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Cena Inédita de ‘Logan’ na CCXP

Ocorreu nesta sexta-feira, dia 2 de dezembro, o painel da Fox na CCXP 2016. O estúdio chegou repleto de novidades no evento deste ano, que iremos comentar em breve. A maior delas, no entanto, e, obviamente, a que foi deixada por último, foram as referentes ao filme Logan, última incursão do astro Hugh Jackman na pele do mutante Wolverine.

Antes da novidade, o trailer que você já conhece bem da internet, aquele com a música de Johnny Cash, foi exibido ao público numa tela gigantesca, com sistema de som no último volume, no auditório moderníssimo do Cinemark.

A grande novidade foi uma cena inédita do longa, trazida pelo anúncio do próprio Jackman, que apareceu no telão para dar recado aos fãs.

Descrição da cena: na sequência em questão, Logan (Jackman), Xavier (Patrick Stewart) e Laura (Dafne Keen) aparecem jantando na casa, como convidados, da família do personagem não divulgado de Eriq La Salle. Em uma conversa amena, percebemos o apetite voraz da pequena Laura, mais conhecida como X-23, o clone de Logan. A menina come de tudo em grandes quantidades, e Logan precisa intervir tirando a comida de suas mãos, em um momento cômico que funciona.

Fora isso, temos um tom bem mais intimista, que igualmente casa bem com a atmosfera do filme, a de heróis acabados, desgastados e em fim de carreira. Ao olharmos para Stewart podemos ver Xavier como há muito não víamos, como um homem, como um personagem real, por trás da figura heroica. Um homem no seu dia a dia. O passado do professor também é mencionado, quando Logan conta para os anfitriões que Charles tinha uma escola para alunos “especiais”.

A cena dramática, longe da ação, me deixou mais animado para esta despedida. E vocês?  Logan estreia no dia 2 de março de 2017.

Crítica | Crime na Rodovia Paraíso – Filme lançado no Prime Video se propõe a ser impactante, mas é superficial

Os horrores de um crime imperdoável. Escrito e dirigido pela cineasta Anna Gutto, em seu primeiro longa-metragem, Crime na Rodovia Paraíso busca refletir sobre um tema impactante, o tráfico de pessoas, através do olhar de uma batalhadora caminhoneira que se vê sem saída, envolvida em um esquema. Mas o que deveria ser um filme impactante, se torna superficial, com uma narrativa com falhas, sonolenta, presa numa relação pouco aprofundada entre dois irmãos. Lançado em julho do ano passado nos Estados Unidos e disponível atualmente no catálogo da Prime Video, o filme tem no elenco Juliette Binoche e Morgan Freeman.

Na trama, conhecemos Sally (Juliette Binoche), uma mulher solitária que viaja com cargas por todo os Estados Unidos com seu caminhão. Seu irmão Dennis (Frank Grillo) está preso, e de dentro da prisão coloca Sally para ajudá-lo com alguns favores para sair das enrascadas que se mete atrás das grades. Num último movimento para ajudá-lo, já que Dennis está perto de sair da prisão, Sally se depara com uma situação impactante. Ela precisa transportar ilegalmente algo que não sabe o que é para um determinado homem. Quando descobre que se trata de uma jovem, ela resolve ajudar a garota percorrendo estradas perigosas, bandidos e o olhar da polícia, na figura de Gerick (Morgan Freeman), um consultor com mais de 50 anos de experiência, que começa a fechar o cerco contra ela.

O olhar fixo na protagonista limita a percepção como um todo de um problema global. Sally é uma trabalhadora que não consegue se desprender da relação conflituosa que tem com o irmão, faz as entregas que ele pede, cega de que está ajudando. A troca de perspectiva e a tentativa de entendimento da situação grave em que se meteu é um ponto de virada no seu olhar, só que a forma como a história é contada a partir dessa desconstrução acaba deixando lacunas pelo caminho. Quando há espaço para uma reflexão sobre a situação terrível que vive a jovem sequestrada, a narrativa entra na óbvia associação aos traumas que vive na sua vida sem esperanças, quando se depara com a relação de outras famílias um olhar diz mais que mil palavras. O papel da polícia caminha no superficial, contorna a trama dentro da já batida obviedade, não se aprofunda em instante algum.

O grande mérito do projeto é buscar alguma reflexão para um assunto pesado, terrível. Um atentado aos direitos humanos, um crime ultra violento que causa sequelas inimagináveis, a privação de vidas, um negócio completamente ilegal, desumano, que movimenta bilhões de dólares para inescrupulosos bandidos. O tráfico de pessoas, infelizmente é uma realidade. É função do cinema colocar para reflexão, as vezes até mesmo como papel de denúncia, assuntos doloridos de nossa sociedade.

Os 35 Filmes mais Esperados de 2017

O CinePOP selecionou os 35 filmes mais aguardados para 2017. São muitas superproduções animadoras, que prometem deixar os fãs empolgados pelos doze meses vindouros. Veja abaixo e comente quais são os seus filmes mais esperados para o próximo ano.

xXx – Reativado

Pois é, amigos. Vin Diesel está de volta na terceira franquia que ajudou a cimentar seu nome como herói de ação (depois de Riddick e Velozes e Furiosos). Quinze anos depois e Xander Cage segue como agente secreto modernoso, desta vez com a ajuda de Nina Dobrev e Neymar Júnior (WTF). Só vendo para crer.

Transformers: O Último Cavaleiro

Há dez anos o diretor Michael Bay transformava o sonho de muitos meninos que cresceram na década de 1980 em realidade. Dez anos depois e muita coisa rolou, mas os robôs gigantes da Hasbro continuam como a franquia mais lucrativa da Paramount. Desta vez veremos Anthony Hopkins reforçando o elenco e uma luta entre os mocinhos Optimus e Bumblebee.

Power Rangers

Se os Transformers reinavam no gosto popular de crianças na década de 1980, os Power Rangers fizeram o mesmo com a geração seguinte. A versão mais “séria” do material terá o talentoso Bryan Cranston como o mentor Zordon e a bela Elizabeth Banks como a vilã Rita Repulsa.

Piratas do Caribe – A Maldição de Salazar

Por falar em franquias rentáveis, Piratas do Caribe se posicionaria no topo. O Capitão Jack Sparrow volta em 2017 com a missão de encontrar o tridente de Poseidon. Quem volta também é Geoffrey Rush como Barbossa e o sumido Orlando Bloom como Will Turner. A filha de brasileira Kaya Scodelario assume o papel da mocinha, na pele de Carina Smyth e o Oscarizado Javier Bardem é o vilão da vez como Salazar.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Baseado na graphic novel de Pierre Christin, esta superprodução tenta empurrar novamente a modelo Cara Delevingne (boa em Cidades de Papel e ruim em Esquadrão Suicida) como atriz protagonista. Ela é a nova musa de Luc Besson nesta ficção, a qual torcemos para que ecoe O Quinto Elemento (1997).

Jumanji

O filme original de 1995, com Robin Williams, virou um cult clássico. Mas o que o primeiro filme não vez foi mostrar como é o mundo de Jumanji dentro do jogo. Detalhe que será consertado nesta espécie de sequência/reboot. Na história, quatro adolescentes assumem as formas de Dwayne Johnson, Kevin Hart, Jack Black e Karen Gillan ao serem sugados para o jogo mortal na floresta.

