Site Página 3447

Crítica | Apollo 10 e meio: Aventura na era Espacial – Genial animação do diretor de Boyhood

A criatividade para entender os contextos de uma época que não volta mais. Em Apollo 10 e meio: Aventura na era Espacial, disponível na Netflix, o cineasta texano Richard Linklater volta as suas origens para resgatar memórias dentro de uma fábula impossível sobre a ajuda de um menino na ida do homem à lua. Em criativos 97 minutos de projeção assistimos, sempre com uma ótima dose de bom humor os conflitos de toda uma geração repleta de acontecimentos ao seu redor que definiriam lutas e reflexões durante muitos anos.

Na trama, ambientada no final da década de 60, conhecemos Stan, um jovem que mora com sua grande família numa região de Houston, próximo de onde são feitos os lançamentos dos foguetes da NASA. Certo dia, o jovem é selecionado para uma missão secreta da NASA com objetivo de testar o módulo lunar dias antes de Neil Armstrong e Cia irem dar um passeio na lua. Assim, vamos conhecendo mais a visão desse jovem e todas as referências que o cercavam naquele momento.

Na época de forte presença dos jovens nas casas de jogos, em uma das primeiras regiões a terem telefones com botões, a visão fabulista de uma mente criativa fica evidente por exemplo nas recriações das funções de seu pai, um mero funcionário administrativo da NASA. Mais da parte familiar, detalhes de suas relações, como os contrapontos de suas avós, uma era toda alegre e adorava filmes, a cada seis meses o levava pra ver A Noviça Rebelde. Já a outra era mais conservadora e com visão pessimista do planeta, cheia de teorias da conspiração.

É interessante a visão de um adolescente sobre as questões políticas, de amizade e familiares da época e mais voltado ao tema do filme, a corrida espacial. A guerra do Vietnã, a guerra fria com a União Soviética, as indefinições e polêmicas do que acontecia na grande bola azul flutuante do espaço. Tudo é ponto reflexivo dessa aventura com técnicas de animação criada a partir de algumas experiências da infância do diretor. O que impressiona são os detalhes, um giro de 360 graus em seu cotidiano, onde enxergamos suas referências em paralelo ao consumo da cultura pop mais divulgada do mundo.

Apollo 10 e meio: Aventura na era Espacial é um filme para toda a família. Pode ser enxergada como o modo de ver o mundo por um grande contador de história que nos faz um recorte de uma época, onde a tecnologia era um dos principais motores de desenvolvimento de uma economia.

‘Adão Negro’: Colecionáveis Funko revelam visual do vilão Sabbac e dos membros da Sociedade da Justiça; Confira!

Uma fan page do Twitter dedicada a novidade sobre o filme do Adão Negro‘ divulgou uma imagem de colecionáveis Funko que revelam o primeiro vislumbre do vilão Sabbac.

Para quem não conhece, o vilão já teve diversos alter-egos ao longo dos anos, mas rumores apontaram que a versão de ‘Adão Negro será Ishmael Gregor, que fez sua estreia nos quadrinhos Outsider #8, criado por Judd Winick e Tom Raney em 2004.

Gregor era um imigrante russo obcecado pelo demônio Sabbac e viaja a Nova York depois de descobrir que os poderes da besta estavam sob domínio de Timothy Karnes, que é basicamente uma versão maligna do Shazam!

Depois de armar uma emboscada para Karnes, Gregor faz um ritual e consegue usurpar os poderes do adversário, passando a ser o novo hospedeiro de Sabbac.

Além de revelar o visual do vilão, a embalagem Funko também mostra novos vislumbres do próprio Adão Negro (Dwyane Johnson), junto com Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).

Confira:

Lembrando que o filme chega aos cinemas nacionais dia 20 de outubro, um dia antes da estreia nos EUA.

Confira a nova sinopse oficial:

Quase 5.000 anos depois que ele foi concedido com os poderes onipotentes dos deuses egípcios – e preso com a mesma rapidez – Adão Negro (Dwayne Johnson) é libertado de sua tumba terrena, pronto para liberar sua forma única de justiça no mundo moderno.

O filme também apresentará os membros da Sociedade da Justiça:  Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).  

Dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Águas Rasas‘), o longa se passará no mesmo universo de ‘Shazam!‘.

Confira o primeiro teaser e fotos:

 

Joseph Gordon-Levitt é o criador do Uber no teaser de ‘Super Pumped’; Assista!

A Paramount+ divulgou o teaser legendado da série antológica ‘Super Pumped: A Batalha Pela Uber‘, estrelada por Joseph Gordon-Levitt como o ex-CEO do Uber, Travis Kalanick.

Confira:

A produção já está disponível no Paramount+.

A primeira temporada é baseada no livro ‘Super Pumped: The Battle for Uber‘, escrito por Mike Issac, jornalista de tecnologia do The New York Times.

Uma Thurman também estrela a produção como Arianna Huffington, fundadora do HuffPost.

A trama vai acompanhar a fundação e a ascensão do Uber, bem como as várias polêmicas em que a empresa se envolveu até a saída de Travis Kalanick, demitido por promover um ambiente tóxico entre os funcionários.

Além disso, o empresário já foi acusado de assédio sexual, abuso de poder e práticas comerciais fraudulentas.

A expectativa é de que as temporadas subsequentes tragam histórias diferentes que abalaram o mundo dos negócios e mudaram a cultura.

Imperador Palpatine vai retornar em série da Disney+, confirma Ian McDiarmid

O Imperador Palpatine (Ian McDiarmid) parecia ter morrido em ‘Star Wars: O Retorno de Jedi‘, mas ressurgiu em ‘A Ascensão Skywalker‘, finalmente encontrando seu fim.

Mas, parece que o vilão vai dar as caras na saga mais uma vez…

Durante sua participação em uma convenção de fãs, McDiarmid confirmou que o vilão vai retornar em uma série da Disney+.

Segundo o SFFGazette, o astro disse que:

“Há um certa série que vai estrear em breve, definida numa época que eu considero muito ativa. Se você verá ou não meu corpo físico, não posso comentar. Mas certamente sentirá minha presença.”

Como ‘O Mandaloriano‘ se passa após sua suposta morte em ‘O Retorno de Jedi‘, tudo indica que Palpatine pode ter um ponta na série do ‘Obi-Wan Kenobi‘.

Já que a trama é ambientada durante a ascensão do Império Galáctico, nada mais natural que trazê-lo de volta.

De qualquer forma, sua declaração indica que ele pode aparecer apenas em Holograma conversando com Darth Vader (Hayden Christensen).

Lembrando que ‘Obi-Wan Kenobi‘ vai estrear com episódio duplo em 27 de maio.

