Site Página 7006

‘Tomb Raider: A Origem’: Lara Croft estampa arte e novas fotos

Alicia Vikander encarna Lara Croft e está pronta para ação na nova capa da revista Total Film, que divulgou também fotos inéditas de Tomb Raider: A Origem. Confira:

Além de Vikander, Daniel Wu e Hannah John-Kamen estão no elenco, Dominic West (The Affair) vive Richard Croft e Walton Goggins (Os Oito Odiados) interpreta o vilão.

A Warner Bros. distribuirá o projeto da MGM. A estreia de Tomb Raider: A Origem está marcada para 16 de março de 2018 no Brasil.

‘Venom’: Novas fotos dos bastidores mostram cena de luta intensa com Eddie Brock; Vem ver!

Novas fotos de bastidores de Venom mostram Eddie Brock (Tom Hardy) em uma cena de luta intensa com o ator Scott Haze, cujo personagem ainda não foi revelado. Confira:

 

Novas fotos de bastidores de Venom mostram Eddie Brock (Tom Hardy) pilotando uma moto pelas ruas da cidade. Confira:

 

‘Venom’: Woody Harrelson negocia papel no filme; Saiba mais!

Foi divulgada também uma nova foto dos bastidores de Venom, que mostra não apenas Tom Hardy no apartamento de Eddie Brock, como também uma visão em 360° do set do filme. Confira:

 

‘Venom’: Treinador de Tom Hardy diz que ‘será um dos vilões mais poderosos e sombrios da Marvel’; Veja vídeo!

Além de Tom Hardy, Michelle Williams e  Jenny Slate estrelam a adaptação.

O estúdio já deixou claro que o Homem-Aranha (Tom Holland) não estará nos spinoffs, mas deixou claro que as portas estão abertas para mais filmes no universo do cabeça de teia, como o – previsto – ‘Sexteto Sinistro‘. 

O longa, da Columbia Pictures conta com o roteiro de Scott Rosenberg (‘Jumanji’), Kelly Marcel (’50 Tons de Cinza’) e Jeff Pinker (‘A Torre Negra’) e a produção de Avi Arad, Matt Tolmach (‘O Espetacular Homem-Aranha’) e Amy Pascal (‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’). Ruben Fleischer (‘Zumbilândia) dirige.

Venom’ tem estreia marcada nos cinemas em 5 de Outubro de 2018.

‘O Silêncio dos Inocentes’: Jodie Foster recria seu papel em quadro de programa; Assista!

A atriz Jodie Foster reviveu sua icônica personagem de ‘O Silêncio dos Inocentes’, a agente do FBI Clarice, em um divertido quadro do talk show The Late Show with Stephen Colbert.

No sketch, a policial investiga as conexões do governo Trump com a Rússia.

Confira:

O Silêncio dos Inocentes, dirigido por Jonathan Demme e estrelado por Jodie Foster e Anthony Hopkins, foi lançado em 1991.

‘Z Nation’ é renovada para a 5ª temporada; Confira o cartaz!

O canal Syfy renovou a série sobre zumbis ‘Z Nation‘ para sua quinta temporada, que promete “resetar” a história.

A estreia acontece em 2018!

Confira o cartaz:

Versão trash de ‘The Walking Dead‘, a trama pós-apocalíptica se passa três anos depois de um surto do vírus zumbi ter devastado o planeta. Um time de sobreviventes recebe a missão de levar o único humano conhecido que não foi infectado pela praga de Nova York até a Califórnia, onde fica o último laboratório ainda funcional. Apesar de seus anticorpos serem a melhor e última esperança pela produção de uma vacina, ele esconde um segredo que ameaça todos ao seu redor.

Tom Everett Scott (Beauty And The Beast), DJ Qualls (Supernatural), Michael Welch (Saga Crepúsculo), Kellita Smith (The Bernie Mac Show), Anastasia Baranova (The Darkness II), Russell Hodgkinson (Big Fish) e Keith Allan (Rise of the Zombies) formam o elenco.

A série é exibida no Brasil pela Netflix.

‘Star Wars – Os Últimos Jedi’ tem a 2ª maior abertura da HISTÓRIA nos EUA

Star Wars: Os Últimos Jedi‘ teve uma abertura grandiosa nas bilheterias, e conquistou o título de 2ª maior abertura da história nos EUA com US$ 220 milhões de sexta-feira a domingo.

O recorde de maior abertura da história nos EUA pertence a ‘Star Wars: O Despertar da Força‘, que arrecadou US$ 238 milhões em dezembro de 2015, quebrando o recorde anterior atingido por ‘Jurassic World‘, com $208 milhões.

Mundialmente, ‘Star Wars: Os Últimos Jedi‘ arrecadou US$ 450 milhões e se tornou a quinta maior abertura da história, atras de ‘Velozes e Furiosos 8‘, ‘Star Wars: O Despertar da Força‘, ‘Jurassic World‘ e ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2‘.

No total, ‘Star Wars: O Despertar da Força‘ fez US$ 2 bilhões mundialmente.

No vídeo Ao Vivo, Pablo Bazarello e Karolen Passos destrincham o trailer de Star Wars – Os Últimos Jedi‘.

