Cães assassinos atacam no trailer BRUTAL do terror ‘Natureza Selvagem’; Assista!

O terror polonês ‘Natureza Selvagem‘ ganhou trailer legendado.

Confira:

O longa é dirigido por Adrian Panek.

Oito adolescentes mantidos em campos de concentração nazistas são libertados por russos. Eles são entregues aos cuidados de Jadwiga num local abandonado na floresta polonesa e, além de carregarem diversos traumas, terão que enfrentar fome, sede e um grupo de violentos lobos.

O elenco conta com Kamil Polnisiak, Nicolas Przygoda, Sonia Mietielica, Danuta Stenka, Werner Daehn, Jakub Syska, Helena Mazur e Krzysztof Durski.

No Brasil, o terror será lançado direto em VOD pela A2 Filmes.

‘Demon Slayer’: Anime arrecada quase US$ 20 milhões em estreia nos EUA

Apesar de ter perdido da briga pelo topo das bilheterias dos EUA para ‘Mortal Kombat‘ (US$ 22.5m), o anime ‘Demon Slayer – Mugen Train: O Filme‘ não fez feio, estreando com impressionantes US$ 19.5 milhões no país.

Vale lembrar que ‘Demon Slayer‘ já arrecadou US$ 407.6 milhões mundialmente, ultrapassando ‘A Viagem de Chihiro‘ (US$ 383.4m), e tornando-se a maior bilheteria para um anime da história do cinema.

Recentemente, foi anunciado pela UCI Cinemas que o longa será lançado nos cinemas nacionais em breve.

Além disso, ‘Demons Slayer‘ abriu com 100% de aprovação entre a crítica no Rotten Tomatoes.

As principais avaliações elogiam o ambicioso visual da animação, a construção dos personagens e a temática da trama, que deixa um gosto de ‘quero mais’ quando chega ao fim.

Confira as análises:

“Os visuais de cair o queixo da Ufotable por si só já fazem ‘Demon Slayer the Movie: Mugen Train‘ valer a pena, mesmo que o filme tropece um pouco no clímax.” – IGN Movies.

“O filme de maior bilheteria do Japão é como um pesadelo que se recusa a terminar, é uma viagem fora dos trilhos.” – Nobody’s Reading This But Me.

“Quem acompanha a série vai achar o filme essencial, quem não acompanha vai querer acompanhar para deixar o filme passar em branco.” – Variety.

“Este não é apenas um filme sobre batalhas entre humanos e demônios, mas sobre a amizade entre personagens em constante evolução.” – San Francisco Chronicle.

“Visualmente ambicioso e cheio de ação sem deixar de lado o marcante estilo da série de TV. Não é o candidato mais óbvio para assistirmos nos cinemas, mas vale a pena.” – Deadline.

Lembrando que o filme  é uma continuação direta da primeira temporada do anime Demon Slayer.

A trama acompanha Tanjiro Kamado e sua irmã, Nezuko, que levavam uma vida pacata até serem atacados por seres maldosos. Além de perder todos os seus familiares, Tanjiro viu sua irmã se transformar em um deles. Para tentar torná-la humana novamente e impedir que outras pessoas passem pelo mesmo, o menino se transforma em um matador de demônios.

Baseada no mangá de Koyoharu Gotouge, publicado entre 2016 e 2020 na revista semanal Shonen Jump, com 23 volumes encadernados no total, a trama se passa no Japão há cerca de 100 anos.

O filme é dirigido por Haruo Sotozaki.

Assista ao trailer:

‘Mortal Kombat’ domina as bilheterias dos EUA e estreia em 1º lugar

Pela primeira vez desde o início da pandemia de COVID, vimos uma briga intensa pelo topo das bilheterias nos EUA, com o reboot de ‘Mortal Kombat‘ saindo como vencedor.

O longa da Warner Bros. estreou com ótimos US$ 22.5 milhões no país, superando a arrecadação do anime ‘Demon Slayer‘, que estreou com impressionantes US$ 19.5 milhões.

Vale destacar que a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘, lançada em 1995, estreou com US$ 23.2 milhões – o que ressalta ainda mais o sucesso do reboot, considerando os complicados tempos atuais.

Ao total, o reboot já arrecadou mais de US$ 50 milhões mundialmente.

No Brasil, ‘Mortal Kombat‘ tem estreia agendada para 13 de Maio nos cinemas. A informação foi revelada pela assessoria da Warner Bros. ao CinePOP.

Assista ao trailer:

Simon McQuoid (‘Premonição 5‘) é responsável pela direção.

O lutador de MMA Cole Young, acostumado a levar uma surra por dinheiro, não tem conhecimento de sua herança – ou porque o imperador de Outworld, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um Cryomancer de outro mundo, para caçar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole vai em busca de Sonya Blade e Jax, um Major das Forças Especiais que carrega o mesmo dragão estranho com a qual Cole nasceu. Logo, ele se encontra no templo de Lord Raiden, um Elder God e protetor de Earthrealm, que concede santuário para aqueles que carregam a marca. Aqui, Cole treina com os guerreiros experientes Liu Kang, Kung Lao e o mercenário desonesto Kano, enquanto se prepara para enfrentar os maiores campeões da Terra contra os inimigos de Outworld em uma batalha de alto risco pelo universo. Mas Cole será pressionado o suficiente para desbloquear seu arcano – o imenso poder de dentro de sua alma – a tempo de salvar não apenas sua família, mas de impedir Outworld de uma vez por todas?

O elenco conta com Joe Taslim (Sub Zero), Ludi Lin (Liu Kang), Jessica McNamee (Sonya Blade), Mehcad Brroks (Jax) Josh Lawson (Kano), Chin Han (Shang Tsung), Hiroyuki Sanada (Scorpion), Tadanobu Asano (Raiden), Sisi Stringer (Mileena).

O novo longa será para maiores de 18 anos, com a promessa de muita violência e fatalities.

Lançada em 1995, a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘ teve um orçamento de U$ 18 milhões e faturou U$ 122.1 milhões nas bilheterias mundiais. A sequência, ‘Mortal Kombat – A Aniquilação‘, custou U$ 30 milhões, mas arrecadou apenas U$ 51.3 milhões mundialmente. Ambos foram massacrados pela crítica.

20 Anos de Amélie Poulain | Conheça 10 Curiosidades do pop cult francês

Exatamente, no dia 25 de abril de 2001, chegava aos cinemas franceses, belgas e suíços a obra O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet. Com um fotografia inebriante, uma montagem inventiva e uma personagem totalmente cativante, o longa passou 83 semanas em cartaz na França e levou 8,6 milhões de pessoas aos cinemas, sendo o segundo filme mais visto no país atrás somente do fenômeno literário Harry Potter e a Pedra Filosofal, com 9,4 milhões de audiência.

Após 20 anos do surpreendente sucesso, Amélie Poulain continua a influenciar o cinema atual e a encantar os amantes da sétima arte. Apesar de ter chegado ao Brasil quase um ano depois, no dia 8 de fevereiro de 2002, impulsionada pelas cinco indicações ao Oscar daquele ano, a personagem título – vivida por Audrey Tautou – ganhou status de cult e queridinha entre os cinéfilos brasileiros. 

Em entrevista ao CinePOP, este ano, a diretora Júlia Rezende confessou ter se inspirado bastante no longa francês para compor a ambientação e enquadramento do seu último lançamento, Depois a Louca Sou Eu. Depois de duas décadas, a obra ainda influencia viajantes a fazerem seus registros fotográficos em locais presentes no roteiro, principalmente no Café des 2 Moulins e  no Canal Saint-Martin, em Paris. 

