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Conheça os indicados ao Globo de Ouro 2015

Foram anunciados na manhã desta quinta-feira (11) os indicados à edição 2015 do Globo de Ouro, considerado o maior termômetro para o Oscar.

Na categoria cinema, ‘Birdman’ lidera com 7 indicações, seguido de ‘Boyhood’ e ‘O Jogo da Imitação’, cada um com 5.

Em televisão, ‘Fargo’ é o recordista com 7 indicações, incluindo a de Melhor Minissérie.

Tina Fey e Amy Poehler, apresentadoras da edição deste ano, retornam ao comando da cerimônia em 2015, que será realizada em 11 de janeiro, com transmissão simultânea no Brasil pelo canal TNT.

Confira a lista completa de indicados:

TV

Melhor Série Dramática

The Affair
Downton Abbey
Game of Thrones
The Good Wife
House of Cards

Melhor Série de Comédia

Girls
Jane the Virgin
Orange Is the New Black
Silicon Valley
Transparent

Melhor Ator em Série Dramática

Clive Owen – The Knick
Liev Schreiber – Ray Donovan
Kevin Spacey – House of Cards
James Spader – The Blacklist
Dominic West – The Affair

Melhor Atriz em Série Dramática

Claire Danes – Homeland
Viola Davis – How to Get Away with Murder
Julianna Margulies – The Good Wife
Ruth Wilson – The Affair
Robin Wright – House of Cards

Melhor Ator em Série Cômica

Don Cheadle – House of Lies
Ricky Gervais – Derek
Jeffrey Tambor – Transparent
Louis C.K. – Louie
William H. Macy – Shameless

Melhor Atriz em Série Cômica

Lena Dunham – Girls
Edie Falco – Nurse Jackie
Gina Rodriguez – Jane the Virgin
Julia Louis Dreyfuss – Veep
Taylor Schilling – Orange Is the New Black

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme

Martin Freeman – Fargo
Woody Harrelson – True Detective
Matthew McConaughey – True Detective
Mark Ruffalo – The Normal Heart
Billy Bob Thornton – Fargo

Melhor Atriz em Minissérie ou Telefilme

Maggie Gyllenhaal – The Honorable Woman
Jessica Lange – American Horror Story: Freak Show
Frances McDormand – Olive Kitteridge
Frances O’Connor – The Missing
Allison Tolman – Fargo

Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme

Matt Bomer – The Normal Heart
Alan Cumming – The Good Wife
Colin Hanks – Fargo
Bill Murray – Olive Kitteridge
Jon Voight – Ray Donovan

Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme

Uzo Aduba – Orange Is the New Black
Kathy Bates – American Horror Story: Freak Show
Johane Frogat – Downton Abbey
Allison Janney – Mom
Michelle Monaghan – True Detective

Melhor Minissérie ou Telefilme

Fargo
The Missing
True Detective
The Normal Heart
Olive Kitteridge

CINEMA

Melhor Filme Dramático

Boyhood
Foxcatcher
O Jogo da Imitação
Selma
A Teoria de Tudo

Melhor Filme de Comédia ou Musical

Birdman
O Grande Hotel Budapeste
Caminhos da Floresta
Pride
Um Santo Vizinho

Melhor Diretor

Wes Anderson – O Grande Hotel Budapeste
Ava DuVernay – Selma
David Fincher – Garota Exemplar
Alejandro González Iñárritu – Birdman
Richard Linklater – Boyhood

Melhor Ator em Filme Dramático

Steve Carell – Foxcatcher
Benedict Cumberbatch – O Jogo da Imitação
Jake Gyllenhaal – O Abutre
David Oyelowo – Selma
Eddie Redmayne – A Teoria de Tudo

Melhor Atriz em Filme Dramático

Jennifer Aniston – Cake
Felicity Jones – A Teoria de Tudo
Julianne Moore – Para Sempre Alice
Rosamund Pike – Garota Exemplar
Reese Witherspoon – Livre

Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical

Ralph Fiennes – O Grande Hotel Budapeste
Michael Keaton – Birdman
Bill Murray – Um Santo Vizinho
Joaquin Phoenix – Vício Inerente
Christoph Waltz – Grandes Olhos

Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical

Amy Adams – Grandes Olhos
Emily Blunt – Caminhos da Floresta
Helen Mirren – A 100 Passos de Um Sonho
Julianne Moore – Para Sempre Alice
Quvenzhané Wallis – Annie

Melhor Ator Coadjuvante

Robert Duvall – O Juíz
Ethan Hawke – Boyhood
Edward Norton – Birdman
Mark Ruffalo – Foxcatcher
J.K. Simmons – Whiplash

Melhor Atriz Coadjuvante

Patricia Arquette – Boyhood
Jessica Chastain – O Ano Mais Violento
Keira Knightley – O Jogo da Imitação
Emma Stone – Birdman
Meryl Streep – Caminhos da Floresta

Melhor Roteiro

O Grande Hotel Budapeste
Garota Exemplar
Birdman
Boyhood
O Jogo da Imitação

Melhor Animação

Operação Big Hero 6
Festa no Céu
Os Boxtrolls
Como Treinar o Seu Dragão 2
Uma Aventura LEGO

Melhor Canção Original

Big Eyes – Grandes Olhos (Lana Del Ray)
Glory – Selma (John Legend, COmmon)
Mercy Is – Noé (Patty SMith, Lenny kaye)
Opportunity – Annie
Yellow Flicker Beat – Jogos Vorazes: A Esperança – Pt I (Lorde)

Melhor Trilha Sonora

O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo
Garota Exemplar
Birdman
Interestelar

Melhor Filme Estrangeiro

Force Majeure Turist (Suécia)
Gett: The Trial of Viviane Amsalem Gett (Israel)
Ida (Polónia/Dinamarca)
Leviathan (Rússia)
Tangerines Mandariinid (Estónia)

Ancine quer exterminar ‘Jogos Vorazes: A Esperança’ e blockbusters predatórios

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) se reuniu na tarde de ontem (10/11) no Rio de Janeiro para decidir sobre uma lei que regulamenta o limite de estreia de blockbusters em salas de cinema do Brasil.

A discussão começou com a estreia de ‘Jogos Vorazes: A Esperança — Parte 1‘ em 1.300 salas de cinema no país, 46% do total de complexos cinematográficos.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Manoel Rangel, presidente da Ancine, revelou trata-se de uma ocupação “predatória” que destrói a concorrência e é desleal com filmes independentes e de orçamento menor.

“Não somos contra os grandes lançamentos, mas contra os lançamentos predatórios, que são os que ocupam muitas telas em poucos complexos. Esses grandes lançamentos têm uma importância para movimentar o mercado, mas o que não pode ocorrer é um lançamento predatório. Quando um filme é lançado em mais de 1.300 salas, como ‘Jogos Vorazes’ele está expulsando outros, homogeneizando a oferta e acabando com a diversidade. O espectador que encontrar apenas um título em quase 50% das salas desiste. É menos ingresso sendo vendido e redução o hábito do cinema.”, afirmou.

A Ancine planeja limitar a estreia de grandes filmes a uma porcentagem menor de salas de cinema, para aumentar a concorrência, como acontece nos cinemas na França.

A ação também ajudará as produções nacionais. Em 2013, 120 estreias de filmes brasileiros renderam 26 milhões de ingressos vendidos, um novo recorde. Foi o maior número de ingressos vendidos desde a Retomada, que começou em 1995 com ‘Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil‘, de Carla Camurati.

Com o sucesso, Rangel e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciaram a criação de novas linhas de investimento do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA.

A operação, que contará com recursos da ordem de R$ 400 milhões, é uma ação sem precedentes na política pública para o setor audiovisual brasileiro. O montante disponibilizado equivale à soma dos valores oferecidos nas quatro convocatórias anteriores do fundo voltadas para a produção e comercialização de filmes e séries para a TV.

