16 Clássicos do Cinema que Completam 40 ANOS!

16 Clássicos do Cinema que Completam 40 ANOS!


O tempo passa, o tempo voa. E a poupança Bamerindus... bem, ela nem existe mais. Recentemente, você, nosso querido leitor do CinePOP, deve ter percebido um sentimento grande de nostalgia de nossa equipe. Algumas de nossas recentes listas trouxeram os aniversários de muitas produções cinematográficas, que completam 10, 20 e até 30 anos em 2019. Agora, vamos ainda mais longe, voltando 40 anos no tempo para homenagear 16 grandes clássicos que entram na meia idade este ano.

Sim, a maioria de vocês ainda não era nascido, mas temos certeza de que já viram ou ao menos ouviram falar da maioria destes filmes. Alguns, inclusive, seguem dando lucro e gerando continuações até hoje. Portanto, vem com a gente para a festa.

20 Filmes Indestrutíveis que Completam 20 anos em 2019

Alien – O Oitavo Passageiro




Este dispensa apresentações. A obra seminal de Ridley Scott foi tão impactante para a época que sua influência no gênero continua até hoje. O longa popularizou o subgênero da “casa assombrada no espaço” e fez escola. O maior demonstrativo disso é que Alien segue dando frutos e gerando sequências – depois do filme original foram produzidas três continuações diretas (1986, 1992 e 1997), dois derivados (2004 e 2007) e duas prequels dirigidas pelo próprio criador Scott (2012 e 2017). Fora isso, o maior mérito de Alien foi ter criado uma das heroínas mais emblemáticas da história do cinema, a Tenente Ellen Ripley (personificada pela gigantesca Sigourney Weaver), que conseguiu o que nenhum homem fez, mandou para o espaço a criatura mais letal do universo. Alien é o filme de número 52 de todos os tempos na preferência do grande público e levou o Oscar de melhores efeitos visuais.

30 Filmes que Completam 30 Anos em 2019

Mad Max

Produção pequena e independente australiana que viveu para se tornar um verdadeiro fenômeno. E se Alien foi influente como ficção de monstro no espaço, Mad Max igualmente ditou padrões quando o tema é futuro pós-apocalíptico. Saído da mente do cineasta George Miller, o filme apresenta policiais tentando fazer valer a lei numa realidade brutal comandada por gangues. Aqui ainda existia o mínimo conceito de regras na sociedade. O curioso é saber que o astro Mel Gibson, em seu primeiro papel no cinema, havia apenas acompanhado um amigo para o teste, e saiu com o personagem principal. Gibson vive Max, o policial protagonista – que tem a família brutalmente assassinada e abandona a força em busca de sua própria justiça. A obra se transformou em filme cult, mas o estrondo só viria mesmo com a continuação Mad Max 2 – A Caçada Continua (1981), que elevou a saga a um novo patamar e segue enaltecido como um dos melhores filmes de ação de todos os tempos. Já nas mãos da Warner e nos EUA veio o terceiro. A quarta e tardia parte, Estrada da Fúria (2015), fez de Mad Max um astro do rock n roll.

Rocky II – A Revanche

O fantástico Creed II está atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. Mas muito antes de treinar Adonis Creed ou sequer enfrentar o russo Ivan Drago, Rocky Balboa (Sylvester Stallone) se via numa enrascada ao precisar novamente subir ao ringue com o campeão dos pesos pesados Apollo Creed (Carl Weathers). O primeiro Rocky – Um Lutador (1976) é um verdadeiro HINO das histórias de segundas chances e da jornada do herói. É o clássico underdog que contra todas as adversidades sobressai. Conseguindo ir até o fim na luta do original, Rocky se mostrou um vencedor. Porém, Apollo quer revanche e os problemas financeiros de Rocky o levam a aceitar o novo desafio. Rocky II marca o primeiro filme da franquia dirigido por Stallone.

Crítica | Creed II - Continuação faz jus ao original e está à altura da franquia Rocky

The WarriorsOs Selvagens da Noite

“Guerreiros... venham aqui brigaaar....”. Clássico cult indiscutível, esta produção dirigida por Walter Hill ganhou uma incrível legião de fãs ao longo das décadas desde o seu lançamento. De fato, o filme parece ser redescoberto a cada nova geração e inclusive rendeu um moderno jogo de videogame em 2005 – quase 30 anos após seu lançamento nos cinemas.  Passado no futuro, onde a cidade de Nova York é tomada e dividida em inúmeras gangues, os Warriors – a gangue protagonista – são acusados injustamente de assassinar um líder que tentava unir todas as gangues e finalmente trazer paz para a cidade. Agora, os membros do grupo precisam chegar em segurança até sua base e provar sua inocência, enquanto todas as outras "tribos" os caçam pela cidade. A premissa muito criativa é baseada no livro de Sol Yurick; e já passou da hora de uma nova investida – seja para uma sequência ou reboot da história.

