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Marvel | Como fica a ‘Fase Cinco’ com as novas mudanças no MCU?

Nos últimos anos, a Marvel vem sofrendo para conquistar o interesse do público da mesma forma como fazia antes da pandemia. Com o encerramento da saga dos principais Vingadores originais, os fãs parecem não ter se empolgado tanto com os novos personagens introduzidos nas fases seguintes, causando uma série de longas com bilheterias e críticas bem abaixo do que havia virado padrão na década passada.

Conforme comentamos na análise do momento do estúdio, partindo da ótica do fracasso de As Marvels, um dos pontos mais complicados desse novo MCU é a falta de uma “luz no fim do túnel”. Aquele filme-evento ao fim da fase que reúne os personagens e faz o público se interessar pelos outros projetos. No entanto, segundo informações do insider Daniel Richtman, mais conhecido como DanielRPK, parece que a Disney vai aproveitar esse atraso causado pela Greve de Hollywood para realinhar a rota da Marvel nos cinemas.

Opinião | Machismo? Cansaço? O que está implícito no desinteresse em ‘As Marvels’?

Segundo ele, as reações iniciais a Capitão América: Admirável Mundo Novo, que vai trazer Sam Wilson (Anthony Mackie) como Capitão América pela primeira vez nos cinemas, foram um fracasso. E o filme é considerado de alta importância, não só por envolver um dos maiores ícones da casa, mas por estar sendo trabalhado para resgatar o universo do Hulk, cujos direitos de adaptação voltaram para a Marvel há alguns meses.

Com o filme tendo seu lançamento adiado para 2025, a produção vai poder reescrever e regravar tudo aquilo que não está funcionando em cena. Mais do que isso, há rumores de que os eventos do longa vão influenciar diretamente em outro projeto que chegará aos cinemas em 2025: Thunderbolts. Ao que parece, o novo Capitão América será uma peça-chave para um núcleo de heróis mais urbanos que talvez não influenciem tanto nos próximos filmes-eventos do estúdio, mas que certamente terão importância para resolver pontas soltas de projetos anteriores, como o próprio O Incrível Hulk (2008) e Eternos (2021). E há rumores de que a trama desses dois filmes podem preparar o terreno para o tão aguardado filme dos X-Men.

Harrison Ford estreia no MCU assumindo o papel do General Ross, anteriormente interpretado por William Hurt, que faleceu.

Falando da “luz no fim do túnel”, haverá dois filmes dos Vingadores que prometem fechar essa fase tão polêmica do estúdio, Vingadores: Dinastia Kang (2026) e Vingadores: Guerras Secretas (2027). E diante de tantos problemas envolvendo o ator Jonathan Majors e a falta de interesse do público nesse núcleo do Kang, parece que os executivos entenderam que a chance maior de redenção é voltando seus esforços para fazer um Guerras Secretas inquestionável.

Para isso, segundo o insider, a Marvel trabalha com quatro projetos fundamentais para construir essa trama e chamar a atenção do público: Deadpool 3 (2024), Quarteto Fantástico (2025), Shang-Chi 2 e Homem-Aranha 4. Esses dois últimos ainda não têm data de lançamento, mas Daniel afirmou que o estúdio já trabalha com uma data para o início das filmagens da segunda aventura do Mestre do Kung Fu entre 2024 e 2025. Com isso, os rumores de que o filme sairia entre os dois próximos Vingadores ganha força.

Shang-Chi ganhará uma importância ainda maior no MCU. Seus ‘Dez Anéis’ devem entrar no centro do Multiverso.

Por fim, ele afirma que o motivo da Marvel não ter adiado Deadpool 3, assim como fez com outros projetos, mantendo sua estreia para 2024, é que o estúdio entende que a trama é importantíssima para o desenrolar dessa trama de guerra no Multiverso e que confia muito no poder e carisma do Deadpool (Ryan Reynolds), e no antigo desejo do público de ver o Wolverine de Hugh Jackman no MCU para atrair os fãs.

Isso, inclusive, teria pesado muito na hora da torná-lo o único filme do Universo Cinematográfico Marvel a ser lançado nos cinemas em 2024. Eles entendem que será também uma forma de dar um “descanso” para que o público fique ansioso pelas próximas produções do estúdio que virão em 2025.

Ah, ele também afirmou que duas séries do Disney+ que fizeram bastante barulho, Cavaleiro da Lua e Mulher-Hulk, terão suas segundas temporadas confirmadas em breve, para a alegria dos fãs.

Deadpool 3’ chega em 2024 para juntar Deadpool e Wolverine em cena, algo aguardado pelos fãs há mais de uma década

Ou seja, diante das notícias trazidas pelo insider, dá para perceber que a Marvel mudou sua estratégia nessa fase. Em vez de apostar nos novos personagens, trazendo tramas aparentemente desconexas, a Marvel vai voltar a usar o método que fez sucesso nas Fases 2 e 3, que é se apoiar na imagem de heróis consagrados para despertar o interesse do público até o grande filme-evento que irá encerrar a Fase 5.

Deadpool 3 chega aos cinemas em 25 de julho de 2024.

‘Star Trek: Lower Decks’: Vídeo compila os melhores VILÕES da série animada; Confira!

Star Trek: Lower Decks’ é uma das entradas mais divertidas do icônico panteão intergaláctico e, agora, a Paramount+ divulgou um vídeo promocional inédito compilando os melhores vilões da animação.

Confira:

Lembrando que as quatro temporadas da produção estão disponíveis na plataforma de streaming.

Lembrando que a série já foi renovada para a 5ª temporada.

A série foi criada por Mike McMahan (‘Rick e Morty‘).

A trama é ambientada no ano de 2380. A Terra, agora, é parte da Federação Unida dos Planetas, uma organização com várias espécies que comanda a galáxia. O time Starfleet, divisão de exploração e militarismo da Federação, opera uma série de naves espaciais que viajam por todo o universo estabelecendo contato com raças alienígenas. Lower Decks acompanha as aventuras da equipe de apoio que trabalha em uma das naves menos importantes da Frota Estelar.

O elenco conta com Tawny Newsome, Jack Quaid, Eugene Cordero e Noël Wells.

‘Genie’: Comédia natalina com Melissa McCarthy é MASSACRADA pela crítica internacional; Confira as reações!

Recentemente, a Peacock lançou a comédia natalina fantástica Genie, estrelado por Melissa McCarthy.

Baseado no longa britânico ‘Bernard and the Genie, de 1991, a trama funciona como um conto de fadas sobre um homem viciado em trabalho que conta com a ajuda de uma gênia mágica para reconquistar sua família antes do Natal.

Entretanto, apesar das boas intenções, a produção pareceu não ter encantado a crítica, amargando apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes com base em 6 reviews.

Confira os principais comentários:

“Coloque [a gênia] de volta na garrafa” – THR.

