Depois de meses desde o anúncio oficial, a série ‘Monstros no Trabalho’, sequência da aclamada animação ‘Monstros S.A.’, foi disponibilizada no catálogo do Disney+: os fãs, agora, podem conferir os dois primeiros capítulos da obra.
Relembre o trailer:
A história se passa seis meses após o filme original, com os Monstros descobrindo que geram mais energia ao fazerem as crianças rirem.
Para a Warner, esse é o terceiro ano seguido que a companhia deixa de aparecer na Comic-Con. Da última vez (2018), foi oferecida a oportunidade para Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins apresentarem um pequeno teaser de ‘Mulher-Maravilha 1984’, mas decidiu-se deixar as surpresas para o evento brasileiro que ocorreu mais tarde no mesmo ano.
Em virtude da pandemia, essa é o segundo ano que a Marvel também não aparecerá na SDCC, ainda mais levando em conta que a Casa Mouse vem tomando vantagem pelo Dia dos Investidores (com a última edição tendo ocorrido em dezembro de 2020).
Vale lembrar que a edição ao vivo da San Diego Comic-Con ocorrerá entre os dias 26 e 28 de novembro de 2021, após as celebrações do Dia de Ação de Graças – mas ainda não se sabe se as companhias irão aparecer. Ambas não deram nenhuma declaração oficial.
Vale lembrar que a organização do evento comentou que qualquer um que comprou um crachá para o evento que aconteceria no verão estadunidense deste ano e que quiser usá-lo para o de novembro, poderá fazê-lo.
“Enquanto lamentamos o adiamento da Comic-Con presencial, nosso compromisso com esta comunidade de fãs e nossa celebração de quadrinhos e artes populares relacionadas perdura como uma parte importante de quem somos”, diz o comunicado oficial. “Como o momento e o escopo de nosso evento maior influenciam muito em nossa decisão de adiar, acreditamos que lançar um evento presencial menor em um momento posterior pode ser uma alternativa segura. Por esse motivo, temos o prazer de anunciar que a Comic Com está planejando apresentar uma convenção presencial de três dias em San Diego em novembro. No momento, ainda estamos trabalhando em detalhes específicos quanto à capacidade de participação, custo do crachá e informações relacionadas, e esses detalhes serão divulgados. Continue a visitar nosso site, comic-con.org, para informações oficiais atualizadas assim que estiverem disponíveis. “
Aqueles que já compraram um crachá para o evento de 2021 também poderão ter os seus transferidos para o evento de 2022, se desejarem, em vez do evento de novembro. As datas para o evento de 2022 não foram confirmadas. A declaração completa da SDCC conclui:
“Os últimos meses afetaram muito as famílias e amigos, e esperamos que esse esforço seja um pequeno movimento em direção a um retorno à união como uma comunidade para celebrar não apenas a arte popular, mas também a amizade, a educação e o espírito duradouro do fandom que faz parte da Comic-Con. Agradecemos a todos por seu apoio contínuo e inabalável durante esses tempos mais desafiadores. Esperamos vê-los em novembro! ”
A CW divulgou as imagens oficiais de “This Is Gus”, 9º episódio da sexta temporada de ‘Legends of Tomorrow’.
Na trama, “Behrad fica desapontado com as Lendas por terem esquecido seu aniversário – logo, quando eles localizam uma cápsula alienígena até 2024 e o levam para sua sitcom favorita, ele acredita ser uma surpresa para ele. Sentindo-se culpados, Nate e Zari mantêm Behrad ocupado, enquanto Ava Spooned e Astra tentam encontrar o Alien para consertar a linha temporal. Enquanto isso, o comportamento de Rory continua estranho, levando Sara e Gary a descobrir o que aconteceu”.
Quando heróis sozinhos não são o suficiente… o mundo precisa de lendas. Já tendo visto o futuro, um deles irá desesperadamente tentar impedi-lo de acontecer. Rip Hunter (Arthur Darvill), o viajante do tempo, recebe a tarefa de reunir um disforme grupo de heróis e vilões para confrontar uma ameaça difícil de parar; uma que não ameaça somente a integridade do planeta, mas do próprio tempo como uma entidade. Será que este improvável time é capaz de combater uma ameaça imortal, diferente de tudo que eles conhecem?
Em entrevista ao The Ringer, o lendário diretor e realizador James Cameron celebrou o aniversário de 30 anos do aclamado ‘O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final’ e aproveitou para revelar alguns detalhes do primeiro rascunho do longa-metragem, comentando até mesmo que o astro Arnold Schwarzenegger enfrentaria a si mesmo como vilão e mocinho.
“Quando primeiro concebi a história, a dividi em duas partes. Na primeiras, a Skynet mandaria um ciborgue com endoesqueleto de metal e os mocinhos enviariam o protetor. O protetor o jogaria sob um caminhão ou entre uma grande estrutura de metal. E, então, no futuro, eles perceberiam as brechas no tempo progredindo em direção a eles. Eles ainda não ganhariam a batalha”.