Franquia Rocky | Do Pior ao Melhor – Incluindo Creed II

Jornada nas Estrelas: O Filme

Sim, queridos leitores milênios. Muito antes de ficar globalmente conhecida por seu título original, a franquia Star Trek era chamada Jornada nas Estrelas por aqui. Esta é outra marca que se encontra novamente em seu auge de popularidade, com uma série fresquinha na Netflix (Discovery) e continuações a todo vapor no cinema (uma inclusive sendo pensada com Tarantino na direção). O início de tudo, no entanto, foi lá em 1966, com a série de TV. Em 1979, a equipe da Enterprise ganhava as telonas, com todos os tripulantes reprisando suas funções. O longa dirigido por Robert Wise (A Noviça Rebelde), no entanto, se mostrou de difícil acesso – soando mais como 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968) do que com Guerra nas Estrelas (Star Wars, 1977). Cinco continuações foram produzidas até 1991 com a tripulação original, quatro com a nova geração e três filmes com o novo elenco do reboot.

Apocalipse Now

Nem só de franquias e ficção científica foram feitos os grandes sucessos de 1979. Aqui, temos um dos longas mais cultuados do ano, que ainda se mantém em pé como marco do cinema de guerra. Trata-se de Apocalipse Now, épico sobre a Guerra do Vietnã, de Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão). A experiência durante a produção do filme foi tão traumática, que os relatos ficaram tão famosos quanto à obra em si e gerou documentários de bastidores.  Na trama, o protagonista de Martin Sheen é enviado até o coração do Camboja, para eliminar o Coronel Kurtz (Marlon Brando), que enlouquecido, se tornou renegado e uma espécie de Deus para os locais. Indicado para 8 Oscar, incluindo melhor filme e diretor, a produção levou os prêmios de fotografia e som. O longa consta como número 50 dentre os melhores de todos os tempos para os fãs.

Manhattan

Tido até hoje pela maioria dos fãs como um dos melhores (ou o melhor) filme da carreira do cultuado Woody Allen, Manhattan é um drama todo em preto e branco, que resume muito bem todos os conceitos apresentados ao longo da carreira do cineasta. Curiosamente, o próprio não é o maior entusiasta da obra. E nem a estrela Meryl Streep, que no filme interpreta a ex-mulher lésbica do protagonista vivido por Allen. A atriz declarou após o trabalho que nunca mais voltaria a fazer um filme do diretor. Dito e feito. Manhattan foi indicado para dois Oscar (melhor coadjuvante para Mariel Hemingway e roteiro original). No filme, Allen interpreta um divorciado de 40 anos que se envolve com uma menina colegial (Hemingway). Diane Keaton, musa do cineasta na época, completa o elenco principal.

Horror em Amityville

Uma das franquias de terror mais duradouras do cinema (ou de qualquer outro gênero), Amityville teve inúmeras continuações (já que a história é de domínio público e não atende apenas a um estúdio ou franquia) e diversos documentários produzidos. Esta, porém, foi a primeira produção sobre a trágica história real. A trama todos já conhecem: uma família se muda para uma casa tida como amaldiçoada, onde anos antes ocorreu um terrível massacre. Os novos moradores logo começam a experimentar surtos e possessões, recriando entre eles os horripilantes acontecimentos. Mas não pense você que Amityville começou como filme B – o que os recentes projetos se tornaram. Aqui, tínhamos a direção de Stuart Rosenberg (Rebeldia Indomável, 1967), e gente do calibre de James Brolin (pai de Josh Brolin), Margot Kidder (a Lois Lane dos filmes Superman, com Christopher Reeve) e Rod Steiger (No Calor da Noite, 1967). O filme, inclusive, foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora.

21 Filmes de Terror que Completam 30 anos em 2019

007 – Contra o Foguete da Morte

Sim, este é o filme no qual James Bond vem ao Brasil (ao Rio de Janeiro mais especificamente) e entre outras firulas, anda do lado de fora nos bondinhos do pão de açúcar, ao que o vilão Jaws (Richard Kiel) parte os cabos com seus dentes de aço. Tudo bem, é preciso admitir também que este é o pior filme da franquia 007 no cinema – apesar do valor imenso de prazer culposo (daquele tipo que de tão ruim se torna bom). Tudo porque o agente secreto decide ir ao espaço na segunda metade do filme, para uma base na lua – os produtores queriam pegar carona no imenso sucesso de Star Wars. Interpretado por Roger Moore (o mais fanfarrão dos James Bond), o personagem havia se tornado tão cartunesco na quarta aventura nas formas do ator, que para o próximo filme a opção foi pela maior sobriedade em um filme seu, com Somente para Seus Olhos (1981).

A Vida de Brian

Talvez não muito conhecidos para as gerações atuais, a trupe de comédia britânica Monty Python permanece lembrada como sinônimo do humor inteligente – o que não os livra do escracho e da comédia incorreta. Aqui, a insana e criativa ideia narra a vida de Brian de Nazaré, desde a infância até a vida adulta. Pelo nome já deu para perceber que esta é uma sátira da Bíblia e da história de Jesus. Brian, é um menino nascido no estábulo ao lado do de Jesus – o que o faz ser confundido durante toda a vida com o verdadeiro Messias. Esperem o típico humor ácido britânico, que não poupa nada e nem ninguém. Dentre os mais famosos membros do humorístico encontram-se o diretor Terry Gilliam e o ator John Cleese. O filme está entre os 250 melhores na opinião do grande público.

O Show Deve Continuar (All That Jazz)

Na lista já apareceram filmes icônicos para os gêneros da ficção científica e comédia. Agora, chega um representante máximo quando falamos em musicais. Escrito e dirigido pelo coreógrafo renomado Bob Fosse (lenda da Broadway), este longa é uma biografia sua, não declarada. No filme, Roy Scheider (Tubarão) vive uma versão do diretor, aqui chamado de Joe Gideon, um dançarino mulherengo, viciado em drogas e álcool, que leva uma vida sórdida. Jessica Lange vive sua musa, Angelique. All That Jazz  foi indicado para 9 prêmios no Oscar, incluindo melhor filme, diretor e protagonista masculino, e saiu com 4 estatuetas técnicas.

Muppets: O Filme

Os fantoches mais famosos da cultura pop, criados por Jim Henson, ganhavam seu primeiro longa-metragem para o cinema há 40 anos. Muppets: O Filme é uma história de origem e mostra como o sapo Caco (agora Kermit – como na versão americana) conheceu a turma toda e assim formaram o famoso grupo. Eles viajam pelos EUA com sonhos de estrelato em Hollywood. A obra foi indicada para dois Oscar de canção original e gerou mais sete continuações (sendo duas bem recentes, de 2011 e 2014), uma famosa animação infantil e todo tipo de merchandising.

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Alcatraz – Fuga Impossível

Clint Eastwood é um dos marcos históricos do cinema de Hollywood e mundial. O veterano de quase 90 anos está em cartaz nos cinemas brasileiros com o drama A Mula, sua despedida das telas como ator. Há 40 anos, no entanto, o ator estava no auge da forma neste lendário filme sobre fuga de prisão. Baseado no livro de J. Campbell Bruce, Eastwood é Frank Morris, um dos três prisioneiros audaciosos que tentam escapar da fortaleza conhecida como “a rocha”, a prisão de segurança máxima Alcatraz - cuja fuga era praticamente impossível, já que se encontrava numa ilha. Bem, praticamente, afinal, no caminho do prisão temos Clint Eastwood.

Os Grandes Durões da carreira de Clint Eastwood no Cinema

Hair

Outro musical clássico aparece na lista aniversariando. Inicialmente um musical da Broadway de 1968, escrito por Gerome Ragni e James Rado, a obra ganhou as telonas comandada pelo saudoso checo Milos Forman (Um Estranho no Ninho). A ideia por trás do texto é a declaração anti-Guerra, no auge da guerra com o Vietnã – que viu muitos jovens americanos arrastados ao conflito para perderem suas vidas, voltarem incapacitados ou traumatizados para o resto de suas vidas. Esta também foi a época do auge do movimento hippie, que pregava o oposto, o amor e a liberdade – sem muito compromisso com os velhos padrões sociais. Assim, na trama, o protagonista Bukowski (John Savage) é alistado para a guerra, ao mesmo tempo em que descobre uma comunidade hippie e o uso de entorpecentes. O filme é dono de um repertório musical marcante.

Crítica | A Mula – Clint Eastwood se despede das atuações com o pé direito

Nosferatu – O Vampiro da Noite

Recentemente, na matéria sobre os grandes trabalhos de Willem Dafoe, falamos sobre a homenagem que o clássico Nosferatu recebeu em 2000, com o longa A Sombra do Vampiro. É claro que a homenagem foi para o Nosferatu dirigido por F.W. Murnau em 1922, baseado no livro Drácula, de Bram Stoker – um filme mudo e em preto e branco que retrata o pilar do expressionismo alemão. Quase 60 anos depois, e este ícone absoluto foi revisitado por Werner Herzog (Fitzcarraldo, 1982), um cineasta conterrâneo. Desta vez colorida e com som, a produção alemã traz Klaus Kinski como o vampiro, a francesa Isabelle Adjani como Lucy Harker, e o veterano suíço Bruno Ganz como Jonathan Harker.

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Calígula

Um dos mais polêmicos filmes de todos os tempos – por seu teor sexualmente explícito – Calígula foi o primeiro e único filme produzido pela famosa revista erótica masculina Penthouse. Trata-se de um épico biográfico sobre a ascensão e o declínio de um dos mais importantes e infames Imperadores Romanos: Gaius Germanicus Caligula. Voltando para a controvérsia, a intenção dos realizadores era empurrar as barreiras do aceitável em um filme mainstream, acrescentando muito sexo e erotização nada sutis. Assim, temos uma mescla de um filme pornô (com cenas de sexo reais) e um drama de época. Atores como Malcolm McDowell (que vive o protagonista) e a Dama Helen Mirren (vencedora do Oscar), passeiam em tela entre uma felação e outra. Por outro lado, artistas como Peter O´Toole e Sir John Gielgud, que também fazem parte do elenco, afirmaram não ter conhecimento prévio de que seriam adicionadas ao longa cenas reais de sexo.


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