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BAFTA 2022 | Jane Campion conquista a estatueta de Melhor Direção por ‘Ataque dos Cães’

O aclamado drama ‘Ataque dos Cães‘ (The Power of the Dog), estrelado por Benedict Cumberbatch (‘Doutor Estranho’), é um dos favoritos da temporada de premiações e já levou para casa sua primeira estatueta do BAFTA 2022.

Jane Campion foi a condecorada com o prêmio de Melhor Direção por seu excepcional trabalho – e é uma das favoritas a levar para casa o Oscar na mesma categoria.

A trama acompanha dois irmãos muito ricos, Phil e George Burbank. O primeiro é brilhante e cruel, enquanto o segundo é meticuloso e gentil. Quando George se casa secretamente com uma viúva local, Phil sente inveja e tenta destruir o relacionamento a todo custo.

O filme é baseado no livro Thomas Savage.

BAFTA 2022 | ‘Belfast’ leva o prêmio de Melhor Filme Britânico para casa

Belfast é o mais novo e aclamado drama do diretor Kenneth Branagh (‘Assassinato no Expresso do Oriente’) e, depois de faturar alguns prêmios no Globo de Ouro, também levou uma estatueta do BAFTA 2022.

O filme conquistou a condecoração de Melhor Filme Britânico na última edição do evento, levando em cima de títulos como ‘Casa Gucci’‘Noite Passada em Soho’.

O filme é produzido por Laura Berwick, Becca Kovacik e Tamar Thomas.

Belfast é uma história pessoal e alegre sobre o poder da memória, ambientada no final dos anos 1960 na Irlanda do Norte. No centro do filme está Buddy, um menino à beira da adolescência, cuja vida é repleta de amor familiar, diversões de infância e um romance florescente. No entanto, com sua amada cidade natal envolvida em turbulências crescentes, sua família enfrenta uma escolha importante: esperar que o conflito passe ou deixe tudo o que conhecem para trás por uma nova vida.

Jamie Dornan, Judi Dench, Ciarán Hinds e Jude Hill também estrelam.

BAFTA 2022 | Troy Kotsur leva o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por ‘No Ritmo do Coração’

No Ritmo do Coração (‘CODA’), se tornou uma das produções mais elogiadas do ano passado e já levou seu primeiro prêmio no BAFTA 2022.

A condecoração foi destinada a Troy Kutsur, que conquistou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante. Ele também levou o mesmo prêmio no SAG Awards 2022.

Na trama, Ruby é a única pessoa que não é surda em sua família. Ao mesmo tempo em que enfrenta os dilemas da idade e a responsabilidade de ser a intérprete da família, Ruby descobre seu talento musical. Em meio a dificuldades nos negócios da família, se vê dividida entre seguir sua paixão pela música em outra cidade e o medo de deixar os pais.

O filme é escrito e dirigido por Sian Heder.

Emilia JonesMarlee Matlin e Troy Kotsur estrelam a produção.

BAFTA 2022 | Ariana DeBose conquista o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por ‘Amor, Sublime Amor’

Amor, Sublime Amor conquistou o coração do público e da crítica – e a estrela Ariana DeBose continua como um dos destaque da temporada de premiações.

Depois de ter levado para casa o Globo de Ouro e o SAG Award, a atriz, que interpretou Anita na produção, conquistou o BAFTA de Melhor Atriz Coadjuvante, mantendo-se como a favorita para ganhar o Oscar.

Amor, Sublime Amor‘ se passa na Nova York da década de 1950 e conta a história de um casal apaixonado tentando salvar seu romance ao mesmo tempo que são divididos pela rivalidade entre as gangues branca e latina das quais fazem parte: Tony é integrante dos Jets e Maria dos Sharks, tudo inspirado em outro clássico, ‘Romeu e Julieta’ de Shakespeare.

O longa é protagonizado por Ansel Elgort (‘A Culpa é das Estrelas’) e a estreante Rachel Zegler, nos papéis de Tony e Maria, respectivamente.

O roteiro fica por conta do premiado Tony Kushner, indicado ao Oscar e ganhador do Prêmio Pulitzer. Leonard Bernstein, Stephen Sondheim e Jerome Robbins cuidam da música, das letras e da coreografia. 

BAFTA 2022 | Confira a lista completa de vencedores!

Os vencedores da 75ª edição do BAFTA finalmente foram revelados – com prêmios aguardados e algumas surpresas.

Rebel Wilson comandou a cerimônia.

Confira a lista completa abaixo:

MELHOR FILME
Belfast
Não Olhe para Cima
Duna
Licorice Pizza
Ataque dos Cães 
(VENCEDOR)

MELHOR FILME BRITÂNICO
After Love
Ali & Ava
Belfast (VENCEDOR)
Boiling Point
Cyrano
Everybody’s Talking About Jamie
Casa Gucci
Noite Passada em Soho
007 – Sem Tempo Para Morrer
Passing

MELHOR ESTREIA DE UM ROTEIRISTA, DIRETOR OU PRODUTOR BRITÂNICO
After Love, Aleem Khan (roteiro/direção)
Boiling Point, James Cummings (roteiro), Hester Ruoff (produção)
Vingança & Castigo, Jeymes Samuel (roteiro/direção) (VENCEDOR)
Keyboard Fantasies, Posy Dixon (roteiro/direção), Liv Proctor (produção)
Passing, Rebecca Hall (roteiro/direção)

MELHOR FILME DE LÍNGUA NÃO-INGLESA
Drive My Car (VENCEDOR)
A Mão de Deus
Mães Paralelas
Petite Maman
A Pior Pessoa do Mundo

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Becoming Cousteau
Cow
Flee
The Rescue
Summer Of Soul 
(VENCEDOR)

MELHOR FILME ANIMADO
Encanto (VENCEDOR)
Flee
Luca
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

MELHOR DIREÇÃO
After Love, Aleem Khan
Drive My Car, Ryûsuke Hamaguchi
Happening, Audrey Diwan
Licorice Pizza, Paul Thomas Anderson
Ataque dos Cães, Jane Campion (VENCEDORA)
Titane, Julia Ducournau

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Being The Ricardos, Aaron Sorkin
Belfast, Kenneth Branagh
Não Olhe para Cima, Adam Mckay
King Richard: Criando Campeãs, Zach Baylin
Licorice Pizza, Paul Thomas Anderson (VENCEDOR)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
CODA, Siân Heder (VENCEDOR)
Drive My Car, Ryûsuke Hamaguchi
Duna, Denis Villeneuve
A Filha Perdida, Maggie Gyllenhaal
Ataque dos Cães, Jane Campion

MELHOR ATRIZ
Lady Gaga, Casa Gucci
Alana Haim, Licorice Pizza
Emilia Jones, CODA
Renata Reinsve, A Pior Pessoa do Mundo
Joanna Scanlan, After Love (VENCEDORA)
Tessa Thompson, Passing

MELHOR ATOR
Adeel Akhtar, Ali & Ava
Mahershala Ali, Swan Song
Benedict Cumberbatch, Ataque dos Cães
Leonardo Dicaprio, Não Olhe para Cima
Stephen Graham, Boiling Point
Will SmithKing Richard: Criando Campeãs (VENCEDOR)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Caitríona Balfe, Belfast
Jessie Buckley, A Filha Perdida
Ariana Debose, Amor, Sublime Amor (VENCEDORA)
Ann Dowd, Mass
Aunjanue Ellis, King Richard: Criando Campeãs
Ruth Negga, Passing

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mike Faist, Amor, Sublime Amor
Ciarán Hinds, Belfast
Troy Kotsur, CODA (VENCEDOR)
Woody Norman, Sempre em Frente
Jesse Plemons, Ataque dos Cães
Kodi Smit-Mcphee, Ataque dos Cães

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Being The Ricardos, Daniel Pemberton
Não Olhe para Cima, Nicholas Britell
Duna, Hans Zimmer (VENCEDOR)
A Crônica Francesa, Alexandre Desplat
Ataque dos Cães, Jonny Greenwood

MELHOR ELENCO
Boiling Point, Carolyn Mcleod
Duna, Francine Maisler
A Mão de Deus, Massimo Appolloni, Annamaria Sambucco
King Richard: Criando Campeãs, Rich Delia, Avy Kaufman
Amor, Sublime Amor, Cindy Tolan (VENCEDOR)

MELHOR FOTOGRAFIA
Duna, Greig Fraser (VENCEDOR)
O Beco do Pesadelo, Dan Laustsen
007 – Sem Tempo para Morrer, Linus Sandgren
Ataque dos Cães, Ari Wegner
A Tragédia de Macbeth, Bruno Delbonnel

MELHOR EDIÇÃO
Belfast, Úna Ní Dhonghaíle
Duna, Joe Walker
Licorice Pizza, Andy Jurgensen
007 – Sem Tempo para Morrer, Tom Cross, Elliot Graham (VENCEDOR)
Summer Of Soul, Joshua L. Pearson

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

Cyrano, Sarah Greenwood, Katie Spencer
Duna, Patrice Vermette, Zsuzsanna Sipos (VENCEDOR)
A Crônica Francesa, Adam Stockhausen, Rena Deangelo
O Beco do Pesadelo, Tamara Deverell, Shane Vieau
Amor, Sublime Amor, Adam Stockhausen, Rena Deangelo

MELHOR FIGURINO
Cruella, Jenny Beavan (VENCEDOR)
Cyrano, Massimo Cantini Parrini
Duna, Robert Morgan, Jacqueline West
A Crônica Francesa, Milena Canonero
O Beco do Pesadelo, Luis Sequeira

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO
Cruella, Nadia Stacey, Naomi Donne
Cyrano, Alessandro Bertolazzi, Siân Miller
Duna, Love Larson, Donald Mowat
Os Olhos de Tammy Faye, Linda Dowds, Stephanie Ingram, Justin Raleigh (VENCEDOR)
Casa Gucci, Frederic Aspiras, Jane Carboni, Giuliano Mariana, Sarah Nicole Tanno

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Duna, Mac Ruth, Mark Mangini, Doug Hemphill, Theo Green, Ron Bartlett (VENCEDOR)
Noite Passada em Soho, Colin Nicolson, Julian Slater, Tim Cavagin, Dan Morgan
007 – Sem Tempo para Morrer, James Harrison, Simon Hayes, Paul Massey, Oliver Tarney, Mark Taylor
Um Lugar Silencioso – Parte II, Erik Aadahl, Michael Barosky, Brandon Proctor, Ethan Van Der Ryn
Amor, Sublime Amor, Brian Chumney, Tod Maitland, Andy Nelson, Gary Rydstrom

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Duna, Brian Connor, Paul Lambert, Tristan Myles, Gerd Nefzer (VENCEDOR)
Free Guy, Swen Gillberg, Brian Grill, Nikos Kalaitzidis, Daniel Sudick
Ghostbusters: Afterlife, Aharon Bourland, Sheena Duggal, Pier Lefebvre, Alessandro Ongaro
Matrix Resurrections, Tom Debenham, Hew J Evans, Dan Glass, J. D. Schwaim
007 – Sem Tempo para Morrer, Mark Bokowski, Chris Corbould, Joel Green, Charlie Noble

MELHOR CURTA ANIMADO BRITÂNICO
Affairs Of The Art, Joanna Quinn, Les Mills
Do Not Feed The Pigeons, Jordi Morera (VENCEDOR)
Night Of The Living Dread, Ida Melum, Danielle Goff, Laura Jayne Tunbridge, Hannah Kelso

MELHOR CURTA BRITÂNICO
The Black Cop, Cherish Oteka (VENCEDOR)
Femme, Sam H. Freeman, Ng Choon Ping, Sam Ritzenberg, Hayley Williams
The Palace, Jo Prichard
Stuffed, Theo Rhys, Joss Holden-Rea
Three Meetings Of The Extraordinary Committee, Michael Woodward, Max Barron, Daniel Wheldon

EE ESTRELA EM ASCENSÃO (votado pelo público)
Ariana DeBose
Harris Dickinson
Lashana Lynch (VENCEDORA)
Millicent Simmonds
Kodi Smit-McPhee

‘Uncharted’ ultrapassa US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! Apesar de não ter sido unanimidade entre os críticos (apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes), a adaptação ‘Uncharted – Fora do Mapa‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa arrecadou sólidos US$ 113.3 milhões. No mercado internacional, foram US$ 187.9 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 301.2 milhões mundialmente.

