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Oscar 2003 – Os Ganhadores

 

Ganhadores do Oscar 2003


Desde 1929 o mundo do cinema se agita com a entrega dos prêmios Oscar. Em mais de 70 anos de premiação muita gente já foi agraciada com o mais importante prêmio do cinema mundial, e nem sempre quem teve a honra de levar a estatueta dourada para casa a merecia de fato (como alguém disse outro dia, “O Oscar não é a Copa do Mundo, nem sempre o melhor se dá bem”.). Injustiças à parte, o Oscar atrai a atenção do meio cinematográfico (e do resto do mundo também) que espera ansiosamente pelo momento em que os envelopes serão abertos, nesse momento decide-se quem foram os melhores do ano no cinema e os premiados sabem que levam pra casa muito mais do que a simbólica estatueta. São esses louros advindos da premiação que fazem com que todo ano um enorme frenesi anteceda a festa da Academia. Confira agora uma matéria sobre os ganhadores deste ano, os preferidos, e ainda as surpresas.

Melhor Filme

“Chicago” (Chicago) (2003)
“Gangues de Nova York” (Gangs of New York) (2003)
“As Horas” (The Hours) (2003)
“O Senhor dos Anéis: As Duas Torres” (The Lord of the Rings: The Two Towers) (2003)
“O Pianista” (The Pianist) (2003)

O novo musical fez jus a sua fama e levou o maior prêmio do Oscar. “Chicago” era o preferido e levou o prêmio, tirando a chance de termos uma grande surpresa no Oscar, afinal, imagine o que aconteceria de “O Senhor dos Anéis: As Duas Torres” ganhasse?
O filme realmente mereceu este prêmio, está se tornando um sucesso de público e crítica, e seu maior concorrente, “As Horas” era intismista demais, e se concentrava muito na história de uma pessoa, ou melhor, de três pessoas. “Chicago” se tornou, desde o ínicio, o preferido da academia.

Melhor Diretor

– Rob Marshall – Chicago (Chicago) (2003)
Martin ScorseseGangues de Nova York (Gangs of New York) (2003)
– Stephen Daldry – As Horas (The Hours) (2003)
– Roman Polanski – O Pianista (The Pianist) (2003)
– Pedro Almodóvar – Fale com Ela (Hable con Ella) (2003)

O preferido para o prêmio era Martin Scorsese, muito mais do que pelo filme com o qual concorre (“Gangues de Nova York”) Scorsese poderia levar o prêmio por sua obra pregressa. É notória a mania da Academia em compensar esquecimentos do passado com premiações não merecidas, e sendo Martin Scorsese um grande diretor que nunca ganhou o Oscar, ele acabou se tornado o preferido. Mas despitando a todos, e se tornando a maior surpresa do prêmio, o diretor Roman Polanski, que foi acusado de pedofilia após ter relações sexuais com uma garota de 15 anos, levou o Oscar. O diretor não pode pegar o prêmio pessoalmente, pois não pode pisar em solo americano. As maiores apostas para Melhor diretor eram Martin Scorsese, Rob Marshall e Stephen Daldry.

Melhor Ator

– Adrien Brody – O Pianista (The Pianist) (2003)
– Jack Nicholson – As Confissões de Schmidt (About Schmidt) (2003)
– Nicolas Cage – Adaptação (Adaptation) (2003)
– Michael Caine – O Americano Tranquilo (The Quiet American) (2003)
– Daniel Day-Lewis – Gangues de Nova York (Gangs of New York) (2003) ‘

A academia sempre preferiu os atores mais velhos. Você sabe quem era o ator que tinha menos chance de ganhar o prêmio? Isso mesmo, Adrien Brody. O ator de “O Pianista” nunca foi considerado como um dos possíveis ganhadores, as maiores apostas do prêmio eram Daniel Day-Lewis, que faz filmes periodicamente e está prestes a se aposentar e Jack Nicholson, por seu amargo papel. Mas parece que a academia reveu seus conceitos, e Brody levou a melhor.

Melhor Ator Coadjuvante

– Chris Cooper – Adaptação (Adaptation) (2003)
– Ed Harris – As Horas (The Hours) (2003)
– Paul Newman – Estrada para Perdição (Road to Perdition) (2003)
– John C. Reilly – Chicago (Chicago) (2003)
– Christopher Walken – Prenda-me se For Capaz (Catch Me If You Can) (2003)

A maior aposta do prêmio era para Paul Newman, ator veterano que está em grande momento em “Estrada Para Perdição”, mas ainda assim Chris Cooper era o grande favorito e acabou levando o prêmio.

Melhor Atriz

– Salma Hayek – Frida (Frida) (2003)
– Nicole Kidman – As Horas (The Hours) (2003)
– Diane Lane – Infidelidade (Unfaithful) (2003)
– Julianne Moore – Far from Heaven (2003)
– Renée Zellweger – Chicago (Chicago) (2003)

“As Horas” passou a perna no favorito “Chicago” e levou mais um prêmio. Nicole Kidman levou o prêmio de melhor atriz, e foi merecido. Ano passado a atriz havia sido indicada pelo mesmo prêmio pela sua excelente atuação em “Moulin Rouge”, mas perdeu para Halle Berry, que também merecia o prêmio. A academia então deve ter tido uma crise de conciência e premiou a atriz este ano, mesmo com grandes estrelas, como Renée Zellweger.

Melhor Atriz Coadjuvante

– Kathy Bates – As Confissões de Schmidt (About Schmidt) (2003)
– Julianne Moore – As Horas (The Hours) (2003)
– Queen Latifah – Chicago (Chicago) (2003)
– Meryl Streep – Adaptação (Adaptation) (2003)
– Catherine Zeta-Jones – Chicago (Chicago) (2003)

Julianne Moore, que também tem uma indicação a melhor atriz era uma das favoritas, ao lado de Meryl Streep e de Catherine Zeta-jones. Uma grande briga para esta categoria, mas quem levou mesmo o prêmio foi Catherine, grávida do seu segundo filho.

Melhor Roteiro Original

– Todd Haynes – Far from Heaven (2003)
– Jay Cocks, Steve Zaillian e Kenneth Lonergan (roteiro) – Gangues de Nova York (Gangs of New York) (2003)
– Nia Vardalos – Casamento Grego (My Big Fat Greek Wedding) (2003)
– Pedro Almodóvar – Fale com Ela (Hable con Ella) (2003)
– Carlos Cuarón e Alfonso Cuarón – E Sua Mãe Também (Y Tu Mama Tambien) (2003)

O espanhol Pedro Almodóvar levou o Oscar de melhor roteiro original pelo elogiadíssimo “Fale com Ela”, uma forma de premiar o filme já que ele não pode ser indicado na categoria estrangeira.

Melhor Roteiro Adaptado

– Peter Hedges, Chris Weitz e Paul Weitz – Um Grande Garoto (About a Boy) (2003)
– Charlie Kaufman e Donald Kaufman – Adaptação (Adaptation) (2003)
– Bill Condon – Chicago (Chicago) (2003)
– David Hare – As Horas (The Hours) (2003)
– Ronald Harwood – O Pianista (The Pianist) (2003)

O Oscar de melhor roteiro adaptado tinha um grande preferido, o excelente Bill Condon de Deuses e Monstros, que conseguiu o que, segundo alguns, parecia impossível: transportar o musical Chicago para as telas. Mas quem ganhou mesmo foi Ronald Harwood, com uma história que a academia adora, sobre o Holocausto, e então “O Pianista” leva mais um prêmio para casa.

Melhor Canção

– ”I Move On”, de ”Chicago”, música de Ebb e Kander
– ”The Hands That Built America”, de ”Gangues de Nova York”, por U2
– ‘Father And Daughter”, de ”Os Thornberrys – O Filme”, por Paul Simon
– ”Lose Yourself”, de ”8 Mile – Rua das Ilusões”, por Eminem
– ”Burn It Blue”, de ”Frida”, música de Elliot Goldenthal

As três canções favoritas foram interpretadas e cantadas no Oscar deste ano. As Maiores apostas eram para a banda U2, para as músicas “I Move On” e “Burn It Blue”, mas quem levou o Oscar inesperado foi Eminem, com “Lose Yourself”. O Cantor foi o único que não quis se apresentar na premiação.

Mais um Oscar se passou, e a academia comemorou 75 anos de existência. Foi um belo ano, em meio a uma guerra, a premiação foi rápida, bonita, com várias surpresas, e digamos, esse foi ‘quase’ um ano justo.

 

Feito por: Renato Marafon

 

 

Todos os Injustiçados pelo Oscar

 

Não é de hoje que a Academia comete enganos ao entregar suas estatuetas – alguns atrozes, como dar o Oscar de melhor filme a Rocky!!, outros menos evidentes. Veja nesta matéria algumas das injustiças cometidas pela maior premiação do cinema mundial.

1941 –
M
elhor diretor: John Ford (Como era Verde o meu Vale)
Quem merecia: Orson Welles (Cidadão Kane)

Melhor filme: Como era Verde o meu Vale
Quem merecia: Cidadão Kane

Observações: Mais que o prêmio de melhor filme, “Cidadão Kane” merecia o prêmio de melhor diretor. Orson Welles inventou um novo conceito de cinema com esse filme. Talvez exatamente a esse fato se deva a não premiação de Welles como diretor. “Cidadão Kane” é um filme de vanguarda, e quando algo está a frente de seu tempo normalmente recebe o reconhecimento merecido tardiamente.

1950 –
Melhor atriz: Judy Holiday (Nascida Ontem)
Quem merecia: Bette Davis (A Malvada) ou Gloria Swanson (Crepúsculo dos Deuses)

Observações: Tem ano que é difícil. Neste por exemplo, todas as três atrizes citadas acima mereciam o prêmio. Gloria Swanson leva uma certa vantagem sobre as outras, mas não posso classificar o ano de 1950 como injusto.

1954 – Melhor atriz: Grace Kelly (Amar é Sofrer)
Quem merecia: Judy Garland (Nasce uma Estrela)

Observações: Quem já assistiu “Amar é Sofrer” e “Nasce uma Estrela” sabe o quão injusto foi entregar a estatueta de melhor atriz a Grace Kelly.

1956 –
Melhor filme : A Volta ao Mundo em 80 dias
Quem merecia: Assim Caminha a Humanidade

Melhor roteiro adaptado: S.J Perelman, James Poe e John Farrow (A Volta ao Mundo em 80 dias)
Quem merecia: Fred Guiol e Ivan Moffat (Assim Caminha a Humanidade)

Observações: Que ano criminoso! Entregar a estatueta de melhor filme a “A Volta ao Mundo em 80 Dias” no ano em que também concorria ao prêmio o excelente “Assim Caminha a Humanidade” é um absurdo. O mesmo vale para o roteiro.

1962 –
Melhor atriz: Anne Bancroft (O Milagre de Anne Sullivan)
Quem merecia: Bette Davis (O Que Terá Acontecido a Baby Jane?)

Observações: Bette Davis em “O Que Terá Acontecido a Baby Jane” tem uma das melhores interpretações de todos os tempos e certamente merecia um Oscar. Mas aqui acontece o seguinte: Anne Bancroft está ótima em “O Milagre de Anne Sullivan” (papel que ela já tinha interpretado no teatro) e Bette Davis já havia recebido 2 Oscar, talvez por esse motivo Bancroft tenha levado o prêmio. De qualquer maneira, Bette Davis está sensacional em Baby Jane.

1967 –
Melhor filme: No Calor da Noite
Quem merecia: A Primeira Noite de um Homem

Observações: Nesse caso a coisa é pessoal. “No Calor da Noite” é um ótimo filme, mas eu acho que “A Primeira Noite de um Homem” merecia o prêmio, o filme é excelente!

1969 –
Melhor ator: John Wayne (Bravura Indômita)
Quem merecia: Dustin Hoffman (Perdidos na Noite)

Observações: Depois de 40 anos de carreira (sem nunca ter ganho o Oscar) e sendo uma lenda viva do cinema, a Academia deu a John Wayne o prêmio de melhor ator mais como uma homenagem do que pela sua interpretação. Até é justificável, mas Dustin Hoffman como o tuberculoso Ratzo de “Perdidos na Noite” tem uma interpretação que certamente merecia um Oscar.

1971 –
Melhor ator: Gene Hackman (Operação França)
Quem merecia: Malcolm McDowell (Laranja Mecânica) – não foi indicado

Melhor diretor: William Friedkin (Operação França)
Quem merecia: Stanley Kubrick (Laranja Mecânica)

Melhor filme: Operação França
Quem merecia: Laranja Mecânica

Observações: “Operação França” é um ótimo filme, mas daí a ter levado os prêmios principais quando tinha “Laranja Mecânica” como concorrente é um absurdo. Mais absurdo ainda é o fato de Malcolm McDowell não ter sido nem ao menos indicado ao Oscar de melhor ator, quando ele não só merecia a indicação como também a estatueta. A direção de Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica” é incomparavelmente superior a de William Friedkin em “Operação França”. Coisas do Oscar…

1974 –
Melhor ator: Art Carney (O Amigo de Tonto)
Quem merecia: Al Pacino (O Poderoso Chefão II)

Observações: Al Pacino está brilhante nesse filme. Ele não ter ganho o Oscar é muito injusto. Anos mais tarde ele viria a ganhar o prêmio de melhor ator com “Perfume de Mulher”, reconhecimento tardio da Academia a um ator excepcional.

1976 –
Melhor diretor: John G. Avildsen (Rocky, um Lutador)
Quem merecia: Sidney Lumet (Rede de Intrigas)

Melhor filme: Rocky, um Lutador
Quem merecia: Rede de Intrigas, Todos os Homens do Presidente ou Taxi Driver (qualquer um, menos Rocky…)

Observações: Precisa comentar uma loucura dessas??

1977 –
Melhor atriz: Diane Keaton (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa)
Quem merecia: Sophia Loren (Um Dia Muito Especial) – não foi indicada

Melhor filme estrangeiro: Madame Rosa, a Vida à sua Frente (França)
Quem merecia: Um Dia Muito Especial (Itália)

Observações: Sophia Loren está deslumbrante em “Um Dia Muito Especial”. Tudo bem que 77 era o ano de “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (um excelente filme em que Diane Keaton está ótima), mas Sophia merecia se não o prêmio, ao menos uma indicação.

1979 –
Melhor ator: Dustin Hoffman (Kramer vs. Kramer)
Quem merecia: Peter Sellers (Muito Além do Jardim)

Melhor diretor: Robert Benton (Kramer vs. Kramer)
Quem merecia: Francis Ford Coppola (Apocalypse Now)

Melhor filme: Kramer vs. Kramer
Quem merecia: Apocalypse Now

Observações: Dustin Hoffman está excelente em “Kramer vs. Kramer”, mas Peter Sellers como o jardineiro inocente de “Muito Além do Jardim” dá um show naquela que pra mim é sua melhor interpretação. Com relação aos prêmios de melhor diretor e melhor filme é indiscutível a superioridade de Francis Ford Coppola e seu “Apocalypse Now”. Coppola já havia ganho o Oscar anteriormente com o Poderoso Chefão II, e talvez por isso o prêmio tenha ido para Robert Benton.

1981 –
Melhor filme: Carruagens de Fogo
Quem merecia: Os Caçadores da Arca Perdida

Observações: “Carruagens de Fogo” foi a grande surpresa do Oscar de 1981. “Os Caçadores da Arca Perdida” é um filme muito melhor, mas nunca receberia o Oscar por ser um filme pipoca, tipo de filme que a Academia jamais iria premiar. (É meio inexplicável, mas há quem diga que premiar um blockbuster tira a seriedade de uma premiação… Eu acredito que quando um filme é bom não interessa se ele é blockbuster ou de arte, é bom e fim. Além do mais, a Academia não é tão séria assim, se fosse não teria cometido tantos equívocos.)

1982 –
Melhor ator: Ben Kingsley (Gandhi)
Quem merecia: Dustin Hoffman (Tootsie)

Melhor filme: Gandhi
Quem merecia: Tootsie

Observações: Ben Kingsley está ótimo em “Gandhi”, mas Dustin Hoffman travestido de mulher em “Tootsie” está melhor, o fato dele não ter levado o Oscar é quase criminoso. Tá certo que Hoffman já tinha ganho um Oscar por Kramer vs. Kramer, mas ele também merecia por “Tootsie”. Aliás, o filme também merecia o Oscar.

*Nota: melhor atriz coadjuvante: Jessica Lange (Tootsie) – Em 82, Jessica Lange concorreu nas categorias de melhor atriz (pela sua brilhante atuação em “Frances”) e melhor atriz coadjuvante (Tootsie). Quem levou o prêmio de melhor atriz foi Meryl Streep (espetacular em “A Escolha de Sofia”). Como as duas mereciam o prêmio de melhor atriz, devem ter dado esse de atriz coadjuvante como consolação para Jessica (não que ela esteja mal em “Tootsie”, ela está muito bem, apenas o fato de não ter sido soterrada pela fantástica atuação de Dustin Hoffman já indica que ela estava bem, mas de qualquer maneira acho que “Frances” contribuiu um pouco pra que Jessica Lange levasse esse Oscar de atriz coadjuvante).

1985 –
Melhor atriz: Geraldine Page (O Regresso para Bountiful)
Quem merecia: Whoopi Goldberg (A Cor Púrpura)

Melhor roteiro adaptado: Kurt Luedtke (Entre Dois Amores)
Quem merecia: Menno Meyjes (A Cor Púrpura)

Observações: Inexplicavelmente “A Cor Púrpura” foi indicado a 11 Oscar e não ganhou nenhum. Com relação ao prêmio de melhor atriz; “A Cor Púrpura” foi o primeiro filme de Whoopi e talvez por isso o Oscar tenha ido para uma atriz mais conhecida.

Sobre o roteiro; “Entre Dois Amores” tem uma boa história , mas “A Cor Púrpura” merecia muito mais esse prêmio.

1990 –
Melhor diretor: Kevin Costner (Dança com Lobos)
Quem merecia: Martin Scorsese (Os Bons Companheiros)

Melhor roteiro adaptado: Michael Blake (Dança com Lobos)
Quem merecia: Donald E. Westlake (Os Imorais)

Observações: a Academia adora premiar atores/diretores. “Dança com Lobos” é um filme bonito e por isso mesmo mereceu o Oscar de melhor filme, mas melhor diretor e melhor roteiro adaptado já é exagero.

1993 –
Melhor ator coadjuvante: Tommy Lee Jones (O Fugitivo)
Quem merecia: Leonardo Di Caprio (Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador)

Observações: Esse Oscar ganho pelo Tommy Lee Jones é um enigma. Não consigo descobrir o que ele fez de tão bom em “O Fugitivo” para merecer o prêmio. Já Leonardo Di Caprio em “Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador” está soberbo como o jovem doente mental.

1995 –
Melhor diretor: Mel Gibson (Coração Valente)
Quem merecia: Martin Scorsese (Casino) – não foi indicado

Observações: Mais uma vez a Academia premiou um ator/diretor. Nesse caso a coisa é muito mais grave do que foi em 1990 com “Dança com Lobos” de Kevin Costner. “Coração Valente” é um filme muito inferior ao de Costner. Dar a Mel Gibson o Oscar de melhor diretor e nem sequer indicar Martin Scorsese por “Casino” é uma dessas coisas malucas que a Academia faz.

1996 –
Melhor ator coadjuvante: Cuba Gooding Jr. (Jerry Maguire)
Quem merecia: William H. Macy (Fargo) ou Willem Dafoe (O Paciente Inglês) – ele não foi indicado.

Melhor diretor: Anthony Minghella (O Paciente Inglês)
Quem merecia: Milos Forman (O Povo Contra Larry Flint)

Melhor filme: O Paciente Inglês
Quem merecia: Fargo

Observações: Que ano horrível! “O Paciente Inglês” ganhou 9 Oscar que eu simplesmente não consigo explicar. (na verdade, o único Oscar que “O Paciente Inglês” merecia era o de ator coadjuvante para Williem Dafoe, mas ele nem sequer foi indicado) . Deixar “Fargo” de lado para dar a estatueta de melhor filme a “O Paciente Inglês” é um absurdo. Dar o Oscar de melhor diretor para Anthony Minghella e não para o Milos Forman é outro absurdo. O Oscar de Cuba Gooding Jr. é uma bobeira sem tamanho.

*Nota: Courtney Love deveria ao menos ter sido indicada ao Oscar por sua interpretação em “O Povo Contra Larry Flint”.

1997 –
Melhor ator coadjuvante: Robbin Williams (Gênio Indomável)
Quem merecia: Greg Kinnear (Melhor é Impossível) ou Burt Reynolds (Boogie Nights)

Melhor atriz coadjuvante: Kim Bassinger (Los Angeles – Cidade Proibida)
Quem merecia: Julianne Moore (Boogie Nights)

Melhor roteiro original: Ben Affleck e Matt Damon (Gênio Indomável)
Quem merecia: Markus Andrus e James L. Brooks (Melhor é Impossível) ou Paul Thomas Anderson (Boogie Nights)

Observações: Entre Robin Williams e Greg Kinnear/Burt Reynolds, os dois últimos estavam indiscutivelmente mais aptos ao Oscar de ator coadjuvante. O Oscar da Kim Bassinger até que não é tão absurdo. Ela está bem em “Los Angeles – Cidade Proibida”, mas Julianne Moore está muito melhor em “Boogie Nights”. O Oscar de roteiro também deveria ter ido para “Boogie Nights”, mas novamente surge a bobeira de dar o prêmio a atores “versáteis”, nesse caso dois pseudo-roteiristas.

