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BOMBA! Marco Pigossi revela porque TROCOU a Globo pela Netflix e fala sobre ‘Cidade Invisível’

Em ascensão na Globo e com papeis de destaque em novelas com grande audiência, Marco Pigossi trocou a estabilidade da maior emissora do Brasil pela Netflix.

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, o ator explicou porque tomou a decisão e falou sobre ‘Cidade Invisível’, a nova produção brasileira da Netflix que já se tornou uma das grandes séries do ano, principalmente por abrir portas para o folclore nacional.

Assista a entrevista:

 

Os episódios foram dirigidos por Carlos Saldanha (‘A Era do Gelo’), a partir de uma história idealizada pelo casal Carolina MunhózRaphael Draccon.

Ao investigar um assassinato, um detetive se envolve em uma batalha entre o mundo visível e um reino subterrâneo habitado por criaturas folclóricas.
Marco PigossiAlessandra Negrini estrelam a produção. Jéssica CóresFábio LagoWesley GuimarãesManu Diegues completam o elenco.

‘King’s Man – A Origem’: Pré-sequência ganha trailer ESPETACULAR cheio de ação

King’s Man – A Origem‘ teve um novo e ESPETACULAR trailer divulgado.

Assista:

O filme foi adiado mais uma vez e vai chegar aos cinemas norte-americanos em 22 de Dezembro de 2021.

A decisão foi tomada por conta da pandemia do Coronavírus, já que diversos cinemas pelo mundo ainda permanecem fechados.

É a quinta vez que a produção foi adiada. Por enquanto, ainda não há previsão de estreia aqui no Brasil.

Apesar do novo filme ser ambientado muito antes dos eventos de ‘Kingsman – Serviço Secreto’, o diretor Matthew Vaughn revelou à Empire que a pré-sequência terá ligação com os eventos de Kingsman 3‘.

“Ao longo da trama de ‘King’s Man – A Origem‘, plantamos as sementes e provocamos o que vai acontecer em ‘Kingsman 3‘. Vai ser algo muito diferente [dos outros filmes], mas terá uma grade importância para o futuro da franquia.”

Infelizmente, o cineasta não revelou muito sobre os planos envolvendo os dois filmes, mas é possível que algum segredo revelado na pré-sequência seja o foco do terceiro capítulo da franquia principal.

Confira as imagens promocionais:

Uma delas mostra Ralph Fiennes e Djimon Hounsou se preparando para uma possível batalha. E a outra destaca a personagem de Gemma Arterton.

 

Quando os criminosos mais cruéis da história se reúnem para tramar uma guerra para roubar milhões, um homem deve correr contra o tempo para detê-los. Descubra as raízes da primeira agência de inteligência independente em ‘King’s Man: A Origem‘.

O elenco conta com Ralph Fiennes, Djimon HounsouLiam Neeson, Aaron Taylor-Johnson, Harris Dickinson, Gemma Arterton, Rhys Ifans, Matthew Goode e Stanley Tucci

‘A Lista Terminal’: Chris Pratt estampa pôster da série de suspense da Amazon Prime; Confira!

Depois de divulgar o trailer de ‘A Lista Terminal‘, a Amazon Prime Video também lançou o primeiro pôster da série de suspense estrelada por Chris Pratt (A Guerra do Amanhã; Jurassic World), que estreia em 1º de julho.

Confira, junto com o trailer e a sinopse:

Baseado no romance homônimo de Jack Carr, ‘A Lista Terminal‘ acompanha James Reece (Chris Pratt) depois que todo o seu pelotão das Forças de Operações Especiais da Marinha dos Estados Unidos (Navy SEALs) é emboscado durante uma missão secreta de alto risco. Reece volta para casa, para sua família com memórias conflitantes do evento e perguntas sobre sua culpa no acontecimento.

No entanto, à medida que novas evidências vêm à tona, Reece descobre que forças obscuras estão trabalhando contra ele, colocando em risco não apenas sua vida, mas também a vida daqueles que ele ama.

Além de Pratt, a série é estrelada por Constance Wu, Taylor Kitsch, Jeanne Tripplehorn, Riley Keough, Arlo Mertz, Jai Courtney, JD Pardo, Patrick Schwarzenegger, LaMonica Garrett, Stephen Bishop, Sean Gunn, Tyner Rushing, Jared Shaw, Christina Vidal, Nick Chinlund, Matthew Rauch, Warren Kole e Alexis Louder, entre outros.

Seiya e Ikki se enfrentam em clipe do live-action de ‘Os Cavaleiros do Zodíaco’

A Sony Pictures divulgou um novo clipe da adaptação em live-action ‘Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seya: O Começo‘, que já está em exibição nos cinemas nacionais.

O vídeo mostra o embate entre Seiya (Mackenyu Arata) e Ikki (Diego Tinoco).

Confira:

A trama escrita por Josh Campbell e Matt Stuecken acompanha Seiya, um órfão que mora nas ruas e recebe um chamado após uma energia cósmica despertar dentro de si. O protagonista embarca em uma jornada para conquistar a antiga armadura grega de Pegasus, e escolhe seu lado em uma batalha sobrenatural pelo destino de Athena (Iseman), uma jovem que luta para controlar seus poderes.

O longa também conta com Famke Janssen (‘X-Men: O Confronto Final’), Sean Bean (‘Game of Thrones’), Madison Iseman (‘Eu sei o que vocês fizeram no verão passado’), Mark Dacascos (‘John Wick 3: Parabellum’), Nick Stahl (‘Fear The Walking Dead’) e Diego Tinoco (‘On My Block’).

Originalmente, Os Cavaleiros do Zodíaco surgiu como uma série japonesa de mangá escrita e ilustrada por Masami Kurumada. Foi publicada originalmente de 1986 a 1990, e adaptada para anime pela Toei Animation de 1986 a 1989.

Especial | E se ‘Os Cavaleiros do Zodíaco’ ganhasse um filme live-action?

A série conta a história de guerreiros místicos chamados “Cavaleiros”, que lutam vestindo “Armaduras” sagradas baseadas nas diversas constelações. Os Cavaleiros têm como missão defender a reencarnação da deusa grega Athena em sua batalha contra outros deuses do Olimpo, ou de outras mitologias que pretendem dominar a Terra.

Líder nos EUA, ‘Kung Fu Panda 4’ estreia em 2º LUGAR nas bilheterias do Brasil; ‘The Chosen’ é o 1º!

Por essa ninguém esperava. A série ‘The Chosen – Os Escolhidos‘ (The Chosen) – que conta com exibição dos dois primeiros episódios da quarta temporada nos cinemas – estreou em PRIMEIRO LUGAR nas bilheterias do Brasil.

Baseada na vida de Jesus Cristo, interpretado por Jonathan Roumie, a série tem sido bastante elogiada por sua alta qualidade técnica e pela adaptação da história bíblica. É uma das mais vistas nos streamings Prime Video, Peacock e Netflix e já acumula mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais oficiais da produção.

O sucesso não deu espaço para a estreia de ‘Kung Fu Panda 4‘, que apesar de liderar as bilheterias norte-americanos abriu em um tímido segundo lugar no Brasil. Quem diria?

Após liderar por duas semanas, a comédia nacional ‘Os Farofeiros‘ caiu para a terceira posição.

Confira o TOP 10 desta quinta-feira, com nossa entrevista, crítica e siga o CinePOP no Youtube:

Em menos de duas semanas, a sequência ‘Kung Fu Panda 4‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 170 milhões nas bilheterias mundiais.

Com US$ 30 milhões arrecadados em seu segundo final de semana nos EUA, o longa se manteve no topo das bilheterias, registrando uma queda de apenas -48.3%.

Ao total, a animação já soma US$ 107.7 milhões no território norte-americano. No mercado internacional, foram US$ 68.7 milhões – totalizando US$ 176.4 milhões mundialmente.

Vale lembrar que, apesar conquistado a menor média de aprovação da franquia no Rotten Tomatoes – com 70% de aprovação dos críticos –, o novo filme recebeu uma nota A- dos espectadores no CinemaScore.

Considerando que o orçamento do quarto filme foi de apenas US$ 85 milhões – significativamente inferior ao gasto dos filmes anteriores (orçados em torno de US$ 150 milhões) –, a nova sequência está no caminho certo para ser tornar um novo sucesso da franquia e do gênero em si.

Para efeito de comparação, ‘Kung Fu Panda 3‘ (2016) estreou com US$ 41 milhões e arrecadou US$ 521 milhões globalmente. ‘Kung Fu Panda 2‘ (2011) estreou com US$ 47.6 milhões e fechou com US$ 665 milhões. O filme original, Kung Fu Panda (2008), teve a maior estreia da franquia, com US$ 60 milhões, e finalizou sua bilheteria com US$ 632 milhões.

Nesta primavera, pela primeira vez em quase uma década, o astro da comédia Jack Black retorna ao papel de Po, o mestre de kung fu mais improvável do mundo, com um novo capítulo hilário da amada franquia de comédia de ação da DreamWorks Animation, ‘Kung Fu Panda 4‘.

Depois de três aventuras arriscando a vida para derrotar os mais poderosos vilões com sua coragem incomparável e incríveis habilidades em artes marciais, Po, o Dragão Guerreiro (Jack Black, indicado ao Globo de Ouro) é chamado pelo destino para… Ah, dá um tempo! Bem, para ser mais exato, Po foi escolhido para se tornar o Líder Espiritual do Vale da Paz.

A escolha é problemática por várias razões… óbvias. Primeiro, Po sabe tanto sobre liderança espiritual quanto sobre a dieta paleo(lítica). Além disso, ele precisa encontrar e treinar o mais rápido possível um novo Dragão Guerreiro antes de assumir sua nova imponente posição.

Pior ainda, recentemente, foi vista no Vale da Paz uma feiticeira perversa e poderosa, a Camaleoa* (Viola Davis, vencedora do Oscar), um pequeno lagarto-fêmea que pode se transformar em qualquer criatura, grande ou pequena. Camaleoa está de olho – com seus olhinhos brilhantes e gananciosos – no Cajado da Sabedoria de Po, que lhe daria o poder de trazer todos os vilões-mestres já derrotados por Po de volta ao reino espiritual.

Então, é claro, Po vai precisar de ajuda. Ele a encontra (mais ou menos?) na rápida e astuta ladra Zhen (Awkwafina, vencedora do Globo de Ouro), uma raposa-das-estepes que tira Po do sério, mas cujas habilidades serão inestimáveis. Em sua cruzada para proteger o Vale da Paz das garras reptilianas da Camaleoa, os dois vão formar uma inusitada dupla e aprender a trabalhar em parceria. Com isso, Po vai acabar descobrindo que os heróis podem surgir dos lugares e nos momentos mais inesperados.

Kung Fu Panda 4‘ tem direção de Mike Mitchell (Trolls, Shrek Para Sempre) e codireção de Stephanie Ma Stine (série She-Ra e as Princesas do Poder). Rebecca Huntley (Os Caras Malvados) assina a produção. Em 2008, ‘Kung Fu Panda‘, o capítulo inaugural indicado ao Oscar, tornou-se o filme de animação original de maior bilheteria da DreamWorks Animation e lançou uma franquia que arrecadou mais de US$ 1,8 bilhão nas bilheterias em todo o mundo.