Confira o anúncio:

A série é ambientada 10 anos após os dramáticos eventos de ‘A Vingança dos Sith‘, quando Kenobi se isolou em Tatooine após seu duelo contra Anakin para manter Luke e Leia escondidos de seu pai e do Imperador Palpatine.

Além de Ewan McGregor e Hayden Christensen, Joel Edgerton e Bonnie Piesse retornam como Owen e Beru Lars, os tios de Luke Skywalker.

O elenco também conta com O’Shea Jackson Jr (‘Straight Outta Compton’), Rupert Friend (‘Homeland’), Moses Ingram (‘O Gamito da Rainha’), Sung Kang (‘Velozes e Furiosos’)  Kumail Nanjiani (‘Eternos’), Indira Varma (‘Game of Thrones’), Simone Kessell (‘Reckoning’) e Benny Safdie (‘Joias Brutas’).

Sam Raimi quer dirigir novo filme de terror INTENSO

Em entrevista ao Slash Film, o cineasta Sam Raimi (‘A Morte do Demônio’) revelou que gostaria de dirigir um novo filme de terror, retornando ao gênero após o divertido ‘Arraste-me Para o Inferno‘, que foi lançado em 2009.

“Eu não gostaria de fazer algo com o mesmo orçamento de ‘A Morte do Demônio’. Quero dizer, aquilo foi brutal. Foi extremamente difícil. Eu gostaria de fazer algo mais contido, como ‘O Presente’ ou ‘Um Plano Simples’. Esses são filmes com orçamentos menores que focam em seus personagens e na tensão.”

Ele completa, “Seria ótimo dirigir um terror contido e intenso.”

Vale lembrar que o novo filme dirigido pelo cineasta, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘, será lançado nos cinemas nacionais no dia 5 de maio.

Confira nossa entrevista com os astros Benedict Wong e Xochitl Gomez, que comentam sobre o filme ter sido banido no Egito e Arábia Saudita por conter uma cena LGBTQIA+:

Sam Raimi fica responsável pela direção.

Viaje para o desconhecido com o Doutor Estranho, que, com a ajuda de aliados místicos antigos e novos, atravessa as realidades alternativas alucinantes e perigosas do Multiverso para enfrentar um novo e misterioso adversário. 

Benedict Cumberbatch e Elizabeth Olsen irão estrelar a sequência, que também contará com Chiwetel EjioforRachel McAdamsBenedict WongXochitl Gomez.

‘Skyline’: Franquia sobre invasão alienígena ganhará o 4º filme

De acordo com o Bloody Disgusting, a franquia ‘Skyline‘ teve o quarto filme CONFIRMADO, que será intitulado ‘Skyline Radial‘.

Liam O’Donnell, cineasta por trás dos capítulos anteriores da saga, retornará à direção.

A trama voltará a focar na personagem Rose Corley (Lindsey Morgan). Quando ela e sua equipe embarcam em uma difícil missão para resgatar seu pai, Mark, de uma prisão secreta, eles são confrontados com o maior poder do universo: uma antiga espécie alienígena conhecida apenas como Os Radiais.

Screen Media será responsável pelas vendas internacionais do projeto.

Vale lembrar que a franquia já conta com ‘Skyline: A Invasão‘ (2010), ‘Skyline: Além do Horizonte‘ (2017) e ‘Skylines‘ (2020).

Crítica | O Homem do Norte – Uma Obra-prima orquestrada por Robert Eggers

Quando a vingança é o único caminho de um destino. No seu terceiro longa-metragem, o cineasta norte-americano Robert Eggers realiza uma obra-prima, profunda em seu refletir, que nos apresenta desde uma história sangrenta de vingança até os laços familiares corrompidos com pitadas de misticismo. Sem esquecer da ação na movimentação desse enorme tabuleiro cheio de peças fascinantes somos envolvidos em um épico quase shakespeariano que bebe também da fonte de Conan, o Bárbaro, repleto de entrechoques com elaborações de metáforas por todos os lados com um trabalho primoroso de Eggers na direção. Esse é um filme para ser visto em uma sala de cinema, fundamental para total experiência.

Na trama, conhecemos Amleth (Alexander Skarsgård), num primeiro momento um jovem que vê seu mundo se despedaçar ao assistir a morte violenta de seu pai, o rei Aurvandil (Ethan Hawke). Jurando vingança, ele foge do lugar que conhecia como lar e passa por uma enorme transformação sem deixar de se consumir por uma sede de retaliação que o faz retornar anos mais tarde ao local onde nascera para confrontar, e até mesmo aterrorizar, os responsáveis pela morte de seu pai. Mas nesse caminho, algumas variáveis imprevisíveis surgem como por exemplo um sentimento que ele sempre se confundiu, o amor.

O enredo é vagamente baseado na história de Amleth, que aparece na coleção escrita pelo escritor e historiador dinamarquês medieval Saxo Grammaticus, a Gesta Danorum. E sim, Amleth é muito parecido foneticamente com Hamlet! Inclusive reza a lenda que Shakespeare se inspirou na saga de Amleth para criar a famosa história do príncipe da Dinamarca. Em O Homem do Norte podem-se traçar inúmeros paralelos entre a trajetória e até mesmo os obstáculos desses dois fascinantes personagens.

O conflitos familiares e suas surpresas levam o protagonista a uma desconstrução impressionante mas que ao mesmo tempo, consumido pelo seu único sentimento como foco, a vingança, navega pelo real e a crença para formar sua personalidade em uma época de batalhas intensas e traições de deixar o queixo caído. Há cenas impactantes que geram reflexões conflituosas, principalmente quando a variável do amor é incluída no pensar de protagonista.

Muitas palavras podem definir esse longa-metragem. Épico é, sem dúvidas, uma delas. Estimado em cerca de 60 milhões de dólares, o projeto é ambientado durante a colonização inicial da Islândia, antes do ano 1000 D.C. , uma terra gelada, de difícil acesso. Em seu enredo e o modo como a história é contada, dentro de uma narrativa simples mas com bastante intensidade nos diálogos, nos leva a uma rica viagem sobre os costumes e cultura desse lugar, e também dessas pessoas que ali habitavam.

E como é importante a área da pesquisa em um projeto cinematográfico! É encantadora a riqueza dos detalhes da cultura Viking, desde os emblemáticos cascos das embarcações com ar de umbratil até mesmo o modo de viver são fruto da minuciosa pesquisa que a produção fez com historiadores e arqueólogos sobre a história medieval.

O Homem do Norte é um dos mais impactantes filmes lançados nos cinemas nos últimos anos. Uma aula de história, uma fábula sobre vingança, a descoberta por muitos de uma cultura extremamente dedicada à guerra e suas crenças míticas, uma produção impecável que merece ser vista nos cinemas.

