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Maika Monroe é uma ‘Psicopata Vitoriana’ no teaser LEGENDADO do terror gótico; Confira!

Woman with blood-stained hands held up near her face in a tense moment indoors, no visible injuries shown clearly on her face.

A Diamond Films divulgou o teaser trailer legendado do terror gótico ‘Psicopata Vitoriana‘ (Victorian Psycho), estrelado pela Maika Monroe (‘Corrente do Mal’).

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O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 24 de Setembro.

Dirigido por Zachary Wigon (‘The Heart Machine’), o filme é baseado no romance de Virginia Feito, que assina o roteiro.

A trama gira em torno de Winifred Notty, uma jovem governanta excêntrica que é contratada para trabalhar em uma mansão gótica isolada, a Ensor House. Suas funções incluem ensinar boas maneiras às crianças e instruí-las sobre a história da família. No entanto, Notty esconde tendências psicopatas — e, à medida que ela se adapta à nova rotina, membros da equipe da casa começam a desaparecer misteriosamente, levantando suspeitas sobre sua verdadeira natureza.

O elenco ainda conta com Jason Isaacs (‘The White Lotus’), Ruth Wilson (‘The Affair’), Thomasin McKenzie (‘Noite Passada em Soho’), Evie Templeton (‘Wandinha’), Amy De Bruhn (‘Borderline’) e Jacobi Jupe (‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’).

 

‘A Ressurreição de Cristo’ ganha primeira imagem e as duas partes ganham data de estreia no Brasil!

Man in white robes and red cloak leads a crowd of robed followers across a sunlit hillside with distant mountains.
Jaakko Ohtonen como Jesus em The Resurrection of the Christ: Part One. Photo Credit: Elise Lockwood

A Paris Filmes e a Lionsgate acabam de divulgar a primeira imagem de Jaakko Ohtonen no papel de Jesus Cristo nos filmes ‘A Ressurreição de Cristo: Partes I e II‘ (The Resurrection of Christ). Com Mel Gibson de volta na direção, a primeira parte do filme estreia em 6 de maio de 2027 e a segunda parte em 25 de maio de 2028.

O elenco ainda trará nomes como Mariela Garriga, Pier Luigi Pasino, Kasia Smutniak, Riccardo Scamarcio e Rupert Everett. O primeiro filme, ‘A Paixão de Cristo‘ (2004), fez mais de  610 milhões de dólares mundialmente e levou 5 milhões de brasileiros aos cinemas.

Confira:

Jaakko Ohtonen como Jesus em The Resurrection of the Christ: Part One. Photo Credit: Elise Lockwood

O cineasta Mel Gibson concluiu oficialmente as filmagens deA Ressurreição de Cristo após sete meses de produção nos icônicos estúdios Cinecittà, em Roma. Segundo o portal World of Reel, o projeto traz mudanças significativas tanto na estética quanto no elenco.

Dividido em duas partes, o longa possui um orçamento estimado entre US$ 200 e 250 milhões, tornando-se o projeto mais caro da carreira de Gibson como diretor. Para justificar o investimento, a obra apostará em efeitos visuais (VFX) descritos pelo cineasta como “superambiciosos”. Gibson define a experiência como uma “viagem alucinógena”, que incluirá batalhas épicas entre anjos e demônios e a representação visual da descida de Cristo ao inferno.

Na parte técnica, Robrecht Heyvaert (‘Bad Boys’) assume a direção de fotografia no lugar de Caleb Deschanel. Outra mudança estratégica para ampliar o alcance do público é a escolha do inglês como idioma principal, abandonando o uso do aramaico e hebraico que marcou o filme original.

A Ressurreição de Cristo – Parte 1

O ator finlandês Jaakko Ohtonen (‘The Last Kingdom’) será o protagonista da aguardada sequência e interpretará Jesus Cristo, substituindo Jim Caviezel (‘Som da Liberdade’), do longa original de 2004.

O elenco ainda contará com Mariela Garriga como Maria Madalena; Kasia Smutniak como Maria; Pier Luigi Pasino como Pedro; Riccardo Scamarcio como Pôncio Pilatos; e Rupert Everett foi escalado em um papel desconhecido.

A Ressurreição de Cristo – Parte 2

Jaakko Ohtonen

Os dois longas seguirão os eventos após A Paixão de Cristo. Gibson está produzindo o ambicioso projeto com seu parceiro na Icon Productions, Bruce Davey.

A Ressurreição de Cristo está em desenvolvimento há quase uma década.

A Paixão de Cristo’ está disponível na Netflix.

Zendaya celebra contracenar com Tom Holland em ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: “É como voltar para casa”

A estrela em ascensão Zendaya comentou recentemente sobre sua experiência ao rodar Homem-Aranha: Um Novo Dia’. A atriz destacou o clima descontraído nos bastidores e a dinâmica de contracenar novamente com Tom Holland, com quem divide o protagonismo na franquia e mantém um relacionamento de longa data.

De acordo com declarações publicadas pela revista Variety, Zendaya relembrou o orgulho que sentiu ao acompanhar a dedicação do parceiro no set de filmagem, antes mesmo de dividirem a mesma cena:

“Eu poderia ter chorado, fiquei tão orgulhosa. E então ‘Homem-Aranha’ foi um sonho; eu posso ir trabalhar todos os dias com meu melhor amigo, a pessoa que eu amo. Nós levamos nossos cachorros para o trabalho; é como um evento em família. Nós crescemos nesses filmes! É como voltar para casa”, afirmou.

O entrosamento público do casal frequentemente alimenta especulações na imprensa internacional sobre o status do relacionamento. Diante dos constantes rumores de que os dois teriam oficializado a união em segredo, a atriz foi questionada diretamente, mas preferiu manter a discrição habitual sobre a vida pessoal.

Ao ser interpelada sobre o assunto, Zendaya voltou a evitar confirmações de que ela e Holland estejam oficialmente casados, limitando-se a responder com bom humor: “Não, eu não vou fazer isso”.

Zendaya comenta rumores de casamento com Tom Holland: “Gosto de manter alguns limites sobre o que compartilho”

O novo filme apresentará um Peter Parker transformado pelo sacrifício visto em Sem Volta Para Casa’.

A trama se passa quatro anos após o mundo esquecer a identidade de Peter. Agora adulto e vivendo em isolamento total, ele abandonou qualquer tentativa de vida social para se dedicar 24 horas por dia à proteção de uma Nova York que já não sabe quem ele é. No entanto, essa dedicação extrema e a pressão constante desencadeiam uma surpreendente evolução física que coloca sua própria vida em risco. Em paralelo, um padrão criminoso misterioso começa a emergir, revelando uma das ameaças mais poderosas que o herói já enfrentou no cinema.

Além de Tom Holland retornando como Peter Parker/Homem-Aranha, o elenco da sequência conta com Zendaya (MJ), Jacob Batalon (Ned Leeds), Jon Bernthal (Frank Castle/Justiceiro), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Michael Mando (Mac Gargan/Escorpião), Sadie Sink, Liza Colón-Zayas e Tramell Tillman.

Homem-Aranha: Um Novo Dia’ tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 30 de julho de 2026.

