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‘Kamen Rider Black’, reboot estrelado por ator de ‘Drive My Car’, ganha novas imagens; Confira!

A página oficial de ‘Kamen Rider Black Sun‘ divulgou os novos visuais dos protagonistas da série reboot. Anteriormente tínhamos uma visão parcial do herói, quando o seu visual foi divulgado em novembro de 2021. Agora temos mais detalhes do seu novo traje animalesco.

No entanto, a grande novidade das imagens divulgadas é o visual do vilão Shadow Moon, que não havia sido revelado quando o visual de ‘Kamen Rider Black Sun‘ foi divulgado — seguindo o mesmo padrão de Black Sun e mantendo a cor de prata do traje.

Como podemos notas, a moto Battle Hopper foi completamente remodelada, sendo projetada pela Cherry’s Company. A empresa de motocicletas também desenvolveu uma moto para Shadow Moon, algo que não existia na série clássica.

Confira as imagens abaixo:

Hidetoshi Nishijima, ator que ficou conhecido por seu trabalho no longa japonês indicado ao Oscar, ‘Drive My Car‘, será Kotaro Minami, exatamente o Black Sun – Nishijima estará, inclusive, no filme ‘Shin Ultraman‘. Já Tomoya Nakamura será Nobuhiko Akizuki, o alter ego de Shadow Moon.

Com estreia prevista para o primeiro semestre, o reboot ‘Kamen Rider Black Sun‘ no final do ano em todo território japonês.

Os Filmes de Terror que Completam 20 Anos em 2022

Este ano algumas superproduções muito queridas e populares de Hollywood completam 20 anos de sua estreia. Nem dá para acreditar. Veja, por exemplo, o primeiro filme do Homem-Aranha nas telonas, dirigido por Sam Raimi. Outro exemplo seria o primeiro Resident Evil, protagonizado por Milla Jovovich. Ou ainda o primeiro live-action do Scooby-Doo. Todos são filmes pop, ainda muito queridos pelo grande público. Fora a surpresa de todos já terem completado 20 anos de lançamento, outra é perceber que todos eles seguem inseridos na cultura popular, seja através de reboots, remakes ou novas adaptações. Aqui, no entanto, não iremos falar sobre os blockbusters famosos e sim sobre um tipo específico de filme que adoramos e sabemos que vocês também: os filmes de terror! Confira abaixo as produções do gênero mais famosas que entram agora na vida adulta – completando 20 anos em 2022.

O Chamado

Talvez a produção de terror mais querida lançada há 20 anos, O Chamado é também uma das poucas refilmagens consideradas superiores ao seu original. Aqui trata-se do terror japonês Ringu, de 1998 – que quatro anos depois ganhava nova roupagem em Hollywood produzido pela Dreamworks Pictures. O filme foi também responsável pelo estrelato da protagonista Naomi Watts, que interpreta uma jornalista se deparando com uma história macabra e sobrenatural, envolvendo mortes de adolescentes e uma lenda urbana sobre uma fita VHS que após assistida mata seu espectador em uma semana. E quem jamais esquecerá a menina fantasma Samara?

Sinais

O diretor M. Night Shyamalan surgiu no mundo do cinema com os dois pés na porta, ao entregar o seminal O Sexto Sentido (1999). Depois de uma passagem pelo cult Corpo Fechado (2000) sem o mesmo resultado, o cineasta retornava no comando de um longa mais parecido com o teor de seu primeiro grande sucesso. Ou seja, um filme mais voltado para o terror, mas sem esquecer os elementos humanos que tanto enriqueciam suas obras. Aqui Shyamalan dava um tempo de Bruce Willis e escalva Mel Gibson para o papel de um pastor, pai de família vivendo numa fazenda, que perde a sua fé após o acidente que tirou a vida de sua esposa. O grande Joaquin Phoenix possui um papel importante vivendo o irmão mais novo do protagonista, o ajudando a criar seus dois filhos pequenos. Como tragédia pouca é bobagem, esta família se vê em meio a um mistério de proporção interplanetária. Definitivamente um dos filmes mais angustiantes de Shyamalan, e também um dos mais tensos – mesmo que o desfecho registre uma de suas conhecidas escorregadas.

Extermínio

Importantíssimo para o terror, esse foi o filme que redefiniu o subgênero dos zumbis para os anos 2000 – influente até hoje na forma como a cultura pop retrata os mortos-vivos comedores de carne. Antes disso, a referência eram as obras de George Romero, como o clássico absoluto A Noite dos Mortos-Vivos, e até suas “paródias”, vide A Volta dos Mortos Vivos. Mas foi esse pequeno filme britânico e independente, que não causou tanto barulho em sua estreia, mas se tornou um cult instantâneo, que daria o pontapé inicial na forma como as criaturas seriam retratadas dali para a frente. Ou seja, acelerados como se tivessem tomado ecstasy, ao invés de lentos como nos clássicos. De Madrugada dos Mortos, passando por Todo Mundo Quase Morto, até The Walking Dead, a febre dos zumbis modernos deve muito a este filme simples, mas muito eficiente, que mostra um sujeito (Cillian Murphy) acordando em Londres para uma realidade repleta de infectados.

A Última Profecia

Baseado em uma lenda urbana norte-americana, ou segundo muitos relatos, numa história verídica ocorrida em West Virginia, em Point Pleasant, entre 1966 e 1967. Na época, diversos moradores do local clamavam ter vislumbrado uma criatura humanoide, de olhos avermelhados, que emitia grunhidos e possuía penas de pássaro, sendo descrito como um híbrido entre um homem e uma ave. A criatura ganha ainda mais ares sobrenaturais em sua retratação neste filme, produzido pela Lakeshore Entertainment, e distribuído pela Sony Pictures. O filme traz o astro Richard Gere no papel protagonista, como um jornalista que perde sua esposa num acidente de automóvel, e decide ir para a cidadezinha investigar as aparições da criatura. Curiosamente, mantendo a tradição dos filmes “gêmeos”, no mesmo ano era lançado O Mistério da Libélula, thriller que Kevin Costner fez para a Universal Pictures, dono de um enredo muito semelhante.

Navio Fantasma

Superprodução da Warner, de US$20 milhões, este terror era uma de suas grandes apostas para a época – há 20 anos no passado. Com produção de Joel Silver e Robert Zemeckis, através do selo da dupla, a Dark Castle Entertainment (responsável por lançamentos como A Casa da Colina, Treze Fantasmas, Na Companhia do Medo e A Casa de Cera, por exemplo), a ideia era ter uma espécie de O Iluminado (1980), inteiramente passado ao invés de em um hotel, num navio onde coisas muito ruins aconteceram. Na trama, Gabriel Byrne e Julianne Marguiles protagonizam como parte de um grupo de piratas modernos, que vasculham embarcações atrás de seus tesouros. Ao se depararem com o navio de luxo onde uma terrível tragédia ocorreu, eles precisaram enfrentar seus maiores demônios.

Medo Ponto Com

Você lembra deste filme desavergonhado aqui? Nos primórdios da internet, o que não faltaram foram produtores picaretas para usufruir de tal modernidade, transformando a famosa sigla da rede mundial que transporta qualquer um para outro continente num piscar de olhos, em título de sua obra de terror. Com distribuição da mesma Warner nos EUA, e a Sony no resto do mundo, Medo Ponto Com copia O Chamado mas faz diferente. Ao invés de uma fita VHS amaldiçoada, que tal um site da internet amaldiçoado – afinal fitas já estavam fora de moda e DVDs e a internet eram as novidades da época. E que tal ao invés de uma jornalista tentando proteger seu pequeno filho, dois detetives interpretados por Stephen Dorff e Natascha McElhone. E se você achou que falta a Samara, engana-se, porque este filme tem sua própria versão de uma personagem dando rosto à assombração, com Jeannine, papel da alemã Gesine Cukrowski. Ganha um prêmio quem disser qual dos dois filmes permaneceu na mente dos fãs.

Halloween: Ressurreição

O que?! Há 20 anos tivemos um exemplar da querida franquia slasher Halloween e eu ainda não havia colocado na lista nas posições mais altas, como é possível? Calma, querido leitor, não se surpreenda. O que acontece é que aqui falamos de Halloween Ressurreição, considerado por muitos fãs da saga de Michael Myers nas telonas como um de seus piores exemplares, ou quem sabe “o pior”! O mais dolorido sobre o filme é saber que ele continuou o divertido e bem sucedido Halloween H20, comemoração em grande estilo da franquia, 20 anos depois do original. Tudo parecia encerrado na conclusão de H20, mas é claro que os produtores não iriam eliminar de vez sua galinha dos ovos de ouro. Em revelações recentes, a musa Jamie Lee Curtis afirmou inclusive que já sabia que H20 teria continuação enquanto o filmava, pois estava em seu contrato. Ela queria que H20 fosse o final. Seja como for, quatro anos depois de H20 ficamos sabendo que Michael não estava de verdade morto, e quem morre é Laurie (Curtis), quando o psicopata a encontra num hospital psiquiátrico. Daí em diante é só ladeira abaixo para o filme, que usa dois elementos que eram novidade na época: os reality shows e a internet – para criar um programa passado dentro da casa de Michael. É claro que o dono da casa aparece para estregar a festa.

Cabana do Inferno

Terror podreira cult, esse filme foi o responsável por revelar ao mundo (em especial ao mundo do terror) o açougueiro Eli Roth. O apadrinhado de Quentin Tarantino fez seu debute em longas com este filme que utiliza o subgênero dos terrores de cabana – consolidados com Evil Dead – e tenta subverte-lo ao trazer em sua história (escrita por Roth) não um serial killer, mas uma doença altamente infecciosa e as consequências disso para um grupo de universitários isolados na floresta. Apesar de não ser exatamente um slasher, pode ter certeza que Roth não poupa as nojeiras em litros e litros de sangue. Fora isso, através de certo humor e momentos nonsense, o cineasta deixa sua marca transformando esta obra, que certamente não é para todos os gostos, num cult imediato.

