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‘The Walking Dead’: Fotos CHOCANTES mostram maquiagem da vítima de Negan

Greg Nicotero, que além de chefe do departamento de maquiagem em ‘The Walking Dead‘, é produtor executivo e diretor, liberou em seu perfil no Instagram as imagens do trabalho em Steven Yeun para a morte de seu personagem, Glenn.

Confira, com um vídeo dos bastidores:

‘The Walking Dead’: Apesar de chocante, episódio de estreia não bate recorde de audiência 

O episódio de estreia da sétima temporada foi assistido por nada menos que 17 milhões de pessoas, tendo, assim, um aumento de 16% com relação ao season premiere da sexta temporada.

No entanto, o TV Show não conseguiu bater seu próprio recorde de episódio mais assistido na história da TV a cabo americana. O episódio de estreia da quinta temporada, em 2014, ainda continua no topo, com 17,3 milhões de espectadores. Por apenas 300 mil pessoas a sétima temporada não entrou para a história da TV. Mas foi por pouco, muito pouco.

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Kathleen Kennedy e Rian Johnson confirmados na Star Wars Celebration

A Lucasfilm confirmou os dois primeiros nomes para a ‘Star Wars’ Celebration, a maior convenção da saga.

Programada para abril, em Orlando, o estúdio confirmou Kathleen Kennedy – presidente da Lucasfilm – e Rian Johnson – diretor e roteirista de ‘Star Wars – O Último Jedi‘.

O painel de Rian está programado para o dia 14 de abril, o que corrobora com a ideia de que o primeiro trailer também será liberado neste dia.

Então, fique atento!

Primeiro trailer de ‘Star Wars – O Último Jedi’ deve ser lançado em abril

Diretor divulga foto da abertura de ‘Star Wars – O Último Jedi’

Identidade do Último Jedi pode ter sido revelada em ‘Star Wars: O Despertar da Força’

O elenco de ‘Star Wars – O Último Jedi’ é composto por Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie e Andy Serkis, além dos novatos Benicio Del Toro , Laura Dern (‘Jurassic Park’) e Kelly Marie Tran.

 

‘Homem-Aranha’ desenhado na nova capa da revista Empire para De Volta ao Lar

A Empire Magazine liberou a capa da edição de julho, que irá comemorar a estreia de Homem-Aranha: De Volta ao Lar’.

O desenhado é assinado por Alan Davis.

Confira:

Tom Holland apoia crossover de ‘Deadpool’ e ‘Homem-Aranha’ 

A Sony Pictures do Brasil agendou a estreia de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ nos cinemas nacionais: 6 de Julho de 2017. Nos EUA, o filme chega um dia depois!

“O Jovem Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland), que estreou em ‘Capitão América – Guerra Civil‘, começa a navegar em sua identidade recém descoberta como super-herói em Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Emocionando com sua experiência com os Vingadores, Peter volta para casa, onde vive com sua Tia May (Marisa Tomei), sob o olhar atento de seu novo mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.). Peter tenta voltar a sua rotina diária normal – se distraindo por seus pensamentos para provar a si mesmo que é mais do que apenas o bom amigo da vizinhança, o Homem-Aranha. Mas quando o Abutre (Michael Keaton) emerge como um novo vilão, tudo que Peter tem como importante será ameaçado.”

Chris Evans quer participar de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ 

O elenco conta com Donald GloverMarisa Tomei no papel da Tia May, Zendaya (‘Shake It Up’), Laura Harrier (‘Os Últimos 5 Anos’) e Tony Revolori (‘O Grande Hotel Budapeste’). Robert Downey Jr. está confirmado como Tony Stark/Homem de Ferro  e John Favreau também participa do filme, reprisando o papel que fez em ‘Homem de Ferro’ como Happy Hogan.

Homecoming‘ faz referência às HQs do Homem-Aranha lançadas na década de 1980, que conta com participações especiais do Homem de Ferro e do Capitão América. O título também faz uma alusão à parceria entre a Sony Pictures e a Marvel, com o personagem “De Volta Para Casa” nas telonas.

Jon Watts (de ‘Clown‘ e do inédito ‘Cop Car‘, exibido durante o Festival de Sundance no início deste ano) foi o escolhido para a direção.

‘American Horror Story – Cult’ ganha data de estreia no Brasil!

O canal FX acaba de divulgar a data de estreia de ‘American Horror Story – Cult‘ no Brasil.

O primeiro episódio da sétima temporada estreia por aqui dia 6 de Setembro, 0h00, apenas um dia após a exibição nos EUA (que acontece dia 5 de Setembro).

Confira:

Além disso, Emma Roberts teve seu retorno confirmado no elenco da sétima temporada. Ela esteve em Coven e Freak Show, e depois partiu para duas temporadas de ‘Scream Queens‘.

A sétima temporada de American Horror Storyfocará em todo o processo de votação entre Donald Trump e Hillary Clinton.

Vale lembrar também que ‘American Horror Story‘ foi renovada no começo do ano para mais duas temporadas, a sétima e a oitava.

Não esqueça também que Ryan Murphy confirmou uma temporada crossover de Murder House e Coven.

 

Rey e Leia no centro do cartaz internacional de ‘Star Wars – Os Últimos Jedi’

Star Wars: Os Últimos Jedi‘  ganhou um novo cartaz, voltado para o mercado internacional.

Confira:

[SPOILER]

O astro Adam Driver acidentalmente soltou um pequeno spoiler de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ durante sua mais recente entrevista à revista GQ.

O ator, que conversou com a publicação sobre o seu personagem, também falou sobre o papel interpretado por Daisy Ridley, sugerindo que Rey talvez seja quem achamos que ela é: a filha de Luke Skywalker.

Driver usou a palavra “princesa” em sua fala, gerando o frenesi nos leitores:

“[…] Existe também a identidade secreta dessa princesa Jedi, que esconde seu verdadeiro eu apenas para tentar sobreviver às circunstâncias”.

