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Crítica | Um Inverno em Nova York – Emocionante drama da Netflix ensina sobre o perdão e o poder do acolhimento

Nenhum recomeço é fácil. Deixar algo ou alguém – ou até mesmo uma vida inteira – para trás é extremamente difícil, e fica mais ainda complicado se você o fizer sozinho, sem o apoio de pessoas que se disponham a lhe ajudar. Esse mote emocionante é o que move o filme ‘Um Inverno em Nova York’, longa que anda aquecendo os corações dos assinantes da Netflix.

Clara (Zoe Kazan) deu um basta em sua vida. Depois de sofrer repetidas agressões físicas do marido, o policial Richard (Esben Smed), e depois que ele passou a agredir seus filhos Jude (Finlay Wojtak-Hissong) e Anthony (Jack Fulton), ela decidiu fugir de casa com os filhos e ir para Nova York. Lá, os três passam por dificuldades, sem dinheiro ou um lugar para ficar, mas tudo muda quando encontram a gentileza de estranhos na rua, como o gerente de restaurante Marc (Tahar Rahim), a médica Alice (Andrea Riseborough), o rapaz especial Jeff (Caleb Landry Jones) e o advogado John (Jay Baruchel).

Escrito e dirigido por Lone Scherfig, ‘Um Inverno em Nova York’ convida o espectador a mergulhar no drama dessa família, comum a tantas outras, para refletir sobre o nosso papel social enquanto moradores de uma cidade na qual podemos e devemos fazer mais pelo próximo. Assim, o filme procura mostrar dois pontos fundamentais que o argumento entende como primordiais para que histórias como esta tenham finais felizes: o perdão e o acolhimento. Esses dois pontos são trabalhados de maneira bem didática no longa, seja pelo “núcleo do perdão” – que literalmente é como as reuniões do AA, onde pessoas se encontram porque têm algum sentimento de culpa e precisam lidar com isso até aprenderem a perdoar a si mesmos –, seja pela interação entre os personagens, que vai se entrelaçando de modo a costurar uma rede de solidariedade para a família protagonista, evidenciando, assim, que ter uma rede de suporte e de acolhimento é o diferencial para que pessoas vítimas de violência consigam perlaborar suas dores e seguir adiante.

Com um título em português que dá a entender que é um romance (mas não é), a produção acaba tentando abranger muitos núcleos, e o resultado é que as relações ficam meio superficiais uma vez que são aceleradas para acontecer dentro das quase duas horas de longa. O primeiro arco se estende em demasia com os percalços que a família encontra em Nova York, de modo que a interação dela com os outros personagens acaba não sendo aprofundada – se o tivesse feito, a carga dramática do longa teria sido muito maior. Do jeito que ficou, o envolvimento dos personagens com a situação ficou bastante gratuito, beirando a inverossimilhança, considerando que estamos falando de indivíduos cosmopolitas que vivem numa das cidades mais caras do mundo.

Um Inverno em Nova York’ tem seu valor, que é o de aquecer o coração dos espectadores com um sentimento bom de que podemos e devemos ajudar ao próximo. Um filme inspirador, nesses tempos difíceis em que é urgente que estendamos a mão aos desconhecidos.

Olympia Dukakis, vencedora do Oscar por ‘Feitiço da Lua’, morre aos 89 anos

Olympia Dukakis, que venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu trabalho em ‘Feitiço da Lua‘, morreu aos 89 anos.

O anúncio de seu falecimento foi compartilhado pelo seu irmão, Apollo Dukakis, no Facebook:

“Minha querida irmã, Olympia Dukakis, faleceu essa manhã em Nova York. Após meses com problemas de saúde, ela finalmente está em paz ao lado de seu Louis.”

A atriz estrelou mais de 120 peças, além de ter participado de mais de 60 filmes no decorrer de sua carreira. Em 1988, ela ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, além de um Globo de Ouro na mesma categoria, por seu papel como Rose Castorini em ‘Feitiço da Lua‘.

Seus créditos mais recentes na televisão incluem o revival da Netflix para ‘Crônicas de San Francisco‘, onde ela reprisou o seu papel como Anna Madrigal de prévias iterações da série, além de participar de episódios de ‘Mike & Molly‘, ‘Bored to Death‘ e ‘Law & Order: Special Victims Unit‘.

Além de ser trabalho na frente das telas, ela lançou uma autobiografia em 2003, intitulada ‘Ask Me Again Tomorrow: A Life in Progress‘. Um documentário sobre sua vida, ‘Olympia‘, foi lançado no ano passado.

Dukakis ganhou três indicações ao Emmys pelo seu trabalho em ‘Lucky Day’ (1991), ‘Mais Crônicas de San Francisco‘ (1998) e na minissérie ‘Joana D’arc‘ (1999). Ela também foi indicada como Melhor Atriz Coadjuvante no Globo de Ouro por sua participação na minissérie ‘Sinatra – A Música Era Apenas o Começo‘, de 1992.

‘Adoration’: Aclamado suspense francês ganha trailer; Assista!

O aclamado suspense dramático ‘Adoration‘, que conquistou 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, ganhou um novo trailer.

Confira:

Fabrice du Welz (‘Espíritos Condenados’) é responsável pela direção.

A trama gira em torno de Paul, um tímido jovem de 12 anos que mora perto de um instituto psiquiátrico. Depois de um encontro com uma paciente lá, a problemática e bela Gloria, ele se apaixona e jura protegê-la. Insistindo que os médicos estão mantendo-a como refém por sua herança, os dois escapam e causam estragos no interior da França.

Thomas GioriaFantine Harduin estrelam a produção.

O suspense ainda não possui previsão de lançamento.

‘John Wick 2 e 3’: Trailer honesto tira sarro da sede de vingança do Keanu Reeves; Confira!

As sequências ‘John Wick 2 e 3‘ ganharam um trailer honesto hilário, onde o vídeo tira sarro das elaboradas cenas de ação dos longas, além de questionar a sede de vingança do protagonista interpretado pelo Keanu Reeves.

Confira:

Vale lembrar que as filmagens de ‘John Wick 4‘ já estão acontecendo.

Keanu Reeves e Ian McShane retornam para seus papeis, mas o novo filme teve uma grande baixa em sua equipe.

O criador e roteirista original da franquia, Derek Kolstad, revelou ao Collider que não retornará para as sequências.

Na ocasião, o roteirista dos três primeiros filmes, se esquivou de uma resposta concreta, mas disse estar empolgado para o que virá em breve na aclamada saga de ação:

“Na verdade eu não estou envolvido no quarto e no quinto filme. Em um determinado momento, o estúdio vai te dizer que sua criação está formada e você deseja a ela boa sorte. Eu ainda sou próximo de Chad [Stahelski] e do Dave [Leitch] e não sei o que vai acontecer, mas estou empolgado para ver”.

John Wick 4‘ está programado para ser lançado em 27 de maio de 2022.

Chad Stahelski volta a dirigir.

O 3ª filme da franquia, ‘John Wick: Parabellum‘, se tornou um sucesso nas bilheterias e já arrecadou US$ 321,6 milhões mundialmente – com um orçamento de US$ 75 milhões.

Vídeo reúne todas as mortes de ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’

‘MacGyver’: Showrunner revela o que teria acontecido na 6ª temporada

Em entrevista ao TVLine, a showrunner Monica Macer revelou quais eram seus planos para a 6ª temporada de ‘MacGyver‘, antes da série ter sido cancelada pela CBS.

“Nós sempre planejamos que o Mac e a Riley passassem juntos pelo procedimento, que basicamente destrói os nanobots de seus corpos. Na próxima temporada, nós queríamos desenvolver a narrativa do Candidato da Manchúria, onde, potencialmente, a pesquisa liderada pelo Marcato e os outros cientistas no governo seria ativada por um vilão desconhecido. Essa é uma das narrativas que estávamos desenvolvendo para a sexta temporada.”

Ele completa, “Nós já havíamos mapeados alguns episódios do próximo ciclo. Nós queríamos fazer um episódio estilo ‘Falcão Negro em Perigo’, onde voltamos a desenvolver a história do noivo da Desi que havia morrido – ou que ela pensou que havia morrido.”

Criada por Peter M. Lenkov, a série é um reboot do seriado homônimo lançado em 1985.

Angus MacGyver é um jovem cheio de recursos, que com vinte e poucos anos cria uma organização clandestina dentro do governo americano, na qual viria a trabalhar pelo resto da vida, onde seus jeitinhos não ortodoxos de prevenção de desastres se tornarão as habilidades refinadas que lhe trarão fama e lhe ajudarão a salvar vidas.

O elenco conta com Lucas Till, Tristin Mays, Justin Hires, Meredith Eaton, Levy Tran e Henry Ian Cusick.

‘NCIS: Hawaii’: Vanessa Lachey será a protagonista da nova série derivada

De acordo com o TVLine, Vanessa Lachey (‘BH90210’) estrelará o novo spin-off da franquia ‘NCIS‘, intitulado ‘NCIS: Hawaii‘.

