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‘Liga da Justiça’: Bosslogic divulga cartaz incrível do Superman com traje negro

O conceituado design Bosslogic divulgou um cartaz incrível da versão do Zack Snyder para ‘Liga da Justiça‘.

Na arte, o Superman surge com o terno negro após a cena divulgada ontem pelo diretor.

Confira e veja a cena antes e depois da alteração da cor do uniforme:

Snyder explicou que a correção de cores foi feita em CGI:

“Sim, exatamente. Fizemos a correção de cores em CGI. Na época, o estúdio disse que não havia chance dele usar o traje, porque eu estava afirmando que ele teria que usar o traje negro o tempo todo. Eles disseram: ‘Não achamos que é uma boa ideia’. Eu pensei: ‘Como assim?’ Nós sempre falávamos … eventualmente, ele vai usar. Eles disseram: ‘Tudo bem. Não se preocupe'”, afirmou o diretor.

O estúdio não entendeu o processo criativo do diretor, ele afirma:

“Dissemos que filmaríamos o traje do jeito que estava, colorido, mas fizemos alguns ajustes no traje para facilitar a discagem e o contraste um pouco para realizar experiências no Photoshop, então sabíamos. Fizemos um monte de experimentos particulares para garantir que pudéssemos ativá-lo modo negro, mas eles não estavam envolvidos. Pensei desde o início que era uma ótima ideia, porque era a correta evolução quando ele ressuscitasse, ele usaria o traje preto. Fazia sentido.”

Na internet, os fãs foram ao delírio com a cena.

Lembrando que o Snyder Cut de Liga da Justiça‘ estreia na HBO Max em 2021.

Confira as imagens promocionais:

Conheça a série de super-heróis da Netflix que vai rivalizar com ‘The Boys’, intitulada ‘O Legado de Júpiter’

A Netflix não perde tempo e anunciou sua própria série de super-heróis que promete rivalizar com The Boys’. 

O Legado de Júpiter‘ é baseada nos quadrinhos escritos por Mark Millar (‘Velho Logan’, ‘Guerra Civil’), a trama acompanha os filhos de uma lendária geração de heróis da década de 1930, na tentativa de perpetuar o legado de seus pais nos dias atuais.

“Depois de quase um século mantendo a humanidade segura, a primeira geração de super-heróis do mundo deve confiar nos seus filhos para continuar o legado. Mas as tensões aumentam à medida que os jovens super-heróis, famintos por provar seu valor, lutam para viver de acordo com a lendária reputação pública de seus pais – e exigentes padrões pessoais.” 

Para quem não conhece, os principais personagens dos quadrinhos são:

Sheldon Sampson (Utópico): O líder lendário da equipe de super-heróis conhecida como A União. Após sua longa e consagrada carreira, o mundo que ele conhecia se transformou completamente. Não mais reconhecendo o mundo de hoje, o Utópico luta para se adaptar à vida moderna e às necessidades de sua família.

Walter Sampson: O irmão mais velho de Sheldon e o mais sombrio entre os dois. Intelectualmente superior e com vasta astúcia, Walter não tem medo de sujar as mãos de sangue para combater o crime.

Grace Sampson (Lady Liberdade): esposa de Sheldon e mãe de Chloe e Brandon. Lady Liberdade é uma das heroínas mais fortes do planeta e não tem medo de discordar de Sheldon. Grace é o pilar que sustenta Sheldon em sua jornada para encerrar a violência do mundo moderno.

Chloe Sampson: A filha rebelde de Sheldon e Grace. Sem medo de seguir seu próprio caminho, Chloe se opõe a tudo que seus pais defendiam e juraram proteger.

Brandon Sampson: O filho mais velho de Sheldon e Grace, e também o herdeiro destinado a vestir o manto do Utópico e se tornar o novo líder d’A União.

Fitz Small: Antigo membro d’A União, que se aposentou após uma grave lesão, mas permanece atuando como o coração e a alma da equipe, mantendo seus membros unidos enquanto eles enfrentam um mundo cada vez mais perigoso.

George Hutchence (Skyfox): Era o melhor amigo de Sheldon e antigo membro d’A União, até que se sentiu traído pela equipe e decidiu lutar contra eles e contra tudo o que representam como forma de vingança.

Dirigida por Steven S. DeKnight (‘Demolidor’) e Brian e Mark Gunn, ‘O Legado de Júpiter‘ estreia em 07 de maio.

Confira o teaser:

A trama será estrelada por Josh Duhamel (Sheldon Sampson), Ben Daniels (Walter Sampson); Leslie Bibb (Grace Sampson), Elena Kampouris (Chloe Sampson), Andrew Horton (Brandon Sampson), Mike Wade (Fitz Small) e Matt Lanter (George Hutchence).

Confira as imagens dos bastidores:

Vale lembrar que as filmagens da 3ª temporada de ‘The Boys‘ já começaram e o showrunner Eric Kripke divulgou a primeira imagem oficial.

Confira:

 

Vale lembrar que ‘The Boys’ conquistou quatro estatuetas da edição de estreia do Critics Choice Super Awards: Melhor Série de Super-HeróiMelhor Ator em Série de Super-Herói e Melhor Vilão de Série para Anthony Starr, e Melhor Atriz em Série de Super-Herói para Aya Cash.

Esquenta para ‘Sem Volta Para a Casa’ | Curiosidades de ‘Homem-Aranha 2’ (2004)

Peter Parker sempre representou alguém capaz de superar grandes revezes. Não apenas no conteúdo de suas histórias nas quais enfrenta super-vilões e tenta equilibrar sua tumultuada vida pessoal. Quando Martin Goodman, o antigo editor da Marvel, pediu que Stan Lee criasse um personagem, depois do grande sucesso do “Quarteto Fantástico”, nasceu um dos heróis mais populares da editora já desacreditado por Goodman que teria dito ‘Todos odeiam aranhas! Adolescentes são apenas ajudantes de heróis, e não um personagem titular’. Não poderia estar mais errado.


Quando o filme de Sam Raimi encerrou sua exibição, fechou o caixa do estúdio com US$ 1,418, 565 bilhões. Claro que uma sequência estava nos planos, e coube a Sam Raimi voltar à cadeira de diretor. Maior o poder, maior a responsabilidade, já diz a famosa frase que resume as aventuras do simpático cabeça de teia. O roteiro inicial de Michael Chabon, Alfred Miles e Miles Millar (os dois últimos eram os responsáveis pela série “Smallville”) foi escrito e rescrito várias vezes. Inicialmente, previa-se um Dr, Octopus mais jovem que dividiria as atenções de Mary Jane com Peter Parker. Quando o premiado roteirista Alvin Sargent (Gente como a Gente, Lua de Papel) foi chamado reescrever a história, se concentrou nos conflitos internos de Peter dividido entre sua vida de herói e sua vida particular, cada um com um rival a enfrentar. Enquanto procura salvar a cidade do megalomaníaco Dr. Octopus (um fabuloso Alfred Molina), ainda precisa disputar o amor de Mary Jane (Kirsten Dunst)  que está noiva do astronauta John Jameson (Daniel Gillies) , justamente o filho do editor do Clarin Diário. Isso sem mencionar o ódio cada vez maior de seu melhor amigo, Harry Osborn (James Franco) , que culpa o Homem Aranha pela morte de seu pai, no final do primeiro filme.


Sargent e Raimi mergulharam no que faz do Homem Aranha um personagem tão encantador, fácil de se identificar, equilibrando esse lado emocional com muita ação. Por um lado Peter caminha ao som da clássica canção ‘Raindrops keep falling on my head’, por outro temos a sequência da luta entre o Homem Aranha e Dr. Octopus no trem, que foi a primeira a ser filmada, e que está entre os momentos mais eletrizantes de um filme do gênero. Quando Peter perde usa máscara no final da luta, os dois garotos que lhe devolvem a máscara são irmãos de Tobey Maguire na vida real. Ao renunciar a sua vida de herói, na cena em que está sem poderes em um beco, na chuva, Raimi recria a icônica capa de “Amazing Spider Man #50”, com impressionante detalhismo. O filme todo consegue traduzir o clima das hqs, desde sua fantástica abertura em que o filme original é recriado pela arte realista de Alex Ross, um dos melhores do meio.

O elenco está perfeito no filme, principalmente Alfred Molina impressionante na transformação de um gênio, que acredita no bem da ciência para a humanidade, em um vilão cruel numa caracterização típica de um Dr. Caligari, do clássico de Fritz Lang. O ator, recém-saído do papel de Diego Rivera em “Frida” (2002), precisou perder peso para o papel. Os tentáculos foram feitos com uma mistura de efeitos práticos com efeitos digitais. Molina vestia uma cinta de metal e borracha com os tentáculos controlados como marionetes, sendo ocasionalmente substituídos por CGI. Tobey Maguire quase ficou de fora do filme devido a terríveis dores nas costas. O estúdio chegou a considerar substituí-lo por Jake Gyllenhall, que acabou fazendo o vilão Mysterio em “Homem Aranha Longe de Casa”. A sequência em que Peter, sem poderes, cai e machuca as costas acaba funcionando como uma piada interna. Outro momento divertido é quando J.Jonah Jameson (J.K.Simmons) pede que seu assistente batize o novo vilão, e ao ouvir a sugestão de Dr.Estranho, ao que retruca ‘Esse já existe’. Já Willem Dafoe gostou tanto de seu papel de Norman Osborn, que voltou em Homem Aranha 2 como uma alucinação de Harry (Franco), uma participação curta, mas pontual na história para promover Harry a antagonista.


Lançado em 30 de junto de 2004, o filme teve bilheteria recorde de US$40,4 milhões em sua estreia, superado no ano seguinte pela estreia de “Star Wars – Episódio III : A Vingança dos Sith” (Star Wars Episode IIII : Revenge of the Sith). O segundo filme consegue causar um impacto enorme, principalmente em seu final, abrindo caminho para o terceiro episódio, tal qual uma história em quadrinho que deixa aberto as possibilidades para que o herói enfrente um novo desafio. Se a vida de cada um de nós parece uma teia embaraçada, Peter Parker nos mostra como sobreviver, fazer o que é certo apesar dos sacrifícios. Não à toa o cantor Jorge Vercilo já disse ‘Eu tenho uma ideia. Você na minha teia‘. Assim também mostraram Stan Lee e Steve Ditko, então volte aqui para o cinepop, para o próximo artigo em que falaremos sobre o terceiro filme de Sam Raimi.

Ezra Miller DEBOCHA da polícia antes de apagar sua conta no Instagram

Ezra Miller voltou a se envolver em uma polêmica. Antes de deletar sua conta no Instagram, o ator postou uma série de memes debochando da polícia e insultando autoridades que estão procurando ativamente pelo ator depois que ele foi acusado ​​de manipular e aliciar um fã menor de idade.

As imagens foram postadas diretamente nos stories do Instagram de Miller antes que o ator excluísse a conta completamente.

“Você não pode me tocar, estou em outro universo”, postou.

Em outro stories, ele postou uma “Mensagem de outra dimensão”

“”Estou protegido de pessoas negativas e suas más intenções. Meu espírito, mente, corpo, alma + sucesso não são alterados pela inveja de ninguém. Estou protegido de todas as pessoas negativas [ilegíveis] que tentam jogar para mim. Subconscientemente e conscientemente. Eu limpo todos e quaisquer pares ocultos que são inimigos ocultos.”, afirmou.

Miller está se escondendo dos policiais depois que Chase Iron Eyes e Sara Jumping Eagle receberam uma ordem de proteção contra o ator em nome de sua filha de 18 anos, Tokata Iron Eyes.

A ordem de proteção impede que o ator entre em contato com Tokata por 30 dias ou fique a menos de 100 metros de distância da casa da família.

Se Miller não se apresentar no tribunal até o dia 12 de julho, a ordem será concedida sem que o ator tenha direito a defesa.

De acordo com o Deadline, a Warner Bros. Discovery planeja descartar Ezra Miller (‘Animais Fantásticos’) dos futuros projetos da DC após ‘The Flash‘ por conta de suas polêmicas nos últimos meses.

Terror estilo ‘Jogos Mortais’ estreia na Paramount+ e SURPREENDE os assinantes; Confira as reações!

O terror ‘A Roleta da Morte‘, que conta com a atriz Maribel Verdú (‘The Flash’, ‘Elite’), já está disponível na Paramount+.

O filme foi comparado com ‘Jogos Mortais‘ e agradou os assinantes do streaming.

A história segue um grupo de desconhecidos que acordam em uma misteriosa mansão após serem sequestrados. Lá, eles são obrigados a participar de uma disputa letal contra o relógio: dentro de 60 minutos, os competidores precisam escolher alguém para morrer pelo grupo, e o escolhido deve concordar com essa decisão.

Porém, desesperados pela sobrevivência, cada um tentará provar que merece viver mais do que os outros, iniciando uma série de intrigas e compartilhando seus segredos mais profundos, mas vão descobrir que possuem muito mais em comum do que pensavam.

Confira as reações:

Relembre o trailer:

Além de dirigir, Manolo Cardona também estrela a produção.

O elenco ainda conta com Carla Adell, Fernando Becerril, Juan Carlos Remolina, Dagoberto Gama e Adriana Paz.

Cailee Spaeny fala sobre Guerra Civil, 3ª Guerra Mundial, ‘Alien: Romulus’ e elogia Wagner Moura [EXCLUSIVO]

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, a atriz Cailee Spaeny falou sobre o impactante ‘Guerra Civil‘ (Civil War), e elogiou o brasileiro Wagner Moura – que divide a tela com ela.

Cailee falou sobre política, uma possível Terceira Guerra Mundial e seu próximo filme, o terror ‘Alien: Romulus‘.

Assista e siga o CinePOP no Youtube:

Em cartaz nos cinemas de todo o Brasil desde ontem (quinta-feira, 18 de abril), o filme conquistou um público de mais de 38 mil pessoas e mais de R$ 800 mil de renda em apenas um dia.

Com isso, ‘Guerra Civil‘ torna-se a maior abertura de um filme da A24 no Brasil em renda e a segunda maior abertura da história da Diamond Films no Brasil, também em renda. O sucesso de crítica e público, não apenas no Brasil como também nos Estados Unidos – onde o filme também liderou as bilheterias – reafirma o longa como uma excelente opção de entretenimento para o final de semana.

Crítica | ‘Guerra Civil’ explora o terror das ‘distopias diárias’ em thriller de tirar o fôlego

Dirigido por Alex Garland, conhecido também por ‘Ex_Machina’, o filme se passa em um futuro próximo nos Estados Unidos, onde a corrida à Casa Branca coloca em risco o futuro de todos.

O elenco ainda conta com Cailee Spaeny, Stephen McKinley Henderson e Nick Offerman.

Mistério Resolvido! O que os pais de Kevin McCallister faziam para serem tão RICOS em ‘Esqueceram de Mim’?