Não fica claro a qual “reino” Rey pertence, mas vale lembrar que desde 2015 as principais especulações sobre a árvore genealógica da personagem sempre apontam para o sobrenome Skywalker.

Em Dezembro teremos a genuína confirmação. Até lá, trate essa possibilidade como um possível spoiler.

Segundo analistas de bilheterias do The Wrap, ‘Star Wars: Os Últimos Jedi‘ deve abrir com sensacionais US$ 215 milhões nos EUA em seu primeiro final de semana.

Isso o colocaria como a 2ª maior abertura norte-americana de todos os tempos.

Em Dezembro de 2015, ‘Star Wars: O Despertar da Força‘ se tornou a maior abertura da história com US$ 238 milhões, quebrando o recorde anterior atingido por ‘Jurassic World‘, com $208 milhões.

No total, ‘Star Wars: O Despertar da Força‘ fez US$ 2 bilhões mundialmente. Em ‘Star Wars: Os Últimos Jedi‘, a saga Skywalker continua quando os heróis de ‘O Despertar da Força‘ se juntam com as lendas galácticas em uma aventura épica repleto de mistérios antigos da Força e revelações chocantes do passado.

O elenco é composto por Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Gwendoline Christie e Andy Serkis, além dos novatos Benicio Del Toro , Laura Dern (‘Jurassic Park’) e Kelly Marie Tran.

 

‘Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano’ ganha seu primeiro trailer

O Gloob e a Paris Entretenimento divulgaram o primeiro trailer de Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano

Assista, com nossa visita ao set:

 

Com produção da Paris Entretenimento, coprodução do Gloob e da Globo Filmes, o longa terá direção de Vivianne Jundi, que também está à frente da série na TV e do spin-off ‘Vlog da Mila’, disponível no Gloob Play, plataforma de VOD do canal.

Desta vez, a história dos três amigos inseparáveis, unidos pela paixão por mistérios e magia, leva a criançada para longe do tradicional clubinho no Prédio Azul e convida o público para uma viagem até a Itália, onde parte da trama será filmada.

A estreia nos cinemas está prevista para 10 de janeiro de 2019.

 

 

‘Cine Holliúdy 2’ desbanca a Marvel no Ceará e lidera ranking de público no estado

Em cartaz nos cinemas do Nordeste e de Brasília desde 21 de março, ‘Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral‘ fechou o primeiro final de semana com números promissores.

Pelo quinto dia consecutivo, o longa lidera o ranking de público no Ceará, à frente de ‘Capitã Marvel‘. Mais de 50 mil espectadores já foram aos cinemas do estado conferir a comédia, que tem a média de público por sala de 1483 pessoas. Protagonizado por Edmilson Filho e dirigido por Halder Gomes, o longa estreou em 89 telas e fez quase 50% das bilheterias cearenses. Dentre todos os filmes em cartaz, foi o único com crescimento em relação ao domingo: um salto de 21%.

O público acumulado em todas as praças em que o filme está em exibição é de 70 mil espectadores. No circuito geral, ‘Cine Holliúdy 2‘ também se destaca com a melhor média por sala do país (264 pessoas por sala) e aparece em quarto lugar no ranking.

No dia 4 de abril, o longa chega às salas do Sudeste e Norte do país, em praças como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Manaus, Belém e Rio Branco.

O editor-chefe Renato Marafon entrevistou o diretor Halder Gomes e os astros Edmilson Filho e Samantha Schmütz. No vídeo, eles explicam as gírias e as palavras “cearenses” do vocabulário riquíssimo do Ceará, que é uma das coisas mais engraçadas do filme. Mama na Égua! 

Assista:

Crítica | Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral – Humor porreta que faz gargalhar sem ofender 

“Nós temos uma história que é nossa e nunca foi contada nos cinemas”. É com esse lema em mente que Francis decide abraçar uma nova missão. Sem rumo e desolado por ter que fechar as portas de seu Cine Holliúdy, ele tem uma experiência alienígena e se depara com um disco voador. Envolvido com a situação, Francisgleydisson decide fazer um filme em que Lampião enfrenta extraterrestres. Para integrar o elenco, convoca os moradores de Pacatuba e recorre aos duvidosos Prefeito Olegário (Roberto Bomtempo) e primeira-dama Justina Ambrósio (Samantha Schmütz).

“E, no Ceará, filme de ET não tem medo de concorrência hollywoodiana não. Pense numa produção de sucesso de bilheteria medonha. Muito maior do que aquele calango véi (sic). Como é o nome? Godzilla”, promete Francis no vídeo.

Totalmente falado em “cearensês”, o primeiro filme foi exibido com legendas em português para traduzir o amplo vocabulário regional, e levou mais de 500 mil brasileiros aos cinemas.

O filme já está em exibição nos cinemas.

Missão: Impossível 7 – Acerto De Contas: Parte 1

(Mission: Impossible 7 – Dead Reckoning Part One )

Elenco:

Tom Cruise
Rebecca Ferguson
Hayley Atwell
Pom Klementieff

Direção: Christopher McQuarrie

Gênero: Ação

Duração: 163 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 250 milhões

Estreia: 13 de Julho de 2023

Sinopse: 

Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1‘ é dos mesmos roteiristas e diretor dos sucessos ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout‘ (2018) e ‘Missão: Impossível – Nação Secreta‘ (2015). O mundo corre grande perigo e o implacável agente do MI6 Ethan Hunt (Tom Cruise) está de volta em mais uma aventura de tirar o fôlego. Dessa vez, o ex-diretor da CIA Eugene (Henry Czerny) deixa claro para ele que essa será a mais importante e perigosa missão de sua vida, uma inteligência artificial chamada A Entidade. Hunt poderá contar com os parceiros Benji (Simon Pegg), Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e Luther (Ving Rhames). Enquanto o time de vilões (Esai Morales, Vanessa Kirby e Pom Klementieff) fará de tudo para impedir o sucesso de sua equipe.