O filme se tornou o mais visto em 42 dos 47 países onde estreou, e a Sony Pictures CONFIRMOU que a sequência já está a caminho.

Tom Rothman, o CEO da Sony Pictures, enviou uma mensagem revelando que uma franquia acaba de nascer nas telonas.

“Com mais de US$ 100 milhões arrecadados nas bilheteiras dos cinemas mundiais, apenas num fim de semana, e uma nota de 90% da audiência no Rotten Tomatoes, Uncharted é uma nova franquia de filmes de sucesso para nosso estúdio”, afirmou.

Assista nossa entrevista com Tom Holland e Mark Walhberg, e siga o CinePOP no YouTube:

Crítica | Uncharted: Fora do Mapa – Uma aventura honesta e divertida de caça ao tesouro

Dirigida por Ruben Fleischer (‘Venom’), a adaptação é ambientada antes dos eventos do primeiro jogo e servirá como uma história de origem para o aclamado personagem, quando Nathan Drake (Tom Holland) embarca em sua primeira aventura por regiões inóspitas ao lado do mentor, Sully (Wahlberg).

O roteiro foi escrito por Jonathan Rosenberg e Mark Walker.

Antonio Banderas, Sophia Ali e Tati Gabrielle completam o elenco.

‘Batman’ ultrapassa US$ 450 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! Em menos de duas semanas, ‘Batman‘ ultrapassou a impressionante marca dos US$ 450 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa já arrecadou US$ 238.5 milhões – incluindo US$ 66 milhões no segundo final de semana (o que representa uma queda de apenas 50%). No mercado internacional, foram US$ 224.7 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou sólidos US$ 463.2 milhões mundialmente.

Vale lembrar que o longa continua em exibição nos cinemas nacionais!

Matt Reeves (‘Deixe-me Entrar’) é responsável pela direção.

“Dois anos patrulhando as ruas como o Batman (Pattinson), causando medo nos corações dos criminosos, levou Bruce Wayne para as sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados de confiança – Alfred Pennyworth (Serkis) e o tenente James Gordon (Wright) – entre a rede corrupta de oficiais e figuras importantes da cidade, o solitário vigilante se estabeleceu como a única personificação da vingança entre seus caros cidadãos.”

“Quando um assassino ataca a elite de Gotham com uma série de maquinações sádicas, uma trilha de pistas enigmáticas envia o Maior Detetive do Mundo em uma investigação no submundo do crime, onde ele encontra personagens como Selina Kyle/Mulher-Gato (Kravitz), Oswald Cobblepot/Pinguim (Farrell), Carmine Falcone (JTurturro) e Edward Nashton/Charada (Dano). Conforme as evidências começam a se tornarem pessoais e a escala dos planos do perpetrador se torna clara, Batman deve forjar novos relacionamentos, desmascarar o culpado e fazer justiça ao abuso de poder e à corrupção que há muito tempo assola a cidade de Gotham.”

Robert Pattinson estrela no papel principal. O elenco ainda conta com Zoë Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Andy Serkis (Alfred Pennyworth) e Colin Farrell (Pinguim).

‘The Boys’: Karl Urban revela quando começam as gravações da 4ª temporada

Apesar da Amazon Prime ainda não ter confirmado a renovação de ‘The Boys‘ após a 3ª temporada, os fãs podem ficar tranquilos.

Em entrevista à Variety, Karl Urban, intérprete de Billy Bruto, revelou que as gravações do 4º ciclo começam no fim de 2022.

“Estarei gravando ‘The Boys’ em outubro e acho que isso vai se estender até o final do ano.”

Obviamente, o astro não deu detalhes sobre o futuro da atração…

Mas, considerando o insano trailer lançado ontem, fica claro que a série parece estar se inclinando ainda mais para os quadrinhos, finalmente dando a Bruto e seus amigos sua própria dose de Composto V para enfrentar o Capitão Pátria (Antony Starr)  e os Supers.

E aí, você está ansioso para a 3ª temporada?

Confira o trailer:

Vale lembrar que o novo ciclo também irá introduzir Laurie Holden (Condessa Carmesim), Sean Patrick Flanery (Supersonic), Nick Wechsler (Blue Hawk) e Miles Gaston Villanueva (Gunpowder).

Confira nossa crítica da 2ª temporada:

Crítica | The Boys – 2ª temporada: Ainda mais sádica, violenta e ofensiva

Criada por Evan GoldbergEric Kripke e Seth Rogen, a série é baseada nos quadrinhos homônimos lançados em 2006.

A trama se passa em um mundo onde os super-heróis abraçaram o lado negro de suas famas, e irá focar em um grupo de vigilantes conhecido como “Os Garotos”, que são mandados para derrotar super-heróis corruptos com não mais do que coragem e disposição para lutar sujo.

O elenco inclui Karl Urban, Jack Qaudi, Karen Fukuhara, Erin Moriarty, Antony Starr, Dominique McElligott, Chace Crawford, Jessie T. Usher e Nathan Mitchell.

‘The Umbrella Academy’: 3ª temporada ganha data de estreia na Netflix!

Boas notícias para os fãs de The Umbrella Academy!

Netflix revelou hoje (13) que a 3ª temporada da série de super-heróis finalmente ganhou data de estreia.

Os novos episódios chegam à plataforma de streaming no dia 22 de junho!

Os próximos episódios serão ambientados no icônico Hotel Oblivion, nome do terceiro volume dos quadrinhos criados por Gerard Way – nomeado em homenagem a um lugar do qual “ninguém pode escapar”.

Lembrando que os títulos oficiais dos novos capítulos também foram revelados.

Veja:

  1. “Meet the Family”
  2. “The World’s Biggest Ball of Twine”
  3. “Pocket Full of Lightning”
  4. “Kugelblitz”
  5. “Kindest Cut”
  6. “Marigold”
  7. “Auf Wiedersehen”
  8. “Wedding at the End of the World”
  9. “Six Bells”
  10. “Oblivion”

Em recente entrevista ao Collider, o ator Tom Hopper, que interpreta Luther Hargreeves na série, aumentou nossas expectativas para o próximo ciclo ao elogiar a narrativa que aguarda os fãs:

“Os roteiros são ótimos, é uma diversão fazer a 3ª temporada. Me sinto bastante privilegiado em fazer parte desse show. E acho que a melhor coisa é que estamos bem confortáveis uns com os outros agora. Então parece que realmente encontramos um território certo, além de termos a mesma equipe. E acho que sabemos, agora, quem são esses prsonagens e quem estamos interpretando, e creio que, quando trabalhamos uns com os outros, estamos cientes de como reagir nas cenas”.

Criada por Jeremy Slater (‘The Exorcist‘), a série é baseada nos quadrinhos criados por Gerard Way e pelo brasileiro Gabriel Bá.

A trama acompanha uma família disfuncional de super-heróis que  se reúne para solucionar o mistério da morte de seu pai, uma ameaça de apocalipse e muito mais.

O elenco inclui Elliot Page, Robert Sheehan, Tom Hopper, David Castañeda, Aidan Gallagher, Emmy Raver-Lampman, Mary J. BligeCameron Britton.

‘Red: Crescer é uma Fera’ estreia no Disney+; Veja curiosidades sobre a animação!

Red: Crescer é uma Fera é a mais nova animação dos estúdios Pixar e já se tornou um sucesso de crítica gigantesco, sendo elogiado pela representatividade trazida às telas, pela relacionável narrativa criada pela diretora Domee Shi e pela estética apaixonante dos personagens e da nostálgica atmosfera.

A história é centrada em Mei Lee (Rosalie Chiang), uma adolescente que, quando fica muito nervosa, se transforma em um grande panda vermelho. O longa aborda dessa forma, a jornada de amadurecimento da personagem, suas inseguranças dessa fase onde, a personagem principal está dividida entre a filha que sempre foi e sua nova personalidade, intensificada por todos os sentimentos conflitantes que a adolescência provoca. Além do caos gerado por todas as mudanças em seus interesses, relacionamentos e corpo, sempre que a garota fica muito agitada ou estressada, ela vira um panda vermelho gigante, – o que com certeza, só gera mais problemas para a jovem – sendo uma metáfora para todas as vezes que, constrangidos pelos novos desafios que se apresentam em nossas vidas, as inseguranças só se agigantam.

Contando também com Sandra OhAva MorseHyein ParkMaitreyi RamakrishnanOrion Lee e vários outros no elenco de dublagem, o filme é uma das melhores pedidas para assistir com a família – e, pensando nisso, preparamos uma breve lista com algumas curiosidades de bastidores.

Confira:

  • Red se tornou o primeiro longa-metragem a ser dirigido unicamente por uma mulher, bem como o primeiro a ser comandado por uma mulher de cor.
  • Shi, que previamente encabeçou o curta vencedor do Oscar ‘Bao’, revelou em entrevista exclusiva ao CinePOP que se inspirou em sua própria infância e adolescência para construir a narrativa – e que sua mãe realmente se “disfarçou” para segui-la na escola e ficar observando ela.

  • Este foi o terceiro filme da Pixar a ser lançado exclusivamente na plataforma do Disney+, depois de ‘Soul’ (2020), Luca (2021).
  • Este é o quarto filme que conta com a participação de Oh. Ela previamente participou de ‘O Diário da Princesa’ (2001), Mulan 2: A Lenda Continua’ (2004) e ‘Raya e o Último Dragão’ (2021).
  • Red marcou a primeira trilha sonora composta de Ludwig Göransson feita para um longa-metragem animado.

  • O quinto filme da Pixar a ser estrelado por uma mulher, seguindo Valente (2012), Divertida Mente (2015), ‘Procurando Dory’ (2016) e ‘Os Incríveis 2’ (2018).
  • A narrativa é ambientada em 2002, que representou um dos auges das boybands no cenário musical – motivo pelo qual Mei Lee e suas amigas são apaixonadas pelo grupo 4*Town. Os integrantes da banda, inclusive, foram inspirados em boybands de sucesso mundial da época, como *NSYNC (cujas músicas aparecem no teaser e no trailer oficiais da animação) e Backstreet Boys.

  • Red’ é o primeiro filme da Pixar a ser ambientado no Canadá, mais precisamente na cidade de Toronto.
  • Shi apresentou a ideia do filme para a Pixar em 2017. Lindsey Collins, produtora da animação, revelou que, como já havia trabalhado com Shi em ‘Bao’, não tinha dúvidas de que Red seria um sucesso.
  • Os vencedores do Grammy Billie EilishFinneas O’Connell escreveram as três músicas originais performadas pela banda 4*Town: “U Know What’s Up”“1 True Love”“Nobody Like U”.

Gostou de ‘Red: Crescer é uma Fera’? Aqui estão outras animações que você precisa conferir!

Red: Crescer é uma Fera é a mais nova animação dos estúdios Pixar e já se tornou um sucesso de crítica gigantesco, sendo elogiado pela representatividade trazida às telas, pela relacionável narrativa criada pela diretora Domee Shi e pela estética apaixonante dos personagens e da nostálgica atmosfera.

