Para evitar o avanço do Coronavírus, diversas redes de cinema foram obrigadas a fecharem as portas ao redor do mundo, resultando num imenso impacto negativo na economia de vários países.

E, de acordo com o Comic Book, a indústria cinematográfica dos EUA teve seu pior rendimento no último fim de semana, sem nenhum retorno financeiro pela primeira vez na história.

A atualização mais recente em relação à bilheteria doméstica aconteceu em 19 de março, quando o Box Office Mojo divulgou um total de US$ 143.641 referentes a todos os 36 filmes lançados em todo o território norte-americano.

A última vez que as bilheterias sofreram uma queda tão grande como esse foi na semana de 17 de outubro de 2001, pouco mais de um mês após os ataque terroristas do 11 de setembro… Ainda assim, os marcadores registraram um total de US$ 151.025, na época.

Apesar do choque, a notícia não é nenhuma surpresa, visto que os cinemas estão fechados e as pessoas estão evitando sair de casa para não contraírem a doença.

Infelizmente, o cenário não é nada animador e ainda é cedo para apostar na reabertura de espaços que contribuam com a aglomeração de pessoas, o que pode resultar em novas contaminações e possíveis mortes.

Lembrando que os EUA é o terceiro país com a maior taxa de infectados com o Coronavírus, com 35.200 casos e 475 mortos.

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Logo acima vem a Itália, com 59.100 casos e 5.400 mortes, e a China, com 81.500 casos e mais de 3.200 mortes.

Ao redor do mundo, os cinemas continuam de portas fechadas.

De acordo com o Deadline, a AMC, maior rede de cinema dos Estados Unidos, fechou 630 estabelecimentos pelo país desde o último dia 17.

As salas de cinema vão permanecer inativas entre seis e 12 semanas para atender as leis estaduais e federais, determinadas para garantir a saúde e a segurança da população.

Através de um comunicado, o presidente da AMC, Adam Aron, disse:

“Estamos tão decepcionados quanto o público e nosso funcionários, mas devemos obedecer as novas diretrizes estabelecidas pelas autoridades. Devemos evitar reuniões com mais de 10 pessoas em locais fechados, então é impossível manter os cinemas funcionando. Ainda assim, a saúde e o bem-estar da população vem em primeiro lugar, e vamos continuar a monitorar a situação com muita atenção até chegar o dia em que entreter o público novamente.”

Além da AMC, a Landmark Theatres, Cineplex Odeon, e Alamo Drafthouse também decidiram encerrar as atividades por tempo indeterminado, deixando mais de 3.400 cinemas de portas fechadas.

Aqui no Brasil, os cinemas do Rio de Janeiro foram obrigados por determinação do governo a fechar suas portas por 15 dias, em virtude da pandemia de Coronavírus. E as consequências começaram a surgir na economia do país.

Enquanto a rede Kinoplex antecipou as férias coletivas dos funcionários do estado, a rede Cinemark tomou medidas mais drásticas.

Em 16 de março, a maior rede de cinema do país anunciou um Plano de Demissão Voluntária ou um Programa de Qualificação Profissional remunerado.

Paulo Balmant, presidente do Sindicato da categoria, revelou ao G1 que a Cinemark ofereceu apenas duas propostas:

1. Plano de demissão voluntária, no qual será garantido ao funcionário o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) sem o pagamento da multa rescisória.
2. Programa de Qualificação Profissional remunerado.

Na segunda opção, o funcionário receberá ATÉ 80% do seu salário líquido e ficará em casa assistindo cursos profissionalizantes online.

“A maioria parece que vai querer a segunda opção”, disse Balmant.

Mais informações serão reveladas em breve.

A determinação de fechar os cinemas foi estabelecida pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Governo do Estado, que emitiu o decreto número 46.970/20, que suspende as atividades “em cinemas, lonas culturais, teatros e museus”.

A medida visa evitar a proliferação da doença e garantir a segurança da população. Espera-se que contenção por apenas 15 dias seja o suficiente para a situação global se amenizar.

No estado de São Paulo, o governador João Dória fez restrições menores, seguindo a mesma premissa adotada pelo governador de Nova York. Sua determinação impera que eventos com mais de 500 pessoas sejam suspensos.

O cancelamento engloba tanto eventos governamentais, esportivos, artísticos, culturais, políticos, científicos, comerciais, bem como religiosos.

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