Assista:

 

Em ‘Star Wars: Os Últimos Jedi‘, a saga Skywalker continua quando os heróis de ‘O Despertar da Força‘ se juntam com as lendas galácticas em uma aventura épica repleto de mistérios antigos da Força e revelações chocantes do passado.

O elenco é composto por Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie e Andy Serkis, além dos novatos Benicio Del Toro , Laura Dern (‘Jurassic Park’) e Kelly Marie Tran.

A estreia no Brasil acontece em 14 de Dezembro.

2ª temporada de ‘The OA’ começa filmagens em janeiro; Saiba mais!

The OA anda um pouco sumida das notícias, apesar do sucesso que a série teve em 2016, mas o retorno está bem próximo, garantem os criadores.

A série começará produções para a 2ª temporada em janeiro de 2018, segundo atriz e co-criadora Brit Marling:

“Animada e assustada com estes 8 roteiros, que nos tomaram todo o verão e outono para escrever. Gravações da segunda temporada de The OA começam em janeiro de 2018. Agora vai…”

 

A série já possui toda a trama da 2ª Temporada definida. Os criadores da série revelaram a Variety que foi necessário tomar esses anos para desenvolver melhor o quebra-cabeça.

A atriz e protagonista, Brit Marling, disse que “está sendo muito divertido” participar das gravações e que a nova temporada deve chegar a Netflix no final de 2018.

O diretor e roteirista Zal Batmanglij (O Sistema) revelaram que já roteirizaram toda a segunda temporada.

“Brit [Marling] e eu já temos toda a história pronta. Se acontecerá ou não, depende de vocês. De todo o mundo. Se as pessoas se conectarem com a série. A coisa toda é um enigma. Há muitas pistas. Muito poucas pessoas realmente descobriram todas as pistas”, afirmou.

Assista nossa crítica:

A série começa com uma jovem cega, em torno de seus vinte anos, Prairie Johnson (Brit Marling), que desapareceu, mas que volta à casa na qual cresceu, com a visão recuperada. Alguns a consideram um milagre, outros um mistério perigoso, mas Prairie se recusa a falar sobre seus sete anos desaparecida com seus pais e com o FBI.

Marling é a protagonista da série e Batmanglij dirige todos os episódios. Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner e Sarah Esberg, da Plan B (produtora indicada ao Oscar por 12 Anos de Escravidão).

‘Bright’: Will Smith entra em ação em vídeo dos bastidores do filme da Netflix

MK1_7474.CR2

A Netflix divulgou um vídeo dos bastidores de ‘Bright‘, fantasia de ação estrelada por Will Smith, Joel Edgerton e Noomi Rapace.

A direção é de David Ayer, que trabalhou com Smith ano passado em ‘Esquadrão Suicida’.

Confira:

Na trama, passada numa realidade alternativa, nosso mundo coexiste com criaturas fantásticas como Orcs e Elfos. Imagine um filme policial misturado com seres míticos.

No filme Edgerton é um orc, parceiro policial do humano vivido por Smith. Os dois investigam um caso. Noomi Rapace vive uma elfa. Ayer é um especialista em filmes policiais, tendo escrito Dia de Treinamento (2001) e dirigido Marcados para Morrer (2012).

Bright estreia no dia 22 de dezembro na Netflix.

Sandra Bullock, Cate Blanchett, Rihanna e mais no teaser de ‘Oito Mulheres e Um Segredo’

Oito Mulheres e Um Segredo‘ (Ocean’s Eight), a versão feminina de Onze Homens e Um Segredo’, ganhou uma seu primeiro teaser. O trailer completo será lançado amanhã. Confira:

‘Ocean’s Eight’: Nossas expectativas para a versão feminina de ‘Onze Homens e um Segredo’

O elenco conta com Rihanna, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Matt Damon e Richard Armitage. Alguns famosos devem devem fazer participações, como Kim Kardashian, Kendall Jenner, Anna Wintour, Adriana Lima e Katie Holmes.

Oito Mulheres e Um Segredotem estreia marcada para 8 de junho de 2018.

Veja fotos dos sets:

 

 

Gwen Stacy deve aparecer na sequência de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’

Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ se consagrou como a maior bilheteria de um filme de super-herói em 2017. O filme do aracnídeo soma US$ 880 milhões mundialmente.

E a sequência deve começar a ser rodada em junho, em Atlanta. Agora, novos rumores apontam para a presença da personagem Gwen Stacy na continuação, após um novo vídeo de teste de atriz para o papel cair na internet.

No início desse mês, já havia surgido um vídeo da atriz francesa Louna Fournier fazendo um teste, agora, a atriz Iris Haller também compartilhou um registro da atuação em seu Vimeo. Veja:

Pelos diálogos encenados nos testes, provavelmente Gwen Stacy já é conhecida de Peter Parker e pode ser uma aluna que veio por meio de intercâmbio.

Novos detalhes sobre a trama devem sair em breve. Com o título provisório de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar 2′, o filme chega aos cinemas em 5 de julho de 2019.

Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o filme ESPETACULAR que os fãs queriam (Nota: 9.0)

Crítica 2 | Homem-Aranha: De Volta ao Lar – É o filme do herói que você queria (Nota: 8.0)

Agora é oficial! ‘Shazam!’ começa as filmagens no início de 2018

Agora é oficial, as filmagens do novo projeto da DC devem começar no início de 2018, mais precisamente em janeiro, em Toronto (Canadá), de acordo com o The Hollywood Reporter. O longa terá produções no Pinewood Studios.