Rachel Zegler é alvo de ataques de ÓDIO após lançamento do trailer de ‘Branca de Neve’

Rachel Zegler voltou a ser alvo de ataques de ódio por seu papel em Branca de Neve‘, que teve seu novo trailer divulgado hoje.

Alguns internautas julgam a beleza da atriz e também a cor de sua pele.

Confira:

Zegler falou recentemente sobre seu cancelamento após ser escalada para interpretar a Branca de Neve no novo live-action da Disney.

Na ocasião, muitos fãs expressaram descontentamento com a escolha da atriz, especialmente após ela afirmar que o filme original de 1937 continha ideias ultrapassadas sobre as mulheres e precisava ser atualizado.

Em entrevista à Cosmopolitan, ela revelou ter sido alvo de ataques e cancelamentos por conta de sua escolha para o papel.

“Por ser parda. Por ter pele parda. Por interpretar a Branca de Neve. Houve muito assédio de um certo grupo de pessoas — elas apareciam no meu apartamento gritando palavras de baixo calão”, relatou Zegler.

A atriz explicou que, inicialmente, tentava lidar com as críticas de forma irônica, mas o assédio se intensificou a ponto de afetar sua saúde mental.

“Onde eu queria, de uma forma que parecesse uma ironia. Mas chegou a um ponto em que não era mais engraçado e eu realmente me odiava por algo que outras pessoas estavam me dizendo sobre mim. Mas minha capacidade de me recuperar disso e ainda ser apaixonada pelo trabalho que fiz para aquele projeto é algo que admiro em mim mesma”, declarou.

Zegler também refletiu sobre a idealização das celebridades na era do streaming: “É uma idolatrização, em vez de uma humanização, que nos priva da capacidade de cometer erros e de ter controle sobre nossa própria narrativa. Entrei nesta indústria durante a era do streaming. Então, todos que não vão ao cinema te veem nas telas de casa e pensam que te conhecem porque passam tempo com você no sofá todos os dias”.

Ela continuou: “Eu chego ao set, vou ao show e faço meu trabalho, mas é aí que o trabalho termina. Eu não preciso manter a aparência de ser uma “ingênua” quando estou na rua todos os dias”.

Por fim, ela concluiu: “Não sei se você já teve essa experiência em que as pessoas esperam que você esteja disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, e querem conversar. Como já tive reações negativas do público em algumas ocasiões, não sei o que as pessoas estão pensando quando apontam para mim no metrô. Se estou passando pela pizzaria em uma determinada rua, não quero ser encarada, porque isso não é realmente o trabalho. Você sabe o que quero dizer?”

A versão live-action de ‘Branca de Neve e os Sete Anões‘ foi anunciado pela primeira vez no final de 2019, após o sucesso crítico e comercial do remake de ‘Rei Leão‘.

A direção fica por conta de Marc Webb (‘O Espetacular Homem-Aranha’).

O filme tem estreia marcada para o dia 21 de março de 2025.

Confira o trailer, o cartaz oficial e siga o CinePOP no Youtube:

branca de neve poster

‘Voz de Aluguel’: A Comédia sumiu do cinema? A diretora Fabienne Godet e o ator Salif Cissé dizem que na França o humor continua… [Festival de Cinema Francês]

Uma das grandes surpresas recentes do cinema de comédia europeu, ‘Voz de Aluguel, dirigido pela cineasta francesa Fabienne Godet, conquistou o público ao apostar em um humor fora do comum, misturando performance física, música, imitação e situações cotidianas levadas ao extremo.

Durante entrevista ao CinePOP no Festival de Cinema Francês, a diretora Fabienne  e o protagonista Salif Cissé falaram sobre o processo criativo, as inspirações do roteiro, os desafios da comédia e o futuro do gênero nos cinemas.

Logo de início, Fabienne comentou a reação calorosa do público e destacou o quanto considera essencial estar envolvida desde o nascimento do projeto. Segundo a cineasta, o filme é inspirado em um livro de Luc Blanvillain, que carrega o mesmo título da obra adaptada para o cinema.

“Eu nunca dirigi um filme que eu não tenha ajudado a escrever. Preciso me apropriar das ideias, colocar a mão na massa. Só passando por esse processo é que consigo, depois, dirigir de verdade”, explicou.

O roteiro foi escrito em parceria com Claire Barré, que atualmente está no Brasil ministrando uma masterclass para roteiristas. Para Fabienne , a escrita não é apenas o ponto de partida, mas a base estrutural de todo o ritmo do filme — algo ainda mais decisivo quando se trata de comédia.

O personagem vivido por Salif chamou atenção por exigir múltiplas habilidades: stand-up comedy, imitações, canto, dança e uma forte presença física em cena. Questionado sobre suas inspirações, o ator revelou que praticamente não havia referências diretas.

“Na França, não existe ninguém que faça exatamente tudo isso junto. Tem um artista canadense, o Anthony Kavanagh, que chega perto, mas não era exatamente o que eu buscava. Então, de certa forma, não tive um modelo claro para me inspirar.”

Sobre sua habilidade com imitações, Salif foi honesto ao admitir que não se considera um imitador nato.

“Eu gostaria muito de ter esse dom, mas não tenho. Eu diria que sou ok. Um verdadeiro imitador é aquele que tira o fôlego do público, e esse não sou eu. Mas consigo fazer, e isso serviu para o personagem.”

Durante a conversa, Fabienne destacou que fazer humor funcionar é um dos maiores desafios do cinema. Para ela, o segredo começa no roteiro, mas passa obrigatoriamente pela atuação e pela montagem.

“O ritmo já nasce na escrita, no encadeamento das cenas. Mas os atores trazem muito: mímicas, improvisos, maneiras de andar, pequenos gestos. E, quando isso não é suficiente, a montagem entra como um trabalho imenso para garantir que o filme nunca perca o ritmo.”

Ela citou cenas específicas em que o corte direto para a sequência seguinte já fazia parte da piada, reforçando que a comédia exige uma cadência constante para manter o envolvimento do público.

Salif também falou sobre sua trajetória como ator e revelou que atuar não foi um sonho de infância.

“Isso chegou mais tarde, por volta dos 17 anos. Mas quando chegou, nunca mais foi embora. Desde então, nunca mais quis fazer outra coisa.”

Sobre gêneros, o ator rejeita a ideia de preferências fixas.

“Não acho que exista um gênero mais fácil ou mais difícil. Tudo depende do roteiro e da afinidade com o personagem. O Batista, por exemplo, não é exatamente um personagem cômico — ele vive situações cômicas.”

Segundo ele, a chave está na sinceridade da interpretação, mesmo quando o contexto provoca riso.

A comédia está mesmo em extinção?

Encerrando a entrevista, os dois comentaram a percepção de que a comédia estaria desaparecendo dos cinemas, especialmente quando comparada aos anos 1990 e 2000.

Fabienne ponderou que, ao menos na França, não sente essa diminuição de forma tão clara.

“Talvez as comédias sejam diferentes hoje. Existem aquelas grandes comédias para o grande público e outras mais autorais, como este filme.”

Já a diretora acredita que o problema esteja mais ligado ao mercado do que à criatividade.

“A comédia deixa menos margem para erro. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela se tornou menos lucrativa. Não é uma questão de qualidade, mas de retorno financeiro.”

No fim, o filme surge como prova de que a comédia segue viva — ainda que precise se reinventar. Apostando em identidade autoral, personagens singulares e um humor construído com precisão, a produção mostra que rir no cinema continua sendo um desafio, mas também uma necessidade.

Na trama, Baptiste (Salif Cissé) é um exímio imitador, super habilidoso com a voz, que trabalha num call center e faz apresentações artísticas na outra parte do tempo. Certo dia, conhece Pierre (Denis Podalydès), um famoso escritor que vive recluso e que logo lhe faz uma proposta pra lá de inusitada: que Baptiste se passe por ele através das inúmeras ligações que recebe todos os dias. Assim, aos poucos – entre conversas e mais conversas – Baptiste e Pierre vão aprendendo um com o outro.

Selecionado para o Festival de Cinema Francês do Brasil 2025 – o antigo Varilux –, o filme confronta o espectador a indagações existenciais, sendo a principal delas: O que você faria se alguém lhe pedisse para se passar por essa pessoa? Com camadas se abrindo, ainda que não tão longe da superfície, vamos conhecendo os conflitos desses personagens pela perspectiva de um protagonista que inicia uma desconstrução sobre tudo que acredita e se viu amarrado pelas dores até ali.

A estrutura narrativa é bem simples e apresenta somente pitacos de contextos mais amplos, moldados numa construção positiva das consequências emocionais – algo frágil, mas que funciona, entretanto não confronta e se alonga. Há uma certa coragem de apresentar uma conjuntura de encontros artísticos mostrando como a felicidade pode vir desses ofícios, dentro do confronto entre criatividade e realidade. Essa questão lapida uma exaltação à vida, transmitindo mensagens positivas no campo das reconstruções.

Voz de Aluguel é um daqueles filmes que passam a sensação de que conseguiram exibir tudo que queriam dizer – nada além. Coeso e sem excessos, explora a liberdade e a responsabilidade pelos significados que a vida permite, além de jogar uma lupa sobre quando teremos o bastante para recomeçar.

 

 

10 Dicas de Filmes para quem gosta de refletir sobre a MELHOR IDADE…

Uma das mais concretas situações na nossa trajetória de vida é a de que algum dia vamos envelhecer e fazer parte da ‘Melhor Idade’. Ao longo do tempo, inúmeras histórias refletiram sobre esse momento chave na vida de muitos personagens, que geralmente em conflitos, nos fazem refletir sobre a vida. Pensando nisso, e para você que curte o tema, segue abaixo uma lista bem legal com 10 filmes para quem gosta de refletir sobre a ‘Melhor Idade’:

 

Ajuste de Contas

Na trama, acompanhamos a vida de dois ex-campeões mundiais de boxe que não vestem um par de luvas a mais de 30 anos. Henry ‘Razor’ Sharp (Sylvester Stallone) leva uma vida simples na mesma cidade onde foi ídolo e guarda mágoas de um grande amor do passado. Billy ‘The Kid’ McDonnen (Robert De Niro) é um empresário bem sucedido que não esquece sua última e única derrota na carreira. Quando um promotor de lutas excêntrico resolve marcar uma revanche entre os dois velhinhos, o espectador fica prestes a conferir a luta do século entre dois personagens desse e de outros filmes.

 

Sem Palavras

Na trama, ambientada na mais famosa cidade francesa e seu enorme centro egocêntrico de concorrência coorporativa, conhecemos o brilhante professor e homem de negócios Alain Wapler (Fabrice Luchini) que passa mais tempo no trabalho do que em casa, tendo pouca proximidade com a filha, principalmente após a perda da esposa. Durante uma semana corrida e cansativa, Alain tem um AVC que afeta seu cérebro na região da memória e onde grava palavras, assim, precisa passar um tempo longe do trabalho para se recuperar e conta com a ajuda de sua filha Julia (Rebecca Marder) e da Fonoaudióloga Jeanne (Leïla Bekhti). Com o passar dos dias Alain percebe que sua vida entrou em uma grande e inesperada mudança.

