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‘Top Gear’: BBC culpa consultor por acidente GRAVE com Andrew Flintoff

A batalha judicial envolvendo o trágico acidente que tirou o programaTop Gear do ar ganhou um novo e polêmico capítulo. A BBC Studios acusou formalmente o consultor de direção Paul Rees, que estava no banco do passageiro e agora processa a emissora em £ 150 mil (cerca de US$ 200 mil), de ter dado “instruções erradas e perigosas” ao apresentador Andrew “Freddie” Flintoff.

Rees alega ter sofrido danos pessoais no acidente ocorrido em 2022.

O Deadline não teve acesso à petição inicial do consultor, mas obteve o documento de defesa da BBC Studios, que joga a responsabilidade do capotamento inteiramente sobre ele.

Paul Rees era o responsável por orientar Flintoff na condução do Morgan Super 3, um veículo exótico de três rodas. Durante a gravação no aeródromo de Dunsfold Park, o carro capotou e arrastou o apresentador de bruços por cerca de 50 metros, causando graves desfigurações faciais, costelas fraturadas e traumas psicológicos severos.

Segundo a contestação da BBC Studios:

“O autor deu instruções erradas e perigosas ao apresentador sobre como reagir quando a roda se levantou do chão. O autor informou incorretamente ao apresentador que o Morgan não capotaria e, assim, o incentivou a continuar dirigindo e a prosseguir com a manobra que levou ao acidente”, afirmou.

A defesa detalha que o próprio Flintoff demonstrou clara preocupação nos testes quando a roda dianteira do veículo levantou em uma curva. Mesmo assim, Rees o tranquilizou, garantindo que o veículo era seguro contra capotamentos. Por isso, a empresa argumenta que a orientação do profissional foi “inadequada”.

Para piorar, a emissora afirma que o consultor nunca havia dirigido um Morgan antes, ressaltando que ele tinha total liberdade para expressar suas dúvidas ou pedir a ajuda de outro especialista antes de iniciar as filmagens.

O Deadline afirmou que, apesar da disputa judicial, a BBC Studios prestou apoio a Rees logo após o ocorrido.

Lembrando que o impacto tirou a lenda do críquete inglês, Andrew Flintoff, da vida pública por um longo período. Após fechar um acordo de indenização com a BBC Studios estimado em £ 9 milhões, ele quebrou o silêncio em um documentário do Disney+ e, recentemente, retomou sua carreira na TV e como treinador de críquete.

Enquanto isso, o Top Gear permanece na geladeira desde 2022, embora circulem fortes rumores de um possível retorno em breve. Oficialmente, a BBC Studios limitou-se a declarar:

“Contestamos essa ação e estamos nos defendendo dela. Como o caso está agora sob análise da Justiça, seria inadequado fazer mais comentários”, concluiu.

Equipe de ‘Peaky Blinders’ presta homenagens a Sam Neill: “Eternamente gratos”

A equipe e o elenco de ‘Peaky Blinders’ prestaram uma emocionante homenagem a Sam Neill após a triste notícia da morte do ator, aos 78 anos. Nas redes sociais, os produtores da série se disseram “devastados” com a perda do artista, que marcou a produção de forma definitiva.

De acordo com o Deadline, a produção emitiu um comunicado oficial declarando:

“Estamos devastados ao saber que Sam Neill faleceu. A interpretação de Sam como Chester Campbell é inesquecível. Um vilão desprezível, mesquinho e manipulador, mas também carismático, vulnerável, engraçado e extremamente fascinante de assistir. Sam foi uma das forças fundamentais que fizeram Peaky Blinders decolar desde o início, e por isso seremos eternamente gratos. Nosso amor e nossos pensamentos estão com sua família”, escreveram.

Além dos produtores, diversos atores que compartilharam o set de filmagens com Sam Neill em ‘Peaky Blinders’ usaram suas redes para se despedir.

O ator Joe Cole (John Shelby) lamentou: “Descanse em paz, grandão”.

Finn Cole (Michael Gray) também prestou sua última homenagem de forma breve: “Descanse em paz, Sam”.

A notícia da morte do ator foi confirmada por meio de uma publicação no perfil oficial do ator no Instagram. Segundo o comunicado divulgado pela família, Neill faleceu cercado por seus familiares e “com a dignidade que caracterizou toda a sua vida”. A nota também informa que sua morte foi repentina e inesperada, embora o ator permanecesse livre do câncer, e agradece à equipe médica do St. Vincent’s Private Hospital pelos cuidados prestados.

Em março de 2023, Sam Neill revelou que havia sido diagnosticado com um linfoma angioimunoblástico de células T no ano anterior. Na época, ele passou por tratamento e, posteriormente, anunciou estar em remissão. Em entrevistas concedidas após o diagnóstico, o ator afirmou que não temia a morte, mas lamentava a possibilidade de não conseguir realizar todos os projetos que ainda tinha em mente.

Um dos grandes nomes do cinema

Nascido em 14 de setembro de 1947, na Irlanda do Norte, Nigel John Dermot Neill mudou-se ainda criança para a Nova Zelândia, país que se tornaria sua verdadeira casa. Foi lá que iniciou sua trajetória artística, tornando-se um dos maiores representantes do cinema neozelandês e australiano.

Sua carreira começou a ganhar reconhecimento internacional com Força Selvagem (1977), um dos primeiros filmes da Nova Zelândia a conquistar distribuição mundial. Pouco depois, estrelou As Quatro Irmãs (1979), ao lado de Judy Davis, consolidando seu nome entre os talentos mais promissores da Oceania.

Isabelle Adjani e Sam Neill em Possessão

Na década de 1980, Neill mergulhou no horror com os personagens Damien Thorn em A Profecia III – O Conflito Final (1981) e Mark em Possessão (1981), ao lado de Isabelle Adjani, lançado no Festival de Cannes. Também recebeu sua primeira indicação ao Globo de Ouro por interpretar o protagonista da minissérie Reilly: O Maior dos Espiões (1983). Ao longo da carreira, seria indicado outras duas vezes.

Uma carreira marcada pela versatilidade

Foi em 1993 que Sam Neill consolidou seu lugar entre os grandes nomes do cinema. Primeiro, ao viver o paleontólogo Dr. Alan Grant em Jurassic Park, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Laura Dern, Jeff Goldblum e Richard Attenborough. O filme tornou-se um fenômeno mundial e seu personagem um dos mais queridos da cultura pop. O ator retornou ao papel em Jurassic Park III (2001) e Jurassic World: Domínio (2022), reunindo o trio original da franquia quase três décadas depois.

Também em 1993, Sam Neill recebeu elogios por sua atuação em O Piano, dirigido por Jane Campion, que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e venceu três Oscars. No filme, interpretou Alisdair Stewart, um fazendeiro de personalidade complexa.

Sam Neill em O Piano

Ao longo de quase cinco décadas de carreira, Sam Neill transitou entre produções de grande orçamento e filmes independentes, alternando papéis de heróis e vilões. Entre seus trabalhos mais marcantes estão Caçada ao Outubro Vermelho (1990), À Beira da Loucura (1994), de John Carpenter, Enigma do Horizonte (1997), O Encantador de Cavalos (1998), O Homem Bicentenário (1999), Uma Fuga Para a Liberdade (2016), além de participações em Thor: Ragnarok (2017) e Thor: Amor e Trovão (2022), nos quais interpretou um ator vivendo Odin em uma encenação teatral.

Sam Neill em Thor: Ragnarok

Seus últimos trabalhos foram nos longas The Last Resort e Godzilla x Kong: Supernova, ambos previstos para lançamento em 2027. Sam Neill deixa filhos, familiares, amigos e uma filmografia que atravessou quase cinco décadas. 

Rodrigo Santoro controla a ‘Corrida dos Bichos’ no trailer do filme MAIS CARO da história do Brasil; Confira!

O Prime Video divulgou o trailer completo de ‘Corridas dos Bichos‘, novo longa do aclamado cineasta Fernando Meirelles (‘Cidade de Deus’).

Orçada em torno de R$ 20 milhões, a produção está sendo considerada o filme mais caro da história do Brasil.