1998 –
Melhor ator: Roberto Benigni (A Vida é Bela)
Quem merecia: Edward Norton (A Outra História Americana) ou Ian McKellen (Deuses e Monstros)

Melhor atriz: Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado)
Quem merecia: Fernanda Montenegro (Central do Brasil) ou Cate Blanchett (Elizabeth)

Melhor filme estrangeiro: A Vida é Bela (Itália)
Quem merecia: Central do Brasil (Brasil)

Observações: Entregar a Roberto Benigni um Oscar de melhor ator quando poderia ter-se entregue esse Oscar a Edward Norton ou Ian Mckellen é uma loucura. O fato da insosa Gwyneth Paltrow ter levado o prêmio de melhor atriz é o indicador de que as vezes os membros da Academia são tomados por algum tipo de surto de dêmencia. Quanto ao Oscar de filme estrangeiro; “A Vida é Bela” é um filme bonito, emocionante e tal, mas pelo amor de Deus, “Central do Brasil” é infinitamente melhor! – e isso não é puxa-saquismo de brasileira não.

1999 –
A triz coadjuvante: Angelina Jolie (Garota Interrompida)
Quem merecia: Samantha Morton (Poucas e Boas)

Melhor canção: You´ll Be in my Heart (Phil Collins para Tarzan)
Quem merecia: Save Me (Aimee Mann para Magnolia)

Observações: 99 foi um ano muito difícil. “Beleza Americana” e “Magnolia” estavam concorrendo. Como os dois são excelentes, até entendo que os prêmios tenham ido para o primeiro (mas deixo aqui o meu protesto: Magnolia é um filme injustiçado, deveria ter sido indicado pra todas as categorias principais) Não dar o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Samantha Morton (ótima como a namorada muda de Sean Penn em “Poucas e Boas”) deve ter sido decorrência de um retardamento momentâneo que atingiu os membros da Academia. A música “Save Me” de Aimee Mann merecia o Oscar muito mais que a boboca “You´ll be in my Heart” de Phil Collins. (não que essa tenha sido a injustiça do século, ou que um Oscar de melhor canção faça muita diferença, mas aqui eu tinha que dar uma puxadinha de saco pro Magnolia…)

2000 –
Melhor ator: Russe Crowe (Gladiador)
Quem merecia: Javier Bardem (Antes do Anoitecer)

Melhor atriz: Julia Roberts (Erin Brockovich)
Quem merecia: Ellen Burstyn (Réquiem para um Sonho)

Melhor filme: Gladiador
Quem merecia: Traffic

Observações: Um dos maiores crimes já cometidos pela Academia foi ter dado a Russel Crowe o Oscar de melhor ator ao invés de dar o prêmio a Javier Bardem que está espetacular em “Antes do Anoitecer”. Julia Roberts tem a melhor interpretação de sua vida em “Erin Brockovich”, mas a Academia teria sido muito mais justa se tivesse entregue o Oscar a Ellen Burstyn que está excelente em “Réquiem para um Sonho”. O Oscar de melhor filme para “Gladiador” é outra besteira que eu não consigo explicar.

*Nota: É impossível explicar como em sã consciência a Academia teve a coragem de dar o Oscar de melhor filme para “Gladiador” e nem sequer indicar os ótimos “Billy Elliot” e “Conte Comigo”.

2001 –
Melhor diretor: Ron Howard (Uma Mente Brilhante)
Quem merecia: Baz Luhrman (Moulin Rouge) – não foi indicado

Melhor filme: Uma Mente Brilhante
Quem merecia: Moulin Rouge

Melhor montagem: Pietro Scalia (Falcão Negro em Perigo)
Quem merecia: Jill Bilcock (Moulin Rouge)

Melhor roteiro original: Julian Fellowes (Assassinato em Gosford Park)
Quem merecia: Christopher Nolan (Amnésia)

Melhor filme estrangeiro: Terra de Ninguém (Bósnia)
Quem merecia: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (França)

Observações: “Uma Mente Brilhante” concorrer ao Oscar de melhor filme com “Moulin Rouge” e ganhar é uma coisa que eu nunca vou entender. Baz Luhrman não ter sido indicado ao Oscar de melhor diretor é uma loucura. “Falcão Negro em Perigo” levar a estatueta de melhor montagem estando concorrendo com “Moulin Rouge” é outra coisa sem sentido. Quanto ao roteiro; “Amnésia” é incrivelmente melhor do que “Assassinato em Gosford Park”. “Amnésia” é inteligente e original enquanto “Assassinato em Gosford Park” é um amontoado de clichês. O prêmio de melhor filme estrangeiro é uma coisa bem pessoal, eu acho “Amélie” mais legal que “Terra de Ninguém” e pronto.

Concluindo: Acima de ser uma séria premiação do cinema mundial, o Oscar é uma festa americana feita pra prestigiar americanos (eventualmente estrangeiros pelos quais os americanos caem de paixão – vide Roberto Benigni), a esse fato podem ser atribuídas algumas injustiças já cometidas pela Academia. De qualquer maneira, a premiação do Oscar dá nova dimensão a carreira daqueles que são agraciados com a cobiçada estatueta. Depois de ganhar um Oscar o “valor de mercado” de um ator sobe, um diretor passa a ser mais respeitado, um filme faz fortuna. O Oscar é o único prêmio que alavanca mundialmente o prestígio de seus premiados. E é exatamente pela visibilidade mundial que o Oscar gera (independente do fato de ser uma premiação séria e imparcial) que toda a indústria cinematográfica corre atrás da estatueta dourada. A nós, fãs de cinema, só resta esperar pela premiação do ano que vem e torcer para que ela corresponda as nossas expectativas.

*apesar dos erros, ao longo de sua história o Oscar contabiliza muito mais acertos do que enganos.

*grande parte das injustiças citadas são estritamente pessoais.

 

Feito por: Juliana de Paula

 

 

O Que é a Matrix?

 

‘A Teoria da Matrix
 

Muitas pessoas assistiram o primeiro ‘Matrix’ e demoraram algum tempo para entender do que se travava a teoria do filme, e o que era realmente a ‘Matrix’. Eu fui uma delas. Agora muitas pessoas estão sem entender realmente a teoria do segundo filme, a qual eu achei um pouquinho mais complicada, mas vamos tentar explicar à vocês o que nós achamos e a nossa teoria sobre a teoria do filme.

A teoria do primeiro filme:

  • No ano de 2999, aproximadamente, nós humanos, começamos a destruir nosso próprio planeta (ou melhor, terminamos de destruí-lo), na guerra entre os humanos e as máquinas. Nós explodiram bombas nucleares, gerando uma nuvem de poeira para impedir a chegada de raios solares cortando uma fonte de energia renovável, o que levaria a extinção das máquinas (não me pergunte como eles não pensaram em outras energias renováveis independentes do sol como vento ou água). (enviado pelo leitor Carlos Eduardo)
  • Antes de conseguir esta proeza, nós haviamos criado a I.A., ou seja, a Inteligência Artificial. Alguns acham díficil a criação de máquinas que possam pensar e ter reações próprias, mas na realidade não é, e após algumas pesquisas e palestras, nós descobrimos que realmente já existem bonecos que tem a capacidade de tomar decisões próprias, vamos imaginar como conseguiram isto: Todo ser humano pode escolher entre vários caminhos para seguir e tomar um deles, ou nenhum, assim como na cena em que NEO está conversando com o Arquiteto (Criador da Matrix), e nos milhares de monitores demonstram o que ele poderia estar dizendo, e ele acaba escolhendo uma das opções para dizer, sendo que todos os caminhos que ele poderia escolher já estavam escritos, ele que tomou a decisão de seguir pelo caminho que acabou seguindo. Esta é a teoria da I.A., usar o que eles chamam de ‘if’, ‘and if’ e ‘else if’, ou seja, ‘se’, ‘ou se’ e ‘caso contrário se’. Com isso, os programadores conseguem trilhar vários caminhos para o boneco seguir.
  • Com a I.A. e o fim da energia solar, começou uma batalha entre as máquinas e os humanos, e de uma maneira inexplicável (ou talvez explicável, levando em conta que alguns humanos estavam ao lado das máquinas nesta batalha), as máquinas venceram e acabaram nos aprisionando dentro delas, após descobrir que o ser humano produzia uma carga de energia diária gigantesca, e que poderia ser usado como espécie de bateria para que as máquinas pudessem continuar a existir.
  • Foi criada então a ‘Matrix’, uma máquina que simula uma realidade virtual para que os humanos não saibam que estão presos dentro de uma realidade virtual, e que eles fazem sua mente imaginar que está vivendo em um mundo real, enquanto o seu corpo está deitado dentro de uma câmara com um liquido e conectado a vários fios que puxam a sua energia.
  • Os sobreviventes da guerra entre as máquinas e os homens criaram a cidade de ‘Zion’, uma cidade que se encontra no núcleo da terra e é eternamente procurada pelos sentinelas, robôs da ‘Matrix’ que destroem as naves.
  • Neo é, na verdade, a reencarnação do único homem que conseguia enxergar o código da ‘Matrix’ e alterar ele da maneira que quiser, ou seja, dentro da realidade virtual ele pode fazer o que quiser, sem barreiras.

A teoria do Segundo filme:

  • Na verdade a primeira versão da ‘Matrix’ não foi aceita pelos humanos, pois era perfeita demais, sem problemas, guerras, pressa, violência, e foi isso que desencadeou a fúria das máquinas e a guerra entre os humanos e elas. Após vencerem, as máquinas criaram uma ‘Matrix’ mais imperfeita, e aprisionaram os humanos, fazendo-os esquecer de tudo o que aconteceu e voltar ao ano de 1999, onde o mundo ainda era da maneira que ‘vemos’ hoje.
  • A ‘Matrix’ já passou por seis reformulações, assim como programas como o ‘Windows’, em cada reformulação havia um predestinado, como o NEO, que tinha a missão de selecionar apenas 23 humanos que vivem fora da ‘Matrix’, divididos entre homens e mulheres, para que comece tudo de novo, e a ‘Matrix’ é aprimorada e os erros que foram encontrados nesse tempo são concertados, assim como um ‘Update’.
  • Os outros humanos fora da ‘Matrix’ serão mortos, e a cidade de ‘Zion’ será destruída, e a missão dos 23 sobrevivente é reconstruir a cidade e povoá-la novamente, pois se ‘Zion’ continuasse a crescer a ‘Matrix’ estaria ameaçada.
  • O Oráculo é um programa da ‘Matrix’, ou melhor, a mãe da ‘Matrix’, é um programa com vontade própria que tem o dom de encontrar e concertar todos os problemas dentro da ‘Matrix’.
  • Mesmo após a rebelião das máquinas, o segundo filme mostra que os seres humanos ainda tem que usá-las, como é mostrado na cena em que se passa dentro de ‘Zion’, onde uma máquina controla a água e outra cria o ‘Oxigênio’ necessário para a nossa sobrevivência. Nós temos controle sobre as máquinas, mas as mesmas exercem o mesmo controle sobre nós. Se nós as desligarmos, morremos, se elas nos matar-nos, elas param de funcionar por falta de manutenção ou energia.

Durante a conversa de NEO com O ARQUITETO, muitas pessoas não conseguiram entender direito devido a velocidade que as informações e teorias foram passadas (muitos da equipe passaram por isso), se você não conseguiu captar a teoria ou entender direito, segue abaixo o diálogo todo:

O Arquiteto – Olá Neo.

Neo – Quem é você?

O Arquiteto – Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Eu estava esperando por você. Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e algumas delas não. De forma concordante, enquanto sua primeira pergunta talvez seja a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também irrelevante.

Neo – Por que eu estou aqui?

O Arquiteto – Sua vida é uma soma de um resíduo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, a qual, apesar de meus mais sinceros esforços, sou incapaz de eliminar do que é, de outra forma, uma harmonia de precisão matemática. Enquanto isto continua sendo uma aflição a ser aplicadamente evitada, ela não é inesperada, e dessa forma não está além de uma medida de controle. E foi isso que, inexoravelmente, trouxe você aqui.

Neo – Você não respondeu a minha pergunta.

O Arquiteto – Correto. Interessante. Você foi mais rápido que os outros.

(É então que aparece nos monitores o que NEO poderia ter dito ou feito: Outros? Que Outros? Quantos? Responda-me!)

O Arquiteto – A Matrix é mais antiga do que você imagina. Eu prefiro começar a partir do surgimento de uma única anomalia integral até o surgimento da próxima, e neste caso, esta é a sexta versão.

(Novamente aparece nos monitores o que NEO poderia ter dito:Cinco versões? Três? Eu tenho sido enganado também. Isso é mentira!)

Neo – Há apenas duas possíveis explicações: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe nada.

O Arquiteto – Certamente. Como você está indubitavelmente captando, a anomalia é sistemática, criando flutuações até mesmo nas equações mais simplistas.

(Demonstra então nos monitores a violência que NEO poderia ter usado: Você não pode me controlar! Dane-se! Vou matar você! Você não pode me obrigar a fazer nada!)

Neo – Escolha. O problema é escolha.

O Arquiteto – A primeira Matrix que eu projetei era naturalmente perfeita, era uma obra de arte, sem defeitos, sublime. Um triunfo igualado somente por sua monumental falha. A inevitabilidade de sua perdição é evidente para mim agora como uma conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Dessa forma, eu a reprojetei baseada na história humana para refletir, com mais precisão, os variantes aspectos grotescos de sua natureza. No entanto, eu fui novamente frustrado pela falha. Desde então, comecei a entender que a resposta me iludiu porque ela requeria uma mente menor, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Dessa forma, a resposta se colocou no caminho de outra, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psiquê humana. Se eu sou pai da Matrix, ela seria, sem dúvidas, sua mãe.

Neo – O Oráculo.

O Arquiteto – Por favor. Como eu estava dizendo, ela se colocou no caminho de uma solução, segundo a qual aproximadamente 99,9% de todas as pessoas testadas aceitaram o programa, desde que fosse dada a elas uma escolha, mesmo se elas estivessem cientes dessa escolha em um nível quase inconsciente. Enquanto essa resposta funcionou, ela era obviamente defeituosa em sua essência, criando, dessa forma, a contraditória anomalia sistemática, que, se não for verificada, pode ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, enquanto uma minoria, se não forem verificados, podem constituir uma probabilidade agravante de desastre.

Neo – Isto é sobre Zion.

O Arquiteto – Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída. Cada um de seus habitantes exterminados, sua existência inteira erradicada.

Neo – Mentira!

O Arquiteto – A negação é a mais previsível das reações humanas. Mas, tenha certeza, esta será a sexta vez que destruímos Zion, e temos nos tornado excessivamente eficientes nisto.

O Arquiteto – A função do Predestinado é agora retornar à Fonte, permitindo uma disseminação temporária do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Depois disso, você terá que escolher 23 indivíduos da Matrix, 16 mulheres, 7 homens, para reconstruir Zion. A falha no cumprimento deste processo vai resultar em uma cataclismática queda do sistema, matando todos que estão conectados à Matrix, o que, aliado à exterminação de Zion, resultará finalmente na extinção de toda a raça humana.

Neo – Você não vai deixar isso acontecer, você não pode. Você precisa dos humanos para sobreviver.

O Arquiteto – Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. No entanto, a questão relevante é se você está ou não pronto para aceitar a responsabilidade pela morte de cada ser humano neste mundo

(O Arquiteto pressiona um botão em uma caneta e imagens de pessoas de toda a Matrix aparecem nos monitores.)

O Arquiteto – É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores foram projetados baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que foi feita para criar uma profunda ligação ao restante de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Enquanto os outros viveram isso de uma maneira comum, a sua experiência é muito mais específica. Amor.

(Imagens de Trinity lutando contra o Agente e caindo do prédio)

Neo – Trinity.

O Arquiteto – A propósito, ela entrou na Matrix para salvá-lo ao custo da própria vida.

Neo – Não!

O Arquiteto – O que nos trás, enfim, ao momento da verdade, onde a falha fundamental é finalmente expressada e a anomalia revelada tanto como um início e um fim. Existem duas portas. A porta à sua direita leva à Fonte, e à salvação de Zion. A porta à sua esquerda leva de volta à Matrix, a ela, e ao final de sua espécie. Como você adequadamente colocou, o problema é escolha. Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não sabemos? Eu já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o princípio da emoção, projetada especificamente para sobrepujar lógica e razão. Uma emoção que já está lhe cegando da simples e óbvia verdade: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir isto.

(Neo caminha à saida)

O Arquiteto – Esperança, a ilusão humana quintessencial, simultaneamente a fonte de sua maior força, e sua maior fraqueza.

Neo – Se eu fosse você, torceria para não nos encontrarmos novamente.

O Arquiteto – Isto não acontecerá.

O Que esperar do terceiro filme:

  • Seria Neo apenas uma simulação da ‘Matrix’ para cumprir sua tarefa de retirar 23 pessoas de ‘Zion’ antes que ela seja destruida ou um ser humano real?
  • O oráculo está do nosso lado ou ainda é fiel as máquinas e ao seu criador?
  • O ‘Arquiteto’ era um ser humano ou uma manifestação da ‘Matrix’, como um programa de inteligência própria?
  • ‘Zion’ será destruída?
  • Terá Neo que escolher entre a morte dos humanos que ainda estão presos dentro da ‘Matrix’ ou a morte dos que estão fora dela?
  • Não seria ‘Zion’ uma simulação da própria ‘Matrix’ para abrigar as pessoas que não aceitaram ficar dentro do programa?

Se prepare para a Ação! Abra sua Mente! Estariamos mesmo dentro de uma máquina?

Feito por: Renato Marafon

 

 

Aquecimento Matrix

 

‘Aquecimento Matrix’
 

Depois de três anos do surgimento do universo Matrix, vencedor de quatro Oscars e sucesso de bilheteria de 1999 – batendo o recorde até então com US$ 460 milhões no mundo todo – a Warner traz muitas novidades para os fãs que aguardaram tanto tempo.

O sucesso do primeiro filme trouxe, não apenas uma, mas duas sequências, que mostrarão a guerra dos humanos contra

as máquinas, que nos mantém presos dentro delas forjando em nosso cerébro uma realidade fictícia.

Mas o que acontece quando você sai desta realidade, e como em um jogo de computador, aprende a manipular a própria máquina? Você pode voar como o Superman, lutar como ‘As Panteras’ e muito mais.

Matrix Reloaded’ estreou no Brasil com este mesmo nome no dia 23 de Maio e ‘Matrix Reloaded’, que também chega por aqui com o mesmo nome, estreia no dia 5 de Novembro aqui e em todo o mundo, prometendo finalizar a sequência que promete ser o maior sucesso de todos os tempos!

Se prepare para a Ação! Abra sua Mente! Estariamos mesmo dentro de uma máquina?


O Primeiro Filme

“Ninguém pode dizer o que a Matrix é… você tem que vê-la por si mesmo.”

Existem duas realidades: uma que consiste na vida que levamos todos os dias e, outra, no que está por trás disso.

Uma é um sonho. A outra é a “Matrix”.

“Neo, você já teve um sonho que achasse que foi real? E se você fosse incapaz de acordar desse sonho, Neo? Como saberia diferenciar o mundo do sonho do mundo real?”

Neo (KEANU REEVES) está procurando desesperadamente a verdade sobre a “Matrix” – algo que ele ouviu através de sussurros – algo misterioso e desconhecido -, algo que, Neo tem certeza, exerce um controle impensável e sinistro sobre a sua vida.

O que é “Matrix”?

Neo acredita que Morpheus (LAURENCE FISHBURNE), uma pessoa que ele conhece apenas através da lenda, uma figura fugitiva considerada o homem vivo mais perigoso, pode dar-lhe a resposta.

Tudo que ofereço é a Verdade.

Uma noite, Neo é contatado por Trinity (CARRIE-ANNE MOSS), uma bela estranha que o leva para um outro mundo, um submundo onde ele finalmente encontra Morpheus e descobre, sozinho, a verdade sobre “Matrix”.

Ninguém lhe contará o que é “Matrix”. Você tem que descobrir sozinho.

Lá, Neo depara-se com outra pergunta, tão perplexa quanto a primeira:
Será que ele é Ele?

Antes que consiga compreender o que isso significa, Neo tem certeza de que a resposta é “não”. Alguns, como o colega de Morpheus, Cypher (JOE PANTOLIANO), concordam. Outros, não têm muita certeza.

Há, ainda, aqueles que protegem a “Matrix”. Liderados pelo obstinado e, literalmente, indomável Agente Smith (HUGO WEAVING), eles têm métodos para obter informações que surpreendem e aterrorizam.

De que serve uma ligação de telefone se você é incapaz de falar?

Neo, Morpheus e Trinity precisam lutar brutalmente por suas vidas contra esse bando poderoso para encontrarem as respostas que procuram, para entenderem seus papéis nesse drama épico que se desdobra em volta deles, para conhecerem suas verdadeiras forças e para reconhecerem seus destinos.

Armas. Muitas armas.

Cada movimento, cada segundo, cada pensamento é crucial se quiserem se libertar da “Matrix” e da existência que ela representa.

