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‘No Ritmo do Coração’ ou ‘Ataque dos Cães’? Veja outras vezes que o Oscar foi ACIRRADO…

O Oscar 2022 acontece neste domingo com algumas indefinições, especialmente na categoria de Melhor Filme. No início da temporada de prêmios, a partir de dezembro, ‘Ataque dos Cães‘, de Jane Campion, conquistou o Globo de Ouro, BAFTA e boa parte da crítica. Mas no final da corrida, ‘No Ritmo do Coração‘, de Sian Heder, levou os dois principais medidores da maior estatueta da noite: o Sindicato dos Produtores e Melhor Elenco no Sindicato dos Atores.

Agora os fãs de cinema aguardam quem levará a premiação. Mas não é apenas nesse ano que a disputa chega na reta final totalmente embolada. Lembre aqui de anos recentes e mais clássicos em que isso aconteceu:

Moonlight e La La Land

Como esquecer da guerra que ocorreu na internet entre cinéfilos pelos dois filmes. E tudo foi tão acirrado que cada longa vencia uma das premiações mais importantes. Além disso, entre os críticos, a divisão também se manteve. O Oscar em 2017 foi de tanto conflito que até gerou a maior gafe da história, quando foi anunciado que o vencedor de Melhor Filme era ‘La La Land‘ quando, na realidade, foi ‘Moonlight’. Entre os anos mais recentes, foi o mais inesquecível.

Birdman e Boyhood

Dois anos antes outro grande confronto aconteceu na maioria das categorias. E havia uma defesa dos lados opostos. Enquanto ‘Birdman‘ conquistava pela técnica e por ter sido feito – aparentemente – em plano-sequência, ‘Boyhood‘ tinha ao seu lado uma espécie de história registrada do cinema, já que foi gravado ao longo de 12 anos. Apesar disso, foi a obra de Alejandro González Iñárritu a vencedora da noite, já que ‘Boyhood’ acabou apenas com um troféu no bolso, e sem ser o principal.

O Discurso do Rei e Cisne Negro

A cerimônia em 2011 teve uma temporada de prêmios não tão dividida, mas com fortes candidatos. Entre eles, que acabaram não tendo destaque nas categorias principais, estão ‘A Origem‘, ‘A Rede Social‘ e ‘Toy Story 3‘ – esse último a primeira animação indicada em Melhor Filme. Apesar disso, a disputa era entre ‘O Discurso do Rei‘, que parecia ter mais a cara da Academia, e ‘Cisne Negro‘, destacado pela crítica e pelo público em geral. Os votantes acabaram escolhendo o que já era mais aguardado.

Shakespeare Apaixonado e O Resgate do Soldado Ryan

O Oscar de 1999 é marcado por polêmicas até os dias atuais. Entre elas, até a derrota de Fernanda Montenegro em Melhor Atriz. Porém, a maior de todas foi a escolha de ‘Shakespeare Apaixonado‘ como o grande premiado do dia. Apesar de estar cotado, especialmente pela campanha feita pelo produtor Harvey Weinstein, ‘O Resgate do Soldado Ryan‘ era considerado um dos grandes filmes de Steven Spielberg em anos. No fim, o longa de John Madden venceu.

Star Wars e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Vamos voltar um pouco no tempo e falar também de outro Oscar lembrado até os dias atuais. Mesmo com as campanhas sendo bem diferentes que atualmente, 1978 marcava um campeão de bilheteria dominando boa parte da lista. ‘Star Wars: Uma Nova Esperança‘ – na época, só ‘Star Wars’ – chegou com 11 indicações. O grande adversário era o ainda novato diretor Woody Allen, com sua comédia mais reconhecida ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa‘. Acabou que o início da saga de George Lucas saiu apenas com os prêmios técnicos.

Cidadão Kane e Como Era Verde Meu Vale

Falada por muitos como uma das maiores injustiças da história do prêmio, o Oscar de 1942 ainda é lembrado pela derrota de ‘Cidadão Kane‘. O revolucionário filme do ainda jovem Orson Welles foi marcante naquele ano, mas não o suficiente para empolgar os membros da Academia. Também não ajudou o fato de a corrida ter sido contra um filme melodramático do cineasta e ator John Ford, acostumado com os faroestes. Apesar das 9 indicações, Welles venceu apenas um, enquanto Ford, com 10, conquistou 5.

Saiba quais são nossas principais APOSTAS para o Oscar 2022

Aqui, nesta nova matéria iremos apresentar a nossa opinião exclusiva sobre quem achamos que merece ganhar (ou seja, nossos preferidos) e quem de fato achamos que irá levar os prêmios nas categorias principais. Confira abaixo.

MELHOR FILME

As surpresas das indicações a melhor filme este ano ficaram por conta de Drive My Car, filme japonês sobre o drama do desaparecimento de uma jovem mulher, parte de um casal de atores. O longa do cineasta Ryûsuke Hamaguchi vem inclusive sendo comparado ao fenômeno Parasita, da edição 2020 do Oscar. Outro que surpreendeu foi O Beco do Pesadelo, remake de um clássico do suspense dos anos 40, o longa tem um visual impactante, e sua nomeação demonstra a força do mexicano Guillermo del Toro atualmente junto aos votantes. Na “cota” das produções feel good, ou seja, filmes inspiradores que falam sobre superação e podem ser recomendados para toda a família devido à sua leveza estão outras duas quase surpresas: King Richard – Treinando Campeãs é a biografia das tenistas Venus e Serena Williams, e Coda – No Ritmo do Coração é o remake de uma produção francesa sobre uma família de surdos-mudos pescadores onde só a filha mais nova é ouvinte.

No terreno das superproduções, mais duas refilmagens. Steven Spielberg é quem comanda a nova versão do musical clássico Amor, Sublime Amor, que venceu o Oscar em 1962. Já Duna, de Denis Villeneuve, também já havia ganhado as telas em 1984, e trata-se de uma das histórias de ficção científica mais cultuadas de todos os tempos. Ainda temos a crítica social sobre o negacionismo Não Olhe para Cima – o filme mais atual e ácido do lote -, o coming of age artístico de Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza, e o drama sobre a Guerra da Irlanda em preto e branco e visto sob o ponto de vista inocente de um menino, Belfast.

