Em seu aniversário de 36 anos, Nadia morre. Mas retorna para morrer de novo. E de novo. Presa nesse ciclo surreal, só lhe resta encarar a própria mortalidade.
Nos últimos dias, o nome de Barry Keoghan se tornou um dos mais procurados na internet por conta de seu misterioso papel em ‘Batman’.
Como o diretor Matt Reeves já revelou, Keoghan dá vida ao Coringa antes de se transformar no Palhaço do Crime como os fãs o conhecem.
Nos momentos finais do longa, Keoghan aparece brevemente como o Coringa em uma cena em que ele conversa com o Charada (Paul Dano) em Arkham… Indicando uma sequência do filme.
Em entrevista para a Esquire, o astro falou pela primeira vez sobre o assunto e rendeu elogios ao colega.
“Paul Dano é um cara brilhante. Eu sou um grande fã de Paul porque ele também é uma boa pessoa. Eu assisti a todos os filmes dele, como ‘os Suspeitos’. As pessoas dizem que nós somos meio parecidos e eu fico tipo: ‘somos?'”
Ele também agradeceu a Reeves e ao produtor Dylan Clark pela oportunidade de fazer parte do universo do Batman.
“E Matt Reeves e [o produtor] Dylan Clark foram incríveis comigo, realmente incríveis. E, você sabe, fazer parte do universo Batman é um enorme orgulho para mim. Eu sou um fã desses filmes, então, estar nesse mundo… É tipo, cara, eu ainda estou me beliscando para ver se não é um sonho. Matt é um cineasta que eu admiro imensamente. E poder andar ao lado dele e ver como ele trabalha, como ele te deixa confortável no set te dando o tempo que você precisa e o que você quer. Estou em uma posição muito privilegiada.”
Como a participação do Coringa era uma surpresa, Reeves disse ao IGN que filmou cenas falsas para enganar o público caso houvesse vazamentos.
“Quando você está fazendo um filme como esse, você quer que seja diferente, você quer que as pessoas sintam que estão tendo uma experiência especial e inovadora. Então começamos a pensar no que poderíamos fazer para despistar o público se as surpresas fossem vazadas. Tivemos a ideia de fingir que Barry [Keoghan] era um oficial da polícia chamado Stanley Merkel, porque a força policial é uma grande parte da história, então parecia crível que este seria o seu personagem.”
Keoghan filmou pelo menos duas cenas como o Coringa, e uma delas acabou sendo descartada.
Mas Reeves já disse que a cena estará disponível no Blu-ray do filme, e é descrita como uma visita do Batman (Robert Pattinson) ao Coringa.
“É uma cena em que o Batman está tão nervoso com as cartas do Charada, que decide traçar um perfil para descobri sua identidade. E ele fica tipo: ‘Por que esse cara está escrevendo para mim?’ E ele acha que outro assassino, com o qual ele teve uma experiência nesses dois primeiros anos, pode ‘ajudá-lo’. Esse assassino ainda não é ‘aquele’ personagem que conhecemos, certo? Ele é o cara que ainda vai se transformar em Coringa.”
Matt Reeves (‘Deixe-me Entrar’) é responsável pela direção.
“Dois anos patrulhando as ruas como o Batman (Pattinson), causando medo nos corações dos criminosos, levou Bruce Wayne para as sombras de Gotham City. Com apenas alguns aliados de confiança – Alfred Pennyworth (Serkis) e o tenente James Gordon (Wright) – entre a rede corrupta de oficiais e figuras importantes da cidade, o solitário vigilante se estabeleceu como a única personificação da vingança entre seus caros cidadãos.”
“Quando um assassino ataca a elite de Gotham com uma série de maquinações sádicas, uma trilha de pistas enigmáticas envia o Maior Detetive do Mundo em uma investigação no submundo do crime, onde ele encontra personagens como Selina Kyle/Mulher-Gato (Kravitz), Oswald Cobblepot/Pinguim (Farrell), Carmine Falcone (JTurturro) e Edward Nashton/Charada (Dano). Conforme as evidências começam a se tornarem pessoais e a escala dos planos do perpetrador se torna clara, Batman deve forjar novos relacionamentos, desmascarar o culpado e fazer justiça ao abuso de poder e à corrupção que há muito tempo assola a cidade de Gotham.”
Robert Pattinson estrela no papel principal. O elenco ainda conta com Zoë Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Andy Serkis (Alfred Pennyworth) e Colin Farrell (Pinguim).
Agora que Charlie Cox já está confirmado como o Demolidor do MCU, é apenas uma questão de tempo até revermos o herói lutando contra o crime.
No entanto, quem espera ver uma continuação dos eventos narrados na 3ª temporada da série cancelada pela Netflix pode acabar se decepcionando.
Enquanto participava da Comic Con de Abu Dhabi, Cox conversou com o Murphy’s Multiverse e disse que o personagem deve ser reimaginado daqui para frente.
Apesar disso, ele sugeriu que será o mesmo Demolidor da série, mas com alguns anos a mais na bagagem.
“O Demolidor deve se adequar de acordo como as coisas funcionam no MCU. Acredito que ele está sendo reimaginado. E é um bom momento para vermos que alguns anos se passaram [desde a série da Netflix] Digamos que ele estárá um pouco diferente. É meio que um ‘nascer de novo’.”
Na semana passada, Cox revelou ao Comic Book que já está se preparando para reprisar o papel.
Durante a entrevista, o astro revelou que começou a ler toda a história do ‘Demolidor‘ desde o início, algo que ele não fazia desde que foi escalado para a série da Netflix.
“Há cerca de um mês, reativei minha conta da Marvel Unlimited e comecei a ler os quadrinhos do ‘Demolidor‘ desde o início, algo que eu não fazia desde que começamos a gravar a série.”
Ele continuou:
“E é engraçado, estou relendo ‘Demolidor: Diabo da Guarda‘ (1998), de Joe Quesada e Kevin Smith. É engraçado porque me lembro que pegamos várias referências dessa hq para a série. E, na época, eu não tinha lido o suficiente para saber de onde algumas cenas foram inspiradas. Há uma cena do 1º episódio, que Matt está num confessionário, dizendo basicamente a mesma coisa que o personagem dos quadrinhos. Então é muito divertido reler e ser capaz de identificar essas pequenas referências, algo que eu não consegui antes.”
Vale lembrar que rumores já apontaram que Cox foi escalado para série da ‘Echo‘.
De acordo com o The Illuminerdi, a atração está sendo escrita por Dara Resnike e Ken Kristensen, roteiristas de ‘Demolidor’ e ‘O Justiceiro‘.
Foi dito que a escalação de Resnike e Kristensen vai ajudar a manter as personalidades dos personagens como o público estava acostumado na série da Netflix.
Maiores detalhes não foram revelados, então não se sabe em quantos episódios Cox e D’Onofrio vão aparecer, e nem se terão grande importância na narrativa.
Anteriormente, o Production Weekly divulgou que as gravações da derivada de ‘Gavião Arqueiro‘ serão iniciadas em abril deste ano, em Atlanta, onde acontecem as principais produções da Marvel Studios.
Originalmente, as gravações teriam início em dezembro do ano passado, mas não foi revelado o motivo do atraso.
Escrita por Marion Dayre (‘Better Call Saul’), ‘Echo‘ vai explorar as origens da personagem vivida por Alaqua Coxe será ambientada após os eventos de ‘Gavião Arqueiro’.
Para quem não conhece, Echo é o codinome de Maya Lopez, uma nativa americana com deficiência auditiva que pode copiar exatamente os movimentos de outras pessoas.
Sua habilidade faz dela uma excelente lutadora e uma dura adversária para qualquer oponente.
Enquanto isso, vale lembrar que todos os episódios de ‘Gavião Arqueiro‘ estão disponíveis na Disney+.