 

O Último Ato

Na trama, conhecemos Simon Axler (Al Pacino), um senhor de idade, mestre dos palcos que resolve abruptamente encerrar a carreira e se dedicar a consertar sua vida pessoal, nada social. Nessa espécie de mini aventura de auto descobrimento, Axler acaba batendo de frente com a filha de alguns ex-amigos e se envolve calorosamente com ela. Esse é o início de uma série de pequenos conflitos que vão fazendo o público cada vez mais se aproximar deste belo personagem. As sessões do personagem principal com o psiquiatra via Skype são excelentes, entendemos melhor sua personalidade nesses ótimos diálogos que compõe os arcos do roteiro ao longo dos 112 minutos de fita.

 

Última Viagem a Vegas

Na trama, quatro amigos de infância, que hoje já estão na fase dos 70 anos, resolvem se reencontrar após anos sem contato para comemorar a despedida de solteiro de um deles em Las Vegas, o ricaço Billy (Michael Douglas). Além de Billy, o grupo é formado por: Sam (Kevin Kline), Archie (Morgan Freeman) e Paddy (Robert de Niro). O primeiro está infeliz e depressivo no casamento, o segundo teve muitos problemas de saúde além de ser tratado como criança pelo filho, o terceiro é um viúvo ranzinza e infeliz que tem contas a acertar com Billy. Esse grupo vai se meter em altas confusões pelas noites na famosa cidade dos cassinos.

 

Viver Duas Vezes

Na trama, conhecemos o mal humorado ex-professor de matemática Emílio (Oscar Martínez), um homem no terço final e sua vida que dedicou grande parte de seu tempo na terra para decifrar os enigmas da famosa ciência mais exata, chegando até a encontrar um desconhecido número primo. Quando essa mente brilhante é diagnosticado com Alzheimer, sua filha Julia (interpretado pela ótima Inma Cuesta) e sua neta Blanca (Mafalda Carbonell em uma atuação marcante e emocionante em muitos momentos) se aproximam dele e juntos partem em uma inusitada aventura em busca do primeiro amor de Emílio.

 

Ruth & Alex

Na trama, conhecemos o artista Alex (Morgan Freeman), casado há cerca de 40 anos com Ruth (Diane Keaton) e que moram no mesmo edifício, sem elevadores, durante todo esse tempo.  Assim, de uma hora para outra, resolvem vender o apartamento e descobrir novos horizontes para viveram a parte final de suas vidas. Ao longo do filme, vamos conhecendo melhor o passado desses simpáticos velhinhos, como se conheceram, importantes decisões que tiveram que tomar e assim vamos entendemos melhor toda a personalidade que rege esse casamento vitorioso e recheado de amor.

 

Um Santo Vizinho

Na trama, conhecemos o peculiar ranzinza Vincent (Bill Murray), um homem que leva uma vida sem sentido. Vincent é um homem ex-herói de guerra norte-americano que vive sozinho com seu gato persa passando o dia bebendo e apostando em corridas de cavalo. Dançando bêbado em frente à jukebox, discutindo arduamente com o gerente do banco, maltratando a muitas pessoas gratuitamente, Vincent parece não ter mais solução. Certo dia, novos vizinhos chegam para morar ao lado dele e assim conhece o jovem Oliver com quem logo faz uma grande amizade.

 

Um Homem Chamado Ove

Baseado no livro A Man Called Ove, de Fredrik Backman, Um Homem Chamado Ove conta a história de um senhor já na terceira idade chamado Ove (Rolf Lassgård, que fez o excelente Depois do Casamento de Susanne Bier) que vive seu cotidiano isolado de todos e vivendo em um conjunto habitacional que ele mesmo ajudou a fundar. Já sem muitas alegrias, principalmente pelo abalo que o falecimento da esposa causou em sua vida, tenta a todo instante cometer o suicídio e sempre algo acontece na hora do ato final. A vida desse personagem, completamente rabugento, começa a mudar um pouquinho com a chegada de seus novos vizinhos e Ove começa a repensar melhor sobre o simples ato de viver.

 

Alguém Tem que Ceder

Dirigido por Nancy Meyers e protagonizado por Diane Keaton e Jack Nicholson, na comédia Alguém tem que Ceder acompanhamos um homem já na casa dos 60 anos que conhece a mãe da sua namorada mais nova e acaba se apaixonando por ela.

 

O Quarteto

Em O Quarteto conhecemos um grupo de músicos que moram no Lar dos músicos aposentados ao sul da Inglaterra e tem suas rotinas modificadas com a chegada de uma velha amiga e da possibilidade de uma apresentação que pode salvar o lugar em que vivem. O lugar escolhido para as locações, o condado ao sul da Inglaterra chamado Buckinghamshire, é belíssimo.

 

Crítica | O Roubo da Taça

Uma Nostálgica volta no Tempo

O trailer de O Roubo da Taça é muito bom, divertido e dinâmico, conseguindo automaticamente despertar o interesse para o filme. Porém, num feito difícil de ser alcançado, o filme em si consegue ser ainda melhor, superando as expectativas em relação à já aguardada produção. O grande diferencial é a importância dada a todos os detalhes que costumam preencher uma obra, pelo diretor Caito Ortiz, neste primeiro filme nacional produzido pelo colosso Netflix.

A história, parte do folclore de nosso país, retrata de forma irreverente o infame roubo da taça Jules Rimet, conquistada na copa do mundo de 1970, da sede da CBF no Rio de Janeiro. Misturando ficção e realidade num roteiro acertadíssimo, confeccionado pelo próprio diretor, em parceria com Lusa Silvestre (dos ótimos Estômago e Mundo Cão), O Roubo da Taça se mostra uma aula de como fazer cinema acessível de qualidade. O cineasta Ortiz, mais conhecido pela série da HBO (fdp), acerta o tom, transitando entre o humor e um teor mais sério. Esta é uma comédia diferente, que faz uso de todos os atrativos de dramas de prestígio, vide uma direção de arte chamativa, figurinos, maquiagem e uma bela fotografia, que compõem satisfatoriamente a época retratada de 1983.

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O sentimento de uma época e costumes considerados hoje politicamente incorretos estão alinhados com perfeição, nos transportando de forma nostálgica a um período um pouco mais inocente e muito mais divertido. A malandragem carioca é a nossa anfitriã durante toda a projeção, e o inspirado desenvolvimento de personagens tão carismáticos e memoráveis se torna outro ponto a favor deste roteiro.

Os louros também devem ser entregues ao elenco de peso, encabeçado por um trio que faz toda a diferença. Falar sobre o talento de Milhem Cortaz, aqui interpretando o policial encarregado do caso, se torna um exercício de pura redundância. De Tropa de Elite (2008) a O Lobo Atrás da Porta (2013), Cortaz é um dos melhores atores brasileiros em atividade e seus bordões seguem sendo entregues de forma como só ele poderia proferir. Taís Araújo… ah, Taís Araújo irá tirar o sono de muito marmanjo na pele da dissimulada Dolores, um mulherão de parar o trânsito – usando uma expressão do período. A atriz, que nunca esteve tão bela, é um dos pontos chave da trama, sendo ao mesmo tempo a voz da razão e a motivadora da tramoia. Araújo brilha em cena com talento de sobra na pele de uma personagem fictícia, nos fazendo desejar que mais produções nacionais a utilizem em seus elencos.

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Finalizando os elogios ao elenco principal, não poderia deixar de apontar para o protagonista Peralta, vivido de forma sublime (na falta de qualquer outro elogio poderoso) por Paulo Tiefenthaler. O sujeito havia capturado minha atenção na pele de Fernando Pamplona no filme Trinta (2014), biografia de Joãozinho Trinta. Criando algo totalmente oposto para seu Peralta, o ator até nos faz perdoá-lo por sua participação no horrendo A Noite da Virada (2014). Tiefenthaler possui um excelente timing cômico, virando o tipo de atuação no momento certo, para um tom mais dramático, por exemplo. O acerto em sua personificação está em fugir de uma caricatura. Ele cria um tipo, um ser humano e o interpreta desta forma, arrancando a comicidade das situações e nunca de trejeitos, assim deixando o público descobrir a graça, e não a forçando goela abaixo da audiência.

Ao sair da sessão para a imprensa do longa, uma novidade bem vinda chegou aos meus ouvidos, trazida pelos colegas. Aquele filme que causara deleite raro para o que vos fala, havia sido premiado em quatro categorias no Festival de Gramado – encerrado no dia 3 de setembro – melhor ator (Tiefenthaler), melhor roteiro (Ortiz e Silvestre), melhor fotografia (Ralph Strelow) e melhor direção de arte (Fábio Goldfarb), todos mais que merecidos. O Roubo da Taça é cinema nacional raro, é a melhor comédia do ano e uma das mais gratas surpresas de 2016. Pena ter ficado fora da corrida por uma vaga no Oscar.

Mel Brooks está de volta! Relembre as Grandes Comédias do Diretor

Recentemente o mundo do entretenimento foi pego de surpresa com o anúncio da nova série da plataforma Star+ (Hulu nos EUA): A História do Mundo Parte 2. Os fãs de filmes e séries mais novos podem até ter ficado confusos quanto ao título e se perguntar onde está a parte 1 desse negócio que nunca tinham ouvido falar? Acontece que se trata da continuação de A História do Mundo: Parte 1, de 1981, comédia cult de sucesso dirigida por Mel Brooks. O diretor está por trás da nova produção também, que serve de sequência 42 anos depois – assim como Cobra Kai continua a franquia Karatê Kid lá dos anos 80. Mas se você pegou esse bonde andando, não se preocupe, pois tanto o filme de 1981, quanto a vindoura série (que estreia em março) são formadas por esquetes sem muita ligação uns com os outros. A sacada é a paródia criada em cima de acontecimentos históricos muito famosos de nossa humanidade.

Leia também: ‘A História do Mundo: Parte 2’ | O icônico Mel Brooks volta aos holofotes aos 96 anos!

Os fãs do diretor e de seu tipo de humor não poderiam estar mais eufóricos. Isso porque Mel Brooks não criava nada desde 1995. E resolveu sair da aposentadoria em 2023 aos… 96 anos! Pois é, e você, o que tem feito da vida? Entrando no clima da série em 8 episódios que chega em breve e traz grandes nomes da atualidade protagonizando, como Seth Rogen, Jack Black, Taika Waititi e Zazie Beetz, por exemplo, o CinePOP resolveu apresentar Mel Brooks para uns, e relembra-lo para outros, ao reunir nessa matéria todos os filmes dirigidos pelo ícone da comédia mundial. Confira abaixo.