“Com esta medida daremos visibilidade e maior destaque à importância estratégica que este segmento da produção audiovisual brasileira sempre teve para o Fundo Setorial do Audiovisual e para a cinematografia brasileira”, afirmou Manoel Rangel.

Série baseada em ‘Pânico’ começará com famosa cena de Drew Barrymore

Scream’, a série de TV baseada na franquia ‘Pânico’, vai trocar a máscara do Ghostface, mas um dos momentos mais icônicos do longa original será mantido.

Segundo o Yahoo! Celebrity, o seriado vai reproduzir em seus minutos iniciais a famosa sequência de abertura com Drew Barrymore – sendo esfaqueada aos gritos pelo serial killer – que será reencenada pela atriz Bella Thorne (‘Juntos e Misturados’).

“Sim, é verdade”, confirmou Thorne à publicação. “Eu vou reencenar aquela famosa cena com a Drew Barrymore.”

Quanto à nova máscara do Ghostface, será “uma versão mais sombria, orgânica, quase que realista e evoluída da máscara original”, segundo a vice-presidente da MTV, Mina Lefevre.

Lefevre garante que a ideia de não reutilizar a máscara original não tem nada a ver com direitos de imagem. Ela prometeu ainda que a série vai se manter fiel ao espírito do primeiro filme, de 1996. Apesar das declarações, a executiva não descarta mostrar eventualmente a máscara de Ghostface que conhecemos.

A MTV recentemente aprovou o piloto da série, intitulada ‘Scream‘, e encomendou uma primeira temporada com 10 episódios.

O seriado tem previsão para estrear na TV americana em outubro de 2015, perto do Halloween.

Jamie Travis (da série ‘Faking It’) dirige o episódio piloto, que começará com um vídeo que foi parar no YouTube e se tornou viral. Ele causa problemas para a protagonista Audrey, que se vê em meio a um assassinado e uma cidade com um passado conturbado.

Conheça os protagonistas e seus personagens:

Bex Taylor-Klaus (‘Arrow’, ‘The Killing’) será Audrey Jesen, a filha bissexual de um pastor luterano. Solitária, ela é artística e sonha em ser diretora de cinema. Tem vínculo estreito com Noah, um garoto que tem bastante habilidade com tecnologia.

John Karna (‘The Neighbors’) será Noah Foster, descrito como um jovem criativo, brilhante e tecnológico o suficiente para ser o próximo Steve Jobs. Confidente mais próximo de Audrey e cheio de senso de humor, ele a ajuda em seus momentos difíceis e possui um conhecimento enciclopédico em livros, filmes, séries de TV e aplicativos.

Willa Fitzgerald (‘Royal Pains’) será Emma, jovem com uma beleza clássica, cuja popularidade na verdade esconde uma timidez natural e uma natureza intelectual. Sua nova rotina com a turma mais popular do colégio acaba a afastando da melhor amiga de infância Audrey.

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Carlson Young (‘Key and Peele’) será Brooke Maddox, a carismática líder de um popular grupo de adolescentes, cuja personalidade oscila entre uma excessiva doçura e um forte apelo sexual.

O novato Amadeus Serafini será Kieran Wilcox, o misterioso recém-chegado morador da cidade. Ele tem um lado obscuro e fama de durão, por conta das experiências além da idade que viveu.

Joel Gretsch (‘Witches of East End‘), Bobby Campo (‘Being Human’) e Connor Weil (‘Sharknado’) completam o elenco.

A dupla Jay Beattie e Dan Dworkin (das séries ‘Revenge’ e ‘Criminal Minds’) escreveram o primeiro episódio. Jill Blotevogel (‘Ravenswood’, ‘Harper’s Island’, ‘Eureka’) servirá como produtor principal de ‘Scream‘.

Os 10 melhores filmes da Marvel Studios

Antes de trazer esse mágico universo de super-heróis para as telas, que acabaria se tornando o principal filão da indústria cinematográfica contemporânea e consecutivamente a maior franquia da história da sétima arte, pelo menos no que se refere à popularidade e lucro financeiro, os personagens da Marvel haviam passado por algumas outras produtoras. É o caso do Homem de Ferro, que em 1990 a Universal Studios adquiriu da Casa das Ideias os direitos e planejava fazer um filme de baixo orçamento com Stuart Gordon na direção, o que não aconteceu.

Quando em 1996 a Fox tomou posse do Ferroso, muito se ventilou a respeito: de citação a nomes como Nicolas Cage e Tom Cruise para o papel principal, até Quentin Tarantino sendo cotado para dirigir a adaptação. Também nada foi acordado e o personagem acabou vendido em 1999 para New Line Cinema, que naquele período recebeu inúmeros roteiros e chegou a marcar o início da produção para 2004. Mas como novamente o projeto foi adiado, os direitos legais voltaram para a Marvel.

E foi mesmo em 2005, quando Kevin Feige escolheu de Jon Favreau para comandar a nova empreitada, que a dita Marvel Studios anunciou o lançamento de seu primeiro filme independente em parceria com a Buena Vista International. De lá pra cá, muita coisa aconteceu e o universo que hoje domina também outras mídias foi se solidificando com estratégia e responsabilidade – coisa que a rival DC/Warner parece não ter.

Agora, com vários longas lançados, o CinePOP resolveu fazer o seu Top 10 da Marvel Studios. As escolhas, apesar de analíticas, são de certo modo imparciais, pois o que realmente importa aqui é o debate geral. Queremos saber a opiniões de vocês, nossos leitores.

Sem mais delongas, segue abaixo a nossa lista:

10 – O Incrível Hulk (2008)

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Na época de lançamento, este correto trabalho de Louis Leterrier (Fúria de Titãs), foi bem quisto pela crítica especializada e acolhido pelo público (arrecadou $ 263.427.551 de dólares, sendo a bilheteria mais baixa da Marvel) por trazer novos elementos e aprofundar a personalidade do gigante verde – que há cinco anos havia voltado para as telonas com o trabalho autoral de Ang Lee.

Aqui vemos conflitos humanos e o que há de melhor no personagem: o monstro que guardamos dentro de nós e que há todo momento quer se libertar, soando como uma bela metáfora. Por outro lado é visível que suas veias artísticas são mínimas e sua estética suja e escura acaba destoando dos demais títulos do estúdio. Sendo até ignorado por alguns, principalmente depois que Edward Norton abandonou o posto.

9 – Homem de Ferro 3 (2013)

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Como filme solo, o Homem de Ferro 3 é de longe o que mais deu lucro ao estúdio. Trazendo pela quarta vez Tony Stark, o personagem mais famoso desse universo, recheado de cenas explosivas como a guerra das armaduras, além do aguardado conceito do Extremis e à dinâmica e maluquice de Shane Black, o filme faturou a incrível quantia de $ 1.215.439.994.

No entanto, possui um roteiro que trata de inúmeras subtramas, mas é pedestre em todas, principalmente com o fato da regeneração. O troço simplesmente não consegue prender o público mais atento. Falhando, miseravelmente, no desenvolvimento do personagem e trazendo um Robert Downey Jr. extremamente automatizado e caricatural, ainda reciclando piadas prontas que pouco funciona. O bom elenco não consegue suprir os problemas da fita e esta acaba sendo apenas entretenimento vazio, quando poderia explorar mais seus conceitos.

8 – Homem de Ferro 2 (2010)

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Trazendo praticamente toda equipe do anterior, com exceção de Don Cheadle que foi contratado para substituir Terrence Howard no papel de James Rhodes, Homem de Ferro 2 deu certa refrescância para a franquia por ser mais descompromissado e Downey Jr. está ainda mais a vontade no papel de Stark. Isso sem falar nas canções do AC/DC que deram um ritmo especial e marcaram definitivamente o personagem.

