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Festival de Gramado | O Silêncio do Caçador – Thriller Argentino Alerta Sobre a Urgência do Pantanal

A região do Pantanal está nos noticiários do mundo inteiro devido aos inúmeros e incontroláveis incêndios que estão destruindo a fauna e a flora local. Embora a maior parte dessa região se concentre em território brasileiro, há também uma grande área que pega parte do norte da Argentina, na região de Missiones – local onde se passa ‘O Silêncio do Caçador’, longa argentino em competição no 48º Festival de Gramado 2020.

Ismael Guzmán (Pablo Echarri) é um ferrenho guarda florestal de Missiones, que luta quase que sozinho para combater o desmatamento, o tráfico de animais e a caçada ilegal na província. Esse quadro se agrava ainda mais porque Orlando Venneck (Alberto Ammann), conhecido como Polaco, se acha acima da lei, e, portanto, entende-se como no direito de fazer o que quer, dentro ou fora da sua fazenda, até porque é o sujeito mais rico e influente da região, e ninguém quer mexer com sua família. Ninguém, exceto Guzmán.

O trio principal do elenco imprime a angústia e a impotência a seus personagens, características corriqueiras dentre aqueles que se veem num ambiente de disputa de poder e, ao mesmo tempo, isolados das capitais cosmopolitas. Ao criar um triângulo composto por um guarda ambiental, um filho de coronel e uma jovem médica (Mora Recalde), o argumento do longa se apropria desses três elementos essenciais da dinâmica ambiental para ilustrar a profunda complexidade da disputa pelo poder na zona da mata, e o quanto tudo isso ainda é reflexos da partilha das capitanias hereditárias.

É muito louco pensar nisso, mas, de fato: a disputa pelo poder nas regiões florestais realmente são dignas de mirabolantes tramas de suspense, desses que nos deixam sem respiração, uma vez que as histórias parecem potencialmente reais, como em ‘O Silêncio do Caçador’. Assim, o roteiro de Francisco Kosterlitz consegue dosar bem a pegada do thriller com a reflexão da pauta ambiental, misturando uma pegada shakespeariana de disputa entre a família rica X família pobre, envolvendo uma bela donzela em jogo, num ritmo crescente alucinante que desponta a tragédia anunciada.

Com um projeto ambicioso – uma vez que filmar em floresta é uma das coisas menos recomendadas em qualquer escola de cinema – o diretor Martín De Salvo alcança um bom retrato da hercúlea realidade daqueles que tentam, a todo custo, proteger as florestas nesses locais isolados onde a lei parece não alcançar. Com gravações dentro da floresta, o jogo de câmera oculta entre as árvores foi uma acertada decisão para ajudar a ambientar o espectador dentro do universo solitário e claustrofóbico da selva.

Ao jogar luz no urgente debate sobre o descontrole e o coronelismo vigente nas zonas inóspitas das cidades florestais, ‘O Silêncio do Caçador’ se apresenta como um bom thriller ambiental, elevando o nível da competição no Festival de Gramado, posto que o drama do Pantanal se tornou gritante na vida real. É impossível permanecer impassível nesse debate, e ‘O Silêncio do Caçador’ faz a gente pensar que o agro, afinal, não é pop. E muito menos é tudo.

Shazam!’: Diretor compara filme a ‘Os Goonies’ e ‘De Volta Para o Futuro’

Após o lançamento de ‘Aquaman‘, a DC já se prepara para o grande carro-chefe do primeiro semestre com ‘Shazam!’.

Em entrevista ao Heroic Hollywood, o diretor David F. Sandberg afirmou que o filme será carregado de referências à cultura pop dos anos 1980:

“É um filme divertido, não é uma comédia pura, porque você ainda tem aqueles objetos sombrios e monstros, mas é mais comparável a filmes dos anos 80 como ‘Os Goonies’, ‘Os Caça-Fantasmas‘ e ‘De Volta Para o Futuro‘. Mais como algo de família, e não sombrio.”

Assista algumas prévias:

De acordo com o THR, o filme teve um orçamento de US$ 80 a US$ 90 milhões – um valor bastante reduzido para blockbusters.

Dirigido por David F. Sandberg (‘Quando as Luzes se Apagam‘ e ‘Annabelle 2: A Criação do Mal‘), o roteiro fica por conta de Henry Gayden.

“Todos nós temos um super-herói dentro de nós, basta um pouco de mágica para colocá-lo para fora. No caso de Billy Batson (Angel), ao gritar uma palavra – SHAZAM! – esse garoto adotivo de 14 anos pode se transformar no super-herói adulto Shazam (Levi), cortesia de um antigo bruxo (Hounsou). Ainda uma criança de coração – dentro de um corpo divino e bombado – Shazam se diverte nesta versão adulta de si mesmo fazendo o que qualquer adolescente faria com superpoderes: divirta-se com eles! Ele pode voar? Ele tem visão de raios X? Ele pode atirar raios de suas mãos? Ele pode faltar em seu teste de estudos sociais? Shazam se propõe a testar os limites de suas habilidades com a imprudência alegre de uma criança. Mas ele precisará dominar esses poderes rapidamente para combater as forças mortais do mal controladas pelo Dr. Thaddeus Sivana (Strong).”

O elenco conta com Zachary LeviAsher Angel, Djimon Hounsou, Jack Dylan GrazerGrace FultonLotta LostenRon Cephas JonesCooper Andrews Mark Strong.

Shazam!‘ chega aos cinemas nacionais em 04 de Abril de 2019.

‘Homem-Aranha: Longe de Casa’: Roteiristas explicam porque mudaram o nome do ‘Sentido Aranha’

Cuidado: Spoilers à frente.

Em recente entrevista ao site The Wrap, os roteiristas de Chris McKennaEric Sommers explicaram o motivo do Sentido Aranha de Peter Parker ter sido renomeado em Homem-Aranha: Longe de Casa’.

Na aguardada sequência estrelada por Tom Holland, o sentido em questão recebeu o nome de “Peter Tingle” (Formigamento de Peter, em tradução livre), causando certa controvérsia entre os fãs, visto que se afasta das histórias originais do personagem e até mesmo da franquia cinematográfica original.

A dupla em questão revelou que já estava cogitando a possibilidade de introduzir essa habilidade no segundo longa-metragem, mas não queria deixá-la explícita demais.

“Estávamos lutando para sermos mais sutis sobre isso, sobre seus poderes especiais sem enfiá-lo na cara de ninguém e chamá-lo ‘Sentido Aranha”, McKenna contou.

“Gostamos de ‘Peter Tingle’ porque, tipo, sua tia chama [essa habilidade] desse jeito, e esse é o último jeito que você quer chamá-la”, Sommers acrescentou. “Então, é claro, ela reiterou esse nome e contou para as outras pessoas. É uma vida adolescente bastante autêntica”.

Homem-Aranha: Longe de Casa’ já estreou nas salas de todo o Brasil. Assista à nossa crítica:

Peter Parker e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio – que pode não ser quem parece.

O elenco conta com Holland, ZendayaMarisa TomeiJacob BatalonSamuel L. Jackson e Jake Gyllenhaal.

Assista aos vídeos do Keanu Reeves treinando para ‘John Wick 4’ e ‘Matrix 4’

Os fãs de Keanu Reeves estão ansiosos aguardando a chegada de 21 de maio de 2021, quando estreiam ‘John Wick 4′ eMatrix 4‘, sequências de duas das franquias de maior sucesso do cinema.

E o treinamento do astro já começou.

A informação foi divulgada através do instagram do Taran Tactical, um grupo de dublês especializado em combate corpo a corpo, que publicou uma imagem de Reeves com a seguinte legenda:

“Olha só quem está de volta para o capítulo 4 de ‘John Wicke Matrix. Keanu Reeves já começou seu treinamento para as sequências.”

Confira os dois vídeos divulgados:

Provavelmente, um dos dois filmes terá a data alterada para não competirem em si, ainda mais com o mesmo astro. Mas o carisma de Keanu é tão grande que provavelmente seus fãs fariam fila nos cinemas para assistir os dois lançamentos em sessão dupla.

Segundo o amigo do ator, Lance Reddick, que interpreta o concierge Charon (do hotel Continental), existe a possibilidade de Reeves gravar primeiro ‘Matrix 4‘, caso a produção caminhe mais rápido que a de ‘John Wick 4‘.

“Da última vez que fiquei sabendo, ainda nem havia um roteiro pronto para John Wick 4. Mas isso foi há um mês. Eu sei que eles estão trabalhando nisso, mas parte do problema – em se tratando de disponibilidade de agenda – é o fato do Keanu ter assinado o contrato para estrelar ‘Matrix 4‘,  além de ‘Bill & Ted‘ estar a caminho também. Ele possui três franquias para tentar equilibrar, então não tenho certeza se seu próximo filme será ‘Matrix‘ ou ‘John Wick‘”.

O 3ª filme da franquia, ‘John Wick: Parabellum‘, se tornou um sucesso nas bilheterias e já arrecadou US$ 321,6 milhões mundialmente – com um orçamento de US$ 75 milhões.

Matrix’ foi lançado em 1999 e aclamado pelo mundo por conta dos efeitos visuais pioneiros. O original ganhou quatro Oscars e arrecadou 463 milhões de dólares em todo o mundo. Seguiram-se duas continuações, ‘Matrix: Reloaded’ e ‘Matrix: Revolutions’, ambas lançadas nos cinemas em 2003. Ao todo, a trilogia arrecadou US$ 1,6 bilhão de dólares para a Warner Bros Pictures.

Vídeo reúne todas as mortes de ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’

‘King’s Man: A Origem’ ganha trailer repleto de ação; Confira!

O aguardado ‘King’s Man: A Origem’ ganhou mais um incrível trailer oficial repleto de ação.

Confira:

Lembrando que o filme teve o dia de lançamento mudado para 18 de setembro de 2020.

Quando os criminosos mais cruéis da história se reúnem para tramar uma guerra para roubar milhões, um homem deve correr contra o tempo para detê-los. Descubra as raízes da primeira agência de inteligência independente em ‘King’s Man: A Origem‘.

O elenco também inclui Ralph Fiennes, Liam Neeson Aaron Taylor-Johnson, Harris Dickinson, Gemma Arterton, Rhys Ifans, Matthew Goode e Stanley Tucci. 

Matthew Vaughn comanda o projeto.

‘Rebecca’: Lily James e Armie Hammer se divertem no vídeo de bastidores oficial do filme; Confira!

Netflix divulgou um vídeo de bastidores oficial de Rebecca – A Mulher Inesquecível’, nova versão do clássico suspense noir de Alfred Hitchcock.

Confira:

A produção teve sua estreia na grade de programação no último dia 21 de outubro.

Baseado no romance de Daphne du Maurier e dirigido por Ben Wheatley, o longa acompanha uma jovem recém-casada, que se muda para a imponente mansão de seu marido, onde vive assombrada pela memória de sua falecida esposa. Mesmo após a morte, o legado de Rebecca permanece.

Armie HammerLily JamesKristin Scott Thomas estrelam.

O filme original, comandado por Alfred Hitchcock e lançado em 1940, foi a primeira produção estadunidense de Hitchcock e levou para casa as estatuetas de Melhor FilmeMelhor Fotografia, além de ter sido nomeado para outras nove categorias naquele ano.

Rebecca: Lily James as Mrs. de Winter, Cr. KERRY BROWN/NETFLIX
Rebecca: (L to R) Armie Hammer as Maxim de Winter, Lily James as Mrs. de Winter. Cr. KERRY BROWN/NETFLIX
Rebecca: (L to R) Director Ben Wheatley, Armie Hammer as Maxim de Winter, Lily James as Mrs. de Winter. Cr. KERRY BROWN/NETFLIX

 

‘House of Gucci’: Lady Gaga caracterizada como Patrizia Reggiani nas novas imagens de bastidores; Confira!

O drama de assassinato House of Gucci já começou a ser rodado na Itália e, agora, novas imagens de bastidores vazaram nas redes sociais.

As fotos trazem ninguém menos que a lendária Lady Gaga vestida como Patrizia Reggiani, mandatária do assassinato de Maurizio Gucci (que será vivido por Adam Driver).

Confira:

MGM comprou o longa-metragem por três milhões de dólares e, segundo os estúdios, tem estreia prevista para 24 de novembro de 2021.

Ridley Scott comanda o projeto.

Jeremy IronsJared LetoAl PacinoJack Huston e Reeve Carney completam o elenco.

A trama será adaptada do romance de não-ficção ‘The House of Gucci: A Sensational Story of Murder Madness, Glamour, and Greed’.

“Eu e Ridley estamos apaixonados por esse filme”, disse Giannina Scott, esposa de Ridley e produtora do filme. “A trama é épica, as expectativas estão altas e os personagens serão construídos de forma rica”.

Scott recentemente dirigiu a sequência Alien: Covenant e a ficção científica Perdido em Marte. Gaga, por sua vez, estrelou o aclamado Nasce Uma Estrela, trabalho pelo qual levou para casa 1 Oscar, 4 Grammys, 1 Globo de Ouro, 1 Critics’ Choice, 1 BAFTA e dezenas de outros prêmios.

‘Dopesick’: Nova série do Hulu sobre a crise das drogas ganha trailer e data de estreia; Confira!

