A trama gira em torno de Jefferson Pierce, um pai de família que precisa voltar a atuar como o justiceiro Raio Negro quando a violência de gangues ameaça o futuro de sua comunidade e sua filha se torna obcecada com a execução da justiça. Ele precisa agir com cuidado, entretanto, pois a polícia está á sua procura.
A Paramount Pictures finalmente divulgou o trailer oficial do aguardado ‘Pânico’, quinto filme da franquia slasher– e não demorou muito até que os fãs ficassem em êxtase com o retorno de uma das produções mais icônicas do cinema.
O primeiro filme da franquia estreou em 1996 e tornou-se um clássico instantâneo e revolucionário que misturou elementos do terror slasher com a metalinguagem cinematográfica. Dirigido por Wes Craven e roteirizado por Kevin Williamson, a trama focava em um serial killer mascarado conhecido pelo nome de Ghostface, que utilizava bordões e um assustador conhecimento sobre produções do gênero para perseguir suas vítimas.
Juntas, as quatro iterações arrecadaram mais de 608 milhões de dólares nas bilheterias mundiais.
A Paramount Pictures lança ‘Pânico‘ no Brasil no dia 13 de janeiro de 2022, um dia antes da estreia norte-americana.
O chocar é um elemento algumas vezes utilizado na maneira como é contada uma história, geralmente buscando a atenção do espectador para refletir sobre determinado tema. Pensando sobre essa questão, resolvemos criar uma lista bem interessante com 10 filmes que fazem pensar através de cenas chocantes!
Na trama, conhecemos Sascha (Victoria Carmen Sonne), uma jovem que desembarca em um aeroporto na Turquia para passar um tempo na casa de praia do namorado bandido Michael (Lai Yde) e acaba encarando uma normalidade de violência e abusos dentro do universo do namorado. Quando parece que começa a perceber que há algo errado, ou pelo menos que deseja sair daquele universo mesmo que de maneira não convicta, ela conhece um velejador holandês mas Michael não deixará as coisas irem para o rumo que estavam caminhando.
Na trama, conhecemos um jovem trabalhador chamado Carter (Joey Bada$$), em um dia de grande alegria por ter conhecido um provável futuro amor, Perri (Zaria). Ele está voltando para casa onde está seu cachorrinho fofo o qual ama muito e até mesmo aciona via wi-fi um lança biscoitinhos para ele enquanto não chega em casa. Ainda na calçada, em frente ao prédio onde estava é abordado de maneira abrupta e desleal pelo policial branco Merk (Andrew Howard) e assim, em fração de segundos, sua vida corre sérios riscos. Acontece que um loop infinito é ativado (volta sempre ao mesmo dia e momento da tragédia) e agora o protagonista precisa encontrar alguma maneira de ter um final diferente para essa história. Mas será que existe?
Um filme perturbador, angustiante que mostra os lados mais sombrios e irracionais da psiquê humana, tudo isso aplicado em uma família peculiar ao extremo. O longa é um balde d’água fria em qualquer conceito de família normal ou tradicional. Dirigido pelo cineasta grego Yorgos Lanthimos.
Na trama, somos jogados novamente para os horrores da Primeira Guerra Mundial, mais precisamente para o ano de 1917 e no início do mês de abril (exatamente no dia em que os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha e seus aliados), onde dois jovens soldados britânicos recebem ordens claras e objetivas para atravessarem um enorme território, inclusive passar próximo das linhas inimigas, tudo isso para entregar uma mensagem importante que pode salvar todo um batalhão com mais de 1.500 britânicos. Assim, reunindo forças de onde podem os jovens enfrentarão obstáculos complicados para chegarem até seu objetivo.
O vencedor do importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, conta a história de Oscar, um rapaz de 22 anos que busca redenção em sua vida. Demitido do seu honesto emprego, busca forças na sua carinhosa família para não voltar ao mundo das drogas. Mesmo com o passado triste batendo em sua porta muitas vezes, Oscar possui um desejo gigante de ser um melhor pai e um parceiro melhor para sua namorada. No dia 31 de dezembro de 2008, ele e sua família serão protagonistas de uma das cenas mais chocantes, dramáticas e absurdas da história da polícia norte-americana.
Augustine
Ambientado no final do século XIX, Augustine mostra a vida e os difíceis estudos do professor Charcot (Vincent Lindon), que trabalha no prestigiado Hospital Pitié-Salpêtriere. Dedicando a vida a resolver os problemas duvidosos da medicina, acompanhamos seu mais novo estudo, a histeria. Entre muitos testes e experimentos, a jovem Augustine (Soko), torna-se sua cobaia favorita e o professor passa de objeto de estudo para objeto do seu desejo.
Na trama, conhecemos Simone (Sol Miranda), uma jovem negra, de vinte e poucos anos, que, após a faculdade de direito, está iniciando seu caminho na Defensoria Pública no Estado do Rio de Janeiro. Seu cotidiano é intenso, precisa lidar pelas possibilidades da lei sobre vários tipos de violências quase sempre contra mulheres. De noite, ela é Camgirl, faz performances sexuais online, buscando expor seus desejos e também os desejos do público que já a acompanha faz tempo. Quando ela se vê em um certo descontrole quanto a violência (e até mesmo os limites) de suas apresentações na internet, escolhas precisarão serem tomadas.
Olho por olho, dor por dor. Em pouco mais de 80 minutos de projeção, Vingança Redentora nos leva para uma ampla e profunda análise sobre o castigo, a punição, acompanhamos a estrada de via única de um homem indo atrás de vingança após sua alma se deteriorar logo em seguida à uma tragédia. Dirigido pelo cineasta britânico Shane Meadows, o filme tem uma trilha sonora marcante além de uma atuação explosiva do excelente Paddy Considine.
Um ambicioso casal em busca de um empreendimento, leva os pais de uma das partes para uma visita à uma ilha onde supostamente existe um ótimo lugar, onde não falta nada, e daria um ótimo hotel. O intuito desse convite é conseguir uma boa parte do dinheiro de entrada desse negócio. Acontece que o responsável pela casa na ilha, após algumas situações constrangedoras com elementos da família, acaba fugindo, deixando o restante das pessoas sem ter como sair da ilha. O que era pra ser um passeio agradável, regado à vinho e conversas descontraídas logo vira um ambiente hostil, tenso, onde facetas escondidas logo vem à tona.
Um choque entre dois mundos é a combustão que nos leva para uma estrada de diversos conflitos e escolhas, onde o paradoxo entre a impulsividade e a premeditação vira um reflexo dilacerante da natureza humana. Escrito e dirigido pela cineasta paulista Carolina Markowicz (em seu primeiro longa-metragem), Carvão joga na tela contradições camufladas de dilemas morais e a hipocrisia do julgamento para os que chegam e para os que estão no epicentro dessa história ambientada em uma casa humilde no interior de nosso país. Surpreendente até seu último minuto, somos testemunhas de mais uma grande obra do cinema brasileiro.
Divergente não diverge muito do que é visto no subgênero
Podem imaginar a disposição dos críticos de cinema adultos ao receberem a notícia de que terão que encarar mais um filme baseado em um livro de ficção e aventura juvenil. Para ser justo e não dizer que isso é tudo o que é feito atualmente na meca do cinema, podemos afirmar também um certo desgaste nas refilmagens e adaptações de quadrinhos de super-heróis. É claro também que nada disso importa se as obras forem de fato boas. Afinal ninguém reclama da fonte de um bom exemplar cinematográfico, só dos ruins.
