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Um Bom Partido

(Playing for Keeps)

Elenco:
Gerard Butler, Jessica Biel, Dennis Quaid, Noah Lomax, Uma Thurman, Catherine Zeta-Jones, James Tupper, Judy Greer, Abella Wyss, Grant Goodman.

Direção: Gabriele Muccino

Gênero: Comédia Romântica

Duração: 105 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 35 milhões

Estreia:
26 de Abril de 2013

Sinopse:
Em ‘Um Bom Partido‘, o personagem de Gerard Butler decide treinar o time de futebol onde seu filho joga para aproximar-se dele e compensar os anos de ausência que o menino viveu até então.

Curiosidades:

» Dirigido pelo italiano Gabriele Muccino (‘À Procura da Felicidade’).

» O roteiro é assinado por Robbie Fox (‘Um Maluco no Exército’) e conta com a produção do próprio Gerard Butler.

 

Trailer:
 

Cartazes:

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Fotos:

 

 

Crítica | À Procura

A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero. Para falar sobre dramas profundos e histórias que geram angústias já quando lemos a sinopse, ninguém melhor que o cineasta egípcio Atom Egoyan. Em À Procura, o experiente diretor usa e abusa do artifício da não lineariedade, uma manobra muito inteligente que deixa todos os espectadores intrigados sobre como vai terminar, e como começou, essa história. Seu protagonista, Ryan Reynolds incorpora muito bem o sofrido personagem principal. Dessa vez, pontos positivos para o pior Lanterna Verde da história do cinema.

Na trama, acompanhamos a triste história de Matthew (Ryan Reynolds), um esforçado empreendedor que vive com sua família em uma cidade do interior. A vida desse trabalhador muda completamente quando, após estacionar seu carro na frente de uma lanchonete, percebe que sua filha foi sequestrada. Após isso, sua relação com a mulher vira um leque de situações estressantes e tumultuadas. A polícia, a princípio desconfia do próprio Matthew mas logo se percebe que de fato há terceiros envolvidos no desaparecimento. Nisso, anos se passam e a luta em achar alguma pista sobre sua filha desaparecida vira uma grande obsessão.

Um dos grandes méritos do filme, é a boa contextualização – mesmo de maneira não-linear – das características de cada personagem. Há o pai e sua desconstrução modelada pelo trauma emocional, a paralisia da mãe que praticamente busca forças não se sabe de onde para sobreviver os dias, a dupla de policiais responsáveis pelo caso (interpretados por Scott Speedman e Rosario Dawson) que possuem um papel importante já no arco final da história, há também o sequestrador e seus mistérios. Todos esses personagens são postos em cenas, sequências, argumentações, que deixam o espectador perplexo.

À Procura não é o tipo de filme que precisamos tentar descobrir quem é o grande vilão da história. O personagem que representa esse papel nos é entregue logo no primeiro arco do roteiro, mesmo assim, talvez pela excentricidade gerada pela ótima atuação do ator Kevin Durant, o público fica atento para saber exatamente como vai ser o seu desfecho. Estas trocas de perspectivas em um Thriller, por mais que não sejam tão inovadoras assim, conseguem adicionar mais elementos para a trama que estreou no Brasil na última quinta-feira (04.12) e sem dúvidas é um filme que você precisa assistir.

Crítica | Homens, Mulheres e Filhos

Tem ideias promissoras, mas acaba se perdendo.

Há algo bem em comum nos filmes do cineasta canadense Jason Reitman: a intensa personalidade de seus protagonistas. Todos são figuras interessantes, mas, ao mesmo tempo, detestáveis. Senão, vejamos: Obrigado por Fumar (2005) tinha o cínico lobista da indústria tabagista; Juno (2007) trazia uma adolescente grávida insuportável; Amor sem Escalas (2009) apresentava um sujeito isolado, desinteressado em amigos e família; Jovens Adultos (2011) retratava o estereótipo de uma patricinha que enfrentava fúteis problemas de idade; Refém da Paixão (2013) introduziu um fugitivo penitenciário numa estranhíssima história de amor; E este Homens, Mulheres e Filhos também segue o esquema, ainda que de forma coletiva, digamos assim. Pessoas problemáticas e curiosas.

São contos particulares que acabam se cruzando, expostos aleatoriamente e interligados pelo cotidiano. Temos um casal que passa por uma crise sexual, pais de um garoto que está se descobrindo, que por assim envolve-se com uma adolescente precoce, filha de uma mulher superpermissiva que a expõe ao ridículo e tem um relacionamento peculiar com um homem que sofre com o abandono de sua esposa e tem que criar o filho sozinho, este isolado num mundo virtual, que acaba encontrando vida real nos braços de uma jovem, filha de uma mãe superprotetora que de tão obcecada acaba prejudicando sua educação.

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Um roteiro deveras promissor, baseado numa obra de Chad Kultgen, assinado pelo próprio Reitman e Erin Cressida Wilson, que aborda temas pungentes e possui casos que, se bem executados, renderiam ótimos debates. A questão é como foi posto em tela, se realmente funciona e faz jus a premissa ambiciosa.

O diretor aposta numa linguagem mais teen, trabalhando com elementos gráficos, onde vemos os visores dos aparelhos digitais saltarem dentro de quadro – artifício que já vimos em outras obras como, por exemplo, o seriado inglês Sherlock (2010). E que não funciona muito bem, já que a ideia moderna está muito ligada à era digital, e lidamos aqui com eventos mais pessoais. Pior ainda é perceber que ao longo do troço, essa premissa é praticamente descartada, um erro gravíssimo do continuísta.

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Narrativamente, o primeiro ato também é mal realizado, isso por soar absolutamente perdido e não apresentar bem a trama e seus personagens. Fazendo com que o público perca, de certo modo, o interesse pelo que vai acontecer. Somente na metade do longa somos fisgados, quando entendemos o drama vivido por aqueles fulanos. Algo que pode ser tarde demais.

Muito do (pouco) mérito de Homens, Mulheres e Filhos se deve a montagem de Dana E. Glauberman. Assaz eficiente, a sempre parceira de Reitman, entrega um trabalho que se mostra orgânico e pontual, uma vez que as translações das histórias funcionam bem, fazendo com que entendamos, facilmente, quem está ligado a o quê.

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O apropriado elenco não compromete, formado por nomes como Ansel Elgort, Jennifer Garner, Dean Norris, J.K. Simmons, Adam Sandler, Rosemarie DeWitt e Judy Greer, todos desempenham adequadamente suas funções, passando credibilidade quando exigidos. Bem como o cinematografo Eric Steelberg consegue captar a essência do clima empreendido e transmitir tensão, mesmo num ambiente tão púbere.