Hulu divulgou hoje (06) o teaser trailer oficial de Dopesick, nova minissérie que gira em torno da crise de opioides nos Estados Unidos.

O vídeo também anuncia a data de estreia: 13 de outubro.

Confira:

Michael KeatonPeter Sarsgaard, Kaitlyn DeverWill Poulter, John HoogenakkerRosario Dawson e Michael Stuhlbarg estrelam.

Phillipa Soo (Hamilton), Jake McDoran (Shameless), Ray McKinnon (Deadwood), Cleopatra Coleman (The Last Man on Earth), Jaime Ray Newman (General Hospital), Andrea FrankleWill Chase (Nashville), Rebecca Wisocky (Devious Maids), Meagen Fay (Two and a Half Men) e Trevor Long (Ozark) completam o elenco.

A produção é baseada no livro homônimo best-seller do New York Times, escrito por Beth Macy.

A trama acompanha a crônica crise que os Estados Unidos sofre há anos com opioides e seu uso indiscriminado no país – o que tem gerado uma sucessão de viciados em remédios controlados, além de ser responsável por um alto índice de mortes.

A produção é descrita como “um olhar ambicioso, angustiante e cativante do epicentro da luta da América contra o vício em opioides, levando o público à uma comunidade mineira da Virgínia, aos corredores do Departamento de Narcóticos e à opulência do centros farmacêuticos de Manhattan”.

O roteiro fica a encargo do vencedor do Emmy Danny Strong (‘Empire’), sob a direção de outro ganhador do mesmo prêmio, Barry Levinson (‘Bom Dia, Vietnã’).

Globo de Ouro | Os Filmes e Séries de 40 Anos Atrás no Famoso Prêmio

Pois é, querido leitor, adentramos agora na época preferida dos cinéfilos: a temporada de premiações do cinema. O início do ano pode não conter grandes lançamentos, mas é sempre sacudido pela celebração do que de melhor o ano anterior nos mostrou. Tudo, é claro, culminando na maior festa do cinema: o Oscar. Antes, no entanto, ficamos com a segunda maior, o Globo de Ouro, prêmio organizado e concedido pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood. O anúncio dos indicados da edição 2021 já foi feito (e você encontra a lista completa no CinePOP). A cerimônia ocorre daqui a dez dias, em 28 de fevereiro. Pensando nisso, resolvemos relembrar o passado, já que a história é muito importante, e revisitar os longas lembrados para nomeações de 40 anos atrás. Vem com a gente por esta verdadeira estrada da memória – tendo em mente que muito (ou quase tudo) que aparece no Globo de Ouro, se repete no Oscar.

Gente como a Gente

Drama premiado. Robert Redford é quem comanda a realidade cruel de uma família.

Aqui a dobradinha Globo de Ouro / Oscar se repetiu. O drama dirigido por Robert Redford, que olha de forma honesta e escancarada nos bastidores de uma família da classe média norte-americana tentando se reconstruir após a tragédia da perda acidental de um de seus filhos, venceu na categoria de filme drama e seguiu para arrebatar o Oscar de melhor filme igualmente – além de outras 4 estatuetas do careca dourado. Voltando ao Globo de Ouro, Gente como a Gente foi o grande vencedor da noite, com vitórias de melhor diretor para Redford, melhor atriz em filme de drama (Mary Tyler Moore), ator coadjuvante (Timothy Hutton) e ator revelação (categoria extinta) igualmente para Hutton. Além disso, recebeu indicações de melhor ator (Donald Sutherland), um segundo coadjuvante (Judd Hirsch) e roteiro.

O Destino Mudou Sua Vida

Carrie solta a voz. Sissy Spacek ganhou todos os prêmios como a Rainha da música Country.

Biografia musical da cantora Loretta Lynn, saída de uma origem humilde como “filha de carvoeiro de mina” (daí o título original da obra) até ascender para se tornar a Rainha da Música Country, título pelo qual ficaria conhecida. Quem interpreta Lynn é Sissy Spacek numa performance tomada, quatro anos após ter dado vida à Carrie – A Estranha. O filme levou para casa o prêmio de melhor longa de comédia ou musical, além de um prêmio de melhor atriz na mesma categoria para a protagonista Spacek, e nomeações para Tommy Lee Jones e Beverly D’Angelo como ator e coadjuvante respectivamente. No Oscar, Spacek também levou uma estatueta, e o filme foi indicado na categoria principal arrastando outras cinco nomeações.

Touro Indomável

Os bons companheiros do boxe. Robert De Niro, Martin Scorsese e Joe Pesci juntos pela primeira vez.

Nenhum outro indicado do ano, seja no Globo de Ouro ou Oscar, resistiria tanto ao teste do tempo e ficaria tão famoso quanto Touro Indomável, considerado uma das grandes obras-primas da filmografia do mestre Martin Scorsese (para vermos que a justiça pode ser feita com o passar dos anos). Todo produzido em preto e branco esta é uma biografia, mas uma de esporte, focada na vida pessoal e carreira do pugilista destemperado Jake LaMotta, um verdadeiro animal dentro e fora dos ringues. Quem dá vida ao sujeito é Robert De Niro, concretizando uma das melhores parcerias da história da sétima arte entre um ator e um diretor. Ainda um dos filmes preferidos do grande público de todos os tempos, Touro Indomável foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme drama, roteiro, diretor (Scorsese), ator coadjuvante (Joe Pesci), atriz coadjuvante e revelação (ambos para a então novata Cathy Moriarthy), mas só levou o de ator principal para De Niro. Prêmio de atuação que viria a se repetir no Oscar somado ao de edição. O filme, é claro, foi nomeado igualmente pela Academia e obteve outras cinco indicações por lá também.

O Homem Elefante

Jason que lute. Antes de Sexta-Feira 13 – Parte 2, outro homem deformado usava um saco na cabeça.

Seguindo pela categoria de Drama, este é o único filme de 40 anos atrás que chega a altura de rivalizar um pouco com o item acima em termos de manter a popularidade até hoje. Igualmente em preto e branco, e igualmente uma biografia, o filme do cultuado David Lynch aborda a vida de John Merrick, um homem extremamente deformado, tratado como aberração e atração de circo, que encontra em um médico a bondade que nunca teve, pela primeira vez sendo considerado um ser humano. John Hurt e Anthony Hopkins interpretam respectivamente o monstro e o médico. O Homem Elefante recebeu indicações de melhor filme drama, diretor (Lynch), ator (Hurt) e roteiro, mas saiu de mãos abanando. No Oscar, o “prejuízo” foi maior, com um total de 8 indicações, incluindo melhor filme, e nenhuma vitória. Seu maior prêmio foi a ressonância.

Tess – Uma Lição de Vida

Polanski apresenta Nastassja Kinski, então com 17 aninhos, ao mundo no drama épico Tess.

Curiosamente, o quinto longa a ser indicado ao Oscar de melhor filme, no Globo de Ouro não emplacou na categoria principal, sendo nomeado para o prêmio de produção estrangeira, o qual venceu. Na mesma categoria ainda se encontravam indicadas produções de prestígio, vide Kagemusha: A Sombra de um Samurai (de Akira Kurosawa), O Último Metrô (de François Truffaut) e Breaker Morant (de Bruce Beresford). Dirigido por Roman Polanski, Tess é uma coprodução entre França e Reino Unido, falada em inglês, que narra as desventuras românticas e dramáticas de uma jovem camponesa na Inglaterra da Era Vitoriana (baseada num romance de Thomas Hardy). Além de filme estrangeiro, o longa levou o prêmio de revelação para a protagonista Nastassja Kinski (então com 17 aninhos) e foi indicado para diretor (Polanski) e atriz de drama (Kinski).

Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu

A comédia marcante tira sarro dos filmes catástrofe da década de 70.

Sim, meus amigos, a comédia icônica da década de 1980 que deu origem ao subgênero dos filmes-paródia emplacou no Globo de Ouro de 40 anos atrás sendo indicado ao prêmio de melhor filme de comédia ou musical. O longa, é claro, é uma grande sátira dos filmes catástrofe que dominaram Hollywood na década de 1970, o mais óbvio sendo Aeroporto. Sucesso de crítica e público, Apertem os Cintos… foi lembrado apenas na categoria citada, o que não deixa de ser um grande feito para um filme escapista.

Fama

Antes dos musicais nos palcos, da série de TV e do filme de 2009, Fama teve seu início aqui.

Na mesma categoria de comédia ou musical, temos agora um drama… bem… musical, é claro. Dirigido por Alan Parker, Fama é igualmente icônico, ecoando na cultura pop até hoje. Por ter gerado uma série de TV (1982-1987), um musical nos palcos (iniciado em 1988) e um remake (2009), muitos confundem sua verdadeira origem, mas tudo começou aqui, nesta produção cinematográfica. A trama é uma crônica das vidas de jovens estudantes colegiais de Nova York donos de talentos nas artes performáticas. No elenco, a cantora Irena Cara. Fama levou o Globo de Ouro de melhor canção (com a música tema Fame) e foi indicado para melhor filme de comédia ou musical, atriz na mesma categoria (Cara) e trilha sonora. O longa também chegou até o Oscar.

O Substituto

Um verdadeiro lord do cinema. O eterno Lawrence da Arábia vive um vigarista na indústria dos filmes.

Aqui, pulamos de volta para a categoria de filme drama. The Stunt Man no original (ou O Dublê) traz o saudoso Peter O’Toole como um fugitivo adentrando um set de filmagens e aceitando o emprego como dublê em uma produção. O Substituto levou o prêmio de melhor trilha sonora, e foi nomeado aos prêmios de melhor filme drama, ator em drama (O’Toole), diretor (Richard Rush), roteiro e revelação (Steve Railsback). O filme é outro que chegou até o Oscar em algumas categorias.

A Nona Configuração

Loucuras num castelo. Parece comédia, mas é mais um terror elogiado do criador de O Exorcista.

Fechando os filmes da categoria de drama, temos… um terror! Tido por muitos como a continuação não oficial de O Exorcista (1973), tudo porque aqui temos o mesmo autor responsável por trás de tudo, William Peter Blatty. O filme é baseado em seu próprio livro, e Blatty adapta o roteiro e assume a direção. Isso que é mão na massa. A trama mostra um ex-militar chegando para administrar um hospital psiquiátrico localizado em um castelo. Lá, o sujeito irá utilizar de métodos pouco convencionais com seus pacientes. A Nona Configuração levou o Globo de Ouro de melhor roteiro, e foi indicado para melhor drama e ator coadjuvante (Scott Wilson).

Melvin e Howard

Antes de ser a professora Clara Clayton em De Volta para o Futuro 3, Mary Steenburgen estava ganhando prêmios aqui.

Dirigido pelo saudoso Jonathan Demme, que viria a marcar seu nome em 1991 ao comandar o suspense máximo O Silêncio dos Inocentes, Melvin e Howard é baseado numa curiosa história real, levada aqui num tom cômico. No filme, Paul Le Mat é Melvin Dummar, um sujeito que ganhou muita notoriedade nos EUA, ao afirmar ter salvado a vida do milionário recluso Howard Hughes em 1967 e como recompensa teria herdado parte de sua fortuna. Mary Steenburgen (a professora Clara Clayton – De Volta para o Futuro III) saiu vitoriosa na categoria de atriz coadjuvante, prêmio que voltou a receber no Oscar daquele ano. O filme ainda foi indicado para ator em comédia ou musical (Le Mat), ator coadjuvante (Jason Robards – que vive Hughes no longa) e, claro, filme de comédia ou musical.

A Sombra de um Ídolo

Peter Gallagher se solta na biografia de um produtor musical de rock.

Fechando os dez filmes principais, chega o quinto item da categoria de comédia ou musical. Dirigido por Taylor Hackford (Ray e Advogado do Diabo), esta é ainda outra biografia musical que fez sucesso com os votantes há 40 anos. Aqui, temos a vida de Bob Marcucci em foco, um famoso produtor/promotor musical de rock, responsável por descobrir talentos da época como Frankie Avalon e Fabian. Além da indicação a filme de comédia ou musical, A Sombra de um Ídolo saiu vitorioso do prêmio de melhor ator na mesma categoria para Ray Sharkey, que vive o protagonista. O ator viria a falecer aos 40 anos de idade, em 1993.

Outros filmes populares de 40 anos atrás que marcaram a edição foram: A Recruta Benjamin (que rendeu indicação para a protagonista Goldie Hawn), Como Eliminar Seu Chefe (indicação para Dolly Parton e canção), Cowboy do Asfalto (Debra Winger), O Império Contra-Ataca (trilha sonora), Gigolô  Americano (Trilha Sonora e canção) e Em Algum Lugar do Passado (Trilha Sonora).

Séries de TV

Taxi marcou época e revelou diversos atores consagrados, como Danny Devito e Chrisopher Lloyd.

Voltando 40 anos no passado, dentre as séries de comédia mais populares a emplacar no Globo de Ouro, a grande vitoriosa foi Táxi (1978-1983), sobre o dia a dia de uma equipe de motoristas de táxi de uma companhia de Nova York e seus administradores. O programa cômico muito influente serviu para revelar atores como Danny DeVito, Tony Danza, Christopher Lloyd e o humorista excêntrico Andy Kaufman.
M*A*S*H*, outra comédia a emplacar na premiação da época, é a adaptação para a TV do filme homônimo de Robert Altman sobre a equipe de um hospital na Guerra da Coreia lidando através de muito humor com a situação traumática. O seriado, sem qualquer envolvimento do diretor, fez enorme sucesso e durou nada menos que 11 temporadas.

