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‘Arquivo X’: Diretor de ‘Pantera Negra’ está desenvolvendo reboot da série

De acordo com o TVLine, o diretor Ryan Coogler (‘Pantera Negra’) está desenvolvendo um reboot da série clássica de ficção científica ‘Arquivo X‘.

A produção alegadamente contará com um elenco mais diversificado.

A notícia foi compartilhada por Chris Carter, criador da série original, no podcast On the Coast With Gloria Macarenko: “Eu acabei de conversar com um jovem, Ryan Coogler, que está fazendo um reboot de ‘Arquivo X’ com um elenco diversificado. Ele terá muito trabalho porque nós já apresentamos tanta coisa neste universo.”

Apesar de detalhes sobre o projeto não terem sido divulgados, o site confirma que, ao contrário da produção original, a nova versão não está sendo desenvolvida para a FOX.

Além disso, também foi confirmado que o spin-off animado, intitulado ‘The X-Files: Albuquerque‘, foi oficialmente engavetado. Carter serviria como produtor executivo do derivado.

Anteriormente, David Duchovny havia comentado a possibilidade de um reboot sem o seu envolvimento: Eu acho que, neste ponto, pode haver outra iteração do programa sem nenhum de nós. Não tenho certeza. Ou pode haver um desenho animado. Há muitas maneiras de dar continuidade ao que fizemos. Mas, pessoalmente, para mim, só faria sentido se houvesse Mulder e Scully, sob a supervisão de Chris. Eu não me imagino fazendo parte de algo diferente disso.”

Godzilla deve enfrentar novo MONSTRO em sequência de ‘Godzilla Minus One’

Em entrevista ao HJ Web, o diretor Takashi Yamazaki revelou detalhes sobre seus planos para a sequência do aclamado ‘Godzilla Minus One‘.

O cineasta indicou que o próximo filme terá mais de um monstro, com o Godzilla enfrentando um novo Kaiju.

“Se eu dirigir o próximo filme da franquia ‘Godzilla’, eu adoraria fazer uma sequência direta de ‘Minus One’. Os dois últimos filmes da saga foram completamente independentes, com apenas o Godzilla, então acredito que o próximo capítulo deve introduzir um novo vilão monstruoso.”

Sucesso nos cinemas e aclamado pelos críticos – com sólidos 98% de aprovação no Rotten Tomatoes –, o longa já arrecadou quase US$ 100 milhões nas bilheterias mundiais, a partir de um orçamento de apenas US$ 15 milhões.

Dirigido por Takashi Yamazaki, o filme também será relançado nos cinemas em versão preto e branco. A versão especial, intitulada ‘Godzilla Minus Color‘, chegará às telonas ainda este ano.

A Visão

(Sight)

 

Elenco:

Terry Chen
Greg Kinnerar
Natasha Mumba

 

Direção: Andrew Hyatt

Gênero: Drama

Duração: 103 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 17 de Julho de 2025

Sinopse: 

Em A VISÃO, quando uma órfã cega chega à sua sala de espera em busca de um milagre, um cirurgião oftalmologista de renome mundial precisa confrontar seu passado — e recorrer à resiliência que adquiriu ao crescer na China durante a Revolução Cultural — para tentar restaurar a visão dela.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Andrew Hyatt também assina o roteiro ao lado de John Duigan e Buzz McLaughlin;

Trailer:

Cartazes: 

Cartaz do filme Sight, lançamento em 24 de maio.

Fotos: 

Cientistas analisando amostra em laboratório.

Médicos observam imagens ampliadas de olhos em laboratório.

Criança com hematoma, acompanhada por mulher idosa.

Dois médicos sorrindo em sala de consulta

‘Quarteto Fantástico’ se prepara para batalha em novo trailer RETRÔ de ‘Primeiros Passos’; Confira LEGENDADO!

A Marvel divulgou um trailer inédito de ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos‘, filme que dá início à Fase 6 do Universo Cinemático Marvel.

Confira e siga o CinePOP no Youtube:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 25 de julho.

Ambientado em um vibrante mundo retrofuturista inspirado nos anos 1960, ‘O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos‘ apresenta a Primeira Família da Marvel—Reed Richards/Senhor Fantástico (Pedro Pascal), Sue Storm/Mulher Invisível (Vanessa Kirby), Johnny Storm/Tocha Humana (Joseph Quinn) e Ben Grimm/Coisa (Ebon Moss-Bachrach)—enquanto enfrentam seu maior desafio até agora. Forçados a equilibrar seus papéis como heróis e a força dos laços familiares, eles devem defender a Terra de um deus espacial voraz chamado Galactus (Ralph Ineson) e sua enigmática arauta, a Surfista Prateada (Julia Garner). E como se o plano de Galactus para devorar o planeta inteiro e todos nele já não fosse ruim o suficiente, a ameaça se torna ainda mais pessoal.

O longa é dirigido por Matt Shakman.

‘Ataque Brutal’: Novo terror de TUBARÃO assassino estreia na Netflix; Confira o trailer!

O terror ‘Ataque Brutal‘ (Thrash), novo filme de tubarão assassino, já está disponível na Netflix.

Na trama, em meio a um furacão catastrófico, uma cidade litorânea luta contra a fúria da natureza e um ataque de tubarões. Desafiando chuvas torrenciais, destroços e escuridão, seus moradores se unem para sobreviver aos predadores mortais e resistir à tempestade.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Tommy Wirkola (‘Zumbis na Neve’) é responsável pela direção do filme.

O elenco conta com Phoebe Dynevor (‘Jogo Justo’), Djimon Hounsou (‘Um Lugar Silencioso: Parte 2’), Whitney Peak (‘Gossip Girl’), Djimon Hounsou (‘Um Lugar Silencioso: Parte 2’), Alyla Browne (‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’), Stacy Clausen (‘Leviticus’), Costa D’Angelo (‘Me Conte Mentiras’), Amy Mathews (‘Gabriel, a Vingança de um Anjo’) e Elijah Ungvary (‘Um Lugar Silencioso: Dia Um’).

‘Han Solo’: Donald Glover fala sobre carisma e Lando Calrissian

No spin-off de ‘Han Solo’, Donald Glover dará vida a um dos grandes personagens da saga de ‘Star Wars’: Lando Calrissian.

Interpretando o amigo de Han em sua juventude, provavelmente na época em que ele ainda era contrabandista, Glover comentou sobre o carisma da Lando e porque ele é tão cativante para as audiências.

Durante uma entrevista ao site Deadline, ele disse:

“Eu acho que as pessoas gostam dele porque ele tem muito estilo e também em uma figura complicada dentro deste universo. Honestamente acho que ele é até mais complexo do que o Han. E logo quando você conhece, não sabe muito bem se deveria confiar nele ou não e fica constantemente incomodado com essa incerteza. Eu gosto disso nele”.

 

‘STAR WARS: O ÚLTIMO JEDI’ é o título oficial do Episódio 8

‘Rogue One – Uma História Star Wars’ ultrapassa barreira do US$ 1 bilhão nas bilheterias

Com Alden Ehrenreich no lugar de Harrison Ford, ‘Han Solo’ ganha data de estreia

Harrison Ford aconselha ator que negocia viver o jovem Han Solo: “Não faça isso!” 

Phil Lord e Christopher Miller (‘Uma Aventura Lego’) são os diretores. O diretor de fotografia será Bradford Young (‘A Chegada’, ‘Selma’)

A história mostrará como Han Solo se transformou em um contrabandista, e se passará dez anos antes dos eventos de ‘Star Wars: Uma Nova Esperança‘.

A estreia acontece dia 25 de Maio de 2018!

‘Vingadores: Guerra Infinita’ ganha cartaz feito por fã com Homem de Ferro caído; Confira!

‘Vingadores: Guerra Infinita’ ganhou um  novo cartaz conceitual, feito pelo artista BossLogic.

O material traz o Homem de Ferro em destaque, caído no chão, com suas mãos estendidas.

Confira:


Enquanto isso, a Marvel finalmente divulgou a data a partir da qual os veículos de comunicação de todo o mundo estão liberados para postar seus reviews de ‘Vingadores: Guerra Infinita’.

Segundo a publicação, a partir de 24 de abril de 2018 (terça-feira), porém, os críticos poderão postar breves reações nas redes sociais já a partir da segunda (23).

O filme tem estreia marcada para 26 de abril. heróis.

‘Vingadores: Guerra Infinita’ é o primeiro filme gravado inteiramente em IMAX

‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ será o primeiro filme da Marvel com atores transgêneros

A sequência ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘ está quebrando algumas barreiras e segundo o portal The Advocate, a produção será o primeiro filme da Marvel com atores transgêneros.

Segundo a publicação, Zack Brack e Tyler Luke Cunningham protagonizam essa ruptura de parâmetros dentro do longa. Enquanto o primeiro interpreta um amigo de Peter Parker, o segundo será um figurante.

Um fã ainda compartilhou a novidade em sua conta do Twitter, divulgando alguns detalhes dos atores.

Confira:

Confira o trailer e os melhores momentos:

https://www.facebook.com/sitecinepop/videos/2363603460536305/

Homem Aranha: Longe de Casa estreia em 4 de julho de 2019.

