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Crítica | A Boa Esposa – Um grito de força para as próximas gerações

Trazendo para os espectadores uma história de força feminina, mudanças em uma época que se soma à famosa revolução social de 1968 na França, marcada por greves gerais e ocupações estudantis que provocaram uma liberdade e força da cultura jovem na Europa, A Boa Esposa mostra o despertar das personagens, de gerações diferentes, para os iminentes conflitos em busca dessa liberdade em um tempo ainda em curtas mudanças no modo de enxergar a mulher na sociedade, na família, no trabalho. Dirigido pelo cineasta Martin Provost e com mais uma bela atuação da musa do cinema francês, Juliette Binoche, o filme, principalmente em seu desfecho, para lá de emblemático, não deixa de ser um grito de força para as próximas gerações.

Na trama, conhecemos Paulette Van Der Beck (Juliette Binoche), que junto ao seu marido Robert (François Berléand) comandam uma escola na Alsácia que basicamente tem o objetivo de treinar adolescentes para se tornarem donas de casa perfeitas. Lá aprendem a cozinhar, a costurar, todos os elementos absurdos sem escolhas para seguirem ordens do marido, só podendo ficar calada. Mas visões feministas chegam para as jovens através do rádio, de algumas experiências escondidas das jovens culminando em uma espécie de revolta ainda tímida mas que ganha força com a união entre elas. Em paralelo a isso, após um acontecimento trágico, Paulette redescobre o amor que fora separado anos atrás pela guerra o que a faz entrar também em uma nova linha de pensar, ensinando o que já não acredita, há um conflito interno pouco exposto que começa a surgir com a chegada desse inacreditável novo amor.

Há reflexões em todos os cantos desse ótimo longa-metragem francês. Na frase: ‘Amaria ser sua esposa, não sombra de sua vida’ fica óbvio a mudança, a atitude, a união das mulheres em relação a como são tratadas por uma sociedade extremamente machista. O uso da comédia em contraponto, ou até mesmo misturada ao drama dão suavidade, leveza, deixando a reflexão chegar de maneira mais mastigada ao espectador. O caótico universo do desespero daqueles que não conseguem se posicionar acabam avançado nas linhas da tragédia mesmo que o filme tenha poucas pausas dramáticas/cômicas.

Em paralelos, dentro do universo temporal mencionado (final da década de 60), vamos vendo uma França como uma pólvora de conflitos sociais, principalmente contra o governo de De Gaulle (já no finalzinho do governo do mesmo). Conseguimos preencher as linhas das lacunas deixadas, enxergamos o horizonte, sobre essa construção de um movimento em diversos lugares do mundo (não só na França). Nesse ponto, a importância da personagem Paulette que entra em uma desconstrução tão profunda quanto o país em sua volta. A partir dessa transformação, rouba a cena completamente, fruto também da competência em cena de Binoche.

O longa-metragem estreia dia 17 de junho. Um belo trabalho, repleto de humor, drama (até musical!) e carismáticas interpretações. Seguir ordens do marido, só podendo ficar calada? Não mais!

10 filmes que pedem comida, cobertor e ninguém pra julgar

Sempre que estamos sozinhos e sobra um tempinho – principalmente nos fins de semana – a primeira coisa que nos vem à cabeça é ligar a televisão e assistir a um filme que nos divirta ou traga reflexões. Para você que está zapeando pelos streamings e ainda não encontrou um bom título para assistir, segue abaixo um ótimo leque de sugestões:

 

White God (Reserva Imovision)

Na trama, conhecemos a corajosa Lili (Zsófia Psotta), que vai passar algumas semanas com seu deprimido pai. A menina, que toca trompete em uma orquestra de sua cidade, leva consigo um belo cachorro chamado Hagen – algo que não é bem visto pelo pai. Certo dia, após um dos inúmeros estresses diários entre os dois, o cãozinho é abandonado no meio da rua. Assim, ao longo das próximas semanas, esse fato provocará uma grande revolução – e, até certo ponto, uma vingança canina – na qual vários cachorros conseguirão fugir de um abrigo e buscarão ‘justiça’ contra aqueles que os maltrataram.

 

Efeito Dominó (HBO MAX)

Nesse ótimo filme, conhecemos um grupo de trambiqueiros que é chamado para executar um plano complexo: cavar um túnel de uma loja até o cofre de um banco e roubar dinheiro e os documentos que estão lá. Eles só não sabem que em alguns desses documentos contém informações comprometedoras que envolvem nomes famosos do cenário britânico.

 

A Linha (Reserva Imovision)

Na trama, conhecemos Margaret (Stéphanie Blanchoud), uma jovem que vive de trabalhos informais pela comunidade onde mora e com um passado recente ligado à música. Certo dia, vira autora de um ataque violento contra sua mãe Christina (Valeria Bruni Tedeschi), sendo sentenciada pelas autoridades de justiça a ficar no mínimo 100 metros dela. A partir disso, uma série de conflitos familiares toma conta da história dessa família, com integrantes completamente instáveis emocionalmente precisando conviver com a situação imposta pelo destino.

 

Free Fire (Sony One)

Na trama, ambientada na década de 1980 em Boston (EUA), um grupo de criminosos, comandados por Chris (Cillian Murphy) chega a um balcão abandonado para comprar armas do grupo comandado por Vernon (Sharlto Copley) e Martin (Babou Ceesay). Durante esse encontro, após uma série de discussões, um dos comandados de Verbon e Martin identifica em um dos comandados do outro grupo o homem que violentou uma parente dele na noite passada. Confusão armada, todos se abrigam onde podem com as armas que tem, em uma grande batalha cheia de tiros, explosões e muito violência.

 

Manchester à Beira-Mar (HBO MAX)

Na trama, conhecemos Lee Chandler (Casey Affleck), um homem solitário que vive em um minúsculo quarto na cidade de Boston e sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios próximos a onde mora. Certo dia, seu passado bate em sua porta com a terrível notícia de que seu único irmão, Joe (Kyle Chandler), acabara de falecera. Imediatamente, Lee precisa voltar a cidade onde morou durante anos e precisará enfrentar terríveis dores de seu passado.

 

Little Joe (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, conhecemos a viciada em trabalho Alice (Emily Beecham), uma bióloga que trabalha em uma clínica de engenharia genética que lida com diversas experiências com plantas. Um dos mais prolíferos, Little Joe, é uma planta vermelha que busca mudar sensações de humor. Tudo ia bem até que algumas reações inusitadas acontecem, deixando a protagonista em uma curiosa linha tênue entre o acreditar ou não no poder de sua criação.

 

Fuja (Netflix)

Na trama, conhecemos a jovem Chloe (Kiera Allen), uma estudante do último ano do high school que possui uma vida limitada, repleta de doenças. Quem cuida dela é sua mãe, a enigmática Diane (Sarah Paulson). Certo dia, algumas situações levam Chloe até descobertas aterrorizantes sobre as verdades que acontecem na sua casa.

 

Truman (Looke)

A trama acompanha Tomás (Javier Cámara), um homem tranquilo que vive no Canadá e que, a pedido da esposa, viaja à Espanha para reencontrar seu melhor amigo, Julián (Ricardo Darín), um ator em estágio terminal de câncer. Durante alguns dias marcados por lembranças, risos e despedidas, os dois enfrentam juntos a dura realidade da doença, enquanto Julián busca um novo lar para seu cão, Truman.

 

A Armadilha (1999) (Disney Plus)

Protagonizado por Sean Connery e Catherine Zeta-Jones, esse ótimo e charmoso filme de ação lançado no final da década de 1990 nos apresenta uma dupla que planejam um roubo extremamente difícil, durante o ano novo, em um dos prédios mais altos do mundo, situado na Malásia.

 

71: Esquecido em Belfast (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Em seu primeiro longa-metragem na carreira, o diretor Yann Demange não podia ter começado de maneira mais certeira. O filme ganhador de uma menção honrosa no Festival de Berlim, e elogiado por crítica e público, mostra a realidade nua e crua por trás de uma guerra.

 

Crítica | Truth be Told – Série da AppleTV+ com Octavia Spencer é cansativa, mas consegue prender a atenção

Quando muita coisa não convence mas pelo menos prende nossa atenção. Disponível na Apple Tv+, a primeira temporada de Truth be Told (já renovada para uma segunda jornada) possui uma trama embaralhada nos longos oito episódios, parece que muitas informações se transformam em mais do mesmo sem mudar tanto assim a ótica dos personagens. Prende pelo fato da curiosidade humana, de querermos saber o que diabos aconteceu no dia do assassinato, epicentro da trama, e suas verdades escondidas em contradições mais que evidentes. A ótima e vencedora do Oscar Octavia Spencer é a protagonista, tendo Aaron Paul (Breaking Bad) na pele de um personagem central da trama que se desenvolve através de investigações de um crime de quase duas décadas atrás.

 

Baseada no romance Are You Sleeping de Kathleen Barber, nessa primeira temporada de Truth be Told acompanhamos a jornalista e dona de um podcast de sucesso Poppy Parnell (Octavia Spencer), especialista em investigações sobre crimes cometidos na cidade onde vive, São Francisco, que por conta de uma nova evidência começa a repensar os passos de um crime cometido 19 anos atrás e que teve a condenação de Warren Cave (Aaron Paul), um garoto de 17 anos na época, como o assassino de um famoso escritor que estava no dia do ocorrido com suas filhas gêmeas e sua mulher. Assim, vamos navegando pelas verdades e mentiras que aparecem pelo caminho e acompanhando o drama de Warren em um lugar impossível de viver sem abalos emocionais.

Há várias portas que se abrem em Truth be Told, a questão é saber qual vai ser a que te convence, e se tem alguma que te convence. Se formos caminhar pela ótica da protagonista, enxergamos o cenário mais completo principalmente no lado que mais a incomoda, no simples fato de ter pensado questões erradas sobre o desenrolar de um crime que acompanhou de perto ajudando inclusive a tornar seu conteúdo, e seu podcast, mais famoso nos Estados Unidos. Esse conflito da protagonista a segue até o desfecho e de alguma forma acaba deixando margem para uma (já confirmada) segunda temporada. Há a visão do jovem preso que passou mais tempo atrás das grades do que fora delas, que viu sua mãe envelhecer e adoecer sem poder estar perto, sempre jurando inocência pelo assassinato que fora condenado. Inclusive para esse, os horrores da prisão são sentidos de maneira aterrorizante.

Infelizmente há peças muito soltas nesse confuso quebra-cabeça. A subtrama do pai de Warren, um futuro alto cargo da polícia que na época escondeu segredos, a esposa do escritor assassinado e sua relação com as filhas e a muito confusa saga e distanciamento das gêmeas já na fase adulta (protagonizadas pela atriz Lizzy Caplan). Buscando entender sobre essas óticas, o seriado cai num abismo sem explicação com peças tortas colocadas dentro do que era para ser óbvio.

A grande esperança de Truth be Told, pode ser a próxima temporada, pois seu arco principal, a investigação, a forte presença de Poppy e seu podcast podem ser os complementos de muitas histórias. Vamos torcer e acompanhar!

10 filmes que prometem diversão e entregam loucuras inacreditáveis!

Quem não gosta de dar o play em um filme que aparenta ser divertido e descobrir que as loucuras que se desenrolam pelos caminhos dos personagens são totalmente surreais? Algumas obras abrem seus contextos através da ação, do suspense e da comédia – ou mesmo dos três – nos levando para jornadas marcantes. Se você curte filmes com esse ritmo acelerado, dá uma olhada nas sugestões abaixo:

 

Fight or Flight (Prime Video)

Lucas (Josh Hartnett) é um ex-agente da CIA que, após uma situação em uma missão, é praticamente retirado do sistema, conseguindo abrigo em Bangkok. Anos se passam e ele recebe um telefonema de Katherine (Katee Sackhoff), uma ex-namorada e atual chefona de uma rede poderosa que está com um enorme problema. Tendo em vista a possibilidade de voltar para casa, Lucas resolve aceitar um trabalho perigoso que só se complica quando entra em um avião repleto de assassinos impiedosos.

 

As primeiras férias não se esquece jamais! (Filmelier Plus)

Ben (Jonathan Cohen) é um empresário hipocondríaco muito ligado na família que possui inúmeras manias. Também conhecemos a desbravadora de novas aventuras Marion (Camille Chamoux), uma desenhista de história em quadrinho que mora com dois amigos em um apartamento em Paris. Esses dois, até então estranhos, acabam se conhecendo no aplicativo Tinder e logo marcam de se encontrar. Após uma noite muito divertida e especial, logo a primeira deles, combinam de viajarem para um lugar inusitado: a Bulgária! Assim, partem para esse país que pouco conhecem e muitas situações tragicômicas irão passar juntos.

 

Loucura de Amor (Netflix)

Na trama, conhecemos Adri (Álvaro Cervantes), um jornalista que trabalha em uma revista badalada. Certa noite, conhecendo Carla (Susana Abaitua) da maneira mais inusitada possível e ambos resolvem curtir aquela noite sem compromisso. A questão é que a tal noite é intensa e inesquecível, deixando Adri desesperado nos dias seguintes atrás daquela mulher que acabara de mudar sua maneira de enxergar o mundo.

 

Casamento Sangrento (Disney Plus)

Casamento Sangrento é uma mistura de ação, comédia e terror que se joga em uma narrativa eletrizante, com altas doses de críticas sociais, na busca pela profundidade de um recorte bastante peculiar para uma milionária família e uma protagonista que tinha apenas um sonho: se casar!

 

Querida, Encolhi as Crianças (Disney Plus)

Na trama, conhecemos o cientista Wayne (Rick Moranis), que está focado em sua nova invenção: uma máquina que promete reduzir objetos de tamanho. Ele mora com a esposa e os filhos no subúrbio dos Estados Unidos e tem como vizinhos os Thompsons. As duas famílias nunca se deram bem, e a situação fica mais conflitante quando os filhos das duas famílias são reduzidos, após um acidente com a máquina de Wayne.

 

Uma Babá quase Perfeita (Disney Plus)

Daniel (Robin Williams) é um ator com enorme coração mas sem emprego fixo, imaturo, também um pai que não consegue viver longe dos filhos, após um doloroso divórcio. Sem saber o que fazer e já na linha do desespero, tem a inusitada ideia de se vestir de governanta mais velha e assim se candidatar a vaga de babá na casa da mãe dos filhos. Uma série de situações loucas acontecem e o protagonista passa por mirabolantes situações para manter o seu disfarce.

 

Como se Tornar um Conquistador (Netflix)

O metido a galã de meia idade, Maximo (Eugenio Derbez) nunca trabalhou na vida e sempre almejou ter uma vida de conforto sem ter que fazer muito esforço para conquistas. Quando sua esposa o troca por um homem bem mais jovem, ele fica sem dinheiro e busca ajuda da irmã, a arquiteta e super mãe Sara (Salma Hayek). Assim, os irmãos precisarão enfrentar as tristezas do passado e juntos superarem seus problemas.

 

Jogada de Amor (Diamond Films)

Gianni (Pierfrancesco Favino) é um mentiroso compulsivo, egocêntrico, arrogante, que adora desfilar seu carrão pelas ruas de Roma. Certo dia, tentando seduzir a vizinha de porta do apartamento de sua mãe recém-falecida, acaba conhecendo a bela violinista Chiara (Miriam Leone), que anos atrás, após um trágico acidente de carro, acabou perdendo os movimentos das pernas. Desse encontro, acaba nascendo uma relação que vai crescendo mas precisando enfrentar diversos conflitos, pois, Gianni mente dizendo também ser paraplégico.

 

Te Peguei! (HBO MAX)

O filme conta uma história para lá de inusitada de um grupo de amigos já na fase adulta de suas vidas que durante o mês de maio pregam inusitadas situações para brincar de ‘pega a pega’. Apenas um deles nunca perdeu nessa brincadeira, Jerry (Jeremy Renner), que vai se casar, o que faz com que seus amigos bolem diversos planos mirabolantes para tentar enfim pegar o melhor jogador do grupo de amigos. A brincadeira chama a atenção de Rebecca (Annabelle Wallis), jornalista de um famoso jornal, que passa a acompanhar a saga dos amigos em busca da vitória.

 

A Volta por Cima

Na trama, conhecemos Jonathan (Jérôme Niel) e Pierre (Ludovik Day), dois amigos de longa data que descobrem uma comemoração da turma que estudaram quando criança. Agora de bem com a vida, resolvem ir até esse encontro para se gabarem de seu presente mas acabam esquecendo que surpresas podem ocorrer quando há um reencontro depois de muito tempo.

Se ‘CHAVES’ fosse adaptado em Hollywood, quem seriam os cotados para estrelar?

Mês passado houve um boato, ou pelo menos algo parecido. E se o famoso seriado Chaves realmente ganhasse um remake norte-americano e fosse comprado por algum famoso canal de streaming que existe por aí? Quem seriam os intérpretes dos personagens? Será que mudaria muito uma visão norte-americana de um clássico mexicano? Vamos brincar de faz de conta? Segue com a gente!

Produzido pela Televisa e criado pelo genial artista e roteirista Roberto Gómez BolañosChaves foi criado a partir de uma pequena esquete escrita por Bolaños, onde uma criança discutia com um vendedor de balões em um parque. No início da década de 70, um roteiro completo (a criação da famosa vila) e mais personagens foram criados, sendo logo em seus primeiros meses um enorme sucesso de audiência, ganhando distribuição para muitos países da América Latina. Sua primeira exibição no Brasil aconteceu somente na década de 80, mais precisamente em 1984 e de lá pra cá nunca mais saiu dos corações de muitas gerações que aprenderam a amar esses carismáticos personagens e seus inúmeros episódios de cerca de 20 minutos.

Mas como seria um remake de Chaves nas mãos de um grande Showrunner, de um diretor competente do mercado norte-americano? Vamos ler abaixo o que esse criativo criador de pensamentos cinéfilos imaginara:

 

Showrunner

Para começo de conversa, o nosso imaginativo remake precisa de um Showrunner. Para quem não sabe, esse cargo é ocupado pela pessoa responsável pelo andamento da série, que mantém o comando do que está acontecendo, muitas vezes o próprio criador da série.

A escolha certa seria: Chuck Lorre.

O nova-iorquino de 68 anos é produtor, escritor, diretor e até compositor. No seu currículo sucessos enormes como: Two and a Half Men e The Big Bang Theory, duas das mais emblemáticas séries de comédia da história contemporânea da televisão norte-americana. Conseguiria montar uma estrutura fantástica e muita criatividade nos roteiros para fazer a vila de Chaves bastante badalada em Hollywood.

 

Chaves

 

O protagonista. Um menino orfão que morava em uma casa da vila mas cismava em ficar quase todo o dia dentro do barril. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança.

O escolhido foi: Diego Luna. O talentoso ator mexicano que esteve em diversas produções como: Rogue One: A Star Wars Story e Elysium, inclusive participou de outro clássico dos anos 80: Carrossel (a versão original!), seria a escolha certa para o papel e se perceberem tem uma certa semelhança com o personagem original.

 

Seu Madruga

 

Um dos personagens mais badalados de todo o seriado. O vizinho que não paga aluguel, pai da Chiquinha e que foge quando o assunto é emprego. Talvez o personagem mais desafiante de interpretar tamanha identificação do público com seu intérprete original. Para tal missão, precisamos de um artista muito talentoso e que tivesse um enorme carisma em cena. Em nosso remake, o escolhido foi o ator mexicano que já até concorreu ao Oscar de Melhor ator, o mexicano Demián Bichir.

 

Chiquinha

Filha de Seu Madrugada, arruma mil e uma confusões ao lado de seus amigos Chaves e Quico. Sofre bastante com o estilo de vida de seu pai (um preguiçoso que não quer trabalhar). Para interpretá-la precisa ser uma artista que venha a surpreender. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança.