Confira nossa entrevista coma produtora Thrin Tran e siga o CinePOP no YouTube:
O Disney+ e a Marvel Studios convidam você para uma escapada inesperada de fim de ano com ‘Gavião Arqueiro’, uma nova série ambientada no pós-estalo, em Nova York. O ex-Vingador Clint Barton (Renner) tem uma missão aparentemente simples: voltar para a família para o Natal. Possível? Talvez com a ajuda de Kate Bishop (Steinfeld), uma arqueira de 22 anos com o sonho de se tornar uma super-heroína. Os dois são forçados a trabalhar juntos com uma presença do passado de Barton ameaça destruir mais que o clima festivo.
Além de Steinfeld, Renner e Cox, Florence Pugh irá reprisa seu papel como Yelena Belova, uma versão mais jovem da Viúva Negra. Vera Farmiga (‘Invocação do Mal’) assumirá o papel de Eleanor Bishop.
Fra Fee interpreta um personagem chamado Kazi, provavelmente uma referência a Kazimierz Kazimierczak, mais conhecido como o vilão mercenário Palhaço. Tony Dalton completa o elenco.
‘High School Musical: A Série: O Musical’ teve algumas baixas em seu elenco fixo.
A Disney confirmou nesta terça-feira (8) que Olivia Rodrigo (‘Bizaardvark’) não volta para o elenco fixo na terceira temporada, aparecendo apenas em algumas participações especiais.
Além dela,Kate Reinders (‘Modern Family’) também deixa o elenco principal.
Larry Saperstein e Joe Serafini não voltarão para a série nem em participações especiais.
A nova temporada não tem data de estreia.
O elenco é composto por Joshua Bassett (‘A Irmã do Meio’), Sofia Wylie (‘Andi Mack’), Matt Cornett (‘Bella e os Bulldogs’), Dara Renee (‘Sexta-Feira Muito Louca’),Julia Lester (‘Mom’) e Frankie Rodriguez (‘Modern Family’).
A história segue um grupo de estudantes de teatro de East High que se reúnem para produzir uma peça de inverno. A série será em uma espécie de documentário, com os personagens contando e mostrando como anda o desenvolvimento da apresentação e todos os detalhes.
A Netflix renovou oficialmente a comédia ‘Eu Nunca…‘ (Never Have I Ever) para a sua 4ª e última temporada.
O streaming ainda confirmou que a 3ª temporada estreia entre junho e agosto de 2022. A última temporada deve chegar em 2023.
Confira:
Tem alguém com saudade de dar pitaco na vida da Devi por aí?
Eu Nunca… está oficialmente renovada para a 4ª e última temporada. Mais uma coisinha: A 3ª temporada estreia nos próximos meses. ✨💖 pic.twitter.com/TDitSv6kUS
“Estamos muito gratos pela Netflix e a Universal Televison por nos permitirem continuar essa história e aos fãs ao redor do mundo que estão clamando para assistirem mais aventuras dessa adolescente indiana rebelde,”afirmaram os criadores Lang Fisher e Mindy Kaling em declaração oficial.
Nos capítulos recém-lançados, Devi está cheia de coragem para tomar decisões ousadas, enquanto lida com o seu tumultuado relacionamento com a mãe, novos amores e a chegada de novos colegas na escola.
É comum vermos pessoas dúbias e histórias conspiracionistas em muitos romances misteriosos, isso porque esses elementos trazem tensão e causam intriga dentro da história. Quem da dupla vai escolher o lado errado, entre o casal, qual será aquele que seguirá o seu próprio caminho depois que a traição for revelada? Nos filmes, esse tipo de conflito acaba sendo muito interessante para a dinâmica da trama, aparecendo com um obstáculo e catalisador de tudo.
‘Traição e Desejo‘ é um drama e romance que acabou de chegar na Netflix e é perfeito para quem gosta de filmes – digamos – mais picantes e que te prendem do início ao fim. Nele vemos que Brooke Gatwick (Victoria Justice) e Owen Shore (Matthew Daddario) tinham uma vida comum, trabalhavam como donos de uma galeria, mas tudo muda quando eles se envolvem com as tentações de Nova York.
‘Trust‘ (no original), dirigido por Brian DeCubellis, é montado como uma fileira de dominós empilhados em torno de um esquema por causa de um suposto caso. Brooke, vivia pela estrela Victoria Justice, como falado, é a a dona de uma galeria que tem como destaque uma nova descoberta artística, o talentoso pintor de Dublin Ansgar (Lucien Laviscount). E Brooke aposta exatamente nessas pinturas provocantes e coloridas de Ansgar para chamar a atenção dentro do mundo da arte.
Com uma personalidade ardente e o hábito de pintar fotos nuas de suas antigas paixões, Ansgar convida o marido de Brooke, Owen (Daddario). Repórter de sucesso, ele finge apoio enquanto desconfia do artista sedutor. Brooke tem suas próprias suspeitas sobre o namorado, sobretudo depois que ela ver Owen recebendo mensagens enigmáticas de amigas do trabalho mais jovens. E tudo isso antes de Owen cruzar o caminho de Amy (Katherine McNamara), uma loira insinuante que dá novos contornos a trama.
Ainda que ‘Traição e Desejo’ tenha lá um começo complicado, uma vez que os participantes são apresentados ao jogo da paquera e da desconfiança, tudo começa a ficar mais. O filme sugere coisas que podem ou não ter acontecido, mantendo o público atento e afim de descobri quem está traindo quem. O filme também brinca com a narrativa, construindo uma estrutura não-linear e fazendo trucagens com a estética.
O filme é empolgante em vários momentos e promete agradar ao público alvo, sendo um grande sucesso na Netflix. Algumas situações soam inverossímeis e os efeitos visuais no mínimo peculiares, com algumas explicações deixando o espectador com mais dúvidas. No entanto, o tanto acaba pendendo para o lado positivo, justamente pela produção cumprir bem aquilo que se propõe ser. Então, se gosta desse tipo de história, não pode deixar de conferir ‘Traição e Desejo‘ no gigante do streaming.
A Warner e a DC começaram 2022 com o pé direito com a estreia do fenômeno ‘Batman‘, que conquistou 86% de aprovação da crítica especializada e 96% de avaliações positivas do público no Rotten Tomatoes.
Isso faz do filme deMatt Reeves o mais bem avaliado pelos fãs entre todos os filmes do herói. Além disso, o filme fez US$ 248,5 milhões em seu primeiro fim de semana nas bilheterias mundiais.
Com a volta dos cinemas, a empresa promete muitas produções com diferentes abordagens para seu vasto universo de heróis e vilões. Pensando nisso, separamos esses projetos para você marcar na sua agenda e não perder por nada. Confira!
Investindo no mercado das animações para cinema, Liga dos Super Pets é um filme sobre os mascotes dos heróis daLiga da Justiça, que claramente também tem poderes (ou quase, né? O Bat-cão só é rico mesmo). Seu protagonista, claro, é Krypto, o Supercão, e o elenco dessa brincadeira é composto por nomes como The Rock, Kevin Harte John Krasinski.
Estrelado por The Rock, o filme do vilão do Shazam enfim chegará aos cinemas. Esse longa deve ser uma aventura através do tempo, já que o Adão Negro é um vilão com origem que remete aos deuses egípcios. A aventura também contará com a formação da Sociedade da Justiça da América e deve terminar com um gancho para o tão sonhado embate com o Shazam.
Adão Negro chega aos cinemas em 28 de julho de 2022.
Baseado na consagrada saga “Flashpoint”, esse filme levará o Flash (Ezra Miller) em uma aventura pelas linhas do tempo. Depois de voltar no tempo para salvar sua mãe, ele descobre que bagunçou o futuro, causando um apocalipse. Na versão para os cinemas, ele vai acabar indo de encontro ao Batman do Michael Keaton, com direito a dois Ezra Miller interagindo.
Fechando o ano, a continuação do filme do Aquaman chegará aos cinemas com uma trama ainda desconhecida, mas com visuais mais fiéis aos quadrinhos e um traje stealth para o próprio Aquaman (Jason Momoa). O vilão da vez é o Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), que voltará mais ameaçador do que no filme anterior.
Aquaman e o Reino Perdido chega aos cinemas em 16 de dezembro de 2022.
Uma das séries de TV derivadas de ‘Batman‘ foi suspensa. Além de fazer uma série derivada focada no Pinguim, de Colin Farrell, e outra focada no sombrio Asilo Arkham, o diretor Matt Reeves também tinha anunciado uma série que se passaria antes do filme e mostraria a polícia de Gotham.
“Uma coisa que não estamos fazendo e que eu ia fazer… Então, há o show policial de Gotham, que na verdade foi engavetado. Não estamos realmente fazendo isso”, afirmou.
O projeto passou por alguns contratempos de desenvolvimento após Terence Winter, de ‘Boardwalk Empire‘, deixando a produção em novembro de 2020. Winter estava escrevendo o spin-off, mas se separou por diferenças criativas.
As informações indicam que o spin-off seria uma prequela do longa-metragem e que seria ambientada no primeiro ano do icônico vigilante titular, mas a partir da perspectiva de um corrupto oficial da polícia de Gotham City.
Anteriormente, Reeves revelou detalhes das séries derivadas: “Primeiro, estamos fazendo a série do Pinguim. Depois vamos fazer uma segunda série que é conectada a Arkham. Nós queremos que as pessoas se conectem com esse primeiro filme”, revelou ao The Toronto Sun.
O The Wrap confirmou hoje que a atriz brasileira Bruna Marquezine viverá a protagonista feminina do filme ‘Besouro Azul‘, da DC.
Ela vai estrelar a produção ao lado de Xolo Maridueña, da série ‘Cobra Kai’, que viverá o personagem título.
Sua personagem será Penny, o interesse amoroso do super-herói.
Marquezine tem sido sondada há tempos para se juntar à DC.
Em 2021, a atriz participou do processo de seleção para viver a Supergirl no filme ‘The Flash‘, e conseguiu ficar na segunda posição – perdendo o papel para a americana Sasha Calle após não conseguir viajar até Londres devido a pandemia de Covid-19.
“E eu fui a única brasileira aprovada. Fui para o top 5, depois fui para o top 2”, contou a atriz.
Segundo ela, 60 atrizes haviam sido selecionadas para o teste, mas o diretor Andy Muschietti gostou dela e da sua química com Ezra Miller, de 29 anos, que vive o Flash.
“Fiz um teste de elenco com o Ezra. Eles chamavam de ‘teste frio’. E o Ezra disse: ‘Esse teste frio veio direto do inferno, que bom!'”, brincou.
Além de ‘Besouro Azul‘, a atriz fará parte do elenco de ‘Conquest’, vindoura série protagonizada por Keanu Reeves.
Com mais de um século de existência, o cinema já nos brindou com títulos magníficos dos mais variados temas e figuras possíveis. Afinal, a arte imita a vida e vice-versa. Logo, é extremamente árdua a tarefa de listar títulos seja qual abrangente for a ideia. Além dos gêneros e vertentes, há a esfera temática, como também trabalhos funcionais e representativos.
Comemorando o Dia Internacional das Mulheres, o CinePOP separou uma listinha com dez filmes comentados que marcaram o cinema por possuírem figuras femininas fortes.
Que a Pixar é um estúdio que transcende emoções isto não é novidade. Já presenciamos eles tratarem sobre a dor da perda, da partida, discutir a importância de cada sentimento, falar do preconceito e ainda alertar sobre a preservação do planeta. Mas o filme das mulheres da empresa é sem duvidas Valente. Trazendo uma protagonista forte em personalidade, acompanhamos sua luta para salvar a mãe de um feitiço que a transformou em ursa. É lindíssimo o jeito que os realizadores abordam o relacionamento das duas e merece seu lugar na lista.
Somente pensar sobre perder uma mãe é doloroso em níveis inimagináveis, conceba então você como mãe se ver na situação de ter que passar o bastão para outra pessoa. No caso, tendo a ciência que deve morrer devido a uma doença terminal e deixar os filhos sob o cuidado de uma madrasta. A questão é que e se esta demonstrasse ser uma figura tão digna quanto. Lado a Lado é um drama tocante que traz papéis memoráveis de Julia Roberts e Susan Sarandon. Imperdível.
O italiano Nanni Moretti é um cineasta absolutamente genuíno. Sempre trouxe para o cinema um pouco do que é a sua vida diária, sem que isso deixasse a qualidade aquém do esperado, muito pelo contrário, a verdade que vemos em cena impressiona. E não foi diferente com o magnifico Mia Madre, onde através da metalinguagem mostrou para o mundo como foram os últimos momentos ao lado da sua mãe, que faleceu enquanto produzia um novo trabalho. Mia Madre é mais que um registro cinematográfico, é uma obra-prima que transcende a sétima arte.
Aqui outra que ganhou o Oscar pelo papel, a maravilhosa Julianne Moore, que interpreta uma professora renomada que descobre ter Alzheimer, uma das mais covardes doenças que se tem noticia. A personagem de Moore vai aos poucos preparando sua família e deixando um legado, ao mesmo tempo em que acompanhamos sua perda de memória e um pouco do sofrimento enfrentado. Mas ao lado da família ela encara o drama de maneira firme e nos faz presenciar grandes momentos.
O lendário Pedro Almodóvar já fez inúmeros filmes homenageando e abordando causos familiares. Em Volver, o diretor confessa que esse se trata do filme mais novelesco devido a grande representatividade que sua mãe teve para a obra. Esta que fala da mãe Raimunda, interpretada por Penélope Cruz, que presencia um crime cometido pela filha por legitima defesa, quando o padrasto tentava assedia-la. Nesse meio tempo, Raimunda recebe “visitas fantasmas” da já falecida mãe, que a aconselha das maneiras mais curiosas possíveis. Apesar de momentos pesados, é um filme divertido e delicioso que imprime a imagem da mãe guerreira e lutadora.
O precoce Xavier Dolan, na época com apenas 18 anos, já havia discutido sobre a rotina e convivência conflituosa entre mãe e filho. Algo comum no mundo inteiro, só que encarado de uma maneira crua e até agressiva. Com um cinema mais maduro, Dolan fez em Mommy um tratado sobre este debate, que deveria ser conferido por todos os públicos. Um filme poderoso que fala de liberdade, amor e realizações. Se você ainda não conferiu, veja o mais rápido que puder.
Val e Jéssica foram os nomes mais falados no cinema nacional em 2015. O longa de Anna Muylaert mexeu com muita gente direta ou indiretamente. Foi um símbolo de luta de classe, um grito de resistência, entre outros significados. Mas trouxe uma história linda sobre a relação distante de mãe e filha, e esta já tendo que lidar com um caso parecido. A química e verdade transmitida pelas atrizes Regina Casé e Camila Márdila, o texto de Muylaert e tudo que cerca Que Horas Ela Volta? fazem deste um filme obrigatório para ver com sua mãe.
3 – O Filho da Noiva (2001)
A parceria dos argentinos Ricardo Darín e Juan José Campanella já rendeu coisas maravilhosas como O Segredo dos Seus Olhos e Clube da Lua, mas O Filho da Noiva é o tipo de joia que não se ver todos os dias. O longa é repleto de subtramas solidas e traz entre elas uma envolvendo o protagonista e sua mãe que está perdendo a memória. O tempo restante vivido com ela e com o pai, as memorias deliciosas e os pontos dolorosos levantados tornam a fita absolutamente inesquecível.
Uma mãe solteira de três filhos, sem emprego, se ver numa situação revoltante quando um médico bate no seu carro e esta ainda é acusada de “não ter atenção”, devido a um júri totalmente machista e preconceituoso. Ela, Erin Brockovichf vai atrás dos seus direitos e praticamente sozinha e sem experiência com Direito comanda o seu caso e tem que se virar para sustentar as crianças e a casa. E, sim, trate-se de uma história que é baseada em fatos reais e deixou o mundo impressionado pela valentia dessa mãe e a interpretação magnifica de Julia Roberts, que naquele ano faturou o Oscar de Melhor Atriz pelo papel.