Pillion

(Pillion)

 

Elenco:

Alexander Skarsgård
Harry Melling
Lesley Sharp

 

Direção: Harry Lighton

Gênero: Romance

Duração: 107 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 1 milhão

Estreia: Sem Data

Sinopse: 

Em PILLION, Colin é um jovem tímido habituado a levar a vida no automático. Tudo muda no instante em que conhece o magnético Ray, um motociclista que o toma como seu submisso. Conforme mergulha de cabeça nesse relacionamento e é acolhido pela comunidade do BDSM, Colin embarca em uma jornada eletrizante sobre identidade, controle e busca por pertencimento, que o colocará para se questionar se encontrou seu lugar ou apenas uma nova maneira de ser omisso.

Curiosidades: 

» O longa marca a estreia diretorial de Harry Lighton, que também adapta o roteiro do romance ‘Box Hill‘, de Adam Mars-Jones;

» Aclamado pelos críticos, o filme alcançou impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘The Man I Love’: Rami Malek revela que teve medo de aceitar novo papel por semelhanças com Freddie Mercury

O ator Rami Malek, vencedor do Oscar por sua atuação em ‘Bohemian Rhapsody’, comentou publicamente sobre os bastidores de seu mais novo projeto, The Man I Love. Durante uma coletiva de imprensa realizada logo após a estreia mundial do longa-metragem no Festival de Cannes, o astro revelou que quase recusou o papel principal devido às semelhanças temáticas entre o novo personagem e sua icônica interpretação de Freddie Mercury.

De acordo com a Variety, Malek admitiu ter hesitado assim que leu o roteiro do diretor Ira Sachs.

Na nova produção, o ator interpreta Jimmy, um artista de teatro em Nova York na década de 1980 que tenta equilibrar sua dedicação à arte e seus relacionamentos amorosos após ser diagnosticado com AIDS, um cenário que inevitavelmente remete à trajetória do vocalista do Queen.

“Quando li o roteiro, pensei: ‘Não posso fazer isso. Existem similaridades demais. Isso pode ser problemático’. Havia um certo medo. Comecei a refletir sobre o que exatamente me assustava. Seriam as semelhanças? O fato de cantar novamente? O período retratado?… E percebi que precisava enfrentar esse medo. Se Freddie me ensinou alguma coisa, foi justamente isso: enfrentar o medo”, contou Malek.

A decisão de assumir o projeto passou pela profunda admiração de Malek pelo trabalho de Ira Sachs, cineasta conhecido por produções independentes como ‘Passagens’ (2023) e ‘Deixe a Luz Acesa’ (2012).

“Eu sabia que estava em mãos extraordinárias e que, se ele estava me escolhendo, eu poderia confiar nele. Não apenas para me apoiar durante o filme, mas para me desafiar, me elevar e me fazer mergulhar nesse fogo. E quando mergulhei, comecei a perceber que esses homens eram parecidos, mas também completamente diferentes”, acrescentou.

Embora interpretar Jimmy tenha exigido que Malek voltasse a soltar a voz diante das câmeras, o ator fez questão de traçar uma linha divisória clara entre a grandiosidade dos palcos de ‘Bohemian Rhapsody’ e a atmosfera intimista do novo longa:

“Freddie era uma lenda que já tinha um destino traçado, enquanto Jimmy está apenas buscando criatividade, amor, intimidade, alegria e prazer em cada momento. Ele sabe cantar. Canta tão bem quanto Freddie? No. Mas se precisar aprender kabuki, ele vai se jogar nisso, e eu também fiz isso. Precisava ser perfeito? Não. Era sobre criar, viver e encontrar alegria. Nova York naquela época era um lugar muito diferente”, explicou.

Mesmo ciente de que o público e a crítica possam traçar paralelos imediatos entre as duas figuras queer, Malek reforçou sua percepção atual: “Vejo os dois como pessoas radicalmente diferentes, especialmente agora que tenho mais distância da experiência.”

‘The Man I Love’: Longa estrelado por Rami Malek conquista 91% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as avaliações!

“Na Nova York do fim dos anos 1980, um artista de teatro vivendo com AIDS assume aquele que pode ser seu último grande papel”, diz a sinopse oficial.

Além de Rami Malek, o elenco conta com Tom Sturridge, Luther Ford, Maisy Stella, Rebecca Hall, Ebon Moss-Bachrach, Dennis Courtis, Blanke Zizka, Stephen Adly Guirgis e Sasha Lane.

A direção fica por conta de Ira Sachs, que também assina o roteiro ao lado de Mauricio Zacharias.

Ministro do Desenvolvimento terá encontro com o mercado do audiovisual no Rio para anunciar Programa da Nova Indústria Brasil do Audiovisual Brasileiro

No próximo dia 25 de maio, segunda-feira, o Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércios e Serviços, Uallace Moreira Lima, irão anunciar os resultados do Programa da Nova Indústria Brasil do Audiovisual Brasileiro, que tem o objetivo de estruturar uma Política de Estado para o setor. Estarão presentes representantes do setor, executivos, criativos e profissionais do audiovisual num encontro que celebra, promove e também discute o novo Programa.

Evento: 25 de maio, segunda-feira, às 15:30, Cinesystem Belas Artes, Praia de Botafogo 316, Rio de Janeiro.

O Grupo de Trabalho (GT) dentro da NIB, nasceu a partir da visão estratégica do atual Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que, ainda como secretário-executivo do MDIC, compreendeu o potencial econômico, social, tecnológico e geopolítico da indústria audiovisual brasileira.

Foi sob sua liderança que o audiovisual passou a ser reconhecido como um setor estratégico para o desenvolvimento industrial do país, resultando na criação oficial do GT dentro da NIB (Nova Indústria Brasil).

Ao longo de 2025, o GT reuniu representantes do governo federal, da iniciativa privada e dos diferentes segmentos da cadeia produtiva — cinema, televisão, streaming, games, música, produção, distribuição, exibição, infraestrutura e pós-produção — em um amplo processo de diálogo e construção coletiva.

Os trabalhos foram comandados pelo MDIC e contaram com a participação ativa do Ministério da Cultura, ANCINE, ApexBrasil, BNDES, Ministério do Planejamento, FINEP, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de representantes de diversos outros órgãos estratégicos do governo federal, em uma estratégia de planejamento transversal e estruturante da indústria audiovisual.

A equipe técnica do MDIC desempenhou papel decisivo na condução dos trabalhos, coordenando estudos, debates e propostas voltadas à inserção do audiovisual no centro da estratégia industrial brasileira.

Como resultado desse trabalho histórico, no final de setembro de 2025 foram aprovados os 10 pontos estratégicos que irão nortear a construção da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro. As diretrizes estabeleceram as bases para uma Política de Estado de longo prazo, com foco no fortalecimento do mercado interno e global, em inovação, geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva e desenvolvimento tecnológico.

A FICA – Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual – nasceu a partir daí e passa a ter papel fundamental em toda a articulação do processo, atuando como ponte no fortalecimento da parceria público-privada.

A iniciativa consolida o reconhecimento do audiovisual não apenas como expressão cultural, mas como uma poderosa indústria capaz de gerar desenvolvimento econômico, competitividade internacional e projeção estratégica para o Brasil no mundo.

‘Coward’: Diretor detalha criação de romance gay ambientado nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial

Group of soldiers in green uniforms cheer in a tight circle, fists raised, faces yelling in a moment of intense camaraderie.