O clássico Esqueceram de Mim é um dos filmes mais aclamados das festas de final de ano. A trama narra a história de Kevin McCallister (Macaulay Culkin), um garoto de 8 anos que é esquecido em casa durante o Natal e precisa proteger sua residência de uma dupla de ladrões desajeitados.

Até hoje, muito fãs se perguntam o que os pais McCallister faziam para poder comprar aquela linda casa em Chicago e ainda pagar uma viagem de Natal para a família toda.

O New York Times conversando com economistas e bancários e descobriu que eles eram de fato ricos, fazendo parte do 1% mais privilegiado.

Em uma entrevista ao Hollywood Reporter, o diretor Chris Columbus revelou qual era a profissão dos pais de Kevin para serem tão ricos. E não, eles não eram da máfia.

“Naquela época, John e eu tivemos uma conversa sobre isso e decidimos quais eram os empregos”, disse Columbus.

Kate McCallister, de Catherine O’Hara, “era uma estilista de muito sucesso”, como sugerido pelos manequins no porão da família.

Quanto a Peter McCallister, de John Heard, ele não pode dizer com certeza.

“O pai poderia ter, com base na experiência do próprio John Hughes, trabalhado em publicidade, mas não me lembro o que o pai fez.”

Ele conseguiu descartar uma profissão, no entanto, que as pessoas online especularam que poderia ter atraído os criminosos Harry (Joe Pesci) e Marv (Daniel Stern) para a casa dos McCallister em primeiro lugar:

“Eles não eram do crime organizado — embora houvesse, na época, muito crime organizado em Chicago.”

Para se ter uma ideia, a deslumbrante casa dos McCallisters é uma evidência da riqueza da família. A verdadeira residência usada nas filmagens externas está situada na Avenida Lincoln em Winnetka, um subúrbio de Chicago conhecido por ser um dos bairros mais caros dos Estados Unidos.

Na época do lançamento do filme em 1990, essa imensa casa de estilo Georgiano-Colonial era acessível apenas ao 1% mais rico.

Descobriu-se que, 32 anos depois, a casa ainda está disponível apenas para o 1%, segundo economistas do Federal Reserve Bank de Chicago.

Para chegar a essa conclusão, três economistas analisaram dados como renda familiar da área em 1990 e 2022, valor da propriedade, taxas hipotecárias da época, impostos e seguro.

“Trabalhando com a premissa de que os McCallisters não gastavam mais de 30% de sua renda com moradia, os economistas também determinaram que a casa seria acessível para um domicílio com renda de US$305.000 [R$ 1.489.254,00 conversão para o real atual] em 1990″, relatou o NY Times.

“No meio de 2022, uma casa similar custaria cerca de US$2,4 milhões [R$11.718.720,00], baseado na estimativa do Zillow para a casa de ‘Esqueceram de Mim’. Uma residência desse valor seria acessível a um domicílio com renda de US$730.000 [R$3.564.44,00], posicionando-o entre o 1% mais rico dos domicílios da região de Chicago”, afirmaram os economistas.

Relembre o trailer deEsqueceram de Mim.

‘Victorian Psycho’: Terror gótico com Maika Monroe e Jason Isaacs ganha data de estreia no Brasil

Victorian Psycho‘, terror psicológico estrelado por Maika Monroe (‘Corrente do Mal’), Jason Isaacs (‘Harry Potter) e Thomasin McKenzie (‘Jojo Rabbit’), ganhou data de estreia no Brasil para o dia 24 de Setembro.

Dirigido por Zachary Wigon (‘The Heart Machine’), ‘Victorian Psycho‘ é baseado no romance de Virginia Feito, que assina o roteiro.

A trama gira em torno de Winifred Notty, uma jovem governanta excêntrica que é contratada para trabalhar em uma mansão gótica isolada, a Ensor House. Suas funções incluem ensinar boas maneiras às crianças e instruí-las sobre a história da família.

No entanto, Notty esconde tendências psicopatas — e, à medida que ela se adapta à nova rotina, membros da equipe da casa começam a desaparecer misteriosamente, levantando suspeitas sobre sua verdadeira natureza.

Jason Isaacs interpretará Mr. John Pounds, o enigmático e volúvel proprietário da propriedade. Sobre a escalação, o diretor Zachary Wigon comentou:

Jason [Isaacs] retrata as nuances da psicologia e do comportamento humano com enorme precisão. Estou entusiasmado por tê-lo em ‘Victorian Psycho‘ — será fascinante vê-lo dar vida ao enigmático e mercurial dono da Ensor House, Mr. John Pounds”. 

O projeto é produzido por Dan Kagan (‘Longlegs‘), Sébastien Raybaud (‘Greenland: Migration‘) e o próprio Wigon, com produção associada da prestigiada Anonymous Content.

Os produtores executivos incluem Nick Shumaker, Bard Dorros e Virginia Feito.

13 filmes sobre relacionamento de PAIS e FILHOS

O cinema é uma forma bem prática de entendermos melhor as relações próximas de nossa realidade. Quem nunca teve problemas com seu pai ou com sua mãe? Na maioria dos casos, são anos e anos de conflito até conseguirem ter asas e voar para a vida adulta. Eu mesmo tenho uma estremecida relação com meu pai e minha mãe, mas busco pelos filmes alguma saída para tentar entendê-los de outra forma. Terapias podem ser importante mas o cinema é um complemento. Quem conseguir sugar analogias que saem da tela direto para nossa reflexão sairá fortalecido e com melhor compreensão sobre o poder da relação pais e filhos.

Pensando nisso e longe de ser uma grande receita com fórmula certa para sua felicidade, seguem abaixo 10 filmes onde o debate sobre esse relacionamento do título, às vezes nas entrelinhas, às vezes direto, dão boas reflexões.

 

Pais e Filhos (2013)

Depois do maravilhoso trabalho O Que Eu Mais Desejo (2011), o diretor japonês Hirokazu Koreeda volta a falar sobre a relação da família no cativante Pais e Filhos. Usando de uma simplicidade e uma delicadeza impressionante, o filme é uma grande jornada sentimental nas escolhas difíceis que pais e filhos se envolvem. O espectador é alvo fácil de cada palavra, cada sentimento, contidos em todas as linhas desse roteiro.

Na trama, acompanhamos Ryota Nonomiya (interpretado pelo ótimo ator Masaharu Fukuyama), um homem bem resolvido na vida que vive com sua mulher Midori Nonomiya (Machiko Ono) e seu único filho, Keita. Muito disciplinador e sempre se decepcionando com seu filho, Ryota faz de tudo para que nada fuja mais do seu controle. Certo dia, o hospital onde Keita nasceu surpreende essa família com a notícia de que o menino não é o filho biológico deles. A partir disso, escolhas difíceis terão que ser tomadas se unindo num mar de razão e emoção complicado de navegar.

O que mais deixa o público envolvido com a história é a construção belíssima do personagem Ryota. Um Workaholic assumido, deixa sua família em segundo plano, assim como seu pai no passado fizera com ele. Perdido em meio ao caos emocional estabelecido pela trágica notícia, Ryoto, a cada passo que tenta dar pra frente se esquece dos pequenos detalhes afetivos e comete uma série de ignorâncias, fruto de sua frieza característica. Quando a mudança se torna eminente, o filme ganha contornos tão emocionantes que fica impossível os olhos não se encherem de água.

A cultura e a disciplina, própria dos orientais, são muito bem exploradas pelas lentes certeiras do diretor. As diferenças no modo em educar uma criança, o paradigma entre o rico e o pobre, as diferenças entre o ser feliz com pouco e o ser infeliz ganhando muito são também algumas das profundidades das ações dos personagens. Pais e Filhos é um filme que de superficial não tem nada. Todas as situações são bem desenvolvidas, o que justifica os deliciosos 120 minutos que o espectador fica refém.

Se você já teve uma relação difícil com seus pais, esse filme chegará como um cometa colorido que vai atingir a superfície de seu coração. O poder dessa história, juntamente com a mágica do cinema, é enorme e pode fazer você querer mudar certas situações, quem sabe até mesmo perdoar. As lições são inúmeras, esteja de coração aberto para receber esse lindo trabalho. Sábio, é o pai que conhece o seu próprio filho. E vice-versa. Não perca esse filme.

 

Os Cowboys (2015)

Até onde devemos ir por quem amamos, mas não querem estar perto com nossa presença? Um dos filmes mais fortes do Festival Varilux de Cinema Francês 2016, sem dúvidas nenhuma, foi o espetacular drama Os Cowboys, protagonizado pelo ótimo ator François Damiens e com uma atuação digna de Oscar do ator britânico Finnegan Oldfield. Ao longo dos tensos 105 minutos de projeção, onde não conseguimos desgrudar os olhos da tela, vamos sendo apresentados a personagem movidos pela angústia e uma série de consequentes ações desesperadas em prol de um único objetivo, que acaba consumindo e destruindo uma família de classe média francesa. Em seu primeiro longa-metragem como diretor, o cineasta francês Thomas Bidegain brinda o público com uma trama muito bem dirigida e com atuações bem acima da média.

Na trama, conhecemos brevemente toda a família de Alain (François Damiens), um trabalhador de classe média que mora com sua mulher e os dois filhos no leste francês. Alain é um amante da cultura country e sempre vai com sua família a um famoso encontro onde confraterniza com outros amigos. Certo dia, num desses encontros, sua filha Kelly desaparece misteriosamente, levando Alain a uma desesperada busca por informações sobre a jovem. Os anos se passam e somente seu filho Kid (Finnegan Oldfield), que praticamente sacrifica sua adolescência, acredita e ajuda seu pai a tentar encontrar Kelly.

O clima é tenso desde o início. A trilha sonora composta por Moritz Reich (Fique Comigo, 2015) encaixa como uma luva e consegue deixar o público em total sinal de atenção às sequências fortes. François Damiens, na pele de Alain está possuído, embarca em um caminho sem rumo desesperado em busca de sua filha. A angústia é constante e impressionante. Isso obviamente destrói seu relacionamento com o restante de sua família. Essa estrada sem fim é acompanhada de perto por seu filho Kid, que é o único que também ainda acredita que eles possam encontrá-la. Os Cowboys é um filme sobre família mas também sobre até onde o ser humano pode ir para defender suas convicções.

O longa é recheado de surpresas. O porquê do sumiço dela (que não vou contar aqui) é um dos grandes trunfos do filme, que explora muito bem a reação da família ao saber o que aconteceu com ela. Uma segunda surpresa é a troca de protagonismo já entre o segundo e o terceiro ato, com o mesmo objetivo só que com um olhar um pouco diferente sobre a situação. A trama cresce demais nos últimos 30 minutos de projeção.

 

Nimby (2020)

A coragem na busca de contar ao mundo quem você ama versus o grito é o primeiro patamar da violência. Quase inédito no mundo todo, o ótimo longa-metragem finlandês Nimby é um drama cômico trágico que busca reflexões mas que gera risos altos. Escrito (também assina Jani Pösö) e dirigido pelo cineasta Teemu Nikki, o filme em um pouco mais de 90 minutos consegue explorar com profundidade conflitos existenciais como: imigração, orientação sexual, religião, política, conflitos familiares, entre outros. Os embates dialogados, inclusive com uma linha vertical na tela (cada um no seu quadro) é uma ótima sacada, talvez até mesmo um alerta para prestar atenção à reflexão.

Na trama, conhecemos Marvi e Kata, duas jovens inteligentes que namoram faz um ano, só que ambas ainda não contaram para suas famílias sobre esse relacionamento. Buscando resolver essa situação, aproveitam a ida da mãe de Kata (uma famosa comissária da União Europeia) e de seu pai até a Finlândia para talvez conversar sobre o assunto. Mas nesse meio tempo, Marvi convence a namorada a irem primeiro contar para sua família no interior da Finlândia. Muitas situações acontecem, mas as famílias das duas se encontram e precisarão de muita compreensão para todos se entenderem.

O roteiro é muito bem elaborado, com ótimas subtramas. O filme se transforma de repente e entramos em um clima inusitado de tensão de vários tipos, principalmente o psicológico. Nos encontros inusitados é onde somos testemunhas de desabafos como se fossem confissões ou uma ida ao consultório do psicólogo. Há muitas doses de hipocrisia camufladas na não aceitação das opções de relacionamento dos pais, pela ótica de Mervi. O roteiro contorna com elegância e eficácia todas as polêmicas e sabe como dividir sobre as óticas de cada personagem. Ainda há tempo, nas ótimas divisões de arcos, para tentarmos entender as razões de demitidos de uma fábrica de tintas virarem neonazistas, uma excentricidade camuflada de inconsequência e alimentada pelo preconceito contra o próximo.

Com ritmo intenso, nem vemos os minutos passarem, podemos dizer que Nimby, resumidamente, é a eterna busca pelo entendimento mútuo, mas o mundo nunca foi nem nunca será simples.

 

Pilatos (2020)

Ninguém mexe nas memórias do passado. Dirigido pela cineasta Linda DombrovskyPilatos é um filme húngaro que aborda uma relação conturbada entre mãe e filha. Com muitos méritos, usa do Simbolismo como referência ao tempo, principalmente, reflexões em forma de metáforas com curtos flashbacks sobre épocas passadas vividas por essa família. Delicado, com harmônicos arcos (Terra, Fogo, Água e Ar), o filme possui duas atuações destacadas: Ildikó Hámori e Anna Györgyi. A trama é uma adaptação do livro homônimo da autora húngara Magda Szabó.

Na trama, conhecemos Anna (Ildikó Hámori), uma senhorinha de vida simples que acaba de perder o marido. Tentando achar uma solução para não deixar a mãe sozinha, sua filha Iza (Anna Györgyi), uma importante médica, resolve levar a mãe para morar com ela. Isso acaba gerando uma série de problemas por conta da distância e diferença entre as duas, mesmo sendo mãe e filha. Há eminências de um conflito por todos os arcos.

Parece uma peça filmada, o ritmo se baseia na belíssima condução dos personagens. Há uma melancolia em todo canto nos menos de 80 minutos de projeção. Uma batalha emocional das memórias contra uma filha autoritária que parece desconhecer a trajetória simples de seus pais. Com diálogos profundos, a difícil tarefa de dizer adeus ganha luz nas visões de Anna, e um desfecho emblemático surge com diversas respostas que podem ser dadas para tal. Um filme simples e profundo. Um bom trabalho.

 

Capitão Fantástico (2016)

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. Escrito e dirigido pelo pouco conhecido ator e também cineasta Matt RossCapitão Fantástico é um daqueles filmes que deixam nosso coração na boca, faz nosso raciocínio brilhar e mexe intensamente com nosso modo de ver e viver tudo que aprendemos até hoje em nossas vidas. Com uma atuação brilhante do grande ator Viggo Mortensen, o longa-metragem de objetivos 118 minutos é um dos melhores filmes sobre esse tema.