A história é centrada em Mei Lee (Rosalie Chiang), uma adolescente que, quando fica muito nervosa, se transforma em um grande panda vermelho. O longa aborda dessa forma, a jornada de amadurecimento da personagem, suas inseguranças dessa fase onde, a personagem principal está dividida entre a filha que sempre foi e sua nova personalidade, intensificada por todos os sentimentos conflitantes que a adolescência provoca. Além do caos gerado por todas as mudanças em seus interesses, relacionamentos e corpo, sempre que a garota fica muito agitada ou estressada, ela vira um panda vermelho gigante, – o que com certeza, só gera mais problemas para a jovem – sendo uma metáfora para todas as vezes que, constrangidos pelos novos desafios que se apresentam em nossas vidas, as inseguranças só se agigantam.

O filme estreou recentemente no catálogo do Disney+ e colocou em voga temas bastante importantes, ainda mais no tocante às relações entre pais e filhos. Pensando nisso, o CinePOP preparou uma lista com outras animações de enredo similar que você precisa conferir.

Veja abaixo as nossas escolhas:

A PEQUENA SEREIA (1989)

A jornada de Ariel é conhecida por qualquer um que já tenha se aventurado pelo extenso catálogo da Disney – e é claro que não ficaria de fora da nossa lista. A história de A Pequena Sereia é focada na protagonista titular, que tem um desejo irrefreável de conhecer o mundo dos homens, mas é proibida pelo pai, o Rei Tritão, de se afastar do reino subaquático em que moram. Construindo um enredo que explora o atrito entre duas gerações bem diferentes, são as desavenças entre Ariel e Tritão que culminam no plot principal do filme.

MULAN (1998)

Mulan conta a história de uma jovem guerreira que se torna responsável por impedir que o império chinês caia nas mãos do perigoso clã de hunos que deseja submeter seus habitantes a um reino de caos. Além de desconstruir os papéis de gênero femininos na era medieval no Oriente, a produção traz elementos sobre honra familiar e sobre tradição para solidificar o arco da protagonista titular.

PROCURANDO NEMO (2003)

Uma das melhores e mais icônicas animação da Pixar conta a história, basicamente, de um pai superprotetor que cruza os oceanos em busca de seu filho, que foi levado por nadadores humanos. Procurando Nemo permanece, até hoje, como um dos títulos favoritos dos fãs do estúdio – e se posta como uma apaixonante aventura que reitera a importância dos laços familiares e de amizade, além de demonstrar o que estamos dispostos a fazer por aqueles que amamos.

VALENTE (2012)

Valente provavelmente não está no topo da sua lista de animações favoritas, mas merece nossa atenção pelo modo como constrói a complexa relação entre Merida e a Rainha Elinor: Merida é uma adolescente guerreira que não quer se casar e preza bastante por sua liberdade, enquanto a mãe tem afeição quase doentia pelo tradicionalismo real do país em que vive, não compreendendo como a filha pode deixar a família de lado. Mas as duas começam a se entender quando um feitiço dá errado e elas unem forças para fazer com que tudo volte ao normal.

DIVERTIDA MENTE (2015)

A icônica animação Divertida Mente se tornou um clássico instantâneo da Pixar no momento em que chegou aos cinemas mundiais. Focando na vida de Riley e em sua transição da infância à adolescência, a trama apresenta incursões psicológicas e análises sobre as principais emoções do ser humano, mas se respalda bastante na relação entre pais e filhos para garantir que o público encontre similaridades com a própria vida.

VIVA – A VIDA É UMA FESTA (2017)

Apesar de a música ter sido banida há gerações em sua família, Miguel (voz do novato Anthony Gonzalez) sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz (voz de Benjamin Bratt). Desesperado para provar o seu talento, Miguel se vê na deslumbrante e pitoresco Mundo dos Mortos seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho ele conhece o trapaceiro encantador Hector (voz de Gael García Bernal), e juntos eles partem em uma jornada extraordinária para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel.

LUCA (2021)

Tudo bem, o tema principal de Luca, recente animação da Pixar, pode não ser essencialmente centrada no relacionamento entre mãe e filho, mas, de fato, puxa bastante dessa temática para que a narrativa se desenrole. Aqui, o personagem titular, uma jovem criatura marinha que deseja conhecer o mundo terrestre, é protegido por uma mãe neurótica que não quer que ele se machuque – e que cria algumas das mais incabíveis teorias para mantê-lo embaixo d’água.

ENCANTO (2021)

A magia de Encanto abençoou todas as crianças da família com um dom único, desde superforça até o poder de cura – todas as crianças, exceto uma: Mirabel (Stephanie Beatriz). Mas quando ela descobre que a magia em torno da cidade está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal comum, pode ser a última esperança de sua família excepcional.

‘Batman’ deve arrecadar US$ 66 milhões em sua 2ª semana nos EUA com baixa queda

Após conquistar o segundo maior fim de semana de estreia desde o início da pandemia, ‘Batman‘ terá um segundo fim de semana sólido nas bilheterias.

As projeções indicam que o filme vai arrecadar US$ 66 milhões neste fim de semana nos EUA, uma queda de apenas 51% – a mesma do primeiro ‘Homem de Ferro‘.

Com o valor, seu total de bilheteria doméstica crescerá para cerca de US$ 238,5 milhões nos EUA. Mundialmente, o filme deve encerrar o fim de semana na casa dos US$ 400 milhões. 

Você já assistiu ao filme?

Confira o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Matt Reeves (‘Deixe-me Entrar’) é responsável pela direção.

“Dois anos patrulhando as ruas como o Batman (Pattinson), causando medo nos corações dos criminosos, levou Bruce Wayne para as sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados de confiança – Alfred Pennyworth (Serkis) e o tenente James Gordon (Wright) – entre a rede corrupta de oficiais e figuras importantes da cidade, o solitário vigilante se estabeleceu como a única personificação da vingança entre seus caros cidadãos.”

“Quando um assassino ataca a elite de Gotham com uma série de maquinações sádicas, uma trilha de pistas enigmáticas envia o Maior Detetive do Mundo em uma investigação no submundo do crime, onde ele encontra personagens como Selina Kyle/Mulher-Gato (Kravitz), Oswald Cobblepot/Pinguim (Farrell), Carmine Falcone (JTurturro) e Edward Nashton/Charada (Dano). Conforme as evidências começam a se tornarem pessoais e a escala dos planos do perpetrador se torna clara, Batman deve forjar novos relacionamentos, desmascarar o culpado e fazer justiça ao abuso de poder e à corrupção que há muito tempo assola a cidade de Gotham.”

Robert Pattinson estrela no papel principal. O elenco ainda conta com Zoë Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Andy Serkis (Alfred Pennyworth) e Colin Farrell (Pinguim).

Comovente e assustador, conheça o filme que está ARRANCANDO LÁGRIMAS dos assinantes da Netflix!

Se você gosta de filmes como ‘O Pianista’, ‘A Vida é BelaeO Menino do Pijama do Listrado‘, também vai gostar de ‘O Bombardeio‘, que chegou recentemente ao catálogo da Netflix.

Baseado numa história real, o drama dirigido por Ole Bornedal (‘Nightwatch – Perigo na Noite‘) é ambientado na Segunda Guerra Mundial e acompanha a ocupação nazista em Copenhagen, capital da Dinamarca.

Comovente e assustador, o longa reproduz a trágica missão na qual a Força Aérea Britânica tentava bombardear a sede da Gestapo, mas acaba atingindo uma escola primária.

Considerada uma das maiores feridas sociais da história, a falha deixou pelo menos 120 pessoas mortas, incluindo 86 crianças.

Estrelado por Alex Høgh Andersen (‘Vikings’), o longa também explora a consequência do erro na mente dos militares envolvidos e como o mundo reagiu à descoberta.

Com nota 7.3/10 no IMDb e 94% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, ‘O Bombardeio‘ ocupa atualmente a 6ª posição entre o TOP 10 geral da Netflix, mas estreou na 1ª posição entre os filmes.

Nas redes sociais, os assinantes da plataforma estão extremamente comovidos com a trama e elogiando a iniciativa do diretor em relembrar uma tragédia que permanecia desconhecida por muita gente.

Confira as reações:

‘Undone’: 2ª temporada da animação ganha clipes OFICIAIS e data de estreia; Confira!

Prime Video divulgou recentemente três novos clipes oficiais da 2ª temporada de ‘Undone’, animação psicodélica estrelada por Rosa Salazar.

Além disso, foi revelado que o próximo ciclo chega à plataforma de streaming no dia 29 de abril.

Confira:

Para quem não assistiu, a 1ª temporada acompanha Alma (Salazar), uma jovem insatisfeita com a vida e que descobre uma relação única com o espaço e o tempo após sofrer um grave acidente de carro.

Quando visões de seu falecido pai (Bob Odenkirk) começam a atormentá-la, ela viaja através das dimensões para tentar a impedir a morte dele.

Durante uma entrevista para o ComicBook.com, Salazar disse que a produção mudou completamente sua maneira de encarar a realidade.

Eu estava em um ponto da vida onde eu estava farta da monotonia, da rotina, e dos padrões de vida. Eu estou constantemente procurando algo a mais. Deve haver mais. […] E foi essa série! Eu me identifiquei com a trama e isso me aterrorizou. Quero dizer, eu experimentei uma fração do que Alma vive. Tive um momento em que realmente estava exausta e questionei a natureza da minha realidade. Foi uma fração de segundos, mas foi aterrorizante.

A narrativa lida com ansiedade, tristeza, amor, relação familiar e crises existenciais com uma facilidade surpreendente.

‘Undone’ traz Raphael Bob-Waksberg (‘Bojack Horseman’) como showrunner.

Além de Salazar e Odenkirk, o elenco é formado por Daveed DiggsAngelique CabralConstance MarieSiddarth DhananjayTyler PoseyJon CorbettJeanne TripplehornSheila Vand.

Amy Schumer, Regina Hall e Wanda Sykes vão apresentar a cerimônia do Oscar; Confira o cartaz!

A 94ª edição do Oscar acontece no dia 27 de Março, e foi um longo caminho para encontrar um apresentador, ou no caso deste ano… três.

O Oscar anunciou que as comediantes Amy Schumer, Regina Hall e Wanda Sykes vão comandar a cerimônia, que terá um apresentador pela primeira vez desde que Jimmy Kimmel apresentou em 2018.

Confira o cartaz:

 

Resolvemos dar uma ajuda para você, nosso querido leitor, em sua jornada para assistir a todos – ou ao menos os principais – indicados desta nova edição do Oscar, que ocorre no dia 27 de março. Separamos para você as plataformas onde os principais filmes indicados podem ser encontrados. Confira abaixo e boa maratona.

Netflix

A pioneira dentre as plataformas de streaming no mundo, e ainda a maior em número de assinantes, a Netflix é também a que possui a maior quantidade de produções relevantes para esta edição do Oscar 2022. São nada menos que 7 longas-metragens e 4 curtas para os aficionados. Confira abaixo.

Ataque dos Cães

O carro-chefe da Netflix este ano no Oscar é este drama western que possui nada menos que 12 indicações, incluindo melhor filme, direção (Jane Campion), ator (Benedict Cumberbatch), três coadjuvantes (Jesse Plemons, Kirsten Dunst e Kodi Smit-McPhee) e roteiro adaptado. A trama narra a vida de dois irmãos muito diferentes, vivendo em Montana no ano de 1925, e as consequências trágicas que aos poucos se desenrolam quando um deles decide se casar. O filme é um forte candidato a sair com a estatueta principal da noite e também de direção – Jane Campion é a única mulher da história com duas indicações ao prêmio de diretora e pode ser a terceira mulher a vencer a estatueta.

