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Crítica | Matt Groening volta aos tempos medievais na 1ª temporada de ‘(Des)Encanto’

Matt Groening é um dos maiores expoentes da televisão norte-americana contemporânea, responsável por trazer algumas das animações mais hilárias e distorcidas dos últimos anos, como ‘Os Simpsons e ‘Futurama. Tais obras são conhecidas por fugir dos convencionalismos narrativos e buscarem uma perspectiva crítica e ácida da sociedade, traduzindo em tramas absurdas os exageros humanos. Ainda que esta tenha funcionado de forma mais transigente, aquela permanece ainda no gosto popular – não é à toa que está chegando ao seu trigésimo ano. E foi partindo dessa premissa e com o advento de inúmeras plataformas de streaming que Groening encontrou espaço para sua próxima narrativa: ‘(Des)Encanto’.

Ambientada numa versão totalmente inesperada da Idade Média, a trama gira em torno de Dreamland, reino governado pelo irritadiço Zog (John DiMaggio), cuja filha, Tiabeanie “Bean” (Abbi Jacobson) mostra-se como um obstáculo em potencial para o exercício de todo seu pleno poder. Mas diferente do que podemos imaginar, o pano de fundo é sobre a garota, e não sobre o Rei: Bean está no ápice de sua adolescência e, levando em conta a época na qual a série se passa, suas irreverências insurgem na bebida compulsória, nos jogos de azar e nas escapadas românticas, colocando em xeque a integridade de sua família e de si mesma. Entretanto, logo com o primeiro episódio, percebemos que tudo isso é justificado pelo fato de seu casamento obrigatório como forma de manter a aliança entre territórios outrora inimigos.

Ao que tudo indica, estamos lidando com mais de uma histórias coming-of-age animadas com mensagens otimistas e aventuras mirabolantes. Todavia, em se tratando de uma construção de Groening, nada será o que aparenta; as críticas estão lá, nuas e cruas, como forma de chocar e traçar um paralelo com a loucura e a sandice da sociedade contemporânea. Há um espaço fértil, recheado de infinitas possibilidades que inclusive não precisam de valer de estereótipos, mas sim utilizá-los a seu favor para orquestrar o sarcasmo de modo completo e satisfatório. O problema principal: criar uma história com começo, meio e fim, algumas viradas interessantes e um cliffhanger digno para uma futura segunda temporada – e é justamente isso que o showrunner não consegue trazer para as telinhas.

Levando em conta a decorrência de eventos do piloto, é natural que nos sintamos em território estranho (afinal, precisamos nos acostumar à nova ambiência). Mas o que acontece quando essa singularidade, por assim dizer, permanece durante cada um dos dez episódios? É muito complicado para uma audiência acostumada ao ritmo frenético de ‘Simpsons’ seguir as construções contemplativas desse show em questão, ainda mais um que não se vale de muitos acontecimentos ou extravagâncias para conseguir uma estrutura sólida. A priori, a narrativa parece querer nos levar em uma direção, cruzando o caminho de Bean com o demônio Luci (Eric André) e depois fundindo seu arco ao do elfo Elfo (Nat Faxon) – mas todo o potencial é desperdiçado sem dó, obrigando-os a permanece no mesmo território o tempo inteiro.

É quase frustrante observar como tais personagens, cuja interessante química seria melhor aproveitada em circunstâncias diferentes, são jogados em uma linearidade narrativa insuportável. Eles não têm nenhuma evolução aparente até os episódios finais, caem nos mesmos erros e mergulham em ciclos viciosos inquebrantáveis, afastando cada vez mais o espectador de qualquer possibilidade de conexão. A ideia aqui era, após Bean fugir de seu casamento, pegar seus novos amigos e sair para conhecer o mundo, colocando-os em uma clássica-porém-distorcida jornada do herói – e tudo abriria margens para as mais hilárias subtramas. Entretanto, o time de roteiristas não leva isso em conta e brinca dentro dos limites de uma zona de conforto entediante.

Nem mesmo a aparição de coadjuvantes ajuda a aumentar a complexidade: devendo servir como respaldo tragicômico, como por exemplo a Rainha Oona (Tress MacNeille) ou o conselheiro de três olhos Ovaldo (Maurice LaMarche), as investidas não tão recorrentes quanto os protagonistas fazem um trabalho inverso e refletem a estupidez de suas construções. Os poucos pontos de quebra de expectativa provêm da obviedade, afastando a série das tentativas de recuperar a glória das obras antecessoras. Eventualmente, os acontecimentos se mostram repetitivos, caindo nas mesmas alternativas de fechamento de arco que os outros capítulos.

Mesmo assim, não podemos negar alguns pontos fortes trazidos pelo show. Groening encontra um espaço propício para trabalhar um passado narrativo que mantém certo dialogismo com as outras séries animadas – afinal, ele já brincou com o presente e com o futuro. Em um cenário medieval, marcado pela magia e por criaturas fantásticas, a estética de um contingente considerável de personagens secundários e terciários foge dos padrões e busca uma humanização excessiva – temos, por exemplo, a intocável transcendência das fadas misturando-se aos vícios humanos (como o fumo e a bebedeira) de modo tão desconstruído que chega a ser propositalmente ofensivo e deturpado. Além disso, devo dizer que a irregularidade da primeira metade encontra seu caminho e um equilíbrio interessante até o season finale, arquitetando algumas viradas satisfatórias que já dão as cartas do próximo jogo.

‘(Des)Encanto’ começa de forma desperdiçada e irregular, encontrando sua identidade tarde demais para haver uma conexão profunda entre as mensagens que deseja entregar e a receptividade do público. E não há muito o que se possa dizer, apenas a ligeira sensação de desapontamento, justificada pelo fato de um grande nome da indústria não ousar mais do que julgava conseguir.

‘A Guerra do Amanhã’: Ficção científica com Chris Pratt pode ser vendida para o Amazon Prime

Originalmente programada para estrear em 2020, a ficção científica ‘The Tomorrow War‘ foi adiada para 2021 por causa da pandemia de coronavírus. Agora, de acordo com o Deadline, é possível que o lançamento nos cinemas seja cancelado e o filme seja lançado direto em um serviço de streaming.

O site afirma que a produtora Skydance pretende vender o longa para algum serviço de streaming. Alegadamente, o filme foi exibido para as maiores plataformas de streaming durante o último final de semana e o resultado foi extremamente positivo, rendendo diversos interessados.

Novas informações devem ser divulgadas em breve. Fiquem ligados!

Chris Pratt (‘Guardiões da Galáxia‘) estrela o projeto. O elenco ainda conta com J.K. SimmonsBetty GilpinSam Richardson, Yvonne Strahovski, Mary Lynn Rajskub e Edwin Hodge.

A história é ambientada num futuro distópico em que a humanidade está perdendo uma guerra contra os alienígenas. Para mudar o trágico prospecto, cientistas recrutam soldados do passado como forma de ajudá-los na batalha. Pratt será um homem que terá que confrontar seu passado para salvar o mundo, enquanto Simmons deve interpretar seu pai. A personagem de Gilpin ainda não foi revelada.

