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Assista ao Red Carpet do Oscar 2020 AO VIVO

Você não tem acesso à TV paga? Não tem problema. Você pode acompanhar o tapete vermelho da cerimônia ao Vivo aqui no CinePOP.

Assista no vídeo abaixo:

E aí, quais as suas apostas para o Oscar 2020? Participe através dos comentários!

 

MELHOR FILME

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Parasita

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Vencedor do Globo de Ouro (Drama), do BAFTA e dos prêmios dos sindicatos dos diretores (DGA) e produtores (PGA), 1917 é franco favorito ao Oscar. O filme dirigido por Sam Mendes – vencedor do Oscar de Melhor Filme com Beleza Americana – é um espetáculo visual e sucesso de crítica. Muito dificilmente sairá do Dolby Theater sem a estatueta mais aguardada da noite. Mas… isso não significa que estamos diante de uma barbada. Parasita vem ganhando muita força nas últimas semanas. O filme da Coreia do Sul faturou mais de US$ 30 milhões nos cinemas americanos, uma marca impressionante para uma produção internacional. Além disso, levou o prêmio de Melhor Elenco no SAG Awards e o de Melhor Roteiro Original no WGA Awards. E não dá para esquecer de Quentin Tarantino e seu Era uma Vez em Hollywood, que conquistou o Critics’ Choice e o Globo de Ouro (Comédia/Musical).

 

MELHOR ATOR 

Deve ganhar: Joaquin Phoenix, Coringa

Pode ganhar: Adam Driver, História de um Casamento

Corre por fora: Leonardo DiCaprio, Era uma Vez em Hollywood

Só uma tragédia tira o Oscar das mãos de Joaquin Phoenix. O ator recebeu sua quarta indicação pelo trabalho em Coringa, que já lhe rendeu um Globo de Ouro, um Critics’ Choice, um SAG Awards e um BAFTA. Adam Driver (História de um Casamento) é aquela aposta para quem quer vencer o bolão sozinho. Se der Leonardo DiCaprio, aí quer dizer que Era uma Vez em Hollywood levará todas as estatuetas possíveis pra casa. Não faz sentido. Se Phoenix levar o Oscar, como deve acontecer, será a primeira vez que dois atores conquistam uma estatueta pelo mesmo personagem – Heath Ledger venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Batman: O Cavaleiro das Trevas – desde que Marlon Brando e Robert De Niro fizeram isso pelos trabalhos em O Poderoso Chefão 1 e 2.

 

MELHOR ATRIZ 

Deve ganhar: Renée Zellweger, Judy: Muito Além do Arco-Íris

Pode ganhar: Scarlett Johansson, História de um Casamento

Corre por fora: Cynthia Erivo, Harriet

Outra verdadeira barbada. Renée Zellweger já levou tudo que podia por Judy: Muito Além do Arco-Íris e vai levar também o Oscar. Até o momento, já venceu no Globo de Ouro, no Critics’ Choice, no SAG Awards e no BAFTA. Scarlett Johansson (História de um Casamento) e Cynthia Erivo (Harriet) correm muito por fora. Curiosamente, as duas atrizes estão duplamente indicadas no Oscar 2020. Scarlett ainda concorre como Melhor Atriz Coadjuvante, por Jojo Rabbit, enquanto que Cynthia tenta a sorte em Melhor Canção Original, também por Harriet.

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Deve ganhar: Brad Pitt, Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: Al Pacino, O Irlandês

Corre por fora: Joe Pesci, O Irlandês

De fato, não há para onde correr nas categorias de atuação. Todas parecem definidas. Brad Pitt também conquistou o Globo de Ouro, o Critics’ Choice, o SAG Awards e o BAFTA, e deve levar seu primeiro Oscar de atuação. Ele já tem uma estatueta como produtor por 12 Anos de Escravidão. Pitt é um dos principais destaques de Era uma Vez em Hollywood e tem se destacado nos discursos de agradecimento. E vem mais um por aí. A dupla de O Irlandês (Al Pacino e Joe Pesci) surgiram como opções fortes no início da temporada de premiações, mas hoje parecem ter ficado pelo caminho. Não haverá surpresa.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Deve ganhar: Laura Dern, História de um Casamento

Pode ganhar: Scarlett Johansson, Jojo Rabbit

Corre por fora: Margot Robbie, O Escândalo

Mais uma vencedora do Globo de Ouro, do Critics’ Choice, do SAG Awards e do BAFTA. O que foi dito para Brad Pitt vale para Laura Dern. A atriz arrasa em Histórias de um Casamento, mas o fato de nunca ter levado uma estatueta ajudou a transformá-la quase na única opção, ainda mais após a não indicação de Jennifer Lopez (As Golpistas). A dupla indicação de Scarlett Johansson (aqui competindo por Jojo Rabbit) a deixa com remotas chances. Margot Robbie seria uma aposta ainda mais ousada e improvável.

 

MELHOR DIREÇÃO

Deve ganhar: Sam Mendes, 1917

Pode ganhar: Bong Joon Ho, Parasita

Corre por fora: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

A situação em Melhor Direção é bem parecida com a de Melhor Filme, mas aqui o favoritismo é ainda maior para 1917. Sam Mendes deve levar a estatueta para casa mesmo se seu filme for derrotado na categoria principal. Até aqui, ele conquistou o Globo de Ouro, o BAFTA, o DGA e o Critics’ Choice. Bong Joon Ho dividiu com Mendes o Critics’ Choice e corre bem por fora. E o fato de Quentin Tarantino nunca ter conquistado um Oscar como diretor (ele tem dois como roteirista) pode dar alguns votos para o cineasta.

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Deve ganhar: Bong Joon Ho e Jin Won Han, Parasita

Pode ganhar: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

Corre por fora: Noah Baumbach, História de um Casamento

Aqui talvez esteja a disputa que vai mudar o jogo no Oscar 2020. Parasita já levou o BAFTA e o WGA, mas é sempre bom lembrar que Tarantino não é integrante do sindicato dos roteiristas, então não submeteu seu filme ao último. Assim, se Parasita ganhar mesmo de Era uma Vez em Hollywood na categoria de roteiro, mostrará ao espectador que surpresas ainda poderão acontecer durante a cerimônia. Se perder, praticamente confirma a vitória de 1917 na categoria principal. Conhecido pelo ótimo texto, Noah Baumbach corre bem por fora este ano.

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Deve ganhar: Taika Waititi, Jojo Rabbit

Pode ganhar: Greta Gerwig, Adoráveis Mulheres

Corre por fora: Steven Zaillian, O Irlandês

Esta talvez seja a categoria que mais comprova a queda da força de O Irlandês. Quando a temporada de premiações estava para começar, o nome de Steven Zaillian era aposta quase certa, lembrando que já levou uma estatueta por A Lista de Schindler. Mas o tempo foi passando e seu nome foi ficando para trás. Nas últimas semanas, Taika Waititi (Jojo Rabbit) vem mostrando muita força, principalmente após as vitórias no WGA Awards e no BAFTA. No entanto, não dá para descartar o nome de Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres), vencedora do Critics’ Choice. Uma coisa que pode favorecer a cineasta é o fato de muita gente ter questionado sua ausência na categoria de Melhor Direção. O voto em Greta pode ser também um voto de protesto/compensação. 

 

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Dor e Glória

Corre por fora: Nenhum

Promete ser uma das maiores barbadas da noite. Parasita foi um dos filmes do ano, recebeu seis indicações ao todo e está cotado até para prêmios maiores. Este aqui é aposta certa. Já venceu o Globo de Ouro, o Critics’ Choice e o BAFTA. A única coisa que poderia tirar o prêmio do sul-coreano é se o eleitor da Academia quiser premiar Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, achando que Parasita ganhará outras coisas. Mas é difícil. Uma vitória de qualquer outro seria das maiores zebras da história da premiação.

 

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

Deve ganhar: Klaus

Pode ganhar: Toy Story 4

Corre por fora: Link Perdido

Em um ano em que as principais animações foram continuações como Toy Story 4, Como Treinar o Seu Dragão 3 e Frozen 2 (que nem indicado foi), o prêmio da Academia deve privilegiar o novo. Vencedor do Annie Awards e do BAFTA, Klaus tem surgido como favorito nas últimas semanas. E tem tudo para levar. O quarto Toy Story, que levou o Critics’ Choice e o PGA Awards, e Link Perdido, vencedor do Globo de Ouro, correm por fora.

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Indústria Americana

Pode ganhar: For Sama

Corre por fora: Democracia em Vertigem, Honeyland e The Cave

A categoria mais em aberto no Oscar 2020. Todos os indicados possuem chance de premiação. O favoritismo está com Indústria Americana, pois é uma história mais conectada com os Estados Unidos, que trata de um tema super atual, conta com a força da Netflix na divulgação e ainda tem o apoio oficial do casal Barack Obama e Michelle Obama. E foi o único doc a concorrer no BAFTA, no Critics’ Choice e no PGA, embora não tenha levado nenhum deles. Não por acaso, o vencedor do BAFTA For Sama surge como principal ameaça. Mas não dá para descartar os demais. Honeyland foi tão bem recebido que também concorre na categoria Melhor Filme Internacional, enquanto que Democracia em Vertigem tem conquistado bastante espaço na mídia nos últimos tempos. Por último, The Cave trata de um tema urgente e atual, sobre médicas mulheres atuando na Síria, num ambiente marcado pelo sexismo.

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Deve ganhar: “(I’m Gonna) Love Me Again”, Rocketman

Pode ganhar: “Stand Up”, Harriet

Corre por fora: “I Can’t Let You Throw Yourself Away”, Toy Story 4

Uma categoria bem incerta. Não pela forte disputa, mas por não termos músicas realmente marcantes. “(I’m Gonna) Love Me Again”, composta por Elton John para Rocketman, desponta como favorita após ganhar o Globo de Ouro e o Critics’ Choice. Mas não dá para descartar a vitória de “Stand Up”, canção de Harriet composta por Cynthia Erivo e Joshuah Brian Campbell. E é justamente o nome de Erivo que pode ajudar a canção. Ela também está concorrendo na categoria de Melhor Atriz pelo trabalho no filme. E mais que isso: é a única atriz negra em todas as categorias de atuação. Isso pode dar alguns votos de “compensação” para ela na categoria de Canção Original. Toy Story 4 aparece como zebra apenas pela força do nome do compositor Randy Newman.

 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Deve ganhar: Coringa

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Adoráveis Mulheres

Para desespero da pessoa que precisar ler o nome da compositora na premiação, Hildur Guðnadóttir tem tudo para levar a estatueta para casa pelo trabalho em Coringa. A compositora já levou o Critics’ Choice, o Globo de Ouro, o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Em sua 15ª indicação (sem nenhuma vitória), Thomas Newman deve ficar no quase pelo trabalho em 1917. O trabalho de Alexandre Desplat em Adoráveis Mulheres também foi muito elogiado, mas é azarão.

 

MELHOR MONTAGEM

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Jojo Rabbit

São raras as vezes em que o favorito ao Oscar de Melhor Filme não está indicado ao prêmio de Montagem, mas há de se destacar que há uma peculiaridade neste ano, uma vez que 1917 por simular planos-sequências não reforça tanto o trabalho do montador. Sem o franco favorito das categorias técnicas, o prêmio pode acabar na mão de Parasita, montado por Jinmo Yang. O filme sul-coreano foi o vencedor do prêmio do Sindicato dos Montadores (ACE) na categoria Drama. Os trabalhos de Andrew Buckland e Michael McCusker em Ford vs. Ferrari, vencedor do BAFTA na categoria, e de Tom Eagles em Jojo Rabbit, que levou o prêmio do sindicato dentre as comédias, também são apostas para a estatueta. 

 

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Uma das maiores barbadas do Oscar 2020. Se Roger Deakins sair da noite sem uma estatueta será uma zebra gigantesca. 1917 chama atenção justamente por sua fotografia. O trabalho em plano-sequência é fabuloso e marcante. Muito dificilmente não será premiado. Lembrando que Deakins recebeu sua 15ª indicação ao Oscar em 2020. Ele tem uma única estatueta, pelo trabalho em Blade Runner 2049. Ele já levou o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Rodrigo Prieto (O Irlandês) e Robert Richardson (Era uma Vez em Hollywood) são apostas para quem quiser ganhar o bolão sozinho.

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Deve ganhar: Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Parasita

Muito dificilmente o trabalho de Barbara Ling e Nancy Haigh em Era uma Vez em Hollywood é realmente impressionante e franco favorito ao Oscar. O filme de Quentin Tarantino conta com uma reconstituição da Los Angeles do final dos anos 90, com grandes méritos da direção de arte e do design de produção. O longa venceu o prêmio do sindicato na categoria filme de época e o Critics’ Choice. 1917, com Dennis Gassner e Lee Sandales, também aparece forte na categoria, tendo conquistado o BAFTA. Corre muito por fora o trabalho de Ha-jun Lee e Won-woo Cho, em Parasita, que levou o prêmio do sindicato na categoria filme contemporâneo. 

 

MELHOR FIGURINO

Deve ganhar: Adoráveis Mulheres

Pode ganhar: Jojo Rabbit

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Entra ano, sai ano e os votantes da Academia seguem privilegiando figurinos de época nesta categoria. E em 2020, o resultado não deve ser diferente. Vencedor do BAFTA, o figurino criado por Jacqueline Durran para Adoráveis Mulheres chega como principal favorito na categoria. Mas também não dá para ignorar os trabalhos de Mayes C. Rubeo (Jojo Rabbit) e Arianne Phillips (Era uma Vez em Hollywood).

 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Deve ganhar: O Escândalo

Pode ganhar: Coringa

Corre por fora: 1917

O prêmio de Maquiagem e Penteado deve ser o Oscar de consolação para O Escândalo, filme que chegou com menos força do que o esperado na temporada. Mas aqui parece bem improvável que não seja premiado. O longa já recebeu o Critics’ Choice, o BAFTA e o prêmio do sindicato em três das cinco categorias (efeitos especiais de maquiagem, penteado contemporâneo e maquiagem contemporânea). Premiado pelo sindicato na categoria maquiagem de época, Coringa surge como zebra.

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Deve ganhar: Ford vs. Ferrari

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Coringa

Não é incomum ver gente se referindo às categorias de som como sendo a mesma coisa. E isso acontece inclusive dentre membros da Academia, que deveriam entender que são coisas bem distintas. Geralmente, um mesmo filme ganhar as duas categorias, mas uma disputa muito próxima entre os principais favoritos pode bagunçar um pouco. A força de 1917 deve render boa parte das vitórias nas categorias técnicas, mas aqui é a principal chance de Ford vs. Ferrari fazer um barulho (som trocadilhos). O trabalho de edição de som do longa sobre automobilismo é fantástico, seja no que diz respeito aos efeitos sonoros e folley.

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM 

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Coringa

Vencedor do BAFTA na categoria, 1917 chega um pouco mais forte na disputa. Mas, aqui, também não dá para descartar Ford vs. Ferrari, premiado pelo sindicato. 

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Deve ganhar: O Rei Leão

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Vingadores: Ultimato

A categoria de efeitos especiais traz a disputa entre Marvel e Martin Scorsese. E tanto Vingadores: Ultimato quanto O Irlandês possuem chances de estatueta. Mas quem parece chegar como favorito é O Rei Leão. Apesar de ser um fracasso de crítica e decepcionar muita gente, o filme é um deslumbre visual. O trabalho de efeitos do filme é tão impressionante que chegou a ser chamado de live-action por muita gente, mesmo não contando com um ator ou gravação em cenário.

 

MELHOR CURTA-METRAGEM

Deve ganhar: Brotherhood

Pode ganhar: The Neighbors’ Window

Corre por fora: A Sister

Produzido na Tunísia, Brotherhood é o principal favorito na categoria de Melhor Curta. O filme de Meryam Joobeur tem feito uma bela carreira até aqui, tendo sido premiado no último Festival de Toronto. Há rumores até que pode ser transformado/adaptado em um longa-metragem no futuro. The Neighbors’ Window, do diretor indicado ao Oscar Marshall Curry, também tem chances.

 

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO 

Deve ganhar: Hair Love

Pode ganhar: Kitbull

Corre por fora: Sister

Geralmente, pouca gente dá atenção às categorias de curtas, mas temos ótimos filmes no Oscar 2020. E provavelmente teremos uma disputa entre Sony Animation e Pixar. A primeira é responsável por Hair Love, de Matthew Cherry, que conta a bela história de um homem negro que tenta ajudar a jovem filha a pentear o cabelo. É delicado e incrível. E prepare-se: você vai chorar. Já o segundo é Kitbull, de Rosana Sullivan, divertida e sensível animação sobre o encontro de um gatinho de rua com um pitbull abusado pelo dono. O curta chinês Sister, de Siqi Song, corre por fora.