E o problema é justamente esse. Temos muitos exemplares ruins do subgênero. Ao ponto de perdermos a conta. Desde que Harry Potter deu (muito) certo, Hollywood despertou para a coisa e terminou por encorajar todo tipo de escritor. Daí vieram Crepúsculo e Jogos Vorazes, de qualidades variadas, mas sucesso inquestionável. E quem não quer garantir seus milhões. Sem dúvidas Dezesseis Luas, A Hospedeira, Percy Jackson, A Bússola de Ouro, Os Instrumentos Mortais e outros tentaram.
Agora chega a vez de Divergente, ficção infanto-juvenil da escritora Veronica Roth (por si só uma jovem de 25 anos). É claro que a “menina autora” bebe na fonte de Harry Potter (a seleção de qual casa você irá ficar), Jogos Vorazes (treinamentos e combates intensos para o público mais novo) e infelizmente de A Hospedeira e Os Instrumentos Mortais também (com uma protagonista que é a predestinada). A bola da vez é Tris, personagem da bela e talentosa Shailene Woodley.
Woodley marcou presença provando que é boa atriz em obras como Os Descendentes (2011, indicado ao Oscar de Melhor Filme) e The Spectacuar Now (2013, romance superelogiado saído de Sundance e ainda inédito no Brasil). A carreira da menina tem tudo para decolar e aqui ela investe numa superprodução mirada ao público jovem para se tornar uma estrela. No texto de Roth, o mundo do futuro é dividido por facções trabalhistas, definidas por suas aptidões.
Ao completar certa idade, os jovens perante um conselho, escolhem suas facções. Para isso colocam o chapéu selet… ops, digo, cortam a mão e deixam uma gota de sangue cair na vasilha do grupamento específico. Os pais de Tris são altruístas importantes e influentes. Tal classe é a regente deste mundo futurístico. Seu trabalho consiste em ajudar os pobres, algo mais caridoso impossível. Porém, ao contrário do que esperam seus pais (vividos por Tony Goldwin e Ashley Judd), a pequena Tris tem aspirações maiores e sonha com os audaciosos – membros de uma força de elite designada para proteger todos nesta sociedade.
E para isso, essa tropa de elite do futuro possui um treinamento puxado o bastante, e que faria orgulhoso o Capitão Nascimento, ou seu primo do futuro, RoboCop. Mas espera, as coisas não param por aí. Acontece que em uma pré-seleção, a protagonista se descobre uma Divergente – nome dado àqueles cujo teste é inconclusivo. O segredo é mantido entre ela e Tori, a tatuadora/membro do governo que realiza o teste!?, vivida por Maggie Q. É claro também que o segredo não ficará mantido por muito tempo, e a severa Jeanine (Kate Winslet) está sempre a um passo da verdade.
Brincadeiras à parte, Divergente possui seus méritos. E o maior deles é manter interessante e de forma bem explicada todos esses elementos citados nessa descrição, que soam muito mais complicados na minha sinopse do que no desenvolvimento do filme em si. Parte disso se deve ao diretor Neil Burger, cineasta especialista em esmiuçar tramas complexas, vide O Ilusionista (2006) e Sem Limites (2011). Os atores se saem bem e Shailene Woodley tem carisma suficiente para se tornar uma estrela. Seu par no filme, o misterioso Quatro (Theo James), apesar do visual de galã, desempenha bem sua faceta dura.
Uma curiosidade quanto ao elenco é que neste filme Woodley atua ao lado de dois pares românticos seus de outros projetos – e em personagens bem opostos. Do citado The Spectacular Now, Miles Teller vive Peter aqui, o antagonista e principal rival da menina. E Ansel Elgort, que aqui é Caleb – o irmão da protagonista, vive seu par amoroso no ainda inédito A Culpa é das Estrelas. Apesar de manter um bom ritmo até um pouco mais de sua metade, Divergente descarrila em seu terceiro ato totalmente. O filme causa um efeito totalmente contrário de seu “primo” Jogos Vorazes, no qual o desfecho do segundo episódio nos deixou aguando pelo próximo.
O terceiro ato de Divergente é tão corrido, que sinceramente não nos importamos muito com o que virá a seguir. E aparentemente não parece bom. Isso vindo de um filme que teve 139 minutos para se desenvolver. Talvez a culpa seja mesmo da estrutura do texto original. Seja como for, é válido recomendar Divergente. O filme não é o desastre que aparentava, o que para muitos pode ser um alívio. Se para mais nada, é válido para ver a Oscarizada Kate Winslet (mesmo que numa ponta bem pequena) tentando esconder sua barriga de grávida com o figurino e em quase todas as cenas com uma pasta na frente do corpo.
Ah, a saudosa MTV. Quando falamos da nostalgia que foi viver os anos 1980 e toda a pureza que vinha de receber a primeira “overdose” de cultura pop na veia, definitivamente a MTV fez parte desta trajetória midiática cultural. Inaugurado nos primórdios da década de 80, mais precisamente em 1981, o canal especializado em música na televisão (cuja sigla significa literalmente Music TeleVision) foi o primeiro contato mais íntimo de toda uma geração com a música e seus cantores e bandas preferidos. Embora o conceito de um canal de TV voltado completamente para a música tenha surgido ainda no fim da década de 1960, com os vídeo clipes de bandas como os Beatles sendo primordiais para tal avanço, a concretização de tais planos começaram a ocorrer no fim da década seguinte, os anos 1970.
Com a chegada dos anos 80 não tinha mais volta, a proposta estreava para mudar de vez a vida de todos que na época cresceram. O conceito era simples: um canal voltado para os adolescentes e jovens, feito por eles. O público-alvo analisado pela emissora era dos 12 aos 34 anos. Era um canal descolado, que dava voz a uma geração e ditava tendências e moda. Foi o berço, por exemplo, de artistas como Madonna, considerada uma cria do canal. Rock e pop eram o forte da casa, que exibia os vídeos musicais dia e noite em sua programação, apresentados pelos chamados Vídeo Jockeys (os VJs), jovens que falavam a língua de sua audiência e se tornaram por si só celebridades igualmente. Além disso, desde seus primórdios, a MTV exibia tipos de animações e vinhetas surreais e desconexas, que enfatizavam a linguagem descompromissada e moderna em contrapartida aos velhos conceitos televisivos.
A MTV foi um marco cultural jovem para toda uma geração.
A princípio apenas captada pelos moradores de Nova Jérsei, os estúdios da MTV eram sediados em Nova York, onde ainda se encontra a base da corporação que se tornou hoje. No Brasil, o canal demorou um pouquinho mais a chegar, tendo sido inaugurado por aqui somente em 1990, marcando época igualmente. E numa época anterior inclusive às TVs a cabo (internet então, nem sonhava-se) conseguir captar o sinal UHF (ao contrário das demais VHF) com antena portátil era uma missão digna de McGyver, nem mesmo o melhor bombril na ponta das hastes metálicas dava jeito. Desistir, porém, jamais, afinal todo pré-adolescente que se prezasse tinha como meta de vida na época assistir ao canal. Era a Marvel musical da época.
A MTV ajudou a popularizar diversos artistas e a criar a chamada geração MTV. É curioso hoje pensar como um símbolo máximo de juventude, rebeldia e modernidade, possa ser considerado algo imensamente datado e ultrapassado. Isso, é claro, graças ao advento da internet e de plataformas como o Youtube. Atualmente, apesar do canal ainda ser transmitido, mais voltado para programas no estilo Reality, uma entidade maior da propriedade existe nas formas do MTV Entertainment Group, empresa especializada em produção de séries de ficção, documentais e animações, além, é claro, do tema desta matéria: produções cinematográficas.
Em 1996, a MTV Films lançava seu primeiro filme no cinema.