A atriz Grace Fulton (Annabelle 2: A Criação do Mal) entrou para o elenco. Especula-se que ela deva viver a personagem Mary Marvel, versão feminina do herói.

Segundo o Deadline, o longa também contratou dois novos atores que serão amigos do protagonista Billy Batson. Ian Chen será Eugene e Jovan Armand será Pedro. Não há mais detalhes sobre os personagens.

Shazam!’ já está sendo um dos filmes mais aguardados da DC. Envolto em muitos mistérios sobre a produção, agora já podemos ter uma ideia do tamanho do filme, já que o diretor David F. Sandberg compartilhou uma imagem mostrando o quadro de atores e atrizes que ainda serão revelados.

Para a nossa surpresa, o filme terá em torno de 74 personagens, sendo que apenas 6 já foram anunciados. Confira:

“Com Jack Dylan Grazer como Freddy, temos três atores anunciados oficialmente em Shazam!”

O ator mirim Jack Dylan Grazer, de It: A Coisa, entrou para o elenco. Ele fará o papel de Freddy, melhor amigo de Billy Batson e o único que sabe sobre a transformação dele no herói Shazam.

‘Liga da Justiça’ pode dar um prejuízo de até US$ 100 milhões, segundo a Forbes

Além disso, o diretor David F. Sandberg desmentiu os boatos de que a DC estaria pensando em cancelar os próximos projetos após a recepção morna de ‘Liga da Justiça‘.

Foi durante uma conversa no Reddit que um usuário postou que possuía conexões dentro da Warner Bros, afirmando que os filmes futuros seriam cancelados e que a empresa irá tirar uma folga de 5 anos dos filmes da DC, voltando depois com filmes solo sem conexões. Eis que, o próprio diretor respondeu o usuário, postando o seguinte:

“Ninguém me falou isso. Posso tirar o dia de amanhã de folga? Realmente quero dormir.”

A resposta bem humorada de Sandberg serve como uma maneira de tranquilizar os fãs e abafar os rumores sem fundamento acerca do futuro da DC nas telonas.

‘Shazam!’: Zachary Levi diz que o filme é um ‘Quero Ser Grande’ com super-poderes

 

Leia mais notícias sobre o filme:

‘Shazam!’: O ator mirim Asher Angel entra para o elenco e será Billy Batson

Mark Strong deve viver o vilão Doutor Silvana, em ‘Shazam!’; Saiba mais!

‘Shazam!’: Zachary Levi comenta sobre escalação para viver o protagonista

‘Shazam!’ encontra seu protagonista; SAIBA MAIS!

Shazam!’ chega aos cinemas em Abril de 2019.

‘Batgirl’: Hailee Steinfeld gostaria de viver a heroína nos cinemas

Parece que mais uma candidata entra na disputa para ser a nova Batgirl nos cinemas. E uma de peso: Hailee Steinfeld.

A atriz, que atualmente trabalha emBumblebee, derivado de Transformers, foi perguntada em uma entrevista deA Escolha Perfeita 3 sobre a possibilidade de viver a super-heroína, e a atriz não hesitou em responder:

“Não vou mentir não, era isso mesmo que estava pensando. Mas eu não queria… Não sabia se… falaria. Mas adoraria fazer isso”

Confira a entrevista em vídeo:

Um filme da Batgirl está em desenvolvimento pela DC com direção de Joss Whedon, que atualmente trabalha no roteiro.

Bumblebee tem estreia está marcada para 21 de dezembro de 2018.

Novas informações sobre ‘Batgirl’ devem sair no próximo ano.

‘Liga da Justiça Sombria’: Artista conceitual divulga imagens de filme jamais feito

O artista conceitual Joseph Kahn divulgou, em sua conta do Twitter, uma série de artes conceituais desenvolvidas por ele para o filme da ‘Liga da Justiça Sombria’.

Os projetos, que foram feitos há dois anos, trazem os personagens Monstro do Pântano, Constantine, Zatanna, Jason Blood e Deadman.

Na época em que artes foram feitas, Kahn desenvolveu o conceito dos personagens embasados em algumas sugestões de atores que ele teria. No caso de Constantine, a proposta seria Dan Stevens. Para Zatanna, Natalie Dormer. Já Jason Blood seria Chiwetel Ejiofor.

Confira:

 

Para a o novo filme da ‘Liga da Justiça Sombria‘, rumores apontavam Colin Farrell como John Constantine e Ben Mendelsohn no elenco. O projeto ainda não possui uma data de estreia definida. A versão mais recente do roteiro foi escrita por Michael Gilio.

Rumores também dizem que o preferido para dirigir o filme é Daniel Espinosa (‘Vida’).

Nos quadrinhos, a Magia fica louca e perde o controle indo atrás de sua contra parte June Moone, o que gera um ataque a toda a magia do mundo. A Liga da Justiça é incapaz de lidar com a situação, o que faz com que John Constantine reúna uma Liga da Justiça Sombria.

O filme contará com personagens como John Constantine, Zatanna, Deadman, Madame Xanadu, Magia e Mindwarp.

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’: Fotos dos bastidores trazem elenco descontraído; Confira!