Mas apostando num roteiro que traz três pontos importantes para desenvolvimento – um até com grau de dramaticidade mais forte, o caso do personagem Ivan Vanko vivido por Mickey Rourke –, o longa, no fim das contas, não conseguiu obter êxito total. O primeiro ato é realmente excelente, tem todo lado fantástico e cômico do Ferroso, personagens potencialmente interessantes e um clima de romance conflitado, só que por muito se atentar apenas às tomadas de ação, deixa a desejar no andamento da trama.

7 – Thor 2: O Mundo Sombrio (2013)

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Continuando a chamada Fase 2, ousadia era uma palavra que quase não existia no dicionário da Marvel Studios, isso em relação à complexidade de roteiros. Em O Mundo Sombrio, temos uma introdução enorme em formato de flashback, sobre o que vai desencadear o conflito da trama. Logo depois, no início do segundo ato, Odin nos conta, novamente, como tudo aconteceu. Prova do didatismo.

Ainda assim, o longa comandado por Alan Taylor quase seria um épico, pelo menos em seu primeiro ato, não apostasse em subtramas mais humanas. O que acabou tornando a obra ainda mais atraente foi a química do casal Chris Hemsworth e Natalie Portman, a apresentação familiar e a boa dose de comédia tornou a narrativa orgânica e resgatou a esperança do subgênero.

6 – Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)

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Já tendo feito filmes como Rocketeer e participado da equipe de produção da saga original de Star Wars, Joe Johnston apareceu como um nome perfeito para comandar o líder e principal personagem d’Os Vingadores, Capitão América. O diretor contou com um fiel e belo design de produção, auxiliado por uma direção de arte fabulosa, além do refinado figurino.

Assumindo-se como uma obra puramente gracejada e sem maiores aspirações, ainda que contenha cenas de impacto, tomadas de fuga e batalhas atraentes, seus personagens tridimensionais são bem aprofundados e a ideia do símbolo americano é implantada de forma orgânica e nunca maniqueísta.

5 – Homem de Ferro (2008)

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Possuindo um elenco afiado, efeitos especiais incríveis e um roteiro absolutamente amarrado e contido, o filme dirigido por Jon Favreau pegou a todos de surpresa e fez muita gente olhar diferente para a Marvel Studios. Já que, até aquele momento, somente X-Men (Fox) e Homem-Aranha (Sony) eram os trabalhos elogiados do selo.

Homem de Ferro abriu novas perspectivas e foi enaltecido por crítica e público. Mais que isso: foi responsável por todo universo cinematográfico da Casa das Ideias. Podendo, facilmente, ficar entre os primeiros da lista.

4 – Thor (2011)

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Do mesmo modo que Joe Johnston apareceu como uma figura de confiança para dirigir um grande herói, o britânico Kenneth Branagh causou uma reação exatamente oposta. Isso por ser um diretor autoral, não acostumado com blockbusters e realizar obras mais dramáticas, como os excelentes Frankenstein de Mary Shelley e Hamlet.

Mas é justamente aí que reside o grande trunfo do cineasta. Não poderia ter casado melhor Branagh para o filme, já que criou um perfeito enredo shakespeariano entre os irmãos Thor e Loki. Além de possuir o grande romance da franquia e efeitos espetaculares, o mundo de Asgard é um dos elementos mais mágicos que o estúdio já fez.

3 – Os Vingadores: The Avengers (2012)

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A sorte de Joss Whedon foi ter ao seu dispor personagens extremamente carismáticos – que já haviam sido explanados nos filmes solos – e em cima deles desenvolver toda proposta do enredo. Além das figurinhas carimbadas, a atração dentre a equipe foi a do HULK, interpretado competentemente por Mark Ruffalo. Ou mesmo da Viuva Negra e o Gavião Arqueiro, que ganharam um tempo especial. Aliás, todos os heróis brilharam.

Portanto, criando um universo recheado de humor e aventura, Whedon presenteou os fãs do gênero com uma fiel e legitima transposição cinematográfica de uma história em quadrinhos. E, mesmo cumprindo bem o que se propôs ser, vejo que o roteiro poderia ter sido um pouco mais ambicioso pela total dimensão. Tendo em sua ideia central o simples fato de Loki se juntar a uma determinada raça alienígena – mal explorada, por sinal – para que pudesse destruir a Terra por vingança. Não que um roteiro simplório seja algo ruim, mas certamente um pouco de ousadia tornaria a obra ainda mais grandiosa em sua plenitude.

2 – Guardiões da Galáxia (2014)

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Diferente d’Os Vingadores, a tarefa de James Gunn com Guardiões da Galáxia era ainda mais difícil. Se Whedon teve a maioria de seus personagens apresentados e desenvolvidos nos títulos solos, Gunn, além de realizar esse feito em apenas um filme, trabalhou com figuras completamente desconhecidas no cenário mundial, colocando-as em ascensão e sendo, num todo, imensamente eficaz.

Detentor de um final emocionante, fortes doses de humor e aventura, além de possuir batalhas épicas empolgantes, do ponto vista visual e coreográfico, o filme já é um dos maiores acertos da Marvel. Se no início capengaram, os últimos longas da chamada Fase 2 foram completamente eficientes e preparam bem o terreno para o próximo grande evento que está por vir.

1 – Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

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Escolher o primeiro lugar é sempre algo difícil e controverso, mas pensamos num título que tivesse ido além de todas as demais produções do estúdio e fosse um tanto mais sério e ambicioso. Logo, essa segunda aventura do Bandeiroso possui todas as características pedidas.

Pulsante em seus três atos, variando entre belíssimos planos abertos e impactantes cenas de combates corpo-a-corpo, em meio a uma trama densa, que tem como background alguns conflitos políticos, sociais e militares, Capitão América 2 – O Soldado Invernal é, sem duvidas, o que surgiu de melhor, em todos esses anos, no universo Marvel.

Um Bom Partido

(Playing for Keeps)

Elenco:
Gerard Butler, Jessica Biel, Dennis Quaid, Noah Lomax, Uma Thurman, Catherine Zeta-Jones, James Tupper, Judy Greer, Abella Wyss, Grant Goodman.

Direção: Gabriele Muccino

Gênero: Comédia Romântica

Duração: 105 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 35 milhões

Estreia:
26 de Abril de 2013

Sinopse:
Em ‘Um Bom Partido‘, o personagem de Gerard Butler decide treinar o time de futebol onde seu filho joga para aproximar-se dele e compensar os anos de ausência que o menino viveu até então.

Curiosidades:

» Dirigido pelo italiano Gabriele Muccino (‘À Procura da Felicidade’).

» O roteiro é assinado por Robbie Fox (‘Um Maluco no Exército’) e conta com a produção do próprio Gerard Butler.

 

Trailer:
 

Cartazes:

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Fotos:

 

 

Crítica | À Procura

A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero. Para falar sobre dramas profundos e histórias que geram angústias já quando lemos a sinopse, ninguém melhor que o cineasta egípcio Atom Egoyan. Em À Procura, o experiente diretor usa e abusa do artifício da não lineariedade, uma manobra muito inteligente que deixa todos os espectadores intrigados sobre como vai terminar, e como começou, essa história. Seu protagonista, Ryan Reynolds incorpora muito bem o sofrido personagem principal. Dessa vez, pontos positivos para o pior Lanterna Verde da história do cinema.

Na trama, acompanhamos a triste história de Matthew (Ryan Reynolds), um esforçado empreendedor que vive com sua família em uma cidade do interior. A vida desse trabalhador muda completamente quando, após estacionar seu carro na frente de uma lanchonete, percebe que sua filha foi sequestrada. Após isso, sua relação com a mulher vira um leque de situações estressantes e tumultuadas. A polícia, a princípio desconfia do próprio Matthew mas logo se percebe que de fato há terceiros envolvidos no desaparecimento. Nisso, anos se passam e a luta em achar alguma pista sobre sua filha desaparecida vira uma grande obsessão.