Scorsese esteve aqui. Alice Não Mora Mais Aqui vira a comédia para a TV Alice.

Ainda falando de versões televisivas para obras cinematográficas presentes no Globo de Ouro de 40 anos atrás, Alice adapta um dos primeiros longas da carreira do diretor Martin Scorsese, Alice Não Mora Mais Aqui (1974), filme que trazia Ellen Burstyn na pele da personagem título, uma mulher viúva recente lutando para dar uma vida melhor à filha, com sonhos de se tornar cantora, enquanto trabalha como garçonete num restaurante. Na série, com uma pegada mais cômica, Alice é vivida por Linda Lavin. O programa durou nada menos que 9 temporadas (de 1976 a 1985). Curiosamente, Alice gerou um spin-off intitulado Flo (que durou apenas 2 temporadas), sobre uma das funcionárias montando seu próprio restaurante – este programa também foi indicado no mesmo ano em algumas categorias.

Richard Chamberlain em suas desventuras pelo Japão feudal em ‘Shogun’.

Na categoria de séries de drama, a grande vitoriosa foi Shogun que, com apenas 5 episódios, hoje é considerada uma minissérie (na época tais categorias não eram divididas). Na trama, Richard Chamberlain é um navegador britânico que se torna igualmente um jogador e um peão no complexo jogo político do Japão feudal. Fora Shogun, dois programas pra lá de emblemáticos também marcaram presença na cerimônia de 40 anos atrás do Globo de Ouro. Séries estas que fizeram parte da infância de muitos devido à suas constantes reprises na TV aberta brasileira.

A icônica Dallas quase virou filme com John Travolta e Jennifer Lopez.

A primeira é Dallas (1978-1991), sobre o barão do petróleo texano J.R. Ewing (Larry Hagman), seu clã, desafetos profissionais e pessoais. Dallas quase virou filme há um tempo atrás com John Travolta no papel de J.R. e Jennifer Lopez como sua esposa sofredora Sue Ellen.

Milionários, detetives e aventureiros, o Casal 20 marcou época.

A outra, igualmente famosa, é Casal 20 (Hart to Hart), que durou 5 temporadas, de 1979 a 1984. A trama traz as desventuras da dupla de detetives amadores, o casal de milionários Jonathan e Jennifer Hart (vividos respectivamente por Robert Wagner e Stefanie Powers). O programa foi criado pelo icônico autor Sidney Sheldon.

‘A Freira’: Derivado usará efeitos práticos ao invés de CGI

Em uma entrevista ao The Movie Crypt, o diretor Corin Hardy (‘A Maldição da Floresta‘) revelou alguns detalhes de ‘A Freira‘, o novo capítulo do universo Conjuring, destacando sua preferência pelos clássicos efeitos práticos.

“Eu venho de uma época que tinha grande amor por efeitos práticos. Não é apenas nostálgico, é uma questão de ser real e tangível, e você pode iluminá-los em frente da câmera se eles estão lá, você pode tocá-los, as pessoas podem vê-los, e você pode deixá-los molhados e eles têm uma aparência ótima. Tudo isso você pode fazer com CGI, mas exige tanto trabalho para fazê-lo de forma certa. 

Sobre o uso de CGI, Hardy acredita que precisa ser feito de forma inteligente.

“Eu sempre digo ‘Vamos fazer tudo o que pudermos de verdade, incluindo truques com a câmera, e então usar CGI de uma forma bonita, original, como uma ferramenta invisível’.”

A Freira‘ teve seu lançamento adiado em alguns meses. A Warner Bros. moveu a data de 13 de julho de 2018, para 7 de setembro desse mesmo ano. Ainda não foi divulgada a data de lançamento no Brasil.

Confira a sinopse:

Quando uma jovem freira que vive enclausurada em um convento na Romênia comete suicídio, um padre com um passado assombrado e uma noviça prestes a fazer seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigar o caso. Juntos, eles desvendam o segredo profano da ordem. Arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas, eles confrontam a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”, à medida que o convento se torna um horripilante campo de batalha entre os vivos e os amaldiçoados.

Também foi divulgado um vídeo do Blu-ray de Annabelle: A Criação do Mal’ que traz as primeiras cenas do terror, confira à partir dos 4:18 do vídeo abaixo:

Taissa Farmiga, Demian Bichir, Bonnie Aarons, Charlotte Hope, Jonas Bloquet e Ingrid Bisuestão no elenco.

O terror é roteirizado por David Leslie Johnson, um dos responsáveis pelo script de ‘Invocação do Mal 2’. James Wan e Peter Safran são os produtores.

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“Invocação do Mal 3 não será focado em Amityville”, afirma James Wan 

‘Infiltrado’: Jason Statham quebra tudo em novo trailer LEGENDADO; Assista!

A Imagem Filmes divulgou o novo trailer de ‘Infiltrado‘ (Wrath of Man), filme de ação estrelado por Jason Statham (‘Carga Explosiva’).

Confira:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 26 de agosto.

Dirigido por Guy Ritchie (‘Aladdin‘), o longa é um remake de ‘Assalto ao Carro Forte‘, filme francês lançado em 2004.

A trama segue H, um homem misterioso que consegue um trabalho em uma empresa de caminhões blindados responsável por movimentar milhões de dólares todas as semanas. Mas, ao contrário do que se pode esperar, ele tem um motivo secreto por para aceitar esse emprego, o que o levará em uma jornada perigosa e emocionante.

O elenco ainda contará com Jeffrey Donovan, Josh Hartnett, Scott Eastwood e Holt McCallany.

‘Doutor Estranho 2’: Feiticeira Escarlate é destaque em nova imagem da sequência; Confira!

O site Empire divulgou uma nova imagem oficial da sequência ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘, destacando o retorno da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen).

Confira:

Lembrando que ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ estreia nos cinemas nacionais em 05 de maio de 2022.

Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen irão estrelar a sequência, que também contará com o retorno de Chiwetel Ejiofor e Rachel McAdams.

 

‘Better Things’: Família Fox se despede no trailer oficial da 5ª e ÚLTIMA temporada; Confira!

O canal FX divulgou o trailer oficial da 5ª (e última) temporada da comédia ‘Better Things‘ será lançada.

O ciclo final irá estrear oficialmente no dia 28 de fevereiro.

Confira:

A série foi criada por Louis C.K. e Pamela Adlon, que também estrela a produção.

Sam Fox é uma mãe solteira e atriz sem filtro que cria suas três filhas, Max, Frankie e Duke em Los Angeles. Ela também cuida de sua mãe, Phil, uma expatriada inglesa de capacidades questionáveis que vive logo do outro lado da rua. Seja ganhando a vida, navegando pelas vidas desafiadoras de suas filhas ou tentando ter uma dela mesma, Sam lida com cada desafio com amor feroz, honestidade crua e muito humor.

O elenco ainda conta com Mikey Madison, Hannah Riley, Olivia Edward e Celia Imrie.

‘Elvis’: Austin Butler e Olivia DeJonge contam como foi trazer Elvis e Priscilla Presley à vida [COLETIVA]

Em poucos dias, o público brasileiro poderá assistir à aguardada cinebiografia ‘Elvis’, que gira em torno do icônico Rei do Rock Elvis Presley, nas telonas. A produção, comandada por Baz Luhrmann e que traz Austin Butler no papel principal, narra a descoberta, a ascensão ao estrelato e a queda de Elvis no mundo do show business, escolhendo detalhes certeiros para tirá-lo do estigma de deidade intocável e torná-lo ainda mais humano.

Nas últimas semanas, o CinePOP teve a honra de participar de uma coletiva de imprensa com Luhrmann, Butler e o restante do elenco, que revelou alguns detalhes sobre a construção do longa-metragem e como cada um se preparou para seu respectivo papel na produção. Agora, trazemos para você a segunda parte da coletiva.

Butler faz um trabalho admirável ao interpretar Presley, transformando-se por completo e absorvendo cada trejeito e cada nuance vocal do artista – não é surpresa que ele tenha recebido aplausos por parte da crítica especializada e seja um dos favoritos para aparecer na próxima temporada de premiações.

Quando questionado sobre como se preparou para o papel, o astro disse:

“Eu tive aqueles dois anos em que não fiz nada além de me obcecar, e foi algo que atiçava minha curiosidade sempre – e eu tive pessoas incríveis sempre me ajudando. Meu treinador de dialeto, meu treinador de canto, meu instrutor de luta, nós fizemos bastante trabalho e tento ser tão meticuloso o possível. Mas, no final do dia, tudo culmina em querer encontrar a humanidade dele. O que me fascinou mais foi afastá-lo do ícone, despi-lo das caricaturas e de seus figurinos, e descobrir quem era ele em quarto vazio, sozinho, no final do dia; como ele acordava toda manhã, como era sua vida íntima. E ele era um homem incrivelmente espirituoso”.

É apenas normal que ícones do mundo do entretenimento posem como um trabalho difícil a ser levados para adaptações cinematográficas e, por muitas vezes, deixar o personagem de lado não é muito fácil. Por exemplo, Lady Gaga ficou nove meses infundida em um sotaque italiano para interpretar Patrizia Reggiani em ‘Casa Gucci’, e Marion Cotillard mal podia se reconhecer ao viver Edith Piaf em ‘Piaf – Um Hino de Amor’. E parece que Butler também teve certa dificuldade em deixar Elvis de lado depois de interpretá-lo.

“E em relação ao fato dele ainda estar atado a mim… Várias coisas aconteceram, meu relacionamento com o medo mudou, por causa da quantidade de pressão que senti em todo esse processo. Foi uma responsabilidade imensa, um medo de que iria decepcioná-lo e decepcionar seu legado ou sua família ou até mesmo os fãs ao redor do mundo que o amam tanto. Mas, ao mesmo tempo, foi uma ótima lição, porque ele sentia medo, e houve momentos, quando como em 1968, em que a carreira dele estava por um fio, a vida dele estava por um fio. E eu podia me confortar no fato de que Elvis sentia medo e, mesmo assim, fazia coisas extraordinárias”.

Como já mencionado, o astro encarna com paixão invejável os trejeitos do Rei do Rock, desde as rendições vocais aos memoráveis passos de dança. E, considerando que Elvis teve uma mudança considerável em suas performances com o passar dos anos, Butler teve que estudar cada uma de suas fases a fundo.

“[Comecei a tentar imitá-lo] mais ou menos um ano e meio antes de começarmos a gravar. A princípio, você olha e parece impossível, vendo o tanto de filmagens que temos e o tanto de gravações de voz que temos. O que me deixou mais surpreso foi o quanto a voz dele mudou com o passar dos anos. Uma vez entre 1954 e 1956, depois em 1962, totalmente diferente, e em 1972 ele soa diferente de tudo, e em 1977, de novo. Você tem todas essas vozes diferentes e tem que entender como elas evoluem com o passar do tempo. Eu passaria um dia vivendo e o interpretando – e o pessoal tinha que me aturar. E por haver tantas caricaturas dele, eu dei o dobro de mim como se aquela fosse a minha vida, como se eu enxergasse através dele, e não cair em nenhuma dessas armadilhas – porque é bem fácil cair nisso”.

O ator também se recorda de um momento das filmagens em que ficou arrepiado e se emocionou – e que serviu de parâmetro para saber se estava fazendo um bom trabalho ou não:

“Eu fiquei encantado por alguns detalhes, sabe? Quando falamos do físico, de coisas faciais ao que ele faz em uma escala maior. O que importa é que tudo vem dos movimentos musicais e de quando ele está no palco. Não é uma coreografia, mas parece, porque você tem que aprender o ângulo da perna, o ângulo da mão… É a constante ida e volta. Mas quando falamos sobre fomos para Nashville, rodar as cenas na tenda gospel, quando Elvis entra naquela tenda, eu estava no meio dos trinta cantores gospel mais incríveis que eu já ouvi na vida. A primeira pessoa começou a cantar e eu fiquei arrepiado; e quando as vozes se juntaram, lágrimas correram pelos meus olhos. E todos começaram a bater os pés e eu senti o momento que Elvis também sentiu. No momento que eu não sentia aquilo, eu sabia que não estava certo”.

Além de Butler, Olivia DeJonge também entregou uma atuação espetacular como Priscilla Presley, à época esposa de Elvis. Mais do que isso, DeJonge conheceu Priscilla ao vivo e em cores – e aproveitou para contar como foi se encontrar com ela.

“A primeira vez que a conheci, nós estávamos indo ao Gala do MET e foi bastante animador, o prospecto de tê-la por perto. E, sim, eu a conheci, ela é amável e linda. Depois disso, ela veio nos ajudar nessa turnê. E é muito especial olhar nos olhos da mulher que você interpreta e tê-la de uma forma tão receptiva e gentil foi uma benção, porque com certeza poderia ter acontecido totalmente diferente”.

Ela continua, dizendo qual foi a parte favorita em levá-la às telonas: “minha parte favorita em interpretá-la foi se respaldar em sua empatia e sua feminilidade, foi uma belíssima lição de vida e uma honra interpretá-la”.