Malditas Aranhas!

Por falar em filmes de terror que utilizam bastante humor em sua narrativa, aqui temos o maior exemplar do “terrir” na lista. Também pudera, como levar a sério um terror sobre aranhas gigantes soltas em uma cidadezinha americana. Assim como O Ataque dos Vermes Malditos, os realizadores deste longa produzido pela Warner pelo orçamento de US$30 milhões souberam que precisavam rir com o filme, para o público não rir DO filme. Quem protagoniza é David Arquette, então saído da fama da trilogia Pânico – filmes de terror que igualmente utilizavam bastante humor. A trama, como você pode imaginar, mostra aranhas expostas a uma substância química, crescendo a um tamanho descomunal. A surpresa no elenco, no entanto, ao menos hoje, é a presença da musa Scarlett Johansson ainda bem novinha em um de seus primeiros papeis de destaque no cinema. Ela vive a filha da xerife que dá uma bela lição em um pretendente abusador.

O Olho que Tudo Vê

Para minha última escolha da lista, trago um filme não muito conhecido. Ou devo dizer, bem desconhecido. O legal do cinema é às vezes nos pegarmos indo assistir a um filme totalmente inusitado, que não possui uma campanha de marketing massiva ou que desaparece tão rápido que quando o reencontramos por algum motivo, pensamos: “Ah, é verdade, eu vi este filme no cinema”. Um orgulho para todo cinéfilo. E este foi uma de minhas sessões mais inusitadas. Você já tinha ouvido falar sobre este terror?  A produção não é tão B assim, afinal trata-se de um lançamento na Universal Pictures, um dos maiores estúdios de Hollywood. Assim como Halloween Ressurreição, este filme pega carona no auge dos reality shows e suas câmeras escondidas, para contar a história de um programa onde cinco jovens precisarão passar um ano numa casa em local remoto, a fim de brigarem pelo prêmio de US$1 milhão. No decorrer deste tempo, situações bizarras vão se amontoando, até descobrirem que a realidade que vivem não é exatamente da forma que imaginavam. Ah sim, no elenco um tal de Bradley Cooper em início de carreira.

Sebastian Stan, o Soldado Invernal, diz que “não tinha ideia do que estava fazendo” em ‘Vingadores: Ultimato’

Muitos atores do arrasa-quarteirão ‘Vingadores: Ultimato‘ já falaram muito sobre os bastidores do filme, dizendo que a Marvel Studios nem sequer lhes deu um roteiro completo para evitar o vazamento de qualquer spoiler. Mas os artistas sabiam suas próprias falas e o que precisavam fazer, porém não tinham ideia da real trama do filme e só ficavam sabendo a respeito no dia da gravação.

Esse método de trabalho fez com que alguns dos atores ficasse deveras confusos, a exemplo do próprio Sebastian Stan, que interpretou o Soldado Invernal, e que logo depois ganhou uma série no Disney+, ‘Falcão e o Saldado Invernal‘.

Em uma entrevista recente concedida a um podcast, para promover o seu novo thriller, ‘Fresh‘, Stan acabou comentando sobre a sua experiência em ‘Vingadores: Ultimato‘. Confira:

“Eu tenho que entender o que estou fazendo, e é por isso que Ultimato foi realmente difícil quando estávamos filmando… porque, como você sabe, muitos de nós não lemos os roteiros. Acho que havia apenas algumas pessoas que os leram e eu fiquei tipo, ‘Que merda, eu não posso…’ quero dizer, foram os Russos e havia muitas pessoas confiantes, mas, geralmente, eu preciso saber o que está acontecendo”, falou o ator.

Lembrando que ‘Vingadores: Ultimato’ está disponível no Disney+.

Primeiras Impressões | Life & Beth: Amy Schumer enfrenta a crise dos 40 em nova série de comédia dramática

Sempre ácida e sarcástica, Amy Schumer construiu sua carreira na comédia a partir de um estilo irreverente, um humor desconfortável e até mesmo autodepreciativo em certos momentos. E depois de uma década marcada por stand-ups, talk shows, algumas comédias aqui e ali e sketches cômicos, ela retorna de sua experiência no cinema independente pronta para um projeto que talvez seja exatamente aquele que honrará sua versatilidade: Life & Beth.

Marcada por seus hilários sketches e até mesmo o divertido (porém muito longo) Descompensada, Schumer mudou os rumos de sua trajetória de forma drástica com Os Humanos, drama da aclamada produtora A24, lançado no Festival de Toronto de 2021. Ali, com expressão mais caída, fala baixa e dilemas em seu relacionamento amoroso, ela se desarma do humor em uma trama densa que analisa uma crise familiar em meio ao jantar de Dia de Ação Graças. Até então não saberíamos, mas talvez o longa de Stephen Karam já estivesse nos apresentando a Amy 2.0 de Life & Beth: uma mulher madura disposta a fazer da sua comédia uma ferramenta dramática.

Na nova série original da Star+ (lançada pela Hulu nos Estados Unidos), Schumer vive a protagonista homônima, uma apática funcionária de uma revendedora de vinhos, pouco expressiva e emocionalmente fadigada. Após uma tragédia familiar, a crise dos 40 anos lhe fará redefinir os rumos de sua vida em meio a um princípio de depressão, novas descobertas e uma realidade longe da cidade grande. E de maneira corajosa, Schumer faz de Life & Beth seu projeto mais pessoal e diferente. Explorando em si mesma uma camada muito mais emocional, ela sai da zona do humor defensivo e ácido em direção ao humor negro, entregando uma dramédia que é absolutamente sua.

Escrita e também produzida por ela, Life & Beth traz a comediante expandindo seus talentos e assumindo a direção do seu primeiro episódio, nos apresentando uma trama que pouco entrega, mas muito nos instiga. E ainda que o seu começo deixe a audiência no escuro, existe um brilho na história que nos faz querer voltar nas próximas semanas. Ainda é incerto dizer para onde a vida de Beth nos levará em seus próximos capítulos, mas Amy Schumer tem credenciais boas o bastante para garantir que – no mínimo – esta seja uma intrigante e curiosa jornada de autodescoberta e crescimento. 

 

‘Liga da Justiça de Zack Snyder’: Diretor comemora aniversário da sua elogiada versão e lembra da filha

Exatamente no dia de ontem, 18 de março, fez 1 ano do lançamento do tão pedido ‘Liga da Justiça de Zack Snyder‘ na plataforma de streaming HBO Max. Muitos atores e principalmente os filmes celebraram o aniversário do longa.

Porém, dessa vez, a figura mais celebre da fita, Zack Snyder, compartilhou em um post no Twitter a sua comemoração, e também deixou uma mensagem à Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio. Isso porque o cineasta tem uma forte ligação com a Fundação, já que em março de 2017 sua filha cometeu suicídio. Logo após o incidente, Snyder foi afastado da produção.

Aliás, esse acontecimento além de triste foi uma das principais questões para que Zack Snyder conseguisse enfim terminar e entregar a sua visão de ‘Liga da Justiça‘. Abaixo você confere o tuite do diretor celebrando o aniversário do filme.

Com mais de 6 mil avaliações publicadas no Rotten Tomatoes, ‘Liga da Justiça de Zack Snyder‘ recebeu 97% de aprovação dos espectadores.

Para comparação, o recorde de aprovação anterior era de ‘Batman Begins‘ e ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas‘, que receberam 94% de aprovação do público. Em seguida, vem ‘Mulher-Maravilha‘ com 83% de aprovação do público.

Além disso, o filme tem 78% dos críticos profissionais com 160 reviews publicadas.

Assista à nossa crítica em vídeo:

Os Filmes Recentes dos Atores Indicados ao Oscar 2022 que Você PRECISA Assistir!

Com a edição 2022 do Oscar se aproximando rapidamente – a cerimônia será exibida no dia 27 de março – os cinéfilos do mundo todo correm para conferir todos os filmes indicados em todas as categorias. E você, já conseguiu ver tudo? Considerada a maior premiação do cinema mundial, a esta altura nem precisa ser mais dito que essa é a maior honraria que qualquer artista ao redor do mundo poderia conquistar no terreno do cinema e entretenimento. É verdade que muitas vezes podemos não concordar com as indicações e até mesmo com as vitórias. Assim como todo ano sempre temos os famosos esnobados – que terminam fora da festa a ver navios. Mas a verdade é que são quase 10 mil membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e os nomeados são escolhidos através do grande consenso entre a maioria.

Toda esta grande introdução falando do Oscar apenas para apresentar minha nova matéria que tem, e ao mesmo tempo não tem, a ver com esta edição do Oscar. Pensando em como muitos cinéfilos já fizeram seu dever de casa direitinho e assistiram a todos os filmes indicados desta edição, resolvi ir além e indicar para você, nosso querido leitor, alguns filmes que considero imperdíveis protagonizados pelos atores nomeados ao Oscar 2022. Algumas observações: para a lista resolvi selecionar apenas filmes recentes e que talvez tenham passado batido pela maioria. Segundo, nesta primeira matéria selecionei apenas os atores, mas em breve lançarei também uma matéria com as atrizes. Confira abaixo, procure e divirta-se.