10 Diretores que foram DESCARTADOS pela MARVEL

Indiscutivelmente, não existe outro estúdio mais bem sucedido financeiramente nos dias de hoje do que a Marvel, e isso inclui as outras franquias dentro da Disney. Sinônimo de grandes bilheterias, a empresa mescla com muita harmonia o sucesso de público com a rasgação de seda por parte dos críticos. A Marvel parece não ter como errar e mesmo quando o faz, seu deslize é sutil. Tanto que gerou uma receita: a chamada ‘fórmula Marvel’ que, convenhamos, vem sendo aprimorada com o passar dos anos.

Acima de qualquer outra coisa, a Marvel soube utilizar positivamente seu status como gigante da indústria do entretenimento para dar voz a artistas vindos do cenário independente, alguns bem representativos, vide Ryan Coogler (Pantera Negra), Chloé Zhao e Nia DaCosta (que assumirá Capitã Marvel 2). Mas não se pode chegar ao nível de uma companhia multibilionária sem quebrar alguns ovos. Assim, como bom estrategista que é, Kevin Feige, o mega produtor que serve de rosto da Marvel para o público, tira do caminho tudo o que “não funcionou”, ou que não funcionou como se esperava, sejam atores, roteiros e, inclusive, realizadores.

Pensando nisso, decidimos relembrar 10 diretores que foram “excluídos” do MCU em prol do “bem maior” da empresa, tendo garantido o sucesso com seus filmes ou não. Confira abaixo.

Anna Boden e Ryan Fleck

Começamos com os mais recentes “cancelados” pela Marvel. A dupla de cineastas, casados na vida real, veio da cena independente e chamou atenção com obras elogiadas como Half Nelson – Encurralados (2006), Perseguindo um Sonho (2008) e Parceiros de Jogo (2015). Foi o suficiente para entrarem no radar da Marvel e serem contratados para o roteiro e direção de Capitã Marvel (2019), o primeiro filme de uma protagonista feminina da casa. Nada mais natural que no comando tivéssemos também uma mulher, a primeira cineasta na direção de um longa do MCU. Apesar de ter se tornado um dos maiores sucessos da empresa, sendo uma das 9 produções da casa a ultrapassarem a barreira de US$1 bilhão, o longa acabou dividindo parte do público e dos fãs. Sendo assim, a Marvel prontamente os substituiu para a sequência, a ser lançada ano que vem, contratando para a vaga a jovem Nia DaCosta (A Lenda de Candyman) e garantindo maior diversidade entre seus realizadores.

Scott Derrickson

Esse aqui foi ainda mais curioso. Saído do universo de filmes de terror (com obras como O Exorcismo de Emily Rose e A Entidade), Scott Derrickson foi a escolha da Marvel para ocupar a cadeira de diretor em Doutor Estranho (2016). O filme não se mostrou um sucesso estrondoso como os demais da casa e os fãs reclamaram de certa ausência dos elementos místicos alucinógenos que sempre fizeram parte das histórias do personagem. O fato fez inclusive o público se questionar sobre a continuação do filme não ser do interesse da Marvel, antes da mesma ser confirmada. Com a sequência engatada, Derrickson foi pescado novamente na direção e chegou a aparecer em uma Comic Con para falar do longa Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, já em exibição nos cinemas. Para a surpresa de todos, afirmando as famosas “divergências criativas”, Derrickson foi afastado do comando pouco tempo depois, abrindo espaço para ninguém menos que o grande Sam Raimi, há 9 anos sem dirigir um filme.

Kenneth Branagh

Até mesmo diretores de prestígio e currículo Shakespeariano como Kenneth Branagh, renomado com 5 indicações ao Oscar, podem “sambar” se for preciso. E o motivo muito bem pode ser uma agenda apertadíssima para cumprir a data de lançamento. Como todos sabem, Branagh foi o diretor do primeiro Thor (2011), o quarto filme do MCU, e que ajudou a cimentar o que temos hoje. Após ter lançado o primeiro filme, o diretor teria menos de 2 anos para pré-produzir, filmar e editar a continuação. Achando que o prazo seria muito apertado, Kenneth optou por pular fora (ou foi “pulado”) e seguir para fazer Jack Ryan – Operação Sombra (2014). Com saída do cineasta, Patty Jenkins foi contratada, mas as tais divergências criativas voltaram a atacar e a diretora logo saiu, o que fez a atriz Natalie Portman ameaçar largar o projeto igualmente. No fim das contas, Jenkins fez o sucesso Mulher-Maravilha (2017) e Alan Taylor assumiu Thor – O Mundo Sombrio (2013).

Alan Taylor

Eu sei o que você está pensando desde o parágrafo acima: Quem??! Pois bem amigos, um dos diretores menos expressivos a ter passado pelo MCU, Alan Taylor é oriundo de séries de TV, como o sucesso Game of Thrones. E foi justamente esta série medieval de fantasia o que fez a Marvel achar que o sujeito seria perfeito para seu produto de teor similar, Thor. Assim como o próprio diretor em si, que temos certeza que é um ótimo sujeito na vida real, o segundo Thor se mostrou o filme mais “sem tempero” e burocrático da casa. Taylor seguiria para dirigir o trem desgovernado conhecido como O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015). Assim, Taylor não entrou na lista do estúdio para o terceiro Thor. Em contrapartida, o diretor acusou a Marvel de mudar seu filme na pós-produção, após ter lhe permitido toda a liberdade durante as filmagens. Entre os novos diretores visados para o cargo no terceiro filme, Ruben Fleischer (Venom), Rob Letterman (Detetive Pikachu), Rawson Marshall Thurber (Arranha-Céu) e até mesmo Kenneth Branagh, que recusou a fim de dirigir O Assassinato no Expresso do Oriente (2017) e construir seu próprio universo cinematográfico, o Agathaverso. Assim, entrou em cena finalmente o neozelandês Taika Waititi, que impressionou tanto o estúdio em Thor Ragnarok (2017) ao ponto de estar confirmadíssimo para a sequência Thor – Amor e Trovão, a ser lançado ainda em de 2022.