O Segundo Filme

Matrix Reloaded, o segundo episódio da trilogia dos irmãos Wachowski que veio para revolucionar o cinema, será exibido em 15 de maio no Festival de Cannes. Elenco, diretores e o produtor Joel Silver estarão na França para o lançamento mundial do filme, que estreia simultaneamente nos cinemas norte-americanos e chega ao Brasil em 23/5.

 

A saga prossegue com o elenco formado por Keanu Reeves (Neo), Carrie-Anne Moss (Trinity), Laurence Fishburne (Morpheus) e Hugo Weaving (agente Smith). Entre as novidades estão a personagem Niobe (Jada Pinkett Smith), como a ex-namorada de Morpheus, e a replicação do agente computadorizado Smith. A direção e o roteiro continuam a cargo de Larry e Andy Wachowski.

 

Depois de três anos do surgimento do universo Matrix, vencedor de quatro Oscars e sucesso de bilheteria de 1999 – batendo o recorde até então com US$ 460 milhões no mundo todo – a Warner traz muitas novidades para os fãs que aguardaram tanto tempo.

Além das seqüências Matrix Reloaded e Matrix Revolutions (previsto para novembro de 2003), nove capítulos de curtas de animação compõem a série Animatrix, uma fusão inédita da tecnologia CGI com os “animés” japoneses que consumiu mais de três anos em estúdios no Japão, Coréia e Estados Unidos. Esta série mergulha mais profundamente no mundo de Matrix e de seus habitantes.

 

Quatro desses episódios estão disponíveis gratuitamente no site www.thematrix.com, antes mesmo do lançamento de Matrix Reloaded: O Segundo Renascer – Parte 1, Coração de Soldado, Uma História de Detetive e O Segundo Renascer – Parte 2 (que será disponibilizado em maio).

 

O lançamento em VHS e DVD, no Brasil, será em 3 de junho, entre a estreia dos dois filmes nos cinemas. Antes será possível conferir o episódio O Vôo Final de Osiris – primeiro curta da série – que acompanhará o thriller sobrenatural O Apanhador de Sonhos, baseado na obra de Stephen King, com estreia em 18 de abril.

 

Também em 15 de maio, a Infogrames/Atari vai lançar mundialmente o game Enter The Matrix, roteirizado pelos diretores do filme, para PC, Playstation 2, Gamecube e Xbox. O game mantém as vozes dos atores do filme e traz legendas em português. Mesclando a ação de O Vôo Final de Osíris ao roteiro de Matrix Reloaded, Enter The Matrix revela aspectos da história não retratados no filme. Serão 25 horas de jogo até completar todas as fases.

 

Depois de tudo isso será impossível escolher a pílula azul!!!

O Terceiro Filme

Matrix Revolutions, o terceiro episódio da trilogia dos irmãos Wachowski, já é o filme mais esperado do ano, e irá estrear por aqui no dia 5 de Novembro deste ano.

Desta vez, o maior problema de Neo não será somente salvar a humanidade, ele terá que combater o Agente Smith, que desenvolveu os mesmos poderes que ele.
Smith pode voar, lutar como Neo, e destruir Zion, já que ele se tornou como um vírus dentro da Matrix, e somente Neo poderá detê-lo.

Paralelamente a isto, os humanos livres lutam para salvar Zion do ataque das máquinas.

 

Curiosidades do Filme

O filme conta com os efeitos especiais mais complicados (e caros) de Hollywood como o bullet time, que congela a cena e dá um giro por ela. É um filme muito bonito e os efeitos não roubam a cena. Outra coisa interessante é que não foram usados dubles. Isso fez com que Reaves tivesse que imobilizar o pescoço, Weaving sentisse dores no quadril e teve que ser operado e Moss torcesse o tornozelo. Weaving também machucou o punho e quebrou duas costelas.

Antes de chamarem Keanu Reaves, os diretores tentaram Leonardo Di Caprio, Will Smith e Brad Pitt. Eles devem estar se roendo ate agora por não terem aceito o papel afinal, o filme foi a sensação do verão americano arrecadando mais de 400 milhões de dólares.

Para participar das sequências de Matrix o ator Keanu Reeves recebeu US$ 30 milhões mais 15% da arrecadação de ambos os filmes nos cinemas, mas como o orçamento ficou muito alto, o ator acabou abrindo mão de parte de seu salário.

Uma sequência de luta de 17 minutos do segundo filme custou cerca de US$ 40 milhões aos produtores.

O ator Keanu Reaves define o filme desta maneira: ”Matrix é sobre amor, evolução, fé, animação japonesa, estruturas místicas, perguntas, questionamentos, conhecimento, autoridade, sistemas e ordem”.

Matrix Reloaded foi rodado simultaneamente a Matrix Revolutions, com os filmes sendo lançados nos cinemas americanos com a diferença de 6 meses entre eles. Ambos os filmes levaram 4 anos para serem concluídos, entre pré-produção, filmagens e pós-produção.

O orçamento de Matrix Reloaded foi de US$ 127 milhões.

As filmagens das duas sequências de Matrix duraram mais de 200 dias.

Os atores Jet Li, Jean Reno, Benjamin Bratt, Michelle Yeoh, Françoise Yip, Samantha Mumba e Ray Park chegaram a estar cotados para atuar nas sequências de Matrix.

Inicialmente seria a atriz e cantora Aaliyah quem interpretaria a personagem Zee, até seu falecimento em um acidente aéreo em 25 de agosto de 2001, ela já havia gravado várias cenas, mas foi substituída.

No que parecia ser uma onda de mortes em torno aos filmes ‘Matrix’, A atriz Gloria Foster faleceu em meio às filmagens das sequências de Matrix. Ela já havia rodada a maior parte de suas cenas em Matrix Reloaded, mas não havia ainda rodado cena alguma de The Matrix Revolutions, os diretores disseram que irão fazer a atrix mudar seu fisíco, já que ela pode fazer o que quiser dentro da Matrix.

Assista ao Trailer de ‘Matrix Revolutions’ agora!

‘A Teoria da Matrix’
 

Muitas pessoas assistiram o primeiro ‘Matrix’ e demoraram algum tempo para entender do que se travava a teoria do filme, e o que era realmente a ‘Matrix’. Eu fui uma delas. Agora muitas pessoas estão sem entender realmente a teoria do segundo filme, a qual eu achei um pouquinho mais complicada, mas vamos tentar explicar à vocês o que nós achamos e a nossa teoria sobre a teoria do filme.

A teoria do primeiro filme:

  • No ano de 2999, aproximadamente, nós humanos, começamos a destruir nosso próprio planeta (ou melhor, terminamos de destruí-lo), na guerra entre os humanos e as máquinas. Nós explodiram bombas nucleares, gerando uma nuvem de poeira para impedir a chegada de raios solares cortando uma fonte de energia renovável, o que levaria a extinção das máquinas. (enviado pelo leitor Carlos Eduardo)
  • Antes de conseguir esta proeza, nós haviamos criado a I.A., ou seja, a Inteligência Artificial. Alguns acham díficil a criação de máquinas que possam pensar e ter reações próprias, mas na realidade não é, e após algumas pesquisas e palestras, nós descobrimos que realmente já existem bonecos que tem a capacidade de tomar decisões próprias, vamos imaginar como conseguiram isto: Todo ser humano pode escolher entre vários caminhos para seguir e tomar um deles, ou nenhum, assim como na cena em que NEO está conversando com o Arquiteto (Criador da Matrix), e nos milhares de monitores demonstram o que ele poderia estar dizendo, e ele acaba escolhendo uma das opções para dizer, sendo que todos os caminhos que ele poderia escolher já estavam escritos, ele que tomou a decisão de seguir pelo caminho que acabou seguindo. Esta é a teoria da I.A., usar o que eles chamam de ‘if’, ‘and if’ e ‘else if’, ou seja, ‘se’, ‘ou se’ e ‘caso contrário se’. Com isso, os programadores conseguem trilhar vários caminhos para o boneco seguir.
  • Com a I.A. e o fim da energia solar, começou uma batalha entre as máquinas e os humanos, e de uma maneira inexplicável (ou talvez explicável, levando em conta que alguns humanos estavam ao lado das máquinas nesta batalha), as máquinas venceram e acabaram nos aprisionando dentro delas, após descobrir que o ser humano produzia uma carga de energia diária gigantesca, e que poderia ser usado como espécie de bateria para que as máquinas pudessem continuar a existir.
  • Foi criada então a ‘Matrix’, uma máquina que simula uma realidade virtual para que os humanos não saibam que estão presos dentro de uma realidade virtual, e que eles fazem sua mente imaginar que está vivendo em um mundo real, enquanto o seu corpo está deitado dentro de uma câmara com um liquido e conectado a vários fios que puxam a sua energia.
  • Os sobreviventes da guerra entre as máquinas e os homens criaram a cidade de ‘Zion’, uma cidade que se encontra no núcleo da terra e é eternamente procurada pelos sentinelas, robôs da ‘Matrix’ que destroem as naves.
  • Neo é, na verdade, a reencarnação do único homem que conseguia enxergar o código da ‘Matrix’ e alterar ele da maneira que quiser, ou seja, dentro da realidade virtual ele pode fazer o que quiser, sem barreiras.

A teoria do Segundo filme:

  • Na verdade a primeira versão da ‘Matrix’ não foi aceita pelos humanos, pois era perfeita demais, sem problemas, guerras, pressa, violência, e foi isso que desencadeou a fúria das máquinas e a guerra entre os humanos e elas. Após vencerem, as máquinas criaram uma ‘Matrix’ mais imperfeita, e aprisionaram os humanos, fazendo-os esquecer de tudo o que aconteceu e voltar ao ano de 1999, onde o mundo ainda era da maneira que ‘vemos’ hoje.
  • A ‘Matrix’ já passou por seis reformulações, assim como programas como o ‘Windows’, em cada reformulação havia um predestinado, como o NEO, que tinha a missão de selecionar apenas 23 humanos que vivem fora da ‘Matrix’, divididos entre homens e mulheres, para que comece tudo de novo, e a ‘Matrix’ é aprimorada e os erros que foram encontrados nesse tempo são concertados, assim como um ‘Update’.
  • Os outros humanos fora da ‘Matrix’ serão mortos, e a cidade de ‘Zion’ será destruída, e a missão dos 23 sobrevivente é reconstruir a cidade e povoá-la novamente, pois se ‘Zion’ continuasse a crescer a ‘Matrix’ estaria ameaçada.
  • O Oráculo é um programa da ‘Matrix’, ou melhor, a mãe da ‘Matrix’, é um programa com vontade própria que tem o dom de encontrar e concertar todos os problemas dentro da ‘Matrix’.
  • Mesmo após a rebelião das máquinas, o segundo filme mostra que os seres humanos ainda tem que usá-las, como é mostrado na cena em que se passa dentro de ‘Zion’, onde uma máquina controla a água e outra cria o ‘Oxigênio’ necessário para a nossa sobrevivência. Nós temos controle sobre as máquinas, mas as mesmas exercem o mesmo controle sobre nós. Se nós as desligarmos, morremos, se elas nos matar-nos, elas param de funcionar por falta de manutenção ou energia.

O Que esperar do terceiro filme:

  • Seria Neo apenas uma simulação da ‘Matrix’ para cumprir sua tarefa de retirar 23 pessoas de ‘Zion’ antes que ela seja destruida ou um ser humano real?
  • O oráculo está do nosso lado ou ainda é fiel as máquinas e ao seu criador?
  • O ‘Arquiteto’ era um ser humano ou uma manifestação da ‘Matrix’, como um programa de inteligência própria?
  • ‘Zion’ será destruída?
  • Terá Neo que escolher entre a morte dos humanos que ainda estão presos dentro da ‘Matrix’ ou a morte dos que estão fora dela?
  • Não seria ‘Zion’ uma simulação da própria ‘Matrix’ para abrigar as pessoas que não aceitaram ficar dentro do programa?

Se prepare para a Ação! Abra sua Mente! Estariamos mesmo dentro de uma máquina?

Se você tiver alguma outra teoria ou idéia para compartilhar envie um e-mail para [email protected]

Feito por: Renato Marafon

 

 

Stanley Kubrick

 

Kubrick – Polêmico, obsessivo, perfeccionista… Gênio!

No dia 26 de julho de 1928, na cidade de Nova York, nascia um dos diretores mais perfeccionista da história do cinema, Stanley Kubrick, mesmo com apenas 13 longas em seu currículo, foi o suficiente para este grande gênio que faleceu em 1999, com 71 anos, conquistar o publico, a critica e fazer fãs ao redor do mundo.
Kubrick, doentio perfeccionista, começou a trabalhar aos 17 anos na Look Magazine, obtendo sucesso na área de fotografo. Sua carreira cinematográfica começou com o filme pouco conhecido e divulgado “Fear and Desire” (1953), em 1955, dois anos depois dirigiu “A Morte Passou Perto” (Killer´s Kiss), filme no qual a critica e até mesmo o publico que ainda desconheciam Kubrick, o considerou como razoável.

Porém isso foi apenas o começo de uma carreira promissora no mundo do cinema, Kubrick conseguiu status e sucesso no ano seguinte, em 1956, ao dirigir “O Grande Golpe” (The Killing), um suspense policial que nos leva a mente e a elaboração de um grande plano, para que um ladrão e seus companheiros fiquem ricos. Depois foi a vez do sucesso “Glória Feita de Sangue” (Paths Glory) de 1957, o longa tornou-se um obra-prima, que nos remete as atrocidades e insanidades de uma guerra, até hoje o filme é discutido, principalmente pelo fato de cada vez mais se tornar atual. Em 1960 dirigiu o épico “Spartacus” (Spartacus), filme estrelado e produzido por Kirk Douglas. Kubrick ao assumir a direção deste épico, no começo foi um pouco subestimado, mas com os sucessos que havia conquistado anteriormente soube fazer bonito ao dirigir atores consagrados como Laurence Oliver e Peter Ustinov.

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“Lolita” (Lolita) de 1962, foi a primeira produção do diretor fora do cenário Hollywoodiano, assim mudou-se para Inglaterra, e realizou produções até hoje inesquecíveis. No ano de 1964 a Guerra Fria foi levada as telas em forma de sátira no filme “Dr. Fantástico” (Dr. Strangelove), quatro anos depois este perfeccionista cria o marco do cinema moderno, o elogiado filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (2001: A Space Odissey) e logo depois cria muita controvérsia e polemica com o cultuado filme “Laranja Mecânica” (A Clockwork Orange), Kubrick chocou platéias do mundo todo ao mostrar uma gangue de adolescentes, na Inglaterra futurista, que como forma de diversão estupravam inocentes e praticavam atos de ultra violência, mas Kubrick não deixou quieto e deu uma declaração que criaria ainda mais polemica ao dizer que “Tom e Jerry” (sim, o desenho animado do gato e do rato) era pior, pois mostrava e insinuava a violência como algo legal e de forma positiva. Em 1975 nos levou ao século XVIII, em um drama sobre um cavaleiro em campos de batalha da Europa com a intenção de conquistar toda a nobreza possível, através de trapaças, confrontos mortais ou até mesmo da sedução, este filme seria “Barry Lyndon” (Barry Lyndon).

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Passados quase cinco anos, sem nenhuma produção, nenhum lançamento no cinema, surge “O Iluminado” (The Shining), considerado um marco para o gênero Terror, o filme nos transportava à um hotel luxuoso, onde um homem (interpretado brilhantemente por Jack Nicholson) ao conseguir emprego para cuidar deste hotel, leva sua mulher e seu filho para lá, na época do inverno, período em que o hotel ficava desativado, a criança com poderes premonitórios começa a enlouquecer ao ser assombrado por forças do mal, até hoje este filme é muito procurado em vídeo locadoras e possui já uma versão remasterizada em DVD.

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O Iluminado

Em 1987 foi a vez da Guerra do Vietnã se tornar tema de mais uma de suas obras primas, sua obsessão pela perfeição acabou o prejudicando ao tentar criar um filme chocante e realista, pois um ano antes havia sido lançado nos cinemas o premiado “Platoon” (Platoon), obra prima de Oliver Stone. Assim surgiu Full Metal Jacket, conhecido por nós como “Nascido Para Matar”, uma trama forte e com cenas impactantes e tudo graças ao lançamento anterior de Stone.

Kubrick faleceu no dia 07 de março de 1999, antes da estreia de seu ultimo filme, o criticado e mal recebido pelo publico “De Olhos Bem Fechados” (Eyes Wide Shut), uma odisséia sexual sobre traições, orgias e rituais secretos, estrelado por Tom Cruise e Nicole Kidman.

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De Olhos bem Fechados

Ao longo de sua carreira, o mestre do cinema alternativo e realista acumulou várias indicações a Oscar, pra ser mais preciso, curiosamente foram 13 indicações, a mesma quantidade de filmes dirigidos por Kubrick, mas a única premiação que recebeu, não foi nem como diretor e muito menos como roteirista, e sim pelos efeitos criados no filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço”.

Polêmico, obsessivo, perfeccionista e gênio, Stanley Kubrick, não gostava de ser entrevistado e muito menos de comentar sobre suas produções, podemos apenas vê-lo dando um único depoimento nos extras do filme “O Iluminado”, onde aparece no making of, gravado pela sua filha.

Algumas de suas produções podem ser encontradas em DVD nas prateleiras de vídeo locadoras, produções como “O Iluminado” e “Laranja Mecânica” que acabam de ser relançados pela Warner Home Vídeo em edição especial e remasterizada, já outras produções mais antigas por sorte podem ser encontradas em VHS ou quem sabe, num futuro muito breve, esperamos, sejam relançadas em DVD.

Para quem gosta de um boa leitura, fica a dica do livro “Kubrick – De Olhos Bem Abertos”, um livre profundo e revelador sobre o último trabalho de Stanley Kubrick “De Olhos Bem Fechado”, escrito por Frederic Raphael, escritor e roteirista, premiado inclusive com Oscar, revela todo o mistério em torno do filme, e relembra como foi trabalhar com Kubrick, traçando um perfil único de um dos maiores cineastas do mundo.

 

Matéria por: Paulo Rogério Carvalho Costa

Os Jovens mais Ricos de Hollywood

 

Hollywood é simplesmente uma máquina de fazer dinheiro. A indústria cinematográfica é responsável por lucros ou prejuízo de milhões de dólares. E quem se destaca nessa área acaba ganhando uma parcela poderosa deste dinheiro, independente da idade.

A lista da Forbes então divulgou as mais poderosas celebridades-mirins, que possuem até 21 anos.

Quem lidera a lista (pela enésima vez) são as irmãs gêmeas Olsen.

Mary-Kate Olsen e Ashley Fuller Olsen, 20, são atrizes e empresárias. Elas são gêmeas e têm aparecido na televisão e em filmes desde a infância. Desde então, elas adquiriram fama internacional através de inúmeros programas de televisão, filmes, entrevistas, e também comerciais. Como se fosse regra, elas aparecem juntas.

As irmãs ficaram famosas no seriado de TV ‘Três É Demais ‘ (Full House), e receberam uma estrela na Calçada da Fama em 29 de Abril de 2004.

As duas acumularam uma renda de 40 milhões de dólares no último ano graças principalmente à legião de fãs entre 8 e 12 anos que compram seus vídeos e os produtos da marca Olsen.

 

 

 

 

 

 

 

Em segundo lugar chega o ator Daniel Radcliffe, que se consagrou ao viver o personagem ‘Harry Potter’ nos cinemas. O ator, de 17 anos, é britânico. Tornou-se famoso no papel de ‘Harry Potter’ e já possui uma fortuna estimada em 13 milhões de dólares. Atualmente, filma ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’, o quinto livro da série Harry Potter escrita por JK Rowling. Nas férias entre as filmagens de ‘O Cálice de Fogo’ e ‘A Ordem da Fênix’, Daniel Radcliffe filmou ‘December Boys’ e participa da peça teatral na Inglaterra ‘Equus’, que tem causado muita polêmica pelo fato do ator aparecer nú em várias partes do teatro.

 

“Fiquei surpresa com quanto algumas dessas pessoas fazem e em tão pouco tempo. Hoje em dia não é o suficiente você ser músico, você tem que ter também uma marca de roupa. Não é suficiente ser atriz, você tem que ter um produto” revelou Lea Goldman, editora assistente da revista Forbes.

Confira a lista completa da revista Forbes:

Mary-Kate e Ashley Olsen

Ganho estimado: US$ 20 milhões (cada uma)

Idade: 20

Profissão: modelo e atriz

Últimos Filmes: ‘No Pique de Nova York’ (2004), ‘Férias em Roma’ (2002) e ‘Passaporte para Paris’ (1999).

Próximos Filmes: Nenhum projeto confirmado.

Daniel Radcliffe

Ganho estimado: US$ 13 milhões

Idade: 17

Profissão: Ator

Últimos Filmes: ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’,
‘Harry Potter e a Câmara Secreta’, ‘Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban’, ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’
e ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’

Próximos Filmes: ‘December Boys’, ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe’ e ‘Harry Potter e as Insígnias Mortais’.

 

Lindsay Lohan

Ganho estimado: US$ 6 milhões

Idade: 20

Profissão: Atriz e Cantora

Últimos Filmes: ‘A Última Noite’, ‘Herbie: Meu Fusca Turbinado’, ‘Sorte no Amor’, ‘Meninas Malvadas’ e ‘Confissões de uma Adolescente em Crise’.

Próximos Filmes: ‘Bobby’, ‘Georgia Rule’, ‘I Know Who Killed Me’ e ‘The Best Time of Our Lives’.

