurança e a HBO Max se viu forçada a esperar o cenário reduzir um pouco mais, para que então pudesse dar uma nova data.

Recentemente, durante uma entrevista com a Variety, Bob Greenblatt, presidente da companhia, disse que a ideia de gravar um revival partiu de Courteney Cox, intérprete de Monica Geller.

Greenblatt disse que Cox reuniu o elenco para um jantar no início do ano passado e sugeriu que levassem a ideia aos executivos da Warner Media.

“Eu fiquei sabendo que Courteney convenceu os amigos sobre a ideia. Parecia emocionante, então todo o elenco estava tentando nos convencer. Mas nós [da Warner Media] sabíamos que não poderíamos dar uma reposta sem planejar tudo com calma… Foi um momento muito difícil porque precisávamos tomar uma decisão rápida.”

‘Falcão e o Soldado Invernal’: Peça de roupa revela possível novo uniforme do Capitão América

Uma nova peça de vestuário inspirada na série ‘Falcão e o Soldado Invernal‘ pode ter revelado o que será o vindouro uniforme do Capitão América.

O par de meias longas, desenvolvido pelo setor de produção de mercadorias da Disney, traz o astro Anthonie Mackie como o Falcão/futuro Capitão América, em uma armadura em tons de azul claro e escuro, com detalhes em vermelho.

Confira:

Lembrando que ‘Falcão e o Soldado Invernal‘ seria a primeira produção original da Marvel a estrear na Disney+, mas foi adiada para 2021.

O adiamento se deve ao surto de Coronavírus, que atrasou as gravações da série. Originalmente, o projeto estava programado para ser lançado em agosto deste ano.

Confira a sinopse oficial da série:

Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência – em ‘Falcão e Soldado Invernal’.

O elenco também conta Sebastian Stan, Daniel Bruh, Emily Van Camp e Noah Mills completam o elenco.

Kari Skogland, veterana da televisão norte-americana, será responsável pela direção de todos os seis episódios da nova série.

Ela é conhecida por seu trabalho em The Walking DeadFear the Walking Dead e pela aclamada série ‘The Handmaid’s Tale’.