Genienão é uma experiência poderosa e seu valor cômico é testado às vezes, mas [o filme] é um trabalho suave com uma atmosfera natalina agradável” – Blu-ray.com.

“O carisma de Melissa McCarthy traz alguma energia cômica maluca a esta história inócua e previsível” – Cinemalogue.

“Um novo filme da Peacock que é genuinamente agradável por um tempo antes de você perceber que ele está sem novas ideias e não tem ideia para onde ir com as que sobraram” – RogerEbert.com.

“É como se todos envolvidos [no projeto] estivessem aterrorizados em realmente fazer as pessoas rirem” – Guardian.

Dirigido por Sam BoydGenie também traz Paapa Essiedu, Denée Benton, Marc Maron, Jordyn McIntosh, Luis Guzmán e Alan Cumming ao elenco.

OI? Diretora de ‘Saltburn’ e ‘Bela Vingança’ quer dirigir um ‘Jurassic Park’ ERÓTICO

A aclamada realizadora Emeral Fennell conquistou aclame por parte do público e da crítica com o lançamento de ‘Bela Vingança’, levando para casa o Oscar de Melhor Roteiro Original, e agora está retornando com o drama gay ‘Saltburn’.

Entretanto, uma de suas maiores vontades é colocar uma perspectiva diferenciada em um possível filme da icônica franquia ‘Jurassic Park’.

Em entrevista ao Deadline, Fennell foi questionada sobre seus projetos de sonhos e, apesar de afirmar que ainda não teve nenhum bloqueio criativo como diretora, disse que sempre quis arquitetar uma narrativa única para a saga criada por Steven Spielberg.

“Honestamente, me sinto sortuda. Já consegui fazer meus projetos dos sonhos”, ela contou.

“Mas meu filme favorito de todos os tempos é ‘Jurassic Park’, então adoraria trabalhar com dinossauros. Bom, antes de tudo, seria bem erótico. Acho que humanos e dinossauros chegaram a um ponto em que as coisas estão começando a ficar bem interessantes. Então, haveria um casamento entre um homem e um velociraptor – e temos basicamente, um drama doméstico”.

Lembrando que ‘Saltburn’, estrelado por Jacob Elordi (‘Euphoria’) e Barry Keoghan (‘Os Banshees de Inisherin’), será lançado no Brasil pelo Prime Video, ainda sem data confirmada.

O longa já teve sua primeira exibição nos EUA, e no site agregador de críticas Rotten Tomatoes, estreou com uma aprovação de 69% e uma nota média de 6.9/10.

Confira algumas avaliações:

Barry Keoghan, que tem um talento extraordinário para interpretar estranhos, é a perfeição absoluta.” – Wall Street Journal.

“Suas intermináveis ​​camadas visuais e literárias trarão de volta a ele seus fervorosos admiradores, porque é um triunfo do cinema do excesso, em toda a sua glória orgíaca e sem remorso.” – Entertainment Weekly

“Uma colcha de retalhos elegante, mas boba, de ideias emprestadas.” – The Hollywood Reporter

“A estreia de Fennell com ‘Bela Vingança’ prometia uma voz e um estilo originais e destemidos. ‘Saltburn’ certamente tem atitude, mas nada de novo a dizer.” – Variety

“[Emerald Fennell] revela uma mão forte por trás das câmeras, mesmo que a trajetória da história pareça um tanto exagerada e familiar. No entanto, a escrita é viva e muitas vezes divertida, dando ao excelente elenco muito com que brincar.” – Deadline

“Saltburn é um filme audacioso e requintado dos talentos de Emerald Fennell e Barry Keoghan.” – Awards Radar

“Ambientado nos anos 2000, o filme segue o estudante da Universidade de Oxford Oliver Quick (Keoghan), que fica intrigado com o mundo de seu colega aristocrático, Felix Catton (Elordi). Felix então convida Oliver para Saltburn, a propriedade de luxo de sua família, onde eles passam ‘um verão inesquecível’ juntos.”

O elenco ainda conta com Rosamund Pike, Richard E. Grant, Alison Oliver, Ewan Mitchell, Archie Madekwe, Lolly Adefioe, Reece Shearsmith, Paul Rhys e Carey Mulligan.

O vencedor do Oscar Linus Sandgren, conhecido por seu aclamado trabalho em ‘La La Land: Cantando Estações‘, entra como diretor de fotografia do longa.

Josey McNamara, Tom Ackerley e Margot Robbie entram como produtores.

Nova comédia romântica natalina da Netflix DIVIDE os assinantes; Confira!

A Netflix já está disponibilizando sua nova lista de filmes natalinos, mantendo viva a tradição de milhões de cinéfilos.

Entre esses títulos está ‘O Melhor. Natal. de Todos!‘, comédia romântica que traz no elenco Heather Graham, Brandy NorwoodJason BiggsMatt Cedeño.

A trama dirigida por Mary Lambert (‘Cemitério Maldito’) tem início quando uma reviravolta do destino leva Charlotte (Graham) e sua família à casa de uma antiga amiga da faculdade, onde ela aproveita a oportunidade para provar a seus amigos que a vida não é tão maravilhosa quanto parece.

Infelizmente, o longa não foi muito bem aceito pelos críticos e rcebeu míseros 36% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Entre as análises, o New York Times justifica que:

“‘Melhor. Natal. de Todos!’ parece mais um especial de férias na televisão do que um longa-metragem, e seu enredo segue os previsíveis temas natalinos de amor, aceitação e gratidão pelo que você tem, é um clichê sem nada de novo.”

O The Daily Beast foi um pouco mais agressivo, dizendo que:

“É um pouco presunçoso (e talvez até intencionalmente irônico) intitular um filme como ‘O Melhor. Natal. de Todos!’ quando o filme em si fica abaixo do padrão até mesmo do mais medíocre dos filmes natalinos da Netflix.”

Além disso, o longa também dividiu o público nas redes sociais, com alguns elogiando o caráter açucarado da produção, e outros caracterizando-o como uma das piores produções originais da plataforma.

Confira:

‘Deadpool 3’: Iman Vellani tem uma crítica ao traje amarelo do Wolverine no filme

Deadpool 3’, próxima sequência do popular herói, está no centro das atenções. Desta vez, sob a produção da Disney e integrando o Universo Cinematográfico Marvel (UCM), o filme promete trazer Hugh Jackman de volta ao papel icônico do mutante Logan/Wolverine.

Em imagens recentemente vazadas, os fãs puderam vislumbrar o herói vestindo seu traje clássico dos quadrinhos, gerando inúmeros comentários, inclusive da atriz Iman Vellani (Kamala Khan/Ms. Marvel).

Vellani, uma fã declarada dos quadrinhos, compartilhou seus pensamentos sobre o traje do herói durante uma entrevista ao CinemaBlend.

“Eu gostaria que fosse o traje com mangas curtas, não vou mentir, eu quero ver os braços dele”, afirmou a atriz.