Confira:

O longa será lançado no serviço de streaming no dia 7 de agosto.

A trama se passa em um Rio de Janeiro distópico, onde a corrida de bichos se torna um grande espetáculo de entretenimento.

O filme conta com um elenco de peso, que inclui Rodrigo Santoro (‘300’), Isis Valverde (‘A Força do Querer’), Bruno Gagliasso (‘Cordel Encantado’), Grazi Massafera (‘Verdades Secretas’), Seu Jorge (‘Cidade de Deus’), João Guilherme (‘Tudo por um Popstar’), Silvero Pereira (‘Pantanal’), Leandro Firmino (‘Impuros’), Jade Sassará (‘Mar do Sertão’), Thainá Duarte (‘Cangaço Novo’) e Matheus Abreu (‘Dois Irmãos’).

A cantora Anitta fará uma participação especial como uma celebridade que ganhou fama como narradora e apresentadora de corridas.

‘Corrida dos Bichos’: Novo longa de Fernando Meirelles finaliza as filmagens

Corrida dos Bichos‘ é codirigido por Meirelles, que já dirigiu sucessos como ‘Cidade de Deus‘ e ‘O Jardineiro Fiel‘, e Ernesto Solis, que também assina o roteiro ao lado de Rodrigo Lages. A produção fica por conta de Andrea Barata Ribeiro e Cris Abi, da O2 Filmes.

‘A Casa do Dragão’: Destino de Sunfyre na 3ª temporada pode mudar o final da série; Entenda!

A terceira temporada deA Casa do Dragão já está disponível no HBO Max, e os episódios mais recentes trouxeram uma enorme surpresa para os fãs. Em uma cena impactante, Aegon II visita seu dragão, Sunfyre, e aparentemente encontra a criatura morta.

De acordo com o GamesRadar, caso o dragão realmente tenha morrido, a HBO fará uma alteração drástica e polêmica na obra original de George R.R. Martin. No livroFogo & Sangue, Sunfyre desempenha um papel absolutamente vital no desfecho da Dança dos Dragões.

Na obra literária, após recuperar as forças, Sunfyre ajuda Aegon II a conquistar Pedra do Dragão secretamente. Enquanto isso, Porto Real entra em colapso sob o curto reinado de Rhaenyra Targaryen. Forçada a fugir da capital devido à revolta da população, Rhaenyra busca refúgio justamente em Pedra do Dragão, caindo direto nas mãos dos Verdes.

O desfecho dessa rivalidade é um dos momentos mais brutais de toda a mitologia de Westeros: Aegon condena a meia-irmã à morte e usa Sunfyre para executá-la. Inicialmente, o dragão hesita, mas, após um aliado de Aegon ferir Rhaenyra para fazê-la sangrar, o cheiro do sangue desperta os instintos da fera. Sunfyre a incendeia e a devora em apenas seis mordidas, forçando o jovem Aegon III (filho de Rhaenyra) a assistir à morte trágica da mãe. No final, resta apenas a parte inferior de uma de suas pernas.

Os fãs mais atentos deGame of Thrones certamente se lembram desse momento: o terrível spoiler foi revelado pelo próprio Joffrey Baratheon ainda na terceira temporada da série original, enquanto ele passeava pelo Septo de Baelor.

Se a série de TV optar por manter Sunfyre morto agora, a produção confirmará uma das maiores e mais discutidas mudanças de roteiro em relação ao material original até aqui.

‘A Casa do Dragão’: Ator comenta cena chocante de [SPOILER] na estreia da 3ª temporada

Na trama, ao lado de Larys Strong, Aegon retorna a Pouso da Gralha (Rook’s Rest), local onde, na temporada anterior, foi traído por seu irmão Aemond. Na ocasião, o príncipe ordenou que a colossal Vhagar atacasse Aegon e Sunfyre com fogo, fazendo-os despencar na floresta. Mais tarde, Criston Cole havia dado a entender que o animal não resistira aos ferimentos.

No entanto, Aegon se recusa a aceitar a perda. Ele afirma categoricamente que ainda consegue ouvir os batimentos cardíacos de seu companheiro. Mas, antes que possa confirmar a suspeita, o rei é obrigado a ir embora, deixando no ar o mistério, já que a aparência de Sunfyre é realmente a de um cadáver.

O próximo capítulo estreará oficialmente no dia 19 de julho.

Confira:

A história de ‘A Casa do Dragão‘ é ambientada 200 anos antes dos eventos de ‘Game of Thrones‘ e acompanha os ancestrais da Daenerys enquanto a Casa Targaryen entra em colapso. O enredo é baseado no romance Fogo & Sangue, de George R.R. Martin, que também entra como criador ao lado de Ryan J. Condal.

O elenco conta com Olivia Cooke, que interpreta Alicent Hightower, a bela filha da Mão do Rei; Emma D’Arcy é a Princesa Rhaenyra Targaryen, a filha mais velha de Viserys; Matt Smith é o Príncipe Daemon Targaryen, irmão mais novo do Rei; Paddy Considine é o Rei Viserys; Fabien Frankel é Ser Criston Cole, membro da guarda do Rei Viserys I Targaryen; Rhys Ifans é Otto Hightower, a Mão do Rei; Steve Toussaint é Lorde Corlys Velaryon, a Serpente do Mar; Eve Best é a princesa Rhaenys Velaryon; Sonoya Mizuno é Mysaria, uma das aliadas mais confiáveis (e mais improváveis) do Príncipe Daemon Targaryen, herdeiro ao trono; Graham McTavish é Harrold Westerling; e Milly AlcockEmily Carey interpretam as jovens Rhaenyra Targaryen e Alicent Hightower, respectivamente.

Kathryn Newton e Lana Condor no novo cartaz de ‘The Devil’s Mouth’, terror de TUBARÃO assassino

O terror ‘The Devil’s Mouth‘, novo filme de tubarão assassino estrelado por Kathryn Newton (‘Casamento Sangrento 2: A Viúva’) e Lana Condor (‘Para Todos os Garotos que Já Amei’), ganhou um novo cartaz.

Na trama, durante uma viagem para a Tailândia, amigos universitários ficam presos em um sistema de cavernas subaquáticas com um tubarão-touro. Logo, velhas tensões e disputas por poder ressurgem enquanto eles lutam para sobreviver.

Confira:

O longa será lançado no serviço de streaming no dia 29 de julho.

O elenco ainda conta com Gavin CasalegnoNico HiragaTommi RoseTayme Thapthimthong.

Jeff Wadlow (‘Verdade ou Desafio’) é responsável pela direção.

O roteiro é assinado por Aja Gabel (‘The Staircase’) e Myung Joh Wesner (‘Star Wars: Skeleton Crew’), com revisões de Wadlow.

O terror recebeu uma baixa classificação etária (PG-13) nos EUA, e poderá ser assistido por menores de idade. A produção foi classificada pelo MPAA por “conteúdo violento, imagens sangrentas, linguagem e material sugestivo”.

Representatividade LGBTQIAP+ no cinema cai pelo terceiro ano consecutivo, revela estudo

frances the boys (1)
frances the boys (1)

Apesar do sucesso de produções como ‘Heated Rivalry: Rivalidade Ardente’ eHeartstopper, a presença de personagens LGBTQIA+ nos cinemas registrou uma queda pelo terceiro ano seguido. O dado faz parte da 14ª edição do relatório anual divulgado pela GLAAD (organização de apoio à comunidade LGBTQIA+ na mídia).

De acordo com o The Hollywood Reporter, o levantamento, agora rebatizado como Where We Are in Film (“Onde Estamos no Cinema”), analisou as produções lançadas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025 pelas dez maiores distribuidoras do mercado global: A24, Amazon, Apple TV, Lionsgate, NBCUniversal, Netflix, Paramount, Sony, Disney e Warner Bros., incluindo seus selos de distribuição e plataformas de streaming controladas.

Os dados revelam um recuo consistente no espaço dedicado à diversidade nas telas. Dos 225 filmes analisados em 2025, apenas 46 continham personagens LGBTQIA+, o equivalente a 20,4% do total, representando uma redução em relação a 2024, quando 59 de 250 filmes (23,6%) incluíam tal representatividade.