Leia também: Exclusivo | Julia Rezende, diretora de Depois a Louca Sou Eu: “Sou apaixonada por Amélie Poulain, busquei referências…”

Leia também: Confira 10 Filmes para Conhecer Paris sem Clichês

Se você ainda não viu o filme, você encontrará motivos de sobra para colocá-lo na sua lista. Já para aqueles que, como eu, se apaixonaram à primeira vista, vamos descobrir algumas pequenas curiosidades sobre esta obra tão mágica e peculiar. Além de ter alavancado a carreira de Audrey Tautou, Jean-Pierre Jeunet trouxe um novo marco cinematográfico para o país berço do cinema mundial. Vamos aos fatos?

1 – A icônica cena que nunca aconteceu

A cena emblemática da pedra ricocheteando no Canal de Saint-Martin é falsa. Se você já tentou fazer este movimento, talvez tenha percebido que a arte do ricochete não é para todos. De fato, Audrey Tautou foi incapaz de realizar a tarefa no canal e sobrou para os efeitos visuais. A famosa sequência foi, portanto, editada com o saltar das pedras em imagens inseridas digitalmente. Pois é, às vezes, uma cena parece simples, mas não é. 

2 – Crème brûlée para toda a equipe!

Uma sequência rápida, mas importante do filme é a que o narrador (André Dussollier) comenta os gostos de Amélie, um deles é quebrar a crosta do crème brûlée com uma colher de chá. Esta cena foi filmada dezenas de vezes para capturar o melhor “crack” e, por isso, exigiu muitos crèmes brûlées. Para não desperdiçar, um membro da equipe de filmagem sempre comia a sobremesa após cada tomada.

3 – Existe uma sequência Amélie 2? 

A verdade é que o título existe. Estrelado por Audrey Tautou, O Bater de Asas da Borboleta (2000), de Laurent Firode, foi vendido na Coréia do Sul, na Rússia e em Hong Kong, sob o título Amélie 2. Porém, não se preocupe, este filme não tem absolutamente nada a ver com a obra de Jean-Pierre Jeunet. O título é simplesmente uma jogada de marketing da época, com a esperança de atrair um público maior para uma obra pouco conhecida. 

4 – Emily Poulain? Audrey Tautou não era a 1ª opção

Você já imaginou Amélie Poulain de olhos azuis? Pois bem, a atriz cotada para viver a protagonista desta fábula moderna era a britânica Emily Watson, visto seu papel como a doce Bess, em Ondas do Destino (1996), de Lars von Trier. Inicialmente interessada, Watson desistiu do projeto devido à longa duração das filmagens. 

Logo depois, Jean-Pierre Jeunet interessou-se por Audrey Tautou ao vê-la no filme Instituto de Beleza Vênus (1999). Em entrevista anos mais tarde, o cineasta confessou que a atriz conseguiu o papel após três segundos de teste. Quando a viu, ele teve uma “sensação de obviedade”. 

Instituto de Beleza Vênus (1999)

5 – Ignorado por Cannes e sucesso mundo afora

Por mais estranho que possa parecer, o Festival de Cannes não quis Amélie Poulain em sua seleção oficial. O filme, no entanto, foi exibido ao ar livre na Croisette. Contrariando as previsões francesas, o longa fez estrondoso sucesso nos Estados Unidos, arrecadou US $33,2 milhões por lá e ganhou cinco indicações ao Oscar. Com mais de 32,4 milhões de espectadores ao redor do mundo, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é o quinto filme francês com maior bilheteria internacional, atrás, respectivamente, de Intocáveis (2011), Busca Implacável 2 (2012), O Quinto Elemento (1997) e Busca Implacável (2008).

6 – Um brasileiro serviu de inspiração à produção

As cores principais do longa (verde, amarelo e vermelho) são uma inspiração direta da obra do artista brasileiro Juarez Machado, nascido em Joinville (SC). Desde 1986, ele vive em Paris e expõe suas obras pela Europa. Aos 80 anos, Juarez possui ateliês em Paris, Rio de Janeiro e Joinville. Agora, você já sabe a fonte inventiva da saturação cromática de Jean-Pierre Jeunet a fim de criar um microcosmo parisiense tão impactante aos nossos olhos. 

7 – Trilha sonora apaixonante e premiadíssima 

Com exceção de duas canções (“Guilty”, de George Shearing e “Si tu n’étais pas là”, de Fréhel), a trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é inteiramente composta por Yann Tiersen, entre criações originais e seleções de seus álbuns anteriores. Apaixonado pela mistura de violino, sanfona e piano do músico, Jean-Pierre Jeunet fez uma aposta certeira. Em 2003, a trilha sonora de Amélie ganhou um disco triplo de platina com 900 mil unidades vendidas na França e 2 milhões ao redor do mundo. O álbum recebeu vários prêmios, incluindo o César de Melhor Trilha Sonora em 2002. 

8 – Baseado em fatos reais

De onde Jean-Pierre Jeunet tirou as ideias para este roteiro? Em entrevistas ao longo dos anos, o cineasta declarou que grande parte dos personagens e detalhes vêm de histórias de amigos e da sua própria experiência. Por exemplo, a caixa de souvenirs é da sua infância, assim como o peixe vermelho suicida.

Contudo, o “personagem” mais emblemático, o álbum de fotografias de Nino Quincampoix (Mathieu Kassovitz), e todo mistério em torno da coleção é verídica. É uma referência à coleção de Michel Folco, fotógrafo e escritor francês. Ao morar ao lado da Gare de Lyon, em Paris, o artista tomou gosto por encontrar fotos pelos chãos das estações, próximas às cabines de foto, e colecioná-las.

9 – A verdadeira “sequência” de Amélie Poulain

Em 2019, Jean-Pierre Jeunet declarou à Indiewire que estava preparando um falso documentário sobre sua célebre heroína Amélie Poulain. “Um pouco como o que Peter Jackson fez sobre o início do cinema [Forgotten Silver,1995]. Será algo leve, muito engraçado e barato de produzir, espero. ” declarou o cineasta. Ele também descartou a hipótese de uma continuação, ou mesmo uma série. Em suas palavras: “Não seria a mesma atriz, seria de má qualidade porque não teríamos o mesmo orçamento. Paris está feia agora por causa dos muitos canteiros de obras…” É estimado que O Fabuloso Destino de Amélie Poulain custou US $10 milhões. 

10 –  Dia 29 de Agosto, Dia de Amélie Poulain

A cultura pop já criou o Dia da Toalha, dia 25 de maio, em homenagem ao livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, assim como o Dia de Star Wars, May 4th Be With You, 4 de maio. Por que não o Dia de Amélie Poulain? Dia 29 de agosto é lembrado todos os anos nas redes sociais pelos fãs em tributo a uma marcante cena do filme, que diz: “É 29 de agosto. Em 48 horas, o destino de Amélie Poulain mudará. Mas, por ora, ela não sabe disso.” (No original: Nous sommes le 29 août, dans 48 heures le destin d’Amélie Poulain va basculer. Mais ça, pour le moment, elle n’en sait rien.) Vamos oficializá-lo? 

Fontes: La France Méconnue, Première, Vogue, Femmes d’aujourd’hui , Vanity Fair e Indiewire

Dossiê 007 | Moscou Contra 007 (1963) – Conheça o segundo filme da franquia do Espião James Bond

007 – Sem Tempo para Morrer, o vigésimo quinto filme oficial da franquia mais duradora do cinema, tem estreia programada para o dia 30 de setembro de 2021 – após ser adiado do ano passado devido à pandemia. Como forma de irmos aquecendo os motores para esta nova superprodução que, como dito, faz parte de uma das maiores, mais tradicionais e queridas franquias cinematográficas da história da sétima arte, resolvemos criar uma nova série de matérias dissecando um pouco todos os filmes anteriores, trazendo a você inúmeras curiosidades e muita informação.