A atriz interpretará Jane Tennant, a primeira mulher a ser uma Agente Especial liderando uma equipe NCIS. Tão diplomática quanto agressiva, Tennant é uma investigadora perspicaz que pode navegar na cena do crime e na política da agência com igual desenvoltura. Ela também é mãe solteira e, muitas vezes, se vê dividida entre administrar uma família e administrar o NCIS.

O elenco ainda contará com Yasmine Al-Bustami (‘The Originals’) e Jason Antoon (‘Claws’).

Até então, a franquia só tinha homens como líderes de equipe do NCIS: Mark Harmon em ‘NCIS‘, Chris O’Donnell e LL Cool J em ‘NCIS: Los Angeles‘ e Scott Bakula em ‘NCIS: New Orleans‘.

A produção da franquia que chegou mais perto de ter uma protagonista mulher foi a engavetada ‘NCIS: Red‘, que trouxe Kim Raver e John Corbett como coprotagonistas.

‘Mortal Kombat’ ganha vídeo dos bastidores com cenas inéditas; Assista!

A Warner Bros. divulgou um novo vídeo dos bastidores de ‘Mortal Kombat‘, com o elenco e a equipe falando sobre a influência dos jogos clássicos na produção, além de cenas inéditas.

Confira:

Apesar da crítica internacional estar massacrando o reboot de Mortal Kombat‘, o longa vem arrecadando uma bilheteria considerável, o que deve garantir as sequências.

Com apenas 55% de provação no Rotten Tomatoes, o filme conquistou ótimos US$ 22.5 milhões no primeiro fim de semana de estreia nos EUA.

Vale destacar que a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘, lançada em 1995, estreou com US$ 23.2 milhões – o que ressalta ainda mais o sucesso do reboot, considerando os complicados tempos atuais.

Ao total, o reboot já arrecadou mais de US$ 50 milhões pelo mundo.

No Brasil, ‘Mortal Kombat‘ tem estreia agendada para 20 de Maio nos cinemas. A informação foi revelada pela assessoria da Warner Bros. ao CinePOP.

Assista ao trailer:

Simon McQuoid (‘Premonição 5‘) é responsável pela direção.

O lutador de MMA Cole Young, acostumado a levar uma surra por dinheiro, não tem conhecimento de sua herança – ou porque o imperador de Outworld, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um Cryomancer de outro mundo, para caçar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole vai em busca de Sonya Blade e Jax, um Major das Forças Especiais que carrega o mesmo dragão estranho com a qual Cole nasceu. Logo, ele se encontra no templo de Lord Raiden, um Elder God e protetor de Earthrealm, que concede santuário para aqueles que carregam a marca. Aqui, Cole treina com os guerreiros experientes Liu Kang, Kung Lao e o mercenário desonesto Kano, enquanto se prepara para enfrentar os maiores campeões da Terra contra os inimigos de Outworld em uma batalha de alto risco pelo universo. Mas Cole será pressionado o suficiente para desbloquear seu arcano – o imenso poder de dentro de sua alma – a tempo de salvar não apenas sua família, mas de impedir Outworld de uma vez por todas?

O elenco conta com Joe Taslim (Sub Zero), Ludi Lin (Liu Kang), Jessica McNamee (Sonya Blade), Mehcad Brroks (Jax) Josh Lawson (Kano), Chin Han (Shang Tsung), Hiroyuki Sanada (Scorpion), Tadanobu Asano (Raiden), Sisi Stringer (Mileena).

Crítica em Vídeo | Sem Remorso – Amazon Prime lança suspense de ação espetacular com Michael B. Jordan

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo de Sem Remorso(Without Remorse), blockbuster de US$ 150 milhões que já está disponível no Amazon Prime Video.

A superprodução cheia de ação é estrelada pelo Michael B. Jordan (‘Pantera Negra’).

Assista a crítica:

Crítica | Sem Remorso – Michael B. Jordan estrela blockbuster do Amazon Prime cheio de ação e reviravoltas

A trama acompanha John Kelly, um fuzileiro naval dos EUA que busca vingança pelo assassinato de sua esposa, mas acaba se encontrando dentro de uma conspiração muito maior.

O ator revelou que teve que passar por um intenso treinamento para poder fazer suas próprias cenas de ação.

“Fisicamente, fiz muitos treinamentos diferentes. A grande diferença nesse filme foi o treinamento na água. Tive que aprender mergulho militar e em águas profundas para poder me acostumar à pressão de estar submerso. Aprendi sobre segurança subaquática, pois é muito perigoso fazer essas cenas. Chegamos a um ponto que eles se sentiram confiantes o suficiente para fazer a maior parte dessas cenas. Isso era muito importante para mim, então eu me dediquei. Algumas dessas cenas você apenas precisa fazer. Tipo entrar em um carro em chamas. Não há preparação para isso, sabe? É apenas instinto. É o oposto do que as pessoas imaginam. Eu tento não pensar sobre isso. E apenas faço. Se eu pensasse muito sobre isso, não iria conseguir fazer.”, afirmou. 

Jordan ainda falou sobre uma possível sequência e as especulações de que ele viveria o primeiro Superman negro dos cinemas.

Assista a nossa entrevista:

 

Quando um esquadrão de soldados russos mata sua família em retaliação ao seu papel em uma operação ultrassecreta, o chefe de operações John Kelly (Michael B. Jordan) persegue os assassinos a todo custo. Unindo forças com uma companheira da marinha (Jodie Turner-Smith) e um misterioso agente da CIA (Jamie Bell), a missão de Kelly involuntariamente expõe uma conspiração secreta que ameaça envolver os EUA e a Rússia em uma grande guerra.

Dividido entre a honra pessoal e a lealdade ao seu país, Kelly deve lutar sem nenhum remorso contra seus inimigos se quiser evitar um desastre e expor as figuras poderosas por trás da conspiração.

O filme é dirigido por dirigido por Stefano Sollima (‘Sicário: Dia do Soldado’).

‘Falcão e o Soldado Invernal’: Anthony Mackie conta qual foi a reação do seu filho ao anúncio do Capitão América

O último episódio de ‘Falcão e o Soldado Invernal‘ se tornou um sucesso global, principalmente por coroar o astro Anthony Mackie como o novo e o primeiro Capitão América negro.

E o novo intérprete do personagem compartilhou a fofa reação que o seu filho teve ao saber da notícia. Durante uma entrevista à Vanity Fair, Mackie revelou um trecho da sua conversa com ele, dizendo que chegou a chorar de emoção diante da reação do garotinho.

Confira:

“Ele me ligou super empolgado e disse: ‘Papai, você é o Capitão América!’. E eu respondi, ‘sim cara’. E ele: ‘Eu não sabia, estou tão orgulho de você’. E foi ai que eu comecei a chorar: ‘Você está orgulho de mim?’, ele disse que sim e foi aquela coisa toda!”

Lembrando que Mackie vai reprisar o seu papel em Capitão América 4‘.

Ainda sem previsão de estreia, o longa será dirigido por Malcolm Spellman, showrunner de ‘Falcão e o Soldado Invernal’.  

 
 
 
 
 
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Nas redes sociais, os fãs da Marvel rapidamente reagiram ao novo uniforme do herói, construído pelo povo de Wakanda.

Como não poderia ser diferente, diversos usuários compartilharam seu entusiasmo com a grandiosa transformação do personagem:

Confira as reações:

“O traje do Capitão América é um dos mais preciso em relação aos quadrinhos”. 

“Eu não vou parar de fala do Sam Wilson no traje do Capitão América. Eu quero um prato cheio disso, meu Deus, ele está tão bem”. 

“Eu vendo o traje do Capitão América pela primeira vez”. 

“Espere, essa era a primeira vez que o Bucky vê o Sam no traje, eu vou chorar”. 

“Capitão América (Sam Wilson) em seu novo traje, pensado e construído pelo povo de Wakanda”. 

“O jeito que eu gritei quando vi o novo traje do Sam Wilson, aaaah”. 

“Então, Bucky pediu ao povo de Wakanda para fazer um traje para o Sam, certo? Bucky Barnes colocou uma armadura ao redor do seu mundo”. 

“O design preciso do traje aos moldes dos quadrinhos traz muito mais satisfação à Falcão e o Soldado Invernal”. 

Wanda e Sam arrasando em seus novos trajes”. 

“Entrada de super-herói top de linha e a revelação do traje, estou tão feliz pelo Anthony Mackie”. 

Lembrando que o astro vai reprisar o papel em Capitão América 4‘.

Ainda sem previsão de estreia, o longa será dirigido por Malcolm Spellman, showrunner de ‘Falcão e o Soldado Invernal’.  

A série foi criada por Malcolm Spellman.

Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato‘, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência.

Anthony Mackie e Sebastian Stan estrelam a produção. O elenco ainda conta com Daniel Brühl, Emily VanCamp, Wyatt Russell, Georges St-PierreDon Cheadle, Erin Kellyman, Desmond ChiamNoah Mills.