Dakota Fanning

Ganho estimado: US$ 4 milhões

Idade: 13

Profissão: Atriz

Últimos Filmes: ‘A Menina e o Porquinho’, ‘A Sonhadora’, ‘Guerra dos Mundos’, ‘Amigo Oculto’ e ‘Grande Menina, Pequena Mulher’.

Próximos Filmes: ‘Hounddog’, ‘Coraline’, ‘Winged Creatures’ e ‘Hurricane Mary’.

 

Amanda Bynes

Ganho estimado: US$ 2,5 milhões

Idade: 20

Profissão: Atriz

Últimos Filmes: ‘Ela é o Cara’, ‘Tudo que uma Garota Quer’ e ‘O Grande Mentiroso’.

Próximos Filmes: ‘Hairspray’ e ‘Sydney White’.

Hayden Panettiere
Ganho estimado: US$ 2 milhões
Idade: 17
Profissão: Atriz

Últimos Filmes: ‘Um Presente para Helen’
Próximos Filmes: ‘Shanghai Kiss’

Vanessa Anne Hudgens
Ganho estimado: US$ 2 milhões
Idade: 18
Profissão: Atriz e Cantora

Abigail Breslin
Ganho estimado: US$ 1,5 milhão
Idade: 10
Profissão: Atriz

Tyler James Williams
Ganho estimado: US$ 1,2 milhão
Idade: 14
Profissão: Ator

Joanna “JoJo” Levesque
Ganho estimado: US$ 1 milhão
Idade: 16
Profissão: Cantora, Compositora e Atriz

 

Matéria Por: Renato Marafon

A Síndrome IMAX

 

Você entra na sala de cinema IMAX. Tenta, mas só consegue ver a tela inteira depois de estar bem na frente dela. E ainda tem que girar a cabeça para isso. Não! Vamos colocar um pouco mais de som e fúria nessa descrição. Pensem, leitores, na música de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, aquela de quando o hominídeo lança o osso para o espaço.

Você entra na sala de cinema IMAX. A luz é baixa. O som dos seus passos ecoa na sua cabeça. E, na sua frente, uma tela branca. Não! É mais, é uma parede! Não se consegue vê-la por inteiro. Hesitação. Os acordes na cabeça. Respira funda. Mais alguns passos. A brancura aumenta, mas não é possível ver tudo. Então, você corre! Corre!!! E a enxerga em toda a sua grandeza. “Tantantan! Tan!!! Tan!!!!!”. Ao invés de lançar o osso, a pipoca cai no chão.

Não sei se o leitor terá essa impressão. Mas as telas IMAX são realmente grandes, as cadeiras confortáveis e o som impecável. Em sequências de ação, tudo treme – não é força de expressão.

Há duas formas de se ver um filme: ver o filme, e vê-lo em uma sala IMAX. Muito já se falou da crise das salas de exibição. Se os IMAXs não forem a solução, podem, ao menos, ser uma boa tentativa.

Há um perigo para os seus frequentadores: a Síndrome IMAX. Inicia-se com elogios rasgados para a sala. Em seguida, um período de recusa a ir a qualquer lugar com telas menores que as paredes.

Quando aquele filme tão esperado entra em sala comum, os sintomas pioram. Começa a se ter a impressão de que todas as telas são pequenas, que as cadeiras são mais apertadas, que o saco de pipoca é menor. Em seguida, tem-se a impressão de que tudo ao seu redor está diminuindo. E você sai correndo da sala.

Tenta ir ao IMAX mais próximo. Os ingressos esgotaram. Uma grava crise de abstinência lhe acomete. Sem saída, vai às Casas Bahia mais perto e compra no crediário uma TV de LDC Tela Plana Com Som Subwoofer Integrado que não caberá nem no seu orçamento nem na sua sala.

Não deixe de ir ao IMAX. Mas, tome cuidado…

Por: Georgenor de Sousa Franco Neto

 

Homem Aranha 2

Após uma ansiosa espera e uma grande tortura feita pela equipe de marketing da Sony (você sabe, aqueles trailers que deixam-nos morrendo de vontade de assistir ao filme), chega às locadoras (uhu!) ‘Homem-Aranha 2’.

Para quem se impressionou com os movimentos acrobáticos de ‘Homem-Aranha’ no primeiro filme, o diretor Sam Raimi adianta que o herói volta muito mais poderoso e ágil na aguardada continuação – com estreia marcada para 2 de julho nas telas nacionais.

“Agora as manobras do herói são muito mais convincentes e realistas”. “Aprendemos muito com o primeiro longa. Agora já sabemos o que funciona e não funciona em termos de efeitos especiais. Como Peter Parker não é mais um jovem experimentando os poderes, no segundo filme ele a ssume definitivamente ser um mestre da acrobacia.”

Não é para menos, ‘Homem-Aranha 2’ é o filme mais caro da história do cinema, batendo ‘O Exterminador do Futuro 3’. O orçamento do filme foi de US$ 210 Milhões de dólares. Caro né?


Dois anos se passaram desde que o tranqüilo Peter Parker separou-se do grande amor de sua vida, Mary Jane Watson, e decidiu assumir o compromisso e a responsabilidade de seguir sendo o Homem-Aranha. Peter enfrenta novos desafios enquanto aprende a lidar com “seu dom e sua maldição”, tentando desesperadamente harmonizar suas duas identidades: a do super-herói aracnídeo, o Homem-Aranha, e a do estudante universitário. Todas as pessoas que Peter mais ama passam a correr perigo quando ele enfrenta o poderoso vilão cheio de tentáculos, o Doutor Octopus, também conhecido como “Doc Ock”.

O eterno amor que Peter sente por Mary Jane se torna ainda mais forte à medida que ele luta contra o impulso de abandonar sua vida secreta e declarar seu amor. Enquanto isso, Mary Jane seguiu com sua vida. Ela se dedica à sua carreira artística e tem um novo par romântico. A grande amizade de Peter e Harry Osborn se complica diante da amargura do jovem Osborn com a morte de seu pai e seu desejo cada vez mais forte de se vingar do Aranha, a quem ele responsabiliza.

A vida de Peter se torna ainda mais complicada quando ele precisa enfrentar um novo e poderoso adversário, o Dr. Otto Octavius – “Doc Ock”. Peter deve agora aprender a aceitar seu destino e empregar todos os seus poderes de super-herói para conseguir deter esse louco diabólico.

Mas ‘Homem-Aranha’ não é só um filme pipoca. Nas entrelinhas de sua trama fantasiosa o filme passa lições de vida. Enquanto o primeiro mostrava a transformação de um adolescente em homem, encarando de frente os desafios propostos pela vida, o Segundo filme mostra como a vida nos faz abrir mão do que valorizamos para não prejudicar as pessoas ao nosso redor. Há um herói em todos nós!

E enquanto a vida de Peter Parker/Homem Aranha se mostrou não ser mil maravilhas, a do ator Tobey Maguire também teve alguns problemas antes do início das filmagens. Na corrida pelo sucesso, Tobey quase acabou ficando de fora do segundo filme da série de sucesso. O ator teve problemas na coluna nas filmagens de ‘Seabiscuit’ e quase ficou paralitico. E o pior: teria que ser substituído em ‘Homem-Aranha 2’ caso não melhorasse.
Mas é claro que o ator se safou dessa e assinou para participar do segundo filme. Aliás, sabe quanto ele ganhou?? U$ 17 Milhões!! Esse menino vale ouro né?

Além de Tobey, todo o elenco voltou: Kirsten Dunst (Mary Jane Watson); James Franco (Harry Osborn);
Rosemary Harris (Tia May) e J.K. Simmons (J.J. Jameson). E além deles entra para trama Alfred Molina, interpretando o vilão Dr. Octopus.


Mas será que ‘Homem-Aranha 2’ é BOM? Não. O filme é ÓTIMO!
Como o diretor Sam Raimi havia prometido, o segundo filme vai além de tudo o que vimos no primeiro. Os personagem são explorados à fundo, suas personalidades ressaltam na tela, e você torce por eles. Os atores estão incrívelmente à vontade em seus papéis, e a atuação fica mais realista.

E, mesmo conseguindo explorar a trama, o filme ainda tem o dobro de ação que o primeiro tinha, cenas de tirar o fôlego, efeitos especiais incríveis (só que desta vez ainda mais incríveis) e um vilão mais convincente.

Quer um dica? Corra para as locadoras e pegue já o seu!

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Matéria feita por: Renato Marafon

 

 

As Heroínas do Cinema

 


Elas são fortes, sedutoras, sexyes e conseguem bater em cinco homens ao mesmo tempo… elas são o sonho de consumo de qualquer homem.

Selecionamos para os leitores as 5 mais poderosas heroínas do cinema.

Kill Bill: Vol. 1 e 2 (Uma Thurman)

Aos quarenta anos, Uma Thurman mostrou que idade não é problema para uma heroína. Basta ter ensinamentos, braço forte e… uma grande vontade de matar.

É assim que a Noiva vingativa começa seu percurso para matar a todos que a trairam, em cenas de ação que já marcaram a história do cinema.

Uma mostrou também que um bom filme de ação não precisa de efeitos especiais, e conseguiu fazer todos aqueles golpes incríveis sem a ajuda de nenhuma engenhoca digital.

A Noiva (ou melhor, Beathrix) superou a todas as heroínas ao destruir os “88 Loucos” com sua espada gigante.

Lara Croft – Tomb Raider (Angelina Jolie)

Tá certo que o filme ‘Lara Croft – Tomb Raider’ não foi lá aquelas coisas (e depois ainda veio a sequência, pior ainda), mas Angelina Jolie encorporou (literalmente) a personagem e fez os machões de plantão suar, com seus grandes (super grandes!) peitos e seus carnudos (gigantes!) lábios.

Mesmo com a crítica acabando com o filme, Jolie conseguiu salvar sua pele e mostrar suas garras, com incríveis cenas de ação e sua melhor forma. Sendo assim, elegemos Jolie (quer dizer, Lara) como nossa heroína máxima.

‘Lara Croft – Tomb Raider’ arrecadou mais de U$274 milhões, enquanto a segunda parte, ‘Lara Croft – Tomb Raider: A Origem da Vida’ fez apenas U$156 milhões.

Sarah Connor – O Exterminador do Futuro 2 (Linda Hamilton)

Ela foi internada em um manicômio, enquanto seu filho pré-adolescente, John Connor (Edward Furlong), foi adotado por uma família. Foi assim que ela realmente se tornou uma heroína forte e decidida, e marcou uma década em um dos melhores e mais revolucionadores filmes da história.

Com falas inteligentes (“Se uma máquina pode aprender o valor da vida humana, talvez nós também possamos”), músculos e determinação, Sarah Connor gerou uma legião de fãs.

‘Exterminador do Futuro 2’ arrecadou mais de US$204 Milhões somente nos EUA.

As Panteras – Natalie, Dylan e Alex (Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu)

Elas começaram a carreira nas telinhas, mas foi nas telonas que os furacões Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu atacaram.

Com um dos filmes de ação mais divertidos já feitos, as garotas conseguiram arrancar risadas e suspiros dos cinéfilos, além de mostrarem que tem peito para o sucesso.

Afinal, quem não ficou chocado em ver essas três gracinhas acabando com mais de 20 homens musculosos em menos de duas horas de projeção? Ah, e o melhor: elas nem bagunçam o cabelo para fazer isso!!

‘As Panteras’ foi um sucesso absoluto nos cinemas, e fez mais de U$ 264 milhões, já o segundo, ‘As Panteras – Detonando’ fez U$ 259 milhões.

Resident Evil 1 e 2 (Milla Jovovich)

Uma garota perdida, com um mini-vestido e várias armas na mão, lutando contra zumbis em uma cidade devastada. Ela mexe com a cabeça de qualquer ser-humano. Ainda mais quando se trata se Milla Jovovich.

A atriz que iniciou seu sucesso em ‘De Volta a Lagoa Azul’, se consagrou com essa mistura de ação e terror, e fez sucesso na pele da heroína Alice (sendo que na sequência, a mocinha ainda adquire super-poderes).

Resident Evil’ se consagrou (com certeza pela presença da modelo/atriz) e ainda ganhou uma sequência.

Resident Evil – O Hóspede Maldito’ arrecadou U$102 Milhões, e seu sucessor U$104 Milhões.

BÔNUS!

Mulher-Gato (Halle Berry)

O filme pode ter sido um lixo, mas ver a gostosona Halle Berry em uma roupa toda rasgada e com um extinto felino já valeu o ingresso. Melhor ainda: lutando contra a Femme Fatale Sharon Stone!

Melhor que isso? Só Michelle Pfeiffer no lugar…

‘Mulher-Gato’ foi um mega fracasso, e arrecadou apenas $80 Milhões.

Elektra (Jennifer Garner)

‘Elektra’ também foi um fiasco, mas Jennifer Garner não se queimou. A atriz está linda, violenta e perfeita. Infelizmente ela escolheu o roteiro errado para voltar à viver ‘Elektra’, papel que ela brilhou em ‘Demolidor – O Homem sem Medo’.

Mas não tem portância… Quem assiste o seriado ‘Alias’ sabe que a atriz tem talento… e uma genética invejável!

A ninja assassina cai perfeita com a sexy roupa vermelha usada para exterminar seus inimigos.


 

Matéria feita por: Renato Marafon

Filmes para assistir no Halloween

O Halloween é uma data controversa no Brasil, mas muito comemorada por algumas pessoas. O clima de terror se mistura à inocência das crianças pedindo doces – mediante ameaças de vandalismo, claro – e cria uma data única. Pensando nisso, conversei com a redação do CinePOP e chegamos a uma lista de filmes que não podem faltar nesse Halloween. Confira!

 

Abracadabra (1993)

Queridinho dos fãs, esse filme traz uma versão mais inocente e divertida do Halloween. Idealizado para ser um especial do Dia das Bruxas para o Disney Channel, o roteiro de Abracadabra acabou chamando atenção dos executivos, que viram potencial nele e deram sinal verde para ir pros cinemas. A trama começa nos anos 1960, quando três irmãs bruxas decidem roubar a vitalidade das crianças para ficarem jovens para sempre. O ato causa revolta e elas ficam presas por 30 anos. Em 1993, um jovem vai para a cidade de Salém e acaba soltando as bruxas de novo.

 

A Noite das Brincadeiras Mortais (1986)

Esse filme slasher leva um grupo de estudantes até uma mansão em uma ilha, onde eles pretendem passar o feriado de primeiro de abril. A casa está cheia de pegadinhas de primeiro de abril, como cadeiras de isopor e almofadas com barulho de pum. Só que, do nada, os amigos começam a morrer misteriosamente. É divertido e bastante incômodo.

Deu a Louca nos Monstros (1987)

Com roteiro de Shane Black (Máquina Mortífera), essa comédia de terror é um clássico cult genial, que brinca diretamente com todos os monstros clássicos da Universal. Um grupo de pré-adolescente autointitulados de Patrulha Monstro encontra um diário escrito por Van Helsing, que alerta para a invasão dos monstros à cidade, que pretendem recuperar um amuleto místico para colocarem seu plano maligno em ação. O grupo, então, decide usar suas habilidades e conhecimentos sobre o universo dos monstros para ajudar os adultos no combate mais inesperado do cinema. Lançado originalmente em vídeo, o filme fez tanto sucesso que acabou indo para os cinemas. Além disso, a maquiagem e as roupas dos monstros foram feitas pelo lendário Stan Winston.

 

Brinquedo Assassino (1988)

É impossível falar de Halloween sem pensar em crianças e terror. Por isso, Brinquedo Assassino é praticamente o exemplo perfeito da crueldade do sobrenatural. Após levar um tiro da polícia, o serial killer Charles Lee Ray invade uma loja de brinquedos, onde realiza um ritual haitiano para transferir sua alma para o corpo de um boneco “Good Guy”, fenômeno de vendas entre as crianças. Com o ritual concluído, o agora Chucky acaba sendo comprado por uma mãe viúva, que o dá de presente para o filho de seis anos, Andy Barclay. A partir daí, o boneco ganha vida e começa a tocar o terror na vida do pobre menino.

 

Os Caça-Fantasmas (1984)

Segunda maior bilheteria de 1984, Os Caça-Fantasmas se tornaram um verdadeiro ícone dos anos 1980. Mexendo com o sobrenatural, um grupo de paracientistas se une para investigar casos sobrenaturais e capturar fantasmas em Nova York, provando assim que não são charlatões. Seus feitos começam a ganhar repercussão e os negócios vão indo bem, até o dia em que uma ameaça maior que tudo que eles já enfrentaram: o temível Zuul. Apesar de ser um filme de comédia que ajudou a alavancar a carreira de Bill Murray, Os Caça-Fantasmas conseguem unir todo o espírito do Halloween. Stranger Things que o diga.

 

Charlie Brown e a Grande Abóbora (1966)

Nos anos 1960, os especiais para TV da Turma do Minduim faziam sucesso pelo mundo. No Brasil, eles só chegaram nos anos 1980. Com bastante sensibilidade e destoando das outras produções dessa lista, Charlie Brown e a Grande Abóbora mostra o menino Lino empolgado para o Halloween. Diferentemente das outras crianças, ele não está ansioso pela caça aos doces nem pelas fantasias, mas sim para ver A Grande Abóbora, que seria um tipo de Papai Noel para ele, que tenta provar sua tese para a Turma, mas não consegue e acaba sendo ridicularizado. É uma história sobre amadurecimento em pleno Halloween, além de ser uma fofura.

 

Halloween (1978 – atualmente)

Iniciada em 1978, como Halloween: A Noite do Terror, a franquia de John Carpenter já se estende por 12 filmes. Uns são maravilhosos, enquanto outros chegam a ser ofensivos de tão ruins (estou falando com você, Halloween 6 – A Última Vingança). Mas a verdade é que o terror de halloween praticamente surge com essa franquia, que traz o serial killer Michael Myers atrás de Laura Strode, ou da própria sobrinha ou de parentes da família Strode. Sempre atacando na noite de halloween, o assassino é um dos ícones da cultura pop e vale a pena tirar o dia para conferir a franquia.

Pânico (1996)

Estrelado por Neve CampbellDavid ArquetteCourteney CoxMatthew LillardSkeet UlrichRose McGowan e Drew Barrymore, o filme revolucionou o subgênero slasher ao trazer Sidney (Neve Campbell) como estudante alvo de um misterioso assassino que matava suas vítimas inspirado em filmes de terror. O longa ao mesmo tempo que inova, satiriza o gênero do terror, mas a forte inspiração na franquia Halloween faz dele uma boa pedida para este 31 de outubro.

 

Os Fantasmas Se Divertem (1988)

Não tem como fazer uma lista de Halloween sem ter ao menos um filme de Tim Burton. Misturando comédia com terror e até mesmo musical, esse filme é 100% politicamente incorreto e traz os mortos no controle da situação. Ele conta a história de um casal que sofre um acidente de carro, morre e passa assombrar uma casa tranquilamente. Até que uma família esnobe compra a propriedade e começa a tirar a paz das assombrações, que apelam a uma criatura odiosa, chamada Beetlejuice (Michael Keaton).

 

Globo de Ouro

Globo de Ouro 2003


Vem aí o Globo de Ouro (a cerimônia de entrega do Globo de Ouro ocorrerá em Beverly Hills, no dia 19 de janeiro) e junto com as indicações ao prêmio vem também uma prévia daquelas que poderão ser as indicações ao próximo Oscar (as indicações dos dois prêmios tem grande possibilidade de coincidir em algumas categorias).

Depois do Oscar, o Globo de Ouro é o mais importante prêmio cinematográfico da atualidade, ele pode não ter o mesmo glamour de Cannes, mas no que diz respeito a visibilidade internacional, o Globo sai na frente.

Além de premiar o cinema, o Globo de Ouro também premia os melhores da televisão, e nessa esfera ele é sem dúvida muito mais importante que o Emmy (um outro prêmio televisivo).

Mas vamos nos ater ao cinema.
Abaixo, a lista com todos os indicados (cinema) ao Globo de Ouro – com comentários.

MELHOR DRAMA

– ”As Confissões de Schmidt” (diretor: Alexander Payne)
– ”Gangues de Nova York” (diretor: Martin Scorsese)
– ”The Hours” (diretor: Stephen Daldry)
– ”O Senhor dos Anéis: As Duas Torres” (diretor: Peter Jackson)
– ”O Pianista” (diretor: Roman Polanski)

Comentários: Fica difícil (pra não dizer impossível) avaliar quem merece ou não o prêmio sem ter assistido a todos os filmes, mas aqui eu disparo meu chutômetro: aposto em prêmio para “The Hours”.

MELHOR ATRIZ EM DRAMA

– Salma Hayek, por ”Frida”
– Nicole Kidman, por ”The Hours”
Diane Lane, por ”Infidelidade”
– Julianne Moore, por ”Far From Heaven”
– Meryl Streep, por ”The Hours”

Comentários: Façamos mais uma vez uso do chutômetro: prêmio para Julianne Moore. A atriz está em “The Hours” e “Far From Heaven” (filme pelo qual ela concorre) e o fato de estar em dois grandes filmes no mesmo ano pode lhe dar certa vantagem.