Quando questionada sobre o que vai levar do projeto, DeJonge disse:

“Bom… Acho que a flexibilidade e maleabilidade e ter a paciência em você mesma para seguir em direções que não pensava que iria seguir. E acho também que é uma enorme lição sobre confiança. Eu estava incerta, mas tive que aprender a relaxar, mergulhar de cabeça e realmente confiar na direção em que as engrenagens seguiam, sabe? Lembrar que tudo ia ficar bem”.

Por fim, a atriz rasgou elogios para Baz, dizendo que trabalhar com ele foi “incrível, obviamente”.

Lembrando que ‘Elvis’ chega aos cinemas brasileiros no dia 14 de julho.

Os 22 Melhores Álbuns de 2022

2022 está chegando ao fim e, como é de costume aqui no CinePOP, já começamos a divulgar algumas listas com as melhores produções cinematográficas, televisivas e musicais do ano que passou.

Para tanto, elencamos os 22 melhores álbuns de 2022 – e garantimos que, assim como o cinema e a televisão, o cenário fonográfico também nos presenteou com algumas pérolas que merecem ser ouvidas pelos amantes da música.

Desde a magnum opus de ROSALÍA, que ascendeu a um dos melhores discos do século assim que lançado nas plataformas de streaming, até o aguardado retorno de nomes como Kendrick LamarBeyoncéFlorence + the Machine, montar a lista abaixo foi um trabalho complicado, mas tentamos fazer o nosso melhor.

Veja as nossas escolhas e conte para nós qual foi o seu favorito e quem ficou de fora:

22. SOFIA CARSON, Sofia Carson

“Em momento algum o álbum tem o desejo de revolucionar o mercado fonográfico ou ousar para além do que consegue – mas não se enganem: o disco sequer chega perto de ser simplista; pelo contrário, a ousadia em questão dá as caras no momento em que Carson percebe que não precisa se desvencilhar das fórmulas, e sim utilizá-las a seu favor. A ideia aqui é buscar originalidade no convencionalismo, através de mensagens que conversam com sua própria identidade e que contem uma história, sendo com músicas dançantes ou com melodias sensoriais que nos fazem apertar o botão de repeat de novo, e de novo, e de novo. E seu senso estético é provado por “a+b” quando chegamos ao fim da produção com o envolvente nu-disco de “Two Tears in a Bucket”” – Thiago Nolla

21. QVVJFA?, Baco Exu do Blues

“Se há uma coisa que podemos compreender do álbum é a maestria com que todos os aspectos instrumentais colidem em profusão aplaudível às potentes letras que o performer assina. É claro que algumas delas pendem para algumas fórmulas tão utilizadas no mainstream, como a frustração amorosa de “20 Ligações” ou a bem-vinda crueza de “Mulheres Grandes”, que perdem um pouco de força frente a tantas tracks ótimas – e o mesmo acontece com a repetição minimalista de “Autoestima”, isolada na segunda metade do álbum. Entretanto, os deslizes são ofuscados em boa parte do tempo pelo que se esconde nas entrelinhas e pelo convite que Baco Exu nos faz para encontrá-las num cenário bélico de notas e melodias” – T.N.

20. HOLY FVCK, Demi Lovato

“Enquanto “Skin of My Teeth”, lançado como lead single, preparava os ouvintes para esse novo capítulo da carreira de Demi, é a faixa de abertura, “Freak”, performada ao lado de YUNGBLUD, que dita o tom da obra. Movida pelo hard rock conhecido e pincelado nas investidas iniciais da cantora, é notável como Lovato se desvencilha das restrições que carregava alguns anos atrás e aposta em narrativas pessoais e que demonstram sua raiva contra a execrável normatividade e o modo como deve se portar dentro de uma sociedade bem tradicionalista. É costumeiro que enxerguemos essa atitude da artista como enraivecida, mas, na verdade, ela só está colocando para fora o que sempre quis dizer (“eu sou o que sou, e o que sou é um pedaço de carne”)” – T.N.

19. ANAÏS MITCHELL, Anaïs Mitchell

“Desde o singelo e atmosférico início de “Brooklyn Bridge” à nostálgica trama que protagoniza “Now You Know”, Mitchell se reafirma como uma das storytellers mais potentes da atualidade – e cada palavra suspirada e tecla apertada demonstra uma confiança íntegra e uma sutileza poética que já foram emuladas diversas vezes nos últimos tempos (ora, podemos até ver a essência da cantora em ‘Folklore’, que abandonou o costumeiro pop de Taylor Swift para uma criação mais reservada). A faixa inicial nos arremessa de volta para um cândido passado, uma “carta de amor” à cidade de Nova York, como ela bem descreveu em entrevista; a progressão oscila entre a balada e o anthem, nunca deixando que os instrumentos falem mais alto que uma belíssima rendição (“sobre a ponte do Brooklyn, eu e você no banco de trás” pode esbarrar no mero romance, mas prova ser uma fascinante epopeia epistolar)” – T.N.

18. COOL IT DOWN, Yeah Yeah Yeahs

A banda Yeah Yeah Yeahs é conhecida principalmente pela clássica canção “Heads Will Roll”, que se tornou um dos emblemas do Dia das Bruxas. Qual foi nossa surpresa quando, quase uma década mais tarde, o grupo fez um grandioso retorno com o álbum ‘Cool It Down’ – trazendo todos os elementos que imortalizaram sua imagem, incluindo os aspectos mais gritantes do rock alternativo. Conquistando uma indicação ao Grammy 2023 (e tendo chances consideráveis de ganhar), o compilado também nos presenteia com uma colaboração de Perfume Genius e merece lugar na nossa lista.

17. EMAILS I CAN’T SEND, Sabrina Carpenter

“Talvez o aspecto mais divertido e interessante do disco seja a forma como a artista realmente deixa se levar por eventos íntimos – durante uma entrevista à Teen Vogue, inclusive, ela disse que compôs as canções a partir de e-mails que mandava para si mesma e que, definitivamente, não poderia enviar para quem queria. Mostrá-los ao mundo é um testamento de que não se arrepende do que escreveu, e sim de que forma seus pensamentos antigos dialogam com quem é na atualidade. É nesse prospecto que surge a ótima “Vicious”, uma track em mid-tempo que flerta com o pop-rock e o pop alternativo explorado por Selena Gomez em “Bad Liar” e até mesmo com as tendências de distorção promovidas por Billie Eilish e Olivia Rodrigo nos últimos anos: “eu te amei, mas queria não ter te amado” é, de fato, um verso com o qual boa parte dos ouvintes pode se relacionar – e que resume bem o que ela quer nos passar” – T.N.

16. CHLOË AND THE NEXT 20TH CENTURY, Father John Misty

O quinto álbum de estúdio de Father John Misty, nome artístico de Josh Tillman, configura-se como seu primeiro lançamento de originais desde 2018. ‘Chloë and the Next 20th Century’ foi recebido com aclamação imediata por parte dos críticos e do público, em virtude de versos eximiamente bem escritos e a promoção de um retorno ao passado, em composições que misturam jazzfolkswing. Mais do que isso, Tillman constrói um cânone à sua própria arte, talhando uma história de intimidade invejável que se relaciona em diversos níveis com quem ouse ouvir um dos melhores discos de sua carreira.

15. POMPEII, Cate Le Bon

Cate Le Bon é provavelmente um nome que você não conhece – e confesso que, até seu mais recente compilado de originais aparecer nas dicas do Spotify, também nunca tinha ouvido sequer uma música dela. A cantora e produtora escocesa lançou seu sexto álbum de estúdio em fevereiro de 2022 e gerou uma vertiginosa aventura pelo art pop, revelando suas predileções pelo city pop japonês e incrementando cada composição com um pungente synth-pop. Com apenas nove faixas e menos de 45 minutos, Le Bon surpreendeu a todos com um produto absolutamente fantástico e que merece ser apreciado em sua completude.

14. CAPRISONGS, FKA Twigs

“Não é apenas o conceitualismo que fala mais alto nesta obra – pelo contrário, os movimentos realizados por FKA Twigs e por uma gama gigantesca de produtores e compositores criam picos e vales de significações múltiplas, que variam desde audaciosas progressões até reflexões mercadológicas. Dessa maneira, “honda” nos chama a atenção por manter-se fiel à identidade da performer e por fornecer um lado mais costumeiro, por assim dizer, permitindo que ela brinque com aspectos como o atabaque, o kissange e o corpo gospel. Além disso, a parceria com o rapper Pa Salieu carrega uma química categórica, reafirmada pelo fraseamento divertido e bastante rítmico de cada verso, que foge das obviedades e nos engolfa em uma aventura aprazível e completa” – T.N.

13. SPECIAL, Lizzo

“O disco, composto por doze faixas originais na versão padrão, serve como um testemunho da própria Lizzo ao que ela já havia entregado nos anos anteriores. Se ‘Cuz I Love You’ havia apostado em uma construção mais cinemática e dançante, tais aspectos seriam trazidos para o novo universo que arquitetara em Special. Entretanto, é sempre necessário perceber como a discografia da performer é marcada por reinvenções que reiteram sua sagacidade em construir uma narrativa crescente, que oscila das incursões mercadológicas a um amadurecimento estético de tirar o fôlego. E, levando isso em consideração, o elemento inesperado vem com sua regressão a um passado não muito distante, em que nomes como Diana RossPrince e Janet Jackson dominavam as paradas e utilizavam a fusão de múltiplos estilos para se eternizarem no cenário fonográfico” – T.N.

12. HOLD THE GIRL, Rina Sawayama

“Há algo de mágico que permeia cada uma das músicas assinada pela artista, que parece nos impedir de encontrar qualquer defeito; eles existem, é claro, mas soam como tendo um propósito, uma camada a mais de rebeldia que auxilia na construção das várias camadas. “Phantom”, por exemplo, dá às caras em um longevo enredo que, apesar das repetições, cria um cosmos tão receptivo que é impossível escapar dele – reverenciando o fabulesco estilo de Taylor Swift e Carrie Underwood no começo de suas respectivas carreiras; “Forgiveness”, por sua vez, ascende como uma peça retirada das trilhas de Theodore Shapiro, não em um mero espectro emprestado, mas sim remodelado com a beleza sutil do soft-rock e do ritmo cintilante dos baixos” – T.N.

11. DAWN FM, The Weeknd

“O ápice de criação vem pelo mote do qual o álbum se vale – afinal, o título em si já é uma brincadeira metalinguística com as estações de rádio e com a popularização desse recurso nas décadas anteriores. Para unir essas peças, temos a ilustre presença de Jim Carrey como o narrador e o apresentador do “programa”, transformando o lúdico jogo em um etéreo conto que convida os ouvintes para uma mística jornada pelo anoitecer e pelo amanhecer. A consciente estrutura da obra, dessa maneira, reafirma que Dawn FM não é apenas uma produção fonográfica, mas uma experiência multimídia que arranca músicas irretocáveis de um dos maiores nomes da música atual” – T.N.

10. CRASH, Charli XCX

“A obra é uma enorme mixórdia de diversos estilos que, fundidos com um objetivo específico, irrompem em resultados mágicos que só alguém com o nível criativo de Charli e de seus inúmeros colaboradores poderia criar – e devo dizer que, pelo fato de assinar todas as tracks, a cantora tem controle completo do que quer fazer. No geral, somos presenteados com um resumão do que a indústria fonográfica foi capaz de fazer, desde a intensa faixa-titular, que abre de forma irrefreável, até a ode ao electro-house e ao power-pop dos anos 2000 com “Used To Know Me”, pegando elementos emprestados de Steve Angello e Laidback Luke com a memorável “Show Me Love”“. – T.N.

9. THE GODS WE CAN TOUCH, AURORA

“O álbum não é uma mera declaração artística, mas uma epopeia bíblica que perpassa pela história da humanidade sem se deixar levar pelas fórmulas a que estamos acostumados. É nesse âmbito que “Heathens”, cujo título já demonstra uma promissora narrativa, funciona como uma crítica transparente e coesa ao fato de que, segundo as entidades onipotentes que nos criaram, somos todos pecadores e “vivemos como pagãos”, repetindo o verso inúmeras vezes como parte de uma jornada à compreensão e à lucidez. Algo parecido ocorre na sensualidade agourenta de “Artemis”, que se mostra comedida e esconde seus verdadeiros significados pela suavidade de uma performance familiar e magnético. Em “Everything Matters”, a colaboração entre AURORA e a cantora francesa Pomme é uma verborrágica constatação ethereal-trap de que o que fazemos importa – nem que seja para nós próprios” – T.N.

8. MULTITUDE, Stromae

Como já mencionado, 2022 se tornou um ano de retornos aplaudíveis ao cenário fonográfico – e diversos artistas da década passada aproveitaram o crescente “retorno à normalidade” para fazerem o que fazem de melhor. Este foi o caso de Stromae, musicista belga cujo último álbum havia sido em 2013. Felizmente, o performer voltou com tudo este ano com o impecável Multitude, uma explosão eletrônica de faixas ácidas e pungentes que arrebatou qualquer um que o tenha escolhido para colocar nas playlists.