Nossa previsão nesta categoria é Ataque dos Cães, da Netflix. O faroeste dramático é baseado no livro de Thomas Savage, e conta sobre dois irmãos bem diferentes, e a colisão de temperamentos quando um deles resolve se casar com uma jovem mulher mãe solteira. Um dos fatores que mais marca Ataque dos Cães é a direção da veterana Jane Campion, que não dirigia um filme desde 2009.

Porém, Coda – No Ritmo do Coração está crescendo exponencialmente e está cada vez mais perto de conquistar o Oscar de Melhor Filme, principalmente após ganhar quatro prêmios de sindicato que são “termômetros” do Oscar – o PGA: Sindicato dos Produtores da América, DGA: Sindicato dos Diretores da América, SAG: Sindicato dos Atores e WGA: Sindicato dos Roteiristas da América.

MELHOR DIREÇÃO

Como dito, Ataque dos Cães é o filme, neste momento, com mais chances de vencer o Oscar na categoria principal. E acreditamos que este prêmio virá atrelado ao prêmio de direção. A veterana Jane Campion é a única mulher indicada na categoria nesta edição, e seria muito bom ver novamente uma mulher vencendo o prêmio depois da chinesa Chloé Zhao no ano passado por Nomadland. Se vencer na categoria, a neozelandesa Campion – que também adaptou o roteiro e tem chances de vencer tal prêmio igualmente – será a terceira mulher da história a obter a vitória na categoria de direção, e a segunda em dois anos consecutivos. Campion já havia sido indicada anteriormente como diretora pelo filme O Piano (1993), que lhe rendeu o Oscar de roteiro original. Os outros indicados da categoria são Steven Spielberg (Amor, Sublime Amor), Kenneth Branagh (Belfast), Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza) e a surpresa que acreditamos ser o único a possivelmente tirar o Oscar de Campion: o japonês Ryûsuke Hamaguchi (Drive My Car).

MELHOR ATRIZ

A grande aposta aqui na categoria de atriz é a renovadíssima Kristen Stewart por Spencer, drama biográfico sobre a Lady Di, a Princesa Diana. Para os que ainda associavam a imagem da atriz à franquia adolescente dos vampiros de Crepúsculo e que nem mesmo com o César (o Oscar francês) de melhor atriz por Acima das Nuvens (2014) a consideravam uma intérprete de grande alcance, esta é a performance que serve como divisor de águas da carreira da jovem. E a nomeação no Oscar, mesmo que Stewart tenha falado demais e desdenhado da honraria, é a consagração dela. Era esperado e Stewart surge como favorita. A surpresa aqui veio da nomeação da espanhola Penélope Cruz pelo filme de seu mentor, Pedro Almodóvar, Mães Paralelas. Acontece que o filme não era o indicado da Espanha e não está entre os nomeados de produção estrangeira. Mesmo assim, pela segunda vez na carreira, Cruz é indicada por um filme de Almodóvar – depois de Volver (2007).

Outras surpresas foram as nomeações da veterana Nicole Kidman pelo filme da Amazon, Apresentando os Ricardos, biografia do ícone da TV americana Lucille Ball, do seriado I Love Lucy; e Jessica Chastain, por mais uma biografia, esta da televangelista polêmica Faye Bakker, no filme Os Olhos de Tammy Faye. O que acontece é que Chastain e Kidman fazem figuração aqui, já que seus filmes não têm tanta força. Mas tudo pode acontecer. Quem eu diria que pode tirar o doce da boca de Stewart é a nova queridinha da Academia, a britânica Olivia Colman por A Filha Perdida. Temos que levar em conta que Colman já venceu há três anos por A Favorita, e a Academia pode não querer premiá-la de novo em tão pouco tempo. Porém, seriam os mesmos três anos que separaram as vitórias na categoria principal de Frances McDormand, por Três Anúncios para um Crime (2018) e mais recentemente por Nomadland (2021). Então o precedente existe.

MELHOR ATOR

Ao que tudo indica esse prêmio irá para o Doutor Estranho em pessoa, Benedict Cumberbatch. Essa é a segunda indicação do ator depois de O Jogo da Imitação. Na possível limpa que Ataque dos Cães fará, em especial nas categorias melhor filme e direção, acredito que Cumberbatch possa ir com a maré e se beneficiar. Quem pode “chover no desfile” do ator britânico é o americano Will Smith. Veterano muito querido na indústria, Smith é mais conhecido por seus blockbusters, mas vira e mexe emplaca um trabalho mais sério e já tem duas outras indicações como melhor ator. O astro inclusive já participou da polêmica com o protesto do Oscar So White, um movimento ocorrido na premiação de 2016 em que nenhum dos indicados na categoria principal era negro. Smith e outras personalidades boicotaram o evento na ocasião e não foram à festa. O ator na época esperava ser nomeado por Um Homem Entre Gigantes. Este ano Smith chega forte como produtor também de King Richard – Treinando Campeãs. Na categoria, Andrew Garfield (Tick, Tick… Boom), Javier Bardem (Apresentando os Ricardos) e o grande Denzel Washington (A Tragédia de Macbeth) apenas coadjuvam. Lembrando novamente que tudo pode acontecer.

MELHORES COADJUVANTES

A categoria de atrizes e atores coadjuvantes parece ser as mais imprevisíveis desta edição do Oscar. Começando pelas atrizes, quase todas as indicações foram surpresas. Nossas torcidas na verdade vão para quase todas as nomeadas na categoria. Explico. Acontece que esta é uma corrida entre novatas, entre marinheiras de primeira viagem no Oscar, e por mais que adoremos a veterana Judi Dench, que aqui concorre por Belfast, ela já possui sua estatueta decorando a lareira. Seria ótimo se ela tivesse mais uma? Por seu talento e anos de estrada, sim! Ao mesmo tempo, as surpresas das indicações de Kirsten Dunst (por Ataque dos Cães) e Jessie Buckley (por A Filha Perdida) foram tão bem-vindas que passamos a torcer por elas – e acredito que uma das duas saia vitoriosa.

