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‘Freaky’ será lançado em VOD apenas 17 dias após a estreia nos cinemas dos EUA

Com estreia programada para o dia 13 de novembro nos cinemas norte-americanos, o terror cômico ‘Freaky: No Corpo de um Assassino‘ não irá demorar para chegar em video on demand.

Através do seu Twitter, o produtor Jason Blum revelou que o longa será lançado em VOD apenas 17 dias após sua estreia nas telonas, ou seja, no dia 30 de novembro.

Vale lembrar que a informação ainda não fui oficializada e pode sofrer mudanças.

Recentemente, Blum foi questionado sobre a possibilidade de uma continuação e não descartou a ideia.

“Acredito que uma sequência seria uma boa ideia. Eu adoraria fazer isso e já estou pronto.”, disse ele, de forma bem direta.

Considerando que a maioria dos filmes da Blumhouse tornaram-se franquias de sucesso, como ‘Atividade Paranormal’ e ‘Uma Noite de Crime’, tudo leva a crer que ‘Freaky‘ pode trilhar o mesmo caminho.

O que você acha da ideia?

No Rotten Tomatoes, o longa abriu com 92% de aprovação, com nota 7.70/10 baseada em 12 reviews até o momento.

Confira as principais reações:

“Imagine que ‘Sexta-Feira Muito Louca’ se encontrou com ‘Sexta-Feira 13’ e você acertou em cheio” – We Live Entertainment.

“O filme é uma carta de amor aos slashers e às produções adolescentes, mas também é um abraço cinematográfico coberto de sangue” – Bloody Disgusting.

Vaughn e Newton estão se divertindo como nunca nesse mash-up entre horror e comédia” – JoBlo.

‘Freaky’ é inteligente, pungente e divertido” – IGN Movies.

‘Freaky’ é um dos melhores slashers sobrenaturais desta era” – Daily Dead.

Freaky‘ recebeu alta classificação etária e só poderá ser visto por pessoas maiores de idade ou acompanhadas de um responsável.

O longa foi classificado por “violência forte e sangrenta, conteúdo sexual e linguagem inapropriada”.

O thriller é dirigido por Christopher Landon (‘A Morte Te Dá Parabéns’), que também assina o roteiro ao lado de Michael KennedyJason Blum entra como produtor.

Millie Kessler (Kathryn Newton) de 17 anos, está apenas tentando sobreviver aos corredores sanguinários do Colégio Blissfield e à crueldade da multidão. Mas, quando ela se torna o mais novo alvo do carniceiro (Vince Vaughn), o infame serial killer de sua cidade, seu último ano de escola se torna o menor de suas preocupações. Quando a adaga mística do carniceiro faz com que ele e Millie troquem de corpos, Millie descobre que ela tem apenas 24 horas para recuperar seu verdadeiro corpo antes que ela fique presa no corpo do carniceiro de meia-idade para sempre. O único problema é que ela agora parece fisicamente o psicopata que é alvo de uma caçada humana em toda a cidade enquanto o maníaco se parece com uma adolescente de 17 anos, prestes a ir à um baile de formatura. Com ajuda de dois amigos (Celestre O’Connor e Misha Osherovich) e sua paixão Booker (Uriah Shelton) – Milline corre contra o relógio para reverter a maldição enquanto o carniceiro descobre que ter um corpo de adolescente é o disfarce perfeito para uma pequena matança na cidade.

Dana Drori, Katie Finneran e Alan Ruck completam o elenco.

O terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 10 de dezembro.

Dois + Dois

 

Elenco:

Marcelo Serrado

Carol Castro

Marcelo Laham

Roberta Rodrigues

 

Direção: Marcelo Saback

Gênero: Comédia

Duração: 105 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: R$ 4 milhões

Estreia: 12 de Agosto de 2021

Sinopse: 

Diogo e Emília estão juntos há 16 anos, têm uma filha adolescente, e passam por uma fase entediante. Mas tudo vira de cabeça pra baixo quando eles descobrem que os melhores amigos, Ricardo e Bettina, têm um casamento aberto. Mais do que isso, são adeptos da prática de troca de casais, vivem super seguros com a escolha e tentam convencê-los de que é possível ser muito feliz levando esse estilo de vida, digamos, mais liberal. A notícia cai como uma bomba. Depois de reagir mal à ideia, Emília se anima e convence Diogo a pelo menos ir a uma festa com a “turma” de Ricardo e Betina. É aí que começa uma série de acontecimentos que vai abalar a vidinha mais ou menos do casal. Será que eles vão deixar o ciúmes de lado e acabar aderindo à prática?

Crítica | Dois + Dois – Carol Castro e Marcelo Serrado buscam novas possibilidades de amar em comédia nacional (Nota: 5.0)

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Marcelo Saback também foi responsável pelo roteiro do longa;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Bill Skarsgård vai estrelar o reboot de ‘O Corvo’

De acordo com o THR, Bill Skarsgård (‘It: A Coisa’) irá estrelar o reboot de ‘O Corvo‘.

Rupert Sanders (‘Branca de Neve e o Caçador’) será responsável pela direção.

A trama original segue Eric Dravon, que retorna dos mortos para caçar seus assassinos e vingar o assassinato de sua noiva com a ajuda de um pássaro místico.

Edward R. Pressman e Malcolm Gray servirão como produtores.

Anteriormente, o diretor Corin Hardy (‘A Freira’) estava envolvido no projeto, com Jason Momoa (‘Aquaman’) cotado para o papel principal.

Baseado nos quadrinhos de James O’Barr, o longa original foi estrelado por Brandon Lee,  que faleceu nas filmagens do projeto depois de ser atingido por um projétil de chumbo disparado pela arma usada pelo ator Michael Massee.

Por uma falha da produção, a arma havia sido carregada com munições de verdade, e a pólvora do festim fez com que o projétil que estava preso no cano fosse acidentalmente liberado, perfurando o torso de Lee.

O acidente aconteceu apenas oito dias antes do filme ter sido concluído.

 

‘Há Algo Errado com as Crianças’ no trailer do novo TERROR da Blumhouse; Confira!

O terror ‘There’s Something Wrong With the Children‘, que representa a nova parceria entre a Blumhouse e o EPIX, ganhou o primeiro trailer.

Confira:

Roxanne Benjamin (‘V/H/S’) é responsável pela direção.

“Quando Margaret e Ben viajam para encontrar seus velhos amigos Ellie e Thomas e seus dois filhos, Ben começa a suspeitar que algo sobrenatural está acontecendo quando as crianças começam a se comportar de forma estranha após desaparecerem na floresta.”

O elenco conta com Zach GilfordAmanda Crew, Alisha WainwrightCarlos SantosBriella GuizaDavid Mattle.

O longa será lançado em VOD no dia 17 de janeiro.

Austin Butler revela ter ficado NERVOSO em participar de ‘Duna: Parte 2’

Em entrevista ao Interview Magazine, Austin Butler, indicado ao Oscar pela cinebiografia ‘Elvis‘, revelou ter ficado extremamente nervoso em participar da vindoura sequência ‘Duna: Parte 2‘.

O ator interpretará o vilão Feyd-Rautha – um papel que ele julgou como “desafiador”.

“Eu sempre fico nervoso. Eu sempre sinto uma pressão muito grande. É como se tivesse 12 anos novamente. Mesmo que não seja necessário, eu sinto que eu preciso fazer o meu melhor. Estou sempre com medo de que irei perder alguma coisa. Com ‘Duna’ foi interessante, pois eu me encontrei com o Denis [Vileneuve], e nós nos demos muito bem. Nós conversamos sobre o personagem. Nem tínhamos o roteiro, mas começamos a discutir sobre o Feyd e eu passei a sentir o terror deste desafio.”

Ele completa, “Estrelar ‘Elvis’ foi assustador. Havia muita pressão, e eu estava constantemente me questionando: ‘Sou o suficiente?’. Isso faz você manter um foco muito grande. A melhor coisa em relação à recepção positiva daquele filme foi que, apesar de questionar minha própria habilidade, eu percebi que posso me concentrar no meu trabalho e alcançar o público. Isso significa que agora eu consigo encarar esse medo de uma forma separada, sem deixar que me controle.”

Vale lembrar que ‘Duna: Parte 2‘ estreia em 15 de março de 2024.

Confira o trailer:

Baseada no livro de Frank Herbert, a sequência vai explorar a jornada mítica de Paul Atreides, agora ao lado de Chani e dos Fremen, que pode levá-los até a uma guerra, se necessário for, para Paul se vingar dos conspiradores que destruíram sua família. Diante da difícil escolha entre o amor de sua vida e o destino do universo conhecido, ele dará tudo de si para evitar o futuro terrível que só ele pode prever.

O longa traz de volta Timothée Chalamet (‘Me Chame Pelo Seu Nome’) como Paul Atreides e apresenta Austin Butler (‘Elvis’) como seu novo adversário, o vilão Feyd-Rauth Harkonnen.

O elenco ainda conta com Zendaya (‘Euphoria’), Rebecca Ferguson (‘Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte 1’), Josh Brolin (‘Vingadores: Ultimato’), Florence Pugh (‘Viúva Negra’), Dave Bautista (‘Guardiões da Galáxia’), Christopher Walken (‘Hairspray – Em Busca da Fama’), Stephen McKinley Henderson (‘Um Limite Entre Nós’), Léa Seydoux (‘Crimes do Futuro’), Stellan Skarsgård (‘Mamma Mia!’), Charlotte Rampling (’45 Anos’) e Javier Bardem (‘Onde os Fracos Não Tem Vez’).

‘Twisters’ arrecada US$ 80.5 milhões e se torna a 3ª MAIOR estreia do ano nos EUA

Sucesso! O thriller de ação ‘Twisters‘ superou as expectativas e arrecadou sólidos US$ 80.5 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

O valor representa a terceira maior estreia do ano no país, atrás apenas de ‘Divertida Mente 2‘ (US$154.2M) e ‘Duna: Parte 2‘ (US$82.5M).

Para termos de comparação, o novo filme arrecadou quase o dobro do lançamento do longa original, que abriu domesticamente com US$ 41 milhões, em 1996. Além disso, a produção também superou as projeções iniciais, que indicavam uma estreia em torno de US$ 50 milhões.