 

Johnny Depp se declara a Amber Heard em supostas mensagens vazadas

O tumultuado relacionamento entre Johnny Depp e Amber Heard ganhou mais um novo capítulo, com a divulgação de supostas mensagens trocadas entre ambos e seu agente, Christian Carino.

Compartilhada pelo portal We Got This Covered, a transcrição das mensagens traz declarações de amor proferidas pelos dois, em conversas particulares com Carino.

Vale ressaltar que, após a emissão de uma ordem restritiva contra Depp, em 2017, o ex-casal se dispôs a colocar as animosidades de lado, a fim de manter uma comunicação mais sadia, que seria sempre mediada pelo agente da dupla, Christian Carino.

E entre as mensagens trocadas com o empresário, Depp revelou seu grande amor por Amber, afirmando que estaria disposto a resolver os problemas:

“Parece um sonho e um pesadelo de uma vez só, foi difícil não morrer quando nossos olhos se encontraram. Eu não tenho escolha a não ser mergulhar na piscina dos seus olhos verdes. Eles representam cada milissegundo que nós tivemos. Sinto falta dela. Eu a amo. Sempre amarei, assim como ela também. Houveram algumas dificuldades que tivemos que engolir, mas ou nós engolimos ou nos engasgamos”.

Em outra mensagem, Depp comenta sobre o seu desejo de um recomeço:

“O que eu queria era um novo começo com a minha esposa, o que eu achava que ela também queria. Ela deveria fazer o que realmente quer…Se sua prioridade não é nós, então eu seguirei em diante com o que preciso fazer. Não vou insistir mais”.

Já em uma de suas mensagens, Heard comentou com Carino como toda a confusão estaria lhe trazendo muito sofrimento:

“Eu tenho medo de estar caindo de novo. Foi tão difícil deixá-lo, eu passei por coisas demais. E eu não vejo futuro nisso. E todas as vezes que o vejo é como se meu peito se rasgasse e cada pedaço da minha alma estivesse destruído no chão. Desde quando o vi em São Francisco, eu estou um caco. Eu, literalmente, tenho chorado o dia todo e à noite toda”.

Não há nenhuma comprovação oficial de que tais transcrições seriam genuinamente de mensagens trocadas entre os atores e seu agente, portanto, trate tudo como rumores.

 

 

Enquanto isso, os fãs de Depp continuam divulgando um abaixo-assinado para que Heard seja demitida de ‘Aquaman 2‘ por conta da disputa judicial.

O abaixo-assinado pede que a intérprete de Mera seja substituída por outra atriz na sequência.

Publicado no Change.org, o documento ultrapassou 375.000 assinaturas, e parece estar ganhando força.

Confira na íntegra o pedido dos criadores:

“Amber Heard foi exposta como agressora doméstica por Johnny Depp. Em seu processo de U $ 50 milhões, Johnny Depp descreve muitos incidentes de abuso doméstico que ele sofreu nas mãos de sua (então) esposa Amber Heard, incluindo um incidente em que ela o socou duas vezes no rosto e outro em que quebrou o dedo com uma vodca garrafa, e seu dedo teve que ser recolocado cirurgicamente. Ele carregará a cicatriz disso pelo resto da vida. 

Amber Heard também foi presa em 2009 por abusar de uma ex-parceira doméstica, Tasya Van Ree, demonstrando um padrão repetido de abuso por Amber Heard.

Desde o divórcio de Heard e Johnny Depp, ela tem sistematicamente criado uma jornada para arruinar Depp em Hollywood, repetindo vários relatos de incidentes falsos nos quais ela havia realmente abusado de Johnny Depp, mas mentiu e criou relatos falsos de que ele era o agressor. Sobre o incidente durante o qual ela quebrou os ossos no dedo de Johnny Depp e quase o esfaqueou, fazendo com que Depp necessitasse de uma cirurgia para recolocá-lo e repará-lo, Heard apresentou uma história falsa alegando que ele próprio cortou o dedo, mergulhou-o em tinta e rabiscou obscenidades por todas as paredes. 

Da mesma forma, Heard relata incidentes fabricados de Johnny Depp batendo na cara dela quando ela, de fato, o deu um soco. Embora a equipe e os vizinhos do prédio onde ela morava relatassem não ter visto marcas no rosto nas horas e dias depois que ela diz que Johnny Depp havia batido nela, ela apareceu no tribunal seis (6) dias depois com hematomas no rosto, pedindo uma ordem de restrição temporária, que foi concedida. Fotos de Heard desde o dia seguinte mostram seu rosto cheio, sem maquiagem e sem um hematoma.

Como Amber Heard é uma abusadora doméstica conhecida e comprovada, a Warner Brothers e a DC Entertainment devem demitir Heard de Aquaman 2. Eles não devem ignorar o sofrimento das vítimas de Heard e não devem fascinar um agressor doméstico. 

Os homens são vítimas de violência doméstica, assim como as mulheres. Isso deve ser reconhecido e devem ser tomadas medidas para impedir que uma agressora conhecidaseja celebrado na indústria do entretenimento.

Faça a coisa Certa. Demita Amber Heard de Aquaman 2.” 

A sequência tem estreia marcada para dezembro de 2022.  

Lançado em 2018, ‘Aquaman‘ arrecadou US$ 1,148 bilhão pelo mundo, tornando-se um dos maiores sucessos financeiros da DC em parceria com a Warner Bros.

Assista à nossa crítica:

‘Wynonna Earp’: O caos impera no intenso trailer dos episódios finais da série; Assista!

A jornada de ‘Wynonna Earp‘ está chegando ao fim em sua 4ª temporada e os episódios finais da produção ganharam um novo trailer, que anuncia um grandioso caos e uma caçada mortal por parte da heroína homônima.

Assista:

Os seis episódios finais da série já possuem data de estreia e começam a ser exibidos a partir do dia 05 de março, com o capítulo de encerramento indo ao ar em 09 de abril.

Em um comunicado oficial, a showrunner/produtora executiva, Emily Andras, refletiu sobre o fim da série:

“Eu gostaria de agradecer ao nosso elenco e equipe maravilhosos, que foram fundamentais para trazer Wynonna Earp para nosso público fiel e apaixonado. Não poderíamos estar mais orgulhosos desses últimos seis episódios no SYFY e estamos emocionados em compartilhá-los com nossos amados fãs, que mudaram nossas vidas para sempre. Tive a honra de contar a história de Wynonna e de sua família, e junto com Seven24, a Cineflix e a CTV Sci-Fi, esperamos poder continuar a compartilhar seus contos inspiradores no futuro”.

Confira o trailer da 4ª temporada, que ainda reúne depoimentos dos fãs:

Banida, a descendente do xerife Wyatt Earp se junta ao imortal Doc Holliday para livrar o mundo dos espíritos demoníacos do Velho Oeste.

‘Mrs. American Pie’: Kristen Wiig e Laura Dern vão estrelar nova série de comédia da Apple TV+

As atrizes Kristen Wiig e Laura Dern vão novamente trabalhar juntas na vindoura série de comédia da Apple TV+, intitulada ‘Mrs. American Pie‘.

A trama será centrada na alta sociedade de Palm Beach, nos anos 70. Wigg dará vida à Maxine Simmons, uma pessoa de fora que está tentando se inserir na “grandeza artificial” da referida sociedade e atravessar as barreiras entre os que têm poder e os que não têm.

Dern terá “um papel chave” na trama, que ainda não fora revelado. Ela também assume a função de produtora executiva.

Mrs. American Pie‘ refletirá também sobre questões ainda relevantes hoje como: Quem tem direito a privilégios? Como se consegue este lugar à mesa? Qual o um sacrifício necessário para conseguir isso?

Abe Sylvia (The Eyes of Tammy Faye, Dead to Me) é a criadora e showrunner da série, além de assinar os roteiros, que são baseados no livro de Juliet McDaniel.

Sylvia também produz o projeto, ao lado do indicado ao Oscar Tate Taylor (‘Últimas notícias de Yuba County‘, ‘Histórias Cruzadas‘), que dirigirá os episódios.

Crítica | As Viúvas – Mulheres unidas e homens detestáveis em filme surpreendente

A nova obra de Steve McQueen é sobre um roubo, no entanto, quando se trata do diretor dos proeminentes Shame (2011) e 12 Anos de Escravidão (2013), um filme nunca é sobre apenas um tema. As Viúvas (Widows) parte da banalidade da vida criminal em direção a voos mais altos, discutindo núcleos familiares, política, desenvolvimento social e empoderamento. Para preparar bem os ingredientes desta iguaria, McQueen contou com a coautoria de Gillian Flynn (Garota Exemplar) e a protagonista Viola Davis (How To Get Away With a Murder), com chance de sua quarta indicação ao Oscar.

A cena inicial já põe em evidência a mistura pretendida pelo diretor, com um contraponto entre a paixão e o perigo, algo intercalado o tempo todo no filme, por meio das tonalidades entre a força e a emoção. Ao longo da trajetória de Veronica, a atriz Viola Davis resplandece com veemência em seus momentos de “chefe da máfia” e nos encanta em suas sequências de descarga emocional.