Outra surpresa mais que bem-vinda foi a representatividade das indicações de Aunjanue Ellis, que vive a esposa de Will Smith em King Richard, e a jovem Ariana DeBose por Amor, Sublime Amor. Uma curiosidade é que a atriz veterana Rita Moreno ganhou o Oscar na versão de 1961 do filme, pelo mesmo papel de Anita, agora vivido por DeBose. Se DeBose levar, será muita sorte que a personagem Anita traz para suas intérpretes.

Na categoria masculina, creio que os que fazem apenas figuração neste ano são Ciarán Hinds por Belfast e J.K. Simmons, que igualmente já tem sua estatueta do Oscar, por Apresentando os Ricardos. É provável que a estatueta fique mesmo nas mãos de um dos coadjuvantes de Ataque dos Cães, corroborando a ideia de que o filme possa vir a fazer a limpa na noite da premiação. Como aqui nesta categoria temos dois atores nomeados pelo filme, Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee, qualquer um deles que levar estará bem representado. Se tiver que escolher um, creio que Plemons tem a vantagem. Porém, pode ser o caso deles se anularem também. E aí, acredito que quem possui vantagem nesta é Troy Kotsur, ator surdo-mudo de Coda – No Ritmo do Coração. Caso vença, seria o primeiro surdo-mudo a levar o prêmio desde Marlee Matlin (que também está no elenco de Coda) em Filhos do Silêncio (1987).

OUTRAS CATEGORIAS

Nas categorias de roteiro, seria muito legal ver o criativo e ácido Não Olhe para Cima levando o prêmio de roteiro original. No entanto, o prêmio ficará provavelmente entre Belfast e Licorice Pizza. Já no roteiro adaptado, seria muito bom ver o texto de Maggie Gyllenhall em A Filha Perdida sair vitorioso, mas Jane Campion é quem deve vencer por Ataque dos Cães. E não é nada mal, já que permanece nas mãos de uma mulher. O ideal é que os prêmios pudessem ser mais divididos.

Finalizando nossos palpites, a categoria mais “batata” desta edição do Oscar definitivamente é a de filme estrangeiro. A certeza da vitória de Drive my Car é indiscutível, afinal o longa está indicado também na categoria principal de melhor filme. E quantos outros da categoria podem dizer o mesmo? Quando casos assim ocorrem, seja com filmes estrangeiros na categoria principal (como Parasita em 2020 ou Amor em 2013) ou animações na categoria principal (Toy Story 3 em 2011 ou Up – Altas Aventuras em 2010), a garantia é que ao menos da outra categoria de filme ao qual estão indicados eles saiam vitoriosos. Assim, filmes elogiados como A Pior Pessoa do Mundo (da Noruega) ou A Mão de Deus (Itália) não possuem muita chance.

Crítica | A Ligação – Thriller é um dos MELHORES filmes no catálogo da Netflix

A indústria cinematográfica sul-coreana aos poucos vem conquistando o gosto do grande público. A coroação dos esforços das leis de incentivo culturais daquele país veio no início de 2020, com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Filme para ‘Parasita’ – e, de lá para cá, os olhos do mundo se voltaram para a parte sul da ilha da Coreia. Para fechar o ano, chega agora à Netflix o incrível suspense ‘A Ligação’.

Seo-yeon (Park Shin-Hye) é uma jovem que acaba de se mudar para a antiga casa da sua família, onde passara a infância e onde, anos atrás, perdera o pai (Ho-San Park) em um incêndio. Porém, as dolorosas memórias do passado não são as únicas ameaças na sua vida atual: após perder o celular, Seo-yeon passa a receber ligações sinistras de Young-sook (Jong-seo Jun), a antiga moradora do passado, no telefone fixo da casa. Aos poucos, o que parecia ser uma divertida viagem no tempo vai se transformando em um pesadelo maior do que os fantasmas do passado na vida de Seo-yeon.

Em quase duas horas de duração, o espectador é convidado a conhecer uma história aparentemente tranquila, mas que vai se problematizando aos poucos, regada de plot twists e que escala rapidamente do drama para o thriller. Com o enredo centrado na relação entre as duas protagonistas mulheres, o roteiro de Chung-Hyun Lee se reinventa junto com seu próprio argumento, apropriando-se do conceito de viagem do tempo e trazendo-o para o gênero do thriller e do serial killer, convidando o espectador a pensar que nem toda viagem no tempo é feliz e, sim, ações que mudam o curso das coisas no passado afetam drasticamente o rumo da vida no presente e no futuro.

Embora a essência do argumento não seja exatamente original, o bacana é trazer esse mote para o contexto do thriller, e Chung-Hyun Lee constrói isso muito bem em seu ‘A Ligação’, não só pelo roteiro cheio de reviravoltas, mas também em outros aspectos que alimentam um longa-metragem: na paleta de cores (que no início do filme é bastante solar e iluminada e, no final, é completamente sombrio, em tons de azul e preto); na trilha sonora, com fundamental inserção do heavy metal de Seo Taiji do segundo ato em diante; na caracterização das personagens, cujos cabelos alternam entre mais comprido e mais curto dependendo de quem está no comando da situação no momento; ao uso dos efeitos especiais apenas no momento certo, de modo que o desenvolvimento da trama se dá basicamente apenas na casa e as mudanças que nela ocorrem de acordo com o desenrolar do filme.

Em ‘A Ligação’ vemos algo ainda pouco oferecido no mercado audiovisual: uma história que é centrada e se desenvolve apenas em um núcleo feminino, composto pela protagonista e sua antagonista, com pouquíssima participação de personagens masculinos. Neste quesito, Park Shin-Hye e Jong-seo Jun dão um banho de interpretação, escalonando seus papéis da inocência à loucura em todo o seu potencial.

