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O Massacre da Serra Elétrica | Conheça TODOS OS FILMES da franquia

Antes de Atividade Paranormal, Jogos Mortais e Premonição, antes mesmo de Jason, Freddy, Chucky ou até Michael Myers, existia Leatherface e sua família de canibais psicopatas. O Massacre da Serra Elétrica pode ser considerado uma das franquias de terror mais antigas da história do cinema, e uma que continua gerando frutos – para o bem ou para o mal.

Pegando carona no anúncio de um novo filme da franquia, resolvemos fazer uma retrospectiva destrinchando (com o perdão do trocadilho) todos os filmes que levaram até o público o pavor da sonoridade da serra do maníaco “cara de couro”. Portanto, pegue sua motosserra, ou serra elétrica se preferir, e vamos lá.

Confira nossa análise de Massacre no Texas, oitavo filme da franquia O Massacre da Serra Elétrica

O Massacre da Serra Elétrica

Foi em 1974 que tudo começou, sem a mínima aspiração de transformar esta obra crua, visceral e com ares de documentário em uma franquia. Dirigido pelo saudoso Tobe Hooper em início de carreira (este foi seu segundo longa), o filme é livremente baseado na vida do psicopata real Ed Gein, que também rendeu assunto para o clássico Psicose (1960), de Alfred Hitchcock.

Gein gostava de roubar túmulos e foi um dos assassinos em série mais notórios da história dos EUA. Em sua casa, a polícia encontrou diversas partes, órgãos e membros decepados de suas vítimas, que o sujeito insano usava como objetos de decoração no local. Este fato serviu como inspiração para o interior da casa da família deste filme, mostrado no desfecho. Além disso, Leatherface, como viria a ficar conhecido o personagem de Gunnar Hansen, o maníaco mudo, usava a pele de suas vítimas para confeccionar as máscaras que vestia ao longo do filme.

O Massacre da Serra Elétrica foi vendido na época como um filme real, muito antes de A Bruxa de Blair (1999), e serviu para assombrar uma geração inteira, sendo proibido em diversos países por anos. Devido a seu baixo orçamento, a obra ganhou contornos de amadorismo (principalmente nas atuações), o que somaram ao teor realista. Bastou um filme para Leatherface se tornar um ícone dos slasher e Marilyn Burns, a mocinha, ser catapultada ao status de musa rainha do grito no gênero.

O Massacre da Serra Elétrica – Parte 2

Sabe tudo que eu disse no item acima, sobre o realismo e tom quase documental? Pois bem, jogue tudo isso fora para a sequência. Mais de dez anos depois (doze para ser bem preciso), o mesmo Tobe Hooper decide revisitar o universo da família canibal do Texas. Nesta época, já tendo passado pela epopeia de Poltergeist –O Fenômeno (1982) – filme pelo qual é creditado, mas jura de pé junto ter sido dirigido por Steven Spielberg -, Hooper optou pelo caminho inverso, e com um orçamento bem mais folgado, entrega uma orgia do nonsense, numa viagem lisérgica.

Os personagens são os mesmos, mas em 1986, década bem propícia para a “farofada”, eliminam bastante do fator medo, recaindo voluntariamente no humor e na sexualidade. Logo na primeira cena de morte, quando uma dupla de “machões” decide despejar muita obscenidade numa ligação para a DJ de uma rádio, percebemos que Hooper estava muito mais em sintonia com a época do que de fato com sua obra original. É um caminho ousado, mas que demonstra originalidade ao não tentar se repetir.

O Massacre da Serra Elétrica 2, no entanto, não é um filme ruim qualquer – como viriam a se mostrar os outros episódios vindouros desta franquia – é uma obra de muito estilo, seja na estética ou narrativa, ambas muita apuradas. O que Hooper cria é uma grande brincadeira com o gênero e com sua própria mitologia. A confecção por trás de tudo, por exemplo, é muito viva, e a direção de arte se faz tão presente – em especial o cenário da rádio – que além de o sentirmos como um personagem, temos a dimensão exata de sua arquitetura. Aqui é também aonde Leatherface começa a surgir como anti-herói, representado como figura enfatuada pela mocinha; a grotesca e libertina cena da serra na virilha de shortinho da protagonista demonstra isso de maneira deturpada.

O filme cria ainda uma das heroínas de maior fetichismo na franquia, a locutora de rádio Vanita ‘Stretch’ Brock, papel da belíssima Caroline Williams, imortalizada igualmente pelo papel. A falta de desfecho, a cena da competição do chilli, e alguns momentos com o grande Dennis Hopper (como quando ele adquire sua motosserra para combater os vilões) fazem da Parte 2 o exemplar mais Twin Peaks de toda a franquia.

O Massacre da Serra Elétrica 3

Sabemos que o dinheiro sempre falou mais alto em Hollywood, mas também a vontade dos fãs, afinal sem eles não existiria filme. Assim, a terceira parte de O Massacre da Serra Elétrica já exibia seu trailer antes mesmo de um roteiro, e um diretor ser contratado. Com um lançamento programado para 1989, o filme chegava aos cinemas em 1990 sem qualquer dos envolvidos nas produções anteriores.

Sem o impacto do original e sem o estilo estético do segundo, O Massacre da Serra Elétrica 3 adentrava os anos 1990 se tornando apenas um slasher qualquer, numa década em que tais filmes já pereciam. Assim, a história aqui era o que menos importava, já que era confeccionada como uma produção rotineira do subgênero. Originalmente planejado para a volta de Tobe Hooper na direção, o cineasta de fato chegou a enviar o tratamento de sua ideia para a New Line, mas optou por desistir, em nome de Combustão Instantânea, o filme que lançava no mesmo ano. Assim, Jeff Burn assumia em seu lugar.

O anúncio do trailer já credita o longa a seus nomes mais famosos, os produtores de A Hora do Pesadelo, agora que Leatherface recaía nas mãos da New Line, mesmo estúdio de Freddy Kruger, saindo da falida Cannon. Peter Jackson e o maquiador Tom Savini foram oferecidos o filme. Jackson começou a carreira em produções de horror, como Trash – Náusea Total (1987) e Fome Animal (1992); e Savini estrearia na direção de um longa no mesmo ano, com o remake de A Noite dos Mortos Vivos (1990).

A cada novo exemplar, a família se reestruturava e mudava seus membros. O único elemento imutável é Leatherface. Bem, ao menos no roteiro, já que o intérprete, depois de Gunnar Hansen no primeiro e Bill Johnson no segundo, assume os contornos de R.A. Mihailoff. O desejo por impulsionar o psicopata na cultura pop, ao ponto de querer torna-lo o novo Jason ou Freddy (tardiamente), era tanto que a New Line não hesitou em intitular o longa como Leatherface: Texas Chainsaw Massacre III no original. Curiosamente, o último exemplar da franquia traz novamente Leatherface como título original de Massacre no Texas.

Fora isso, o terceiro filme traz ainda um desconhecido Viggo Mortensen, como o rosto mais famoso do elenco (pelo menos agora), na pele de um dos membros desta peculiar família, e o retorno de Caroline Williams reprisando o papel de Stretch numa ponta. O desejo do diretor era mostrar que a personagem havia subido na vida, de DJ ela agora é uma repórter dando as notícias das mortes – o diretor pensou que Stretch estaria investigando por conta própria os assassinatos, mas o longa não foca nisso.

O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno

É claro que a New Line não iria deixar sua recém-adquirida franquia apenas sentar na prateleira sem uso. Assim, quatro anos depois do malfadado Leatherface, o quarto exemplar da franquia chegava aos cinemas. Mas a coisa mais assustadora aqui é a atuação caricata e exagerada de um então iniciante Matthew McConaughey como o alucinado psicopata Vilmer. Dizem as más línguas que os produtores sabiam que a carreira do ator estava para decolar (em 1996 ele lançaria o divisor de águas Tempo de Matar) e esperaram sua explosão para soltar um relançamento do filme. Além disso, a mocinha é interpretada por ninguém menos do que Renée Zellwegger em início de carreira.

Mais uma vez, Leatherface passou a máscara e a serra adiante, e quem assume aqui é Robert Jacks – estranhamente creditado como “Leatherface Slaughter”. A direção ficou a cargo de Kim Henkel, parceiro (sim, não deixe o nome te enganar, se trata de um homem) de Tobe Hooper no roteiro do filme original. Ele assume o texto e a comando do quarto exemplar. A trama, a mais idiota até então – e estamos levando em conta a “viagem de ácido em forma de filme” que foi o segundo – apresenta um grupo de adolescentes a caminho do baile de formatura, cujo infortúnio os joga diretamente na fazenda da famosa família canibal.

Como forma de homenagear o original, no qual esteve envolvido como roteirista, o diretor entregou a reunião de alguns atores do clássico em pontas neste quarto episódio. Na cena do hospital, John Dugan, o vovó do filme de 1974, interpreta um policial; Paul A. Partain (o deficiente Franklin) vive um funcionário, e a lendária Marilyn Burns é uma paciente na maca. Outro detalhe é que nesta continuação, Leatherface incorpora sua veia drag de forma mais intensa, com diversas cenas do maníaco se maquiando em frente ao espelho, usando perucas e roupas femininas, e até mesmo no pôster do filme sua aparência lembra bastante as formas físicas de uma mulher, com meia arrastão e salta alto. O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno colocaria um grande hiato na franquia, por nove anos.

O Massacre da Serra Elétrica

A refilmagem O Massacre da Serra Elétrica (2003) foi a produção responsável por abrir as portas de vez para a febre de remakes de filmes de terror que assola Hollywood nos últimos anos. É claro que refilmagens já existiam, mas aqui elas se apossaram de alguns dos maiores ícones do gênero no cinema. Foi depois desta obra que vieram A Profecia (2006), Sexta-Feira 13 (2009), Halloween (2007), A Hora do Pesadelo (2010), Carrie – A Estranha (2013), A Hora do Espanto (2011), entre outros.

Tudo, é claro, culpa de Michael Bay e sua Platinum Dunes, a produtora responsável, sob a tutela da New Line. O curioso é perceber que o filme não é ruim, muito pelo contrário, consegue sobressair à maioria de reimaginações que seguiram. Este foi também o primeiro filme com o selo da franquia que este amigo que vos fala assistiu na telona. O Massacre da Serra Elétrica é uma modernização do clássico de 1974 que, ao mesmo tempo em que respeita os conceitos, estrutura, cenas e a época retratada (todo o clima dos anos 1970 está lá, embora não seja obrigatoriamente passado em tal década), o longa inova com sua edição e visual chamativo – longe do clima “cru” do original.

A história é a mesma, e mostra cinco amigos aterrorizados em uma viagem ao Texas por uma bizarra família de canibais. No elenco, destaca-se a estonteante Jessica Biel, em seu primeiro papel de protagonismo no cinema, fazendo as vezes da Marilyn Burns moderna. O gigante Andrew Bryniarski vive Leatherface, e a direção ficou com Marcus Nispel, exalando todo seu estilo saído de videoclipes. Nispel viria a comandar produções maiores como o citado remake Sexta-Feira 13 (2009) e Conan – O Bárbaro (2011). A história termina de tal forma, com a protagonista arrancando o braço do psicopata a machadadas, que esta linha narrativa jamais foi seguida.

O Massacre da Serra Elétrica: O Início

 

Para onde correr após o desfecho da refilmagem? Porque deixar o filme sem continuação, jamais, não é mesmo? A opção então se mostrou por uma prequel (uma pré-sequência), apostando em eventos passados antes da refilmagem, e assim antes do primeiro filme (1974) também. Nesta reintrodução à franquia, lançada em 2006, uma trama envolvendo a Guerra do Vietnã é adicionada, narrando a história de dois irmãos que, antes de partirem para seu serviço militar, resolvem viajar ao lado das namoradas. No lugar da mocinha Jessica Biel, entra a filha de brasileira Jordana Brewster (antes de seu retorno para Velozes e Furiosos).

Essa é a primeira vez também que a franquia repete o intérprete do maníaco Leatherface, com o gigante Andrew Bryniarski reprisando o papel do filme anterior. Quem também volta é o saudoso R. Lee Ermey (falecido recentemente), no papel do sádico patriarca da família Hewitt. O elenco conta ainda com Matt Bomer como um dos irmãos protagonistas. A direção é de Jonathan Liebesman, que havia dirigido o terror No Cair da Noite (2003) e seguiu para blockbusters como Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (2011), Fúria de Titãs 2 (2012) e As Tartarugas Ninja (2014).

O Massacre da Serra Elétrica 3D: A Lenda Continua

Este filme com título imenso em nosso país, foi a tradução que demos para Texas Chainsaw 3D – título original que dispensa o “Massacre” do nome, e acrescenta o caça-níquel do 3D, o primeiro filme da franquia dentro do formato. Aqui ocorre mais uma troca de batata quente entre estúdios: depois da Cannon, da New Line e da Platinum Dunes, a Serra Elétrica cai nas mãos da Lionsgate e da Millenium Films – o que causa o encontro curioso (mas não oficial) entre Leatherface e Jigsaw, assassino da maior franquia da casa, Jogos Mortais. Encontro este no qual Leatherface dá um chega pra lá em um Jigsaw wannabe – mostrando o respeito dos produtores pelo clássico.

Depois de beldades como Marilyn Burns, Caroline Williams, Renée Zellwegger, Jessica Biel e Jordana Brewster no comando dos “pulmões” protagonizando, é a vez de Alexandra Daddario deixar seu legado nesta longa história de terror. A trama, joga fora todas as continuações e segue direto após os eventos do longa original, artifício utilizado também pelo mais recente Halloween (2018).

Só existe um pequeno grande problema com este roteiro, detalhe que foi apontado na maioria das críticas da obra. Enquanto Halloween irá acertar utilizando a mesma Jamie Lee Curtis, uma adolescente de 18 anos no original e agora uma senhora de 60 anos, a premissa deste filme quer que acreditemos que em 1974 Daddario ainda era um bebê e hoje, uma jovem em seus 27 anos. O problema? Neste tempo se passaram 39 anos! E esta deveria ser a idade dela. Bem, isso se resolveria se a trama estivesse ocorrendo até o início da década passada, mas os carros, celulares com câmeras e outros aparatos centram o filme em seu ano de lançamento de 2013.

Na história, a personagem de Daddario é cria da bizarra família, adotada por um casal do interior, já que após os eventos ocorridos no filme de 1974, os canibais são inteiramente dizimados pelos habitantes locais. Ou quase todos, já que Leatherface, o único sobrevivente (interpretado aqui por Dan Yeager), vive inerte durante esses anos todos no porão de uma idosa, sua parente. Quando a mulher morre, Daddario herda a casa e viaja para a propriedade com um grupo de amigos. O elenco traz Scott Eastwood na pele de um policial e direção de John Luessenhop (Ladrões).

Mais uma vez transformado em anti-herói, Leatherface não deu mais as caras em sua versão famosa e a série ficaria mais alguns anos na geladeira.

Massacre no Texas

Falei recentemente sobre esta produção, lançada direto em vídeo no Brasil (ao contrário da anterior e da refilmagem de 2003), que marca o oitavo longa com a marca “O Massacre da Serra Elétrica”. Bem, ou quase, como podemos notar no título – este é o primeiro filme da franquia a não exibir o nome original aqui no Brasil. No original, ficou apenas Leatherface.

Os rostos mais famosos aqui são os de Stephen Dorff e Lili Taylor, vivendo personagens coadjuvantes. O roteiro criativo tenta (sem sucesso) soprar novo ar para dentro da franquia, ao contar os verdadeiros primórdios do assassino “cara de couro” e sua ligação com a família. Taylor vive a matriarca, e logo no início Leatherface ainda criança é tirado dos cuidados dela e levado pelas autoridades até uma instituição psiquiátrica, aonde fica até se tornar um jovem rapaz.

A grande jogada do filme é nos fazer adivinhar qual dentre alguns possíveis candidatos irá se tornar Leatherface. Durante uma rebelião no manicômio, alguns pacientes fogem e saem numa jornada criminosa, levando consigo uma enfermeira sequestrada. Acompanhamos seus atos, o que transforma este exemplar mais em um drama criminal do que num filme de terror em si. Isto é, até seu desfecho apoteótico.

‘Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros’ – Reboot extremamente bem-sucedido completa 10 anos

Jurassic World: Recomeço’, o sétimo filme de uma das maiores franquias do cinema, já está em cartaz pelo mundo e se prepara para adentrar sua segunda semana de exibição. Até este exato momento, a superprodução já soma US$322 milhões mundiais e promete se colocar entre as maiores bilheterias de 2025. Estrelado pela duas vezes indicada ao Oscar Scarlett Johansson e pelo duas vezes vencedor do Oscar Mahershala Ali, o longa promete ser o reinício de uma nova saga jurássica nas telonas – e oferece para toda uma nova audiência a maravilha de ter dinossauros realistas nas telonas.