O aclamado cineasta belga Lukas Dhont detalhou recentemente seu processo criativo para o desenvolvimento de seu mais novo longa-metragem, Coward (Covarde, em tradução livre). O diretor explicou a origem histórica que o inspirou a construir uma sensível história de amor homossexual ambientada em meio ao cenário devastador das trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

De acordo com a Variety, a ideia para o filme surgiu após o cineasta encontrar uma série de fotografias raras em preto e branco que retratavam soldados encenando espetáculos improvisados para suas tropas. Como parte das apresentações, alguns homens utilizavam técnicas de crossdressing, vestindo-se como mulheres para interpretar desde dançarinas de can-can até esposas apaixonadas e mães enlutadas.

“Era uma parte da história que eu nunca tinha visto ser retratada antes. Isso fez minha imaginação fluir. Pensei: ‘Seria muito especial ver esses homens criando uma peça teatral enquanto, ao fundo, há explosões, a guerra continua acontecendo e a morte está por toda parte'”, contou Dhont.

Conhecido por suas obras intimistas, o diretor revelou o desafio técnico e emocional de equilibrar a escala de um filme de época com a delicidez de seus trabalhos anteriores:

“Foi o filme mais desafiador que já fiz. Eu estava fazendo um filme de guerra, mas precisava encontrar uma maneira de manter a intimidade que amo nos meus trabalhos anteriores. Foi um exercício de criar uma produção maior e mais ambiciosa, sem perder a verdade emocional dos personagens. Existe muita violência, brutalidade e homens destruindo ou sendo destruídos, mas também há romance”, acrescentou.

Dhont também aprofundou as nuances por trás do títuloCoward’. Em um primeiro nível, o termo faz referência direta aos soldados que, esgotados pelo trauma e pela carnificina, desertavam de seus postos, uma decisão que, na época, era rotulada como covardia e punida com execução, mas que também exigia imensa coragem.

“Queria examinar nossas noções de heroísmo. Nos filmes de guerra, a masculinidade costuma ser retratada de forma muito limitada. Existe essa ideia de que lutar pelo país é sempre algo nobre, e o medo de ser chamado de covarde destruiu muitas pessoas ou levou várias delas à morte”, destacou.

Diante dos conflitos geopolíticos contemporâneos em territórios como a Ucrânia e o Oriente Médio, o cineasta ressalta que as discussões propostas pelo longa ressoam fortemente com o cenário global atual, trazendo de volta debates sobre o serviço militar obrigatório na Europa.

“Estou falando do passado, mas existe a sensação de que estou contando algo sobre o presente. Há discussões sobre o retorno do serviço militar obrigatório. E isso faz você pensar: o que faria? Lutaria pelo seu país ou tentaria resistir a esse ciclo de violência?”, explicou.

Um dos pontos mais intrigantes destacados pelo diretor é a ironia de que, justamente à beira da morte e em uma época em que a homossexualidade era rigidamente criminalizada pela sociedade, os protagonistas consigam experimentar um senso único de comunhão:

“O mais interessante é que, nesses tempos sombrios, eles são mais livres do que a sociedade permitia que fossem, ou do que voltarão a ser quando a guerra acabar. Ao longo da história, heroísmo sempre esteve ligado à capacidade masculina de ser brutal. Eu queria inverter isso e falar sobre a coragem necessária para amar”, destacou.

O vínculo pessoal com o projeto também se estende à geografia. Natural da Bélgica, Dhont destacou o peso de viver cercado pelas marcas físicas do conflito histórico: “Eu moro em Flandres, no mesmo solo onde a Primeira Guerra foi travada. Quando dirijo pela região, passo por cemitérios cheios de jovens que deram suas vidas na guerra. Fazer este filme foi quase um ato transcendental de trazer essas histórias de volta à vida”.

O filme acompanha a jornada de Pierre (Emmanuel Macchia), um jovem soldado belga cujo idealismo e desejo de provar seu valor no campo de batalha começam a ruir diante da brutalidade real do front. À medida que se desilude com o conflito, ele inicia um intenso e transformador romance com Francis (Valentin Campagne), um companheiro de batalha encarregado de organizar as peças teatrais para elevar o moral do exército.

A sinopse oficial introduz a premissa da obra: “O jovem soldado Pierre deseja provar seu valor no campo de batalha durante a Primeira Guerra Mundial. Longe da linha de frente, ele conhece Francis, que recebe a missão de encontrar uma maneira de elevar o moral das tropas”.

Além de assumir a direção, Lukas Dhont assina o roteiro deCoward ao lado de seu colaborador de longa data, Angelo Tijssens.

‘Betty Boop’: Criadora de ‘Abbott Elementary’ vai produzir e estrelar filme da icônica personagem

Smiling woman with curly hair wearing an orange polo in a school hallway? portrait in a soft focus setting.

A icônica personagem dos desenhos animados Betty Boop ganhará os cinemas em uma produção inédita. O longa-metragem promete explorar a origem e a evolução cultural da personagem a partir da perspectiva de seu criador, o pioneiro da animação Max Fleischer.

De acordo com informações do ComicBookMovie, Quinta Brunson, a aclamada criadora e estrela da sérieAbbott Elementary, foi escalada para interpretar Betty Boop na produção.

A produtora de Brunson, a Fifth Chance Productions, firmou uma parceria direta com Mark Fleischer (neto de Max) e com o Fleischer Studios para tirar o projeto do papel. Atualmente em fase inicial de desenvolvimento, o longa conta com a supervisão executiva de Erin Wehrenberg, chefe de criação da produtora de Quinta.

Criada como uma caricatura das melindrosas (flappers) da Era do Jazz, Betty Boop estreou nas telas nas séries Talkartoon e Betty Boop, produzidas pelo Fleischer Studios e distribuídas pela Paramount Pictures na década de 1930. Ao longo dos anos, a personagem expandiu seu legado para tirinhas de jornal, produtos licenciados, especiais de TV nos anos 1980 e, recentemente, inspirou o espetáculo “Boop! The Musical” na Broadway.

Apesar de sua natureza animada, Betty Boop é amplamente considerada um dos primeiros símbolos sexuais da cultura pop global. Seus curtas-metragens eram direcionados majoritariamente ao público adulto, frequentemente carregados de elementos surrealistas, psicológicos e sensuais. O maior exemplo dessa era de ouro é o clássico curta ‘Minnie the Moocher’ (1932), famoso pela histórica colaboração com o músico Cab Calloway e sua orquestra.

De acordo com o estúdio, o novo filme focará em: “A relação entre o artista e sua criação enquanto ele enfrenta as pressões criativas e comerciais de construir um dos primeiros ícones animados do mundo, especialmente quando essa criação começa a ganhar vida própria”.

Em comunicado à imprensa, Quinta Brunson celebrou a oportunidade de desconstruir a história dos bastidores da animação:

Betty Boop é uma das personagens de desenho mais amadas dos Estados Unidos e, ainda assim, continua sendo agradavelmente nichada. Ela teve um impacto silencioso, mas inegável, na cultura por quase um século. Depois que Erin e eu nos encontramos com Mark e aprendemos mais sobre a criação de Betty pelo avô dele, percebi que existia uma história muito mais profunda para contar. Uma história que pode ser explorada de uma maneira renovadora, subversiva e atemporal — assim como a própria Betty”, destacou.