Na trama, conhecemos Ben (Viggo Mortensen) e sua família para lá de diferente. Ben e sua esposa resolveram criar os seus seis filhos em um lugar muito bonito e longe da sociedade, deixando eles distantes de qualquer contato com as novidades e besteiras do mundo e sua globalização. Quando sua esposa, que precisou ser hospitalizada por conta de uma doença terrível, falece, Ben resolve ir até o encontro dela e leva junto seus filhos. Após o choque natural da criançada com o mundo da maioria das pessoas que os cercam, mas que nunca tiveram contato, o capitão fantástico desta turma terá que fazer escolhas difíceis e confrontar pessoas que consideram seu modo de vida prejudicial aos seus filhos.

A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida. Pensador desse lema, o protagonista criou seus filhos com rigidez e muita disciplina. Livros complexos são passados como dever de casa para todas as crianças, não importa a idade. As verdades são uma só e vários tabus de outras casas, para Ben, são apenas verdades que precisam ser ditas da única maneira que existe. O ambiente é de total harmonia, músicas (a cena da família cantando ‘Sweet Child o’Mine’ é emocionante e arrepia), brincadeiras mas também alguns excessos como exercícios físicos que não respeitam idade e que podem machucar. O personagem principal é intenso em seus princípios, a ideia de ter uma família vivendo longe dos vícios e futilidades, além dos alimentos que só prejudicam, é vivida intensamente mas falta equilíbrio, no fundo, Ben sabe disso.

No terceiro arco em diante, a mudança começa a acontecer. Ben, personagem complicado, de bom coração, interpretado com maestria por Mortensen se vê cercado de situações que o fazem repensar alguns de seus conceitos. Seus filhos, sua única riqueza nesse mundo, percebem rapidamente e o ajudam nesse momento de transição, transformando uma linda história em uma história inesquecível. Capitão Fantástico é algo assim, único, um presente para quem gosta de se emocionar com filmes que mexem com nosso coração. A grande lição que aprendemos com essa fita é que Capitão Fantástico é qualquer um que acredita que uma boa ideia pode mudar um pouquinho nosso mundo, ou mesmo que um filme inesquecível faz com que reflitamos sobre nossa própria existência. Seja o Capitão da sua vida, viva fantasticamente. Bravo!

 

As Faces de Toni Erdmann (2016)

Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho. Depois de um hiato de sete anos na direção de um longa-metragem, a cineasta alemã Maren Ade volta à telona em grande estilo com a hilária e doce dramédia Toni Erdmann. Contando a história de um pai cheio de impulsos cômicos na busca constante pela atenção de sua sisuda filha, o projeto, indicado a muitos prêmios internacionais, é um daqueles filmes imensos (2 horas e 40 minutos de projeção) mas que desejamos que nunca acabe, sempre à espera da próxima gracinha que Toni Erdmann vai aprontar.

Na trama, acompanhamos a árdua saga de Winfried Conradi (Peter Simonischek), um dedicado pai que muito se entristece com o distanciamento na relação com sua única filha Ines (Sandra Hüller), essa última, uma jovem em ascensão na empresa onde trabalha o que a transforma em uma Workholic sem limites. O problema é que Ines trabalha demais e pouco tempo de sua agenda é dedicada à sua família. Quando o cachorrinho de Winfried morre, ele decide encarar o desafio de ter mais atenção de sua filha e para isso, entre outras coisas, viaja para vê-la quando ela está a trabalho e desenvolve um personagem, um Alter ego de nome Toni Erdmann. Não é preciso nem dizer as inúmeras e hilárias que esses dois vão se meter ao longo desse complexo processo de melhoramento na relação pai e filha.

Escolhido o Melhor Filme Estrangeiro de 2016 pelos críticos de Nova York, Toni Erdmann navega pelo humor para mostrar o cotidiano de um relacionamento conturbado entre pai e filha. De personalidades completamente diferentes, os dois embarcam em uma jornada basicamente de auto descoberta. Aos poucos, após uma quantidade absurda de insistência, Ines vai conseguindo se reconectar com seu pai, o que provoca uma cena de desfecho para lá de emblemática. Mesmo tendo quase três horas de duração, o que dificultou sua entrada no circuito de cinema brasileiros (talvez um dos pontos para nenhuma distribuidora ter ainda comprado os direitos no filme no Brasil), o filme é uma delícia de assistir e essas horas passam voando.

O foco no primeiro arco é a personalidade forte de Ines em paralelo as trapalhadas e atos incompreendidos de Winfried. Tudo começa a fazer mais sentido, praticamente a virada na trama, quando chega o Sr. Toni Erdmann, com sua peruca para lá de chamativa e dentes falsos para lá de explícitos. Esse Alter Ego transforma demais a visão de Ines sobre a personalidade cativante de seu pai. Assim, o longa-metragem cresce demais em emoção, o inusitado começa a ter sentido, ficando num tom cômico na medida conforme as situações antes constrangedoras, mas agora compreendidas. Toni Erdmann rouba a cena, transforma o mais difícil dos conflitos paternos em uma aula de amor e afeto.

 

Querido Menino (2018)

Depois de devastar nossos corações cinéfilos com o drama Alabama Monroe, o cineasta belga Felix van Groeningen volta a atingir em cheio nossas emoções com seu novo trabalho, Querido Menino. Baseado nos livros Querido Menino, de David Sheff, e Tweak: Growing up on Methamphetamines, de Nic Sheff, o filme preenche a maioria das lacunas sobre o sentimento de um pai em busca de uma solução para os problemas de drogas do filho. Em atuações cativantes e dignas de Oscar, Timothée Chalamet e Steve Carell formam filho e pai nesse projeto importante também para mostrar essa realidade, para alguns distante para outros nem tanto, do desespero emocional que passa não só a pessoa que possui problema com drogas, mas também todos que estão ao seu redor.

Na trama, conhecemos David Sheff (Steve Carell), um homem de meia idade, bem sucedido em sua profissão pai amoroso que vive em uma casa confortável com sua atual esposa Karen (Maura Tierney). David é pai de Nick (Timothée Chalamet), um jovem que com o passar do tempo começa a ter sérios problemas com as mais diversas drogas que existem. Ao longo de uma passagem de tempo, vamos acompanhando David, suas lembranças, e principalmente sua busca em encontrar alguma solução para esse problema complicado que o filho passa.

O roteiro, baseado nos livros de pai e filho que são os personagens principais da trama, é um grande vai e vem entre recordações, solidão, desespero, medo e muitos outros sentimentos conflituosos que chegam como uma flecha principalmente para David. Ao longo de um pouco mais de duas horas de duração, conseguimos enxergar a situação de Nick através não só dos olhos de seu pai, mas também de sua madrasta (mãe de seus outros dois irmãos pequenos), e de sua mãe que mora em outra cidade. Em busca de alternativas para curar esse sofrimento que paira sobre a família, principalmente David embarca em uma jornada de redescobertas, estudo e desabafo mesmo quando suas forças para lutar estão limitadas.

Há uma carga de emoção muito grande em tudo que vemos nesse filme, Van Groeningen já mostrou que sabe como nos atingir desse lado daqui da tela, sua maneira de filmar te embarca para dentro daqueles cenários, aquelas conversas, que por mais difícil que possam parecer, tem o poder também de conscientizar. Querido Menino não é um filme fácil, toca bem forte nossos corações. É um forte e marcante filme.

 

O Tiro que não Saiu pela Culatra (1989)

Problemas familiares não tem endereço, a eterna roda gigante da educação. No final da década de 80, chegou aos cinemas O Tiro que não Saiu pela Culatra, dirigido por Ron Howard, um drama com pitadas cômicas que mostra um arranjo familiar complicado com tipos de educações diferentes. Passando um raio-x em uma família com as mais diversas crises, o brilhante roteiro da dupla Lowell Ganz e Babaloo Mandel nos faz refletir a todo instante. A atriz Dianne Wiest foi indicado ao Oscar por esse filme e Randy Newman, autor da trilha sonora, concorreu com a canção I Love To See You Smile ao Grammy, ao Globo de Ouro e ao Oscar.

Na trama, conhecemos uma família de classe média norte-americana e seus conflitos diários entre pais, mães, filhos e filhas. Tem o pai que pressiona na rigidez educacional de uma garotinha (até ler Kafka a garota é forçada) e a mãe não consegue se impor para evitar a pressão; uma mãe que cria os dois filhos sozinha e ambos passam por problemas e descobertas e tem problema com sua autoridade inexistente; Um advogado e sua esposa com três filhos e um com um deles sendo aconselhado a ir no psicólogo pela escola; O pai de muitos desses, que até hoje não conseguiu controlar os vícios do filho mais novo. A biologia, os motores da educação, nada tem muita lógica quando o assunto é educar. O elenco é ótimo: Steve Martin, Mary Steenburgen, Dianne Wiest, Rick Moranis, Keanu Reeves, Joaquin Phoenix (em um de seus primeiros filmes), entre outros.

Durante as pouco mais de duas horas, que nem vemos passar, uma coisa é certa: todos os núcleos tem os seus problemas. Por mais que o protagonista seja Steve Martin e seu Gil (os pensamentos futuros do personagem sobre erros e acertos são hilários – brincar com um tema tão sério não é fácil), todas as subtramas são muito bem detalhadas pelas lentes de Howard. O ritmo é recheado de objetividade, mas com lacunas a se preencherem talvez até por um julgamento reflexivo que podemos ter durante os assuntos mostrados. Não há fórmula para se educar, nunca será como queremos. Um dos filmes mais amplos em discussões sobre o tema pais e filhos.

 

Benzinho (2018)

Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida. Exibido no importante Festival de Sundance, Benzinho conta todas as dificuldades de uma família moradora da região de Petrópolis no Rio de Janeiro, seja no lado financeiro, seja no lado emocional com a eminente partida do filho mais velho para uma nova oportunidade na Alemanha. O longa, dirigido por Gustavo Pizzi (do ótimo Riscado), gira todo em torno da forte personagem Irene, interpretada magistralmente pela excelente atriz brasileira Karine Teles. Entre as dificuldades do cotidiano, o amor não falta nesse grande retrato de família brasileira.

A trama, super elogiada pelos críticos não só no Brasil, conta a saga de Klaus (Otávio Müller) e Irene (Karine Teles), pai e mãe de quatro filhos que vivem a cada dia tendo que matar um leão para que a felicidade reine no lar deles. Os negócios de Klaus, que tem uma copiadora, e o trabalho de vendedora sem dinheiro fixo de Irene, não vão muito bem e associado a isso, a irmã de Irene, Sonia (Adriana Esteves), busca refúgio na casa deles após ser agredida pelo marido Alan (César Troncoso). Para completar as variações emocionais presentes nesse “laço” da família, o filho mais velho do casal Fernando (Konstantinos Sarris) é chamado para jogar handball profissionalmente na Alemanha, fato esse que mexe demais com Irene.

Buscando retratar o cotidiano também de muitas famílias brasileiras, que buscam com bastante esforço ter o melhor para dar na criação de seus filhos, Benzinho navega com muita profundidade sobre as angústias, alegrias e surpresas que chegam a eles diariamente. Todos em cena brilham, mas o foco principal fica com Irene e o grande conflito que enfrenta por não aceitar muito bem a ida de Fernando para longe de casa por tanto tempo. Mesmo reconhecendo ser uma oportunidade de vida para o filho, Irene não consegue esconder sua insatisfação. Mas o longa-metragem (que poderia ser o indicado do Brasil ao Oscar tranquilamente) não se prende só a esse conflito, as razões financeiras e dificuldades de uma vida melhor chegam como pano de fundo assim como a situação de Sonia que busca refúgio na casa da irmã.

A emoção não deixa de estar contida em cada cena, seja nas felicidades, seja nas tristezas. Benzinho é um retrato muito bem feito sobre milhares de outras famílias, seus dramas e suas forças para enfrentar de cabeça erguida as loucuras desse mundo tão cheio de obstáculos em que vivemos, principalmente aqui no Brasil.

 

Sem Amor (2017)

Não se pode viver em desamor. Na era das selfies e das vitrines matrimoniais que a sociedade impõe para que a tal da incerteza da normalidade fique evidente e você não seja alvo de fofocas ou preconceitos, o novo trabalho do excepcional cineasta russo Andrey Zvyagintsev (dos excelentes Elena e Leviatã), Loveless, sensação nos festivais que fora exibido mundo afora, é um filme que fala sobre, acima de tudo, família. Em uma Rússia dos tempos modernos, repleta de idas e vindas em relacionamentos, Zvyagintsev faz o espectador navegar nas emoções mais profundas quando nos sentimos olhando pelo buraco da fechadura.

Na intensa trama, conhecemos o casal Zhenya (Maryana Spivak) e Boris (Aleksey Rozin) que estão se separando em meio a muitas brigas. Eles tem um filho de 12 anos chamado Alyosha (Matvey Novikov), que sofre bastante pelas discussões diárias dos pais. Tanto Zhenya quanto Boris já estão em outros relacionamentos, o segundo inclusive já está esperando um outro filho com a nova namorada. Em meio a essa tumultuada relação, Alyosha some certo dia e os pais precisam reunir forças para enfrentar essa difícil situação.

Entendemos melhor as características emocionais dos personagens nos diálogos profundos que ambos possuem com seus novos parceiros, principalmente Zhenya, que possui uma dificuldade de relacionamento com a mãe, nunca amou o ex-marido e se joga completamente nessa nova relação. Seu cotidiano com o filho é distante e agressivo, a impaciência e o comportamento distante com o filho são reflexos da impaciência e solidão que vivia com seu ex-marido. Quando o jovem desaparece, tanto mãe quanto pai se sentem perdidos e começam a perceber aos poucos o quanto existia uma barreira entre todos eles.

A frieza da polícia na condução do início do caso chama atenção. Durante o pequeno interrogatório com o grupo de salvação e resgate, fica nítido o grande descaso e falta de observação dos pais com o próprio filho, principalmente da figura materna. Alyosha sofria bastante com as brigas e principalmente com o que escutava dos pais. A ausência de amor, desafeição, desprezo, indiferença eram algumas das características que distanciavam os pais do filho.

Com belíssimas cenas de fundo e uma atmosfera melancólica que se envolve intensamente em pontos importantes, Loveless (no título original) é um retrato humano, que assusta mas acontece, das imperfeições na roda familiar. Zvyagintsev se consagra mais uma vez com suas lentes que conseguem transmitir com muita intensidade o que acontece entre quatro paredes e nos mostra os detalhes como se estivéssemos olhando pelo buraco de uma fechadura.

 

Belos Sonhos (2016)

“Tudo aquilo que sou, ou pretendo ser, devo a um anjo, minha mãe”. Filme de abertura da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de anos atrás, a co-produção Itália/França dirigida pelo marcante cineasta italiano Marco Bellocchio é um daqueles filmes que conseguem chegar bem fundo em nossas emoções, trazendo um encanto de poesia na relação impactante de um filho com as lembranças de sua mãe.  Profundo, elegante, emotivo, a produção passa com louvor na avaliação criteriosa dos corações cinéfilos, principalmente aos que percebem uma analogia extraordinária entre seu enredo e uma letra famosa escrita por Renato Russo anos atrás. Belos Sonhos é sem dúvidas um dos mais belos sobre o tema.