Porém, dez anos antes de ‘Recomeço‘, a franquia dos dinossauros mais famosos do cinema estreava um reboot que se tornou extremamente bem-sucedido e deu origem a uma nova trilogia de filmes jurássicos. Lançado no que ficou conhecido como “o ano dos blockbusters”, ‘Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros‘ se tornou um dos maiores sucessos da história do cinema. Abaixo daremos uma olhada nesse enorme sucesso.

Leia também: ‘Jurassic Park III’ (2001) – Revisitando o Filho “Bastardo” da Franquia

Em 1993, Steven Spielberg fez o mundo ficar de boca aberta com ‘Jurassic Park, e o cinema nunca mais seria o mesmo: dinossauros hiperrealistas, efeitos práticos e digitais revolucionários, uma trilha sonora imortal e o alerta de que brincar de Deus pode dar muito ruim.

Após duas continuações medianas (‘O Mundo Perdido e ‘Jurassic Park III), a franquia entrou em hibernação por 14 anos, como um T-Rex esperando a hora certa para rugir novamente. Em 2015, com a onda de revivals e reboots a mil, a Universal decidiu que era hora de reabrir os portões do parque. E reabriram com estilo: mais dinossauros, mais turistas, mais gritos… e um dinossauro geneticamente modificado, por que não?

Leia também: ‘O Mundo Perdido: Jurassic Park’ (1997) – Revisitando a continuação mais desnecessária do cinema, mas que rendeu uma das maiores franquias

Jurassic World se passa 22 anos após o original. O parque dos dinossauros, agora chamado “Jurassic World”, finalmente deu certo e virou uma atração turística de sucesso com direito a resort, monotrilho, petting zoo de tricerátopes e Wi-Fi (provavelmente instável). Mas como toda franquia corporativa moderna, o sucesso nunca é o bastante. Os investidores querem algo “mais radical”.

Então os cientistas criam um novo dinossauro híbrido, o Indominus rex: maior, mais inteligente, mais perigoso, com camuflagem e, se deixassem, talvez até acesso à IA. É claro que criatura escapa. Ou não teríamos um filme. E aí a trama troca os discursos éticos pela corrida desesperada para sobreviver. O parque entra em colapso, os visitantes viram aperitivo, e os dinossauros voltam a fazer o que fazem de melhor: dominar a tela.

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Muitos diretores foram cogitados para o comando do reboot. Nomes como Joe Johnston, que já havia dirigido um filme da franquia, com ‘Jurassic Park III‘ (2001), e Brad Bird, mais conhecido por animações como ‘Os Incríveis‘ (2004), e que havia estreado em live-action com ‘Missão: Impossível – Protocolo Fantasma‘ (2011). Ele viria a dirigir ‘Tomorrowland‘ no mesmo ano. Matthew Vaughn (‘Kick-Ass‘), J.A. Bayona (‘O Impossível‘) e Duncan Jones (‘Warcraft‘) igualmente foram sondados. Bayona viria a dirigir a sequência de ‘Jurassic World‘ em 2018.

O comando do filme ficou nas mãos de Colin Trevorrow, um diretor praticamente desconhecido que havia feito apenas o indie ‘Sem Segurança Nenhuma (2012). Spielberg, que atuou como produtor executivo, escolheu pessoalmente Trevorrow, vendo nele o equilíbrio entre reverência ao original e energia nova. Trevorrow não decepcionou. Trouxe nostalgia com fan service na medida (incluindo o jipe antigo do primeiro parque, a trilha de John Williams e até o velho T-Rex) e adicionou elementos modernos: ação frenética, CGI afiado, e um humor pop entre os protagonistas.

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O elenco é liderado por Chris Pratt, que estava em alta após ‘Guardiões da Galáxia(2014). Ele vive Owen Grady, um ex-militar, agora “treinador de velociraptores”, porque alguém precisava ter esse emprego. Pratt usa um colete marrom, cara séria e uma moto para andar no meio dos dinossauros — resumindo, ele é o Indiana Jones de Jurassic World.

Antes de Pratt ser contratado, Owen teria uma outra cara e um estilo mais duro e menos brincalhão. Isso porque Josh Brolin chegou perto de fechar acordo com a Universal, após inúmeras reuniões. Porém, diferenças criativas o fizeram desistir do personagem. Já pensou? Garrett Hedlund (‘Tron: O Legado‘) também foi cogitado para o papel, com outra proposta. No no aspecto dos rumores sem confirmações oficiais, nomes de atores como Henry Cavill, John Krasinski e até Jason Statham surgem como possíveis candidatos.

Bryce Dallas Howard interpreta Claire Dearing, executiva do parque que começa o filme friamente corporativa e termina como uma heroína destemida (até correndo de salto alto). A química com Pratt é boa, mesmo com os diálogos flertando com o clichê. Temos também os sobrinhos de Claire, Zach e Gray (Nick Robinson e Ty Simpkins), clássicos “garotos em apuros” da franquia, e o sempre ótimo Vincent D’Onofrio como o vilão secundário, um cara que acha uma ótima ideia usar velociraptores como armas militares. Spoiler: não é.

Como sempre, outras atrizes foram cogitadas para o papel feminino principal de Claire Dearing. Até mesmo uma comediante. Kristen Wiig teria sido considerada a pedido de Colin Trevorrow, que via potencial dramático na atriz mais conhecida por seus papeis de humor. Certamente seria outro filme. Além de Wiig, Emilia Clarke, Brie Larson e Keri Russell estiveram na lista dos produtores para ocupar a personagem.

E ainda há o velociraptor Blue, a raptor leal, carismática e quase protagonista. Sim, o público amou tanto a raptor domesticada que ela virou meme, ícone e teve mais desenvolvimento emocional que alguns humanos.

O clímax do filme é um espetáculo jurássico. O Indominus Rex toca o terror, os humanos correm para todos os lados, e Owen libera seus raptors para uma tentativa (fracassada) de contenção. Quando tudo parece perdido, quem surge? O bom e velho T-Rex, estrela do primeiro filme, que junto com Blue enfrenta o híbrido num duelo épico de rugidos, garras e destruição. É o tipo de cena que mistura nostalgia, insanidade e puro prazer cinematográfico. Tem até mosassauro pulando do tanque para dar o golpe final. É a luta de kaijus que Spielberg nunca fez, mas que Trevorrow entregou com paixão.

A crítica de ‘Jurassic World‘ foi, no geral, positiva, mesmo com algumas ressalvas. A direção de Trevorrow foi elogiada, o ritmo ágil, o retorno ao espírito do original e o uso criativo da nostalgia. Outros apontaram que a trama era previsível, que o roteiro tinha personagens rasos e que o Indominus era “vilão de videogame”.

Mas quem se importa? O público adorou. O filme estreou no dia 12 de junho de 2015 em primeiro lugar das bilheterias americanas com impressionantes US$208.8 milhões. E assim permaneceu por mais dois fins de semana, dominando as bilheterias no mês de junho, sem dar chance para os lançamentos de ‘Divertida Mente‘, da Disney, e ‘Ted 2‘, continuação da comédia de sucesso com o ursinho obsceno falante. Sim, não foram muitas estreias, afinal quem seria louco de bater de frente com os dinos? O melhor a se fazer foi abrir espaço e sair da frente.

Jurassic World fez história: arrecadou US$1,67 bilhão no mundo todo, se tornando, na época, a terceira maior bilheteria de todos os tempos (atrás apenas de ‘Titanic e ‘Avatar). Ninguém esperava tanto. A Universal nadou em dinheiro. E claro: imediatamente encomendou sequências.

Jurassic World conseguiu o que parecia impossível: reviver com força uma franquia que muitos consideravam extinta. Combinou o charme do original com os excessos modernos, deu ao público o que queria (dinossauros destruindo tudo) e ainda lançou um novo ciclo. Claro, não tem o mesmo frescor filosófico do original de 1993. Mas como entretenimento? É um passeio divertido, barulhento e nostálgico — como um carrinho de monotrilho correndo de um raptor com fome. No fim, ‘Jurassic World provou uma coisa: por mais que o tempo passe, dinossauros nunca saem de moda.

‘Fúria em Alto Mar’ ganha novo comercial cheio de ação; Assista!

A Imagem Filmes divulgou um novo comercial cheio de ação do filme Fúria em Alto Mar.

Confira:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 25 de outubro.

O roteiro é de Arne Schmidt e Jamie Moss, enquanto a direção fica por conta de Donovan Marsh.

O longa é baseado no livro ‘Firing Point’, de George Wallace e Don Keith, e narra a história de uma missão de resgate nas profundezas do Oceano Ártico, onde o capitão Joe Glass (Butler) descobre que um golpe com o poder de ameaçar a ordem mundial está prestes a acontecer. Quando o presidente russo é capturado por inimigos, Glass se une a um grupo de elite da Marinha americana para tentar resgatá-lo e ajudar a recuperar seu cargo. Eles terão que navegar em águas inimigas e estabelecer aliança com os russos para impedir que uma Terceira Guerra Mundial se inicie.

Gerard Butler e Gary Oldman estrelam.

‘The Intruder’: Terror com Dennis Quaid ganhará ‘chocante’ final alternativo; Saiba mais!

Com lançamento do DVD/Blu-Ray programado para o dia 30 de julho, foi revelado que o terror ‘The Intruder‘ ganhará um chocante final alternativo. Além disso, o disco contará com cenas excluídas, comentários da equipe e making of.

Confira a arte do DVD:

O filme foi dirigido por Deon Taylor (‘A Corrente do Mal‘), com um roteiro de David Loughery (‘Obsessiva‘).

O suspense psicológico gira em torno de um jovem casal que compra uma bela casa em Napa Valley, mas logo percebem que o homem que morava lá antes se recusa a deixar a propriedade.

Dennis QuaidMeagan GoodMichael Ealy estrelam.

Sucesso moderado nos cinemas, o longa já arrecadou US$ 36.1 milhões mundialmente, com um orçamento de apenas US$ 8 milhões. No Brasil ainda não há previsão de estreia, mas o filme deve ser lançado direto em VOD.

Zumbis atacam no trailer violento do terror ‘Blood Quantum’; Assista!

O terror ‘Blood Quantum‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

O longa é dirigido por Jeff Barnaby.

Os mortos estão voltando à vida fora da reserva isolada de Mi’gmaq, exceto por seus habitantes indígenas que são imunes à praga dos zumbis. Em meio ao caos, um xerife tribal deve proteger a namorada grávida de seu filho, refugiados apocalípticos e se defender das hordas de cadáveres brancos ambulantes.

Michael Greyeyes, Elle-Máijá Tailfeathers e Forrest Goodluck estrelam.

‘Bob Esponja – O Incrível Resgate’: Animação já está disponível na Netflix!

A animação ‘Bob Esponja: O Incrível Resgate‘ já está disponível na Netflix!

Inicialmente previsto para ser lançado nos cinemas, o longa teve sua estreia nas telonas cancelada, sendo vendido para o serviço de streaming, por causa da pandemia de coronavírus.

Na trama, quando o Gary desaparece de repente, Bob Esponja e Patrick embarcam numa missão frenética muito além da Fenda do Biquíni para salvar o amigo.

Confira o trailer:

Dirigido por Paul Tibbitt, o longa é completamente animado, ao contrário de ‘Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água‘, que misturava CGI com live-action.

Quando Gary é caracolstrado, Bob e Patrick embarcam em uma épica aventura para a Cidade Perdida de Atlantic City, com o objetivo de trazer ele para casa. A dupla vai encarar perigos e diversões hilárias nessa missão de resgate, e Bob e seus amigos terão que provar que nada é mais forte do que o poder da amizade.

O elenco conta com o retorno de Tom Kenny, Clancy Brown, Rodger Bumpass, Bill Fagerbakke e Carolyn Lawrence, além de introduzir Awkwafina e Reggie Watts.

‘The Stairs’: Escada misteriosa aparece no meio da floresta no trailer do terror; Assista!

O terror ‘The Stairs‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

Peter “Drago” Tiemann é responsável pela direção.

Em 1997, um menino está caçando com seu avô, quando tropeça em uma escada misteriosa no meio da floresta. Seu subsequente desaparecimento deixa os moradores perplexos quanto ao seu destino. Vinte anos depois, um grupo de caminhantes embarca em uma trilha ambiciosa, levando-os para o fundo de um trecho isolado de floresta. Cegos pela beleza do ambiente, eles não percebem a força de uma presença sinistra que se esconde além das árvores. À medida que o terreno da montanha os puxa para mais fundo, o grupo, sem saber, tropeça em um mal há muito esquecido…

O elenco conta com John Schneider, Kathleen QuinlanAdam Korson, Brent BaileyStacey OristanoTyra ColarJosh Crotty.

Nos EUA, o terror será lançado nos cinemas pela Cinedigm por apenas uma noite, no dia 12 de agosto.

‘Chucky’: Jennifer Tilly tem retorno CONFIRMADO na 2ª temporada

O site Deadline confirmou oficialmente o retorno de Jennifer Tilly na 2ª temporada de ‘Chucky‘, série que dá continuidade aos eventos da franquia ‘Brinquedo Assassino‘.

A atriz reprisará seu papel como Tiffany Valentine, na forma humana e como boneca.

O próximo ciclo está previsto para estrear no segundo semestre de 2022.

Anteriormente, Don Mancini, criador da franquia, falou sobre a possibilidade de enviar o Chucky ao espaço, levando-nos a crer que ele não descarta a ideia.

“Eu nunca senti que havia um limite sobre o que eu pudesse fazer com o Chucky. Ele é um personagem muito versátil e se encaixa em diversos tons e gêneros – seja terror, comédia ou uma mistura de ambos. Acredito que o personagem é complexo o suficiente para ir para qualquer lugar… até mesmo ao espaço. Apesar de ter dado essa ideia como uma brincadeira, acredito que ela daria um filme divertido.”

Ele completa, “Quando [as franquias de terror] enviam seus vilões para o espaço, geralmente é uma indicação que eles foram longe demais. Mas quem não gostaria de ver o Chucky em um pequeno traje de astronauta?”

“Nós estamos muito animados em começar a trabalhar na segunda temporada de ‘Chucky’,” afirmou o criador Don Mancini em declaração oficial. “Agradecemos aos nossos parceiros do USA, SyFy e UCP pelo apoio em trazer ‘Chucky’ para as telinhas, mais incrível do que nunca. Para os fãs, Chucky manda o seu obrigado e uma mensagem: “Isso não é o fim. É melhor tomarem cuidado em 2022!”.

Vale lembrar que a série já foi lançada no Brasil, através da plataforma do Star+.

[PRIMEIRA MÃO] ‘Chucky’: Criador garante que a série será bem sangrenta

Halle Berry e Patrick Wilson falam sobre ‘Moonfall – Ameaça Lunar’ em vídeo

O Reporter Hollywood Jânio Nazareth traz uma entrevista com Halle Berry e Patrick Wilson, astros de ‘Moonfall‘.

Dirigido por Roland Emmerich (‘2012’), o longa explora o momento em que a lua é empurrada para fora de sua órbita após a colisão com um asteroide e entra em rota de imersão rumo à Terra.

Assista:

Confira o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

10 personagens que ninguém colocaria a mão no fogo

Confiar cegamente em algumas pessoas é uma grave ação que não é tão incomum assim em nossa sociedade. Partindo desse ponto, alguns roteiros nos trazem histórias com desenvolvimentos profundos de personagens ambíguos. Pensando em algumas dessas obras, com protagonistas ou coadjuvantes intrigantes, segue abaixo uma lista que contorna o tema:

 

O Silêncio dos Inocentes – Personagem: Hannibal Lecter

Baseado no livro homônimo publicado em 1988 por Thomas Harris, no início da década de 90 chegaria aos cinemas um filme que ficaria pra sempre na memória de muitos cinéfilos: O Silêncio dos Inocentes. Nele vemos um duelo repleto de tensão entre um médico, altamente narcisista, violento, canibal e uma agente do FBI que precisa da ajuda dele para chegar a um assassino.

 

Prenda-me se For CapazPersonagem: Frank Abagnale Jr.

Lançado em 2003 no Brasil e logo alcançando um enorme sucesso nas bilheterias de todo o país, o longa-metragem baseado na autobiografia homônima de Frank W. Abagnale Jr e dirigido pela lenda Steven Spielberg, Prenda-me se For Capaz, nos mostra um jovem que tem o talento de enganar os outros e realizou golpes pelos Estados Unidos durante muitos anos se passando por piloto de avião, advogado e até mesmo um médico.

 

Saltburn – Personagem: Oliver

Na trama, conhecemos o recém chegado à faculdade de Oxford, o aparente solitário Oliver (Barry Keoghan), um jovem que parece sofrer com a vida que leva fora daquele lugar. Quando conhece Felix (Jacob Elordi), um jovem milionário também estudante de Oxford, Oliver se vê atraído pelo universo de Felix, de riqueza e poder. Até que um dia que Felix o convida para passar o verão na mansão da família, Saltburn, junto com sua família cheia de peculiaridades.

