Os dramas estão invadindo a cultura pop e conquistando seu espaço definitivo no coração dos jovens. A produção maciça de séries sul-coreanas vem conquistando fãs no mundo inteiro, como a série cativante ‘Love Alarm’, cuja segunda temporada acaba de estrear na Netflix.

Kim Jojo (Kim So-Hyun) está tentando seguir com sua vida e se esforça para gostar de Hye Yeong (Ga-ram Jung), que é um rapaz muito, muito bonzinho. Mas a moça não consegue ter certeza se gosta mesmo dele, ou se sequer quer gostar dele, pois seu app do ‘Love Alarm não toca para ninguém. Aos poucos, a medida de proteção que pareceu ser uma boa ideia no passado começa a se tornar um fardo muito grande para Jojo, especialmente agora que ela está refletindo sobre o assunto e imaginando que o escudo que ela colocou no próprio aplicativo não a impediu de ter uma vida feliz ao lado do cobiçado Sun Oh (Song Kang).

Inspirada na webtoon (tipo um mangá em quadrinhos com traços mais arredondados e cartunescos, feitos para a internet) de Kye Young Chon, a série adaptada para o audiovisual ganhou muita profundidade, perdendo o tom brincalhão da versão digital e mergulhando na tensão dramática que é a insegurança das relações interpessoais. A premissa é simples: um app que se torna o queridinho das pessoas e que promete indicar, num raio de 10 metros, quem são as pessoas que vão te amar, seja no futuro breve ou longo. Consequentemente, ele também diz se você vai amar a pessoa em retorno, e isso garantiria o sucesso dos relacionamentos amorosos e acabaria com o investimento emocional desnecessário.



Após a primeira temporada que apresenta o plot da série, a segunda temporada de ‘Love Alarm’ escrita por Bo-ra Seo e Ah-Yeon Lee busca inverter o conflito amoroso trazido nos primeiros episódios: o escudo que protegia Jojo agora se torna uma maldição. E isso só é aceito pelo espectador porque temos dois gatinhos convincentes disputando o coração da protagonista: por um lado, o bad boy rico; por outro, o rapaz bonzinho, o cara certo que todo mundo sabe que é com quem ela deveria ficar. Para quem não viu a primeira temporada, dá para começar na segunda tranquilamente se você já tiver lido nossa crítica aqui no CinePOP.

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A direção geral de Lee Na-Jeong se apoia nos elementos técnicos para marcar bem a mudança de tempo-espaço na história: se na primeira temporada escolar tudo era em tons de cinza, invernal, agora, na universidade, estamos no outono, um pouco mais solar (mas nem tanto), com tons pasteis e um pouquinho mais coloridos. Chama a atenção como a iluminação é um forte recurso na série: todas as cenas, mesmo as internas, tem fortíssima iluminação no rosto dos atores, que é realçado com o figurino quase todo em branco da protagonista, dando à série um ar etéreo.



Acompanhando a técnica dos doramas, a intensidade com que as cenas de toque (de mão, de rosto, de ombro) é aumentada com os closes de câmera e o posicionamento teatral com que os atores/personagens se comportam em cena só aumentam a atmosfera romântico-dramática de ‘Love Alarm’, tornando-a uma das dessas séries fofinhas pra gente guardar num potinho e chamar de minha.

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