A ideia, eventualmente, foi descartada após o co-roteirista William Wisher dizer que colocar Schwarzenegger lutando contra si mesmo seria “chato”. No final das contas, Robert Patrick foi trazido como o antagonista T-1000.
Durante a mesma entrevista, Cameron comentou sobre os principais elementos do filme e confessou que estava sob efeito de drogas pesadas quando concebeu os primeiros rascunhos.
Tudo começou quando ele estava ouvindo uma música do cantor e decidiu aumentar sua percepção usando comprimidos de ecstasy.
“Lembro-me de sentar para escrever o roteiro de ‘O Exterminador do Futuro 2‘ enquanto ouvia ‘Russians‘ sob o efeito do ecstasy, fiquei impressionado com aquela música, ainda mais na parte em que ele canta: ‘Espero que os russos também amem seus filhos’. Eu pensei: ‘Quer saber? A ideia de uma guerra nuclear é tão antitética para a própria vida’. Foi dai que surgiu o garoto [John Connor].”
Aclamado pela crítica, o filme também fez um sucesso gigantesco na bilheteria e arrecadou US$520 milhões ao redor do mundo (a maior do ano em que foi lançado). Além disso, conquistou inúmeros prêmios, incluindo quatro estatuetas do Oscar.
Pouco depois do trailer, a Netflix divulgou um novo vídeo promocional de ‘A Barraca do Beijo 3’, trazendo os astros Joey King e Joel Courtney reagindo ao material promocional da sequência.
Lembrando que o filme tem estreia marcada para 11 de agosto na plataforma de streaming.
Elle vai para a faculdade e precisa tomar uma decisão muito difícil: se mudar para o outro lado do país com o namorado Noah ou cumprir a promessa que fez ao melhor amigo Lee de estudar com ele. Qual dos dois vai ficar de coração partido?
As informações indicam que Pattinson deixou o projeto em virtude de conflitos de cronograma, ainda mais levando em conta que as filmagens sofreram atraso de um ano em virtude da pandemia de COVID-19, com início programado para outubro.
Segundo a publicação, a produtora A24 adquiriu os direitos de distribuição nos Estados Unidos. O longa é uma adaptação do livro homônimo de Denis Johnson, publicado em 1986.
A trama se passa no ano de 1984, durante a Revolução Sandinista. Aqui, um misterioso empresário britânico e uma jornalista americana acabam se apaixonando de forma bem intensa, mas ambos acabaram envolvidos em um labirinto de mentiras e conspirações, sendo forçados a fugir do país absolutamente sozinhos.
O roteiro é assinado por Denis, Andrew Litvack e Lea Mysiu.
O primeiro episódio do aguardado reboot de ‘Gossip Girl‘ finalmente estreou na HBO Max e, agora, a plataforma de streaming divulgou um instigante trailer nos preparando para os eventos da 1ª temporada.
Confira:
Na trama, Gossip Girl retorna como a principal fonte na vida escandalosa da elite de Nova Iorque. Uma nova geração de Upper East Siders agora será o alvo, expondo seus escândalos, angústias e fofocas na nova era da mídia social.
Lembrando que o próximo episódio será exibido em 15 de julho.
Karena Evans, aclamada realizadora conhecida por seu trabalho nas séries ‘Snowfall’ e ‘P-Valley’, é a responsável pelos dois primeiros episódios da produção.
A aguardada animação ‘Resident Evil: No Escuro Absoluto’ finalmente estreou na Netflix.
Ambientada alguns anos após os eventos do jogo ‘Resident Evil 4’, a produção foi disponibilizada na plataforma de streaminghoje, 08 de julho.
Confira o trailer:
“Em 2006, havia vestígios de acesso indevido a arquivos secretos do presidente encontrados na rede da Casa Branca. O agente federal americano Leon S. Kennedy está entre o grupo convidado à Casa Branca para investigar o incidente, mas quando as luzes se apagam repentinamente, Leon e a equipe da SWAT são forçados a derrubar uma horda de zumbis misteriosos.
Enquanto isso, Claire Redfield, membro da equipe da TerraSave, encontra uma imagem misteriosa desenhada por um jovem em um país que ela visitou, enquanto fornece apoio aos refugiados. Assombrada por este desenho, que parece ser de uma vítima de infecção viral, Claire inicia sua própria investigação.
Na manhã seguinte, Claire visita a Casa Branca para solicitar a construção de um centro de bem-estar. Lá, ela tem uma chance de se reunir com Leon e usa a oportunidade para mostrar a ele o desenho do menino. Leon parece perceber algum tipo de conexão entre o surto de zumbis na Casa Branca e o estranho desenho, mas ele diz a Claire que não há relação e vai embora. Com o tempo, esses dois surtos de zumbis em países distantes levarão a eventos que irão abalar a nação.”
Quando o vírus volta a se espalhar, apenas uma dupla veterana de matadores de zumbis poderá colocar a situação sob controle.
Vale lembrar que a gigante do streaming também está desenvolvendo uma série live-action dos games, que terá 8 episódios.
