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‘Divertida Mente 2’ deve se tornar o primeiro filme de 2024 a abrir com US$ 100 milhões nas bilheterias

Divertida Mente 2‘ deve ser o primeiro filme de 2024 a inaugurar a abertura de US$ 100 milhões nas bilheterias dos EUA, revelou um relatório do Deadline.

A ausência torna o coração mais afetuoso dos fãs da Pixar: houve um intervalo de sequência de 14 anos entre ‘Os Incríveis‘ de 2004 e ‘Incríveis 2‘ de 2018 , com suas respectivas aberturas nos EUA disparando de US$ 70,4 milhões para US$ 182,6 milhões.

Já se passaram nove anos desde ‘Divertida Mente‘, que estreou com US$ 90,4 milhões em 2015 e arrecadou US$ 356,9 milhões. Ou seja, o céu é o limite.

Divertida Mente 2‘ chega aos cinemas nacionais dia 20 de junho de 2024.

Além de contar com o retorno das clássicas emoções que encantaram o público no capítulo anterior, apresentará Ansiedade (Maya Hawke), Inveja (Ayo Edebiri), Tédio (Adèle Exarchopoulos) e Vergonha (Paul Walter Hauser).

Na CinemaCon, os membros da imprensa assistiram aos primeiros 30 minutos do longa e suas reações foram emocionantes e extremamente positivas.

Vale destacar que grande parte dos elogios foi direcionada à performance de Hawke, fazendo o público sorrir e chorar.

Confira:

“Estou voando alto depois de ver 30 minutos de ‘Divertida Mente 2’! O primeiro é o meu filme favorito da Pixar e o novo começa como uma sequência PERFEITA. É hilário. O ritmo é impecável. A animação é impressionante. A história me fisgou. Me identifiquei extremamente como mãe de um adolescente. Adorei!”

Disney CinemaCon: Amy Poehler está aqui ao vivo para apresentar os primeiros 30 minutos de ‘Divertida Mente 2‘. Adoro todas as novas emoções. Definitivamente parece uma sequência digna até agora e há algumas surpresas hilariantes.”

“Os 35 minutos que vimos de ‘Divertida Mente 2′ provam que esta sequência será um ENORME HIT! Resgata o que tornou o primeiro tão bom e aprofunda suas raízes e crenças. O público estava ADORANDO! Maya Hawke como ansiedade e Ayo Edebiri como Inveja estão PERFEITAS!”

“‘Divertida Mente 2‘ parece o melhor filme da Pixar da última década. A filmagem exibida foi muito engraçada. Maya Hawke como Ansiedade é a que rouba a cena até agora.”

“‘Divertida Mente 2′ apresenta alguns novos conceitos incríveis *fios de CRENÇA, o conceito de formar um senso de identidade* sem mencionar novos personagens como Inveja, Ansiedade e Constrangimento. Esqueci o quanto eu amava este mundo. É uma maneira impressionante de pintar a condição humana.”

“A única coisa ruim de ver os primeiros minutos de Divertida mente 2’ é quando acaba. Vimos as novas emoções, mas também alguns segredos obscuros e profundos, um dos quais é um personagem de desenho animado desenhado à mão, bem como um tipo de personagem tirado de ‘Final Fantasy’ de 16 bits. Parece incrível.”

 

Com a première acontecendo no Festival de Annecy, o filme teve sua duração divulgada: 1 hora e 40 minutos.

O primeiro filme tem 1 hora e 35 minutos, cinco minutos a menos.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Divertida Mente 2’ trará Kelsey Mann (‘O Bom Dinossauro’) na direção, enquanto Meg LeFauve retornará para cuidar do roteiro.

“Prepare-se para outra montanha-russa emocional com Riley e todas as suas emoções! Esta história mergulha profundamente na mente de Riley, explorando personagens – familiares e novos – junto com suas aventuras emocionantes.” 

Lembrando queDivertida Mente (2015) foi um enorme sucesso, arrecadando US$ 858,8 milhões e conquistando o Oscar de Melhor Animação em 2016.

Disney ganhou com uma FORTUNA com a compra de Star Wars e da Marvel; Saiba quanto!

As franquias Star Wars e Marvel se consolidaram ao longo dos últimos anos como duas das maiores e mais rentáveis propriedades no portfólio da Disney, desempenhando um papel essencial na sua estratégia de crescimento e domínio no setor de entretenimento global.

De acordo com um relatório recente da empresa, essas marcas geraram um total impressionante de US$ 25 bilhões em receita nos últimos dez anos, abrangendo uma variedade de fontes de renda, incluindo lançamentos cinematográficos, TV, entretenimento doméstico e produtos licenciados.

Especificamente, a Marvel arrecadou aproximadamente US$ 11,6 bilhões nesse período, enquanto Star Wars obteve cerca de US$ 13,2 bilhões. Esses números englobam não apenas as bilheteiras, mas também as vendas de DVDs, Blu-rays, as receitas obtidas com a distribuição de conteúdos para plataformas de streaming, como o Disney+, e, claro, os imensuráveis lucros derivados de mercadorias e produtos de consumo. Vale ressaltar que esses valores não incluem outras fontes de receita ainda mais lucrativas, como as atrações nos parques temáticos da Disney baseadas nessas franquias, que possuem um impacto financeiro considerável.

Para colocar esses números em perspectiva, é importante considerar as produções mais bem-sucedidas de ambas as franquias no cinema. Star Wars, por exemplo, obteve sucesso estrondoso com Star Wars: O Despertar da Força (2015), que arrecadou US$ 2,068 bilhões mundialmente, sendo o filme mais lucrativo da franquia e o terceiro maior da história do cinema. Outros filmes da saga também tiveram desempenhos notáveis, como Star Wars: Os Últimos Jedi (2017), que faturou US$ 1,332 bilhão, e Star Wars: O Retorno de Skywalker (2019), que arrecadou US$ 1,074 bilhão, marcando o encerramento da nova trilogia.

Já a Marvel, com seu vasto universo cinematográfico (MCU), viu muitos de seus filmes ultrapassarem a marca de US$ 1 bilhão. O maior sucesso da franquia foi Vingadores: Ultimato (2019), que arrecadou impressionantes US$ 2,798 bilhões, tornando-se o filme de maior bilheteira de todos os tempos (superando Avatar, por um curto período de tempo). Outros títulos da Marvel, como Vingadores: Guerra Infinita (2018), que fez US$ 2,048 bilhões, e Vingadores (2012), com US$ 1,519 bilhão, também estão entre os maiores arrecadadores da história do cinema.

A popularidade da Marvel se estende ainda a seus filmes individuais, como Pantera Negra (2018), que fez US$ 1,347 bilhão, e Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021), que arrecadou US$ 1,921 bilhão, marcando outro grande sucesso no universo da Marvel.

Além de suas estreias cinematográficas de sucesso, tanto Star Wars quanto Marvel se expandiram para outras áreas de entretenimento. A Marvel, por exemplo, tem gerado receitas significativas com suas produções de TV, como WandaVision e Loki, que se tornaram fenômenos no Disney+, e com uma enorme linha de produtos de consumo, que inclui desde brinquedos até roupas e acessórios. Star Wars também seguiu esse caminho com séries de TV como The Mandalorian, que foi um grande sucesso de público e crítica, além das populares atrações dos parques temáticos, como Star Wars: Galaxy’s Edge, que geram receitas consideráveis em termos de ingressos e produtos vendidos.

É fundamental também lembrar que a Disney adquiriu ambas as franquias por valores relativamente baixos, considerando o enorme retorno financeiro que elas proporcionaram.

A Marvel foi comprada em 2009 por US$ 4 bilhões, enquanto Star Wars foi adquirida em 2012 pelo mesmo valor. Esses investimentos, com certeza, se mostraram mais do que rentáveis, pois as franquias não só geraram bilhões nas bilheteiras, mas também continuam a expandir seus domínios em múltiplas plataformas e fontes de receita.

Embora ambas as franquias tenham enfrentado algumas críticas nos últimos anos, com filmes e produções que não atingiram as expectativas de público ou crítica, elas continuam a ser fontes extraordinárias de lucro para a Disney. Mesmo com alguns fracassos ocasionais, a imensa base de fãs leais, combinada com a capacidade da Disney de expandir constantemente essas marcas, garante que Star Wars e a Marvel continuem a ser algumas das propriedades mais rentáveis e influentes no universo do entretenimento, com perspectivas de arrecadação ainda mais impressionantes nos próximos anos.

Ótimo SUSPENSE sobre ‘Golpistas do Call Center’ estreia fazendo sucesso na Netflix

Desligue!’, um empolgante longa-metragem sobre ‘Golpistas do Call Center’, estreou em quarto lugar entre os filmes mais vistos da Netflix.

Confira os 6 filmes mais vistos da Netflix no dia 29 de Março de 2026.

A trama acompanha Orn (Nittha Jirayungyurn), uma mulher de ótima condição financeira que, certo dia, leva um terrível golpe financeiro.

Completamente abalada com a situação e escondendo a real quantia perdida, ela busca apoio nas forças policiais – em vão. Sem saber o que fazer, um dia acaba encontrando a fisioterapeuta Fei (Esther Supreeleela) e a vendedora de cremes Wow (Ning Chutima Maholakul), que também foram vítimas dos mesmos golpistas. Sem apoio da polícia, elas resolvem bolar um plano para desmascarar a quadrilha – uma decisão que trará enormes consequências para suas vidas.

Crítica | ‘Desligue!’ – Empolgante filme Tailandês na NETFLIX sobre ‘Golpistas do Call Center’

Assista ao trailer:

A direção é de Sitisiri Mongkolsiri. O elenco conta com Nittha Jirayungyurn, Esther Supreeleela, Chutima Maholakul e Todsapol Maisuk.

3 grandes trabalhos de Baran bo Odar, cineasta criador da série ‘DARK’

Baran bo Odar nasceu na Suíça em uma cidadezinha de quase 17.000 habitantes chamada Olten mas cresceu em Erlangen, uma cidade no estado da Baviera (Alemanha). Quando chegou a hora de definir seu futuro como profissional, com cerca de 20 anos, entrou na Universidade de Televisão e Cinema de Munique lugar onde estudou por oito anos, e conheceu a mulher que seria sua parceira de vários projetos, Jantje Friese, não só no lado profissional, já que eles são casados.

Reprodução: Internet

Depois de lançar um curta-metragem de sete minutos chamado Quietsch, seu primeiro trabalho como diretor, no ano de 2004, no ano seguinte, lançou um média-metragem de uma hora intitulado Unter der Sonne. Esses projetos serviram de experiência para que quatro anos mais tarde ele escrevesse e dirigisse seu primeiro longa-metragem, Das letzte Schweigen (O Silêncio), filme que inclusive foi exibido na 34ª Mostra de Cinema de São Paulo em 2010. Mas a projeção da carreira só viria no filme seguinte, o elogiado Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo (disponível na Prime Video) que mostra a história de um jovem gênio da computação que é chamado a compor um grupo de hackers com ações de escala mundial. Esse projeto o levou à Hollywood, onde dirigiu seu único filme lá, Nos Limites da Lei, lançado em 2017 e com o ganhador do Oscar Jamie Foxx como protagonista.

Mas aí chegou a era dos streamings, e Baran teve um projeto aprovado pela Netflix, uma misteriosa trama que envolvia viagens no tempo e enormes reviravoltas a cada novo episódio, estamos falando de uma das séries mais aclamadas dos últimos anos: Dark. Com o sucesso de Dark, Baran e sua parceira Jantje começaram a desenvolver um novo projeto que mais tarde virou o misterioso 1899, seriado que chega em 17 de novembro também na Netflix. Na história eventos misteriosos mudam o rumo de um navio de imigrantes a caminho de Nova York. Assim, os passageiros terão que desvendar um enorme enigma.

Para saber um pouco mais sobre esse ótimo cineasta, separamos abaixo sugestões de três grandes trabalhos seus:

 

Das letzte Schweigen (O Silêncio)

Em seu terceiro trabalho como diretor, Baron Bo Odar nos apresenta a história de uma jovem, moradora de uma pequena cidade na Alemanha, que some 23 anos após uma outra jovem sumir no mesmo lugar. A situação modifica a rotina da cidade e os moradores vão enfrentar o passado que já parecia distante.

 

Dark

O tempo sendo associado ao ato de amar em tempos em que o esquecimento é o grande vilão da nossa realidade. Criado por Baran bo Odar e pela cineasta alemã Jantje Friese, Dark chegou ao catálogo do poderoso streaming Netflix sem muito ‘oba oba’, mas bastou os espectadores irem aos poucos terminando a primeira temporada para o burburinho positivo começar. Muito bem amarrada, com começo meio e fim estrategicamente bem desenvolvidos, com uma produção de arte belíssima, fotografia ótima, trilha impecável e uma montagem de elenco espetacular a produção alemã se tornou um fenômeno cult em pouco tempo, culminando no desfecho da última temporada dentro do período pandêmico que o mundo viveu em 2020. Muito bem ranqueado em diversas listas dos principais sensores de cinema/séries do mundo, Dark é uma série difícil de esquecermos.

 

Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo 

Lançado no segundo semestre de 2014 em todo o planeta, um dos filmes mais elogiados de Baran Bo Odar é Invasores: Nenhum Sistema Está Salvo. Na trama, um jovem alemão com enormes conhecimentos de computação acaba se juntando a um grupo de hackers. O filme foi indicado a um prêmio no Festival de Zurique. Tem na Prime Video.

A Filha do Meu Melhor Amigo

NENHUMA BELEZA AMERICANA

Exibido pela primeira vez em 2011, no Festival de Toronto, esse filme penou até conseguir ser lançado no Brasil. Com o título original de The Oranges, a produção terminou com o genérico A Filha do Meu Melhor Amigo, por aqui. Não são ótimos esses títulos brasileiros que tentam simplificar a história, ao mesmo tempo enfiando no título a sinopse da obra. Será que o público por aqui não se dá nem ao trabalho de ler sobre o que o filme se trata, e precisa ter o título lhes dizendo.

A distribuidora nacional deve ter ficado na corda bamba para saber se lançava o filme nos cinemas, mesmo com atraso, ou em vídeo – o que seria mais indicado. Mais uma vez friso o fato de que ao invés de comédias banais como A Filha do Meu Melhor Amigo, os cinemas brasileiros dispensam sensações como Spring Breakers – Garotas Perigosas, e filmes importantes como 42 – A História de uma Lenda. Mas a culpa principal é do grande público que se contenta em assistir a mesma coisa pela milésima vez.

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A Filha do Meu Melhor Amigo não chega a ser um desastre de trem como os recentes O Casamento do Ano e Gente Grande 2. Na trama, somos apresentados a duas famílias de classe média alta dos subúrbios americanos. O protagonista do filme é David, papel do eterno Dr. House da série de TV, Hugh Laurie. Ele é casado com Paige, vivida pela rainha dos filmes independentes americanos Catherine Keener (Paz, Amor e Muito Mais), mas seu casamento já esfriou há um tempo. Os dois são pais de Vanessa, personagem da exótica Alia Shawkat (da série Arrested Development).

Seus vizinhos são Terry e Cathy, vividos por Oliver Platt (Ginger & Rosa) e Allison Janney (Histórias Cruzadas). Como esfregado em nossas caras pelo título, David e Terry são amigos, compartilham os mesmos interesses de homens da classe alta e meia idade, como sair para correr juntos. A trama começa realmente a girar com a chegada da filha problemática dos vizinhos, interpretada por Leighton Meester (Este é o Meu Garoto). Ela é uma jovem perdida que contradiz o falso moralismo de seus pais.

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Ao ser abandonada pelo namorado, por quem estava disposta a nunca mais ver a família, a jovem volta com o rabo entre as pernas para a casa dos pais. Depois de uma breve reunião com as duas famílias, Nina (Meester) como uma criança mimada continua em seu curso de autodestruição, e destruição de vidas ao redor, quando se envolve com o apático protagonista. Aliás, o termo usado para definir o personagem se encaixa também perfeitamente na performance sem vida e sem vontade do quase sempre bom Laurie.

O ator parece desconfortável em muitas das cenas. O relacionamento entre os dois surge a troco de nada, e nunca compreendemos o porquê de quererem enfrentar tudo e todos em nome de tal situação. Talvez tenha faltado fogo no roteiro para demonstrar isso, ou quem sabe nas performances. O que notamos é que a frustração de um, e a insatisfação de outro, em relação a suas vidas, são os causadores do estopim, e não seus sentimentos um pelo outro. Talvez vendida para salientar certa podridão na superficialmente perfeita casa americana dos subúrbios, A Filha do Meu Melhor Amigo termina como versão requentada e para adolescentes do grande Beleza Americana.

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A obra não é de todo ruim, e tenta salpicar questões para discussões inteligentes, entre uma cena de pastelão e outra, como quando a personagem de Keener persegue seu marido infiel com o carro atropelando os ornamentos natalinos do jardim. Por ser uma obra do cinema independente americano, notamos a vontade do diretor britânico Julian Farino em querer dizer algo – sem grandes orçamentos e intromissão dos estúdios, esse tipo de cinema pode se desenvolver de forma mais natural. A obra talvez esteja sendo impulsionada para os cinemas daqui, para testar a popularidade do protagonista, adorado pela série citada.

10 filmes que te fazem DORMIR

Com tantas possibilidades de escolha na hora de escolher algum filme para assistir, certas vezes, somos surpreendidos por filmes que em certo momento de suas narrativas nos levam à um temendo sono. Relembrando algumas vezes que já dormi inesperadamente vendo um filme, resolvi criar essa lista com 10 produções que te levam ao sono:

 

Jack – O Caçador de Gigantes

Na trama, conhecemos um jovem e atrapalhado lavrador chamado Jack (Nicholas Hoult) que logo em sua primeira aparição em cena, após uma negociação ruim, salva uma linda moça das garras de uns baderneiros. A jovem em questão era a princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson) que junto de Jack acende uma antiga guerra entre humanos e uma raça de gigantes, abrindo um portal entre os dois mundos. Quando Isabelle é levada pelo pé de feijão para o mundo novo e secreto, Jack e os cavalheiros mais valentes do Rei terão apenas uma oportunidade para salvar a donzela em perigo.