A Ligação’ é um ótimo thriller que não desperdiça nem um minuto da atenção do espectador e oferece muito mais do que a sinopse apresenta. É para ver numa sentada só até o final – ou até depois do final, pois tem cena pós-crédito.

Artigo | Como ‘Fantasia’, da Disney, se tornou uma celebração única da música e do cinema

Fantasia é um filme como nenhum outro dentro do panteão Disney. Afinal, como bem sabemos, as icônicas animações normalmente são baseadas em contos medievais e atemporais, que até hoje inspiram inúmeros artistas para novas perspectivas literárias e audiovisuais, além de terem entrado para a História da indústria cinematográfica como produtos divisores de águas, incluindo a constante busca pelo novo e pelo original. Entretanto, afastando-se desse escopo de releituras e adaptações infantis, o magnata do entretenimento resolveu investir suas forças em algo diferente e não premeditado nem mesmo por seus maiores fãs. O resultado é, sem sombra de dúvida, um dos mais autorais de sua imensa coletânea, não apenas por mergulhar em diversos momentos miméticos, mas também por criar uma amálgama entre música, dança e cinema.

Ao longo dos séculos, diversos músicos criaram peças sonoras incríveis e que marcaram época, além de serem de conhecimento quase mundial por sua atemporalidade narrativa. Apesar do classicismo exacerbado, é muito difícil encontrarmos alguém que não conheça os nomes de Bach, Tchaikovsky, Beethoven e outros. Entretanto, é bem provável que a apreciação de tais composições não seja feita do modo mais completo – e é justamente com esse propósito que Disney e seu incrível time criativo resolvem se juntar com a Orquestra da Filadélfia para entregarem-se a uma rendição única e emocionante do início ao fim.

Primeiramente, devemos levar em consideração de que Fantasia é o primeiro longa-metragem animado a ultrapassar as duas horas de duração. Um movimento arriscado, sem sombra de dúvida, visto que iterações anteriores mal chegavam aos noventa minutos e permitiam criar um escopo envolvente e agradável para o público-alvo infantil. Logo, a ideia era manter essa mesma capacidade satisfatória sem cair nas desgraças da monotonia e do cansaço – mas como fazê-lo com uma vertente essencialmente erudita? Afinal, se levarmos em consideração a trilha sonora performada com extrema exímia, temos uma narrativa apenas movida por violinos, violoncelos e piano. O trabalho seria imenso.

A resposta: animação. O filme começa com uma identidade imagética diferente do que tudo que já vimos, mergulhando no escopo do abstracionismo e que preza por uma total liberdade de efeitos especiais que acompanha cada uma das histórias criadas. Até mesmo o jogo com pequenos pontos coloridos que se esticam e se encolhem conforme a música perpassa os altos e baixos, os crescendo e os ápices dramáticos, funciona perfeitamente e fornece um novo significado para a ideia da ambiguidade sonora. Aqui, tudo tem o seu propósito e, a partir de uma introdução única e que pode não ser tragável para todo o público, somos arremessados dentro de pequenas tramas completas e que auxiliam a aumentar o imaginário acerca da música clássica.

O filme é responsável por nos apresentar à versão mais conhecida de Mickey Mouse na seção ‘O Aprendiz de Feiticeiro’. Com o escopo orquestrado por Paul Dukas, entramos em um mundo sobrenatural onde um afobado Mickey deseja aprender seu ofício antes da hora e não tem nenhuma noção do que fazer com o livro de feitiços e o icônico chapéu mágico de seu mentor, embarcando em uma aventura egoísta envolvendo vassouras vivas, uma enchente e a total falta de controle. Esse é apenas um dos pontos altos do filme, construído sob mais uma vez com o respaldo da rotoscopia, porém com uma perspectiva original e que afasta-se dos maniqueísmos pueris das histórias anteriores.

Disney também apela para uma sensualidade mais adulta principalmente com a entrada de ‘Sinfonia Pastoral’, de Beethoven. Tal bloco tem a trama focada nas inúmeras figuras da mitologia grega que habitam o Monte Olimpo. Logo, espere sim a presença de cavalos alados, sátiros, ninfas, centauros e os famigerados deuses gregos em uma jornada mítica e epopeica acerca de um panteão histórico incrivelmente bem aproveitado. Além de inovador por causa da arte animada e também da escolha de uma paleta de cores atada à estética kitsch, tal segmento causou muita polêmica por mostrar personagens nus, como os cupidos, e também por trazer uma centaura negra para a tela em uma época na qual a segregação entrava como um “bom costume” da época. Não é à toa que este é um dos blocos mais relembrados do filme, além de uma fluidez cênica que mantém inúmeras referências com os movimentos e as danças do ballet russo.

O lirismo não permanece apenas no âmbito cômico ou dramático, mas também se ramifica para o gênero do suspense e do terror sobrenatural. Mudando completamente a identidade cênica dos outros blocos, ‘Uma Noite no Monte Calvo’, composto por Modest Mussorgsky, opta por cores mais frias e uma construção animada de seus personagens muito mais bruta, ainda que preze pela fluidez. A história gira em torno do demônio Chernabog, que durante a noite de Halloween invoca todos os espíritos e criaturas das Trevas para aterrorizar um pequeno vilarejo russo – cuja reafirmação é feita pelo tétrico e ressonante som dos violoncelos e dos tambores. Entretanto, essa caótica perspectiva também encontra seu fim com a suave chegada de ‘Ave Maria’, uma ária que mostra o poder da Luz e da salvação religiosa.

Fantasia é simplesmente uma obra-prima, talvez a que mais destoe da identidade dos outros filmes dos estúdios Walt Disney. O longa não se rende às adaptações convencionais, mas utiliza a incrível fusão do visual com o sonoro para criar uma imagem aplaudível do clássico com o moderno.

‘LEGO Star Wars: A Saga Skywalker’: Novo trailer destaca Darth Vader, Kylo Ren e Darth Maul

Com data prevista para o dia 5 de abril, ‘LEGO Star Wars: A Saga Skywalker‘, a Warner Bros. e a desenvolvedora TT Games revelaram um novo trailer do coleção, onde focaram dessa vez no lado sombrio da força e trouxeram cenas nostálgicas.