‘Army of the Dead’: Conheça o líder dos mortos-vivos em novo pôster do longa

Ontem, a Netflix divulgou os extravagantes cartazes individuais de ‘Army of The Dead’, destacando o protagonista Scott Ward (Dave Bautista) e sua equipe de mercenários, que são conhecidos coletivamente como Las Vengeance.

E agora a plataforma compartilhou mais um pôster, desta vez dando foco ao Rei Zeus, líder de uma nova linhagem de zumbis inteligentes, as principais ameaças aos heróis do longa.

Lembrando que ‘Army of The Dead‘ estreia em 21 de maio.

Confira os cartazes:

Em entrevista ao Movie Web, Snyder falou sobre a evolução dos zumbis, afirmando que veremos zumbis robôs na produção.

“Desde o começo, eu tive a ideia que esses zumbis passassem por uma evolução. Eles estão no caminho de se tornarem algo diferente; não mais lerdos como os zumbis que estamos acostumados. Queria apresentá-los de um jeito diferente, mas ainda me ater ao que conhecemos sobre zumbis. Eu queria uma certa ambiguidade na origem deles – que será explorada na série animada. E, sem entregar muito… se você prestar atenção, verá que há diversos zumbis que claramente não são zumbis.”

Ele continua, “Você verá zumbis normais e também verá zumbis robôs. Eles foram implantados pelo governo para monitorar os zumbis? É uma tecnologia de outro mundo? O que mais está acontecendo?”

Army of the Dead – Invasão em Las Vegas terá classificação etária para maiores de 18 anos.

Confira o anúncio:

“Bem, bem, bem… Este é o Snyder Cut que todos nós estávamos esperando. ‘Army of the Dead’ foi classificado para maiores de 18 anos devido à forte violência gráfica, incluindo cenas sangrentas, linguagem inapropriada e conteúdo sexual.”

Dirigido por Zack Snyder (‘Madrugada dos Mortos‘), o longa, que foi rodado em Las Vegas, contou com orçamento de US$ 70 milhões.

Após um surto de zumbis em Las Vegas, nos Estados Unidos, um grupo de mercenários faz uma aposta final, aventurando-se na zona de quarentena para tentar realizar o maior assalto de todos os tempos.

Dave Bautista estrela a produção. O elenco ainda conta com Ella Purnell, Omari Hardwick, Ana De La Reguera, Theo Rossi, Matthias Schweighöfer, Nora Arnezeder, Hiroyuki Sanada, Garret Dillahunt, Tig Notaro, Raúl Castillo, Huma Qureshi, Samantha Win, Richard Cetrone e Michael Cassidy.

10 Filmes para Você que Gosta de Psicologia – Parte 2

Amores platônicos, obsessões, amizade entre um inusitado ser vivo e um homem em caos emocional, uma jovem em busca de justiça contra o abuso masculino, um caótico restaurante que vira palco de sangrentos diálogos, uma jovem e seu estudo sobre o suicídio, um homem em meio a suas memórias e perdendo a noção da realidade, uma mulher que encontra o seu lugar pleno de felicidade roubando bancos e muitas outras histórias nos chegam nessa parte dois do nosso especial contínuo 10 Filmes para você que gosta de Psicologia para analisar o ser humano e seus caminhos rumo a um entendimento (ou não) sobre o viver.

Abaixo a lista dessa segunda parte, com filmes da França, EUA, África do Sul, Alemanha, Brasil, Espanha.

 

Professor Polvo (2021)

Tudo na vida tem começo, meio e fim. Um homem e seus conflitos em certa etapa da vida, consumido pelo stress de um cotidiano caótico em não encontrar um oásis dentro das obrigações que se amontoam em sua vida. Durante mais de 200 dias na África do Sul, resolve interagir todo esse tempo com um polvo e assim acaba embarcando em uma série de descobertas sobre como vive esse molusco de oito tentáculos e que possui uma série de ventanas. Uma narrativa detalhista, emocionante, que mexe com nossos campos reflexivos nos paralelos que encontramos entre as leis da vida de um polvo e nós que estamos fora da água. Professor Polvo, produzido pela Netflix, foi o vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2021.

Hipnotizante, inspirador. Uma história que pode parecer quando a gente lê a sinopse meio sem sentido, começa a mostrar porque é tão profunda quando começamos a entender as mudanças na maneira de pensar do mergulhador que se sente outro planeta debaixo da água. Acaba criando uma inusitada amizade com o polvo, esse que possui uma capacidade surpreendente e criativa de enganar seus inúmeros predadores. Ricas imagens preenchem a tela a todo instante, é como se estivéssemos dentro daquele pedacinho do oceano acompanhando de perto toda essa saga sem objetivo específico mas sempre surpreendente.

A parte onde descobrimos a força de vontade de se reconstruir é um clássico exemplo da vida, onde milhões espalhados pelo mundo precisam diariamente buscar suas chances de uma confortável trajetória em uma concorrência muitas vezes desleal mas mesmo assim, a maioria de nós, consegue de alguma forma (ou faz de tudo) sobreviver. Há mais paralelos: o sacrifício, a felicidade, as dificuldades, os obstáculos, nada de novo mas sempre com o olhar do inacreditável pelas intensas imagens que conseguimos acompanhar.

História de amizade, leis da vida, paralelos com os cotidianos espalhados por aí. Um dos grandes documentários dos últimos anos, despretensioso mas que consegue emocionar até os corações mais distantes de emoções.

 

Meu Pai (2021)

Como superar o que para você mesmo é insuperável? Indicado a seis Oscars em 2021, Meu Pai, é uma espécie de um jogo de suposições dentro de um labirinto de situações. Um vai e vem emocional constante, do êxtase à amargura. Um engenheiro aposentado cheio de manias, apreciador de ópera, dentro de um apartamento em Londres com um quebra-cabeça para resolver, um jogo de um jogador apenas, mesmo com personagens surgindo a todo instante, passa seus dias, de alguma forma, bastante solitário. Nossos olhos são Anthony, vamos descobrindo onde cada peça se encaixa junto com ele. Um roteiro primoroso onde não conseguimos tirar os olhos da tela. Magistral atuação de Anthony Hopkins (que lhe valeu o Oscar de Melhor Ator). Roteiro e direção assinados pelo cineasta francês Florian Zeller, seu primeiro longa-metragem como diretor.

Na trama, conhecemos Anthony (Anthony Hopkins), um homem já no terço final de sua vida, perto dos 80 anos, que vive seus dias em um apartamento confortável em Londres onde recebe a visita constante de sua filha Anne (Olivia Colman). Quando essa última conta para ele que está indo morar em Paris, situações diferentes começam a aparecer nos seus dias, até mesmo personagens diferentes mas que significam algo ao redor da vida dele, e assim conflitos familiares são trazidos à tona. Alucinações? Lembranças? Quais peças não estão lugar?

Guiado por uma trilha sonora bastante incisiva (assinada pelo compositor e pianista italiano Ludovico Einaudi), o filme é a constatação do tempo em poucos momentos no sofrido acesso às memórias de um homem que nunca conseguiu se desvencilhar dos traumas de sua vida, principalmente uma tragédia com uma de suas filhas. Lutando contra a própria mente, buscando ao equilíbrio entre a razão e emoção para entender tudo que projeta com vida nesse momento, Anthony embarca em uma viagem com objetivo de desatar algumas amarras de consternação das lembranças de sua alma detalhista.

Paranoico? Medo de ficar sozinho? Aos poucos, junto com o inesquecível personagem, vamos percebendo que algumas coisas não fazem um certo sentido, há muitas coisas estranhas acontecendo ao seu redor, o que faz a passos largos caminhá-lo para um ato final angustiante. Vale novamente destacar a maestria de um ator que possui um domínio impressionante de seu espaço cênico, o inesquecível Anthony Hopkins em uma de suas melhores performances na carreira.

 

Palm Springs (2020)

Uma grande e ilimitada sessão de terapia. Indicado a dois globos de ouro nesse ano, Palm Springs, dirigido pelo cineasta Max Barbakow e com roteiro assinado por Andy Siara, é uma comédia disfarçada, há um abalo emocional reflexivo para os personagens em constante loop. Melancólico até certo ponto, caminha nessa linha que flerta com o desesperante só que de maneira inteligente, com questões da ciência envolvida pela física, e com carismáticos personagens. A dupla Andy Samberg e Cristin Milioti mostra grande sintonia em cena. Grata surpresa.

Na trama, conhecemos Nyles (Andy Samberg) um convidado distante de uma festa de casamento em um lugar isolado que após entrar em uma caverna misteriosa, durante o casamento, acaba acordando no mesmo dia do casamento infinitamente. O filme começa já com ele desiludido e meio que desistindo de tentar algo pra mudar isso, mas tudo muda quando num desses cenários repetitivos ele acaba puxando Sarah (Cristin Milioti), a irmã da noiva, para o mesmo loop.