Chris McKay (LEGO Batman: O Filme) comanda o projeto, com roteiro a encargo de Zach DeanBill Dubuque.

David Ellison, Dana Goldberg, Don GrangerJules DalyAdam KolbrennerDavid Goyer serão os produtores, com Rob Cowan atado como produtor executivo. As filmagens devem começar em setembro deste ano em Atlanta e na Islândia.

‘Judas e o Messias Negro’: Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield estampam ensaio fotográfico e bela capa de revista

Daniel Kaluuya photographed exclusively for EW on December 15, 2020 in London, UK.

A cinebiografia Judas e o Messias Negro‘, que gira em torno de Fred Hampton, ativista político e presidentes do Panteras Negras em Illinois que foi assassinado aos 21 anos pelo FBI, é o grande destaque da vindoura edição da revista EW.

Estampando duas belíssimas capas, os atores Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield ainda  protagonizaram um belo ensaio fotográfico.

Confira:

Lakeith Stanfield photographed exclusively for EW on December 8, 2020 in Los Angeles.
Daniel Kaluuya photographed exclusively for EW on December 15, 2020 in London, UK.
Lakeith Stanfield photographed exclusively for EW on December 8, 2020 in Los Angeles.
Lakeith Stanfield photographed exclusively for EW on December 8, 2020 in Los Angeles.
Daniel Kaluuya photographed exclusively for EW on December 15, 2020 in London, UK.
Lakeith Stanfield photographed exclusively for EW on December 8, 2020 in Los Angeles.
Lakeith Stanfield photographed exclusively for EW on December 8, 2020 in Los Angeles.
Daniel Kaluuya photographed exclusively for EW on December 15, 2020 in London, UK.

A produção chegará aos cinemas em 25 de fevereiro de 2021.

Assista ao novo trailer:

Estrelado pelo indicado ao Oscar Daniel Kaluuya (‘Corra!’, ‘Pantera Negra‘), o longa também conta LaKeith Stanfield (‘Atlanta’, ‘Joias Brutas’) como William O’Neal, Dominique Fishback (‘Coração de Ferro‘) e Jesse Plemons (‘Breaking Bad‘).

Com a ajuda de um criminoso chamado William O’Neal, o FBI investe na tenativa de silenciar Hampton e o Partido dos Panteras Negras. Mas eles não conseguiram matar o legado de Fred Hampton. 50 anos depois, suas palavras ainda ecoam… Mais alto do que nunca.

Embora sua vida tenha sido interrompida, o impacto de Fred Hampton continuou a reverberar. O governo viu os Panteras Negras como uma ameaça militante ao status quo e vendeu essa mentira a um público assustado em um momento de crescente agitação civil. Mas a percepção dos Panteras não correspondia à realidade. Nas cidades do interior dos Estados Unidos, eles ofereciam café da manhã gratuito para crianças, serviços jurídicos, clínicas médicas e pesquisas sobre anemia falciforme e educação política. E foi o presidente Fred de Chicago que, reconhecendo o poder da unidade multicultural por uma causa comum, criou a Coalizão Arco-Íris – unindo forças com outros povos oprimidos da cidade para lutar por igualdade e empoderamento político.

‘A Dança da Morte’: 5º episódio da minissérie baseada na obra de Stephen King ganha imagens

A minissérie ‘Dança da Morte‘, (‘The Stand‘), adaptação da obra de Stephen King, já está caminhando para a sua segunda metade e o 5º capítulo da produção, intitulado “Fear and Loathing in New Vegas”, ganhou suas imagens oficiais.

O episódio, que vai ao ar nesta quinta-feira (14), mudará um pouco da sua abordagem narrativa, dedicando-se a acompanhar um grupo de sobreviventes em Las Vegas, que por sinal está sendo controlado pelo sombrio e diabólico Randall Flagg (Alexander Skarsgard).

Confira:

Os episódios serão lançados pela plataforma CBS ALL Access.

Confira o trailer dublado:

A série é escrita e dirigida por Josh Boone (‘Os Novos Mutantes‘).

A trama gira em torno de um professor viúvo que vive uma vida solitária quando um praga dizima 99% da população mundial. Imune à doença, o professor terá de lidar com a solidão até se juntar a outros sobreviventes, que se envolvem numa antiga rivalidade entre a luz e a escuridão.

O elenco grandioso conta com Alexander Skarsgård, Whoopi Goldberg, Jovan Adepo, Owen Teague, Greg Kinnear, Brad William Henke, Nat Wolff, Daniel Sunjata, James Marsden, Amber Heard, Odessa Young, Eion Bailey, Katherine McNamara, Heather Graham, Marilyn Manson, Hamish Linklater e Henry Zaga.

 

‘Batwoman’: Uma nova heroína está surgindo nas novas imagens da 2ª temporada; Confira!

No próximo domingo (17), uma nova era na série ‘Batwoman‘ será iniciada e para aguçar ainda mais o entusiasmo dos fãs, a emissora The CW divulgou uma nova leva de imagens, correspondentes ao 2º episódio da vindoura temporada, intitulado “Prior Criminal History” .

E nelas, Ryan Wilder conhece a Batcaverna e gradativamente começa a se envolver com a missão de se tornar a nova justiceira de Gotham City.

Confira as imagens, com a sinopse oficial:

Depois de sua rápida volta no Batgear, Ryan Wilder (Javicia Leslie) está de volta aos desafios diários da vida sendo ela mesma. Enquanto isso, Alice (Rachel Skarsten) tem um plano novo e tortuoso para chamar a atenção de Gotham e Safiyah (atriz convidada Shivaani Ghai). Com Kate ainda desaparecida e a cidade em revolta, Luke (Camrus Johnson) e Mary (Nicole Kang) estão desesperados para encontrar uma substituta. Em um aperto, Ryan veste o terno novamente e fica cara a cara com Alice pela primeira vez. De volta à sede da Crows, Sophie e o Comandante Kane tentam descobrir quem pode ter se vingado de Kate.

Carl Seaton dirigiu o episódio, a partir de um roteiro escrito por James Stoteraux e Chad Fiveash.

Leslie dá vida a Ryan Wilder, uma mulher de 20 e poucos anos que está prestes a se tornar a Batwoman.

A personagem é descrita como “simpática, brincalhona e indomável. Ela não é nada como a Kate Kane, a mulher que usava o traje anteriormente. Sem alguém especial em sua vida, Ryan passou anos usando drogas, mascarando sua dor com hábitos ruins. Uma garota que roubaria leite de um gato de rua também é capaz de matar com suas próprias mãos, Ryan é o tipo mais perigoso de lutadora: altamente treinada e indisciplinada. Lésbica assumida. Atlética. E definitivamente não é o seu estereótipo de heroína”.

No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel.

