Site Página 4204

Astro de ‘Sex/Life’ lê tweets de fãs brasileiros em novo vídeo divertido; Confira!

Sex/Life é a nova série picante da Netflix que já está conquistando os assinantes ao redor do mundo e, para promovê-la, a gigante do streaming divulgou um novo vídeo de bastidores em que o astro Mike Vogel (Cooper) lê alguns tweets dos fãs brasileiros.

Confira:

Baseada em histórias reais da escritora B. B. Easton, a trama acompanha uma mulher casada e mãe de dois filhos e que não consegue parar de pensar no passado ardente com o ex, o que acaba gerando consequências inesperadas.

A série foi criada por Stacy Rukeyser e conta apenas com mulheres à frente da direção dos episódios.

O elenco também conta com Sarah ShahiAdam Demos, Margaret Odette, Phoenix Reich e Jonathan Sadowski.

‘Obi-Wan Kenobi’: Atriz de ‘Pequenos Grandes Heróis’ será a jovem Princesa Leia na série, aponta site

Segundo o site Cinelinx, a atriz-mirim Vivien Lyra Blair (‘Bird Box’, ‘Pequenos Grandes Heróis’) foi escalada para a aguardada série Obi-Wan Kenobi e dará vida à versão mais jovem da Princesa Leia Organa de Alderaan (interpretada por Carrie Fisher na saga original).

As informações indicam que Leia terá um grande papel na trama, sendo descrita como “o ímpeto para toda a produção, que leva Obi-Wan [Ewan McGregor] em direção a outra aventura”.

Lembrando que além de McGregor, a série também vai contar com o retorno de Hayden Christensen (Anakin Skywalker), e Joel Edgerton e Bonnie Piesse como Owen e Beru, tios de Luke Skywalker.

O elenco ainda é formado por Kumail Nanjiani (‘Os Eternos’), Rupert Friend (‘Homeland’), O’Shea Jackson Jr. (‘Covil de Ladrões’), Sung Kang (‘Velozes e Furiosos 9’), Simone Kessell (‘Reckoning’), Benny Safdie (‘Joias Brutas’) e Moses Ingram (‘O Gambito da Rainha’).

Indira Varma (‘Game of Thrones’) também já havia sido anunciada previamente.

Lembrando que a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, confirmou ao The Wrap que ‘Kenobi’ será uma minissérie, com começo, meio e fim pré-determinados:

“Tem sido muito empolgante ver os talentos que estão se envolvendo aqui. E agora nós estamos desenvolvendo a minissérie de Obi-Wan Kenobi com Deborah Chow e ela tem feito um trabalho fenomenal”.

Dirigida por Deborah Chow, ‘Kenobi’ terá apenas seis episódios com 1 hora de duração.

Por enquanto, a previsão de estreia é apenas para 2022.

R.L. Stine e elenco exploram os horrores de ‘Rua do Medo’ em novo vídeo de bastidores; Confira!

A trilogia Rua do Medo já está disponível no catálogo da Netflix e continua a conquistar a crítica internacional e os assinantes ao redor do mundo.

Agora, para promovê-la, a plataforma de streaming divulgou um novo vídeo de bastidores em que o romancista R.L. Stine, criador da saga de livros, e o elenco protagonista, exploram os horrores da produção.

Confira:

Relembre o trailer:

O elenco é formado por Gillian Jacobs, Sadie SinkAshley ZuckermanFred HechingerJeremy Ford, Julia RehwaldKiana Madeira, Olivia WelchRyan Simpkins

‘Rua do Medo’ é uma série de livros de terror adolescente que estreou em 1989. Os romances são menos conhecidos que o compilado predecessor, Goosebumps. Atualmente, a franquia possui 52 livros ambientados em Shadyside, Ohio.

Kate Trefry (Stranger Things) também está atada às produções.

 

‘Willow’: Outro diretor abandona o novo projeto do Disney+

Segundo o Deadline, o aguardado projeto Willow, série sequência do clássico cult homônimo dos anos 1980, perdeu mais um de seus diretores. As informações indicam que Jonathan Entwistle (‘I Am Not Okay With This’) abandonou a produção, ainda que o motivo não tenha sido revelado.

Entwistle, que ficaria responsável pelo episódio piloto, será substituido por Stephen Woolfenden (‘Doctor Who’).

A notícia vem alguns meses depois de Jon M. Chu (‘Podres de Ricos’, ‘Em um Bairro de Nova York’) deixar a série.

Warwick Davis retorna como o personagem titular. O elenco também conta com Ruby Cruz (‘Castle Rock’), Ellie Bamber (‘Animais Noturnos’), Erin Kellyman (‘Solo’) e Amer Chadha-Patel (‘Doom: Aniquilação’).

Jonathan KasdanWendy Mericle entram como produtores executivos e co-showrunners.

O trio de mulheres protagonistas irá aparecer como membros de um grupo em uma missão para salvar um príncipe em cativeiro. Bamber dá vida a Dove, uma ajudante e cozinha que descobre ser “a escolhida”; Cruz é Kit, a irmã gêmea do príncipe capturado; e Kellyman interpreta Jade, dama de companhia e melhor amiga de Kit.

As filmagens estão programadas para começar na primavera nórdica, no País de Gales.

Lançado em 1988, o longa original girava em torno de Willow Ufgood, um anão e aprendiz de mágico que conta com a ajuda de Madmartigan, um exímio espadachim, numa guerra contra feiticeiros e monstros. Juntos eles terão de vencer todos esses seres para salvar um bebê (que mais tarde será princesa) das mãos de uma terrível rainha, Bavmorda. Bavmorda usa de magia negra para controlar o reino e teme a criança, pois uma profecia diz que será o motivo de sua derrota.

Optimus Prime e Bumblebee em fotos do set de ‘Transformers: O Despertar das Feras’

Transformers: O Despertar das Feras‘ teve novas imagens dos bastidores divulgadas, que trazem personagens conhecidos da franquia com novo visual.

Pela primeira vez, podemos ver os veículos que serão usados como Optimus Prime e Bumblebee.

Confira:

Voltando à ação e ao espetáculo que capturou pela primeira vez os espectadores ao redor do mundo 14 anos atrás com o ‘Transformers‘ original, ‘Transformers: O Despertar das Feras‘ levará o público à uma aventura pelo mundo, ambientada nos anos 90, e apresentará os Maximals, Predacons e Terrorcons à batalha existente na Terra entre Autobots e Decepticons.

Os Maximals são os descendentes (pelo menos em parte) dos Autobots, controlando Cybertron sob a Pax Cybertronia. Os Maximals e sua raça homóloga, os Predacons, devem suas origens à Grande Atualização, que forneceu os corpos reduzidos e com baixo consumo de combustível que se tornaram a marca registrada das facções sucessoras.

De muitas maneiras, os Maximals compartilham traços com seus ancestrais Autobot; principalmente uma raça “civil”, os Maximals estão empenhados em defender os valores pacíficos e democráticos de seus antepassados.

O diretor Steven Caple Jr. revelou ao CinePOP que a produção terá cenas de ação filmadas em Machu Picchu, a chamada “cidade perdida dos Incas”, localizada no topo de uma montanha, a 2.400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, Peru.