Aceitar o fato? Procurar sentido nas coisas? Há um choque entre os sentimentos dos dois personagens, muito porque Nyles já está acomodado naquela situação faz bastante tempo e Sarah, por conta de uma situação que vendo o filme vocês saberão, quer correr desse loop o mais rápido possível, lutando bravamente contra esse ‘poder’ inusitado. O interessante é que o ponto de interseção acaba sendo dois, dependendo do ponto de vista: a eterna arte de fugir da solidão e um intenso amor que surge entre os dois. Acompanhando o filme de qualquer uma dessas óticas, você vai se divertir.

O que você faria se pudesse fazer o que quiser sem consequências, pois, o dia seguinte seria o mesmo que hoje? Uma premissa maravilhosa para mentes criativas e Siara consegue com suas linhas de roteiro nos fazer rir, refletir sobre a vida e torcer constantemente para os personagens encontrem uma saída mas sem esquecer de um duelo quase vital nesse jogo do loop que se torna a batalha da ética interpessoal misturada com a índole, isso, contra a inconsequência.

 

Banklady (2013)

Quando a adrenalina e o prazer acionam um gatilho em forma de transtorno de personalidade. Dirigido pelo cineasta alemão Christian Alvart, em Banklady voltamos para meados da década de 60, em Hamburgo na Alemanha onde uma mulher trabalhadora dentro de uma rotina monótona vira a primeira mulher assaltante de banco da Alemanha. O filme tem vários caminhos interessantes, desde a conturbada linha do bandido carismático, o foco da mídia, até uma psicologia complicada, desiludida no amor. A protagonista, interpretada pela ótima atriz Nadeshda Brennicke, parece viver em outro compasso do que a realidade que a cerca. Interessantíssimo filme alemão.

Na trama, conhecemos Gisela Werler (Nadeshda Brennicke), uma batalhadora que trabalha em uma fábrica de impressão e vive, além de sustentar, os pais já bem idosos. Sem propósitos na vida, vivendo uma solidão evidente desencontrada com seus sonhos de ser popular, ou mesmo, ter a mesma vida das modelos de revistas que sempre observa, a protagonista conhece Hermann (Charly Hübner), um ladrão de bancos que após algumas situações resolve desafiar Gisela para um assalto a banco. A partir desse ponto, a vida de Gisela muda e ela se torna impulsiva e imprevisível. Dentro de um universo machista, acaba sendo elemento surpresa durante um bom tempo.

Quando se impor as inconsequências que chegam em nossos caminhos? A transformação da personagem principal é algo bem notório. Quando vira uma assumida ladra de bancos, divide seu tempo em manter um emprego que já não precisa mais, entrar em conflito com os sentimentos que nutre quase obsessivamente por Hermann e planos cada vez mais audaciosos no seu rentável trabalho criminoso. Além disso, muda a atitude, ganha ares de preocupação com a vaidade principalmente quando percebemos que seus troféus são capas das revistas, quando vira quase uma figura carismática na mídia fervorosa da época.

O filme é dividido em arcos explosivos, tensos com um quê de insensatez psicológica. A chegada da investigação policial quando os crimes se tornam assuntos nacionais fazem o confuso e inexperiente Kommissar Fischer (Ken Duken), responsável pela investigação dos bancos roubados, um grande achado para o roteiro.

Quais os limites da razão e da emoção? Passando por cima dessa pergunta, a protagonista tem sonhos simples com obsessões sendo nutridas dentro dos seus diários choques com o perigoso jogo que sustenta seu ego.

 

Loucura de Amor (2021)

A difícil ponte entre os clichês e as inúmeras formas de emocionar o espectador. Simples, objetivo, dinâmico, aventureiro, curioso, amoroso, emocionante. Uma série de adjetivos saltam em nossas mentes logo na abre alas eletrizante, antes mesmo dos créditos, dessa pequena joia divertida espanhola, disponível no catálogo da maior dos streamings, Loucura de Amor. Contando a saga de um homem em busca das descobertas, às vezes hipócritas e desencontradas, para definir o amor acaba se vendo em uma jornada rumo às profundidades desse sentimento, aliado a isso noções quase que educativas sobre a arte de nunca pré julgar a ‘loucura’ alheia. Dirigido por Dani de la Orden com roteiro assinado por Natalia Durán e Eric Navarro.

Na trama, conhecemos Adri (Álvaro Cervantes), um jornalista que trabalha em uma revista badalada escreve sobre os mais diversos e muitas vezes polêmicos temas. Certa noite, saindo com dois inseparáveis amigos e acaba conhecendo Carla (Susana Abaitua) da maneira mais inusitada possível e ambos resolvem curtir aquela noite sem compromisso e depois não se verem mais. A questão é que a tal noite é intensa e inesquecível, deixando Adri desesperado nos dias seguintes atrás daquela mulher que acabara de mudar sua maneira de enxergar o mundo. Ele acaba a achando, e descobre que Carla é paciente em uma clínica psiquiátrica. Assim, o protagonista precisará bolar um plano bem fora do comum para tentar passar mais alguns dias perto do amor de sua vida.

No fundo dos meus olhos, pra dentro da memória te levei. O amor é um dos pilares desse despretensioso filme, lançado sem alarde. Pisando sem medo em diversos clichês, o longa-metragem consegue se enrolar (no bom sentido) em uma fórmula carismática de nos convencer no seu arco principal e nos encher com quebras de paradigmas sociais (dentro de discursos super simples), principalmente a questão sobre a ‘loucura’. Há tempo também para lindos arcos sobre amizade e carinho ao próximo. As emoções e sentimentos são tratados de forma leve e que nos da muita vontade de assistir cada vez mais o desenrolar dessa fábula sobre os incompreensíveis caminho para se chegar ao tão sonhado estado de amor.

 

O Animal Cordial (2017)

O recorte impactante do psicológico em contraponto à normalidade. Um cenário, personagens intrigantes, violência e doses consideradas de descontrole comandam o clima de O Animal Cordial, longa-metragem lançado anos atrás no circuito brasileiro que consegue impactar e nos chocar através das linhas de seu poderoso roteiro. Escrito e dirigido pela cineasta Gabriela Amaral Almeida, o filme, bastante sangrento, é uma caixinha de surpresas que flerta com um efeito parecido que um plot twist pode conseguir.

Na trama, conhecemos Inácio (Murilo Benício), o dono de um restaurante que está prestes a encerrar mais um dia de trabalho ao lado de seus funcionários, principalmente o cozinheiro chefe Djair (Irandhir Santos) e a faz tudo Sara (Luciana Paes), além de um cliente jantando sozinho, o ex-policial Amadeu (Ernani Moraes) e em seguida chega o casal Veronica (Camila Morgado) e Bruno (Jiddu Pinheiro). Em certo momento da noite, uma dupla de assaltantes invade o local fazendo todos os personagens citados acima de refém. Só que a noite reserva muitas surpresas e somos testemunhas de algumas inversões sobre quem está realmente no comando das ações.

Uma equação sobre as hipocrisias da vida passada a limpo caminhando na linha do controle sobre o descontrole transforma o longa em uma imprevisível sequência onde ninguém é herói de nada mas há vilões por todas as partes. O roteiro é muito inteligente, transforma o espectador em testemunha, como se estivéssemos sentados em uma das mesas observando o desenrolar dos fatos. Não é moldada uma teia de mentiras para serem decifradas e sim um espinhoso caminho rumo à psiquê humana com traços de guerras entre classes. Gabriela Amaral Almeida é um nome para anotarmos em nossas agendas e sempre assistirmos aos próximos filmes dela.

 

Eu me Importo (2021)

A linha reta e obsessiva do inescrupuloso egoísmo em uma sociedade cheia de brechas. Caminhando na tênue linha do non-sense, Eu me Importo é profundo em uma crítica social constante sobre os valores do ser humano e as brechas da lei dentro das ações de uma sociopatia escancarada de uma mulher malévola. Acoplado a isso, subtramas desinteressantes e personagens distantes deixam na superfície os porquês, fatores importantes para entendermos fatos e ações. Em seu terceiro longa-metragem como diretor, o cineasta J Blakeson (que também assina o roteiro) busca na sua forte personagem o pilar para contar sua história. O filme, disponível na Netflix, foi indicado ao Globo de Ouro 2021 na categoria Melhor Atriz em filme Musical ou Comédia pela interpretação da ótima atriz britânica Rosamund Pike.

Na trama, conhecemos Marla Grayson (Rosamund Pike), uma mulher de forte personalidade que achou uma mina de ouro em um negócio (nada ético) bastante rentável de guardiã de legal de pessoas idosas que não conseguem mais tomar atitudes. Com esquemas com uma médica, casas de saúde para idosos e enrolando juízes, ao lado de sua parceira de vida e sócia Fran (Eiza González) estão sempre planejando o próximo golpe. Um dia aparece a ficha de Jennifer Peterson (Dianne Wiest) e assim Marla rapidamente vira sua guardiã legal. Só que dessa vez, o alvo tem muito mais segredos do que aparenta e trará graves problemas para Marla e seus integrantes do esquema.