Denzel Washington | Roman J. Israel (2017)

O astro Denzel Washington é o maior nome dentre os indicados a ator principal este ano no Oscar. E isso é dizer muito, já que na categoria temos também nomes como Will Smith. Washington é um verdadeiro veterano da indústria e este ano recebe sua nona indicação ao Oscar por A Tragédia de MacBeth. Muitos acreditam que o ator faça figuração na categoria, não estando entre os favoritos para ganhar o prêmio. Não tem tanto problema, já que Washington guarda acima de sua lareira nada menos que duas estatuetas da Academia. Voltando cinco anos no tempo, nos deparamos com a penúltima indicação do ator, justamente pelo filme recomendado aqui. Nem dá para acreditar que Roman J. Israel sequer foi lançado nos cinemas do Brasil. No filme, Washington interpreta um advogado idealista e pacato, precisando agir com ação extrema pela primeira vez em sua vida. Essa é mais uma aula de atuação do grande intérprete.

Will Smith | Um Homem Entre Gigantes (2015)

Por falar no astro Will Smith, ele chega agora em nossa lista com um de seus filmes, injustamente, menos badalados. Em Um Homem Entre Gigantes, Will Smith protagoniza a história real e biográfica do médico nigeriano Bennet Omalu, que se mete numa briga digna de Davi e Golias quando resolve alertar sobre o mal das constantes pancadas sofridas na cabeça por jogadores de futebol americano – iniciando assim uma guerra contra a indústria de um dos esportes mais lucrativos do mundo. A história é edificante e Smith dá um show, no entanto, o polêmico longa não recebeu a atenção devida e o ator terminou ignorado na respectiva edição do Oscar – e assim, Smith iniciava outra guerra contra gigantes, os da Academia do Oscar, boicotando o evento. Esse ano, o astro tem grandes chances de receber sua primeira estatueta, por outro filme de esporte, King Richard: Criando Campeãs.

Benedict Cumberbatch | O Mauritano (2021)

No começo da corrida do Oscar 2022, Benedict Cumberbatch era o favorito a levar a estatueta de melhor ator para casa – muito devido à “rapada” que Ataque dos Cães deverá fazer. Seguindo por essa linha, muitos acreditavam que o ator entraria no bonde. Porém, nas premiações prévias ao Oscar é Will Smith quem vem fazendo a limpa – em especial prêmios importantes que servem de termômetro para o Oscar. Seja como for, tudo pode acontecer e Cumberbatch ainda está no páreo, na pele de um cowboy durão e irredutível, que esconde um grande segredo em seu passado. O filme do ator que irei recomendar aqui é uma produção do ano passado, ou seja, extremamente recente, mas que por alguma razão – quem sabe seu forte teor polêmico – passou abaixo de todos os radares. Trata-se de O Mauritano, drama político sobre Mohamedou Ould Slahi, acusado de associação com Al-Qaeda e de terrorismo, e aprisionado pelo governo americano sem uma acusação formal. Jodie Foster faz a advogada que acredita na inocência do sujeito, e Cumberbatch vive o advogado militar de acusação.

Andrew Garfield | 99 Casas (2014)

O ano de 2021 foi ótimo para o jovem ator Andrew Garfield. Além de vestir o uniforme do Homem-Aranha mais uma vez, ainda descolou uma segunda indicação ao Oscar em sua carreira, pelo musical Tick, Tick… BOOM! A dica de um filme do ator aqui é de um gênero bem diferente. Com um roteiro primoroso, 99 Casas é outro que não chegou a passar nos cinemas brasileiros, mas precisa ser encontrado e visto por mais gente. No filme, Garfield vive um sujeito lutando para conseguir sustentar sua família, incluindo sua mãe (papel de Laura Dern). Quando o dinheiro não chega, eles são despejados. Desesperado e sem ter onde morar, a única opção do protagonista é começar a trabalhar para um corretor figurão, responsável pelo despejo de outras famílias de seus lares.

Javier Bardem | Todos Já Sabem (2018)

A dupla Javier Bardem e Penélope Cruz, um dos casais mais amados do cinema mundial na atualidade, já participou de muitos filmes juntos. Mas depois de seu casamento, a quantidade não foi tanta. O mais recente, no entanto, foi este Todos Já Sabem, um suspense dramático espanhol, que ainda conta com o argentino Ricardo Darín no elenco. Na trama, após retornar à sua pequena cidade para uma celebração em família, Laura (Cruz) precisa lidar com o sumiço da filha, e acaba recorrendo a um antigo namorado (papel de Bardem) para ajudar a encontrar a menina. Este ano, o ator espanhol está indicado pelo papel do cubano Desi Arnaz, na biografia Apresentando os Ricardos, da Amazon Prime Video.

J.K. Simmons | A Intrometida (2015)

Agora adentrando na categoria dos atores coadjuvantes indicados em 2022, começamos com J.K. Simmons, ator que já tem seu Oscar pelo visceral Whiplash – Em Busca da Perfeição (2014). Este ano Simmons divide a tela com Javier Bardem em Apresentando os Ricardos, e foi indicado pelo papel do ator William Frawley, um dos membros do elenco da clássica sitcom I Love Lucy. A dica de um filme de Simmons que você talvez não conheça, mas não pode perder, é A Intrometida, veículo para a dupla Susan Sarandon e Rose Byrne – interpretando mãe e filha. Em um de seus melhores papeis recentes, Sarandon vive a intrometida do título, uma mulher que se mete mais do que devia na vida da filha adulta (Byrne). Isto é, até que para ela aparece o personagem de Simmons, um veterano príncipe encantado, montado em sua moto. A dinâmica entre o casal da terceira idade é o chamariz.

Ciarán Hinds | Sangue Pela Glória (2016)

Por falar em Whiplash – Em Busca da Perfeição, nossa próxima dica é um filme protagonizado pelo mesmo Miles Teller. Aqui, no entanto, o ator indicado ao Oscar 2022 é o irlandês Ciarán Hinds, que descolou sua primeira nomeação pelo drama em preto e branco sobre a guerra, Belfast. A dica de um filme de Hinds é protagonizado por Teller, que vive o boxeador Vinny Pazienza. Após sofrer um acidente de carro que quase o deixa paralítico, o lutador precisa passar por um longo processo de treinamento até conseguir voltar de novo aos ringues. No filme, Hinds interpreta o pai “171” do sujeito, Angelo Pazienza. Um prato cheio para os que curtem filmes de esporte, boxe e superação.

Kodi Smit-McPhee | Oeste Sem Lei (2015)

O jovem Kodi Smit-McPhee é quem aparece na lista agora, devido à sua primeira indicação ao Oscar por Ataque dos Cães. O filme de Jane Campion nomeou quatro atores espalhados pelas categorias, e nessa de ator coadjuvante temos McPhee duelando contra o colega Jesse Plemons. No filme, McPhee vive um jovem sensível, estudante de medicina, que irá até as últimas consequências a fim de proteger sua mãe das torturas psicológicas que vem sofrendo, assim como ela a protegeu no passado. De fato, em nossa dica de um filme do jovem ator, Kodi Smit-McPhee interpreta um papel muito similar, igualmente em um faroeste. O filme escolhido foi Oeste Sem Lei, que chegou ao Brasil direto no mercado de home vídeo sem antes passar pelas salas de cinema. Cria de festivais, na trama McPhee interpreta um jovem em busca de sua amada pelo cruel Oeste americano, onde matar ou morrer podia ser muito fácil. Inapto para lidar com este “mundo cão”, ele termina contratando os serviços de um mercenário, vivido por Michael Fassbender, para protege-lo.

Jesse Plemons | Espíritos Obscuros (2021)

Outra dica de um filme muito recente, este thriller sobrenatural estreou ano passado nos cinemas, mas não ganhou a atenção devida. Quem sabe a obra ganhe sobrevida agora que foi lançada aqui no Brasil na plataforma da Starplus. Quem protagoniza aqui é Jesse Plemons, indicado a seu primeiro Oscar por Ataque dos Cães. Em tal filme, o ator vive um homem em constante conflito com seu irmão, que decide desafiar a vontade de sua família e casar com uma jovem dona de um restaurante na década de 1920. Já em Espíritos Obscuros, Plemons vive o xerife de uma pequena cidade, precisando lidar com a irmã quando ela passa a morar junto com ele. Vítima de abuso do pai deles, ela é a professora de uma escola de crianças da cidade – papel de Keri Russell. Quando ela desconfia que um de seus alunos também esteja sendo vítima de abuso doméstico, ela e o irmão irão se deparar com elementos fantásticos, sobrenaturais e muito aterrorizantes. Essa não é uma dica para os de estômagos fracos. Mas é um terror muito bem construído.

Denis Villeneuve diz que Zendaya terá mais destaque em ‘Duna: Parte 2’

A estrela de ‘Euphoria‘, Zendaya, é um dos principais nomes de ‘Duna‘, indicado ao Oscar de Melhor Filme, no entanto, nessa primeira parte do épico sci-fi, a atriz teve uma participação pequena. Porém, em uma entrevista recente que concedeu à Variety, o diretor Denis Villeneuve falou sobre a sequência do longa e prometeu que Zendaya terá um papel maior.

“Para Zendaya, vou dizer que a Parte Um foi uma promessa. Eu sei que vimos um vislumbre dela na Parte Um, mas na Parte Dois ela terá um papel proeminente. Seguiremos Timothée e Zendaya em suas aventuras no deserto. O que mais me empolga em voltar para Arrakis é passar um tempo com esses personagens novamente”, disse Villeneuve.

Zendaya também comentou sobre gravar o primeiro filme da franquia: “Eu não queria ir embora. Denis tinha tanto calor, e havia uma qualidade familiar na forma como me senti quando cheguei lá. Me senti muito bem-vinda pela equipe e elenco, todos foram tão adoráveis ​​comigo. Denis é tão detalhista e atencioso; qualquer pergunta que eu tinha, ele já tinha pensado antes. Ele tinha respostas para tudo, então eu pude falar com ele e desenvolver Chani muito rapidamente.”