Não Olhe para Cima

Afetuosamente conhecido como o filme do “negacionismo”, essa sátira mordaz sobre o mundo em que vivemos, no qual até mesmo ameaças à nossa integridade como espécie são questionadas por líderes gananciosos e seus seguidores, tem realização de um verdadeiro especialista no gênero: Adam McKay (A Grande Aposta e Vice). Fora isso, conta com um dos elencos mais recheados de anos recentes, encabeçado pelos astros Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence. Não Olhe para Cima foi indicado para 4 Oscar, incluindo melhor filme e roteiro original.

A Filha Perdida

Drama que marca a estreia da atriz indicada ao Oscar Maggie Gyllenhaal como diretora, A Filha Perdida é baseado no romance da prestigiada escritora italiana Elena Ferrante e chega ao Oscar 2022 com 3 nomeações, incluindo roteiro adaptado pelo própria Gyllenhaal. Fora isso, também temos outro feito impressionante do filme, este é o terceiro longa que indica duas de suas atrizes interpretando a mesma personagem – com nomeações para Olivia Colman e Jessie Buckley dividindo o papel de Leda em fases diferentes da vida.

Tick, tick… BOOM!

Este ano o jovem Andrew Garfield vestiu novamente o uniforme do herói Homem-Aranha e emocionou plateias com seu desempenho em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. Mas a ótima temporada do ator não terminaria por aí, e por este musical da Netflix, que narra a biografia do compositor e criador de musicais para o teatro Jonathan Larson, Garfield recebeu sua segunda indicação de melhor ator no Oscar. Na trama, sob muita pressão, o sujeito entregou Rent – Os Boêmios, uma das peças mais icônicas de todos os tempos no gênero. O filme marca a estreia do Midas dos musicais no teatro na atualidade, Lin-Manuel Miranda, na direção de um longa.

Mães Paralelas

A mais recente adição da Netflix dentre os filmes que buscam prêmios nas principais categorias foi este novo trabalho do renomadíssimo cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Exibido no Brasil na abertura do Festival do Rio, o longa estava programado para sua estreia no streaming logo depois. Porém, com a surpresa de suas indicações ao Oscar – melhor atriz para Penélope Cruz e trilha sonora – Mães Paralelas ganhou sobrevida nos cinemas e estreou, mesmo que brevemente, nas telonas, onde muitos puderam conferi-lo. A história fala sobre duas mulheres bem diferentes, gerando uma forte conexão no dia em que ambas dão à luz a seus bebês na maternidade.

A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

Embora o domínio na categoria de melhor animação do ano seja da Disney, a Netflix entra firme na disputa com o elogiadíssimo A Família Mitchell… e pode sair com o Oscar. Seria algo inédito para o streaming. A história mostra uma família levando sua filha mais velha para a faculdade, onde ela estudará cinema, e terminam no meio de uma guerra onde as máquinas desenvolvem consciência e começam a atacar os humanos.

A Mão de Deus

Não fosse pelo fato de Drive My Car estar indicado também na categoria principal de melhor filme (além de filme estrangeiro), essa produção italiana do cultuado Paolo Sorrentino teria grandes chances de sair vitoriosa de sua indicação na categoria de produção estrangeira. A história narra a jornada de amadurecimento de um rapaz ao lado de sua família, tendo como pano de fundo a chegada do ídolo Diego Maradona para jogar no time italiano do Napoli.

A Sabiá Sabiazinha

Indicado na categoria de curta-metragem de animação, o filme utiliza a técnica do stop-motion para contar a história de uma passarinha criada como filha de uma família de camundongos, percebendo com o tempo que é diferente deles.

Audible

Na categoria de curta documentário, a Netflix chega com três dos cinco candidatos. Começamos com este que fala sobre um time de futebol americano para estudantes surdos de Maryland. A narrativa acompanha as ansiedades dos jovens sabendo que precisarão em breve enfrentar o mundo.

Onde Eu Moro

Outro curta-metragem documental, o filme de 40 minutos de duração é um recorte de entrevistas emotivas com moradores de rua dos EUA. Um tema de extrema importância humanitária mundial é o assunto destas histórias que formam o curta.

Três Canções para Benazir

Produção afegã sobre o romance de um casal recém-casado vivendo em Kabul, onde o rapaz precisa decidir entre suas obrigações militares ou sua família. O curta, também disponível na Netflix, possui 20 minutos de projeção e está indicado na categoria no Oscar.

Disney Plus

Levando em conta que o estúdio do Mickey possui duas plataformas de streaming, além da Disney+, também a Star+ (para seus filmes mais adultos e violentos), ele é o segundo com maior número de indicações nesta edição do Oscar – mesmo assim ficando atrás da Netflix.

Amor, Sublime Amor

Na Disney+, o carro-chefe é esta superprodução musical dirigida por Steven Spielberg. Os cinéfilos mais experientes sabem muito bem que o novo filme é um remake de uma produção de mesmo gênero bem famosa, que também foi sucesso no Oscar, na década de 1960. Essa história de “Romeu e Julieta” cantada se passa num bairro pobre latino de Nova York, onde gangues de famílias rivais se digladiam e dois jovens se apaixonam. A produção foi indicada para 7 Oscar, incluindo melhor filme, direção para Spielberg e atriz coadjuvante para a novata Ariana DeBose.

Encanto

Como dito, a Netflix pode até ter conseguido emplacar uma produção sua indicada como melhor animação em 2022, mas quem domina a categoria é mesmo a Disney, com nada menos do que três filmes este ano. O primeiro é este Encanto, homenagem do estúdio aos povos latinos, em especial os colombianos. A história passada na Colômbia, fala sobre uma jovem que é a única em sua família que não possui poderes mágicos.

Luca

Em 2021, a Disney tinha em seu objetivo criar animações verdadeiramente globalizadas, contando sobre povos e culturas diferentes. Antes da Colômbia de Encanto, o estúdio resolveu dar uma passadinha na Itália, para em sua Riviera contar sua própria versão infantil do drama adulto Me Chame Pelo Seu Nome (2017). Brincadeiras à parte, a história narra a amizade entre dois meninos no local, sendo um deles um ser marinho disfarçado de humano.

Raya e o Último Dragão

Falar sobre a cultura asiática não é novidade para a Disney. E aqui é exatamente o que o estúdio faz mais uma vez, ao retratar um mundo mágico, onde dragões existem, mas estão quase todos extintos. Raya, a protagonista, parte em missão para encontrar o último deles. O filme é o terceiro da Disney disputando a estatueta de melhor animação em 2022.

Cruella

Sucesso surpresa deste ano, Cruella conta a história de origem de uma das vilãs mais adoradas da Disney, vivida na juventude pela vencedora do Oscar Emma Stone. O filme se comporta com uma versão light e feminina de Coringa (2019), possuindo as mesmas entrelinhas anárquicas. As indicações que o filme conquistou foram para figurino e maquiagem.

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

Por falar em Disney e na cultura asiática, sua parceira Marvel deu o primeiro grande passo nesse sentido com Shang-Chi, uma grande celebração do povo e da cultura do oriente. O filme de super-herói recebeu indicação de melhores efeitos visuais.

Star Plus

O Beco do Pesadelo

Seguimos com a Disney, mas em seu domínio mais adulto. No Star+, o carro-chefe é O Beco do Pesadelo, que ainda não estreou na plataforma, mas promete lançamento para o dia 16 de março – bem a tempo para ser conferido antes da cerimônia do Oscar em 27 de março. Novo trabalho do mexicano Guillermo del Toro, o longa flerta com os gêneros do suspense, do noir e até mesmo do terror, e traz Bradley Cooper à frente de um grande elenco, no papel de um golpista. A obra recebeu 4 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.

Os Olhos de Tammy Faye

O filme que mais faz os cinéfilos se perguntarem onde irão assisti-lo é esta biografia de uma televangelista polêmica que deu a terceira indicação para a talentosa ruiva Jessica Chastain como atriz. E a resposta é: no streaming do Star+. Através de suas redes sociais a plataforma anunciou a estreia exclusiva do drama no Brasil em seu streaming – só não divulgou ainda a data. Espera-se que seja antes do dia 27, para os fãs conferirem a performance nomeada da musa Chastain. Além da atriz, o filme ainda foi indicado para melhor maquiagem.

Free Guy – Assumindo o Controle

Um dos filmes mais adiados dos últimos anos, parte do público já estava perdendo a fé nesta superprodução de alto conceito estrelada por Ryan Reynolds. Mas aí veio a primeira reviravolta quando Free Guy de fato estreou: o filme era bom! E Free Guy foi além ainda descolando uma indicação para melhores efeitos visuais.

Amazon Prime Video

O segundo streaming com maior número de assinantes no mercado, o Amazon Prime Video também colheu algumas indicações para suas produções.

CODA – No Ritmo do Coração

A principal indicação da Amazon foi para esse drama leve, que é pura representatividade para a comunidade surda-muda. Remake do francês A Família Bélier, a produção americana teve ainda mais prestígio, descolando 3 indicações importantes no Oscar: melhor filme, ator coadjuvante (Troy Kotsur) e roteiro adaptado.

Apresentando os Ricardos

Esse lançamento exclusivo da Amazon Prime Video tem bastante cacife. A biografia de uma das Primeiras Damas da TV norte-americana, a humorista Lucille Ball (imortalizada pela série I Love Lucy), e seu tempestuoso casamento com o marido, o cubano Desi Arnaz, é escrita e dirigida pelo mestre Aaron Sorkin, e traz como suas 3 indicações ao Oscar, as performances arrebatadores de Nicole Kidman (Lucy), Javier Bardem (Desi) e J.K Simmons.

Um Príncipe em Nova York 2

Finalizando as indicações da Amazon Prime Video no Oscar, temos esta continuação querida por muitos e odiada por outros. Eddie Murphy retorna na sequência do adorado filme de 1988, com a mentalidade politicamente correta dos dias de hoje. Mas se tem uma coisa que todos concordam é a maquiagem, que infelizmente não foi feita por Rick Baker do original (indicado ao Oscar), mas ainda assim descolou uma nomeação.

HBO Max

Uma das plataformas de streaming que mais cresceram durante a pandemia, após uma reforma estrutural completa, a HBO Max apostou em estreias simultâneas com os cinemas e emplacou inúmeros sucessos. No Oscar 2022 emplacou dois filmes importantes.

Duna

A ficção científica de Denis Villeneuve, baseada num cultuadíssimo livro do gênero, foi um dos maiores sucessos do ano, abraçado por crítica e público. A força do longa foi tanta que Duna descolou 10 indicações ao Oscar – um dos maiores em nomeações do ano. Das 10, as mais importantes são melhor filme e roteiro adaptado.

King Richard – Criando Campeãs

Outro golaço da Warner / HBO Max neste Oscar foi o drama biográfico sobre as tenistas norte-americanas Venus e Serena Williams, ou melhor, de sua família, em especial seu dedicado pai, que as elevou ao patamar onde se encontram. O astro Will Smith entrega um de seus melhores desempenhos no papel do patriarca e descolou uma nomeação – com chances reais de levar a estatueta desta vez. King Richard recebeu um total de 6 indicações, incluindo melhor filme, atriz coadjuvante (Aunjanue Ellis), além da citada de Smith para melhor ator.

Apple Plus

A Tragédia de Macbeth

Quando falamos de um filme em preto e branco que adapta novamente o conto clássico de Shakespeare, isso pode não criar um interesse imediato no espectador. Para os escolados, será apenas mais uma versão, e todo o resto será repelido pela proposta. Mas quando falamos que tal filme tem direção dos irmãos Coen, e é protagonizado por Denzel Washington e Frances McDormand, a coisa muda de figura. O principal lançamento da Apple+ no Oscar 2022 obteve 3 indicações ao Oscar: melhor ator (Washington), direção de arte e fotografia.