MELHOR ATOR EM DRAMA

– Adrien Brody, por ”O Pianista”
– Michael Caine, por ”O Americano Tranqüilo”
– Daniel Day-Lewis, por ”Gangues de Nova York”
– Leonardo DiCaprio, por ”Catch Me If You Can”
– Jack Nicholson, por ”As Confissões de Schmidt”

Comentários: Jack Nicholson é o franco favorito. Ele pode levar também um Oscar. Apesar de já ser um ator premiado, Nicholson é tido quase que como o ganhador certo.

MELHOR COMÉDIA OU MUSICAL

– ”Um Grande Garoto” (diretores: Chris Weitz e Paul Weitz)
– ”Adaptação” (diretor: Spike Jonze)
– ”Chicago” (diretor: Rob Marshall)
– ”Casamento Grego” (diretor: Joel Zwick)
– ”Nicholas Nickleby” (diretor: Douglas McGrath)

Comentários: Antes mesmo de assistir, torço loucamente por “Chicago” – um musical que tem tudo para ser muito bacana. Espero que não aconteça a asneira de premiar o fraco “Casamento Grego”.

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA OU MUSICAL

– Maggie Gyllenhaal, por ”Secretary”
– Goldie Hawn, por ”Doidas Demais”
– Nia Vardalos, por ”Casamento Grego’
– Renee Zelwegger, por ”Chicago”
– Catherine Zeta-Jones, por ”Chicago”

Comentários: Esnobaram a Jennifer Aniston (“Por Um Sentido Na Vida”), ela era tida como favorita ao Globo de Ouro (antes das indicações, é claro) e no entanto não aparece na lista…eu acredito que Jennifer no lugar de Nia Vardalos (“Casamento Grego”) seria muito mais justo, porém lá vem mais uma vez os americanos com a mania de cair de amores por atores que escrevem o roteiro do filme em que atuam, vai entender. De qualquer maneira (esquecendo da presença de Nia Vardalos na lista) aposto em um prêmio para a ótima Renee Zelwegger (“Chicago”).

MELHOR ATOR EM COMÉDIA OU MUSICAL

– Nicolas Cage, por ”Adaptação”
– Kieran Culkin, por ”Igby Goes Down”
– Richard Gere, por ”Chicago”
– Hugh Grant, por ”Um Grande Garoto”
– Adam Sandler, por ”Embriagado de Amor”

Comentários: O chutômetro dispara na direção de Nicolas Cage. O ator interpreta dois personagens em “Adaptação” e pode levar o prêmio, mas acredito que Adam Sandler não está fora do páreo, é dele a única indicação para “Embriagado de Amor” (de Paul Thomas Anderson) e pelo seu papel mais “adulto” que o habitual, Sandler pode levar o prêmio.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

– ”Balzac and the Little Chinese Seamstress”, da França (diretor: Sijie Dai)
– ”Cidade de Deus”, do Brasil (diretor: Fernando Meirelles)
– ”O Crime do Padre Amaro”, do México (diretor: Carlos Carrera)
– ”Hero”, da China (diretor: Yimou Zhang)
– ”Nowhere in Africa”, da Alemanha (diretor: Caroline Link)
– ”Fale com Ela”, da Espanha (diretor: Pedro Almodóvar)

Comentários: Todas as boas vibrações do mundo para “Cidade de Deus”, mas….. o excelente filme brasileiro pode tropeçar no bom “Fale com Ela” do espanhol Pedro Almodóvar. Se for indicado ao Oscar, “Cidade de Deus” tem maiores chances, uma vez que “Fale com Ela” não poderá ser indicado. De qualquer maneira, “Cidade…” merece o prêmio.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

– Kathy Bates, por ”About Schmidt”
– Cameron Diaz, por, ”Gangues de Nova York”
– Queen Latifah, por ”Chicago”
– Susan Sarandon, por ”Igby Goes Down”
– Meryl Streep, por ”Adaptação”

Comentários: Meryl Streep pode levar o prêmio. Ela está indicada em duas categorias (melhor atriz em drama – por “The Hours” e atriz coadjuvante – por “Adaptação”) e pode levar o prêmio de coadjuvante na noite da cerimônia.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

– Chris Cooper, por ”Adaptação”
– Ed Harris, por ”The Hours”
– Paul Newman, por ”Estrada para Perdição”
– Dennis Quaid, por ”Far From Heaven”
– John C. Reilly, por ”Chicago”

Comentários: Esqueceram do Jude Law (ele é um injustiçado!!) que está excepcional em “Estrada Para Perdição”. É complicado prever, mas eu fico com Paul Newman (“Estrada Para Perdição”), acredito que toda sua obra pregressa – e o fato de ser o único representante do filme “Estrada Para Perdição” – contem pontos na hora de votar.

MELHOR DIRETOR

– Stephen Daldry, por ”The Hours”
– Peter Jackson, por ”O Senhor dos Anéis: As Duas Torres”
– Spike Jonze, por ”Adaptação”
– Rob Marshall, por ”Chicago”
– Alexander Payne, por ”As Confissões de Schmidt”
– Martin Scorsese, por ”Gangues de Nova York”

Comentários: Martin Scorsese pode levar esse prêmio. O diretor já recebeu diversas indicações ao Globo de Ouro mas nunca levou nenhum prêmio para casa. Há quem aposte que essa história vai mudar com “Gangues de Nova York”. Scorsese é favorito tanto aqui quanto no Oscar. Vamos ver…

MELHOR ROTEIRO

– Bill Condon, por ”Chicago”
– David Hare, por ”The Hours”
– Todd Haynes, por ”Far From Heaven”
– Charlie Kaufman e Donald Kaufman, por ”Adaptação”
– Alexander Payne e Jim Taylor, por ”As Confissões de Schmidt”

Comentários: Mais uma vez chuto a favor do “The Hours” (filme que tem cara de ser o grande ganhador da noite – podendo vir a dividir esse título com “Chicago”), mas aqui a parada é dura, temos dois diretores roteiristas (e dos bons) por “Far From Heaven” e “About Schimdt”, temos uma adaptação da Broadway – “Chicago” e também temos Charlie Kaufman (roteirista de “Quero Ser John Malkovich) que escreve o que – presumidamente – é uma história real (“Adaptação” tem como personagem principal o roteirista Charlie Kaufman – interpretado por Nicolas Cage).

TRILHA SONORA

– Elmer Bernstein, por ”Far From Heaven”
– Terence Blanchard, por ”25th Hour”
– Peter Gabriel, por ”Rabbit Proof Fence”
– Philip Glass, por ”The Hours”
– Elliot Goldenthal, por ”Frida”

Comentários: Elmer Bernstein (“Far From Heaven) tem nome forte e um currículo de dar inveja, isso pode ser sinal de pequena vantagem com relação aos concorrentes, mas, vale lembrar que essa é a opinião de quem não ouviu as trilhas de todos os indicados.

CANÇÃO ORIGINAL

– ”Die Another Day, de ”007 – Um Novo Dia para Morrer”, cantada por Madonna
– ”Father And Daughter”, de ”The Wild Thornberrys Movie”, cantada por Paul Simon
– ”The Hands That Built America”, de ”Gangues de Nova York”, cantada por U2
– ”Here I Am”, de ”Spirit – O Corcel Indomável”, cantada por Bryan Adams
– ”Lose Yourself”, de ”8 Mile – Rua das Ilusões”, cantada por Eminem

Comentários: Torcidinha pessoal pela música da Madonna, depois do fracasso de “Por Um Destino Insólito” a coitada bem que merece o prêmio de melhor música (da trilha sonora de “Um Novo Dia Para Morrer”).

Agora é só aguardar pelo dia do prêmio e torcer pelos favoritos. Mas lembre-se, nem sempre quem vence é o melhor, um bom lobby de estúdio leva muitos prêmios pra casa.

 

 

Feito por: Juliana de Paula

Freddy Krueger e Jason Vorhees

 

‘Freddy X Jason’
Conheça os Vilões:
Jason Vorhees
Considerado por muitos o melhor filme de terror lançado na década de 80, o filme conta a história de Jason Vorhees. Um psicopata que quando criança se afogou em um lago chamado Cristal Lake.
Isso ocorreu enquanto os monitores faziam sexo. Sua mãe se revoltou e matou quase todos os monitores do acampamento, sendo parada apenas por uma mulher.
A partir daquele ano Jason Vorhees iria voltar a viver e começar a matar todos os jovens que aparecessem naquele acampamento.

O filme já teve nove sequências, sendo que a última, ‘Jason X’, se passou no futuro, em uma nave.

– Jason Matou 127 pessoas, até o décimo filme da série.
– Ressuscitou 9 vezes.
– Pendurou 85 de seus cadáveres em tetos ou árvores.
– Já levou mais de 100 tiros, foi esfaqueado 26 vezes, levou 5 machadadas, foi atropelado por um trator e um carro, soterrado por um telhado, atingido por vasos, um sofá, alguns pedaços de madeira, duas cadeiras, livros, uma estante e uma televisão.

Freddy Krueger
Wes Craven vinha de dois fracassos de bilheteria quando resolveu combinar o clima sanguinário, tipicamente “B”, da linha Sexta-Feira 13, com efeitos especiais só achados nos filmes ambiciosos como Poltergeist. Em 1984 chegou às telas A Hora do Pesadelo, que custou apenas dois milhões de dólares a produtora New Line e faturou cerca de 25 milhões. O vilão do filme, Freddy Krueger, filho de uma freira, foi um garotinho queimado vivo pelos vizinhos, que anos depois voltou para se vingar, matando os filhos dos moradores da região.

O filme já teve seis sequências.

– Freddy já matou 30 pessoas, até o sétimo filme da série.

Freddy X Jason:

‘Freddy X Jason’ começou a ser produzido em 1993, mas nunca saiu do papel, pois os executivos da New Line achavam que o filme seria um fiasco.
Exatos dez anos depois, o filme foi lançado, e foi provado para os executivos que eles estavam totalmente errados, e ‘Freddy X Jason’ estreou em primeiro lugar nos EUA com U$36.4 milhões, algo que nenhum dos filmes dos protagonistas deste haviam conseguido.
O filme chega ao Brasil com o nome de ‘Freddy X Jason’, no dia 24 de Outubro, uma semana antes do Halloween nacional.

Sinopse
Prepare-se para o confronto final!
Freddy Krueger (ROBERT ENGLUND) está no inferno – literalmente. Faz quase dez anos que Krueger, um dos mais apavorantes personagens de filmes de terror de todos os tempos (da série “A Hora do Pesadelo”), invadiu os sonhos das pessoas impondo sua forma mortal de vingança. Mas sua lembrança foi sistematicamente apagada por uma cidade determinada a acabar com ele para sempre. Vítimas potenciais foram medicadas para serem impedidas de sonhar, tornando impotente o mestre dos pesadelos. Assim se eliminou o medo que sentiam de Freddy, uma verdadeira tortura para um psicopata egomaníaco que é uma lenda em sua própria mente. Como um preso condenado à morte, Freddy está reduzido à condição de imaginar uma vingança fantástica que jamais vai acontecer.
Isto até que Freddy ressuscita Jason Voorhees (KEN KIRZINGER), outro ícone do terror, da série de filmes “Sexta-Feira 13”. Jason é o meio perfeito para Freddy voltar a

espalhar o medo em Elm Street, e sua oportunidade de sair do purgatório em que se encontra. Vendo como é fácil manipular Jason, Freddy o induz a ir até Springwood para dar início a um novo reino de terror.
Porém, à medida que os corpos começam a se empilhar em Elm Street e a reputação terrível de Freddy assume uma nova vida, ele descobre que Jason não está disposto a parar de matar e a ficar de lado tão facilmente.
Agora, com uma cidade apavorada no meio, os dois titãs do terror se envolvem em uma luta terrível de proporções épicas, alternando-se entre o mundo dos sonhos e a dura realidade do mundo real.
Quem vencerá esta batalha final?

Crítica
Quem nunca ouviu falar de Freddy Krueger ou Jason Vorhees?
Se você viveu nos anos 80 e não sabe quem esses dois personagens são, deve ter vivido em outro planeta. Após anos em produção (para ser exato, dez anos), Freddy e Jason finalmente vão dividir o mesmo filme e lutar pela supremacia, e que vença o melhor!
Se você é fã, sabe que os filmes da serie não são famosos pelo seu enredo, e sim pela maneira em que quase todos os adolescentes que povoam a tela do filme morrem,

cada um de uma maneira mais brutal que a outra, e é exatamente isso que o diretor Ronny Yu (do ruinzinho ‘A Noiva de Chuck’) entrega ao espectador, e dessa vez com efeitos especiais muito bons, o que os filmes anteriores não continham.

O que eu vou confessar agora pode parecer até exagero, mas eu nunca me diverti tanto numa sala de cinema. Em uma sessão lotada (aliás, aqui nos EUA todas as sessões do dia estavam lotadas), o público gritava cada vez que alguém morria, pulava da cadeira de susto e torcia para aquela garotinha chata ir pro beleléu. O cinema inteiro foi ao delírio.

O filme, como todos de ambas as séries, não é para pessoas fracas do estômago, e quando Freddy ressuscita Jason e o manda para ‘Elm Street’ (onde se passam os ‘A Hora do Pesadelo’), jovens são decaptados, cortados ao meio, esmagados, e assassinados de tudo quanto é jeito possível.

Mas por que Krueger decidiu trazer Jason? Porque após uma pílula em que as pessoas não sonham ter sido inventada, Freddy foi praticamente esquecido por todos, e precisava de um aliado no mundo real para mandar um “recado”, e a cada pessoa que Jason mata, Freddy é fortalecido.

Mas quando Freddy percebe que Jason é quem está matando todo mundo, e não ele, a inveja toma conta, e é onde começa a batalha de ego entre os dois. É claro que eu não posso revelar quem vence, mas o processo é bem interessante, sangrento e nojento.

Além de Robert Englund, que encarna Freddy Krueger desde o primeiro filme, o elenco do filme só é composto de mais uma pessoa conhecida: Kelly Rowland, do grupo Destiny’s Child, o que pode fazer algumas pessoas torcerem o nariz ao imaginar uma cantora comportadinha e bonitinha no papel de uma adolescente com uma boca muito suja. Pelo menos ela é melhor que Mariah Carey.

Veredito final: corra pra ver ‘Freddy X Jason’. Você pode não dormir uma noite ou duas, mas afinal, não é esse o motivo pelo qual todo mundo assiste filmes de terror?

Crítica feita por: Ranny Oliveira
Especial feito por:
Renato Marafon

 

 

PREVIEW 2003 | Os Filmes Mais Esperados de 2003

 

Mais uma vez o ano parece que voou e já estamos em dezembro. E com ele vem toda aquela correria e estresse típicos desta época.

As férias também já estão chegando e os estúdios bombardeiam as salas de cinema com muitos blockbusters. Você internauta que já nos acompanha há algum tempo sabe que nós do CinePop estamos sempre prontos a te levar tudo o que acontece na sétima arte.

É com o intuito de ajudá-lo a escolher o que ver neste período natalino é que fizemos este especial.

Escolhemos filmes que acabaram de estrear neste mês de dezembro e os que virão até o fim do ano, assim você tem um panorama completo de tudo o que está estreando.

Desejamos muitas horas de diversão e um Natal cheio de alegrias e prosperidade e fique certo que no que depender da gente passaremos o ano de 2004 trazendo tudo o que há de mais interessante e importante no fascinante mundo do cinema!!!

S.W.A.T. – Comando Especial

Sinopse: Equipe de elite americana precisa escoltar um poderoso traficante rumo a uma penitenciária de segurança máxima. Só que o criminoso oferece US$ 100 milhões para quem libertá-lo. É claro que com tanto dinheiro em jogo a jornada não será nada fácil.

Os saudosistas com mais de 30 anos vibraram com esta produção. A série da década de 70 foi um enorme sucesso e a trilha sonora ainda permanece no inconsciente de todos aqueles que acompanharam os seus capítulos. O elenco é liderado pelo queridinho da vez em Hollywood, Collin Farrel, que ultimamente pôde ser visto em ‘Por Um Fio’ e ‘O Novato’ com Al Pacino.

AMERICAN PIE 3 – O CASAMENTO

Sinopse: O apatetado Jim finalmente decide se casar com a namorada Michelle. Mas realizar um casamento não vai ser algo muito tranqüilo e quase tudo pode acontecer antes da cerimônia.

Aqui o conselho é um só: se você já conhece e gosta da franquia vá sem medo, se não é o seu caso talvez esta não seja uma boa pedida.
Todos sabemos que se trata de mais um filme caça níqueis e para que não ocorram surpresas a fórmula se repete. Ahhh, outro conselho: não coma pipoca, a escatologia voltou com força total e você vai passar mal se comer algo enquanto vê o filme. E olha que algumas partes mais fortes foram cortadas da edição final. Menos mal.


CASSETA E PLANETA – A TAÇA DO MUNDO É NOSSA
Sinopse: Os sete rapazes do Casseta e Planeta interpretam vários personagens nesta produção que faz uma crítica severa aos nefastos anos da ditadura militar.

É curioso que o pessoal tenha escolhido o tema da ditadura militar justamente agora onde este parece ser um tema superado. Muitos gostaram, outros tantos rejeitaram a idéia. Deixando esse mérito fora de questão, esta primeira produção cinematográfica dos Cassetas é bastante divertida, mas falta um pouco mais de cuidado com o roteiro. É cansativo ver milhões de piadinhas com alusões sexuais. O público que vai a um cinema é bem mais exigente do que aquele que acompanha as peripécias do septeto na telinha.


IRMÃO URSO
Sinopse: Um índio americano é amaldiçoado por um espírito da natureza a se tornar um urso. Em busca de uma cura, ele faz amizade com um filhote da sua nova raça, que passa a tratá-lo como protetor. É com esta amizade que o índio, começa a questionar o modo como caça e maltrata os animais.

Esta é uma das últimas investidas da Disney na animação tradicional e como ela já não é mais a mesma, tentou desta vez misturar temáticas de ‘Pocahontas’, ‘A Última Onda do Imperador’ e ‘O Rei Leão’. Vamos ver se a criançada vai gostar.


ACQUÁRIA
Sinopse: A dupla de cantores irmãos interpretam alguns dos poucos remanescentes da humanidade em um futuro apocalíptico. Nesta nova era, o mais precioso bem é a água potável. Os dois irão liderar um grupo de jovens em busca do líquido.

Esta fita irá agradar em cheio a garotada. O interessante é que a produção foi bem caprichada. Os cenários e locações impressionam. A angelical Sandy adquire ar mais sombrio com uma maquiagem bem carregada.


SOBRE MENINOS E LOBOS
Sinopse: Policial reencontra dois amigos de infância ao investigar a morte da filha de um deles.

Este é um dois poucos filmes realmente feitos para o público adulto que estão em cartaz neste fim de ano e, por tabela, um grande concorrente aos principais Oscar do ano que vem. A história é pesada, abordando estupro, violência e vingança. Mas não estamos falando apenas de um dramalhão. Aqui Clint Eastwood nos propõe um filme contundente e politizado. O elenco é uma preciosidade, o trio principal é formado por Sean Penn, Tim Robbins e Kevin Bacon.


OS LOONEY TUNES: DE VOLTA À AÇÂO
Sinopse: Com o formato de animação misturados à gente de carne e osso, a história começa com Patolino se rebelando contra os seus criadores ele já está cansado de sempre fazer o pior papel sendo vítimas de muitas explosões. Ele é “demitido” e a partir daí a correria não pára mais.

Esta é uma produção que agradará a toda a família, já que Pernalonga e sua turma são um clássico que agrada a criançada e os papais também. Além disso, os mais velhos vão se divertir muito com as inúmeras citações que há durante todo o filme. Desde ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’ este tipo de formato não é apresentado de forma tão divertida e convincente.


O GATO
Sinopse: Esta é uma adaptação de uma fábula infantil de Dr. Seuss, uma espécie de Monteiro Lobato americano. O felino chega para brincar com um casal de irmãos – colocados sob vigilância da babá chata à pedido da mãe.

Ao contrário de Looney Tunes esta é uma produção endereçada apenas para as crianças pequenas. A adaptação anterior de Dr. Seuss foi ‘O Grinch’, onde Jim Carrey fazia o papel título. Agora o protagonista é o comediante Mike Myers (Austin Powers). O tom aqui é de bagunça generalizada e com certeza os pequenos vão embarcar nessa proposta.


UM DUENDE EM NOVA YORK
Sinopse: Um bebê vai parar por engano no saco de Papai Noel. O velho bonachão acaba adotando a criança criando-a no Pólo Norte como um dos duendes que constroem os brinquedos. Até que um dia ela descobre que é humana e vai atrás do pai biológico.

Esta produção com clima de fantasia deu muito certo nos EUA, tanto de crítica como de público, que embarcou para valer no clima leve e doce do filme. A tradução correta seria “elfo” e não duende, mas isso não chega a prejudicar em nada. Nova Iorque é mostrada de forma muito bonita e quase irreal, para quem quer entrar no espírito natalino é um filme perfeito.

XUXA ABRACADABRA
Sinopse: a história se passa em uma floresta encantada, personagens de contos de fadas têm suas histórias alteradas. O motivo da confusão é a chegada na floresta de uma bruxa.

Se em ‘Xuxa e os Duendes’ a apresentadora queria atingir o público infanto juvenil agora ela quer agradar os menorzinhos. Como já virou costume em suas produções, há a participação de muitos famosos como Marcio Garcia, Tom Cavalcante, Claudia Raia, Heloísa Périssé, Sergio Mamberti e Claudio Heinrich. Contará ainda com o vocalista da banda ‘Cidade Negra’, Toni Garrido, além das meninas do Rouge.