O elenco também conta com Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Camrus Johnson, Rachel Skarsten, Nicole Kang eGabriel Mann.

‘Falcão e Soldado Invernal’: Anthony Mackie será o novo Capitão América? Ator responde!

Um das séries mais aguardadas do Disney+, ‘Falcão e Soldado Invernal’ deve introduzir um novo Capitão América para os fãs da Marvel, após a aposentadoria de Steve Rogers, vivido por Chris Evans.

Essa possibilidade tem sido cotada desde o emblemático final de ‘Vingadores: Ultimato‘, quando Rogers entregou o seu escudo ao seu grande amigo Sam Wilson, antes de se aposentar.

Além disso, até mesmo um membro da equipe técnica da vindoura série do MCU chegou a revelar que Anthony Mackie seria “o Capitão América negro” da Marvel. Mas será mesmo que isso se cumprirá em ‘Falcão e Soldado Invernal‘?

Segundo Mackie, ainda é incerto dizer. Em uma entrevista ao programa de rádio The Jess Cagle Show, da SiriusXM, o intérprete do Falcão se aprofundou sobre a possibilidade:

“Não, não sabemos isso ainda. A ideia da série é basicamente essa: Ao final de Vingadores: Ultimato, Cap decide que irá se aposentar e ele me pergunta se eu assumiria o seu escudo, mas em nenhum momento eu concordei com isso ou disse que seria o Capitão América. Portanto, a série segue a linha de quem vai pegar o escudo e quem vai ser o Capitão América se Steve não voltar”.

Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência – em ‘Falcão e Soldado Invernal’.

Anthony Mackie e Sebastian Stan estrelam como os respectivos personagens titulares. Emily Van CampDaniel Brühl e Noah Mills completam o elenco.

Kari Skogland, veterana da televisão norte-americana, será responsável pela direção de todos os seis episódios.

 

Os Filmes de Ação de Liam Neeson | Do Pior ao Melhor

O astro Liam Neeson, indicado ao Oscar por A Lista de Schindler (1993), viu sua carreira sofrer uma guinada em popularidade ao ser alçado ao posto de herói de ação aos quase 60 anos de idade no ano de 2008 com o primeiro Busca Implacável. Nesta quinta-feira, o ator lançou nos cinemas brasileiros seu mais recente trabalho no gênero: Legado Explosivo, filme que fez sucesso nos EUA em outubro passado, permanecendo por duas semanas consecutivas no topo das bilheterias por lá. No filme, Neeson interpreta um bem sucedido ladrão de bancos em busca de redenção, cruzando seu caminho com policiais corruptos.

Sim, é verdade, o ator já havia trabalhado no gênero da ação antes de Busca Implacável (2008), mas nunca na capacidade de protagonista, levando um filme inteiro somente com seu nome por chamariz. Foi Taken (no original) que inaugurou a série de filmes (num total de onze até o momento) onde vemos Liam Neeson descendo o pau a torto e a direito, onde o ator é a estrela solitária e motivador da trama. Sendo assim, como forma de homenagem ao ator e a estes trabalhos, pegando como gancho seu mais recente lançamento, resolvemos criar uma lista diferente, ranqueando do pior ao melhor todos as produções da safra “Neeson barra-pesada porradeiro” no cinema. Vem conferir.

Busca Implacável 2 (2012)

É triste ver uma franquia com grande potencial sair tão rápido assim dos trilhos, e logo em sua segunda incursão. Mais ambiciosa, esta continuação dos filmes criados pelo francês Luc Besson aposta ainda mais na ação exagerada. Mas o que deixa a coisa capenga na verdade é o roteiro pouco inspirado, que leva a possível série por um caminho sem muita inventividade, entregando mais do mesmo. Dentre tantas possibilidades para aventuras do ex-agente Bryan Mills, aqui ganhamos a família de um dos bandidos do original buscando vingança. A novidade é que agora são Neeson e sua ex-mulher (papel da holandesa Famke Janssen) os “sequestrados” no lugar da filha (Maggie Grace). Toque de “jênio”.

Busca Implacável 3 (2014)

Aqui a coisa melhora um pouquinho, mas não muito. Ao ponto de muitos ainda preferirem o segundo episódio a este. Porém, se reclamamos da falta de originalidade no roteiro do anterior, aqui ao menos nos deram algo diferente. O problema é que para isso decidiram copiar de forma descarada o roteiro do clássico moderno O Fugitivo (1993), indicado ao Oscar de melhor filme, com Harrison Ford. Sabe aquela história do “copia, mas faz diferente”? Pois é, aqui não rolou. Na trama, Neeson é incriminado por algo que não cometeu, o assassinato de sua ex-mulher. Agora o sujeito precisa fugir e provar sua inocência. Mas as semelhanças não param por aí. Temos também um agente do FBI obstinado em sua caça (papel do vencedor do Oscar Forest Whitaker) e até mesmo duplica a cena famosa com o protagonista nos esgotos. Pera lá né.

Legado Explosivo (2020)

Mal estreou nos cinemas, e o novo trabalho de Neeson encontra um lugar nada favorável em nossa lista. O fato só mostra que este “legado” não é dos que mais irão repercutir. O longa de ação até possui uma boa premissa, mas não faz muito com ela, optando por seguir por um caminho muito seguro e conhecido, sem grandes surpresas. Aqui, o forte teor genérico, daqueles filmes que já vimos muitas vezes no Super Cine, é o que mais joga contra a obra. No filme, Neeson vive um talentoso ladrão de banco decidindo se aposentar após conhecer uma mulher. Ele decide se entregar, mas termina por cair na mira de policiais corruptos. Esse nos desafia a lembrar de termos assistido logo no mês seguinte.

Leia também: Crítica | Legado Explosivo – Liam Neeson é ‘ladrão honesto’ em ação sem gás

Caçada Mortal (2014)

A partir de agora, teremos na lista os melhores trabalhos do ator no gênero. Daqui em diante, se torna mais difícil escolher entre os filmes do ator, já que todos exibem grau de qualidade elevado, e ranqueá-los é questão de detalhes e minúcia. Tanto que Caçada Mortal surge como um dos preferidos para muitos. Mas aqui, optamos por elenca-lo como o menos memorável dos bons filmes do ator no gênero. Baseado num livro detetivesco, o longa adota um ar mais realista e sério dos demais produtos do ator voltados a ação, mas termina sem se destacar do que já vimos no cinema no quesito. Na trama, Neeson vive um policial caído em desgraça devido a bebida, trabalhando como detetive particular. Em sua nova missão, ele precisa encontrar para um mafioso os responsáveis pela morte de sua esposa. Até guarda algumas surpresas, mas é um dos menos falados do pacote.