 

Fúria de Titãs 2

Na história da era mitológica, Perseus, filho de Zeus vive tranquilamente como pescador cuidando do filho em um vilarejo longe dos Deuses de outros filmes. Quando seu pai é capturado por dois ‘amigos’ (Hades e Ares se juntam aos titãs contra a raça humana), galopando em seu pégasus, Perseus vai em busca da ajuda para a grande batalha, mais precisamente de Agenor e Andrômeda. Enfrentando traições de Deuses, o filho de Zeus busca seu objetivo.

 

As Panteras

Na trama, conhecemos as espiãs Sabina (Kristen Stewart) e Jane (Ella Balinska), duas experientes agentes da equipe do misterioso Charlie que são comandadas pela chefe Bosley (Elizabeth Banks). Durante uma missão mais uma mulher com potencial de ser agente, Elena (Naomi Scott), se junta a elas. Aprendendo a ser espiã durante a missão para salvar sua própria vida, Elena embarcará uma aventura que mudará para sempre sua maneira de ver o mundo da espionagem.

 

Austenland

Na trama, conhecemos Jane Hayes (Keri Russell) uma jovem de classe média que mora nos Estados Unidos e tem uma grande obsessão por um dos livros da escritora Jane Austen, Orgulho e Preconceito. Após discutir sobre os rumos de sua vida com uma grande amiga, junta uma grande quantia de dinheiro e resolve embarcar em uma viaja para um parque temático da Jane Austen em busca de seu perfeito cavalheiro.

 

The Babymakers

Na trama, conhecemos um casal que sofre muito (principalmente o homem) por não conseguir obter a gravidez tão esperada. Após muito escutar as fofocas nocivas alheias e meio já de saco cheio de ser dado como o grande responsável de não conseguirem engravidar, o rapaz recebe uma grande ajuda de seus amigos com o único objetivo de ir até um depósito e roubar o esperma que ele deixou em um banco de esperma alguns anos no passado.

 

A Casa de Mi Padre

Na trama, acompanhamos um homem e sua saga de tentar ser o filho mais querido e salvar a sua família das garras do narcotráfico local. Correndo atrás de seus objetivos ele se apaixona, se mete em muitas confusões e ainda arruma tempo para cantar. A abertura do longa lembra os filmes de Tarantino e as novas vinhetas de introdução dos filmes do 007, mas os paralelos acabam por aí.

 

O Vale Sombrio

Na trama, um forasteiro chega a uma aldeia isolada, nas vésperas de um rigoroso inverno. Logo em sua chegada, paga uma quantidade considerável de dinheiro para os “donos” do lugar. O que ninguém sabe, é que esse homem está com uma grande sede de vingança contra quase todas as pessoas deste lugar. Assim, passo a passo, um plano é arquitetado e executado.

 

12 Horas

Na trama, conhecemos duas irmãs (Molly e Jill) que vivem em uma casa repleta de trancas. Uma delas é viciada em estudo (Molly), a outra é garçonete em um bar na cidade e no passado fora presa por um sequestrador. Quando Molly desaparece, Jill está convencida de que o serial killer que a raptou há alguns anos voltou à cidade e assim ela se prepara para capturar seu sequestrador, buscando conseguir informações que a coloquem na trilha do criminoso.

 

Renoir

Um grande retrato de uma família que nasceu para brilhar no mundo das artes. Não tem outro resumo que melhor define o novo trabalho do diretor Gilles Bourdos, Renoir. Passando por belas imagens e pinturas que marcaram uma geração de amantes das belas artes, conhecemos um pouco mais a fundo o trabalho do famoso pintor que dá nome ao filme. Pena que a maneira como tudo isso é misturado na tela acaba se tornando uma grande chatice.

 

No Olho do Tornado

Na trama, conhecemos alguns caçadores de tornados. Sim, isso mesmo: pessoas que vivem para capturar imagens inéditas dessa força da natureza. Certo dia, após várias investidas que não deram certo, acabam parando em uma cidadezinha que vira alvo do epicentro de um tornado de força 5, um daqueles jamais vistos. Nessa cidade mora o professor Gary (Richard Armitage) e seus dois filhos que precisam se unir aos caçadores de tornados para juntos tentarem sobreviver em meio ao caos que vira a cidade.

As Bem Armadas

 MISS ANTIPATIA

As Bem Armadas é a comédia de maior sucesso de 2013 nos Estados Unidos. Arrecadando quase $160 milhões, somente por lá, o filme traz a parceria entre Sandra Bullock (Tão Forte e Tão Perto) e a comediante número 1 da América do Norte na atualidade, Melissa McCarthy (Uma Ladra Sem Limites). No filme, Bullock vive Sarah Ashburn, uma agente do FBI certinha. McCarthy é Shannon Mullins, detetive da polícia, desleixada, grosseira e com uma lixeira no lugar da boca.

As duas são o contraponto perfeito. Então por que não juntá-las num filme? As Bem Armadas é mais um buddy cop movie que chega em 2013. Aqui, as parcerias calham de serem mulheres. A trama principal realmente não importa, e o filme não se dá muito ao trabalho de desenvolver bons vilões. Tudo porque o que conta é a química entre as protagonistas, esse é um filme sobre elas, e os envolvidos realmente não desejam tirar o foco disso.

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O surpreendente é que a coisa funciona. É claro que esse é um filme rotineiro e formulaico, que passa por todos os clichês do gênero, sendo o central o das parceiras que se odeiam para ao final se considerarem irmãs. Essa é uma produção regida pela fórmula, mas que encontra nas suas entrelinhas a salvação. Diferente de A Família, outra comédia formulaica que estreia amanhã, esse filme se esforça em criar situações inusitadas e cenas estranhas e bizarras, que conseguem chamar a atenção.

Em uma determinada cena, Bullock e McCarthy precisam colocar uma escuta no celular de um criminoso, dentro de uma boate. A cena é bem orquestrada, e após a transformação de Bullock (mostrando que está em excelente forma no auge de seus 49 anos), a loucura se instala com as duas na pista de dança ao lado de diversos figurantes, fazendo uso de gestos cronometrados e movimentos ensaiados. A cena é rápida, mas digna dos melhores pastelões.

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Os diálogos também são bons. Escrito pela jovem Katie Dippold (que já tem encomendada a continuação anunciada do filme), o roteiro é rápido e dinâmico. Mesmo sem acertar em todas as tentativas, ele é esperto o suficiente para continuar seguindo em frente, e realizando novas tentativas. O texto joga tudo o que pode na tela, para ver o que consegue acertar. Os melhores momentos, no entanto, fazem parte do aparente improviso de McCarthy.

Esse é o melhor trabalho, e filme, da comediante Melissa McCarthy, o que inclui Missão Madrinha de Casamento, do mesmo Paul Feig, que a descobriu no superestimado filme citado. Feig se tornou um especialista em comédias escrachadas com mulheres. Seus filmes mostram que o sexo feminino pode ser tão sujo e incorreto quanto o masculino. Embora nenhum dos dois filmes sejam obras-primas, o esforço de Feig é louvável em oferecer personagens substanciais, e desde já icônicos, a suas atrizes.

Por que o seriado ‘Ruptura’ se tornou um projeto ACLAMADO pela crítica e público?

E se você pudesse dividir seu tempo de trabalho com seu tempo em casa não lembrando de nada em quanto estiver em um deles? Cheio de atalhos para instigar nossa curiosidade, o roteiro de Ruptura é algo sublime que nos faz refletir sobre a sociedade, o trabalho e a questão descontrolada do avanço da tecnologia. Esses são alguns dos ingredientes de uma das mais aclamadas séries dos últimos tempos que tem alguns episódios dirigidos por Ben Stiller. Indicado à muitas categorias no Emmy 2022, o projeto nos leva a pensar sobre quão profundo pode ser a natureza humana por meio de metáforas que traçam duas realidades que coexistem. Abaixo, alguns pontos que fazem desse projeto aclamado por crítica e público:

Uma inteligente trama com muitas surpresas

Na trama, criada por Dan Erickson, que é uma das mais difíceis de se definir por conta de seu campo amplo, conhecemos Mark (Adam Scott), um funcionário de uma misteriosa e poderosa empresa chamada Lumen. Ele acaba de ser colocado como líder de uma equipe de funcionários que aceitaram serem submetidos a uma situação onde suas memórias foram divididas entre o seu trabalho e sua vida fora dele. Basicamente: quando eles estão no trabalho não lembram de nada do mundo fora dali, e quando eles estão em suas respectivas casas não lembram de nada do trabalho. Até que um dia um ex-colega deles de trabalho, que conseguiu sair dessa situação, acaba fazendo contato com o Mark de fora do trabalho. A partir disso, o drama vira um misterioso labirinto de descobertas convergindo das duas realidades.

 

Totalmente fora da caixa com muita críticas à sociedade

Vamos acompanhando, em meio a muitas críticas à sociedade, uma série de explicações (algumas deixadas nas entrelinhas) sobre alguns porquês. Num primeiro momento tudo é muito estranho mas aos poucos somos guiados para as rotinas, trabalho e vida pessoal, de um homem, ex-professor de história, amargurado por uma grande perda que decide ter em sua vida algumas horas para não pensar na tragédia. Concluímos que os outros personagens (todos ótimos) também seguem a mesma linha de pensamento com seus porquês mas isso é um mistério mais para próximas temporadas. Dentre os coadjuvante, ótimos arcos complementares, Christopher Walken, John Turturro e Patricia Arquette são alguns dos ótimos nomes do elenco.

 

Um profundo drama que bebe na fonte do suspense

O suspense chega primeiro na forma de entendermos o que seria a Empresa Lumen a partir dos achados dos dois paralelos de Mark que de maneira muito inteligente parecem colidir no mesmo objetivo. E esse suspense se mantém constante quando observamos os outros misteriosos personagens, a manipulação feita fora da empresa, as descobertas de Mark e sua equipe sobre outras portas dentro do lugar onde trabalham. O perigoso recorte sobre o controle da mente abre brechas para milhões de teorias sobre o que seria aquele experimento, quais seriam os reais objetivos da empresa nessa divisão entre trabalho e vida pessoal.

 

As reviravoltas empolgantes deixam a curiosidade em alerta para as próximas temporadas

Você acaba a primeira temporada e as perguntas ainda são muitas mas já dá para ter uma noção das ótimas surpresas que chegarão na continuação da série. Os longos episódios buscam mastigar os detalhes não dando de bandeja todas as explicações e ainda abrindo nossa curiosidade com reviravoltas constantes. Simplesmente fabuloso esse projeto disponível na Apple Tv Plus!

Festival do Rio 2013: Blind Detective

JACKIE CHAN CEGO E INSANO

Blind Detective, ou Man Tam, é a nova obra do cultuado cineasta de Hong Kong, Johnnie To (Vingança). Exibido no Festival de Cannes desse ano, o filme aporta no Festival do Rio 2013, com certa expectativa. A produção que mistura ação, suspense, muito humor e um tom absurdo e non sense, traz o astro asiático Andy Lau (O Clã das Adagas Voadoras) como Johnston, o detetive cego do título. O carisma do ator leva a obra insana do começo ao fim. Como narrado em determinado momento pelo protagonista, sua perda de visão veio abruptamente, ao perseguir um criminoso.

Os ricos detalhes do cinema asiático chamam a atenção, e aqui o cineasta To junto com seu astro Lau, nos mostram como é a rotina desse astuto e minucioso personagem, que precisou se adaptar à escuridão. Logo na cena de abertura, percebemos o protagonista tendo como radar apenas seu sentido de olfato aguçado, na hora de seguir um suspeito acima do peso. Com um teor que o aproxima de uma grande história em quadrinhos, Blind Detective até flerta com momentos mais sérios, mas em sua maioria não deve ser encarado como projeto realístico.

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Tudo é realmente exagerado aqui, e infelizmente em vários momentos To passa do ponto. É o caso com as cenas que envolvem a recriação dos momentos finais das vítimas, ou seu padrão de comportamento, como mostrado em seriados como CSI. Aqui, no entanto, o sádico detetive sem visão, pede que sua parceira chegue ao seu limite físico, o que inclui fazer tatuagens e se mutilar. Tudo com o propósito de arrancar risadas da plateia, mas acaba criando momentos incômodos e incríveis demais. Sua parceira é apaixonada por ele, e é vivida pela gracinha talentosa, e cantora de sucesso em sua terra, Sammi Cheng (Conflitos Internos).

A química da dupla é perfeita. Cheng e Lau estão em sua melhor forma, dando tudo de si. A interação entre os dois é mais do que satisfatória, e conseguem fazer com que nos afeiçoemos a seus personagens com uma forte ligação. Mesmo que todo o resto não colabore. Blind Detective é longo demais com 130 minutos de exibição. Por diversas vezes perde o foco, tornando difícil o interesse do público. Na sessão na qual assisti ao longa foram diversas desistências, mesmo de pessoas que antes do início se mostravam empolgadas pelo prestígio do cineasta.

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A estrutura do filme é episódica, com a dupla passando de situação a situação, mesmo a investigação principal sendo apenas uma: o desaparecimento de uma menina, e a caça a um serial killer, que matou diversas mulheres. As cenas são aparentemente desconexas, tornando difícil a identificação, e nos importarmos com o que acontece na tela. Temos longas cenas insanas e alucinadas, envolvendo uma avó de cabelos vermelhos dentro do armário, com sua família em fuga, e uma grávida traída, realizando façanhas dignas de super-heróis.

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Tais momentos fazem o público achar que no duto do ar condicionado passou alguma espécie de gás entorpecente na sala de exibição. São cenas muito amalucadas, que aproximam a obra dos filmes asiáticos escrachados do astro Jackie Chan. Talvez o filme funcionasse melhor se muita coisa fosse cortada, ou realmente como um seriado. Existem também alguns momentos de brilho, em especial envolvendo os carismáticos e autênticos protagonistas. O resultado final é que a produção talvez seja recomendada apenas para os aficionados pelo cinema asiático do tipo. Todo o resto pode encontrar grande barreira.

10 ganhadores de Oscar que já fizeram ótimos filmes de TERROR

Os filmes de terror cada vez mais vem ganhando a preferência de grande parte dos cinéfilos. São aqueles aguardados filmes que mais combinamos de assistir com os amigos e sempre tomamos baitas sustos na cadeira do cinema.  Buscando esse contexto como base e trazendo para essa reflexão grandes nomes da indústria audiovisual mundial, pensamos em criar uma lista muito interessante com 10 ganhadores de Oscar que já fizeram ótimos filmes de terror:

 

Daniel Kaluuya (Corra!)

Na trama, conhecemos o jovem e apaixonado Chris (Daniel Kaluuya) que possui um relacionamento intenso com sua namorada Rose (Allison Williams) e adora fotografia. Certo dia, Rose convida Chris para conhecer sua família em uma cidade do interior. Chegando lá, é apresentado a família da namorada e coisas estranhas começam a chamar sua atenção e aos poucos o protagonista vai percebendo que nada é o que parece nessa família.

 

Jessica Chastain (It – Capítulo Dois)

Baseado na obra do rei do suspense Stephen King, IT – Capítulo Dois nos leva de volta a mesma cidadezinha, agora vinte e sete anos depois dos eventos que chocaram os adolescentes no primeiro filme. Agora mais velhos, não mantiveram contato durante esse hiato mas perceberam a necessidade de se reunirem novamente por Pennywise voltou a atacar e somente o Clube dos Perdedores, como o grupo era conhecido, sabe como combater esse mal. Com um orçamento que beirou aos 80 milhões de dólares e um elenco recheado de nomes conhecidos como Jessica Chastain e James McAvoy, esse novo capítulo embarca em explicações mais detalhadas do passado do palhaço e como a mudança no modo de pensar do grupo de amigos pode ser fundamental para poderem enfrentar seus medos e assim derrotar Pennywise.

 

Kathryn Bigelow (Quando Chega a Escuridão)

Na trama, acompanhamos um jovem Caleb Colton (Adrian Pasdar) que mora com seu pai e sua irmã em uma fazenda no interior dos Estados Unidos. Um dia, acaba conhecendo uma bela jovem chamada Mae (Jenny Wright) por quem logo se apaixona. O problema é que Mae é uma vampira e faz parte de um grupo de perigosos vampiros. Assim Caleb precisará fazer escolhas e lutar para de alguma forma sobreviver em meio aos caóticos dias que vive. Um dos primeiros filmes da carreira da fantástica cineasta Kathryn Bigelow.

 

Ben Kingsley (A Experiência)

Lançado no ano de 1995, dirigido por Roger Donaldson, A Experiência conta a história de uma manipulação genética que acaba criando uma alienígena que se desenvolve mega rápido e tem o objetivo reproduzir sua espécie. O filme tem como protagonista a atriz Natasha Henstridge e o grande Ben Kingsley no elenco. Com um orçamento de 35 milhões de dólares, faturou mais que o triplo só em bilheteria.

 

Lupita Nyong’o (Nós)

Um dos grandes filmes de terror dos últimos anos, Nós conta a história de uma família que embarca em uma viagem para passarem férias e acabam em uma jornada de descobertas impactantes quando um grupo de outras pessoas aparecem. O filme é escrito e dirigido pelo ótimo Jordan Peele. No elenco a ganhadora do Oscar Lupita Nyong’o.

 

Kathy Bates (Louca Obsessão)

Na trama, acompanhamos um pacato escritor de sucesso chamado Paul Sheldon (James Caan) que está prestes a entregar a primeira e única cópia de seu mais novo livro. No seu processo de escrever, ele sempre vai para uma cabana numa região gelada do estado do Colorado. Saindo desse lugar rumo ao encontro com sua editora, ele acaba sofrendo um grave acidente. Ele acorda em uma casa onde mora Annie (Kathy Bates) uma enfermeira super fã do escritor que viu o acidente e o ajudou. Nos primeiros dias de recuperação Paul acha que tirou a sorte grande mas aos poucos vai entendendo que se meteu em uma grande enrascada e precisa encontrar soluções para fugir daquele lugar.

 

Steven Spielberg (Poltergeist)

Um dos grandes clássicos do terror, Poltergeist, lançado no início da década de 80 e com roteiro escrito pelo grande Steven Spielberg, nos mostra a saga de uma família que mora na Califórnia e precisa enfrentar situações aterrorizantes.