7. FOSSORA, Björk

“A artista escolheu “Atopos” como a faixa de abertura dessa inesperada jornada e como lead single – e a própria nomenclatura da música já indica o que podemos esperar do álbum. Se você nunca ao menos cruzou caminho com uma canção composta por Björk, digo que nenhuma das escolhas é por acaso e que cada engrenagem pertence a uma macroestrutura que rompe com as barreiras sonoras e expande-se para teoremas filosóficos e análises sociológicas sobre o homem em si e dentro da sociedade. É a partir daí (e resgatando o conceito de atopia e da efemeridade das sensações de Roland Barthes) que a primeira track insurge, como um arauto do nada e do não-lugar: “estas não são apenas desculpas para se conectar?”, ela pergunta a um interlocutor invisível, destacando a fugacidade de um relacionamento cujos problemas não importam” – T.N.

6. DANCE FEVER, Florence + The Machine

“Analisar um álbum de Florence, ou, como conhecemos seu ato musical ao lado de Isabella SummersFlorence + the Machine, nunca é um trabalho fácil, pelo fato das músicas não se encaixarem essencialmente em um gênero bem demarcado. Sua última incursão, High as Hope, fincou os pés em um coming-of-age sinestésico pincelado por diversos estilos sonoros – e, agora, atingindo uma maturidade surpreendente, retornamos com uma agressiva e aplaudível mixórdia estilística que já se inicia com a potente “King”, um dos singles oficiais do álbum. Enquanto a pessoalidade inalienável das produções anteriores abria espaço para reflexões íntimas e individuais, a canção em questão ergue-se em um empoderamento antêmico e discorre, ao longo de quase cinco minutos, sobre um dos principais que as mulheres continuam enfrentando: o sacrifício de sonhos em prol do forçoso papel lhes dado desde o nascimento” – T.N.

5. SUPERNOVA, Nova Twins

Dois anos depois de terem feito sua estreia oficial no mundo da música, Amy LoveGeorgia South, também conhecido como Nova Twins, retornaram com o aclamadíssimo Supernova – facilmente uma das maiores surpresas de 2022. No compilado de onze faixas, o duo mistura rock alternativo, punk rockrap rock em uma profusão exemplar de faixar que falam sobre a experiência que ambas tiveram durante a pandemia de COVID-19 e os protestos contra o preconceito racial que se tornaram emblema crítico nesses últimos anos – funcionando como um processo de cura para si próprias.

4. MR. MORALE & THE BIG STEPPERS, Kendrick Lamar

Qualquer lançamento de Kendrick Lamar já é o suficiente para nos fazer parar com tudo o que estamos fazendo e conferir o que esse ícone da música contemporânea tem para nos entregar. Afinal, Lamar é responsável por alguns dos melhores álbuns de todos os tempos, como o memorável ‘To Pimp a Butterfly’; agora, em 2022, ele retorna com mais um projeto espetacular, intitulado Mr. Morale & the Big Steppers, que continua o projeto de descontruir os engessamentos musicais em uma crítica narrativa em hip-hop que imprime jazzbluesrap, arquitetando enredos de consciência social que nos envolvem desde as primeiras batidas.

3. AND IN THE DARKNESS, HEARTS AGLOW, Weyes Blood

“A estrutura do disco parece não seguir parâmetros a que estamos acostumados: o fraseamento de Mering divide os versos como bem deseja, picotando as sílabas poéticas para fornecer mais ritmo às canções, por exemplo. Mas a coesão existe, como um fio invisível que une as faixas em um reverberante chamber-rock e folk-rock: tais estilos aparecem com mais detalhamento em “Hearts Aglow”, uma iteração de quase seis minutos que fala sobre o medo de se apaixonar e de enfrentar o desconhecido; já em “The Worst Is Done”, temos homenagens a Joni Mitchell e Blondie em uma investida mais animada e ritmada que entra em conflito com a pungente narrativa (“eles dizem que o pior passou, mas acho que apenas começou”); “Twin Flame”, contrariando as orientações aos subgêneros do rock, traz aspectos do new age, principalmente pela proeminência de seu caráter mais subjetivo e regido por uma bateria suave e acolhedora” – T.N.

2. MOTOMAMI, ROSALÍA

ROSALÍA fez sua estreia no cenário fonográfico em 2017, com o lançamento de ‘Los Ángeles’ e, desde então, calcou um sucesso fenomenal que a colocou no centro dos holofotes. A cantora e compositora se tornou um ícone do resgate da cultura latina e das incursões fora do mainstream anglo-saxônico, criando histórias envolventes e emocionantes através de uma fusão de literatura e música. E é claro que ‘MOTOMAMI’ não seria diferente: seu terceiro álbum de estúdio é descrito como uma antêmica produção pessoal, íntima e declamatória, em que a performer mergulha de cabeça nos sentimentos que guardou pelos últimos três anos, traduzindo-os em um dos melhores discos conceituais de todos os tempos. Contando com nada menos que seis singles oficiais, a obra se estrutura no contraste de dois tipos de energia que existem inerentemente uma a outra.

1. RENAISSANCE, Beyoncé

“Temos um electro-trap e um synth-trap que se inicia com a sensual “Thique”, que migra para as dissonâncias robóticas e ecoantes de “All Up In Your Mind”, atravessa o uptempo marcante da autoconsciente “America Has a Problem” e culmina no ostensivo equilíbrio de electro-house e neo-disco de “Pure/Honey” (que é resumida pelo honrável verso “deve custar um bilhão para parecer tão bem”). Mas nada poderia nos preparar para a estonteante conclusão intitulada “Summer Renaissance, cujas conhecidas peculiaridades de Beyoncé são interpoladas pela clássica “I Feel Love”, honrando a parceria entre Summer e o imortal pai do disco Giorgio Moroder, em uma expressividade hi-NRG de tirar o fôlego” – T.N.

‘Cidade em Chamas’: Assassinato misterioso no trailer da nova série da Apple TV+; Confira!

A Apple TV+ divulgou o primeiro trailer da série de suspense Cidade em Chamas(‘City on Fire’).

A produção será lançada pelo serviço de streaming no dia 12 de maio.

Confira:

Criada por Josh SchwartzStephanie Savage, a série é baseada no livro homônimo do autor Garth Risk Hallberg.

Após Samantha Cicciaro ter sido baleada no Central Park, na cidade de Nova York, no dia 4 de julho de 2003, a investigação criminal revela uma conexão inesperada entre uma série de incêndios misteriosos em toda a cidade, a cena musical do centro e uma rica família imobiliária se desgastando sob a tensão dos muitos segredos que guardam.

O elenco conta com Wyatt Oleff, Chase Sui Wonders, Jemima Kirke, Nico Tortorella, Ashley Zukerman, Xavier Clyde, Max Milner, Alexandra Doke, Omid Abtahi, Kathleen Munroe, John Cameron Mitchell, Michael Tow, Alexander Pineiro, Amel Khalil e Beth Malone.

‘Sex Education’: Vídeo explora a jornada de Adam Groff na série; Confira!

A 4ª e última temporada de ‘Sex Education’ chegou recentemente ao catálogo da Netflix e, agora, a gigante do streaming divulgou um vídeo explorando a jornada do icônico Adam Groff, interpretado por Connor Swindells.

Confira:

A série foi criada por Laurie Nunn.

Filho de uma terapeuta sexual, o inexperiente Otis decide seguir os passos da mãe e abrir uma clínica clandestina na escola para atender seus colegas sem noção. Prepare-se para uma boa dose de amor, risadas, lubrificantes e acompanhe a melhor época da vida deles.

O elenco também conta com Gillian Anderson, Alistair Petrie, Connor Swindells, Cerys Watkins e Kedar Williams-Stirling.

Retro Dance #16 | ‘When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’ e a icônica estreia de Billie Eilish

A indústria contemporânea musical funciona, na maior parte das vezes, em dois extremos: nos agradando bastante ou nos entregando a produtos mal-feitos, inacabados e que poderiam ser muito melhores caso fossem tratados com um pouco mais de cautela. E em meio a esses paralelos, residem as surpresas e os convencionalismos; as obras inesperadas costumam nos estranhar ao ouvido a priori, apenas para podermos degustar com um pouco mais de atenção antes de compreendermos o que reside por trás de um conceito tão bizarro, por assim dizer; as formulaicas, por sua vez, abarcam um público generalizado, mas sempre deixam a sensação de déja vu.

É nesse complexo contexto que Billie Eilish, a jovem cantora e compositora de apenas dezessete anos, resolveu lançar seu primeiro álbum de estúdio. Eilish já era bastante conhecida devido ao seu muito bem-recebido EP, Don’t Smile At Me’, resgatando um âmbito interessante para o saturado pop atual e, de forma brilhante, trazendo sua identidade única para When We All Fall Asleep, Where Do We Go?’. Produzido em colaboração entre a Interscope e a Darkroom, o CD se respalda em um pesado eletro-pop, misturando construções nostálgicas com pontuais baladas melódicas e uma pitada de perturbação intimista que transforma essa investida musical em uma rara joia.

Eilish já nos mostra sua grandiosa irreverência ao se unir com o irmão Finneas O’Connell, ambos responsáveis pela composição de todas as quatorze faixas – incluindo um chocante interlúdio que não se preocupa em nos apresentar à mensagem buscada pela cantora. Em !!!!!!!”, a artista na verdade nos entrega a uma ambiência homemade, transmitindo sua aura adolescente ao trancafiar-se em um quarto e anunciar despretensiosamente “olhem, este é meu álbum. Divirtam-se!”. E sem esperar algo em retorno, ela nos oferece uma jornada tour-de-force peculiar através de sua própria vida e talvez do cotidiano de inúmeras outras pessoas que mergulham em crises existenciais sobre os mais variados assuntos; é isso que ganha maior destaque dentro do disco.

Mas não espere que as tracks seguirão um crescendo conhecido, ou farão parte de um pano de fundo automaticamente compreensível; seguindo os passos de sua conterrânea Marina Diamandis e trazendo referências clássicas do hip-hop e do R&B do início dos anos 2000, cada faixa nos força a pensar para fora da nossa bolha, ousando dar passos corajosos em direção a um estilo único que, no final das contas, é uma fusão aplaudível de vários gêneros. Essa ideia subjetiva e simbólica ganha forte expressividade com xanny”, um inebriante suplício de socorro sem cair nos gritos ou na agressividade lírico-instrumental. Através de sua sibilante voz, Eilish passeia através dos potentes sintetizadores e reflete uma angústia atemporal com profundos versos (“não preciso de Xanny [referência ao calmante Xanax] para me sentir melhor”).

A obra ganha notoriedade já com a primeira canção completa, bad guy”. A batida bem demarcada é acompanhada pela entrega pausada e propositalmente cansada da lead singer que nos arremessa de volta para o uma atmosfera neo-noir e misteriosa. É claro que a imensa catarse causada pela música não abre margens para clichês sonoros – e é por isso que o grave baixo nos guia de modo retumbante até o refrão, onde criações imaginativas dos primórdios do synth-pop nos aguardam com paciência. A prosódia epopeica funciona como um hino trap sensual e fluido, aumentando nossas expectativas para as próximas iterações.

Eilish já provou que não é apenas mais um nome em meio a um manufaturado dilúvio de divas musicais. Muito além disso, ela é uma incrível poetisa que faz o possível para colocar as mais ácidas críticas suas composições – e aqui faço menção à incrível rendição platônica all the good girls go to hell”. É quase impossível não traçar diálogos com as conhecidas rebeldias de Lily Allen e sua completa e hilária falta de papas na língua; porém, a track em questão se aventura em um terreno perigoso que critica até mesmo a onisciência de Deus (aqui tratado como Deusa em uma belíssima e espetacular contradição).

O álbum em si mergulha em uma pessoalidade ainda mais interessante quando pensamos em sua estrutura artesanal. O conceito de quarta parede é quebrado diversas vezes, não só à medida que a cantora se dirige mais diretamente a seus fãs, mas quando admite a presença de uma plateia dentro do próprio cosmos que arquiteta. É isso o que acontece em wish you were gay”, onde a reação do público ganha uma voz e estende-se para outras faixas, incluindo “8”, na qual o eu-lírico traça uma conversa metafórica consigo mesmo em um passado que já não pode mais voltar.                           

Eilish também faz um bom uso das ballads, trazendo a envolvente melodia do piano para este íntimo âmago. Tal base é emocionante e se faz presente com uma força impetuosa em listen before you go”, completando inclusive os doces acordes do violão em i love you” (aliás, o próprio título de ambas as canções entram em sincronia logo de cara). Nesta, porém, o individualismo se depara com uma nova camada, principalmente no momento em que Billie e Finneas encontram suas vozes e a tratam como apenas uma.

When We All Fall Asleep dá ao gênero pop uma nova perspectiva e, ainda que não ganhe a atenção que merece por seu afastamento quase total das concepções mercadológicas, sem sombra de dúvida é um divisor de águas e o início concreto de uma carreira deliciosamente perturbadora e diabólica.

Kelsey Grammer revela que pode retornar ao MCU como o Fera após ‘As Marvels’

O icônico astro Kelsey Grammer reprisou seu papel como Hank McCoy/Fera na breve cena pós-créditos deAs Marvels, tendo interpretado o mutante na primeira trilogia ‘X-Men’.