Noite Sem Fim (2015)

Os melhores filmes de ação de Liam Neeson são os dirigidos pelo espanhol Jaume Collet-Serra. E aqui inauguramos a parceria da dupla na lista com seu terceiro trabalho juntos. Voltando ao submundo dos gangsters, o ator interpreta um capanga matador de um grupo de criminosos, cuja vida vira do avesso ao decidir proteger o filho (papel do “RoboCop” Joel Kinnaman). Acontece que no meio de uma desavença, ele termina por matar o desafeto do filho antes que o mesmo desse cabo de sua cria. Para azar de todos, o sujeito que matou era ninguém menos do que o filho do chefão local, papel do quatro vezes indicado ao Oscar Ed Harris. Agora será cachorro come cachorro numa fatídica noite, quando o personagem de Harris coloca a cabeça do protagonista e seu filho à prêmio. Além do ritmo pra lá de nervoso, ainda temos a atuação inspiradíssima de Harris, interpretando como se buscasse prêmio em um filme de Scorsese.

O Passageiro (2018)

Última colaboração entre Neeson e Collet-Serra até o momento, O Passageiro traz um forte elenco de apoio, numa trama de suspense dona de inúmeras reviravoltas. O mais legal das parceiras entre o ator e o diretor é que pertencem tanto ao gênero thriller quanto ao da ação. E não é exagero dizer que as partes de suspense em tais roteiros são dignas de Hitchcock, caso optassem por investir somente nelas. Acontece que a proposta é por entretenimento escapista, repleto de barulho, explosões e ação. E o cineasta espanhol, por mais talentoso que seja, não está no nível do icônico diretor inglês. Mas quantos estão afinal? Aqui Neeson vive um homem comum que se vê no meio de uma intrincada trama de espionagem e corrupção ocorrendo na simples viagem de trem que pega diariamente para o trabalho. Além de todos os outros atrativos, o filme traz a reunião do casal Warren da franquia Invocação do Mal (Vera Farmiga e Patrick Wilson) e os primeiros papeis de destaque no cinema das jovens Letitia Wright (Pantera Negra) e Florence Pugh (Adoráveis Mulheres).

Busca Implacável (2008)

Dez anos antes de O Passageiro, era aqui que tudo começava. Foi aqui que a carreira de Liam Neeson deu uma guinada rumo a uma popularidade jovem. Foi aqui que aos 56 anos, o ator indicado ao Oscar se tornava também um herói de filmes de ação. Isso graças ao diretor e mega produtor francês Luc Besson, especialista neste tipo de filme. Besson não dirige, mas assina o roteiro e produz. Como todos devem saber, aqui Neeson vivia pela primeira vez o ex-agente secreto Bryan Mills, talvez o quinto mais famoso do cinema, atrás de James Bond, Ethan Hunt, Jason Bourne e Jack Ryan. A diferença é que Mills é um pai de família, e quando sua filha adolescente é sequestrada durante uma viagem na França, com fins de trabalho escravo sexual, o sujeito fica com sangue nos olhos e vai até o local resolver tudo por conta própria. As frases já icônicas sobre ‘a particular set of skills’ foram muito repetidas e o filme fez tanto sucesso que gerou duas continuações e uma série de TV.

Sem Escalas (2014)

Segunda parceria entre Neeson e Collet-Serra, podemos dizer que O Passageiro, filme citado acima, é uma continuação espiritual desde filme – parte de uma sequência não intencional com Liam Neeson dentro de um grande veículo de transporte público, no meio de uma intriga de muito suspense e repleta com doses de ação. Troque apenas o trem comunitário por um avião. Além disso, Sem Escalas é também parte do subgênero de filmes do tipo passados dentro de uma aeronave, na qual se encaixam produções dos anos 1990 como Passageiro 57 (1992), Turbulência (1997) e Força Aérea 1 (1997), por exemplo. É claro, todas estritamente proibidas a bordo de qualquer voo real. Aqui, o ator interpreta um air marshal (oficiais designados a proteger voos, disfarçados como um dos passageiros) no pior voo de sua vida. O suspense é bom e mantido até o final. Mas o que chama atenção é a presença da vencedora do Oscar Julianne Moore, além de Lupita Nyong’o (outra atriz Oscarizada) numa pequena participação.

Desconhecido (2011)

Primeira colaboração entre Neeson e o diretor Collet-Serra, Desconhecido é, de seus quatro trabalhos juntos, o que possui o melhor roteiro. Como dito acima, Sem Escalas mantém o suspense e as perguntas de um whodunit até o desfecho, porém, a revelação final e a conclusão podem não agradar a todos. Já em Desconhecido, a trama é tão amarrada e faz tanto sentido dentro da proposta da narrativa, que é impossível não se sentir “enganado” no melhor sentido pelos realizadores. E isso vale para os espertalhões que gostam de esbravejar a obviedade de alguns suspenses. Desconhecido poderia sim muito bem ter feito parte do acervo das obras de Hitchcock (claro, o icônico diretor o faria com bem menos pancadaria). Esse é um daqueles filmes que nos faz querer assistir de novo para encaixar suas peças como num quebra cabeças e ver se tudo de fato bate. No filme, o ator vive um homem em viagem de negócios na Alemanha. Após sofrer um acidente de táxi, ninguém parece lembrar dele, nem mesmo sua própria esposa. E agora? Estaria ele louco, ou são os outros?

Vingança a Sangue-Frio (2019)

O mais legal de Vingança a Sangue-Frio em relação aos demais filmes da lista é o uso de um humor ácido intenso, o que o difere fazendo dele o único do lote a se banhar em tal gênero igualmente. E se as citadas parcerias com o diretor Jaume Collet-Serra possuem um quê ‘Hitchcockiano’, aqui pense em algo no estilo Fargo (1996) dos irmãos Coen. Temos inclusive o cenário gelado como pano de fundo e elemento pulsante dentro da trama. A história é até rotineira, com o cidadão do ano de uma pequena cidade (Neeson) buscando vingança contra traficantes pela morte do filho. Novamente, o que chama atenção e diferença é o ar cômico que a obra assume, dona de tiradas, trocadilhos e muito sarcasmo. Na verdade, trata-se do remake do norueguês O Cidadão do Ano (2014), dirigido pelo mesmo Hans Petter Moland desta versão americana.

A Perseguição (2011)

Assumindo o primeiro lugar no pódio da lista está A Perseguição, longa que igualmente foge da caixinha onde os demais do pacote estão inseridos, conseguindo ir ainda mais longe no diferencial e se tornando ainda mais único. Seria justo inclusive não colocá-lo na mesma categoria por não fazer uso da fórmula vista em todos. Para termos uma ideia, aqui Liam Neeson não dispara um tiro, não temos perseguições de carro e ele não sai no braço com ninguém. Mas aí você pergunta, então este não é um filme de ação? É sim! Acontece que é uma produção eletrizante de sobrevivência, onde a ação se desenrola após a queda de um avião nas montanhas geladas do Alasca contendo funcionários de uma empresa petroleira. Seis trabalhadores sobrevivem, mas o líder que irá guia-los é o segurança do local, contratado para afastar os lobos – sim, você acertou, papel de Neeson, claro. O pior acontece e agora o jogo virou, com justamente as ferozes bestas em seu encalço atrás de uma bela refeição. É homem versus natureza neste thriller de tirar o fôlego literalmente. Além de um filme de ação de Liam Neeson, A Perseguição é simplesmente um dos melhores exemplares do cinema de sobrevivência de todos os tempos.

