Site Página 15

Curtiu ‘A Hora do Vampiro’? Conheça ‘Missa da Meia-Noite’, a melhor obra sobre vampiros da última década!

A Hora do Vampiro’ é o mais recente lançamento de terror da plataforma Max, da Warner Bros. Os mais escolados sabem muito bem se tratar da mais recente adaptação do livro ‘Salem’s Lot’, do mestre do gênero, Stephen King. E bem, apesar de o remake não ser o completo desastre de trem que vinha sendo anunciado, também não é um filme que guardaremos como memorável. Isso em parte se deve pelo sucesso da minissérie ‘Missa da Meia-Noite’ (2021), uma adaptação muito mais eficiente da obra de King. Mas vamos com calma.

Como dito, ‘A Hora do Vampiro’ é a nova versão de um conto clássico do mestre Stephen King. De fato, ‘Salem’s Lot’ foi o segundo livro da carreira de King, lançado em 1975. O primeiro foi ‘Carrie – A Estranha’, em 1974. Seguindo esta ordem, ‘Carrie’ também foi o primeiro a ganhar uma versão para os cinemas. E ‘Salem’s Lot’ foi o segundo. Antes mesmo da obra-prima ‘O Iluminado’, a história de vampiros de King ganhou uma versão em audiovisual, meio desconhecida do grande público ainda hoje. E o motivo para isso é que a história se tornou não um filme nos cinemas, mas sim uma minissérie em dois episódios que passou na TV norte-americana, na rede CBS em horário nobre.

‘Os Vampiros de Salem’ foi a segunda adaptação de uma obra de Stephen King para o audiovisual.

Apesar de ser concebida e realizada bem no estilo do que era a TV antigamente, a obra foi dirigida por Tobe Hooper, então saído do fenômeno cultural ‘O Massacre da Serra Elétrica’ (1974). Com o título ‘Os Vampiros de Salem’ (no Brasil), a minissérie foi ao ar em 1979. É claro que depois, na era das videolocadoras, a produção foi comercializada como uma fita dupla, assim como muitas das obras de King, como ‘It – Uma Obra-Prima do Medo’ e ‘Tommyknockers’.

Na década de 1980, ‘Salem’s Lot’ finalmente chegaria aos cinemas, embora muitos sequer lembrem. Acontece que foi na forma de uma produção sem-vergonha do saudoso picareta Larry Cohen. A obra nada tinha a ver com o texto de Stephen King, e se tratava de uma continuação da minissérie da década anterior. Apesar da baixíssima qualidade, o longa foi um lançamento da Warner, e também seria a única vez que a criação de King (de uma forma ou de outra) foi lançada nos cinemas.

Poucos devem saber ou lembrar, mas ‘Os Vampiros de Salem’ teve uma continuação para os cinemas em 1987.

Em 2004, mais uma minissérie usando o texto de King como base chegava às telinhas. Desta vez no canal a cabo TNT. Novamente em dois episódios, quem protagonizada a história aqui era Rob Lowe, mas a produção ainda contou com nomes de peso como Donald Sutherland, Rutger Hauer, James Cromwell e Andre Braugher.

Na trama de ‘Salem’s Lot’, o escritor Ben Mears retorna à sua cidadezinha no coração dos EUA, no Maine (onde se passam a maioria das histórias de Stephen King). O local em questão é a fictícia Jerusalem’s Lot, e o título é a sua abreviação. Aliás, esse é mais um protagonista de Stephen King que é um escritor. Uma vez no local, Mears começa a notar que a cidade não está exatamente como era antes, e situações misteriosas começam a ocorrer, coincidindo com a sua chegada.

Rob Lowe foi o protagonista da versão da TNT para a obra de King há 20 anos, em 2004.

O novo morador do local é o suspeito Straker, dono de uma loja de antiguidades, que fez moradia na antiga mansão Marsten. Esse é o título, aliás, da segunda minissérie (da TNT) aqui no Brasil (‘A Mansão Marsten’). O local por si só tinha fama de amaldiçoado, e agora a sua fama irá corresponder. Ao mesmo tempo em que investiga os acontecimentos suspeitos, Mears se envolve com Susan e conhece o menino Mark, que terminará a história como seu “sidekick”. E sim, essa é uma história de vampiros, que até tem inspiração no clássico Drácula, de Bram Stoker. Straker, por exemplo, é o equivalente de Renfield, preparando a chegada de seu mestre. Aqui o vampirão é Kurt Barlow, um ser monstruoso, cujo visual tem clara inspiração em ‘Nosferatu’.

A nova versão do conto, intitulado por aqui ‘A Hora do Vampiro’, é mais uma que infelizmente não conseguiu ver seu lançamento nas salas de cinema. Ou seja, de quatro obras com o título, apenas uma, a mais picareta e que não era oficialmente uma adaptação do conto de King, foi a que estreou nas telonas. ‘A Hora do Vampiro’ tem produção de outro mestre, James Wan, e direção de seu apadrinhado Gary Dauberman, responsável pelo comando de ‘Annabelle 3’.

O onipresente James Wan é o produtor da nova versão, agora chamada ‘A Hora do Vampiro’.

Anunciado desde 2019, ‘A Hora do Vampiro’ gerava grande expectativa por parte dos fãs, em especial pois seria a primeira vez que o conto de King iria para as telonas em grande estilo. Seria a primeira oportunidade dos fãs assistirem à sua querida história na tela grande, feita da maneira certa. Enquanto ainda estava sendo filmado, eis que surge na surdina uma grande pedra no sapato de ‘A Hora do Vampiro’, trazida pela rival Netflix.

Corta para 2018, um ano antes da produção de ‘A Hora do Vampiro’ começar. Esse foi o ano do lançamento de ‘A Maldição da Residência Hill’, grande sucesso da Netflix na forma de uma minissérie em 10 episódios, que parou e surpreendeu positivamente os fãs de terror e a cultura pop de forma geral. Escrito, dirigido e produzido por Mike Flanagan, a obra é uma adaptação moderna do clássico livro de Shirley JacksonThe Haunting of Hill House’. A qualidade da minissérie foi assombrosa, e muito comentada na época.

Não me leve a mal, mas ‘Missa da Meia-Noite’, de Mike Flanagan, é a melhor adaptação de ‘Salem’s Lot’.

Dois anos depois, Mike Flanagan se uniu de novo à Netflix, desta vez para adaptar ‘A Volta do Parafuso’, de Henry James, na forma de outra minissérie, intitulada ‘A Maldição da Mansão Bly’, em 2020. Mas o autor não parou por aí, e logo no ano seguinte buscava um novo projeto para a parceria. ‘Missa da Meia-Noite’ recuperou o prestígio absoluto de sua primeira minissérie, e se tornou a primeira obra original do realizador. Bem, original em partes, porque o que Flanagan fez foi pegar bastante inspiração justamente em ‘Salem’s Lot’.

Missa da Meia-Noite’ é uma reimaginação não declarada (ou talvez sim) da obra de vampiros de Stephen King. Vejam esta história: Riley Finn retorna à sua velha cidadezinha, localizada em uma ilha, em uma região pesqueira e humilde dos EUA. No local, ele encontra uma antiga paixão, nas formas de Erin. O sujeito começa a perceber situações bem estranhas, em especial no diz respeito ao novo padre do local, o Padre Paul (o rouba-cenas Hamish Linklater). Sem querer estragar para os que não assistiram, essa também é uma história de vampiros, e pela sinopse podemos perceber que guarda inúmeras similaridades com o conto de King.

‘Missa da Meia-Noite’ é a mais potente minissérie do mestre Mike Flanagan.

De fato, o próprio Stephen King não poupou elogios ao resultado da minissérie após seu lançamento. E foi uma via de mão dupla, pois Mike Flanagan tampouco escondeu sua inspiração no famoso conto do escritor. ‘Missa da Meia-Noite’ é a melhor adaptação do livro de King porque, primeiro, não se declara como tal. Segundo, traz um tema batido e o moderniza para os dias de hoje, inserindo muitas das questões sociais pertinentes, como fanatismo e cegueira religiosa, má interpretação da bíblia, preconceito racial contra imigrantes, e por aí vai. Fora isso, toma muitas liberdades criativas com o material, já que não é declaradamente uma refilmagem, e cria inúmeras reviravoltas inesperadas, incluindo o destino de alguns dos personagens principais.

Missa da Meia-Noite’ se tornou sensação e todo mundo estava falando sobre ela. Seu lançamento foi em 2021, mas ela ecoou por 2022 também. Sendo assim, essa era justamente a época que ‘A Hora do Vampiro’ estava para sair. O longa foi adiado para o ano de 2023 e novamente para 2024. Por um longo tempo o projeto ficou escondido, e chegou a ser arquivado. Na época especulava-se que seu destino seria igual ao de produções como ‘Batgirl’ e ‘Coyote vs. Acme’, dois filmes prontos que a Warner simplesmente colocou em seu cofre e coletou o dinheiro do seguro. ‘A Hora do Vampiro’ parecia se encaminhar para o mesmo.

‘A Hora do Vampiro’ era planejado para o cinema, mas ficou no streaming. Antes o filme havia sido engavetado.

Eis que nos 45 do segundo tempo, a Warner anuncia o filme para o halloween de 2024, mas não nas salas de cinema como havia sido planejado, e sim para uma estreia direto na Max. Embora jamais tenha sido divulgado, e provavelmente nunca será, ‘Missa da Meia-Noite’ pode ter tido efeito na estreia de ‘A Hora do Vampiro’, já que ambas as obras trazem tramas muito similares. Entre mortos e feridos, ambos se deram bem. ‘Missa da Meia-Noite’ se tornou fenômeno em sua época de lançamento, mesmo que hoje, três anos depois não seja mais tão falada quanto deveria. E ‘A Hora do Vampiro’ também não fez feio, já que conquistou o primeiro lugar do top 10 da Max. O longa ainda se mantém no ranking hoje, em terceira posição.

As Mulheres Brilharam entre os Cosplayrs da CCXP

Tão clássico quanto os quadrinhos, são os cosplays na Comic Con. A Comic Con Experience – CCXP não teria a mesma graça sem eles, esse pessoal que gasta tempo e grana para colocar no mundo real as figuras mais incríveis da ficção.

O nível das fantasias aumenta a cada evento. Encontramos clássicos como Stromtroopers e Darth Vaders, e vários da nova saga Star Wars, especialmente a Rey, comprovando o carisma da personagem. Os heróis da Marvel e DC também disputavam terreno – com destaque para as várias versões do Batman. A saga Harry Potter também teve bastante destaque entre o público.

img_4607

img_7388

 

img_7473

Também vimos pelos corredores da CCXP personagens de mangás, filmes de terror (havia uma Jason perfeito!, das melhores fantasias do evento), do Naruto, do Senhor dos Anéis, dA Viagem de Chihiro e, claro, uma formação clássica dos Power Rangers completa.

img_7382

No geral, todos os cosplays eram muito bem feitos, mas, o grupo que tinha as fantasias mais bem feitas e interessantes era o das mulheres. As garotas foram de longe as melhores, com as caracterizações mais detalhadas. Rey, Princesa Leia, Gamorra, Rainha de Copas (da Alice no País das Maravilhas). Todas as cosplayrs foram 100%! Dava gosto de ver o cuidado e empenho com que elas se produziram.

O próprio evento reconheceu isso: Jaqueline Fernandes venceu o concurso de cosplay da CCXP, com a personagem Sara Kerrigan, do jogo Starcraft. A caracterização impressionou pelos detalhes. Outro destaque foi a senhora Albani Paiva, que junto com o marido, Carlos Paiva, estavam fantasiados do casal Eustácio e Muriel, do desenho Coragem, O Cão Covarde. Eles vieram da Paraíba para participar do concurso. Infelizmente, não tive a chance de cruzar com os dois nos corredores do evento, mas eles foram o maior sucesso ganhando inclusive o prêmio Cosplay Destaque.

cosplay-vencdor

Mas, não há dúvidas, de que a personagem favorita, a campeão da CCXP foi a Arlequina. Era Arlequina pra tudo quanto era lado e de tudo quanto era jeito. A variedade, a criatividade e a qualidade das fantasias chamavam a atenção. A maioria eram versão com a camisa Daddy’s Lil Monster. Mas, via-se Arlequina presidiária, Arlequina com jaqueta, Arlequina versão do desenho, tinha até homem vestido de Arlequina!

dsc_0386

img_7376

img_7450

img_4622

Essa maior presença das mulheres é uma mudança natural. No passado, o mundo nerd era algo do submundo e com baixa presença feminina, fato, inclusive, muito bem retratado em vários filmes. Enfim, nerd era aquele perdedor que sofria bullying na escola. Passadas algumas gerações, nerd virou geek e o gueto virou mainstream e o que era restrito virou consumo de massa. Nada mais natural de que mais mulheres passassem a viver esse universo – e também fosse mais bem representada (se antes eram menos, hoje, temos cada vez mais personagens femininas de peso na cultura geek).

E as meninas que cresceram vivendo essa cultura pop/nerd/geek agora estão nos corredores de eventos como a CCXP, produzindo alguns dos cosplays mais interessantes do ano. Vejam alguns outros destaques:

img_7457

img_7358

img_7359

img_7215

img_7460

img_4613

img_7365

img_4609

10 séries de TIRAR O FÔLEGO!

Quem não curte uma série que tem ótimos personagens, um episódio melhor que o outro e ainda nos leva para uma jornada intensa cheia de conflitos? Algumas produções conseguem seguir nessa linha e criam suas respectivas fórmulas de sucessos. Pensando em algumas dessas, segue abaixo uma poderosa lista com 10 séries de tirar o fôlego!

 

Peaky Blinders (Netflix)

Na trama, ambientada em um pós guerra na Inglaterra, conhecemos a ascensão da família Shelby, conhecidos como Peaky Blinders, envolvida em violência e corridas de cavalo na cidade de Birmingham. O líder não é o irmão mais velho e sim o do meio, Tommy, um ex-soldado de guerra que possui uma frieza e punho firme necessários para o crescimento de sua família. Abordando inúmeros temas importantes que vão desde a corrupção na polícia (já naqueles tempos), até a luta das mulheres por direitos mais equivalentes aos homens no mercado de trabalho, Peaky Blinders possui intensos episódios por temporadas sempre com um grande desfecho impactante.

 

Heels (MGM+)

Na trama, conhecemos Jack (Stephen Amell), um pai de família que após o suicídio do pai, um famoso ex-lutador de luta livre na cidade onde mora, resolve assumir os negócios dele, um empreendimento, ou Dome, uma arena de lutas onde a cada semanas lutadores performáticos lutam pelo tão sonhado cinturão. Jack também luta, é o grande vilão dessa luta de encenação que atrai bastante público. Seu irresponsável e imaturo irmão Ace (Alexander Ludwig) é o herói das lutas mas isso acaba mudando bastante com o desenrolar dessa primeira temporada. Os conflitos preenchem muitas lacunas ao longo dos oito episódios sempre caminhando na linha complexa dos heróis e violões, uma marca inteligente desse bom seriado.

 

Terra Indomável (Netflix)

Ambientado na região de Utah no século XIX, sob diversos pontos de vistas, conhecemos Sara (Betty Gilpin), uma mãe desesperada para chegar até o oeste com o filho Devin (Preston Mota). Seu caminho acaba se cruzando com o de Isaac Reed (Taylor Kitsch) que a ajuda numa jornada de muita dor, sangue e batalhas pela sobrevivência. Paralelo a isso, uma disputa por poder deixa toda a região selvagem e imprevisível.

 

Plantão Policial (Prime Video)

Introspectiva e com um passado recente cheio de amarguras e conflitos com outros policiais, a experiente oficial do corpo de polícia de Long Beach, Harmon (Troian Bellisario), recebe a missão de treinar mais um recruta, Diaz (Brendan Larracuente), um rapaz destemido que sofre com o irmão preso e precisa aprender muito mais do que imagina. Ao longo do tempo que formam dupla, esses dois policiais enfrentarão casos violentos pelas ruas da cidade.

 

24 Horas (Prime Video)

Uma das maiores séries de ação e espionagem da história do universo do entretenimento, 24 Horas conta a história de Jack Bauer (Kiefer Sutherland), imbatível agente, da unidade antiterrorista, de um órgão de defesa norte-americano que em 24 horas do seu dia precisa encontrar soluções para dezenas de situações que chegam em seu caminho.

 

Breaking Bad (Netflix)

Uma das séries mais conhecidas da história da televisão norte-americana, Breaking Bad nos mostra a saga de um homem doente, professor de química de um colégio, que vira um poderoso produtor de metanfetamina levando-o a uma jornada infernal sem volta. Vencedora de 16 emmys e considerada por muito a maior série de todos os tempos.

 

Depois da Cabana (Netflix)

Na trama, conhecemos uma mulher na casa dos 30 anos (Kim Riedle) que consegue fugir de um cativeiro, situado numa cabana numa floresta pouco frequentada, onde viveu durante um bom tempo ao lado de duas crianças como se fosse a mãe delas convivendo com regras rígidas impostas por uma pessoa que se identifica como o pai das crianças. Uma dessas crianças, inclusive, foge com ela. A polícia fica logo sabendo da situação e começa uma investigação que acaba se tornando um complemento a uma outra investigação sobre uma mulher que está 13 anos desaparecida. Assim, aos poucos os mistérios vão caindo e vamos rumando para as verdades.

 

My Name (Netflix)

Na trama, conhecemos a jovem Yoon Ji Woo (Han So-hee) que vive uma adolescência vazia sem mãe e com um pai que só aparece de vez em quando. Sem entender direito a profissão do pai, taxado pela comunidade que mora como um temido gângster local, ela se encontra em um grande conflito. Certo dia e de surpresa, se pai aparece na porta do seu apartamento e acaba sendo morto à sangue frio para alguém de capacete que dificulta a identificação. Sem saber o que fazer e dessa vez não tendo ninguém em sua vida, a protagonista resolve procurar ajuda do chefe do pai, o mafioso Mu-jin Choi (Hee-soon Park), um homem frio que por conta da amizade que tinha com o pai dela resolve ajudá-la. Assim, a protagonista embarca em um treinamento repleto de desafios e entra para a polícia como informante do mafioso, já que o segundo ele o seu pai fora assassinado por algum policial.

 

Magnatas do Crime (Netflix)

Na trama, conhecemos o aristocrata Eddie (Theo James) um soldado britânico que servia na ONU que é chamado pra casa por sua família já que o pai está pelas últimas. Quando assume uma herança indigesta que traz riquezas e muitos desastres, descobre que na propriedade da família existe uma enorme plantação secreta de maconha comandado pela família de Susie (Kaya Scodelario). Buscando encontrar alguma solução para se desvincular da criminalidade acaba entrando de cabeça no submundo do crime.

 

Black Doves (Netflix)

Recrutada após voltar à cidade natal depois de tempos nebulosos ligados à família, Helen (Keira Knightley) se posiciona como esposa de Wallace (Andrew Buchan) um político em ascensão na carreira. Os anos se passam, e ela vira até mãe. Tudo ia bem até se envolver romanticamente com um misterioso homem que logo é assassinado. A partir desse ponto, Helen sai de trás das cortinas e ao lado do antigo amigo e matador de aluguel Sam (Ben Whishaw) vai em busca das verdades por trás do crime.

 

 

‘O Rei Leão’, ‘Malévola 2’, ‘Mulan’, ‘Cruella’… Conheça os próximos live-action da Disney

Quem não gosta da Disney? Pois é, o estúdio que encanta milhões de pessoas desde a década de 1930 (ou seja, dos primórdios da sétima arte) escolheu bem e encontrou seu novo filão na forma das adaptações em live action (carne e osso e atores reais) de suas animações clássicas (ou neoclássicas). Só para ter uma ideia, em anos recentes tivemos Alice no País das Maravilhas, Malévola, Mogli – O Menino Lobo e A Bela e a Fera.

Conheça Todos os Live Action baseados em Animações Clássicas da Disney

Após as estreias de Dumbo e Aladdin, a Disney se prepara para seu lançamento mais ambicioso: O Rei Leão.

Pegando esse mote, o CinePOP traz para você uma nova lista com todas as vindouras obras do subgênero que chegarão já nos próximos anos. Portanto, anote, programe-se e não esqueça de nos dizer nos comentários quais você está mais animado para assistir. Vem conhecer.

O Rei Leão (2019)

O ano de 2019 está simplesmente abarrotado de lançamentos da Disney dentro do subgênero. Nunca anteriormente o estúdio estreou tantos filmes no estilo no mesmo ano. São nada menos do que quatro. Depois de Dumbo e Aladdin será a vez do prato principal: O Rei Leão. Animação amada por dez entre dez crianças de diferentes gerações, o filme sobre o leãozinho Simba foi um verdadeiro fenômeno cultural. A curiosidade vem devido ao fato de que a animação é inteiramente protagonizada por animais, sem qualquer personagem humano. Para a versão “live action” serão utilizados efeitos de primeira que trarão os animais à vida, sendo dublados pelo elenco de peso – que conta com a musa Beyoncé.

Com Dumbo acontecia algo parecido, mas Tim Burton tratou de adicionar muitos personagens humanos, dividindo assim a atenção da história. Quem dirige O Rei Leão é o tarimbado Jon Favreau, que tem no currículo o melhor filme do subgênero: Mogli – O Menino Lobo (2016). O filme estreia em julho.

Malévola: A Mestra do Mal (2019)

Totalmente fora do radar, a continuação de Malévola chegou meio de supetão e ninguém está falando sobre ela. Sequência do sucesso de 2014, estrelado pela grande Angelina Jolie, este novo filme foi antecipado de 2020 para este ano – o que mostra a confiança dos realizadores e do estúdio. Jolie tinha na animação A Bela Adormecida (1959) um de seus filmes preferidos, e a personagem Malévola, a bruxa vilã, era quem despertava o interesse da excêntrica atriz.

Assim, Jolie correu atrás de seu projeto dos sonhos e vendeu o peixe como ninguém. Agora, cinco anos depois (e de forma meio inesperada), a atriz está de volta na pele da personagem chifruda – a estrela não aparecia em tela há quatro anos. Quem volta também é a talentosa Elle Fanning, reprisando o papel da Princesa Aurora – a personagem título da animação, jogada para escanteio nos live action. A adição mais bem-vinda é a da veterana Michelle Pfeiffer na pele da Rainha Ingrith. O filme estreia em outubro no Brasil.

Mulan (2020)

Passado o acelerado ano de 2019 para as adaptações em live action da Disney, o ano de 2020 será mais calmo – ao menos é o que parece. Até o momento confirmado só teremos a nova versão de Mulan, baseada na animação de 1998, tida por muitas jovens mulheres como uma das produções mais feministas do estúdio. Passada no Japão, a história conta sobre uma jovem que se disfarça de rapaz para provar que pode ajudar seu país numa guerra, sendo uma guerreira tão boa quanto os homens. Aqui, nada de princesa em perigo ou príncipe encantado, e é a própria Mulan quem mete a mão na massa se tornando dona de seu próprio destino.

Resta saber se teremos dragões falantes ou se o estúdio irá manter tudo no terreno do “realismo” – mais uma vez citando o recente Dumbo. A bela Liu Yifei foi a escolhida para dar vida à protagonista e o elenco conta ainda com nomes de peso do cinema asiático, vide Jet Li, Gong Li, Donnie Yen e Jason Scott Lee. No comando, como não poderia deixar de ser, temos uma diretora mulher e uma de muito prestígio: a neozelandesa Niki Caro, de Encantadora de Baleias (2002) e Terra Fria (2005). A estreia é em março de 2020.

A Dama e o Vagabundo

Ainda sem data de estreia definida, o filme será a adaptação de mais um clássico lá da era de ouro do estúdio. A animação A Dama e o Vagabundo data de 1955 e conta sobre o amor improvável, no estilo Romeu e Julieta, entre dois cãezinhos vindos de “classes sociais” muito diferentes e com visões de mundo distintas. O Vagabundo é um cão de rua que sempre precisou se virar por conta própria para sobreviver, já que nunca teve um lar ou donos. Já a Dama (ou Lady) é uma cachorrinha mimada por seus donos, que nunca conheceu o mundo exterior além de sua casa. Já sabemos que a Dama será dublada pela onipresente Tessa Thompson e o Vagabundo terá as cordas vocais de Justin Theroux.

A direção ficou com o não muito conhecido Charlie Bean, técnico de animação, que tem no currículo como diretor o recente LEGO Ninjago (2017). Segundo comentários de atores envolvidos, a produção irá usar cachorros de verdade e não CGI – o que pode ser um alerta para a PETA, instituição que cuida do bem estar dos animais em sets de filmagens. Fora isso, vem circulando um boato de que este seria um lançamento para a plataforma de streaming da Disney, que será inaugurada em breve, e não uma estreia nos cinemas.

A Pequena Sereia

Outro que ainda não possui data de lançamento, ou sequer muitas informações. A Pequena Sereia é uma animação de 1989, que serviu para colocar a Disney numa nova fase, após duas décadas sem grandes sucessos. Pode ser dito que com A Pequena Sereia era inaugurada a era das superproduções do estúdio, que atingiam o topo das bilheterias, arrastando como nunca anteriormente verdadeiras multidões aos cinemas, chegando ao prestígio do Oscar e de quebra de recordes financeiros, deixando muitos filmes de carne e osso comendo poeira. Justamente por isso, A Disney está guardando sua carta na manga a sete chaves.

Tudo o que sabemos por enquanto é que o diretor vinculado ao projeto é Rob Marshall, especialista em musicais, que recentemente assinou o sucesso O Retorno de Mary Poppins, com Emily Blunt. A Pequena Sereia promete ser um musical completo. Enquanto a estrela da música pop e agora atriz indicada ao Oscar Lady Gaga vem sendo cogitada para o papel da vilã Úrsula, todos os fãs se mobilizam para indicar a gracinha supercarismática Zendaya para o papel principal de Ariel. Isso que seria representatividade, já pensaram? É só dar uma olhada no musical O Rei do Show (2017) para ver a jovem de cabelos rosa, arrebentando nas canções e na parte física. Já tem meu voto – façam acontecer.

Cruella

Assim como Malévola, Cruella de Vil é uma das vilãs da Disney mais amadas pelos fãs – daquelas que adoramos odiar. A incorreta ricaça, que deseja ter um casaco feito de pele de dálmatas mais do que tudo, já apareceu em versão live action, na adaptação de 101 Dálmatas (1996), clássico da década de 1950. De fato, este filme é o primeiro do subgênero, e o que deu o pontapé inicial para o que temos hoje. A obra ganhou uma sequência em 2000, e em ambos os filmes a personagem vilanesca foi interpretada pela icônica Glenn Close.

Agora, a ideia por trás do novo projeto é recontar os primórdios da personagem, com uma Cruella jovem. A vencedora do Oscar Emma Stone é a nova forma de Cruella nas telas – o que nos deixa muito animados. Por outro lado, o filme ainda não possui data de estreia e se encontra em fase de pré-produção. Tudo o que sabemos até o momento é que Nicole Kidman é cotada para viver a antagonista da obra (será que assim como Malévola, veremos o lado bom de Cruella?) e que na direção teremos Craig Gillespie, do indicado ao Oscar Eu, Tonya (2017).

Fora estes, a Disney planeja também versões em live action de Lilo & Stitch (2002), Pinocchio (1940) e Peter Pan (1953) – mas como estes não possuem informações concretas, deixaremos para uma lista futura.

‘O Conto do Dia das Bruxas’, ‘Coraline’, ‘A Noiva Cadáver’ e os Filmes dos Anos 2000 que estão Bombando nesse Halloween!

Outubro é o mês mais divertido do ano para muitos. E não só para os fãs de terror. Como todos sabem, outubro é o mês do Halloween, no Brasil conhecido como “dia das bruxas”. Uma celebração tradicional nos EUA, o Halloween emplacou no Brasil também há pelo menos umas duas décadas. No fundo, é apenas mais uma desculpa para a diversão, para festas, eventos e decorações. Tudo com o clima de terror: morcegos, abóboras, gatos pretos, bruxas, vampiros e fantasmas.

Para os cinéfilos, a data é propícia para assistir produções do gênero, mas não necessariamente apenas filmes de terror – como também obras de suspense, fantasia, ficção científica e até mesmo comédia. Tudo desde que exista um elo com o assustador, com o medo e com o susto. Assim, em uma nova série de matérias, resolvemos apresentar para você os filmes com temática de Halloween que estão bombando nessa temporada – os separando por décadas, continuamos pelos anos 2000. Confira abaixo.

Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001)

Sim, sabemos que ‘Harry Potter’ não é um filme de terror, mas você vai negar que o filme tem a cara do Halloween? Bruxos, feiticeiros, criaturas, duendes, lobisomens e o mal encarnado, está tudo lá. Todos os elementos que compõem os filmes de terror foram transformados em palatáveis pela autora J.K. Rowling e vendidos para todos os públicos, em um produto de pura aventura e magia. Dessa forma, há mais de 20 anos, ‘Harry Potter’ é sinônimo da data e chegou com força nessa temporada.

Psicopata Americano (2000)

Um dos filmes mais controversos dos últimos 25 anos, ‘Psicopata Americano’ assustou o grande Leonardo DiCaprio, que estava em vias de fechar o contrato para assumir o personagem principal. Naquela altura de sua carreira, tendo saído do sucesso ‘Titanic’, talvez DiCaprio tenha achado que o papel fosse sujar sua imagem. E realmente talvez tenha sido melhor. Se fosse hoje, muito provavelmente o ator aceitaria o papel. De qualquer forma não imaginamos alguém melhor que Christian Bale para o papel do egocêntrico sociopata Patrick Bateman.

O Conto do dia das Bruxas (2007)

Nunca duvide do poder cult dos filmes. Todo mundo sabe a esta altura que o fracasso de um filme hoje não significa que ele será para sempre visto desta forma. Muito pelo contrário, cada vez mais percebemos que produções ganham novas oportunidades hoje em dia, assim que deixam as salas de cinema. Este é o caso com ‘O Conto do dia das Bruxas’, um filme que ninguém teve conhecimento da existência quando estreou, mas que foi ganhando cada vez mais fãs com o passar do tempo – sendo descoberto por mais e mais pessoas.

Coraline e o Mundo Secreto (2009)

Como dito, não é preciso que um filme seja de terror propriamente para que seja perfeitamente indicado para o dia das bruxas. E ‘Coraline’ talvez seja a animação mais perfeita de todas para a data. Bem, é verdade que existem outras que também se encaixariam como uma luva para o Halloween, mas nesta temporada de 2024 ninguém quis saber de filmes como ‘A Casa Monstro’ ou ‘ParaNorman’, por exemplo. Foi ‘Coraline’, baseada no conto de Neil Gaiman, que completa 15 anos em 2024, a animação mais badalada deste ano. Ajuda o fato de o filme ter recebido uma comemoração voltando aos cinemas para celebrar o aniversário marcante.

Navio Fantasma (2002)

Outro que passou relativamente em branco em sua época de lançamento, ‘Navio Fantasma’ se tornou um dos filmes mais pesquisados nessa temporada do Halloween 2024. Na trama, um grupo de piratas modernos se depara com um grande navio à deriva no mar e pensa: “saquear, saquear, saquear”. Porém, essa “grande casa assombrada” no mar guarda uma tragédia horrível – com uma das cenas de abertura mais impactantes dos últimos 25 anos. Sendo assim, trará à tona o pior pesadelo destes visitantes incautos.

Van Helsing (2004)

Era para ter sido “o” blockbuster de 20 anos atrás. Mas o resultado não foi bem esse. O diretor Stephen Sommers saía do sucesso de ‘A Múmia’ e ‘O Retorno da Múmia’, e resolvia dar um grande pulo ao criar uma aventura épica envolvendo os principais monstros da Universal. Hugh Jackman era o astro do momento, tendo protagonizado dois ‘X-Men’. Ou seja, uma aventura a la Indiana Jones com o Drácula, Lobisomem e Frankenstein não tinha como dar errado. Mas deu. Ao menos o filme está desfrutando de uma nova onda de popularidade.

A Noiva Cadáver (2005)

Na matéria dos filmes dos anos 90 mais populares nesta temporada de Halloween trouxemos ‘O Estranho Mundo de Jack’, uma animação produzida por Tim Burton. Poucas foram as animações que entraram nas listas dos filmes mais populares em 2024 – mas ‘A Noiva Cadáver’ não tinha como ficar de fora. Aqui, Burton não apenas produz como dirige também. O filme muito bem poderia ter sido feito em live-action, mas não podemos negar que a animação é muito rica e possui muito charme. Numa história triste, mas igualmente bonita, um sujeito arredio, fugindo de seu próprio casamento, termina inadvertidamente se casando com uma mulher morta – e descobrindo sua história trágica.

Halloween (2007)

A nova trilogia de ‘Halloween’ foi bastante divisora de opiniões, para dizer no mínimo. Assim, para esse dia das bruxas, os fãs optaram por resgatar outra investida em um reboot na série do maníaco Michael Myers: o remake de Rob Zombie. O que o cantor transformado em diretor faz é aumentar tudo na potência máxima e tirar qualquer sutileza presente no clássico absoluto de John Carpenter. É como se fosse ‘Halloween’ com esteroides, a começar pela escolha do gigante Tyler Mane no papel do mascarado. Porém, é sempre um risco mexer com algo tão idolatrado e considerado uma obra-prima.

Todo Mundo em Pânico (2000)

Talvez tenha sido o anúncio de um sexto filme da franquia que fez os fãs se voltarem novamente para o escracho conhecido como ‘Todo Mundo em Pânico’, uma leve brisa de popularidade novamente no subgênero conhecido como ‘filmes paródia’. Aqui, tínhamos sátiras a sucessos slasher do fim dos anos 1990, em especial ‘Pânico’ e ‘Eu sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’. Quase todas as piadas são abaixo da linha da cintura, no entanto. E o filme talvez tenha dado início ao declínio que o subgênero teria em meados da mesma década.

Zodíaco (2007)

Finalizando a matéria, temos uma das tantas obras-primas do diretor David Fincher. A escolhida pelos fãs entre as mais populares desta temporada de Halloween é uma slow burn de investigação, que tenta decifrar a verdadeira identidade de um dos mais notórios serial killers da história dos EUA, o assassino do Zodíaco, que aterrorizou San Francisco na década de 1970. O psicopata nunca foi preso, apesar de brincar com a polícia e as autoridades, mandando cartas para se comunicar com eles. As coisas não eram fáceis antes da internet e do mundo computadorizado. Com a popularidade atual de obras baseadas em True Crime, ‘Zodíaco’ é a pedida certa.

Crítica 3 | Mulher-Maravilha – Um filmes pacifista…

…E DE MUITAS QUALIDADES

 

Mulher-Maravilha (Wonder Woman) é o filme mais comentado do ano no Twitter nos EUA. As razões vão além do aspecto artístico da obra. O ineditismo de um filme de super-heroína e a capacidade dos grupos feministas de pautarem a internet tem um peso significativo nesta repercussão. E já que o filme ainda está bombando – e deve continuar assim até o mês que vem, quando estreia Homem-Aranha: De Volta ao Lar (ou vocês acham que Baywacth tem essa força?!) – vou deixar aqui os meus dois centavos.

O caso da Mulher-Maravilha é um feliz encontro de crítica e público. Depois de sucessivos filmes problemáticos, a Warner e a DC acertaram a mão. Muitos falaram que é o melhor filme da casa desde a trilogia Batman do Nolan. Realmente, Mulher-Maravilha conseguiu tirar a DC do atoleiro, mas, isto não significa que o filme chegue perto de obras como Batman – O Cavaleiro das Trevas (para mim, o melhor filme de herói já feito). O que temos aqui é um filme muito bem feito, que consegue ser eficiente para alcançar seus objetivos (e isto significa arriscar pouco) e também consegue inovar um pouco no gênero.

Em muitos sentidos, Mulher-Maravilha aproxima-se da fórmula Marvel. Bem menos sombrio do que Batman vs Superman, o filme da Diana (Gal Gadot) consegue aquele equilíbrio entre ação, aventura, humor e drama que a Marvel estabeleceu. Neste ponto, Mulher-Maravilha é um filme conservador, que prefere seguir por caminhos conhecidos. Contudo, a diretora Patty Jenkins não deixa o filme virar um passeio no parque, afinal, estamos falando de um filme de guerra. E aqui começam as duas contribuições do filme. Primeiro, o filme consegue, em certos momentos, um tom mais grave, raro de se ver nos filme da concorrente (recentemente, só Logan conseguiu isso, e nem é dos estúdios Marvel). E, claro, a maior contribuição, é colocar a primeira heroína nas telas.

Muito já se falou do lado feminista do filme. O texto é evidente do começo ao filme. A diretora produz uma mise-en-scène que consegue problematizar muitos clichês, seja quando Diana lidera a tropa no campo de batalha, seja no enquadramento que valorizam a personagem sem apelar para seu lado sexual. A sexualização das personagens femininas é uma marca dos quadrinhos que pode ser notado, em menor grau, nos filmes. E Jenkins segue outro caminho, mostrando uma Diana dona de si, e não objeto – e não estou aqui fazendo nenhuma condenação aos diretores que adotam a sexualização, apenas constatando que Jenkins opta por captar a sua protagonista de forma pouco usual no universo dos heróis.

Mas, como muito já se falou sobre o feminismo e Mulher-Maravilha, dirijo minha atenção para outras qualidades do longa.

Estamos diante de um filme pacifista. A câmera de Jenkins consegue captar a tristeza da guerra e contrastá-la com os momentos de alegria após a libertação de uma vila pelos aliados. Este contraste, lá pelo meio do segundo ato, deixa bem claro que Mulher-Maravilha carrega um subtexto antibelicista.

Outro aspecto que me agradou muito foi o arco dramático da protagonista. Diana começa com uma visão idealista-inocente do mundo, acreditando que Ares é o único culpado pela guerra e que a humanidade é boa. E, quando começamos a nos cansar da insistência de Diana na sua busca por Ares, já estamos perto do ponto no qual ela perceberá as contradições humanas e compreenderá a sua verdadeira missão. O carisma que Gal Gadot empresta para a personagem é responsável por fazer o público embarcar nessa jornada.

Este lado humano de uma deusa pode parecer absurdo para alguns, mas é bastante compreensível quando pensamos que os deuses gregos eram criaturas poderosas e com sérios problemas de caráter.

Outro ponto que merece palmas para o filme é a fotografia. A diretora Patty Jenkins e o diretor de fotografia Metthew Jensen conseguiram extrair personalidade de uma estética estabelecida por Zack Snyder para o Universo DC no cinema. Nas cenas em Temiscira, há um fotografia sutil em tons de azul, vermelho e dourado (cores do uniforme da heroína) para marcar o aspecto mítico do lugar. A partir do segundo ato, Londres e os campos de batalha abraçam a paleta mais acinzentada e escura que caracterizou BvS. Aqui, porém, essa estética dialogou com o cenário de guerra.

Os poucos pontos fracos do filme são a sua galeria de vilões e o ato final, especialmente a parte da batalha, com um CGI fraco e uma composição de imagens pouco inspirada. E o fato do filme ter se aproximado da fórmula de sucesso da Marvel pode tanto soar como elogio quanto crítica. Pessoalmente, preferiria que a DC seguisse por outros caminhos, dando maior diversidade ao gênero de heróis, mas isto fica para outro texto.

E aí, gostou do filme? Curtiu a batalha final? O que achou da dinâmica entre Diana e Steve Trevor? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

Nossa página oficial no Facebook

Página oficial do CinePOP no Facebook

Canal do CinePOP no YouTube

 

10 ÓTIMOS filmes brasileiros com muita tensão!

O cinema brasileiro vem a cada ano mostrando a todo mundo que é maravilhoso. Com o reconhecimento internacional dos últimos tempos é sempre bom lembrar de alguns ótimos filmes de anos passados. Abaixo segue uma lista com 10 ótimos filmes brasileiros com muita tensão!

 

Carvão

Na trama, exibida nos importantes Festivais de Toronto e San Sebastian, conhecemos Irene (Maeve Jinkings), uma mulher que vive com o marido (Rômulo Braga), o filho Jean (Jean de Almeida Costa) e o pai (esse já em estado bastante debilitado) em uma cidade isolada dos grandes centros, no interior do Brasil. A família vive uma vida simples onde a falta de dinheiro é algo frequente. Certo dia, uma mulher aparece com uma proposta inusitada, que consiste na família hospedar um misterioso visitante internacional chamado Miguel (César Bordón), em troca de uma boa quantia de dinheiro. Eles topam. Assim, se seguem dias de muitos conflitos, onde vamos entendendo melhor cada um desses personagens.

 

O Lobo atrás da Porta

Na trama, conhecemos Bernardo (Milhem Cortaz), um fiscal de uma empresa de ônibus, casado com Sylvia (Fabiula Nascimento) com quem tem uma filha. Quando a garota desaparece misteriosamente após ser pega por alguém na creche em que estava, Bernardo e Sylvia vão até a polícia onde um tenso interrogatório acontece. O delegado de plantão (Juliano Cazarré) começa a desconfiar de algumas versões da história e logo se descobre que Bernardo tem uma amante chamada Rosa (Leandra Leal) que também é convocada para prestar depoimento. O tempo passa e as verdades começam a aparecer.

 

As Boas Maneiras

Ana (Marjorie Estiano) e Clara (Isabel Zuaa), dois universos que se encontram. Ana, cheia de dívidas, devendo o condomínio, cartões de créditos sem limites, brigada com a família, vive uma gravidez solitária, com noites difíceis de dormir, adepta do sertanejo dance como forma de ginástica, encontra em Clara uma amiga, uma companheira, para ajudá-la na fase final de sua gestação. Clara é uma trabalhadora brasileira que consegue um emprego na casa de Ana e aos poucos acaba se envolvendo de maneira intensa com ela, principalmente após descobrir segredos ligados ao sonambulismo e as noites de lua cheia. O mundo praticamente se fecha para as duas, e uma vai precisar da outra para combater qualquer tipo de obstáculo.

 

O Silencio do Céu

Baseada no livro Era el Cielo, de Sergio Bizzio, que também assina o roteiro, O Silêncio do Céu acompanha a trajetória de Mario (Leonardo Sbaraglia), um escritor/roteirista que acaba de voltar para sua esposa após alguns meses de separação. Mario é um homem repleto de medos e sempre brincou sobre essa questão com sua mulher Diana (Carolina Dieckmann). Certo dia, quando Diana chegava em casa é abordada por dois homens que a violentam. A questão é que Mario também estava chegando em casa e acaba presenciando a cena e não faz nada. Consumido pela dor e pela fraqueza de não ter feito nada para ajudar sua mulher, quase que seguindo os pensamentos do filósofo e escritor inglês Francis Bacon, que dizia: ‘A vingança é uma espécie de justiça selvagem’, Mario parte em busca de respostas para suas lacunas impostas por pensamentos dolorosos e por umas pitadas generosas de culpa, e acaba encontrando pelo caminho a coragem de executar uma vingança desenfreada e completamente inconsequente.

 

Propriedade

Na trama, conhecemos Tereza, uma mulher de família rica (Malu Galli) que no passado fora vítima de um assalto que acabou na morte do assaltante, fato que a deixou traumatizada. O tempo passa e junto ao seu marido resolvem fazer uma viagem para a fazenda da família no interior. Só que chegando no lugar, os trabalhadores que prestam serviços lá, liderados por Dona Antônia (Zuleika Ferreira), se revoltam por uma série de situações e tomam o lugar. Tereza consegue se trancar no seu carro mas sem ter a chance de fugir. Assim, começa um jogo psicológico onde a não comunicação se torna um elemento importante para refletirmos sobre o que assistimos até o último segundo de projeção.

 

Uma Família Feliz

Na trama, conhecemos Eva (Grazi Massafera), uma artesã de bonecos de bebês à espera do terceiro filho, o primeiro menino, que vive seus dias felizes ao lado do marido, o advogado Vicente (Reynaldo Gianecchini), e das duas filhas gêmeas em um condomínio de alto padrão numa grande cidade brasileira. Certo dia, já após o nascimento do novo filho, e em meio a uma depressão pós-parto evidente, suas filhas aparecem machucadas e Eva acaba sendo acusada de ter cometido tal ato. Assim, sua vida muda completamente, desencadeando uma série de conflitos que rebatem em acontecimentos estranhos e duvidosos.

 

Prédio Vazio

Desde criança tendo lembranças vagas de um certo momento traumático que viveu com sua mãe, a jovem Luna (Lorena Corrêa) está em um relacionamento ainda de descobertas com o namorado (Caio Macedo). Quando ela percebe que a mãe (Rejane Arruda) possa estar em perigo durante os últimos dias de carnaval, viaja até Guarapari em sua busca, entrando num edifício arrepiante na orla capixaba. Nesse lugar, vai se deparar com um enorme pesadelo.

 

Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois

Na trama, conhecemos Clarisse (Sabrina Greve) uma mulher casada que durante alguns dias resolve ir visitar o pai que está doente. Chegando lá percebe que o lugar, objetos e situações começam a envolvê-la. Vemos quase uma mulher em transe, hipnotizada por um lugar que traz lembranças, memórias e que se choca com tudo em que a mesma se transformou. A boa captação do áudio, um problema resolvido de anos passados do nosso cinema, é fundamental para o clima profundo que o inusitado da trama pede.

 

A Jaula

Na trama, conhecemos um jovem ladrão (Chay Suede) que vendo a oportunidade de roubar mais um carro, uma caminhonete de luxo parada em uma rua pacata de uma grande cidade, não pensa duas vezes e inicia a ação do roubo. O problema é que quando ele tenta sair do carro para fugir o carro simplesmente não abre e aos poucos ele começa a perceber que está preso de propósito pelo dono do carro, que entra em contato com ele pelo telefone do carro, um ginecologista renomado (Alexandre Nero) que já fora roubado outras vezes e dessa vez resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Lutando para sobreviver sem comida, água e com o emocional completamente destruído inicia-se um jogo psicológico intenso onde a moral é colocada em xeque.

 

Terra Estrangeira

A vida do jovem Paco (Fernando Alves Pinto) entra em total amargura em um país tomado por instabilidade. Após o falecimento da mãe, Manuela (Laura Cardoso), ele acaba conhecendo Igor (Luís Melo), um criminoso que o envolve com contrabandistas. Com o sonho de conhecer a terra da família da mãe na Espanha, acaba sendo enviado para Portugal com o objetivo de entregar uma mercadoria. Chegando nessa terra nova aos seus olhos, seu destino se cruza com o da brasileira Alex (Fernanda Torres) com quem viverá dias intensos longe de casa.

 

 

As Duplas Mais Inusitadas dos Anos 80 no Cinema

Os anos 1980 estão de volta! Os anos 1980 são agora! A cultura desta época fanfarrona nunca esteve tão em voga (bem, sem contar na própria década em si). Franquias e propriedades nascidas no período são revitalizadas a todo momento, seja no mundo do cinema, desenhos e música. Atualmente, um dos grandes responsáveis por dar novo gás aos 80´s para esta geração é fruto de um canal de streaming. Stranger Things, da Netflix, surfou na popularidade da época para se tornar um fenômeno.

No programa, os realizadores já perceberam que um dos grandes atrativos é a união de duplas ou grupos inusitados de personagens. Assim, desde a segunda temporada, o banguela Dustin (Gaten Matarazzo) tem passado muito mais tempo com Steve (galã fútil reabilitado) – vivido por Joe Keery –  do que com seus companheiros. Na nova temporada, o roteiro ainda tratou de incluir a decidida Robin (Maya Hawke) e a “pentelha” Erica (Priah Ferguson) na mistura. Max (Sadie Sink) e Eleven (Millie Bobby Brown) esqueceram a rivalidade da temporada passada e criaram um forte laço girl power, e até o durão Hooper (David Harbour) precisou passar tempo considerável com o “inimigo”, o cientista russo Alexei “Smirnoff” (Alec Utgoff).

Pensando nisso, o CinePOP resolveu relembrar algumas das uniões mais inusitadas que ocorreram durante os anos 1980 no cinema. Vem com a gente conhecer.

Sylvester Stallone & Pelé

Começamos a lista com uma dupla cujo elo único é o esporte. Esse inusitado encontro ocorreu no drama de guerra Fuga para a Vitória (1981), no qual ambos são prisioneiros – ao lado de Michael Caine – e montam um time de futebol para enfrentar a Alemanha nazista (por favor, queremos este remake). Na época, Stallone ainda não era conhecido como o herói de ação que viria a se tornar (fato cimentado após o lançamento de Rambo 2 – A Missão, de 1985), mas já era famoso pelo papel do pugilista Rocky Balboa.

 

O ator, inclusive, já havia interpretado o papel do lutador duas vezes a esta altura – no segundo filme, dirigido pelo próprio. Pelé, considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos, também ensaiou uma carreira como ator de cinema, lançando filmes nas décadas de 1970 e 1980 (incluindo Os Trapalhões e o Rei do Futebol – sucesso nacional de 1986).

Superman & Richard Pryor

Bem, devemos dizer Christopher Reeve e Richard Pryor. Mas a verdade é que o ator ficou imortalizado pelo papel e parece se transformar numa entidade própria ao protagonizar a franquia. Aqui, em Superman III (1983), infelizmente, foi onde esta série de filmes começou a apresentar desgaste, culminando no desastroso Superman IV – Em Busca da Paz (1987) – considerado um dos piores blockbusteres de todos os tempos.

Não deixa de ser pra lá de estranho ver um filme do maior super-herói de todos os tempos voltado para a comédia. E praticamente protagonizado por Pryor, um dos maiores nomes do humor na época, que tem tanto tempo de tela (ou até mais) do que o próprio Superman. A decisão curiosa começou a tomar forma quando Pryor foi a um talk-show e começou a se derreter em elogios aos filmes do Superman. Não deu outra, um tempo depois, os executivos da Warner motivados pela paixão do humorista resolveram colocá-lo para estrelar o terceiro filme do Homem de Aço. Fato parecido ocorreria no terceiro filme do Batman no cinema, quando Jim Carrey pôde usar e abusar do seu repertório exagerado como o Charada no filme de 1995.

Michael J. Fox & Joan Jett

Os anos 1980 foram salpicados por diversas participações de artistas da música arriscando sua vez nas telonas. Prince, Madonna, Michael Jackson, David Bowie, Cher, Tina Turner, entre outros, tentaram a sorte, com variados níveis de sucesso. A roqueira Joan Jett já recebeu sua própria biografia com The Runnaways – As Garotas do Rock (2010), interpretada por Kristen Stewart. Mas em 1987, a morena cheia de atitude protagonizou seu único filme com Luz da Fama.

E não para por aí, Jett protagonizou lado a lado com Michael J. Fox, então saído do sucesso De Volta para o Futuro (1985), no qual coincidentemente interpretava um jovem guitarrista de uma banda. No filme, a dupla é dirigida por ninguém menos que Paul Schrader (roteirista de Taxi Driver), que também escreveu o longa. Jett e Fox interpretam irmãos com sonho de sucesso na música, precisando escolher entre a fama e a família.

Madonna & Sean Penn

Bem, se a ideia de ter a Material Girl e o notório bad boy juntos num filme soa estranho, que tal se eu te contar que eles foram casados na vida real por quatro anos (de 1985 a 1989). E não apenas isso, durante o período ficaram conhecidos como um dos casais mais problemáticos de Hollywood, protagonizando brigas homéricas – e sempre se metendo em encrenca com os paparazzi. Foi neste período também que resolveram fazer um filme juntos, e o resultado foi Surpresa em Shanghai (1986), aventura de época passada na década de 1930, na qual Madonna contrata o personagem de Penn para encontrar uma relíquia. O filme se mostrou reflexo de sua relação: uma bagunça. Nem precisa dizer que se tornou fracasso de crítica e público, e hoje ressurgiu como obra cult, devido ao misticismo em torno dos bastidores.

Isabelle Huppert & Steve Guttenberg

Muitos talvez não estejam associando o nome à pessoa. Bem, Steve Guttenberg ficou famoso pelos filmes canastrões da franquia Loucademia de Polícia, na qual nos quatro primeiros filmes (1984, 1985, 1986 e 1987) interpretou o protagonista Mahoney. Tudo bem que o sujeito tentou arriscar em alguns papeis mais sérios, e até mesmo em comédias menos pastelão, mas não deixa de ser inusitado vê-lo dividindo a tela com a francesa Isabelle Huppert, hoje considerada uma grande dama do cinema.

Huppert, musa francesa adorada pelos cinéfilos, também já teve seus dias de luta. Ela esteve, por exemplo, em Portal do Paraíso (1980), superprodução considerada um dos maiores flops da história de Hollywood, o épico foi o responsável por falir a MGM na época. O encontro de Huppert e Guttenberg ocorreu não numa comédia, mas num suspense digno de Hitchcock: Uma Janela Suspeita (1987). Ao contrário da maioria dos filmes desta lista, este resulta numa produção eficiente, embora não muito conhecida do grande público.

Meryl Streep & Roseanne Barr

A comediante Roseanne Barr atualmente se tornou uma figura maldita, cancelada graças a seu racismo inerente, exaltado numa época delicada e de muita representatividade. A humorista fez carreira com seu estilo desbocado e politicamente incorreto, justamente por isso ficou deslocada nos tempos atuais. No fim da década de 1980, ela era a maior estrela da televisão americana graças ao programa que protagonizava e que levava seu nome: Roseanne. O programa inclusive ganhou um revival, mas foi prontamente desligado após as infelizes declarações da atriz nas redes sociais.

Na época, aproveitando a popularidade da humorista, nada melhor do que tratar de colocá-la no cinema também. Mas seu par em tela para a empreitada foi o que chamou atenção em Ela é o Diabo (1989). Para o papel da “outra”, a mulher por quem o marido de Roseanne a deixa no filme, foi escalada ninguém menos do que a toda poderosa Meryl Streep. A monstra sagrada já provou saber se divertir por diversas vezes em comédias, mas Ela é o Diabo foi seu debute no gênero. Streep, na época, já tinha duas estatuetas do Oscar (por Kramer vs. Kramer e A Escolha de Sofia) e outras seis indicações. Ou seja, foi muito inusitado vê-la em uma comédia escrachada ao lado de Roseanne.

Sylvester Stallone & Dolly Parton

Se acharam a união de Sylvester Stallone e Pelé em Fuga para a Vitória (1981) estranha, ainda não tinham visto nada. Inusitado mesmo foi ver o musculoso astro da ação adentrando o mundo da música country ao lado da icônica Dolly Parton em Rhinestone – Um Brilho na Noite (1984).

Fuga para a Vitória ao menos se tratava de um filme de drama e aventura, gênero com o qual o grandalhão Stallone estava mais acostumado. Rhinestone foi a primeira investida do astro na comédia após o sucesso – nesta época Sly já havia feito três filmes de Rocky e um de Rambo. Dá uma olhada nesta trama: Parton vive uma cantora country que faz uma aposta de transformar um sujeito qualquer num cantor. Eis que cai em seu colo o troglodita Stallone, que vive um taxista. Stallone cantando?! E você está perdendo esta…

Sting & Jennifer Beals

No panteão dos cantores arriscando como atores na década de 1980, temos também o famoso ex-líder da banda The Police, Sting. O cantor ativista já havia marcado presença no clássico Duna (1984), de David Lynch, na pele de Feyd Rautha – que ganhará reimaginação pelas mãos de Denis Villeneuve. No ano seguinte, Sting resolveu se enveredar em uma obra igualmente ambiciosa, uma releitura do clássico A Noiva de Frankenstein (1935).

Antes de Angelina Jolie ser cogitada para o papel no agora cancelado (até segundo plano) Dark Universe, outra atriz já havia vivido a personagem morta-viva no cinema depois da icônica Elsa Lanchester. Trata-se de Jennifer Beals, musa 80´s recém saída do sucesso de Flashdance (1983). No filme A Prometida (The Bride, 1985), Sting vive o Doutor Frankenstein, criando e se apaixonando por Eva (Beals), uma mulher trazida de volta à vida.

Dennis Hopper & Leatherface

O primeiro Massacre da Serra Elétrica (1974) chocou o mundo com seu realismo cru e se tornou um sucesso cult. Baseado em eventos levemente verídicos, o terror não pedia uma continuação. Mas doze anos depois, o próprio Tobe Hooper, diretor do original, resolveria revisitar o universo da família canibal, num filme de tonalidade totalmente diferente. Afinal, qual a graça de se repetir?

Assim, Hooper mudou o conceito da abordagem em O Massacre da Serra Elétrica 2 (1986), transformando o longa em uma paródia de filmes do gênero. Insano e nonsense, a continuação soa muito como Twin Peaks encontra filmes de terror slasher, colocando no meio desta receita de bolo os psicopatas do original – todos devidamente repaginados. Leatherface, o maníaco que usa máscara feita de pele humana, não podia faltar. E além de uma nova musa, nas formas da estonteante Caroline Williams, Hooper tratou de escalar um ator doido o suficiente para topar a empreitada. Dennis Hopper não só topou, como mergulhou de cabeça. E pôde empunhar ele mesmo uma grande serra elétrica. Algo me diz que todos tinham que se preocupar mais com ele do que com Leatherface…

Arnold Schwarzenegger & Danny DeVito

E se Sly tentava sem sucesso aderir à sua primeira comédia, deixando um pouco de lado sua estigma de brutamontes, seu maior rival nas telas mostrava êxito na mesma empreitada. Enquanto Rhinestone viveu para ser um fracasso, Irmãos Gêmeos (1988), primeira investida do astro da ação Arnold Schwarzenegger num gênero voltado toda a família, se tornava sucesso de crítica e público.

A proposta desta comédia dirigida por Ivan Reitman (Os Caça-Fantasmas) era tirar graça ao ter os irmãos gêmeos mais diferentes possíveis. Assim, quem seria o inverso completo do grandalhão aloirado? O baixinho, gordinho e careca Danny DeVito nunca foi o estereotipo de galã, mas sempre fez sucesso no cinema com seu tipo cafajeste de fala mansa. Assim, estava criada a dupla de irmãos mais incomum do cinema. Por décadas uma sequência vem sendo prometida.

Quase! Estes Filmes por Muito Pouco Não Chegaram a US$1 Bilhão em Bilheteria Mundial – Conheça

A melhor forma de conhecer a popularidade de um filme e sua abrangência cultural ainda é o seu retorno em bilheteria. Ou seja, sua arrecadação financeira reflete diretamente no número de pessoas que se dispuseram a sair de casa e ir assisti-lo nas salas de cinema. E também o número de pessoas que repetiram o feito. Bem, ao menos essa é a análise imediata. O fato demonstra o sucesso que determinado filme fez em sua época de lançamento.

Mas existe, claro, o outro lado da moeda. Que é o efeito do tempo. Um filme muito popular hoje, não significa que manterá sua relevância cultural ou artística daqui a, digamos, dez ou vinte anos. Por outro lado, filmes que fracassaram em sua jornada pelas salas de cinema podem vir a encontrar seu público na geração seguinte, se tornando produções verdadeiramente queridas. Ao longo da história da sétima arte tivemos inúmeros exemplos assim.

Ou seja, a maneira mais eficaz de se medir o sucesso de um filme ainda é a sua bilheteria. Hoje, temos inclusive o chamado clube do bilhão – produções que atingiram a ridícula marca de mais de US$1 bilhão em bilheterias mundiais. Aqui, nesta nova matéria iremos falar dos filmes que por muito pouco não atingiram essa marca. Confira.

Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros (1993)

O primeiro filme da história a bater a marca de US$1 bilhão em bilheteria mundial foi ‘Titanic’ (1997), de James Cameron. Porém, por pouco, esse título não foi ocupado por outro. O fenômeno pré-histórico de Steven Spielberg sacudiu o mundo no início dos anos 1990 e revolucionou para sempre o uso de efeitos especiais gerados por computadores. Os dinossauros voltaram à vida de forma crível e o filme foi por quatro anos o maior da história. ‘Jurassic Park’ fez US$978 milhões mundiais em seu lançamento em 1993, chegando muito perto de bater a, então, não sonhada marca. Com seis relançamentos, entre 2011 e 2023, o filme finalmente atingiria a marca de US$1 bilhão.

O mesmo ocorreu com filmes como ‘Star Wars: A Ameaça Fantasma’ (1999) e ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ (2001). Ambos os filmes passaram da marca dos US$900 milhões em bilheteria mundial, ficando perto de atingir US$1 bilhão. Porém, ambos conquistariam tal valor um tempo depois com constantes relançamentos nos cinemas, uma forma de os estúdios arrecadarem mais bilheteria para seus filmes – em especial comemorações de aniversário. O primeiro foi relançado quatro vezes e o segundo, oito vezes.

Já ‘O Rei Leão’ (1994), uma das melhores animações da Disney, mesmo com sete relançamentos, não conseguiu ultrapassar a marca de US$1 bilhão. Mas aumentou sua bilheteria consideravelmente, em US$200 milhões, de US$771 milhões para US$981 milhões. Para esta matéria estamos considerando apenas os filmes que bateram 1 bilhão em seus lançamentos originais. Portanto, todos fazem parte do ranking dos quase.

Oppenheimer (2023)

Lançado em meados de 2023, ‘Oppenheimer’ foi a metade do fenômeno conhecido como “Barbenheimer”, a dobradinha de sucesso realizada (de forma improvável) com o blockbuster ‘Barbie’. Ambos se beneficiaram bastante da data de lançamento simultânea, ao invés de se canibalizarem nas bilheterias, se ajudaram. Quem sabe relançamentos nos próximos anos possam ajudar ‘Oppenheimer’, mas por enquanto o filme soma US$975 milhões, por muito pouco não adentrando o seleto clube do US$1 bilhão.

Meu Malvado Favorito 2 (2013)

A franquia ‘Meu Malvado Favorito’ é uma das mais rentáveis do cinema de todos os tempos. A franquia se tornou prioridade na Universal, graças a seu grande apelo junto com seu público-alvo, as crianças. O filme original, de 2010, ficou entre o top 10 daquele ano, com meio bilhão de dólares mundiais. Esse segundo filme foi ainda mais longe, ficando em terceiro lugar das bilheterias mundiais em 2013, com US$970 milhões – sendo o filme da franquia que não fez um bilhão, mas chegou mais perto.

O primeiro filme dos ‘Minions’ e ‘Meu Malvado Favorito 3’, ambos bateram 1 bilhão. Já o segundo ‘Minions’ também merece estar nessa lista, com US$940 milhões. Esse ano, ‘Meu Malvado Favorito 4’, sorrateiramente, também quase bateu à marca, com US$965 milhões. Alguém duvida que venha mais?

Mogli: O Menino Lobo (2016)

A Disney é um estúdio que sabe fazer dinheiro. Além de suas animações e filmes em live-action que adaptam atrações de seu parque temático, o estúdio agora é dono de marcas como a Marvel e Star Wars. Como se não bastasse, o conglomerado arrumou mais um filão: as adaptações (ou refilmagens) em live-action de suas animações. Deste segmento tivemos longas como ‘A Bela e a Fera’, ‘Aladdin’ e ‘O Rei Leão’ batendo a marca de 1 bilhão. Mas de todos o que chegou mais perto, sem ter conseguido, foi um dos mais elogiados: ‘Mogli – O Menino Lobo’ (2016), que somou US$966 milhões.

Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017)

Por falar em filmes sorrateiros, que pegaram todos de surpresa, ‘Jumanji’ é o longa que mais se encaixa em tal quesito. A reimaginação do clássico cult estrelado pelo saudoso Robin Williams em 1995, foi recebido com muita descrença. Após seu trailer, uma onda de negatividade começou a cercar o filme. No entanto, em um dos casos de maior mudança na aceitação de uma produção, foi só ‘Jumanji’ estrear, que a notícia correu rápido, e o público correu na forma de multidões para o cinema. Ninguém esperava ou dava nada pelo longa. Mas ‘Jumanji’ somou US$962 milhões mundiais ao redor do mundo.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022)

Nenhum outro filme do MCU chegou tão perto da marca de 1 bilhão, sentiu seu cheirinho, mas terminou sem conseguir pegar o prêmio. Ao todo, são 11 filmes do MCU, contando com o recente ‘Deadpool e Wolverine’ (2024), a bater a marca do bilhão. Antes, o último havia sido ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’, de 2021. Ou seja, em três anos a Marvel não emplacou no clube do bilhão. E bem, se disséssemos antes que entre ‘Capitã Marvel 2’, ‘Pantera Negra 2’, ‘Thor 4’ e ‘Guardiões da Galáxia 3’, seria ‘Doutor Estranho 2’ o que mais se aproximaria da marca, ninguém acreditaria. Mas foi o que aconteceu.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (2010)

Harry Potter’ é uma das franquias bilionárias do cinema, com seus filmes arrecadando quase US$8 bilhões mundialmente (US$7.8 bilhões). Isso sem contar os filmes do derivado ‘Animais Fantásticos’. Mas e seu eu disser que tirano último ‘Harry Potter’, As Relíquias da Morte – Parte 2, o encerramento da franquia, nenhum outro exemplar destes filmes ultrapassou sozinho a marca de 1 bilhão? Pois bem. Como dito, os relançamentos do primeiro filme, o fizeram ultrapassar a marca – mas ele não havia conquistado o feito em seu lançamento original. Grande parte chegou bem perto, mas apenas o último o faria. ‘As Relíquias da Morte – Parte 1’ foi o que chegou mais perto com US$960 milhões. Depois ‘A Ordem da Fênix’ (2007), com US$942 milhões, e ‘O Enigma do Príncipe’ (2009), com US$941 milhões.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014)

No rastro da franquia ‘O Senhor dos Anéis’, uma das mais bem-sucedidas da história do cinema, o mesmo Peter Jackson resolveu lançar a trilogia prequel ‘O Hobbit’. Aliás, o terceiro ‘O Senhor dos Anéis’, ‘O Retorno do Rei’, foi o segundo filme da história a ultrapassar a marca de 1 bilhão em bilheteria mundial, algo que as duas partes anteriores não haviam conseguido. Assim, pegando essa onda, o primeiro filme de ‘O Hobbit’ fez bem a lição e bateu a marca, adentrando o clube do bilhão. Porém, os fãs logo perceberam que ‘O Hobbit’ não era ‘O Senhor dos Anéis’ e os filmes seguintes foram perdendo a força. ‘A Desolação de Smaug’, de 2013, fez US$959 milhões, e ‘A Batalha dos Cinco Exércitos’, 2014, fez US$962 milhões.

Crítica | Game Of Thrones 07×05 e 06 – Eastwatch e Beyond The Wall

PIOR DO QUE A QUINTA TEMPORADA

 

Já comentei que uma das dificuldades de se resenhar uma série episódio por episódio é não ter noção do todo. Após a live do 5º episódio, decidi segurar a resenha dele para ver o que aconteceria no 6º episódio. Na ocasião, manifestei o meu prazer com a costura de trama feita e a felicidade pelo que parecia o acerto no andamento das tramas. Mas, não foi nem de longe um episódio perfeito, a começar pelo plano maluco do Jon Snow (Kit Harington) e pela relação dele com Daenerys (Emilai Clarke). Aí… vem o 6º e pior episódio da temporada. Segurar a resenha foi uma boa escolha.

É incrível pensar que esta 7º temporada tem o melhor e o pior de Game Of Thrones – GoT. O 4º episódio pode entrar num top 20 de melhores da série. Já Beyond The Wall é o meu pior – vale caixa alta – PIOR episódio de toda a série! Vi algumas pessoas reclamarem das falhas do 5º episódio, mas ele ainda tinha qualidades. Achar virtudes no 6º é uma missão mais suicida do que buscar zumbis na neve.

ACERTOS E ERROS

O 5º episódio nem de longe foi perfeito. A cinematografia, por exemplo, foi pouco inspirada, com apenas alguns momentos em que a mise-en-scène empolgava. Contudo, foi um episódio funcional, trabalhando com competência a relação entre os personagens. Eastwatch também manteve o ótimo nível dos diálogos da série.

Dentre os grandes momentos do episódio temos a sequência na qual Daerenys ordenou a morte de Randyll e Dickon Tarly (James Faulkner e Tom Hopper). Foi um momento no qual ficaram claras as ambiguidades de Dany. Estaria ela cedendo à loucura Targaryen, ou apenas se embriagando com o poder? Os diálogos de Tyrion (Peter Dinklage) e Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), e de Jaime e Cersei (Lena Headey) foram outros diálogos de destaque. Outros pontos fortes foram a conversa entre Sam (John Bradley) e os Maesters e a dinâmica entre Sansa (Sophie Turner) e Arya (Maisie Williams), que então prometia ser dos pontos altos desta temporada.

Sua maior virtude foi indicar uma amarração entre a guerra pelo trone de ferro e a batalha contra os White Walkers. Parece que as duas linhas de eventos tendem a se fundir na próxima temporada. Assim torcemos!

Eastwatch também foi atingido pelo maior problema desta temporada: a organização temporal. Os eventos transcorreram de forma muito rápida. Em princípio, não haveria problema nenhum de um episódio ter vários eventos. A falha foi construir uma narrativa mais preocupada em fazer um checklist daquilo que ainda não tinham sido colocadas na tela, do que construir uma narrativa com andamento rápido, mas orgânico.

O 5º episódio ainda teve outra fraqueza: fan service mal colocado. Sim, estou falando da cena na qual Jon Snow toca em Drogon. A cena poderia existir em outro contexto. Foi uma cena incluída de qualquer jeito e que não gerou nenhuma repercussão, servindo apenas para aquecer os corações dos fãs.

Mesmo sendo dos mais fracos da temporada, Eastwatch teve virtudes, sendo a maior dar indicações de que o episódio seguinte seria desastroso!

O 6º episódio foi o pior desta temporada e, para mim, o pior de toda GoT. Se Eastwatch equilibrava vícios e virtudes, Beyond The Wall é um vale de defeito! Beirando o desastre, poucas coisas se salvam: alguns diálogos legais, uma fotografia bem feita e algumas composições de cena interessantes. Qualidades que não compensam a comédia de más escolhas que foi este episódio.

O plano já era estúpido, mas poderíamos aceitá-lo, se o desenvolvimento tivesse sido bom. Que nada! O problema central do episódio pode ser resumido em verossimilhança na questão temporal. Não foi propriamente um episódio com muitos eventos, como foi o 5º; foi um episódio que se concentrou em dois núcleos, mas os acontecimentos eram tão rápidos que não transmitiam uma clara noção de passagem do tempo.

Peguem o caso dos 7 tapados que foram para além da muralha prender zumbis: o começo não deixa claro se eles caminharam 1 ou vários dias. Quando cercados pelos White Walkers, a fotografia das cenas e a noção de que o frio no norte é rigoroso passam para o público a ideia de que eles ficaram lá por algumas horas. Isto é reforçado pela rapidez com que Gendry volta para pedir ajuda.

Essa linha temporal é esculhambada de vez com a rapidez com que Dany vai resgatá-los. R. R. Martin diz que se arrependeu de ter divulgado as distâncias oficiais Westeros; isto dificultaria o andamento da história. Desculpa, titio Martin, mas na série, as distâncias não são medidas em quilômetros, mas em episódios: o tempo que os eventos levavam para ocorrer na série (especialmente o deslocamento de personagens) era da ordem de 1 a 2 episódios. Muito comum que alguém de um núcleo viajasse num episódio, no seguinte o seu núcleo não aparecei e no terceiro, esse personagem chegava ao destino. Ou seja, a noção de espaço-tempo na série foi construída a partir da distribuição dos eventos ao longo dos episódios. A ideia de que Westeros é imenso é mais por causa disso do que por causa de uma ou outra menção de distância.

Isto foi totalmente esquecido neste 6º episódio, especialmente com a rapidez com que Daenerys levou para receber a notícia e resgatar os 7 patetas. A comparação com o 5º episódio deixa o problema mais evidente: como vários núcleos se intercalam, Eastwatch consegue mascarar a rapidez dos eventos; já Beyond The Wall tem apenas dois núcleos…

Muitos outros defeitos estão presentes nesse 6º episódio: além dos 7 personagens principais da expedição, há um bando de figurantes que serve apenas para morrer e confundir o público; a passividade dos White Walkers é pateticamente forçada, claramente um Deus ex machina para possibilitar a cena de resgate; a postura de Jon Snow também foi forçada, criando falso suspense, afinal, sabemos que Jon não irá morre antes do final da série. E nem vou falar da briga patética de Arya e Sansa – as personagens regrediram psicologicamente para nada.

Aliás, Beyond The Wall sacrificou o maior mérito da série: a morte de personagens importantes. Quando vimos vários personagens sendo salvos das situações mais absurdas, o roteiro dava o recado: alguns personagens são imunes! Em outros tempos, numa expedição como essa, de 3 a 4 iriam pro saco – Jorah (Iain Glen) incluído.

O QUE PODERIA TER SIDO? OU RELENDO A TEMPORADA

Como já falei antes: resenhar uma série episódio por episódio é difícil, pois não temos a visão do todo. Até o 5º episódio, esta temporada estava indo muito bem. Beyond The Wall puxou a temporada para baixo: os seus eventos teriam sido mais bem trabalhados se tivessem sido distribuídos por três episódios. Poderíamos ter visto a união do grupo e início das buscas em um episódio, o encontro com os White Walkers e busca da ajuda em outro, e o resgate no terceiro. Claro, muitas outras coisas teriam que ser diferentes, como o cerco ocorrer em uma caverna e não num lago congelado, por exemplo. Também aprimoraria o plano: prender um White Walker ou tramar o sacrifício de alguém. Mas, divago. Meu ponto é outro:

Quando eventos importantes ficam concentrados em um único episódio, notamos que os anteriores foram mal aproveitados. Jon Snow poderia ter saído de Pedra do Dragão antes. A inutilidade de sua presença lá ficou mais evidenciada depois deste 6º episódio. Nem a suposta química entre Jon e Dany justifica – preferia muito mais que ambos se cassassem por conveniência política do que por qualquer outra coisa, seria muito mais coerente com a natureza deles e da série.

Enfim, a sensação de que muita coisa foi subaproveitada nos episódios anteriores e de que tudo foi feito para criar um dragão zumbi depõem ainda mais contra Beyond The Wall, um episódio que sozinho foi pior do que a sonolenta 5º temporada.

E, aí, o que achou dos episódios? Ficou decepcionado com eles? Curtiu mais Eastwatch ou Beyond The Wall? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

Nossa página oficial no Facebook

Página oficial do CinePOP no Facebook

Canal do CinePOP no YouTube

10 Filmes onde há DUELOS entre Amigos

A amizade é um dos elos mais profundos e bonitos que existe em nossa sociedade. Mas por alguma situação, pode-se chegar até uma ruptura nessa relação. Pensando nesse curioso recorte social, na linha de uma oposição conflituosa de ideias, segue abaixo uma lista com 10 filmes onde há duelos entre amigos:

 

Guerra é Guerra

Na trama, dois agentes da CIA (que adoram se meter em confusão) são parceiros inseparáveis e melhores amigos até que ficam interessados pela mesma mulher. Assim, começa um jogo de gato e rato para saber quem conquista o coração da atraente jovem, que acaba afetando a amizade entre eles.

 

Rivais

Na trama, conhecemos os inseparáveis amigos Patrick (Josh O’Connor) e Art (Mike Faist) que tem como elo uma paixão pelo esporte favorito, o tênis. Disputando alguns torneios ainda adolescentes, um dia conhecem pessoalmente Tashi (Zendaya), uma jovem promissora nesse esporte. Após algumas idas e vindas, um triângulo amoroso acaba sendo instaurado sem possibilidades de se prever o que aguardaria seus destinos.

 

Te Peguei!

O filme conta uma história para lá de inusitada de um grupo de amigos já na fase adulta de suas vidas que durante o mês de maio pregam inusitadas situações para brincar de ‘pega a pega’. Apenas um deles nunca perdeu nessa brincadeira (nunca conseguiu ser ‘pego’), Jerry (Jeremy Renner), que vai se casar exatamente no mês da brincadeira, o que faz com que seus amigos bolem diversos planos mirabolantes para tentar enfim pegar o melhor jogador do grupo de amigos.

 

A Cor do Dinheiro

Na trama, voltamos a encontrar o mestre da sinuca Eddie (Paul Newman) que agora está aposentado das mesas e possui um empreendimento, vivendo sua vida sem a adrenalina das apostas pelos Estados Unidos. Tudo muda quando ele conhece o abusado e metido Vincent (Tom Cruise), um tremendo jogador, ainda muito jovem, arrogante, que leva Eddie a imaginar novos rumos para seu pacato presente. Ao lado da namorada de Vincent, Carmen (Mary Elizabeth Mastrantonio), resolvem fazer uma road trip em busca de apostas em mesas de sinuca de diversas cidades onde um vai conhecendo melhor o outro e onde um ponto de ruptura chega quando as ambições saem do equilíbrio.

 

O Conde de Monte Cristo

Uma das ótimas adaptações literárias (baseado no livro homônimo de Alexandre Dumas) que o mundo do cinema nos brindou nos últimos anos, sem dúvidas, é O Conde de Monte Cristo. No filme conhecemos a saga de angústia e vingança de Edmond Dantès que é preso por um crime que não cometeu.

 

Ben-Hur

Lançado em janeiro de 1960 no Brasil, esse épico de três horas e meia se tornou um filme inesquecível no coração de muitos cinéfilos. Na trama, uma adaptação do romance Ben-Hur: A Tale of the Christ escrito por Lew Wallace, conhecemos Judah Ben-Hur um homem bondoso que após um desentendimento e uma situação é condenado pelo próprio amigo de infância Messala (comandante das legiões romanas) a uma pena perpétua vivendo como escravo. Só que Ben-Hur consegue sobreviver por anos e traça um retorno triunfante junto com sua sede de vingança.

 

A Subida

Na trama, conhecemos, ao longo do tempo, os amigos de infância Kyle (Kyle Marvin) e Mike (Michael Angelo Covino), dois homens que passaram por diversas fases em suas agitadas vidas. Na primeira, mais marcante, quando Kyle descobre que Mike transou com sua futura esposa e o tempo passa e Mike casa com ela. O abalo desse fato nos leva em uma jornada de tentativa de reconstrução dessa amizade abalada por egoísmo e más escolhas. Fazendo paralelos com o universo do ciclismo, entre subidas complicadas e descidas onde é só controlar a bicicleta sem muito esforço, a vida desses dois possui altos e baixos, além de trocas de quem está no alto e quem está por baixo.

 

Os Banshees de Inisherin

Solidão que não encontra a solitude. Escrito e dirigido pelo britânico Martin McDonagh, Os Banshees de Inisherin, indicado à 9 Oscars é um projeto repleto de reflexões. Uma busca pela fuga da mesmice desencadeia o rompimento de uma longa amizade o que acaba trazendo novos conflitos dentro de uma espécie de síntese da loucura, tudo isso em um curto período de tempo numa fictícia pequena comunidade na Irlanda, uma ilha no litoral, chamada inisherin.

 

A Rede Social

Dirigido pelo excelente David Fincher cerca de 13 anos atrás chegava aos cinemas A Rede Social, filme que conta a história da criação do Facebook por Mark Zuckerberg que logo se tornaria um dos mais jovens bilionários da história mudando para sempre o planeta e o universo da comunicação.

 

Instinto Materno

Na trama, ambientada na década de 60, conhecemos duas amigas, vizinhas, praticamente inseparáveis: Celine (Anne Hathaway) e Alice (Jessica Chastain). Quando uma tragédia acontece, essa relação entre as amigas é completamente abalada. Assim, ao longo dos dias, entre o luto e a culpa, no campo das suposições uma série de desconfianças encontra o caminho das personagens.

 

 

As Atuações Marcantes e a Despedida para Rutger Hauer

Hoje, o mundo do cinema ficou mais triste. Nos despedidos do veterano Rutger Hauer, que faleceu em sua casa aos 75 anos. Mais conhecido pelo papel do replicante Roy Batty no cult de ficção científica Blade Runner: O Caçador de Androides (1982), Hauer era holandês e começou a carreira trabalhando em filmes europeus, ainda na década de 1960. Nesta época, colaborou quatro vezes com o diretor Paul Verhoeven (Robocop e Instinto Selvagem), se tornando seu ator preferido.

Hauer foi inclusive a primeira escolha de Verhoeven para viver o robô policial, que terminou nas formas de Peter Weller. Além disso, também é dito que a autora Anne Rice tinha Hauer em mente ao criar o vampiro Lestat no livro Entrevista com o Vampiro. Na versão para o cinema, de 1994, o personagem foi vivido pelo bem mais jovem Tom Cruise.

Hauer ficou conhecido por seu tipo intenso nas telas, geralmente associado a vilões. Mas o ator transitava, e tinha facilidade, também com heróis de ação e até mesmo personagens guiados pelo amor, vide O Feitiço de Áquila (1985) – outro ponto alto em sua carreira. Hauer tem mais de 170 créditos como ator, entre cinema, produções para a TV, séries e minisséries. Em 1998, ele levou o Globo de Ouro como melhor ator coadjuvante pelo filme feito para a TV Fuga de Sobibor, no qual interpretou um militar num campo de concentração.

Como forma de homenagear o ator, o CinePOP relembra alguns de seus trabalhos mais marcantes. Vem conhecer.

Blade Runner: O Caçador de Androides (1982)

Visionário em todos os sentidos, o autor Philip K. Dick já tratava de assuntos como a relação do homem com a máquina, muito antes da série Black Mirror sonhar (com ovelhas elétricas) em ser criada. O filme de Ridley Scott não fez por menos e entrou para a história como obra cult estudada até hoje. No longa, Rutger Hauer vive Roy Batty uma máquina “humana”, que aprendeu a desenvolver sentimentos. Ele lidera uma rebelião rumo à liberdade, mesmo sabendo que seus dias estão contados. Seu discurso na chuva é um dos momentos mais tocantes da sétima arte.

O Feitiço de Áquila (1985)

Da tecnologia, passamos para a magia. Dois amantes separados pelo dia e pela noite, numa maldição. Após as muitas camadas dadas a seu “vilão” de Blade Runner, Hauer seguia derrubando as barreiras do estereotipo. A produção o queria como o antagonista Marquet (Ken Hutchison), mas o ator recusou e insistiu no papel do protagonista – um sujeito movido pelo amor. Navarre (Hauer) e Isabeau (Michelle Pfeiffer) são amantes, mas não podem se encontrar. De manhã, ela vira a Ladyhawke do título, uma águia, e de noite, ele se transforma num lobo – até que a maldição seja quebrada.

A Morte Pede Carona (1986)

Deixando correr seu lado mais psicótico, completamente desapegado de qualquer valor ou humanidade, Hauer incorporou um dos vilões mais gélidos dos anos 1980. Esta produção B ganhou status de cult devido a suas exibições na TV aberta (na época sequer existia TV a cabo afinal), fazendo morrer de medo toda uma geração. Na trama, um sujeito que pede carona em estradas transforma a vida de um jovem num verdadeiro inferno. Quem poderia esquecer da namorada amarrada a dois caminhões ou os dedos na batata fritas? Cenas que mancharam nossa mente e nunca mais a deixaram. E nós adoramos!

Fúria Cega (1989)

Imagine se o Rambo fosse cego e treinado com uma espada de samurai. Esta é basicamente a premissa deste filme de ação imperdível, que traz Hauer como um veterano da Guerra do Vietnã cego, que volta aos EUA para proteger o filho de um colega militar. A produção é dirigida por Phillip Noyce (O Colecionador de Ossos).

Aliança Mortal (1991)

Um dos atrativos da carreira de Rutger Hauer estava em escolher projetos diferentes, criativos e ousados. É seguro dizer que o ator holandês fez de tudo um pouco. Aqui, mais uma vez no terreno da ficção científica, apesar de em menor escala, ele vive um prisioneiro encarcerado num inovador sistema de prisão. O cárcere não conta com grades e sim com uma tecnologia na forma de colar que liga cada prisioneiro a outro. Se eles se afastarem por mais de alguns metros, explodem. O lance é: ninguém sabe quem é seu contraponto, portanto, a ideia é permanecerem todos sempre juntos.

Buffy – A Caça-Vampiros (1992)

Antes de se tornar uma série de muito sucesso no fim dos anos 1990, estrelada por Sarah Michelle Gellar, a patricinha exterminadora de mortos-vivos dentuços teve as formas de outra loira, Kristy Swanson. Escrito pelo mesmo Joss Whedon, o longa viveu para se tornar um fracasso, um tempo depois se tornando obra cult. Whedon por outro lado, viu potencial na coisa, insistiu e alguns anos mais tarde a ideia virava série na Fox. No longa, Hauer vive o líder dos vampiros, o caricato Lothos. Bem, vale mencionar que Buffy, o filme, é uma comédia.

O Destruidor (1992)

Slipt Second, em seu título original, é mais uma ficção científica passada no futuro. No filme, Hauer vive o policial durão Harley Stone, que entre passar fogo num bandido aqui e outro ali, ainda precisa lidar com a realidade de uma Londres alagada. Neste cenário surge o maior desafio do sujeito: uma ameaça extraterrestre jantando humanos no melhor estilo O Predador (1987). O longa conta com a presença da atriz Kim Cattrall, que mais tarde ficaria famosa como a Samantha da série Sex and the City. Nem é preciso dizer que hoje é item cult.

O Sequestro de Heineken (2011)

O famoso sequestro do holandês criador da cerveja que leva seu nome viu sua história ser contada neste filme de mesma nacionalidade. Hauer vive o ricaço magnata cervejeiro Alfred Heineken. Anos mais tarde, em 2015, a mesma história foi contada numa versão americana, que teve Sir Anthony Hopkins vivendo o papel do protagonista.

Hobo with a Shotgun (2011)

Parte do conceito trash revivido por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez em seu projeto Grindhouse, este longa seguiu nesta mesma esteira. Um conceito absurdo, ultraviolência, senso de humor e muito nonsense. Pense em Machete (2010), mas ao invés de um mexicano com uma peixeira, um mendigo (Hauer) com uma arma calibre 12. Esse não precisou se esforçar muito para virar cult, já que era esta sua intenção.

Em 2005, o ator faria participações pontuais, mas essenciais, em duas superproduções. Primeiro, Sin City – A Cidade do Pecado, de Robert Rodriguez e Frank Miller (adaptando sua própria história ao cinema), no qual viveu o pedófilo Cardeal Roark numa das histórias do longa. Depois, veio Batman Begins, de Christopher Nolan, no qual interpretou o empresário calculista Earle, a quem a família Wayne deixou o comando dos negócios, até seu filho Bruce (Christian Bale) retornar à cidade.

Entre os últimos trabalhos lançados de Hauer estão a ficção espacial Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017), de Luc Besson, e o faroeste Os Irmãos Sisters (2018), com Joaquin Phoenix, John C. Reilly e Jake Gyllenhaal, ainda inédito no Brasil.

Rutger Hauer ainda possui ao menos 5 projetos em fase de pós-produção a serem lançados em breve de forma póstuma, entre eles, uma participação na minissérie A Christmas Carol, baseado na obra clássica de Charles Dickens, na qual interpreta o fantasma do Natal Futuro; e a produção russa Viy 2, na qual participa ao lado de figuras icônicas como Arnold Schwarzenegger e Jackie Chan.

Fica registrada aqui nossa homenagem a este grande intérprete e astro internacional.

‘Ainda Estou Aqui’ e os Filmes Selecionados para Representar o Brasil no Oscar – Relembre os últimos dez

“O Brasil nunca esteve tão perto de receber uma indicação para melhor filme estrangeiro no Oscar – e tem chances reais de vencer”. Essa frase vem sendo muito entoada por críticos e aficionados por cinema nos últimos tempos, desde que ‘Ainda Estou Aqui’ recebeu 10 minutos de aplausos de pé, após sua estreia no prestigiado Festival de Veneza. A aprovação internacional conta muito para a campanha de um filme que esteja se candidatando ao Oscar.

O último filme brasileiro indicado ao Oscar de produção internacional foi ‘Central do Brasil’, de 1998. Seria um círculo perfeito a indicação esse ano de ‘Ainda Estou Aqui’, já que ambos os filmes foram dirigidos por Walter Salles e com Fernanda Montenegro no elenco. Abaixo vamos relembrar os últimos 10 representantes do Brasil ao Oscar, incluindo o atual ‘Ainda Estou Aqui’. Confira.

Ainda Estou Aqui (2025)

O representante do Brasil ao Oscar 2025 é um filme que coloca nosso país mais perto do que nunca para uma indicação. Para começar fala sobre um tema ainda muito dolorido: a ditadura militar. Equilibrado com a política contida no longa, temos um drama belíssimo sobre o amor e a união de uma família. Um filme que consegue ser leve e belo, ao mesmo tempo em que traz os horrores do período. Além de filme, muitos dão como certa a indicação para melhor atriz, Fernanda Torres. Lembrando que sua mãe foi a única artista brasileira a receber nomeação de atuação. O lobby está forte lá fora, e isso é o que conta muito.

Retratos Fantasmas (2024)

O escolhido para representar o Brasil este ano foi o documentário de Kleber Mendonça Filho, que retrata a realidade de Recife, passado e presente, e declara seu amor por dois grandes cinemas da cidade, o Cinema Veneza e o cinema São Luiz. Mendonça não é estranho a prêmios, já que é quem assina filmes cultuados como ‘O Som ao Redor’ (2012), ‘Aquarius’ (2016) e ‘Bacurau’ (2019). ‘Retratos Fantasmas’, infelizmente, não entrou entre os cinco nomeados.

Marte Um (2023)

Em geral, os filmes brasileiros de maior prestígio são aqueles que retratam a dura realidade da vida no país. Ou seja, a classe pobre que resiste e clama por dignidade em um país de enorme desigualdade social. ‘Marte Um’ é exatamente este representante, que conta sobre uma família de classe baixa. Em especial, o sonho do menino Devinho (Cícero Lucas) em se tornar astrofísico e integrar um projeto Mars One, que visa colonizar Marte. O filme foi escrito e dirigido por Gabriel Martins, mas infelizmente não chegou aos cinco indicados.

Deserto Particular (2022)

O representante de um país ao Oscar, mesmo que não seja escolhido para os finalistas, traz prestígio para os realizadores. O fato fez do baiano Ally Muritiba um dos grandes realizadores de nosso país. Ou devemos dizer, o cimentou, pois o diretor já tinha em sua filmografia grandes obras elogiadas, como por exemplo, ‘Para Minha Amada Morta’ (2015) e ‘Ferrugem’ (2018). Depois, o cineasta seguiria para o comando de séries como ‘Cangaço Novo’ (2023) e ‘Cidade de Deus: A Luta Não Para’ (2024). ‘Deserto Particular’ conta a história sensível de uma relação improvável e transformadora. Um policial caído em desgraça devido ao abuso de poder, e uma paixão vinda da internet.

Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (2021)

Retratos Fantasmas’ não foi o primeiro documentário da última década a ser eleito o representante do Brasil por uma disputa entre os indicados na categoria estrangeira do Oscar. Há três anos, nosso país selecionava o sensível filme da atriz Bárbara Paz, feito como homenagem a seu companheiro, o icônico Hector Babenco, o argentino mais brasileiro de todos os tempos. E quem melhor para prestar esse belíssimo testemunho de uma vida e carreira do que sua companheira dos últimos seis anos de vida? O longa, infelizmente, foi mais um que não passou pela pré-seleção para chegar até os indicados.

A Vida Invisível (2020)

Por melhor que seja o filme selecionado para representar o Brasil, sempre existirá certa polêmica com aqueles que acreditam que outro filme deveria ser o escolhido para uma possível indicação. Por exemplo, ‘Marighella’ e ‘Medida Provisória’ foram filmes badalados que poderiam ter chance nas edições de 2022 e 2023 respectivamente. Dos filmes nacionais de 2019, que poderiam concorrer ao Oscar 2020, não existe dúvida que a grande sensação de nosso país foi o intenso ‘Bacurau’, de Kleber Mendonça Filho, um dos maiores sucessos de nossa filmografia, que mesmo quem não é tão ligado a cinema ou a produções nacionais certamente ouviu falar. Isso se chama fama! Porém, o selecionado foi um filme mais sensível, que prometia “causar” menos, mas não menos impactante em seu discurso sobre as questões femininas. Um filme belo e poético. ‘A Vida Invisível’, de Karim Aïnouz, tinha a cara de Oscar, mas também terminou não se qualificando para os indicados.

O Grande Circo Místico (2019)

Esse aqui causou polêmica por sua seleção. Acontece que o grande favorito de grande parte do público, fãs e cinéfilos para representar o Brasil por uma vaga no Oscar em 2019 era ‘Benzinho’, de Gustavo Pizzi, filme sobre o dilema de uma família, em especial de uma mãe de família, sofrendo da síndrome do ninho vazio. Isso porque o longa foi sucesso no prestigiado festival de Sundance nos EUA. Ao invés de ‘Benzinho’, o filme selecionado pela banca foi ‘O Grande Circo Místico’, exibido em Cannes, e que tinha o renomado Cacá Diegues como diretor. Muitos acreditam que o peso do nome do cineasta tenha sido decisivo para a escolha, e não a qualidade do filme em si. A trama narra a jornada dos artistas de um circo ao longo das décadas. ‘O Grande Circo Místico’ também não encontrou lugar entre os cinco indicados ao Oscar.

Bingo: O Rei das Manhãs (2018)

Na hora de selecionar um filme para representar um país no Oscar, é preciso levar em conta também o seu teor e o seu conteúdo. Por exemplo, filmes mais emocionantes, belos e edificantes como ‘O Filme da Minha Vida’, de Selton Mello, e ‘Como Nossos Pais’, de Laís Bodanzky, estavam entre os postulantes. São filmes mais aprazíveis para todos os gostos e públicos. Mas a intenção dos votantes foi por algo mais fora da caixinha, para ver se assim conseguiam sacudir as coisas. ‘Bingo’, de Daniel Rezende, é a biografia suja e incorreta do primeiro intérprete do palhaço Bozo no Brasil, um sujeito viciado em drogas e completamente lascivo. Entre as polêmicas do filme estava o fato de não poderem usar o nome Bozo, por ser uma marca internacional, precisando mudar o título e o personagem para Bingo. O longa também não ficou entre os finalistas.

Pequeno Segredo (2017)

Essa foi uma total bola fora da banca. E todos parecem concordar com isso. Embora seja um filme digno, que conte uma história bonita de altruísmo, essa biografia da família Schurmann, dirigido pelo próprio David Schurmann, ficou com cara de filme religioso ou de Sessão da Tarde. O consenso aqui é que o filme selecionado precisava ser ‘Aquarius’, de Kleber Mendonça Filho, um filme com questões relevantes, que deu o que falar na época, fez um tremendo sucesso tanto no Brasil quanto internacionalmente. Por uma razão política na época, muitos acreditam, a opção foi por ‘Pequeno Segredo’, que não se classificou nos finalistas.

Que Horas Ela Volta? (2016)

Finalizando a lista dos dez últimos representantes do Brasil ao Oscar temos o filme de Anna Muylaert, ‘Que Horas Ela Volta?’. E aqui não houve reclamação, tudo parecia estar no lugar. Um filme que todos queriam, um sucesso de bilheteria e crítica, um filme de certo prestígio internacional. O Brasil fez sua parte corretamente, porém, mesmo assim o longa não se classificou entre os finalistas. Esse é o receio que sempre recai, pois são muitos países tentando uma vaga e o Oscar é muita politicagem. Ou seja, mesmo em anos que acreditamos ter todas as peças no lugar para uma indicação, ela pode acabar não vindo. Mas não podemos perder a fé nunca. Esse ano será diferente…

Crítica 3 | A Forma da Água – O amor entre os diferentes

Um romance que evoca A Bela e a Fera no contexto de filmes de ficção/terror/filme de monstro como “O Monstro do Lago Negro”. Ou, como definiu minha esposa, “um filme cuti-cuti”. Ou, mais um conto de fadas para adultos de Guilhermo Del Toro.

Del Toro é dono de uma estética de apelo popular, o que lhe permite manter sua integridade estética com filmes que alcançam o grande público. Mas, é quando ele decide contar suas fábulas que ele consegue demonstrar toda a sua grandeza. Em A Forma da Água (The Shape os Water), mesmo não sendo seu maior trabalho – a despeito das muitas indicações – Del Toro irá nos narrar mais um desses seus contos.

Desta vez, Del Toro utiliza seu estilo para nos contar uma história de amor entre dois excluídos, em meio o clima seiscentista da guerra fria. Elisa Esposito (Sally Hawkins) é uma faxineira de uma instalação militar que abriga um monstro marinho (Doug Jones) capturado nos rios da Amazônia. A composição da narração e com as cenas que abrem o filme já deixa claro que o monstro será o sádico Richard Strickland (Michael Shannon). Será ele o principal antagonista do envolvimento amoroso de Elisa e a criatura aquática.

Sim, já vimos esse filme antes. O monstro que no fundo tem bom coração só não é um clichê absoluto porque a ideia do monstro como vilão é um clichê maior. Del Toro repisa o dilema da Bela e a Fera, uni novamente realidade e fantasia e consegue entregar um filme agradável e envolvente. Aqui a mistura de fantasia e realidade é o espaço para Del Toro (também roteirista) expor temas como discriminação, violência, condição da mulher, política e, entre tantos outros, principalmente o amor.

O diretor não alcança aqui a mesma profundidade temática obtida no soberbo O Labirinto do Fauno. A Forma da Água, em sua trama central, chega a ser simplório, o que pode justificar para alguns a acusação de ser um filme bobo disfarçado com adereços exageradamente cults. Embora eu consiga compreender esta acusação, o prazer que a narrativa deu para este crítico foi tão grande que o máximo de depreciativo que posso falar sobre a trama central é que ela é realmente simples – o que não é ruim, afinal, a grande arte não vive só de grandes plots. E nada é mais saboroso do que uma clássica história de amor bem contada.

E é isso que Del Toro faz. Ele envolve uma história clássica com elementos audiovisuais dos mais sofisticados. Com isso, ele consegue dar ao público uma experiência diferença em torno de uma história que já conhecemos. A música de Alexandre Desplat consegue produzir estranheza ao mesmo tempo que envolve o público. A cenografia mais do que fiel ao período histórico é fiel com a imagem que o cinema criou sobre os laboratórios secretos.

A fotografia de Dan Laustsen é um ponto alto do filme: a luminosidade entre o verde e o azul passa uma faz com que a protagonista esteja constantemente envolvida por um certa umidade. Laustsen também certa quando, ao focar na família de Richard Strickland trocar a fotografia para corres mais secas, que remetem à areia de praia. Há um momento especialmente interessante, quando Strickland está em casa, sentado no sofá. Da cintura para baixo, a luz é esse “amarelo areia”; da cintura para cima, a sombra que o certa tem tons azulados, expondo que o personagem tem apenas o mostro marinho dominando seus pensamentos.

Mesmo que tecnicamente beire a perfeição (por isso forte candidato a levar muitos prêmios nesta noite), A forma da Água tem defeitos que realmente tirar sua força. Ao costurar vários temas, a narrativa acaba sendo superficial na abordagem de muitos deles. Tanto que seria mais correto eu falar que o filme toca ao invés de aborda certos temas. O melhor exemplo é os problemas envolvendo os desenhos de Giles (Richard Jenkins) – algo totalmente desarticulado com o resto da trama. E, por mais que Del Toro envolva seu trabalho com tais elementos diferentes, o andamento da história é bastante previsível – o público não se surpreende com o desenrolar dos fatos, nós sabemos exatamente o que esperar do filme.

A forma da Água é um filme envolvente com uma história de amor capaz de aquecer os corações. Tem um espero plástico impressionante e ótimas atuações, sendo a atuação de Sally Hawkins aquela que realmente irá marcar o público – ela matou a pau a missão de interpretar uma muda. Mesmo assim, o filme não é tão grandioso quanto os eu número de indicações ao Oscar pode dar a entender.

E aí, o que achou de A forma da Água? Também achou a atuação de Sally Hawkins excelente? Achou o filme parecido com Splash – Uma Sereia Em Minha Vida? Vamos, comente, compartilhe e não deixe de curtir nossas redes sociais:

Nossa página oficial no Facebook

Página oficial do CinePOP no Facebook

Canal do CinePOP no YouTube

10 ÓTIMOS filmes de terror brasileiros!

Nosso cinema sempre esteve a todo vapor com produções interessantes lançadas ano após ano. O gênero terror também é acessado por aqui, com algumas obras que ficam nas memórias cinéfilas por toda uma vida. Abaixo, separamos alguns ótimos filmes brasileiros desse gênero que todos nós amamos:

 

Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois

Clarisse (Sabrina Greve) é uma mulher casada que durante alguns dias resolve ir visitar o pai que está doente. Chegando lá percebe que o lugar, objetos e situações começam a envolvê-la. Vemos quase uma mulher em transe, hipnotizada por um lugar que traz lembranças, memórias e que se choca com tudo em que a mesma se transformou.

 

As Boas Maneiras

Ana (Marjorie Estiano) e Clara (Isabel Zuaa), dois universos que se encontram. Ana, cheia de dívidas, devendo o condomínio, cartões de créditos sem limites, brigada com a família, vive uma gravidez solitária, com noites difíceis de dormir, adepta do sertanejo dance como forma de ginástica, encontra em Clara uma amiga, uma companheira, para ajudá-la na fase final de sua gestação. Clara é uma trabalhadora brasileira que consegue um emprego na casa de Ana e aos poucos acaba se envolvendo de maneira intensa com ela, principalmente após descobrir segredos ligados ao sonambulismo e as noites de lua cheia. O mundo praticamente se fecha para as duas, e uma vai precisar da outra para combater qualquer tipo de obstáculo.

 

Animal Cordial

Inácio (Murilo Benício) é o dono de um restaurante que está prestes a encerrar mais um dia de trabalho ao lado de seus funcionários, principalmente o cozinheiro chefe Djair (Irandhir Santos) e a faz tudo Sara (Luciana Paes), além de um cliente jantando sozinho, o ex-policial Amadeu (Ernani Moraes) e em seguida chega o casal Veronica (Camila Morgado) e Bruno (Jiddu Pinheiro). Em certo momento da noite, uma dupla de assaltantes invade o local fazendo todos os personagens citados acima de refém. Só que a noite reserva muitas surpresas e somos testemunhas de algumas inversões sobre quem está realmente no comando das ações.

 

Quando eu era Vivo

José Matos Jr. (Marat Descartes) é um homem com olhar e atitudes recônditas que volta para casa depois de anos morando com sua ex-mulher. Recebido pelo pai (Antonio Fagundes), de maneira distante, aos poucos vamos descobrindo o passado dessa família que por anos esconderam segredos ligados ao ocultismo.

 

Propriedade

Tereza (Malu Galli) é uma mulher de família rica que no passado fora vítima de um assalto que acabou na morte do assaltante, fato que a deixou traumatizada. O tempo passa e junto ao seu marido resolvem fazer uma viagem para a fazenda da família no interior. Só que chegando no lugar, os trabalhadores que prestam serviços lá, liderados por Dona Antônia (Zuleika Ferreira), se revoltam por uma série de situações e tomam o lugar. Tereza consegue se trancar no seu carro mas sem ter a chance de fugir. Assim, começa um jogo psicológico onde a não comunicação se torna um elemento importante para refletirmos sobre o que assistimos até o último segundo de projeção.

 

Prédio Vazio

Desde criança tendo lembranças vagas de um certo momento traumático que viveu com sua mãe, a jovem Luna (Lorena Corrêa) está em um relacionamento ainda de descobertas com o namorado (Caio Macedo). Quando ela percebe que a mãe (Rejane Arruda) possa estar em perigo durante os últimos dias de carnaval, viaja até Guarapari em sua busca, entrando num edifício arrepiante na orla capixaba. Nesse lugar, vai se deparar com um enorme pesadelo.

 

O Clube dos Anjos

Na trama conhecemos um grupo de amigos, desde os tempos do colégio que por conta do gosto em comum pela comida, criaram um grupo onde se encontravam todo mês para se deliciarem com o melhor da culinária. Mas ao longo do tempo, e com o falecimento do chef que cozinhava para eles, o afastamento foi algo lógico. Só que um deles, Daniel (Otávio Müller), inusitadamente conhece um misterioso chef chamado Lucídio (Matheus Nachtergaele) e assim convida todos os integrantes do grupo para se reunirem mais uma vez. Após o encontro, e de toda comilança, um deles amanhece morto. Buscando entender o que houve, eles entram em grandes debates e nas dúvidas se devem se reunir novamente.

 

Morto Não Fala

Dirigido por Dennison Ramalho, o filme lançado em 2019 nos mostra a história de um funcionário de um necrotério que tem o dom de se comunicar com os mortos.

 

O Clube dos Canibais

Dirigido por Guto Parente, o longa-metragem O Clube dos Canibais conta a história de um casal com dinheiro e membros de um grupo canibal que acabam descobrindo um segredo de um integrante desse grupo.

 

À Meia-Noite Levarei Sua Alma

Dirigido e protagonizado pelo inesquecível José Mojica Marins, acompanhamos um coveiro de uma cidade do interior, Zé do Caixão (em sua primeira aparição nas telonas), que deseja ter um filho. Quando descobre que a esposa é infértil, ele violenta uma outra mulher, companheira do amigo. Com o trágico ocorrido, ela deseja se matar para voltar e levar a alma daquele que a violentou.

Os Filmes Obscuros da Carreira do muso Keanu Reeves

O mundo dá voltas. Astros de Hollywood que foram sensação caem no ostracismo e vice-versa. Hoje, mais do que nunca, com a exposição de sua vida pessoal através das redes sociais, atores podem cair nas graças do público ou serem rechaçados. Este é o caso com o veterano Keanu Reeves, ator de 55 anos, com 35 anos de carreira (mais tempo do que muitos de seus recentes adoradores tem de vida) e 99 créditos como ator, entre filmes, séries, curtas e filmes para a TV.

Keanu Reeves se tornou um astro ainda na década de 1990, graças a superproduções como Velocidade Máxima (1994) e, especialmente, Matrix (1999). Como todas as outras, sua carreira viu altos e baixos, mas o que ninguém poderia prever era uma reviravolta que o transformaria no novo crush-muso-mozão do momento. E o mais legal: para a geração atual (adolescentes e o público de vinte e poucos anos). E são dois os motivos para isso. O primeiro é o sucesso atingido nesta nova fase de sua carreira, com os filmes de ação elogiadíssimos de John Wick. O Segundo é sua quase santificada vida pessoal, altruísta, abnegada e simples, no estilo gente como a gente.

A busca por ídolos que descem do pedestal, abrem mão de seu salário astronômico, sofrem com perdas de amigos e companheiras (além de andar de metrô e comer sozinho no banco de praça), fez o público eleger Reeves como o “Jesus Cristo” de Hollywood. Até mesmo sua figura barbada e de cabelos longos parece funcionar melhor para os fãs – que tendem a gostar mais deste estilo do ator do que de seu visual “clean”.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu tirar das sombras algumas das produções mais obscuras da carreira do crush Keanu Reeves, sejam elas boas ou não, para que os fãs atuais conheçam um pouco mais da filmografia do ator que consideram pacas. Vem conhecer e não esqueça de comentar.

Johnny Mnemonic: O Cyborg do Futuro (1995)

Antes de viver Neo e caminhar no terreno da realidade virtual em Matrix, Keanu Reeves já havia explorado o tema no mal sucedido Johnny Mnemonic. Baseado no conto de William Gibson, o longa traz o ator na pele do personagem título, um sujeito que “trafica” informações através de uploads em seu cérebro. No seu encalço estão a Yakuza, e um perigoso assassino conhecido como “o pregador”, vivido por Dolph Lundgren. O filme se tornou um prazer culposo cult.

Reação em Cadeia (1996)

Tudo parecia estar no lugar para um sucesso garantido. Keanu Reeves acabava de sair do blockbuster Velocidade Máxima (1994) e o diretor Andrew Davis havia marcado um golaço com seu trabalho anterior, O Fugitivo (1993). Adicione à mistura o veterano talentosíssimo Morgan Freeman e a novata promissora Rachel Weisz para uma receita de sucesso. Ou quase. Apesar dos nomes e talentos envolvidos, a história sobre cientistas descobrindo uma fórmula revolucionária, sendo acusados de um crime e precisando fugir para provar sua inocência é narrada de forma enfadonha e a ação simplesmente não empolga.

O Observador (2000)

Keanu Reeves sempre foi conhecido como o bom moço em seus filmes. Mas no ano de 2000, ele estava disposto a mudar esta imagem. Começando por O Observador, um filme no mínimo problemático para o ator. Reeves aparentemente teve sua assinatura falsificada num contrato por seu agente, após ter dado apenas a confirmação verbal de que faria o filme. Assim, obrigado para não ser processado, ele interpretou um psicopata que persegue Marisa Tomei e é caçado por James Spader. O ator não gostou nada do filme e se recusou a promovê-lo.

O Dom da Premonição (2000)

Primeiro filme verdadeiramente bom da lista, embora subestimado e pouco conhecido. Dirigido por ninguém menos do que Sam Raimi, o longa traz um elenco de peso encabeçado por Cate Blanchett na pele de uma vidente cartomante de uma pequena cidade no sul dos EUA, que termina prevendo um crime terrível. Reeves vive outro vilão em sua carreira aqui, numa participação pequena no papel do marido caipira e abusivo de Hilary Swank.

O Homem Duplo (2006)

Outro dos filmes bons e pouco apreciados da carreira de Keanu Reeves. Nascido para ser cult, o longa é dirigido pelo prestigiado Richard Linklater (trilogia do Antes e Boyhood), que já havia brincado com a técnica que mistura animação e atores reais em Waking Life (2001). A Scanner Darkly, no original, é baseado num conto do rei da ficção cientifica Philip K. Dick, autor de Blade Runner, e narra a trajetória de um policial infiltrado (Reeves), investigando uma perigosa nova droga no futuro. No processo, ele corre o risco de perder sua verdadeira identidade. Uma verdadeira pequena pérola escondida.

Os Reis da Rua (2008)

Outro longa subestimado, o filme traz Reeves na pele de um policial durão envolvido com o submundo do crime, tentando limpar seu nome. O interessante desta produção é a forma como o personagem de Reeves é retratado, de uma maneira mais realista e inédita na carreira do ator. Não por menos, o filme é dirigido por David Ayer, conhecido por obras policiais intensas, como Dia de Treinamento e Marcados para Morrer. Aqui, Reeves contracena com outro queridinho atual dos jovens, Chris “Capitão América” Evans.

O Homem do Tai Chi (2013)

Keanu Reeves precisou aprender artes marciais para Matrix e se apaixonou por elas e sua filosofia, nunca mais as abandonando. Tanto que até hoje ele as usa em filmes como John Wick. E a paixão foi tanta que ele decidiu estrear na direção (em seu único filme no cargo até o momento) num longa dedicado às lutas marciais. O Homem do Tai Chi é uma homenagem aos lutadores, e o diretor Reeves elege o dublê Tiger Hu Chen para ser seu protagonista, um lutador obrigado a participar de um torneio ilegal. O longa é praticamente uma versão modernizada de O Grande Dragão Branco (1988), e traz Reeves na frente das telas também, atuando como o “vilão” por trás de tudo e o “chefe de fase”.

47 Ronins (2013)

No mesmo ano, o astro continuaria em sua saga pela cultura asiática marcial. Esse em bem maior escala. O Homem do Tai Chi foi uma produção pequena, que não atingiu o esperado. Mas dor maior foi sentida pela Universal, que viu seu 47 Ronins morrer na praia. O filme passou por refilmagens e dizem as más línguas chegou até a ser reescrito, mudando sua trama completamente – o que fez estourar o orçamento milionário de US$175 milhões. Inicialmente, um drama épico de ação, no estilo O Tigre e o Dragão, o filme mudou e incluiu elementos sobrenaturais como magia, bruxas e dragões, para chamar atenção do público jovem, com seu estilo de vídeo game. O resultado foi uma superprodução esquizofrênica.

Bata Antes de Entrar (2015)

Dirigido pelo açougueiro Eli Roth (O Albergue, 2005), a premissa aqui é muito boa. E curiosamente faz uso do status crush de Keanu Reeves. Na trama, Reeves é o marido dos sonhos e pai carinhoso. Quando sua mulher e filha viajam, ele fica em casa para terminar um trabalho. É quando em sua porta batem duas belas jovens perdidas, pedindo abrigo e uma ligação. Elas seduzem o sujeito, que cai em tentação. Então, elas decidem começar um verdadeiro jogo mortal com ele. Insanidade é o que define este filme. Refilmagem de Death Game (1977) –  que contou com Sondra Locke (ex-mulher de Clint Eastwood) e Colleen Camp como as sedutoras psicóticas originais, ambas produziram a nova versão. O remake apresenta a chilena Lorenza Izzo (esposa do diretor Roth) e a cubana Ana de Armas como as perigosas beldades.

Filha de Deus (2016)

Este filme policial reúne Keanu Reeves e sua companheira de cena em Bata Antes de Entrar, Ana de Armas. Curiosamente, a participação de Reeves seria bem pequena, como um coadjuvante na pele de um policial investigando a morte de seu parceiro. A trama verdadeira é protagonizada pela atriz cubana, uma jovem tendo estranhas visões sobrenaturais de anjos e premonições. Vendo a popularidade do astro voltar com força total após o sucesso de John Wick, os produtores decidiram remontar o filme, adicionando muito mais tempo de Reeves em tela, e o creditando como o verdadeiro protagonista. O resultado: dois filmes pelo preço de um, se conflitando e nunca coexistindo.

Os Projetos dos Sonhos de Astros de Hollywood, que Ainda não se tornaram realidade

Talvez nem todos saibam como o difícil fazer um filme. Independente de seu resultado, quem ama a sétima arte, deveria se alegrar simplesmente pelo fato de os realizadores terem conseguido finalizar um projeto. É claro, nem todos os filmes terminam da forma planejada. A verdade é que Hollywood é mais formada por projetos que não se concretizam do que por filmes que existem. E isso é dizer muito, se levarmos em conta que temos uma história de milhões de filmes ao longo de quase 130 anos de existência que o cinema possui.

Pensando nesses projetos não concretizados, formulamos nossa nova matéria. Porém, esses são os filmes que estão há muitos anos sendo planejados e podem vir de fato a se concretizar. Pelo menos é o que deseja seus maiores defensores. Mas o fato é que eles ainda não viram a luz do dia. Confira abaixo os projetos dos sonhos dos grandes astros de Hollywood que ainda não se tornaram realidade.

O Homem de Seis Bilhões de Dólares

O Homem de Seis Bilhões de Dólares’ é uma das séries mais icônicas saídas da década de 1970, que serviu para remodelar uma nova era da TV norte-americana. A história fala sobre um militar de alta patente, ferido durante um treinamento, que tem partes de seu corpo substituídas por membros cibernéticos, fazendo dele praticamente um super-herói, meio homem, meio máquina. Há pelo menos 10 anos, o astro Mark Wahlberg vem tentando tirar do papel uma versão para o cinema, a qual ele planeja estrelar. Agora, o longa parece estar mais perto do que nunca de acontecer, em fase de pré-produção e contando com Travis Knight (‘Bumblebee’) na direção.

The King

Desde que chegou em cena em ‘O Escorpião Rei’, e depois se tornou um astro, Dwayne Johnson movimentou os bastidores de Hollywood com a promessa de estrelar diversos títulos badalados. Alguns deles se tornaram realidade, com variados resultados, vide: ‘Jumanji’, ‘Baywatch’, ‘Rampage’ e ‘Adão Negro’. The Rock parecia estar em todos os lugares, e seu nome era o suficiente para dar o sinal verde para projetos ambiciosos. Mas alguns deles ainda não saíram do papel. O mais pessoal para o ator é ‘The King’, atualmente (ainda) em desenvolvimento, drama histórico que promete direção de Robert Zemeckis, sobre a vida do Rei Kamehameha e a profecia de unir as ilhas do Havaí.

Os Aventureiros do Bairro Proibido

Como dito, The Rock parecia conseguir tirar qualquer título do papel – sejam remakes, reboots ou adaptações de séries de TV. Porém, um que vem sendo prometido há bastante tempo, sem ainda não ter acontecido, é a reimaginação do clássico da década de 80 ‘Os Aventureiros do Bairro Proibido’, de John Carpenter. À primeira vista, parecia se tratar de uma refilmagem. Porém, a última notícia sobre o longa o coloca na posição de uma sequência. Por enquanto, nenhuma confirmação sobre o ator original, Kurt Russell.

Doc Savage

Completando a “trilogia” dos filmes dos sonhos, que nem mesmo o astro Dwayne Johnson conseguiu tirar do papel (pelo menos por enquanto), temos ‘Doc Savage’, versão para o cinema dos quadrinhos de Lester Dent e John L. Nanovic, sobre o chamado “homem de bronze”, um super-herói dos anos 1930. Por um lado, sabemos que The Rock não se deu muito bem em sua versão para ‘Adão Negro’. Por outra, nos encoraja saber que na direção temos vinculado o nome de Shane Black. O projeto está em desenvolvimento.

Máquina Mortífera 5

Nem precisa dizer qual é o astro que quer tirar ‘Máquina Mortífera 5’ do papel, certo? Pois bem, o anunciado quinto filme da franquia policial querida dos anos 80 será o maior hiato entre filmes de toda a série. Acontece que Mel Gibson se tornou persona non grata em Hollywood, nesses tempos politicamente corretos – graças a comentários racistas, antissemitas e abuso doméstico. Hoje, o ator está relegado a produções do nível B. Porém, irá ensaiar um novo retorno ano que vem com ‘A Paixão de Cristo 2’. O sucesso desse filme poderá abrir portas, finalmente, para ‘Máquina Mortífera 5’, o qual o ator também planeja dirigir, após a morte do cineasta original, Richard Donner. Uma foto de Gibson e Danny Glover foi inclusive divulgada, mas por enquanto nada de filme.

Gambit

Essa já virou lenda urbana, depois meme, e depois se tornou realidade, mesmo que dentro de outro filme: ‘Deadpool e Wolverine’. A verdade é que após o sucesso da participação de Channing Tatum como Gambit no filme citado, segundo o astro Ryan Reynolds, os executivos da Marvel ficaram obcecados com Tatum no papel – e estão tentando tirar o tão esperado filme solo do personagem da gaveta. Será verdade, ou apenas um amigo tentando ajudar o outro? Seja como for, Tatum diz que ainda quer que o filme aconteça.

Blade 4

Assim como Channing Tatum, que teve seu sonho de viver Gambit realizado em partes (embora não em um filme próprio), o veterano Wesley Snipes não para de falar sobre um novo filme de Blade… com ele no papel principal. Um dos problemas é que o astro está atualmente com 62 anos. Bem, se depender de sua participação em ‘Deadpool e Wolverine’, podemos dizer que ele dá conta do recado. O segundo problema é que já escalaram um novo intérprete para o vampiro, nas formas de Mahershala Ali. A favor de Snipes, o fato de que o novo ‘Blade’ parece estar azarado e sempre volta a estaca zero. Quem sabe?

Legalmente Loira 3

A loirinha Reese Witherspoon se tornou uma das atrizes mais empoderadas de Hollywood na atualidade. Dona de sua própria produtora, a estrela mete a mão na massa e tira seus próprios projetos do papel para estrelar. Em especial três séries muito badaladas: ‘Big Little Lies’, ‘Pequenos Incêndios por Toda Parte’ e ‘The Morning Show’. No cinema, as coisas podem ser mais complicadas, até mesmo para uma mulher poderosa na indústria. Witherspoon vem penando para retornar na comédia ‘Legalmente Loira 3’, no papel da advogada mais patricinha do cinema. Anunciado e adiado algumas vezes, o filme consta como em fase de pré-produção, mas talvez saia apenas em 2026.

Sininho

Não é apenas ‘Legalmente Loira 3’ que está penando para sair do papel, outra produção renomada que promete Reese Witherspoon no papel principal está demorando muito a ganhar forma. Falamos de ‘Sininho’ ou ‘Tinker Bell’, spin-off da fadinha muda, coadjuvante de Peter Pan da Disney. A proposta segue a linha de longas como ‘Malévola’ e ‘Cruella’, que deram protagonismo a personagens coadjuvantes de clássicos da animação da Disney, estrelados por grandes atrizes. Witherspoon sonha em ter asas, se vestir de verde e voar há tempos, mas o longa da fadinha parece encantado.

Hannibal

Esse demorou tanto, por anos embargado, que talvez tenha sido riscado de vez. Mas não nos surpreenderemos se voltar no futuro, em nova forma. E não falamos do personagem psicopata de Anthony Hopkins, Hannibal Lecter. Estamos falando do conquistador Aníbal Barca, o general cartaginês, considerados um dos grandes nomes da história. Esse projeto épico foi circundado muitos anos por ninguém menos que o astro Vin Diesel, ao ponto de se tornar seu filme dos sonhos. Uma história curiosa é que Ridley Scott, após fazer ‘Gladiador’, foi oferecido ‘Hannibal’. De primeira, o diretor recusou dizendo que havia acabado de fazer um épico, somente para descobrir que esse ‘Hannibal’ no caso era o de Hopkins, servindo de continuação para ‘O Silêncio dos Inocentes’.

10 Mortes Marcantes em Game Of Thrones

Faltam poucos dias para que Game Of Thrones – GoT chegue ao fim. Finalmente vamos descobrir o que George R. R. Martin entende por final agridoce – certa vez, ele disse que a sua história teria esse gostinho. GoT termina como a maior série dos últimos anos e uma das mais importantes da história da televisão. Há uma infinidade de razões para esta série ter alcançado tanto êxito: a qualidade do elenco, produção impecável, personagens fortes, o momento de alta das narrativas de fantasia, um roteiro profundo e cheio de reviravoltas.

Claro que há muitos motivos para a narrativa da série ter conquistado o público. Certamente, um dos mais marcantes são as mortes. Uma verdadeira marca, a série usa a morte como elemento essencial para impulsionar a narrativa. Tanto que muitas das mortes desta lista foram determinantes para os eventos da série.

Outras narrativas tiveram a morte como elemento essencial. Atualmente, The Walking Dead tem nelas um ponto chave. Todavia, os roteiristas de GoT conseguiram dar um tratamento diferenciado para essa estratégia narrativa. Primeiro, porque as mortes têm peso, alterando a trama; não são mortes sem importância, que logo são esquecidas pelo roteiro. Os espectadores realmente sentem o impacto do evento. Há também o grafismo. São mortes em sua maioria elaboradas e com um apelo visual forte. Por fim, até a última temporada os roteiristas conseguem surpreender o público.

Nesta lista, reunimos mortes marcantes. Algumas entraram mais pelo impacto narrativo, outras pelo lado emotivo, e ainda há muitas que marcaram por serem surpreendentes. Vamos lá! A lista está em ordem cronológica.

 

Eddard ‘Ned’ Stark

1ª Temporada – Ep. Baelor

A primeira morte de impacto foi a de Eddard ‘Ned’ Stark (Sean Bean). A mãe de todas as mortes. Ned foi apresentado ao público como o protagonista de GoT – até o material publicitário da série brincava com essa expectativa. Afinal, o comum é que uma história se estruture em torno de personagens centrais.

GoT banca o Hitchcock em Psicose e brinca com nossas expectativas: Ned não é o protagonista da série, mas apenas da primeira temporada. A sua morte e seus “erros” políticos são a base da guerra pelo trono de ferro que alimenta muitos dos eventos da série. Ned sempre foi honrado e buscou sê-lo no jogo político de Westeros. Este seu “erro” selou sua morte, que estabeleceu o conflito entre Stark e Lannister.

Além de todo esse impacto, foi ela que ensinou ao público que ninguém estava a salvo em Westeros.

 

O Casamento Vermelho

3ª Temporada – Ep. The Rains Of Castamere

Ok, não é uma morte, mas um evento. E dos mais importantes. Em termos narrativos, este é, juntamente com a morte de Ned Stark, responsável por muito que aconteceu na série até temporadas recentes. O Casamento Vermelho também foi importante como um recado definitivo: se você ainda não entendeu que ninguém está a salvo, é bom se acostumar!

O evento tem muitas das características que a série deu às mortes: grafismo, dramaticidade e importância nos rumos da história. Até aquele ponto, Robb Stark (Richard Madden) e Catelyn Stark (Michelle Fairley) estavam liderando as batalhas em Westeros. Com o massacre do Casamento Vermelho todo o jogo foi reconfigurado, novas casas ganharam importância e os remanescentes da família Stark caíram no mundo. Foi neste momento que comecei a defender a ideia de que GoT era a narrativa sobre a queda e redenção da família Stark.

 

Joffrey Baratheon

4ª Temporada – Ep. The Lion and The Rose

Em geral, as mortes em GoT são sentidas pelo público. A de Joffrey Baratheon (Jack Gleeson) foi comemorada! Sádico e mimado, foi o personagem mais insuportável da série! Alguém, certa vez, o comparou àquele moleque mimado que assume a chefia da empresa. Os roteiristas, sabendo que iríamos nos regozijar, deu-lhe uma morte rápida e pouco trágica – se comparada com outras desta lista.

 

Oberyn Martell

4ª Temporada – Ep. The Mountain and the Viper

A construção desta morte demonstrou o domínio dos roteiristas sobre o elemento morte. Oberyn Martell (Pedro Pascal) apareceu e se foi na 4ª temporada, mas sua passagem foi marcante. Sua personalidade cativante e sua importância na temporada deu ao público a impressão de que ele seria determinante para toda a série. Mas, GoT não tem medo de desperdiçar um grande personagem.

 

Tywin Lannister

4ª Temporada – Ep. The Children

A morte de Tywin Lannister (Charles Dance) numa latrina foi humilhante para o histórico do personagem. Ele era uma das figuras mais altivas dos sete reinos. Ao matá-lo no banheiro, a série brinca com o contraste – algo recorrente na narrativa. Para a condução da história, a sua morte abriu espaço para Cersei se tornar, em definitivo, líder dos Lannnister e principal figura na guerra pelo trono.

 

Shireen Baratheon

5ª Temporada – Ep. The Dance of Dragons

Filha de Stannis Baratheon (Stephen Dillane), a pequena Shireen Baratheon (Kerry Ingram) cativou o público com sua fragilidade e doçura. Sua relação com Davos Seaworth foi dos raros momentos de pureza em Westeros. Sua morte foi totalmente inesperada e das mais cruéis, especialmente porque seus pais tiveram culpa. Foi uma das mortes mais sentidas e inesperadas da série.

 

Stannis Baratheon

5ª Temporada – Ep. Mother’s Mercy

Muitos não vão concordar. Mas, quem acompanhou nossas resenhas ao longo das temporadas de GoT sabe que Stannis está entre os meus personagens favoritos. Figura trágica, sua morte não foi gloriosa, nem esteticamente impactante, sequer foi determinante para o andamento da série. Sua morte ganha destaque pela trajetória do personagem. Um sujeito dividido entre a ambição e a honra, entre a razão e o fanatismo, ele encarava sua vida como uma sina. Sua trajetória de herói trágico grego foi confrontada com uma morte sem glórias, coroando esta figura singular de Westeros.

 

Jon Snow

5ª Temporada – Ep. Mother’s Mercy

De longe a morte de Jon Snow (Kit Harington) foi a que mais comoveu e surpreendeu o público. O último episódio terminou com seu corpo estendido na neve. Muito se especulou sobre a sua morte e, principalmente, sobre o seu retorno na temporada seguinte. O fato é que poucos personagens na série venceram a morte. No caso, mais do que a morte, foi a ressurreição que marcou. Jon Snow, que já vinha ganhado protagonismo, tornou-se mítico. Agora, é aguardar a temporada final para saber se ele será o Azor Ahai, como se comenta nos corredores da internet.

 

Hodor

6ª Temporada – Ep. The Door

Aí, você chega à sexta temporada de GoT e acha que nada mais pode te abalar. Nada mais pode ser mais impactante e emotivo. É quando os roteiristas decidem explicar o nome de Hodor (Kristian Nairn) e nos fazem chorar… Foi a morte mais triste de todas. Hodor era uma das figuras mais doces da série e sua morte revelou toda a dor e trauma que ele carregava. Seu heroísmo coroou um dos sujeitos mais boa praça de Westeros.

 

Tommen Baratheon

6ª Temporada – Ep. The Winds of Winter

O último nome da nossa lista entra muito pelo contexto. O personagem Tommen Baratheon (Dean-Charles Chapman) só ganhou destaque depois da morte do irmão. Figura de rara inocência no universo da série, Tommen foi um joguete nas mãos da mãe. Encerrando uma das sequências mais impressionantes da série, Tommen se atirou da janela – em uma cena extremamente seca e sem firulas – desolado pela perda da sua amada – tudo bem que Margaery Tyrell não era digna do rapaz, mas ele sabia menos do que Jon Snow -, sua morte resultou na usurpação do trono por Cersei, resultando na cena de coroação mais sombria da série.

E aí, quem vocês acham que faltou nesta lista? Game retorna neste domingo para a HBO em sua temporada final. Iremos fazer a nossa tradicional live comentando cada episódio assim que ele acabar. Fiquem de olho nas nossas redes sociais:

Nossa página oficial no Facebook

Página oficial do CinePOP no Facebook

Canal do CinePOP no YouTube

Crítica | ‘É Tempo de Amar’ – Filme francês exibido no Festival de Cannes coloca os holofotes sobre as segundas chances

As sequelas do pós-guerra não é um assunto novo e já foram epicentros de produções audiovisuais ao longo dos anos. Mas como cada história traz um componente contado de sua forma, é sempre uma jornada interessante entender mais sobre esse período marcante da humanidade, principalmente quando o discurso apresenta segundas chances que batem de frente com traumas e nas relações sociais.

Em É Tempo de Amar, filme francês que entrou em circuito nos cinemas brasileiros nesse início de 2025, nos deparamos com um retrato baseado em uma história que ocorreu na família da diretora Katell Quillévéré. Envolvendo o público com as euforias de uma oportunidade no amor, misturando-se com segredos e fantasmas do passado, chegamos em dilemas e sacrifícios de duas almas destinadas a viver uma conflituosa relação.

A garçonete Madelaine (Anaïs Demoustier) vive seus dias de luta e tristeza em uma França em meados da década de 1950. Mãe solteira de um menino, fruto de um relacionamento com um soldado alemão durante a guerra, um dia conhece François (Vincent Lacoste) um estudante rico por quem logo se apaixona. Mas ao longo do tempo começa a perceber que ele também esconde alguns segredos.

Exibido no Festival de Cannes em 2023, esse longa-metragem costura sua narrativa numa linha que busca a tensão, percorrendo a amargura, onde personagens em contrapontos buscam sua identidade em meio a um ninho conturbado de variáveis que afetam a todos ao redor. A relação entre mãe e filho e as dificuldades do entendimento de culpa, o casal que descobre novas esferas para declarar seu amor, o julgamento social, são elementos que se tornam a base de um roteiro que coloca nos holofotes as segundas chances.

Podemos definir esse projeto como duas partes que buscam serem complementares, sendo que na primeira, com a ajuda de uma objetiva contextualização, uma narrativa sólida busca o antes para explicar o depois. No segundo momento, com a adição de um triângulo amoroso que abre as cortinas de segredos, o projeto ganha tons novelescos se concentrando de forma redundante nos poucos personagens e caindo nas armadilhas do melodrama.

Longe de ser empolgante, também foge do rótulo de descartável, apresentando com consistência a aceitação, o preconceito e as diferentes formas de amar em uma França movida por intensas emoções logo após um período de caos.

Os Filmes que Inspiraram Quentin Tarantino em ‘Era uma Vez em… Hollywood’

Quentin Tarantino é um dos maiores cinéfilos a já ter passado em Hollywood. O sujeito começou a vida trabalhando numa locadora de vídeo, onde pôde usufruir ainda mais de sua paixão por filmes, conversar horas a fio sobre as produções e ainda começar a escrever seus roteiros. Atualmente, um dos maiores diretores de cinema em atividade, Tarantino tem simplesmente um projetor e uma sala de cinema em sua casa, além de uma coleção de filmes em película, muitas no formato de 35mm que tanto ama.

Dá para imaginar que com uma enciclopédia cinematográfica ambulante como Tarantino, o acervo de influências seja grande. E assim como em todos os seus filmes, Era uma Vez em… Hollywood, apesar de uma ideia muito original do diretor, teve sua atmosfera, tom e performances inspiradas em outras obras do passado, em especial da época em que …Hollywood se passa, 1969. Como costuma fazer, Tarantino passou de lição de casa para seu elenco uma lista de filmes para assistirem e se inspirarem. Mas dessa vez ele foi mais generoso e os anunciou numa maratona ao longo de uma semana num canal de TV a cabo, de propriedade da Sony (produtora do filme), comentando sobre cada um deles.

Se você é fã de Tarantino, o CinePOP tem um presente especial para você. Vem conhecer os filmes que serviram de inspiração para o diretor em seu mais novo longa e não esqueça de comentar.

Bob, Carol, Ted e Alice (1969)

Dois casais formados por Natalie Wood (West Side Story) e Robert Culp (do seriado Super-Herói Americano), e Elliott Gould (Onze Homens e um Segredo) e Dyan Cannon (O Céu Pode Esperar) dividem amizade, intimidade e discutem relacionamento a dois. Um dos tópicos é a infidelidade e como lidar com ela. Este tipo de honestidade para assuntos considerados tabu foi uma das forças motriz que impulsionaram as produções da época. O filme foi indicado para quatro Oscar: melhores coadjuvantes para Gould e Cannon, fotografia e roteiro original para Larry Tucker e Paul Mazursky (também o diretor do filme).

Flor de Cacto (1969)

Baseado na peça de Abe Burrows e dirigido por Gene Saks (Um Estranho Casal), este filme marcou a estreia de Goldie Hawn nas telonas. E tal debute foi com o pé direito, já que a atriz, então desconhecida, saiu da experiência com a vitória no Oscar de coadjuvante. Na trama, Hawn interpreta uma jovem que tenta o suicídio por achar que o namorado nunca irá largar a esposa. Ela é salva pelo vizinho. Mal sabe ela que o namorado na verdade não é casado, e inventou a história justamente para evitar um compromisso maior com a moça. No papel do mentiroso, o veterano Walter Matthau. E o elenco ainda conta com a estrela Ingrid Bergman (Casablanca), no papel da secretária megera do dentista de Matthau.

Easy Rider – Sem Destino (1969)

Símbolo máximo da contracultura da época, Easy Rider foi um divisor de águas para o cinema igualmente. Na trama, dois amigos vividos por Dennis Hooper (também o diretor e roteirista) e Peter Fonda (também o roteirista) desbravam os EUA em uma aventura em suas motos. A cada novo lugar, conhecem pessoas, fazem amizades, como o personagem amalucado de Jack Nicholson, mas também se metem em confusões. Um filme belo, porém, visceral e surpreendente. O roteiro de Hopper, Fonda e Terry Southern recebeu indicação ao Oscar, assim como o desempenho coadjuvante de Nicholson.

O Segredo Íntimo de Lola (1969)

Escrito e dirigido pelo celebrado cineasta francês Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor), o longa apresenta o jovem protagonista vivido por Gary Lockwood (o astronauta do clássico 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick). Ele interpreta um sujeito infeliz, sem dinheiro, esperando somente seu recrutamento para a Guerra. Seu destino o coloca no caminho de Lola (Anouk Aimée), uma mulher francesa divorciada vivendo em Los Angeles, trabalhando como modelo fotográfico e tão infeliz quanto ele.

À Procura da Verdade (1970)

Baseado no livro de Ken Kolb, aqui temos outro filme protagonizado por Elliott Gould na lista. O filme, envolto em grande carga política antissistema, traz Gould no papel de um veterano da Guerra do Vietnã, e socialista radical, que se vê em conflito entre seu sonho de tornar-se professor e sua simpatia pelos intensos protestos de estudantes contra o estabelecimento. A obra é dirigida por Richard Rush (A Cor da Noite) e tem Candice Bergen (Do Jeito que Elas Querem) no elenco, além da participação de um então novato Harrison Ford em um de seus primeiros papeis no cinema.

Arma Secreta contra Matt Helm (1968)

Esse não poderia faltar! E, de fato, é tão especial que inclusive tem participação na trama de Era uma Vez em… Hollywood. Este foi o filme pelo qual a atriz Sharon Tate se sentiu realmente abraçada pelo público pela primeira vez. No filme de Tarantino ela é vivida por Margot Robbie, e numa cena consegue entrar num cinema para assistir ao longa junto ao público, enquanto se maravilha com as reações dos espectadores presentes. No filme verdadeiro, Tate interpreta a atrapalhada Freya Carlson.

Protagonizado pelo astro do cinema e da música Dean Martin, um dos membros do rat Pack, Matt Helm é um espião criado nos livros de Donald Hamilton, que seguia os passos de James Bond, mas de uma forma mais leve e divertida. The Wrecking Crew, como é conhecido em seu título original, trata-se da quarta e última aventura do personagem no cinema, depois de O Agente Secreto Matt Helm (The Silencers, 1966), Matt Helm Contra o Mundo do Crime (Murderer’s Row, 1996) e Emboscada para Matt Helm (The Ambushers, 1967) – todos protagonizados por Martin.

Encontro Fatal em Lisboa (1968)

Baseado no livro de James Mayo, este filme intitulado originalmente Hammerhead segue as façanhas de outro agente secreto, descobrindo o QG de uma organização criminosa com planos de destruição global. Nesta época, diversas produções seguiam a onda de sucesso de 007 – este mais voltado ao drama e suspense. Quem vive o espião é Vince Edwards. A direção é de David Miller.

‘Bela Vingança’ e Os Filmes Inéditos na Tela Quente em 2024

Indiscutivelmente, os canais abertos foram a porta de entrada para a cinefilia de toda uma geração. Antes dos streamings e sequer da internet, a forma mais acessível de assistir a filmes era mesmo na TV. É claro que os que cresceram nos anos 80 já possuíam as videolocadoras, mas tanto elas quanto os cinemas custavam e não estavam ao alcance de todos. Já na televisão, tudo o que bastava era ligar o aparelho, descobrir a data e hora da exibição daquele filme que se queria assistir e aparecer diante da tela.

Dentro deste seguimento da TV aberta no passado, nenhuma reinava tão absoluta quanto a rede Globo. E em sua programação, a Tela Quente sempre foi o supra-sumo da novidade quando o assunto era filme inédito de qualidade. E bem, mesmo com a concorrência desleal durante esses anos todos, com a TV a cabo, as mídias digitais (DVDs e Blu-rays) e agora o streaming, o programa das noites de segunda se mantém como um baluarte do entretenimento.

Abaixo daremos uma olhada em dez filmes de bastante prestígio, que tiveram exibições inéditas na TV aberta em 2024, estreando para grande parte da população brasileira na Tela Quente. Confira.

Bela Vingança

Indicado ao Oscar de melhor filme em 2021, ‘Bela Vingança’ será a exibição de hoje à noite na Tela Quente. O filme é um trabalho da cineasta Emerald Fennell, cujo longa seguinte foi o igualmente polêmico ‘Saltburn’. Fennell foi indicada ao Oscar de melhor direção e saiu vitoriosa com a estatueta de melhor roteiro original. Além destes, ‘Bela Vingança’ também foi nomeado para melhor edição e melhor atriz. Quem protagoniza é Carey Mulligan, no papel de uma mulher que se coloca numa posição fragilizada, apenas para se vingar de homens que tentam abusar dela.

Creed III

Por falar em filmes indicados ao Oscar, ‘Creed’ é o derivado de um longa vencedor: falamos de ‘Rocky – Um Lutador’, que ganhou o Oscar de melhor filme em 1977. ‘Rocky’ teve cinco continuações até 2006. E depois disso viria seu primeiro derivado, com ‘Creed – Nascido para Lutar’ (2015). O filme indicou o astro Sylvester Stallone na categoria de coadjuvante no Oscar, se tornando um dos poucos da história a serem nomeados pelo mesmo personagem. ‘Creed’ levantou e bateu asas sozinho. O terceiro filme, lançado em 2023, estreou na Tela Quente no fim de novembro, no dia 25, e trouxe o protagonista de Michael B. Jordan enfrentando um velho amigo de infância nos ringues, papel de Jonathan Majors.

King Richard: Criando Campeãs

Exibido na segunda-feira anterior a ‘Creed III’, ‘King Richard’ é outro filme com pompa de Oscar. Infelizmente, o longa também ficaria marcado para sempre pelo ato impensado e completamente desnecessário (para dizer no mínimo) do tapa de Will Smith em Chris Rock na cerimônia televisionada para o mundo todo. Apesar da violência e agressão física, Smith não foi preso ou expulso, mas sim venceu o Oscar de melhor ator. Infelizmente, a história bela de superação de um pai criando duas campeãs de tênis foi totalmente ofuscada, já que quando pensamos no filme, lembramos da cena estarrecedora. Além da vitória de Smith, ‘King Richard’ também foi indicado para melhor filme, atriz coadjuvante, edição, roteiro original e canção.

O Esquadrão Suicida

Agora finalmente temos um filme de puro entretenimento, sem qualquer obrigação de prêmios. O longa foi exibido na semana anterior a ‘King Richard’, no dia 11 de novembro. Trata-se da segunda iteração do grupo de mercenários do governo americano, todos prisioneiros, trabalhando para a diminuição de sua pena (ou liberdade), em uma missão secreta. Escrito e dirigido por James Gunn, o diferencial é a censura alta, mas também o uso de mais dramaticidade envolvendo os personagens. As musas Margot Robbie e Viola Davis retornaram em seus papeis já clássicos. E a adição mais bem-sucedida foi John Cena como o insano Pacificador, que ganhou até série própria depois do filme.

Top Gun: Maverick

Um dos maiores sucessos do cinema do pós-pandemia também estreou no horário nobre para o cinema da Globo. ‘Top Gun: Maverick’ foi muito alardeado como o filme que salvou os cinemas. Bem, podemos dizer que ao menos foi um deles. O fato é que foi sim um dos mais rentáveis destes últimos anos, arrecadando mais de um bilhão de dólares mundialmente, e se tornou o mais rentável da carreira do astro Tom Cruise. A tão prometida sequência do clássico dos anos 80 deu muito certo, e chegou a ser indicado ao Oscar de melhor filme em 2023, além de edição, canção, efeitos visuais e até roteiro, levando para casa o Oscar de melhor som. O filme foi exibido na Tela Quente do dia 7 de outubro.

Uncharted: Fora do Mapa

No mesmo ano de ‘Top Gun: Maverick’, estreava também nas telonas uma ambiciosa adaptação de um famoso videogame. Falamos de ‘Uncharted’, que se comporta como um ‘Indiana Jones’ dos jogos eletrônicos e possui uma verdadeira legião de fãs. O filme foi aventura e adrenalina do início ao fim, e contou com as presenças de Tom Holland e Mark Wahlberg. Em breve, uma continuação deve sair do papel. Dois anos depois de sua estreia nos cinemas, o longa chegava à TV aberta, mostrando que essa janela também diminuiu. Sua exibição inédita foi no dia 15 de julho.

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa

Por falar em Tom Holland e em filmes que ajudaram a levar o público de volta aos cinemas após a pandemia, o terceiro ‘Homem-Aranha’ da Marvel também desempenhou um importante papel nisso. De fato, ‘Sem Volta para Casa’ foi o primeiro filme a arrecadar mais de um bilhão de dólares em bilheteria pelo mundo, depois do fatídico ano de 2020. Todos devem lembrar do hype imenso do filme, e da maior surpresa que ajudou a vender e muito o longa: a participação dos dois outros Homem-Aranha (Tobey Maguire e Andrew Garfield) e também seus vilões. O filme deu o pontapé na temporada 2024 dos filmes inéditos da Tela Quente, estreando no dia 22 de abril.

A Guerra do Amanhã

O mais interessante no acervo de filmes da Globo agora, é que a emissora não possui acordo somente com estúdios de cinema para exibir seus filmes, como era antigamente. Hoje, a rede de TV número um do país também fechou com plataformas de streaming para exibir seu conteúdo exclusivo. Ou seja, além da Disney (Fox/ Marvel/ LucasFilm/ Pixar), Paramount, Universal, Warner e Sony, e das distribuidoras brasileiras como Imagem Filmes, Paris Filmes, e Globo Filmes (é claro), a Globo também possui em seu acervo, em um contrato do ano passado, produções da Amazon Prime Video e da Netflix. É deste primeiro que a Tela Quente pegou ‘A Guerra do Amanhã’, uma das superproduções mais ambiciosas da casa, com Chris Pratt combatendo uma raça alienígena devastadora, em uma guerra no futuro. A estreia foi no dia 14 de outubro.

Velozes e Furiosos 9

É claro que uma das franquias mais populares da atualidade, e que faz um tremendo sucesso em todas as suas exibições na rede Globo, não poderia ficar de fora do acervo da casa com um recente exemplar. À altura que este nono capítulo foi exibido de forma inédita na Tela Quente, a franquia ‘Velozes e Furiosos’ já havia lançado seu décimo longa nas telonas. Mas não faz mal, pois os fãs adoram revisitar e relembrar o que acontece em cada um dos filmes desta saga motorizada. Aqui, Toretto, ou melhor, nós o público, descobrimos que a família do careca zangado tinha mais um irmão escondido, o qual ninguém jamais havia mencionado. Ele chega nas formas de John Cena. O filme passou de forma inédita no dia 19 de agosto.

Tempo

Finalizando a matéria dos filmes inéditos na Tela Quente 2024, temos uma das mais recentes obras intrigantes do diretor que adora plot twists, M. Night Shyamalan. Baseado em uma Graphic novel, o longa mostra uma família de férias em um resort, em um local paradisíaco. Em um passeio até uma praia remota, ao lado de outros hóspedes, esse ‘White Lotus’ possui consequências mortais e sobrenaturais, quando o grupo fica preso no local, sem conseguir sair, enquanto o tempo passa de maneira assustadoramente acelerada, transformando crianças em adolescentes e adultos em velhos em questão de horas. O longa estreou no dia 22 de setembro.

5 Coisas que ODIAMOS nos Trailers

Ninguém nega que o cinema seja uma indústria. Mesmo o chamado circuito alternativo, com seus filmes iranianos, franceses e da A24, possui um esquema comercial. Mas isto fica para outro texto. Aponto o lado comercial do cinema para situar a lógica dos trailers.

Eles surgiram praticamente junto como cinematógrafo. Já em meados da década de 1910, trechos dos filmes eram exibidos ao final das sessões como forma de fazer o público voltar ao cinema. Em pouco tempo, essas exibições passaram para o começo da sessão. Desde então, buscava-se destacar aquilo que o filme tivesse de singular!

Observar a história dos trailers ajuda a entender o que era atraente em cada época. Entre as décadas de 1920 e 1940, quando as estrelas hollywoodianas eram o principal chamariz das telas, os trailers lhes davam destaque. Da narração aos letreiros, tudo destacava os atores.

Na época da Nova Hollywood, os trailers ganharam sofisticação, mas ainda se prendiam a convenções hoje arcaicas, como o uso de narrador. Como os diretores passaram a ser um chamariz, seus nomes também ganharam destaque. Ainda eram comuns frases convocando o público ao cinema. Até 1960, a produção de trailers nos EUA era monopólio da National Screeen Service.

Os trailers dos anos 1980 e 1990 destacavam o espetáculo que era assistir a um filme. Era o começo da era dos blockbusters e das superproduções. Ao evidenciar a escala épica e os efeitos especiais, os trailers lembravam que a experiência completa somente se alcançaria na tela grande, reflexo da concorrência das vídeo locadoras. No fim dos anos 1990 e começo dos anos 2000, a figura do narrador sumiu dos trailers.

Com a internet, assistir trailers virou atividade ainda mais popular. O jornal Los Angeles Times apurou que em 2015 foram visualizadas 35 milhões de horas em trailers cinematográficos. Para Hollywood, atualmente, mais do que divulgar o filme, o trailer pauta o debate entre os fãs, atiçando o fandom.

Trailer sem imagens do filme (“Cidadão Kane”, de Orson Welles), trailer de musical sem música (“Uma Mulher é Uma Mulher” de Jean-Luc Godard) ou trailer que buscam incomodar (“O Exorcista”, de William Friedkin) são algumas curiosidades que enchem a história do cinema. Mesmo os mais vanguardistas, o trailer não perdeu sua natureza de peça de propaganda, o que explica certas modas em cada época. Abaixo, quatro modas que viraram vícios dos trailers atuais:

  1. Trailer que conta a história toda

Trailer é a arte de revelar até o ponto que atice o público, sem estragar o prazer da descoberta. Tirando aquela parte do público que fica revoltada com qualquer detalhe da história (para ela, sugiro, não veja o trailer) e aquela que gosta de saber o final para decidir se assiste ou não ao filme (tem mais gente assim do que vocês possam imaginar, vão por mim), a maioria das pessoas não quer ver todo o enredo no trailer. Ele deve passar a sensação geral da obra e as informações básicas do enredo, permitindo que o público saiba o que irá ver.

Claro, antes de ver ao filme, não se tem certeza se toda a história está resumida ali. Mas, quando se sai da sala de sessão percebendo que recebeu um spoiler no trailer, vem a raiva! Mas, como se diz, já pagamos pelo ingresso. O trailer cumpriu sua função.

Alexander Davis, estudioso do cinema, explica que, segundo uma teoria psicológica, o público tende a gostar mais quando sabe o que irá acontecer. Isto explica por que muitos trailers têm entregado informações importantes. Especialmente nos blockbusters, entregar a narrativa no trailer só dá segurança do que ele encontrará o que deseja. No caso de um filme menos conhecido, é a forma de não desagradar o público, garantindo que ele não terá surpresas – enfim, a antítese do que um bom filme deve causar.

Em um trailer que deseje dar spoiler, o importante é conseguir contar o máximo de coisas sem deixar no público a sensação de que já saber toda a narrativa.

  1. Entregar as principais e melhores cenas

Parecido com a anterior, mas pode ocorrer mesmo sem explicar muito do andamento da narrativa, como trailers de comédia que não contam o desenrolar da trama, mas antecipam as melhores piadas. Ou do filme de terror que antecipa os maiores sustos. Ou nos filmes de ação que lançam mão das cenas mais espetaculares.

A intenção também é garantir ao consumidor (sim, nessas horas, o público deixa de ser espectador e passa a ser simples consumidor, que não pode comprar algo errado) que ele está irá receber um produtor de qualidade. A droga é que isso prejudica a experiência quando não arruína por completo!

​Um exemplo é o ótimo ‘O Impossível‘, que apesar de ser um drama espetacular, traz as cenas do tsunami inteiras em seu trailer para vender a produção como uma “ação”.

  1. Melhores momentos do trailer antes do trailer

Para vencer a rapidez do YouTube ou e do feed do Instagram e do Facebook, começaram a ser incluídos antes do início do trailer uma espécie de prévia do que será visto no trailer.

Muito comum em filmes de ação, aventura e terror, logo no começo do vídeo, assistimos a alguns segundos com as imagens mais impactantes que veremos no trailer. Ainda colocam algo como “a seguir, trailer do filme…”

Isto é especialmente comum quando o trailer é inserido como propaganda nos vídeos do YouTube. Ele não estraga experiência do trailer em si, só é algo profundamente irritante e sintomático do nosso tempo.

  1. Cenas Alteradas ou Falsas

Não falo de filmes que, na pós-produção, excluíram cenas que estavam no trailer. Falo de incluir, intencionalmente, uma cena falsa ou alterar uma cena, como no caso dos últimos filmes dos Vingadores.

Os estúdios falam que estão preservando a experiência do público. Bom, isso beira a propaganda enganosa. Ora, se não desejam revelar algo, não coloque no trailer.

Confesso que não sei o que é pior, colocar uma cena falsa ou alterar uma que veremos no filme. Isto também é reflexo do excesso de trailers de um mesmo filme.

Pânico 4‘ ganhou um trailer espetacular, mas várias cenas vistas foram cortadas ou alteradas no filme, como os jovens conversando sobre o destino de Sidney Prescott e a sequência de morte de abertura, que foi alterada.

  1. Mudar o tom dos trailers quando o público não está gostando, Ou promete algo e o filme não entrega

Sabe quando lançam um trailer, o público não se empolga e fazem uma nova versão repaginada? Olha, nem acho isto um pecado quando as duas versões do trailer, ainda que antagônicas, são fiéis ao filme. Acontece que isso é raro quando temos essas mudanças. Em geral, um dos trailers está enganando. Tipo ‘Homem de Ferro 3‘.

Essa situação acaba sendo próxima de outra realmente detestável: o trailer que vende algo que não tem absolutamente nada a ver com o filme. O mais triste é quando bons filmes são comprometidos por uma divulgação errada. Isto acontece muito quando os produtores direcionam o filme para um público que não irá apreciá-lo. É para mim a situação mais triste, porque o público perde duplamente: aqueles que foram ver o filme, saem decepcionados, enquanto o real público do filme nem sabe que ele existe!

https://www.youtube.com/watch?v=RS95bLuEl9I

10 Grandes Filmes de Diretoras Aclamadas

A cada ano que passa mais cineastas mulheres estão conseguindo projeção dentro do complexo e ainda machista universo audiovisual. Com os avanços nas reflexões de pautas importantes de nossa sociedade, em vários cantos do mundo surgem cada vez mais novas profissionais em todas as áreas da indústria cinematográfica. Pensando sobre isso, resolvemos criar uma poderosa lista com 10 filmaços de diretoras aclamadas:

 

Caçadores de Emoções

Um dos grandes filmes de ação dos anos 90 (e podemos dizer também da história do cinema norte-americano), Caçadores de Emoção – dirigido pela vencedora do Oscar Kathryn Bigelow  – reúne uma forte história, personagens carismáticos, ação, aventura, nos mostra os limites da amizade, os limites da lei, vários pontos reflexivos reunidos em um filme pulsante protagonizado por Patrick Swayze e Keanu Reeves.

 

Ataque dos Cães

Depois de um intervalo de 12 anos longe dos cinemas, a cineasta neo zelandesa Jane Campion voltou aos longas-metragens, dessa vez em uma produção para a Netflix. Ataque dos Cães não é um filme fácil. Rico em detalhes, com excelentes interpretações, caminhamos até o ano de 1925, no velho oeste americano, onde conhecemos a história de dois ricos irmãos fazendeiros e as surpresas que acontecem quando outras pessoas passam a frequentar suas vidas mais de perto.

 

Nomadland

O que é lembrado, vive. Baseado no livro homônimo de Jessica Bruder, dirigido pela cineasta chinesa Chloé Zhao, Nomadland é um road movie cíclico sobre a solidão e os desencontros em relação ao lugar no mundo de uma forte e solitária protagonista (interpretada pela ótima Frances McDormand). Nos faz refletir bastante sobre nossa existência e também sobre as estradas da vida que todos enfrentamos, cada qual a sua forma. Assuntos atuais como a crise econômica e as gangorras de um capitalismo que leva a maioria dos trabalhadores a serem um mero número sem piedade quando as dificuldades ou rendimentos abaixo do esperado chegam também estão presentes nesse belo trabalho.

 

Encontros e Desencontros

Já um clássico da ótima filmografia da cineasta Sofia Coppola, Encontros e Desencontros nos mostra um ator norte-americano que está no outro lado do mundo, no Japão, para participar de um comercial. No mesmo hotel que ele, está uma jovem que está em viagem com o marido que a deixa sozinha quase sempre. Essas duas almas se encontram certa vez e seus destinos acabam interligados a partir desse momento.

 

Lady Bird

Escrito e dirigido pela atriz, roteirista e cineasta adorada pelos cinéfilos de todo o planeta, Greta Gerwig, Lady Bird mostra os caminhos percorridos por uma jovem perto dos 18 anos que equilibra sua vida na linha tênue entre rebeldia e personalidade forte.

 

Que Horas ela Volta?

Transformando uma história simples em um fabuloso roteiro, Que Horas ela Volta?, longa-metragem de 112 minutos, dirigido por Anna Muylaert é cativante do início ao fim. Na trama, acompanhamos a carismática empregada Val (Regina Casé), uma mulher que vive com uma família de classe alta em São Paulo e possui um conflito mal resolvido em seu passado, com sua única filha, que precisou abandonar há mais de 10 anos. Toda essa junção de emoções chega como uma erupção sentimental quando a antes jovem, agora vestibulanda Jéssica (interpretada pela excelente Camila Márdila), bate em sua porta.

 

Como nossos Pais

Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos ainda somos os mesmos. Falando sobre a dura rotina impossibilitada do sonhar de uma mulher perto dos quarenta anos que descobre segredos de família e precisa lidar com um casamento em declínio, Como Nossos Pais, trabalho da excelente cineasta Laís Bodanzky, é um filme que emociona e gera reflexões, aliada a uma impactante atuação da atriz Maria Ribeiro que consegue prender a atenção do público do início ao fim.

 

Selma: Uma Luta Pela Igualdade

Ser profundamente amado por alguém nos dá força, amar alguém profundamente nos dá coragem. Dirigido pela cineasta norte-americana Ava DuVernay, Selma: Uma Luta Pela Igualdade, tem como principal tema central em seu roteiro a luta pelo direito a votação dos negros nas eleições norte-americanas, o filme de 128 minutos possui uma excelente direção, além de discursos empolgantes e uma atuação brilhante e inspirada do ator David Oyelowo que interpreta o protagonista Martin Luther King Jr.

 

Corações Livres

No ano de 2002, a brilhante cineasta dinamarquesa Susanne Bier, brindou os cinéfilos com mais um filme maravilhoso. Na trama, conhecemos um casal de namorados apaixonados, Cæcilie e Joachim, que vivem tranquilamente em uma grande cidade na Dinamarca. Certo dia, após um grave acidente, Joachim perde os movimentos da cintura para baixo e isso causa uma série de transtornos para Cæcilie que não consegue se adaptar a essa nova situação. Joachim, fora atropelado por Marie (Paprika Steen) que é casada com o médico Niels (Mads Mikkelsen) e trabalha no mesmo hospital onde Joachim é internado. O que acontece? Cæcilie começa a se aproximar de Niels e um intenso relacionamento amoroso acontece, deixando o destino de cada personagem incerto.

 

Anatomia de uma Queda

As hipóteses de uma tragédia. Vencedor de muitos prêmios, inclusive a Palma de Ouro em Cannes o longa-metragem Anatomia de uma Queda nos leva para o campo das suposições, dos dilemas, na vida de uma família que desmorona por completo após uma fato impactante. Escrito e dirigido pela cineasta francesa Justine Triet, o projeto caminha de forma minuciosa pela exclusão da determinação, jogando todos seus holofotes para os fatos, conclusões e achismos que envolvem um casamento em crise que se afunda em frustrações, com a presença de um fardo emocional marcante, após uma outra tragédia no passado.

Rambo, Rocobop e os filmes Inusitados dos 80s que Viraram Desenho

Ah, os anos 1980. Só quem viveu sabe. A época em que o politicamente correto era arremessado de forma violenta pela janela, viu o lançamento de alguns dos filmes mais cultuados da história. Muito se deve pelo fato de que foi em tal década que o cinema entretenimento foi consolidado.

Muitos destes filmes, embora não fossem recomendados para todos os públicos e para os menores de idade, fizeram um enorme sucesso com a criançada e os jovens na era das videolocadoras – esta foi a década da consolidação do mercado de home vídeo também, com alguns filmes inclusive fazendo mais sucesso e sendo redescobertos nas prateleiras após terem passado em branco nas salas de cinema.

Assim, os produtores e donos dos direitos autorais viram a oportunidade de licenciar sua marca e ganhar mais algumas malas de dinheiro, comercializando seu produto para as crianças, na forma de bonecos, lancheiras e todo tipo de merchandising. Ah sim, é claro, muitos deles viraram desenhos animados para os pimpolhos.  O curioso é que alguns eram filmes extremamente violentos, lascivos e impróprios para as crianças. O CinePOP resolveu relembrar alguns dos filmes mais inusitados a ganhar versões animadas para a TV. Vem conhecer e como sempre, não deixe e comentar.

Rambo: A Força da Liberdade

Em vias de estrear seu quinto filme nos cinemas, o personagem Rambo já foi um desenho animado nos anos 1980. Rambo não tem nada a ver com crianças, é um filme violento e sanguinário, que fala sobre um veterano da guerra do Vietnã voltando para casa e não encontrando mais lugar no país que foi defender, começando assim sua própria guerra particular com a polícia.

Mas o sucesso mesmo veio a partir de sua continuação, Rambo II – A Missão (1985), que além de transformar Sylvester Stallone num astro absoluto, foi um dos maiores sucessos do ano (e da década) e viraria até mesmo garoto propaganda pro governo Ronald Reagan. Rambo 2, apesar do grafismo, caiu tanto no gosto da criançada que no ano seguinte de seu lançamento emplacava um desenho animado – este muito mais amigável aos pequenos – mostrando o brucutu ao lado de uma equipe combatendo terroristas pelo mundo. E é claro que ganhou uma linha de bonecos também. O programa durou apenas uma temporada, mas com 65 episódios exibidos ao longo de 1986.

Robocop: A Série Animada

O filme Robocop – O Policial do Futuro (1987), de Paul Verhoeven é pura visceralidade, e deixou muitas crianças daquela geração sem dormir. Logo quando o policia Alex Murphy (Peter Weller) é abatido, o filme faz questão de enfatizar de maneira muito gráfica a cena, e no sadismo dos criminosos – num momento extremamente sórdido. E daí seguiam piadas com prostitutas, drogas, desonestidade empresarial, falta de escrúpulos, mortes explícitas, muito sangue, pessoas derretidas por ácido e por aí vai. É claro que a criançada daquela geração consumiu feito água.

E foi no ano seguinte deste épico subversivo da ultraviolência (e grande mensagem social – que ainda não envelheceu) que era lançado o cartoon do policial meio homem, meio máquina. Afinal, era muita tentação ter um personagem tão legal sem que as crianças pudessem se relacionar. E o desenho veio antes mesmo das continuações, que chegaram em 1990 (com uma sequência ainda caprichando no teor impróprio, como a criação de uma nova droga e uma criança comandando o crime organizado) e 1993 (esta terceira parte sim, já remodelada para uma censura bem mais baixa). O desenho durou apenas uma temporada, com 12 episódios, em 1988.

Loucademia de Polícia

Muitos associam a franquia aos últimos capítulos, cada vez mais mergulhados no besteirol e no nonsense de seus esquetes, e por que não, cada vez mais sem graça. Mas se voltarmos ao Loucademia de Polícia original, lá de 1984, encontraremos uma típica comédia lasciva da década de 1980, com direito a muita sacanagem, nudez e até mesmo piadas com sexo oral e prostitutas, repetida duas vezes ao longo do filme. Temos também um sujeito que se veste de mulher para poder passar a noite no alojamento feminino e um bar homossexual de sadomasoquismo – quem poderia esquecer do Blue Oyster.

Aos poucos os filmes foram ficando mais infantilizados ao longo de seus exemplares na década de 1980 (a franquia lançava praticamente um filme por ano). Mas foi depois do quarto filme (1987), com a saída de Steve Guttenberg, o Mahoney, que tudo iria por água abaixo nos próximos três exemplares. Foi nesta época também que os envolvidos lançaram uma série animada, em 1988, ainda utilizando o personagem de Guttenberg – o mais memorável da franquia. O desenho durou duas temporadas de 64 episódios, de 1988 a 1989.

Os Fantasmas se Divertem

Nos anos 1980, filmes que misturavam elementos de terror com comédia ficaram famosos. Mas não eram como os terrir de hoje em dia, que não metem medo em ninguém, e possuíam cenas verdadeiramente intensas – que se tiradas de contexto passariam perfeitamente como pertencendo a uma obra do gênero mais assustador de todos. Filmes como As Bruxas de Eastwick (1987) – que fala sobre a vinda do diabo à Terra -, Meus Vizinhos São um Terror (1989) – que mostra um grupo de moradores dos subúrbios descobrindo que seus vizinhos são psicopatas assassinos – e este Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988), primeiro filme de sucesso de Tim Burton.

No filme, um casal morre e volta como fantasmas, presos para sempre em sua casa, precisando se ajustar à nova realidade. Os desencarnados ganham muitas dicas “profissionais” de assessores do outro lado, e dá-lhe criaturas grotescas. Mas nenhuma se compara ao espírito mais canalha do além vida, Beetlejuice, interpretado por Michael Keaton. A assombração só pensa em sexo (inclusive numa cena indo passar a noite num prostíbulo) e em como vir parar no nosso mundo de vez, para isso tentando se casar com uma jovem deprimida (Winona Ryder). Na série animada, temos a improvável amizade entre Lydia (Ryder) e o morto-vivo Beetlejuice “se metendo em altas confusões”. O programa durou 4 temporadas, com 94 episódios, de 1989 a 1991.

Os Caça-Fantasmas

Este é um item similar ao de cima. Os Caça-Fantasmas também foi um filme que misturava tais elementos com maestria. Na verdade, ele foi o precursor de tal “subgênero” e foi graças ao seu sucesso em 1984, que diversas outras produções (como todas as citadas acima) resolveram surfar em tal onda. O filme tem algumas cenas dignas de filmes de terror, como a transformação de Dana (Sigourney Weaver) em seu apartamento.

Mas o longa protagonizado pelo cínico e debochado Bill Murray e companhia fez tanto sucesso que gerou uma desenho animado dois anos depois, antes mesmo da continuação do filme (lançada em 1989). De todos da lista, este foi o desenho mais bem sucedido. O cartoon fez um tremendo sucesso e durou nada menos que sete temporadas de 140 episódios, de 1986 a 1991. Mas a animação teve um problema de direitos autorais, pois no mesmo ano era lançado o desenho Os Fantasmas (Ghostbusters), baseado na série de TV homônima em live action de 1975, sobre uma dupla de investigadores paranormais e seu gorila. Tanto a série com atores reais quanto a animação morreram na praia com apenas uma temporada cada. O fato fez com que Os Caça-Fantasmas ficasse conhecido como The Real Ghostbusters em sua versão animada.

Karatê Kid

O filme original de 1984 falava sobre bullying. Sobre como um jovem de origem humilde sofria nas mãos de valentões do colégio após se mudar para uma nova cidade. Sua solução é começar aprender karatê para poder se defender. E quem o ensina é um mestre diferente, o faz-tudo de seu condomínio, o japonês Sr. Miyagi. O filme fez um baita sucesso e gerou duas continuações, em 1986 e 1989.

Novamente em voga devido à série do Youtube, Cobra Kai, a franquia Karatê Kid ganhava sua versão animada em 1989, no mesmo ano em que o último exemplar chegava aos cinemas. Assim, Daniel San e Sr. Miyagi viviam histórias ainda mais incríveis do que no cinema e, é claro, apaixonavam todas as crianças, virando inclusive bonecos.

O Garoto do Futuro

A série Teen Wolf, do canal Warner, fez muito sucesso com os adolescentes, com seus conflitos “Crepusculescos”. Mas o que muitos talvez não saibam é que tal série juvenil é baseada num filme dos anos 1980, intitulado O Garoto do Futuro (1985). Capitalizando em cima do sucesso de Michael J. Fox, esta é uma história de lobisomem diferente, na qual a “maldição” herdada de sua família transforma um jovem retraído em um cara descolado e muito habilidoso – além de muito mais peludo. O próprio título em português, aparentemente sem qualquer sentido, foi só para criar ligação com o mega sucesso De Volta para o Futuro, também estrelado por Fox.

O filme teve inclusive uma descarada continuação em 1987, estrelada por Jason Bateman. Antes disso, no entanto, virava desenho animado num programa exibido por duas temporadas de 21 episódios, entre 1986 e 1988.

O Vingador Tóxico

Aqui o nível de WTF atinge a nota máxima. Filme trash que virou cult, O Vingador Tóxico (1984) é um terror muito violento, mas que ganha contornos cômicos devido à sua trama louca, além é claro de sua produção pobre. Um nerd que vive sendo humilhado cai num tonel de produtos químicos no último bullying que sofre, ficando extremamente deformado. Com o tempo, ele fica também musculoso, super habilidoso e forte, uma espécie de Sloth dos Goonies ainda mais feio.

O sujeito decide usar sua nova condição para combater o crime, além de se dar bem com as mulheres (acredite) e se vingar de seus algozes. O filme rendeu algumas continuações, uma pior que a outra, e surpreendentemente um desenho intitulado Toxic Crusaders, que mostrava o “herói” ao lado de outros amigos mutantes combatendo o mal. O programa chegou de forma tardia em 1991 e durou apenas uma temporada de 13 episódios.

Tomates Assassinos

Outra produção trash que virou cult e inexplicavelmente gerou uma animação para a TV. Ainda pior e mais nonsense que O Vingador Tóxico, O Ataque dos Tomates Assassinos (1978) é baseado num curta de mesmo nome, de 1976, do próprio John De Bello, que comandou o longa. A história se resume em tomates gigantes que atacam e matam pessoas rolando até elas. Uma continuação foi produzida em 1988, mas foi só a partir do terceiro filme que os tomates começaram a ganhar bocas, rostos e personalidades.

A animação com a mesma premissa, e já trazendo os tomates com faces e vozes, foi lançada em 1990 e durou duas temporadas de 21 episódios até 1991.

Bill & Ted

Keanu Reeves e Alex Winter estão a toda gravando a volta de seus queridos personagens descerebrados 29 anos depois de sua última aparição nas telonas. Os jovens fanáticos por música, que viajam no tempo em uma cabine telefônica, agora serão homens de meia idade. Resta saber se sua inteligência mudou. Bill & Ted: Encare a Música será lançado em 2020.

Voltando aos anos 80, Bill & Ted apareciam pela primeira vez em 1989, com Uma Aventura Fantástica, e retornavam, com direito a uma brincadeira com a morte, em 1991 com Dois Loucos no Tempo. Entre os dois primeiros filmes era lançado o desenho As Aventuras de Bill & Ted, aproveitando o status cult do original. Apesar do programa ter durado apenas duas temporadas de 21 episódios, de 1990 a 1991, os próprios Reeves e Winter emprestaram suas vozes aos personagens na animação.

Highlander

Highlander é um filme de 1986 sobre guerreiros imortais vivendo desde a época da Escócia antiga, que precisam se digladiar, decapitando uns aos outros, a fim de restar apenas um. O filme se tornou um sucesso cult, conquistando muitos fãs após seu lançamento em vídeo. O sucesso fez gerar uma continuação em 1991, com uma história que não tinha nada a ver com o original. Foi lançada ainda uma terceira parte, mais desnecessária que a anterior, em 1993.

Foi após esta trilogia involuntária que o desenho animado estreou, em 1994. Assim como a parte dois, a animação se passa no futuro. O programa durou duas temporadas de 40 episódios, entre 1994 e 1996.

De Volta para o Futuro

Por falar em Michael J. Fox, seu filme de maior sucesso também gerou uma estranha animação. De Volta para o Futuro (1985) é um dos filmes mais amados dos anos 80 e da história do cinema em si. O filme fez uma brincadeira em sua última cena e não havia verdadeiramente planejado uma sequência. Tanto que ela demorou a sair – quatro anos para ser mais exato, lançado de forma quase simultânea, num intervalo de um ano, com a terceira parte e encerramento da trilogia.

O que aconteceu foi que o filme ganhou ainda mais popularidade com as sequências, fazendo a trama sobre viagem no tempo em um DeLorean voltar à tona. Assim, decidindo continuar a história, mesmo que em outra mídia, os realizadores optaram por transformar as aventuras de Marty McFly e Doc Brown em um desenho animado. O seriado estreou um ano depois do terceiro filme, em 1991, e durou duas temporadas de 26 episódios até 1993.

Droids e Ewoks

A franquia Star Wars jamais irá parar de fazer dinheiro. Hoje, em toda e qualquer mídia que você possa imaginar, Star Wars já esteve lá lucrando. De vídeo games, passando por HQs e livros, até bonecos e desenhos animados de todos os tipos. Além, é claro, de sua casa principal, os cinemas – a franquia lança no fim do ano A Ascensão Skywalker, encerramento da nova trilogia.

Nos anos 80, as coisas eram diferentes. Star Wars existia apenas nos cinemas, e quando as vídeo locadoras surgiram, os fãs puderam assistir novamente sua querida trilogia inúmeras vezes. Bem, isso se não contarmos com o malfadado especial de natal, um tiro no pé envolvendo a marca. Assim, antes de Star Wars ressurgir no imaginário popular em 1999 com A Ameaça Fantasma, duas séries animadas trataram de manter seu na boca do povo.

A primeira foi Droids, desenho que tinha como protagonistas os adorados robozinhos C3PO e R2D2. No mesmo ano era lançado o desenho Ewoks, que trazia como personagens os ursinhos igualmente adorados e odiados vistos em O Retorno de Jedi (1983). Na época, no entanto, sua aceitação foi boa o suficiente para gerar dois filmes solo para as criaturinhas peludas: Caravana da Coragem (1984) e A Batalha de Endor (1985), além de sua própria animação. Os dois programas animados duraram apenas duas temporadas cada.

‘Simplesmente Amor’, ‘O Grinch’, ‘Um Duende em Nova York’ e os filmes dos anos 2000 para curtir nesse Natal!

Não só estamos em dezembro, como o Natal está virando a esquina nesse momento. Sim, querido leitor, para quem duvida, o ano já acabou. O Rei Roberto Carlos já foi descongelado, Simone poderá ser ouvida cantando que já é Natal e, claro, já podemos nos encher de Panetone. Para os cinéfilos, é hora de assistir mais uma vez a ‘Esqueceram de Mim’, o filme absoluto desta época do ano. Quem sabe trocar por ‘Esqueceram de Mim 2’ para dar uma variada. Ou será que é sinônimo de azar um ano inteiro?

É claro que temos muitos outros filmes natalinos, que todo fim de ano buscam um lugar ao sol. Por exemplo, a rede Globo escolheu passar recentemente na Sessão de Sábado ‘O Grinch’, com Jim Carrey, que se tornou um cult para a época. A mesma emissora reprisou recentemente também, ‘Um Natal Muito, Muito Louco’, outro que já virou figurinha carimbada neste período.

Aqui, nesta nova matéria misturaremos o Natal com a nostalgia (e tem coisa melhor?), e voltaremos lá para os anos 2000, época que para grande parte do público significou o primeiro contato com os filmes e o cinema. Aqui, selecionamos nada menos do que 20 filmes, dos mais variados gêneros e tipos, que achamos perfeitos para a data. Confira.

Simplesmente Amor

Cada geração possui os seus filmes favoritos. E se ‘Esqueceram de Mim’ ainda surge como o filme definitivo do Natal, para as gerações mais novas as escolhas são outros. Como, por exemplo, o romântico ‘Simplesmente Amor’, um filme natalino inglês que se tornou cult para a geração dos anos 2000. Com um grande elenco, temos diversas histórias passadas no fim de ano, com direito a muita neve e chocolate quente.

O Grinch

Jim Carrey rouba a cena nessa adaptação em live-action do conto infantil do Dr. Seuss. Uma grande produção de Ron Howard, com maquiagem e cenários incríveis, a história centra em uma criatura verde que foi maltratada na infância por ser diferente e passou a odiar tudo e todos, principalmente a época mais feliz do ano: o Natal.

Um Duende em Nova York

Jim Carrey foi o comediante sensação dos anos 90. Seu sucessor nos anos 2000 foi Will Ferrell, o humorista mais popular da década seguinte. E se Carrey fez seu filme de Natal com ‘O Grinch’; Ferrell também faria o seu, três anos depois, com ‘Um Duende em Nova York’ – cult absoluto para os americanos, sobre um humano criado como um Duende do Papai Noel, voando para Nova York a fim de descobrir suas verdadeiras origens.

O Amor Não Tira Férias

Os filmes de Natal costumam ser mirados para toda a família, com uma temática considerada, de certa forma, infantil. Ou seja, pode ser consumido por todos os públicos. Mas existem também aqueles filmes natalinos mais adultos, em geral voltados ao gênero do romance, comédias ou dramas familiares. ‘O Amor Não Tira Férias’ se encaixa no primeiro item, e três anos depois continuava o clima de ‘Simplesmente Amor’. Duas amigas resolvem trocar de casa na época do Natal. Uma americana (Cameron Diaz) vai para a Inglaterra, e uma inglesa (Kate Winslet) vai para os EUA.

O Expresso Polar

Clássico moderno da animação que se tornou um grande favorito para a data. Aqui temos um filme do mesmo diretor da trilogia ‘De Volta para o Futuro’ e ‘Forrest Gump’. Na véspera do Natal, a mais importante viagem de todas é a bordo do Expresso Polar, um trem que leva diretamente ao Papai Noel. Um menino embarca nessa jornada e no caminho descobrirá o verdadeiro sentido do Natal.

Harry Potter e a Pedra Filosofal

Talvez nenhuma outra franquia do cinema seja tão natalina quanto Harry Potter. Todos os filmes são indicados para a data, mas com certeza o primeiro é o que possui o clima mais família, onde o risco era menor e a magia da descoberta era maior. Neve, corujas, presentes, castelos, lareiras, comidas especiais, amizade. Tudo no filme remete imediatamente ao conforto que a data possui no imaginário popular.

Um Natal Muito, Muito Louco

Os anos 2000 estão repletos de filmes que se tornaram pedidas certas para a época do Natal. Um deles é ‘Um Natal Muito, Muito Louco’, que virou campeão de reprises na TV aberta brasileira. Tim Allen e Jamie Lee Curtis vivem um casal planejando uma viagem de cruzeiro a um paraíso tropical após a filha deixar a casa para ir à faculdade. O problema é que sua vizinhança acha um ultraje este abandono da costumeira celebração no bairro, e a troca do frio pelo calor.

Tudo em Família

Outro que virou sinônimo com o Natal é ‘Tudo em Família’, que conta com um destes elencos enormes, que não imaginamos como conseguiu ser reunido em tela. O resumo da trama é: Dermot Mulroney resolve levar sua esnobe namorada Sarah Jessica Parker para passar o Natal com sua excêntrica e problemática família. É claro que mundos irão colidir. No elenco: Diane Keaton, Rachel McAdams, Claire Danes e Luke Wilson.

Papai Noel às Avessas

Aqui temos um filme de Natal politicamente incorreto, para os que querem ver algo diferente na data. Quem estrela é Billy Bob Thornton, na pele de um vigarista, que resolve bolar um esquema e realizar um assalto na noite de Natal. Para isso, ele arruma uma fantasia de Papai Noel e um bico no shopping para o disfarce. Mas um menino irá se afeiçoar a ele.

Os Fantasmas de Scrooge

Aqui temos praticamente a junção de outros dois filmes da lista. Protagonizando temos Jim Carrey, em seu segundo filme natalino infantil na mesma década, depois de ‘O Grinch’. Segundo, temos o mesmo estúdio de animação de captura de movimento que fez ‘O Expresso Polar’, e o mesmo diretor (Robert Zemeckis). Aqui o diretor resolve adaptar em uma nova versão o conto clássico de Charles Dickens, ‘Um Conto de Natal’.

Surpresas do Amor

Sabe aquela história dos títulos em português que não tem nada a ver com os títulos originais. Pois bem, ‘Four Christmases’, ou ‘Quatro Natais’ tem muito mais a ver com a proposta do filme. Reese Witherspoon e Vince Vaughn são um casal que decidem passar um pouco do Natal na casa de seus pais. O problema é que os pais de ambos são separados. Assim, eles terão que ir no pai dele (Robert Duvall), na mãe dele (Sissy Spacek), no pai dela (Jon Voight) e na mãe dela (Mary Steenburgen).

Um Homem de Família

Um Conto de Natal’ já rendeu todo tipo de adaptação para o cinema. ‘Um Homem de Família’ é um dos mais legais. Na trama, Nicolas Cage é um rico homem de negócios, que só pensa em trabalho. Solteiro e sem tempo para sua vida social, ele imagina como seria se tivesse casado com sua namoradinha de colégio. E como num passe de mágica, ele acorda casado com ela, papel de Téa Leoni.

Meu Papai é Noel 2

Na lista dos filmes de Natal dos anos 90 que estão bombando nessa temporada, tratei de incluir ‘Meu Papai é Noel’, filme no qual Tim Allen precisa substituir o Papai Noel. Oito anos depois chegava a continuação, na qual Allen voltava ao seu posto como o bom velhinho. Porém, em uma nova cláusula não lida, ele agora precisa se casar e eleger sua própria Mamãe Noel.

Um Natal Brilhante

Uma tradição muito forte nos EUA na época de Natal é enfeitar sua casa com luzes brilhantes e muita decoração. Lá é a terra do capitalismo e consumismo máximo, então podemos esperar toda a extravagância possível. Esse costume chegou ao Brasil também. E ele é o mote para esta comédia, que traz dois vizinhos (Danny DeVito e Matthew Broderick) disputando o título de casa mais iluminada da vizinhança.

As Crônicas de Nárnia

Como dito alguns itens acima, a franquia mais voltada ao Natal dos últimos anos é sem dúvida ‘Harry Potter’. Os filmes do bruxinho conseguem capturar o clima da data. É claro que com o passar dos filmes as coisas vão ficando mais intensas. Mas existe outra franquia que chega em segundo. Falamos de ‘As Crônicas de Nárnia’, a alegoria cristã de C.S. Lewis. Ou seja, até as mensagens nele contidas tem tudo a ver com o Natal. Enquanto não ganhamos a reimaginação de Greta Gerwig, o original dá conta do recado. Pena que a franquia não teve força para passar do terceiro nas telonas.

Titio Noel

Vince Vaughn volta em mais um filme natalino aqui na lista. No entanto, este ‘Titio Noel’ foi lançado no ano anterior de ‘Surpresas do Amor’. A sacada aqui é apresentar pela primeira vez o famigerado Fred, o irmão zoeiro do Papai Noel. O bom velhinho, assim como todos nós, é gente da gente. E embora seu trabalho seja honesto e honrado, ele possui um irmão mais velho inconsequente e farrista. Fred Claus (Vaughn) chega ao Polo Norte para tirar a vida de Santa Claus (Paul Giamatti) dos trilhos.

Meu Papai é Noel 3

Quatro anos depois do segundo filme, a Disney apostava novamente em trazer Tim Allen como o substituto do bom velhinho. Desta vez, enfrentando seu maior desafio até agora. Jack Frost, o Rei do Gelo (papel de Martin Short) resolve sequestrar o Natal para ele – jogando o Papai Noel para escanteio. Depois deste filme, a Disney resolveu levar a história para uma série de TV atual no Disney+.

Sobrevivendo ao Natal

Até mesmo o vencedor do Oscar Ben Affleck entrou na onda dos filmes natalinos. Ele vive um yuppie infeliz e solitário, que resolve resgatar sua infância com um plano para lá de bizarro. Ele decide passar o Natal na casa em que morou quando era criança. Só tem um grande problema: uma outra família está morando lá – formada por James Gandolfini, Catherine O’Hara e Christina Applegate. O sujeito então tem a brilhante ideia de pagar para que a família aceite embarcar nessa viagem com ele, e recriar suas memórias no local.

Oito Noites de Loucura

O que esperar de um filme natalino estrelado pelo rei do escracho Adam Sandler? Um dos filmes mais bizarros para a época. Para começar, aqui temos uma animação totalmente incorreta, em que Sandler dubla diversos personagens, incluindo o protagonista, desenhado nas formas do ator. Como o personagem é judeu, e os judeus não celebram o Natal e sim o Hanukkah, podemos dizer que essa é a primeira animação de um grande estúdio sobre a data.

Apenas Amigos

Finalizando a matéria, agora temos um filme com o renovado Ryan Reynolds, um dos maiores astros de Hollywood na atualidade. Reynolds tem diversas empresas e vai enriquecendo como quem bebe água. Dizem até que o cinema virou sua segunda fonte de renda. Seja como for, ele acabou de ganhar mais de um bilhão de dólares com ‘Deadpool e Wolverine’. Mas o sujeito já está na luta há muito tempo, e antes de virar um astro, era apenas um ator de comédias. Como esta, em que vive um sujeito voltando para a casa de sua família para o Natal, agora bem-sucedido e em ótima forma física. Acontece que no passado ele foi um gordinho apaixonado por uma menina que não lhe dava muita bola. As coisas agora vão mudar.

‘Nocaute’: Entrevista EXCLUSIVA com Jake Gyllenhaal

Nosso correspondente Jânio Nazareth participou do tapete vermelho de ‘Nocaute‘ (Southpaw, EUA, 2015) em Los Angeles e entrevistou os astros Jake Gyllenhaal e Rachel McAdams.

O diretor Antoine Fuqua (‘Invasão à Casa Branca’, ‘Dia de Treinamento’) desafiou Gyllenhaal a se tornar um autêntico lutador de boxe, para que as filmagens fossem o mais realistas possível. Ele treinou 5 meses para entrar em forma e interpretar o lutador de boxe do filme.

Assista nossa entrevista EXCLUSIVA:

Crítica | Nocaute 

No auge da carreira e da vida pessoal, o boxeador Billy “The Great” Hope (Jake Gyllenhaal) tem basicamente tudo o que sempre sonhou para sua vida. Até que num terrível golpe do destino ele perde a esposa (Rachel McAdams), sua filha é levada pelo Serviço Social, sua casa e seus bens são tomados pelo banco. Billy fica apenas com a bebida e as drogas. Sem amigos e recursos, ele procura a ajuda do ex-lutador de boxe Tick (Forest Whitaker) para voltar ao ringue, recuperar a guarda da filha, o título mundial e também a sua própria vida.

A estreia de ‘Nocaute‘ nos cinemas acontece amanhã, dia 10 de setembro.

nocaute_1

10 filmes que mostram que quando a esmola é demais até o santo desconfia

O mundo dos trambiqueiros já ganhou muitas histórias através de filmes. Geralmente em tramas puxadas para a comédia, já vimos as mais loucas trajetórias de personagens que se metem em inúmeras confusões. Para lembrar algumas dessas obras, segue abaixo uma ótima lista:

 

Fé demais não cheira bem

Lançado no ano de 1992 nos cinemas, essa comédia estrelada por Steve Martin nos conta a história de um trapaceiro que explora os caminhos da fé e dos milagres para benefício próprio viajando pelos Estados Unidos. Dirigido por Richard Pearce.

 

Nas Ondas da Fé

Na trama, conhecemos o esforçado Hickson (Marcelo Adnet), um técnico de informática que faz bicos com um carro de som que leva mensagens carinhosas. Ele mora com a esposa Jéssika (Letícia Lima) em uma casa no subúrbio carioca. Certo dia, após ir até um culto, consegue uma oportunidade de emprego em uma rádio gospel e após uma brincadeira pensando que estava fora do ar, alcança um enorme sucesso com um programa onde assume o papel de um pastor falando para um enorme público.

 

Os Olhos de Tammy Faye

Na trama, conhecemos algumas fases da vida de Tammy Faye (Jessica Chastain), primeiro uma criança criada com a religião muito próxima de sua família, depois sua chegada na faculdade de estudos bíblicos, onde conhece o futuro marido Jim Bakker (Andrew Garfield). A partir do momento que se casa, resolve com o marido jogarem as mensagens de fé e esperança pelos Estados Unidos até que começam a perceber uma oportunidade de alcançar cada vez mais pessoas indo para a televisão e criando um show cristão. Só que o tempo passa, o sucesso chega, mas os pecados cometidos nesses tempos de ganância e ego inflado batem à porta deixando poucas escolhas aos envolvidos.

 

Os Salafrários

Na trama, conhecemos Clóvis (Marcus Majella) um homem que teve uma infância difícil passando por vários lares que já adulto resolveu viver de malandragem, mais precisamente um falsificador de obras de arte. Quando um de seus projetos criminosos dá errado, ele acaba encontrando com Lohane (Samantha Schmütz), sua meia irmã que levava uma vida honesta com seu trailer fazendo hambúrgueres em Magé até ser passada pra trás por trambiqueiros. Agora, partindo rumo à região dos lagos no Rio de Janeiro os irmãos precisam se unir para buscar novos objetivos.

 

Mixed by Erry

Na trama, conhecemos Enrico ‘Erry’ Frattasio (Luigi D’Oriano), um jovem tímido morador da região de Forcella, parte da grande Nápoles, que passou a infância tendo como referência o pai trambiqueiro, um falsificador de famosas bebidas destiladas. Erry sempre amou o universo musical, e tornando um grande conhecedor das novidades pela planeta e quando chega próximo da maioridade tem o sonho de ser DJ. Como todas suas tentativas não dão muito certo, ao lado de um dos irmãos Peppe (Giuseppe Arena) resolvem criar um negócio onde playlists de músicas nacionais e internacionais eram colocadas em uma fita k7 e vendidas por toda a região onde moravam. O negócio acaba sendo uma avalanche de sucesso, e com a chegada do irmão caçula ao negócio, Angelo (Emanuele Palumbo), o trio monta um verdadeiro império da pirataria se tornando um enorme alvo para as ações da polícia federal italiana.

 

Sharper – Uma Vida de Trapaças

Na trama, conhecemos o jovem Tom (Justice Smith), um amante de livros, que possui uma simpática livraria no centro de uma grande cidade norte-americana. Certo dia, entra pela porta do local uma jovem doutoranda chamada Sandra (Briana Middleton) e logo os dois se apaixonam perdidamente. Certo dia, Sandra, desesperada, avisa Tom que precisa de 350 mil dólares e ele, um herdeiro do milionário Richard (John Lithgow), logo consegue a quantia. Só que Sandra some, e Tom percebe que caiu em um golpe. Paralelo a isso, vamos conhecendo Max (Sebastian Stan) e Madeline (Julianne Moore), um dupla de trambiqueiros que vão nos mostrar os lados desse golpe aplicado por Sandra.

 

Golpe Duplo

Na trama, conhecemos Nicky (Will Smith) um empreendedor do ramo da malandragem que durante certos períodos do ano, reúne uma equipe de trambiqueiros em algum lugar dos Estados Unidos e juntos aplicam golpes de médio porte. Para se juntar a sua equipe e um novo trabalho, Nicky vai atrás de Jess (Margot Robbie) e a seleciona para o novo golpe. Quando acaba o trabalho, Nicky e Jess estão envolvidos (sentimentalmente falando) e o primeiro resolve ir embora e não viver esse amor. Passam-se três anos e o destino coloca novamente os dois apaixonados frente a frente em um novo trabalho.

 

Eu me Importo

Na trama, conhecemos Marla Grayson (Rosamund Pike), uma mulher de forte personalidade que achou uma mina de ouro em um negócio (nada ético) bastante rentável de guardiã de legal de pessoas idosas que não conseguem mais tomar atitudes. Com esquemas com uma médica, casas de saúde para idosos e enrolando juízes, ao lado de sua parceira de vida e sócia Fran (Eiza González) estão sempre planejando o próximo golpe. Um dia aparece a ficha de Jennifer Peterson (Dianne Wiest) e assim Marla rapidamente vira sua guardiã legal. Só que dessa vez, o alvo tem muito mais segredos do que aparenta e trará graves problemas para Marla e seus integrantes do esquema.

 

As Trambiqueiras

Na trama, conhecemos a ex-atleta olímpica da marcha atlética Connie (Kristen Bell), uma mulher perto dos 40 anos, que após anos se dedicando a um esporte que poucos ligam, virou uma dona de casa. Ela é muito infeliz no casamento com o marido Rick (Joel McHale), um homem grosseiro que viaja pelos Estados Unidos pelo seu trabalho na receita federal. Connie só tem uma grande amiga, Jojo (Kirby Howell-Baptiste). Ambas são viciadas em conseguir cupons de desconto e essa satisfação que sentem acaba virando uma ideia de empresa quando elas descobrem brechas em vendas desses cupons de forma online, porém totalmente ilegal. Ganhando milhões, elas começam a criar suspeitas no analista de cupons Ken (Paul Walter Hauser) que se junta ao agente federal dos correios Simon (Vince Vaughn) para tentar parar a dupla de amigas.

 

Trapaça

Na trama, acompanhamos a trajetória de Irving Rosenfeld (Christian Bale), um especialista na arte das malandragens e transações duvidosas. Amante de Jazz, com seu chamativo barrigão e adepto da peruca contra a calvice precoce, vive empreendendo criminosamente pelas ruas de sua cidade. Certo dia, durante uma festa, conhece o amor de sua vida, a bela ruiva Sydney Prosser (Amy Adams) e juntos são procurados pelo FBI para ajudar na prisão de diversos políticos e figuras importantes da alta sociedade norte-americana. O plano, que é o passaporte de fuga da prisão para eles, corria perfeitamente bem até a chegada da mulher de Irving, Rosalyn Rosenfeld (Jennifer Lawrence) que arruma uma confusão após outra.

10 Filmes Picantes para assistir no Dia do Sexo [18+]

O Dia do Sexo é celebrado hoje, dia 6 de setembro. A escolha desta data é uma brincadeira numérica de duplo sentido (6 de setembro = 6/9), que remete a uma posição sexual, popularmente conhecida por “69”.

Para aquecer ainda mais essa noite, nós do CinePOP decidimos formular uma nova lista para você. zuuPortanto, peguem o caderninho para anotar nossas dicas e prepare aquela noite especial com a pessoa desejada. Esses são os dez filmes mais eróticos de anos recentes.

PS. Para a lista deixamos de fora clássicos do cinema erótico, como Calígula (1979), para enfatizar novas produções, talvez pouco mencionadas pelos cinéfilos, e que você provavelmente não conheça.

10) Anticristo, 2009

O primeiro item da lista não é tão sensual quanto é desconfortável. Deixe para o polêmico dinamarquês Lars von Trier criar um filme de terror de arte, cuja mensagem certamente não será entendida por todos. Na época, o diretor havia saído de um hospital psiquiátrico para ajudar em sua depressão, sem completar o tratamento. O resultado é o que vemos na tela. A trama apresenta um casal sofrendo pela morte do filho pequeno, que como forma de terapia resolve viajar para uma cabana na floresta. No local, estranhos acontecimentos se desenrolam. Só a capa do filme já dá ideia do que nos aguarda, mostrando o casal fazendo sexo embaixo de uma árvore assombrada. No longa, von Trier foca nas genitálias do casal (vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, musa do cineasta) e as castiga de forma torturante.

9) Brown Bunny, 2003

Todos conhecem a atriz Chloë Sevigny, indicada ao Oscar por Meninos Não Choram (1999) e protagonista de séries como Big Love (2006 – 2011) e American Horror Story (2012 – 2016). O que talvez nem todos saibam é que ela tem uma cena de sexo oral verdadeira em seu currículo, realizada neste filme escrito, dirigido e protagonizado por Vincent Gallo, cineasta e ator independente. A cena ocorre nos minutos finais do longa e foi realizada com apenas Gallo e Sevigny no recinto. A história fala sobre um piloto profissional de corridas de moto, numa viagem onde encontra diversas mulheres, mas apenas uma é capaz de curá-lo de sua solidão. Pelo filme, Gallo entrou em atrito com o celebrado crítico Roger Ebert, e os dois trocaram ofensas públicas, quando o jornalista acusou o filme de ser o pior já exibido no Festival de Cannes. Aparentemente, Winona Ryder (paixão do diretor) e Kirsten Dunst também faziam parte do elenco, mas foram demitidas por Gallo. Será que recusaram cenas explícitas como a de Sevigny?

8) Um Estranho no Lago, 2013

Suspense dramático francês, o longa do diretor Alain Guiraudie aborda relações homossexuais de forma explícita, contando a história de um lago onde homens gays vão para encontros de sexo casual. O cineasta francês usa muitas de suas experiências pessoais, utilizando inclusive como cenário um lago real que conhece. As cenas de sexo, no entanto, não foram protagonizadas pelos atores do longa, já que o diretor achou que seria pedir demais dos artistas, assim utilizando dublês para os momentos explícitos. Guiraudi disse ainda que tentou adaptar o roteiro modificando os personagens para heterossexuais, mas que não ficou bom, só funcionando desta forma. O filme ganhou o prêmio de direção no prestigiado festival de Cannes.

7) Zonas Úmidas, 2013

Produção alemã que deixou o público de diversos festivais por onde foi exibido, como Sundance, transtornado, em saber exatamente ao que haviam assistido. A trama focada numa protagonista excêntrica, papel de Carla Juri, que tenta reaproximar os pais divorciados, choca por fazer uso de cenas sexuais intensas, mas, principalmente, por polemizar com momentos repulsivos envolvendo a higiene pessoal de sua protagonista. O filme, também conhecido pelo título Wetlands, é dirigido por David Wnendt, da comédia sobre Hitler, Ele está de Volta (2015).

6) Deite Comigo, 2005

Baseado no livro de Tamara Berger, com roteiro assinado pela própria, a trama apresenta uma jovem mulher sexualmente agressiva, interpreta pela bela Lauren Lee Smith, que encontra seu páreo nas formas de um sujeito com as mesmas características, papel de Eric Balfour. O curioso é que ambos os atores tiveram carreiras, de certa forma, significativas após o longa, com participações em séries de TV e filmes. Segundo um dos produtores, o único motivo do filme ter sido produzido foi realmente para se beneficiar da polêmica, alavancando em festivais de cinema as carreiras dos envolvidos, e sendo a produção canadense que inspirou o controverso e cultuado Shortbus (2006), no ano seguinte, segundo os envolvidos. De acordo com o cineasta Clement Virgo, as cenas de sexo do longa não são simuladas, mas sim reais, envolvendo os próprios atores, que não foram pedidos para realizar os atos, apenas sugeridos. Marketing ou não, o fato é que as ditas cenas reais não são mostradas no filme, que não foca no sexo explícito, não fazendo uso de momentos de penetração ou sexo oral realmente consumado. O fato do casal protagonista não estar em uma relação durante as filmagens corrobora que tudo pode não ter passado de propaganda.

5) 9 Canções, 2004

Ao contrário do item acima na lista, 9 Canções, apesar de igualmente ter como protagonistas dois atores que não se conheciam antes das filmagens, exibe suas cenas explícitas, com foco em situações sexuais. Tanto que o filme foi a primeira obra cinematográfica contendo cenas de sexo explícitas a receber um certificado na República da Irlanda. Esta produção britânica, do cultuado cineasta Michael Winterbottom (Código 46), tem como proposta o relacionamento amoroso iniciado entre uma estudante americana e um jovem inglês, intercalando momentos sexuais entre os dois, com cenas de shows de rock em que compareceram. O título resume o número de ambos os itens citados presentes no longa. Kieran O´Brien e Margo Stilley são os protagonistas e únicos atores presentes no filme.

4) Ninfomaníaca (Parte 1 e 2), 2013

Novamente o polêmico Lars von Trier marca presença na lista, com um filme que vai ainda mais longe no quesito sexual que Anticristo. Nesta epopeia da luxúria, novamente saída por completo da mente do distorcido artista, conhecemos Joe, a ninfomaníaca do título e acompanhamos sua trágica história. Na primeira parte, a protagonista assume as formas da bela Stacy Martin, e na sequência, Joe é vivida pela musa do cineasta Charlotte Gainsbourg. Aqui, o diretor utiliza a mesma técnica que Alain Guiraudie em Um Estranho no Lago, e para as cenas de sexo explícito usa dublês de corpo substituindo seus atores, ou através de computação gráfica mesclando corpos com rostos dos famosos. O elenco é de nomes conhecidos, mas o interessante é notar que apesar do conteúdo, Ninfomaníaca não é uma obra sensual ou atraente, pelo contrário, causa repulsa ao tratar do lado negro, feio e sujo do sexo, apresentando-o como uma doença.

3) A Criada, 2016

O item mais recente desta lista é também uma das melhores produções cinematográficas a chegar ao Brasil neste ano. Baseado na obra literária da britânica Sarah Waters, intitulada Fingersmith, e dirigido pelo cultuado coreano Park Chan-wook (Oldboy) é um conto sobre vingança e traição, montado como uma peça de teatro, contando com três atos, cada qual devidamente recheado de reviravoltas em seu desfecho. Além disso, a belíssima produção traz momentos de sexo tórrido entre suas protagonistas, a herdeira rica Lady Hideko (Kim Min-hee) e sua dúbia criada (Kim Tae-ri). A intensidade das cenas é tamanha que aguça nossa curiosidade para saber como de fato tais trechos foram filmados, embora não tenha sido anunciado que se trata de cenas reais.

2 ) Love 3D, 2015

Outro item recente que chamou atenção por sua originalidade e inovação, ao menos no quesito técnico, já que se trata do primeiro filme contendo sexo explícito a utilizar também a técnica do cinema 3D. No Brasil, infelizmente, foram poucos os cinemas que exibiram o longa escrito e dirigido pelo argentino Gaspar Noé desta forma. Ao mesmo tempo, ao contrário de Ninfomaníaca, Love é o filme mais bonito, sofrido e nostálgico da lista, que fala do amor de uma forma pura e doce. A trama apresenta o casal Murphy (Karl Glusman) e Electra (Aomi Muyock), que decide incluir em suas aventuras sexuais uma nova vizinha, papel de Klara Kristin. Quando Electra viaja, Murphy cai em tentação novamente com a vizinha, somente para descobri-la grávida um tempo depois. Assim a vida do casal é arruinada e Electra some. Uma impactante história de amor trágico, que usa o sexo real como pano de fundo, somando para a trama e não sendo apenas o único artifício.

1) Azul é a Cor Mais Quente, 2013

O primeiro lugar da lista é outro filme que não utiliza de fato o sexo explícito. Bem, ao menos foi isso que os realizadores passaram para a gente, através de notas e entrevistas. De qualquer forma, as cenas de sexo contidas no longa, que narra o amor florescendo entre duas jovens francesas, são quentes o suficiente e foram comentadas à exaustão para garantir a polêmica. Acima disso, as atrizes Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos vieram a público reclamar das inúmeras tomadas que precisaram protagonizar e da forma com que foram tratadas pelo diretor Abdellatif Kechiche. Depois de vencerem a Palma de Ouro em Cannes a coisa mudou um pouco de figura. Apesar de tudo, o que foi reportado é que para as intensas cenas, as francesas usaram uma espécie de tapa sexo que reproduz a genitália feminina, como forma de segurança.

BÔNUS:

 Shame, 2011

O elogiado filme de Steve McQueen (12 Anos de Escravidão), que chegou a gerar certo falatório de Oscar na época, serviu para impulsionar a carreira do astro Michael Fassbender. No longa, o ator interpreta Brandon, um jovem bem sucedido, atraente, que parece ter a vida perfeita, a não ser por um pequeno detalhe: é um viciado em sexo a um passo da disfunção. O polêmico longa deu o que falar no seu lançamento, abordando um tópico delicado e funcionando como obra quintessencial sobre o assunto. Apesar do tema, Shame não contém sexo explícito, apenas simulado, mesmo assim garantindo a nudez frontal de Fassbender, Carey Mulligan (que interpreta sua irmã) e da bela Nicole Beharie, entre outros.

‘Nosferatu’, ‘Chico Bento’, ‘Lobisomem’, ‘Paddington’ e os filmes mais esperados de Janeiro 2025 nos CINEMAS!

Mais um ano ficou para trás. 2024 se despediu oficialmente de nossas vidas. Agora somos apresentados a 2025 e todas as inúmeras possibilidades de mais doze meses. Esperamos que você tenha realizado muitas de suas metas no ano que ficou para trás, e que consiga conquistar todos os planos para esse.

No que diz respeito ao seu entretenimento, o ano trará bastante coisa, mais do que conseguimos acompanhar. Esse mês, saem os indicados ao Oscar, por exemplo. No dia 17 de janeiro conheceremos os filmes que concorrerão ao maior prêmio da sétima arte, e já estamos na torcida por ‘Ainda Estou Aqui’. Sendo assim, uma nova leva de filmes que visam o prêmio irá aparecer por nossos cinemas em janeiro e fevereiro. Mas não pense você que não teremos filmes para o espectador que não se importa com o Oscar e seus filmes. As estreias são para todos os gostos. Confira abaixo as principais estreias de janeiro 2025 nos cinemas.

02/01

Nosferatu

Novo filme do diretor Robert Eggers, a nova voz do terror atual, responsável por sucessos cult como ‘A Bruxa’, ‘O Farol’ e ‘O Homem do Norte’. Aqui, o diretor dá a sua visão para o clássico do gênero, o primeiro filme de vampiro do cinema: ‘Nosferatu’, de 1922. O longa, na verdade, é uma livre adaptação do romance ‘Drácula’, de Bram Stoker. Como sempre, devemos esperar algo bem fora da caixinha, sendo este um longa de Eggers.

09/01

Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa

As crianças e adolescentes do Brasil sempre esperaram por um filme da ‘Turma da Mônica’ com atores de carne e osso. Demorou algumas décadas, mas em 2019, a coisa finalmente aconteceu. E depois que acelerou, parece que nunca mais freou. Nos últimos anos, ganhamos diversas produções centradas nos queridos personagens de Mauricio de Sousa, como a continuação direta nos cinemas em 2021, duas séries de TV, e um derivado com o quarteto adolescente. Agora, chega aos cinemas o primeiro filme do Chico Bento, o personagem rural deste universo. O elenco de apoio traz gente como Taís Araújo e Débora Falabella.

Babygirl

Como dito, janeiro é mês de anúncio do Oscar. E mês dos filmes que visam indicações. Assim, o primeiro a estrear em 2025 é ‘Babygirl’, drama que vem jogando Nicole Kidman aos holofotes para uma nova nomeação na carreira da estrela. No longa, Kidman vive uma mulher bem-sucedida profissionalmente, que se envolve com um homem muito mais jovem, estagiário de sua empresa, colocando em risco não apenas a sua carreira, como também sua vida pessoal.

A Semente do Fruto Sagrado

Por falar em época de premiações e Oscar, aqui temos uma produção iraniana que pode dar trabalho para o nosso ‘Ainda Estou Aqui’. Isso porque este é um dos filmes mais badalados desta temporada, sucesso no Festival de Cannes, e indicado ao Globo de Ouro de obra estrangeira, onde disputa com o brasileiro o prêmio. Muito provavelmente, deve figurar também nos prêmios da Academia. O filme acompanha a jornada de um juiz em meio a agitação política no Teerã causada pela morte de uma jovem. Ele passará por uma verdadeira provação, incluindo dentro de sua própria família.

Peça por Peça – Uma História de Pharrell Williams

Um dos filmes mais inusitados de anos recentes, aqui temos uma espécie de biografia do músico e produtor Pharrell Williams, um dos nomes mais badalados da indústria fonográfica norte-americana. Ao invés da esperada biografia musical, aqui temos uma animação para contar a história do astro. Mas não uma animação qualquer, e sim uma criada através de peças de Lego. Muitos podem inclusive achar que se trata de mais um filme do universo Lego no cinema, que já lançou quatro longas no período de dez anos.

Interestelar

Se fizéssemos uma pesquisa com os cinéfilos sobre os filmes mais populares nos últimos 10 anos, sem dúvida ‘Interestelar’, a ópera espacial de Christopher Nolan, estaria no ranking, correndo o sério risco de ser o número 1. Acontece que Nolan é o maior cineasta da atualidade e qualquer coisa que faça, automaticamente se torna sinônimo de sucesso. ‘Interestelar’ retorna aos cinemas brasileiros para a comemoração de 10 anos de sua estreia e promete ser a chance de grande parte do público mais novo poder conferir nas telonas.

16/01

Lobisomem

O mês de janeiro também será um prato cheio para os amantes da adrenalina e dos sustos na sala escura. Além dos vampiros de ‘Nosferatu’, também ganharemos um filme focado em outra das criaturas mitológicas mais famosas do terror: o homem-lobo. Quem ensaia um retorno à popularidade para os bichões é Leigh Whannell, o mesmo responsável pelo elogiadíssimo ‘O Homem Invisível’ (2020). Se formos esperar algo na mesma linha do longa citado, também teremos uma investida mais realista no mito, onde o que mais conta é o desenvolvimento e o drama dos personagens.

Maria Callas

Outro que está cotadíssimo para a época do Oscar, ao menos para uma indicação para melhor atriz, é ‘Maria Callas’, biografia da lendária soprano grego-americana. Quem interpreta o ícone da música é Angelina Jolie – que corre atrás de mais uma indicação em sua carreira pelo papel. É dito também que ‘Maria Callas’ faz parte de uma trilogia do diretor chileno Pablo Larraín, que conseguiu indicar ao Oscar suas atrizes, de filmes como ‘Jackie’ (2016) – Natalie Portman – e ‘Spencer’ (2021) – Kristen Stewart. Ao que tudo indica, Jolie será mesmo a terceira.

Aqui

Projeto experimental, que visa trazer à boa forma novamente o diretor Robert Zemeckis. O cineasta estará para sempre escrito nos anais da sétima arte, já que carrega em seu currículo produções icônicas como a trilogia ‘De Volta para o Futuro’, ‘Uma Cilada para Roger Rabbit’, ‘Forrest Gump’ e ‘Náufrago’. Mas nos últimos anos, o cineasta não tem acertado tanto. Aqui, ele se reúne com Tom Hanks e Robin Wright, de seu filme mais famoso, para a história de uma família ao longo das gerações. Mais do que isso, essa é a história de um lugar no espaço. Um pedaço de terra, que durante gerações foi uma casa. O diretor filma o longa inteiro de um único ângulo – com a câmera parada em um único ponto. Sem dúvidas é uma proposta ousada.

MMA – Meu Melhor Amigo

Sentiram a sacada do título? Sim, este é um filme sobre o MMA, sigla para “Mixed Martial Arts”, ou Artes Marciais Mistas. Ou seja, uma competição na qual os lutadores podem usar todo o seu conhecimento nas mais variadas formas de luta. Marcos Mion é quem estrela. Mas aqui, o MMA não significa o que todos conhecem, pois a história fala sobre um lutador que descobre um filho de 8 anos. E não apenas isso, pois colocando um pouco de sua própria vida no roteiro, o filho de Mion no filme também possui o espectro autista. E agora o protagonista precisará lidar com os desafios atrelados a esta condição.

23/01

Paddington: Uma Aventura na Floresta

Não podemos esquecer também que janeiro é mês de férias escolares. Ou seja, a criançada está com a energia a mil, e cabe aos pais entretê-las. Para os que não forem viajar, uma ótima pedida sempre é levar a garotada aos cinemas. Ou se você for viajar para alguma cidade que tenha cinema, dá para juntar os dois programas. Ainda mais quando temos um filme de qualidade como ‘Paddington’. Os filmes do ursinho caridoso, mas trapalhão, são alguns dos melhores infantis de todos os tempos. E agora chega a terceira parte, com uma viagem muito especial para o Peru.

Ameaça no Ar

O ano também começa bom para os fãs de um suspense de gelar a espinha. Dirigido pelo astro Mel Gibson, aqui temos um thriller eletrizante, que ocorre a muitos metros do solo. Na trama, Mark Wahlberg interpreta um piloto de um pequeno avião, cuja tarefa é transportar um fugitivo da justiça, sendo levado a um julgamento por uma militar. Porém, o piloto pode não ser quem diz, levando a um jogo de gato e rato pelos céus, enquanto os outros tripulantes tentam evitar o pior.

Conclave

Voltamos para os filmes do Oscar. ‘Conclave’ é um dos que mais vem despertando falatório de indicações. Parte drama, parte suspense, a história se passa dentro de um dos lugares mais guardados do mundo: o Vaticano. Acompanhamos o conclave papal, ou seja, a escolha de um novo Papa, após a morte do anterior. Ao mesmo tempo que a seleção é realizada, muito no estilo de uma campanha política, com direito às mais variadas intrigas; descobrimos também que a morte do antigo regente pode não ter sido tão natural assim, fazendo parte de uma conspiração maior. O comando é do mesmo diretor de ‘Nada de Novo no Front’ (2022), e no elenco, Ralph Fiennes pode finalmente sair vitorioso de sua tão aguardada estatueta.

Anora

Outro cineasta badalado nesta temporada é Sean Baker, o mesmo de ‘Projeto Flórida’ (2017). Aqui, Baker cria um ‘Uma Linda Mulher’ (1990), de uma forma mais nua e crua – e mais jovial. Também temos um romance aflorando entre uma garota de programa e um milionário. A diferença é que os personagens aqui são mais jovens, e o milionário é um herdeiro da oligarquia russa. A protagonista Mikey Madison se tornou um dos nomes mais quentes da temporada graças a seu trabalho como a prostituta que dá título ao filme.

30/01

Acompanhante Perfeita

O mês de janeiro está repleto de produções de todos os gêneros, para todo tipo de público aproveitar o recesso no início de ano, e se divertir dentro de uma sala de cinema fresquinha, fugindo do calor que faz em grande parte do país. Os fãs de suspense, por exemplo, estão mais do que abastecidos, com diversas produções. Essa aqui é uma das mais curiosas, e traz Jack Quaid e Sophie Tatcher como um casal aparentemente perfeito. Porém, basta uma segunda olhada no misterioso trailer para percebermos que nada é o que parece. Ao que tudo indica, o sujeito sequestrou a jovem. Mas as coisas podem não ser bem assim também.

Covil de Ladrões 2

Os que curtem ação policial também estarão abastecidos em janeiro, com a estreia da sequência do sucesso ‘Covil de Ladrões’, de 2018. No filme, Gerard Butler é um policial corrupto, que tenta aliciar um criminoso para fazer o serviço sujo por ele. Porém, o esperto bandido consegue lhe dar uma volta. Agora, anos depois, o policial consegue encontrar o sujeito, vivido por O’Shea Jackson Jr., e para se vingar planeja um novo golpe juntos.

A Verdadeira Dor

Muitos filmes são mirados a época do Oscar, porém, nem todos conseguem chegar de fato até as indicações. Esse pode ser o caso com ‘A Verdadeira Dor’, filme que visa nomeações, mas não se encontra no primeiro escalão das possibilidades. No entanto, tudo pode acontecer. Dirigido e estrelado por Jesse Eisenberg, aqui temos dois primos (Eisenberg e Kieran Culkin), de personalidades opostas, viajando até a Polônia para se reconectar com suas origens familiares. É claro que no caminho tudo irá acontecer.

Setembro 5

Enquanto alguns filmes badalados para a época, muitas vezes passam totalmente em branco no Oscar, outros parecem ter surgido do nada e acabam entre os indicados. Esse pode ser o caso com ‘Setembro 5’, que apareceu nos 45 do segundo tempo entre os cotados. Misto de drama e thriller, a história acompanha a equipe da transmissão de TV dos Jogos Olímpicos de 1972 em Munique, Alemanha. Baseado em uma história real, o pior acontece e um grupo de atletas israelenses são feitos de reféns por terroristas. Agora, a equipe americana precisa tentar ajudar nesta situação.

Entrevistamos Mark Wahlberg, que fala sobre a tragédia que inspirou ‘Horizonte Profundo’

O CinePOP entrevistou o astro Mark Wahlberg, que falou sobre a tragédia que inspirou o drama ‘Horizonte Profundo – Desastre no Golfo’ (Deepwater Horizon).

O filme estreia no Brasil dia 10 de Novembro.

Assista, com o trailer:

A trama tem como base o artigo do New York Times “Deepwater Horizon’s Final Hour”, publicado em dezembro de 2010 por David Barstow, David Rohde e Stephanie Saul, sobre a explosão da plataforma de petróleo Deepwater Horizon, no Golfo do México. Um dos maiores derramamentos de óleo da história, o incidente deixou 11 mortos e 16 trabalhadores feridos.

Wahlberg interpreta o herói da vida real Mike Williams, um dos gerentes da plataforma. A adaptação mostrará os eventos que levaram ao desastre, além dos atos de heroísmo por parte daqueles que tentaram resgatar os membros da tripulação na água.

Kurt Russell, John Malkovich, Dylan O’Brien, Gina Rodriguez e Kate Hudson completam o elenco.

O roteiro foi escrito por Matthew Sand (Ninja Assassino) e Matthew Michael Carnahan (Guerra Mundial Z). A direção está a cargo de Peter Berg, de ‘Battleship’ e que trabalhou com Wahlberg em ‘O Grande Herói’.

Lorenzo di Bonaventura e Mark Vahradian, produtores da franquia ‘Transformers’, cuidam do projeto.

horizonteprofundo_2

10 filmes sobre lugares ASSOMBRADOS

Pra quem curte filmes de terror e suspense, qualquer cenário pode ser uma bomba de tensão. Contornando mistérios e com algumas reviravoltas, muitas produções prendem nossa atenção do primeiro ao último minuto. Pensando em filmes surpreendentes com lugares assombrados como um elemento importante, fizemos abaixo uma lista bombástica para você conferir:

 

1408

Lançado em 2007, esse suspense nos leva até a história de um escritor especializado em casos sobrenaturais que resolve investigar um quarto num hotel em Nova Iorque.

 

Os Outros

Na trama, conhecemos Grace (Nicole Kidman), uma mulher que mora com os dois filhos pequenos em uma enorme casa numa região isolada da ilha britânica de Jersey. Apreciadora do silêncio, numa casa sem eletricidade, essa católica fervorosa, cheia de regras muito por conta dos filhos que tem a rara doença da fotosensibilidade, assim, por exemplo, todas as cortinas da casa devem ser fechadas quando eles passam. Seu marido foi para a guerra e nunca mais voltou, ficando ela e as crianças sozinhas. Certo dia, três pessoas batem em sua porta e logo conseguem empregos para ajudá-la na casa. Ao mesmo tempo, mãe e filhos começam a ouvir vozes em aleatórias horas do dia. Será que eles não estão sozinhos? Se sim, quem são os outros?

 

O Orfanato

Escrito e dirigido pelo cineasta espanhol J. A. Bayona, acompanhamos a história de Laura, uma mulher que cresceu num orfanato e quando cresce resolve comprar o lugar. Quando seu filho adotado some, ela começa a escutar algumas vozes pelo lugar.

 

Poltergeist – O Fenômeno

Um dos grandes clássicos do terror, Poltergeist, indicado para três categorias no Oscar de 1983, lançado no início da década de 80 e com roteiro escrito pelo grande Steven Spielberg, nos mostra a saga de uma família que mora na Califórnia e precisa enfrentar situações aterrorizantes.

 

A Casa da Colina

Lançado em 1999, esse longa-metragem nos mostra um homem que oferece uma quantia em dinheiro para que algumas pessoas que conseguirem passar a noite inteira dentro de um hospício abandonado onde ocorreu uma tragédia.

 

A Entidade

Na trama, acompanhamos um escritor que se vê em enorme enrascada, junto de sua família, após encontrar uma caixa com filmagens antigas de alguns crimes.

 

Atividade Paranormal

Em 2007, um longa-metragem com baixo orçamento se tornaria um dos filmes mais rentáveis da história. Escrito e dirigido por Oren Peli, Atividade Paranormal nos mostra um casal que se muda para uma nova casa e percebem que coisas estranhas começam a acontecer.

 

Ilusões Perigosas

Lançado em meados da década de 1990, o suspense Ilusões Perigosas nos leva até a história de David, um professor de parapsicologia (fenômenos não explicados pela ciência) que é chamado para investigar algumas situações que acontecem em uma mansão.

 

O Despertar

Na história, muito bem dirigida pelo estreante em longa-metragem Nick Murphy, uma investigadora de assuntos paranormais e escritora de livros sobre o assunto, é envolvida em um caso misterioso sobre o falecimento de uma criança em um colégio de meninos. O que ela não sabia é que o assunto em questão a fará desacreditar em crenças e mudará para sempre sua vida.

 

A Mulher de Preto

Na trama, um jovem advogado chamado Arthur Kipps, após o ultimato da firma onde trabalha, parte em busca de uma vila para tratar dos assuntos jurídicos de um falecido dono de uma mansão. Assim, é forçado a deixar o filho pequeno na responsabilidade de uma babá na cidade onde mora. Chegando nessa vila, logo percebe que todos os moradores parecem assustados com a presença dele e o quadro só piora quando o Sr. Kipps começa a ver uma mulher vestida de preto ao redor da mansão.

 

 

Divaldo: O Mensageiro da Paz | Regiane Alves, o diretor e elenco falam sobre o filme, fé e espiritualidade

O CinePOP esteve presente na pré-estreia de Divaldo: O Mensageiro da Paz, no Rio de Janeiro. Lá, conversamos sobre o filme, fé, espiritualidade e o que significa a figura de Divaldo Franco, com a musa Regiane Alves, o jovem ator talentoso Ghilherme Lobo (Hoje Eu Quero Voltar Sozinho) e o diretor da obra, Clovis Mello. Assista abaixo a entrevista em vídeo.

Divaldo: O Mensageiro da Paz já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

Oscar 2025 – Novas Previsões para os Filmes Indicados ao Maior Prêmio do Cinema

Com as tragédias que vem ocorrendo em Los Angeles, resta saber se teremos o Oscar este ano. Você certamente está ciente do incêndio em proporções catastróficas que vem tomando a maior cidade do cinema no mundo – e que acometeu inclusive Hollywood e as locações mais clássicas da sétima arte. Algumas celebridades inclusive perderam suas mansões. A coisa está feia. Por causa disso, a data de divulgação dos indicados ao maior prêmio da sétima arte foi adiado em dois dias, e poderá vir a ser novamente.

Por aqui, só podemos desejar que tudo fique bem. E o intuito dessa matéria é presumir que as coisas voltem ao normal, ou ao mais próximo disso, sem esquecer jamais o pesar da situação. Seja como for, em algum momento o Oscar deverá acontecer. Nunca tivemos um ano sem o maior prêmio do cinema. No fim do ano passado, com bastante antecedência, eu escrevi sobre 10 filmes que poderiam aparecer como indicados no Oscar 2025, nas mais variadas categorias. Agora, passados alguns meses, vale a pena ponderar sobre as situações dos filmes mencionados anteriormente também. E começaremos a matéria assim.

Leia também: Oscar 2025! Nossas Previsões para os Filmes Indicados ao Maior Prêmio do Cinema

Na primeira matéria, eu comecei com dois filmes que ainda se mantêm como favoritos para indicações: ‘Emilia Pérez’ e ‘Anora’. Ambos devem chegar fortes ao Oscar. ‘Emilia Pérez’ levou alguns prêmios no Globo de Ouro e ‘Anora’ esteve indicado em algumas categorias. Ambos estão indicados também no SAG (sindicato dos atores – um forte termômetro para o Oscar). ‘Emilia Pérez’ deve ser indicado a melhor filme, filme estrangeiro e pode fazer história com a indicação de Karla Sofía Gascón como melhor atriz. Além de Zoe Saldana como forte concorrente a coadjuvante. Já ‘Anora’, nas categorias principais deve entrar como filme, atriz (Mikey Madison) e melhor ator coadjuvante (Yura Borisov). Pode ser que ambos indiquem também seus diretores: Jacques Audiard e Sean Baker, respectivamente.

O filme ‘Emilia Pérez’ pode indicar Karla Sofía Gascón, a primeira trans na história da categoria de melhor atriz do Oscar.

Conclave’ também segue na luta e deverá figurar nas indicações para melhor filme, ator (Ralph Fiennes) e coadjuvante (Stanley Tucci). Fiennes aliás, é um dos favoritos na categoria de ator principal. Mas pode estar a um passo atrás de Adrien Brody por ‘O Brutalista’, outro favorito de indicações, que eu também incluí na matéria passada. Assim como ‘Emilia Pérez’ e ‘Anora’, ‘Conclave’ e ‘O Brutalista’ seguem firmes na corrida.

Adrien Brody é neste momento o favorito ao prêmio de melhor ator no Oscar por ‘O Brutalista’, 22 anos depois de sua vitória por ‘O Pianista’.

Duna – Parte 2’ era um forte candidato a ocupar a vaga de blockbuster no ano, mas começa a minguar nessa altura da corrida e sua vaga de filme pipoca vem sendo ocupada totalmente por outro filme popular de entretenimento. O que não deixa de ser uma ironia, pois gregos e troianos concordam que a ‘Parte 2’ da saga é um filme superior ao original de 2021 (filme que foi o mais indicado daquele ano no Oscar). E falando do outro filme de Timothée Chalamet, ‘Um Completo Desconhecido’, a biografia de Bob Dylan, que igualmente incluí na matéria passada, o longa nesse momento tem mais chances de indicações do que ‘Duna 2’, e surpreendeu ao ter indicado além do filme e Chalamet, a jovem Monica Barbaro.

Apesar de considerado um dos melhores filmes de 2024, o momento de ‘Duna 2’ parece ir se apagando aos poucos.

Na categoria “errei feio, errei rude”, dos filmes que mencionei e vem se apagando na corrida, nenhum passou tão em branco quanto ‘Blitz’, filme original da Apple, que é o novo trabalho de Steve McQueen, o mesmo diretor de ’12 Anos de Escravidão’. Todos levavam muita fé no longa sobre a Segunda Guerra Mundial em Londres, mas o drama não apareceu em nada. Será muito difícil pintar no Oscar. Aliás, a protagonista Saoirse Ronan era cotada por este e por ‘The Outrun’, ambos foram dois dramas que não aconteceram.

‘Blitz’, novo filme do diretor de ’12 Anos de Escravidão’, tinha grande promessa, mas terminou passando em branco na época de prêmios.

Piano de Família’ (da família de Denzel Washington) era outra promessa que não aconteceu. Bem, no SAG indicou Danielle Deadwyler, que se der sorte pode chegar até o Oscar como coadjuvante, embora já tenha sido esnobada em anos recentes por ‘Till’ (2022). O mesmo passa-fora tomou ‘O Quarto ao Lado’, primeiro filme em inglês do espanhol Pedro Almodóvar, que apareceu somente no Globo de Ouro com uma indicação de atriz principal para Tilda Swinton. Como a disputa de atriz principal está acirradíssima, Swinton teria mais chance se aparecesse como coadjuvante, mas agora não tem como mudar sua categoria.

‘Piano de Família’, com envolvimento de Denzel Washington e seus filhos, é outro que deve ficar de fora da corrida pelo Oscar.

Gladiador II’ também era um tiro no escuro. No Oscar tudo pode acontecer, até o que não vimos no Globo de Ouro e SAG, mas as chances são sempre menores. No filme, o que vale destacar é a atuação de Denzel Washington como coadjuvante, indicado no Globo de Ouro. Pode ser que venha a se repetir no Oscar.

Denzel Washington pode ser indicado como coadjuvante por seu desempenho chamativo em ‘Gladiador II’.

Agora vamos para mais um lote de filmes com chances nas categorias principais, que não haviam sido mencionados antes.

Ainda Estou Aqui

Começaremos com ‘Ainda Estou Aqui’, a sensação brasileira que colocou o Brasil com chances reais de Oscar, 25 anos depois de ‘Central do Brasil’. Ok, ‘Cidade de Deus’ (2002) foi indicado para 4 Oscar, incluindo direção e roteiro. ‘Ainda Estou Aqui’ não havia sido incluído antes na primeira matéria pois na época o filme não havia explodido da forma que explodiu um tempinho depois. As indicações ao Globo de Ouro, seguido da vitória para Fernanda Torres, foi considerado por muitos o maior prêmio para o cinema de nosso país. O fato colocou mais lenha na fogueira para a indicação do filme no Oscar e para nossa Fernandinha. Ser brasileiro é torcer por isso.

Wicked

Outro que não havia se tornado o fenômeno que se tornou na época de nossa primeira matéria com as previsões, hoje não existe dúvida que ‘Wicked’ ocupará a vaga do filme blockbuster entre os indicados na categoria principal. As vagas de ‘Gladiador II’ e ‘Duna 2’ podem ser incógnitas, mas a de ‘Wicked’ é certeza. O filme vem emplacando em grandes premiações, como o Globo de Ouro e o SAG, assim como sua protagonista Cynthia Erivo. E pode sobrar até para Ariana Grande como coadjuvante. Os fãs sem dúvida gostarão.

A Substância

Outro que havíamos deixado de fora anteriormente, ‘A Substância’ surgiu como filme cult do cinema B, que trazia uma performance elogiada de Demi Moore. Com o tempo, mais e mais pessoas foram conhecendo o filme, adorando ele e espalhando a sua palavra. Logo, ‘A Substância’ se tornou um dos filmes mais populares de 2024, abraçado por gregos e troianos. Esse hype o levou diretamente para a época de premiação. O mais legal em relação ao longa é o fato de ser um filme totalmente fora do padrão Oscar. Então, se receber indicações, serão muito bem-vindas. A mais certa é melhor atriz para Demi Moore.

A Verdadeira Dor

O segundo filme de Jesse Eisenberg como diretor é outro que vem aparecendo bastante no circuito de premiações. Sim, eu disse o segundo filme do ator na direção, porque ele já havia comandado a comédia dramática ‘Quando Você Terminar de Salvar o Mundo’ (2022), com Julianne Moore, um filme pouco visto ou conhecido. Seu novo esforço como cineasta vem ganhando muito mais reconhecimento, pode aparecer no Oscar, porém, a maior certeza parece ser uma indicação para Kieran Culkin, o irmão (atualmente) mais famoso de Macaulay Culkin, como coadjuvante.

Maria Callas

Outro que também terminamos deixando de fora da primeira matéria foi ‘Maria Callas’, biografia sobre a famosa cantora de ópera, estrelada por Angelina Jolie. A verdade é que sempre pensei em fazer uma parte dois para a matéria, com outros dez filmes (para que a primeira não ficasse tão grande). E nessa segunda, o plano sempre foi incluir ‘Maria Callas’. Isso porque há muito já se falava numa indicação para Jolie, desde que a primeira foto da atriz caracterizada como a personagem surgiu online. É claro, o filme faz parte de uma trilogia involuntária do diretor chileno Pablo Larraín, sobre mulheres empoderadas, mas sofredoras, que ainda inclui ‘Jackie’ e ‘Spencer’. Os outros filmes indicaram Natalie Portman e Kristen Stewart ao Oscar, então não tem por que Jolie ficar de fora dessa.

Babygirl

Outro que vem dando o que falar, em especial por causa do desempenho de sua protagonista, é ‘Babygirl’. Estrelado por Nicole Kidman, a estrela vive uma executiva bem-sucedida de uma grande empresa. Ela dá asas à sua fantasia e engata numa relação ardente com um jovem estagiário, muitos anos mais novo do que ela. O filme tenta mostrar que as mulheres também possuem desejos sexuais a serem atendidos, antes mais comuns aos homens – ou seja, era normalizado o chefe ter um caso com a secretária. Por que não o contrário? É dito também que essa é uma espécie de resposta para ‘De Olhos Bem Fechados’, para a nova geração. Bem, precisamos levar em conta que são sapatos muito grandes para serem preenchidos, pois o último filme de Stanley Kubrick é considerado uma obra-prima por muitos.

Setembro 5

Agora falamos de um filme que pode sair do nada e surpreender a todos. Entra ano e sai ano, temos aquele filme que ninguém estava contando, que surge e termina abocanhando uma indicação no Oscar na categoria principal. ‘Setembro 5’, se for indicado, soa muito como aquele filme que é nomeado na categoria principal e depois em quase nenhuma outra. A história é digna e mostra uma equipe de TV americana, tentando ajudar no sequestro terrorista em plena Olimpíada de Munique, na Alemanha, no ano de 1972. Baseado em uma história real desconcertante. Nesse momento, porém, quase ninguém fala do longa.

The Last Showgirl

Outra que pode surpreender com uma indicação é Pamela Anderson, a eterna símbolo sexual dos anos 90, e a salva-vidas loira de ‘S.O.S. Malibu’. Por falar em histórias de retorno aos holofotes, Anderson se junta a Demi Moore como os dois “comebacks” mais significativos do ano. E Hollywood adora uma história de redenção. Foi assim, por exemplo, com Brendan Fraser em 2023, que levou por ‘A Baleia’. Esse ano, no entanto, com dois comebacks, apenas um pode restar, e claro, o de Demi é mais forte e mais falado. Não que Anderson irá se tornar uma atriz fenomenal de um dia para o outro, esse é o caso de que o papel caiu como uma luva para ela. Mas esperamos sim que mais papeis interessantes surjam na mesa da atriz.

Sing Sing

Outro que parece ter vaga garantida na categoria de melhor ator é Colman Domingo pelo drama ‘Sing Sing’. Produzido pela A24, Domingo interpreta um homem preso por um crime que não cometeu, mandado para uma das prisões mais famosas e barra-pesada dos EUA na atualidade, Sing Sing. Lá ele encontra forças em um grupo de teatro e começa a atuar, tentando superar assim as adversidades de um dos piores lugares do mundo para se estar. Domingo não é estranho a indicações, e já foi nomeado na categoria de ator principal no Oscar em 2024, pelo filme da Netflix ‘Rustin’. Esse parece ser o caso novamente de uma única indicação para o filme, a atuação de Domingo.

O Aprendiz

A biografia não autorizada de Donald Trump em seus dias de juventude como empresário foi um filme que deu o que falar. O longa veio emplacando em um prêmio aqui e outro ali, principalmente no que diz respeito ao desempenho de Jeremy Strong como Roy Cohn, o mentor de Trump, no papel de coadjuvante. Strong pode entrar no Oscar e seria curioso ver ele disputando com Kieran Culkin, já que ambos estão no elenco da série ‘Succession’.

Menções Honrosas:

Nickel Boys – a história de amizade entre dois jovens negros que passam pelas provações de um reformatório na Flórida. O filme é baseado em um texto de Colson Whitehead, ganhador do prêmio Pulitzer. O longa vem agradando a crítica e aparecendo em algumas premiações. Pode surpreender e aparecer no Oscar como melhor filme.

Um Homem Diferente – o ator Sebastian Stan, mais conhecido pelos filmes da Marvel como o anti-herói Soldado Invernal, é natural da Romênia e tem se tornado um dos intérpretes mais interessantes de Hollywood. Isso porque o sujeito não tem medo de desafios e encara papeis totalmente fora da caixinha e filmes muito surpreendentes. Ele fez, por exemplo, um príncipe perfeito que pode não ser o que aparenta no terror ‘Fresh’ (2022). E em 2024, topou o desafio de dois papeis ousados que vêm aparecendo na época de premiações. Primeiro como Donald Trump em ‘O Aprendiz’. E depois nesse ‘Um Homem Diferente’, como um sujeito desfigurado que passa por cirurgias de reconstrução para se adequar mais à sociedade.

Queer Daniel Craig foi lembrado em algumas premiações por seu papel no novo filme de Luca Guadagnino. Mas suas chances no Oscar são pequenas. O filme, no entanto, chama atenção por sua direção de arte e pode vingar em categorias técnicas.

LeeKate Winslet foi lembrada para uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação no drama de guerra ‘Lee’, no qual interpreta a fotógrafa Elizabeth Miller, especializada em clicar conflitos pelo mundo. A mulher se torna correspondente da Vogue durante a Segunda Guerra Mundial. Winslet é uma das grandes atrizes de sua geração, mas o filme quase não foi visto, e ficou engavetado por quase um ano depois de sua estreia em festivais. Ou seja, com tanta atriz na corrida, suas chances são pequenas.

Rivais – esse é outro filme que tem poucas chances de indicação. O que é uma pena, pois é um dos mais interessantes de 2024. Ousado em seu retrato de um triângulo amoroso, na relação de dois amigos bem diferentes disputando a mesma mulher, e como isso muda sua relação. Acima de tudo ‘Rivais’ expõe todo talento da atriz Zendaya, que vive uma das mulheres mais empoderadas do cinema recente, a tenista Tashi. Seria interessante ver o filme indicado em alguma categoria, mesmo que fosse alguma técnica.