Bônus: Mubi

Drive My Car

O filme japonês que surpreendeu com sua indicação na categoria principal estreia em breve nos cinemas brasileiros, e você poderá conferi-lo na telona de sua sala preferida. O negócio é que o filme já foi anunciado pela plataforma de obras cult Mubi, de forma exclusiva. Porém, sua estreia no streaming deve ocorrer apenas depois de sua estadia em circuito comercial, sem uma data anunciada ainda para o streaming. O drama sobre mistérios do passado vindo à tona para um jovem viúvo, obteve 4 indicações importas: melhor filme, diretor (Ryûsuke Hamaguchi), roteiro adaptado e filme estrangeiro.

Batman – O Retorno (1992) | Os 30 Anos da Segunda e MAIS BIZARRA Aventura do Homem-Morcego

Dono de um verdadeiro caso de estudo no que diz respeito à campanha de marketing de um filme, Batman (1989) levou o Homem-Morcego das páginas dos quadrinhos para os cinemas em grande estilo. Um fenômeno então sem precedentes para o gênero, o filme, obviamente disparou ao topo das bilheterias e criou uma verdadeira galinha dos ovos de ouro (ou seria morcego?) para a Warner Bros. Sem titubear muito, o estúdio logo deu sinal para a inevitável continuação e foi conversar diretamente com o homem responsável pelo feito: o diretor Tim Burton. E foi aí que os produtores encontraram o primeiro problema. Burton não estava interessado em realizar uma continuação.

O que aconteceu foi o seguinte: Burton então era um jovem cineasta de 30 anos, oriundo de animações e curtas da Disney, que tinha apenas dois longas em seu currículo. Sem uma extensa filmografia e ainda um novato na indústria, o próprio diretor diz em entrevistas que não teve muito controle sobre o Batman (1989) original – precisando acatar as inúmeras ideias dos produtores Peter Guber e Jon Peters. A ponto de Burton não considerar Batman (1989) um filme seu, apenas um filme dirigido por ele – por mais estranho que isso possa ser, já que nós, como espectadores, conseguimos notar todos os elementos típicos da carreira do diretor no longa. Decididos a ter o cineasta novamente num filme do herói a Warner resolveu atraí-lo com uma “simples” promessa: o segundo Batman seria de seu total controle, para criar o filme que quisesse.

Hoje não conseguimos imaginar um estúdio major dando carta branca para qualquer cineasta que seja fazer seu próprio filme desta dimensão dentro de uma franquia. E bem, Batman – O Retorno (1992) talvez seja o culpado por isso.

Leia também: Batman (1989) de Tim Burton | Relembre a PRIMEIRA Superprodução do Herói – Um Marco do Cinema

A História

Curiosamente, como podemos notar no resultado final do filme, Batman – O Retorno (1992) não é uma sequência direta de Batman (1989), funcionando muito como os filmes de 007 – James Bond, em que as ligações com os filmes anteriores acontecem através de rápidas menções escondidas no texto – muitas vezes sem lidar com fatos e personagens apresentados anteriormente, e trazendo para o jogo novas figuras e situações. Mas nem sempre foi assim. Nos rascunhos originais do roteiro de Sam Hamm (mesmo escritor do primeiro filme), a história teria ligação direta com os eventos do longa de 1989, com uma investigação mais aprofundada do passado do criminoso Jack Napier e até mesmo o retorno do vilão Coringa (mesmo que o personagem tenha morrido ao fim do filme). Fora isso, o par do herói seria novamente a jornalista Vicki Vale, e ao final, Bruce Wayne a pediria em casamento. Tudo isso iria por água abaixo graças à citada carta branca que Tim Burton ganhou do estúdio – lembra? Acontece que Burton não é fã de continuações e só concordou em fazer o segundo Batman se pudesse criar uma história nova, que se comportasse como seu próprio filme e não uma sequência.

Assim, quaisquer traços do Coringa e de Vicki Vale foram varridos para debaixo do tapete – a não ser por uma menção aqui e outra acolá. Para a nova aventura do morcego foram trazidos para a história dois outros animais, que se comportariam como seus antagonistas: o Pinguim e a Mulher-Gato. O que criou o ótimo slogan para o filme: “O morcego. A gata. O pinguim”. Burton faria ainda algumas outras exigências. Uma delas seria banir Jon Peters dos sets de filmagem, já que o produtor ditou regras no anterior e o cineasta não queria interferências em sua visão desta vez. A segunda foi a contratação de um novo roteirista para trabalhar com Hamm. Entrava em cena Daniel Waters, que havia impressionado Burton com seu roteiro do filme adolescente de humor bem sombrio Atração Mortal (Heathers, 1988), cult com Winona Ryder.

O novo roteirista Daniel Waters usava como uma de suas influências no roteiro os quadrinhos de Frank Miller, O Cavaleiro das Trevas (1986). Fora isso, o produtor Michael E. Uslan afirmou que o diretor Tim Burton bebeu muito na fonte das histórias em quadrinhos do início dos anos 90 – que usavam narrativas sombrias e sobrenaturais para o Homem-Morcego, na maioria das vezes se perdendo entre os gêneros do mistério, suspense e terror. Basta uma olhada no produto pronto para entender claramente as referências.

A principal missão de Daniel Waters, no entanto, foi criar um objetivo maior para os vilões do segundo Batman, uma vez decidido que o Pinguim e a Mulher-Gato entrariam em cena. No roteiro original de Sam Hamm, a dupla faria uma aliança (o que permanece no produto final) a fim de roubar um tesouro escondido dentro da Batcaverna – algo soando como se saído do seriado dos anos 60. Waters modificou e incluiu a criação do magnata Max Shreck – um personagem inventado para o filme – cujo plano seria lançar a candidatura do Pinguim para prefeito de Gotham City, afrontando o atual prefeito, um desafeto seu. A ideia (que também figurou na série de 60) é interessante e faz crítica aos nossos governantes, muitas vezes verdadeiros criminosos.

O Morcego

Uma vez a bordo da produção, mesmo sem ter assinado previamente para a direção, Tim Burton convocou novamente seu protagonista Michael Keaton – escolha que havia dado dor de cabeça ao estúdio no primeiro filme. E se aquela batalha havia sido vencida com muito sangue e suor, Burton não iria abrir mão de seu ator principal na continuação. Keaton, por outro lado, também não havia assinado para mais um filme, e precisou “ser convencido” a voltar. Tudo o que bastou foi um cheque polpudo, aumentando consideravelmente seu cachê. Keaton teria recebido um salário de US$11 milhões para retornar como Batman no segundo filme, valor este que o estúdio não estava muito satisfeito em pagar, com Burton precisando intervir e garantir que o colega merecia. Além disso, Keaton também desejava que o segundo Batman funcionasse como história própria, sem necessariamente ser uma continuação direta do original. Keaton esteve inclusive pronto para protagonizar o terceiro filme, Batman Eternamente, porém, diferenças criativas com o novo diretor Joel Schumacher (em especial sobre o tom do filme) tiraram o ator do projeto. Mas isso é papo para uma próxima matéria.

A Gata

Se o ator principal, o diretor, os produtores e os roteiristas estavam todos de volta do original (além dos únicos dois membros do elenco a retornar – Michael Gough como o mordomo Alfred e Pat Hingle como o Comissário Gordon) era a hora de escalar os principais novos jogadores deste jogo: em suma os vilões. Dois papeis bem suculentos que fizeram Hollywood inteira se interessar, ser cogitada ou correr atrás. Afinal, quem não queria uma parcela deste sucesso. Bem, por incrível que pareça, alguns não queriam. Para o papel da secretária Selina Kyle, uma mulher retraída e submissa que tem uma das maiores guinadas de um personagem num filme do gênero e que serviu de molde para muitos vilões que seguiriam, se tornando uma mulher forte, independente e bastante anárquica, dando espaço para a personalidade da Mulher-Gato, muitas atrizes estiveram na mira da produção.

A personagem, no entanto, sofreria uma transformação a la Tim Burton, de sua contraparte nos quadrinhos para o filme. Afinal, este não é um filme do Batman, é um filme de Burton, lembra? Assim, ao invés da costumeira ladra morena de todas as encarnações anteriores (e também as que vieram depois), a Mulher-Gato de Burton era loira, uma mulher menosprezada e abusada, que eventualmente é assassinada, e retorna como uma “morta-viva” para a vingança feminista extrema! Nos moldes de Tim Burton, a subtrama da Mulher-Gato é digna de um filme de terror.

Para o papel diversas estrelas e atrizes foram consideradas. Até mesmo a musa Meryl Streep (depois tida como velha para o papel). Já Brooke Shields, também um nome ventilado, porém, eliminado pelo fato da atriz ter perdido bastante status a esta altura. Sigourney Weaver, Ellen Barkin, Madonna, Cher e Demi Moore foram nomes considerados e algumas estavam bem interessadas no papel. Por outro lado, Jodie Foster, Susan Sarandon, Geena Davis e Lorraine Bracco chegaram bem perto de ficar com a personagem, mas no fim das contas desistiram em prol de filmes como Mentes que Brilham, O Óleo de Lorenzo, Uma Equipe Muito Especial e O Curandeiro da Selva, respectivamente. Azar o delas. Sorte a nossa. No entanto, o diretor Tim Burton estava decidido por uma atriz… Annette Bening! Então saída de sucessos de crítica como Os Imorais e Bugsy, a atriz foi contratada pela produção. Antes de começar as gravações, porém, Burton receberia uma ligação, infeliz para ele, feliz para ela. Bening estava grávida de seu primeiro filho com o marido Warren Beatty e precisaria se desligar do segundo Batman.

O espaço estava aberto novamente para uma nova Mulher-Gato. E a atriz Sean Young (Blade Runner – O Caçador de Androides), que havia sido contratada para o primeiro Batman no papel de Vicki Vale (mas que precisou largar devido a um acidente de cavalo), estava disposta a consegui-lo. A atriz fez campanha ferrenha pelo papel, aparecendo em talk-shows vestida como a Mulher-Gato, perseguindo Tim Burton, e como afirma o próprio em entrevistas, Young vestida como a personagem e pulou na frente do cineasta escondida em seu escritório. O esforço intenso não funcionou. E Burton terminou optando pela que seria a Mulher-Gato definitiva do cinema – ainda nos dias de hoje – Michelle Pfeiffer. Nesta altura, Pfeiffer já tinha duas indicações ao Oscar, e sua dedicação no papel da vilã é uma das coisas mais impressionantes do filme. O que inclui treinar os mais variados estilos de luta, aprender a controlar um chicote, ficar inúmeras vezes sem ar devido ao uniforme “lacrado à vácuo” (literalmente), e até mesmo engolir (e depois cuspir) um passarinho vivo.

Para o papel, Pfeiffer que não é boba nem nada e tinha nome para tal, fechou um acordo salarial de US$3 milhões, dois milhões a mais do que Bening teria recebido. E por falar no traje usado pela vilã, a escolha foi por um uniforme similar ao que a personagem utilizava nos quadrinhos na época. É claro, mais estilizado pelo “raio Timburtizador”, deixando tudo mais sombrio e cru. A personagem fez tanto sucesso que além de se tornar um dos marcos do filme e virar um ícone por si só, fez o cineasta modificar o desfecho do filme – além é claro, da promessa de um spin-off centrado nela, que se tornaria um dos filmes mais famosos jamais produzidos em Hollywood. No final original, o símbolo do Batman no holofote estaria piscando, o que demonstraria que a Mulher-Gato e Max Schreck ao serem eletrocutados, danificaram o fornecimento de energia na cidade. O que vemos no filme, porém, é a Mulher-Gato se erguendo ao ver o símbolo do herói no céu. A nova cena foi colocada às pressas para não deixar dúvida de que a vilã havia sobrevivido e custou “singelos” 250 mil dólares para ser criada.