É um filme repleto de altos e baixos, que demora a empolgar e pouco acrescenta, mesmo sendo detentor de assuntos abastados. Podendo até não agradar seu público alvo, já que em vários momentos desvia o foco e entra em questões conjugais mais “adultas”. Surgindo assim como o primeiro real tropeço na carreira de Jason Reitman – apesar do já citado Refém da Paixão também ser abaixo da média – e entrando na lista de decepções do ano. Quem sabe uma nova parceria com Diablo Cody o faça voltar a sua velha forma. Aguardemos.

“Fomos arrogantes em planejar duas sequências”, diz produtor de ‘Independence Day’

Inicialmente, o plano do diretor Roland Emmerich e do produtor Dean Devlin era rodar de uma vez só duas sequências de ’Independence Day’, mas recentemente a Fox aprovou a produção de apenas uma continuação.

Em entrevista ao Nerd Report, Devlin explicou os motivos para a mudança de planos da franquia.

“Nós decidimos fazer ‘Independence 2’ primeiro para ter a certeza de que as pessoas gostarão do que estamos fazendo. Se funcionar, vamos continuar com o divertido mundo que planejamos. Eu e Roland queremos sentir se as pessoas ainda têm interesse pela história 20 anos depois [do longa original]. Nós fomos um pouco arrogantes de pensar em fazer dois filmes ao mesmo tempo.”

O produtor também falou sobre a recusa de Will Smith em retornar para ’Independence Day 2’.

“Não sei quais foram os motivos para Will decidir não voltar. É melhor perguntar isso para ele. Mas acho que ele realmente considerou voltar. Tivemos vários encontros com Will, mas no final ele achou que não seria legal para ele.”

A aguardada continuação começará a ser filmada em maio do próximo ano para um lançamento em 24 de junho de 2014, exatamente quase 20 anos depois da estreia do longa original.

Roland Emmerich, diretor do original, produzirá o segundo filme e está prestes a fechar contrato para retornar à direção.

Escrito originalmente por James Vanderbilt (‘O Espetacular Homem-Aranha’), Emmerich e Dean Devlin, o roteiro de ‘Independence Day 2’ não agradou a Fox, que contratou Carter Blanchard (do inédito ‘Spy Hunter’) para trabalhar numa nova versão. Vanderbilt havia escrito dois textos: um com a presença de Will Smith, e outro sem.

Smith não aceitou retornar para a produção, após ter pedido um alto salário (especula-se US$ 60 milhões). Já os atores Bill Pullman e Jeff Goldblum devem voltam.

Depois de diretor, ‘O Corvo’ pode perder protagonista

Segue turbulento os bastidores da nova versão aos cinemas de ’O Corvo’.

Após a saída do diretor F. Javier Gutiérrez, anunciada ontem, o filme agora corre o risco de perder seu protagonista, Luke Evans. Questionado pelo Den of Geek se continua ligado ao projeto, o ator disse que tem outras prioridades no momento.

“Não. Neste momento, ‘O Corvo’ não é pra mim. Tenho certeza de que o filme vai seguir adiante em algum momento, mas eu tenho outros projetos que receberam sinal verde e estão prontos [para ser rodados], projetos dos quais estou muito interessado em fazer. Então, eu não posso esperar por muito tempo [as filmagens de ‘O Corvo’]”, disse Evans.

O estreante Corin Hardy é o novo diretor contratado para substituir Gutiérrez. Hardy foi indicado pelo cineasta Edgar Wright (‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’) e Gutiérrez abandonou o posto para dirigir ‘O Chamado 3’.

James O’Barr, o criador de ‘O Corvo‘, comentou em recente entrevista sobre os planos para a nova versão cinematográfica do personagem. Segundo ele, o recomeço da franquia não está sendo tratado como um remakeleia mais.

“Não estamos refilmando o longa original. Nós estamos readaptando o livro. Tem o ‘Drácula’ de Bela Lugosi e tem o ‘Drácula’ de Francis Ford Coppola. Eles usam o mesmo material, mas são dois filmes completamente diferentes. O novo [‘O Corvo’] será mais próximo de um ‘Taxi Driver’ ou de um filme de John Woo, e acho que há espaço para as duas coisas. Parte do charme dos quadrinhos de ‘O Corvo’, no final das contas, é que eles podem contar muitas histórias diferentes.”

O artista revelou também que, além de servir como consultor criativo, ainda controla a trilha sonora do longa.

Luke Evans, astro de ‘Drácula – A História Nunca Contada‘ e do vindouro ‘O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos‘, estrela a nova adaptação de ‘O Corvo‘ como o roqueiro Eric, que é assassinado ao tentar salvar sua noiva de malfeitores.

 Norman Reedus, que interpreta Daryl Dixon na série ‘The Walking Dead‘, será James – personagem foi criado especialmente para o filme.

Ed Pressman, produtor do longa original que retorna para o reboot, definiu o novo ‘O Corvo‘ como “um anti-Homem-Aranha” e afirmou que, apesar da longa gestação do filme, o personagem “continua tendo uma base fiel de fãs”.

O Corvo‘ é baseado na história em quadrinhos criada por Jams O´Barr na década de 1980, e levada aos cinemas pela primeira vez em 1994.

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As Aventuras de Paddington

(Paddington)

 

Elenco:

Nicole Kidman, Peter Capaldi, Sally Hawkins, Hugh Bonneville, Julie Walters, Jim Broadbent, Matt Lucas, Ancuta Breaban, Samuel Joslin.

Direção: Paul King

Gênero: Comédia, Família

Duração: 95 min.

Distribuidora: Diamond Pictures

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 04 de Dezembro de 2014

Sinopse:

Baseado em série literária voltada para o público infantil escrita por Michael Bond, o ursinho falante chega do Peru e é detido na estação de mesmo nome em Londres. Perseguido por uma perversa taxidermista, ele recebe abrigo e carinho de uma boa família e inicia sua busca pelo explorador que inspirara sua tia anos antes.