 

Questão de Honra – Personagem: Nathan R. Jessep

Daniel Kaffee (Tom Cruise) é um jovem tenente e advogado da marinha, formado em Harvard, sem muita experiência em casos de homicídios. Com menos de um ano no cargo é designado para um caso cheio de variáveis suspeitas, ocorrido em Guantánamo, a base militar norte-americana em solo cubano. Contando com a ajuda do assistente jurídico, Sam (Kevin Pollak) e principalmente da tenente da corregedoria militar Joanne Galloway (Demi Moore), Daniel precisará descobrir o que esconde o responsável pela base militar, o enigmático coronel Nathan R. Jessep (Jack Nicholson), um condecorado militar que está prestes a assumir um alto cargo no conselho de segurança nacional.

 

O Campeão – Personagem: Billy

Billy (Jon Voight) é um ex-boxeador que despencou no auge da carreira, consumido pelos seus conflitos emocionais, dominado pelos vícios em jogos e bebida. Ele é pai do pequeno T.J (Ricky Schroder), um garoto super inteligente que busca a atenção de seu pai e o ajuda em todos os momentos. Quando Annie (Faye Dunaway), a mãe do garoto, reaparece na vida dos dois, quase uma década sem entrar em contato, novos conflitos surgem em paralelo a uma nova oportunidade para Billy numa luta que poderá trazer seus dias de glórias de volta.

 

Psicose – Personagem: Norman Bates

Ambientado em Phoenix, no Arizona, na trama, num primeiro momento, acompanhamos a história de Marion (Janet Leigh) uma secretária que foge com uma alta quantia de dinheiro que pertence a um cliente da empresa que trabalha e segue sem rumo por uma estrada até resolver parar em um hotel perto da estrada onde encontraria um fatídico destino. Num segundo momento, vamos conhecendo a tenebrosa história de Norman Bates (Anthony Perkins) que a atende nesse hotel e as verdades de uma família.

 

A Cor do Dinheiro – Personagem: Vincent Lauria

Na trama, voltamos a encontrar o mestre da sinuca Eddie (Paul Newman) que agora está aposentado das mesas e possui um empreendimento, vivendo sua vida sem a adrenalina das apostas pelos Estados Unidos. Tudo muda quando ele conhece o abusado e metido Vincent (Tom Cruise), um tremendo jogador, ainda muito jovem, arrogante, que leva Eddie a imaginar novos rumos para seu pacato presente. Ao lado da namorada de Vincent, Carmen (Mary Elizabeth Mastrantonio), resolvem fazer uma road trip em busca de apostas em mesas de sinuca de diversas cidades onde um vai conhecendo melhor o outro e onde um ponto de ruptura chega quando as ambições saem do equilíbrio.

 

O Bom Patrão – Personagem: Julio Blanco

Conhecemos ao longo de uma semana a rotina de Julio Blanco (Javier Bardem), o proprietário de uma empresa de fabricação de balanças industriais que nos próximos dias irá receber um famoso comitê para ganhar mais um prêmio. A questão é que justo nessa semana importante para seus objetivos, o caos reina em sua rotina pessoal e profissional. Um funcionário demitido acampa na frente da entrada da empresa, o poderoso patrão passa a se relacionar com a nova estagiária sem saber que ela é alguém que já conhecera, um funcionário antigo começa a causar problemas por conta da traição da esposa. Tudo aqui nesse filme pode ser visto como um grande crítica social com o subtópico nas éticas do mundo trabalhista.

 

Revelação – Personagem: Norman Spencer

Na trama, conhecemos a aposentada musicista Claire (Michelle Pfeiffer) mãe de uma filha já adolescente, do primeiro casamento, essa que está indo para o primeiro ano de faculdade. Agora sozinha num enorme casarão com o marido Norman (Harrison Ford), um geneticista e pesquisador de uma faculdade, Claire está obcecada pela situação conflituosa dos novos vizinhos ao mesmo tempo que situações estranhas começam a acontecer na sua casa. Portas começam a se abrirem sozinhas, rádios parecem ligados, a banheira fica com a água quase transbordando sem ninguém ter mexido. Será que a casa tem alguma presença sobrenatural? Aos poucos, segredos de alguém muito próximo a ela começam a aparecer.

 

Escobar, a Traição – Personagem: Pablo Escobar

Baseado no livro de memórias da jornalista Virginia Vallejo, ‘Amando a Pablo, Odiando a Escobar’, conhecemos a rotina de Pablo Escobar (Javier Bardem), um dos mais famosos traficantes sul-americanos e toda a estrutura que monta no apoio político, e das estratégias da chegada das drogas que produz até os Estados Unidos. Conforme vai crescendo na cadeia de poder, mais fica em evidência de órgãos norte-americanos. Nessa mesma época, ele começa um ardente romance com a jornalista Virginia Vallejo (Penélope Cruz).

 

Conheça a franquia ‘Tubarão’ | Todos os filmes estão Disponíveis na Netflix

Tubarão, clássico irretocável de Steven Spielberg, completa 45 anos em 2020. Para comemorar, já que sempre buscamos motivos para assistir novamente a este ícone, lançamos recentemente uma matéria com diversas curiosidades e histórias de bastidores – que você pode conferir no link abaixo.

Tubarão | Clássico de Steven Spielberg completa 45 Anos – Conheça Curiosidades

Como toda homenagem a esta lendária produção cinematográfica é pouca, pegando o gancho da estreia dos quatro filmes da franquia na Netflix, o CinePOP traz para você esta nova matéria, comentando com alguns detalhes muito interessantes todos os filmes Tubarão, superproduções da Universal Pictures. Vem conhecer e se prepare para maratonar todos os longas desta franquia de dentes afiados.

Tubarão (1975)

Tudo começou aqui, é claro. Tubarão é baseado no livro homônimo de Peter Benchley sobre uma pequena cidade aterrorizada por um grande tubarão branco. Steven Spielberg, então um jovem de 28 anos, foi contratado para dirigir e não gostou nada do livro. Assim, alguns elementos da história foram alterados, dando foco e melhor desenvolvimento aos personagens humanos – em especial os três protagonistas: Martin Brody (Roy Scheider), o xerife que tem medo d’água, Matt Hooper (Richard Dreyfuss), o biólogo marinho, e Quint (Robert Shaw), o pescador durão e convencido de que é o único que conseguirá dar cabo do inconveniente peixe.

As filmagens foram um pesadelo porque o boneco animatrônico do tubarão não funcionava direito, o que acabou servindo para Spielberg escondê-lo até não poder mais, criando assim mais suspense e tensão. Esta forma de não revelar de cara a criatura em filmes do gênero terminou fazendo escola. Apesar de todos os empecilhos, atritos e dificuldades na produção, Tubarão (1975) se tornou um estrondoso sucesso, criando o conceito dos blockbusters – foi o primeiro filme da história a arrecadar mais de US$200 milhões nas bilheterias norte-americanas.

Com um orçamento de US$7 milhões estimados, Tubarão rendeu US$260 milhões nos EUA, e US$471 milhões mundialmente, se tornando um verdadeiro fenômeno. E seu feito não acaba por aí. Além do sucesso junto ao público, Tubarão também se tornou um filme de prestígio com os especialistas em cinema, sendo indicado para 4 prêmios no Oscar, incluindo melhor filme do ano, e levando para casa os outros 3: som, edição e trilha sonora para o maestro John Williams. Era a Academia se abrindo para filmes populares ainda em meados da década de 1970. E você achando que era coisa de agora.

Tubarão 2 (1978)

Com o sucesso estrondoso de Tubarão (1975), a Universal não conversou e logo tirou do papel a sequência. Muitos se perguntam inclusive por que demorou tanto – com três anos de espera. Spielberg recebeu o convite para retornar, mas não quis saber de voltar à água, optando por seu épico de visita alienígena, Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977). Richard Dreyfuss o seguiu no projeto como protagonista, então nada de Hooper.

Agora, os produtores precisavam encontrar uma história para o filme. E a opção quase foi uma prequel centrada na juventude de Quint e sua experiência durante a Segunda Guerra Mundial a bordo do navio USS Indianápolis – evento que ele relata no primeiro filme. No entanto, chegaram à conclusão de que o público queria era ver a ilha de Amity novamente e a também a família Brody. Assim, acompanhamos basicamente uma reedição do primeiro filme, com o xerife Brody (mais uma vez vivido por Roy Scheider) as voltas com um novo tubarão aterrorizando seu lugarejo.

 

Mas não foi fácil ter Scheider no elenco também, o ator não queria nada com a sequência, mas foi obrigado a protagonizá-la devido a seu contrato. Divergências com o diretor Michael Cimino o tiraram do elenco do drama de guerra O Franco Atirador (1978), o qual estava estrelando. Em seu lugar entrou Robert De Niro, que foi indicado ao Oscar pelo papel. Assim, Scheider caiu novamente nas garras, ou nas presas, do tubarão. Quem vê o filme, e seu desempenho dedicado, nem imagina os embates homéricos com o diretor francês Jeannot Szwarc que rolaram nos sets do longa. Szwarc depois seguiu para dirigir Em Algum Lugar do Passado (1980) e Supergirl – O Filme (1984).

Para acalmar os ânimos, os produtores da franquia David Brown e Richard Zanuck marcaram uma reunião para Szwarc e Scheider se entenderem. A coisa não deu certo e piorou, resultando nos dois caírem no pau numa briga, precisando ser apartada pelos produtores. As coisas só melhoram quando a Universal subiu o cachê de Scheider para três vezes mais em relação ao filme original, e que Tubarão 2 contaria como dois filmes, liberando assim o ator de seu contrato.

Como dito, a história é praticamente a mesma do original: um novo tubarão chega à Amity, mas ninguém acredita no xerife, tido como paranoico. A diferença é que Tubarão 2 se comporta mais como um filme slasher adolescente, sendo a proposta dos produtores trazerem o filme ainda mais para o gênero do terror.

Assim, um grupo de jovens ganha destaque em grande parte da projeção, em suas aventuras marítimas e questões sobre namoro, por exemplo – dentre eles, Keith Gordon é o rosto mais conhecido, tendo continuado para filmes como Vestida para Matar (1980), Christine – O Carro Assassino (1983) e De Volta às Aulas (1986).

Eles são perseguidos pelo assassino em série da vez: que aqui calhou de ser uma gigantesca criatura marinha. Até mesmo a forma do novo tubarão serve para corroborar com esta investida. Logo de início, ao atacar um barco, que pega fogo e explode, o tubarão fica desfigurado, com a metade da cara queimada e com cicatrizes. Sai da frente Jason e Freddy.

Tubarão 2 contou com um orçamento absurdo (para a época) de US$20 milhões e teve o retorno de pouco mais de US$81 milhões nos EUA – bem abaixo do original. No mundo, o filme arrecadou um pouco mais de US$187 milhões.

Tubarão 3-D (1983)

Bem, por aqui talvez nunca tenhamos tido a oportunidade de apreciar Tubarão 3 em toda a sua glória. Já que um dos motivos para esta produção existir foi o uso da tecnologia 3D – uma febre na época, em especial com filmes de terror, vide Sexta-Feira 13 – Parte 3 (1982) e Amityville 3-D (1983). E segundo os críticos que puderam conferir o lançamento do Bluray com a tecnologia, este é um dos grandes atrativos do longa. Tubarão 3 é uma grande brincadeira que não se leva muito a sério.

Por falar em não se levar a sério, o filme seria declaradamente uma paródia a princípio. Tudo por causa do sucesso de Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (1980), comédia escrachada que zoava com os filmes catástrofe – febre da década de 1970. Assim, os produtores pensaram em pegar uma parcela deste filão para a sua franquia – chegando inclusive a ser escrito um roteiro dentro da proposta humorística. O filme tinha até título: Jaws 3 – People 0, algo como “Tubarão 3, Pessoas 0”. Já imaginou?

No final, optaram por um filme “sério”, seguindo a linha dos anteriores, voltado ao terror e suspense – e aqui adicionando aventura à mistura também. A trama se passa num parque aquático, mais especificamente no Sea World, que é constantemente citado por nome, olhem isso. Apesar da mudança de cenário, saindo de Amity, a família Brody não foi esquecida, com os filhos do xerife já adultos protagonizando aqui. Michael, o mais velho, é interpretado por um novato Dennis Quaid.

Completando o elenco, Bess Armstrong vive a treinadora Kay, namorada do protagonista e melhor personagem do filme, e Lea Thompson (a Lorraine do blockbuster De Volta para o Futuro) estreava no cinema como outra funcionária do parque. O nome de maior peso, no entanto, era o de Louis Gossett Jr. (visto recentemente na série Watchmen), que acabara de ganhar o Oscar por A Força do Destino (1982); aqui ele estava no papel de um inescrupuloso empresário, dono do parque. Ah sim, e para os mais velhos, temos também o Manimal em pessoa, Simon MacCorkindale, que vive um experiente caçador/aventureiro e tem uma das mortes mais estranhas e nonsense da franquia.

Na trama, o tubarão é uma fêmea desta vez, e tem um filho. Quando os funcionários do parque capturam o filhote, a mamãe não fica nada contente e sua fúria é sentida na terceira dimensão. Mas nada nos prepararia para o quarto filme…

Tubarão 3-D foi dirigido por Joe Alves, em seu único trabalho na função. Alves é mais conhecido como diretor de arte de filmes como Tubarão 2, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e Fuga de Nova York. Com o orçamento de US$20,500 milhões, ou seja, US$500 mil a mais que o anterior, o terceiro longa da franquia arrecadou US$45 milhões nos EUA, e quase US$88 milhões mundialmente, demonstrando assim a perda de força dos filmes do peixe assassino junto ao público.

Tubarão 4 – A Vingança (1987)

Peixes tem instinto de vingança? Bem, segundo o roteiro deste quarto exemplar da franquia, sim. E muito. É o que leva este tubarão (que talvez seja parente do animal do primeiro filme, vai saber) a seguir a família Brody, de Amity até as Bahamas. Ellen Brody retorna, novamente interpretada por Lorraine Gary, em seu terceiro filme da franquia, desta vez à frente da trama. E como Roy Scheider em sã consciência jamais aceitaria retornar (como o próprio disse: “nem Satã me faria aceitar”), a solução foi matar o policial de um enfarto. Mas, segundo sua esposa, ele morreu “de medo” do tubarão. Faz sentido, já que matou dois, sozinho.

A esta altura devo dizer que Tubarão 4 não é apenas o pior filme da franquia, como também é considerado pela maioria dos cinéfilos como um dos piores filmes já produzidos na história da sétima arte. Mas que pode ser uma sessão muito divertida junto aos amigos, ainda mais se tiver bebida alcoólica envolvida. É daqueles prazeres culposos que de tão ruins se tornam bons e servem para dar boas risadas. A forma como o tubarão é eliminado ao final, é simplesmente hilária.

Temos também uma conexão psíquica entre a protagonista e o tubarão – a mulher consegue sentir os ataques do bicho à distância. A veterana Gary não merecia isso. Este foi seu último trabalho no cinema, e o primeiro em oito anos, desde 1949: Uma Guerra Muito Louca (1979), de Steven Spielberg, outro fiasco.

Não podemos esquecer o grande nome associado ao projeto, Michael Caine. Apesar de um papel coadjuvante, inclusive nos créditos, o grande ator britânico era o nome mais conhecido do elenco, já tendo até mesmo três indicações ao Oscar no currículo a esta altura. Como o próprio veterano afirma, Tubarão 4 foi um de seus filmes de “contracheque”. Caine admite nunca ter assistido ao filme, mas diz ter certeza de que é péssimo. Segundo o ator, “a casa construída com seu salário de US$1.5 milhão, por outro lado, ficou linda”. Palavras do próprio.

Caine aceitou participar do projeto apenas ao ler as palavras “Havaí” no roteiro, era um desejo do ator conhecer o local paradisíaco. Assim, o lendário artista filmou por apenas sete dias, ganhou uma nova casa, férias e de quebra o Oscar. Bem, não por Tubarão 4, é claro, mas sim por Hannah e Suas Irmãs (1986), de Woody Allen. Como nem tudo é perfeito, Caine não pôde ir aceitar o prêmio na cerimônia devido a suas férias, digo, trabalho neste longa. No filme, ele interpreta o piloto de avião Hoagie, que começa um relacionamento com a viúva Ellen Brody e desempenha uma façanha inacreditável ao fim do filme, se livrando do tubarão após este ter “engolido” seu pequeno aeroplano.

Tubarão 4 foi dirigido por Joseph Sargent, vencedor de quatro prêmios Emmy como diretor, e teve o maior orçamento da franquia com US$23 milhões. Nos EUA, sequer recuperou o que gastou, pegando de volta apenas US$20.763 milhões – diminuindo o prejuízo somente em sua arrecadação mundial, onde juntou US$51.881 milhões.

Bônus:

Do Fundo do Mar (1999)

Calma, calma. Sabemos que Deep Blue Sea, de Renny Harlin, não é uma continuação da franquia, e sequer pertence ao mesmo estúdio. Produção da Warner, este filme de tubarões não tem nada a ver com as obras da Universal. Bem, mesmo assim podemos afirmar que Do Fundo do Mar é o melhor filme de tubarão que não é Tubarão. De fato, este longa do fim dos anos 1990 é melhor do que todas as continuações da franquia, só perdendo para o clássico original.

Seria uma digna volta para a série cinematográfica, caso a Universal tivesse pescado este roteiro antes da Warner, e o produzido como um quinto Tubarão – ou quem sabe um reboot. Uma mudança de cenário, um roteiro inteligente, personagens carismáticos e ação e adrenalina, sem esquecer o terror e a tensão, para dar e vender, era tudo que a franquia necessitava para dar a volta por cima.

Na trama do filme, que também está no acervo da Netflix (e você precisa ver), cientistas procuram a cura para o Alzheimer extraindo uma substância encontrada no cérebro de tubarões. Como seus cérebros são pequenos, eles os modificam geneticamente, aumentando sua massa encefálica para mais substância extraírem, criando assim tubarões maiores e, por consequência, mais inteligentes. E sabemos bem o que ocorre toda vez que o homem tenta brincar de Deus…

‘Rápida e Mortal’ (1995) faz sucesso na Netflix – Relembre o western com Leonardo DiCaprio e Sharon Stone que completa 30 anos

Imagine um faroeste onde a pistoleira misteriosa é uma mulher. Onde duelos acontecem num estilo quase de histórias em quadrinhos: com buracos perfeitos no corpo humano após serem atravessados por uma bala, ou sombras longas que atravessam a rua. Tudo é propositalmente exagerado: tiroteios acrobáticos, closes dramáticos e vilões com risadas malignas. Essa era a proposta ousada — e incrivelmente divertida — de ‘Rápida e Mortal, lançado em 1995, em meio à ressaca criativa do gênero western. O filme completa 30 anos de sua estreia e está atualmente no acervo da Netflix, onde está fazendo enorme sucesso com os fãs e com a nova geração que nunca tinha ouvido falar.

A ideia para o longa nasceu de um roteiro original escrito por Simon Moore, que queria misturar o estilo clássico dos faroestes de Sergio Leone com uma abordagem mais moderna e estilizada. A premissa era simples, mas com um charme próprio: uma mulher sem nome, cheia de cicatrizes do passado, entra em uma cidade dominada por um tirano e participa de um torneio de duelos para se vingar. Soa familiar? É porque sim: Moore queria homenagear os spaghetti westerns, mas com um toque feminino e um ritmo noventista.

A grande responsável por tirar esse filme do papel foi Sharon Stone. Isso mesmo: além de protagonizar o longa, ela atuou como produtora executiva, bancando a ideia de um faroeste com uma mulher no centro da trama — algo incomum nos anos 1990. Ela acreditava na história e mais ainda no nome que escolheu para dirigir a obra: Sam Raimi.

Sim, Sam Raimi. O mesmo que, até então, era mais conhecido por dirigir a trilogia de horror ‘Evil Dead‘. Raimi foi escolhido justamente por seu estilo visual hiperativo, seus zooms dramáticos e seu amor por cenas absurdamente cartunescas. Vale lembrar que no início dos anos 90, o diretor fez sucesso com um filme que todos juram ser baseado em quadrinhos, mas que na verdade trata-se de uma ideia original. Me refiro a ‘Darkman – A Vingança sem Rosto‘. Assim, Stone bancou a escolha com unhas e dentes, e o estúdio — depois de engolir seco — topou. O resultado? Um faroeste com ares de HQ, onde cada bala parece ter alma própria.

A produção foi bancada pela TriStar Pictures, com Chuck Binder e Allen Shapiro como produtores principais, mas não restam dúvidas: a verdadeira xerife do set foi Sharon Stone. Nada que a moral adquirida após um dos maiores sucessos dos anos 90 não faça. Stone era “a” estrela de Hollywood na época.

Além de Sharon Stone em sua fase pós-Instinto Selvagem, o elenco de ‘Rápida e Mortal é um verdadeiro arsenal de estrelas — algumas ainda em ascensão. Para começar, temos o saudoso Gene Hackman (que dispensa apresentações), vivendo o vilão Herod, um tirano sem coração e pistoleiro imbatível. Hackman é daqueles que rouba a cena até fazendo silêncio, e aqui ele se diverte sendo o mal encarnado, com um brilho sádico nos olhos. Àquela altura, o astro colecionava sucessos como o policial ‘Operação França‘, além de ter sido o vilão Lex Luthor de ‘Superman‘ por três filmes. Mais importante ainda, Hackman havia acabado de ganhar um Oscar pelo faroeste ‘Os Imperdoáveis‘, no qual vivia o antagonista.

Temos também um jovem e ainda relativamente desconhecido Leonardo DiCaprio, interpretando o impulsivo e carismático Kid. DiCaprio foi escolhido a dedo por Stone, que até tirou dinheiro do bolso para garantir sua escalação quando o estúdio não queria pagar seu cachê. O jovem ator já havia chamado atenção dois anos antes nos dramas ‘O Despertar de um Homem‘ e ‘Gilbert Grape: Aprendiz de Sonhador‘, e no mesmo ano teria o divisor de águas com ‘Diário de um Adolescente‘. A estrela vendo potencial no rapaz, apostou suas fichas, e deu muito certo.

E como se não bastasse, surge um Russell Crowe ainda em início de carreira hollywoodiana, no papel do ex-pistoleiro e agora pastor Cort. Um homem que jurou nunca mais atirar, mas acaba sendo arrastado de volta para a arena, com toda a dramaticidade que só um bom faroeste pode oferecer. No mesmo ano o ator australiano apareceria ao lado de Denzel Washington, na ficção científica ‘Assassino Virtual‘. Mas seu grande destaque chegaria mais para o fim da década com os filmes ‘Los Angeles – Cidade Proibida‘, ‘O Informante‘ e, claro, ‘Gladiador‘, no início dos anos 2000.

No elenco de apoio, rostos conhecidos como Lance Henriksen, Keith David, Gary Sinise (em flashbacks) e até o eterno “dublê de ator” Bruce Campbell em uma cena cortada (mas incluída nos extras do DVD!).

A história de ‘Rápida e Mortal se passa na fictícia cidade de Redemption — nome mais simbólico impossível. A chegada de uma mulher misteriosa, conhecida apenas como A Estranha (Stone), chama atenção dos moradores e do tirano local, Herod. Todos os anos, Herod promove um torneio mortal de duelos, onde quem perde… morre. Literalmente.

A pistoleira entra na competição por motivos que, a princípio, não ficam claros. Mas logo percebemos que ela carrega uma vingança antiga — e pessoal — contra Herod. Enquanto o torneio avança, acompanhamos uma série de duelos que variam entre o cômico, o trágico e o absurdo, sempre filmados com muito estilo.

Com cortes rápidos, câmeras em ângulos inusitados, e balas que perfuram sombras, olhos e até relógios de sol, o filme entrega cenas antológicas. A tensão cresce a cada round, e o clímax — onde o passado vem à tona e o acerto de contas acontece — é um verdadeiro bangue-bangue cinematográfico.

Quando foi lançado, em fevereiro de 1995, ‘Rápida e Mortal dividiu a crítica como se fosse uma bala no meio de um espelho. Alguns amaram o estilo excêntrico e a ousadia da trama. Outros acharam tudo exagerado, caricato e sem profundidade. Muitos críticos elogiaram a performance de Hackman e a coragem de Sharon Stone ao assumir um papel tipicamente masculino num gênero tão tradicional. Também houve destaque para a direção inventiva de Raimi, que transformou o faroeste em um espetáculo quase sobrenatural.

Por outro lado, alguns sentiram que o filme era “mais estilo do que substância”. O público também ficou dividido — os fãs de faroeste clássico estranharam o tom quase fantasioso, e os jovens da época talvez não estivessem tão interessados em duelos no pôr do sol. No Rotten Tomatoes, o filme mantém hoje uma avaliação morna, mas respeitável — reflexo da relação de amor e confusão que ele provocou na época.

Infelizmente, ‘Rápida e Mortal não foi um sucesso de bilheteria. Para termos uma ideia, em seu fim de semana de estreia, no dia 10 de fevereiro de 1995, o longa, apesar do elenco renomado, não conseguiu sequer pegar a primeira posição do ranking nas bilheterias. Seu lançamento ocorreu em segunda posição, abaixo da comédia escrachada ‘Billy Madison – Um Herdeiro Bobalhão‘, estrelado por Adam Sandler. ‘Rápida e Mortal‘ arrecadou apenas US$6.5 milhões em seu primeiro fim de semana. Com um orçamento estimado em US$35 milhões, o filme arrecadou cerca de US$18 milhões ao total nos Estados Unidos, sendo considerado um fracasso comercial.

Na época, isso foi visto como um duro golpe para Sharon Stone, que vinha embalada pelo sucesso de ‘Instinto Selvagem e ‘Cassino‘, de Martin Scorsese, pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar. Também esfriou momentaneamente os planos de Sam Raimi de dirigir grandes blockbusters — algo que só aconteceria anos depois, com a trilogia ‘Homem-Aranha.

Ainda assim, o filme encontrou vida longa no mercado de home video e, posteriormente, nos streamings. Como acontece com muitos títulos “à frente do seu tempo”, ‘Rápida e Mortal foi redescoberto aos poucos, tornando-se um cult favorito entre fãs de faroeste estilizado e cinema pop dos anos 90. Aliás, o longa entrou no top 10, nas primeiras posições, entre os mais assistidos na Netflix (o maior streaming de todos) quando caiu na plataforma.

Hoje, em pleno 2025, ‘Rápida e Mortal completa 30 anos e está sendo redescoberto por uma nova geração que cresceu vendo séries como ‘Westworld e filmes como ‘Django Livre — ambos devedores do estilo que Raimi propôs em 1995. Com sua estética ousada, protagonista feminina forte e elenco de peso, o filme passou de “fracasso curioso” para “clássico cult”.

A crítica revisitou o longa com mais carinho nos últimos anos. Muitos estudiosos do gênero apontam ‘Rápida e Mortal como um precursor da onda de faroestes contemporâneos dirigidos com personalidade. Sem falar que foi um dos primeiros filmes de faroeste dirigido por um cineasta com estilo visual próprio desde os anos 70.

Além disso, a presença de Sharon Stone como protagonista armada até os dentes abriu caminho para personagens femininas mais ativas e menos submissas em gêneros tradicionalmente masculinos. Sem ela, talvez não tivéssemos Imperator Furiosa ou Beatrix Kiddo no cinema com o mesmo impacto. E cá entre nós: assistir hoje aos primeiros passos de DiCaprio e Crowe num cenário cheio de poeira, sol e morte é um deleite à parte.

Rápida e Mortal pode ter tropeçado no início, mas cavalgou rumo à redenção. Um verdadeiro tiro certeiro… ainda que com 30 anos de atraso. Seja você fã de faroeste, de Sharon Stone, ou de balas que atravessam a câmera, este é um duelo que vale a pena revisitar.

‘In a Relationship’: Comédia sobre relacionamentos, estrelada por Emma Roberts, ganha trailer

A comédia dramática ‘In a Relationship‘, estrelada por Emma Roberts (‘American Horror Story‘), ganhou trailer.

Confira:

O filme foi escrito e dirigido por Sam Boyd.

Na trama, “Owen e Hallie passaram a primeira metade de seus 20 anos juntos, mas agora encontram um empecilho. Quando decidem dar um tempo, seus amigos Matt e Willa embarcam num inesperado romance. O destino dos dois casais se entrelaçam ao longo de um verão.”

Michael Angarano, Dree Hemingway e Patrick Gibson completam o elenco.

‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ ganha novas artes chinesas incríveis; Confira!

O aguardado ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘ ganhou novas artes chinesas incríveis.

Confira:

A sequência terá o retorno de Jon Watts na direção, e também contará com o retorno dos roteiristas John Francis Daley e Jonathan Goldstein.

Peter Parker (Holland) e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury (Jackson) a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio (Gyllenhaal) – que pode não ser quem parece.

O elenco conta com Tom Holland, ZendayaMarisa TomeiJacob BatalonSamuel L. Jackson e Jake Gyllenhaal.

Homem-Aranha: Longe de Casa‘ chega aos cinemas nacionais em 4 de julho.

Skin – À Flor da Pele

(Skin)

 

Elenco:

Jamie Bell

Danielle Macdonald

Daniel Henshall

Vera Farmiga

 

Direção: Guy Nattiv

Gênero: Drama

Duração: 118 min.

Distribuidora: Pagu Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: VOD 2020

Sinopse: 

Bryon Widner é um jovem homem que foi criado por skinheads notórios na comunidade de supremacia branca. Decidido em mudar sua vida, ele vira as costas para todo o ódio e a violência que foi ensinado, com a ajuda de um ativista de direitos negros.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Guy Nattiv também é responsável pelo roteiro do longa;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘Kingdom’: Episódio especial será lançado em 2021; Confira o teaser!

A Netflix divulgou o teaser do episódio especial de ‘Kingdom‘, série sul-coreana de terror sobre zumbis, que será lançado em 2021.

Intitulado ‘Kingdom: Ashin of the North‘, o especial irá mostrar a origem da infecção.

Confira o teaser:

A série é dirigida por Kim Seung-hun, um dos diretores mais importantes da Coreia do Sul, em parceria com a roteirista prestigiada Kim Eun-hee.

Em um reino assolado pela corrupção e pela fome, uma misteriosa doença se espalha, transformando as pessoas infectadas em monstros. Acusado de traição e desesperado para salvar seu povo, o príncipe herdeiro embarca em uma jornada para descobrir o mal que se esconde nas trevas.

Ju Ji-hoon, Bae Doona e Ryu Seung-ryong estrelam.

‘Reservation Dogs’: Nova série de comédia criada por Taika Waititi ganha trailer; Assista!

O canal FX divulgou o primeiro trailer da série ‘Reservation Dogs‘.

Confira:

A produção irá estrear oficialmente no dia 9 de agosto.

A série foi criada por Sterlin Harjo e Taika Waititi.

A trama segue as façanhas de quatro adolescentes indígenas na zona rural de Oklahoma que roubam, furtam e guardam dinheiro para chegar à terra exótica, misteriosa e distante da Califórnia.

O elenco conta com Elva Guerra, Sarah Podemski, D’Pharaoh Woon-A-Tai, Devery Jacobs e Paulina Alexis.

‘O Pacto’ entre artistas no trailer LEGENDADO do drama; Assista!

O drama ‘O Pacto‘ ganhou o primeiro trailer legendado.

Confira:

Dirigido por Bille August, o longa é baseado no livro autobiográfico Out of Africa, escrito por Thorkild Bjørnvig.

“Há 17 anos, Karen Blixen desistiu da aventura na África e voltou para a Dinamarca para uma vida em ruínas. Destruída pela sífilis e arrasada por ter perdido sua fazenda e o amor de sua vida, ela se reinventa como uma superestrela artística. Agora, aos 63 anos, Karen Blixen é mundialmente famosa, mas também vive isolada – até conhecer o poeta Thorkild Bjørnvig, de 30 anos. Juntos, eles fazem um pacto: ela promete fazer dele um grande artista, em troca dele obedecê-la incondicionalmente – independentemente do preço.”

Birthe NeumannSimon BennebjergNanna Skaarup Voss estrelam a produção.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 7 de abril.

Conheça as drogas de mentirinha que astros usam no cinema

Filmes que mostram personagens usando drogas já geram polêmica, então, se as substâncias fossem reais, a situação ficaria ainda mais espinhosa. Por isso, Hollywood usa todo tipo de truque para que os astros não sejam filmados se drogando de verdade.

As receitas e misturas são inúmeras para cada droga. Substitutos são bolados inclusive substâncias como álcool e cigarro, que, mesmo legalizadas, podem fazer mal aos atores. Além disso, trabalhar bêbado não é uma prática lá muito comum e profissional.

Conheça abaixo as alternativas legais e saudáveis para as drogas usadas nos sets de filmagens:

drogas Scarface

Cocaína

Esta é a droga que parece ter o maior número de alternativas, mas a mais comum em Hollywood é uma vitamina em pó chamada Inositol, que, para ajudar, dá um pouquinho de energia quando consumida. Outras substâncias que são usadas ou misturadas para adquirir a aparência certa são leite em pó, açúcar, vitamina B pulverizada, fermento químico, farinha de trigo peneirada, frutose, açúcar de confeiteiro, talco ou laxantes de bebê.

Há ainda truques dos diretores, como ângulos de câmera, e até dos atores para disfarçar e não inalar o pó. Às vezes, o intérprete só precisa expirar com força em vez de inspirar, pois a substância se dispersa de forma rápida e imperceptível. Outra saída é cobrir o interior do canudo com vaselina, o que faz boa parte do pó ficar grudada.

Outro substituto é o soro fisiológico em pó, vendido em farmácias. Sua “aparência é idêntica à droga e ele pode ser inalado sem causar danos”.

Isto não impede que alguns atores usem a droga verdadeira. Foi o caso de Nicolas Cage, que de fato consumiu cocaína durante as filmagens de ‘Vício Frenético’. Seu médico ministrou uma solução de cocaína para tratar a sinusite de Cage, prática comum na Austrália, e o astro aproveitou o efeito para descobrir como seu personagem deveria se comportar após inalar a droga.

drugs Réquiem para um Sonho

Heroína

A aparência da heroína normalmente é semelhante à da cocaína, então várias das alternativas são as mesmas. Para cenas em que o pó é diluído, porém, nem todo substituto serve. Kimberly Slosek, que cuida dos acessórios de filmes como ‘Amor à Distância’, revelou ao New York Post que usa açúcar e bicarbonato de sódio, pois a mistura engrossa do mesmo jeito que a heroína.

drugs Senhor dos Anéis

Cogumelos

Até cogumelos alucinógenos aparecem em filmes de vez em quando, e a alternativa é simples. Slosek explicou que basta comprar cogumelos – sem as propriedades alucinógenas – congelados.

drugs Vício Frenético

Crack

Pedras de crack falsas são criadas pingando gotas de cianoacrilato, conhecido como super cola (ou Super Bonder no Brasil), em uma pilha de bicarbonato de sódio.

drugs Constantine

Cigarro

Um substituto comum para os cigarros é o tabaco herbal, totalmente legalizado, que não possui nicotina. Esta foi a escolha feita para a série ‘Weeds’, segundo o produtor executivo Roberto Benabib. “Segundo [os atores, o tabaco herbal] os deixa mais alterados do que maconha normal”, declarou Benabib ao Business Insider. No entanto, após filmar várias cenas, os atores dizem que o efeito não é agradável.

Outra alternativa são os cigarros sem nicotina, versão mais saudável normalmente usada por atores que querem parar de fumar. Como algumas cenas envolvendo cigarros têm de ser filmadas várias vezes, esta é uma opção muito utilizada. O maço custa US$ 4 dólares nos EUA.

drugs Pineapple Express

Maconha

As principais alternativas são o “ecstasy herbal” e a “Wizard Weed (Erva de Mago), que não causam nenhum efeito nos usuários.

Em alguns casos, tabaco comum é usado na seda comumente usada para enrolar cigarros de maconha. Quando a maconha em si é mostrada enquanto o ator prepara o baseado, mistura-se sálvia para que a semelhança seja maior.

Embora alguns atores insistam em fumar maconha de verdade, é comum que a equipe troque os pacotes dos mais determinados por saquinhos de orégano, que tem um cheiro muito semelhante.

Além disso, há empresas especializadas em vender Cannabis sem o ingrediente ativo Tetraidrocanabinol (THC), resultando em maconha comum, mas sem propriedades narcóticas.

drugs Sex and the City

Álcool

Com os inúmeros tipos de bebidas, há vários truques diferentes. A cerveja é simplesmente trocada por cerveja sem álcool, enquanto cachaça ou vodca são trocadas por água pura. Um copo de chá-mate ou guaraná sem gás é a alternativa perfeita para simular uísque.

Para drinques, a receita é um pouco mais complicada. O cosmopolitan, marca registrada das mulheres de ‘Sex and the City’, é criada com uma mistura de água e gelo com gotas de corante vermelho.

Já o champanhe, aparentemente, não tem solução. “Pode até trocar por soda-limonada, mas não fica igual”, declarou André Kapel, especialista em efeitos especiais, à Super Interessante. Por isso, espumantes reais normalmente são usados.

Assim como cocaína, alguns atores às vezes se embebedam de verdade. Foi o caso de Martin Sheen em ‘Apocalypse Now’. Numa cena em que seu personagem, perturbado, quebra o quarto de um hotel e soca um espelho, ele de fato estava bêbado, e o sangue em suas mãos é real.

Também há inúmeros casos de atores que aparecem embriagados no set quando seus personagens não deveriam estar. Por exemplo, em nenhuma cena da franquia ‘Harry Potter’ o protagonista deveria estar bêbado, mas o próprio Daniel Radcliffe afirmou que por vezes iniciou as filmagens depois de tomar uns bons gorós. Só a magia do cinema poderia transformá-lo em um bruxinho inocente de novo.

10 Ótimos Filmes exibidos no Lanterna Mágica 2025

Um dos eventos mais respeitados no Brasil quando o assunto é animação, o Lanterna Mágica chegou na sua sétima edição em 2025 trazendo um leque de reflexões e olhares com duas fortes mostras competitivas: uma nacional, outra internacional. As sessões ocorreram na excelente projeção da sala de cinema CINEX que fica no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia.

Com filmes de vários lugares do mundo e seus assuntos e técnicas variadas, o público teve a oportunidade de conferir projetos criativos e participar de debates sobre as obras. O evento contou também com outras atividades complementares – laboratórios de projetos, palestras, oficinas – que rolaram do dia 18 a 22 de março.

Para contar um pouco mais sobre algumas interessantes histórias que acompanhamos através do universo da animação, segue abaixo uma lista com 10 Ótimos Filmes exibidos no Lanterna Mágica 2025:

 

The Car That Came Back From the Sea

Premiado em alguns festivais, essa ótima animação curta-metragem polonesa – com seu ritmo intenso e equilibrado por uma narrativa certeira – nos leva até a história de alguns amigos, um carro e uma viagem que acaba passando mudanças sociais e políticas de um país.

 

In the Shadows of the Cypress

Emocionante curta-metragem iraniano, vencedor do Oscar de Melhor Curta de Animação. No exílio de suas ações, tendo a distância como elemento agregador das emoções, e trazendo questões que atingem o estresse pós-traumático, conhecemos pai e filha em uma crise nessa relação. Quando a filha chega em seu limite e está prestes a ir embora, uma baleia encalha bem na frente da casa deles.

 

Anacleto, o Balão

Nesse curta-metragem do Paraná, acompanhamos a saga de um jovenzinho que um dia se vê de frente com um balão vermelho. Esse artefato de papel fino e com formatos variados passa a fazer parte da família, interagindo no café da manhã e até acompanhando jogos de futebol com toda a família. Após um tempo, algumas situações inusitadas começam a fazer parte das percepções do jovem e os sustos se tornam algo constante.

 

Papillon

O curta-metragem francês Papillon conta a incrível história de um homem, suas memórias e a forte ligação com a água. Esse personagem é baseado no nadador Alfred Nakache, um dos únicos atletas judeus a competirem nos Jogos Olímpicos depois de passar os horrores do Holocausto. Um filmaço!

 

The Salami Sandwich

Trazendo os olhares para a terrível ditadura argentina que percorreu os anos 70 e 80, o curta argentino The Salami Sandwich nos mostra através de uma animação cheia de efeitos e com traços marcantes o retrato de um militante capturado e torturado por autoridades militares que busca uma saída para aquela situação.

 

Eu e o Boi, o Boi e Eu

Em cinco interessantes minutos acompanhamos um pequeno recorte na vida de uma criança que paralisa seus olhos para as histórias que escuta da mãe sobre um tal boi da manta que é uma figura representativa de uma festa popular conhecida em sua cidade, Pedro Leopoldo. Com o passar do tempo a criança embarca em jornada de onde vai do extremo de um medo incessante até um fascínio pelas descobertas.

 

A Viagem de Tetê

Trazendo outros significados e maneiras de olhar um momento importante na vida de uma mãe – o desmame – o longa-metragem carioca A Viagem de Tetê nos leva até um simpático recorte tendo na frente das questões uma jovenzinha e sua relação com Tetê, uma teta carismática que um dia precisa ir embora. Esse é um filme lindo, que emociona, além de refletir sobre um tema importante e pouco falado no cinema.

 

Mergulhão

Adaptação de um quadrinho homônimo, o curta-metragem pernambucano Mergulhão bate na tecla das relações sociais, nas lutas de muitos contra o sufocamento de quem está no poder. Adorei, deu vontade de ler o quadrinho!

 

O Nome da Vida

Com uma ampla contextualização sobre um momento conturbado de nosso país, o curta-metragem O Nome da Vida é um poderoso thriller baseado na história de um militante preso durante uma operação na ditadura militar.

 

Pressure

Ao abordar o transbordar das emoções escondidas, algo como uma necessidade de desabafo, aos olhos de uma personagem em conflito, o curta-metragem Pressure nos leva até um projeto reto, criativo e objetivo com pontos de reflexões sobre o viver. Impressionante como um filme consegue ser tão profundo e impactante em apenas dois minutinhos.

 

Os 10 Melhores Filmes de Alfred Hitchcock – 40 Anos Sem o Diretor

Considerado o maior diretor de cinema de todos os tempos por grande parte do público, o britânico Alfred Hitchcock é uma verdadeira lenda da sétima arte. Um dos nomes mais notáveis de sua área a ter pisado neste planeta, Hitchcock é também conhecido pela alcunha “o mestre do suspense”. A última quarta-feira, dia 29 de abril, foi uma data especial para os fãs do diretor: há exatos 40 anos estamos órfãos de seu talento. O cineasta faleceu aos 80 anos de idade, em 1980, na data citada.

Dono de um currículo de mais de 70 créditos como diretor, e 5 indicações ao Oscar, Hitchocock ganhou um prêmio honorário da Academia em 1968. Mais importante que isso é o fato do artista ter sido, e seguir desta forma, influente para gerações de jovens cineastas. Sendo assim, é claro que não poderíamos deixar de homenagear um dos grandes nomes de cinema, que está diretamente atrelado à paixão de assistir a um filme.

Aqui, o CinePOP tentará uma matéria audaciosa: ranquear os 10 melhores filmes de Alfred Hitchcock. Para a ingrata tarefa – já que suas obras-primas vivem constantemente mudando posição em nossos gostos – foi feito um apanhado das notas da imprensa especializada e do grande público para tirarmos uma média. Assim, como deve ser, criando uma lista bem eclética com a voz de todos. Sem mais delongas, vamos conhecer os filmes mais amados de Alfred Hitchcock – neste momento.

10 | Festim Diabólico (1948)

Igualmente um favorito pessoal, Rope, como é conhecido em seu título original, é baseado na peça de Patrick Hamilton. E de fato o filme se comporta justamente como uma obra teatral, passado inteiramente num único cenário: o apartamento onde ocorreu um assassinato, e logo em seguida, uma festa de aniversário para o morto.

Na trama, dois playboys sádicos (John Dall e Farley Granger) matam um colega, escondem o corpo, permanecem no local e dão uma festa de aniversário para ele. Tudo pela adrenalina de testar sua capacidade e inteligência, tripudiando dos convidados (familiares e amigos). Os dois não contavam, no entanto, com a perspicácia de um antigo professor, papel de James Stewart – usual colaborador de Hitchcock.

Além de todos os atrativos, o diretor ainda quebra paradigmas técnicos, que continua inspirando realizadores. No filme, Hitchcock cria a sensação de uma narrativa sem cortes, como se o filme fosse mesmo confeccionado como uma peça de teatro – num longo plano-sequência. Os cortes existem, mas são quase imperceptíveis.

09 | A Dama Oculta (1938)

Parte do acervo dos primeiros filmes britânicos do diretor, este é um dos mais celebrados longas desta sua fase. O filme possui elogio de gente tarimbada, como o diretor francês Fançois Truffaut (que o considerava seu filme preferido de Alfred Hitchcock) e do igualmente lendário Orson Welles, que supostamente teria assistido ao longa 11 vezes.

Na trama, baseada na história ‘The Wheel Spins’, de Ethel Lina White, a jovem Iris Henderson (Margaret Lockwood) está em viagem pela Europa, onde conhece a simpática governanta, Senhora Froy (papel da Dama May Whitty). Porém, a mulher desaparece no trem, e ninguém acredita na história de Iris de que ela estava a bordo. Assim, a jovem faz de sua missão descobrir o paradeiro da “dona que desapareceu”, como diz o título original.

Assim como todos os filmes de Hitchcock, A Dama Oculta foi usado como referência em diversas produções cinematográficas. Curiosamente, o diretor disse que a obra foi em partes baseada numa história real, ocorrida em Paris na década de 1880. A lenda diz que um famoso hotel teria “desaparecido” com uma mulher, a quem a filha estava buscando, a fim de ocultar o fato de que ela estava com a peste bubônica – evitando um potencial esvaziamento da cidade e sua falência.

08 | Interlúdio (1946)

Muitos citam as parcerias do mestre do suspense com suas famosas loiras, vide Grace Kelly e Tippi Hedren, mas esquecem que antes disso ele teve uma frutífera colaboração com uma musa morena do cinema: a sueca Ingrid Bergman (Casablanca), vencedora de 3 Oscar. A estreia da dupla foi em Quando Fala o Coração (1945) e terminou em Sob o Signo de Capricórnio (1949). Num total de três filmes juntos, Interlúdio se encaixa no meio.

Adicionado em 2006 ao registro nacional de cinema pela Biblioteca do Congresso Norte Americano, o filme tem como pano de fundo nossa cidade brasileira do Rio de Janeiro. É no local que se encontram simpatizantes nazistas que o governo americano quer prender. Para tal, o agente Devlin (papel de Cary Grant – outro grande colaborador de Hitchcock) alista a ajuda de uma mulher, Alicia (papel de Bergman). Ou devemos dizer, a obriga a espionar os nazistas no Brasil, após a prisão de seu pai – parte do grupo criminoso.

O agente e a mulher se envolvem amorosamente, e o sujeito começa a protestar sobre o uso dela, que começa a correr risco sério, para seus superiores. Interlúdio foi indicado para 2 prêmios no Oscar: melhor roteiro e ator coadjuvante para Claude Rains, que vive o vilão Alexander Sebastian.

07 | A Sombra de uma Dúvida (1943)

Outro grande trabalho influente do diretor, A Sombra de uma Dúvida foi indicado ao Oscar de melhor roteiro original. Dizemos que um pai nunca deve escolher seu filho favorito, e os filmes de um diretor são como seus filhos. Mas Hitchcock não se importava com isso, e declarou este longa como o seu favorito em seu currículo. Amor compartilhado pela protagonista da obra, a atriz Teresa Wright.

Na história, Wright interpreta uma jovem cansada de sua vida pacata junto à família, os pais e a irmã. Tudo muda quando o cosmopolita sofisticado tio Charlie (Joseph Cotten) chega para passar uma temporada. Seu charme conquista todos e a sobrinha começa a viver a melhor época de sua vida. No entanto, este é um filme de Hitchcock, e logo ela começa a desconfiar do verdadeiro caráter de seu tio, quando pistas começam a somar sobre sua possível identidade secreta como um perigoso assassino. O diretor havia cogitado seu usual colaborador Cary Grant para o papel do tio Charlie.

06 | Pacto Sinistro (1951)

Indicado ao Oscar de fotografia em preto e branco, nem precisa dizer que Pacto Sinistro é outro dos filmes muito homenageados de Alfred Hitchcock. Aqui, dois estranhos se encontram num trem, daí o título original Strangers on a Train, e um deles propõe uma troca macabra. Guy Haines é um famoso tenista com problemas com a esposa, que não quer lhe dar o divórcio apesar das inúmeras traições por parte dela. Bruno Antony, o tal estranho, o reconhece, e faz uma proposta mais que indecente: matar a mulher do famoso, em troca do tenista eliminar seu pai dominador.

Bruno Antony é na realidade um homem desequilibrado, e um dos maiores vilões num filme de Hitchcock. Convincentemente interpretado por Robert Walker, Bruno se tornou um dos grandes personagens no hall do mestre. Infelizmente, Walker viria a tirar a própria vida no mesmo ano do lançamento do filme, por não conseguir superar a separação com a mulher, a atriz Jennifer Jones, agora casada com o mega empresário David O. Selznick. O protagonista Guy é vivido por Farley Granger, de Festim Diabólico, agora fazendo um herói. Pacto Sinistro é baseado no livro da lendária autora Patricia Highsmith.

05 | Um Corpo que Cai (1958)

Considerado por muitos como o melhor filme de Hitchcock, Vertigo, no seu título original, chega em quinto lugar de nossa lista. Agora começamos a adentrar o terreno dos filmes unânimes do diretor, e que fazem parte dos preferidos do grande público no IMDB. Um Corpo que Cai é o filme de número 90 dentre os favoritos de todos os tempos. O filme foi indicado para 2 Oscar: melhor direção de arte e som.

Baseado no livro francês “D’Entre Les Morts”, de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, o filme faz menção a elementos sobrenaturais – como possessão espiritual – em sua história. Curiosamente conhecido como A Mulher que Viveu Duas Vezes em Portugal, que é um grande spoiler em sua trama, Um Corpo que Cai é protagonizado mais uma vez por James Stewart, que interpreta o detetive particular Scottie. Ele é contratado por um antigo colega para seguir sua esposa, quem ele acredita que tenha sido possuída pelo espírito de uma parente falecida.

Após o aparente suicídio da mulher, o detetive se depara com uma sósia dela, a quem ele começa a investigar. Ah sim, um dos fortes temas da obra, como diz seu título original, é o medo de altura, ou vertigem, o que leva o protagonista a abandonar a força policial, num acidente em que quase cai do telhado em uma perseguição. Co-protagonizando ao lado de Stewart, Kim Novak é a musa de Hitchcock que possui a oportunidade de interpretar dois papeis no mesmo filme – ou quase. Em Um Corpo que Cai, o diretor tem a chance de criar novas técnicas de filmagem inovadoras, que dão forte senso de profundidade, além da famosa “viagem psicodélica” do personagem principal.

04 | Psicose (1960)

O que dizer sobre Psicose que já não tenha sido muito dito. Este suspense/terror é o filme mais famoso da carreira do diretor e o que vem imediatamente à cabeça de todos os fãs de cinema. Seja por sua trilha sonora marcante, criada por Bernard Hermann, ou pela icônica cena do chuveiro (muito homenageada, falada e satirizada), Psicose é o filme favorito de muitos amantes do suspense, e pode ser considerada uma das obras definitivas do gênero. O longa é baseado no livro de Robert Block e usou como fonte o psicopata da vida real Ed Gein.

Psicose foi indicado para 4 Oscar: melhor diretor, atriz coadjuvante para Janet Leigh, fotografia em preto e branco e direção de arte. A famosa casa dos Bates é uma das construções mais reconhecíveis da sétima arte e se encontra até hoje no lote da Universal Pictures. A trama todos conhecem, e fala sobre uma mulher roubando uma grande quantia de seu chefe, e se deparando com o Bates Motel numa estrada. Ela se hospeda e no local encontra seu fatídico destino ao cruzar caminho com os donos do estabelecimento, Norman Bates (Anthony Perkins) e sua “mãe”.

Psicose gerou três sequências, uma refilmagem e duas séries de TV, demonstrando a abrangência desta história. Psicose é o filme de número 40 de todos os tempos na preferência do grande público.

03 | Rebecca – A Mulher Inesquecível (1940)

Algumas obras de Alfred Hitchcock já ganharam refilmagens declaradas (além das inúmeras “cópias”, referências e homenagens). Nem todas são ruins, como a que Disque M para Matar (1954) recebeu na forma de Um Crime Perfeito (1998). Outras, no entanto, são dispensáveis, vide o próprio Psicose (1998), de Gus Van Sant. Resta saber em qual categoria recairá o remake de Rebecca, programado para o lançamento neste ano. O filme será protagonizado por Lily James e Armie Hammer, e tem direção de Ben Wheatley (Sightseers, 2012). O remake usará como base o livro de Daphne Du Maurier, assim como o original.

Na trama, Joan Fontaine interpreta uma mulher humilde (papel que será de James) que se apaixona pelo aristocrata Max de Winter – papel de Laurence Olivier, que será vivido por Hammer no remake – e os dois iniciam um relacionamento, logo se casando. Como a Sra. de Winter, a protagonista é levada para sua nova propriedade ao lado do marido. No local, ela começa a reparar a grande sombra que a ex-mulher do sujeito, morta em um acidente de barco no ano anterior, ainda faz em todos, inclusive no próprio, que não a esqueceu.

Rebecca foi indicado para nada menos que 11 Oscar, incluindo diretor, roteiro e atores para Olivier e Fontaine; e levou os de Melhor Filme do ano e fotografia em preto e branco. Apesar de muito antigo, ainda consta como número 227 dentre os 250 preferidos do grande público atual no IMDB.

02 | Intriga Internacional (1959)

Inspiração para thrillers de ação e espionagem, como a franquia 007 no cinema, Intriga Internacional evoca um tema recorrente na filmografia de Alfred Hitchcock: o homem errado no lugar errado. Aqui, Cary Grant recobra novamente a parceria com o mestre, no papel de um bon vivant publicitário de Nova York que tem a vida transformada num verdadeiro inferno após ser confundido como um agente por espiões internacionais. Outro uso recorrente das tramas do diretor era o subtexto da Guerra Fria.

O caminho do sujeito se cruza com uma bela loira femme fatale, como igualmente não poderia deixar de ser, a dúbia Eve Kendall, papel da vencedora do Oscar Eva Marie Saint. Este é o melhor filme do cineasta a abordar tais temas, e o que os resume de forma mais eficiente. O longa é inclusive dono de algumas das cenas mais memoráveis e grandiosas do cinema, como a perseguição do avião no milharal e o clímax no monumento Mount Rushmore.

Intriga Internacional é o filme de número 99 de todos os tempos na preferência do grande público, e recebeu 3 indicações ao Oscar: melhor roteiro original, direção de arte e edição.

E o melhor filme de Alfred Hitchcock é…

01| Janela Indiscreta (1954)

Talvez o segundo filme mais famoso da filmografia de Alfred Hitchcock, atrás somente de Psicose (1960), Janela Indiscreta chega em primeiro lugar da nossa lista. Como dissemos no início, a apuração foi baseada no gosto do grande público somado a avaliação dos críticos. Tenha em mente também, que a cada geração estas avaliações mudam, e certos filmes sobem, enquanto outros descem no gosto geral. Tudo varia de acordo com o período pelo qual nossa sociedade passa nestes momentos.

Atualmente, o paladar geral optou por eleger este suspense, que traz novamente James Stewart como protagonista. Curiosamente, este é o filme que mais tem a ver com o momento pelo qual estamos passando com a crise do coronavírus. Assim como a população mundial, o protagonista L.B. Jeffries (Stewart) passa por uma reclusão social imposta, não devido a um vírus, mas sim a uma perna quebrada num acidente de trabalho – ele é fotógrafo.

Naquela época, no entanto, não existia Instagram, Smartphones ou sequer Internet. Nem ao menos Netflix, canais de streaming ou TV a cabo. Já imaginou ficar em casa assim? Tudo o que resta para este sujeito de espírito aventureiro, que adora sua liberdade, é espionar os vizinhos, já que a janela traseira (daí o título original) de seu apartamento dá de frente para um condomínio, no qual começa a viver o dia a dia de cada morador. Ah sim, as constantes visitas de sua namorada da alta sociedade também ajudam, ainda mais quando ela possui as formas de Grace Kelly – musa definitiva do diretor.

Tudo ia bem e monótono, até que o sujeito começa a suspeitar que um dos vizinhos possivelmente tenha assassinado a própria esposa. E daí começa um eletrizante jogo de mistério, que é um dos grandes filmes de suspense da história do cinema. Janela Indiscreta é o filme de número 52 no IMDB, e foi indicado para 4 Oscar: diretor, roteiro, fotografia e som.

‘Lilo e Stitch’ bate US$1 bilhão – Conheça o Top 10 das maiores bilheterias da primeira metade de 2025

Lilo e Stitch’, a mais recente refilmagem em live-action dos estúdios Disney, se tornou o primeiro filme de Hollywood a adentrar o seleto “clube do bilhão” em 2025. Dois fatores chamam atenção na conquista do filme. O primeiro é que ‘Lilo e Stitch’ gerava grande dúvida quanto ao seu sucesso, ainda mais que no mesmo ano teríamos o lançamento de outra adaptação em live-action do estúdio, essa sendo do clássico adorado ‘Branca de Neve’ – que criava mais burburinho entre os fãs. Demonstrando o quão imprevisível pode ser o mundo do cinema e o humor do grande público, ‘Branca de Neve’ foi o filme que se mostrou um fracasso, deixando o sucesso para ‘Lilo e Stitch’.

Outro fator que entrou em jogo é que estamos em meados de julho, e só agora um filme de Hollywood conseguiu romper a marca de US$1 bilhão, demonstrando o reflexo de um ano em que as superproduções não conseguiram atingir todo o seu potencial nas bilheterias. Tivemos algumas decepções, como o citado ‘Branca de Neve’ e ‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’, que prometiam abrir 2025 com grandes sucessos, mas terminaram não acontecendo. Por outro lado, ‘Um Filme Minecraft’, outro sucesso inesperado, lançado em abril, apesar de um primeiro trailer que quase minou o entusiasmo pelo longa, terminou se mostrando o primeiro grande sucesso de 2025 nas bilheterias mundiais. O filme chegou perto da marca de US$1 bilhão, mas terminou não a ultrapassando.

É claro que é necessário se atentar ao título de “maior bilheteria Hollywoodiana”, pois os informados sabem que 2025 já apresentou um filme bilionário. Porém, ele não é uma produção de Hollywood. Trata-se da animação chinesa ‘Ne Zha 2: O Renascimento da Alma’. Mas veremos tudo isso com calma abaixo. Confira o ranking do top 10.

10 – Pecadores

É preciso frisar que este ranking diz respeito aos filmes lançados até o dia 18 de julho, ou seja, muita água ainda vai rolar até o fim do ano. Por exemplo, ‘Superman’ acaba de ser lançado e em uma semana já somou quase US$300 milhões para os cofres da Warner. Muito em breve o filme deverá figurar no top 10. O mesmo ocorre com ‘Quarteto Fantástico’, da Marvel, aguardando a estreia para o fim de julho. Mas neste momento nenhum dos dois figura no ranking, que em décima posição traz um dos maiores sucessos surpresa de 2025, o drama vampiresco com muito conteúdo social ‘Pecadores’, dirigido por Ryan Coogler e estrelado por Michael B. Jordan em papel duplo. O filme de censura alta da Warner tem US$365.8 milhões pelo mundo e já está disponível para ser assistido em casa no streaming.

09 – Thunderbolts*

Para alguns filmes é difícil determinar se podem ser considerados um sucesso ou não. Veja o caso com ‘Thunderbolts’, por exemplo. Por um lado, uma superprodução da Marvel de US$180 milhões de orçamento, ter arrecadado “apenas” US$382 milhões seria considerado um fracasso em qualquer outra época. E, claro, muitos o analisaram assim. Mas é aí que entram dois outros fatores importantes.

O primeiro é que as produções da Marvel não se encontram no mesmo patamar que um dia estiveram, graças a algumas decisões ruins dos executivos do estúdio. E segundo que falamos de um filme estrelado por personagens secundários do escalão “B” ou “C” do estúdio, com um tema sombrio e sem a alegria esperada do selo. Apesar do sucesso de crítica e dos fãs, não se tornou um estrondo, mas era meio que esperado.

08 – F1: O Filme

Já esperamos que alguns filmes tenham um impacto significativo nas bilheterias desde seu anúncio. Tudo o que precisamos saber é quem os está estrelando, e principalmente quem está no comando e o seu contexto. Por exemplo, ‘F1’, o filme de fórmula 1 com Brad Pitt, tinha o dedo de Joseph Kosinski, o mesmo responsável por ‘Top Gun: Maverick’. A sequência do clássico dos anos 80 foi um dos filmes que rompeu a barreira de US$1 bilhão.

E levando em conta que o diretor prometia fazer com os carros de corrido o que havia feito com caças a jato, o sucesso era praticamente garantido. Fora isso, Brad Pitt é um veterano do mesmo nível de Tom Cruise. O filme já arrecadou US$400 milhões mundiais, e levando em conta que ainda tem algum tempo para permanecer em cartaz, pode vir a arrecadar mais algumas dezenas de milhões de dólares, se colocando num ponto mais alto do ranking.

07 – Capitão América: Admirável Mundo Novo

Alguns filmes podem influenciar outros, quando o assunto é bilheteria. E isso se torna mais verdade ainda quando falamos do MCU, o universo da Marvel no cinema. Existia grande expectativa pelo quarto filme solo do Capitão América, agora trocando o protagonista para Anthony Mackie. Mas quando o longa estreou, as críticas foram mornas, para dizer o mínimo, e o boca a boca não ajudou. Mesmo assim, o longa conseguiu US$415 milhões mundiais.

Um valor bem abaixo do esperado, ainda mais se formos comparar aos filmes anteriores do personagem. Verdade seja dita, o filme ficou parecendo mais um especial do Disney+ do que um épico nas telonas, como estávamos acostumados. Esse gosto amargo na boca refletiu no filme lançado a seguir pelo estúdio, o citado ‘Thunderbolts’, que arrecadou menos ainda, apesar de ser considerado unanimemente um filme superior.

06 – Jurassic World: Recomeço

Em um pouco menos que 20 dias, ‘Jurassic World: Recomeço’ já arrecadou mais de meio bilhão de dólares. O fato seria considerado impressionante para qualquer filme. Mas para os padrões da franquia jurássica da Universal, podemos dizer que o mais novo exemplar dos dinossauros nas telonas teve um desempenho abaixo do esperado. Acontece que os três filmes anteriores, datando de 2015, 2018 e 2022, todos ultrapassaram a marca de US$1 bilhão em bilheterias mundiais.

E tirando o primeiro filme, os outros dois igualmente obtiveram críticas bem mornas, para dizer no mínimo. ‘Recomeço’ também não agradou os críticos, mas o fator mais determinante pode ter sido a mudança de elenco. Chris Pratt e Bryce Dallas Howard possuíam química juntos e tinham carisma, na mistura de dois opostos que se atraem. O novo filme contou com Scarlett Johansson e Mahershala Ali, e pode ser que não chega à mesma marca dos anteriores. Atualmente, o longa possui US$548.7, mas ainda tem espaço para crescer.

05 – Como Treinar o Seu Dragão

Por falar em grandes franquias da Universal Pictures estreladas por grandes répteis gerados por CGI, agora chega mais uma. No rastro de ‘Jurassic World’, ‘Como Treinar o Seu Dragão’ é a versão com atores reais da animação de 2010. E se resume em uma forma de tirar mais dinheiro dessa propriedade – que já havia lançado três filmes em animação, e talvez não tenha tido para onde seguir em um quarto longa animado sem diluir demais a fórmula.

A solução foi seguir os passos da Disney, e reintroduzir a franquia para uma nova geração, desta vez com atores reais. O longa está atualmente no top 5, mas possivelmente irá cair algumas posições, pois sua estadia nos cinemas já está se encerrando, e não deverá crescer muito mais do que os US$565.8 milhões que arrecadou até o momento.

04 – Missão: Impossível – O Acerto Final

O mesmo pode ser dito para o mais recente ‘Missão: Impossível’, que é nada menos que o oitavo da franquia, e muito possivelmente o último. Essa é uma das propriedades mais lucrativas da Paramount Pictures, e uma de suas grandes forças no cinema na atualidade. Tudo, é claro, capitaneado por Tom Cruise desde 1996. Nenhum dos filmes da franquia, no entanto, conseguiu romper a marca de US$1 bilhão em bilheteria.

O que mais perto chegou foi o sexto exemplar, ‘Efeito Fallout’, que somou US$824 milhões mundiais em 2018. ‘O Acerto Final’ já tem US$585.7 milhões mundiais, mas não deve ir muito mais longe do que isso, levando em conta que lhe resta pouco tempo em cartaz nos cinemas pelo mundo. De qualquer forma foi o bastante para coloca-lo como o quarto mais lucrativo da primeira metade de 2025, e superior ao seu antecessor, ‘Acerto de Contas’, de 2023.

03 – Um Filme Minecraft

Agora chegamos ao top 3, com um filme que não deverá ser batido de forma assim tão fácil. Aliás, me pergunta se algum dos filmes atualmente em cartaz, como ‘Jurassic World: Recomeço’ ou ‘Superman’ conseguirá chegar perto dos US$955 milhões de ‘Um Filme Minecraft’. O que o longa possui é apelo junto ao público infantil e infanto-juvenil. O que reflete também às famílias.

É o tipo de filme que as crianças pequenas querem assistir, mas ainda não possuem idade para verem sozinhas, o que significa que os pais também precisam ir para leva-los, e acaba se tornando um passeio familiar. Mas o que chama atenção mesmo foi como o filme conseguiu contornar o marketing. Após o lançamento do primeiro trailer, todos anunciaram um desastre e o novo flop do ano. Não podiam estar mais errados.

02 – Lilo e Stitch

A imprevisibilidade dos filmes é uma das coisas mais interessantes para os que estudam esse mercado. Muitos filmes podem ser previstos como sucesso ou fracasso, mas vira e mexe somos surpreendidos pela volatilidade do público. É preciso levar em conta também que os cinéfilos que assistem a vídeos de filmes na internet, e os críticos e influencers que falam de cinema na internet, formam uma parcela mínima da população mundial. Eles tentam ditar tendências, e de vez em quando dá certo, quando fura esta bolha. Esse foi o caso com ‘Um Filme Minecraft’ e também com ‘Lilo e Stitch’, dois filmes que os analistas não previram o sucesso que fariam.

No caso do segundo, ele foi o mais perto de fenômeno mundial que tivemos no ano. Era impossível andar por um shopping, sem ver crianças e suas mães saindo do cinema da sessão de ‘Lilo e Stitch’ usando a roupa dos personagens. Esse ano foi impossível também fugir do merchandising do filme, com a criaturinha estampando tudo quanto é produto para a criançada. O filme atualmente possui US$1 bilhão em bilheteria, que acaba de bater.

01 – Ne Zha 2 – O Renascimento da Alma

Lilo e Stitch’ pode ter rompido a barreira de US$1 bilhão, e estar sendo enaltecido como o primeiro filme a ter realizado o feito. Bem, ao menos o primeiro filme Hollywoodiano. Porém, os mais informados sabem que ele não foi o primeiro a realizar tal façanha. Acontece que no início do ano estreou a animação chinesa ‘Ne Zha 2 – O Renascimento da Alma’ para comemorar o ano novo chinês. E o filme se tornou um verdadeiro fenômeno no país e no continente asiático. O fato só demonstra a potência do cinema chinês, e a fidelidade do público de um dos países mais populosos do mundo (era o primeiro, mas caiu para segundo, dando espaço para a Índia – outro cujo cinema só cresce).

Antes da pandemia, diversas produções chinesas chegaram perto de arrecadar US$1 bilhão, e em sua maioria graças à renda de dentro do país mesmo. ‘Ne Zha 2’ foi o primeiro a conseguir o feito. O longa é a continuação de uma animação de 2019 do país, que arrecadou US$726 milhões, demonstrando a força da franquia. A história conta sobre um menino com poderes únicos, recrutado para salvar o mundo de forças demoníacas, mesmo que tal mundo o tenha rejeitado. No segundo filme, ele volta como espírito, precisando reconstruir seu corpo. O filme atualmente possui US$1.899 bilhão e pode vir a bater US$2 bilhões quando o longa estrear em mais mercados pelo mundo.

‘Você’: Suspense estrelado por Penn Badgley e Shay Mitchell ganha data de estreia na Netflix

A Netflix divulgou a data de estreia da série ‘You‘, protagonizada por Penn Badgley (‘Gossip Girl‘) e Shay Mitchell (‘Pretty Little Liars‘). A primeira temporada completa será lançada no serviço de streaming no dia 26 de dezembro.

A série é “uma história de amor do século XXI que questiona: ‘O que você faria por amor?’. Na trama, um gerente de livrarias conhece uma aspirante a escritora, e usa a internet e as mídias sociais como ferramentas para reunir as informações pessoais e se aproximar dela. A estranha paixão rapidamente se torna obsessão, ao mesmo tempo em que ele passa a eliminar silenciosa e estrategicamente todos os obstáculos – e pessoas – que aparecem no seu caminho.”

Elizabeth Lail, Luca Padovan, Zach Cherry e John Stamos completam o elenco.

O canal Lifetime já garantiu a renovação da série para a sua 2ª temporada.

‘Legion’: Novo trailer da última temporada revela que ‘o herói é o vilão’; Assista!

O FX divulgou um novo trailer da 3ª e última temporada de ‘Legion‘.

Confira:

Criada por Noah Hawley (‘Fargo‘), a série faz parte do Universo Cinematográfico dos X-Men.

David Haller é um rapaz diagnosticado com esquizofrenia que passou os últimos cinco anos de sua vida em um hospital. Institucionalizado mais uma vez, David se perde na rotina estruturada da vida no hospital, e passa todo o seu tempo em silêncio junto à amiga Lenny, uma paciente cujo vício em drogas e álcool não diminuiu em nada seu otimismo. Mas a vida de David muda com a chegada de uma nova paciente: Syd Barrett. Atraídos um pelo outro, David e Syd compartilham um encontro surpreendente, depois do qual David enfrenta a possibilidade de as vozes que ele ouve não sejam exatamente produtos de sua imaginação.

O elenco conta com Dan Stevens, Rachel Keller, Aubrey Plaza, Bill Irwin, Navid Negahban, Jemaine Clement, Jeremie Harris, Amber Midthunder, Hamish Linklater e Jean Smart.

A terceira (e última) temporada irá estrear no dia 24 de junho, no FX.

A Verdadeira História De Ned Kelly

(True History of the Kelly Gang)

 

Elenco:

George Mackay

Essie Davis

Nicholas Hoult

 

Direção: Justin Kurzel

Gênero: Biografia

Duração: 124 min.

Distribuidora: A2 Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 3 de Dezembro de 2020

Sinopse: 

A história do matador australiano Ned Kelly e sua gangue quando fogem das autoridades durante a década de 1870.

Curiosidades: 

» O filme é baseado no romance homônimo de Peter Carey;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘A Órfã’: Rossif Sutherland, da série ‘Reign’, entra para o elenco da pré-sequência

De acordo com o Deadline, Rossif Sutherland (‘Reign‘) entrou para o elenco da aguardada pré-sequência de ‘A Órfã‘, intitulada ‘Orphan: First Kill‘ (A Órfã: A Primeira Matança, em tradução livre).

Vale lembrar que a Isabelle Fuhrman voltará a interpretar a sinistra Esther.

O primeiro filme foi lançado há 11 anos e, para manter a aparência jovem de Fuhrman, que atualmente tem 23 anos, a produção irá combinar efeitos de maquiagem e ângulos de câmera para manter a ilusão de sua juventude.

O novo filme seguirá Leena Klammer, que orquestra uma fuga brilhante de um centro psiquiátrico da Estônia e viaja para a América personificando a filha desaparecida de uma família rica. Mas a nova vida de Leena como “Esther” vem com problemas inesperados e a coloca contra uma mãe que protegerá sua família a qualquer custo.

Julia Stiles também estrelará a produção.

A pré-sequência será dirigida por William Brent Bell (‘Boneco do Mal‘), com um roteiro escrito por David Coggeshall.

O filme original foi lançado em 2009 e foi comandado por Jaume Collet-Serra. Apesar de ter feito um barulho considerável nas bilheterias (arrecadando quase US$80 milhões), a produção teve recepção mista por parte da crítica especializada, alcançando 56% de aprovação no Rotten Tomatoes.

‘Escape Room 2’: Sequência estreia com quase US$ 10 milhões nas bilheterias dos EUA

A sequência ‘Escape Room 2 – Tensão Máxima‘ (Escape Room: Tournament of Champions) finalmente estreou nos EUA. O terror arrecadou US$ 8.8 milhões em seu primeiro final de semana no país.

No mercado internacional, o longa arrecadou US$ 4.5 milhões, totalizando uma estreia global de US$ 13.3 milhões.

Considerando o baixo orçamento da produção (apenas US$ 15 milhões) e os tempos complicados pós-pandemia, a produção apresentou um bom resultado. Vale lembrar que, em 2019, o primeiro filme arrecadou US$ 18.2 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

Escape Room 2 – Tensão Máxima‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 26 de agosto.

Adam Robitel retorna à direção.

No novo filme, seis pessoas se encontram presas em uma nova série de escape rooms, buscando o que elas têm em comum para sobreviver… e descobrindo que todos já jogaram esse jogo antes. Trata-se de um torneio para aqueles que já sobreviveram a outros jogos mortais.

Logan MillerTaylor Russell retornam para o novo filme. O elenco ainda conta com Isabelle Fuhrman (‘A Órfã’), Holland Roden (‘Teen Wolf’), Indya Moore (‘Pose’), Thomas Cocquerel (‘The 100’) e Carlito Olivero (‘A Casa do Medo’).

Sucesso nos cinemas, o primeiro filme arrecadou US$ 155.7 milhões mundialmente.


 

‘Red: Crescer é uma Fera’: Billie Eilish revela processo de criação das músicas da animação

A Disney+ divulgou um novo vídeo dos bastidores de ‘Red: Crescer é uma Fera‘, com os irmãos Billie EilishFinneas O’Connell revelando o processo de criação das músicas da produção.

Os artistas escreveram as três músicas originais performadas pela banda 4*Town: “U Know What’s Up”“1 True Love”“Nobody Like U”.

Confira o vídeo:

Vale lembrar que a animação já está disponível no Disney+!

Domee Shi é responsável pela direção.

Mei Lee (Rosalie Chiang) é uma jovem de 13 anos, confiante e adorável, dividida entre ser uma filha obediente e o caos da adolescência. Sua mãe super protetora, Ming (Sandra Oh), nunca está longe de sua filha – uma realidade triste para uma adolescente. E, como se a mudança em seus gostos, relações e corpo não fosse o suficiente, sempre que ela fica muito animada (o que é praticamente SEMPRE), ela se transforma em um panda vermelho gigante.

A produção ainda conta com as vozes de Maitreyi Ramakrishnan, Ava Morse, Hyein Park, Tristan Allerick Chen e Orion Lee.

Qual foi o primeiro filme que você viu nos Cinemas?

Muitos de nós jornalistas especializados em sétima arte, somos no fundo de nossas almas, eternos cinéfilos. A paixão pelo cinema veio de várias formas, quase sempre avassaladora, transformando nosso caminho para sempre.

Somente nós cinéfilos compreendemos como é satisfatório estar em uma sala de cinema (alguns nos seus lugares preferidos) e assistir a um bom filme (de preferência).

Quando paramos para contar quantos filmes já vimos, percebemos que a paixão às vezes pode ser um tanto quanto obsessiva. Raciocinando em cima disso, pensemos, existe o número 1! O primeiro filme visto em uma sala de cinema!

Quem vos escreve foi ao cinema quando tinha 6 anos, pela primeira vez. Viu um filme que muitos gostam, outros nem tanto: “Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões“.

A aventura fora estrelada por Kevin Costner e contou com a ajuda de um elenco renomado: Morgan Freeman, Alan Rickman, Sean Connery, Christian Slater, Mary Elizabeth Mastrantonio, Hugh Laurie (sim, o “House” fez esse filme). Mais velho fui informado o quanto de curiosidade rolou por trás daquela produção. A mais curiosa: Sean Connery ganhou 250 mil dólares por dois dias de filmagens nesse longa. Após encerrar o trabalho, o veterano artista doou a quantia que recebeu para instituições de caridade. Um cavalheiro, não?!

Aquela jovem criança, que foi ao cinema pela primeira vez, saiu da sala pasmo, maravilhado e olhando para todos os lados, andares. Sim, havia dois andares. Era um cinema chamado América que ficava no coração da Praça Saenz Peña no bairro da tijuca, no Rio de Janeiro (cinema que hoje virou uma igreja, a fé que eu tinha nesse cinema se converteu, ou alguém lá de cima entendeu tudo errado).

De lá pra cá, muitos filmes se passaram e a paixão daquela criança pelo cinema só cresce.

Bem, essa foi a minha curta história! E a sua?

Qual o primeiro filme que você viu nos cinemas?

 

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10 Filmes sobre histórias reais de luta e perseverança!

Pegar como exemplo um personagem de um filme e refletir sobre sua caminhada e os paralelos com sua própria jornada pode ser algo que gera enorme aprendizados. Pensando nisso, separamos abaixo algumas dicas de filmes que podem se tirar lições diversas:

 

Hurricane – O Furacão

Baseado em dois livros sobre essa história real, o filme nos mostra um boxeador chamado Rubin “The Hurricane” Carter que fora injustamente acusado de homicídio e condenado à prisão perpétua. O longa-metragem é dirigido por Norman Jewison, e tem Denzel Washington no papel principal. Denzel recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Berlim, o globo de ouro e uma indicação ao Oscar pelo papel.

 

Eternamente Jovem

Na trama conhecemos um piloto que lá na década de 1930 resolve fazer parte de um experimento – ficar congelado por um determinado período – para lidar com a dor que o atinge após a sua namorada entrar em grave estado de saúde. Só que situações acontecem e ele acaba só acordando muitas décadas depois buscando assim se entender nesse novo mundo que o aguarda.

 

Mãos Talentosas: A História de Ben Carson

Disponível no catálogo da Netflix e baseado em fatos reais, em Mãos Talentosas: A História de Ben Carson conhecemos a história de um jovem pobre que após muito estudo e disciplina vira um dos maiores neurocirurgiões do planeta e também uma figura importante em um hospital (considerado um dos maiores do mundo) localizado em Baltimore, Maryland chamado Johns Hopkins. Vemos nesse emocionante filme a famosa cirurgia do Doutor Carson, uma separação de gêmeos siameses unidos pela parte posterior da cabeça.

 

O Último dos Moicanos

Dirigido pelo cineasta Michael Mann e protagonizado por Daniel Day-Lewis, em O Último dos Moicanos, ambientado no século XVIII, no período conflituoso da América colonial, conhecemos a história de um homem criado por índios que vai faz de tudo para defender o que acredita. Baseado no livro homônimo de James Fenimore Cooper.

 

Whiplash – Em Busca da Perfeição

O músico Andrew (Miles Teller) é um jovem talentoso que estuda na escola de música mais prestigiada dos Estados Unidos. O protagonista é um prodígio da bateria e não pensa em outra coisa a não ser estudar e aperfeiçoar todos seus movimentos. Certo dia, durante uma seleção surpresa para a principal banda de Jazz da escola em que estuda, Andrew é recrutado pelo temido professor Fletcher (J.K. Simmons) e assim começa uma trajetória de dor, sofrimento, dedicação, esforço e amor pela música.

 

Sangue pela Glória

Na trama, conhecemos o pugilista Vinny Pazienza (Miles Teller), um esportista adorado pelos fãs que vem em constante ascensão na carreira. Dias depois de mais uma grande vitória na carreira, pega uma carona em um carro luxuoso que acaba sofrendo um grave acidente numa estrada norte americana. Ficando entre a vida e a morte durante grande tempo, quando acorda do coma induzido descobre que será muito difícil conseguir andar e praticamente nulas as chances de voltar a praticar o esporte que tanto ama. Contando com a ajuda de seu treinador Kevin Rooney (Aaron Eckhart), que treinara anos mais cedo o inesquecível Mike Tyson, Vinny resolve arriscar sua própria saúde e aos poucos volta a treinar em grande nível tendo a incrível chance de conquistar mais um título mundial.

 

Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada

Na trama, conhecemos Joseph Bologne (Kelvin Harrison Jr.), nascido em Guadalupe, lugar que fica nas ilhas ao sul do mar do Caribe que pertence à França, filho de uma escrava e um senhor de terras que desde pequeno mostra sua vocação para música. Ele, sempre muito confiante e driblando o preconceito de muitos ao seu redor, consegue entrar na prestigiada Academia La Boessière onde desenvolve inúmeras habilidades virando um genial esgrimista, um gênio do violino. Os anos se passam e Joseph consegue grande destaque na alta sociedade francesa e em um determinado ponto, com um olhar crítico para tudo que acontece em uma Paris empolvorosa, escolhe seu lado na luta pelos direitos humanos.

 

De Tirar o Fôlego

O equilíbrio entre a mente e o corpo nos preenchimentos de lacunas ligadas aos limites. Um dos mais impactantes documentários lançados no universo dos streamings em 2023, De Tirar o Fôlego, indicado à cinco prêmios desde seu lançamento, nos mostra o forte elo de dois destinos que se cruzam através dos riscos de um dos esportes mais perigosos do mundo, o mergulho livre. Escrito e dirigido pela cineasta irlandesa Laura McGann, esse projeto tem a maestria de uma narrativa que consegue manter o interesse do espectador do início ao fim onde reviravoltas são vistas aos montes nos levando para enormes caminhos de tensão, angústia e reflexões sobre a vida.

 

O Homem que viu o Infinito

Na trama, conhecemos o humilde matemático indiano Srinivasa Ramanujan (Dev Patel) que mora em um lugar bem pobre em uma Índia fragilizada e carente por ajuda. Ramanujan é matemático e seu sonho é conseguir publicar alguma de suas teorias que ele acredita que podem dar uma luz à diversos conceitos que muitos diziam impossível. Assim, contando com a ajuda de pessoas que gostam dele, consegue que uma de suas cartas chegue até o grande Professor de Matemática Pura da Universidade de Cambridge, Godfrey Harold Hardy (Jeremy Irons) que logo o chama para Universidade (ouvindo os sábios conselhos do amigo e também brilhante matemático John Edensor Littlewood, interpretado pelo ótimo Toby Jones) e juntos começam a trabalhar em diversas teorias que vão de análise progressões de números primos até teorias que futuramente ajudariam a esclarecer os mistérios dos buracos negros.

 

Radioactive

Na trama, conhecemos Marie Skłodowska (Rosamund Pike), uma jovem cientista polonesa que vive na França pois onde encontra um berço para seus estudos. Sofrendo de preconceito por ser mulher e ter um gênio complicado de lidar, Marie acaba conhecendo o também cientista Pierre Curie (Sam Riley) por quem logo se apaixona e passa a dividir teorias sobre seu trabalho, chegando a descoberta das infinidades da radioatividade. A partir disso, muita coisa acontece e impacta não só sua vida pessoal mas a maneira com que vão usar todo esse conhecimento sobre radioatividade jogado às conclusões do mundo.

‘As Panteras’, ‘Missão Impossível’ e as Séries Clássicas que Viraram Filme

O CinePOP traz para você uma lista com algumas das grandes e mais icônicas séries do passado que ganharam nova roupagem no cinema. Vem saber e não esqueça de comentar quais as suas preferidas e também quais viraram os melhores filmes.

As Panteras

Começando com Charlie´s Angels (como é conhecido no título original), programa televisivo criado por Ivan Goff e Ben Roberts, que estreou em 1976. A série sobre três detetives mulheres que trabalhavam para uma agência de investigação particular, sob a administração do misterioso Charlie (que nunca aparecia), teve várias formações ao longo de suas cinco temporadas, até encerrar em 1981.

A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 2000 e trouxe Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu como o novo time. O longa recebeu uma sequência em 2003. Em 2011, um revival do programa de TV foi tentado, trazendo Annie Ilonzeh, Minka Kelly e Rachel Taylor como o novo trio, mas só viveu por uma temporada de 8 episódios. Este ano foi a vez de Kristen Stewart e Ella Balinska recrutarem Naomi Scott sob o comando de Elizabeth Banks dentro e fora das telas.

Missão: Impossível

A franquia da Paramount estrelada e produzida pelo astro Tom Cruise nasceu de um programa televisivo sobre espionagem. Da mente de Bruce Geller saiu a ideia sobre um grupo de agentes secretos de elite, trabalhando nas mais intrincadas missões sob o comando de James Phelps (Peter Graves). A série estreou em 1966 e durou por sete temporadas até 1973 – se mostrando um dos maiores sucessos da TV no período.

Na década de 1980, foi ensaiado um retorno para o programa, como mesmo Peter Graves à frente do elenco reprisando o papel de Phelps. A reedição, porém, duraria apenas duas temporadas, de 1988 a 1990. Já em meados da mesma década, o astro Tom Cruise adquiriu os direitos da propriedade e transformou a ideia numa das franquias mais rentáveis do cinema. Tudo começou em 1996, no filme que trouxe de volta o personagem Phelps, desta vez vivido por Jon Voight. De lá para cá já são seis filmes – com o último, Efeito Fallout, lançado ano passado – e contando.

A Família Addams

Os famosos personagens fúnebres nasceram das tirinhas criadas pelo cartunista Charles Addams, estreando em 1938. A ideia foi levada para a TV pela primeira vez em 1964, na série em live action (com atores reais), criada por David Levy. Os membros da bizarra família, incluindo Gomez (John Astin), Morticia (Carolyn Jones) e tio Fester (Jackie Coogan) estavam todos lá, mas apesar da fama, o programa durou apenas duas temporadas, até 1966. Seguindo, uma série em animação criada pela Hanna-Barbera foi ao ar em 1973, e durou apenas uma temporada.

A maior revitalizada que a família recebeu foi no longa-metragem para o cinema, digno de uma superprodução (também pelas mãos da Paramount), que trouxe em 1991, Raul Julia como Gomez, Anjelica Huston como Morticia e Christopher Lloyd como Fester. O filme foi um sucesso e ganhou continuação em 1993. No embalo dos filmes, seguiu uma nova série animada, que durou duas temporadas, de 1992 a 1993. Este ano, uma nova produção para o cinema na forma de um longa em animação chegará às telonas. Com estreia prometida para o dia 24 de outubro no Brasil, o novo A Família Addams traz as vozes de Charlize Theron, Oscar Isaac e Chloe Grace Moretz entre os dubladores.

Anjos da Lei

A Sony atingiu ouro quando lançou nos cinemas o reboot do seriado oitentista 21 Jump Street – título original. O programa, levado numa pegada mais séria (apesar do adicional humor jovial nas entrelinhas), falava sobre policiais com aparência de adolescentes infiltrados em escolas e universidades a fim de resolver casos condizentes com tal universo, como tráfico de drogas entre alunos, etc. . A série criada por Stephen J. Cannell e Patrick Hasburgh estreou em 1987 e tinha como grande trunfo apresentar ao mundo o então estreante Johnny Depp, protagonista do programa.

O seriado, um favorito deste que vos fala na infância, durou cinco temporadas até 1991. Mas o acerto mesmo veio na hora que Phil Lord e Christopher Miller levaram o material aos cinemas em 2012, transformando tudo num ar de extrema galhofa e comédia alucinada – mas o mais importante, extremamente engraçada – mostrando que a esta altura a ideia seria tratada de forma ridícula e incrível. Em casos assim é sempre melhor rir de si mesmo antes. Channing Tatum e Jonah Hill arrasaram em seus papeis e o longa ganhou continuação em 2014, outro grande acerto. Apesar do sucesso, a Sony ainda não decidiu o que fazer com um terceiro eventual filme.

Baywatch

Provando que um raio dificilmente cai no mesmo lugar duas vezes, o longa para o cinema de Baywatch, ou SOS Malibu, tentou seguir à risca o que a Sony havia feito com Anjos da Lei, mas se mostrou uma investida em vão. Assim como o seriado Anjos da Lei, o programa SOS Malibu era relativamente levado a sério – bom, o tanto quanto uma série sobre salva-vidas pode ser levada. O item acabou se tornando cult e caindo nas graças do público masculino em especial devido ao desfile de beldades em trajes mínimos, como fazia questão de ironizar a série Friends – embora o público feminino também não tivesse do que reclamar.

A série encabeçada por David Hasselhoff (famoso por outro programa antigo, A Super Máquina) foi criada por Michael Berk, Gregory J. Bonann e Douglas Schwartz, e apresentou ao mundo Pamela Anderson, além de outras loiras e morenas estonteantes. O programa durou inacreditáveis onze temporadas, de 1989 a 2001. E inclusive gerou um derivado: Baywatch Nights, na qual Hasselhoff ao lado de outra equipe resolvia casos como um detetive particular. O derivado durou duas temporadas, de 1995 a 1997. O longa de 2017 trouxe Dwayne Johnson como o novo Mitch (personagem de Hasselhoff), mas exagerou na caricatura e errou no primordial: simplesmente não teve graça.

O Fugitivo

O Fugitivo ainda se mantém como filme baseado em série de TV de maior prestígio do lote. Tudo porque é o único do subgênero a ter tido a honra de ser indicado para nada menos do que sete Oscar, incluindo melhor filme. A ideia surgiu de Roy Huggins para a história do médico Richard Kimble (David Janssen), acusado injustamente do assassinato de sua mulher, que corre contra o tempo para provar sua inocência, enquanto foge do policial Gerard (Barry Morse). A estreia do seriado foi em 1963 e durou quatro temporadas até 1967.

No cinema, Kimble recebia as formas de Harrison Ford na produção de 1993, e com direção de Andrew Davis se consagrava com um dos maiores filmes da época. Sorte grande disso tudo tirou Tommy Lee Jones, que ao encarnar o oficial Gerard, levou para casa a estatueta do Oscar como melhor ator coadjuvante. Fora isso, ainda ganhou um derivado que focava só nele em outra aventura intitulada U.S. Marshals – Os Federais (1998), na qual perseguia outro homem injustiçado, o ex-agente vivido por Wesley Snipes. O filme conta ainda com o agora renovado Robert Downey Jr.

Além da Imaginação

Igualmente conhecido por seu título original (The Twilight Zone), este programa se consagrou como um dos favoritos e mais emblemáticos para o grande público. O programa serviu para cimentar o molde das séries de antologia, na qual a cada novo episódio uma história totalmente diferente era apresentada, sem qualquer ligação aparente com a da semana anterior. Criado e apresentado por Rod Serling, a série em preto e branco debutava em 1959 (pouco tempo depois do advento da Televisão nos lares americanos) e durava por cinco temporadas até 1964.

Depois disso, com produção e direção de Steven Spileberg, a ideia era levada aos cinemas em 1983, com No Limite da Realidade (Twilight Zone: The Movie), filme que, assim como a série, foi dividido em episódios. O longa se tornou cult, mas um dos projetos menos conhecidos da filmografia do grande diretor de Hollywood. O programa tentaria sobrevida mais algumas vezes. A mais duradoura ocorreu nos anos 80, durando três temporadas de 1985 a 1989. Depois, nos anos 2000, apresentado por Forest Whitaker, o seriado durou apenas uma temporada, de 2002 a 2003. Este ano, pelas mãos do Midas Jordan Peele e Simon Kinberg estreou outro revival, contando com nomes chamativos a cada novo episódio – como Zazie Beetz, Seth Rogen, Sanaa Lathan, DeWanda Wise, Taissa Farmiga, entre outros. A segunda temporada já recebeu sinal verde.

‘Predador 2’ (1990) – Roteiro ORIGINAL da sequência teria o retorno de Arnold Schwarzenegger

Predador: Terras Selvagens‘ finalmente chegou aos cinemas e promete continuar a franquia com todo o sucesso. Assista ao trailer aqui!

Voltando 38 anos no passado, nos deparamos com o sucesso do primeiro filme, estrelado pelo austríaco Arnold Schwarzenegger. A produção fez um enorme sucesso surpresa na época e elevou o nome do ator musculoso a um novo patamar em sua carreira. Ainda hoje o longa é enaltecido como um dos melhores filmes de ação, ficção e terror dos anos 80. Tamanho prestígio, é claro, colocou cifrões nos olhos dos executivos da 20th Century Fox na época, que em pouco tempo deram sinal verde para uma sequência começar a sair do papel.

Para a empreitada, o primeiro passo foi recrutar novamente os roteiristas irmãos Jim e John Thomas do original, para bolar uma nova história envolvendo o caçador de safari intergaláctico que havia caído no gosto popular.

Leia também: ‘O Predador: A Caçada’ | Saiba como seria o VISUAL do alienígena caçador no Clássico de 1987

No entanto, segundo os próprios irmãos Thomas, originalmente não havia planos para uma continuação e antes de começarem a escrever o tratamento para uma, o estúdio queria esperar para ver como a série de Histórias em Quadrinhos com o personagem iria se sair com seu público-alvo: crianças e adolescentes. Intitulada Predator: Concrete Jungle, a série em quadrinhos foi lançada em 1989 e logo se tornaria um enorme sucesso. É curioso, mas nos anos 80, o sinal verdade para uma produção cinematográfica podia depender da recepção de uma HQ. Desta forma, o mesmo produtor Joel Silver do original pôde finalmente convencer os executivos da Fox a liberarem a tão esperada continuação de O Predador.

O sinal verde para a continuação ‘Predador 2’ foi dado não pelo sucesso do filme original, mas sim de uma HQ.

Mas não foi apenas esta ligação que Predador 2 teria com os quadrinhos, inúmeros conceitos foram tirados desta HQ, como levar o alienígena da floresta para a cidade grande – no filme a Nova York das tirinhas precisou ser mudada para Los Angeles por motivos orçamentários. Porém, estavam lá a forte onda de calor que assolava a metrópole, o policial que seria o novo protagonista da história e os misteriosos oficiais do governo que tentavam encobrir a existência dos Predadores para adquirir sua tecnologia. A diferença é que o cabeça destes oficiais do governo era o mesmo General Phillips (R.G. Armstrong), responsável por comandar a operação no primeiro filme, e o policial protagonista era o irmão de Dutch, o personagem de Schwarzenegger. Até mesmo a cena do ataque do alienígena dentro do metrô é originária dos quadrinhos. Os roteiristas acharam este um dos momentos mais interessantes da trama nos quadrinhos e incluíram em sua narrativa.

Leia também: ‘O Predador’ | Ranqueamos do PIOR ao MELHOR Toda a Franquia – Incluindo o recente ‘O Predador: A Caçada’

No tratamento original do roteiro escrito pelos irmãos Thomas, Dutch (Schwarzenegger) retornaria. Ele agora seria o líder de um time que caçaria o Predador em Los Angeles. É dito também que desta vez o personagem não seria o protagonista do filme, dividindo essa vaga com o tal policial durão que terminou ganhando as formas de Danny Glover (saído do sucesso dos dois primeiros Máquina Mortífera). Ou seja, isso significaria que Arnold teria que dividir os créditos principais com Glover para esta sequência – o que pode ter sido o motivo de sua desistência do projeto. Ainda segundo o diretor Stephen Hopkins, escolhido para comandar o segundo filme, Arnold teria recusado um papel coadjuvante no filme não por não ter gostado do roteiro, e sim por causa de conflitos de agenda com Um Tira no Jardim da Infância (também lançado em 1990). Em entrevista em 1991, Hopkins se disse aliviado, já que a entrada de Arnold no projeto significaria uma enorme mudança no roteiro.

Inicialmente, Arnold Schwarzenegger retornaria como Dutch para a sequência ‘Predador 2’.

Há ainda os que afirmam que a recusa de Schwarzenegger na sequência foi meramente salarial. É a história que o produtor John Davis conta, dizendo que o astro teria pedido mais US$250 mil acima de seu cachê – o que o estúdio se recusou a pagá-lo. Outros ainda dizem que Arnold recusou porque estava ocupado gravando O Vingador do Futuro (outro blockbuster que o ator lançou em 1990). E por fim, alguns relatos apontam que o ator não gostou do caminho que o roteiro seguiu com Dutch, o transformando quase no vilão do filme. Nessa linha narrativa, Dutch teria o papel que depois foi remodelado para abrigar Peter Keys, o personagem vivido por Gary Busey na sequência. O papel seria bem mais substancial com Arnold em cena. Com a saída do austríaco do projeto, o papel foi reduzido.

Leia também: ‘O Predador: A Caçada’ | Relembre o clássico ‘O Predador’ (1987) – que completa 35 anos em 2022

Existe ainda outro argumento envolvendo o personagem de Dutch. Trata-se de uma explicação de bastidores sobre seu paradeiro e seu sumiço no segundo filme. Nessa narrativa, Dutch foi hospitalizado após o fatídico encontro com o Predador no primeiro filme. Ele estaria sendo tratado por envenenamento por radiação, como resultado da exposição ao mecanismo de autodestruição do alienígena. Keys o encontra e o interroga no hospital. Depois, o oficial do governo parte com sua equipe para a mesma floresta a fim de investigar evidências da criatura. Nesse meio tempo, Dutch desaparece do hospital. Já o ator Gary Busey conta ainda outra história. Segundo o ator, Keys estava à frente de novas missões para caçar o Predador, e algumas envolvendo Dutch já recuperado. Os dois estariam trabalhando juntos, até que Keyes perde contato com Dutch.

Predador 2’ quase teve como protagonista o ator marcial Steven Seagal enfrentando a criatura intergaláctica. Já pensou?

Antes do ótimo Danny Glover ser contratado para viver o policial durão Mike Harrigan em Predador 2, outros atores foram cogitados. Entre eles o saudoso astro Patrick Swayze, então saído do sucesso de Dirty Dancing, e que no mesmo ano estrelaria o fenômeno indicado ao Oscar Ghost – Do Outro Lado da Vida. É possível que com o envolvimento de Swayze o personagem fosse criado como o irmão de Dutch. Porém, o ator terminou machucado durante as filmagens de Matador de Aluguel (1989) e precisou se retirar do projeto. O estúdio, no entanto, tinha outros planos para quem achava que devia protagonizar Predador 2. A Fox estava interessada em fechar acordo com Steven Seagal, astro das artes marciais transformado em ator, que havia estrelado seu primeiro filme com Nico – Acima da Lei (1988). Nessa época Seagal era visto como potencial novo astro da ação e a Fox o queria eu seu filme.

O diretor Stephen Hopkins chegou inclusive a se encontrar com Steven Seagal para discutir o papel. Os dois não conseguiram chegar a um consenso sobre como viam o policial protagonista. Seagal achava que o personagem deveria ser um psiquiatra da CIA que lutava artes marciais – ou seja, um sujeito inteligente e exímio guerreiro. Já Hopkins queria seguir a linha do “homem comum”, fazendo do protagonista um policial dedicado, porém, um homem do povo, que poderia ser qualquer um, sem habilidades especiais. Muito disso é o que vemos de fato em tela com a personificação de Danny Glover. Assim, Seagal e Predador 2 se separariam e seguiriam caminhos diferentes, com o ator partindo para estrelar Marcado para a Morte (lançado também em 1990) para a mesma Fox. Uma curiosidade é que ambos Marcado para a Morte e Predador 2 usam como tema de seus filmes gangues de jamaicanos violentas, controlando o crime na cidade de Los Angeles. O fato foi inspirado na realidade, já que durante os anos 80 e 90, gangues jamaicanas realmente “tocavam o terror” em grandes cidades nos EUA.

‘Slasher’: 3ª temporada ganha novos detalhes; Confira!

O Bloody Disgusting conseguiu novas informações sobre a 3ª temporada de ‘Slasher‘, que será lançada pela Netflix. Segundo o site, Adam MacDonald (‘Sobreviventes‘ e ‘Pyewacket‘) irá dirigir todos os episódios do terceiro ano.

A trama do próximo ciclo vai seguir um serial killer que busca vingança contra testemunhas de um assassinato que moram em um complexo de apartamentos.

A série foi criada por Aaron Martin (‘Being Erica‘). Ian Carpenter, que criou a nova série de ficção científica da Netflix, ‘Another Life‘, servirá como produtor executivo e showrunner da terceira temporada.

A primeira temporada foi lançada pelo canal Chiller, mas a Netflix encomendou novas temporadas e a transformou em uma série original do streaming.

O terceiro ano deve estrear em 2019.