Crítica em Vídeo:  

Crítica | Missão: Impossível – Acerto de Contas: Parte 1 traz Tom Cruise em sua versão mais INSANA

Curiosidades:  

» No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, o longa abriu com uma excelente aprovação de 97%, e com uma nota média de 8/10. Os críticos destacam que esse é potencialmente o melhor filme da franquia e aclamam as cenas de ação alucinantes protagonizadas por Tom Cruise.

» Tom Cruise declarou que o oitavo filme será o seu último da franquia;

» Além de dirigir, Christopher McQuarrie também é responsável pelo roteiro do longa;

Trailer:

LEGENDADO

DUBLADO

Dublado

Legendado

Cartazes: 

Fotos:

Netflix renova elogiada série para sua 3ª temporada

A Netflix acaba de confirmar oficialmente a renovação da elogiada série ‘Como Vender Drogas Online (Rápido)’ para sua terceira temporada.

A trama segue a história de dois estudantes do ensino médio que montaram uma empresa de drogas online na Europa, a fim de recuperar o amor de uma menina. A série é inspirada em uma história real, que aconteceu em Leipzig em 2015.

A nova temporada tem previsão de estreia para 2021.

Vale lembrar que a segunda temporada já está disponível na Netflix

Na nova leva de episódios, Moritz e o pessoal do MyDrugs apostam cada vez mais alto. Só que eles descobrirão que quanto maior o sucesso, mais perigos eles terão que encarar.

Confira o trailer:

 

Maximilian MundtDanilo KamperidisDamian HardungLena KlenkeLena Urzendowsky estrelam.

‘Godzilla vs Kong’ ganha novo cartaz grandioso

Godzilla vs Kong‘ teve um novo cartaz internacional divulgado.

Confira:

Após vários adiamentos, a Warner informou ao CinePOP que o filme chega aos cinemas nacionais no dia 25 de Março, uma semana antes da estreia nos Estados Unidos.

Nos EUA, o filme será lançado no dia 31 de março tanto nos cinemas quanto na HBO Max.

A estratégia é a mesma utilizada para o lançamento de ‘Mulher-Maravilha 1984‘, que estreou nos cinemas nacionais uma semana antes de ser lançado nos Estados Unidos.

As lendas se enfrentam em “Godzilla vs. Kong”, quando esses adversários míticos se encontram em uma espetacular batalha, na qual o destino do mundo entrará em jogo. Kong e seus protetores embarcam em uma jornada perigosa para encontrar seu verdadeiro lar. Com eles está Jia, uma jovem órfã que tem uma ligação única e forte com Kong. Mas eles não sabiam que estavam no caminho de um Godzilla enfurecido, que está deixando um rastro de destruição pelo planeta. Esse combate épico entre os dois titãs, instigado por forças ocultas, é apenas o começo do mistério que jaz no núcleo da Terra.  

Dirigido por Adam Wingard (‘Você é o Próximo‘), o longa dará continuidade aos eventos de ‘Godzilla II: Rei dos Monstros‘ e ‘Kong: A Ilha da Caveira‘.

Revelado como ‘Kong – A Ilha da Caveira’ se conecta a ‘Godzilla’ [SPOILER]  

O elenco conta com Millie Bobby Brown, Julian DennisonRebecca HallEiza GonzalezBrian Tyree HenryAlexander Skarsgård, Jessica Henwick Demian Bichir.

No dia do ‘Batman’, fãs de Ben Affleck fazem campanha para o lançamento do filme solo do herói

Desde que foi confirmado que Ben Affleck voltaria a vestir o traje do Batman em ‘The Flash‘ (Andy Muschietti), os fãs do astro ficaram bastante animados com a ideia de vê-lo em ação caracterizado como o herói mais uma vez.

Aproveitando o Dia do Batman, os fãs decidiram começar uma nova campanha nas redes sociais. pedindo o filme solo do Batman de Ben Affleck.

A hashtag #MakeTheBatfleckMovie figurou nos trending topics.

Confira:


O projeto entrou em desenvolvimento em 2016, após ‘Batman vs Superman‘. Affleck seria o roteirista, diretor e protagonista.

Nas redes sociais, há diversas publicações elogiando a performance de Affleck como o Homem-Morcego e mensagens de esperança de que ele possa estrelar seu próprio filme.

Confira:

Lembrando que Affleck deve gravar suas cenas em ‘The Flash’ a partir de setembro, como revelou Umberto Gonzalez, repórter do site The Wrap e editor chefe do portal Heroic Hollywood.

Vale lembrar que ambos os veículos são conhecidos por terem acesso à exclusivas e informações sigilosas do cenário hollywoodiano.

Confira:

“Uma pequena novidade pra todos vocês. Ben Affleck deve retornar para se vestir novamente como o Batman no filme The Flash, em setembro”. 

Por enquanto, ainda não se sabe qual será a importância do Bruce Wayne de Affleck na trama, mas considerando sua proximidade com Barry Allen (Ezra Miller), pode ser que ele seja o mentor do herói velocista.

Durante uma entrevista para a Vanity Fair, a produtora Barbara Muschietti disse que o astro havia desistido do personagem porque estava passando por um momento ruim, mas agora está disposto a reviver o Homem-Morcego do DCEU.

“Houve várias especulações e coisas que ele mesmo disse sobre ter dificuldades para interpretar Batman, e foi difícil para ele. Acho que ele havia desistido por que estava vivendo um momento difícil em sua vida pessoal. Quando o abordamos, ele parecia estar em um momento diferente. Ele foi muito aberto à ideia [de reprisar o papel], o que foi uma surpresa para nós. “Somos todos humanos e passamos por situações difíceis. Estou feliz que agora ele esteja interessado em retornar, porque a presença do Batman será fundamental e emocionante, ao mesmo tempo que terá um toque divertido.”

Na mesma entrevista, Andy explicou o que torna a versão do Batman de Affleck tão importante para o legado do personagem.

“O Batman do Ben Affleck tem um dicotomia que é muito forte, que é a sua masculinidade – porque causa da sua aparência, a figura imponente que ele tem e seu maxilar –, mas ele também tem vulnerabilidade. Ele precisa de uma história que destaque esse contraste, esse equilíbrio.”