Baseado no livro Fai Bei Sogni, de Massimo GramelliniBelos Sonhos, conta a história de Massimo, um amante do futebol que tempos mais tarde vira jornalista de um importante jornal. Ele possui um grande trauma, quase uma lacuna não preenchida sobre as lembranças que cercam o falecimento de sua mãe – quando Massimo era apenas uma criança. Percorrendo uma linha do tempo que vai e volta, no melhor estilo Bellochio, vamos juntando aos poucos o complexo quebra cabeça da trajetória emocional de Massimo com muitas surpresas e momentos de redenção ao longo dos emocionantes 134 minutos de projeção.

Dorme agora, é só o vento lá fora. O roteiro explora com louvor toda a tempestade de lembranças que passa o protagonista ao longo de sua tumultuada trajetória de vida. Desde a infância e os momentos dançantes com sua mãe, até os horrores da guerra vistas de uma maneira bastante profunda.  O trabalho do ator italiano Valerio Mastandrea (o Michael Fassbender da Itália), que interpreta Massimo em sua fase adulta, é irretocável, passa uma pureza no olhar que impressiona. O espectador sai do filme sabendo que assistiu a uma baita atuação.

Me diz, por que que o céu é azul? Explica a grande fúria do mundo! Os embates cheios de cargas emocionais entre o pequeno Massimo e o religioso que lhe ensinava na escola sobre a origem das coisas é muito interessante e traça um paralelo certeiro com a história de vida do menino. Há uma saudade que ele sente de tudo que ele ainda não viu.

Você diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus pais. Um dos mais marcantes clímax que possui a película, o reencontro do protagonista com seu pai em uma reunião simbólica para lembrar de jogadores de futebol do time do Torino que morreram em uma trágico acidente aéreo anos atrás. Já mais velhos e mais calejados pela vida, o desabafo do pai ao filho ao falar sem mistérios sobre sua mãe, é bastante emocionante e toda a emoção contida nessas fortes sequências mexem muito com quem possui fortes ligações com a família.

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. O filme é tão bem realizado que prepara o espectador para um gran finale repleto de sentimentos guardados e que precisavam escapar para que o protagonista seguisse em frente com sua vida. Lindos momentos, reflexões sobre sua vida. Nesse final de ano, sendo uma gota d’água ou um grão de areia, veja esse filme e corra para abraçar as pessoas que você ama.

 

Seu Filho (2018)

Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho. Com uma interpretação de tirar o fôlego do veterano e excelente ator espanhol Jose Coronado (do ótimo Não Haverá Paz Para os Malvados), está disponível no catálogo da Netflix Brasil o suspense Seu Filho, uma grata surpresa em meio a tantos títulos interessantes nesse streaming. Com um roteiro composto por um cirúrgico plot twist, vamos acompanhando a saga de um pai que pensa ter a família perfeita e sua busca sobre as verdades do seu único filho homem. A força dos personagens é um dos pontos fortes desse intenso filme.

Na trama, conhecemos o dedicado cirurgião Jaime (Jose Coronado), um homem já no terço final de sua vida que costuma ter uma relação muito amistosa com seu filho Marcos (Pol Monen) e um pouco distante com a filha Sara (Asia Ortega). Em uma certa noite, durante um de seus plantões, Jaime descobre que seu filho chegou de ambulância completamente ferido após uma briga em uma boate bastante frequentada no centro da cidade onde moram. O acontecimento mexe demais com o protagonista que começa uma investigação por conta própria o que o leva a limite mental e emocional que desdobrarão consequências para ele e o restante de sua família.

O thriller camuflado de drama vem com aquela pegada de todo bom filme espanhol dos últimos tempos. Intenso, impactante, sem previsões ou achismos de como termina as consequências em que se metem os personagens. Há um mistério correndo em volta de Jaime, isso o atormenta, entra em conflito com tudo e todos e busca de sua própria verdade, ou pelo menos a interpretação que deseja para o que aconteceu. Nem tudo é o que parece ao longo dos 103 minutos de fita. A atuação de Jose Coronado é o alicerce, um ponto cheio de clímax e repleto de intensidade, nossos olhos não conseguem desgrudar em descobrir pela ótica do protagonista o que realmente aconteceu naquela noite.

Os arcos são bem definidos, mesmo que haja um aceleramento descompassado no último, talvez fruto de uma história cheio de detalhes que precisa ser contada em menos de duas horas. O roteiro consegue extrair dos personagens toda a força que é preciso para nunca se perder o ritmo dessa reflexiva história que fala sobre o amor de pais e filhos e até onde é a linha tênue entre a razão e a emoção do argumentar ao favor de quem é próximo de nós.

 

Longe da Árvore (2017)

O consenso cultural nem sempre retrata a melhor maneira de enxergamos como podemos nos amar sendo quem somos. Explorando a montanha russa, os altos e baixos, da relação de pais e filhos, Longe da Árvore, impactante documentário dirigido pelas cineastas Rachel Dretzin e Jamila Ephron, baseado em partes em um livro (Far from the Tree) do escritor Andrew Solomon, percorre um olhar por dentro da vida de algumas famílias. São profundos e alguns dolorosos relatos, emocionante em muitos momentos, pais e filhos e suas descobertas diárias nessa relação que para uns parecem fáceis mas que sempre vão ter bons e nem tão bons momentos.

São vários os olhares que acompanhamos ao longo de cerca de 90 minutos de projeção. Jason tem síndrome de Down e seus pais sempre enfrentaram todo o tipo de preconceito com avanços corajosos na educação dele, que, mesmo com essa deficiência, consegue realizar tarefas básicas como a rápida matemática de maneira igual aos de sua idade; os relatos emocionados da mãe de Jack, um dos personagens, um jovem com autismo, sobre todas as maneiras que buscarão para melhorar a situação dele, principalmente na hora de interagir com os outros; Loini, que sofre por ser diferente e não ter contato com outras como ela que possuem o nanismo mas acaba se encontrando em uma convenção anual da associação de gente pequena dos Estados Unidos; O idealizador do livro e sua batalha antes perdida em entender seus pais após anunciar para a família que era gay; Pais que levam uma culpa para sempre após uma tragédia impactar suas vidas.

São registros por meio de vídeos, depoimentos atuais, reflexões sobre os impactos da criação de uma família. Não é uma escolha os pais amarem seus filhos. Em Longe da Árvore vamos acompanhar batalhas emocionais, força de vontade, novas descobertas, desejos, condições, tudo isso de maneira muito reflexiva e que de alguma forma deixa muitas lições para todos nós.

10 FILMES PERFEITOS pra quando o saldo bancário é uma piada de mau gosto!

Natal está chegando – e as contas também! Nós, meros trabalhadores brasileiros, tentamos equilibrar as dificuldades com pequenos momentos de prazer, muitas vezes correndo para os cinemas ou mesmo para a televisão de casa. Para você que quer fugir um pouco da rotina, com problemas se acumulando e o saldo bancário perto do negativo, seguem abaixo alguns filmes para você se distrair:

 

O Outro Lado da Esperança (Reserva Imovision)

Na trama, bastante peculiar e intimista, conhecemos um senhor de idade quase avançada que troca de ramo profissional e resolve ser dono de um restaurante na Finlândia. Além dessa mudança profissional, o cinquentão Wikhström (Sakari Kuosmanen), abandona a esposa e parte rumo ao desconhecido. Ao mesmo tempo, e na mesma cidade, Khaled (Sherwan Haji), um jovem refugiado Sírio acaba tendo seu visto vetado ao chegar na capital finlandesa. Esses dois universos se encontram por acaso e Wikhström resolve ajudar Khaled em sua jornada.

 

A Vida Secreta de Walter Mitty (Disney Plus)

Você já fez algo realmente extraordinário? Com um roteiro do sempre competente Steve Conrad, baseado em um personagem fantástico criado pelo escritor americano James Thurber no conto publicado na revista The New Yorker em 1939, o trabalho como diretor do astro de Hollywood Ben Stiller, A Vida Secreta de Walter Mitty se propõe em ajudar ao público a encontrar a verdadeira beleza do sonhar contido dentro de todos nós.

 

Ataque 13 (Netflix)

Apresentando um terror que abre espaço para reflexões sobre os tratos sociais, chegou na Netflix um longa-metragem tailandês que coloca o bullying no centro de uma trama onde pesadelos, assombrações e rituais ligados ao sobrenatural ganham forma através de jovens personagens em conflito, explorando também o anti-heroísmo. Nem tudo funciona com consistência – há pontas soltas no roteiro -, mas um plot twist totalmente inesperado na sua parte final entrega novos sentidos às ações e consequências.

 

Um Pai para Lily (Netflix)

A vida da jovem Lily Trevino (Barbie Ferreira) não tá fácil, completamente esquecida pelo pai Robert (French Stewart), trabalha como cuidadora para se sustentar. Um dia, numa navegada pelo facebook acaba acidentalmente chegando até um homônimo de seu progenitor, um outro Bob Trevino (John Leguizamo), um homem casado e com uma perda recente irreparável. Logo uma linda amizade surge e juntos vão aprender um pouquinho sobre a arte do recomeçar.

 

O Visitante

Esse é um daqueles filmes que a última cena nos faz emocionar e ficar lembrando durante anos nunca mais saindo de nossos corações. Aqui em O Visitante, dirigido pelo cineasta Tom McCarthy, conhecemos um professor já de idade avançada que descobre que dois imigrantes estão morando no seu apartamento em Nova York. Uma amizade acaba nascendo dessa relação. O maravilhoso ator Richard Jenkins foi indicado ao seu primeiro Oscar por esse filme.

 

Uma Vida Melhor (Lionsgate +)

O filme nos mostra a questão dos imigrantes ilegais de forma bem emocionante aos olhos de Carlos Galindo (Demián Bichir, indicado ao Oscar por essa atuação), um mexicano que vive com seu filho adolescente Luis Galindo (José Julián) em uma cidade americana. O medo de ser deportado, e os sonhos de uma vida melhor, tomam conta da trama, que tem o roteiro assinado por Eric Eason baseado na história de Roger L. Simon.

 

Ford vs Ferrari (Disney Plus)

Com um orçamento que beirou aos 100 milhões de dólares, Ford Vs. Ferrari conta a história real de um ex-piloto de carros de velocidade, Carroll Shelby (Matt Damon) que recebe a incrível missão de assumir um projeto na Ford para derrotar os carros até então imbatíveis da Ferrari na famosa 24 Horas de Le Mans na década de 60.

 

Lutando por um Sonho

Na trama, conhecemos o jovem iraniano Ali Jahani (George Kosturos) que consegue se mudar de um Irã aterrorizado por uma guerra sem fim, para os Estados Unidos, na década de 1980. Sem amigos e em um lugar totalmente novo, busca no esporte uma maneira de interagir. Acaba descobrindo um grande potencial para a Luta Olímpica/Luta Greco Romana e assim, dia após dia, e lutando contra diversos obstáculos, busca encontrar seu espaço nessa nova terra.

 

Eden (Reserva Imovision)

Na trama, conhecemos um grupo de jovens que gostam de se reunir para festas que invadem a noite, em uma França no início dos anos 1990. Ao longo da trama, um dos personagens se torna o protagonista, Paul Vallée (Félix de Givry), um estudante de literatura que abandona tudo para se dedicar integralmente ao universo das festas. Assim, vamos acompanhando todos os bastidores do cenário jovem parisiense.

Os Piores e Melhores Filmes de M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan já foi considerado o novo Hitchcock ou o novo Spielberg (exageros à parte – como de costume), mas teve uma queda em sua popularidade ao longo dos anos.

Recentemente, ele voltou a cair nas graças dos Deuses do Cinema com ‘Tempo‘ (Old), que foi eleito por alguns críticos como o melhor filme do diretor desde ‘Corpo Fechado‘.

Pensando nisso, resolvemos listar (do pior ao melhor) todos os filmes que estampam o nome do cineasta APÓS SEU SUCESSO MUNDIAL com O Sexto Sentido (1999), o filme que colocou verdadeiramente seu nome no mapa. Queremos deixar isso bem claro – daí as letras garrafais – portanto, que seus dois longas iniciais, Praying With Anger (1992) e Olhos Abertos (1998), não estarão na lista. Assim como levaremos em conta somente produções cinematográficas, deixando também de fora a série Wayward Pines, com a qual esteve envolvido em 2015. Não esqueça de comentar e listar os seus em ordem. Vamos lá, apertem os cintos e preparem-se para serem Shyamalados.

O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS – Caso não tenha visto o filme em questão, não leia a parte da reviravolta.

12 | O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)

Sinopse: adaptação para o cinema do famoso desenho animado Avatar, que devido ao monstruoso fenômeno de mesmo nome, dirigido por James Cameron, lançado no ano anterior, não pôde utilizar seu título original. A história mística de aventura e fantasia, fala sobre diversas tribos, cada uma dominando um elemento do planeta, como fogo, ar, água e terra.

Envolvimento: aparentemente, o desejo de Shymalan em adaptar o desenho veio da paixão de seus filhos pelo mesmo. Na época, seus filmes autorais de suspense e terror não estavam mais emplacando junto ao público, fechando portas para o diretor em estúdios como a Disney, a Warner e a Fox. O cineasta aqui resolveu dar um tempo de filmes menores e apostar no cinema blockbuster de efeitos visuais e heróis. Shyamalan adapta o roteiro, produz e dirige aqui.

Protagonista: ao menos os personagens do desenho foram respeitados e trazidos para o longa, o problema é que certa leveza e humor foram esquecidos em prol de um épico soturno e enfadonho. Aang (Noah Ringer) é o protagonista, um jovem monge, que é o escolhido (para variar) e o único capaz de controlar os quatro elementos.

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um filme de fantasia, temos muitos elementos sobrenaturais, como pessoas que controlam o fogo, a água, o ar e a terra, além de uma criatura bestial, porém dócil, que é uma mistura de bicho preguiça e bisão.

Shyamalan Ator: uma ponta não creditada como um dos membros da tribo do fogo.

Reviravolta: a última cena deixava uma continuação engatilhada, que nunca viria. Após ter falhado em capturar o último Airbender, Zuko (Dev Patel) perde a preferência de seu pai, o rei, que agora mandará a filha para o encalço do “menino dourado”.

11 | Depois da Terra (After Earth, 2013)

Sinopse: passada no futuro, esta ficção científica conta a história de um pai e seu filho (Will Smith e seu filho na vida real, Jaden Smith) ambos militares, viajando em uma missão interplanetária em sua nave. O pior acontece e a nave cai em um inóspito planeta. O pai fica impossibilitado, cabendo ao filho se provar e ir até o ponto oposto do local para enviar um sinal e pedir ajuda.