 

Curiosidades:

» Colin Firth abandonou o elenco de ‘Paddington‘, fantasia britânica produzida por David Heyman, da franquia ‘Harry Potter‘. Ele, que iria dublar o ursinho protagonista, anunciou que se demitiu do projeto quando viu que o urso criado em CGI não tinha a sua voz. “Depois de um período de negação, nós escolhemos uma ‘separação amigável’. Tem sido agridoce ver esta criatura maravilhosa tomar vida e chegar à triste conclusão de que ele simplesmente não tem a minha voz. Eu tive a alegria de ver a maior parte do filme e ele vai ser muito maravilhoso. Ainda me sinto bastante protetor deste urso e eu estou incomodando a todos com sugestões para encontrar uma voz digna para ele”, afirmou.

Crítica:

As Aventuras de Paddington, por Pablo Bazarello (Nota: 7,5)

 

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Cartazes:

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Brincante

(Brincante)

 

Elenco: Antonio Nóbrega, Rosane Almeida

Direção: Walter Carvalho

Gênero: Documentário

Duração: 93 min.

Distribuidora: Espaço Filmes/Gullane

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

Um olhar lírico sobre o universo de Antonio Nóbrega. O trabalho de uma vida que se caracteriza pela consistente leitura da cultura popular. Um espetáculo em que todos os elementos da nossa cultura se misturam. A viagem musical e visual é guiada pelos personagens João Sidurino e Rosalina, das peças Brincante e Segundas Histórias. ​

Curiosidades: 

» Foi exibido no Festival do Rio 2014.

 

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Michael Kohlhaas – Justiça e Honra

(Age of Uprising – The Legend of Michael Kohlhaas)

 

Elenco: Mads Mikkelsen, Bruno Ganz, Mélusine Mayance, Delphine Chuillot

Direção: Arnaud des Pallières

Gênero: Drama, Épico

Duração: 122 min.

Distribuidora: H2O

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

No século XVI, em algum lugar em Cévennes, Michael Kohlhaas, um próspero comerciante de cavalos, leva uma vida familiar confortável e feliz. Vítima de uma injustiça, este homem justo e honesto levanta um exército e saqueia cidades para restaurar seu direito.

Curiosidades: 

» Rodado na Alemanha, mas falada em francês.

» Nova adaptação do personagem literário criado por Heinrich von Kleist há 200 anos.

» Michael Kohlhaas já ganhou outras três versões cinematográficas.

» Durante seu laboratório para o filme, Mads Mikkelsen viveu entre os animais e aprendeu francês.

» O longa foi selecionado na competição oficial do Festival de Cannes em 2013.

 

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Los Nobles – Quando os Ricos Quebram a Cara

(Nosotros Los Nobles)

 

Elenco: Gonzalo Vega, Karla Souza, Luis Gerardo Méndez

Direção: Gary Alazraki

Gênero: Comédia

Duração: 108 min.

Distribuidora: Tucuman

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

O poderoso empresário Germán Noble descobre que seus três filhos estão gastando dinheiro de forma descontrolada e são completamente irresponsáveis. Barbara fica noiva de um gigolô de 40 anos de idade, Javi negligencia os negócios da família em troca de suas próprias idéias, e Cha foi expulso da faculdade após ser pego fazendo sexo com uma professora. Então, Germán arma um grande plano para dar aos filhos uma lição antes que seja tarde demais: fingir que sua empresa faliu e que a família está sendo procurada pela polícia. Sem o luxo e o dinheiro com o qual estão acostumados, agora os três jovens terão que aprender a se virar e fazer algo que eles nunca pensavam em fazer: trabalhar.

Curiosidades: 

» Rodado no México.

» Foi o segundo filme mais visto da história do México, com 7,5 milhões de espectadores.

» Após o sucesso, a Netflix encomendou uma série que vai continuar as histórias dos personagens.

 

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Crítica | Canção para Marion

E se acontecer de você vir a garota mais bonita do mundo? Cante para ela! Explodindo carisma e alegria, principalmente do elenco da terceira idade, chega aos cinemas nesta quinta-feira (04.12.14), um dos projetos mais legais do ano, o drama com pitadas cômicas Canção para Marion. A simpatia e a alegria de todos no coral vão gerar lindos sorrisos na maioria dos espectadores. O filme trata de um tema duro, denso, complicado mas a história se desenrola de maneira tão doce e amável que chega bem forte em nossos corações

Entre um cigarrinho e outro, o ranzinza Arthur (Terrence Stamp) vive com sua mulher Marion (Vanessa Redgrave) em uma casa simples num bairro afastado do grande centro. Marion possui uma doença terminal e a única alegria que possui em seus melancólicos dias é cantar e se reunir com o coral da cidade, repleto de outros carismáticos velhinhos. Arthur, a acompanha em todos os ensaios mas faz questão de ser antipático com todos. Quando Marion falece, Arthur começa a tentar se reconstruir com a ajuda de todos que conhecem sua dolorosa história.

Terrence Stamp e seu Arthur, e a eterna dama Vanessa Redgrave e sua Marion possuem uma sintonia afiada em todas as cenas deste belo projeto. Para complementar e ser o chantilly dessa deliciosa história, Gemma Arterton e sua delicada personagem Elisabeth dão o toque, o elo, que a trama necessitava, deixando essa fita bem mais especial. Há carisma em todos os curtos 90 minutos de fita, os diálogos são profundos, as músicas emocionantes. O filme ainda tem o mérito de colocar os artistas para cantar e isso aparecer no filme, diferente do medroso filme de Dustin Hoffman, O Quarteto.

Dentro de nossos corações, alguém sempre vai comandar a festa, vai se unir com nossos sonhos, vai nos fazer crescer e a cada dia que passa vamos desejar nunca nos separarmos. Esse filme retrata bem isso, a reconstrução que o amor pode fazer na vida de uma pessoa. Você não pode perder!

Crítica | Quero Matar Meu Chefe 2

Quero Sequestrar Meu Quase Parceiro Profissional

Nem todo sucesso no cinema precisa de uma continuação. É muito difícil Hollywood aprender essa lição, ainda mais atualmente, com a notória e patológica falta de originalidade. Mas isto não é um artifício utilizado apenas pela maior indústria de cinema do mundo. As continuações muitas vezes são exigidas pelo público, querendo ver suas histórias preferidas continuarem. Por outro lado, muitas sequências surgem sem necessidade ou exigência do espectador.

Obviamente é onde se encaixa este Quero Matar Meu Chefe 2, cuja existência explica-se apenas pelo fator financeiro, do desejo de capitalizar em cima de um sucesso moderado de 2011. A ideia do primeiro filme até era legal, misturando elementos de Como Eliminar Seu Chefe (1980) e Pacto Sinistro (1951) de Alfred Hitchcock. O filme trazia três amigos sofrendo com os mandos e desmandos de seus empregadores, e como pano de fundo apresentava o subtexto da crise econômica americana, na qual ficar desempregado é quase cometer suicídio.