Baywatch

Outro produto da década de 1990 é revitalizado para o cinema com a presença do astro de ação Dwayne ‘The Rock’ Johnson. Baywatch, ou SOS Malibu para os íntimos, mostra o dia a dia de salva-vidas na famosa praia de Los Angeles. O longa terá ação, mas promete rir de si mesmo, o que é muito importante.

Resident Evil: O Capítulo Final

Ao som da banda 80´s Guns n Roses, Alice (Milla Jovovich) cruza as estradas dos EUA em sua moto envenenada, para combater mais zumbis e pôr fim aos planos da inescrupulosa companhia Umbrella, que conseguiu devastar o planeta. A pergunta que fica é: será este o capítulo final mesmo?

Assassin´s Creed

Pulando de um filme baseado em game para outro, Assassin´s Creed tem o respaldo de atores vencedores ou indicados ao Oscar. É Michael Fassbender quem compra a ideia aqui, produz e estrela esta aventura sobre um clã de assassinos históricos e viagem no tempo. A musa francesa Marion Cotillard também enobrece a produção com sua presença.

Vida

Vamos tirar o elefante da sala. Que nome estranhíssimo para uma ficção científica passada no espaço e com contornos de Alien – O Oitavo Passageiro. De resto é a trama que você conhece bem – quando astronautas descobrem sinal de vida fora da Terra, as coisas saem do controle no espaço. Se para mais nada, Vida traz a colaboração de dois astros/galãs do momento: Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds. Rebecca Ferguson é a felizarda a se perder na imensidão com eles.

Kong: A Ilha da Caveira

Desde 2005 não tínhamos notícia do gorila mais famoso da sétima arte. A Warner se propõe a remediar isso, comprando os direitos de King Kong da Universal, e quem sabe possibilitando um encontro com a outra grande criatura do cinema, Godzilla, também nas mãos do estúdio da DC Comics. Enquanto este dia não chega, ficamos com uma aventura a la Apocalipse Now pela Ilha do gorilão. Brie Larson, Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson e John Goodman estão entre os humanos do longa.

A Grande Muralha

Zhang Yimou, prestigiado cineasta chinês, marca sua esteia no cinema de Hollywood com esta superprodução sobre o princípio por trás da criação da grande muralha da China. Bem, pelo menos no terreno da ficção, já que seu propósito aqui é impedir a invasão de lagartos gigantes. É Matt Damon quem dá credibilidade, protagonizando como um exímio arqueiro.

Kingsman: The Golden Circle

Uma das surpresas mais agradáveis de 2015, Kingsman demonstrou frescor ao misturar ação, espiões e bastante humor, tudo envelopado com alma de comics (sua fonte original). A continuação, ainda bem, conta com o mesmo Matthew Vaughn como diretor, a presença do carismático Taron Egerton de novo como Eggsy, e as adições muito bem vindas de Julianne Moore, Jeff Bridges, Channing Tatum e Halle Berry.

Planeta dos Macacos – A Guerra

King Kong pode ainda ser o rei dos macacos no cinema, mas seu reinado está seriamente ameaçado por Caesar, o símio digno de Oscar da franquia da Fox, interpretado pelo ótimo Andy Serkis (que também foi Kong em 2005). O elogiado reboot encerra sua trilogia (ou será?) com este exemplar que tem Woody Harrelson como o humano (e naturalmente o vilão), tentando evitar o surgimento do Planeta dos Macacos.

Ghost in the Shell – Vigilante do Amanhã

O mangá mais adorado pelos fãs finalmente será levado às telonas em versão de carne e osso. Enquanto Akira nunca saiu do papel, Ghost in the Shell tem sua trama adaptada por um grande estúdio Hollywoodiano, com a presença da musa Scarlett Johansson no papel da protagonista Major. O visual é lindo. Na melhor das hipóteses, teremos um novo Matrix. Na pior, um novo Aeon Flux (2005). Ish!

God Particle

Se o título parece estranho (e muito provavelmente irá mudar), saiba que este é o terceiro capítulo na antologia de filmes Cloverfield, depois do extremamente elogiado segundo episódio deste ano, Rua Cloverfield 10. A trama agora se passará no espaço, envolvendo um grupo de astronautas. O elenco tem nomes célebres como David Oyelowo, Gugu Mbatha-Raw, Daniel Brühl, Zhang Ziyi e Elizabeth Debicki.

Guerra Mundial Z 2

Mesmo se provando um sucesso de bilheteria, contra todas as adversidades, o primeiro Guerra Mundial Z (2013) não é um filme unânime. Bom, o pensamento tem que ser positivo e esperar que corrijam as falhas do original. Ajuda o fato do astro Brad Pitt estar novamente envolvido. E traz muitas esperanças ao projeto a possibilidade de ter David Fincher, amigo do ator, no comando da continuação.

LEGO Batman

Sim, isto vai acontecer! Uma Aventura LEGO foi um dos filmes mais divertidos de 2014. Enquanto sua sequência não sai, ficamos com este derivado, com foco na versão de montar do homem morcego. E isso não é qualquer coisa. Como tudo é posse da DC/Warner, o acervo de personagens do cavaleiro das trevas para ser utilizado e tirar sarro é grande, e conta inclusive com a favorita Arlequina.

Logan

Trata-se do último filme de Hugh Jackman na pele do personagem que mudou para sempre a sua carreira, Wolverine. Com este, serão um total de nove filmes com o ator no papel. Além disso, um tom mais dramático e intimista garante o falatório de que esta será uma despedida com chave de ouro. Este pode ser o melhor filme da franquia X-Men, é o que garantem alguns.

A Múmia

Um dos monstros mais famosos da história do cinema, A Múmia já teve as formas de um filme de terror (o clássico da Universal com Boris Karloff), uma aventura matinê no estilo Indiana Jones (os filmes com Brendan Fraser) e agora chega em sua versão Missão: Impossível. Não é exagero, já que o escolhido para combater a criatura (nas belas formas de Sofia Boutella desta vez) é ninguém menos que Tom Cruise.

A Bela e a Fera

A Disney está entrando numa onda de refilmar seus desenhos clássicos, em versão live action. Para que serve a proposta da refilmagem quase quadro a quadro? Lucrar mais, e o que seria? Em 2015 tivemos a Cinderela de carne e osso, e este ano foi a vez de Mogli – O Menino Lobo. Ano que vem é Emma Watson quem assume as formas da doce Bela, precisando lidar com a Fera de Dan Stevens.

Passageiros

Estavam sentindo falta de certa musa loira arrebatadora de prêmios na lista? Pois bem, chega de saudade. Passageiros tem uma premissa interessante e mostra Chris Pratt e Jennifer Lawrence flertando como os dois únicos viajantes despertos em uma espaçonave. O que vimos até agora nas prévias foi animador.

A Lei da Noite

Tudo bem que Batman VS. Superman não foi um filme, digamos… unânime. No entanto, a maioria concorda que Ben Affleck foi uma das melhores coisas da superprodução. Fora isso, todos sabemos que como diretor, não existe reclamação contra ele, e Argo (2012) tem o Oscar de melhor filme para provar. A Lei da Noite é seu quarto filme na direção, e conta a história de um mafioso na época da Lei Seca. Queremos!

A Torre Negra

As adaptações dos livros de Stephen King no cinema nem sempre dão certo. Esta é baseada não em um de seus livros, mas em uma série de livros, que igualmente podem render uma saga no cinema. As dúvidas diminuem com um elenco de peso, que conta com Matthew McConaughey (como o vilão) e Idris Elba protagonizando. A história mistura faroeste e fantasia com realidades paralelas.