Envolvimento: aqui, pela primeira vez em sua carreira, Shyamalan foi um diretor de aluguel. Por mais que em O Último Mestre do Ar tenha apenas adaptado um desenho, era um projeto de paixão seu, assim como a criação da antologia da qual Demônio faria parte. Mas com Depois da Terra, o diretor apenas serviu à família Smith, para que juntos desenvolvessem o projeto cujo subtexto é um dos mantras da cientologia, o da superação do medo. No filme, Shyamalan adapta em um roteiro a ideia de Smith, produz e dirige.

Protagonista: mostrando que este é mais um veículo que Will Smith planejou para o lançamento da carreira de seu filho, embora o nome do astro seja o de maior relevância aqui, ele deixa Jaden, na pele de Kitai Raige, levar 80% da projeção sozinho.

Elemento Sobrenatural: mais um filme de fantasia e ficção científica, aonde o que mais pode ser encontrado são elementos sobrenaturais. Passado no futuro, temos animais levemente modificados e evoluídos, como macacos, tigres e águias. Mas o que se destaca é a criatura monstruosa conhecida como Ursa.

Shyamalan Ator: não aparece.

Reviravolta: não existe grandes reviravoltas aqui, e a revelação de que o planeta inabitado e perigoso no qual caem com a nave é a Terra, é feita logo no início do filme, ao contrário do clássico Planeta dos Macacos (1968). Talvez a jornada e como Kitai derrota a Ursa sejam as surpresas aqui. O pequeno finalmente evoca o “fantasma”, técnica na qual se torna invisível ao monstro, superando de vez o medo.

10 | Fim dos Tempos (The Happening, 2008)

Sinopse: um enigmático evento começa a ocorrer pelos EUA, no qual pessoas, aparentemente sem qualquer explicação, começam a se matar das formas mais variadas e grotescas. Devido à paranoia instalada no país, após o 11 de setembro, especula-se que sejam atos terroristas.

Envolvimento: aqui ainda tínhamos o Shyamalan “moleque” e autoral. Porém, meio perdido, tendo usado todas as cartas na manga, com quase nenhum crédito junto aos críticos e público. Esse foi o primeiro filme de censura alta da carreira do diretor, que pôde usufruir da violência e cenas explícitas em seu filme declaradamente de terror. Como de costume, Shyamalan escreve, dirige e produz.

Protagonista: uma das maiores críticas que Fim dos Tempos recebeu foi em relação aos seus personagens, em especial os protagonistas. Mark Wahlberg é o principal na pele do professor de ciências (??!!) Elliot Moore. O ator está completamente fora de sua alçada e não convence, sendo alvo de cenas constrangedoras – como quando fala com uma samambaia (de plástico, para piorar). Pior que isso só o desempenho inerte e robótico da geralmente agradável Zooey Deschanel, que interpreta sua esposa. A atriz parece anestesiada durante toda a projeção.

Elemento Sobrenatural: alguma toxina parece a causa de tudo, se espalhando pelo ar e criando um novo nível de paranoia, que surpreendentemente dura apenas um dia. O que chama atenção é que assim como em alguns clássicos do gênero, a pessoa que você mais gosta e confia, pode se voltar contra você ou ela mesma.

Shyamalan Ator: tomado pela timidez, o cineasta aparece apenas como uma voz ao telefone no filme.

Reviravolta: bem, a grande reviravolta aqui, como diversos personagens entregam em especulações durante o filme, é a vingança da natureza contra o homem. Em especial as plantas, que liberam esta toxina mortal, com a tentativa de embasamento científico da parte do cineasta. Bem, ou será que era isso mesmo?

09 | A Dama na Água (Lady in the Water, 2006)

Sinopse: em um condomínio de classe média baixa, na cidade da Filadélfia (na qual se passa a maior parte dos filmes do diretor), figuras para lá de exóticas transitam. Até que o zelador do local encontra uma misteriosa jovem na piscina do prédio, e a trama se desenrola.

Envolvimento: Shyamalan estava no auge de sua carreira, começando a colocar o pé no declínio. A divergência de opiniões causada por A Vila, ocasionou na saída do diretor do estúdio que o acolheu em seus maiores sucessos, a Disney. Este filme marca a primeira, e única (até o momento), aventura do cineasta pela Warner. O objetivo aqui era dar vazão aos contos de fadas que Shyamalan narrava para seus filhos antes de dormirem. Mais uma vez o cineasta escreve, dirige e produz.

Protagonista: Cleveland Heep (Paul Giamatti, recém-saído dos sucessos de crítica Sideways – Entre umas a Outras e A Luta Pela Esperança), o zelador do condomínio, é nosso herói por esta jornada. Esse é o filme de Shyamalan que possui a maior gama de personagens excêntricos, a maioria propositalmente criados como alívio cômico. Um dos que mais chama atenção é o crítico de cinema e arte, pretensioso e arrogante (papel de Bob Balaban), tratado como vilão, e criado como forma de vingança do diretor em relação aos verdadeiros críticos que vinham destratando suas obras.

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um pretenso conto de fadas (ou conto de ninar, como dizia o slogan), temos figuras fantásticas e mitológicas, como ninfas (espécie de sereias), papel de Bryce Dallas Howard, e criaturas que são mesclas de animais com outros elementos da natureza.

Shyamalan Ator: esse é o melhor, ou pior, papel de Shyamalan em um de seus filmes, dependendo do seu ponto de vista. Essa é outra resposta, que soa muito como tapa de luva de pelicas (com uma ferradura dentro), que o diretor dá em seus detratores. Aqui, ele é Vick Ran, escritor e condômino (mora junto com a irmã) do local, cujo próximo livro irá ser tão importante que salvará o mundo. Egocentrismo no nível dez? Sim, por favor.

Reviravolta: anunciado como conto infantil e história de fadas, A Dama na Água é enfadonho demais para as crianças. O filme possui inclusive cenas e momentos mais assustadores. No entanto, não guarda grandes reviravoltas. A maior delas talvez seja os papeis invertidos, que cada morador ganha na hora de ajudar a ninfa Story (Howard) – sim, nome bem criativo né? – a voltar para casa. Invertidos, pois iriam se mostrar equivocados, necessitando de nova escalação.

08 | Vidro (Glass, 2019)

Sinopse: sequência direta de Fragmentado e Corpo Fechado, Vidro mostra David Dunn (Bruce Willis) em sua luta contra o crime, agindo verdadeiramente como um vigilante (ou super-herói) após os eventos do filme de 2000. Sua mais recente missão é encontrar um psicopata sequestrador de jovens – o personagem dono de múltiplas personalidades vivido por James McAvoy. Dunn e a Fera se encontram e vão parar num manicômio, mesmo local onde está confinado Elijah (Samuel L. Jackson) por todos estes anos depois do desfecho de Corpo Fechado. Lá, estas poderosas entidades irão colidir enquanto são tratadas pela doutora Ellie Staple (Sarah Paulson).

Envolvimento: além de diretor, roteirista e produtor, este é provavelmente o maior envolvimento de Shyamalan com um filme. Trata-se de um projeto muito pessoal para o cineasta, planejado há 20 anos. Desde o lançamento de Corpo Fechado (um filme incompreendido em seu lançamento – que não rendeu muito, ainda mais na trilha de O Sexto Sentido) fala-se numa possível sequência. O diretor seguiu outros rumos, mas mostrou que era possível (de forma surpresa, para variar) ao final de Fragmentado. Esta é oficialmente a primeira continuação de um trabalho seu.

Protagonista: bom, por onde começar nessa? O filme chama-se Vidro, então tecnicamente é dedicado ao vilão vivido por Samuel L. Jackson. Afinal, os outros dois do trio principal já tiveram seu próprio filme para protagonizar. Mas não é exatamente isso que acontece. O personagem de Jackson segue sendo o “mastermind”, a figura por trás de tudo e o responsável pela trama girar. No entanto, esse é um jogo de xadrez onde todas as peças tem importância igual. Bruce Willis (e seu David Dunn) ainda é o herói e, podemos dizer, o protagonista. Mas James McAvoy é o primeiro nome nos créditos. E agora?

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um sequência direta de ambos Corpo Fechado e Fragmentado, é esperado que o filme utilize elementos de ambos os filmes. E Vidro faz exatamente isso. Assim, temos os holofotes novamente em seres superpoderosos. David Dunn e seu corpo inquebrável (cujo ponto fraco é a água), Elijah com seus ossos de vidro e mente diabólica e Kevin, dono da Fera interior – igualmente poderosa.

Shyamalan Ator: a coisa mais legal de Vidro não é a volta de Bruce Willis como David Dunn, nem de Samuel L. Jackson como Elijah, tampouco James McAvoy como Kevin. Também não é Anya Taylor-Joy como Casey, nem mesmo Spencer Treat Clark como Joseph, o filho de David. A melhor coisa é a volta de Shyamalan no mesmo papel de Jai, o segurança do filme Fragmentado – que faz uma participação inspiradíssima – e se revela  talvez o mesmo personagem de Corpo Fechado.

Reviravolta: ainda é muito cedo para falar sobre isso? Bem, você está avisado desde o início do texto que aqui teremos spoilers. Se não quiser saber, pare de ler agora. Bom, continuou. Então vamos lá. A primeira reviravolta (que todos parecem ficar horrorizados ao saber) é que Elijah não criou apenas David, mas foi o responsável, mesmo que sem querer, por criar as personalidades de Kevin – já que no mesmo acidente de trem estava o pai do menino. Com o pai morto, Kevin fica a mercê da mãe abusiva, o que desencadeia as personalidades e o monstro dentro dele. Além disso, a doutora Ellie é na verdade membro de uma organização dedicada a erradicar da face da Terra tais criaturas superpoderosas.

07 | A Vila (The Village, 2004)

Sinopse: por volta de 1900, um pequeno vilarejo auto suficiente, e seus moradores, são assombrados pela floresta ao redor, na qual residem criaturas monstruosas. As duas raças vivem numa espécie de trégua, mas o que acontece quando esta trégua é quebrada?

Envolvimento: esse é o melhor trabalho de Shymalan para este que vos fala, embora não seja unânime, justamente porque o diretor brinca como nunca com sua audiência, manipulando de forma magistral o público, que teme sem saber o que temer. É um exercício em puro medo, o que o diretor propõe a realizar. E a plateia é sua cobaia. Ao final, alguns entenderão e apreciarão sua proposta. Outros, como sempre, se sentirão frustrados.

Protagonista: embora o nome que encabece o elenco seja o de Joaquin Phoenix, e tenhamos atores da estirpe de William Hurt, Sigourney Weaver e Adrien Brody permeando a obra, a protagonista absoluta é Ivy Walker, a jovem cega, que marca a estreia vertiginosa de Bryce Dallas Howard no cinema.

Elemento Sobrenatural: as criaturas que cercam o vilarejo, e habitam a floresta. Tais criaturas, que não devem ser mencionadas, nunca são de fato totalmente conhecidas ou explicadas, mas aparentam uma mistura de porco, com muitos espinhos e garras, num híbrido humanoide.

Shyamalan Ator: Shyamalan dá as caras no final, como um dos seguranças responsáveis por guardar os arredores da reserva florestal.

Reviravolta: são duas grandes reviravoltas aqui. A primeira, é que não existem de fato as criaturas, sendo tudo uma invenção dos mais velhos da aldeia, para assegurarem que os mais novos nunca deixariam o local, pelo menos nesta geração. Essa ocorre antes do final, podendo ser acusada de ser anticlimática. A segunda reviravolta mostra que, na realidade, os aldeões personagens do filme estão vivendo em nosso tempo, dentro de uma reserva florestal apenas simulando o estilo de vida antigo. É a Alegoria da Caverna de Platão, recriada como forma de entretenimento ao grande público e fãs de terror e suspense.

06 | Demônio (Devil, 2010)

Sinopse: cinco estranhos ficam presos num elevador e coisas sombrias começam a ocorrer ao redor e dentro do local, como mortes brutais. Policiais e técnicos tentam salvar as vítimas. A ideia era falar sobre fé.

Envolvimento: essa era uma proposta do diretor que não deu certo. A ideia era criar uma série de filmes, todos parte de uma antologia de terror, sob o selo The Night Chronicles. Shyamalan produz o longa e escreveu a história, mas o roteiro e a direção não são seus.

Protagonista: aqui temos um elenco de rostos desconhecidos, sem o foco em um único protagonista. Temos os cinco “jogadores” dentro do elevador, mas o que mais se aproxima de ser o principal é o personagem de Chris Messina, o detetive do lado de fora tentando salvá-los.

Elemento Sobrenatural: além da tragédia de termos cinco pessoas trancafiadas em um elevador defeituoso, Demônio, como diz o título nada sutil, traz uma das vítimas como o próprio Belzebu encarnado. Essa é para se benzer.

Shyamalan Ator: não aparece.

Reviravolta: todo o rebuliço criado pelo coisa ruim no final das contas era apenas uma forma de se vingar de um dos sujeitos, que havia atropelado a esposa do tal policial. Além disso, o filme trapaceia e mata a senhora idosa, primeiramente a eliminando da lista de suspeitos, para depois revelar ser ela a encarnação do capeta.

05 | A Visita (The Visit, 2015)

Sinopse: um casal de adolescentes vai visitar os avós em outra cidade, com quem nunca tiveram contato devido à briga de sua mãe, filha dos idosos, com os pais anos atrás. Mas os adoráveis parentes escondem um terrível segredo.

Envolvimento: foi a volta por cima de Shyamalan, e o passo rumo a reconquistar o sucesso. Um filme menor, financiado de seu próprio bolso, e gravado no estilo found footage. Esse era o filme que o diretor queria fazer, com controle total, e não fazia desde 2008. O autor escreve, produz e dirige.

Protagonista: os protagonistas são os inocentes netinhos Becca (Olivia DeJonge) e o cômico Tyler (Ed Oxenbould), aficionado por hip hop. Mas quem rouba a cena são os perturbadores avós Nana (Deanna Dunagan) e Pop Pop (Peter McRobbie).

Elemento Sobrenatural: o filme inteiro ficamos esperando alguma ameaça sobrenatural, que justifique o comportamento errático dos velhinhos. Em certo momento, enfatizado pela mãe (papel de Kathryn Han), a justificativa de seu comportamento pode ser apenas pela idade. O que traria um tom cômico maior ao longa, que já utiliza de muito humor.

Shyamalan Ator: mesmo voltando aos poucos às boas com o sucesso, o diretor ainda não arriscaria aparecer em um longa.

Reviravolta: talvez uma das melhores e mais gélidas reviravoltas em um filme do diretor, que congelou minha espinha ao assistir no cinema, descobrimos que os adoráveis velhinhos não são os avós reais da dupla de jovens, e sim loucos fugidos do manicômio. Meu Deus!!!

04 | Sinais (Signs, 2002)

Sinopse: um fazendeiro e ex-pastor perde a mulher em um acidente de trânsito, perdendo assim também a fé em Deus. Agora, ele cria os dois filhos pequenos com a ajuda do irmão mais novo.