Mark Fleischer também demonstrou entusiasmo com a abordagem inovadora proposta pela atriz e roteirista: “Quando Quinta me apresentou a ideia única de um filme sobre a relação entre meu avô, Max Fleischer, e sua criação, Betty Boop, fiquei impressionado. Quinta incorpora perfeitamente o amor pela vida, a inteligência, o humor, a ousadia e a compaixão de Betty, fazendo com que a relação entre ela e Max ganhasse vida imediatamente”. 

Eric Kripke explica ausência de Soldier Boy no último episódio de ‘The Boys’: “Contamos a história dele”

[AVISO DE SPOILERS]

The Boys Chegou oficialmente ao fim, e agora o showrunner Eric Kripke começou a detalhar as principais escolhas criativas por trás do clímax da produção. Um dos pontos que mais gerou questionamentos entre os fãs foi a ausência de Soldier Boy, interpretado por Jensen Ackles, no episódio final da série.

Conforme o ComicBookMovie, Kripke defendeu a decisão de deixar o super-soldado de fora do desfecho principal, indicando que o arco do personagem encontrou o encerramento planejado para esta etapa:

“Acho que contamos a história dele da forma que queríamos nesta temporada”, explicou o produtor. “E parte disso… só posso ser irritantemente misterioso porque estamos profundamente envolvidos em ‘Vought Rising’ [série derivada] e sabemos qual é essa história. Sabemos para onde ela vai. Muitas coisas vão fazer sentido mais pra frente, mesmo que não façam agora para os espectadores”.

O cineasta também ressaltou a importância de limpar o cenário para dar foco total aos integrantes originais da equipe de resistência na hora da despedida:

“Acho que esse foi o lugar certo para encerrar aquilo porque, no fim das contas, ‘The Boys’ é sobre os The Boys. Parte do trabalho desta temporada era concluir as histórias dos personagens secundários para que, no episódio final, pudéssemos focar totalmente nos protagonistas”, acrescentou.

‘The Boys’: Apesar das críticas, última temporada QUEBRA RECORDES no Prime Vídeo

Anteriormente, Kripke já havia sido questionado se o spin-off ‘Vought Rising’ poderia explorar múltiplas linhas do tempo, abrindo uma brecha para revelar o destino de Soldier Boy no presente. Na ocasião, o produtor limitou-se a uma resposta curta e misteriosa: “Sem comentários.”

Desta vez, ele esclareceu que o desfecho da série principal não funciona como um gancho óbvio ou comercial para a nova produção derivada:

“Não acho que o episódio final prepare diretamente ‘Vought Rising’. Acho que ver Soldier Boy, conhecer Bombástico e ouvir referências aos Supes originais foi o máximo de preparação que fizemos. Mas posso dizer que temos algumas surpresas e truques na manga para ‘Vought Rising'”, acrescentou.

Eric Kripke rebate críticas ao final de ‘The Boys’: “Não me arrependo”

Para os espectadores que acompanharam a reta final, o destino do herói veterano foi selado no penúltimo episódio da temporada. Em um confronto tenso, o Capitão Pátria impediu seu pai, Soldier Boy, de seguir rumo ao sul, desacordando-o com um estrangulamento e colocando-o novamente em um estado de hibernação forçada.

O personagem não voltou a aparecer no capítulo derradeiro. Contudo, o desfecho mostrou que Stan Edgar retornou oficialmente ao comando da Vought, o que significa que o corpo adormecido do Soldier Boy agora se encontra sob o controle e domínio do CEO da corporação, deixando o destino do herói em aberto para futuras produções deste universo.

The Boys’ está disponível no prime vídeo. 

 

No ciclo final de ‘The Boys‘, o mundo fica à mercê dos caprichos erráticos e egocêntricos do Capitão Pátria, enquanto figuras centrais como Hughie, Mother’s Milk e Frenchie encontram-se presos em um “Campo da Liberdade”.

Em meio ao caos, Annie tenta organizar uma resistência contra a força esmagadora dos Supers, ao mesmo tempo em que lida com o desaparecimento de Kimiko. O ressurgimento de Billy Bruto, decidido a utilizar um vírus capaz de eliminar todos os Supers da Terra, promete desencadear uma série de eventos irreversíveis.

O elenco de peso da produção continua contando com nomes como Antony Starr, Dominique McElligott, Jessie T. Usher, Chace Crawford, Laz Alonso, Tomer Capone, Karen Fukuhara e Nathan Mitchell.

‘The Boys’: Eric Kripke defende participação limitada dos personagens de ‘Gen V’ no desfecho da série

[AVISO DE SPOILERS]

The Boys chegou oficialmente ao fim, e agora o showrunner explicou a breve participação dos personagens deGen V na trama, afirmando que os jovens heróis teriam uma história muito maior na terceira temporada da série derivada.

Conforme o ComicBookMovie, Kripke revelou que o encontro entre Luz da Estrela e Marie Moreau tinha o propósito claro de pavimentar o caminho para novas temporadas do spin-off, que acabou sendo cancelado recentemente pela plataforma de streaming:

“Se tivéssemos feito mais ‘Gen V’, estaríamos sinalizando claramente no final que a tocha estava sendo passada da Annie para a Marie pelo bom superintendente que você está seguindo. Eu adoraria encontrar uma forma de continuar essa história. Estamos na fase embrionária de ver se há ideias que realmente estamos amando. É como se fossem todas essas ogivas soltas. Você tem Stan Edgar basicamente negando relacionamentos com super-heróis, e essas pessoas que foram mimadas e protegidas o tempo todo agora estão de repente na natureza”, afirmou.

‘Gen V’: Série derivada de ‘The Boys’ é CANCELADA após 2 temporadas

Mesmo com o fim da produção derivada, Kripke expressou o desejo de reaproveitar o núcleo jovem em futuros projetos desse universo ficcional, destacando os dilemas morais e práticos que os personagens enfrentariam após o colapso do sistema da Vought:

“Quem tenta ser Jessica Jones, e quem tenta ser um supervilão? Isso leva a lugares realmente fascinantes que eu adoraria conhecer, e a esperança era que colocássemos as crianças de ‘Gen V’ no meio de tudo isso. Mas espero que ainda consigamos, e que possamos trazer alguns desses personagens para algumas dessas histórias que estamos falando. Os desafios de roteiro que eles teriam que enfrentar eram quase uma metáfora de ser um jovem adulto, como se você estivesse no mundo e não houvesse mais infraestrutura ou empregos. Como você constrói um futuro para si mesmo, e como lida com certos super-heróis que simplesmente escolhem ser vilões?”, acrescentou.

Na trama, o último episódio mostra Luz-Estrela se encontrando com Marie, Jordan e Emma. Após uma breve conversa com Marie, os jovens deixam o local levando algumas das pessoas que salvaram para fora dos Estados Unidos, em busca de segurança contra as forças do Capitão Pátria.

‘Gen V’: Criador indica que trama descartada da 3ª temporada pode ser usada em novos derivados de ‘The Boys’

A pouca participação dos personagens deGen V na última temporada deThe Boys se tornou uma das principais críticas dos fãs ao desfecho da série. Isso porque a produção derivada foi vendida como uma peça importante para os eventos da temporada final.