Para aqueles que não se recordam, o longa termina com Monica Rambeau (Teyonah Parris) presa em outro universo depois que a Kree Dar-Benn (Zawe Ashton) rasga um buraco no tecido do espaço. Dada como perdida por suas aliadas Capitã Marvel (Brie Larson) e Ms. Marvel (Iman Vellani), Monica acabou em outro lugar no multiverso: em uma realidade onde sua falecida mãe, Maria Rambeau (Lashana Lynch), é a super-heroína cósmica Binary e aliada do mutante Fera (Grammer) e dos X-Men.

Agora, em uma recente entrevista ao ComicBook.com, Grammer revelou que houve “algumas conversas” sobre seu retorno ao Universo Cinemático Marvel após a recepção bastante positiva de sua aparição no longa em questão.

“Não há nada sobre o que posso falar”, ele afirmou. “O que eu sei é que houve uma comoção generalizada quando eu apareci no final de ‘As Marvels’. A resposta foi quase… Foi inesperada. [Sabia] que teria uma resposta, mas foi bem impactante; então, houve certas conversas”.

Anteriormente, em entrevista ao mesmo site, Grammer afirmou que essa não será a última vez que o público verá o mutante Henry “Hank” McCoy no Universo Cinematográfico Marvel.

“É minha esperança que vocês o [vejam novamente]. Posso dizer com certa confiança que verão. Eu adoraria”, ele afirmou.

Lembrando que o filme está disponível no catálogo do Disney+.

Carol Danvers, também conhecida como Capitã Marvel, recuperou sua identidade dos tirânicos Krees e se vingou da Inteligência Suprema. Mas as consequências levam Carol a carregar o fardo de um universo desestabilizado.

Quando seus deveres a enviam para um buraco de minhoca anômalo ligado a um revolucionário Kree, seus poderes se confundem com os da sua superfã de Jersey City, Kamala Khan, também conhecida como Ms. Marvel, e a sobrinha distante de Carol, a capitã Monica Rambeau. Juntos, esse trio improvável deve se unir e aprender a trabalhar em conjunto para salvar o universo como As Marvels.

‘Cinderela’, ‘A Malvada’ e outros CLÁSSICOS do cinema que completam 75 anos em 2025!

Quanto mais mergulhamos na história do cinema, mais nos deparamos com filmes históricos de extrema importância para a compreensão da mudança estrutural e até mesmo narrativa com o passar dos anos – até chegarmos aos dias atuais, que funcionam como uma amálgama ao mesmo tempo saudosista e original de tudo que já nos foi apresentado num passado remoto.

Dessa forma, chegou o momento de mergulharmos de cabeça nos anos 1950 e nos aventuramos na trilogia fantástica de Jean Cocteau, nas emocionantes animações dos estúdios Walt Disney e no retorno de Bette Davis ao estrelado com o memorável A Malvada para uma matéria super especial.

Pensando nisso, separamos sete produções que completam 75 anos em 2025 para você assistir.

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

CREPÚSCULO DOS DEUSES

Crepúsculo dos Deuses, ao lado de um seleto grupo de longas-metragens irretocáveis, é um dos títulos que melhor representa os trejeitos arrepiantes e envolventes do gênero noir. Indicado para nada menos que onze estatuetas do Oscar, a história gira em torno de uma estrela veterana do cinema mudo se recusa a aceitar que seu reinado acabou. Ela, então, resolve contratar um jovem roteirista para ajudá-la a reconquistar o sucesso. O escritor acredita que pode manipular a atriz, mas percebe que está redondamente enganado.

A MALVADA

Pouco antes de ser rodado, Bette Davis disse com total certeza de que o roteiro de A Malvada foi o melhor que havia lido em toda sua carreira – e sua determinação em estrelar como a perigosa e impiedosa Margo Channing era admirável, ainda mais considerando sua decadência cinematográfica na década anterior. Aqui, sua personagem entrou em um mágico atrito com a aspirante a atriz Eve Harrington, uma jovem que se infiltrou no mundo do show biz através de Margo – apenas usando sua influência para depois descartá-la.

CINDERELA

Cinderela entrou para a história como um dos melhores filmes já feitos pela Casa Mouse – e também como a solução para os problemas financeiros que enfrentava desde o lançamento de ‘Branca de Neve e os Sete Anões’ em 1937. Recuperando a glória outrora perdida e apagada de Walt Disney, a produção é baseada no conto de Charles Perrault e gira em torno de uma pobre jovem que é maltratada por sua madrasta e suas meias-irmãs até receber a visita de uma Fada Madrinha que muda sua vida por apenas uma noite.

RASHÔMON

Japão, século XI. Durante uma tempestade, um lenhador, um sacerdote e um camponês procuram abrigo nas ruínas de um portão histórico em Rashomon. Lá, o sacerdote conta o crime envolvendo o estupro de uma mulher e o assassinato do marido dela. O polêmico filme foi dirigido pelo lendário Akira Kurosawa, levando para casa a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro em 1952 e se tornando uma produção indispensável para os cinéfilos.

PÂNICO NAS RUAS

Depois que o doutor Clint Reed é convocado para supervisionar uma autópsia em um homem desconhecido, descobre que a causa da morte foi peste bubônica. Ao revelar sua descoberta ao prefeito e outras autoridades municipais, Reed é informado que tem 48 horas até que o público seja comunicado sobre a possível epidemia. Junto ao capitão Tom Warren e sua mulher, Nancy, o médico precisa correr contra o tempo para descobrir de onde veio o homem desconhecido.

OS ESQUECIDOS

Luís Buñuel foi um dos nomes mais prolíficos do cinema espanhol e um dos grandes ícones da cultura ibérica, principalmente por sua obra religiosamente inspirada nos trabalhos surrealistas de Salvador Dalí. E, 22 anos depois de dar vida a ‘Um Cão Andaluz’, o diretor iniciou sua fase mexicana com Os Esquecidos, indicado ao BAFTA e sendo honrado no Festival de Cannes. O enredo retrata o cotidiano de um grupo de jovens delinquentes, entre eles Jaibo, recém fugido do reformatório, e Pedro, um garoto rejeitado pela mãe que acaba se envolvendo em um assassinato.

CAIÇARA

Adolfo CeliTom PayneJohn Waterhouse se uniram em 1950 para comandar ‘Caiçara’, um filme de produção brasileira rodado na cidade de Ilhabela, Rio de Janeiro. O mitológico longa conta a história de Marina, uma jovem que se casa com um viúvo quarentão, proprietário de um sítio no litoral de São Paulo. Sua nova vida só lhe traz decepções: o marido vive de bebedeiras e ela é cobiçada pelos homens do lugar. Seu único conforto é o menino Chico, cuja avó é adepta da macumba. Até que um marinheiro se apaixona por Marina, sendo correspondido. Através da macumba, Marina consegue livrar-se do marido e, assim, viver seu amor.

Emmy Awards 2025 | As SURPRESAS e os ESNOBADOS da próxima edição da premiação

Os indicados à 77ª edição do Emmy Awards foram revelados hoje (15) – e trouxeram algumas surpresas na lista de nomeados, bem como esnobados que trouxeram a ira dos internautas.

A HBO | Max foi a emissora/plataforma de streaming mais relembrada da edição, conquistando gigantescas 142 indicações – que incluíram a minissérie ‘Pinguim’, que já coletou diversas estatuetas desde seu lançamento no ano passado; a 2ª temporada de ‘The Last of Us’, que rendeu nomeações a Pedro Pascal e a Bella Ramsey nas principais categorias; e a aclamada comédia ‘Hacks’, estrelada por Jean Smar. Todavia, a Apple TV+ ganhou espaço considerável na lista em questão com duas produções extremamente aclamadas: o suspense dramático ‘Ruptura’, que retornou este ano com um fabuloso ciclo, conquistou 27 nomeações; e ‘O Estúdio’, comédia metalinguística criada por Seth Rogen, seguiu de perto com 23 indicações (incluindo para o lendário realizador Martin Scorsese na categoria de Melhor Ator Convidado em Série de Comédia – e com sólidas chances de levar para casa o prêmio).

agatha desde sempre

De qualquer maneira, títulos bem recebidos pela crítica e pelo público foram deixados de fora ou falharam em conquistar indicações que, a priori, pareciam certeiras. Uma delas foi ‘Agatha Desde Sempre’: facilmente a melhor série da Marvel Studios desde ‘WandaVision’, o spin-off faturou três nomeações nas categorias técnicas, mas não teve votos o suficiente para garantir que Kathryn Hahn (Agatha Harkness), Patti LuPone (Lilia Calderu), Aubrey Plaza (Rio Vidal/Morte) e Joe Locke (Wiccano) fossem relembrados nas seções performáticas – nomes que, de fato, mereciam um pouco mais de atenção. A série, em si, também não foi relembrada na categoria de Melhor Série Limitada ou Filme para TV.

Como mencionado, ‘The Last of Us’ foi uma das principais produções a se destacarem no ano, com um forte retorno que apostou mais no drama e no suspense, deixando um pouco o terror dos infectados pelo Cordyceps de lado: com dezesseis nomeações, Pascal e Ramsey retornaram para mais uma edição em Melhor Ator e Melhor Atriz em Série de Drama, enquanto Kaitlyn Dever, Jeffrey Wright e Catherine O’Hara apareceram nas categorias de Melhor Ator Convidado e Melhor Atriz Convidada em Série de Drama (esta última também conquistando um espaço em Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia por ‘O Estúdio’). Entretanto, Isabela Merced, que vem se mostrando como uma das maiores atrizes da nova geração e entregou-se de corpo e alma ao papel de Dina, par romântico de Ellie, não foi indicada para Melhor Atriz Coadjuvante – um dos maiores “crimes” cometidos pela Academia de Televisão neste ano.

the last of us

Dentre outros títulos e atores que ficaram fora da lista, tivemos Diego Luna, Denise Gough e Kyle Soller sendo deixados de lado pela soberba 2ª temporada de ‘Andor’; a temporada final de ‘Round 6’, que, apesar de permanecer como uma das produções mais populares e elogiadas da Netflix, sequer conseguiu uma indicação; Elisabeth Moss, vencedora do Emmy de Melhor Atriz em Série de Drama por ‘The Handmaid’s Tale’ e guardando outras quatro indicações, também não foi relembrada pelo ciclo de encerramento do drama distópico; Jon Hamm, que fez um esplêndido trabalho na subestimada série ‘Seus Amigos e Vizinhos’; e Natasha Lyonne, que voltou com força para a 2ª temporada da comédia de mistério ‘Poker Face’ (uma das atrações mais subestimadas dos últimos anos).

Em meio a esnobações inexplicáveis, algumas escolhas merecem nota por terem nos surpreendido: Harrison Ford, após co-estrelar três temporadas da divertida comédia ‘Falando a Real’ ao lado de Jason Segel, finalmente conquistou sua primeira indicação ao Emmy, na categoria de Melhor Ator; Kathy Bates, que levou uma estatueta por seu trabalho em ‘American Horror Story: Coven’, tornou-se a atriz mais velha a ser nomeada às categorias dramáticas por seu impecável trabalho em ‘Matlock’; Sharon Hogan, que navegava fora do radar em ‘Mal de Família’, disputa pelo prêmio de Melhor Atriz em Série de Comédia; e, é claro, Scorsese, ao interpretar uma versão fictícia de si mesmo em ‘O Estúdio’, ganhou aplausos ao redor do mundo e mereceu sua indicação a Melhor Ator Convidado em Série de Comédia.

 

A cerimônia de vencedores do Emmy Awards 2025 ocorre em 14 de setembro.

Confira a lista de indicados aqui!

‘Industry’: 4ª temporada do ACLAMADO drama ganha cenas inéditas; Confira!

HBO divulgou cenas inéditas da 4ª temporada do aclamado drama ‘Industry‘.

O novo ciclo tem estreia marcada para o dia 11 de janeiro de 2026, tanto na emissora quanto na plataforma da HBO Max.

Confira, a partir de 00:26, e siga o CinePOP no YouTube:

A nova temporada estreará oficialmente no dia 11 de janeiro.

O próximo ciclo irá introduzir Kal Penn (‘Designated Survivor’), Charlie Heaton (‘Stranger Things’) e Claire Forlani (‘Departure’), Max Minghella (‘The Handmaid’s Tale’), Jack Farthing (‘Conexões’), Toheeb Jimoh (‘Ted Lasso’), Amy James-Kelly (‘Unidas pela Esperança’) e Kiernan Shipka (‘O Mundo Sombrio de Sabrina’). Harry Lawtey não retornará para a nova temporada.

A série foi criada por Mickey Down e Konrad Kay.

A história gira em torno de um grupo de jovens graduandos competindo por limitadas vagas em uma empresa de investimento em Londres. As fronteiras entre colegas, amigos, amantes e inimigos logo se fundem umas com as outras à medida que eles mergulham num mundo marcado pelo sexo, pelas drogas e pela egolatria.

‘The White Lotus’: HBO escala DOIS novos membros ao elenco da 4ª temporada!

De acordo com o DeadlineCharlie DavisKamilla Karthigesu, ex-participantes do popular reality show ‘Survivor’, foram escalados para o elenco da 4ª temporada da aclamada antologia The White Lotus.