Envolvimento: Corpo Fechado, como a maioria das obras cult, não ganhou a atenção devida na época de seu lançamento, sendo redescoberto depois. Já em Sinais, seu terceiro longa, Shyamalan voltou novamente ao topo de mundo, adquirindo mais um sucesso de público e crítica, em um filme B que deu certo – ao contrário de Fim dos Tempos. O diretor novamente joga em todas as posições.

Protagonista: Mel Gibson dá tudo de si na pele do ex-Reverendo Graham Hess, que perdeu a fé devido ao acidente fatal que tirou a vida de sua esposa. O bom do cinema de Shyamalan é dar enfoque dramático, em atuações dignas de prêmios, para tramas de terror e ficção, que geralmente não seriam levadas a sério. A escolha de Gibson, um intenso homem de fé na vida real, para o papel é mais que adequada. Além dele, Joaquin Phoenix também se destaca na pele de Merill, o irmão mais novo e destrambelhado, que serve como alívio cômico.

Elemento Sobrenatural: o que ainda não foi mencionado aqui é que Sinais fala sobre uma possível invasão alienígena. Uma invasão diferente, no entanto, das que estamos acostumados a ver no cinema. Mais intimista ao ponto de ficarmos nos perguntando se tudo não passa de uma grande enganação. Shyamalan teve a ideia para o roteiro depois de acompanhar os casos das enormes marcas em plantações, algumas se revelando um engodo, outras ainda sem explicação.

Shyamalan Ator: esse é o papel mais legal de Shyamalan, tirando o hilário de A Dama na Água. Aqui, seu personagem é tão importante que faz a trama girar. Ele é Ray Reddy, veterinário da pequena cidade rural nos arredores da Filadélfia, que acidentalmente tira a vida da esposa do protagonista.

Reviravolta: para quem estava na dúvida, os extraterrestres se mostram bem reais e nem um pouco amistosos. Os seres hostis invadem o local, e quando todos achavam que eles haviam partido… Bem, é ver para crer. No entanto, eles possuem um ponto fraco (que se mostra uma obsessão de Shyamalan). Sua fraqueza é explicada no filme, e na verdade, não é tão despropositada quanto afirmam os detratores do longa.

03 | Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)

Sinopse: um homem é o único sobrevivente de um desastre de trem e, com a ajuda de outro que é seu exato oposto, começa a entender seu propósito no mundo e sua natureza indestrutível – ou inquebrável como diz o título original.

Envolvimento: segundo longa de Shyamalan após ser glorificado com O Sexto Sentido. Hoje, Corpo Fechado possui status cult, mas na época muitos não entenderam a proposta deste filme de super-heróis de quadrinhos realista e dramático, pano de fundo para uma reconciliação matrimonial. O cineasta joga em todas as posições como de costume.

Protagonista: David Dunn (Bruce Willis) é um homem que desiste do seu sonho profissional em nome da esposa (Robin Wright), se tornando infeliz quando a perde de qualquer forma. O personagem mais interessante de longe aqui, no entanto, é Elijah ‘Senhor Vidro’ Price (Samuel L. Jackson), em ótima homenagem ao cinema negro da década de 1970.

Elemento Sobrenatural: O protagonista é um herói indestrutível e altamente sensorial, a não ser pela água, seu ponto fraco. Já o Senhor Vidro de Samuel L. Jackson é o oposto, se quebrando por completo ao primeiro esbarrão.

Shyamalan Ator: a ponta do diretor neste filme resume-se a um fã que tenta vender drogas dentro do estádio, no qual o protagonista é segurança.

Reviravolta: após a fantasia se tornar realidade, e ficar provado que o protagonista era de fato um super-herói saído direto da mitologia, resta saber qual o papel de seu antagonista nisso tudo…

02 | Fragmentado (Split, 2016)

Sinopse: Kevin (James McAvoy) é um jovem que possui 23 personalidades. Para tentar curar o quadro, ele se trata com uma psicóloga renomada. No entanto, o tratamento parece não ajudar muito e ele termina sequestrando três jovens.

Envolvimento: aqui, podemos afirmar que Shyamalan reencontrou a paz e o sucesso. O cineasta deu a volta por cima, sendo abraçado novamente por crítica e público, que fizeram de Fragmentado, escrito, produzido e dirigido por ele, um dos maiores sucessos deste início de 2017.

Protagonista: Kevin e suas inúmeras personalidades (todas interpretadas por um James McAvoy inspiradíssimo), com destaque para Patricia, o menino Hedwig, Dennis e, é claro, a Besta. Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), nossa heroína perturbada, também recebe o devido destaque.

Elemento Sobrenatural: não existe um elemento 100% sobrenatural aqui, mas, além das inúmeras personalidades que permeiam a mente de Kevin, a Besta é uma criatura quase sobre-humana que ameaça vir à tona.

Shyamalan Ator: Shyamalan não podia se conter de felicidade e no embalo aparece de novo como ator. Aqui, ele vive um técnico de segurança apaixonado pelo restaurante incorreto Hooters.

Reviravolta: Existem algumas reviravoltas com as personalidades de Kevin, como a chegada da Besta, o destino de alguns personagens e o passado trágico da menina Casey. Mas o que mais chama atenção é o elo com um certo filme de sucesso do diretor.

01 | O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999)

Sinopse: um psicólogo estrela, condecorado pelo prefeito, pega seu caso mais difícil: o de um menino diferente, que à primeira vista é alvo de abuso doméstico, porém, guarda segredos sobrenaturais, além da compreensão humana.

Envolvimento: Shyamalan se tornou um astro aqui. Ele já havia dirigido dois filmes pouco significativos, mas foi com O Sexto Sentido que ganhou o mundo. O filme foi sucesso de crítica e público, e ainda recebeu 6 indicações ao Oscar, entre elas, melhor filme diretor. Além disso, consta na lista dos preferidos do grande público no site IMDB. Shyamalan cria aqui sua obra-prima, escrevendo, produzindo e dirigindo o longa.

Protagonista: Bruce Willis dá vida o Dr. Malcolm Crowe, o psicólogo e protagonista. O ator recebe uma das poucas chances de atuar de verdade em sua carreira. Mas o rouba-cenas atende pelo nome de Haley Joel Osment, então um menino de 11 anos, inclusive chegando a ser indicado ao Oscar por seu desempenho como o problemático Cole, o garoto que vê gente morta.

Elemento Sobrenatural: como dito acima, o menino Cole vê gente morta. Esse é um filme de fantasmas e assombrações, porém, um bem diferente do que imaginamos.

Shyamalan Ator: o diretor interpreta um médico que começa a desconfiar que a mãe do menino (Toni Collette) seja quem vem lhe deixando marcas roxas por todo o corpo.

Reviravolta: bem, na reviravolta mais manjada (agora) e surpreendente da história do cinema, ficamos sabendo que o psicólogo que ajudava o menino, estava também, ele mesmo, morto. Durante o filme, acompanhamos apenas seu fantasma se comunicando com o menino. Toque de gênio.

‘Party Hard, Die Young’: Trailer do terror te convida para a última dança

O terror austríaco ‘Party Hard, Die Young‘ ganhou o seu primeiro trailer. Confira:

“Finalmente, formatura! Sem mais colégio! Para celebrar, Julia, seus amigos e centenas de formandos vão para uma ilha na Croácia. É para ser a festa de suas vidas. A diversão inocente, no entanto, logo se torna mortal. Quando uma amiga é morte em um trágico acidente, a diversão é abruptamente cortada. Com a amiga da Julia desaparecida, ela é a única que acredita que ambos acontecimentos estão conectados. Infelizmente, suas suspeitas não demoram para serem confirmadas quando o corpo de sua amiga é encontrado na costa. Agora, a viagem virou uma luta pela sobrevivência, enquanto Julia percebe que pode ser a próxima vítima. Poderia tudo isso estar conectado com um passado há muito enterrado do grupo?”

O filme é dirigido por Dominik Hartl (‘O Ataque dos Zumbis Bávaros‘), e é estrelado por Elisabeth Wabitsch, Michael Glantschnig Michael Ostrowski.

 

 

 

‘Aves de Rapina’: Chris Messina será um dos vilões do filme; Saiba mais!

De acordo com o Deadline, Chris Messina (‘Objetos Cortantes‘) entrou para o elenco da adaptação de ‘Aves de Rapina‘. O ator irá interpretar o vilão Victor Zsasz, um serial killer que faz uma marca em sua pele para cada uma de suas vítimas.

Recentemente, Margot Robbie confirmou o título gigante do filme: ‘Aves de Rapina e a Fabulosa Emancipação da Arlequina‘ (Birds of Prey and rhe Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn).

Segundo a atriz, o longa terá bastante humor.

“Este é mesmo o título. Sabe porque? O filme não se leva muito a sério. Aves de Rapina soa como um filme muito sério, e este subtítulo é como se a Arlequina aparecesse para falar que ela está por lá”, brincou.

Ewan McGregor vai interpretar o vilão em ‘Aves de Rapina‘, o Máscara Negra. O personagem é um criminoso brutal e sádico de Gotham que tem uma obsessão por máscaras.

O elenco ainda inclui Margot Robbie (Arlequina), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro) e Rosie Perez (Renee Montoya).

O papel da Cassandra Cain ainda não foi escalado.

O filme será dirigido pela Cathy Yan, com um roteiro de Christina Hodson (‘Bumblebee‘).

Além disso, o longa terá classificação Rated-R (para maiores de 17 anos).

Aves de Rapina e a Fabulosa Emancipação da Arlequina‘ chegará aos cinemas no dia 7 de fevereiro de 2020.

‘Two Sentence Horror Stories’: Série de terror antológica ganha trailer sinistro; Assista!

A CW divulgou o primeiro trailer de sua nova série de terror antológica, ‘Two Sentence Horror Stories‘.

Confira:

A série foi criada por Vera Miao, e acompanhará contos contemporâneos de terror e assombrações.

Inspirada pelos contos curtos de duas sentenças que viralizaram na internet, a antologia focará nos medos de uma geração conectada por ansiedades e diversidades. Apesar de sermos perturbados por tecnologia, desigualdades e sociedade… as coisas que nos assombram são as mesmas.

A primeira temporada terá 8 episódios, que serão lançados em sequência no dia 8 de agosto.

‘Blindspot’: Estreia da última temporada é adiada em uma semana

Inicialmente prevista para ser lançada no dia 30 de abril, a estreia da última temporada ‘Blindspot‘ foi adiada em uma semana.

Agora, o ciclo final da produção irá estrear no dia 7 de maio.

Confira o trailer:

Vale lembrar que a última temporada terá apenas 11 episódios.

Criada por Martin Gero, a série no Brasil é exibida pela Warner e também pela Globo, com o título ‘Ponto Cego‘.

A história acompanha uma vasta trama internacional que explode quando uma linda desconhecida aparece nua na Times Square, completamente coberta por misteriosas e complexas tatuagens, sem memória de quem é e de como chegou ali. No entanto, um nome se destaca em meio a todos os desenhos: o do agente do FBI Kurt Weller. Logo, eles descobrem que cada marca no corpo de “Jane” é um crime a se resolver, o que os levará para mais perto da resolução dos mistérios, incluindo a identidade da desconhecida.

O elenco conta com Sullivan Stapleton, Jaimie Alexander, Rob Brown, Audrey Esparza, Ashley Johnson e Ennis Esmer.

‘#LIKE’: Jovem quer vingança pela morte da irmã no trailer do suspense; Assista!

O suspense ‘#LIKE‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

O longa é dirigido por Sarah Pirozek.

A adolescente Rosie está de luto pelo primeiro aniversário da morte de sua irmã mais jovem, Amelia, quando ela descobre que o homem misterioso que a levou a cometer suicídio voltou a ficar online, procurando por novas vítimas. Depois que as autoridades se recusam a se envolver, Rosie descobre um lado sombrio que ela sequer sabia que tinha enquanto busca justiça com as próprias mãos.

Sarah Rich e Marc Menchaca estrelam a produção.

O suspense será lançado em VOD no dia 26 de janeiro.

‘Mansão Mal-Assombrada’: Rosario Dawson entra para o elenco da nova adaptação da Disney

De acordo com o Deadline, Rosario Dawson (‘À Prova de Morte’) elenco para o elenco de ‘Mansão Mal-Assombrada‘, filme que será baseado na famosa atração da Disney.

Infelizmente, detalhes sobre o seu papel não foram divulgados.

O elenco ainda contará com LaKeith StanfieldTiffany HaddishOwen Wilson, previamente anunciados.

Justin Simien, aclamado diretor e roteirista da série ‘Cara Gente Branca’, ficará responsável pela direção. A história será totalmente diferente da versão anterior.

Katie Dippold (do reboot ‘Caça-Fantasmas‘) será responsável pelo roteiro.

Lançada em 1969 e ainda extremamente popular, a atração leva os visitantes em uma mansão sinistra com uma grande variedade de sustos sobrenaturais. Dentre seus personagens mais populares, inclui-se Hatbox Ghost, Madame Leota, The Phantom e os Hitchhiking Ghosts.

Em 2003, um longa baseado na atração, estrelado por Eddie MurphyTerence StampMarsha Thomason, foi lançado, mas falhou em cumprir as expectativas dos estúdios. O filme arrecadou apenas US$182 milhões nas bilheterias, a partir de um orçamento de US$90 milhões, além de ter sido um fracasso de crítica (amargando 14% de aprovação no Rotten Tomatoes).

Vale lembrar que Guillermo del Toro ficaria responsável por sua própria versão cinematográfica, estrelada por Ryan Gosling, mas o projeto foi descartado pela Disney após se mostrar muito aterrorizante para o público infantil.

‘Aquaman 2’: Amber Heard confirma que sua participação foi drasticamente REDUZIDA da sequência

Enquanto o julgamento entre Amber Heard e Johnny Depp continua, novos detalhes sobre os projetos de ambos atores acabam sendo revelados.

Dessa vez, Heard testemunhou que seu papel como Mera foi drasticamente reduzido na sequência ‘Aquaman 2‘ (Aquaman and the Lost Kingdom) – confirmando os rumores anteriormente divulgados.

“Eu tive que lutar para permanecer no filme. Eles não queriam me incluir no filme. […] Eu acabei em uma versão bem reduzida daquele papel.”

Ela completa, “Eu recebi um roteiro, então novas versões dele em que todas as minhas cenas de ação haviam sido removidas. Sem entregar spoilers, seria uma luta entre a minha personagem e um outro personagem. Eles basicamente tiraram diversas cenas da minha personagem. Eles removeram diversas cenas.”

Vale lembrar que o abaixo-assinado pedindo a demissão da Amber Heard na sequência ‘Aquaman 2‘ já ultrapassou 4 milhões de assinaturas.

Em parte do texto, o criador do documento diz o seguinte:

Amber Heard foi exposta como agressora doméstica por Johnny Depp. No processo, Johnny descreve vários incidentes que ele sofreu nas mãos de sua (então) esposa, incluindo socos que levou no rosto e uma vez em que ela quebrou seu dedo com uma garrafa de vodka. Inclusive, o dedo foi recolocado no lugar cirurgicamente. Ele vai carregar essas cicatrizes para o resto da vida.”