Esta é a terceira queda seguida desde o recorde histórico registrado em 2023, quando 28,5% das obras apresentavam ao menos um personagem da comunidade.

O número total absoluto de personagens também diminuiu, passando de 181 para 112.

O estudo trouxe ainda outros alertas preocupantes, revelando que nenhum dos 19 filmes de animação ou voltados para o público infantil (com classificação PG ou inferior) apresentou personagens LGBTQIA+, e que nenhum personagem transgênero apareceu entre os 225 títulos analisados.

Além disso, a representatividade de personagens LGBTQIA+ negros e de outras etnias despencou 36% em comparação a 2024, e os personagens bissexuais apareceram em apenas 10 das 46 obras inclusivas (22%), registrando uma queda frente aos 25% do ano anterior.

Apesar dos índices negativos gerais, a GLAAD apontou alguns nichos que continuam servindo de refúgio para a diversidade. Os filmes de terror foram classificados como um dos maiores destaques positivos para a inclusão, impulsionados por títulos como ‘Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado’, ‘Um Terror de Parentes’ e ‘A Hora do Mal’.

Além disso, a pesquisa destaca que os filmes de médio orçamento (com custos estimados entre US$ 15 milhões e US$ 90 milhões) continuam sendo o principal terreno viável para o desenvolvimento de narrativas protagonizadas por personagens LGBTQIA+.

Para a liderança da GLAAD, o declínio na representatividade não é apenas uma questão social, mas também um erro estratégico de mercado.

Sarah Kate Ellis, presidente e CEO da organização, fez um alerta enfático:

“Se a indústria não priorizar investimentos em filmes com personagens LGBTQIA+, corre o risco de perder uma geração inteira, que buscará entretenimento em outros lugares onde nossa comunidade esteja representada”, afirmou.

Megan Townsend, diretora sênior de pesquisa e análise de entretenimento da instituição, complementou chamando a atenção para o perfil de consumo da nova geração de espectadores:

“A Geração Z representa a maior parcela do público que vai aos cinemas na América do Norte. Também é a geração com a maior porcentagem de pessoas que se identificam como parte da comunidade LGBTQIA+. Segundo o Gallup, mais de um em cada foi americanos com menos de 30 anos (23%) é LGBTQIA+. Se os estúdios querem continuar relevantes para o público jovem e manter a arrecadação nas bilheterias, não podem ignorar quase um quarto dos seus espectadores mais entusiasmados”, acrescentou.

Para além do novo nome, que agora se alinha ao formato do estudo feito para a televisão (Where We Are in TV), a GLAAD atualizou os critérios de sua pesquisa.

A partir de agora, os personagens não são mais quantificados apenas pelo tempo de tela, mas sim pela sua relevância narrativa dentro da trama. Eles passaram a ser divididos em quatro categorias: protagonista, coadjuvante de destaque, coadjuvante e personagem de fundo. O antigo sistema de atribuição de notas às distribuidoras, utilizado na época do Studio Responsibility Index, foi oficialmente descontinuado.

Califórnia e outros 11 estados se unem para BARRAR fusão entre Paramount e a Warner Bros. Discovery

A bilionária fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount, avaliada em US$ 110 bilhões, acaba de sofrer um revés de peso. Um grupo formado por 12 procuradores-gerais estaduais dos Estados Unidos entrou com uma ação conjunta para bloquear a aquisição.

O processo, que vinha sendo aguardado há meses pelo mercado, tenta impedir a união das empresas mesmo após o negócio ter recebido o sinal verde do Departamento de Justiça do governo de Donald Trump.

De acordo com o Deadline, a ação foi protocolada em um tribunal federal de Sacramento, na Califórnia. O argumento central dos procuradores é de que a fusão reduzirá drasticamente a concorrência na distribuição de filmes de grande lançamento nos cinemas, na produção de obras de alto orçamento e no licenciamento de canais de TV por assinatura.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que lidera o processo, disparou em comunicado oficial:

“A fusão ilegal entre esses dois gigantes do entretenimento resultaria em preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo para cinema e televisão, prejudicando salas de exibição, distribuidoras de TV por assinatura e, em última análise, o público em todos os sofás e assentos de cinema dos Estados Unidos”, afirmou.

Além da Califórnia, assinam a ação os procuradores-gerais do Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.

A petição detalha o impacto financeiro esmagador que a nova companhia teria sobre o mercado cultural norte-americano: “Após essa fusão, de cada dólar gerado por filmes de grande lançamento nos cinemas e canais básicos de TV por assinatura neste país, a empresa combinada ficará com mais de um quarto. Em resumo, essa fusão criaria um gigante da mídia”.

Atualmente, Warner e Paramount respondem juntas por cerca de 27% da bilheteria nos EUA. Além disso, a nova empresa controlaria mais de 30% dos filmes de grande orçamento lançados em larga escala, segmento que foi responsável por 88% de toda a arrecadação dos cinemas nos últimos três anos. Com esse domínio, os estados alertam que o novo conglomerado terá poder de barganha excessivo para ditar taxas e reter fatias maiores das bilheterias, sufocando as redes exibidoras.

Há também o temor de demissões em massa para amortizar a gigantesca dívida que a nova empresa herdará, afetando diretamente a comunidade criativa.

Embora as salas de cinema tenham dominado os debates regulatórios, o processo traz um alerta severo sobre o mercado de TV paga. A empresa combinada controlaria mais de um quarto de toda a receita de canais básicos de TV por assinatura.

O texto da ação exemplifica o poder de pressão que a nova companhia exercerá sobre as operadoras:

“Uma distribuidora que recusasse as exigências de preço da empresa combinada correria o risco de perder, por exemplo, a CNN para o público interessado em notícias, Nickelodeon e Cartoon Network para famílias, HGTV e Food Network para o público de estilo de vida, além de TNT e TBS para fãs de esportes e entretenimento. Diante dessa ameaça, as distribuidoras provavelmente seriam obrigadas a aceitar tarifas mais altas, repassando esses custos aos assinantes por meio de mensalidades mais caras”, destacou.

Os estados já solicitaram que a Paramount e a Warner Bros. adiem voluntariamente a assinatura final do negócio até a resolução do processo. Caso as empresas recusem, os procuradores planejam apresentar uma liminar (ordem judicial temporária) para suspender a fusão imediatamente. O procurador-geral do Oregon, Dan Rayfield, indicou que essa solicitação de liminar deve ocorrer ainda nesta segunda-feira.

A Paramount já montou sua linha de defesa e contratou o renomado advogado antitruste Jeffrey Kessler, famoso por atuar recentemente nas investigações contra o monopólio da Live Nation/Ticketmaster.

A pressa da empresa é financeira: o contrato de fusão estipula que, se o negócio não for concluído até 30 de setembro, a Paramount terá de pagar uma multa contratual diária de US$ 7 milhões. Um cenário de liminar judicial poderia inviabilizar o negócio, de forma semelhante ao que ocorreu no passado recente na tentativa da Nexstar de adquirir a Tegna.

Em resposta oficial à ação judicial, um porta-voz da Paramount rebatendeu as acusações enfaticamente:

“A ação movida pelos procuradores-gerais estaduais, na interpretação mais generosa possível, representa uma aplicação fundamentalmente equivocada das leis antitruste e está errada tanto nos fatos quanto no direito. Defenderemos vigorosamente essa transação e demonstraremos que esse desafio é incompatível com uma política de concorrência sólida e com a realidade competitiva do mercado de mídia. Adiar essa operação apenas prejudicará trabalhadores da indústria do entretenimento, que já sofreram nos últimos anos com as mudanças tecnológicas que eliminaram dezenas de milhares de empregos na Califórnia”, defendeu.

A companhia argumenta que a fusão é fundamental para criar escala e conseguir competir de igual para igual com gigantes da tecnologia e do streaming, como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+.

Como atrativo para os exibidores, a Paramount prometeu lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas. No entanto, os procuradores estaduais desdenham da promessa, alegando no processo que esse compromisso não possui força jurídica e que a empresa ainda poderá cortar orçamentos, diminuir a inovação e encarecer ingressos.