Um dos grandes méritos do filme, é a boa contextualização – mesmo de maneira não-linear – das características de cada personagem. Há o pai e sua desconstrução modelada pelo trauma emocional, a paralisia da mãe que praticamente busca forças não se sabe de onde para sobreviver os dias, a dupla de policiais responsáveis pelo caso (interpretados por Scott Speedman e Rosario Dawson) que possuem um papel importante já no arco final da história, há também o sequestrador e seus mistérios. Todos esses personagens são postos em cenas, sequências, argumentações, que deixam o espectador perplexo.

À Procura não é o tipo de filme que precisamos tentar descobrir quem é o grande vilão da história. O personagem que representa esse papel nos é entregue logo no primeiro arco do roteiro, mesmo assim, talvez pela excentricidade gerada pela ótima atuação do ator Kevin Durant, o público fica atento para saber exatamente como vai ser o seu desfecho. Estas trocas de perspectivas em um Thriller, por mais que não sejam tão inovadoras assim, conseguem adicionar mais elementos para a trama que estreou no Brasil na última quinta-feira (04.12) e sem dúvidas é um filme que você precisa assistir.

Crítica | Homens, Mulheres e Filhos

Tem ideias promissoras, mas acaba se perdendo.

Há algo bem em comum nos filmes do cineasta canadense Jason Reitman: a intensa personalidade de seus protagonistas. Todos são figuras interessantes, mas, ao mesmo tempo, detestáveis. Senão, vejamos: Obrigado por Fumar (2005) tinha o cínico lobista da indústria tabagista; Juno (2007) trazia uma adolescente grávida insuportável; Amor sem Escalas (2009) apresentava um sujeito isolado, desinteressado em amigos e família; Jovens Adultos (2011) retratava o estereótipo de uma patricinha que enfrentava fúteis problemas de idade; Refém da Paixão (2013) introduziu um fugitivo penitenciário numa estranhíssima história de amor; E este Homens, Mulheres e Filhos também segue o esquema, ainda que de forma coletiva, digamos assim. Pessoas problemáticas e curiosas.

São contos particulares que acabam se cruzando, expostos aleatoriamente e interligados pelo cotidiano. Temos um casal que passa por uma crise sexual, pais de um garoto que está se descobrindo, que por assim envolve-se com uma adolescente precoce, filha de uma mulher superpermissiva que a expõe ao ridículo e tem um relacionamento peculiar com um homem que sofre com o abandono de sua esposa e tem que criar o filho sozinho, este isolado num mundo virtual, que acaba encontrando vida real nos braços de uma jovem, filha de uma mãe superprotetora que de tão obcecada acaba prejudicando sua educação.

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Um roteiro deveras promissor, baseado numa obra de Chad Kultgen, assinado pelo próprio Reitman e Erin Cressida Wilson, que aborda temas pungentes e possui casos que, se bem executados, renderiam ótimos debates. A questão é como foi posto em tela, se realmente funciona e faz jus a premissa ambiciosa.

O diretor aposta numa linguagem mais teen, trabalhando com elementos gráficos, onde vemos os visores dos aparelhos digitais saltarem dentro de quadro – artifício que já vimos em outras obras como, por exemplo, o seriado inglês Sherlock (2010). E que não funciona muito bem, já que a ideia moderna está muito ligada à era digital, e lidamos aqui com eventos mais pessoais. Pior ainda é perceber que ao longo do troço, essa premissa é praticamente descartada, um erro gravíssimo do continuísta.

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Narrativamente, o primeiro ato também é mal realizado, isso por soar absolutamente perdido e não apresentar bem a trama e seus personagens. Fazendo com que o público perca, de certo modo, o interesse pelo que vai acontecer. Somente na metade do longa somos fisgados, quando entendemos o drama vivido por aqueles fulanos. Algo que pode ser tarde demais.

Muito do (pouco) mérito de Homens, Mulheres e Filhos se deve a montagem de Dana E. Glauberman. Assaz eficiente, a sempre parceira de Reitman, entrega um trabalho que se mostra orgânico e pontual, uma vez que as translações das histórias funcionam bem, fazendo com que entendamos, facilmente, quem está ligado a o quê.

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O apropriado elenco não compromete, formado por nomes como Ansel Elgort, Jennifer Garner, Dean Norris, J.K. Simmons, Adam Sandler, Rosemarie DeWitt e Judy Greer, todos desempenham adequadamente suas funções, passando credibilidade quando exigidos. Bem como o cinematografo Eric Steelberg consegue captar a essência do clima empreendido e transmitir tensão, mesmo num ambiente tão púbere.

É um filme repleto de altos e baixos, que demora a empolgar e pouco acrescenta, mesmo sendo detentor de assuntos abastados. Podendo até não agradar seu público alvo, já que em vários momentos desvia o foco e entra em questões conjugais mais “adultas”. Surgindo assim como o primeiro real tropeço na carreira de Jason Reitman – apesar do já citado Refém da Paixão também ser abaixo da média – e entrando na lista de decepções do ano. Quem sabe uma nova parceria com Diablo Cody o faça voltar a sua velha forma. Aguardemos.

“Fomos arrogantes em planejar duas sequências”, diz produtor de ‘Independence Day’

Inicialmente, o plano do diretor Roland Emmerich e do produtor Dean Devlin era rodar de uma vez só duas sequências de ’Independence Day’, mas recentemente a Fox aprovou a produção de apenas uma continuação.

Em entrevista ao Nerd Report, Devlin explicou os motivos para a mudança de planos da franquia.

“Nós decidimos fazer ‘Independence 2’ primeiro para ter a certeza de que as pessoas gostarão do que estamos fazendo. Se funcionar, vamos continuar com o divertido mundo que planejamos. Eu e Roland queremos sentir se as pessoas ainda têm interesse pela história 20 anos depois [do longa original]. Nós fomos um pouco arrogantes de pensar em fazer dois filmes ao mesmo tempo.”

O produtor também falou sobre a recusa de Will Smith em retornar para ’Independence Day 2’.

“Não sei quais foram os motivos para Will decidir não voltar. É melhor perguntar isso para ele. Mas acho que ele realmente considerou voltar. Tivemos vários encontros com Will, mas no final ele achou que não seria legal para ele.”

A aguardada continuação começará a ser filmada em maio do próximo ano para um lançamento em 24 de junho de 2014, exatamente quase 20 anos depois da estreia do longa original.

Roland Emmerich, diretor do original, produzirá o segundo filme e está prestes a fechar contrato para retornar à direção.

Escrito originalmente por James Vanderbilt (‘O Espetacular Homem-Aranha’), Emmerich e Dean Devlin, o roteiro de ‘Independence Day 2’ não agradou a Fox, que contratou Carter Blanchard (do inédito ‘Spy Hunter’) para trabalhar numa nova versão. Vanderbilt havia escrito dois textos: um com a presença de Will Smith, e outro sem.

Smith não aceitou retornar para a produção, após ter pedido um alto salário (especula-se US$ 60 milhões). Já os atores Bill Pullman e Jeff Goldblum devem voltam.

Depois de diretor, ‘O Corvo’ pode perder protagonista

Segue turbulento os bastidores da nova versão aos cinemas de ’O Corvo’.

Após a saída do diretor F. Javier Gutiérrez, anunciada ontem, o filme agora corre o risco de perder seu protagonista, Luke Evans. Questionado pelo Den of Geek se continua ligado ao projeto, o ator disse que tem outras prioridades no momento.

“Não. Neste momento, ‘O Corvo’ não é pra mim. Tenho certeza de que o filme vai seguir adiante em algum momento, mas eu tenho outros projetos que receberam sinal verde e estão prontos [para ser rodados], projetos dos quais estou muito interessado em fazer. Então, eu não posso esperar por muito tempo [as filmagens de ‘O Corvo’]”, disse Evans.