Na CinemaCon, foi confirmado que Heard continua presente na franquia ‘Aquaman‘.

Confira:

“O diretor James Wan traz uma prévia de ‘Aquaman e o Reino Perdido’ para o público da Cinemacon.”

Amber Heard aparece por cerca de 0,5 segundo nas filmagens de ‘Aquaman e Reino Perdido’ que a Warner Bros provocou em seu painel #CinemaCon.”

Lembrando que ‘Aquaman e o Reino Perdido‘ foi adiado de dezembro deste ano para 17 de março de 2023.

 

 

‘Rain Dogs’: Confira o trailer LEGENDADO da nova comédia dramática da HBO

A HBO divulgou o primeiro trailer legendado da série ‘Rain Dogs‘.

A trama explora uma família disfuncional à margem da sociedade, contando a história extraordinária do amor de uma mãe por sua filha, que está tentando seguir em frente em um mundo tortuoso.

Confira:

A produção estreará oficialmente no dia 6 de março.

A trama segue Costello Jones (Daisy May Cooper), uma mãe dedicada que quer algo melhor para sua filha precoce, Iris (Fleur Tashjian). Enquanto ela luta para ganhar a vida, Costello se apoia em Selby (Jack Farthing), o pseudopai de Iris, e Gloria (Ronkẹ Adékoluẹjo), a leal e caótica madrinha/melhor amiga da dupla – juntos formando uma família improvisada e cheia de desafios.

Cash Carraway é responsável pela série.

‘Terrifier 3’: Lauren LaVera tem RETORNO confirmado na sequência

De acordo com o Bloody Disgusting, Lauren LaVera teve o seu retorno confirmado no elenco da sequência ‘Terrifier 3‘, que estreará no dia 25 de outubro de 2024.

A atriz reprisará o seu papel como a sobrevivente Sienna. No novo filme, a personagem voltará a enfrentar o Palhaço Art quando ele começa a tocar o terror nos residentes de uma cidade pequena nas vésperas do Natal.

David Howard Thornton retornará como o palhaço assassino. O elenco ainda contará com Chris JerichoSamantha Scaffidi e Elliot Fullam.

Anteriormente, o diretor Damien Leone havia compartilhado novos detalhes sobre a vindoura continuação: “Existem alguns novos personagens principais introduzidos no terceiro filme, um em particular que é cedo demais para eu anunciar… O que eu acho que posso dizer neste estágio é que Chris Jericho vai retornar. Ele está super animado.

Ele completa, “Este filme vai pegar onde o segundo parou, no asilo de loucos, então, você verá o que acontece lá, que caos se desenrola, porque ver como Art e Victoria terminaram é tão insano, e ver como eles saem dessa situação e o que acontece em seguida vai ser realmente louco. Então, temos que trazer Chris de volta e ver como ele se torna parte dessa situação.”

Vale lembrar que, sucesso nos cinemas, o segundo longa arrecadou impressionantes US$ 15 milhões nas bilheterias mundiais – a partir de um orçamento de apenas US$ 250 mil. E, além de ter despertado a curiosidade dos espectadores, a produção também agradou os críticos, conquistando 85% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Kenny Ortega, de ‘High School Musical’, adaptará ‘O Fantasma da Ópera’ para o Disney+

De acordo com o Deadline, Kenny Ortega, conhecido pelas franquias musicais ‘High School Musical‘ e ‘Descendentes‘, está desenvolvendo uma adaptação adolescente do clássico ‘O Fantasma da Ópera‘ para o Disney+.

O site afirma que, apesar de ainda se encontrar nos estágios iniciais, o projeto tem potencial para se tornar uma franquia.

A produção marca o retorno de Ortega à Disney após o término de seu acordo com a Netflix. Além de dirigir, ele também servirá como produtor executivo através de sua produtora The KO Company.

Giovanni M. Porta assina o roteiro, a partir de uma história criada ao lado de Eric Bromberg.

O projeto será baseado no romance clássico de Gaston Leroux.

A obra original, ambientada em 1880, segue a história de Erik, uma figura misteriosa, desfigurada e um gênio musical que vive abaixo de um teatro de Ópera. Ele se torna obcecado por uma jovem soprano, Christine, e manipula eventos para torná-la a estrela a produção.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Investigação paranormal no trailer de ‘House on Eden’, TERROR found footage estilo ‘A Bruxa de Blair’

O terror found footage ‘House on Eden‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Além de roteirizar e dirigir, Kris Collins também estrela a produção ao lado de Celina MyersJason-Christopher Mayer.

Os investigadores paranormais Kris, Celina e seu cinegrafista Jay esperam os sustos de sempre ao embarcarem em seu mais novo caso. Mas, após serem misteriosamente redirecionados para uma casa abandonada no meio da floresta, eles se veem diante de uma força diferente de tudo o que já encontraram. À medida que a noite se transforma em caos, membros da equipe desaparecem e fenômenos sinistros sugerem uma presença antiga e malévola observando cada movimento deles.

O terror será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 25 de julho.

2ª temporada de ‘One Piece’ ganha trailer FINAL com cenas INÉDITAS; Confira!

A Netflix divulgou o trailer final da 2ª temporada da série live-action de ‘One Piece‘.

O próximo ciclo estreará no serviço de streaming no dia 10 de março.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Iñaki GodoyEmily RuddMackenyuJacob Romero GibsonTaz Skylar estrelam a produção que adapta o manga de mesmo nome.

Na série, Monkey D. Luffy (Godoy) é um garoto de espírito livre que tem energia e coragem de sobra. Seu maior sonho é se tornar o Rei dos Piratas e conquistar os mares e, para isso, ele tem como missão encontrar o legado de Gold Roger. O One Piece é o maior tesouro escondido pelo pirata e achá-lo é a única forma de chegar ao seu objetivo. Para essa arriscada missão, Luffy reúne uma tripulação habilidosa e pronta para enfrentar perigosos rivais e explorar ilhas misteriosas.

Vale lembrar que a série já está renovada para a 3ª temporada!

FX renova aclamada série ‘Baskets’ para terceira temporada

A aclamada série ‘Baskets’, do canal FX, teve sua terceira temporada renovada. O comunicado oficial veio pouco antes dos dois últimos episódios de seu segundo ciclo sere exibidos.

Co-criada e estrelada por Zach Galifianakis, a série conta a história de Chip Baskets, que após uma experiência mal sucedida na escola de palhaços em Paris e com sérios problemas financeiros, retorna para sua casa na Califórnia, a fim de realizar seu sonho: tornar-se um palhaço de sucesso. A produção conta também com Louie Anderson, que recentemente foi premiado com um Emmy Award por sua interpretação como Mrs. Baskets.

Segundo o presidente do setor de Programação Original do FX, Nick Grad:

“Este ano ‘Baskets’ se solidificou de pé como uma das melhores comédias da televisão, construindo no momento de sua bem-sucedida primeira temporada, com críticas aclamadas e prêmios. Nossos agradecimentos a Jonathan Krisel, Louis C.K., Zack Galifianakis e o resto do time criativo, Louie Anderson, Martha Kelly e todo o elenco e equipe, por nos levar nesta jornada com ‘Baskets’”.

Com o sucesso de ‘Baskets‘, o FX tem se consagrado cada vez mais como o canal com grandes produções, que além de obterem o respaldo positivo da crítica, possuem uma forte audiência. A exemplo disso, temos as antologias ‘American Crime Story‘, ‘American Horror Story‘, a recém-chegada ‘Feud‘, ‘Atlanta‘ e ‘Better Things‘.

 

‘Pantera Negra’: Detalhes sobre o vilão Killmonger são revelados

Pantera Negra‘ vai trazer uma série de personagens marcantes e um deles é Erik Stevens, o antagonista vivido por Michael B. Jordan.

E novas informações relacionadas ao vilão Killmonger foram reveladas pela fabricante de brinquedos Toy “R” Us.

Na página oficial da marca, detalhes a respeito da história de fundo do personagem foram divulgados, pontuando também de que forma ele vai colocar seu plano em andamento em Wakanda.

Confira a descrição:

“Erik Stevens foi um soldado americano da operação negra, que conquistou o apelido de Killmonger durante o período que esteve no campo de batalha. No entanto, depois de desaparecer, ele ressurge com um plano ameaçador, que deve colocar Pantera Negra e Wakanda em perigo. Usando seu carisma, habilidades consideráveis em combates e seu surpreendente conhecimento sobre as tradições e costumes de Wakanda, Erik Killmonger é uma ameaça perigosa para todos aqueles que T’Challa tanto ama”.

 

Na trama, T´Challa (Chadwick Boseman) é o novo Rei de Wakanda, após a morte de seu pai. Ele retorna para seu lar, a nação Africana isolada e extremamente tecnológica, para assumir o trono e suceder seu lugar por direito como o Rei. Pantera Negra é tem roteiro e direção de Ryan Coogler (Creed: Nascido para Lutar), e estreia no dia 15 de fevereiro de 2018.

‘Pantera Negra’: “Shuri é o Tony Stark de Wakanda”, brinca Chadwick Boseman

‘Pantera Negra’ vem aí! Personagens ganham belos cartazes individuais; Confira!

‘Rambo: Last Blood’: Stallone publica imagem com detalhes de sua nova faca

As filmagens de ‘Rambo: The Last Blood‘ já começaram e o astro Sylvester Stallone tem compartilhado cada parte do processo de produção com seus fãs.

E novamente por meio de sua conta oficial do Instagram, o veterano publicou mais uma imagem, que traz detalhes de sua nova faca.

Confira, com as demais fotos anteriores:

 

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Rambo’s “small knife “ He is still making the BIG one… both of these blades were beautifully designed by #dietmarpohl

Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em

 

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It’s so rewarding after so many years in the Biz to be truly excited about being in an extraordinary scene. @rambomovie #rambo5

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Tonight we start filming…!

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… Comes a Horseman Wild and Free. @rambomovie #rambo5

Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em

Adrian Grunberg assumirá a direção do longa.

“No quinto capítulo da franquia, quando a filha de um dos seus amigos é sequestrada, Rambo, que tem trabalhado em uma fazenda, cruza a fronteira entre os EUA e o México, e rapidamente se encontra enfrentando os cartéis mais violentos do México.”

‘Stranger Things’: 3ª temporada se torna a mais assistida da série

A aclamada série da Netflix, ‘Stranger Things’, arrebatou a audiência desde sua primeira temporada e seu sucesso tem sido progressivo desde então. E a 3ª temporada da série atingiu uma marca surpreendente, se tornando a mais vista de toda a série.

Conforme compartilhado pela própria Netflix, o ciclo atual foi visto por 64 milhões de assinantes em suas primeiras quatro semanas. O número total deve ser ainda maior, considerando que muitos usuários podem ter conferido a produção nos últimos dois meses.

Confira o anúncio feito pela gigante do streaming, por meio de sua conta oficial do Twitter:

Assista ao primeiro teaser oficial:

Assista à nossa crítica da 3ª temporada:

A série foi criada por Matt DufferRoss Duffer, que já revelaram ter um plano de encerrar a produção na quarta ou quinta temporada.

Em uma cidade pequena, um grupo de crianças acaba se deparando com um experimento secreto do governo, que abre o portal para outra dimensão, denominada ‘mundo invertido’. Os garotos, então, iniciam suas próprias investigações, o que os levam a um extraordinário mistério envolvendo forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.

O elenco conta com Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Cara Buono, Joe Keery, Noah Schnapp, Sadie Sink e Dacre Montgomery.

‘Respect’: Cinebiografia da Aretha Franklin ganha várias imagens oficiais; Confira!

A aguardada cinebiografia da lendária rainha do soul, Aretha Franklin, intitulada ‘Respect‘, ganhou várias novas imagens.

O material traz os astros Jennifer Hudson, Forest Whitaker, Marlon Wayans e Mary J. Blige em destaque e foi divulgado com exclusividade pela revista EW.

Confira:

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Mary J. Blige stars as Dinah Washington in
RESPECT,
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
Photo credit: Quantrell D. Colbert
RESPECT
Jennifer Hudson stars as Aretha Franklin and Marlon Wayans as Ted White
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
RESPECT
Jennifer Hudson stars as Aretha Franklin
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
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Jennifer Hudson stars as Aretha Franklin in
RESPECT,
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
Photo credit: Quantrell D. Colbert
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Forest Whitaker stars as C.L. Franklin in
RESPECT,
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
Photo credit: Quantrell D. Colbert
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(l-r.) Hailey Kilgore stars as Carolyn Franklin, Jennifer Hudson as Aretha Franklin and Saycon Sengbloh as Erma Franklin in
RESPECT,
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
Photo credit: Quantrell D. Colbert
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Skye Dakota Turner stars as Young Aretha Franklin and Audra McDonald as her mother Barbara in
RESPECT,
A Metro-Goldwyn-Mayer Pictures film
Photo credit: Quantrell D. Colbert

Confira o cartaz oficial:

O estúdio resolveu mudar a data de lançamento para permitir que o longa tivesse uma chance melhor no circuito de premiações. Anteriormente programado para outubro, a biopic agora chega às telonas em 25 de dezembro de 2020.

Kimberly Scott dará vida à Mama Franklin na produção. O elenco ainda conta com Forest WhitakerMary J. BligeMarlon Wayans.

A trama vai acompanhar a trajetória de Aretha desde sua infância, quando ainda cantava no coro da igreja de seu pai, até ascender ao estrelato com canções como “I Say a Little Prayer” e ‘A Natural Woman”. O título da cinebiografia é uma referência direta a uma de suas principais canções, “Respect”, lançada em 1965.

O longa é dirigido por Liesl Tommy (‘The Walking Dead‘), a partir de um roteiro escrito por Callie Khouri (‘Thelma & Louise‘).

‘Nuclear Family’: Minissérie documental já está disponível na HBO Max

A minissérie documental ‘Nuclear Family‘ já está disponível na HBO Max. A produção teve a sua estreia recentemente na grade de programação.

Dividida em três partes, a série acompanha a cineasta Ry Russo-Young enquanto ela direciona a câmera para o próprio passado para explorar o significado da família. A diretora é filha de um casal de mulheres lésbicas, que fizeram um processo de fertilização com o esperma de um homem gay, que se propôs a um acordo informal de doação – sem participação parental. No entanto, o doador decide se envolver com as crianças e passa a exigir parte da guarda.

Russo-Young é mais conhecida por seu trabalho nos filmes ‘Antes que Eu Vá‘ e ‘O Sol também é uma estrela‘.

Confira o trailer:

Sydney Sweeney TOPOU levar socos reais em filme sobre boxeadora

Katy O’Brian revelou que Sydney Sweeney não teve medo de se machucar nas intensas cenas de luta do novo filme biográfico sobre a boxeadora Christy Martin. “Ela falou: ‘Se você quebrar meu nariz, tudo bem’”, contou O’Brian durante a estreia do filme ‘Eddington‘, da A24, em Los Angeles.