Primavera para Hitler (1967)

A estreia de Mel Brooks como cineasta foi neste sucesso que se tornou ícone do gênero da comédia. Além da direção, Brooks também escreveu o roteiro do longa, que traz dois trapaceiros visando dar um golpe elaborado em seus investidores numa peça de teatro da Broadway. Zero Mostel vive Max, um experiente produtor de espetáculos teatrais que se encontra falido, devendo dinheiro para “Deus e o mundo”. O igualmente icônico Gene Wilder (em sua estreia num filme do diretor) é Leo, um contador medroso e cheio de manias, que sonha em trabalhar com arte. Assim, os dois criam uma inusitada parceria. Eles irão criar a pior peça de todos os tempos, um texto realmente de mau-gosto, que enaltece Hitler. O motivo? Querem que a peça seja cancelada logo após a estreia, assim podem embolsar o dinheiro já investido por seus financiadores e se safar da crise. O texto logo foi reconhecido como obra-prima do humor, e realmente ganhou os palcos, inclusive no Brasil. Foi o anúncio da genialidade de Mel Brooks. Primavera para Hitler foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante para Wilder e levou o Oscar de melhor roteiro original para Brooks.

Banzé na Rússia (1970)

O termo “Banzé” foi usado em dois dos filmes de Mel Brooks, e significa algo como barulho, algazarra, zorra. Esse aqui, no entanto, trata-se do filme menos conhecido da filmografia do diretor. Um fator recorrente na obra do cineasta é que Brooks gosta de passear pelos gêneros cinematográficos como um bom cinéfilo. Afinal, todo bom amante de cinema que se preze adora todo estilo de filme. Mel Brooks é assim, e aqui começa a demonstrar isso, ao criar seu próprio épico russo – é claro, tudo na forma de paródia. Curiosamente, a trama é baseada em um livro, que em livre tradução ficou conhecido como ‘Diamonds to Sit On’, algo como ‘Diamantes para se Sentar’. Isso porque o título original do longa é ‘The Twelve Chairs’, ou ‘As Doze Cadeiras’. Na história passada na Rússia Soviética da década de 1920, um aristocrata falido, um padre e um vigarista começam uma caça ao tesouro. Eles estão atrás das citadas doze cadeiras de uma mesa de jantar, já que em uma delas estão escondidas joias valiosas, perdidas durante a revolução. Aqui, Mel Brooks também protagoniza.

Banzé no Oeste (1974)

O ano de 1974 se mostraria um dos mais produtivos da carreira de Mel Brooks. Isso porque foi o único ano em que lançou dois filmes. E os dois se tornaram sucesso de crítica e público, mostrando que o diretor não era fogo de palha, após sua estreia glamorosa. Aqui, a brincadeira é com os clássicos faroestes. Na trama, um rico e inescrupuloso magnata resolve arruinar uma cidadezinha e para isso nomeia um xerife negro, acreditando que a população jamais o aceitaria e o respeitaria. No entanto, Bart (Cleavon Little) se mostra muito eficiente em sua função, e resiste para colocar o lugar nos eixos, declarando guerra ao corrupto vilão. Aqui, Gene Wilder aparece em sua segunda colaboração com Mel Brooks, que também participa como ator em um papel coadjuvante. Uma curiosidade é que esta poderia ter sido a primeira parceria entre Wilder e Richard Pryor, uma dupla muito famosa nos anos 80 – com uma dobradinha de quatro filmes (O Expresso de Chicago, Loucos de Dar Nó, Cegos Surdos e Loucos, e Um Sem Juízo Outro Sem Razão). Acontece que Pryor tinha um comportamento problemático e imprevisível nos bastidores, assim não querendo arriscar por ser um diretor novato, Brooks apostou em Cleavon Little para o papel principal. Banzé do Oeste foi indicado para 3 Oscar: melhor atriz coadjuvante (Madeline Kahn), melhor edição e melhor canção original (‘Blazing Saddles’).

O Jovem Frankenstein (1974)

O segundo filme de Mel Brooks no ano de 1974 se tornou igualmente icônico e pelo título você já pode imaginar o tipo de obra que o diretor homenageia e satiriza aqui. Sim, os clássicos em preto e branco do terror, em especial Frankenstein, de 1931, baseado no livro de Mary Shelley. Quem protagoniza em seu terceiro filme com o diretor é Gene Wilder, no papel do neto do cientista original, que criou um monstro com partes humanas e lhe deu vida. Já deu para perceber que as produções de Mel Brooks não são meramente filmes de comédia, e sim obras de muito prestígio, reconhecidas até mesmo na Academia do Oscar, sempre rendendo indicações. E com O Jovem Frankenstein não foi diferente. O longa recebeu duas nomeações ao maior prêmio do cinema: melhor roteiro adaptado (para Mel Brooks e Gene Wilder em colaboração) e melhor som.

A Última Loucura de Mel Brooks (1976)

É curioso pensar com funcionava a mente dos responsáveis por dar títulos em português aqui no Brasil para as produções de Hollywood no passado. Ainda hoje nos deparamos com certas atrocidades na hora da tradução. Uma das mais curiosas no passado era a que incluía o nome dos atores no título do filme, criando uma metalinguagem existente apenas em nosso país varonil. É só lembrar de Stallone Cobra (1986) – que nos EUA é apenas Cobra mesmo (já que algum “esperto” da época leu o nome do astro acima do título no cartaz e resolveu incluí-lo aqui no Brasil). Pior ainda é esta comédia, que em seu país de origem é chamada Silent Movie, ou “Filme Mudo”. Ok, é sobre isso que a trama fala. Quem estrela é o próprio Mel Brooks, que também escreveu o roteiro e dirigiu. Ele interpreta um diretor de cinema, com uma audaciosa proposta: criar uma superprodução muda, que será o primeiro filme neste estilo silencioso em 40 anos. Por alguma razão, por aqui o título do filme ficou como A Última Loucura de Mel Brooks – que além de tudo não foi a última, mas contou com grandes nomes da época em pontas, vide Paul Newman, Burt Reynolds, James Caan, Liza Minnelli e até a esposa do diretor, Anne Bancroft.

Alta Ansiedade (1977)

Aqui sobrou até para os clássicos do mestre do suspense Alfred Hitchcock. Como um cinéfilo aplicado, Mel Brooks usa muito humor para homenagear o lendário cineasta rotundo, e dedica seu longa a ele, parodiando várias de suas obras mais famosas neste filme, como Um Corpo que Cai, Psicose, Os Pássaros, Intriga Internacional, Disque M para Matar, O Homem que Sabia Demais, entre outros. O mais curioso, no entanto, é que Brooks realizou um trabalho tão bom que muitos fãs casuais de cinema constantemente confundiam este título como sendo uma das obras de Hitchcock, já que até o nome do filme soa como um thriller. O filme era para ser protagonizado por Gene Wilder em mais uma parceria, mas devido a conflitos de agenda o ator precisou se ausentar do projeto. Ao invés de substitui-lo por outro ator, Brooks resolveu ele mesmo protagonizar seu próprio filme no papel do psiquiatra Dr. Richard Thorndyke, um homem com vertigem de altura, metido numa trama macabra de enorme conspiração. Imperdível para ambos os fãs de Mel Brooks e de Alfred Hitchcock.

A História do Mundo: Parte 1 (1981)

Citado no início do texto, esse foi o motivo da matéria. Quando os cinéfilos e até mesmo os fãs do diretor achavam que nunca mais ouviriam falar em um projeto novo de Mel Brooks, eis que o cineasta se prepara para lançar a sequência desta obra e retornar aos holofotes aos 96 anos de idade. Isso é apenas uma desculpa para que possamos falar muito e mostrar para os mais novos o conjunto da obra deste lendário e importante diretor. Aqui Mel Brooks viaja pelo passado da humanidade, desde os primórdios do homem primata, passando pela era bíblica de Moisés e os dez mandamentos, o Império Romano, a Inquisição Espanhola e chegando até a Revolução Francesa em 1799. O longa é formado por esquetes e Brooks aparece em quase todos vivendo diferentes personagens. Outra curiosidade é que esta foi uma nova tentativa de parceria entre Brooks e Richard Pryor (um dos grandes nomes do humor da época). Mas infelizmente, Pryor sofreu um acidente na época que quase o matou, e não pôde participar, sendo substituído por Gregory Hines.

S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço (1987)

A geração que cresceu nos anos 80 e 90 talvez comece a reconhecer melhor os filmes de Mel Brooks a partir deste item. E se o diretor já havia tirado sarro de faroestes, de clássicos do terror e até mesmo dos thrillers do mestre do suspense Hitchcock, é claro que daria sua própria versão zoada para um dos maiores sucessos dos anos 80, Star Wars. Spaceballs (como é conhecido no título original) é uma sátira sem-vergonha e descarada da trilogia original de George Lucas e conta com nomes muito queridos da época protagonizando, como John Candy e Rick Moranis (as adaptações de Chewbacca e Darth Vader na visão do diretor). O próprio Mel Brooks também participa em papel duplo: como o mestre do bem Yogurt (paródia de Yoda), e o líder do mal, Presidente Skroob (uma versão para o Imperador).

Que Droga de Vida! (1991)

É curioso perceber que em sua época de auge, após ter entregue vários sucessos, o diretor Mel Brooks não foi muito produtivo durante os anos 80, a época mais galhofa do cinema. Nesta década, Brooks lançou apenas dois filmes. Adentrando os anos 90, o diretor estreava na década com este filme sobre um milionário que faz uma aposta em seu trabalho. Um colega afirma que ele não conseguiria sobreviver se fosse desprovido de todo o seu dinheiro. Ele, se achando muito sagaz, pensa o contrário, que consegue se virar do zero nas ruas. Assim, o sujeito começa a penar como sem teto e a reavaliar os valores da vida. Que Droga de Vida! foi muito exibido nas reprises das Sessões da Tarde da vida, mesmo assim ainda é um dos filmes menos falados da carreira do diretor – que novamente estrela em seu próprio filme aqui.

A Louca! Louca História de Robin Hood (1993)

Mel Brooks foi mais produtivo nos anos 90 do que nos anos 80, entregando três filmes no período. O segundo foi esta sátira do clássico Robin Hood, um dos primeiros ícones da sétima arte. O curioso é que dois anos antes, o herói que roubava dos ricos para dar aos pobres havia ganhado uma roupagem moderna, o que incluía seu visual, com o filme Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões (1991), estrelado por Kevin Costner. Assim, muitos acreditavam que esta paródia de Mel Brooks era uma brincadeira com aquele filme. Mas não, o que o diretor faz aqui é uma zoação com os clássicos lá da era de ouro dos anos 20 e 30, estrelados por Douglas Fairbanks e Errol Flynn, onde o herói usava sua roupinha verde e chapeuzinho de pena. Justamente por isso, em inglês o título se refere aos tights, as roupas coladas usadas pelo personagem nos clássicos. É claro, sobrou também para o filme de Costner, em especial à técnica da “câmera na flecha”.