“Mas, quando vi aquelas imagens vazadas, fiquei alucinada. Principalmente considerando de onde viemos, dos filmes X-Men de Brian Singer e todos os trajes de couro preto. E aquela piada do Ciclope tipo ‘Ah, você prefere lycra amarela?’ Este é o momento que todos os fãs estavam esperando. É muito legal.”

Embora os detalhes da trama do filme sejam mantidos em segredo, rumores sugerem que o Deadpool (Ryan Reynolds)  causará problemas nas linhas temporais e terá que lidar com a “vigilância” da Autoridade de Variação Temporal (AVT).

O filme estreia dia 25 de Julho de 2024.

Anteriormente, Jackman compartilhou o vídeo de um intenso treino para manter o corpo bem definido.

Na legenda, ele escreveu:

“Me transformando no Wolverine novamente.”

Confira:

‘Round 6: O Desafio’: Vídeo explica como os jogadores são ELIMINADOS do reality competitivo inspirado na série; Confira!

Round 6: O Desafio‘ (Squid Game: The Challenge), reality show competitivo inspirado na popular série ‘Round 6‘ (Squid Game), já está disponível na Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou um vídeo inédito explicando como os participantes são eliminados da produção – ou seja, como eles são “mortos” após perderem o jogo.

Confira, junto ao trailer completo:

Com estreia marcada para 22 de novembro, Round 6: O Desafio‘ recruta 456 jogadores para competirem por US$4.56 milhões ao participarem de jogos inspirados na série original – além de alguns novos –, com o objetivo de evitar a eliminação.

Felizmente, os perdedores não serão assassinados. Neste jogo, o pior destino será voltar para a casa de mãos vazias.

Vale lembrar que o reality causou polêmica nos bastidores. De acordo com a Rolling Stone, quatro dos 456 participantes denunciaram que sofreram tratamento desumano e passaram por condições cruéis durante as gravações do programa.

Inclusive, uma das brincadeiras da competição causou um acidente, no qual um participante machucou o ombro e precisou de atendimento médico. Outros participantes sofreram ferimentos leves.

Na mais recente atualização sobre o reality, uma das participantes alegou que:

“Esse jogo foi uma das coisas mais cruéis e horríveis que já passei na vida. Estávamos numa corrida de cavalos humanos, e eles estavam nos tratando como animais enquanto estávamos passando frio na rua.”

Após as reclamações, a plataforma de streaming emitiu uma nota dizendo que investigou o caso e todos os procedimentos de segurança estavam adequados.

“Apesar do clima muito frio no set, os participantes estavam preparados para isso e quaisquer alegações de danos graves são fruto de falso testemunho”, diz parte do texto.

Por outro lado, fontes ligadas à produção disseram ao portal que a Netflix foi negligente.

Ao que parece, a companhia forneceu apenas roupas térmicas, meias e casacos para os participantes acreditando que seria o suficiente para conter a sensação térmica de -10°C.

Talvez fosse o bastante para uma prova de duas horas, mas que acabou se estendendo por mais sete, o que resultou em pelo menos 10 desmaios… Os participantes ainda afirmam que os atendimentos médicos foram adiados porque atrapalharia as filmagens.

Como solução, pessoas mascaradas em macacões rosa foram colocadas no chão com caixões pretos e se posicionaram para bloquear os médicos que atendiam o jogador caído – enquanto o resto dos competidores permanecia congelando.

Com uma quantia de dinheiro em jogo que mudaria suas vidas, os ex-concorrentes disseram que se sentiram presos – temendo que pudessem ser eliminados se se mexessem para ajudar as pessoas que estavam desmaiando.

“As pessoas não sabiam o que fazer. Eu mesmo me critiquei por não ajudar uma garota que estava tendo uma convulsão enquanto ficamos parados lá como estátuas. Em que planeta isso é humano?. Obviamente, você pularia e ajudaria – isso é o que nossa natureza humana deveria nos impulsionar a fazer. Mas era como um experimento social. Estávamos jogando contra a nossa ética, isso é doentio. É absolutamente doentio”, disse outro participante.

Também há denúncias de fraudes em favor de participantes que já são conhecidos por serem influencers nas redes sociais.

Foi dito que esses participantes eram pré-selecionados para as próximas fases das competições, independentemente do resultado da prova anterior.

Um ex-concorrente disse que viu um jogador eliminado participando de um novo jogo, enquanto outro alega que as regras eram moldadas para privilegiar certos indivíduos.

Até o momento, a Netflix não divulgou novos comunicados sobre as acusações.

Crítica | Good Boy: Polêmico terror norueguês é PERTURBADOR, mas carece de profundidade

A pós-modernidade trouxe consigo a normalização do bizarro. Em uma era em que todos possuem sua própria verdade, comportamentos ultrajantes passam a ser endereçados como uma nova faceta da “normalidade”. Tudo é permitido e – por incrível que pareça – tudo convém. Dentro dessa metanoia, Good Boy, dirigido e roteirizado por Viljar Bøe, se apresenta como um terror da vida real que até já não nos assustaria tanto, tamanha familiaridade com o que vemos estampado nas redes sociais. E talvez seja por isso que o horripilante seja o menor dos fatores da produção. Voltando-se para os efeitos perturbadores dessa sociedade ultra permissiva e legalista, o longa norueguês apela para a nossa sensibilidade e choca com o perturbador, ainda que seu roteiro deixe a desejar.

Na trama, Christian (Gard Fartein Løkke Goli) é um belo e antissocial jovem que divide sua vida com Frank, um homem que gosta de se vestir e se comportar como cachorro. Mas o que inicialmente aparentava apenas ser o peculiar (para dizer o mínimo) “puppy play”, na verdade se destrinchará em um doentio e inexplicável comportamento, que vai colocar em jogo a vida de Sigrid (Katrine Lovise Øpstad Fredriksen), uma garota que julgava ter conhecido o homem perfeito, até descobrir suas reais intenções em um isolado fim de semana em uma casa de campo. E ao longo de 1h15, acompanhamos esse ambiente estranho, regado por comportamentos pitorescos e um sadismo que jamais é explicado.

Entregando mais perguntas do que respostas, o filme do novato cineasta se resume a um retrato raso do comportamento humano em sua barbárie. Nunca indo além de sua própria sinopse, Good Boy é estático na maior parte do tempo. Sem um ato elucidativo, que explique Christian e seu caráter perverso, o suspense de terror funcionaria melhor como um curta-metragem, onde a falta de um plot twist se transformaria em um cliffhanger mais convidativo. Com uma proposta interessante, mas pouquíssimo desenvolvimento de personagem, o longa é incompleto em sua concepção. Se inspira em produções icônicas como A Pele Que Habito e Midsommar, mas nunca se dá ao trabalho de desenvolver suas motivações.