Lembrando que ‘Duna‘ foi indicado em 10 categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro AdaptadoMelhor Trilha Sonora OriginalMelhor FotografiaMelhor EdiçãoMelhor Design de ProduçãoMelhor FigurinoMelhor Maquiagem & Cabelo, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais.

Os vencedores serão anunciados no dia 27 de março.

Lembrando que o filme já está disponível no catálogo da HBO Max!

Segundo o jornalista Josh Encinias em atendimento a uma das sessões de ‘Duna’, o aclamado diretor Denis Villeneuve já deu início à produção da 2ª parte da adaptação – e que as filmagens devem começar em meados de 2022 (mais precisamente no dia 18 de julho do ano que vem).

Villeneuve já deu início à escrita do roteiro e começou a trabalhar no projeto antes mesmo de ganhar sinal verde na Warner Bros.. Segundo ele:

“Estou escrevendo a parte dois, agora, e me sinto com oito anos de idade de novo. Isso é muito incomum para mim. É a primeira vez que experimento ver um dos meus filmes e tenho um momento de pura gratidão, alegria e eu digo: ‘obrigado, vida, por me dar a oportunidade de trazer isso para as telas'”.

O diretor pretende fazer uma trilogia.

Crítica | Duna – Denis Villeneuve corresponde às expectativas?

De ‘Old Boy’ a ‘Drive My Car’ – Relembre os Filmes Estrangeiros que conquistaram o MUNDO!

O Oscar, certamente, é o atalho mais fácil para que um filme de língua não-inglesa decole e seja visto nos demais continentes que não o seu, já que, após a premiação, as produtoras procuram os selecionados para distribuir nos cinemas, afim de estampar no pôster o famigerado alerta de que a obra foi “indicada ao Oscar”. E caso a produção se consagre como vencedora, é certo que voltará aos cinemas, independente de já ter passado, e com um número de cópias muito maior.

No entanto, nem sempre isso é necessário, muitas vezes, aliás, títulos que nem são lá tão premiados ou elogiados pela crítica conseguem furar a barreira do idioma e chegar nas principais capitais do mundo, como, por exemplo, ‘Intocáveis’, um dos maiores fenômenos da história da França, que conquistou o mundo e ganhou diversos remakes em vários países.

Por outro lado, alguns filmes, que colecionaram prêmios durante toda sua carreira de exibição nos cinemas, sequer tem gente que ouviu falar a respeito de sua existência, afinal de contas, infelizmente, não são muitas as pessoas que conhecem a obra-prima recente iraniana ‘A Separação’. Sim, o filme não só ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, como também o Globo de Ouro, o Urso de Ouro e o César.

E talvez isso também se repita com o grande filme estrangeiro de 2022, o premiadíssimo ‘Drive My Car’, dirigido pelo fenomenal Ryusuke Hamaguchi (‘Roda do Destino’). Em todas as disputas que participou, conseguiu levar para casa o troféu, ou seja, a entrega de Melhor Filme Estrangeiro é só questão de tempo, muito porque a produção japonesa também foi indicada na categoria principal de Melhor Filme.

No entanto, é garantia de que o grande público não viu e jamais verá ‘Drive My Car’. Imagine a seguinte situação, de alguém indo até o MUBI (plataforma de streaming da qual ele estreou no Brasil – e que pouquíssimas pessoas conhecem), selecionando o filme e percebendo que, além dele ser todo falado na língua nipônica, possui cerca de três horas, e só de diálogos…

Eu sei, é complicado! Ah, e para não dizer que deixei passar a indicação, garanto que cada palavra e momento vai marcar para sempre a sua vida, pois saiba que Hamaguchi entregou uma obra de arte que, não é à toa, tem sido tão celebrada.

Ou exemplo é ‘Roma’, do mexicano Alfonso Cuarón, que também poderia se encaixar nesse meio, é um filme preto e branco que não está preocupado em agradar o espectador com cenas dramáticas ou empolgantes, mas, sim, em retratar um pouco do que foi a infância do diretor e a relação conflituosa de sua família com uma doméstica.

No entanto, dessa vez, aproveitando os comentários a respeito de ‘Drive My Car’, fizemos uma lista com dez filmes estrangeiros que realmente fizeram sucesso fora da sua nação, nos cinemas, e ainda hoje são lembrados. Deixe nos comentários os filmes estrangeiros que você curte e que fizeram sucesso. O nosso ‘Cidade de Deus’, por exemplo, é outro que merecia uma menção por furar a nossa bolha, e só não entra na lista pelo seu apelo não ser assim tão acolhedor, já que é bastante verossímil com a nossa realidade, sempre violenta. No mais, vamos a lista!

Amor (2012)

Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva) são um casal de aposentados apaixonados por música. Eles têm uma filha musicista que vive em outro país. Certo dia Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. O casal de idosos passa por graves obstáculos que colocarão o seu amor em teste.

Com o longa ‘Amor‘, o lendário cineasta alemão Michael Haneke recebeu pela sexta vez o convite para competir no Festival de Cannes, onde o diretor foi premiado com a Palma de Ouro, principal prêmio do festival, pela segunda. ‘Amor’ também ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e foi exibido amplamente pelo mundo, emocionando a todos.

O Segredo dos Seus Olhos (2009)

Falando em Michael Haneke, o seu filme ‘A Fita Branca’ ficou marcado quando perdeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para o hit argentino ‘O Segredo dos Seus Olhos’, um filme que conquistou o mundo por sua história intrigante e emocionante, ganhando vários remakes, inclusive um nos EUA.

Na trama, vemos Benjamin Esposito (Ricardo Darín) que se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem

O Labirinto do Fauno (2006)

‘O Labirinto do Fauno’ se passa na Espanha, em 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes.

O longa espanhol dirigido por Guillermo del Toro teve a sua premiere no Festival de Cannes onde foi aplaudido de pé durante 22 minutos, sendo o ovacionamento mais longo da história do festival. Foi totalmente aclamado pela crítica, com grande parte da imprensa elogiando os efeitos visuais, a direção, a fotografia e as performances dos atores. ‘O Labirinto do Fauno‘ arrecadou US$ 83 milhões nas bilheterias mundiais e ganhou vários prêmios internacionais, incluindo três Oscars e o BAFTA de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa.

O Tigre e o Dragão (2001)

O belíssimo ‘O Tigre e o Dragão‘ traz a história de duas mulheres, ambas exímias lutadoras, cujos destinos se tocam em meio Dinastia Ching. Uma tenta se ver livre do constrangimento imposto pela sociedade local, mesmo que isso a obrigue a deixar uma vida aristocrática por outra de crimes e paixão. A outra, em sua cruzada de honra e justiça, apenas descobre as consequências do amor tarde demais. Os destinos de ambas as conduzirão uma violenta e surpreendente jornada, que irá forçá-las a fazer uma escolha que poderá mudar suas vidas.

O filme é totalmente falado em mandarim. O diretor Ang Lee chegou a pensar em filmar os diálogos em inglês, mas desistiu por considerar que a história ficaria deslocada se fosse falada em outra língua, já que possui detalhes próprios da China. Foi escolhido por Taiwan como seu representante na categoria de melhor filme estrangeiro do Oscar, onde foi indicado em 12 categorias e ganhou 4, entre elas o de Melhor Filme Estrangeiro.

Old Boy (2005)

Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica, para logo em seguida desaparecer, deixando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, onde há apenas uma TV ligada, no qual ele recebe pouca comida e respira um gás que o faz dormir diariamente. Através do noticiário da TV ele descobre que é o principal suspeito do assassinato brutal de sua esposa e sem ter outra opção, ele passa a se adaptar à escuridão de seu quarto e a preparar seu corpo e sua mente para sobreviver à pena que está sendo obrigado a cumprir sem saber o porquê.

O final de ‘Old Boy‘ é simplesmente um dos mais impactantes da história do cinema, gerando controvérsias em vários países. Como, por exemplo, na cena em que o ator Choi Min-sik come um polvo vivo. Para a realização desta cena foram usados 4 polvos, até que se chegasse à tomada final. O filme ganhou um remake com Josh Brolin, dirigido por Spike Lee e é até hoje uma das produções mais consagradas da Coréia, ao lado de ‘Parasita‘. Chan-Wook Park ainda é o cineasta mais respeitado do país.

Intocáveis (2011)

Em ‘Intocáveis‘, Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos, Driss aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais ao jovem por ele não o tratar como um pobre coitado. De pouco em pouco a amizade entre ambos vai se estabelecendo, conhecendo melhor um o mundo do outro.

Como falamos, ‘Intocáveis‘ é um dos filmes nacionais mais vistos da história da França, dividindo o pódio com ‘A Riviera Não é Aqui‘ e ‘Titanic’. Foi, também, o segundo filme mais visto na Alemanha em sua estreia, tendo alcançado o primeiro lugar na quarta semana de exibição nesse país. Foi indicado também ao BAFTA e ao César. Além de tudo, ganhou diversos remakes no mundo todo. Ainda assim, não foi sequer indicado pela Academia, mesmo sendo o representante da França.

Parasita (2016)

Em ‘Parasita‘, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

Além de ter se consagrado com os prêmios de Melhor Filme, Roteiro e Direção, o cineasta Bong Joon Ho estava muito feliz pelas indicações ao Oscar de Melhor Montagem e Direção de Arte, pois viu que os grandes técnicos e mestres da indústria cinematográfica coreana estavam sendo reconhecidos pela primeira vez. ‘Parasita‘ é um marco incomparável dentro da indústria cinematográfica e dificilmente será repetido.