Drácula – Morto, mas Feliz (1995)

Esse foi o último filme lançado por Mel Brooks como diretor. Novamente uma paródia de um grande clássico do cinema, também baseado num livro. Desta forma podemos dizer que o diretor criou suas próprias versões de Frankenstein e também de Drácula, com os filmes fazendo uma boa dobradinha de sessão dupla do cineasta. Quem estrela como a criatura vampira da noite é o icônico Leslie Nielsen, então saído dos sucessos da franquia Corra que a Polícia Vem Aí! e se sentindo muito em casa nesse estilo de comédia pastelão. Mais uma vez, coincidentemente ou não, Brooks realizava uma paródia de um clássico que havia ganhado nova roupagem pouco tempo antes. Foi ninguém menos que Francis Ford Coppola quem tirou do papel Drácula de Bram Stoker, remodelando com novos conceitos o clássico atemporal. Três anos depois era a vez de Mel Brooks, num filme que muitos acharam ser sátira do longa de 1992.

Bônus: Sou ou Não Sou (1983)

Este item foi incluído como bônus por ser o filme mais famoso que Mel Brooks protagoniza, mas não dirigiu ou sequer escreveu, embora muitos possam creditar como sendo um filme seu. Trata-se da refilmagem de Ser ou Não Ser (1942), comédia dramática passada durante a Segunda Guerra Mundial. Mel Brooks protagoniza e estrela ao lado da esposa Anne Bancroft. A trama mostra uma trupe teatral de artistas poloneses sendo ajudada por rebeldes da resistência contra os nazistas a escapar da Polônia e das garras da ocupação alemã.

‘Glow’: 2ª temporada teve a terceira maior audiência da Netflix nos EUA

De acordo com os dados do Nielsen Numbers, a 2ª temporada de ‘Glow‘ registrou a terceira maior audiência da Netflix nos EUA, ficando atrás apenas de ‘The Crown‘ e ‘House of Cards‘.

Vale lembrar que esses dados são referentes apenas aos EUA, e só leva em consideração as pessoas que assistem a Netflix pela televisão. Ainda assim, foi uma enorme surpresa que ‘Glow‘ encontra-se entre os programas mais assistidos do serviço de streaming, o que deve sinalizar que uma renovação não deve estar muito distante.

Baseada na adorada série dos anos 80, ‘GLOW‘ conta a história fictícia de Ruth Wilder (Alison Brie). Ruth é uma atriz desempregada e batalhadora em Los Angeles nos anos 80, que encontra sua última chance de virar estrela ao entrar de cabeça no mundo do glitter e dos colãs da luta livre de mulheres.

Confira nossa crítica e as divertidas imagens da 2ª temporada:

Crítica | GLOW – Netflix ressuscita os anos 80 em mais uma série “da hora” 

‘Hellboy’ está pronto pra briga no novo cartaz do reboot; Confira!

O reboot de ‘Hellboy‘ ganhou um novo cartaz.

Confira:

Dirigido por Neil Marshall (‘Abismo do Medo‘), o reboot terá um tom mais sombrio que a franquia original.

Ian McShane viverá o Professor Trevor Bruttenholm, o pai adotivo do anti-herói, vivido por David HarbourMilla Jovovich será a Rainha de Sangue Nimue. Sasha Lane vive Alice Monaghan.

Daniel Dae Kim (‘Lost‘), Brian Gleeson (‘Mãe!‘), Sophie Okonedo (‘Depois da Terra‘) e Alistair Petrie (‘Rogue One: Uma História Star Wars‘) completam o elenco.

O longa chegará aos cinemas nacionais em 11 de abril.

‘The InBetween’ é CANCELADA pela NBC após uma temporada

A NBC cancelou a série ‘The InBetween‘ depois de apenas uma temporada.

A primeira temporada registrou uma média de 0.4 na demo e um total de 2.5 milhões de espectadores – o que representa uma das menores audiências do canal.

A série foi criada por Moira Kirland.

Cassie Bishop (Dyer), uma jovem que nasceu com um dom, embora possa chamá-lo de uma maldição. Ela pode ver e se comunicar com os mortos, ajudando-os com seus problemas não resolvidos… quer ela goste ou não.

O elenco inclui Harriet Dyer, Justin Cornwell, Cindy Luna, Anne-Marie Johnson e Paul Blackthorne.

WWE faz homenagem ao terror ‘Midsommar’ em cartaz do novo evento

O WWE está promovendo uma “noite de terror”, um evento anual de Regras Extremas, e divulgou um novo cartaz que faz homenagem ao elogiado ‘Midsommar‘.

Confira e compare:

O evento irá ao ar hoje, dia 19 de julho, e trará algumas lutas temáticas, incluindo “Luta na Pântano”, entre Braun Strowman e Bray Wyatt, e “Olho por Olho”, entre Seth Rollins e Rey Mysterio.

Além disso, Asuka defenderá o seu título contra Sasha Banks.

‘Uncharted’: Adaptação com Tom Holland é ADIADA em uma semana nos EUA

De acordo com o Deadline, a adaptação de ‘Uncharted‘, estrelada por Tom Holland (‘Homem-Aranha’) e Mark Wahlberg (‘Transformers’), teve sua estreia adiada em uma semana nos EUA.

A Sony Pictures anunciou que o longa será lançado no dia 18 de fevereiro de 2022.

A mudança na data impede que o filme bata de frente com o suspense ‘Morte no Nilo‘ e a comédia ‘Marry Me‘, estrelada pela Jennifer Lopez. Além disso, o site alega que a Sony não queria lançar a produção no mesmo final de semana do Super Bowl.

Confira as primeiras imagens:

Dirigida por Ruben Fleischer, a adaptação da Sony será ambientada antes dos eventos do primeiro jogo e servirá como uma história de origem para o aclamado personagem, quando Drake (Holland) embarca em sua primeira aventura por regiões inóspitas ao lado do mentor Sully (Wahlberg).

Para quem não conhece, Fleischer é responsável pelo sucesso de Venom, que arrecadou mais de US$850 milhões nos cinemas, além de ter trazido às telonas a franquia Zumbilândia e o filme de ação ‘Caça aos Gangstêres’.

O roteiro foi escrito por Jonathan Rosenberg e Mark Walker.

Antonio BanderasTati Gabrielle também fazem parte do elenco.

‘Peacemaker’: Elenco se reúne em novo cartaz da série derivada; Confira!

Após o lançamento do trailer, a HBO Max divulgou o novo cartaz de ‘Peacemaker‘, série derivada de ‘O Esquadrão Suicida‘.

Confira:

A produção será lançada na plataforma no dia 13 janeiro.

A série irá explorar as origens do personagem interpretado por John Cena, um homem que acredita na paz a qualquer custo – não importa quantas pessoas precise matar para isso.

James Gunn assina o roteiro da série, além de comandar diversos episódios.

Além de estrelar, Cena também entra como produtor executivo do projeto.

O elenco também conta com Danielle Brooks, Robert PatrickNhut Le e Freddie Stroma, além de trazer o retorno de Steve Agee e Jennifer Holland, que reprisarão seus papéis do filme.

Carla Gugino se junta ao elenco do novo terror cômico da roteirista de ‘Garota Infernal’

De acordo com o Deadline, Carla Gugino (‘A Maldição da Residência Hill’) se juntou ao elenco do terror cômico ‘Lisa Frankenstein‘, que terá o roteiro assinado pela Diablo Cody (‘Garota Infernal’).

Além dela, Liza Soberano (‘Trabalhando com o Ex’), Joe Chrest (‘Stranger Things’) e Henry Eikenberry (‘Euphoria’) também foram confirmados no elenco.

Kathryn Newton (‘Freaky: No Corpo de um Assassino’) e Cole Sprouse (‘Riverdale’) irão estrelar a produção.

Ambientada em 1989, a trama segue uma estudante fracassada que acidentalmente reanima um belo cadáver vitoriano durante uma tempestade de trovões, e começa a reconstruí-lo como o homem dos seus sonhos usando a câmara de bronzeamento quebrada em sua garagem.

Zelda Williams será responsável pela direção, além de também assinar o roteiro ao lado de Cody.

As filmagens estão programadas para começarem durante o verão norte-americano.

Novas informações serão divulgadas em breve.

A Menina Silenciosa

(The Quiet Girl)

 

Elenco:

Catherine Clinch
Carrie Crowley
Andrew Bennett

 

Direção: Colm Bairéad

Gênero: Drama

Duração: 96 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 21 de Dezembro de 2023

Sinopse: 

Cáit é uma menina de nove anos que tem uma família enorme, pobre e disfuncional. Com a aproximação de mais um parto de sua mãe, ela é enviada para a casa de parentes distantes apenas com a roupa do corpo. Ao receber os cuidados deste casal de meia idade, Cáit desabrocha e descobre uma nova forma de viver, mas nesta casa onde o carinho cresce e onde não há segredos, a menina silenciosa faz uma dolorosa descoberta.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Colm Bairéad também assina o roteiro ao lado de Claire Keegan;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Brandon Routh enfrentará alienígenas monstruosos no terror ‘Ick’

De acordo com o Variety, Brandon Routh (‘Lendas do Amanhã’) será o protagonista de ‘Ick‘, novo filme de monstros que promete fazer homenagem aos clássicos do gênero dos anos 80.

Mena Suvari (‘Beleza Americana’) também irá estrelar a produção.

Na trama…

Hank (Routh) é um professor de ciências que ainda tem uma quedinha pelo seu crush dos tempos da escola. Após descobrir que ele pode ter uma filha adolescente (Malina Weissman), Hank também precisa lidar com alienígenas aterrorizantes que estão invadindo sua pequena cidade.

O site afirma que o projeto deve contar com efeitos práticos para a criação das criaturas.

Joseph Kahn (‘Pânico na Escola’) é responsável pela direção.

Ele também assina o roteiro ao lado de Sam Laskey e Dan Koontz.

“Este é um filme de terror que irá canalizar os horrores do mundo atual, introduzindo um novo tipo de monstro. Estou muito animado em dirigir este projeto. Será muito divertido,” prometeu o cineasta.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘Coringa: Delírio a Dois’ chegará em streaming na próxima semana; Confira o trailer!

O Max finalmente anunciou quando a sequência ‘Coringa: Delírio a Dois‘ será lançada em seu catálogo nacional.

O longa, estrelado por Joaquin Phoenix e Lady Gaga, estreará no serviço de streaming na próxima semana, no dia 13 de dezembro.

Com 32% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o filme decepcionou nas bilheterias, arrecadando apenas US$ 206.4 milhões mundialmente. Para termos de comparação, o longa original conseguiu superar a marca de US$ 1 bilhão nas telonas.

Na trama da continuação, Arthur Fleck está internado em Arkham, aguardando julgamento por seus crimes como o Coringa. Enquanto lida com sua dupla identidade, ele não só se depara com o amor verdadeiro, mas encontra a música que sempre esteve dentro de si.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Novas aventuras no trailer da 2ª temporada de ‘Os Feiticeiros Além de Waverly Place’; Confira!

A Disney divulgou o trailer completo da 2ª temporada de ‘Os Feiticeiros Além de Waverly Place‘.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Os dois primeiros episódios do novo ciclo serão lançados no Disney Channel no dia 12 de setembro. A produção, no entanto, só chegará ao streaming do Disney+  no dia 8 de outubro – com todos os novos capítulos sendo lançados de uma só vez.