Podemos dividir o projeto em duas avenidas: a das críticas em relação a tudo que envolve esse esquema desleal e a da vida pessoal e com pouca relevância de alguns dos personagens. O longa-metragem tem ritmo por mais que pareça sempre como faltando alguma peça do quebra-cabeça. A inversão dos valores sociais (ou algo parecido com isso) é um contraponto interessante e faz refletir, nessa terra sem lei onde tudo é egoísmo, Marla é mais vilã do que um gângster que mexe com tráfico de pessoas?

A sociopatia da personagem é muito bem definida e constante, fruto de um bom trabalho da ótima Rosamund Pike. Pena que o relacionamento com Fran é pouco explorado, a coadjuvante vira uma peça inconstante dentro de um roteiro que possui falhas mas busca na sua protagonista o brilhantismo do todo. Dianne Wiest, por exemplo, passa quase desapercebida, uma pena. Mas é você leitor quem precisa tirar suas próprias conclusões, o filme está disponível no mais famoso serviço de streaming disponível no Brasil.

 

Bela Vingança (2021)

Os traumas que nunca saem de nossas mentes e mudam radicalmente uma trajetória. Selecionado para dezenas de festivais e beliscando algumas categorias do Oscar 2021, escrito e dirigido pela cineasta e atriz britânica Emerald Fennell (em seu primeiro longa-metragem atrás das câmeras), Promising Young Woman é pulsante, intenso, usa do impactante, do sarcasmo, para criar um raio-x profundo para quem ainda tem dúvidas sobre o assédio, o machismo que acontece muito por aí. Mostrando o caminhar de alguns em cima da linha tênue do ‘benefício da dúvida ou acreditar em quem diz ser vítima?’ O projeto conta com uma atuação marcante da excelente atriz britânica Carey Mulligan.

Na trama, conhecemos a ex-estudante de medicina Cassie (Carey Mulligan) que mora com os pais em uma confortável casa. Ela trabalha em um café da cidade e passa suas noites indo a boates e points de pegação onde se finge de bêbada para dar lições em homens que dão em cima dela nesse estado. Há algum trauma, um gatilho para fazer o que faz e vamos entendendo melhor os seus porquês principalmente quando sabemos do suicídio de uma grande amiga nos tempos de faculdade. Mas tudo muda com a chegada novamente em sua vida de Ryan (Bo Burnham), um cirurgião pediatra que estou tempos atrás com ela.

Promising Young Woman é o caminho conturbado de uma protagonista, brilhante nos tempos de faculdade, que após o assédio e exposição de uma grande amiga resolve abandonar tudo e viver uma vida em busca de vingança contra o machismo descarado mesmo que isso a faça viver situações constrangedoras e perigosas. Sua única saída é a vingança e ela chega de maneira como se estivesse em um túnel onde é impossível enxergar o fim dele. O projeto não deixa de ser uma análise profunda sobre a sociedade que vivemos. As conturbações psicológicas da protagonista, na verdade, podemos enxergar também como uma série de gritos de indignação com as ‘absolvições’ de quem merece a punição.

Nos tempos atuais onde a luta contra o assédio se torna cada vez mais importante e dominante em diversos segmentos empresariais e da sociedade como um todo, o papel da arte em mostrar espelhos da sociedade é fundamental para consolidar esse pilar. Ótimo filme.

 

O Porco Espinho (2009)

Toda família feliz é igual mas toda família infeliz é única. Escrito e dirigido pela cineasta francesa Mona Achache, com roteiro baseado na obra A Elegância do Ouriço de Muriel BarberyO Porco Espinho, lançado no ano de 2009, é um belíssimo filme que usa de diversos contrapontos para nos fazer enxergar todo um contexto sob a ótica de duas solitárias (cada uma à sua maneira): uma jovem super esperta que está decidida a se matar e uma solitária zeladora leitora assídua. Diálogos sobre livros, questões existenciais, cotidiano estressante, impossível não abrir um sorriso e também não ficar com o coração apertado após assistir a esse belo trabalho que diz muito sobre amizade e esperança.

Na trama, conhecemos Paloma (Garance Le Guillermic), uma jovem inteligente, muito à frente do seu tempo, que está decidida a se matar por não mais conseguir aturar sua vida e se sentir deslocada em uma família egoísta, rica e distantes entre si. Mas no prédio que ela mora, não é a única que se sente solitária. Reneé (Josiane Balasko) é a zeladora do prédio e precisa aturar todo tipo de situação no seu dia a dia. Amante dos livros, conversa com os poucos amigos que tem. A chegada de um novo vizinho, Sr. Ozu (Togo Igawa), acaba mexendo com a vida não só de Paloma mas também com a de Reneé, criando inclusive uma amizade entre as duas.

Uma rigidez no pensar e a infelicidade no contraponto. Há duas protagonistas nessa história, o que torna essa jornada ainda mais interessante. Paloma é inteligente, estuda japonês e ama cinema. Com sua câmera portátil, filme situações ao seu redor e toda sua família, além dos moradores do prédio onde mora. Está envolvida de alguma forma no pensar da parábola do aquário, onde se sente limitada, sem saída em muitos momentos. Os desabafos dela são feitos virados para sua câmera, uma espécie de consulta a um psicólogo. Já Reneé impõe no seu lindo pensar limitações por conta de sua classe social e medos, principalmente com a chegada do novo vizinho que mexe muito com sua vida. Quando Paloma e Reneé se aproximam, conseguimos sentir a força da solidão das duas mas também que quando estão conversando a alegria e riso fácil as acompanham. Uma faz a outra ver algum lado bom da vida.

A vida e a morte, a eterna desconfiança sobre o destino. Há uma solidão evidente por trás do conhecimento mas quando esses se aproximam, tudo começa a fazer mais sentido. O Porco Espinho, filme que deveria ser visto por psicólogos e estudantes, é um fábula urbana muito interessante sobre a roda gigante de emoções que é viver.

 

Undine (2020)

O enigmático mundo entre o que pensamos e como sentimos. Exibido no Festival de Berlim, onde inclusive ganhou o prêmio da crítica (FIPRESCI) e ainda levou o concorrido Urso de Prata de Melhor Atriz, Undine possui um engenhoso roteiro que nos leva a um profundo drama, obsessões, palavras ao vento, perda, como o ser humano reage em momentos difíceis. Escrito e dirigido pelo cineasta Christian Petzold (um dos bons nomes na direção quando pensamos em cinema europeu, com ótimos trabalhos recentes) o projeto nos leva a uma jornada de conhecimento de uma personagem forte e muito complexa que possui um modo de pensar confuso, altera realidade com imaginação como se estivesse perdida dentro das interseções dos seus intensos relacionamentos e sentimentos. Cheio de simbolismos, o roteiro brinca com o espectador a todo instante.

Na trama, conhecemos Undine (Paula Beer), uma historiadora, que está à beira de uma certa loucura, discutindo sobre o iminente término de relacionamento com o namorado Johannes (Jacob Matschenz) que a traiu recentemente. Mas, por coincidência do destino, no mesmo dia que termina o relacionamento, encontra com o mergulhador industrial Christoph (Franz Rogowski) e logo surge uma paixão intensa entre os dois. Com o passar do tempo, idas e vindas de trem (a distância que separam os dois pombinhos), Undine encontra Johannes certo dia e esse momento poderá mudar pra sempre o provável final feliz dessa história.

Nos guiamos pelas ações de Undine a todo instante. Historiadora, obsessiva, uma solidão com a estranheza de não entender muito bem certas situações ao seu redor, muitas vezes introspectiva, vivendo uma fuga atrás da outra dentro de uma lógica fora da realidade. Uma alma carente que não sabe se definir fora de um relacionamento. Personagem extremamente complexa, um grande desafio para a competente atriz alemã Paula Beer.

O interessante e porque não dizer bastante original roteiro não fala somente sobre a complexidade psicologia por trás da sua protagonista, há espaço também para recebemos uma grande aula sobre Berlim e parte da história alemã através dos estudados momentos de palestras que a personagem ministra a muitos visitantes de um ponto turístico de Berlim. Há um vão entre a relação desses momentos com a maneira de pensar de Undine mas nada que atrapalhe o bom filme que se apresenta.

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 26: Monica Marraccini

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema é uma coisa tão rica para nossa existência como seres humanos, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Nossa entrevistada de hoje é uma das pessoas mais cultas e carinhosas que frequentam os cinemas do Rio de Janeiro. Professora de idiomas, intérprete e tradutora, Monica Marraccini morou anos na Alemanha e tem histórias sensacionais dentro dos cinemas em vários cantos desse mundão. Cinéfila de carteirinha, quando o Central do Brasil ganhou o Festival de Berlim, justamente na época em que ela estava se mudando de volta para o Brasil, traduziu na época todos os artigos elogiosos que saíram do alemão para o português e deixou num envelope para o Walter Salles na livraria do hoje Estação Rio. Quatro anos mais tarde, encontrou com o mesmo em um evento e ele disse que tinha recebido e se alegrado com a lembrança. Essas e outras curiosidades sobre essa querida amiga cinéfila você lê agora.