Conheça o CHOCANTE drama nacional que promete fazer SUCESSO na Netflix

Lançado em 2005, o drama brasileiro ‘Cidade Baixa‘ traz Lázaro Ramos (‘O Vendedor de Passados’), Wagner Moura (‘Tropa de Elite ‘) e Alice Braga (‘O Esquadrão Suicida’) como um triângulo amoroso numa trama repleta de reflexões sociais.

Quase 20 anos depois, o longa dirigido por Sérgio Machado (‘Quincas Berro D’Água’) chega ao catálogo da Netflix e promete fazer sucesso entre os assinantes da plataforma.

Ambientado em Salvador, o título acompanha os barqueiros Deco (Ramos) e Naldinho (Moura), que fazem fretes a bordo do Dany Boy, um barco a vapor que compraram em parceria, enquanto aplicam alguns golpes durante as transações.

Numa de suas viagens, a dupla conhece Karinna (Braga), uma stripper que lhes pede carona na tentativa de encontrar um ‘gringo’ para bancá-la no carnaval de Salvador… Mas não demora muito até que os barqueiros se interessem por ela.

No entanto, o triângulo amoroso acaba levando a perigos inesperados durante as pausas da viagem, o que abre a possibilidade de fortalecer ou separar a amizade de infância de Deco e Naldinho.

Exibido no Festival de Cannes, o longa foi extremamente elogiado pela crítica internacional devido aos diálogos que tratam de assuntos delicados, como como pobreza, uso de drogas, prostituição e violência.

Premiado como Melhor Filme no Festival do Rio, ‘Cidade Baixa‘ também conta com a produção executiva de Walter Salles (‘Cidade de Deus’) e o restante do elenco é formado por Harildo Deca, Maria Menezes, João Miguel, Débora Santiago, Divina Valéria e José Dumont.

Confira o trailer:

‘007 – Sem Tempo para Morrer’: Ana de Armas relembra o intenso treinamento em vídeo dos bastidores; Confira!

Ana de Armas fez sua estreia na franquia ‘007‘ como a perigosa e Paloma em ‘Sem Tempo para Morrer‘, que marcou a despedida de Daniel Craig como James Bond.

E, em seu perfil do Instagram, de Armas relembrou seu intenso treinamento de luta corpo a corpo para viver a habilidosa personagem.

Junto com algumas fotos, ela compartilhou um vídeo no qual aparece dando uma surra num trio de adversários.

Confira:

“Estou no meio das filmagens noturnas agora e acabei de lembrar daquelas noites chuvosas e frias de ‘007‘! Encontrei um vídeo de ensaios também… Eu me diverti muito com a Paloma!” 

 
 
 
 
 
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Na trama, o agente secreto britânico (Daniel Craig) está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica, depois de ter deixado o serviço ativo. No entanto, sua paz está com os dias contados, já que uma nova missão lhe é dada.

Dirigido por Cary Joji Fukunaga (Beasts of No Nation e True Detective), ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘ traz também o retorno de Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright ao elenco e ainda apresenta Ana de Armas, Dali Benssalah, David Dencik, Lashana Lynch, Billy Magnussen e Rami Malek.

NiER: Automata – o SUCESSO dos games vai virar anime

Título formou uma legião de fãs em pouco tempo

Recentemente foi anunciado que o famoso hack n slash de 2017, NiER: Automata, é o mais novo game a ganhar uma adaptação em anime, mesmo que sem uma data definida. Entretanto, o que é certo é o nome do estúdio responsável pelo projeto, A-1 Pictures. No passado a empresa foi marcada por entregar ao público sucessos como Black Butler, o dramático Erased e o fenômeno Fairy Tale.

O estúdio é uma subsidiária da Aniplex, que por sua vez está ligada à Sony. Tendo um catálogo recheado de obras consagradas, nada impede a A-1 de entregar uma adaptação fiel ao material base, assim como apresentando uma animação de qualidade contínua. Já a dificuldade está relacionada ao histórico carregado pelo título e aqueles que vieram antes de si na franquia.

A série de jogos Drakengard é consideravelmente antiga, tendo sido criada para o Playstation 2, pelo roteirista de games Yoko Taro, como um exemplar do gênero action role-playing game (segmento conhecido pelo controle ininterruptível que o jogador tem do personagem nos momentos de combate).

Possível estúdio foi responsável por produzir “Erased”

O primeiro título homônimo da franquia veio em 2003 como um exclusivo do console da Sony, trazendo forte inspiração no estilo proposto por Dinasty Warriors anos antes. O sucesso da produção levou a duas sequências em 2005 e 2013 bem como o estabelecimento de um spin off intitulado Nier (com variações de títulos de console para console bem como de mercado japonês para ocidental) em 2010.

O diferencial do derivado é o tempo estabelecido para o enredo, mais de mil anos após a série principal. Dessa maneira, os desenvolvedores têm a liberdade de trabalhar diferentes variações do cenário, bem como consequências, do que é visto na linha numerada. 

A boa aceitação de Nier gerou o incentivo necessário para a produção de uma sequência, essa se mantendo como o spin-off. O projeto foi confiado à desenvolvedora PlatinumGames, um estúdio com conhecida experiência prévia na elaboração de games com foco em combate tais como Metal Gear Rising e Bayoneta.

“Bayoneta” é um dos produtos mais conhecidos da desenvolvedora

Tanto Yoko Taro quanto o compositor Keiichi Okabe voltaram para as funções de diretor e compositor respectivamente. O primeiro tinha o desejo expresso de participar de todas as etapas da produção do novo game da série Nier, o que implicou na sua presença para definir não só o novo combate mais refinado, uma característica da PlatinumGames, como também voltar a trama para um caminho nem tão usual.

O enredo se passa na Terra, mais especificamente no ano de 11945. Muito da raça humana há muito foi eliminada do planeta e os poucos remanescentes da mesma se mudaram para instalações construídas na lua. O motivo de tal cataclismo ocorreu devido à convergência de fatores extremos, porém acima de tudo por uma praga mortal e uma guerra com uma raça alienígena.

Dessa maneira, o solo terrestre passou a ser habitado exclusivamente por seres automatizados; androides criados pelos humanos restantes para combaterem a ameaça alienígena, batizados de YoRHa, passaram a andar sobre o planeta destruído conduzindo uma guerra interminável contra as máquinas criadas pelos alienígenas. 

Os androides YoRHa são responsáveis pela linha de frente na guerra

Um detalhe a ser ressaltado é que ambos os lados combatentes continuam a receber ordens de seus criadores (humanos e aliens) porém os mesmos jamais são vistos no campo de batalha, relegando a suas criações a responsabilidade de representar seus objetivos no que é, de fato, uma enorme guerra por procuração.

Os androides criados pelos humanos, de um ponto de vista estético, são praticamente indistinguíveis de seus criadores (excetuando sua superioridade física); sendo possível até mesmo inferir a noção de que eles foram “criados à imagem e semelhança” de seus predecessores com o intuito de servir à sua memória. Não à toa seu grito de guerra, para não dizer diretriz primária, é “Glória à Humanidade”, um eterno lembrete a quem eles nasceram para servir.

Em uma trama povoada por personagens cuja razão de existir se traduz pela servidão, o jogo também procura compreender o que é a existência, aos olhos do jogador, por uma sucessão de perguntas que surgem na tela enquanto ocorre o processo de instalação. O protagonismo fica a cargo da androide 2b e de seu “colega”, também mecanizado, 9s.

A dupla protagonista

Ambos demonstram aparência e até exibições contínuas de emoções, essas sendo também bastante suprimidas por diversas vezes. Essa supressão acaba por ser contestada em diversas ocasiões ao longo da trama, no qual a dupla vaga pela Terra desolada para ajudar alguns poucos assentamentos humanos que restaram. 

Mais do que concluir o objetivo final de resgate, ambos têm contato com máquinas feitas pelos aliens que, de uma forma ou de outra, começam a demonstrar tendências a copiar o estilo de vida da humanidade, tanto a nível social quanto emocional. Dessa maneira, Yoko Taro elabora situações em que ele pode propor reflexões filosóficas mais abertamente como ele faz de forma costumeira em seus projetos.

Essa abordagem ainda encontra ecos nas mídias externas aos videogames, como o cinema; mais especificamente a série de filmes Blade Runner (não à toa o título anterior na versão para Playstation 3, NiER: Replicant, referencia diretamente o filme de Ridley Scott), uma vez que o tema central da película é uma reflexão acerca de quão humanas as máquinas podem ser consideradas quando embarcam em uma jornada para se salvarem da morte certa.

Se a futura versão em anime vai honrar as bases profundas do game, apenas o tempo dirá. Todavia, uma vez que o estúdio possui um histórico em produções que lidam com temas pesados e narrativas reflexivas, como é o caso de Erased, não é improvável que o futuro projeto mantenha a fidelidade ao máximo. 

‘Aranhaverso’ | Conheça Kraven – O Próximo VILÃO do Homem-Aranha que ganhará filme próprio

Clássico inimigo do Homem-Aranha irá ganhar projeto solo

No planejamento geral da Sony, enquanto detentora dos direitos de adaptação do Homem-Aranha e propriedades relacionadas, existe uma estratégia já declarada e que há muito está sendo executada para a marca, que é continuar explorando seu potencial de público, justamente para não perder tais direitos para a Marvel.

Não à toa, até há alguns anos era bastante comum a Sony rebootar o personagem. No entanto, o acordo conjunto com a Marvel Studios, a partir do momento que gerou lucros estratosféricos, fez a produtora reavaliar parcialmente seus planos. Assim, tornou-se interessante para ambas as companhias manter o teioso em contato com o MCU pois esse era o interesse do consumidor.