A escolhida foi: Selena Gomez. A atriz e cantora texana teria em Chiquinha o grande desafio de sua carreira.

 

Quico

Um personagem mimado pela mãe, Dona Florinda, que sempre arranja altas confusões com seu melhor amigo Chaves e sua vizinha Chiquinha. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança.

O escolhido foi: Rob Schneider. O ator californiano tem inúmeras comédias no currículo e pode encontrar o tom de comédia certo para esse personagem.

 

 

Dona Florinda

Uma personagem complicada, que varia de humor constantemente. Viúva, não possui tolerância quase que nenhuma com seu vizinho Seu Madrugada, se irrita com as trapalhadas de Quico (seu filho), e Chaves. Seu momento de paz emocional parece ser quando entra pela porta da vila o professor Girafales, seu grande amor.

Em nosso remake, a escolhida foi a versátil atriz Laura Linney.

Essa artista nova iorquina de carreira brilhante tanto no cinema quanto no universo das séries, é o nome certo para essa complexa personagem.

 

Professor Girafales

O grande amor de Dona Florinda e o professor de toda a turma. Um romântico e adorador de sua profissão. Esse personagem, é mais complexo que imaginamos, é um homem culto que busca no amor de sua grande paixão sua razão de viver. Para tal, é preciso de um ator experiente e bastante eclético.

Em nosso remake, o escolhido foi: Richard Jenkins. Esse ator de teatro, cinema e televisão daria um show nesse papel.

 

Seu Barriga

O dono da vila. O homem que passa de vez em quando para recolher os aluguéis e tem uma enorme dificuldade em encontrar o Seu Madruga! É o pai do Nhonho. Para esse papel, que precisa ter uma mistura de rigidez e ternura, o escolhido para nosso remake foi o ator: Michael Peña

Rosto conhecido pelos adoradores da Marvel por interpretar um personagem no longa-metragem Homem-Formiga. Um dos seus grandes papéis fora ao lado de Jake Gyllenhaal no filme Marcados para Morrer. Ele também vai viver o vilão principal da adaptação em live-action do clássico desenho Tom e Jerry. Um ator versátil que mescla humor e parte dramática com maestria.

 

Dona Clotilde

Também conhecida como a Bruxa do 71. É uma viúva que vive sozinha na casa ao lado da Dona Florinda. Possui uma enorme paixão pelo Seu Madruga (que não quer nada com ela). A garotada da vila inventa inúmeras histórias sobre ela. Para interpretá-la em nosso remake, uma artista fantástica, britânica, foi a escolhida: Maggie Smith.

 

Pópis

É a prima do Quico, não fazia parte do elenco inicial mas ganhou algumas participações ao longo dos episódios, principalmente nos focados nas aulas do professor Girafales. Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança. A escolhida foi:  Laura Linney (novamente). A explicação é lógica, no original a intérprete de Dona Florinda é a mesma que a de Pópis (que possui apenas algumas poucas aparições, como já mencionado).

 

Nhonho

No início com aparições curtas depois entrando no elenco principal, Nhonho é o filho de seu barriga, um mimado e aplicado aluno que tem amizade com todas as crianças da vila.  Em nosso remake, como na versão original, um adulto é o intérprete dessa criança. O escolhido foi: Jack Black. O famoso ator californiano já participou de diversos projetos infanto-juvenis como o novo Jumanji, Escola do Rock, entre outros. Seria uma acertada escolha para esse papel.

E aí cinéfilos? O que acharam? Concordam? Mudariam algum nome? Comentem!

Crítica | ‘Investigando Lucy Letby’ – Serial Killer ou vítima? Documentário da NETFLIX coloca em debate um perturbador TRUE CRIME

Em mais um caso chocante de True Crime que chega à Netflix, Investigando Lucy Letby nos leva até a história de uma jovem enfermeira britânica acusada de terríveis assassinatos. Com imagens inéditas da investigação feita pela polícia de Cheshire, na Inglaterra – incluindo interrogatórios – além de depoimentos de especialistas e pessoas próximas ao caso, o documentário levanta questões jurídicas que aparecem no pós-condenação, principalmente pela forma como as provas foram utilizadas no processo. Aos poucos, vamos entendendo melhor esse caso que chocou o mundo.

Cerca de 10 anos atrás, um hospital no noroeste da Inglaterra apresentou um elevado número de mortes de recém-nascidos durante um certo período, fato que chamou a atenção de autoridades locais, iniciando-se rapidamente uma investigação. Durante as apurações, notou-se que uma única pessoa estava presente em diversos plantões nos quais ocorreram óbitos no Countess of Chester Hospital, onde trabalhava havia alguns anos na Unidade Neonatal. Assim, os olhares da polícia e da opinião pública se voltaram para a enfermeira Lucy Letby.

O documentário, dirigido por Dominic Sivyer, opta por usar a tecnologia para alterar digitalmente imagens de algumas pessoas que prestam depoimentos, para manter o anonimato. Há quem acredita na inocência de Lucy, há quem tenha certeza que a justiça foi feita. Nessa busca por apresentar os fatos de forma imparcial, o público é conduzido até muitas reflexões a partir do que se reúne entre provas e contestações.

Logo, chegamos na questão: Serial Killer de bebês ou vítima? Antes de alcançar os pontos de reviravolta dessa história, a narrativa dá saltos para trás, para compor, através de olhar de terceiros, a personalidade da figura central dessa história. Diante de uma grande quantidade de provas circunstanciais, o ponto chave das autoridades era como apresentar isso aos olhos da lei.

Após a condenação, em agosto de 2023, Lucy Letby foi sentenciada à prisão perpétua. Tempos depois, um novo advogado assume a defesa dela, e, somado a alguns especialistas, começa a questionar as interpretações de alguns fatos-chaves que levaram à condenação. Assim, outras questões começam a aparecer, em cima do mérito jurídico – a análise do material discutido no processo -, o que faz essa história abrir mais uma ramificação colocando o serviço nacional de saúde em xeque.

Investigando Lucy Letby cumpre seu papel, se baseando em fatos, ao colocar em debate um perturbador True Crime que, até hoje, deixa algumas pulgas atrás da orelha.

10 filmes muito tristes… para corações fortes

Existem filmes que mexem com nossos corações, nossas emoções, não tem jeito! Dá aquele nó na garganta, aquelas lágrimas que estavam perdidas em nosso corpo aparecem e quando nos damos conta estamos aos prantos. O cinema tem esse poder e isso é um fato! Seja no cinema, ou em casa vendo em algum serviço de streaming, existem obras que ficam guardadas durante muito tempo em nosso imaginário por conta do impacto que nos causou.

Partindo do princípio que refletir sobre histórias tristes acabam de alguma forma nos fazendo crescer como seres humanos, resolvemos criar uma lista de 10 filmes muito tristes… para corações fortes.

 

Vulcão

Como reconstruir quando você só destrói? Falando sobre a busca da felicidade de um homem, o cineasta islandês Rúnar Rúnarsson – em seu primeiro longa-metragem na época –  transforma um conflito pessoal em uma obra de arte. Vulcão é o tipo de filme que você nunca ouviu falar mas que certamente vai querer debater sobre ele.

Na trama, conhecemos Hannes (Theodór Júlíusson) um rabugento fumante de idade avançada que leva a vida de maneira triste e sem novos grandes objetivos. Faz questão de ser a pessoa mais inconveniente dos lugares onde passa, sendo assim, visto por todos como um infeliz que não gosta de ninguém. Certo dia, após retornar de uma falha tentativa de suicídio, uma certa conversa que escuta desperta nele um sentimento de mudança.

O que mais chama a atenção no longa é a desconstrução do personagem – absurdamente bem feita. A lentidão na narrativa apresentada neste trabalho – característica de alguns filmes europeus – é extremamente necessária para captar todos os elementos que caracterizam o universo familiar que o protagonista vive. Méritos total do diretor, que também escreveu o roteiro.

Theodór Júlíusson – o ator que interpreta o protagonista da história – tem uma atuação fabulosa. Não perde um segundo o foco de seu difícil personagem, o que facilita a exposição dos conflitos para o espectador. Toda a dor, angústia, aflição, insegurança e desespero são mostrados com uma verdade que impressiona. A todo instante, o público interage com a trama e sai do cinema sem saber se Hannes é o vilão ou o mocinho dos fatos.

A cena mais importante da película, a do travesseiro, expõe o tão longe do seu limite emocional o protagonista já se encontrava. A dor dá lugar à compaixão, podemos interpretar não como uma despedida mais um ato de socorro de quem quer recomeçar mais escolheu muito tarde essa opção. É uma parte tocante, uma espécie de clímax desta dramática história.

 

Pieces of a Woman

Quando os sentimentos viram uma série de portas fechadas. Com um abre alas angustiante, antes do título aparecer na tela, onde não conseguimos tirar os olhos das ações que acontecem Pieces of a Woman é um poderoso drama que mostra desenrolares da vida de um jovem casal e os passos seguintes que precisam caminhar durante o luto. Dirigido pelo cineasta húngaro Kornél Mundruczó e com roteiro assinado por Kata Wéber, o filme, está disponível no catálogo da Netflix. É tenso, polêmico, excelente para reflexão. Poderosas interpretações compõem o projeto. A personagem principal interpretada magistralmente pela atriz britânica Vanessa Kirby, é um grande destaque. O roteiro possui bastante profundidade.

Na trama, conhecemos um jovem casal, Sean (Shia Lebouf) e Martha (Vanessa Kirby) apaixonado e com alta expectativa com a chegada da primeira filha. Eles optaram por um parto domiciliar, feito por uma parteira. No dia onde a chegada do bebê se torna iminente, a parteira que faria o parto não consegue chegar a tempo e uma outra vai no lugar dela. Durante o processo do parto, uma alta tensão acontece, um nervosismo de todos, pai, mãe e parteira. Infelizmente uma tragédia acontece. Nos meses após o corrido, a maneira como o casal lida com a terrível tragédia é o que vai moldando a trajetória desse impactante filme.

Como lidar com a perda? Os personagens são os grandes motores do filme. Levados ao limite após a tragédia que acontece em suas vidas, nada vai ser como antes e eles já sabem disso. Conflitos antes suportáveis, se tornam estopins para discussões ou intromissões injustas nas escolhas que os dois devem tomar juntos. Sean é um homem que trabalha com construções e em especial nas pontes, está a seis anos sóbrio, possui um relacionamento conflitante com a sogra, assim precisa lutar contra seus demônios após a tragédia. Já Martha é introspectiva, de fala mansa, de família com mais dinheiro que a do companheiro, mostra um controle na aparência para os outros mas um descontrolado ninho de sentimentos conflitantes por dentro após o ocorrido, principalmente lutando contra as interferências de sua mãe Elizabeth (Ellen Burstyn, em atuação também digna de aplausos). A habilidade de Mundruczó em mostrar as entrelinhas através da expressão dos personagens é digna de aplausos, emocionante em muitos momentos, nos sentimos próximos das dores dos personagens.

O filme toca em alguns pontos polêmicos. A questão da comunidade médica vs parteiras e os dilemas sobre doação de corpos para estudos médicos. As partes jurídicas de uma dessas questões são colocadas como ferramenta de ‘justiça’ por Elizabeth, insensível e intrometida, em muitos momentos. O projeto chega fácil aos corações dos espectadores, dentre os dilemas e os sofrimentos, vamos tentar entender como é possível (ou não) reunir peças de uma vida despedaçada.

 

O Caderno de Tomy

Ame, leia, veja, escute…e pense em mim de vez em quando. Baseado em uma história real, o longa-metragem argentino O Caderno de Tomy é uma história, antes de mais nada, sobre um último desejo de mãe para filho. Abordando temas delicados como a linha tênue entre procedimentos legais e a eutanásia, a difícil tarefa de dizer adeus, o projeto gera muitas emoções pois em nossas vidas já conhecemos ou sabemos de alguém que já conheceu quem teve câncer. Disponível na Netflix, o filme pode também ser definido como uma grande mistura de sentimentos. Escrito e dirigido pelo cineasta Carlos Sorin.

Na trama, conhecemos uma mulher de 40 e poucos anos (interpretada pela ótima atriz argentina Valeria Bertuccelli) que é diagnosticada com um câncer terminal. Seu marido (Esteban Lamothe), sempre ao seu lado, faz de tudo para que ela fique bem nos seus últimos dias em um quarto de hospital. Certo dia, fugindo de um quadro depressivo por conta de sua situação, resolve escrever um diário endereçado a seu filho pequeno, a cada página que escreve ela conta sobre sua experiência de estar ali mas também todos seus desejos par ao futuro dele. Além do diário, resolve ir twitando sobre sua rotina e acaba ficando famosa involuntariamente saindo em jornais e aparecendo na televisão.

Quando ser corajoso e forte é nossa única opção. Não é um filme fácil, há muita dor pelo caminho dos 84 minutos de projeção. Os diálogos da protagonista com o médico chefe são sinceros, fortes e com uma maturidade gigante. Sedação paliativa ou eutanásia, os contornos dessa linha tênue chegam já no arco final dando bastante profundidade para o polêmico tema.

Por mais que não seja o foco principal, está dentro de outros subtópicos o sentido do relacionamento de pais e filhos. Além disso é algo profundo, dolorido e notório que não é fácil para ela nem para todos ao seu redor. As cenas dos arcos finais deixam nossos corações apertados. O Caderno de Tomy gera muita reflexão sobre o sentido de nossas vidas e o que fazemos com ela.

 

 

Nosso Amor

Não haverá um minuto em que não estrei com você. Exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Toronto, o drama Ordinary Love é encontro de dois grandes atores mostrando a vida como ela é. Um primoroso roteiro, inclemente, profundo mais próximo da realidade do que nossos corações permitem para não se emocionar. Das atuações em perfeita harmonia, Lesley Manville e Liam Neeson, parece que enxergamos esse casal numa volta na praia, ou correndo por aí em alguma pista para pedestres esportistas amadores. Dirigido pela dupla de cineasta Glenn Leyburn e Lisa Barros D’as, Ordinary Love é uma devastadora história sobre amores, união e perdas.

Na trama, conhecemos o harmônico casal Joan (Lesley Manville) e Tom (Liam Neeson) que vivem seus dias animados e com uma união de anos em perfeita sintonia mesmo com os fortes abalos de uma tragédia anos atrás. Mas, a rotina do casal que adora realizar caminhadas matinais, é mudada abruptamente quando a primeira é diagnosticada com câncer de mama e precisa iniciar o tratamento por quimioterapia. A partir dessa situação o relacionamento dos dois muda mas o amor que vive no lar deles é preparado também para enfrentar qualquer tristeza.

Os conflitos durante o tratamento pela quimioterapia expõe os limites emocionais que cada parte do casal chega. Por meio de metáforas delicadas inseridas nas emoções, medos e resistências da protagonista, fruto do magistral roteiro assinado por Owen McCafferty, como a cena do sonhar de um trem partindo e o marido do lado de fora. Essa analogia mostra muito sobre as emoções desse momento delicada que ela enfrenta. A cena do diálogo de Nesson conversando e dizendo tudo que sente sobre a situação com ele enfrentada em frente ao túmulo da filha é algo que emociona numa escala inimaginável, só vendo e sentindo a força dessa cena.

Mas o que seria um bom filme sem dois grandes atores em cena? A sintonia é enorme, parece que estamos abrindo a porta de casa e encontrando à luz da vida de um casal de vizinhos ou mesmo de lembranças de histórias que nos contam na realidade. A atuação dos dois já vale o ingresso.

 

Brothers

No filme, um militar exemplar, pai de dois filhos, é mandando pela ONU para uma missão no Afeganistão. Seu irmão mais novo acaba de sair da cadeia e vai morar um tempo na casa dele um pouco antes desse viajar. Chegando ao local da missão, o helicóptero em que o militar está, é abatido, e o mesmo é dado como morto. Em paralelo, seu irmão começa a ter uma relação mais próxima com a sua mulher. Será que o militar morreu? E se ele voltar para casa e perceber que as coisas estão muito diferentes?

Há um destaque para a narrativa, o modo de filmar bastante interessante marca pelo enredo envolvente e à espera pelo desfecho. Nesse belíssimo longa-metragem dinamarquês, mostra-se a dor impensável de um homem, onde tem que lutar contra muitas coisas que podem até serem banais comparados à guerra, mas não são.

O trio Ulrich Thomsen, Nikolaj Lie Kaas e Connie Nielsen atua de maneira impecável, dando um verdadeiro show.

 

 

Manchester à Beira-Mar

Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim. Após alguns anos de hiato desde seu último filme, o cineasta nova iorquino Kenneth Lonergan (Conta Comigo) volta às telonas roteirizando e dirigindo um filme pra lá de triste que passa um angustia arrepiante sempre na ótica melancólica de seu protagonista. Manchester à Beira-Mar indicado a seis prêmios do Oscar, é uma história profunda repleta de buscas e dor, com flashbacks impactantes que muito nos mostram nas mudanças da vida de um homem que luta contra uma terrível tragédia em seu passado. Atuações marcantes são vistas, Casey Affleck e Michelle Williams elevam a qualidade da fita e Lucas Hedges cumpre com louvor seu importante papel na história.

Na trama, conhecemos Lee Chandler (Casey Affleck) um homem solitário que vive em um minúsculo quarto na cidade de Boston e sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios próximos a onde mora. Certo dia, seu passado bate em sua porta com a terrível notícia de que seu único irmão Joe (Kyle Chandler) acabara de falecera. Imediatamente, Lee precisa voltar a cidade onde morou durante anos, muito por conta de único sobrinho Patrick (Lucas Hedges), mas precisará enfrentar terríveis dores de seu passado.

Manchester à Beira-Mar é um longa-metragem cirúrgico na modelagem de seus dramas. Há subtramas importantes que são exploradas aos poucos como a distante relação da ex-cunhada do protagonista com o filho. Quando descobrimos o que aconteceu com o protagonista, começamos a entender seu jeito caladão e distante que o acompanha em toda a trama. Os flashbacks, nos arcos iniciais um pouco jogados no roteiro, são parte importante do quebra cabeça que se monta, começamos a entender melhor o porquê daquela personalidade, perguntas do tipo: ‘Será que ele foi sempre assim?’ e ‘O que houve com esse personagem?’ são rapidamente respondidas, fator que nos faz sofrer junto com o personagem.

O filme fala também sobre as inúmeras tentativas que temos de recomeçar, mesmo quando quase tudo parece conspirar contra. A chance que Lee tem em tentar criar o filho de seu irmão, sendo seu tutor, é algo importante para ambos. Nesse desenrolar o roteiro segue frio e seco, e entre seus traumas (visão do protagonista), principalmente o confronto que acontece com sua ex-mulher Randi (Michelle Williams), após ser atualizado de como ela conseguiu de alguma forma seguir em frente é uma das cenas mais bonitas dos últimos anos, arrepia e emoção à flor da pele em cada segundo do emocionante diálogo.

 

 

Ferrugem e Osso

Quantas formas de amor existem? Escrito e dirigido pelo cineasta francês Jacques Audiard (O Profeta), Ferrugem e Osso é um drama que consegue tocar a alma de todos os espectadores de maneira bruta, intensa, deixando um rastro de emoção em cada sequência. Estrelado pela ganhadora do Oscar Marion Cotillard o filme é adaptado de uma história do autor Craig Davidson que mais parece o encontro da era moderna entre a bela e a fera.

Na trama, acompanhamos dois destinos que se cruzam de maneira inusitada transformando a vida dos envolvidos. Ali é um rapaz inconsequente que cresceu com sérias dificuldades sociais. É pai de um menino, pelo qual tem um grande carinho que não sabe demonstrar, deixa a cidade onde mora para morar com a irmã e o cunhado. Ao mesmo tempo, somos apresentados a Stephanie uma comprometida treinadora de baleias que sofre um acidente gravíssimo. Esses dois personagens enfrentarão medo, preconceito, dificuldades sociais tendo como grande companheiro a união que nasce desse amor peculiar.