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Além da química entre os três protagonistas (Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day), o que chamava atenção de forma positiva na comédia original era a subversão de algumas personalidades. O galã Colin Farrell, por exemplo, trajava uma caracterização a la Tom Cruise em Trovão Tropical , e a namoradinha da América Jennifer Aniston interpreta uma ninfomaníaca da pior espécie. Tais elementos se mostraram curiosos e deram apoio ao resultado final.

A continuação já começa errada em seu título. Dessa vez, o trio decide iniciar seu próprio negócio. Para isso criam um produto revolucionário, um chuveiro que jorra xampu e condicionador em seu usuário. Tudo o que eles precisam agora é de um investidor, alguém que compre sua ideia e a distribua, enquanto fabricam os pedidos aos montes. E eles encontram, na forma de pai e filho figurões. Christoph Waltz (Django Livre) e Chris Pine (Star Trek – Além da Escuridão) são os novos tratantes, que precisam ser “eliminados” depois de prejudicar os protagonistas.

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O plano agora não é assassinato, mas sequestro. A situação é impulsionada quando o herdeiro do império (Pine) decide colaborar com os infratores inexperientes para destronar o pai. Embora desnecessárias para a trama, o filme reutiliza as presenças de Jennifer Aniston como a dentista Julia, Jamie Foxx como o pseudo-criminoso “Ferra-Mãe” e Kevin Spacey como o encarcerado Harken. Para a sequência, tais personalidades não iriam ficar de fora do filão, apesar de apenas reprisarem gags e ideias recicladas do original.

Aliás, reciclagem é a palavra de ordem aqui. Quero Matar Meu Chefe 2 é uma repetição desavergonhada do original, que espreme toda a graça e o mínimo de diversão presentes do original. Aqui o roteiro investe pesado na idiotice de seus personagens (em especial Sudeikis e Day, que parecem não dar uma dentro) e no humor cansado, como a comédia visual na cena de abertura, na qual através do chuveiro vemos pelas sombras um ato impróprio mal interpretado. Humor datado lá de 2002, com Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro.

Crítica | As Aventuras de Paddington

Criação do britânico Michael Bond ganha um gracioso filme em live-action

A primeira aparição do ursinho Paddington foi em 1958. Criado pelo inglês Michael Bond, o personagem se tornou sucesso em seu país, protagonizando uma série de livros infantis. Você muito provavelmente, mesmo que não tenha se dado conta, já deve ter visto a imagem do ursinho de chapéu e casaco de chuva (muito útil, já que suas aventuras se passam na chuvosa Londres). O longa-metragem do simpático ursinho é uma coprodução entre França e Reino Unido.

O curioso é que a campanha de marketing para a divulgação da obra infantil quase saiu pela culatra. O público (em parte os chamados trolls da internet) achou a imagem do ursinho parado encarando, de roupa, chapéu e mala, muito creepy (ou perturbadora) e começou a vender essa ideia. Logo, o ursinho virou um meme, que ao invés de impulsionar sua imagem fofa e inocente, trazia a criaturinha ao lado de massacres e vilões assustadores, tudo para enfatizar sua qualidade desconcertante.

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O resultado do filme, no entanto, não poderia ser mais oposto. A figura de Paddington nos conquista imediatamente. No filme, conhecemos a origem do ursinho nas florestas do Peru, vivendo ao lado da tia Lucy (voz de Imelda Staunton no original) e do tio Pastuzo (voz de Michael Gambon no original). Já o protagonista recebe a dublagem de Ben Whishaw no original e de Danilo Gentili na versão brasileira. Após um acidente, que destrói os sonhos da família se mudar para Londres, o pequeno animal falante precisa viajar sozinho.

Chegando à fria cidade inglesa, o bichinho é tratado como um imigrante pedinte e desabrigado, um dos interessantes paralelos traçados pela obra. As Aventuras de Paddington é um filme infantil com diversas referências espertas o suficiente para trazer sorriso ao rosto dos pais, sem que estes fiquem checando o relógio de tempos em tempos. Não chega a ter a dinâmica a jato de Uma Aventura Lego, tampouco é bobinnho e vazio como Os Smurfs.

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São diversas gags visuais, trocadilhos e tiradas permeando os 95 minutos de exibição. Sozinho na estação de trem londrina, cujo nome serve para seu batismo humano, o urso conquista a família Brown. Levado inicialmente para passar apenas uma noite, a presença do peludo protagonista vai cativando um a um todos os membros desta irregular família. Obviamente, em seu todo, As Aventuras de Paddington possui uma estrutura muito familiar, que remete ao clássico oitentista E.T. – O Extraterrestre. Ou seja, a trama da criatura que chega para preencher uma lacuna ou ajustar uma estrutura.

É nas entrelinhas que o filme ganha, assim como todos que não utilizam a originalidade no roteiro, mas sim a criatividade. Paddington entrega momentos para a criançada, com o ursinho aprontando todas, igualmente satisfazendo os mais velhos com inúmeros detalhes em sua produção, como uma ótima direção de arte, efeitos de qualidade, e atuações mais empenhadas do que esperaríamos para um filme como este. Dentre as quais destacam-se as de Hugh Bonneville (da série Downton Abbey) como o severo e bonachão patriarca Sr. Brown, Julie Walters (Mamma Mia!) como a desmiolada Sra. Bird, e a estrela Nicole Kidman, no papel da eficiente vilã Millicent. Sally Hawkins (indicada ao Oscar por Blue Jasmine) e Jim Broadbent (vencedor do Oscar por Iris) completam o elenco.

Crítica | Caçada Mortal

Liam Neeson volta para o seu chute no traseiro semestral

Liam Neeson é um ator irlandês profissional, treinado por uma companhia de teatro, indicado ao Oscar em 1994 por A Lista de Schindler. Após trabalhos sérios e dramas de época, foi descoberto pela cultura pop (ou redescoberto, se levarmos em conta sua primeira investida com Darkman, em 1990) em Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999) e A Casa Amaldiçoada (1999), culminando em Batman Begins (2005). Porém, foi em 2008, aos 56 anos, que Neeson se tornaria um dos mais eficientes protagonistas da atualidade para filmes de ação e suspense comercial.