Internacionalmente, o longa soma US$ 42.7 milhões através de 76 mercados – totalizando US$ 123.2 milhões nas bilheterias mundiais.

Sucesso entre os críticos, a produção alcançou 78% de aprovação no Rotten Tomatoes, além de ter conquistado sólidos 93% de aprovação dos espectadores no site.

Anteriormente, o editor-chefe Renato Marafon entrevistou o especialista em caçar tempestades Dr. Osmar Pinto Junior e o jornalista Ernesto Paglia. Eles explicaram como se salvar em uma tempestade de raios, o aumento das tragédias climáticas e a inversão de polos do Planeta Terra.

Assista e siga o CinePOP no Youtube:

Relembre o trailer:

Dirigido por Lee Isaac Chung, o longa é um reboot de ‘Twister‘, filme clássico de 1996.

Na trama, Kate Cooper (Edgar-Jones) é uma ex-caçadora de tempestades assombrada por um encontro devastador com um tornado durante seus anos de faculdade, que agora estuda padrões de tempestades nas telas em segurança na cidade de Nova York. Ela é atraída de volta às planícies por seu amigo, Javi, para testar um novo sistema revolucionário de rastreamento. Lá, ela cruza seu caminho com Tyler Owens (Powell), o carismático e imprudente ícone das redes sociais que se diverte postando suas aventuras de caça a tempestades com sua equipe barulhenta, quanto mais perigoso melhor. À medida que a temporada de tempestades se intensifica, fenômenos aterrorizantes nunca antes vistos são desencadeados e Kate, Tyler e suas equipes concorrentes se encontram diretamente no caminho de múltiplos sistemas de tempestades convergindo sobre o centro de Oklahoma na luta de suas vidas.

O elenco ainda conta com David Corenswet, Brandon Perea, Sasha Lane, Daryl McCormack, Kiernan Shipka, Nik Dodani e Maura Tierney.

Lucy Hale interpretará gêmeas idênticas em nova série de SUSPENSE da Netflix

De acordo com o Deadline, Lucy Hale (‘Verdade ou Desafio’) será a protagonista e produtora executiva de ‘Dead Letters‘, nova série de suspense que está sendo desenvolvida pela Netflix.

A produção será baseada no romance homônimo de Caite Dolan.

Na trama…

“A história foca em duas irmãs gêmeas idênticas, Ava e Zelda. Quando Ava retorna para casa, para o vinhedo da família, após a morte repentina de Zelda, ela precisa descobrir quem assassinou sua amada irmã gêmea, enquanto lida com revelações perigosas sobre a mulher que Zelda havia se tornado em sua ausência. Para complicar as coisas: Zelda sabia que estava em um sério perigo, então deixou cartas para Ava. As enigmáticas e angustiantes “cartas mortas” de Zelda levam Ava em uma busca perversa pela verdade — forçando-a a questionar todos que ela já amou.”

Rachel Caris Love (‘Ponto Cego’) será responsável pelo roteiro da adaptação.

A direção fica por conta de Liz Friedlander (‘Shining Vale’).

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘Avatar: Fogo e Cinzas’ supera US$ 1.2 bilhão e se torna o 3º MAIOR lançamento de 2025

Sucesso! Em menos de um mês, a sequência ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ conseguiu ultrapassar a marca de US$ 1.2 bilhão nas bilheterias mundiais.

O longa conseguiu ultrapassar a arrecadação total do live-action de ‘Lilo & Stitch‘, subindo para o TOP 3 dos maiores lançamentos de 2025 – atrás apenas das animações ‘Ne Zha 2: O Renascer da Alma‘ (US$2.2B) e ‘Zootopia 2‘ (US$1.6B).

Além disso, a continuação se tornou o primeiro filme a permanecer quatro finais de semanas consecutivos no topo das bilheterias norte-americanas desde ‘Barbie‘, em 2023.

Nos EUA, o longa soma US$ 342.5 milhões. Internacionalmente, foram US$ 888 milhões – o que representa 72% da arrecadação total.

O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com a China (US$137.9M), França (US$91.7M), Alemanha (US$73.7M), Coreia (US$48.5M) e Reino Unido (US$48M).

Ao total, o longa já arrecadou US$ 159 milhões mundialmente em IMAX.

Crítica | ‘Avatar: Fogo e Cinzas’ expande a mitologia de Pandora com um ÉPICO de quase três horas e meia

Lembrando que ‘Fogo e Cinzas‘ abriu com US$ 345 milhões bilheterias mundiais, o que representa a segunda maior estreia do ano – atrás apenas de ‘Zootopia 2‘ (US$556M).

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 88 milhões em seu primeiro final de semana. Para termos de comparação, o terceiro filme conseguiu superar a abertura do longa original no país, mas ficou muito abaixo da estreia de ‘O Caminho da Água‘ (US$134M).

Com 68% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa recebeu uma nota A do público no CinemaScore. Esta é a mesma média de aprovação dos filmes anteriores, o que indica que, ao contrário dos críticos, os espectadores ainda não se cansaram do fantástico universo de Pandora.

Crítica 2 | Avatar: Fogo e Cinzas — Um mundo em expansão, um drama em repetição

‘Avatar: Fogo e Cinzas’ segue em exibição nos cinemas nacionais!

Na trama, décadas após o primeiro contato da humanidade com Pandora, uma nova expedição retorna para coletar o que restou dos recursos do planeta — apenas para descobrir que a espécie alienígena está se preparando para contra-atacar a Terra.

O elenco ainda conta com Erika Marks, Jordan Iverach, Biagio Castelo e William McNamara.

Solange Frazão te ensina a manter a forma e a ficar em dia com suas séries em hilário vídeo da Netflix; Assista!

Em um hilário vídeo inspirado nas fitas com aulas de aeróbica da década de 80, a personal trainer Solange Frazão ensina os usuários da Netflix a manter a forma, além de ajuda-los a ficar em dia com suas série de TV.

Confira:


 

 

‘Bright’ já foi assistido 11 milhões de vezes em apenas três dias

A produção original da Netflix, ‘Bright‘, parece ter conquistado as audiências, sendo assistida mais de 11 milhões de vezes em seus primeiros três dias na plataforma. Os dados foram contabilizados pela Nielsen e compreendem os dias 22 à 24 de dezembro.

Segundo o levantamento, o híbrido do gênero policial e fantástico contou com um orçamento referente a US$ 100 milhões e foi visto aproximadamente por sete milhões de pessoas nos Estados Unidos, entre as faixas etárias de 18 e 49 anos, ao longo deste curto período.

Ainda que a marca não revele o índice de satisfação da produção entre os usuários que já assistiram, o alto alcance em pouco tempo só fica abaixo da segunda temporada de ‘Stranger Things‘. Entre os dias 27 e 29 de outubro, a produção original da Netflix teve seu primeiro episódio assistido mais de 15 milhões de vezes (e 11 milhões entre a faixa etária de 18 e 49).

O excelente resultado de ‘Bright‘ pode não ter superado ‘Stranger Things‘, mas assim o fez com a segunda temporada de ‘The Crown‘. A primeiro episódio da aclamada série dramática foi visto apenas três milhões de vezes nos Estados Unidos, sendo apenas 1,3 milhão entre 18 e 49 anos de idade. A marca também compreende os três primeiros dias desde seu lançamento.

Crítica | Bright – Filme da Netflix é PIOR que ‘Esquadrão Suicida’

 

 

 

 

‘Monster Hunter’: Milla Jovovich publica primeira foto no set da adaptação do jogo

As filmagens da adaptação do game ‘Monster Hunter‘ já começaram e a para comemorar o marco, a atriz Milla Jovovich publicou sua primeira foto no set da produção, com vários arranhões no rosto.

Confira:


Ron Perlman e T.I. Harris também estão no elenco. Perlman viverá Admiral, o líder do grupo de caçadores. Já Harris será um atirador de elite, chamado Link.

O longa é dirigido pelo marido de Jovovich, Paul W. S. Anderson.

As filmagens começam em 1º de outubro, na África do Sul.

A produção é da Constantin Films e terá orçamento estimado em cerca de US$ 60 milhões.

Crítica Netflix | El Camino: A redenção de Jesse Pinkman em um filme que honra sua jornada

Breaking Bad é uma daquelas raridades da televisão que soube exatamente qual era o seu timing e ritmo ideais. Como uma produção que cresceu no gosto da audiência com o passar de suas temporadas, a série estreou timidamente na emissora AMC e trazia o “pai do Malcolm“, Bryan Cranston, como um protagonista de carisma peculiar, em uma narrativa que rapidamente escalonou de maneira bem unapologetic e agressiva. E mesmo sabendo que sua trama poderia, facilmente, seguir por mais uns três anos com tranquilidade, optou por cortar na carne, encerrando sua trajetória na quinta temporada. Em seu auge, o produtor Vince Gilligan se despedia dos fãs, fazendo da jornada de sobrevivência de um doente homem apático e comum um relato genuíno de como o poder, o dinheiro e o ego podem contaminar tudo e todos ao redor. E as mazelas, destroços, estilhaços e cicatrizes abertas que ficam formam o enredo do filme sequência da série, El Camino.

Entre tantas perdas, Jesse Pinkman (Aaron Paul) – um viciado em drogas que inesperadamente se transforma em um fabricante de metanfetamina ao lado de Walter White (Cranston) -, se viu obrigado a conviver com as piores escolhas que seus vícios lhe trouxeram, bem como com aquelas às quais foi submetido em meio à chantagens emocionais, pressões abusivas e ao tóxico relacionamento quase paterno desenvolvido com o seu professor de química, diagnosticado com um câncer em estágio avançado. De mente frágil, ele passou sua história sendo manipulado por Heisenberg, o alter ego de White. E se livrar de toda a tortuosa bagagem psicológica que os anos acumularam é uma tarefa mais dolorosa do que simplesmente deixar o passado para trás. A fim de se redescobrir por conta própria, ele terá que adotar alguns dos velhos hábitos de seu comparsa, eliminando seus rastros para então construir um novo caminho. Em El Camino, redenção é a palavra de ordem na vida de um homem que cansou de apenas sobreviver a trancos e barrancos, mas que ainda sofre com as amarras que lhe custaram sua sanidade mental.