Aqui, continuamos com a primeira continuação da franquia para o cinema do personagem saído das páginas de livros de espionagem, escritos pelo autor britânico Ian Fleming. Moscou Contra 007 elevou ainda mais o jogo, sendo enaltecido por todos os fãs como superior ao original, e estabelecendo muito do que seria parte da mitologia do personagem em sua trajetória no cinema. Confira.

Leia também: Dossiê 007 | O Satânico Dr. No (1962) – Conheça o primeiro filme da franquia do espião James Bond

Produção

Com o sucesso de 007 Contra o Satânico Dr. No (1962), o primeiro filme do espião James Bond no cinema, pelo mundo, os produtores não demoraram para confeccionar uma sequência. De fato, a confiança na série cinematográfica era tanta que a produção do segundo 007 já havia começado antes do primeiro longa ser lançado nos cinemas britânicos. E como avisava o desfecho de Dr. No, James Bond voltaria em Moscou Contra 007 (From Russia With Love). A escolha do próximo livro a ser adaptado ao cinema era batata, já que Moscou havia sido eleito pelo presidente norte-americano John F. Kennedy como um de seus livros preferidos, e esta popularidade foi o que colocou água na boca dos produtores para adaptarem ao cinema as obras do autor Ian Fleming.

Com o dobro do orçamento fornecido pela EON em relação ao original, Moscou Contra 007 foi também o último filme lançado com o autor Ian Fleming ainda vivo.

James Bond

Tendo funcionado perfeitamente bem no papel, é claro que Sean Connery retornaria ao personagem que fez sua carreira. E não apenas isso, o resultado do segundo filme agradou tanto seu intérprete, que Connery não escondida sua predileção em relação a este longa. Para o ator, assim como para muitos fãs, Moscou Contra 007 é o filme favorito da franquia. Isso é tão verdade, que Sean Connery sairia de sua aposentadoria, em 2005, para dublar o personagem na adaptação de um videogame de From Russia With Love.

Mesmo com tamanha paixão, Connery, percebendo o quanto os produtores ganhavam com a obra em relação a ele, o astro, verbalizava já nesta época o desagrado em relação ao salário, mesmo tendo assinado contrato para cinco filmes. Assim, os produtores acharam por bem garantir-lhe, já nessa segunda incursão, um bônus de US$100 mil de agrado, além de seu salário.

Missão Secreta

O tema aqui é vingança. Mas não a vingança de James Bond, e sim vingança da organização criminosa SPECTRE em relação ao vilão do filme original, Dr. No (Joseph Wiseman), um membro eliminado por 007. Assim, agindo de todas as frontes, a organização contrata um assassino para eliminar o agente, além de uma Femme fatale para agir de isca e facilitar a morte do sujeito imbatível. Embora seja alvo da SPECTRE, Bond está por dentro da cilada, e está disposto a participar desta charada e virar o jogo para seus inimigos. Um dos momentos mais lembrados dos fãs é o combate corpo a corpo entre assassinos, passado no interior do expresso do oriente – o trem para o qual, curiosamente, Connery retornaria anos depois na adaptação de Agatha Christie, Assassinato no Expresso do Oriente (1974).

Outra curiosidade, é que o autor Ian Fleming estava cansado do personagem quando escreveu este livro, e assim decide mata-lo no desfecho. É claro que com o hype gerado pela declaração do presidente Kennedy, numa manobra tipicamente usada em Histórias em Quadrinhos, Fleming traz o personagem de volta, vivinho da Silva, para novos livros.

Bondgirls e Aliados

Em relação ao “interesse romântico” de James Bond no segundo filme, podemos afirmar com certeza que há um upgrade. Embora Ursula Andress e sua Honey Ryder sejam mais icônicas, a bondgirl deste filme, a russa Tatiana Romanova é um personagem bem mais interessante e repleta de camadas. Interpretada pela beldade italiana Daniela Bianchi, Tatiana é dita ser uma desertora russa, precisando ser protegida por Bond a fim de lhe entregar um artefato tecnológico capaz de comprometer seu governo durante a Guerra Fria vigente. É claro que ela é a “isca” mencionada anteriormente, e tudo não passa de um plano da SPECTRE em uma cilada. E Bond sabe bem disso, o que não o impede de se divertir um pouco com a moça. Porém, existe conflito na Bondgirl aqui, em servir seu país ou fazer o que é “certo”.

Fora isso, se no primeiro filme ganhávamos logo de cara a primeira aparição do “parceiro” americano de Bond, o agente Felix Leiter (nas formas de Jack Lord), é neste segundo que temos a primeira aparição do fiel escudeiro tecnológico de Bond, o Major Boothroyd, popularmente conhecido como Q – já desta data, interpretado pelo ator Desmond Llewelyn, que permaneceria no papel até a fase de Pierce Brosnan.

Vilões

Em relação ao original, Moscou Contra 007 também dá um upgrade em sua galeria de vilões. Aqui temos, por exemplo, a primeira “aparição” do arqui-inimigo de James Bond, o líder da organização criminosa SPECTRE, Ernst Stavro Blofeld. Bem, ou quase, já que ganhamos apenas um vislumbre de suas mãos acariciando o famoso gatinho branco e nunca vemos seu rosto. A esta altura ele também era referido apenas como “Número 1”. A “face” da organização no segundo filme é a de Rosa Klebb (e seu “sapato de lâmina mortal”). O filme é inclusive enaltecido por não “fetichizar” sua vilã, já que Klebb é interpretada pela “senhorinha” húngara Lotte Lenya. Klebb é a número 3 da organização. E sim, foi daqui a inspiração da paródia Austin Powers para a vilã Frau Farbissina (Mindy Sterling).

Mas o principal antagonista de Moscou Contra 007 é o anti-James Bond: o assassino Donald ‘Red’ Grant. Vivido pelo ator indicado ao Oscar Robert Shaw (que ficaria imortalizado como o pescador linha dura de Tubarão, 1975), Red Grant é quase uma “cópia carbono maligna” de 007. Tão bom, duro e eficiente quanto 007, ele é o assassino designado para dar cabo do espião. O que rende um dos trechos de ação mais viscerais da franquia e definitivamente da era Connery, com os dois se digladiando numa luta mortal mano a mano a bordo do expresso do oriente.

Relatório

Creio que até mesmo os mais entusiastas de Dr. No (1962) no fim das contas prefiram Moscou Contra 007 (1963). Esta sequência é um filme superior em todos os aspectos. Como dito, segue como o preferido de muitos de todos os filmes da franquia, e era o favorito do homem em pessoa, Sean Connery. Este segundo 007 é ainda um filme mais intimista, com Bond se tornando mais vulnerável, já que é alvo de assassinato. Fora isso, temos uma olhada maior na organização criminosa que é parte integral do cânone do universo do espião, e percebemos como esta agência do terrorismo funciona, de forma extremamente organizada. São muitas peças agindo ao mesmo tempo, todas com o mesmo objetivo, dar fim ao herói.