O Pinguim

Seguindo a “linha Tim Burton”, o segundo maior vilão do Batman nos quadrinhos, seriado e desenhos, o Pinguim, também receberia uma reformulação “bizarra e gótica”. Ao invés da caracterização usual de sujeito bem-vestido, usando fraque, cartola, monóculo e piteira, que se comporta como um mafioso no comando do submundo, o Pinguim de Tim Burton era uma criatura deformada e monstruosa, emergindo dos esgotos de Gotham City. Uma lenda urbana da cidade, tão pulsante quanto o próprio Batman foi no primeiro filme. Relatos de um Morcego gigante povoavam os tabloides no original. Neste, são visões de um híbrido homem-ave grotesco dos subterrâneos que assombram os cidadãos, como algo saído diretamente de um filme de terror.

O Pinguim, aliás, foi uma das figuras mais controversas para o impacto geral do filme, e o elemento que mais deixou os pais preocupados, afastando os pequenos dos cinemas. Para completar a insanidade, o vilão soltava uma gosma preta e nojenta da boca, que não combinava muito bem com as promoções do McLanche Feliz planejadas com a temática do filme. De fato, os bonequinhos do vilão na lanchonete tinham sua forma mais amigável dos quadrinhos e do seriado antigo, e não as do filme de Burton, para não assustar os pequenos. Batman – O Retorno abre um grande leque de discussão também sobre o personagem Pinguim. E se a Mulher-Gato é a personificação máxima da vingança feminista, da mulher que foi abusada e ressurge depois da morte como anti-heroína, o Pinguim é o Bruce Wayne que deu errado, e seu lado sombrio.

Na trama, nascido em berço de ouro, Oswald Cobblepot é um bebê deformado com tendências diabólicas desde a infância – como matar o gato da família. Seus pais ricos, decidem então “descarta-lo” e a criança vai parar nos esgotos, onde é encontrado e criado junto a pinguins reais em um circo. Para o papel, o ator planejado originalmente foi Dustin Hoffman, vencedor do Oscar que prontamente recusou a oferta. Em seguida, foram cogitados Marlon Brando, Dudley Moore, Joe Pesci, Christopher Lloyd, Phil Collins, John Candy, Bob Hoskins e até mesmo Rowan Atkinson, o Mr. Bean. Mas como sabemos, o personagem viria parar nas mãos do baixinho Danny DeVito. É curioso, mas hoje não conseguimos imaginar ninguém além dele no papel. DeVito disse inclusive que seu nome vinha sendo mencionado nos jornais para o papel um ano antes de fato assinar para interpretá-lo. O ator aceitou viver o vilão aconselhado pelo amigo Jack Nicholson (o Coringa do original), que o alertou sobre o polpudo salário de tais filmes.

Verdadeiro Vilão

Apesar de termos personalidades interessantes como os vilões do filme, a Mulher-Gato e o Pinguim são vítimas da sociedade, transformados em figuras trágicas. O verdadeiro vilão do filme extremamente político de Tim Burton não é a mulher abusada que ressurge, ou sequer o jovem criado nos esgotos que adere à vida de crime, mas sim o empresário inescrupuloso que não cansa de enriquecer, é conhecido como “papai Noel” em sua fachada, mas por debaixo dos panos está disposto a manipular, roubar e até mesmo matar em nome da ganância e do poder. Mais atual impossível. Max Schreck é um personagem criado especialmente para o filme, cujo nome é inspirado pelo ator protagonista do terror Nosferatu (1922), símbolo máximo do expressionismo alemão, de onde Burton bebe muito na fonte na hora de criar seus dois Batman – em especial este segundo.

Batman – O Retorno é riquíssimo em seu subtexto, só é preciso saber lê-lo. Cada cena, cada momento são donos de grande significado, com diálogos precisos. E embora muitos acreditem que Schreck não era necessário para o filme, por humanizar e tirar o brilho dos vilões, esta foi outra decisão criativa corajosa de Burton e do filme: jogar os antagonistas principais para escanteio, subjugando-os em prol de um vilão bem real. Fora isso, em algumas versões prévias do roteiro, Schreck se revelaria irmão do Pinguim, o que criaria um elo maior de vingança entre os dois. Para o papel, o veterano Christopher Walken entrega uma de suas personificações mais icônicas. Antes de Walken, o cantor David Bowie foi considerado para o papel, mas recusou para fazer o filme de Twin Peaks, Os Últimos Dias de Laura Palmer, lançado no mesmo ano.

O Menino Prodígio

Robin, o sidekick do herói, vinha sendo cogitado para uma aparição desde o filme original. E em Batman – O Retorno o personagem chegou muito perto de fazer seu debute nas telonas. De fato, o ator Marlon Wayans, hoje conhecido por inúmeras comédias besteirol (mas na época um jovem de 20 anos), chegou a ser contratado para o papel de Dick Grayson, alter ego do herói Robin. Já imaginaram o nível de representatividade e polêmica que um Robin negro causaria na época? No roteiro original, Batman pediria ajuda a um jovem mecânico para desarmar a armadilha do Pinguim no Batmóvel. E novamente no desfecho, para congestionar o sinal dos pinguins armados com mísseis. Ao encontrar pessoalmente com este jovem, o herói descobriria se tratar de Dick Grayson, o Robin.

Marlon Wayans foi contratado para o filme, chegou a fazer testes de figurino (o próprio ator já mencionou o fato em entrevistas online). Ao ser cortado por falta de espaço no segundo filme, sua participação foi adiada para um eventual terceiro filme. Com a mudança de direção na franquia, o novo cineasta contratado, Joel Schumacher, pagou o contrato de Wayans, e o substituiu por Chris O’Donnell em Batman Eternamente (1995).

Recepção

Batman (1989) foi um dos maiores fenômenos de bilheteria dos anos 80, abrindo espaço para um novo nível de blockbuster surgir nos anos 90. A Warner, percebendo a mina de ouro que tinha em mãos não poupou despesas para a continuação. Para termos ideia do tamanho do investimento, os sets do filme que recriam totalmente em estúdio a Gotham City dominavam pelo menos 50% de toda a área disponível para os filmes da Warner. Isso porque Batman – O Retorno foi uma das últimas superproduções inteiramente criadas da “forma antiga”, ou seja, completamente gravado em estúdio, com locações criadas artificialmente, sem qualquer filmagem externa, no “mundo real”. Assim eram feitos os da era de ouro de Hollywood. A segurança em torno dos segredos do filme era tão rígida que nem mesmo outros artistas podiam visitar os bastidores do longa. Foi o caso com o astro Kevin Costner, que filmava para a Warner O Guarda-Costas (1992) e foi barrado na entrada de um dos sets.

Com grande hype em torno de sua produção, Batman – O Retorno estreou no topo das bilheterias norte-americanas, e em seu primeiro fim de semana de estreia arrecadou quase US$50 milhões, batendo assim um recorde para a época. Apesar do sucesso inicial, o segundo Batman teria um tiro pela culatra, fazendo o caminho inverso do original. Embora o primeiro filme (1989) tenha sido definido por muitos críticos na época como “um filme não recomendado para crianças”, o segundo foi ainda mais longe neste quesito mergulhando na insana mente de Tim Burton. Devido à muitas críticas de pais assustados com o conteúdo do filme (que teoricamente deveria ser recomendado para os pequenos), no que diz respeito ao tom sombrio, violento e sexual do filme, o longa quase recebeu do órgão da censura americana uma recomendação para maiores de idade – mas no fim das contas não chegaram a tanto. Seja como for, bilheteiros dos cinemas recomendavam aos pais que levassem seus filhos para assistir a outro filme.

Apesar de Tim Burton e Michael Keaton afirmarem que este é seu filme preferido dos dois Batman que fizeram juntos, assim como grande parte do público, como este que vos fala, a Warner achou por bem afastar o cineasta de um eventual terceiro longa do herói. A arrecadação total do filme no mundo foi bem menor do que o filme original (US$411 milhões contra US$266 milhões do segundo) e como os engravatados do estúdio prestam muita atenção nos números, Batman – O Retorno não havia correspondido a tamanho investimento. Não fosse só isso, o filme ainda havia dividido opiniões de críticos e dos fãs, além de gerar tremenda polêmica. Ou seja, Burton não tinha mais definitivamente lugar na “família Batman da Warner”, mesmo que estivesse pronto para a pré-produção do terceiro filme. Burton então foi levado ao cargo de produtor no terceiro filme, intitulado Batman Eternamente (1995), que abriu espaço para a era Joel Schumacher do herói. Mas isso é assunto para outra matéria.

‘Duna 3’: Denis Villeneuve tem planos para uma trilogia

Duna‘ foi aclamado pela crítica e demais premiações, e a segunda parte do épico dirigido por Denis Villeneuve já está em pré-produção.

Mas o diretor quer ir além: ele já pensa em encerrar uma trilogia com ‘Duna 3‘.

“O Messias de Duna é o próximo livro, e é um dos três livros. Temos Duna, O Messias de Duna e Os Filhos de Duna, que cobre a vida dos personagens que conhecemos no primeiro romance. Subsequentemente, há um salto gigante no tempo e a série fica mais estranha e mais épica à medida que continua. O Messias de Duna é um livro muito interessante, que de certa forma, desconstrói Duna e funciona como um conto preventivo, ainda mais do que Duna faz, sobre os perigos de misturar religião e política, os perigos de seguir líderes carismáticos e a perigosa luta que está sempre viva entre o indivíduo e as instituições.”, afirmou.

No terceiro livro, seguimos Leto II e Ghanima, os dois filhos de Paul e Chani, e no tirânico governo da irmã de Paul, Alia, tocando em temas da corrupção que vem com o poder e a degeneração de um governo que se afasta de críticos e que vive em uma bolha de admiradores.

Lembrando que ‘Duna‘ estreou simultaneamente nos cinemas e no HBO Max, mas mesmo assim superou expectativas e arrecadou US$ 400 milhões em bilheteria global, com US$ 108 milhões nos Estados Unidos e US$ 41 milhões no fim de semana de estreia. O filme recebeu também 9 indicações ao Oscar 2022, incluindo a de Melhor Filme.

A produção se inicia no final de setembro deste ano, com estreia prevista de estreia para 20 de outubro de 2023.

Quer ver os Filmes do Oscar 2022 em casa? Saiba onde Assistir aos PRINCIPAIS INDICADOS

É inegável a mudança que o mundo da sétima arte sofreu, recaindo como um efeito dominó até sua maior premiação: o Oscar. Antes abrindo espaço para uma acalorada discussão sobre a legitimidade de produções com estreia em casa ao invés dos cinemas em suas premiações; a pandemia veio como fator decisivo para o fim de tal debate. Tudo bem, antes da Covid já tínhamos filmes da Netflix, por exemplo, figurando entre os indicados nas principais categorias do Oscar. Mas se em anos recentes as regras citavam que tais filmes precisavam ter um lançamento também nas telonas; no ano de 2022 temos um verdadeiro recorde de produções indicadas disponíveis para serem assistidas no toque de um dedo nas principais plataformas de streaming e não nos cinemas.