A trajetória fria, triste e vazia da personagem principal, a bela moderna Stephanie, se agrava com um acontecimento que muda para sempre sua vida. A partir desse momento, a personagem amadurece e conseguimos acompanhar essa linda mulher com outros olhos. Marion Cotillard está mais uma vez excelente em um papel sofrido, onde precisou de muita doação, dessa que é uma das melhores atrizes francesas de sua geração. Uma atuação digna de Oscar, fala com o olhar, impressionante e constante.  O que impressiona é que Cotillard estava filmando Ferrugem e Osso e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge ao mesmo tempo, conseguindo desenvolver muito bem seus personagens nos dois longas.

O outro lado da moeda, é quando paramos para analisar a fera, o personagem principal Alain, interpretado pelo artista belga Matthias Schoenaerts (do marcante Bullhead). Enquanto a personagem de Marion precisa de carinho, Alain só tem a oferecer a frieza e a falta de sentimento. Esse conflito é entendido pelos personagens ao longo do filme, o que enriquece mais ainda a trama, pois, o amadurecimento dessa relação é exatamente aonde o filme se sustenta, levando muitos espectadores às lágrimas pela forma como essa história é contada.

 

Fruitvale Station: A Última Parada

Em seu primeiro longa-metragem, o cineasta californiano Ryan Coogler surpreende o mundo do cinema com um poderoso drama baseado em fatos reais que gera indignação e calafrios do início ao fim. Fruitvale Station: A Última Parada é aquele tipo de filme que faz o espectador não conseguir desgrudar os olhos da telona. A impactante trama não deixa de ser uma bandeira contra a violência policial e o despreparo da segurança, que ainda ocorre em muitas grandes cidades ao redor do planeta.

O vencedor do importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, conta a história de Oscar (Michael B. Jordan), um rapaz de 22 anos que busca redenção em sua vida. Demitido do seu honesto emprego, busca forças na sua carinhosa família para não voltar ao mundo das drogas. Mesmo com o passado triste batendo em sua porta muitas vezes, Oscar possui um desejo gigante de ser um melhor pai e um parceiro melhor para sua namorada. No dia 31 de dezembro de 2008, ele e sua família foram protagonistas de uma das cenas mais chocantes, dramáticas e absurdas da história da polícia norte-americana.

Fruitvale Station: A Última Parada é um filme independente. Partindo desse ponto, já sabemos que a força cênica precisa funcionar, exatamente para conseguir criar toda a atmosfera de sofrimento que a trama pede. A vencedora do Oscar Octavia Spencer domina o filme com sua sofrida, controlada e bastante racional personagem. Aos olhos dessa mãe em desespero por dentro mas controlada por fora, o público se sente, cada minuto que passa, mais próximo desta trágica história.

O projeto como um todo, pode ser visto como uma grande crítica às injustiças do destino, ao despreparo de policiais e ao preconceito que ainda cisma em sobreviver nesse mundo. Ao causar indignação do público, ou para todos que não conheciam essa história, o diretor consegue que a mensagem seja passada de forma muito objetiva nas telonas. Fruitvale Station: A Última Parada é um filme que pode e deve ser usado em salas de aula, principalmente em disciplinas ligadas à sociologia e direito. Essa é, sem dúvidas, uma fita que todo cinéfilo precisa conferir.

 

Para Sempre Alice

E se todas as lembranças de nossas vidas simplesmente sumissem ou nunca mais conseguíssemos lembrá-las mais? Para falar sobre o terrível Mal de Alzheimer nas telonas, os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland criam uma história forte, convincente e comovente que envolve problemas existenciais de uma impactante mulher. Para Sempre Alice é muito mais que um drama tocante, é uma lição de vida onde o público presencia uma das grandes atrizes em atividade no auge do seu talento.

Na trama, conhecemos Alice (Julianne Moore), uma conceituada professora e autora de livros que se encontra em uma fase conturbada de sua vida ao ser diagnosticada com Mal de Alzheimer aos 50 anos. Tentando não enlouquecer e espantando a tristeza, encontra um desafogo para suas dores na tentativa de reaproximação com sua filha mais nova, com quem sempre teve muitos problemas e discussões.

O roteiro, que é baseado na obra de Lisa Genova, aborda a vida da protagonista no trabalho e na família, antes e depois de ser diagnosticada com a doença. No campo familiar, as relações passam a ser mais melancólicas, frias e distantes. Vemos uma protagonista que se desmonta no campo emocional com tanta verdade que somente uma atriz do nível de Julianne Moore para conseguir tal feito.

A protagonista é levada a um recomeço distante, se encontra aprendendo a arte do reaprender todos os dias. Toda a vida acumulando memórias, como conheceu seu marido, quando segurou pela primeira vez seus filhos, tudo isso sendo retirado de maneira cruel. Esse trabalho não deixa de levantar uma bandeira importante sobre a doença que sofre a personagem principal.

 

Tiranossauro

Com uma história intensa que fala sobre raiva e redenção de maneira muito comovente, o ator e agora diretor Paddy Considine (que assina a direção e o roteiro) apresenta aos cinéfilos seu trabalho, Tiranossauro. O nome assusta um pouco, tem gente que acha até que o filme é de ficção científica, porém, qualquer suposição é apenas ilusão. O filme é recheado de pontos positivos e com duas atuações pra lá de convincentes.

Na trama, conhecemos Joseph (Peter Mullan) um homem rodeado por desilusões e que está à beira da loucura dominado completamente pelo ódio que sente. Um certo dia, após beber todas em uma tarde, acaba indo parar na loja de Hannah (Olivia Colman), uma simpática vendedora que também possui seus problemas no cotidiano. Aos poucos, entre um drama e outro, vai surgindo entre eles uma amizade muito forte que acaba virando um conforto para essas duas almas perturbadas por fantasmas que os assombram faz muito tempo.

O longa possui cenas fortes e marcantes provocadas pela fúria sem limite dos personagens principais. O desfecho caracteriza um novo caminho e a liberdade de alguns desses carmas passados, porém, toda ação tem suas consequências. Bruto, intenso, brilhante!  Você não pode perder essa fita irlandesa!

 

10 filmes para assistir com a família sem brigar pelo controle da TV

Quase sempre, quando queremos sentar no sofá, relaxar e assistir a um filme alguma coisa acontece. E, quando temos irmãos dividindo a mesma televisão, a confusão é praticamente certa! Para você que passa por essa situação com frequência, que tal convencer o restante de sua família – ou pelo menos aquela parte que sempre te apurrinha – a assistir aos mesmos filmes que você?

Abaixo, segue uma lista de filmes variados para você parar de brigar pelo controle da tv e transformar o momento em um convite para assistir junto:

 

Robô Selvagem (Prime Video)

Nessa brilhante animação, acompanhamos as aventuras de uma robô que precisa se adaptar quando naufraga em uma ilha.

 

Animais Perigosos (Prime Video)

Uma jovem apaixonada por surf está na Austrália em busca de se encontrar. Poucas horas após conhecer o que parece ser o homem de sua vida, ela é sequestrada por um psicopata obcecado por tubarões.

 

A Rainha do Xadrez (Netflix)

64 casas, 32 peças, milhões de combinações. Esse é o xadrez: um jogo fascinante, repleto de possibilidades. Dentro desse universo, no início da década de 1980, surgiu na Hungria uma jovem jogadora que viria a se tornar um verdadeiro fenômeno desse jogo de raciocínio lógico e estratégico.

 

Ro & the Stardust (Netflix)

No ano de 2040, em um planeta chamado Ecnue, habitado por humanos, Aurora ajuda sua avó a realizar seu sonho: construir um foguete.

 

Minha Família quer que eu Case (Telecine)

A trama acompanha Zoe (Lily James), uma documentarista independente na casa dos 30 anos que priorizou a carreira em detrimento da vida amorosa. Ao decidir registrar o casamento arranjado de seu vizinho de infância, Kaz (Shazad Latif), um oncologista fiel às tradições paquistanesas de sua família, Zoe passa a revisitar suas próprias escolhas e a enxergar, com mais sensibilidade, os caminhos e sinais que a vida insiste em oferecer.

 

Criminoso ou Inocente: O Caso Big Mäck (Netflix)

O filme retrata a mirabolante trajetória de Donald Stellwag, um homem que passou quase dez anos preso por um crime que não cometeu e que, anos depois, volta a se ver no centro de uma nova acusação — desta vez, por um crime que pode ou não ter cometido.

 

A Sala dos Professores (Prime Video)

Carla (Leonie Benesch) é uma professora recém-chegada a uma escola que, após um dos seus alunos ser acusado de roubo, precisa lidar com um problema atrás do outro, gerando uma série de constrangimentos que colocam no centro dos debates o sistema de educação e todos aqueles que fazem parte dele.

 

Na Terra de Santos e Pecadores (Netflix)

Finbar, um assassino de aluguel marcado por um passado amargo, começa a repensar suas escolhas após a morte da esposa. Vivendo em uma vila de poucos habitantes, ele decide enfim se aposentar. No entanto, a chegada de um grupo ligado ao IRA abala essa tentativa de redenção e o obriga a revisitar questões que acreditava ter deixado para trás.

 

Criaturas da Mente (Doc Canal Brasil)

A partir de uma inquietação e também curiosidade de um consolidado cineasta brasileiro, o fascinante documentário Criaturas da Mente vai ao encontro das possibilidades de preenchimento de lacunas, onde um universo fascinante logo se abre. Imerso em um curioso paradoxo – no qual um cineasta não consegue mais sonhar -, Marcelo Gomes encontra o neurocientista Sidarta Ribeiro e, juntos, abrem diálogos que traçam profundos paralelos entre o cinema e os sonhos.

 

A Noite do Jogo (HBO MAX)

Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams) formam um casal competitivo e apaixonado que se conheceu durante um jogo de perguntas e respostas. Desde então, transformaram as noites semanais com amigos em verdadeiras maratonas de desafios. Tudo muda quando Brooks (Kyle Chandler), o irmão de Max, surge organizando uma partida especial. Mas a diversão vira confusão quando ele é sequestrado por homens encapuzados.

10 Filmes para pedir alguém em casamento

O que você espera de um casamento? Será que serão sempre momentos de alegrias? Como suportar as dores e tristezas? Um vínculo estabelecido entre duas pessoas, nem sempre histórias de amor como nos filmes mas sempre na esperança.  Nessa matéria refletiremos sobre casamentos dentro do ponto de vista sentimental e da expectativa, lá do início, quando nos enchemos da certeza de que encontramos alguém para preencher diversas lacunas vazias do nosso coração.

Estabelecendo a regra de que se você assistir a um filme que tenha momentos felizes mas também momentos tristes dentro de relacionamentos, e no final, você acha que suportaria tudo aquilo que viu ou deseja de alguma forma arriscar para viver um grande amor, resolvemos criar a lista 10 Filmes para pedir alguém em casamento. Se você assistir a algum desses filmes e se sentir confiante mais ainda em oficializar uma relação, a hora é agora! Não perca tempo!

 

 

Loving

O casamento é o fim do romance e o começo da história. Dirigido pelo excelente cineasta Jeff Nichols (dos ótimos Midnight Special, Amor Bandido e O Abrigo) Loving fala, além de qualquer outra coisa, de maneira impactante, sobre o mais forte dos sentimentos humanos: o amor. O tom do filme é algo lindo, gera metáforas fabulosas mas sempre com uma verdade impressionante. As atuações dos protagonistas Ruth Negga e Joel Edgerton viram algo inesquecível, marcante. Exibido no Festival de Cannes, o longa possui alma e muita verdade também ao falar dos obstáculos que ambos precisam enfrentar por conta de seu casamento, numa época de muito preconceito em boa parte dos Estados Unidos.

Na trama, baseada em fatos reais e ambientado no final da década de 50 no Estado da Virgínia nos Estados Unidos, conhecemos o casal Mildred (Ruth Negga) e Richard (Joel Edgerton), dois seres humanos apaixonados que resolvem oficializar seu amor se casando quase que secretamente em uma cerimônia bem simples. Mas as autoridades do local onde vivem começam a persegui-los, pois, por serem um homem branco e uma mulher negra, naquela época o casamento entre eles, naquela cidade, era proibido. Assim, enfrentando todo um preconceito de uma região, eles irão enfrentar a todos sempre fortalecidos pelo maior de todos os sentimentos do mundo, o amor.

Loving é uma linda história de amor, com grandes atuações, uma direção primorosa que fala com toda a verdade sobre a luta contra um preconceito absurdo que existia (e infelizmente ainda existe) em alguns cantos do planeta.

 

Doentes de Amor

Não podemos acreditar no fim do amor. Exibido no Festival de Locarno anos atrás, a comédia dramática The Big Sick, no original, é uma daquelas gratas surpresas que aparecem ano após ano em nossa frente. Falando de um assunto bastante abordado em longas-metragens, o amor proibido por conta da religião e costumes de uma das partes, Doentes de Amor, título nacional desse projeto, possui peculiaridades que vão do roteiro baseado na história de vida do ator principal Kumail Nanjiani, que escreveu o roteiro com sua mulher, Emily Gordon, até atuações equilibradas e merecia uma chance de Oscar para a sempre excelente Holly Hunter, deslumbrante, e com um carisma que impressiona.

Produzido pelo famoso diretor Judd Apatow, o filme conta a história do indiano Kumail (Kumail Nanjiani), um jovem motorista de Uber que faz de tudo para entender os costumes e tradições de sua família e foge sempre que o assunto é sobre seu futuro como advogado. Kumail faz Stand Up pela cidade onde mora e em um desses shows acaba conhecendo Emily (Zoe Kazan), uma estudante por quem acaba se apaixonando perdidamente. Só que tudo vai por água abaixo quando Kumail termina com Emily por conta de sua família, que deseja que ele se case com uma indiana. Mesmo sofrendo muito, os dois seguem em frente, até Emily entrar em coma, e, assim, Kumail passa os dias a visitando no hospital e acaba conhecendo melhor a família dela, principalmente o pai Terry (Ray Romano) e a mãe Beth (Holly Hunter).

A emoção rola solta em muitos momentos. É impossível após as duas horas de filme você não sair apaixonado por essa história.

 

Podres de Ricos

Surpresas da vida modeladas aos exageros de um cinemão. Fenômeno surpreendente de bilheteria nos Estados Unidos, Podres de Ricos busca preencher a lacuna das boas comédias que assistimos de vez em quando no cinema. Baseado no livro de sucesso Crazy Rich Asians de Kevin Kwan, e dirigido pelo cineasta californiano Jon M. Chu (Truque de Mestre: o 2º Ato) o filme é uma grande sessão da tarde ao melhor estilo cinderela. O roteiro busca suas forças nos clichês, algo como aquela fórmula que já deu certo outras vezes, deixando pouca margem para suspiros mais profundos, mesmo assim funciona.

Na trama, conhecemos a feliz e inteligente professora de economia Rachel Chu (Constance Wu) que namora com o misterioso Nick (Henry Golding), de quem nunca conheceu a família. Certo dia e próximo de ser pedida em casamento sem saber, Rachel resolve aceitar o convite de Nick para viajar com ele para Singapura, onde irão juntos ao casamento do melhor amigo dele. Chegando lá, ela percebe que Nick é filho da família mais rica do país, herdeiro de uma fortuna inestimável e um dos solteiros mais cobiçados do lugar. Além de enfrentar toda a surpresa da revelação, precisará enfrentar as regras e desconfiança de Eleonor (Michelle Yeoh), mãe de Nick.

Melhor personagem e com certo ar de misteriosa, Eleonor, a mãe toda poderosa de Nick, sempre que em cena contribui para que o interesse chegue com mais força para a história que estamos sendo apresentados.

 

 

Long Story Short

A felicidade, suas portas e barreiras. Escrito e dirigido pela cineasta May el-Toukhy, Long Story Short explora o universo da amizade e das desilusões do ser humano através de personagens carismáticos e repletos de problemas em seus cotidianos. Dividido em arcos, ou como preferir, capítulos, que nos situam nos reencontros desse grupo de amigos, vemos as evoluções e felicidades, tristezas e alegrias desses desbravadores do viver. O roteiro é detalhista, explora o emocional dos personagens através de como esses agem em relação aos seus obstáculos.

Na trama, conhecemos um grupo de amigos formado, entre outros, por Ellen (Mille Lehfeldt), Rolf (Peter Gantzler), Anette (Trine Dyrholm), Maya (Danica Curcic) e Max (Jens Albinus) que se conhecem faz tempo, seja alguns sendo familiares outros amigos de longa data. A cada reunião da turma, seja no ano novo, em um casamento, em uma festa surpresa sem aniversariante, no verão, em um jubileu, cada um dos personagens está passando por fases diferentes. Um deles o primeiro casamento com ao que parece a mulher de sua vida, duas mulheres apaixonadas que pretendem adotar o primeiro filho, um marido que é praticamente rejeitado por sua esposa, uma das amigas é amante de um dos amigos. Ao longo do tempo vamos percebendo relativas mudanças nessas vidas, sempre com o desejo de dias melhores.

Long Story Short é a representação do ótimo cinema dinamarquês, que gosta de brincar com situações familiares, navega nas relações de amizade e deixa os personagens cheios de alternativas no processo as vezes complicado do sentir a emoção.

 

Um Caso de Amor

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura. Ah, amor! Sempre ele envolvendo histórias no mundo do cinema. Será que há espaço e criatividade para escrever um roteiro um pouco diferente de tudo que já vimos? Buscando inovações na maneira de contar uma inusitada história de amor, o norte-americano Justin Long (que você já deve ter visto em muitos filmes) roteiriza, produz e atua no interessante A Case of You. Dirigido pela cineasta Kat Coiro, o filme é uma jornada de incertezas em busca do amor perfeito.

Na trama, conhecemos o escritor Sam (Justin Long). Um homem de meia idade, desiludido com seu trabalho, com poucos amigos, sem muitas pretensões na vida. Certo dia, resolve ir atrás de uma moça chamada Birdie (Evan Rachel Wood), por quem sempre teve uma queda, que trabalha em um café que ele sempre frequenta. Quando a mesma é demitida e ele perde contato, consegue com a ajuda de amigos descobrir o perfil dela no Facebook e assim, descobrir por onde ela anda e seus gostos e costumes. Sam então, embarca em uma viagem rumo ao amor.

O protagonista é bem problemático, isso fica bem claro para o espectador. Justin Long desempenha com eficácia esse papel que consegue com um carisma tímido conquistar o público. Birdie é uma daquelas personagens que poucas atrizes conseguem interpretar. Tinha tudo para ser sem graça e amarga mas com muita sutileza e charme, a Evan Rachel Wood mais uma vez consegue elevar a qualidade de um filme que trabalha. Que baita atriz essa! A história funciona exatamente porquê há química entre esses dois personagens.

 

A Walk on the Moon

Os indecifráveis códigos do amor. Debutando como diretor de longas-metragens no ano de 1999, com esse trabalho, o ator, produtor e cineasta Tony Goldwyn (o vilão do filme Ghost) tem o mérito de através das linhas do roteiro assinado pela ótima roteirista Pamela Gray, encontrar delicadeza e maturidade para mostrar conflitos e escolhas de uma mulher que faz reflexões sobre a vida de maneira introspectiva, tendo que optar ou não pela inconsequência e as certezas que encontra nas suas atitudes. O projeto conta com duas atuações fantásticas e emocionantes dos artistas Diane Lane e Liev Schreiber. Um filme que poucos conhecem e que merece ser encontrado.