 

Danny Boyle (Extermínio)

Em um dos grandes filmes de apocalipse zumbi dos últimos anos, Extermínio nos mostra a luta de um grupo de pessoas que precisam sobreviver em um mundo onde uma praga transformou a maioria da população em perigosos infectados. O projeto é dirigido pelo ganhador do Oscar Danny Boyle.

 

Octavia Spencer (Arraste-Me para o Inferno)

Dirigido pelo grande Sam Raimi, Drag Me to Hell no original, conta a história de uma jovem que é amaldiçoada por um espírito maligno. O elenco é ótimo com nomes como: Alison Lohman, Justin Long (que recentemente esteve em outro excelente filme de terror, Noites Brutais) e a vencedora do Oscar Octavia Spencer.

 

Gary Oldman (Drácula de Bram Stoker)

Dirigido pelo genial Francis Ford Coppola, com um roteiro baseado na obra do escritor irlandês Bram Stoker, em Drácula de Bram Stoker vemos o conde drácula, seu rompimento com a igreja e seu desespero após seu grande amor se matar pensando que ele estava morto em batalha. Muito tempo se passa e ele descobre o que pode ser a reencarnação de sua amada que é noiva de um jovem advogado.

 

 

 

 

 

 

Gravidade

UMA MINI-ODISSEIA NO ESPAÇO

O filme de maior expectativa do ano, Gravidade era vendido como um projeto de alto conceito e originalidade do diretor Alfonso Cuarón (Filhos da Esperança).  No ano da ficção científica como fonte de blockbusters para Hollywood, no qual tivemos Círculo de Fogo e Elysium, obras voltadas para um público mais jovem de certa forma, Gravidade é um filme experimental de dezenas de milhões de dólares, que inicialmente foi anunciado como sendo apenas dois atores flutuando no espaço. O maior inimigo de qualquer grande produção é a expectativa gerada por ela. E mais ainda, elogios superinflados. Críticos americanos que puderam conferi-lo em primeira mão em festivais, anunciavam ser a melhor coisa do cinema em anos.

Alguns chegaram ao ponto de afirmar ser superior ao quintessencial 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick. O cineasta James Cameron, um especialista no gênero da ficção, declarou que Gravidade era o melhor filme passado no espaço que já tinha assistido. Sem revelar muito para não estragar a surpresa de todos, o quanto menos soubermos sobre o filme melhor – acredito que essa é a melhor forma de aprecia-lo, e foi assim que entrei no cinema. Uma coisa que posso dizer é que Gravidade é muito mais um drama de grande suspense, do que uma ficção científica. Seria inclusive mais bem definido como uma realidade científica.

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Na trama, uma equipe de astronautas está em missão a bordo de uma nave na órbita da Terra. Os únicos rostos conhecidos do elenco, e literalmente os únicos rostos do filme, são os dos atores George Clooney (Os Descendentes) e Sandra Bullock (As Bem Armadas). Clooney vive Matt Kowalski, o chefe encarregado da missão, e Bullock é a médica Ryan Stone. Devido a um acidente, que atinge sua nave, a Dra. Stone é arremessada na imensidão escura do espaço, e aí começa a sua grande jornada. Apesar de grande decepção com o conceito de “explodir nossas mentes”, muito alardeado lá fora, não é justo julgar o filme que não foi feito, o correto é analisar o que foi feito.

Gravidade é recheado de tensão, e embora não faça uso de muito diálogos, é um daqueles filmes que conseguem nos prender do começo ao fim de seus 90 minutos de exibição, sem perder o ritmo ou nos deixar ir. Nos torna reféns logo de início, somente com o uso de suas imagens, e isso é uma grande qualidade de um contador de histórias. Cuarón pega um material de difícil acesso para o grande público, e cria uma grande identificação e plausibilidade, sem que por momento algum o público se sinta enganado, acreditando ser impossível qualquer cena mostrada na obra. O clima criado é de puro nervosismo, e nos mantém à beira da cadeira.

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Esse é um show mais de Sandra Bullock, que entrega em minha opinião seu melhor desempenho nas telas (ao lado de Crash). Aqui, a atriz é pedida para explorar vários níveis diferentes de medo, desespero e aflição. Em uma cena em especial a atriz emociona. Muitos acreditam inclusive que a atriz sairá com o filme em busca de sua segunda indicação ao Oscar. Talvez merecida, afinal não é fácil levar um filme inteiro sozinho nas costas. Bullock exibe beleza também, e uma forma física invejável no auge de seus 49 anos. Além da expectativa não cumprida, Gravidade também decepciona por certa simplicidade em seu roteiro.

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As imagens e efeitos são belíssimos, criados pela equipe de técnicos de efeitos especiais. Mas como dizem, hoje em dia todos são capazes de criar efeitos, embora aqui eles realmente impressionem, e sejam sempre usados a favor da história, e não ao contrário. Os efeitos em 3D são ótimos. Gravidade não é capaz de explodir nossas mentes, apenas de criar talvez as situações mais sufocantes do cinema. Afinal, para quem está diante da morte, será que importa mesmo estar prestes a morrer no espaço, no mar sozinho e cercado de tubarões, como em Mar Aberto (2003), ou preso num caixão sem ar, como em Enterrado Vivo (2010)?

10 ótimos filmes onde enxergamos a REDESCOBERTA da vida pelos olhos de intrigantes personagens

Viver não é, nunca foi e nunca será algo fácil. O ser humano, e suas infinitas maneiras de lidarem com conflitos que se jogam no seu caminho, acaba sempre em busca de uma fórmula mágica que todos procuram mas nem todos conseguem. Aceitar o que a vida tem pra nos ensinar pode ser uma forma de chegar a vida de outras formas, para tal um dos pontos importantes é enxergar as possibilidades e os movimentos de redescobertas da sua trajetória. Pensando nisso, e com a força que o cinema tem de refletir sobre a existência, segue abaixo algumas boas sugestões de 10 ótimos filmes onde enxergamos a redescoberta da vida pelos olhos de intrigantes personagens:

 

Raymond & Ray

Na curiosa trama, acompanhamos dois meio irmãos, interpretados pelos ótimos Ewan McGregor e Ethan Hawke, que não se falam faz um tempo. Após saberem do falecimento do pai, partem em uma road trip para realizar um inusitado último desejo dele. Ao longo do caminho, vão redescobrir outras formas de enxergar a vida e suas trajetórias até ali.

 

Passagem

Os aprendizados numa jornada pela melancolia. Filme de estreia como diretora de longa-metragem da cineasta nova iorquina Lila Neugebauer, Passagem, disponível no ótimo catálogo da Apple TV Plus, nos apresenta uma imersão à solidão de uma jovem militar que volta pra casa depois de terríveis sequelas no Afeganistão. A partir de uma amizade com um mecânico, esse também com toda uma estrada de angústia em um passado recente, busca novos horizontes, um novo olhar para frente, numa linha mais positiva sobre o que consegue alcançar no seu pensar sobre existência. Esse poderoso drama conta com atuações emocionantes dos excelentes Jennifer Lawrence e Brian Tyree Henry. Esse último indicado ao Spirit Awards 2023 na categoria Melhor Atuação Coadjuvante.

 

Living

É preciso saber viver… Adaptação britânica de um filme chamado Viver do genial cineasta japonês Akira Kurosawa, Living é um emocionante drama que nos mostra o recorte final de uma estrada dentro de um universo de possibilidades que se abrem, quando enxergar-se outros sentidos para vida, na trajetória de um burocrata que busca servir de exemplo, sem tempo para raivas ou arrependimentos. O cineasta sul-africano Oliver Hermanus consegue chegar à sua obra-prima da carreira, emocionando o público ao longo de inesquecíveis 102 minutos de projeção. As atuações de Bill Nighy e Aimee Lou Wood (a Aimee de Sex Education) são estupendas!

 

O Livro dos Prazeres

Na trama, conhecemos Lóri (Simone Spoladore), uma professora que nunca mergulhou no mar, moradora agora do Rio de Janeiro que parece gostar de contemplar sua solitude e a liberdade que possui principalmente em uma trajetória pelos desejos. Fugindo dos irmãos controladores (principalmente dos embates com o cínico Davi), ela sai do interior e vai morar em um enorme apartamento deixado por sua mãe, de frente para a praia de Copacabana. Sente-se livre, mesmo sabendo que ainda, de alguma forma, parece depender financeiramente de seu pai. Ela conhece Ulísses (Javier Drolas), um filósofo e escritor argentino, criado pelos avós, que veio para o Brasil como professor convidado e nunca mais voltou. A relação entre os dois é um enorme duelo que Lóri precisará entender melhor, para poder sentir e viver.

 

Visão de uma Borboleta

Na trama, conhecemos Lilya (Rita Burkovska) uma oficial do batalhão voluntário de Bakhmut, especialista em reconhecimento aéreo, que acaba sendo presa por forças militares à favor da Rússia e passa alguns meses em cativeiro. Após uma negociação, ela é libertada. Aos poucos busca o recomeço da sua vida perto das pessoas que ama, só que ela descobre estar grávida após ser vítima de estupro no período em que estava presa. A partir daí, uma série de situações à levarão de frente para escolhas que vão influenciar todos ao seu redor.

 

A Vida Secreta de Walter Mitty

Na quimérica história, conhecemos Walter Mitty (Ben Stiller), um homem que trabalha há 16 anos em uma revista de grande circulação chamada Life sendo gerente da parte de processamento de imagens. Walter é tímido, tem poucos amigos e possui uma imaginação que ultrapassa qualquer limite da definição de absurdo. Em suas experiências memoráveis dentro de seus sonhos, o pacato cidadão possui inúmeras histórias fantásticas. Porém, na realidade, sofre por não conseguir se aproximar da mulher que ama e enfrentar de frente os grandes vilões de sua vida. Quando seu emprego é colocado em risco, Walter (um surpreendente e exímio skatista) parte em uma jornada muito mais fantástica que qualquer outro sonho já visto.

 

A Luta de Steve

Nesse belíssimo documentário, somos apresentados ao personagem título, Steve Gleason, que aos 34 anos de idade e já aposentado de sua vida profissional de atleta de futebol americano do querido time New Orleans Saints, é diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neuro degenerativa. Os médicos a princípio lhe deram poucos anos de vida, pois essa doença terrível vai tirando os movimentos do corpo aos poucos além de graves outros problemas pelo organismo. Dias após saber de sua doença, Steve descobre que vai ser pai e tem a ideia de fazer uma série de vídeos para seu filho além de criar uma grande iniciativa para tentar ajudar a outras pessoas com a mesma doença. Uma grande lição de vida. Não temos como não definir dessa maneira esse lindo documentário.

 

Wildhood: Busca Pelas Raízes

Na trama, conhecemos Link (Phillip Lewitski), um jovem adolescente com raízes indígenas, que mora no Canadá e tem um cotidiano de conflitos com muitas discussões e violência no relacionamento com o pai. Certo dia, ele descobre que sua mãe (que ele pensara estar morta) está viva e morando em um lugar longe dali. Ele resolve ir atrás dela, e leva seu irmão caçula junto. Ao longo dessa viagem cheia de surpresas acaba encontrando outro jovem, Pasmay (Joshua Odjick), que embarca com eles nessa jornada.

 

O Caminho de Volta

Na trama, acompanhamos o desiludido, deprimido, alcóolatra, ex-astro dos campeonatos de basquete do high school na década de 90 e atualmente trabalhador de obras Jack (Ben Affleck). O protagonista passa seus dias entre um gole e outro, tendo uma relação bastante explosiva com sua irmã e um distanciamento da ex-esposa. As coisas parecem tentar mudar para Jack quando seu telefone toca e uma inesperada oportunidade de treinar um time de basquete de um colégio onde estudou aparece. Mas problemas do seu passado voltam a atormentar e o personagens trilhará um caminho complicado em busca de uma luz no fim do túnel.

 

Mistress America

Na trama, conhecemos Tracy (Lola Kirke), um jovem estudante que tende à solidão por não conseguir se socializar com os jovens ao seu redor. Certo dia, é orientada por sua mãe a conhecer sua mais nova meia-irmã que está morando na mesma cidade que ela. Assim, ela conhece Brooke (Greta Gerwig) e sua vida começar a ter algum sentido, guiada pelas ações e pelo modo de viver a vida da meia irmã, que possui um positivismo do sonhar, típico de toda uma geração.

Festival do Rio 2013: Kill Your Darlings

OS TALENTOSOS BEATNIKS

Sucesso nos festivais de Sundance, Veneza e Toronto, a biografia dramática Kill Your Darlings chega ao Festival do Rio 2013. Escrito por Austin Bunn e pelo diretor estreante em longas John Krokidas, o filme traz a história real de um famoso grupo de poetas e escritores do movimento beat, ainda na fase de estudantes universitários. O protagonista aqui é Allen Ginsberg, vivido pelo jovem Daniel Radcliffe (Harry Potter). De infância humilde e difícil, o personagem vê a loucura de sua mãe consumi-la até ser internada em um hospital psiquiátrico. Ela é vivida pela veterana Jennifer Jason Leigh (The Spectacular Now).

No local, Ginsberg conhece e se vê completamente cativado por Lucien Carr, vivido pelo jovem ator do momento Dane DeHaan (O Lugar Onde Tudo Termina). Carr é um jovem descolado, que sabe se divertir, e é o propelente de um estilo revolucionário. Entre seus amigos pessoais estão Jack Keuroac (autor de “Na Estrada”), vivido por Jack Huston (da série Boardwalk Empire), e William Burroughs (autor de “Naked Lunch”), vivido por Ben Foster (Contrabando). O novato Ginsberg se sente completamente atraído para esse mundo boêmio, de muita experimentação com entorpecentes, e pensamentos sobre arte. Em trechos, Kill Your Darlings faz lembrar O Talentoso Ripley.

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Ginsberg é alertado por David Kammerer, interpretado por Michael C. Hall (o Dexter, da série), que Carr somente irá usa-lo, e quando estiver realmente apegado, ele o soltará. O sujeito é obcecado pelo rapaz, e é o único que parece saber o real segredo negro que esconde. Kill Your Darlings consegue explorar fortes sentimentos e relações. Somos levados de forma íntima para a vida de tais personalidades libertinas. O diretor estreante imprime grande qualidade em sua primeira obra, que fica com a cara de um trabalho de veterano. A montagem é frenética, e apesar da época, não existe barreira para o público mais jovem se identificar.

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Krokidas faz uma seleção de músicas entusiasmantes pontuando seu cenário. As atuações aqui ficam à altura e são de primeira. Esse é sem dúvidas o papel mais ousado e desafiador da jovem carreira do ator Daniel Radcliffe. O intérprete de Harry Potter é pedido, e se entrega de cabeça em seu retrato do inseguro e sofredor Ginsberg. O resto igualmente corresponde com performances certeiras de Ben Foster, Jack Huston, da ótima Elizabeth Olsen (Oldboy), e da veterana Jason Leigh. Quem consegue pairar acima é C. Hall, brilhante e penoso em seu desempenho de um sujeito que preferia a morte do que viver sem o que achava que era a sua vida.

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A certa altura Kill Your Darlings se transforma em algo muito mais sério, quando um crime passional é cometido. Assassinato esse que iria definir para sempre quem seriam todos os envolvidos. Kill Your Darlings é impactante, intenso, e consegue nos transportar imediatamente para uma época específica, e o sentimento ao redor de tal período. Com a atmosfera de produções europeias, o diretor consegue entregar uma obra digna e que faz jus a seus célebres personagens, responsáveis por momentos divisores de toda uma cultura.

10 Filmes onde mostram complexos procedimentos médicos

Seja por meio de uma história que não existiu ou outras baseadas em fatos reais, o universo do cinema já recebeu muitas histórias de procedimentos médicos inovadores, polêmicos, alguns até que refletem sobre as linhas da ética médica. Buscando refletir sobre o assunto, separamos abaixo 10 filmes onde mostram complexos procedimentos médicos:

 

Uma Chance para Viver

Baseado no livro Her-2 do professor da prestigiada Universidade de Yale Robert Bazell e protagonizado pelo ator Harry Connick Jr. , Uma Chance para Viver nos mostra a trajetória de um médico que na busca de trazer esperança para pacientes de todo o mundo, embarca em uma jornada em busca da cura do câncer de mama.

 

Tempo de Despertar

Dirigido pela atriz e cineasta Penny Marshall, Tempo de Despertar nos leva até os anos 60 onde um médico neurologista entra em uma verdadeira batalha para impor o melhor tipo de tratamento para seus pacientes em um hospital psiquiátrico. Um dos filmes mais profundos da carreira de Robin Williams.

 

A Pele que Habito

Ganhador de muitos prêmios, dirigido pelo genial cineasta Pedro Almodóvar, A Pele que Habito nos mostra um talentoso cirurgião que embarca em um quebra-cabeça misterioso (aos nossos olhos) e em busca de uma vingança dá início a uma arriscada transgenitalização.

 

Sangue pela Glória

Na trama, conhecemos o pugilista Vinny Pazienza (Miles Teller), um esportista adorado pelos fãs que vem em constante ascensão na carreira. Dias depois de mais uma grande vitória na carreira, pega uma carona em um carro luxuoso que acaba sofrendo um grave acidente numa estrada norte americana. Ficando entre a vida e a morte durante grande tempo, quando acorda do coma induzido descobre que será muito difícil conseguir andar e praticamente nulas as chances de voltar a praticar o esporte que tanto ama. Contando com a ajuda de seu treinador Kevin Rooney (Aaron Eckhart), que treinara anos mais cedo o inesquecível Mike Tyson, Vinny resolve arriscar sua própria saúde e aos poucos volta a treinar em grande nível tendo a incrível chance de conquistar mais um título mundial.

 

Treze Vidas – O Resgate

Quando o desafio é a sobrevivência. Buscando trazer ao público mais detalhes do famoso resgate de um jovem time de futebol e seu treinador que ficaram presos em condições complicadas em uma caverna no norte da Tailândia que faz parte de um sistema cárstico de relevo geológico chamado Tham Luang, o veterano cineasta Ron Howard apresenta sua versão aos fatos que mobilizaram o planeta. Aqui o foco é na equipe experientes mergulhadores que conseguiram ultrapassar barreiras em condições inóspitas em busca de praticamente um milagre e resgatar a todos com vida. Nessa emocionante jornada, enxergamos a história de maneira muito objetiva sem deixar de sentir todas as emoções dos envolvidos. No projeto vemos uma intervenção de um dos médicos que utiliza medicamentos para uma melhor chance de conseguir realizar o resgate com sucesso.