Além disso, durante a segunda temporada de Gen V, fomos apresentados ao conceito do Projeto Odessa, um experimento criado por Thomas Godolkin no qual o Composto V era aplicado ainda durante a gestação, criando “mega supers” com poderes muito superiores aos supers comuns. No entanto, apesar de vários indivíduos terem morrido durante os testes, Marie acabou sobrevivendo, o que fazia dela uma das únicas pessoas potencialmente capazes de enfrentar o Capitão Pátria.

Com isso, muitos fãs ficaram extremamente decepcionados pelo fato de o final não apresentar um verdadeiro confronto entre os supers, além da ausência de cenas de batalha e até mesmo de relevância narrativa envolvendo os jovens heróis de Gen V’.

The Boys’ está disponível no prime vídeo. 

No ciclo final de ‘The Boys‘, o mundo fica à mercê dos caprichos erráticos e egocêntricos do Capitão Pátria, enquanto figuras centrais como Hughie, Mother’s Milk e Frenchie encontram-se presos em um “Campo da Liberdade”.

Em meio ao caos, Annie tenta organizar uma resistência contra a força esmagadora dos Supers, ao mesmo tempo em que lida com o desaparecimento de Kimiko. O ressurgimento de Billy Bruto, decidido a utilizar um vírus capaz de eliminar todos os Supers da Terra, promete desencadear uma série de eventos irreversíveis.

O elenco de peso da produção continua contando com nomes como Antony Starr, Dominique McElligott, Jessie T. Usher, Chace Crawford, Laz Alonso, Tomer Capone, Karen Fukuhara e Nathan Mitchell.

‘The Boys’: Eric Kripke comenta destino de Profundo; “Aquele cara continua fazendo a escolha errada”

profundo the boys
profundo the boys

[AVISO DE SPOILERS]

The Boys chegou oficialmente ao fim, e agora o showrunner Eric Kripke comentou sobre os destinos finais dos integrantes dos Sete. Em foco está a morte irônica do Profundo (The Deep), que acabou assassinado justamente pelas criaturas marinhas que passou a vida inteira tentando proteger.

Conforme o ComicBookMovie, Kripke defendeu a decisão narrativa, destacando que a recusa sistemática do personagem em evoluir foi o que ditou sua derrocada:

“Isso foi apenas o Profundo sendo o Profundo. E eu gostaria de destacar que ele teve inúmeras oportunidades de fazer a escolha certa repetidas vezes. Até naquele último momento, Annie [Luz da Estrelas] dizia: ‘Só assuma responsabilidade por si mesmo, pelo menos uma vez’. E ele soltou aquele grito estilo ‘Coração Valente’: ‘Não!’. Então, até a última cena, aquele cara continua fazendo a escolha errada, e acaba pagando por isso”, afirmou o produtor.

Eric Kripke explica ausência do plot twist de Black Noir no final de ‘The Boys’: “Eu nunca faria essa versão”

A trajetória do personagem na última temporada foi marcada por uma intensa rivalidade com o novo Black Noir (Justin). Após passar o colega para trás para ganhar pontos com o Capitão Pátria, o Profundo viu a disputa atingir o ápice quando Noir sabotou o oceano com um vazamento de petróleo, provocando uma chacina marinha. Em retaliação, o Profundo assassinou o parceiro de equipe, mas acabou sofrendo as consequências: a fauna marinha descobriu sua culpa indireta no desastre e decretou que ele seria executado caso entrasse na água novamente.

Para agravar sua situação, o Capitão Pátria dissolveu oficialmente os Sete. Desesperado, o herói foi até a Casa Branca implorar para recuperar seu posto, mas acabou humilhado pelo líder dos supers. Desolado e em lágrimas, o Profundo decidiu descontar sua fúria nos Boys, culpando Luz da Estrelas por sua ruína. Durante o confronto com a heroína, ele acabou arremessado ao mar, selando seu destino nas mãos das criaturas subaquáticas.

Novo spin-off de ‘The Boys’ será um “mistério de assassinato SOMBRIO”, afirma criador

Embora grande parte do público tenha considerado a morte do Profundo poeticamente satisfatória, o arco gerou algumas divisões no fandom.

Críticos e parte dos espectadores apontaram que a série dedicou um tempo de tela excessivo ao personagem nos episódios finais, por vezes ofuscando os protagonistas da resistência. Nas redes sociais, muitos classificaram a subtrama de sua disputa com o segundo Black Noir como um filler (conteúdo de preenchimento), argumentando que o desfecho do personagem demorou mais do que o necessário para ser concluído.

‘The Boys’: Criador comenta desfecho de Soldier Boy na série

The Boys’ está disponível no prime vídeo. 

 

No ciclo final de ‘The Boys‘, o mundo fica à mercê dos caprichos erráticos e egocêntricos do Capitão Pátria, enquanto figuras centrais como Hughie, Mother’s Milk e Frenchie encontram-se presos em um “Campo da Liberdade”.

Em meio ao caos, Annie tenta organizar uma resistência contra a força esmagadora dos Supers, ao mesmo tempo em que lida com o desaparecimento de Kimiko. O ressurgimento de Billy Bruto, decidido a utilizar um vírus capaz de eliminar todos os Supers da Terra, promete desencadear uma série de eventos irreversíveis.

O elenco de peso da produção continua contando com nomes como Antony Starr, Dominique McElligott, Jessie T. Usher, Chace Crawford, Laz Alonso, Tomer Capone, Karen Fukuhara e Nathan Mitchell.

VAI TER VAMPIROS SIM! ‘Pecadores’ terá Casa do Terror no Halloween Horror Nights no Universal Studios Hollywood e Universal Orlando Resort

Stylized comic-style poster of three men in suits, center figure with flames licking his chest against a sunset background.

Pecadores‘ (Sinners), filme da Warner Bros. Pictures que arrecadou mais de US$ 370 milhões de dólares e foi sucesso de crítica e de público, será transformado em casa assombrada no Halloween Horror Nights, que começa dia 28 de agosto no Universal Orlando Resort, e dia 3 de setembro no Universal Studios Hollywood.

Desde sua estreia em 2025, ‘Pecadores‘ se tornou o filme original de terror de maior bilheteria, conquistando um recorde de 16 indicações e quatro prêmios no Oscar®. Escrito, dirigido e produzido por Ryan Coogler, junto aos produtores da Proximity Media, Zinzi Coogler e Sev Ohanian, o filme se passa no Delta do Mississippi dos anos 1930, onde os irmãos gêmeos Smoke e Stack retornam à sua cidade natal para abrir um juke joint para sua comunidade. A celebração de inauguração vira pânico quando um grupo de vampiros invade a noite de abertura do bar, ameaçando violentamente os convidados em uma batalha brutal pela sobrevivência.

“Tem sido incrível ver o público se conectar com Sinners de uma forma tão poderosa”, disseram Ryan Coogler, Zinzi Coogler e Sev Ohanian, produtores do filme e fundadores da Proximity Media, em um comunicado conjunto. “Agora, fazer uma parceria com o Halloween Horror Nights dá aos fãs a chance de mergulhar ainda mais no mundo do filme, ou seja, sentir a música, a atmosfera e a tensão ao redor deles. Ver esse projeto tomar forma nessa escala foi realmente especial para todos nós.”