Na trama, ambientada no verão do recheado ano de 1969 nos Estados Unidos, conhecemos Pearl (Diane Lane) e Marty (Liev Schreiber) um casal que vive seu cotidiano dentro da mesmice e que passa parte da estação mais quente do ano em uma espécie de retiro com outras famílias conhecidas. Ela é dona de casa enquanto ele conserta televisores para viver. Eles formam um belo casal, cheio de harmonia mas algo não está muito certo aos olhos de Pearl. Quando a protagonista conhece o caixeiro viajante, vendedor de blusas, Walker Jerome (Viggo Mortensen), desejos escondidos e uma vontade de imaginar e viver coisas diferentes da mesmice que vive ganham contornos dramáticos quando ela passa a ter um caso com Walker.

Inconsequência, liberdade limitada, woodstock. Com uma trilha sonora maravilhosa e bastante influente dentro dos contextos da história, A Walk on the Moon mostra um recorte atemporal de uma família com problemas no casamento, na relação pais e filhos, e como a maturidade pode ser fator importante para entendermos melhor as escolhas que fazemos.

 

Ruth & Alex

Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira. Dirigido pelo cineasta britânico Richard Loncraine o trabalho protagonizado pelos veteranos Morgan Freeman e Diane Keaton, Ruth & Alex tem o roteiro, assinado por Charlie Peters (Três Solteirões e uma Pequena Dama), baseado em uma obra de Jill Ciment. É uma delícia de filme, se desenvolve em sua essência a partir dos diálogos maravilhosos que levam a uma rápida empatia do público. Com ligeira lembrança com o clássico argentino Elsa e Fred, além de alguns outros bons filmes que falam sobre os encontros e desencontros da maneira madura do pensar, Ruth & Alex tem tudo para conquistar seu coração.

Na trama, conhecemos o artista Alex (Morgan Freeman), casado há cerca de 40 anos com Ruth (Diane Keaton) e que moram no mesmo edifício, sem elevadores, durante todo esse tempo.  Assim, de uma hora para outra, resolvem vender o apartamento e descobrir novos horizontes para viveram a parte final de suas vidas. Ao longo do filme, vamos conhecendo melhor o passado desses simpáticos velhinhos, como se conheceram, importantes decisões que tiveram que tomar e assim vamos entendemos melhor toda a personalidade que rege esse casamento vitorioso e recheado de amor.

5 Flights Up, no original, possui personalidade própria, além de possuir uma bela e conjunta atuação de dois gigantes do cinema mundial. Há um exalar de simpatia, típico dos filmes que chegam mais rápido em nossos corações, em cada parte deste belo trabalho.

 

Em Guerra por Amor

Como o humor e a crítica podem andar lado a lado numa tela de cinema. Pierfrancesco Diliberto, conhecido como Pif, um dos artistas mais famosos da Itália atualmente, dirige, roteiriza e protagoniza essa ótima comédia, Em Guerra por Amor (In Guerra per Amore), recheada de críticas sobre as ações dos Estados Unidos em um dos recortes dos aliados na segunda guerra mundial. De maneira debochada e muitas vezes brilhante, Pif e companhia transformam uma mera comédia italiana em um filme forte e contundente que explica de maneira bem trivial um olhar interessante sobre a maior de todas as guerras.

Na trama, ambientada no início da década de 40, conhecemos um jovem muito simpático chamado Arturo Giammaresi (Pierfrancesco Diliberto) que está apaixonado pela filha do dono do restaurante onde trabalha. Sem ter muitos recursos, sendo imigrante em uma terra que está prestes a entrar com mais força na segunda grande guerra, consegue que o amor de sua vida, que está com casamento marcado com outra pessoa, consiga viver feliz com ele caso o mesmo vá até a Sicília na Itália e peça a mão dela ao pai da jovem. Sem ter como custear uma viagem extremamente cara na época, consegue se alistar no exército norte americano, pois, os Estados Unidos está recrutando pessoas que querem lutar e que falem bem os dialetos locais na Itália. Assim, colocando a vida em risco, embarca em uma viagem de grandes descobertas em meio a uma guerra que deixou cicatrizes em todos os habitantes desse planeta além de consequências durante décadas para frente por conta do papel da máfia nessa chegada norte americana a Itália.

O romantismo não fica em segundo plano e Arturo ganha ajuda de coadjuvantes de luxo, e muito engraçados, como os amigos, um deles cego, que o ajuda a encontrar o pai de seu amor. Em Guerra por Amor é uma deliciosa comédia italiana, dentro de uma bela, inteligente e bem- humorada narrativa.

 

Complicações do Amor

O casamento deve combater incessantemente um monstro que devora tudo: o hábito! Chegou aos cinemas norte-americanos em agosto de 2014, The One I Love. Debutando na cadeira de diretor de cinema, o trabalho dirigido por Charlie McDowell possui um criativo, assinado por Justin Lader. Ao longo dos curtos 91 minutos de fita, consegue com criatividade e um toque de absurdos apresentar argumentos sólidos sobre a teoria do matrimônio. É uma bela visão sobre variáveis constantes que vemos na vida real quando pensamos ou ouvimos sobre casamentos.

Na trama, um casal em grave crise, resolve, após sugestão do seu misterioso psicólogo, embarcar em uma viagem para passar o tempo longe da cidade grande, em uma casa confortável, para ver se a relação deles engrena novamente. Chegando nesse agradável lugar, logo na primeira noite percebem que há algo muito estranho nesse lugar. Assim, descobrem o inusitado: Versões melhoradas deles vivem na casa de hóspedes! Assim, com vários diálogos interessantes, e situações peculiares, o casal tenta redescobrir o amor.

Uma das dezenas de peculiaridades da história é a presentar uma profunda abordagem, mesmo parecendo impossível na vida real, sobre as dificuldades de estar junto com alguém. Se desdobrando em dois papéis, os atores Mark Duplass e Elisabeth Moss conseguem deixar a trama com cara de suspense e aproximando o público de cada segundo do que vemos em cena.

 

Entre o Amor e a Paixão

Como não gostar de um casal que comemora o aniversário de casamento indo ao cinema? Com uma abertura detalhista, a rainha do drama Sarah Polley une Michelle Williams e Seth Rogen em um filme profundo em busca da verdadeira essência da felicidade, assim começamos falando do ótimo Entre o Amor e a Paixão.

Na trama somos apresentados a Margot e Lou, um casal muito simpático que enfrenta uma crise definida pela mesmice. O público é guiado para dentro desse relacionamento que logo fica exposto que há um tipo de solidão, tristeza que insiste em tomar conta do ambiente. Com a entrada de um novo vizinho na história, Margot não sabe o que fazer, se fica fiel ao marido que escreve livros sobre cozinhar frangos ou se entrega a uma paixão avassaladora.

Os atores estão muito bem. Seus personagens são intensos, apontados para o melodrama. Seth Rogen não consegue esconder seu lado cômico mas nesse trabalho diferente de alguns outros, vemos um gigante, engraçado, controlado e gentil. Melhor papel dele no cinema. Às vezes ingênua, às vezes sonhadora, a personagem de Michelle Williams fica a um passo da traição, do novo, da paixão. Medo de aeroporto, medo de estar entre duas coisas, tem até medo de ter medo. Mais uma excelente interpretação dessa jovem talentosa. O ator Luke Kirby (também muito bem em seu papel) é o outro ângulo desse triângulo. Seu personagem é um artista medroso que não consegue mostrar sua arte ao mundo e ganha a vida levando um carrinho de passeio na lagoa, até se apaixonar por sua vizinha.

O estilo meio paradão pode afastar alguns cinéfilos. Por isso o aviso: não corram! Deem uma chance dessa história chegar até você.

 

Crítica | ‘Os Cantores’ – O impactante curta indicado ao Oscar 2026 que dilacera a solidão

Indicado ao Oscar de Melhor Curta-Metragem em 2026, o projeto Os Cantores, que acabou de chegar à Netflix, é um hipnotizante retrato da solidão, no qual a arte apresenta uma contribuição na esperança de almas perdidas. Em apenas 18 minutos, o projeto dirigido por Sam A. Davis, nos mostra personagens escanteados emocionalmente, enquanto canções atravessam a história e invadem a narrativa de maneira fulminante.

Inspirado em um conto do século XIX do romancista e poeta russo Ivan Turgenen, nesse curta-metragem acompanhamos parte de uma noite em um bar isolado, próximo a uma linha de trem, durante uma forte nevasca. Ali dentro, homens despejam suas mágoas com o presente e o sofrimento de memórias doloridas. Entre uma cerveja e outra, um deles lança um desafio inusitado: descobrir qual deles canta melhor. Revelações não faltam nos acontecimentos que se seguem.

Os Cantores, curta-metragem indicado ao Oscar 2026
Os Cantores, curta-metragem indicado ao Oscar 2026

Com muitos enquadramentos fechados intensificando as emoções, essa sensível obra constrói uma atmosfera de surpresas e revelações imprevisíveis, deixando lições importantes pelo caminho. Entre elas, destacam-se a compaixão sugerindo a coragem de se expor, o reconhecimento da dor do próximo e o senso de comunidade, chegando até mesmo no fortalecimento de um todo beneficiando a cada um individualmente – algo que sempre apareceu em várias correntes filosóficas.

Seguindo o lema: ‘quem canta seus males espanta’, seja por meio de um blues que atinge a alma ou de uma impactante interpretação de uma canção romântica famosa, vamos acompanhando uma espécie de show de calouros formado por homens amargurados pelo tempo, que perderam o rumo e trocam o entornar da próxima bebida por uma tentativa de esquecer, por um instante, seus tormentos mais íntimos.

Crítica | Terra Selvagem – Filme produzido por Ridley Scott e estrelado por Charlie Hunnam é forte e emocionante

O que você escolhe, medo ou esperança? Falando sobre força de dois Irmãos e seus distantes sonhos em uma realidade cruel lutando contra a falta de dias melhores, Jungleland, dirigido por Max Winkler (em seu terceiro longa-metragem) e produzido por Ridley Scott é um filme forte que mostra a dureza de duas almas nômades sem foco no mundo, caminhando por uma melancolia diária, que resolvem apostar todas suas fichas em um torneio de visibilidade no circuito amador de boxe sem luvas, além de serem obrigados a embarcar em uma missão misteriosa para conseguir pagar uma dívida. Exibido no Festival de Toronto, o projeto é estrelado por Charlie HunnamJack O’Connell e Jessica Barden.

Na trama, conhecemos os irmãos Stanley (Charlie Hunnam) e Walter ‘Lion’ (Jack O’Connell), que vagam pelas ruas de uma cidade norte-americana em busca do sonho de serem famosos dentro do universo do boxe amador. Quando se veem encurralados por uma dívida, são obrigados a levar Sky (Jessica Barden), que eles não fazem a mínima de ideia de quem seja, até uma pessoa em San Francisco, em troca disso tem a dívida perdoada e conseguem a inscrição em um torneio de boxe de alta visibilidade em San Francisco. Assim, os três entram em uma jornada sem muito foco que passa por abalos emocionais enormes.

Explorando o Looping em eternos recomeços, Jungleland, mostra todo o sofrimento emocional de dois irmãos com poucos pontos de interseção mas que de alguma forma apresentam uma grande lealdade mútua mesmo que isso implique em confusões e caminhos que ambos não pensam iguais. Há um foco marcante na questão da desestrutura familiar, nessa ótica nos apresentam esporádicos momentos de profundidade sobre o passado dos irmãos e dentro de uma subtrama pouco explicada que é a trajetória de Sky. As lacunas preenchidas das consequências dos atos transformam o desfecho aberto em algo compreendido de quem conseguir ler nas entrelinhas das atitudes de cada personagem em suas trajetórias.

Jungleland é forte, duro e mostra uma realidade quase dentro de um universo paralelo para muitos que não conhecem ou não viveram dificuldades na vida. O filme está disponível no Telecine Play.

Crítica | ‘Olho por Olho’ – Terror sobrenatural sobre a culpa que cega

Se jogando em uma provável interpretação sombria de uma figura mítica do folclore europeu, o longa-metragem de terror Olho por Olho – que estreou recentemente na HBO MAX – aposta suas fichas nas crendices populares, trazendo o sobrenatural sob os holofotes colocados em gerações de uma família que sofrem a consequência da culpa. Pena que inconsistências no roteiro nos levam para uma jornada sonolenta e irregular.

Dirigido por Colin Tilley, essa é uma obra vai se construindo aos poucos, em um início sugerindo mais que mostrando. Esse ritmo cadenciado na composição da narrativa estabiliza a atmosfera de tensão – algo que pode ser uma faca de dois gumes -, ao criar sensações de incertezas através de recursos da linguagem visual que vão materializando algo que não podemos enxergar, em um primeiro momento.

A jovem Anna (Whitney Peak) vai morar com a avó cega (S. Epatha Merkerson), no interior, após uma tragédia atingir sua família. Sem ter muito o que fazer em um primeiro momento, resolve conhecer melhor a região. Em uma das caminhadas, conhece dois jovens arruaceiros, Julie (Laken Giles) e Shawn (Finn Bennett). Quando esses novos amigos tomam uma atitude absurda contra um garoto e Anna não faz nada para ajudar, acaba sendo amaldiçoada. Aos poucos, ela vai descobrindo também segredos sombrios da própria família.

Cena de 'Olho por Olho'
Cena de ‘Olho por Olho

Todo rodado na cidade de Savannah, no estado da Geórgia, o projeto parece querer impor uma série de lições de moral por meio do universo fantástico. Assim, atravessa a culpa e suas consequências, reunindo no centro das atenções uma dinâmica familiar marcada pelo distanciamento, com histórias que se separam entre gerações, encontrando-se no frágil elo com o eixo central da trama.

Cena de 'Olho por Olho'
Cena de ‘Olho por Olho

Olho por Olho não deixa de ser uma narrativa básica guiada pelo medo. Não há nada muito diferente em relação à linguagem em comparação a outros projetos do gênero. Os elementos de tensão são distribuídos através de situações aterrorizantes que se chocam com lendas urbanas – algo já visto muito por aí. Árvore misteriosa, a alma em forma de figura fantasmagórica que só pensa em vingança, figuras familiares ambíguas e jovens sem noção, tentam ser elementos importantes dentro de uma história que, em muitos momentos, se perde em seu discurso.

10 Seriados que são pouco BADALADOS mas que prendem nossa atenção!

Não é de hoje que o universo das séries vem dominando cada vez mais os diversos streamings que tem no Brasil e no mundo. Mas com tanto conteúdo, às vezes fica difícil conseguir assistir a tudo ou mesmo saber sobre todos os projetos que só crescem em quantidade a cada ano. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista com 10 Seriados que são pouco badalados mas que prendem nossa atenção para servir como possíveis dicas para você leitor que adora essa universo das séries:

 

Operação Ecstasy (Netflix)

Partindo de uma operação policial (baseada em fatos reais), um enorme e complexo ramo dramático inextricável, ao longo dos dez episódios da primeira temporada do seriado belga-holandês Undercover, ou Operação Ecstasy no Brasil, é criado seguindo o caminho de outras boas produções do gênero mas sempre tentando ter sua identidade e reflexões próprias. Disponível na Netflix, consegue colocar uma carga bem densa na profundidade que atinge nos fazendo a todo tempo perguntas sobre quais são os limites mesmo você estando do lado certo da lei. Interessantíssimo seriado que até ganhou um filme Spin-off chamado Ferry (o vilão desse seriado), também disponível na líder dos streamings. Já possui segunda temporada.

 

O Inocente (Netflix)

Quando as interseções da vida surpreendem mais do que o habitual. Criado pelo roteirista e diretor espanhol Oriol Paulo, O Inocente, seriado disponível na Netflix, nos apresenta em sua primeira temporada um engenhoso roteiro que paralela duas profundas histórias refletindo pelo caminho questões sobre o perdão, a vingança, a corrupção na força policial. A questão da ótica e as estradas da vida que se encontram é feito arriscando deixar detalhes importante a todo instante mas que acaba apresentando um desfecho satisfatório com margem para mais temporadas. O elenco é ótimo, destaque para Mario Casas, Jose Coronado, Aura Garrido e Alexandra Jiménez.

 

Normal People (Starzplay)

Quando o amor traduz as lacunas complexas do vazio existencial. Baseado no livro de grande sucesso da escritora irlandesa Sally Rooney, Normal People, disponível no Starzplay, nos apresenta a saga de um platonismo as vezes reverso entre dois jovens, através de um período de tempo importante em suas vidas. Caminhamos junto com os personagens rumo às mágoas, as derrapadas, o pânico, o caos social, a maturidade precoce, a imaturidade tardia, são cerca de 30 minutos divididos em 12 episódios que desejamos que nunca acabem. A minissérie, envolvente, intensa, que conta com uma fabulosa trilha sonora, foi indicada a quatro Emmys, sendo alguns episódios dirigidos pelo competente cineasta Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack, Frank).

 

Truth be Told (Apple TV)

Quando muita coisa não convence mas pelo menos prende nossa atenção. Disponível na Apple Tv, a primeira temporada de Truth be Told (já com a segunda temporada em andamento) possui uma trama embaralhada nos longos oito episódios, parece que muitas informações se transformam em mais do mesmo sem mudar tanto assim a ótica dos personagens. Prende pelo fato da curiosidade humana, de querermos saber o que diabos aconteceu no dia do assassinato, epicentro da trama, e suas verdades escondidas em contradições mais que evidentes. A ótima e vencedora do Oscar Octavia Spencer é a protagonista, tendo Aaron Paul (Breaking Bad) na pele de um personagem central da trama que se desenvolve através de investigações de um crime de quase duas décadas atrás.

 

Absentia (Amazon)

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic (Castle), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a incógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime as três temporadas.

 

Doze Jurados (Netflix)

Um ninho de estratagema em busca da moral da história. Dos showrunners Sanne Nuyens e Bert Van Dael está disponível no vasto catálogo da Netflix brasileira o intrigante seriado belga Doze Jurados (De Twaalf, no original). Diferente de alguns outros dramas que envolvem júris, acusações e assassinatos misteriosos, nesse projeto vemos o foco máximo na vida detalhada da maior parte dos jurados que compõe um júri popular de um caso com grande repercussão nacional. O que impressiona é a qualidade do roteiro mesmo colocando seu assunto principal em plano de fundo na maioria dos episódios, consegue prender a atenção mesmo assim. Ao longo dos apurados doze episódios, vemos problemas de todo tipo nesse júri: relacionamento psicologicamente abusado de marido para esposa, um solitário senhor que não consegue entender as novas realidades que o cercam após o falecimento da esposa, um dono de construtora envolvido em um caso fatal de um trabalhador do seu staff ilegal, um pai rigoroso que não entende sua filha adolescente, entre outros. É uma série que muitos podem achar arrastada pela sua riqueza de detalhes e talvez até lenta demais em alguns momentos mas a curiosidade pelos desfechos serão de muita importância para você se convencer a seguir em frente e a maratonar.

 

Contos do Loop (Amazon)

Tá pra ser adicionada ainda nos mais famosos streamings que temos disponível no Brasil um seriado tão sensível e metafórico que aborda a existência, os erros e os acertos de forma tão detalhista e humana. Contos do Loop, Tales From The Loop no original, disponível no bom catálogo da Amazon Prime, é inspirada na obra do artista e designer sueco de 36 anos Simon Stålenhag. Uns dirão ser lenta, outros talvez dirão que não conseguem invocar a paciência necessária para absorver toda a mágica desse projeto. Mas com certeza quem consegue se conectar acaba embarcando em uma jornada tão rica pela alma humana que fica impossível não sair mexido com tantos retratos impactantes e poéticos que conferimos ao longo dos extensos e extremamente competentes oito episódios da primeira temporada.