O longa, dirigido por Vince Gilligan é como um passeio às memórias que os primeiros anos da série trouxeram aos seus fãs. Lindamente dirigido, como todos os episódios em que ele assumia essa função, a produção é como um especial de Natal antecipado, um deleite sem precedentes para aqueles que, mesmo após seis anos, continuam impactados com o brilhante final de Breaking Bad. E como se o tempo não tivesse passado e nenhum de nós envelhecido, El Camino resgata a narrativa de seu ponto final, foge das explicações desnecessárias e se apresenta como um presente a um genuíno apaixonado pelo original. Retomando a trama a partir dos frangalhos que restaram de Pinkman, o filme de duas horas de duração traz o personagem em sua mais completa autenticidade. Novamente, Aaron Paul nos lembra porque suas três vitórias ao Emmy Awards de Melhor Ator Coadjuvante são tão dignas, entregando uma atuação extasiante e envolvente, que revela a fragilidade e digladiante frieza em seus olhos, após todas as experiências traumáticas vividas em sua jornada em BB.

Esse processo de redenção é permeado por rostos familiares acalentadores. Dos pais do protagonista aos seus melhores amigos, testemunhamos as figuras mais marcantes dos cinco anos da série contemplarem o trajeto de redescoberta de Pinkman, um a um deixando sua breve mensagem, como nos tempos de outrora. De maneira simbólica, Gilligan faz realmente uma homenagem à série que ele mesmo deu vida, honrando boa parte daqueles que ajudaram a tornar Breaking Bad o sucesso atemporal que é. E com essa trajetória, El Camino se transforma em uma experiência profundamente catártica, dentro e fora das telas, servindo como um afago para Pinkman continuar tentando sobreviver, bem como para o público, que supre a saudade sentida da forma mais sublime possível. Anestésica, a produção aplaca a tristeza de não mais termos BB semanalmente, à medida é uma experiência sinestésica por si só, nos levando novamente à mesma montanha russa emocional que Pinkman sempre foi.

E como de costume, como se semana passada um episódio anterior tivesse sido exibido, torcemos para que Pinkman encontre suas respostas. E aqui, deixando o seu El Camino para trás, em busca de um genuíno novo caminho sem qualquer dos resquícios da sua vida passada, o protagonista traça sua própria rota pela primeira vez ao longo de toda sua narrativa. Entre explosões e conflitos sangrentos, ele supera a si mesmo, tem seus momentos de epifania para despedir-se do que um dia já foi real e nos faz marejar os olhos diante de tamanha experiência cinematográfica. Com um roteiro belíssimo, que honra os melhores episódios de Breaking Bad, El Camino é a promessa de que, mesmo depois de seu fim, uma série de TV bem produzida sempre consegue ficar ainda melhor.

Confira as estreias da Netflix nesta semana

O mês de setembro já se encaminha para o final da sua primeira quinzena e nesta semana, os assinantes da Netflix serão presenteados com a chegada de novos títulos, entre produções já aclamadas pela crítica e conteúdos inéditos.

E dentre as principais estreias estão a aguardada cinebiografia ‘Os 7 de Chicago‘, a nova série original ‘Distanciamento Social‘ e o especial do grupo coreano BLACKPINK.

E para você não perder nada de bom que estreia na Netflix, separamos a agenda completa de lançamentos!

12/10

Dunkirk
Em maio de 1940, soldados e civis lutam em terra, mar e ar para retirar de Dunkirk o exército britânico e seus aliados, que são a última esperança da Europa. O filme de Christopher Nolan levou três estatuetas do Oscar em 2018.

Kipo e os Animonstros: Temporada 3
Kipo e a turminha conseguiram acabar com o reinado de terror de um velho inimigo. Agora, eles têm a missão de enfrentar a terrível Dra. Emilia.

ONE PIECE: East Blue
O navio parte para alto-mar com sua tripulação formada pelo capitão, um espadachim, uma navegadora, um cozinheiro e um inventor.

13/10

Dando um Tempo com Bert Kreischer
O comediante Bert Kreischer decide relaxar na floresta e convida seus amigos mais engraçados para visitá-lo em sua cabana.

Octonautas e a Grande Barreira de Corais
Os Octonautas precisam evitar que um bando faminto de estrelas-do-mar ataque o lar de um novo amigo no maior recife de corais do mundo.

14/10

Alice Junior
Neste premiado filme brasileiro, uma adolescente trans cheia de personalidade luta para ser aceita em uma escola conservadora – e finalmente dar o primeiro beijo. O longa ganhou prêmios em festivais como Mostra Geração no Festival do Rio – Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

BLACKPINK: Light Up the Sky
A girl band coreana BLACKPINK conta sua história de quebra de recordes e mostra a árdua jornada cheia de sonhos e desafios por trás da ascensão meteórica do grupo.

15/10

Distanciamento Social
Esta antologia tragicômica filmada no isolamento mostra o lado sombrio e divertido na luta das pessoas para manter a conexão, mesmo à distância.

Manual de Caça a Monstros
Quando a estudante Kelly Ferguson aceita cuidar de uma criança no Halloween, ela acaba entrando para uma sociedade secreta de babás que protege meninos e meninas de monstros.

16/10

Alguém tem que morrer
Na Espanha conservadora dos anos 1950, o suposto relacionamento entre um jovem e um bailarino mexicano tem uma série de consequências terríveis. Um thriller do diretor e autor mexicano Manolo Caro (A Casa das Flores).

Grand Army
Cinco alunos da maior escola pública do Brooklyn, em Nova York, encaram um mundo caótico na luta por sobrevivência, liberdade e um futuro melhor. Baseada na peça de teatro Slut, de Katie Cappiello, a série é produzida por Joshua Donen (Garota Exemplar) e Beau Willimon (House of Cards).

Star Trek: Discovery: Temporada 3
Esta temporada realmente leva a equipe da Discovery aonde ninguém jamais esteve: 930 anos no futuro. E é claro que a Federação passou por algumas mudanças.

Da Decoração ao Makeover
Shea e Syd McGee ajudam os clientes a realizarem seus sonhos com uma decoração que reflete o estilo pessoal de cada um enquanto constroem a própria casa.

La Révolution
Nesta releitura fictícia da Revolução Francesa, o futuro inventor da guilhotina descobre uma doença que faz com que membros da nobreza matem cidadãos comuns.

Os 7 de Chicago
O que era para ser um ato pacífico se transformou em um confronto violento com a polícia e a Guarda Nacional, em 1968, nos Estados Unidos. Acusados de conspiração, os organizadores do protesto enfrentaram o tribunal em um dos julgamentos mais famosos da história do país. Com Eddie Redmayne e Sacha Baron Cohen.

4 Contra o Apocalipse: Livro 3
Os quatro amigos continuam aproveitando a vida com seus aliados monstros, mas Jack teme que a descoberta de um transmissor de áudio acabe com a diversão.

 

‘No Jogo do Amor’: Comédia romântica alemã estreia na Netflix

A comédia romântica alemã ‘No Jogo do Amor‘ já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta sexta-feira (15) na grade de programação.

Na trama, depois de uma experiência de troca de casais, quatro amigos chegam a uma cabana de praia remota para enfrentar as consequências e encarar as verdades.

Confira o trailer:

Nilam Farooq, Jonas Nay e Paula Kalenberg estrelam o filme.

 

‘Collision’: Amazon fecha acordo milionário por suspense de Don Winslow, com Jake Gyllenhaal no papel principal

A Amazon acaba de arrematar os direitos de Collision, romance curto do aclamado autor Don Winslow, em um acordo altamente competitivo que envolveu diversos estúdios. O projeto será estrelado e produzido por Jake Gyllenhaal, ao lado de seu parceiro na Nine Stories, Josh McLaughlin, e de Shane Salerno da The Story Factory.

Baseado na história do livro The Final Score, que será lançado em setembro pela HarperCollins, Collision acompanha a vida de um homem comum — marido e pai exemplar — que comete um único erro que o leva à prisão. Lá dentro, ele precisa aprender a sobreviver. Mas a verdadeira reviravolta vem após sua liberdade: ele descobre por que foi “protegido” na cadeia… e é então enviado para uma missão que transformará sua vida para sempre.

Este é o segundo projeto de Winslow com a Amazon. O estúdio já está produzindo Crime 101, também baseado em uma história do autor. Previsto para estrear no feriado de President’s Day em 2026, o filme tem direção e roteiro de Bart Layton e um elenco de peso que inclui Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Halle Berry, Barry Keoghan, Nick Nolte e Jennifer Jason Leigh.

Repercussão
O projeto ganhou ainda mais força após Stephen King declarar no X (antigo Twitter) para seus mais de 7 milhões de seguidores que The Final Score é “a melhor ficção policial que li em 20 anos” — um elogio que impulsionou as pré-vendas do livro.

Don Winslow, que já anunciou sua aposentadoria como autor após The Final Score, é um dos maiores nomes da literatura policial e já teve sua obra disputada por gigantes como Martin Scorsese, Ridley Scott, Michael Mann, Leonardo DiCaprio, Oliver Stone e Rian Johnson.

Com Collision, a Amazon aposta em mais um suspense envolvente que promete combinar tensão psicológica, ação e reviravoltas dramáticas — e, com Gyllenhaal à frente, tem tudo para virar mais um sucesso de crítica e público.

‘O Que Fazemos nas Sombras’: Série de comédia sobre vampiros ganha novidades

Antes de entrar para o time da Marvel e assumir a direção de ‘Thor: Ragnarok’, o diretor Taika Waititi comandou o misto de comédia com terror, aclamado pela crítica, ‘O Que Fazemos nas Sombras’, que agora vai virar série de TV.

O seriado é um spin-off do filme e será dirigido por Jemaine Clement.

Intitulada ‘Wellington Paranormal‘, a série seguirá o mesmo formato de falso documentário cômico, mas vai focar em uma dupla de policiais que combatem ocorrências paranormais.

Mike Minogue e Karen O’Leary, os agentes da polícia apareceram rapidamente no longa, serão os protagonistas.

Um dos personagens da obra cinematográfica que deve causar problema no seriado é Nick, um vampiro recém-transformado, interpretado por Cori Gonzalez-Macuer.

‘Wellington Paranormal’ vai estrear no canal neozelandês TVNZ em meados de 2018.

