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MAIOR BILHETERIA da história para um anime na China está disponível na Netflix

A maior bilheteria chinesa da história já está disponível na Netflix.

Suzume‘ (Suzume no Tojimari) se tornou uma sensação nas bilheterias chinesas.

O filme de Makoto Shinkai arrecadou US$ 110 milhões e estabeleceu um novo recorde histórico ao se consagrar como a maior bilheteria da história para um anime na China. O filme também conquistou a maior bilheteria para qualquer outro filme internacional lançado no país em 2023, incluindo super-heróis americanos como ‘Homem-Formiga 3‘ (US$ 39 milhões).

Mundialmente, fez gigantes US$ 316,8 milhões.

A trama acompanha Suzume, de 17 anos, que começa sua jornada em uma pacata cidade quando ela encontra um jovem que lhe diz: “Estou procurando uma porta”. O que Suzume encontra é uma única porta desgastada em pé no meio de ruínas, como se estivesse protegida de qualquer catástrofe. Aparentemente hipnotizada por seu poder, Suzume alcança a maçaneta… As portas começam a se abrir uma após a outra em todo o Japão, desencadeando destruição sobre qualquer um que esteja por perto. Suzume deve fechar esses portais para evitar mais desastres.

Tanto a direção quanto o roteiro são de Shinkai (que ficou conhecido pelo mega hit ‘Your Name‘) com desenho de personagens de Masayoshi Tanaka (‘O Tempo com Você’, também de Shinkai), Takumi Tanji na direção de arte e Kenichi Tsuchiya na direção de animação. O estúdio é novamente o CWF, e a distribuição é da TOHO.

Confira o trailer:

‘The Midnight Pool’: Aaron Paul estrelará terror psicológico do diretor de ‘V de Vingança’

O aclamado Aaron Paul, eternamente lembrado por seu papel em ‘Breaking Bad’, assume o protagonismo de ‘The Midnight Pool, um novo e promissor terror psicológico sob a direção de James McTeigue, conhecido por filmes como ‘V de Vingança’ e ‘O Corvo’.

De acordo com a Variety, o roteiro é assinado por Jonathan Easley (‘Red Right Hand’).

“A trama mergulha na vida de Johnny Black (interpretado por Paul), um jornalista desiludido que, após ser assolado por uma tragédia pessoal, se vê irresistivelmente atraído para os bastidores sombrios de uma sociedade secreta e de elite. Em sua busca incessante por uma reportagem que finalmente defina sua carreira, Johnny inicia uma descida perturbadora em um labirinto de ilusão, manipulação e realidades cada vez mais distorcidas”, diz a sinopse.

The Midnight Pool será um dos destaques do prestigiado Festival de Cannes. A distribuição internacional do filme será gerenciada pela recém-lançada Stoic, em uma colaboração estratégica com a CAA Media Finance e a UTA Independent Film Group.

“No instante em que ‘Midnight Pool’ chegou às minhas mãos, soube que precisava conversar com James”, revelou Aaron Paul, demonstrando seu entusiasmo pelo projeto.

“O mundo intrincado criado por Jonathan Easley permaneceu comigo muito depois de eu ter terminado de ler o roteiro. A perspectiva de James assumir essa história me deixou incrivelmente animado para explorar esse universo ao seu lado. Nós nos encontramos no meu quintal e passamos horas conversando sobre nossa paixão pelo cinema. Após essa conversa, ficou evidente que queríamos embarcar nessa jornada juntos. Sou um grande admirador do trabalho de James e me sinto verdadeiramente privilegiado por fazer parte dessa experiência com ele e toda a talentosa equipe”.

Crítica | ‘O Jogo do Disfarce’ – Kaley Cuoco estrela ação do Prime Video previsível estilo ‘Sr e Sra Smith’

Os dois lados de uma vida. Você provavelmente já viu algum filme bem parecido com esse novo lançamento da Prime Video. Reunindo um amontoado de clichês, expostos em uma narrativa sonolenta, fruto de um roteiro ingênuo que foge de qualquer criatividade, O Jogo do Disfarce se propõe em seu discurso abordar uma crise conjugal num desenrolar de verdades por trás de mentiras. Feito pra divertir, o projeto se perde a todo instante com seu leme apontado para o previsível.

Na trama, conhecemos Emma (Kaley Cuoco), uma mulher super dedicada a sua linda família, casada com o carinhoso Dave (David Oyelowo), mas que esconde um importante segredo. Sete anos casada, com dois filhos, moradora de Nova Jérsei, Emma passa seus dias se desdobrando entre os afazeres profissionais como assassina de aluguel e a vida familiar. Certo dia, quando percebe junto ao marido que precisam apimentar a relação, eles tem a ideia de se encontrarem em um hotel luxuoso, fingindo não se conhecerem, e assim terminar a noite de uma forma diferente. Só que nesse lugar, Emma vai bater de frente com sua outra vida, gerando uma série de situações.

Não tem como eu começar esse texto dizendo que reinventaram um modelo batido de entretenimento. Eu bem que queria dizer isso. Mas…longe disso. Dirigido pelo cineasta francês Thomas Vincent, em seu segundo longa-metragem de ficção após uma passagem pelo universo das séries dirigido alguns episódios de Os Bórgias, Versailles, Reacher entre outras, O Jogo do Disfarce é um pouco mais do mesmo do que já vimos por aí. Embarcando em uma história com construções simplistas, na linha do superficial, onde os conflitos da protagonista se resumem a um acordar de uma estrutura fantasiosa que criou precisando lidar com as consequências de sua arriscada profissão, o filme chega sem forças ao ponto mais alto de tensão na sua narrativa.

Se buscarmos um olhar para a crise conjugal que o casal enfrenta, temos algumas camadas a partir disso que podem gerar reflexões. Inclusive, indo por essa estrada o filme pode até se tornar mais interessante. As dificuldades que já existem em qualquer casamento se somam a uma protagonista que estaciona no seu presente se sentindo culpada pelo acúmulo das mentiras. Pena que o roteiro não desenvolve mais essa relação, flertando com a rápida chegada de uma ação desenfreada onde tudo fica mais desinteressante.

Indo atrás de pausas dramáticas aos montes, escorregando em clichês, O Jogo do Disfarce é um filme despretensioso, frio, sem nem ao menos pingos de emoção. Mas assista, tire suas próprias conclusões.

Warner revela seus projetos ativos do DCU direto do painel na SDCC

Os filmes do DCU (Universo Cinematográfico da DC) começaram de forma irregular com O Homem de Aço (2013). E assim seguiram cambaleando em BVS (2016) e Esquadrão Suicida (2016), até encontrarem finalmente o sucesso este ano com Mulher Maravilha (2017).

O estúdio tem planos para muitos novos filmes, a maioria já divulgado, assim tecendo e costurando suas histórias no cinema. Durante o painel na Comic Con, a Warner, que pretende lançar a certa altura de 3 a 4 filmes por ano, deu um panorama do que já está engatilhado e do que não é prioridade por enquanto. É claro que a situação pode muito bem mudar, e certos filmes podem ser jogados para escanteio em prol de outros.

No painel a Warner apresentou 12 projetos, que são seu maior foco no momento: Mulher Maravilha 2, Batgirl, Shazam!, Liga da Justiça, Aquaman, Tropa dos Lanternas Verdes, Ciborgue, Flashpoint, The Batman, Esquadrão Suicida 2 e Liga da Justiça Sombria.

A Warner promete que um destes filmes será lançado antes de 2019. Problemas com as produções de The Batman e o filme solo do Flash, que acaba de ser rebatizado Flashpoint, embolaram o meio de campo para a DC, evitando que novos projetos sejam divulgados.

Seja como for, a DC ainda tem na fila os filmes do Asa Noturna, Sereias de Gotham, Adão Negro e as continuações de Liga da Justiça e Homem de Aço. Fora isso, há pouco tempo foi lançado o rumor sobre um possível filme sobre o Coringa & Arlequina.

Confira abaixo a cronologia até o momento dos próximos filmes da casa:

Liga Justiça – em fase de pós-produção o filme tem estreia marcada para 16 de novembro. Foi divulgado que o novo diretor Joss Whedon está realizando refilmagens extensivas. Um novo trailer acaba de ser lançado.

Aquaman (2018) – dirigido por James Wan, o filme está sendo rodado, com estreia programada para 20 de dezembro de 2018.

Shazam! (2019) – o diretor David F. Sandberg (Quando as Luzes se Apagam) está vinculado. Nada de The Rock como Adão Negro no elenco. E estreia é planejada para 5 de abril de 2019.

Esquadrão Suicida 2 (2019) – anunciado para 2019, o filme está perto de ser dirigido pelo ótimo Jaume Collet-Serra (Águas Rasas). Do elenco, Joel Kinnaman é o mais certo de retornar como Rick Flag.

Ciborgue (2020) – com participações confirmadíssimas em Liga da Justiça e Flashpoint, o herói metalizado ganhará um filme solo em 3 de abril de 2020.

Tropa dos Lanternas Verdes (2020) – David S. Goyer (Blade: Trinity) é visado como diretor. A estreia é programada para 24 de julho de 2020.

Flashpoint – uma das produções mais problemáticas da casa, o filme inicialmente está programado para 2020. Ezra Miller retorna como Flash, Billy Crudup vive seu pai Henry Allen, a gracinha Kiersey Clemons é Iris West, sua namorada, e Ray Fisher participará como Victor Stone / Ciborgue.

The Batman – sem data de estreia definida, trará Ben Affleck novamente como Batman e direção de Matt Reeves (Deixe-me Entrar). Joe Manganiello viverá o vilão Exterminador.

Batgirl – sem data confirmada, a única coisa que sabemos é a direção de Joss Whedon. E isso já basta.

Mulher Maravilha 2 – confirmada oficialmente neste fim de semana pela Warner, a sequência trará Gal Gadot como a heroína.