 

The One (Netflix)

E se o amor for uma definição do destino e genética? Usando e abusando entre o possível e o imaginativo, distância quase sempre sem possibilidade de medição por conta do avanço tecnológico que o mundo se acelera a cada dia, The One, série britânica disponível na Netflix, nos questiona sobre o amor e suas formas de encontrar uma alma gêmea nos apresentando também a ambição personificada por uma vilã bem definida, quase implacável, que faz de tudo para não quebrar qualquer princípio razoável do seu egoísmo, destaque para sua intérprete a atriz Hannah Ware. Repleto de polêmicas, esse seriado, pode ser que agrade muito a alguns e nada a outros.

 

Tribes of Europa (Netflix)

Um grupo sempre vai se sobrepor a individualidade. Imaginando um universo modificado por guerras tecnológicas que transformaram países em tribos espalhadas pelo planeta, Tribes of Europa é uma imaginativa distopia que mistura um pouco de Jogos Vorazes com alguns filmes de sci-fi resultando em uma saga dividida por três vertentes (no caso, três irmãos) onde a cada episódio vamos entendendo melhor os mistérios (e são muitos!) desse mundo tão diferente dos dias atuais. Criado pelo showrunner alemão Philip Koch, a série empolga em alguns momentos mesmo sendo ainda muito confusa nessa primeira temporada de apenas seis episódios.

 

Your Honor (Paramount+)

O obscuro universo das escolhas éticas em meio a dramas familiares. Criado por Peter Moffat e baseado em uma série israelense chamada Kvodo, Your Honor tem intensos 10 episódios, em sua primeira temporada, e que ao longo de sua trajetória abre inúmeras portas de possibilidades através da eminência, do conflito entre duas famílias, representadas pelos pais. Mesmo buscando profundidade até mesmo onde poderia ser objetivo na superfície, o caminho até o clímax é lento e sempre deixando atento para o espectador, pequenas dicas sobre os destinos. Bryan Cranston e Michael Stuhlbarg, dois dos maiores atores da atualidade comandam o embaralhado castelo de cartas que é descontruído pela inconsequência dos atos de seus perigosos (cada um a seu estilo) personagens. Já renovada para uma segunda temporada.

Crítica | ‘Eu, Gordon Ramsay’ – As facetas do grande Chef

Negócios globais, programas de televisão e um rosto conhecido em grande parte do planeta. Não é de hoje que o britânico Gordon Ramsay vem popularizando a culinária, abrindo as portas para a pulguinha de curiosidade entrar em todas as pessoas que gostam de cozinhar.

Mostrando aspectos da vida pessoal do chef de cozinha, sem deixar de lado seu espírito incansável de empreendedor do ramo culinário, chegou à Netflix a série documental Eu, Gordan Ramsay. De peito aberto, Ramsay compartilha sua vida e experiências ao longo de décadas dedicadas a um dos ramos mais desafiadores ligados à cultura.

A espinha dorsal do projeto são os preparativos para o maior empreendimento da carreira do chef: não apenas um, mais vários restaurantes em um dos edifícios mais altos do coração londrino, o arranha-céu 22 Bishopsgate. Com esse gatilho, ao longo de seis episódios, chegamos em um retrato equilibrado que apresenta os desafios dos 30 anos de casamento com Tana – com quem tem seis filhos –, sua relação com os herdeiros e a eterna busca por restaurantes requintados, sempre à procura de diferenciais no ramo.

Expressando valores e tradições em cada prato criado, e mantendo um nível de exigência altíssimo com sua equipe, o experiente profissional – ao longo dos capítulos – traz reflexões sobre sua trajetória até este momento em que, mesmo tendo se tornado um artista do entretenimento, nunca deixou de estar próximo à cozinha.

Eu, Gordon Ramsay, a princípio, parece um produto de autodivulgação – talvez mais um projeto para ampliar sua visibilidade. No entanto, à medida que vamos assistindo aos episódios – e Gordon ficando mais à vontade – percebemos muita verdade em cada parte que é mostrada, o que pode, inclusive, servir até de incentivo para quem sonha em ingressar nesse ramo tão desafiador.

Com filmagens que duraram meses e espiaram grande parte desse seu cotidiano, entre o lar e os compromissos da profissão, passeando por seus dezenas de restaurantes espalhados pelo mundo – seja em uma inauguração nas Filipinas, seja em compromissos ligados à parceria que tem com a Formula 1 -, vamos aos poucos buscando decifrar esse intenso personagem, cheio de autenticidade e que fala o que pensa.

10 Filmaços disponíveis na STAR+

Para delírio de cinéfilos e cinéfilas de todo o Brasil, chegou em nosso país semanas atrás o novo streaming STAR+ . Com um catálogo maravilhoso repleto de seriados e filmes fantásticos, a STAR+ mostrou ao que veio e já disponibiliza aos seus assinantes em leque incrível de variedades para todos os gostos.

Pensando em indicar algumas dicas de filmaços disponíveis nesse novo streaming, reunimos aqui nessa matéria 10 Filmaços disponíveis na STAR+ :

 

Três Anúncios para um Crime

Até onde vai a dor de uma perda? Indicado em seis categorias ao Globo de Ouro 2018, eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto, Três Anúncios para um Crime explora uma tragédia de maneira intensa, com uma narrativa envolvente, trilha sonora fantástica, uma bela direção, e atuações memoráveis de três atores fantásticos: Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell. O filme é uma jornada de dor e sofrimento com três óticas e sentimentos sobre um assassinato brutal, sem solução, que acontece em uma cidade do interior no sul dos Estados Unidos.

 

Birdman

A vida não passa de uma sombra nômade para os que necessitam de algum gesto de reconhecimento. Estimado em 22 Milhões de Dólares, o inovador projeto do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu é uma crítica à uma sociedade que necessita dos aplausos e deseja algum dia se tornar um viral da tecnologia. Em Birdman, somos apresentados a um ator, interpretado de maneira brilhante por Michael Keaton, que confunde amor com admiração e que se encontra em uma semi-realidade nada confiante. Nos bastidores de uma peça na Broadway o filme vai ganhando ritmo, tendo por base um roteiro inteligente e dinâmico.

 

Logan

A adversidade é um trampolim para a maturidade. Dirigido pelo cineasta nova iorquino James Mangold (Johnny & June, que também está disponível na STAR+), um dos filmes mais aguardados do ano de seu lançamento mostra como um desfecho de um icônico personagem, antes dos quadrinhos e agora das telonas, pode ser muito marcante. Logan é o capítulo final da surpreendente saga de Wolverine – incrível ser rabugento mutante oriundo dos X-Men – e sua eterna busca por redenção. Hugh Jackman, encarando pela sétima vez o mesmo personagem nos cinemas, faz de tudo para deixar sua marca, usando e abusando de sua versátil habilidade como ator. Grande atuação.

 

Whiplash – Em Busca da Perfeição

O preço da perfeição é a prática constante. Escrito e dirigido pelo cineasta, de, na época, apenas 29 anos, Damien Chazelle, Whiplash – Em Busca da Perfeição é o tipo de filme que vai levar o espectador a um grande sorriso assim que os créditos começarem a subir.  Eletrizante, emocionante, magnífico, espetacular. Impossível você acabar o filme e não estar arrepiado com tamanha força que essa história possui, e, pra completar essa busca pela perfeição, o filme conta com a grande interpretação do veterano ator J.K. Simmons!

 

Um Amor Inesperado

Nem sempre a felicidade reina no paraíso. Debutando como diretor de longas-metragens, o produtor e cineasta argentino Juan Vera traz para a telona uma história focada na desconstrução de um relacionamento de longa data e todas as consequências oriundas dessa escolha. Exibido no Festival do Rio de Cinema de anos atrás, Um Amor Inesperado conta com uma dupla de protagonistas interpretados pela excelente atriz Mercedes Morán e o galã e genial ator argentino Ricardo Darín. O filme se torna uma ótima experiência quando conseguimos enxergar e pensar sobre as profundidades dos longos diálogos que conferimos ao longo das mais de duas horas de filme.

 

Boyhood

Quando chegadas e partidas estão lado a lado, avalie profundamente mas continue corajoso. O brilhante trabalho do experiente cineasta Richard Linklater, é um dos filmes que mais demoraram pra ficar prontos da história do cinema, exatos 12 anos! Mas toda a espera valeu a pena! Contando a trajetória de um menino, da infância à adolescência, Linklater brinda os cinéfilos com uma história rica em verdades e questionamentos profundos sobre toda uma sociedade que variou seu modo de pensar ao longo de toda uma década. Um trabalho inesquecível, absolutamente genial!

 

O Lobo Atrás da Porta

O mal vem de cada lugar que nunca imaginamos. Uma das sensações de uma das edições passadas do Festival do Rio de Cinema, o longa-metragem brasileiro O Lobo Atrás da Porta é um daqueles filmes que vocês vão demorar a esquecer. Dirigido e escrito brilhantemente pelo cineasta da nova geração Fernando Coimbra, o filme flutua entre o suspense e o drama, lembrando um pouco os moldes dos filmes nórdicos, principalmente por conta das revelações bombásticas de seu desfecho eletrizante. Uma das grandes atuações da carreira da atriz Leandra Leal.

 

Ad Astra

Quando a razão e a emoção se encontram no espaço. Ad Astra entrega muito mais do que promete, além de referências cinéfilas a todo instante. Com uma brilhante atuação do excelente ator Brad Pitt e uma direção pra lá de competente de James Gray, o filme navega pelo sentimento através do lugar mais silencioso que conhecemos. A junção de ciência e ficção, que principalmente para leigos se torna algo fantástico pois não sabemos as reais limitações físicas espaciais, é a fórmula de sucesso desse grande filme.

 

Questão de Tempo

Um pôster do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain preso na parede de um quarto já era o primeiro indicador que iríamos conhecer um sonhador, romântico e que faz de tudo para ser feliz. Em Questão de Tempo, o diretor e roteirista neo zelandês Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill) nos leva a conhecer Tim e sua incrível jornada à procura de um futuro ao lado de um grande amor. Uma trilha sonora jovem e popular embala esse ótimo trabalho que é aquele tipo de filme que todo mundo na sala de cinema faz uma corrente imaginária positiva para que o desfecho seja feliz.

 

Kingsman: Serviço Secreto

Jack Bauer? James Bond? Jason Bourne? Depois dos ótimos filmes Kick-Ass (também disponível na STAR+) e X-Men: First Class, o cineasta britânico Matthew Vaughn voltou as telonas anos atrás com um filme recheado de grandes e competentes astros que se reúnem para mais uma vez provar que existem blockbusters de qualidade. A mentirada rola solta como nos filmes mais impossíveis já produzidos: homens sendo cortados ao meio, egocêntricos vilões, enormes explosões mas tudo isso feito com um grande charme que conquista o público rapidamente.

 

Prepare-se para pirar: 10 filmes de suspense psicológico perturbadores!

Na linha tênue entre o drama e o mistério, alguns filmes expandem o desenvolvimento de seus personagens por meio de conflitos intensos que logo chegam em reflexões existenciais. Essas obras, com pitadas generosas de suspense psicológico, costumam nos levar em jornadas profundas pela mente humana.

Se você está procurando um ótimo filme nessa linha para conferir, deixamos dez sugestões abaixo:

 

Mother’s Baby (estreia em breve nos cinemas)

Julia (Marie Leuenberger) é uma maestrina bem-sucedida, que vive em uma linda cobertura e está em um relacionamento saudável ao lado do companheiro, Georg (Hans Löw). Eles resolvem tentar ter um filho e começam um tratamento em uma clínica de fertilidade e, algum tempo depois, ela engravida. Após o nascimento – que passou por um parto com algumas questões -, Julia se vê perdida entregue às incertezas que a cercam.

 

O Segredo de Marrowbone (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, ambientada no final da década de 1960, conhecemos quatro irmãos que, após o falecimento da mãe, vivem isolados em uma enorme casa. Há algum segredo entre eles e aos poucos vamos entendendo melhor essa história, após uma série de situações.

 

Saltburn (Prime Video)

Na trama, conhecemos o recém-chegado à faculdade de Oxford, o aparente solitário Oliver (Barry Keoghan), um jovem que parece sofrer com a vida que leva fora daquele lugar. Quando conhece Felix (Jacob Elordi), um jovem milionário também estudante de Oxford, Oliver se vê atraído pelo universo de Felix, de riqueza e poder. Até que um dia, Felix o convida para passar o verão na sua mansão, Saltburn, junto com sua família cheia de peculiaridades.

 

As Linhas Tortas de Deus (Netflix)

Na trama, conhecemos Alice (Bárbara Lennie) uma investigadora que está em um momento conturbado no relacionamento com o marido e resolve aceitar uma investigação de um crime em um hospital psiquiátrico. Ela então resolve inventar uma personagem com determinado sintoma e se internar por livre e espontânea vontade. Durante sua estadia nesse lugar, investigando de perto médicos e pacientes, passará por situações onde descobrirá segredos que aos poucos vão colocando tudo que ela própria pensa em xeque.

 

Zafari (Atualmente em cartaz em alguns cinemas)

Ana (Daniela Ramírez) e Edgar (Francisco Denis) vivem dias de apreensão em um condomínio de alto padrão, ao lado do filho. Tentando sobreviver a um presente conturbado – com Gangues de motoqueiros dominando as ruas, blackouts constantes e a escassez de recursos básicos – o casal mais se afasta do que se une para encontrar soluções. Ela usa sua posição na associação de moradores para entrar em apartamentos em busca de comida e itens básicos; ele é um acomodado que nunca pensa no coletivo. A chegada de um hipopótamo ao zoológico da cidade – próximo ao prédio onde moram – faz o casal embarcar em uma estrada de conflitos.

 

Gêmeo Maligno (Telecine)

Na trama, conhecemos o casal Rachel (Teresa Palmer) e Anthony (Steven Cree) que, após uma trágico acidente de carro, onde perdem um dos filhos gêmeos, resolvem se mudar para Finlândia, numa casa isolada que servia como uma espécie de paróquia do lugar. Anthony que é escritor, conhece mais a região do que a esposa. No início, buscam se familiar com tradições locais em uma região que insiste em falar a língua local – mesmo sabendo o inglês. Não conseguindo de adaptar, Rachel começa a ter sonhos estranhos e a desconfiança em relação a tudo e a todos começa a ser algo presente.

 

Uma Família Feliz (Telecine)

Na trama, conhecemos Eva (Grazi Massafera), uma artesã de bonecos de bebês à espera do terceiro filho, que vive seus dias felizes ao lado do marido, o advogado Vicente (Reynaldo Gianecchini), e das duas filhas gêmeas em um condomínio de alto padrão. Certo dia, já após o nascimento do novo filho, e em meio a uma depressão pós-parto, suas filhas aparecem machucadas e Eva acaba sendo acusada de ter cometido tal ato. Assim, sua vida muda completamente, desencadeando uma série de conflitos que rebatem em acontecimentos estranhos e duvidosos.

 

De Sombra e Silêncio (Prime Video)

A vida do veterinário Martin (Marian Mitas) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika (Jana Plodková) entra logo num embate com a sogra Dana (Milena Steinmasslová), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vão sendo passados a limpo, culminando em uma série de situações surpreendentes.

 

Instinto Materno (Telecine)

Na trama, ambientada na década de 1960, conhecemos duas amigas, vizinhas, praticamente inseparáveis: Celine (Anne Hathaway) e Alice (Jessica Chastain). Quando uma tragédia acontece, essa relação entre as amigas é completamente abalada. Assim, ao longo dos dias, entre o luto e a culpa, uma série de desconfianças encontra o caminho das personagens.

 

A Jaula (Netflix)

Na trama, conhecemos Paula (Elena Anaya) e Simón (Pablo Molinero), um casal que vive juntos já algum tempo e moram num lugar espaçoso, repleto de natureza e com vizinhos muito próximos. Certo dia, quando estavam voltando para casa, acabam se deparando com uma cena perplexa de uma criança correndo sozinha pela estrada. Dias após a levarem ao hospital, e mantendo um vínculo próximo com a garota, chega a eles a sugestão de adotarem temporariamente a jovem. Eles embarcam nesse desafio e aos poucos vão tentando interagir com ela, mas coisas estranhas começam a acontecer, com situações que afetam a vida do casal.

 

 

Protagonista de A Noviça Rebelde completa 86 anos! Saiba os motivos desse musical ser inesquecível!

Temos que viver a vida que merecemos. Um dos maiores clássicos do cinema e sem dúvidas um dos melhores musicais já feitos na história da sétima arte A Noviça Rebelde conquistou e conquista fãs em todos os lugares que é exibido. Baseado em uma história real, o filme é uma reunião de momentos inesquecíveis, que fala sobre o amor seja entre duas almas completamente diferente ou mesmo todo esse sentimento dentro de uma família carente de uma pessoa iluminada.

Para brindar Julie Andrews, a intérprete da protagonista fantástica desse filme, que hoje, dia 01 de outubro, completa 86 anos de idade, viemos aqui nessa matéria escrever os motivos que fazem A Noviça Rebelde ser um filme inesquecível:

 

Canções inesquecíveis

É um item marcante dentro desse universo mágico. É até difícil saber por onde começar já que muitas das canções grande parte dos cinéfilos e cinéfilas de todo o mundo sabem de cabeça. Mas não tenham dúvida de que The Sound of Music, música que tem leituras e releituras ao longo do filme é uma flecha de emoções em nossos corações.

 

Fala sobre família a todo instante

Os valores, os sonhos, as maneiras do educar, o carinho, tudo que envolve os bons e maus momentos de uma família acabam de alguma forma sendo vistos por nossos olhares ao longo das nem sentidas quase 3 horas de projeção.

 

Um roteiro baseado em uma obra não creditada de Maria Von Trapp

Sim, ela realmente existiu! O roteiro do filme foi assinado por Ernest Lehman baseado no livro de memórias The Story of the Trapp Family Singers, de Maria von Trapp. O filme era pra ter como diretor William Wyler mas acabou sendo dirigido produzido e dirigido pelo cineasta Robert Wise.

 

A adaptação no Teatro veio antes que a do cinema

No teatro, a partir de 1959, A Noviça Rebelde foi um grande sucesso, escrito por Howard Lindsay e Russel Crouse, com canções de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II. A partir disso, grandes produtoras começaram a pensar na possibilidade da adaptação para os cinemas que só aconteceu em 1965.

 

O filme aborda questões na Europa perto do início da Segunda Guerra Mundial

Maria chega à mansão Trapp em 1938, a trama se desenrola e já no desfecho vemos o Capitão Von Trapp fugindo de ir pra guerra ao lado dos nazistas muito por suas convicções e sobre o que acredita como austríaco. O final é lindo, a família subindo naquelas montanhas onde o filme começa.

 

Reconhecido e premiado

Indicado à 10 Oscars, vencedor nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor montagem, melhor som e melhor trilha sonora, por incrível que pareça o filme não teve grande oba oba de muitos críticos de cinema da época mas mundialmente o projeto foi um fenômeno. Mesma com algumas críticas azedas nos Estados Unidos o filme ficou em cartaz por 4 anos seguidos!

 

Um dos filmes mais lucrativos da história da indústria cinematográfica mundial

Com um orçamento de pouco menos de 9 milhões de dólares, A Noviça Rebelde arrecadou mais de 285 milhões de dólares somente em bilheteria pelo mundo. Atualmente é possível a assistir esse lindo trabalho no Streaming Disney+ (Disney Plus).

 

Não deixa de ser uma história de amor

Maria e o Capitão Von Trapp protagonizam cenas lindas e ao longo do filme vamos vendo todo o início de uma paixão avassaladora que os fazem mudar seus modos de pensarem, ela queria ser freira e desconhecia o amor, ele vai lentamente ficando apaixonado pela governanta que escolheu para seus filhos mas que é tão iluminada e apaixonante que fisgou o coração do as vezes rabugento e rígido capitão interpretado pelo também inesquecível Christopher Plummer.