O estreante Corin Hardy é o novo diretor contratado para substituir Gutiérrez. Hardy foi indicado pelo cineasta Edgar Wright (‘Scott Pilgrim Contra o Mundo’) e Gutiérrez abandonou o posto para dirigir ‘O Chamado 3’.

James O’Barr, o criador de ‘O Corvo‘, comentou em recente entrevista sobre os planos para a nova versão cinematográfica do personagem. Segundo ele, o recomeço da franquia não está sendo tratado como um remakeleia mais.

“Não estamos refilmando o longa original. Nós estamos readaptando o livro. Tem o ‘Drácula’ de Bela Lugosi e tem o ‘Drácula’ de Francis Ford Coppola. Eles usam o mesmo material, mas são dois filmes completamente diferentes. O novo [‘O Corvo’] será mais próximo de um ‘Taxi Driver’ ou de um filme de John Woo, e acho que há espaço para as duas coisas. Parte do charme dos quadrinhos de ‘O Corvo’, no final das contas, é que eles podem contar muitas histórias diferentes.”

O artista revelou também que, além de servir como consultor criativo, ainda controla a trilha sonora do longa.

Luke Evans, astro de ‘Drácula – A História Nunca Contada‘ e do vindouro ‘O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos‘, estrela a nova adaptação de ‘O Corvo‘ como o roqueiro Eric, que é assassinado ao tentar salvar sua noiva de malfeitores.

 Norman Reedus, que interpreta Daryl Dixon na série ‘The Walking Dead‘, será James – personagem foi criado especialmente para o filme.

Ed Pressman, produtor do longa original que retorna para o reboot, definiu o novo ‘O Corvo‘ como “um anti-Homem-Aranha” e afirmou que, apesar da longa gestação do filme, o personagem “continua tendo uma base fiel de fãs”.

O Corvo‘ é baseado na história em quadrinhos criada por Jams O´Barr na década de 1980, e levada aos cinemas pela primeira vez em 1994.

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As Aventuras de Paddington

(Paddington)

 

Elenco:

Nicole Kidman, Peter Capaldi, Sally Hawkins, Hugh Bonneville, Julie Walters, Jim Broadbent, Matt Lucas, Ancuta Breaban, Samuel Joslin.

Direção: Paul King

Gênero: Comédia, Família

Duração: 95 min.

Distribuidora: Diamond Pictures

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 04 de Dezembro de 2014

Sinopse:

Baseado em série literária voltada para o público infantil escrita por Michael Bond, o ursinho falante chega do Peru e é detido na estação de mesmo nome em Londres. Perseguido por uma perversa taxidermista, ele recebe abrigo e carinho de uma boa família e inicia sua busca pelo explorador que inspirara sua tia anos antes.

 

Curiosidades:

» Colin Firth abandonou o elenco de ‘Paddington‘, fantasia britânica produzida por David Heyman, da franquia ‘Harry Potter‘. Ele, que iria dublar o ursinho protagonista, anunciou que se demitiu do projeto quando viu que o urso criado em CGI não tinha a sua voz. “Depois de um período de negação, nós escolhemos uma ‘separação amigável’. Tem sido agridoce ver esta criatura maravilhosa tomar vida e chegar à triste conclusão de que ele simplesmente não tem a minha voz. Eu tive a alegria de ver a maior parte do filme e ele vai ser muito maravilhoso. Ainda me sinto bastante protetor deste urso e eu estou incomodando a todos com sugestões para encontrar uma voz digna para ele”, afirmou.

Crítica:

As Aventuras de Paddington, por Pablo Bazarello (Nota: 7,5)

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Brincante

(Brincante)

 

Elenco: Antonio Nóbrega, Rosane Almeida

Direção: Walter Carvalho

Gênero: Documentário

Duração: 93 min.

Distribuidora: Espaço Filmes/Gullane

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

Um olhar lírico sobre o universo de Antonio Nóbrega. O trabalho de uma vida que se caracteriza pela consistente leitura da cultura popular. Um espetáculo em que todos os elementos da nossa cultura se misturam. A viagem musical e visual é guiada pelos personagens João Sidurino e Rosalina, das peças Brincante e Segundas Histórias. ​

Curiosidades: 

» Foi exibido no Festival do Rio 2014.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Michael Kohlhaas – Justiça e Honra

(Age of Uprising – The Legend of Michael Kohlhaas)

 

Elenco: Mads Mikkelsen, Bruno Ganz, Mélusine Mayance, Delphine Chuillot

Direção: Arnaud des Pallières

Gênero: Drama, Épico

Duração: 122 min.

Distribuidora: H2O

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

No século XVI, em algum lugar em Cévennes, Michael Kohlhaas, um próspero comerciante de cavalos, leva uma vida familiar confortável e feliz. Vítima de uma injustiça, este homem justo e honesto levanta um exército e saqueia cidades para restaurar seu direito.

Curiosidades: 

» Rodado na Alemanha, mas falada em francês.

» Nova adaptação do personagem literário criado por Heinrich von Kleist há 200 anos.

» Michael Kohlhaas já ganhou outras três versões cinematográficas.

» Durante seu laboratório para o filme, Mads Mikkelsen viveu entre os animais e aprendeu francês.

» O longa foi selecionado na competição oficial do Festival de Cannes em 2013.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Los Nobles – Quando os Ricos Quebram a Cara

(Nosotros Los Nobles)

 

Elenco: Gonzalo Vega, Karla Souza, Luis Gerardo Méndez

Direção: Gary Alazraki

Gênero: Comédia

Duração: 108 min.

Distribuidora: Tucuman

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 4 de Dezembro de 2014

Sinopse: 

O poderoso empresário Germán Noble descobre que seus três filhos estão gastando dinheiro de forma descontrolada e são completamente irresponsáveis. Barbara fica noiva de um gigolô de 40 anos de idade, Javi negligencia os negócios da família em troca de suas próprias idéias, e Cha foi expulso da faculdade após ser pego fazendo sexo com uma professora. Então, Germán arma um grande plano para dar aos filhos uma lição antes que seja tarde demais: fingir que sua empresa faliu e que a família está sendo procurada pela polícia. Sem o luxo e o dinheiro com o qual estão acostumados, agora os três jovens terão que aprender a se virar e fazer algo que eles nunca pensavam em fazer: trabalhar.

Curiosidades: 

» Rodado no México.

» Foi o segundo filme mais visto da história do México, com 7,5 milhões de espectadores.

» Após o sucesso, a Netflix encomendou uma série que vai continuar as histórias dos personagens.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Crítica | Canção para Marion

E se acontecer de você vir a garota mais bonita do mundo? Cante para ela! Explodindo carisma e alegria, principalmente do elenco da terceira idade, chega aos cinemas nesta quinta-feira (04.12.14), um dos projetos mais legais do ano, o drama com pitadas cômicas Canção para Marion. A simpatia e a alegria de todos no coral vão gerar lindos sorrisos na maioria dos espectadores. O filme trata de um tema duro, denso, complicado mas a história se desenrola de maneira tão doce e amável que chega bem forte em nossos corações

Entre um cigarrinho e outro, o ranzinza Arthur (Terrence Stamp) vive com sua mulher Marion (Vanessa Redgrave) em uma casa simples num bairro afastado do grande centro. Marion possui uma doença terminal e a única alegria que possui em seus melancólicos dias é cantar e se reunir com o coral da cidade, repleto de outros carismáticos velhinhos. Arthur, a acompanha em todos os ensaios mas faz questão de ser antipático com todos. Quando Marion falece, Arthur começa a tentar se reconstruir com a ajuda de todos que conhecem sua dolorosa história.