“Vai ser difícil filmar lá. Mas nós vamos conseguir. Estamos analisando a estratégia. Nem que eu tenha que ir apenas com uma câmera na mão, mas teremos uma grande sequência de ação por lá”, afirmou o diretor Steven Caple Jr. (Creed 2‘).

Machu Picchu foi elevado à categoria de Patrimônio mundial da UNESCO em votação mundial e com analise de arquitetos e arqueólogos classificou Machu Picchu como umas das sete maravilhas do mundo moderno.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.

O produtor Lorenzo di Bonaventura revelou que o título do filme será ‘Transformers: O Despertar das Feras‘.

“Queríamos dar ao público muitas novidades. Nós exaurimos, eu diria, a batalha entre os Autobots e os Decepticons. Como podemos encontrar um novo conjunto de vilões e prioridades, salvar o mundo é deixado para os Autobots e, neste caso, os Maximals. Parte das novas notícias, se você viu os outros filmes, você verá vilões que nunca viu antes e muitos elementos que nunca fizemos antes. “

Anthony Ramos (‘Em um Bairro de Nova York’) e Dominique Fishback (‘Judas e o Messias Negro’) serão os astros do próximo filme da franquia, que terá roteiro escrito por Joby Harold (‘Rei Arthur: A Lenda da Espada’). Durante uma entrevista para a Variety, Ramos foi questionado se poderia dar algumas dicas sobre o filme, ao que ele respondeu:

“Acabamos de começar os preparativos para o filme, então esperançosamente, poderei dar alguns detalhes mais para frente.”

No entanto, ele afirmou que o projeto trará bastante mudanças para a franquia, principalmente sobre a questão da representatividade.

Lançada em 2007, a saga cinematográfica Transformers sempre teve performance considerável nas bilheterias, apesar das duras críticas negativas à grande parte dos filmes. Dirigida por Michael Bay, os cinco primeiros capítulos arrecadaram mais de US$4,3 bilhões, enquanto o spin-off Bumblebee, comandado por Travis Knight, conquistou 92% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadou quase US$469 milhões.

Crítica | Titane – O Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2021

Expectativas foram criadas depois do estonteante debut da jovem diretora francesa Julia Ducournau em 2016. Com Grave (Raw), a iniciante conseguiu cativar os fãs do horror visceral e os amantes da fotografia com uma heroína em descoberta da sua própria identidade e apetite sexual. Por outro lado, lançado no Festival de Cannes 2021, Titane, seu segundo longa, possui um enredo frio, incômodo e pouco envolvente, mas fez a plateia querer vomitar

Depois de um acidente de carro ainda criança, Alexia (Agathe Rousselle) é obrigada a conviver com um placa de titânio na sua cabeça. A primeira cena apresenta o acontecimento derivado de uma banalidade e um pai negligente. Com o passar dos anos, a aparência distinta pelo metal e a cicatriz torna-se parte da sua personalidade dissociativa. Ela trabalha como dançarina exótica em cima de carros e possui estranhos admiradores. 

Logo após sair do hospital, ainda pequena, a menina beija o carro o qual a tornou, em parte, esculpida em metal. O híbrido máquina e humano é o grande mote da narrativa de Julia Ducournau. Após experimentar uma noite de sexo sem proteção com o automóvel, Alexia encontra-se grávida e entre as suas pernas escorre um óleo negro e viscoso, como se em suas veias corressem gasolina no lugar de sangue.

A partir de então, o enredo torna-se um sequência de cenas projetadas para causar mal estar e perturbar o espectador. Ao dar-se conta da gravidez, ela tenta um aborto com as próprias mãos por meio de um “palito de cabelo”. Apesar da utilidade de prender suas mechas, o “palito” é uma verdadeira arma em suas mãos e não apenas contra o próprio feto. 

Além da tentativa de aborto, duas outras cenas causam arrepios. A primeira é durante o sexo com a companheira de trabalho Justine (Garance Marillier) – protagonista do primeiro filme da diretora. Ela tenta arrancar a dente o piercing no mamilo da menina. O segundo momento é quando ela decide passar-se por um rapaz desaparecido há anos para fugir da polícia. Para isso, ela quebra o próprio nariz o esmagando contra a pia do banheiro. 

Se no primeiro filme da diretora existiam cenas de fazer revirar o estômago, elas estavam atreladas a um objetivo bem delimitado e sedutor. Em Titane, o suspense da história fica por conta do bebê automobilístico a desenvolver-se em um corpo humano. A protagonista, no entanto, é completamente opaca. Em uma mistura de Crash – Estranhos Prazeres (1996), de David Cronenberg, e Eraserhead (1977), de David Lynch, a estranha fábula tem o seu encanto fotográfico e um ambientação hipnótica, mas não nos engaja à Alexia. 

Para incrementar o enredo, Vincent (Vincent Lindon), o pai do menino desaparecido Adrien (o qual Alexia o incorpora fazendo suas formas femininas desaparecer), a acolhe em sua casa sem exame de DNA ou demais perguntas. Perturbado psicologicamente e bastante musculoso aos 62 anos, o ator representa o limite da estrutura humana com injeções de drogas para fortificá-lo. Um paralelo que causa tensão sobre o flagelo do corpo a partir das mutilações realizadas por Alexia e o combate ao fogo, já que ele é um bombeiro. 

Titane testa o limite entre a força bruta humana e a potência mecânica. Entre as dores contínuas e uma coceira incessante, que faz Alexia esfolar a própria barriga, a tensão é projetada pelo nascimento do fruto de uma noite de luxúria entre o automóvel e a protagonista. A cena do parto, no entanto, não gera o ápice pretendido. Apesar da possível alusão a Alien, o Oitavo Passageiro (1979), de Ridley Scott, o nascimento é uma derrota para Alexia e uma redenção para Vicente, depois de uma estranha proximidade entre ele e seu filho postiço Adrien. 

Assim como Jordan Peele, Julia Ducournau derrapou na síndrome do segundo filme fantástico, isto é, após uma estonteante estreia no cinema, tal como Corra! (2017), de Peele, a diretora não consegue manter o charme e a surpresa do primeiro projeto. Com Nós (2019), Jordan criou um interessante mundo particular, mas que não conseguiu amarrar seus próprios nós. Já em Titane, a cineasta francesa apresenta um show desguarnecido de horrores e perturbação. Sob a agenda da perversão pode até entreter, mas precisa de mais contexto para marcar o público. 

 

** Filmes visto no Festival de Cannes em 14 de julho. 

PÂNICO | Do Pior ao Melhor da Franquia de Terror Slasher

Talvez muitos não saibam, mas o CinePOP nasceu do amor pelos filmes de terror, em especial em relação a um dos melhores slashers já produzidos, Pânico (Scream) – responsável pela revitalização do terror adolescente, adicionando muitos elementos que vemos reproduzidos até hoje. Justamente por isso, o anúncio de um quinto episódio da franquia, com elementos da produção começando a ganhar forma, tomou nossa redação de frenesi. Mesmo sentindo a falta insubstituível do diretor Wes Craven (que comandou os outros quatro filmes), estamos mais do que empolgados para as voltas de Neve Campbell (Sidney), Courteney Cox (Gale) e David Arquette (Dewey) em Pânico 5.