‘The Black Phone’: Jeremy Davies entra para o elenco do novo terror do diretor de ‘Doutor Estranho’

De acordo com o Deadline, Jeremy Davies (‘Hannibal‘) entrou para o elenco de ‘The Black Phone‘, novo terror dirigido por Scott Derrickson (‘Doutor Estranho‘ e ‘A Entidade‘).

O elenco ainda conta com Mason ThamesMadeleine McGraw.

O roteiro, baseado em um conto de Joe Hill, foi escrito por Robert Cargill.

A história gira em torno de um menino sequestrado que recebe uma ligação fantasmagórica de um celular quebrado.

Blumhouse supervisionará o projeto.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘Lupin’: Assinantes da Netflix estão APAIXONADOS pela série de mistério com Omar Sy; Confira as reações!

Lupin é a mais nova série original francesa da Netflix e traz ninguém menos que o aclamado ator Omar Sy para o centro dos holofotes. A produção, que já está disponível no catálogo da plataforma de streaming, recebeu muitos elogios nas redes sociais.

A trama e a atuação de Sy foram elogiadíssimas.

Confira, com o trailer:

A série é inspirada nos romances escritos por Maurice LeBlanc e traz Omar Sy como o primeiro ator negro a encarnar uma versão do icônico Lupin, aqui contemporaneizado na roupagem de Assane Diop.

Na adolescência, Assane Diop enfrentou a morte do pai, que foi acusado de um crime que não cometeu. Depois de 25 anos, como forma de vingança, ele passa a agir sob a alcunha de “Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca”.

Ludivine SagnierClotilde HesmeNicole GarciaHervé PierreSoufiane GuerrabAntoine GouyFargass Assandé e outros completam o elenco.

‘Buscando…’: Novos diretores são contratados para a sequência

De acordo com o Deadline, a dupla Will Merrick e Nick Johnson, que foi responsável pela edição do primeiro filme, foi contratada para dirigir a sequência do aclamado suspense ‘Buscando‘.

Eles também irão escrever o roteiro do novo filme, que será baseado em uma história de Sev Ohanian e Aneesh Chaganty.

Detalhes sobre a trama estão sendo mantidos em segredo, mas já foi confirmado que o novo filme seguirá uma nova história com personagens completamente diferentes.

Sucesso nos cinemas, ‘Buscando‘ arrecadou US$ 75.4 milhões, com um orçamento de apenas US$ 5 milhões.

Estrelado por John Cho e Debra Messing, o primeiro filme gira em torno de um pai procurando sua filha de 16 anos desaparecida. Desesperado, ele resolve procurar por mais informações no computador dela, seguindo o seu rastro digital.

 

Disney+ | ‘Marvel Legends’: Um resumão oficial para quem não quer rever os 23 filmes do MCU

Estreou na última semana a mais nova série – por assim dizer – da Marvel no Disney+. Sem ter sido anunciado oficialmente junto com os outros seriados, Legends veio com um mistério acerca de seu conteúdo. Alguns fãs apostaram que seria algo original, enquanto outros não botaram muita fé e já aceitavam há algumas semanas que seria apenas um compilado dos heróis.

Quem jogou as fichas na segunda opção acertou em cheio. Sem trazer novidades, cenas excluídas ou algo do tipo, Legends parece mais um tentativa de garantir o nome da produção em questão de direitos autorais para impedir que a rival, DC – que tem uma linha com esse nome -, fizesse uso do mesmo num futuro próximo. Isso porque os dois episódios lançados são dedicados a dois personagens: Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany). Ao longo de aproximadamente 7 minutos, cada episódio relembra momentos-chave dos heróis no decorrer do Universo Cinematográfico Marvel, sem fazer qualquer adição especial, apenas amarrando cenas antigas de forma que criasse uma breve narrativa introdutória.

Não coincidentemente, os dois personagens abordados chegam ao Disney+ em seis dias para protagonizar a série WandaVision. Ou seja, é bem provável que os próximos capítulos da série sejam focados no Falcão (Anthony Mackie), no Soldado Invernal (Sebastian Stan) e no Barão Zemo (Daniel Brühl), estrelas de Falcão e o Soldado Invernal, que chegará mais tarde esse ano. Tudo bem, isso pode ter frustrado um pouco alguns fãs que esperavam por conteúdos originais, expansões menores do universo e até mesmo curtas envolvendo os personagens. Porém, esses resumões oficiais são uma jogada muito inteligente não para agradar a um público fiel que já acompanha os heróis da Marvel há quase quinze anos, mas para atrair e fidelizar novas audiências que tenham interesse pelas séries sem terem necessariamente assistido a tudo que veio antes.

Essa situação do Legends remonta a uma piada que o Screen Junkies (ou foi o CinemaSins?) fez há alguns anos. Na época, eles brincaram que a Marvel poderia fazer um longa-metragem chamado “Carrinho de Supermercado: O Filme“, que ainda assim teria milhões de pessoas correndo atrás de ingressos como loucas. E isso não deixa de ser verdade, porque Legends é literalmente um apanhado de cenas que o público já viu reunidas em um videozinho que poderia muito bem ter sido por um fã em seu canal no YouTube, mas ainda assim é um conteúdo interessante para os fãs relembrarem de momentos que eles talvez tenham esquecido, e que vale a pena ser visto. Só que, como dito no parágrafo anterior, o foco dessa produção não são os fãs de longa data, e sim os possíveis novos fãs. Por exemplo, em The Mandalorian, a primeira grande produção original do Disney+, acompanhamos uma nova aventura com novos personagens inseridos dentro do universo de Star Wars. Como a saga principal já tem nove filmes, for spin-offs e séries animadas canônicas de dezenas de episódios, muita gente acaba se afastando de The Mandalorian por não querer assistir a tudo isso que veio anteriormente – e posteriormente também.

Apesar de ser maravilhosa e se sustentar sozinha, The Mandalorian é evitada por novos públicos que não querem assistir aos 9 filmes de Star Wars para entenderem melhor o que está acontecendo em tela.