Crítica | ‘A Acusada’ – Filme na Netflix aborda um assunto SENSÍVEL de forma rasa e pouco consistente

Duas médicas casadas. Uma denúncia de assédio. Duas perspectivas. Lançado há alguns dias na Netflix, o longa-metragem indiano A Acusada busca de maneira rasa e pouco consistente abordar um assunto sensível. Com subtramas entrelaçadas, que não ajudam a sustentar as possíveis camadas que o filme poderia acessar, a narrativa se limita a uma história que não causa o impacto que deveria.

Dirigido pela cineasta Anubhuti Kashyap, o roteiro – assinado por Sima Agarwal e Yash Keswani – se estabiliza sobre a comodidade da dúvida, deixando a paranoia e um casamento prestes a ruir se sobressair sobre as reflexões importantes que o tema exigia.

A brilhante e egocêntrica médica ginecologista Geetika (Konkona Sen Sharma) é a grande estrela do hospital londrino onde trabalha e está prestes a ser convidada para assumir a chefia do lugar. Casada com a médica Meera (Pratibha Ranta), vive seus dias com grandes planos para o futuro. Acontece que uma série de denúncias contra Geetika – acusando-a de assédio – vira a vida do casal ao avesso, levando Meera a suspeitar da própria esposa.

Crítica | ‘Corta-Fogo’ – A moral no campo das suposições marca suspense da Netflix

Vamos avançando na trama através de duas perspectivas: a de Geetika e a de Meera. A primeira se apresenta como uma personagem ambígua, rígida em seu ofício, que é adepta de mentiras para com a esposa – bem mais jovem – e mantém uma proximidade com a ex-namorada. Já a segunda é a personagem que traz algumas possibilidades em seu desenvolvimento, vivendo um casamento em outro país escondido da família e à beira de dilemas entre o relacionamento e a carreira profissional.

A todo instante, percebemos que o drama vai se transferir para um thriller, ou algo próximo. O assunto principal fica de lado em muitos momentos. Na ponte entre a aparente felicidade e a crise provocada pela denúncia, personagens entram e saem sem desenvolvimento satisfatório, limitando-se ao essencial e se abraçando a uma resolução simples.

Sidney Prescott em Pânico 7: Quando o terror encontra o trauma que nunca morre

É muito frustrante quando um filme que levanta questões importantes para debates sobre a nossa sociedade tende a soluções previsíveis, praticamente anulando qualquer escalada nos embates sugeridos. Ao optar por desenvolver o conflito através de um relacionamento em crise, a trama perde o fôlego de colocar em evidência as condutas reprováveis se transformando em um suspense desalinhado, com peças soltas.

Rainha do cinema brasileiro faz 92 anos! Grandes filmes de Fernanda Montenegro

Arlette Pinheiro Monteiro Torres, o verdadeiro nome de Fernanda Montenegro, encantou gerações de cinéfilos e cinéfilas no Brasil com seus impactantes personagens, alguns desses, como a Dora de Central do Brasil, permanecem vivos nos corações e nas memórias de todos que amam cinema.

Considerada uma das mulheres mais influentes do nosso país, foi a primeira latino-americana e a única brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz, ganhou o Emmy, o Urso de Prata em Berlim entre outros inúmeros prêmios por aqui e no exterior.

Com mais de 70 anos de carreira (isso mesmo! 7 década de amor à sua arte), essa ex-professora (já deu aulas de Português para estrangeiros) merecia uma homenagem nossa e nada melhor que essa data emblemática, onde, nesse dia 16 de outubro, Fernanda completa 92 anos de vida!

Abaixo alguns dos maravilhosos filmes dela para ficar de sugestões para você relembrar ou conhecer a carreira vitoriosa dessa grande dama do nosso cinema:

 

Central do Brasil

Tudo o que perdemos pelo caminho se tornam fortaleza para quem encontra no outro a redescoberta da vida. No ano em que o Brasil perdeu a Copa do Mundo de Futebol masculino na França, nosso país ganhou na sua galeria de inesquecíveis obras do seu cinema um filme que continua até hoje no imaginário e emoções profundas de todo mundo que ama cinema. Dirigido por Walter Salles, Central do Brasil é como uma flecha que alcança nosso peito e nos faz refletir sobre a vida, sobre as razões existências de pais e filhos, sobre o valor da amizade, dos nossos valores como seres humanos. Uma trilha sonora linda vai se tornando um plano de fundo sensível e muitas vezes angustiante que nos mostra toda a força que um filme pode ter.

 

O Outro Lado da Rua

Escrito e dirigido por Marcos Bernstein (roteirista de Central do Brasil), chegou aos cinemas no já distante ano de 2004 o suspense O Outro Lado da Rua estrelado por Fernanda Montenegro e Raul Cortez. Na trama, conhecemos uma idosa que mora no bairro de Copacabana e acaba presenciando o que acha ser um assassinato, buscando mais informações sobre o suposto crime ela acaba se envolvendo com o possível assassino. O projeto participou de diversos festivais importantes no Brasil e no Mundo, inclusive Fernanda ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca.

 

Piedade

As lições de uma vida que não vivemos. Cercado sempre de muito entusiasmo, esse é o quinto longa-metragem de um dos mais corajosos cineastas brasileiro, Cláudio Assis. Exibido na Mostra Competitiva em uma edição do Festival de Cinema de Brasília, o filme possui todos os elementos de um projeto assinado por Assis, verdades corporais, intensidade, sexualidade e mensagem bem forte e contundente. Vale o destaque para Cauã Reymond, o veterano do cinema nacional Matheus Nachtergaele (que esteve em todos os filmes lançados por Cláudio Assis) e a maior de todas, Fernanda Montenegro.

 

Eles Não Usam Black-Tie

Dirigido pelo genial cineasta carioca Leon Hirszman (quem não conhece, precisa conhecer!), Eles Não Usam Black-Tie aborda um conflito familiar por conta de posicionamentos em relação à uma greve numa empresa. No elenco, nomes como: Gianfrancesco Guarnieri, Bete Mendes, Carlos Alberto Riccelli, Milton Gonçalves, Francisco Milani e Fernanda Montenegro. Um verdadeiro clássico do nosso cinema!

 

A Vida Invisível

Baseado no livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, da escritora pernambucana Martha Batalha, A Vida Invisível é um dos mais sensíveis filmes brasileiros dos últimos tempos. Estreou no prestigiado Festival de Cannes, onde ganhou o prêmio da importante Mostra Um Certo Olhar. O projeto fala sobre a união e desencontro pelo caminho de duas irmãs ao longo de jornadas cheias de emoções. Dirigido por um dos grandes cineastas brasileiros da atualidade: Karim Aïnouz.

 

O Auto da Compadecida

Não tem como não rir e se emocionar assistindo a esse filme dirigido por Guel Arraes baseado na obra do grande escritor Ariano Suassuna. Rodado todo na cidade de Cabaceiras, interior do estado da Paraíba, acompanhamos as aventuras de João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois malandros sem recursos que sobrevivem de suas malandragens pelo interior do país. Um filme inesquecível que de vez em quando passa na Tv Aberta.

 

Casa de Areia

Em 2005, Fernanda Montenegro participou do mesmo filme que sua filha Fernanda Torres, no drama dirigido por Andrucha Waddington, Casa de Areia. Indicado ao Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance daquele ano, o projeto mostra a saga de duas mulheres, mãe e filha, lutando pela sobrevivência após a morte do marido da segunda. O longa-metragem tem no elenco o grande cineasta moçambicano Ruy Guerra.

 

A Dama do Estácio

E quem disse que Fernanda Montenegro só fez longa-metragem? Com roteiro e direção de Eduardo Ades, em seu primeiro projeto como cineasta, A Dama do Estácio, em pouco mais de 20 minutos, nos apresenta uma forte história sobre uma mulher que acorda com a ideia que vai morrer. No elenco, além de Fernanda, Nelson Xavier e Joel Barcelos. O filme está disponível no Youtube para quem se interessar.

 

 

Sem Terapia? Vai de comédia! 10 filmes para melhorar seu dia!

Dias cansativos, cheios de pessoas chatas ao seu redor… o que fazer para mudar isso? Olha, não há uma fórmula mágica para isso, mas assistir a bons filmes de comédia ajuda bastante! Para você que gosta de se divertir através da sétima arte para esquecer um pouco da vida, dá uma olhada na ótima lista abaixo, escolhe um filme e divirta-se!

 

Um Convidado bem Trapalhão (Prime Video)

Em um dos mais engraçados papéis da carreira do sensacional Peter Sellers, no filme Um Convidado bem Trapalhão conhecemos um ator indiano, muito atrapalhado, que é convidado por engano para uma festaça de um famoso produtor de filmes.

 Conheça a nova comédia dramática com Rachel Weisz que chegou ao streaming!

Mixed by Erry (Netflix)

Nos tempos das fitas k7, bem distante da globalização intensa dos dias atuais, um negócio lucrativo – e completamente ilegal – era criado de maneira despretensiosa por três irmãos italianos, em meados da década de 1970. Esse fato mudou a maneira como a Europa passou a combater os que infringiam os direitos autorais.

 

Palm Springs (Disney Plus)

Na trama, conhecemos Nyles (Andy Samberg), um convidado de um casamento em um lugar isolado que, após entrar em uma caverna misteriosa durante a festa, acaba repetidamente acordando no mesmo dia do casamento. O filme começa já com ele desiludido, desistindo de tentar algo pra mudar isso. No entanto, tudo muda quando, num desses cenários repetitivos, ele acaba puxando Sarah (Cristin Milioti), a irmã da noiva, para o mesmo loop.

 

O Grande Golpe do Leste (Filmelier +)

Maren (Sandra Hüller) e Robert (Max Riemelt) são um casal que vivem os tempos de incertezas após o início da reunificação da Alemanha, meses depois da queda do Muro de Berlim. Moradores de um condomínio onde outros condôminos passam pelas mesmas dificuldades – e sem saber o que será do futuro -, um dia encontram um bunker cheio de dinheiro prestes a perder o valor. Buscando trocar esse dinheiro o mais rápido possível, a família comunista e seus amigos embarcam numa série de aventuras para conseguir estabilidade em um mundo novo que está por vir.

 

Veja como eles Correm (Disney Plus)

Na trama, ambientada em uma Londres dos anos 1950, conhecemos os bastidores da peça A Ratoeira, da famosa escritora britânica Agatha Christie. Após uma comemoração de artistas e produtores pela centésima apresentação, Leo (Adrien Brody), o futuro diretor da adaptação cinematográfica da obra, é encontrado morto. A partir desse crime, entram em cena o Inspetor Stoppard (Sam Rockwell) e a jovem policial Stalker (Saoirse Ronan), que se jogam em uma série de entrevistas para a resolução do assassinato.

 

The Trip (Netflix)

Na trama, conhecemos Lisa (Noomi Rapac) e Lars (Aksel Hennie), um casal na faixa do 40 anos que está em crise no casamento. Ela, uma atriz frustrada por nunca conseguir grandes papéis. Ele, um cineasta que só consegue dirigir comerciais de televisão. Para tentar resolver a situação, planejam um fim de semana em um lugar afastado do grande centro, onde várias situações surpreendentes colocam em xeque tudo que eles pensaram um sobre o outro até ali.

 

Assassino por Acaso (HBO MAX)

Gary Johnson (Glen Powell) é um professor universitário que durante a outra parte de seu dia trabalha para a polícia. Ele logo se torna um habilidoso traçador de perfis, com autoestima elevada para o convencimento na criação de outras versões de si mesmo. Se fazendo de matador de mentira, com o objetivo de prender quem o procura, certa vez acaba se envolvendo com uma cliente, fato que o faz balançar na linha tênue entre a lei e a criminalidade.

 

Loucademia de Polícia (Telecine)

A década de 1980 nos apresentou excelentes filmes de comédia. Um desses, Loucademia de Polícia, muitas vezes exibido na saudosa Sessão da Tarde, nos conta a história de algumas pessoas recrutadas pelas forças policiais quando o governo resolve aumentar a tropa.

 

Que Mal Fiz a Deus? (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Claude Verneuil (Christian Clavier) é um homem com uma vida boa, que vive ao lado da esposa – com quem tem quatro filhas. A pacata vida deste orgulhoso cidadão francês é completamente abalada quando é apresentado aos pretendentes de suas filhas. Cada um dos noivos tem uma religião diferente e o tradicional Claude entra em total loucura quando sabe desta informação. Sua esperança era a última filha que vai casar, mas surpresas o aguardam.

 

Um Santo Vizinho (Prime Video)

Na trama, conhecemos o peculiar e ranzinza Vincent (Bill Murray), um homem que leva uma vida sem sentido. Ex-herói de guerra, ele vive sozinho com seu gato persa, passando os dias bebendo e apostando em corridas de cavalo. Certo dia, novos vizinhos chegam para morar na casa ao lado, e é assim que ele conhece o jovem Oliver, com quem acaba desenvolvendo uma grande amizade.

Tribunal Cinéfilo debate: ‘Sex and the City’ vence o teste do tempo ou é uma franquia problemática?

Reunimos aqui nesse recinto virtual do STC (Superior Tribunal Cinéfilo) para as decisões dos amantes da 7a arte interessados no Processo Cinéfilo número #17:”Sex and the City” na Vara virtual Pop, ministrada pelos excelentíssimos juízes cinéfilos Rafa Gomes e Rapha Camacho.

A produção em debate essa semana teve seis temporadas e quase 100 episódios. Foi exibida entre 1998 e 2004 pela HBO.

Sinopse: Sex and the City é uma série de televisão norte-americana criada por Darren Star, e baseada no livro homônimo de Candace Bushnell. Foi originalmente transmitida pela HBO, entre 1998 a 2004. Situada e filmada em Nova Iorque, o programa segue a vida de um grupo de quatro mulheres – três na casa dos trinta e uma na casa dos quarenta, que apesar de suas diferentes naturezas e vidas sexuais em constante mudança, permanecem inseparáveis e confiantes uma nas outras.

Para debater nas argumentações sobre essa obra do universo das séries, eis a apresentação dos ilustres convidados:

O bancário, cinéfilo, tem travesseiro do Casablanca, está sempre ligado no universo cinema: Reginaldo Heitor

A cinéfila de Florianópolis, graduada em letras e literatura e também psicanalista, da geração dos primeiros colecionadores da extinta Revista SET, Tatiana Russo.

Mandem mensagens ao longo desse programa que exibiremos sempre que possível.

O Tribunal Cinéfilo #17, acontece nessa 4a, 03 de novembro ao vivo no Youtube e Facebook do Cinepop.

Acompanhem por aqui:

 

OSCAR 2026: 21 filmes indicados e imperdíveis para assistir no streaming antes da premiação

Está chegando a tão aguardada cerimônia do Oscar 2026! Os corações de nós, brasileiros, estão batendo mais forte com a real possibilidade de levarmos pelo menos uma estatueta na cerimônia do próximo dia 15 de março, com o maravilhoso filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto.

Para você que gosta de assistir ao máximo de filmes possíveis antes da premiação, saiba que muitas dessas obras já estão ao nosso alcance pelos streamings. Abaixo, segue uma lista dessas produções indicadas ao Oscar deste ano que você pode ver (ou mesmo rever) no conforto do seu sofá:

 

O Agente Secreto (Netflix)

Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura. (Sinopse oficial)

‘O Agente Secreto’: Tânia Maria afirma que não irá à cerimônia do Oscar e explica o motivo; Confira!

 

Foi Apenas um Acidente (MUBI)

Após um incidente na estrada, um homem e sua família precisam de ajuda com o carro. O que parecia uma situação comum toma outros rumos quando ele é reconhecido por alguém que o identifica como seu antigo torturador.

 

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (Telecine)

Linda, uma terapeuta à beira de um colapso, lida sozinha com a misteriosa doença de sua filha, o marido ausente e pacientes problemáticos. (Sinopse oficial)

 

Bugonia (Tem para aluguel em algumas plataformas)

A história acompanha dois jovens obcecados por conspirações, que sequestram a poderosa CEO de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma extraterrestre que pretende destruir o planeta Terra. (Sinopse oficial)

 

A Vizinha Perfeita (Netflix)

Com uma narrativa brilhante, que encontra enorme coesão na sua montagem, o novo documentário da Netflix, A Vizinha Perfeita, detalha uma tragédia real e chocante que atingiu em cheio a cidade de Ocala, no Condado de Marion (Flórida). Dirigido pela cineasta Geeta Gandbhir, o projeto – que prende a atenção desde seu início até o sufocante desfecho – levanta questões importantes sobre preconceito racial, leis de legítima defesa e o papel da polícia, chegando em um recorte profundo sobre a sociedade norte-americana.

Crítica | ‘A Vizinha Perfeita’ – Da cultura da impunidade ao preconceito racial: Novo True Crime da NETFLIX é estarrecedor!

 

Guerreiras do K-Pop (Netflix)

O filme acompanha o trio feminino HUNTR/X, herdeiras de uma lendária dinastia de caçadoras de demônios que enfrentam um novo e perigoso desafio: deter os Saja Boys, um grupo masculino de K-pop criado por vilões para roubar os corações e as almas de seus fãs. (Sinopse oficial)

 

Armado com uma Câmera: Vida e Morte de Brent Renaud (HBO MAX)

Esse projeto de 37 minutos, dirigido Craig Renaud, nos mostra a história de um jornalista norte-americano morto na guerra da Ucrânia.

 

O Diabo não tem Descanso (HBO MAX)

Este potente documentário acompanha um dia na vida da chefe de segurança de uma clínica de aborto, que enfrenta diariamente decisões dolorosas e a pressão de manifestantes incansáveis.

 

Alabama Presos do Sistema (HBO MAX)

Dirigido por Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman, esse projeto coloca em evidência o sistema prisional no Estado do Alabama.

 

Embaixo da Luz de Neon (Apple Tv)

O filme nos conduz por uma história emocionante sobre amor, resiliência e poesia, ao acompanhar a trajetória de Andrea Gibson, poeta renomada diagnosticada com um câncer agressivo. Entre momentos de lembranças e afetos, acompanhamos seus passos diante da fragilidade da vida.

10 indicados ao Oscar 2026 que você não sabia que podia assistir hoje

 

Zootopia 2 (Disney Plus)

No novo filme, os policiais novatos Judy Hopps e Nick Wilde se encontram na trilha de um grande mistério quando de Gary De’Snake chega a Zootopia, virando a metrópole animal de cabeça para baixo. Para desvendar o caso, Judy e Nick devem se infiltrar em novas e inesperadas partes da cidade, onde sua crescente parceria será testada como nunca. (Sinopse oficial)

 

Os Cantores (Netflix)

Em uma noite gelada, alguns homens estão em um bar desabafando sobre suas vidas. De repente, um deles lança um desafio inusitado: descobrir quem canta melhor. Assim, surpresas começam a surgir.

Crítica | ‘Os Cantores’ – O impactante curta indicado ao Oscar 2026 que dilacera a solidão

 

A Hora do Mal (HBO MAX)

Em uma certa madrugada, quase toda uma turma de jovens estudantes desaparece sem deixar rastros. A professora dessa turma passa a sofrer represálias e é colocada como grande culpada. Aos poucos, algumas respostas vão aparecendo.

 

Quartos Vazios (Netflix)

Trazendo outros olhares para a dor imensurável das tragédias em escolas que atingiram famílias em todo os Estados Unidos, o curta-metragem documental Quartos Vazios é um belíssimo e comovente filme, construído em meio a uma importante reportagem. Dirigido por Joshua Seftel, o projeto indicado ao Oscar 2026 parte do concreto de um registro: dos desabafos de um experiente profissional da comunicação, da emoção dos pais e de imagens que falam por si só.