Dunkirk

Em Nolan confiamos. Dunkirk é o novo trabalho do cineasta de prestígio Christopher Nolan. O diretor é um dos pouquíssimos que conseguem mesclar qualidade num cinema autoral e ainda render milhões em caixa. Este é seu projeto mais ambicioso (bem, e qual não foi?), ou o mais sério, abordando a Segunda Guerra Mundial.

Alien: Covenant / Prometheus 2

Ainda não sabemos qual título o filme receberá, mas o fato é que ter Ridley Scott no comando de mais um Alien seria o suficiente para qualquer cinéfilo dar uma festa. Bem, seria, se não existisse no meio do caminho algo chamado Prometheus (2012). De qualquer forma, nossa fé está depositada no novo exemplar, que traz Noomi Rapace e Michael Fassbender novamente no elenco, além de adicionar Katherine Waterston – que aparentemente é a nova protagonista.

Velozes e Furiosos 8

A Furiosa está furiosa. A melhor coisa do oitavo (é sério!) Velozes e Furiosos é a adição de Charlize Theron como a maquiavélica vilã Cipher. Ah sim, temos também a Dama Helen Mirren (!?) e Vin Diesel aderindo ao lado negro da força.

Thor: Ragnarok

Com um título difícil de pronunciar, que promete travar a língua de muito fanboy (os que já não tiverem a língua travada), o terceiro Thor é também o maior filme solo do herói, e esperamos que seja também o melhor. Em partes pela presença de certa estrela Oscarizada de nome Cate Blanchett como a vilã Hela. Em parte pela presença de outros dois heróis da casa, Doutor Estranho e Hulk – este será o Planeta Hulk das telas. E em parte porque queremos saber que fim levaram Odin e Loki.

Assassinato no Expresso Oriente

Em meio a uma avalanche de filmes de super-heróis, sagas interplanetárias e todo tipo de megalomania recheada de efeitos, que tal um bom suspense à moda antiga. Eu topo. Não fica mais clássico e refinado que um livro de Agatha Christie. Melhor ainda se for a nova adaptação de Assassinato no Oriente Expresso. Ainda mais se for comandado pelo classudo Kenneth Branagh, que também estará no elenco. O resto dos atores, você pergunta. Bem, temos Johnny Depp, Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Penélope Cruz. Está bom pra você?

Mulher Maravilha

Filmes de super-heróis já estão estabelecidos. Mas e quanto aos filmes de super-heroínas? Com produções como Mulher Gato (2004) e Elektra (2005), a situação é no mínimo vergonhosa. Mas a coisa promete mudar de figura com este grande lançamento da Warner/DC que traz a maior heroína dos quadrinhos de todos os tempos – se for para fazer que faça grande! Gal Gadot roubou a cena em BVS e promete ser eternizada como a personagem. Dedos cruzados.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

O trailer lançado recentemente inspirou confiança, prometendo nos fazer esquecer de vez as desgraças conhecidas como O Espetacular Homem-Aranha e A Ameaça de Electro. Além de Tom Holland acertando em cheio como o protagonista, o novo filme do Aranha conta ainda com o apoio muito bem vindo de Robert Downey Jr., reprisando Tony Stark, e Michael Keaton como o vilão Abutre.

Liga da Justiça

Vamos pensar pelo lado positivo, afinal precisamos ser otimistas. Liga da Justiça, a resposta da Warner/DC para Os Vingadores, da rival Marvel, tem tudo para ser um filmaço. Sabemos que Affleck e Gadot acertaram como Batman e Mulher Maravilha, e pela prévia, este será o caminho seguido por Ezra Miller e Jason Momoa nas peles de Flash e Aquaman. Já está mais do que na hora da DC marcar um golaço, e tudo indica que 2017 será o ano para o estúdio.

Blade Runner 2049

Para que uma continuação, remake ou reboot de um dos filmes de ficção mais adorados e estudados de todos os tempos? A ideia que parece absurda e sem propósito começou a ganhar hype com a presença do franco-canadense Denis Villeneuve na direção. Ainda mais quando o sujeito “cometeu” A Chegada. Agora, existem poucas dúvidas sobre o sucesso do longa, que conta com a produção de Ridley Scott, e as presenças de Harrison Ford, Ryan Gosling e Jared Leto no elenco.

Guardiões da Galáxia: Vol 2

O filme mais divertido de 2014 promete a sequência mais divertida de 2017. A ópera espacial regada a muito rock clássico está de volta, com seus personagens disfuncionais e pra lá de estranhos. Quem promete roubar a cena, no entanto, é o dolorosamente fofo Baby Groot. Além disso, teremos as adições de Kurt Russell e Sylvester Stallone no elenco. Não fica muito melhor do que isso.

Star Wars: Episódio VIII

É difícil não colocar um novo episódio da franquia espacial de ficção científica mais adorada do cinema no topo de uma lista dos filmes mais esperados. Faça chuva ou faça sol, queremos sempre mais Star Wars. Mesmo que o derivado Rogue One não tenha empolgado como deveria (leia nossa crítica), O Despertar da Força o fez. E o novo filme é continuação imediata das aventuras de personagens que já amamos e consideramos pacas, como Rey, BB8, Finn e Poe, além das voltas de Luke, Leia e Chewbacca. A Força estará conosco.

Menções Honrosas:

Silence
Fences
O Poderoso Chefinho
A Cura
Fragmentado
A Escolha Perfeita 3
Rei Arthur: A Lenda da Espada
Sexta-feira 13
A Longa Caminha da Billy Lynn
Aliados
American Made
Soldado
Patient Zero
Get Out
It
Logan Lucky
Meu Malvado Favorito 3
Monster Trucks
Beleza Oculta
Carros 3
Annabelle 2
Cinquenta Tons Mais Escuros

Conheça a trajetória de Rebecca Ferguson, atriz sueca de ‘Duna’, ‘Silo’ e da franquia ‘Missão Impossível’

Filha de um empresário e uma tradutora, Rebecca nasceu em Estocolmo, na Suécia. Desde adolescente iniciou na carreira de modelo além de se dedicar aos estudos na dança, ela frequentou a Escola de Música Adolf Fredrik. Após sua formação, ela iniciou na carreira de professora de tango e nesse tempo já flertava com o cinema participando de alguns curtas. Para se sustentar em busca de seus sonhos, trabalhou como babá em uma sapataria e até em um restaurante.

Na virada dos anos 90 sua carreira no mundo da interpretação começou a dar sinais que poderia dar certo quando se destacou no mundo das novelas, na produção sueca Nya Tider que girava em torno de uma conflituosa história de amor. Seu primeiro longa-metragem só veio anos depois, no ano de 2004, o suspense A Maldição do Lago de Mikael Håfström. Após alguns papéis em curtas, e séries de televisão, como no aclamado Wallander, seu trabalho ganhou visibilidade quando participou do drama Um Caminho para Antibes (En Enkel Till Antibes).

Mas sua grande chance de aparecer ao mundo veio com dois projetos, um na elogiada minissérie The White Queen, pela qual recebeu uma indicação ao Globo de Ouro e em 2015 quando conseguiu o papel de Ilsa Faust no blockbuster Missão Impossível – Nação Secreta, papel esse que viria a repetir em futuros filmes da poderosa franquia. A partir daí sua carreira decolou e nos anos seguintes participou de ótimos filmes como: O Rei do Show e Florence – Quem é essa Mulher? .