De casa nova, agora lançado pela Paramount, com novos diretores (Matt Bettinelli-Olpin e Tyller Gillett, dupla do recente Casamento Sangrento) e novos roteiristas (Guy Busick, da série Castle Rock, e James Vanderbilt, de Zodíaco), pouco ainda se sabe sobre a trama do novo Pânico  – que promete trazer novos sustos, metalinguagem e diversão -, cuja estreia é prometida para 13 de Janeiro de 2022 nos cinemas brasileiros.

Enquanto o novo Pânico não chega, o CinePOP resolveu revisitar a franquia, para colocar todos os filmes em nossa ordem de preferência. Vem conhecer e não esqueça de comentar abaixo, fazendo a sua lista na ordem também.

Assista:

Pânico 3

Queremos deixar claro que gostamos de todos os filmes da franquia, e somos verdadeiros especialistas nestes filmes. Como fãs ardorosos, é seguro nos incluirmos com a maioria no pensamento de que o terceiro capítulo é, digamos, o menos apreciado da franquia. É claro que Pânico 3 tem muitos atrativos, em especial a forma como brinca com os bastidores de uma produção Hollywoodiana e seu universo de atores, diretores e executivos de estúdios. De fato, a graça deste terceiro episódio é justamente se comportar mais como uma paródia do que como um terror adolescente em si – termo que este terceiro exemplar deixa de lado. Existe até certa denúncia ácida nas entrelinhas sobre ambientes de trabalho tóxico, e o abuso sexual dentro de tais empresas cinematográficas. É triste perceber, no entanto, que essa é uma produção da Miramax, companhia fundada pelos irmãos Weinstein, e saber que tudo que se passa nas telas, de fato acontecia na vida real.

Pânico 3, no entanto, se viu repleto de obstáculos que o colocam em último no gosto popular. O primeiro e mais claro foi a demora para sair do papel, levando em conta que os dois anteriores haviam sido lançados em 1996 e 1997, e que o terceiro deveria ter aproveitado sua popularidade para se encaixar numa lacuna em algum lugar por volta de 1998. Porém, o filme seria lançado somente em 2000, e sem o envolvimento de um dos criadores, o roteirista Kevin Williamson, tão “pai” de Pânico quanto Wes Craven. Assim, o filme sofreu com desencontros de um roteiro meio capenga, que deixava buracos quanto a um segundo assassino, e a reviravolta mais estapafúrdia da franquia – além dos personagens menos marcantes também. Justamente por isso, levaria nada menos que 11 anos até um novo exemplar chegar aos cinemas.

Dos três primeiros filmes, Pânico 3 foi o mais caro para ser produzido (com um orçamento de US$40 milhões) e o menos lucrativo (com um retorno mundial mesmo assim impressionante de US$161 milhões). Como dito, é também o filme menos apreciado pelos fãs e o grande público em geral. Com os críticos o conceito do filme não é muito diferente, sendo definido com uma aceitação de meros 39%, Pânico 3 é o único da franquia a receber um tomate podre no Rotten Tomatoes.

Pânico 4

Esse pode ser considerado o filho temporão da franquia, até o presente momento. O hype aparentemente já havia passado há muito tempo, e o mundo era um lugar diferente para o terror, em especial para os slashers. No entanto, Pânico 4 se beneficiou de uma nova tendência que estava surgindo em Hollywood, as sequências tardias de produções queridas. Era a onda dos revivals. Clássicos dos anos 1980 e 1990 em especial, queridos para toda uma geração, ganhavam novas roupagens no fim dos anos 2000 e início de 2010. Assim, Pânico também voltava. E não apenas isso, mas essa era uma reunião completa da “banda” original, com Craven na direção, Williamson no roteiro, e Campbell, Arquette e Cox à frente do elenco. Não poderia ficar melhor!

É seguro dizer que Pânico 4 é um filme subestimado, menos apreciado do que deveria verdadeiramente. Williamson se mostrava antenado aos novos tempos, brincando com a nova realidade, já alfinetando as mídias sociais, blogs e a prévia da geração Youtube, com lives e todo tipo de transmissão ao vivo. De fato, o mote dos vilões aqui era se tornarem “celebridades instantâneas” – as chamadas subcelebridades da internet. E isso numa era antes da explosão do Instagram. Ao contrário do filme anterior, Pânico 4 voltava às origens, acrescentando novos jovens carismáticos à trama – e promovendo o encontro da velha geração (na faixa dos quase 40 anos), com a nova geração – que espelhavam os personagens originais inseridos numa realidade moderna.

Fora isso, Williamson e Craven apresentavam-se novamente como dupla harmoniosa, brincando e enchendo o longa de referências – uma das melhores envolve a enxurrada de remakes de terror que àquela altura já havia inundado Hollywood. A cena de abertura é puro ouro, com um loop hilário, fazendo um verdadeiro inception do filme dentro do filme dentro do filme. Ah sim, não podemos esquecer do elenco de nomes pra lá de famosos/promissores que ajudaram a elevar o status do quarto filme. No entanto, com um orçamento igual ao do filme anterior (US$40 milhões), Pânico 4 viu retorno de “apenas” US$97 milhões mundiais – garantindo assim o posto de menos rentável (o que deixa certo receio para o quinto). Com o grande público, no entanto, fica pau a pau com o segundo, e na opinião dos críticos, garantiu o tomate fresco com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Pânico 2

Pânico (1996) foi um sucesso estrondoso, mas não era um filme que pedia necessariamente uma continuação. Aliás, não tinha nada em sua trama que apontasse para isso, muito pelo contrário. Mas ela deixou de vir? É claro que não, pois onde houver cheiro de dinheiro, haverá continuação. É assim que funciona Hollywood. Assim, em 1997, chegava aos cinemas exatamente um ano depois a continuação Pânico 2. Nós brasileiros é que tivemos que penar, porque por motivo de troca de distribuidora por aqui (da Playarte para a Paris Filmes), Pânico 2 sofreu um embargo de quase dois anos, vindo a estrear somente em 1999 em nossas terras tupiniquins. Haja coração. Ainda mais se considerarmos que nestes primórdios da internet, não havia sequer gostinho dos famosos downloads.

O cinema é um lugar mágico, onde a criatividade deve imperar. Por diversas vezes, continuações consideradas desnecessárias de filmes de sucesso se mostraram tão boas que inclusive superaram seus originais. E para grande parte dos fãs é justamente onde se encaixa esse Pânico 2 – que elevou o conceito em diversas maneiras. Novamente Craven e Williamson garantiam os bastidores, enquanto o quarteto de atores principais, sim na época era um quarteto com a inclusão de Jamie Kennedy como o especialista em terror Randy, comandava o show na frente das câmeras. Os realizadores já chegaram a revelar que se arrependem de ter eliminado o personagem citado da franquia – mesmo com sua participação no terceiro filme.