 

MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl)

Pode ganhar: Life Overtakes Me

Corre por fora: St. Louis Superman

Vencedor do BAFTA e exibido no Festival de Tribeca, Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl) é o principal favorito na categoria de curta documental. Dirigido por Carol Dysinger, o doc conta a história de jovens garotas que tentam aprender a ler, escrever e andar de skate em Cabul, no Afeganistão. A força da Netflix pode ajudar Life Overtakes Me, mas muito dificilmente o favorito não levará a estatueta para casa.

Oscar 2020: Diretor de ‘Vingadores: Ultimato’ está torcendo pela vitória de ‘Coringa’


Apesar dos filmes baseados em quadrinhos se tornarem sucessos de bilheteria, eles não são muito bem recebidos na temporada de premiações, especialmente no Oscar.

Logan’ e Pantera Negra são algumas exceções, já que foram indicados nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Filme, respectivamente.

No entanto, ‘Coringa‘ se destacou na edição deste ano, recebendo nada menos que 11 indicações à estatueta, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator (Joaquin Phoenix).

Durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter, o diretor Joe Russo disse que está animado e torcendo para que o longa de Todd Phillips seja premiado.

“Eu já assisti ‘Coringa‘ e adorei. É um filme belo e trágico ao mesmo tempo. Representa muito bem o isolamento e a crise existencial que muitas pessoas sentem. É assustador, mas passa uma mensagem muito forte. Estou tão animado com o seu reconhecimento e torcendo por ele, porque esse filme rompeu o preconceito da Academia contra filmes baseados em quadrinhos.”

Lembrando que ‘Vingadores: Ultimato‘ concorre ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais.

Quanto a Coringa’, a adaptação foi aclamada pela crítica especializada e seu sucesso refletiu na temporada de premiações com diversas nomeações ao Globo de Ouro, ao SAG Awards, ao Critics’ Choice e ao BAFTA.

Além disso, o longa quebrou o recorde de ‘Pantera Negra‘ em número de indicações ao Oscar, ultrapassando as 7 indicações da adaptação de Ryan Coogler.

Sem muita surpresa, Joaquin Phoenix é o favorito para levar para casa a estatueta de Melhor Ator, enquanto Todd Phillips está indicado para Melhor Diretor, competindo com Sam MendesQuentin TarantinoBong Joon-ho

Coringa também concorre em Melhor FilmeMelhor Roteiro AdaptadoMelhor Mixagem de Som, Melhor FigurinoMelhor EdiçãoMelhor Trilha SonoraMelhor FotografiaMelhor Maquiagem & Cabelo Melhor Edição de Som.

Lembrando que a 92ª cerimônia do Oscar irá ao ar em 09 de fevereiro.

Assista à nossa crítica do filme:

 

Crítica | ‘Locke & Key’ é deliciosamente dark e envolvente

Doze longos anos depois de ser lançada (e algumas tentativas falhas de adaptá-la para as telinhas), a HQ Locke & Key, assinada por Joe Hill e Gabriel Rodriguez, finalmente ganhou sinal verde da Netflix e, durante seu período de gestação, tornou-se um dos projetos mais aguardados da plataforma e um de seus mais promissores. Misturando elementos de terror e aventura em uma clássica jornada de ficção fantástica que nos relembra bastante das icônicas histórias de C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien, os showrunners desse interessante enredo conseguiram imprimir sua própria perspectiva ao passo que resgatavam a essência dos quadrinhos originais – acrescentando alguns elementos muito bem-vindos, ainda que perdessem um pouco o ritmo dos episódios.

A primeira temporada da série, na verdade, é envolvente por sua familiaridade: a família Locke se muda para uma gigantesca mansão intitulada Keyhouse depois de uma tragédia levar o patriarca da família. Buscando recomeçar uma vida marcada por traumas, Nina (Darby Stanchfield) resolve se mudar com seus filhos para Matheson, Massachusetts, secretamente desejando encontrar alguma pista que revele os motivos do assassinato do marido, Rendell (Bill Heck), ao mesmo tempo arrastando as crianças para um mistério que vai para muito além de uma compreensão lógica e palpável das coisas. É a partir dessa condensada, porém transbordante premissa, que o trio formado por Carlton Cuse, Meredith Averill e Aron Eli Coleite desenvolve um satisfatório pontapé inicial, cultivando o terreno para os próximos anos.

De fato, o episódio piloto nos dá uma sensação levianamente apressada, como se não tivesse tempo o suficiente para construir os múltiplos arcos principais de seus protagonistas. O ato de abertura, na verdade, é sólido o bastante em seus minutos iniciais, apenas para perder-se em um frenesi de acontecimentos que inclui a descoberta de chaves místicas escondidas pela casa; a libertação não intencional de um perigoso demônio de sua prisão eterna (no caso, um profundo poço nos arredores da Keyhouse; e uma luta pela sobrevivência que é ameaçada por forças sobrenaturais e por mentiras enterradas que insistem em vir à tona e prometem destruir laços sólidos de confiança e fraternidade.

No centro desse turbilhão de eventos, temos os três jovens irmãos formados por Bodi (Jackson Robert Scott), Tyler (Connor Jessup) e Kinsey (Emilia Jones). Bodi é o caçula dos Locke e o primeiro a ouvir os tétricos sussurros das pequenas chaves que outrora pertenceram a seu pai e a seus amigos. Ele logo descobre que esses objetos são dotados de poderes incríveis (e um tanto quanto imprudentes) e é atraído pela sedutora voz de Dodge (Laysla De Oliveira), uma criatura que representa uma interpretação modernizada do Succubus e que utiliza todo o seu poder para enganá-lo e fazê-lo entregar a Chave de Qualquer Lugar para escapar de lá; seu objetivo principal ainda fica às escondidas nos capítulos seguintes, mas sabemos que ela quer tomar posse das outras Chaves.

Basicamente, a história inteira é calcada nesse complexo pano de fundo, que poderia se render aos comodismos de uma narrativa supersaturada, mas transforma-se em uma explicação didática, comovente e que nos mantém envolvidos do começo ao fim, nos fazendo desejar ardentemente pela próxima iteração. Tal empenho nutre-se de quase todos os elementos que são apresentados ao público, incluindo competentes atuações, personagens com arcos críveis e delineados com cautela extrema – e uma estética híbrida de surrealismo e expressionismo que em momento algum rende-se às fórmulas pedantes do gênero que explora.

As características identitárias de Andy e Barbara Muschietti (a dupla por trás do remake de ‘It: A Coisa’), que entram como produtores executivos, servem como inspiração para que os criadores deem vida à adaptação: afinal, temos um monstro que é capaz de mudar de forma e que se vale do medo dos heróis para conseguir o que almeja –culminando em um season finale que, apesar de previsível pela condução em foreshadowing do capítulo, é aprazível e resolutamente caótico, premeditando um “fim do mundo” que deve servir de base para as próximas temporadas.

Mais do que isso, são alguns elementos-chave que nos convidam a mergulhar de cabeça na aventura. Não me refiro apenas ao coeso roteiro, e sim às chocantes performances de certos membros do elenco, como Scott, que dá um salto de amadurecimento desde sua breve aparição em ‘It’, e Oliveira, que é um dos ápices da produção. Saindo de seu recente papel em Campo do Medo, a atriz abandona a concepção de vítima para encarnar Dodge, transformando um arquétipo a princípio maniqueísta em uma impiedosa força cosmológica que atravessa a fenda de nosso mundo para destruir qualquer um que ouse ficar à sua frente. A antagonista praticamente se recusa a sujar suas mãos e tem como alvo mentes mais fracas para que façam o árduo trabalho de destruir a família Locke e seus aliados.

A série por vezes deixa de situar os espectadores em certas reviravoltas, crente de que os quadrinhos darão conta do recado – como é o caso do surgimento espontâneo de Chaves que nem ao menos foram mencionadas por personas coadjuvantes (Sherri Saum como Ellie Whedon é um desses exemplos). Felizmente, a trama principal se isola numa confortável superfície que não faz dessas explicações tão necessárias assim, permitindo que os leigos ao mundo arquitetado por Hill não fiquem perdidos.

Locke & Key é uma adição muito bem-vinda ao crescente catálogo da Netflix e, em poucas semanas, deve conquistar o patamar de uma das produções mais adoradas pelos fãs. É inegável notar os poucos deslizes trazidos pela temporada; mas os pequenos erros conseguem ser ofuscados pelo modo como toda a trajetória é guiada.

Oscar 2020 | Apostas do CinePOP para TODAS as categorias da premiação

O Oscar 2020 acontece no próximo domingo, 9 de fevereiro. Aproveitando a proximidade da data, o CinePOP decidiu ajudar todo mundo que vai participar de bolões preparando uma matéria bem completa com os favoritos, possíveis surpresas e azarões em TODAS as categorias do badalado prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

Isso mesmo, temos apostas para todas as categorias. Quer saber que deve levar Melhor Curta de Documentário? E Melhor Filme, será que 1917 vai confirmar o favoritismo ou teremos surpresas? Só conferir a matéria até o final.

E aí, quais as suas apostas para o Oscar 2020? Participe através dos comentários!

 

MELHOR FILME

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Parasita

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Vencedor do Globo de Ouro (Drama), do BAFTA e dos prêmios dos sindicatos dos diretores (DGA) e produtores (PGA), 1917 é franco favorito ao Oscar. O filme dirigido por Sam Mendes – vencedor do Oscar de Melhor Filme com Beleza Americana – é um espetáculo visual e sucesso de crítica. Muito dificilmente sairá do Dolby Theater sem a estatueta mais aguardada da noite. Mas… isso não significa que estamos diante de uma barbada. Parasita vem ganhando muita força nas últimas semanas. O filme da Coreia do Sul faturou mais de US$ 30 milhões nos cinemas americanos, uma marca impressionante para uma produção internacional. Além disso, levou o prêmio de Melhor Elenco no SAG Awards e o de Melhor Roteiro Original no WGA Awards. E não dá para esquecer de Quentin Tarantino e seu Era uma Vez em Hollywood, que conquistou o Critics’ Choice e o Globo de Ouro (Comédia/Musical).

 

MELHOR ATOR 

Deve ganhar: Joaquin Phoenix, Coringa

Pode ganhar: Adam Driver, História de um Casamento

Corre por fora: Leonardo DiCaprio, Era uma Vez em Hollywood

Só uma tragédia tira o Oscar das mãos de Joaquin Phoenix. O ator recebeu sua quarta indicação pelo trabalho em Coringa, que já lhe rendeu um Globo de Ouro, um Critics’ Choice, um SAG Awards e um BAFTA. Adam Driver (História de um Casamento) é aquela aposta para quem quer vencer o bolão sozinho. Se der Leonardo DiCaprio, aí quer dizer que Era uma Vez em Hollywood levará todas as estatuetas possíveis pra casa. Não faz sentido. Se Phoenix levar o Oscar, como deve acontecer, será a primeira vez que dois atores conquistam uma estatueta pelo mesmo personagem – Heath Ledger venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Batman: O Cavaleiro das Trevas – desde que Marlon Brando e Robert De Niro fizeram isso pelos trabalhos em O Poderoso Chefão 1 e 2.

 

MELHOR ATRIZ 

Deve ganhar: Renée Zellweger, Judy: Muito Além do Arco-Íris

Pode ganhar: Scarlett Johansson, História de um Casamento

Corre por fora: Cynthia Erivo, Harriet

Outra verdadeira barbada. Renée Zellweger já levou tudo que podia por Judy: Muito Além do Arco-Íris e vai levar também o Oscar. Até o momento, já venceu no Globo de Ouro, no Critics’ Choice, no SAG Awards e no BAFTA. Scarlett Johansson (História de um Casamento) e Cynthia Erivo (Harriet) correm muito por fora. Curiosamente, as duas atrizes estão duplamente indicadas no Oscar 2020. Scarlett ainda concorre como Melhor Atriz Coadjuvante, por Jojo Rabbit, enquanto que Cynthia tenta a sorte em Melhor Canção Original, também por Harriet.

 

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Deve ganhar: Brad Pitt, Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: Al Pacino, O Irlandês

Corre por fora: Joe Pesci, O Irlandês

De fato, não há para onde correr nas categorias de atuação. Todas parecem definidas. Brad Pitt também conquistou o Globo de Ouro, o Critics’ Choice, o SAG Awards e o BAFTA, e deve levar seu primeiro Oscar de atuação. Ele já tem uma estatueta como produtor por 12 Anos de Escravidão. Pitt é um dos principais destaques de Era uma Vez em Hollywood e tem se destacado nos discursos de agradecimento. E vem mais um por aí. A dupla de O Irlandês (Al Pacino e Joe Pesci) surgiram como opções fortes no início da temporada de premiações, mas hoje parecem ter ficado pelo caminho. Não haverá surpresa.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Deve ganhar: Laura Dern, História de um Casamento

Pode ganhar: Scarlett Johansson, Jojo Rabbit

Corre por fora: Margot Robbie, O Escândalo

Mais uma vencedora do Globo de Ouro, do Critics’ Choice, do SAG Awards e do BAFTA. O que foi dito para Brad Pitt vale para Laura Dern. A atriz arrasa em Histórias de um Casamento, mas o fato de nunca ter levado uma estatueta ajudou a transformá-la quase na única opção, ainda mais após a não indicação de Jennifer Lopez (As Golpistas). A dupla indicação de Scarlett Johansson (aqui competindo por Jojo Rabbit) a deixa com remotas chances. Margot Robbie seria uma aposta ainda mais ousada e improvável.

 

MELHOR DIREÇÃO

Deve ganhar: Sam Mendes, 1917

Pode ganhar: Bong Joon Ho, Parasita

Corre por fora: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

A situação em Melhor Direção é bem parecida com a de Melhor Filme, mas aqui o favoritismo é ainda maior para 1917. Sam Mendes deve levar a estatueta para casa mesmo se seu filme for derrotado na categoria principal. Até aqui, ele conquistou o Globo de Ouro, o BAFTA, o DGA e o Critics’ Choice. Bong Joon Ho dividiu com Mendes o Critics’ Choice e corre bem por fora. E o fato de Quentin Tarantino nunca ter conquistado um Oscar como diretor (ele tem dois como roteirista) pode dar alguns votos para o cineasta.

 

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Deve ganhar: Bong Joon Ho e Jin Won Han, Parasita

Pode ganhar: Quentin Tarantino, Era uma Vez em Hollywood

Corre por fora: Noah Baumbach, História de um Casamento

Aqui talvez esteja a disputa que vai mudar o jogo no Oscar 2020. Parasita já levou o BAFTA e o WGA, mas é sempre bom lembrar que Tarantino não é integrante do sindicato dos roteiristas, então não submeteu seu filme ao último. Assim, se Parasita ganhar mesmo de Era uma Vez em Hollywood na categoria de roteiro, mostrará ao espectador que surpresas ainda poderão acontecer durante a cerimônia. Se perder, praticamente confirma a vitória de 1917 na categoria principal. Conhecido pelo ótimo texto, Noah Baumbach corre bem por fora este ano.

 

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Deve ganhar: Taika Waititi, Jojo Rabbit

Pode ganhar: Greta Gerwig, Adoráveis Mulheres

Corre por fora: Steven Zaillian, O Irlandês

Esta talvez seja a categoria que mais comprova a queda da força de O Irlandês. Quando a temporada de premiações estava para começar, o nome de Steven Zaillian era aposta quase certa, lembrando que já levou uma estatueta por A Lista de Schindler. Mas o tempo foi passando e seu nome foi ficando para trás. Nas últimas semanas, Taika Waititi (Jojo Rabbit) vem mostrando muita força, principalmente após as vitórias no WGA Awards e no BAFTA. No entanto, não dá para descartar o nome de Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres), vencedora do Critics’ Choice. Uma coisa que pode favorecer a cineasta é o fato de muita gente ter questionado sua ausência na categoria de Melhor Direção. O voto em Greta pode ser também um voto de protesto/compensação. 

 

MELHOR FILME INTERNACIONAL

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Dor e Glória

Corre por fora: Nenhum

Promete ser uma das maiores barbadas da noite. Parasita foi um dos filmes do ano, recebeu seis indicações ao todo e está cotado até para prêmios maiores. Este aqui é aposta certa. Já venceu o Globo de Ouro, o Critics’ Choice e o BAFTA. A única coisa que poderia tirar o prêmio do sul-coreano é se o eleitor da Academia quiser premiar Dor e Glória, de Pedro Almodóvar, achando que Parasita ganhará outras coisas. Mas é difícil. Uma vitória de qualquer outro seria das maiores zebras da história da premiação.