 

A Garota Dinamarquesa

Os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças. Baseado em fatos reais, a partir do livro homônimo assinado por David Ebershoff, A Garota Dinamarquesa é o novo trabalho do premiado diretor britânico Tom Hooper. Eddie Redmayne faz o papel do protagonista mas quem domina o filme do início ao fim é Alicia Vikander que dá um espetáculo em cena, merecedora dos muitos prêmios por seu impactante papel. Sua personagem é a força do filme, coloca a emoção até a última gota, uma mulher à frente de seu tempo, sem dúvidas. No projeto vemos o protagonista encarando todo um preconceito da época, principalmente quando decide fazer uma cirurgia de mudança de sexo.

 

Amira

Na trama, conhecemos Amira (Tara Abboud), uma jovem adolescente palestina que vive com sua mãe Warda (Saba Mubarak) e outra parte de sua grande família em um apartamento simples mas onde nada falta. Seu pai Nuwar (Ali Suliman), é considerado um herói local e atualmente está preso em uma prisão israelense. Com o desejo desse último de ter mais um filho, ele resolve enviar seu esperma por meio clandestino (da prisão até o médico) para inseminar a esposa. A questão é que nos exames feitos antes da inseminação, apontam que Nuwar é estéril. Fato que causa muita estranheza já que Amira nasceu exatamente do mesmo processo, só que em uma época onde não tinha exame de DNA. Será que a esposa traiu o marido? Senão, de quem é o esperma que foi usado na inseminação? Uma erupção na família é vista, uma situação que leva a todos ao limite emocional muitos por se sentirem perdidos em como lidar com a situação.

 

Journeyman: Fora de Combate

Na trama, conhecemos o experiente pugilista Matty Burton (Paddy Considine), um homem que está em um ótimo momento na sua vida pessoal, com a chegada de sua primeira filha, que após a noite onde vence mais uma luta de defesa do título dos pesos médios, quando chega em casa, sente uma forte dor de cabeça e desmaia. No hospital ele fica durante um tempo, onde passa por cirurgia e acaba perdendo parte dos movimentos e da memória. Quando volta para casa, sua esposa Emma (Jodie Whittaker) precisará lidar com difíceis tempos dali em diante, durante a imprevisível recuperação do marido. No filme vemos uma complexa cirurgia no cérebro e toda o pós-cirúrgico que o protagonista precisa passar.

 

Mãos Talentosas: A História de Ben Carson

Disponível no catálogo da Netflix e baseado em fatos reais, em Mãos Talentosas: A História de Ben Carson conhecemos a história de um jovem pobre que após muito estudo e disciplina vira um dos maiores neurocirurgiões do planeta e também uma figura importante em um hospital (considerado um dos maiores do mundo) localizado em Baltimore, Maryland chamado Johns Hopkins. Vemos nesse emocionante filme a famosa cirurgia do Doutor Carson, uma separação de gêmeos siameses unidos pela parte posterior da cabeça.

 

No Limiar da Vida (Threshold)

Nessa ficção, dirigida pelo californiano Richard Pearce, com roteiro assinado por James Salter, lançado no início da década de 80, em No Limiar da Vida acompanhamos a história de um renomado médico chamado Thomas Vrain (Donald Sutherland) que contra o comitê do conselho de ética da medicina realiza um transplante de coração humano artificial fruto de estudos de um cientista.

 

 

 

Jogos Vorazes: Em Chamas (2)

CHAMAS DA VINGANÇA

Jogos Vorazes é a melhor franquia para o cinema baseada numa obra literária infanto-juvenil. A única outra que ficaria à altura é Harry Potter, mas o material criado pela escritora americana Suzanne Collins consegue ser mais urgente, sério e provocador, mesmo disfarçado em um blockbuster pipoca para ser consumido pelos jovens. O segundo exemplar, Em Chamas, não deixa a bola cair. Vejam se essa ideia soa familiar, ou talvez com uma realidade terrivelmente próxima: Um governo totalitário e corrupto usa a TV como forma de anestesiar o povo, que se banha em grande miséria enquanto os poderosos usufruem de um status intocável.

Essa é a ideia central da obra, que ainda exibe diversas outras subcamadas em sua trama, como a personalidade de cada um dos vários personagens bem explorados. Em matéria de ideias latentes, podemos afirmar que essa produção “mirada ao público jovem” (como é definida ainda por muitos simplesmente por preconceito), consegue ter mais o que dizer até mesmo do que a maioria dos filmes de super-heróis, extremamente populares e que se tornaram um subgênero por si só. Jogos Vorazes é o filme com uma super-heroína que grandes empresas (como a Marvel) jamais conseguiram fazer. E essa é justamente outra quebra de barreira da obra, emplacar uma superprodução de conteúdo protagonizada por uma jovem mulher.

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É claro que aqui também é encontrada muita adrenalina, cenas de ação, aventura, momentos tensos, e o típico triângulo amoroso. Mas dá pena de quem só consegue enxergar isso. Ao contrário da maioria do que é visto dentro do cinema de entretenimento de Hollywood, dá prazer anunciar que a franquia Jogos Vorazes continua a ter o que dizer, e a querer ser relevante e pertinente sobre assuntos como política, sociedade, e por que não, entretenimento. Além do material principal, tudo é tão bem feito e detalhado dentro da produção que acreditamos e sentimos cada momento em relação ao que nos é mostrado na tela. Isso é saber contar uma história.

Um exemplo disso é numa cena durante os jogos, quando uma fumaça ácida é solta, que quando entra em contato com a pele humana a desfigura com terríveis queimaduras instantaneamente. O conceito é tão louco e surreal, que o imagino em qualquer filme de super-herói, como Homem-Aranha, ou Superman, sem que déssemos a devida importância. O segredo aqui é que os envolvidos (diretor, produtores, escritores e atores) criam personagens com os quais nos importamos, mortais e falhos. Então quando uma ameaça chega, mesmo que desse nível de surrealismo, sentimos por eles.

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Em Chamas começa com os vencedores do último jogos vorazes, Katniss e Peeta (vividos por Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson respectivamente), precisando manter a ilusão de seu romance para as câmeras. Seu relacionamento se dá pela ameaça direta do presidente Snow (Donald Sutherland), já que a figura de Katniss incitou uma onda de protestos e revoltas contra o governo, em variados distritos. Nesse momento sobra alfinetada até mesmo para a vida forjada de celebridades, que imaginamos ser perfeita, como nos é vendida. São realidades que vão desde casamentos para esconder homossexualidade, até mesmo mudanças bruscas de comportamento, ou melhor dizendo, reinvenção de uma personalidade ou marca (afinal será que existe desespero maior do que as das personas de Lady Gaga e Miley Cyrus).

Assim, o governante escuso logo desenvolve uma forma de calar a rebelião. Formular um novo jogo, comemorando seus 75 anos de existência. Uma edição apenas com ex-vencedores, já que os tais (e não apenas Katniss) representam uma nova ameaça. Dessa forma, Peeta e Katniss voltam aos jogos. Junto com eles uma nova gama de personagens, dentre os quais valem ser mencionados o boa praça e exímio guerreiro Finnick (vivido por Sam Claflin, de Branca de Neve e o Caçador); o cerebral Beetee (Jeffrey Wright, de Cassino Royale); e a temperamental Johanna (Jena Malone, de Sucker Punch – Mundo Surreal). E dentre os novos personagens, ganham destaque o novo programador dos jogos, Plutarch (afinal qual filme não se beneficia em ter o grande Philip Seymour Hoffman no elenco), e o violento militar Comandante Thread (Patrick St. Esprit, de Super 8).

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Em Chamas pode ser considerado até mesmo superior ao seu original. Algo como O Império Contra-Ataca, referência a todas as sequências que excedem os primeiros filmes. Tudo é maior, principalmente o desenvolvimento da trama e dos personagens. A violência, e principalmente a crueza de situações também são elevados, sem nunca serem gratuitas. Esse não é um mal de mentirinha, e sim bem real. No quesito das atuações, a vencedora do Oscar Jennifer Lawrence (menina de ouro de Hollywood) também se excede numa atuação consciente e levemente exagerada (o chamado overacting). Nada que tire o impacto do melhor blockbuster do ano, que chega para deixar Homem de Ferro 3, Thor, e todos os heróis e marmanjos no chinelo.  Esse, assim como a trilogia original da saga espacial de George Lucas, é um filme mais sombrio, e se encaixa perfeitamente como um episódio do meio, já que seu desfecho é brusco e inconclusivo.

10 ÓTIMOS Filmes que nos fazem enxergar a vida com outros olhos

A nossa trajetória nesse planeta está sempre guiada pelas incertezas por mais que as buscas pelas certezas sejam os alicerces que plantamos nas nossas relações familiares, no trabalho, com os amigos. Na maioria dos casos, durante essa caminhada, podemos parar para pensar sobre determinados conflitos, situações, escolhas e assim também enxergar a vida com uma ótica diferente daquela que conhecemos. Pensando sobre esse recorte, que gira em torno da existência, segue abaixo 10 ótimos filmes que nos fazem enxergar a vida com outros olhos:

 

Pietá

Na história, conhecemos Mi-Son um cobrador de dívidas que é conhecido como um decepador de membros dos que não cumprem seus acordos. Assim entramos pelas histórias desses trabalhadores coadjuvantes, sempre pelos olhos depressivos do protagonista, um homem frio, avesso à irresponsabilidade, insano, maldoso, cruel que adota muitas vezes humilhações (como, por exemplo, uma surra com um sutiã) como arma contra os devedores. O feitiço vira contra o feiticeiro quando uma misteriosa mulher chega em sua casa dizendo ser sua mãe que o abandonou há 30 anos. A partir desse fato, o inescrupuloso homem passa a ter medo de prováveis vinganças de todos aqueles que um dia foram atingidos, de alguma forma, por ele.

 

O Que as Pessoas vão Dizer?

Os homens fazem a sua própria história, mas não o fazem como querem, a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. Escrito e dirigido pela cineasta Iram Haq, o poderoso drama Hva vil folk si, no original, é uma jornada em torno das escolhas possíveis de uma jovem descendente de paquistaneses que vive na Noruega envolta de rígidas regras impostas pelo pai por conta de tradições de sua família. Conforme os minutos passam, as tensões aumentam entre os dois levando a um desfecho impactante.

 

Aquarius

Na trama, conhecemos a jornalista Clara (Sônia Braga), uma mulher na fase final de sua vida que vive sozinha em um antigo e bem localizado apartamento de frente para a praia chamado Aquarius. Financeiramente de bem com a vida, possui um relacionamento agradável com seus filhos, talvez um pouco mais complicado com Ana Paula (Maeve Jinkings), e vem passando por um verdadeiro inferno astral já que uma construtora planeja destruir o edifício onde morou quase a vida toda para construir um daqueles enormes arranha céus. Entre memórias e diversas situações que vamos sendo testemunhas ao longo da fita, vamos entendendo melhor sua personalidade, suas escolhas e uma garra peculiarmente simples e objetiva para defender suas memórias.

 

Ferrugem e Osso

Na trama, acompanhamos dois destinos que se cruzam de maneira inusitada transformando a vida dos envolvidos. Ali é um rapaz inconsequente que cresceu com sérias dificuldades sociais. É pai de um menino, pelo qual tem um grande carinho que não sabe demonstrar, deixa a cidade onde mora para morar com a irmã e o cunhado. Ao mesmo tempo, somos apresentados a Stephanie uma comprometida treinadora de baleias que sofre um acidente gravíssimo. Esses dois personagens enfrentarão medo, preconceito, dificuldades sociais tendo como grande companheiro a união que nasce desse amor peculiar.

 

Paloma

Na trama, conhecemos Paloma (Kika Sena), mãe da pequena Jenifer que mora com o companheiro Zé (Ridson Reis) em uma casa humilde em Saloá, município de Pernambuco, uma pequena cidade nordestina com pouco mais de 15.000 habitantes. Paloma é transexual e trabalha diariamente como agricultora (numa colheita de mamão) e de vez em quando faz bico como cabeleireira. Ela tem um desejo dentro dela que acaba saltando em seu presente: ela quer se casar na igreja de véu e grinalda. Em uma conversa com o padre da cidade, ela fica sabendo que somente o papa poderia dar autorização para ela casar na Igreja. Assim, resolve escrever uma carta para a maior autoridade católica do planeta. A partir dessa iniciativa, conhecemos alguns conflitos que a protagonista atravessa na caminhada para seus sonhos e sem nunca perder sua fé.

 

Os Cowboys

Na trama, conhecemos brevemente toda a família de Alain (François Damiens), um trabalhador de classe média que mora com sua mulher e os dois filhos no leste francês. Alain é um amante da cultura country e sempre vai com sua família a um famoso encontro onde confraterniza com outros amigos. Certo dia, num desses encontros, sua filha Kelly desaparece misteriosamente, levando Alain a uma desesperada busca por informações sobre a jovem. Os anos se passam e somente seu filho Kid (Finnegan Oldfield), que praticamente sacrifica sua adolescência, acredita e ajuda seu pai a tentar encontrar Kelly.

 

Living

Baseado fielmente nas linhas escritas na década de 50 por Kazuo Ishiguro e Akira Kurosawa (só trazendo os paralelos para a Inglaterra), na trama conhecemos o Sr.Williams (Bill Nighy), um homem que trabalha quase toda vida no funcionalismo público, mais precisamente no departamento de obras públicas. Esse homem de fala mansa, pacato, parece ter um cotidiano robótico, monótono, com as responsabilidades bem demarcadas e um relacionamento distante com os filhos. No dia em que recebe a notícia de que está com uma doença terminal e tem poucos meses de vida, praticamente vê o filme de sua vida passar pelas suas memórias e nos dias seguintes vai buscar novos caminhos para sua estrada, se envolvendo em novas relações interpessoais e experiências, mesmo com o pouco tempo de vida que ainda tem.

 

O Último Elvis

Nesse drama existencial, acompanhamos a trajetória de Gutierrez, metalúrgico uniformizado durante o dia, Elvis Presley Cover com calça de boca de sino durante a noite. O protagonista personifica a figura de Elvis, não só nos palcos mas em todo o seu dia-a-dia. A dupla jornada do protagonista nunca é quebrada mesmo quando problemas com sua ex-mulher colocam em risco seus objetivos. O mundo dos covers é apresentado de maneira verdadeira e não se escondendo nada. As dificuldades dos artistas que vivem no anonimato, imitando os grandes astros é escancarada de maneira dura. Entre belas canções, roupas e expressões de uma época toma conta da telona. A direção é muito inteligente, molda as sequências apresentando todos os detalhes e principalmente colocando o espectador dentro das cenas.

 

Os Filhos de Isadora

A dor que desperta movimentos. Exibido no Festival de Locarno em 2019 onde foi o vencedor do prêmio de Melhor Direção, Os Filhos de Isadora nos apresenta um recorte bastante profundo para as interpretações de um solo de dança pelo olhar de quatro mulheres. Escrito e dirigido pelo cineasta francês Damien Manivel, somos testemunhas de uma jornada que começa em outubro e acaba se mostrando algo infinito, cíclico, com o alcance da força do complemento da mensagem dos movimentos que virou arte através de uma eterna homenagem em forma de dança, uma tentativa de transformar uma dor inesgotável em beleza pelos olhos da arte. Um legado deixado para a dança moderna pela coreógrafa e bailarina californiana Isadora Duncan.

 

Drive my Car

Ao longo de quase três horas de projeção, com alguns avanços na sua linha temporal, acompanhamos a história de Yûsuke (Hidetoshi Nishijima) um ator e diretor teatral que já passou por muitas dificuldades na sua trajetória, como o entender o porquê da traição da esposa Oto (Reika Kirishima). O tempo passa e Oto falece, vítima de uma hemorragia cerebral. Mais tarde, Yûsuke é chamado para dirigir a peça Tio Vânia de Anton Tchekhov, e assim se muda durante um período para a cidade de Hiroshima onde precisa escolher o elenco, ensaiar. Assim, acaba conhecendo Misaki (Tôko Miura), sua motorista na cidade. Enfrentando suas dúvidas e a incrível analogia que há entre a arte que ama e seus pensares ele busca retornar a enxergar algum sentido sobre a vida que o trouxe até esse momento.

À Procura do Amor

A Vida Começa aos 50

Guardem esse nome: Nicole Holofcener. Se você ainda não conhece essa que é uma das cineastas mais talentosas trabalhando atualmente em Hollywood, chegou a hora de ser apresentado. Roteirista de todos os seus filmes, a diretora estreou no cinema com um curta em 1991. Em 1996, lançou seu primeiro longa, Walking and Talking, uma comédia-romântica dramática protagonizada por sua atriz favorita Catherine Keener (com quem trabalhou em todos os seus filmes).

Depois de Encontro de Irmãs (2001), realizou seu primeiro trabalho de destaque verdadeiro, Amiga com Dinheiro (2006), um dos únicos filmes bons da carreira de Jennifer Aniston. Como o título já diz, o filme discutia a vida de quatro grandes amigas, e como o status financeiro entra em jogo e divide as pessoas. Em Sentimento de Culpa (2010), Holofcener foi ainda mais longe com seu humor ácido, e descortinou o pensamento incorreto contido em cada um de nós, colocando bem na nossa frente uma realidade muito presente em nosso dia a dia, que na maioria das vezes preferimos ignorar.

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Agora, a cineasta volta aos primórdios de sua carreira ao entregar com seu quinto filme uma comédia-romântica agradável, séria e madura. Julia Louis-Dreyfus (a eterna Elaine do seriado Seinfeld) é Eva, uma massagista divorciada, mãe de uma jovem que acabou de entrar na faculdade. Numa festa sem perspectivas, ela conhece Albert, personagem do saudoso James Gandolfini (o eterno Tony Soprano do seriado Família Soprano).

Esse é um dos trabalhos póstumos de Gandolfini, falecido em setembro desse ano, e o primeiro a ser lançado após sua morte. Embora ambos atores sejam mais conhecidos por seus personagens na TV, Gandolfini teve uma boa carreira no cinema também, ao contrário de Louis-Dreyfus que nunca teve muitas oportunidades. Aqui, no entanto, ela tem toda a chance que precisa para brilhar e não decepciona em seu primeiro papel protagonista no cinema, em vias de completar 53 anos de idade.