1 – A Noviça Rebelde (1965)
Ainda nos anos de 1960 as mães se sentiram representadas e de certo modo libertadas ao ver Julie Andrews rir na cara das freiras, correr e dançar pelos campos com o soberbo e encantador A Noviça Rebelde. E mais ainda quando chegou à vida de um militar viúvo e mudou completamente sua visão de mundo, trazendo na verdade alegria para o lugar e mais tarde para os seus filhos. Um clássico absoluto, o filme de cabeceira da maioria das mamães. Lindo.
Após especulações de que viveria a ‘Supergirl‘, a atriz brasileira Bruna Marquezinerealmente se juntou ao Universo da DC – mas em outro papel.
A atriz foi confirmada no elenco do filme ‘Besouro Azul’, aonde vai interpretar a protagonista feminina Penny.
Em Novembro, Marquezine revelou ao podcast Mamilos que participou do processo de seleção para viver a Supergirl no filme ‘The Flash‘, e conseguiu ficar na segunda posição – perdendo o papel para a americana Sasha Calle após não conseguir viajar até Londres devido a pandemia de Covid-19.
“E eu fui a única brasileira aprovada. Fui para o top 5, depois fui para o top 2”, contou a atriz.
Segundo ela, 60 atrizes haviam sido selecionadas para o teste, mas o diretor Andy Muschietti gostou dela e da sua química com Ezra Miller, de 29 anos, que vive o Flash.
“Fiz um teste de elenco com o Ezra. Eles chamavam de ‘teste frio’. E o Ezra disse: ‘Esse teste frio veio direto do inferno, que bom!'”, brincou.
‘Besouro Azul’ tem estreia prevista para 18 de agosto de 2023. As informações são do The Wrap.
Xolo Maridueña, da série ‘Cobra Kai’, derivada do clássico ‘Karatê Kid‘, será o protagonista.
Durante uma entrevista para a Variety, o astro explicou como a série o ajudou a se preparar para encarnar o próximo herói da DC.
“Acredito que esse filme vai ser um trampolim na minha vida. Mas eu devo tudo à ‘Cobra Kai’, porque eu tive a chance de construir química com o elenco ao longo dos anos e eles me ensinaram muito. Tentar recriar essa química em um período muito menor de tempo vai ser difícil, mas todos esses caras são profissionais. Estou nas mãos de pessoas que são as melhores no que fazem. Atuar em ‘Cobra Kai‘ foi uma bênção porque agora eu sei fazer acrobacias, saltos malucos e sei socar e chutar. No filme [do ‘Besouro Azul‘] tudo será levado a um nível mais alto com aquelas telas verdes e efeitos especiais. Eu estou muito empolgado.”
Questionado se podia dar alguns detalhes sobre a trama do longa, o astro fez mistério.
“Não sei o quanto posso falar, mas posso adiantar que o filme vai respeitar e dar brilho à cultura latina, mas vai mostrar que você pode ter a origem que for… O que importa é o quão disposto está a embarcar numa missão em prol da humanidade. Mas é muito legal o fato de que vamos falar em espanhol em boa parte do filme. Isso com certeza vai fazer eu me sentir em casa, mas o idioma não é a única razão para isso.”
O longa ganhou a primeira arte oficial detalhando o visual do personagem durante a DC FanDome.
Confira a imagem divulgada pelo Comic Book:
Nos quadrinhos, Jaime Reyes é o terceiro personagem a assumir o manto do Besouro Azul, depois de Dan Garret e Ted Kord.
O adolescente ganhou seus poderes depois que levou para casa um Besouro Azul encontrado na rua. Naquela noite, ele acaba sendo atacado pelo inseto, que fica alojado na base de sua coluna, criando um traje extraterrestre sobre o corpo do rapaz.
A partir daí, Reyes ganha super velocidade e força sobre-humana, assim como a capacidade de criar armas, asas e escudos.
Criado por Keith Giffen, John Rogers e Cully Hamner, Reyes fez sua primeira aparição nos quadrinhos em ‘Infinite Crisis’ #5 de 2006. Sua própria série mensal estreou dois meses depois, com ‘Blue Beetle’ # 1, em maio de 2006.
Lembrando que o roteirista mexicano Gareth Dunnet-Alcocer, que escreveu o roteiro do mais recente remake de ‘Scarface’, roteirizou a produção.
Com a estreia de The Batman, aumenta também a expectativa de como o filme irá performar em todos os segmentos. No entanto, uma lembrança que a produção continua a disparar, ainda que não seja uma sombra sobre a produção, é o nunca iniciado filme homônimo que seria dirigido por Ben Afflecke inserido no DCEU.
No que já foi exposto anteriormente pelo diretor do vindouro filme com Robert Pattinson, o conceito apresentado no roteiro assinado por Geoff Johnse Chris Terrioapontava para um caminho dito como “Bondniano”, ou com grandes similaridades a como os filmes do agente James Bond são estruturados, o que levou Matt Reevesa repensar a ideia desde a base para algo mais do seu gosto.
Isso significa um enredo mais fincado em elementos investigativos que fazem jus a uma característica pouco explorada do Batman, nos cinemas pelo menos, que é seu lado detetive. Até onde o cineasta indica, o material anterior teria um foco maior nas capacidades de combate do vigilante, principalmente em um ambiente de desvantagem.
No período que antecedeu ao lançamento de Liga da Justiça, em 2017, o intérprete do Homem-Morcego ventilava esporadicamente a visão que ele tinha para uma aventura solo do herói. O planejamento contava com ampla participação do mercenário Deathstroke (introduzido nas cenas pós-créditos do crossover, interpretado por Joe Manganiello) junto a outros ilustres inimigos do Batman.
O cenário ventilado pelo diretor\ator também despertava curiosidade, uma vez que ele era apontado como sendo o Asilo Arkham. No que consta, Batman se veria preso no famoso sanatório junto a vários outros internos, além de um Deathstroke com plena ciência da identidade civil do vigilante.
Quando se fala de Batman preso em pleno Arkham com muitos de seus inimigos, é inevitável voltar para o ano de 1989 quando um jovem autor escocês, de nome Grant Morrison, assinou sua primeira história envolvendo o Batman.
Grant Morrison entregou a obra que se tornou referência sobre o famoso manicômio.
Ainda assim, para entender como o enredo foi construído é preciso entender o que levou o autor a esse momento. O quadrinista integrou um importante movimento ocorrido nos anos 80, conhecido como a Invasão Britânica. Esse acontecimento simbolizou o ponto em que grandes nomes da indústria de quadrinhos do Reino Unido, principalmente daqueles que integravam a equipe da revista 2000 AD, migraram para os EUA.
Os motivos variavam, porém, muitas vezes coincidiam com o descontentamento político que esses profissionais nutriam com o governo Margaret Thatcher; soma-se ainda um incentivo que a própria DC Comics apresentava aos artistas e o resultado é um choque cultural com uma indústria que em pouco menos de uma década entrara na era de bronze.
Com tais nomes chegando (Alan Moore; Brian Bolland; Neil Gaiman entre outros) veio essa mesma carga para as histórias, causando um efeito inevitável de “amadurecimento” de vários títulos como Monstro do Pântano, Sandman (não mais um vigilante mascarado) e o próprio Batman.
Neil Gaiman é um dos representantes da “invasão britânica”.
Começando por 1986, quando o norte-americano Frank Miller redefiniu o herói em Retorno do Cavaleiro das Trevas; passando por 1987, quando o mesmo autor assinou aquela que é considerada sua origem definitiva em Ano Um, e 1988 com Piada Mortal do britânico Alan Moore até concluir em 1989 com Asilo Arkham: Uma Casa Séria em um Mundo Sério.