Os vilões Palpatine, Kylo Ren, Darth Maul, Darth Vader e até o General Grievous aparecem no novo material de divulgação, intitulado de ‘Darkness is Rising‘. Claro, o tom cômico da série LEGO também dá um toque especial ao conteúdo.

Confira abaixo o trailer:

LEGO Star Wars: A Saga Skywalker‘ reúne os todos os nove filmes principais da saga e mira no público de todas as idades, desde crianças até adultos, pois os jogos da LEGO realmente são muito divertidos e interessantes.

SENSACIONAL! ‘Sonic 2 – O Filme’ ganha clipe ‘Stars In The Sky’ de Kid Cudi

O rapper americano Kid Cudi lançou nesta sexta-feira (25) o clipe de ‘Stars In The Sky’, essa que é a música tema de ‘Sonic 2: O Filme‘. No vídeo, o músico é convocado pelo Dr. Robotnik para a sua nave Death Egg.

Nessa jornada ele encontra Sonic, Tails e Knuckles, e ainda dá um jeito de derrotar o vilão bigodudo. Confira abaixo o clipe inédito:

Veja também o trailer final do longa:

Sinopse: “Depois de se estabelecer em Green Hills, Sonic está pronto para mais liberdade, e Tom (James Marsden) e Maddie (Tika Sumpter) concordam em deixá-lo em casa enquanto eles saem de férias. Mas, assim que eles partem, o Dr. Robotnik (Jim Carrey) retorna, desta vez com um novo parceiro: Knuckles. A dupla busca uma esmeralda que tem o poder de construir e destruir civilizações. Sonic se junta a seu próprio companheiro, Tails, e juntos eles embarcam em uma jornada para encontrar a esmeralda antes que ela caia nas mãos erradas.”

Lembrando que Ben Schwartz (‘Parks and Recreation’) dubla o Sonic. O elenco do filme original ainda conta com conta com Jim CarreyAdam Pally Neal McDonoughA direção é de Jeff Fowler

A atriz Colleen O’Shaughnessey foi confirmada como Miles “Tails” Prower. Ela já interpreta o icônico personagem há muito tempo nos games e até mesmo foi contratada para a breve cena pós-créditos do primeiro filme, dando o gancho para a continuação.

O’Shaughnessey se junta a Idris Elba, que será Knuckles.

Lançado pela primeira vez em 1991, o game ‘Sonic‘ já vendeu mais de 360 milhões de cópias em diversos formatos.

LeBron James leva o Framboesa de Ouro como o PIOR ator por ‘Space Jam – Um Novo Legado’

E não deu outra, o astro do basquete LeBron James ganhou o Framboesa de Ouro como o pior ator do ano passado, por sua atuação hilária em ‘Space Jam – Um Novo Legado‘. Vale lembrar que o astro do Los Angeles Lakers estrelou a sequência do filme protagonizado por Michael Jordan.

Além disso, o novo ‘Space Jam‘ venceu nas categorias de pior continuação, pior remake e pior dupla em cena. O filme também foi indicadp ao prêmio principal, o de pior filme, mas perdeu para ‘Diana – O Musical‘.

LeBron James, aliás, não é o primeiro jogador da NBA a ser “reconhecido” pela falta de habilidades cênicas e indicado a uma categoria do Framboesa de Ouro. Dennis Rodman, por exemplo, foi um dos maiores vencedores do Framboesa de Ouro de 1998, pelo seu “desempenho” no longa ‘A Colônia‘, com Jean-Claude Van Damme.

Os prêmios e indicações ao Framboesa de Ouro confirmam a impressão de que ‘Space Jam – Um Novo Legado‘ foi mesmo um fracasso artístico e comercial. O filme foi detonado pela crítica e, após um início promissor, também se complicou nas bilheterias. A produção custou US$150 milhões e arrecadou apenas US$165 milhões mundialmente.

Crítica | Space Jam: Um Novo Legado – Uma aventura divertidíssima para agradar a todas as gerações 

Confira nossas entrevistas com o diretor e o elenco:

Alguém entende a DC? J. K. Simmons volta como Comissário Gordon no filme da ‘Batgirl’

Batgirl‘, o longa que estreia em dezembro de 2022 na HBO Max, marcará o retorno de um ator/personagem conhecido pelos fãs do Universo DC nos cinemas: J. K. Simmons voltará a viver o Comissário Gordon, papel do qual ele já interpretou na ‘Liga da Justiça‘.

Em entrevista concedida ao site A-Frame, o ator disse que se viu surpreso com o retorno de seu personagem, considerando que ele acabou sendo substituído por Jeffrey Wright no recente ‘Batman‘, com Robert Pattinson vivendo o Homem-Morcego.

“Isso realmente me pegou de surpresa, o fato de eu voltar a ser esse personagem de novo, depois de ser trocado”, disse o ator, também surpreso com a atitude da Warner.

Ben Affleck era o Batman que interagia com o Comissário Gordon de J. K. Simmons. Inclusive, teria um filme solo, do qual Simmons já estava confirmado a participar, mas após Affleck deixar o projeto, tudo acabou de vez. Matt Reeves tomou conta do projeto e reformulou totalmente o roteiro, preferindo mudar o papel de vários atores, incluindo o J. J. Jamerson.

Ambulância: Um Dia de Crime

(Ambulance)

 

Elenco:

Jake Gyllenhaal

Eiza González

Yahya Abdul-Mateen II

 

Direção: Michael Bay

Gênero: Ação

Duração: 136 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 80 milhões

Estreia: 24 de Março de 2022

Sinopse: 

O condecorado veterano Will Sharp, desesperado por dinheiro para cobrir as contas médicas de sua esposa, pede ajuda de uma pessoa que ele sabe que não deveria – seu irmão adotivo Danny. Um criminoso carismático, Danny oferece-lhe uma pontuação: o maior assalto a banco na história de Los Angeles: 32 milhões de dólares. Com a sobrevivência de sua esposa em jogo, Will não pode dizer não. Mas quando sua fuga dá espetacularmente errado, os irmãos desesperados sequestram uma ambulância com um policial ferido lutando por sua vida e a técnica de emergência médica Cam Thompson a bordo. Em uma perseguição em alta velocidade que nunca para, Will e Danny devem escapar, manter seus reféns vivos e, de alguma forma, tentar não se matar, ao mesmo tempo em que executam a fuga mais insana que Los Angeles já viu.