Previsto para 03 de junho de 2022, ‘The Flash’ vai mostrar Barry Allen/Flash (Ezra Miller) viajando no tempo para impedir o assassinato de sua mãe. Porém, quando ele retorna ao presente, sua mãe ainda está viva…. mas o mundo é um pesadelo. A Liga da Justiça nunca existiu e Barry precisa fazer de tudo para corrigir todos os seus defeitos.

Novo filme da franquia ‘Jogos Vorazes’ ganha teaser nacional

Paris Filmes divulgou o primeiro teaser nacional de Jogos VorazesA Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, pré-sequência da adorada franquia cinematográfica Jogos Vorazes.

A estreia nos cinemas do Brasil foi agendada para 16 de novembro de 2023.

Assista ao trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Na trama, “anos antes de se tornar o tirânico presidente de Panem, Coriolanus Snow aos 18 anos vê uma chance de mudança de sorte quando é escolhido para ser mentor de Lucy Gray Baird, a garota tributo do empobrecido Distrito 12”.

Tom Blyth será o jovem Coriolanus Snow, e Rachel Zegler será Lucy Gray Baird.

Jerome LanceAshley LiaoKnox GibsonMackenzie Lansing, Aamer HusainJason Schwartzman completam o time.

Lance será Marcus, um tributo do Distrito 2; Liao será Clemensia Dovecote, uma das amigas mais próximas de Snow e mentora do tributo do Distrito 11; Gibson dará vida a Bobbin, um tributo do Distrito 8; Lansing será Coral, tributo do Distrito 4; Husain irá interpretar Felix Ravinstill, mentor do tributo do distrito 11; e, por fim, Schwartzman será Lucrécio “Lucky” Flickerman, apresentador dos Jogos Vorazes.

O filme será comandado por Francis Lawrence, responsável pela direção dos últimos três capítulos  de ‘Jogos Vorazes‘. O roteiro é assinado pela própria Collins e por Michael Arndt, que trabalhou em ‘Em Chamas’.

Fique ligado para mais informações!

Margot Robbie, Simu Liu e elenco de ‘Barbie’ reagem aos seus bonecos do filme

O MRBR Photos divulgou um vídeo com Margot Robbie e o elenco de ‘Barbie‘ reagindo às suas versões de bonecos.

Assista:

Um dos elementos mais icônicos do mundo da Barbie é sua Casa dos Sonhos, um objeto de desejo das crianças e que vem se adaptando aos designs de diferentes épocas.

E a sonhada mansão vai ganhar mais uma atualização em 2023.

A Mattel anunciou que a nova versão da Casa dos Sonhos da Barbie terá mais recursos para animais de estimação, o tobogã mais alto da linha e muitos detalhes que vão atrair os fãs.

Com três andares, a estrutura tem até mesmo um escorregador e uma piscina para animais, espaço de lazer para dias de sol, um andar dedicado a jogos, com quartos e varanda, e um terraço com palmeira e tudo.

A Casa dos Sonhos também possui 10 áreas de estar externas e internas, incluindo cozinha, sala de estar, sala de jantar, banheiro, closet, e mais de 75 acessórios e espaços personalizáveis, tudo isso com luzes e sons integrados e um elevador acessível para cadeiras de rodas.

Para quem gosta de colecionar, a peça já está à venda a partir de US$ 199,99 na na Amazon, Walmart e na loja online da Mattel.

Confira as imagens:

Vale lembrar que o filme estrelado por Margot Robbie será lançado nos cinemas nacionais no dia 20 de julho.

Segundo o World of Reel, ‘Barbie‘ teve mais uma exibição-teste e continua a fazer sucesso entre o público.

As informações indicam que a sessão aconteceu no último dia 30 de abril e que as reações são bem similares às últimas – a maior parte positiva, mas poucas pessoas não gostaram muito das cenas no mundo real.

Todavia, um consenso entre os espectadores é que, além do trabalho espetacular de Robbie como a personagem titular, Ryan Gosling rouba a cena como Ken e tem grandes chances de ser indicado ao Oscar por sua aplaudida performance. Outros nomes citados incluem Michael CeraKate McKinnonAmerica FerreraJohn Cena (alguns também ovacionados, outros já tendo causado uma reação mista na audiência).

Confira o trailer:

O elenco também é formado por Kate McKinnon, Will Ferrell, America Ferrera, Issa Rae, Micheal Cera, Hari New, Ncuti Gatwa, Kingsley Ben-AdirAlexandra ShippMarisa Abela.

Greta Gerwig (‘Adoráveis Mulheres’) dirige e assina o roteiro ao lado de seu parceiro Noah Baumbach.

Anteriormente, a Mattel estava desenvolvendo uma versão satírica da propriedade, que seria estrelada pela Amy Schumer. A versão atual, no entanto, parece acolher o tom alegre e animado da marca.

Cena deletada de ‘Eternos’ fala sobre a derrota de Thanos em ‘Vingadores: Ultimato’; Assista!

A trama de ‘Eternos‘ explica que os heróis não ajudaram os Vingadores em suas batalhas anteriores porque não podiam interferir no curso das ações humanas.

Nem mesmo quando metade da humanidade estava prestes a desaparecer por conta dos planos de Thanos (Josh Brolin) em evaporar 50% da vida de todo o universo.

Oficialmente, esta foi a única referência ao vilão em todo o filme da diretora Chloé Zhao.

No entanto, uma cena deletada mostra que Sprite (Lia McHugh) e Makkari (Lauren Ridloff) voltariam a relembrar os eventos dos filmes dos Vingadores.

Na cena, elas conversam fora das ruínas da Babilônia, e Sprite pergunta:

“Você ainda acha que os humanos ainda merecem serem salvos? Depois de todas as coisas terríveis que os vimos fazer?”

Ao que Makkari responde:

Eles derrotaram Thanos e salvaram metade do universo. Com pouco mais do que esperança, perseverança e sua capacidade de se sacrificar por aqueles que amam.”