Logo após a funeral do marido Harry Rawlings (Liam Neeson), Verônica recebe a visita truculenta do candidato a vereador Jamal Manning (Brian Tyree Henry) em busca dos seus 2 milhões de dólares queimados durante a explosão, que matou Harry e seus associados. Com um mês para acertar as contas, Veronica encontra uma saída a partir do caderno de anotações do seu marido. Ali está o plano para conseguir o dinheiro requisitado e muito mais.

Assim, Veronica decide encontrar as outras viúvas para auxiliá-la nesta missão. A vida não ficou fácil para nenhuma delas e as peculiaridades de cada personagem são trabalhadas com esmero. Seja Linda (Michelle Rodriguez), que vê a sua loja e fonte de renda ser despedaçada por mercenários para quitar uma dívida do marido, seja Alice (Elizabeth Debicki), acostumada a uma vida de luxo, que passa a alugar o seu corpo para manter seus status. Ou ainda, Amanda (Carrie Coon) – que não se une ao grupo – às voltas com um bebê de quatro meses.

Com esse time, As Viúvas ao mesmo tempo que desenvolve um filme de ação, suspense e jogo político, reivindica o protagonismo dessas mulheres antes à sombra da vida bandida dos seus maridos. McQueen consegue também impor vivacidade em seus coadjuvantes, com destaque para Daniel Kaluuya (Corra!). Ele aparece em pouquíssimos momentos, mas na pele de Jatemme Manning glorifica-se com a psicopatia do seu trabalho sujo e a sua impressionante postura em cena. Vale ressaltar também as ótimas participações de Jacki Weaver (como mãe de Alice) e Robert Duvall (como pai de Jack – personagem de Colin Farrell).

Com grandes chances de uma indicação ao Oscar, Steve McQueen ousa em sua composição. Em uma longa sequência, o candidato a vereador Jack Mulligan (Colin Farrell) e Siobhan (Molly Kunz) entram no carro e têm uma conversa sobre o cansaço da vida política e amargura da sujeira deste meio, enquanto ela o repreende e afirmar ser aquela é a sua única vocação. Um diálogo poderoso que ocorre dentro do automóvel, enquanto a câmera acompanha do lado de fora seu percurso pela vizinhança, mostrando ao fundo as mudanças de ambientação entre as regiões.

Em Viúvas, é de se esperar algumas reviravoltas e segredos revelados, afinal Gillian Flynn  provou-se especialista em recontar pontos de vistas em seus livros. Pequenos elementos chave são apresentados no decurso da obra, como a cachorrinha de Veronica que a acompanha em todos os lugares, sendo um elemento de composição muito bem adotado, mas também representativo, tanto pelo lado emotivo quanto para o racional da história.

Sobretudo, é magistral ver a equipe de mulheres em ação, ainda mais com a chegada da quarta integrante Belle (Cynthia Erivo), como motorista do grupo. Ela entra no terceiro ato do filme e faz uma ótima parceria com Viola Davis em cena. Já Michelle Rodriguez parece menos violenta que em seus personagens anteriores e mais moderada como mãe de duas crianças, enquanto Debicki é a própria contraposição de si, enorme perto de qualquer homem, sua personagem ainda subestima o seu potencial e poder.

As Viúvas é tudo que o desanimador Oito Mulheres e um Segredo (2018) prometia, mas não cumpriu. Para além de um filme do gênero policial, a obra debruça-se sobre a humanidade e as suas teias de conexões. Aqui, as piadas não têm vez, entretanto, temos um alívio na doçura do cachorrinho e na perversidade sarcástica de Jatemme. A vida é um jogo sujo e a mensagem de McQueen e Flynn ecoa pela tela quando Veronica, pela primeira vez, após perder várias partidas, abre finalmente um sorriso e os créditos sobem.

‘A Freira’: Derivado de ‘Invocação do Mal’ tem data de estreia adiada; Saiba mais!

A Freira‘, spin-off de ‘Invocação do Mal 2‘, teve seu lançamento adiado em alguns meses. A Warner Bros. moveu a data de 13 de julho de 2018, para 7 de setembro desse mesmo ano. Ainda não foi divulgada a data de lançamento no Brasil.

Confira a sinopse:

Quando uma jovem freira que vive enclausurada em um convento na Romênia comete suicídio, um padre com um passado assombrado e uma noviça prestes a fazer seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigar o caso. Juntos, eles desvendam o segredo profano da ordem. Arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas, eles confrontam a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”, à medida que o convento se torna um horripilante campo de batalha entre os vivos e os amaldiçoados.

Também foi divulgado um vídeo do Blu-ray de ‘Annabelle: A Criação do Mal’ que traz as primeiras cenas do terror, confira à partir dos 4:18 do vídeo abaixo:

Taissa Farmiga, Demian Bichir, Bonnie Aarons, Charlotte Hope, Jonas Bloquet e Ingrid Bisu estão no elenco.

O terror é roteirizado por David Leslie Johnson, um dos responsáveis pelo script de ‘Invocação do Mal 2’. James Wan e Peter Safran são os produtores.

5 CASOS REAIS de Ed e Lorraine Warren que podem inspirar ‘Invocação do Mal 3’ 

“Invocação do Mal 3 não será focado em Amityville”, afirma James Wan 

‘Hereditário’: Lançamento em Home Video terá 9 cenas deletadas

O polêmico terror ‘Hereditário‘ já possui data para chegar em Home Video nos EUA: 4 de setembro.

O DVD e Blu-ray contará com nada menos do que nove cenas deletadas, de um corte original de 3 horas de duração, além de um Featurette chamado “Amaldiçoado: A Verdadeira Natureza Hereditária” e galeria de fotos inéditas.

Para assistir o trailer do lançamento em Home Video, basta clicar neste link.

No Brasil, o lançamento deve acontecer em novembro.

Gostou de ‘Hereditário’? Então conheça outros 13 premiados filmes de terror!

Depois de uma estreia com ótimos US$ 13 milhões, o terror arrecadou mais US$ 7 milhões em seu segundo final de semana, somando um total de US$ 27 milhões.

Esse é o melhor resultado da A24, superando, em apenas 10 dias, os US$ 25 milhões arrecadados pela ‘A Bruxa‘.

De acordo com o CinemaScore, o filme registrou uma nota D+ de seu público, então era esperado uma queda de mais de 70%. No entanto, o terror decaiu menos do que 50%, o que é incomum para filmes de terror em geral.

Na trama, a família Graham começa a se revelar após a morte de sua avó reclusa. Mesmo após sua partida, a matriarca ainda exerce um mal sobre a família, especialmente em sua neta adolescente e solitária, Charlie, com quem ela sempre teve um fascínio incomum. À medida que um terror esmagador toma conta de sua casa, sua existência pacífica é desfeita, forçando sua mãe a explorar um reino mais obscuro para escapar do destino infeliz que eles herdaram.

Dirigido por Ari Aster, a produção é conduzida pela A24 e seu elenco conta como Toni Collette (‘O Sexto Sentido’), Zachary Arthur, Mallory Bechtel e Ann Dowd (‘The Handmaid’s Tale’).

Hereditário‘ já está em exibição nos cinemas.

Dica do fim de semana | Filmes que misturam Live Action com animações nos streamings

Os filmes que misturam atores reais com personagens animados são sucesso entre o público infanto-juvenil há décadas. Com o lançamento do novo filme do Tico e Teco, o CinePOP separou cinco filmes disponíveis nos streamings que fazem essa mistura com muita competência para você ver neste fim de semana. Confira!

Tico e Teco: Defensores da Lei (Disney+)

Grande lançamento do mês no Disney+, essa nova aventura de Tico e Teco mostra a dupla de esquilos como agora de Hollywood que estrelaram a icônica série dos anos 90. Anos depois, cada um seguiu seu caminho, mas vão precisar se unir novamente para tentarem encontrar um amigo em comum que desapareceu. Dessa forma, os esquilos vão passear pela “vida real” dos desenhos animados enquanto tentam sobreviver a uma trama insana e sarcástica.

Space Jam: O Jogo do Século (HBO Max)

Clássico dos anos 90, o primeiro Space Jam virou referência ao contar uma história lunática e divertida sobre o sequestro do astro do Chicago Bulls, Michael Jordan, pelos Looney Tunes, que haviam desafiado um bando de ETzinhos para um jogo de basquete. A sequência, Space Jam: Um Novo Legado (2021), também está disponível no HBO Max.

Uma Cilada Para Roger Rabbit (Disney+)

Talvez o filme mais famoso a misturar live action com animações, Uma Cilada Para Roger Rabbit é um filme policial sobre um detetive humano que odeia desenhos animados, mas que acaba sendo contratado para investigar o misterioso desaparecimento do coelho animado Roger Rabbit. Dessa forma, o detetive mergulho no submundo das animações para descobrir o paradeiro do coelho.

Scooby-Doo: O Filme (HBO Max)

Trazendo uma visão mais sarcástica e adolescente para a Mistério S/A, Scooby-Doo: O Filme mostra a turma separada após uma briga. Porém, eles acabam indo para juntos na Ilha do Espanto, um parque de diversões em uma ilha no qual misteriosas criaturas vêm assombrando os jovens que vão até lá passar suas férias. A sequência, que tem vários vilões clássicos da animação, também está disponível no HBO Max.