Terrence Stamp e seu Arthur, e a eterna dama Vanessa Redgrave e sua Marion possuem uma sintonia afiada em todas as cenas deste belo projeto. Para complementar e ser o chantilly dessa deliciosa história, Gemma Arterton e sua delicada personagem Elisabeth dão o toque, o elo, que a trama necessitava, deixando essa fita bem mais especial. Há carisma em todos os curtos 90 minutos de fita, os diálogos são profundos, as músicas emocionantes. O filme ainda tem o mérito de colocar os artistas para cantar e isso aparecer no filme, diferente do medroso filme de Dustin Hoffman, O Quarteto.

Dentro de nossos corações, alguém sempre vai comandar a festa, vai se unir com nossos sonhos, vai nos fazer crescer e a cada dia que passa vamos desejar nunca nos separarmos. Esse filme retrata bem isso, a reconstrução que o amor pode fazer na vida de uma pessoa. Você não pode perder!

Crítica | Quero Matar Meu Chefe 2

Quero Sequestrar Meu Quase Parceiro Profissional

Nem todo sucesso no cinema precisa de uma continuação. É muito difícil Hollywood aprender essa lição, ainda mais atualmente, com a notória e patológica falta de originalidade. Mas isto não é um artifício utilizado apenas pela maior indústria de cinema do mundo. As continuações muitas vezes são exigidas pelo público, querendo ver suas histórias preferidas continuarem. Por outro lado, muitas sequências surgem sem necessidade ou exigência do espectador.

Obviamente é onde se encaixa este Quero Matar Meu Chefe 2, cuja existência explica-se apenas pelo fator financeiro, do desejo de capitalizar em cima de um sucesso moderado de 2011. A ideia do primeiro filme até era legal, misturando elementos de Como Eliminar Seu Chefe (1980) e Pacto Sinistro (1951) de Alfred Hitchcock. O filme trazia três amigos sofrendo com os mandos e desmandos de seus empregadores, e como pano de fundo apresentava o subtexto da crise econômica americana, na qual ficar desempregado é quase cometer suicídio.

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Além da química entre os três protagonistas (Jason Bateman, Jason Sudeikis e Charlie Day), o que chamava atenção de forma positiva na comédia original era a subversão de algumas personalidades. O galã Colin Farrell, por exemplo, trajava uma caracterização a la Tom Cruise em Trovão Tropical , e a namoradinha da América Jennifer Aniston interpreta uma ninfomaníaca da pior espécie. Tais elementos se mostraram curiosos e deram apoio ao resultado final.

A continuação já começa errada em seu título. Dessa vez, o trio decide iniciar seu próprio negócio. Para isso criam um produto revolucionário, um chuveiro que jorra xampu e condicionador em seu usuário. Tudo o que eles precisam agora é de um investidor, alguém que compre sua ideia e a distribua, enquanto fabricam os pedidos aos montes. E eles encontram, na forma de pai e filho figurões. Christoph Waltz (Django Livre) e Chris Pine (Star Trek – Além da Escuridão) são os novos tratantes, que precisam ser “eliminados” depois de prejudicar os protagonistas.

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O plano agora não é assassinato, mas sequestro. A situação é impulsionada quando o herdeiro do império (Pine) decide colaborar com os infratores inexperientes para destronar o pai. Embora desnecessárias para a trama, o filme reutiliza as presenças de Jennifer Aniston como a dentista Julia, Jamie Foxx como o pseudo-criminoso “Ferra-Mãe” e Kevin Spacey como o encarcerado Harken. Para a sequência, tais personalidades não iriam ficar de fora do filão, apesar de apenas reprisarem gags e ideias recicladas do original.

Aliás, reciclagem é a palavra de ordem aqui. Quero Matar Meu Chefe 2 é uma repetição desavergonhada do original, que espreme toda a graça e o mínimo de diversão presentes do original. Aqui o roteiro investe pesado na idiotice de seus personagens (em especial Sudeikis e Day, que parecem não dar uma dentro) e no humor cansado, como a comédia visual na cena de abertura, na qual através do chuveiro vemos pelas sombras um ato impróprio mal interpretado. Humor datado lá de 2002, com Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro.

Crítica | As Aventuras de Paddington

Criação do britânico Michael Bond ganha um gracioso filme em live-action

A primeira aparição do ursinho Paddington foi em 1958. Criado pelo inglês Michael Bond, o personagem se tornou sucesso em seu país, protagonizando uma série de livros infantis. Você muito provavelmente, mesmo que não tenha se dado conta, já deve ter visto a imagem do ursinho de chapéu e casaco de chuva (muito útil, já que suas aventuras se passam na chuvosa Londres). O longa-metragem do simpático ursinho é uma coprodução entre França e Reino Unido.

O curioso é que a campanha de marketing para a divulgação da obra infantil quase saiu pela culatra. O público (em parte os chamados trolls da internet) achou a imagem do ursinho parado encarando, de roupa, chapéu e mala, muito creepy (ou perturbadora) e começou a vender essa ideia. Logo, o ursinho virou um meme, que ao invés de impulsionar sua imagem fofa e inocente, trazia a criaturinha ao lado de massacres e vilões assustadores, tudo para enfatizar sua qualidade desconcertante.

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O resultado do filme, no entanto, não poderia ser mais oposto. A figura de Paddington nos conquista imediatamente. No filme, conhecemos a origem do ursinho nas florestas do Peru, vivendo ao lado da tia Lucy (voz de Imelda Staunton no original) e do tio Pastuzo (voz de Michael Gambon no original). Já o protagonista recebe a dublagem de Ben Whishaw no original e de Danilo Gentili na versão brasileira. Após um acidente, que destrói os sonhos da família se mudar para Londres, o pequeno animal falante precisa viajar sozinho.

Chegando à fria cidade inglesa, o bichinho é tratado como um imigrante pedinte e desabrigado, um dos interessantes paralelos traçados pela obra. As Aventuras de Paddington é um filme infantil com diversas referências espertas o suficiente para trazer sorriso ao rosto dos pais, sem que estes fiquem checando o relógio de tempos em tempos. Não chega a ter a dinâmica a jato de Uma Aventura Lego, tampouco é bobinnho e vazio como Os Smurfs.

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São diversas gags visuais, trocadilhos e tiradas permeando os 95 minutos de exibição. Sozinho na estação de trem londrina, cujo nome serve para seu batismo humano, o urso conquista a família Brown. Levado inicialmente para passar apenas uma noite, a presença do peludo protagonista vai cativando um a um todos os membros desta irregular família. Obviamente, em seu todo, As Aventuras de Paddington possui uma estrutura muito familiar, que remete ao clássico oitentista E.T. – O Extraterrestre. Ou seja, a trama da criatura que chega para preencher uma lacuna ou ajustar uma estrutura.

É nas entrelinhas que o filme ganha, assim como todos que não utilizam a originalidade no roteiro, mas sim a criatividade. Paddington entrega momentos para a criançada, com o ursinho aprontando todas, igualmente satisfazendo os mais velhos com inúmeros detalhes em sua produção, como uma ótima direção de arte, efeitos de qualidade, e atuações mais empenhadas do que esperaríamos para um filme como este. Dentre as quais destacam-se as de Hugh Bonneville (da série Downton Abbey) como o severo e bonachão patriarca Sr. Brown, Julie Walters (Mamma Mia!) como a desmiolada Sra. Bird, e a estrela Nicole Kidman, no papel da eficiente vilã Millicent. Sally Hawkins (indicada ao Oscar por Blue Jasmine) e Jim Broadbent (vencedor do Oscar por Iris) completam o elenco.