Foi aqui que Pânico passava de um filme de terror bem sucedido e elogiado para uma verdadeira febre da cultura pop – e a máscara do assassino Ghostface se tornava um verdadeiro ícone não apenas do gênero, mas do cinema. Desta forma, sim, as continuações podem expandir seus universos de forma sem precedente, ampliando ainda mais a popularidade de um filme. Com dez milhões a mais no orçamento em relação ao primeiro filme, Pânico 2 fez US$172 milhões, chegando muito perto da bilheteria do original. A verdadeira surpresa está na avaliação dos críticos, que o consideram o melhor exemplar da franquia, dono de espantosos 82%, garantindo assim um tomate mais que fresco no Rotten Tomatoes.

Pânico

Apesar de Pânico 2 ser muito querido, é difícil bater o original. Tudo nascia aqui. Nós concordamos e também adoramos aquelas grandes produções de marcas de sucesso pré-estabelecidas, vindas de outras mídias. Mas o gostoso do cinema é mesmo criar verdadeiras lendas a partir do zero. É aquela incógnita de saber se determinada obra cairá na boca do povo e no gosto coletivo, ou será esquecida logo na semana seguinte. Não existem regras, esse é um jogo imprevisível. E justamente por isso muito saboroso. Com Pânico ocorreu justamente isso. Foi um filme que veio do nada para tomar as multidões. Surgia com uma ideia de Kevin Williamson para brincar e homenagear os clássicos slasher saídos das décadas de 1970 e 1980, e terminou revitalizando o subgênero, e demonstrando enorme influência que ecoa até hoje.

De quebra lançou uma franquia milionária e se tornou um dos maiores ícones do terror. Tudo isso para uma pequena e jocosa produção de US$14 milhões, com atores saídos de séries de TV, cujo maior nome no elenco era uma participação de poucos minutos no início do filme de Drew Barrymore. Isso que é marcar um golaço. Fora isso, o filme foi redescoberto por todo um novo e massivo público – até mesmo aqui no Brasil – devido às videolocadoras. Este que vos fala entrou no filme por acidente, e saiu maravilhado do cinema. Pânico arrecadou impressionantes US$173 milhões ao redor do mundo, e na opinião do grande público, claro, é o filme favorito da franquia. Já para os críticos, o tomate fresco é garantido com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Bônus: Pânico – A Série de TV

Se as franquias Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo tiveram suas séries de TV, porque Pânico não poderia ter? Assim, quatro anos após o resultado, digamos, infelizmente morno de Pânico 4, a MTV em parceria com a Dimension Television e a Netflix lançavam o primeiro derivado deste universo para a telinha. Pegando a mesma estrutura do “whodunit”, e inclusive tendo como vítima inicial um rosto conhecido, Pânico – A Série apresentava uma nova gama de personagens colegiais se deparando com um serial killer mascarado, que os eliminava um a um. As referências estavam lá, assim como o clima espertinho. No entanto, o programa funcionava mais como um reboot, sem qualquer ligação ou conhecimento da franquia original. A máscara do assassino também sofreu reformulação. Apesar das diferenças, um nome original ainda estava lá: o do cultuado Wes Craven, que serviu como produtor executivo do programa.

Com 10 episódios em sua primeira temporada, a série obteve sucesso suficiente para seguir logo no ano seguinte. Seja por esgotamento da trama, ou por baixos números de audiência, em 2016, Pânico apresentava sua segunda e última temporada então. Porém, uma reformulação era apresentada, com um novo elenco, máscara idêntica a dos filmes, e uma quantidade reduzida de somente seis episódios – assim ia ao ar três anos depois, em 2019, a terceira e última  temporada de Pânico. Um dos atrativos aqui eram as presenças de Mary J. Blidge, Keke Palmer (demonstrando mais diversidade racial no elenco) e Paris Jackson, a filha de Michael Jackson. No entanto, devido ao fim do acordo entre a MTV e a Netflix, a terceira temporada do programa não está disponível na plataforma. É torcer para que um dia possamos assistir aqui no Brasil.

‘Space Jam 2’ tira a liderança de ‘Viúva Negra’ nas bilheterias norte-americanas

Space Jam: Um Novo Legado‘ teve uma abertura surpreendente nas bilheterias norte-americanas e conseguiu tirar o reinado de ‘Viúva Negra‘.

O novo filme da franquia ‘Space Jam‘ arrecadou ótimos US$ 13,1 milhões na sexta-feira e deve encerrar o fim de semana com um valor em torno de US$ 32 milhões.

Já ‘Viúva Negra‘ caiu para o segundo lugar e arrecadou US$ 8 milhões em sua segunda sexta-feira. O filme deve encerrar o fim de semana com US$ 25,6 milhões.

Em terceiro lugar na bilheteria de sexta-feira ficou a sequência ‘Escape Room 2 – Tensão Máxima‘, com uma estreia de US$ 3,8 milhões. O filme de terror deve encerrar o fim de semana com US$ 8,66 milhões, com um orçamento de produção de US$ 15 milhões.

O CinePOP teve a oportunidade de entrevistar com EXCLUSIVIDADE a atriz Sonequa Martin-Green (‘The Walking Dead’).

No vídeo, ela revela o que é mais louco: fugir de zumbis ou atuar com Looney Tunes?

Sonequa também revela quem é seu personagem preferido e como foi trabalhar com LeBron James.

Assista a entrevista:

Crítica | Space Jam: Um Novo Legado – Uma aventura divertidíssima para agradar a todas as gerações 

O filme já está em exibição nos cinemas nacionais.

Durante uma viagem aos estúdios Warner Bros., o superastro LeBron James e seu filho acidentalmente ficam presos dentro de um mundo com todas as histórias e personagens da companhia, sob o controle de uma força poderosa e conturbada chamada Al G (Don Cheadle). Com a ajuda de Pernalonga, LeBron deve navegar através de um universo recheado de cenas de filmes icônicos e personagens conforme reúnem os Looney Tunes para resgatar o filho perdido. Para voltar para casa, LeBron e a turma devem desvendar o misterioso plano de Al G e vencer um épico jogo de basquete contra versões de game de lendas da NBA.

O elenco conta com LeBron James, Sonequa Martin-Green (‘Once Upon a Time’‘Star Trek: Discovery’) e Don Cheadle.

Andrew Dodge (‘Palavrões‘) roteiriza.

O original foi estrelado pelo ex-jogador profissional de basquetebol Michael Jordan, que atuava com os personagens mais famosos da Looney Tunes.

LeBron James estreou nos cinemas na comédia ‘Descompensada‘, interpretando uma versão de si mesmo. Ele também já possui um Oscar de Melhor Curta em Animação.

‘O Mandaloriano’ vai ganhar episódio especial sobre a criação de Luke Skywalker na 2ª temporada

Através do Twitter, a Disney+ anunciou que irá lançar um episódio especial do Disney Gallery focado na criação do Luke Skywalker na 2ª temporada de ‘O Mandaloriano’.

Com estreia marcada para 25 de agosto, a atração vai explorar os bastidores do episódio que trouxe de volta o Mestre Jedi após os eventos de Star Wars: O Retorno de Jedi’.

Ao longo do especial, a equipe de produção vai detalhar como conseguiram rejuvenescer Mark Hamill através de efeitos visuais e como conseguiram manter o segredo sobre sua aparição no elogiado episódio.

Confira o anúncio:

“Conheça os bastidores do segredo mais bem guardado da 2ª temporada de ‘O Mandaloriano’. Um episódio especial da Disney Gallery, intitulado ‘Making of the Season 2 Finale‘, será transmitido em 25 de agosto na DisneyPlus.”