Ou seja, por conta de um extenso passado, a franquia deixa de angariar alguns novos fãs para o futuro. E como toda empresa, a Disney quer muito que novas audiências se interessem por seus produtos para que o lucro seja contínuo. Agora, se nove filmes afastam certo tipo de público, como fazer para aumentar o interesse por uma série que é resultado de nada menos que 23 filmes? É pedir muito que as pessoas assistam a todas as três fases para entenderem o que está acontecendo em WandaVision e afins. Tirando os fãs mais assíduos – sendo muito sincero, duvido que até mesmo esses façam a maratona de novo, considerando que a maioria já fez antes de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato -, é muito pouco provável que alguém vá tirar um fim de semana para maratonar o MCU de uma vez. Dessa forma, o Legends acaba vindo a calhar, porque ele sintetiza em aproximadamente 7 minutos tudo aquilo que os fãs precisam saber dos personagens em questão para entender suas motivações e dramas na séries que virão. Ou seja, economiza tempo, ajuda na compreensão e facilita no processo de criação de novos fãs. E vamos ser honestos aqui, se alguém tivesse que assistir a Vingadores: A Era de Ultron (2015) para se empolgar pela história da Wanda, muito provavelmente essa pessoa sequer assistiria a série depois.

Introduzida em uma versão sem tantos poderes e com uns dilemas morais superficiais, a Wanda (Elizabeth Olsen) cresceu muito ao longo dos filmes.

Por fim, é interessante observar quais pontos são abordados como fundamentais em cada episódio de Legends. Isso porque eles podem indicar o que esperar das séries de cada personagem. Por exemplo, a questão do Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) é muito importante para entender o passado de Wanda, já que a morte do irmão a faz mudar de lado e ir atrás do robozão Ultron (James Spader). No entanto, ele ganha bastante tempo em tela no Legends da irmã. Isso indica que ele vai voltar a aparecer em WandaVision? Não exatamente, mas pode ser que sim. É algo que só vai dar para saber quando a série estrear. Em outras palavras: vale a pena observar o que está sendo apontado nesses episódios de Legends e ver se eles serão desenvolvidos ou relembrados nas respectivas novas séries.

Os dois primeiros episódios de Legends estão disponíveis no Disney+. Wandavision estreia no Disney+ em 15 de Janeiro de 2021.

O Impacto de 2020 no Cinema

A pandemia fez de 2020 um ano profundamente difícil, seja pelas perdas humanas, seja pelas restrições e mudanças que impôs a todos. Projetar os impactos desse ano é um exercício árduo, ainda mais quando nos lembramos que, no começo da pandemia, muitos falaram que as pessoas se tornariam mais solidárias. Bem, nem precisou acabar o primeiro semestre para vermos o quanto é difícil as pessoas mudarem.

No campo cultural, o vírus liquidou as atividades culturais coletivas e todos buscaram se reinventar – o teatro on-line é o exemplo mais explícito. E na sétima arte? O que mudou e, principalmente, o que mudará nos próximos anos? Lá vou eu querer praticar a perigosa futurologia!

Estou com os que acreditam que o fechamento forçado das salas de cinema precipitou fenômenos que iriam acontecer ao longo dos próximos anos. 2020 foi (assim como 2021 continuará a ser) um grande laboratório para a indústria do cinema testar até que ponto a distribuição de filmes via internet é viável, seja por serviços de assinatura, como a NETFLIX, seja pelo aluguel on-line, o conhecido VOD – video on demand.

No começo da pandemia, a primeira reação foi adiar os lançamentos. Quando os estúdios tomaram dimensão do problema, os testes começaram.

Trolls 2, da Universal, e Scooby! O Filme, da Warner, foram os primeiros filmes de grandes estúdios a serem lançados diretamente no streaming. Momento chave foi a alteração das regras do Oscar 2021. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas autorizou que filmes lançados apenas em streaming concorram ao Oscar 2021. Esta mudança teve especial impacto nas produtoras independentes, que passaram a distribuir seus filmes online, seja para aluguel, seja vendendo os direitos para incluir seus títulos nos catálogos de grandes streamings. A partir daí vimos um crescimento nos lançamentos de filmes via internet. Os outros dois movimentos chaves foram protagonizados pela Disney e pela Warner.

A Disney manteve o calendário de lançamento do seu streaming. Até o final do ano, a Disney+ beirou os 90 milhões de assinantes. Para além dessa demonstração de força, a casa do Mickey colocou a superprodução live action Mulan no Disney+ na modalidade “Premier Access”: além da assinatura, era necessário pagar mais US$ 29,99 para assistir ao filme. Apesar das polêmicas, a empresa anunciou que irá repetir a jogada com Raya e o Último Dragão. Já no final do ano passado, Soul, nova obra-prima da Pixar, pulou os cinemas e foi direto para o catálogo do Disney+.

Mesmo com tais movimentos, a Disney confirmou lançamentos importantes para os cinemas em 2021, respeitando a janela e exibição. Já a Warner prometeu lançar todos os seus filmes no ano de 2021 simultaneamente nos cinemas e no seu streaming HBO Max. Os filmes ficarão 1 mês no serviço, sem custos adicionais. A decisão gerou revoltar entre exibidores e diretores, como Christopher Nolan e Denis Villeneuve.

O movimento da Warner foi mais agressivo porque desconsiderou a janela de exibição – período no qual um filme é exclusivo de determinada mídia; a primeira janela é aquela dedicada às salas de cinema. Ao possibilitar que seus filmes estejam disponíveis simultaneamente no streaming e nas salas de exibição, o futuro destas é colocado em dúvida.

Acho improvável que as salas de exibição deixem de existir, ao menos no médio prazo. Os anos de 2020 e 2021 vão forçar a reimaginação do papel dos exibidores. E o aumento da concorrência irá forçar, também, a revisão do modelo de negócios dos serviços de streaming.

No pós-pandemia, quando se aglomerar já não for perigoso, as salas de exibição voltarão a ter público. As que sobreviverem à crise voltarão a ver um público tão grande quanto antes da pandemia. Contudo, logo vamos notar diferenças.

A tendência será a janela de exibição ser flexível, especialmente se instituições como o Oscar mantiverem a regra do streaming: a janela de exibição se tornará uma regra pontual, celebrada entre redes de cinema e produtoras quando conveniente. Aposto que a janela de exibição permanecerá apenas para grandes filmes, como forma dos estúdios ganharem em cima da bilheteria. As produções menores e o cinema independente (os filmes do chamado circuito alternativo) provavelmente entrarão simultaneamente em salas de cinema e na internet – ou apenas neste último.

A sala de exibição deve continuar a existir para dois extremos: para as superproduções, cuja grandiosidade das imagens se valoriza na tela grande, e para os “filmes de arte”, que hoje já está no circuito alternativo e são consumidos por um público que enxerga o cinema como expressão artística e não apenas entretenimento.

As produtoras voltadas ao chamado circuito alternativo ou independente, certamente, farão lançamentos simultâneos em salas de exibição e em serviços de streaming ou lançamentos diretos no on demand. O lançamento simultâneo desses filmes só traz benefícios: para o público, que terá acesso mais cedo a essas produções, e às produtoras e realizadores que poderão aproveitar o hype do lançamento e alcançar um público maior, tendo maior retorno. E quem acha que a extinção da janela de exibição nesses casos prejudica a obra, basta lembrar que as sessões de O Irlandês, de Martin Scorsese, tiveram seus ingressos esgotados, mesmo com o filme disponível na NETFLIX.