Foi com Busca Implacável, um dos melhores do pacote, que o ator patenteou seu caminho como o herói (muitas vezes o anti-herói) que todos queríamos ao lado na hora em que “o caldo engrossa”. Na época, sua participação no thriller recheado de adrenalina, produzido por Luc Besson, soou fora de lugar. Hoje, estamos acostumados e felizes em ganhar o exemplar semestral, que traz Neeson distribuindo muitos sopapos. Embora seus personagens em tais filmes não difiram muito um do outro, os roteiros fazem questão de nos surpreender com reviravoltas e situações recheadas de tensão e ação.

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Neste repertório, temos os eficientes Desconhecido (2011), A Perseguição (2012) e o recente Sem Escalas (2014), todos fazendo uso dos principais elementos de filmes assim, grande diversão e forte valor de entretenimento. Neeson já precisou sobreviver às adversidades na natureza gelada, perdeu a memória, teve a identidade roubada e ficou preso num voo comercial com um psicopata. Agora, o durão e novo ator-personagem está do lado oposto da lei, na companhia de criminosos e assassinos em série.

Baseado no livro de Lawrence Block, o ator vive Matt Scudder, policial alcoólatra envolvido numa tragédia durante uma investida contra criminosos. Após a desgraça, o protagonista ganha a vida com serviços particulares, o que o leva diretamente até seu novo caso envolvendo um rico traficante. O sujeito teve a esposa sequestrada e assassinada, e somente Neeson pode encontrar os verdadeiros culpados, já que sua fama o precede.

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Caçada Mortal é meio noir, meio drama e thriller. Possui um teor único em relação aos outros filmes do ator no gênero. É mais cru e realístico, utilizando cenas de violência semi explícitas. Psicopatas trabalham na área, sequestrando, torturando e matando as mulheres ou familiares de criminosos. Ao contrário dos outros da lista recente do ator, o filme quase não utiliza as esperadas cenas de ação, perseguição de carros e tiroteios. Como dito, Caçada Mortal é mais intimista e enquadra-se como suspense investigativo.

A direção é de Scott Frank, do elogiado O Vigia (2007), com Joseph Gordon-Levitt. Embora banhando na estrutura dos clichês do gênero, Caçada Mortal funciona bem na criação do clima e na preparação do que está por vir. Como um satisfatório faroeste, o roteiro vai plantando durante toda a projeção o que personagens de lados opostos em uma disputa são capazes de fazer, para que no final, quando finalmente ganharmos o anunciado embate entre grandes forças em colisão, as apostas sejam muito altas.

Crítica | Homens, Mulheres e Filhos

Novo trabalho do talentoso Jason Reitman tem sabor de filme educativo

Até o momento, o cineasta Jason Reitman continua como um dos talentos mais interessantes saídos do cinema americano na última década.  Talvez seja cedo, no entanto, para saber se o diretor realmente deixará sua marca no mundo da sétima arte com um exímio legado. Até mesmo os grandes, como Spielberg, Scorsese, Hitchcock e Woody Allen possuem suas escorregadas na carreira, o que não diminui o pensamento geral sobre eles. Como Reitman irá se posicionar só o tempo dirá.

O cineasta descendente de indiano M. Night Shyamalan igualmente chegou ao mundo da sétima arte causando estrondo. Seus quatro primeiros trabalhos ainda são cultuados, porém, atualmente o diretor é considerado por muitos um charlatão. Tá certo que mesmo as últimas derrapadas de Reitman não são nem de perto coisas do nível de Fim dos Tempos (2008) ou A Dama na Água (2006). No entanto, é inegável que Reitman vem perdendo, de certa forma, a mão para histórias humanas e de forte teor irônico e amargo.

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Depois de uma ótima largada, com filmes como Obrigado por Fumar (2005), Juno (2007), Amor Sem Escalas (2009) – esses dois últimos com o aval do Oscar – e ouso colocar Jovens Adultos (2011), o diretor parece sem o mesmo gás. Em 2013, lançou o açucarado Refém da Paixão (que estreou este ano no Brasil). Com todo jeito de uma produção baseada em Nicholas Sparks, até mesmo o próprio Reitman andou se desculpando pelo filme, sem necessidade, diga-se. A “culpa” pode estar em suas escolhas de material.

Passando do açucarado para o fragmentado, Reitman escolhe como seu novo projeto este Homens, Mulheres e Filhos. Trata-se de diversas micro-histórias formando a narrativa da obra, todas apresentando a temática “mazelas trazidas por um mundo informatizado e virtual”. Em um aspecto o diretor continua no topo, ainda consegue trazer nomes de respeito, ou simplesmente grandes, para seu currículo. Aqui, o maior deles é o de Adam Sandler, precisando dar mais uma guinada em sua carreira depois de uma deplorável temporada entregando alguns dos piores filmes dos últimos anos.

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Mais uma vez o comediante se sai bem num papel sério (é só checar sua ficha em filmes como Embriagado de Amor, Reine Sobre Mim e Espanglês), fazendo uso de uma atuação contida e minimalista. Na realidade, Sandler é um dos melhores em cena. De barba para compor Don Truby, o ator interpreta um homem cujo casamento está por um fio. Na grande terra das coincidências, ele e sua esposa (vivida por Rosemarie DeWitt) buscam relações extraconjugais através da internet.

Todo narrado por Emma Thompson, temos ainda as subtramas envolvendo uma mãe extremamente controladora e assustada (Jennifer Garner), um jovem casal recém-formado (Ansel Elgort e Kaitlyn Dever – um dos pontos mais interessantes do filme) e uma mãe que perde o controle na divulgação da carreira de modelo da filha (Judy Greer, em outra boa subtrama). Apesar de manter o interesse no percurso, nada é verdadeiramente memorável e a promessa é de esquecermos a obra logo depois. Tudo é aparentemente reciclado e poderíamos fazer comparações com outros filmes de mesmo foco, se subtrairmos o elemento “internet”. Se quiser uma produção muito mais urgente sobre tal tema, opte pelo subestimado Confiar (2011), com Clive Owen.

Crítica | Uma Noite de Crime 2 – Anarquia

Depois do sucesso inesperado do primeiro filme, uma continuação para este instigante argumento era certa: nos Estados Unidos, uma vez por ano, as pessoas estão livres para cometerem crimes e qualquer atividade ilegal, sem cair nas garras do sistema judiciário. Intitulado “Expurgo”, na seara do filme, este foi o caminho que os governantes encontraram para diminuir a taxa de criminalidade durante todo o ano, promovendo um dia de “carnavalização” no país. Durante 24 horas, tudo pode acontecer. Focando um grupo distinto e mantendo poucas relações com a trama do primeiro filme, Uma Noite de Crime 2 – Anarquia toca em temas caros para a política e a vida na sociedade atual: corrupção, pirâmide social, direito de expressão, dentre outras abordagens que tentarei explicitar ao longo do texto.