Sonic: O Filme (Netflix)

Último grande sucesso antes da pandemia, o filme do Sonic conta a história do simpático ouriço azul velocista que é mandado para a Terra após sua tutora ser atacada. Na Terra, ele se apaixona pela Cultura Pop e sonha em ter uma família. Em meio a suas travessuras, ele acaba se envolvendo com um policial e sua esposa, que vão tentar defendê-lo do excêntrico Dr. Robotnik (Jim Carrey), um agente do governo contratado para capturar o Sonic.

Crítica | Lua de Mel com a Minha Mãe – Comédia da Netflix Não Tem Graça e é de MAU GOSTO

Existe uma frase clássica atribuída ao psiquiatra austríaco Sigmund Freud que diz “Freud explica!”. Não é à toa: o neurologista dedicou sua vida a investigar as nuances da psique humana, todos os seus desdobramentos e, acima de tudo, aquilo que ele chamou de impulsos. Esses impulsos são ocultados pela nossa psique, que bloqueia essas vontades por conta de convenções sociais, religiosas, etc. Esses impulsos foram profundamente estudados por Freud, que os chamou de “complexos” – comportamentos da psique humana os quais o pesquisador relacionou a algum mito grego. E muito da sociedade ocidental se comporta a partir desses complexos, como pode ser visto na nova comédia da Netflix, ‘Lua de Mel Com a Minha Mãe’.

José Luis (Quim Gutiérrez, de ‘Te Quiero, Imbécil’) está prestes a se casar quando, de repente, sua noiva o abandona no altar e foge com o DJ. Cheio de dívidas por causa da cerimônia, ele tenta devolver o pacote de lua de mel que comprara para uma ilha paradisíaca, mas a agência diz que infelizmente não poderá devolver, mas que, se quiser, pode levar outra pessoa no lugar. É assim que José acaba levando a própria mãe, Mari Carmen (Carmen Machi) para esta que deveria ser sua viagem de lua de mel. Ao chegarem, porém, percebem que o hotel só é promocional para casais de fato recém-casados, por isso, para aproveitar os passeios gratuitos, os dois decidem fingir que são casados de verdade.

É perceptível que o roteiro de Cristóbal Garrido e Adolfo Valor reproduz o complexo de Édipo para a comédia: Édipo, na mitologia grega, matou o próprio pai para se casar com a mãe. Em ‘Lua de Mel Com a Minha MãeJosé, com a desculpa de não desperdiçar sua viagem, leva a mãe numa viagem romântica, em que os dois literalmente falam para todo mundo que são casados, andam abraçados e dormem na mesma cama, mesmo quando ninguém está olhando. Poderia ter mandado os pais na viagem, afinal, a agência falou que podia trocar as pessoas, mas foi filho e mãe na aventura. Sendo que a mãe fica se lamentando sobre o quanto se sentiu “enganada” pelo marido, que lhe prometera uma viagem a Paris quando eram jovens, mas que nunca chegaram a ir… olha aqui o filho ocupando o lugar do pai na estrutura familiar…

Ainda que se consiga relevar o complexo de Édipo, o filme de Paco Caballero não tem graça. O protagonista José é chato, chato mesmo, e totalmente perdido emocionalmente. Afora a bela locação, o único destaque é a atriz Carmen Machi, cuja atuação convence como uma mãe amorosa e cuja história desperta certa pena no espectador. Sem pé nem cabeça, o enredo não produz situações propriamente engraçadas, e nada ali faz rir.

Lua de Mel Com a Minha Mãe’ é um filme com um plot de mau gosto, e que ainda realça a negligência emocional pela qual muitas mulheres passam ao se casarem com homens que prometem o mundo, mas que só se preocupam com si mesmos. Por se tratar de comédia, é natural que o longa figure entre os mais vistos da Netflix, porém, há melhores produções desse gênero no catálogo da plataforma e que realmente cumprem com o que prometem.

10 sequências que demoraram tempo demais para acontecer

Nas últimas semanas, tivemos notícias sobre continuações para Um Príncipe em Nova York (1988), Os Caça-Fantasmas (1984 e 1989) e Bad Boys (1995 e 2003). Além disso, temos Vidro chegando aos cinemas de todo Brasil. Tudo isso nos fez pensar em sequências que são lançadas nos cinemas muitos anos após o original.

E são vários os exemplos. Fiquem ligados na nossa lista! Sentiu falta de algum? É só comentar!

VIDRO

Sequência de: Corpo Fechado

Intervalo: 19 anos

Vamos começar logo pelo exemplo mais recente. Vidro chega aos cinemas 19 anos após o lançamento de Corpo Fechado. O filme pode ser tratado de forma especial pois também é sequência de Fragmentado (2016). Mas tendo em vista que este último conta apenas com uma ponta de Bruce Willis, não vamos considerá-lo como sequência do hit de 2000. Vidro sim segue diretamente a história do original. Um prato e tanto para os fãs do diretor M. Night Shyamalan.

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

Sequência de: Indiana Jones e a Última Cruzada

Intervalo: 19 anos

Steven Spielberg também precisou de quase duas décadas para tirar nosso Indiana Jones da vida ociosa. Lançado em 2008, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal tinha a ideia de passar para frente o clássico chapéu do herói. Vivido mais uma vez por Harrison Ford, Indiana Jones passa por aventuras ao lado do filho Mutt (Shia LaBeouf). Cate Blanchett é a vilã principal da história. E a grande ausência com relação ao longa anterior é Sean Connery. Sempre recluso e aposentado, ele se recusou a voltar ao papel de Henry Jones.

A MALDIÇÃO DE CARRIE

Sequência de: Carrie, a Estranha

Intervalo: 22 anos

Clássico dirigido por Brian De Palma e estrelado por Sissy Spacek, Carrie, a Estranha revolucionou o cinema de horror da década de 70 e até hoje é uma referência no gênero. Você já viu quantas variações para clássica cena do balde de sangue? Muitas, não é mesmo? Pois o filme teve uma sequência lançada em 1999. A trama gira em torno de Rachel (Emily Bergl), meia-irmã de Carrie que agora sofre com bullying no colegial. Amy Irving é o principal nome do elenco na pele de uma conselheira escolar.

WALL STREET – O DINHEIRO NUNCA DORME

Sequência de: Wall Street – Poder e Cobiça

Intervalo: 23 anos

Repetindo o que aconteceu em Indiana Jones 4, Shia LaBeouf é o rostinho mais novo em Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (2010). Ele é o mais recente pupilo de Gordon Gekko (Michael Douglas). Além de Douglas, o filme conta com o retorno do diretor Oliver Stone e ainda traz uma breve participação especial de Charlie Sheen. Ao mesmo tempo em que busca voltar a ganhar destaque no mundo dos negócios, Gordon tenta se aproximar da filha Winnie (Carey Mulligan).

PSICOSE 2

Sequência de: Psicose

Intervalo: 23 anos

Assim como no caso de Carrie, a Estranha, estamos diante de uma continuação que gostaríamos de ter esquecido. Um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock e filme que revolucionou o gênero do suspense/terror, Psicose ganhou uma continuação em 1983, mais de duas décadas após o lançamento do original. Anthony Perkins se manteve no papel de Norman Bates, mas a direção ficou com o nada memorável Richard Franklin.

TRON – O LEGADO

Sequência de: Tron – Uma Odisséia Eletrônica

Intervalo: 28 anos

Clássico do início dos anos 80, Tron levou quase três décadas para ganhar uma continuação. Se o primeiro filme chegou num período em que a informática ainda era algo de difícil acesso, a sequência surge já na era da internet e das redes sociais. Ainda assim, os realizadores conseguiram criar uma trama inventiva e bem conectada com a do original. Garrett Hedlund e Olivia Wilde são os protagonistas de Tron – O Legado (2010). O destaque, no entanto, fica com Jeff Bridges, que volta ao papel de Kevin Flynn.

MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA

Sequência de: Mad Max Além da Cúpula do Trovão

Intervalo: 30 anos

Foram necessárias três décadas para George Miller voltar ao universo distópico de Mad Max. Mas não foi por falta de tentativa. O projeto foi iniciado e engavetado diversas vezes neste período. E até perdeu seu protagonista, Mel Gibson. Mas não foi problema. Tom Hardy assumiu o papel do guerreiro das estradas Max. O elenco conta ainda com as excelentes participações de Charlize Theron, Nicholas Hoult, Zoë Kravitz, Rosie Huntington-Whiteley e Riley Keough. O filme conquistou nada menos que seis estatuetas do Oscar.

STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA

Sequência de: Guerra nas Estrelas – O Retorno de Jedi

Intervalo: 32 anos

“Mas e a trilogia do anos 90 e 2000?”, você deve estar se perguntando. Devemos lembrar que os três filmes iniciados com A Ameaça Fantasma representam um prelúdio da história iniciada por George Lucas nos anos 70. A verdadeira continuação de O Retorno de Jedi surge apenas em dezembro de 2015, com o lançamento de Star Wars: O Despertar da Força. Foram mais de três décadas de espera. Mas valeu a pena para revermos o trio formado por Harrison Ford, Carrie Fisher e Mark Hamill. Além deles, tivemos a oportunidade de nos apaixonarmos por um novo time: John Boyega, Daisy Ridley, Oscar Isaac e Adam Driver.