Detalhes sobre seus personagens não foram revelados.

O elenco grandioso ainda contará com Steve Coogan (‘Uma Noite no Museu’), Laura Dern (‘Jurassic Park’), Caleb Jonte Edwards (‘Black Snow’), Alexander Ludwig (‘Vikings’), AJ Michalka (‘The Goldbergs’), Sandra Bernhard (‘Pose’), Chris Messina (‘Objetos Cortantes’), Corentin Fila (‘Quando se Tem 17 Anos’), Nadia Tereszkiewicz (‘Jovens Amantes’), Marissa Long (‘Harrison Bergeron’), Vincent Cassel (‘Cisne Negro’), Heather Graham (‘Eles Vão Te Matar’), Rosie Perez (‘The Flight Attendant’), Ben Schnetzer (‘Madison’), Tobias Santelmann (‘Os Casos de Harry Hole’), Pekka Strang (‘Memórias de um Verão’), Frida Gustavsson (‘Vikings: Valhalla’), Laura Smet (‘The Bridesmaid’), Ben Kingsley (‘Homem de Ferro 3’) e Max Minghella (‘O Conto da Aia’) f

Vale lembrar que a Helena Bonham Carter (‘The Crown’) deixou o elenco da produção, e foi substituída por Dern.

“Durante as gravações da quarta temporada deThe White Lotus, ficou claro que a personagem criada por Mike White para a atriz Helena Bonham Carter não se encaixou na narrativa. O papel será reformulado, reescrito e reescalado nas próximas semanas. A HBO, os produtores e o Mike White estão tristes por não terem mais a oportunidade de trabalhar com a atriz, mas esperam colaborar novamente com ela no futuro”, declarou um porta-voz do canal.

A quarta temporada será ambientada na França, e terá o hotel Château de La Messardière, em Saint-Tropez, como locação principal.

White retorna como produtor e showrunner.

Lembrando que as três primeiras temporadas estão disponíveis na HBO Max.

Cole e Dylan Sprouse, os irmãos Zack e Cody da Disney, podem trabalhar juntos em novo projeto

Durante uma entrevista para a Variety, Cole Sprouse, astro de ‘Riverdale‘, revelou que tem vontade de trabalhar com seu irmão, Dylan, novamente, mas nada que lembre as séries da Disney.

“Nós conversamos sobre isso. Aquela coisa de gêmeos não vende mais. É sobre se sentir apaixonado por atuar novamente. Se for um projeto legal, eu não tenho problema com isso.”

Para quem não se lembra, de 2005 a 2011 Cole e Dylan Sprouse atuaram como os irmãos Zack e Cody em suas séries no Disney Channel.

Depois disso, Dylan passou os últimos anos atuando em curtas-metragens, e Cole retornou para um papel de destaque em ‘Riverdale’.

O ator de 27 anos sugeriu que em seu próximo projeto com o irmão, um deles poderia estar por trás da câmera.

“Acho que a verdade é que somos perfeccionistas no que fazemos. Quando se trata dele especialmente, ele tem um olho muito bom em termos de fotografia e acho que ele seria um ótimo diretor de fotografia. Eu tenho menos interesse em dirigir, mas me vejo escrevendo roteiros.”

Enquanto isso, Cole retorna para a 4ª temporada de ‘Riverdale’, que estreia em outubro nos EUA.

No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel.

Diretores de ‘Bad Boys para Sempre’ querem dirigir ‘Blade’ ou ‘Deadpool 3’

Há alguns meses, os diretores de ‘Bad Boys para Sempre’, Adil El Arbi e Bilall Fallah, confirmaram que a Marvel Studios entrou em contato com eles após o sucesso da sequência.

E, durante uma entrevista para o Discussing Film, a dupla foi questionada sobre qual adaptação eles gostariam de dirigir, ao que Arbi respondeu:

“Nós amamos o ‘Deadpool‘. Se pudéssemos trabalhar em algum filme de super-heróis, seria ‘Deadpool 3‘, definitivamente.”

No entanto, Fallah disse que a vindoura adaptação de ‘Blade‘ foi algo que chamou sua atenção.

“O ‘Blade‘ também é incrível, sabe? Eu adoraria trabalhar nesse filme… Essa pegada mais urbana sempre foi a nossa cara.”

Quando a dupla foi questionada se havia a possibilidade de fazer um filme da Marvel para maiores de 18 anos, Arbi foi evasivo na resposta, dizendo:

“Esses personagens combinam com tramas mais violentas, sem dúvida. Mas isso é uma grande responsabilidade. Não posso confirmar que toparíamos na hora, é algo que é precisa ser analisado com calma.”

Lembrando que a Marvel e a Disney já deixaram claro que não pretendem adaptar história voltadas para o público adulto nas telonas, então a ideia é pouco provável de acontecer.

Até lá, vale lembrar que os próximos lançamentos da Marvel são ‘Viúva Negra‘, ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, ‘Os Eternos’, e ‘Thor: Amor e Trovão’, ‘Gavião Arqueiro’, ‘Loki’, ‘Falcão e o Soldado Invernal’, ‘What If…’, e ‘WandaVison’.

‘Pinóquio’: Luke Evans entra para o elenco do remake live-action da Disney

De acordo com o Deadline, Luke Evans fechou contrato com a Disney para atuar no remake live-action de ‘Pinóquio‘.

O astro, que já deu vida ao Gastão no live-action de ‘A Bela e a Fera‘, foi escalado como o Cocheiro.

Na animação original do ‘Pinóquio‘, o Cocheiro é responsável por atrair crianças para a Ilha dos Prazeres, com a promessa de deixá-las livres dos pais e das tarefas, mas lá elas são transformadas em burros e vendidas como escravas no Mercado Negro.

Anteriormente, o The Illuminerdi divulgou que o ator Oakes Fegley está sendo cotado para viver o antagonista Pavio.

Para aqueles que não se recordam, Pavio é um dos personagens do filme original de 1940 que se torna “amigo” de Pinóquio quando as crianças são atraídas para a Ilha dos Prazeres – logo mostrando que tem um obscuro papel para a jornada de amadurecimento e de autodescobrimento do protagonista titular.

Fegley é conhecido por diversos papéis em obras como Meu Amigo, o DragãoPerson of InterestO Pintassilgo‘Em Guerra com o Vovô’.

Vale lembrar que o live-action será dirigido por Robert Zemeckis e trará Tom Hanks como o icônico marceneiro Gepetto.

O filme será lançado diretamente na Disney+.

Confira o teaser:

Hanks e Zemeckis são colaboradores de longa data, tendo trabalhado juntos em obras como O Expresso PolarForrest Gump e O Náufrago.

Além de dirigir, Zemeckis roteiriza o projeto ao lado de Chris Weitz.

A história gira em torno de uma marionete que ganha vida e deseja se provar digno de ser transformado em um garoto de verdade. O conto foi adaptado em 1940 pela Casa Mouse e tornou-se um clássico atemporal.

Pinóquio é a mais recente adição às próximas investidas em live-action da companhia, que também inclui A Pequena SereiaA Espada Era a LeiBambiA Princesa e o Sapo.

‘The 4400’: Episódio de estreia do reboot ganha sinopse oficial; Confira!

O episódio de estreia do reboot de ‘The 4400‘ vai ao ar em 25 de outubro na CW, e a emissora divulgou a sinopse oficial.

Intitulado ‘Past is Prologue‘, o episódio foi dirigido por Janice Cooke e escrito por Ariana Jackson.

Confira a sinopse e as primeiras imagens oficiais:

“Ao longo do último século, 4400 pessoas que foram negligenciadas, desvalorizadas ou de alguma forma marginalizadas desapareceram sem deixar vestígios na face do planeta. Na noite passada, todos eles ressurgiram inexplicavelmente em Detroit, Michigan, sem sinal de envelhecimento e sem lembranças do que aconteceu com eles. Enquanto o governo tenta entender o fenômeno, analisar uma potencial ameaça e manter a história fora do radar, um assistente social empático (Joseph DavidJones) e uma rigorosa oficial correcional da comunidade (Ireon Roach) estão entre os funcionários públicos convocados para lidar com os misteriosos refugiados. Os novos parceiros entram em conflito ideológicos quanto à abordagem, mas aos poucos descobrem que têm mais em comum do que pensavam, à medida que se familiarizam com aqueles que estão sob seus cuidados. Esses viajantes do tempo relutantes, coletivamente os 4400, devem lutar para se adequar à nova realidade e ao fato de terem ressurgido por alguma razão que estão apenas começando a compreender… Logo fica evidente que a presença deles vai mudar a raça humana de uma forma que ninguém jamais previu.

4400 — “Past is Prologue” — Image Number: FFH101e_0359r — Pictured (L-R): Autumn Best as Mildred, Brittany Adebumola as Shanice and TL Thompson as Andre — Photo: Matt Dinerstein/The CW — © 2021 The CW Network, LLC. All Rights Reserved.

4400 — “Past is Prologue” — Image Number: FFH101b_0774r — Pictured (L-R): Jaye Ladymore as Claudette, TL Thompson as Andre Davis, Khailah Johnson as LaDonna Landry, Derrick A. King as Rev. Isaiah Johnston and Brittany Adebumola as Shanice Murray — Photo: Adrian S. Burrows Sr./The CW — © 2021 The CW Network, LLC. All Rights Reserved.
4400 — “Past is Prologue” — Image Number: FFH101b_0325r — Pictured (L-R): TL Thompson as Andre and Jaye Ladymore as Claudette — Photo: Adrian S. Burrows Sr./The CW — © 2021 The CW Network, LLC. All Rights Reserved.

A série estreia no dia 25 de outubro na emissora The CW.

Confira o mais recente teaser:

Criada por Ariana JacksonAnna Fricke, a série é um reboot de ‘Os 4400‘ (2004-07).

O elenco ainda contará com TL ThompsonCory JeacomaDerrick A. King, Autumn Best e Khaliah Johnson.

Após estreia na Disney+, ‘Demolidor’, ‘Justiceiro’ e os ‘Defensores’ ganham novos cartazes oficiais; Confira!

Após saírem do catálogo geral da Netflix, as séries da Marvel como ‘Demolidor‘, ‘Jessica Jones‘, ‘Luke Cage‘, ‘Punho de Ferro‘, ‘Justiceiro‘ e ‘Os Defensores‘ finalmente estrearam na Disney+ do Brasil.

E, para comemorar a novidade, a plataforma de streaming divulgou novos cartazes de cada uma das atrações.

Confira:

Falando nisso, a Marvel Studios já está desenvolvendo uma nova série do ‘Demolidor‘, com Matt Corman e Chris Ord nos roteiros e produção.

Agora que o retorno de Charlie Cox foi confirmado, é apenas uma questão de tempo até revermos o herói lutando contra o crime.

No entanto, quem espera ver uma continuação dos eventos narrados na 3ª temporada da série cancelada pela Netflix pode acabar se decepcionando.

Enquanto participava da Comic Con de Abu Dhabi, Cox conversou com o Murphy’s Multiverse e disse que o personagem deve ser reimaginado daqui para frente.

Apesar disso, ele sugeriu que será o mesmo Demolidor da série, mas com alguns anos a mais na bagagem.

“O Demolidor deve se adequar de acordo como as coisas funcionam no MCU. Acredito que ele está sendo reimaginado. E é um bom momento para vermos que alguns anos se passaram [desde a série da Netflix] Digamos que ele estárá um pouco diferente. É meio que um ‘nascer de novo’.”

Na semana passada, Cox revelou ao Comic Book que já está se preparando para reprisar o papel.

Durante a entrevista, o astro revelou que começou a ler toda a história do ‘Demolidor‘ desde o início, algo que ele não fazia desde que foi escalado para a série da Netflix.

“Há cerca de um mês, reativei minha conta da Marvel Unlimited e comecei a ler os quadrinhos do ‘Demolidor‘ desde o início, algo que eu não fazia desde que começamos a gravar a série.”

Ele continuou:

“E é engraçado, estou relendo ‘Demolidor: Diabo da Guarda‘ (1998), de Joe Quesada e Kevin Smith. É engraçado porque me lembro que pegamos várias referências dessa hq para a série. E, na época, eu não tinha lido o suficiente para saber de onde algumas cenas foram inspiradas. Há uma cena do 1º episódio, que Matt está num confessionário, dizendo basicamente a mesma coisa que o personagem dos quadrinhos. Então é muito divertido reler e ser capaz de identificar essas pequenas referências, algo que eu não consegui antes.”

Vale lembrar que rumores já apontaram que Cox foi escalado para série da ‘Echo‘.

De acordo com o The Illuminerdi, a atração está sendo escrita por Dara Resnike e Ken Kristensen, roteiristas de ‘Demolidore ‘O Justiceiro‘.

Foi dito que a escalação de Resnike e Kristensen vai ajudar a manter as personalidades dos personagens como o público estava acostumado na série da Netflix.

Maiores detalhes não foram revelados, então não se sabe em quantos episódios Cox e D’Onofrio vão aparecer, e nem se terão grande importância na narrativa.

Anteriormente, o Production Weekly divulgou que as gravações da derivada de ‘Gavião Arqueiro‘ serão iniciadas em abril deste ano, em Atlanta, onde acontecem as principais produções da Marvel Studios.