Lembrando que a 2ª temporada de ‘O Mandaloriano‘ manteve o altíssimo nível da série – e seu sucesso foi reconhecido no anúncio dos indicados ao Emmy Awards 2021.

Conquistando nada menos que 24 indicações, a produção foi a mais nomeada ao lado de ‘The Crown’. Ela disputa em categorias como Melhor DramaMelhor Ator Coadjuvante em Série de Drama para Giancarlo Esposito Melhor Ator Convidado em Série de Drama para Timothy OlyphantCarl Weathers.

Os vencedores serão revelados no dia 19 de setembro.

Lembrando que o próximo ciclo deve estrear apenas no ano que vem.

O Mandaloriano e a Criança continuam sua jornada, enfrentando inimigos e fazendo aliados, enquanto viajam pela perigosa galáxia na era após a queda do Império Galáctico.

Pedro Pascal, Gina Carano, Carl Weathers e Giancarlo Esposito estrelam. Entre os diretores da nova temporada estão: Jon Favreau, Dave Filoni, Bryce Dallas Howard, Rick Famuyiwa, Weathers, Peyton Reed e Robert Rodriguez.

Confusão no Festival de Cannes: Spike Lee comete gafe e divulga ‘Titane’ como vencedor antes da hora

Confusão no Festival de Cannes. O presidente do júri, Spike Lee, se confundiu e revelou o vencedor durante da a Palma de Ouro de Melhor Filme antes do prêmio ser oficialmente anunciado.

Lee foi questionado no início do evento se poderia revelar qual seria o “primeiro prêmio” da noite. Após o diretor não entender a ordem para começar a divulgar os vencedores, ele começou pelo principal prêmio e deixou escapar o maior segredo da noite.

“O filme que venceu a Palma de Ouro foi Titane”, disse Lee.

Lee provocou risos na plateia e pediu para que falassem com ele em inglês para que erros não voltassem acontecer.

Titane teve uma exibição polêmica. O segundo longa da jovem diretora francesa Julia Ducournau (de GraveRaw) possui um enredo frio, incômodo e pouco envolvente, mas fez a plateia querer vomitar.

Crítica | Titane | Outra vez Julia Ducournau faz a plateia passar mal, mas não seduz

Depois de um acidente de carro ainda criança, Alexia (Agathe Rousselle) é obrigada a conviver com um placa de titânio na sua cabeça. A primeira cena apresenta o acontecimento derivado de uma banalidade e um pai negligente. Com o passar dos anos, a aparência distinta pelo metal e a cicatriz torna-se parte da sua personalidade dissociativa. Ela trabalha como dançarina exótica em cima de carros e possui estranhos admiradores.

Direto do Festival de Cannes 2021, a repórter Letícia Alassë responde às questões dos comentários sobre o evento e fala das polêmicas dos quatro primeiros dias da competição. Confira abaixo.

Fique de olho em nossas redes e site para saber de todos os detalhes. O que você quer saber sobre o festival? Deixe nos comentários.

Leia também:

Cannes 2021 | Karim Aïnouz e público protestam contra Bolsonaro em première de ‘Marinheiro das Montanhas’

Festival de Cannes 2021 | “Não é blasfêmia se é um fato histórico”, afirma Verhoeven sobre a freira lésbica Benedetta

Festival de Cannes 2021 | Quais são os Filmes Imperdíveis deste ano?

Gostou desse vídeo?

👍🏻 Dê um LIKE
✏️ Deixe seu COMENTÁRIO
📢 COMPARTILHE com seus amigos

✔️ Siga o CinePOP nas redes sociais:
🗺️ Instagram: https://www.instagram.com/cinepopcinema/
🐦 Twitter: https://twitter.com/cinepop
👍 Facebook: https://www.facebook.com/sitecinepop

✔️ Siga Letícia Alassë nas redes:
🗺️ Instagram: https://www.instagram.com/leticiaalasse/
🐦Twitter: https://twitter.com/leticiaalasse

‘Reservation Dogs’: Nova série de comédia criada por Taika Waititi ganha trailer; Assista!

O canal FX divulgou o primeiro trailer da série ‘Reservation Dogs‘.

Confira:

A produção irá estrear oficialmente no dia 9 de agosto.

A série foi criada por Sterlin Harjo e Taika Waititi.

A trama segue as façanhas de quatro adolescentes indígenas na zona rural de Oklahoma que roubam, furtam e guardam dinheiro para chegar à terra exótica, misteriosa e distante da Califórnia.

O elenco conta com Elva Guerra, Sarah Podemski, D’Pharaoh Woon-A-Tai, Devery Jacobs e Paulina Alexis.

‘Bridgerton’: Filmagens da 2ª temporada são interrompidas após teste positivo de COVID

De acordo com o Deadline, as filmagens da 2ª temporada de ‘Bridgerton‘ foram interrompidas indefinidamente após um novo membro da equipe ter testado positivo para COVID.

Esse é o segundo teste positivo para o vírus em menos de uma semana.

A produção do novo ciclo permanecerá pausada até que os produtores consigam garantir a segurança dos envolvidos nos bastidores das gravações. Apesar de não ter sido revelado quem contraiu o vírus, o site afirma que o indivíduo já está em isolamento.

Atualmente, o Reino Unido tem sofrido com contaminação da variante Delta do vírus.

Vale lembrar que a 2ª temporada trará quatro novos nomes ao elenco: Charithra Chandran (‘Alex Rider’), Shelley Conn (‘Liar’), Calam Lynch (‘Beleza Negra’), Rupert Evans (‘Charmed’) e Rupert Young (‘Dear Evan Hanson’).

Baseada nos romances da autora Julia Quinn, de série foi criada por Chris Van Dusen.

A história acompanha as vidas dos oito irmãos da família Bridgerton, uma das mais importantes da alta-sociedade inglesa do século XIX.

Phoebe Dynevor, Adjoa AndohLorraine AshbourneJonathan BaileyRuby BarkerSabrina BartlettHarriet Cains e outros estrelam.

‘Monster Hunter: Legends of the Guild’: Filme animado da Netflix ganha trailer DUBLADO; Assista!

A Netflix divulgou o trailer dublado do longa animado ‘Monster Hunter: Legends of the Guild‘.

Confira:

A produção será lançada na plataforma no dia 12 de agosto.

Steve Yamamoto é responsável pela direção.

Em um mundo instável habitado por humanos e monstros, o jovem caçador Aiden vai ter que lutar para salvar seu vilarejo. A ameaça? Um dragão.

O longa conta com as vozes de Erica Lindbeck, Brando Eaton, Karen Strassman, Stephen Kramer Glickman, Brian Beacock e Katie Leigh.

‘Station 19’: 5ª temporada ganha data de estreia

A ABC finalmente anunciou quando a 5ª temporada de ‘Station 19‘ será lançada.

O próximo ciclo irá estrear oficialmente no dia 30 de setembro.

Criada por Stacy McKee, a série é o segundo spin-off de ‘Grey’s Anatomy‘.