Porém, nem tudo é perfeito. E assim como Dr. No (1962) em seu retrato racial estereotipado de asiáticos e negros, em Moscou Contra 007 (1963) nem tudo pode descer redondo em relação ao retrato feminino. Bem, é claro que esta era apenas a mentalidade da época, e aqui falamos da década de 1960. Mesmo assim, estejam avisados que nem tudo apresentado no longa será aceitável para os padrões de hoje. O trecho que mais chama atenção como “dolorido” é a luta entre duas mulheres numa comunidade nômade (o termo cigano é considerado ofensivo hoje, e foi o que levou ao cancelamento da atriz Elizabeth Olsen). No filme, elas lutam pelo afeto de um homem. No meio da luta, há um ataque da SPECTRE, o qual é impedido por Bond. Como forma de recompensa-lo, o povo nômade lhe concede um desejo e ele pede para o fim da luta entre as mulheres. Sentimento nobre. No entanto, o líder do local oferece as duas para cuidarem dele?! E bem, você pode imaginar o que acontece depois…

Por conter esta cena, Moscou também é considerado como precursor da imagem extremamente sexual que seria atrelada ao personagem, já que em pleno ano de 1963, antes da liberdade sexual que seria instaurada pelo movimento hippie, o filme “sugeria” escancaradamente para quem quisesse ver ou entender, que James Bond ia para a cama com duas mulheres. Um assunto que seria recorrente, mas também mudaria sua abordagem ao longo das décadas. Mas isso é assunto para próximos textos desta série de matérias – que retorna em breve com 007 Contra Goldfinger (1964).

‘Amor, Sublime Amor’: Remake ganha primeiro cartaz oficial; Trailer será lançado HOJE à noite!

20th Century Studios divulgou o primeiro cartaz oficial do vindouro remake de Amor, Sublime Amor (‘West Side Story’), comandado por Steven Spielberg.

O trailer completo será exibido hoje à noite, 25 de abril, durante a cerimônia de premiação do Oscar.

Confira:

Lembrando que a nova versão do longa chegará aos cinemas no dia 10 de dezembro de 2021.

Amor, Sublime Amor‘ se passa na Nova York da década de 1950 e conta a história de um casal apaixonado tentando salvar seu romance ao mesmo tempo que são divididos pela rivalidade entre as gangues branca e latina das quais fazem parte: Tony é integrante dos Jets e Maria dos Sharks, tudo inspirado em outro clássico, ‘Romeu e Julieta’ de Shakespeare.

O longa será protagonizado por Ansel Elgort (A Culpa é das Estrelas) e a estreante Rachel Zegler, nos papéis de Tony e Maria, respectivamente.

O roteiro ficará por conta do premiado Tony Kushner, indicado ao Oscar e ganhador do Prêmio Pulitzer. Leonard Bernstein, Stephen Sondheim e Jerome Robbins cuidarão da música, letras e coreografia. 

Dica do Fim de Semana | Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-ataca – Stop motion da Netflix indicado ao Oscar 2021

Em tempos modernos é difícil conquistar o espectador com algo que seja simples demais. As pessoas buscam histórias mirabolantes, com muitos efeitos especiais, um tema profundo que gere reflexão e, de quebra, um grande elenco no protagonismo ou na dublagem. Aí, vem a pergunta: o que fazemos com as histórias simples, como ‘Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-ataca’, indicação da Netflix à categoria de Melhor Animação do Oscar 2021?

Shaun (Justin Fletcher) é um carneiro inquieto que vive numa fazenda no interior. Ele não quer só ficar pastando o dia inteiro, quer se divertir! Por isso, lidera o grupo de carneiros da fazenda em diversas brincadeiras e atividades, porém, o cachorro Bitzer (John Sparkes) gerencia o local e não permite que os animais façam estripulias na fazenda. Porém, tudo muda quando o etzinho Lu-La (Amalia Vitale) chega ao local, e Shaun entende que precisa ajudá-lo a voltar para sua nave, para voltar para casa. Só que o fazendeiro tem outros planos para o et, afinal, a chegada dessa criaturinha tem atraído muitos turistas para a região, o que também chama a atenção dos agentes da segurança nacional.

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-ataca’ tem diversos pontos legais, que trazem um diferencial para a categoria de animação. Pra início de conversa, é uma animação feita em massinha – todos os personagens e acessórios do filme são feitos em massinha, em modelos de bonecos que vão sendo moldados nas cenas. Aí entra a gravação em stop-motion: esses bonecos vão sendo modificados milímetro a milímetro e a evolução desses movimentos vai sendo gravada que, quando passada, gera a ação desses personagens. Essa é uma técnica difícil e que tem que ter muita paciência para realizar – técnica essa em franco declínio na indústria cinematográfica, mas que ainda é levada com amor por produtoras como a Aardman, responsável por sucessos como ‘A Fuga das Galinhas’ e ‘Wallace & Gromit’, ambos indicados ao Oscar no ano de seus lançamento, sendo que o último levou a estatueta para casa.

Outra coisa muito legal em ‘Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-ataca’ é que o filme é voltado para os pequenos, e, por isso, o longa não tem falas. É isso mesmo. Uma hora e meia de bonequinhos fofinhos sem falar propriamente, eles emitem sons e balbuciam coisas que nos levam a compreender o que eles querem dizer independente da língua que nós mesmos falamos, o que sinaliza a proposta universal do filme. O que pode parecer algo negativo na verdade é o forte do filme: sem falas, as comunicações se voltam para fazer seu papel principal, que é o de fazer entender.

Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-ataca’ é um filme simples e inocente, que dificilmente levará a estatueta dourada por estar concorrendo com grandes produções com enorme investimento financeiro. Disponível na Netflix, é a derivação da série estrelada por Shaun na fazenda, que ainda conta com uma aventura com llamas e outras estripulias. É uma dica preciosa e educativa para os pimpolhos se entreterem em casa nesse final de semana.

Crítica | Dois Estranhos – Curta-Metragem da Netflix indicado ao Oscar é fruto do #BlackLivesMatter

O ano de 2020 foi muito impactante para todas as sociedades, e em muitos níveis. Não estamos falando apenas da pandemia, mas principalmente dos desdobramentos dela – a partir dos quais as desigualdades mundiais ficaram mais evidentes. Um dos acontecimentos mais marcantes do ano passado foi o assassinato covarde de George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial branco. A morte desse homem desencadeou uma onda de protestos pelas ruas dos Estados Unidos, quando milhares de pessoas saíram às ruas pedindo respeito pela vida das pessoas pretas – o que conseguiu no movimento #BlackLivesMatter . Meses depois, o público já começa a colher os frutos desse momento histórico-social: temos hoje disponível o curta-metragemDois Estranhos’, da Netflix, indicado ao Oscar 2021 nesta categoria.

Carter (Joey Badass) acaba de acordar no apartamento de Perri (Zaria Simone). Como todo jovem depois de uma noite de sexo incrível, ele se sente atraído pela moça, porém precisa voltar para sua própria casa, pois seu cachorro está sozinho há muito tempo e precisa ser alimentado. Carter sai do local prometendo telefonar mais tarde. Já na rua, ele para pra pegar um cigarro de sua mochila, mas, sem querer, acaba esbarrando em um rapaz e derrama o café que este segurava. É o suficiente para o policial Merk (Andrew Howard) abordá-lo de maneira estúpida, sem nenhum direito ou motivo, e o desenrolar dessa trágica primeira abordagem é que Merk mata Carter. Em seguida, Carter abre os olhos e se vê novamente na cama de Perri, preso em um looping infinito no qual ele passa a tentar inúmeras formas de chegar ao seu próprio apartamento sem ser parado por Merk no caminho – sem ser morto por um policial no caminho.

Escrito por Travon Free, ‘Dois Estranhos’ parte da premissa sci-fi do indivíduo preso num determinado espaço-tempo para elaborar sua crítica social: o que é ficção científica para uns, para a população preta é o terror diário, como já nos mostrou Jordan Peele. E o filme é muito, muito bem dirigido, por conduzir as emoções do espectador sem a gente nem perceber que está sendo levado. Mesmo que a gente crie expectativas, o curta de Travon Free e Martin Desmond Roe não deixa a gente se afastar da realidade. Para tal, aproveita todas as oportunidades – são mais de cem! – para mostrar para o espectador que o racismo estrutural é uma engrenagem maquiavélica terrível, dificílima de ser parada. Não passa despercebido também, em uma das ocasiões quando Carter é assassinado, a poça de sangue que se forma ao seu redor, em clara menção ao sangue preto oriundo de África.