O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI
Sinopse: a longa jornada que tenta destruir o terrível anel que corrompe a quem o usa está chegando ao fim.

E finalmente o filme mais esperado para este fim ano é , sem dúvida nenhuma, a última parte da trilogia ‘O Senhor dos Anéis’. Muitaa expectativaa rondam sobre ele e, pelo que sabemos até agora, não haverá decepções por parte dos milhares de Tolkienmaníacos e também dos admiradores da saga cinematográfica, que nem chegaram a ler os calhamaços escritos por Tolkien. O diretor Peter Jackson revelou que deixou as cenas mais espetaculares para esta parte. Curioso? Então espere o Natal, O Retorno de Rei estreia exatamente no dia 25 de dezembro.

 

Matéria feita por: Andrea Don

Filmes para assistir no Natal

Todo ano são produzidos dezenas de filmes com a temática de Natal. O público simplesmente ama a data, pois é um período que tiramos para a reflexão do que vivemos, o que fizemos, e como podemos nos tornar pessoas melhores com o que aprendemos. É uma época sensível, que pode aflorar as emoções, sejam elas de alegria ou tristeza. É época de deixar para trás as amarguras, de perdoar, de esquecer as diferenças e nos unir, encontrar pontos de conexão com outro ser humano, ainda mais se for de nossa própria família.

O cinema está cheio de produções que focam na data, em sua maioria as que mais agradam são aquelas miradas para toda a família, que podem ser assistidas pelo vovô até o netinho, sem temas pesados ou polêmicos. Aqui iremos focar em obras de todos os gêneros, desde que o assunto seja o Natal. Aqui também recomendaremos os filmes natalinos mais famosos que chegaram nos últimos cinco anos – sejam eles lançamentos para o cinema ou direto no streaming. Confira abaixo.

Operação Natal

Superprodução natalina estrelada por Dwayne Johnson e Chris Evans, na trama o Papai Noel (J.K. Simmons), um bom velhinho marombeiro, é sequestrado e cabe ao seu braço direito, o líder de uma força tarefa dos duendes (Johnson) orquestrar o plano de seu resgate. Para isso, ele recruta a ajuda de um civil (Evans) e encara diversas criaturas mitológicas desta época, desde o Krampus até bonecos de neve. Jake Kasdan, quem dirige, é o mesmo dos filmes ‘Jumanji’. ‘Operação Natal’ está disponível na Amazon Prime Video.

Querido Papai Noel

Debi e Lóide’ e ‘Quem Vai Ficar com Mary?’ foram duas das comédias mais bem-sucedidas dos anos 90. Acontece que elas eram também bastante politicamente incorretas, e os tempos agora são outros. Assim, será que o tipo de humor de Bobby Farrelly está em dia para os padrões de hoje? É o que responde ‘Querido Papai Noel’, que traz Jack Black, não como o bom velhinho, mas sim como uma versão diabólica dele, que tenta atender os desejos de um menino que escreveu errado uma carta, e terminou caindo nas garras de um enganador profissional. O filme está disponível na Paramount+.

Os Quebra-Nozes

Ben Stiller estava sumido das telas. O ator não protagonizava um filme desde o drama pouco conhecido ‘O Estado das Coisas’, de 2017. O comediante volta em um filme natalino família, baseado em uma história real. Na trama, quatro irmãos órfãos estão sem ter para onde ir. Até que lares adotivos sejam encontrados para eles, seu tio terá que tomar conta deles na época do Natal. Stiller vive o parente precisando se virar para acomodar quatro crianças em sua vida. O filme está disponível na plataforma da Disney+.

Os Rejeitados

O filme de Natal do ano passado conseguiu chegar até o Oscar. Falamos de ‘Os Rejeitados’, produção de Alexander Payne, sobre alunos em uma escola interna passado o feriado de fim de ano no colégio, tendo como supervisão um professor solitário (papel de Paul Giamatti), e uma cozinheira que perdeu o filho na guerra (Da’Vine Joy Randolph – que ganhou o Oscar por seu desempenho). Acontece que o grupo de alunos diminui, e apenas Angus (Dominic Sessa) não consegue voltar para a casa devido a problemas familiares. O filme está em cartaz na Amazon Prime Video.

Spirited – Um Conto Natalino

O astro Ryan Reynolds apenas cimentou seu nome nas estrelas este ano com o lançamento de ‘Deadpool e Wolverine’, o filme mais rentável com atores reais de 2024. Tamanha fama e prestígio o torna um dos maiores nomes de Hollywood na atualidade. Dois anos antes, ele estrelava uma comédia natalina musical para a AppleTV+. Como parceiro, Hugh Jackman também serviria bem aqui, pois o ator é conhecido pelos musicais do palco. No entanto, quem forma dupla com Reynolds é Will Ferrell, nesta reimaginação do clássico dos clássicos para a data: ‘Um Conto de Natal’.

 

A Batalha de Natal

Quem tenta pegar o feriado de fim de ano com uma nova produção – torcendo para que emplaque com o público na data – é Eddie Murphy, um dos maiores nomes de Hollywood nos anos 80 e 90. Murphy se tornou conhecido por seus filmes família igualmente, nos últimos anos, mas esta é a primeira vez que entrega um filme inteiramente voltado ao Natal. Na trama, Murphy é um sujeito que só deseja ganhar um concurso anual da vizinhança, da casa mais decorada do Natal. Ao adentrar uma loja misteriosa atrás de adornos, ele termina fazendo um pacto sobrenatural com a dona do local – e agora ele precisará correr contra o tempo, ao lado da esposa e dos filhos, para reverter esta situação, ao mesmo tempo em que coisas estranhas estão acontecendo ao redor deles e de sua casa.

Noite Infeliz

Já imaginou como seria se ‘Duro de Matar’ se tornasse um filme de Natal? Peraí, deixa eu reformular, pois ‘Duro de Matar’ já é um filme de Natal. Ao menos é um filme de ação passado no Natal. É justamente o que ‘Noite Infeliz’ é também. Porém aqui, temos a presença do próprio Papai Noel protagonizando a ação. David Harbour é quem estrela como o São Nicolau em pessoa, que só queria chegar pela chaminé e deixar os presentes para mais uma família. No entanto, se mete no meio de uma noite violenta, quando bandidos estão no local sequestrando a família e ameaçam até mesmo o bom velhinho. Que não aceita esse tipo de abuso e mete a mão na massa para dar o troco. O Prime Video também é a casa deste filme.

Alguém Avisa?

Natal é época de união. De paz. De aceitação das diferenças. De amor acima de qualquer outra coisa. A proposta aqui é justamente pelo fim da intolerância. Uma comédia LGBTQIA+. Escrito e dirigido pela atriz Clea Duvall, Kristen Stewart e Mackenzie Davis estrelam como duas jovens apaixonadas. Porém, o amor das moças será posto à prova com a chegada das festas de fim de ano. Acontece que a família de Davis é super conservadora e não desconfia da verdadeira inclinação sexual de sua filha. Tentando quebrar tabus, a moça leva sua companheira para uma noite de revelação, porém, a notícia não será tão fácil assim de sair da boca.

Entre Armas e Brinquedos

O mito do Papai Noel já foi reimaginado diversas vezes. Mas apenas uma vez ele teve a forma física do astro de ação dos anos 80 e 90, Mel Gibson. Com uma premissa infantil, mas repleta de tiros, porrada e bomba, o longa apresenta a vingança de um menino de 12 anos contra o Papai Noel. Após receber um pedaço de carvão em sua meia no Natal, por se comportar mal, um menino rico, filho de criminoso, contrata um assassino profissional para se livrar do Papai Noel. E o capanga parte nesta missão, de fato encontrando o bom velhinho. Acontece que o velhinho não é tão bom assim, e resolve tirar a poeira das armas e voltar à uma vida que havia deixado para trás. O filme está em cartaz na Netflix.

Uma História de Natal Natalina

Na matéria de filmes de Natal nostálgicos dos anos 80, falei sobre um dos mais icônicos longas da data: ‘Uma História de Natal’, sobre um menininho às voltas com a sua família no fim de ano da década de 1940. O cult finalmente ganharia uma sequência, nada menos que 39 anos depois, com o mesmo ator, agora adulto, interpretando o protagonista Ralphie. Agora, é claro, o foco é a sua família, na qual é o patriarca e não mais o filho. A história se passa no Natal de 1973, quando Ralphie precisa tomar a frente da celebração e honrar o legado de seu pai.

PREVIEW 2003 | As maiores estreias de 2003

 

O próximo ano estará cheio de estreias de superproduções que prometem arrecadar horrores nas bilheterias.

Começando no dia 1º de Janeiro, estreia o aguardado ‘O Senhor dos Anéis – As Duas Torres’, que já é um dos preferidos para o Oscar 2003, e provavelmente arrecadará mais que o primeiro nas bilheterias mundiais, ele mostrará a continuação da jornada de Frodo para conseguir destruir o anel amaldiçoado.

Já no dia 10 de Janeiro, chega aos cinemas ‘O Planeta do Tesouro’, animação da Disney que promete ser um dos maiores sucessos do ano.

Em janeiro também teremos a estreia de ‘Harry Potter e a Câmera Secreta’, onde o bruxinho volta para a Hogwarts e apronta mais trapalhadas, todo o elenco do filme está de volta.

No final de Janeiro estreia ‘Gangues de Nova York’, que traz no elenco Leonardo DiCaprio e Cameron Diaz, fazendo um casal que luta para proteger os EUA.

Já em fevereiro chega aos cinemas ‘Catch me if you can’, outro favorito do Oscar que traz no elenco Tom Hanks e Leonardo DiCaprio como dois criminosos, mestres em disfarces, que acabam se tornando consultores do FBI. Ainda haverá as estreias dos esperados ‘Demolidor – O Homem sem Medo’, com Ben Affleck, e ‘Hulk’, adaptações de duas HQ’s famosas.

Mas as estreias não param por aí, chega aos cinemas as esperadas continuações de ‘Matrix’, que prometem revolucionar o cinema e ‘X-Men 2’, com todos do original de volta. ‘As Panteras 2’ chega em julho, com o brasileiro Rodrigo Santoro ao lado de Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu, lutando contra o crime. E finalmente estreia ‘Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas’ continuação dos clássicos com Arnold Schwarzenegger.

estreiam também em 2003 as inusitadas continuações de sucessos deste ano, como ‘Legalmente Loira 2’ e ‘American Pie 3 – Casamento Americano’ e ainda a surpresa ‘Máfia no Divã 2’!

Para finalizar, em dezembro tem as estreias das terceiras partes de ‘Matrix’ e ‘O Senhor dos Anéis’.

 

Feito por: Renato Marafon

 

 

Como Funciona a Dublagem em Cinema e TV?

 

A repórter Mariana Valadares Zitto entrevistou a tradutora de textos para dublagem (audiovisual), Cristina Nastasi, para explicar como funciona a dublagem de filmes e seriados de TV, e saciar nossa curiosidade:

1. A área de tradução para dublagem de filmes é pouco conhecida pelo público. Sabe-se que em dublagem os diálogos originais são substituídos por gravações traduzidas em outra língua, procurando respeitar os movimentos labiais, a duração, a entonação das falas. Como é feito esse trabalho?

A dublagem é uma mistura de arte e técnica. É arte porque o dublador é um ator, tem de ser ator, e interpreta apenas com a voz, o que me parece terrivelmente frustrante, pois a maioria, por não ter seu rosto conhecido, não recebe o devido aplauso por seu talento. É técnica, porque o dublador, além da formação artística, precisa saber com perfeição “correr atrás dos lábios de outra pessoa”, isto é, passar a emoção com sincronia, fazendo com que as palavras em português caibam direitinho em lábios que falam inglês ou outro idioma. É preciso ter um timing perfeito, e também é preciso ter um diretor que saiba trabalhar esses dois lados, o artístico, e a técnica de fazer a fala não ficar mais curta ou longa demais na boca do ator na tela.

Nem todo ator sabe dublar; é só ver o caso de certas “celebridades globais” que são convidadas para dublar desenhos famosos só para atrair o público com seu nome e acabam sendo um fiasco nas telas, além de tirar o trabalho de um dublador de verdade, que ganha muito, mas muito menos do que esses não-dubladores ganham. Há casos, inclusive, de uma personagem principal de desenho ser dublada por um profissional de verdade para servir de “guia” para o tal ator famoso imitar sua interpretação, já que não consegue fazê-lo naturalmente. É importante observar que o dublador não tem muito tempo para captar a emoção ou intenção de uma fala. Os bons dubladores geralmente ouvem a fala original uma, duas vezes e, logo em seguida, falam o texto traduzido de tacada, de uma vez, como se fossem verdadeiros “repentistas da interpretação”, como eu costumo chamá-los. No estúdio ficam apenas o dublador (que pode fazer a cena junto com outros colegas ou apenas sozinho, pois a equipe técnica cuida da montagem dos diálogos feitos separadamente), o diretor, uma bancada em que fica o texto traduzido, e o monitor de TV para que possa ver as cenas, geralmente fora de ordem, e assim reproduzi-las em português com perfeição quase instantânea. O Marcos Simões, por exemplo, tem um ritmo impressionante; além da versatilidade vocal e talento artístico, pega a personagem com uma rapidez assustadora (ele fez, por exemplo, o Gênio do desenho Alladim e dublar Robin Williams, cá pra nós, não é pra qualquer um). As pessoas de um modo geral não têm a menor noção de como essa mágica acontece no estúdio. Sempre que explico essas coisas a pessoas que ignoram como tudo é feito ou têm preconceito a respeito, elas acabam ficando fascinadas.
Costumo dizer que a boa dublagem é a aquela que não é comentada, pois o que as pessoas gostam de fazer é criticar quando o trabalho está ruim. Há, inclusive, uma má vontade por parte da imprensa de um modo geral que adora atacar a dublagem brasileira, que – pouca gente sabe – é considerada uma das melhores do mundo. Há dublagens que simplesmente fazem o original ficar muito melhor, como “A Gata e o Rato”, “Primo Cruzado, “Alf, o ETeimoso” e “Família Dinossauro”.
Há também traduções e dublagens atuais sensacionais como “Tal mãe, tal filha” (“Gilmore Girls”) e “Eu, a patroa e as crianças” (“My wife and kids”). Para piorar as coisas, a geração da TV a cabo desvaloriza totalmente esta arte e diz que legenda é melhor. Tudo bem, pelo preço que pagamos pela assinatura, o certo seria termos direito a filmes, séries e documentários tanto legendados como dublados, enfim, opções para todos. Uma parcela mínima de pessoas que sabem inglês (ou pensam que sabem, o que é mais comum) ignora que, além da existência dos cegos, dos idosos que não enxergam muito bem, das crianças que ainda não aprenderam a ler, do cidadão analfabeto pleno, a maior parte da população brasileira é de analfabetos funcionais, isto é, foram à escola, aprenderam a ler, mas não conseguem ler direito, muito menos legendas que ficam tão pouco tempo na tela. No fim das contas, a dublagem é marginalizada, incompreendida e desmerecida. Sequer tem um história registrada, o que faz com que muito de sua memória esteja condenada ao esquecimento. As redublagens, por exemplo, apagam o registro histórico do trabalho de profissionais do passado, e até fico incomodada que a categoria não perceba isso e faça alguma coisa para reverter esta situação. Felizmente estão sendo lançados boxes de DVDs com dublagens originais, o que garante que o talento de dubladores como os falecidos André Filho (ele fazia de tudo, do galã de “Casal 20” ao sotaque delicioso de um Sean Connery) ou Marcos Miranda (Clark Gable) seja preservado para a posteridade.

2. Trabalhar com tradução para dublagem. De onde veio seu interesse por essa função?

Sempre fui videomaníaca, desde criança, e também sou de um tempo em que não havia TV a cabo, portanto a programação estrangeira era obrigatoriamente dublada. Cresci vendo filmes e seriados dublados e as vozes brasileiras dos personagens eram as vozes de meus heróis. Com o tempo fui desenvolvendo uma curiosidade a respeito da profissão de dublador , embora nunca tenha tido a pretensão de exercê-la, já que se trata de uma arte e eu não tenho esse talento maravilhoso. Como também sou formada em Jornalismo, vira e mexe na faculdade eu arranjava desculpas para fazer matérias sobre dublagem, geralmente na Herbert Richers. Foi assim que fui gradualmente me envolvendo com a coisa, conhecendo dubladores e diretores de dublagem (quando fui apresentada ao Nelson Batista , dublador do Jerry Lewis, um de meus ídolos, quase enfartei).
Muitos anos depois, escrevi uma carta reclamando da tradução e escolha de vozes do filme “Star Trek IV”, pois, como também sou trekker (fã de “Jornada nas Estrelas”), identifiquei alguns erros inadmísseis. Esta carta ganhou destaque em vários jornais que – embora eu tenha deixado claro que admirava a dublagem brasileira – fizeram questão de publicá-la pelo puro prazer de falar mal da dublagem. A empresa encarregada da dublagem do filme tomou conhecimento disso e gentilmente me convidou para explicar minhas queixas. Com isso, virei uma espécie de assessora da dublagem de Star Trek e, com o tempo, me deram a grata oportunidade de traduzir não apenas “Star Trek”, como outros produtos.
Isso já faz uns 15 anos, portanto, de fã, virei profissional do ramo e assim, além de poder fazer um trabalho que amo de coração, com filmes e séries que adoro (e também muitas “bombas”, o que faz do ofício), tive e tenho a oportunidade de conhecer dubladores maravilhosos, como o recentemente falecido Newton da Matta (a voz insubstituível de Bruce Willis), e outros profissionais igualmente incríveis aos quais tenho a honra de chamar de queridos amigos, como Guilherme Briggs (o Buzz Lightyear, o Freakazóid), Ricardo Juarez (Johnny Bravo) e Márcio Seixas (que fez a nova voz do sr. Spock e empresta seu talento a atores como Charlton Heston e James Garner). Sou uma verdadeira “macaca de auditório” (ou traduzindo para um termo mais moderno, tiete) dos dubladores!

3. De acordo com o escritor, tradutor e blogueiro Alex Castro, qualquer tradução (legendagem/dublagem) por mais bem feita que seja sempre acaba distorcendo o texto original. Qual oferece menos mudança em relação ao texto original: legendagem ou dublagem?

Como dizem os italianos, “tradutori, traditori” (tradutor, traidor)… Com certeza, existem alterações inevitáveis devido a trocadilhos e piadas intraduzíveis e referências culturais muito específicas, que precisam ser adaptadas ou recriadas para tentar salvar seu significado ou preservar seu conteúdo para que o publico entenda, o que nem sempre é possível. E com mais certeza ainda, é a legendagem que causa as maiores modificações do original, por suas restrições de espaço, já que você tem de passar todo uma idéia falada com apenas duas frases por tela, formadas por 30 a 36 caracteres, que dá o tempo mínimo suficiente para o espectador conseguir ler o que está sendo dito no programa. No cinema, que naturalmente tem a tela maior, o numero de caracteres aumenta um pouco. No caso da dublagem, o conteúdo do que é dito é totalmente expresso, salvo raras exceções em que você precisa encurtar a frase, já que o inglês é um idioma mais sintético e o português é mais extenso. Quando a personagem diz apenas uma palavra de uma ou duas sílabas em inglês que só tem como correspondente em português uma palavra de mais de quarto sílabas, aí você se vira e “distorce” o original de forma a caber na bocada. Numa frase, esse problema é compensado com uma palavra que se tira aqui e ali ou pela interpretação do dublador, que pode “correr” ou “demorar” mais ao falar a frase, sem, é claro, a interpretação do original.

4. Que filme você fez a tradução para dublagem que “deu mais trabalho” para manter fidelidade textual?

Todos os filmes dão trabalho, por melhor ou pior, por mais fáceis ou mais difíceis que sejam. Às vezes pode ser uma produção B, bem simples, que se passa no Bronx ou no Brooklyn, por exemplo, e os personagens falam muitos palavrões e gírias locais que você precisa abrandar por causa da censura imposta pelos clientes. Num filme desse tipo a coisa complica porque você tem que passar o tom marginal, mas camuflando a linguagem chula, o que, na maioria das vezes, torna o resultado ridículo. Um bandido fala “merda” e se a gente substitui por “droga”, é até risível. Por isso, dependendo da produção, pede-se autorização ao cliente para sermos mais explícitos no linguajar.
Os filmes hoje também tendem a ser muito técnicos, por isso é preciso ter um bom acervo de dicionários de tudo que se possa imaginar, ciências sociais, medicas e físicas em geral, e também a sorte de possuir amigos com conhecimento em diversas áreas para nos ajudar na apuração de termos mais específicos.
Ou então dar uma de doido e ligar aleatoriamente para um médico, um advogado, o que seja, para perguntar como se fala em português determinada palavra ou expressão em inglês. Já tive de ligar para o Butantã para descrever uma cobra indiana e ver se o biólogo, na boa vontade, saberia me dizer o nome desse espécime em português, ou para o hipódromo para tentar identificar o nome de determinada peça da sela de um cavalo de corridas. A ficção científica, por exemplo, é dificílima, pois é um gênero que usa neologias a partir de elementos científicos reais. Filmes de época também requerem muito cuidado, pois é preciso se ater aos maneirismos do período, a palavras adequadas ao tempo em questão, sejam gírias dos anos 60 ou palavras mais rebuscadas de séculos passados, para que não se cometa o erro de falar um “tᔠnum filme que se passa na Inglaterra do século XVIII, por exemplo. Enfim, dá trabalho de qualquer maneira, e inclusive é preciso ter uma boa cultura geral, cultura pop, que seja, para identificar referências a fatos históricos ou contemporâneos, títulos de livros e filmes etc. Por exemplo, num desenho muito conhecido o personagem fala sobre a banda “Smashing pumpkins” e o tradutor não hesitou em tascar um “Abóboras amassadas”… Um exemplo de filme que traduzi recentemente e que me deu certo trabalho foi “Orgulho e preconceito” (dublagem para DVD), primeiro porque é um texto clássico e precioso de Jane Austen e, segundo, porque me apaixonei enlouquecidamente pelo filme e quis ser, mais do que sempre procuro ser, fiel à qualidade dos diálogos.