Fazendo do sadismo injustificável um convite para os fãs de filmes bizarros, o terror tem boas intenções, mas parece se divertir demais com o suas atrocidades, deixando de lado o verdadeiro ponto de conexão narrativo que não apenas daria sentido a toda proposta, como também faria o filme sair de sua própria zona de conforto. Funcionando mais como um experimento do que como uma verdadeira experiência cinematográfica, Good Boy opera melhor na teoria do que na prática. Com boas atuações, mas falta de substância, significado e profundidade, o longa é um devaneio de um artista com potencial, mas que por querer chocar tanto o público, esqueceu que – para convencê-lo – precisava contar uma boa história.

‘Doctor Who’: Imagens oficiais do especial de 60 anos revelam o NOVO interior da Tardis; Confira!

O primeiro episódio do especial de 60 anos da aclamada série Doctor Who, que traz David Tennant de volta como o 14º Doutor, já está disponível no Disney+.

Para celebrar seu lançamento, a página oficial da franquia no Instagram compartilhou incríveis imagens do novo interior da Tardis, a icônica máquina do tempo em formato de cabine telfônica.

Confira:

O primeiro episódio é intitulado ‘The Star Beast’. Já as sequências, ‘Wild Blue Yonder‘ e ‘The Giggle‘, estreiam em 02 e 09 de dezembro.

Relembre o trailer:

A atração também conta com a participação de Neil Patrick Harris como um misterioso vilão, Yasmin Finney como Rose Noble, além do retorno de Catherine Tate como uma das companheiras do 14º Doutor, Donna Noble.

Além do trio, teremos Ncuti Gatwa como o 15º Doutor.

Millie Gibson também se junta ao grupo, interpretando a fiel companheira do personagem de Gatwa.

‘Mortal Kombat 2’: Cenário ganha destaque em intrigante imagem inédita; Confira!

Através o Twitter, o produtor de ‘Mortal Kombat 2′, Todd Garner, compartilhou uma intrigante imagem destacando um dos cenários da sequência.

A imagem não revela muito além de um piso de pedra rachada iluminado por uma luz vermelha… Mas os fãs mais atentos esão teorizando que o local seja o Netherrealm.

Para quem não sabe, o Netherrealm, também chamado de Submundo, é o reino onde muitos vilões encontram seus lacaios ou aprisionam a alma de seus adversários… Como já foi mostrado no filme de 1995.

Confira:

Anteriormente, o ator Karl Urban (‘The Boys’), que interpreta Johhny Cage, compartilhou uma nova imagem dos bastidores ao lado de Mehcad Brooks (Jax), Adeline Rudolph (Kitana) e Ludi Lin (Liu Kang).

“Estamos de volta! Vamos lá! Eu amo esse elenco,” declarou o astro.

Confira:

Lembrando que o primeiro filme está disponível no streaming da HBO Max.

Jenna Ortega APOIA a posição de Melissa Barrera no conflito Israel-Palestina; Entenda!

Nos últimos, a Spyglass chocou os fãs ao anunciar a demissão de Melissa Barrera de ‘Pânico VII‘ após a atriz defender a Palestina e o fim do genocídio.

Pouco depois, o Deadline confirmou que Jenna Ortega – que foi um dos principais atrativos para o sucesso de ‘Pânico 6’ – também não retornaria para o sétimo filme e, ainda que ela deixado o elenco em virtude de conflitos de agenda, é possível entender a decisão da atriz como forma de apoio à colega de trabalho.

Agora, ao que tudo indica, Ortega voltou a apoiar a posição política de Barrera ao curtir uma recente postagem que celebrou a coragem da intérprete de Sam Carpenter na franquia em defender o cessar-fogo e a libertação dos palestinos (via TMZ).

Vale lembrar que, anteriormente, Ortega já havia declarado seu apoio à Palestina, assim como diversos outros membros da franquia ‘Pânico’.

Confira:

A saída de Ortega do próximo filme foi discutida antes da greve dos atores. Um roteiro para o filme ainda não está pronto, e a atriz vai viajar para a Irlanda em abril para filmar a segunda temporada de ‘Wandinha’. Com isso, a atriz alegou “conflito de agenda” para não retornar.

No vídeo abaixo, Renato Marafon revela tudo que foi divulgado sobre a demissão:

O diretor Christopher Landon (‘A Morte te dá Parabéns’) também se pronunciou sobre a chocante demissão e revelou estar de coração partido, ressaltando que essa não foi uma decisão dele. O tweet, no entanto, foi rapidamente deletado.

“Esta é a minha declaração: Tudo isso é péssimo. Parem de gritar. Essa não foi uma decisão minha.”

Anteriormente, o Hollywood Reporter e o Deadline haviam confirmado que a atriz foi demitida por causa de uma série de postagens nas redes sociais sobre a Guerra Israel-Hamas.

Em seu Instagram, Melissa fez uma emocionante postagem:

“No fim do dia, prefiro ser excluída por ter incluído alguém, do que ser incluída por alguém que eu excluí.”, ela escreveu.

 

Melissa ajudou a revitalizar a franquia com ‘Pânico‘, o longa de 2022 que arrecadou US$ 137,7 milhões globalmente e combinou gerações de membros do elenco da franquia.

Barrera foi a estrela dos dois últimos filmes, interpretando o protagonista Sam Carpenter, filha ilegítima de Billy Loomis e alvo frequente de Ghostface.

Pode parecer inimaginável, mas a notícia vem minutos após a agência de talentos UTA descartar Susan Sarandon como cliente por também demonstrar apoio à Palestina.

Segundo rumores, o filme iria trazer todos os sobreviventes da franquia, incluindo Neve Campbell e Patrick Dempsey (‘Grey’s Anatomy’) como Mark Kincaid.

Vale lembrar que o cineasta irá substituir a dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que comandou os dois últimos filmes da franquia e seguirá envolvida como produtores executivos ao lado de Chad Villela.

As filmagens devem começar em março de 2024 e rumores indicam que a estreia pode acontecer em Outubro de 2025 – dependendo de quando a greve dos atores vai acabar.

Vale lembrar que ‘Pânico VI‘ já está disponível na Paramount+!

 

Crítica | ‘Pânico VI’ é um espetáculo gore e um dos melhores filmes da franquia

‘Quarteto Fantástico’: Cillian Murphy pode viver o Doutor Destino no filme

De acordo com o My Time To Shine Hello, a Marvel Studios quer o astro Cillian Murphy (‘Oppenheimer’) como o vilão Victor Von Doom/Doutor Destino no reboot de ‘Quarteto Fantástico‘.

Trate como um rumor por enquanto.

Recentemente, Jon Hamm verbalizou seu desejo de viver o personagem.

“Eu não sei. Essas decisões são tomadas em um nível tão alto neste momento, definitivamente acima do meu salário”, Hamm conta ao ScreenRant. “Eu adoraria. Sou fã das histórias em quadrinhos da Marvel e quadrinhos em geral desde que eu era provavelmente de uma idade de um dígito. Acho que existem toneladas de histórias com as quais estou familiarizado, pelo menos, que ainda estão por serem contadas.”