BLADE RUNNER 2049

Sequência de: Blade Runner – O Caçador de Androides

Intervalo: 35 anos

Adaptação de obra clássica de Philip K. Dick, Blade Runner – O Caçador de Androides é um dos maiores cults do cinema de ficção científica. Um dos trabalhos mais conhecidos de Ridley Scott, o filme trazia Harrison Ford, Rutger Hauer e Sean Young numa trama repleta de personalidade. Por muito tempo, o mercado julgou uma continuação algo improvável, embora Scott volta e meia revelasse o interesse. Mas foi o ambicioso Denis Villeneuve que assumiu a responsabilidade. E contou com a ajuda de Ryan Gosling, Robin Wright, Ana de Armas, Dave Bautista e Jared Leto. Isso sem falar em Harrison Ford, é claro, que voltou ao papel de Rick Deckard.

O RETORNO DE MARY POPPINS

Sequência de: Mary Poppins

Intervalo: 54 anos

O Retorno de Mary Poppins é daqueles casos de continuação que servem praticamente como uma refilmagem. Ainda assim, a opção por seguir a história é interessante para não tentar apagar o que veio antes, ainda mais por se tratar de um dos maiores clássicos dos musicais. Emily Blunt assumiu a responsabilidade de ficar com o papel que consagrou a inesquecível Julie Andrews (a atriz conquistou um Oscar na pele da babá voadora). Lin-Manuel Miranda, Ben Whishaw, Emily Mortimer, Meryl Streep, Angela Lansbury e Colin Firth completam o elenco da produção, mas inesquecível mesmo é a participação do lendário Dick Van Dyke. Musicalmente, talvez o clássico de 1964 seja difícil de superar, mas é certo que o novo longa alcançou um voo bem alto.

‘American Horror Story: 1984’ ganha mais dois cartazes oficiais; Veja!

American Horror Story: 1984‘ ganhou mais dois cartazes oficiais acerca da estreia da nova temporada.

Confira:

O elenco do novo ciclo conta com Emma Roberts, Gus Kenworthy, Angelica Ross, Cody Fern, Billie Lourd, Leslie Grossman, DeRon Horton e Matt Morrison.

Também foi confirmado que Evan Peters NÃO retornará e Sarah Paulson fará apenas uma participação na próxima temporada.

American Horror Story: 1984‘ irá estrear no dia 18 de setembro.

‘The Eddy’: Série musical de Damien Chazelle ganha teaser oficial; Confira!

‘The Eddy’, nova série musical de Damien Chazelle, ganhou seu primeiro teaser oficial.

Confira:

A trama gira em torno de Elliot (Andre Holland), por sua vez, é um outrora celebrado pianista de jazz em Nova York que se mudou para Paris e agora é um dos donos de um clube noturno prestes a falir. Ele tem uma relação conturbada com a cantora da casa, mas prefere esconder o que sente. Quando sua filha de quinze anos (Amandla Stenberg) aparece repentinamente, Elliot deve enfrentar suas fraquezas e amadurecer.

O elenco também é formado por Joanna KuligLeïla BekhtiLiah O’Prey Tahar Rahim.

Chazelle tornou-se o diretor mais jovem da história a levar para casa a estatueta de Melhor Diretor por seu trabalho em ‘La La Land: Cantando Estações’. Seus outros créditos incluem ‘O Primeiro Homem’‘Whiplash: Em Busca da Perfeição’.

‘The Eddy’ será composta por oito episódios e estreia em 2020 na Netflix.

‘Fronteiras do Universo’: 2ª temporada ganha trailer ESPETACULAR; Confira!

A HBO divulgou hoje (23) o incrível trailer oficial da 2ª temporada de ‘Fronteiras do Universo’ (‘His Dark Materials’).

Confira:

Criada por Jack Thorne, a série foi desenvolvida em parceria entre a HBO e a BBC One, e é baseada na saga literária escrita por Philip Pullman.

Lyra Belacqua é uma órfã, ela vive em um mundo na qual as pessoas estão ligadas diretamente com um daemon, que pode ser qualquer tipo de animal. Criada pelos catedráticos na Universidade Jordan, ela presencia uma revelação que pode mudar tudo. Contudo a sua vida é catapultada quando conhece a bela e misteriosa Sra Coulter.

O elenco inclui Dafne Keen, Ruth Wilson, James McAvoy, Clarke Peters e Lin-Manuel Miranda.

O primeiro livro foi adaptado aos cinemas em 2006, com o filme ‘A Bússola de Ouro‘. Com orçamento de US$ 180 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 372 milhões mundialmente, o que encerrou a continuidade da franquia.

Dua Lipa divulga novo remix do single “Levitating”; Confira!

A cantora e compositora Dua Lipa divulgou em seu canal do YouTube um novo remix de “Levitating”, cuja mais recente versão foi performada ao lado do rapper DaBaby.

Confira:

single faz parte do álbum ‘Future Nostalgia’, lançado em março deste ano e um dos mais recebidos pela crítica em 2020.

A obra é composta por 11 faixas e inclui as músicas promocionais “Physical”“Don’t Start Now”“Break My Heart”.

Crítica | ‘Future Nostalgia’ é um álbum impecável e viciante do começo ao fim

Dua Lipa ganhou fama em 2017 com o lançamento de seu CD homônimo – que rendeu-lhe o Grammy de Artista Revelação dois anos mais tarde.

‘Floor is Lava’: Game show da Netflix é renovado para a 2ª temporada!

Segundo a Variety, a Netflix renovou oficialmente o game show ‘Floor is Lava’ para a 2ª temporada depois do imenso sucesso que o ciclo inicial do programa conquistou no ano passado.

reality se tornou uma sensação entre os usuários da plataforma de streaming e abarcou nada menos que 37 milhões de lares durante as primeiras quatro semanas desde o lançamento.

Ainda não se sabe quando os novos episódios irão estrear.

Em cada episódio, equipes diferentes terão que atravessar um percurso cheio de obstáculos sem cair no chão, inundado com “lava”, tendo que pular em cadeiras, se pendurar em cortinas e se balançar em candelabros.

‘What If…?’: Killmonger é destaque na promo oficial do mais novo episódio da animação; Confira!

O Disney+ divulgou uma nova promo oficial da elogiada animação ‘What if…?’, que traz o icônico Erik Killmonger – originalmente o vilão do aclamado ‘Pantera Negra’ interpretado por Michael B. Jordan.

O próximo episódio já está disponível na plataforma de streaming.

Confira:

‘What If’ é uma antologia que apresenta ao público cenários alternativos para os personagens mais icônicos da Marvel, e eles desde coisas sutis, como o Homem-Aranha entrando para o Quarteto Fantástico ou então o que aconteceria se o mundo soubesse que Demolidor é cego, até cenários mais extremos – por exemplo, e se Loki tivesse encontrado o martelo no lugar de Thor, ou Doutor Estranho tivesse se tornado um discípulo de Dormammu?

Outro aspecto bastante popular dessa compilação é explorar como o mundo seria se certos personagens tivessem sobrevivido ao invés de morrer. Por exemplo, um dos quadrinhos explora o mundo em que Ben Parker, tio de Peter, não tivesse morrido, ou então em que Gwen Stacy não tivesse morrido nas mãos do Duende Verde.

‘Batwoman’: Alice volta a ter alucinações na promo oficial do episódio 03×12; Confira!

A CW divulgou a promo oficial de “We’re All Mad Here”, décimo segundo episódio da 3ª temporada de ‘Batwoman’.

Ainda sem trama revelada, o vídeo mostra Alice/Beth Kane (Rachel Skarsten) voltando a ter alucinações, o que indica que ela pode se tornar a principal antagonista da trama de novo.

O capítulo será exibido no dia 23 de fevereiro.

Confira:

Criada por Caroline Dries, a série faz parte do Universo Compartilhado da DC nas telinhas, conhecido como o Arrowverse.

A trama segue Kate Kane e Ryan Wilder, enquanto elas lutam para enfrentar seus demônios se tornando vigilantes, combatendo o crime na cidade de Gotham.

O elenco conta com Javicia Leslie, Rachel Skarsten, Meagan Tandy, Nicole Kang, Camrus Johnson, Robin Givens, Nick Creegan e Victoria Cartagena.

‘Spiderhead’: Elenco e diretor revelam como algumas das cenas do filme foram feitas; Confira!

Spiderhead‘, suspense psicológico estrelado por Chris Hemsworth (‘Thor: Amor e Trovão’), chegou recentemente ao catálogo da Netflix e, para promovê-lo, a plataforma de streaming se reuniu com o elenco protagonista e com o diretor Joseph Kosinski para revelar como algumas cenas foram feitas.

Confira:

A história é centrada em um futuro distante no qual uma empresa médico-hospitalar oferece a detentos a chance de se voluntariarem para experimentos farmacêuticos que prometem mudar suas vidas.

Relembre o trailer:

Dirigido por Kosinski (‘Top Gun: Maverick, Tron: O Legado’), o longa também conta com Jurnee Smollett (‘Lovecraft Country’) e Miles Teller (‘Whiplash – Em Busca da Perfeição’).

Na trama, duas pessoas encarceradas (Miles Teller e Jurnee Smollett) confrontam o passado em uma penitenciária ultramoderna. O local é administrado por um visionário (Hemsworth) que faz experimentos com drogas, alterando a mente dos detentos.

Rhett ReesePaul Wernick, a dupla por trás de ‘Deadpool’, ficam responsáveis pelo roteiro.

Hemsworth, Reese e Wernick também entram como produtores ao lado de Eric NewmanTommy HarperJeremy StecklerGeneva Wasserman.

‘The Kardashians’: 2ª temporada completa do reality já está disponível no Star+!

A 2ª temporada de ‘The Kardashians’reality show que acompanha o clã Kardashian-Jenner, chegou ao fim no último dia 24 de novembro e, agora, os fãs poderão maratonar os episódios do recente ciclo de uma só vez.

Relembre o trailer:

Com pleno acesso às suas vidas, a célebre e amada família Kardashian retorna com sua nova série. Kris, Kourtney, Kim, Khloé, Kendall e Kylie ligam novamente as câmeras para revelar a verdade por trás das manchetes. Desde a intensa pressão de administrar negócios multimilionários até momentos simples do dia a dia, de brincadeiras entre as irmãs a levar as crianças na escola, a nova série vai prender os telespectadores com a honesta e fascinante história de vida.

Ben Winston é o produtor executivo ao lado de Emma Conway, Elizabeth Jones e Danielle King, que também atuam como showrunners.

Crítica | Jessie Ware nos leva a uma jornada fabulosa com o impecável álbum ‘That! Feels Good!’

Quando Jessie Ware fez sua estreia em 2012 com o aclamado ‘Devotion’, todos já deveríamos ter premeditado seu meteórico sucesso com o passar dos anos; afinal, a cantora e compositora britânica transformou-se em uma poderosa porta-voz do classicismo atemporal do house, do disco e do new wave, sem perder a significativa originalidade que a colocou no centro dos holofotes. Oito anos depois de seu début, ela voltaria a nos encantar com ‘What’s Your Pleasure’, um arauto do hi-NRG e do nu-disco que lhe traria ainda mais visibilidade internacional. Agora, ela volta a se consagrar como uma das grandes vozes da atualidade com seu antecipadíssimo retorno, ‘That! Feels Good!’.

A artista já havia nos presenteado com alguns ótimos singles para promover o álbum. Tivemos a potência libertadora de “Free Yourself”, um hino house que serve para qualquer um que queira quebrar as correntes da normatização e serem como bem entenderem; a nostálgica “Pearls”, que nos arremessou de volta para os anos 1970 e 1980 com um arranjo fabuloso de baixo, sinos e vocais; e “Begin Again” traz uma gama de elementos conflituosos que criam mágica através de uma trama hedonista e cheia de paixão – e que inclui, inclusive, elementos brasileiros da bossa nova. Nosso maior medo é que o resultado se tornasse repetitivo, mas, como já era de se esperar, Ware nos surpreende com uma urgente declamação sobre a importância de viver e de experimentar tudo o que existe ao nosso redor.

É quase impossível escolher um ponto alto da produção, visto que ela, em sua completude, é inenarrável e indescritível. Afinal, Jessie não apenas nos convida para um convite deliciosamente anacrônico, perpassando as várias fases de um estilo de música que sofre constantes revisitações e redescobertas; ela dilui as barreiras entre som e imagem, criando uma confluência de textura que nos transporta a outro mundo – um mundo sem estresses contínuos e que a única obrigação é se divertir e aproveitar o que há de ser oferecido. Não é à toa que boa parte da temática adote uma persona sensual, livre de amarras e que é movida pelo poder empoderador da música.

A faixa de abertura, que empresta seu nome ao título do álbum, é uma orgásmica exaltação dos anos 1970, imbuída em vibrantes mesclas de funk e R&B – com instrumentais que fundem o baixo e o trompete em um hino dançante a que não podemos ficar parados. Logo de cara, somos bombardeados com uma sensorialidade invejável, que nos carrega por uma experiência sublime; pouco depois, ela mergulha de cabeça no nu-disco e no electro-disco de “Freak Me Now”, prestando homenagens a nomes como Donna Summer e Nile Rodgers e garantindo que as progressões atravessem gerações em um piscar de olhos. “Beautiful People”, facilmente uma das melhores da carreira da cantora, evoca um sentimento quase didático sobre como deixar os problemas descansarem e abraçar a noite (e ninguém poderia ter entregado os versos “sirva um drinque; mistura sua felicidade com tormento – tão doce” como ela).

É notável como, em apenas quarenta minutos, essa aventura serve como um épico-histórico da devoção ao prazer, da busca pela euforia e pelo ânimo; como numa inescapável ilha, voltamos automaticamente para o começo e exploramos mais uma vez as bem-vindas palavras de Ware. E, como se não bastasse, ela mantém-se firme ao projeto arquitetado até mesmo quando diminui o ritmo e aposta numa configuração mais lenta: temos “Hello Love”, pincelada coma infusão latina de batuques orquestrados sob uma narrativa romântica, além de uma multiplicidade de camadas que nos fazem sobrevoar a canção; e “Lightning”, que transpõe-se ao uso nostálgico dos sintetizadores e abre espaço ao synth-R&B, migrando para o início dos 2000 e nos confortando num saudosismo sem fim.

Durante uma entrevista à Rolling Stone, Jessie revelou como imaginava seus fãs ouvindo o álbum, ao que respondeu: “com um coquetel na mão e o senso de oportunidade e encontros da vida e romance e sexo e diversão”. Agora, já sabemos o motivo: cada uma das tracks é pensada cuidadosamente e de forma quase testamentária da própria carreira da performer. Em outras palavras, sentimos como se ela estivesse nos preparando para o momento em que tudo o que tivéramos ouvido convergisse para uma obra-prima que nos permite sermos frívolos e despreocupados, nem que seja por um momento. Ela nos transporta para um mundo único, movido a peculiaridades que oscilam entre a realidade e a teatralidade.

‘That! Feels Good!’ não apenas é um dos melhores álbuns do ano, mas, a cada vez que o reouvimos, o melhor álbum da carreira de Jessie Ware, em que notamos um claro amadurecimento sem abandonar sua identidade. Um meteórico afluente de sensações e instrumentos sem medo de ser feliz – e “ooh, escandaloso”.

Nota por faixa:

1. That! Feels Good! – 5/5
2. Free Yourself – 5/5
3. Pearls – 5/5
4. Hello Love – 5/5
5. Begin Again – 5/5
6. Beautiful People – 5/5
7. Freak Me Now – 4,5/5
8. Shake The Bottle – 4,5/5
9. Lightning – 5/5
10. These Lips – 5/5

‘Boogeyman: Seu Medo é Real’ já está disponível no Star+!

O terror ‘Boogeyman: Seu Medo é Real’, inspirado no conto de Stephen King, já está disponível no Star+.

A produção foi lançada na plataforma de streaming hoje, 05 de outubro, mesmo dia de lançamento nos Estados Unidos pelo Hulu.

Ainda se recuperando da trágica morte de sua mãe, uma adolescente e sua irmã mais nova se veem atormentadas por uma presença sádica em sua casa e lutam para fazer com que seu pai de luto perceba a ameaça antes que seja tarde demais.

Relembre o trailer:

Em entrevista ao Discussing Film, o diretor Rob Savage revelou que já possui planos para uma possível continuação de ‘Boogeyman: Seu Medo é Real‘.

Savage sugeriu que a sequência não seguirá o padrão comum das continuações produzidas por grandes estúdios:

“Temos uma ideia fantástica para a continuação de ‘Boogeyman’ que deixará todos empolgados”, afirmou Savage. “Não será o que você esperaria de uma sequência de um grande filme de estúdio, mas será genuinamente assustador. Estou extremamente entusiasmado com isso. Se o primeiro filme não decepcionar nas bilheterias, talvez possamos ver uma sequência no futuro.”

Em entrevista ao CinePOP, a atriz Sophie Thatcher (‘Yellowjackets’) falou sobre o novo filme baseado no conto de Stephen King e revelou se acreditava no bicho-papão quando era criança.

“Eu tinha minhas próprias versões. Eu definitivamente tinha uma imaginação maluca, imaginava um monte de coisas. Lembro-me de pensar… Eu tinha uma coisa com espelhos. Tinha muito medo que um rosto aparecesse nos espelhos. Eu pensei ter visto uma bruxa no meu espelho na escola primária. Coisinhas assim. Tinha o bicho-papão também. Acho que não há uma imagem específica de como ele é. Pode tomar qualquer forma, por isso é tão assustador.”, ela revelou. 

Assista à entrevista:

O elenco conta com Sophie ThatcherChris Messina, David DastmalchianMarin IrelandVivien Lyra BlairMadison Hu.

