Site Página 5764

‘Little Monsters’: Zumbi ataca em novo clipe do terror cômico; Assista!

A comédia com zumbis ‘Little Monsters‘, estrelada por Lupita Nyong’o (‘Pantera Negra‘), ganhou um novo clipe.

Confira:

Sucesso entre os críticos, o longa já conquistou 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, com nota 7,33/10 baseada em 46 reviews (por enquanto).

Confira algumas críticas:

Little Monsters pode não fazer jus aos filmes que o influenciaram, mas é uma produção razoavelmente satisfatória” – RogerEbert.com.

“O novo filme de Abe Forsythe é um presente” – AWJF Women on Film.

“[O filme] é uma comédia ácida fantástica trazendo performances perfeitas e um monte de risadas… E zumbis” – Horror Geek Life.

“Forsythe recheou cada minuto de Little Monsters com humor acessível, coração, e Lupita Nyong’o em um de seus papéis mais divertidos do ano” – IGN Movies.

“Uma comédia de zumbis que é sangrenta, gore o bastante e super divertida” – Film School Rejects.

Escrito e dirigido por Abe Forsythe, a premissa do longa é muito semelhante ao filme ‘Cooties: A Epidemia‘.

David (England), um músico rebelde, se oferece para acompanhar a viagem escolar de seu sobrinho, depois de se apaixonar pela professora, Caroline (Nyong’o). As intenções de Dave se complicam quando descobre que Caroline tem interesse em Teddy McGiggle (Gad). O que nenhum deles imaginava, no entanto, é um surto repentino de zumbis. Será que David conseguirá superar a situação e ter uma chance de ganhar o coração de Caroline, ou os zumbis chegarão lá primeiro?

O elenco também inclui  Josh Gad (‘A Bela e a Fera‘) e Alexander England (‘Alien: Covenant‘).

O longa já está disponível na plataforma de streaming do Hulu.

‘A Família Addams’: Animação amarga 40% de aprovação no Rotten Tomatoes

A Família Addams vai ganhar muito em breve uma nova versão para os cinemas, mas parece que a animação da Universal Pictures não fez o barulho que prometeu.

O longa amargou 40% de aprovação no site Rotten Tomatoes, alcançando a medíocre nota de 5,28/10 baseada em 50 reviews até o momento. O consenso geral diz que “um elenco de ponta e uma animação envolvente não são o bastante para ofuscar a sacarina perspectiva de um material original deliciosamente obscuro”.

Confira as principais críticas:

“Até as crianças vão entender que o tema de expressividade individual seria mais envolvente se a narrativa não fosse tão absolutamente básica” – RogerEbert.com.

“O quão rápido a Coisa pode estalar seus dedos é o quão rápido iremos esquecer essa versão de A Família Addams – Chicago Sun-Times.

“Não é ruim, mas não é arrepiante, obscuro, misterioso e assustador o bastante” – Boston Herald.

“Nada além de conforto para crianças. É tão doce que o clã dos Addams queimaria em uma fogueira” – New York Post.

“Ao menos não é condescendente demais com as crianças” – TheWrap.

Dirigido por Conrad Vernon e Greg Tiernan, o longa é baseado nos personagens criados pelo cartunista Charles Addams, cuja primeira aparição ocorreu em 1964, em um seriado animado que durou 2 anos.

A Família Addams não é uma família típica: eles têm prazer na maioria das coisas que pessoas “normais” teriam medo. Aqueles que os visitam se desesperam ao ver os hábitos mórbidos e incomuns do clã. Gomez Addams é o chefe da família, um homem extremamente rico incapaz de negar algo a sua cadavérica esposa Morticia Frump Addams: seja o cultivo de plantas venenosas, ou um jantar à luz de velas em um cemitério. Wednesday Friday Addams (Vandinha), filha do casal, é uma menina sádica e um tanto quanto sombria, que adora brincar com seu desmiolado irmão Pugsley Addams (Feioso), submetendo-o a vários tipos de tortura que ele adora.

O elenco conta com Oscar Isaac, Charlize Theron, Chloë Grace Moretz, Finn Wolfhard, Nick Kroll, Bette Midler e Allison Janney.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 24 de outubro.

‘Enraivecida na Fúria do Sexo’: Remake ganha novo trailer PERTURBADOR; Confira!

O remake do clássico ‘Enraivecida na Fúria do Sexo‘ (Rabid) ganhou um novo trailer.

Confira:

Dirigido pelas irmãs Jen Soska e Sylvia Soska (‘American Mary‘), o longa é um remake do longa homônimo lançado em 1977.

Rose sofre um grave acidente de moto e é submetida a uma cirurgia de emergência. A operação, no entanto, é parte de um experimento que consiste em implantar tecidos artificiais em seu organismo. Após o procedimento médico ser concluído, ela desenvolve uma sede insaciável por sangue e parte em busca de vítimas.

O elenco conta com Laura Vandervoort, Greg Bryk, Stephen McHattie, Stephen Huszar, Mackenzie Gray e Benjamin Hollingsworth.

O longa será lançado direto em VOD (e alguns cinemas selecionados) no dia 13 de dezembro.

‘Supernatural’: Irmãos Winchester se preparam para a batalha final em novo trailer

A CW divulgou o trailer dos próximos episódios da 15ª (e última) temporada de ‘Supernatural‘.

Assista:

Criada por Eric Kripke, a série inicialmente foi planejada para durar 5 temporadas, mas continuou após se tornar um dos maiores sucessos do canal.