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Ela é uma atriz muito carismática, e como Eva entrega o retrato da mulher comum, extremamente identificável com seus variados problemas mundanos e rotineiros.  Quando decidem dar uma chance para o amor, nessa fase da vida, os personagens sabem exatamente onde estão se metendo, e tudo o que tal situação acarretará. Os dois são divorciados, e possuem filhas adultas. Nesse trecho da obra, ao abordar o relacionamento, o filme de Holofcener não poderia ser mais honesto.

O desconforto caminha junto com a vontade, ao saberem que seu auge já passou e não estão mais na idade em que vale tudo. Os dois sabem de seu declínio iminente, e entre diálogos sobre falta de dentes e sobrepeso, encontram também a sinceridade absoluta, e nenhuma futilidade ou vaidade. Em um segundo momento, À Procura do Amor apela ao humor, e é nessa hora que entra em jogo uma subtrama.

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Eva (Louis-Dreyfus) cria grandes laços de amizade com a personagem de Catherine Keener, sem saber que ela na verdade é a ex mulher do personagem de Gandolfini. A protagonista então decide seguir em frente, sem contar nada para nenhuma das partes, a fim de receber informações privilegiadas. Se nos negócios tal fato pode acarretar em um longo tempo de prisão, porque na vida social deveria ser diferente.

Como esperado, a obra da diretora consegue ser engraçada, sem apelar ao mais baixo denominador comum. O filme promete prêmios para o trio principal: Louis-Dreyfus, Gandolfini e Holofcener. É muito bom ver uma comédia romântica que traga boa reputação ao gênero, jogado na lama por anos de exemplares ruins impulsionados por Sandra Bullock, Jennifer Aniston e Katherine Heigl . Deixe para Nicole Holofcener entregar um dos romances adultos mais agradáveis dos últimos anos.

10 filmes que parecem uma grande sessão de TERAPIA

Quem nunca teve um desconforto emocional? Seja em relacionamentos de casais, com os conflitos que se amontoam em nossas vidas, no start de problemas no passado que acabam influenciando o presente. Quando assistimos alguns filmes percebemos personagens entrando em jornadas existenciais como se estivessem em uma grande terapia. Pensando nesse recorte peculiar, separamos abaixo 10 filmes que parecem uma grande sessão de terapia:

 

É Apenas uma Fase, Amor

Os desenrolares da frustração e as novas chances que o destino reserva. A simpática fita alemã É Apenas uma Fase, Amor, disponível no catálogo da HBO Max, aborda uma enorme crise em um relacionamento de anos, de um casal que para todos era perfeito, navegando de maneira divertida e também emocionante na constatação da infelicidade dentro de um conceito que explora o envelhecimento precoce de toda a geração X. Dirigido pelo cineasta Florian Gallenberger, vencedor do Oscar de Melhor Curta-metragem em 2001 com o filme Quiero ser (I want to be…).

 

Pássaro Branco na Nevasca

Na trama, conhecemos um pouco melhor a história de Katrina (Shailene Woodley), uma jovem que vive no final dos anos 80 com os pais em um bairro de classe média no interior dos Estados Unidos. Kat tem inúmeras barreiras provocadas pela difícil relação com os pais. Quando sua mãe desaparece sua vida e a de todos ao seu redor, anos se passam e Kat ainda se vê envolvida por esse misterioso sumiço.

 

Um Lindo dia na Vizinhança

Na trama, conhecemos um rabugento jornalista Lloyd Vogel (Matthew Rhys, do ótimo seriado The Americans) que após uma ordem de sua chefe, precisa fazer um texto de 400 palavras sobre o famoso apresentador de público infantil, Fred Rogers (Tom Hanks). Conforme vai conhecendo mais a fundo seu entrevistado, o protagonista começa a passar por mudanças profundas na sua forma de pensar e expressar seus sentimentos, principalmente com o recém aparecido pai.

 

O Mundo Segundo Garp

Na trama, conhecemos Jenny Fields (Glenn Close) uma enfermeira que resolve ter um filho sem se casar, nem ter compromissos com o pai da criança. Seu filho, se chama Garp (Robin Williams, na fase adulta), um observador, romântico, que adora praticar Wrestling, e que vive sua rotina em meia a estudos para se tornar um escritor e criando histórias que aparecem de alguma forma em sua frente. Ao longo de sua vida, aprende muitas coisas e assim acompanhamos suas tristezas, alegrias, amores e reflexões sobre uma vida intensa e repleta de história para contar.

 

Sybil

Na trama, conhecemos a psicóloga Sibyl (Virginie Efira) uma mulher que sempre teve dificuldades em lidar com sua família, seu presente a faz constantemente refletir sobre pedaços de sua trajetória chegando a uma auto análise até certo ponto bastante profunda, fatos que divide nas consultas com o seu próprio terapeuta. Luta contra o alcoolismo, inclusive, frequentando constantemente um grupo de ajuda. Para se concentrar no próximo projeto de sua vida, escrever um romance, acaba tendo que abandonar mais de 20 pacientes, alguns inclusive que já acompanhava fazia anos. Mas nesse processo, o telefone toca e do outro lado da linha é Margot (Adèle Exarchopoulos) uma jovem atriz que está desesperada: grávida de 2 meses de um ator de cinema famoso e ainda casado com a diretora do novo filme que está rodando. A psicóloga então percebe que a história é tudo que procurava para criar o universo do seu livro, assim resolve ajudar a jovem mas sempre gravando todas as consultas.

 

Amor à Primeira Briga

Na trama, conhecemos Arnaud Labrède (Kévin Azaïs), um jovem carpinteiro que após o falecimento do pai precisa ajudar nos negócios da família ao lado de sua mãe e seu irmão mais velho. Certo dia, em um Stand militar na região praieira onde vive, conhece a bela Madeleine Beaulieu (Adèle Haenel), uma jovem pouco sociável que possui atitudes grosseiras com todos a sua volta. Por força do destino, Arnaud é contratado para um trabalho na casa de Madeleine e assim nasce uma amizade onde ambos irão aprender o real sentido de suas vidas.

 

Tempestade

Na trama, conhecemos o pescador Dom (Dominique Leborne), um homem perto dos quarenta anos que trabalha em alto mar ficando pouco tempo por mês em terra. Ele recentemente se divorciou e conseguiu a guarda de seus dois filhos, Mailys (Mailys Leborne) e Matteo (Matteo Leborne) que escolheram ficar com ele por terem problemas com a mãe. Mesmo ausente, Dom sempre preenche a casa onde vive com os filhos de amor e carinho, mesmo com algumas irresponsabilidades. Quando a filha fica grávida aos dezesseis anos, Dom precisará encarar escolhas que mudarão para sempre os rumos dessa família.

 

Um Doce Refúgio

Na trama, conhecemos o tímido e contido Michel (Bruno Podalydès), um artista gráfico que vive uma pacata vida com sua mulher Rachelle (Sandrine Kiberlain). Andando com sua motinho de casa para o trabalho e do trabalho para casa, mostra não estar muito feliz com a vida que leva. Michel é fascinando pelo mundo aeronáutico e sem querer acaba descobrindo que um caíque tem uma engenharia parecida. Assim, resolve comprar esse enorme objeto, escondido de sua mulher e amigos, e acaba embarcando em uma peculiar história de autodescoberta.

 

Um Banho de Vida

Na trama, conhecemos o desempregado Bertrand (Mathieu Amalric), um homem de idade já quase avançada que não trabalha faz dois anos e vive desiludido e sem rumo sendo sustentado por sua esposa. Certo dia, após ver um anúncio no quadro de avisos da piscina onde frequenta resolve se cadastrar na equipe de nado sincronizado masculina do local e lá acaba descobrindo outros homens desiludidos e perdidos na vida, cada um com sua história, mas aos poucos o protagonista percebe que aquela é uma chance de um certo recomeço não só para ele mas para todos seus novos amigos.

 

Blind

Na trama, conhecemos a misteriosa Ingrid (uma atuação fabulosa de Ellen Dorrit Petersen), uma mulher de meia idade que perdera a visão recentemente e isola-se em casa, ao lado do marido, por se sentir mais segura e por conhecer, de memórias, o ambiente. Aos poucos Ingrid vai se vendo mais sozinha e começa a criar uma história a partir de profundos medos/inseguranças e fantasias totalmente reprimidas. Assim, acompanhamos essa trajetória mágica que diz muito sobre a mente humana.

Álbum de Família

Vidas que se Cruzam

Com o slogan “Miséria adora a família”, Álbum de Família chega ao Brasil bem a tempo das festividades de fim de ano. Extremamente identificável por trazer as desventuras de uma grande família reunida para um evento, esmiuçando cada característica de seus membros, assim como na minha ou na sua reunião de parentes. Aqui, no entanto, a época não é a de celebração do Natal ou qualquer festividade de fim de ano, mas sim um inesperado e traumático funeral.

Baseado numa peça de 2007 ganhadora dos prêmios Pulitzer e Tony, escrita por Tracy Letts (responsável pelo roteiro dos ótimos Possuídos, 2007, e Killer Joe – Matador de Aluguel, 2012), o filme é adaptado ao cinema pelo próprio dramaturgo; que traz para as telonas as amarguras em ponto de ebulição da família Weston. Sua reunião ocorre na casa campestre na qual cresceram, em Oklahoma, no condado de Osage – que dá título à obra. Lá, três irmãs voltam a se reunir e a enfrentar seu maior demônio: a mãe Violet Weston, uma mulher amargurada, cruel, e repressora.

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Porém, o chamariz para o grande público, e o que todos irão atrás, é a presença das Oscarizadas Meryl Streep (Um Divã para Dois) e Julia Roberts (Espelho, Espelho Meu) – divas desta geração do cinema, dividindo a cena pela primeira vez. Streep é a matriarca intransigente citada, e a atriz não encontra dificuldade para brilhar mais uma vez e basicamente garantir uma nova indicação ao Oscar. Ela está indicada no Globo de Ouro, embora Álbum de Família não seja mais comédia do que Blue Jasmine ou Walt nos Bastidores de Mary Poppins, categorizados como drama – vai entender…

Roberts, indicada igualmente ao prêmio – na categoria de coadjuvante, possui um papel menos chamativo, o da sofredora primogênita Barbara Weston. Sua personagem precisa lidar com a recente separação do marido, Ewan McGregor (Jack – O Caçador de Gigantes), ainda um fato que precisa ser mantido em segredo; e os conflitos constantes com a filha adolescente, Abigail Breslin (Ender´s Game – O Jogo do Exterminador). Com tudo isso, a personagem de Roberts começa a exibir traços da personalidade da mãe.

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Temos também a negligenciada e introvertida filha do meio Ivy, vivida por um dos rostos menos conhecidos do elenco, mas que vem chamando mais atenção por sua performance, a atriz Julianne Nicholson (da série Masters of Sex). Existe muito falatório de que Nicholson passará a perna na mais famosa Roberts, por uma indicação de coadjuvante no Oscar. E por fim, a caçula Karen Weston, vivida pela atriz e cantora Juliette Lewis (Angie), papel anteriormente oferecido às atrizes Renée Zellweger (A Minha Canção de Amor) e Andrea Riseborough (Oblivion).

Além do duelo de gigantes oferecido por Streep e Roberts, que a certa altura se digladiam fisicamente quando mãe e filha lutam pela posse de um remédio até caírem no chão (cena estampada num dos cartazes), Álbum de Família também providencia um dos melhores elencos de 2013; e traz gente como Chris Cooper (Sem Proteção), Sam Shepard (Amor Bandido), Benedict Cumberbatch (O Hobbit – A Desolação de Smaug), Margo Martindale (da série The Millers), Misty Upham (Jimmy P.), e Dermot Mulroney (Jobs) – num papel que poderia ter ficado com Jim Carrey (Kick-Ass 2).

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Martindale e Upham também merecem destaque por seus desempenhos. Uma curiosidade é que Roberts e Mulroney formavam um casal em O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997), filme que revigorou a carreira da atriz, e agora se reencontram em um filme bem diferente. Álbum de Família mescla humor e tragédia, muita tragédia, oferecendo também momentos inquietantes – como a cena entre Mulroney e a menina Breslin. A obra funciona melhor como drama, no entanto, errando muitas vezes o alvo com seu timing cômico, justamente por fazer uso de um tipo de humor muito ácido e negro.

Álbum de Família soa também como uma novela muitas vezes, por suas picuinhas familiares e reviravoltas escandalosas e mirabolantes. O fato promete ressoar muito próximo ao público brasileiro, adepto dos folhetins diários da TV aberta. Em sua defesa, a obra do diretor John Wells (A Grande Virada) não é tão ruim, repetitiva ou caricata quanto a melhor das telenovelas Globais. Além de exibir muita coragem e crueza em seu desfecho. Nessa época de festividades de fim de ano, ao olharmos de perto para a família Weston, sem dúvidas agradeceremos pela que temos.

10 Filmes para assistir e REFLETIR durante semanas!

Tem produções que parecem conseguir romper a barreira do imediatismo, dominando nosso pensar durante e após os créditos finais subirem. Geralmente são filmes reflexivos, profundos, onde as peças só se encaixam depois de um bom tempo. Pensando nesse recorte, separamos uma excelente lista abaixo com 10 filmes para assistir e refletir durante semanas!

 

Um Toque de Pecado

Quatro histórias, quatro dramas com desfechos violentos. Um mineiro indignado (Wu Jiang) que luta contra a corrupção massiva dos líderes do vilarejo onde reside. Um homem frio e calculista que regressa para seu lar com sua mobilete de poucas cilindradas na véspera de ano novo e começa uma reflexão macabra em relação às infinitas possibilidades de se viver da violência. Uma linda jovem que se envolve com um homem casado sendo levada ao limite da loucura quando é assediada por um cliente imbecil. E por fim, um jovem (quase adolescente) trabalhador fabril salta de trabalho em trabalho à procura de uma vida melhor. Os visões dessas histórias são extremamente pessimistas mas não deixa de ser uma crítica ao que ocorre longe dos holofotes da mídia quando o assunto é o desenvolvimento do Dragão.

 

A Alma da Gente

No longa-metragem, acompanhamos a história emocionante de 60 adolescentes do Corpo de Dança da Maré, grupo coordenado pelo coreógrafo e educador Ivaldo Bertazzo. Dez anos depois dos ensaios de um espetáculo de dança com o elenco formado por esses jovens moradores da favela da Maré, os diretores buscam esses participantes para descobrir os surpreendentes destinos de cada um dos personagens.

 

Kamchatka

Na trama, conhecemos um pai (Ricardo Darín) advogado e uma mãe trabalhadora (Cecilia Roth) que do dia par a anoite se veem em incertezas e decepções após os militares darem o golpe pelo poder na Argentina em meados da década de 70. Tendo que fugir do lar onde moram, por conta de estarem em uma lista que são contrários ao regime que agora domina o país, vão enfrentar muitas dificuldades para contar aos filhos pequenos sobre o porquê precisam ir morar em outro lugar e viverem longe dos amigos. Assim, tentam seguir em frente, com novas identidades, à bordo de um carro amarelo, olhando as estrelas cadentes e vivendo momentos que podem ser último como família unida.

 

Uma Família de Dois

Remake do longa metragem mexicano Não Aceitamos Devoluções (2013), Uma Família de Dois conta a história de um inconsequente homem chamado Samuel (Omar Sy), que leva a vida entre um romance e outro trabalhando em um resort em um lugar paradisíaco da França. Certo dia, após passar a noite com duas mulheres dentro de um barco, uma antiga conhecida chamada Kristin (Clémence Poésy) aparece em sua vida trazendo com ela uma criança e dizendo que Samuel é o pai. Após ser surpreendido pela notícia e com o abandono de Kristin da história, Samuel, ao longo dos anos, cresce e amadurece dando o que tem de melhor nessa vida para sua filha. Assim, se muda para Londres e consegue um emprego de dublê, carreira que segue com sucesso até o inesperado retorno da mãe de sua filha a história.

 

Eden

Na trama, conhecemos um grupo de jovens que gostam de se reunir para festas que varam à noite em uma França exposta no início dos anos 90. Ao longo da trama, um dos personagens se torna o protagonista, Paul Vallée (Félix de Givry), um estudante de literatura que abandona tudo para se dedicar integralmente ao universo das festas. Assim, vamos acompanhando todos os bastidores do cenário jovem parisiense.

 

Dentro de Casa

Na trama conhecemos Claude (papel de Ernst Umhauer), um menino incomum de 16 anos que durante um exercício em sala de aula resolve começar a contar uma história de suas idas e vindas da casa de um amigo de classe e o seu contido desejo que sente pela mãe desse menino. O único que lê a história é o seu professor (que de quebra mostra tudo para mulher, uma elegante gerente de galeria de arte) que faz de tudo para que ele não pare de contar essa história. O professor de literatura fica fascinado pelo esforço e escrita do brilhante aluno e resolve ajudá-lo a não parar de escrever aquela história. É um ato obsessivo desse acadêmico que tem sua vida bastante modificada ao longo da trama. Esse personagem se desconstrói brilhantemente pelas lentes do sempre excelente diretor.

 

A Grande Beleza

Um dos diretores mais fantásticos do cinema atual Paolo Sorrentino chegou novamente aos cinemas brasileiros anos atrás apresentando um personagem e seu conflito. Dessa vez, criticando assiduamente a alta sociedade europeia, seus altos e baixos, coloca um recheio de exuberância, luxo, dança e glamour através do olhar do amadurecimento de um homem e seus passeios nas memórias.

 

O Último Poema

Um documentário que busca em sua narrativa criativa nos contar um pouco da influência do grande escritor Carlos Drummond de Andrade na vida de fiéis leitores. Por meio de paralelos que nos trazem uma curiosa história de uma troca de cartas com uma assídua leitora, Helena Maria Balbinot Viccari, vamos sendo transportados para o delicioso mundo da poesia.