Crítica | Caçada Mortal

Liam Neeson volta para o seu chute no traseiro semestral

Liam Neeson é um ator irlandês profissional, treinado por uma companhia de teatro, indicado ao Oscar em 1994 por A Lista de Schindler. Após trabalhos sérios e dramas de época, foi descoberto pela cultura pop (ou redescoberto, se levarmos em conta sua primeira investida com Darkman, em 1990) em Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999) e A Casa Amaldiçoada (1999), culminando em Batman Begins (2005). Porém, foi em 2008, aos 56 anos, que Neeson se tornaria um dos mais eficientes protagonistas da atualidade para filmes de ação e suspense comercial.

Foi com Busca Implacável, um dos melhores do pacote, que o ator patenteou seu caminho como o herói (muitas vezes o anti-herói) que todos queríamos ao lado na hora em que “o caldo engrossa”. Na época, sua participação no thriller recheado de adrenalina, produzido por Luc Besson, soou fora de lugar. Hoje, estamos acostumados e felizes em ganhar o exemplar semestral, que traz Neeson distribuindo muitos sopapos. Embora seus personagens em tais filmes não difiram muito um do outro, os roteiros fazem questão de nos surpreender com reviravoltas e situações recheadas de tensão e ação.

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Neste repertório, temos os eficientes Desconhecido (2011), A Perseguição (2012) e o recente Sem Escalas (2014), todos fazendo uso dos principais elementos de filmes assim, grande diversão e forte valor de entretenimento. Neeson já precisou sobreviver às adversidades na natureza gelada, perdeu a memória, teve a identidade roubada e ficou preso num voo comercial com um psicopata. Agora, o durão e novo ator-personagem está do lado oposto da lei, na companhia de criminosos e assassinos em série.

Baseado no livro de Lawrence Block, o ator vive Matt Scudder, policial alcoólatra envolvido numa tragédia durante uma investida contra criminosos. Após a desgraça, o protagonista ganha a vida com serviços particulares, o que o leva diretamente até seu novo caso envolvendo um rico traficante. O sujeito teve a esposa sequestrada e assassinada, e somente Neeson pode encontrar os verdadeiros culpados, já que sua fama o precede.

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Caçada Mortal é meio noir, meio drama e thriller. Possui um teor único em relação aos outros filmes do ator no gênero. É mais cru e realístico, utilizando cenas de violência semi explícitas. Psicopatas trabalham na área, sequestrando, torturando e matando as mulheres ou familiares de criminosos. Ao contrário dos outros da lista recente do ator, o filme quase não utiliza as esperadas cenas de ação, perseguição de carros e tiroteios. Como dito, Caçada Mortal é mais intimista e enquadra-se como suspense investigativo.

A direção é de Scott Frank, do elogiado O Vigia (2007), com Joseph Gordon-Levitt. Embora banhando na estrutura dos clichês do gênero, Caçada Mortal funciona bem na criação do clima e na preparação do que está por vir. Como um satisfatório faroeste, o roteiro vai plantando durante toda a projeção o que personagens de lados opostos em uma disputa são capazes de fazer, para que no final, quando finalmente ganharmos o anunciado embate entre grandes forças em colisão, as apostas sejam muito altas.

Crítica | Homens, Mulheres e Filhos

Novo trabalho do talentoso Jason Reitman tem sabor de filme educativo

Até o momento, o cineasta Jason Reitman continua como um dos talentos mais interessantes saídos do cinema americano na última década.  Talvez seja cedo, no entanto, para saber se o diretor realmente deixará sua marca no mundo da sétima arte com um exímio legado. Até mesmo os grandes, como Spielberg, Scorsese, Hitchcock e Woody Allen possuem suas escorregadas na carreira, o que não diminui o pensamento geral sobre eles. Como Reitman irá se posicionar só o tempo dirá.

O cineasta descendente de indiano M. Night Shyamalan igualmente chegou ao mundo da sétima arte causando estrondo. Seus quatro primeiros trabalhos ainda são cultuados, porém, atualmente o diretor é considerado por muitos um charlatão. Tá certo que mesmo as últimas derrapadas de Reitman não são nem de perto coisas do nível de Fim dos Tempos (2008) ou A Dama na Água (2006). No entanto, é inegável que Reitman vem perdendo, de certa forma, a mão para histórias humanas e de forte teor irônico e amargo.

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Depois de uma ótima largada, com filmes como Obrigado por Fumar (2005), Juno (2007), Amor Sem Escalas (2009) – esses dois últimos com o aval do Oscar – e ouso colocar Jovens Adultos (2011), o diretor parece sem o mesmo gás. Em 2013, lançou o açucarado Refém da Paixão (que estreou este ano no Brasil). Com todo jeito de uma produção baseada em Nicholas Sparks, até mesmo o próprio Reitman andou se desculpando pelo filme, sem necessidade, diga-se. A “culpa” pode estar em suas escolhas de material.

Passando do açucarado para o fragmentado, Reitman escolhe como seu novo projeto este Homens, Mulheres e Filhos. Trata-se de diversas micro-histórias formando a narrativa da obra, todas apresentando a temática “mazelas trazidas por um mundo informatizado e virtual”. Em um aspecto o diretor continua no topo, ainda consegue trazer nomes de respeito, ou simplesmente grandes, para seu currículo. Aqui, o maior deles é o de Adam Sandler, precisando dar mais uma guinada em sua carreira depois de uma deplorável temporada entregando alguns dos piores filmes dos últimos anos.

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Mais uma vez o comediante se sai bem num papel sério (é só checar sua ficha em filmes como Embriagado de Amor, Reine Sobre Mim e Espanglês), fazendo uso de uma atuação contida e minimalista. Na realidade, Sandler é um dos melhores em cena. De barba para compor Don Truby, o ator interpreta um homem cujo casamento está por um fio. Na grande terra das coincidências, ele e sua esposa (vivida por Rosemarie DeWitt) buscam relações extraconjugais através da internet.

Todo narrado por Emma Thompson, temos ainda as subtramas envolvendo uma mãe extremamente controladora e assustada (Jennifer Garner), um jovem casal recém-formado (Ansel Elgort e Kaitlyn Dever – um dos pontos mais interessantes do filme) e uma mãe que perde o controle na divulgação da carreira de modelo da filha (Judy Greer, em outra boa subtrama). Apesar de manter o interesse no percurso, nada é verdadeiramente memorável e a promessa é de esquecermos a obra logo depois. Tudo é aparentemente reciclado e poderíamos fazer comparações com outros filmes de mesmo foco, se subtrairmos o elemento “internet”. Se quiser uma produção muito mais urgente sobre tal tema, opte pelo subestimado Confiar (2011), com Clive Owen.

Crítica | Uma Noite de Crime 2 – Anarquia

Depois do sucesso inesperado do primeiro filme, uma continuação para este instigante argumento era certa: nos Estados Unidos, uma vez por ano, as pessoas estão livres para cometerem crimes e qualquer atividade ilegal, sem cair nas garras do sistema judiciário. Intitulado “Expurgo”, na seara do filme, este foi o caminho que os governantes encontraram para diminuir a taxa de criminalidade durante todo o ano, promovendo um dia de “carnavalização” no país. Durante 24 horas, tudo pode acontecer. Focando um grupo distinto e mantendo poucas relações com a trama do primeiro filme, Uma Noite de Crime 2 – Anarquia toca em temas caros para a política e a vida na sociedade atual: corrupção, pirâmide social, direito de expressão, dentre outras abordagens que tentarei explicitar ao longo do texto.

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O filme começa em 21 de março de 2022, algumas horas anteriores ao expurgo. Funcionárias de uma lanchonete dialogam sobre o que pretendem fazer durante este período de confinamento, enquanto a montagem alternada trata de ir apresentando outros personagens: um casal ansioso para chegar em casa e se proteger da situação, mascarados nas ruas aguardando a liberação para o banho de sangue e violência, um homem misterioso em busca de vingança (seu filho foi uma vítima de atropelamento e, consequentemente, do sistema, que não penalizou o culpado) e um curioso fanático político-religioso que declama preces e rasga o verbo na televisão, denunciando o conceito corrupto por trás do expurgo.