 

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

São os cinemas da rede Estação, principalmente o Estação Rio. Desde o início, o Grupo Estação optou por uma programação mais distante do cinemão comercial hollywoodiano.  Não tenho nada contra assistir a um filme considerado mainstream de vez em quando, há alguns excelentes, mas acho desesperador viver em um local onde estes sejam os únicos filmes disponíveis. Também frequentava muito o Espaço Itaú, mas observei uma mudança de foco nos últimos anos em direção a filmes que podem ser assistidos em muitos outros cinemas.

Um problema recorrente nos cinemas do Rio é o ar condicionado. Já deixei o cinema doente mais de uma vez, e o Itaú exagera na temperatura gelada. Curti muito o Cine Joia nos tempos do programador Raphael Camacho, pois a seleção era realmente ainda mais ousada do que a do Grupo Estação e o Cine Clube era uma delícia. Se o cinema fosse um pouco maior e confortável, creio que poderia ter permanecido um sucesso.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente?

Meus pais eram cinéfilos e ouvi falar de cinema e de atores muito cedo na vida. Meu pai chegou a rodar um western que não foi lançado, mas está no catálogo da Cinemateca Nacional. No meu aniversário de 11 anos, descemos ao Rio de Petrópolis para alugar um filme na antiga Mesbla que meu pai exibiu no seu projetor para os meus amigos. Me senti muito especial naquela ocasião. Era um filme com Sophia Loren e não exatamente infantil, mas as crianças adoraram. Minha primeira paixão cinematográfica foi pouco original: A Noviça Rebelde. Depois passei a assistir filmes de Walt Disney, filmes bíblicos como Ben-Hur e Quo Vadis, comediantes franceses como Louis de Funnes e Jacques Tati. Petrópolis tinha muitos cinemas de rua nos anos 70 e assisti filmes maravilhosos como A Filha de Ryan de David Lean e A Flauta Mágica de Ingmar Bergman. Quando mudei para o Rio, passei a frequentar a Cinemateca do MAM onde se podia ver filmes de Fellini e de Andrzej Wajda. Quando mudei para a Alemanha, sofri um pouco com o fato dos filmes serem dublados, mas fiz muitos amigos cinéfilos e os papos que levávamos depois dos filmes compensavam. E me tornei frequentadora do Festival de Berlim que fazia do frio mês de fevereiro o mais estimulante do ano para mim. Quando voltei para o Rio, fui salva pelo Grupo Estação. Petrópolis infelizmente quase já não tinha cinemas.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Pergunta difícil. Gosto muito do Mike Leigh, do Robert Altman, do David Lean, do Truffaut, do Visconti, do Bertolucci, do Bergman e de muitos outros. Mas se tivesse que escolher, iria com o agora renegado Woody Allen. Identifico-me muito com as vozes eloquentes dos seus filmes, adoro a mistura de comédia e intelecto. Pena que o escândalo e o pessimismo tenham escurecido tanto sua atual produção. Gosto de muitos filmes dele, mas escolheria Manhattan nos anos 70, Radio Days nos anos 80, Husband and Wives nos anos 90 e Midnight in Paris nos últimos anos. Este último me fez flutuar como a Goldie Hawn. Amei aquela viagem ao passado parisiense.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Por acaso estava revendo uma hora atrás no Canal BrasilCentral do Brasil. Acho uma história belíssima que enfoca o Nordeste de forma muito poética, com uma dupla de atores espetaculares e a saudosa Marília Pera. Além disso, Central ganhou o Festival de Berlim justamente na época em que eu estava me mudando de volta para o Brasil e a emoção dos brasileiros que lá viviam com aquela vitória foi imensa. Traduzi na época todos os artigos elogiosos que saíram do alemão para o português e deixei num envelope para o Walter Salles na livraria do hoje Estação Rio. Quatro anos mais tarde, encontrei com ele em um evento e ele me disse que tinha recebido e se alegrado com a lembrança.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

O cinéfilo sente alegria com a simples visão de um cinema de rua. O dia do cinéfilo se torna imediatamente feliz se ele sabe que vai ter tempo para ir ao cinema ver um bom filme. Não consigo imaginar minha vida sem assistir filmes em um cinema. Por melhor que sejam as Netflix da vida, não vejo o momento de voltar a comprar o jornal na sexta e começar a sublinhar os filmes que quero ver durante a semana. No cinema!

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não. Aqui no Rio temos a grande sorte de possuir uns poucos cinemas que se dedicam a um público mais exigente. A maioria dos cinemas quer vender entradas, pipoca e refrigerante com filmes fabricados em Hollywood para este objetivo.

 

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Se ocorrer, espero que eu não esteja mais viva. Seria uma tristeza difícil de digerir.

 

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Carrington com a Emma Thompson. Baseado na história da pintora Dora Carrington que tinha uma paixão platônica por seu companheiro de uma vida, o escritor gay Lytton Strachey. O filme tem um elenco incrível com o belíssimo Jeremy Northam e o talentosíssimo Jonathan Pryce, um dos meus atores favoritos. Além da Emma, óbvio.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Se as salas não se encherem muito e o ar condicionado for muito bem controlado, creio que sim. Caso contrário, teremos em breve ainda menos cinemas de rua do que temos atualmente. E sinceramente nunca tive vontade de assistir a filmes dentro de um carro. Fico logo em casa se esta for a única possibilidade. Cinema ao ar livre pode ser uma boa opção por enquanto.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Confesso que me sinto sem autoridade para julgar. Não tenho sentido vontade de ver a nossa realidade, que já anda muito triste, nas telas de um cinema. Tenho evitado cinema brasileiro.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Gostava muito dos documentários do Eduardo Coutinho que perdemos tragicamente.

 

12) Defina cinema com uma frase.

Como diria talvez Woody Allen, algo que faz a vida realmente valer a pena.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Perdi o controle uma vez em um cinema na Alemanha, pois tinha esperado anos para ver O Inocente do Visconti na telona e dois sujeitos começaram a conversar do meu lado, levantei indignada, expressando um desespero tão grande que eles ficaram me olhando impressionados. Adorei dançar junto com os faxineiros do Cinema Leblon ao som dos Rolling Stones no filme do Scorsese. Recordações nada bonitas são as que tenho dos anos 70 quando eu era uma jovem que ia cinema sozinha assistir filmes como O Franco Atirador e sempre tinha algum sujeito inconveniente na sala que gostava de assediar mulheres sozinhas. Sofri muito com isto, pois na época não se falava sobre o assunto.

 

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Não vi. Nem sei direito do que se trata rsrs.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Certamente. Os grandes escritores são todos grandes leitores e acho difícil alguém fazer um bom filme sem ter assistido a dezenas de excelentes filmes antes.

Fracasso de bilheteria com Chris Hemsworth e Viola Davis está conquistando o público da Netflix

O maior fracasso comercial da carreira do astro Chris Hemsworth finalmente encontrou seu público.

Hacker‘ (Blackhat), suspense cibernético do diretor Michael Mann (‘Inimigos Públicos’, ‘Colateral’), se tornou um dos filmes mais assistidos na Netflix nesse mês.

Subestimado nos cinemas, o filme está agradando em cheio os assinantes do streaming.

Várias pessoas foram defender a produção nas redes sociais. Confira:

Quando o filme foi lançado nos cinemas em 2015, ele arrecadou míseros US$ 4 milhões e se tornou a 13º pior abertura da história para um filme que estreou em mais de 2.500 salas de cinemas nos EUA.

O orçamento foi de altos US$ 70 milhões.

Na trama, Chris Hemsworth interpreta um hacker preso por cometer crimes virtuais mas retirado da prisão para encontrar o homem que roubou seu código e invadiu o sistema interno de um grande banco americano, provocando uma série de eventos drásticos no mercado internacional de ações.

Confira as 15 piores aberturas da história do cinema (para filmes que estrearam em mais de 2.500 salas, segundo o Box Office Mojo).

RankTitle (click to view)EstúdioAberturaSalas de CinemaBilheteria Total
1A Luta Por um Ideal (Won’t Back Down)FoxUS$ 2,603,3702,515US$ 5,310,554
2O Roqueiro (The Rocker)FoxUS$ 2,636,0482,784US$ 6,409,528
3Bem-Vindo ao Jogo (Lucky You)WBUS$ 2,710,4452,525US$ 5,758,950
4HootNLUS$ 3,368,1973,018US$ 8,117,637
5Dizem por Aí (Rumor Has It)WBUS$ 3,473,1552,815US$ 43,000,262
6Super Pai (Joe Somebody)FoxUS$ 3,553,7252,506US$ 22,771,646
7Os Seis Signos da Luz (The Seeker)FoxUS$ 3,745,3153,141US$ 8,794,452
8A Lenda de Oz (Legends of Oz: Dorothy’s Return)CEUS$ 3,747,7802,658US$ 8,462,027
9Machete MataORFUS$ 3,837,1832,538US$ 8,008,161
10Firehouse DogFoxUS$ 3,838,9162,860US$ 13,932,383
11Vampire Academy: O Beijo das SombrasWein.US$ 3,921,7422,676US$ 7,791,979
12Na Trilha da Fama (Raise Your Voice)NLUS$ 4,022,6932,521US$ 10,411,980
13Hacker (Blackhat)Uni.US$ 4,030,0002,567US$ 4,030,000
14Corram que o Agente Voltou (MacGruber)Uni.US$ 4,043,4952,551US$ 8,525,600
15Pequeno Problema, Mega Confusão (Fun Size)Par.US$ 4,101,0173,014US$ 9,409,538

 

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‘Mad Max: Furiosa’: Chris Hemsworth ligará para Mel Gibson para pedir dicas para o novo filme

O astro Chris Hemsworth revelou que ligará para a Mel Gibson, o Mad Max original do filme de George Miller de 1979, para conversar e pedir dicas para o novo filme da franquia.