Crítica | Ambulância: Um Dia de Crime – Michael Bay entrega filme reflexivo, mas sem perder o barulho! (Nota: 7.0)

Curiosidades: 

» O longa é um remake do filme homônimo dinamarquês lançado em 2005;

» Chris Fedak (‘Prodigal Son’) é responsável pelo roteiro;

Trailer:

 

Cartazes: 

Fotos: 

Me Tira da Mira

 

Elenco:

Cleo

Fiuk

Fábio Jr.

GKay

Vihh Tube

 

Direção: Hsu Chien Hsin

Gênero: Comédia

Duração: 90 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: R$ 7 milhões

Estreia: 24 de Março de 2022

Sinopse: 

Roberta é uma funcionária dedicada da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que se infiltra como agente secreta na Clínica Bianchini de Realinhamento Energético para investigar a misteriosa morte da atriz Antuérpia Fox. Durante a investigação, Roberta precisará lidar com os dramas da atriz Natasha Ferrero, que acabou de ser “cancelada” na internet, e com o reencontro de seu grande amor do passado, o policial federal Rodrigo, que está investigando uma suspeita de tráfico internacional envolvendo a mesma clínica. Para isso, ela vai contar com o apoio de Isabela, sua terapeuta, com quem, aos poucos, forma uma dupla divertida e implacável.

Crítica | Me Tira da Mira – Comédia coloca Cleo, Fiuk e Fábio Jr. em missão contra criminosos (Nota: 6.0)

Entrevistas: 

Curiosidades: 

» Beatriz Rhaddour e Claudio Simões são responsáveis pelo roteiro;

» Vera Fischer, Júlia Rabello, Sérgio Guizé e Bruna Ciocca completam o elenco;

Trailer:

Cartazes: 

 

Fotos: 

Crítica | A Pior Pessoa do Mundo retrata de maneira BRILHANTE a geração millennials

Julie (Renate Reinsve) representa a mim, a você ou a qualquer pessoa atualmente entre 26 e 40 anos, a geração millennials. Com um ritmo poético, rápido e fantasioso, Joachim Trier (Thelma) narra quatro anos na vida de uma jovem mulher, entre as suas angústias e dúvidas familiares, amorosas e profissionais. Ou seja, é uma busca por si mesma. 

A potência de A Pior Pessoa do Mundo (Verdens verste menneske, em tradução livre A Pior Pessoa do Mundo) está na abordagem criativa e irreverente dos roteiristas Joachim Trier e Eskil Vogt (Oslo, 31 de Agosto) e uma competente montagem. A primorosa mise en scène nos faz enxergar o mundo por uma nova perspectiva (a de uma jovem norueguesa contemporânea) de modo a viajar em uma odisseia. Por isso o filme recebeu duas indicações ao Oscar, de Melhor Roteiro Original e Filme Estrangeiro.

Esta é a quinta parceria da dupla Joachim Trier e Eskil Vogt, sem contar outros três curtas. Ambos, portanto, trabalham afiados em tencionar o lado fantástico e os elementos do cotidiano em seus filmes. Como uma narrativa divertida, A Pior Pessoa do Mundo nos coloca em seus trilhos e explica tratar-se de uma história com um prefácio, doze capítulos e o prólogo. Todos com pontos chaves e discussões engraçadas e dramáticas, títulos provocativos e, também, dúbios. 

De modo dinâmico, o narrador apresenta a transformação de Julie, de uma adolescente estudiosa a uma universitária de Medicina, depois Psicologia, e, então, Fotografia até encontra-se como atendente numa livraria. Pelo prisma romântico, ela separa-se do namoradinho da escola, começa relações fugazes até encontrar abrigo em Askel (Anders Danielsen Lie), um cartunista 10 anos mais velho, pelo qual apaixona-se após a primeira noite juntos. 

A partir desse encontro, a narração desacelera e coloca luz sobre as questões do casal, a principal delas é ter ou não ter um herdeiro. Ele um quarentão, com amigos com filhos na primeira infância, deseja começar uma família. Ela, perto dos 30 anos, hesita a tomar qualquer decisão, ainda mais com uma vida profissional desestabilizada. O assunto vem à tona numa viagem com os casais de amigos de Askel, mas permeia toda a relação. 

Os capítulos seguem e um dos mais arrebatadores é o intitulado “infidelidade”, no qual cria uma expectativa sobre quem será o causador do tal enunciado. Ele? Ela? Os dois? Os acontecimentos dessa passagem são um ponto chave na vida de Julie, pois ela se permite apropriar-se de uma nova identidade e entra de penetra em uma festa de casamento. Lá, ela promove discussões com os convidados, apresenta-se como médica, dança, bebe e conhece uma pessoa. 

Ambos estão em relacionamento com outros indivíduos e dizem de cara que não desejam corromper suas relações. A magia de uma noite, no entanto, pode perpetuar-se ou torna-se apenas uma doce lembrança. Assim, os capítulos transcorrem, como o chamado: “Sexo Oral na era do #MeToo”, ou algo neste sentido, em que Julie começa a mostrar seu talento para escrita e a sua visão de cinismo do mundo. Seu aniversário de 30 anos chega como uma sombra do que é ser mulher no século XXI, já que ela compara-se a sua mãe e ancestrais, todas com filhos antes dos 30. 

O assunto volta à pauta, mas em seu itinerário surge o personagem da noite mágica em uma das cenas mais bonitas sobre encontros de olhares já registradas, mais forte que Lady Gaga e Bradley Cooper, em Nasce Uma Estrela (2018), ou Emma Stone e Ryan Gosling, em La La Land (2016). Dessa maneira, o diretor permite-se fantasiar e a gente é levado junto sem pestanejar, ao reencontro entre Julie e Eivind (Herbert Nordrum). Em contrapartida, há um chamado da realidade sobre como o término de uma relação pode ser a parte mais dolorida de qualquer vida, como todas as despedidas. 