O roteiro original foi assinado por Scott Beck & Bryan Woods (‘Um Lugar Silencioso’) e Akela Cooper (‘Maligno’), sendo posteriormente revisado por Mark Heyman (‘Cisne Negro’).

Nós | Os cinco anos da OBRA-PRIMA do suspense de Jordan Peele

Jordan Peele é um dos diretores mais respeitados da atualidade – e, pouco depois de ter causado um grande impacto com ‘Corra!’, que inclusive conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original e foi considerado um dos melhores filmes da década passada, o cineasta retornou às telonas com o aclamado ‘Nós’, que completa cinco anos de lançamento em 2024. Mantendo-se fiel às potentes temáticas sociais exploradas em seu filme anterior, a produção consagrou-se como uma das entradas mais memoráveis de sua carreira, trazendo explanações sobre a própria funcionalidade do mundo através de uma impecável história de suspense e terror.

Estrelado por Lupita Nyong’o em um papel divisor de águas para sua feroz versatilidade artística, a trama acompanha Adelaide, uma mulher que, quase três décadas depois de ter passado por um trauma inescapável após ter encontrado seu döppelganger em uma Casa de Espelhos, volta à casa de férias de seus pais com o marido e os filhos – apenas para descobrir que o pesadelo do qual tentara escapar todos aqueles anos atrás não acabou. Após chegar lá, ela descobre que existe uma espécie de mundo subterrâneo que serve como reflexo da superfície de uma forma extremamente grotesca e distorcida. Mas as coisas mudam de uma hora para outra quando os habitantes desse submundo, que são os döppelgangers de cada ser humano no planeta, resolvem sair de seu confinamento eterno e realizar uma matança generalizada para tomarem o lugar de seus “superiores”, por assim dizer.

Enquanto ‘Corra!’ colocou Peele no centro dos holofotes e o catapultou ao estrelato no cenário mainstream, ‘Nós’ se configura, ao menos por enquanto, como sua magnum opus. Apesar de se valer de certas fórmulas dos filmes de suspense psicológico, incluindo reviravoltas de tirar o fôlego e que adornam com ainda mais beleza o ato de encerramento do longa-metragem, o resultado é impressionante do começo ao fim pelas subtramas que acompanham o “andar da carruagem”. Para além da performance irretocável de Nyong’o como Adelaide e como seu duplo, Red – que com certeza deveria ter-lhe rendido uma indicação ao Oscar -, e de um elenco que conta com Winston Duke, Shahadi Wright Joseph, Elisabeth Moss, Evan Alex e outros, a condução crítica promovida pelo diretor é on point em cada uma de suas camadas.

A obra nutre de inúmeras incursões que nos levam a refletir sobre o funcionamento da sociedade. A primeira delas envolve a questão do outro. Diversos filósofos e sociólogos já exploraram a questão dos döppelgangers e de que modo é possível compreender essa imagem como uma extensão de nós mesmos. Todavia, se tomarmos outra perspectiva para analisar as inflexões promovidas por Peele, é possível que o próprio título aponta para a arbitrariedade do coletivo, em que o “nós” de um lugar não é o “nós” do outro; em outras palavras a divisão incisiva entre o mundo subterrâneo e o da superfície é o que explica a revolta dos Atrelados (Tethered, no original) e uma reação, a priori, inexplicável.

Dentro disso, não há nada que indique as pessoas desses dois cosmos pertençam a seus respectivos lugares, aumentando a tensão que escala exponencialmente – e a troca entre Adelaide e Red, que é-nos explicada nos momentos finais do enredo, demonstra essa supracitada arbitrariedade dos corpos em um determinado espaço: um só não ocupa o lugar do outro porque ocupa o seu próprio. Além disso, há o choque físico das realidades que explode através das características dos Atrelados, cuja simbologia aponta para um espaço social determinado a certos grupos – e que já se repetiu incontáveis vezes na história.

Peele também explora as ramificações do fascismo por meio de sutilezas que apenas alguém com sua genialidade poderia fazer. Intrínseco à ideologia neoliberalista, o fascismo se aproveita da máxima do “bode expiatório” para garantir sua existência. Há a necessidade de colocar a culpa em algum grupo específico para que o medo permaneça e seja utilizado como ferramenta de controle em massa – como aconteceu, por exemplo, com os negros e com os judeus à época da II Guerra Mundial e da ascensão de Adolf Hitler como símbolo máximo da perpetuação supremacista. Entende-se o oferecimento de um objeto para ódio que a população sente, transferindo a verdadeira culpa e culminando em apenas um desfecho: a violência contra aqueles que são o suposto problema.

O ódio se une à outra questão importante delineada pela narrativa – a falsa sensação de felicidade. O neoliberalismo, em si, promete a felicidade para quem se esforça, mas o que se deve fazer quando isso não acontece? Afinal, quando não encontramos essa plenitude individualista prometida por esse sistema que, claramente, é falho, voltamos nossa atenção àqueles que gozam desses frutos (um termo conhecido como juissance ou prazer, no português). E, conforme percebemos que esse gozo pode ser inalcançável, o “bode expiatória” retorna e o prazer é transferido para a causa de sofrimento em outrem como forma de reparação; quando não podemos mais provocá-lo, vende-se a ideia de que existe censura e a perda de um direito que não deveria nem ao menos existir.

É aí que a vilanesca apresentação de Red e dos Atrelados é examinada sob uma nova ótica: assim como os membros da superfície são vítimas desse sistema completamente degenerado, os döppelgangers se veem privados desse direito à felicidade e são levados a acreditar que os verdadeiros culpados são aqueles que vivem livremente e não estão fadados às amarras que os acorrentam. Por fim, lembram-se da tesoura que os “outros” usam? Pois bem, é possível encará-la como a materialização sólida de uma separação entre o que Adelaide e seus semelhantes possuem e a que Red e seus asseclas foram negados desde o momento em que passaram a ser.

Dica da Semana | ÓTIMAS séries nacionais para conferir nos streamings!

Mesmo em 2024, há várias pessoas que não conseguem apreciar a beleza do audiovisual brasileiro – alegando, sem qualquer embasamento, que as produções internacionais são sempre melhores.

Porém, sabemos que isso não é verdade – e essa inexplicável síndrome do viralatismo precisa acabar. Apenas nos últimos anos, as plataformas de streaming supervisionaram ótimos projetos brasileiros que conquistaram tanto a crítica quanto o público.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista com cinco ótimas séries nacionais para você conferir.

Veja abaixo as nossas escolhas:

SOB PRESSÃO (2017 – PRESENTE)

Onde assistir: Globoplay

‘Sob Pressão’ acompanha o dia-a-dia dos funcionários de um hospital público no subúrbio do Rio de Janeiro. A vida dos profissionais não é nada fácil, especialmente para o Dr. Evandro (Júlio Andrade), o cirurgião-chefe da equipe médica. Cético, ele encontra alívio para os seus problemas na companhia da doutora Carolina (Marjorie Estiano), sua colega de trabalho que, diferente dele, encontra na fé o refúgio para seus problemas. Os dois podem até ser diferentes, mas vão encontrar um no outro uma maneira de sobreviver entre as emergências do hospital e o caos de suas próprias vidas. Diante de constantes desafios, eles fazem o impossível pela vida de seus pacientes, indo ao limite para exercer sua profissão com ética e eficiência, mas sem nunca perder o lado humano da medicina. Mesmo com enormes faltas e problemas na saúde pública, os dois e seus outros companheiros lutam diariamente para oferecer a melhor assistência possível a todos que atravessam as portas do hospital.

COISA MAIS LINDA (2019 – 2020)

Onde assistir: Netflix

Na São Paulo do final da década de 50 está Maria Luiza, uma moça conservadora e completamente dependente de dois homens: seu pai, Ademar, e o marido dela, Pedro. No entanto, sua vida toma um rumo completamente diferente quando Pedro desaparece ao viajar para o Rio de Janeiro a fim de montar um restaurante. Maria Luiza, é claro, segue os rastros do marido, mas acaba transformando o sofisticado restaurante em uma casa noturna. Em terras cariocas, essa jovem passa então a descobrir um novo mundo na companhia de mulheres feministas e liberais e ao som da Bossa Nova.

DE VOLTA AOS 15 (2022 – 2024)

Onde assistir: Netflix

Aos 15 anos, Anita sonhava em crescer logo e deixar sua pequena cidade para viajar pelo mundo. Mas, ao completar seus 30 anos, percebe que as coisas não são bem como imaginava. Quando volta à terra natal para o casamento da irmã, eventos desastrosos acontecem, e ela se refugia no quarto onde passou a adolescência. Ao ligar seu antigo computador, a protagonista é transportada, como mágica, para o primeiro dia no colegial. Agora, Anita vai tentar consertar a vida de todos ao seu redor, mas cada mudança no passado impacta o futuro de todos – e nem sempre para melhor.

CANGAÇO NOVO (2023 – PRESENTE)

Onde assistir: Prime Video

‘Cangaço Novo’ conta a história de Ubaldo (Allan Souza Lima), um bancário morador de São Paulo, que vira cangaceiro ao tomar conhecimento da herança de seu pai biológico. No faroeste brasileiro, Ubaldo, que tem poucas memórias da sua infância, conhece suas irmãs Dilvânia (Thainá Duarte) e Dinorah (Alice Carvalho) e percebe o quanto a vida deles é impactada com problemas estruturais do brasil, como o crime organizado e a política. Para cumprir o legado de seu pai biológico, ele se tornará o novo líder de uma gangue que promete revirar o coração do Nordeste.

OS OUTROS (2023 – PRESENTE)

Onde assistir: Globoplay

‘Os Outros’ fala sobre a dificuldade contemporânea de se resolver através do diálogo e as consequências da intolerância. Tendo como pano de fundo a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, dois casais do subúrbio se mudam para um condomínio de classe média alta: Wando (Milhem Cortaz) e Mila (Maeve Jinkings) e Cibele (Adriana Esteves) e Amâncio (Thomas de Aquino). Os filhos deles brigam e, quando as famílias tentam intervir, não conseguem chegar a um acordo. Com a briga generalizada, uma disputa é instalada no condomínio, envolvendo, inclusive, os outros moradores. Até onde eles estão dispostos a chegar para estar com a razão?

Gostou de ‘Vinagre de Maçã’? Aqui estão outras produções SEMELHANTES para conferir na Netflix!

Cinebiografias costumam conquistar boa parte do público apaixonado por produções audiovisuais – principalmente quando tais narrativas são focadas em golpistas que conseguiram enganar bastante gente antes de serem pegos.

Recentemente, a minissérie australiana ‘Vinagre de Maçã’ foi lançada no catálogo da Netflix, apresentando uma adaptação de uma das histórias mais escabrosas da memória recente. A trama, estrelada por Kaitlyn Dever em uma de suas melhores performances, é focada em Belle Gibson – uma jovem que, desesperada para mudar de vida, fingiu ter sido diagnosticada com múltiplos tipos de câncer e se curado apenas com tratamentos naturais e alternativos, utilizando sua história para se tornar uma grande empreendedora. Porém, não levou muito tempo até que Belle fosse descoberta e processada por um compilado considerável de fraudes e mentiras.

A minissérie reacendeu nosso apreço por obras do gênero e, pensando nisso, preparamos uma breve lista com outras cinco produções que partem de premissas similares para você conferir nos streamings.

Veja abaixo as nossas escolhas:

EU ME IMPORTO (2020)

No longa ‘Eu Me Importo’, a indicada ao Oscar Rosamund Pike dá vida à Marla Grayson, uma sagaz e audaciosa curadora que utiliza a população idosa de sua cidade natal para crescer na vida. Fundadora de uma pequena empresa familiar, ela, em conluio com vários outros membros de sua comunidade, convence juízes a passarem todos os bens de pessoas mais velhas que, alegadamente, não conseguem mais tomar conta de si próprios. Entretanto, Marla apenas se aproveita de uma espécie de submissão involuntária para se apropriar de quaisquer itens de valor que eles tenham, vendendo-os em leilão para benefício próprio – isso é, até cruzar caminho com uma misteriosa e perigosa senhora, Jennifer Peterson (Dianne Wiest).

Com críticas bastante positivas – angariando 79% de aprovação no Rotten Tomatoes -, o filme teve sua estreia oficial no Festival de Toronto antes de chegar à plataforma de streaming. Para além da incrível atuação de Pike (que conquistou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Comédia/Musical) e de Wiest, o elenco estelar contou com nomes como Eiza GonzálezPeter DinklageChris Messina.

DOPESICK (2021)

Em mais uma atração focada na crise de opioides nos Estados Unidos – e que, de certa maneira, dialoga com ‘Vinagre de Maçã’ -, ‘Dopesick’ emerge como um olhar ambicioso, angustiante e cativante do epicentro da luta da América contra o vício em opioides, levando o público à uma comunidade mineira da Virgínia, aos corredores do Departamento de Narcóticos e à opulência do centros farmacêuticos de Manhattan. A trama também é centrada no uso indiscriminado de tais drogas no país – algo que gerou uma sucessão de viciados e um alto índice de mortes.

Além de nomes como Michael KeatonPeter SarsgaardMichael Stuhlbarg, a minissérie contou com a presença de Dever no elenco protagonista – e conquistou nada menos que 14 indicações ao Emmy Awards. Keaton, aclamado por sua icônica performance, foi condecorado com o Globo de Ouro, o SAG Award e o Critics Choice Award de Melhor Ator em Minissérie.

INVENTANDO ANNA (2022)

Julia Garner é uma das atrizes mais talentosas da nova geração e, depois de ter conquistado a crítica e o público em ‘Ozark’, retornou para a Netflix com a minissérie ‘Inventando Anna’ – que inclusive lhe rendeu uma indicação ao Emmy de Melhor Atriz em Série Limitada.

Na obra, Garner interpreta Anna Delvey/Anna Sorokin, uma jovem que fingiu ser uma herdeira alemã e se infiltrou na restrita alta sociedade nova-iorquina apenas para conseguir o que sempre quis – fama e dinheiro. Aplicando inúmeros fraudes em importantes membros da high society, ela utilizou de seu ardil e de sua inegável inteligência para se hospedar nos hotéis mais luxuosos do mundo, esbanjar milhares de dólares em jantares dispendiosos e roupas de marca e utilizar uma crescente influência para abrir uma fundação para artistas – que serviria de fachada para seus verdadeiros planos.

O GOLPISTA DO TINDER (2022)

Migrando das adaptações dramatizadas para o cenário dos documentários, ‘O Golpista do Tinder’ quebrou recordes de exibição ao chegar à Netflix em 2022. O longa-metragem comandado por Felicity Morris conquistou sólidos 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e nada menos que cinco indicações ao Emmy Awards – sagrando-se um sucesso de crítica e de público.

A trama é centrada no golpista israelense Simon Leviev, que se tornou mundialmente famoso ao utilizar o Tinder, um aplicativo de relacionamento bastante popular até os dias de hoje, para conhecer mulheres e manipulá-las emocional e financeiramente – induzindo-as a “ajudá-lo” com grandes quantidades de dinheiro para escapar de “inimigos mortais”. Porém, a pose de vítima era apenas pretexto para arrancar quantias consideráveis que continuassem a reiterar seu luxuoso estilo de vida.

IMPÉRIO DA DOR (2023)

‘Império da Dor’ pode não ser exatamente sobre golpistas, mas se assemelha a ‘Vinagre de Maçã’ por discorrer sobre um tema importante para os dias atuais – a indústria farmacêutica, métodos alternativos e capitalismo predatório. A minissérie, estrelada por ninguém menos que Uzo AdubaMatthew Broderick, lança luz à crise de opioides nos Estados Unidos e de que forma o governo respaldou, mesmo que inadvertidamente, o vício em drogas por boa parte da população norte-americana.

Uma releitura ficcional de eventos reais, a minissérie apresenta uma história explora algumas das origens e consequências da crise de opioides nos Estados Unidos, destacando as histórias dos perpetradores, vítimas e buscadores da verdade cujas vidas foram alteradas para sempre pela invenção do OxyContin.

‘Alice in Borderland’: 3ª temporada teaser INSTIGANTE e data de estreia na Netflix!

A Netflix divulgou o primeiro teaser oficial da 3ª temporada de ‘Alice in Borderland‘.

Além disso, foi revelado que o novo ciclo chega à plataforma de streaming no dia 25 de setembro.

Confira:

Na trama, acompanhamos Ryohei Arisu, um jovem desempregado e vidrado em videogames, que se vê transportado para uma versão alternativa de Tóquio, onde ele e seus amigos são forçados a participar de jogos mortais para sobreviver.

A série é baseada no mangá homônimo criado por Haro Aso.

Kento Yamazaki e Tao Tsuchiya estrelam a produção.

‘When Calls The Heart’ é RENOVADO para a 14ª temporada; Lori Loughlin retorna como Abigail Stanton

Antes mesmo da estreia da 13ª temporada em 4 de janeiro, o Hallmark Channel renovou o popular drama ‘When Calls the Heart’ para mais um ciclo (via Deadline).

A produção da 14ª iteração começará no próximo ano, com previsão de estreia em 2027.

Além disso, a atriz Lori Loughlin (‘Curb Your Enthusiasm”, ‘Três É Demais’), integrante do elenco original, reprisará seu papel como Abigail Stanton e aparecerá em seis dos 12 novos episódios, conforme revelado pela emissora.

“Desde a estreia da série em 2014, a personagem Abigail Stanton se tornou uma das favoritas dos fãs e muito querida pelos ‘Hearties’”, disse Michelle Vicary, Chefe de Programação da Hallmark Media. “A essência da marca Hallmark é esperança, positividade e conexão, que também são os temas centrais de ‘When Calls the Heart’. Sentimos que a 14ª temporada era o momento certo para dar continuidade à história de Abigail com seu retorno a esta série tão amada”.

Na trama, Elizabeth Thatcher, uma culta e jovem professora em 1910, teme deixar seu mundo confortável na cidade. Mas quando ela aceita um cargo de professora em uma cidade na fronteira, ela descobre novos propósitos, esperanças e amor.

O elenco conta com Erin Krakow, Martin Cummins, Pascale Hutton, Jack Wagner e Kavan Smith.