Jon Favreau

Aqui temos um diretor a quem a Marvel deve muito por seu universo compartilhado. Tudo começou com Favreau no comando de Homem de Ferro (2008) e o resto é história. O diretor retornaria para Homem de Ferro 2 (2010), igualmente sucesso de bilheteria, mas que foi envelhecendo mal rapidamente. A Marvel chegou a cogitar Favreau para a direção do primeiro Os Vingadores (2012), mas o cineasta terminou no comando de outra adaptação de quadrinhos na época, uma mais obscura, Cowboys & Aliens (2011) – digamos apenas que um se tornou fenômeno e outro… bem, não. Mas Favreau é mais um caso de cineasta que na verdade disse não para a Marvel, pelo menos é o que veio a público. Teoricamente, o estúdio teria voltado ao diretor para o comando de Homem de Ferro 3 (2013), o mais bem sucedido financeiramente da trilogia, ao que o cineasta cordialmente teria recusado, se concentrando apenas na atuação na pele do motorista / segurança de Tony Stark, Happy Hogan – figura recorrente no MCU. Ao dizer não para o terceiro Iron Man, Favreau estava na verdade dizendo sim a outra produção da Disney, Magic Kingdom, que irá adaptar o famoso parque temático da empresa. O problema maior é que desde 2013 a ideia ainda não saiu do papel…

Joss Whedon

O novo cancelado do momento, Joss Whedon tem muita parte no sucesso que é hoje o MCU. Se Favreau deu o pontapé inicial, Whedon marcou primeiro a maior goleada do estúdio. Os Vingadores foi o primeiro fenômeno da casa, ultrapassando a barreira de US$1 bilhão em bilheteria. O filme mostrou que ter várias franquias interligadas, numa reunião de diversos grandes personagens, era uma possibilidade muito palpável. Antes do diretor ser contratado, no entanto, Joe Carnahan (Esquadrão Classe A) foi considerado para ocupar a cadeira de comando. Joss Whedon, é claro, tem a carteirinha oficial de nerd, e vindo do sucesso da série cult Buffy – A Caça-Vampiros sempre foi um aficionado por quadrinhos e cultura pop. Após ser escolhido, transformou a super equipe numa realidade e seu futuro no MCU era garantido. Três anos depois e ele voltaria para Era de Ultron (2015), mas a pressão feita pelo estúdio foi demais para o cineasta suportar e ele chegou a afirmar ter tido um surto psicológico durante a preparação do filme. Assim, Whedon foi afastado pela Marvel, após o resultado “morno” do segundo Vingadores, e substituído pelos meninos de ouro, os irmãos Joe e Anthony Russo para, não apenas o terceiro Vingadores (Guerra Infinita), como também para o eventual quarto filme (Ultimado), resultando nos dois maiores sucessos financeiros da Marvel. Os Russo, obviamente, vinham dos elogiados filmes do Capitão América, O Soldado Invernal (2014, o segundo) e Guerra Civil (2016, o terceiro). Depois de descansado, Whedon se bandeou para o lado da rival DC e ajudou a finalizar Liga da Justiça (2017), somente para se envolver em escândalos de abuso denunciados pela equipe.

Joe Johnston

A escolha de Joe Johnston para a direção de Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) faz todo sentido uma vez que olhemos trinta anos no passado (na época vinte) para Rocketeer (1991). O clima retrô futurista de ambos os filmes tem tudo a ver e parecem coexistir. O primeiro filme do Capitão América fez o que precisava para manter a bola rolando no MCU, assim como o primeiro Thor. Por isso, quando foi a hora de começar a pensar na continuação, a Marvel não correu de volta para Johnston, optando por outro caminho. Acima de tudo, o clima do passado daria lugar a uma trama moderna na continuação, por isso em seu lugar, depois de serem cogitados F. Gary Gray (Velozes e Furiosos 8) e George Nolfi (Os Agentes do Destino), os irmãos Russo foram contratados.

Edgar Wright

Este é um dos casos mais notórios que se tornou praticamente uma lenda urbana no mundo da cultura pop. Quando o inventivo Edgar Wright foi contratado para a direção de Homem-Formiga (2015), os fãs ficaram em êxtase. Wright é dono de estilo visual e narrativo únicos, tendo garantido seu status com produções de nível cult altíssimo, vide a trilogia do Cornetto e Scott Pilgrim Contra o Mundo. Mas quando a esmola é demais o santo desconfia, ou quando o diretor é bom e criativo demais, a Marvel poda suas asas. O fato é, o estúdio visava construir uma estrutura de filmes com teor similar e não havia espaço para fugir desta regra. A visão de Wright para o projeto era simplesmente muito fora da caixinha e arriscada demais. Assim, após anos de impasse em seu desenvolvimento, o diretor finalmente seria desligado, abrindo espaço para o mais manejável Peyton Reed, que se adaptou tão bem aos moldes da empresa que, além da continuação Homem-Formiga e a Vespa (2018), já está confirmadíssimo para a terceira parte, Ant-Man and the Wasp – Quantumania – a ser lançado em 2022.

Shane Black

Por mais que muitos possam dizer que a saída de Shane Black da Marvel pode não ser definitiva, porque até o momento nenhum outro filme do Homem de Ferro foi feito ou planejado, a verdade é que Homem de Ferro 3 (2013) já tem quase dez anos e nenhum movimento foi feito de ambas as partes (Black e a Marvel) para incluir o diretor em nenhum projeto vindouro da casa. Ao contrário, digamos, de Jon Watts, que além de abocanhar a nova trilogia do Homem-Aranha (na rachadinha Marvel/Sony), ainda será o diretor do vindouro filme do Quarteto Fantástico na casa. A verdade é que Shane Black, assim como Edgar Wright, é um diretor de visão única e podemos dizer que foi o cineasta que se safou fazendo um filme autoral dentro do MCU. Mesmo que suas decisões tenham deixado o estúdio num beco sem ter para onde ir, e outras tenham soado bem mais como trolladas (quem poderia esquecer o Mandarim do filme?). No entanto, Homem de Ferro 3 foi o segundo filme da Marvel a ultrapassar a barreira de US$1 bilhão, o que deveria ter feito o estúdio correr para renovar o contrato com Shane para algum outro projeto. Coisa que não ocorreu.

Louis Leterrier

Lado a lado com Jon Favreau, o francês Louis Leterrier estava lá nos primórdios da Marvel, dando os primeiros passos no MCU com O Incrível Hulk (2008). O problema? Muitos afirmam que quem de fato dirigiu o filme foi o protagonista Edward Norton, confirmando o comportamento “difícil” pelo qual é notoriamente conhecido. O fato afirma também a falsa de pulso do diretor francês, que não é exatamente o que a Marvel espera de seus comandantes – já pensou um ator dando problema numa produção de centenas de milhões de dólares sem que seu diretor consiga controla-lo. Receita para o fiasco. Assim, Leterrier seguiu para outros sucessos longe da Marvel, vide Fúria de Titãs (2010), Truque de Mestre (2013) e a série Lupin (2021) da Netflix, mas seria muito legal ver o cineasta recebendo uma segunda chance e voltando para o MCU.