O novo percurso de Julie não é uma chegada, é apenas uma mudança de rota. Ela atinge os 30 e poucos ainda buscando novas estradas, visto que tentativa e erro é o único modo de saber se existe algo para ser resgatado no caminho. De uma viagem psicodélica após a ingestão de cogumelos a uma dose de lirismo numa visita ao hospital para dizer adeus, os roteiristas conseguem captar a essência de Julie, suas relações, seus anseios e suas angústias para atravessar portas as quais ela não poderá simplesmente fechar.

Com o término dos 12 capítulos, o prólogo desenrola-se em um possível salto temporal em que vemos Julie em um set de filmagem. Lá, é onde o espetáculo se encerra e começa outro. A Pior Pessoa do Mundo é uma brilhante comédia romântica e o arremate da grande epopeia é a canção Águas de Março, composição de Antônio Carlos Jobim, interpretada em inglês por Art Garfunkel. As cortinas fecham ao som deA stick, a stone, it’s the end of the road, It’s the rest of a stump, it’s a little alone” (“É o pau, é a pedra, é o fim do caminho/ É um resto de toco, é um pouco sozinho”).

 

** Filme visto no Festival de Cannes 2021. 

A Pior Pessoa do Mundo

(The Worst Person in the World)

 

Elenco:

Renate Reinsve

Anders Danielsen Lie

Maria Grazia Di Meo

 

Direção: Joachim Trier

Gênero: Romance

Duração: 128 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 24 de Março de 2022

Sinopse: 

No filme, Julie (Renate Reinsve) está chegando aos trinta e sua vida é uma bagunça existencial. Vários de seus talentos foram desperdiçados e seu namorado, Aksel (Anders Danielsen Lie), um escritor de sucesso mais velho que ela, está pressionando para que eles se estabeleçam. Uma noite, Julie invade uma festa e conhece o charmoso Eivind (Herbert Nordrum). Em pouco tempo, ela termina com Aksel e se joga em um novo relacionamento, esperando uma perspectiva diferente em sua vida.

Crítica | A Pior Pessoa do Mundo retrata de maneira BRILHANTE a geração millennials (Nota: 10.0)

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Joachim Trier também é responsável pelo roteiro ao lado de Eskil Vogt;

» Do mesmo diretor do aclamado terror dramático ‘Thelma’ (2017);

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Terror no Estúdio 666

(Studio 666)

 

Elenco:

Dave Grohl

Taylor Hawkins

Pat Smear

Chris Shiflett

Rami Jaffee

 

Direção: BJ McDonnell

Gênero: Terror

Duração: 106 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 10 milhões

Estreia: 19 de Março de 2022

Sinopse: 

A lendária banda de rock Foo Fighters se muda para uma mansão em Encino para gravar seu tão aguardado décimo álbum. Uma vez na casa, Dave Grohl é possuído por forças sobrenaturais que ameaçam tanto a conclusão do álbum quanto a vida da banda.

Entrevista: 

Curiosidades: 

» O longa é estrelado pelos integrantes da banda Foo Fighters;

» Baseado em uma história criada por Dave Grohl, vocalista da banda;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Os Caras Malvados

(The Bad Guys)

 

Elenco:

Sam Rockwell

Awkwafina

Anthony Ramos

Craig Robinson

Marc Maron

 

Direção: Pierre Perifel

Gênero: Animação

Duração: — min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 17 de Março de 2022

Sinopse: 

Nunca houve cinco amigos tão infames quanto Os Caras Malvados – o arrojado batedor de carteiras Sr. Wolf, o arrombador de cofres Mr. Snake, o mestre do disfarce do frio Sr. Shark, o “músculo” curto do Sr. Piranha e a especialista em hacker de língua afiada Sra. Tarantula. Após anos de incontáveis ​​assaltos e sendo os vilões mais procurados do mundo, a gangue é finalmente capturada, e o Sr. Lobo negocia um acordo (que ele não tem intenção de manter) para salvá-los da prisão: os bandidos se tornarão caras legais.

Crítica | Os Caras Malvados – A DreamWorks volta à boa forma com uma animação surpreendente! (Nota: 8.0)

 

Curiosidades: 

» A Universal Pictures anuncia grande elenco de vozes como dubladores nacionais: Luis Lobianco (Sr. Piranha), Nyvi Estephan (Srta. Tarântula), Rômulo Estrela como o Sr. Lobo, Agatha Moreira como Diane Raposina, Babu Santana como o Sr. Tubarão e Sergio Guizé como o Sr. Cobra.

» A animação é baseada no livro homônimo escrito por Aaron Blabey;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

O Ritual – Presença Maligna

(The Banishing)

 

Elenco:

Jessica Brown Findlay

Sean Harris

John Lynch

 

Direção: Christopher Smith

Gênero: Terror

Duração: 97 min.

Distribuidora: PlayArte

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 17 de Março de 2022

Sinopse: 

Marianne, seu marido Lionel e sua filha Adelaide se mudam para a cidade de Borley no interior da Inglaterra, onde Lionel foi nomeado o novo reverendo. Logo que chegam em sua nova casa, Marianne percebe que estranhos e assustadores eventos começam a acontecer, levantando as suspeitas de que as pessoas da cidade escondem um segredo terrível. Com a ajuda de um famoso ocultista, o casal vai testar toda a sua fé, buscando descobrir a aterrorizante verdade sobre a presença maligna que habita sua casa e deseja possuir sua filha Adelaide.