Sweeney, que interpreta Martin, treinou pesado e ganhou 13 kg de massa muscular para o papel. “Eu estava absurdamente forte”, disse a atriz à W Magazine. O’Brian, que interpreta outra boxeadora no longa, confessou que foi atingida várias vezes: “Levei muitos socos, mas foi ótimo. Só espero que tenha ficado bom na câmera.”

O filme, dirigido por David Michôd e co-escrito com Mirrah Foulkes, vai contar a trajetória de Christy Martin, uma das maiores estrelas do boxe feminino nos anos 1990. Ela foi campeã mundial da categoria super meio-médio em 2009 e teve uma história de vida marcada por um episódio dramático: em 2010, sobreviveu a uma tentativa de assassinato pelo marido, James Martin, que foi condenado e está preso desde 2012.

Confira as imagens da transformação da atriz. O material foi divulgado pelo DailyMail.

O longa irá retratar a trajetória de Martin, que se tornou a boxeadora feminina mais famosa da América na década de 1990. Conhecida como “A Filha do Mineiro de Carvão” em homenagem ao trabalho de seu pai, Christy, natural da Virgínia Ocidental, é reconhecida por colocar o boxe feminino em destaque. No entanto, sua vida pessoal foi marcada por desafios, incluindo problemas com seu marido e treinador, James ‘Jim’ Martin.

O longa ainda não tem titulo, nem data de estreia definida.

Polêmica! Grupo de direita diz ter influenciado a nota negativa de ‘Os Últimos Jedi’

Uma nova polêmica envolvendo Star Wars: Os Últimos Jedi já está circulando pela internet. Dessa vez, referente a baixa nota do público que o filme tem recebido no site Rotten Tomatoes, em comparação com a boa aceitação da crítica especializada.

Embora o Rotten Tomatoes confirme que a nota está correta e não houveram erros, um grupo de direita denominado Down With Disney’s Treatment of Franchises and its Fanboys ( algo como “Abaixo a Disney e seu tratamento das franquias e dos fãs”), declarou que usou bots no sistema de votação para influenciar o resultado negativo do filme.

O grupo assumiu que houve um movimento com perfis falsos para negativar as notas. O moderador acusa a Disney de “introduzir mais personagens femininas no universo da franquia”, de tornar Poe Dameron uma “vítima do movimento anti-mansplaining”, e alerta para o perigo de transformar Poe e Luke “em gays”. Para o entrevistado, homens “devem ser recolocados como os senhores da sociedade”.

Após as declarações, o jornal alegou que o Rotten Tomatoes diz que está encarando de forma muito séria a declaração e que tem “um time de pessoas monitorando” as plataformas do site. Até agora “eles não identificaram nenhuma atividade que não fosse usual”.

Em uma entrevista ao The Wrap, o vice-presidente da empresa diz que o site preza pela autenticidade e garante que o número é real:

“A autenticidade das notas de crítico e de usuários são muito importantes para nós e temos uma equipe de especialistas em segurança, redes e bancos de dados que monitoram de perto nossas plataformas. Eles determinaram que não há problema nessa nota. Com Star Wars: Os Últimos Jedi vimos um aumento nas pessoas publicando críticas de usuários escritas, já que os fãs são muito apaixonados por esse filme e a franquia”

Com 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes, a sequência recebeu elogios quanto à evolução da narrativa, direção e desenvolvimento dos personagens. Considerado um dos melhores filmes da franquia, a produção conquistou a maior parte dos críticos norte-americanos.

Porém, o filme tem a pior média de toda a historia da saga dada pelo publico também no Rotten Tomatoes, conquistando apenas 56% de aprovação, tornando-o a pior recepção no site de toda a saga, lembrando queO Despertar da Força tem 88% de aprovação do público, Rogue One tem 87%, já Ataque dos Clones tem 57% e até mesmo A Ameaça Fantasma tem 59%.

Em termos de comparação: Liga da Justiça, por exemplo, que foi mal nas críticas em geral, conquistou 80% com as notas dadas pelo público no site.

Apesar da nota, o Episódio VIII já está trilhando seu caminho de sucesso nas bilheterias, tendo uma ótima abertura mundial. Em dois dias, fez US$ 105,8 milhões mundialmente, segundo o Deadline.

Deste valor, US$ 60,8 milhões foram gerados em 48 mercados internacionais, com destaque para Reino Unido (US$ 10,2 milhões), Alemanha (US$ 6,1 milhões), França (US$ 6 milhões), Austrália (US$ 5,6 milhões). No Brasil, o filme abriu com US$ 2,5 milhões.

Já nos EUA, o filme já arrecadado US$ 45 milhões em pré-estreias, de acordo com a Forbes.

Apesar do valor alto, o filme conquistou US$ 7 milhões a menos do que O Despertar da Força – que arrecadou US$ 52 milhões em 2015.

Os Últimos Jedi’ ultrapassou Rogue One – Uma História Star Wars, que fez US$ 29 milhões em dezembro de 2016.

Com o valor, o filme se torna a segunda maior abertura nos EUA, ultrapassando Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2’, que arrecadou US$ 43,5 milhões. O primeiro lugar ainda é deO Despertar da Força, com US$ 57 milhões.

Leia a nossa Crítica em Vídeo | Star Wars: Os Últimos Jedi – Comentamos o filme mais aguardado de 2017

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’: Primeiras reações são extremamente positivas; Confira!

‘Talvez uma História de Amor’: Atriz de ‘Sex and the City’ estrela filme brasileiro; Veja o trailer!

A comédia Talvez uma História de Amor, em que o ator Mateus Solano contracena com a atriz Cynthia Nixon, mais conhecida pelo papel de Miranda na franquia Sex and the City, ganhou seu primeiro trailer. Assista:

Na trama, Virgílio ouve uma mensagem em sua secretária eletrônica de Clara (Thaila Ayala) informando o fim de um relacionamento que ele, curiosamente, não se lembra de ter com ela. Nixon vive Toni, gerente do museu de Nova York.

Bianca Comparato, Paulo Vilhena, Totia Meirelles, Nathalia Dill, Juliana Didone, Gero Camilo, Jacqueline Sato, Marco Luque, Dani Calabresa e Flávia Garrafa completam o elenco.

A Warner Bros. lança Talvez Uma História de Amor em 14 de julho.

Por que o ‘Coringa’ se tornou um símbolo positivo para as pessoas?

Coringa foi o grande filme de outubro e um dos maiores do ano até agora. Sua pegada mais “pé no chão” para abordar o arqui-inimigo do Batman agradou muita gente ao redor do mundo, que descreveu sua experiência como um “soco no estômago”. Mas também teve um pessoal que se identificou com o personagem e abriu um debate enorme sobre o longa.  Fato é que o drama chegou a 900 milhões de dólares em bilheteria – sem estrear na China – e ganha cada vez mais espaço na mídia. Em meio a essa discussão se o filme é ou não uma obra “incel”, ele faz uma grande piada com seu próprio espectador.

[ALERTA DE SPOILER] Caso você não tenha visto Coringa ainda, saiba que vamos falar de pontos importantes da trama nesse post. Siga por sua conta e risco.

Coringa está próximo do bilhão com classificação etária para maiores

Para começar, vamos esclarecer o que é incel, termo frequentemente usado nas críticas negativas acerca do filme que funciona como uma abreviação das palavras Involuntary Celibate (involuntariamente celibatários). Ele surge no final dos anos 90, na própria internet, e passa a ser usado em fóruns de discussão até chegar à grande mídia para falar sobre assassinatos e tiroteios.

Em um resumo bem raso, o Incel é aquele cara que condena os homens do mundo como “inferiores a ele” e mulheres como “piranhas”. Ele se auto-intitula um cara legal e acredita que isso deveria fazer com que as moças transassem com ele. Só que ser legal com objetivo de “se dar bem” não é ser legal, é ser babaca, então a estratégia caça-sexo não costuma funcionar.

 

Diante dessa frustração, o incel se sente injustiçado e passa a agir de forma agressiva, seja ofendendo gratuitamente as mulheres – conhecidas ou não-, seja fazendo tiroteios escolares para mostrar o quanto era legal e injustiçado pela sociedade.

Dentro do contexto do que é um incel, cabe a você decidir se Coringa é ou não uma ode a essa galera. O ponto é que há outra mensagem que está sendo pouco comentada, talvez por conta dos holofotes dados a questão incel, que é a maneira como Todd Phillips pega grandes símbolos da mitologia do Batman e os corrompe ante a visão realista proposta.

O filme veio para mudar mais uma vez a imagem do Coringa

Durante o desenrolar do filme, a equipe criativa pega elementos praticamente santificados na vida do Batman e quebra tudo. É um movimento iconoclasta na história do Morcegão de Gotham. Além de seu maior rival ser nada menos que um maluco frustrado, cai por terra a imagem boa e justa de seu pai, Thomas Wayne.

Comumente tratado como o homem de bem, um cavaleiro branco na luta pelo povo de Gotham, Thomas ganha uma representação mais coerente com sua (dis)função social. É praticamente impossível se tornar bilionário sem explorar trabalhadores, pagando salários dignos e proporcionando condições dignas a todos. A cabeça do empresário foca na multiplicação do lucro próprio e, nesse ideal do bilhão, a conta não fecha.

Então, é uma forçada de barra monstruosa vender a família Wayne como um exemplo a ser seguido. Veja bem: na Marvel, o Homem de Ferro é um bilionário, mas em momento algum esconde ser um babaca que faz o que faz por ego e pra tentar limpar sua própria consciência. É uma motivação egoísta, mas que ajuda os outros. Já Thomas Wayne, um médico bilionário, é candidato à Prefeitura de Gotham com a campanha de limpar a cidade. Sério, a DC ter forçado esse personagem como “Cara Legal” por décadas beira o ridículo. É mais fácil comprar a ideia de um órfão que se veste de morcego pra bater em bandido do que em um bilionário (e político) gente boa. Coringa entende isso e mostra a face oculta dos Wayne, com denúncias de traição, corrupção, eugenia e até mesmo loucura. A cena dele agredindo um doente mental confesso, que pode ou não ser seu filho, é emblemática. É iconoclastia pura mostrar que Thomas Wayne não era a solução para Gotham, apenas parte do problema.

A imagem de bom moço do patriarca Wayne enfim foi por água abaixo

Da mesma forma, o ponto de virada da vida de Bruce ganha um novo significado nesta versão. Era comum mostrar o assassinato dos Wayne como um reflexo da pobreza e vilania de Gotham. Todos já sabem de cor a cena em que Joe Chill tenta assaltar Thomas e Martha no beco, quando, num ato de bravura, Thomas reage ao assalto e Joe atira nos dois à sangue frio, deixando o pequeno Bruce Wayne desesperado e traumatizado para o resto da vida. No filme de 2019, o crime é cometido após Thomas Wayne dizer que as pessoas invejam os ricos por serem pobres e ridiculariza os problemas do povo de Gotham em rede nacional.

Em meio ao caos das ruas, Thomas é elevado ao causador das mazelas da cidade. Como disse anteriormente, ele é parte do problema, mas não é O problema em si. Sua morte é um ato político vazio e deturpado, e reflete num pequeno Bruce, que não se joga desesperado sobre seu corpo e nem ao menos chora. Sua reação é o mesmo olhar perdido e intrigado, como se buscasse uma motivação naquilo, que fez em seu primeiro encontro com Arthur Fleck. A piada do Coringa foi, indiretamente, ter aberto as portas da loucura para seu futuro nêmesis.

Bruce Wayne: justiceiro ou lunático? A linha é bem tênue

Mas talvez o maior caso dessa ideia iconoclasta de Phillips é o próprio Coringa. Quando Batman: O Cavaleiro das Trevas chegou aos cinemas em 2008, o Coringa de Heath Ledger trouxe uma versão anárquica do Palhaço do Crime para o imaginário popular. De 2008 até 2019, praticamente todos os países do mundo passaram por algum tipo de crise financeira e social, e tiveram que viver ou assistir ao caos rolando em seus jardins. Nesse contexto, aquele Coringa adentrou no imaginário popular como a grande ameaça ao Sistema, à corrupção e injustiças sociais, e o personagem passou a ser idolatrado por algumas pessoas. “Talvez ele não seja tão louco assim”.

A brilhante atuação de Heath Ledger elevou o personagem a um patamar ideológico

Desde então, passou a haver essa idolatria absurda acerca do personagem e ele passou a ser rodeado por um viés político (ou apolítico) muito forte e qualquer representação dele que fosse diferente era rapidamente rejeitada. O Coringa de Jared Leto sofreu um pouco com isso quando tentou retomar o lado gângster do Palhaço e deixou o viés revolucionário de lado – Digo que “sofreu um pouco” porque o resto das críticas é bastante coerente. Jared Leto e David Ayer fizeram um péssimo trabalho em Esquadrão Suicida (2016).

Houve um processo de iconografia pesado acerca do personagem e sua imagem virou um símbolo de subversão, um “sopro de lucidez num mundo insano”. Ele foi santificado.

Meu Deus,  isso aqui realmente existiu ou foi alucinação coletiva?

O problema é que essa idolatria cai em um doente mental, sem escrúpulos, extremamente violento e fazendo o que quer sem dar satisfação a ninguém. A partir de 2008, a galera revoltada com as corrupções do dia a dia, como não dar seta no trânsito, não respeitar filas ou propriedade privada, passou a amar quem mais criticava. Ou você acha que o Coringa dá seta quando está dirigindo?

A representação da subversão é linda, enquanto a subversão em si é criticada à exaustão. É nesse ponto que Todd Phillips dá um tiro certeiro. Em Coringa, o personagem título passa por muitas situações ruins. Ele é um fracasso na vida e está cercado constantemente por suas próprias frustrações, até o momento em que ganha uma arma e começa a ter sensações de pequeno poder. Esses momentos de adrenalina somados ao fim de seus remédios revelam que seu sonho não era trazer alegria ou ser bem sucedido na vida. Ele só quer descontar suas frustrações em quem acredita serem os culpados por sua tragédia. Sua mãe, a vizinha, Thomas Wayne, Murray Franklin, os caras do metrô… enfim, ele tem, ao longo do filme, algumas oportunidades de dar a volta por cima na vida ou só acabar com ela e encerrar seu sofrimento existencial. Porém, em todas elas, ele opta por punir quem ele enxerga como culpado.  Com isso, a face do Coringa se espalha por Gotham como um símbolo da guerra de classes, uma resposta ao sistema. De uma hora para outra, as pessoas que não suportavam as corrupções do dia a dia saíram às ruas incendiando lojas, assassinando pessoas e idolatrando um doente mental. Espera, onde foi que eu já vi isso mesmo? A grande sacada do filme é quebrar essa ideia do Palhaço badass e deixar claro que a galera estava cultuando um doente mental fracassado. Era desse tipo de gente que eles tiravam inspiração.

De forma bem sutil, a grande piada do filme é a própria plateia, formada por fãs de um louco.

 

Coringa está em cartaz nos cinemas de todo o país.