A trama segue um grupo de bombeiros heroicos do Departamento de Bombeiros de Seattle na Estação 19, mostrará desde o capitão até o recruta mais novo, contando as histórias de homens e mulheres corajosos que arriscam suas vidas e seus corações, no trabalho e fora dele.

O elenco conta com Jaina Lee Ortiz, Jason George, Boris Kodjoe, Grey Damon, Barrett Doss, Jay Hayden, Okieriete Onaodowan, Danielle Savre e Stefania Spampinato.

STATION 19 – Key Art. (ABC)

‘Howling Village’: Novo terror do diretor de ‘O Grito’ ganha trailer assustador; Assista!

O terror ‘Howling Village‘ ganhou um novo trailer.

Confira:

Dirigido por Takashi Shimizu (‘O Grito‘), o longa é baseado em uma popular lenda urbana japonesa.

A trama gira em torno de uma vila no fim de um esquecido túnel do qual ninguém nunca retornou. Uma represa foi construída sobre ele para apagar o passado, mas ninguém sabe para onde as pessoas foram, o que aconteceu com elas e por que o local se chama ‘Vila Uivante’. A heroína que vê um espírito tenta descobrir a verdade sobre os estranhos eventos que ocorrem um após o outro.

O elenco conta com Ayaka Miyoshi, Ryota Bando, Megumi Okina e Renji Ishibashi.

O terror será lançado em VOD no dia 17 de agosto.

‘Viúva Negra’ | Como a Marvel estabeleceu um nicho para seu núcleo humano

Aventura solo da primeira vingadora apenas comprova que estúdio já tem definido o gênero para os personagens nem tão poderosos

No princípio todos os filmes que compuseram a assim chamada  fase 1 do MCU eram todos muito experimentais, ainda que com identidades quase totalmente definidas. Homem de Ferro e sua sequência abraçaram a ficção científica no tocante às armaduras de Tony Stark; mesmo assim, na primeira aventura havia uma interessante investida em um diálogo entre a presença de tecnologia extremamente avançada usada pelo protagonista e um mundo muito próximo do real no pós 11 de setembro e com guerras no Oriente Médio.

O primeiro Thor seguiu por outra direção e abraçou a fantasia inerente tanto ao material fonte (os quadrinhos assinados por Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lieber) quanto a própria mitologia nórdica de onde o herói é originado. A despeito do trabalho cinematográfico entregue pelo diretor Kenneth Branagh, esse filme foi importante para o estúdio por apresentar desde cedo a presença de todo um núcleo fora do cenário até então conhecido da Terra.

Então veio Capitão América: o Primeiro Vingador, essa que é uma obra muito consciente das origens do personagem e se arrisca propositalmente nela. Tanto roteiro como direção não fogem das origens publicitárias do super-herói como parte dos esforços de guerra em 1941. Com isso é entregue ao público uma aventura tradicional e similar com o que era produzido até então no cinema de quadrinhos.

“Primeiro Vingador” é uma obra muito consciente de sua raízes nos anos 40

Um protagonista improvável recebe poderes e precisa derrotar um vilão cartunesco e com motivações bastante diretas; uma legítima história que poderia estampar as páginas das primeiras edições lançadas quando a Marvel ainda era a Timely Comics. Ainda assim, a produção não alcançou o mesmo consenso de Homem de Ferro (que tinha a vantagem da já mencionada história ambientada no mundo real, algo em ressonância com o que estava sendo feito com os bem sucedidos filmes do Batman até então) e junto a Thor foi relegada a certo esquecimento.

Em sua tese de mestrado intitulada Running Head: From Propaganda to a Blockbuster: the role of nationality in the reinterpretation of Captain America for modern international audiences, a autora Eeva-Kaisa Lintala estabelece uma linha divisória entre o que o público buscava do personagem nos anos 40 e o que passou a buscar em 2011. 

“Em resumo, pode ser argumentado que em geral a audiência dos quadrinhos do Capitão América geralmente procuravam por uma identidade social ou de pertencimento, enquanto que os filmes modernos buscam primariamente e acima de tudo serem divertidos. Essa é pelo menos a razão mais implícita de ambas as audiências estarem consumindo a mídia.”.

A virada de fase do MCU foi importante para o sentinela da liberdade, bem como seu leque de heróis humanos, pois foi a virada de chave definitiva. Enquanto que Tony Stark encerrava sua trilogia, Steve Rogers avançava para seu segundo filme solo. Em Soldado Invernal a tão desejada contextualização entre Capitão América e mundo atual ocorreu; sua trama envolvia uma ampla operação de espionagem governamental conduzida pela S.H.I.E.L.D tendo semelhanças com a vigilância internacional dos EUA denunciada por Edward Snowden em 2013.

A fase 2 trouxe uma nova dinâmica para personagens humanos

O novo capítulo também serviu de “abrigo” para a Viúva Negra, até então sem uma franquia própria, e introduziu Sam Wilson e Sharon Carter. Uma trama centrada no mundo da espionagem se mostrou um ótimo reduto para os elementos menos poderosos do MCU, oferecendo desafios que seriam difíceis para tais indivíduos, precisando ser superados aos poucos e com um trabalho de investigação.

Do ponto de vista técnico essa opção pôde ser interpretada como um tributo, ou tentativa de resgate, dos filmes de espionagem que se proliferaram em meados dos anos 2000; liderados pelo renascer da franquia 007 em Cassino Royale e pela trilogia Bourne estrelada por Matt Damon. Por último, essa nova inclinação narrativa serviu como uma alternativa pés no chão para o MCU que, naquela altura, escalonava na ambição.

Não muito depois veio Guerra Civil, que manteve muito da ambientação estabelecida no filme anterior, porém servindo muito mais como um grande crossover do que uma aventura específica para o núcleo mais mundano dos heróis. Foi somente com o seriado Falcão e o Soldado Invernal que a inclinação “Nolanística” foi oficializada para esse seguimento e, dada a deixa pós Ultimato, esse será o cenário mais propício para desenvolver as consequências do blip.

Mais recentemente o lançamento de Viúva Negra, mesmo que cronologicamente ultrapassado, fez uso dessa inspiração e consolidou esse espaço para não só a personagem de Scarlett Johansson mas também para futuras aparições de Florence Pugh.

 

 

‘The Flash’: Ben Affleck cada vez mais músculoso para voltar como o Batman na adaptação; Confira!

Há dois meses, Ben Affleck havia sido flagrado com um visual bem abatido e magra após o término de seu relacionamento com Ana de Armas.

Por conta disso, alguns fãs estavam bem preocupados se ele estaria apto a reprisar seu papel como Bruce Wayne/Batman na vindoura adaptação de ‘The Flash‘, do diretor Andy Muschietti (‘It – A Coisa’).

Recuperado e novamente em um relacionamento sério com Jennifer Lopez, Affleck foi fotografado nos últimos dias em Los Angeles e aparece recuperando seu físico malhado, provando que está se dedicando ao personagem.

Confira:

Por enquanto, ainda não se sabe qual será a importância do Bruce Wayne de Affleck na trama, mas considerando sua proximidade com Barry Allen (Ezra Miller), pode ser que ele seja o mentor do herói velocista.