 

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

Deve ganhar: Klaus

Pode ganhar: Toy Story 4

Corre por fora: Link Perdido

Em um ano em que as principais animações foram continuações como Toy Story 4, Como Treinar o Seu Dragão 3 e Frozen 2 (que nem indicado foi), o prêmio da Academia deve privilegiar o novo. Vencedor do Annie Awards e do BAFTA, Klaus tem surgido como favorito nas últimas semanas. E tem tudo para levar. O quarto Toy Story, que levou o Critics’ Choice e o PGA Awards, e Link Perdido, vencedor do Globo de Ouro, correm por fora.

 

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Indústria Americana

Pode ganhar: For Sama

Corre por fora: Democracia em Vertigem, Honeyland e The Cave

A categoria mais em aberto no Oscar 2020. Todos os indicados possuem chance de premiação. O favoritismo está com Indústria Americana, pois é uma história mais conectada com os Estados Unidos, que trata de um tema super atual, conta com a força da Netflix na divulgação e ainda tem o apoio oficial do casal Barack Obama e Michelle Obama. E foi o único doc a concorrer no BAFTA, no Critics’ Choice e no PGA, embora não tenha levado nenhum deles. Não por acaso, o vencedor do BAFTA For Sama surge como principal ameaça. Mas não dá para descartar os demais. Honeyland foi tão bem recebido que também concorre na categoria Melhor Filme Internacional, enquanto que Democracia em Vertigem tem conquistado bastante espaço na mídia nos últimos tempos. Por último, The Cave trata de um tema urgente e atual, sobre médicas mulheres atuando na Síria, num ambiente marcado pelo sexismo.

 

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Deve ganhar: “(I’m Gonna) Love Me Again”, Rocketman

Pode ganhar: “Stand Up”, Harriet

Corre por fora: “I Can’t Let You Throw Yourself Away”, Toy Story 4

Uma categoria bem incerta. Não pela forte disputa, mas por não termos músicas realmente marcantes. “(I’m Gonna) Love Me Again”, composta por Elton John para Rocketman, desponta como favorita após ganhar o Globo de Ouro e o Critics’ Choice. Mas não dá para descartar a vitória de “Stand Up”, canção de Harriet composta por Cynthia Erivo e Joshuah Brian Campbell. E é justamente o nome de Erivo que pode ajudar a canção. Ela também está concorrendo na categoria de Melhor Atriz pelo trabalho no filme. E mais que isso: é a única atriz negra em todas as categorias de atuação. Isso pode dar alguns votos de “compensação” para ela na categoria de Canção Original. Toy Story 4 aparece como zebra apenas pela força do nome do compositor Randy Newman.

 

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Deve ganhar: Coringa

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Adoráveis Mulheres

Para desespero da pessoa que precisar ler o nome da compositora na premiação, Hildur Guðnadóttir tem tudo para levar a estatueta para casa pelo trabalho em Coringa. A compositora já levou o Critics’ Choice, o Globo de Ouro, o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Em sua 15ª indicação (sem nenhuma vitória), Thomas Newman deve ficar no quase pelo trabalho em 1917. O trabalho de Alexandre Desplat em Adoráveis Mulheres também foi muito elogiado, mas é azarão.

 

MELHOR MONTAGEM

Deve ganhar: Parasita

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Jojo Rabbit

São raras as vezes em que o favorito ao Oscar de Melhor Filme não está indicado ao prêmio de Montagem, mas há de se destacar que há uma peculiaridade neste ano, uma vez que 1917 por simular planos-sequências não reforça tanto o trabalho do montador. Sem o franco favorito das categorias técnicas, o prêmio pode acabar na mão de Parasita, montado por Jinmo Yang. O filme sul-coreano foi o vencedor do prêmio do Sindicato dos Montadores (ACE) na categoria Drama. Os trabalhos de Andrew Buckland e Michael McCusker em Ford vs. Ferrari, vencedor do BAFTA na categoria, e de Tom Eagles em Jojo Rabbit, que levou o prêmio do sindicato dentre as comédias, também são apostas para a estatueta. 

 

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Uma das maiores barbadas do Oscar 2020. Se Roger Deakins sair da noite sem uma estatueta será uma zebra gigantesca. 1917 chama atenção justamente por sua fotografia. O trabalho em plano-sequência é fabuloso e marcante. Muito dificilmente não será premiado. Lembrando que Deakins recebeu sua 15ª indicação ao Oscar em 2020. Ele tem uma única estatueta, pelo trabalho em Blade Runner 2049. Ele já levou o BAFTA e o prêmio do sindicato da categoria. Rodrigo Prieto (O Irlandês) e Robert Richardson (Era uma Vez em Hollywood) são apostas para quem quiser ganhar o bolão sozinho.

 

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Deve ganhar: Era uma Vez em Hollywood

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Parasita

Muito dificilmente o trabalho de Barbara Ling e Nancy Haigh em Era uma Vez em Hollywood é realmente impressionante e franco favorito ao Oscar. O filme de Quentin Tarantino conta com uma reconstituição da Los Angeles do final dos anos 90, com grandes méritos da direção de arte e do design de produção. O longa venceu o prêmio do sindicato na categoria filme de época e o Critics’ Choice. 1917, com Dennis Gassner e Lee Sandales, também aparece forte na categoria, tendo conquistado o BAFTA. Corre muito por fora o trabalho de Ha-jun Lee e Won-woo Cho, em Parasita, que levou o prêmio do sindicato na categoria filme contemporâneo. 

 

MELHOR FIGURINO

Deve ganhar: Adoráveis Mulheres

Pode ganhar: Jojo Rabbit

Corre por fora: Era uma Vez em Hollywood

Entra ano, sai ano e os votantes da Academia seguem privilegiando figurinos de época nesta categoria. E em 2020, o resultado não deve ser diferente. Vencedor do BAFTA, o figurino criado por Jacqueline Durran para Adoráveis Mulheres chega como principal favorito na categoria. Mas também não dá para ignorar os trabalhos de Mayes C. Rubeo (Jojo Rabbit) e Arianne Phillips (Era uma Vez em Hollywood).

 

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO

Deve ganhar: O Escândalo

Pode ganhar: Coringa

Corre por fora: 1917

O prêmio de Maquiagem e Penteado deve ser o Oscar de consolação para O Escândalo, filme que chegou com menos força do que o esperado na temporada. Mas aqui parece bem improvável que não seja premiado. O longa já recebeu o Critics’ Choice, o BAFTA e o prêmio do sindicato em três das cinco categorias (efeitos especiais de maquiagem, penteado contemporâneo e maquiagem contemporânea). Premiado pelo sindicato na categoria maquiagem de época, Coringa surge como zebra.

 

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Deve ganhar: Ford vs. Ferrari

Pode ganhar: 1917

Corre por fora: Coringa

Não é incomum ver gente se referindo às categorias de som como sendo a mesma coisa. E isso acontece inclusive dentre membros da Academia, que deveriam entender que são coisas bem distintas. Geralmente, um mesmo filme ganhar as duas categorias, mas uma disputa muito próxima entre os principais favoritos pode bagunçar um pouco. A força de 1917 deve render boa parte das vitórias nas categorias técnicas, mas aqui é a principal chance de Ford vs. Ferrari fazer um barulho (som trocadilhos). O trabalho de edição de som do longa sobre automobilismo é fantástico, seja no que diz respeito aos efeitos sonoros e folley.

 

MELHOR MIXAGEM DE SOM 

Deve ganhar: 1917

Pode ganhar: Ford vs. Ferrari

Corre por fora: Coringa

Vencedor do BAFTA na categoria, 1917 chega um pouco mais forte na disputa. Mas, aqui, também não dá para descartar Ford vs. Ferrari, premiado pelo sindicato. 

 

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Deve ganhar: O Rei Leão

Pode ganhar: O Irlandês

Corre por fora: Vingadores: Ultimato

A categoria de efeitos especiais traz a disputa entre Marvel e Martin Scorsese. E tanto Vingadores: Ultimato quanto O Irlandês possuem chances de estatueta. Mas quem parece chegar como favorito é O Rei Leão. Apesar de ser um fracasso de crítica e decepcionar muita gente, o filme é um deslumbre visual. O trabalho de efeitos do filme é tão impressionante que chegou a ser chamado de live-action por muita gente, mesmo não contando com um ator ou gravação em cenário.

 

MELHOR CURTA-METRAGEM

Deve ganhar: Brotherhood

Pode ganhar: The Neighbors’ Window

Corre por fora: A Sister

Produzido na Tunísia, Brotherhood é o principal favorito na categoria de Melhor Curta. O filme de Meryam Joobeur tem feito uma bela carreira até aqui, tendo sido premiado no último Festival de Toronto. Há rumores até que pode ser transformado/adaptado em um longa-metragem no futuro. The Neighbors’ Window, do diretor indicado ao Oscar Marshall Curry, também tem chances.

 

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO 

Deve ganhar: Hair Love

Pode ganhar: Kitbull

Corre por fora: Sister

Geralmente, pouca gente dá atenção às categorias de curtas, mas temos ótimos filmes no Oscar 2020. E provavelmente teremos uma disputa entre Sony Animation e Pixar. A primeira é responsável por Hair Love, de Matthew Cherry, que conta a bela história de um homem negro que tenta ajudar a jovem filha a pentear o cabelo. É delicado e incrível. E prepare-se: você vai chorar. Já o segundo é Kitbull, de Rosana Sullivan, divertida e sensível animação sobre o encontro de um gatinho de rua com um pitbull abusado pelo dono. O curta chinês Sister, de Siqi Song, corre por fora.

 

MELHOR CURTA DE DOCUMENTÁRIO

Deve ganhar: Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl)

Pode ganhar: Life Overtakes Me

Corre por fora: St. Louis Superman

Vencedor do BAFTA e exibido no Festival de Tribeca, Learning to Skateboard in a War Zone (If You’re a Girl) é o principal favorito na categoria de curta documental. Dirigido por Carol Dysinger, o doc conta a história de jovens garotas que tentam aprender a ler, escrever e andar de skate em Cabul, no Afeganistão. A força da Netflix pode ajudar Life Overtakes Me, mas muito dificilmente o favorito não levará a estatueta para casa.

Cerimônia do Oscar 2020 NÃO terá apresentador principal

Segundo o THR, a cerimônia do Oscar 2020 permanecerá sem apresentador fixo.

A informação foi revelada por Karey Burke, chefe-executiva da ABC:

“Posso confirmar para vocês, ao lado da Academia, que não haverá apresentador principal neste ano. Estamos muito orgulhosos da nova identidade criativa do show e como ele foi bem recebido pelo público, então não iremos mexer nessa fórmula por enquanto”, Karey Burke, afirmou, fazendo menção ao aumento dos índices de espectadores na premiação deste ano.

A cerimônia de 2019 ano abarcou 29,6 milhões de espectadores mesmo com a inexistência de um host, representando um aumento de 12% em relação a 2018. As críticas também ganharam um impulso positivo, reconhecendo o dinamismo da apresentação. A decisão de tirar o apresentador ocorreu depois de controvérsias acerca do ator Kevin Hart, que estava cotado para comandar o show até tweets homofóbicos ganharem palanque nas redes sociais.

“O que estou aprendendo sobre o processo do Oscar é que ele é moldado baseado nos filmes que mais são abraçados pelo público, e isso começa a influenciar na composição criativa do tipo de programa que queremos criar. Então continuamos  a ter conversas sobre como evoluir o programa, mas por enquanto estamos muito felizes com os resultados”, ela acrescentou.

Os indicados serão anunciados em 13 de janeiro, e a cerimônia acontecerá em 9 de fevereiro.

Cachorro é resgatado no trailer emocionante de ‘Um Amor de Filhote’; Assista!

O longa ‘Um Amor de Filhote‘ (Belong to Us) ganhou trailer legendado.

Confira:

O longa foi dirigido por Patrick Rea.

Um bandido chamado Mercer está envolvido em uma briga ilegal de cães. Seu pastor alemão é mordido enquanto luta e consegue fugir. A jovem Paige Crowley encontra o cachorro remexendo no lixo e gosta dele, então, ela o leva para casa, mas o esconde de seu pai Travis. A família de Paige é pequena, mas todos têm problemas: o pai dela é um homem ausente e frustrado, que deposita no futuro de seu filho Decklin, estrela do esporte da escola, a esperança de conquistar algo que ele mesmo não conseguiu. Paige perdeu a mãe cedo, então sua avó, Hazel, faz o papel materno na casa. A chegada de Mercer traz nova alegria a todos, mesmo que alguns demorem para perceber isso.

Ryan O’Nan, Joseph Lee Anderson e Meagan Flynn estrelam a produção.

Indicados Oscar 2020 | Os Esnobados e as Surpresas

Em sua 92ª Edição, os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nomearam alguns dos filmes mais badalados da temporada e do ano passado. Produções que vem aparecendo consecutivamente em listas dos melhores, e em todo tipo de premiação prévia à grande noite do cinema mundial – sejam elas círculos de críticos americanos, premiações da imprensa mundial, prêmios da indústria, e por aí vai.

Mas como o mundo só com cartas marcadas seria muito sem graça, todo ano também nos surpreendemos com estas nomeações – seja de forma positiva ou negativa. De forma positiva, pela lembrança de alguns artistas que não vinham preenchendo a boca dos votantes previamente. E negativamente, pelo esquecimento de artistas ou filmes que vinham emplacando em todas e terminaram de fora justamente da maior delas, o prêmio mais almejado – afinal, todo o resto serve como treinamento para este momento.

Sem mais delongas, vamos comentar um pouco as nomeações, lembrando os esquecidos (ou esnobados) e festejando as surpresas. Vem conhecer.

Esnobados

Meu Nome é Dolemite

Essa é triste para o coração. Meu Nome é Dolemite marcou mais um retorno aos holofotes do grande Eddie Murphy – após dois outros ensaios de volta por cima (Dreamgirls, pelo qual foi indicado ao Oscar em 2007, e Mr. Church, pelo qual, assim como este Dolemite, muitos acreditavam em uma indicação). Sim, é triste ver uma produção deste nível ser ignorada por completo pelos votantes da Academia, que traz desempenhos marcantes de veteranos renovados como (o já citado) Murphy e Wesley Snipes.

Pior do que isso é notar que os membros perdem assim uma grande chance de representatividade – já que novamente o público vem acusando esta edição de uma retomada do infame Oscar So White: com nomeados predominantemente brancos na maioria das indicações. E não me venha dizer que não havia boas opções. Sim, Dolemite é a prova disso. Eddie Murphy como ator principal é a prova disso. Wesley Snipes como coadjuvante também.

Para não sermos totalmente injustos, a explicação pode estar associada à Netflix. O colosso vem abrindo cada vez mais espaço com os votantes e a assimilação é lenta, mas está acontecendo. Ano passado tivemos Roma. Este ano, temos O Irlandês, História de um Casamento, Dois Papas e sobrou até mesmo para a animação Klaus. Neste cabo de guerra, Dolemite foi a ponta mais fraca. Uma injustiça.

Jennifer Lopez

Outra grande injustiça foi a esnobada de Jennifer Lopez. A atriz latina desempenha seu melhor trabalho nas telas (talvez de todos os tempos) na pele da stripper má intencionada Ramona em As Golpistas. Lopez vinha recebendo elogios de gregos e troianos, aparecendo em premiações menores, até ser consagrada com uma indicação ao Globo de Ouro – o qual perdeu para Laura Dern (um monstro em cena em História de um Casamento).

Talvez a história se repetisse e Lopez, mesmo sendo indicada, não levasse o prêmio para casa – Dern está praticamente com a estatueta em mãos. Mas J-Lo deveria ao menos ter sido indicada – era o que todos esperavam. Em seu lugar surgiram as azaronas Scarlett Johansson (JoJo Rabbit) e Florence Pugh (Adoráveis Mulheres). Mas Kathy Bates (uma grande atriz) é quem sobra na categoria, e quem deveria ter dado lugar à latina.

Frozen II

Crise na casa do Mickey! O Mundo está louco? Frozen (2013) foi um verdadeiro fenômeno mundial, uma verdadeira febre, lançou a música chiclete Let it Go e de que quebra levou o Oscar de melhor animação. Era de se esperar que a tão aguardada sequência de Elsa, Anna e Olaf fizesse barulho parecido. Mas num ano não muito favorável para a Disney (onde O Rei Leão, outra de suas grandes apostas de 2019, desagradou mais do que agradou), Frozen II terminou amplamente esnobado pelo Oscar – recebendo apenas a indicação de canção original, e ficando de fora da categoria mais almejada: melhor animação.

Rocketman

A Academia adora biografias musicais, certo? Isso é bem verdade, é só dar uma olhada no ano passado, quando Bohemian Rhapsody (produção problemática), levou para casa os prêmios de edição de som, mixagem de som, edição e melhor ator, além da indicação de melhor filme. Justamente por isso, muitos não acreditavam que a Academia iria reprisar o ano anterior e encher Rocketman – biografia do grande Elton John – de indicações. Mesmo que o filme tenha recebido muitos elogios, gerado falatório de Oscar em seu lançamento e de forma geral ser concebido como uma obra melhor que seu primo um ano mais velho.