Em apenas trinta e dois minutos de duração ‘Dois Estranhos’ constrói uma narrativa potente, direta, pulsante e real. Em poucos minutos, o curta demonstra como a tecnologia do racismo é um jogo do eu ganho no qual o não-branco nunca ganha. Indicado como um dos finalistas ao Oscar de Melhor Curta-Metragem, é, sem dúvida, merecedor desse prêmio e, mais ainda, do seu tempo. É um filme para ser visto por todos para que um dia consigamos interromper esse ciclo.

Gostou de ‘Amor e Monstros’? Aqui estão outras 10 comédias apocalípticas para você assistir!

Amor e Monstros estreou há poucos dias no catálogo da Netflix e já se tornou não apenas um dos títulos mais adorados do ano, mas também uma das maiores surpresas.

A narrativa, centrada na busca impetuosa do jovem Joel Dawson (Dylan O’Brien’) por sua amada (vivida por Jessica Henwick), é ambientada em um futuro pós-apocalíptico povoado por insetos e anfíbios gigantes que devastaram a população mundial. Misturando comédia e distopia em um único lugar, talvez esse tenha sido o principal fator que nos fez gostar tanto do longa-metragem.

Para aqueles que já ficaram órfãos da produção, o CinePOP separou uma lista com outros dez filmes do gênero para você saciar suas vontades.

Confira nossas escolhas abaixo e conte para nós qual o seu favorito:

DR. FANTÁSTICO (1964)

Direção: Stanley Kubrick

A insana obra dirigida pelo controverso Stanley Kubrick é também uma das que mais representa o gênero em questão. Na trama, um general americano acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética para se livrar dos “vermelhos”. Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.

TODO MUNDO QUASE MORTO (2004)

Direção: Edgar Wright

Winchester. Shaun (Simon Pegg) trabalha como vendedor e divide uma casa com Ed (Nick Frost), seu melhor amigo, e Pete (Peter Serafinowicz). Ele costuma ir sempre ao pub local, mas Liz (Kate Ashfield), sua namorada, está cansada de lá. Além disto ela sempre reclama que ele não se separa de Ed, apesar de suas piadas bobas e seu desinteresse em fazer algo útil. Para resolver a questão Shaun aceita marcar um encontro com Liz em outro restaurante, mas se esquece de fazer a reserva. Irritada, ela decide terminar com ele. Shaun, arrasado, se embebeda no seu pub predileto ao lado de Ed, sem notar que as pessoas à sua volta estão se tornando zumbis, devido a um estranho fenômeno.

WALL-E (2008)

Direção: Andrew Stanton

Não necessariamente um dos primeiros filmes que nos vêm à mente, Wall-E é uma poderosa aventura ambientada em um planeta destruído pelo consumo excessivo e pela desenfreada produção de lixo. A humanidade deixou a Terra após a vida se tornar insustentável e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.

ZUMBILÂNDIA (2009)

Direção: Ruben Fleischer

A população foi infectada com um vírus que faz com que as pessoas se transformem em zumbis. Poucos são os humanos não infectados, entre eles Columbus, que deseja voltar para sua cidade natal na esperança de encontrar seus pais ainda vivos. No caminho, Columbus encontra Tallahassee, que está indo para a Flórida para aniquilar zumbis, e pega carona. Ao parar em uma mercearia, a dupla encontra Wichita e Little Rock, que aparenta ter sido mordida por um zumbi, o que divide o grupo sobre o que fazer.

O SEGREDO DA CABANA (2011)

Direção: Drew Goddard

A jovem Jules (Anna Hutchinson) resolve levar seus amigos Curt (Chris Hemsworth), Dana (Kristen Connolly), Holden (Jesse Williams) e Ronald (Tom Lenk) para uma viagem diferente nas montanhas, numa cabana situada no meio da floresta, isolada de tudo. Mas o que era para ser somente um momento de muita curtição entre a turma, acaba se transformando em algo que suas mentes jamais imaginariam.

PROCURA-SE UM AMIGO PARA O FIM DO MUNDO (2012)

Direção: Lorene Scafaria

Um meteoro está em rota de colisão com a Terra, e a última missão humana enviada para desviá-lo falha em sua tentativa. Não há mais saída: em três semanas, o mundo vai acabar. Algumas pessoas aproveitam os últimos dias de vida para beberem e fazerem sexo sem compromisso; outras se rebelam pelas ruas e começam a destruir os carros e os comércios. Além delas, existe Dodge (Steve Carell), corretor solitário que acaba de ser abandonado pela esposa, e Penny (Keira Knightley), sua vizinha triste, que nunca teve um namoro satisfatório. Juntos, eles decidem percorrer o país para reencontrarem suas famílias e seus amores de juventude antes que seja tarde demais.

É O FIM (2013)

Direção: Seth Rogen, Evan Goldberg

Em É o Fim’, os grandes amigos Seth Rogen e Jay Baruchel vão à uma festa na casa do ator James Franco, que reuniu diversas celebridades no local, como Jonah Hill, Rihanna, Jason Segel e Emma Watson. Tudo corria bem até que um aparente terremoto se revela como sendo o dia do julgamento final. Rogen, Baruchel, Franco, Hill, Danny McBride e Craig Robinson acabam se vendo presos no local na torcida para que o mundo pare de acabar do lado de fora.

HERÓIS DE RESSACA (2013)

Direção: Edgar Wright

Tudo bem, Heróis de Ressaca pode não ser o primeiro título em que se pensa quando falamos de comédias pós-apocalípticas, mas o filme de Edgar Wright transforma o gênero em algo bem mais metafórico e íntimo. A história é centrada em cinco amigos retornam para a cidade natal vinte anos após um enorme fracasso no passado. O objetivo do grupo é dar-se mais uma chance. O único porém é: a juventude se foi e a vida adulta cobra o seu preço.

ANNA E O APOCALIPSE (2017)

Direção: John McPhail

Nesse inesperado musical natalino pós-apocalíptico, um vírus zumbi ameaça a pacata cidadezinha de Little Haven e, com isso, Anna (Ella Hunt) e seus amigos acabam sendo forçados a lutar, cantar e dançar para tentar sobreviver. Ninguém está salvo nesse novo mundo e eles só podem confiar um nos outros.

ZUMBILÂNDIA – ATIRE DUAS VEZES (2019)

Direção: Ruben Fleischer

Em Zumbilândia – Atire Duas Vezes’, anos depois de se unirem para atravessar o início da epidemia zumbi nos Estados Unidos, Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) seguem buscando novos lugares para habitação e sobrevivência. Quando decidem ir até a Casa Branca, acabam encontrando outros sobreviventes e percebem que novos rumos podem ser explorados.

‘Mythic Quest’: Vídeo de bastidores revela os segredos da 2ª temporada; Confira!

Apple divulgou um novo vídeo de bastidores da 2ª temporada de Mythic Quest: Raven’s Banquet’, levando o público a conhecer os segredos da produção.

Os próximos episódios serão lançados no dia 07 de maio de 2021.

Confira:

A série foi criada por Rob McElhenneyCharlie DayMegan Ganz.

Com a quarentena finalmente no fim, a 2ª temporada de Mythic Quest traz todos de volta ao escritório (bom, quase todos), tentando crescer sobre o sucesso de Raven’s Banquet ao expandi-lo. Entretanto, Ian e a recém-promovida a co-diretora criativa, Poppy, lutam com a direção do jogo. Enquanto isso, C.W. se reconcilia com algumas coisas não resolvidas de seu passado, os testadores testam os limites de um romance dentro do escritório e David perte outra mulher conforme Jo o deixa para trás.