Anteriormente, o jornalista John Campea disse que o Bruce Wayne de Michael Keaton será um dos protagonistas do longa, e sua participação será tão importante quanto a de Sean Connery em ‘Indiana Jones e a Última Cruzada‘.

“Seu personagem terá uma grande participação, tão importante quanto a de Sean Connery em Indiana Jones e a Última Cruzada. É muito maior do que o imaginado”, afirmou.

As filmagens do aguardado ‘The Flash’ continuam e foi divulgada uma imagem de Michael Keaton filmando como Bruce Wayne em Londres, Inglaterra.

Confira, com outras fotos do set:

Lembrando que as gravações começaram nos estúdios Warner Bros. em abril. Em maio, as cenas foram rodadas em Stamford, Lincolnshire, utilizando a Casa Burghley como a Mansão Wayne.

Vale lembrar que Ben Affleck vai reprisar seu papel como o Cavaleiro das Trevas no longa, cujo anúncio levou muitos fãs a se perguntarem o que o fez tomar a decisão.

Durante uma entrevista para a Vanity Fair, a produtora Barbara Muschietti disse que o astro havia desistido do personagem porque estava passando por um momento ruim, mas agora está disposto a reviver o Homem-Morcego do DCEU.

“Houve várias especulações e coisas que ele mesmo disse sobre ter dificuldades para interpretar Batman, e foi difícil para ele. Acho que ele havia desistido por que estava vivendo um momento difícil em sua vida pessoal. Quando o abordamos, ele parecia estar em um momento diferente. Ele foi muito aberto à ideia [de reprisar o papel], o que foi uma surpresa para nós. “Somos todos humanos e passamos por situações difíceis. Estou feliz que agora ele esteja interessado em retornar, porque a presença do Batman será fundamental e emocionante, ao mesmo tempo que terá um toque divertido.”

Na mesma entrevista, Andy explicou o que torna a versão do Batman de Affleck tão importante para o legado do personagem.

“O Batman do Ben Affleck tem um dicotomia que é muito forte, que é a sua masculinidade – porque causa da sua aparência, a figura imponente que ele tem e seu maxilar –, mas ele também tem vulnerabilidade. Ele precisa de uma história que destaque esse contraste, esse equilíbrio.”

Previsto para 03 de junho de 2022, ‘The Flash’ vai mostrar Barry Allen/Flash (Ezra Miller) viajando no tempo para impedir o assassinato de sua mãe. Porém, quando ele retorna ao presente, sua mãe ainda está viva…. mas o mundo é um pesadelo. A Liga da Justiça nunca existiu e Barry precisa fazer de tudo para corrigir todos os seus defeitos.

‘Viúva Negra’: Intérprete do Taskmaster revela que traje era “quente, volumoso e pesado”

O texto abaixo contém SPOILERS!

A maior reviravolta de ‘Viúva Negra‘ foi a revelação da identidade do Taskmaster, disfarce usado pela filha de Dreykov (Ray Winstone), idealizador do programa de espiãs assassinas da KGB.

Interpretado por Olga Kurylenko, o Taskmaster possui um traje tático que homenageia o material de origem ao mesmo tempo em que o torna funcional para o mundo real.

Em entrevista para o Comic Book, Kurylenko comentou sobre o visual do vilão e admitiu que não foi nada fácil atuar com todo aquele equipamento militar.

“As habilidades do Taskmaster são muito complexas, incríveis e quase imbatíveis, então algumas pessoas tiveram que fazer as acrobacias do personagem. Eu gostaria de poder fazer tudo sozinha. Foi muito divertido fazer esse personagem. Eu adoro acrobacias, artes marciais e essas coreografias extravagantes. Mas aquele trajem apesar de incrível, deixa tudo mais difícil porque ele é bastante volumoso, quente e pesado.”

Ela acrescentou:

“Demorou um pouco para me acostumar e eu precisava de mais de uma pessoa para me ajudar a vestir aquilo. Não há como você se vestir sozinha. […] O negócio é que a coisa toda dá muito trabalho, mas foi legal, porque o visual dele é bem ameaçador. Eu nunca tinha interpretado um personagem tão legal e complexo como esse.”

Lembrando que o alter-ego do vilão criado por David Michelinie e George Perez nos quadrinhos é Tony Masters, um espião conhecido por seus reflexos fotográficos, que lhe dão a capacidade de copiar qualquer movimento e estilos de combate de seus adversários.

Por conta disso, alguns fãs ficaram extremamente insatisfeitos com a versão cinematográfica do Taskmaster.

Inclusive um deles enviou mensagens de ódio para Eric Pearson, roteirista da adaptação dirigida por Cate Shortland.

Em entrevista ao podcast Phase Zero, do Comic Book, Pearson disse o seguinte:

“Eu cometi o erro de olhar mensagens de fãs no meu e-mail e alguém me escreveu: ‘Não é minha intenção passar dos limites, mas me senti traído com a revelação da identidade do Taskmaster, foi a maior traição da minha vida e a culpa é sua.’.”

Ele continuou:

“Eu fiquei chateado por um segundo e então pensei: ‘Bem, você teve uma vida muito boa então. Se essa é a pior coisa que já aconteceu com você, então você deve estar empolgado porque se surpreendeu com o filme.'”

Por fim, ele disse que pensou em outras alternativas para a identidade do vilão, incluindo a versão original, mas escolheu a que fazia mais sentido para o MCU.

O Taskmaster teria outras versões além do próprio Tony Masters. Acredite em mim, eu procurei muito, muito uma forma de fazer Tony Masters estar ligado à Sala Vermelha, mas qual seria o motivo? Então me inclinei para ideias fariam mais sentido para o filme e para o quebra-cabeças [que é o MCU].”

Ouça a entrevista:

Lembrando que ‘Viúva Negra‘ se tornou o filme a cruzar mais rapidamente a marca dos US$ 100 milhões nas bilheterias norte-americanas na era pandêmica.

O filme demorou apenas seis dias para ultrapassar a marca. O recorde anterior era de ‘Velozes e Furiosos 9‘, que demorou oito dias para arrecadar o valor. Os outros dois filmes que conseguiram ultrapassar os US$ 100 milhões nos EUA na era pandêmica foram ‘Godzilla vs Kong‘ e ‘Um Lugar Silencioso= 2‘.

Mundialmente, ‘Viúva Negra‘ já atravessou a marca dos US$ 200 milhões.

Vai assistir Viúva Negra? Entenda como funciona o Premier Access do Disney+

Confira a nossa crítica: 

Crítica | Viúva Negra é um eletrizante espetáculo de cenas de ação, com direito a assuntos bem complexos

No thriller de espionagem, Natasha Romanoff confronta as partes obscuras de sua racionalidade quando uma perigosa conspiração atada ao seu passado vem à tona. Perseguida por uma força que não vai parar até destruí-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e com os relacionamentos despedaçados deixados para trás depois de se tornar uma Vingadora.

Além de Johansson no papel principal, o elenco conta com David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O.T. Fagbenle.

A produção é dirigida por Cate Shortland, a partir do roteiro de Jac Schaeffer.

Crítica em Vídeo | ‘Rua do Medo – Parte 3: 1666’ encerra a trilogia de terror com chave de ouro

Rua do Medo: 1666‘, a terceira parte da trilogia que adapta os escritos homônimos do lendário romancista R.L. Stine, já está disponível na Netflix e o editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo.