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O filme começa em 21 de março de 2022, algumas horas anteriores ao expurgo. Funcionárias de uma lanchonete dialogam sobre o que pretendem fazer durante este período de confinamento, enquanto a montagem alternada trata de ir apresentando outros personagens: um casal ansioso para chegar em casa e se proteger da situação, mascarados nas ruas aguardando a liberação para o banho de sangue e violência, um homem misterioso em busca de vingança (seu filho foi uma vítima de atropelamento e, consequentemente, do sistema, que não penalizou o culpado) e um curioso fanático político-religioso que declama preces e rasga o verbo na televisão, denunciando o conceito corrupto por trás do expurgo.

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Assim que o Estado libera a criminalidade por 24 horas, os problemas obviamente começam: uma das garçonetes, destaque do elenco, chega em casa, confina-se com a filha e o pai, mas logo adiante descobre que este será uma das vítimas de uma família rica e eventualmente criminosa (alguma similaridade com O Albergue não é mera coincidência, é referência mesmo). O misterioso homem em busca de vingança segue pelas ruas sedento por sangue, encontra outros personagens em busca de proteção, como o casal apresentado nos primeiros momentos, desesperados, pois infelizmente o carro foi sabotado pelos mascarados que aguardavam a liberação do expurgo. O roteiro, então, trata de reunir estes personagens, criar uma narrativa tensa e com algumas surpresas, dentre elas, uma família disfuncional. O discurso promove uma reflexão sobre uma sociedade onde as máscaras caem (metaforicamente, porque no filme há muitos anarquistas assustadoramente mascarados), através de um processo discursivo baseado numa ficção que representa valores antagônicos ao que ao longo do tempo se convencionou chamar de utopia. Sendo assim, Uma Noite de Crime 2 – Anarquia pode ser considerado um filme no panorama das distopias cinematográficas.

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No que tange aos aspectos técnicos, o filme garante um ótimo espetáculo visual para os amantes do gênero suspense: a montagem frenética, um roteiro que apresenta os seus personagens de forma básica, mas o suficiente para que criemos a sensação de proximidade, e, por conseguinte, a catarse. Por ser uma produção de Michael Bay, que bancou a eficiente refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica, o suspense é orquestrado por uma trilha angustiante, bem como um cuidadoso trabalho de som. As atuações seguem o padrão, na medida, com alguns personagens caricatos, mas que não prejudicam a oxigenação da narrativa. A direção de arte e o trabalho de fotografia se preocupam bem em manter o clima, principalmente ao utilizar a paleta de cores selecionadas para o filme de maneira equilibrada, pintando os seus personagens e ambientes de acordo com as cores que lhe são convenientes. A direção e o roteiro continuaram nas mãos de James DeMonaco.  A produção, por sinal, foi realizada com ajuda do sistema de incentivo fiscal da Califórnia, saindo do esquema dos grandes estúdios.

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Duas observações relevantes se fazem necessárias para complementar meu ponto de vista sobre o filme: no caminho para casa, serviços de segurança são oferecidos por transeuntes. Diante disso, um questionamento surge: se o Estado oferece proteção, porque somos obrigados a contratar serviços particulares? Aqui no Brasil, por exemplo, há condomínios ou até moradores  de determinado aglomerado social que contratam seguranças particulares para sinalização de possíveis ataques criminosos. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, por exemplo, apresenta esta situação de maneira bastante crítica. E não é preciso ir ao cinema para confirmar isso: eu, como cidadão, já fui pagante de segurança da rua onde morava há exatos dez anos, tamanha a onda de assaltos que o local apresentava constantemente naquele período, situação que se agravou, por sinal, nos dias atuais. Atualmente, a revista Veja publicou que no Brasil, o crime mata mais que as mortes da atual onda de guerra da Faixa de Gaza: verdade ou exagero de uma publicação detidamente partidária, o crime é uma realidade cada vez mais assustadora e Uma Noite de Crime 2 – Anarquia questiona o sistema e a relação dos cidadãos com as leis, punição, etc. A outra questão é uma reflexão que parte de um dos personagens do filme, o fanático político-religioso, que afirma serem “os pobres a morrerem e os ricos a lucrarem”.

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Com a queda da criminalidade e a liberação do crime uma vez ao ano, as pessoas se contém durante 364 dias, liberando a sua energia criminosa e a tendência para o crime durante 24 horas, mas neste painel, os pobres, que não possuem dinheiro para se defender, morrem ou são vítimas de assaltos, enquanto os ricos estão protegidos em suas fortalezas. O Estado, normalizando a sociedade ao excluir “itens” que custam caro ao governo, lucra, os ricos lucram e todos os habitantes do topo da pirâmide social se dão bem. A partir daí, a discussão adentra campos como a sociologia, economia, ciências políticas e até mesmo a Psicanálise. Deixo o caminho reflexivo, caro leitor, sinalizado, caso queira trilhar. Aqui, infelizmente, não teremos este espaço, tamanha a densidade deste tipo de argumentação e discurso.

Ao assistir a este filme, um aparente suspense simplório de perseguição e crimes, somos remetidos a várias outras produções que já trataram do assunto, mas há uma relação oriunda dos primórdios do cinema que merece destaque. Metrópoles, do alemão Fritz Lang. A narrativa em ritmo de distopia já questionava parcialmente esta relação de pirâmide social, anarquia e descontentamento, através de enquadramentos oblíquos e jogo de sombras. Na década de 1980, especificamente no último ano, a cantora Madonna, sob a direção astuta de um David Fincher iniciante, recria o clima do filme de Fritz Lang, através do videoclipe da canção Express Yourself, um dos maiores sucessos da sua carreira. Diferente do filme, que promove um final onde as soluções são encontradas e a sociedade entra em equilíbrio, Madonna prefere dar um ar contemporâneo e mais realista, mostrando que a luta de classes é a sina da humanidade, reconfigurando o filme. Percebemos, desta forma, que a temática é retroalimentada constantemente, seja no campo do cinema, do videoclipe ou da televisão: metalinguagem em profusão, promovendo muitas reflexões ao longo da história do audiovisual.