O tipo de filme que sofrerá a maior crise de identidade será aquele que nem tem pretensões de ser grande cinema, nem tem como ser blockbuster. São os filmes de médio porte, que podem até ser grandes obras-primas, mas não são assim percebidos, seja por ser de um diretor estreante, seja porque é uma obra menos pretensiosa. Falo de filmes bons e ruins. Eles vão perder o pouco espaço que ainda tinham nas salas de exibição. Seu destino é o streaming. As comédias românticas já seguem esse caminho: hoje, esse gênero praticamente sumiu das salas de exibição, mas reinam no streaming.

Quanto aos blockbusters, seu destino está ligado ao futuro dos serviços de streaming, que devem passar por mudanças profundas nos próximos anos. O crescimento de oferta dos serviços, até o momento, ainda está sendo absorvido pelo público. Mas, chegará um ponto no qual nem todos terão tempo nem dinheiro para assinar tantos serviços. Hoje, vemos uma infinidade de modelos de negócio. No futuro, alguns irão se estabelecer.

Com o crescimento exponencial desses serviços, um modelo híbrido no qual o espectador opte por assinar o pacote ou alugar um filme ou série deve ser mais comum do que a simples assinatura. Também deverá crescer a venda de espaço publicitário. Embora hoje seja tabu, a receita de propaganda será inevitável até para viabilizar as produções.

Atualmente, vivemos uma era de ouro do streaming, com os serviços investindo milhões em produção. Mas, chegará um momento em que só assinatura não irá bancar os custos. E mesmo com a entrada do dinheiro da propaganda, o ritmo de produção deve diminuir (em comparação com o atual). Tais serviços devem seguir o modelo atual dos grandes estúdios, investindo em algumas poucas produções próprias e comprando uma penca de filmes produzidos por produtores independentes que colocaram uma grana no projeto.

Os serviços de streaming serão os grandes estúdios do futuro – assim como os grandes estúdios de hoje se tornarão os grandes serviços de streaming do futuro. A produção independente continuará bancando suas produções e vendendo seus filmes – mas um mercado consumidor maior. Aqueles filmes medianos tendem a ficar limitados aos streamings. Já os blockbusters…

Os blockbusters como conhecemos hoje só terão condições de sobreviver se ainda existir a janela de exibição. Tais filmes ganham muito nas salas de cinema. Os grandes estúdios até que tentaram na pandemia vender o aluguel premium, mas sentiram resistência. O ponto: serviços de streaming que vivam só de assinatura e propaganda não terão condições de produzir a quantidade de blockbusters que vemos hoje – mesmo que surjam a assinatura premium para fugir da propaganda. Pensem na quantidade de superproduções feitas exclusivamente para televisão por assinatura? A lógica é a mesma: se depender apenas de assinatura e propaganda, as superproduções irão se tornar mais raros. Por isto, é pouco provável que uma estratégia como a da Warner se mantenha.

Mega produções só se manterão de três formas: se ainda existir a janela de exibição, fazendo o público ir ao cinema, se convencerem as pessoas a alugarem pelo on demand, ou se tornando um artigo de luxo, que os serviços de streaming lançam de vez em quando – basta fazer um levantamento do orçamento dos filmes lançados pela NETFLIX para entender o modelo.

O ano de 2021 continuará a ser de testes para a indústria. Como disse no começo, coisas que levariam anos foram precipitadas. Tudo que falei aqui poder ser completamente diferente, a depender a resposta financeira. Mesmo assim, aposto que o futuro do mundo do cinema será de afrouxamento da janela de exibição, de modelos híbridos no streaming e venda de espaço publicitário e de unificação da produção de conteúdo e da sua distribuição via internet.

Será como um retornar ao sistema de estúdio da Era de Ouro de Hollywood. Nela, os estúdios eram donos das principais redes exibidoras e vendiam pacotes de filmes para as redes independentes. Em 1947, 95% da renda dos seis principais estúdios vinha da bilheteria – o merchandising ainda não havia sido descoberto. Em 1948, a Suprema Corte dos Estados Unidos proibiu que os estúdios fossem donos das redes exibidoras e vendessem os pacotes de filmes. Ou seja, existe precedente… Não se assustem se, no futuro, depois de todos os grandes estúdios terem estabelecidos seus serviços de streaming, a Suprema Corte mande as NETFLIXs do amanhã separarem produção e distribuição de conteúdo.

‘Insecure’: 5ª temporada será a ÚLTIMA da série!

HBO confirmou que a 5ª temporada de ‘Insecure‘ também será a ÚLTIMA da série.

“Issa [Rae] transformou suas inseguranças em uma icônica forma de comédia,” afirmou Amy Gravitt, vice-presidente de programação da HBO, em uma declaração. “A série é tão incisiva quanto sincera, e tem ressoado fortemente com seu público por causa do trabalho profundamente pessoal que Issa, Prentice, Melina, o elenco e os escritores colocaram nela. Esta equipe talentosa concebeu uma temporada final brilhante para a produção e esperamos ter muito mais histórias para contar com este grupo singular de colaboradores.”

Insecure conta a história de Issa Dee (Issa Rae), uma jovem negra talentosa e cheia de inseguranças, que após um relacionamento frustrante, tenta encontrar sua própria beleza e vigor como uma mulher solteira. A busca por si mesma a leva a uma série de situações diversas, sempre compartilhadas com sua melhora amiga, Molly (Yvonne Orji).

Novo terror da Netflix estilo ‘Pânico’ ganha sinopse completa; Confira!

A Netflix divulgou a sinopse oficial de ‘There’s Someone Inside Your House‘, terror produzido por James Wan (‘Invocação do Mal‘), revelando novos detalhes da trama.

Confira:

“Makani Young mudou-se do Havaí para a pacata cidade de Nebraska para morar com a avó e terminar o ensino médio, mas quando a contagem regressiva para a formatura começa, seus colegas são perseguidos por um assassino com a intenção de expor seus segredos mais sombrios para toda a cidade, aterrorizando as vítimas enquanto usa máscaras com seus próprios rostos. Com um passado misterioso próprio, Makani e seus amigos devem descobrir a identidade do assassino antes de se tornarem vítimas.”

Dirigido por Patrick Brice, a trama é baseada no livro de homônimo de Stephanie Perkins.

Henry Gayden (‘Shazam!’) é responsável pelo roteiro da adaptação.

O longa está programado para ser lançado em 2021, mas uma data de estreia ainda não foi divulgada.

Criatura maligna espreita no novo trailer TENSO do terror ‘Sator’; Assista!

O terror ‘Sator‘ ganhou um novo trailer inquietante.

Confira:

O longa foi escrito, dirigido, editado e produzido por Jordan Graham.

Sozinha em uma floresta desolada que abriga pouco mais do que os restos decadentes do passado, uma família em ruínas se torna ainda mais dilacerada após uma morte misteriosa. Adam, guiado por uma sensação difusa de pavor, busca respostas apenas para aprender que eles não estão sozinhos; uma presença insidiosa com o nome de Sator tem observado sua família, sutilmente influenciando todos eles durante anos na tentativa de reivindicá-los.