O terceiro filme da saga consegue assustar e fechar todas as pontas soltas!

Assista a crítica:

Crítica | ‘Rua do Medo – Parte 3: 1666’ conclui de forma satisfatória a trilogia slasher da Netflix

Na trama, as origens da maldição de Sarah Fier (Elizabeth Scopel) são finalmente reveladas conforme a história se completa, em uma noite que vai mudar a vida dos Shadysiders para todo o sempre.

Nas redes sociais, os assinantes da plataforma estão rendendo elogios ao desfecho por conta das reviravoltas, da narrativa reflexiva e por concluir a história de uma forma bastante satisfatória.

Alguns ainda disseram que o filme conseguiu superar suas expectativas e foi declarado como o melhor da trilogia, além de deixar um gostinho de ‘quero mais’.

Confira as reações:

Assista ao trailer:

O elenco é formado por Gillian Jacobs, Sadie SinkAshley ZuckermanFred HechingerJeremy Ford, Julia RehwaldKiana Madeira, Olivia WelchRyan Simpkins

‘Rua do Medo’ é uma série de livros de terror adolescente que estreou em 1989. Os romances são menos conhecidos que o compilado predecessor, Goosebumps. Atualmente, a franquia possui 52 livros ambientados em Shadyside, Ohio.

Kate Trefry (Stranger Things) também está atada às produções.

 

Artigo | Como ‘Rua do Medo’ usou a fórmula dos filmes slasher em favor da originalidade

Quando pensamos em filmes de terror slasher, qual a primeira coisa que nos vêm à cabeça? Um serial killer, muito sangue, estereótipos narrativos e, como é de imaginar, um ou dois sobreviventes (encarnado pelo modelo da final girl tímida, empática e heroica que nunca se torna alvo do assassino).

Desde a popularização do gênero no começo dos anos 1970 com o início da saga ‘Halloween’, longas-metragens desse gênero passaram por reciclagens constantes, alimentando uma fórmula que seria emulada até os dias de hoje e que, eventualmente, cairia na mesmice. É claro que diversas produções entrariam para a história do cinema como revolucionárias, como a franquia supracitada, ‘A Hora do Pesadelo’, Sexta-Feira 13 e Pânico, estendendo-se ao longo de duas décadas de revitalizações e desconstruções arquetípicas para apresentar algo novo ao público. Desde então, tentativas de reviver o slasher passaram a representar miseráveis e cômicas falhas que nem ao menos conseguiram homenagear as obras que as precederam – com raras exceções como os divertidos ‘A Morte Te Dá Parabéns’ e ‘A Babá’ (que, na verdade, mergulham de cabeça no humor ácido em vez de se contentarem com o óbvio).

Rua do Medo, ao que tudo indicava, parecia seguir no mesmo caminho trágico de tantos enredos conterrâneos. Anunciada como trilogia original da Netflix, a produção trouxe à vida os escritos de um dos mestres da literatura, R.L. Stine, convidando-nos a conhecer a misteriosa cidade de Shadyside, palco das brutalidades mais inenarráveis dos Estados Unidos e atada à história de uma jovem garota chamada Sarah Fier, enforcada após ser condenada como bruxa. Os três filmes perpassavam três períodos diferentes (1994, 1978 e 1666), logo de cara nos levando a imaginar com que tipo de trama iríamos lidar. O resultado foi totalmente diferente do imaginado e, apesar do trôpego início, a trilogia ascendeu a uma popularidade enorme e a uma concreta era de renascença aos slasher e aos filmes-B, guiada pela brilhante e pragmática mente da diretora Leigh Janiak.

E por quais motivos essa mini-franquia alcançou tamanho sucesso?

A princípio, podemos focar apenas na competência criativa de Janiak e de sua equipe. Os três capítulos são alicerçados sob uma mesma estrutura – Sarah Fier e os surtos psicóticos de Shadyside -, aumentando as questões volume após volume até que a verdade venha à tona. Em 1994, as protagonistas Deena (Kiana Madeira) e Sam (Olivia Scott Welch) se tornam alvo de fantasmas vingativos que querem matá-las após cruzarem caminho com uma mitologia que remonta aos primeiros séculos de colonização na América do Norte; em 1978, é a vez de Ziggy Berman (Gillian Jacobs/Sadie Sink) tomar as rédeas da narrativa e revisitar os traumáticos acontecimentos do Acampamento Nightwing; em 1666, por fim, um salto para o passado põe em xeque tudo o que se conhece sobre Sarah Fier – e aponta para um culpado inesperado.

Conforme já mencionado em uma matéria similar, os longas são cartas de amor a clássicos títulos do horror e do drama fantástico das décadas passadas – logo, resvalar em obviedades era quase impossível de não acontecer. Entretanto, Janiak parece saber que fugir dos clichês é uma tarefa complicada, cuidando para que eles apareçam de uma forma prática, familiar e satisfatória, por assim dizer.

Enquanto esse trabalho parece não gerar muitos frutos no primeiro capítulo da trilogia, alguns momentos merecem nossa atenção: o prólogo de ‘1994’ faz alusão à famosa sequência de abertura de Pânico, mas muda certos elementos para reforçar a ideia de que uma força mística se esconde em Shadyside, revelando a identidade do assassino. O mesmo acontece em ‘1978’, que mimetiza Sexta-Feira 13 e o Acampamento Crystal Lake, ao mostrar quem será o serial killer antes das mortes acontecerem. A ideia não é infundir o sanguinolento gore com uma pitada de suspense, mas sim cumprir o que foi prometido e realizar o dialogismo inicial com o que acontece no presente cronológico da história – permitindo até mesmo que outra reviravolta insurja dessa atmosfera. ‘1666’, nesse quesito, resolve escavar o misticismo do século XVII e da Inquisição ocidental para uma corrida contra o tempo que termina do jeito mais fabulesco possível, sem perder a essência do previsível proposital).

É notável como cada elemento arquitetado funciona dentro de suas limitações, nunca pretendendo ser mais profundo ou simbólico do que consegue ser. Porém, vê-se uma preferência de Janiak em remodelar esse arcabouço tão explorado pelo cenário cinematográfico: as sutilezas se encontram, por exemplo, na decisão de manter o casal lésbico vivo até o grand finale, quebrando a “regra” de que a comunidade queer é posta como vítima primária do assassino; e a de desmistificar a ideia da final girl, que, em tese, deveria representar a vitória do bem contra o mal. Aqui, são vários os sobreviventes (por mais que a contagem de corpos seja exponencial), e a complexidade de suas personalidades os impede de cair em maniqueísmos criativos. A manutenção de Josh (Benjamin Flores Jr.) como membro ativo dos arcos em contraposição à trágica morte de Simon (Fred Hechinger) é, pois, mais um indicativo de que os clichês ainda podem ser usados de maneira impensável.

Rua do Medo pode ter seus problemas – aliás, são poucas as produções que não os têm; mas deve se dar mérito a Janiak por reconhecer que escapar da mesmice é uma missão difícil e que, no final das contas, abraçar o que se conhece pode ser uma alternativa bastante funcional.