Nos últimos anos Rebecca Ferguson vem se tornando um rosto cada vez mais conhecido dos cinéfilos, principalmente em obras de ficção científica. Um dos seus últimos trabalhos é um dos mais impactantes de toda sua carreira, ela deu vida à Jessica Atreides no épico de ficção científica Duna de Denis Villeneuve, baseado na obra de Frank Herbert. E também não podemos esquecer da corajosa protagonista Juliette Nichols do sucesso da Apple Tv Plus, Silo, uma distopia que apresenta um mundo destruído e poucos sobreviventes vivendo em um misterioso lugar cheio de regras.

Os próximos dois projetos de sua carreira são as sequências de Duna e a parte dois de Missão Impossível – Acerto de Contas. É aguardar e conferir!

Crítica | Passageiros

Perdidos no Espaço

Obviamente você já ouviu a pergunta: quem você levaria para uma ilha deserta? Ou com quem gostaria de se perder? Atualmente, a maioria das meninas e rapazes diriam Chris Pratt e Jennifer Lawrence. De fato, a dupla de jovens atores está no topo do mundo, como os astros mais rentáveis da atualidade em Hollywood.

Lawrence dispensa apresentação. Com as franquias X-Men (3 filmes) e Jogos Vorazes (4 filmes), J-Law – como é conhecida pelos fãs – escreveu sucesso em seu nome. Mas foi com produções como O Lado bom da Vida (que rendeu a vitória no Oscar), Trapaça (2013) e Joy: O Nome do Sucesso (2015), que a atriz se mostrou uma força da natureza e que seu nome no letreiro é capaz de arrastar multidões para os cinemas como poucos.

Pratt, de gordinho em comédias, foi resgatado pela Marvel / Disney para se tornar um herói de ação sarado e permear os sonhos das (e dos) adolescentes. O filme era Guardiões da Galáxia (2014), obra que mostraria ao mundo o potencial do novo adorável canalha do cinema. Desde então, Pratt foi visto nos sucessos Jurassic World (2015) e Sete Homens e um Destino (2016). E esse ano tem Guardiões Vol 2

Bem, chega de enrolar. Vocês já entenderam que Lawrence e Pratt são grandes, tão grandes que não dá para ficar muito maior. O que você quer saber é o que esperar de Passageiros. Bem, voltando àquele primeiro parágrafo, sobre se perder numa ilha deserta, essa é a sensação ao assistir ao novo longa de ficção protagonizado pelo casal quentíssimo. Essa é uma ilha deserta, mas uma ilha tecnológica, saída diretamente do futuro, e dona de todos os itens que vocês mais gostam, ou seja, vídeo games, filmes, academia, comida, é um verdadeiro paraíso.

Na trama, centenas de pessoas viajam pelo espaço a fim de colonizar um novo planeta, uma espécie de segunda Terra. Esse cruzeiro de luxo é caro, e dividido em classes econômicas, assim como o Titanic. Além disso, a viagem é longa e dura uns 90 anos, só sendo possível para os tripulantes realizar essa transição em criogenia (aquele sono profundo no qual não se envelhece, que conhecemos bem de produções do gênero). A trama começa a girar quando após um incidente, a câmara contendo o protagonista Jim Preston (Pratt) abre trinta anos antes do tempo.

E agora? O que resta ao nosso intrépido herói? Passar o resto de sua existência neste transatlântico de luxo, usufruindo de toda tecnologia que o colosso tem a lhe oferecer, sozinho, e sem nunca conseguir botar os pés no novo planeta – já que até a espaçonave chegar a seu destino final, o sujeito terá provavelmente morrido de idade avançada. Bom, isso é, até outra câmara dar defeito e dela sair a estonteante Aurora Lane (Lawrence) – não, você não está enganado, o nome da personagem é uma referência à clássica princesa da Disney de A Bela Adormecida (1959), dentre tantas que o longa irá fazer ao longo de sua projeção.

A esta altura vale mencionar as mentes pensantes por trás do projeto: o roteirista Jon Spaihts (Doutor Estranho e Prometheus) – como é bom ver um filme com apenas um roteirista, peitando o sucesso ou o fracasso por conta própria – e o diretor norueguês Morten Tyldum (Headhunters), indicado ao Oscar por O Jogo da Imitação (2014). A história confeccionada por Sapihts captura de imediato nossa atenção e mistura na trama suspense, drama, romance, certo humor e adrenalina, em doses equilibradas e satisfatórias. A direção de Tyldum é enérgica e mantém um bom ritmo, fazendo de Passageiros um dos entretenimentos mais ofuscantes deste início de ano. Tudo é belo visualmente, brilha e ecoa magnitude. Esta é uma produção esplendorosa, que destaca sua direção de arte, figurinos, fotografia e maquiagem, remetendo às grandiosas produções da era de ouro de Hollywood.

Passageiros talvez careça da importância existencialista que a obra poderia ter, mas de qualquer forma levanta questões suficientes para dar substância a um produto voltado e vendido para as massas sem entediar o público disperso que lota as salas dos multiplex de shopping. A química entre os protagonistas está lá e funciona. Sabemos que nem sempre colocar dois grandes astros fazendo par é garantia de sucesso (que o diga Johnny Depp e Angelina Jolie O Turista feelings). Pratt está mais contido do que o habitual, arriscando momentos um pouco mais dramáticos e Lawrence igualmente mantém uma nota mais baixa em sua costumeira extravagância performática.

Completando o elenco principal, temos o sempre ótimo Michael Sheen num papel curioso, cujas cenas mantém O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, em nossas mentes com mais uma das muitas referências do longa.  Passageiros é um espetáculo visual, divertido e que acerta em todas as notas, levantando as questões necessárias, sem esquecer detalhes adereçados pelo roteiro, que poderiam passar em branco se os realizadores não demonstrassem verdadeiramente se importar com o que estão vendendo. Romance e egoísmo nunca caminharam tão lado a lado. Ah, o amor.

5 Grandes TRILOGIAS do Cinema disponíveis pelos streamings

Um filme bom é algo que você encontra com certa frequência, dois filmes bons dentro do mesmo universo de história já começa a ser algo difícil, três filmes então é bem raro. Algumas trilogias do cinema ultrapassaram com muitos elogios gerações de cinéfilos com suas inúmeras reflexões. Pensando nisso, resolvemos separar na lista abaixo 5 trilogias bem legais que estão pelos streamings:

 

De Volta para o Futuro (Star Plus)

Lançado em meados da década de 80 e com uma arrecadação em bilheteria que faturou 20 vezes mais que o orçamento final de 19 milhões de dólares, De Volta para o Futuro é um dos filmes mais lembrados pelos cinéfilos quando pensamos em filmes empolgantes de ficção científica e viagem no tempo. Contando a história de um jovem estudante do ensino médio norte-americano que consegue voltar no tempo após um experimento de um amigo cientista, na época em que seus pais se conheceriam e acaba se metendo em diversos conflitos para não alterar o futuro. Todos os três filmes tem no streaming da Star Plus.

 

O Senhor dos Anéis (HBO Max)

O excelente cineasta neozelandês Peter Jackson conseguiu no início dos anos 2000 adaptar para os cinemas uma das obras-primas da literatura de fantasia, lançado em meados da década de 50 e escrita por J. R. R. Tolkien, a saga O Senhor dos Anéis. Dividida em três partes, e para explicar rapidamente, a trama gira em torno de um poderoso anel que precisa ser destruído para que não caia nas mãos das forças do mal. Assim, humanos, hobbits e outros seres se juntam nessa árdua missão. Todos os três filmes tem no streaming HBO Max.