A trama da nova série começa após um misterioso incidente na Feitiço Tec, onde Justin Russo (David Henrie), agora adulto, escolheu deixar os seus poderes para trás para viver uma vida humana e normal com a sua esposa e dois filhos.

O elenco também conta com composto por Max Matenko (‘Platonic’), que interpretará o filho mais novo de Justin, Milo; Mimi Gianopulos (‘O Que Esperar Quando Você Está Esperando’) será a esposa de Justin, Giada; Janice LeAnn Brown (‘Euphoria’) assumirá o papel da protagonista Billie, enquanto Alkaio Thiele (‘Call Me Kat’) será o filho mais velho de Justin, Roman.

Do elenco original, também retornam David DeLuise (Jerry Russo) e Maria Canals-Barrera (Theresa Russo).

Conforme a sinopse, a série seguirá Justin Russo que “optou por levar uma vida normal e mortal com sua família, Giada, Roman e Milo. Quando a irmã de Justin, Alex, traz Billie para sua casa em busca de ajuda, Justin percebe que deve resgatar suas habilidades mágicas para orientar a feiticeira em treinamento, enquanto também equilibra suas responsabilidades cotidianas – e protege o futuro do Mundo dos Feiticeiros”.

Além de atuar, Gomez e Henrie são produtores executivos ao lado de Jed Elinoff e Scott Thomas (‘Casa da Raven’), que assim os roteiros.

Gary Marsh, ex-presidente do Disney Channel e figura chave emOs Feiticeiros de Waverly Place, também é produtor executivo.

Andy Fickman (‘Operação Babá’) é o diretor responsável pela produção do piloto e pela direção de vários episódios.

Ator de ‘Fire Island’ se junta ao elenco da 2ª temporada de ‘Sr. & Sra. Smith’

De acordo com o Deadline, Matt Rogers (‘Fire Island: Orgulho & Sedução’) foi confirmado no elenco da 2ª temporada da série ‘Sr. e Sra. Smith‘.

O ator interpretará um dos Sr. Smith no próximo ciclo. Ele se junta à atriz Francesca Scorsese (‘We Are Who We Are’), que dará vida à Sra. Smith – mas o site destaca que a dupla não deve interpretar um casal.

A segunda temporada contará com múltiplos casais mais jovens, incluindo Mark Eydelshteyn (‘Anora’) e Talia Ryder (‘A Doce Costa Leste’), previamente anunciados.

Donald Glover e Maya Erskine devem reprisar seus papéis da primeira temporada.

Além disso, Glover será responsável pela direção de diversos episódios do próximo ciclo.

O artista ainda é creditado como cocriador e produtor executivo da série ao lado de Francesca Sloane, que retornará como showrunner.

“Estamos empolgados em anunciar que uma segunda temporada de nossa inovadora série de espionagem, ‘Sr. e Sra. Smith’, está em produção para nossos clientes globais do Prime Video”, disse Jennifer Salke, chefe dos Estúdios MGM da Amazon.

“O sucesso da primeira temporada, com sua reinvenção incrivelmente moderna e sexy do filme original, é um testemunho dos brilhantes criadores Donald Glover e Francesca Sloane. Estamos orgulhosos em trazer para vocês outra temporada cheia de jornadas inesquecíveis e novas aventuras”.

“Dois estranhos solitários conseguem empregos em uma misteriosa agência de espionagem que oferece a eles uma vida gloriosa de espionagem, riqueza, viagens pelo mundo e uma bela casa em Manhattan. A pegadinha? Novas identidades em um casamento arranjado como Sr. e Sra. John e Jane Smith. Agora casados, John e Jane enfrentam uma missão de alto risco toda semana, ao mesmo tempo em que enfrentam um novo marco no relacionamento. Sua complexa história de cobertura se torna ainda mais complicada quando eles desenvolvem sentimentos reais um pelo outro. O que é mais arriscado: espionagem ou casamento?”.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

 

Jared Leto pode estrelar a adaptação dos quadrinhos de ‘Bloodshot’

Jared Leto está em negociações para interpretar o herói dos quadrinhos da Valiant, ‘Bloodshot’. A informação foi revelada pelo site Deadline.

Será que o projeto colocará seu futuro como o Coringa em jogo?

A HQ, criada por Kevin VanHook, Yvel Guichet, Don Perlin e Bob Layton, acompanha a história de Angelo Mortalli, um matador de aluguel que trabalhava para a máfia e que acaba sendo jurado jurado de morte e incriminado por um assassinato.

Sob os cuidados do Programa de Proteção à Testemunhas do FBI, novamente ele passa por outra traição, desta vez do agente cuja responsabilidade era de fato protegê-lo. A partir disso, Mortalli é sequestrado para se tornar uma cobaia de um experimento secreto do governo que busca desenvolver soldados com super poderes e habilidades de cura, o que resulta na perda de parte de sua memória.

Ele consegue fugir e com fragmentos ainda latentes em sua memória, sai em uma caçada para punir os responsáveis por tudo o que lhe fizeram.

O projeto, que será desenvolvido pela Sony Pictures, conta com Neal Moritz (‘Preacher’, ‘Prison Break’) como produtor e traz Dave Wilson como diretor. Vale ressaltar que este é o parceiro de Tim Miller (‘Deadpool’) na empresa de animação Blur Studios.

‘Dietland’: Julianna Margulies em nova imagem da série da AMC; Confira!

Estrelada por Julianna Margulies (‘The Good Wife‘) e Joy Nash (‘The Mindy Project‘), a nova série da emissora AMC, ‘Dietland‘, ganhou uma nova imagem.

Confira:

Baseada no livro de Sarai Walker, a série companha Plum Kettle (Nash), escritora fantasma de uma revista de moda que lida com sua imagem corporal enquanto trabalha com magras modelos e considera realizar uma cirurgia para perder peso. Enquanto isso, homens do alto escalão, acusados de agressão sexual, começam a aparecer mortos na cidade.

Com 10 episódios encomendados, a 1ª temporada estreará no dia 4 de junho.

‘Shazam!’: Zachary Levi fala ao CinePOP sobre preparação física para viver o herói

A produção ‘Shazam!‘ já está disponível nos cinemas e o astro Zachary Levi passou por uma série de transformações para se encaixar no perfil físico do herói.

E durante uma entrevista com o CinePOP, o ator comentou sobre o seu processo de transformação para encarar o papel, partindo desde os novos hábitos alimentares, passando pelos intensos e constantes treinamentos.

“Eu só fui do jeito que eu sou, empolgado! Também fiquei na academia de cinco a seis dias por semana, comendo tanta comida, ganhando músculos. Foi uma jornada tão insana! Mas eu sou tão grato, estou mais forte e saudável do que jamais estive na vida inteira…e eu acho que no fundo eu pensava ‘eu espero que um dia eu conquiste um trabalho que me coloque na melhor forma da minha vida e olha só, funcionou! E esse é o sonho, é maravilhoso!”

Muito além da preparação física, o ator também teve que se acostumar a adotar alguns comportamentos diferentes, a fim de encarar um garoto dentro do corpo de um homem adulto.

Segundo Levi, pensar como Billy Batson foi o maior desafio de todo o seu processo de preparação:

“Além de todo o preparo, li muito o material fonte, mas mais do que tudo, eu analisava alguns momentos em que conversava com o Freddy e o meu cérebro adulto começava a funcionar. Então eu comecei a fazer pausas e pensar ‘não, para, para, você está raciocinando demais sobre isso. Crianças não pensam demais, eles são puramente emocionais, eles apenas reagem às coisas’. Era o que fazíamos quando tínhamos 14 anos…ou até mesmo fazemos ainda hoje, dependendo de quem você for. Mas eu tentei honrar o roteiro e trazer algo particular, acrescentando alguns momentos que poderiam ser um tempero a mais na trama, acrescentando mais autenticidade, como é o caso da dança do Fio Dental – que vocês viram no trailer -, aquilo não estava no roteiro. Tem muitos momentos nos filmes que as pessoas estão apenas ali paradas, mas isso não acontece na vida real, elas estão sempre fazendo alguma coisa. E haviam algumas cenas em que eu pensava ‘o que um adolescente faria nesse momento? Só poderia ser a dança do fio dental!’. Até porque, todo adolescente do mundo está fazendo essa dança. Não conseguimos convencê-los a passar o fio dental de verdade, mas essa dança eles fazem muito bem. Então eram momentos desse tipo, improvisados, e David [diretor] usou isso!”

Levi ainda revelou qual HQ foi mais utilizada para construir a narrativa do filme, pontuando que o volume #52 do mais recente reboot do personagem foi usado como material base.

“O filme é muito fiel aos quadrinhos. O material fonte do qual nós mais nos apegamos foi predominantemente #52 Shazam, o mais recente e que fez um reboot da série. Mas mesmo assim, nós fizemos algumas mudanças e tivemos liberdade artística, permanecendo também muito fiel à fonte, além de ser fiel a outras interações de Capitão Marvel e Shazam. Eu ainda li coisas antigas e quis acrescentar as minhas próprias referências. Porque Capitão Marvel, que hoje se chama Shazam, existe há tanto tempo…tanto que ele tem até dois nomes. E existem muito tipos de fãs. Alguns são muito, muito antigos e estão acostumados com o estilo anos 50, de figuras de linguagem como ‘cacilda’ e ainda temos os fãs mais jovens da nova geração, além da fase dos anos 70, quando também tivemos a série de TV. Mas nós tentamos nos manter fiéis ao material fonte”.

O intérprete do personagem ainda falou sobre o que distingue o Shazam dos demais super heróis, comentando a leveza e o teor cômico que acompanham sua jornada. De maneira descontraída, ele ainda faz uma breve comparação com o ‘Homem-Aranha’:

“Muitas coisas o tornam especial, mas para mim, o que destaca o Shazam de quase todos os outros super heróis é esse sentimento puro de desejo realizado. É aquela criancinha em todos nós que sempre sonhou em ser um super herói. E que se nós tivéssemos recebido, aos 14 anos, uma palavra mágica para simplesmente se transformar em um herói, podendo voar e ter super força, super velocidade e raios, seria a realização de um grande sonho! A maioria dos super heróis é tipo ‘nossa, eu tenho que salvar o mundo [com um certo peso]’. E Billy Batson é ‘caramba! Eu posso salvar o mundo, isso é tão divertido!’. Acho que o Peter Parker é o único super herói – que consigo pensar agora de cabeça – que fica tão feliz com essa oportunidade quanto Billy. Mas ele só tem a teia de aranha, eu posso voar!”

Shazam!‘ estreou nos EUA arrecadando US$ 55 milhões em seu primeiro fim de semana.

Como um garoto preso dentro do corpo de um adulto, Zachary Levi é a personificação de um herói ainda imaturo e bem brincalhão, diferente dos demais.

‘Dual’: Karen Gillan e Aaron Paul vão estrelar novo sci-fi

Os atores Karen Gillan e Aaron Paul vão estrelar um novo sci-ci, intitulado ‘Dual‘. A informação foi revelada pelo portal The Hollywood Reporter.