É seguro dizer que a proporção é mais ou menos de 90% para os streamings. E se antes os cinéfilos realizavam uma verdadeira maratona, correndo de sala em sala a fim de assistir todos os nomeados – desde os melhores filmes até os documentários e produções estrangeiras; hoje essa caça pode ser feita do conforto de seu próprio sofá. Nada substitui a experiência do cinema, mas por enquanto são os streamings que estão mandando – até mesmo nos prêmios da Academia.

Pensando nisso, resolvemos dar uma ajuda para você, nosso querido leitor, em sua jornada para assistir a todos – ou ao menos os principais – indicados desta nova edição do Oscar, que ocorre no dia 27 de março. Separamos para você as plataformas onde os principais filmes indicados podem ser encontrados. Confira abaixo e boa maratona.

Netflix

A pioneira dentre as plataformas de streaming no mundo, e ainda a maior em número de assinantes, a Netflix é também a que possui a maior quantidade de produções relevantes para esta edição do Oscar 2022. São nada menos que 7 longas-metragens e 4 curtas para os aficionados. Confira abaixo.

Ataque dos Cães

O carro-chefe da Netflix este ano no Oscar é este drama western que possui nada menos que 12 indicações, incluindo melhor filme, direção (Jane Campion), ator (Benedict Cumberbatch), três coadjuvantes (Jesse Plemons, Kirsten Dunst e Kodi Smit-McPhee) e roteiro adaptado. A trama narra a vida de dois irmãos muito diferentes, vivendo em Montana no ano de 1925, e as consequências trágicas que aos poucos se desenrolam quando um deles decide se casar. O filme é um forte candidato a sair com a estatueta principal da noite e também de direção – Jane Campion é a única mulher da história com duas indicações ao prêmio de diretora e pode ser a terceira mulher a vencer a estatueta.

Não Olhe para Cima

Afetuosamente conhecido como o filme do “negacionismo”, essa sátira mordaz sobre o mundo em que vivemos, no qual até mesmo ameaças à nossa integridade como espécie são questionadas por líderes gananciosos e seus seguidores, tem realização de um verdadeiro especialista no gênero: Adam McKay (A Grande Aposta e Vice). Fora isso, conta com um dos elencos mais recheados de anos recentes, encabeçado pelos astros Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence. Não Olhe para Cima foi indicado para 4 Oscar, incluindo melhor filme e roteiro original.

A Filha Perdida

Drama que marca a estreia da atriz indicada ao Oscar Maggie Gyllenhaal como diretora, A Filha Perdida é baseado no romance da prestigiada escritora italiana Elena Ferrante e chega ao Oscar 2022 com 3 nomeações, incluindo roteiro adaptado pelo própria Gyllenhaal. Fora isso, também temos outro feito impressionante do filme, este é o terceiro longa que indica duas de suas atrizes interpretando a mesma personagem – com nomeações para Olivia Colman e Jessie Buckley dividindo o papel de Leda em fases diferentes da vida.

Tick, tick… BOOM!

Este ano o jovem Andrew Garfield vestiu novamente o uniforme do herói Homem-Aranha e emocionou plateias com seu desempenho em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. Mas a ótima temporada do ator não terminaria por aí, e por este musical da Netflix, que narra a biografia do compositor e criador de musicais para o teatro Jonathan Larson, Garfield recebeu sua segunda indicação de melhor ator no Oscar. Na trama, sob muita pressão, o sujeito entregou Rent – Os Boêmios, uma das peças mais icônicas de todos os tempos no gênero. O filme marca a estreia do Midas dos musicais no teatro na atualidade, Lin-Manuel Miranda, na direção de um longa.

Mães Paralelas

A mais recente adição da Netflix dentre os filmes que buscam prêmios nas principais categorias foi este novo trabalho do renomadíssimo cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Exibido no Brasil na abertura do Festival do Rio, o longa estava programado para sua estreia no streaming logo depois. Porém, com a surpresa de suas indicações ao Oscar – melhor atriz para Penélope Cruz e trilha sonora – Mães Paralelas ganhou sobrevida nos cinemas e estreou, mesmo que brevemente, nas telonas, onde muitos puderam conferi-lo. A história fala sobre duas mulheres bem diferentes, gerando uma forte conexão no dia em que ambas dão à luz a seus bebês na maternidade.

A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

Embora o domínio na categoria de melhor animação do ano seja da Disney, a Netflix entra firme na disputa com o elogiadíssimo A Família Mitchell… e pode sair com o Oscar. Seria algo inédito para o streaming. A história mostra uma família levando sua filha mais velha para a faculdade, onde ela estudará cinema, e terminam no meio de uma guerra onde as máquinas desenvolvem consciência e começam a atacar os humanos.

A Mão de Deus

Não fosse pelo fato de Drive My Car estar indicado também na categoria principal de melhor filme (além de filme estrangeiro), essa produção italiana do cultuado Paolo Sorrentino teria grandes chances de sair vitoriosa de sua indicação na categoria de produção estrangeira. A história narra a jornada de amadurecimento de um rapaz ao lado de sua família, tendo como pano de fundo a chegada do ídolo Diego Maradona para jogar no time italiano do Napoli.

A Sabiá Sabiazinha

Indicado na categoria de curta-metragem de animação, o filme utiliza a técnica do stop-motion para contar a história de uma passarinha criada como filha de uma família de camundongos, percebendo com o tempo que é diferente deles.

Audible

Na categoria de curta documentário, a Netflix chega com três dos cinco candidatos. Começamos com este que fala sobre um time de futebol americano para estudantes surdos de Maryland. A narrativa acompanha as ansiedades dos jovens sabendo que precisarão em breve enfrentar o mundo.

Onde Eu Moro

Outro curta-metragem documental, o filme de 40 minutos de duração é um recorte de entrevistas emotivas com moradores de rua dos EUA. Um tema de extrema importância humanitária mundial é o assunto destas histórias que formam o curta.

Três Canções para Benazir

Produção afegã sobre o romance de um casal recém-casado vivendo em Kabul, onde o rapaz precisa decidir entre suas obrigações militares ou sua família. O curta, também disponível na Netflix, possui 20 minutos de projeção e está indicado na categoria no Oscar.

Disney Plus

Levando em conta que o estúdio do Mickey possui duas plataformas de streaming, além da Disney+, também a Star+ (para seus filmes mais adultos e violentos), ele é o segundo com maior número de indicações nesta edição do Oscar – mesmo assim ficando atrás da Netflix.

Amor, Sublime Amor

Na Disney+, o carro-chefe é esta superprodução musical dirigida por Steven Spielberg. Os cinéfilos mais experientes sabem muito bem que o novo filme é um remake de uma produção de mesmo gênero bem famosa, que também foi sucesso no Oscar, na década de 1960. Essa história de “Romeu e Julieta” cantada se passa num bairro pobre latino de Nova York, onde gangues de famílias rivais se digladiam e dois jovens se apaixonam. A produção foi indicada para 7 Oscar, incluindo melhor filme, direção para Spielberg e atriz coadjuvante para a novata Ariana DeBose.

Encanto

Como dito, a Netflix pode até ter conseguido emplacar uma produção sua indicada como melhor animação em 2022, mas quem domina a categoria é mesmo a Disney, com nada menos do que três filmes este ano. O primeiro é este Encanto, homenagem do estúdio aos povos latinos, em especial os colombianos. A história passada na Colômbia, fala sobre uma jovem que é a única em sua família que não possui poderes mágicos.

Luca

Em 2021, a Disney tinha em seu objetivo criar animações verdadeiramente globalizadas, contando sobre povos e culturas diferentes. Antes da Colômbia de Encanto, o estúdio resolveu dar uma passadinha na Itália, para em sua Riviera contar sua própria versão infantil do drama adulto Me Chame Pelo Seu Nome (2017). Brincadeiras à parte, a história narra a amizade entre dois meninos no local, sendo um deles um ser marinho disfarçado de humano.

Raya e o Último Dragão

Falar sobre a cultura asiática não é novidade para a Disney. E aqui é exatamente o que o estúdio faz mais uma vez, ao retratar um mundo mágico, onde dragões existem, mas estão quase todos extintos. Raya, a protagonista, parte em missão para encontrar o último deles. O filme é o terceiro da Disney disputando a estatueta de melhor animação em 2022.

Cruella

Sucesso surpresa deste ano, Cruella conta a história de origem de uma das vilãs mais adoradas da Disney, vivida na juventude pela vencedora do Oscar Emma Stone. O filme se comporta com uma versão light e feminina de Coringa (2019), possuindo as mesmas entrelinhas anárquicas. As indicações que o filme conquistou foram para figurino e maquiagem.

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis

Por falar em Disney e na cultura asiática, sua parceira Marvel deu o primeiro grande passo nesse sentido com Shang-Chi, uma grande celebração do povo e da cultura do oriente. O filme de super-herói recebeu indicação de melhores efeitos visuais.

Star Plus

O Beco do Pesadelo

Seguimos com a Disney, mas em seu domínio mais adulto. No Star+, o carro-chefe é O Beco do Pesadelo, que ainda não estreou na plataforma, mas promete lançamento para o dia 16 de março – bem a tempo para ser conferido antes da cerimônia do Oscar em 27 de março. Novo trabalho do mexicano Guillermo del Toro, o longa flerta com os gêneros do suspense, do noir e até mesmo do terror, e traz Bradley Cooper à frente de um grande elenco, no papel de um golpista. A obra recebeu 4 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.

Os Olhos de Tammy Faye

O filme que mais faz os cinéfilos se perguntarem onde irão assisti-lo é esta biografia de uma televangelista polêmica que deu a terceira indicação para a talentosa ruiva Jessica Chastain como atriz. E a resposta é: no streaming do Star+. Através de suas redes sociais a plataforma anunciou a estreia exclusiva do drama no Brasil em seu streaming – só não divulgou ainda a data. Espera-se que seja antes do dia 27, para os fãs conferirem a performance nomeada da musa Chastain. Além da atriz, o filme ainda foi indicado para melhor maquiagem.

Free Guy – Assumindo o Controle

Um dos filmes mais adiados dos últimos anos, parte do público já estava perdendo a fé nesta superprodução de alto conceito estrelada por Ryan Reynolds. Mas aí veio a primeira reviravolta quando Free Guy de fato estreou: o filme era bom! E Free Guy foi além ainda descolando uma indicação para melhores efeitos visuais.

Amazon Prime Video

O segundo streaming com maior número de assinantes no mercado, o Amazon Prime Video também colheu algumas indicações para suas produções.

CODA – No Ritmo do Coração

A principal indicação da Amazon foi para esse drama leve, que é pura representatividade para a comunidade surda-muda. Remake do francês A Família Bélier, a produção americana teve ainda mais prestígio, descolando 3 indicações importantes no Oscar: melhor filme, ator coadjuvante (Troy Kotsur) e roteiro adaptado.

Apresentando os Ricardos

Esse lançamento exclusivo da Amazon Prime Video tem bastante cacife. A biografia de uma das Primeiras Damas da TV norte-americana, a humorista Lucille Ball (imortalizada pela série I Love Lucy), e seu tempestuoso casamento com o marido, o cubano Desi Arnaz, é escrita e dirigida pelo mestre Aaron Sorkin, e traz como suas 3 indicações ao Oscar, as performances arrebatadores de Nicole Kidman (Lucy), Javier Bardem (Desi) e J.K Simmons.

Um Príncipe em Nova York 2

Finalizando as indicações da Amazon Prime Video no Oscar, temos esta continuação querida por muitos e odiada por outros. Eddie Murphy retorna na sequência do adorado filme de 1988, com a mentalidade politicamente correta dos dias de hoje. Mas se tem uma coisa que todos concordam é a maquiagem, que infelizmente não foi feita por Rick Baker do original (indicado ao Oscar), mas ainda assim descolou uma nomeação.