Hemsworth vai estrelar ‘Mad Max: Furiosa‘ ao lado de Anya Taylor-Joy, que viverá a versão mais jovem da personagem de Charlize Theron.

O astro atualmente está participando das filmagens de ‘Thor: Amor e Trovão‘, e revelou que cresceu assistindo a trilogia ‘Mad Max‘, e ficou chocado quando recebeu a ligação o convidando para participar do novo filme.

Em entrevista ao ABC Australia, o ator disse que vai ligar para Gibson para algumas dicas antes da produção de ‘Furiosa‘.

“É uma grande honra”, disse Hemsworth sobre o papel. “Muita pressão, mas uma pressão emocionante que é certamente motivadora.” 

Recentemente, Hemsworth agradeceu a oportunidade de fazer parte de uma franquia da qual ele é fã desde criança.

Na publicação, ele comemorou com as seguintes palavras:

“Estou bastante animada em fazer parte de uma franquia que significava o mundo para mim quando eu era um menino crescendo na Austrália. ‘Mad Max‘ foi o auge e uma grande razão pela qual eu entrei no mundo do cinema. Estou honrado em trabalhar com o visionário George Miller e por participar da história de origem da Furiosa. É incrivelmente emocionante. Tenho um grande respeito por Mel [Gibson], Charlize [Theron], Tom [Hardy] e todo o elenco e equipe que ajudaram a construir este mundo épico. Farei o meu melhor para continuar essa tradição.”

Confira:

Segundo o DeadlineYahya Abdul-Mateen II (‘Aquaman, Watchmen‘) também fará parte do elenco.

Lembrando que a vencedora do Oscar Charlize Theron não vai reprisar o papel homônimo desta vez, já que a trama será focada em sua ascensão na juventude.

Conversando com o The Hollywood Reporter, Theron admitiu ter ficado arrasada pela notícia:

“Essa foi difícil de digerir Escute, eu respeito totalmente o George e mais ainda após ter feito o filme com ele. Ele é um mestre e eu não desejo a ele nada menos que o melhor. Mas sim, é um pouquinho de partir o coração, com certeza. Fiquei devastada. Eu realmente amo essa personagem e sou tão grata por ter tido uma pequena parte na criação dela. Ela sempre será alguém em que pensarei e refletirei com carinho. Obviamente eu adoraria ver essa história continuar e se ele sente que esse é o caminho pelo qual tem que seguir eu confio nele nessa questão. Ficamos tão preocupados com os pequenos detalhes que esquecemos que aquilo em que nos envolvemos emocionalmente nada tem a ver com aquele trabalho no qual estamos focando”. 

Em uma entrevista ao The New York Times, Miller havia revelado que originalmente a ideia era trazer Theron de volta como Furiosa por meio da tecnologia de rejuvenescimento facial, mas eventualmente acabou decidindo pela a escalação de uma nova atriz.

Lançado em 2015, ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘ é considerado um sucesso pela crítica especializada, alcançando 97% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes, além de receber seis estatuetas do Oscar entre dez indicações, incluindo Melhor Filme.

Apesar disso, o longa arrecadou apenas US$ 378,9 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 150 milhões.

 

‘Invocação do Mal 3’: Patrick Wilson e Vera Farmiga são destaques em nova imagem oficial dos bastidores

A aguardada sequência ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘ é uma das estreias mais aguardadas do anos e promete revigorar a franquia de forma ainda mais intensa.

E a produção ganhou uma nova imagem oficial dos bastidores, que traz o diretor Michael Chaves ao lado dos atores Patrick Wilson e Vera Farmiga. O material em questão fora divulgado com exclusividade pela revista Total Film.

Confira:

Assista ao trailer de ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘:

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio revela uma história assustadora de terror, assassinato e um desconhecido mal que chocou até os experientes investigadores de atividades paranormais Ed e Lorraine Warren. Um dos casos mais sensacionais de seus arquivos, começa com uma luta pela alma de um garoto, depois os leva para além de tudo o que já haviam visto antes, para marcar a primeira vez na história dos Estados Unidos que um suspeito de assassinato alegar ter tido uma possessão demoníaca como defesa.

Assim como os dois filmes anteriores, a sequência ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘ recebeu uma alta classificação etária (R), e só poderá ser assistido por maiores de idade.

A Ordem do Demônio‘ foi classificado pelo MPA por “terror, violência e imagens perturbadoras”.

O filme chegará aos cinemas brasileiros no dia 3 de junho. Nos EUA, o longa estreia nas telonas e na HBO Max um dia depois, em 4 de junho.

Michael Chaves (‘A Maldição da Chorona’) assume a direção.

‘Espiral’: Próximo ‘Jogos Mortais’ ganha imagem extremamente BRUTAL; Confira!

O terror ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais‘ (Spiral: From the Book of Saw) ganhou uma nova imagem extremamente brutal.

Confira:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 17 de junho.

Criada em 2004, a franquia ganha reboot e volta às telonas após hiato de 2 anos, quando aconteceu o último lançamento: ‘Jogos Mortais: Jigsaw‘.

Darren Lynn Bousman fica encarregado da direção, enquanto Josh StolbergPete Goldfinger assinam o roteiro.

Uma sádica e genial mente dá início a uma distorcida forma de justiça em ‘Espiral’, o novo capítulo assustador de Jogos Mortais. Trabalhando na sombra de um estimado e veterano policial, o Detetive Ezekiel “Zeke” Banks e seu novo parceiro se encarregam de investigar uma série de assassinatos bizarros, reminiscentes do passado sombrio da cidade. Mergulhando num mistério mais profundo do que parece, Zeke se vê no centro de um jogo mórbido.

Samuel L. JacksonChris RockMax Minghella estrelam o longa.

‘Doutor Estranho 2’: Intérprete de América Chavez está ansiosa para ver a reação do público sobre a personagem

Em seu perfil do Instagram, Xochitl Gomez (‘O Clube das Babás’) celebrou o Dia Nacional do Super-herói e homenageou América Chávez, também conhecida como Miss América.

Gomez dará vida à heroína em ‘Doutor Estranho no Multiverso da Locura‘, e está ansiosa para saber como será a recepção do público sobre a personagem.

Apesar de não revelar nada sobre seu papel na trama, Gomez compartilhou uma tirinha de Chavez em ação e escreveu:

“Mal posso esperar que vocês a conheçam.”

Confira:

 
 
 
 
 
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Para quem não conhece, Chavez pareceu pela primeira vez na HQ Vengeance #1, lançada em 2011, e ganhou sua própria série de quadrinhos escrita por Gabby Rivera, a partir de 2017.

Entre suas habilidades, estão a super-força e agilidade, além de ter a capacidade de se teletransportar entre múltiplas realidades, o que faz todo sentido para a sequência de ‘Doutor Estranho‘.

Ela é um pouco mais velha no material original, mas a escolha de Gomez pode indicar que a Marvel esteja preparando o terreno para uma adaptação dos ‘Jovens Vingadores‘, futuramente.

Marcado para 25 de março de 2022, o longa traz Sam Raimi (‘Arraste-me Para o Inferno’) assumindo a direção.

“Após os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, o Dr. Strange continua sua pesquisa sobre a Pedra do Tempo. Mas um velho(a) amigo(a) que se tornou inimigo(a) põe fim em seus planos e faz com que Strange desencadeie um mal indizível.”

Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen irão estrelar a sequência, que também contará com o retorno de Chiwetel Ejiofor e Rachel McAdams.

‘Mortal Kombat 2’: Remake descartou um famoso easter egg dos games; Confira!

O remake ‘Mortal Kombat‘ trouxe diversas referências dos games, desde o visual dos personagens, locações e frases marcantes, como ‘sua alma é minha’ e ‘vitória limpa’.

No entanto, o roteirista Greg Russo disse que conversou com o Polygon e revelou que outra expressão bastante conhecida foi gravada, mas precisou ser cortada da versão final.

A expressão em questão é ‘Toasty’, dita a partir do segundo jogo da franquia quando um personagem aplicava um gancho (soco de baixo para cima) em seu adversário.

O estranho é que a expressão era acompanhada pela repentina aparição de Dan Forden, que ocupava parte da tela da TV.