Star Wars: The Last Jedi..Admiral Ackbar behind the scenes on set. "It's a wrap!"..Photo: Lucasfilm Ltd...©2017 Lucasfilm Ltd. All Rights Reserved

Star Wars: Os Últimos Jedi’ ganhou novas imagens dos bastidores, que trazem o elenco descontraído antes das filmagens.

Confira:

Arte de fã traz Ezra Miller e Ben Affleck em um cartaz de ‘Flashpoint’; Confira!

Uma arte feita por um fã traz o astro Ezra Miller no cartaz do filme ‘Flashpoint’. No material, ele fica frente a frente com o Flash Reverso.

Confira:

Jeffrey Dean Morgan faz mistério sobre viver Batman em ‘Flashpoint’; SERÁ?

A  Warner Bros. está esperando o resultado de ‘Liga da Justiça‘ nas bilheterias para dar sinal verde para ‘Flashpoint‘.

A versão final do roteiro de ‘Flashpoint‘, desenvolvida pelo roteirista Joby Harold, foi entregue à Warner Bros.

Embora o projeto já tenha perdido quatro diretores (Chris Lord e Phil Miller, Seth Grahame-Smith e mais recentemente, Rick Famuyiwa), a Warner não estaria com pressa em anunciar sua escolha final para assumir a produção.

Kroll ainda pontuou que Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) estaria sendo considerado pelo estúdio, mas que a empresa continuava realizando entrevistas com outros cineastas.

Liga da Justiça‘ está em exibição nos cinemas.

‘Eu, Tonya’: Margot Robbie fala sobre a construção de sua personagem

Margot Robbie é um dos fortes nomes ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em uma Comédia ou Musical e sua personagem homônima em ‘Eu, Tonya’ é uma das figuras mais polêmicas da história dos Jogos Olímpicos.

E para dar vida à patinadora, a atriz teve que encarar dois tipos distintos de atuação. Em uma entrevista recente ao site CinemaBlend, ela pontuou que além de encarar Tonya Harding por sua genuína ótica, ela teve que interpretar a jovem pela perspectiva de seu então marido, Jeff Gillooly.

Segundo ela:

“Eu desenvolvi a personagem e permaneci com aqueles aspectos até o fim. Seus maneirismos, sua linguagem corporal, voz e ponto de vista sempre permaneceram os mesmos. Sua perspectiva sobre as coisas fundamentais não mudam. Mas há em algumas cenas que Tonya é vista pela ótica de Jeff e aí nesse caso, minhas intenções tiveram que ser alteradas. Tive que mudar minha mentalidade, como se eu estivesse vivendo em uma espécie de universo paralelo, onde eu sabia de coisas que não haviam sido mostradas ainda”.

Leia a crítica de ‘I, Tonya’, direto do Festival de Toronto 2017

Assista:

Eu, Tonya será lançado nos EUA, em Nova York e Los Angeles, no dia 8 de dezembro, aumentando o circuito por outros estados a partir de janeiro. O fato valida a candidatura do longa para potenciais indicações ao Oscar.

Quando tive o prazer de assistir ao filme no TIFF (Festival de Cinema de Toronto) deste ano, em sua estreia mundial, fui completamente arrebatado pela obra e comecei ali minha campanha para sua indicação, em especial para Robbie (atriz principal) e Allison Janney (atriz coadjuvante). Mas existia a barreira do lançamento em 2018. Não existe mais.

Eu, Tonya foi um dos maiores sucessos do TIFF deste ano e foi comprado por US$5 milhões durante o evento. Com isso, esperamos que essa maravilha também chegue ao Brasil.

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ – Os Principais Personagens do novo filme

Star Wars: Os Últimos Jedi chegou chutando a porta! Com estreia do novo capítulo, a franquia inovou a série e levou-a para rumos nunca antes explorados. Claro que um filme desse porte conta com várias caras novas, então para ficar por dentro de quem é quem na Space Opera mais aguardada de 2017, o CinePop fez esta nova lista com os personagens do oitavo filme. Confira e comente.

Almirante Holdo (Laura Dern)

Famosa no mundo pop pela franquia Jurassic Park , Laura Dern chega no universo Star Wars como a Vice-Almirante de um Cruzador da resistência. Com seu marcante cabelo rosa, Holdo é uma militar calma e sábia. Sua serenidade e lealdade fazem dela uma grande aliada da General Leia Organa (Carrie Fisher).

DJ (Benicio Del Toro)

Descrito pelo ator porto-riquenho como personagem de uma música do Bob Dylan ou de uma obra de Dostóievski (Flash curtiu), DJ é um dos maiores mistérios do filme. Descrito como uma figura enigmática, preguiçosa e maltrapilha, ele parece usar tudo isso para esconder suas habilidades e seu intelecto. Não sabemos de qual lado ele está.

Rose Tico (Kelly Marie Tran)

Sem nenhum papel marcante na carreira, Kelly interpreta Rose Tico, que tem papel fundamental na trama de Finn (John Boyega). Rose é uma mecânica especializada nas X-Wings da resistência. Ela odeia a Primeira Ordem desde que era uma criança. Não se sabe o motivo desse ódio, mas deve ter a ver com sua irmã, Paige Tico, membro da artilharia da Resistência.