Crítica | ‘Quartos Vazios’ – Indicado ao Oscar traduz dor imensurável

 

Hamnet (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Nessa trama dilacerante, acompanhamos o jovem William Shakespeare e sua esposa, Agnes, enquanto lidam com uma tragédia que abala sua família, inspirando-o a escrever uma obra que nunca mais sairia das memórias.

 

Valor Sentimental (MUBI)

Um diretor de cinema, mantém uma relação distante e estremecida com as duas filhas, está prestes a iniciar seu novo filme e oferece o papel principal a uma delas. Diante da recusa, ele convida uma famosa atriz norte-americana para o projeto. Aos poucos, vamos compreendendo a complexa dinâmica familiar que se forma, marcada por sentimentos conflitantes de todos os lados.

 

Pecadores (HBO MAX)

Dois irmãos gêmeos retornam à cidade natal na tentativa de escapar de um passado ligado à máfia de Chicago, mas logo se veem de frente com forças aterrorizantes.

 

Uma Batalha Após a Outra (HBO MAX)

Um homem que vive isolado com a filha é obrigado a reunir forças quando, após 16 anos, precisa encarar de frente o passado como ex-revolucionário, embarcando em uma jornada na qual precisará de toda a ajuda possível para reencontrá-la.

 

Frankenstein (Netflix)

Basicamente dividido em duas partes, conhecemos Victor (Oscar Isaac) – com uma leve passagem por seu passado – e seu presente já como um cientista determinado a provar que é possível trazer alguém de volta à vida. Esse feito se concretiza com a criação de uma criatura (Jacob Elordi) que vai modificar seu destino para sempre. Nessa relação de amor e ódio, relações se invertem, o criador e criatura embarcam em jornadas dolorosas em busca de um sentido para a própria existência.

 

Sonho de Trem (Netflix)

Nesse belíssimo filme, acompanhamos a trajetória de vida de um humilde lenhador, marcada por acontecimentos impactantes, que transitam entre os lapsos de felicidade e as perdas.

 

F1 – O Filme (Apple Tv)

Na trama, acompanhamos a história de dois pilotos de uma equipe de Fórmula 1. Um deles é um jovem e talentoso piloto; o outro, experiente e marcado por traumas no passado. Juntos, eles buscam encontrar uma fórmula de sucesso para conseguir vencer como equipe.

O advogado que virou ator! Interessantes filmes de Gerard Butler

O escocês Gerard Butler é muito conhecido do público brasileiro, muitas de suas produções chegaram por aqui e foram exibidas não só pelos cinemas mas também na Tv Aberta. Ele começou bem tarde na profissão. O ator estudou Direito na Universidade de Glasgow e estagiou durante dois anos em uma gigantesca firma de advocacia. Mas ele não era nada feliz e quando foi demitido resolveu ir atrás do seu verdadeiro sonho: ser ator! Antes porém, foi até cantor em uma banda de rock mas que não foi pra frente.

Ele começou nos palcos britânicos em adaptações marcantes, sendo muito elogiado em uma delas, Coriolano de William Shakespeare (que depois virou até filme com o próprio Gerard em um dos papéis principais). Nos cinemas, teve sua primeira oportunidade no longa-metragem de 1997, Sua Majestade, Mrs. Brown, dirigido por John Madden. A partir desse filme, Gerard rumou à fama e grandes produções tendo marcantes presenças em diversos filmes de ação e comédias românticas.

Para indicar alguns filmes interessantes da carreira do ator, resolvemos fazer uma pequena lista:

 

Redenção

Após um começo pouco atraente (que aos poucos vai melhorando), o trabalho do diretor Marc Forster responde (ou tenta responder) a seguinte pergunta: A fé pode modificar um caminho? Com direito a reviravoltas, furacões e muitos pecados, Redenção engloba o poder da fé na construção de uma vida melhor a um povo que precisa, através das mãos de um homem. A maneira como se chega a essa ‘melhoria’ é o grande ponto de análise do filme estrelado pelo ator escocês Gerard Butler.

 

Um Homem de Família

Debutando em longas metragens como diretor, o produtor e roteirista (criador do sucesso da Netflix, Ozark) Mark Williams traz para a telona um retrato de uma família que tem um pai distante por conta de sua vida workaholic. Analisando a história pelos limites do ser humano, ótimos debates podem ser construídos. A falta de ética de Dean no trabalho, suas falhas como pai, a luta interna entre o poder e a família.

 

Destruição Final: O Último Refúgio

A sobrevivência humana nos fazem ter e ver atitudes nada agradáveis. Dirigido pelo cineasta Ric Roman Waugh (do competente Sem Perdão), com roteiro assinado por Chris Sparling, Destruição Final: O Último Refúgio, ou Greenland no original, é um filme que de certo modo surpreende por focar no drama e a ação ser somente um pretexto para uma análise sobre relações humanas. Óbvio que tem clichês (quase todo blockbuster praticamente tem) mas há uma força nas linhas do roteiro que se fortalecem dentro das escolhas dos personagens. Há um princípio de darwinismo bastante interessante para refletirmos.

 

Um Bom Partido

Como amadurecer sem deixar de viver? O cineasta italiano Gabriele Muccino (À Procura da Felicidade) volta ao seu gênero preferido, drama, para falar sobre a busca de redenção de um pai que abandonara a família por conta de imaturidade. Somos levados à conflitos emocionais e aventuras amorosas (um pouco forçadas, é verdade) que ajudam a contextualizar essa boa comédia romântica.

 

Coriolano

Será que a bravura e a vingança podem andar lado a lado? A estreia do veterano ator Ralph Fiennes na direção de um longa-metragem, Coriolano, é uma produção muito interessante que mostra as entrelinhas da guerra com bastante intensidade e sangue. Rodado em grande parte em Belgrado (Sérvia) é um filme que os amantes de longas de guerra ficarão com vontade de ver.

 

Querido Frankie

O simpático filme Querido Frankie, dirigido pela cineasta britânica Shona Auerbach é um filme que fala sobre uma família onde a mãe inventa histórias sobre o verdadeiro pai do filho e acaba que o destino apronta a partir das inconsequências das mentiras. O filme foi exibido na Mostra de SP e indicado em uma categoria ao BAFTA. Um filme pouco conhecido de Butler mas que vale a pena conferir.

 

P.S. Eu Te Amo

Um dos filmes de maior sucesso por aqui da carreira de Butler, P.S. Eu Te Amo nos mostra a saga de uma recém viúva que precisa seguir em frente com sua vida quando o grande amor da vida dela deixa uma série de cartas para ajudá-la nessa fase tão difícil da vida. Filme muito emocionante, bom ter um lenço por perto quando for assistir.

 

300

Dirigido por Zack Snyder, baseado na HQ de Frank Miller e Lynn Varley, 300 é visualmente fascinante. Mostrando um recorte da Batalha das Termópilas, a Segunda Guerra Médica entre uma aliança pelo rei de Esparta Leônidas e o Império Aquemênida de Xerxes, o filme é pura adrenalina. Butler interpreta Leônidas.

 

 

Pré-Oscar: 10 filmes para entrar no clima da premiação!

Hoje é aquele dia que nós, cinéfilos brasileiros, estávamos esperando há tempos: a noite de premiação do Oscar 2026! Com a real possibilidade de levarmos mais uma estatueta para casa com uma das quatro indicações de O Agente Secreto, a ansiedade chega cada vez mais forte às vésperas desse aguardado momento.

OSCAR 2026: 21 filmes indicados e imperdíveis para assistir no streaming antes da premiação

Para você que quer matar o tempo antes da cerimônia assistindo a algum filme interessante, segue abaixo algumas sugestões:

 

Aftersun (Netflix)

Sophie (Frankie Corio) é uma jovem bastante esperta e curiosa que vai passar férias com o pai, Calum (Paul Mescal), na Turquia. Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera: as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindo de vários lados.

 

Robô Selvagem (Prime Video)

Nessa brilhante animação, acompanhamos as aventuras de uma robô que precisa se adaptar quando naufraga em uma ilha.

 

Shame (Prime Video)

Na trama, um compulsivo sexual vive dias de desespero após a chegada de sua irmã ao apartamento onde mora. Com a rotina abruptamente afetada, um descontrole intenso é provocado.

 

A Pior Pessoa do Mundo (Prime Video)

Dirigido por Joachim Trier, esse filmaço nos leva até a história de uma jovem perto dos 30 anos que se encontra em diversas dúvidas na sua vida, passando por momentos importantes e amadurecendo conforme reflete sobre o que passou.

 

The Groove Under the Groove – Os Sons de Paulinho da Costa (Netflix)

Neste belo documentário, acompanhamos recortes da vida de um dos maiores artistas brasileiros, amplamente reconhecido no cenário musical mundial.

 

O Dia que te Conheci (Globoplay)

Na trama, ambientada na Minas Gerais dos dias atuais, conhecemos Zeca (Renato Novaes), um homem simpático, porém imaturo e muitas vezes ingênuo, que vive sem grandes preocupações com o futuro. Ele trabalha na biblioteca de uma escola pública localizada a muitos quilômetros de sua casa. Certo dia, por conta de seus constantes atrasos — consequência de intensas crises de sono —, acaba sendo demitido. No mesmo dia, pega uma carona com Luísa (Grace Passô) e, entre desabafos e papos sobre diversos assuntos, aos poucos um vai abrindo o coração para o outro.

 

Robin Williams: Entre na Minha Mente (HBO MAX)

Neste belíssimo documentário, conhecemos um pouco da trajetória pessoal e profissional de um dos maiores artistas da história do cinema, Robin Williams, que nos deixou há alguns anos.

 

A Conexão Sueca (Netflix)

Apresentando mais um herói improvável do período da segunda guerra mundial, o novo longa-metragem da Netflix, A Conexão Sueca, nos leva de volta ao ano de 1942, quando um funcionário subvalorizado da Ministério das relações exteriores da Suécia percebe algumas brechas na burocracia local e consegue salvar vidas de judeus durante o conflito que marcou o mundo.

 

Free Solo (Disney Plus)

Contando a impressionante saga de um dos mais habilidosos escaladores solo do mundo, Free Solo, documentário vencedor Oscar, é uma jornada eletrizante por dentro das emoções de um homem e seu desejo peculiar.

 

Setembro 5 (Netflix)

Inspirado em acontecimentos reais, esse filme acompanha a perspectiva de uma equipe de TV de uma grande emissora dos Estados Unidos que, em meio à cobertura das Olimpíadas de Munique, se vê diante de um sequestro marcado por um desfecho trágico.

As várias maneiras de reaprender a ver o mundo! 5 Filmes com questões Filosóficas

Pensando na necessidade da humanidade em refletir sobre os acontecimentos atuais, fomentando-se o pensamento crítico, criativo e independente, no dia 18 de novembro é intitulado o Dia Internacional da Filosofia, esse pensar profundo sobre a arte de viver juntos dentro de questões gerais e fundamentais sobre a existência, conhecimento, valores, razão e pensamentos.

Alguns dizem que a verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo, e assim, nessa ótica, podemos fazer um paralelo com o mundo mágico do cinema onde o que vemos na telona nos fazem refletir constantemente com a nossa realidade.

Pensando sobre isso, resolvemos criar uma lista de algumas produções que de alguma forma nos fazem refletir sobre alguns conceitos dentro da filosofia.

 

 

Vulcão

Como reconstruir quando você só destrói? Falando sobre a busca da felicidade de um homem, o jovem cineasta islandês Rúnar Rúnarsson – em seu primeiro longa-metragem –  transforma um conflito pessoal em uma obra de arte sobre o refletir. Vulcão é o tipo de filme que você nunca ouviu falar mas que certamente vai querer debater sobre ele.

Na trama, conhecemos Hannes (Theodór Júlíusson) um rabugento, fumante, de idade avançada, que leva a vida de maneira triste e sem novos grandes objetivos. Faz questão de ser a pessoa mais inconveniente dos lugares onde passa, sendo assim, visto por todos como um infeliz que não gosta de ninguém. Certo dia, após retornar de uma falha tentativa de suicídio, uma certa conversa que escuta desperta nele um sentimento de mudanças.

 

Hannah Arendt

Dirigido pela cineasta alemã Margarethe von Trotta, Hannah Arendt é um drama sobre uma mulher importante para o mundo da filosofia política que possuía um leve ar inconsequente. O roteiro é deveras interessante, se auxiliando de flashbacks e pensamentos, só deixando a desejar em relação a maiores explicações para os leigos em filosofia. Quem já conhece Hannah Arendt vai entender muito melhor as explicações dadas neste filme do que quem nunca ouvir falar sobre ela.

Em uma época que pensadores originais não precisavam de diploma para lecionar, conhecemos a filósofa política alemã de origem judaica, Hannah Arendt que trabalhou como jornalista e professora universitária além de publicar obras importantes sobre filosofia política. Sempre rodeada por livros e textos que contribuíram para com a sua obra, somos apresentados aos amigos (alguns deles famosos pensadores) e a toda uma problemática pessoal provocada pelo seu pensamento que culminou na transformação de um julgamento em uma questão filosófica.

 

Alice e o Prefeito

Os devaneios do caminhante solitário. Um político cansado, que não consegue mais pensar. Uma jovem que volta à França depois de alguns anos e vai trabalhar nos bastidores da política mesmo não tendo nenhuma experiência dessas antes. Escrito e dirigido pelo cineasta parisiense Nicolas Pariser, Alice e o Prefeito, transforma os maçantes e embaralhados temas da política em crônicas sociais com paralelos utópicos e o entendimento das razões práticas surgindo muitas vezes através de grandes pensamentos desse e de outros séculos.

Na trama, conhecemos Alice (Anaïs Demoustier), uma jovem formada em letras que consegue um emprego na prefeitura de Lyon. Recrutada para uma vaga inexistente e logo em seguida recrutada para outra, acaba sendo uma das pessoas mais próximas do prefeito Paul Théraneau (Fabrice Luchini) sendo responsável em pouco tempo por pautas importantes como discursos dele. Assim, somos testemunhas de debates com argumentações didáticas sobre esquerda, direita, progressistas, socialistas, dentro dos bastidores tumultuados e sempre exigentes da prefeitura dessa grande cidade francesa.

 

Eu Estava em Casa…Mas

A busca da própria verdade pessoal. Ganhador do Urso de Prata de Melhor Direção (Angela Schanelec) em Berlim no ano de 2019, Eu Estava em Casa, Mas… é um curioso longa-metragem alemão de planos quase estáticos, muito atento aos detalhes. Mas a questão é essa: que detalhes seriam esses? Alguns vão achar que é um filme sobre o nada, outros uma mera e caótica tentativa de trazer para debate conflitos que podemos enxergar na realidade, na vida real, ligados à família, pais e filhos, dentro de um panorama europeu. Em certo momento, possui uma certa desponderação sobre a arte rebatendo a pergunta: O quão raso e vazio pode ser o atuar perante os olhos de quem não consegue conscientizar?

Gira em torno de uma mulher chamada Astrid (Maren Eggert), mãe de duas crianças, viúva faz dois anos de um ex-diretor de teatro, consumida por problemas pessoais e dificuldades de interagir, seja em casa na educação de seus filhos, seja na rua com terceiros. Seu filho mais velho some por um tempo e reaparece todo sujo, gerando debates sobre o ocorrido na escola. Os dias passam e Astrid busca compreender a vida sob várias óticas.

 

Violette

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Em seu quinto longa-metragem, o cineasta francês Martin Provost resolve contar uma história real, forte e cheia de detalhes que impactaram o modo de pensar francês durante todo o século passado. Com um grande desfile de astros da literatura e filosofia, um roteiro primoroso e a dupla Emmanuelle Devos e Sandrine Kiberlain inspiradas, Violette se transforma ao longo dos 139 minutos de fita um retrato contundente sobre uma figura ímpar em uma sociedade careta que recebe um tapa em cada linha de seus polêmicos textos.

Na história, roteirizada pelo próprio diretor, conhecemos mais profundamente a vida da escritora Violette Leduc, uma mulher guerreira que encontrou a salvação através da escrita. Sua amizade e sua paixão por Simone de Beauvoir também é meticulosamente bem mostrada. Se sentindo em um deserto que monologa, desafiando o convencional da época, quebrando tabus, sendo admirada por ilustres escritores do século XX, a protagonista é muito poderosa. Emmanuelle Devos embute uma energia vigorosa que é fundamental para que tenhamos empatia por Violette. Uma grande atuação dessa excelente atriz, talvez, pouco conhecida aqui no Brasil. Tem na Globoplay.

 

O Último Amor de Mr. Morgan

O quão triste é perder alguém? Escrito e dirigido pela cineasta alemã Sandra Nettelbeck, do excelente filme Helen (2009), O Último Amor de Mr. Morgan é um filme, vale dizer, sensível. Quem possui qualquer tipo de relação conturbada com seu pai terá suas estruturas abaladas. O vulnerável protagonista, interpretado brilhantemente pelo britânico Michael Caine, guia o espectador pela força que as imaginárias lembranças de sua falecida esposa tem sobre ele. Assim, somos jogados em um mar dramática cheio de emoções a todo instante.

Na trama conhecemos Matthew Morgan (Caine) um solitário vovô que vai se sentindo cada dia mais sozinho após a perda de sua adorável esposa. O ex-professor de filosofia da prestigiada Universidade de Princeton mora em Paris e parece fazer questão de não aprender o idioma local. Sua vida muda, passando a ter algum sentido, quando conhece a professora de dança Pauline (Clémence Poésy). Pauline tem as emoções a flor da pele – o que vira intimidação no primeiro momento para Mr. Morgan – mas ele acaba aceitando a relação de pai e filho que se estabelece, até a chegada dramática de seus dois filhos levando a um desfecho para lá de emocionante.

Crítica | ‘Emergência Radioativa’ – Minissérie inquietante na Netflix revela o impacto de uma tragédia com um inimigo invisível

Você sabia que o Brasil já foi o cenário de um dos mais graves acidentes radiológicos da história? Sobre esse episódio, chegou à Netflix uma minissérie que, de maneira profunda e dilacerante, busca montar o quebra-cabeça dos acontecimentos, revelando fatos concretos sobre o que aconteceu na cidade de Goiânia quase 40 anos atrás.

Emergência Radioativa, ao longo de cinco partes, e sob a direção geral do competente Fernando Coimbra (Os Enforcados e O Lobo atrás da Porta), revela a dor de famílias atingidas por um material altamente radioativo, os embates políticos em torno do caso, a luta de físicos, químicos e médicos na luta pela vida. O projeto coloca em evidência também o preconceito enfrentado pelas vítimas e as lições que essa tragédia deixou – com marcas até hoje.

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Dois humildes catadores encontram, em uma clínica desativada na capital de Goiás, um objeto estranho abandonado. Eles retiram uma peça e vendem a um ferro-velho da região. Quando se abre a peça, um fino pó azul é encontrado e causa curiosidade. As pessoas não sabiam, mas aquilo era um isótopo radioativo artificial – conhecido como césio-137 – que logo começaria a se propagar pela cidade.

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Misturando a ficção com o ‘baseado em eventos reais’ – talvez um dos grandes desafios do projeto – a narrativa busca mastigar um contexto complexo e emaranhado, reunindo uma série de personagens e nos conduzindo para suas perspectivas, o que ajuda a compreender todo o caos que se instaurou na cidade do centro-oeste brasileiro em setembro de 1987. Decisão acertada, pois a narrativa ganha ritmo, construindo uma trama envolvente.

Crítica | ‘Naquela Noite’ – Minissérie da NETFLIX aposta no debate do moralmente controverso

 

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Assim, conhecemos um jovem físico nuclear, Márcio (Johnny Massaro), que se torna um dos rostos heroicos por parte da ciência, ao lado dos companheiros de profissão Dr. Orenstein (brilhantemente interpretado por Paulo Gorgulho) e da Dra.Paula (Clarissa Kiste), entre outros personagens dessa corrente. Já o arco das famílias atingida em cheio pela substância radioativa – o mais tenso de toda a produção -, reúne um elenco fabuloso, que transmite a dor, o medo e a inquietação, com destaque para os ótimos Bukassa Kabengele, Ana Costa e Alan Rocha.