No filme, Liu Kang (Ludi Lin) é quem diria a palavra, mas Russo garantiu que não seria um momento cômico como nos jogos.

“Eu fiz de tudo para colocar essa expressão no filme, nós até gravamos para garantir, e foi algo que iria se encaixar num certo momento do filme, não seria algo desconexo e nem forçado, mas a cena foi removida na edição final.”

Relembre os momentos ‘toasty’ nos games:

Apesar da crítica internacional estar massacrando o reboot de Mortal Kombat‘, o longa vem arrecadando uma bilheteria considerável, o que deve garantir as sequências.

Com apenas 55% de provação no Rotten Tomatoes, o filme conquistou ótimos US$ 22.5 milhões no primeiro fim de semana de estreia nos EUA.

Vale destacar que a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘, lançada em 1995, estreou com US$ 23.2 milhões – o que ressalta ainda mais o sucesso do reboot, considerando os complicados tempos atuais.

Ao total, o reboot já arrecadou US$ 51,1 milhões pelo mundo.

No Brasil, ‘Mortal Kombat‘ teve sua estreia adiada mais uma vez e chegará às telonas somente em 20 de Maio.

Assista ao trailer:

Simon McQuoid (‘Premonição 5‘) é responsável pela direção.

O lutador de MMA Cole Young, acostumado a levar uma surra por dinheiro, não tem conhecimento de sua herança – ou porque o imperador de Outworld, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um Cryomancer de outro mundo, para caçar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole vai em busca de Sonya Blade e Jax, um Major das Forças Especiais que carrega o mesmo dragão estranho com a qual Cole nasceu. Logo, ele se encontra no templo de Lord Raiden, um Elder God e protetor de Earthrealm, que concede santuário para aqueles que carregam a marca. Aqui, Cole treina com os guerreiros experientes Liu Kang, Kung Lao e o mercenário desonesto Kano, enquanto se prepara para enfrentar os maiores campeões da Terra contra os inimigos de Outworld em uma batalha de alto risco pelo universo. Mas Cole será pressionado o suficiente para desbloquear seu arcano – o imenso poder de dentro de sua alma – a tempo de salvar não apenas sua família, mas de impedir Outworld de uma vez por todas?

O elenco conta com Joe Taslim (Sub Zero), Ludi Lin (Liu Kang), Jessica McNamee (Sonya Blade), Mehcad Brroks (Jax) Josh Lawson (Kano), Chin Han (Shang Tsung), Hiroyuki Sanada (Scorpion), Tadanobu Asano (Raiden), Sisi Stringer (Mileena).

O novo longa será para maiores de 18 anos, com a promessa de muita violência e fatalities.

Lançada em 1995, a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘ teve um orçamento de U$ 18 milhões e faturou U$ 122.1 milhões nas bilheterias mundiais.

A sequência, ‘Mortal Kombat – A Aniquilação‘, custou U$ 30 milhões, mas arrecadou apenas U$ 51.3 milhões mundialmente.

Ambos foram massacrados pela crítica.

‘Borderlands’: Kevin Hart e Jamie Lee Curtis posam com o elenco na 1ª imagem dos bastidores; Confira!

O elenco da adaptação de ‘Borderlands‘ já está se preparando para o início das filmagens.

Para comemorar o início da produção, Kevin Hart (‘Jumanji: Próxima Fase‘)publicou a primeira imagem dos bastidores em seu perfil do Instagram.

Na publicação, o astro aparece junto com Haley Bennett (”A Garota no Trem), Jamie Lee Curtis (‘Halooween’), Ariana Greenblatt (‘Amor e Monstros’) e Florian Munteanu (‘Creed II’), além do diretor Eli Roth.

Na legenda, ele escreveu:

“A gangue ‘Borderlands’ finalmente se juntou… Vamooooos!”

Confira:

Anteriormente, o Deadline divulgou que Gina Gershon (‘Riverdale’) também entrou para o elenco da adaptação.

A atriz interpretará a Moxxi, personagem clássica dos jogos descrita como “sádica, sedutora e perigosa”.

O elenco completo traz Cate Blanchett (Lilith), Jack Black (Claptrap), Florian Munteanu (Krieg), Kevin Hart (Roland), Jamie Lee Curtis (Dra. Patricia Tannis), Ariana Greenblatt (Tiny Tina), Edgar Ramirez (Atlas), Janina Gavankar (Knoxx), Cheyenne Jackson (Jakobs), Charles Babalola (Hammerlock), Benjamin Byron Davis (Marcus), Steven Boyer (Scooter) e Ryann Redmond (Ellie), além de Bobby Lee e Haley Bennett como personagens originais.

Confira a sinopse oficial:

Lilith, uma infame fora da lei com passado misterioso, relutantemente retorna para seu planeta natal, Pandora, para encontrar a filha perdida do ser mais poderoso do universo, Atlas. Lilith forma aliança com um time inesperado – Roland, um ex-mercenário de elite, agora desesperado por redenção; Tiny Tina, uma pré-adolescente demolicionista; Krieg, protetor de Tiny Tina; Tannis, cientista que beira a insanidade; e Claptrap, um robô persistentemente sábio. Esses heróis nada convencionais devem lutar contra monstros alienígenas e bandidos perigosos para encontrar e proteger a jovem desaparecida, a qual detém a chave para um poder inimaginável. O destino do universo pode estar nas mãos deles – mas eles irão lutar por algo muito maior: uns pelos outros”.

A franquia original gira em torno de um grupo de “Caçadores de Cofres” que procuram por um esconderijo alienígena no planeta de Pandora, o que combina muito bem com os trabalhos anteriores de Roth.

Ele é conhecido por comandar inúmeros longas-metragens de terror ou suspense, incluindo CanibaisHostelCabana do InfernoBata Antes de Entrar.

Lembrando que o roteiro é escrito por Craig Mazin (criador do drama Chernobyl).

“Estou animado em mergulhar no mundo de Borderlands, e não poderia estar fazendo isso com um roteiro, uma produtora e um estúdio melhores. Tenho uma história longa e de grande sucesso com a Lionsgate – sinto como se tivéssemos crescidos juntos e que tudo na minha carreira culminou nesse momento”, disse Mazin.

A saga de games foi lançada em 2009 e teve três sequências: Borderlands 2’ (2012), Borderlands: The Pre-Sequel’ (2014) e Borderlands 3’ (2019). A narrativa original é ambientada num futuro distante, num tempo em que várias megacorporações procuram controlar o máximo de planetas que conseguirem, para colonizá-los e explorar sua abundância em recursos naturais e minérios.

Crítica ‘Sequestrando Stella’ | ‘Ruim’ é elogio para suspense fraquíssimo da Netflix

Nos últimos dias, Sequestrando Stella ficou entre os filmes mais comentados da Netflix. A princípio, achei que fosse mais um lançamento desconhecido do catálogo. Porém, trata-se de suposto suspense alemão que já está no catálogo há um tempo e foi “redescoberto” recentemente.

Remake de um suspense britânico, a versão alemã conta a história de dois sequestradores que raptam Stella (Jella Haase) na rua e a levam para um cativeiro à prova de som. O objetivo desse crime é extorquir o pai da vítima e conseguir um resgate milionário. O problema é que um dos sequestradores conhece a vítima e começa aí uma Síndrome de Estocolmo invertida.

Dividido entre conseguir o dinheiro e cuidar da vítima, o criminoso começa a ser manipulado por Stella que está desesperada para tentar fugir do cativeiro. Isso causa uma série de confusões e intrigas entre os dois bandidos, que não levam a lugar nenhum, porque o comparsa não descobre a relação entre criminoso e vítima até os 45 do segundo tempo, quando o que já era clichê consegue ficar ainda mais clichê.

Dirigida por Thomas Sieben, o filme até tem uma premissa interessante, mas é tão mal executada que não consegue causar desconforto ou aquela sensação de urgência no público. Isso porque os vilões da trama são tão burros, mas tão burros, que fazem os invasores de Esqueceram de Mim parecem gênios do crime. E olha que eles apanharam duas vezes de uma criança.

Se o filme não tentasse se levar tanto a sério, talvez desse pra comprar como uma comédia tensa, mas nem isso acontecesse. É irritante, porque o longa faz de tudo para ser “pé no chão”, trazendo algumas cenas típicas de filmes de assalto, só que a situação é tão absurda que há momentos dignos de risada. Porém, para ser justo com o filme, há apenas uma sequência que realmente justifica terem encaixado esse longa no gênero “suspense”, que é um momento de tortura gravada no qual um membro da Stella pode ou não ser decepado. A construção da tensão em cima dessa dúvida é muito boa, mas não faz valer a outra 1h20 de filme. A introdução também é interessante, mas dura 5 minutos e provavelmente é o único momento em que os criminosos não são burros. Complicado.

Enfim, com um roteiro fraco, suspense digno de um episódio de Casos de Família e atuações irrelevantes, Sequestrando Stella é bobo e não vale o pouco tempo de tela. Chega a ser quase injustificável como esse filme voltou a ser comentado recentemente.