BB-9E

Vocês gostaram do BB-8? Pois é, a Primeira Ordem também. Apelidado de BB-8 do mal, BB-9E é preto com detalhes prateados, assim como o capacete do Kylo Ren (Adam Driver). Boatos dizem que os produtores queriam uma “namorada” pro droid Branco e Laranja (WTF??), será que BB-9E tá disponível?

Capitã Phasma  (Gwendoline Christie)

Personagem com um dos uniformes mais legais do episódio VII, a Capitã Phasma saiu de cena com a impressão de ter sido subutilizada. Após sobreviver a explosão da Starkiller, Phasma está de volta para comandar o exército da Primeira Ordem em sua vingança contra a Resistência e para acabar com o “Traidor” FN-2187, também conhecido como Finn.

Luke Skywalker (Mark Hamill)

Vivendo seu exílio pessoal no planeta Ahch-To depois do fracasso na tentativa de reconstruir a Ordem dos Cavaleiros Jedi, o lendário Luke Skywalker tem que esquecer os traumas do passado para assumir o papel de Mestre mais uma vez e treinar a aspirante a Jedi, Rey (Daisy Ridley). Há um mistério muito grande sobre o futuro de Luke nesse filme. Teria ele adotado o lado sombrio da Força?

General Leia Organa (Carrie Fisher)

Depois de ter seu grande amor assassinado pelo próprio filho, a General Leia Organa é tomada como próximo alvo de Kylo Ren e a Primeira Ordem. Foragida, a lendária general rebelde vai tentar destruir o lado sombrio, comandando a menor frota da história da Resistência. Será que ela vai sobreviver? Como a atriz Carrie Fisher faleceu em dezembro de 2016, Os Últimos Jedi conta como uma grande homenagem a sua carreira.

Rey (Daisy Ridley)

De catadora de lixo a Esperança de liberdade da galáxia, Rey sente a Força despertar em si a cada dia que passa. Sob a tutela do Último Mestre Jedi, ela deve aprender a controlar seus sentimentos, seu poder e escolher quem ela quer ser. Sua relação com Luke, porém, pode não ser exatamente como ela esperava.

Finn (John Boyega)

O ex-Stormtrooper segue em busca de sua identidade. Após os eventos de O Despertar da Força, Finn se recupera dos ferimentos e junto a Resistência. Ele prepara uma frente de combate contra a Primeira Ordem na constante luta pela liberdade da galáxia. Nesse caminho, ele conhecerá novos aliados, novos planetas e novos animais.

Poe Dameron (Oscar Isaac)

O melhor piloto da Resistência está de volta. Mais ousado que nunca, Poe é o mais novo líder do Esquadrão de X-Wings. Ele tem muito mais tempo de tela, e junto ao seu BB-8, seu jeito malandro promete gerar muitas confusões. Porém nem tudo são flores e esse seu jeito de viver irrita não apenas a Primeira Ordem, mas também o alto comando da Resistência.

Kylo Ren (Adam Driver)

Com a marca de sua última batalha estampando seu rosto, o cavaleiro tenta completar sua transição de Ben Solo para Kylo Ren. Cada vez mais poderoso na Força, Kylo deve provar seu valor ao Supremo Líder Snoke (Andy Serkis) para completar seu treinamento no lado sombrio e enfim destruir a Resistência.

Líder Supremo Snoke (Andy Serkis)

Nada se sabe sobre o comandante da Primeira Ordem. Em uma entrevista recente, Andy Serkis chegou a afirmar que Snoke é mais poderoso que o Lorde das Sombras, o temível Darth Vader. Mentor de Kylo Ren, o Líder Supremo continua a treinar seu pupilo, mas deve arregaçar as mangas e partir pra ação (entendeu, Thanos?) nesta aventura. A grande dúvida fica na identidade dele. Quem é Snoke?

General Armitage Hux (Domhnall Gleeson)

O general Hux, personagem do onipresente Domhnall Gleeson, fugiu da Starkiller a tempo. Com a destruição da Nova República, ele declarou guerra àquela galáxia. Agora, seu alvo é a Resistência. Será que ele terá êxito?

Star Wars: Os Últimos Jedi estreou no último 14 de dezembro. E você, já viu? Comente.

Crítica | Escondidos – Terror dos irmãos Duffer, criadores de ‘Stranger Things’

Ainda Existe Criatividade no Terror

Assim como em todos os gêneros, o terror vive se reinventando constantemente. E daí surgem novas vozes, cheias de vontade de falar e gritar. É o caso dos irmãos Duffer, hoje cineastas sensação devido ao fenômeno pop cultural Stranger Things, série da Netflix. Antes disso, no entanto, os diretores estreavam no cinema com seu primeiro (e único) longa, e logo de cara mostravam a que vinham.

Curiosamente, Escondidos realmente ficou escondido do grande público, chegando à luz agora, após o sucesso de seus criadores – tática antiga (segurar uma produção até algum de seus envolvidos explodir). O que ocorre é que na maioria das vezes esta estratégia é usada para filmes ruins, mas o debute de Matt e Ross Duffer não necessitava de tal artifício, já que sustenta-se perfeitamente por conta própria, exibindo criatividade de poucas obras do gênero.