A espera acabou e o primeiro episódio do aguardado reboot de ‘Gossip Girl‘ já está entre nós e pode ser conferido na HBO Max. O capítulo inaugural teve a sua estreia nesta quinta-feira (08) na grade de programação do novo streaming.
Na trama, Gossip Girl retorna como a principal fonte na vida escandalosa da elite de Nova Iorque. Uma nova geração de Upper East Siders agora será o alvo, expondo seus escândalos, angústias e fofocas na nova era da mídia social.
Confira o mais recente teaser legendado:
A fofoca está de volta e muito em breve você poderá fazer parte dela. #GossipGirl abre em 8 de julho no #HBOMax. ** Grita e começa a marcar a data no calendário! pic.twitter.com/agyr7E7vtj
Karena Evans, aclamada realizadora conhecida por seu trabalho nas séries ‘Snowfall’ e ‘P-Valley’, é a responsável pelos dois primeiros episódios da produção.
O aguardado documentário‘Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime‘, sobre o terrível assassinato de Marcos Matsunaga, empresário da marca alimentícia Yoki – baleado e esquartejado em 2012 por sua própria esposa -, já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta quinta-feira (08) na grade de programação.
A série documental conta com depoimentos da própria Elize, além de familiares e colegas do casal. Além disso, o caso é comentado por especialistas que participaram das investigações, jornalistas, advogados de defesa e acusação e peritos criminais.
Confira o trailer:
Ao todo, a série terá quatro episódios com cerca de 50 minutos de duração.
Ao longo das entrevistas, o público terá um olhar mais detalhado sobre a infância de Elize numa pequena cidade do Paraná chamada Chopinzinho, até o complicado relacionamento com Matsunaga.
O desfecho após o crime também será explorado, incluindo tentativas de acobertamento, confissão de culpa, prisão e julgamento em 2016, e até mesmo saídas temporárias, tudo sob a ótica das câmeras.
Como um dos filmes mais aguardados do 1º semestre de 2021, o remake de ‘Mortal Kombat‘ acabou dividindo a opinião dos fãs.
Agora, um filme lançado pela Netflix há três anos voltou a viralizar por trazer como protagonista o astro Joe Taslim – que vive o Sub-Zero.
Chamado ‘A Noite Nos Persegue‘, o longa está agradando em cheio os fãs da franquia ‘Mortal Kombat’, por trazer o mesmo astro do reboot, além de cenas sangrentas e violentas, pancadarias e ação do início ao fim.
Após poupar a vida de uma garota durante um massacre, um assassino de elite (Taslim) se torna o alvo do ataque de criminosos.
A ação quase ininterrupta do filme é muito bem trabalhada pelo diretor e roteirista TimoTjahjanto, o que rendeu ao filme 91% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.
Assista ao trailer:
Famoso por seu trabalho em ‘O ABC da Morte’ (2012), ‘V/H/S 2‘ (2013) e ‘Headshot‘ (2016), Tjahjanto consegue orquestrar a narrativa simples de uma forma grandiosa, prendendo o espectador até os créditos finais.
Para quem gostou de acompanhar os rápidos movimentos de Taslim em ‘Mortal Kombat‘ e no aclamado ‘Operação Invasão‘ vai se impressionar com as habilidade do astro neste filme.
Em uma das cenas mais marcantes, Ito é perseguido em um açougue e parte para cima de seus adversários com socos, chutes e tudo o que há em sua frente, até mesmo pedaços de carne e osso.
Se tudo isso não fosse o bastante, o elenco também conta comIko Waiss, mestre em artes marciais que conquistou o público na série ‘Wu Assassins‘, também disponível na Netflix.
O elenco feminino também marca presença com Julie Estelle(‘Headshot’), que protagoniza um embate contra algumas das assassinas da Tríade em um trecho que deixaria as atrizes de ‘Mortal Kombat‘ com inveja.
Ao fim da trama, ‘A Noite Nos Persegue‘ deixa claro que os asiáticos dominam a arte de se fazer um bom filme de ação, algo que deveria servir de exemplo para cineastas que pretendem se aventurar no sub-gênero de filmes inspirados em artes marciais.
Há dez anos, a aclamada e memorável conclusão da saga ‘Harry Potter’ fazia sua estreia na Praça Trafalgar, em Londres, uma semana antes de oficialmente chegar aos cinemas de todo o mundo. Ovacionado pela crítica especializada e pelo público, ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2’ fez um sucesso enorme e deu fim a uma das franquias mais importantes do cinema contemporâneo.
Baseado no romance homônimo de J.K. Rowling, o filme continuou a história do capítulo anterior e arquitetou o confronto final entre o bruxinho titular (vivido por Daniel Radcliffe) e Voldemort, o Lorde das Trevas do mundo mágico (Ralph Fiennes), em uma épica batalha regada a reviravoltas, sustos e emoções. Levando inúmeras estatuetas para casa, o longa arrecadou mais de US$1,3 bilhão nas bilheterias, alcançou o terceiro lugar das produções mais lucrativas da história e permanece como a obra mais bem-sucedida da Warner Bros..