‘Vingadores: Doutor Destino’: Produção enfrenta CAOS nos bastidores, diz reportagem

Vingadores: Doutor Destino, o aguardado épico que promete explorar a guerra multiversal do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), está no centro de novos e preocupantes rumores. Relatos recentes descrevem os bastidores da superprodução como uma verdadeira “bagunça”.

De acordo com o World of Reel, a Marvel Studios tem debatido internamente se o caos na produção pode comprometer o cronograma de lançamento. Fontes indicam que os editores estão enfrentando sérias dificuldades para estruturar o gigantesco corte inicial, e que os diretores Joe e Anthony Russo ainda não conseguiram “encontrar o filme na edição”.

Uma das fontes do setor destacou o cenário atual: “Parece que, durante as filmagens, tudo parecia ótimo, tudo funcionava muito bem… mas agora, na sala de edição, eles estão descobrindo alguns problemas”.

Embora o atual momento tenha elevado a “tensão” na sala de edição, fontes internas acreditam que “eles vão resolver isso”. O temor de perder o prazo de lançamento parece ter sido dissipado: a Marvel segue totalmente comprometida com a data de estreia programada, mesmo sabendo que disputará a atenção do público nos cinemas com ‘Duna: Parte Três’, previsto para estrear no mesmo período.

Os problemas enfrentados na pós-produção refletem diretamente o processo conturbado de filmagens, já que a Marvel iniciou os trabalhos sem um roteiro finalizado e com o elenco principal ainda em aberto. O roteiro de Vingadores: Dr. Destino continuou recebendo modificações e reescritas até a última semana de gravações, enquanto contratos e participações de elenco ainda eram fechados paralelamente ao cronograma no set.

A situação coloca a Marvel Studios em uma posição delicada. Toda essa correria e os ajustes de última hora geram o receio de que o resultado final de ‘Vingadores: Doomsday’ seja comprometido. O longa, que conta com um orçamento estimado em mais de US$ 300 milhões, é considerado um dos capítulos mais importantes e decisivos para o futuro do MCU.

Lembrando que até o momento essas informações NÃO foram confirmadas pela Disney e devem ser tratadas como rumores. 

‘Vingadores: Doutor Destino’ “não está indo muito bem”, afirma jornalista

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O aguardado filme promete redefinir os rumos do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) ao colocar os heróis mais poderosos da Terra em um confronto direto contra Victor Von Doom, interpretado por Robert Downey Jr., em meio a uma guerra multiversal. Agora, novos e grandes detalhes supostos da trama começaram a circular nos bastidores.

Vingadores: Dr. Destino’ estreia no dia 17 de dezembro de 2026.

Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco deVingadores: Doutor Destino contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano), Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

Crítica em vídeo | ‘A Morte do Demônio: Em Chamas’ subverte as expectativas e aposta no grotesco

O terror ‘A Morte do Demônio: Em Chamas‘ já está em exibição nos cinemas e o editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo e o ranking da franquia.

Assista:

Com 71% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o terror recebeu uma nota B do público no CinemaScore. Para termos de comparação, a média do novo filme ficou acima do remake (C+) e igualou a aprovação do capítulo de 2023.

Crítica | ‘A Morte do Demônio: Em Chamas’ extrapola todos os limites e é o filme mais NOJENTO da franquia

A Morte do Demônio: Em Chamas‘ já está em exibição nos cinemas nacionais!

Dirigido por Sébastien Vaniček (‘Infestação’), o novo filme traz um tom mais sério – como o remake de 2013 –, cenas assustadoras que farão o público se contorcer nos cinemas.

Após perder o marido, Alice decide passar alguns dias na isolada casa de campo dos sogros tentando reconstruir a própria vida. O que deveria ser um período de luto e reconciliação familiar rapidamente se transforma em um verdadeiro pesadelo quando o infame Livro dos Mortos desperta uma força demoníaca ancestral. Um a um, os moradores são possuídos, dando origem aos temíveis Deadites e iniciando uma espiral de violência que parece não conhecer qualquer tipo de freio.

Diferentemente de muitos filmes de terror atuais, que passam boa parte da projeção preparando o terreno para entregar o horror apenas no último ato, ‘A Morte do Demônio: Em Chamas‘ não tem qualquer interesse em fazer o público esperar. O diretor Sébastien Vaniček praticamente pisa no acelerador desde os primeiros minutos. Assim que Alice chega à propriedade, o inferno começa. Não existe tempo para respirar.

O elenco conta com Souheila Yacoub (‘Duna: Parte 2’), Hunter Doohan (‘Wandinha’), Luciane Buchanan (‘O Agente Noturno’) e Tandi Wright (‘Pearl’).

Além de dirigir, Sébastien Vaniček também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard.

Wai Ching Ho, a Madame Gao de ‘Demolidor’, falece aos 82 anos

A atriz Wai Ching Ho, consagrada no universo dos super-heróis por sua marcante interpretação como a vilã Madame Gao no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), faleceu aos 82 anos.

Segundo informações do Deadline, a partida da artista gerou uma onda de homenagens de colegas de elenco, diretores e amigos do teatro e do cinema, que destacaram tanto seu talento avassalador quanto sua generosidade nos bastidores.

Um dos primeiros a se manifestar foi o ator Peter Shinkoda, que interpretou Nobu Yoshioka (cofundador da organização criminosa A Mão) na série da Netflix. Em seu Instagram, Shinkoda declarou:

“Acabei de perder alguém muito especial para mim. Ela era uma das pessoas mais incríveis. Estou apenas tentando processar isso”, afirmou.

Em outra publicação emocionante, o ator completou: “Nunca vou me esquecer de você. Aprendi a cada minuto em que estivemos juntos, dentro e fora do set. Eu conhecia a sabedoria e prestava atenção em cada palavra que você dizia. Vamos nos encontrar novamente, minha amiga. Você era linda”.

A atriz Mahira Kakkar, que dividiu o palco com Wai na montagem teatral de “Henry VI” em 2018, também prestou tributo à vitalidade da colega nos palcos:

“Tive a enorme sorte de trabalhar com Wai Ching Ho e dividir o camarim com ela. Ela era incrível: acolhedora, engraçada, carinhosa, alegre, positiva e uma atriz verdadeiramente extraordinária. Aos 82? 83 anos? Interpretou um papel principal — praticamente uma versão feminina do Rei Lear, e foi arrebatadora”, escreveu.

Kakkar relembrou ainda os conselhos de saúde bem-humorados e o papel de mentora que Wai exercia para atores imigrantes e de minorias:

“Ela dizia para nós: ‘Comam duas fatias de gengibre cru todos os dias e vocês não vão ficar doentes!’. Para muitos de nós, que não tivemos muitos modelos ou mentores na indústria, Wai era um verdadeiro pilar”, escreveu.

“Sou profundamente grata por tê-la conhecido e muito triste por sua partida. Ela também se recusava completamente a falar mal de qualquer pessoa. Minha querida Wai, você merece todas as ovações de pé. Que ser humano extraordinário e que artista brilhante. Um verdadeiro exemplo de como viver”, acrescentou.

A diretora Judy Lei, que comandou Wai no longa independente ‘The World’s Greatest’ (2022), relembrou a postura humilde e extremamente profissional da atriz durante as filmagens, iniciadas em 2019:

“Wai Ching foi extremamente gentil e generosa quando interpretou a professora da escola chinesa no meu primeiro filme, em 2019. Na noite anterior às filmagens, perto da meia-noite, perdemos a locação. Na manhã seguinte, fui eu quem deu a notícia para ela. Mesmo assim, Wai apareceu no novo local totalmente preparada para gravar — inclusive levou o próprio figurino.

Também esqueci de pedir que ela assinasse alguns documentos e precisei ir até a casa dela alguns dias depois para resolver isso. Em nenhum momento ela demonstrou qualquer sinal de frustração com minha falta de experiência. Esse tipo de elegância e generosidade é algo que jamais vou esquecer.

Ela também compareceu à estreia do filme em Nova York, no @asiancinevision (#AAIFF). Mais uma vez, eu estava insegura e me perguntava se ela tinha gostado do local ou até mesmo do resultado do filme. Ela gostou, e sou profundamente grata por ter aceitado fazer parte desse projeto. 