Todavia a gigante japonesa não entregou todas as suas cartas na mão da Marvel, por enquanto ao menos. Ainda que seu grande herói esteja povoando um projeto externo, no campo interno tem se conduzido um aranhaverso próprio, cuja construção está sendo puxada pelos inimigos do personagem. 

A primeira tentativa se deu com Venom, em 2018, após o projeto de adaptação do Sexteto Sinistro encontrar dificuldades para sair do papel. Seu grande sucesso abriu margem para uma continuação, bem como o sinal verde para o vindouro filme do vampiro sintético Morbius; produção com trajetória complicada mas que enfim sairá tendo Jared Leto como grande nome.

“Morbius” é o exemplar mais recente do aranhaverso da Sony

Somado a tais títulos há ainda o projeto estrelado por Kraven, o Caçador; este que será protagonizado por Aaron Taylor-Johnson e, recentemente, confirmou a participação de Russell Crowe em seu plantel. De todos os vilões mencionados que compõem o crescente Aranhaverso da Sony, Kraven (ou Sergei Kravinoff) é o mais antigo.

Primeiramente tendo surgido nas páginas de Amazing Spider-Man #15, em 1964, criado por Stan Lee e Steve Ditko, Kraven já aparece com uma referência histórica considerável e, dentro das limitações para o modelo de quadrinhos da época, incorpora esse elemento em sua história. Tendo nacionalidade russa, ele nasceu em uma família aristocrata e tradicional, isto é, diretamente relacionada ao antigo modelo czarista que reinava no império até então.

As comodidades concedidas por esse estilo de vida viriam a um fim quando a Revolução Russa, de 1917, derrubou o modelo czarino e executou tanto o governante Nicolau II como toda a sua família. Assim como boa parte do corpo nobre da sociedade, o clã Kravinoff foi despido de todas as suas posses e atirado em desgraça.

Kraven mantém muito de sua origem aristocrática

Sem melhores perspectivas a família foge para os Estados Unidos, sem jamais superar a vergonha da perda de nobreza; sentimento esse passado para o jovem Kraven. Passadas algumas décadas, o jovem cresceu e se tornou um dos, comumente se autointitulando “o”, maiores caçadores do mundo. 

O modus operandi desenvolvido por ele consistia em não priorizar armas de fogo, mas sim o pensamento estratégico e suas próprias mãos como suas mais importantes armas. Isso lhe garantiu o aperfeiçoamento do raciocínio rápido e talento para a preparação de armadilhas bem elaboradas e preparadas especificamente para a caça da ocasião; algo que seria sua marca registrada eventualmente.

Não só isso, mas seus braços ganharam notoriamente um aumento de força física considerável. Seu primeiro embate com o Homem-Aranha aconteceu nas páginas da mencionada revista; quando seu meio irmão, o vilanesco Camaleão, o contratou para eliminar o herói. Tendo isso em mente, o metamorfo assume a forma do caçador e atrai o Escalador de Parede até o Central Park. 

Junto ao camaleão, o caçador atrai o Aranha para uma armadilha

Chegando lá, o verdadeiro Kraven executa sua armadilha ao utilizar um dardo envenenado para letargiar o Aranha. Mesmo perante as dificuldades o protagonista triunfa e os entrega para a lei, onde ambos são deportados para a Rússia enquanto juram vingança contra o Cabeça de Teia.

Com o passar dos anos a relação entre Kraven e o Homem-Aranha se tornaria cada vez mais intensa e pessoal, com o caçador alimentando uma crescente obsessão por seu nêmesis, considerando-o como a caça definitiva a ser conquistada. Nenhuma história conseguiu transmitir essa dinâmica destrutiva como o título A Última Caçada de Kraven.

Em 1987 a dupla J.M. Dematteis e Mike Zeck assinaram esta que é tida como a trama definitiva do vilão e uma das mais importantes do herói. Nela, Kraven está à beira da morte e, com isso, vem a inevitável reavaliação de seus atos passados. Todavia, o vilão ainda detém um último desejo antes de morrer: conseguir seu tão sonhado prêmio.

O ápice do personagem

O conceito principal por toda a história é colocar o leitor através da ótica do vilão, entender a urgência da sua missão, sendo tamanha a escassez de tempo que ele lança mão até de sua regra como uso de armas de fogo durante a caça. Provavelmente, a grande mensagem de A Última Caçada de Kraven é sobre o quão perigoso um homem que já não tem mais nada a perder pode ser.

Com seu filme solo ganhando corpo, há de se esperar para ver como Kravinov será trabalhado, se ele terá a experiência já esperada ou ainda será um aspirante a grande caçador. Tão importante quanto é a dúvida do quão envolvido na história estará o Homem-Aranha e, no contexto atual pós Sem Volta para Casa, qual deles será caçado. 

Terror sobrenatural sobre o ‘TITANIC’ contrata atriz de ‘Barrados no Baile’

As produtoras Tubi Films e The Asylum estão desenvolvendo um filme de terror que vai explorar as consequências sobrenaturais do naufrágio do Titanic um século após a tragédia.

E o elenco acaba de ganhar sua protagonista. AnnaLynne McCord, do reboot de ‘Barrados no Baile‘, viverá Mia Stone – uma digital influencer que viaja com o marido para registrar a ‘aventura’ para seus seguidores.

Intitulado ‘Titanic 666‘, o longa é ambientado 110 anos após a fatídica jornada da embarcação e vai acompanhar a viagem inaugural do Titanic III, com destino ao local do naufrágio do original.

Embora seja uma réplica fiel ao original, o cruzeiro é construído com a mais avançada tecnologia, garantindo que não tenha chance de afundar.

Mas quando o Titanic III chega ao destino, estranhos eventos começam a acontecer enquanto forças sombrias das profundezas sobem à superfície, aterrorizando todos a bordo e ameaçando repetir um dos maiores desastres da história.

AnnaLynne McCord 

Lydia Hearst (‘Z Nation’) será Idina, uma passageira clandestina que busca se vingar da exploração das vítimas do Titanic.

Jamie Bamber (‘Battlestar Galactica’) interpretará Hal Cochran, um professor de história que coleciona de artefatos relacionados ao Titanic e que decide embarcar na viagem.

Keesha Sharp (‘Máquina Mortífera’) será a Capitã Celeste Rhoades, idealizadora da rota rumo ao local do desastre do Titanic original.

McCord, Sharp, Hearst e Bamber

Não foi revelado o nome do roteirista da produção, que também segue sem diretor contratado.

Como o projeto está nas fases iniciais, as atualizações devem ser divulgadas em breve.

‘Cidade Perdida’: Sandra Bullock critica a desvalorização das comédias românticas

‘Cidade Perdida‘ estreia em 21 de abril e trará Sandra Bullock e Channing Tatum numa aventura de comédia romântica em meio a uma selvagem e inóspita cidade.

Na trama, Bullock vive uma solitária escritora certa de que nada poderia ser pior do que ficar presa numa turnê de lançamento com seu modelo de capa (Tatum). Até que uma tentativa de sequestro prova a ela que a vida real pode ser muito mais perigosa, estranha e romântica do que qualquer uma de suas ficções.

Em entrevista para o The New York Times, Bullock fez um desabafo contra a ridicularização que as comédias românticas vêm sofrendo nos últimos anos em Hollywood.

“Comédias românticas são tão desvalorizadas… As pessoas costumam se referir a esses filmes como ‘chick flick’ ou ‘rom-com’, e isso é tão depreciativo. Se você pegar os filmes do gênero feitos nos anos 30, 40 e 50, qualquer coisa com uma base de comédia e aventura que também tivesse romance não era marginalizada da forma que é agora.”

Ela continuou, explicando que o gênero também é criticado por rejeitar o estereótipo de mulheres vistas apenas como ‘donzelas em perigo’.

“Acho que quando os filmes começaram e retratar os homens como heróis de aventura e ação, as mulheres foram reduzidas a donzelas em perigo. Então, quando as comédias românticas começaram a fazer sucesso, houve reações tipo: ‘Ah, nós vamos deixar as mulheres voltarem [ao centro das atenções], mas tem que ser do nosso jeito, elas não podem ser muito ousadas’.”

Confira o trailer:

O filme da Paramount ainda conta com Daniel Radcliffe (‘Harry Potter’), Brad Pitt (‘Era Uma vez em… Hollywood’), Patti Harrison (‘Raya e o Último Dragão’) e Da’Vine Joy Randolf (‘Meu Nome é Dolemite’).

Radcliffe será o vilão do longa e fará de tudo para infernizar a vida da personagem de Bullock.

A dupla Adam e Aaron Nee (‘Band of Robbers‘) é responsável pela direção.

O roteiro foi escrito por Dana Fox, de ‘Jogo de Amor em Las Vegas‘.

‘Homem-Aranha 3’: Início do filme teria CONFRONTO entre o Homem-Aranha e o Duende Verde; Confira a cena deletada!

Em seu canal no YouTube, a Vanity Fair divulgou um longo vídeo explorando a criação dos efeitos visuais de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’.

E parece que a sequência teve mais cenas deletadas do que o público poderia imaginar.

Uma dessas cenas seria uma luta entre o Duende Verde (Willem Dafoe) e o Homem-Aranha (Tom Holland) logo no início do filme.

Na versão oficial, Octopus (Alfred Molina) e Peter Parker são transportados para o porão do Sanctum Santorum assim que o Duende aparece na ponte.

No entanto, o vídeo mostra que Parker iria confrontar o vilão antes disso.

Confira, a partir dos 20 minutos do vídeo:

Sucesso de crítica e público, ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ já faturou US$ 1,8 bilhão pelo mundo.

