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Relembre ‘Terror em Silent Hill’, adaptação de game completa 15 Anos

Tentativa de adaptar famosa franquia dos games foi lançada em 2006

Mortal Kombat (2021) teve seu trailer amplamente elogiado pela proximidade visual com o material fonte, no caso os jogos da NetherRealm Studios. No quesito figurinos e efeitos visuais, tamanha é a semelhança que não é difícil confundir os pôsteres individuais dos personagens com o trabalho de divulgação feito para o mais recente game da franquia: Mortal Kombat 11.

Tamanha foi a aceitação estética do futuro lançamento que imediatamente já se criou uma expectativa em torno da história, essa ainda nem tão aprofundada. No entanto, outras adaptações de videogames também já priorizaram muito de seus recursos, anteriormente, em prol de uma estética o mais próxima possível do material fonte. Isso falava mais alto do que necessariamente entender como aquela história, pensada para ser algo interativo, poderia ser adaptada em uma experiência cinematográfica.

Foi assim com Resident Evil 2: Apocalipse, World of Warcraft e, o tema do texto, Terror em Silent Hill. A saga de terror psicológico lançada pela Konami em 1999 foi projetada inicialmente para ser algo semelhante ao que o primeiro Resident Evil havia sido três anos antes: uma experiência sensitiva, que tentava se aproximar da estética de uma produção hollywoodiana; isto é, no que a tecnologia da época permitia. Isso não funcionou e o planejamento passou a girar em torno de uma história de horror psicológico (tendo elementos também de survivor horror) com grande foco em momentos de pura tensão e ambientes macabros.

Silent Hill” é amplamente considerada a maior franquia de terror dos games

Dessa forma, a identidade visual dos jogos de Silent Hill são tradicionalmente bem marcantes pelas suas fases externas com o denso nevoeiro e, quando a sirene toca, esse silêncio sepulcral se converte em uma representação aterrorizante de algo infernal. Obviamente o jogo não se pauta unicamente nesse aspecto, tendo na ambientação apenas uma ferramenta a mais para compor a narrativa presente no roteiro.

Mas isso, aparentemente não compreendido pelo filme Terror em Silent Hill, lançado em 2006. Inspirado na onda de adaptações de games que aconteceram no início do século, no qual o conceito vigente era “aparência ao invés de essência”, o diretor Christophe Gans comprou a ideia de que se sua obra sugasse o que os jogos aparentemente tinham de melhor, no caso a ambientação, então ele poderia fazer as modificações que melhor lhe parecessem.

É triste constatar que o fraco roteiro do filme não foi capaz de acompanhar o visual fiel aos jogos

Dessa forma o filme mistura elementos presentes não só no primeiro jogo como do segundo também, descaracterizando um personagem chave como o Cabeça de Pirâmide (intimamente ligado ao protagonista do segundo jogo) ao colocá-lo em uma trama muito mais inspirada no primeiro jogo. Isso tudo acaba sendo o percurso para se criar um filme de terror que possa conter os elementos de jump scares, monstros de computação gráfica e uma reviravolta final; logo, algo muito mais alinhado com o que se aceitava na época de uma produção de terror para o grande público.

Por outro lado, Terror em Silent Hill é uma das mais, senão a mais, fiéis adaptações de um jogo para o cinema em termos visuais. O filme contrabalança muito bem o tempo de tela em que a ambientação é a de cidade enevoada e deserta (isso principalmente nas tomadas externas) com o momento em que a sirene é tocada e a conversão para um cenário mais explicitamente macabro ocorre (tanto em tomadas externas quanto internas, mas priorizando os ambientes fechados).

A presença do Cabeça de Pirâmide cumpre a função de ser o monstro de CGI que se destaca dos outros mais genéricos e só se torna problemática quando comparada à sua participação no material fonte. Por priorizar pelo visual, é interessante ver que o filme apoia muito o andamento da trama unicamente sobre o potencial estético dos cenários. Conforme dito anteriormente, ele seguiu a cartilha de filmes de terror vigentes até então no qual o foco não era o roteiro, mas os sustos.

Apesar de não ser, nem de longe, um exemplar do gênero a servir de modelo para obras vindouras, Terror em Silent Hill conquistou um espaço cativo na comunidade de fãs pela sua fidelidade visual. Bem além disso ele é um importante aviso para adaptações de games sobre a faca de dois gumes que é a atenção ao visual em detrimento da história. Esse que provavelmente é o principal e último empecilho que impede os jogos de serem tema de um novo movimento do cinema de massa.

‘Mulher-Aranha’: Daisy Ridley vai estrelar o filme solo? Atriz responde!

A atriz Daisy Ridley já havia expressado o seu interesse em estrelar o filme solo da ‘Mulher-Aranha’, em uma recente entrevista à escritora Sariah Wilson (‘The Friend Zone’), em virtude dos inúmeros rumores que circularam na internet.

E em uma entrevista ao ComicBookMovie, a atriz voltou a comentar a respeito das especulações sobre a sua escalação para o projeto, que contará com a Olivia Wilde na direção.

Evitando conferir uma resposta categórica, ela compartilhou seu desejo de ingressar em uma grande franquia, salientando excepcional trabalho da Marvel com a minissérie ‘WandaVision‘:

“Bem, é engraçado porque, recentemente, alguém me perguntou de improviso sobre os rumores da Mulher-Aranha e eu disse, ‘Oh, isso parece ótimo’. E aparentemente, agora eu me declarei como a principal opção para ser a Mulher-Aranha, o que não é verdade! É engraçado porque eu realmente não escolho as coisas… Eu [não] planejei fazer outro ‘grande filme’. Eu apenas li o roteiro de Mundo em Caos e adorei a ideia. Mas basicamente, se algo ótimo surgir, é claro que estaria aberta a qualquer coisa. Acabei de terminar de assistir WandaVision. O que eles fizeram com isso é tão incrível, diferente e interessante. Estar particularmente naquele mundo, que está sempre mudando e se reinventando, seria muito emocionante”.

Anteriormente, Olivia Wilde participou do Shut Up Even Podcast e comemorou a contratação como diretora, prometendo entregar um grande filme

“O que eu posso dizer é que dirigir esse filme é a coisa mais empolgante que já me aconteceu. Não se trata apenas de contar uma história, de verdade. Mas é difícil. Quando falamos com Kevin Feige, parece que ele está apontando uma arma para você!”, brincou.

Wilde dirigiu o elogiadíssimo ‘Fora de Série‘.

Por enquanto, ainda não há muitos detalhes sobre o projeto, então não se sabe qual das versões da heroína será adaptada no roteiro que será escrito por Katie Silberman (‘Fora de Série’). 

Para quem não conhece, a Mulher-Aranha tem sido o alter ego de vários personagens da linha do tempo do Homem-Aranha ao longo dos anos, incluindo Gwen Stacy, Mary Jane Watson e Jessica Drew, que foi a primeira a usar o traje no final dos anos 1970.

Lembrando que a atriz Zoey Deutch, de ‘The Politician‘, ‘Antes que Eu Vá‘ e ‘Academia de Vampiros‘, revelou em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP que também gostaria de interpretar a personagem.

Assista:

Vale lembrar que Zoey já foi cotada para interpretar a Batgirl na DC.

A Sony tem planos definitivos para a introduzir a Mulher-Aranha e já está considerando algumas atrizes para o papel, entre elas, Shailene Woodley (‘A Culpa é das Estrelas’) e Olivia Cooke (Jogador Nº 1).

‘Batman Eternamente’ – Saiba como seria a versão dirigida por Tim Burton

Podemos dizer que o diretor Tim Burton mudou para sempre o conceito de como os filmes baseados em quadrinhos de super-heróis eram vistos pelo público, crítica e os estúdios de Hollywood. Batman (1989) foi um grande divisor de águas. Mas quando foi a hora de dirigir o terceiro filme do Homem Morcego – o qual o cineasta já havia detalhado e se preparado – a Warner resolveu afastá-lo após o resultado sombrio e não recomendado para crianças de Batman, o Retorno (1992).  Assim, Burton terminou apenas produzindo Batman Eternamente (1995), que completou 26 anos em 2021.

Enquanto um novo filme do Cavaleiro das Trevas de Gotham está sendo produzido com Robert Pattinson no papel do herói, nesta nova matéria iremos adentrar uma realidade alternativa e investigar um pouco mais sobre o filme que Burton queria fazer e quase fez. Vamos conhecer como seria o Batman Eternamente de Tim Burton.

Título

Tim Burton estava preparado para começar as filmagens de seu terceiro Batman. O filme inclusive já passava pela fase de pré-produção, tendo sido criados tratamentos do roteiro e inclusive testes de figurino. O diretor afirmou em entrevistas que não gosta nada dos títulos que vieram a seguir. Sobre o título Batman Eternamente o diretor disse: “Parece uma destas tatuagens que os adolescentes fazem e depois se arrependem”. O título do filme de Burton seria Batman Continues, ou Batman Continua. Acham melhor?

Diretor

Tim Burton queria dirigir um terceiro filme do cruzado de capa, porém, após o resultado sombrio e violento de Batman, o Retorno (1992), executivos da Warner, que não haviam conseguido associar a produção a quase nenhum merchandising (brinquedos ou até mesmo o McLanche feliz), optaram por afastar diretor ao cargo de produtor. A ideia dos executivos do estúdio era por um filme mais leve e mirado às crianças. Para isso, muitas cores foram adicionadas à direção de arte e fotografia. Joel Schumacher, famoso por obras como Os Garotos Perdidos (1987) e O Cliente (1994), foi o cineasta escolhido para ocupar a cadeira de diretor. Antes dele, no entanto, alguns outros foram cogitados, incluindo Sam Raimi – que havia feito seu próprio filme de super-herói original com Darkman: A Vingança sem Rosto (1990) e viria a comandar Homem-Aranha (2002).

O curioso é que Schumacher já revelou em entrevistas que sua opção também era por um filme mais sombrio, focado nos traumas e medos do herói, e em sua origem. No entanto, o estúdio seguia forçando por um tom mais leve e infantil. O ator Michael Keaton disse em entrevistas que os primeiros tratamentos do terceiro Batman justamente focavam na origem do herói, elemento que não havia sido adereçado até então no cinema. Esta origem voltaria a ser tópico numa produção do Homem Morcego em 2005, quando Christopher Nolan assumiu Batman Begins.

Protagonista

Obviamente, Michael Keaton vestiria a capa e o capuz do herói de novo no filme de Burton. Porém, quando o diretor foi afastado pelo estúdio, o protagonista começou gradativamente a perder o interesse em estrelar o filme. Keaton chegou a ter reuniões com Joel Schumacher após o diretor ser confirmado no comando do terceiro Batman, mas terminou optando se desligar da produção por não concordar com o caminho que o cineasta e o estúdio estavam levando o personagem. Keaton disse em entrevistas que o roteiro era simplesmente muito ruim e que não tinha interesse em ver o personagem mirado apenas para a venda de produtos, como brinquedos para crianças. O ator também não gostou do tom leve e colorido que o longa seguia.

Depois da saída de Keaton, inúmeros atores foram cogitados para assumir a capa do Morcego. Isso era algo importante, pois o ator escolhido seria o segundo intérprete do personagem no cinema. Schumacher terminou optando por Val Kilmer, que aceitou o papel sem sequer ler o roteiro. Durante as filmagens, no entanto, Kilmer se mostrou um pesadelo para o diretor, que definiu seu comportamento como “infantil”. Os dois brigavam constantemente e Schumacher terminou precisando substituí-lo para o filme seguinte. Para Batman & Robin (1997), saía Kilmer e entrava George Clooney. Algo que me diz que Val saiu ganhando nessa.

Duas-Caras

O Duas-Caras de Tommy Lee Jones é um dos pontos baixos de um filme que já não é grandes coisa. O ator escolhe interpretar o vilão atormentado e cruel como uma espécie de palhaço bufão. Curiosamente, durante as filmagens, Jones disse na cara do colega de cena Jim Carrey que o odiava, não o respeitava, não gostava de seus filmes e não podia aprovar sua canastrice. Ao assistir ao filme podemos reparar que o desempenho de Jones nada mais é do que uma imitação do que Carrey costumava fazer.

Seja como for, o primeiro intérprete do personagem no cinema (ou ao menos uma parte dele) foi o ator Billy Dee Williams, o eterno Lando Calrissian de O Império Contra-Ataca (1980). Williams viveu Harvey Dent, o alter ego de Duas-Caras, em Batman (1989), de Tim Burton, numa pequena participação. O ator afirmou em diversas entrevistas que o principal motivo de ter aceitado o papel foi sua eventual transformação no vilão bipolar – ele possuía inclusive uma cláusula em seu contrato que o garantia o papel. A Warner teve que pagar a multa ao ator na hora de desligá-lo do projeto. Williams recebeu recentemente um prêmio de consolação e finalmente viveu o vilão Duas-Caras na animação LEGO Batman (2017), infinitamente superior a Batman Eternamente.

Fontes também afirmam que o personagem havia sido pensado em alguns tratamentos de Batman, o Retorno (1992), e o desfecho do filme traria a Mulher Gato usando os fios do gerador do Pinguim para desfigurar Harvey Dent, que assim se transformaria no Duas-Caras. O roteiro foi readaptado usando muitas das ideias do personagem para Max Schreck, vivido por Christopher Walken.

O curioso é que apesar da treta entre Williams e o estúdio, muitos afirmam que o vilão Duas-Caras não estava originalmente nos planos de Tim Burton para o terceiro filme. E que ele só foi adicionado com a entrada de Schumacher no projeto. Será que Burton o estava reservando para um quarto filme? Ou será que iria voltar atrás a pedido do estúdio e inserir o vilão nas formas de Williams?

Charada

Com o vilão Charada existe mais confusão. Definitivamente este seria o vilão do terceiro filme de Burton, confirmado por todas as fontes. Algumas dizem que seria o único vilão do filme, outras que seria o vilão principal, mas nenhuma o descarta. No entanto, a questão sobre seu intérprete é o mais nebuloso. A maioria das fontes afirma que Robin Williams viveria o enigmático antagonista na versão de Burton e que foi dispensado quando Schumacher assumiu. Outros dizem que Williams recusou o papel ainda na fase Burton por estar chateado com a Warner – que o havia oferecido o papel do Coringa no primeiro filme e depois entregue a Jack Nicholson, um ator mais renomado.

Aparentemente, a versão de Williams teria um corte de cabelo na forma de um ponto de interrogação. Ideia que Jim Carrey quis trazer à sua encarnação, mas foi impedido, pois precisava aparecer em corte para finalizar seu divórcio. Outras fontes afirmam que a escolha de Burton para o antagonista era Micky Dolenz, um dos integrantes do grupo The Monkeys. Fora isso, a identidade do personagem não seria Edward Nygma, mas sim Lyle Heckendorf, um industrialista rival de Bruce Wayne, e não um funcionário de sua empresa. O vilão conseguiria seu uniforme no circo e o adaptaria para o do Charada.

Interesse Amoroso

Inicialmente, Burton queria a volta da Mulher Gato, de Michelle Pfeiffer. O sonho de um novo filme com a anti-heroína perdurou por décadas nas mentes de Burton e Pfeiffer, que chegaram a cogitar um filme solo para a felina. Mas isso não eliminaria a presença da Dra. Chase Meridian, personagem criada para o filme, sem ter aparecido em qualquer HQ. Antes de Nicole Kidman ser escolhida para o papel na versão de Schumacher, Burton havia batido o martelo em Rene Russo, então no auge de sua carreira, saída dos sucessos de Máquina Mortífera 3 (1992) e Na Linha de Fogo (1993). Não é confirmado, mas espera-se que esta versão fosse mais interessante e sofisticada do que a maníaca sexual interpretada por Kidman – que tudo o que parecia querer da vida era ir para cama com um total desconhecido em roupa de morcego.

No entanto, quando Burton foi tirado de jogada e, consequentemente, Keaton pulou fora, os produtores e Schumacher acharam Russo (então com 41 anos) muito velha para Val Kilmer (35 anos na época). Keaton tinha 43 anos na época. Assim, Russo foi substituída por Kidman, com 28 anos na época. Não deixa de ser curioso imaginar como seria a dinâmica de dois interesses amorosos na vida do morcego (a Mulher Gato e a Dra. Chase) na versão de Burton.

Robin

Outro caso peculiar. O ajudante do cruzado de capa sempre foi motivo de piada, mas o “menino prodígio” figurou em muitos tratamentos dos roteiros, desde o filme original de 1989. Em certo momento, chegou-se a cogitar um filme de Batman voltado ao humor, mais na veia do seriado da década de 1960 – espírito este revivido por Batman & Robin (1997). Neste tratamento cômico para o personagem, Batman teria como intérprete Bill Murray, e Eddie Murphy seria seu Robin. Por mais absurda que seja a proposta, Burton tirou uma ideia deste conceito. É claro que o diretor aboliu qualquer pensamento cômico e trouxe o Batman sombrio que o mundo viria a conhecer e repetir até hoje.

Porém, o que Burton tinha interesse mesmo era em utilizar um Robin negro. O cineasta já havia mudado a etnia de Harvey Dent, e sua escolha para o parceiro do herói era Marlon Wayans (Todo Mundo em Pânico). Uma escolha ousada e difícil de acreditar – não pela questão racial, mas pela associação do ator a projetos duvidosos. O que poucos sabem, no entanto, é que Wayans possui desempenhos dramáticos e mais contidos em seu repertório, vide Réquiem para um Sonho (2000) e G.I. Joe (2009), papeis nos quais se saiu bem. Na época, com 23 anos, Wayans já havia feito testes para figurinos do personagem, que seria adicionado em Batman, o Retorno (1992), mas terminou sendo excluído.

Wayans, que na época não era famoso, já havia assinado o contrato para o personagem. A Warner, novamente, pagou uma multa ao ator para que Chris O´Donnell assumisse o papel.

Espantalho

O assustador vilão do Homem Morcego que trabalha à base do medo só deu as caras no cinema em 2005, no filme Batman Begins. No entanto, Tim Burton tinha planos para o personagem em um de seus filmes. Num dos tratamentos do roteiro, o diretor planejava trazer o antagonista às telas na forma de Brad Bourif, a voz do boneco Chucky, da franquia Brinquedo Assassino. Não seria demais ouvir a voz do Espantalho soando como a o boneco mais creepy do cinema?

E você, o que acha da versão de Tim Burton para Batman Eternamente? Acha que iria funcionar ou ficaria ruim? Está satisfeito com a versão que temos de Joel Schumacher? O que poderia ser melhorado? Comente.

Ps. Veja abaixo o modelo do uniforme do herói na versão de Tim Burton.

‘The Night House’: Rebecca Hall descobre segredo HORRIPILANTE em sua casa; Assista ao trailer!

The Night House‘, terror estrelado por Rebecca Hall (‘Godzilla vs Kong‘), ganhou trailer legendado.

A trama dirigida por David Bruckner acompanha uma viúva que começa a descobrir os segredos perturbadores de seu marido após sua morte recente.

A estreia está marcada para 15 de julho no Brasil.

Confira o trailer, junto com a sinopse:

Ainda abalada pela morte inesperada de seu marido, Beth (Hall) fica sozinha numa casa à beira do lago que ele construiu para ela. Tentando se estabelecer na casa, ela começa a surtar por conta de estranhos pesadelos. Sentindo-se atraída por visões uma figura que chama por seu nome, Beth começa a vasculhar os pertences do marido na busca por respostas.

O elenco também conta com Stacy Martin, Vondie Curtis Hall, Sarah Goldberg e Evan Jonigkeit.

‘Godzilla vs. Kong’ ganha novo cartaz incrível; Confira!

Warner Bros. divulgou um novo cartaz oficial do vindouro cross-over titânico Godzilla vs. Kong’, que chega aos cinemas no dia 29 de abril.

Confira:

O filme teve a melhor estreia do cinema desde o começo da pandemia, arrecadando US$121,8 milhões nas bilheterias mundiais e dando a Hollywood a esperança de que as tendas de sustentação possam retornar com a reabertura das salas.

O longa alcançou sucesso principalmente na China, onde arrecadou enormes US$70,3 milhões, além de ter abertura sólida no México, na Austrália e na Rússia.

Falando nisso, as críticas do filme foram divulgadas pela imprensa norte-americana e o filme recebeu 80% de aprovação no Rotten Tomatoes – tornando-se o filme mais bem avaliado do Monsterverse.

O primeiro filme da saga, ‘Godzilla‘ (2014), é o segundo mais bem avaliado – com 76% de aprovação. Em terceiro lugar vem ‘Kong: Ilha da Caveira‘ (2017) – com 75% de aprovação. Em quarto, e com a pior avaliação, vem ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ (2019), com apenas 42%.

As lendas se enfrentam em “Godzilla vs. Kong”, quando esses adversários míticos se encontram em uma espetacular batalha, na qual o destino do mundo entrará em jogo. Kong e seus protetores embarcam em uma jornada perigosa para encontrar seu verdadeiro lar. Com eles está Jia, uma jovem órfã que tem uma ligação única e forte com Kong. Mas eles não sabiam que estavam no caminho de um Godzilla enfurecido, que está deixando um rastro de destruição pelo planeta. Esse combate épico entre os dois titãs, instigado por forças ocultas, é apenas o começo do mistério que jaz no núcleo da Terra.  

Dirigido por Adam Wingard (‘Você é o Próximo‘), o longa dará continuidade aos eventos de ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ e ‘Kong: A Ilha da Caveira‘.

Revelado como ‘Kong – A Ilha da Caveira’ se conecta a ‘Godzilla’ [SPOILER]  

O elenco conta com Millie Bobby Brown, Julian DennisonRebecca HallEiza GonzalezBrian Tyree HenryAlexander Skarsgård, Jessica Henwick Demian Bichir.

Ranking | Do Pior ao Melhor do Batman

Hoje (30), o maior super-herói de todos os tempos, Batman, faz 82 anos! Sua estreia ocorreu na HQ Detetive Comics #27, em 1938, criação de Bob Kane.

Não há dúvidas de que, ao lado de Superman, Batman é um dos super-heróis mais conhecidos até mesmo para aqueles que nunca leram uma história em quadrinhos. A imagem de um detetive justiceiro vestido de morcego que combate o crime já virou mito e parte do imaginário popular da humanidade.

Depois de aparecer em desenhos e séries de TV de gosto questionável, era apenas uma questão de tempo até que ele adentrasse os cinemas e isso já aconteceu 8 vezes com diferentes diretores e atores assumindo o que é considerado por muitos um privilégio.

Como tudo na vida, esta jornada nos cinemas possui seus altos e baixos e chegou o momento de tentar ranquear cada um dos filmes para eleger os melhores e piores. Cada filme foi avaliado levando em consideração também a época de lançamento e a situação atual do personagem, pois isso é algo muito relevante na hora de distribuir os méritos. Vale ressaltar que estão sendo levados em consideração apenas os filmes “live-action” e por isso nenhuma das animações, mesmo as de longa-metragem, foram incluídas.

E, como sempre, encorajo todos a compartilharem o seu ranking pessoal e suas motivações nos comentários!

8. Batman & Robin (1997)

Lembra que eu falei dos altos e baixos? Pois é, este é sem dúvidas o ponto mais baixo da franquia do homem-morcego nos cinemas. O tom caricato com o qual Joel Schumacher abordou o herói chegou no seu “ápice” com bizarrices de sobra, desde os “bat-mamilos” que assombram George Clooney até hoje ou o “bat-cartão-de-crédito” até a adição totalmente desnecessária de uma “Batgirl” interpretada por Alicia Silverstone. A lista de atrocidades é grande, assim como a indignação dos fãs e a certeza de que este é o pior filme do Batman de todos os tempos que fez com que a franquia ficasse “na geladeira” por mais de 8 anos.

 

7. Batman Eternamente (1995)

O primeiro “golpe” dado por Joel Schumacher na franquia do Batman não foi tão destruidor como o segundo e o resultado foi um filme que, mesmo sendo muito ruim, ainda tinha algumas pequenas coisas a seu favor. Apesar de já aparecer condenado por um roteiro bobo e cheio de piadas sem graça, a verdade é que Val Kilmer se esforçou bastante e foi pelo menos um Batman decente e um Bruce Wayne razoável. Visualmente falando, apesar do ar mais leve e caricato, fica clara a intenção de manter alguns dos aspectos visuais que marcaram o personagem na época em que Tim Burton estava no comando, o que acabou impedindo que o filme descambasse para o show de horrores que foi sua sequência.

 

6. Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016)

Não chegamos nem na metade da lista e já encontramos o filme mais recente? Pois é, apesar das partes com o Batman funcionarem muito bem, o fato é que ele está inserido num filme que tentou abraçar o mundo e juntou muita coisa em uma história só. No malabarismo para tentar fazer num único filme a junção de universos que a Marvel demorou vários longas construindo, a DC acabou deixando as bolas cair e não desenvolvendo corretamente vários personagens. A falta de um vilão clássico do cavaleiro das trevas também foi um ponto negativo. Mas, ainda que tenhamos sido forçados a ver mais uma interpretação da origem do herói, o fato é que Ben Afleck se saiu muito bem como o Batman mais velho e menos otimista, apesar de não ter gostado muito da sua facilidade em matar. É uma versão do homem-morcego que muitos sonhavam em ver nas telonas e as cenas de luta são extremamente viscerais e satisfatórias.

 

5. Batman: O Retorno (1992)

A sequência do sucesso de 1989, apesar de ainda contar com Tim Burton no comando, teve vários problemas de produção que mostraram um diretor sob pressão e perdendo sua liberdade criativa. Ainda assim, o filme conseguiu ter um sucesso relativo e vários aspectos positivos, principalmente no time de vilões. Continuando a tradição iniciada por Jack Nicholson, temos desta vez dois grandes atores como antagonistas do vigilante de Gotham: Danny Devito como Pinguim e a belíssima Michelle Pfeiffer como a melhor “Mulher Gato” já retratada no cinema. Um bom filme que, apesar de não corresponder às grandes expectativas, foi uma iteração digna do personagem.

 

4. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

O filme que fechou a excelente trilogia de Nolan no universo de Batman, ainda que inferior aos anteriores, tem excelentes momentos, um ótimo vilão e um desfecho satisfatório que obrigou a DC a reiniciar a franquia. Vemos um Batman recluso e já sofrendo fisicamente após anos de surras defendendo o crime. O Bane de Tom Hardy, ainda que difícil de entender com aquela voz esquisita, se mostrou um adversário à altura do homem-morcego. A mulher-gato de Anne Hathaway, apesar de não ter o mesmo carisma da de Pfeiffer, também é um ponto alto do filme e sua escolha como interesse romântico do herói também se mostrou muito acertada.

 

3. Batman Begins (2005)

Este longa de 2005 tinha a difícil tarefa de apagar das mentes dos fãs as atrocidades cometidas pelos filmes de Joel Schumacher. Coube ao talentosíssimo Christopher Nolan este desafio e ele era sem dúvidas a pessoa certa para o trabalho. Na verdade, não vejo Nolan fazendo outro filme de super-heróis e o Batman era a escolha perfeita para seu estilo realista e visualmente impactante. O grande ponto fraco é a falta de um vilão de maior importância, mas esta provavelmente foi uma escolha consciente para evitar comparações com o passado. Mesmo não sendo perfeito como Wayne e tendo uma voz caricata, o Batman de Christian Bale sem dúvidas entra no hall como um dos melhores da franquia principalmente por sua entrega física ao papel. O fato é que a abordagem de Nolan casou como uma luva para o herói e conseguiu ressuscitar a franquia, a transformando em uma máquina de imprimir dinheiro e elevando o personagem ao ápice de sua jornada na sétima arte.

 

2. Batman (1989)

A posição deste filme deve gerar muita polêmica, mas como disse antes é preciso considerar a época e a situação do personagem. No final dos anos 80, os filmes baseados em quadrinhos eram vistos como infantis e a última referência do homem-morcego em “live-action” era usando roupa azul e com sobrancelhas desenhadas com pincel. Não existia o conceito de um filme do gênero ser realista ou sombrio. Desta forma, o feito conseguido por Tim Burton com este longa de 1989 é algo histórico. Foi um dos maiores sucessos da década e uma das poucas vezes que tive que enfrentar filas intermináveis para assistir a um filme no cinema. Michael Keaton pode não ter a altura suficiente, mas seu enorme talento nos presenteou com um Bruce Wayne brilhante e ele se saiu muito bem na fantástica roupa “pescoço-duro” que foi criada. Jack Nicholson nos surpreendeu com um Coringa que misturou na medida certa seus lados lunático, cômico e psicopata. Kim Basinger cumpriu sua tarefa de ser bonita e gritar bem alto. O visual gótico do cineasta casou perfeitamente com o personagem e a trilha sonora de Danny Elfman nos fez esquecer que o Prince estava envolvido. Um clássico absoluto.

 

1. Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

Depois do sucesso do filme de 2005, a expectativa sobre este filme era imensa e a notícia de que veríamos a “versão Nolan” do Coringa só aumentou isso. Quando Heath Ledger provou que estávamos errados nas críticas de sua escalação, roubou a cena e entregou o Coringa mais assustador da franquia, todos sabíamos que estávamos diante de algo especial. Dificilmente veremos algo neste patamar novamente ou testemunharemos um ator ganhar um Oscar por seu trabalho neste gênero. O filme é tão bom e bem equilibrado que ninguém reclamou da substituição da atriz que interpretava Rachel. Vemos Batman atravessar uma jornada rumo às trevas em um dos arcos mais interessantes já tomados pelo personagem no cinema. No final das contas, o que temos aqui é o “estado da arte” de um filme baseado em quadrinhos que o coloca não só no topo da lista dos longas do Batman e do gênero, mas também como um dos melhores filmes do cinema recente.

‘Mortal Kombat’ tem estreia ADIADA para Maio no Brasil

Mortal Kombat‘ teve sua estreia adiada mais uma vez nos cinemas nacionais.

Inicialmente previsto para 15 de Abril, o filme agora tem estreia agendada para 13 de Maio nos cinemas do Brasil. A informação foi revelada pela assessoria da Warner Bros. ao CinePOP.

Nos EUA, a estreia segue marcada para 16 de Abril, nos cinemas e no streaming.

Assista ao trailer:

Simon McQuoid (‘Premonição 5‘) é responsável pela direção.

O lutador de MMA Cole Young, acostumado a levar uma surra por dinheiro, não tem conhecimento de sua herança – ou porque o imperador de Outworld, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um Cryomancer de outro mundo, para caçar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole vai em busca de Sonya Blade e Jax, um Major das Forças Especiais que carrega o mesmo dragão estranho com a qual Cole nasceu. Logo, ele se encontra no templo de Lord Raiden, um Elder God e protetor de Earthrealm, que concede santuário para aqueles que carregam a marca. Aqui, Cole treina com os guerreiros experientes Liu Kang, Kung Lao e o mercenário desonesto Kano, enquanto se prepara para enfrentar os maiores campeões da Terra contra os inimigos de Outworld em uma batalha de alto risco pelo universo. Mas Cole será pressionado o suficiente para desbloquear seu arcano – o imenso poder de dentro de sua alma – a tempo de salvar não apenas sua família, mas de impedir Outworld de uma vez por todas?

O elenco conta com Joe Taslim (Sub Zero), Ludi Lin (Liu Kang), Jessica McNamee (Sonya Blade), Mehcad Brroks (Jax) Josh Lawson (Kano), Chin Han (Shang Tsung), Hiroyuki Sanada (Scorpion), Tadanobu Asano (Raiden), Sisi Stringer (Mileena).

O novo longa será para maiores de 18 anos, com a promessa de muita violência e fatalities.

Lançada em 1995, a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘ teve um orçamento de U$ 18 milhões e faturou U$ 122.1 milhões nas bilheterias mundiais. A sequência, ‘Mortal Kombat – A Aniquilação‘, custou U$ 30 milhões, mas arrecadou apenas U$ 51.3 milhões mundialmente. Ambos foram massacrados pela crítica.

‘Anônimo’ e ‘John Wick’ podem ganhar crossover? Diretor responde!

O filme de ação ‘Anônimo‘ (Nobody), estrelado por Bob Odenkirk (das séries de sucesso ‘Breaking Bad‘ e ‘Better Call Saul‘), se tornou um sucesso de crítica e público nos EUA.

Em entrevista ao IndieWire, o diretor Ilya Naishuller falou sobre a possibilidade do filme ganhar um crossover com ‘John Wick‘ no futuro.

Ambos os filmes tem o mesmo roteirista: Derek Kolstad.

“Adoro quando as pessoas perguntam: ‘Anônimo e John Wick se passam no mesmo universo?’ Eu fico tipo, ‘Tudo bem, eu não posso dizer nada. Mas o que você poderia fazer é olhar qual estúdio fez qual filme e então pensar sobre a realidade de fazer um crossover.’ É tudo o que direi. Quer dizer, tudo é possível. Coisas estranhas definitivamente aconteceram, mas…”, brincou o diretor.

Anônimo‘ acompanha Hutch, um marido e pai subestimado que após uma invasão em sua casa, vê seu passado sombrio voltar à tona.

Assista:

Com distribuição da Universal Pictures, o longa acompanha as consequências de uma invasão de ladrões na casa de Hutch e sua família. Com a sua identidade do passado exposta e o retorno de antigos inimigos, ele terá de recuperar todas as suas habilidades letais para proteger sua família.

Dirigido por Ilya Naishuller, ‘Anônimo‘ conta com o roteiro de Derek Kolstad, da franquia ‘John Wick‘, e estrelas como Christopher Lloyd (‘De Volta para o Futuro’) e o premiado músico e ator RZA. A produção é assinada por Kelly McCormick e David Leitch, responsáveis por ‘Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw‘, ‘Deadpool 2‘ e ‘Atômica‘.

A estreia no Brasil está prevista para 2021.

10 Filmes de Suspense repletos de emoção e adrenalina para ver em casa na NETFLIX

Sabemos que a tarefa de ficar em casa pode ser no mínimo monótona, e justamente por isso, para apaziguar um pouco as coisas e trazer um pouco mais de emoção e adrenalina às vidas dos cinéfilos, resolvemos montar uma nova lista com dicas de filmes de um gênero que sabemos que nossos leitores adoram: o suspense. Nós também adoramos. Assim, confira abaixo nossa seleção contendo algumas produções um pouco mais conhecidas e outras nem tanto, que são parte do acervo atual da Netflix. Confira os que ainda não viu antes que saiam do catálogo.

O Animal Cordial

Começamos a lista com uma produção brasileiríssima e super elogiada. Este é também um dos itens mais recentes a ser adicionado no acervo do streaming. Sucesso em festivais internacionais por onde estreou ainda em 2017, o filme chegou aos nossos cinemas em 2018. Escrito e dirigido por Gabriela Amaral Almeida – uma das grandes representantes do cinema de gênero (terror e suspense) de nosso país – o thriller traz Murilo Benício e Camila Morgado como protagonistas. A trama se desenrola inteiramente num restaurante de luxo de São Paulo, durante um corriqueiro fim de expediente nas altas horas da madrugada. Criminosos armados invadem o local e fazem os funcionários, o dono e alguns clientes de reféns. O clima tenso impera, mas a situação logo dá uma guinada seguindo por um caminho inesperado. Benício é um dos chamarizes na pele do excêntrico dono do estabelecimento. Morgado vive uma esnobe cliente dondoca. E a talentosa Luciana Paes rouba muitas das cenas do longa. Completando o elenco renomado: Humberto Carrão, Irandhir Santos e Ernani Moraes.

22 de Julho

Que o diretor Paul Greengrass é um mestre em criar tensão extremamente desconcertante ao ponto de acreditarmos estar presenciando cenas de um documentário não é novidade. É só dar uma olhada na filmografia do cineasta e perceber longas como Voo United 93 (2006) e Capitão Phillips (2013), por exemplo. E este 22 de Julho surge como um dos mais marcantes no quesito em seu currículo. Relato de uma das maiores tragédias da história do pacífico país da Noruega: um atentado terrorista que tirou a vida de setenta pessoas no dia 22 de julho de 2011. Na trama, um fanático armado invade um resort numa ilha onde um grande grupo de jovens se encontrava para um evento. Com fortes tintas políticas, o longa é questionador e divide sua narrativa em partes. Sentimos os nervos à flor da pele ao vivenciarmos os ataques em si, numa luta por sobrevivência dos jovens (o trecho mais extremo) e também a repercussão do caso, após a prisão do maníaco e seu julgamento, o que levanta todo um outro debate sobre o sistema judiciário do país. Simplesmente imperdível.

O Convite

Tão angustiante quanto o item acima, mas sem o respaldo de ser baseado numa história real, O Convite é dirigido por uma cineasta, a talentosa Karyn Kusama, cujo último trabalho no cinema foi o eletrizante e subestimado O Peso do Passado, protagonizado por Nicole Kidman. Aqui, temos Logan Marshall-Green como o personagem principal, um sujeito convidado a um jantar na casa da ex-mulher. Estranhando o convite, ele leva sua nova namorada. Chegando no local, ele é recebido pela ex e o atual marido dela, além de alguns outros colegas para o tal evento. No desenrolar da noite, ele começa a suspeitar do comportamento levemente estranho de sua ex-companheira. Assim, nós, os espectadores, somos deixados à nossa interpretação se de fato existe algo nebuloso por trás de tudo, ou é apenas a psiquê abalada do protagonista, que não aceitou muito bem a separação. Isto é, a dúvida permanece somente até a grande revelação do filme, logo seguida de momentos de grande histeria e adrenalina. O Convite é um dos filmes que permanece há mais tempo no acervo da Netflix, e é uma verdadeira pérola escondida. Mas só recomendada para os de nervos fortes.

O Hóspede

Esse é bem intrigante, dono de grande estilo visual e narrativo. Oriundo de festivais como Sundance e SXSW, o longa traz Dan Stevens disposto a quebrar sua imagem de bom moço no cinema. Ele vive “David” (creditado assim mesmo entre aspas), um soldado que chega até a casa da família Peterson, clamando ser colega de serviço militar na guerra de seu filho, morto em combate. Acolhido pelos parentes do amigo, ele logo se entrosa com todos os membros, incluindo os irmãos do sujeito, o pequeno Luke (Brendan Meyer) e a bela loira Anna (Maika Monroe). Mas a imagem de simpático aos poucos começa a se esvair, e o sujeito vai mostrando suas verdadeiras tintas…

Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo

Por falar em Festival de Sundance, esse filme saiu justamente de lá, onde levou o grande prêmio do júri de produção dramática. Sem perder tempo, a Netflix logo tirou da cartola um contrato e comprou os direitos de exibição do filme, sem que antes a obra passasse pelo circuito de cinema em qualquer lugar do mundo. Esse foi um dos primeiros casos onde a empresa de streaming demonstrou sua força no mercado, garantindo para si um filme prestigiado e o afastando das salas de exibição. Uma comédia criminal dramática que fala sobre insatisfação e insegurança social, além da problemática nas relações pessoais, o filme de título longo traz Melanie Lynskey protagonizando na pele de uma cidadã que vê seus direitos irem pelo ralo ao ser vitimizada por criminosos constantemente. A polícia pouco faz para protege-la. Assim, ao lado de um vizinho meio desequilibrado (papel de Elijah Wood), fanático por armas, ela decide fazer justiça com as próprias mãos. Porém, eles irão perceber logo que o buraco é mais embaixo. Ou seria em cima?

Neve Negra

Seguindo pela premissa de que qualquer filme trazendo o grande Ricardo Darín no elenco vale nosso tempo, aqui temos um de seus trabalhos mais recentes e menos conhecidos. Escrito e dirigido por Martín Hodara, diretor de segunda unidade de Nove Rainhas (2000), um dos filmes mais famosos na filmografia do ator argentino, Neve Negra é um suspense gelado, que traz Darín num de seus desempenhos mais introspectivos. No filme, ele interpreta Salvador, um sujeito isolado de tudo e todos devido a uma tragédia familiar. Extremamente amargurado, ele vive numa cabana na neve da Patagonia. Fazendo uma dobradinha de atores talentosos, eis que surge em cena Leonardo Sbaraglia (Relatos Selvagens), seu irmão mais jovem, que o visita ao lado da esposa (papel de Laia Costa). Mas sua aparição de cordial não tem nada, e o propósito é a venda de terras deixadas para eles como herança. Esta dinâmica irá trazer à tona os sentimentos ruins que ambos queriam esquecer, reabrindo cicatrizes e fazendo ambos colidirem.

O Preço de um Resgate

Em seus últimos trabalhos na direção, o cineasta Ron Howard não tem acertado muito. Por isso, vem bem a calhar uma revisitada no passado deste nome de prestígio na indústria. O Preço de um Resgate completa 25 anos de lançamento em 2021, ressurgindo como um dos momentos mais brilhantes da carreira de Howard. Ocasião mais que propícia para uma nova olhada, ou para os que ainda não conhecem finalmente conferirem. Aqui, Howard comanda o astro Mel Gibson, na pele de um milionário dono de uma companhia aérea. O sujeito então vive um dos momentos mais desesperadores para qualquer pai, quando seu filho desaparece após um passeio ao lado da mãe (Rene Russo) de forma despretensiosa num parque. Logo, o pior esperado acontece e chega a notícia de que o menino foi sequestrado, e os bandidos esperam o resgate. Repleto de reviravoltas e personagens muito interessantes, o longa é um dos melhores suspenses hollywoodianos da década de 1990.

Sob o Domínio do Mal

Só mesmo um diretor do nível de Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes / Filadélfia) para confeccionar o remake de um clássico que é tão bom, ou quem sabe ainda melhor que o original. Tudo bem que para a tarefa o cineasta orquestrou o encontro de duas verdadeiras lendas da atuação: Denzel Washington e Meryl Streep – fato que consegue elevar qualquer material. Bem, pelo cacife você já percebeu que este suspense valeria somente pelo duelo de atuações. Mas o filme possui muito mais a oferecer. Mergulhado completamente na paranoia e em conspirações do alto escalão, o longa é baseado no livro de Richard Condon, sobre uma equipe militar que sofre lavagem cerebral durante a guerra e passa a viver as consequências. Por trás de tudo temos muita politicagem, ambição de poderosos, corridas presidenciais e, uma gigante da indústria farmacêutica, é claro.

Obsessiva

Essa é para os que gostam de um suspense bem novelesco, praticamente no estilo de maquinações de folhetins mexicanos do nível “Maria do Bairro”. Na tradução norte-americana, este suspense se mostra um prato cheio para os que curtiram filmes como Acrimônia, Paixão Obsessiva e O Limite da Traição, por exemplo. Mas aqui temos um motivo ainda maior para conferir Obsessiva: a presença de ninguém menos do que a atual rainha da música pop, Beyoncé – em um de seus poucos trabalhos como atriz no cinema. Como dito, a musa da música não fez muitos filmes como atriz, mas até conseguiu destaque em obras de prestígio, vide Dreamgirls (2006) e Cadillac Records (2008). Aqui, Beyoncé dava tudo de si e carregou o filme nas costas apenas com seu nome como protagonista. Além disso, demonstrando plena confiança no projeto, também produziu o longa – ao lado do pai (Mathew Knowles) e do ex-jogador de basquete estrela Earvin ‘Magic’ Johnson. Talvez algo não tenha saído como esperado, já que depois deste suspense, Beyoncé nunca mais atuou – apenas dublou personagens em animações como Reino Escondido (2013) e O Rei Leão (2019). Uma das sacadas mais legais de Obsessiva é a subversão social esperada. Aqui temos um casal negro rico e bem sucedido, interpretado por Idris Elba e a própria estrela. No pé do sujeito, aparece uma secretária branca, loira e de olhos azuis (Ali Larter). Já deu para sacar que se trata de um Atração Fatal (1987) com toques raciais. Ah sim, sem querer estragar, não pense que a musa deixará de descer do salto e arregaçar as mangas para lutar pelo seu homem.

Joias Brutas

Tudo bem, esse já está bem manjado. Todo mundo que tinha que ver já viu, e os que se recusaram provavelmente não o farão. Mas não custa insistir. E quem sabe atingir um leitor de primeira viagem que não conheça o filme. Afinal, quantas outras oportunidades de conferir Adam Sandler atuando bem num filme bom existem por aí dando sopa? Não muitas. Deixe para os irmãos Benny e Josh Safdie tirar as melhores atuações das carreiras de atores… digamos, pouco apreciados. A dupla de cineastas já havia feito isso com Robert Pattinson no instigante Bom Comportamento, e aqui voltam a repetir a dose com Adam Sandler. Diversos círculos de críticos pelo mundo inclusive davam como certa a indicação de Sandler no Oscar, coisa que terminou não se concretizando infelizmente. No filme ele interpreta Howard Ratner, um judeu negociante de pedras preciosas em Nova York. Sempre enrolado até o pescoço em dívidas, muito devido a apostas, o sujeito “vende o almoço para comprar a janta”. Porém, o malandro ardiloso está para viver o dia mais complicado da sua vida, do qual precisará usar muitas de suas artimanhas para conseguir se livrar.

‘Luca’: Funcionários da Pixar se sentem “desmoralizados” com o lançamento direto no Disney+

Assim como ‘Soul’Luca, a mais nova animação da Pixar, teve sua estreia cancelada nos cinemas e migrou diretamente para a plataforma do Disney+. A decisão foi tomada em virtude da contínua pandemia de COVID-19, que ainda não foi erradicada.

Entretanto, a jogada da Casa Mouse não agradou os funcionários e os membros por trás do longa-metragem. Matthew Belloni, editor do The Hollywood Reporter, entrou em contato com fontes próximas ao longa-metragem e, segundo elas, a deliberação teve um efeito negativo na equipe criativa.

“Acabei de falar com um amigo da Pixar, que disse que Luca‘Soul’ migrarem para o Disney+ foi desmoralizantes para os funcionários: ‘esqueça os cinemas, não somos nem bons o bastante para um preço extra?'”diz a postagem.

O filme chega ao serviço de streaming no dia 18 de junho. Não será cobrado um valor extra para assisti-lo.

No trama, dois amigos saem em divertidas aventuras pelas mais apaixonantes paisagens da Riviera Italiana, à medida em que também escondem um segredo a respeito da suas verdadeiras identidades.

Na verdade, Luca Paguro e Alberto Scorfano são criaturas marinhas que ganham forma humana quando estão em terra firma.

Jacob Tremblay dá voz ao protagonista.

Jack Dylan Grazer (‘Shazam!’, ‘It: A Coisa’) e Emma Berman (‘Dear Mom’) também fazem parte do elenco.

Grazer dará voz a Alberto, melhor amigo de Luca, e Berman será Giulia, uma menina que se torna a guia turística e mais nova amiga dos dois estranhos visitantes

‘O Esquadrão Suicida’: 2º comercial de TV traz mais algumas cenas INÉDITAS

‘O Esquadrão Suicida ganhou seu segundo comercial de TV, com algumas cenas inéditas.

Assista:


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Ontem, o ator David Dastmalchian (Homem das Bolinhas) comentou no Instagram sobre alguns detalhes do filme, caracterizando-o como “lindo” e “insano”.

Confira:

“É lindo, distorcido, complexo, cheio de amor, obscuro, insano e de uma mente brilhante… e estou muito honrado em fazer parte de algo construído para ser isso”, ele escreveu.

O Esquadrão Suicida‘ será lançado nos cinemas nacionais dia 5 de agosto – um dia antes da estreia nos EUA.

O Esquadrão Suicida | Os melhores momentos do trailer do filme

O filme é escrito e dirigido por James Gunn (‘Guardiões da Galáxia’).

“Bem-vindos ao Inferno – também conhecido como Bell Reve, a prisão com o maior índice de mortalidade dos Estados Unidos. Onde os piores super-vilões são mantidos e onde farão qualquer coisa para escapar – até mesmo se juntar ao super-secreto e super-duvidoso grupo Força-Tarefa X. A missão suicida de hoje? Juntar um grupo de golpistas, incluindo Sanguinário, Pacificador, Capitão Bumerangue, Caça-Ratos 2, Savant, Tubarão Rei, Blackguard, Dardo e a psicopata preferida de todos, Arlequina. Então os arme com força e os jogue (literalmente) na remota ilha recheada de inimigos de Corto Maltese”. 

Alguns nomes reprisam seus papéis do filme anterior, como Viola Davis (Amanda Waller), Margot Robbie (Harley Quinn), Jai Courtney (Capitão Bumerangue) e Joel Kinnaman (Rick Flag).

Entre os novatos estão Idris Elba, Taika Waititi, Alice Braga e Michael RookerNathan Fillion, Pete Davidson, Flula Borg, Sean Gunn e Mayling Ng.

O Retorno do Cavaleiro das Trevas | A Obra de Frank Miller que Mudou o Batman

Obra de Frank Miller mudou o jogo para o personagem e para a DC Comics

Era a década de 60 e elaborar uma nova história para o Batman era muito sobre ponderar como ela poderia ser apropriada para audiências mais jovens. Devido às restrições impostas pelas regras da então Comic Code Authority sobre o teor das histórias, muitos autores das grandes editoras simplesmente optaram por entregar histórias que carregavam diversos elementos de comédia, lições de moral e um descolamento notável da realidade.

Sob o rótulo de que quadrinhos eram um passatempo exclusivamente infantil (o que até aquele período não era uma mentira pois a indústria nasceu para esse público) a vontade de dialogar por meio daquelas histórias e personagens sobre os problemas que o mundo enfrentava foi, em mais de uma ocasião, soterrada em prol de evitar problemas com o governo. A questão toda é que a geração que leu a primeira Action Comics ou a Detective Comics #27 tinha crescido e sentia que a indústria também precisava mudar.

Para os títulos focados no Batman, em específico, esse período foi uma época de desconstrução da imagem originalmente concebida por Bill Finger e Bob Kane na década de 40, que muito era identificada com as antigas histórias pulp e com os folhetins policiais. Influenciada pela série de TV estrelada por Adam West e pela censura do já mencionado órgão público, a DC Comics priorizou a escolha por histórias que focassem bastante na dupla dinâmica (pois assim seria mais fácil atrair o público jovem do que tendo uma aventura solo do Batman) e na suavização da violência tão inerente ao personagem.

Nos anos 50 e 60 a imagem do Batman era indissociável do Robin

Essa instrução editorial mudou quando Julius Schwartz se tornou editor na DC e com isso estabeleceu maior liberdade para a equipe criativa. Dessa forma novos personagens surgiram no panteão do Homem Morcego com a principal sendo a Batgirl (Barbara Gordon) na Detective Comics #359 em 1967. Junto a reformulação de Schwartz veio o escritor Dennis O’Neil, que até então era um freelancer da antiga Charlton Comics, cuja ambição era chacoalhar o mercado editorial.

Isso levaria à histórica edição Green LanternGreen Arrow Vol #5 de 1983, no qual se estabeleceu um intenso debate sobre a epidemia de drogas na sociedade quando a dupla heroica do título descobre que o ajudante do Arqueiro Verde, Ricardito, está viciado. No entanto, antes disso, O’Neil deixou outra marca na DC, essa de fato seria lembrada nos anos seguintes quando avaliado seu trabalho na empresa: o resgate do Batman.

Numa inesquecível parceria com o ilustrador Neil Adams, o trabalho de O’Neil resgatou parcialmente o clima original das histórias do Batman, voltando a priorizar sua personalidade detetivesca e a violência de inimigos como o Coringa (este também totalmente reformulado após Batman #251 de 1973). Sob sua direção novos vilões surgiriam como Ra’s al Ghul, sua filha Talia e outros antigos seriam resgatados como o já mencionado palhaço príncipe do crime e o Duas-Caras.

A fase em que O’Neil esteve à frente do personagem foi um momento de renascimento

A nova abordagem mais madura consciente de O’Neil induziu o jovem autor Frank Miller a se juntar à DC Comics em 1983. Ambos já se conheciam desde os tempos de Marvel Comics, quando Miller assumiu as revistas do Demolidor em 1979 e O’Neil era editor da empresa. A abordagem sombria conferida pelo autor para as histórias do vigilante de Hell’s Kitchen atraíram a atenção do editor, e do público também. Seu primeiro trabalho de fato para a DC foi a minissérie de seis edições Ronin entre 1983 e 1984.

Seu conceito na indústria apenas cresceria no decorrer da década de 80, principalmente no ano de 1986. O autor recebe uma proposta do DC Comics para compor uma minissérie em quatro edições para o Batman que estivesse fora da continuidade vigente do personagem até então, ou seja uma trama em um universo paralelo. Depois de reescrever o roteiro pelo menos quatro vezes, Miller chegou a uma trama central.

A história se passaria alguns anos no futuro, onde o Batman já está idoso e aposentado mas muito longe de estar em paz consigo mesmo. O segundo Robin (Jason Todd) havia morrido, o primeiro (Dick Grayson) cortou laços com ele, Gordon estava em vias de se aposentar e a situação social de Gotham deteriorava mais e mais a cada dia, ao passo que as maiores ameaças não eram mais seus antigos inimigos excêntricos mas uma nova gangue intitulada Mutantes, estes dotados de uma selvageria inimaginável.

Bruce Wayne pode ter perdido todos os seus aliados mas não irá perder Gotham

O quadrinista também queria conferir um papel especial para a mídia ao longo do desenvolvimento da trama. Em uma nota escrita por ele em 2006 e publicada na edição definitiva da obra, ele traz um pouco sobre a mídia como ferramenta narrativa. “O Cavaleiro das Trevas é, obviamente, uma história do Batman. Em grande parte, procurei usar a escalada da criminalidade ao meu redor para retratar um mundo que precisava de um gênio obsessivo, hercúleo e razoavelmente maníaco para pôr as coisas em ordem…Eu não guardei meu veneno mais poderoso para o Coringa ou Duas-Caras, mas para as insípidas e apelativas figuras da mídia que cobriam de forma tão pobre os conflitos daquela época.”

O tom satírico é, realmente, essencial para se entender a construção do mundo presente na minissérie. Constantemente ocorrem cortes na narrativa focada em Bruce Wayne para mostrar as opiniões proferidas por jornalistas, psiquiatras e até o então presidente Ronald Reagan. O autor faz jus ao mencionado “veneno” e “cobertura pobre” mencionados na nota e sempre faz questão de representar as figuras que aparecem na televisão como propositalmente mau intencionadas ou totalmente ignorantes à pauta a qual elas estão noticiando.

A violência social, também mencionada por ele na nota, é outro elemento presente como ferramenta narrativa. Majoritariamente praticada pela já mencionada gangue Mutante para mostrar que o ambiente de Gotham havia se degradado a um ponto sem volta, utilizada pelo próprio Batman como um recurso necessário para lidar com esse novo inimigo e pelo Coringa para chamar a atenção de seu nêmesis uma última vez. Curiosamente o Superman, que aqui atua como um agente do governo mandado para matar o Batman, é o único dos grandes personagens a evitar o apelo à violência e quando o faz ele se mantém controlado.

A violência explícita marca o último embate entre o cavaleiro das trevas e o palhaço

Ao final do seu período de publicação, O Retorno do Cavaleiro das Trevas havia enterrado de vez no passado quaisquer regras de que o Batman era um personagem que deveria viver a par do que acontecia no mundo. As velhas regras sobre suavizar com comédia ou da necessidade de ter o Robin em todas as histórias foram descartadas. O Coringa não era mais um palhaço comediante com planos leves, o Superman não era mais o escoteiro da verdade e justiça e o Batman não era mais Adam West.

A recepção positiva da Grafic Novel foi imediata e diretamente responsável por uma nova onda estilística na indústria dos quadrinhos. Seu tom de história violento e com bases fincadas em assuntos reais levaria à explosão de quadrinhos exagerados nos anos 90 (principalmente aquelas feitas pelo Rob Liefeld), que de toda forma tentaram em vão copiar a mesma mensagem passada pelas obras de Miller ou Moore anos antes.

O Retorno do Cavaleiro das Trevas ainda teve duas sequências. Uma lançada em 2001 se passando algum tempo após o fim da história original e outra em 2015, dando sequência ao segundo capítulo. Mesmo tendo a participação do autor, ambas as continuações tiveram ou uma recepção mista (2015) ou foram completamente repelidas por público e crítica (2001).

Majoritariamente a fonte das reprovações giram em torno das decisões criativas de Miller em seguir “forçando” continuações de uma história que já tinha início, meio e fim; além, principalmente, dos traços do autor (que também atua como ilustrador das histórias) cuja estética é facilmente incompreensível e até grotesca. Mesmo assim, o personagem Batman nunca mais foi o mesmo após a minissérie de 1986; nem ele, nem a indústria e, correndo em paralelo mas não diretamente relacionado com os quadrinhos, o mundo.

 

‘Liga da Justiça’: Zack Snyder explica o maior furo de roteiro da adaptação; Entenda!

Apesar do Snyder Cut deLiga da Justiça‘ se tornar um sucesso entre o público e a críticas, grande parte dos espectadores vem questionando um furo de roteiro.

No filme, Darkseid (Ray Porter) invade a Terra há milhares de anos em busca da Equação Anti-Vida e acaba sendo derrotado quando Amazonas, Lanternas Verdes e Atlantes se unem contra ele.

Enquanto permanece aguardando por respostas sobre a Caixa Materna localizada na Terra, Darkseid parece surpreso quando o Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) diz a ele que a deseja equação está lá.

Como ser todo-poderoso poderia esquecer a localização de um artefato que buscou durante toda a vida? Ainda mais que ele já esteve no local onde a equação estava escondida…

Além disso, a busca pela Equação Anti-Vida foi o que motivou toda a sua conquista pelo universo. Por isso que muitos fãs reclamaram do possível deslize.

Por outro lado, o diretor Zack Snyder fez questão de esclarecer o assunto durante uma entrevista para o Screen Rant.

“Depois de ser derrotado, ele quase morreu quando voltou para Apokolips, ele estava desnorteado. Além do mais, ele estava em uma luta pelo poder há milhares de anos, a Terra já não era mais a mesma. Quando ele reconquistou uma posição de poder, nada era como ele conheceu um dia e todos os que estavam ao lado dele durante a primeira invasão já estavam mortos, ele estava por conta própria desde a morte daqueles que dividiram a batalha com ele.”

E aí, você ficou convencido pela reposta?

Para quem assistiu e não entendeu, a Equação Anti-Vida é o fragmento místico mais cobiçado pelo vilão Darkseid, uma energia capaz de dar ao seu portador a habilidade de reestruturar o multiverso da maneira que quiser.

Criada por Jack Kirby em ‘Forever People’ #5 (1971), a Equação Anti-Vida é basicamente composta por uma fórmula matemática literal que incorpora elementos como amor, alienação, culpa, ambição e autoestima.

Quando decifrada, ela age sugando toda a esperança e livre-arbítrio de qualquer raça pensante, convencendo-os não vale a pena viver.

No entanto, a extensão de seus poderes está além da capacidade de compreensão humana e só pode ser entendida por deuses, como é o caso do Darkseid.

Como um conquistador de mundos, ele foi responsável por dizimar mais de 100.000 universos em uma árdua jornada, que ele define como seu propósito de vida.

Enquanto permanece em sua incansável conquista, o vilão tenta rastrear as Caixas Maternas com o auxílio do Lobo da Estepe na tentativa de adicionar a Terra à sua coleção de troféus.

No entanto, o Snyder Cut mostra que o Lobo da Estepe descobre que a Terra abriga não apenas uma das Caixas Maternas, mas também guarda a Equação Anti-Vida em seu núcleo.

É neste ponto que o vilão ganha uma dimensão muita mais significativa do que na versão de 2017 do filme.

No filme lançado nos cinemas, o Lobo da Estepe age como o principal antagonista e sua busca é apenas pelas Caixas Maternas, deixando sua missão um tanto confusa e incompleta, sem abrir margens para possíveis continuações da história.

“Antes que o poderoso Darkseid subisse ao trono, ele pesquisou o universo em busca da arma definitiva: A Equação Anti-Vida”, explica o Lobo da Estepe em um trecho. “A chave para controlar toda a vida e toda a vontade em todo o Multiverso. Ele a encontrou escondida em um planeta primitivo… Eu encontrei o planeta primitivo. O mundo que revidou. É a Terra. A Equação Anti-Vida está entranhada na superfície deste mesmo mundo. Eu vi, testemunhei com meus próprios olhos.”

Em certo momento, o Ciborgue (Ray Fisher) tem uma visão do Superman (Henry Cavill) sendo controlado pelo Darkseid, o que se repete no pesadelo do Batman (Ben Affleck)…

Provavelmente, ele poderia estar sob efeito da equação, atuando como um escravo mental de Darkseid, o que poderia ser explicado numa sequência.

O Snyder Cut deixa claro que, se o diretor tivesse a oportunidade de terminar a produção a tempo em 2017, o futuro do DCEU poderia ter sido muito diferente nos dias de hoje.

Com mais de 6 mil avaliações publicadas, o filme recebeu 97% de aprovação dos espectadores. Para comparação, o recorde de aprovação anterior era de ‘Batman Begins‘ e ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas‘, que receberam 94% de aprovação do público. Em seguida, vem ‘Mulher-Maravilha‘ com 83% de aprovação do público.

Os fãs agora querem mais.

Com o sucesso de público e crítica do Snydercut, os fãs estão trabalhando arduamente em uma campanha pedindo que a Warner e a DC restaurem o Universo Cinematográfico criado por Snyder com ‘O Homem de Aço‘, ‘Batman vs Superman‘ e ‘Liga da Justiça‘.

A hashtag #RestoreTheSnyderVerse já figura nos trendings.

Confira as reações:

Você acha que o estúdio deveria atender ao pedido ou seguir em frente?

“Na ‘Liga da Justiça‘ de Zack Snyder, determinado a garantir que o sacrifício final do Superman (Henry Cavill) não fosse em vão, Bruce Wayne (Ben Affleck) alinha forças com Diana Prince (Gal Gadot) com planos de recrutar uma equipe de metahumanos para proteger o mundo de uma ameaça iminente de proporções catastróficas. A tarefa é mais difícil do que Bruce imaginou, já que cada um dos recrutas deve enfrentar os demônios de seus próprios passados para transcender o que os impediu, permitindo que se unissem e, por fim, formassem uma liga de heróis sem precedentes. Agora unidos, Batman (Affleck), Mulher Maravilha (Gadot), Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) podem ser tarde demais para salvar o planeta de Steppenwolf, DeSaad e Darkseid e suas terríveis intenções . ”.

‘Godzilla vs Kong’: Internautas promovem boicote ao filme após Warner se recusar a atender o #RestoreTheSnyderverse

Como a Warner Bros já deixou claro que não pretende atender à campanha #RestoreTheSnyderverse, parece que os fãs da DC Comics estão fazendo de tudo para atacar o estúdio.

A mais recente investida desses fãs extremistas é promover um boicote ao filme Godzilla vs Kong’, que também será distribuído pela HBO Max, plataforma de streaming do grupo Warner Media.

O filme ainda não estreou nos Estados Unidos, mas já está fazendo um grande sucesso alguns territórios pelo mundo, como na China, na Coreia do Sul e no México.

Até o momento, a sequência dirigida por Adam Wingard já acumulou US$ 123, 2 milhões, e esse sucesso está incomodando os seguidores de Zack Snyder.

De acordo com o CBR, o boicote está ganhando força através de anúncios em vários sites e redes sociais voltados a críticas cinematográficas, como IMDb e o Letterboxd.

Mesmo sem terem assistido ao longa, diversos usuários dessas plataformas estão lhe dando apenas uma estrela e publicando comentários negativos para desestimular outros espectadores.

No Twitter, ainda internautas pedindo que a estratégia seja repetida em todos os próximos lançamentos do estúdio.

Felizmente, parece que a campanha de ódio não está surtindo grande efeito (por enquanto), já que ‘Godzilla vs Kong‘ conquistou 80% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Confira as principais críticas:

Godzilla vs. Kong oferece exatamente o que promete. É uma energia transbordante e entusiasmo e traz um espetáculo visual satisfatório.”, Impulse Gamer

“Missão cumprida: Independente de quem ganha, os fãs do outro também ganham”, Anthony Morris

“‘Godzilla vs. Kong’ revela sua própria premissa bizarra e oferece tudo o que você pagou.” -Doug Jamieson, The Jam Report

Godzilla vs. Kong basicamente cumpre sua promessa de um grande monstro lutando contra outro grande monstro. Depende apenas se você está disposto a enfrentar a má configuração que o rodeia.” – John Nugent, Empire Magazine

“Quando nosso próprio mundo parece estar à beira da ruína, esses monstros parecem nossos medos primitivos encarnados … (mas o filme) sofre da mesma doença de tantos sucessos de bilheteria modernos: é imensamente assistível, mas instantaneamente esquecível.” – Prahlad Srihari, First post

“Assistir a esses monstros famosos compartilharem a tela pela primeira vez desde King Kong vs. Godzilla de 1963, em uma série de batalhas coreografadas habilmente, consegue golpes reais…”, Jamie Graham – Total Filme

“O MonsterVerse finalmente aprendeu com seus erros. Esse filme é realmente divertido, com ótimos visuais e feito para vê-lo no cinema.”, eCartelera

Godzilla vs Kong merece ser calorosamente abraçado como um vendedor de pipoca antiquado e cafona, com espetáculo de punch’n’crunch suficiente para compensar seu início lento, personagens magros e narrativa desleixada.”, Jim Schembri

“Este filme de monstro provavelmente pareceria espetacular onde quer que você o assistisse, mas é absolutamente deslumbrante na tela grande com ação épica de monstro sobre monstro e efeitos sonoros estrondosos, quase ensurdecedores.”, The Indian Express

Lembrando que ‘Godzilla vs Kong‘ chega aos cinemas brasileiros em 29 de Abril.

As lendas se enfrentam em “Godzilla vs. Kong”, quando esses adversários míticos se encontram em uma espetacular batalha, na qual o destino do mundo entrará em jogo. Kong e seus protetores embarcam em uma jornada perigosa para encontrar seu verdadeiro lar. Com eles está Jia, uma jovem órfã que tem uma ligação única e forte com Kong. Mas eles não sabiam que estavam no caminho de um Godzilla enfurecido, que está deixando um rastro de destruição pelo planeta. Esse combate épico entre os dois titãs, instigado por forças ocultas, é apenas o começo do mistério que jaz no núcleo da Terra.  

Dirigido por Adam Wingard (‘Você é o Próximo‘), o longa dará continuidade aos eventos de ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ e ‘Kong: A Ilha da Caveira‘.

Revelado como ‘Kong – A Ilha da Caveira’ se conecta a ‘Godzilla’ [SPOILER]  

O elenco conta com Millie Bobby Brown, Julian DennisonRebecca HallEiza GonzalezBrian Tyree HenryAlexander Skarsgård, Jessica Henwick Demian Bichir.

‘Kung Fu’: Elenco revela detalhes sobre o reboot em novo vídeo de bastidores; Confira!

The CW divulgou um novo vídeo de bastidores de ‘Kung Fu’reboot da clássica série dos anos 1970.

No featurette, o elenco protagonista revela detalhes sobre a produção e sobre seus respectivos personagens.

Confira:

A produção estreia no dia 07 de abril.

Christina M. Kim (‘Lost‘) assume a função de roteirista, além de ser uma das produtoras executivas, ao lado de Martin Gero (‘Blindspot’, ‘LA Complex’), Greg Berlanti (‘Arrow’, ‘The Flash’, ‘Riverdale’) e Sarah Schechter (‘Arrow’, ‘The Flash’, ‘Riverdale’).

O elenco da série conta com Olivia Liang, Tony Chung, Ludi Lin (‘Mortal Kombat’), Tzi Ma, Kheng Hua Tan, Jon Prasida, Gavin Stenhouse, Shannon Dang, Gwendoline Yeo e Eddie Liu.

Confira a sinopse oficial:

“Uma crise de identidade faz com que uma jovem chinesa-americana (Liang) abandone a faculdade e faça uma jornada que mudará sua vida, em um mosteiro isolado na China. Mas ao voltar para casa, ela vai encontrar sua cidade natal invadida por crimes e corrupção e decidirá usar suas habilidades em artes marciais e os valores de Shaolin para proteger sua comunidade e levar criminosos à justiça… à medida que também procura o assassino que matou o seu mentor Shaolin e que agora está atrás dela”.

Hanelle Culpepper comanda o reboot.

‘Espiral’: Assista ao trailer LEGENDADO do novo ‘Jogos Mortais’

Paris Filmes divulgou o novo trailer LEGENDADO de ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais, derivado da icônica franquia slasher.

No trailer, toda a trama gira em torno das misteriosas caixas verdes e as tradicionais espirais vermelhas da franquia. Há um novo assassino e um novo grande mistério a ser desvendado. Os crimes mais brutais do cinema mundial e o icônico porco estão presentes nessa aterrorizante sequência e o público ganha uma amostra no trailer. Na linha investigativa, o terror e suspense dominam o longa.

Confira:

Criada em 2004, a franquia ganha reboot e volta às telonas após hiato de 2 anos, quando aconteceu o último lançamento: ‘Jogos Mortais: Jigsaw‘.

Darren Lynn Bousman fica encarregado da direção, enquanto Josh StolbergPete Goldfinger assinam o roteiro.

Uma sádica e genial mente dá início a uma distorcida forma de justiça em ‘Espiral’, o novo capítulo assustador de Jogos Mortais. Trabalhando na sombra de um estimado e veterano policial, o Detetive Ezekiel “Zeke” Banks e seu novo parceiro se encarregam de investigar uma série de assassinatos bizarros, reminiscentes do passado sombrio da cidade. Mergulhando num mistério mais profundo do que parece, Zeke se vê no centro de um jogo mórbido.

Samuel L. JacksonChris RockMax Minghella estrelam o longa.

O filme será lançado nos cinemas americanos no dia 14 de maio de 2021. Sem previsão no Brasil.

‘Rick e Morty’: 5ª temporada ganha trailer incrível e data de estreia; Confira!

Adult Swim divulgou hoje (30) o trailer oficial da 5ª temporada da aclamada animação adulta ‘Rick e Morty’.

O vídeo também anuncia que o próximo ciclo estreia em 20 de junho de 2021.

Confira:

A série foi criada por Dan HarmonJustin Roiland.

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.

Emma Stone é ‘Cruella’ nas novas capas incríveis da Total Film; Confira!

Total Film divulgou as capas oficiais de sua próxima edição, trazendo ninguém menos que a icônica Emma Stone no aguardado longa-metragem Cruella.

Confira:

O longa-metragem, que tem data de estreia confirmada para 28 de maio, será lançado tanto no Disneycom o Premier Access quanto nos cinemas.

Cruella, novo filme live-action apresenta a história da lendária e mais icônica – e notoriamente fashion – vilã da Disney, Cruella de Vil. Ambientado na Londres dos anos 70 em meio à revolução do punk rock, o filme mostra uma jovem vigarista chamada Estella, uma garota inteligente e criativa determinada a fazer um nome para si através de seus designs. Ela faz amizade com uma dupla de jovens ladrões e, juntos, constroem uma vida para si nas ruas de Londres. Um dia, o talento de Estella para a moda chama a atenção da Baronesa Von Hellman, uma lenda fashion que é devastadoramente chique e assustadora. Mas o relacionamento delas desencadeia um curso de eventos e revelações que farão com que Estella abrace seu lado rebelde e se torne a Cruella má, elegante e voltada para a vingança.

Emma Thompson, Paul Walter Hauser, Joel FryEmily BeechamKirby Howell-Baptiste completam o elenco.

Craig Gillespie, do remake de ‘A Hora do Espanto‘, assume a direção, a partir de um roteiro assinado por Tony McNamara (‘A Favorita‘).

‘The Bad Batch’: Nova série do universo ‘Star Wars’ ganha trailer e cartaz oficiais; Confira!

Disney+ divulgou hoje (30) o trailer e o cartaz oficiais de The Bad Batch, nova série animada do icônico panteão Star Wars.

Confira:

Com criaçao de Dave Filoni (‘O Mandaloriano’), os episódios são dirigidos por Bras Rau, com roteiro supervisionado por Jennifer Corbett.

Star Wars: The Bad Batch gira em torno de clones de elite experimentais do “Lote Ruim” (introduzidos originalmente em ‘A Guerra dos Clones’), à medida que encontram um meio de mudar a galáxia imediatamente após os eventos anteriores. Os membros do grupo – um esquadrão único que varião geneticamente de seus irmãos do Exército dos Clones – possui uma habilidade excepcional que os transforma em soldados práticos, extraordinários e formidáveis.

Dee Bradley BakerMing-Na Wen fazem parte do elenco.

A série tem estreia marcada para o dia 04 de maio.

‘Mortal Kombat’: Produtor comenta sobre a versatilidade nas cenas de luta do remake

O trailer do novo filme da franquia Mortal Kombat‘ mostrou algumas intensas cenas de luta entre os principais personagens, o que já foi o bastante para aumentar a expectativa dos fãs.

Durante uma entrevista para o Comic Book, o produtor Todd Garner comentou sobre o assunto e garantiu que nenhuma das lutas será igual a outra.

“Não fizemos apenas um filme com socos e chutes aleatórios. Cada luta tem sua própria personalidade. Fizemos de tudo para reproduzir a versatilidade presente em cada personagem dos jogos presente nesse filme. Uma das lutais é extremamente brutal.”

Ele continuou:

“Não posso revelar quem está nessa luta sangrenta, é claro. Mas vai valer a pena. Também há lutas com espadas e outras armas, há lutas somente com os poderes dos personagens, estão tudo muito bem elaborado. No trailer já mostramos que o Sub-Zero esfaqueia o Scorpion com o sangue congelado do próprio inimigo. Foi muito empolgante pensarmos em tudo isso.”

Como Garner já deixou claro, a equipe de produção levou muito a sério todo o trabalho por trás das lutas.

Anteriormente, ele disse ao portal que uma de suas condições para trabalhar na adaptação foi a escolha de um elenco composto por atores que também são artistas marciais.

“Primeiro, um filme do ‘Mortal Kombat’ só poderia ser feito com censura para menores de 18 anos. Segundo, eu queria um elenco etnicamente diversificado, como nos jogos. Terceiro, precisávamos nos manter fiéis à cultura de cada personagem. Quatro, eu só aceitei atores que também são artistas marciais. Cinco, eles teriam que ser os melhores artistas marciais possíveis.”

Um dos astros que recebeu bastante elogios de Garner foi Ludi Lin, intérprete do icônico Liu Kang.

Ludi é um rapaz carismático, atlético e está sempre procurando novos desafios. E ele é a cara do Liu Kang, não é?”, brincou Garner. “É incrível como ele tem um espírito de liderança e motivação, ele deixa todo mundo à vontade durante as cenas e conseguiu ser uma figura inspiradora para o restante do elenco.”

Vale lembrar que o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 22 de abril.

Nos EUA, o longa será lançado simultaneamente nos cinemas e na HBO Max no dia 16, uma semana antes.

Simon McQuoid (‘Premonição 5‘) é responsável pela direção.

O lutador de MMA Cole Young, acostumado a levar uma surra por dinheiro, não tem conhecimento de sua herança – ou porque o imperador de Outworld, Shang Tsung, enviou seu melhor guerreiro, Sub-Zero, um Cryomancer de outro mundo, para caçar Cole. Temendo pela segurança de sua família, Cole vai em busca de Sonya Blade e Jax, um Major das Forças Especiais que carrega o mesmo dragão estranho com a qual Cole nasceu. Logo, ele se encontra no templo de Lord Raiden, um Elder God e protetor de Earthrealm, que concede santuário para aqueles que carregam a marca. Aqui, Cole treina com os guerreiros experientes Liu Kang, Kung Lao e o mercenário desonesto Kano, enquanto se prepara para enfrentar os maiores campeões da Terra contra os inimigos de Outworld em uma batalha de alto risco pelo universo. Mas Cole será pressionado o suficiente para desbloquear seu arcano – o imenso poder de dentro de sua alma – a tempo de salvar não apenas sua família, mas de impedir Outworld de uma vez por todas?

O elenco conta com Joe Taslim (Sub Zero), Ludi Lin (Liu Kang), Jessica McNamee (Sonya Blade), Mehcad Brroks (Jax) Josh Lawson (Kano), Chin Han (Shang Tsung), Hiroyuki Sanada (Scorpion), Tadanobu Asano (Raiden), Sisi Stringer (Mileena).

O novo longa será para maiores de 18 anos, com a promessa de muita violência e fatalities.

Lançada em 1995, a primeira adaptação de ‘Mortal Kombat‘ teve um orçamento de U$ 18 milhões e faturou U$ 122.1 milhões nas bilheterias mundiais. A sequência, ‘Mortal Kombat – A Aniquilação‘, custou U$ 30 milhões, mas arrecadou apenas U$ 51.3 milhões mundialmente. Ambos foram massacrados pela crítica.