Sam (Padalecki) e Dean (Ackles) lutaram contra demônios e anjos, criaturas míticas e monstros, em uma busca aparentemente interminável para salvar o mundo. Mas na batalha final, eles enfrentam o próprio Deus (Rob Benedict), recusando-se a matar seu filho Nephilim Jack (Calvert), trazendo assim a decisão de Deus de acabar com essa realidade de uma vez por todas…

O elenco conta com Jared Padalecki, Jensen Ackles, Misha Collins, Samantha Smith, Mark Pellegrino, Ruth Connell e Alexander Calvert.

‘Treehouse of Horror XXX’: Especial de Halloween de ‘Os Simpsons’ ganha imagens oficiais

A FOX divulgou as primeiras imagens promocionais do especial de Halloween da 31ª temporada de ‘Os Simpsons‘, intitulado Treehouse of Horror XXX, que fará paródia de ‘Stranger Things‘ e ‘A Forma da Água‘.

Confira:

A trama trará uma Maggie demônio, uma missão para resgatar Milhouse de outra dimensão, o espírito do Homer experimentando novos corpos e Selma finalmente encontrando amor em um lugar inesperado – o alienígena em um porão.

Coincidentemente (ou não), o episódio será o 666º da série.

O episódio será lançado no dia 20 de outubro.

Vale lembrar que a animação já está renovada para a 32ª temporada.

Crítica | American Horror Story – 09×04: True Killers

Se você acreditava que a nova temporada de American Horror Story seria apenas uma homenagem aos slashers dos anos 1980, sinto lhe informar que estava completamente enganado.

O quarto episódio de ‘1984’, como ficou intitulado o novo ciclo da antologia, não apenas manteve o interessante e aplaudível nível estético-narrativo da produção, como também abriu espaço para o teor sobrenatural tão característico das primeiras temporadas. De fato, com o desenrolar da trama principal e as múltiplas revelações feitas nos capítulos anteriores, era de se esperar que a história arquitetada originalmente por Ryan Murphy e Brad Falchuk se voltasse para uma perspectiva mística. Entretanto, faz-se necessário dizer que, seguindo os passos das iterações predecessoras, o roteiro de Jay Beattie se ata com força nas reviravoltas do gênero e talvez falhe em alguns momentos no tocante à credibilidade.

Logo de cara, somos apresentados à “história de origem” da relação entre Richard Ramirez (Zach Villa) e Montana (Billie Lourd), que já revelaram para o público suas reais intenções: fazer com que a jovem Brooke (Emma Roberts) sofra e pague o preço por ser a causa do assassinato do irmão de Montana – aquele que levou um tiro na cabeça no meio de um casamento. Percebemos, dessa forma, a declaração de amor dos showrunners e de sua extensa equipe por personagens conturbados, nutridos pela força do ódio e que buscam, eventualmente, encontrar redenção nos atos mais cruéis e mais inexplicáveis possíveis.

Do outro lado, Mr. Jingles (John Carroll Lynch) continua em seu psicótico estado de terminar o trabalho que começo catorze anos atrás. É estranho analisar como a temporada inteira se move em retrocesso quando pensamos na cronologia, visto que a breve noite do Acampamento Redwood é transformada em um espectro intimista, psíquico demais para que realmente seja algo crível; entretanto, a trágica jornada dos protagonistas é bombardeada constantemente por eventos drenados de um pesadelo, trazidos para um realidade caótica e reflexa da conturbada sociedade em que vivem. De fato, alguns elementos narrativos são forçados demais, mas, dentro do panteão de horror de AHS, fazem completo sentido – ora, quais são as chances de, num mesmo lugar, termos a presença de dois serial killers, uma fanática religiosa e uma psicóloga decadente e controversa?

Buscando uma contingente referências a ciclos anteriores – principalmente às subtramas em excesso de Hotel, Freak Show e Cult -, o novo capítulo cede brevemente a esses artifícios para tentar criar um vínculo emocional com o público. Desconstruindo a sólida estrutura sanguinolenta dos clássicos filmes de terror de época, Xavier (Cody Fern) cruza caminho com a presença pontual de Bertie (Tara Karsian), a cozinheira do acampamento que parece, de alguma forma, alheia a tudo que está acontecendo nos arredores do refeitório.

O problema é que Bertie é introduzida em um patamar de deus ex machina cujas consequências para o ritmo da série são gritantes e quase imediatas. Diferente dos descartáveis figurantes que apareceram nas semanas passadas – como o trio de meninos que resolve fazer uma pegadinha para os monitores de Redwood ou a verdadeira enfermeira Rita -, a personagem de Karsian é presenteada com um arco com profundidade enganadora, tangenciando um melodrama novelesco que não arranca nenhuma informação nova da narrativa. Na verdade, Bertie troca algumas palavras com Xavier e depois senta-se à mesa com Jingles, tentando mantê-lo calmo e impedir que ele continue seu reino de matança desenfreada. Mas não há qualquer indício de exploração, e sim uma aceitação conivente de que não há muito mais para onde a série prosseguir.

Os momentos finais, apesar de construídos dentro de um arco de ação e reação envolvente e firme, também não servem como uma epifania tão majestosa – na verdade, o twist promovido pelo roteiro já havia sido apresentado com dúbia interpretação no segundo capítulo. A verdade é que Jingles admitiu para si mesmo após passar por uma série de torturas (incluindo tratamento de choque) que era o verdadeiro assassino, quando Margareth (Leslie Grossman) havia massacrado o grupo de colegas todo aquele tempo atrás. Ela, em um súbito desejo de voltar aos primórdios de sua existência, até mesmo mata impiedosamente o heroico Trevor (Matthew Morrison) e nos dá a entender que não vai parar por aí.