O próximo Quarteto Fantástico tem gerado grande entusiasmo entre os fãs, que aguardam ansiosamente por mais informações sobre o novo filme. Um fã em particular criou artes com os nomes mais prováveis para interpretar os personagens principais. Confira!

As artes foram postadas no Instagram oficial do artista @bensolo_cup.

O astro Pedro Pascal como o cientista Reed Richards/Sr. Fantástico.

A atriz Vanessa Kirby como Sue Storm/Mulher Invisível.

O ator de ‘Stranger Things’, Joseph Quinn, fica loiro para viver Johnny Storm/Tocha Humana.

Ebon Moss-Bachrach do Urso parece irreconhecível como Benjamin Jacob Grimm/Coisa.

E para encerrar Mads Mikkelsen aparece como o vilão Victor Von Doom/Doutor Destino.

Quarteto Fantástico será dirigido por Matt Shakman e terá o roteiro de Jeff Kaplan e Ian Springer.

O filme será parte da Fase Seis do UCM e está programado para ser lançado em 2 de maio de 2025.

Comédia com Jennifer Garner estilo ‘Sexta-Feira Muito Louca’ estreia ESTA SEMANA na Netflix!

‘Trocados’, comédia estrelada por Emma Myers, de ‘Wandinha’, e a icônica Jennifer Garner, estreia esta semana na Netflix.

A produção chega à plataforma de streaming nesta próxima quinta-feira, 30 de novembro.

Na trama, “os quatro membros da família Walker se veem em uma clássica e inconveniente troca de corpos à la ‘Sexta-Feira Muito Louca’, cortesia de uma visita nada interessante a um astrólogo. Para poderem voltar ao normal, pais e filhos devem aprender a realmente se conectar e compreender uns aos outros. Não é uma tarefa fácil, principalmente em um dia cheio de entrevistas com faculdades, testes de futebol e outros grandes eventos”.

Relembre o trailer:

Myers e Garner co-estrelam a produção ao lado de Ed HelmsBrady Noon, dando vida a CC Walker, Jess Walker, Bill Walker e Wyatt Walker, respectivamente.

O longa é baseado no romance ‘Bedtime For Mommy’, de Amy Krouse-Rosenthal, com roteiro assinado por Victoria Strouse.

Joseph McGinty Nichol entra como diretor, enquanto Garner é uma das produtoras.

‘Rick e Morty’: Ice T está de volta no teaser do 8º episódio da 7ª temporada; Confira!

A 7ª temporada da série animada ‘Rick e Morty‘ finalmente estreou na HBO Max e, agora, foi divulgado um teaser inédito promover o 8º episódio da aclamada atração.

Intitulado “Rise of the Numbericons: The Movie”, o episódio vai ao ar no próximo domingo, 03 de dezembro.

Confira:

“Rick e Morty estão de volta e parecendo mais como eles mesmos do que nunca! É a sétima temporada e as possibilidades são infinitas: o que está acontecendo com Jerry? Summer do mal? E será que eles vão voltar algum dia para o colégio? Talvez não! Mas vamos descobrir! Há provavelmente menos urina que a temporada anterior. ‘Rick e Morty’, 100 anos! Ou ao menos até a 10ª temporada”.

Lembrando que as seis primeiras temporadas estão disponíveis na HBO Max.

A série foi criada por Dan Harmon e Roiland.

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.

‘Monarch: Legado de Monstros’: Comercial de TV apresenta monstro inédito na franquia Godzilla

A série spin-off de ‘Godzilla‘ e do “MonsterVerse” da Legendary‘Monarch: Legado de Monstros’, já está disponível na Apple TV+.

E uma página do Twitter dedicada à franquia compartilhou um comercial de TV que apresenta um monstro inédito para fazer frente ao rei dos lagartos.

Coonfira:

No Rotten Tomatoes, o show abriu com 89% de aprovação, com nota 6.60/10 baseada em 18 reviews até o momento.

Confira os principais comentários:

“Mesmo que não haja muito Godzilla por aqui, pelo menos temos Kurt Russell” – Slashfilm.

“Basicamente, essa série live-action é sobre famílias, legados e as incertezas do futuro. Quando o mundo luta com Godzilla, cada pessoa luta consigo mesma, e a série deixa isso claro, apesar de seu ritmo confuso” – ComicBook.com.

“Para um show live-action do Godzilla, ele conscientemente tenta ao máximo capturar os diferentes sabores da narrativa humana da franquia… E esse nível de meticulosidade em sua filosofia criativa é muito admirável” – Midwest Film Journal.

“É uma configuração que satisfaz a primeira regra do bom gênero de entretenimento: estabelecer conflitos de personagens que funcionariam em qualquer tipo de história” – SuperHeroType.

“Como uma expansão da franquia MonsterVerse, ‘Monarch: Legado de Monstros’ é ambicioso e parece ótimo na tela, mas a primeira leva de episódios não consegue capitalizar o potencial dessa história épica” – JoBlo’s Movie Network.

A produção é estrelada por Kurt Russell e Wyatt Russell e estreia em 17 de novembro.

Após a batalha estrondosa entre Godzilla e os Titãs que arrasou São Francisco e a chocante revelação de que os monstros são reais, ‘Monarch: Legado de Monstros’ acompanha dois irmãos seguindo os passos de seu pai para descobrir a conexão de sua família com a organização secreta conhecida como Monarch. Pistas os levam ao mundo dos monstros e ao oficial do exército Lee Shaw (interpretado por Kurt Russell e Wyatt Russell) em dois períodos: nos anos 1950 e meio século depois, quando Monarch é ameaçada pelo que Shaw sabe. A saga dramática – abrangendo três gerações – revela segredos enterrados e como eventos épicos e destruidores podem repercutir em nossas vidas. 

O elenco ainda conta com Anna Sawai, Ren WatabeKiersey Clemons, Joe Tippett e Elisa Lasowski.

Matt Shakman (‘WandaVision’) irá dirigir os dois primeiros episódios, além de também servir como produtor executivo do projeto.
A produção foi criada por Chris BlackMatt Fraction, com Black servindo como showrunner.

O MonsterVerse começou em 2014, com ‘Godzilla‘, e ganhou continuidade com ‘Kong: A Ilha da Caveira‘ (2017), ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ (2019) e ‘Godzilla vs. Kong‘ (2021).

Numbericons retornam no teaser do 8º episódio da 7ª temporada de ‘Rick e Morty’; Assista!

A 7ª temporada da série animada ‘Rick e Morty‘ finalmente estreou na HBO Max e, agora, foi divulgado um novo teaser para promover o 7º episódio da aclamada atração.

Intitulado “Rise of the Numbericons: The Movie”, o episódio vai ao ar no dia 03 de dezembro.