Na trama escrita por Grant Morrison, os criminosos internados em Arkham, liderados pelo Coringa, se rebelam e tomam o controle das instalações. Com os funcionários feitos de refém, o Palhaço Príncipe do Crime exige a presença do Homem-Morcego dentro do sanatório. Sem alternativas à mão, Batman adentra o local tendo que enfrentar não só os perigos físicos mas também seus próprios demônios.
Tanto em Asilo Arkham quanto no projeto de Affleck, Batman é inserido em um cenário desfavorável no famoso hospital psiquiátrico. Se nos quadrinhos a desvantagem evolui rapidamente para ferimentos físicos que vão se acumulando, potencialmente o filme seguiria um caminho similar quanto a expor as fragilidades físicas do herói.
Porém, acima de tudo, essa premissa de confinamento concede a possibilidade, quase automática, de expor os maiores traumas do personagem e suas raízes psicóticas. Não surpreendente, em 1994 a série animada do Batman lançou o episódio “Trial” em que o herói é convocado até o Arkham para ser julgado por seus inimigos em uma simulação de tribunal, tendo o Coringa como juiz.
Mesmo não havendo maiores confirmações do projeto é bem provável que Deathstroke tivesse um papel central dentre os desafios do detetive, motivado sobretudo por uma vingança que muito pouco foi mostrada. Ainda que a ideia tenha sido apagada, é válido um exercício de projeção sobre como seria a reflexão da mentalidade do experiente e amargurado Batman de Ben Affleckdentro dos muros do sanatório.
Estrelado por Ryan Reynolds, o aguardado sci-fi ‘O Projeto Adam‘ estreia em 11 de março na Netflix e promete arrancar lágrimas dos assinantes da plataforma.
Na trama, acompanhamos um piloto que viaja no tempo e se une ao seu eu mais jovem e seu falecido pai para aceitar seu passado enquanto salva o futuro.
E o diretor Shawn Levy (‘Free Guy – Assumindo o Controle’) está tão animado quanto os fãs de Reynolds.
Durante uma entrevista para a Total Film, o cineasta garantiu que o público vai se surpreender com a atuação do astro numa história que mistura ficção científica com aventura e uma boa dose de drama.
“Quando Ryan e eu embarcamos nessa aventura de viagem no tempo, não acredito que nenhum de nós sabia que esta se tornaria uma de suas maiores performances dramáticas de sua carreira. A quantidade de carga emocional que ele traz para este filme… Cara, ele nos fez chorar e acredito que o público também vai.”
Ele continuou:
“Sabe? Já Esperávamos que Ryan seria um protagonista heroico e engraçado. Mas não esperávamos que ele iria despertar em nós essas sensações.”
O longa é dirigido por Shawn Levy(‘Free Guy – Assumindo o Controle’) e roteirizado por Jonathan Tropper.
Na trama, Reynolds vive um homem amargurado que volta no tempo em busca do seu eu de 13 anos de idade, na tentativa de encontrar seu falecido pai para realizar um misterioso propósito.
O Star+ lançou em seu catálogo um filme inédito de terror que está dando o que falar por chocar a audiência com cenas fortes de revirar o estômago. E mesmo assim, os cinéfilos estão adorando a produção.
‘Fresh‘, estrelado por Sebastian Stan (‘Falcão e o Soldado Invernal’), conquistou os críticos com 80% de aprovação no Rotten Tomatoes. E ainda recebeu 88% de aprovação do público do site.
Nas redes sociais, os cinéfilos foram só elogios para o filme, mas avisam: não é para quem tem estômago fraco!
Esse filme é no mínimo sickfuck! Não recomendo pra pessoas mais sensíveis e outras frescuras. Os caras foram ousados demais!
9/10 pq cai nuns clichê onde todo mundo fica burro de repente.
Fresh é perturbador ao extremo,vcs não tem noção,eu passei o filme todo desconfortável
Mas a intenção muito provavelmente era essa, então, missão cumprida
sempre fazendo takes da parte do rosto da noa, do corpo dela, do steve, as comidas, >facas<… tudo isso já deixa o ar do filme mto suspeito, ajuda qnd chegar no plot real do filme
Na trama, Nora conhece o sedutor Steve em um supermercado e resolve lhe dar uma chance. Após um ótimo primeiro encontro, ela aceita o convite para uma viagem romântica, apenas para descobrir que seu novo amante esconde apetites incomuns.
O Prime Video divulga hoje as novas imagens da série brasileira Original Amazon ‘Sentença‘, que traz a atrizCamila Morgado como protagonista. A produção, que possui seis episódios de 45 minutos cada, será lançada em 15 de abril de 2022 em mais de 240 países e territórios.
Em ‘Sentença‘, Heloísa é uma advogada criminalista que acredita que todos têm direito à defesa, por pior que tenha sido o crime cometido. Experiente, ela conhece profundamente a complexidade do cárcere e do sistema prisional brasileiro onde tantos definham, abandonados sem a devida assistência legal.
Mas quando um caso choca o país e Heloísa se torna advogada da suposta assassina, ela se vê em meio a uma situação que envolve o líder da maior facção criminosa do país e pessoas misteriosas que o querem morto. Enquanto percorre essa perigosa jornada, Heloísa precisa ainda lidar com um trauma de infância enterrado em sua memória, que pode revelar um doloroso segredo familiar. Na busca não só pela verdade do que aconteceu no caso de sua nova cliente, mas também pelos mistérios dos crimes de sua própria família, a advogada precisa decidir se cruza ou não a linha que a separa entre o direito de defesa e a possibilidade de cometer um crime imperdoável.
Logan voltou a ser comentado recentemente no Brasil após o falecimento do lendário ator e dublador, Isaac Bardavid. Com sua voz inconfundível, ele imortalizou com muito amor a versão brasileira do Wolverine de Hugh Jackman. No entanto, não é apenas a versão nacional deste longa que merece destaque. Isso porque, há cinco anos, Logan chegava aos cinemas e trazia uma visão única, até o momento, de um herói da Marvel nas telonas. Como não poderíamos deixar a data passar em branco, o CinePOP vai relembrar a última aventura de Hugh Jackman com as garras de adamantium.
Mas antes de falar sobre o filme em si, é necessário entender o contexto no qual ele foi feito e lançado. Em 2016, os super-heróis já estavam consolidados no cinema, com a Marvel chocando o mundo ao anunciar que oHomem-Aranha enfim se juntaria aos Vingadores. Era um momento no qual oMCU poderia lançar um filme sobre um carrinho de mercado que mesmo assim faria US$ 1 bilhão nas bilheterias. Do outro lado, a DC se preparava para tentar emplacar seu universo cinematográfico com a visão do diretor Zack Snyder. Entre essas duas, havia a extinta FOX e seus X-Men, que já acumulavam uma série de fracassos e reboots, mostrando o quanto o estúdio estava perdido com seus heróis de quadrinhos.
Mas, quando tudo parecia perdido, eles decidiram ousar mais para tentar encontrar uma luz no fim do túnel. Com isso, eles aprovaram Deadpool com um orçamento mais modesto e liberdade para a equipe criativa usar e abusar de palavrões, violência gráfica e muito humor politicamente incorreto. Para os executivos, o sonho de Ryan Reynolds estava fadado a mais um fracasso no universo dos mutantes. Porém, o Mercenário Tagarela se apegou a sua versão dos quadrinhos e promoveu um banho de sangue e piadas questionáveis que conquistaram imediatamente o público, rendendo uma verdadeira bolada nas bilheterias e uma série de críticas positivas da imprensa.