Enquanto Grossman e Lourd entregam performances surpreendentemente originais, afastando-se do escopo cômico no qual estavam presas, é certo dizer que o quarto capítulo da mais nova saga de AHS parece ter perdido a mão – talvez um deslize único, talvez um premeditado choque de realidade que preza por uma mister readequação da história principal.

‘Anne With an E’ pode ser cancelada após 3ª temporada; Entenda!

Durante uma entrevista para o Podcast Content Canadá, a presidente da CBC, Catherine Tait, anunciou que a emissora não irá renovar a parceria com Netflix.

A decisão pode prejudicar o futuro de séries como ‘Anne With an Ee ‘Alias Grace‘, produzidas pela CBC e exibidas pela Netflix.

“Desistimos de fazer acordos que prejudicam a visibilidade da nossa indústria doméstica. Começamos a perceber que estamos alimentando o crescimento da Netflix, ou de outras plataformas de streaming, em vez da nossa própria indústria.”, disse Tait.

Com o fim do acordo, as chances de ‘Anne With an E‘ ser renovada para a 4ª quarta temporada são cada vez menores.

Lembrando que a 3ª temporada estreia em 3 de janeiro de 2020.

A trama acompanha a órfã Anne (Amybeth McNulty), uma menina otimista que vai morar com a família dos Cuthberts na Inglaterra. Por causa do seu jeito peculiar, Anne acaba sofrendo para se adaptar na vida difícil do interior.

Assista ao trailer:

Crítica Netflix | El Camino: A redenção de Jesse Pinkman em um filme que honra sua jornada

Breaking Bad é uma daquelas raridades da televisão que soube exatamente qual era o seu timing e ritmo ideais. Como uma produção que cresceu no gosto da audiência com o passar de suas temporadas, a série estreou timidamente na emissora AMC e trazia o “pai do Malcolm“, Bryan Cranston, como um protagonista de carisma peculiar, em uma narrativa que rapidamente escalonou de maneira bem unapologetic e agressiva. E mesmo sabendo que sua trama poderia, facilmente, seguir por mais uns três anos com tranquilidade, optou por cortar na carne, encerrando sua trajetória na quinta temporada. Em seu auge, o produtor Vince Gilligan se despedia dos fãs, fazendo da jornada de sobrevivência de um doente homem apático e comum um relato genuíno de como o poder, o dinheiro e o ego podem contaminar tudo e todos ao redor. E as mazelas, destroços, estilhaços e cicatrizes abertas que ficam formam o enredo do filme sequência da série, El Camino.

Entre tantas perdas, Jesse Pinkman (Aaron Paul) – um viciado em drogas que inesperadamente se transforma em um fabricante de metanfetamina ao lado de Walter White (Cranston) -, se viu obrigado a conviver com as piores escolhas que seus vícios lhe trouxeram, bem como com aquelas às quais foi submetido em meio à chantagens emocionais, pressões abusivas e ao tóxico relacionamento quase paterno desenvolvido com o seu professor de química, diagnosticado com um câncer em estágio avançado. De mente frágil, ele passou sua história sendo manipulado por Heisenberg, o alter ego de White. E se livrar de toda a tortuosa bagagem psicológica que os anos acumularam é uma tarefa mais dolorosa do que simplesmente deixar o passado para trás. A fim de se redescobrir por conta própria, ele terá que adotar alguns dos velhos hábitos de seu comparsa, eliminando seus rastros para então construir um novo caminho. Em El Camino, redenção é a palavra de ordem na vida de um homem que cansou de apenas sobreviver a trancos e barrancos, mas que ainda sofre com as amarras que lhe custaram sua sanidade mental.

O longa, dirigido por Vince Gilligan é como um passeio às memórias que os primeiros anos da série trouxeram aos seus fãs. Lindamente dirigido, como todos os episódios em que ele assumia essa função, a produção é como um especial de Natal antecipado, um deleite sem precedentes para aqueles que, mesmo após seis anos, continuam impactados com o brilhante final de Breaking Bad. E como se o tempo não tivesse passado e nenhum de nós envelhecido, El Camino resgata a narrativa de seu ponto final, foge das explicações desnecessárias e se apresenta como um presente a um genuíno apaixonado pelo original. Retomando a trama a partir dos frangalhos que restaram de Pinkman, o filme de duas horas de duração traz o personagem em sua mais completa autenticidade. Novamente, Aaron Paul nos lembra porque suas três vitórias ao Emmy Awards de Melhor Ator Coadjuvante são tão dignas, entregando uma atuação extasiante e envolvente, que revela a fragilidade e digladiante frieza em seus olhos, após todas as experiências traumáticas vividas em sua jornada em BB.

Esse processo de redenção é permeado por rostos familiares acalentadores. Dos pais do protagonista aos seus melhores amigos, testemunhamos as figuras mais marcantes dos cinco anos da série contemplarem o trajeto de redescoberta de Pinkman, um a um deixando sua breve mensagem, como nos tempos de outrora. De maneira simbólica, Gilligan faz realmente uma homenagem à série que ele mesmo deu vida, honrando boa parte daqueles que ajudaram a tornar Breaking Bad o sucesso atemporal que é. E com essa trajetória, El Camino se transforma em uma experiência profundamente catártica, dentro e fora das telas, servindo como um afago para Pinkman continuar tentando sobreviver, bem como para o público, que supre a saudade sentida da forma mais sublime possível. Anestésica, a produção aplaca a tristeza de não mais termos BB semanalmente, à medida é uma experiência sinestésica por si só, nos levando novamente à mesma montanha russa emocional que Pinkman sempre foi.

