Postar, curtir, comentar, reagir, pensar no horário dos posts, a linguagem usada, criar engajamento, usar filtros, seguir as pessoas certas: gerar conteúdo. As redes sociais, para além de aproximar as pessoas, têm cada vez mais se tornado ferramentas de interação e promoção de produtos e de imagens pessoais. Tudo isso gera uma legião de fãs e seguidores que, devido à aproximação direta com as pessoas que admiram, por vezes têm dificuldade em entender a diferença entre admirar um ídolo e de fato ser amigo pessoal dele. Este é o argumento de ‘Ingrid Goes West’, nova comédia dramática que acaba de entrar no catálogo da Netflix.

Ingrid Thornburn (Aubrey Plaza) é uma jovem com graves problemas de autoestima, que stalkeou tanto uma influencer do Instagram, que acabou tendo que ser internada para tratar de seu distúrbio. Depois de receber alta, Ingrid volta para casa totalmente desolada, até que encontra em uma revista uma reportagem sobre a fotógrafa Taylor Sloane (Elizabeth Olsen) que vive em Venice, Califórnia. A partir daí, Ingrid volta todas as suas energias para sua nova ídolo, e fará de tudo para se tornar best friend de Taylor.

O tema simples e extremamente atual é o motivo pelo qual ‘Ingrid Goes West’ nos faz refletir. De maneira bem-humorada e bastante ácida a comédia aponta os perigos da constante autoexposição virtual e da intensa necessidade que as gerações mais jovens têm de pre-ci-sar da aprovação das pessoas para tudo – aprovação esta que vem através de curtidas, comentários, hasthtags, emojis e, claro, números de seguidores.

Tanto Aubrey Plaza quanto Elizabeth Olsen estão extremamente à vontade em seus papéis, representando-os com muita naturalidade e conduzindo o longa com desenvoltura. As duas personagens são tão carismáticas, que fatalmente a gente se reconhece nelas de alguma forma. Entra aí também o mérito do roteiro de David Branson Smith e Matt Spicer, que construiu uma história totalmente crível, inserindo situações reais e cuja sucessão provoca uma gama de sensações no espectador.

A direção de Matt Spicer se apoia na competente atuação das protagonistas e faz de ‘Ingrid Goes West’ uma crônica da juventude contemporânea. Sem se calcar em grandes cenários, o longa é ajudado por uma edição que insere elementos do mundo virtual no filme e uma trilha sonora bastante popular.

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Bagunçando com todos os sentimentos – bons e ruins – o filme ainda encontra espaço para brincar com a fixação juvenil pelos super-heróis, através do personagem Dan Pinto (O’Shea Jackson Jr.) e as muitas mentiras que contamos na internet. Apesar de chegar no Brasil sem um título em português, ‘Ingrid Goes West’ é uma grata surpresa que vale a pena ser conferida.

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