Diante do sucesso estrondoso do filme de heróis para maiores de 18 anos e de que Hugh Jackman não renovaria seu contrato para seguir vivendo o Wolverine nos cinemas, a FOX decidiu enfim atender a um pedido muito antigo dos fãs do Carcaju: uma versão do herói para maiores. Pouco tempo depois de Deadpool estrear nos cinemas, surgiu o rumor de que o terceiro capítulo da saga do mutante solitário adaptaria Velho Logan. Uma enxurrada de comentários positivos inundou as redes sociais da FOX, que só voltaria a público algum tempo depois para confirmar o tal boato sobre o filme de 2017.
Era tudo que a legião de fanáticos pelo herói canadense queria. Uma despedida como eles sempre sonharam após dois filmes simplesmente desastrosos (X-Men Origens: Wolverine e Wolverine: Imortal), sob comando de um James Mangold, que agora teria total controle criativo sobre a história, não precisando atender aos desejos do estúdio para tentar encaixá-lo num universo compartilhado. Oras, se é um final para o personagem, os outros que se virem. O foco será no Logan.
Assim, o filme chega aos cinemas trazendo cenas de violência explícita, com o Logan desiludido em um futuro apocalíptico, rasgando pescoços e partindo cabeças de quem tentar roubar seu carro. Essa versão mais brutal, repleta de cenas gráficas e palavrões lembra muito os quadrinhos solo do herói, que costumavam trazer esse tom mais sóbrio e pessimista acerca do velhinho mais conservado de todos.
Mais do que isso, o longa aproveitou para resolver o passado do herói e explorar seu legado. Dessa forma, ele divide a tela com seu velho amigo, Charles Xavier (Sir Patrick Stewart) e sua filha desconhecida, aX-23 (Dafne Keen). Foi um excelente uso daquela frase clichê do “respeite o passado e abrace o futuro”.
E mesmo com a trama toda focada no fim da linha de Logan, é justamente o Professor Xavier quem rouba a cena. Após quase 20 anos vendo o mentor dos mutantes da Marvel como um símbolo de moral e ética desse universo, o choque de vê-lo retratado como um inválido sofrendo de demência é muito grande. É ver um dos maiores perecer e ter um fim miserável, uma crueldade realista que costuma assolar o fim da vida de parentes, famosos e ícones da história, provando que nem mesmo ele é imune ao tempo.
Essa abordagem somada à atuação magistral de Sir Patrick Stewart fizeram com que os fãs iniciassem uma campanha para a indicação dele ao Oscar. Não foi dessa vez, mas não é por isso que seu trabalho será diminuído. O ator passa com muita verdade as dores e os conflitos de um personagem que está próximo ao fim e não encontra mais tempo para se prender a rótulos ou formalidades. É fascinante.
Contrapondo o fim da jornada de Xavier, a pequena e silenciosa Laura/ X-23 (Keene) está apenas no início de sua vida. Gerada em laboratório, a menina foi criada para ser uma arma, tal qual o Logan. O que deveria uni-los, porém, inicialmente causa um afastamento entre os dois, já que dois iguais não costumam se bicar. Eles refletem os defeitos e qualidades um do outro, o que faz com que eles não se suportem.
Com o avanço da viagem e com o filme se transformando em um road movie, a menina se desenvolve mais e começa a falar. Sim, ela passa 2/3 do longa de boca fechada. E quando abre a boca, não para mais também. Ela mostra suas esperanças de um futuro melhor para si e seus amigos, o que mexe com Logan, um homem de três séculos que já não sabe o que é esperança há muito tempo. E aí entra a reta final de redenção do herói. Mesmo apático e sem visões positivas para o futuro, a chegada de sua filha faz com que ele mude seu pensamento e se sacrifique para que ela tenha chance de viver a vida que ele nunca pôde. E afinal de contas, ser pai não é exatamente sobre isso? Fazer das tripas coração para garantir a felicidade e segurança da prole?
O Wolverine fazendo aquilo que os executivos da FOX deveriam ter feito nos anos 2000.
Isso tudo só é possível graças ao melhor trabalho da carreira de Hugh Jackman, que manteve aquele jeito irônico e durão que o consagrou no papel, mas trazendo novas camadas, que humanizaram significativamente o homem que já viu de tudo. Ele está cansado, ele quer morrer e quando finalmente consegue o que quer, descobre que ainda havia algo pelo qual havia a pena lutar. É um fim doloroso, mas ridiculamente condizente com a trajetória de dor e tragédia do personagem nos cinemas.
Além da atuação, Hugh conta com uma caracterização perfeita, que o envelhece na medida e estampa em seu rosto o cansaço de tantos anos vividos sem poder controlá-los para ter uma vida normal. Foram muitas perdas, muita gente querida indo embora por conta dele. Isso causa um impacto na vida das pessoas e por mais duronas que elas sejam, não tem como evitar. O efeito dessa dor é refletido diretamente na personalidade e vida do herói neste último longa.
O filme ainda encontra momentos para mostrar uma projeção de como poderia ser a vida de Logan caso ele tivesse uma existência normal, como é visto na cena do jantar com a família da estrada. Mas logo a realidade de sua vida bate, e ela é brutal.
Em meio a esses personagens, o longa encontra seu vilão no governo e seus experimentos secretos, mas eles estão ali apenas para ter uma ameaça nesse fechamento de ciclo. E são competentes em sua função. Mas a verdade é que o filme se resume mesmo a essa trinca de Logan, Charles e Laura, que fazem desta aventura dramática um verdadeiro épico dos filmes com super-heróis.
‘Batman‘ chegou às telonas ao redor do mundo e conseguiu explorar ainda mais a tumultuada dinâmica relacional entre o amado Cavaleiro das Trevas e a irreverente heroína Mulher-Gato.
E segundo o astro Robert Pattinson, a profunda dedicação da atriz Zoë Kravitz se tornou uma grande motivação para o seu desempenho em tela nesta nova versão do Morcegão. Durante uma coletiva de imprensa, da qual o CinePOP fez parte, o intérprete do herói falou sobre a experiência de ter a amiga de longa data como sua parceira de tela.
“Em uma mega produção, eu acho que pode ser muito fácil se desconectar da história, porque há muitas partes envolvidas que se articulam o tempo todo. E poder ter uma parceira de elenco que você realmente percebe que está entregando tudo em sua performance acaba refletindo em você e na sua experiência. Isso faz com que você queira trabalhar duro e dar o seu melhor em tela”.
Pattinson foi ainda mais além e ponderou sobre a intensa dedicação de Kravitz, elogiando o seu comprometimento com a personagem Selina Kyle:
“Quando estávamos ensaiando, a Zoë treinava o tempo todo a ponto de quase se machucar – esse era o seu nível de esforço. Quando você tem alguém trabalhando duro desse jeito, você tem ainda mais vontade de dar o seu melhor pra ela”.
Já para Kravitz, a enigmática e contagiante dinâmica entre a dupla é fruto de uma combinação de fatores, que incluem a extensa amizade entre ambos, bem como o roteiro assinado porMatt Reeves e Peter Craig:
“Foi muito fácil para nós. Eu e o Rob somos amigos há muito tempo e eu acho que muito disso estava nas páginas, é como o próprio Matt escreveu. O estado emocional desses dois personagens era muito claro, assim como a conexão que eles encontram um no outro e o porquê deles se conectarem de forma tão tão clara. Eu sinto que isso foi muito bem construído no roteiro. Essas duas pessoas se sentiam muito solitárias em toda sua vida e poder conhecer alguém que tem uma forma parecida de pensar e que te entende como ambos se entendem… acho que genuinamente esse é o coração da história e é muito importante para ambos os personagens se sentirem desse jeito. Então se você é emocionalmente apegado ao seu personagem, é muito fácil interpretá-lo”.
E por falar em parceria, Batman e Jim Gordon possuem um relacionamento que segue uma premissa semelhante também. Aqui, dois homens honestos e com poucas pessoas confiáveis encontram um no outro o equilíbrio e a segurança necessárias para tentar salvar Gotham da corrupção e da criminalidade incrustadas nos átrios da cidade.
E o ator Jeffrey Wright compartilhou detalhes dessa inusitada parceria entre um tenente e um vigilante mascarado. Para ele, o desespero é o que define a essência dessa peculiar e efetiva “amizade”:
“Acho que a essência do relacionamento entre ambos é o desespero. Eles são dois personagens isolados em um mar de desconfiança, que é Gotham City. Para o Gordon é mais por utilidade. Para o Batman, é algo que descobriremos depois que está na essência do personagem, que é a honra. E apesar de todos os problemas, ele reconhece que ali talvez haja algo honrável no Gordon, independente das pessoas que estejam ao seu redor. Mas também acho que para o Gordon existe algo muito útil nesse cara. Ele ainda não sabe muito bem o que é – lembrando que ainda estamos nos primórdios da relação entre os dois -, mas como ele tem pouquíssimas ferramentas e poucos parceiros confiáveis, a essência da relação entre eles acaba mesmo sendo a partir de um senso de desespero”.
Wright ainda refletiu sobre como Reeves escolheu abordar a relação entre os dois como algo que já existia antes, se privando de muitas explicações. Para ele, há uma naturalidade nesse processo introdutório que se desenvolve ao longo da trama:
“O que é tão interessante nessa relação é a forma como ela é introduzida e o fato de que não fazemos suposições sobre ela. Matt não faz suposições sobre o nível de confiança entre eles e sobre o que o Batman é. Nos filmes anteriores já o vemos como essa figura heroica, forte e icônica. Mas quando o introduzimos no filme – naquela cena que os fãs viram no trailer, em que ele surge andando entre os policiais em meio a uma cena de um crime -, foi incrível para mim, porque há essas perguntas em Gordon tipo: ‘Quem é esse cara?’. E há também essas perguntas na audiência, que são respondidas e que também são questionadas por esses policiais, como: ‘isso não é estranho?’. Mas aqui tudo isso é apresentado como uma chance, uma oportunidade que Gordon está aproveitando em virtude de uma necessidade. Então seguimos com a dinâmica entre eles a partir daí”.
‘Batman‘ estreou fazendo bonito nas bilheterias brasileiras, e teve a maior abertura de 2022.
O longa atraiu 1,5 milhão de pessoas e arrecadou R$ 32.1 milhões no fim de semana.
Se levar em consideração as pré-estreias, já acumula 2,2 milhões de público e R$ 45 milhões em bilheterias. As informações são do FilmeB e da Comscore.
Para comparação, a maior abertura da história e da era pandêmica é a de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘, que levou mais de5.2 milhões de pessoas ao cinema e arrecadou R$ 105 milhões – incluindo as pré-estreias pagas.
Nos EUA, ‘Batman‘ fez US$ 134 milhões. Mundialmente, foram US$ 248,5 milhões.
Assista a nossa crítica:
Além disso, o filme recebeu uma das melhores pontuações no CinemaScore, alcançando a nota ‘A-‘.
Após um primeiro filme controverso, a franquia Motoqueiro Fantasma decidiu fazer uma sequência/ reboot sem perder seu protagonista, o insano e caricato Nicolas Cage. O interessante é que essa continuação foi confirmada em 2007, pouco tempo após o lançamento do longa original. Para a sequência, eles trouxeram David S. Goyer, que estava em alta pelos filmes do Batman, para roteirizar a aventura. No entanto, claramente sob influência do grande e controverso sucesso de público da época, O Código Da Vinci, o roteirista investiu numa trama de conspirações religiosas na Europa e um confronto com o diabo em pessoa, o que poderia ser bastante promissor, dado o histórico do personagem, mas acabou sendo tão raso e sem graça que terminou ficando menos inspirada que as correntes de fake news que mandam pelo WhatsApp.
Para piorar a situação, a direção de Mark Neveldine e Brian Taylor, que chamaram atenção pelo filme Adrenalina (2006), foi tão confusa e esteticamente feia, que só terminaram de enterrar esse projeto. Na verdade, chega a ser conflitante esse ponto. Ao mesmo tempo em que o visual do Motoqueiro Fantasma, que ganhou um aspecto mais sujo e assustador, melhorou, esse conceito não ajudou quando aplicado ao cenário. A trama do anti-herói demoníaco precisando proteger a criança, inclusive, poderia render sequências inusitadas em um tipo de road movie, mas nada disso foi explorado, dando a sensação de que o estúdio só aprovou mesmo esse filme para não correr riscos de perder os direitos sobre o personagem para uma Marvel que vinha forte com a venda para a Disney.
Sim, é uma cena do Motoqueiro Fantasma fazendo xixi, porque claramente desistiram desse filme antes mesmo dele estrear.
Quem acabou sofrendo mais com esse projeto foi o ator Nicolas Cage. O premiado ator já estava naquela fase mais decadente da carreira, em que começou a só estrelar bombas. No entanto, por mais caricata que fosse sua atuação no primeiro filme, a orientação dada a ele foi para surtar de vez e abusar das caras e bocas. O resultado foi constrangedor. As cenas dele se transformando deveriam ser tensas, mas ficaram parecendo mais que o ‘Nic’ foi filmado em uma crise de prisão de ventre. A computação gráfica usada também não ajuda. É uma pena, porque o ator é fanático por histórias em quadrinhos e realmente estava empenhado nessa franquia.
Por fim, para dizer que não foi uma bomba completa, Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança, traz Idris Elba como um padre que promete ajudar o protagonista a se livrar da maldição, contanto que ele ajude o menino em sua viagem. Elba está muito bem no personagem e acaba tendo mais jeito de protagonista do que o próprio Motoqueiro Fantasma. Infelizmente, ele não tem tanto destaque quanto deveria. Ou seja, mesmo mandando bem, Idris Elba, assim como tudo na franquia, foi desperdiçado. Uma pena.
Nos últimos anos, a Marvel vem comentando sobre seu desejo de trazer o Motoqueiro Fantasma para o MCU. Recentemente, inclusive, houve boatos de que eles estariam cogitando Norman Reedus (The Walking Dead) para o papel de Johnny Blaze. E com as recentes adições de projetos mais voltados para esse núcleo sobrenatural da Casa das Ideias, talvez esteja próxima a nova versão do Motoqueiro Fantasma. Fato é que a Marvel pode tirar grandes lições dessa franquia para não repetir os erros no Universo Cinematográfico. A primeira delas é definir o tom do personagem, nada de variar entre o galãzinho convencido e o tiozão completamente louco. Da mesma forma, é preciso definir se o personagem será levado a sério ou será mais galhofa. Ele funciona bem nas duas pegadas, mas há de ser feito com coerência. Por fim, se inspirar mais nos quadrinhos é fundamental. O universo do Motoqueiro Fantasma é interessantíssimo e pode render aventuras simplesmente épicas, contanto que sejam filmes bem executados.
Mas caso queira aproveitar algo de positivo da franquia original, Marvel, esse momento do primeiro filme é fantástico.
Caso você queira se arriscar e assistir a essa bomba dez anos depois, Motoqueiro Fantasma – Espírito de Vingança está disponível na Netflix.
Responsável por nossas reflexões sobre as ações que tomamos, emoções e parte de quem somos como ser humano, a memória é algo como se fosse um legado de nossa história não só para nos descobrirmos quem somos mas também como os outros nos enxergam. O precário funcionamento do cérebro pode chegar de diversas formas, além de doenças associadas à velhice como o Mal de Alzheimer ou até mesmo um grupo de sintomas cognitivos e sociais que interfere nas funções diárias (demência).
No cinema, vários filmes tratam sobre esse complexo e amplo assunto de várias formas, em vários recortes e fases de avanço da perda de memória, e mais, o que ainda dá pra ser feito quando a doença avançar nas impossibilidades. Buscando refletir sobre esse assunto, e tentando fugir de uma obviedade cinéfila sobre o tema (Identidade Bourne, Diários de uma Paixão, Longe Dela, Amnésia, Como se Fosse a Primeira Vez, entre outros famosos filmes que também se encaixam nessa questão) separamos abaixo uma lista com 5 Filmes impactantes que exploram a perda de memória.