Originalmente, as gravações teriam início em dezembro do ano passado, mas não foi revelado o motivo do atraso.

Escrita por Marion Dayre (‘Better Call Saul’), ‘Echo‘ vai explorar as origens da personagem vivida por Alaqua Cox e será ambientada após os eventos deGavião Arqueiro’. 

Para quem não conhece, Echo é o codinome de Maya Lopez, uma nativa americana com deficiência auditiva que pode copiar exatamente os movimentos de outras pessoas.

Sua habilidade faz dela uma excelente lutadora e uma dura adversária para qualquer oponente.

‘The Mandalorian’: Intérprete do Dr. Pershing comemora seu destaque no novo episódio da série

Intitulado ‘The Convert’, o terceiro episódio da 3ª temporada de ‘The Mandalorian‘ deu uma pequena pausa na aventura de Din Djarin (Pedro Pascal) e Bo-Katan (Kate Sackhoff).

Em vez disso, a maior parte da trama se concentrou no Dr. Pershing (Omid Abtahi) e Elia Kane (Katy O’Brian), que agora vivem como exilados da Nova República após a queda do Império.

Sem entregar spoilers, basta dizer que o papel de Pershing se tornou crucial para a trama a partir deste episódio – e Abtahi comemorou o destaque que ganhou na atração.

Em seu perfil do Twitter, o ator compartilhou uma imagem do episódio e escreveu:

“Feliz Taungsday [o 3º dia da semana em ‘Star Wars‘] a todos!!! ‘Capítulo 19: O Convertido‘, de #TheMandalorian sai hoje na @DisneyPlus. Que honra…espero que gostem!”

Lembrando que o próximo episódio chega à Disney+ em 22 de março.

As aventuras do Mandaloriano através da galáxia de Star Wars continuam. Anteriormente um caçador de recompensas solitário, Din Djarin voltou a se reunir com Grogu. Enquanto isso, a Nova República luta para levar a galáxia para longe de sua história sombria. O Mandaloriano cruzará o caminho com antigos aliados e fará novos inimigos enquanto ele e Grogu continuam sua jornada juntos.

Criada por Jon Favreau (do live-action ‘O Rei Leão‘), a série é ambientada após a queda do Império e antes da insurgência da Primeira Ordem.

Pedro Pascal (‘The Last of Us’) estrela a produção como o personagem titular. O próximo ciclo ainda conta com o retorno de Giancarlo Esposito, Carl Weathers, Katee Sackhoff, Emily Swallow e Omid Abtahi.

Zack Snyder admite que o gênero de super-heróis SATUROU

Nos últimos anos, diversos cineastas vêm reforçando que e o público e o cinema em geral estão saturados de filmes de heróis.

Entre eles, Martin Scorsese (‘O Assassino da Lua das Flores’), Jodie Foster (‘O Silêncio dos Inocentes’) e Denis Villeneuve (‘Duna’).

Até mesmo o quadrinista Alan Moore, responsável por ‘A Piada Mortal’ e ‘Watchmen’, disse que não há mais originalidade no gênero.

E, durante uma entrevista para o The Atlantic, Zack Snyder, conhecido por sua longa lista de adaptações de quadrinhos, como Liga da Justiça‘, foi questionado sobre o assunto.

Por incrível que pareça, Snyder tem a mesma opinião de Moore e criticou as excessivas sequências do gênero.

“Sinto o mesmo cansaço [nos filmes de heróis]”, disse Snyder, acrescentando que os filmes de quadrinhos “são um beco sem saída, tramas incapazes de contar histórias independentes. Ninguém pensa que vai assistir a um único filme de super-heróis porque há várias continuações.”

Curiosamente, o filme mais recente de Snyder é intitulado ‘Rebel Moon – Parte ‘: A Menina do Fogo‘, que já tem uma sequência marcada para fevereiro de 2024.

Lembrando que a primeira parte já está disponível na Netflix.

Na trama, tropas comandadas por forças tiranas ameaçam acabar com a paz de uma colônia localizada nos confins de uma galáxia, e Kora (Sofia Boutella), uma jovem com um passado misterioso, passa a ser a esperança de sobrevivência de todos.

Com a missão de encontrar guerreiros de outros planetas que possam ajudar a defender a colônia, Kora monta um pequeno grupo formado por forasteiros, rebeldes, camponeses e órfãos de guerra com algo em comum: a necessidade de redenção e vingança.

Com a sombra de um reino se aproximando da mais improvável das luas, uma batalha que decidirá o futuro de uma galáxia se iniciará, dando origem a um exército de heróis.

Snyder reuniu diversos nomes que já colaboraram com ele em seus filmes, como Ray Fisher, o Ciborgue de ‘Liga da Justiça’, e Jena Malone, a Rocket de ‘Sucker Punch‘.

Além disso, o cineasta convidou astros de destaque, incluindo o vencedor do Oscar Anthony Hopkins (‘O Silêncio dos Inocentes’) e o indicado ao Oscar Djimon Hounsou (‘Diamante de Sangue’).

Recebendo duras avaliações da crítica especializada, o longa amarga no momento meros 23% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas seria o filme um verdadeiro fiasco ou talvez um dos grandes projetos do popular diretor?

Confira a nossa crítica em vídeo, feita pela jornalista Rafaela Gomes:

Matrix: Resurrections | Como a Nostalgia pode atrapalhar o aguardado quarto filme

Nostalgia tem sido a lei máxima que guia produções de Hollywood em tempos recentes

Após lançar seu primeiro trailer, o futuro Matrix: Ressurreição deixou no ar mais perguntas do que respostas. Obviamente, com tudo o que envolve a mitologia da consagrada franquia isso já era algo de se esperar. Dentre as principais dúvidas que serão respondidas está: o que será o enredo e como ele continuará com o que foi mostrado na trilogia.

A dupla Neo e Trinity (Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss) aparentemente está de volta, porém, com a ausência do ator Laurence Fishburne no papel do icônico Morpheus. Esse pode ser um indicativo de que a problemática envolvendo a realidade virtual criada pelas máquinas ainda não foi resolvida ou que um novo ciclo irá começar.

Tendo isso em mente, começa a surgir o risco de que tudo que apresentado (desenvolvido e concluído nos filmes anteriores) pode ser reapresentado ao público; dessa forma abandonando qualquer sensação de evolução em prol de resgatar a nostalgia proveniente das obras anteriores – principalmente do primeiro capítulo.

Neo e Trinity estão de volta.

A mencionada palavra (Nostalgia) tem sido uma fonte de combustível para Hollywood por décadas, não se limitando a tempos recentes. Algumas das obras que surgiram ao final da década de 70 eram, conforme apontado por seus criadores, homenagens às produções mais antigas que, de alguma maneira, os influenciaram quando ainda eram pequenos.

O diretor George Lucas com Star Wars de 1977 é um exemplo, uma vez que ele jamais negou que a obra foi fortemente inspirada pelas histórias em quadrinho de Flash Gordon. Já Indiana Jones tinha suas raízes muito ligadas aos antigos filmes de aventura também da primeira metade do século XX.

No artigo Backward glances: The cultural and industrial uses of nostalgia in 2010s Hollywood cinema, assinado por Matthew Cooper, é definido que os filmes mencionados anteriormente são representações muito particulares do período em que foram feitos.

“Star Wars” foi a conjunção de diversas inspirações de George Lucas.

“Para Davis e Jameson, esses filmes correspondem às ansiedades culturais da era predecessora (os levantes sociais dos anos 60) e da severa crise pós-moderna de historicidade e mudanças nas formas de representatividade. Nas décadas desde então, as assim chamadas ondas de nostalgia podem ter fluído e refluído…”

Ainda assim, até a virada do século, o uso de nostalgia na produção de filmes era tratado muito mais como uma forma de homenagem à alguma obra importante do passado (como Scarface em 1983) do que uma ferramenta, no sentido mais direto, para atrair o maior número possível de espectadores.

Foi somente com os anos 2010 que algo mudou na percepção do público, mudança significativa o suficiente para que a presença de elementos nostálgicos em lançamentos se tornasse algo negativo para alguns. É importante separar os diferentes tratamentos nostálgicos que surgiram nesse período, uma vez que nem todos foram elaborados com fins de reviver uma marca valiosa.

“Scarface” de 1983 foi uma homenagem a um clássico do gênero gangster.

O musical fenômeno La La Land nada mais é do que um tributo à nostálgica fase dos musicais dos anos 50 (como Cantando na Chuva) e às performances de Fred Astaire nos anos 30; O Artista, lançado em 2011, propôs uma revisita ao período final do cinema mudo e à complicada transição dos artistas para o sonoro; A Forma da Água foi, em parte, uma homenagem às ficções científicas dos anos 50 envolvendo monstros.

Todas as três obras compartilham uma ligação sentimental que seus idealizadores tinham para com uma época anterior, além de terem sido destaques nas suas respectivas temporadas de premiação. Entretanto, junto a eles veio outra forma de nostalgia simbolizada no resgate de marcas extremamente populares do passado.

Nesse sentido, a estratégia utilizada pela Disney após a compra da Lucasfilm, e por consequente da marca Star Wars, foi de pronto resgate do sentimento nostálgico envolvendo a trilogia original (1977-1983) e enfático distanciamento da trilogia prequel (1999-2005). O que se seguiu foi a trama em O Despertar da Força e seu evidente esforço de se assemelhar o máximo possível com o filme original.

Financeiramente a abordagem funcionou e serviu de ponta de lança para que outra franquia famosa, Jurassic Park, produzisse tentativas de sequência do filme original dirigido por Steven Spielberg. O que se constatou pelo público, bem rapidamente, foram que tais propriedades não estavam sendo resgatadas ou continuadas mas sim requentadas; cobertas com um novo verniz sob a desculpa de atrair um novo público.

O que se provou foi uma resposta negativa do público na mesma proporção dos números positivos de bilheteria. O último capítulo da mencionada nova trilogia de Star Wars, citando como exemplo, tem a menor porcentagem de aprovação do público dentre todos os nove filmes, porém, teve o saldo final ultrapassando a marca do bilhão.

Resta à Matrix: Ressurreição declarar a qual tipo de nostalgia ele pertence; um tributo pessoal e sentimental a uma trilogia que marcou época no cinema ou uma tentativa de entregar a mesma história já conhecida pelo público com sutis diferenças para que se passe por um novo capítulo.

 

 

Andrew Garfield diz que participar de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’ foi “EMOCIONANTE em diversos níveis”

Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ se destacou como uma das aventuras mais emocionantes para os fãs da Marvel Studios, e essa empolgação se estendeu à equipe do filme, conforme relatado por Andrew Garfield.

Em uma entrevista para o livro “Art of the Movie”, relacionado ao blockbuster, o ator que interpretou uma das variantes de Peter Parker recordou a animação do público diante das teorias de sua reunião com Tom Holland e Tobey Maguire:

“Havia uma empolgação inegável ao simplesmente pensar na possibilidade de uma imagem que reunisse nós três. Foi emocionante em diversos níveis.”

O ator também destacou que teve total liberdade para explorar um lado mais “despreocupado” de sua interpretação do Homem-Aranha.

“Senti que a pressão diminuiu e pude explorar com muita liberdade a versão irreverente do personagem com a qual sempre me senti conectado – ser bagunceiro, livre, brincalhão e até bobo. Foi uma experiência libertadora”, contou Garfield.

Sucesso de crítica e público, ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘, filme mais recente do teioso, arrecadou US$ 1,916 bilhão nas bilheterias e está disponível no HBO Max.

Assista nossa entrevista com Tom Holland entrevista e siga o CinePOP no YouTube:

Dirigido novamente por Jon Watts, o elenco conta com Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Marisa Tomei, J.K. Simmons, Jamie Foxx, Alfred Molina, Martin Starr e Jacob Batalon.

Super Amigos se unem à luta em novo trailer de ‘Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras – Parte Três’!

O novo trailer de Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras – Parte Três’ finalmente chegou, e ele traz uma grande surpresa para os fãs: a participação dos Super Amigos, a formação clássica da Liga da Justiça da série animada dos anos 70!

Este filme marca o desfecho da adaptação deste grandioso evento dos quadrinhos.

Lembrando que a saga marca o fim do “Tommorrowverse” nas animações da DC. A terceira e última parte, que promete concluir a trilogia, será lançada em algum momento do ano de 2024.

Enquanto aguardamos ansiosamente, Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras – Parte Dois’ já está disponível pôr a partir de R$ 9,90 na Apple TV e Amazon Prime Video.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Vale ressaltar que Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras – Parte Um’ está disponível em diversas plataformas digitais. Este novo filme adapta a icônica saga dos quadrinhos, com destaque para o Flash como protagonista.

Você pode assistir ao longa no Youtube, onde o aluguel custa R$ 11,90 e a compra R$ 19,90. No Prime Video, o aluguel está disponível por R$ 14,90, e a compra por R$ 49,90. Além disso, o filme também está disponível no Apple TV.

Na trama, o Flash assume o protagonismo, correndo contra o tempo para salvar toda a realidade existente. Em sua jornada, ele se depara com as contrapartes malévolas da Liga da Justiça, o Sindicato do Crime da América e o arauto do Monitor, Precursora.

Trailer de Liga da Justiça: Crise nas Infinitas Terras – Parte Um’.