Lançado em 2015 nos EUA, Hidden, no título original, amargou uma estreia direto no mercado de vídeo em países como Alemanha e Suécia, e na Itália chegou somente este ano nos cinemas. Ao menos foi melhor do que aqui no Brasil, onde Escondidos também emplacou no mercado de home vídeo, estreando em 2017 na TV a cabo, na rede HBO. Não estou reclamando, sendo a única possibilidade de assistir à obra sem dúvidas é melhor do que um não lançamento. Aliás, o sistema de home vídeo brasileiro, as TVs a cabo, e os canais de streaming, estão de parabéns – é claro que as distribuidoras nacionais estudam pelo mercado internacional o que daria certo nas salas de cinema de nosso país ou não.

Recentemente, a Universal Pictures empacotou para o mercado de vídeo o sucesso Viagem das Garotas, prestigiado pela crítica e público nos EUA – que apesar de ser uma comédia escrachada (gênero para o qual o brasileiro tem apetite voraz), rendeu o prêmio de melhor coadjuvante do ano, segundo a crítica de Nova York, para Tiffany Hadddish; e terminou lançando nos cinemas o fiasco Boneco de Neve. Não estou dizendo que acertem sempre. É mais ou menos o que a Warner faz com Escondidos, terror dramático com potencial de muitos elogios, se ao menos fosse tirado das sombras.

A trama digna de Shyamalan, começa com uma família, pai, mãe e filha, interpretados por Alexander Skarsgard, Andrea Riseborough e a pequena Emily Alyn Lind respectivamente, enclausurados num bunker. No imenso depósito no subsolo, assim como os moradores rurais de A Vila (2004), eles conhecem muito bem a lenda de criaturas que permeiam a superfície e o quão mortais são. Dessa forma, esta família precisa viver respeitando uma lista de regras, entre elas a principal é: nunca fazer muito barulho. Escondidos é um filme que conta com um elenco reduzido, praticamente os três membros da família, e um único local, ao qual estão confinados.

Assim como nas obras do celebrado cineasta indiano, a estrela de Escondidos é seu roteiro. O texto guarda uma das reviravoltas mais inteligentes e inesperadas dentro do cinema de gênero dos últimos tempos. O fato se torna ainda mais louvável se levarmos em conta que vivemos numa era onde quase tudo já foi tentado e muito pouco ainda nos surpreende no terreno “desfechos inesperados”. Justamente por isso, para respeitar o preciso texto dos irmãos cineastas, quanto menos da trama for dito aqui, melhor. Vale dizer apenas que, assim como as obras do diretor de Fragmentado (2017), Escondidos nos chama a revisitá-lo após seu término, para juntarmos todas as peças, como num elaborado quebra-cabeça. E acredite, tudo se encaixa.

O clima construído pelos Duffer é o primordial aqui. A sensação de clausura, a paranoia e o medo são enfatizados como em poucas obras na atualidade. Dá para perceber que os diretores são adeptos da filosofia de que menos é mais. Muito mais perturbador que pulos e gritos na frente das câmeras, ter uma boa ideia na hora de confeccionar um filme de gênero ainda é o item mais necessário e satisfatório. O roteiro verdadeiramente primoroso, do nível de O Predestinado (2014), para termos uma ideia, subverte tudo o que havíamos traçado como certo até então, dá um nó em nossas mentes e nos faz redesenhar passo a passo o apresentado. De fato, Escondidos é tão bem sucedido que consegue dar sopro de frescor e adicionar elementos pouco vistos dentro de um subgênero específico. O filme só desperta nossa vontade de que os diretores voltem a fazer filmes. Isso é, quando acabarem com Stranger Things.

Crítica | O Touro Ferdinando – Nova animação do brasileiro Carlos Saldanha

Discurso Pacifista

Um dos maiores representantes de nosso país em terras estrangeiras, quando o assunto é entretenimento e arte, atende pelo nome Carlos Saldanha. E ao contrário de qualquer outro artista que desenha (com o perdão do trocadilho) seu nome no imaginário internacional participando em qualquer grau de obras cinematográficas, Saldanha se especializou justamente em animações, aquele gênero de filme mirado para toda a família, mas especialmente para os pequenos.

Mesmo que você não ligue o nome à pessoa, certamente já ouviu falar, mesmo que através de algum pimpolho próximo, nas franquias criadas por este midas tupiniquim. Entre elas se encontram A Era do Gelo e Rio. O brasileiro, no entanto, já viu seu trabalho não atingir o esperado e fracassar, com Robôs (2005), afinal ainda é humano. Com todos seus filmes lançados pela Blue Sky Studios, braço de animação da Fox (que muito em breve estará nas mãos da Disney – leia sobre a aquisição do estúdio), da qual o artista faz parte, Saldanha lança agora este O Touro Ferdinando, mais uma vez à frente do projeto na direção.

Criado em 1936 na forma de um livro infantil de enorme sucesso e vencedor de diversos prêmios para obras na categoria, pelo autor Munro Leaf, e com ilustrações de Robert Lawson, a trajetória do touro cordial e pacifista migrou para o cinema em 1938, como um curta em animação da Disney, que saiu vitorioso dos prêmios da Academia, com um Oscar na categoria. Com esta jornada de sucesso através de muitas décadas, que ainda inclui diversas citações em variadas mídias, como quadrinhos, desenhos, músicas e filmes, o touro manso se vê diante de seu maior desafio: se mostrar relevante e conquistar um novo público (muito difícil), após um hiato gigantesco de ausência na cultura pop.