O elenco conta com Michael Daniel, Aurora Lowe, Gabriel Nicholson, Rachel Johnson e June Peterson.

Nos EUA, o terror será lançado em VOD no dia 9 de fevereiro, pela 1091 Pictures.

Juntos e Enrolados

 

Elenco:

Rafael Portugal

Cacau Protásio

Fábio de Luca

Evelyn Castro

 

Direção: Rodrigo van der Put, Eduardo Vaisman

Gênero: Comédia

Duração: 94 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: R$ 6 milhões

Estreia: 13 de Janeiro de 2021

Sinopse: 

Após dois anos juntos, Júlio e Daiana finalmente conseguem economizar o suficiente para realizar a tão sonhada festa de casamento. O grande dia chegou! Mas pouco antes da cerimônia, uma mensagem no celular do noivo acabou enrolando todos os planos. O casamento pode até ser cancelado, mas a festa não pode parar!

Crítica | Juntos e Enrolados – Cacau Protásio estrela comédia clichê com boas piadas (Nota: 6.0)

Curiosidades: 

» O roteiro da produção foi escrito por Claudio Torres Gonzaga, Rodrigo Goulart e Sabrina Garcia;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘Things Heard and Seen’: Suspense da Netflix com Amanda Seyfried ganha as primeiras imagens oficiais; Confira!

O EW divulgou as primeiras imagens do suspense sobrenatural da Netflix, intitulado ‘Things Heard and Seen‘, e estrelado pela Amanda Seyfried.

Confira:

Things Heard And Seen: (L-R) James Norton, as George Clare, Amanda Seyfried as Catherine Clare. Cr. Anna Kooris/NETFLIX © 2020.

Robert Pulcini e Shari Springer Berman são responsáveis pela direção.

A história acompanha um jovem casal que se muda para uma fazenda no interior de Nova York, até que começam a suspeitar que o novo lar é amaldiçoado pelo assassinato de seus antigos proprietários. À medida que os segredos assombrados se revelam, o casamento se transforma num terrível pesadelo.

A trama é baseada no livro ‘All Things Cease to Appear‘ (Todas as Coisas Param de Aparecer), escrito por Elizabeth Brundage.

O elenco ainda conta com James Norton, Natalia Dyer, Rhea SeehornAlex Neustaedter e F. Murray Abraham.

Por enquanto, ainda não há previsão de estreia.

‘The Walking Dead’: Episódios extras da 10ª temporada ganham novas imagens oficiais; Confira!

A AMC divulgou novas imagens promocionais dos episódios extras da 10ª temporada de ‘The Walking Dead‘.

Confira:

A série retornará com episódios inéditos no dia 28 de fevereiro.

Confira a sinopse oficial de cada um dos vindouros episódios:

“Home Sweet Home” (Episódio 17): Maggie retornou com uma história que ela não está preparada para contar, mesmo quando o passado a alcança. A segurança do Negan está em risco. Daryl e Maggie enfrentam uma ameaça desconhecida.

“Find Me” (Episódio 18): Uma aventura do Daryl e da Carol se complica quando eles encontram uma velha cabana. O lugar faz o Daryl lembrar do passado, quando ele deixou o grupo após o desaparecimento do Rick, enquanto ele revive um tempo que apenas o apocalipse poderia manifestar.

“One More” (Episódio 19): Gabriel e Aaron procuram por comida e suprimentos para levar de volta para Alexandria. Pequenas tragédias ganham grandes proporções uma vez que a fé é destruída e o otimismo é fragmentado quando eles são colocados à prova.

“Splinter” (Episódio 20): Eugene, Ezekiel, Yumiko e a Princesa são capturados e separados. Princesa luta contra as memórias do seu passado traumático e tenta escapar a todo custo com a ajuda do Ezekiel.

“Diverged” (Episode 21): Daryl e Carol seguem caminhos separados. Cada um deles entra em seu próprio modo de sobrevivência e os desafios mais simples se tornam os mais complicados. Será que a jornada individual deles será o elemento necessário para consertar suas amizades ou a distância entre eles será permanente?

“Here’s Negan” (Episódio 22): Carol leva o Negan em uma jornada, na expectativa de abafar a tensão crescente. Negan reflete sobre os eventos que o levaram até esse ponto e chega a uma conclusão sobre o seu futuro.

Confira as imagens do episódio dirigido por Greg Nicotero:

 

 

Benedetta

(Benedetta)

 

Elenco:

Virginie Efira
Charlotte Rampling
Daphne Patakia
Lambert Wilson
Olivier Rabourdin
Sebastian Stan

Direção: 
Paul Verhoeven

Gênero: Drama, Romance

Duração: 131 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 13 de Janeiro de 2022

Sinopse: 

O longa narra a história real da freira Benedetta Carlini que foi julgada e condenada pela Igreja Católica por viver um caso de amor com outra freira em um convento, no século XVII. A produção concorreu à Palma de Ouro e ao Queer Palm, no Festival de Cannes 2021.

Crítica | Benedetta – Entre Nudez, Sangue e Oração, a Freira Lésbica de Paul Verhoeven (Nota: 5.0)

Curiosidades: 

» A atriz belga Virginie Efira dá vida a Benedetta, freira italiana que vive desde a infância em um convento na Toscana e ficou conhecida por suas visões e pelo envolvimento com a ajudante Bartolomea, interpretada por Daphné Patakia.

» A história é baseada no livro Atos Impuros: A Vida de uma Freira Lésbica na Itália da Renascença, da historiadora Judith C. Brown, que funciona como um estudo sobre o julgamento da noviça pela Igreja Católica e que é considerado um dos primeiros relatos de relação entre duas mulheres na Europa Moderna.

Trailer:


Cartazes: 

Fotos: 

 

‘Redeemer’: Nova série do criador ‘True Detective’ é ENGAVETADA pelo FX

De acordo com o THR, a série ‘Redeemer‘, que marcaria a reunião do ator Matthew McConaughey com Nic Pizzolatto, o criador da aclamada ‘True Detective‘, foi engavetada pelo canal FX.

Fontes afirmam que McConaughey abandonou o projeto e, sem o envolvimento do ator, o canal não tinha mais interesse em seguir em frente com a produção.

Além disso, o site também declara que o FX e a Fox 21/Touchstone Television estão negociando uma finalização do acordo de exclusividade que o criador de ‘True Detective‘ havia assinado com as empresas.

Inspirada pelo livro ‘The Churchgoer‘, escrito por Patrick Coleman, a trama seguiria um ministro que se tornou um dissoluto guarda de segurança cuja busca por uma mulher desaparecida no Texas o leva a uma conspiração criminosa repleta de corrupção, pois seu passado e presente se entrelaçam em torno de um mistério de crescente violência e engano.