A primeira vez que a vi foi como a avó em “Children of Invention”. A cena do envelope vermelho na casa de Ping ainda me emociona, porque as duas crianças acabam assumindo papéis de adultos sem perceber, enquanto a personagem de Wai demonstra cautela diante da situação e tenta protegê-las.

Obrigado por escrever uma personagem tão humana e verdadeira. Estou profundamente triste com a notícia de sua partida”.

Nascida em Hong Kong em 16 de novembro de 1943, Wai Ching Ho construiu uma trajetória sólida e diversa nos Estados Unidos. Sua estreia nos cinemas ocorreu emCadillac Man (1990), comédia estrelada por Robin Williams.

Ao longo de mais de três décadas de carreira, acumulou participações importantes em produções de variados gêneros: Atuou em longas como Felicidade (1998), O Aprendiz de Feiticeiro (2010), As Golpistas (2019) e emprestou sua voz à avó Wu na animação da Pixar ‘Red: Crescer é uma Fera’ (2022).

Seu papel de maior projeção global, no entanto, foi o da enigmática e poderosa líder oriental Madame Gao. Introduzida na primeira temporada deDemolidor, a personagem fez tanto sucesso que retornou como peça-chave nas séries ‘Punho de Ferro’ e no crossoverOs Defensores’.

Steven Spielberg presta homenagens a Sam Neill: “Não é sempre que se faz amizade com uma lenda”

O lendário cineasta Steven Spielberg, diretor do clássicoJurassic Park, prestou uma emocionante homenagem a Sam Neill após a triste notícia da morte do ator, aos 78 anos. Em um comunicado oficial enviado à Variety, o diretor se declarou “profundamente entristecido” com a perda do eterno Dr. Alan Grant.

Spielberg relembrou a trajetória do ator e expressou sua gratidão aos diretores que o ajudaram a descobrir o talento de Neill:

“Tenho uma dívida de gratidão com Roger Donaldson, Gillian Armstrong, Graham Baker e Phillip Noyce por escalarem Sam Neill em papéis nos quais ele foi tão brilhante que chamaram minha atenção e o levaram a interpretar o Dr. Alan Grant em ‘Jurassic Park'”, afirmou.

O cineasta fez referência aos trabalhos marcantes de Neill em filmes como ‘Sleeping Dogs’ (1977), ‘Minha Brilhante Carreira’ (1979), ‘A Profecia III – O Conflito Final’ (1981) e ‘Mar Calmo’ (1989).

Spielberg também destacou a dedicação de Neill no set e revelou uma curiosidade carinhosa sobre a personalidade do ator em contraste com o rabugento Dr. Alan Grant:

“Sam era excepcionalmente colaborativo. Foi um desafio para ele interpretar um personagem que agia como se crianças fossem bagunceiras e malcheirosas, porque isso era completamente o oposto do pai amoroso que ele era para seus filhos”, acrescentou.

O diretor encerrou sua mensagem destacando o forte laço que uniu o elenco principal ao longo de três décadas: “Adorei fazer todos os filmes de ‘Jurassic’ com ele. Ao lado de Laura Dern e Jeff Goldblum, sempre teremos nossa família ‘Jurassic’, e Sam jamais será esquecido por nós ou pelos milhões de fãs ao redor do mundo. Não é sempre que se faz amizade com uma lenda”.

Equipe de ‘Peaky Blinders’ presta homenagens a Sam Neill: “Eternamente gratos”

Colin Trevorrow, diretor de Jurassic World: Domínio (2022), filme que marcou o retorno do trio original à franquia, também utilizou o Instagram para expressar sua admiração e luto:

Sam Neill era um homem profundamente sensível e extraordinário. Foi um amigo e colaborador em um momento desafiador, e sua força deu força a todos nós. Vou me lembrar de sua tranquilidade, de seu amor pelo vinho e da serenidade que levava aos seus personagens. Não é em toda vida que se tem a oportunidade de fazer amizade com uma lenda. Serei eternamente grato”, destacou.

A notícia da morte do ator foi confirmada por meio de uma publicação no perfil oficial do ator no Instagram. Segundo o comunicado divulgado pela família, Neill faleceu cercado por seus familiares e “com a dignidade que caracterizou toda a sua vida”. A nota também informa que sua morte foi repentina e inesperada, embora o ator permanecesse livre do câncer, e agradece à equipe médica do St. Vincent’s Private Hospital pelos cuidados prestados.

Em março de 2023, Sam Neill revelou que havia sido diagnosticado com um linfoma angioimunoblástico de células T no ano anterior. Na época, ele passou por tratamento e, posteriormente, anunciou estar em remissão. Em entrevistas concedidas após o diagnóstico, o ator afirmou que não temia a morte, mas lamentava a possibilidade de não conseguir realizar todos os projetos que ainda tinha em mente.

Um dos grandes nomes do cinema

Nascido em 14 de setembro de 1947, na Irlanda do Norte, Nigel John Dermot Neill mudou-se ainda criança para a Nova Zelândia, país que se tornaria sua verdadeira casa. Foi lá que iniciou sua trajetória artística, tornando-se um dos maiores representantes do cinema neozelandês e australiano.

Sua carreira começou a ganhar reconhecimento internacional com Força Selvagem (1977), um dos primeiros filmes da Nova Zelândia a conquistar distribuição mundial. Pouco depois, estrelou As Quatro Irmãs (1979), ao lado de Judy Davis, consolidando seu nome entre os talentos mais promissores da Oceania.

Isabelle Adjani e Sam Neill em Possessão

Na década de 1980, Neill mergulhou no horror com os personagens Damien Thorn em A Profecia III – O Conflito Final (1981) e Mark em Possessão (1981), ao lado de Isabelle Adjani, lançado no Festival de Cannes. Também recebeu sua primeira indicação ao Globo de Ouro por interpretar o protagonista da minissérie Reilly: O Maior dos Espiões (1983). Ao longo da carreira, seria indicado outras duas vezes.

Uma carreira marcada pela versatilidade

Foi em 1993 que Sam Neill consolidou seu lugar entre os grandes nomes do cinema. Primeiro, ao viver o paleontólogo Dr. Alan Grant em Jurassic Park, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Laura Dern, Jeff Goldblum e Richard Attenborough. O filme tornou-se um fenômeno mundial e seu personagem um dos mais queridos da cultura pop. O ator retornou ao papel em Jurassic Park III (2001) e Jurassic World: Domínio (2022), reunindo o trio original da franquia quase três décadas depois.

Também em 1993, Sam Neill recebeu elogios por sua atuação em O Piano, dirigido por Jane Campion, que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e venceu três Oscars. No filme, interpretou Alisdair Stewart, um fazendeiro de personalidade complexa.

Sam Neill em O Piano

Ao longo de quase cinco décadas de carreira, Sam Neill transitou entre produções de grande orçamento e filmes independentes, alternando papéis de heróis e vilões. Entre seus trabalhos mais marcantes estão Caçada ao Outubro Vermelho (1990), À Beira da Loucura (1994), de John Carpenter, Enigma do Horizonte (1997), O Encantador de Cavalos (1998), O Homem Bicentenário (1999), Uma Fuga Para a Liberdade (2016), além de participações em Thor: Ragnarok (2017) e Thor: Amor e Trovão (2022), nos quais interpretou um ator vivendo Odin em uma encenação teatral.

Sam Neill em Thor: Ragnarok

Seus últimos trabalhos foram nos longas The Last Resort e Godzilla x Kong: Supernova, ambos previstos para lançamento em 2027. Sam Neill deixa filhos, familiares, amigos e uma filmografia que atravessou quase cinco décadas. 

10 FILMES IMPERDÍVEIS que merecem sua atenção

Tem muito filme bom por aí, pessoal! Com a chegada dos streamings, nosso leque de opções ficou recheado, com inúmeras possibilidades de um bom divertimento a um clique de distância. Entre filmes mais antigos e obras relativamente novas, muitos projetos impactantes já estão disponíveis e que você pode ter deixado passar. Abaixo, selecionamos alguns filmes imperdíveis, que merecem sua atenção:

 

Círculo de Fogo (Mercado Play)

Na trama, ambientada em tempos da mais terrível das guerras, conhecemos a saga do atirador de elite russo Vassili Zaitsev (Jude Law) que é transformado em herói, fato que o faz ser perseguido por um major dos alemães durante a Batalha de Stalingrado.