McElhenney, Charlotte NicdaoDavid HornsbyDanny PudiF. Murray AbrahamImani HakimJessie EnnieAshly Birch estrelam.

‘Batwoman’: Alice se vê em circunstâncias terríveis na sinopse oficial do episódio 02×13; Confira!

The CW divulgou a sinopse oficial de “I’ll Give You a Clue”, 13º episódio da segunda temporada de Batwoman.

Na trama, “quando Sophie deve enfrentar um inimigo de seus dias com os Corvos, Ryan, Mary e Luke também são arrastados para o jogo da vilã. Enquanto isso, o jogo vira para Alice quando ela se vê em circunstâncias terríveis; Jacob continua a revisitar seu passado”.

O capítulo vai ao ar no dia 09 de maio.

No novo ano, Javicia Leslie dá vida a Ryan Wilder, uma mulher de 20 e poucos anos que está prestes a se tornar a Batwoman.

A personagem é descrita como “simpática, brincalhona e indomável. Ela não é nada como a Kate Kane, a mulher que usava o traje anteriormente. Sem alguém especial em sua vida, Ryan passou anos usando drogas, mascarando sua dor com hábitos ruins. Uma garota que roubaria leite de um gato de rua também é capaz de matar com suas próprias mãos, Ryan é o tipo mais perigoso de lutadora: altamente treinada e indisciplinada. Lésbica assumida. Atlética. E definitivamente não é o seu estereótipo de heroína”.

No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel.

O elenco também conta com Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Camrus Johnson, Rachel Skarsten, Nicole Kang eGabriel Mann.

‘Star Trek: Discovery’: Filmagens da 4ª temporada são pausadas em virtude do COVID-19

Segundo o The Hollywood Reporter, as gravações da 4ª temporada de Star Trek: Discovery’ sofreram pausa no Canadá em virtude de exposição da equipe ao COVID-19.

As informações indicam que um indivíduo não identificado teve contato com o vírus e, por causa disso, a produção entrou em hiato até seguna ordem. Vale lembrar que o Canadá está passando pela terceira onde de casos do Coronavírus, tendo limitado viagens para dentro e fora do país.

Confira o primeiro teaser do próximo ciclo:

Os novos episódios têm previsão de estreia para 2021, ainda sem dia confirmado.

Ambientada dez anos antes dos acontecimentos da série original, ‘Star Trek: Discovery‘ mostra pela primeira vez o início da história da Federação. Com uma ameaça de guerra no horizonte, o primeiro oficial Michael Burnham encontra novos mundos, espaçonaves e vilões em sua jornada pelo universo.

Sonequa Martin-Green, Doug Jones, Shazad Latif, Anthony Rapp, Mary Wiseman, Emily Coutts, David Ajala e Michelle Yeoh estrelam.

‘Peacemaker’: John Cena aparece ensanguentado nas novas imagens de bastidores da série; Confia!

A série spin-off de ‘O Esquadrão Suicida‘, focada no personagem Peacemaker, está ganhando forma e, agora, ganhou duas novas imagens de bastidores oficiais.

Divulgadas através do Twitter pela página @DCWorldTelugu, as fotos trazem John Cena, que viverá o personagem-titular, totalmente ensanguentado.

Confira:

Recentemente, Rosemary Rodriguez, conhecida por seu trabalho na popular série Jessica Jones, foi escalada para dirigir alguns dos episódios da série.

A produção também conta com Chukwudi Iwuji, Lochlyn Munro, Annie Chang, Christopher HeyerdahlElizabeth Faith LudlowRizwan ManjiAlison Araya, Lenny Jacobson, Danielle Brooks, Steve Agee, Robert Patrick, Jennifer Holland e Chris Conrad.

Detalhes específicos da trama ainda estão em segredo, mas sabemos que a série deve explorar as origens de Peacemaker, um homem que acredita na paz a qualquer custo, não importa quantas pessoas ele tenha que matar para obtê-la.

Ao todo, a 1ª temporada terá apenas oito episódios de uma hora de duração cada, com o realizador James Gunn também assumindo a direção de alguns deles, incluindo o piloto.

Peter Safran entra como produtor executivo, enquanto Cena auxilia na supervisão do projeto.

Para quem não conhece, Peacemaker é um mestre das armas que acredita na paz a qualquer custo – não importa quantas pessoas tenha que matar para isso.

A obra irá expandir o universo que Gunn está criando com ‘O Esquadrão Suicida, que tem estreia marcada para o dia 06 de agosto de 2021.

‘The Umbrella Academy’: Elliot Page divulga nova imagem de bastidores da 3ª temporada; Confira!

Em seu Instagram oficial, o astro Elliot Page divulgou uma nova imagem de bastidores da 3ª temporada de The Umbrella Academy.

Enquanto a foto não revela muitos detalhes sobre os próximos episódios, é um indicativo de que as gravações seguem a todo vapor.

Confira:

Em recente entrevista ao Collider, o ator Tom Hopper, que interpreta Luther Hargreeves na série, aumentou nossas expectativas para o próximo ciclo ao elogiar a narrativa que aguarda os fãs:

“Os roteiros são ótimos, é uma diversão fazer a 3ª temporada. Me sinto bastante privilegiado em fazer parte desse show. E acho que a melhor coisa é que estamos bem confortáveis uns com os outros agora. Então parece que realmente encontramos um território certo, além de termos a mesma equipe. E acho que sabemos, agora, quem são esses prsonagens e quem estamos interpretando, e creio que, quando trabalhamos uns com os outros, estamos cientes de como reagir nas cenas”.

Criada por Jeremy Slater (‘The Exorcist‘), a série é baseada nos quadrinhos criados por Gerard Way e pelo brasileiro Gabriel Bá.

A trama acompanha uma família disfuncional de super-heróis que  se reúne para solucionar o mistério da morte de seu pai, uma ameaça de apocalipse e muito mais.

O elenco inclui Elliot Page, Robert Sheehan, Tom Hopper, David Castañeda, Aidan Gallagher, Emmy Raver-Lampman, Mary J. BligeCameron Britton.

‘Halston’: Minissérie da Netflix ganha imagens promocionais e data de lançamento; Confira!

Mais de um ano depois dos primeiros teasers da vindoura minissérie Halston, a Netflix finalmente divulgou novas imagens promocionais da obra e anunciou sua data de estreia oficial: 14 de maio de 2021.

Confira:

A série foi criada por Ryan Murphy (‘Pose’, ‘Ratched’).

A obra gira em torno do icônico designer de moda Roy Halston Frowick, que será vivido por Ewan McGregor.

O elenco também inclui Rebecca Davan como Elsa Peretti, Krysta Rodriguez como Liza Minelli, Rory Culkin como Joel Schumacher, David Pittu como Joe Eula, Sullivan Jones como Ed Austin e Gian Franco Rodriguez como Victor Hugo.

‘Shang-Chi e a Lenda dos dez Anéis’ ganha adorável linha de Funko POPs!

Hasbro divulgou recentemente a primeira linha de colecionáveis Funko POP do vindouro longa-metragem ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’.

Disponíveis em pré-venda no Entertainment Earth, os brinquedos incluem o herói-titular, Wenwu, Katy, Xialang e muitos outros.

Confira:

Lembrando que o filme estreia em 02 de setembro nos cinemas nacionais.

Confira também as imagens oficiais e o primeiro pôster:

“Quem disse que você só pode receber presentes no seu aniversário? Hoje, estou dando a você o primeiro vislumbre do pôster de ‘Shang Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘. O filme estreia em 03 de setembro (o trailer será lançado em algumas semanas). Estamos quase lá, pessoal!”