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Uma Noite de Crime possui um argumento astuto e se continuar nas mãos de produtores inteligentes, pode ganhar uma versão anual ou bianual. O tema é reconfigurado na mídia constantemente, basta cada continuação focar em um nicho da sociedade, manter o clima de tensão e debater, mesmo dentro do espetáculo violento, os tais temas caros explicitados na abertura desta reflexão. Produtores: fica a dica. E para aqueles que questionarem as possibilidades de uma narrativa em tom seriado, deixo a indagação: não somos brindados por James Bond, mesmo com algumas atuações vergonhosas e de roteiro forçado, há tantas décadas? E mais: diferente do convencional, este filme consegue ser tão interessante, talvez até melhor que o primeiro filme, algo raro na indústria cinematográfica lotada de continuações pífias e caça-níquéis, principalmente no âmbito do gênero suspense/terror, que geralmente adora ressuscitar assassinos em série mortos, forçar a barra com espíritos que não são exorcizados mesmo depois de vários rituais ou um mentor psicótico que conseguiu realizar a rede de crimes mais inverossímil, rizomática e exagerada da história do cinema: Jogos Mortais, alguém lembra?

Palavras e Imagens

(Words and Pictures)

 

Elenco: Clive Owen, Juliette Binoche, Bruce Davison, Navid Negahban, Amy Brenneman, Valerie Tian.

Direção: Fred Schepisi

Gênero: Comédia Romântica

Duração: 111 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: Nas Locadoras – Dezembro de 2014

Sinopse: 

Jack Marcus (Clive Owen, Melhor Ator Coadjuvante, Closer, 2004) é um ex-astro literário que batalha para manter seu novo emprego como professor de inglês em uma escola preparatória. Quando Dina Delsanto (Juliette Binoche, Melhor Atriz Coadjuvante, O Paciente Inglês, 1996), uma pintora e professora de arte abstrata, chega no campus e faz com que as paixões de Jack, tanto por Dina quanto pela arte de escrever se revigorem. Com a avaliação de desempenho se aproximando, Jack tem a ideia de realizar uma competição entre seus alunos e Dina, uma batalha entre palavras e imagens, que ele espera inspirar as crianças e salvar seu emprego.

Curiosidades: 

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Trailer:

Cartazes: 

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Crítica em Vídeo | ‘Boa Sorte’, ‘De Volta ao Jogo’ e ‘O Casamento de Gorete’

Acaba de sair do forno a nova edição do CineAgenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com as estreias deste final de semana (28 de Novembro).

Toda semana, vamos informar sobre os lançamentos e comentá-los.

Boa Sorte

Boa Sorte ‘é a história do encontro de João e Judite. Ele, um adolescente de 17 anos, que se sente invisível. Ela, uma mulher de 30 anos que já experimentou de tudo. Judite não tem muito tempo de vida e os dois sabem disso. Em uma clínica de reabilitação, eles vivem um amor intenso e transformador.

De Volta ao Jogo

O ex-assassino de aluguel John Wick (Keanu Reeves) é forçado a voltar a ação quando um jovem e sádico criminoso aparece em sua vida. John usa então todas as habilidades e crueldade que o tornaram uma lenda do submundo para caçar seu adversário.

O Casamento de Gorete

Gorete, é uma popular apresentadora de rádio, que recebe uma herança de seu pai, há anos ausente em sua vida, porém para receber tal herança, surge a condição de casar-se. Para isso, Gorete e suas duas melhores amigas: Domitila e Marivalda, preparam um torneio para achar o par ideal, por outro lado Gorete nunca conseguiu esquecer o grande amor de sua juventude.

“Nunca usamos Debi e Lóide como referência”, diz Leandro Hassum sobre ‘Os Caras de Pau’

Os atores, produtores e diretor da comédia ‘Os Caras de Pau em O Misterioso roubo do Anel participaram de uma coletiva de imprensa em São Paulo, nesta segunda-feira (1º).

Estavam presentes os protagonistas Leandro Hassum, Marcius Melhem e a bela Christine Fernandes, o diretor Felipe Joffily e os produtores Bruno Mazzeo e Augusto Casé.

Mais divertida que o filme, a coletiva deu espaço para Hassum brilhar com seu humor de sempre. 17 quilos mais magro após uma cirurgia bariátrica, o ator já começou a entrevista com uma piada, dizendo que ele e o Melhem se conheceram há 14 anos em “uma sauna”.

Depois, Hassum demonstrou uma pitada de ciúmes ao pedir para o amigo falar sobre a nova parceria com Marcelo Adnet, em um programa de humor.

Sobre a produção, a dupla revela que a ideia de adaptar a série aos cinemas veio do filho do produtor Bruno Mazzeo, João.

“Tudo começou porque tínhamos vontade de fazer um filme dos Caras de Pau, mas nunca encontramos o caminho ou alguém que topasse. Até um dia que o Bruno nos ligou com a proposta. Na verdade, ele foi um pouco egoísta com a gente. Ele fez tudo isso por culpa do João [filho de Mazzeo], que era o grande fã da série”, brincou Melhem.

Questionados pelo CinePOP se haviam se inspirado em ‘Debi & Lóide‘ para compor seus personagens abobados e brincalhões, Hassum e Melhem negaram.

“Foi legal você falar no Debi e Lóide porque foi uma referência que a gente nunca usou. Risos. Eles na verdade já são inspirados em outros personagens. E a gente usou de inspiração outros comediantes clássicos, que vem lá da ‘Commedia Dell’arte’ (comédia no teatro popular famosa no século XV na Itália), como O Gordo e o Magro, e Dean Martin e Jerry Lewis. Tudo que vem depois é inspirado nesses mestres. Mas Débi e Lóide não. Adoro eles, mas nunca tinha pensado como referência”, afirmaram Hassum e Melhem.

Com muito bom humor, os atores ainda brincaram sobre a operação de Hassum. Questionados sobre os boatos de que a produção do longa teria ficado brava por ele ter emagrecido e atrapalhado a divulgação do filme, negaram.

“Agora quero ser galã”, brincou Hassum. “Mas gente, esse boato é mentira. O filme foi filmado há um ano, não tem nada a ver”, concluiu.

“E uma coisa importante: o Leandro não vai ficar magro, tá, gente? Ele tem os ossos grandes. Não tem como lixar os ossos”, brincou Melhem. “Não vou? Porra. Gastei a maior grana com essa cirúrgia”, completou Hassum, levando todos ao riso.

