As séries envolvendo bruxaria, lobisomens, entre outras criaturas místicas, têm se tornado cada vez mais comum no universo das séries de TV e/ou streaming. Além do mais, este tipo de temática atrai o público mais jovem –  sendo prova disso a quantidade enorme de literatura que se passa neste tipo de universo. Obviamente que, com uma demanda tão grande, a Netflix não deixaria de investir na sua própria produção teen repleta de bruxas, homens que se transformam em lobos e romance juvenil.

A Ordem, criada por Dennis Heaton (Fido – O Mascote) e Shelley Eriksen (Rookie Blue), conta a história do jovem Jack Morton (Jake Manley) que, para vingar a morte de sua mãe, resolve se juntar a uma ordem secreta de praticantes de magia negra e se descobre no meio de uma guerra entre este grupo e o de lobisomens. Além disso, ele precisa lidar com o avó superprotetor, Peter Morton (Matt Frewer), e os sentimentos que está desenvolvendo por Alyssa Drake (Sarah Grey), sua veterana.

A produção possui uma dramaturgia que prende o telespectador logo nos seus dois primeiros episódios. Por mais que a história tenha um desenvolvimento mais voltado para o universo teen, a trama consegue cativar aqueles que assistem devido a forma como o tema é abordado e até mesmo por causa das nuances mais semelhantes ao gênero do terror. Entretanto, a partir do quinto capítulo, o roteiro perde um pouco da qualidade do início ao mostrar aspectos caricatos e já vistos em qualquer produção com um drama parecido.

Contudo, a grande queda de A Ordem se dá no final da primeira temporada quando a sensação de que os roteiristas estavam correndo contra o tempo transborda. A história perde a essência instigante do começo e entrega finais óbvios, com poucas surpresas. Além disso, alguns casais que se formam não tem sentido algum e muito menos química no currículo, dando a sensação de uma tentativa frustrada de dar um par romântico para todos os personagens que ganharam a simpatia do público.

Por falar nos personagens, o protagonista, Jack Morton, é o típico jovem que fará a jornada do herói. Por vezes, ele é um menino mimado pelo avô, em outras é só chato mesmo, e de vez em quando consegue ganhar um pouco o público. Do outro lado está Alyssa, seu par romântico, que também não contribui muito no quesito desenvolvimento, entretanto, ela é mais interessante do que ele.

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Contudo, existem quatro personagens que ganham facilmente nosso coração em A Ordem e é por eles que muitas cenas valem a pena: o trio Hamish Duke (Thomas Elms), Lilith Bathory (Devery Jacobs) e Randall Carpio (Adam DiMarco), que protagonizam momentos divertidíssimos, e Vera Stone (Katharine Isabelle), dona dos melhores diálogos e das melhores patadas. Já o antagonista, Edward Coventry (Max Martini), não passa do vilão comum que já foi visto anteriormente em diferentes produções.

Em quesitos técnicos, a série possui uma direção pareada com o roteiro, sem grandes novidades, mas fazendo boas escolhas em quesitos de planos, cores e cenas. A arte está congruente com aquilo que é exigido e até mesmo surpreende em alguns capítulos. A trilha sonora não é das mais marcantes, entretanto faz jus ao que está sendo exibido. Já quando os assuntos são efeitos visuais e especiais, não espere grandes coisas, vá sem expectativas.

No âmbito geral, A Ordem consegue se classificar como uma produção seriada que começou com grande potencial, contudo, perdeu-se na história pelo meio do caminho. Só que mesmo com todos os defeitos, a trama consegue ser uma boa pedida para quem está procurando algo somente para se divertir e passar o tempo.

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