Se depender do resultado deste seu mais recente filme, o caminho está favorável. Nesta produção de mais de US$100 milhões, Ferdinando é um bezerro diferente dos outros. Num rancho da Espanha, touros são criados e treinados para serem vendidos às touradas, uma das mais cruéis tradições de qualquer país, ainda em vigor. Os touros que não se adaptam, atingindo o esperado, são vendidos para o açougue, prontos para o abate. No meio desta selvageria – que faz parte de nossa rotina sem que sequer nos demos conta – encontra o adorável Ferdinando, um bezerro sensível, que ama flores e protesta contra a violência.

Ainda na infância, o protagonista consegue fugir de seu cativeiro, e cresce para se tornar uma criatura robusta e grandiosa, mas ao lado de uma família carinhosa, que o trata como membro especial, em sua fazenda. Mas a jornada do imponente animal não chega ao fim ao se estabelecer em seu novo lar, e devido a um erro de julgamento, seu caminho irá cruzar novamente com seus antigos donos, antigos colegas e rivais, e com o mundo sangrento das touradas.

O Touro Ferdinando é a típica história do patinho feio, do underdog (o azarão) que contra todas as probabilidades e seguindo puramente seus instintos e seus ideais, ousa triunfar mostrando que não existe nada errado em ser diferente. Muito pelo contrário, são justamente os que sonham e se arriscam a ir na contramão de seu meio, são os que conseguem se destacar. Uma bela e digna mensagem para a garotada nesta época de diversidades, onde ser diferente precisa ser respeitado.

Apesar de não ter a urgência ou relevância de animações como as da Disney, as produções da Blue Sky e de Saldanha atingem a nota certa, mesclando cenas verdadeiramente engraçadas, nas quais o humor funciona também para os adultos, e momentos emotivos. Além, é claro, de uma parte técnica que, aí sim, não fica devendo nada para os maiores estúdios do ramo. Entre os dubladores, as vozes de John Cena e Kate McKinnon, como o protagonista e sua amiga cabra Lupe, respectivamente, são as mais conhecidas. Na dublagem nacional, Thalita Carauta vive Lupe, e o elenco conta ainda com Maisa Silva e Otaviano Costa.

Crítica | Fala Sério, Mãe! – Ingrid Guimarães e Larissa Manoela num embate de gerações

Como Nossas Mães

Uma das rainhas das comédias nacionais na atualidade (ou “a”), a humorista Ingrid Guimarães bate ponto todo ano, protagonizando filmes de grande visibilidade. E para nós, quanto mais melhor! Isso porque ao contrário da maioria no segmento, que tomam conta de nossas salas, os filmes da atriz se empenham em injetar uma trama convincente nas dezenas de piadas que recheiam a tela. E esse esforço a mais faz toda a diferença.

Aqui, Guimarães é servida pelo texto da autora sensação Thalita Rebouças (que também assina o roteiro em parceria com a própria protagonista), uma especialista em dialogar com o público adolescente. Além desta parceria, existe outra exponencialmente significativa em Fala Sério, Mãe!, sua coprotagonista mirim, a jovem – não menos sensação – Larissa Manoela. Esta, no entanto, é a história de Ângela (Guimarães), e suas desventuras pela maternidade – mesmo que muitas vezes narradas por sua primogênita Malu (Manoela).

Fala Sério, Mãe! segue de perto todos os percalços de uma mulher quando se torna mãe e precisa abrir mão de sua própria vida em nome da cria. É o passar do bastão e receber a velhice de braços abertos. Mãe preocupada e extremamente coruja, a protagonista se torna um inconveniente na vida de sua filha mais velha, que agora adentra a adolescência e precisa descobrir por conta própria todas as etapas desta mudança rumo a se tornar mulher.

O filme cria uma boa conexão com seu público e promete inclusive emocionar as mamães na plateia, principalmente as que tiverem filhos se encaminhando ou já predominando nesta fase. O interessante é que quando o longa produzido por André Carreira (O Candidato Honesto) e dirigido por Pedro Vasconcelos (O Concurso) desenvolve o embate entre a mãe sufocadora e a filha oprimida, ele já conquistou anteriormente o direito para criarmos empatia com a sofrida matriarca, já que o filme narra de forma cronológica os acontecimentos na vida da protagonista, desde sua primeira gravidez – num total de três – passando pela infância da primogênita (na qual é interpretada por Duda Batista) – e chegando a perdas mais significativas nesta estrutura familiar, como a separação do marido.

Assim, o filme escreve sua carta de amor às mães, estruturalmente semelhante a obras da década de 1970, onde o índice de divórcios crescia e dava origem a famílias encabeçadas por jovens mulheres solteiras, sem a figura masculina presente como respaldo, como ocorria no passado. Estas mulheres guerreiras já foram foco de diversas produções e merecem ser lembradas constantemente, em especial numa época onde a mulher é cada vez mais independente e dona de sua própria vida. Assim como o grandioso sucesso de nosso cinema – que pode ser considerado um blockbuster tupiniquim – Minha Mãe é uma Peça, temos a figura materna como fonte de intermináveis humilhações para seus filhos. Não por acaso, Paulo Gustavo, vulgo Dona Hermínia, faz uma participação especial aqui.