É curioso pensar que uma companhia tão revolucionária como a MTV, que era sinônimo de ditar tendência entre os jovens nos anos 80, não tenha aproveitado ainda na época este “poder” para ampliar seus tentáculos para mídias mais abrangentes como o cinema. Teria sido muito interessante ver que tipo de produtos seriam criados pela empresa na década de 80. A verdade é que o canal ainda trabalhava para se estabelecer e firmar sua popularidade em sua primeira década de existência. Assim, seria somente em meados da década seguinte, apesar de ter sido inaugurada como produtora de cinema em 1991, que a MTV lançaria seus primeiros filmes no cinema. Quase todos em parceria com a Paramount Pictures.
Em 1996, a MTV Films lançava seu primeiro longa-metragem para os cinemas. É claro que a produção em questão teria a cara jovem e insana típica da geração que cresceu na época do politicamente incorreto – grande parte das mensagens do canal eram nuas e cruas, apostando em muito gore, violência e nojeiras de plantão. Assim, em julho de 1996, época do verão norte-americano, onde os maiores filmes se digladiam pelas grandes bilheterias, era lançado nas salas de cinema a comédia musical Joe e as Baratas (Joe’s Apartment). Baseado no curta dirigido por John Payson, de 1992, o próprio cineasta alongava sua história para caber num longa-metragem que inaugurava uma nova era para a MTV. Ah sim, o título não esconde, a estreia do canal no cinema contava sobre baratas falantes, dançantes e cantantes, vivendo no apartamento de um jovem desleixado.
Flop no cinema, transformado em cult em VHS, ‘Joe e as Baratas’ guarda o marco de ser o primeiro filme da MTV.
O mote aqui, porém, muito mais do que a “engraçadinha” história sobre baratas descoladas, era a credibilidade dos efeitos visuais gerados por computadores, que criariam insetos realistas, os inserindo para contracenar junto com atores reais. Os efeitos computadorizados, hoje chamados CGI, que foram a evolução natural das animações e stop-motion, atualmente não chamam mais atenção tendo se tornado algo corriqueiro e usado de forma frívola até mesmo em programas de TV. Porém, na época a técnica revolucionária era recebida com muita empolgação, elevando os filmes de entretenimento a outro patamar. O primeiro a empregar durante toda a sua projeção foi O Exterminador do Futuro 2 (1991); e depois seguiram Jurassic Park (1993), O Máskara (1994) e o resto é história. Nesta primeira leva, chegava também Joe e as Baratas, que ao invés de dar vida à dinossauros virtuais, se mostrava mais humilde em criar através dos computadores um grupo de baratas muito animado. Os louros aqui são da Blue Sky Studios, companhia por trás de sucessos como as franquias A Era do Gelo (2002) e Rio (2011), em sua primeira grande investida na nova técnica.
Os hilários acéfalos Beavis e Butt-Head se tornaram fenômeno na MTV e em 1996 ganharam um filme para chamar e seu.
No mesmo ano, porém no fim de 1996, em dezembro, a MTV Films estreava nos cinemas um filme que tinha ainda mais sua cara, se é que isso é possível. Na verdade, tratava-se de um produto nascido justamente de sua programação. Beavis e Butt-Head, animação adulta criada por Mike Judge estreava na MTV em 1993 e de cara se tornava um sucesso absoluto. Fenômeno midiático, assim como Os Simpsons, os protagonistas aqui serviam como crítica social dos americanos – estes dois adolescentes roqueiros descerebrados que por sorte conseguem superar as adversidades apesar de sua tremenda estupidez. Era a forma de Judge satirizar com olhar único a mesma geração que compraria a ideia com facilidade. Mais de dez anos depois da estreia do canal de música, a própria emissora analisava os efeitos colaterais surgidos da juventude que ajudou a moldar. Seis temporadas depois, e com os personagens já gravados no subconsciente coletivo, a MTV Films presenteava Judge com o orçamento de US$12 milhões para que levasse às telonas o primeiro longa-metragem da dupla, com Beavis e Butt-Head Detonam a América – que teve direito à dublagem de astros famosos do primeiro time, vide Bruce Willis e Demi Moore, e trilha sonora dos Red Hot Chilli Peppers – banda igualmente surgida da emissora.
Eleição (1999) é, ainda hoje, o melhor filme lançado pela MTV Films.
Das suas duas primeiras investidas no terreno das produções cinematográficas, Beavis e Butt-Head Detonam a Américase mostrou o acerto do estúdio, enquanto Joe e as Baratas viveu para se tornar seu primeiro fracasso; vindo a ressurgir no mercado de VHS como fita cult. O auge crítico e financeiro, porém, seria atingido logo três anos depois, quando o estúdio investiria em obras que, embora ainda voltadas para o universo dos jovens, possuíam temas mais maduros como discurso, demonstrando que seu entretenimento não precisava ser apenas simples escapismo. Dentro desta nova proposta, a companhia abria o ano de 1999 com Marcação Cerrada, sucesso nos EUA, que por usar como tema o futebol americano, esporte àquela época sem muita ligação com os brasileiros, terminou vendo um lançamento direto em vídeo por aqui. O filme aproveitava como protagonista James Van Der Beek (saído do sucesso de Dawson’s Creek – 1998 a 2003) e se tornaria icônico devido à ousada cena do biquíni de chantilly performada por Ali Larter em seu primeiro filme. Já Eleição, com Reese Witherspoon e Matthew Broderick, foi ainda mais longe e surgiu com um discurso sobre os pequenos âmbitos da corrupção e como atos mal julgados como simplórios podem vir a ser catastróficos e irremediáveis. Uma pequena obra-prima do cinema que possui coerentes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, mesmo sem ter feito necessariamente sucesso de bilheteria. Um cult imperdível.
Durante as duas décadas seguintes, de 2000 e 2010, a MTV Films seguiu levando para as telonas os produtos surgidos em sua programação, vide os filmes de Jack Ass e a versão em live-action da animação Aeon Flux (com uma Charlize Theron recém-saída de sua vitória no Oscar de melhor atriz) e contribuindo com os filmes de artistas da música que eram prata da casa – vide Britney Spears (Crossroads), Beyoncé (Resistindo às Tentações), Tupac Shakur (Resurrection), 50 Cent (Fique Rico ou Morra Tentando), Justin Bieber (Never Say Never) e Katy Perry (Part of Me).
Em 2015, o estúdio sofreria um baque com o fracasso de sua grande aposta para aquele ano. Projeto Almanaque envolvia atores jovens, viagem no tempo e muita música pop. Os trailers chamaram atenção, mas o filme simplesmente desapareceu, sendo enterrado num lançamento em janeiro – onde historicamente muitos filmes vão para “morrer”. O curioso é que o longa não foi sequer um fiasco financeiro, conseguindo se pagar. Por um tempo, a ficção científica marcaria o último esforço da MTV Films, que voltaria a produzir somente cinco anos depois, em 2020, e desde então lançando apenas outros três filmes, com o último sendo Pink Skies Ahead, elogiado drama juvenil independente exibido em festivais de cinema. Para fevereiro do ano que vem o estúdio tem programado Jackass Forever.
O drama “explorará a dramática interseção entre o genial e a loucura, a ciência e a ficção, e será inspirada pela vida real de Jack Parsons”. O elenco ainda inclui Rupert Friend, Bella Heathcote, Zack Pearlman e Michael Gaston.
O segundo ano da série estreará no dia 4 de abril, com um episódio duplo.
Criada por Joe Pokaski, a produção é baseada nos quadrinhos da Marvel.