 

A Única Saída (MUBI)

Nesse ótimo filme dirigido pelo experiente cineasta sul-coreano Park Chan-wook, acompanhamos a saga de um homem recém-demitido e desesperado que elabora um plano mirabolante para eliminar possíveis concorrentes em futuras vagas de emprego.

 

Sleepers – A Vingança Adormecida (Netflix)

Na trama, após serem condenados ao reformatório por uma ação que deu errado, quatro jovens sofrem bastante nesse período nas mãos dos funcionários do lugar. Anos se passam, eles se reencontram e tem a chance de se vingar.

 

The Mastermind (MUBI)

Ambientado na década de 1970 nos Estados Unidos, em The Mastermind acompanhamos a trajetória de um homem desempregado e acomodado, que resolve assaltar uma galeria de arte. Um plano que se mostra fracassado, levando o protagonista a fugir das autoridades.

 

Momento Crítico (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Dirigido pelo cineasta Stuart Baird, esse ótimo filme de ação apresenta boas surpresas ao longo das suas intensas duas horas de projeção. Na trama, quando um grupo de criminosos sequestra um avião, um agente especial e um coronel precisam entrar em sintonia para resolver a situação.

 

Tavern Man (MUBI)

Escrito e dirigido pelo ótimo cineasta finlandês Aki Kaurismäki, nesse filme sem diálogos, acompanhamos um homem que busca sucesso com seu empreendimento do ramo culinário na cidade de Guimarães, em Portugal. Ele tenta despertar dos seus sonhos, mas é atingido pela realidade de uma vida recheada de frustrações.

 

K-Pax (Looke)

Lançado cerca de 20 anos atrás, baseado em uma obra homônima escrita por Gene Brewer, em K-Pax conhecemos um homem em uma instituição psiquiátrica afirmando ser de outro planeta, fato que deixa seu psiquiatra em enormes conflitos.

 

Depois do Fogo (Netflix)

Dusty (Josh O’Connor) está passando por um caos em sua vida. Após perder tudo o que tinha em um incêndio florestal, ele precisa reunir forças para encarar um recomeço. Ele se instala em um acampamento ligado à Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA (FEMA) e, nesse lugar, conhece outras pessoas na mesma situação, como Mila (Kali Reis). Ao mesmo tempo que precisa saber o que fazer da vida, Dusty começa a se reconectar com a filha Callie-Rose (Lily LaTorre), ajudado pela ex-namorada Ruby (Meghann Fahy) e a mãe dela, Bess (Amy Madigan).

Crítica | ‘Depois do Fogo’ – As cicatrizes de uma tragédia e a beleza do recomeçar

 

Marty Supreme (Prime Video)

Marty Reisman é um jovem prodígio do tênis de mesa que enfrenta diversos conflitos em sua jornada para tentar alcançar seus sonhos.

 

Um Tipo de Loucura (Prime Video)

Elna (Sandra Prinsloo) e Dan (Ian Roberts) se conhecem há muitas décadas e abriram mão de tudo para formar uma família sempre com o objetivo de viverem juntos até os fins dos dias. Já com três filhos e vida consolidada, Elna começa a sofrer de demência, fato que a faz ser hospitalizada e ficar longe de seu grande amor. Sem saber como lidar com a situação, Dan resolve invadir o lugar e partir com Elna para o resgate de lembranças de momentos marcantes do casal.

 

Josh Grisetti, ator de ‘A Maravilhosa Sra. Maisel’, falece aos 44 anos

O ator Josh Grisetti, conhecido por seu papel na aclamada série A Maravilhosa Sra. Maisel e por uma sólida carreira nos palcos da Broadway, faleceu no dia 10 de julho, aos 44 anos.

Segundo informações da Variety, a notícia foi divulgada pelo ator Rob McClure, seu colega de elenco no musical “Something Rotten!”.

Em uma publicação no Instagram, McClure lamentou profundamente a perda do amigo:

“É com o coração despedaçado que compartilho que o brilhante Josh Grisetti tirou a própria vida na sexta-feira. Ainda não consigo nem tentar entender. Meu coração está com sua esposa e sua família enquanto enfrentam essa realidade. Algumas das minhas melhores lembranças foram ao lado desse homem, interpretando seu irmão no palco durante anos, vendo-o inspirar estudantes enquanto transformava o programa de Teatro Musical da Cal State Fullerton… e tendo a honra de ser o padrinho de seu casamento. Maggie e eu estamos completamente devastados. Comunidades ao redor do mundo nunca mais serão as mesmas sem ele. Nós te amamos, Josh. É uma perda catastrófica. Informações sobre a homenagem serão divulgadas no momento certo”, escreveu.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Rob McClure (@mcclurerob)

O agente de Grisetti, Rick Ferrari, também confirmou a morte do ator em um comunicado, declarando de forma breve: “Estou absolutamente devastado. Isso é tudo o que consigo dizer”.

Grisetti conquistou grande reconhecimento ao interpretar Nigel, um dos Irmãos Bottom, ao lado de Rob McClure em “Something Rotten!”. O aclamado musical, ambientado em 1595, acompanha dois irmãos que tentam competir com o sucesso teatral de William Shakespeare.

A produção foi um enorme sucesso, recebendo 10 indicações ao Tony Awards em 2015, incluindo a de Melhor Musical.

O ator integrou o elenco da peça entre 2016 e 2017 e também participou da turnê nacional do espetáculo pelos Estados Unidos entre 2017 e 2018.

Na televisão, Grisetti teve uma participação marcante na quinta e última temporada de A Maravilhosa Sra. Maisel, onde interpretou Ralph, um dos roteiristas do fictício The Gordon Ford Show.

Além da atuação, também era professor de teatro musical na California State University, Fullerton.

 

‘A Casa do Dragão’: 3ª temporada corrige uma das maiores críticas de George R.R. Martin à série [SPOILERS]

[AVISO DE SPOILERS]

A terceira temporada deA Casa do Dragão, disponível no HBO Max, trouxe um desdobramento que corrige diretamente uma das principais críticas feitas pelo autor George R.R. Martin à adaptação televisiva.

De acordo com o GamesRadar+, nos episódios mais recentes, Alicent descobre que Helaena está grávida. A revelação estabelece um cenário de extrema tensão para a facção dos Verdes, uma vez que ambas as personagens são mantidas como prisioneiras na Fortaleza Vermelha, atualmente sob o domínio de Rhaenyra Targaryen e dos Negros.

George R.R. Martin volta a criticar adaptações cinematográficas: “Eles não melhoram a história”

Na obra literária original, Fogo & Sangue, Helaena Targaryen é mãe de três filhos: Jaehaerys, Jaehaera e Maelor. Enquanto Jaehaerys foi brutalmente assassinado no infame evento conhecido como “Sangue e Queijo”, Jaehaera permanece viva. Diante disso, os indícios apontam que a gravidez introduzida na série marcará a chegada tardia de Maelor à trama.

Nos livros, Maelor já era nascido e estava presente durante o ataque de Sangue e Queijo, mas a produção da HBO optou por cortá-lo da segunda temporada. A exclusão foi o estopim para um manifesto público de George R.R. Martin em seu blog pessoal, onde o autor criticou duramente as alterações do roteiro e alertou para as consequências narrativas a longo prazo.

Na ocasião, Martin declarou: “Será que algo disso aparecerá na série? Talvez… mas não vejo como. Pelo que sei, parece ser esse o caminho que Ryan Condal está seguindo. É mais simples, sim, e talvez faça sentido em termos de orçamento e cronograma de filmagens. Mas mais simples não significa melhor”.

O criador do universo de Westeros ressaltou que, embora a criança pareça irrelevante à primeira vista, sua presença dispara gatilhos fundamentais para a história:

“Maelor, sozinho, significa pouco. Ele é apenas uma criança pequena, não tem falas e não faz nada de muito relevante além de morrer… mas onde, quando e como isso acontece faz toda a diferença”, acrescentou.

George R.R. Martin NEGA suposto vazamento de ‘Os Ventos do Inverno’

Embora seja improvável que Maelor tenha um papel prolongado na série, visto que a gestação acabou de ser revelada, a gravidez de Helaena confirma que o personagem exercerá influência nos próximos acontecimentos da Dança dos Dragões.

Na literatura, o destino do garoto é devastador. Após a queda de Porto Real para as forças de Rhaenyra, Maelor é enviado secretamente em direção a Vila Velha sob a proteção de Sor Rickard Thorne, membro da Guarda Real. Contudo, durante o trajeto, os dois são identificados por uma multidão hostil, resultando na morte do cavaleiro e no linchamento brutal da criança.

O próximo capítulo estreará oficialmente no dia 19 de julho.

Confira:

A história de ‘A Casa do Dragão‘ é ambientada 200 anos antes dos eventos de ‘Game of Thrones‘ e acompanha os ancestrais da Daenerys enquanto a Casa Targaryen entra em colapso. O enredo é baseado no romance Fogo & Sangue, de George R.R. Martin, que também entra como criador ao lado de Ryan J. Condal.

O elenco conta com Olivia Cooke, que interpreta Alicent Hightower, a bela filha da Mão do Rei; Emma D’Arcy é a Princesa Rhaenyra Targaryen, a filha mais velha de Viserys; Matt Smith é o Príncipe Daemon Targaryen, irmão mais novo do Rei; Paddy Considine é o Rei Viserys; Fabien Frankel é Ser Criston Cole, membro da guarda do Rei Viserys I Targaryen; Rhys Ifans é Otto Hightower, a Mão do Rei; Steve Toussaint é Lorde Corlys Velaryon, a Serpente do Mar; Eve Best é a princesa Rhaenys Velaryon; Sonoya Mizuno é Mysaria, uma das aliadas mais confiáveis (e mais improváveis) do Príncipe Daemon Targaryen, herdeiro ao trono; Graham McTavish é Harrold Westerling; e Milly AlcockEmily Carey interpretam as jovens Rhaenyra Targaryen e Alicent Hightower, respectivamente.

‘Love Love’: Astro de ‘Uma Segunda Chance’ entra para a nova ROM-COM da Amazon MGM

Segundo o Deadline, o astro Tyriq Withers (‘Uma Segunda Chance’) foi escalado como coprotagonista e produtor executivo da nova comédia romântica da Amazon MGM StudiosLove Love.

Withers se junta à previamente confirmada Isabel May (‘Pânico 7’), que também assume o cargo de produtora executiva.

O projeto é escrito e dirigido por Joey Power, com Joe RothJeff Kirschenbaum supervisionando o longa pela RK Films ao lado de Ari LubetJonathan Berry pela 3 Arts Entertainment.

Além de May e Power, Alyssa Altman integra o time de produtores executivos.

A trama acompanha uma promessa do tênis em dificuldades que se apaixona por um carismático gandula local durante o US Open. O romance improvável entre os dois pode ser justamente a faísca de que ela precisa para chegar à final.

O roteiro é assinado por Power e por Daniel Sweren-Becker, com as gravações agendadas para começar entre setembro e novembro deste ano.

Mais detalhes não foram divulgados.

Crítica | Carolina Dieckmmann navega pela melancolia existencial com o ÓTIMO drama ‘Pequenas Criaturas’

Condecorado com o Troféu Redentor de Melhor Filme de Ficção no Festival do Rio 2025, Pequenas Criaturas finalmente chegará aos cinemas brasileiros no próximo dia 23 de julho, reacendendo a potência dos artistas nacionais no escopo da sétima arte – principalmente após o reconhecimento mundial de produções como ‘Ainda Estou Aqui’ e ‘O Agente Secreto’, que mergulharam em um dos períodos mais sombrios da história do Brasil com histórias potentes e marcantes. Agora, chegou a vez da diretora e roteirista Anne Pinheiro Guimarães nos convidar a voltar a um passado não muito distante e revisitar o lento processo de redemocratização pós-Ditadura Militar – entregando uma pequena joia fílmica que nos envolve do começo ao fim.

O longa-metragem nos leva para Brasília de 1986 e nos apresenta a Helena (Carolina Dieckmmann), mãe e esposa que se mudou recentemente para a capital ao lado do marido e dos filhos. Sequer tendo desempacotado as dezenas de caixas que entopem o apartamento em que moram, o esposo de Helena parte em uma viagem de negócios e a deixa na isolada cidade junto aos jovens André (Théo Medon) e Dudu (Lorenzo Mello). Contemplando uma realidade desconfortável e solitária, Helena começa a refletir sobre o que, de fato, quer na vida à medida que o país passa por um momento de transição – colocando-a frente a frente com um labirinto de emoções do qual não consegue escapar.

À medida que ela embarca em uma jornada tardia de amadurecimento, questionando-se o tempo todo se é coadjuvante da própria história, seus filhos também enfrentam um coming-of-age mandatório: André, navegando pelas atribulações da adolescência e pelas angústias do primeiro amor; Dudu, por sua vez, emerge como o caçula da família, apaixonado por filmes de ficção científica e transformando a vastidão melancólica de seu novo lar em um convite ao lúdico e ao imaginativo – que, eventualmente, funciona como a “cola” que os mantém unidos mesmo em meio a tantos problemas.

Escolher Brasília como palco para a trama não foi algo ocasional e reflete, a todo momento, a disputa interna que Helena e os outros personagens sofrem. Ora, se a capital foi erguida como símbolo de um futuro próspero, mas de maneira claramente distanciada dos polos econômicos e sociais do restante do país, o mesmo ocorre com os protagonistas, procurando um prospecto quase etéreo que se desmancha em uma repetição exaustiva da mesmice, afundando-os em uma letargia emocional de onde é quase impossível escapar. Felizmente, a presença de Dudu como a força sonhadora e destemida torna-se essencial na condução da história a um terceiro ato de retomada e de assertividade – guiada pela ótima performance de Mello.

Dieckmmann volta a se reafirmar como uma das atrizes mais versáteis do século ao pincelar a personalidade de Helena com uma apatia derradeira e indescritível, que a consome dia a dia ao passo que é arrastada para um vórtice de frustração e decepção. Seja em atitudes controversas que se transformam em uma culpa destrutiva – como quando atropela um cachorro ou se vê arrebatada por um charmoso escape romântico -, seja em uma recusa à complacência de um “inferno particular” – com a presença ambígua de Letícia Sabatella como uma de suas vizinhas -, Dieckmmann assume as rédeas da história com uma força magistral e que transforma esse drama em uma palpável reflexão psicológica (e que remonta à sua visceral performance em ‘O Silêncio do Céu’).

Guimarães transforma sua epopeia em um círculo inescapável de torpor, que colocando cada um dos personagens em uma espécie de suspensão involuntária da realidade que desesperadamente almeja por algo novo. Não é surpresa que a sufocante fotografia de Pablo Baião transforme as intermináveis campinas de Brasília em muros invisíveis, permitindo que a capital irrompa como uma prisão sem grades – enquanto as breves rupturas promovidas pela direção de arte de Claudia Andrade fornecem uma centelha trêmula de esperança para o enredo que assola Helena, André e Dudu. E o mais interessante é que o roteiro, também de responsabilidade da diretora, utiliza a disfuncionalidade do núcleo principal para arquitetar algumas reviravoltas propositalmente anticlimáticas que culminam em uma inesperada conclusão (para o bem ou para o mal).

Pequenas Criaturas finalmente chega às salas de todo o Brasil com uma cautela cênica que oferece um outro vislumbre do que o cinema nacional tem a nos oferecer – e, depois de ter sido aplaudido no Festival do Rio, está na hora de apreciarmos essa singela gema fílmica da maneira como ele merece.

‘Brinquedo Assassino’: Brad Dourif revela detalhes sobre o novo FILME do Chucky

Durante seu painel na Creep I.E. Cinema, o ator Brad Dourif, que dá voz ao icônico Chucky na franquia ‘Brinquedo Assassino‘, revelou novos detalhes sobre o próximo capítulo da saga.