HBO Max

Uma das plataformas de streaming que mais cresceram durante a pandemia, após uma reforma estrutural completa, a HBO Max apostou em estreias simultâneas com os cinemas e emplacou inúmeros sucessos. No Oscar 2022 emplacou dois filmes importantes.

Duna

A ficção científica de Denis Villeneuve, baseada num cultuadíssimo livro do gênero, foi um dos maiores sucessos do ano, abraçado por crítica e público. A força do longa foi tanta que Duna descolou 10 indicações ao Oscar – um dos maiores em nomeações do ano. Das 10, as mais importantes são melhor filme e roteiro adaptado.

King Richard – Criando Campeãs

Outro golaço da Warner / HBO Max neste Oscar foi o drama biográfico sobre as tenistas norte-americanas Venus e Serena Williams, ou melhor, de sua família, em especial seu dedicado pai, que as elevou ao patamar onde se encontram. O astro Will Smith entrega um de seus melhores desempenhos no papel do patriarca e descolou uma nomeação – com chances reais de levar a estatueta desta vez. King Richard recebeu um total de 6 indicações, incluindo melhor filme, atriz coadjuvante (Aunjanue Ellis), além da citada de Smith para melhor ator.

Apple Plus

A Tragédia de Macbeth

Quando falamos de um filme em preto e branco que adapta novamente o conto clássico de Shakespeare, isso pode não criar um interesse imediato no espectador. Para os escolados, será apenas mais uma versão, e todo o resto será repelido pela proposta. Mas quando falamos que tal filme tem direção dos irmãos Coen, e é protagonizado por Denzel Washington e Frances McDormand, a coisa muda de figura. O principal lançamento da Apple+ no Oscar 2022 obteve 3 indicações ao Oscar: melhor ator (Washington), direção de arte e fotografia.

Bônus: Mubi

Drive My Car

O filme japonês que surpreendeu com sua indicação na categoria principal estreia em breve nos cinemas brasileiros, e você poderá conferi-lo na telona de sua sala preferida. O negócio é que o filme já foi anunciado pela plataforma de obras cult Mubi, de forma exclusiva. Porém, sua estreia no streaming deve ocorrer apenas depois de sua estadia em circuito comercial, sem uma data anunciada ainda para o streaming. O drama sobre mistérios do passado vindo à tona para um jovem viúvo, obteve 4 indicações importas: melhor filme, diretor (Ryûsuke Hamaguchi), roteiro adaptado e filme estrangeiro.

Matt Reeves rebate TEORIA dos fãs de que o Robin apareceu em uma cena de ‘Batman’

O diretor Matt Reeves rebateu uma teoria dos fãs sobre Robin, revelando se a dupla dinâmica está nos planos para o Batverso reiniciado.

No primeiro filme, Batman (Robert Pattinson) investiga o assassinato do prefeito de Gotham, Don Mitchell Jr. (Rupert Penry-Jones) — a primeira vítima do Charada (Paul Dano). O crime conecta Batman com o filho de Mitchell (Archie Barnes), que usa uma fantasia de ninja vermelha na abertura do filme na noite de Halloween.

Alguns fãs acreditavam que o garoto poderia se revelar como o jovem Robin.

“Interessante. Hum, não. Mas quer saber? É uma ideia legal. Não era a intenção! Mas na verdade… por que eu diria isso? Por que eu… porque é uma ideia legal.”, afirmou ao CinemaBlend.

Porém, o diretor não descartou introduzir o Robin na sequência.

“Pode ser que ele apareça. Digo que talvez. Não sei. Eu tenho um monte de idéias sobre o que eu quero fazer com essa história. Não tenho certeza de qual será o meu próximo passo. Para mim, qualquer que seja a história, será pegar esses personagens e colocá-los em algum tipo de risco emocional. Então, quando você fala sobre o Robin, pode haver uma história realmente interessante. Teria que haver um arco emocional com o personagem.”

Definitivamente, existem muitas opções nesse ponto de vista narrativo, mas os fãs provavelmente concordam que é hora de Robin retornar à tela grande. Não vemos Dick Grayson desde ‘Batman & Robin‘, de Joel Schumacher, (a menos que você conte a revelação de Joseph Gordon-Levitt no final de ‘O Cavaleiro das Trevas Ressurge‘), então vamos aguardar.

The Batman‘ já está em exibição nos cinemas!

Opinião | Por que ‘Red: Crescer é uma Fera’ está causando estranhamento em parte do público?

A mais nova animação da Pixar, Red: Crescer é uma Fera, estreou na última sexta (11) no Disney+ e fez algo um tanto quanto incomum no histórico das animações da Pixar: dividiu opiniões. Enquanto uns amaram a história a ponto de bombardearem as redes sociais com artes e seus momentos favoritos do longa, outros detestaram tudo feito pelo estúdio, desde a trama até o estilo de animação. Um dos comentários negativos mais frequentes é o “nem parece Pixar”. Mas isso não é necessariamente negativo.

Na última década, o estúdio viveu seus anos mais conturbados. Fundada em 1986, a Pixar ganhou o mundo na década seguinte ao lançar o primeiro longa-metragem animado inteiramente em 3D, Toy Story: Um Mundo de Aventuras (1995). O filme que começou tudo ditou o rumo da empresa pelos 15 anos seguintes, que investiu alto em tecnologias revolucionárias de animação, sempre buscando o hiperrealismo dos cenários e composições, enquanto trabalhava histórias de forma criativa e inesperada. Ou seja, foram anos de aventuras memoráveis, cheias de humor inocente e muitas novidades.

Quando foi lançado, “Toy Story” também causou estranhamento no público acostumado com o 2D.

Porém, em 2010, com a chegada de Toy Story 3, o aparente fim do ciclo que começou tudo lá em 1995 trouxe um novo padrão para a empresa.

A ideia de que os filmes da Pixar tinham que “fazer chorar” parece ter se impregnado na missão do estúdio, o que logo se tornou um grande limitador no leque de possibilidades narrativas das equipes criativas envolvidas nos projetos. Surgiu ali uma nova “fórmula Pixar”.

Não coincidentemente, a década seguinte do estúdio passou longe da unanimidade de crítica do período anterior. Além de investir mais em sequências, como Universidade Monstros, Procurando Dory e Os Incríveis 2, os filmes originais, com exceções como Divertida Mente e Viva – A Vida é uma Festa, não conseguiram impactar tanto no cenário dos longas-animados como seus antecessores. Ou vai me dizer que seu filme favorito da Pixar é Valente? Ou O Bom Dinossauro?

Divertida Mente” foi uma das exceções na década de sequências da Pixar.

Chegava a ser contraditório que quanto mais eles avançavam no realismo assustador de suas animações, menos criativas ou cativantes fossem as novas histórias. A tal “fórmula Pixar” permitiu que filmes fossem feitos de qualquer jeito, contanto que a estrutura narrativa apresentasse um personagem minimamente carismático com um trauma a ser resolvido para que todo o longa fosse desenvolvido em torno da possibilidade de criar um “momento para chorar” no final. Quer dizer, se o público estabeleceu que a Pixar fazia “filmes pra chorar”, a Pixar decidiu atender ao que esperavam dela.

E isso até funcionou em alguns projetos, mas simplesmente limitou muito outros. Por quê? Porque essa necessidade de construir um momento de choro reduziu a liberdade da aventura que tanto marcou filmes como Toy Story, Monstros S.A., Vida de Inseto e por aí vai.

Vida de Inseto” jamais precisou tentar fazer o público chorar para conquistar os fãs. A boa história e os bons personagens bastaram.

No entanto, de uns tempos pra cá, a Pixar parece ter entendido a mensagem passada pela crítica de que ela estava se tornando apenas mais um estúdio qualquer de animação. O próprio mercado passou essa mensagem, basta reparar na rápida evolução tecnológica que os filmes animados dos estúdios concorrentes sofreram. De uma hora pra outra, todo mundo se tornou capaz de fazer animações hiperrealistas.

Então, vendo também o sucesso de seus curtas, que tinham mais liberdade, como os Sparkshorts, a Pixar virou a chave e decidiu se reinventar novamente. Enquanto a concorrência corria atrás do realismo, a Pixar voltou a se preocupar com a originalidade. E isso reflete também em seu estilo de animação.

Com o passar dos anos, o realismo deixou de ser um diferencial da Pixar.

Dessa forma, nos últimos três anos, o estúdio lançou um filme todo baseado no universo dos jogos de RPG, um longa sobre a vida antes e após a morte, uma aventura de amizade sobre monstros marinhos descobrindo a Itália e agora a história de uma menina comum crescendo por meio de uma analogia muito criativa.

Mas o filme que marca essa mudança de vez nos padrões da Pixar é Luca. Ele abandona de vez aquela sede pelo realismo e pelo choro do público, trazendo um estilo de animação mais suave. A inspiração da estética desse filme vem das animações 2D e da aquarela, com cores tipicamente italianas. Isso permitiu mais expressividade aos seus personagens e influenciou ainda mais na personalidade deles. Afinal, agora eles teriam formas e tamanhos diferentes, mesmo com a aparência humana.

Luca” fez uma verdadeira revolução estética na Pixar.

Logo de cara, parte do público reclamou justamente do visual. Alguns diziam que estava feio, mas a predominância era: “não parece Pixar”. A mesmíssima coisa aconteceu com Red: Crescer É Uma Fera. Confesso que assim que vi as primeiras imagens, também não me chamou muita atenção. Tudo parecia redondinho demais, estranho demais.

Só que aí, ao assistir o filme, tudo passa a fazer muito sentido. O estilo de animação escolhido presta uma homenagem à arte oriental, além de se tornar parte fundamental da história. Uma trama sobre os problemas da pré-adolescência e suas mudanças físicas não teria o mesmo impacto se as personagens fossem padronizadas, como a Elsa de Frozen, por exemplo.

Em “Red”, cada personagem tem sua particularidade.

A ideia do filme é retratar crianças normais, suas particularidades e diferenças, assim como é na vida real. E esse estilo de animação foi fundamental para que isso funcionasse.

Ao mesmo tempo, a história não foi construída para fazer o público obrigatoriamente chorar. Não! É uma aventura divertida e revolucionária.

Sim, você pode até não ter gostado do filme, mas não dá para negar que ele deu o primeiro passo para mudar a forma como personagens femininas são construídas. Ele traz uma protagonista que usa desodorante, tem problemas típicos da idade, menstrua e fala palavras que não costumamos ver saindo de mulheres em filmes da Disney.

“Red” deve marcar uma nova fase dos filmes da Pixar.

Pode parecer besteira, mas quando foi a última vez nos cinemas, fora comédias românticas, que você viu uma personagem mulher passar desodorante ou falar sobre absorventes de forma tão natural quanto foi feito em Red?

São esses detalhes que fazem a diferença e levam a Pixar ao nível do que um dia já foi o estúdio. Essas inovações, não apenas tecnológicas, mas narrativas, transformaram a empresa NA referência do mercado, por mais que tenha se perdido recentemente.

Então, é normal que Red: Crescer é uma Fera esteja causando um certo estranhamento em parte do público. Eles se acostumaram com uma Pixar não tão criativa quanto já fora um dia, aceitando produções menos inspiradas e as definindo como um tipo de padrão de qualidade. Essa mudança para algo mais original, mais inspirado, nunca é fácil logo de cara. Por isso, é muito bom ver a Pixar se distanciando das concorrentes novamente, mas agora de um jeito positivo. Que a aventura e a criatividade voltem a ser a principal característica do estúdio, e não apenas “fazer chorar”.

Red: Crescer é uma Fera e todos os outros filmes citados no texto estão disponíveis no Disney+.