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Assim que o Estado libera a criminalidade por 24 horas, os problemas obviamente começam: uma das garçonetes, destaque do elenco, chega em casa, confina-se com a filha e o pai, mas logo adiante descobre que este será uma das vítimas de uma família rica e eventualmente criminosa (alguma similaridade com O Albergue não é mera coincidência, é referência mesmo). O misterioso homem em busca de vingança segue pelas ruas sedento por sangue, encontra outros personagens em busca de proteção, como o casal apresentado nos primeiros momentos, desesperados, pois infelizmente o carro foi sabotado pelos mascarados que aguardavam a liberação do expurgo. O roteiro, então, trata de reunir estes personagens, criar uma narrativa tensa e com algumas surpresas, dentre elas, uma família disfuncional. O discurso promove uma reflexão sobre uma sociedade onde as máscaras caem (metaforicamente, porque no filme há muitos anarquistas assustadoramente mascarados), através de um processo discursivo baseado numa ficção que representa valores antagônicos ao que ao longo do tempo se convencionou chamar de utopia. Sendo assim, Uma Noite de Crime 2 – Anarquia pode ser considerado um filme no panorama das distopias cinematográficas.

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No que tange aos aspectos técnicos, o filme garante um ótimo espetáculo visual para os amantes do gênero suspense: a montagem frenética, um roteiro que apresenta os seus personagens de forma básica, mas o suficiente para que criemos a sensação de proximidade, e, por conseguinte, a catarse. Por ser uma produção de Michael Bay, que bancou a eficiente refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica, o suspense é orquestrado por uma trilha angustiante, bem como um cuidadoso trabalho de som. As atuações seguem o padrão, na medida, com alguns personagens caricatos, mas que não prejudicam a oxigenação da narrativa. A direção de arte e o trabalho de fotografia se preocupam bem em manter o clima, principalmente ao utilizar a paleta de cores selecionadas para o filme de maneira equilibrada, pintando os seus personagens e ambientes de acordo com as cores que lhe são convenientes. A direção e o roteiro continuaram nas mãos de James DeMonaco.  A produção, por sinal, foi realizada com ajuda do sistema de incentivo fiscal da Califórnia, saindo do esquema dos grandes estúdios.

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Duas observações relevantes se fazem necessárias para complementar meu ponto de vista sobre o filme: no caminho para casa, serviços de segurança são oferecidos por transeuntes. Diante disso, um questionamento surge: se o Estado oferece proteção, porque somos obrigados a contratar serviços particulares? Aqui no Brasil, por exemplo, há condomínios ou até moradores  de determinado aglomerado social que contratam seguranças particulares para sinalização de possíveis ataques criminosos. O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, por exemplo, apresenta esta situação de maneira bastante crítica. E não é preciso ir ao cinema para confirmar isso: eu, como cidadão, já fui pagante de segurança da rua onde morava há exatos dez anos, tamanha a onda de assaltos que o local apresentava constantemente naquele período, situação que se agravou, por sinal, nos dias atuais. Atualmente, a revista Veja publicou que no Brasil, o crime mata mais que as mortes da atual onda de guerra da Faixa de Gaza: verdade ou exagero de uma publicação detidamente partidária, o crime é uma realidade cada vez mais assustadora e Uma Noite de Crime 2 – Anarquia questiona o sistema e a relação dos cidadãos com as leis, punição, etc. A outra questão é uma reflexão que parte de um dos personagens do filme, o fanático político-religioso, que afirma serem “os pobres a morrerem e os ricos a lucrarem”.

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Com a queda da criminalidade e a liberação do crime uma vez ao ano, as pessoas se contém durante 364 dias, liberando a sua energia criminosa e a tendência para o crime durante 24 horas, mas neste painel, os pobres, que não possuem dinheiro para se defender, morrem ou são vítimas de assaltos, enquanto os ricos estão protegidos em suas fortalezas. O Estado, normalizando a sociedade ao excluir “itens” que custam caro ao governo, lucra, os ricos lucram e todos os habitantes do topo da pirâmide social se dão bem. A partir daí, a discussão adentra campos como a sociologia, economia, ciências políticas e até mesmo a Psicanálise. Deixo o caminho reflexivo, caro leitor, sinalizado, caso queira trilhar. Aqui, infelizmente, não teremos este espaço, tamanha a densidade deste tipo de argumentação e discurso.

Ao assistir a este filme, um aparente suspense simplório de perseguição e crimes, somos remetidos a várias outras produções que já trataram do assunto, mas há uma relação oriunda dos primórdios do cinema que merece destaque. Metrópoles, do alemão Fritz Lang. A narrativa em ritmo de distopia já questionava parcialmente esta relação de pirâmide social, anarquia e descontentamento, através de enquadramentos oblíquos e jogo de sombras. Na década de 1980, especificamente no último ano, a cantora Madonna, sob a direção astuta de um David Fincher iniciante, recria o clima do filme de Fritz Lang, através do videoclipe da canção Express Yourself, um dos maiores sucessos da sua carreira. Diferente do filme, que promove um final onde as soluções são encontradas e a sociedade entra em equilíbrio, Madonna prefere dar um ar contemporâneo e mais realista, mostrando que a luta de classes é a sina da humanidade, reconfigurando o filme. Percebemos, desta forma, que a temática é retroalimentada constantemente, seja no campo do cinema, do videoclipe ou da televisão: metalinguagem em profusão, promovendo muitas reflexões ao longo da história do audiovisual.

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Uma Noite de Crime possui um argumento astuto e se continuar nas mãos de produtores inteligentes, pode ganhar uma versão anual ou bianual. O tema é reconfigurado na mídia constantemente, basta cada continuação focar em um nicho da sociedade, manter o clima de tensão e debater, mesmo dentro do espetáculo violento, os tais temas caros explicitados na abertura desta reflexão. Produtores: fica a dica. E para aqueles que questionarem as possibilidades de uma narrativa em tom seriado, deixo a indagação: não somos brindados por James Bond, mesmo com algumas atuações vergonhosas e de roteiro forçado, há tantas décadas? E mais: diferente do convencional, este filme consegue ser tão interessante, talvez até melhor que o primeiro filme, algo raro na indústria cinematográfica lotada de continuações pífias e caça-níquéis, principalmente no âmbito do gênero suspense/terror, que geralmente adora ressuscitar assassinos em série mortos, forçar a barra com espíritos que não são exorcizados mesmo depois de vários rituais ou um mentor psicótico que conseguiu realizar a rede de crimes mais inverossímil, rizomática e exagerada da história do cinema: Jogos Mortais, alguém lembra?

Palavras e Imagens

(Words and Pictures)

 

Elenco: Clive Owen, Juliette Binoche, Bruce Davison, Navid Negahban, Amy Brenneman, Valerie Tian.

Direção: Fred Schepisi

Gênero: Comédia Romântica

Duração: 111 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: Nas Locadoras – Dezembro de 2014

Sinopse: 

Jack Marcus (Clive Owen, Melhor Ator Coadjuvante, Closer, 2004) é um ex-astro literário que batalha para manter seu novo emprego como professor de inglês em uma escola preparatória. Quando Dina Delsanto (Juliette Binoche, Melhor Atriz Coadjuvante, O Paciente Inglês, 1996), uma pintora e professora de arte abstrata, chega no campus e faz com que as paixões de Jack, tanto por Dina quanto pela arte de escrever se revigorem. Com a avaliação de desempenho se aproximando, Jack tem a ideia de realizar uma competição entre seus alunos e Dina, uma batalha entre palavras e imagens, que ele espera inspirar as crianças e salvar seu emprego.

Curiosidades: 

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Trailer:

Cartazes: 

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