Para celebrar seu iminente aniversário, o CinePOP preparou uma breve lista com dez curiosidades de bastidores, que você pode conferir abaixo:
É TUDO IMPROVISO
De acordo com Tom Felton, que interpretou Draco Malfoy na franquia, o momento em que Voldemort o abraça não estava no roteiro, tendo sido uma improvisação de Fiennes. A reação de Felton em parar, sem saber o que fazer, foi genuína.
FÚRIA DE TITÃS
A emblemática luta entre a Professora McGonagall (Maggie Smith) e o Professor Snape (Alan Rickman) foi considerada em ser alterada, colocando Harry contra Snape. Entretanto, a ideia foi descartada por Rowling, que insistiu que o duelo deveria envolver os mesmos personagens do romance – visto que era um ponto de mudança para McGonagall.
MOMENTO BIZARRO
Emma Watson e Rupert Grint declararam inúmeras vezes em entrevistas separadas que filmar a cena do beijo entre Hermione e Rony, seus respectivos personagens, foi uma experiência “extremamente estranha”, visto que os dois sempre se sentiram como “irmão e irmã”. Apesar disso, foram necessárias seis tomadas para completar a sequência (comparado a dez para o beijo entre Harry e Gina e 30 para Harry e Cho).
LEALDADE PSICÓTICA
Em cada sequência em que Voldemort e Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter) aparecem juntos, ela sempre se movia para o lado direito do bruxo, tradicionalmente a posição do seguidor mais leal e confiável de alguém.
TRANSFORMAÇÃO POLISSUCO
Quando Harry, Rony e Hermione chegam a Gringotes no começo do filme, Hermione havia tomado a Poção Polissuco para se disfarçar como Bellatrix e ter acesso à Espada de Godrico Grifinória. Antes da sequência ser rodada, Watson mostrou sua interpretação para Carter para que ela soubesse como Hermione se portaria numa situação daquelas. Então, essencialmente, a cena traz Carter atuando como Watson, que está atuando como Hermione atuando como Bellatrix.
A VARINHA ESCOLHE SEU BRUXO
Cada uma das varinhas vista na franquia foi criada no local. A partir das descrições nos livros, as varinhas variavam entre 33cm e 38cm e foram construídas especificamente para cada personagem. Ou seja, nenhuma varinha era igual à outra.
TRABALHO IMENSO
De acordo com o produtor David Heyman, a primeira pré-versão de ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ tinha nada menos que cinco horas e meia, enquanto o roteiro de filmagens rodava em torno de 500 páginas. Isso explica o motivo do filme ter sido dividido em dois.
SIBILA ESTÁ DE VOLTA
Devido ao seu comprometimento com a sequência de fantasia ‘Nanny McPhee e as Lições Mágicas’, informações indicavam que Emma Thompson não conseguiria reprisar seu papel como Sibila Trelawney no longa-metragem. Entretanto, ela voltou para uma breve aparição no final da obra, consolando aqueles que haviam perdido entes queridos na batalha.
O ESNOBADO DO OSCAR
Seis dos oito filmes da saga foram indicados ao Oscar, totalizando doze nomeações. ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2’ conquistou três indicações (Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Visuais) e, por nunca ter levado qualquer estatueta para casa, houve expectativa de que o filme sairia vitorioso – mas o resultado não foi o esperado. Em compensação, ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’, ambientado no mesmo universo, conquistou um Oscar de Melhor Figurino.
A MORTE É SÓ O PRINCÍPIO
Antes do último livro ser publicado, Radcliffe perguntou a Rowling se Harry morreria no final. Depois de um silêncio perturbador, a romancista deu a ele uma resposta bastante críptica: “você tem uma cena de morte”. Ela se referia, é claro, ao momento em que Voldemort destrói a Horcrux que criou em Harry, apenas para ele voltar à vida e destruí-lo.
Uma nova era, uma nova geração – e os estúdios Walt Disney continuam a investir em remakes em live-action de suas clássicas animações. Por um lado, trazer fábulas e contos de fada através de outra perspectiva para um público mais novo é uma ótima ideia, ainda mais considerando que os pequenos podem não se conectar com o estilo técnico-artístico dos filmes originais. Entretanto, uma das principais mudanças que vêm sendo trazidos à tona é a apresentação de uma desmistificação dos vilões do panteão Disney, transformando-os em personagens mais complexos do que o mero maniqueísmo “bem vs. mal” visto no cinema.
É claro que isso não se restringe apenas à Casa Mouse, mas alastra-se também para qualquer um que ouse mexer nos engessados preceitos dos séculos anteriores, em que histórias fantasiosas eram vistas como metáforas para proteger as crianças de males externos. Uma das mais recentes investidas que transmutam a relação mocinho-vilão é ‘Malévola’, estrelada por Angelina Jolie e que resolve trazer a icônica personagem para o centro dos holofotes.
Goste ou não, o longa-metragem já causa um grande impacto nas mais diferentes audiências por fornecer uma roupagem nada tradicional à feiticeira. Em ‘A Bela Adormecida’, Malévola era movida pela inveja e pela falta de carinho de outros, resolvendo colocar uma maldição na jovem Aurora que a colocaria em um profundo sono ao cair do 16º aniversário. Impedida por Phillip, ela chegou a virar um temível dragão para sair vitoriosa, mas viu-se em ruínas pela força do “amor verdadeiro”. Já em 2014, Robert Stromberg, aliando-se ao roteiro de Linda Woolverton, resolveu explicar as origens de tanto ódio, pondo-a como uma fada da floresta enganada por humanos. Jurando vingança contra aqueles que destruíram seus sonhos e criavam artimanhas para dizimar os seres mágicos de seu lar, ela percorreu os mesmos passos até encontrar Aurora.
A diferença se expande para a relação com a menina. Conforme nos lembramos da animação de 1959, Malévola e Aurora não possuem qualquer relação senão antagônica; na releitura, Aurora enxerga a perigosa criatura como sua fada-madrinha, que percebe gradativamente que a garota não tem culpa pelos pecados da família. Ao tentar reverter a maldição, percebe que cometeu um trágico erro – eventualmente utilizando do amor que desenvolveu pela menina para salvá-la do sono eterno.
Anos mais tarde, a Disney voltaria com mais um ambicioso projeto, ‘Cruella’, trazendo Emma Stone para viver a personagem. Diferente de Malévola, cujas intenções eram bastante simples, levando em conta a narrativa em que primeiro apareceu, a magnata da moda Cruella de Vil não partia dos mesmos princípios da Casa Mouse: introduzida em ‘101 Dálmatas’ (uma das incursões mais originais do gênero animado), a antagonista mostrou-se má por natureza, decidida desde o começo a utilizar a pele de dálmatas para fazer estilosos casacos de pele e mergulhar em fama no cenário da haute couture.
No live-action, as coisas mudam drasticamente de posição e Cruella é agraciada com um tocante passado que envolve o assassinato da mãe, uma vida como golpista nas ruas de Londres e um trabalho estressante como pupila da Baronesa (interpretada por Emma Thompson). Como se não bastasse, o ardil psicótico característico da personagem se desenvolve em ápices de loucura que nos levam a pensar uma coisa quando, na verdade, dizem outra: no filme de 2021, Cruella não usa a pele dos cachorros como parte das vestimentas; na verdade, ela faz uma bela declaração artística que puxa elementos do punk-rock dos anos 1970 em um conflito geracional entre o ultrapassado (Baronesa) e o moderno (ela própria), apostando fichas no choque em vez da maldade.
E por que essa necessidade de mudar a personalidade de personagens tão icônicos?
Com o passar dos anos, histórias (escritas e audiovisuais) se viram num beco sem saída, em que imaginar um enredo original era uma tarefa bastante complicada. Mais do que isso, as mensagens clássicas apresentadas ao público – nesse caso, diretamente para uma audiência infantil – mostravam-se recicladas e talvez não tão compreendidas quanto deveriam. É claro que o embate entre o bem e o mal, como mencionado no começo desta matéria, sempre serviu de combustível para diversas tramas – mas até que ponto isso se mantém verdadeiro? Afinal, a dualidade configurada em opostos extremo não corresponde à realidade e nem à multiplicidade dos indivíduos. Encarar o mundo como um explosivo campo de batalha entre vilões e mocinhos é não compreender que existem “áreas cinzentas”.
Cruella e Malévola, nesse âmbito, são humanizadas para um bem maior e para levar os espectadores a entender que ninguém nasce mal, e sim torna-se. E mesmo dentro de um espectro como esse, é notável a forma como os realizadores são cautelosos em criar empatia e delinear relações de causa e consequência que podem inclusive aparecer em outras histórias de origem – ainda mais considerando que ‘A Pequena Sereia’ e ‘Peter Pan & Wendy’ são alguns dos próximos projetos em live-action da Disney. Quem sabe Úrsula e Capitão Gancho (e Gastão e Jafar e Lady Tremaine) não encontrem uma conclusão mais honesta?
A nova série teen sueca, ‘Young Royals’, já está disponível na Netflix e, para promovê-la, a plataforma de streaming divulgou quatro imagens de bastidores trazendo o elenco protagonista.
‘Young Royals’ acompanha o Príncipe Wilhelm (Edvin Ryding) entra no prestigioso colégio interno Hillerska e finalmente tem a chance de explorar sua verdadeira personalidade e descobrir o tipo de vida que quer levar. Lá, ele começa a sonhar com um futuro de liberdade e amor incondicional, longe das obrigações da realeza. No entanto, ele acaba se tornando o próximo sucessor para o trono e esse dilema ganha cada vez mais peso. O que será mais importante: o amor ou o dever?
David Dastmalchian já interpretou alguns personagens da DC Comics no cinema e na TV, como um capanga do Coringa em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas‘ e o Abra Kadabra na série ‘The Flash‘.
Desta vez, ele dará vida ao Polk Dot Man, ou Homem das Bolinhas, em ‘O Esquadrão Suicida’.
Durante uma entrevista para o Comic Book, o astro deu alguns detalhes sobre o personagem e ele parece ser mais profundo e complexo do que aparenta.
“Abner [alter-ego do vilão] é um personagem realmente maravilhoso e me sinto envergonhado por não ter lembrado dele nos quadrinhos, minha memória falhou um pouco antes de assumir o papel. Mas eu o acho incrível porque sinto que há uma relação entre nós em certas partes da minha vida que eu nunca apreciei, sabe? E esse personagem me fez enxergá-las de uma forma poderosa e interessante, o que estreitou a minha relação com amigos e familiares.”
Questionado se essa conexão era uma coisa boa, Dastmalchian fez mistério:
“Basta dizer o nome dele em voz alta. Ele é alguém que não impõe muito respeito se você olha superficialmente. Acho que ele é alguém que nunca encontrou muita conectividade com as pessoas por causa de certas coisas que não posso discutir no momento, mas também porque ele é o Homem das Bolinhas.”
Ele continuou:
“Quando você está no meio de pessoas excepcionalmente talentosas em diferentes graus de força ou qualquer que seja sua habilidade, não ser notado é uma dádiva. Mas também são pessoas que são descartáveis enquanto cumprem sua missão, o que pode ser assustador… Mas não para Abner, porque ele sempre se sentiu assim.”
Pelo visto, o Polka Dot Man pode ter um papel bem mais importante do que os fãs poderiam imaginar.
Talvez o diretor James Gunn esteja escondendo algo surpreendente que vai explodir a cabeça dos fãs.
E aí, você está ansioso?
Lembrando que ‘O Esquadrão Suicida‘ chega aos cinemas nacionais em 05 de agosto.
“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”.
A Netflix divulgou o trailer completo do episódio especial de ‘Kingdom‘, série sul-coreana de terror sobre zumbis.
Confira:
Intitulado ‘Kingdom: Ashin of the North‘, o especial irá mostrar a origem da infecção e estreia no dia 23 de julho.
A série é dirigida por Kim Seung-hun, um dos diretores mais importantes da Coreia do Sul, em parceria com a roteirista prestigiada Kim Eun-hee.
Em um reino assolado pela corrupção e pela fome, uma misteriosa doença se espalha, transformando as pessoas infectadas em monstros. Acusado de traição e desesperado para salvar seu povo, o príncipe herdeiro embarca em uma jornada para descobrir o mal que se esconde nas trevas.
A Netflix divulgou um novo clipe oficial da animação ‘Resident Evil: No Escuro Absoluto‘, que se passará alguns anos após os eventos do jogo ‘Resident Evil 4‘.
O vídeo é focado no clássico personagem Leon.
Confira, com o trailer:
A produção será lançada na plataforma amanhã, 08 de julho.
“Em 2006, havia vestígios de acesso indevido a arquivos secretos do presidente encontrados na rede da Casa Branca. O agente federal americano Leon S. Kennedy está entre o grupo convidado à Casa Branca para investigar o incidente, mas quando as luzes se apagam repentinamente, Leon e a equipe da SWAT são forçados a derrubar uma horda de zumbis misteriosos.
Enquanto isso, Claire Redfield, membro da equipe da TerraSave, encontra uma imagem misteriosa desenhada por um jovem em um país que ela visitou, enquanto fornece apoio aos refugiados. Assombrada por este desenho, que parece ser de uma vítima de infecção viral, Claire inicia sua própria investigação.
Na manhã seguinte, Claire visita a Casa Branca para solicitar a construção de um centro de bem-estar. Lá, ela tem uma chance de se reunir com Leon e usa a oportunidade para mostrar a ele o desenho do menino. Leon parece perceber algum tipo de conexão entre o surto de zumbis na Casa Branca e o estranho desenho, mas ele diz a Claire que não há relação e vai embora. Com o tempo, esses dois surtos de zumbis em países distantes levarão a eventos que irão abalar a nação.”
Quando o vírus volta a se espalhar, apenas uma dupla veterana de matadores de zumbis poderá colocar a situação sob controle.
Vale lembrar que a gigante do streaming também está desenvolvendo uma série live-action dos games, que terá 8 episódios.
O primeiro filme da franquia estreou em 1996 e tornou-se um clássico instantâneo e revolucionário que misturou elementos do terror slasher com a metalinguagem cinematográfica. Dirigido por Wes Craven e roteirizado por Kevin Williamson, a trama focava em um serial killer mascarado conhecido pelo nome de Ghostface, que utilizava bordões e um assustador conhecimento sobre produções do gênero para perseguir suas vítimas.
Juntas, as quatro iterações arrecadaram mais de 608 milhões de dólares nas bilheterias mundiais.
‘Pânico 5’ será lançado pela Paramount Pictures no Brasil em 13 de janeiro de 2022, um dia antes da estreia norte-americana.
Após Halloween Ends, franquia pode recuperar antigo planejamento que não deu certo
Marcado para estrear em outubro de 2022, Halloween Ends chega para ser o fim da nova trilogia da franquia; isso porque atualmente são tidos como canônicos apenas o original de 1978, a nova sequência direta de 2018, Halloween Kills (que estreia este ano) e o vindouro embate definitivo entre a família Strode e Michael Myers no terceiro filme. Tal senso de conclusão é perceptível já pelo trailer mais recente, lançado em 24 de junho, que mostra a nem um pouco surpreendente volta do assassino.
Tendo em mente a possibilidade deste ser de fato o fim de Michael Myers, pelo menos até outro estúdio assumir a franquia, é possível que a Blumhouse (com a benção do produtor executivo John Carpenter) tente o resgate do modelo de antologia originalmente pensado pelo cineasta para a franquia ainda durante os anos 80.
Lançado em 1978, Halloweense tornou um sucesso imediato (ainda que massacrado pela crítica inicialmente) e, até mesmo, inesperado. Muito dessa conquista se deu pela presença marcante de Michael Myers como a ameaça silenciosa nas ruas da pequena Haddonfield e pela entrega da atriz iniciante, Jamie Lee Curtis, como a protagonista. A estrutura de filme independente, com Carpenter assumindo múltiplas funções, também foi importante para realçar o lucro obtido nas bilheterias.
“Halloween”: a aposta improvável que deu muito certo.
Dessa maneira, Halloween 2 foi lançado em 1981, porém dessa vez sendo dirigido por Rick Rosenthale tendo a dupla Carpenter\ Debra Hill na função de roteiristas. Esse projeto nunca foi desejado pelo diretor da obra original, que considerava o filme de 1978 como uma obra fechada; entretanto, o mencionado sucesso de público incitou o diretor a considerar uma sequência, dando a algum jovem cineasta a mesma chance que ele tivera de dirigir um terror de baixo orçamento.
Durante uma entrevista concedida ao programa Cinema Showcase, em 1984 para promover o lançamento de Starman, Carpenter é indagado pelo apresentador sobre filmes anteriores como O Enigma de Outro Mundoe o próprio Halloween. Em certo ponto a conversa chega até as duas sequências que a obra teve, dirigidas por Rosenthal e Tommy Lee Wallace respectivamente; no que concerne o terceiro filme o cineasta elogia a proposta apresentada por ser diferente, porém ao falar do segundo filme ele é direto em considerar a obra uma “abominação”.
No caso de Rick Rosenthal, à época esse foi seu primeiro trabalho como diretor de um longa-metragem (anteriormente ele dirigiu um episódio da série Secrets of Midland Heights), tendo à sua disposição um orçamento de US$ 2,5 milhões. O momento de ruptura entre os idealizadores veio quando Carpenter não aprovou o primeiro corte do diretor, considerando-o pouco movimentado.
Tamanho foi o desgosto de Carpenter com a sequência que o próprio precisou intervir na reedição.
Nisso Rosenthal argumenta que o ritmo proposto foi uma tentativa de continuar com aquele apresentado em 1978; mais gradual e paciente na construção do suspense. No entanto, o criador da franquia tinha receio de que o filme não fosse aceito pelo público, que naquela altura já consumia o que era o início da febre dos slashers sangrentos iniciada com Sexta-Feira 13.
O que se seguiu foi que o cineasta original reescreveu parte do roteiro, bem como conduziu algumas refilmagens e novas edições para tornar o filme mais aceitável a seus olhos. A bilheteria acabou passando dos US$ 25 milhões, tornando-o mais lucrativo do que outros exemplares do terror naquele ano (inclusive da sequência de Sexta-Feira 13).
Um terceiro capítulo foi encomendado, porém, com uma pequena ressalva. Ao final de Halloween 2 tanto Michael quanto o Dr. Loomis, personagens centrais nas duas obras, morrem em uma explosão. Essa conclusão não foi por acaso visto que o desejo de Carpenter para a franquia era de que ela tivesse um formato antológico; cada filme e realizador teria a liberdade de entregar histórias ou métodos novos sem precisar seguir uma cronologia estabelecida anteriormente.
Em 1982 foi lançado Halloween: a Noite das Bruxas que não possuía quaisquer ligações com os dois títulos anteriores (com exceção de um easter egg relacionado ao filme original de 78) dessa vez dirigido por Tommy Lee Wallace. Anteriormente ele trabalhou como designer de produção no Halloweenoriginal, o que lhe valeu um voto de confiança de Carpenter para comandar o início, de fato, do projeto de antologia.
“Halloween: Noite das Bruxas” foi o início e fim do projeto antológico.
Como dito antes, o cineasta aprovou o que foi apresentado em Noite das Bruxas, cujo enredo girava em torno de máscaras enfeitiçadas pela empresa que as fabricava e controlava quem quer que as usasse. Porém, o público não. A mudança abrupta da narrativa, que não mais contava com Michael, Laurie ou Dr. Loomis foi amplamente recusada pelo público e a bilheteria de US$ 14 milhões era uma demonstração disso.
Tendo gerado bem menos que a obra de Rick Rosenthal, o terceiro filme da franquia ligou a luz de alerta e imediatamente o plano de um estrutura antológica foi abandonado em prol do retorno de Michael Myers. A questão é que isso ocorreu em 1982, durante um período que o gênero do terror era sobrecarregado com produções slasher de baixo orçamento e semelhantes em todos os sentidos; produções essas que interagiam muito mais positivamente com a relação Michael\Laurie do que com as máscaras enfeitiçadas de Noite das Bruxas.
Ainda assim, com a passagem de gerações veio também a passagem de modelos de entretenimento. A ascensão dos seriados de televisão mais sofisticados, em termos técnicos, durante os anos 90 (liderados principalmente por Twin Peaks) apresentou uma concorrência inédita às produções do cinema, ainda que fosse à primeira vista uma disputa completamente favorável para a telona.
O novo século trouxe não só maior investimento para a televisão mas também o surgimento do streaming, que não estando preso às barreiras convencionais do cinema e televisão investiu mais em novos modelos de narrativa serial e concedeu maior visibilidade àqueles originados na TV.
Apesar de American Horror Story(feito e popularizado na televisão), por exemplo, ser o caso mais famoso quando se fala de antologia do terror, programas como Black Mirror e Fargo só obtiveram sua popularidade amplamente estabelecida quando migraram para serviços como a Netflix. Em ambos o modelo de temporadas individuais incentiva os roteiristas a construírem novas histórias e personagens sem a necessidade de um gancho ao final de tudo.
Tendo isso mente, não seria impensável que a Blumhouse arriscasse uma nova tentativa ao plano original proposto para a franquia e decidisse em deixar Michael Myers descansar em paz ao final de Halloween Ends.
Nove anos após impressionar a crítica com Holy Motors (2012), no Festival de Cannes, o cineasta Leo Carax mostra-se inventivo novamente. Seu último filme ganhou a chancela de um das obras mais bizarras da história, no entanto, a ópera rock Annette – na abertura do 74º Festival de Cannes–é menos chocante e mais triste.
Com roteiro e canções escritas pelos irmãos Ron Maele Russell Mael, da dupla Sparks, o filme tem um tom de comédia, como um fantasma saído do mar (tal e qual Samara do poço, em O Chamado [2001]), e situações surreais, porém a tragédia se sobressai. O musical inicia-se ao som de So May We Start, como um convite ao espectador. Ao final deste ato, o casal de artistas, Henry (Adam Driver) e Ann (Marion Cotillard), se separam e cada um sobe ao palco do seu próprio espetáculo.
Ele é um humorista em decadência, já ela uma cantora soprano prestigiada. A longa cena de stand up comedy é enfadonha, mesmo que faça uma boa composição com o enredo do musical. Afinal existe uma guerra de egos na tensão entre os dois. Chama atenção igualmente, a interação com a plateia como um coral a proclamar cânticos de forma bem ensaiada.
Em outro canto, Ann alcança níveis elevados com a sua voz e desperta emoções nas pessoas. Em um encontro entre os dois, Henry diz: “massacrei a plateia”, enquanto ela replica: “eu os fiz viver”. Ao passo que ela cresce, ele se extingue dos palcos. O relacionamento dos dois é apresentado em cenas de tabloide, mas principalmente em uma belíssima sequência musical de sexo e canto, rara de ver ao cinema, senão inexistente.
Para além da canção We Love Each Other So Much, o romance entre os dois soa desconexo. A chegada da filha Annette abre um novo e curioso ato da ópera. Desde o parto, Annette é vivida por uma boneca autômato. Seus movimentos e feições são milimetricamente pensados e tímidos. É um espetáculo à parte acompanhar seus movimentos.
A tensão entre Ann e Henry aumenta, assim como em uma ópera à espera do momento de redenção. Antes deste instante, no entanto, ocorre violência, loucura, morte e exploração. Embora secundário, o personagem do condutor de piano e orquestra, vivido por Simon Helberg (o Howard, da série The Big Bang Theory) possui os momentos de maior potência aflitiva, quando ele revela um segredo surpreendente da trama.
Falar sobre a resolução deste casal e do futuro da pequena Annette quebraria alguns mistérios. O roteiro de Annette é simples, entretanto, inclui surpresas. A disposição e composição teatral, folhetinescas e vilã deAdam Driver casa-se perfeitamente ao enredo. Além disso, é confortável entender e encontrar uma lógica para que Annette seja representada por um autômato. Desse modo, Annette é um musical regular, isto é, com personagens autocentrados e acontecimentos trágicos, assim como nos teatros antigos e, claro, em todas as óperas.
*Visto no Festival de Cannes 2021. Previsão de estreia na Amazon Prime Video a partir de 20 de agosto nos EUA.