Mesmo sem trazer grandes novidades em seu discurso, e fazendo uso de um tempo de duração verdadeiramente curto – com 78 minutos de projeção –Fala Sério, Mãe! é honesto o suficiente para dar o recado a seu público-alvo e criar identificação. Ingrid Guimarães faz mais do que apenas desferir piadas, atua de verdade (o potencial da humorista é o de uma grande atriz) e alcança notas satisfatórias na parte dramática. Além disso, cria uma boa química com a menina Manoela, que segue pelo mesmo caminho, com certeza aprendendo bastante com a veterana. Fala Sério, Mãe! é o programa ideal para filhas e mães neste fim de ano.

Crítica | Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas

A Heroína Nascida do Bondage

Filmes de super-heróis se tornaram um subgênero concretizado em Hollywood e no terreno do entretenimento são os blockbusters mais rentáveis da atualidade. Um dos grandes acertos do ano foi Mulher Maravilha, da Warner/DC, que surgiu como pioneiro, sendo o primeiro longa do subgênero protagonizado por uma mulher que se tornou fenômeno popular, caindo no gosto da crítica e público.

Mais interessante que os filmes dos heróis, no entanto, ao menos para os adultos, é conhecer como a criação destas máquinas de fazer dinheiro e merchandising se deu – saídos das mentes de homens como eu e você. Uma boa iniciação para quem curte o assunto é o livro Marvel Comics: A História Secreta, de Sean Howe, que expõe a trajetória de uma das maiores editoras de quadrinhos do mundo, seus alicerces e os rostos por trás de sua criação. Além, é claro, de todos os fatores externos e sociais que levaram à confecção de alguns dos personagens mais queridos da garotada.

Caminho muito similar percorre este Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas, que descortina justamente o nascimento da maior super-heroína de todos os tempos, citada no primeiro parágrafo, a Mulher Maravilha. Estreando no Festival de Toronto deste ano, o filme escancara não apenas as origens da heroína, surgida a partir dos fetiches de seu criador (sim, um homem criou a personagem símbolo da representatividade feminina no nicho), como também o próprio, e toda a época reprimida dos anos 1930 – 1940, como as patrulhas da moral e bons costumes, e a lei seca, por exemplo.

Escrito e dirigido pela cineasta Angela Robinson (produtora de séries como The L Word e How to Get Away With Murder), Professor Marston é uma biografia dramática que pincela parte da vida de William Moulton Marston, psicólogo e professor universitário, designado a dar aulas para mulheres na universidade de Radcliffe, adjacente à renomada Harvard. De fato, o longa de Robinson aborda de forma sutil estas discriminações sociais entranhadas na época e tidas como normalidades. Mulheres não podiam frequentar a mesma universidade de homens, mesmo que Harvard e Radcliffe utilizassem o mesmo corpo docente. A angústia é refletida na esposa do protagonista, Elizabeth (Rebecca Hall), uma mulher à frente de seu tempo.

Elizabeth, além de companheira pessoal do professor, papel de Luke Evans, era também sua colega e assistente nas aulas. A entrada de Olive Byrne (Bella Heathcote) em cena, transforma esta equação em um triângulo. Instantaneamente cativado pela aluna, Marston, ao lado de sua esposa descobrem aos poucos que existe muito mais escondido abaixo do impacto visual desta bela mulher – como o fato de sua tia e sua mãe serem famosas artistas partidárias do movimento feminista. O casal protagonista, embora não fossem ativistas, certamente eram adeptos da causa – imagina como era na época.

Seja como for, é impossível deixar de perceber pelo filme de Robinson (ou ao menos sua visão sobre o sujeito), que Marston usou este discurso para benefício próprio, para ter em sua cama duas mulheres – assim como a maioria dos autoproclamados messias sociais. Tal relacionamento, obviamente, era visto como aberração – se hoje em dia ainda seria tratado de tal forma, o que dirá naquela época. Em certas convenções sociais, parece que evoluímos muito pouco.

Angela Robinson cria sua obra com certo didatismo, talvez por isso um filme com tanta propensão a repercussão tenha se mantido longe do radar de prêmios. Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas faz o esperado, um correto feijão com arroz, abordando todos os tópicos que necessitariam estar presentes numa biografia de tal teor. Ao mesmo tempo, o que chama verdadeiramente atenção é o que Robinson entrega nas entrelinhas, o que surge à margem do cerne desta história, e o que não por menos serve de forte motivador: a grande depressão, a lei seca e a censura.

Robinson também capricha na intensidade de cenas sexuais, esta não é uma trama podada para uma censura baixa. Ao mesmo tempo, aborda de forma no mínimo curiosa os primeiros passos da guerreira amazona nos quadrinhos, e como sua trajetória teve como base as taras de seu autor – o que promete mudar a visão que muitos fãs têm da heroína – é claro, abandonadas ao longo dos anos pelos novos editores. Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas poderia ser grande, mas o resultado é apenas bom, por não mergulhar ou investir verdadeiramente nas duas vertentes a que se propõe a falar, o relacionamento poligâmico e o alicerce da personagem de maior relevância para um movimento embutido em um segmento artístico muito particular.