Na trama, Gillan vive uma mulher com uma doença terminal, que decide optar por um procedimento de clonagem, a fim de diminuir o impacto de sua morte na vida de seus amigos e familiares. No entanto, a protagonista acaba sendo milagrosamente curada e ao tentar desativar sua clone, ela descobrirá que a tarefa não é tão simples assim, levando-na a uma jornada mortal pela sua própria vida.

Dual‘ é dirigido por Riley Stearns, o mesmo responsável por ‘The Art of Self Defense‘.

O sci-fi ainda conta com Beulah Koale e Martha Kelly no elenco. Além disso, há a possibilidade do astro Jesse Eisenberg fazer uma aparição na produção.

Atualmente, Aaron Paul pode ser visto na terceira temporada da aclamada série ‘Westworld‘. Já a atriz Karen Gillan retorna para o MCU no futuro próximo, com as filmagens de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3

 

 

 

‘Homem-Aranha 3’: Atores foram PROIBIDOS de falar sobre o filme, revela Alfred Molina

Uma das estreias mais aguardadas de 2021, Homem-Aranha 3’ (‘Spiderman: No Way Home’), tem sido alvo de grandes especulações por parte dos fãs da Marvel, em virtude da possibilidade de retorno dos atores Andrew Garfield e Tobey Maguire como o Amigo da Vizinhança.

E em uma recente entrevista à revista Variety, o astro Alfred Molina revelou detalhes de seu retorno à franquia, salientando que a Sony Pictures e a Marvel Studios chegaram a proibir os atores de falar sobre o filme:

“Quando estávamos filmando No Way Home, todos nós estávamos sobre ordens estritas de não falar sobre o filme, porque tudo deveria ser um grande segredo. Mas, sabe, está tudo na internet. E de fato eu descrevo o meu retorno como o pior segredo guardado de Hollywood”.

O veterano foi ainda mais além e revelou que quando perguntou ao diretor Jon Watts sobre como o seu personagem retornaria à trama, após ter morrido em ‘Homem-Aranha 2‘, o cineasta pontuou que “neste universo, ninguém realmente morre”.

A expectativa é de que a narrativa do vilão seja retomada no instante em que ele se afoga no East River, para evitar que seus tentáculos destruíssem a cidade de Nova York.

Lembrando que Alfred Molina será rejuvenescido digitalmente em mais de 15 anos para reprisar seu papel como Doutor Octopus em Homem-Aranha 3’ (‘Spiderman: No Way Home’).

O personagem vai aparecer no novo filme com o mesmo visual que ele tinha em ‘Homem-Aranha 2‘, de 2004.

E aí, você acha que o Aranhaverso é real mesmo?

Assista ao anúncio que revela o título oficial da sequência, que estreia em 16 de dezembro de 2021:

Alfred Molina teve seu retorno confirmado como Dr. Octo

ZendayaJacob BatalonMarisa Tomei também retornam.

Espera-se que o filme siga a nova batalha de Peter Parker após ter sido desmascarado publicamente por J. Jonah Jameson no final do ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘.

Amy Pascal atuará como produtora da sequência ao lado de Feige, representando a Sony e a Marvel, respectivamente.

Assista à nossa crítica do filme anterior:

Crítica | Furiosa: Uma Saga Mad Max: Anya Taylor-Joy BRILHA em uma odisseia vingativa, cercada pela devastação da humanidade

A finitude da vida em meio à escassez se transforma em poesia nos primeiros cinco minutos de Furiosa: Uma Saga Mad Max. Com rápidas pinceladas sobre a destruição do planeta Terra, a partir de crises ambientais e humanas, George Miller abre seu mais novo épico distópico ao som de um narrador ancião e profético, que reflete sobre a condição da humanidade diante de sua autodestruição. Em um deserto sombrio e simbólico, o pouco que resta vira pó. E agora, nessa nova pseudo civilização, surge a distópica heroína homônima.

De rosto delicado, infantil e em uma terra fértil, ela logo se tornará apenas uma sombria lembrança da idílica e reclusa vida que nutriu em sua pequena comunidade. E então, seu presente vira passado e seu futuro se dilacera em uma longínqua extensão desértica, dominada por fúria, remanescentes de combustível fóssil e buscas frenéticas pelo domínio da oferta e da escassez – ambos cercados por formações rochosas robustas e desfiladeiros que revelam cenas de ação que nos enchem os olhos das mesmas memórias de Mad Max: Estrada da Fúria.

Mas Furiosa: Uma Saga Mad Max é diferente. Em sua magnitude, é menor, menos densa na quantidade de seus personagens e em números de veículos arquitetônicos e megalomaníacos. Mas ainda assim, é um filme poderoso. Resgatando as origens da personagem inicialmente vivida por Charlize Theron, a pré-sequência de Miller nos introduz aos vestígios iniciais desse novo e perverso mundo cão, tomado por areia e devastação. Mas ao invés de também nos tomar pelas mãos em direção aos meandros de como esse universo se fundiu e se ergueu, o aclamado diretor opta por nos apresentar apenas fragmentos dessa realidade, que aqui é trazida às telas como estando em seus estágios mais primitivos e não tão desenvolvidos.

E ainda que essa lacuna deixe um gostinho amargo naqueles que esperavam também testemunhar as raízes da fundação de Wasteland, a verdade é que isso pouco afeta a nossa experiência enquanto audiência. Furiosa nada mais é do que a história de ascensão de uma garotinha tratada como mercadoria, que fez de suas terríveis circunstâncias seu impulso de sobrevivência em um mundo onde mulheres nada mais são que ventres férteis e seios fartos de leite.

Fazendo conexões valiosas com pontos chave de Estrada da Fúria, o mais novo longa da franquia sabe muito bem vincular ambas as narrativas, aparando arestas soltas propositalmente apresentadas lá em 2015, à medida em que busca fechar um ciclo na história de uma personagem que quase superou o sucesso do protagonista original – graças à excelente parceria Miller-Theron. E dessa vez sob a belíssima performance de Anya Taylor-Joy, Furiosa: Uma Saga Mad Max ganha novas camadas de profundidade, em um thriller apocalíptico de origem que nos envolve em suas quase três horas de duração.

Dividindo a trama em capítulos, Miller se empenha para honrar o universo expansivo que criou, buscando um equilíbrio em seu ritmo narrativo principalmente nos momentos de maior lentidão – que podem ser mais exaustivos para os impacientes. Mas com Anya dominando a tela com uma performance soturna, densa e absolutamente concentrada em seus olhos, o cineasta pouco precisa se preocupar. Aqui, a popular e talentosa atriz uma vez mais mostra que todo seu sucesso não é por menos, tornando o constante silêncio que domina as telas em uma atmosfera ainda mais profunda para testemunharmos sua versatilidade em tela.

E Chris Hemsworth não fica atrás, usando a oportunidade dada pelo diretor para apresentar uma versão mais séria de sua performance. Contando com um ótimo trabalho de maquiagem realizado pela vencedora do Oscar, Lesley Vanderwalt, ele caminha em direção a papeis mais sérios e complexos, provando que tem potencial para encarar desafios mais dramáticos em tela. Com um vilão mais caricato e levemente cômico, ele é um contraste com a atmosfera quase mórbida que envolve Wasteland. Caótico e verborrágico, ele é a quebra dos silêncios e uma breve ruptura certeira no pesado ritmo narrativo estabelecido por Miller.

Estampando uma fotografia estonteante que reitera os detalhes do preciso design de produção de Colin Gibson, a pré-sequência de Estrada da Fúria é visceral em suas cenas de ação e perseguição, ainda que elas sejam menos robustas que as do clássico contemporâneo de 2015. Poderoso em sua execução e nos embalando em uma catártica e sinestésica jornada de vingança e identidade, Furiosa: Uma Saga Mad Max é uma belíssima epopeia distópica com ares mitológicos. E ainda que não supere a maestria e o fascínio originais de seu antecessor, sem sombra de dúvidas já se torna uma das melhores experiências cinematográficas de 2024.

Festival de Berlim: ‘O Último Azul’ Traz o Urso de Prata para o Brasil

A 75ª edição do Festival de Berlim consagrou o cinema brasileiro com o Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri para O Último Azul, de Gabriel Mascaro. Acompanhado pelos protagonistas Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, o diretor subiu ao palco para celebrar a conquista, que representa um dos maiores reconhecimentos internacionais do cinema nacional e o segundo lugar no evento. 

Em seu discurso de agradecimento, Gabriel Mascaro declarou: “O Último Azul fala sobre o direito de sonhar e a crença de que nunca é tarde demais para encontrar um novo significado na vida”. Além da premiação principal, O Último Azul também recebeu os prêmios do Júri Ecumênico e do Júri de Leitores do Berliner Morgenpost, reafirmando sua forte recepção crítica. Outro destaque brasileiro foi Hora do Recreio, de Lucia Murat, que recebeu uma Menção Especial na Mostra Generation 14 Plus.

O grande vencedor da Berlinale foi o filme norueguês Dreams (Sex Love) (Drømmer), de Dag Johan Haugerud, que recebeu o Urso de Ouro. A decisão foi anunciada pelo presidente do júri oficial Todd Haynes (Segredos de um Escândalo).

Cena de Dreams (Sex Love), ganhador do Urso de Ouro (Foto: reprodução)

Recepção Crítica de O Último Azul

A obra de Gabriel Mascaro foi amplamente elogiada pela crítica internacional. O Screen Daily descreveu a obra como “uma visão muito plausível de um futuro sombrio e hipócrita”, destacando sua pertinência política e social. Já o Hollywood Reporter chamou o longa de “um belíssimo road movie aquático que transforma a Amazônia em um refúgio mágico, da prisão à liberdade”. A narrativa visual e a atuação de Denise Weinberg foram especialmente elogiadas, reforçando a força do cinema brasileiro no cenário mundial.

O Último Azul conta a história de Tereza, uma mulher de 77 anos que viveu toda a sua vida em uma pequena cidade industrial na Amazônia. Um dia, recebe uma ordem do governo para se mudar para uma colônia de idosos – um local isolado onde os mais velhos são enviados para passar seus últimos anos, permitindo que os jovens se concentrem no crescimento econômico. Recusando-se a aceitar esse destino imposto, Tereza embarca em uma jornada transformadora pelos rios da Amazônia para realizar um último desejo – uma decisão que mudará seu destino para sempre.

Gabriel Mascaro recebe o Urso de Prata

Os Discursos e o Contexto Político da Berlinale

Como esperado, diversos discursos de aceitação mencionaram crises globais, especialmente os conflitos na Palestina e Ucrânia. O cineasta romeno Radu Jude, vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro por Kontinental ’25, dedicou seu prêmio a Luis Buñuel e falou sobre os desafios de fazer cinema com poucos recursos. Vale lembrar que Jude também conquistou o Urso de Ouro em 2021 com Má Sorte no Sexo ou Pornô Acidental, consolidando-se como uma presença frequente na Berlinale.