Min så kallade pappa
A força da maternidade é maior que as leis da natureza. Lançado na Suécia em setembro de 2014, o longa-metragem Min så kallade pappa (ainda sem tradução para o Brasil) é um daqueles belos filmes que infelizmente quase certo de eu nunca veremos por aqui. O projeto conta com o grande ator sueco Michael Nyqvist e é dirigido pelo experiente diretor Ulf Malmros. Utilizando bem a realidade e os pés nos chão para contar uma história que tinha tudo para ser um filminho de sessão da tarde, Min så kallade pappa é um filme que você precisa conferir.
Na trama, conhecemos a futura mamãe e professora do jardim de infância Malin (Vera Vitali), uma mulher com garra e atitude que está passando por um momento de separação com o futuro pai de seu primeiro filho. Definida a tomar atitudes corajosas sobre seu futuro, resolve ir em busca do pai que nunca conhecemos, Martin (Michael Nyqvist), um veterano ator de teatro que nunca fez questão de procurar notícias de sua única filha. Durante o inusitado encontro, Martin sofre uma espécie de derrame e perde parte da memória. Assim, é a grande oportunidade de Malin se aproximar de seu desconhecido pai.
Como superar o que para você mesmo é insuperável? Indicado a seis Oscars em 2021, Meu Pai, é uma espécie de um jogo de suposições dentro de um labirinto de situações. Um vai e vem emocional constante, do êxtase à amargura. Um engenheiro aposentado cheio de manias, apreciador de ópera, dentro de um apartamento em Londres com um quebra-cabeça para resolver, um jogo de um jogador apenas, mesmo com personagens surgindo a todo instante, passa seus dias, de alguma forma, bastante solitário. Nossos olhos são Anthony, vamos descobrindo onde cada peça se encaixa junto com ele. Um roteiro primoroso onde não conseguimos tirar os olhos da tela. Magistral atuação de Anthony Hopkins. Roteiro e direção assinados pelo cineasta francês Florian Zeller, seu primeiro longa-metragem como diretor.
Na trama, conhecemos Anthony (Anthony Hopkins), um homem já no terço final de sua vida, perto dos 80 anos, que vive seus dias em um apartamento confortável em Londres onde recebe a visita constante de sua filha Anne (Olivia Colman). Quando essa última conta para ele que está indo morar em Paris, situações diferentes começam a aparecer nos seus dias, até mesmo personagens diferentes mas que significam algo ao redor da vida dele, e assim conflitos familiares são trazidos à tona. Alucinações? Lembranças? Quais peças não estão lugar?
Sem Palavras
Sempre teremos tudo aquilo que quisermos, mas, às vezes, só o tempo dirá quando. Navegando pelo caótico universo capitalista e competitivo que vivemos, somos testemunhas de mais um brilhante refém dos nossos tempos, que consome sua vida de Workholic se cuidando mal e dando pouco valor a sua família. Dirigido pelo cineasta francês Hervé Mimran, em seu terceiro longa-metragem no currículo, Sem Palavras é um filme guiado por um assunto complexo mas que tem no leme um dos mais habilidosos artistas do mundo, especialista em caminhar entre o drama e a comédia de maneira elegante e muito carismática, o fantástico Fabrice Luchini. A melancolia que estaciona entre alguns arcos deixa o filme pouco dinâmico mas com Luchini em cena tudo pode mudar em minutos, ele puxa para si a responsabilidade de emocionar. E consegue. A história é inspirada no livro J’étais un homme pressé de Christian Streiff. ex-CEO da Airbus e da Peugeot Citroen.
Na trama, ambientada na mais famosa cidade francesa e seu enorme centro egocêntrico de concorrência coorporativa, conhecemos o brilhante professor e homem de negócios Alain Wapler (Fabrice Luchini) que passa mais tempo no trabalho do que em casa, tendo pouca proximidade com a filha, principalmente após a perda da esposa. Durante uma semana corrida e cansativa, Alain tem um AVC que afeta seu cérebro na região da memória e onde grava palavras, assim, precisa passar um tempo longe do trabalho para se recuperar e conta com a ajuda de sua filha Julia (Rebecca Marder) e da Fonoaudióloga Jeanne (Leïla Bekhti). Com o passar dos dias Alain percebe que sua vida entrou em uma grande e inesperada mudança. Tem na Amazon Prime Video e na Globoplay.
E se todas as lembranças de nossas vidas simplesmente sumissem ou nunca mais conseguíssemos lembrá-las mais? Para falar sobre o terrível Mal de Alzheimer nas telonas, os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland criam uma história forte, convincente e comovente que envolve problemas existenciais de uma impactante mulher. Para Sempre Alice é muito mais que um drama tocante, é uma lição de vida onde o público presencia uma das grandes atrizes em atividade no auge do seu talento.
Na trama, conhecemos Alice (Julianne Moore), uma conceituada professora e autora de livros que se encontra em uma fase conturbada de sua vida ao ser diagnosticada com Mal de Alzheimer aos 50 anos. Tentando não enlouquecer e espantando a tristeza, encontra um desafogo para suas dores na tentativa de reaproximação com sua filha mais nova, com quem sempre teve muitos problemas e discussões. Tem na HBO MAX.
Certas histórias não precisam ser perfeitas para emocionar. Dirigido pela cineasta espanhola Maria Ripoll, Viver Duas Vezes, mais um filme lançamento no super catálogo da Netflix, é uma linda fábula sobre o amor que percorre barreiras do tempo e quando o destino chama, entendemos o porquê é tão lindo viver. O roteiro de María Mínguez transborda simpatia apoiado na construção não original de um protagonista rabugento mas que vai se abrindo conforme as situações acontecem. Nesse caso, a fórmula dá certo pela competência e brilhantismo do grande ator argentino Oscar Martínez.
Na trama, conhecemos o mal humorado ex-professor de matemática Emílio (Oscar Martínez), um homem no terço final e sua vida que dedicou grande parte de seu tempo na terra para decifrar os enigmas da famosa ciência mais exata, chegando até a encontrar um desconhecido número primo. Quando essa mente brilhante é diagnosticado com Alzheimer, sua filha Julia (interpretado pela ótima Inma Cuesta) e sua neta Blanca (Mafalda Carbonell em uma atuação marcante e emocionante) se aproximam dele e juntos partem em uma inusitada aventura em busca do primeiro amor de Emílio.
Em entrevista ao The Cyber Nerds, o diretor Matt Reeves (‘Deixe-me Entrar’) revelou novos detalhes sobre a série derivada de ‘Batman‘, que irá focar no sombrio Asilo Arkham.
“O projeto envolvendo a polícia de Gotham evoluiu. Agora, nós estamos nos aprofundando no universo de Arkham, focando em alguns dos personagens e suas histórias de origem. Será como um filme de terror ou uma história de casa assombrada.”
Ele completa, “Eu realmente quero que Arkham exista como um personagem, assim como Gotham é um personagem no filme. Você precisa abordar esse cenário e conhecer esses personagens de uma forma original.”
Vale lembrar que o Asilo Arkham é uma prisão icônica que abriga os vilões do Batman.
Anteriormente, Reeves havia confirmado o projeto: “Primeiro, estamos fazendo a série do Pinguim. Depois vamos fazer uma segunda série que é conectada a Arkham. Nós queremos que as pessoas se conectem com esse primeiro filme”, revelou ao The Toronto Sun.
As informações indicam que o spin-off será uma prequela do longa-metragem e que será ambientada no primeiro ano do icônico vigilante titular, mas a partir da perspectiva de um corrupto oficial da polícia de Gotham City.
Vale lembrar que Joe Barton entra como showrunner da série, aliando-se ao diretor Matt Reeves e aos produtores Dylan Clark, Daniel Pipski e Rafi Crohn.