Conheça o elenco completo:

Sobre o personagem

A criação de Shang-Chi, que significa Ascensão Espiritual em chinês, data dos anos 70, quando filmes e séries de Kung Fu eram uma verdadeira febre no mercado de entretenimento norte-americano. Seus idealizadores eram grandes fãs desse tipo de material e, acima de tudo, fanáticos pela Lenda das Artes Marciais, o inigualável Bruce Lee. Esse fanatismo refletiu diretamente na identidade do honrado herói, que além de ter aventuras inspiradas em Lee também teve seu rosto baseado no artista multitalentoso.

Criado por Steve Englehart, dono de uma fase bem interessante dos Vingadores, e Jim Starlin, a mente por trás de Thanos, Shang-Chi é filho do mítico Fu Manchu. Você provavelmente já ouviu falar em Fu Manchu. Ele é oriundo da literatura inglesa e é o grande estereótipo do chinês Líder de Quadrilha.

Ele possui ascendência da Família Imperial Chinesa, fascínio pelo misticismo e sua característica mais marcante são os bigodes finos e compridos. Como o Shang-Chi ganhou muita popularidade entre os fãs de quadrinhos, a Marvel decidiu comprar os direitos das histórias de Fu Manchu do autor Sax Rohmer e incorporou alguns elementos delas à mitologia do herói, fazendo as devidas adaptações, é claro, e até mesmo misturando com alguns personagens dos filmes de Bruce Lee.

Mank – O Tributo para um Modelo Clássico de Cinema

Obra resgatou um pouco do antigo modo de se produzir filmes

Dentre os atuais competidores do Oscar, Mank tem uma proposta diferente das demais: realizar uma homenagem ao período clássico de Hollywood ao acompanhar o processo turbulento de escrita para Cidadão Kane nos anos 40. Essa não é a primeira vez que um filme aposta no resgate do sentimento de nostalgia para largar na frente junto à Academia; em 2011 O Artista conquistou Melhor Filme e Diretor ambientando-se no período de transição do cinema mudo para o falado.

Com isso em mente, Mank é pensado em toda sua estrutura (não apenas na trama) para realizar um trabalho de imersão ao passado junto ao espectador. Isso fica evidente quando em uma entrevista à Martin Carr, do canal Flickering Myth, o designer de produção, Donald Graham Burt, compartilhou como o diretor David Fincher expressou inicialmente como deveria ser o filme. 

“A intenção dele era criar um filme que parecesse que foi feito naquela época. Eu lembro que na primeira vez que ele falou comigo sobre isso nós estávamos tratando de um projeto que não floresceu… e ele disse ‘ah, e depois disso tem esse filme que eu gostaria de fazer e é preto e branco”.

Fincher optou por um estilo retrô proposital para seu filme

Algo interessante sobre a produção jaz em um detalhe pequeno mas que influencia diretamente em como o público percebe o que está vendo, que é o tipo de filme usado para a gravação. No que consta ao diretor de fotografia, Erik Messerschmidt, a escolha de filmagem em utilizar captação HDR (digital) ao invés do tradicional rolo de filme se deu pois assim a manipulação de cores poderia ser mais efetiva para se chegar ao objetivo final da tonalidade preto e branca própria da época.

A noção do que é o cinema clássico está eternamente aberto à discussões, principalmente entre os estudiosos. Alguns defendem que o termo “clássico” não deve ser adotado quando se trata de filmes, enquanto que outros defendem uma linha de características que uma obra deve seguir para ser taxada em uma linha passada e, só então, classificado como um clássico. No livro The Death of Classical Cinema: Hitchcock, Lang and Minelli o autor Joe McElhaney aponta para tais regras comuns a se observar nos ditos clássicos.

“Os autores definem o cinema da Hollywood clássica como marcado por um senso de ‘decoro, proporção, harmonia formal, respeito pela tradição… essas qualidades eram alcançadas através da aplicação de certos dispositivos formais e técnicas narrativas: uso de uma estrutura narrativa de causa e efeito com protagonistas decididos sobre seus objetivos; confiança no sistema de edição contínuo em que a ação parece se desdobrar de maneira fluída e contínua; uso discreto da iluminação; movimento de câmera; composição de tomada e sonora que, em certos momentos serve para finais expressivos, geralmente é estabelecida à serviço da narrativa”.

“Marnie: Confissões de uma Ladra” é um dos exemplos usados pelo livro sobre cinema clássico

Mank então carrega durante toda sua duração o recurso de técnicas já tradicionais de um modelo antigo de filmagem, ainda que em forma de tributo e não de resgate. Um exemplo, em 1960 o cineasta alemão Fritz Lang lançou sua última produção: Os Mil Olhos do Dr. Mabuse; uma adaptação do romance do luxemburguês Norbert Jacques que se tornou sua franquia particular de filmes, iniciados em 1922.

O diretor foi uma peça essencial do movimento expressionista alemão e, de um modo geral, da Era do cinema mudo. Foi graças a Lang que Metropolis ganhou vida em 1922 e ditou o rumo futuro das ficções científicas, por exemplo. A questão é que quando ele lançou sua última obra o que ele recebeu foi uma recepção bastante negativa por parte do público alemão. Isso se deu porque Lang produziu o filme lançando mão de diversas técnicas tidas como ultrapassadas em 1960.

Seu último projeto, hoje um exemplar de execução tardia de técnicas clássicas do período do cinema mudo, à época se chocou violentamente com um indústria cinematográfica e um público que estava se transformando; que via o surgimento de novos e jovens movimentos (a Nouvelle Vague sendo a principal) e quando recebeu algo tido como ultrapassado imediatamente se pôs a repudiar.

Dessa forma, Fincher não vem com ambições muito maiores do que prestar um tributo declarado à Cidadão Kane e o processo de filmagem da época. Existe a inteligência em ser cauteloso no que consta à manipular estilos antigos de filmagem com objetivo claro de se destacar nas premiações. Quando visto sob a ótica de respeitabilidade e não uma tentativa de ressuscitar um cinema mais antigo, Mank ganha uma ótica muito positiva e interessante.

‘O Pai da Noiva’: Gloria Estefan entra para o elenco do reboot

Segundo o Deadline, a pré-produção do reboot de O Pai da Noiva continua a todo vapor e, agora, a Warner Bros. anunciou a escalação de mais uma atriz ao elenco: Gloria Estefan.

A lendária cantora cubano-estadunidense irá co-estrelar a produção como a esposa de Andy GarciaAdria Arjona também faz parte do longa-metragem como a noiva.

Gaz Alazraki entra como diretor.

O cineasta tem sido uma força importante na indústria cinematográfica mexicana, criando a série original da Netflix ‘Club de Cuervos‘.

Vale relembrar que o primeiro ‘O Pai da Noiva‘ foi lançado em 1991, e traz a história de Banks, um pai de família de bem com a vida que surta ao receber que sua filha Annie vai casar em três meses. Banhado por ciúmes, George cria inúmeras confusões com medo de perder sua “filhinha” para sempre.

Apesar do sucesso de bilheteria do primeiro filme, ‘O Pai da Noiva 2‘ foi alvo de inúmeras críticas e de uma baixíssima bilheteria.

Crítica | Sem identidade ou foco, ‘Estados Unidos vs. Billie Holiday’ vale a pena pela impecável atuação de Andra Day

Billie Holiday, conhecido alter-ego artístico de Eleanora Fagan, é um dos nomes mais importantes da cultura estadunidense. Ao lado de nomes como Ella Fitzgerald e Dinah Washington, Holiday mudou o escopo musical de sua época e apresentou, bem como suas conterrâneas, uma revolução estilística do jazz – não apenas por seu fraseamento e por suas improvisações, que viriam a influenciar praticamente todos os atos futuros, mas também pelas discussões sociopolíticas que trazia à tona e que permeavam uma plataforma mainstream que boa parte dos negros não tinham à época. Ora, se a canção “Strange Fruit” permanece viva na mente dos apreciadores de música, é em virtude da rendição de Holiday e de uma trama pungente sobre o linchamento da comunidade afrodescendente pelo supremacismo branco.