Liga da Justiça Sombria – com a saída de Doug Liman do projeto, o diretor Andrés Muschietti, conhecido por Mama (2013) e pelo vindouro It – A Coisa (2017), pode assumir o projeto.

Sereias de Gotham – o diretor David Ayer e sua musa Margot Robbie pulam de Esquadrão Suicida para o filme centrado em três vilãs do Batman, Arlequina (Robbie), Mulher Gato e Hera Venenosa.

Adão Negro – derivado de Shazam! com Dwayne The Rock Johnson no papel de sua versão malvada.

Asa Noturna – Robin, o aprendiz de Batman, cresceu e se tornou seu próprio herói. Chris McKay (Lego Batman) é o diretor e Bill Dubuque (da série Ozark, da Netflix), o roteirista.

O Homem de Aço 2 – Henry Cavill reprisa o papel de Superman. Na direção, Matthew Vaughn (Kingsman – Serviço Secreto) está vinculado.

Liga da Justiça: Parte 2 – Ben Affleck, Henry Cavill e Gal Gadot estão confirmados respectivamente como Batman, Superman e Mulher Maravilha. Zack Snyder, que precisou abandonar a finalização do primeiro devido a uma tragédia familiar ainda está vinculado na direção do segundo.

Crítica | O Insulto – um estudo sobre a intolerância no drama indicado ao Oscar

Inimigo Meu

Para quem não curte muito filmes americanos de Hollywood, a categoria mais visada do Oscar é sempre a de produções estrangeiras. Nela, todo ano somos brindados com algumas das obras mais elogiadas ao redor do mundo – que buscam inovar seja pela narrativa diferenciada, ou roteiro bem elaborado, sem saídas fáceis, e donos de tantas questões, que poderíamos debate-las por dias. Este ano, um dos mais proeminentes é o drama racial O Insulto, representante do Líbano.

O Oscar 2018 sem dúvidas irá entrar para a história. É impressionante como em 90 anos do evento, barreiras ainda continuam a ser quebradas. Este ano, por exemplo, temos a quinta mulher a ser indicada ao Oscar de direção, a californiana Greta Gerwig (de Lady Bird); a primeira mulher a ser indicada na categoria de fotografia (Rachel Morrison, por Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi); e o primeiro filme do Líbano a ser indicado ao Oscar de produção estrangeira. Se dependesse deste que vos fala, o Líbano não teria apenas a primeira indicação, como a primeira vitória também, e sairia com a estatueta debaixo do braço no dia 4 de março.

A inovação de O Insulto não está em sua forma (a narrativa é tradicional, ou seja, nada muito mirabolante ou artístico – o que é um alívio, pois passa bem longe de qualquer pretensão além de relatar esta história), mas em seu conteúdo. O longa escrito e dirigido por Ziad Doueiri possui um dos roteiros mais provocativos e incendiários dos últimos anos, ao abordar questões como o preconceito e a intolerância, tudo, no entanto, tratado de forma muito consciente. Para a decepção de muitos, este não é um filme panfletário (a forma como uma parcela do público e críticos trata cinema, desde que seja a favor de sua ideologia), e não escolhe lados.

O Insulto apresenta o problema e se propõe a discuti-lo, sem tampouco carregar a prepotência de tentar solucioná-lo. Este papel cabe ao público. O longa existe para sacudir, para questionar, colocando um espelho na frente do espectador.

A trama mostra um conflito surgindo entre dois homens comuns da classe média baixa de Beirute, capital do Líbano. Quando a calha do apartamento do mecânico Tony (Adel Karam) vaza e molha pessoas na rua, incluindo o mestre de obras Yasser (Kamel El Basha), o operário decide se prontificar a consertar o defeito, mesmo depois do dono ter negado o pedido. O debate continua e resulta em agressão da parte de Yasser. Logo, Tony entra na justiça para a prisão do agressor. A briga, porém, esconde um motivo mais nefasto por trás, o preconceito de Tony, um libanês, em relação a Yasser, um refugiado palestino.

Uma das muitas colocações que ouvi a respeito de O Insulto é que só funcionaria nesta situação, por ser algo muito referente ao país onde a trama se passa. Não concordo cem por cento, já que se transferíssemos para qualquer outra região, esta trama funcionaria se levemente alterada para encaixar em qualquer contexto de preconceito e intolerância – seja racial, contra negros, seja homossexual e inclusive discordância política (brinquei de forma triste e preocupada que esta em breve poderia ser a realidade de dissonâncias políticas entre esquerda e direita no Brasil).

O Insulto começa como algo simples e como uma bola de neve se transforma em algo tão urgente e fervoroso que toma o país, envolvendo e fazendo de vítima terceiros que nada tinham a ver com a história inicial (vide o entregador de pizza). De um drama sobre as diferenças entre dois homens, o longa surge como uma batalha épica nos tribunais, na qual diversos outros elementos entram em cena. O Insulto funciona com muitas peças em movimento, agindo ao mesmo tempo. Não esquece a humanidade e o realismo das situações, e ainda arruma tempo para alívios cômicos – todo filme apenas lucra com eles.

Aqui, as respostas não vêm fáceis. Não existem vilões ou mocinhos, certos ou errados. O Insulto é apenas o retrato de um país, ou quem sabe de nosso mundo, funcionando mais do que qualquer outra coisa na forma de um conto cautelar, alertando dos perigos de convicções irremediáveis e imutáveis, cujo reflexo ao longo da história geraram apenas guerra e sofrimento. Essencial e indispensável, O Insulto possui uma das mensagens mais imprescindíveis deste início de ano, que precisa ser propagada para o maior número de pessoas possível. Acredite, você não irá querer perder este filme.

10 títulos Muito Famosos da Cultura POP que nunca mais foram usados pelos Estúdios de Hollywood

Hoje, um termo muito utilizado por Hollywood para definir suas franquias é IP (sigla em inglês para propriedade intelectual – ou seja, uma marca registrada). Seria algo como um título de peso dentro da cultura pop. Por exemplo, os heróis da Marvel – a maioria possui um título forte, reconhecível para qualquer tipo de público, que gera familiaridade. Algumas marcas clássicas do cinema que criam fácil associação do grande público são ‘Star Wars’, ‘O Exterminador do Futuro’, ‘Alien’, ‘Senhor dos Anéis’, ‘Harry Potter’, entre outros, por exemplo.

Vira e mexe Hollywood está sempre revirando seu baú e tirando do fundo propriedades de grande lucro em potencial. Foi o caso com o recente ‘Top Gun Maverick’, que se aproveitou do muito conhecido título de ‘Top Gun’ para reinar em 2022. Com personagens como ‘Batman’ então nem se fala. Outro exemplo de IP de fácil conexão também seria ‘Karatê Kid’ e ‘A Família Addams’ – ambas foram parar nas telinhas em programas de muito sucesso na Netflix, como ‘Cobra Kai’ e ‘Wandinha’.

Nessa nova matéria nostálgica, separamos dez marcas clássicas e muito famosas, que já ganharam as telas nos anos 80 e 90, mas que por alguma razão foram abandonadas pelos estúdios, e nunca receberam uma segunda chance de brilhar. Confira abaixo.

Uma Cilada para Roger Rabbit (1988)

Sejamos honestos, grande parte dos itens contidos nessa lista não atingiram seu potencial, seja em bilheteria, ou seja em críticas. Mas esse não é o caso com ‘Uma Cilada para Roger Rabbit‘, justamente por isso começamos a matéria com ele. Um dos maiores sucessos dos anos 80, o que os produtores realizaram aqui foi algo sem precedentes e que talvez nunca mais volte a acontecer – o encontro de propriedades da Disney e da Warner (fora a Universal e de outros estúdios). Talvez imaginando que um raio não fosse cair duas vezes no mesmo lugar, os realizadores não emendaram logo uma continuação nos anos seguintes, mas teria sido o movimento certo a se fazer. Há muito especula-se sobre uma sequência tardia, mas nada de concreto.

Dick Tracy (1990)

Ao contrário de ‘Roger Rabbit’, ‘Dick Tracy’ não foi um sucesso estrondoso, mas está longe de ter sido um fracasso também. Acontece que o filme foi produzido pela Disney para ser uma resposta ao sucesso ‘Batman’ (1989), da Warner – que tirou uma propriedade antiga dos quadrinhos e transformou em fenômeno. A Disney planejava o mesmo com ‘Dick Tracy’, quadrinhos policiais criados na mesma época do Homem-Morcego, em 1931. Já tem mais de 30 anos e nada de novo é pensado com o personagem de sobretudo amarelo. Dizem que os direitos ainda estão com o diretor e protagonista Warren Beatty, e ele os guarda em um cofre. Está na hora de passar adiante para que outros possam brincar também.

Popeye (1980)

Por falar em filmes baseados em quadrinhos clássicos, esse aqui muitos sequer devem ter ouvido falar. Você sabia que o marinheiro Popeye já teve um filme de carne e osso nos anos 80? E que o herói que adora espinafre foi vivido por Robin Williams, com sua namorada magricela Olivia Palito vivida por Shelley Duvall (de ‘O Iluminado’)? Pois bem, isso é um fato. Dirigido por Robert Altman, com produção da Paramount em parceria com a Disney, o filme (que é um musical) não fez sucesso. Desde então, há mais de 40 anos, nada mais foi feito com o personagem nas telonas – seja com atores reais ou em animação. Em nossa opinião estão perdendo tempo e dinheiro.

Flash Gordon (1980)

Mais um personagem clássico que poderia ter uma roupagem moderna nos dias de hoje. Criado ainda em 1934 para as tirinhas, o aventureiro espacial Flash Gordon virou ícone da cultura pop – como um dos primeiros heróis de todos os tempos. Um jogador de futebol americano da Terra, ele termina indo para o espaço e ajuda outros seres a se libertar de governantes tiranos e terroristas espaciais. No mesmo ano de 1980, outro personagem ficava empacado, sem nunca ganhar uma segunda chance após o fracasso de seu único filme. Hoje, ‘Flash Gordon’ é cult, e foi homenageado nos filmes cômicos ‘Ted’, do ursinho incorreto. Mas nada de fazerem mais um filme com o aventureiro intergaláctico. O original conta com trilha sonora comporta pela banda Queen.

Mestres do Universo (1987)

É incrível pensar que uma marca tão popular quanto ‘He-Man’ e ‘Os Mestres do Universo’ nunca mais foi desenvolvido para se tornar uma superprodução nos cinemas. É verdade que há algum tempo um novo filme vem sendo planejado e que a última atualização trazia Noah Centineo como o herói de Greyskull. Mas o projeto não saiu do papel, e ao que tudo indica voltou à estaca zero. A verdade é que o personagem e seu universo tiveram seu ápice de popularidade na primeira metade dos anos 80, com uma série de bonecos e desenho animado. É verdade também que o trabalho de um filme é trazer uma marca novamente para a popularidade. E quando falamos na versão de carne e osso de He-Man, precisamos ficar com o filme da picareta Cannon Films com Dolph Lundgren.

O Fantasma (1996)

Aproveitando o hype em torno da franquia ‘Batman’ da Warner, a Paramount também queria uma fatia desse bolo. E por que não, afinal se um vigilante mascarado pode ter seu lugar ao sol, por que outro também não pode? Nesta altura, Batman já estava nas mãos de Joel Schumacher com um visual e narrativa menos sombrio, mais repleto de ação e mais aprazível para a garotada. Assim, uma versão do “espírito que anda” das florestas também recebia a luz verde e era lançada em grande estilo. O Fantasma, criado por Lee Faulk, foi outro personagem criado ainda na década de 1930. Porém, depois da derrapada com Billy Zane, nada mais foi tentado com o título.

Spawn – O Soldado do Inferno (1997)

Agora temos na lista a marca mais recente. A maioria dos personagens apresentados até o momento foram criados na chamada era de ouro dos quadrinhos, ou seja, na década de 1930. Popeye, Dick Tracy, o Fantasma e Flash Gordon fazem aniversário de pelo menos 90 anos. He-Man e Roger Rabbit foram criados nos anos 1980. Mas Spawn nascia em 1992, criado por Todd McFarlane, que havia trabalhado na Marvel por muitos anos cuidando do Homem-Aranha. Sua criação mais famosa era um assassino treinado do governo que é morto e vai parar no inferno. Voltando para se vingar com poderes amaldiçoados. Cinco anos depois de sua criação, o personagem infernal já ganhava as telonas. O filme não foi tão bem recebido e nada mais foi tentado com a marca até o momento. Um filme com Jamie Foxx no papel principal vinha sendo anunciado.

Os Flintstones (1994)

De todos na lista, ‘Os Flintstones’ foi o único que recebeu dois filmes, embora o segundo desejássemos esquecer. Aproveitando a onda trazida por Batman no fim dos anos 1980, e continuada por Dick Tracy e As Tartarugas Ninja, a Universal viu potencial em levar uma propriedade querida às telonas em versão de carne e osso. Assim, investiu em uma superprodução baseada na série clássica animada da Hanna-Barbera. ‘Os Flintstones’ foi um sucesso em 1994, mas talvez tenha esperado muito por uma continuação. Teria sido bom ver uma sequência logo em 1996 ou 1997. A verdade é que ela só saiu em 2000, e a opção foi por uma história de origem com outros atores – coisa que ninguém queria ver. Depois desse fracasso, a família de Bedrock descansa por mais de 20 anos, sem nunca mais dar as caras nos cinemas.

Howard – O Super-herói (1986)

Quem chega agora à lista é a Toda Poderosa Marvel. Mas aqui em uma época muito antes de se tornar a potência que é hoje em dia. Antes de emplacar o Homem-Aranha, o Hulk ou sequer os X-Men e o Homem de Ferro nos cinemas, a primeira adaptação de um personagem Marvel para as telonas foi nenhum outro senão ‘Howard – O Pato’. Sim, o primo desbocado do Pato Donald foi uma brincadeira / homenagem da Marvel com a Disney. O maior crime cometido pelo produtor George Lucas, no entanto, foi criar uma versão para menores de idade do personagem incorreto – mesmo que o filme contasse com alguns momentos WTF, como uma pata nua de seios de fora e o sexo entre o pato protagonista e a humana vivida por Lea Thompson. Depois deste fiasco, o personagem já apareceu no MCU em muitas pontas, mas nunca em um título próprio. Imaginamos que algo possa ainda acontecer no Disney+.

O Sombra (1994)

Finalizando a matéria temos mais um herói que deu as caras em grande escala na década de 1990. No mesmo ano de ‘Os Flintstones’, ‘O Corvo’ e ‘O Máskara’, outro herói sombrio do passado ressurgia. Assim como a maioria dos títulos da lista, ‘O Sombra’ foi criado ainda na década de 1930. Curiosamente, o personagem surgia em um programa de rádio em 1931, como um narrador de histórias detetivescas. Sua popularidade foi tamanha que ele começou a expandir seus domínios para outras mídias, como HQs. Assim como Batman, ele é a identidade secreta de um milionário, que foi treinado em artes místicas de um país exótico da Ásia. A diferença é que o filme de ‘O Sombra’ se passa na mesma época em que a história foi criada, ou seja, na década de 1930. Até hoje o filme é elogiado por seu visual e pela direção de arte. No entanto não gerou uma continuação, e nada mais foi tentado com o personagem nesses quase 30 anos.

‘Slice’: Terror cômico no estilo ‘Pânico’ ganha novo cartaz minimalista

“Morto. Em 30 minutos ou menos.”

Slice‘, terror cômico que mistura slasher, filmes de gangue e ameaças sobrenaturais, ganhou um novo cartaz minimalista.

Confira:

Escrito e dirigido por Austin Vesely, ‘Slice‘ apresenta a investigação de uma pequena e pacata cidade sobre a morte de um entregador de pizza – daí o trocadilho no título (Slice é fatia em inglês). Fantasmas, assassinos, traficantes e até mesmo um lobisomem estão entre os principais suspeitos.

No elenco, destaca-se a bela, carismática e talentosa Zazie Beetz, que foi muito elogiada no papel de Domino em ‘Deadpool 2‘.

Slice‘ tem distribuição da ótima A24 e está programado para estrear em 2018.

Após teaser, a 3ª temporada de ‘La Casa de Papel’ ganha as primeiras imagens oficiais

A Netflix divulgou as primeiras imagens oficiais da 3ª temporada de ‘La Casa de Papel‘.

Confira:

Criada por Álex Pina, a série inicialmente era uma minissérie de 15 episódios, mas foi reeditada pela Netflix em duas partes, e posteriormente optou por dar continuidade à produção depois de sua enorme popularidade.

Na terceira parte, “O professor e sua gangue precisarão fazer um assalto impossível: invadir o Banco da Espanha, localizado na praça de Cibeles, em Madrid. O banco tem um sistema de segurança impecável: é localizado a 50 metros abaixo da superfície, abaixo da água e contando apenas com três portas blindadas em sua entrada.”

O elenco inclui Úrsula Corberó (Tóquio), Álvaro Morte (O Professor), Jaime Lorente (Denver), Miguel Herrán (Rio), Darko Peric (Helsinque), Alba Flores (Nairóbi), Esther Acebo (Estocolmo), Itziar Ituño (Raquel Murillo), Enrique Arce (Arturo), Kiti Mánver (Mariví), Pedro Alonso (Berlim), Juan Fernández (Coronel Prieto) e Mario de la Rosa (Suarez).

A terceira temporada será lançada na plataforma no dia 19 de julho.

‘Ready or Not’: Novo vídeo destaca os sangrentos efeitos práticos do terror

O aclamado terror ‘Ready or Not‘ ganhou um novo vídeo dos bastidores, destacando sangrentos efeitos práticos do terror.

Confira:

Sucesso nos cinemas, o longa arrecadou US$ 57.3 milhões mundialmente, com um orçamento de apenas US$ 6 milhões.

Dirigido por Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin, o roteiro é assinado por Guy BusickRyan Murphy (de ‘American Horror Story‘).

A trama segue uma jovem noiva (Weaving) enquanto ela conhece a família rica e excêntrica de seu marido (O’Brien) em uma tradição que logo se transforma em um jogo mortal com todos lutando para sobreviver.

O elenco inclui Samara Weaving (‘A Babá‘), Adam Brody (‘Garota Infernal‘), Mark O’Brien (‘A Chegada‘), Henry Czerny (‘Objetos Cortantes‘) e Andie MacDowell.

‘O Segredo’: Adaptação ganha nova data de estreia no Brasil; Confira o trailer!

A Imagem Filmes divulgou a nova data de estreia da adaptaçãoO Segredo: Ouse Sonhar‘ no Brasil, que havia sido adiada devido à pandemia de coronavírus.

Agora, o longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 10 de setembro.

Confira o trailer:

Dirigido por Andy Tennant, o longa é baseado no livro homônimo escrito por Rhonda Byrne, que vendeu mais de 30 milhões de cópias ao redor do mundo, foi traduzido para 50 línguas e permaneceu na lista de livros mais vendidos do New York Times por 190 semanas.

A trama conta a história de Miranda (Katie Holmes), uma viúva que luta para criar seus três filhos sozinha. Após uma forte tempestade destruir sua casa, ela contrata Bray Johnson (Josh Lucas) para ajudá-la na reconstrução. Durante a obra, ele passa a compartilhar com Miranda sua filosofia de acreditar no poder do universo, na relação causa e efeito, passado e presente.

‘Great White’: Terror sobre tubarão assassino ganha data de estreia

De acordo com o Bloody Disgusting, o terror australiano ‘Great White‘ será lançado nos EUA nos cinemas e em VOD no dia 16 de julho.

Posteriormente, o longa será lançado no Shudder em 2022. No Brasil, segue sem previsão.

Confira uma nova imagem oficial:

O longa será dirigido por Martin Wilson, a partir de um roteiro escrito por Michael Boughen.

A trama segue dois operadores de hidroaviões, Kaz Fellows (Bowden) e Charlie Brody (Jakubenko), juntamente com seus passageiros, Joji Minase (Kano), sua esposa Michelle (Tsukakoshi) e o cozinheiro Benny (Tuhaka), que voam para o pitoresco recife. Não demora muito para que sua viagem idílica se transformasse em um inferno quando eles se encontram isolados a quilômetros da costa e em grave perigo do que se esconde logo abaixo da superfície. Sua única chance de sobreviver é a praia, mas com dois tubarões-brancos caçando-os, as chances não estão a seu favor. O que se segue é uma batalha pela sobrevivência de proporções épicas contra os predadores mais letais da natureza.

O elenco conta com Katrina Bowden, Aaron Jakubenko, Tim Kano, Kimie Tsukakoshi e Te Kohe Tuhaka.

Lua entra em colisão com a Terra no novo trailer de ‘Moonfall’; Confira dublado e legendado!

A Diamond Films divulgou um novo trailer nacional do sci-fi de catástrofe ‘Moonfall – Ameaça Lunar‘, dirigido por Roland Emerich (‘O Dia Depois de Amanhã’).

Confira, dublado e legendado:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 10 de fevereiro.

Com orçamento de US$140 milhões, a trama é centrada no momento em que a Lua é empurrada para fora de sua órbita após a colisão com um asteroide e entra em rota de imersão rumo à Terra. A vida como a conhecemos está nas mãos de um time de especialistas que embarca numa missão impossível com apenas algumas semanas para salvar a humanidade.

Halle Berry estrela como uma astronauta da NASA cujas antigas missões carregam pistas para impedir a catástrofe. Josh GadPatrick WilsonCharlie Plummer completam o elenco.

Diretor de ‘A Supremacia Bourne’ vai comandar adaptação do novo livro de Stephen King

De acordo com o Deadline, Paul Greengrass (‘A Supremacia Bourne’) será responsável pela direção de ‘Fairy Tale‘, adaptação do livro homônimo do mestre Stephen King.

Além disso, o cineasta também irá escrever o roteiro e servir como produtor do longa.

Na trama…

Um jovem de 17 anos herda as chaves de um lugar aterrorizante onde o bem e o mal estão em guerra. Enquanto ele se aventura nas origens místicas da narrativa humana, os riscos podem acabar tendo consequências mortais – para esse novo mundo e para o nosso.

O projeto ainda não tem o envolvimento de uma distribuidora, mas o site afirma “a concorrência deve ser grande entre estúdios e serviços de streamings, que buscam propriedades intelectuais que podem ter um grande apelo global – especialmente nas mãos de um diretor talentoso como Greengrass“.

Sobre a adaptação, King declarou: “Sou um grande fã do Paul Greengrass, e acredito que ele foi uma escolha incrível para esse filme.”

Fairy Tale‘ é o livro mais recente do autor, que foi lançado neste mês (no dia 6).

O Tarô da Morte

(Tarot)

 

Elenco:

Jacob Batalon
Alana Boden
Adain Bradley
Avantika
Humberly González

 

Direção: Anna HalbergSpenser Cohen

Gênero: Terror

Duração: 92 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 16 de Maio de 2024

Sinopse: 

Em O TARÔ DA MORTE, quando um grupo de amigos irresponsavelmente viola a regra sagrada da leitura de tarô, a de nunca usar o deque de outra pessoa, eles libertam um mal inominável que estava preso nas cartas. Um por um, eles encaram seu destino e acabam em uma corrida contra a morte para escapar do futuro previsto para eles nas cartas.

Curiosidades: 

» Originalmente, o longa seria intitulado Horrorscope;

» A produção é baseada no livro homônimo de Nicholas Adams, que também assina o roteiro ao lado de Anna Halberg e Spenser Cohen;

» O elenco ainda conta com Larsen Thompson (‘O Clube da Meia-Noite’), Olwen Fouéré (‘O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface’), Harriet Slater (‘Pennyworth’) e Wolfgang Novogratz (‘País da Violência’);

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

15 pessoas ficam feridas em passeio turístico na Universal Studios

De acordo com o Entertainment Weekly, quinze pessoas ficaram feridas após um acidente de bonde em um passeio turístico na Universal Studios Hollywood.

O departamento de bombeiros de Los Angeles reportou que as vítimas foram levadas para hospitais locais com ferimentos leves. No entanto, o site afirma que, alegadamente, ao menos uma pessoa sofreu ferimentos críticos.

“Os oficiais foram chamados ao estacionamento da Universal Studios Hollywood por causa da colisão de um bonde, o que fez diversos passageiros caírem para fora do veículo,” declarou o departamento do xerife.

Os bondes são marca registrada da experiência turística, e servem para transportar os visitantes através de sets dos icônicos filmes de Hollywood.

Infelizmente, a causa do acidente não foi revelada. Não foi reportado o envolvimento de outros veículos no incidente, e o departamento do xerife contou ao site que “a causa do acidente ainda está sendo investigada, e que não há outras informações a serem divulgadas no momento”.

“Às 9h05m, unidades foram enviadas para um acidente de bonde onde 15 pacientes foram transferidos para hospitais locais com ferimentos leves. A Polícia Rodoviária de Los Angeles liderará a investigação.”

“No último sábado no Studio Tour, aconteceu uma colisão de bonde durante uma curva,” declarou um representante da Universal Studios. “Nossos pensamentos continuam com nossos visitantes que estiveram envolvidos no incidente, e agradecemos que, de acordo com as agências envolvidas, os ferimentos causados foram leves.”

J.K. Rowling COMPARA Neil Gaiman com Harvey Weinstein após novas acusações de assédio sexual

Através do seu Twitter/X, a polêmica J.K. Rowling voltou a agitar a internet ao comparar Neil Gaiman com o infame Harvey Weinstein após o autor de ‘Sandman‘ recebeu novas acusações de assédio sexual.

A autora de ‘Harry Potter‘ apontou o silêncio da comunidade literária sobre as acusações, ressaltando o quanto as pessoas haviam sido vocais em relação ao caso de Weinstein.

“O público literário, que tinha muito a dizer sobre Harvey Weinstein antes de ele ser condenado, tem se mostrado estranhamente reservado em sua resposta às múltiplas acusações contra Neil Gaiman feitas por mulheres jovens que nunca se conheceram, mas que — assim como Weinstein — contam histórias notavelmente semelhantes.”

Vale lembrar que o New York Times recentemente publicou uma matéria expondo acusações de possíveis novas vítimas de Gaiman. Ele foi acusado não apenas de assédio sexual, como também de usar NDAs e subornos para silenciar suas alegadas vítimas.

Anteriormente, Rowling havia revelado ter ficado surpresa com alguns colegas que condenaram seus comentários transfóbicos, mas que lhe mandaram e-mails privados para confirmar que permaneciam amigos.

“As pessoas que trabalharam comigo correram para se distanciar de mim ou para acrescentar sua condenação pública às minhas opiniões blasfemas”, escreveu ela. ““Na verdade, a condenação de certos indivíduos foi muito menos surpreendente para mim do que o fato de alguns deles me terem enviado e-mails, ou mensagens através de terceiros, para verificar se ainda éramos amigos”.

Rowling acrescentou:

“Aqueles que estão chocados com minha posição muitas vezes não conseguem entender o quão verdadeiramente desprezível eu considero a posição deles. Vi ‘sem debate’ tornar-se o slogan daqueles que outrora se faziam passar por defensores da liberdade de expressão. Já testemunhei homens supostamente progressistas argumentando que as mulheres não existem como uma classe biológica observável e não merecem direitos baseados na biologia”.

Rowling não nomeou as pessoas que lhe enviaram e-mails, mas sabe-se que ela teve desentendimentos públicos com colegas que trabalharam com ela nos filmes da saga Harry Potter, chegando a criticar os atores Daniel RadcliffeEmma Watson – que vêm apoiando abertamente a comunidade trans há anos.

Rowling, inclusive, declarou: “não posso perdoá-los [Radcliffe e Watson]. Celebridades que aderiram a um movimento que pretende erodir os direitos duramente conquistados pelas mulheres e que usaram as suas plataformas para aplaudir a transição de menores podem guardar as suas desculpas para as pessoas que tiveram que passar por destransições traumáticas e para as mulheres vulneráveis que dependem de espaços do mesmo sexo.”

Ator de ‘Matlock’ é DEMITIDO da série após acusação de agressão sexual

De acordo com o Deadline, David Del Rio foi demitido da série ‘Matlock‘ após uma acusação de agressão sexual.

O site afirma que o incidente aconteceu no dia 26 de setembro, e envolveu sua colega de elenco Leah Lewis.

Após ter sido reportado, os produtores da série e a CBS Studios imediatamente começaram uma investigação interna, o que resultou na demissão do ator – que chegou a ser escoltado para fora do estúdio.

Apesar das filmagens terem continuado após a abrupta demissão, ainda não se sabe como os roteiristas irão lidar com a saída do ator na narrativa.

Vale lembrar que a 2ª temporada estreará no dia 12 de outubro.

Confira o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Na trama, Madeline Matlock é uma advogada experiente que, após um período afastada do trabalho, retorna a uma prestigiosa firma de advocacia. Lá, ela utiliza suas táticas astutas e experiência para vencer casos e expor irregularidades.

Criada por Jennie Snyder Urman (‘Jane the Virgin’), a série serve como um reboot do clássico homônimo de 1986.

O elenco ainda contará com Skye P. Marshall, Jason Ritter, David Del Rio e Leah Lewis.

Crianças tocam o terror no trailer DUBLADO de ‘O Sorveteiro’, novo filme do diretor de ‘O Albergue’

Diamond Films divulgou o trailer dublado do terror ‘O Sorveteiro‘ (Ice Cream Man), próximo filme do diretor Eli Roth (‘O Albergue’).

Na trama, uma cidadezinha idílica de verão mergulha na loucura quando um sorveteiro serve doces para crianças com resultados aterrorizantes.

Confira:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 27 de agosto.

Saiba Mais » O Sorveteiro

Ari Millen (‘Orphan Black’) estrela como o vilão titular.

O elenco ainda conta com Benjamin Byron DavisKaren ClicheDylan HawcoSarah AbbottShiloh O’ReillyKiori Mirza WaldmanCharlie ZeltzerCharlie Storey.

Snoop Dogg — que já havia colaborado com o cineasta em ‘Don’t Go in That House, Bitch!‘— irá contribuir com a trilha sonora, junto com o compositor Brandon Roberts (‘Feriado Sangrento’).

Além de dirigir, Roth também assina o roteiro ao lado de seu amigo, Noah Belson.

Ryan Phillippe sofre acidente e série ‘O Atirador’ pode ser comprometida!

O astro Ryan Phillippe quebrou a perna no último fim de semana, após um grave acidente durante um passeio com sua a família.

O protagonista da série ‘O Atirador’ compartilhou a notícia em sua conta do Twitter e publicou uma foto em seu Instagram, após a cirurgia enfrentada para realocar o membro.

Com sua atual condição de saúde, é possível que as filmagens da segunda temporada da produção original do canal USA sofra algumas dificuldades. Vale ressaltar que, embora o novo ciclo esteja prestes a estrear (ele retorna nesta terça-feira nos Estados Unidos), o episódio nove ainda não foi filmado.

Confira:

i’m going to be ok & i appreciate your concern. -🖤 me

Uma publicação compartilhada por @ryanphillippe em

Em um comunicado emitido pela Paramount TV ao site Entertainment Weekly, o estúdio afirmou:

“Estamos trabalhando com nossos parceiros da USA e UCP para ajustar o cronograma da produção, mas antes de qualquer coisa, estamos muito contentes em saber que Ryan está bem e se recuperando”.

Estamos na torcida pela recuperação total de Ryan!

A série é baseada no filme ‘O Atirador‘ (Shooter), filme de ação estrelado por Mark Wahlberg em 2007.

 

‘Deadpool 2’: Até o Peter da X-Force tem sua própria conta no LinkedIn e no Twitter

O inusitado membro da X-Force, Peter, já é um dos destaques do divertido ‘Deadpool 2‘.

E, por sinal, o próprio personagem tem sua própria conta no LinkedIn, que não apenas traz o grupo de heróis como uma de suas principais referências de trabalho, além de contar com artigos publicados por ele mesmo.

O “herói” ainda tem sua própria conta no Twitter, que ainda possui o selinho de autenticidade.

Confira:

‘Deadpool 2’ alcança 85% de aprovação no Rotten Tomatoes e se aproxima de ‘Guerra Infinita’

De acordo com o Ministério da Justiça, o filme ‘Deadpool 2‘ recebeu a classificação indicativa de 18 anos no Brasil.

O motivo? “Drogas, Violência Extrema e Conteúdo impactante“.

O primeiro filme foi lançado no Brasil com classificação indicativa de 16 anos.

‘Deadpool 2’ teve PESADA cena pós-créditos cortada por exigência da Fox; Veja a descrição!

Crítica | Deadpool 2 – Maior, Melhor e Muito Mais F*dão que o original 

Deadpool 2‘ terá pré-estreias nos cinemas nacionais à partir da madrugada do dia 16 de Maio.

Na trama da sequência, depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chefe de cafeteria desfigurado (Wade Wilson) luta para alcançar seu sonho de se tornar o barman mais quente de Mayberry, enquanto também aprende a lidar com sua perda de paladar. Procurando reencontrar seu gosto pela vida, junto com um capacitor de fluxo, Wade precisa lutar contra ninjas, Yakuza, e uma alcateia de caninos sexualmente agressivos, enquanto faz uma jornada pelo mundo para descobrir a importância da família, amizade e sabor – encontrando um novo gosto para a aventura e ganhando o cobiçado título de Melhor Amante do Mundo em sua caneca de café.

 

‘Parks and Recreation’: Elenco se reencontra em festival; Confira a imagem

O elenco da aclamada comédia ‘Parks and Recreation‘ se reencontrou no Paleyfest, um festival que reúne as séries de TV mais famosas da atualidade, por meio de painéis, atividades das mais diversas, além da exibição de episódios das produções.

Durante o evento, o elenco participou de um painel que relembrou os melhores momentos da série. O reencontro foi registrado por várias fotos, compartilhadas pela atriz e cineasta, Rashida Jones.

Confira:

A possibilidade de um revival da série para ‘Parks and Rec’ é real e foi compartilhada no passado recente pela atriz Amy Poehler.

Durante sua aparição no talk show da apresentadora Ellen DeGeneres, ela comentou que todo o elenco estaria disposto a reviver a série e que em um determinado momento isso deve genuinamente acontecer.

Disse:

“Eu falo por todos e digo que todos nós participaríamos. Acho que todos nós faríamos um revival um dia e seria incrível”.

Ansioso?

‘Outer Banks’: Nova série original da Netflix já está disponível no streaming

A nova série adolescente da Netflix, intitulada Outer Banks‘, já está disponível na plataforma de streaming.

A primeira temporada da produção conta com 10 episódios de cerca de 50 minutos cada.

Confira, com o trailer completo:

O show foi criado por Jonas PateJosh PateShannon Burke.

A história coming-of-age gira em torno de um grupo de adolescentes que mora na praia de Outer Banks, Carolina do Norte. Quando um furacão destrói a vontade de viver o verão, dá origem a uma série de eventos ilícitos que força os amigos a mudar completamente suas vidas. A busca pelo pai perdido do líder do grupo, romances proibidos, uma caça ao tesouro conturbada e o conflito crescente entre eles e seus rivais transforma o verão em uma aventura que nunca vão esquecer.

Chase StokesRudy PankowJonathan DavissMadison BaileyMadelyn ClineCharles EstenAustin NorthDrew Starkey estrelam.

 

‘Peacemaker’: Diretora de ‘Jessica Jones’ vai assumir alguns episódios da série

A série spin-off de ‘O Esquadrão Suicida‘, focada no personagem Peacemaker, está ganhando forma.

E uma das diretoras da popular série ‘Jessica Jones‘, Rosemary Rodriguez, entrou para o projeto e deve ficar à frente de alguns dos episódios da produção. A informação foi revelada por ela mesma (via ComicBook.com).

Ainda não se sabe quantos episódios Rodriguez deve dirigir, mas expectativa é de que seja pelo menos mais do que um. Ela possui uma extensa lista de créditos na televisão como diretora, em séries como ‘The Walking Dead‘, ‘The Good Wife‘, ‘Law & Oder‘ e mais.

A produção conta com John Cena, Chukwudi Iwuji, Lochlyn Munro, Annie Chang, Christopher HeyerdahlElizabeth Faith LudlowRizwan ManjiAlison Araya, Lenny Jacobson, Danielle Brooks, Steve Agee, Robert Patrick, Jennifer Holland e Chris Conrad.

Detalhes específicos da trama ainda estão em segredo, mas sabemos que a série deve explorar as origens de Peacemaker, um homem que acredita na paz a qualquer custo, não importa quantas pessoas ele tenha que matar para obtê-la.

Vale reforçar que a  série da HBO Max fará parte do universo cinematográfico da DC, o DCEU. A informação foi revelada pelo próprio James Gunn, por meio de sua conta oficial do Instagram.

Ao todo, a 1ª temporada terá apenas oito episódios de uma hora de duração e Gunn irá assumir a direção de alguns deles, incluindo o piloto.

Peter Safran entra como produtor executivo, enquanto Cena auxilia na supervisão do projeto.

Para quem não conhece, o Peacemaker é um mestre das armas que acredita na paz a qualquer custo – não importa quantas pessoas tenha que matar para isso.

A obra irá expandir o universo que Gunn está criando com ‘O Esquadrão Suicida, que tem estreia marcada para o dia 06 de agosto de 2021.

Crítica | Agente Stone: Com roteiro clichê e excelentes sequências de ação, original Netflix consegue ser um bom rolê de fim de semana

Agências de espionagem megalomaníacas em suas tecnologias e o famigerado anseio por poder e dominação do poderio bélico, econômico e político são condições quase sine qua non quando se trata de spy thrillers contemporâneos. Com propostas narrativas cada vez mais repetitivas, o formato que já nos rendeu clássicos inebriantes como Intriga Internacional e O Homem que Sabia Demais – ambos de Alfred Hitchcock, hoje padece em combinações ostensivas de efeitos visuais carregados e climaxes pouco convincentes. E o novo original Netflix, Agente Stone, é mais um fruto dessa mesma vertente. Aplicando os tropos do gênero, trocando o protagonismo masculino pelo feminino, o suspense de ação não inova, mas ainda assim consegue usar os elementos repetitivos a seu favor.

Tentando reinventar a roda, Agente Stone busca ser um pouco mais ambicioso, explorando a tecnologia à la Minority Report, como uma forma de expandir seu conceito narrativo. Construindo um pequeno universo em sua trama – mais precisamente um submundo da espionagem para além das populares CIA, MI6 e KGB -, o longa dirigido por Tom Harper, a partir de um roteiro coescrito por Greg Rucka (The Old Guard) e Allison Schroeder (Estrelas Além do Tempo), se espelha em John Wick em diversos momentos. Ao apresentar uma linguagem e uma metodologia operacional bem específicas, a equipe criativa por trás do filme almeja conquistar a audiência pelos mesmos motivos que a franquia de Chad Stahelski o fez, indo além da história de um protagonista em busca de redenção/justiça.

E embora Agente Stone nunca chegue perto do brilhantismo da amada saga de Keanu Reeves, os detalhes na construção conceitual da trama, aliado ao carisma de Gal Gadot, fazem com que o original Netflix consiga romper sua própria bolha de mediocridade. Aqui, ao conhecermos a agência secreta Carta e todos os seus peões (denominados pela mesma nomenclatura de um baralho), somos também tragados para as intrigas que a norteiam, ainda que o antagonista e seu background sejam profundamente piegas e blasé. Compensando em excelentes sequências de ação que realmente nos envolvem por inteiro, o thriller sabe manter a audiência engajada até os minutos finais.

E ainda que algumas falhas em seu roteiro e um final completamente previsível tornem a experiência menor, é inegável que o original Netflix tem seu valor como um entretenimento caseiro de fim de semana. Com Gadot brilhando em tela como de costume, o longa é mais uma oportunidade de mostrar o talento da atriz no gênero de ação, ainda que o produto final não seja dos melhores. Com Jamie Dornan, Alia Bhatt, Sophie Okonedo e Mathias Schweighöfer completando o elenco principal, Agente Stone não é o thriller de espionagem que poderia ser e pouco explora todo o seu submundo habilmente desenhado. Mas entre erros e acertos, a nova estreia da Netflix funciona bem como aquele programão leve para quem não espera muito e quer se divertir sem grandes preocupações.

Berlim 2024 | Cobertura Especial – Another End, La Cocina, Shikun – Dia 1

 

Após a abertura na ultima quinta-feira, dia 15 de fevereiro, com o filme Small Thing Like This, de Tim Mielants, o Festival de Cinema de Berlim continua de vento em polpa com a presença de diversas celebridades. Graças ao charme de Cillian Murphy, o longa de abertura acumula 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, a partir de 12 críticas ja publicadas at até o momento.

Nesse sabado, dia 17 de fevereiro, os artistas mais prestigiado foram Gael Garcia Bernal, Lena Dunham e Saoirse Ronan; o primeiro na mostra competitiva, a segunda na sessão Special Gala e, por fim, na Panorama.

No video abaixo, apresento um resumo das minha primeiras impressões sobre os quatro filmes assistidos e o clima durante as projeções. O ranking do dia, do melhor ao pior, ficou assim:

1. Love Lies Bleeding, de Rose Glass
2. La Cocina, de Alonso Ruizpalacios
3. Another End, de Pietro Messina
4. Shikun, de Amos Gitai

Clique no video e descubra as razões de detalhes de cada filme:

‘Desventuras em Série’: Órfãos vão parar em um circo em novo trailer da 2ª temporada

A 2ª temporada de Desventuras em Série ganhou um novo trailer. Confira:

A série retorna à Netflix com 10 novos episódios em 30 de Março.

Confira o trailer, que mostra o retorno de Conde Olaf, vivido por Neil Patrick Harris

O novo ano vai adaptar do livro 5 ao livro 9, mostrando a volta do Conde Olaf e das crianças Baudelaire. O produtor Barry Sonnenfeld afirmou que a nova temporada terá mais ação, porém será mais sombria e triste. 

Como podemos ver nas fotos, os episódios sete e oito mostrarão que as crianças procuram refúgio no hospital Heimlic, mas o Conde Olaf também estará lá.

A Variety confirmou recentemente a adição de Nathan Fillion, Tony Hale, Sara Rue, Lucy Punch e Roger Bart em papéis importantes na segunda temporada. Ainda assim, os personagens não foram revelados.

Os 13 volumes de ‘Desventuras em Série‘ já venderam 65 milhões de cópias pelo mundo.

Sua versão cinematográfica faturou US$ 209 milhões mundialmente para um orçamento de US$ 140 milhões, o que não justificou a produção de uma sequência.

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‘Liga da Justiça’: Zack Snyder quase matou importante personagem no filme

Parece que um importante personagem originalmente morreria após os eventos de Liga da Justiça.

Segundo Kyle Buchanan, editor do site Vulture, Silas Stone (Joe Morton), pai do personagem Ciborgue, originalmente morreria na metade do filme. No final, o herói encontraria um vídeo contendo um discurso motivador que encerraria o filme. Na versão visto nos cinemas, o discurso foi repassado para a personagem Lois Lane (Amy Adams).

A decisão de manter o personagem vivo foi de Joss Whedon, o que também abre possibilidades para o retorno do personagem em futuros filmes, como o solo do Ciborgue, previsto para começar as filmagens em 2020.

Filme solo do Ciborgue já tem data para início das filmagens

Liga da Justiça está disponível para home vídeo no Brasil.

Agora é oficial! Warner está desenvolvendo filme da Supergirl

 

 

 

 

Crítica | ‘As Tartarugas Ninja: Caos Mutante’ é o filme DEFINITIVO das Tartarugas Ninja

A espera acabou! As Tartarugas Ninja: Caos Mutante finalmente chegou aos cinemas de todo o Brasil com aquela que é uma das melhores animações do ano. Marcando um novo início para o universo das Tartarugas favoritas da Cultura Pop, o filme é apenas o pontapé inicial em um projeto de franquia que já conta com uma sequência e uma série animada derivada com pelo menos duas temporadas confirmadas para os próximos anos. E isso costuma ser um bom sinal, porque mostra que o estúdio está confiante no bom desempenho do longa. E nesse caso, em especial, é completamente justificável, porque o filme é simplesmente fantástico.

A cabine de imprensa no Rio de Janeiro foi há algum tempo, mas precisei assisti-lo de novo para chegar a uma conclusão mais honesta e menos embalada pela empolgação inicial. É que falar de Tartarugas Ninja é um tema sensível para mim. Antes dos super-heróis fantasiados dominarem praticamente todas as produções voltadas para o público infanto-juvenil, esses quatro quelônios adolescentes mutantes já faziam a alegria da molecada no final dos anos 80, mas principalmente nos anos 90. Sua origem também vem dos quadrinhos, já que foram criadas como uma paródia do universo do Demolidor de Frank Miller, e quando furaram essa bolha das HQs, ganharam série de TV, brinquedos, animações, um jogo de Nintendinho ridiculamente difícil de vencer e um filme de cinema. Em meio a essa febre, as Tartarugas com nomes de pintores renascentistas me cativaram e viraram os heróis da minha infância. Por isso, precisei ver novamente esse novo filme para entender se meu êxtase inicial era legítimo ou apenas muita emoção por ver meus heróis da infância brilhando em tela.

E após uma segunda assistida, consegui separar melhor as emoções para uma crítica mais justa. As Tartarugas Ninja: Caos Mutante é facilmente a melhor versão das Tartarugas Ninja que já estreou nos cinemas. Isso se dá por um motivo simples, mas fundamental para sucesso do projeto: Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello são realmente adolescentes dessa vez, não adultos se passando por crianças ou algo do tipo. Ter a molecada interpretando os mutantes ninja deixa todas as situações mais naturais e até mesmo as bobeiras que elas fazem mais críveis e divertidas, porque é possível enxergar as crianças por trás dos cascos e armas. Eles são tartarugas, são mutantes, são ninjas, mas acima de tudo, adolescentes. E a direção faz questão de frisar isso na hora de abordar seus sonhos, medos, inseguranças e anseios. Não pense que é uma animação cheia de drama. De forma alguma! Mas é nos pequenos detalhes que a transição da infância para a adolescência se manifesta nos irmãos ninjas.

O desenvolvimento das respectivas personalidades dos protagonistas é incrível, explorando bem as características que fazem deles figuras únicas na Cultura Pop. Diferentemente da versão live action anterior, que é melhor nem lembrar tanto dela assim, os estereótipos ficam de lado e essas marcas de personalidade não são jogadas em tela com piadas grosseiras. Elas integram a composição dos personagens de forma orgânica. O tradicional conflito de ser ou não um bom líder de Leonardo é mostrado como uma insegurança típica dos jovens, que é a de não corresponder as expectativas dos pais. Já Rafael, o esquentadinho, é o famoso jovem que sonha em desbravar o mundo, mesmo que isso signifique deixar de lado sua base na vida, que é a família. O favorito de 90% dos fãs, Michelangelo, mantém sua personalidade mais boba e engraçadinha, mas é representado com maestria como o jovem que se sente novinho demais para ser adolescente e velho demais para seguir com os hábitos da infância. Em meio a esse conflito, ele usa o humor como ferramenta de escape. E o Donatello é a perfeita representação do nerdzinho fascinado pela Cultura Pop. Usando seus óculos fundo de garrafa, ele é tímido, curioso e doidinho por Animes e K-Pop. É incrível como dá para enxergar algum conhecido ou até você mesmo em cada um deles, tamanha a pureza e inocência com que eles foram escritos. É uma perfeita representação da infância em tela.

E cabe aqui um elogio mais que especial para a equipe de dublagem e tradução do filme. Primeiro porque a escalação de dubladores mirins, respeitando a idade do elenco original, foi fenomenal. Na versão norte-americana, Nicolas Cantu, Brady Noon, Shamon Brown Jr. e Micah Abbey dão vida a Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, respectivamente. No Brasil, Rodrigo Ribeiro (Leonardo), Victor Hugo Fernandes (Rafael), Enzo Dannemann (Michelangelo) e Arthur Carneiro (Donatello) entendem com muito êxito as personalidades das Tartarugas e fazem um trabalho espetacular. Eles carregam essa inocência nas vozes e dão um toque único para o filme. Dublaram como gente grande.

Rodrigo, Arthur, Victor Hugo e Enzo foram escolhas certeiras para a versão nacional das Tartarugas Ninja

O segundo elogio é ao time de tradução e adaptação. Quem tiver acompanhado os memes e vídeos virais da internet brasileira entre 2010 e 2023 certamente vai encontrar uma série de piadinhas inseridas com perfeição, que arrancam risos sinceros porque são inesperadas demais. É um trabalho muito perspicaz e divertido.

Sobre a parte técnica, Caos Mutante vem em uma leva de animações que não buscam mais o fotorrealismo. Isso traz muito mais liberdade para o filme, que investe em uma estética 100% cartum. Misturando traços 2D com a tecnologia 3D, o longa cria uma verdadeira experiência visual que merece ser conferida no cinema. A Nova York desse universo é suja, cheia de neons, compondo o cenário perfeito para as aventuras dos quatro irmãos. E mesmo se tratando de uma produção voltada para o escatológico, afinal as Tartarugas andam pelo lixo e vivem nos esgotos com um rato gigante, é tudo criado com tanto carinho que até mesmo em meio a esse ambiente sujo é possível enxergar um lar para eles. E o próprio visual das Tartarugas é coisa de outro mundo. Apesar de serem da mesma ninhada, eles não são diferenciados exclusivamente por suas máscaras e armas. Cada um tem um formato diferente de corpo, de cabeça, de postura… Tudo isso ajuda a compor suas personalidades.

A direção é um show à parte. Apesar do diretor Jeff Rowe (A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas) se empolgar um pouco e derrapar um pouquinho em algumas poucas cenas confusas na luta final, seu trabalho é muito competente. Há uma sequência de luta em que ele alterna os golpes dos irmãos contra diferentes capangas, com cada um completando o movimento do outro em diferentes ataques. É de encher os olhos! Tudo isso embalado por uma trilha musical fora de série. Tem muito rap e eletrônica, acompanhado de temas fortemente baseados na música techno, com muita influência de teclados. É uma trilha que casa perfeitamente com a proposta do filme e seus personagens. E há uma observação que vale a pena ser comentada. Mesmo que o Leo seja o líder, garantindo um leve protagonismo a mais, é bem nítido que o Michelangelo é a tartaruga favorita do diretor. Porém, ele foge daquela armadilha que diversos realizadores já caíram anteriormente que é resumir o filme a suas brincadeiras. Nesta versão, ele está bem mais contido, mas ainda protagoniza cenas de visual belíssimo e participa de momentos importantes com um protagonismo um pouco mais sutil. Não fazer dele “o cara” da produção trouxe uma sensação maior de equilíbrio e irmandade aos personagens, dando esse “destaque sutil” para ele.

Com muita personalidade e sensibilidade, Seth Rogen, Evan Goldberg e Jeff Rowe conseguiram criar uma aventura extraordinária que pode ser considerada o filme definitivo das Tartarugas Ninja. Tudo isso sem perder o bom-humor e os elementos clássicos que conquistaram os fãs ao longo dos anos, incluindo a mim. É uma aventura animada fora de série que vai arrancar sorrisos e deixar o dia mais leve até mesmo do mais carrancudo dos espectadores.

As Tartarugas Ninja: Caos Mutante está em cartaz nos cinemas.

Rio2C | Tudo o que Você Não Pode Perder no MAIOREvento da Indústria Criativa

Começa hoje, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, a Rio2C. Você conhece? Este é simplesmente o maior evento da indústria criativa da América Latina – o que basicamente significa que se você é escritor, roteirista, musicista, diretor ou pessoa física ou jurídica que produz qualquer tipo de arte, este é o evento para você participar e ficar de olho. É lá que anualmente, desde 2017, os maiores players e nomes do mercado da indústria criativa do mundo se encontram para negociar direitos autorais, comprar projetos, divulgar novidades e observar em quem está despontando na área. Por isso, se liga no que vai rolar de imperdível essa semana no evento:

11/04 – 3ª feira

Abertura do evento, com palestra inaugural, às 18h30, com a cantora multipremiada Angélique Kidjo. No painel intitulado Vozes da Transformação, a artista e ativista beninense conversará sobre humanidade, a música como ferramenta de transformação social e a potência da cultura afro-brasileira. Vencedora de cinco prêmios Grammy, Angélique é uma das mais importantes artistas da música contemporânea, uma força criativa com 14 álbuns na trajetória. Na palestra de abertura do Summit, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, falará do mercado de capitais. Também nesse dia haverá painéis com a jornalista Fátima Bernardes, com a atriz e empresária Maisa Silva e o youtuber e empresário Felipe Neto.

12/04 – 4ª feira

O dia começa às 10hs no Screening Room, com palestra com o produtor Fabiano Gullane, sócio da produtora homônima responsável por sucessos como ‘O Rei da TV’ e ‘Bingo’. Às 11hs, Gilberto Gil sobe ao palco para falar de seus últimos projetos, e, ao mesmo tempo, o youtuber Tukumã Pataxó fala no espaço térreo BioDom. A parte da tarde será dividida entre o painel com o produtor internacional Rodrigo Teixeira, da RT Features, e a roteirista Maria Camargo, no painel das produtoras Panorâmica e Conspiração Filmes.

13/04 – 5ª feira

Sucesso tem nome: ‘Dark’. Por isso os criadores da série da Netflix virão ao Brasil para conversar com o público às 9:30 da manhã, e, mais tarde, às 17hs, darão um workshop ao público. Em seguida, às 12h, o dramaturgo e escritor Potiguara Juão Nyn conversa com a galera no BioDom. No mesmo horário, você também pode assistir a palestra do Kondzilla, o cara que tá botando ‘Sintonia’ no topo. No fim da tarde, não perca o painel com a diretora Susanna Lira, no espaço Art & Craft. E se ao longo do dia você encontrar o pessoal do Canal Like, dê os parabéns a eles, afinal, é aniversário do canal nesse dia!

14/04 – 6ª feira

Logo pela manhã não perca a oportunidade de ouvir a escritora Márcia Kambeba falar de literatura indígena no BioDom. No almoço, às 12hs, é a hora de encontrar a roteirista e dramaturga Thelma Guedes no painel do Screening Room. Às 16hs, o encontro é com a estilista indígena Day Molina, que recentemente teve sua coleção vendida nas lojas C&A. No mesmo horário, a cineasta e diretora Graciela Guarani, junto com Gabriel Martins, falam do episódio “Histórias Impossíveis”, que irá ao ar no próximo dia 17, na Rede Globo. No fim da tarde, é hora de encontrar o premiado diretor Fernando Meirelles, que falará sobre sua nova série.

O final de semana é reservado para a galera que curte games, tecnologia e música, com vários painéis rolando ao mesmo tempo, além das atrações musicais se apresentando na área do térreo. Também é o momento de encontrar os influencers, os gamers e os podcasters que estão bombando nas redes e descobrir as novidades entre os vários estandes parceiros que estarão expondo no espaço, como o estande da Globoplay.

Além disso, se você tem um projeto de audiovisual, você pode inscrevê-lo na sessão de Pitching e conversar com players do mercado. Ou simplesmente se inscrever numa conversa para ouvir a mentoria da galera e se preparar para o ano que vem. O mesmo vale para aquele seu manuscrito na gaveta: na Rio2C você pode participar de um Pitching Editorial e, quem sabe, já lançar um livro na Bienal do Livro esse ano! Também, no final de semana, haverá o Pitching Musical, numa espécie de batalha onde músicos e musicistas já selecionados irão se apresentar no Festival Festivalia, e o público presente votará nos vencedores. Legal, né?

A Rio2C acontece das 9 às 22hs na Cidade das Artes, no Rio. Os ingressos e credenciais podem ser adquiridos aqui.

‘Pennyworth’: Produtor da série fala sobre vilões que Alfred enfrentará

O produtor executivo Danny Cannon, de ‘Gotham’Pennyworth, divulgou alguns detalhes sobre o show centrado no leal mordomo Alfred Pennyworth que deve estrear em junho deste ano.

A série trará um Alfred muito mais jovem, vivendo em Londres dos anos 1960 até conhecer Thomas Wayne, pai de Bruce (o futuro Batman). Segundo fontes, a série terá classificação indicativa para maiores de 18 anos.

Cannon falou sobre vários detalhes acerca da série, mas um dos mais interessantes foi sobre os vilões que Alfred enfrentará. Apesar dos antagonistas tradicionais da DC não aparecerem, como Coringa ou Penguim, o produtor disse que o público ganhará vilões mais clássicos.

Quando perguntado sobre a possibilidade de aparição de Jack, o Estripador, ele disse que não, mas “ele tem descendentes”.

Pennyworth traz em seu elenco Jack Bannon como Alfred, Paloma Faith como Bet Sykes, Polly Walker como Peggy Sykes e Jason Flemyng como Lord Hardwood.

A série estreia na Epix em junho.

‘Os Eternos’: Imagens de bastidores revelam cenário babilônico para o filme; Confira!

O aguardado projeto Os Eternos ganhou novas imagens de bastidores que revelaram a nova locação do filme: ao que tudo indica, um gigantesco cenário babilônico está sendo construído nas Ilhas Canárias e se assemelha ao famoso Portal de Ishtar, construído pelo Rei Nabucodonosor II quase seiscentos anos antes da Era Comum.

Confira:

Os Eternos‘ é dirigido por Chloé Zhao e chega aos cinemas em 2020.

O elenco conta com Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajax), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Don Lee (Gilgamesh), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).

A trama segue os Eternos, seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘ até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

Crítica | Primeiras Impressões – ‘Todxs Nós’ é uma divertida e didática comédia contemporânea

Nos últimos anos, a esfera do entretenimento voltou-se consideravelmente para a representação da comunidade LGBTQ+ na televisão e no cinema, explorando as diversas nuances que fazem parte desse grupo e quebrando estereótipos engessados nas décadas anteriores – ainda mais se nos recordarmos da problemática década de 1990. Agora, conforme os artistas dão passos curtos em direção à desconstrução de fórmulas e de pré-conceitos, chegou o momento em que podemos quebrar outros tabus que passam longe das conversas de várias pessoas, como a fluidez da identidade de gênero, a transsexualidade e a não-binariedade; é nesse contexto a princípio complexo e cauteloso que surge Todxs Nós, série nacional da HBO que marca história por trazer uma protagonista que foge da cisnormatividade e que renega ainda mais padrões conservadores e retrógrados.

A narrativa gira em torno de Rafa (Clara Gallo), uma jovem do interior de São Paulo que foge para a cidade grande para morar com o primo, Vini (Kelner Macêdo), e sua colega de quarto e melhor amiga, Maia (Juliana Gerais). Ao chegar ao apartamento da dupla, ela se abre para eles e diz que se assumiu pansexual e não-binárie, resolvendo deixar sua conturbada família para trás e trilha seu próprio caminho em um lugar que exala diversidade e aceitação (pelo menos num nível bem maior que a mentalidade estagnada de outros territórios). O problema é que nem Vini, que é assumidamente gay, nem Maia, que faz parte da militância negra e feminina, consegue ajudá-la logo de cara por também não terem muito contato com isso – e é aí que a premissa principal ganha forma em uma deliciosa e envolvente comédia.

Antes de tudo, é preciso entender que a trama trazida para as telinhas não destoa muito das outras já apresentadas por Vera Egito, que sempre prezou por críticas sociais em suas produções. Na verdade, Egito decidiu exaltar essa identidade que foge do “preto-e-branco” em um escopo levemente ácido, mas perscrutado por desvios de expectativa inesperados, personagens carismáticos e uma apresentação dinâmica e por vezes enérgica demais do que iremos ver na temporada. Sua colaboração com Daniel Ribeiro é, no final das contas, uma sucinta reverberação de temas pouco analisados ou analisados de modo repetitivo – o que explica a personalidade rebelde e cintilante dx protagonista e uma necessidade bastante pessoal de se autoafirmar e de levar seus entes queridos a entender que o mundo está em constante evolução.

Egito e Ribeiro são acompanhados de uma quase utópica equipe criativa que não deixa de lado as outras figuras principais, cuidando para que cada um esteja imerso em arcos coerentes: Vini, apesar de fazer parte das minorias sociais, não conhece tudo o que há para conhecer da comunidade queer, tendo Rafa como guia; além disso, ele faz parte de um grupo de teatro que exige mais e mais que ele saia de um casulo do qual não quer sair, talvez por querer agradar ao namorado, talvez por que deseja cumprir as expectativas da excêntrica mãe (interpretada por Gilda Nomacce). Temos também Maia, uma mulher extremamente inteligente que trabalha numa companhia de transportes e se vê num dilema moral e profissional ao descobrir que houve um caso acobertado de assédio e que as próprias funcionárias repassam um discurso machista inaceitável.

A obra funciona como um convite aberto a quem queira conhecer mais esse mundo muitas vezes marginalizado e ofuscado por uma mídia que preza por aquilo que é mais aceito; para além disso, ela insurge como uma didática aula sobre orientação sexual e gênero (sem mencionar as diversas outras inclinações que traz no episódio piloto), transformando-se numa série bastante válida ao público LGBTQ+ pela representatividade – que não se restringe apenas ao elenco, como também à ampla equipe – e também àqueles que desejam aprender, seja para conversar com conhecidos que tenham se assumido, seja apenas para entender que o normativo não é a única coisa que existe.

Optando por uma estética que bebe de recentes comédias estruturadas – como Unbreakable Kimmy Schmidt e The Good Place – ,Todxs Nós procura criar uma identidade própria, refletindo a cultura nacional em seus mínimos detalhes: temos a arquitetura e a paleta de cores do apartamento de Vini, que mergulha no choque tonal de cores complementares à medida que se funde entre o kitsch e o moderno; temos a manifestação do grafito acompanhando outros jovens não-binários e trans que se unem para discutir sobre sua presença no mundo; temos a experiência naturalista dos artistas refletida em personalidades good vibes – tudo canalizado para um equilíbrio aplaudível entre o hilariante e o dramático, afastando-se do espectro sintético e aproximando-se da fluidez audiovisual.

A nova produção original da HBO é uma grande aposta para 2020 e, logo de cara, nos chama a atenção por sua ousadia. Ao que tudo indica, Egito e Ribeiro acertaram em cheio ao escolher esse coming-of-age na cidade grande que acena para uma nostalgia panorâmica e investe em uma atualidade temática mais necessária do que nunca para a sociedade contemporânea.

Crítica | ‘Confessions on a Dance Floor’ e a última grande epopeia de Madonna

Ao longo de sua extensa carreira, Madonna se mostrou uma artista extremamente versátil e sempre atenta àquilo que insurgia no cenário mainstream e àquilo que se escondia nas sombras. Com pontuais erros desde sua ascensão ao estrelato em 1983, a rainha do pop remodelou-se não para seguir os padrões exigidos pela indústria do entretenimento, mas sim para desafiar a si mesma a buscar amadurecimentos necessários para não cair na mesmice. Não é surpresa que, depois de Like a Prayer, um dos álbuns mais importantes de todos os tempos, ela tenha alcançado um novo pico de superação com Ray of Light em 1998. A partir daí, certas colaborações pareceram falhar ou não explorar todo o potencial já apresentado pela artista, principalmente quando pensamos em American Life (uma desengonçada obra que diz menos do que pretende).

Dois anos mais tarde, Madonna fez o que ninguém esperava: retornou à forma. Com diversos veículos falando sobre o fim da veia artística da popstar, o público começava a duvidar de que a performer conseguiria resgatar as raízes que a colocaram no topo do mundo – mas foi exatamente o que ela fez. Em 2005, a cantora e compositora mergulhou de cabeça na nostalgia oitentista de seus primeiros anos com Confessions on a Dance Floor, seu CD mais bem produzido depois de Ray of Light. Aliando-se a Stuart Price (um conhecido nome da música contemporânea que, em 2020, trabalhou com Dua Lipa em uma das obras-primas do ano) e chamando novamente as ousadas mãos de Mirwais Ahmadzaï, as doze longas faixas se comprimem em um set dançante, vibrante, colorido e incansável que reitera o status imbatível de uma das mulheres mais poderosas de todos os tempos.

Como se não bastasse, a artista mantém sua humildade estilística ao trazer para cada track uma homenagem a seus ídolos – e também para resgatar certos aspectos que deixara no século passado. ‘Confessions’ é uma ode ao narcótico saudosismo das pistas de dança dos anos 1970 e 1980, incorporando elementos do disco, do dance e do new wave para um universo ao mesmo tempo ácido e envolvente, além de entregar algumas das melhores canções da década passada. O resultado acrescentou mais capítulos ao legado de Madonna e a colocou no centro dos holofotes, concedendo-lhe mais duas estatuetas e mais de dez milhões de cópias vendidas – e, levando em conta que números realmente não importam, o sucesso inesperado de seu décimo álbum de estúdio atravessa as gerações e permanece impactando a esfera musical até os dias de hoje.

Essa anacrônica joia abre do melhor jeito possível: “Hung Up” puxa os elementos do eurodance ao pegar samples da icônica banda sueca ABBA, falando de um amor incondicional que é movido por cada detalhe e cada camada cautelosamente pensada – oscilando desde o abafado baixo à conivência convidativa dos sintetizadores que impedem a faixa de se render à datação. Logo de cara, nota-se que a parceria entre Price e Madonna é exuberante e prolífica e que as inflexões imprimidas passam longe de transbordar ou de se reciclarem: a dupla parte numa jornada que vai para além da mera mercadologia, por mais que se assemelhe a tal; na verdade, o conceito comercial não pode ser desassociado, seja pela métrica dos versos, seja pelas progressões das músicas. No final das contas, isso não importa: queremos mais e mais, e poderíamos ficar ouvindo o álbum por horas a fio sem perceber.

A performer tem um apreço inegável pelo nu-disco e pelo house, o que explica a atmosfera um tanto quanto dark de certas incursões. Temos o onirismo construtivo de “Get Together”, o minimalismo punk sintético de “Future Lovers” e as preferências orientais para a composição da desperdiçada “Isaac”, facilmente um dos vários pontos altos do álbum. São tantas as variedades de instrumentalizações e de sonoridades que se ramificam pelas faixas, que Madonna poderia facilmente se perder no tocante à produção; mas, como ela já nos provou diversas vezes, ela sabe como destinar cada nicho estético para seu momento de glória, deixando claro que nada passará batido e que, eventualmente, seus fãs terão uma experiência sensorial cativante o bastante.

A cantora parece não ter percepção dos cataclismas que cria – e é isso que revela a genialidade da obra. Em “Let It Will Be”, Madonna se volta para o épico orquestral ao deixar violinos e violoncelos guiarem um prólogo evocativo e analítico para uma derradeira rendição ao synth-dance; “Jump”, apesar da superficialidade lírica, ofusca os deslizes com impetuosidade apaixonante e um frenesi imagético que destrói os limites da música e cria uma narrativa sinestésica de tirar o fôlego; até mesmo a linearidade de “Future Lovers” e “Forbidden Love” é deixada de lado quando confrontada com uma arquitetura tão admiravelmente bem pensada. Ademais, a performer não deixa de seguir as tendências do dance trazidas por Kylie Minogue no início do século, como as progressões de Fever (2001) e de Light Years (2000).

Confessions on a Dance Floor é a prova que Madonna tem energia de sobre para se reinventar e se revolucionar em detrimento do que os outros dias. Ao lado de Like a Prayer e Ray of Light, a rainha do pop se mantém revitalizada pela terceira década seguida e, em um infeliz prospecto, entrega ao público sua última grande epopeia na música.

Nota por faixa:

  • Hung Up – 5/5
  • Get Together – 5/5
  • Sorry – 5/5
  • Future Lovers – 4/5
  • I Love New York – 4/5
  • Let It Will Be – 5/5
  • Forbidden Love – 4/5
  • Jump – 4,5/5
  • How High – 5/5
  • Isaac – 5/5
  • Push – 3,5/5
  • Like It or Not – 4/5