 

Nocturama

Na trama, conhecemos jovens de diversas etnias que se espalham por uma grande cidade francesa tramando alguma coisa que é revelada aos poucos. Um pouco do cotidiano desses jovens, já no dia da ação, mostram que são pessoas comuns que não geram nem tipo de alerta da polícia. Com a chegada da noite, se reúnem em uma loja de roupas de vários andares, onde é exposto um plano aterrorizante de diversos atentados em lugares previamente estudados. Ao longo dessa noite, muitas questões serão abordadas e o roteiro volta em algo parecido com flashbacks para explicar um pouco de como eles chegaram até esse dia.

 

A Fada

Na trama, um atrapalhado e azarado funcionário de um pequeno hotel, após inúmeras tentativas de mudar sua rotina (a impressão é essa) acaba encontrando em seu caminho uma fada que promete realizar três desejos sejam eles quais forem. Após completar 2/3 do prometido, desaparece fazendo com que o ex-azarado ronde a região do hotel em busca de sua fada.

 

Philomena

A Dama Judi Dench vive a história real de uma mulher em busca do filho perdido há 50 anos

Indicado para quatro prêmios no Oscar deste ano, Philomena talvez seja o filme mais intimista da categoria principal. Baseada em fatos reias, que por sua vez se tornaram o livro , escrito pelo próprio Martin Sixsmith, a história fala sobre uma mulher obrigada a dar seu filho para a adoção quando vivia num convento de freiras. Philomena, a tal mulher, muitas décadas depois ainda sofre com a perda do filho e decide pela primeira vez contar toda a verdade para a filha (de um casamento posterior).

Através de uma coincidência a história chega até o jornalista Martin Sixsmith, que se encontra em desgraça profissional após ser demitido do cargo de conselheiro do governo britânico. O pomposo jornalista, depois de certa relutância inicial pelo gênero da matéria, decide focar suas energias e com o tema produzir um livro. Para isso, sai em viagem pelo país a fim de recolher todas as informações e ajudar a septuagenária a reencontrar sua cria perdida. Logo, duas personalidades bem distintas irão entrar em colisão durante esse período.

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Sixsmith, como todo inquisidor, se atém aos fatos não deixando crenças e a fé cega dominarem sua vontade. Mas o sujeito frio e seco talvez tenha perdido contato com sua metade humana. Já a protagonista é uma mulher bondosa, que prefere perdoar todo mal que foi feito a ela ao invés de crucificar os culpados. Philomena não deixa sua fé ser abalada em momento algum e faz de sua ingenuidade e amabilidade suas características mais poderosas. O comediante Steeve Coogan (O Olhar do Amor) adapta ao lado de Jeff Pope o livro de Sixsmith para o cinema. Coogan também vive o autor no filme, em um desempenho contido e acima da média.

Mas quem ganhou os holofotes foi a veteraníssima Dama Judi Dench (007: Operação Skyfall), que interpreta a protagonista e faz de Philomena Lee a personagem mais doce dentro de uma filmografia regida por personagens do tipo. Dench recria realmente a mãe (ou avó) amável que gostaríamos de ter. A performance de Dench foi agraciada com uma indicação ao Oscar deste ano. Dench transparece alegria, sofrimento e amargura, porém, perto das outras atuações concorrentes mais chamativas, a passiva Philomena talvez não tenha grandes chances. Este é o tipo de trabalho que Dench faz com a mão nas costas.

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O problema talvez seja a frieza e secura desta produção tipicamente inglesa. O veterano Stephen Freas, que tem no currículo altos (Os Imorais, Alta Fidelidade, A Rainha, Coisas Belas e Sujas) e baixos (O Segredo de Mary Reilly, Chéri, O Retorno de Tamara, O Dobro ou Nada), dirige o filme sem muita personalidade e traz para Philomena o sentimento de obra feita para a TV.  O roteiro adaptado de Coogan também foi lembrado no Oscar, mas talvez o filme realmente não precisasse entrar na categoria principal. Ainda mais quando foram deixadas de fora obras verdadeiramente proeminentes de seus gêneros, como Rush – No Limite da Emoção e Os Suspeitos.

Fica claro também, como um dos temas fortes do filme, o embate entre religiosidade, fanatismo e verdade. Sixsmith, como bom ateu, não perde tempo em apontar o dedo para a igreja católica, depositando em suas fervorosas seguidoras a culpa de atrocidades imensuráveis. Mas ao invés de um monólogo, o autor (que não hesita tirar sarro de si mesmo no texto, apontando também todos os seus defeitos) assim como o roteirista Coogan despertam no público o interesse de um debate, apresentando o outro lado de uma moeda. É quando a principal lesada de um grande trauma decide tomar um caminho superior, que Philomena ganha contornos de uma dualidade interessante, contradizendo o próprio condutor da história. Por melhor que seja, será difícil encontrar uma pessoa que tenha Philomena como seu filme preferido na grande noite do cinema.

10 ÓTIMOS Filmes que foram indicações brasileiras ao Oscar

Desde o início da década de 60, o Brasil envia um representante para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, um dos prêmios mais badalados da indústria cinematográfica mundial. Mas somente poucos desses filmes conseguiram chegar na lista final que sempre é muito concorrida, com filmes de todo o planeta. Desde 1999, com a indicação de Central do Brasil, que o Brasil não tem sua indicação entre os cinco finalistas. Pensando em alguns desses filmes e mesclando filmes mais antigos com produções da nova geração, segue abaixo uma lista bem legal com 10 grandes filmes que foram indicações brasileiras ao Oscar:

 

Democracia em Vertigem (2020)

As verdades só se tornam realmente verdades quando nós mesmos sentimos o que vivemos. Um dos documentários que mais trouxeram discussões nos últimos tempos, Democracia em Vertigem, que está disponível na plataforma de streaming Netflix, é uma saga sobre os rumos políticos do Brasil nos últimos anos e a troca do poder da esquerda para a direita. Abordando relatos pessoais em paralelo com a cronologia de queda da ex-presidente Dilma Rousseff, a competente cineasta Petra Costa narra essa trajetória de sua vida que se torna um espelho do que acontece nos bastidores do poder ao seu redor.

 

Cidade de Deus (2003)

Talvez a Obra-Prima da carreira de Fernando Meirelles, um filme que ficará marcado na memória de todos os cinéfilos e cinéfilas que já o assistiram, uma impactante produção do nosso audiovisual. Em 2002, chegou aos cinemas de todo o Brasil, Cidade de Deus, adaptado do livro homônimo de Paulo Lins. No filme conhecemos a trajetória da Cidade de Deus, desde a década de 60 até o início dos anos 80. Pelas histórias de personagens moradores da região, vamos vendo histórias que levaram o lugar a ser considerado uma das regiões mais violentas do Rio de Janeiro.

 

Marte Um (2023)

O refletir e os choques entre os sonhos e a realidade. O sonho de uma expedição até Marte em 2030 acaba sendo o pontapé de um lindo filme, que detalha os sonhos dentro de um contexto mais amplo, de esperança. Dirigido por Gabriel Martins, Marte Um nos mostra o cotidiano agitado de uma família dentro de um olhar urbano que caminha pelos relatos de uma sociedade que vive seus dias sem saber como será o amanhã. Há também um olhar delicado para o conflito de gerações quando pensamos nas formas de enxergar as mudanças, o sonhar.

 

Bingo: O Rei das Manhãs (2018)

Na trama, conhecemos o ator Augusto Mendes (Vladimir Brichta), um pai amoroso que mora com sua mãe Marta Mendes (Ana Lúcia Torre), uma ex-atriz de novela, e que está buscando melhor colocação profissional depois de participações em diversos filmes de pornochanchada e pequenos papéis em novelas. Certo dia, quando chegara para um teste em uma prestigiada emissora de televisão resolve se candidatar a vaga de apresentador de um novo programa infantil onde precisa interpretar um palhaço ao vivo, todos os dias de semana. Após ser aprovado no teste, mesmo com algumas dúvidas da diretora do programa Lucia (Leandra Leal), Augusto passa a fazer muito sucesso com o programa e isso acaba trazendo diversos vícios que ficam fora de controle, alterando sua relação com os mais próximos principalmente.

 

Que Horas Ela Volta? (2016)

Na trama, acompanhamos a carismática empregada Val (Regina Casé), uma mulher que vive já há anos com uma família de classe alta em São Paulo. A personagem é detalhada, um raio-x completo de sua personalidade é apresentado ao público de maneira muito eficiente. Val possui um grande conflito mal resolvido em seu passado, com sua única filha que precisou abandonar há mais de 10 anos. Toda essa junção de emoções chega como uma erupção sentimental quando a antes jovem, agora vestibulanda Jéssica (interpretada pela excelente Camila Márdila), bate em sua porta. Seu único contato em Sp, onde quer prestar o vestibular, é a própria mãe. Assim, numa leque de situações, algumas um tanto quanto constrangedoras, mãe e filha precisam definir para sempre seu destino.

 

Central do Brasil (1999)

Escrito pelos roteiristas Marcos Bernstein e João Emanuel Carneiro, o filme conta a saga de uma ex-professora chamada Dora que escreve cartas na Central do Brasil e em um dia trágico, com mais um acidente de trânsito na cidade, acaba embarcando em uma jornada em busca do pai de Josué, um menino de 9 anos, que tem o sonho de ser motorista de caminhão, que não tem mais ninguém na cidade após o falecimento da mãe. Assim, Dora e Josué irão percorrer milhares de quilômetros, seja de ônibus, seja de carona, para enfim tentar chegar até o pai do garoto.

 

O Pagador de Promessas (1963)

Baseado numa peça teatral de Dias Gomes, ganhador da Palma de Ouro em Cannes, O Pagador de Promessas escrito e dirigido por Anselmo Duarte, nos apresenta Zé do Burro, um homem humilde que na tentativa de salvar seu burro fez uma promessa. Ao longo da sua jornada para pagar essa promessa, enfrentará muitos conflitos.

 

São Paulo, Sociedade Anônima (1966)

Escrito e dirigido por Luís Sérgio Person, São Paulo, Sociedade Anônima conta a história de um cidadão de classe média que consegue um emprego em uma grande empresa e vamos vendo seus futuros conflitos, até mesmo uma crise existencial tendo como palco a cidade de São Paulo.

 

O Quatrilho (1996)

Baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato, O Quatrilho, ambientado em 1910 no sul do Brasil conta a história de um casal de amigos, imigrantes italianos, que resolvem morar na mesma casa e acaba surgindo um interesse amoroso recíproco de uma das esposas pelo marido da outra.

 

O Que é Isso, Companheiro? (1998)

Dirigido por Bruno Barreto e lançado nos cinemas no ano de 1997, em O Que é Isso, Companheiro? conhecemos a história do sequestro de um embaixador dos Estados Unidos no Brasil no final da década de 60, por um grupo de guerrilheiros de esquerda que lutam contra a ditadura militar. O roteiro é baseado parcialmente no livro homônimo de Fernando Gabeira.

Até o Fim

J.C. Chandor e Robert Redford mostram como fazer um filme com um único ator

Poucos filmes na atualidade possuem a coragem de Até o Fim. A obra é a segunda estreia do fim de semana, além de Walt nos Bastidores de Mary Poppins, que se encaixa na categoria dos “quase filmes do Oscar”. O motivo da denominação se deve pelo fato de tais produções (além deles, também Inside Llewyn Davis, Rush, entre outros) terem chamado a atenção até seu lançamento. No entanto, acabaram com indicações apenas em categorias menores.

Exibido no Festival de Cannes do ano passado, a produção marca o segundo filme do cineasta J.C. Chandor, após o ótimo Margin Call – O Dia Antes do Fim. Por essas duas obras é seguro dizer que Chandor é um cineasta para ficarmos de olho. Indo contra sua estreia extremamente verbal e tensa, o cineasta entrega uma excelente obra, basicamente muda, mas igualmente tensa. Comecemos dizendo que não se fazem mais filmes como Até o Fim.

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Essa é uma obra com apenas um ator e totalmente sem diálogos. Comparável a O Artista, Náufrago e Gravidade, o novo filme de J.C. Chandor é um marco para a sétima arte. Protagonizado apenas pelo grandioso veterano Robert Redford, o filme apresenta seu personagem em viagem pelo mar a bordo de um pequeno veleiro. O protagonista sequer tem nome, tampouco sabemos o motivo de sua viagem solitária. E justamente este é um dos elementos mais interessantes desse fantástico filme.

O cineasta nos deixa criar o backstory do protagonista por conta própria. Quando um grande container se choca contra sua embarcação e causa um buraco no casco do barco, seus problemas realmente começam. Dali em diante, o protagonista precisa lutar contra todas as adversidades, o que inclui o clima, o tempo e principalmente a natureza, se quiser sobreviver. Redford mostra porque é um nome histórico para a sétima arte numa das melhores performances de 2013. O veterano sem dizer palavras expressa todos os sentimentos.

Sofremos ao seu lado e nos alegramos quando as coisas começam a dar certo. O desespero de seu personagem é latente durante toda a projeção. Esse é um trabalho extremamente físico do ator septuagenário. Comparável ao indicado ao Oscar 127 Horas, temos um protagonista cuja arrogância é sua própria ruína. Assim como a obra de Danny Boyle, o filme de Chandor mostra um homem sendo testado ao limite, dentro de um jogo que julgava dominar.

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Tudo na obra é primoroso. Chama a atenção o roteiro, que não se torna repetitivo, somando situações desafiadoras a serem superadas pelo herói. Até o Fim é cinema de forma antiga. No qual o apelo visual é primordial, mas na da forma anestesiante da qual os jovens estão acostumados. Aqui não existe pressa, atropelamento visual, mas extrema urgência. Um dos filmes mais nervosos e recheado de adrenalina de 2013 consiste em um septuagenário e  um barco.

A presença de Redford intimida. Para superá-la somente um maremoto no meio do oceano e muita tempestade. Redford, com quase 60 anos de carreira, nunca ganhou um Oscar como ator (apenas diretor e um honorário). Talvez essa fosse a hora. Sem dúvidas o ator segura mais um filme sozinho do que a maioria dos atores que se candidatam a tal empreitada (cof cof… Sandra Bullcok… cof cof).  Com todos os elogios possíveis, Até o Fim é um dos melhores filmes desta temporada e conta com um dos desfechos mais enigmáticos positivamente da história.

 

Crítica | A Garota na Fita – Eletrizante série espanhola disponível na Netflix!

A busca pela verdade. Baseada na obra La Chica de Nieve, do autor espanhol Javier Castillo, a mais nova minissérie espanhola disponível no catálogo da Netflix, A Garota na Fita, ao não optar pela linearidade, sua narrativa se joga num ping pong temporal que aborda muitos temas angustiantes. Há duas estradas que o espectador segue, a do desaparecimento de uma criança e a do trauma que a protagonista sofreu no passado. Com seis episódios ao todo, o projeto começa em janeiro de 2010 em Málaga e vai se seguindo por quase 10 anos em uma busca desesperada dentro de um labirinto de informações.

Na trama, conhecemos um casal com uma filha pequena que vai até o tradicional Desfile dos Reis Magos nas ruas de Málaga, na Espanha. Durante o evento, a filha deles desaparece, levando a uma busca durante anos. A jornalista Miren (Milena Smit) fica obcecada pela investigação e resolve da sua forma ajudar a solucionar o mistério.

Há uma melancolia ligada à angústia que envolve a trama, dentro dos dois dramas que estão no foco. Há a dor e desespero da família, dependendo da polícia e uma investigação jornalística para ter alguma notícia da filha, vemos a transformação desses personagens ao longo de momentos chaves dos nove anos que navega a trama. Há também os traumas gigantes sofridos por Miren, sua relação próxima com o professor da faculdade (interpretado pelo ótimo Jose Coronado), sua busca por ajuda para conseguir seguir em frente e a obsessão pela verdade sobre o caso que parou o país.

As rupturas de tempo e espaço, alicerce de roteiros não lineares, aqui funcionam como prévias de reviravoltas. Os episódios são muito bem definidos dentro da narrativa, com hiatos, passagens de tempo em três linhas temporais que dentro das idas e vindas propostas, acabam se complementando como se cada um deles fosse uma peça de um quebra-cabeça investigativo.

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Comédia é difícil. A frase é proferida por todos que a tentam.  Sucesso é relativo, o que é engraçado para mim pode não ser para você, e vice versa. Inatividade Paranormal 2 faz uso de três elementos dentro do humor: a escatologia, o humor nonsense ou besteirol e a sátira. Pertence ao subgênero dos filmes-paródia, produções que usam com mote a imitação de forma cômica de outras obras de sucesso. No caso desta série, filmes de terror recentes. Existem casos de filmes bem sucedidos dentro dos três elementos de humor usados aqui.

O que acontece é que nesses casos, os filmes acrescentam mais do que apenas estes elementos de humor. Possuem certo desenvolvimento de personagens, uma trama coerente e o mínimo interesse em ser algo mais do que apenas um amontoado de esquetes editados ao longo de 1 hora e 30 minutos com um fio quase invisível que crie sua conexão. Repito que não existe nada errado com obras que utilizem deste tipo de humor, a não ser que sejam só isso. Por anos associamos produções deste nível ao subgênero dos filmes-paródia e nos tornamos repelidos por eles.

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Mas o problema não é o subgênero e sim o que tem sido feito em seu nome. Desde Todo Mundo em Pânico, quando os Wayans entraram no jogo, a coisa começou a se tornar mais ácida, as piadas ficaram de baixo calão e o mau gosto começou a imperar. Coisa que não existia antes, se formos pensar em Corra que a Polícia Vem aí, Apertem os Cintos… e Top Gang. O filme dos Wayans fez sucesso e desde então todos acharam que esta era a fórmula a ser seguida, enterrando de vez o subgênero.

É de se espantar, no entanto, que tais filmes tenham voltado e justamente pelas mãos de um Wayans. O comediante Marlon Wayans escreve e protagoniza a série que pega o gancho deixado por Todo Mundo em Pânico, para continuar satirizando os recentes filmes de terror. O sucesso relativo do primeiro Inatividade Paranormal gerou esta sequência, que tira sarro (ou tenta) de Invocação do Mal, A Entidade e obviamente, Atividade Paranormal. Além de tudo isso, o gênero do terror é por si só obscuro e voltado a um tipo específico de público. O que acaba tirando ainda mais a abrangência destas sátiras.