Confira:

 

“Rick e Morty estão de volta e parecendo mais como eles mesmos do que nunca! É a sétima temporada e as possibilidades são infinitas: o que está acontecendo com Jerry? Summer do mal? E será que eles vão voltar algum dia para o colégio? Talvez não! Mas vamos descobrir! Há provavelmente menos urina que a temporada anterior. ‘Rick e Morty’, 100 anos! Ou ao menos até a 10ª temporada”.

Lembrando que as seis primeiras temporadas estão disponíveis na HBO Max.

A série foi criada por Dan Harmon e Roiland.

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.

Versão estendida de ‘Austrália’ em formato de minissérie já está disponível no Star+!

A versão estendida de ‘Austrália‘, reeditada em formato de minissérie e intitulada ‘Bem-Vindos à Austrália, já está disponível no Star+.

Com seis episódios, a produção é composta por material não utilizado do filme original estrelado por Nicole Kidman e Hugh Jackman.

A minissérie foi lançada na plataforma de streaming no último dia 26 de novembro.

Relembre o trailer:

O diretor Baz Luhrmann, responsável pelo projeto, compartilhou sua visão com a versão estendida:

“Originalmente, o que eu queria com ‘Austrália’ era pegar a noção de épico gigantesco de um … E O Vento Levou e virá-la de cabeça para baixo. Era um jeito de usar o romance e o drama para iluminar o papel da população indígena na construção do nosso país, e a cicatriz dolorosa das políticas que os oprimiram.”

O ponto de vista indígena é representado na trama pelo personagem Nullah, interpretado por Brandon Walters, uma criança birracial que é adotada por Sarah, personagem de Nicole Kidman, após a morte de sua mãe.

Durante a década de 1940, ambientada no período da Segunda Guerra Mundial, Sarah precisa esconder Nullah dos oficiais do governo, que apreendiam crianças miscigenadas.

Hugh Jackman assume o papel do rancheiro que decide ajudar Sarah a gerenciar a terra que ela herdou do marido, enquanto enfrentam a hostilidade dos outros homens da região.

Enquanto a guerra se aproxima, Sarah e o rancheiro se apaixonam, criando uma história de amor intensa em meio ao caos.

‘Tango e Cash’, o encontro explosivo de Sylvester Stallone e Kurt Russell

Quando há a ação sem pretensões mas com um importante refletir. Indicado ao Framboesa de Ouro em três categorias, de forma injusta, o longa-metragem de ação Tango & Cash – Os Vingadores reuniu no final da década de 80 dois dos maiores astros desse gênero pulsante nas bilheterias, Sylvester Stallone e Kurt Russell, para mostrar uma história, que mesmo de forma atabalhoada, bate na tecla da corrupção em alta escala e só por isso (e não só isso) já é um caminho interessante para gerar reflexão em uma sociedade em projeção planetária que sofre com esse mal.

De forma honesta e longe da pretensão de outros filmes de ação da época, Tango & Cash – Os Vingadores é dirigido pela dupla Andrey Konchalovskiy e Albert Magnoli com roteiro assinado por Randy Feldman.

Na trama, conhecemos Tango (Sylvester Stallone) e Cash (Kurt Russell) dois brilhantes policiais porém completamente diferentes em seus métodos profissionais e bem longe de serem amigos.

Ambos se tornam estrelas do departamento policial da cidade onde moram, ocupando quase sempre as capas dos jornais com grandes prisões e apreensões.

Quando um grupo de poderosos do crime resolvem criar uma cilada para eles, a dupla de protagonistas precisará salvar a própria pele e provar inocência.

Com um orçamento de 55 milhões de dólares e lançado poucos dias antes do natal de 1989 nos cinemas de todo o mundo, Tango & Cash – Os Vingadores é um projeto puro suco de entretenimento que desliza na sua simplicidade mas sem deixar de abrir o campo da reflexão quando pensamos em corrupção.

Definindo de forma simples em sua explosiva narrativa os heróis e os vilões, mesmo abarrotado de clichês, o longa-metragem agrada principalmente aos amantes do gênero ação. Exibido muitas vezes na Tv aberta brasileira anos atrás, o longa-metragem logo se tornou um projeto conhecido por aqui mesmo em uma época onde nem existia internet.

Duas curiosidades interessantes: o filme foi um dos primeiros blockbusters hollywoodianos a chegar com força (mesmo que de forma pirata) aos países que faziam parte da União Soviética e logo após a queda do Muro de Berlim.

A segunda curiosidade é que esse projeto marca o primeiro de três trabalhos onde um personagem interpretado por Sylvester Stallone é um policial acusado de um crime que não cometeu. Na década de 90, o eterno Rocky Balboa estrelou os outros dois: O Demolidor e O Juiz.

Anos atrás rolou alguns rumores de uma possível continuação mas que só será possível se os dois protagonistas retornarem aos seus papeis. Será que ainda vai acontecer?

Lembrando que muitos filmes de ação vem ganhando continuações para os próximos anos, inclusive Risco Total, protagonizado por Sylvester Stallone. Saiba mais sobre alguns desses filmes nessa matéria aqui. Se você se interessou pelo filme você pode encontrá-lo no catálogo da HBO Max.

5 músicas para conhecer a carreira de Sabrina Carpenter

É bem provável que o nome Sabrina Carpenter não soe familiar – mas a artista estadunidense vem crescendo muito nos últimos anos e angariando uma legião de fãs ao redor do mundo.

Tendo começado sua carreira no Disney Channel e ascendendo a uma sólida fama nos Estados Unidos, Carpenter agora se tornou uma das queridinhas do Brasil, principalmente ao ser escalada como ato de abertura da ‘The Eras Tour’, turnê que celebra os dez álbuns da icônica Taylor Swift.

Pensando nisso, preparamos uma breve matéria elencando cinco canções da artista para você conhecer seu estilo musical e sua identidade camaleônica no cenário fonográfico.

Veja abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita:

“THUMBS” (2016)

Álbum: EVOLution

Um ano depois de ter feito sua estreia com o adorado ‘Eyes Wide Open’, Sabrina resolveu se afastar das incursões mais folk-pop para mergulhar de cabeça no electropop que dominava o cenário mainstream da época. E um dos singles de EVOLution, seu segundo álbum de estúdio, é o impecável “Thumbs”: a construção da faixa se inicia com um conjunto de cordas de tirar o fôlego, dando as bases para uma narrativa que critica o capitalismo predatório e o ciclo sem fim de apatia numa sociedade movida pela ganância e pelo dinheiro – facilmente um dos pontos mais altos da carreira da cantora.

“PARIS” (2018)

Álbum: Singular – Act I

Sabrina definitivamente merece mais reconhecimento por deixar sua marca como autora dentro da indústria. Ela fica responsável pela palavra final, ganhando sua tão desejada autonomia, e alcança um patamar invejável com duas principais canções: Paris”, um dos singles do ótimo ‘Singular – Act I’. A faixa rouba nossa atenção pela atmosfera sexy, íntima, quase desnuda, cuja narrativa traz os elementos românticos da Cidade-Luz da belle époque para uma Los Angeles contemporânea.