Assista ao trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Dirigido novamente por Jon Watts, o elenco conta com Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Marisa Tomei, J.K. Simmons, Jamie Foxx, Alfred Molina, Martin Starr e Jacob Batalon.

Dewey, Judy, Sam e Mindy em três cenas DELETADAS do 5º ‘Pânico’; Assista!

Foram divulgadas três cenas deletada de ‘Pânico‘, quinto filme da franquia.

Vale lembrar que ‘Pânico 6’ foi CONFIRMADO e será lançado dia 31 de março de 2023!

Assista:

 

Assista nossa crítica:

O filme ainda está em exibição nos cinemas nacionais.

Vinte e cinco anos após uma série de assassinatos brutais chocar a tranquila cidade de Woodsboro, um novo assassino se apropria da máscara de Ghostface e começa a perseguir um grupo de adolescentes para trazer à tona segredos do passado mortal da cidade, fazendo com que Sidney Prescott retorne para desvendar o mistério.

Crítica com Spoilers | ‘Pânico’ honra o legado de Wes Craven da maneira mais voraz possível

O elenco conta com o retorno de Neve CampbellDavid ArquetteCourteney Cox e Marley Shelton, além de introduzir os novatos Melissa BarreraDylan MinnetteJenna OrtegaMason GoodingKyle Gallner, Jack Quaid, Jasmin Savoy BrownMikey Madison.

10 Seriados Pouco Conhecidos que MERECEM ser vistos…

Não é de hoje que o universo das séries vem dominando cada vez mais os diversos streamings que tem no Brasil e no mundo. Mas com tanto conteúdo, às vezes fica difícil conseguir assistir a tudo ou mesmo saber sobre todos os projetos que só crescem em quantidade a cada ano. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista com 10 Seriados que são pouco badalados mas que prendem nossa atenção para servir como possíveis dicas para você leitor que adora essa universo das séries:

 

Normal People (Starzplay)

Quando o amor traduz as lacunas complexas do vazio existencial. Baseado no livro de grande sucesso da escritora irlandesa Sally Rooney, Normal People, disponível no Starzplay, nos apresenta a saga de um platonismo as vezes reverso entre dois jovens, através de um período de tempo importante em suas vidas. Caminhamos junto com os personagens rumo às mágoas, as derrapadas, o pânico, o caos social, a maturidade precoce, a imaturidade tardia, são cerca de 30 minutos divididos em 12 episódios que desejamos que nunca acabem. A minissérie, envolvente, intensa, que conta com uma fabulosa trilha sonora, foi indicada a quatro Emmys, sendo alguns episódios dirigidos pelo competente cineasta Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack, Frank).

Operação Ecstasy (Netflix)

Partindo de uma operação policial (baseada em fatos reais), um enorme e complexo ramo dramático inextricável, ao longo dos dez episódios da primeira temporada do seriado belga-holandês Undercover, ou Operação Ecstasy no Brasil, é criado seguindo o caminho de outras boas produções do gênero mas sempre tentando ter sua identidade e reflexões próprias. Disponível na Netflix, consegue colocar uma carga bem densa na profundidade que atinge nos fazendo a todo tempo perguntas sobre quais são os limites mesmo você estando do lado certo da lei. Interessantíssimo seriado que até ganhou um filme Spin-off chamado Ferry (o vilão desse seriado), também disponível na líder dos streamings. Já possui segunda temporada.

 

O Inocente (Netflix)

Quando as interseções da vida surpreendem mais do que o habitual. Criado pelo roteirista e diretor espanhol Oriol Paulo, O Inocente, seriado disponível na Netflix, nos apresenta em sua primeira temporada um engenhoso roteiro que paralela duas profundas histórias refletindo pelo caminho questões sobre o perdão, a vingança, a corrupção na força policial. A questão da ótica e as estradas da vida que se encontram é feito arriscando deixar detalhes importante a todo instante mas que acaba apresentando um desfecho satisfatório com margem para mais temporadas. O elenco é ótimo, destaque para Mario Casas, Jose Coronado, Aura Garrido e Alexandra Jiménez.

 

 

Truth be Told (Apple TV)

Quando muita coisa não convence mas pelo menos prende nossa atenção. Disponível na Apple Tv, a primeira temporada de Truth be Told (já com a segunda temporada em andamento) possui uma trama embaralhada nos longos oito episódios, parece que muitas informações se transformam em mais do mesmo sem mudar tanto assim a ótica dos personagens. Prende pelo fato da curiosidade humana, de querermos saber o que diabos aconteceu no dia do assassinato, epicentro da trama, e suas verdades escondidas em contradições mais que evidentes. A ótima e vencedora do Oscar Octavia Spencer é a protagonista, tendo Aaron Paul (Breaking Bad) na pele de um personagem central da trama que se desenvolve através de investigações de um crime de quase duas décadas atrás.

 

Absentia (Amazon)

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic (Castle), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a incógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime as três temporadas.

 

Doze Jurados (Netflix)

Um ninho de estratagema em busca da moral da história. Dos showrunners Sanne Nuyens e Bert Van Dael está disponível no vasto catálogo da Netflix brasileira o intrigante seriado belga Doze Jurados (De Twaalf, no original). Diferente de alguns outros dramas que envolvem júris, acusações e assassinatos misteriosos, nesse projeto vemos o foco máximo na vida detalhada da maior parte dos jurados que compõe um júri popular de um caso com grande repercussão nacional. O que impressiona é a qualidade do roteiro mesmo colocando seu assunto principal em plano de fundo na maioria dos episódios, consegue prender a atenção mesmo assim. Ao longo dos apurados doze episódios, vemos problemas de todo tipo nesse júri: relacionamento psicologicamente abusado de marido para esposa, um solitário senhor que não consegue entender as novas realidades que o cercam após o falecimento da esposa, um dono de construtora envolvido em um caso fatal de um trabalhador do seu staff ilegal, um pai rigoroso que não entende sua filha adolescente, entre outros. É uma série que muitos podem achar arrastada pela sua riqueza de detalhes e talvez até lenta demais em alguns momentos mas a curiosidade pelos desfechos serão de muita importância para você se convencer a seguir em frente e a maratonar.

 

Contos do Loop (Amazon)

Tá pra ser adicionada ainda nos mais famosos streamings que temos disponível no Brasil um seriado tão sensível e metafórico que aborda a existência, os erros e os acertos de forma tão detalhista e humana. Contos do Loop, Tales From The Loop no original, disponível no bom catálogo da Amazon Prime, é inspirada na obra do artista e designer sueco de 36 anos Simon Stålenhag. Uns dirão ser lenta, outros talvez dirão que não conseguem invocar a paciência necessária para absorver toda a mágica desse projeto. Mas com certeza quem consegue se conectar acaba embarcando em uma jornada tão rica pela alma humana que fica impossível não sair mexido com tantos retratos impactantes e poéticos que conferimos ao longo dos extensos e extremamente competentes oito episódios da primeira temporada.

 

The One (Netflix)

E se o amor for uma definição do destino e genética? Usando e abusando entre o possível e o imaginativo, distância quase sempre sem possibilidade de medição por conta do avanço tecnológico que o mundo se acelera a cada dia, The One, série britânica disponível na Netflix, nos questiona sobre o amor e suas formas de encontrar uma alma gêmea nos apresentando também a ambição personificada por uma vilã bem definida, quase implacável, que faz de tudo para não quebrar qualquer princípio razoável do seu egoísmo, destaque para sua intérprete a atriz Hannah Ware. Repleto de polêmicas, esse seriado, pode ser que agrade muito a alguns e nada a outros.

 

Tribes of Europa (Netflix)

Um grupo sempre vai se sobrepor a individualidade. Imaginando um universo modificado por guerras tecnológicas que transformaram países em tribos espalhadas pelo planeta, Tribes of Europa é uma imaginativa distopia que mistura um pouco de Jogos Vorazes com alguns filmes de sci-fi resultando em uma saga dividida por três vertentes (no caso, três irmãos) onde a cada episódio vamos entendendo melhor os mistérios (e são muitos!) desse mundo tão diferente dos dias atuais. Criado pelo showrunner alemão Philip Koch, a série empolga em alguns momentos mesmo sendo ainda muito confusa nessa primeira temporada de apenas seis episódios.

 

Your Honor (Paramount+)

O obscuro universo das escolhas éticas em meio a dramas familiares. Criado por Peter Moffat e baseado em uma série israelense chamada Kvodo, Your Honor tem intensos 10 episódios, em sua primeira temporada, e que ao longo de sua trajetória abre inúmeras portas de possibilidades através da eminência, do conflito entre duas famílias, representadas pelos pais. Mesmo buscando profundidade até mesmo onde poderia ser objetivo na superfície, o caminho até o clímax é lento e sempre deixando atento para o espectador, pequenas dicas sobre os destinos. Bryan Cranston e Michael Stuhlbarg, dois dos maiores atores da atualidade comandam o embaralhado castelo de cartas que é descontruído pela inconsequência dos atos de seus perigosos (cada um a seu estilo) personagens. Já renovada para uma segunda temporada.

‘Gladiador 2’ será o PRÓXIMO FILME de Ridley Scott

Em entrevista ao Empire, o cineasta Ridley Scott revelou que irá começar a produção de ‘Gladiador 2‘ logo após o término das filmagens de ‘Kitbag‘, definindo a sequência como o próximo filme sob seu comando.

“O roteiro da sequência já está sendo escrito. Quando eu terminar as filmagens de ‘Kitbag’, estarei pronto para começar as de ‘Gladiador 2’.”