Intitulada ‘Nostalgia’, a cena caiu na internet.

Assista:

Lembrando que o filme está disponível no Disney+.

Confira a nossa crítica do filme:

Crítica | Eternos é o filme mais artístico, complexo e fora da caixinha da Marvel… pelo bem ou pelo mal!

Eternos‘ segue a jornada de seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘) até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

O elenco conta também com Salma Hayek (Ajak), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).

Sombras no Deserto

(The Carpenter’s Son)

 

Elenco:

Nicolas Cage
FKA twigs
Noah Jupe

 

Direção: Lotfy Nathan

Gênero: Terror

Duração: 94 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 10 milhões

Estreia: 13 de Novembro de 2025

Sinopse: 

Em SOMBRAS NO DESERTO, uma família escondida no Egito Romano. O filho conhecido como ‘o Menino’ duvida do guardião ‘o Carpinteiro’, rebelando-se com poderes misteriosos. Conforme ele usa suas habilidades, eles enfrentam horrores naturais e divinos.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Lotfy Nathan também assina o roteiro do longa;

» A produção é inspirada em Evangelho Pseudo-Tomé, um evangelho apócrifo sobre a infância de Jesus. A escritura detalha o uso de poderes miraculosos por Jesus durante sua infância;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Saiba QUANDO começam as filmagens de ‘Minecraft 2’

Minecraft 2‘ já tem data para começar a ser filmado. A produção começa na Nova Zelândia no dia 1º de maio, e a continuação está programada para estrear no dia 23 de julho de 2027.

Jared Hess (‘Gênios do Crime’) retornará à direção.

Ele também assinará o roteiro ao lado de Chris Galletta, mas detalhes sobre a trama não foram divulgados.

Confira a lista com todos os recordes domésticos, internacionais e globais quebrados na estreia de ‘Um Filme Minecraft’

O astro Jason Momoa falou recentemente sobre o roteiro da sequência.

“O roteiro é ainda melhor. É tão bom que eu estava rindo alto. Faz muito tempo que não ria assim lendo um roteiro. Fiquei confuso com o primeiro; com este, estou rindo de verdade.”

O diretor Jared Hess já havia declarado ao Deadline que uma sequência de Minecraft “seria muito divertida”, especialmente após o enorme sucesso de bilheteria do primeiro filme, lançado em abril e que se tornou a terceira maior estreia da história da Warner Bros.

“Tivemos muita diversão fazendo esse filme, e o jogo tem um mundo tão expansivo, com muitas coisas que não conseguimos explorar e que gostaríamos”, explicou Hess. “Eu adoraria fazer a sequência, e parece que já existem conversas acontecendo, então estou super animado. Vai ser muito divertido voltar a esse universo. Os fãs estão se divertindo muito. Nós provocamos isso na cena pós-créditos, e eles parecem estar enlouquecendo”.

Ao comentar sobre a introdução de “outro personagem extremamente importante” do jogo no final do primeiro longa, Hess completou: “É o Steve (Jack Black) e a Alex, então, sem dúvida, são eles que vamos trazer para a história.”

Na trama do primeiro filme, um portal misterioso atrai quatro desajustados para o Overworld, uma terra das maravilhas bizarras e cúbicas que prospera com a imaginação. Para voltar para casa, eles têm que dominar o terreno enquanto embarcam em uma missão mágica com um construtor inesperado chamado Steve.

Sucesso nos cinemas, o live-action conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 950 milhões nas bilheterias mundiais – o que representa a terceira maior arrecadação do ano, atrás apenas de ‘Ne Zha 2: O Renascer da Alma‘ (US$1.9B) e ‘Lilo & Stitch‘ (US$1B).

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

 

Crítica | Carta A Um Pai: 38ª Mostra de Cinema de SP

DIRETOR ARGENTINO FAZ REMINISCÊNCIAS EM DOCUMENTÁRIO

 

O diretor argentino Edgardo Cozarinsky busca fazer do documentário Carta A Um Pai (Carta a un Padre) uma máquina de memórias. Partindo de objetos, seja uma fotografia ou um punhal, o diretor busca reconstruir a genealogia de sua família, iniciando por seu avó, que viveu na cidade de Entre Ríos. Partindo dos fatos que seu avô era judeu e seu pai oficial da Marinha, o diretor busca não só reconstruir sua memória como também as raízes da história da argentina.

Talvez estivesse num dia ruim, mas o documentário não conquistou este crítico. Apesar de curto – 70 minutos – não me senti laçado pela história pessoal do diretor. É um risco desse tipo de documentário, que pode ser uma experiência bela, quando se consegue conectar o particular ao universal, ou ser um verdadeiro sonífero, meu caso, que não consegui embarcar na viagem do diretor.

De qualquer forma, para os apreciadores do cinema argentino ou para os caçadores de documentários, fica a dica.

Crítica | ‘Jerry Springer: Brigas, Câmera, Ação’ – Minissérie da Netflix apresenta os bastidores do mais polêmico programa de TV da história!

Tudo – e realmente tudo – pela audiência. Chegou na Netflix nesse início de 2025, uma minissérie de dois episódios que mostra os bastidores e depoimentos da equipe de um dos mais polêmicos shows televisivos da história da televisão mundial. Tendo como foco as quase inacreditáveis pautas de The Jerry Springer Show – programa camuflado de um talk show – vamos percorrendo as ações de produtores, suas relações de trabalho e com os convidados. Antes de mais nada, esse é um projeto assustador quando pensamos em nós como sociedade.

O sensacionalismo é algo que chama a atenção de muitas pessoas, hoje, por exemplo, vemos alguns tipos de exploração migradas para as redes sociais onde a liberdade virou uma faca de dois gumes. Mesmo com as lutas e até alguns merecidos cancelamentos que ajudam a tentar equilibrar os valores morais, a humanidade sempre esteve próxima do interesse pelo chocar. Esse projeto mesmo beirando ao superficial, traz luz para essas reflexões.