“LOOKING AT ME” (2019)

Álbum: Singular – Act II

Quando pensávamos que a cantora não poderia mais surpreender, ela nos entrega uma sedutora conclusão em parceria com a competente produção de Johan Carlsson para o elogiado ‘Singular – Act II’. Por mais solta que “Looking at Me” possa parecer em comparação às outras iterações, a track é preconizada pela que a antecede. Os toques do sintetizador casam perfeitamente com a ambiência latina; dito isso, as lyrics seguem um tour-de-force erguido para superar os obstáculos da ansiedade.

“FAST TIMES” (2022)

Álbum: e-mails i can’t send

Em ‘emails i can’t send’, quinto álbum de Carpenter, são várias as tracks que nos chamam a atenção – e, sem dúvida, “Fast Times” é uma das que despontam como uma das mais bem arquitetadas, seja pelas inclinações ao post-disco ou pelos elementos do funk setentista que pincelam as estrofes (e isso sem comentar o ótimo videoclipe inspirado em ‘Kill Bill’ e ‘As Panteras’ que a artista protagoniza).

“VICIOUS” (2022)

Álbum: e-mails i can’t send

O aspecto mais divertido e interessante de ‘e-mails i can’t send’ é a forma como a artista realmente deixa se levar por eventos íntimos – durante uma entrevista à Teen Vogue, inclusive, ela disse que compôs as canções a partir de e-mails que mandava para si mesma e que, definitivamente, não poderia enviar para quem queria. É nesse prospecto que surge a ótima “Vicious”, uma track em mid-tempo que flerta com o pop-rock e o pop alternativo: “eu te amei, mas queria não ter te amado” é, de fato, um verso com o qual boa parte dos ouvintes pode se relacionar – e que resume bem o que ela quer nos passar.

‘Jason Vai Para o Inferno’ – Os 30 Anos do Início com “Pé Esquerdo” da Franquia ‘Sexta-Feira 13’ fora da Paramount!

Você certamente já ouviu o título ‘Sexta-Feira 13’, mesmo que não goste particularmente de terror ou sequer tenha assistido a um dos capítulos desta que é uma das mais longínquas séries cinematográficas do gênero. É inegável que sua fama a precede. ‘Sexta-Feira 13’ marcou uma época, os anos 80, e ao lado de ‘A Hora do Pesadelo’ foi a franquia assustadora mais famosa do período, e uma das mais bem-sucedidas de todos os tempos. E pensar que a franquia do imortal Jason nem mesmo tinha o Jason em seu primeiro exemplar.

Tudo começou com o produtor Sean S. Cunningham, que estava numa pior e precisava fazer um dinheiro rápido. Antenado, ele percebeu o sucesso que ‘Halloween – A Noite do Terror’, de John Carpenter, havia feito em 1978, se tornando um fenômeno e o filme independente mais rentável da época. ‘Halloween’ pode ser considerado o “pai” dos slasher. E bem, ‘Sexta-Feira 13’ foi a “mãe”. Cunninghan contratou o roteirista Victor Miller e o pediu para “copiar, mas fazer diferente” do que havia visto em ‘Halloween’. Assim, o escritor bolou uma história passada em um acampamento de verão para crianças (um cenário inocente e longe de qualquer perigo).

Apesar de ser a estrela da franquia, o mascarado Jason só daria as caras no segundo filme de ‘Sexta-Feira 13’.

Acontece que o acampamento Crystal Lake tinha fama de ser amaldiçoado. Isso porque décadas antes, assassinatos misteriosos fizeram o lugar fechar. Assim, um grupo de adolescentes anos depois retorna ao local, com o novo dono, com o propósito de reforma-lo e fazê-lo funcionar novamente. Mas alguém não está feliz com esta iniciativa, e irá eliminar os jovens um a um. É a Sra. Voorhees, a antiga cozinheira do local, cujo filho havia se afogado por negligência dos monitores. Assim, numa espécie de ‘Psicose’ invertido, Jason (o filho) e sua mãe se tornam um só, e ela massacra todos que tentam reabrir o lugar traumático.

Corta para 1993, treze anos depois do sucesso do primeiro ‘Sexta-Feira 13’, uma data emblemática. Treze anos depois e nada menos que oito filmes produzidos. Sim, ‘Sexta-Feira 13’ dominou os anos 80, batendo ponto quase em todos os anos da década, deixando escapar apenas dois, com todas as obras produzidas pela Paramount – por uma década a franquia foi uma verdadeira “galinha dos ovos” de ouro para o estúdio, lucrando mais que muitas das produções mais sérias do estúdio. Assim, a Paramount, mesmo tendo um pouco de vergonha de ser associada ao que os críticos da época chamavam de “terror barato”, não recusava suas bilheterias lucrativas.

Durante toda a década de 80, a Paramount foi a casa do maníaco Jason, lucrando com o personagem por oito filmes.

Imagina só, o valor somado do orçamento de todos os ‘Sexta-Feira 13’ nos anos 80 não chegava sequer a US$20 milhões. Por outro lado, o valor somado em bilheteria do resultado destes mesmos oito filmes foi igual a US$206.2 milhões. Ou seja, um lucro de dez vezes mais. Só o primeiro filme, o mais rentável de toda a franquia na época, arrecadou mais do que o investimento na franquia inteira nos anos 80. Apesar disso, com os filmes cada vez mais caros e obtendo um retorno cada vez menor, com o oitavo longa, de Nova York, sendo o maior fracasso financeiro (e o mais caro), a Paramount percebeu que era a hora de passar a bola.

A Paramount havia usado e abusado o quanto pôde da criação de Sean S. Cunninghan, que surgiu como puro plágio de ‘Halloween’. Aliás, é seguro dizer que o estúdio igualmente descaracterizou bastante o que o criador original havia planejado, e isso logo no segundo episódio. Acontece que a assassina Sra. Voorhees havia sido decapitada ao final do primeiro filme. Mas com o sucesso, o estúdio queria realizar uma parte dois.

Após oito filmes na década de 80, a Paramount disse “está bom”, e passou os direitos para a New Line Cinema nos anos 90.

Como fazer isso? A opção foi por trazer o filho da mulher, Jason, agora adulto e vivendo na floresta. Mas ele também havia morrido afogado ao início do original. Essa investida sem sentido fez todos os envolvidos originais, incluindo o diretor e produtor Cunninghan, o roteirista Victor Miller, o técnico em efeitos Tom Savini e a atriz Betsy Palmer ficarem bem longe da sequência.

Pior que a ideia de ‘jegue’ deu certo, e Jason se tornava a cada filme um vilão mais popular do que sua mãe havia sido, até chegar no ícone pop que conhecemos hoje. Assim, ao longo da década de 80 o assassino mudava de forma, de cabeludo e barbudo ficava careca, sua deformidade facial também mudava a cada filme, o que não podia mudar era seu símbolo máximo, a máscara de hóquei introduzida no terceiro filme (isso mesmo). Ele foi esfaqueado, machadado, enforcado, picotado, enforcado, afogado, eletrocutado, morreu, foi enterrado, foi ressuscitado por um raio, enfrentou o clone de ‘Carrie – A Estranha’ e foi passear em Nova York, até a Paramount dizer chega e transforma-lo novamente em criança.

Em ‘Jason Vai para o Inferno’, o vilão ganhava uma família para chamar de sua e novas regras em sua mitologia, aos 45 do segundo tempo.

Com o fim dos anos 80, a Paramount finalmente vendia os direitos de ‘Sexta-Feira 13’ para outro estúdio, a New Line Cinema. Bem, em partes. Acontece que quando o assunto envolve dinheiro, todos sempre querem uma parte. Assim, uma briga judicial pelos direitos da franquia se iniciou entre Sean S. Cunninghan, o dono do conceito, e Victor Miller, o roteirista do filme original. Quando foi vendida para o novo estúdio, o novo proprietário poderia usar o vilão Jason e a mitologia, mas não o título ‘Sexta-Feira 13’ e tampouco a mãe do assassino.

Assim surgia ‘Jason Vai Para o Inferno’, frisando em primeiro plano o nome do vilão. Subtitulado ‘A Última Sexta-Feira’ – repare que não é “A Última Sexta-Feira 13”, e sim ‘A Última Sexta-Feira’. Já que não podiam criar um elo na trama com a mãe de Jason, os realizadores resolveram criar uma família para o vilão, uma que nunca havíamos ouvido falar, com inclusive uma irmã para o psicopata imortal e uma sobrinha. Aliás, nesse tempo todo ficou frisado que Jason era filho único. Se isso não é apelar…

Jason sofreu com as mudanças criativas dos realizadores de seu primeiro filme na New Line, e o longa se tornou o menos apreciado de toda a franquia.

 

Vale dizer a esta altura que a primeira incursão de Jason em sua nova casa (a New Line) o castigou mais que qualquer final girl. ‘Jason Vai para o Inferno’ se tornaria o episódio pelo qual, digamos, os fãs possuem menos afeto na franquia. E isso em uma série que possui os já pouco apreciados ‘Parte 5 – Um Novo Começo’ (1985), ‘Parte 8 – Jason Ataca em Nova York’ (1989) e ‘Jason X’ (2001).

O motivo de tanto desprezo é para além de uma família de última hora para Jason, ou sequer o fato de o maníaco ressurgir do nada, sem qualquer conexão com o episódio anterior. A barreira maior se encontra na gimmick encontrada para tirar a franquia da mesmice. Coisa que se for distanciar muito do que o público está acostumado, quase sempre resulta em rejeição. A parte 5, por exemplo, deixou Jason de fora (já que havia morrido) e trouxe um farsante em seu lugar. Ninguém comprou. O mesmo foi tentado com o recente ‘Halloween Ends’, que sofreu enorme backlash.

Logo na cena de abertura de ‘Jason Vai para o Inferno’, as expectativas são subvertidas quando o maníaco é explodido em pedaços.

Em ‘Jason vai para o Inferno’, o que os produtores quiseram tentar para sair da mesmice de “Jason ataca jovens no acampamento” foi trazer uma trama totalmente sobrenatural para o episódio 9. Na história, Jason é explodido em pedaços logo na cena de abertura, quando o psicopata acha que vai se dar bem com uma nova vítima sozinha em sua casa no lago – acontece que era uma emboscada do FBI; e o maníaco encontra finalmente o seu fim, já que fica desmembrado.

“The End”? Ainda não. Pois na mesa do legista o coração de Jason começa a bater novamente, e enfeitiça o sujeito que o come a dentadas, assim sendo possuído pelo espírito maligno do vilão. Sem dúvidas é diferente e original, algo nunca tentado na franquia anteriormente. E o que acontece depois daí? O legista assume o manto de Jason, mas o que vemos é um sujeito normal cometendo os crimes do matador de Crystal Lake. E aí temos o mesmo problema da Parte 5: não é quem queremos ver, mesmo que a essência seja dele, a forma não.

A trama inventiva do nono filme traz Jason pulando de corpo em corpo, antes de literalmente ir parar no inferno.

Mas não para por aí, pois a invencionice dos realizadores parece transbordar cada vez mais. Jason não fica no corpo do legista para sempre, já que para fazer graça, o nono filme resolve se tornar também um “whodunit”, aquela espécie na qual temos que adivinhar quem dentre os personagens é o assassino. Aqui sabemos que é Jason, mas a pegadinha se torna: “no corpo de quem Jason está agora”? Isso porque sua essência maligna fica pulando de corpo em corpo, possuindo a população da pequena cidade, desde policiais até advogados. E como ele faz isso: passando uma criatura que mais parece um verme gigante pela boca das vítimas – esse ser é o “Jason real”. É mole?

Mexer tanto no cânone de uma franquia, mesmo sendo um terror slasher, é procurar encrenca com sua base de fãs. E foi justamente isso que ‘Jason vai para o Inferno’ fez. Quis ousar demais, e terminou se tornando blasfemo. Para piorar a situação dos “acréscimos narrativos aos 45 do segundo tempo”, ainda somos introduzidos a um arqui-inimigo de Jason, nas formas de Creighton Duke (Steven Williams), de uma adaga com poderes mágicos, que é a única coisa que de fato pode matar o vilão (e que só pode ser empunhada por uma parente dele) e a regra de que ele poderá voltar à sua forma original caso possua o corpo de alguém da família, coisa que faz e retorna como o mascarado monstruoso. Esse é também o único filme da franquia em que Jason não mostra seu belo rosto para o público.

O nono filme de Jason deveria ser o tão sonhado encontro com Freddy Krueger, já que ambos agora estavam no mesmo estúdio.

No fim das contas, como diz o título, Jason finalmente é mandado para o inferno, com direito a demônios vindo busca-lo aqui na Terra, e puxá-lo para embaixo do solo. A cena final é a mais comentada do filme, e a única coisa pela qual os fãs possuem carinho de verdade. Acontece que ficamos com aquela sensação de que o filme todo só foi produzido para unir no mesmo estúdio os dois grandes monstros dos anos 80: Jason e Freddy Krueger, encontro que já era ensaiado em tal década. Agora, com ambos na New Line o sonho era possível. E a prova disso é tal cena: na qual após ser puxado para o inferno, a mão de Freddy sai do solo para buscar a máscara de Jason, que havia ficado para trás. Esse encontro, no entanto, levaria nada menos que dez anos para sair do papel. O filme está disponível na HBO Max.