 

O Poderoso Chefão (Telecine)

Uma das mais conhecidas franquias da história do cinema, baseada no livro homônimo de Mario Puzo, O Poderoso Chefão gira em torno de uma grande família mafiosa, os corleones, que entre vários conflitos internos e externos buscam se estabelecer como uma potente força mafiosa em um Estados Unidos após a segunda grande guerra. Assim, num primeiro momento, conhecemos Vito e sua família, principalmente seus filhos, um deles que iria ser o seu grande substituto. Ao longo dos três filmes, traições e violências são alguns dos elementos impactantes de uma trilogia inesquecível. Todos os três filmes tem no streaming do Telecine.

 

Nós Somos os Campeões (Disney Plus)

Lançado 31 anos atrás, e buscando popularizar um esporte que não vemos muito por aqui no Brasil, o Hockey, chegou aos cinemas o emocionante e divertido filme Nós Somos os Campeões. A base da história, que veríamos mais desenrolares em outros dois filmes em sequência, gira em torno de um amargurado ex-atleta, agora advogado, que precisa cumprir serviço comunitário após um incidente, fato que o leva a seu o treinador de uma talentosa equipe juvenil de Hockey. Todos os três filmes estão disponíveis na Disney Plus, vlae muito a pena conferir!

 

Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol, Antes da Meia-Noite

Quem diria que um filme lançado no Festival de Sundance, lá no já longíquo ano de 1995, ficaria para sempre na memória de muitos de nós? Na trama, conhecemos a história de um encontro entre um jovem norte-americano e uma jovem francesa no vagão de um trem que resolvem desembarcar em uma cidade e se conheceram durante o curto período que tem. Nas sequências voltamos a reencontrar os personagens, em outras fases da vida, mas sem nunca esquecer um ao outro. Os dois primeiros filmes estão disponíveis na HBO Max, já o terceiro somente para aluguel na Prime Video ou Youtube.

 

Crítica | xXx: Reativado

Um filme de ação à moda antiga

Quando o ator Vin Diesel se tornou um astro de ação, no início da década passada, seu estilão nas telas foi muito comparado ao dos brucutus que reinaram nos anos 1980 e 1990, considerados em extinção quando Diesel ascendia. O ator não nega as raízes e as comparações vinham em forma de elogio para ele, que mantinha a tocha acesa para o subgênero.

Se no início da década passada este tipo de cinema soava sem força, hoje, com super-heróis aos montes, banhados a muito efeito de computação, manter a tocha acesa soa como remar contra a maré. Mais eis que surge Vin Diesel novamente, clamando por seu trono nas bilheterias, numa era onde ele talvez se veja extinto também. Além de ator e astro, Diesel adentra os novos tempos como empresário do ramo, com bastante controle criativo nas rédeas de lucrativas franquias. Se Velozes e Furiosos deu tão certo que chega este ano ao seu oitavo episódio, com quase $3 bilhões em caixa, contando apenas os três últimos filmes, é hora de tentar revitalizar outra marca pré-estabelecida.

xXx ou Triplo X, pegou carona no sucesso de Diesel, tentando capitalizar em cima da temática dos filmes de agentes secretos, muito em voga na época. O ano era 2002, James Bond tinha as formas de Pierce Brosnan (parecendo velho junto ao público) e ganhava um novo exemplar com Um Novo Dia para Morrer; Tom Cruise e seu Missão: Impossível saíam do bem sucedido segundo filme (2000) e as portas eram abertas para um novo espião, mais jovem e ágil, na pele de Matt Damon em A Identidade Bourne. Triplo X era ainda mais moderno e arrojado, indo na contramão da classe do agente da Rainha, por exemplo, e apelando mais para a geração vídeo game Thug Life.

Xander Cage (Diesel) é um esportista radical, que realiza os atos mais audaciosos imagináveis, sempre indo contra as autoridades e as regras, a fim de quebrar recordes e fazer valer a máxima da atitude ‘stick it to the man’. Seria um rebelde elevado à décima potência. Justamente por isso, uma agência do serviço secreto americano, personificado por Augustus Gibbons (Samuel L. Jackson), achou que Cage seria o homem ideal para ser seu mais novo espião!? Bom, em 2002 já percebíamos que xXx não era o tipo de filme para ser levado a sério, no qual a diversão só é de fato encontrada se você embarcar na insanidade de tudo, desacreditando conceitos físicos e dando espaço para toda quebra de realidade – é o chamado salto de fé, aqui mais para ‘um triplo mortal de costas no ar de fé’.

Uma malfadada continuação em 2005 depois – estrelada por Ice Cube (numa época em que Diesel achava que sua carreira não ficaria presa aos estereótipos por ele criados) – e Xander Cage está de volta, quinze anos depois de sua primeira incursão nos cinemas, sim o tempo passa. Dado como morto, Cage passa seu tempo arriscando o pescoço na República Dominicana, descendo ribanceiras de florestas com esquis (sim, você leu certo) e ruas bastante íngremes com seu “skate envenenado”, para que o vilarejo onde vive possa ter acesso ao jogo de futebol. Tudo isso em 10 minutos de filme, 10 minutos em que jogamos pela janela qualquer sinal de bom senso, lógica e inteligência se quisermos ter uma experiência minimamente aceitável aqui.

Depois de um breve encontro com Neymar, Gibbons sai de cena. Em seu lugar, a nova manda-chuva da agência é a loira gelada Jane Marke (papel da indicada ao Oscar, Toni Collette). Cabe a ela recrutar novamente Cage para uma segunda missão suicida. O objetivo agora é recuperar um item (o MacGuffin da vez), que tira satélites de órbita e pode invadir os computadores de qualquer agência de segurança do mundo, roubado por um time de especialistas, comandados por Xiang (Donnie Yen, o cego de Rogue One). Serena (papel da indiana Deepika Padukone, estreando no cinema americano), Talon (Tony Jaa, de Velozes e Furiosos 7) e Hawk (Michael Bisping, lutador de MMA na vida real) completam o time de antagonistas.

Como não gosta de andar na linha, Cage exige sua própria equipe para desbaratinar os planos dos malfeitores, e então entram em cena Adele Wolff (papel da estonteante Ruby Rose, da série Orange is the New Black), Nicks (o chinês Kris Wu, também debutando em Hollywood) e Tennyson (Rory McCann, o ‘cão’ da série Game of Thrones). O interessante aqui é que todos estes personagens secundários ganham espaço para destaque dentro da trama, entre uma cena e ação e outra, o que é mais do que se pode dizer de tantos filmes que abarrotam seus personagens na tela. Inclusive, há espaço para participações bem especiais, que não valem a pena ser mencionadas para não estragar a surpresa. A estrela da TV Nina Dobrev (Diários de um Vampiro) também empresta seu carisma para a versão de Q deste universo, a agente high tech Becky.

xXx: Reativado soa como um filme cujo roteiro já vem sendo requentado desde quando tais obras estavam no auge. Não trabalha com originalidade, mas sim com criatividade, carisma e graça. Já vimos essa história antes, mas não custa ver de novo se quem está contando vende a coisa com vontade. É exatamente o que Vin Diesel (que também produz o longa), o roteirista F. Scott Frazier (graças a Deus um roteiro com apenas um autor assinando) e o diretor D.J. Caruso (Paranoia e Controle Absoluto) fazem aqui, vendem seu peixe com frescor e tempero de novidade, mesmo que a mercadoria tenha sobrado na mesa por alguns dias.  O terceiro Triplo X é um filme de ação à moda antiga, exala testosterona, exalta ânimos e nervos com muita pancadaria (afinal, de que outra forma se resolve uma disputa), e arruma tempo para enaltecer a figura de Vin Diesel como o galã que toda mulher quer levar para a cama (o sujeito tem menos cabelos que Bond, mas muito mais lábia). Os trogloditas estão com os dias contados, mas enquanto não desaparecem, procuram se divertir.