Ex-ancora e comentarista de televisão, Jerry Springer também foi prefeito de Cincinatti. Então, jamais foi um nome totalmente desconhecido. Ele chega em Chicago com o objetivo de lançar um programa de tv e consegue um espaço numa famosa emissora. Junto a uma equipe que encarna o espírito do sensacionalismo e do banal, na guerra pela audiência, ao longo de 28 temporadas consegue o ibope que queria, mesmo sendo alvo de críticas por todos os lados.

Jerry Springer: Brigas, Câmera, Ação chega para decifrar os caminhos até esse sucesso que teve como força motora as maiores baixarias já vistas no universo televisivo. Teve brigas com vias de fato, um homem casado com um cavalo, embates feitos para criar o caos e até um episódio de assassinato que se tornou emblemático e marcou o ponto que iniciou a ladeira abaixo do programa.

Nos dois episódios que praticamente se definem como um ‘começo, meio e fim’, vamos acompanhando depoimentos chocantes que, entre outros pontos, encontram a relação da violência de muitos tipos com a vitória na audiência. Reflexo da sociedade? Limites na busca pela fama? Muitas perguntas giram em torno dessa minissérie mas sempre tendo poucas respostas. Até hoje, parte da sociedade, de uma maneira geral, insiste em não refletir sobre o que consome. E assim caminha a humanidade…

 

Crítica | Três Casamentos A Mais: 38ª Mostra de Cinema de SP

COMÉDIA ROMÂNTICA COM SABOR DE PAELLA

 

Estamos tão acostumados a assistir comédias românticas norte-americanas que assistir uma com sotaque diferente é estimulante. Três Casamentos A Mais (Tres Bodas De Más), do espanhol Javier Ruiz Caldera, segue à risca a fórmula do gênero. Ruth (Inma Cuesta) está triste com o fim do namoro e por receber convite para o casamento de três ex-namorados. Para não ir desacompanhada, ela convida Dani (Martiño Rivas), o novo e bonito estagiário. No primeiro dos três casamentos, Ruth conhece Álex (Quim Gutiérrez), cirurgião plástico desengonçado e bem menos bonito que Dani. Está armado o triângulo.

Sabemos que Ruth irá terminar com o bonitão Dani, mas o bom desse tipo de filme é como se chegará ao final. E, esse tempero espanhol, dá um sabor todo especial ao filme. Começa que as piadas são bem mais picantes do que a média das comédias românticas. Há muitas piadas de cunho sexual e até situações um pouco mais escatológicas, mas sempre deliciosamente engraçadas. Há também situações bem diferentes criadas pelo roteiro, como o segundo casamento que Ruth vai.

Destaque especial para Rossy de Palma, atriz clássica dos filmes de Almodóvar, que aqui fasta o papel da mãe fogosa de Ruth.

10 filmes para ficar de olho na Mostra de Cinema de Tiradentes 2025

Abrindo o calendário audiovisual brasileiro em 2025, a 28a Mostra de Cinema de Tiradentes chega com uma programação repleta de filmes inéditos, debates e com vários recortes do cinema contemporâneo de nosso país em uma programação totalmente gratuita.

De 24 de janeiro até 01 de fevereiro, a cidade histórica de Tiradentes terá toda a atenção do público cinéfilo e nós do Cinepop estaremos fazendo a cobertura do evento! Para citar algumas obras para ficarmos de olho, segue abaixo uma lista abaixo:

 

Girassol Vermelho

Filme de Abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes 2025, o longa-metragem dirigido por Eder Santos é um dos mais aguardados de todo o evento. De acordo com a sinopse oficial: Girassol Vermelho é um filme inspirado em Murilo Rubião, mestre do realismo fantástico brasileiro, sobre a jornada de Romeu, um homem que deixa seu passado, numa busca pela liberdade. Por acaso, ele chega a uma estranha cidade onde um sistema opressor e patético, que não permite questionamentos, o arrasta para uma sequência de interrogatórios e torturas. Nesse mundo absurdo, Romeu percebe que perdeu seu maior valor: a liberdade. Cheio de dor e fúria, Romeu, delirante, se entrega a uma nova e ainda mais estranha viagem.

 

Milton Bituca Nascimento

Outro aguardado longa-metragem da Mostra de Cinema de Tiradentes 2025, o documentário dirigido por Flávia Moraes promete emocionar a todos! De acordo com a sinopse oficial: Parte da turnê de despedida de Milton Nascimento, para entender a complexidade simples de sua obra, e os mistérios que ele carrega nos fazem refletir sobre a alma brasileira. O filme mostra a dimensão mundial de Milton, capta a comoção que ele provoca nos fãs, explora a forte carga espiritual de sua obra, e investiga as origens de sua musicalidade nas entranhas do Brasil profundo.

 

Oeste Outra Vez

Dos assobios iniciais ao amplo contexto de homens e suas fragilidades, o longa-metragem Oeste Outra Vez é uma cirúrgica equação rumo ao caos. Escrito e dirigido por Érico Rassi, o projeto atravessa a iminência pelo trágico transformando os momentos anteriores das grandes ações em verdadeiras percepções das vulnerabilidades. Na trama, conhecemos o amargurado Totó (Ângelo Antônio), dono de um bar decadente, que após ser abandonado pela companheira, resolve acertar as contas com um outro morador da cidade onde mora, Durval (Babu Santana). Totó então contrata Jerominho (Rodger Rogério), que diz ser um competente pistoleiro, para matar Durval. Mas as coisas não saem conforme o planejado, levando essa história para uma série de desencontros rumo às profundezas da solidão.

 

Prédio Vazio

Dirigido por Rodrigo Aragão, esse longa-metragem capixaba promete muitas emoções! De acordo com a sinopse oficial: a jovem Luna parte em uma jornada em busca de sua mãe, desaparecida no último dia de Carnaval em Guarapari. Suas buscas a levam a um antigo edifício aparentemente vazio, mas habitado por almas atormentadas.