Cena da minissérie: 'Emergência Radioativa'
Cena da minissérie: ‘Emergência Radioativa

Toda a obra é atravessada por um estado de nervosismo e tensão, que também se reflete no lado político, se mostrando presente entre estado e Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O governador na época, interpretado por Tuca Andrada, surge como a personificação do poder político e as cordas bambas dos dilemas. Embates detalhados e reflexões sobre consequências futuras são sugeridos a todo instante, colocando em evidência de forma inteligente o confuso jogo político por trás de qualquer decisão.

Entre heróis anônimos, lições e vítimas, Emergência Radioativa alcança um brilhantismo narrativo, do primeiro ao último episódio, ao destrinchar o ‘fisiquês’ e o ‘politiquês’ e construir uma trama magnética. Com forte protagonismo de profissionais representando a ciência, a série não deixa de revelar, de forma angustiante, as dores de uma tragédia que atingiu nosso país.

Festival do Rio | A première emocionante de O Pai da Rita

O primeiro sábado do Festival do Rio 2021, nesse ano com uma versão bem compacta da grande festa carioca, teve uma emocionante noite de première do filme O Pai da Rita, do cineasta mineiro Joel Zito Araújo. Um filme que congrega vários olhares, várias gerações, dentro de um pequeno recorte sobre o bairro do Bexiga em São Paulo. A sessão que tivemos acesso teve um público caloroso e que interagiu demais com o filme. Grandes artistas e jornalistas, marcaram presença, como: a mais nova carioca, a jornalista Maju Coutinho (apresentadora do Fantástico), o embaixador de Cabo Verde (país onde reside atualmente o diretor), parte do elenco (Paulo Betti, Elisa Lucinda, Jessica Barbosa, Wilson Rabelo, Léa Garcia), entre outros.

O Pai da Rita é uma comédia que mostra a amizade de anos de Roque (Wilson Rabelo) e Pudim (Aílton Graça), compositores da velha guarda da escola de samba paulista Vai-Vai que moram juntos desde que o segundo fora abandonado por seu grande amor. Ambos tiveram uma grande paixão no passado, e com a chegada de Ritinha à história pode ser que essa amizade de anos fique bastante abalada. Muitas paisagens que acompanhamos ao longo do filme, na realidade não podem mais ser vistas por conta da especulação imobiliária, inclusive a escola de samba Vai Vai, depois de 40 anos teve que mudar de lugar. O filme traz um recorte histórico importante nesse sentido.

Créditos Foto: Página no Facebook do filme (https://www.facebook.com/opaidarita/)

Léa Garcia, atriz de 88 anos, negra, indicada ao prêmio de melhor interpretação feminina no Festival de Cannes, em 1957, por sua atuação no filme Orfeu Negro, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela França, se emocionou em suas declarações antes da sessão: “Eu quero dizer o quanto me sensibiliza mais uma vez fazer parte de uma obra de Joel Zito Araújo. Porque eu fiz Filhas do Vento e agora O Pai da Rita, me sensibilizo porque Joel vem atender outros cineastas e a nossa ideologia, do povo preto, de ser incluído na cinematografia brasileira. Essa inclusão é muito necessária, não só como sujeitos mas também como realizadores, ocupando os espaços todos necessários dentro da arte, dentro da cultura, que possa nos colocar num patamar de igualdade junto do resto da população brasileira que nós tanto ansiamos chegar, sem personagens estereotipados, com nosso olhar, nossa vivência. Agradeço ao Joel por trabalhar em um filme que traz para o povo negro sua realidade, sem nenhum personagem que esteja fora de nosso olhar, da nossa realidade.

A atriz Elisa Lucinda também falou: “Queria agradecer ao Festival, que já frequento faz muitos anos, desde que se chamava Rio Cine (O Festival do Rio foi criado em 1999, a partir da união de dois outros festivais que também eram realizados na capital carioca: o Rio Cine Festival e a Mostra Banco Nacional de Cinema), e conseguir fazer esse Festival nesse pós pandemia, debaixo do mau tempo que é ter esse presidente, é um ato de resistência!”

 

O Pai da Rita deve chegar aos cinemas brasileiros em 2022.

10 filmes para você que abriu a NETFLIX sem saber o que assistir

Quando o fim de semana se aproxima, a melhor coisa que existe – para quem gosta de um programa caseiro – é ligar a televisão e assistir uma porção de produções pelos streamings. Para você que tem Netflix, as opções são diversas – e sempre tem aquele filme que nem sabíamos que existia no catálogo. Para te ajudar a selecionar o que assistir nesse streaming, segue abaixo uma lista bem interessante:

 

Peaky Blinders: O Homem Imortal

Atormentado por traumas de um passado extremamente violento e com grandes perdas, Tommy Shelby (Cillian Murphy) vive isolado em um enorme casarão, distante dos dias intensos em Birmingham. Tudo isso muda quando ele descobre que o filho mais velho está envolvido em uma trama nazista.

 

The Groove Under the Groove – Os Sons de Paulinho da Costa

Neste belo documentário, acompanhamos recortes da vida de um dos maiores artistas brasileiros, amplamente reconhecido no cenário musical mundial.

 

Rebel Ridge

Na trama, conhecemos Terry (Aaron Pierre), um ex-fuzileiro naval que chega até uma cidadezinha do interior dos Estados Unidos com o objetivo de pagar a fiança de um primo que está sendo transferido para uma penitenciária. Quando chega no lugar, tem o dinheiro da fiança roubado por policiais corruptos. Tendo que improvisar após uma tragédia, sem nada a perder, acaba travando um explosivo duelo com a gangue da maior autoridade do local, o chefe de polícia Sandy Burnne (Don Johnson).

 

Se Esse Amor Desaparecesse Hoje

Kim Jae-won (Choo Young-woo) é um jovem e solitário estudante do ensino médio que leva uma vida simples ao lado do pai, um fotógrafo que trabalha com arte em vidro e ainda vive o luto pela perda da esposa. Um dia, após um desafio, ele toma coragem e vai ao encontro de Seo-yoon (Shin Si-ah), uma jovem que rapidamente o encanta.

 

A Cela dos Milagres

Hector (Omar Chaparro) vive seus dias com a mãe e filha, Alma (Mariana Calderón), em uma humilde casa. Com deficiência neurológica adquirida, dedica todo seu tempo para realizar os sonhos da criança. Um dia, é acusado injustamente por um crime terrível e enviado para uma prisão barra-pesada, comandada por um diretor implacável. Aos poucos, Hector conquista a empatia de outros prisioneiros, que fazem de tudo para ajuda-lo a sair daquele lugar.

 

Os Cantores (Vencedor do Oscar)

Inspirado em um conto do século XIX do romancista e poeta russo Ivan Turgeniev, nesse curta-metragem acompanhamos parte de uma noite em um bar isolado, próximo a uma linha de trem, durante uma forte nevasca. Ali dentro, homens despejam suas mágoas com o presente e o sofrimento de memórias doloridas. Entre uma cerveja e outra, um deles lança um desafio inusitado: descobrir qual deles canta melhor. Revelações não faltam nos acontecimentos que se seguem.

Crítica | ‘Os Cantores’ – O impactante curta indicado ao Oscar 2026 que dilacera a solidão

 

A Rainha do Xadrez

64 casas, 32 peças, milhões de combinações. Esse é o xadrez: um jogo fascinante, repleto de possibilidades. Dentro desse universo, no início da década de 1980, surgiu na Hungria uma jovem jogadora que viria a se tornar um verdadeiro fenômeno desse jogo de raciocínio lógico e estratégico.

Crítica | ‘A Rainha do Xadrez’ – A eterna campeã que desafiou o machismo

 

Manga

Lærke (Josephine Park) é uma mulher que busca os próximos passos no ramo hoteleiro. Mãe da jovem Agnes (Josephine Højbjerg), ela nunca consegue arrumar tempo para a filha. Focada em uma nova missão determinada pela chefe, Joan (Paprika Steen), ela parte para Málaga com o objetivo de convencer o viúvo Alex (Dar Salim) a vender suas valiosas terras, que abrigam uma enorme plantação de mangas. Tudo que ela não esperava era se apaixonar por ele.

 

27 Noites

Leandro (Daniel Hendler) é um perito designado por um tribunal para avaliar Martha (Marilú Marini), uma mulher octagenária, depois que suas filhas a internam, de forma involuntária, em uma clínica, com a justificativa que sofre com demência frontotemporal e vem tomando atitudes suspeitas. Conforme vai se aproximando da mulher, ele acaba entendendo melhor todo o contexto, passando também por uma enorme transformação em sua própria vida.

Crítica | ’27 Noites’ – Filme argentino na NETFLIX desconstrói tema cisudo com leveza e humor

 

Casamento Letal nos EUA

Uma ligação durante a madrugada para um serviço de emergência da Carolina do Norte seria o início de uma história cheia de variáveis, que colocaria a polícia de frente com as possíveis verdades de um fato que num primeiro momento parecia ser uma ação em legítima defesa. Dirigido por Jessica Burgess e Jenny Popplewell, Casamento Letal nos EUA, impactante documentário True Crime que chegou na NETFLIX tempos atrás, nos leva – a partir de vários pontos de vistas – para uma disputa por narrativas.

Crítica | Yara – Filme baseado em história real mostra crime que PAROU a Itália e virou hit da Netflix

Um mar de fatos até a verdade. Dirigido por Marco Tullio Giordana, o longa-metragem italiano Yara – já disponível na Netflix – mostra os bastidores das investigações de um caso de assassinato que chocou a Itália anos atrás. Focando na busca incansável de uma investigadora sobre as verdades dos fatos, o projeto coloca uma enorme lupa sobre os métodos investigativos, alguma falta de preparo para determinadas situações e os conflitos entre os poderes legislativo e judiciários sempre ligados de alguma forma a uma política controladora. 

Na trama, conhecemos a experiente investigadora Letizia (Isabella Ragonese), uma mãe solteira que é designada para investigar o sumiço de uma jovem de 13 anos chamada Yara. Ao longo do tempo, que percorreu anos, sempre atrás de pistas toda a problemática e dificuldades do trajeto acabam de alguma forma influenciando também a vida de Letizia que mesmo com desconfiança do alto comando italiano não desiste de encontrar as verdades sobre esse caso.

O roteiro, assinado pela dupla Graziano Diana e Giacomo Martelli foca nas linhas investigativas de maneira profunda deixando margem para críticas sobre métodos de análise de resultados, questões sobre banco de dados de fichados e a enorme burocracia de uma região engessada por nunca ter visto um caso como esse. O papel da imprensa, aí de maneira mais superficial, acaba tendo um peso importante nas escolhas e esclarecimentos, às vezes mesmo sem atualizações, que pressionam as autoridades policiais por respostas para a sociedade que afita enxerga basicamente um crime sem solução e com o provável assassino à solta. O foco na protagonista mostra tudo o que se transforma sua vida pela pressão de todos ao seu redor.

Crítica | ‘Desligue!’ – Empolgante filme Tailandês na NETFLIX sobre ‘Golpistas do Call Center’

Você já deve ter ouvido falar das fraudes eletrônicas originadas de ligações suspeitas, nas quais criminosos, sem piedade, buscam obter altas quantias de dinheiro através de chantagens, pegando muita gente de surpresa. Isso, inclusive, acontece bastante no Brasil. Para jogar luz sobre esse tema – que atinge não apenas nosso país, mas várias partes do mundo -, chegou à Netflix, nesse final de março, Desligue!, um empolgante longa-metragem tailandês que aposta em afiadas críticas sociais construindo-se em torno de dramas emocionais.

Orn (Nittha Jirayungyurn) é uma mulher de ótima condição financeira que, certo dia, leva um terrível golpe financeiro. Completamente abalada com a situação e escondendo a real quantia perdida, ela busca apoio nas forças policiais – em vão. Sem saber o que fazer, um dia acaba encontrando a fisioterapeuta Fei (Esther Supreeleela) e a vendedora de cremes Wow (Ning Chutima Maholakul), que também foram vítimas dos mesmos golpistas. Sem apoio da polícia, elas resolvem bolar um plano para desmascarar a quadrilha – uma decisão que trará enormes consequências para suas vidas.

10 filmes para você que abriu a NETFLIX sem saber o que assistir

Com direção de Sitisiri Mongkolsiri, e roteiro assinado por Tinnapat Banyatpiyapoj e Kongdej Jaturanrasamee, a trama se desenvolve a partir do trauma de uma situação, virando a chave do drama para uma ação acelerada, com pitadas de suspense, em que a inconsequência se torna uma marca no desenvolvimentos das protagonistas. Ao abordar três classes sociais diferentes através de suas personagens, o projeto enriquece o contexto da narrativa, nos levando para uma estrada de possibilidades e com desfecho simbólico.

Com tantos ingredientes reunidos para abordar a vingança através do concreto de ações moralmente controversas – sem perder o fio do discurso –, as protagonistas logo se transformam em um reflexo do contraditório, caminhando a passos largos por uma linha tênue entre o certo e o errado.

Outro fator interessante é que a definição de vilão, nessa história, acaba ganhando papel amplo, ligado ao submundo do crime e às forças invisíveis por trás das ações cruéis retratadas. Dos crimes cibernéticos ao alpinismo social por meio da bandidagem, logo chegamos na lavagem de dinheiro, contas-fantasmas. Ainda sobra espaço para uma crítica à ineficiência das forças policiais no combate a esse tipo de crime – ainda que de forma superficial, já que o personagem que representa isso acaba sendo deixado completamente escanteado na trama.

Desligue! não reinventa a roda quando pensamos em linguagem, mas se lança em riscos narrativos ao explorar, com eficiência, uma temática provocativa que se constrói em torno do trauma.

10 MELHORES FILMES DE 2021; Adivinha qual é o 1º?

Enfim chegamos ao final de 2021 e nesse momento a maioria dos cinéfilos de todos os cantos do planeta gostam de parar e pensar: quais os melhores filmes que vi nesse ano?

O Renato Marafon traz o vídeo seus 10 MELHORES FILMES DE 2021; Adivinha qual é o 1º?

Assista:

Qual é o seu preferido?

Crítica | ‘Mike e Nick e Nick e Alice’ – Sci-fi MAL executado e sem qualquer consistência estreia no streaming

Com o objetivo apenas de entreter, sem maiores pretensões, o longa-metragem Mike & Nick & Nick & Alice, novo filme disponível no catálogo da Disney Plus, busca se sustentar em um roteiro que usa da sátira ao universo dos gângsters para apresentar o caos violento e generalizado de uma noite muito doida. É aquele show de mentirinhas que funciona como um passatempo momentâneo – e, provavelmente, esqueceremos rapidamente.

Mike (James Marsden) é membro de uma organização criminosa e acaba se apaixonando pela esposa do amigo, Alice (Eiza González). Esse amigo, Nick (Vince Vaughn), é um respeitado gângster que vive um momento intenso após descobrir um objeto capaz de fazê-lo voltar no tempo e confrontar as próprias ações em um dia cheio de revelações – quando Mike é condenado à morte, acusado de ser um informante. Ao longo de uma noite cheia de tiros e sangue, Mike, o Nike do presente, o Nike do futuro e Alice precisarão enfrentar a ira de Sosa (Keith David), chefe da organização criminosa.

Crítica | ‘40 Acres’ – Canibais e a luta pela sobrevivência em uma narrativa eficiente

Escrito e dirigido pelo cineasta norte-americano BenDavid Grabinski, a obra tenta se aproximar de temáticas pop, com direito a diálogos obre Gilmore Girls e até uma espécie de karaokê de uma grande obra musical, deixando de lado qualquer desenvolvimento mais profundo de seus caricatos personagens. O que sobra é um espetáculo de ação com muitos excessos, ritmo acelerado, desencontros narrativos e completamente sem propósito convincente.

Você pode até definir esse filme como um projeto de ficção científica – afinal, há uma viagem no tempo. No entanto, essa questão é completamente deixada de lado pelo roteiro, sendo apenas um elemento isolado em meio a um fluxo incessante de ação. Uma opção que se mostra uma tentativa arriscada e que, no final das contas, deixa a narrativa com uma sucessão de espaçamentos, quebrando até a continuidade da história.

Ainda dentro desse contexto limitado, ao construir os personagens de forma simplificada, repleto de exageros e diversas pontas não exploradas, a sátira não atinge todo seu potencial, resultando em um humor raso e bobo, marcado por provocações apenas superficiais.

Mike & Nick & Nick & Alice pode ser definido como uma experiência oca, uma obra que muitas vezes não leva a lugar a nenhum e insiste em uma ser uma comédia de erros camuflada de sci-fi mal executado e sem qualquer consistência.

Crítica | Pig – Quando Cage acerta geralmente vira algo inesquecível

E se você pudesse recriar momentos com sua arte? E se mesmo assim não fosse suficiente para se ter tudo na vida? Afinal, o que é ter tudo na vida? Em seu primeiro longa-metragem (dirigindo e escrevendo), após três curtas e co-dirigir dois seriados, o cineasta Michael Sarnoski consegue encontrar uma fórmula mágica, intimista, mostrando ao público dentro do inusitado universo de um homem atrás de um porco que lhe fora sequestrado. Aos poucos vamos percebendo que há toda uma impactante história por trás, mostrada na tela tecnicamente de forma sublime, dentro de uma fotografia maravilhosa. É uma das grandes atuações da carreira de Nicolas Cage! É uma profundidade impressionante que alcança para seu complexo personagem. Com trabalhos nos últimos anos, em sua maioria, bastante questionáveis, quando Cage acerta vira algo inesquecível.

Na trama, acompanhamos Rob (Nicolas Cage) um homem que encara sua solitude como algo normal na região de florestas no interior de Oregon, vivendo com seu porco que o ajuda a resgatar trufas e assim vender para um negociante desse produto, o jovem empreendedor Amir (Alex Wolff). Certo dia, em uma noite fria, sequestram seu porco, levando o protagonista a ter que encarar todo seu passado em busca do animal. Parece uma sinopse doida né? Mas saibam, é um filme surpreendente.

O ritmo é lento mas necessário. Refletir dentro da melancolia é algo muito difícil, anda-se em uma linha tênue onde qualquer desinteresse pode chegar na cena seguinte. Mas Sarnoski é um grande habilidoso na arte do surpreender, vai entregando ao público essa história aos poucos, partindo do absurdo até as camadas mais densas. A interseção são as perdas, um luto vestido de várias formas diferente por cada personagem, encabeçados por um protagonista que junta todas as pontas soltas mesmo que seu objetivo seja mesmo travar uma luta interna contra tudo que deixou longe de seu atual viver.

Como o foco é quase total no personagem principal, esse deixa migalhas de uma personalidade forte mas grande respeito de muitos dos que sempre lembram dele. Ele anda pelas ruas todo machucado, sujo, isso não parece importa aos olhos imperceptíveis do seu mundo ao redor. Vira um paralelo profundo de como se sente por dentro, a amargura que transborda. Faz o possível para que a página atual de sua vida seja virada mesmo que isso lhe traga a volta de lembranças adormecidas de um passado que de alguma forma ainda lhe traz muita tristeza.

Essas dores da perda, o emblemático instante do inesquecível chegam de encontro quando quase que poeticamente usa sua carta na manga, a arte de cozinhar, a questão do sentimento trazida à mesa. Um fechamento de um ciclo, uma jornada, de autodescoberta sobre os caminhos que ainda pode conhecer ou simplesmente deitar na sua cama aguardando tudo passar? Mas será que passa? Qual o próximo passo? Ele existe? Pig é um dos grandes filmes da carreira de Cage. Imperdível!