5. Há diferença (s) entre traduzir diálogos para TV e traduzir diálogos para cinema? Se sim, qual (is)?

Quanto à dublagem, no cinema você às vezes tem mais liberdade de expressão, não sofre tanta censura quanto na televisão (e ambas dublagens podem ou não ser aproveitadas em outros meios, pois também há a dublagem para DVD ou para filmes que passam em avião). Há poucos filmes dublados para cinema e os que chegam às telonas geralmente são desenhos de estúdios extremamente exigentes quanto à qualidade final, portanto a tradução ganha um pouco mais de tempo para ser bem trabalhada. Quanto à legendagem, como já expliquei, o espaço limitado por caracteres contadinhos fazem com que muito do texto original seja reduzido, tenha sua idéia simplificada para caber no espaço determinado, fazendo que características e sutilezas do texto se percam.

6. Existe uma grande parcela de pessoas que difamam filmes dublados e legendados. Adoram encontrar erros em traduções para criticar depois. Você foi vítima dessas pessoas por causa da tradução do texto de Jornada nas Estrelas? Como você encarou isso?

As pessoas costumam falar mal do trabalho dos outros, trabalho que não conhecem e que costumam simplificar, achando que não há mistério em exercê-lo. O tradutor sempre luta com muitas dificuldades (principalmente na dublagem), dificuldades que essas pessoas desconhecem ou não fazem questão de conhecer. O tradutor nem sempre tem condições de fazer o trabalho como acredita que deveria ser feito por diversos motivos, geralmente impostos pelos empregadores. A rapidez com que temos de traduzir um filme é um dos nossos maiores obstáculos. Mas, dentro do possível, tirando os tradutores desleixados ou incompetentes (afinal há bons e maus profissionais em todos os setores), tentamos fazer o melhor ao nosso alcance. Sendo assim, as críticas acabam sendo inevitáveis, mesmo que na maioria das vezes sejam injustas e até mesmo engraçadas e sem sentido. Eu mesma comecei nessa profissão porque critiquei uma tradução cheia de erros, portanto entendo perfeitamente se alguém reclama de meu trabalho.
Mas ignoro solenemente as reclamações absurdas. Mas uma crítica construtiva é sempre muito bem-vinda.

7. Hoje, como é o mercado de trabalho nessa área?

Como em todas as áreas de trabalho, o mercado de dublagem também anda complicado, mesmo nestes tempos em que quase toda a produção americana e muita coisa européia está chegando ao Brasil via TV a cabo. Acontece que, ao mesmo tempo, os tradutores tradicionais descobriram esse novo nicho da profissão (dublagem e legendagem) e correram atrás da coisa. Hoje existe, inclusive, cursos para tradução para dublagem e legendagem. Pra cada tradutor desse gênero, a média é de uns 15 outros querendo pegar o lugar, mas nem todo tradutor se adapta a esse tipo específico de tradução. Alguns são muito “duros” e não se adequam ao trabalho e alguns traduzem só pra ganhar dinheiro, sem curtir verdadeiramente essa forma mais específica de traduzir, ou por considerá-la uma modalidade menor da profissão.

Alguns filmes e séries traduzidos para dublagem por ela:

Ana e o Rei
– O Jardineiro Fiel
– Orgulho e Preconceito (DVD)
– Star Trek (série)
– Chicago Hope (série)
– Alias (série)
– Arquivo X (série)

 

Fonte: http://www.poucaseboasdamari.blogspot.com/

 

Dicas de Filmes de Terror para o Halloween

 

Os filmes de terror sempre povoaram o imaginário das pessoas.

Geralmente atrelados a produções B, precisam de atrizes de renome e diretores conceituados para ganhar importância e fazer parte do cânone.

Foi assim com ‘O Exorcista‘, que trazia Ellen Bursty e Linda Blair, inclusive indicado ao Oscar de melhor filme entre outras tantas produções sofisticadas como ‘O Chamado‘, ‘Os Outros‘, ‘O Sexto Sentido’ e tantos outros exemplares

Os primeiros anos da década de 90 não foram problemáticos apenas para o cinema nacional, que saiu do limbo com as produções do Cinema da retomada. Os filmes de terror, que fizeram sucesso na década de 80 através dos ícones Jason (‘Sexta-Feira 13’), Freddy (‘A Hora do pesadelo’) e Michael Myres (‘Halloween’) e suas continuações estavam em franca decadência.

Os fãs inveterados do gênero reviam os sucessos da década de 80 para matar a saudade. Foi com ousadia e injetando sangue novo (trocadilho interessante se falando de filmes de terror, não?) que o diretor Wes Craven, responsável pelo primeiro episódio da saga ‘A Hora do Pesadelo‘, em parceria com o roteirista Kevin Willianson trouxe as telas do cinema ‘Pânico‘, a primeira parte de uma trilogia de sucesso.

Com o sucesso, o gênero que estava em queda e que se levantou de uma maneira súbita. Mesmo apelando para remakes bem feitos (O Massacre da Sérra Elétrica, Terror em Amityville), adaptações baseadas o horror japônes (O Chamado, Água Negra) e até brigas entre clássicos vilões do cinema (Freddy X Jason)…

Para celebrar o Halloween, o CinePop decidiu fazer um especial sobre o gênero, primeiro vamos falar sobre os grandes lançamentos, filme que você pode conferir nos cinemas, ou que acabaram de chegar nas locadoras. Depois partiremos para os clássicos do gênero que encantaram platéias e ainda fazem muita gente roer as unhas. Confira sem medo!

Nos Cinemas

Atividade Paranormal 3

Há uma vertente recente que assola do cinema estadunidense. Desde o assombroso sucesso de A Bruxa de Blair (1999), uma série de produções se diz constituída de gravações reais de fenômenos sobrenaturais.

Em 2007 começou outra franquia que faz uso desse subterfúgio para amedontrar seus espectadores.

Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3) usa todos os recursos estéticos dessa forma de terror, mas abdicou de tentar enganar seu público se fazendo passar por algo real (algumas das produções do gênero não têm créditos finais e até escondem o verdadeiro nome de seus atores).

A franquia faz um caminho narrativo interessante. Conforme um novo filme chega, na verdade o que se revela são eventos anteriores aos títulos mais antigos. Nessa lógica, Atividade Paranormal 3 conta a infância de Katie, personagem presente desde o primeiro capítulo da série.

Em 1988, a casa onde ela mora com sua mãe, irmã e padastro começa a se tornar o cenário de eventos inexplicáveis. Dennis, o padastro, trabalha com filmagens de casamentos. Depois de uma estranha imagem gravada quando uma câmera é deixada ligada durante um terremoto, o rapaz decide instalar câmeras pela casa para tentar entender o que está acontecendo.

Não tenha Medo do Escuro

Não tenha Medo do Escuro é a mais nova produção do mexicano Guillermo Del Toro, que também assina o roteiro. Para quem não o conhece, o produtor/roteirista/diretor é o responsável por produções como O Labirinto do Fauno.

Em sua nova produção, ele abusa do susto e gritos e de uma fórmula utilizada anteriormente em sua filmografia: o terror infantil.

Na história, Sally é filha de pais separados, e tem um traço depressivo e hipocondríaco. Seu pai (Guy Pearce) a convida a morar com ele e sua nova namorada Kim (Katie Holmes). A incompreensão dos pais faz a menina se sentir não querida por eles e um tanto melancólica. Com isso, seres que habitam a casa que deles, a convida e incita-a a entrar no seu mundo.Tais seres são revelados logo no prólogo do filme, quando há uma brutal morte – típica de filmes do gênero-.

O longa funcionaria melhor sem a introdução dos seres no prólogo e sem a excessiva enfatização do horror. Pois a direção de arte e fotografia por si só compõem a atmosfra de mistério e horror. Tal prólogo tira o suspense da revelação dos seres ; mas mesmo com este excesso narrativo, os espectadores terão muitos sustos e suspiros de terror.

A Hora do Espanto

O veterano Charlie Brewster (Anton Yelchin) finalmente conseguiu o que queria: está com a turma mais popular e namorando a garota mais desejada de sua escola. Na verdade, ele está tão por cima que chega a desprezar seu melhor amigo. Mas os problemas começam quando Jerry (Colin Farrell) se muda para a casa ao lado. A princípio, ele parece um cara legal, mas há algo não muito certo – e todos, inclusive a mãe de Charlie (Toni Collette), não percebem. Depois de observar algumas atitudes bastante estranhas, Charlie chega a uma clara conclusão, Jerry é um vampiro em busca de presas no bairro. Incapaz de convencer alguém, Charlie precisa achar um meio de se livrar do monstro por conta própria nesta clássica comédia de terror dirigida por Craig Gillespie.

Nas Locadoras

As Donas da Noite

Sinopse: Certa noite, Lena, uma garota de 18 anos, é mordida por Louise, líder de um trio de vampiras. Seu novo estilo de vida é por vezes benção e uma maldição. Inicialmente, desfruta da liberdade sem limites, o luxo, as festas. Mas logo os instintos assassinos pelo desejo de sangue de suas companheiras se torna um pesadelo para ela, ao mesmo tempo que se apaixona perigosamente por Tom, um policial. Agora Lena terá que escolher entre o amor immortal e a vida imortal.

Pânico 4

Sinopse: Em ‘Pânico 4‘, Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o sherife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) – agora casados – assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). Infelizmente, o retorno de Sidney também traz Ghostface de volta, colocando Sidney, Gale e Dewey, junto com Jill, seus amigos e toda a cidade de Woodsboro, em perigo. Inspirado em vários filmes de terror, o assassino retorna, mas desta vez, as regras são baseadas no novo clichê.

Os Olhos de Julia

Sinopse: No longa, Julia é uma mulher que sofre de uma doença degenerativa nos olhos. Após encontrar sua irmã cega morta, ela decide investigar o acontecido, e descobre um mundo sombrio cheio de mistérios e mortes, enquanto sua visão começa a piorar.

O longa é dirigido por Guillem Morales e produzido por Guillermo del Toro (‘O Labirinto do Fauno’).

Visões de um Crime

Sinopse: Uma garota consegue sobreviver ao ataque de um serial killer. Mas, assim que desperta num hospital com uma ferida na cabeça, percebe que é incapaz de reconhecer o rosto das pessoas. Isso a coloca em uma situação verdadeiramente perigosa, uma vez que seu agressor quer matála, pois acredita que ela é a única testemunha que pode reconhecê-lo e, consequentemente, levá-lo à prisão.

Com Milla Jovovich e Julian McMahon.

A Inquilina

Sinopse: A Dra. Juliet Dermer (Hilary Swank) é uma jovem médica, que ao se mudar para um novo apartamento, descobre que seu proprietário tem uma assustadora obsessão por ela.

Com Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan, Christopher Lee, Lee Pace e Michael Massee.

Sobrenatural

Sinopse: Em ‘Sobrenatural‘, uma família, que acabou de se mudar para uma casa nova, descobre que um espírito do mal está dentro da casa ao mesmo tempo em que o filho do casal entra em coma de maneira inexplicável. Tentando escapar das assombrações e para salvar o menino, eles se mudam novamente e percebem algo terrível que os deixa desesperados: não era a casa que estava mal-assombrada.

A Casa

Sinopse: Baseado em um caso real que aconteceu em 1944 numa antiga fazenda, onde encontraram os corpos de dois homens brutalmente torturados. As fortes fotografias encontradas foram a chave para resolver este crime sangrento.

Primeiro filme de terror no estilo ‘one single shot’, filmado com uma sequência direta de 79 minutos sem cortes, ou seja, em tempo real.

Quarentena 2

Sinopse: No início da noite de ontem, uma estranha doença se espalhou a partir de uma construção decadente em Los Angeles… e ninguém sobreviveu. No entanto, algo escapou. Agora, a bordo do Voo 318, os primeiros sintomas começam a aparecer. À medida que a infecção evolui, os inocentes passageiros repentinamente transformam-se em sanguinários e aterrorizantes assassinos. Forçados a aterrissar num terminal isolado, cercados por agentes do governo armados, a tripulação e os passageiros ficam cada vez mais desesperados.

Filmes Clássicos

O Massacre da Serra Elétrica (2005)
Sinopse: Quatro amigos vão ao méxico assistir a um show. Quando eles dão carona a uma garota louca que se mata dentro do furgão, eles pedem socorro numa cidade no meio do nada. Só que ali moram Vilmer e sua família de psicopatas canibais, incluindo o mascarado Leatherface, que costuma matar as pessoas com uma serra elétrica.

Elegido pelo CinePop como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, ‘O Massacre’ consegue unir todos elementos que um assustador filme de terror precisam. Realmente um dos filmes mais fortes e chocantes de todos os tempos.

 

Jogos Mortais (2005)
Sinopse: O mistério começa quando os dois presos tentam juntar as provas deixadas para decifrar como chegaram lá, e mais importante ainda, de como eles poderão fugir.
As pistas se desvendam à medida que suas identidades verdadeiras são expostas e eles percebem que são as próximas vítimas do assassino Jigsaw.

‘Jogos Mortais’ é um filme de terror muito bem elaborado, com inúmeras situações que levam o espectador a adivinhar o final, até o derramamento da última gota de sangue. A cada ato uma reviravolta, a cada reviravolta uma surpresa. O espectador vai ficando cada vez mais assustado e confuso, até chegar em um dos mais finais mais inteligentes já vistos. Um filme que vai deixar seus olhos abertos por um mês. E a luz do quarto acesa por dois. ‘Jogos Mortais’ é a retomada do verdadeiro cinema Terror.

 

 

O Amigo Oculto (2005)
Sinopse: Quando a mulher de David e mãe de Emily morre, pai e filha decidem se mudar para uma casa afastada da civilização. É quando a garotinha então cria o amigo imaginário Charlie. Tudo vai bem, até que todos começam a morrer. Quem será Charlie?

Mesmo partindo para o suspense psicológico, ‘O Amigo Oculto’ consegue fazer todos ficarem com as pernas bambas imaginaram como termina esta história um tanto complexa. Vale a pena pela atuação de Robert De Niro e Dakota Fanning.

Extermínio (2003)
Homem acorda do coma, e descobre que um vírus transformou a cidade inteira em zumbis. Ele recruta um grupo para lutar por suas vidas.

“Extermínio” é, com certeza, um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. As cenas, atuações e histórias são bem elaboradas.

 

A Bruxa de Blair (1999)
Sinopse: Três estudantes de cinema se dirigem à Floresta Black Hills com o objetivo de rodarem um documentário sobre a lenda local, a bruxa Blair. Eles nunca mais são vistos. Um ano depois, seus equipamentos e os negativos de seu filme são encontrados.

O século termina justamente com um dos filmes mais lucrativos da história do cinema e essa produção é justamente um filme de terror. A Bruxa de Balir custou miseráveis U$ 30 mil e rendeu U$ 150 milhões. E você deve estar de perguntando, como isso foi

possível? Simples, caro internauta, uma jogada marketing impecável, Os diretores fizeram o filme com atores de segunda, utilizaram material bem baratinho e o transformaram, através de boatos (com a ajuda já da Internet), em um falso documentário. A estratégia deu super certo, todo mundo queria ver o tal “documentário”. Apesar do sucesso muita gente se sentiu ludibriada (é tudo ficção) e acharam que o filme estava muito aquém de todo o burburinho criado em torno dele.

Pânico (1996)
Sinopse: Uma pequena e pacata cidade está em pânico: um louco, fanático por filmes de terror, está assassinando brutalmente os jovens da cidade, agindo como os maníacos das telas. Primeiro ele telefona, faz perguntas sobre filmes do gênero. Se a resposta estiver errada…

Depois do sucesso de A Hora de Pesadelo esta produção é a responsável por voltar a atrair espectadores às salas de cinema, já que o gênero andava muito em baixa. A grande sacada desta fita foi o uso da meta linguagem, ou seja, um filme de terror que fala justamente sobre os filmes de terror. O estilo agradou em cheio tanto os entendidos no assunto que se divertiam com as inúmeras citações de outros filmes como os não iniciados pois há sustos em profusão. Além das duas seqüências inspirou muitos outros filmes como ‘Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado’.
Entrevista com o Vampiro (1994)
Sinopse: Na São Francisco do século XX, vampiro concede entrevista a jornalista, contando como foi transformado numa criatura das trevas pelo vampiro Lestat, na Nova Orleans do século XVIII.

A escritora do livro desta adaptação, Anne Rice, não queria nem saber de Tom Cruise no papel do vampiro Lestat, depois que viu o resultado se retratou publicamente. Realmente tudo funciona bem no filme, o clima gótico e o elenco com 3 grandes nomes de Hollywood, além de Cruise estão Brad Pitt e Antonio Banderas. Não tem muitos sustos, mas por outro lado, é um dos melhores filmes sobre vampiros já feitos.

 

Frankenstein de Mary Shelley (1994)
Sinopse: Após à morte da mãe, o jovem Victor Frankenstein deixa sua casa para estudar na Universidade. Em meio ao caos causado pela cólera, ele descobre o segredo da vida, e anima criatura que será eventualmente responsável por sua perdição. Adaptação do clássico de Mary Shelley.

O estilo aqui é barroco e bem carregado, e tem uma direção no mínimo curiosa, a do inglês (que ficou célebre por dirigir filmes baseados nos livros de Willian Shakespeare) Kenneth Brannagh. É muito interessante ver também Robert De Niro, um dos maiores astros de Hollywood, no papel de monstro, coberto por muita maquiagem.

Drácula de Bram Stocker (1992)
Sinopse: Francis Ford Coppola retorna à fonte original do mito de Drácula e fez questão inclusive de manter o nome do escritor no nome do filme. Gary Oldman faz o papel do conde apaixonado que pensa ter reencontrado sua amada que fora assassinada séculos antes e não mede esforços para tê-la de volta.

Classificar esta fita apenas como mais um filme de terror seria no mínimo injusto. Coppola criou uma verdadeira obra de arte. A começar pelo visual deslumbrante e arrebatador.

O elenco é de primeira, com Winona Ryder fazendo o papel de objeto do desejo de Drácula e Anthony Hopkins no de caça vampiros. A produção ganhou 3 merecidíssimos Oscars: de figurinos, maquiagem e efeitos sonoros.

O Silêncio dos Inocentes (1991)
Sinopse: Agente do FBI é destacada para encontrar assassino que tira a pele de suas vítimas. Para entender como ele pensa, ela procura um perigoso psicopata, encarcerado sob a acusação de canibalismo.

Esta produção de Johnatan Demme é uma espécie de divisor de águas dos filmes de terror pois foi o primeiro filme do gênero a ganhar o prêmio máximo da cinematografia mundial, o Oscar de Melhor filme daquele ano. Além deste levou a estatueta de direção, ator para Anthony Hopkins, atriz para Jodie Foster e roteiro, feito só conseguido por 3 filmes até agora. A adaptação do best-seller de Thomas Harris é ousada e foi copiado inesgotavelmente nos anos seguintes por inúmeras produções. Deu cria a mais dois filmes Hannibal e Dragão Vermelho, ambos não chegam nem aos pés do original. 
Evil Dead – A Morte do Demônio (1983)
Sinopse: Grupo de jovens passa fim de semana numa cabana na floresta. Lá eles descobrem o diário de um arqueólogo e inadvertidamente liberam uma terrível maldição.

Esta produção (que também é conhecida como ‘Uma Noite Alucinante’) é cultuada por muitos apreciadores de filmes de terror e produções B. O orçamento foi realmente baixíssimo, os efeitos especiais escassos, mas o resultado simplesmente apavorante. O clima que o diretor Sam Raimi (que agora está com orçamentos bem mais folgados já que fez Homem-Aranha e está terminando a

continuação) cria é de arrepiar os cabelos do mais duro machão. Não assista este Evil Dead sozinho e à noite, você vai morrer de medo. Há mais duas seqüências, mas não se igualam ao original, enveredando inclusive para a linha do humor. A boa notícia é que Raimi já declarou em entrevistas que estaria interessado em fazer uma quarta parte da franquia.

Poltergeist – O Fenômeno (1982)
Sinopse: Uma família inteira se vê ameaçada por estranhos fenômenos que se sucedem em sua casa. A filha mais nova desaparece dentro de uma tela de TV e só a intervenção de uma médium poderá revelar o mistério.

O clima de pavor aqui é acentuado pelo fato de uma menina muito pequena viver as piores situações. O fato dela ficar presa numa tela de TV também faz com que sintamos muito medo mesmo, inclusive do próprio aparelho em que vemos o filme. Pensa-se seriamente em jogar a televisão pela janela. As continuações (obviamente mais fracas) são Poltergeist (2) – O Outro Lado e Poltergeist (3) – O Capítulo Final.