A Berlinale também reafirmou seu posicionamento em defesa da liberdade de expressão e solidariedade ao povo palestino. No ano anterior, manifestações de apoio foram vetadas, mas nesta edição o festival abriu espaço para discursos pedindo um cessar-fogo nos conflitos entre Israel e Palestina, assim como entre Rússia e Ucrânia. Uma das vozes mais ativas nesse debate foi a atriz Tilda Swinton, ganhadora do Urso Honorário, na noite de abertura do festival.

Tilda Swinton na noite de abertura do Festival Berlim

Prêmios de Atuação 

Na categoria de Melhor Atuação Principal, Rose Byrne foi laureada com o Urso de Prata por sua performance na dramédia If I Had Legs I’d Kick You, de Mary Bronstein. Já na categoria de Melhor Atuação Coadjuvante, o vencedor foi Andrew Scott, por sua interpretação do compositor Richard Rodgers no filme biográfico Blue Moon, de Richard Linklater. No ano passado, Sebastian Stan venceu o mesmo prêmio por Um Homem Diferente, um papel que impulsionou sua carreira até a conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical em 2025.

O vencedor do Urso de Ouro de 2024, Dahomey, de Mati Diop, representou o Senegal no Oscar e chegou à shortlist de Melhor Documentário, consolidando o impacto da produção no cenário internacional.

Rodrigo Santoro e Denise Weinberg em O Último Azul

Lista Completa dos Vencedores da 75ª Berlinale

  • Urso de Ouro de Melhor Filme: Drømmer (Dreams (Sex Love)) – Dag Johan Haugerud
  • Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri: O Último Azul – Gabriel Mascaro
  • Urso de Prata – Prêmio do Júri: El Mensaje (The Message I Die Nachricht) – Iván Fund
  • Urso de Prata de Melhor Direção: Huo Meng – Sheng Xi Zhi Di (Living The Land)
  • Urso de Prata de Melhor Atuação Principal: Rose Byrne – If I Had Legs I’d Kick You
  • Urso de Prata de Melhor Atuação Coadjuvante: Andrew Scott – Blue Moon
  • Urso de Prata de Melhor Roteiro: Radu Jude – Kontinental ’25
  • Urso de Prata de Contribuição Artística Extraordinária: O conjunto criativo de La Tour de Glace (The Ice Tower) – Lucile Hadžihalilović

 

SAIU! Assista ao trailer de ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’

O perfil oficial do Twitter deAnimais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwalddivulgou o primeiro trailer da aguardada sequência de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Se prepare, que está de tirar o fôlego. Assista, junto com o novo pôster:

Uma nova sinopse de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald’ foi liberada pela Warner Bros. Brasil, que lançará o filme nos cinemas nacionais dia 15 de Novembro, um dia antes da estreia nos EUA.

Confira:

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald é a segunda de cinco novas aventuras no Mundo Bruxo de J.K. Rowling. No final do primeiro filme, o poderoso bruxo das trevas Gerardo Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou da custódia e começou a reunir seguidores, a maioria desavisada de sua verdadeira intenção: criar magos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos. Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore (Jude Law) recruta seu ex-aluno Newt Scamander, que concorda em ajudar, desconhecendo os perigos que estão por vir. As linhas são desenhadas à medida que o amor e a lealdade são testados, mesmo entre os mais verdadeiros amigos e familiares, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.

O elenco conta com Ezra Miller (Credence) e Zoe Kravitz (Leta Lestrange), que retornam. Além disso, Callum Turner ingressa à adaptação como o irmão de Newt, o herói de guerra, Theseus Scamander, que se juntam a Katherine WaterstonEddie RedmayneAlison Sudol  e Dan FoglerJohnny Depp vive o vilão Gerardo Grindelwald e Jude Law será o jovem Dumbledore.

David Yates volta a dirigir. Com roteiro de J.K. Rowling.

‘The Tax Collector’: Shia LaBeouf vive bad boy em novo filme de David Ayer

O astro Shia LaBeouf (‘Ninfomaníaca’) apareceu na primeira imagem do drama ‘The Tax Collector’, divulgada pelo diretor David Ayer (Esquadrão Suicida, Bright). Na imagem, vemos o ator todo tatuado, com uma atitude de “bad boy”. Confira:

Detalhes do filme não foram divulgados, mas as filmagens seguem em andamento nos EUA.

‘The Tax Collector’ tem estreia prevista para 2019.

Análise ‘Monarch – Legado de Monstros’ | Quarto episódio mistura ficção com aventura perfeitamente

[ANTES DE COMEÇAR A ANÁLISE, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]

Se você ainda não assistiu o quarto episódio de Monarch – Legado de Monstros, evite esta matéria, pois ela contém spoilers

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Análise ‘Monarch – Legado de Monstros’ | Terceiro episódio traz monstros e estética retrô

A busca pelo paradeiro de Hiroshi Randa (Takehiro Hira) levou o grupo de 2015 para o Alasca. Nesse ambiente inóspito, o ataque do Titã congelado foi fatal para alguns membros e deixou outros em situação de vida ou morte. Isso trouxe ao quarto episódio um senso de urgência muito bem-vindo, que foi trabalhado com a principal ferramenta narrativa da série até aqui: os flashbacks.

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Entre idas e vindas no tempo, dessa vez num intervalo menor entre eles, de apenas um ano de diferença, o capítulo foi o mais diferente da série. Apostando no desenvolvimento do drama humano entre May (Kiersey Clemons) e Kentaro (Ren Watabe), o episódio mostra como eles se conheceram e como foi se desenvolvendo o relacionamento – já terminado, é verdade – que foi brevemente mencionado antes.

Mais do que tudo, é um episódio sobre escolhas e consequências. Isso porque todas as desgraças que estão acontecendo com a May poderiam ter sido evitadas se ela não tivesse respondido ao flerte dele um ano antes. Da mesma forma, se ele não tivesse flertado, provavelmente teria se saído bem na mostra de arte e estaria viajando o Japão ou o mundo com seu trabalho, sem tempo para embarcar na jornada à procura do pai. E o mais interessante é que essa história pessoal do ex-casal é contada enquanto May corre risco de vida, pois está congelando no Alasca após o ataque do Titã.

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Em meio aos flashbacks, que complementam de forma inteligente os diálogos desesperados do presente, o grupo precisa sobreviver aos ataques do Titã, enquanto busca ajuda o mais rápido possível para evitar que May morra de hipotermia. E aí, novamente, entra a escolha e a consequência no jogo. Kentaro afirma ter visto uma base próxima ao lugar onde estão, enquanto Lee (Kurt Russell) segue liderando o grupo rumo a uma luz misteriosa, tal qual o ‘herói de ação’ estabelecido no episódio anterior. Ocorre um racha entre eles, o que certamente influenciará na confiança interna desse grupo nos próximos episódios. Principalmente porque é Kentaro quem “salva o dia” dessa vez.

O único ponto negativo dele é ser muito escuro. Por se passar em sua maior parte na noite do Alasca, é tudo excessivamente escuro, o que faz sentido, já que não há influência de luz em meio ao gelo. Nesse momento, a opção da série de abraçar de vez a ficção pode comprometer alguns espectadores, que terão dificuldade de enxergar o que acontece em tela. No entanto, rende momentos visualmente interessantes, como as cenas que envolvem a aurora boreal e a bioluminescência do monstro.

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Esse quarto episódio é realmente muito interessante ao explorar de forma competente os dramas pessoais de um ex-casal que até então pouco havia mostrado na série. Ao mesmo tempo, essa urgência de precisar salvar a May e evitar o Titã gélido dão uma sensação de angústia pesada. É um dos melhores capítulos da série até aqui.

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Os novos episódios de Monarch – Legado de Monstros estreiam toda sexta no Apple TV+.

Crítica | Prisão 77 – Miguel Herrán, de ‘La Casa de Papel’, vai pra Prisão em Intenso Drama Real Espanhol

A ditadura é um regime de governo que ocorreu em muitos países do mundo inteiro, sempre com histórias tenebrosas que ainda hoje estão vindo à público. Também a ficção exerce importante papel em recontar ou reconstruir partes dessas histórias obscuras cujas verdades absolutas dificilmente serão conhecidas totalmente. Na Espanha, por exemplo, houve a ditadura franquista, cujo fim deu espaço à redemocratização daquele país. Na transição entre ambos os sistemas governamentais houve muita luta e muita injustiça, e uma dessas histórias chega esse mês aos assinantes da plataforma Looke, através do drama de ficção ‘Prisão 77’.

Manuel (Miguel Herrán) trabalha como contador em uma empresa e fora pego desviando dinheiro, o que o levou à prisão. Ele nega as acusações, dizendo que seu amigo, filho do dono, o estimulara a fazer o desvio. Enquanto aguarda julgamento, Manuel ficará mantido em cárcere junto com presidiários de diferentes níveis de periculosidade. Certo de que seu caso é simples e de que é inocente, Manuel custa a entender que não haverá julgamento para ele, pois a justiça não está interessada em soltar nem ele, nem ninguém. Por outro lado, as condições penitenciárias são péssimas e fazer amigos ali dentro é uma questão de sobrevivência. Entre erros e acertos, Manuel se envolverá com um grupo que quer lutar pelos direitos dos detentos e briga pela anistia de todos após o fim da ditadura franquista.

Com duas horas de duração, ‘Prisão 77’ é um daqueles filmes baseados em histórias reais que surpreende e revolta, seja pelo inacreditável dos fatos, seja pelo inaceitável da vida. E também demonstra quantos episódios seguem obscuros acerca do período franquista, quantas vidas e quantas histórias talvez jamais ganhem luz.

O roteiro de Rafael Cobos e Alberto Rodríguez constrói bem o embate do protagonista – um filhinho de papai da classe média que cai numa roubada – dentro de um universo ao qual ele resiste a pertencer por se achar superior – ou melhor, menos pior do que os demais. Porém, a imaculada aura do protagonista às vezes irrita, pois mesmo com seu jeitão arrogante ele encontra pouca resistência na prisão, e ainda por cima consegue se tornar um líder, muito por conta de ser justamente um sujeito de classe média intelectualizado.

A direção de Alberto Rodríguez acompanha com firmeza o desenrolar da história, centrando-a sempre em seu protagonista, o que por vezes torna os personagens secundários um pouco obscuros demais, até o fim sem definir se são amigos ou inimigos. O diretor faz bom uso das locações e do contraste das vivências entre os personagens Miguel e Pino (Javier Gutiérrez), um cara mais sisudo que, diante do protagonista, reforça o quão ingênuo ele é. As cenas dos dois são sempre as melhores, inclusive em situações absurdas que provocam o riso.

É inevitável fazer uma ponte entre ‘Prisão 77’ com a sérieLa Casa de Papel’, uma vez que Miguel Herrán participa de ambas, sendo que em uma ele é um assaltante e no outro ele está na prisão. Dá pra brincar de construir esse universo, muito embora os contextos sejam completamente diferentes.  ‘Prisão 77’ demonstra a complexidade do sistema penal espanhol dos anos 1970 e que, em muitas camadas, permanece até hoje.