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Na trama, Malcolm (Wayans) se muda para outra casa ao lado de uma nova esposa e seus filhos. Mas não consegue se livrar das assombrações que o perseguem. Por incrível que pareça, o filme até começa bem, com um desempenho mais contido do protagonista. Pensei comigo mesmo, “não é possível”. E realmente não era. Logo depois, Wayans e o filme recaem em seu baixo nível costumeiro, com cenas excedidas em que o protagonista faz sexo (quase explícito), de todas as formas possíveis, com uma boneca. Ver Wayans em tais cenas, realizando tais expressões faciais, é quase a experiência de assistir a um filme pornô no cinema. E garanto que não foi para isso que vocês pagaram o ingresso.

Não poderíamos deixar de ter cenas de uso de fumo entorpecente, num filme com Wayans também. Essa virou a marca registrada do ator, que muito provavelmente é adepto do hábito na vida real. O mínimo esboço de sorriso ocorre pelo reconhecimento dos filmes apresentados e uma ou outra tirada um pouco mais esperta. Quem dera pudessem se esforçar e fazer um filme inteiro com elas. Mas Wayans não respeita a inteligência do público e faz filmes para quem se contenta com pouco. Justamente por isso, não se contentem com pouco. Não deixem que o comediante enriqueça com seu dinheiro, oferecendo quase nada em troca. Procurem preencher seu precioso tempo com filmes melhores.

Crítica | Jogada de Amor – Simpática comédia romântica italiana que reflete sobre acessibilidade

Devagar se vai ao longe. Dirigido pelo cineasta italiano Riccardo Milani e disponível no catálogo da HBO MAX, a comédia romântica italiana Jogada de Amor nos apresenta uma história de amor sobre um solteirão de quase 50 anos que adora inventar as mais mirabolantes mentiras para seduzir mulheres por onde passa e sua jornada de desconstrução após conhecer uma mulher paraplégica. A narrativa busca de forma leve e descontraída, sem ser vulgar, refletir sobre o preconceito e a acessibilidade em uma Europa que possui cerca de 120 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.

Na trama, conhecemos Gianni (Pierfrancesco Favino) um mentiroso compulsivo, egocêntrico, arrogante, que adora desfilar seu carrão pelas ruas de Roma, dono de uma empresa de calçados com grande sucesso no mercado que gosta de contar vantagens para os amigos tão machistas quanto ele em relação as suas conquistas, todas elas baseadas em mentiras para embarcar em relacionamentos logo descartáveis. Certo dia, tentando seduzir a vizinha de porta do apartamento de sua mãe recém falecida, acaba conhecendo a bela violinista Chiara (Miriam Leone), que anos atrás, após um trágico acidente de carro, acabou perdendo os movimentos das pernas. Desse encontro, acaba nascendo uma relação que vai crescendo mas precisando enfrentar diversos conflitos pois Gianni à princípio mente dizendo também ser paraplégico.

Parece filme da sessão da tarde, enxergamos por todo seu percurso um conjunto de clichês de braços abertos com a narrativa. Mas isso não é um problema! A irreverência aqui, até um pouco exagerada, é verdade, busca conscientizar e acabamos entrando em reflexões sobre duas questões. O preconceito e a acessibilidade chegam com leves pitadas críticas, principalmente nessa segunda questão talvez pelo fato de 10 anos atrás, o país hoje comandado pelo presidente Sergio Mattarella fora condenado pelo TJUE (Tribunal de Justiça da União Europeia), Órgão que tem jurisdição sobre matérias de interpretação da legislação europeia, por não ter na maioria de seu território a aplicação de estruturas básicas de acessibilidade.

Eu andei pelas ruas do amor. E elas estão cheias de lágrimas. Com direito a Rolling Stones na trilha sonora, que chega forte em nossos ouvidos com a canção Streets of Love (que bem podia ser o título do filme), outro fator que assistimos ao longo das quase duas horas de projeção é a crise de meia idade que passam os dois personagens e suas lutas de confrontarem decepções de outrora e se jogarem na estrada de como é bom se sentir amado. Ambientado na sempre romântica e badalada capita italiana, que antigamente era o centro político e religioso da civilização ocidental, Jogada de Amor convence nossos corações sem esquecer de refletir sobre assuntos importantes da realidade.

Veronica Mars: O Filme

A Jovem Espiã retorna sete anos depois, bancada pelos fãs, e já não tão jovem assim

Veronica Mars: A Jovem Espiã é um seriado que durou de 2004 a 2007 (no Brasil exibido pelo canal a cabo TNT), por três temporadas, e contava as desventuras de uma estudante colegial que dublava como investigadora particular. A série não era, por assim dizer, um enorme sucesso, mas conseguiu uma legião de fãs devotos. E justamente eles exigiam o retorno de sua amada personagem título, há anos afastada.

Kristen Bell, a protagonista, seguiu como atriz de cinema (revezando no período participações em novas séries como Heroes, Gossip Girl e a recente House of Lies) em filmes de sucesso variado, vide Ressaca de Amor (2008), Quando em Roma (2010) e Relação Explosiva (2012). Seu maior acerto nas telonas foi como a voz de Anna, na animação da Disney, Frozen: Uma Aventura Congelante (2013). Bell tem carisma, ótimo timing cômico, mas talvez não muitas oportunidades de mostrá-lo, no competitivo mercado.

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O mais interessante sobre a produção para o cinema de Veronica Mars é a condição na qual a obra foi criada. Os fãs exigiam mais, porém, nenhum estúdio ou produtora queria bancar o orçamento, alegando provável falta de retorno. Afinal, o mercado lucrativo é regido por super-heróis, robôs gigantes e literatura de fantasia para meninas adolescentes. A solução foi algo chamado Kickstarter. Trata-se de um site criado em 2008, que cresceu para se tornar o maior local de financiamento coletivo, visando projetos inovadores, da rede.

O princípio é o seguinte: o projeto é apresentado e aprovado pelo site, então começam as contribuições de pessoas como eu e você, até que determinado valor seja atingido para viabilizá-lo. Veronica Mars entrou para a história do cinema como o primeiro filme mainstream a ser bancado diretamente do bolso de seus fãs, algo sem precedentes. O filme também se tornou o projeto que mais rápido atingiu a quantia de US$ 2 milhões – a mais alta para qualquer filme financiado pelo site – e o projeto que mais apoiadores teve. É ou não amor dos fãs?

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Além de Bell, e grande parte do elenco da série terem retornado, o criador Rob Thomas obviamente estaria envolvido e aqui serve como diretor do longa-metragem. Na trama, sete anos após a vermos pela última vez, Veronica (Bell) está morando em Nova York, é advogada e candidata a um emprego numa grande firma de advocacia. A veterana Jamie Lee Curtis (mãe de Bell na comédia Você de Novo, 2010) é quem faz a entrevista de emprego com a espevitada heroína. Curtis, como uma das sócias da empresa, serve para mostrar o novo mundo que espera a protagonista.

Se ao menos ela pudesse se desassociar por completo da velha vida na cidadezinha de Neputne. O passado chama quando uma ex-colega de escola é assassinada e o principal suspeito é o antigo flerte, o bad boy Logan (Jason Dohring). A protagonista então volta a fazer o que melhor sabe, acreditando na inocência do sujeito, que reconhecendo a capacidade da amiga, a chama para resolver a situação pessoalmente.

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Kristen Bell já não é mais uma adolescente aos 33 anos, mesmo assim quando aparece ouvindo escutas, monitorando apartamentos, invadindo casas com identidade falsa e, principalmente, portando uma câmera de lentes longas, promete fazer a alegria dos aficionados. Assim como na série, o criador Thomas traz para a versão do cinema (exibição que não ocorreu no Brasil, com o lançamento em vídeo) os mesmos diálogos rápidos, espertos e recheados de referências por minuto. A trama de suspense fica à altura escondendo reviravoltas dignas.

Mesmo para quem pegou o bonde andando, como o que vos fala, Veronica Mars: O Filme serve como entretenimento de qualidade, de fácil acesso e sem problemas para os não escolados. As participações especiais, na base da camaradagem, vão desde James Franco numa sátira a si mesmo, passando por Justin Long, até o próprio marido de Bell na vida real, Dax Shepard, numa tirada legal. Já as referências abrangem desde escândalos de fitas sexuais, o próprio site Kickstarter e o infame Sharknado (2013). O clima ‘matinê’ com conteúdo está de volta e fará sucesso também com os fãs brasileiros de Veronica Mars.

5 Filmes que refletem sobre a PRIVACIDADE

Privacidade, palavrinha complicada de entender no mundo de hoje! Cheio de tecnologia por todos os lados, nas ondas intensas dos algoritmos cada vez mais complexos, nossos dados por exemplo, algumas vezes, viram marionetes nas mãos de ferramentas que buscam trazer a oferta aos nossos olhos. O nosso direito de não serem vazadas nossas informações podem não ser respeitadas em muitos casos. Pensando um pouco sobre esse recorte, principalmente nessa era digital constante, segue abaixo 5 filmes que refletem sobre a privacidade:

 

Na Palma da Mão

As lentes de uma obsessão. Chegou fresquinho na Netflix, fruto da indomável indústria sul-coreana cinematográfica que só gera sorrisos nos cinéfilos de todo o mundo, um suspense que gira em torno da privacidade quebrada de uma jovem que embarca em uma jornada obscura contra um meticuloso stalker que vive suas emoções em uma constante escuridão procurando vítimas parece satisfazer suas obsessões. Dirigido pelo cineasta de 35 anos Tae-joon Kim, com roteiro baseado na obra do escritor japonês Akira Shiga, Na Palma da Mão consegue manter um intenso clima de tensão, fazendo uso da atualidade e suas tecnologias imediatistas, equilibrando com os mistérios que se revelam por trás dos conflitos apresentados.

 

Privacidade Hackeada

Cheio de arcos, tudo nesse ótimo documentário começa com David Caroll, professor de design Nova Iorque, que traça uma grande jornada, cheia de revelações e surpresas ao mover um processo contra a empresa Cambridge Analytica para que ela devolva seus dados que o roubaram sem consentimento. Assim, David embarca em uma investigação sobre os motivos que são roubados dados das pessoas por determinadas empresas, e chega a nomes que desejam cooperar, como Brittany Kaiser, que trabalhou em um alto cargo na Cambridge Analytica e Christopher Wylie, um cientista de dados. A conclusão é no mínimo aterrorizante.

 

Snowden

Na trama, conhecemos mais profundamente a história do ex- analista da Cia Edward Snowden que no ano de 2013 divulgou informações oficiais roubadas de ligações telefônicas e conversas de internet, copiadas por Snowden de um centro de dados secretos norte americano. Ao longo dos intensos 134 minutos de projeção, conhecemos também a personalidade pacata do analista, seu único grande amor e seu modo de pensar, culminando na exposição de informações que chocaram o mundo com suas revelações.

 

O Círculo

Na trama, conhecemos Mae (Emma Watson), uma jovem que trabalha em um lugar onde não gosta e vive com seus pais em uma casa humilde em uma cidade norte americana. Certo dia, consegue uma grande oportunidade de uma entrevista em uma empresa nova, famosa ligada a tecnologia, informações, dados e redes sociais chamada o Círculo. Chegando lá, sua primeira impressão é estar no paraíso, o ambiente de trabalho é maravilhoso e sempre acontece várias atividades ‘extra job’ como shows de músicas e variadas festas. Conforme o tempo passa, a protagonista percebe que nem tudo é mil maravilhas, principalmente como passa a viver como se estivesse em um reality show e toda sua vida é transmitida ao vivo todos os dias da semana. Percebendo a furada em que se meteu e com a ajuda do criador da ideia da empresa que vive agora imperceptível e quase escondido Ty (John Boyega), Mae tentará achar uma solução para o abuso digital cometido pela empresa.

 

Invasão de Privacidade

Lançado no início da década de 90, dirigido pelo cineasta Phillip Noyce, baseado na obra Sliver, de Ira Levin, Invasão de Privacidade gira em torno de uma mulher que se muda para um prédio em Nova Iorque que é monitorado por um misterioso homem. Lá ela parte em busca da verdade após descobrir alguns assassinatos.

 

Fotos mostram o Antes e Depois dos Efeitos Digitais

O ano era 1975, quando Tubarão, de Steven Spielberg se tornou o primeiro blockbuster da história. Coincidentemente, ou não, o filme fazia uso de muitos efeitos técnicos, para criar o visual do vilão mecânico que movia a trama. Em 1977, Star Wars, de George Lucas, chegava para mudar de vez o jogo, nos transportando completamente para uma nova dimensão. Um mundo novo e mágico era criado do zero. No ano seguinte, em 1978, não menos importante para história técnica da sétima arte, o cineasta Richard Donner fazia você acreditar que um homem podia verdadeiramente voar, em Superman – O Filme.

Com a chegada da década de 1980, os blockbusters se consolidaram na indústria do cinema criando o que conhecemos de Hollywood. Daí seguiram verdadeiros clássicos modernos adorados, cujos efeitos especiais eram necessários para a trama. Filmes como Indiana Jones, De Volta para o Futuro, E.T. – O Extraterrestre, Poltergeist, Tron: Uma Odisseia Eletrônica, Os Caça-Fantasmas, O Exterminador do Futuro, Gremlins e tantos outros. Os chamados efeitos práticos (tudo o que é criado fisicamente e usado durante as filmagens) já começavam a dar lugar ao Chroma Key – efeitos colocados durante a pós-produção.

Na realidade, a técnica citada não é nova e era muito utilizada nos filmes de Alfred Hitchcock, por exemplo – no geral apenas sobrepondo imagens, com uma localidade externa. No fim da década de 1980 e início da década de 1990, os efeitos visuais criados por computadores já eram uma realidade. Cenários, objetos, localidades e personagens eram criados artificialmente pelas máquinas e inseridos em cena posteriormente. Assim, dinossauros voltavam à vida, robôs de metal líquido se desfaziam e recompunham-se, e encontros atemporais de personalidades falecidas eram possíveis.

Na década passada, ainda existia certa resistência, no sentido de que os filmes “virtuais” eram a minoria. Jogo que foi mudado com a chegada da nova década, na qual a tecnologia paira em tal patamar onde é difícil encontrar uma superprodução que não faça uso de cenários que não estão verdadeiramente lá. O fundo verde se tornou uma realidade tão presente no cinema atual de Hollywood quanto qualquer outro elemento pertencente a um filme. A praticidade veio junto com a artificialidade, e os profissionais da velha guarda, que valorizam mais os efeitos práticos, são cada vez mais raros. Nos EUA, é difícil encontrar um ator que ainda não tenha atuado com uma tela verde e precisado fingir um encontro com algo ou alguém que não está presente, ou estar em um lugar o qual apenas imagina.

O processo da captura de movimento também é uma realidade moderna e inovadora, na qual o ator é usado apenas como molde para a criação virtual. A atriz Zoe Saldana não aparecia em carne e osso na mega produção Avatar, por exemplo, embora seja a segunda em destaque na trama. O mesmo ocorre com o veterano na técnica, Andy Serkis, muito mais um ator virtual do que real.  Há muito se fala em trazer atores de volta à vida para novas produções. A ideia é usada como tema central no importante O Congresso Futurista. Imaginem assistir a um novo filme estrelado por Audrey Hepburn ou Marilyn Monroe. Ou ao menos suas cópias digitais. Enquanto isso não acontece, veja abaixo imagens de produções recentes que usaram a técnica da já essencial tela verde.

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A eletrizante cena da ponte, no sucesso Godzilla.

 

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Os cenários espaciais de Ender´s Game: O Jogo do Exterminador foram criados virtualmente.

 

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Muitos não sabem, mas o tigre Richard Parker é uma criação digital, no filme As Aventuras de Pi.

 

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O astro Hugh Jackman não precisou levar um corte no rosto de verdade, em Wolverine – Imortal.

 

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Nenhum ator foi explodido realmente durante as filmagens de Os Vingadores.

 

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Nem só os blockbusters utilizam a técnica. The Homesman, faroeste dirigido por Tommy Lee Jones, criou um cenário diferente para uma cena.

 

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Outro exemplo de filme adulto que utilizou fundo verde foi Caçadores de Obras-primas, filme dirigido por George Clooney.

 

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A captura de movimento cria robôs com movimentos bem reais, realizados por atores, no remake de RoboCop, do diretor brasileiro José Padilha.

 

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Um helicóptero cai, ou será? O efeito foi usado em Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer.

 

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Personagens também podem ser criados e inseridos em filmes. É o caso com o alienígena boa praça de Paul – O Alien Fugitivo.

 

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Um objeto não funciona da forma como imaginamos. Aqui o exemplo é em O Homem de Aço, último filme do personagem Superman.

 

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Outra cena toda criada apenas no computador, em Os Vingadores.

 

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O exterior da nave é todo criado em computador, na ficção Prometheus, de Ridley Scott.

 

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Belos cenários que desejamos conhecer, talvez não existam em nosso mundo. É o caso com As Crônicas de Nárnia.

 

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O macaco Caesar do reboot de Planeta dos Macacos é mais um personagem icônico criado por Andy Serkis, e computadores, é claro.

10 Filmes que você deve mostrar para o GRANDE AMOR de sua vida

Nem todo mundo consegue encontrar o grande amor de sua vida. Aquela pessoa que logo nos primeiros passos de relacionamento você percebe que é um alguém com quem quer caminhar por todo resto de sua jornada. Pensando nesse recorte e em algumas histórias que navegam nos conflitos e força de amores segue abaixo 10 filmes que você deve mostrar para o grande amor de sua vida:

 

Song One

Na trama, conhecemos a doutoranda em Antropologia, Franny (Anne Hathaway), uma jovem solitária que roda o mundo fazendo suas pesquisas. Certo dia, recebe um telefonema de sua mãe dizendo que seu único irmão sofrera um grave acidente e está em coma. Assim, pega o primeiro avião para casa e passar a tentar conhecer melhor a vida desse irmão que se tornara distante. Após andar de um lugar a outro que o irmão frequentava, o destino coloca em sua frente James Forester (interpretado pelo artista sul-africano Johnny Flynn), um famoso cantor indie, ídolo de seu irmão.

 

Felicità

Na trama, conhecemos o ex-presidiário Tim (Pio Marmaï) e Chloé (Camille Rutherford), dois jovens sem muitas projeções na vida que vivem do dinheiro que a segunda recebe trabalhando na limpeza de casas para uma empresa. Eles tem uma filha, Tommy (Rita Merle), que acaba embarcando sempre nas loucas aventuras que os pais se metem ao longo dos dias que antecedem o início das aulas.