 

Para Lota

O longa-metragem carioca dirigido pela dupla Bruno Safadi e Ricardo Pretti é mais um filme em pré-estreia que será exibido na Mostra. De acordo com a sinopse: Nos anos 1950, no Rio de Janeiro, Lota Macedo Soares se casa com a poeta americana Elizabeth Bishop. Poucos anos mais tarde, Carlos Lacerda, amigo de Lota, torna-se prefeito da cidade e a convida para criar um parque onde havia sido feito um aterro de 7 quilômetros de extensão. O parque do Flamengo viria a se tornar o segundo maior parque urbano do mundo.

 

Suçuarana

Esse projeto, que teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Chicago e passou pelo Festival de Brasília ano passado é dirigido pela dupla Clarissa Campolina e Sérgio Borges. De acordo com a sinopse oficial: Suçuarana narra a história de Dora, uma mulher que passou os últimos anos de sua vida na estrada, em busca de uma terra perdida que ela e sua mãe tanto sonharam, um lugar mítico onde imagina que possa encontrar pertencimento. Em meio a encontros com outros viajantes e guiada por um misterioso cachorro, Dora atravessa um território em ruínas, devastado pela mineração, onde seu destino parece sempre um pouco mais distante. Após um acidente, ela encontra refúgio em uma fábrica abandonada, onde se encontra com uma vila de trabalhadores que vivem em coletividade e lembram o lar que ela tanto procura.

 

Kasa Branca

Partindo de um drama familiar e abrindo um leque de camadas contextualizadas por dilemas da vida, o longa-metragem Kasa Branca, que teve sua estreia no Festival do Rio 2024, é um passeio sobre verdades da realidade. Escrito e dirigido por Luciano Vidigal, de forma simples, objetiva e sem esquecer do bom humor, somos apresentados a carismáticos amigos, seus dramas e cotidianos. Na trama conhecemos o jovem e gente boa Dé (Big Jaum) que está passando por um momento delicado. Sua avó, a única parente de seu presente, está numa estrada sem volta com a doença de alzheimer e, precisando cuidar dela, as contas só acumulam. Morador de um bairro de Mesquita, Chatuba, no Rio de Janeiro, ele resolve enfrentar esse momento vivendo o máximo de experiências com ela, contando com a ajuda de seus dois melhores amigos Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco).

 

Tijolo por Tijolo

O documentário Tijolo por Tijolo nos leva até a história de uma carismática família, moradores do Ibura, na periferia do Recife, com a realidade atravessando o sonhar ainda numa época de pandemia. A reconstrução de uma casa se torna o primeiro passo para abertura de camadas profundas onde descobertas chegam ao mesmo tempo de recortes intimistas de um cotidiano guiados pela figura materna que se lança como influenciadora digital.

 

Trópico de Leão

Dirigido pela cineasta Luna Alkalay, Trópico de Leão é um filme bastante aguardado na Mostra de Cinema de Tiradentes. De acordo com a sinopse oficial: A história, narrada pela diretora, retrata sua experiência em um relacionamento abusivo com um homem 35 anos mais jovem. Explora o abuso psicológico e o impacto emocional desse relacionamento na vida da protagonista. Através de uma abordagem ensaística e poética, o filme se desenvolve em diferentes planos da realidade, misturando o tempo real, memórias e elementos míticos representados por 3 figuras extraídas da mitologia, que funcionam como exemplos da mulher que só repete o que o homem lhe ordena, Eco, a que espera seu retorno, Penélope e a que se desespera e quer vingança, Medéia.

 

Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá

Documentário que faz parte da seleção da Mostra Autorias, de acordo com a sinopse oficial “Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá” conta a busca de Sueli Maxakali e Maísa Maxakali pelo pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida.

 

Crítica 2 | Sniper Americano

POR QUE AINDA TANTOS ACREDITAM NO NARRADOR?!

 

Sniper Americano (American Sniper) é a maior bilheteria do diretor Clint Eastwood. Apesar do Oscar, a bilheteria foi turbinada mesmo pelas polêmicas. A crítica e o público norte-americano dividiram-se. Para alguns, o filme é militarista e glorifica um assassino frio e desumaniza os iraquianos. A outra parte do público abraçou o filme, seja por enxergar e concordar com a dita glorificação seja porque percebeu que o filme não é sobre glória, mas sobre devastação.

Parte das acusações contra Sniper Americano veio das credenciais políticas de Clint, um republicano histórico; o Partido Republicano é o de George W. Bush, que promoveu a guerra do Iraque. Seja por má-fé ou apenas pela obviedade de que o autor ter ligações com sua obra!, muitas pessoas viram o filme como propaganda de guerra – algo que Hollywood fez e faz. Acontece que essa é uma leitura extremamente reducionista.

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Sniper Americano narra a história verídica de Chris Kyle, sniper com 160 mortes registradas no Iraque. Clint, como alguém que conhece o drama dos veteranos, quis expor a devastação psicológica que uma guerra causa em seus soldados. Bradley Cooper, interprete de Chris Kyle e também produtor, transmite a pressão que um soldado sofre em zona de guerra. Clint alterna os instantes de guerra com momentos de Kyle nos EUA. É bem clara como a tensão do front é transportada para dentro de casa. Em certas cenas, os ruídos domésticos mimetizam tiros, demonstrando o quanto a guerra consome a alma de seus soldados. São detalhes que não passarão despercebidos do público. Quero, nesta resenha, mostrar que o filme não é pró-guerra nem uma glorificação de seu protagonista, mesmo com elementos que, numa primeira leitura, possam sustentar tais teses.

Primeiro, as cenas de guerra – muito bem filmadas – são dirigidas com altos níveis de tensão e, sim, pelo ponto de vista de Kyle. Segundo, Kyle verbaliza uma visão brucutu da vida, encarando seus inimigos como animais. Terceiro, os iraquianos são retratados, em grande parte, como os vilões do filme, havendo, claramente, um “nós e eles”. Kyle é um norte-americano que está indo salvar o mundo dos animais iraquianos. Mas, vejam, eu disse, em grande parte.