Ele confirmou que um novo filme está em desenvolvimento, mas fez mistério sobre o que podemos esperar da trama.

“Se eu conheço o Don Mancini, eu diria que ele está desenvolvendo algo completamente diferente que eu nunca havia pensado, que ninguém poderia imaginar.”

Ele completa, “Estamos fazendo um novo filme. Eu ouvi cerca de três ideias. Não posso dizer muito sobre isso, mas todas essas ideias são completamente diferentes.”

Vale lembrar que, após o cancelamento da série, o criador da franquia Don Mancini revelou que está desenvolvendo um novo filme para os cinemas – marcando o grande retorno do boneco assassino às telonas em mais de vinte anos, desde ‘O Filho de Chucky‘ (2004).

A produção deve seguir um tom mais sério, servindo de “reboot” da saga, mas sem ignorar os eventos anteriores.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Lembrando que as três primeiras temporadas estão disponíveis no Star+.

O elenco conta com Brad Dourif como a voz do Chucky, Jennifer Tilly como a icônica e psicótica Tiffany, Zackary Arthur como Jake Wheeler, Björgvin Arnarson como Devon Evans, Alyvia Alyn Lind como Lexy Cross, Alex Vincent como Andy Barclay, Christine Elise como Kyle, Fiona Dourif como Nica, Barbara Alyn Woods como a Prefeita Michelle Cross e Devon Sawa como um novo personagem.

Lachlan Watson (‘O Mundo Sombrio de Sabrina’) interpreta Glen/Glenda.

Crítica | ‘Christy – Um Novo Round’ – Um filme avassalador que mostra um caso real de violência doméstica

Depois de seis anos longe da direção, o cineasta australiano David Michôd chegou ano passado com seu novo projeto, Christy – Um Novo Round, um filme que busca passar a limpo a carreira vitoriosa e os fortes dramas pessoais de uma boxeadora profissional que marcou a história desse esporte.

Nesse forte drama, que muitas vezes se torna um filme de terror daqueles bem tensos, acompanhamos a violência doméstica como um ponto importante para entendermos detalhes dessa trajetória. O projeto, que foi um dos maiores fracassos em bilheteria do ano passado, não deixa de mostrar o silêncio e a passividade de muitas pessoas ao redor da protagonista, que contribuíram para que ela sofresse abalos emocionais profundos.

Christy (Sidney Sweeney) é uma jovem nascida e criada na Virgínia Ocidental que começa a praticar boxe no final da década de 1980. Ao perceber que tem um raro talento para esse esporte, começa a se dedicar aos treinos e assim conhece Jim (Ben Foster), um treinador de carreira pouco expressiva até então. Juntos, montam uma equipe, começam a disputar torneios e, em pouco tempo, ela se torna uma conhecida pugilista. Christy e Jim se casam, mas, aos poucos, um ambiente violento em casa começa a se formar, levando a boxeadora a enfrentar diversos tipos de violência.

Christy Martin, hoje com 58 anos, foi uma das pioneiras do boxe feminino, uma das primeiras mulheres a alcançar fama e instabilidade econômica através deste esporte, abrindo lutas de Mike Tyson e sendo agenciada pelo polêmico produtor Don King nesse esporte de riscos e, por vezes, violento. A grande questão para essa obra era como retratar a vida da protagonista sem esquecer de detalhes que a cercavam.

Para tal, a narrativa usa de um dinamismo dosado, pincelando momentos-chave que acabam consolidando um envolvente raio-x de sua trajetória antes, durante e depois do seu sucesso. A obra capta importantes detalhes, como o preconceito que sofria por sua sexualidade, a violência vinda de diversas formas ao longo dos anos no casamento com seu treinador e o olhar passivo, principalmente de sua família, que estava mais preocupada com o olhar dos outros do que as verdades que aconteciam diante dos olhos deles.

Nessa obra, que se encaixa como um true crime, um clima de tensão acompanha toda a trama. Mesmo com alguns espaçamentos por conta da grande linha temporal que se propõe a contar, o filme se aprofunda em alguns pontos, em outros nem tanto, sob uma perspectiva, não encontrando muitos respiros nos conflitos emocionais que se embaralham no lado profissional e pessoal.

Com intensas cenas no ringue e mostrando os bastidores desse esporte milionário, guiadas também pela caracterização muito bem feita de Sweeney, muitas vezes irreconhecível, essa cinebiografia busca apresentar, ao longo dos seus 130 minutos de projeção, de forma contundente, um caso real de violência doméstica e a resiliência de uma campeã que disputou batalhas dentro e fora dos ringues.

 

Alexandra Daddario testa seus PODERES no teaser da 3ª temporada de ‘As Bruxas Mayfair’; Confira!

A AMC divulgou o primeiro teaser trailer da 3ª temporada de ‘As Bruxas Mayfair‘, série baseada na saga literária de Anne Rice – autora de ‘Entrevista com o Vampiro‘.

Estrelado pela Alexandra Daddario (‘The White Lotus’), o próximo ciclo se aprofundará ainda mais na mitologia das bruxas, introduzindo novos feitiços familiares enquanto explora os acontecimentos históricos de Salem – o que inclui a infame caça às bruxas e o seu folclore.

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Thomas Schnauz assume como coshowrunner ao lado de Esta Spalding.

Sem data de estreia, a terceira temporada será lançada apenas em 2027.

Esta Spaulding (‘Masters of Sex’) e Michelle Ashford (‘The Pacific’) são responsáveis pelo roteiro, além de servirem como produtoras executivas.

A trama foca em uma jovem neurocirurgiã que descobre ser a improvável herdeira de uma família de bruxas. Enquanto ela tenta entender os seus poderes, ela deve enfrentar uma presença sinistra que assombra sua família por gerações.

O elenco ainda conta com Harry Hamlin, Annabeth Gish, Tongayi Chirisa, Beth Grant, Erica Gimpel, Jen RichardsMaura Grace Athari.

Testemunhe o nascimento de uma LENDA no teaser de ‘Crystal Lake’, série baseada na franquia ‘Sexta-Feira’

O Peacock divulgou o primeiro teaser trailer da vindoura série ‘Crystal Lake‘, que servirá de pré-sequência ao clássico ‘Sexta-Feira 13‘.

A produção será lançada no serviço de streaming no dia 15 de outubro.

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Brad Caleb Kane servirá como showrunner.

Callum Vinson (‘Chucky’) dará vida ao Jason Voorhees, enquanto Linda Cardellini (‘Scooby-Doo’) viverá sua mãe, Pamela Voorhees.

A narrativa de ‘Crystal Lake‘ acompanhará a juventude de Jason e, principalmente, a trajetória emocional de sua mãe. Na nova versão, Pamela é retratada como uma ex-cantora que abandonou a carreira para cuidar de seu filho com necessidades especiais. Sua vida toma um rumo sombrio após a aparente morte do garoto no lago.

O elenco ainda contará com Nick Cordileone como Ralph — possivelmente uma nova versão do “Louco Ralph”, conhecido por alertar sobre a maldição do acampamento nos dois primeiros filmes; Joy Suprano como Rita, Danielle Kotch como Claudette; e Phoenix Parnevik como Barry. Os dois últimos remetem diretamente aos primeiros conselheiros assassinados por Pamela na trama original.

William Catlett (‘A Thousand and One’), Cameron Scoggins (‘Nashville’), Devin Kessler (‘Godfather of Harlem’) e a novata Gwendolyn Sundstrom completam o elenco.

Brad Caleb Kane (‘Bem-Vindos a Derry’) será o showrunner da atração.

Michael Lennox (‘Derry Girls’), Celine Held & Logan George (‘O Segredo do Caddo Lake’) e Quyen Tran (‘The Pitt’) serão responsáveis pela direção.

O último filme da franquia foi lançado em 2009 e estrelado por Jared Padalecki. Apesar dos esforços em reviver a franquia, o longa foi um fracasso de crítica, registrando 26% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadando apenas US$ 90 milhões nas bilheterias mundiais.