Histórias de mistério sempre fizeram parte da nossa – muito mais do que podemos imaginar. Desde os clássicos contos assinados por Sir Arthur Conan Doyle e os romances impecáveis de Agatha Christie até obras cinematográficas inteligentes e bastante nostálgicas, o mundo do entretenimento teve e continua tendo um apreço inegável pelo estranho, pelo bizarro e pelo envolvente.
Com falhas pontuais e algumas produções esquecíveis, grande parte das narrativas contemporâneas da esfera audiovisual consegue enriquecer nosso intelecto e nossa imaginação com tramas intrincadas, recheadas de perigos mortais, personagens duvidosos e plot twists chocante.
Por isso, o CinePOP resolveu trazer uma lista com 10 séries imperdíveis sobre mistério.
Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:
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THE TUNNEL

Depois de fazer algumas aparições na franquia ‘Harry Potter’, Clémence Poésy migrou para as telinhas ao lado de Stephen Dillane com uma série de tirar o fôlego: ‘The Tunnel’ (uma produção que provavelmente passou fora do radar, ainda mais considerando que é um remake de um clássico cult escandinavo).
A trama gira em torno de uma investigação criminal no túnel que liga o Reino Unido à França. Os dois detetives principais (Poésy e Dillane) a princípio parecem estereotipados, mas logo revelam que passam longe de meras construções formulaicas, mergulhando em um mundo arrepiante e repleto de segredos.
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A produção da Netflix traz um tabuleiro cheio de ótimos elementos: Carey Mulligan em um dos melhores papéis de sua carreira, o dramaturgo David Hare assinando o roteiro, temas que perpassam desde a controversa política britânica até a crise de refugiados na Síria – e reviravoltas surpreendentes.
A minissérie é composta por quatro episódios e, apesar da brevidade, consegue cumprir tudo a que se propõe entregar ao público. Mais do que isso, as linhas narrativas cheias de nuances são adornadas com atuações impecáveis (incluindo uma surpresa bem-vinda que emerge na rendição Billie Piper).
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Os escritos de Agatha Christie são há bastante tempo adaptados para o cinema e a televisão. Depois de Hercule Poirot ganhar uma nova versão no rosto de Kenneth Branagh, as emissoras britânicas resolveram abraçar os livros da Dama do Crime de modo exponencial – e, recentemente, uma de suas novas histórias ganhou vida.
Estrelado por Rufus Sewell e Kaya Scodelario, ‘The Pale Horse’ gira em torno de um excêntrico e traumatizado homem de negócios que descobre que seu sobrenome está escrito em uma estranha lista. Mas isso não é tudo: todas as outras pessoas mencionadas no pequeno pedaço de papel estão mortas – e ele pode ser o próximo caso não consiga encontrar o assassino a tempo.
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Depois de duas temporadas medianas investigando um único assassinato, ‘The Killing’ retornou para um novo ciclo com todas as forças e entregou uma obra-prima espetacular (que podemos até encarar como um muito bem-vindo revival).
Na terceira iteração da série, os detetives Linden e Holder (Mireille Enos e Joel Kinnaman, respectivamente) descobrem uma série de assassinatos que podem estar conectados ao desaparecimento de vários jovens moradores das ruas de Seattle. As nuances e o cuidado com que a produção trata estes temas podem tê-la tirado dos holofotes, mas isso não tira nem uma fatia de sua exímia qualidade.
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‘Veronica Mars’ insurgiu como uma comédia dramática adolescente qualquer que trazia o agora icônico rosto de Kristen Bell no papel de uma jovem detetive. Porém, o suspense neo-noir criado por Rob Thomas (aliado ao charme de sua protagonista) transformou-se num clássico cult dos anos 2000 e elevou a personagem ao mesmo patamar que Buffy Summers e Nancy Drew.
Na primeira temporada, Veronica investiga inúmeros mistérios ao mesmo tempo que luta para formar-se no colégio: temos, de um lado, o assassinato de sua melhor amiga, Lily Kane; do outro, o lado cômico que dialoga com o roubo do mascote da escola. E, num âmbito mais pessoal, onde está sua mãe, os deixou para trás e nunca mais voltou.