A aterrorizante casa assombrada do Halloween Horror Nights transportará os visitantes de volta no tempo para o popular Club Juke, onde nada é o que parece ser, principalmente, quando os vampiros Remmick, Bert e Joan aparecem com uma fome insaciável. Enquanto tentam escapar dos vampiros a cada passo, os fãs vão encontrar alguns de seus personagens favoritos do filme, incluindo Sammie, Mary, Annie, Pearline e Cornbread. Presos em uma luta mortal entre Smoke, Stack e os vampiros, os visitantes precisarão sobreviver à noite – porque o terror só diminuirá quando o sol nascer.

“No Halloween Horror Nights, ultrapassamos os limites do que uma experiência de terror ao vivo pode ser”, disse John Murdy, produtor executivo do Halloween Horror Nights do Universal Studios Hollywood. “Assim como Sinners reinventou o filme de vampiros, nós estamos reinventando a casa assombrada e criando novas formas de assustar nossos visitantes. Estamos entusiasmados em recriar essa história incrível de uma forma verdadeiramente assustadora e totalmente imersiva.”

“No momento em que Sinners estreou, soubemos que era um filme perfeito para ser retratado no Halloween Horror Nights. É uma honra trabalhar com essa história”, disse Mike Aiello, Diretor Sênior de Desenvolvimento Criativo de Entretenimento do Universal Orlando Resort. “É raro um filme agradar totalmente os fãs de terror ao mesmo tempo em que convida novos públicos para o gênero – e é exatamente isso que Sinners faz. Seu mundo, personagens e intensidade se traduzem em uma casa assombrada implacável. Mal podemos esperar para que nossos fãs entrem e experimentem esse horror em primeira mão, de uma forma que só o Halloween Horror Nights pode oferecer.”

Uma variedade de opções de ingressos para o Halloween Horror Nights do Universal Studios Hollywood já está disponível. O evento deste ano dura um recorde de 42 noites, com 8 casas assombradas, o Terror Tram, múltiplas zonas de medo e mais. Os ingressos incluem Entrada Geral, o Early Access Ticket – que dá acesso a algumas casas assombradas a partir das 17h30 (sujeito a alterações), Frequent Fear Pass e Ultimate Fear Pass, que permitem visitar o evento repetidas vezes. O Day/Night Ticket, After 2 P.M. Day/Night Ticket, Universal Express Ticket e R.I.P Tour incluirão acesso à nova montanha-russa “Fast & Furious: Hollywood Drift” das 19h às 23h30 (sujeito a alterações). Clique aqui para comprar ingressos e para os Termos e Condições.

Já no Universal Orlando, o Halloween Horror Nights, o principal evento de Halloween do mundo, completa 35 anos em 2026, e acontecerá em 48 noites selecionadas de 28 de agosto a 1º de novembro. O evento terá 10 casas assombradas totalmente novas, entretenimento ao vivo, zonas de medo e experiências nas ruas do parque – com algumas surpresas assombrosas. Os produtos à venda incluem ingressos para uma única noite; ingresso Scream Early, um ticket adicional ao ingresso regular do evento que dá acesso ao Universal Studios Florida e a casas assombradas selecionadas a partir das 14h, e upgrades como Halloween Horror Nights Express Passes, o R.I.P Tour e o Behind the Screams: Unmasking the Horror Tour.

Assista ao anúncio:

O editor-chefe Renato Marafon foi convidado a passar uma noite do terror no Halloween Horror Nights do Universal Studios em 2024 no parque de Los Angeles.

Assista:

 

 

Hokum: O Pesadelo da Bruxa

(Hokum)

 

Elenco:

Adam Scott
Peter Coonan
David Wilmot

 

Direção: Damian Mc Carthy

Gênero: Terror

Duração: 101 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 4 milhões

Estreia: 21 de Maio de 2026

Sinopse: 

Em HOKUM: O PESADELO DA BRUXA, o escritor solitário Ohm Bauman se refugia em uma pousada isolada na Irlanda para cumprir o último desejo de seus pais. A despedida silenciosa se transforma em pesadelo quando histórias sobre uma antiga bruxa que assombra a suíte de lua de mel passam a invadir seus sonhos e sua mente. Entre visões perturbadoras e um desaparecimento chocante, Ohm é levado a um confronto aterrorizante com as forças que cercam o local e com os cantos mais sombrios de seu passado.

Crítica:

Crítica | Hokum: O Pesadelo da Bruxa – Interessante Folkie Terror com Adam Scott, astro de Ruptura 

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Damian Mc Carthy também assina o roteiro do longa;

» Do mesmo estúdio de ‘Longlegs – Vínculo Mortal‘ e do produtor de ‘A Hora do Mal‘;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘Alpha’: Novo terror da diretora de ‘Raw’ e ‘Titane’ ganha trailer LEGENDADO; Confira!

Woman with curly hair, dirt-stained tank top, standing in a dusty, hazy environment.

A O2 Play divulgou o trailer legendado do terror ‘Alpha‘, novo filme da diretora Julia Ducournau, conhecida por ‘Raw‘ e ‘Titane‘.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 4 de junho.

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Alpha

Na trama, Alpha é uma adolescente problemática de 13 anos que vive ao lado da mãe solteira. Porém, a rotina das duas muda completamente quando a garota retorna da escola com uma tatuagem misteriosa no braço, desencadeando uma série de acontecimentos perturbadores.

Golshifteh Farahani (‘A Pedra da Paciência’) e Tahar Rahim (‘A Serpente’) serão os protagonistas.

“‘Alpha’ será o filme mais pessoal da Julia, o seu trabalho mais profundo, e estamos ansiosos para o público ao redor do mundo conferir essa história,” declararam as produtoras FilmNation Entertainment e Charades. “Mal podemos esperar para trazer este filme para Cannes e começar as negociações de venda.”

“‘Alpha’ é uma nova página do trabalho da Julia Ducournau; consistente com seus projetos anteriores, mas com um tom inteiramente novo,” afirmaram os produtores em comunicado oficial. “Para fazer justiça a este projeto excepcional, tivemos que superar as convenções, o que é evidente por essa combinação de produtores.”

Crítica | Alpha – Corpos em Pó, HIV, Estética e o Vazio Alegórico de Julia Ducournau [Cannes 2025]

Crítica | Hokum: O Pesadelo da Bruxa – Interessante Folkie Terror com Adam Scott, astro de Ruptura

Fãs de terror, uma novidade chega em breve nos cinemas brasileiros, uma pequena variação do mais do mesmo que andamos recebendo nas telonas. Trata-se de um título no estilo folkie terror – em outras palavras, terror com base em características culturais folclóricas de uma localidade, e que, neste caso, é o interior da Irlanda. Esses elementos já são suficientes para despertar a atenção da turma do terror, certo? E é exatamente o que será encontrado em ‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’, novo filme do gênero que está em exibição nos cinemas.