A série apresenta os personagens Tyrone Johnson e Tandy Bowen, a dupla Manto e Adaga, enquanto eles descobrem seus poderes recém adquiridos, ao mesmo tempo em que se apaixonam um pelo outro. Manto é capaz de se teletransportar através da “dimensão da escuridão”, mas também pode deixar os inimigos presos em outro mundo. Adaga tem a capacidade de criar punhais de luz com sua mente. Seus punhais podem tanto drenar a vida de seus alvos quanto curá-los.
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 16 de janeiro de 2020.
Dirigido por Nicolas Pesce, o reboot se passará no mesmo universo que o remake de 2004, estrelado pela Sarah Michelle Guellar. E sua trama se passará simultaneamente com a do primeiro filme.
Depois que uma jovem mãe mata sua família em sua própria casa, uma mãe solteira e um jovem detetive tentam investigar e resolver o caso. Mais tarde, ela descobre que a casa é amaldiçoada por um fantasma vingativo que condena aqueles que entram nela com uma morte violenta. Agora, ela corre para salvar a si mesma e a seu filho dos espíritos demoníacos da casa amaldiçoada em seu bairro.
De acordo com o Deadline, Kim Coates (‘Sons of Anarchy‘) entrou para o elenco da última temporada de ‘Van Helsing‘.
O ator vai interpretar Conde Dalibor, marido da personagem da atriz Tricia Helfer, que, apesar de boas intenções, sempre faz escolhas desastrosas.
Vale lembrar que os três primeiros episódios foram filmados em janeiro, antes da pandemia de coronavírus. A produção do último ciclo já retornou e as filmagens estão acontecendo atualmente no Canadá.
13 episódios foram encomendados para a temporada final, que estreará ainda em 2020.
A história gira em torno de Vanessa Van Helsing, filha de Abraham Van Helsing, caçador de vampiros. Ao acordar cinco anos no futuro, ela descobre que os vampiros tomaram conta do mundo. Cabe a ela, com seus poderes, liderar uma ofensiva para recuperar o controle do que sobrou do planeta. No caminho, ela e seu grupo encontram humanos e vampiros, alguns amigáveis, outros inimigos que farão qualquer coisa para destruí-los.
A trama gira em torno de uma família coreana-estadunidense que se muda para uma pequena fazenda em Arkansas em busca de recomeçarem a vida e alcançarem o tão prometido “sonho americano”. Entretanto, a casa muda completamente com a chegada da irreverente e amada avó.
» Com este filme, Steven Yeun se tornou o primeiro asiático-americano e a primeira pessoa do leste asiático a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator;
» Esse é o segundo filme com linguagem coreana a ser indicado a Melhor Filme no Oscar, seguindo ‘Parasita‘ (2019), que venceu o prêmio no ano anterior;
» Além de Melhor Filme e Melhor Ator, o filme foi indicado ao Oscar em outras quatro categorias: Melhor Roteiro Original, Melhor Direção para Lee Isaac Chung, Melhor Atriz Coadjuvante para Yuh-Jung Youn e Melhor Trilha Sonora Original;
O Peacock cancelou oficialmente a comédia ‘A.P. Bio‘ depois de apenas quatro temporadas.
“Estou triste em anunciar que ‘A.P. Bio’ não retornará para uma quinta temporada,” afirmou o criador Mike O’Brien em declaração oficial. “Agradeço a todos os fãs que assistiram essa série e que lutaram para que ela fosse renovada após [o primeiro] cancelamento. E agradeço o Peacock [e a Universal Television] por ter nos presenteado com mais duas temporadas depois disso. Essa série foi uma das melhores experiências da minha vida e devo isso às pessoas hilárias, trabalhadoras e positivas que estavam envolvidas no projeto.”
Depois de ser negado o mandato em Harvard, Jack Griffin, premiado estudioso de filosofia, acaba voltando para casa em Toledo, Ohio. Agora, ele ensina Biologia Avançada em Whitlock High. Bem, isso é o que ele foi contratado para fazer. Na maioria das vezes, ele está ensinando seus alunos a fazer o trabalho sujo dele, para ele – o que inclui enlouquecer seu rival profissional.
A produção vai estrear oficialmente no dia 2 de outubro.
O elenco conta com Sam Reid (‘The Newsreader’), que será o vampiro Lestat; Jacob Anderson (‘Game of Thrones’), que dará vida a Louis de Pointe du Lac; Eric Bogosian (‘Billions’), que viverá o Daniel Molloy; Assad Zaman, que dará vida a Rashid; e Bailey Bass (‘Avatar 2’), que irá interpretar Claudia, jovem que é transformada em vampira por Louis e Lestat.
A trama do primeiro livro gira em torno do vampiro Louis de Pointe du Lac enquanto ele relata a história de sua vida a um repórter, especialmente sobre como ele foi transformado em um vampiro e, em seguida, orientado por Lestat de Lioncourt.
Alan Taylor (‘Game of Thrones’) será responsável pela direção dos dois primeiros episódios.
Oito episódios foram encomendados para a primeira temporada.
Rolin Jones (‘Friday Night Lights’) servirá como showrunner, além de ser responsável pelo roteiro da produção.
A história real de Maureen Kearney, uma representante sindical que denunciou acordos secretos e abalou a indústria nuclear francesa. Quando ela é violentamente agredida em casa, a investigação a transforma de vítima em suspeita.
Curiosidades:
» Além de dirigir, Jean-Paul Salomé também assina o roteiro ao lado de Fadette Drouard e Caroline Michel-Aguirre;
Ao lado de sua namorada, Edward decide desvendar os segredos a respeito de sua família biológica, com quem nunca teve contato. No entanto, o que parecia ser uma jornada de descobertas pelo Norte de Portugal rapidamente se transforma em um pesadelo indescritível. Edward logo percebe que os laços que o unem a sua família estão mergulhados em um segredo macabro, capaz de atormentar até mesmo os mais corajosos.
O longa está programado para estrear no dia 5 de dezembro.
“Aurora, uma menina de 10 anos, tem um vizinho misterioso (Mikkelsen) que mata monstros da vida real. Ele é um assassino de aluguel. Então, quando Aurora precisa de ajuda para matar o monstro que ela acredita ter devorado toda a sua família, ela contrata os serviços dele.”
“Suspeitando que seus pais possam ter sido vítimas de assassinos que o perseguiam, o vizinho de Aurora aceita o trabalho, sentindo-se culpado. Agora, para protegê-la, ele precisará lutar contra uma horda de assassinos — e aceitar que alguns monstros são reais.”
Sucesso! O terror ‘Backrooms: Um Não-Lugar‘ ultrapassou a marca dos US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais.
Em menos de duas semanas, o longa conseguiu superar a arrecadação total da cinebiografia ‘Marty Supreme‘ (US$191M), tornando-se a maior bilheteria da história da A24.
Nos EUA, o longa soma US$ 135 milhões. Internacionalmente, foram US$ 77.6 milhões – totalizando uma arrecadação global de US$ 212.6 milhões.
Vale lembrar que o terror abriu com impressionantes US$ 118 milhões em seu primeiro final de semana nas bilheterias mundiais. Além de ter se tornado a maior abertura global da história da A24, o longa também superou o lançamento de ‘Pânico 7‘ (US$97.1M), tornando-se a maior estreia global do ano para um filme do gênero.
Para termos de comparação, o terror registrou um desempenho acima de outros sucessos recentes, como ‘A Hora do Mal‘ (+62%), ‘Pânico 7‘ (+22%), ‘Five Nights at Freddy’s 2‘ (+5%) e ‘Premonição 6: Laços de Sangue‘ (+4%).