Curiosidades: 

» Do mesmo diretor de ‘Triângulo do Medo‘ (2009) e ‘Plataforma do Medo‘ (2004);

» O roteiro foi escrito por David Beton, Ray Bogdanovich e Dean Lines;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Com deepfake, o nosso eterno Chaves reaparece em novo comercial de streaming; Isso, isso, isso…

Tinha que ser o Chaves mesmo! De fato, o Brasil e grande parte do mundo continua amando Chaves, a série que o nosso país acolheu e que é o personagem mais importante da carreira do ator Roberto Gómez Bolaños, que faleceu em 2014. Tanto é que, mesmo tantos anos após a morte de seu intérprete, o melhor amigo da Chiquinha e do Quico continua emocionando seus fãs.

Tanto é que, dessa vez, quase oito anos depois da morte de Bolaños, um serviço de streaming focado em produções latinas resolveu trazer de volta o menino que mora na casa 08. É claro que isso foi possível graças à tecnologia conhecida como deepfake, que entregou um resultado tão realista, onde o efeito parece ter trazido o ator de volta.

A propaganda em questão é da DishLatino, serviço de streaming em espanhol e inglês para famílias bilíngues que vivem nos EUA. O material faz parte de uma campanha chamada Latino Like You, anunciada nesta semana, para promover o orgulho dessas línguas.

Confira abaixo:

No comercial, o ator Eugenio Derbez (‘No Ritmo do Coração‘) assiste a TV e é surpreendido pelo anúncio com Chaves: “Eugenio, continua me assistindo como quando era um menino?”, pergunta o Chavinho. Chaves? Claro, você tem me acompanhado por toda a vida”, responde Derbez.

De acordo com a Tilt, responsável pela produção, para produzir o vídeo não foi utilizado nenhum material gravado anteriormente por Chespirito, como Bolaños também era conhecido. A tecnologia permite modificar características faciais de forma realista, mesmo em movimento, com uma aplicação tridimensional em vídeos e fotos.

Kristen Bell dá golpe MILIONÁRIO de maneira inusitada em nova comédia do Prime Video; Assista ao trailer!

O novo filme Exclusivo Amazon ‘As Trambiqueiras‘ (Queenpins) já está disponível no catálogo do streaming.

Dirigido por Aron Gaudet e Gita Pullapilly, a produção, baseada em uma história real, conta a história de Connie (Kristen Bell), uma dona de casa suburbana que transforma sua obsessão por cupons em uma empresa criminosa de milhares de dólares.

Assista ao trailer e confira a sinopse:

Connie (Kristen Bell) e sua melhor amiga JoJo (Kirby Howell-Baptiste), uma blogueira sonhadora, transformam sua obsessão por cupons em uma empresa criminosa milionária. Depois de enviarem uma carta para a empresa responsável pela marca de uma caixa de cereal estragada e receberem um pedido de desculpas com dezenas de brindes, a dupla cria um esquema de clube de cupons ilegal, engana diversas mega-corporações e ainda oferece ofertas para legiões de fãs de compras. Um oficial de prevenção de perdas (Paul Walter Hauser) de uma rede de supermercados local une forças com um inspetor postal muito determinado (Vince Vaughn) na perseguição das infratoras.

Vale Night

 

Elenco:

Linn da Quebrada

Pedro Ottoni

Yuri Marçal

Gabriela Dias

 

Direção: Luis Pinheiro

Gênero: Comédia

Duração: 120 min.

Distribuidora: Disney

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 17 de Março de 2022

Sinopse: 

Cansada de lidar com as responsabilidades do primeiro filho, Daiana resolve pegar um “Vale Night” para passar a noite com as amigas, mas para isso precisa deixar o filho com o pai da criança. Vini, também entediado, decide levar o bebê para o baile funk, onde tudo vai bem até que ele perde o menino e parte em busca da criança por toda a comunidade, se colocando em situações inusitadas e divertidas para que Daiana não perceba nada.

Crítica | Vale Night – Linn da Quebrada estrela HILÁRIA comédia brasileira (Nota: 8.0)

 

Curiosidades: 

» O filme é uma produção da Querosene Filmes e distribuição da Buena Vista International;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

A Espera de Liz

 

Elenco:

Bruno Torres

Simone Iliescu

Rosanne Mulholland

 

Direção: Bruno Torres

Gênero: Drama

Duração: 100 min.

Distribuidora: Pandora Filmes

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 17 de Março de 2022

Sinopse: 

Liz vive um momento de incertezas. Introspectiva, ela procura compreender o motivo do desaparecimento de seu companheiro Miguel. Enquanto busca respostas internas, Liz sente a necessidade do apoio de Lara, sua irmã mais nova. Aos poucos, o resgate da relação das duas se torna cada vez mais intenso, enquanto individualmente fazem a revisão de seus valores e sentem fortalecer o amor e a admiração. Mas Lara guarda um segredo que justifica o desaparecimento de Miguel, enquanto a silenciosa Liz espera.

Curiosidades: 

» Além de dirigir e estrelar, Bruno Torres também é responsável pelo roteiro ao lado de Simone Iliescu;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Drive My Car

(Drive My Car)

 

Elenco:

Hidetoshi Nishijima

Reika Kirishima

Toko Miura

 

Direção: Ryusuke Hamaguchi

Gênero: Drama

Duração: 179 min.

Distribuidora: O2 Play

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 17 de Março de 2022

Sinopse: 

Yusuke Kafuku é um ator e diretor de teatro, que tem um casamento feliz com a roteirista Oto. No entanto, Oto morre inesperadamente, depois de deixar um segredo para trás. Dois anos depois, Kafuku, ainda incapaz de lidar totalmente com a perda da esposa, recebe uma proposta para dirigir uma peça num festival de teatro; e vai até Hiroshima com seu carro. Lá, ele conhece Misaki, uma mulher reticente contratada para ser sua motorista. Ao longo do tempo que passam juntos, Kafuku tem de confrontar o mistério deixado por sua esposa, que o assombra silenciosamente.

Oscar 2022 | Drive my Car – Impecável trabalho que mostra o talento de Ryûsuke Hamaguchi (Nota: 10.0)

Curiosidades: 

» O longa é uma adaptação do conto homônimo de Haruki Murakami;

» A produção foi indicada a quatro categorias na 94ª edição do Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme Estrangeiro;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: