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Adaptação de ‘Academia de Vampiros’ ganha data de estreia; Confira as imagens!

O Peacock finalmente anunciou quando a série ‘Academia de Vampiros‘ (Vampire Academy), baseada na saga literária de Richelle Mead, será lançada.

A adaptação irá estrear oficialmente no dia 15 de setembro.

Confira as primeiras imagens oficiais:

O elenco da série contará com Sisi Stringer (Rose), Daniela Nieves (Lissa), Kieron Moore (Dimitri), André Dae Kim (Christian), J. August Richards (Victor), Anita-Joy Uwajeh (Tatiana), Mia McKenna-Bruce (Mia), Rhian Blundell (Meredith), Jonetta Kaiser (Sonya) e Andrew Liner (Mason).

“Em um mundo de privilégio e glamour, a amizade de duas jovens transcende suas classes enquanto elas se preparam para concluir seus estudos e serem introduzidas na sociedade vampírica. Uma como uma poderosa Realeza, a outra como uma meio-vampira Guardiã, que é treinada para enfrentar os selvagens ‘Strigoi’ que ameaçam destruir sua sociedade… Isso se a Realeza não o fizer primeiro.”

Julie Plec (‘The Vampire Diaries’) será responsável pela nova versão.

Plec e Marguerite MacIntyre servirão como showrunners da série, cuja primeira temporada contará com dez episódios.

Ao total, a saga original de ‘Academia de Vampiros‘ contém 6 livros.

Em 2014, uma adaptação do primeiro livro foi lançada nos cinemas, mas o longa foi um fracasso de crítica e público, conquistando apenas 16% de aprovação no Rotten Tomatoes e arrecadando míseros US$ 15.6 milhões mundialmente.

Bryan Fuller revela o que teria acontecido na 4ª temporada de ‘Hannibal’

Em entrevista ao Nerdist, o criador e showrunner Bryan Fuller (‘American Gods’) revelou o que os fãs poderiam esperar da 4ª temporada de ‘Hannibal‘.

Continuando a partir do clímax poderoso do terceiro ciclo, a temporada seguinte iria se aprofundar e explorar a relação romântica entre o Will e o Hannibal.

“A minha visão original para a quarta temporada não mudou muito, apenas ficou ainda mais aprofundada. A última cena do Hannibal e do Will no penhasco é muito poderosa. É um momento muito íntimo que eles compartilharam. Não acho que poderíamos continuar a partir deste momento, mas poderíamos construir a relação deles a partir daí e explorar essa intimidade; a história de amor desses dois homens. Seria interessante explorar como isso se manifestaria na narrativa.”

Ele completa, “Se você não gostou da terceira temporada, provavelmente não teria gostado da direção que tomaríamos na quarta. Sinto que há formas de explorar essa relação de forma validada sem parecer que não estamos sendo fieis aos personagens.”

Vale lembrar que todas as três temporadas estão disponíveis no Prime Video.

A série foi criada por Bryan Fuller.

Will Graham é um investigador do FBI que tem o talento de se inserir nas cenas dos crimes e visualizar exatamente o que aconteceu. Tal capacidade ajuda a solucionar muitos casos, mas também exige muito dele, obrigando-o a consultar o psiquiatra Hannibal Lecter. Mal sabe Graham, que o dr. Lecter não é um psiquiatra comum.

Apesar do aclame crítico, a produção foi cancelada após três temporadas em virtude da baixa audiência. Tornando-se um clássico cult com o passar dos anos, a série é considerada uma das melhores da televisão contemporânea.

O elenco inclui Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Caroline Dhavernas, Laurence Fishburne, Scott Thompson, Aaron Abrams e Gillian Anderson.

‘Desert Fiends’: Terror estilo ‘Viagem Maldita’ ganha trailer VIOLENTO; Confira!

O terror ‘Desert Fiends‘ ganhou o primeiro trailer violento, que destaca os sangrentos efeitos práticos do longa.

Confira:

Shawn C. Phillips é responsável pela direção.

Após seu veículo quebrar, seis amigos ficam isolados no meio do nada a caminho de um show. Mas eles não estão sozinhos… Logo, uma família de degenerados que vive no deserto começa a matá-los brutalmente…

O elenco conta com Spencer Breslin, Lorelei Linklater, Eric Roberts, Scout Taylor Compton, Tom Arnold, Michael Pare, Bai Ling, Robert Lasardo, William McNamara, Lisa Wilcox, Eileen Dietz, Nicole Butler Brett Wagner.

Infelizmente, o terror ainda não possui previsão de lançamento.

‘Abraço de Mãe’: Terror com Marjorie Estiano estreia na Netflix; Confira o trailer!

O terror brasileiro ‘Abraço de Mãe‘, estrelado pela Marjorie Estiano, já está disponível no serviço de streaming da Netflix.

A trama se passa durante a enchente de fevereiro de 1996, que devastou a cidade e deixou cicatrizes profundas. O evento, um dos temporais mais intensos da história carioca, serve de pano de fundo para o terror psicológico que a personagem Ana (Estiano), uma bombeira, enfrenta enquanto luta para sobreviver.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

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Com direção de Cristian Ponce, conhecido pelo premiado ‘Historia de lo Oculto‘, o filme foi produzido pela Lupa Filmes.

O elenco ainda conta com Chandelly Braz, Javier Drolas, Rafael Canedo, Val Perré, Thelmo Fernandes e Reynaldo Machado.

Filmagens do próximo filme da franquia ‘A Morte do Demônio’ já começaram; Confira as imagens!

Através do seu Instagram, o diretor Sébastien Vaniček (‘Infestação’) anunciou que as filmagens do próximo filme da franquia ‘A Morte do Demônio‘ já foram iniciadas.

Intitulado ‘Evil Dead Burn‘, o cineasta revelou o que podemos esperar do novo capítulo da sangrenta saga: “Quero fazer um filme que machuque, que desafie quem assiste. Vou canalizar todo o meu lado mais sombrio para fazer algo catártico.”

Confira as primeiras imagens dos bastidores:

Souheila Yacoub, de ‘Duna: Parte 2‘, será a protagonista.

O terror está programado para estrear no dia 24 de julho de 2026.

Além de dirigir, Vaniček também assina o roteiro ao lado de Florent Bernard.

Além de Vaniček, a Ghost House Pictures contratou Francis Galluppi (‘A Última Parada do Arizona’) para escrever e dirigir outro filme da franquia. No entanto, este projeto ainda não teve mais detalhes revelados.

Com orçamento de US$ 19 milhões, ‘A Morte do Demônio: A Ascensão‘, filme mais recente da saga de terror, conquistou 84% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

Assista a nossa crítica e siga o CinePOP no YouTube:

‘O Mandaloriano e Grogu’ ganha trailer FINAL com cenas INÉDITAS; Confira!

A Disney divulgou o novo trailer do aguardado ‘O Mandaloriano e Grogu‘, longa ambientado no universo de ‘Star Warse que dará continuidade à aclamada série ‘The Mandalorian‘.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

Lembrando que o longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 21 de maio.

Jon Favreau, criador da série de sucesso ‘The Mandalorian‘, é responsável pela direção.

Ele também assina o roteiro ao lado de Dave Filoni (‘Ahsoka’).

Além de Pedro Pascal (‘The Last of Us’), o elenco ainda conta com Sigourney Weaver (‘Aliens, o Resgate’) como Ward, líder dos Adelphi Rangers da Nova República; Jeremy Allen White (‘O Urso’) como Rotta the Hutt, filho do Jabba the Hutt; e Jonny Coyne (‘O Vingador Tóxico’) como o Senhor da Guerra Imperial.

OWN! ‘Meu Malvado Favorito 3’: Criança de oito anos entrevista Steve Carell e Kristen Wiig

Uma menina de oito anos teve a oportunidade de trabalhar como repórter mirim por um dia, para entrevistar as estrelas Steve Carell e Kristen Wiig, os dubladores da sequência ‘Meu Malvado Favorito 3’.

No encontro, ela também teve a oportunidade de conhecer os minions, aprendendo até a tradicional dança feita por eles nos filmes.

Confira:

Com direção de Pierre Coffin e Kyle Balda, a produção ‘Meu Malvado Favorito 3‘ traz de volta os personagens mais famosos da série: Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions, além de agora apresentar Dru e o novo vilão Balthazar Bratt.

Produzido pela Illumination Entertainment, de ‘Minions‘ e ‘Sing – Quem Canta Seus Males Espanta‘, a animação chega dos cinemas em 29 de junho.

‘Han Solo: Uma História Star Wars’: Solo está em perigo em nova imagem; Confira!

Han Solo: Uma História Star Warsganhou uma imagem inédita, divulgada pela revista britânica Empire.

Confira:

Han Solo: Uma História Star Wars‘ terá sua première no Festival de Cannes, informou o Deadline.

O festival acontece de 8 a 19 de maio, e o filme será exibido no dia 15.

A estreia é programada para o dia 24 de maio de 2018 no Brasil.

“Embarque na Millennium Falcon e viaje para uma galáxia muito, muito distante em ‘Solo: Uma História Star Wars, a nova aventura com o sacana mais adorado da galáxia. Ao longo de uma série de aventuras ousadas nas profundezas do perigoso e sombrio submundo do crime, Han Solo conhece seu futuro copiloto Chewbacca e encontra o notório Lando Calrissian, numa jornada que definirá os rumos de um dos heróis mais improváveis da saga Star Wars“.

O derivado de Star Wars sobre o jovem Han Solo tem no elenco Alden Ehrenreich como o personagem título, Donald Glover como o jovem Lando Carlrissian, Woody HarrelsonEmilia Clarke (de ‘Game of Thrones’), Michael Kenneth Williams e Thandie Newton.

‘The Emperor of Malibu’: Ken Jeong vai estrelar série do autor de ‘Podres de Rico’

O ator Ken Jeong vai estrelar uma nova série de TV, intitulada ‘The Emperor of Malibu‘. A produção foi co-escrita por Kevin Kwan, o autor da saga de livros ‘Podres de Rico‘, adaptada recentemente para os cinemas e que se tornou um grandioso sucesso de bilheterias.

A comédia conta a história de Auggie, filho de um bilionário chinês que anuncia seu casamento com uma mulher norte-americana, gerando uma revolta em sua família, que decide migrar para Los Angeles, para “resgatar seu filho e testar o famoso Sonho Americano”. Na trama, Jeong será Gerry, um bilionário chinês do ramo da tecnologia, que arrasta sua família para L.A., para “persuadir Auggie a repensar o noivado”.

Além de Kwan, o roteiro do piloto é assinado por David Sangalli.

A série será produzida pela CBS e ainda não possui data de estreia.

‘Viúva Negra’ pronta para o confronto em nova imagem promocional; Confira!

O filme solo da ‘Viúva Negra‘ ganhou uma nova imagem promocional, que traz a heroína homônima pronta para o combate.

Confira:

Além de Scarlett Johansson no papel principal, o elenco conta com David Harbour, Rachel Weisz, Florence Pugh e O.T. Fagbenle.

A produção é dirigida por Cate Shortland, a partir do roteiro de Jac Schaeffer.

‘Mayor of Kingstown’: Jeremy Renner vai estrelar nova série dramática da Paramount+

O astro Jeremy Renner vai estrelar a vindoura série do serviço de streaming Paramount+, intitulada, ‘Mayor of Kingstown. A informação foi anunciada pela MTV Entertainment Studios, durante o evento da ViacomCBS.

O aclamado cineasta Antoine Fuqua (‘Dia de Treinamento‘) assume a função de produtor executivo do projeto, que ainda conta com Taylor Sheridan como o roteirista.

Este último é mais conhecido por ser co-criador da aclamada série ‘Yellowstone‘, eleita a mais assistis da TV a cabo em 2020.

A trama de ‘Mayor of Kingstown‘ segue a família McLusky – corretores poderosos em Kingstown, Michigan, onde o negócio do encarceramento é a única indústria próspera. Abordando temas como o racismo sistêmico, corrupção e desigualdade, a série oferece um olhar severo em sua tentativa de trazer ordem e justiça a uma cidade que não possui nenhum dos dois.

A série conta com a produção executiva de Sheridan, o co-criador Hugh Dillon, Jeremy Renner, David Glasser, Ron Burkle, Bob Yari e Michael Friedman.

A MTV Entertainment Studios, a produtora de Sheridan, Bosque Ranch Productions, e a 101 Studios irão conduzir o projeto.

Primeiras Impressões | Tokyo Vice: Ansel Elgort e Ken Watanabe em intrigante thriller neo noir

Entre as luzes neons de uma Tóquio sempre inquieta, o novato jornalista Jake Adelstein, nos introduz a uma misteriosa cidade, que dentro de sua metódica e meticulosa organização, opera e caminha em seu próprio compasso – completamente diferente do mundo ocidental. E o fascínio e encantamento pela culturalidade japonesa que sempre nos cativaram ganham tons ainda mais sombrios pelas mãos de Michael Mann e J.T. Rogers, na nova série original da HBO Max, Tokyo Vice. Inspirada na experiência profissional do primeiro jornalista estrangeiro no maior jornal do Japão, a produção nos convida para as entranhas de um povo que até hoje não cansa de nos surpreender.

Trazendo um Ansel Elgort mais maduro e que impressiona com suas habilidades de conduzir conversas inteiras em japonês, Tokyo Vice é um thriller jornalístico com vislumbres do gênero de ação – ainda que em primeira instância aparenta estar bem distante do formato. De ritmo mais denso e às vezes até um pouco mais lento, a série de  Mann é uma experiência sociocultural riquíssima, que mescla a ficção com os fatos reais vividos por Adelstein e narrados em sua biografia Tokyo Vice: An American Reporter on the Police Beat in Japan. E sob o negrume da noite, em contraste com as cenas diurnas que evidenciam mais a arquitetura e estética japonesa, a série é quase como um conto de detetive neo noir, onde o protagonista principal é menos importante que o objeto de sua obsessão – neste caso, a verdade sobre a criminalidade local.

Nos levando para o submundo de Tóquio, à medida em que nos ensina os hábitos, costumes e dialéticas do povo japonês, Tokyo Vice é intrigante logo em seu primeiro episódio e nos instiga a querer ir mais além com a trama. Sempre mantendo um certo nível de distanciamento proposital entre a audiência e seus personagens, a série quer primeiro nos conquistar pelo intrigante universo da guerra de gangues existente na capital, sempre nos levando para as entranhas da Yakusa, onde as negociações são feitas, acordos são firmados, propinas são exigidas e corpos são dilacerados.

E como um mistério que se desdobra continuamente, a produção vai muito mais longe da simples entrega de um entretenimento. Sempre revelando uma camada nova do seu universo, ela nos toma pela mão e nos guia em meio a um design japonês simples, mas que sempre é enaltecido pela perspectiva neo noir que cria contrastes entre as sombras da noite, os pequenos feixes de luz que perfuram os becos escuros e os cegantes letreiros coloridos que refletem no asfalto molhado da chuva. E entre pequenos e grandes elementos, Tokyo Vice é uma série feita para os amantes do suspense complexo e traz um elenco de atores asiáticos que nos surpreende – todos guiados pelo excepcional Ken Watanabe.

Mostrando o jornalismo no auge dos seus anos dourados, em que os profissionais eram vistos como pseudo heróis sem capa, a produção não apenas honra a profissão como ainda a cobre com uma película um tanto mais cinematográfica – ainda que o protagonista viva de perrengue em perrengue. E mesmo que a construção do personagem de Ansel Elgort seja repleta de falhas, a ponto de torná-lo desinteressante e monótono para a audiência, Tokyo Vice tem espaço para crescer e conta com uma coletânea de impressionantes histórias reais que são suficientes para dar aquele tempero acentuado que falta nesse caldo.

Estou Pensando em Acabar com Tudo | Confira bate-papo revelador entre Charlie Kaufman e Iain Reid

Lançado no início de setembro na Netflix, Estou Pensando em Acabar com Tudo (I’m Thinking of Ending Things) tem levado os espectadores a várias interrogações após assisti-lo. Estrelado por Jesse Plemons (Noite de Jogo) e Jessie Buckley (Wild Rose), o filme apresenta a jornada de um jovem casal em viagem para visitar os pais numa fazenda. O percurso é realizado durante uma tempestade de neve e as situações são bastantes estranhas à primeira vista. 

Como um bom jogo de detetive, a adaptação de Charlie Kaufman para o romance de estreia do canadense Iain Reid, publicado em 2016,  instiga o público a prestar atenção nos detalhes. Após o metalinguístico Adaptação (2002), no qual o cineasta trouxe às telas a história de não-ficção The Orchid Thief, de Susan Orlean, ele volta ao árduo trabalho de dar vida a uma obra literária. 

Conhecido por seus roteiros originais Quero Ser John Malkovich (1999) e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004), Charlie Kaufman encontrou-se com Iain Reid por meio do Zoom para comentar a estreia do longa na plataforma de streaming. O bate-papo foi mediado e transcrito pelo jornalista Ben Barna para o site Interview Magazine, sob o título de A Aterrorizante Arte da Adaptação, e o CinePOP traz a versão em português na íntegra para vocês. 

Quer saber como esses dois brilhantes autores se encontram para produzir um dos filmes mais impactantes de 2020? Confira abaixo e compartilhe a sua opinião.

Iain Reid: Bem, Charlie, acho que a primeira coisa que lhe pergunto é: você se lembra quando e como encontrou o livro?

Charlie Kaufman: Acho que foi recomendado para mim na Amazon, com base em coisas que comprei ou olhei. Lembro de ter lido a sinopse e me pareceu realmente intrigante e misterioso, meio sonhador, que é o tipo de coisa que eu gosto.

Iain Reid: Então, o algoritmo estava certo neste caso.

Charlie Kaufman: Sim, ele tem acertado bastante na minha vida.

 Iain Reid: Em seguida, você perguntou se os direitos ainda estavam disponíveis?

Charlie Kaufman: Quando encontro algo que eu gosto, eu costumo ligar para o meu agente e pergunto se o livro foi comprado ou se é propriedade de alguém, [Estou Pensando em Acabar com Tudo] não era naquele momento. Continuamos conversando sobre isso e, mais adiante, falei com Anthony Bregman, o qual acabou sendo o produtor, e ele disse que a Netflix estaria interessada. Então, fomos à Netflix e tivemos uma reunião em termos um tanto vagos sobre o que seria o filme, porque eu realmente não sabia. Enfim, eles concordaram em financiá-lo.

Esse livro me atraiu por causa de sua natureza irracional e surreal.

Iain Reid: Você achou o fato de o livro ser curto potencialmente atraente?

Charlie Kaufman: Bem, eu não estava apenas procurando algo para ler. Eu buscava algo que eu pudesse transformar em um filme. Esse livro me atraiu por causa de sua natureza irracional e surreal. Mas, também, era curto. Era contido. [A história] acontecia em um carro e uma casa de fazenda, mais ou menos. Então eu pensei: “Isso não me custaria muito dinheiro”. Naquele momento, eu não estava em posição de conseguir um grande orçamento para nada. Há anos que tento obter um orçamento moderado, mas não tenho tido sucesso. Além disso, gostei que a natureza confinada da história me apresentava um desafio.

Iain Reid: Você quer dizer confinado em relação às configurações ou algo mais interno?

Charlie Kaufman: Ambos. Contudo, o que eu quis dizer especificamente foi que a maior parte acontece dentro de um carro. Em relação ao cinema, isso parece ser pobre. No entanto, este aspecto me atraiu ao desafio de tentar descobrir como torná-lo atraente, porque o livro faz isso com sucesso.

Iain Reid: Então, foi o inerente desafio de quão interno algo pode ser que chamou a sua atenção.

Charlie Kaufman: Está na cabeça de alguém, mas não necessariamente na cabeça que você pensa que está, foi o que me atraiu como conceito.

Iain Reid: Quando cheguei ao local das filmagens pela primeira vez, foi assustadora a semelhança entre o espaço e o que eu tinha em mente quando estava escrevendo o livro.

Charlie Kaufman:  Fico feliz em ouvir isso. Foi difícil encontrarmos esse lugar. Nossa intenção era construir uma casa de fazenda, porém não podíamos pagar. O pensamento era: “temos que encontrar um lugar e de alguma forma decorá-lo”. Esse era o nosso orçamento. Assim, surgiu a ideia dos papéis de parede variados, as incompatibilidades, entre outras coisas. Tentávamos criar ambientes diferentes em um espaço muito pequeno. Se fôssemos construir uma casa de fazenda, poderíamos construí-la tão grande quanto quiséssemos e fazê-la parecer tão pequena quanto quiséssemos. A intenção era fazer com que parecesse diferente na memória do que na realidade. Queríamos que fosse muito vazio e solitário, mas muito exuberante na memória, da mesma maneira quando você se lembra de algo da sua infância, você se lembra de cada detalhe.

Iain Reid: Até mesmo a cor. 

Charlie Kaufman:  A cor, tudo. Você o estuda e o conhece, é o seu mundo. No entanto, conforme você envelhece, pelo menos para mim, não tenho mais a mesma relação com os lugares em que moro. Eu não os conheço tão bem. Embora eu tenha vivido em alguns desses lugares por muito mais tempo do que na minha casa de infância. Quando criança, eu conhecia as manchas no tapete.

Iain Reid: Quando cheguei no set, meu sentimento foi: “Eu simplesmente não quero atrapalhar ninguém.” […] Acho que foi minha primeira vez em um set de filmagem, e o que realmente me lembro é de quantas pessoas estão lá, a quantidade de colaboradores e o número de tarefas que existem, desde o pessoal do som até as pessoas que fazem comida e os atores… A grande lição foi notar como é diferente de escrever um romance, o que você também sabe como é. Quando começamos a nos falar, estávamos enviando um monte de sugestão de elenco. Lembro-me de enviar a você atores diferentes, e de você me enviar uma variedade de pessoas, tanto pessoas de quem eu tinha ouvido falar, quanto pessoas de quem nunca tinha ouvido falar.

Charlie Kaufman: Todos estavam no nosso mapa, especificamente para o papel da jovem namorada. Olhamos atrizes de diferentes países, questionamos se ela poderia ou não ser alemã, porque não havia nenhuma atriz alemã que gostássemos para o papel. Foi divertido. 

Iain Reid: Foi muito divertido. Para mim, é quase como quando você está começando um romance, mas ainda não tomou forma. Você ainda não sabe o que vai acontecer. Acho que você e eu somos muito semelhantes na maneira como trabalhamos, no sentido de que não planejamos as coisas de antemão, o que eu acho raro.

Charlie Kaufman: Quando pensamos em uma pessoa de uma origem diferente, isso contribuiria para a história, porque no final das contas ele não a conhecia. Em sua mente, ela poderia ter um sotaque.

Iain Reid: Exatamente. 

Charlie Kaufman: Acho que até discutimos como seria legal se em algumas variações ela tivesse sotaque e depois não. Isso leva a outras possibilidades, o que é sempre divertido.

Ben Barna: Que tipo de conteúdo vocês têm consumido na quarentena?

Iain Reid: Bem, uma coisa que li foi o livro de Charlie [Antkind, lançado dia 7 de julho de 2020 nos EUA, com 720 páginas]. Eu realmente gostei. Eu estava ansioso para lê-lo porque eu sabia que ele estava trabalhando no livro há um tempo. Adoro encontrar livros longos, mas sinto que não existem tantos como antes. Tenho ouvido muita música, mas só porque tenho feito caminhadas. Não há muitas mais a fazer do que me exercitar, então tenho caminhado quase todos os dias. Tenho ouvido a banda Metz, da qual um amigo faz parte. […] Eu não tenho assistido nada recentemente. Eu sei que muitas pessoas têm visto vários filmes e séries durante a pandemia e os entendo. Enfim, isso não é muito interessante, mas também tenho sentado e observado os pássaros, além de plantar no meu jardim. E você, Charlie?

Charlie Kaufman: Estou lendo um pouco, mas estou tendo dificuldade para me concentrar. Eu também caminho, mas não ouço música enquanto caminho porque eu uso o meu tempo enquanto vou andando para o trabalho.

Iain Reid: Você realmente toma notas ou apenas pensa enquanto caminha?

Charlie Kaufman: Eu faço ambos. Tenho um caderno comigo e penso, porque minha memória não é boa o suficiente para que eu me lembre no que estava pensando, portanto, faço anotações copiosamente. O que mais? Eu tenho alguns trabalhos que estou fazendo.

Iain Reid: E você está em Nova York agora, certo?

Charlie Kaufman: Estou em Nova York.

Ben Barna: Como você acha que está a cidade e quais as suas perspectivas à medida que a pandemia avança?

Charlie Kaufman: Não sei qual é a resposta ou o que vai acontecer, mas acho que é possível que a cidade volte a ser o que deveria ser há muito tempo, um lugar onde as pessoas podem pagar para viver e trabalhar. Ou seja, um local onde não há apenas pessoas ricas comprando tudo e deixando os outros no frio. Se os ricos estão saindo, o que parece ser o caso, e as grandes franquias estão abrindo, o que parece ser verdade, isso pode e vai causar uma espécie de devastação no início, mas talvez a cidade passe a ser um lugar mais vibrante e menos corporativo. Estou esperando. Acho que essa seria a melhor versão do que pode acontecer.

Ben Barna: O que você acha do seu filme ser lançado diretamente na Netflix e o público perder a oportunidade de vê-lo no cinema? Você fica louco de pensar que algumas pessoas inevitavelmente assistirão ao filme em seus telefones, em várias partes?

Charlie Kaufman: O que você acabou de descrever não é o ideal. Eu gostaria que eles assistissem em uma tela de TV maior e espero que eles assistam até o fim. Antes da pandemia, a Netflix faria um lançamento nos cinemas, mas obviamente não pode, o que é completamente compreensível. Gosto do fato de que vai ser visto por mais pessoas em teoria do que se fosse um lançamento nos cinemas e duas semanas depois saísse de cartaz, o que era a minha expectativa. Então é isso. Estará na Netflix provavelmente para sempre e estará disponível para milhões e milhões de pessoas imediatamente. Então, essa é uma nova experiência para mim. O filme foi lindamente rodado por Lukasz Zal, então, obviamente, o ideal é estar em uma tela maior do que a de um Apple Watch [Relógio da Apple].

Um benefício da Netflix é a possibilidade das pessoas assistirem novamente. Se você estiver curioso, ainda estiver pensando sobre o assunto ou tiver dúvidas, poderá assistir novamente quase imediatamente ou quantas vezes quiser.

Iain Reid: Um benefício da Netflix é a possibilidade das pessoas assistirem novamente. Se você estiver curioso, ainda estiver pensando sobre o assunto ou tiver dúvidas, poderá assistir novamente quase imediatamente ou quantas vezes quiser. Eu esperava a mesma coisa com o livro, que você pudesse lê-lo duas vezes e seria muito diferente nas duas.

Charlie Kaufman: Eu concordo. 

Ben Barna: Como a escolha de Jesse Plemons e Jessie Buckley combinou com a maneira como vocês dois imaginaram seus personagens quando estavam escrevendo o romance e o roteiro, respectivamente? 

Iain Reid: Eu diria que eles absolutamente revelaram novos elementos aos personagens. Isso é algo que eu experimentei pela primeira vez quando o romance começou a se transformar no roteiro de Charlie, e transformou-se novamente quando os atores estavam envolvidos. Não pude acreditar na minha sorte quando vi o elenco. Após vê-los pessoalmente durante as filmagens e depois o produto final, fiquei maravilhado. O trabalho deles é surpreendente e, claro, me fez ver os personagens do livro de maneira diferente.

Charlie Kaufman: Quando você pensa sobre o livro agora, você imagina os personagens como os imaginou quando o estava escrevendo ou como eles aparecem no filme?

Iain Reid: Não reli o livro porque sempre tenho dificuldade em reler algo que escrevi depois de um tempo. Porém a pergunta é interessante. Eu realmente não tenho uma imagem particular dos personagens na cabeça quando estou escrevendo.

Charlie Kaufman: Você tinha questões físicas? Altura e esse tipo de coisa?

Iain Reid: No livro, realmente não há muita descrição física. Para você, como eu, o mundo interno é mais interessante, então eu realmente não tinha uma visão definida para nenhum dos personagens. O que está no livro é realmente tudo que eu tinha. Eu tinha Jake como sendo um pouco mais alto e meio desengonçado, já sua namorada sendo um pouco mais baixa. Portanto, as pessoas ao lerem podem fazer suas próprias descrições. Há algo sobre Jessie [Buckley] e Jesse [Plemons] juntos, a química é realmente incrível. Acho que as pessoas vão realmente apreciar isso quando assistirem.

Charlie Kaufman: A razão pela qual fiz essa pergunta é porque, quando penso nos roteiros originais que escrevi, as pessoas indagam: “Você pensou em Jim Carrey e Kate Winslet quando escreveu Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças?” E a resposta é obviamente não, porque eles não foram escalados naquele momento, mas é quem eu imagino como Joel e Clementine agora. Eu realmente não consigo me lembrar como eu os imaginei de antemão. Se eu me esforçasse, poderia voltar a isso e perceber: “ok, essa pessoa foi baseada nesta pessoa.” Mas eu não imagino mais essas pessoas.

Iain Reid: Eu acho que o único que você imaginou antes foi John Malkovich quando você estava escrevendo Quero Ser John Malkovich.

Charlie Kaufman: Na verdade, imaginei Craig [interpretado por John Cusack em Quero Ser John Malkovich] como alguém muito pequeno. Eu imaginei alguém como eu.

Planeta Terra regride em trailer intrigante da ficção científica ‘Involution’

O novo filme do diretor Pavel Khvaleev, a ficção científica ‘Involution’, ganhou um intrigante trailer mostrando o planeta regredindo a evolução. Assista:

A misteriosa trama se passa em um futuro distante, onde a Terra está fora de controle, após ter sido afetada por um mecanismo cruel e desumano que recua a teoria de evolução de Darwin.

O elenco conta com Dennis Hurley, Ryan Masson, Alyona Konstantinova, Karsten Mielke, Adam Giannone e Merlin Leonhardt.

‘Involution’ ainda não possui data de estreia no Brasil. Confira o pôster:

 

‘Belas Maldições’: Nova série de Neil Gaiman ganha prévia na Comic-Con 2018

A Amazon divulgou na San Diego Comic-Con 2018 uma prévia de Belas Maldições, série que adapta a obra homônima de Neil Gaiman e Terry Pratchett. Até o momento porém, não há uma data de estreia definida.

Além disso, a atriz Frances McDormand foi confirmada no elenco e viverá Deus. Assista a prévia:

Recentemente, foi divulgado a primeira imagem de  Jon Hamm (Baby Driver) na nova adaptação da obra ‘Belas Maldições, de Neil Gaiman, para a TV. A imagem mostra o visual do Arcanjo Gabriel, o mensageiro primário de Deus. Confira:

A série será ambientada nos dias que antecedem o apocalipse na Terra, enquanto a raça humana se prepara o julgamento final, acompanhando a procura do anjo Aziraphale e do demônio Crowley pelo anticristo.

David Tennant e Michael Sheen protagonizam. O elenco também conta com Jack Whitehall, Michael McKean, Miranda Richardson e Anna Maxwell Martin será Belzebu; Mireille Enos viverá Guerra, enquanto Lourdes Faberes será Poluição. Yusuf Gatewood dará vida a Fome.

A série será uma parceria entre a BCC e a Amazon. Gaiman será roteirista dos seis episódios. ‘Belas Maldições estreia em 2018.

Crítica ‘O Meme do Mal’ | Um filme tão ruim quanto o título sugere

Sabe aquele amigo que está sempre atrasado nas tendências e chega empolgada falando de coisas lançadas há um tempão como se fossem novidade? Se esse amigo fosse um filme, ele seria “O Meme do Mal”. Inspirado na lenda da Momo, que viralizou na internet em 2019, quando metade da população brasileira sequer sabia o significado da palavra “pandemia”, o longa chegou nesta segunda (10) ao Star+. Além da sensação incômoda de que esse projeto saiu mais atrasado que imposto de jogador de futebol, ele sofre com um problema complicadíssimo de total ausência de qualidade.

Viralizada em 2019, essa imagem da Momo assusta mais que qualquer coisa tentada nesse filme.

E há casos de filmes que são propositalmente ruins, chegando ao ponto de conseguirem extrair alguma coisa interessante dessa ruindade. Mas “O Meme do Mal” é só ruim mesmo. A única coisa que se extrai dele é arrependimento por ter se prestado ao papel de assistir essa tristeza. É literalmente triste, porque você vê que o péssimo elenco está tentando, está se levando a sério. Eles estão dando o melhor que podem, mas esse melhor faz o Tommy Wiseau parecer o Leonardo DiCaprio.

De verdade, se você sonha em ser ator um dia, mas não se acha capaz, esse filme é um grande incentivador para que você ouse seguir seu sonho. Porque se os membros desse elenco podem se dizer atores, então você também pode.

Isso aqui é uma cara de medo. Ou quase.

A “trama” acompanha uma família e o clássico embate geracional dos pais, antiquados e que não entendem nada de tecnologia, e os filhos que não pensam em nada além da internet. A premissa poderia até ser interessante, mas o filme opta por criar um conflito entre os pais porque a filha mais velha decide largar o atletismo para virar uma youtuber de ASMR (aquela galera que grava vídeo sussurrando), e porque o irmão mais novo passa o dia inteiro procurando coisas bizarras na internet. Em uma dessas “navegadas na web”, eles acabam sendo amaldiçoados por algo terrível: uma corrente virtual.

Em meio a tentativas de piada com o TikTok e referências à Momo e à Baleia Azul (pode admitir, você nem lembrava que isso rolou), o longa traz uma série de jovens da cidade participando da tal corrente. O problema é que eles logo começaram a aparecer mutilados ou flagrados se cortando. Os pais, obviamente, acreditam que é culpa da internet e “dessa geração toda errada aí que só quer saber de ZapZap”. E há alguma exploração ou mistério do motivo dos pais se recusarem a acreditar que há algo de errado na situação? Não. Eles só aceitam que a geração tá errada e vida que segue.

O que eles não esperavam é que o tal desafio não era uma tentativa desesperada dos jovens de chamar atenção, mas sim uma maldição real de uma criatura demoníaca chamada “Grimcutty”, que numa tradução livre seria algo como “Sinistro”. Aí, o filme gasta mais de uma hora do “Sinistro” aparecendo aleatoriamente, só que sem a capacidade de criar qualquer clima de tensão. Até mesmo os jumpscares são ruins. Nos longas mais fraquinhos e feitos para arrecadar uma grana, existem aqueles sustos tão óbvios e clichés que até arrancam um sustinho com uma criatura feia aparecendo do nada na tela e um som alto aleatório, mas a direção desse filme é tão ruim que nem mesmo isso é capaz de fazer. É um projeto ausente de medo, é ausente de tensão. É uma alongado de chatice sem sentido. É tão ruim que nem dá pra dizer que foi um longa pensado em arrecadar um dinheirinho, porque tudo nesse projeto é sem lógica. Sério, qual o sentido em fazer um filme sem orçamento e sem o gancho de ser “a corrente do mal” do momento?

Sim, é um filme sem sentido. E olha que o terror consegue trazer situações nonsense para a esfera do aceitável, contanto que sejam construídas de forma a esboçar alguma reação no público. Poxa, a franquia do Chucky tá aí há 40 anos, arrancando gritos de medo e gargalhadas de humor politicamente incorreto com um boneco vodu desbocado e sedento por sangue, sabe? Não é como se o público fosse muito exigente. Mas a franquia do Brinquedo Assassino sabe o que os fãs querem e trabalha por isso. São referência no que se propõe. “O Meme do Mal” é uma série de falhas completamente sem rumo em um longa que mais parece um projeto fracassado de um adolescente que está cursando cinema contra sua vontade.

E há outro ponto completamente desperdiçado aqui, que costuma até mesmo salvar alguns filmes ruins de terror: o design da ameaça. E por se basear na Momo, que tem um visual bizarríssimo, a missão da produção não era difícil. Era só criar algo que remetesse ao pânico que ela causou em crianças e adultos há três anos, quando alguém ainda se importava com ela. Parecia algo óbvio a se fazer, não? Pois é, a produção não pensou assim e trouxe esse bonecão de borracha que se move com a naturalidade de um idoso alcoolizado numa manhã de terça.

Tudo no tal Grimcutty é ruim. Ele não parece ameaçador, não tem porte de vilão e suas perseguições fazem aqueles gráficos antigos de PlayStation 1 parecerem um filme do James Cameron. Tudo nesse filme remete a um desleixo terrível de quem não sabia o que estava fazendo. É tudo tão ruim que sequer chega a parecer que a direção está debochando do público, porque fica nítido que nem para isso o diretor e roteirista John Ross estava disposto. É um longa feito com tanta má vontade que te faz questionar sequer se os supostos profissionais envolvidos nele estavam recebendo pelo trabalho, ou se estavam ali apenas pra cumprir algum favor pra um cunhado.

E assim, eu acredito que a existência desse filme é uma forma de punição para todo mundo que decide deliberadamente tirar 1h40 de sua vida para assistir a um longa chamado “O Meme do Mal”. Você sabe que nada de bom vai vir de uma coisa com esse nome, então por que assisti-lo? Tá aí um mistério mais interessante do que o proposto pela trama. É um filme tão ruim quanto o nome sugere. E por mais otimista que você seja, é realmente necessário contar com uma boa vontade sobrenatural para não terminar a “experiência” completamente revoltado com os rumos que você está tomando na vida ao ter achado que seria uma boa ideia dar play num filme com esse nome.

O Meme do Mal está disponível no Star+.

10 Cinebiografias do Rock Para Ficar no Clima do Rock in Rio!

Sim, o Rock in Rio 2022 está rolando no Rio de Janeiro e muitos de nós infelizmente ficamos de fora do maior evento de música do planeta. Mas isso não é motivo para ficarmos triste, afinal, tem muito astro do rock’n roll cujas vidas viraram filme para a gente acompanhar no intervalo dos shows. Então, pega a listinha e aproveite!

10 – ‘Elvis’ – HBO Max

A mais nova cinebiografia do Rei do Rock acabou de sair das salas de cinema e chegou fresquinha essa semana na HBO Max. E se liga que este filme já é aposta certa para o Oscar 2023!

9 – ‘Eduardo e Mônica’ – Globoplay

Eduardo e Mônica’ é uma canção da banda de rock Legião Urbana, mas transcendeu a própria banda e embalou a vida de muitos casais roqueiros no Brasil. Nesse clima de rock, nada melhor do que reviver as histórias de amor adolescente.

8 – ‘Elis’ – Netflix

Uma das maiores cantoras do país, Elis Regina ganhou sua cinebiografia na interpretação arrasadora de Andréia Horta. É desses filmes que chega a ser difícil acreditar que não é documentário, tão real que ficou.

7 – ‘Rocketman’ – Starplus

Elton John é um dos mais respeitados cantores do mundo, e participou de algumas edições do Rock in Rio. Em 2019, ganhou uma potente e colorida cinebiografia musical interpretada por Taron Egerton.

6 –The Dirt – Confissões do Mötley CrüeNetflix

Uma das mais conhecidas e explosivas bandas de heavy metal, Mötley Crüe ganhou filme em 2019 com um elenco de rostos conhecidos, que inclui Tommy Lee e Mick Mars.

5 – ‘Cazuza – O Tempo Não Para’ – HBO Max

Explosivo, polêmico, romântico, poeta. Cazuza foi um meteoro raro que atravessou o Brasil nos anos 1980 com o Barão Vermelho, participou do memorável Rock in Rio de 1985 e ganhou filme em 2004 sob o comando de Walter Carvalho e Sandra Werneck.

4 – ‘James Brown – Get Up On’ – Telecine

Cantor, dançarino e compositor. James Brown faz parte da realeza do rock mundial e em 2014 ganhou uma cinebiografia interpretada por ninguém menos do que Chadwick Boseman. Imperdível!

3 – ‘Detroit Rock City’ – Globoplay

KISS é uma das maiores bandas do mundo, e suas músicas ultrapassam barreiras. Razão pela qual a canção ‘Detroit Rock City’ ganhou seu próprio filme, que, claro, também conta parte da história da banda e tem até participação do baixista Gene Simmons.

2 – ‘Ray’ – Apple TV+

Este filme simplesmente rendeu a Jamie Foxx o Oscar de Melhor Ator, tamanha sua entrega em interpretar Ray Charles, gênio musical que não deixou a deficiência visual impedi-lo de se tornar músico.

1 – ‘Bohemian Rhapsody’ – Netflix

Sim, a maioria das pessoas já assistiu a esse filme, mas nunca é demais reprisar ‘Bohemian Rhapsody’, não só porque é um filmão que conta a vida do Freddy Mercury, mas, principalmente, porque tem a icônica cena do show do Queen no Rock in Rio.

10 Ótimos Filmes BRASILEIROS para maratonar na Netflix

É tempo de quarentena… O coronavírus é uma realidade e é muito importante que todo mundo faça a sua parte e evite sair de casa o máximo possível. Assim, nos resta pensar em formas de entretenimento para dentro da nossa casa. Como não poderia deixar de ser, o streaming é uma importante ferramenta para nos ajudar a levar o dia a dia de forma mais leve e divertida.

Pensando nisso, o CinePOP tem preparado uma série de listas com recomendações para você assistir na Netflix, no Amazon Prime Video, no Globoplay, dentre muitos outros canais por aí. Agora, chegou o momento de destacar as produções nacionais disponíveis na Netflix.

Segue a lista! E boa maratona!

 

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Dirigido por Daniel Ribeiro, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um delicado, divertido e apaixonante drama romântico brasileiro. Uma obra importante no campo da acessibilidade e dos direitos LGBTQ, mas que é acima de tudo uma boa história. Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego que busca sua independência ao mesmo tempo em que lida com problemas na escola e uma mãe superprotetora. A chegada de Gabriel (Fabio Audi) na escola faz com que Leonardo se abra mais para o mundo e descubra mais sobre sua sexualidade e si mesmo. O longa desenvolve a premissa do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, também de Ribeiro, no qual os mesmos personagens lidavam com o medo do primeiro beijo. 

 

O Silêncio do Céu (2016)

Conhecido do circuito de festivais com obras como Trabalhar Cansa e Quando Eu Era Vivo, o diretor Marco Dutra fez seu trabalho mais ambicioso com O Silêncio do Céu. Filmado no Uruguai, com elenco internacional, o longa conta a história de uma mulher que é vítima de um estupro em sua própria casa. Ela decide esconder o acontecimento do marido, mas ele acaba descobrindo e passa a buscar se vingar dos criminosos. Leonardo Sbaraglia, Carolina Dieckmann e Chino Darín formam o ótimo trio de protagonistas do filme produzido por Rodrigo Teixeira. Premiado com três Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, inclusive o de Melhor Filme segundo o Júri da Crítica.

 

Como Nossos Pais (2017)

Uma das novidades de março na Netflix. Com título inspirado na clássica canção de Belchior, Como Nossos Pais conta a história de Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher de 38 anos que vive uma crise no casamento, luta para criar as filhas e sofre com incertezas profissionais, e que, ao mesmo tempo, recebe uma notícia bombástica da mãe (Clarisse Abujamra). Parece um grande melodrama, mas é uma obra simpática e delicada. Paulo Vilhena, Jorge Mautner e Herson Capri completam o elenco da produção. A direção é da sempre ótima Laís Bodanzky. Exibido no Festival de Berlim 2017. Grande vencedor do Festival de Gramado do mesmo ano, conquistando seis Kikitos, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Ator.

 

Aquarius (2016)

Você está dentre as pessoas que surtou com Bacurau no ano passado? Pois bem, antes de Bacurau existiu Aquarius. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa gira em torno de Clara (Sonia Braga), uma jornalista aposentada de 65 anos. Viúva e mãe de três filhos adultos, ela mora num velho apartamento localizado em área nobre do Recife. Determinado dia, uma construtora decide construir um novo e moderno prédio no espaço e passa a tentar convencer Clara a vender seu apartamento. Quando ela se recusa, os responsáveis pelo projeto buscam formas menos pacíficas de pressioná-la. O filme trata de especulação imobiliária e sobre resistência. O elenco traz ainda nomes como Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Fernando Teixeira e Barbara Colen. Exibido no Festival de Cannes 2016.

 

O Som ao Redor (2012)

Bem antes de Bacurau e Aquarius, Kleber Mendonça Filho lançou o incrível O Som ao Redor, sua estreia em longas de ficção. A trama acompanha moradores de uma rua do Recife que decidem contratar um serviço de vigilantes para se sentirem mais seguros. O que deveria transmitir segurança, no entanto acaba por reforçar o permanente estado de medo da população. Mais uma vez, o diretor trata do tema da especulação imobiliária e da violência urbana, seja física, seja mental. Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, Waldemar José Solha e Irma Brown formam o elenco principal. Prêmio de Melhor Filme e Melhor Roteiro no Festival do Rio de 2012.

 

Menino Maluquinho: O Filme (1995)

Um verdadeiro clássico do cinema infanto-juvenil brasileiro, Menino Maluquinho: O Filme é o programa perfeito para aqueles que precisam incluir crianças em suas maratonas. O diretor Helvécio Ratton conseguiu transportar o personagem criado por Ziraldo com perfeição para a tela grande. O Maluquinho é divertido, encantador e fascinante. A trama acompanha as travessuras de um jovem garoto na casa dos avós após o divórcio dos pais. Samuel Costa caiu como uma luva na pele do personagem-título, enquanto que Patricia Pillar, Roberto Bomtempo, Luiz Carlos Arutin, Vera Holtz, Othon Bastos e Tonico Pereira completam o elenco principal.

 

La Vingança (2016)

Daniel Furlan é mais conhecido por seu trabalho na internet, especialmente com Falha de Cobertura e Choque de Cultura. Nos cinemas, ele se destacou no divertido TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva. Um ano antes da comédia estrelada por Tatá Werneck, Daniel marcou presença em uma divertida e pequena comédia que teve menos reconhecimento do que deveria: La Vingança. A trama acompanha dois amigos que embarcam em uma viagem de carro até Buenos Aires após um deles pegar sua mulher na cama com um argentino. Além de Furlan, o elenco conta com as presenças de Felipe Rocha e Leandra Leal. A direção é de Fernando Fraiha.

 

Elena (2012)

Antes de conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Documentário por Democracia em Vertigem, a diretora Petra Costa obteve reconhecimento contando uma história bem pessoal. Elena é um documentário que celebra Elena Andrade, irmã mais velha de Petra, que se mudou para Nova York com o sonho de ser atriz e que acabou sofrendo com uma depressão que levou ao seu suicídio. Petra embarca para os Estados Unidos buscando respostas sobre a vida da irmã. O objetivo não é contar passo a passo de sua trajetória, mas celebrar sua pessoa e, de certa forma, tentar lidar com o que aconteceu. É uma espécie de filme-poema. Delicado, sensível e envolvente. Premiado no Festival de Brasília de 2012.

 

Temporada (2018)

Um dos grandes nomes do cinema independente no Brasil, André Novais Oliveira surgiu com destaque com Ela Volta na Quinta, premiado no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Cinema de Curitiba. O cineasta alcançou a maturidade profissional com seu projeto seguinte: Temporada. Exibido em eventos por todo mundo e vencedor de cinco Candangos no Festival de Brasília – incluindo Melhor Filme -, o longa acompanha Juliana (Grace Passô), uma mulher que deixa Itaúna, no interior de Minas Gerais, para trabalhar no departamento de políticas sanitárias de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto espera que o marido se junte a ela, Juliana vai construindo uma nova vida e enfrentando desafios diferentes. Russo Apr e Rejane Faria integram o elenco.

 

Branco Sai, Preto Fica (2014)

Quem conhece o cinema de Adirley Queirós sabe o que esperar, mas muita gente pode se surpreender com esse misto de ficção e documentário que, por vezes, pode parecer hermético, mas que também é de uma interpretação relativamente clara. Branco Sai, Preto Fica parte de uma premissa real para contar uma história fictícia. Na trama, dois homem lidam com as marcas após serem vítimas de tiros em um baile de black music na periferia de Brasília. Um terceiro homem chega do futuro para tentar investigar o que aconteceu e jogar uma luz sobre os problemas da sociedade. Grande vencedor do Festival de Brasília de 2014. Um dos 100 melhores documentários brasileiros da história segundo publicação da ABRACCINE.

‘O Quinteto’: Reboot de clássica série dos anos 90 ganha data de estreia

Freeform anunciou que o reboot da clássica série dos anos 1990, O Quinteto, ganhou finalmente sua data de estreia: os episódios estreiam no dia 08 de janeiro de 2020.

A nova versão trará uma abordagem bem pontual, trazendo como protagonistas um grupo de irmãos de descendência latina, cujos pais foram deportados de volta para o México. Sozinhos, eles terão que vencer as adversidades e sobreviver por conta própria.

O reboot foi desenvolvido pela mesma dupla responsável pela produção original, Amy Lippman e Chris Keyser e terá episódios de uma hora de duração. O canal encomendou uma primeira temporada completa, com 10 capítulos.

Na nova trama, o público vai acompanhar os filhos Acosta, que tentam sobreviver a uma sucessão de dificuldades em união, após os seus pais terem sido deportados para o México. O elenco da produção vai contar com Brandon Larracuente como Emilio, Emily Tosta como Lucia, Niko Guardado como Beto e Elle Paris Legaspi como Valentina.

O episódio piloto foi co-escrito por Lippman, Keyser e Michal Zebede.

O Quinteto‘ contou com seis temporadas, exibidas originalmente entre os anos de 1994 e 2000. O elenco contava com nomes que eventualmente se tornaram sucesso, como Matthew Fox (‘Lost‘) e Neve Campbell (‘Pânico‘), acompanhados de Scott Wolf, Lacey Chabert e Andrew e Steven Cavarno.

‘Trolls 2’ ganha divertido trailer final; Confira!

A sequência ‘Trolls 2‘ ganhou seu último trailer oficial, divulgado pela DreamWorks TV.

Confira:

A dupla Walt Dohrn e David P. Smith é responsável pela direção.

Na trama, a rainha Poppy e Branch descobrem que existem outros mundos de Trolls além do deles e as diferenças significativas entre ambos acaba criando um grande conflito entre as diversas tribos. Quando uma ameaça misteriosa coloca todos os Trolls em perigo, Poppy, Branch e seu grupo de amigos devem embarcar em uma épica missão, a fim de criar harmonia entre todos, unindo-os para que eles não sejam extintos.

O elenco conta com as vozes de Anna Kendrick, Justin Timberlake, J Balvin, Rachel Bloom, Flula Borg, Kelly Clarkson, James Corden, Ester Dean e Jamie Dornan.

A animação será lançada nos cinemas nacionais no dia 11 de março de 2020.

‘Ratched’: Série derivada de ‘Um Estranho no Ninho’ ganha imagens e pôster oficiais; Confira!

Ratched’, nova série de Ryan Murphy para a Netflix baseada no clássico Um Estranho no Ninho, ganhou suas primeiras imagens promocionais e um incrível pôster oficial.

A produção tem estreia marcada para o dia 18 de setembro.

Confira:

Em 1947, a jovem Mildred Ratched (Sarah Paulson) inciava sua carreira profissional no sistema de saúde mental. No entanto, com o decorrer dos anos ela passou de uma simples enfermeira para um verdadeiro monstro, realizando uma série de assassinatos.

O elenco também é composto por Sharon Stone, Cynthia Nixon, Jon Jon Briones, Charlie Carver, Judy Davis, Harriet Harris, Hunter Parrish, Amanda Plummer, Corey Stoll e Finn Wittrock.

Além de estrelar no papel homônimo, Paulson também assume o papel de produtora.

‘Em Busca do Sonho’: Nova série do Disney+ conta a história de celebridades e atletas; Confira o trailer!

Disney+ divulgou o trailer LEGENDADO oficial de sua nova série documental intitulada ‘Em Busca do Sonho’, que conta a história de celebridades e atletas.

Confira:

A obra é produzida pelo lendário LeBron James.

Cada episódio é “centrado na visita de uma celebridade à sua terra natal, passeando por lugares centrais. Um elenco que inclui membros da família, treinadores, professores, mentores e amigos também participa, analisando a origem de cada uma dessas celebridades e também acerca dos problemas que enfrentaram”.

Composta por dez episódios, a série traz nomes como Adam DevineAnthony DavisAshley TisdaleCaleb McLaughlinCandace ParkerColbie CaillatJulianne HoughNick CannonNick KrollRob Gronkowski.

‘Em Busca do Sonho’ estreia na plataforma de streaming em 18 de dezembro.

‘The Crown’ conquista dez indicações ao BAFTA TV 2021!

A 4ª temporada do drama de época The Crown já é considerada por muitos como a melhor entrada da série – e o sucesso crítico e comercial continua a colher frutos.

Durante o anúncio dos indicados ao BAFTA 2021, a obra conquistou nada menos que dez indicações, concorrendo em categorias como Melhor Série – DramaMelhor Ator para Josh O’ConnorMelhor Ator Coadjuvante para Tobias MenziesMelhor Atriz Coadjuvante para Helena Bonham Carter.

Gillian Anderson (Margaret Thatcher), Emma Corrin (Princesa Diana) e Olivia Colman (Rainha Elizabeth II) não conquistaram indicações de atuação.

A cerimônia de premiação ocorre no dia 06 de junho.

O ciclo leva o público para os anos 80 e traz Elizabeth (Olivia Colman) batendo de frente com a primeira-ministra Margaret Thatcher (Gillian Anderson), enquanto o príncipe Charles (Josh O’Connor) entra em um tumultuado casamento com Lady Diana Spencer (Emma Corrin).

Olivia Colman (Rainha Elizabeth II), Tobias Menzies (Príncipe Philip) e Helena Bonham Carter (Princesa Margaret) retornam.

Baseada na premiada peça de teatro ‘The Audience‘, a produção conta a história dos bastidores do início do reinado da Rainha Elizabeth II, revelando as intrigas pessoais, romances e rivalidades políticas por trás dos grandes eventos que moldaram a segunda metade do século 20.

‘Kate’: Katya e Trixie Mattel reagem ao novo thriller de ação da Netflix; Confira!

Kate‘, thriller de ação estrelado por Mary Elizabeth Winstead (‘Aves de Rapina’), já está disponível na Netflix e, para promover a obra, a plataforma de streaming convidaram as icônicas drag queens Katya Trixie Mattel para reagirem ao longa.

Confira:

Cedric Nicolas-Troyan (‘O Caçador e a Rainha do Gelo’) é responsável pela direção.

Uma assassina profissional corre contra o tempo depois de ter sido envenenada e tem apenas 24 horas de vida para buscar o antídoto e descobrir quem pôs um alvo em sua cabeça.

O elenco também conta com Woody Harrelson, Tadanobu AsanoMichiel Huisman e Jun Kunimura.

‘Rebel Moon’: Sci-fi de Zack Snyder escala QUATRO novos membros ao elenco!

O diretor Zack Snyder (‘Army of the Dead’) anunciou hoje (09) através das redes sociais que o sci-fi Rebel Moon, da Netflix, escalou cinco novos membros ao elenco.

Juntando-se à previamente anunciada Sofia Boutella, que será a protagonista, estarão Charlie HunnamDjimon HounsouDoona BaeRay Fisher.

O elenco também conta com Jena MaloneStaz NairE. DuffyCharlotte MaggiSky Yang.

Através da rede social Vecro, o diretor Zack Snyder (‘Army of the Dead’) compartilhou uma arte conceitual incrível de ‘Lua Rebelde‘ (Rebel Moon), seu novo filme sci-fi em parceria com a Netflix.

Confira:

De acordo com o Production Weekly, as filmagens da produção irão começar dia 1º de março, no Condado de Inyo, California, EUA, e estão programadas para se encerrar em 31 de agosto. Serão seis meses de filmagens para o filme da Netflix, um período bem grande.

Ao comentar sobre o elenco do novo projeto, Snyder disse:

“Eu amo meu pessoal. Eu sempre chamo esses caras para trabalhar comigo. Gosto da minha família de atores, e se eles não estão ocupados ou algo assim, é sempre uma honra ter a oportunidade de trabalhar com eles novamente.”

Ele continuou:

“Por exemplo, Billy Crudup é um desses casos. É que eu tive muita sorte e trabalhei com pessoas tão incríveis e considero tantos meus amigos que seria ótimo trabalhar com eles sempre que eu puder.”

Dirigido e co-escrito por Snyder em parceria com Shay Hatten (‘Army of the Dead’) e Kurt Johnstad (‘300’), Rebel Moon começa quando uma colônia pacífica na orla da galáxia é ameaçada pelos exércitos de um regente tirânico chamado Balisarius. O povo desesperado despacha um jovem com um passado misterioso para procurar guerreiros de planetas vizinhos para ajude-os a se posicionar.

“Este sou eu crescendo como um fã de Akira Kurosawa, um fã de Star Wars. É meu amor por ficção científica e será uma aventura gigante. Minha esperança é que isso também se torne uma franquia enorme e um universo que possa ser construído. Passei os últimos dois ou três anos construindo este universo. Cada canto tem que ser pintado. Tenho feito projetos, constantemente desenhando e realmente cultivando seu solo fértil para tornar este mundo totalmente realizado.”, disse Snyder ao The Hollywood Reporter.

A estreia deve acontecer em 2023.

Michael Douglas é Benjamin Franklin na primeira imagem da nova série da Apple TV+; Confira!

Apple TV+ divulgou recentemente a primeira imagem oficial de Michael Douglas (‘O Método Kominsky’, ‘Homem-Formiga’) como Benjamin Franklin, um dos pais fundadores dos Estados Unidos, em sua nova minissérie original.

Confira:

Ainda sem título oficial, a narrativa acompanha Franklin em uma missão diplomática para a França durante a Revolução Americana.

Aos 70 anos e sem qualquer treinamento, ele convenceu a monarquia absoluta francesa a subscrever o experimento estadunidense no tocante à democracia. Através de sua fama, seu carisma e sua ingenuidade, Franklin se esquivou dos espiões britânicos, informantes franceses e colegas hostis, tudo enquanto engendrava a aliança franco-americana de 1778 e a paz final com a Inglaterra em 1783. Sem seu trabalho com a França, os EUA não teriam vencido a Guerra da Revolução.

A produção será adaptada do romance de não-ficção A Great Improvisation: Franklin, France, and the Birth of America’, de Stacy Schiff.

Kirk Ellis (‘John Adams’) fica a encargo do roteiro, enquanto Tim Van Patten (‘Os Sopranos, ‘Boardwalk Empire’) comanda os episódios. Ambos também entram como produtores executivos ao lado de Douglas.

O elenco também é formado por Noah Jupe (Temple Franklin), Ludivine Sagnier (Madame Brillon), Thibault de Montalembert (Vergennes), Daniel Mays (Edward Bancroft), Assaad Bouab (Beacumarchais), Eddie Marsan (John Adams), Jeanne Balibar (Helvetius) e Theofore Pellerin (Lafayette).

Lembrando que o ator também irá reprisar seu papel como Hank Pym no já confirmado ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania’, que chega aos cinemas em 2023.

Britney Spears – 41 Anos | As 10 Melhores Músicas da Princesa do Pop

It’s Britney, bitch!

A eterna princesa do pop completa 41 anos no dia de hoje, 02 de dezembro – e nada mais justo que celebrar sua carreira repleta de sucessos e de músicas que marcaram época.

Escolher as canções mais marcantes de sua discografia não é uma tarefa nem um pouco fácil e, por essa razão, resolvemos mudar um pouco as coisas. Para comemorar seu aniversário, montamos uma breve lista com as dez melhores músicas de um dos nomes mais importantes do cenário mainstream.

Confira abaixo as nossas escolhas:

10. “EVERYTIME”

Álbum: In the Zone

“Everytime” não é apenas uma das melhores músicas de Britney, mas uma das baladas mais pungentes e profundas do século – motivo pelo qual apareceu na nossa lista em décimo lugar. A belíssimas construção foi assinada pela própria artista, refletindo seu caráter extremamente pessoal, e recebeu aclame por parte dos especialistas (incluindo este que vos escreve), tornando-a marca registrada de um dos nomes mais importantes do escopo fonográfico.

9. “HOLD IT AGAINST ME”

lead single de Femme Fataleganhou vida através do dance-pop de “Hold It Against Me”. Apesar da multiplicidade gritante de elementos sonoros que se desenrolam pela faixa, tudo é pensado com cautela e, no final das contas, converge para uma significativa mudança de ares para a artista. É claro que o pop chiclete permanece vivo tanto nos drills quanto no refrão e no icônico bridge que nos une a um épico final – exponencialmente alimentado por um belíssimo videoclipe encabeçado por Jonas Åkerlund.

8. “OVERPROTECTED”

Álbum: Britney (2001)

O subestimado Britney felizmente vem sido encarado com outros olhos vinte anos após seu lançamento, marcando a transição da performer do teen-pop ao pop adulto. Aqui, temos a densa exuberância de “Overprotected”, escrita e produzida por Max Martin e Rami, em que ela volta a endereçar a problemática da fama e como ela conseguiu se livrar das amarras restritivas daqueles à sua volta, declarando que “preciso de tempo, amor e diversão… Preciso de mim”.

7. “STRONGER”

Álbum: Oops!… I Did It Again (2000)

Um ano depois de ter feito sua estreia no cenário fonográfico, Britney Spears estava pronta para dominar o mundo – e continuou trilhando um caminho de extremo sucesso com a sequência ‘Oops!… I Did It Again’. Dentro do incrível álbum, são várias as iterações que nos chamam a atenção, incluindo “Stronger”, uma das assinaturas de sua carreira. A canção é infundida em distorções envolventes e sedutoras que amalgama o synth-pop ao R&B, declarando uma emancipação que ficou marcada para as eras.

6. “SWIMMING IN THE STARS”

Álbum: Glory (2016, original; 2020, deluxe)

Quatro anos mais tarde, Glory pareceu renascer com o lançamento da versão deluxe, que continha oito novas faixas (algumas delas fazendo jus ao que Britney trouxe de novo à cultura pop). “Swimming in the Stars” se volta para o ecoante e apaixonante lirismo dos clássicos da artista em uma roupagem totalmente contemporânea, cortesia da produção de Matthew KomaDan Book, que também assinam os versos. A cândida reflexão promovida pela canção fecha com chave de ouro a jornada do álbum, seja por sua narrativa, seja pelo ótimo uso do electropop.

5. “PIECE OF ME”

Álbum: Blackout (2007)

“Piece of Me”, segundo single de ‘Blackout’, é a definição perfeita do que o título da obra significa: buscando colocar a vida de volta nos trilhos, Britney percebe que um dos principais motivos de ter cedido a uma insanidade aterrorizante foi a pressão exercida por uma imprensa manipuladora e sensacionalista. E que melhor forma de responder a esses ataques com um afronte bem claro? A faixa, uma ironia nem um pouco sutil que serve de resposta àqueles que tentaram diminui-la, e não só tem uma letra deliciosamente perversa, como também traz elementos do dubstep e das distorções acústicas que a transformam em uma obra-prima.

3. “TOXIC”

Álbum: In the Zone

‘In the Zone’ é apontado por muitos fãs como a magnum opus de Spears – o que não é nenhuma surpresa, considerando o coeso corpo de músicas que entregou no ápice de sua carreira. Dentre as várias e incríveis canções, temos “Toxic”, o segundo single promocional e uma das músicas mais memoráveis da história da música. A faixa mistura perfeitamente dance-poptechno-popbreakbeat em uma jornada sensual e que permanece viva na memória de qualquer um que tenha bom gosto.

3. “OOPS!… I DID IT AGAIN”

Álbum: Oops!… I Did It Again

Com ‘Oops!… I Did It Again’, inúmeros produtores uniram forças para dar vida à obra e, enquanto alguns poderiam esperar uma miscelânea profusa e problemática, o resultado beira a perfeição sonora e até mesmo ousada, que se ramifica para progressões e escolhas artísticas não muito comuns à época. Talvez a faixa que mais represente esse vanguardismo recém-nascido é a que empresta o nome ao título – uma amálgama alicerçada em pesados sintetizadores e no pináculo do dance-pop, cujos familiares temas ganham uma dimensão mais épica e memorável.

2. “…BABY ONE MORE TIME”

Álbum: …Baby One More Time (1999)

A faixa homônima de seu álbum de estreia emergiu como o lead single e como a primeira música da carreira de Spears, logo caindo no gosto do público e dos especialistas (motivo pelo qual foi incluída na lista de Melhores Músicas de Todos os Tempos da Rolling Stone em 2021). A impecável produção é uma mistura perfeita de dance-popdancehall e um “quê” de deep-pop que apresenta uma jovem Britney batalhando com um amor fervoroso. “Minha solidão está me matando” é um dos muitos versos que ficaram imortalizados na cultura mainstream, abrindo um refrão arrepiante e urgente.

1. “BREATHE ON ME”

Álbum: In The Zone (2003)

Com ‘In The Zone’, divisor de águas na carreira de Spears, a princesa do pop não tem medo de experimentar – e “Breathe on Me” é a melhor representante dessa ousadia. A quarta faixa do álbum, de longe a maior obra-prima que já lançou, é indesculpavelmente sexual, envolvente e sensorial em todos os sentidos – uma infusão espetacular de technodancehi-NRG e trip-hop que se aglutina numa coesão de tirar o fôlego, influenciando Rina SawayamaThe Weeknd e Billie Eilish (para citar alguns exemplos).

BÔNUS: “CIRCUS

Álbum: Circus (2009)

Dois anos depois do período mais obscuro de sua vida – em que era constantemente bombardeada pela presença invasiva dos paparazzi, Britney estava pronta para se voltar ao pop chiclete que a colocou no centro dos holofotes. Com Circus, faixa titular de seu sexto álbum homônimo, ela cumpre o que promete da melhor maneira possível: consagrando-se como a faixa mais bem trabalhada do disco, Spears navega em uma aglutinação de versos que até hoje são relembrados por qualquer um que já tenha se interessado por sua discografia.

‘A Pequena Sereia’: Halle Bailey fala sobre o impacto cultural de interpretar Ariel

O remake em live-action de A Pequena Sereia se tornou um fenômeno cultural antes mesmo de sua estreia nos cinemas e, agora, a atriz Halle Bailey conversou com o Deadline sobre o impacto cultural de interpretar a icônica personagem Ariel nos cinemas. (via ComicBook.com).

“Esse momentos significa tudo para mim”, ela disse. “Estou grata de apenas estar aqui. Me sinto muito honrada e feliz que o dia em que todos podemos assistir chegou”.

Bailey continua: “significa tudo para mim. Especialmente pelas lindas crianças que poderão ver um reflexo de si mesmas. Estou honrada em fazer parte disso e ser uma das princesas agora. Porque, para mim, foi Brandi como Cinderela e Anika Rose como a Princesa Tiana. Então, o fato de eu conseguir isso e fazer parte desse legado é incrível. Estou muito grata”.

Lembrando que as primeiras reações ao longa-metragem já despontaram nas redes sociais.

No Twitter, os jornalistas que já tiveram a oportunidade de assistir à produção rasgaram elogios para Bailey como Ariel, dizendo que ela é o ponto alto do filme. Todavia, alguns comentaram sobre cenas exageradas e até mesmo sobre Melissa McCarthy como Úrsula como pontos a serem melhorados.

Confira:

A Pequena Sereia foi uma surpresa agradável. A voz de Halle Bailey é surreal. Nunca conseguirei cantar “Part of Your World” no karaokê de novo. Pontos altos: Daveed Diggs (não é algo fácil quando você dubla um caranguejo ‘realista’) e Melissa McCarthy (uma escolha segura, mas ela arrasou)”.

A Pequena Sereia é a melhor adaptação live-action da Disney até hoje. Halle Bailey é Ariel. Aplausos para o time de efeitos sonoros. Boas mudanças, apesar da nova música ter muito autotune. Poderia assistir a essa versão de “Under the Sea” o dia todo, foi o ponto alto de tudo”.

A Pequena Sereia é um remake em live-action que retém o coração e a alma da história que amamos – e a eleva ainda mais com uma performance perfeita de Halle Bailey. Ela nasceu para estar nas telonas e ela é o motivo desse filme valer a pena”.

A Pequena Sereia chega perto de ser o melhor live-action da Disney, mas ainda tropeça no departamento da vilã. Halle Bailey é Ariel e eu tive arrepios com sua performance. Essa é a uma versão [da história] como você nunca viu”.

A Pequena Sereia apenas acresce à magia do original. Em algumas áreas é exagerado, em outras, decepciona, mas é inquestionavelmente um dos melhores live-actions que a Disney construiu”.

Lembrando que o filme chega aos cinemas nacionais em 25 de maio.

Uma jovem sereia faz um acordo com uma bruxa do mar para trocar sua bela voz por pernas humanas para que possa descobrir o mundo acima da água e impressionar um príncipe.

O elenco é formado por Halle Bailey (Ariel), Melissa McCarthy (Úrsula), Daveed Diggs (Sebastião), Awkwafina (Sabidão), Jonah Hauer-King (Príncipe Eric) e Jacob Tremblay (Linguado).

O vencedor do Oscar Javier Bardem (‘Mãe!’) será o Rei Tritão, enquanto Gugu Mbatha-Raw deve interpretar a rainha Athena. Jessica Alexander e Noma Dumezweni completam o elenco, ainda sem papéis revelados.

A obra conta com músicas do filme original animado e novas músicas de Alan Menken e Lin-Manuel Miranda. O filme é dirigido por Rob Marshall (‘Caminhos da Floresta’).

Segundo a rede de cinemas AMC Theatres, a adaptação do live-action de ‘A Pequena Sereia‘ terá 2 horas e 15 minutos. O filme animado original tinha 1 hora e 23 minutos.

‘Wish: O Poder dos Desejos’: Ouça um trecho de “This Wish”, música ORIGINAL da nova animação da Disney!

A Disney divulgou um teaser inédito da animação ‘Wish: O Poder dos Desejos‘, que comemora os 100 anos do estúdio.

O vídeo apresenta um trecho da canção original “This Wish, performada pela vencedora do Oscar Ariana DeBose.

Confira, junto ao trailer dublado:

O filme estreia por aqui apenas em 04 de janeiro de 2024 e acompanha uma jovem garota chamada Asha, que deseja uma estrela e obtém uma resposta mais direta do que esperava quando uma estrela problemática desce do céu para se juntar a ela. Asha, então, enfrentará um dos inimigos mais formidáveis ​​do universo e terá que se unir à Star, uma força cósmica e uma bola ilimitada de pura energia e talvez caos.

Ariana DeBose, Alan Tudyk e Chris Pine são as vozes no idioma original.

Chris Buck (‘Frozen’) e Fawn Veerasunthorn (‘Moana’) entram como diretores.

Ouça uma prévia de “Illusion”, novo single de Dua Lipa!

A icônica vencedora do Grammy Dua Lipa anunciou recentemente em suas redes sociais que lançará a faixa “Illusion” como o 3º single de seu vindouro terceiro álbum de estúdio, Radical Optimism.

A canção será lançada nas plataformas de streaming no dia 11 de abril. O compilado de originais, que conta também com “Houdini”“Training Season”, tem lançamento agendado para 03 de maio.

Ouça uma prévia abaixo:

Confira a tracklist:

1. End of an Era
2. Houdini
3. Training Season
4. These Walls
5. Whatcha Doing
6. Illusion
7. Falling Forever
8. Anything for Love
9. Maria
10. Happy for You

Vale lembrar que, em 2020, Lipa lançou o álbum Future Nostalgia, que contou com os singles “Don’t Start Now”“Physical”“Break My Heart”“Hallucinate”“Levitating”.

A produção foi aclamada pela crítica especializada e pelo público, conquistando nada menos que 6 indicações ao Grammy Awards e levando o prêmio de Melhor Álbum Pop Vocal para casa.

Além disso, ela lançou outras duas versões da produção, ‘Club Future NostalgiaFuture Nostalgia: Moonlight Edition’.

Crítica | ‘Future Nostalgia’ é um álbum impecável e viciante do começo ao fim

Recentemente, a artista integrou o elenco do aclamado live-action ‘Barbie’, além de ter assinado a faixa original “Dance The Night”. Este ano, ela também fez parte do elenco de ‘Argylle – O Superespião’ ao lado de Henry CavillBryce Dallas Howard.

Crítica | ‘Feios’, nova distopia sci-fi da Netflix, é um aglomerado de escolhas duvidosas e atuações esquecíveis

Houve um tempo em que distopias jovens-adultas tiveram um boom significativo no cenário do entretenimento – e deram origem a uma onda de adaptações que conquistaram o público ao redor do mundo. Temos, por exemplo, a icônica saga ‘Jogos Vorazes’, estrelada por Jennifer Lawrence e que se sagra como o suprassumo desse gênero, ou até mesmo ‘Maze Runner’, protagonizado por Dylan O’Brien, que emergiu como uma sólida releitura para as telonas. Todavia, é notável como certas incursões falharam em manter o alto nível apresentado pelas primeiras franquias, como a esquecível ‘Divergente’, a odiosa ‘Mentes Sombrias’ e a risível ‘A 5ª Onda’ – cada uma pior que a outra por não saber o que fazer com o material original ou não entender que algumas obras merecem existir apenas como são.

Agora, anos depois desse boom se aquietar na sétima arte, a Netflix nos convida para a vindoura adaptação de Feios. O filme, baseado no romance homônimo assinado por Scott Westerfeld, acompanha uma jovem garota chamada Tally Youngblood (aqui, interpretada por Joey King), que aguarda ansiosamente por seu aniversário de dezesseis anos para passar por uma cirurgia que a transformará em uma pessoa perfeita, tanto interna quanto externamente. Todavia, conforme o dia se aproxima, ela percebe que as coisas não são o que parecem ser e, ao aliar-se com a rebelde Shay (Brianne Tju), ela é apresentada a uma realidade totalmente nova e comandada por David (Keith Powers) – cujo objetivo é revelar a verdade para o mundo e depor o tirânico governo controlado pela Dra. Cable (Laverne Cox), responsável pelas cirurgias em questão.

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De fato, percebemos que a trama da produção está longe de ser original – porém, considerando que o livro foi publicado em 2005, Westerfeld havia entregado ao público um enredo diferente do que estávamos acostumados. Mas as boas intenções não foram o suficiente para garantir que a releitura alcançasse sucesso, cedendo a inúmeras fórmulas YA e sci-fi para construir um universo indelével e monótono, recusando-se a mostrar qualquer frescor criativo e técnico a uma esfera artística que, de fato, já está bem saturada. Ora, nem mesmo a conhecida direção de McG (que, mesmo não sendo ousada, consegue navegar por uma despojada despreocupação) é capaz de amaciar os constantes deslizes que se erguem minuto a minuto.

A verdade é que todos os aspectos do longa-metragem soam datados, como se tivesse sido lançado em uma época fora da realidade e pautada em um anacronismo exaurível. Enquanto o elenco tenta dar seu máximo para se desviar de diálogos fracos e esquecíveis, as possibilidades de criação são limitadas, cerceadas a restrições autoimpostas que transformam a narrativa em uma mixórdia de previsibilidades frustrantes – inclusive para aqueles que leram o romance de Westerfeld. King tem um efêmero brilho ao interpretar Tally, mas rende-se a cópias de outras personagens que já viveu no cinema e na televisão, como se estivesse cansada demais para ir além do óbvio; Tju e Powers fazem um bom trabalho, apesar de presos aos arquétipos que representam; e Cox, tendo uma presença impactante em cena, volta-se de forma certeira para uma rendição mais teatral e camp, divertindo-se como a antagonista da história.

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À medida que os breves pontos positivos se entrelaçam pelos atores, o restante dos elementos que compõe a obra são falhos em sua maior parte: McG, que já trouxe títulos como ‘Chuck’ e ‘A Babá’ à vida, parte de princípios formulaicos demais – seja na montagem frenética nas cenas de ação, seja nos enquadramentos expansivos dos momentos mais dramáticos – para serem levados à sério; a fotografia é pautada no familiar embate entre a pseudo-perfeição explosiva e urgente da cidade em que os Perfeitos vivem, o sombrio isolamento dos Feios e a insurreição promovida pela Fumaça (um assentamento comandado por David e que serve como levante contra a Dra. Cable e seus perigosos procedimentos); a trilha sonora, assinada por Edward Shearmur, é estranhamente melodramática e, de fato, não combina com o teor do enredo.

Um dos piores crimes cometidos é o fato dos importantes temas delineados por Westerfeld serem condensados e traduzidos em um punhado de metáforas vencidas. Desde máximas sobre beleza interior ao culto exacerbado da imagem, cada investida um pouco mais filosófica é reduzida ao mais puro clichê comportamental e sociológico, fora do tempo e do espaço conforme é arremessado em suspensão obsoleta. Ora, se 2005 ainda começava a apresentar ao público diálogos sobre a busca constante pela perfeição, 2024 já remodelou tais discussões a fim de incluir uma nova geração à conversa – e o filme parece não ter a mínima noção disso.

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Feios tinha todos os elementos necessários para resgatar nossa paixão pelas distopias adolescentes por que nos apaixonamos anos atrás – mas a falta de comprometimento em trazer essa ótima obra literária ao audiovisual transforma o projeto em um aglomerado de trivialidades tópicas, atuações imemoráveis e duvidosas escolhas artísticas que se estendem por mais tempo do que deveriam.

Os 10 Melhores Filmes de Fantasia da Década (Até Agora)

O gênero fantástico sempre esteve em nossas vidas – seja na literatura, no cinema ou na televisão. Desde os primórdios da contação de histórias, artistas incríveis tiveram a capacidade de nos transportar para mundos distantes, recheados de criaturas sobrenaturais e mitológicas, que nos apresentavam uma nova perspectiva aventuresca movida por acontecimentos soberbos e épicos.

Pensando nisso e dando continuidade ao nosso especial do gênero, preparamos uma breve lista elencando os dez melhores filmes de fantasia da década (até agora, obviamente) – em uma seleção que inclui o recente vencedor do Oscar Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo e a irretocável animação em stop-motion Pinóquio, de Guillermo del Toro.

Veja nossas escolhas abaixo e conte para nós qual a sua favorita:

10. WOLFWALKERS (2020)

Nessa subestimada e irretocável animação, somos transportados a uma época de superstição e magia, em que uma jovem aprendiz de caçadora, Robyn Goodfellowe, viaja para a Irlanda com seu pai para exterminar a última matilha de lobos. Enquanto explora terras proibidas para além dos muros da cidade, Robyn se torna amiga de Mebh, uma jovem espírito-livre e membro de uma misteriosa tribo que tem a habilidade de se transformar em lobo à noite. Conforme procuram a mãe de Mebh, Robyn descobre secretos que a levam mais fundo no mundo dos Wolkwalkers – e arrisca se tornar tudo o que o pai mais odeia.

9. NOSFERATU (2024)

Encabeçar um projeto de remake de uma obra tão icônica quanto Nosferatu’ não é uma tarefa fácil – e, normalmente, nos deixa com um pé atrás. Porém, considerando a habilidosa mão de Robert Eggers, sabíamos que a história estava segura, ainda mais levando em conta a afeição do diretor por histórias desse calibre, bem como sua capacidade inefável e invejável de construir ambientações psicológicas derradeiras. O resultado não poderia ser outro: o filme recebeu aclame por parte dos especialistas e insurgiu como uma carta de amor ao terror gótico e à necessidade de reafirmar o gênero em questão como uma obra de arte tal qual qualquer outra produção cinematográfica.

8. WICKED (2024)

Wicked nos arrebata desde os primeiros minutos com performances aplaudíveis de Cynthia Erivo Ariana Grande. Ao encarnar Elphaba, Erivo consegue desfrutar de sua carreira no teatro (sendo detentora de um prêmio Tony, inclusive) e trazer novos aspectos àquela que se transformaria na icônica Bruxa Má do Oeste – singrando pelas complexidades de uma justiceira social que sabe o que é ser diferente e ser marginalizada pelos outros; Grande, por sua vez, explode como um hilário escape cômico, pintado na mais pura egolatria e vaguidão que, na verdade, esconde um coração benévolo que está apenas tropeçando ao se encontrar. Funcionando sozinhas e em conjunto, a química das duas atrizes é tocante e invejável do começo ao fim – e não ficaria surpreso se ambas conquistassem indicações ao Oscar.

7. O MENINO E A GARÇA (2023)

Vencedor do Oscar de Melhor Animação, o aclamado O Menino e a Garça de fato não poderia ficar de fora da nossa lista. A trama acompanha Mahito, um menino de 12 anos que luta para se estabelecer em uma nova cidade após a morte de sua mãe. Quando uma garça falante conta para Mahito que sua mãe ainda está viva, ele entra em uma torre abandonada em busca dela, o que o leva para outro mundo. Ao longo de duas horas de projeção, a jornada do herói é muito bem estabelecida com embates sendo refletidos nas ações o que impulsiona a narrativa para um ritmo intenso através do qual não conseguimos desgrudar os olhos da tela.

6. POBRES CRIATURAS (2023)

Em Pobres Criaturas, o diretor Yorgos Lanthimos mergulha em uma reflexão sobre a imutabilidade da condição humana dentro de um contexto de época, prezando por uma atemporalidade que em nenhum momento soa anacrônica, mas que fornece os elementos necessários para criar um elo entre passado, presente e futuro – um retrato que, ao mesmo tempo, é otimista e pessimista, infundido em uma celebração surrealista das pulsões do indivíduo. Como se não bastasse, o cineasta reitera seu importante status na sétima arte e entrega um dos grandes títulos das últimas décadas.

5. DUNA: PARTE 2 (2024)

Ambicioso, estupendo e majestoso são apenas alguns dos adjetivos que conseguem resumir, grosso modo, ‘Duna: Parte 2’. O longa mais recente de Denis Villeneuve é um deleite para os olhos, uma aula de como fazer cinema e, de forma imediata, posta-se como um dos melhores títulos não apenas da década, mas do século – e, caso tudo ocorra como o planejado, é bem claro como o surpreendente gancho nos prepara para o terceiro capítulo da saga.

4. PINÓQUIO (2022)

A clássica história Pinóquio, assinada por Carlo Collodi, já ganhou diversas adaptações para o cinema e para a televisão – fossem baseadas diretamente no romance original, fossem traduzidas para determinada época através de semelhanças temáticas. A releitura cinematográfica mais famosa é, sem dúvida, a encabeçada pela Walt Disney Studios em 1940, considerada uma das melhores produções já feitas na história e que ganhou um esquecível e monótono remake em live-action este ano. Porém, em 2022, chegou a vez do icônico cineasta Guillermo del Toro fornecer sua própria perspectiva à atemporal narrativa com uma animação em stop-motion que não apenas superou todas as nossas expectativas, como também se tornou o melhor título do gênero de 2022.

3. A TRAGÉDIA DE MACBETH (2021)

Adaptar peças de Shakespeare para a televisão ou para o cinema não é um trabalho fácil – e, a não ser que você tenha pleno conhecimento de como uma obra do dramaturgo funcione (como Kenneth Branagh e suas dúzias de releituras fílmicas), cair na monotonia e nas fórmulas do gênero dramático é praticamente certeiro. Não podemos nos esquecer, por exemplo, do conturbado épico ‘Macbeth: Ambição & Guerra’, de Justin Kurzel, que não fez jus aos incríveis personagens – motivo pelo qual confesso que fiquei com pé atrás para a versão de Joel Coen. Felizmente, A Tragédia de Macbeth, que chegou ao catálogo da Apple TV+ em 2021, superou todas as expectativas e se tornou não apenas uma das melhores traduções shakespearianas, mas também uma das melhores produções dos últimos dez anos (e uma ótima estreia solo de Coen na direção).

2. TUDO EM TODO LUGAR AO MESMO TEMPO (2022)

Tudo bem, você pode achar estranho encontrar Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo numa lista de melhores filmes de fantasia – visto que o longa estrelado por Michelle Yeoh é uma amálgama de inúmeras incursões narrativas. Entretanto, um dos aspectos que mais nos chama a atenção é como a presença da fantasia é uma das forças-motrizes da produção (um dos motivos pelo qual levou o Oscar de Melhor Filme para casa). Na trama, uma ruptura interdimensional bagunça a realidade e uma inesperada heroína precisa usar seus novos poderes para lutar contra os perigos bizarros do multiverso.

1. A LENDA DO CAVALEIRO VERDE (2021)

A fantasia sombria encabeçada por David Lowery reacendeu nosso gosto pelo gênero ao unir inúmeros elementos em um mesmo lugar. A história é uma reimaginação da clássica de Gawain e o Cavaleiro Verde. O guerreiro em questão invadiu a corte de Rei Arthur, desafiando qualquer um dos membros da Távola Redonda a atacá-lo com seu machado – mas ele retornaria para devolver o golpe em um ano e um dia. Gawain aceita o desafio e corta a cabeça do Cavaleiro Verde. Ele, por sua vez, pega o próprio crânio decepado e diz, “até daqui um ano e um dia, Gawain”. Dessa forma, cabe ao jovem descobrir como manter sua parte do acordo sem perder a cabeça – literalmente.

Emmy Awards 2025 | ‘Black Mirror’ conquista DEZ indicações à premiação, incluindo Melhor Antologia

A 7ª temporada de Black Mirror, elogiada série antológica criada por Charlie Brooker, foi uma das principais relembradas na lista de indicados à 77ª edição do Emmy Awards.

A produção conquistou dez nomeações à premiação, incluindo Melhor Série Limitada ou AntologiaMelhor Atriz em Série Limitada ou Antologia para Rashida Jones.

Os vencedores serão revelados no dia 14 de setembro.

Os próximos episódios contam com Awkwafina, Milanka Brooks, Peter Capaldi, Emma Corrin, Patsy Ferran, Paul Giamatti, Lewis Gribben, Osy Ikhile, Rashida Jones, Siena Kelly, Billy Magnussen, Rosy McEwen, Cristin Milioti, Chris O’Dowd, Issa Rae, Jimmi Simpson e Harriet Walter no elenco.

A sétima temporada traz seis novos capítulos – incluindo uma sequência direta de USS Callister, primeiro capítulo da quarta temporada.

Charlie Brooker, Annabel Jones e Jessica Rhodes retornam como produtores executivos.