Kane Parsons ainda se consagrou como o diretor mais jovem da história a conquistar o topo das bilheterias norte-americanas. O recorde anterior pertencia ao cineasta Josh Trank, que havia conquistado o topo das bilheterias do país com ‘Poder Sem Limites‘ (US$22M), ao 27 anos.
Com 89% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o terror recebeu uma nota B- do público no CinemaScore – uma média considerada boa para o gênero.
A produção é baseada no curta original de Kane Parsons, que gira em torno de um jovem cineasta que vai parar em outra dimensão. Ele vaga por um escritório inquietantemente amarelo, vazio e labiríntico, que pode ou não abrigar seres sobrenaturais. O título e o cenário do filme são inspirados nas imagens de uma creepypasta (ou lenda urbana da internet) publicadas no site 4chan em 2019.
A animação ‘LEGO Ninjago – O Filme‘ promete muita diversão e humor, mas para o ator Dave Franco, um momento particular da produção foi – literalmente – de chorar.
Durante uma entrevista recente, o astro revelou que chegou a ficar em prantos durante as gravações de suas falas com Justin Theroux.
De acordo com ele, o momento em questão era bem simbólico e o distraiu:
“A primeira vez que eu e Justin fomos para a cabine de gravação, nós fizemos uma cena de pai e filho bem intimista. De repente eu me peguei chorando incontrolavelmente, muito mais do que quando eu interpretei um garoto tentando se livrar do vício de heroína. E então, nós terminamos de gravar as falas e quando fui observar o ambiente, algo diferente pairava no ar. Foi aí que eu me dei conta de que eu estava interpretando uma pecinha de lego verde e precisava segurar a onda”.
Nesta grande aventura de Ninjago, a batalha por Ninjago City chama para a ação o jovem Lloyd, também conhecido como o Ninja Verde, junto com seus amigos, que são todos guerreiros secretos e LEGO Master Builders. Conduzidos pelo mestre Wu do kung fu, ele devem derrotar o vilão Garmadon, o indivíduo mais perverso de todos os tempos e que ainda é o paizinho de Lloyd. O confronto épico testará esta equipe feroz e indisciplinada de ninjas modernos que devem aprender a controlar seus egos e a se reunir para liberar o seu verdadeiro poder.
O novo projeto também é considerado um spin-off de ‘Uma Aventura LEGO‘, que chegou aos cinemas mundiais em fevereiro de 2014.
Phil Lord e Christopher Miller, diretores e roteiristas de ’Uma Aventura LEGO’, vão cuidar da produção, enquanto Charlie Bean (‘Tron: Uprising‘) será o responsável pela direção.
‘The LEGO Ninjago‘ tem estreia marcada para setembro de 2017.
A Disney não está disposta a perder a fusão com a Fox e já está preparando uma contra proposta para superar a oferta em dinheiro vivo feita pela Comcast, dona da Universal.
Segundo o portal CNBC, a Casa do Mickey está se “ajustando financeiramente”, caso a potencial proposta feita pela concorrente se torne uma genuína ameaça para a formalização de seu acordo.
A publicação ainda pontua que a Disney estaria preparada para oferecer uma parcela significativa em dinheiro vivo, como parte do ajuste do acordo, caso a Fox faça essa exigência.
Vale ressaltar que a Comcast já ofereceu um valor superior ao da Disney e a empresa pretende seguir adiante com essa oferta, caso um juiz federal decida em favor da empresa de telecomunicações AT&T, que está tentando fechar um acordo de US$ 85 bilhões em uma fusão com a gigante Time Warner.
Decisão final
A Walt Disney e a 21st Century Fox agendaram a data de 10 de julho para que os acionistas decidam se vão ou não vender seus ativos para o estúdio em questão ou se vão considerar a potencial oferta da Comcast.
Caso a proprietária da Universal decida fazer sua proposta antes da votação, a Fox deve adiar ou suspender a reunião em questão, para que os acionistas tenham um tempo maior para avaliar, ponderar e deliberar antes de qualquer revelação decisiva.
Na lista de aquisições da Comcast, encontra-se a empresa NBC Universal, a produtora de animações DreamWorks e várias outras empresas.
Embora a proposta da Comcast seja visivelmente maior e melhor, é possível que a escolha pela Disney tenha em partes a influência de produtos culturais de grande porte, como as produções do Marvel Cinematic Universe (além de, claro, alguns termos burocráticos). Vale ressaltar que parte dos personagens da marca de quadrinhos pertencem a Fox e a que a fusão das empresas permitiria que quase todo o hall de heróis estivessem sob o domínio de apenas um estúdio.
A Netflix vai lançar sua própria revista, a fim de promover suas produções originais, à medida que também a ajude a conquistar mais estatuetas nas principais premiações do ramo. A informação foi revelada pela Bloomberg.
Segundo a matéria, a publicação – que será intitulada Wide – tem o objetivo de ser um periódico para a indústria, que não apenas auxiliará a conseguir mais apoio para premiações como o Emmy Awards, mas também exercerá a função de divulgar, em uma escala significativamente maior, suas novas produções e os títulos que estão chegando ao streaming.
Wide terá notícias, matérias, artigos e entrevistas relacionadas às séries da Netflix, seus criadores, bem como às estrelas que atuam nas produções.
A revista vem em um momento bem propício, considerando que a votação para a escolha dos indicados ao Emmy Awards 2019 acontece no mês de junho. Com a publicação em circulação antes do período, o impacto desejado pode surtir efeito ainda mais rápido.
Vale ressaltar que a Netflix foi a líder de indicações no Emmy 2018, mas ainda está em busca de estatuetas nas grandes categorias, como Melhor Drama e Melhor Comédia.
A 3ª temporada de ‘Killing Eve’ segue a todo vapor e a protagonista Sandra Oh compartilhou uma nova imagem dos bastidores, onde ela e a atriz Judie Comer se enfrentam em um ônibus em movimento.
A trama acompanha Eve, uma entediada operadora que trabalha no serviço de segurança, que está frustrada com sua profissão por não corresponder aos seus anseios por espionagem. Ela acaba se envolvendo em uma constante rixa com a bela assassina Villanella.
O astro Vin Diesel já possui um novo projeto em desenvolvimento e segundo a revista Variety, ele vai estrelar e produzir uma versão live-action do popular jogo da Mattel, Rock ‘Em Sock ‘Em Robots.
Na trama, pai e filho criam um elo de ligação inexplicável por de uma máquina avançada.
O longa será produzido pela Universal Pictures, em parceria com a Mattel Films. Vale lembrar que ambas as empresas já possuem outros projetos engatilhados, baseados em outros jogos e brinquedos, como a Barbie, Barney, Hot Wheels e Magic 8 Ball.
Novas informações sobre o projeto devem ser divulgadas em breve.
Uma viagem pelos átrios do cinema mundial, o Festival Filmes Incríveis chegou ao REAG Belas Artes de São Paulo com uma proposta autêntica e fora do comum, para levar os cinéfilos a um novo e inimaginável universo cinematográfico. Entre dramas atemporais e longas de gênero como ‘Animale‘, o evento é um convite ao inesperado e introduz um catálogo de produções originais pouco conhecidas, que chegam às telonas de forma inédita no Brasil.
Patrocinado pelo programa Desenvolve São Paulo, pela Secretaria do Estado de São Paulo e pelo Ministério da Cultura, o festival reúne obras de países como Irã, Romênia, Arábia Saudita, Geórgia, Índia e França. E foi de Camarga, região sul francesa, que nasceu ‘Animale’, terror fantástico dirigido e roteirizado por Emma Benestan. Explorando a famigerada e tradicional corrida de touros que acontece anualmente na região, o longa aborda temas mais complexos e profundos a partir da dinâmica entre o ser humano e a estrondosa ferocidade de uma besta selvagem.
Na trama, Nejma é uma jovem de 22 anos que treina pesado para realizar seu sonho de vencer a competição local de touradas. Quando é atacada após uma comemoração, ela começa a perceber mudanças perturbadoras em si. E a notícia de um descontrolado e violento touro à solta agrega ainda mais tensão ao cenário, deixando sua comunidade aterrorizada, à medida em que jovens homens começam a ser assassinados, sem qualquer sinal do periogoso animal.
E em uma entrevista ao CinePOP, a cineasta Emma Benestan refletiu sobre seu mais novo terror e sobre sua original abordagem de temas feministas a partir das tradicionais touradas. Segundo a artista, o objetivo era ir além do óbvio, convidando a audiência para diversas reflexões que englobam o escopo psicoemocional, relacional e até mesmo ecológico.
“Eu quis abordar essas tradições e a cultura de touradas, coisas que são muito fortes em diversas partes do mundo e que dispertam inúmeros sentimentos nas pessoas. Uns amam, outros se incomodam e alguns até mesmo machucam esses animais. E acho que há algo a ser aprendido aqui a partir da ótica do touro. É uma ótima maneira de falarmos sobre preservação ambiental sem tornarmos o filme uma conversa chata e repetitiva sobre ecologia. E usei o touro como esse elemento chave justamente por seu histórico de associação à força masculina. Como meu objetivo era trazer um olhar mais feminista através da trama, essa figura seria um excelente contraste para isso”, ponderou Benestan.
Brincando com elementos da fantasia, do suspense e do drama, ‘Animale‘ ainda faz reverência aos clássicos filmes de monstro, celebrando também a originalidade da amada série ‘Buffy, a Caça-Vampiros‘. Para Emma, a ideia era explorar questões reais a partir de uma ótica fora do comum, referenciando o cinema de gênero:
“‘Animale‘ foi muito inspirado em clássicos do terror e em filmes de vampiros, mas especialmente em ‘Buffy, a Caça-Vampiros‘. Eu cresci assistindo a essa série e ela teve um papel muito importante na minha vida. E eu queria unir esse gênero a uma temática feminista, através de uma personagem que fosse fora do padrão e não fosse da vida real”.
Enriquecido por um minucioso trabalho de efeitos práticos, ‘Animale‘ ainda conquista o público pelo realismo na transformação de sua personagem. Construir as mudanças em Nejma foi um dos aspectos mais importantes do longa, conforme ponderou a cineasta. Ao longo da entrevista, ela refletiu sobre como o CGI tem destruído o cinema contemporâneo e ainda deu detalhes do seu processo criativo.
“Eu concordo completamente que o uso excessivo de efeitos visuais tem destruído o cinema como o conhecemos e no caso de ‘Animale‘, era importante que sentíssemos o corpo dessa heroína. Esse era o cerne daquilo que queria dizer, nesse corpo traumatizado e que se transforma. E por isso foi muito importante para mim que sentíssemos o pêlo, a pele, o olho – que também aparece diferente. Isso foi um desafio real, porque as cenas de transformação são muito importantes no corpo da Nejma. Eu trabalhei com alguém que construísse essa besta e com a atriz, para que ela habitasse nessa criatura, para que criássemos algo corporal e sensorial, a fim de que sentíssemos isso ao assistir ao filme, principalmente a violência de sua transformação”, concluiu Benestan.
Os filmes do festival foram escolhidos através da curadoria do Belas Artes Grupo, levando em consideração longas que valem a pena serem vistos no cinema e que nem sempre chegam ao circuito nacional. Além disso, essas 20 produções trazem histórias bem contadas com um apuro estético e formal.
O Festival Filmes Incríveis segue até o dia 14 de agosto no REAG Belas Artes, na Rua. da Consolação, 2423 – Consolação.
Com o sucesso da minissérie Adolescência, da Netflix, a vida social e virtual dos jovens entrou no debate público, trazendo um choque de realidade para muitos adultos ao revelar um mundo que, embora esteja ao seu redor, permanece invisível: o universo emocional dos adolescentes. Pessoas públicas fizeram vídeos nas redes sociais para alertar sobre o assunto, como o humorista Hélio de La Peña.
O cinema tem sido uma ferramenta poderosa para expor essa realidade e provocar reflexões sobre como essas dinâmicas se formam e se perpetuam. Neste artigo, listamos cinco títulos — dois documentários e três longas de ficção — que exploram as diferentes facetas do problema: desde o impacto sobre as vítimas até a omissão dos adultos, passando pela forma como a brutalidade se dissemina dentro das escolas.
1. Bullying (2011) – Lee Hirsch
O documentário Bullying foi um dos primeiros a colocar de maneira crua a realidade do bullying nas escolas estadunidenses. A obra de Lee Hirsch apresenta histórias reais de jovens que enfrentam agressões constantes e o desamparo de pais e escolas diante do problema. A principal crítica que o filme recebe é a falta de soluções claras para combater o bullying – o que o torna um retrato sincero, mas frustrante, de um dilema aparentemente sem solução.
A falta de uma resposta prática ao problema é o ponto negativo do filme, mas ele também destaca a importância de educar as crianças para a aceitação da diversidade como uma maneira de combater a intolerância desde cedo. Essa reflexão sobre a importância de ensinar as crianças a “não odiar” é um ponto que será retomado em outras obras da lista.
Em A Girl Like Her(Uma Garota com Ela, na tradução livre), o bullying é abordado de forma mais pessoal e dramática. O filme se concentra na história de Jessica (Lexi Ainsworth), uma adolescente que tenta o suicídio após anos de abusos por parte de sua colega de escola, Avery (Hunter King). A obra não apenas expõe o sofrimento das vítimas, mas também mergulha nas motivações da agressora, mostrando que a dor não é exclusiva de quem sofre as agressões, mas também de quem as causa.
Por meio da ideia de um falso documentário, com câmeras escondidas e depoimentos,o longa propõe mostrar a realidade de jovens que vivem em ambientes onde o bullying se torna um ciclo difícil de quebrar. A Girl Like Hertenta humanizar os personagens, trazendo uma reflexão sobre como o bullying pode ser resultado de questões pessoais e familiares não resolvidas.
Depois de Lúciaadota uma abordagem única e chocante ao retratar o bullying e o luto. O filme de Michel Franco acompanha Alejandra (Tessa Ia), uma adolescente que, após a morte de sua mãe, se muda para uma nova cidade e começa a ser alvo de violência psicológica e física na escola.
Assim como A Girl Like Her, Depois de Lúcia mostra uma vítima de bullying que, inicialmente, tenta resistir, mas acaba se fechando emocionalmente devido à pressão constante, seja física, como ter o cabelo cortado, seja psicologica, como receber apelidos e desprezo. A direção silenciosa e contida — sem nenhuma música no filme — torna o sofrimento da protagonista ainda mais palpável, e seu impacto é devastador, refletindo uma realidade dolorosa que muitas vezes é ignorada pelos adultos.
O filme belga Playground (Un Monde, no original) é centrado na perspectiva de uma criança em um mundo que os adultos quase não têm rostos. A caçula Nora (Maya Vanderbeque) observa seu irmão Abel (Günter Duret) sendo agredido por seus colegas, mas não sabe como ajudá-lo, o que coloca em evidência a impotência das crianças diante da violência.
Playground se distingue por estar sempre na altura das crianças, o que permite ao espectador vivenciar o bullying e a exclusão social de uma maneira visceral. A obra de Laura Wandelfaz uma imersão completa no cotidiano escolar, especialmente na escola primária, onde a violência começa a tomar formas mais sutis, mas ainda assim preocupantes. Com seus espaços de disputa e exclusão, a escola se torna um reflexo da sociedade mais ampla, onde questões de território e poder geram violência desde os primeiros anos de vida.
Por fim,Para o Dia Nascer Feliz é um documentário que não se foca diretamente no bullying, mas aborda a violência escolar em uma escala maior, mostrando as dificuldades de estudantes e professores em diferentes partes do Brasil. O filme aborda a precariedade das escolas, a falta de recursos e a violência física e psicológica que permeia o ambiente escolar, muitas vezes exacerbada pela desigualdade social.
Um dos momentos mais marcantes da obra de João Jardimé o relato de um assassinato entre os estudantes dentro dos muros da instituição de ensino pública. O documentário faz um grande contraponto entre os jovens no modelo de educação pública e privada, destacando como a falta de infraestrutura contribui para a criação de um ambiente propenso à violência.
O diretor Guillermo del Toro retorna apenas como produtor, e a direção fica por conta de Steven S. DeKnight. Em seu currículo, existe apenas a produção da primeira temporada de ‘Demolidor‘ para a Netflix e a direção de episódios das séries ‘Angel‘ e ‘Smallville‘, mas nenhum longa-metragem.
O longa original foi sucesso absoluto nas bilheterias da China, e tendo em vista que eles são fascinados por robôs gigantes (vide ‘Transformers‘), o projeto poderá funcionar e muito por lá.
‘Círculo de Fogo’ teve bilheteria mundial de US$ 411 milhões, e mais de 1/4 dessa quantia veio da China, onde o filme faturou mais do que nos EUA. O orçamento foi de caros US$ 190 milhões.
O artista Tiago DaTrinti publicou em seu Instagram uma incrível arte onde temos Venom (Tom Hardy) enfrentando Homem-Aranha (Tom Holland). Mesmo que os dois personagens não compartilhem do mesmo universo, vale à pena conferir para instigar a imaginação:
Já está nos cinemas a nova – e última aventura – deJason Momoa como o rei de Atlântida. Aquaman 2: O Reino Perdido marca a despedida do Universo Estendido DC, no ano que seriam comemorados seus dez anos de existência. Sabendo disso, parte do público já torceu o nariz para o filme, porque esses últimos anos venderam aos fãs esse conceito de que longas só prestam se servirem ao ‘propósito maior’ do universo cinematográfico compartilhado. Quem não deu a mínima para isso foi o diretor James Wan, que aproveitou a chance para contar sua história do jeitinho que quis. Não que isso garanta a qualidade de um filme, mas é sempre bom ver diretores exercendo sua liberdade criativa nas telonas.
Ao longo de pouco mais de duas horas, o público pode acompanhar tudo aquilo que fez sucesso no longa anterior ser trabalhado no mesmo esquema, quase como uma receita de bolo. Jason Momoa exalando carisma? Confere. Diálogos canalhas, cafonas e engraçados? Confere. Vasta vida marinha interagindo com os heróis? Confere. Uma viagem inesperada ao deserto? Confere. Uma floresta escondida no meio do nada com fauna e flora pronta para matar os visitantes? Confere.
Wan fez quase um reboot do primeiro longa, mas sem conseguir imprimir o mesmo ritmo, que foi um dos principais responsáveis por Aquaman (2018) conquistar público e crítica. Na aventura original, o diretor e roteirista se apoiou no universo de Júlio Verne para criar um mundo mágico fascinante. Tudo era trabalhado na bioluminescência e no conceito de explorado o desconhecido. Na sequência, porém, o visual perde um pouco do encanto, porque tudo passa aquela sensação de ‘já vi isso antes’. Isso parece refletir um pouco do momento que vivem as produções com super-heróis, e o diretor faz questão de abraçar isso para fazer um filme que aceita ser brega e não faz muito esforço para tentar surpreender uma audiência que aparentemente já viu de tudo.
Essa repetição já era esperada, porque os vilões do filme são exatamente os mesmos do primeiro filme. O Arraia Negra e o Orm, que tem seu arco de redenção, apesar de ser vilanizado brevemente na reta final, retornam. O primeiro não tem o menor desenvolvimento, permanecendo exatamente o mesmo, enquanto o segundo tem sua redenção trabalhada de forma natural e divertida.
Patrick Wilson, inclusive, se destaca por realmente trabalhar uma atuação, principalmente quando posto ao lado do Momoa, que é praticamente ele mesmo fazendo suas ‘Momoísses’ por duas horas. O cara é carismático, divertido e parece reunir todos os estereótipos possíveis de um chefe de torcida organizada. E isso é excelente, porque James Wan adora o Jason e explora isso bastante. Teve um momento completamente aleatório que foi um “Jason Momoa in a Nutshell”. Ele está mostrando o mundo para seu bebê em uma sequência dele bebendo cerveja, comendo hambúrguer e dando cavalo de pau na moto. É divertido demais. Wilson, por outro lado, transiciona do irmão ressentido para o irmão compreensivo, mostrando raiva, desconfiança e arrependimento muito bem.
A diferença e grande coração dessa sequência é o núcleo familiar do Aquaman. O herói virou pai de um bebê fofíssimo que dá a ele novas prioridades na vida. Por alguns momentos, Arthur ensaia mudar seu estilo de vida, usando o pequeno Arthur Jr. como desculpa para fugir das politicagens do mundo submarino. E é muito divertido ver como o bonachão dos oceanos começa a abrir mão de certas ações para se dedicar a criar o príncipe marinho. Wan conseguiu sintetizar bem a ideia do ‘pai solteiro’, fazendo uma montagem bastante divertida. E como os rumores indicavam que o bebê seria brutalmente assassinado na trama, ele te conquista muito rápido e te deixa apreensivo a cada momento, porque o pobre do Arthur Jr. é muito carismático também.
Feliz ou infelizmente, os rumores de que o filme seria o fim da família Curry não se concretizaram. Não morre ninguém, apesar do pai ficar gravemente ferido. Inicialmente, essa decisão poderia significar uma ação covarde da direção. Mas parando pra pensar, não faria sentido pesar tanto o clima para encerrar um ciclo que não terá mais desenvolvimento depois. Não há dúvidas de que se fosse haver um Aquaman 3, Wan teria matado o pai e o bebê, explorando os impactos do luto na próxima aventura. Mas aqui? Pra que concluir a jornada do herói mais carismático doDCEU com mortes e perdas? Pode desagradar a alguns, mas entendo como opção do diretor de dar um final feliz para um personagem querido.
Voltando a falar da vilania, o novo núcleo do Arraia Negra é divertido e sintetiza bem a visão de James Wan para o projeto. Yahya Abdul-Mateen II é um excelente ator e tem muita presença de tela. Porém, ele não ganha muito para trabalhar em cima. Seu vilão quer vingança e isso é tudo que basta. Desta vez, ele ganha uma dose extra de poder com o Tridente Negro, que é possuído por um rei morto e amaldiçoado que busca liberdade de seu cárcere sobrenatural. Tanto como humano quanto como criatura possuída, Yahya tem interpretação bastante regular, cumprindo seu papel de cara mau cheio de ódio.
Junto a ele, Randall Park segue divertidíssimo em mais uma participação como coadjuvante em filme de herói. Aqui ele faz um cientista relutante que foi iludido pela possibilidade de conhecer mundos inexplorados e acabou contribuindo para um plano de dominação mundial. Cada aparição dele é comédia purinha, suavizando um pouco das maiores atrocidades cometidas pelo Arraia. Ah, ele consegue ter mais destaque do que a Amber Heard, que teve sua participação como Mera extremamente reduzida, em meio as polêmicas do julgamento. Veja bem, ela aparece até que bastante tempo, mas só abre a boca para falar alguma coisa em umas cinco oportunidades. Sério, juntando todas as aparições, a Mera não chega a um minuto de diálogo. É como se sua figura estivesse lá, mas a personagem em si, não.
Em meio a suas breguices propositais, Aquaman 2: O Reino Perdido tem momentos de pura diversão e aventura, menos inventivas e inspiradas que no longa anterior, mas que garantem um bom entretenimento. O humor de James Wan é muito cativante e até mesmo provocativo. E nada sintetiza isso melhor do que a tão falada cena pós-créditos do longa. Depois de dez anos acompanhando um universo errante, que saiu de nada pra lugar nenhum, comandado por acionistas que só visavam o lucro imediato, nada mais significativo do que a última cena do Universo Estendido DC ser um sanduíche de barata. Foi a risada final, quase constrangida, do diretor ante a bagunça em que se meteu. No apagar das luzes, oDCEU trouxe mais um filme bobinho, divertido e que assim como o universo em questão, tinha muito mais potencial, mas se contentou com um tradicional filme Sessão da Tarde.
A adolescência é uma fase conturbada. Hormônios à flor da pele, notas baixas, busca por popularidade e por amizades: tudo ganha mais profundidade no universo jovem, inclusive porque muitos desses sentimentos são sentidos pela primeira vez. E tudo isso fica ainda mais complexo no mundo globalizado, conectado, que precisa de curtidas, seguidores e aprovações virtuais. Antenado nesse universo, chega aos cinemas para o feriadão de Dia das Crianças o filme juvenil ‘Uma Fada Veio Me Visitar’.
Luna (Tontom Périsé) é uma jovem que vive sua vida normalmente, indo à escola e conversando com sua melhor amiga. Porém, de uns tempos pra cá ela anda muito irritada, sem saber o motivo. Certa noite, a jovem recebe uma visita inesperada: a fada Tatu (Xuxa) simplesmente aparece no seu quarto, dizendo ter uma missão e que precisa da ajuda de Luna. Desconfiada, a jovem não consegue acreditar no que vê, até que finalmente Tatu lhe conta a verdade: ela estivera congelada nas últimas quatro décadas e precisa fazer com que Luna se torne amiga de Lara (Vitória Valentin) para ser promovida. O problema é que Lara é exatamente a maior inimiga não só de Luna, mas da escola toda.
‘Uma Fada Veio Me Visitar’ é uma refilmagem do longa ‘É Fada!’, anteriormente estrelado pela youtuber Kéfera Buchmann, que tinha uma pegada completamente diferente do projeto atual. E notadamente essa é a maior motivação em fazer uma nova versão dessa história, que é um livro homônimo de Thalita Rebouças: contar a história dessa jovem adolescente de uma maneira mais consciente. A autora, que também assina o roteiro nessa versão, repaginou a própria para torná-la mais didática, mais relevante ao público atual, que fala abertamente sobre os temas pertinentes à própria idade.
Assim, esse novo filme é tão didático, mas tão didático, que pode ser tranquilamente utilizado por professores em sala de aula para tratar temas como o bullying e a propagação do ódio. Entretanto, a montagem final do projeto deVivianne Jundi parece ter deixado de fora cenas importantes para a compreensão da trama, por exemplo, a efetiva prática de bullying por Lara: quando a antagonista entra na história, todo mundo a odeia, mas não vemos a jovem de fato fazer nada contra ninguém, o que fica um pouco confuso.
O maior acerto nesse novo projeto é, sem dúvidas, a reaparição de Xuxa no terreno do audiovisual de ficção. É nítido como a atriz mantém seu carisma mesmo após tanto tempo afastada, e sua personagem, com uma pegada de anos 80, traz diversas referências a personalidades musicais que são divertidas de assistir. Entre autorreferências à momentos da própria carreira, Xuxa ressignifica e apresenta uma década divertida à uma geração que se distanciou do que é analógico. Ver Xuxa nas telonas é o maior presente que esse novo projeto traz para o circuito atual.
Com participações especiais de Dani Calabresa, Zezeh Barbosa e Livia Inhudes, ‘Uma Fada Veio Me Visitar’ é uma comédia leve para mostrar às crianças e jovens que todo mundo passa por problemas, e que nem sempre sabemos o mais profundo da vida do coleguinha, então, antes de odiar gratuitamente, o melhor é sempre conversar sobre as inquietações. Programão em família nos cinemas nesse feriadão.
O CEO da Disney, Bob Iger, foi à público para declarar que o serviço de streaming Disney+ é o maior foco da Casa Mouse por enquanto. Essa é uma parte importante para a companhia, tanto que uma estimativa de mais de trinta produções originais já está percorrendo os quatro cantos dos estúdios.
Segundo o site Deadline, a Disney e suas subsidiárias (Marvel, Lucasfilm e Pixar), têm em mente 18 filmes e 16 programas televisivas para realizarem apenas nos primeiros anos do lançamento da plataforma.
“Há uns 18 filmes e 16 séries de TV já em algum estágio de desenvolvimento para a [Disney+]”, diz a reportagem. “Além disso, é esperado algum conteúdo licensiado a ser comprado ou readquirido de outras plataformas, visto que a Disney irá preencher as lacunas de programação com serviços já lançados”.
Em outras, a declaração de Iger também faz menção a outros serviços online que já utilizaram sub-companhias da Disney para produções originais, incluindo a Netflix e a Hulu.
Por enquanto, algumas novas propriedades foram anunciadas, incluindo ‘Os Mandalorianos’ (série spin-off da saga ‘Star Wars’), um filme solo intitulado ‘Loki’ e o remake em live-action de ‘A Dama e o Vagabundo’.
Ainda que não haja data confirmada, a Disney+ deve ser lançada na primavera deste ano.
As filmagens de ‘Halloween Kills’ estão a todo vapor e, agora, Jamie Lee Curtis divulgou a primeira imagem de bastidores retornando em seu papel como Laurie Strode.
As duas novas sequências, intituladas ‘Halloween Kills‘ e ‘Halloween Ends‘, serão filmadas simultaneamente e estrearão no dia 16 de outubro de 2020 e 15 de outubro de 2021, respectivamente.
David Gordon Green, responsável pelo reboot de 2018, retornará à direção.
O Adult Swim finalmente anunciou o retorno da 4ª temporada de ‘Rick and Morty’: através de um novo trailer oficial, os cinco episódios finais serão exibidos a partir do dia 03 de maio.
A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.
A série gira em torno de duas crianças estadunidenses que vivem em uma base militar na Itália, explorando temas como primeiro amor, identidade, amizade, imergindo o público nas angústias da adolescência.
‘O Mundo Sombrio de Sabrina’ chegou ao fim nas últimas semanas com uma 4ª temporada inesperada – e que dividiu as reações dos fãs.
No Twitter, os internautas expressaram sua indignação com o fato de Sabrina (Kiernan Shipka) ter se sacrificado para salvar sua família, seus amigos e o mundo das terríveis forças do Vazio.
Ao longo dos oito episódios da Parte 4, os Terrores do Sobrenatural descerão sobre Greendale. O coven deve lutar contra cada ameaça aterrorizante (O Estranho, O Retornado, A Escuridão, para citar alguns), tudo levando até O Vazio, que é o Fim de Todas as Coisas. Enquanto as bruxas travam uma guerra, com a ajuda do Clube do Medo, Nick começa a ganhar lentamente o seu caminho de volta ao coração de Sabrina, mas será tarde demais?
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