Ohm Bauman (Adam Scott, astro da série ‘Ruptura’) é um escritor de suspense e terror que, na vida real, é bastante ranzinza e questionador. Ele acaba de chegar a uma pousada super antiga no meio da floresta no interior da Irlanda, onde seus pais passara a lua de mel. Agora, Ohm quer espalhar no local as cinzas de ambos, e seguir com seus planos apesar de seus traumas familiares do passado. Entretanto, tanto os hóspedes quanto os funcionários do local não parecem muito amigáveis, e, quando conversa com a recepcionista Fiona (Florence Ordesh, deFundação), a única simpática do lugar, Ohm descobre que a pousada é assombrada por uma antiga bruxa. Mesmo sem dar confiança à história, o escritor fica desconfiado, e, quando algo sinistro ocorre no meio da noite, ele passa a entender que há forças ocultas que nem mesmo a ficção consegue dar conta.

Escrito e dirigido por Damian Mc Carthy (de ‘Oddity – Objetos Obscuros’), ‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’ traz um quê de cinema autoral com o cinema de gênero – ou melhor, de subgênero (e não no sentido menor, mas no sentido de ser uma categoria específica dentro do terror). Isso torna o filme simpático porque equilibra um astro de reconhecimento internacional com um elenco majoritariamente local e desconhecido do grande público, dando-lhes a oportunidade do reconhecimento. Além disso, parte do entretenimento para ambientar o público ao folclore irlandês, tão conhecido por seus contos de fadas e de bruxas.

Assim, as locações se destacam nesta produção, tanto a floresta densa e de um verde vibrante quanto a pousada, toda revestida de madeira escura, materiais pesados e ambientes fechados. O contraste de ambos os ambientes faz com que a gente se sinta ora encantado pelo imaginário irlandês, ora imerso no mistério que o filme propõe através da figura da bruxa. Entretanto, é aí também que o roteiro de Damian Mc Carthy dá uma vacilada, por não se aprofundar um pouco mais nas explicações, nas origens dessa entidade. Ficou um gosto de que se criasse um vínculo maior com as lendas locais, pensando no público leigo.

hokum

Adam Scott surge bastante diferente neste filme, mesmo que não esteja super caracterizado. Há qualquer coisa de diferente na sua interpretação que faz a gente demorar reconhecê-lo em cena, e isso é positivo, pois não vemos aqui aquele cara inseguro de ‘Ruptura’. Em ‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’ é depressivo, mal-educado, ranzinza, crítico.

Já na parte do terror, a ambientação cria um clima de suspense constante, envolvente, sedutor quase (já que estamos na floresta cheia de neblina), mas os efetivos sustos são poucos. Então, a ideia do terror é maior do que o terror efetivo no filme, muito mais eficiente em criar uma atmosfera do que assustar. Para quem gosta do gênero mas não curte acelerar o coração, ‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’ é uma aposta segura.

Diferente, envolvente e bem-realizado, ‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’ oferta uma opção alternativa para quem já cansou dos filmes de terror de franquia que ocupam as salas sem oferecer nada de novo. ‘Hokum: O Pesadelo da Bruxa’ é como ler um bom livro, que faz você querer virar página depois de página.

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Passageiro do Mal

(Passenger)

 

Elenco:

Jacob Scipio como Tyler Genocchio
Lou Llobell como Maddie Brecker
Melissa Leo como Diana Larson

 

Direção: André Øvredal

Gênero: Terror

Duração: 94 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Estreia: 21 de Maio de 2026

Sinopse: 

PASSAGEIRO DO MAL é um filme de terror que narra a história de um jovem casal que, após presenciar um terrível acidente na estrada, percebe que não deixaram o local do acidente sozinhos. Estão acompanhados por uma presença demoníaca chamada “Passageiro”, que não vai parar até transformar a vida de aventura dos dois em um pesadelo.

O elenco conta com Melissa Leo (“O Vencedor”, “Rio Congelado”), Jacob Scipio (“Bad Boys: Até o Fim”, “Os Mercenários 4”) e Lou Llobell (“Fundação”). A direção é de André Øvredal e o roteiro é assinado por T. W. Burgess e Zachary Donohue. A produção é da Paramount Pictures, Domain Entertainment, 18Hz Productions e a Coin Operated.

Entrevista Jacob Scipio e Lou Llobell

Curiosidades: 

Confira as primeiras imagens sinistras de ‘Passageiro do Mal’, novo terror do diretor de ‘A Autópsia’

» T.W. Burgess e Zachary Donohue assinam o roteiro do longa;

» Conhecido pelos fãs do gênero, André Øvredal já comandou filmes como ‘O Caçador de Troll‘, ‘A Autópsia‘, ‘Histórias Assustadoras para Contar no Escuro‘ e ‘Drácula – A Última Viagem do Demeter‘;

» Gary Dauberman (‘A Hora do Vampiro’) serve como produtor;

» O longa é produzido pela 18hz Productions, companhia de Walter Hamada. Ele recentemente fechou um contrato com a Paramount Pictures , após ter deixado a Warner Bros, para a produção exclusiva de filmes de terror de médio orçamento;

Bastidores:

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Erupcja

Two people posing and smiling together in a warm red-toned photo with a tattoo on one arm visible on the left

(Erupcja)

 

Elenco:

Charli XCX
Lena Góra
Will Madden

 

Direção: Pete Ohs

Gênero: Comédia romântica

Duração: 71 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ 92 mil

Estreia: 21 de Maio de 2026

Sinopse: 

Em ERUPCJA, Nel leva uma vida tranquila trabalhando em uma floricultura em Varsóvia. Sua rotina é abalada com a chegada de Bethany, uma turista britânica e amiga de infância, que visita a cidade ao lado do namorado. Enquanto sentimentos reprimidos vêm à tona, um vulcão entra em erupção, refletindo a combustão emocional entre as duas mulheres.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Pete Ohs também assina o roteiro ao lado de Charli XCX, Lena Góra, Jeremy O. Harris e Will Madden;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Diamantes

A woman in a dramatic, floor-length red gown flows down a grand staircase, held by several helpers pulling the fabric.

(Diamanti)

 

Elenco:

Luisa Ranieri
Jasmine Trinca
Stefano Accorsi

 

Direção: Ferzan Özpetek

Gênero: Drama

Duração: 135 min.

Distribuidora: Pandora Filmes

Orçamento: US$ 4 milhões

Estreia: 21 de Maio de 2026

Sinopse: 

Em DIAMANTES, um realizador convoca suas atrizes favoritas para fazer um filme sobre mulheres, mas não revela muito sobre o projeto. Entre solidões, paixões, ansiedades, ausências devastadoras e laços indissolúveis, realidade e ficção se entrelaçam, assim como a vida das atrizes com a das personagens.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Ferzan Özpetek também assina o roteiro ao lado de Elisa Casseri e Carlotta Corradi;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Jensen Ackles retorna no trailer de ‘Vought Rising’, novo spin-off de ‘The Boys’

Man in a green armored superhero costume and mask, posing with a serious expression, looking off to the side.

O Prime Video divulgou o primeiro trailer de ‘Vought Rising‘, novo spin-off de ‘The Boys‘.

Jensen Ackles (Soldier Boy) e Aya Cash (Tempesta) serão os protagonistas.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Sem data de estreia, a produção será lançada apenas em 2027.

O elenco ainda contará com Mason Dye (Bombsight), Elizabeth Posey (Private Angel) e Will Hochman (Torpedo).