 

Jogada de Amor

Na trama, conhecemos Gianni (Pierfrancesco Favino) um mentiroso compulsivo, egocêntrico, arrogante, que adora desfilar seu carrão pelas ruas de Roma, dono de uma empresa de calçados com grande sucesso no mercado que gosta de contar vantagens para os amigos tão machistas quanto ele em relação as suas conquistas, todas elas baseadas em mentiras para embarcar em relacionamentos logo descartáveis. Certo dia, tentando seduzir a vizinha de porta do apartamento de sua mãe recém falecida, acaba conhecendo a bela violinista Chiara (Miriam Leone), que anos atrás, após um trágico acidente de carro, acabou perdendo os movimentos das pernas. Desse encontro, acaba nascendo uma relação que vai crescendo mas precisando enfrentar diversos conflitos pois Gianni à princípio mente dizendo também ser paraplégico.

 

O Amor de Sylvie

Na trama, na era forte do Jazz nos Estados Unidos, conhecemos Robert (Nnamdi Asomugha) um talentoso saxofonista, de origem humilde, que toca em grandes clubes noturnos em um quarteto bastante prestigiado. Para complementar a renda do que recebe pelas apresentações com a banda, resolve aceitar o emprego em uma loja de vinis e lá conhece Sylvie (Tessa Thompson), funcionária e filha do dono que possui um conhecimento avançado sobre música. Assim, os dois começam a se conhecer e a viver um relacionamento repleto de obstáculos e que ultrapassa o tempo onde os sonhos serão motores de apoio de um par ao outro.

 

Suk Suk – Um Amor em Segredo

Na trama, conhecemos Pak (Tai-Bo), um taxista que passou as últimas duas décadas dirigindo 18 horas por dia para dar uma estrutura de vida aceitável para sua esposa e seus filhos. Certo dia encontra um homem por quem logo se apaixona, o aposentado Hoi (Ben Yuen), pai de família que criou o filho sozinho e hoje vive seus dias lutando pelos direitos aos homossexuais, ajudando os amigos e buscando uma relação melhor com o filho agora adulto e cada vez mais distante. Essas duas almas precisarão descobrir qual o tamanho e força dessa relação que se estabelece e principalmente que rumos gostariam de trilhar no futuro.

 

Entre o Amor e a Paixão

Na trama somos apresentados a Margot e Lou, um casal muito simpático que enfrenta uma crise definida pela mesmice. O público é guiado para dentro desse relacionamento que logo fica exposto que há um tipo de solidão, tristeza que insiste em tomar conta do ambiente. Com a entrada de um novo vizinho na história, Margot não sabe o que fazer, se fica fiel ao marido que escreve livros sobre cozinhar frangos ou se entrega a uma paixão avassaladora.

 

Coração Mudo

Na trama, conhecemos Esther (Ghita Nørby), uma senhora de idade avançada que em certo momento resolveu dar um fim à sua vida, antes porém, resolve passar um último final de semana com sua família (que está por completa ciente do eminente suicídio). Quando chega o fatídico dia, ações e emoções descontroladas começam a tomar conta da história, com muitos personagens mudando de opinião a todo instante sobre a situação.

 

Deixe a Luz Acesa

Na trama, acompanhamos o cineasta Erik, um documentarista morador de Manhattan, homossexual, que gosta de conhecer pessoas pelo telefone. Em uma dessas ligações, conhece o enrustido advogado Paul. O relacionamento dos dois se torna cada vez mais excessivo, alimentado por altos e baixos e comportamentos fora do normal. A luta de ambos é na verdade uma grande negociação dos limites que ambos ultrapassam a cada nova ação inconsequente.

 

Loving

Na trama, baseada em fatos reais e ambientado no final da década de 50 no Estado da Virgínia nos Estados Unidos, conhecemos o casal Mildred (Ruth Negga) e Richard (Joel Edgerton), dois seres humanos apaixonados que resolvem oficializar seu amor se casando quase que secretamente em uma cerimônia bem simples. Mas as autoridades do local onde vivem começam a persegui-los, pois, por serem um homem branco e uma mulher negra, naquela época o casamento entre eles, naquela cidade, era proibido. Assim, enfrentando todo um preconceito de uma região, eles irão enfrentar a todos sempre fortalecidos pelo maior de todos os sentimentos do mundo, o amor.

 

Uma Longa Jornada

Na trama, conhecemos o cowboy Luke Collins (Scott Eastwood), um jovem que após um grave acidente com um temível touro, tenta recuperar a boa forma para conquistar o título mundial que sempre sonhou. Em um desses rodeios, acaba conhecendo a estudante Sophia Danko (Britt Robertson), uma jovem determinada e com muitos sonhos profissionais prestes a serem realizados. Logo o amor inicia seu percurso para os dois pombinhos mas tudo nessa área de amor é mais difícil e quando cruzam o caminho com senhor Ira Levinson (Alan Alda), partem rumo a um destino inesperado e cheio de emoção.

 

 

 

 

Se Eu Ficar (2)

The Fault in Our Cars

Se os meninos recebem agrados na forma de seus super-heróis favoritos empesteando as salas de cinema de tempos em tempos, as meninas igualmente são bem tratadas agora. O gênero literário do drama e ficção jovem adulto se tornou uma força dentro do cinema de Hollywood. Esse é também um gênero que em sua maioria utiliza protagonistas femininas, quase sempre independentes e destemidas, dando assim algo para as adolescentes se espelharem.

O fato demonstra também a conhecida maturidade das mulheres em relação ao nosso sexo. Meninas leem livros, meninos quadrinhos. Se Eu Ficar, mesmo sem querer, é a resposta da Warner para o assombroso sucesso de A Culpa é das Estrelas. Igualmente voltado para o público jovem, o filme conta a história do romance e drama de adolescentes, precisando lidar com fatos estarrecedores em suas vidas.

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Tais filmes também servem para mostrar o talento de suas protagonistas, além de projetá-las ao estrelato. Os que dão certo, em parte, devem ao carisma de suas atrizes principais, vide Jennifer Lawrence e Shailene Woodley. Aqui ocorre o mesmo com Chloë Grace Moretz, extremamente versátil. A menina de 17 anos possui um currículo invejável, se sai bem em suspense, ação, drama, comédia e terror; e já trabalhou com nomes como Martin Scorsese e Tim Burton.

Baseado no livro de Gayle Forman, Se Eu Ficar apresenta Mia Hall (Moretz), filha de ex-roqueiros, apaixonada por música clássica e violoncelo. A típica adolescente desperta o interesse de Adam (Jamie Blackley), rapaz mais velho que tem uma banda, e com ele começa um relacionamento. Sua melhor amiga é interpretada por uma jovem atriz igualmente talentosa, Liana Liberato (que brilhou no subestimado Confiar).

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Antes da metade do filme, a família da protagonista, com ela incluída, sofre um terrível acidente de carro. Agora, Mia se encontra entre a vida e a morte, em coma no hospital. Ao mesmo tempo, a alma da menina circula os arredores do centro médico, no presente, e vislumbra o passado, apresentado-o para nós na forma de flashbacks. Seu Eu Ficar poderia ser apelidado de Ghost Hospital, e ao contrário de A Culpa é das Estrelas, cujo foco é a morte iminente, centra sua trama na vida iminente.

Se Eu Ficar é uma obra inofensiva, quase religiosa, espiritual, porém, muito Sessão da Tarde. Nada de novo é apresentado no relacionamento da jovem com o namorado (que de tão perfeito parece saído de um comercial de margarina, com direito a um painel criado por ele no teto do quarto da menina – quem faz isso?) ou com os pais. Esse é um roteiro bem mundano.

O texto foi adaptado por Shauna Cross, que escreveu o afiadíssimo e divertido Garota Fantástica (2009), debute de Drew Barrymore na direção. O diretor R.J. Cutler, vindo de programas de TV, cria a experiência de uma obra feita para a mesma. Apesar de não brincar com nossa inteligência, Se Eu Ficar pode testar um pouco nossa paciência. O principal feito da produção é mostrar o quanto Moretz é boa, ao sair-se bem com um material tão reciclado.

10 Filmes que RENOVAM a nossa Felicidade mesmo nos momentos mais tristes

Tem dias que são mais difíceis que outros. Aqueles semanas que nada dá certo, aqueles meses que demoram a passar. Nesses momentos, sempre é bom assistir a um filme para buscar relaxar e seguir em frente para enfrentar os obstáculos que a vida coloca no nosso caminho. Sendo assim, segue uma lista bem legal abaixo com 10 filmes que renovam nossa felicidade mesmo nos momentos mais tristes:

 

Long Story Short

Na trama, conhecemos um grupo de amigos formado, entre outros, por Ellen (Mille Lehfeldt), Rolf (Peter Gantzler), Anette (Trine Dyrholm), Maya (Danica Curcic) e Max (Jens Albinus) que se conhecem faz tempo, seja alguns sendo familiares outros amigos de longa data. A cada reunião da turma, seja no ano novo, em um casamento, em uma festa surpresa sem aniversariante, no verão, em um jubileu, cada um dos personagens está passando por fases diferentes, um deles o primeiro casamento com ao que parece a mulher de sua vida, um casal de lésbicas pretendem adotar o primeiro filho, um marido que é praticamente rejeitado por sua esposa, uma das amigas é amante de um dos amigos. Ao longo do tempo vamos percebendo relativas mudanças nessas vidas, sempre com o desejo de dias melhores.

 

A Família Bélier

Na trama, conhecemos os fazendeiros simpáticos que fazem parte da Família Bélier. A história gira em torno da jovem Paula (interpretada pela ex-concorrente do The Voice francês Louane Emera), uma estudante que ao entrar por acaso em uma aula de canto do colégio, percebe que tem o dom de cantar. Paula vive com sua família, onde todos são surdos e mudos exceto ela, e se dedica diariamente as afazeres familiares e as inúmeras traduções que precisa fazer para ajudar os membros de sua família a terem uma vida mais tranquila. Tudo isso muda quando Paula resolve tentar a sorte em uma seleção para uma escola de canto em Paris. Essa decisão irá mudar de vez o cotidiano de todos na família.

 

O Artista

Em uma época onde o cinema era mudo e as calorosas plateias lotavam as enormes salas, conhecemos um astro do gênero, que entra em crise, após a migração de todas as produções para o ‘novo’ cinema falado. Não desistindo de fazer o cinema mudo (sua grande paixão), George Valentin começa a dirigir, roteirizar e protagonizar seus próprios filmes, levando-o ao limite. Pouco tempo antes da decadência conhece uma linda mulher que, naquela época, começava uma carreira como atriz e acaba se tornando um grande amor, além de responsável pelo declínio do cinema que tanto ama.

 

Valentin

Na trama, conhecemos Valentin, um menino de 8 anos, muito maduro para sua idade, garoto sonhador, solitário, que possui um desejo enorme de astronauta quando crescer. Mora com a avó faladeira (Carmen Maura), sente uma tremenda saudade de sua mãe, vê pouco o pai distante e sonha em ter uma nova mãe. Certo dia, seu pai o apresenta a uma nova namorada, Leticia (Julieta Cardinali) e Valentin acredita que essa com certeza será a sua nova mãe.

 

O Filho de Jean

Na trama, conhecemos o tímido e inteligente Mathieu (Pierre Deladonchamps), um homem que vive uma vida pacata na capital francesa. Divorciado, possui uma relação excelente com a ex-mulher e juntos cuidam do filho Valentin. Certo dia, uma coisa inusitada acontece, Mathieu recebe uma ligação dizendo que seu pai que nunca conhecera faleceu. Assim, parte em busca de conhecer mais sobre sua história indo até o local onde morou seu pai, no Canadá. Chegando lá, seu contato é Pierre (Gabriel Arcand), grande amigo de seu pai que o ajuda bastante nessa jornada reveladora e surpreendente.

 

Os Fabelmans

Na trama, conhecemos Sammy (Gabriel LaBelle) um jovem que começa a ter suas primeiras experiências com cinema logo na pré adolescência após ficar impactado pelo seu primeiro filme visto numa tela grande. O protagonista mora com o pai, o engenheiro elétrico Burt (Paul Dano), a mãe e pianista Mitzi (Michelle Williams), e suas irmãs. Ambientado nas décadas de 50 e 60, vamos caminhando na sua aspiração em ser um cineasta, fato que encontra paralelos com uma descoberta dolorosa que impacta para sempre sua família. Com versões fictícias de pessoas reais na vida de Spielberg, Os Fabelmans busca um enorme recorte sobre a influência para um sonho e como tudo que aconteceu em sua trajetória, de alguma forma, o levaram por esse caminho.

 

A Felicidade das Pequenas Coisas

Na trama, conhecemos o recém nomeado professor Ugyen Dorji (Sherab Dorji), um jovem que mora com sua avó e tem o sonho de seguir carreira na música e ir morar na Austrália. Ele é contratado do governo de Butão exercendo a função de professor e se vê sempre em desilusões nessa profissão. Certo dia é enviado para Lunana, um lugar distante do grande centro, onde para se chegar é preciso caminhar cerca de uma semana. Sem ter o que fazer, ele embarca para o lugar sem saber que lá passará por lições que nunca mais esquecerá em sua vida.

 

Um Bom Partido

Na trama, entramos na vida do ex-jogador de futebol escocês George (Gerard Butler) que após uma contusão não encontra outro destino sem ser deixar os gramados. O atleta tem um filho que foi fruto do relacionamento com o amor de sua vida Stacie (Jessica Biel). Só que George sempre foi muito distante e agora com mais tempo resolve-se mudar para perto de sua família e tentar consertar erros do passado, ao mesmo tempo tenta um emprego como comentarista da Espn.

 

Verão Feliz

Na trama, conhecemos Masao (Yusuke Sekiguchi) um triste menino, de olhar para baixo, que está sem amigos para brincar durante as férias. Ele é criado desde sempre pela sua avó já que sua mãe nunca aparece pois trabalha em uma outra cidade para poder sustentar ele. Certo dia, Masao resolve ir atrás de sua mãe e para isso vai contar com a inusitada ajuda de um amigo de sua avó, Kikujiro (Takeshi Kitano) um homem que vive seus dias sem muitos objetivos ao lado da esposa (Kayoko Kishimoto).  Assim, passando por diversas situações, ambos embarcam em uma saga à procura da mãe do menino.

 

Tickle Head, O Melhor Lugar Da Terra

Na trama, conhecemos Murray French (interpretado pelo sempre fantástico Brendan Gleeson), um senhor de idade quase avançada que vive em uma vila de pescadores isolada dos grandes centros. Totalmente ilhados, os moradores passam por grandes dificuldades financeiras. Para tentar mudar esse quadro, Murray precisa achar um médico fixo para a comunidade para que uma grande empresa se hospede no lugar e modifique a vida de todos os moradores. O felizardo é o Dr. Lewis (Taylor Kitsch) que será surpreendido por todos no local.

 

 

 

Crítica | O Candidato Honesto

Novo filme de Hassum é menos engraçado do que o horário político eleitoral

Esta comédia nacional não poderia ter sido lançada em momento mais estratégico. O tema é rico e oferece inúmeras possibilidades de sátira e crítica. Na trama, João Ernesto Praxedes é um homem humilde, motorista de ônibus. Tudo muda na vida do sujeito quando ele entra para a política. A corrupção fala mais alto e o protagonista faz tudo para ser eleito o novo presidente do país. Por esta premissa, O Candidato Honesto tinha grande potencial para alfinetar e enfiar o dedo na ferida.

De certa forma, até começa assim, com direito a algumas caricaturas de políticos e famosos. No entanto, os realizadores param por aí, e desistem de tentar. Esse é um filme protagonizado pelo comediante Leandro Hassum, e se comporta como tal. Por mais que tentem envernizar com uma pretensa acidez, toda a estrutura de um filme do humorista está montada aqui. Isso inclui piadas repetitivas, coadjuvantes similares a desenhos animados e, como não poderiam faltar, momentos ofensivos planejados como inocentes, que agridem todo mundo um pouco (desde homossexuais até certas religiões).

CinePop 3

Ainda nos créditos de abertura podemos ver a produção “pegando emprestado” do norte-americano Os Candidatos (2012), comédia protagonizada por Will Ferrell (que embora não tenha acertado em cheio no alvo com sua sátira de uma campanha eleitoral, consegue se sair melhor do que este projeto). Na cena em questão, o candidato promete que o grupo para o qual discursa é sua prioridade. A cada nova plateia, novas prioridades, representando a volatilidade das promessas políticas.

Porém, de onde mais tira emprestado, beirando o plágio, é de O Mentiroso (1997), comédia com Jim Carrey. E esta é a maior decepção do longa, que desperdiça a chance de ser algo original para se tornar apenas uma cópia deslavada de um sucesso de quase vinte anos atrás. A “inspiração” é tanta que Hassum repete até mesmo as caretas de Carrey, passo a passo. Os melhores momentos são trazidos pelo “núcleo sério” do filme, encabeçado pela bela Luíza Valdetaro no papel de uma jornalista investigativa.

CinePop 2

E quando digo melhores momentos, é simplesmente por se tratar do trecho que menos se parece com o filme ao qual estamos assistindo. É claro que a gatinha terminará nos braços do atrapalhado protagonista. E por que não? Aqui, fazer uma sátira política é confundido com o uso de profanidade e obscenidade. Esse é o filme de Hassum que mais utiliza palavrões e xingamentos, ou talvez o único. O fato de ter como tema a política (ou ao menos fingir) deu liberdade aos realizadores para o uso do baixo calão. O fato deveria ter elevado a censura de 12 anos. Mesmo assim, provavelmente é a mais alta de um filme do comediante.

Dessa forma acreditam estar fazendo um filme adulto. Na verdade, a essência de O Candidato Honesto continua extremamente infantil e boba, assim como todas as obras no currículo do humorista. Isso inclui a pretensa crítica à política brasileira, apenas pincelada. Ou será que está bom apenas apontar fatos já estabelecidos sobre a corrupção do país de forma superficial, como trocar o nome mensalão para “mesadinha”? O Candidato Honesto, assim como os eleitores que desperdiçam o seu voto, é uma oportunidade perdida.