Vale lembrar que o diretor lançou recentemente os medianos ‘O Último Duelo‘ e  ‘Casa Gucci‘.

De acordo com a revista New Idea, Chris Hemsworth poderia estar trabalhando com o astro Russell Crowe em ‘Gladiador 2‘.

Os boatos começaram a circular depois que eles foram vistos almoçando juntos em Sydney, nos intervalos das gravações de ‘Thor: Amor e Trovão‘.

Faz anos que rumores apontam uma continuação sem o retorno de Maximus (Crowe), já que ele morre nos momentos finais do original.

No entanto, com a adição de Hemsworth, a história pode ser focada no filho de Maximus, vivido originalmente por Giorgio Cantarini.

A revista ainda relatou que:

“A esposa de Hemsworth, Elsa Pataky, sempre brincou que ele e Russell poderiam facilmente se passar por pai e filho – e Russell acha que Hemsworth é o único homem que poderia interpretar seu filho com credibilidade na sequência.”

Nas duas décadas desde que o filme foi lançado, várias narrativas foram surgindo em torno do novo filme, e uma delas defende que Maximus teve um filho secretamente com Lucila (Connie Nielsen), e esse filho é ninguém menos que Lucius (Spencer Treat Clark), o sobrinho de Comôdo (Joaquin Phoenix).

Caso a iniciativa entre Hemsworth e Crowe seja verdade, o astro da franquia ‘Thor‘ pode viver a versão adulta de Lucius.

O que você acha da ideia?

No ano passado, o produtor Doug Wick falou sobre ‘Gladiador 2‘ durante uma entrevista com o THR e garantiu que a sequência não ficará à sombra do original, lançado há 20 anos.

“Nosso maior desafio é a agenda de Ridley Scott [diretor do original], ele é muito ocupado, mas está animado em dirigir o novo filme. Desde o início, ele ficou muito interessado no projeto e quer fazer algo que seja tão grande quanto o original. Não estaríamos planejando uma sequência para ficar á sombra do original, nunca.”

Wick disse ainda que o roteirista Peter Craig está ajustando detalhes no roteiro, que é a parte mais difícil da produção, até o momento.

“Além da agenda de Ridley, estamos lidando com as dificuldade de criação do roteiro escrito por Peter [Craig]. Como qualquer bom filme, ‘Gladiador‘ inovou o gênero e se tornou um marco. Como podemos repetir isso? Precisamos pegar tudo aquilo que fez do filme um sucesso e repaginar para inserir um novo olhar à trama, e isso é realmente desafiador.”

Fontes indicam que a Paramount será o estúdio desenvolvendo o projeto, e a Universal terá a opção de ser cofinanciadora.

Lançado em 2000, ‘Gladiador‘ recebeu 11 indicações ao Oscar e conquistou cinco estatuetas, incluindo os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator.

Sucesso de bilheterias, o longa arrecadou US$ 460.5 milhões ao redor do mundo, a partir de um orçamento de US$ 103 milhões.

De Novo!? ‘Segundas Intenções’ vai virar série de TV

Após duas tentativas falhas de transformar clássico ‘Segundas Intenções‘ em série de TV, parece que dessa vez cai…

De acordo com o TVLine, uma nova adaptação para as telinhas do filme está em desenvolvimento pelo IMDB TV.

Ambientada em Washington, a trama irá seguir dois meio-irmãos implacáveis ​​que farão de tudo para permanecer no topo da hierarquia em sua faculdade de elite. Quando um incidente de trote brutal ameaça todo o sistema, eles farão o que for necessário para preservar seu poder e reputação… incluindo seduzir a filha do vice-presidente dos EUA.

Phoebe Fisher (‘Euphoria’) irá escrever o roteiro do episódio piloto ao lado de Sara Goodman (da série original ‘Gossip Girl’).

Neal H. Moritz, produtor do filme original, servirá como produtor executivo do projeto.

Vale lembrar que, em 2016, a NBC estava desenvolvimento uma adaptação que se passaria 16 anos após o filme original, com o retorno de Sarah Michelle Guellar. Infelizmente, apesar do piloto ter sido gravado, o projeto foi engavetado.

Quase vinte anos antes, a FOX já havia tentado desenvolver uma adaptação do filme, que serviria como uma pré-sequência intitulada ‘Manchester Prep‘. O projeto foi cancelado antes mesmo de ir ao ar, e os três episódios já filmados foram reeditados em um filme lançado direto em vídeo como ‘Segundas Intenções 2‘, em 2001.

Adrian Lyne, de ‘Atração Fatal’ e ‘Proposta Indecente’, ENTERRA os thrillers eróticos com ‘Águas Profundas’

Quando David Fincher lançou o suspense erótico ‘Garota Exemplar’, voltou a ganhar a atenção do mundo ao entregar uma narrativa extremamente competente, construindo uma atmosfera agonizante guiada por performances irretocáveis de Rosamund Pike e Ben Affleck. O filme, considerado um dos vários pontos altos da carreira do diretor, reacendeu nosso apreço por obras do gênero e auxiliou inúmeros realizadores a criarem suas próprias investidas – algumas dando certo, outras falhando em cumprir com o prometido.

Nos últimos meses, chegou a vez do conhecido Adrian Lyne, nome por trás do clássico ‘Atração Fatal’, retornar a esse mundo com o ambicioso thriller ‘Águas Profundas’. A história, baseada no romance homônimo de Patricia Highsmith (sim, a mesma escritora que deu vida ao drama ‘O Preço do Sal’), acompanha um casal complexo que posa dentro de uma esfera de perfeição incomparável apenas para mascarar os defeitos gritantes que destilam dentro de casa. De um lado, temos Vic Van Allen (Ben Affleck), um psicótico e tóxico homem que não consegue deixar sua esposa ir embora, mesmo com um casamento em frangalhos; de outro, a insana Melinda Van Allen (Ana de Armas), que faz de tudo para incutir qualquer sentimento dentro de Vic que a liberte das amarras de uma prisão sem grades – ainda que tenha ressalvas por conta da filha, Trixie (Grace Jenkins), que sabe que algo está errado. Entretanto, além dos problemas familiares, o casal enfrenta as pulsões de um ciúme descontrolado que deixa um rastro de destruição por onde passam.

Ou ao menos é essa a ideia que Lyne quer passar.

Fazendo uma pequena volta à supracitada magnum opus do diretor, que trouxe nomes como Michael Douglas e Glenn Close às telonas, apenas nos recordamos de como o enredo contribuiu para uma tensão psicológica de tirar o fôlego – cujo resultado gerou controvérsias à época de seu lançamento, apenas para ser redescoberto como uma subestimada joia do cinema norte-americano. Por essa razão, a construção de ‘Águas Profundas’ nos cativa por uma premissa interessante e que, apesar de ter sido contada inúmeras vezes nas últimas décadas, poderia apresentar algo de novo. O desenlace, porém, rema na direção contrária e se rende a um amontoado de inflexões vazias e um condenável pedantismo identitário que não faz o menor sentido e que culmina em uma gigantesca frustração cinematográfica.

Os problemas se iniciam logo com a construção dos personagens principais, cujas incredíveis motivações deixam claro que não pretendem ir a lugar nenhum. Vic a representação máxima de um machismo estrutural que o impede de aceitar a derrota, preferindo ver a esposa o traindo com outros do que deixá-la livre para ser quem é; Melinda, por sua vez, se engolfa em noitadas regadas a bebida e a casos românticos sexuais para escapar da realidade a que está presa, vendo seus sonhos se desmantelarem quando Vic resolve ir atrás dos “amigos” que faz no meio do caminho com ameaças de violência física e morte. Entretanto, não há qualquer sinal que indique que esse nefasto organismo irá mudar – e nossas suspeitas se confirmam quando, depois de duas horas de puro torpor estático, absolutamente nada acontece.

Affleck e Armas carregam papéis de considerável aceitação por parte do público e da crítica – e a jovem atriz, fazendo um estrondoso sucesso com ‘Entre Facas e Segredos’ e ‘007 – Sem Tempo para Morrer’, já é uma das apostas para os próximos anos. É por essa razão que não conseguimos compreender como nem eles salvam o longa-metragem de ser um desperdício de tempo, restritos a um roteiro que tenta entregar mais do que pode e que se afoga em metáforas vencidas e reviravoltas monótonas. Os atos da história se confundem em cenas picotadas, coladas como uma colcha de retalhos sem padrão definido e que não aproveita sequer um aspecto de seu argumento.

Os personagens coadjuvantes também não fazem muita diferença dentro da arquitetura construída: Tracy Letts dá vida ao roteirista Don Wilson, que suspeita das atitudes homicidas de Vic e tem um desfecho tão ridículo quanto seu arco; Kristen Connolly interpreta Kelly Wilson, que cede aos encantos de Vic apenas para desaparecer de cena como um pedaço de plástico descartável; Finn Wittrock, encarnando Tony Cameron, não aparece tempo o suficiente para que nos importemos com ele, tornando-se uma das vítimas de Vic depois de se envolver com Melinda; e, até agora, não consegui entender a obsessão de Vic por criar lesmas – talvez uma simbologia falha de seu ego destruído e de sua falta de afeto.

O elemento mais agonizante de ‘Águas Profundas’ é, de fato, sua total incapacidade de perceber o quão presunçoso é. Ele se mascara como um suspense inteligente, mas se rende a uma prolixidade cansativa que não tem nada de original a nos mostrar – nem mesmo percebendo que, sem as fórmulas que seguram suas fracas bases, não conseguiria nem ao menos ver a luz do dia. Logo, se você procura por um suspense, aconselho que vá busca-lo em outro lugar, bem longe da ilusória pretensão que Lyne resolveu criar.