E como de costume, como se semana passada um episódio anterior tivesse sido exibido, torcemos para que Pinkman encontre suas respostas. E aqui, deixando o seu El Camino para trás, em busca de um genuíno novo caminho sem qualquer dos resquícios da sua vida passada, o protagonista traça sua própria rota pela primeira vez ao longo de toda sua narrativa. Entre explosões e conflitos sangrentos, ele supera a si mesmo, tem seus momentos de epifania para despedir-se do que um dia já foi real e nos faz marejar os olhos diante de tamanha experiência cinematográfica. Com um roteiro belíssimo, que honra os melhores episódios de Breaking Bad, El Camino é a promessa de que, mesmo depois de seu fim, uma série de TV bem produzida sempre consegue ficar ainda melhor.

‘A Pequena Loja dos Horrores’: Billy Porter é cotado para viver Aubrey II no remake

Segundo o Collider, a Warner Bros. já tem um favorito para viver a planta devoradora de humanos Aubrey II no remake de ‘A Pequena Loja de Horrores’Billy Porter.

O ator é conhecido por seu papel como Pray Tell na aclamada série Pose, pela qual levou para casa o Emmy de Melhor Ator. Recentemente, ele foi elencado no novo musical da Sony PicturesCinderela, ao lado de Camila Cabello.

Lady Gaga também recebeu a oferta para encarnar um dos papéis no longa-metragem. A notícia ainda afirma que a performer está “muito interessada em continuar atuando” depois de sua dupla indicação ao Oscar nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Canção Original (sendo condecorada com a estatueta nesta aqui) por Nasce Uma Estrela.

É provável que Gaga se junte ao elenco potencialmente no papel principal de Audrey, uma jovem mulher que trabalha em uma floricultura com Seymour, seu chefe que acaba descobrindo uma planta nada comum que precisa ser alimentada de humanos para sobreviver.

Greg Berlanti, diretor de ‘Juntos Pelo Acaso‘ e produtor das séries ‘Supergirl‘, ‘Arrow‘ e ‘The Flash‘, ficará responsável pelo projeto.

A Pequena Loja dos Horrores‘ teve duas adaptações nos cinemas: em 1960, do diretor cult Roger Corman, e em 1986, dirigido por Frank Oz.

Em 2010, Joseph Gordon-Levitt (‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’) assinou contrato para protagonizar e produzir. Porém, o projeto nunca saiu do papel.

Os negócios vão muito mal na pequena floricultura Mushnik quando Seymour mostra uma exótica planta, a qual ele deu o nome de Audrey II, para seu chefe. A pequena planta começa a atrair muitos clientes, curiosos com a exótica planta. O que o pobre Seymour não sabia era do que ela se alimentava, é ai que começam os problemas pois ele se vê cada vez mais envolvido em cuidar da planta que lhe trouxe muito sucesso mas também muito terror.

‘A Dança da Morte’: Katherine McNamara entra para nova série da CBS

CBS All Access confirmou que hoje que três novos membros foram adicionados à nova adaptação seriada de A Dança da Morte, de Stephen KingEion BaileyKatherine McNamaraHamish Linklater.

Bailey será Teddy Weizak, um dos sobreviventes da super-gripe que se espalhou pelo mundo e membro da tripulação residente em Boulder, Colorado. McNamara será Julie Lawry, uma garota rebelde de uma pequena cidade. Linklater, por sua vez, será o Dr. Ellis, um militar expert em doenças infecciosas que sonha em ser o herói que acabará com a super-gripe.

Confira o primeiro teaser oficial:

 

Ver essa foto no Instagram

 

#thestand #dayone

Uma publicação compartilhada por Josh Boone (@joshboonemovies) em

O show, a encargo da CBS All Access, contará com 10 episódios.

Os atores James Marsden, Amber Heard, Odessa Young, Henry Zaga também completam o elenco.

Confira a descrição de seus personagens:

James Marsden

O ator de ‘Westworld‘ interpretará Stu Redman, “um comum trabalhador de fábrica de classe operária, que se encontra em uma situação extraordinária, com uma qualidade danificada e que contradiz o seu exterior”.

Amber Heard

A protagonista de ‘Aquaman‘ viverá Nadie Cross, “uma mulher profundamente em conflito, que sente as consequências de suas ações, mas ainda se sente obrigada a manter sua fidelidade a Randall Flaff, o Homem Sombrio”.

Odessa Young

Mais conhecida por seu trabalho no filme ‘A Million Little Pieces‘, a atriz vai interpretar Frannie Goldsmith, “uma jovem grávida que está navegando em um mundo estranho e que também tem um pressentimento de reconhecer que há algo de ruim por trás do Homem Sombrio”.

Henry Zaga

O jovem ator de ‘13 Reason Why‘ interpretará Nick Andros, “um rapaz surdo e mudo que se encontra em uma posição de autoridade quando o impensável acontece. Ele tem o hábito de arriscar o seu próprio bem-estar em prol da segurança dos outros”.

A série será dirigida por Josh Boone (‘A Culpa é das Estrelas‘).

A história gira em torno de um grupo de sobreviventes após uma praga destruir grande parte da população mundial. A obra já havia sido adaptada em uma minissérie de quatro episódios da ABC, em 1994, que recebeu críticas positivas, no geral.

O elenco ainda conta com Marylin Manson, Whoopi Goldberg, Greg KinnearNat Wolff.

‘As Panteras’: Divulgada a tracklist oficial do longa; Confira!

A cantora Ariana Grande divulgou hoje em seu Instagram oficial a trilha sonora do reboot de As Panteras. Grande já havia lançado a música-tema do filme, “Don’t Call Me Angel”, algumas semanas atrás, performando ao lado de Miley CyrusLana Del Rey. Ela aparece em outras duas faixas, “Nobody”“How I Look At You”.

Além delas, Anitta também fica responsável por uma das canções, intitulada “Pantera”Kim Petras fará seu début nas telonas com “How It’s Done”.

Confira o post original:

Elizabeth Banks dirige a nova geração de Panteras – Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska – a serviço do misterioso Charles Townsend. As Panteras sempre proveram segurança e suas habilidades de investigação para clientes particulares, e agora a agência Townsend tem atuação internacional: as mais espertas, destemidas e altamente treinadas agentes em todo o globo formam múltiplos times de Panteras guiados por múltiplos Bosleys e estão prontas para atuar nos trabalhos mais díiceis ao redor do mundo. Quando um jovem engenheiro de sistemas soa o alarme a respeito de uma perigosa tecnologia; as Panteras são chamadas à ação, e colocam suas vidas em risco para nos proteger a todos.

O elenco conta com Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska, Elizabeth Banks, Patrick Stewart e Noah Centineo.

As Panteras‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 14 de novembro.

‘El Camino’: Filme da saga ‘Breaking Bad’ estreia com 97% de aprovação no RT; Veja as críticas!

‘El Camino: A Breaking Bad Movie’ foi anunciado de forma inesperada alguns meses atrás e se tornou uma das produções mais aguardadas do ano. E, seguindo os passos da série original, o longa-metragem abriu com pontuação quase perfeita no Rotten Tomatoes.

O filme, no momento de escrita dessa matéria, reside com 97% de aprovação com nota 7,7/10 baseada em 33 reviews.

Ainda sem consenso geral, confira as principais críticas:

“Uma das coisas mais convincentes sobre Breaking Bad é que [a série] sempre tentou ser muito moral – e esse é, de muitas maneiras, um filme muito moral” – NPR.

“[O filme] é massivamente um delicioso adeus para a história de Jesse Pinkman e, melhor ainda, o adeus certo” – Newsday.

[‘El Camino’] faz um incrível trabalho ao encerrar a história de Jesse, que ficou pendente no finale de Breaking Bad. E Aaron Paul é mais que capaz que carregar sozinho uma história da série” – Decider.

“Um trabalho que é tanto um dos melhores filmes do ano quanto uma das marcas da carreira inteira de Aaron Paul” – eFilmCritic.com.

“Um epílogo muito bem construído para um personagem amado que vividamente compreende o conceito das consequências” – RogerEbert.com.

Além de Aaron Paul, o elenco também conta com Matt Jones e Charles Baker, reprisando seus papéis como Badger e Skinny Pete, respectivamente.

O longa terá duas horas e dois minutos de duração (122 minutos).  

‘The Walking Dead’: Rick e Michonne devem se reencontrar nos filmes derivados

Mesmo que Danai Gurira esteja se despedindo de The Walking Dead‘, Michonne ainda pode fazer parte da franquia nas telonas.

Em entrevista com a Metro, a produtora da série, Denise Huth, disse que Michonne é parte essencial da história de Rick Grimes, que ganhará uma trilogia de filmes a partir de 2020.

“Não posso dizer muito, mas Michonne é uma personagem tão importante quanto Rick. Como fã, é meu desejo vê-los juntos de novo. Ela é muito importante na 10ª temporada e nas histórias planejadas por Scott Gimple [diretor de conteúdo da franquia]. Ele tem planos, e ainda não sabemos o que vai acontecer.”

Vale lembrar que, durante a San Diego Comic Con, Gimple disse que a história de Michonne não seria encerrada na 10ª temporada da série.

“Ela ainda tem coisas incríveis pela frente, não terminamos com ela.”, disse Gimple ao Comic Book.

A 10ª temporada de ‘The Walking Dead‘ já está em exibição na AMC.

Assista ao trailer:

O elenco conta com Norman Reedus, Danai Gurira, Melissa McBride, Josh McDermitt, Seth Gilliam, Ross Marquand, Jeffrey Dean Morgan, Khary Payton e Samantha Morton.

‘Os Órfãos’: Crianças sinistras aterrorizam babá no trailer do terror

A Universal Pictures divulgou o trailer e o cartaz do thriller ‘Os Órfãos‘ (The Turning), inspirado no livro “A Volta do Parafuso”, de Henry James.

A produção acompanha o dia a dia de uma misteriosa casa e de uma recém-chegada babá à vida dos orfãos Flora (Brooklynn Prince, de Projeto Flórida) e Miles (Finn Wolfhard, de Stranger Things).

Confira:

Protagonizado por Mackenzie Davis, no papel da babá Kate, o longa se passa em uma propriedade na zona rural dos Estados Unidos – uma casa que guarda segredos sombrios e onde nada é o que aparenta ser.

Com direção de Floria Sigismondi (The Handmaid’s Tale e American Gods), ‘Os Órfãos‘ tem roteiro de Chad Hayes e Carey W. Hayes (Invocação do Mal) e produção de Scott Bernstein e Roy Lee, com produção executiva de Steven Spielberg – pela DreamWorks Pictures. O longa chega aos cinemas brasileiros em 5 de março de 2020.

‘Cascavel’: Mãe faz pacto sinistro para salvar a filha no trailer do novo terror da Netflix

A Netflix divulgou o trailer de seu novo terror original, Cascavel (Rattlesnake).

No interessante vídeo, uma mãe precisa matar uma pessoa para salvar a alma de sua filha.

Confira:

O filme é dirigido por Zak Hilditch (1922).

Katrina é uma mãe solteira que atravessa o país para começar uma nova vida ao lado da filha, Clara. Entretanto, no meio da viagem, o carro quebra no meio do nada. Enquanto Katrina tenta consertá-lo, Clara se aventura no deserto e é picada por uma venenosa cascavel. Desesperada para salvá-la, Katrina aceita a ajuda de uma mulher misteriosa que a salva miraculosamente. Para pagar a dívida, a mulher pede para que ela mate um estranho em troca da vida poupada. Sem tempo para perder, Katrina luta com a moralidade de quem merece viver e quem merece morrer, antes que sua filha pereça novamente.

Carmen EjogoApollina Pratt interpretam Katrina e Clara, respectivamente. Theo RossiEmma Greenwell completam o elenco.

Cascavel estreia no dia 25 de outubro.

Intenção de ‘Coringa’ é mostrar a violência como algo triste e cruel, diz diretor de fotografia

Antes mesmo de sua estreia, ‘Coringa‘ foi bombardeado com repercussões negativas, dizendo que a narrativa era perigosa e que incitava a violência.

Durante uma entrevista para o podcast Go Creative Show, o diretor de fotografia da adaptação, Lawrence Sher, disse que as críticas negativas eram, na maioria, de pessoas que nem assistiram ao filme.

“Foram diversas manchetes e críticas afirmando que era um filme perigoso, que influencia a violência, mas nunca acreditamos que chegaria a esse ponto, apesar do filme ser muito próximo à realidade. A América sofre com a violência armada, o filme apenas deixa isso em evidência. […] Para falar a verdade, a maioria das críticas veio de pessoas que nem assistiram.”

Para finalizar, Sher diz que:

“Há filmes que mostram a violência como entretenimento, de forma divertida e descuidada. A intenção de ‘Coringa‘ é mostrar que a violência é algo triste e  cruel, na realidade.”

Lembrando queCoringa‘ já está em exibição nos cinemas nacionais

OPINIÃO: Reações a ‘Coringa’ provam que estamos vivendo na caótica sociedade do filme

Confira a crítica:

A trama de Coringa vai explorar a cultura noturna da cidade de Nova York, dando destaque inclusive a clubes de strip-tease.

Coringa‘, do diretor Todd Phillips, centra-se no icônico arqui-inimigo e é uma história fictícia original e inédita, nunca vista na tela grande. A história de Arthur Fleck, interpretado majestosamente por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar seu caminho na sociedade fragmentada de Gotham. Ele é um palhaço de festas durante o dia, ele aspira a ser um comediante stand-up a noite… mas ele acha que a piada sempre parece estar sobre ele. Preso em uma existência cíclica entre a apatia e a crueldade, Arthur toma uma decisão ruim que provoca uma reação em cadeia de eventos crescentes neste estudo de caráter arenoso.

‘Coringa’: Joaquin Phoenix diz que não se importa com opinião dos fãs sobre sua interpretação

Filme de origem do Coringa será ‘assustador’, afirma Joaquin Phoenix

Além de Phoenix, Robert DeNiroZazie BeetzMarc MaronFrances ConroyShea WhighamBill Camp e outros completam o elenco.

‘A Cidade dos Piratas’: Animação inspirada nos quadrinhos da Laerte ganha trailer e cartaz

A Lança Filmes acaba de divulgar o cartaz e o trailer de A Cidade dos Piratas, de Otto Guerra, que estreia nos cinemas dia 31 de Outubro.

O longa faz uma mistura underground e caótica entre ficção e realidade sobre as vidas particulares de Laerte Coutinho e Otto Guerra. O filme é construído por meio de uma série de referências dos quadrinhos da Laerte, e do cinema do próprio diretor, além de buscar através da história do Brasil – inclusive fatos associados a história recente – fazer uma reflexão sobre a arte, a cultura pop, e política.

Confira:

A animação é desenvolvida a partir de personagens dos quadrinhos Piratas do Tietê, que passam a ser rejeitados por sua criadora, Laerte Coutinho, quando ela se afirma transgênero, assumindo sua identidade feminina.

“Para a Laerte, Os Piratas e outros universos de sua criação, ficaram superados. Ela dizia que os Piratas funcionavam nos anos 80, mas que hoje ela considera eles machistas. Eu também concordava que suas criações mais recentes eram muito melhores. O projeto do filme iniciou em 1993, evidente que o mundo evoluiu e tratamos de nos adaptar a essa nova fase da autora.”, diz Otto Guerra.

Amigos e contemporâneos, Otto Guerra e Laerte Coutinho beberam nas mesmas fontes dos anos 70, assim como Angeli e outros quadrinistas, são artistas influenciados pelas HQs do Crumb, Freak Brothers, pela literatura Beat dos anos 50, Ginsberg, Kerouac, e essa identificação gerou a parceria que se segue até os dias de hoje, e que serviu como base para a construção de  A Cidade dos Piratas.

Laerte foi generosa em relação ao nosso filme: mesmo não querendo aparecer, se dispôs a gravar as cenas onde ela foi entrevistada por nós e ajudou na liberação dos direitos dos vários programas, de suas participações em diversos canais de TV.” diz o diretor Otto Guerra, que completa, “Ela incentivou a troca do roteiro original, aonde só os Piratas atuavam, pela versão aonde os Piratas, ela e seu novo universo eram protagonistas. No início ficamos perdidos em meio ao labirinto que foi criado e isso reforçou muito a atualidade do nosso filme, trazendo questões que estão e ainda vão ser vanguarda dos questionamentos, de como chegamos na beira do abismo.”.

Ao convidar Matheus Nachtergaele e Marco Ricca a emprestarem suas vozes aos personagens, o diretor busca ampliar a dimensão contestadora e existencialista do filme, que retrata um processo de aceitação de desejos e de afetos, com a história de um homem que flerta com a cultura transexual.

“Matheus é um ator que parece ser a própria personagem, sempre. E mais, ele facilmente capta a emoção da cena e faz tantas e tantas opções que chega a deixar o diretor de dublagem tonto. Gênio vivo entre nós. Já Marco Ricca tem aquele estigma do mau. Tínhamos o papel do político homofóbico e paranoico, ele era o cara perfeito para o papel.”, explica o diretor.

Gwyneth Paltrow explica porque não lembra dos filmes da Marvel que participou

Gwyneth Paltrow já esqueceu que estava em ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ e não sabia que Sebastian Stan era seu colega de elenco em ‘Vingadores: Ultimato‘, mas a atriz jura que tem uma boa desculpa para isso.

Em entrevista para a Elle Magazine, Paltrow foi questionada sobre o assunto, e respondeu:

“Eu nunca leio as coisas [sobre os filmes]. Mas é confuso, porque há muitos filmes da Marvel e, para ser sincera, eu não assisti muitos deles. Parece estúpido da minha parte, me desculpem, mas eu sou mãe e já tenho 47 anos.”

Em defesa da atriz, Jon Favreau também já admitiu que o MCU é complicado, “ainda mais com tantos filmes acontecendo ao mesmo tempo”, disse o astro ao The Wrap.

Presente no MCU desde ‘Homem de Ferro’, Paltrow apareceu pela ultima vez como Pepper Potts em ‘Vingadores: Ultimato’.

Assista nossa crítica:

Após os eventos devastadores de ‘Vingadores: Guerra Infinita‘, o Universo entrou em destruição por causa do Estalar de Dedos do Thanos, o Titã Louco. Com a ajuda dos heróis sobreviventes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de Thanos e restaurar a ordem do universo de uma vez por todas, não importa quais serão as consequências que os aguardam.

O elenco grandioso conta com Robert Downey Jr.Chris EvansMark RuffaloChris HemsworthScarlett JohanssonJeremy RennerDon CheadlePaul RuddBrie LarsonKaren GillanDanai GuriraBradley Cooper e Josh Brolin, entre outros.

Coringa | Uma Análise do Contexto por Trás do Vilão

Finalmente chegou às telas dos cinemas mundiais um dos filmes mais aguardados do ano, com mais uma memorável atuação de Joaquin Phoenix. O novo longa-metragem traz à cena a história por trás de um dos principais vilões da DC Comics, o Coringa. Diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes de super-heróis, a narrativa apresentada por Todd Phillips nos mostra o personagem em sua construção. A história e o contexto sócio-político por trás daquele que viria a ser tornar um dos integrantes mais icônicos do Universo da DC.

O tom do filme não traz à luz uma persona construída e que deve ser rapidamente combatida por um herói que salva o dia. Mas mergulha em profundas questões que desencadearam na formação de uma personalidade doentia. Aspectos psicopatológicos são o grande destaque da construção do personagem – inicialmente para seu intérprete e, posteriormente, para o público que acompanha o processo ao longo das pouco mais de duas horas de filme.

A forma crua e violenta como o filme se apresenta gerou uma série de discussões pelo mundo. Por um lado, diversos críticos associaram a trama a um estímulo à realização de chacinas, como as, infelizmente, tão usuais nos EUA. Duras críticas foram direcionadas ao filme acusando-o de ser um estímulo ao movimento denominado “incel”. Existe no mundo atual um grupo que que usa a deepweb como plataforma de comunicação. Conhecidos como “incel”, estes grupos são formados por indivíduos de celibato involuntário que culpabilizam a sociedade por essa condição (em especial as mulheres, por ser um grupo formado principalmente por homens heterossexuais).

Associar o longa-metragem a um estímulo ao grupo em questão é uma delicada afirmação, que pode estar refletindo um temor latente na sociedade (não só estadunidense). Ou, em outra abordagem, tais críticas podem denotar uma falta de compreensão que transfere a responsabilidade de uma esfera de governança para a influência do cinema na formação da personalidade e de toda sorte de transtorno nos indivíduos.

Antes de qualquer coisa, é importante dizer que a ideia aqui não é falar sobre verdades, e sim sobre interpretações possíveis. Não se deve descartar que em uma sociedade altamente violenta, obras, performances, filmes e manifestações artísticas diversas que tratem de temas que tenham relação com a violência possam vir a ser interpretados como gatilhos. No entanto, muitos temas caros são abordados no longa-metragem e merecem sim atenção. Mais do que isso, merecem uma discussão ampla capaz de encerrar tabus, explicitar origens e auxiliar no desenvolvimento de sociedades mais pacíficas. Na opinião desta que vos escreve, “Coringa” pode ser visto muito mais como um grito de alerta sobre questões diversas, entre elas: o papel da assistência social, o descaso político com a condição dos cidadãos em cidades violentas, depressão, psicose e transtornos psicológicos. Além, é claro, da relação entre esses aspectos e a facilidade de aquisição de armas de fogo.

O coringa com o qual crescemos acostumados pode ser facilmente interpretado como um psicopata. De acordo com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (A.K.A. CID 10), são características dos indivíduos com este tipo de transtorno de personalidade pelo menos três das seguintes: “(A) indiferença insensível para os sentimentos dos outros; (B) a atitude grosseira e persistente de irresponsabilidade e desrespeito por normas sociais, regras e obrigações; (C) incapacidade de manter relacionamentos duradouros, embora não tendo dificuldade em estabelecê-los; (D) muito baixa tolerância à frustração e um baixo limiar para descarga de agressão, incluindo violência; (E) incapacidade de experimentar culpa e de lucrar com a experiência, particularmente punição; (F) propensão marcante para culpar os outros ou para oferecer racionalizações plausíveis, para o comportamento que levou o paciente em conflito com a sociedade.”[1]. No entanto, o que nos apresenta a versão 2019 do vilão difere em diversos aspectos, ao menos em sua constituição enquanto assassino em série.

O personagem de Phoenix, Arthur Fleck, sofre de um transtorno denominado Transtorno da expressão emocional involuntária (a sigla em inglês IEED). A característica mais simbólica desse transtorno, no caso do Coringa, é a falta de controle sobre o próprio riso, não sendo ele condizente com sua emoção. A condição mais conhecida como ‘riso e choro patológicos’ foi estudada desde o século passado, sendo uma das contribuições mais importantes a do estudioso Wilson, em 1924. Já em 2006 uma pesquisa encabeçada por Cummings apresenta de forma mais detalhada alguns elementos que compõem o transtorno, entre eles: riso ou choro incontrolável, mudança na capacidade de regular o afeto, reações exageradas, transtorno do funcionamento social. Episódios de fúria também aparecem como um elemento que pode decorrer da condição. A partir desta patologia, então, se justificam, além da famosa risada do Coringa, algumas de suas características de personalidade. E, falando de forma rasa, não representa em si uma relação com homens hétero-cis involuntariamente celibatários, como insinuaram as críticas mencionadas. Mas, sigamos.

Ao longo da trama, (ALERTA DE POSSÍVEL SPOILER, SE PÁ, PULA ESSE PARÁGRAFO!) vamos caminhando junto ao personagem e percebemos que além da falta de tratamento público a sua patologia (seja pela falta de acompanhamento psiquiátrico, seja pelo corte de medicamentos), uma série de fatores como maus tratos na infância sinalizam traumas profundos que podem ter relação com as características do vilão tanto no nível psicológico quanto no físico – uma vez que casos do dito riso patológico estão relacionados à lesões no crânio; um possível abandono parental também mostra efeitos na capacidade de socialização. Soma-se a isso algumas caraterísticas psicóticas, como alucinações esquizofrênicas, o eco do pensamento e ideias de controle delirantes (CID 10).

Todas essas características, e a forma como a própria narrativa se constrói distanciam de alguma forma a condição do personagem, do movimento dos incel. Mas, por outro lado, trata-se de um filme violento. Uma violência dura e seca. Violência que pode ser interpretada como estímulo irresponsável a outras ações violentas. Mas aqui coloco o questionamento: o que leva um filme com uma abordagem mais complexa da psique do indivíduo ser visto como estímulo a determinadas práticas, e diversos outros filmes de assassinos em série não causem a mesma comoção? Porque os filmes que mostram o mesmo personagem já consolidado executando dezenas de mortes não é tão impactante? Ou mesmo, porque filmes de ação onde as mortes são tantas que acabam se naturalizando não geram uma reação igual ou maior? Por aqui fica uma sensação fria de que vislumbrar o armamento como forma de poder ainda é um interesse. Por isso que películas com homens enormes matando gente como quem troca de roupa nos parecem quase besteirol. Mas ao abordar a violência associada a diversos fatores sociais, políticos, de saúde pública etc. soa como um risco, pois se aproxima da realidade. E de fato essa proximidade toda assusta.

Muitas condições moldam assassinos. Por trás deles existe uma trama complexa de vivências, referências, privações, traumas, patologias (e dava para ficar aqui o resto da semana enumerando). Tapar os olhos para o papel do Estado e da sociedade nessa construção é só fortalecer a própria violência. Não é o cinema que, sozinho, vai desencadear ações sociais diversas. Muitos são os fatores. E para que um a um eles sejam confrontados, a meu ver, é necessário que sejam representados, falados, discutidos em toda sua densidade. E nesse ponto, “Coringa” foi muito feliz.

 

* Transtornos não são sinônimos de pessoas violentas e perigosas.

Cabe aqui aproveitar a ocasião para falar da importância do tratamento psicológico de forma universal. Ao falar de transtornos de personalidade, para além dos estigmas e estereótipos, é fundamental que se diga que sempre há a possibilidade de uma vida boa e em equilíbrio, uma vez que seja seguido um tratamento bacana para sua condição. Todos (TODOS) deveriam buscar acompanhamento psicológico, psicanalítico e, em muitos casos, também psiquiátrico.

[1] É importante mencionar que a psicopatia não significa necessariamente um indivíduo violento. Isso é um estereótipo.

Fontes de Pesquisa e Referências:

Lorenna Barradas e Diêgo Meireles – A Representação da Esquizofrenia no Cinema

Isabelle Barbosa Nogueira e Amanda Freire Gomes, 2013 – O Psicopata – ou Sobre a Perversão

Helga Cristina Santos SartoriI; Tomas BarrosII; Almir TavaresIII, 2008 – Transtorno da expressão emocional involuntária

 

‘Jungle Cruise’: Novo filme da Disney ganha primeiro pôster oficial; Confira!

A Disney divulgou o primeiro pôster oficial de sua nova aventura, intitulada Jungle Cruise.

Confira:

Na trama, Dwayne Johnson será Frank, um capitão de barco amaldiçoado com imortalidade, que acompanha Lily Houghton (Emily Blunt) na busca pela mística árvore da vida, capaz de oferecer a cura através de poderes mágicos.

Assista ao trailer:

Com estreia marcada para 23 de julho, o filme é dirigido por Jaume Collet-Serra (‘A Órfã‘) e roteirizado por John Requa e Glenn Ficarra (‘Amor a Toda Prova’).