 

O Iluminado (1980)
Sinopse: Homem enlouquesse e tenta matar mulher e filho em um assustador Hotel.

Stanley Kubrick era genial e seu “O Iluminado” não é apenas uma das melhores adaptações de Stephen King, é também um dos grandes filmes de terror do cinema. Inexplicavelmente, King não ficou satisfeito com essa adaptação (existe uma outra versão – muito inferior a essa primeira – de “O Iluminado” feita em 1997, não sei se com essa King ficou feliz).
Kubrick fez um filme impecável, e quem já assistiu deve se lembrar do mórbido hotel (locação das mais geniais) no qual a família Torrance passa pelas mais horripilantes situações.
Halloween (1978)
Sinopse: Michael Myers foge de um hospital psiquiátrico, depois de 15 anos de tratamento, por causa da morte da irmã, e volta à cidade onde ocorreu o crime para continuar com o banho de sangue.

Este é um clássico (custou parcos U$300 mil e rendeu mais de U$ 55 milhões só nos EUA) por vários motivos, o primeiro por que transformou Jamie Lee Curte (então com apenas 19 anos) em diva das produções de terror, ela virou parâmetro de atuação neste tipo de filme (muitos, muitos gritos). O segundo motivo é por que foi dirigido por ninguém menos que John Carpenter, responsável por muitos outros bons filmes de horror como Vampiros, Eles Vivem, A Cidade dos Amaldiçoados e O Enigma do Outro Mundo. E por último por ter a trilha sonora mais hipnotizante que se tem notícia. Depois vieram inúmeras e cansativas seqüências. A última é Halloween:Ressurreição.
O Exorcista (1973)
Sinopse: Menina de 12 anos (Linda Blair) é possuída pelo demônio. Sua mãe pede ajuda para a igreja e recebe a visita do religioso Damien Karras, um padre psicologicamente perturbado por questionar sua própria crença e que não se sente capaz de executar a tarefa sozinho, pede ajuda a um outro padre mais experiente. Juntos tentarão exorcizar o mal que controla a garota.

A partir deste filme considerado como o clássico absoluto de terror o gênero nunca mais foi o mesmo recebendo inclusive 10 indicações ao Oscar, vencendo a de melhor som e de roteiro adaptado. A fita ficou tão boa quanto o livro e deixou muita gente sem dormir durante muito tempo.
O Massacre da Serra Eletrica (1973)
Sinopse: Grupo de jovens em visita ao Texas é atacado por família de maníacos que os elimina com a ajuda de uma serra elétrica.

O diretor, Tobe Hooper, é o mesmo que depois faria outros clássicos do gênero como Poltergeist e A Hora de Pesadelo. Mas este Massacre é o preferido de muitos e treme-se mais na cadeira quando sabemos que foi a história baseada em fatos reais. Depois deste vieram. O Massacre da Serra Elétrica 2, O Massacre da Serra Elétrica – O Retorno e O Massacre da Serra Elétrica – O Massacre Final e o remake.
A Noite dos Mortos Vivos (1968)
Sinopse: Meteorito radioativo traz os mortos de volta à vida. Sete seres humanos são encurralados numa fazenda pelos zumbis canibais, vivendo noite apavorante.

Este genial filme de George Romero (de baixíssimo orçamento) revolucionou o cinema. Tanto é que sua fórmula foi copiada inúmeras vezes. A sensação de claustrofobia vivida pelos personagens é passada fielmente aos espectadores, o que nos faz sentir quase que na pele todo o horror que eles vivem. Depois vieram Zombie – O Despertar dos Mortos e Dia dos Mortos, muito inferiores a este primeiro.
O Bebê de Rosemary (1968)
Sinopse: Jovem casal muda para prédio habitado por estranhas pessoas. Quando ela engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê seu marido se envolver com os vizinhos.

Os típicos personagens dos filmes de terror saem de cena e entra o pavor no dia-a-dia de pessoas comuns como você ou sua tia. Tudo começa como um filme leve e até romântico e pouco o pouco Roman Polanski vai carregando o ambiente até deixá-lo totalmente sufocante. Imagine que uma indefesa grávida tem de lutar contra uma demoníaca seita que quer roubar o seu bebê. Completamente apavorante mesmo tendo mais de 30 anos.

Dicas de Filmes para o Dia das Crianças

Uma das datas mais esperadas do ano, o Dia das Crianças, é comemorada hoje, 12 de outubro – e como melhor celebrar senão com produções incríveis nas várias plataformas de streaming?

Pensando nisso, preparamos uma breve lista com ótimos e inspiradores longas-metragens destinadas ao público infantil e que podem ser conferidas em família – visto que é bem provável que todos se divirtam com essas produções.

Confira nossas escolhas:

TOY STORY (1995)

toy story 1

Onde assistir: Disney+

Na trama de ‘Toy Story’, considerada uma das melhores animações da história, acompanhamos Woody (Tom Hanks), um caubói de brinquedo que vive no quarto de seu amado dono, Andy, ao lado de vários amigos, como o Sr. Cabeça de Batata (Don Rickles), Slinky (Jim Varney), Rex (Wallace Shawn), Bo Peep (Annie Potts) e outros. Vivendo um dia após o outro cumprindo a missão que lhes é dada, de entreter e de fazer parte dos melhores momentos de uma criança, o cotidiano que conhecem passa por uma grande mudança com a chegada de um novo brinquedo – o patrulheiro espacial Buzz Lightyear (Tim Allen).

 

LUCAS – UM INTRUSO NO FORMIGUEIRO (2006)

Onde assistir: HBO Max

Neste desenho animado, as formigas estão cansadas de sofrer ataques constantes a seu formigueiro e encolhem um menino destruidor chamado Lucas, que é condenado a viver entre elas até que perceba seus erros. Ajudado pelos insetos guardiões, Lucas descobre um mundo que nunca soube que existia e logo junta forças com seus novos amigos para combater um exterminador que ameaça o formigueiro.

SHREK (2001)

Onde assistir: Prime Video

Apostando fichas em uma mixórdia esplendorosa de referências pop e um encontro propositalmente anacrônico entre passado e presente, ‘Shrek’ tornou-se a primeira animação da história a levar o Oscar para casa e fez um estrondo de bilheteria ao redor do mundo. A trama é centrada em um ogro chamado Shrek, que tem sua vida invadida por personagens de contos de fadas que acabam com a tranquilidade de seu lar. Então, ele faz um acordo com o rei para resgatar uma princesa e recuperar sua paz.

O EXPRESSO POLAR (2004)

Onde assistir: Prime Video

Nessa clássica e subestimada animação, o icônico Tom Hanks e o diretor Robert Zemeckis unem forças para trazer à vida uma aventura inspirada no livro infantil de Chris Van Allsburg. Quando um menino cheio de dúvidas pega uma extraordinária carona para o Polo Norte, ele embarca em uma jornada de autodescobrimento que mostra a ele que a maravilha da vida nunca desaparece para aqueles que acreditam.

OS SEM-FLORESTA (2006)

Onde assistir: Prime Video

A primavera chegou, o que faz com que os animais da floresta despertem da hibernação. Ao acordar eles logo têm uma surpresa: surgiu ao redor de seu habitat natural uma grande cerca verde. Inicialmente eles temem o que há por detrás da cerca, até que RJ revela que foi construída uma cidade ao redor da floresta em que vivem, que agora ocupa apenas um pequeno espaço. RJ diz ainda que no mundo dos humanos há as mais diversas guloseimas, convencendo os demais a atravessar a cerca. Entretanto esta atitude desagrada o cauteloso Verne, que achava melhor permanecer onde estavam inicialmente.

AS AVENTURAS DE TINTIM (2012)

Onde assistir: Prime Video

Tintim é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Entretanto, o galeão é roubado e, à medida que herói começa a investigar, descobre uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock na disputa contra um colecionador perigoso para encontrá-lo.

PAN (2015)

Onde assistir: Prime Video (Aluguel)

Peter é um menino travesso de 12 anos que vive em um sombrio orfanato em Londres. Em uma noite inacreditável, Peter é levado do orfanato a um mundo fantástico de piratas, guerreiros e fadas, chamado Terra do Nunca. Lá, ele vive aventuras incríveis enquanto tenta descobrir o segredo de sua mãe, que o deixou no orfanato há tanto tempo. Na companhia da guerreira Princesa Tigrinha e do novo amigo Capitão Gancho, Peter deve derrotar o cruel pirata Barba Negra e se tornar o herói da Terra do Nunca.

CONVENÇÃO DAS BRUXAS (2020)

Onde assistir: HBO Max

O remake do clássico dos anos 1990, dirigido por Robert Zemeckis, acompanha a vida de um menino órfão que, no final de 1967, vai morar com sua amada avó na cidade rural de Demopolis, no Alabama. O menino e sua avó se deparam com algumas bruxas enganosamente fascinantes, mas completamente diabólicas, de modo que a avó sabiamente leva nosso jovem herói para um resort à beira-mar opulento. Entretanto, eles chegam exatamente no mesmo momento em que a grã-bruxa do mundo reuniu seus companheiros de todo o mundo – disfarçados – para realizar seus planos nefastos.

10ª Mostra de Cinema de Tiradentes

 

De 19 à 27 de Tiradentes aconteceu a 10ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o primeiro evento cinematográfico no país. Contando no total com 219 filmes, entre longas, curtas e vídeo, a mostra foi a maior de toda sua existência, contando com cerca de 40 mil pessoas que visitaram a bela e receptiva cidade do interior de Minas Gerais.

Em suas ruas de pedras e com construção originais de séculos passados transitam cineastas, atores, críticos, jornalistas e público em geral, tendo como ponto de encontro o interesse pelo cinema. Comemorando seu 10º ano, a Mostra optou por homenagear as figuras mais importantes para o cinema nacional nesta época: um júri envolvendo 41 pensadores de nossa indústria elegeu Beto Brant o ‘Diretor da Década’, Lázaro Ramos e Matheus Nachtergaele os ‘Atores da Décadas’ e ‘Central do Brasil’, ‘O Invasor’ e ‘Cidade de Deus’ os filmes mais importantes do período.

 

Divididos entre ‘Cine Tenda’ (uma tenda armada em um local da cidade) e o ‘Cine Praça’ (um cinema ao ar livre), as sessões iam acontecendo, começando às 11 da manhã e entrando na madrugada… o único problema foi a chuva, que insistia em castigar a cidade e todos os seus visitantes (algo que a organização do evento deve tentar contornar, pois Janeiro é mês de chuvas) mas que em momento algum atrapalhou a programação.

Ao longo dos 9 dias de mostra vimos o que de importante aconteceu no cenário audiovisual do Brasil, sejam obras com bom roteiro e finalização, sejam obras de péssimo gosto. Dentre os longas, exibidos, vimos:

Cada longa visto tem sua própria crítica, clique no nome para ler:

» ‘Querô’, de Carlos Cortez
» ‘O Cheiro do Ralo’, de Heitor Dália
» ‘Fabricando Tom Zé’, de Décio Mota Jr.
» ‘Jardim Ângela’, de Evaldo Mocarzel
» ‘Cine Tapuia’, de Rosemberg Cariry
» ‘O Engenho de Zé Lins’, de Vladimir Carvalho
» ‘Proibido Proibir’, de Jorge Duran
» ‘Batismo de Sangue’, de Helvécio Ratton

A mostra de curtas e vídeos foi a mais variada possível, das quais podemos destacar ‘Sal Grosso’, ‘Mataram o meu gato’, ‘Marilza e a lata de leite condensado’ e, principalmente, os três que, em minha opinião, dividem o prêmio de melhor curta/vídeo:

» ‘Alguma Coisa Assim’, de Esmir Filho, que fala sobre as experiências de dois adolescentes pela noite paulistana,

» ‘O Processo’, de Conrado Almada, uma boa idéia que rende um filme extremamente divertido,

» ‘Sal Grosso’, de André Amparo e Ana Carolina Murta, também muito divertido com suas filosofias e gestos.

Encerrando a programação tivemos a premiação do melhor longa, curta e vídeo eleitos pelo voto popular. Foram premiados (infelizmente não vi nenhum dos premiados):

Melhor longa:‘Noel, o Poeta da Vila’, de Ricardo Van Steen
Melhor curta: ‘Vida Maria’, de Márcio Ramos
Melhor vídeo: ‘Mauro Shampoo – Jogador, Cabeleireiro e Homem’, de H.Fontenelle e Leonardo Cunha Lima

Uma mostra que privilegia o cinema nacional sempre deve ser comemorada. Apesar dos problemas temos que parabenizar à todos os envolvidos pela organização e boa realização da Mostra, deixando agendado o encontro para a 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes, de 18 à 26 de Janeiro de 2008, na bela Tiradentes. Nos encontramos lá!

Agradecemos à organização por toda colaboração para que o trabalho do Cinepop fosse realizado.

 

Matéria Por: Rodrigo Soares

Filmes que Deveriam ter Continuação

 

FILMES QUE DEVERIAM TER CONTINUAÇÃO

25.12.2011
Cínara Patricia

Tem determinados filmes que quando vemos o “the end” e as luzes se acederem nos dá uma triste sensação, porque aquele filme que nos marcou e que gostamos tanto não será feito outra história ou outra baseada naquela. Alguns diretores nos contemplam com algumas continuações que por algumas vezes nos parecem brincadeiras, mas em outros honestos trabalhos.

Mas e aquelas filmes que pedem uma continuação, os fãs imploram por isso e nada acontece; bom para esses ainda não há o remédio pronto.

Com a chegada de novos longas ao cinema como ‘Missão: Impossível 4 – Protocolo Fantasma‘ e ‘Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras‘, o CinePOP pensou em alguns títulos que poderiam e mereciam suas segundas, terceiras partes.

X-Men 4

Continuar a saga dos mutantes com super poderes seria uma felicidade para os fãs da série.Professor Xavier e companhia terminaram muito cedo sua trajetória, já que ainda havia personagens a serem explorados e colocados a prova perante o público.

O último filme, já com um novo diretor, deixou um pouco a desejar, principalmente no quesito personagens, então nada mais merecido do que uma nova aventura com a presença de Gambit, Apocalipse ou quem sabe as famosas sentinelas e, claro, um melhor desenvolvimento de certos heróis como Vampira e Phoenix.

O final do terceiro longa faz a nossa imaginação fluir.

 

Kids 2

Realidade, atores amadores, cenas fortes de sexo, uso de drogas e polêmicas a parte, “Kids” foi um filme muito assistido nos anos 90 e com uma forma bem experimental e independente ganhou muitos prêmios. O filme lançou para os cinemas duas estrelas Rosario Dawson e Chloë Sevigny na época ainda eram garotas e hoje ganharam os cinemas. A fórmula de Kids já está meio esgotada por aí e não pode ser considerada tão inovadora, mas o filme teria uma boa continuação ao mostrar o que teria acontecido com aqueles adolescentes sem rumo. No mínimo três deles estariam com o vírus da AIDS, outros viciados e alguns deles mortos. Com a direção certa o filme poderia se tornar algo maior e não mais um filme sobre adolescentes, o que “Kids” nunca foi.

Os Fantasmas se Divertem 2

Quem não se lembra de Beetlejuice, o fantasma que vinha da terra dos mortos para tentar assustar uma família que se muda para a cada de um casal de fantasmas. Assim acaba conhecendo sua nova amiga Lídia, a dark e mau comprendida filha dos novos moradores.

Esse longa do diretor Tim Burton é um clássico dos anos 80 e seu personagem principal é um show a parte. Michael Keaton rouba a cena com o esquisito fantasma que aparece quando chamado pelo nome três vezes. Uma segunda parte do filme faria bem aos fãs, que viram o longa virar desenho animado nos anos 90. Um bom enredo seria a vida de Beetlejuice no mundo dos mortos e suas idas e vindas na terra para ajudar Lídia com seus problemas, algo bem parecido com o desenho televisivo.

O Profissional 2

O assassino com a personalidade quase infantil que cuida da garotinha que tem seus pais assassinados fez sucesso e mostrou ao mundo dois grandes talentos. O ator francês Jean Reno, já veterano, viu seu nome depois disso estampado em vários longas dos mais diversos gêneros e ganhou de vez o mercado americano. Já a então estreante Natalie Portman, ganhou o mundo após esse violento longa. A história que gira quase como um romance, poderia ter uma continuação baseada na garotinha que se vê abandonada após a morte do profissional, e como já indica segue a profissão da única pessoa que cuidou e amou ela de verdade. Uma vantagem no longa seria não precisar contar com Portman novamente, que duvido muito concordasse em filmar novamente.

Transpotting 2

Sim, sabemos que essa continuação já está sendo cogitada e que levaria o nome de “Porno“, mesmo nome do livro homônimo de Irvine Welsh, que também escreveu o livro Trainspotting. Nesse segundo longa os amigos Mark Renton, Spud, Begbie e Sick Boy estaria envolvidos com a indústria pornográfica e se passaria 10 anos após o final do primeiro longa. Mas o que seria realmente interessante nessa continuação seria o elenco original nos papéis originais, o que parece não irá acontecer. O astro Ewan McGregor já disse que não participa por achar que se o longa for ruim as pessoas vão esquecer do quanto bom foi o primeiro longa. Vale lembrar que o filme deslanchou a carreira de McGregor e do diretor Danny Boyle e ganhou várias premiações importantes se tornando um cult entre os cinéfilos. Mas a parceria seria complicada, pois McGregor rompeu sua amizade de anos com Boyle, quando esse não o chamou para o papel principal de “A praia“. Então a continuação pode até exisitir, mas não com o elenco que fez do filme um sucesso.

Gremlins 3

Quem não se lembra das criaturinhas fofinhas que quando molhadas se transformavam em pequenos monstrinhos capazes de destruir cidades inteiras?
E o bichinho que atende pelo nome de Gizmo, quem não queria ter um?
Pois então porque não ter um terceiro filme da série com novos personagens e aventuras?

Gremlins com sua história cheia de humor e referências cinematográficas foi um clássico no final da década de 80 e continuou em 90.

Nos dias atuais o filme ganharia um reforço dos efeitos especiais e permitiria a presença de novas criaturas de espécies diferentes.

Gizmo teria que novamente colocar sua faixa vermelha na cabeça e enfrentar novas criaturas do mal, para o deleite dos fãs.

 

Encontros e Desencontros 2

O que teria acontecido entre Charlotte e Bob Harris depois do elevador? Que fim tomaria os personagens? Ou melhor o que Charlotte disse a Bob no elevador? Esses seriam bons pontos de partida para uma possível continuação. Esse simpático filme de Sofia Coppola que fez a cabeça do público, além de concorrer e ganhar alguns prêmios merecia uma nova aventura dos protagonistas, talvez se reencontrado em outra translação ou até mesmo em um lugar em comum como Nova York e vêem se a química de seus personagens funcionaria longe de um lugar perdido. Geralmente filmes que personagens se encontram anos mais tarde rendem boas atuações e histórias.

 

Laranja Mecânica 2

Quem nunca imaginou se Alex realmente se curou de todas as loucuras que cometeu no passado e que o tratamento de choque realmente o transformou. Esse grande anti-herói do cinema imortalizado no filme de Kubrick poderia ganhar um longa somente seu, talvez sobre sua volta no sistema criminal e sobre a violência gratuita a qual somos submetidos todos os dias. Poderíamos observar que o mundo criado em 1970 não se diferencia muito do nosso atual, apenas a crueldade deve ter aumentado, como será que um recuperado Alex se sairia nos dias atuais?

 

Clube da Luta 2 e 3

Esse filme teria que ser uma trilogia sobre a sociedade de consumo em que vivemos, onde ter tudo nem sempre resolve nossos problemas, e como a carência humana pode afetar o individuo de várias maneiras. Nem precisaria da presença de Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham-Carter, pois seria filmes com títulos, personagens e situações diferentes. O sucesso e o impacto que esse longa causou pelos cinemas já no primeiro ano do século XXI nos mostra alguns dos problemas cada vez mais enfrentados pela sociedade e pelo ser humano.

Homem-Aranha 4, 5 e 6

Um dos melhores filmes feitos sobre super-heróis ainda teria muito que discutir e retratar, sem contar os vilões que ficaram de fora e merecem seu lugar ao sol.

Então, em uma decisão dúvidosa e arristada, a Sony anunciou que iria recomeçar a franquia, com ‘O Espetacular Homem-Aranha‘. Marc Webb entra na direção, Andrew Garfield (‘A Rede Social’) no papel principal e Emma Stone (‘Zumbilândia’) como Gwen Stacy. Mas, se o reboot fracassar, será que teremos ‘Homem-Aranha 4‘ com o elenco e equipe original?

Star Wars 7, 8 e 9

George Lucas deixou todos com gostinho de quero mais ao lançar os filmes que contam a história de Dark Vader e como tudo começou no mundo de Star Wars. Mas ainda esperamos o fechamento da série que mais tem fãs pelo mundo e mobiliza legiões de pessoas para discutir prováveis desdobramentos, novos caminhos e até mesmo a personalidade de cada personagem da série. A guerra intergaláxia inventada por Lucas não precisaria esperar anos como aconteceu com os últimos três filmes, pois efeitos especiais de qualidade é que não faltam mais nos dias atuais no grande cinema.