O Que Fazemos nas Sombras‘, lançado em 2014, conta a história de três vampiros que dividem a mesma casa, Viago (Taika Waititi), Vladislav (Jemaine Clement) e Deacon (Jonathan Brugh). E juntos, eles precisam superar algumas dificuldades como encontrar sangue humano, evitar a luz solar e pagar suas contas. Além do maior problema que é conviverem sob o mesmo teto.

O seriado baseado no filme ainda não tem data de lançamento e nem emissora. O filme está atualmente disponível na Netflix.

‘Gotham’: Produtor CONFIRMA que Batman vai aparecer na 5ª (e última) temporada

Parece que o Homem-Morcego irá (finalmente!) aparecer na 5ª e ultima temporada de ‘Gotham’. Pelo menos é o que garantiu o produtor John Stephens, durante uma entrevista ao Comic Book.

“Eu realmente não quero estragar surpresas, mas daremos os últimos passos dessa história. Não deixaremos nada passar, nem uma frase sequer. Não haverá nenhum passo para Bruce Wayne se tornar o Batman que não abordaremos nesta temporada. Iremos até o fim”

A série retorna em 2019 e especula-se que haja um salto temporal para mostrar o herói já adulto.

A Fox divulgou um teaser da quinta temporada, com o subtítulo ‘A Dark Knight’, o vídeo instiga a aguardada ascensão do cavaleiro da trevas.

Confira:

A 4ª temporada de ‘Gotham‘ sofreu uma queda de quase 30% na audiência em relação a temporada anterior, registrando uma média de 0.78 na demo.

A última temporada terá 13 episódios, e estreará somente em 2019.

Sem o Homem-Aranha, quem será o novo líder dos VINGADORES?

Em ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, a Marvel Studios preparou o terreno para que o aracnídeo assumisse o legado do Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e se tornasse o novo líder dos Vingadores.

Com o término da parceria entre a Marvel e a Sony, o personagem não voltará para o MCU e os planos de tê-lo como o líder dos heróis foi por água abaixo…

O fato é que Os Heróis Mais Poderosos da Terra precisam de um líder. Pensando nisso, separamos algumas sugestões de quem poderia exercer esse papel! Confira!

 

Shuri

Shuri foi apresentada em ‘Pantera Negra’ e rapidamente se tornou uma das personagens preferidas dos fãs da Marvel, com um carisma equiparável ao do Homem de Ferro. Vejam bem, ela é uma das maiores mentes da Marvel nos cinemas, é da família real wakandana – então sabe se defender, tem carisma e acesso a maior reserva de vibranium do planeta.

 

Thor

O Deus do Trovão ganhou um destaque improvável no Universo Marvel. Após passar pelas mãos de Taika Waititi, o Asgardiano se tornou um dos heróis favoritos do público e mostrou ser bem mais poderoso do que qualquer outro Vingador. Sua chegada a Wakanda foi o ponto de virada na luta por Thanos. E mesmo que ele não tenha conseguido matar o Titã, foi o que mais chegou perto disso. Não se desperdiça esse tipo de “moral”.
Analisando de fora, o sucesso estrondoso de Thor: Ragnarok (2017) mudou os rumos de uma franquia que já parecia ter seu fim definido e a Marvel confirmou ‘Thor 4: Amor e Trovão‘. Colocá-lo como líder dos Vingadores é uma forma inteligente de dar destaque ao personagem e atrair seus fãs!

 

Gavião Arqueiro

Não é piada. Muita gente desconsidera o personagem por ele não ter poderes tão vistosos quanto os outros Vingadores, mas é como a esposa dele disse em ‘A Era de Ultron‘ (2015): É ele quem mantém os Vingadores unidos! Fora isso, os Irmãos Russo tiveram todo um cuidado para guardar o personagem em ‘Guerra Infinita‘ (2018) e mostrá-lo com destaque em ‘Ultimato‘. Ou seja, podemos esperar algo de grandioso de sua parte!

 

Pantera Negra

Quem melhor que o regente de Wakanda para comandar uma super-equipe? Chadwick Boseman é a personificação do T’Challa, no mesmo nível que Robert Downey Jr. personificou o Homem de Ferro. Com uma atuação poderosa, ele dá a liga ideal para seu herói funcionar como um futuro líder dos Vingadores

 

Capitã Marvel

O futuro da Marvel é feminino, como o próprio estúdio já afirmou, e Carol Danvers é uma líder nata. Quando o filme da Capitã saiu, choveram comentários de “fãs” raivosos, espumando pela boca, revoltados com a declaração de Kevin Feige sobre ela ser a personagem mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel. Foi difícil para parte do público ter uma heroína que chegou agora tomando o posto que antes era divido entre Thor (Chris Hemsworth) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), mas faz parte da brincadeira de ter um Universo Compartilhado nas telonas.

“Ah, mas ela é arrogante”. Meu irmão, o Gavião Arqueiro é arrogante com a Feiticeira Escarlate em uma cena de A Era de Ultron (2015), e olha que seu poder é atirar flechas sem errar o alvo. Se você não implica com isso, mas se morde de raiva porque a criatura mais poderosa do Universo age de acordo com o que ela é, seu problema não é com a arrogância.

A Capitã Marvel é uma das principais concorrentes para liderar Os Vingadores, guiando a franquia para um lado mais feminino.

Sentiu falta de alguém aí? Diga nos comentários!

 

Crítica | Freud – Série sobre Criador da Psicanálise é PERTUBADORA

Alerta: a série ‘Freud’ tem classificação indicativa para maiores de 16 anos, entretanto, possui cenas, temáticas e diálogos perturbadores, que, se vistas desacompanhada de uma análise de um profissional de saúde mental, pode gerar confusão e gatilhos nos jovens.

Nem todo mundo conhece profundamente o trabalho do psicanalista Sigmund Freud, mas com certeza já ouviu falar dele, nem que seja na famosa frase “Freud explica”. E por que ele explica? Porque ele foi o médico que mais se dedicou aos estudos do inconsciente e da saúde mental, buscou tratamentos, explicações, origens, gatilhos – tudo isso durante a virada do século XIX, quando boa parte das técnicas utilizadas em pessoas com distúrbios psíquicos e mentais era na base da internação e da tortura.

A aguardada série ‘Freud’, que chegou à plataforma da Netflix no fim de março, traz todos esses elementos, porém o roteiro de Stefan Brunner e Benjamin Hessler é todo construído metaforicamente, colocando essas referências do campo da psicanálise nem sempre no centro da trama, mas sim como artifício periférico para ajudar nos conflitos abordados. Então, se você tem algum conhecimento dos estudos de Freud, fica fácil identificá-los ao longo dos oito episódios de cerca de uma hora de duração. Se você não conhece, esses mesmos pontos podem gerar desconforto. É exemplo disso a cena, no 7º episódio, em que Freud tem uma delírio e, nele, mata o próprio pai e faz sexo com a própria mãe.

O enredo é muito requintado, um pouco confuso, até. A série parte das primeiras manifestações de hipnotismo na Áustria (que ainda vivia sob o regime do império austro-húngaro) e as tentativas de Freud (Robert Finster, muito firme no papel) de dominar essa técnica para utilizá-la como tratamento em pacientes diagnosticados com histeria. Só que nem todos os conhecimentos são utilizados para o bem: o senhor e a senhora Szàpáry (Georg Friedrich e Anja Kling) manipulam a mediunicidade da jovem Fleur Salomé (Ella Rumpf, cujo personagem não à toa tem esse nome), mas, aos poucos, a coisa foge do controle e começa a colocar em risco a vida da alta sociedade.

O diretor Marvin Kren optou por ambientar seu projeto em um universo noir, com uma pegada de romance policial. Assim, o roteiro não só coloca Freud como espectador dos acontecimentos (ele os observa, analisa, reflete, mesmo que também participe ativamente deles), mas como um verdadeiro Sherlock Holmes (que também tava rolando nessa época, mas na Inglaterra), ajudando a polícia local a desvendar mistérios, analisando cena de crime, etc. Embora seja uma pegada interessante, talvez essa abordagem não agrade muito os seguidores do pai da psicanálise.

Toda falada em alemão, a superprodução ‘Freud’ é deslumbrante, e cada episódio tem o nome de uma manifestação do inconsciente. Entretanto, em se tratando de hipnose, não se surpreenda se você acabar dormindo de vez em quando, rs. Além disso, para retratar a bestialidade humana, a série possui diversas cenas de violência bem gráfica: sangue para todos os lados, mutilação, crimes, histeria, uso de drogas, e por aí vai. É pesado de assistir, embora Freud explique.

Kevin Feige está feliz por Marvel ter conseguido de volta os X-Men e Quarteto Fantástico

A compra da Fox por parte da Disney aumentou as expectativas do fãs de finalmente verem a união de alguns do heróis da Marvel que até então estavam sob a tutela de outro estúdio.

Felizmente, não são somente os fãs que estão animados com essa reunião tão aguardada. Em entrevista durante o Tapete Vermelho do Globo de Ouro, Kevin Feige afirmou que está muito feliz pela Marvel ter conseguido os direitos de diversos personagens de volta:

“A verdade é, estou animado para todos eles. Eu estou empolgado, e não é apenas para aqueles nomes conhecidos – há centenas de nomes naqueles documentos, naqueles acordos.”

O acordo da compra da Fox pela Disney deve ser finalizado no final deste mês. Tudo é apontado como certo para a conclusão da fusão.

O próximo filme do MCU é ‘Capitã Marvel’ que estreia em 7 de março.

‘The Batman’: Aubrey Plaza expressa interesse em interpretar Mulher-Gato no novo filme

Em uma recente aparição no The Late Show with Stephen ColbertAubrey Plaza (‘Parks and Recreation’) reiterou seu desejo de interpretar a femme fatale Mulher-Gato nas telonas. Durante a entrevista, a atriz foi questionada sobre qual super-herói gostaria de interpretar dentro do panteão DC.

“Eu sempre penso na Mulher-Gato porque simplesmente amo essa personagem e amo o filme dela. Aquele com a Halle Berry. Mas não é algo em que penso todo dia”, ela comentou. “Não vou nem tentar o papel. Não há chance de eles me chamarem”.

Plaza aproveitou para revelar que enviou seu currículo para Matt Reeves na esperança de ser chamada para uma audição – coisa que fez da forma mais hilária possível durante o programa.

Confira:

The Batman‘ deve começar a produção no início de 2020 e tem estreia prevista para 2021.

O medo tem um novo rosto no teaser de ‘Ameaça Profunda’; Confira!

O terror ‘Ameaça Profunda‘ (Underwater) ganhou um novo teaser assustadora.

Confira:

O longa é dirigido por William Eubank (‘O Sinal: Frequência do Medo‘).

Na trama, um laboratório subaquático é danificado devido a um terremoto. Com a estrutura destruída e a água invadindo o local, os pesquisadores devem lutar para sobreviver mediante às circunstâncias.

O elenco inclui Kristen Stewart, T.J. Miller, Vincent Cassel, Jessica Henwick, John Gallagher Jr., Mamoudou Athie e Gunner Wright.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 9 de janeiro de 2020.

‘As Aventuras de Paddington 3’: Paul King não retorna para o novo filme da franquia

‘As Aventuras de Paddington’ é uma das franquias infantis mais aclamadas do cinema contemporâneo e, em 2018, foi confirmado que o terceiro filme já estava em produção.

Entretanto, diferente do que muitos pensavam, a nova entrada da saga não trará o retorno do diretor Paul King.

O cineasta britânico revelou à Empire Magazine que, apesar dos filmes terem sido alguns dos melhores momentos de sua vida, ele teve que entregar o comando do projeto para outra pessoa.

“Em algum momento, você tem que parar. Pode ser o momento de outra pessoa fazer uma coisa diferente. Estou tentando não fazer o terceiro filme sobre um urso, o que é um grande erro”.

Vale lembrar que ‘As Aventuras de Paddington 2’ foi destaque por ter se tornado o filme mais bem avaliado no Rotten Tomatoes.

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‘The Batman’: Fotos confirmam existência da Mulher-Maravilha e do Flash no universo do filme

Após a foto que confirma a existência do Superman no universo do filme, duas novas imagens postadas no Twitter revelaram que outros super-heróis também estão inseridos no universo do filme comandado por Matt Reeves.

A primeira delas foi tirada durante uma cena recheada de figurantes, durante a qual uma delas traja uma fantasia do uniforme da Mulher-Maravilha. A outra traz um cartaz rasgado pela metade que estampa o logo oficial de Flash.

Confira:

Durante sua participação na DC FanDome, Reeves foi questionado sobre sua versão de Gotham e disse que a cidade será diferente de tudo o que os fãs já viram.

“A Gotham dos filmes de Tim Burton tinha cenários lindos, mas muito teatrais. Nos filmes do Nolan tinha uma versão realista, mas com pouco destaque, lembrando os bairros de Chicago e Pittsburgh. O que estamos tentando fazer é criar uma versão que os fãs nunca viram antes. Vamos mesclar a arquitetura gótica de Liverpool com adições mais modernas em CGI para criar um visual único. Queremos que o os fãs se perguntem: ‘Caramba, onde foi que eles gravaram essas cenas? Que lugar é esse?”

O cineasta também disse que a corrupção na cidade será ainda mais marcante que nos filmes anteriores.

“A natureza e a história desse lugar são extremamente importantes para a nossa história. Gotham será o centro do filme, especialmente sobre a evolução da corrupção… O visual de Gotham vai refletir exatamente o que a cidade abriga; bandidos, criminalidade, terror e vingança.”

Além de Robert Pattinson, o elenco conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard, Jayme Lawson, Gil Perez-Abraham, e os irmãos Max e Charlie Carver.

Lembrando que a estreia de ‘The Batman‘ foi adiada mais uma vez, e em vez de chegar em outubro de 2021, o longa será lançado apenas em 04 de março de 2022.

Assista ao trailer oficial:

 

Elenco de ‘Moxie’ dá dicas de como fazer uma revolução em novo vídeo; Confira!

‘Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta’, comédia feminista dirigida por ninguém menos que Amy Poehler, já está disponível na Netflix.

Para promover o longa-metragem, a plataforma de streaming divulgou um vídeo em que o elenco protagonista e a diretora dão dicas de como fazer uma revolução.

Confira:

O filme é baseado no romance homônimo assinado por Jennifer Mathieu.

Cansada do status quo machista e tóxico de seu colégio, uma tímida garota de 16 anos encontra inspiração no passado rebelde de sua mãe para publicar uma revista independente que acende uma revolução escolar.

Hadley RobinsonLauren TsaiJosephine LangfordPatrick Schwarzenegger fazem parte do elenco.

‘Amor, Sublime Amor’: Remake de Steven Spielberg ganha novo teaser trailer INCRÍVEL; Confira!

20th Century Studios divulgou um novo teaser trailer oficial do vindouro remake de ‘Amor, Sublime Amor’ (‘West Side Story’), comandado por Steven Spielberg.

Confira:

Lembrando que a nova versão do longa chegará aos cinemas no dia 10 de dezembro de 2021.

Amor, Sublime Amor‘ se passa na Nova York da década de 1950 e conta a história de um casal apaixonado tentando salvar seu romance ao mesmo tempo que são divididos pela rivalidade entre as gangues branca e latina das quais fazem parte: Tony é integrante dos Jets e Maria dos Sharks, tudo inspirado em outro clássico, ‘Romeu e Julieta’ de Shakespeare.

O longa é protagonizado por Ansel Elgort (A Culpa é das Estrelas) e a estreante Rachel Zegler, nos papéis de Tony e Maria, respectivamente.

O roteiro fica por conta do premiado Tony Kushner, indicado ao Oscar e ganhador do Prêmio Pulitzer. Leonard Bernstein, Stephen Sondheim e Jerome Robbins cuidam da música, das letras e da coreografia. 

Os MELHORES Filmes Originais da Netflix em 2021

Vários internautas podem reclamar do extenso e um tanto quanto discutível catálogo original da Netflix, mas é inegável dizer que, quando a gigante do streaming quer, consegue entregar obras que se tornam um sucesso tanto de crítica quanto de público.

Pensando nisso e continuando nossas matérias especiais de final de ano, separamos uma lista com as melhores produções originais da plataforma, considerando apenas os longas-metragens lançados entre 01 de janeiro 15 de dezembro de 2021 (ou seja, data em que este texto foi escrito).

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual foi a sua favorita do ano:

10. EU ME IMPORTO

Lançamento: 19 de fevereiro de 2021

‘Eu Me Importo’ fez sua estreia em 2020, mas só foi distribuído mundialmente ao chegar à gigante do streaming no começo deste ano. Apesar de não ter uma história muito original, o longa dirigido por J Blakeson é bastante divertido e instigante – e merece ser assistido com outros olhos. Na trama, Rosamund Pike interpreta Marla Grayson, uma renomada guardiã legal que gosta de ficar com pessoas idosas e ricas. Às custas da última, ela leva uma confortável vida de luxo. Quando ela pensa ter encontrado uma nova vítima perfeita, descobre que a mesma guarda segredos perigosos. Com base nisso, Marla vai ter que usar toda sua astúcia se quiser continuar viva.

9. O TIGRE BRANCO

“‘O Tigre Branco’ tem uma edição ágil, uma trilha sonora dançante e ótimas interpretações – com destaque para Priyanka Chopra Jonas. Faz um retrato das dificuldades de se mudar de casta na Índia e, como o próprio filme diz, um tigre branco é um animal raro, que só nasce um a cada geração. Tal como seu companheiro ‘Podres de Rico’ (cuja versão brasileira omitiu a palavra “asiáticos” do título), demonstra que o futuro é asiático, e a Ásia é muito mais que apenas China ou Japão.” – Janda Montenegro

8. PIECES OF A WOMAN

Lançamento: 07 de janeiro

O poderoso drama ‘Pieces of a Woman’ fez sua estreia oficial no Festival de Veneza em setembro do ano passado, mas não chegou à Netflix até janeiro de 2021. A densa trama, estrelada por Vanessa KirbyShia LaBeouf, desmistifica os tradicionais conceitos de casamento e maternidade e conta a história da ruína de um casal, mais precisamente de uma jovem mãe, que enfrenta a prematura morte do filho recém-nascido e que se vê engolfada em uma bola de neve que coloca em xeque tudo o que tinha de mais valioso e sólido em sua vida.

7. OXIGÊNIO

Lançamento: 12 de maio de 2021

Ao contracenar apenas com a voz de Mathieu Amalric (‘O Som do Silêncio’), Mélanie Laurent tem um desempenho satisfatório, já que está restrita às suas expressões faciais e a tonalidade de sua voz. O seu desespero para coletar informações sobre si mesma e tentar estabelecer contato com pessoas do lado exterior assemelha-se ao desafio de Jake Gyllenhaal no subestimado ‘Contra o Tempo’ (‘Source Code’, 2011). Por outro lado, o enredo lembra os contos sci-fi de Ray Bradbury, escritor mundialmente conhecido por ‘Fahrenheit 451’ (1953). Logo, ‘Oxigênio não apresenta inventividade, mas constrói um elaborado quebra-cabeça engenho o suficiente para manter-nos curiosos até a personagem percorrer todas as casas do tabuleiro.” – Letícia Alassë

6. TRILOGIA RUA DO MEDO

Lançamento: 02, 09 e 16 de julho

Adaptações de romances juvenis, ainda mais pertencentes ao gênero do terror, não costumam fazer jus ao material original – mas a trilogia ‘Rua do Medo’ superou todas as expectativas e entregou uma sólida aventura sobrenatural inspirada nos escritos homônimos de R.L. Stine. Os filmes, subtitulados ‘1994’‘1978’‘1666’, são ambientados na sinistra Shadyside, Ohio, conhecida como a capital dos assassinatos nos Estados Unidos pelos múltiplos eventos bizarros e sangrentos que acompanham a história da cidade desde sua fundação. Quando um grupo de jovens percebe que esses acontecimentos podem estar relacionados à brutal morte de uma jovem condenada à forca por bruxaria, eles correm contra o tempo para salvar aqueles que amam antes que seja tarde demais.

5. A FAMÍLIA MITCHELL E A REVOLTA DAS MÁQUINAS

Lançamento: 23 de abril de 2021

“Movida a um ácido humor, o roteiro é minuciosamente detalhado por Mike Rianda e Jeff Rowe para contrariar as expectativas, seja nos momentos de ação, seja nas solenes sequências em que os protagonistas enfrentam a epifania. As quebras de ritmo são propositais e adicionam tempero extra a uma das grandes animações do ano. Como se não bastasse, temos Phil Lord e Christopher Miller encarregados pela produção, exigindo uma colaboração do público e dando vida a um colorido tour-de-force que é muito mais profundo do que realmente parece. No topo de tudo isso, Mark Mothersbaugh comanda uma renegada trilha sonora que aposta no futurismo de ‘TRON’ e de ‘WALL-E’, sem deixar de incrementá-la com os classicismos dramáticos do violino e do piano.” – Thiago Nolla

4. VINGANÇA & CASTIGO

Lançamento: 03 de novembro

“As engrenagens da produção se encaixam de modo a convergirem para uma mensagem específica: a fotografia supervisionada por Sean Bobbitt e por Mihai Malaimare Jr. é emulativa em certos aspectos e faz menção até a Quentin Tarantino e a títulos autoexplicativos, mas não perde a chance de ousar em sequências de tirar o fôlego; a trilha sonora se afasta dos violinos e dos violões e encontra brechas para inflexões contemporâneas, como o rap, o trap e o R&B. E, no topo de tudo isso, a zona de conforto explorada pelo roteiro, também assinado por Samuel, foi apenas o modo encontrado para unir os elementos em uma competente e angustiante epopeia no Velho Oeste dos Estados Unidos.” – T.N.

3. TICK, TICK… BOOM!

Lançamento: 19 de novembro

“Nessa eclosão simbólica projetada em tela, Andrew Garfield adquire uma nova persona, provando uma vez mais sua versatilidade em cena. Migrando de The Eyes of Tammy Faye’, onde interpretou um pastor corrupto, para a efervescência da Broadway neste musical, o indicado ao Oscar transforma sua expressividade como quem troca de roupa e entrega o seu próprio show para a audiência. Com uma caracterização mais dramática e toda gesticular, Garfield entende o seu protagonismo e faz de sua versão de Jonathan Larson atraente, cativante e apaixonante.” – R.G.

2. ATAQUE DOS CÃES

Lançamento: 01 de dezembro

Um dos favoritos à temporada de premiações do próximo ano – e já conquistando inúmeras indicações desde seu lançamento oficial – ‘Ataque dos Cães’ fez sua estreia no Festival de Toronto antes de chegar à Netflix. Segundo nossa correspondente Rafaela Gomes, o ótimo drama aborda “assuntos como adaptação e até mesmo identidade” e “nos deixa em um constante estado de alerta, sempre à espera de que algo ruim aconteça. Por explorar as desavenças e entraves entre Phil Burbank (Benedict Cumberbatch) e Rose Gordon (Kirsten Dunst) a todo momento, há um ar de desconfiança e inquietação tanto dentro da trama, bem como fora. Incapaz de relaxar, a audiência é levada para a atmosfera do filme por meio da tensão que pesa quase todas as cenas do longa”.

1. 7 PRISIONEIROS

Lançamento: 11 de novembro

“E com um roteiro brilhante que sabe elevar as tensões, à medida em que explora a complexidade dos seus personagens e o quão tênue é a linha entre vítima e cúmplice, o thriller nos presenteia com uma seleção impecável de atuações, lideradas por Christian Malheiros e Rodrigo Santoro. De corpo esguio e sempre com um certo aspecto de sujeira, este último é a voz do esquema corrupto, o elo de ligação entre as vítimas e os chefões que se beneficiam da indignidade e fragilidade alheia. Com uma performance que nos causa repulsa e constante indignação, ele entrega um de seus melhores trabalhos e fortalece sua versatilidade em cena, fazendo do filme uma experiência ainda mais palpável e dilacerante. Já Malheiros é a personificação do “fruto de seu meio”, um rapaz confuso e em constante conflito com seus princípios, que literalmente se vê entre a cruz e a espada.” – Rafaela Gomes

Artigo | Dez anos depois, ‘American Horror Story: Asylum’ permanece como a melhor temporada da antologia

A segunda temporada de American Horror Story’ é o que podemos chamar de uma pequena pérola das produções televisivas contemporâneas. Ambientado em um manicômio, o capítulo seguinte da produção antológica criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk não apenas apara as pontas soltas e aprende com os deslizes, mas entrega uma jornada epopeica através do período pós-II Guerra Mundial, atravessando o território inexplicável da vida extraterrestre, mergulhando nas consequências do holocausto judeu da década de 1940 e até mesmo explorando temas como homofobia, livre-arbítrio e devoção.

Não é de se esperar que o conceito-base da série tenha sido elevado a um nível ainda mais distorcido, principalmente se levarmos em consideração a mente distorcida de seus idealizadores artísticos. O terror e o gore talvez nunca tenham emergido com uma mistura tão contraditória quanto esta: a brutalidade de sua ambiência e da atmosfera sobrenatural entrando em conflito com personagens sutis e críveis o suficiente para se conectarem com as diferentes parcelas do público-alvo.

A atemporalidade com que suas múltiplas narrativas são adornadas tornam Asylum’, como foi subtitulada, a melhor entrada da parceria Murphy-Falchuk para o épico do horror a entrar no imenso catálogo da FX. E, diferentemente de Murder House’, os showrunners puderam usar e abusar de seus maneirismos para arquitetarem um universo próprio do misticismo surrealista que envolve o principal cenário da trama – um complexo carcerário tão macabro quanto aqueles que vemos em histórias de terror. E se já nos deliciávamos com as inúmeras referências fílmicas da primeira temporada, a próxima certamente superou as expectativas ao abrir seu leque ainda mais.

BEM-VINDOS A BRIARCLIFF

Assim como a mansão do ano de estreia de AHS’, Briarcliff é uma instituição de reabilitação mental para os psicóticos e insanos que parece estar à parte do mundo que conhecemos. Erguida pela Igreja Católica com um apoio ferrenho do Estado, o complexo hospitalar é, na verdade, um dos lugares mais contraditórios de todo o microcosmos da série justamente por estar povoado de personagens que pregam valores que não seguem ou que varrem para debaixo do tapete para benefício próprio.

A priori, precisamos entender que a concepção arquitetônica de Briarcliff nos lembra propositalmente dos cenários expressionistas dos clássicos cinematográficos, como Nosferatu’ (1922) e O Gabinete do Doutor Caligari’ (1920). É claro que a estrutura material em sua forma mais bruta permanece com uma simetria quase assustadora, mas a composição de cada um dos frames opta pelos plongées e contra-plongées muito bem pensados para a emersão de uma atmosfera ameaçadora, ao mesmo tempo em que exala um misticismo convidativo. Até o acoplamento de lentes grande-angular e olho-de-peixe contribuem para a presença do sobrenatural e do inexplicável, atraindo os olhos do público e nos fazendo voltar a atenção para uma das protagonistas da trama: Lana Winters (Sarah Paulson).

Lana é uma repórter, ou seja, a representação do herói curioso que entra num círculo de mentiras e perigos por sua insistente personalidade de buscar respostas para aquilo que não conhece. Chegando à instituição com a mais “pura das intenções”, ela se encontra com a Irmã Jude (Jessica Lange), uma austera freira que comanda o lugar a partir dos cuidados indiretos do Monsenhor Timothy (Joseph Fiennes). É impressionante analisarmos o choque de gerações entre as duas personagens, visto que uma traz uma robustez própria de alguém que encontrou o “caminho divino” após passar por um grande trauma, e a outra é pincelada com o espírito aventureiro e transgressor de meados da década de 1960 – uma jornalista lésbica, independente e muito à frente de seu tempo.

É claro que, aos olhos conservadores dos órgãos que cuidam do hospício, Lana é uma grande ameaça, tanto para sua reputação quanto para a integridade de seus funcionários. Ela, diferentemente do que pensávamos, desejava investigar os crimes cometidos pelo Cara Sangrenta, um serial killer que esteve aterrorizando a cidade de Massachusetts e que aparentemente foi pego pelas autoridades e mandado para Briarcliff. Não temos certeza da veracidade dos fatos: primeiro, Evan Peters encarna o suposto assassino Kit Walker, mas logo no episódio piloto, ele protagoniza um prólogo essencialmente ininteligível sobre abdução e alienígenas, tornando-o traumatizado pelos eventos do passado, mas não passível de cometer atrocidades como esfolar mulheres vivas e esquartejá-las.

Além dos personagens principais, temos também os coadjuvantes – e garanto que, dentro do escopo idealizado por Murphy, Falchuk e todo o time criativo, cada um tem a sua importância para a complexidade de Asylum’. Temos, por exemplo, Pepper (Naomi Gross), uma mulher com microcefalia acusada injustamente de cortar as orelhas de sua irmã e afogar seu sobrinho na banheira e que, nos primeiros momentos em que aparece, parece não prometer muitas coisas. Entretanto, sua incrível capacidade de associação lógica e de cinismo a tornou uma aliada sem precedentes para os “mocinhos” da história. Outra grande entrada coadjuvante é a de Ian McShane como o psicopata Leigh Emerson, responsável por matar 18 pessoas na noite de Natal e conseguir escapar de Briarcliff após crucificar o Monsenhor.

Tratar as criações narrativas desta série com maniqueísmos, porém, é um dos piores equívocos a serem cometidos. Afinal, a credibilidade de AHS’ vem justamente com a humanização e a materialização do impossível; desta forma, cada um dos arquétipos que encontramos aqui é passível de erros e acertos – ora, o maior exemplo disso é, sem sombra de dúvida, o arco de redenção no qual Jude entra após perceber as terríveis escolhas que fez para com Lana, Kit, Grace (Lizzie Brocheré) e outros. À medida em que os episódios se seguem conseguimos abandonar a visão simplista do “bom” e do “ruim”, conhecendo os dois lados de cada história; cada um deles tem seus próprios medos a serem enfrentados e, por mais que tentem, não resistem às tentações mundanas – mas é esse lado fraco que os torna humanos e os torna palpáveis para o público.

Mas para traçar uma linha mais compreensível, podemos colocar alguns personagens como aparições vilanescas. Temos, por exemplo, James Cromwell como o soturno Dr. Hans Grupe, disfarçado sob o pseudônimo de Arthur Arden após fugir de seu destino como médico nazista para encontrar um novo lar na América e poder realizar seus experimentos desumanos. Zachary Quinto também faz seu retorno para a série encarnando o psiquiatra Oliver Thredson – que revela ser o real Cara Sangrenta em uma das sequências mais aterrorizantes da televisão contemporânea.

O constante embate entre o que é certo e o que é justo é um dos principais motivos que tornam a segunda temporada uma das, senão a melhor entrada de toda a antologia. A narrativa segue de forma frenética e emocionante através dos estreitos corredores de Briarcliff, transformando um cenário claustrofóbico em um labirinto interminável de horrores, pacientes abandonados e a constante presença da morte. Combine isso a uma direção perscrutada por câmeras na mão, planos holandeses disformes e uma estética onírica que nos dá uma visão dúbia sobre o que nos é apresentado. Quando confrontamos o passado dos protagonistas, permanecemos na dúvida quanto à veracidade dos acontecimentos, recuperando alguns elementos da iteração predecessora e firmando um império anacrônico.

O ANJO CAÍDO

O tema principal a acompanhar todas as subtramas da Asylum’ pode ser encarado como um subsídio até clichê, mas tratado com a máxima de cautela: a luta do divino com o mundano. Em meados do segundo episódio, Tricks and Treats, vemos que, durante uma sequência de exorcismo performado dentro dos territórios da instituição mental, uma das criaturas mais perigosas e sedutoras a habitarem o imaginário popular – o anjo caído Lucífer – entra no corpo de uma das jovens freiras – a Irmã Mary Eunice (Lily Rabe, em o que podemos considerar uma das melhores performances de sua carreira inteira). A atriz em questão demonstrou, em todos os episódios, uma versatilidade diabólica para encarnar uma sobreposição de Súcubo e os picos de controle de seu ID, o qual tentava se libertar do ser que aprisionava-a em seu próprio subconsciente.

Mary Eunice acaba se transformando por completo, dando indicações de que está possuída por uma força desconhecida ao adotar para sua caracterização a cor vermelha – ou seja, uma paleta que nos remete à luxúria, à sedução, ao sangue e à instabilidade emocional. É interessante notarmos como a caracterização de tal personagem vem carregada com sutilezas simbólicas e cínicas, incluindo suas incríveis falas sobre o pecado original, a fraqueza humana e os vícios negligentes que afastam as “boas pessoas” de um caminho de salvação. O contraste vem em primeiro plano, principalmente quando temos os tons monocromáticos de preto, cinza e branco de Briarcliff ofuscados pelo vermelho-sangue de sua lingerie, de seus lábios ou até mesmo de seus olhos – e tudo incrivelmente se inclina para referências a O Exorcista’ (1973), mas apenas se o demônio dentro da pequena Regan McNeil prevalecesse.

Entretanto, não espere ver uma luta épica entre Deus e Satã nas instalações do complexo; as coisas vão além disso, alcançando um nível metafórico inimaginável ao colocar duas criaturas sobre-humanas em um confronto pelo controle do efêmero, do passageiro e do frágil: as próprias pessoas. Frances Conroy dá vida ao Anjo da Morte, a nêmeses de Mary Eunice, visto que aparece como uma criatura da vida eterna e da salvação do sofrimento para aqueles que já cumpriram sua missão no plano terrestre. Suas aparições são constantemente acompanhadas com uma melódica música clássica – e até mesmo seu beijo fatídico é eximiamente bem coreografado, como se estivéssemos assistindo à grandiloquência de um ballet à la Lago dos Cisnes’ ou A Megera Domada’. Ela não precisa impor sua majestuosidade: temendo ou não, crendo ou não, todos estão fadados a entregar sua vida em algum momento – afinal, a morte é uma das poucas certezas de que temos.

O arquétipo do anjo caído, como já podemos imaginar, não se restringe ao campo bíblico. Ele atravessa as barreiras da intertextualidade para fazer alusão à crescente luta enfrentada pelos homossexuais em meados do século XX, cuja orientação sexual era tratada como doença e passível de internação psiquiátrica – e é com muita angústia e persuasão que Lana acaba se tornando paciente de Briarcliff contra sua vontade, apenas para servir como objeto de estudo pela mentalidade reacionária de suas comandantes – Jude, Arthur e Mary Eunice – e se tornar um “animal de estimação” nas mãos do condescendente, porém superficialmente adorável Dr. Thredson, o qual deixa a entender que não deseja fazer nada além de ajudá-la a escapar dali.

As coisas ficam ainda mais sombrias quando percebemos essa necessidade pela paz interior dando lugar a patologias em gradativo dentro de uma sociedade amedrontada pelos horrores da guerra e pela inconstância humana: Oliver é um homem completamente desequilibrada que busca em suas vítimas uma representação de sua mãe, a qual lhe abandonou quando mais novo. Seu Complexo de Édipo, porém, o levou a canalizar as frustrações para a descamação de mulheres, procurando ver-se dentro de uma figura iconoclasta e utópica de uma figura que nunca existiria – justamente por ele negar sua presença ainda que a desejasse.

É quase impossível imaginar como, em treze episódios, a multiplicidade de pontos de vista narrativos não encontra sua saturação. A explicação, todavia, é bem simples: em Asylum’, a busca vai por outro caminho, recusando-se a discorrer sobre o passado dos personagens, mas sim como todos eles convergem para a construção de uma microsociedade banhada pela tragédia e pelo caos. Queremos entender como a mente deles funciona, e não como foi formada – todos podemos ter ideia dos traumas que perscrutam o passado de um psicopata, um maníaco sexual ou até mesmo uma cristã convertida; o que queremos é vê-los em ação e ver com o presente atua num futuro irremediável e ainda mais complicado.

ABANDONAI TODA A ESPERANÇA, VÓS QUE AQUI ENTRAIS

Se a primeira temporada de American Horror Story’ foi um ambiente de experimentalismo, a nova iteração pode ser encarada como uma versão madura, sádica e recheada com o melhor do gore e do terror que tanto habitou o imaginário de artistas audiovisuais da década e 1940 e 1950. Além da incrível capacidade nostálgica de nos transportar ao passado, as conversas com temas de grande importância na contemporaneidade entregam a versatilidade do time criativo por trás da série.

Não é de assustar que Ryan Murphy realize com tanto prazer seus trabalhos. É possível ver a identidade que o acompanhou em obras anteriores ganhar mais voz, mais espaço no meio artístico – e, bom… Mais sangue. E com Asylum’, seu império entrou mais uma vez numa reafirmação óbvia, mas sempre digna de menção.

‘Uma Quedinha de Natal’: Rom-com natalina com Lindsay Lohan ganha cartaz e data de estreia na Netflix

A vindoura comédia romântica natalina da Netflix, estrelada por Lindsay Lohan e Chord Overstreet, ganhou seu primeiro cartaz oficial.

Além disso, a plataforma de streaming revelou que a produção será lançada no dia 10 de novembro.

Confira:

Na trama, Lohan vive uma mimada herdeira de hotel que acaba de ficar noiva. No entanto, ela é acometida por uma amnésia total, após um acidente de esqui. E agora sob os cuidados de um belo proprietário de uma pousada (Overstreet) e de sua filha precoce, essa mulher descobrirá novos sentimentos surgindo em seu coração.

Untitled Holiday Romcom. (L-R) Lindsay Lohan as Sierra, Chord Overstreet as Jake in Untitled Holiday Romcom. Cr. Scott Everett White/Netflix © 2021

O elenco ainda conta com George Young, Jack Wagner e Olivia Perez.

No início dos anos 2000, Lohan era uma das maiores estrelas de jovens adultos de Hollywood. Seu melhor e mais conhecido papel é talvez o de Cady Heron em ‘Meninas Malvadas‘.

‘Sombra e Ossos’: Cartazes individuais apresentam os novos personagens da 2ª temporada; Confira!

A 2ª temporada da elogiada e adorada série de fantasia ‘Sombra e Ossos’ chega no dia 16 de março à Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou três cartazes inéditos do próximo ciclo.

Os pôsteres apresentam os novos personagens da produção: Nikolai Lantsov (Patrick Gibson) and the twins, Tolya (Lewis Tan) e Tamar (Anna Leong Brophy)

Confira, junto ao trailer:

Recentemente, foi divulgado um vídeo apresentando os novos personagens que aparecerão no show: Tolya Yul-Bataar (Lewis Tan), Tamar Kir-Bataar (Anna Leong Brophy), Nikolai Lantsov (Patrick Gibson) e Wylan Hendriks (Jack Wolfe).

Veja:

A plataforma também promoveu três atores do ciclo original para um status regular: Danielle Galligan (Nina Zenik), Daisy Head (Genya Safin) e Calahan Skogman (Matthias).

A história gira em torno de Alina Starkov, uma órfã que se transforma em uma soldado para tentar sobreviver no perigoso e obscuro mundo d’A Dobra das Sombras.

Eric Heisserer (‘A Chegada’) entra como showrunner e adaptou os dois primeiros volumes da franquia. Shawn Levy (‘Stranger Things’) é o produtor-executivo.

A produção é baseada na saga de romances de Leigh Bardugo.

Jessie Mei LiArchie RenauxFreddy CarterAmita SumanKit YoungBen Barnes estrelam.

‘Daisy Jones & the Six’ vai ganhar 2ª temporada? Produtores respondem!

A adaptação ‘Daisy Jones & the Six’, baseada no romance homônimo de Taylor Jenkins, se tornou um dos grandes lançamentos do Prime Video esse ano – e os fãs estão se perguntando se a produção ganhará uma segunda temporada.

Em entrevista à Variety, os produtores Scott NeustadterLauren Neustadter falaram sobre o possível futuro da série, incluindo esperanças acerca de um show de verdade e mais episódios.

“Se a qualquer momento a Amazon [Studios] chegar a nós e perguntar ‘o que seria?’, nós colocaríamos nossas mentes para trabalhar”, Lauren disse.

“É muito divertido sentar e conversar com Taylor por horas sobre o que pensamos em fazer no futuro”, Scott acrescentou. “Foi um movimento calculado [fazer um flash forward] para seus quarenta anos. Há muita vida a se viver, então poderia existir um futuro”.

E você? Gostaria de uma 2ª temporada?

A série conquistou 70% de aprovação no Rotten Tomatoes, com muitas notas acima da média. Os críticos destacaram que a adaptação é uma boa produção, apesar de alguns problemas de narrativa, além de rasgarem elogios às atuações de Keough e Clafin.

Confira algumas reações:

“Imperfeito e cheio de falhas como as pessoas que retrata, ‘Daisy Jones & the Six’ tem um coração mole que pode deixar você chorando sem nem saber por quê.”San Francisco Chronicle

“Uma boa série, mas não excelente.”The Hollywood Reporter

“Riley Keough oferece uma performance convincente, silenciosa até que ela precise falar alto, e consegue alcançar uma boa química com Sam Claflin.”Sunday Times

Em 1977, o grupo Daisy Jones & The Six estava no topo das paradas mundiais. Liderada por dois vocalistas carismáticos – Daisy Jones (Riley Keough) e Billy Dunne (Sam Claflin) – a banda passou da obscuridade para a fama. E então, após um show esgotado no Soldier Field de Chicago, eles debandaram. Agora, décadas depois, os membros do grupo finalmente concordaram em revelar a verdade. Esta é a história de como uma banda icônica implodiu no auge de sua existência.

O elenco ainda conta com Camila Morrone, Suki WaterhouseSebastian ChaconJosh Whitehouse, Will HarrisonTimothy OlyphantTom WrightNabiyah Be.

Anthony Anderson é HOSPITALIZADO após acidente em set de filmagens; Saiba mais!

Anthony Anderson, conhecido por seu trabalho na aclamada série ‘black-ish’, passou a noite do dia 31 de janeiro para 01 de fevereiro em uma sala de emergência após uma briga em um set de filmagens (via THR).

O ator fez uma postagem em seu Instagram oficial dizendo que o incidente foi uma “briga orquestrada que deu errado” que trazia ele “contra dois capangas e uma cadeira”.

Passei a noite na sala de emergência. A briga no set de filmagem deu errado. Eu contra dois capangas e uma cadeira! Adivinhe quem não ganhou? Quem precisa de um dublê? Eu mesmo! Não sou tão jovem como costumava ser! A tomografia e os raios-X não mostraram nada fraturado ou quebrado nas minhas costas, apenas uma contusão profunda. Essa cadeira nunca mais será a mesma! Ensanguentado e curvado, mas nunca quebrado!”, ele escreveu.

Apesar de não ter revelado qual longa-metragem estava rodando no set no momento do acidente, ele postou também uma foto da “cadeira que me destruiu ontem à noite”, com localização marcada na Cidade do Cabo, na África do Sul.

“Esta é a cadeira que me deu uma surra ontem à noite! Algo sobre ela é ameaçador! A idiota me deu um soco nos rins e nas costas sem piedade! Quando cheguei no set hoje, ela estava sorrindo para mim! Mal sabe ela que tenho algo para essa bunda! Ela vai aprender hoje!”, ele escreveu.

O acidente de Anderson ocorreu apenas duas semanas depois de sua apresentação como anfitrião na cerimônia do Emmy Awards.

Os 10 Melhores Filmes de 2024 (Até Agora)

Já passamos da metade do ano – e, até agora, diversos filmes fantásticos chegaram aos cinemas e às plataformas de streaming, conquistando tanto a crítica quanto o público.

Tivemos, por exemplo, a estreia da aguardada sequência ‘Duna: Parte 2’, que ampliou o incrível universo imortalizado por Denis Villeneuve na sétima arte, ou então a dramédia romântica esportiva ‘Rivais’, que contou com nomes como ZendayaJosh O’ConnorMike Faist.

Pensando nisso, preparamos nossa costumeira lista elencando os dez melhores filmes de 2024 (até agora, obviamente). Para tanto, estamos incluindo as produções que chegaram oficialmente ao circuito nacional neste ano – então, títulos como ‘Pobres Criaturas’‘Todos Nós Desconhecidos’ estarão inclusos.

Confira abaixo as nossas escolhas:

10. ASSASSINO POR ACASO

“Uma alquimia habilidosa nascida a partir de uma parceria entre o cineasta indicado ao Oscar e o galã Glen PowellAssassino Por Acaso’ é um thriller cômico que navega pelos mais diversos formatos, sem medo de exagerar demais, soar piegas demais ou até mesmo evasivo demais. Com doses generosas da comédia screwball, que remete ao saudoso Peter Sellers, o novo longa […] flerta com um romance avesso, à medida em que não tem medo de adentrar em territórios Hitchcockianos com a construção de seu mistério e de seus plot twists” – Rafaela Gomes

9. FURIOSA: UMA SAGA MAD MAX

“Em sua magnitude, [‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’] é menor, menos densa na quantidade de seus personagens e em números de veículos arquitetônicos e megalomaníacos. Mas ainda assim, é um filme poderoso. Resgatando as origens da personagem inicialmente vivida por Charlize Theron, a pré-sequência de Miller nos introduz aos vestígios iniciais desse novo e perverso mundo cão, tomado por areia e devastação. Mas ao invés de também nos tomar pelas mãos em direção aos meandros de como esse universo se fundiu e se ergueu, o aclamado diretor opta por nos apresentar apenas fragmentos dessa realidade, que aqui é trazida às telas como estando em seus estágios mais primitivos e não tão desenvolvidos” – Rafaela Gomes

8. FÚRIA PRIMITIVA

Dev Patel fez sua estreia diretorial este ano, com o lançamento de ‘Fúria Primitiva’ – um potente filme de ação dramático que traz elementos da icônica franquia ‘John Wick’, mas sob uma ótica diferenciada e espetacular. Aqui, Patel alia-se ao produtor Jordan Peele para um longevo projeto que aposta fichas no suspense neo-noir, abre espaço para temáticas de extrema importância (seja sobre o fundamentalismo religioso e a corrupção política, seja sobre a marginalização da comunidade trans indiana) e uma condução cênica de tirar o fôlego.

7. TODOS NÓS DESCONHECIDOS

‘Todos Nós Desconhecidos’ acompanha Adam, um homem que tem um encontro casual com seu misterioso vizinho Harry – e que acaba abalando o ritmo de sua vida cotidiana. À medida que Adam e Harry se aproximam, Adam é levado de volta à casa de sua infância, onde descobre que seus pais falecidos estão vivos e parecem ter a mesma idade do dia em que morreram (há mais de três décadas). O potente drama fantástico LGBTQIA+ comandado por Andrew Haigh é tocante em cada uma de suas engrenagens, inspirando-se no romance Taichi Yamada para elaborar uma intrincada e profunda análise mnemônica do que significa estar vivo – além de trazer performances impecáveis de Andrew ScottPaul Mescal.

6. GUERRA CIVIL

Alex Garland tem uma habilidade incrível de transformar o óbvio em mágica – e, enquanto apresentou um complexo sci-fi psicológico com ‘Aniquilação’, resolveu migrar para o dramas de guerra com o impactante e visceral ‘Guerra Civil’. A trama, estrelada por Cailee SpaenyWagner MouraKirsten Dunst, acompanha fotógrafos que cruzam os Estados Unidos a fim de cobrir uma guerra civil que assola o país – e é pincelada com momentos de puro terror, atuações magníficas e um comprometimento com a possibilidade de um futuro derradeiro que transforma as incursões distópicas em uma realidade quase palpável.

5. DIVERTIDA MENTE 2

“Se Pete Docter havia conseguido nos encantar no filme predecessor, Kelsey Mann explora ainda mais a fundo em uma estreia diretorial soberba e inebriante. Aliando-se a Meg LeFauve, que retorna como roteirista, o cineasta constrói imagens palpáveis dos abstracionismos conceituais da propriocepcão, da moralidade e do “senso de si”, apostando fichas na forma em que as convicções são formadas na transição da infância para a adolescência – e como esse segmento psíquico está em constante mutabilidade, impossível de ser engessado em um só espectro” – Thiago Nolla

4. OS REJEITADOS

“Com uma direção característica de zooms rápidos e cortes mais secos, Os Rejeitados’ é Alexander Payne no auge de sua criatividade artística. Flertando com seus melhores trabalhos do passado, Os Descendentes’Sideways’, o longa é uma experiência cinematográfica inadvertida. Inicialmente sem sabermos muito bem o que esperar, a produção é um convite a um pequeno e tão valioso recorte da vida de três protagonistas atípicos e pouco desejáveis em termos cinematográficos. Mas tão bem construídos e alinhavados, eles são a essência de uma comédia dramática poderosa, bem escrita e absolutamente hipnotizante” – Rafaela Gomes

3. RIVAIS

“A imersão promovida por Luca Guadagnino em ‘Rivais’ não se restringe apenas à condução magistral do projeto, e sim a ramificações que incluem uma montagem frenética e pautada em um ritmo aplaudível (cortesia das habilidosas mãos de Marco Costa), e de uma trilha sonora que oscila entre orquestrações dissonantes e um apreço significativo pela nostálgica originalidade do techno-house (assinada por Atticus Ross e Trent Reznor, frequentes colaboradores do diretor). É notável como o mínimo deslize poderia transformar todo esse escopo em um festival camp cansativo, mas o time criativo sabe como caminhar por ensejos tortuosos – guiados pelo didático e provocante roteiro de Justin Kuritzkes, que nos oferece uma nova visão de um cosmos explorado ad nauseam pela sétima arte” – Thiago Nolla

2. POBRES CRIATURAS

“Em ‘Pobres Criaturas’, [o diretor Yorgos Lanthimos] mergulha em uma reflexão sobre a imutabilidade da condição humana dentro de um contexto de época, prezando por uma atemporalidade que em nenhum momento soa anacrônica, mas que fornece os elementos necessários para criar um elo entre passado, presente e futuro – um retrato que, ao mesmo tempo, é otimista e pessimista, infundido em uma celebração surrealista das pulsões do indivíduo. Como se não bastasse, o cineasta reitera seu importante status na sétima arte e entrega um dos grandes títulos das últimas décadas” – Thiago Nolla

1. DUNA: PARTE 2

“Ambicioso, estupendo e majestoso são apenas alguns dos adjetivos que conseguem resumir, grosso modo, ‘Duna: Parte 2’. O novo longa de Villeneuve é um deleite para os olhos, uma aula de como fazer cinema e, de forma imediata, posta-se como um dos melhores títulos não apenas da década, mas do século – e, caso tudo ocorra como o planejado, é bem claro como o surpreendente gancho nos prepara para o terceiro capítulo da saga” – Thiago Nolla