Bônus: James Gunn

Bem, James Gunn ainda está na Marvel, mas passou por uma epopeia bem polêmica até ser reinstituído. Podemos dizer que ao lado de Joss Whedon e dos irmãos Russo, James Gunn foi importantíssimo para a fase 2 do MCU. Talvez a sua tarefa tenha sido a mais ingrata e justamente por isso a mais enaltecida. O diretor foi responsável por levar às telonas personagens do time C da editora e transformá-los em astros da cultura pop. Logo, todo mundo conheceu e aprendeu a amar figuras como o guaxinim Rocket e a árvore humanoide Groot, por exemplo. Guardiões da Galáxia (2014) tinha sabor especial, muito graças à trilha sonora repleta de canções da década de 1970. A continuação era uma certeza e Vol. 2 (2017) atingiu em cheio o alvo de novo. Porém, na era de cancelamentos que vivemos, alguns canceladores tiraram lá do passado do diretor, mensagens pra lá de politicamente incorretas, visando o humor, nas suas redes sociais, e a Marvel terminou por desliga-lo do eventual terceiro filme. A solução? Gunn recorreu à DC, que o acolheu de braços abertos, para Esquadrão Suicida (2021). Percebendo a burrada que havia feito com o excesso de politicamente correto, a Marvel voltou atrás e garantiu o cineasta no terceiro Guardiões da Galáxia, com lançamento programado para 2023.

‘Thor: Amor e Trovão’ é uma comédia romântica de super-heróis no espaço sideral, diz Taika Waititi

Depois que Taika Waititi revitalizou a imagem do Thor (Chris Hemsworth) em ‘Ragnarok‘ (2017), os fãs estão ansiosos para acompanhar a nova aventura do herói em ‘Amor e Trovão‘.

E um dos elementos mais atrativos do novo filme é a introdução de Jane Foster (Natalie Portman), ex-namorada de Thor, como portadora do Mjolnir… O que gerou rumores sobre a volta do casal.

Durante uma entrevista para a Empire, o diretor e roteirista Taika Waititi tocou no assunto e definiu o longa como uma comédia romântica de super-heróis no espaço sideral.

“Esse é o tom que eu sempre quis dar a este filme, um filme sobre amor sobre amor, com super-heróis e espaço sideral.”

Ele continuou, explicando que precisava trazer romance para a franquia, algo que foi mal explorado nos filmes anteriores.

“Eu queria abraçar essa coisa que sempre encarei com desdém, eu senti que precisava explorar essa ideia de amor e mostrar personagens que acreditam no amor. No roteiro, escrever sobre a relação de um casal parece meio estranho para mim, mas há uma maneira de fazer isso com personagens legais em um filme legal. Eu senti que precisava incomodar os fãs que se negam a ver histórias de super-heróis quando envolvem amor e personagens se beijando.”

Por fim, ele brincou ao dizer que haverá muitas surpresas, e o romance no filme pode não ser o que o público espera.

“Acho que a maioria das pessoas vai supor que a história de amor é entre Chris e Natalie. Eu não posso prometer que o que as pessoas pensam que vai acontecer neste filme realmente vai acontecer.”

Como o filme vai incluir a participação da Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Waititi) Peter Quill (Chris Pratt), Nebulosa (Karen Gillan), Drax (Dave Bautista), Mantis (Pom Klementieff), Rocket (voz de Bradley Cooper) e Groot (voz de Vin Diesel), há diversas possibilidades para esse romance.

Lembrando que ‘Thor: Amor e Trovão‘ será lançado em 07 de julho nos cinemas nacionais.

Confira o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

O longa se passa após os acontecimentos de ‘Thor: Ragnarok‘ e traz a volta de Jane Foster (Natalie Portman), que se transforma na versão feminina de Thor. Os Guardiões da Galáxia também terão papel importante na história…

Anteriormente, o diretor e roteirista Taika Waititi revelou que o longa-metragem é tão insano que “não deveria ter sido feito”.

“Bom, entre eu e você e os leitores, eu fiz várias coisas insanas na minha vida. Eu vivi dez vidas diferentes. Mas esse é o filme mais bizarro que eu já fiz. Se você separasse todos os elementos desse filme, não deveria fazer sentido. É como se quase não deveria ser feito. Se você entrasse em um quarto e dissesse: ‘eu quero isso e isso e isso’. Quem está nele? Esse tipo de pessoa. Do que vamos chamá-lo? ‘Amor e Trovão’. Digo, você nunca iria trabalhar de novo. Talvez eu não vá, depois disso”.

O elenco também é formado por Jaime Alexander (Lady Sif), Jeff Goldblum (Grão-Mestre), Christian Bale (Gorr, o Carniceiro dos Deuses) e Russell Crowe (Zeus).

Melissa McCarthy irá interpretar a “versão falsa” de Hela na trupe teatral de Asgard, ao lado de Matt Damon, Luke Hemsworth e Sam Neill.

Michael Giacchino (‘Batman’, ‘Ratatouille’) fica responsável pela trilha sonora.

‘Homem-Aranha 4’: Sam Raimi não dirigiria o próximo filme com Tom Holland por causa de Tobey Maguire

Agora que Sam Raimi retornou ao universo Marvel na direção de ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, os fãs já estão sonhando com o dia em que ele irá comandar um ‘Homem-Aranha 4‘ com Tobey Maguire.

Antes que o sonho possa se tornar realidade, o 4º filme do herói planejado pela Sony e pela Marvel será estrelado por Tom Holland.

Durante uma entrevista para o Los Angeles Times, Raimi foi questionado se aceitaria dirigir o próximo filme.

No entanto, ele disse que se recusaria, e o motivo foi bem satisfatório.

“Eu amo o ‘Homem-Aranha‘. E eu amo Tom Holland no papel. Mas se eu fizesse um novo filme do personagem, provavelmente teria que ser com Tobey, ou ele quebraria meu pescoço.”

Há algumas semanas, Raimi conversou com o The Hollywood Reporter e disse que se engasgou de tanta emoção ao rever Maguire como Peter Parker em ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa’.

“A maneira como Tobey fez essa performance, parecia que ele viveu uma vida difícil como o Homem-Aranha. Então foi muito emocionante e muito bem feito. Foi como passar uma tarde com velhos amigos que eu não via há 15 anos. Foi algo tão bonito.”

Ele continuou:

“Quando eu o vi de novo, eu tive a mesma sensação de nostalgia que o público, e também pensei: ‘Ah, lá está meu velho amigo, meu velho herói, que eu não vejo há 15 anos. Ele voltou’. Foi uma sensação indescritível, sabe?”

Anteriormente, ele já havia dito à Variety que:

“‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ foi muito divertido! Eu amei! E o público com quem eu estava foi à loucura. Foi muito gratificante ver Alfred e Willem desempenhando seus papéis. Esses caras levaram seu personagens a outros níveis. E Tobey estava incrível, como sempre. Se eu pudesse definir esse filme em uma palavra, seria ‘revigorante’.”

Lembrando que ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’ continua em exibição nos cinemas nacionais.

Assista à nossa crítica e siga o CinePOP no YouTube:

‘Obi-Wan Kenobi’: Hayden Christensen revela sua reação ao vestir o traje de Darth Vader desde ‘A Vingança dos Sith’

Desde que foi anunciado o retorno Hayden Christensen na série do ‘Obi-Wan Kenobi‘, os fãs estão curiosos para vê-lo repisando seu papel como Darth Vader.

E, enquanto a promovia a série em Londres, o astro foi questionado pelo SFFGazette sobre como se sentiu ao vestir a icônica armadura Sith desde ‘Star Wars: A Vingança dos Sith‘ (2005).

Em resposta, Christensen disse que:

“Foi surreal. Esse traje carrega um imenso legado e vesti-lo de novo trouxe muitas emoções para mim. É incrível poder usá-lo, é uma honra. E também divertido porque eu me sinto imponente.”

Ele continuou, falando também das dificuldades de interpretar o vilão com todo o peso da armadura.

“Também é um equipamento extremamente pesado, desconfortável e limitante. É realmente uma tarefa árdua colocar e tirar o traje, e não há como ir ao banheiro enquanto você está caracterizado, mas são ossos do ofício.”

Há algumas semanas, a diretora Deborah Chow ficou tão empolgada com o retorno do astro ao papel que rasgou elogios à sua atuação.

Inclusive, ela disse à Entertainment Weekly que Christensen ofuscou o protagonista Ewan McGregor nos bastidores da atração.

“A primeira vez que o vi caracterizado como Darth Vader… Caramba! Eu me senti muito pequena perto dele, sabe? Ele ficou muito imponente. Parecia que ele tinha o dobro do meu tamanho. Foi muito intenso trabalhar com um personagem tão icônico e ter a oportunidade de dar um novo aspecto a ele.”

Ela acrescentou que:

“Eu me lembro do pobre Ewan naquele dia! Quando começamos a fazer as cenas com Vader, ele ficou ofuscado no set.”

Com estreia marcada para 27 de maio, a série é ambientada 10 anos após os dramáticos eventos de ‘A Vingança dos Sith‘, quando Kenobi se isolou em Tatooine após seu duelo contra Anakin para manter Luke e Leia escondidos de seu pai e do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid).

Confira o trailer:

Além de McGregor e Christensen, Joel Edgerton e Bonnie Piesse retornam como Owen e Beru Lars, os tios de Luke Skywalker.

O elenco também conta com O’Shea Jackson Jr (‘Straight Outta Compton’), Rupert Friend (‘Homeland’), Sung Kang (‘Velozes e Furiosos’)  Kumail Nanjiani (‘Eternos’), Indira Varma (‘Game of Thrones’), Simone Kessell (‘Reckoning’) e Benny Safdie (‘Joias Brutas’).

Crítica | A Caminho do Verão – Romance Teen da Netflix Adapta Best-Seller de Sarah Dessen

A escritora estadunidense Sarah Dessen faz muito sucesso no meio literário, embora talvez o espectador padrão da Netflix não a conheça de nome. Figurinha frequente nos eventos literários internacionais, sua linha de livros é voltada para o público jovem, quase sempre trazendo histórias de romance de verão. Apesar de ser autora de dezenas de livros, apenas ‘Meu Novo Amor’ foi adaptado para o audiovisual, e em 2003! Quase vinte anos depois e no caminho de consertar essa falha, a Netflix traz agora para os fãs da autora o longa ‘A Caminho do Verão’, que, desde sua estreia, pulou rapidamente para o Top 10 da plataforma.

Auden (Emma Pasarow) não é uma jovem comum: às vésperas de se formar na escola, ela não tem interesse por bailes, ritos de passagem ou qualquer tipo de diversão. Sempre falando a coisa errada na hora errada, Auden não tem amigos, e passa o tempo livre com os conhecidos de sua mãe (Andie MacDowell, de ‘Feitiço do Tempo’). Porém, no verão antes de entrar para a faculdade, ela decide passar um tempo com o pai (Dermot Mulroney, de ‘O Casamento do Meu Melhor Amigo’) e a nova esposa dele, Heidi (Kate Bosworth), que lhe arranjou um emprego temporário na sua butique de biquínis. Já na nova e pequena cidade praiana, Auden busca possibilitar uma nova versão de si mesma, quem sabe com novos amigos e novos interesses, mas, quando conhece Eli (Belmont Cameli) ela percebe que talvez haja algo de bom na forma como é.

Construído para ser um romance adolescente de verão estilo bem-estar, o que falta em ‘A Caminho do Verão’ é química, tempero. Não só entre o casal principal, mas especialmente da protagonista, sem sal, sem carisma, sem nada que desperte o interesse do espectador. Isso traz um problema para a direção de Sofia Alvarez, pois se absolutamente qualquer outro personagem secundário é mais legal do que aquele que conduz a história, então, como engajar a atenção do espectador? Todo o núcleo de Auden é enfadonho: ela, incapaz de gestos básicos, como sorrir; a mãe, invasiva e cheia de soberba injustificável; o pai, infantil e irresponsável, bem mal trabalhado.

A sensação é de que o roteiro de Sofia Alvarez privilegia as jornadas dos novos personagens que cruzam o caminho de Auden, ao ponto de nos questionarmos como alguém se prontificaria a fazer amizade com uma pessoa tão chatinha. Na tentativa de adaptar o romance, o roteiro acaba partindo do princípio de que muitas coisas ficam subentendidas e/ou que o espectador terá lido o livro e, portanto, entenderá determinadas atitudes dos personagens. Mas, em se tratando de longa-metragem, não é recomendável se valer de outras mídias para que o espectador compreenda o todo da produção, e, portanto, o roteiro dá saltos sem explicação e corre em determinados desenvolvimentos que ele mesmo dá muita importância no enredo, mas, no final das contas, nem era tão importante assim, como o segredinho de Auden.

Aos solavancos, ‘A Caminho do Verão’ entrega uma historinha de amor razoável, situada em uma cidadezinha praiana charmosinha e com uma mensagem legal para os jovens (tá tudo bem mudar, você não precisa ser o mesmo pra sempre). Ainda não é a melhor adaptação de Sarah Dessen, mas proporciona uma Sessão da Tarde água com açúcar para passar o tempo.

Filme de guerra com Colin Firth entra para o Top 10 dos filmes mais vistos da Netflix

‘O Soldado que Não Existiu’ (Operation Mincemeat), drama da II Guerra Mundial baseado em fatos reais, chegou recentemente à Netflix e já está fazendo um grande sucesso entre os assinantes.

A produção, estrelada por Colin Firth, entrou para o Top 10 dos filmes mais assistidos da plataforma de streaming nesta semana, debutando em 2º lugar (apenas atrás de ‘Pai Nosso?’, documentário que vem chocando o público desde seu lançamento).

Confira a lista:

1. Pai Nosso?
2. O Soldado que Não Existiu
3. U.S. Marshals – Os Federais
4. Covil de Ladrões
5. Marmaduke
6. Um Maluco no Golfe
7. Ressaca de Amor
8. Ninguém Sai Vivo
9. 42
10. Forrest Gump – O Contador de Histórias

A história, adaptada do romance homônimo de Ben Macintyre, é ambientada em 1943, momento no qual os Aliados se preparavam para reconquistar a Europa nazista. O time responsável pela missão, porém, enfrenta um obstáculo impossível de ser contornado: proteger uma invasão massiva de colidir com o poderio germânico e evitar um potencial massacre. Dois oficiais da inteligência britânica, Ewen Montagu (Colin Firth) e Charles Cholmondeley, portanto, criam uma estratégia de desinformação, centrada no cadáver de um homem.

John Madden, indicado ao Oscar por Shakespeare Apaixonado, fica responsável pela direção, com roteiro assinado por Michelle Ashford (‘Masters of Sex’).

Matthew Macfadyen, Kelly Macdonald e Johnny Flynn completam o elenco.

‘O Homem do Norte’ estreia nos cinemas! Confira 10 Curiosidades do novo TERROR de Robert Eggers

O universo viking anda em alta em Hollywood e na indústria cinematográfica nortenha. E o mais novo representante dessa categoria é o longa épico de terrorO Homem do Norte’, estrelado pelo bonitão Alexander Skarsgård,  e dirigido pelo premiado Robert Eggers. Como sabemos que nossos leitores do Cinepop adoram esse universo de Valhala, separamos aqui 10 curiosidades sobre o filme:

10 – O longo plano-sequência favorito

Quando você for assistir ‘O Homem do Norte’, perceba logo no início da jornada de Amleth há uma cena de plano-sequência de batalha em que a câmera acompanha a carnificina que ele e seu grupo estabelecem em uma vila. Essa cena é a favorita de Alexander Skarsgård, no filme, e o ator contou que para gravá-la o elenco teve que se preparar durante meses! Foram muitas as tentativas para chegar à cena perfeita, e, quando finalmente conseguiram acertar, o clima de celebração no set era como se tivessem ganhado o SuperBowl.

9 – Björk

Outro ponto que nossos leitores devem perceber é a presença da cantora Björk no longa. Ela aparece em apenas uma (incrível) cena, caracterizada como uma bruxa da floresta. Björk, que é da Islândia, no longa profetiza o destino do protagonista em ir para as terras islandesas atrás de sua vingança. De todo o elenco contratado, a cantora era a pessoa que Alexander Skarsgård, mais queria conhecer.

8 – Língua nórdica antiga

Muito das línguas nórdicas antigas conseguiu ser preservado e chegar até nós. Isso possibilitou que o longa tivesse diversos diálogos realizados nesses idiomas. O ator Alexander Skarsgård explicou que chegou a aprender algumas coisas, que foram mostradas mais na parte final do longa, e também o mantra do destino de Amleth “eu vou vingá-lo pai, eu vou salvá-la mãe, eu vou matá-lo Fjölnir“, embora hoje já não se lembre de mais nada.

7 – Tempo histórico

O longa se passa em 914 AD (Anno Domini, que significa “no ano do Senhor”), época do início da formação da Islândia, também conhecido como o período das disputas de terras (“landnámsöld).

6 – Estrutura do filme

O longa é dividido em quatro partes, que podem ser chamadas de atos cênicos ou de arcos, e recuperam  a estrutura dos cantos das aventuras épicas como ‘Odisseia’. Cada ato avança um pouco no tempo em direção ao destino do herói/protagonista, e todos eles têm um título, escrito em runas antigas, que dão a localização do herói.

5 – O mito de Odin

Em determinada cena, Amleth se encontra com um feiticeiro no meio da floresta, que está segurando uma cabeça decapitada porém extremamente preservada (Willem Dafoe) de um outro bruxo, que fala através dele. Segundo a mitologia, há uma história de que Odin era discípulo de Mimir, e quando este fora decapitado pelos deuses inimigos de Odin, o aprendiz aprendeu a reanimar a cabeça através de mágica, para que Mimir continuasse a ensiná-lo.

4 – Amleth, o herói real

Embora não oficialmente, ‘O Homem do Norte’ se inspira levemente na história de Amleth, herói que aparece na Gesta Danorum (“Saxo Grammaticus: The History of the Danes”, em outras palavras, a história dos dinamarqueses). Este livro é uma coleção de histórias orais antigas datadas do século XII. Amleth inspirou, entre outros, o personagem Hamlet, de Shakespeare.

3 – Valkiria

Há duas cenas em que aparece uma Valkiria na trama. Percebam que ela, além de usar aparelho dentário, também utiliza um capacete que simboliza um cisne. De acordo com a Mitologia Nórdica, as valkírias assumiam o formato de cisnes.

2 – Locações

O longa foi rodado em três locações: Escócia, Ucrânia e Islândia. Entretanto, o segundo ato inicialmente estava planejado para ser gravado em terras britânicas, porém, graças a intervenção de Alexander Skarsgård (que é sueco), o segundo ato foi movido para ser rodado em terras mais nórdicas.

1 – Presentinhos

Após o fim das gravações, o elenco principal recebeu presentinhos da produção. Nicole Kidman ganhou uma espada, Willem Dafoe ganhou um barco inteiro de madeira, Björk levou três cavalos e Alexander Skarsgård ganhou uma prótese de língua ensanguentada que ele teve que usar por uma semana para gravar a cena final, em que aparece em apenas um frame.

‘Twisted Metal’: Atriz de ‘Brooklyn Nine-Nine’ estrelará a adaptação do Peacock

De acordo com o TVLine, Stephanie Beatriz (‘Brooklyn Nine-Nine’) estrelará a adaptação do jogo ‘Twisted Metal‘, que está sendo desenvolvida pelo serviço de streaming do Peacock.

Anthony Mackie (‘Falcão e o Soldado Invernal’) também estrelará a produção.

Desenvolvido pela Sony Pictures TV e a PlayStation Productions, o projeto está sendo descrito como uma “comédia sombria com episódios de meia hora de duração”.

Rhett ReesePaul Wernick, a dupla por trás de ‘Zumbilândia‘ e ‘Deadpool‘, será responsável pela série.

A trama segue um forasteiro que recebe a chance de uma vida melhor, mas apenas se ele entregar com sucesso uma encomenda misteriosa em um deserto pós-apocalíptico. Com a ajuda de um ladrão de carros, ele enfrentará saqueadores selvagens dirigindo veículos de destruição e outros perigos da estrada aberta, incluindo um palhaço louco que dirige um caminhão de sorvete, que os fãs do jogo conhecem como Sweet Tooth.

O roteiro fica por conta de Michael Jonathan Smith (‘Cobra Kai’).

O primeiro jogo da franquia ‘Twisted Metal‘ foi lançado em 1995, seguido de diversas sequências e derivados. Em algum momento, um filme baseado no jogo com o diretor de ‘Motoqueiro Fantasma‘ estava em desenvolvimento, mas o projeto nunca saiu do papel.

‘Totally Killer’: Kiernan Shipka estrelará novo terror cômico da Blumhouse

De acordo com o Bloody Disgusting, Kiernan Shipka (‘O Mundo Sombrio de Sabrina’) irá estrelar ‘Totally Killer‘, novo terror cômico da Blumhouse.

O longa está sendo desenvolvido em parceria com a Amazon Studios.

Na trama…

A mãe de Jamie (Shipka), Pam (Julie Bowen), é aterrorizada pelo ressurgimento de um assassino mascarado que massacrou um grupo de adolescentes nos anos 80. Com a ajuda de sua amiga Amelia (Kelcey Mawema), ela viaja no tempo para 1987, lutando ao lado de uma versão adolescente sua mãe (Olivia Holt) para derrotar o serial killer de uma vez por todas.

Nahnatchka Khan (‘Meu Eterno Talvez’) será responsável pela direção.

O roteiro foi escrito por Jen D’Angelo, baseado em uma ideia original de David MatalonSasha Perl-Raver.

O elenco ainda contará com Randall Park, Lochlyn Munro, Charlie GillespieStephi Chin-SalvoAnna Diaz, Jeremy Monn-Djasgnar e Troy Leigh-Anne Johnson.

As filmagens já estão acontecendo atualmente, em Vancouver.

‘Trem-Bala’: Filme de ação com Brad Pitt é adiado pela 3ª vez

De acordo com o Collider, a Sony Pictures adiou mais uma vez a estreia de ‘Trem-Bala‘, novo filme de ação do diretor David Leitch (‘Deadpool 2’).

Anteriormente, programado para 29 de julho, o longa estrelado por Brad Pitt (‘Era Uma Vez Em… Hollywood’) chegará às telonas no dia 05 de agosto nos EUA.

Esta é a 3ª vez que a estreia sofre com atrasos…

Originalmente, ‘Trem-Bala‘ deveria ser lançado em 08 abril, junto com ‘Sonic 2 – O Filme‘, mas a Sony havia mudado a data para 15 de julho, justamente para evitar a concorrência.

Em seguida, moveu para 29 de julho por conta de ‘Thor: Amor e Trovão’, que estreia no início do mês.

Desta vez, não está claro qual foi o motivo da troca de data, mas possivelmente é o mesmo dos adiamentos anteriores.

Baseada no livro Maria Beetle de Kotaro Isaka, a trama acompanha cinco assassinos que se encontram em um trem-bala em movimento indo de Tóquio a Morioka, com apenas algumas paradas durante a viagem. Eles descobrem que suas missões não estão relacionadas entre si, mas a questão é: quem conseguirá sair do trem com vida e o que os espera na estação final?

Confira o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

O elenco também conta com Sandra Bullock, Joey King, Andrew Koji, Brian Tyree HenryMichael ShannonAaron Taylor-Johnson, Hiroyuki Sanada, Sandra Bullock e o cantor Bad Bunny.

‘Pivoting’: Comédia com Maggie Q e Ginnifer Goodwin é CANCELADA após uma temporada

A FOX cancelou oficialmente a comédia ‘Pivoting‘, estrelada por Maggie Q (‘Nikita’), Ginnifer Goodwin (‘Once Upon a Time’) e Eliza Coupe (‘Future Man’), depois de apenas uma temporada.

A produção registrou uma média de 0.4 na demo, e um total de 2 milhões de espectadores – o que representa uma das menores audiências do canal.

No Brasil, a série está disponível no streaming da HBO Max.

Liz Astrof (‘2 Broke Girls’) é responsável pela série.

A trama acompanha três mulheres após a morte de uma amiga de infância. Enfrentando a realidade do quanto a vida é curta, elas fazem tentativas desesperadas para encontrar a felicidade, com decisões impulsivas e arriscadas, provando que nunca é tarde demais para estragar sua vida.

‘Moonhaven’: Série futurística da AMC ganha novo trailer; Confira!

AMC divulgou o novo trailer de ‘Moonhaven‘, série futurística sobre uma colônia humana construída na Lua.

Confira:

A produção tem estreia marcada para o dia 7 de junho.

Peter Ocko (‘Black Sails’) servirá como roteirista e produtor da série.

Cem anos no futuro, a trama gira em torno de Bella Sway (Emma McDonald), uma piloto de carga lunar e contrabandista que é acusada de um crime e abandonada em Moonhaven, uma comunidade utópica situada em um Jardim do Éden construído na Lua para encontrar soluções para os problemas que logo acabarão com a civilização na Mãe Terra.

Cética no Paraíso, Bella é sugada por uma conspiração para obter o controle da inteligência artificial responsável pelos milagres de Moonhaven, e se junta a um detetive local para deter as forças que querem destruir a última esperança da Terra antes que eles mesmos sejam destruídos.

O elenco ainda conta com Joe ManganielloDominic Monaghan, Kadeem Hardison, Amara KaranAyelet Zurer e Yazzmin Newell.

Seis episódios foram encomendados para a primeira temporada.

Sam Claflin estrelará novo suspense sobrenatural da Lionsgate

De acordo com o THR, Sam Claflin (‘Jogos Vorazes: Em Chamas’) irá estrelar o suspense sobrenatural ‘Bagman‘, que está sendo desenvolvido pela Lionsgate.

Na trama…

Um pai desesperado precisa lutar contra seus medos mais profundos quando o monstro de sua infância, que ele pensou ter superado, volta para assombrá-lo. Dessa vez, no entanto, ele deverá enfrentar a criatura não só por si mesmo, mas também para proteger sua família.

Colm McCarthy (‘Outcast’) será responsável pela direção.

O roteiro foi escrito por John Hulme.

Marty BowenWyck Godfrey servirão como produtores.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.