 

10 Filmaços dos tempos das Videolocadoras!

Muitos de nós temos lembranças tão legais dos tempos de locadora! Era sempre uma aventura super empolgante chegar até algum desses lugares num fim de semana, alugar um monte de filmes e só entregar na segunda-feira! Para lembrar alguns ótimos sucessos alugados nesse tempo que a nova geração nem sabe direito como era, segue abaixo 10 filmaços dos tempos de Locadora!

 

Os Fantasmas se Divertem

Um clássico da famosa sessão da tarde! Hoje, disponível no catálogo da Hbo Max, Os Fantasmas se Divertem ou mesmo Beetlejuice, o filme conta a história carismática de um casal que após morrerem viram fantasmas dentro de sua própria casa. Quando uma nova família chega no lugar o conflito acontece. O filme custou 15 milhões de dólares e faturou 5 vezes esse valor.

 

O Franco Atirador

Dirigido pelo cineasta nova iorquino Michael Cimino, esse intenso filme de mais de três horas, ganhador do Oscar de Melhor Filme, nos mostra a história de alguns amigos que se estão prestes a ir para o exército, na infantaria norte-americana na Guerra do Vietnã. Durante a guerra, presenciam os horrores daquele lugar. O projeto é inspirado no livro Three Comrades (1937), do escritor alemão Erich Maria Remarque.

 

Cartas na Mesa

Na trama, conhecemos Mike (Matt Damon), um jovem estudante de direito que passou anos de sua vida rapelando mesas de pôquer pela cidade acumulando um bom dinheiro. Seguindo no seu vício, durante uma noite acaba perdendo tudo que conquistou em um jogo cruel contra o russo Teddy (John Malkovich). A partir desse dia ele resolve nunca mais voltar aos jogos de cartas com apostas. Nove meses passam, ele está mais firme no relacionamento com a namorada Jo (Gretchen Mol), trabalhando dirigido um caminhão de entregas e estudando no resto do dia. Mas essa rotina de paz muda quando seu antigo amigo Worm (Edward Norton) sai da prisão e essa péssima amizade começa a chamar Mike de volta ao universo dos jogos clandestinos de pôquer, fato que o leva a mais conflitos com todos ao seu redor.

 

Warriors – Os Selvagens da Noite

Em uma cidade quase paralela, dezenas de gangues se reúnem para um encontro no emblemático bairro do Bronx, a mais pobre das 5 regiões de Nova York. Nessa reunião, que fora combinado nenhuma gangue levar qualquer tipo de arma nem expressar qualquer tipo de violência. Mesmo assim, um assassinato acontece e por circunstâncias do destino a gangue dos Warriors de Coney Island (um bairro que tem praia no condado do Brooklyn) acaba sendo acusado do homicídio. Sem saída e procurando as estações de metrô pela cidade para chegarem aos seus lares, os seus integrantes, todos jovens beirando à fase adulta, precisam trabalhar em equipe para enfrentar todos que querem fazer justiça com as próprias mãos. Em uma jornada frenética vamos acompanhando toda a situação de fuga pelos olhos dos integrantes da Warriors.

 

Adeus, Lênin!

Na trama, conhecemos Alex (Daniel Brühl), um jovem morador da Alemanha Oriental, que tinha o sonho de ser astronauta e vive em um modesto apartamento junto de sua irmã e sua mãe. Essa última é uma influente mulher nos tempos de socialismo só que sofrera bastante no campo emocional, principalmente quando o marido a abandonara e nunca mais deu notícias. Durante uma passeata, mesmo que sem participar dela, a mãe sofre um ataque cardíaco e entra em coma. Em paralelo o Muro de Berlim não existe mais e a a crescente ocidentalização chega para o lado ex-oriental. Após 8 meses em coma, a mãe acorda milagrosamente, assim é dito pelo médico que ela não deve passar por grandes emoções. Alex então tem uma ideia mirabolante que é esconder que o socialismo alemão acabou transformando o quarto da mãe em um museu de memórias sobre aquele tempo. Mas será que ele conseguirá mentir pra sempre?

 

O Silêncio dos Inocentes

Baseado no livro homônimo publicado em 1988 por Thomas Harris, no início da década de 90 chegaria aos cinemas um filme que ficaria pra sempre na memória de muitos cinéfilos: O Silêncio dos Inocentes. Nele vemos um duelo repleto de tensão entre um médico, altamente narcisista, violento, canibal e uma agente do FBI que precisa da ajuda dele para chegar a um assassino. Pra quem ainda não assistiu, tem lá na Prime Video.

 

A Lista de Schindler

Obra-prima dirigida por Steven Spielberg, baseado na obra Schindler’s Ark, do escritor australiano Thomas Keneally, nos mostra a história de um empresário que salvou a vida de muitas pessoas durante a segunda guerra mundial.

 

Duro de Matar

Um dos maiores (senão o maior) sucesso da carreira do inesquecível Bruce Willis, em Duro de Matar acompanhamos um policial que após ir parar na festa de confraternização de natal da empresa japonesa onde a esposa trabalha precisa salvar o dia quando terroristas invadem o lugar. Esse filme tem um vilão espetacular interpretado pelo fantástico Alan Rickman. Muitos não sabem mas o filme é baseado em um romance de 1970 do escritor Roderick Thorp chamado Nothing Lasts Forever.

 

Os Bons Companheiros

Na trama, conhecemos o jovem Henry Hill (Ray Liotta) que sempre sonhou em fazer parte do grupo de gângster que dominavam as ruas do bairro onde morava. Começando lá embaixo na hierarquia ao longo do tempo foi crescendo e seu destino acaba se chocando com o de James Conway (Robert De Niro) um experiente criminoso e do explosivo e altamente inconsequentemente Tommy (Joe Pesci). O trio arma diversos atos criminosos e se envolvem cada vez mais com o crime, principalmente quando chega forte o tráfico de drogas na cidade. Mas essa amizade fica em xeque quando conflitos começam a surgir para os três.

 

Acima de Qualquer Suspeita

Na trama, conhecemos Rusty Sabich (Harrison Ford), um prestigiado promotor de um grande centro dos Estados Unidos que vê sua vida dar um verdadeiro nó quando é acusado de matar a ex-amante, a também promotora Carolyn (Greta Scacchi). Esse fato praticamente despedaça seu casamento com a matemática Barbara (Bonnie Bedelia), o faz se afastar do seu emprego, além de ter que provar sua inocência custe o que custar. Ao longo dos intensos 127 minutos de projeção, também por meio de flashbacks, vamos entendendo melhor a relação do promotor com a vítima.

 

 

Os 10 Maiores Musicais Vencedores do Oscar

La La Land: Cantando Estações é o filme do momento. Se você ainda não assistiu ou sequer ouviu falar, está na hora de sair de sua caverna e olhar o dia raiando. Ontem, sábado, dia 28 de janeiro, o filme do diretor Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição) conquistou mais um prêmio importante em sua jornada rumo ao Oscar, o PGA, o prêmio do sindicato dos produtores de cinema em Hollywood.

O PGA é o mais forte termômetro para o Oscar, e nos oito últimos anos determinou todos os vencedores na categoria de melhor filme – trajetória quebrada quando Spotlight levou o prêmio máximo (o PGA elegeu A Grande Aposta) ano passado. Justamente por isso, para homenagear o futuro vencedor do Oscar de melhor filme em 2017, resolvemos criar esta nova lista, com os 10 maiores vencedores do Oscar do gênero musical na história do cinema. Veja abaixo e se tivermos esquecido algum, aponte nos comentários.

10 | O Show Deve Continuar (All That Jazz, 1979)

Em décima posição na lista, este é um musical subversivo, diferente das obras otimistas das décadas de 1950 e 1960. Um clima mais realista e cru tomava conta das produções na década de 1970, e isso afetou também os musicais. Aqui, o icônico coreógrafo Bob Fosse, resolve contar sua própria biografia na direção do longa, utilizando o Joe Gideon de Roy Scheider, um diretor/coreógrafo de espetáculos teatrais, mulherengo, drogado e dono de uma vida sórdida, como pseudônimo. Dificilmente nos deparamos com uma autoanálise tão depreciativa.

Vitórias no Oscar: O Show Deve Continuar saiu vencedor de 4 Oscar – direção de arte, figurino, edição e trilha sonora.

Indicações: são num total 9 indicações para o filme de Fosse, considerado por muitos como o melhor musical do cinema. Fora as 4 estatuetas que levou, All That Jazz foi lembrado nas categorias – melhor filme (o qual perdeu para Kramer Vs. Kramer), ator para Roy Scheider, diretor para Bob Fosse, melhor roteiro original e melhor fotografia.

9 | Mary Poppins (1964)

Um dos musicais para toda a família mais adorados do cinema, chega em nona posição. Esta é uma produção da Disney, baseado no livro infantil da autora britânica P.L Travers. Quem teve a oportunidade de assistir ao filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks, 2013), sabe que este conto de fadas teve bastidores nada mágicos. Seja como for, a história edificante fala sobre uma babá encantada e voadora, que chega para modificar uma família e ensinar as crianças. Em 2018, teremos finalmente uma sequência, 54 anos depois, que tratá a graciosa Emily Blunt como Poppins e as crianças agora adultas.

Vitórias no Oscar: Mary Poppins saiu da cerimônia do Oscar com 5 estatuetas: melhor atriz para a icônica Julie Andrews, melhor edição, melhores efeitos visuais, melhor canção original (Chim Chim Cher-ee) e melhor trilha sonora.

Indicações: as indicações de Mary Poppins são 13 ao total, um dos números mais altos da lista. No entanto, o filme não recebeu os prêmios principais. A obra foi lembrada, além das 5 que venceu, para melhor filme (o qual perdeu para Minha Bela Dama, que também teria Andrews como protagonista), melhor diretor para Robert Stevenson, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor som, melhor trilha de música adaptada (categoria que não existe mais).

8 | A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1965)

Já deu para perceber que na década de 1960 os musicais ainda estavam com tudo e emplacavam forte com os votantes da Academia. Por dois anos consecutivos os musicais dominaram os prêmios do Oscar e aqui temos um filme semelhante, de certa forma, ao item acima, Mary Poppins. Esta obra também trata de uma jovem babá/governanta que chega a uma casa para mudar a vida da família. Além disso, temos a mesma Julie Andrews protagonizando. Maria, a protagonista, no entanto, é uma freira que abandona o convento, e a trama embora edificante, alegre e inocente, se passa no período da Segunda Guerra Mundial, na década de 1930, e tem como pano de fundo a trágica dominação da Alemanha nazista na Áustria, cenário do longa.

Vitórias no Oscar: assim como Mary Poppins, A Noviça Rebelde ganhou 5 estatuetas no Oscar, algumas mais importantes, porém. São elas: melhor filme, melhor diretor para Robert Wise, melhor som, melhor edição e melhor trilha sonora.

Indicações: A Noviça Rebelde possui 10 indicações ao Oscar no total. Além das 5 estatuetas que venceu, o filme foi indicado também para melhor atriz (Julie Andrews), melhor atriz coadjuvante (Peggy Wood), melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor figurino.

7 | Oliver! (1968)

Este musical é a adaptação do livro de Lionel Bart, que por sua vez é uma releitura do clássico imortal da literatura Oliver Twist, de Charles Dickens. A história é a mesma, apenas recontada através de músicas. Entretanto, Oliver! se tornou uma das versões mais prestigiadas do conto no cinema, justamente por seus prêmios no Oscar. A trama fala sobre o pobre órfão Oliver Twist, jogado de um lado para o outro, do orfanato para lares adotivos abusivos, até as ruas, onde conhece um grupo de delinquentes comandados por um ardiloso bandido, na Inglaterra Vitoriana.

Vitórias no Oscar: o filme tem prêmios importantes no Oscar, no total de 6 estatuetas: melhor filme, melhor diretor para Carol Reed (não se espantem, trata-se de um diretor homem, Kathryn Bigelow segue como a primeira mulher da história com o Oscar de direção), melhor direção de arte, melhor som, melhor trilha sonora e um Oscar honorário para melhor coreografia no filme.

Indicações: num total de 11 indicações, Oliver!, além das 5 estatuetas, foi indicado para melhor ator (Ron Moody), melhor ator coadjuvante (o menino Jack Wild – que não é o intérprete do protagonista), melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor figurino e melhor edição.

6 | Sinfonia de Paris (An American in Paris, 1951)

Ah, Paris! Este filme marca dois itens que não poderiam ficar de fora de uma lista com tal temática. Primeiro, o cenário parisiense, extremamente belo e musical. Segundo, um filme do gênero estrelado pela lenda Gene Kelly. Na trama do longa, dirigido por Vincente Minnelli, um pintor americano (Kelly) vivendo em Paris, luta para ser reconhecido e é descoberto por uma herdeira. Ele se apaixona por uma jovem francesa, noiva de um cantor de cabaré. Seu melhor amigo é um aspirante a pianista.

Vitórias no Oscar: Sinfonia de Paris ganhou 6 prêmios da Academia, incluindo melhor filme, melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino e melhor trilha sonora.

Indicações: dentre as 8 indicações, os únicos 2 prêmios que não conquistou foram os de melhor diretor para Vincente Minnelli e melhor edição.

5 | Chicago (2002)

Que moral! Chicago é o musical mais recente a figurar na lista e não é para menos, já que a obra pode ser considerada a melhor do gênero nos últimos 35 anos (pelo menos). A consagração no Oscar é só para provar o fato. Baseado no livro de Bob Fosse e Fred Ebb, e na longeva peça da Broadway, de Maurine Dallas Watkins, a versão cinematográfica desta história é impecável, adaptando ferozmente sem perder um tom, o material original. Na trama, na Chicago da década de 1920, Velma Kelly e Roxie Hart são duas mulheres condenadas à prisão, lutando por sua inocência e pela fama. Simplesmente hilário, e o musical preferido deste que vos escreve (sendo o primeiro que experimentei em tela grande).