Porém, ao vermos o longa indicado ao Globo de Ouro, e a vitória de Taron Egerton (que vive o músico) na categoria de melhor ator no mesmo prêmio, os ânimos voltaram a crescer em relação à produção. Mostrando que o Oscar guarda sim as suas surpresas em relação às outras premiações, Rocketman ficou de fora desta 92ª edição, ou quase, já que foi lembrado apenas para canção original.

A Despedida

Uma das produções independentes mais elogiadas do ano passado, o drama A Despedida fala sobre uma família chinesa armando uma forma de todos seus membros conseguirem se despedir de uma idosa matriarca, sem que a mesma saiba que seus dias estão contados. Para isso, arquitetam um casamento falso. Com o orçamento de US$3 milhões, o filme arrecadou US$20 milhões ao redor do mundo e figurou no top 10 das maiores bilheterias em seu lançamento. Além disso, soma 98% de aprovação da imprensa especializada no agregador Rotten Tomatoes.

Até aí, tudo bem. A surpresa veio mesmo com a indicação do filme para melhor produção estrangeira no Globo de Ouro e a vitória de melhor atriz para Awkwafina, em seu primeiro papel dramático. O fato deixou os cinéfilos com uma ponta de esperança de que o longa pudesse emplacar no Oscar também. Mas a produção e seus envolvidos foram esnobados pelos votantes.

Christian Bale

Aqui temos um caso semelhante. Desde seu lançamento, Ford Vs. Ferrari vinha sendo uma das grandes apostas para o Oscar. E não deu outra. A obra terminou indicada para quatro prêmios da Academia, incluindo melhor filme. Além disso, já é o filme número 134 na opinião do grande público dentre os melhores de todos os tempos. Mas em um quesito Ford Vs. Ferrari não emplacou, e esse foi a indicação de melhor ator para o metódico Christian Bale. O ator foi lembrado para o Globo de Ouro e sua presença em um filme geralmente chama prêmios. No entanto, desta vez o astro problemático teve que ficar de fora.

Greta Gerwig

Além da acusação de falta de representatividade racial com uma nova edição do Oscar So White, Natalie Portman vai ter muito o que falar nesta edição, que novamente privilegiou somente diretores homens na categoria de melhor direção. Sim, tínhamos várias opções, desde Marielle Heller (Um Lindo Dia na Vizinhança) – ignorada ano passado também – até Kasi Lemmons (Harriet); mas a ausência mais sentida foi a de Greta Gerwig.

A diretora foi indicada por sua estreia em Lady Bird, e agora desempenha um trabalho ainda melhor, mais ambicioso e mais sofisticado com este Adoráveis Mulheres. No entanto, nada dos votantes reconhecerem seus esforços e a cineasta ficou de fora da grande festa.

Nós

Voltando a falar de representatividade – afinal, nunca podemos deixar de bater nesta tecla -, outro que ficou de fora foi o poderoso thriller Nós. Lançado no início do ano, imaginava-se que o longa faria o mesmo caminho do irmão Corra! (2017), que quebrou muitas barreiras no Oscar de dois anos atrás. O diretor Jordan Peele e alguns envolvidos saíram nomeados e Corra! viu sua trajetória terminar com nada menos que 4 indicações, incluindo melhor filme, diretor e ator, além da vitória por roteiro original. Nós, igualmente potente e relevante socialmente, terminou sem nada. E não apenas isso, a performance arrebatadora da protagonista, a musa Lupita Nyong’o, digna de todos os elogios, terminou totalmente esnobada.

Adam Sandler & Robert Pattinson

Ano passado, escrevi uma matéria revelando como este Oscar poderia ser um dos mais loucos da história, com possíveis indicações de gente como Adam Sandler, Eddie Murphy, Robert Pattinson e Jennifer Lopez. Optando pelo conservadorismo, a Academia resolveu não indicar nenhum deles. Isso não diminui a qualidade de suas atuações nos projetos pelos quais foram cogitados. Dentre eles estão esnobadas em Adam Sandler no elogiado Joias Brutas e Robert Pattinson por O Farol – ambos dois dos filmes mais enaltecidos pela imprensa nesta temporada.

Willem Dafoe

Ainda falando em O Farol, novo terror de Robert Eggers, diretor do fantástico A Bruxa (2015), por mais que Pattinson fosse promessa, a falta mais sentida de tal filme (que chegou a ser indicado na categoria de fotografia) foi a do veterano Willem Dafoe na categoria de coadjuvante.

Cats

Calma, calma. Brincadeiras à parte, como sabemos Cats é sim um dos filmes mais odiados de anos recentes. Esculhambado por crítica e público, a obra era mirada à temporada de premiação, mas depois de tanta negatividade jogada em sua direção, os envolvidos sequer o inscreveram como elegível para algum prêmio no Oscar. Apesar disso, o filme foi indicado ao Globo de Ouro de melhor canção, mesmo evento que já indicou pérolas como O Turista (2010) e Burlesque (2010).

Surpresas

Dose Dupla de Scarlett Johansson

A revelação desta jovem atriz veio com Encontros e Desencontros (2003), mas dentre as indicações que o filme levou para casa, nada de uma para Scarlett Johansson. E assim seguiu por anos a fio. Até mesmo quando achávamos que havíamos encontrado uma forma de indicar Johansson por Ela (2013), a Academia decidiu que atuações onde apenas ouvimos a voz do ator, sem que ele apareça em tela, não são elegíveis ao Oscar. Durante toda a sua carreira, nada de indicações pra moça. Era hora disso ser corrigido. E o foi de uma forma exagerada. Será? O fato é, para quem nunca havia sido nomeada pela Academia, Scarlett Johnasson chega chutando a porta, com duas indicações logo de cara.

História de um Casamento era esperado dar à atriz sua primeira indicação – se isso não ocorresse é que seria estranho. Mas a surpresa ficou mesmo com sua indicação na categoria de coadjuvante, onde foi lembrada por JoJo Rabbit (uma das grandes surpresas desta edição, com 6 indicações – incluindo melhor filme). Uma curiosidade é que no Globo de Ouro, foi o pequeno Roman Griffin Davis, o protagonista, filho de Johansson no filme, quem foi lembrando nas indicações, sendo substituído pela colega de cena no Oscar.

Parasita

Que Parasita é um dos melhores filmes do ano todos nós já sabemos. O filme elogiadíssimo foi o estrangeiro mais rentável nos EUA no ano passado e continua a arrancar admiração do público e especialistas, já sendo o filme de número 27 dentre os melhores de todos os tempos na opinião do grande público. Sua indicação para produção estrangeira era certa, assim como a vitória, muitos afirmam. Mas o que surpreendeu foi que o longa terminou com mais 5 indicações ao grande prêmio do cinema mundial, entre elas roteiro, direção e filme – fato conquistado por poucas produções internacionais ao longa da história do cinema.

Netflix

Como dito antes, o colosso Netflix vem sendo cada vez mais aceito por instituições consagradas e renomadas. É o caso com a Academia, que antes criava grande barreira com a empresa e seus filmes. A política mudou, e ano a ano a Netflix vem emplacado mais produções no Oscar. Em 2020, foram O Irlandês, Dois Papas (que muito bem poderia ter entrado para melhor filme também) e História de um Casamento. A surpresa aqui, porém, ficou a cargo de uma animação. Klaus, enaltecido por muitos especialistas como um dos melhores filmes do ano. Mostrando que todos estavam em sintonia, os votantes do Oscar resolveram indicar o longa entre as animações do ano – dando um chega pra lá no medalhão Frozen II. A falta sentida dentre as produções da Netflix foi mesmo Meu Nome é Dolemite.

Florence Pugh

Essa menina vai longe. Num ano muito promissor para sua carreira, a jovem britânica Florence Pugh, de 24 anos, apareceu em nada menos do que três produções de prestígio. Ela começou recebendo elogios e fazendo sucesso na biografia Lutando com a Família, produzida por Dwayne Johnson, ainda inédita no Brasil. Depois foi a vez de estrelar e carregar nas costas Midsommar – O Mal Não Espera a Noite, de Ari Aster (diretor da obra-prima Hereditário). Fechando com chave de ouro, Pugh sequestra uma obra do nível de Adoráveis Mulheres, roubando todas as cenas em que aparece, não dando espaço sequer para suas companheiras de tela mais tarimbadas – como Emma Watson e Saoirse Ronan.

Não por menos, Pugh saiu, merecidamente, com sua primeira indicação ao Oscar à tira colo, e tem chances de levar a estatueta. Em 2020, ela estará ao lado de sua concorrente na categoria, Scarlett Johnasson, na superprodução da Marvel, Viúva Negra.

Democracia em Vertigem

O Brasil não entrou no Oscar na categoria tão almejada das produções estrangeiras, onde concorria com o excelente A Vida Invisível. Ficamos devastados. Mas podemos ser redimidos este ano na categoria documentário. A ótima cineasta Petra Costa emplaca com Democracia em Vertigem, sua parceria com a Netflix, na disputa pela estatueta dourada. O longa relata o atual cenário político brasileiro, desde impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Malévola – Dona do Mal

Amado e odiado em medidas iguais, o segundo Malévola surpreendeu com uma indicação ao Oscar. O filme foi lembrado na categoria de maquiagem. Se ganhar, terá a mesma honraria de Esquadrão Suicida (2016) – um filme de entretenimento igualmente divisor de opiniões. E se não ganhar, ao menos pode se gabar de ter uma indicação no currículo.

‘Os Eternos’: Possível novo logo do filme é vazado; Confira!

Um possível novo logo para Os Eternos, novo filme da Marvel, foi vazado. A arte, uma variação do logo original, foi registrada no uniforme da equipe do longa.

Confira:

Nos quadrinhos publicados em 1976, ‘Os Eternos‘ são uma raça de humanos superiores criados pelos Celestiais durante sua visita ao planeta Terra. No entanto, a criação dos Celestiais também deu origem aos Deviantes, demônios que se opõem aos Eternos na tentativa de tomar seu lugar como os herdeiros dos Celestiais.

Dirigido por Chloé Zhao,Os Eternos‘ chega aos cinemas em 2020.

O elenco conta com Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajax), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Don Lee (Gilgamesh), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).

A trama segue os Eternos, seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘) até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

Vin Diesel revela quem gostaria de trazer para a saga ‘Velozes e Furiosos’

Depois de conseguir chamar a aclamada atriz Helen Mirren para participar da saga Velozes e Furiosos como Magdalene Shaw, mãe de Deckard Shaw (Jason Statham), o produtor e protagonista Vin Diesel revelou que próximo grande nome da indústria performática gostaria de trazer para a franquia.

“Essa é uma ótima questão. Ahn, Judi Dench“, ele disse em entrevista ao MTV International. “Acho que ela seria incrível”.

Lembrando que o longa estreia em 20 de maio de 2020.

Dirigido por Justin Lin, o filme será estrelado por Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Ludacris, Helen Mirren, Charlize Theron, John Cena, Finn Cole, Anna Sawai, Vinnie Bennett e Michael Rooker.

‘Venom 2’: Sequência ganha título de produção oficial

As filmagens de Venom 2’ já começaram, mas a sequência do longa-metragem de 2018 já completou parte de sua produção. Tom Hardy, que reprisa seu papel como Eddie Brock, postou em seu Instagram oficial uma imagem indicando que as gravações em Londres já foram finalizadas.

Além disso, a foto também revela o título de produção: ‘Fillmore’.

Confira:

That’s a wrap from r/MarvelStudiosSpoilers

O jornalista Daniel Richtman falou há várias semanas que Tom Holland estaria em negociações para participar do projeto. Dessa forma, um repórter do Discussing Films entrou em contato com a Sony Pictures para falar sobre o assunto, e os representantes do estúdio disseram que “não há comentários sobre isso, por enquanto.”

“Apenas uma pequena atualização sobre as notícias de que Tom Holland estaria em Venom 2’. Antes do feriado, perguntamos aos representantes da Sony se eles tinham algo a dizer sobre o assunto e nos disseram apenas que não há comentários, por enquanto.”

Apesar das críticas negativas, ‘Venom‘ teve um ótimo retorno nas bilheterias, arrecadando mais de US$ 845,5 milhões pelo mundo, o que garantiu a sequência.

Previsto para 2021, Venom 2’ trará de volta HardyMichelle Williams como Eddie Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris está em negociações para viver a vilã Shriek.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

Andy Serkis dirige a sequência.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

‘Bad Boys para Sempre’ ultrapassa US$ 300 milhões mundialmente

A sequência ‘Bad Boys Para Sempre‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais, consolidando-se como a maior bilheteria da FRANQUIA.

Nos EUA, o longa acumula US$ 166.3 milhões. No mercado internacional, são US$ 170 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 336.3 milhões mundialmente.

Vale lembrar que o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

A dupla Adi El Arbi e Bilall Fallah é responsável pela direção.

A trama é focada na polícia de Miami e no grupo de elite AMMO em sua tentativa de derrubar Armando Armas, chefe de um cartel de drogas. Armando é um assassino de sangue frio com uma natureza cruel e provocadora. Ele está comprometido com o trabalho do cartel e é enviado por sua mãe para matar Mike (Smith).

Will Smith e Martin Lawrence retornam. Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig, Charles Melton, Jacob Scipio e Paola Nuñez completam o elenco.

Apesar das boas críticas, ‘Aves de Rapina’ DECEPCIONA nas bilheterias

Apesar da boa recepção dos críticos, ‘Aves de Rapina‘ teve uma estreia decepcionante nos EUA, bem abaixo das projeções (que indicavam algo em torno de US$ 50-55 milhões), com apenas US$ 33.2 milhões.

O resultado ficou abaixo até mesmo das expectativas modestas do estúdio, que esperava que o longa fechasse com US$ 45 milhões no país.

Internacionalmente, o filme arrecadou US$ 48 milhões através de 78 mercados (incluindo o Brasil, com US$ 2.8 milhões), totalizando uma estreia global de US$ 81.2 milhões.

Felizmente, o orçamento da produção foi de medianos US$ 85 milhões, o que deve ajudar no sucesso do filme a longo prazo. No entanto, vale destacar que esse é um começo extremamente decepcionante e pode colocar em risco o futuro desses personagens e universo.

Vale lembrar que ‘Aves de Rapina‘ já está em exibição nos cinemas nacionais.

Já ouviu falar daquela sobre o policial, o passarinho, a psicótica e a princesa da máfia? Aves de Rapina é um conto deturpado contado pela própria Harley Quinn, e da única forma como Harley consegue contá-la. Quando o vilão mais narcisista e nefasto de Gotham City, Roman Sionis, e sua zelosa mão-direita, Zsasz, colocam o alvo em uma garota chamada Cass, a cidade vira de cabeça para baixo procurando por ela. Os caminhos de Harley, Caçadora, Canário Negro e Renee Montoya colidem um com o outro e o time não tem escolha a não ser derrubar Roman de seu pedestal.

O elenco conta com Margot Robbie (Arlequina), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Rosie Perez (Renee Montoya), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), Ewan McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz).

 

Conheça a produção que levou o Brasil ao Oscar 2020!

Com uma narração em voz melodiosa diante dos mais inquietantes acontecimento durante duas horas de ‘Democracia em Vertigem’, Petra Costa consegue construir poesia sobre os últimos atormentados anos da política brasileira. Ao mesclar sua experiência de vida com os acontecimentos do país, a cineasta apresenta um documentário intimista, tal como uma voz amiga a contar-nos sobre fatos e suas percepções em um emaranhado de intrigas e manipulações.

Por conta da escolha de se colocar na história, o documentário de Petra soa avante às outras obras produzidas sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula, como ‘Excelentíssimos’ (2018) e ‘O Processo (2018). Dentro da história, a diretora, roteirista e produtora levanta o ponto de encontro do seu processo de construção: “Eu e a democracia brasileira temos quase a mesma idade” e completa “eu achava que em nossos 30 e poucos anos estaríamos pisando em terra firme”.

Esta ponte é soldada intensamente durante toda a narrativa. Desde momentos em que a diretora menciona ser de uma família privilegiada, uma vez que o seu avô é um dos fundadores da empreiteira Andrade Gutierrez  (envolvida no esquema de corrupção do Mensalão), assim como os seus pais tornaram-se refugiados políticos durantes os anos de ditadura militar, e o nome “Petra” lhe foi dado em homenagem a um amigo dos seus progenitores, morto durante o período.

Com os pés em dois lados, a diretora consegue se inserir e mostrar sua esperança e idealização, atendo-se às suas crenças e temperanças, mas apresentando todos os contornos da história. Com o começo focado no dia da sentença de prisão proferida contra Lula, ‘Democracia em Vertigem’ segue a trajetória do homem que conseguiu mudar e mobilizar multidões por meio de determinação e voz.

A partir de imagens de Lula as 33 anos, ainda como líder sindical, vemos o político nato fazer o seu discurso aos trabalhadores e acender a chama de uma transformação possível. Ao invés de rebelar-se contra o poder político, aquele homem decide fazer política e funda um partido – o PT – em 1980.

Deste ponto, Petra mostra as tentativas e fracassos de Lula ao longo dos anos até a sua vitória triunfante – a partir da sua mudança de discurso e as suas alianças políticas.

De maneira linear, o documentário segue os fatos que levaram o país da euforia pela vitória do “líder do povo” até a eleição do extremista e apoiador da tortura 16 anos depois. Todos os detalhes do desenvolvimento econômico brasileiro, alavancados com o programa social do Bolsa Família mais o descobrimento do Pré-Sal estão relatados de forma coerente e marcada pela sua repercussão futura.

Além da câmera sempre perto das figuras de Lula e Dilma, principalmente nos momentos mais pungentes dos últimos acontecimentos políticos, Petra da voz as pessoas nas ruas, aos membros do congresso e o atual presidente Jair Bolsonaro. De forma a conectar todos os pontos do jogo, ou melhor, do plano montado para mostrar como a democracia brasileira segue em corda bamba.

Embora o longa termine antes dos vazamentos das conversas do então Juiz Federal e atual Ministro da Defesa Sérgio Moro com o procurador Deltan Dallagnol, todos os fatos se conectam perfeitamente com a manipulação causada durante todo o processo do ano de 2017.

Por meio de uma sequência de capas de revistas nacionais e internacionais, a cineasta estabelece como o discurso midiático transformou a imagem de Dilma Rousseff perante a opinião pública e, consequentemente, corroborou com os planos do alto escalão. Tal como o Caso de Watergate, o documentário apresenta os grampos entre vários personagens envolvidos na Operação Lava-Jato, destacando as passagens mais sórdidas para que lembremos que o que ocorre atualmente é apenas produto do passado.

Com imagens de arquivo pessoal e depoimentos inéditos, ‘Democracia em Vertigem’ atém-se a questionar como o nosso regime democrático está debilitado. A inversão da voz suave de Pedra Costa e suas imagens do Palácio do Planalto vazio na escuridão permite à obra transmitir a sensação de leveza apesar de mostrar totalmente o oposto diante da conjuntura dos fatos apresentados.

Como o desfazer de um conto de fadas, se um por lado pessoas agradecem ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva pelas oportunidades alcançadas, por outro o som dessa vozes é silenciado pelos barulhos da bater de panelas e gritos enraivecidos de “Fora PT”. Ao ponto que Petra reflete que talvez a democracia brasileira tenha sido “um sonho efêmero” e analisa as imagens da posse da Dilma Rousseff em 2011, ao lado de Michel Temer, como uma detalhada aula de semiótica.

Ao explorar os meandros futuros àquela cena, ela sentencia: “esta não é apenas uma história de traição”, com sua sofisticada e tenaz dicção, e termina “esta é uma história de como a própria democracia desmoronou”. Para além da capacidade de Petra em se apropriar da história, vide seus vibrantes trabalhos anterior ‘Elena (2012) e ‘Olmo e a Gaivota (2015) – seguindo a escola de Agnés Varda (‘Visages Villages) -, ela apresenta uma obra-prima delicada e envolvente sobre o difícil panorama brasileiro.

Com o poder dos discursos de Lula permeando todo arcabouço da produção, as intervenções da autora resplandece como uma rubrica de autenticidade de como essa obra se inscreve na história. Como Lula pronuncia a milhares de rostos esperançosos: “a oposição pode matar 100 rosas, mas ela não vai impedir a primavera de chegar”. O maniqueísmo não tem vez em ‘Democracia em Vertigem’, a obra se posiciona e entrega ao público um discurso bucólico sobre o Brasil que fomos e aquele que poderemos ver surgir depois das cinzas.

O filme foi indicado ao Oscar 2020 de Melhor Documentário, cuja premiação ocorre no dia 09 de fevereiro.

“A história do golpe de 2016 ganha o mundo”, diz Dilma Rouseff sobre indicação ao Oscar de ‘Democracia em Vertigem’

Através de um pronunciamento, a ex-presidente Dilma Rouseff falou sobre a indicação de ‘Democracia em Vertigem’ ao Oscar de Melhor Documentário na 92ª cerimônia da premiação.

“A história do golpe de 2016, que me tirou da presidência da República por meio de um impeachment fraudulento, ganha o mundo pelas lentes de Petra Costa.”, disse ela, segundo o Carta Capital. “O filme mostra o meu afastamento do poder e como a mídia venal, a elite política e econômica brasileira atentaram contra a democracia no país, resultando na ascensão de um candidato da extrema direita em 2018.”

Para quem não assistiu, o documentário explica o processo de impeachment de Dilma e relembra importantes momentos da do cenário político que levaram à atual situação do país, como os protestos de 2013, a prisão de Lula, e a criação da operação Lava Jato.

Além disso, a produção apresenta a brusca transição de poder a partir da queda da esquerda e a ascensão da extrema direita durante as eleições trouxeram Jair Bolsonaro à presidência.

Ao final do comunicado, Dilma comemora e elogia a diretora pela indicação.

“Parabéns à Petra e à equipe do filme pela indicação ao Oscar. A verdade não está enterrada. A história segue implacável contra os golpistas.”

A 92ª cerimônia do Oscar acontece 09 de fevereiro, em Los Angeles.

Confira abaixo os indicados:

Melhor Filme
O Irlandês
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood
Parasita
História de um Casamento
1917
Coringa
Ford vs Ferrari
Jojo Rabbit

Melhor Diretor
Bong Joon-Ho – Parasita
Martin Scorsese – O Irlandês
Sam Mendes – 1917
Todd PhillipsCoringa
Quentin Tarantino – Era Uma Vez em… Hollywood

Melhor Ator
Antonio Banderas – Dor e Glória
Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez em… Hollywood
Adam Driver – História de um Casamento
Joaquin PhoenixCoringa
Jonathan Pryce – Dois Papas

Melhor Atriz
Saoirse Ronan – Adoráveis Mulheres
Charlize Theron – O Escândalo
Scarlett Johansson – História de um Casamento
Renée Zellweger – Judy – Muito além do Arco-Íris
Cynthia Erivo – Harriet

Melhor Ator Coadjuvante
Brad Pitt – Era Uma Vez em… Hollywood
Joe Pesci – O Irlandês
Al Pacino – O Irlandês
Anthony Hopkins – Dois Papas
Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança

Melhor Atriz Coadjuvante
Kathy Bates – O Caso Richard Jewell
Laura Dern – História de um Casamento
Scarlett Johansson – Jojo Rabbit
Florence Pugh – Adoráveis Mulheres
Margot Robbie – O Escândalo

Melhor Roteiro adaptado
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Dois Papas

Melhor Roteiro original
Entre Facas e Segredos
História de um Casamento
1917
Era Uma Vez em… Hollywood
Parasita

Melhor filme internacional
Corpus Christi (Polônia)
Honeyland (Macedônia do Norte)
Os Miseráveis (França)
Dor e Glória (Espanha)
Parasita (Coreia do Sul)

Melhor Animação
Como Treinar o Seu Dragão 3
Perdi Meu Corpo
Klaus
Link Perdido
Toy Story 4

Fotografia
1917
O Irlandês
O Farol
Coringa
Era Uma Vez em… Hollywood

Figurino
O Irlandês
Jojo Rabbit
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood
Coringa

Trilha Sonora Original
Coringa
Adoráveis Mulheres
História de Um Casamento
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Efeitos Visuais
Vingadores: Ultimato
O Irlandês
O Rei Leão
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Documentário
Indústria Americana
The Cave
Democracia em Vertigem
Honeyland
For Sama

Montagem
Ford vs Ferrari
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Parasita

Melhor Canção Original
I Can’t Let You Throw Yourself Away – Toy Story 4
(I’m Gonna) Love Me Again – Rocketman
Into The Unknown – Frozen 2
I’m Standing With You – Superação – O Milagre da Fé
Stand Up – Harriet

Direção de arte
1917
O Irlandês
Jojo Rabbit
Parasita
Era Uma Vez em… Hollywood

Mixagem de Som
Ad Astra
Ford Vs Ferrari
Coringa
1917
Era Uma Vez em… Hollywood

Edição de som
1917
Coringa
Star Wars: A Ascensão Skywalker
Era Uma Vez em… Hollywood
Ford Vs Ferrari

Maquiagem e Penteado
Malévola: Dona do Mal
1917
O Escândalo
Coringa
Judy: Muito Além do Arco-Íris

Curta-Metragem
Brotherhood
Nefta Footbal Club
The Neighbors’ Window
Saria
A Sister

Animação em Curta-Metragem
Dcera (Daughter)
Hair Love
Kitbull
Memorable
Sister

Documentário de Curta-Metragem
In the Absence
Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)
Lifeovertakesme
St. Louis Superman
Walk Run Cha-Cha

 

 

Quais são as chances de ‘Coringa’ no Oscar 2020?

Com surpreendentes 11 indicações ao Oscar, o filme que decidiu contar a origem do Coringa conquistou milhões de fãs ao redor do mundo, além de ir muito bem nas bilheterias, garantindo a existência do selo DC Black, que vai contar histórias dos personagens da DC sem ligação com o universo estendido da empresa. No Oscar, ser indicado esse tanto de vezes não é para qualquer um, mas também não é garantia de levar os prêmios – “Trapaça” que o diga. Mas, diferentemente de “Trapaça”, que foi indicado a 11 categorias e não
ganhou em nenhuma, não acredito que “Coringa” vá passar em branco na cerimônia
de premiação cinematográfica mais famosa do mundo. Por isso, baseado nas escolhas dos anos anteriores e no desempenho do filme nas premiações desse ano, vamos analisar as chances do longa de Todd Phillips em cada categoria.

Confiram!

Melhor Filme:

É de conhecimento público que a Academia nutre preconceito
contra os filmes baseados em super-heróis, então as chances de levar são bem
remotas. Além disso, “Coringa” perdeu nessa categoria nas duas grandes
premiações até aqui: o Globo de Ouro e o Critic’s Choice. É bem provável que o
prêmio fique com “1917”, o filme mais neutro/ padrão Oscar dos concorrentes; “O
Irlandês”, o que seria surpreendente, dada a má vontade dos votantes para com a
Netflix, ou até mesmo “Era Uma Vez em… Hollywood”, já que a Academia adora premiar
filmes que homenageiem o cinema.

Melhor Ator:

Apesar de estar concorrendo com Leonardo DiCaprio em uma de suas melhores atuações, é quase certo que Joaquin Phoenix leve esse prêmio. Isso
porque a Academia não premia “apenas” quem atua melhor, mas também quem “atua
mais”. Ou seja, Phoenix perdeu 24kg para encarnar Arthur Fleck, adotou a
chamada “atuação de método”, em que encarnava o personagem dentro e fora dos
sets… E fez um trabalho esplêndido também. Sem contar que o ator foi premiado
nessa categoria no Globo de Ouro e no Critic’s. Leva com merecimento.

 

Melhor Diretor:

Se Todd Phillips levar esse prêmio, será a grande zebra da
noite. Isso porque ele fez um bom trabalho atrás das câmeras, realizando uma
direção segura, mas nada primorosa. O veterano Martin Scorsese (O Irlandês) e
Sam Mendes (1917) despontam como os favoritos, com uma leve vantagem para Sam
Mendes. Os bastidores do filme estão sendo divulgados à exaustão e o trabalho
de direção dele se sobressai.

 

Roteiro Adaptado:

Outra categoria ao qual o filme foi indicado, mas que não
deve levar. Nos anos recentes, “roteiro adaptado” tem premiado histórias mais
ousadas, inovadoras e dinâmicas. O roteiro de “Coringa” bebe muito da fonte dos
filmes antigos de Martin Scorsese, e a Academia não costuma premiar isso. Por
isso, acredito que Jojo Rabbit e Dois Papas disparem como favoritos.

 

Melhor Edição:

Tem boas chances de levar. “Coringa” usa a edição como um
personagem no filme, ajudando a construir a persona insana de Arthur Fleck e
isso costuma ser reconhecido. Porém, Ford Vs Ferrari também é um filme bem
editado, sendo que a edição influencia diretamente no ritmo do longa.

 

Melhor Fotografia:            

Coringa tem um trabalho fantástico de Fotografia e isso é inegável, mas o uso dela para construir a história e criar tensão, como é usado em “O Farol”… Seria bem injusto se o filme mais esnobado do Oscar 2020 não levasse essa. Além de “O Farol”, “Era Uma Vez em…
Hollywood” é bem mais favorito que “Coringa”. Ou seja, não deve levar por
mérito dos outros.

 

Melhor Maquiagem e Cabelo:

O principal concorrente de “Coringa” nesta categoria é “Judy”- que deve levar o prêmio de melhor atriz. O Oscar costuma premiar trabalhos de maquiagem que sejam mais simples, mas extremamente bem realizados. Joaquin Phoenix parece viver dois personagens diferentes ao
encarnar Arthur Fleck e o Coringa. E boa parte disso vem do trabalho de
maquiagem. Acredito que leve o prêmio.

 

Melhor Mixagem de Som:

Ad Astra”, “Ford Vs Ferrari”, “1917
e “Era Uma Vez em… Hollywood”. Coringa entra nessa como um azarão. Pode até
ganhar, mas não seria justo. É bem provável que o trabalho fantástico da equipe
de Ad Astra fature esse.

 

Melhor Edição de Som:

Dois filmes de guerra concorrem nessa categoria – “Star Wars: A Ascensão Skywalker” e “1917” -, além de um filme que replica e trabalha perfeitamente a aventura sonora das 24 horas de Le Mans (“Ford Vs Ferrari”) e uma viagem alucinógena pela Hollywood dos anos 60. Sem chances para o Palhaço do Crime aqui.

 

Melhor Design de Figurino:

Mesmo tendo como principal concorrente “Era Uma Vez em… Hollywood”, o trabalho de figurino de Coringa é simplesmente fantástico. As roupas definem e dão personalidade aos personagens e ajudam no processo de transformação do personagem título com muita
simplicidade. Acredito que leve e com méritos.

 

Melhor Trilha Original:

O trabalho primoroso de Hildur Guðnadóttir vem sendo reconhecido em todas as premiações até aqui. Seria, no mínimo, injusto se ela não levasse o Oscar também. Podem tentar surpreender com um John Williams – que seria mais como uma homenagem ao legado dele para o cinema – ou até mesmo Randy Newman, com sua trilha intimista de “História de um Casamento”. Mas se der a lógica, “Coringa” fatura esse com todos os méritos.

E vocês, o que acham?

Quais os seus palpites? Digam nos
comentários.

15 Filmes Vencedores do Oscar que Tiveram Continuação

O Oscar está logo ali na porta. No dia 9 de fevereiro vai ao ar a 92ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em Los Angeles, Califórnia. Cerimônia esta que você, é claro, irá conferir através de nossa live no CinePOP.

O assunto, no entanto, mesmo se tratando de Oscar, é outro. Aqui, iremos matar sua curiosidade e revelar que nem todo vencedor do prêmio está livre de se transformar em uma franquia – ou ao menos render uma continuação. E sim, na história do Oscar tivemos diversos vencedores nas categorias principais cujas histórias renderam sequência nas telonas (e até mesmo nas telinhas). Vem saber.

Ps. Na lista não incluiremos produções pensadas como um único filme e divididas em  partes, ou gravadas em sequência – vide O Senhor dos Anéis (2001, 2002 e 2003).

Rocky – Um Lutador (1976)

Começaremos a lista com o filme que rendeu mais frutos e cujo mais recente derivado, Creed II, chegou ano passado aos cinemas. O mais desavisado pode não saber, mas o primeiro Rocky venceu o Oscar de melhor filme – e merecidamente! Além do prêmio principal (e de estar na lista dos melhores de todos os tempos no Imdb), o filme levou os prêmios de melhor diretor (John G. Avildsen) e edição, e foi indicado para melhor ator (Stallone), atriz (Talia Shire), coadjuvantes (Burgess Meredith e Burt Young), roteiro, som e trilha sonora. Rocky, como todos sabem, teve cinco continuações e dois derivados: Rocky II – A Revanche (1979), Rocky III – O Desafio Supremo (1982), Rocky IV (1985), Rocky V (1990), Rocky Balboa (2006), Creed – Nascido para Lutar (2015) e Creed II (2018).

O Silêncio dos Inocentes (1991)

Baseado no livro do romancista Thomas Harris, O Silêncio dos Inocentes foi o último filme de suspense (ou terror) a levar o prêmio máximo no Oscar. Fora isso, também foi o último longa a vencer o chamado big Five – os prêmios de melhor filme, ator, atriz, roteiro e direção. De certa forma, O Silêncio dos Inocentes era uma continuação não declarada de Caçador de Assassinos (Manhunter, 1986), de Michael Mann, primeira adaptação de um livro do autor para o cinema. Mas O Silêncio dos Inocentes se mantém por si só, como filme próprio. A produção levou os cinco Oscar citados do big Five (ator para Anthony Hopkins, atriz para Jodie Foster e direção para o saudoso Jonathan Demme), e recebeu ainda indicações de edição e som. Mas se Caçador de Assassinos não tem muitos laços com O Silêncio dos Inocentes, Hannibal (2001) e Dragão Vermelho (2002), sua continuação e pré-sequência, possuem todos os laços possíveis. O filme, obviamente, está na lista dos melhores de todos os tempos do Imdb.

O Poderoso Chefão (1972)

Essa também é batata! Considerado o melhor filme de todos os tempos por grande parte dos cinéfilos e fãs de cinema, o épico de máfia de Francis Ford Coppola levou para casa apenas três Oscar (melhor filme, roteiro e ator para Marlon Brando) e consta como número 2 de todos os tempos no Imdb. No entanto, recebeu mais oito indicações: diretor (Coppola), atores coadjuvantes (Al Pacino, James Caan e Robert Duvall), figurino, som, edição e trilha sonora. É claro que o filme gerou uma continuação imediata – O Poderoso Chefão, Parte 2 (1974), indicado para 11 Oscar e vencedor de 6, incluindo melhor filme e diretor; e uma continuação tardia – O Poderoso Chefão, Parte 3 (1990), indicado para sete Oscar, incluindo melhor filme e diretor.

Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança (1977)

Antes de ter este título enorme, o filme de George Lucas foi conhecido no Brasil simplesmente como Guerra nas Estrelas. Bem melhor, né? Antes da polêmica da categoria de filme popular, da vaga para dez filmes e de blockbusters entre os indicados a melhor filme, superproduções já faziam parte dos filmes selecionados pelos votantes da Academia – e numa época na qual apenas cinco filmes entravam. Portanto, podemos notar que isto não é novidade. Aqui, temos o segundo blockbuster da história entre os indicados na categoria de melhor filme. Star Wars perdeu para Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen, mas levou sete prêmios (todos técnicos) dos onze aos quais estava indicado (incluindo diretor para Lucas, roteiro também de Lucas e ator coadjuvante para o grande Sir Alec Guinness – que no filme interpreta Obi Wan Kenobi). Bem, você conhece de cor as continuações desta saga: O Império Contra-ataca (1980), O Retorno de Jedi (1983), A Ameaça Fantasma (1999), O Ataque dos Clones (2002), A Vingança dos Sith (2005), O Despertar da Força (2015), Os Últimos Jedi (2017) e o recente, e polêmico, A Ascensão Skywalker (2019).

Star Wars é o filme de número 22 na lista dos melhores do Imdb.

Tubarão (1975)

Voltando um pouco mais no tempo, passamos do segundo blockbuster da história para o primeiro. Tubarão, de Steven Spielberg, foi o primeiro filme “sensação” de todos os tempos, que fazia literalmente as pessoas darem voltas no quarteirão e saírem da sessão para o fim da fila a fim de assistir de novo. Ele foi o primeiro filme da história a ultrapassar a marca de US$100 milhões em bilheteria. Tubarão também está na lista dos melhores do Imdb, mas o que muita gente também não sabe é que o longa foi indicado para 4 prêmios no Oscar, incluindo melhor filme – o único que ele não venceu. As continuações não demoraram e Tubarão 2 (1978), Tubarão 3 (1983) e Tubarão 4: A Vingança (1987) – todos bem abaixo do original – foram lançados nos anos seguintes.

Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)

Outro filme responsável por consolidar a era dos Blockbusters dirigido por Steven Spielberg. Parte da lista dos melhores filmes de todos os tempos do Imdb, Os Caçadores da Arca Perdida venceu 5 Oscar, todos técnicos, dos 9 aos quais estava indicado – incluindo melhor filme e diretor para Spielberg. As sequências também são muito conhecidas: Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984), Indiana Jones e A Última Cruzada (1989) e Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal (2008). Um novo longa sobre o personagem é planejado.

Chinatown (1974)

Do cinema blockbuster, passamos para o cinema noir de detetives – e um dirigido por ninguém menos que o mestre Roman Polanski. O filme sobre o investigador J.J. Gittes, vivido por Jack Nicholson, venceu apenas o Oscar de roteiro. Mas estava indicado para melhor filme, diretor para Polanski, ator para Nicholson, atriz para Faye Dunaway, fotografia, direção de arte, figurino, som, edição e trilha sonora. Além, é claro, de estar entre os melhores filmes de todos os tempos no Imdb. Mas o que muita gente pode não saber é que o longa imortal teve uma continuação bem, digamos, esquecível. Lançado em 1990, A Chave do Enigma é uma continuação direta de Chinatown, protagonizada e dirigida por Jack Nicholson. O filme continua as aventuras investigativas de Gittes, quase vinte anos depois, e marcou a última tentativa do astro em dirigir um filme.

Golpe de Mestre (1973)

Se você não assistiu a este clássico, pare tudo o que está fazendo e corra – para não continuar a fazer errado! Este é um dos grandes filmes sobre golpes da história do cinema. E é claro que está na lista dos melhores segundo o Imdb. Fora isso, levou 7 Oscar, incluindo melhor filme e diretor (George Roy Hill), dos 10 aos quais estava indicado. Aqui, os lendários Robert Redford e Paul Newman reprisavam sua parceria de Butch Cassidy (1969), na pele de dois especialistas em fraudes. Mas o que muita gente talvez não saiba, é que esta obra-prima teve uma sequência, e uma bem capenga. Dez anos depois, a deslavada continuação Golpe de Mestre II era lançada. Desta vez, nada dos atores principais e nem o diretor. Tudo aqui nesta sequência grita continuação caça-níquel inferior, mesmo assim o longa recebeu uma indicação ao Oscar de trilha sonora.

Mary Poppins (1964)

Outro clássico imortal, esta querida produção da Disney em live action, que fala sobre uma babá mágica e voadora, recebeu 5 Oscar, incluindo melhor atriz para a protagonista Julie Andrews. Mary Poppins foi indicado para outros 8 prêmios, incluindo melhor filme e diretor para Robert Stevenson. E como todos vocês sabem, ou deveriam saber, Mary Poppins voltou aos cinemas recentemente, no fim de 2018, nas formas de Emily Blunt em O Retorno de Mary Poppins. A continuação não teve o mesmo prestígio, mesmo assim recebeu 4 indicações ao Oscar – todas técnicas.

O Fugitivo (1993)

Essa promete explodir mentes. Mas sim, o longa protagonizado por Harrison Ford na pele do médico Dr. Richard Kimble, foi indicado ao Oscar de melhor filme em 1994. Aposto que quase ninguém lembrava. Além da principal, foram mais 5 indicações e a vitória de Tommy Lee Jones na categoria de coadjuvante pelo papel do implacável Sam Gerad, o agente federal que persegue o médico. Baseado numa famosa série de TV, O Fugitivo traz um dos primeiros trabalhos de Julianne Moore no cinema. Mais surpreendente ainda é que O Fugitivo teve uma continuação – o que menos gente ainda deve lembrar. U.S. Marshals – Os Federais foi lançado em 1998, e trouxe a volta de Jones e seu personagem vencedor do Oscar, Gerard, na cola de outro foragido da lei, interpretado por Wesley Snipes. O elenco principal é completado por um Robert Downey Jr. dez anos antes de se tornar o Homem de Ferro.

Operação França (1971)

E por falar em O Fugitivo, aqui seguimos com outro thriller de ação. Operação França é até hoje conhecido por suas eletrizantes cenas de perseguição de carros. Na trama, o grande Gene Hackman interpreta o policial durão Jimmy ‘Popeye’ Doyle. O longa de William Friedkin (O Exorcista) levou 5 Oscar para casa, incluindo melhor filme, diretor e ator para Hackman. Além disso, recebeu outras 3 indicações. Assim, em 1975, pelas mãos de outro mestre da ação – John Frankenheimer – o detetive Doyle retornava ao cinema na pele de Hackman, em Operação França II. Desta vez, sua missão o leva para a Europa.

Bravura Indômita (1969)

Este faroeste famoso tem a bagagem de ter dado o único Oscar da carreira do icônico John Wayne, uma lenda do gênero. O longa também estava indicado para melhor canção. Em 2010, o filme recebeu um remake pelas mãos de ninguém menos do que os consagrados irmãos Coen. O filme dos Coen foi ainda mais longe e recebeu dez indicações, incluindo melhor filme, diretor, roteiro, ator para Jeff Bridges (reprisando o papel de Wayne) e coadjuvante para a menina Hailee Steinfeld, em seu primeiro trabalho nas telas; mesmo que tenha saído de mãos abanando. A curiosidade, porém, é saber que Wayne voltaria ao personagem em Justiceiro Implacável (Rooster Cogburn, 1975), no qual contracenou com Katharine Hepburn. Bem que os Coen podiam se animar e produzir esta sequência também.

No Calor da Noite (1967)

Para muitos, a edição do Oscar 1968 foi uma das melhores de todos os tempos. Entre os indicados a melhor filme estava este fervoroso drama racial, disfarçado de thriller policial. Na trama do filme de Norman Jewison, um policial negro (vivido por Sidney Poitier) passa o pão que o diabo amassou para fazer seu trabalho numa hostil cidade sulista dos EUA. O longa recebeu 5 Oscar, entre eles melhor filme, e foi indicado para mais dois (incluindo melhor diretor). A surpresa é saber que a melhor frase do filme se tornaria o título de sua sequência. They Call me Mister Tibbs trouxe a volta de Poitier ao papel, levando o policial agora para San Francisco. No Brasil, o filme ficou conhecido como Noite Sem Fim (1970).

Wall Street – Poder e Cobiça (1987)

A única indicação que este suspense dramático sobre os escusos bastidores de empresários da bolsa de valores recebeu foi a de melhor ator coadjuvante para Michael Douglas – nomeação pela qual o ator saiu vitorioso. Na pele do megalomaníaco Gordon Gekko, Douglas exibiu sua melhor forma. Em 2010, o mesmo Oliver Stone orquestrou uma tardia sequência para o longa, trazendo o “vilão” de volta aos holofotes, depois que deixa a cadeia. Desta vez, Charlie Sheen, o protagonista original, faz só uma ponta, e quem ganha toda a atenção é Shia LaBeouf, que interpreta o genro de Gekko. Carey Mullingan e Josh Brolin completam o elenco principal. Douglas foi indicado novamente pelo papel, mas desta vez apenas no Globo de Ouro.

Laços de Ternura (1983)

Um dos longas mais lacrimosos da década de 1980, Laços de Ternura apresenta um conturbado relacionamento entre mãe e filha, interpretadas respectivamente por Shirley MacLaine e Debra Winger. De gaiato, Jack Nicholson rouba todas as cenas na pele de um bon vivant. O filme do diretor James L. Brooks foi indicado para nada menos do que 11 Oscar, incluindo coadjuvantes para Debra Winger e John Lithgow. E venceu 5 Oscar, incluindo melhor filme, diretor para Brooks, atriz para MacLaine e coadjuvante para Nicholson. Mais de dez anos depois, MacLaine e Nicholson retornam a seus papeis em O Entardecer de uma Estrela (1996) – filme que contou ainda com as presenças de Juliette Lewis e Bill Paxton no elenco.

Bônus:

Babe – O Porquinho Atrapalhado (1995)

Calma, querido leitor. Não estamos ficando loucos. O filme infantil agradável sobre um porquinho fofo falante de uma fazenda, cujo sonho era ser pastor de ovelhas, recebeu 7 indicações ao Oscar em 1996 – entre elas a de melhor filme e melhor diretor para Chris Noonan, e saiu vitorioso na categoria de efeitos visuais (os animais falando realmente impressiona). É claro que houve protesto na época para as nomeações do longa, mas a verdade é que Babe encantou plateias pelo mundo em seu lançamento, mesmo que hoje não seja um filme tão comentado. Três anos depois, e o porquinho Babe retornou aos cinemas na aventura Babe – O Porquinho Atrapalhado na Cidade e desta vez dirigido por ninguém menos que George Miller (o criador de Mad Max), substituindo Chris Noonan. Menos prestigiado, o segundo Babe recebeu apenas indicação de canção original no Oscar.

…E o Vento Levou (1939)

Por mais ultrajante que seja ver este filme na lista dos clássicos que tiveram continuação, mas sim, é verdade. E o Vento Levou teve uma sequência! O icônico longa de 4 horas de projeção sobre a Guerra Civil americana, imortalizado por Clark Gable e Vivien Leigh resistiu ao teste do tempo e ainda se encontra entre os filmes favoritos do grande público. Fora isso, levou 8 Oscar (e dois honorários) dos 13 aos quais estava indicado, incluindo filme, diretor (Victor Fleming), atriz (Vivien Leigh) e coadjuvante (Hattie McDaniel, a primeira atriz negra da história a ganhar um Oscar). Uma obra como esta parece intocável, certo? Errado. Porque Hollywood desconhece esta palavra. Sendo assim, em 1994, uma minissérie dividida em 4 episódios – intitulada Scarlett (…E o Vento Levou 2, no Brasil) foi ao ar. Assim, Timothy Dalton e Joanne Whalley entraram em cena como Rhett Butler e Scarlett O´Hara, respectivamente, já que seus intérpretes originais faleceram ainda na década de 1960. O roteiro é levemente baseado no livro de Alexandra Ripley, de 1991, que serviu de continuação para a obra de Margaret Mitchell, …E o Vento Levou (1936). A minissérie foi indicada para 3 prêmios Emmy e levou 2.

Oscar | Confira todos os filmes com Heróis já indicados

O Oscar está batendo à porta e, na edição 2020, temos Coringa como um dos grandes favoritos. Baseado no personagem da DC Comics, a origem do Príncipe Palhaço do Crime é o 29º filme com heróis a ser indicado ao principal prêmio de Hollywood. Como o longa deve ter um baita desempenho, separamos todos os filmes com heróis que já foram indicados. Confiram!

Superman (1941)A primeira indicação de um herói ao Oscar veio no ápice da Era de Ouro dos quadrinhos, justamente com o maior super-herói de todos: O Superman. Produzido por Max Fleischer, a animação de 1941 foi distribuída pela Paramount e conseguiu uma indicação na categoria Melhor Curta de Animação na edição de 1942 do Oscar. O curta, porém, perdeu para o candidato da Disney, “Me Dê Uma Pata”, que contava a história do cachorrinho Pluto, que, após salvar um gatinho do afogamento, vê que Mickey Mouse (Walt Disney) decidiu adotar o felino e precisa aprender a lidar com seu anjinho e diabinho interior.

Superman: O Filme (1978)37 após a indicação para Curta Animado, coube ao Último Filho de Krypton usar seus poderes para voltar a conseguir indicações ao Oscar. Dirigido por Richard Donner e estrelado pelo eterno Christopher Reeve, Superman: O Filme conta a história de origem do Azulão da DC. O filme é uma obra de arte.
Ele venceu o Oscar de Melhores Efeitos Especiais – por fazer toda uma geração acreditar que era possível um homem voar – ainda recebeu mais três indicações por Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Mixagem de Som, mas foi derrotado nas três.

Batman (1989)Dirigido por Tim Burton, ‘Batman’ trouxe para as telonas uma versão mais escura e gótica do Homem Morcego para as telonas. Marcado pela atuação brilhante de Jack Nicholson no papel do Coringa, o filme foi indicado e venceu o Oscar de Melhor Direção de Arte.

Batman: O Retorno (1992)A sequência do sucesso de 89 veio com tudo ao trazer a Mulher Gato de Michelle Pfeiffer para fazer um contraponto ao frio Bruce Wayne de Michael Keaton. O filme também trouxe Danny DeVito para interpretar o vilão Pinguim.
Ele foi indicado aos Oscars de Melhores Efeitos Visuais e de Melhor Maquiagem, mas não levou nenhum.

Batman Eternamente (1995)Dirigido pelo controverso Joel Schumacher, Batman Eternamente é o primeiro filme com heróis legitimamente ruim a ser indicado ao Oscar. Mesmo tendo péssimas avaliações críticas – e de público -, a galhofa em forma de filme do Batman foi indicada em três categorias: Som, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais. Perdeu a primeira categoria para Apollo 13 e as outras duas estatuetas para Coração Valente.

Homem-Aranha (2002)As primeiras indicações da Casa das Ideias vieram com um dos personagens mais populares de todos os tempos: o Homem Aranha. Distribuído pela Sony Pictures, dirigido pelo expoente do terror trash, Sam Raimi, e estrelado por uma até então desconhecido Tobey Maguire, o longa foi um verdadeiro sucesso de crítica e bilheteria, sendo indicado para as categorias Som e Melhores Efeitos Visuais, mas perdeu para Chicago e O Senhor dos Anéis – As Duas Torres, respectivamente.

Homem-Aranha 2 (2004)
Tido por muita gente como um dos melhores filmes com super-heróis já feitos, Homem-Aranha 2 marcou o primeiro Oscar que um personagem da Marvel levou. A trama continuava a desenvolver o drama de Peter Parker (Tobey Maguire), enquanto ele tinha de enfrentar o terrível Doutor Octopus (o lendário Alfred Molina).
O longa foi indicado para Melhor Edição de Som e também para a categoria de Melhores Efeitos Visuais, da qual saiu vencedor.

Os Incríveis (2004)
Dirigido por Brad Bird, ‘Os Incríveis’ foi um fenômeno que marcou uma geração inteira ao retratar uma família de super-heróis aposentados tentando viver em meio as pessoas normais. Inspirado nas graphic novels dos anos 80, o longa da Disney/Pixar conquistou quatro indicações, tendo perdido em Melhor Roteiro Original e Melhor Mixagem de Som, e vencendo os prêmios de Melhor Animação e Melhor Edição de Som.

Batman Begins (2005)O primeiro capítulo de uma das trilogias mais bem sucedidas da história do cinema começou de forma tímida na principal premiação de Hollywood. Conseguiu uma indicação em Melhor Fotografia, mas foi derrotado pelo excelente Memórias de Uma Gueixa. Porém, sua continuação viria a fazer um sucesso absurdo apenas três anos depois.

Superman: O Retorno (2006)Concebido como uma continuação da quadrilogia de Christopher Reeve, ‘Superman: O Retorno’ foi dirigido por Bryan Singer e estrelado por Brandon Routh. O filme deu prejuízo nas bilheterias mundiais, muito por conta de sua longa duração e ritmo morno, mas ainda assim conseguiu beliscar uma indicaçãozinha a Melhores Efeitos Visuais, categoria em que perdeu para Piratas do Caribe: O Baú da Morte.

Hellboy II: O Exército Dourado (2008)A obra de Guillermo Del Toro encantou muitos fãs de HQs ao entregar um filme realmente fantástico, tanto narrativa quanto visualmente. Ele foi indicado na categoria de Melhor Maquiagem, mas perdeu para um dos Papa-Títulos da edição de 2009: O Curioso Caso de Benjamin Button.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)Um dos grandes favoritos do Oscar de 2009, o segundo capítulo da trilogia do Batman de Christopher Nolan bateu um bilhão em bilheteria e foi indicado a nada menos que OITO estatuetas do Oscar. O longa venceu em Melhor Mixagem de Som e o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante, pela brilhante atuação do Coringa de Heath Ledger. As outras seis indicações foram em: Direção de Arte, Fotografia, Maquiagem, Edição, Edição de Som e Efeitos Visuais).

Homem de Ferro (2008)O início do MCU veio com o ousado filme do Homem de Ferro. Estrelado por – à época – um contestado Robert Downey Jr, ‘Homem de Ferro’ contava a história do bilionário armamentista Tony Stark, que sofria um atentado terrorista e se via obrigado a usar um reator nuclear no peito para sobreviver. Aliado a seu poderio financeiro, o rapaz criava uma armadura high tech para ajudar a salvar o mundo. Sucesso de crítica e bilheteria, o longa conseguiu duas indicações, a melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Visuais, perdendo para Batman – O Cavaleiro das Trevas e O Curioso Caso de Benjamin Button, respectivamente.

Homem de Ferro 2 (2010)Com desempenho de crítica mais morno que o original, o segundo capítulo da saga do Homem de Ferro ainda assim conseguiu beliscar uma indicaçãozinha ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais, mas acabou perdendo para A Origem, um dos fenômenos daquele ano.

Os Vingadores (2012)O filme que marcou a reunião dos Heróis Mais Poderosos da Terra nas telonas foi um estouro! Bateu 1,5 bilhão em bilheteria e foi um dos assuntos mais comentados de 2012. Foi um verdadeiro marco nos filmes com heróis, sendo indicado por Melhores Efeitos Visuais, categoria na qual terminou derrotado por As Aventuras de Pi, que foi praticamente todo feito por CGI e efeitos práticos.

Homem de Ferro 3 (2013)Considerado o mais fraco dentre os três filmes da saga, a terceira aventura solo do Homem de Ferro foi campeã de bilheteria, fazendo mais de um bilhão ao redor do mundo, e foi indicado por Melhores Efeitos Visuais, mas acabou perdendo para o Papa-Títulos do Oscar de 2014: Gravidade. Com essa indicação, a trilogia ‘Homem de Ferro’ foi a única no mundo dos heróis a conseguir indicações nos três filmes.

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (2014)Sequência de X-Men: Primeira Classe (2011), que foi um sucesso de crítica, ‘Dias de Um Futuro Esquecido’ conseguiu a primeira indicação dos mutantes da Marvel/FOX no Oscar. Wolverine e Cia concorreram ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais, mas foram derrotados pelo fenômeno espacial de Christopher Nolan, Interestelar.

Capitão América: Soldado Invernal (2014)Tido por muitos como um dos melhores filmes do MCU, Capitão América 2 foi ao Oscar com a missão de ganhar na categoria de Melhores Efeitos Visuais, mas, assim como seus coirmãos mutantes, o Supersoldado da Marvel perdeu para ‘Interestelar’.

Guardiões da Galáxia (2014)2014 foi um dos anos mais brilhantes da Marvel nos cinemas. Emplacando a ação frenética de Capitão América, uma equipe pouco conhecida das HQs chegou às telonas na Space Opera de James Gunn: Guardiões da Galáxia. O longa foi indicado para duas categorias: Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Visuais.

Operação Big Hero (2014)A primeira animação baseada em uma HQ da Marvel conta a história de um grupo de amigos que vive na fictícia San Fransokyo, que mistura São Francisco com elementos culturais do Japão. A trama conta a história do jovem Hiro e seu Robô cuidador, o fofo Baymax, em uma aventura recheada de ação e tecnologia. O filme foi indicado e venceu a categoria de Melhor Animação, mas sua vitória foi contestada por muitos, já que os concorrentes eram mais diferentes do padrão que o Oscar costuma premiar.

Doutor Estranho (2016)Mantendo a tradição dos heróis no Oscar, ‘Doutor Estranho’ tinha como principal chamariz um visual psicodélico de viagens interdimensionais e reinos e criaturas fantásticas. Principal candidato a vencer o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, o longa até foi indicado, mas perdeu para Mogli: O Menino Lobo, que tinha animais e florestas ultrarrealistas.

Esquadrão Suicida (2016)Considerado um azarão, muito por conta do filme ser fraquíssimo, o infame Esquadrão Suicida não apenas foi indicado, como também ganhou o Oscar de Melhor Maquiagem, sendo o primeiro e único filme do Universo compartilhado DC a ter uma estatueta em casa.

Logan (2017)Aclamadíssimo por público e crítica, a despedida de Hugh Jackman do principal papel de sua carreira, o Wolverine, estava cotado para ser indicado a Melhor Filme e Melhor ator, mas acabou que a Academia só indicou o longa na categoria de Melhor Roteiro Adaptado, sendo o primeiro filme com heróis a conseguir essa indicação, mas perdeu para Me Chame Pelo Seu Nome.

Guardiões da Galáxia Vol.2 (2017)A continuação da família espacial disfuncional de James Gunn foi um tiro certeiro no coração dos fãs. O filme conseguia fazer rir e chorar, proporcionando um dos momentos mais tristes de todo o MCU. O longa também apresentou a maior criatura já construída em CGI na história do cinema: o planeta Ego, que tinha mais de um trilhão de pontos animados. O longa foi indicado por melhores Efeitos Visuais, mas perdeu para Blade Runner 2049, que tinha efeitos mais sóbrios.

Vingadores: Guerra Infinita (2018)Um dos maiores eventos cinematográficos da última década, ‘Guerra Infinita’ surpreendeu a todos com um Thanos (Josh Brolin) perfeitamente construído com CGI foi indicado na categoria de Melhores Efeitos Visuais, mas esbarrou em O Primeiro Homem.

Os Incríveis 2 (2018)Lançado 14 anos após o original, ‘Os Incríveis 2‘ era um desejo antigo dos fãs. O diretor Brad Bird esperou ter uma história boa o suficiente para não fazer uma sequência descartável. Com a melhora da tecnologia, o longa foi um sucesso e foi indicado a melhor animação, mas perdeu para um concorrente muito honrado.

Homem-Aranha no Aranhaverso (2018)Lançado pela Sony Animation, o primeiro filme animado do Homem-Aranha foi louvado pelos fãs do Cabeça de Teia como um dos melhores longas do herói. O estilo da animação misturava 2D com 3D, homenageando os quadrinhos, mangás e cartoons. Além de uma trilha sonora maravilhosa.
O longa foi indicado e levou o prêmio de Melhor Animação, batendo ‘Incríveis 2’.

Pantera Negra (2018)O MCU demorou a ganhar um Oscar, mas quando conseguiu também… Passou o rodo. O filme que tinha o elenco composto majoritariamente por atores negros se tornou um marco cultural na história do entretenimento. O longa foi indicado em SETE categorias e levou três estatuetas para casa, as de Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora e Melhor Design de Produção. Além das indicações a Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Canção Original e Melhor Filme, sendo o primeiro filme com heróis a conseguir uma indicação à principal categoria da premiação.

Vingadores: Ultimato (2019)A conclusão épica do MCU fez campanha para ser indicado em quase todas as categorias, mas acabou com uma mísera indicação a Melhores Efeitos Visuais. Há quem acredite que o longa leve a estatueta, mas vendo o recente histórico da Academia com os Heróis Mais Poderosos da Terra, não apostaria nisso.

Coringa (2019)O filme estrelado por Joaquin Phoenix fez história ao ser o primeiro longa com heróis (ou vilões rs) a conseguir 11 indicações no Oscar, sendo o grande favorito da premiação de 2020. Dado o grande número de categorias a que foi indicado e o histórico do filme nas últimas premiações, é muito pouco provável que saia do Oscar de mãos vazias.
Coringa foi indicado a: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Joaquin Phoenix, Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição, Cabelo e Maquiagem, Figurino, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som.

O Oscar acontece em 9 de fevereiro de 2020. Quais suas apostas?

A trajetória de sucesso da Netflix na rota do Oscar

Tem sido uma jornada morro acima, mas a Netflix enfim está alcançando seu lugar ao sol na cobiçada Temporada de Premiações. Quando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou a lista de indicados ao Oscar 2020, no último dia 13 de janeiro, a liderança da Netflix em número de indicações disputou lugar entre os assuntos mais comentados das redes sociais com a esnobada de Jennifer Lopez e a ausência de mulheres na categoria de direção. Foram ao todo 24 nomeações, e esta ascensão da Netflix é veloz até mesmo para os padrões hollywoodianos. Afinal de contas, foi apenas em 2014  que a gigante do streaming conseguiu a sua primeira indicação ao Oscar (com o documentário The Square), e foi em 2015 que lançou seu primeiro longa de ficção original, Beasts of no Nation. Se durante grande parte desse tempo a Netflix foi a rejeitada das premiações, o que aconteceu para tudo mudar tão rapidamente?

A forma mais simples, porém incompleta, de se responder a esta pergunta é com O Irlandês. O custoso longa de Martin Scorsese protagonizado por Al Pacino, Robert De Niro e Joe Pesci acumula, sozinho, 10 indicações, depois de ter figurado no topo de dezenas de renomadas listas de melhores filmes de 2019. Outras seis das 24 indicações são responsabilidade de História de um Casamento, de Noah Baumbach. Juntos, os títulos são os carros-chefe da Netflix na temporada 2020, e são parte do resultado de um investimento que não começou ontem. Na verdade, um investimento que começou a dar certo em 2017.

Esta guinada para cima na trajetória da Netflix tem nome e sobrenome: Scott Stuber, chefe de filmes originais da plataforma. No ano em que Stuber assumiu o posto, depois de duas décadas trabalhando na Universal Pictures, a gigante do streaming ganhou o seu primeiro Oscar, pelo curta-documentário Os Capacetes Brancos — um mérito que, a bem verdade, é anterior ao trabalho dele. Mas em 2018 veio o primeiro Oscar por um longa-metragem, o documentário Ícaro. No ano seguinte, foram 15 indicações (incluindo uma na categoria de melhor filme) e quatro vitórias: três para Roma e uma para Absorvendo o Tabu. A conclusão você já entendeu: alguma coisa na estratégia de Stuber deu muito certo.

Seu trabalho, aliás, é autorizar e supervisionar projetos que vão de explosivos blockbusters a filmes independentes ignorados pelos grandes estúdios. Isso também envolve enxergar quais são os que têm potencial para chegarem longe na temporada de premiações, e é neste campo que Stuber se agiganta. “Acho que o mercado do cinema vai passar por um renascimento, como aconteceu na década de 1970”, opinou em entrevista ao Wall Street Journal. “Filmes interessantes e provocadores serão feitos porque este modelo de negócios fornece apoio para isso.”

No sentido de investir de forma estratégica em filmes que têm o perfil do prêmio máximo da Academia, o método da Netflix acaba sendo o de vencer pelo cansaço. A confiança em Roma, o intimista e autoral projeto vitorioso de Alfonso Cuarón, fez com que a plataforma gastasse entre US$ 25 e US$ 30 milhões somente na campanha do filme para o Oscar, em 2019. O resultado foi a coroação como melhor filme estrangeiro, melhor diretor e melhor fotografia, embora tenha perdido o prêmio principal para Green Book – O Guia. Isso depois de ter saído do renomado Festival de Veneza com o Leão de Ouro de melhor filme, na contramão de todas as restrições impostas pelo Festival de Cannes à gigante do streaming. Sinal de que já estavam no caminho certo.

Desta forma, ao bancar projetos rejeitados pelos grandes estúdios — o que aconteceu inclusive com O Irlandês devido aos altos custos com o rejuvenescimento digital — e abraçados pela crítica, a Netflix rompe a barreira imposta sobre ela pelo tradicionalismo de Hollywood, ou no mínimo tenta. Ela faz com que seja quase impossível seus filmes serem ignorados, seja porque tem dinheiro para fazer isso ou porque vende a tão idealizada “liberdade criativa” para os realizadores. As recém anunciadas compras de dois clássicos cinemas norte-americanos — o Egyptian Theatre em Los Angeles e o Paris Theater em Nova York — apenas contribuem para o cenário: a Netflix terá suas próprias salas para fazer circularem seus originais que almejam ao circuito de arte, cumprindo as regras da Academia facilmente. Qualquer rejeição do circuito exibidor eventualmente deixará também de ser um problema.

Não apenas isso, mas a simples presença de Stuber à frente dos projetos da Netflix fez com que as produções do streaming passassem a ser mais aceitas na indústria. Além dos grandes projetos que ele vem encabeçando, seus contatos facilitaram a construção de um relacionamento entre a Netflix e as redes de cinema, algo essencial para um filme que  tente pleitear uma vaga no Oscar. Segundo o Business Insider, Stuber passou grande parte de 2017 se aproximando dos maiores complexos para que estes aceitassem exibir filmes da Netflix. E conseguiu. 

Mas apesar de liderar em número, de ter dois indicados em melhor filme (O Irlandês e História de um Casamento) e dois em melhor documentário (Indústria Americana e o brasileiro Democracia em Vertigem), os especialistas apontam que não há grandes perspectivas de vitória para os filmes da Netflix no Oscar 2020. No Globo de Ouro, apesar das 17 indicações nas categorias de cinema, a única vitória foi para Laura Dern por melhor atriz coadjuvante. Ou seja, o caminho até é certo, mas é tortuoso.

Ainda assim, a quantidade de indicações é o símbolo de uma conquista. A própria Disney, após a fusão com a Fox, ficou atrás com 23, e a tendência é a Netflix seguir crescendo. O grande trunfo da gigante do streaming, neste sentido, é o fato de não ocupar apenas uma fatia do mercado, mas ter se consolidado com êxito justamente aproveitando os nichos deixados em aberto pelos grandes estúdios — foi assim com as comédias românticas e está sendo assim na busca pelo almejado careca dourado.

No fim da história, nem a concorrência dos demais serviços de streaming, nem as restrições impostas por grandes festivais serão capazes de impedir a rota astronômica da Netflix. Pode ser que ainda demore um pouco mais, mas chegará o dia em que a companhia vencerá o prêmio máximo da Academia, seja na insistência ou no merecimento. E os estúdios que reaprendam a jogar o próprio jogo.

Os filmes Indicados ao Oscar que Completam 30 anos em 2020

O Oscar está se aproximando. A maior festa do cinema mundial ocorre no dia 9 de fevereiro, quando serão revelados os vencedores de sua 92ª edição. Antes disso, no entanto, fazendo valer a máxima de que recordar é viver, o CinePOP resolve realizar mais uma volta no tempo, trinta anos no passado, para homenagear estas produções aniversariantes.

Voltando para a 63ª edição, temos Kevin Costner sentado no topo do mundo como maior astro de Hollywood na época; além dos nomes de gente como Martin Scorsese, Robert De Niro, Julia Roberts, Whoopi Goldberg, Al Pacino e Kathy Bates – que também marcavam presença. Assim, podemos perceber muitas semelhanças com alguns  dos indicados atuais, e personalidades que seguem relevantes até hoje.

Sem mais delongas, vamos lembrar o que estava bombando há trinta anos e não esqueça de conferir a matéria dos filmes indicados ao Oscar que completam quarenta anos, clicando no link.

Dança com Lobos

O épico de três horas de duração, baseado no livro de Michael Blake (com roteiro adaptado pelo próprio), foi o grande vencedor da noite, levando para casa a estatueta de melhor filme e mais seis, das doze às quais estava indicado. Produzido, estrelado e dirigido (em sua estreia na função) por Kevin Costner, Dança com Lobos revitalizou os westerns, humanizando como nunca anteriormente os nativo-americanos – constantemente apresentados como vilões deste tipo de produção.

Na trama, John Dumbar (Costner), um tenente designado a um forte no Oeste americano pós-Guerra Civil, vai contra seus colegas e superiores militares ao fazer amizade com índios. O longa saiu vencedor nas categorias de melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, som, edição e trilha sonora, e ainda recebeu indicações para melhor ator Costner, ator coadjuvante Graham Greene (o líder dos índios), atriz coadjuvante Mary McDonnell (a branca criada pelos índios), direção de arte e figurino.

Os Bons Companheiros

Um novo Scorsese injustiçado pela Academia a cada edição do Oscar. De todos os filmes da lista na categoria principal, apenas Os Bons Companheiros se encontra dentre os 250 melhores de todos os tempos na opinião do grande público – e em 17ª posição! Assim como já havia ocorrido há 40 anos com Touro Indomável, a história se repete aqui com outra grande produção do diretor esnobada pelos votantes da Academia. Os Bons Companheiros é listado por muitos (ou quem sabe a maioria) dos cinéfilos como “o melhor filme” da carreira de Martin Scorsese. Além, é claro, de um dos melhores de todos os tempos.

Entretanto, o filme recebeu “apenas” seis indicações ao Oscar, e levou somente uma estatueta para casa. Baseada no livro de Nicholas Pileggi (que igualmente assinou o roteiro), a obra narra a jornada de Henry Hill (Ray Liotta) e seus laços com a máfia, desde a infância até a vida adulta. Os usuais companheiros do diretor, Robert De Niro e Joe Pesci, também retornam. A obra recebeu as indicações de melhor filme, melhor diretor para Scorsese, melhor atriz coadjuvante para Lorraine Bracco (que vive a esposa do protagonista), melhor roteiro adaptado (para Pileggi e o próprio diretor) e edição (para a lendária Thelma Schoonmaker). Joe Pesci, que interpretou o esquentadinho Tommy DeVito, e tem algumas das melhores cenas do filme, levou para casa o Oscar de melhor coadjuvante pelo papel.

O Poderoso Chefão III

Mesmo os mais ardorosos fãs do cinema de máfia e da trilogia de Mario Puzzo e Francis Ford Coppola reconhecem que a terceira e tardia parte da saga da família Corleone é a mais fraca das três. Mas isso não quer dizer que seja ruim, afinal os outros dois estão entre os três melhores filmes de todos os tempos na opinião do grande público. E assim, O Poderoso Chefão III, lançado quase duas décadas depois dos anteriores, foi reconhecido com uma indicação ao Oscar de melhor filme, e mais seis outras – mas no fim das contas, saiu de mãos completamente vazias da noite.

O desfecho da jornada dos Corleone no cinema possui gosto agridoce, com Michael (Al Pacino) assumindo o posto que foi de Marlon Brando no filme original – agora com idade e realmente portando a aparência do “Poderoso Chefão”. Robert Duvall não aceitou voltar (seu personagem foi “morto” off-screen) e Winona Ryder, planejada como a Mary Corleone original (filha do protagonista) não pôde aceitar o papel por motivos de agenda. Numa manobra polêmica, o diretor resolveu escalar sua própria filha, Sofia Coppola (hoje uma diretora prestigiada), para a personagem – que instantaneamente se tornou o elo fraco desta engrenagem, ganhando a antipatia de críticos e público. Tanto que recebeu a indicação como pior estreante e pior atriz no Framboesa de Ouro.

O Poderoso Chefão III foi indicado para melhor filme, melhor diretor Francis Ford Coppola, melhor ator coadjuvante Andy Garcia (que vive o sobrinho do protagonista), fotografia, direção de arte, edição e canção para “Promise me You’ll Remember”.

Ghost – Do Outro Lado da Vida

Único roteiro original da lista, Ghost é um romance sobrenatural, com doses de suspense, comédia (e até terror), e que fala sobre a vida após a morte. O saudoso Patrick Swayze vive um homem assassinado, cujo espírito permanece em nosso mundo para avisar sua jovem esposa (papel de Demi Moore) sobre os reais motivos por trás de sua morte. Para isso, ele recorre a uma vigarista, que realmente possui dons mediúnicos, papel de uma Whoopi Goldberg em estado de graça – que não por menos levou para casa o Oscar de melhor coadjuvante. Mas, principalmente, Ghost é um belo drama, que aborda questões espirituais e tenta esclarecer (para algumas religiões que acreditam no tema) o que de fato ocorre conosco depois da morte.

Ghost conquistou o mundo com seu clima leve e romântico, suas cenas icônicas (e muito repetidas) e seus efeitos revolucionários para a época. O longa levou para casa, além do prêmio de coadjuvante, o de roteiro original, e as indicações de melhor filme, edição e trilha sonora. Ghost tem direção de Jerry Zucker, anteriormente conhecido por comédias escrachadas como Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (1980) e Top Secret! Superconfidencial (1984); o que faz dele uma espécie de Peter Farrelly, e Ghost, o Green Book da época.

Tempo de Despertar

O filme menos popular da lista principal desta edição do Oscar, é novamente baseado em um livro – desta vez, do médico Oliver Sacks. Ao contrário dos temas de máfia e faroeste histórico, Tempo de Despertar tem mais em comum com Ghost, ao tratar do assunto de vida e morte. Este, no entanto, é um longa mais dramático, sem os alívios da obra sobrenatural acima. O filme narra as descobertas reais e avanços no terreno da medicina em relação a uma rara doença que faz de seus portadores catatônicos. Através de novos medicamentos, tais doentes foram capazes de retornar do estado vegetativo para uma nova vida. Robert De Niro (ele de novo!) vive um paciente recuperado, e o saudoso Robin Williams, em trabalho totalmente dramático, interpreta o médico responsável pela descoberta.

O filme foi dirigido pela cineasta Penny Marshall, que não recebeu uma indicação por seus esforços – nesta época, apenas uma mulher havia sido indicada na categoria: a italiana Lina Wertmüller, pelo filme Pasqualino Sete Belezas (1976). Hoje, pouca coisa mudou, com apenas cinco mulheres na lista da categoria: Jane Campion (O Piano), Sofia Coppola (Encontros e Desencontros) – toma essa O Poderoso Chefão III -, Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror) – a única a vencedora – e Greta Gerwig (Lady Bird).

Voltando para Tempo de Despertar, o filme recebeu três indicações ao Oscar, se tornando assim o indicado na categoria principal com menos nomeações desta edição e um dos menos indicados da história. Foram elas: melhor filme, roteiro adaptado e ator para Robert De Niro (que foi lembrado aqui e não em Os Bons Companheiros).

Filmes Populares

Alguns filmes de prestígio em épocas de premiações terminam apagados anos depois, sem que as pessoas lembrem deles, ou até mesmo podem perder sua relevância com o revisionismo. Outros, no entanto, marcam seu lugar na história, continuando com sua popularidade. E alguns sequer precisariam do Oscar para isso. Nesta categoria se encaixa Uma Linda Mulher, afinal quem poderia esquecer deste conto de fadas subversivo, que ainda ressoa como uma das melhores comédias românticas de todos os tempos. Apesar de seus predicados, o filme que traz a musa Julia Roberts como uma prostituta de bom coração (e serviu para transformá-la numa estrela) só recebeu uma indicação ao Oscar: de melhor atriz para Roberts – que já havia sido indicada como coadjuvante no ano anterior, pelo filme Flores de Aço.

E quem tirou o prêmio das mãos de Julia Roberts, você pergunta? Foi a ótima Kathy Bates, no papel da enfermeira desequilibrada Annie Wilkes de Louca Obsessão, filmaço de suspense baseado no livro de Stephen King. Outro que causou estardalhaço foi Dick Tracy, adaptação dos famosos quadrinhos criados por Chester Gould, considerado a resposta da Disney para Batman (1989), da Warner. Levando em conta que Batman recebeu apenas a indicação de direção de arte (a qual levou), e Dick Tracy levou 3 Oscar, além de outras 4 indicações, pelo menos com a Academia o filme do policial esteve melhor na fita. Dirigido, produzido e protagonizado por Warren Beatty, Dick Tracy foi nomeado para ator coadjuvante Al Pacino (na pele do vilão Big Boy Caprice), fotografia, figurino e som; e levou para casa as estatuetas de melhor direção de arte, maquiagem e canção por “Sooner or Later”, cantada por Madonna (que no filme vive a femme fatale Breathless Mahoney).

David Lynch, sucesso no Oscar de 40 anos atrás com O Homem Elefante, volta a dar as caras dez anos depois de forma mais modesta. Aqui, o filme do diretor, Coração Selvagem, só foi lembrado para a indicação de melhor coadjuvante para Diane Ladd. Quem apareceu de forma pontual também foi Woody Allen, outro cineasta de bastante renome. Seu Simplesmente Alice (uma das últimas parcerias com a esposa traída Mia Farrow) foi indicado para melhor roteiro original, coisa que Allen sabe fazer bem. O italiano Franco Zeffirelli, falecido ano passado, emplacou sua versão de Hamlet, protagonizada por Mel Gibson, em duas categorias, com indicações a melhor direção de arte e figurino.

Sucesso mesmo fez o cult Os Imorais, do diretor Stephen Frears, sobre um trio de golpistas: um homem (John Cusack), sua mãe (Anjelica Huston) e sua namorada (Annette Bening, revelada pelo filme). O longa obteve 4 indicações importantes: diretor para Frears, atriz para Huston, coadjuvante para Bening e roteiro adaptado. E não seria uma edição do Oscar sem Meryl Streep, certo? A deusa apareceu com uma indicação na categoria de atriz principal pelo filme Lembranças de Hollywood. Dirigido por Mike Nichols, o filme é baseado no livro de memórias de Carrie Fisher (a eterna Princesa Leia) e suas experiências com a mãe Debbie Reynolds – no filme Streep é a persona de Fisher, e a veterana Shirley MacLaine faz as vezes de Reynolds.

E se há 40 anos, O Império Contra-Ataca recebia um Oscar especial por suas conquistas no terreno técnico (uma prévia dos melhores efeitos visuais), tal honraria recaiu para a ficção O Vingador do Futuro, dirigida por Paul Verhoeven e protagonizada por Arnold Schwarzenegger, dez anos depois. Além do prêmio especial, o filme também foi indicado para melhor som e efeitos sonoros. Outros blockbusters indicados ao Oscar foram: Esqueceram de Mim (indicado para melhor trilha sonora e canção por “Somewhere in My Memory”), Edward Mãos de Tesoura (indicado para melhor maquiagem), Linha Mortal (indicado para melhor edição de som) e Caçada ao Outubro Vermelho (indicado para edição e som, e vencedor de edição sonora).

Oscar 2020: Indicados a Melhor Filme ganham incríveis cartazes feitos por fãs; Confira!

Amanhã acontece a tão aguardada cerimônia do Oscar 2020 e os fãs usaram a criatividade para homenagear seu favoritos à estatueta de Melhor Filme com incríveis cartazes.

As artes foram divulgadas pelo JoBlo e mostram o surpreendente trabalho de alguns artistas espalhados pela internet.

Lembrando que os candidatos ao prêmio são ‘O Irlandês’, ‘Adoráveis Mulheres’, ‘Era Uma Vez em… Hollywood’, ‘Parasita’, ‘História de um Casamento’, ‘1917’, ‘Coringa’, ‘Ford vs Ferrari’, e ‘Jojo Rabbit.’

Confira as imagens:

Confira abaixo os indicados:

Melhor Filme
O Irlandês
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood
Parasita
História de um Casamento
1917
Coringa
Ford vs Ferrari
Jojo Rabbit

Melhor Diretor
Bong Joon-Ho – Parasita
Martin Scorsese – O Irlandês
Sam Mendes – 1917
Todd PhillipsCoringa
Quentin Tarantino – Era Uma Vez em… Hollywood

Melhor Ator
Antonio Banderas – Dor e Glória
Leonardo DiCaprio – Era Uma Vez em… Hollywood
Adam Driver – História de um Casamento
Joaquin PhoenixCoringa
Jonathan Pryce – Dois Papas

Melhor Atriz
Saoirse Ronan – Adoráveis Mulheres
Charlize Theron – O Escândalo
Scarlett Johansson – História de um Casamento
Renée Zellweger – Judy – Muito além do Arco-Íris
Cynthia Erivo – Harriet

Melhor Ator Coadjuvante
Brad Pitt – Era Uma Vez em… Hollywood
Joe Pesci – O Irlandês
Al Pacino – O Irlandês
Anthony Hopkins – Dois Papas
Tom Hanks – Um Lindo Dia na Vizinhança

Melhor Atriz Coadjuvante
Kathy Bates – O Caso Richard Jewell
Laura Dern – História de um Casamento
Scarlett Johansson – Jojo Rabbit
Florence Pugh – Adoráveis Mulheres
Margot Robbie – O Escândalo

Melhor Roteiro adaptado
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Adoráveis Mulheres
Dois Papas

Melhor Roteiro original
Entre Facas e Segredos
História de um Casamento
1917
Era Uma Vez em… Hollywood
Parasita

Melhor filme internacional
Corpus Christi (Polônia)
Honeyland (Macedônia do Norte)
Os Miseráveis (França)
Dor e Glória (Espanha)
Parasita (Coreia do Sul)

Melhor Animação
Como Treinar o Seu Dragão 3
Perdi Meu Corpo
Klaus
Link Perdido
Toy Story 4

Fotografia
1917
O Irlandês
O Farol
Coringa
Era Uma Vez em… Hollywood

Figurino
O Irlandês
Jojo Rabbit
Adoráveis Mulheres
Era Uma Vez em… Hollywood
Coringa

Trilha Sonora Original
Coringa
Adoráveis Mulheres
História de Um Casamento
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Efeitos Visuais
Vingadores: Ultimato
O Irlandês
O Rei Leão
1917
Star Wars: A Ascensão Skywalker

Documentário
Indústria Americana
The Cave
Democracia em Vertigem
Honeyland
For Sama

Montagem
Ford vs Ferrari
O Irlandês
Jojo Rabbit
Coringa
Parasita

Melhor Canção Original
I Can’t Let You Throw Yourself Away – Toy Story 4
(I’m Gonna) Love Me Again – Rocketman
Into The Unknown – Frozen 2
I’m Standing With You – Superação – O Milagre da Fé
Stand Up – Harriet

Direção de arte
1917
O Irlandês
Jojo Rabbit
Parasita
Era Uma Vez em… Hollywood

Mixagem de Som
Ad Astra
Ford Vs Ferrari
Coringa
1917
Era Uma Vez em… Hollywood

Edição de som
1917
Coringa
Star Wars: A Ascensão Skywalker
Era Uma Vez em… Hollywood
Ford Vs Ferrari

Maquiagem e Penteado
Malévola: Dona do Mal
1917
O Escândalo
Coringa
Judy: Muito Além do Arco-Íris

Curta-Metragem
Brotherhood
Nefta Footbal Club
The Neighbors’ Window
Saria
A Sister

Animação em Curta-Metragem
Dcera (Daughter)
Hair Love
Kitbull
Memorable
Sister

Documentário de Curta-Metragem
In the Absence
Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)
Lifeovertakesme
St. Louis Superman
Walk Run Cha-Cha