Nos últimos meses, foi anunciada uma aguardada cinebiografia sobre um período bastante específico de sua vida – restrito ao estrelato, à queda e à relação tóxica com as drogas e com diversos homens que passaram por sua vida. Comandado por Lee Daniels, nome por trás dos aclamados ‘A Última Ceia’ e ‘Empire’, ‘Estados Unidos vs. Billie Holiday’ despertou um senso de curiosidade crescente entre o público, mas, no final das contas, falhou em cumprir quaisquer das expectativas prometidas; o longa-metragem, pecando em aspectos essenciais, deixou que a performance do elenco roubasse os holofotes, mas a que custo? Afinal, nem mesmo os melhores conseguem se afastar de uma insossa e formulaica história, a qual não faz jus a nenhum dos temas apresentados.

Daniels é conhecido por ser um realizador bastante único que, mesmo não sendo independente, é reconhecido por um estilo que oscila entre o poético e o realismo com fluidez incrível. De qualquer forma, sua última rendição cinematográfica, O Mordomo da Casa Branca, já dava ares de uma inconsistência dramática que viria a se tornar uma bola de neve na presente obra. Honestamente, nem mesmo a técnica artística empregada no filme faz muito sentido, com exceção de breves sequências que não são acompanhadas de uma obviedade de enredo ou de caprichos circinais de uma edição horrível, para dizer o mínimo: desde os momentos iniciais, a montagem de Jar Rabinowitz não tem direção alguma e mistura referências que visam a uma repaginação de ‘Chicago’ e acertam numa novela mais insípida que ‘Burlesque’ (algo chocante, considerando o trabalho de Rabinowitz em ‘8 Mile’ e ‘Réquiem para um Sonho’).

Como se não bastasse, a estrutura panorâmica não é a única a falhar em entregar qualquer resquício de coesão; o roteiro, assinado por Suzan-Lori Parks, insurge como um amontoado de acontecimentos sem distinção de causa e consequência, aglutinando-se em uma massa amorfa que não atinge a completude de um propósito bem-intencionado e digno. Aliás, é um tanto quanto estranho a decisão de Daniels e de sua equipe em adaptar um romance de não-ficção cujo foco é analisar a guerra às drogas nos Estados Unidos e a transformação dos negros em alvo. Claro, Holiday tornou-se um símbolo da comunidade, mas é mencionada brevemente (e com propósitos descritivos) como uma das personalidades que se renderam aos opioides. O motivo pelo qual uma abordagem mais palpável à cantora e compositora não foi abraçada talvez nunca veja a luz do dia, mas merece certa explicação.

Problemas à parte, é notável como a obra tenta ser mais do que consegue e, por essa razão, acaba por afastar espectadores que talvez nunca tenham sequer ouvido uma das canções de Billie. É nesse âmbito que Andra Day se entrega de corpo e alma à persona titular, caminhando trôpega por todas as fases de sua turbulenta vida, fazendo homenagens e buscando inspirações em suas conterrâneas. Day, em seu primeiro papel protagonista, vem do background fonográfico e molda a própria voz em surpreendentes dialogismo e candura com Holiday, como se estivesse cantando para a própria jovem que morreu vítima de sua confiança nas pessoas erradas. Não é com espanto que ela tenha faturado uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, juntando-se a nomes como Lady Gaga e Cher, que também migraram da música à atuação com perfeição.

Acompanhada por nomes como Trevante Rhodes, Natasha Lyonne, Garrett Hedlund, Da’Vine Joy Randolph e Tyler James Williams, Day e o restante do elenco são a força-motriz que se empenha em salvar, a todo custo, a tragédia de um longa-metragem que não prestou atenção aos próprios deslizes. Ao procurar fornecer uma explicação e uma humanização de fatos cruciais para o entendimento da situação segregacionista dos anos 1940, Daniels mergulha na soberba superficialidade do panfletarismo e nem ao menos fecha o ciclo narrativo, como se a luta promovida por Billie e por tantas outras cantoras negras da época não tivessem surtido efeito; mais do que isso, a utilização constante da sépia e de um enlace fotográfico antigo criam um anacronismo doído e que, mais uma vez, não tem necessidade alguma para a compreensão dos eventos.

É infeliz imaginar que ‘Estados Unidos vs. Billie Holiday’ poderia ter sido bem diferente do resultado final. Manchado por uma condução descarrilada e se apoiando inteiramente na performance de uma recém-descoberta atriz que terá um futuro brilhante pela frente, o filme morre na praia sem uma identidade para chamar de sua – e dentro de uma tristonha e repetitiva previsibilidade.

Diretor quer reavivar MonsterVerse após ‘Godzilla vs Kong’

Godzilla vs Kong‘ estreia no Brasil apenas no final de abril, mas a produção já é um grande sucesso no mercado internacional, além de ter conquistado a crítica especializada.

E diante da grande aclamação e popularidade da produção, o diretor responsável pela sequência, Adam Wingard, foi questionado a respeito da possibilidade de reavivar o  MonsterVerse.

Durante uma sessão de perguntas e respostas no Reddit, um dos internautas participantes questionou Wingard se ele retornaria ao MonsterVerse. Rapidamente, o cineasta demonstrou o seu entusiasmo, revelando que “com certeza sim!”.

Se tornando a MAIOR bilheteria desde o início da pandemia de COVID, o longa ultrapassou a marca de US$ 387 milhões.

E em uma recente entrevista recente ao Deadline, Josh Grode – o CEO da Legendary Entertainment – revelou que já planeja novas sequências do MonsterVerse.

“Temos uma série de ideias para mais filmes após Godzilla vs Kong”, afirmou.

Godzilla vs Kong‘ recebeu 75% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O primeiro filme da saga, ‘Godzilla‘ (2014), é o mais bem avaliado – com 76% de aprovação.

Empatado com ‘Godzilla vs Kong‘, vem ‘Kong: Ilha da Caveira‘ (2017) – com 75% de aprovação.

Em último lugar, e com a pior avaliação, vem ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ (2019), com apenas 42%.

O Repórter Hollywood, Jânio Nazareth, traz a crítica em vídeo de ‘Godzilla vs. Kong‘  – direto de Los Angeles.

Assista:

Crítica | Godzilla Vs Kong – Um maravilhoso Open Bar de porrada de monstros

No Brasil, ainda não há previsão para reabertura dos cinemas, mas o filme é previsto para estrear em 13 de maio 

As lendas se enfrentam em “Godzilla vs. Kong”, quando esses adversários míticos se encontram em uma espetacular batalha, na qual o destino do mundo entrará em jogo. Kong e seus protetores embarcam em uma jornada perigosa para encontrar seu verdadeiro lar. Com eles está Jia, uma jovem órfã que tem uma ligação única e forte com Kong. Mas eles não sabiam que estavam no caminho de um Godzilla enfurecido, que está deixando um rastro de destruição pelo planeta. Esse combate épico entre os dois titãs, instigado por forças ocultas, é apenas o começo do mistério que jaz no núcleo da Terra.  

Dirigido por Adam Wingard (‘Você é o Próximo‘), o longa dará continuidade aos eventos de ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ e ‘Kong: A Ilha da Caveira‘.

Revelado como ‘Kong – A Ilha da Caveira’ se conecta a ‘Godzilla’ [SPOILER]  

O elenco conta com Millie Bobby Brown, Julian DennisonRebecca HallEiza GonzalezBrian Tyree HenryAlexander Skarsgård, Jessica Henwick Demian Bichir.