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Apesar de ter caído num infeliz esquecimento, ‘The Night Of’ foi uma das melhores produções de 2016, funcionando como um grande evento televisivo que caiu nas graças do público e da crítica especializada. Aqui, Riz Ahmed deu vida a um universitário preso por assassinato – crime que não se recorda de ter cometido.
Acompanhado de John Turturro, o elenco (e os telespectadores) estão no centro de um mistério cabuloso: será que o jovem é realmente culpado? Ou será que o falho sistema judiciário errou mais uma vez e prendeu a pessoa errada?
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A adaptação de David E. Kelley acerca do aclamado romance de Liane Moriarty prometia uma divertida e concisa história, mas acabou entregando muito mais do que esperávamos – não é surpresa que ‘Big Little Lies’ tornou-se uma das produções favoritas dos fãs de mistério e levou para casa praticamente todas os prêmios a que concorria.
Fugindo do convencionalismo cronológico das clássicas obras audiovisuais, a série oscila no tempo de modo angustiante, criando um retrato em paralelo de como a vida de um grupo de mães mudou drasticamente desde que uma jovem chegou à pequena cidade de Monterey fugindo de um passado conturbado. E, caso a premissa não tenha te interessado, você pode ver apenas pelo estelar elenco formado por Reese Witherspoon, Alexander Skarsgard, Nicole Kidman, Adam Scott, Zoe Kravitz, Laura Dern e Shailene Woodley.
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AND THEN THERE WERE NONE

Reformulado e readaptado depois de algumas controvérsias raciais, ‘…E Não Sobrou Nenhum’, um dos romances mais famosos de Agatha Christie, ganhou uma nova versão em 2015 no formato de minissérie – e os longos três capítulos são dignos de ser assistidos do começo ao fim com o máximo de atenção.
Aqui, as breves backstories dos dez protagonistas ganham uma nova complexidade intimista e psíquica, aumentando o teor dramático e nos deixando ansiosos e angustiados para descobrir quem está tirando a vida de cada um dos convidados.
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Desde o primeiro episódio, a saga criminal de Nic Pizzolatto cria uma ambiência complexa e convidativa (por todos os motivos mais arrepiantes) a um mundo repleto de mentiras e traições. E, por mais que a segunda temporada de ‘True Detective’ tenha deslizado consideravelmente, é inegável dizer que a série ganhou aclame universal pela crítica e pelo público.
Ambientada na Louisiana, a trama combina o melhor da ficção detetivesca com explorações metafísicas, violência grotesca e escuridão pessoal que se expande ao longo de várias décadas. Para além da impecável atuação de Matthew McConaughey e Woody Harrelson, a condução da obra tangencia a perfeição estética – e sua atmosfera ocultista é de tirar o fôlego.
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Talvez seja um consenso inegável de que ‘Twin Peaks’ esteja no âmago da produção televisiva norte-americana, consolidando-se pouco depois de seu lançamento em 1991 como um clássico do mistério dramático e um marco na esfera audiovisual. Mesmo com seu precoce cancelamento na segunda temporada, a série criada por David Lynch e Mark Frost ganhou uma legião de devotos fãs e até mesmo teve uma terceira temporada exibida em 2017 (que recuperou as glórias das iterações originais).
A trama gira em torno do agente investigativo do FBI, Dale Cooper (Kyle MacLachlan) e do xerife local da cidade-titular, Harry S. Truman (Michael Ontkean), ambos desvendando o mistério por trás do assassinato de Laura Palmer (Sheryl Lee), uma jovem estudante recém-coroada rainha do baile homecoming. A estética do show mistura elementos sobrenaturais, retratos melodramáticos dos personagens e tem uma pontual inclinação para o surrealismo cinematográfico (próprio do conhecido trabalho de Lynch).
O sucesso de ‘Twin Peaks’ foi tamanho que até os dias de hoje é citada por outros realizadores, servindo de inspiração para grande parte dos suis-generis de mistério e terror que temos na atualidade (como ‘Bates Motel’, ‘Gravity Falls’ e ‘Silent Hill’).