No longa, Pedrão e Jorginho (Marcius Melhem e Leandro Hassum) são seguranças contratados de um importante museu e acabam envolvidos em uma grande confusão após serem acusados do roubo do anel mais valioso do mundo. A joia é herança de família da socialite Gracinha de Medeiros (Christine Fernandes). Ninguém parece mesmo acreditar na dupla, que passa a ser perseguida por mafiosos portugueses, ninjas implacáveis e toda polícia.

A Imagem Filmes lança a comédia no Brasil dia 25 de Dezembro.

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Crítica | Nós Somos as Melhores

A rebeldia do jovem nasce e cresce na explosão dos sentimentos agudos, na simples e vital inquietação de não poder fazer tudo. Baseado em um quadrinho, situado na década de 80, de Coco Moodysson, o longa-metragem sueco Nós Somos as Melhores fez um grande sucesso em muitos festivais Indie que participou nesses últimos meses. Dirigido pelo cineasta Lukas Moodysson, o filme é um grito da juventude, em plena época do nuggets de torradeira, guiada por uma trilha sonora ligada nos altos decibéis do punk rock europeu. É um filme que deve agradar a todos os públicos, possui ritmo e uma genuinidade transparente que transborda na telona.

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Em uma época em que o Punk domina a programação das rádios no velho continente, duas meninas de 13 anos, com um ar bem rebelde, resolvem formar uma banda de rock and roll e escrever canções sobre situações que vivem no seu dia a dia. Como elas não tem nenhuma instrução musical, resolvem adicionar uma outra jovem, com grande talento no violão, ao grupo. Assim, as 3 meninas embarcam em dias de descobertas tendo sempre a música como plano de fundo.

Nós Somos as Melhores se encaixa naquele tipo de filme que o público logo nota ser atemporal, isso aproxima demais o espectador da história. A cena onde as meninas se metem numa confusão em um festival de música, mostra uma crítica profunda a uma sociedade que limitava sonhos mas que nunca deixava de sonhar. A sociedade se remodela, o método miojo de comunicação instantânea chegou dominando, mas aquele sentimento próprio do ser humano de tentar encontrar seu caminho é algo que está dentro de nós. O filme bate nessa tecla o tempo todo.

Vi är bäst! Foto: Sofia Sabel

Os pensamentos imaturos e o seu modo de expressão viram uma mistura cômica e cheia de atitude na condução de Mooddysson. A fragilidade, oriundo da idade das protagonistas, dá um sobretom verdadeiro às atitudes. Gritando por uma liberdade precoce, elas se sentem livre, vivem essa rebeldia contagiante, abrem um sorriso ao destino e acabam redesenhando sua própria história. Não percam Nós Somos as Melhores! Bravo!

Homem-Aranha 2

(Spider-Man 2)

 

Elenco: Tobey Maguire (Peter Parker/Homem-Aranha); Kirsten Dunst (Mary Jane Watson); James Franco (Harry Osborne); Rosemary Harris (Tia May); J.K. Simmons (J. Jonah Jameson).

Direção: Sam Raimi

Gênero: Ação

Distribuidora: Columbia Pictures

Estreia: 02 de Julho de 2004

Sinopse: Se passaram dois anos, e Peter Parker (Tobey Maguire) encara novos desafios na medida em que luta com ‘o dom e a maldição’, desesperadamente tentando equilibrar sua dupla identidade, como o super-herói ‘Homem-Aranha’ e sua vida como um universitário normal. Atormentado por seus segredos, Peter descobre que seus relacionamentos com todos aqueles que estima correm perigo de se desatarem. Seus sentimentos por Mary Jane (Kirsten Dunst) se tornam ainda mais fortes enquanto ele luta contra o impulso de revelar sua vida secreta e declarar seu amor. Sua amizade com Harry Osborn (James Franco) se complica devido à amargura do jovem Osborn pela morte de seu pai e seu crescente espírito de vingança contra o ‘Homem-Aranha’. Até mesmo a querida Tia May (Rosemary Harris), que tem passado por momentos difíceis desde a morte do Tio Ben, começa a ter dúvidas sobre seu sobrinho.

A vida de Peter Parker está prestes a se tornar ainda mais complicada quando ele encontra um novo inimigo, o Dr. Octopus (Alfred Molina). Peter precisa usar todos os poderes a sua disposição para tentar parar este diabólico maníaco em sua vingança diabólica.

 
Crítica: 9,5

Após uma ansiosa espera e uma grande tortura feita pela equipe de marketing da Sony (você sabe, aqueles trailers que deixam-nos morrendo de vontade de assistir ao filme), chega aos cinemas (uhu!) ‘Homem-Aranha 2’. Sabem o que tenho a dizer? Meu Deus… Que filme!

Homem-Aranha 2’ é incrível, estupendo, maravilhoso, blá blá blá.

Se passaram dois anos, e Peter Parker encara novos desafios na medida em que luta com ‘o dom e a maldição’, desesperadamente tentando equilibrar sua dupla identidade, como o super-herói ‘Homem-Aranha’ e sua vida como um universitário normal. Atormentado por seus segredos, Peter descobre que seus relacionamentos com todos aqueles que estima correm perigo de se desatarem. Seus sentimentos por Mary Jane se tornam ainda mais fortes enquanto ele luta contra o impulso de revelar sua vida secreta e declarar seu amor. Sua amizade com Harry Osborn se complica devido à amargura do jovem Osborn pela morte de seu pai e seu crescente espírito de vingança contra o ‘Homem-Aranha’. Até mesmo a querida Tia May, que tem passado por momentos difíceis desde a morte do Tio Ben, começa a ter dúvidas sobre seu sobrinho.

A vida de Peter Parker está prestes a se tornar ainda mais complicada quando ele encontra um novo inimigo, o Dr. Octopus. Peter precisa usar todos os poderes a sua disposição para tentar parar este diabólico maníaco em sua vingança diabólica.

Como o diretor Sam Raimi havia prometido, o segundo filme vai além de tudo o que vimos no primeiro. Os personagem são explorados à fundo, suas personalidades ressaltam na tela, e você torce por eles. Os atores estão incrívelmente à vontade em seus papéis, e a atuação fica mais realista.

E, mesmo conseguindo explorar a trama, o filme ainda tem o dobro de ação que o primeiro tinha, cenas de tirar o fôlego, efeitos especiais incríveis (só que desta vez ainda mais incríveis) e um vilão mais convincente.

A direção de Sam Raimi (‘Homem-Aranha’, ‘Evil Dead’) é maravilhosa, o diretor consegue fazer coisas incríveis com a câmera, deixando o filme ainda mais real e envolvente.


Cartazes:

Fotos: