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‘Era uma Vez em Hollywood’: Filha do Bruce Lee volta a detonar Quentin Tarantino por polêmica cena

Era uma Vez em Hollywood‘ foi lançado há quase dois anos, mas sua polêmica cena envolvendo o astro Bruce Lee continua reverberando negativamente na indústria.

E a filha do mestre das artes marciais, Shannon Lee, falou publicamente a respeito do assunto, em um novo artigo publicado no The Hollywood Reporter. Na ocasião, ela fez duras críticas ao cineasta Quentin Tarantino e expressou sua frustração, ao revelar que está cansada de ver “homens brancos em Hollywood tentando lhe dizer quem Bruce Lee era”.

Shannon foi ainda mais além e ponderou sobre as dificuldades que seu pai teria sofrido por ser um imigrante asiático tentando conquistar uma carreira em uma Hollywood profundamente dominada pelo racismo.

“Estou cansada de ouvir de homens brancos em Hollywood que ele era arrogante e um c****, quando eles não têm ideia e não podem imaginar o que teria sido necessário para conseguir trabalho em Hollywood nos anos 60 e 70, sendo um chinês com (Deus me livre!) um sotaque. Assim como eles não sabem como teria sido para ele tentar expressar uma opinião dentro de um set de gravações, sendo notavelmente um estrangeiro e uma pessoa de cor. Estou cansada de homens brancos em Hollywood confundindo sua confiança, paixão e habilidade com arrogância e, portanto, acharem necessário marginalizá-lo e às suas contribuições. Estou cansada de ver os homens brancos em Hollywood acharem muito difícil acreditar que Bruce Lee pode ter sido realmente bom no que fazia e talvez até mesmo melhor do que eles”.

Vale lembrar que na cena em questão do filme ‘Era Uma Vez em Hollywood’, Bruce Lee (Mike Moh) age com total arrogância criticando Muhammad Ali e lutando com Cliff Booth, personagem de Brad Pitt.

A representação de Lee no filme de Quentin Tarantino gerou uma onda de críticas entre os fãs e pessoas que o conheciam pessoalmente, incluindo Shannon Lee, sua filha, e Dan Inosanto, seu colega de treinamento.

De acordo com o JoBlo, Tarantino fez questão de justificar a cena numa coletiva de imprensa, dizendo:

Bruce Lee era um cara arrogante. O jeito que ele estava falando, eu não alterei muito. Eu o ouvi dizer coisas assim, nesse sentido. Se as pessoas estão dizendo: ‘Ele nunca disse que poderia bater em Muhammad Ali‘, mas ele disse. Sua esposa, Linda Lee, confirmou isso em sua primeira biografia. Ela absolutamente disse isso.”

Outra crítica recorrente foi o fato de um simples dublê (Pitt) conseguir se igualar às habilidades de Lee e até mesmo bater nele.

“Cliff poderia espancar Bruce Lee? Brad Pitt não seria capaz, mas Cliff talvez pudesse. Se você me perguntar: ‘Quem venceria em uma briga: Bruce Lee ou Drácula?’ É a mesma ideia. É um personagem fictício. Se eu disser que Cliff pode derrotar Bruce Lee, é porque ele é um personagem fictício. Cliff é um Boina Verde que matou muitos homens na Segunda Guerra Mundial em combate corpo-a-corpo. […] Se Cliff estivesse lutando contra Bruce Lee em um torneio de artes marciais, Bruce iria matá-lo. Mas se Cliff e Bruce estivessem lutando nas selvas das Filipinas em um combate corpo-a-corpo, Cliff o mataria.”

Originalmente, a luta entre Lee e Booth, terminaria com Lee sendo derrotado, mas Pitt e o coreógrafo Robert Alonzo convenceram Tarantino a não incluir a cena no longa.

Era Uma Vez em Hollywood‘ está disponível na plataforma Amazon Prime Video.

Confira o trailer:

O longa foi escrito e dirigido por Quentin Tarantino, sendo esta a 9ª produção sob o seu comando.

Um ator de televisão e seu dublê embarcam em uma odisseia para se fazer um nome para si na indústria cinematográfica durante os assassinatos de Charles Manson em 1969, na cidade de Los Angeles.

O elenco grandioso conta com Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Al Pacino, Margot RobbieKurt Russell, Dakota Fanning, James Mardsen, Bruce Dern, Michael Madsen, Tim Roth, Timothy Olyphant, Damian Lewis, Lena Dunham, Emile Hirsch, Luke Perry, Scoot McNairy e James Remar.

‘Turma da Mônica – Lições’: Magali é destaque no novo cartaz promocional da sequência; Confira!

A página oficial da Turma da Mônica divulgou hoje (06), através do Facebook, um novo cartaz promocional de Turma da Mônica – Lições’, sequência do aclamado live-action.

O pôster estampa Magali (Laura Rauseo) e vem acompanhado da seguinte legenda: Magali vai encarar um transformador e aprenderá a 2° lição dessa incrível jornada: preparar as receitas na cozinha também pode ser divertido. Mas será que ela vai controlar a fome?”.

Confira:

A direção do longa é de Daniel Rezende (mesmo diretor de ‘Turma da Mônica – Laços’).

No filme, a Turminha formada por Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) está crescendo e precisa lidar com os desafios da passagem da infância para a pré-adolescência. Na nova aventura, eles se esquecem de fazer o dever de casa e decidem fugir da escola, mas nem tudo sai como o esperado.

No elenco também estão Monica Iozzi, Paulo Vilhena, Fafá Rennó, Luiz Pacini, além das participações especiais de Malu Mader, Isabelle Drumond, Camila Brandão e Fernando Mais.

O filme é uma adaptação da graphic novel homônima, escrita e desenhada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. O primeiro longa live-action, “Turma da Mônica – Laços”, levou mais de 2 milhões de espectadores ao cinema. A estreia de “Turma da Mônica – Lições” nos cinemas está prevista para 2021.

‘Coração de Ferro’ ganha título de produção com referência a Tony Stark; Confira!

De acordo com o The Cosmic Circus, a série da ‘Coração de Ferro‘ já ganhou um título de produção oficial.

Ainda sem previsão para o início das filmagens, a atração será rodada sob o título ‘Wise Guy‘, uma referência à sabedoria de Tony Stark.

Por enquanto, não se sabe como o legado do falecido herói será retratado na trama, nem se Robert Downey Jr. fará alguma participação especial.

De qualquer forma, é um título bem curioso…

Quando Riri Williams foi apresentada nos quadrinhos, ela conheceu uma versão de Tony criada através de inteligência artificial depois que ele morreu durante os eventos da Segunda Guerra Civil.

Essa inteligência ajuda a jovem heroína a criar sua própria armadura e lhe dava conselhos constantemente, como o próprio Jarvis de Stark.

Sendo assim, seria interessante de Downey Jr. pudesse pelo menos dar voz a essa inteligência artificial.

Falando nisso, não é segredo que muitos fãs gostariam de rever Tony Stark no MCU.

Apesar do personagem ter morrido, já surgiram teorias de que ele poderia aparecer através de hologramas criados pelas Indústrias Stark.

Pensando nisso, um artista publicou em seu perfil do Instagram uma bela fan art imaginando a inteligência artificial do herói como um mentor para Riri Williams, que será vivida por Dominique Thorne (‘Judas e o Messias Negro’).

Confira:

Dominique Thorne em Coração de Ferro‘, vindoura serie da Marvel Studios e da Disney+. Recentemente, foi anunciado que ela dará vida a Riri Williams no MCU. Após a notícia, eu queria criar um pôster semelhante à capa da HQ ‘O Invencível Homem de Ferro’, mostrando o retorno de Robert Downey Jr. através de uma inteligência artificial. Aprovado?”

 

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Apesar das expectativa em ver o retorno de Downey Jr. ao icônico papel, o astro reforçou ao Hidustan Times que já fez tudo o que poderia fazer com o personagem.

“Interpretar Tony Star foi muito difícil e eu me dediquei por 10 anos criativamente satisfatórios, mas sinto que já fiz tudo o que podia com o personagem.”

Ele disse que a idade também foi um fator que o fez decidir aposentar a armadura.

“Agora que já passei da meia-idade, eu começo a olhar para os últimos nove anos e perceber que tudo isso fez parte da jornada… E toda jornada chega ao fim. Eu tive a sorte de fazer parte disso e sou muito grato por ter chegado até aqui. Esses 10 anos na Marvel foram incríveis. Agora tenho outras ambições e estou muito mais inspirado que jamais estive.”

Além disso, resgatar o personagem após sua morte em ‘Vingadores: Ultimato‘ poderia tirar todo o peso de seu sacrifício.

Você concorda?

Por enquanto, ainda não há previsão de estreia para a série.

Além disso, maiores detalhes não foram revelados, então não há informações sobre outros nomes no elenco, roteiristas, candidatos à direção e nem quantidade de episódios.

Como o projeto ainda está nos estágios iniciais, as atualizações devem ser divulgada sem breve!

Para quem não a conhece, Riri Williams apareceu pela primeira vez em 2016, na série de quadrinhos escrita por Eve Ewing.

Assim que Tony Stark foi deixado em coma após a Segunda Guerra Civil, o mundo precisava de um novo Homem de Ferro, e a prodígio de 15 anos de idade criou sua própria armadura, o que impressionou Tony Stark ao ponto dele criar uma inteligência artificial de si mesmo para ajudá-la.

Apesar de não haver muitas novidades sobre o projeto, tudo indica que a personagem será um membro dos ‘Jovens Vingadores‘ agora que Kate Bishop (Hailee Steinfeld) e a Ms Marvel (Iman Vellani) serão introduzidas ao MCU.

Confira a primeira imagem oficial da série:

No ano passado, a criadora da personagem já havia publicado no Twitter que o próprio Downey Jr. expressou sua esperança em ver a Coração de Ferro no MCU.

Confira:

“O negócio aqui é que Robert Downey Jr. disse publicamente que a Coração de Ferro deve ser introduzida no MCU.”, escreveu Ewing.

E aí, o que você achou da novidade?

‘Gonzaga: De Pai para Filho’: Cinebiografia de Luiz Gonzaga já está disponível na Netflix

A cinebiografia ‘Gonzaga: De Pai para Filho‘, que relata a história do rei do bailão Luiz Gonzaga, já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta terça-feira (06) na grade de programação.

Na trama, Luiz Gonzaga decide mudar seu destino e sai de casa jovem para a cidade grande para apagar uma tristeza amorosa. Ao chegar, conhece uma mulher por quem se apaixona. Após o nascimento do filho e complicações de saúde da esposa, ele decide voltar para a estrada para garantir os estudos e um futuro melhor para o herdeiro. Ele tem um amigo no Rio de Janeiro e com ele deixa o pequeno e sai pelo Brasil afora. Só não imaginava que essa distância entre eles faria crescer uma complicada relação, potencializada pelas personalidades fortes de ambos.

Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a historia do sanfoneiro Luiz Gonzaga – conhecido como Rei do Baião – e de seu filho, Gonzaguinha, que se tornou um símbolo da música MPB.

Confira o trailer:

Adélio Lima, Nada Costa, Júlio Andrade e Chambinho do Acordeon estrelam a cinebiografia.

Gonzaga: De Pai para Filho‘ é dirigido por Breno Silveira, a partir de um roteiro assinado por Patrícia Andrade.

‘The Gray Man’: Ryan Gosling é destaque nas primeiras imagens do novo filme da Netflix; Confira!

As filmagens de The Gray Man, o projeto mais caro da Netflix, estão a todo vapor e as primeiras imagens dos bastidores já estão entre nós.

As fotos trazem o astro Ryan Gosling em destaque na cidade de Los Angeles, se preparando para entrar em cena.

Confira:

Os irmãos AnthonyJoe Russo (‘Vingadores: Ultimato’) assumem a direção do longa.

O filme é estrelado por Chris Evans e Ryan Gosling. Ana de Armas, Regé-Jean Page, Bily Bob Thornton, Alfre Woodard e Wagner Moura completam o elenco.

Baseado no romance homônimo assinado por Mark Greaney, a produção traz Gosling como Court Gentry, assassino freelancer e ex-agente da CIA, que está sendo caçado pelo ex-aliado Lloyd Hansen (Evans).

Segundo Anthony Russo, o filme terá o mesmo tom sombrio de ‘Capitão América: O Soldado Invernal’, com massivo orçamento de US$200 milhões.

Christopher MarkusStephen McFeely (também de ‘Vingadores: Ultimato’) ajudaram a “polir” o roteiro assinado por Joe Russo.

‘The Bold Type’: Jane se despede da revista Scarlett em emocionante cena do último episódio; Assista!

A série feminina ‘The Bold Type‘ está chegando ao seu fim na próxima quarta-feira (07), data em que o capítulo final irá ao ar nos Estados Unidos.

E a emissora Freeform compartilhou uma cena inédita do episódio de encerramento da série. Nela, Jane se despede de suas amigas Kat e Sutton, após decidir que deixará a revista Scarlett para viver novas aventuras.

Confira:

Confira o trailer da 5ª e última temporada:

A última temporada mostrará Jane, Kat e Sutton “em busca de definir quem elas realmente são e qual o melhor caminho para deixar suas marcas no mundo”. O futuro delas é brilhante e o amor e apoio uma pela outra nunca irá mudar.

Confira a sinopse oficial da série:

Uma estagiária sonhadora que acaba de ser promovida dentro da Scarlet Magazine (uma “substituta” para a Cosmopolitan no mundo fictício da série). A série irá mostrar a relação de Jane e de vários outros funcionários com a editora-chefe.

O elenco conta com Katie Stevens, Aisha Dee, Meghann Fahy e Nikohl Boosheri.

‘Escape Room 2’: Fugir é necessário no novo cartaz nacional da sequência; Confira!

Sony Pictures divulgou um novo cartaz nacional de Escape Room 2 – Tensão Máxima‘ (Escape Room: Tournament of Champions), que chega em breve aos cinemas brasileiros.

Confira:

Adam Robitel retorna à direção.

No novo filme, seis pessoas se encontram presas em uma nova série de escape rooms, buscando o que elas têm em comum para sobreviver… e descobrindo que todos já jogaram esse jogo antes. Trata-se de um torneio para aqueles que já sobreviveram a outros jogos mortais.

Sony Pictures revelou que o filme chegará aos cinemas no dia 16 de julho de 2021 (seis meses antes do esperado).

Logan MillerTaylor Russell retornam para o novo filme. O elenco ainda conta com Isabelle Fuhrman (‘A Órfã’), Holland Roden (‘Teen Wolf’), Indya Moore (‘Pose’), Thomas Cocquerel (‘The 100’) e Carlito Olivero (‘A Casa do Medo’).

Sucesso nos cinemas, o primeiro filme arrecadou US$ 155.7 milhões mundialmente.


 

‘Loucas pra Casar’: Comédia com Ingrid Guimarães já está disponível na Netflix

A comédia Loucas pra Casar, estrelada por Ingrid GuimarãesSuzana PiresTatá Werneck, já está disponível na Netflix!

O título foi adicionado à plataforma de streaming hoje, 06 de julho.

Na trama, Malu (Guimarães) tem 40 anos e trabalha como secretária de Samuel (Márcio Garcia), o homem de sua vida. Apesar de estarem namorando há três anos, não há o menor indício de que um pedido de casamento esteja por vir. Um dia Malu percebe que faltam algumas camisinhas no estoque pessoal do namorado e logo deduz que ele tem uma amante. Após contratar um detetive particular, ela descobre outras duas mulheres na vida de Samuel: a dançarina de boate Lúcia (Pires) e a fanática religiosa Maria (Werneck). É claro que as três irão disputar a preferência do amado.

Relembre o trailer:

O filme foi dirigido por Roberto Santucci.

Fabiana KarlaGuida ViannaAlice BorgesCharles ParaventiRogério FróesEdmilson FilhoAline Fanju também fizeram parte do elenco.

Apesar das críticas mistas, a comédia tornou-se um sucesso de público e arrecadou mais de R$45 milhões nas bilheterias nacionais.

‘Como Vender Drogas Online (Rápido)’: Moritz está de volta no trailer oficial da 3ª temporada; Confira!

Netflix divulgou hoje (06) o trailer oficial da 3ª temporada de ‘Como Vender Drogas Online (Rápido)’.

Os novos episódios têm estreia marcada para o dia 27 de julho na plataforma de streaming.

Confira:

Moritz, Lenny e Dan rapidamente se tornam estrelas em ascensão com sua loja de drogas online – e, depois de conseguirem 1 milhão de euros, decidem fechar o negócio. Mais ou menos. A decisão vai de encontro ao ego de Moritz, que simplesmente não consegue deixar para lá e, além disso, está sem mentiras novas para contar para Lisa. Além disso, Lenny está constantemente arrastando sua amiga hacker para o negócio, o que os faz serem seguidos não apenas pela polícia, mas também por dois gângsteres de rua.

Maximilian MundtDanilo KamperidisDamian HardungLena KlenkeLena Urzendowsky estrelam.

‘Garota Infernal’: Megan Fox quer uma série de TV baseada no filme

Fracasso de bilheterias na época de seu lançamento, a comédia de terror ‘Garota Infernal‘ gradativamente tem reconquistado a audiência, com muitos afirmando que – no passado – o filme havia sido equivocadamente analisado por uma ótica machista e misógina.

E em uma recente entrevista ao jornal The Washington Post, a atriz Megan Fox compartilhou o seu interesse em ver o universo do longa se expandindo, com a produção de uma série de TV.

“Eu não acho que esse seja um filme difícil para se produzir uma sequência. Quero dizer, eles eles deveriam torná-lo em uma série de TV. Isso seria legal”.

A atriz ainda refletiu sobre a recepção do longa em 2009, salientando que ele é de fato uma obra de arte que não fora percebida à época de seu lançamento:

“‘Garota Infernal’ é icônico e eu amo essa produção. Esse filme é arte, mas quando ele fora lançado. ninguém estava dizendo isso”.

Na trama, ao ser possuída por um demônio, a estudante Jennifer decide se vingar dos rapazes que nunca a deram uma chance. Enquanto ela satisfaz seu apetite com carne humana de meninos da escola, sua amiga nerd Needy tenta descobrir o que está acontecendo e promete colocar um fim na carnificina.

Lançado em 2009, o longa contou com um pequeno orçamento de US$ 16 milhões, faturando pouco mais de US$ 31 milhões nos cinemas.

Karyn Kusama assina a direção, a partir de um roteiro escrito por Diablo Cody.

Assista ao trailer:

Luca | Novo filme da Pixar é sobre amizade ou é um desenho homoafetivo?

Luca’ já está disponível na plataforma da Disney+ e tem feito muito sucesso. Mas tem gerado também muito debate sobre do que realmente se trata a nova animação da Pixar. E, em se tratando de Pixar, a gente sempre pode (e deve!) esperar algo muito mais profundo dos filmes. Por isso, acompanhe agora essa linha de análise de ‘Luca’.

É um filme sobre amizade?

Bom, dizer que ‘Luca’ é um filme sobre amizade é ser redundante, afinal, basicamente todo filme da Pixar é sobre uma relação de amizade: ‘Toy Story’, ‘Divertida Mente, ‘Monstros S.A’, ‘Carros’, ‘Up – Altas Aventuras’ e até mesmo o seu último lançamento, ‘Soul’, que também foi lançado simultaneamente na DisneyPlus. Portanto, analisar o longa como sendo sobre amizade é basicamente fazer uma análise superficial da animação.

É um desenho homoafetivo?

Nem todo filme sobre dois meninos que são amigos e nutrem carinho um pelo outro é necessariamente sobre a sexualidade deles. Nada na animação da Pixar corrobora essa análise, então, na real se trata apenas de dois meninos que se tornam amigos, sendo que um deles eventualmente sente ciúme da amizade do outro, afinal, o ciúme não é um sentimento exclusivo dos adultos (como ‘Divertida Mente’ nos ensinou). É mais que isso, então, continue conosco.

Me chame pelo seu nome?

Não. Não é uma releitura animada do longa vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. Nem toda história protagonizada por dois rapazes numa cidade praiana na Itália se trata disso, haja vista ‘O Carteiro e o Poeta’, ‘A Vida é Bela’ e o lançamento da NetflixO Sol de Riccione’.

Então, vamos pensar…

Por que Itália?

Agora começa nossa proposta de análise, e a primeira pergunta que deve ser feita é: por que o filme se passa na Itália? Por que não na Califórnia, onde fica a Pixar? Ou em qualquer outra cidade do mundo? Perceba que se essa mesma história se passasse em qualquer outra cidade, ainda assim ela aconteceria, de modo que ser na Itália não é essencial para o todo. Mas guarde essa informação.

Monstros marinhos

Ao contrário de ‘A Pequena Sereia’, Luca e Alberto não são sereios, mas sim monstros marinhos. Eles são uma coisa quando estão no mar, mas, quando saem do mar, eles são seres humanos “normais” como qualquer outro. Inclusive, quando vão para a vila ninguém desconfia que eles não sejam como qualquer outra pessoa. Ou seja, são criaturas estranhas que vêm do mar, de quem o povoado da vila morre de medo, inclusive caça eles e os chama de monstro. Guarde essa informação.

Então, do que se trata o filme?

Seguindo essa linha de raciocínio e seguindo a proposta da Pixar de sempre trazer um tema profundo e relevante em seus longas (razão pela qual tantas pessoas amam seus filmes), esta linha de análise propõe que Luca, Alberto e todos os monstros marinhos retratados no longa são metáforas alegóricas para representar, na verdade, a tragédia da imigração em massa dos povos africanos e asiáticos que nos últimos cinco anos têm chegado em grande quantidade às cidades costeiras italianas. Só em 2016 foram mais de 150 mil. É só lembrar da figura desses refugiados chegando pelo mar: muitos chegam nadando, desnudos, com roupas rasgadas, sujos, desnutridos, à beira da morte, porém, depois dos devidos cuidados médicos, esses imigrantes são seres humanos como qualquer outro. Mas, nessas imagens, há o medo ocidental da outridade: o medo daquele que é diferente, razão pela qual a vila da fictícia Portorosso tem medo dos monstros marinhos, por isso estão sempre caçando-os e de já terem tanto ouvido falar deles, apesar de de fato poucos terem visto algum de verdade.

Pontos que corroboram essa teoria

Percebam que os adultos da família de Luca têm medo da superfície, embora, na real, todos eles já tenham saído do mar e saibam como funciona a vida terrena. Então, alegoricamente, são imigrantes que já tiveram a traumática experiência de tentar cruzar a fronteira e acabaram voltando para casa – razão pela qual os pais de Luca tanto temem que o menino se aventure na superfície. A avó de Luca, porém, teve um outro tipo de experiência, menos traumática (talvez porque antigamente a imigração era diferente), razão pela qual ela se sente à vontade para voltar lá todo final de semana, como quem tem um visto.

Ao final do filme aquelas duas senhoras que tomam sorvete se revelam também como monstros marinhos. Isso corrobora nossa teoria para mostrar aos espectadores que, enquanto a vila tinha tanto medo daqueles seres “diferentes”, mal sabiam eles que entre eles já havia esses seres diferentes – que, por suas vezes, precisaram viver disfarçados e com suas identidades ocultadas durante todo esse tempo, de modo a se manterem alinhados à nova cultura, deixando sua própria cultura ocultada. Com a chegada de Luca e a libertação cultural, as duas senhoras se revelam como sendo da mesma raça de Luca.

Percebam também que quando Luca e Alberto estão conversando, eles se entendem. Então, Alberto começa a falar italiano (a língua da vila de Portorosso) com Luca, mas ele não faz a menor ideia do que significa as coisas que está falando: ele só ouviu pessoas falarem aquelas coisas e reproduz aquilo que ouviu. O problema da língua é um dos principais entraves em qualquer tipo de imigração, e é um dos maiores desafios para um refugiado que chega em outro país cuja língua padrão é tão diferente da sua. Para um refugiado/imigrante, a língua é a principal barreira.

Acompanhando a história de Alberto, sabemos que ele perdeu o pai e por isso vive solto à beira da água, escondido, se virando. Esta é uma realidade infelizmente muito comum para crianças refugiadas, que são separadas de suas famílias por diversos motivos, e acabam tendo que sobreviver à própria sorte. Percebam que o que Alberto mais deseja é ter um pai, uma família, razão pela qual ele topa ficar em Portorosso com o pai de Giulia.

Pensemos agora no desejo de Luca. Ele nunca de fato quis ir para a superfície, mas, uma vez que ele vai e conhece a vila, ele passa a desejar aquela vida. Sim, isso é uma releitura da caverna de Platão, mas também é a realidade de muitos desses jovens refugiados, que se arriscam em busca de uma vida melhor para si, muitas vezes até sendo enviados sozinhos para outros países. Tudo que Luca mais quer é estudar, conhecer, saber. Ele quer se tornar um cidadão daquela região.

Por todos esses pontos, oferecemos aqui uma análise mais aprofundada de ‘Luca’. Em se tratando de Pixar, a gente sempre tem que buscar um tema muito mais profundo e humanizado nas produções. ‘Luca’ provavelmente é um filme que retrata alegoricamente o tema dos refugiados, mas que os espectadores ocidentais, acostumados em buscar o final feliz das coisas, estão enxergando apenas uma história sobre amizade. É também uma história de amizade. Uma história que mostra como a amizade entre diferentes raças, entre europeus e refugiados, é possível, saudável e, no final das contas, mostra que somos todos seres humanos.

‘Grown-ish’: Ana e Javi são destaque no novo teaser oficial da 4ª temporada; Assista!

A 4ª temporada da popular série ‘Grown-ish‘ estreia no dia 08 de julho nos Estados Unidos e ganhou um novo teaser oficial dando destaque a Ana e a Javi.

Confira, junto ao trailer completo:

 

Criada por Kenya Barris e Larry Wilmore, a série é um spin-off de ‘Black-ish‘.

A trama é centrada em Zoey, filha mais velha dos Johnson. A comédia mostra sua vida após entrar na faculdade, e discute tanto problemáticas adolescentes quanto outras complexidades das relações interpessoais no mundo contemporâneo.

Yara Shahidi, Trevor Jackson, Francia Raisa, Emily Arlook, Jordan Buh, Chloe Bailey, Halle Bailey e Luka Sabbat estrelam.

NÃO Assista Sozinho! – Os Filmes de Terror que dão mais MEDO dos últimos 10 Anos

Adoramos filmes de terror. Mas a verdade é que a cada ano, o número de produções do gênero que verdadeiramente consegue nos fazer gelar a espinha é bem pequeno. E só para diferenciar, medo não é susto. Existem diversos tipos de longas de terror, dentro das mais variadas propostas. Para os aficionados e quem já está escolado em assistir a tais produções, a grande maioria serve apenas como diversão escapista. Os que realmente conseguem nos marcar são poucos. É claro também que isso depende de pessoa para pessoa.

Muitos preferem tomar sustos na sala de cinema escura, com os chamados jumpscares. Porém, pessoalmente, é sempre melhor refletir sobre o que acabamos de ver, e quanto mais realismo um filme de terror conseguir imprimir, mais significativo ele se torna. Afinal, a crueza da realidade sempre será mais assustadora do que a fantasia. Assim, os melhores e mais marcantes filmes de qualquer gênero terminam sempre sendo os que conseguem criar situações identificáveis devido a personagens bem desenvolvidos.

Pensando nisso tudo, trazemos uma nova matéria para você com um apanhadão dos filmes de horror dos últimos dez anos que mais impressionaram, deixando sua marca. Bem, ao menos neste que vos escreve. Confira e não deixe de comentar abaixo quais foram os que mais impressionaram você recentemente também. Esses são os filmes que não gostamos de ver sozinhos.

A Bruxa

A Bruxa é um destes filmes que fez bem para todos os envolvidos. Cria do festival de Sundance, que depois foi se bandear para os lados do Festival de Toronto (onde pude conferi-lo), o longa transformou seu diretor Robert Eggers numa das vozes mais proeminentes do gênero na atualidade. Seus filmes desafiadores não são de acesso fácil para os que buscam apenas sustos em shoppings, recaindo mais no termo “terror de arte”. Não por menos, os críticos e intelectuais o comeram com farinha, garantindo uma aprovação de 90% para o longa.

Além de Eggers, outra grande beneficiada com o filme foi sua protagonista, a menina Anya Taylor-Joy, que se transformou em sensação mundial da noite para o dia participando de tudo desde Fragmentado, passando por Emma e Os Novos Mutantes, até O Gambito da Rainha. A trama passada na Nova Inglaterra de 1630, traz uma família de camponeses assombrada por possíveis forças sobrenaturais, magia negra, bruxaria e possessão. Joy vive Thomasin, a filha mais velha da família. O desfecho é tão insanamente delirante que se mostra um herdeiro à altura de O Bebê de Rosemary (1968). O mais recente filme de Eggers, O Farol (2019), poderia entrar na lista caso fosse mais assustador do que é estranho (no bom sentido).

Hereditário

Três anos depois de A Bruxa, outro cineasta tomou para si o topo da colina como um dos reis do cinema de terror na atualidade. Ari Aster não tem a pretensão do chamado “cinema de arte”, conseguindo fazer filmes de terror acessíveis a todos, mas com conteúdo e pensamento que pairam acima dos chamados “filmes de entretenimento”. Em resumo, o cineasta conseguiu pegar para si em sua carreira o melhor dos dois mundos. Sendo assim, logo em seu primeiro trabalho no comando de um longa, com este Hereditário, Aster criou uma obra-prima desconcertante, que promete te deixar sem dormir ou repleto de pesadelos. Experiência própria.

Muito mais que sustos fáceis, o que ele cria no longa é um drama familiar de pessoas que parecem verdadeiramente amaldiçoadas devido às constantes tragédias que se abatem sobre elas. Algo muito identificável e que não depende de nenhum teor sobrenatural. Embora eles existam e sejam a cereja do bolo aqui. Antes de terminar o item, vale a pena citar o trabalho seguinte do cineasta, o tão falado Midsommer, obra que subverte sua produção anterior, em especial no contraste de sombras e luz. Hereditário tem 89% de aprovação dos críticos.

Corrente do Mal

Forte analogia para as doenças sexualmente transmissíveis, esta é a grande obra-prima da carreira do jovem cineasta David Robert Mitchell, que depois do longa deixou o sucesso subir à cabeça e viajou na maionese com o ambicioso O Mistério de Silver Lake (2018). Seja como for, aqui Mitchell cria um filme tenso que é pura homenagem ao cinema da década de 70, em especial Halloween (1978) – repare nas trilhas sonoras. Na trama, uma maldição é passada de pessoa para pessoa após o ato do sexo. Agora, a mais nova “contaminada”, papel da gracinha Maika Monroe, precisa descobrir um jeito de se livrar do tormento sem precisar passar adiante o mal. O longa possui nada menos que 95% de aprovação da imprensa.

Boa Noite, Mamãe

Recentemente foi noticiado que a atriz Naomi Watts irá protagonizar a versão norte-americana desta obra austríaca da dupla de diretores Severin Fiala e Veronika Franz. Sabendo que a maioria dos remakes não se igualam aos originais, nossa sugestão é que optem por esta versão. Lançada em 2014, o filme possui 85% de aprovação dos críticos.

Na trama, dois meninos irmãos gêmeos morando numa bela e reclusa mansão numa área rural da cidade começam a estranhar o comportamento de sua mãe, que retornou de uma cirurgia plástica irreconhecível, tanto fisicamente (já que as bandagens dos curativos impedem os filhos de ver o rosto da mulher) quanto seu comportamento aparentemente errático para a duplinha, ao ponto de suspeitarem se essa mulher é mesmo a sua mãe. Se você gosta de reviravoltas de arrepiar a espinha, espere para ver o que é criado aqui. Na lista poderíamos inclusive citar também o mais recente trabalho da dupla de diretores, o igualmente perturbador O Chalé (2019), que também traz crianças como protagonistas de uma trágica história envolvendo cultos religiosos e fanatismo.

Sob a Sombra

Quem assistiu ao elogiado O Que Ficou para Trás (2020), da Netflix, sabe mais ou menos o que encontrar neste longa. Ambos fazem uso de um terror social sobre conflitos de um país como verdadeiro monstro e motivo de terror. A analogia é clara e o estilo já está inclusive gerando um subgênero próprio. E se O que Ficou para Trás tira o medo da transição de dois imigrantes africanos na Inglaterra, precisando superar as tragédias em seu antigo país ao mesmo tempo em que lidam com novos fantasmas – alguns reais como o preconceito contra imigrantes; Sob a Sombra traz o terror da devastação do Teerã pós-revolução da década de 1980.

Uma jovem mãe se desdobra para criar a filha pequena enquanto o marido parte em viagem, tendo o conflito armado com direito a bombardeios bem no encalço de seu lar. Ao mesmo tempo, eventos assustadores relacionados a uma entidade que faz aparições no lar destroçado desafia a compreensão dela. A direção é do iraniano Babak Anvari, que seguiu para criar o igualmente aterrorizador Contato Visceral (2019) em Hollywood. Sob a Sombra tem a melhor avaliação dos críticos na lista, com 99%.

Hotel da Morte

Agora chega na lista um filme que completa 10 anos de sua estreia em 2021, e possui a ótima marca de 80% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes. Hotel da Morte é cria do Festival South By Southwest nos EUA e depois fez carreira em eventos especializados em terror. Infelizmente no Brasil o longa chegou direto em vídeo sem passar pelas salas de cinema. A trama gélida trouxe reconhecimento no gênero para o cineasta Ti West e resolve homenagear lendas urbanas que falam sobre hotéis tidos como assombrados. Aqui, um famoso hotel está com seus dias contados até fechar de vez, e dois recepcionistas, sem muito o que fazer e adeptos de investigações paranormais, se deparam com a mística em torno do local onde trabalham. A loirinha Sara Paxton vive a protagonista Claire. É simplesmente de arrepiar.

As Senhoras de Salem

O cineasta Rob Zombie fez carreira em cima de produções violentíssimas sobre assassinos em série sádicos, inclusive dando seu pitaco sobre como o clássico Halloween deveria ser (por duas vezes). Porém, é notório que Zombie tende a exagerar no grafismo de seu terror e gore. O ponto fora da curva em sua filmografia é este As Senhoras de Salem, onde o diretor troca a tortura velada pelo medo genuíno ao apostar numa trama sobrenatural envolvendo uma DJ cujas vizinhas num prédio macabro são um trio de bruxas satanistas. Tudo sai completamente dos trilhos quando a protagonista recebe um disco com uma gravação ancestral e desembesta a ouvi-lo. Aqui, Zombie assusta pela narrativa e imagens, e não pela sanguinolência.

Sob a Pele

Conhecido na época como “o filme em que Scarlett Johansson aparece completamente nua”, o longa se trata de uma ficção científica complexa e tão questionadora quanto o clássico 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968). Porém, muito mais subestimada. Além do conteúdo altamente reflexivo, a obra é um verdadeiro estudo cinematográfico, com imagens hipnotizantes, uma trilha sonora que ficará na cabeça por dias (ou quem sabe para sempre), e é todo construindo basicamente sem o uso de diálogos. É uma aventura por si só fazer sentido e tentar reunir o que entendemos da história ao final da exibição. O que podemos dizer é que Johansson é na realidade um ser alienígena caçador de homens, que deixaria O Predador no chinelo em questão de eficiência em sua missão. Perturbador é a palavra certa para definir o longa que, apesar de sua extrema qualidade, não é para todos os gostos ou públicos. Sob a Pele possui 84% de aprovação dos críticos.

Crítica | Filhos do Ódio – Produção de Spike Lee traz história real sobre luta racial no Mississippi

Spike Lee já se tornou sinônimo de intensas e marcantes produções cinematográficas cujos temas são centrados nas questões da luta racial preta. Responsável por clássico como ‘Faça a Coisa Certa’ e os recentes sucessos ‘Destacamento Blood’ e ‘Infiltrado na Klan’, Spike Lee volta seu trabalho na busca de contar histórias que contribuam para a conscientização do combate ao racismo, de modo que quando ele não está dirigindo filmes com esses temas, ele os está produzindo. É o caso de ‘Filhos do Ódio’, longa de 2020 cuja produção executiva leva seu nome e que chega agora na Netflix.

Bob Zellner (Lucas Till) é um rapaz branco que, junto com três colegas, decidiu fazer um trabalho para a faculdade sobre líderes pretos da comunidade local em Bansfield, Mississippi. Esse simples gesto foi suficiente para atiçar a raiva da comunidade branca extremista local – mais especificamente, os membros da Ku Klux Klan, dentre os quais seu próprio avô (Brian Dennehy). Indignado com o comportamento de seus vizinhos, Bob começa a ter se interessar cada vez mais pelas lutas dos negros, o que vai aos poucos minando seu relacionamento com sua noiva (Lucy Hale). Quando um enorme protesto atravessa sua cidade, Bob entende que precisa tomar uma atitude, porém, sendo um rapaz branco, suas escolhas não serão bem vistas pelos moradores de Bansfield.

Baseado na história de vida de Bob Zellner, ‘Filhos do Ódio’ tem um título péssimo, mas retrata justamente isso: a história de filhos e netos de uma geração que se acostumou a odiar os seres humanos não brancos, e como, através dessas gerações, esses filhos e netos muitas vezes quebram o ciclo racista e buscam construir um mundo mais igualitário para todos.

Com um roteiro elaborado por Barry Alexander Brown, baseado no livro de Bob Zellner com Constance Curry, e dirigido pelo mesmo Barry Alexander Brown, o longa trabalha a pauta da segregação racial no sul dos Estados Unidos centrando sua história em um protagonista branco, e isso é um pouco esquisito. Esbarra ali na construção do branco salvador, e isso gera um pouco de incômodo, bem como também a ingenuidade excessiva do protagonista, que parece totalmente alheio ao que acontece fora do seu mundo privilegiado. Apesar disso, é um filme bem produzido, com boas atuações e uma história infelizmente real.

Passado em 1961, já são sessenta anos dos acontecimentos de ‘Filhos do Ódio’, e, a ver pelo comportamento social de muita gente, infelizmente comprova que os filhos e netos desses que lutaram e desses que odiaram voltam a se enfrentar nos dias de hoje, o que demonstra a pertinência do filme – para nosso próprio lamento. Para que eventos assim nunca mais voltem a acontecer em nenhum lugar, é preciso mais filmes como esse, para que o espectador faça sua própria reflexão crítica sobre o tema. Daí a importância de pessoas como Spike Lee, que, quando não está diretamente envolvido em produções que promovam essa conscientização, está ajudando a produzir filmes assim. Que bom ter filmes assim chegando ao público brasileiro!

Blumhouse | Conheça os próximos e AGUARDADOS filmes de terror do estúdio

Criada em 2000 pelo produtor Jason Blum, a produtora Blumhouse escalou ao longo de duas décadas para se tornar uma das empresas mais queridas pelos fãs de terror. Embora não produza apenas filmes do gênero, com sucessos inclusive no Oscar vide Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014) e Infiltrado na Klan (2018), é seguro dizer que a Blumhouse ficou conhecida no mercado como um dos titãs atual quando o assunto é horror.

No gênero, a Blumhouse coleciona franquias de sucesso como Atividade Paranormal, Sobrenatural (Insidious), Uma Noite de Crime e os recentes A Morte te dá Parabéns e o reboot de Halloween. Fora isso, investe em produções de grandes nomes do gênero, como M. Night Shyamalan, Jordan Peele, Leigh Whannell, James Wan e Mike Flanagan. Mesmo que nem toda boa intenção do estúdio saia exatamente como o esperado, vide o reboot de A Ilha da Fantasia, a Blumhouse continua apostando de todos os lados vira e mexe entregando uma obra que cativa seu público se tornando popular, é o caso com o “terrir” teen Freaky – No Corpo de um Assassino.

Seja como for, é inegável que a Blumhouse desperta o interesse dos fãs e aficionados pelo gênero entregando produções de terror para todos os estilos e gostos, sejam os mais conceituais, sejam os mais adolescentes ou ainda uma mescla dos dois: filmes pop com conteúdo. Pensando nisso, formulamos uma nova matéria trazendo para você, que assim como nós é fã do estúdio, os próximos lançamentos de uma das maiores “casas assombradas” de Hollywood na atualidade. Confira e comente quais você mais espera.

Uma Noite de Crime 5 – A Fronteira

Estreando em julho em grande parte do mundo, este é o quinto episódio de uma das franquias mais bem sucedidas do estúdio. Uma Noite de Crime apresenta uma realidade fictícia onde durante uma noite no ano todo e qualquer crime é permitido sem punição legal. O primeiro filme é de 2013 e trazia no elenco Ethan Hawke e Lena Headey. Com o passar dos anos foram ficando cada vez maiores e agora, após inclusive uma série de TV, a trama mostra um grupo de renegados dispostos a não parar quando a noite de crime termina. Os protagonistas agora são Josh Lucas, Will Patton e a mexicana Ana de la Reguera.

Halloween Kills: O Terror Continua

 

Essa sequência foi um dos filmes que sofreram com a pandemia, precisando ser relocado do ano passado para 2021. Com estreia programada para meados de outubro (bem a tempo para o dia das bruxas), o longa continua os eventos do sucesso de crítica e público de 2018, que colocou uma das franquias mais famosas e queridas do terror nas mãos da Blumhouse.  A proposta de Halloween (2018) foi esquecer todas as continuações e ser uma sequência direta do filme original de 1978. Mas é claro que Michael Myers não morreu e aqui ele é tirado do incêndio por bombeiros para continuar seu reino de terror. Desta vez, entretanto, além do trio de mulheres protagonistas, precisará enfrentar a ira de toda a cidade.

The Black Phone

Nova parceria entre o diretor Scott Derrickson e a Blumhouse, após o cineasta ser chutado da sequência de Doutor Estranho pela Marvel. Derrickson se reúne também ao ator Ethan Hawke, de seu sucesso A Entidade (2012). Aqui, o assunto é um menino sequestrado e ligações fantasmagóricas feitas de um celular quebrado. A história é baseada num texto de Joe Hill, filho de Stephen King. A estreia é planejada para 2022. O filme encontra-se em pós-produção.

Halloween Ends

Planejado como uma trilogia pelo diretor David Gordon Green, os novos filmes da Blumhouse conseguiram inclusive atrair a presença do criador original, John Carpenter, que se manteve distante da franquia após o terceiro filme lá de 1982. Carpenter produz os novos filmes. Porém, só mesmo após os eventos apresentados em Halloween Kills é que saberemos o que nos espera em Halloween Ends, a tão anunciada conclusão da trilogia, programada para outubro de 2022. O que podemos dizer, se nada mudar, é que trará as voltas do trio de mulheres protagonistas, o clã das Strode, com avó (Jamie Lee Curtis), filha (Judy Greer) e neta (Andi Matichack).

FirestarterChamas da Vingança

Como dito, a Blumhouse ataca de vários lados, seja adaptações de famosos games, séries de TV antigas, e reboots de filmes clássicos. O estúdio também conseguiu cravar suas presas em algumas obras do renomado autor Stephen King. Essa é uma delas, que inclusive já foi levada ao cinema em 1984, num filme com Drew Barrymore pós-E.T. – O Extraterrestre. Na trama, uma menininha é dona do dom sobrenatural de atear fogo em qualquer coisa, usando apenas a sua mente. No passado, a explicação era um experimento científico ao qual seus pais haviam sido sujeitados. Neste remake ainda não se sabe. O que sabemos porém é que Zac Efron irá protagonizar na pele do patriarca Andy McGee. O filme encontra-se em fase de filmagens atualmente, sem data de estreia definida, mas espera-se para 2022.

Atividade Paranormal

Depois do hiato de pelo menos 6 anos sem um filme da franquia Atividade Paranormal, a Blumhouse já está tirando do forno uma nova sequência. Ainda não se sabe muito do projeto, se de fato será uma continuação ou um reboot. O que sabemos é que a produção encontra-se em fase de filmagens atualmente e está sendo dirigida por William Eubank, do ambicioso thriller de ficção científica Ameaça Profunda (2020), com Kristen Stewart.

Five Nights at Freddy’s

O mais recente nome a adentrar na “família” Blumhouse é o de Chris Columbus, geralmente associado a produções juvenis para toda a família. Acontece que o cineasta também é responsável pela criação dos Gremlins que mistura um clima infantil com certos níveis de tensão e terror. E é justamente o que devemos encontrar nesta adaptação de um famoso vídeo game que já rendeu vários títulos. Na trama, um jovem em busca de descolar uns trocados acaba aceitando um emprego de vigia noturno numa pizzaria. O que era para ser um trabalho fácil, termina se mostrando o maior desafio de sua vida quando estranhos eventos sobrenaturais começam a ocorrer no loca. O filme ainda está em fase de pré-produção e não possui data de estreia divulgada.

O Exorcista

Com clássicos não se mexe. Você já ouviu essa premissa? Bem, após o sucesso de Halloween (2018) podemos modifica-la um pouco. Não se mexe a menos que seja David Gordon Green. A Blumhouse comprou os direitos de uma das franquias mais celebradas de horror e pretende fazer com ela o mesmo que fez com Halloween, ou seja, revitalizá-la para os novos tempos, mas buscando tanta qualidade que receba igualmente elogios da crítica especializada. E para tal nada mais justo do que chamar para o comando o mesmo sujeito que colocou a franquia de Michael Myers aparentemente nos eixos. O Exorcista também será uma continuação direta do filme original de 1973 e esquecerá todas as continuações que o filme teve. A obra ainda encontra-se em fase de pré-produção.

O Lobisomem

Os planos do Dark Universe podem ter ido por água abaixo após o fracasso de A Múmia (2017), com Tom Cruise, mas a Universal se recuperou rapidinho quando alistou a ajuda do cineasta Leigh Whannell para redesenhar seus monstros clássicos de forma mais minimalista, crível e de acordo com os novos tempos. Assim, O Homem Invisível (2020) se tornou um sucesso de crítica e público ao misturar o clássico de H.G. Wells com uma trama sobre abuso doméstico e violência contra a mulher. Agora, vejamos o que o diretor irá aprontar com sua versão do Lobisomem. O que sabemos é que será protagonizado pelo indicado ao Oscar Ryan Gosling. O longa está em fase de pré-produção.

Adrift

Também entrando para o “time” da Blumhouse, essa é a primeira parceria do estúdio com um dos cineastas mais inventivos e celebrados dos últimos anos, o cult Darren Aronofksy. Depois de ter explodido a mente de muitos com o abstrato Mãe! (2017), e revoltado tantos outros, o diretor retorna para, ao lado da casa de ideias macabra, dar sua visão para um filme de Navio Fantasma. O que será que veremos daí? Sabemos que protagonizando estará o usual colaborador de Aronofsky, Jared Leto (Réquiem para um Sonho). O longa está em fase de pré-produção.

Spawn

Este nem em fase de pré-produção encontra-se ainda, mesmo assim é um dos que mais gera expectativa. Criação para os quadrinhos de Todd McFarlane, o novo filme será dirigido pelo próprio, o que pode gerar certa desconfiança. O novo Spawn está na lista porque é prometido como filme de censura alta, com muitos elementos de terror. Clima pra isso tem, já que a história fala sobre um assassino do governo retornando do inferno para vingar-se após ser traído. O filme vem sendo anunciado com os nomes de Jamie Foxx como o protagonista, e Jeremy Renner vinculados.

Christine – O Carro Assassino

Foi confirmado também esta outra adaptação de um livro de Stephen King, este mais famoso e badalado. Tudo porque a história já foi levada ao cinema em 1983 na forma de uma produção dirigida pelo mestre John Carpenter. No livro “tijolão” de King, um jovem tímido muda por completo e começa a enfrentar os valentões de uma gangue assim que se apaixona por um carro e começa a reformá-lo, mudando também a si mesmo. Bryan Fuller, roteirista de séries como Hannibal e Star Trek: Discovery é quem assumirá a direção.

Sobrenatural 5

Após o segundo filme, a cronologia da franquia Sobrenatural voltou no tempo com o terceiro longa e depois seguiu a história pessoal da personagem de Lyn Shaye, a investigadora paranormal Elise Rainier. Agora, visitaremos novamente a família Lambert, 10 anos depois de vê-los pela última vez, e encontraremos o pequeno Dalton, agora crescido na universidade. Patrick Wilson também retorna como o patriarca Josh, e é anunciado que o ator fará seu debute como diretor no filme. Como dito, o filme ainda está apenas anunciado, sem nenhuma confirmação.

Crítica | Nem Um Passo Em Falso – Steven Soderbergh dirige intrincada história de gângster com grande elenco

Steven Soderbergh é sinônimo de histórias elaboradas, intrincadas e que de uma maneira quase imperceptível consegue humanizar até mesmo os personagens mais improváveis ao público. Foi assim com ‘Traffic’, ‘Sexo, Mentiras e Videotape’ e ‘Erin Brokovich: Uma Mulher de Talento’. Agora, na semana de estreia da plataforma HBO Max no Brasil, o diretor está de volta com seu mais novo filme, ‘Nem Um Passo Em Falso’, um quebra-cabeças complicado em que ninguém é o que parece.

Na Detroit de 1954, Curt Goynes (Don Cheadle) recebe um inesperado serviço de Doug Jones (Brendan Fraser) para ficar cuidando de uma família em troca de 5 mil dólares junto com Ronald Russo (Benicio Del Toro), enquanto Charley (Kieran Culkin) leva Matt Wertz (David Harbour) para pegar um documento importante no cofre que seu chefe guarda no trabalho. Porém, como é de se esperar em filmes de gangsters, a coisa meio que sai do controle em algum momento, e Curt e Russo vão acabar se juntando para saber quem de fato contratou o serviço, afinal, a ganância fala mais alto e, se chegarem ao grande chefão, conseguirão ganhar mais dinheiro pelo serviço. Só que a ganância é justamente o problema nesse meio escuso de ganhar a vida, e o documento pode ter uma importância maior do que eles imaginam.

Não bastasse todos esses nomes já citados, ‘Nem Um Passo Em Falso’ conta ainda com participações especialíssimas de Matt Damon, Lucy Holt e Ray Liotta. Isso dá a dimensão do quanto trabalhar com Steven Soderbergh faz bem para a carreira de um ator, e não é para menos: o filme é muito bem dirigido; todos os personagens são bem construídos, com profundos backgrounds que os tornam dúbios aos olhos do espectador; a produção ganha uma atmosfera de suspense que nos mantém interessados até o fim em todas as peças apresentadas na trama, nos sentindo incapazes de adivinharmos por conta própria qual a verdadeira razão para tudo estar acontecendo.

O roteiro de Ed Solomon parte do personagem Curt Goynes para, aos poucos, ir inserindo cada um dos outros elementos, de modo que ao longo das quase duas horas de duração vamos desvendando essa árvore interligada de máfias do submundo de Detroit, que mistura descendente de italianos, pessoas que mudaram de nome ao chegar na cidade e mafiosos negros que já à época iam conquistando seus territórios de domínio. Conectando tudo isso há uma história verdadeira que surpreende o espectador no final, e nos deixa com aquele gostinho de que de fato não há como escapar de uma cadeia tão nojenta quanto a da corrupção.

Nem Um Passo Em Falso’ é como um jogo de cartas muito bem embaralhado, mas que requer atenção a cada movimentação em cena, afinal, como o próprio título diz, é preciso estar em observância para não fazer um movimento rápido demais quando o assunto é máfia. Steven Soderbergh acerta mais uma vez com esta ótima produção, com um Don Cheadle muito seguro e à vontade no protagonismo e um elenco que dá gosto ver de volta às telonas.

‘Joe Exotic’: Astro de ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’ entra para a série baseada em ‘A Máfia dos Tigres’

Segundo o DeadlineWilliam Fichtner, conhecido por seus trabalhos em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’Entourage, entrou para o elenco da série Joe Exotic, baseada na popular obra ‘A Máfia dos Tigres, da Netflix.

Fichtner dará vida a Rick Kirkham, documentarista que apareceu no show original. Ele substitui o previamente confirmado Dennis Quaid, que foi forçado a deixar o projeto em virtude de conflitos de agenda.

Lembrando que o elenco também conta com John Cameron Mitchell (Joe Exotic) e Kate McKinnon (Carole Baskin).

Hernan LopezMarshall LewyAaron Hart são os produtores. Justin Tipping fica a encargo dos primeiros quatro episódios da temporada, enquanto Cate Shortland comanda os quatro finais.

A série terá oito episódios e será baseada no artigo “Joe Exotic: uma jornada sombria no mundo de um homem enlouquecido“, de Leif Reigstad.

Joe Exotic é cnetrado em Carole Baskin, uma grande entusiasta do mundo felino que descobre que seu colega também entusiasta Joe “Exotic” Schreibvogel está usando seus gratos para procriação e lucro. Ela, então, decide acabar com a empreitada, incitando uma rápida rivalidade. Mas Carole tem um passado obscuro e, quando coloca as garras para fora, Joe também resolve expor a hipocrisia de Carole. O resultado se mostra desastroso.

Vale lembrar que a série original foi assistida por mais de 34.3 milhões de contas diferentes nos EUA em seus 10 primeiros dias de lançamento.

 

‘Sexy Beasts’: Netflix lançará reality de namoro BIZARRO com pessoas fantasiadas de Feras; Confira o trailer!

A Netflix irá lançar em sua plataforma um reality de namoro… peculiar.

Em ‘Sexy Beasts‘, os participantes do programa são transformados em animais e outras criaturas míticas para testar a química em encontros às cegas.

A ideia é simplesmente bizarra, mas parece ter rendido momentos hilários na produção, que investiu pesado na maquiagem dos participantes.

Confira o trailer:

A produção será lançada na plataforma no dia 21 de julho.

Um encontro às cegas como você nunca viu antes. ‘Sexy Beasts‘ coloca solteiros da vida real em próteses elaboradas e muita maquiagem para testar a verdadeira química de um primeiro encontro.

Richard Donner | Relembre os filmes INESQUECÍVEIS na Carreira do Diretor

Um dos diretores mais memoráveis de Hollywood nos deixou hoje, dia 5 de julho de 2021. Richard Donner faleceu aos 91 anos de idade. O cineasta importantíssimo para a construção do cinema entretenimento como o conhecemos hoje, foi responsável por algumas das obras mais queridas da sétima arte de todos os tempos. Não sendo tão popular quanto nomes como Steven Spielberg e Tim Burton, por exemplo, Donner não deve em nada quando o assunto são produções marcantes nas décadas de 70, 80 e 90. São de sua autoria, por exemplo, alguns dos maiores sucessos das décadas citadas.

Dentre o acervo da filmografia do diretor temos o primeiro grande filme de super-heróis do cinema, a aventura juvenil mais querida do cinema, uma quadrilogia policial que redefiniu o gênero e um dos mais icônicos e perturbadores filmes de terror da história; só para citar alguns. Tá bom para você? É claro que a partida de um diretor deste porte não poderia ficar sem uma homenagem nossa. Portanto, confira abaixo uma lista com nossa seleção dos filmes inesquecíveis da carreira de Richard Donner, um artista que ficará para sempre em nossas lembranças.

A Profecia

Richard Donner começou a carreira ainda em 1960 como diretor de programas de TV. Foram mais de 30 séries com episódios assinados pelo cineasta, entre elas verdadeiros clássicos da televisão americana como James West (1965-1969), FBI (1965-1974), O Fugitivo (1963-1967) e Agente 86 (1965-1970), por exemplo, todas ganhando novas versões modernas. No cinema, seu primeiro sucesso foi com este filme de terror em 1976. A Profecia se tornou um dos longas mais memoráveis do gênero e abordava um tema muito em voga na época: o anticristo na Terra. Na história, o menino Damien é trocado na maternidade e criado por uma rica família de um político. O menino, porém, pode ser na verdade filho do coisa ruim. A Profecia gerou duas continuações e um remake em 2006.

Superman – O Filme

Dois Anos depois do sucesso A Profecia, Richard Donner, então um jovem diretor em ascensão, foi escalado para levar às telonas uma adaptação “séria” de uma famosa história em quadrinhos. O ano era 1978 e o que se tinha de exemplo de produtos do tipo era a série do Batman dos anos 60, totalmente camp com Adam West. Aqui a proposta era outra e a frase de efeito da produção era: “você vai acreditar que um homem pode voar”. Com efeitos visuais de primeira, um apelo mais dramático e atores renomados do porte de Marlon Brando e Gene Hackman, Superman – O Filme se tornou um dos maiores sucessos da época, fez o nome do protagonista Christopher Reeve e segue para muitos como o melhor filme do gênero. O êxito de Donner, porém, não evitou problemas na hora de seguir com a continuação. O estúdio e o diretor divergiram em sua visão e o cineasta foi afastado do cargo, com outro diretor chegando para finalizar a obra. Anos depois, a versão de Donner era lançada. Me diga se você já ouviu essa história antes?

O Feitiço de Áquila

Durante a década de 1980 houve um verdadeiro boom no cinema de “fantasia aventura capa e espada”. As fantasias épicas estavam a toda com obras como Excalibur, Fúria de Titãs, Willow, A Lenda, entre outros. Em meio a isso, Richard Donner surgia para dar sua visão em um longa do gênero em 1985. O escolhido foi O Feitiço de Áquila, que terminou se tornando o mais crível e realista da enxurrada, deixando os efeitos visuais de lado para concentrar-se numa trama mais adulta de romance e drama. Num dilema digno de poemas, um casal sofre com uma maldição que os separa para sempre. Quem relata tudo é o jovem ladrão Gaston, papel de um Matthew Broderick pré-Curtindo a Vida Adoidado (1986). Ele termina sendo salvo por Navarre, papel do igualmente saudoso Rutger Hauer, um cavaleiro medieval acompanhado por uma bela águia. O animal é ninguém menos que sua amada Isabeau, papel de Michelle Pfeiffer no auge de sua beleza. De dia, a mulher se transforma numa águia e de noite, é Navarre quem se transforma num lobo, impedindo que se encontrem em forma humana. A maldição é cortesia do Bispo de Áquila, a quem o cavaleiro pretende matar.

Os Goonies

Richard Donner se manteve ocupado em 1985, e no mesmo ano de lançamento da fantasia dramática O Feitiço de Áquila entregava aquele que viria a se tornar seu filme mais famoso e adorado. Os Goonies, com produção de Steven Spielberg superou inclusive a popularidade de Superman – O Filme, e viria a redefinir o cinema de aventura juvenil. Muito influente, foi este o filme que faria surgir a moda das produções protagonizadas por uma turminha de crianças carismáticas, topando com desafios dignos de super-heróis. Assim, na década de 80 todo mundo queria sua fatia deste estilo de filme, que continua sendo referenciado até hoje, vide o fenômeno Stranger Things. Podemos dizer que tudo começou aqui. Por anos, fala-se numa continuação para Os Goonies, que agora, infelizmente, não contará mais com o comando do criador de tudo Richard Donner.

Máquina Mortífera

Como podemos perceber, Richard Donner coleciona sucesso atrás de sucesso em sua filmografia. É um hit atrás do outro. O que chama atenção não é o fato do diretor ter entregue sucessos de determinados gêneros do cinema. Mas sim ter entregue obras definidoras de tais gêneros. Foram os filmes de Donner que os fizeram surgir ou de alguma forma os remodelaram para o que seguem até hoje. Aqui mais uma revolução. Os buddy cop movies já existiam à altura do lançamento de Máquina Mortífera em 1987, mas nenhum foi tão bem sucedido e ditou tanto as regras do que seria o jogo do que o encontro entre o paizão de família Murtaugh (Danny Glover) e amalucado suicida Riggs (Mel Gibson). Tanto que gerou três continuações – e foi adicionando personagens marcantes à sua mitologia, vide Leo (Joe Pesci), Lorna (Rene Russo) e Butters (Chris Rock) e uma série de TV. Essa é outra franquia da qual se fala em um novo exemplar. Uma pena que precisará existir sem Donner.

Os Fantasmas Contra-Atacam

No ano seguinte de Máquina Mortífera, Richard Donner se uniu ao comediante Bill Murray (no auge de sua popularidade) para um projeto de fantasia com clima família. E quem não ama Bill Murray? Por mais completa que fosse a filmografia de Donner, ele precisava trabalhar com o humorista para dizer que fez de tudo. Essa é uma releitura moderna para o clássico de Charles Dickens, Um Conto de Natal. A sacada é colocar o ranzinza Scrooge como um executivo do alto escalão de uma rede de TV que comete as maiores barbaridades bem na época do natal – é claro, sendo visitado pelos famosos fantasmas do passado, presente e futuro. O filme não fez o sucesso planejado, mas ressurgiu como cult na época do lançamento em vídeo.

Maverick

Richard Donner dirigiu muitas séries, algumas inclusive pertencendo ao gênero do faroeste. Mas deixou passar uma das mais famosas dentro do estilo: Maverick (1957-1962), protagonizado por James Garner na pele de um cowboy apostador que adorava jogar poker. Mas o diretor não deixou por menos e levou às telonas a versão para o cinema de tal seriado. Desta vez com o protagonista vivido por Mel Gibson, mas com o ator original James Garner retornando em um papel muito importante na história. Adicionando muito humor à narrativa, Maverick foi lançado em 1994 se tornando um dos faroestes cômicos mais divertidos do cinema. De quebra, usa um dos papeis mais leves da carreira da musa Jodie Foster, cuja amizade com o astro Gibson dura para fora das telas até hoje.

Assassinos

Sempre se reinventando e se cercando de grandes astros da época, Assassinos trouxe a união de dois grandes nomes da ação dos anos 90: Richard Donner e Sylvester Stallone. O astro da ação fez seu nome e se posicionava no topo de Hollywood com altíssimos salários durante as décadas de 80 e 90. Assim, em 1995, com um apelo mais dramático e um clima puxado para o suspense e mistério, Assassinos contava com um roteiro das irmãs Wachowski numa época pré-Matrix. Além disso, foi um dos primeiros papeis de destaque da talentosíssima Julianne Moore num filme mirado ao grande público. Ela vive a golpista Electra, que se vê no meio de uma guerra entre matadores profissionais: o veterano Robert Rath (Stallone), que está querendo deixar esta linha de trabalho, e o novato arrogante Miguel Bain (Antonio Banderas em seu início de carreira em Hollywood).

Teoria da Conspiração

Nova colaboração entre o astro Mel Gibson e o diretor Richard Donner fora da franquia Máquina Mortífera, o filme conta com o chamariz da estrela Julia Roberts, no ano de 1997 – que via então uma nova guinada em sua carreira rumo a outra onda de popularidade. Justamente por isso Roberts estava reticente ao aceitar o papel de uma advogada se tornando alvo de um taxista pra lá de paranoico repleto de teorias da conspiração, como diz o título, papel de Gibson. A atmosfera do longa é mais sombria e pesada, com cenas intensas de tortura, embora ainda se qualifique no gênero ação. Mas Mel Gibson e Richard Donner terminaram convencendo Roberts a aceitar o projeto, garantindo assim uma grande parceria com o astro e o diretor.

Depois de Máquina Mortífera 4 (1998), Richard Donner faria apenas mais dois filmes como diretor. Linha do Tempo (2003) é uma aventura de fantasia e ficção científica sobre um grupo de arqueólogos viajando no tempo para o passado, precisando encontrar uma forma de sobreviver na França do século XIV até conseguirem retornar de volta ao presente. O filme traz o saudoso Paul Walker e Gerard Butler no elenco. Três anos depois, Richard Donner entregava sua canção do Cisne. 16 Quadras (2006) marcou a primeira parceria entre o diretor e outro grande astro da ação, já em nova fase de sua carreira. Bruce Willis foi ainda mais envelhecido para o papel de um policial em fim de carreira que precisa levar um prisioneiro por 16 quadras até a delegacia antes que outros criminosos e policiais corruptos consigam mata-lo. A graça aqui é que o filme acontece em tempo real, e a trama se desenrola nos 118 minutos de projeção do longa.

Richard Donner será sempre uma presença na alma dos cinéfilos, tendo ajudado a construir o amor por filmes em diversas gerações. Teremos saudade de sua contribuição para a sétima arte, porém, o diretor deixa um verdadeiro legado inesquecível.

 

Hugh Jackman posta foto com Kevin Feige e indica retorno do Wolverine no MCU

Através do seu Instagram, o ator Hugh Jackman (‘O Rei do Show’) compartilhou em seus stories uma arte com as garras do Wolverine – criada pelo BossLogic – e, logo em seguida, uma foto ao lado do Kevin Feige, presidente da Marvel.

Apesar de ser cedo para confirmar, as publicações parecem indicar um possível retorno do ator ao icônico papel do Wolverine no Universo da Marvel.

Infelizmente, nada foi anunciado oficialmente, por enquanto. Novas informações devem ser divulgadas em breve. Fiquem ligados!

Vale lembrar que Jackman anunciou publicamente que estava se aposentando do personagem após o lançamento do aclamado ‘Logan‘.

No entanto, há alguns anos, o ator declarou que toparia adiar a aposentadoria como Wolverine para participar de um filme dos ‘Vingadores‘:

“Se essa possibilidade estivesse na mesa quando tomei minha decisão, eu certamente faria uma pausa para pensar. Isso é certo. Porque sempre amei a ideia de Logan estar presente dentro desta dinâmica, obviamente com o Hulk, com o Homem de Ferro… Mas tem muitas pessoas inteligentes com MBA que não conseguem se decidir sobre isso. Nunca se sabe.”

Após a compra da FOX pela Disney, o Universo da Marvel se prepara para receber os X-Men, e a hora parece ser perfeita para o retorno do Hugh Jackman como o icônico Wolverine.