Anteriormente, Ackles revelou o que podemos esperar da produção: “Olha, vai parecer familiar em termos de formato, porque a ideia é pegar o que funciona em The Boys e fazer algo um pouco diferente, especialmente por se passar nos anos 1950. Mas, falando por mim, estamos acostumados a ver o Soldier Boy nos tempos modernos. Ele é, como gosto de dizer, um homem analógico em um mundo digital, um peixe fora d’água no contexto atual. Agora vamos vê-lo sendo relevante, no ambiente onde ele realmente pertence. Ele é o manda-chuva. Mas também veremos a experiência que explica por que ele se tornou quem é. Vamos explorar as camadas do que realmente aconteceu naquele período”.

A empolgação do astro com o projeto é evidente. Segundo ele, o convite foi aceito instantaneamente: “Quando me apresentaram a ideia, dizendo que seria um prelúdio ambientado nos anos 1950 com o Soldier Boy, eu nem deixei terminarem a frase antes de dizer ‘sim!'”.

Ackles ainda confirmou que a intenção é que o derivado se estenda por várias temporadas.

Sob o comando do showrunner Paul Grellong, o elenco de Vought Rising já conta com nomes confirmados como: Mason DyeElizabeth PoseyWill HochmanJorden MyrieKiki Layne.

Crítica | Em ‘El ser Querido’, Javier Bardem protagoniza a violência emocional de um pai ausente (Cannes 2026)

Two adults walk through a barren desert with rolling sand dunes and a clear blue sky behind them, one in red and the other in dark clothing on a sunny day.

Como reconstruir uma relação que nunca realmente existiu? Como criar intimidade com alguém quando, durante toda uma vida, não houve esforço verdadeiro para estabelecer conexão? Em El Ser Querido (The Beloved), Rodrigo Sorogoyen transforma essas perguntas em um drama sufocante sobre ego, ausência e os limites emocionais da paternidade; e faz da omissão paterna uma forma silenciosa de violência emocional.

Apresentado na mostra competitiva do Festival de Cannes, o longa protagonizado por Javier Bardem e Victoria Luengo acompanha o reencontro entre um cineasta renomado e sua filha distante, mas evita qualquer caminho sentimental fácil. O que Sorogoyen propõe não é uma narrativa sobre reconciliação, e sim sobre a violência emocional causada por pessoas que passam a vida confundindo amor com necessidade de admiração.

Na trama, Esteban Martínez (Javier Bardem), diretor lendário do cinema espanhol, procura a filha Emília (Victoria Luengo) depois de 13 anos sem contato para convidá-la a estrelar seu novo filme. O papel seria uma oportunidade importante para impulsionar sua carreira de atriz. Desde o primeiro encontro entre os dois, entretanto, existe algo profundamente desconfortável na maneira como se olham. 

A câmera permanece muito próxima de seus rostos, observando silêncios, hesitações e pequenas expressões que revelam mais do que qualquer diálogo. Eles falam pouco porque falta qualquer vocabulário afetivo entre os dois. Da parte dele, percebe-se a resistência de alguém que nunca aprendeu a demonstrar vulnerabilidade; da parte dela, a esperança dolorosa de finalmente receber algum tipo de reconhecimento afetivo — e o medo inevitável de se decepcionar outra vez. Muitas vezes, o verdadeiro conflito não está nas palavras ditas, mas naquilo que os personagens não conseguem verbalizar.

Antes do lançamento, a sinopse do filme levou a especulações e comparações com o filme ganhador do Oscar Valor Sentimental (2025), de Joachim Trier, por conta da ideia de um cineasta tentando restabelecer tardiamente laços familiares. El Ser Querido, no entanto, segue por um caminho muito mais duro e menos melodramático. Esteban construiu uma distância deliberada da própria filha, consolidou outra família e sempre enxergou Emília como alguém fora do seu círculo social e artístico. Essa exclusão se torna ainda mais evidente durante as filmagens.

O set de gravação, localizado em meio ao deserto, funciona como uma extensão emocional dos personagens. O ambiente quente, seco e hostil reforça a sensação de desgaste permanente. O filme dentro do filme trata de guerra, mas a verdadeira batalha acontece nos bastidores, na relação entre pai e filha e na maneira como Esteban conduz sua equipe. Sorogoyen constrói então um dos aspectos mais perturbadores do longa: a violência que não deixa marcas físicas, mas destrói emocionalmente todos ao redor. 

Esteban ultrapassa constantemente os limites éticos em nome da “verdade artística”. Há uma cena particularmente forte em que ele obriga os atores a repetirem dezenas de vezes uma sequência banal durante uma refeição, exigindo velocidade e exaustão até levar todos ao limite. A câmera desliza pelos rostos cansados, incrédulos e humilhados da equipe, revelando como um ambiente de trabalho pode se tornar abusivo sem que exista agressão física explícita.

Essa sequência resume quem Esteban é: um homem incapaz de pedir desculpas. Seu narcisismo artístico está acima de qualquer noção de humanidade, empatia ou colaboração. E isso é especialmente irônico porque o cinema é, essencialmente, uma arte coletiva. Quando sua diretora de fotografia decide abandonar a produção por não concordar com seus métodos, ele simplesmente a substitui por alguém disposto a aceitar suas condições. Para Esteban, as pessoas são descartáveis quando deixam de alimentar sua visão de grandeza.

O mais doloroso do filme é perceber que não existe catarse emocional. El Ser Querido não conduz seus personagens a uma reconciliação confortável. Pelo contrário: quanto mais tempo passam juntos, mais profundas ficam as feridas entre os dois. Emília percebe gradualmente que aquele homem com quem compartilha o sangue jamais ocupou, de fato, o papel de pai em sua vida. Resta apenas um vínculo biológico vazio, incapaz de produzir intimidade, acolhimento ou afeto.

Victoria Luengo entrega uma atuação muito contida e emocionalmente complexa. Sua personagem vive em permanente estado de resistência. Emilia precisa provar o tempo inteiro que merece estar naquele filme, numa busca permanente de validação emocional e artística. Ao mesmo tempo, carrega dentro de si décadas de sentimentos reprimidos em relação ao pai. A atriz consegue transmitir esse conflito interno sem recorrer a grandes explosões dramáticas, apenas por meio do olhar e da postura corporal.

Javier Bardem encontra, mais uma vez, um personagem perfeito para sua presença intimidadora. Desde o vilão Anton Chigurh em Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), o ator demonstra enorme capacidade para interpretar figuras brutais e imprevisíveis. Aqui, Bardem utiliza sua expressão pesada e o olhar magnético para compor um homem permanentemente atravessado por culpa, ressentimento e raiva silenciosa.

El Ser Querido fala sobre a impossibilidade de construir relações familiares apenas através da biologia. Laços de sangue, sozinhos, não significam absolutamente nada sem presença, cuidado e convivência. O “ser querido” do título parece menos uma pessoa, e é mais um desejo: a necessidade desesperada de ser amado.

 Esteban talvez queira o amor da filha, mas nunca aprendeu como amar alguém sem transformar tudo ao redor em extensão da sua autoimagem inflada. Nessa disputa, a pergunta que fica não é se Emília conseguiria o papel de sua vida sem este convite, mas se algum reconhecimento artístico poderia compensar a ausência de um pai durante toda sua trajetória. Há vínculos que o tempo não repara porque nunca chegaram, de fato, a existir.