Vitórias no Oscar: Chicago é verdadeiramente um fenômeno. O filme tem 6 estatuetas do Oscar, que incluem: melhor filme, melhor atriz coadjuvante para Catherine Zeta-Jones, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor edição e melhor som.

Indicações: são 13 indicações ao Oscar no total para Chicago, uma a menos que o sucesso La La Land. Das estatuetas que o filme não venceu estão: melhor atriz (Renée Zellweger), melhor ator coadjuvante (John C. Reilly), melhor atriz coadjuvante (Queen Latifah), melhor diretor (Rob Marshall), melhor roteiro adaptado, melhor fotografia e melhor canção original (I Move On).

4 | Cabaret (1972)

Outro musical saído da revolucionária década de 1970, e igualmente dirigido pelo mestre do gênero, Bob Fosse. Baseado na peça Cabaret, de John Van Dutren, e no livro de mesmo nome, de Joe Masteroff, o filme, no entanto, apesar de ter sido produzido na fervorosa década de 1970, retrata os anos 1930, numa Alemanha pré-nazismo. A temática de política é o pano de fundo aqui, e os holofotes estão em Liza Minnelli (filha de Vincente Minnelli) no papel de Sally Bowles, cantora de um cabaré decadente, cujo otimismo e charme são suas qualidades chamativas.

Vitórias no Oscar: Cabaret é um dos musicais que mais prêmios no Oscar venceu. São 8 no total – melhor atriz para Liza Minnelli, melhor ator coadjuvante para Joel Grey, melhor diretor para Bob Fosse, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor som, melhor edição e melhor trilha sonora.

Indicações: de suas dez indicações, Cabaret só não levou 2 prêmios: melhor filme (o qual perdeu para o quintessencial O Poderoso Chefão) e melhor roteiro adaptado.

3 | Minha Bela Dama (My Fair Lady, 1964)

Voltando para a corrida do Oscar de meados da década movimentada para o gênero, a década de 1960. A batalha pelo Oscar de melhor filme deste ano, viu a luta ferrenha entre Mary Poppins e Minha Bela Dama, na qual este filme saiu vitorioso. A curiosidade é que a estrela Julie Andrews lutou com unhas e dentes pelo papel da florista transformada em dama Eliza Doolittle, tendo no seu corner o estúdio Disney. Mas o papel ficou mesmo com outro ícone da época, a estrela Audrey Hepburn, que não tinha grande talento para a música. Seja como for, Minha Bela Dama se tornou um dos maiores sucessos do gênero. A história é baseada na peça teatral Pigmaleão, de George Bernard Shaw, que por sua vez deu origem ao livro de Alan Jay Lerner, no qual o filme é igualmente baseado. A trama mostra um professor erudito disposto, através de uma aposta, a demonstrar que com os ensinamentos adequados, qualquer um pode ser transformado numa pessoa educada. O alvo do experimento é uma florista bruta, desbocada e sem modos.

Vitórias no Oscar: este épico musical de quase 3 horas de duração é um dos maiores vencedores do Oscar de todos os tempos, com 8 estatuetas. São elas: melhor filme, melhor ator para Rex Harrison (que dedicou o prêmio para “duas belas damas”, Julie Andrews e Audrey Hepburn), melhor diretor para George Cuckor, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor som e melhor trilha sonora.

Indicações: num total de 12 indicações, Minha Bela Dama não levou os prêmios de melhor ator coadjuvante (Stanley Holloway), melhor atriz coadjuvante (Gladys Cooper), melhor roteiro adaptado e melhor edição.

2 | Gigi (1958)

Bem, por esta lista podemos perceber que os dois grandes nomes de cineastas do gênero são os de Bob Fosse e antes dele, Vincente Minnelli. Enquanto Fosse vem de uma escola de maior contracultura, pertinente à época, Minnelli apostava no espetáculo da era de ouro de Hollywood. Baseado no livro de Colette, e descrito como uma história de Cinderela do século XX, o filme narra a amizade entre um playboy festeiro e superficial e uma jovem treinada para ser cortesã, que não permanecerá apenas uma amizade por muito tempo. Minnelli segue na cidade das luzes, Paris, usando o romântico local como pano de fundo desta nova produção, 7 anos após Sinfonia de Paris. No entanto, desta vez, o diretor volta no tempo para a época de 1900.

Vitórias no Oscar: um dos maiores recordistas de prêmios do Oscar no gênero, perdendo apenas para o número 1 desta lista, Gigi tem 9 estatuetas douradas – melhor filme, melhor diretor para Vincente Minnelli, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor edição, melhor canção (Gigi) e melhor trilha sonora.

Indicações: bem, Gigi é um destes casos raros de produções cinematográficas que fizeram a limpa no Oscar, levando todos os 9 prêmios aos quais estava indicado.

1 | Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961)

Justiça seja feita. Reconheço que falei antes do tempo e não poderia fechar a lista sem o nome do cineasta Robert Wise como um dos mais influentes dentro do gênero, de todos os tempos. Wise tem no cinturão o lendário A Noviça Rebelde, e chega agora na primeira posição da lista, com Amor, Sublime Amor, o filme que mais Oscar venceu na história do cinema dentro do gênero musical. Baseada no livro de Arthur Laurents, com clara inspiração em Romeu e Julieta, de Shakespeare, e depois adaptado para a Broadway por Jerome Robbins, a produção cinematográfica retrata um amor florescendo entre dois jovens de lados opostos na rivalidade entre gangues porto-riquenhas residindo em Nova York.

Vitórias no Oscar: com o recorde absoluto de vitórias no Oscar para um filme no gênero, West Side Story (ou Amor, Sublime Amor) tem 10 prêmios no currículo: melhor filme, melhor ator coadjuvante para George Chakiris, melhor atriz coadjuvante para Rita Moreno, melhor diretor para Robert Wise (e Jerome Robbins, o codiretor do filme, pela primeira vez num Oscar dividido na categoria), melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor som, melhor edição e melhor trilha sonora.

Indicações: de todas as 11 indicações, Amor, Sublime Amor só não levou o prêmio de melhor roteiro adaptado.

Curiosidade

Considerado por muitos críticos, cinéfilos e entusiastas do cinema como um dos melhores musicais de todos os tempos (ou o melhor), o icônico Cantando na Chuva (1952) teve apenas 2 indicações para o Oscar – melhor atriz coadjuvante para Jean Hagen e melhor trilha sonora – e saiu de mãos abanando. Parece incrível, mas é uma das grandes injustiças da Academia. Para termos uma ideia, nenhum destes vencedores do Oscar aqui listados se encontra na lista dos 250 melhores filmes de todos os tempos no IMDB, a bíblia do cinema na rede. Já Cantando na Chuva é o número 94.

Bônus:

Como esta lista foi confeccionada por este humilde jornalista que vos escreve, sinto que é justo incluir como bônus um filme pelo qual tenho apreço, um filme dentro do gênero que carrego no coração e na alma, e sei que muitos de vocês também. E para os que não o conhecem, aqui vai minha recomendação máxima para que o procurem. Trata-se de Apenas uma Vez (Once, 2007), musical com pé no chão, mas romântico, sobre a amizade e o amor verdadeiro (no sentido mais real da palavra) que nasce entre um músico de rua e uma florista na Dublin atual. Apenas uma Vez é o grande trabalho do irlandês John Carney, que seguiu para fazer filmes de prestígio e igualmente bons como Mesmo se Nada der Certo (2013) e o recente Sing Street (2016). Apenas uma Vez levou o Oscar de melhor canção por Falling Slowly.