Em Sniper Americano, enxergamos a guerra pelo ponto de vista de Kyle, um soldado rude e ufanista. Ora, se o filme adota um ponto de vista, é natural que haja alguma empatia com seu protagonista. Clint coloca a câmera na perspectiva de Kyle, sem endossar essa visão, necessariamente.

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A visão do inimigo como um selvagem, a tensão e a adrenalina que sentimos nas cenas de batalhas e a ideia da guerra como algo heroico não são um endosso da guerra, mas uma forma de nos aproximarmos da visão de Kyle. É sem dúvida uma opção dramática arriscada, permitindo que se atribua ao diretor as intenções da personagem que deseja retratar. O espectador deve estar alerta para puxar os (em gerais, discretos) fios que permitem identificar a intenção do autor.

Assim como Tropa de Elite 1 é um filme contra o Capitão Nascimento (Wagner Moura), Sniper Americano não exalta a perspectiva de seu protagonista. Clint vai deixando pistas para uma leitura da obra como uma exposição da devastação que a guerra causa nos soldados. Claro que ele está interessado nos soldados norte-americanos. O que é compreensível: o stress pós-guerra é um problema pouco lembrado pelos norte-americanos.

As dificuldades que Kyle passa em casa vão contra a ideia de que o filme defende a guerra. Inclusive, Clint disse não ter sido à favor da guerra, mas uma vez que ocorra, seu desejo é que os soldados cumpram seu dever e voltem vivos. Há elementos: as mortes dos colegas, a visita aos veteranos feridos, o diálogo entre Kyle e o psicólogo são alguns exemplos. A motivação de Kyle para se inscrever no exército – o ataque do 11 de setembro – e a exposição da guerra do Iraque, se pode ser lido como um absurdo histórico do roteiro, também pode ser lido como a falta de lógica das motivações dos soldados e da guerra.

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A forma como os iraquianos foram representados foi muito criticado. Contudo, é preciso desconsiderar o ponto de vista escolhido e a aparição de uma família iraquiano que sofre com a guerra ou a cena na qual uma criança iraquiana é morta por outro iraquiano. “Ah, mas essa foi a cena que mais desumanizou o inimigo! Muito maniqueísta!” Bom, para quem diz isso, deve-se lembrar que o povo da região é o que mais sofre nesses casos – e já sofria antes da guerra – e, mesmo a guerra tendo sido iniciada pelos EUA, não há justificativa quando iraquianos atacam iraquianos. Há outra razão para esse afastamento em relação aos inimigos: Kyle é um sniper, uma classe de soldado que fica distante da ação. Por conceito, o sniper enxergará o inimigo à distância. De certa forma, o filme apenas nos coloca nesse lugar.

Muito mais ambíguo podem ser as sequências do treinamento militar, que expõem a maquina de desumanização que o exército é. Por outro lado, se a guerra é brutal e desumana, haveria outro jeito de treinar os soldados? Também ambíguo é o papel do sniper na guerra. O filme expõe a tensão e os problemas do distanciamento, mas reconhece sua importância para proteger os soldados do seu batalhão.

O principal elemento para justificar que o filme não torna Kyle herói está nas cenas de sua infância. Nela, estão as raízes de um homem com visão rude e monossilábica do mundo. Parte da crítica entendeu esse trecho como prova da visão simplista do filme. Mas, é preciso desconsiderar que Clint já falou tanto da situação do homem destruído quanto da lógica da violência gerando violência, como em Grand Torino e Sobre Meninos e Lobos. Enfim, a maior defesa de Sniper Americano está na carreira de seu diretor.

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Clint poderia ter feito um segundo filme expondo o lado dos iraquianos, como fez em Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra? Poderia. Mas, ficar pedindo que um artista faça um trabalho “sobre o outro lado” é caçar seu direito de escolher um ponto de vista narrativo – ou defender uma tese. É tão patético quanto alguém, no Facebook, criticando uma manifestação que tenha apenas um foco.

Apesar de tudo, não coloco Sniper Americano entre as melhores obras de Clint. Apesar das qualidades, poderia ter sofisticado mais os espaços de crítica ao protagonista. Devemos reconhecer a sempre ousadia da opção por um foco narrativo tão fechado. Ver um filme assim é didático: é fácil abraçar o ponto de vista do protagonista e tomá-lo como o do autor, mas, esse tipo de obra permite ao público colocar em xeque o próprio protagonista.

10 Séries que tem uma temporada MELHOR que a outra!

As séries vem a cada ano conseguindo um lugar especial nos corações de todos que amam produções audiovisuais. E não é de agora que muitos desses projetos causam um verdadeiro impacto em que assiste. Assim, resolvemos criar uma lista com obras fantásticas que tiveram uma temporada melhor que a outra. Segue abaixo essas 10 séries fantásticas que você precisa conferir:

 

A Sete Palmos

Indicada para mais de 50 emmys, com seu piloto datado em junho de 2001, Six Feet Under, no original, conta as histórias de uma família que administra uma funerária. O tema de abertura da série foi composto pelo craque Thomas Newman, que inclusive ganhou prêmio. É o primeiro trabalho de destaque do ator Michael C. Hall que anos mais tarde seria o protagonista do aclamado seriado Dexter.

 

The Americans

Entre 2013 e 2018 foi exibida o seriado The Americans, uma trama tensa, cheia de conflitas que mostra dois agentes soviéticos que conseguem se infiltrar nos Estados Unidos e viram uma família durante a Guerra Fria. Pra quem curte histórias de espionagens e reviravoltas esse seriado é um prato cheio!

 

24 Horas

Uma das maiores séries de ação e espionagem da história do universo do entretenimento, 24 Horas conta a história de Jack Bauer (Kiefer Sutherland), imbatível agente, da unidade antiterrorista, de um órgão de defesa norte-americano que em 24 horas do seu dia precisa encontrar soluções para dezenas de situações que chegam em seu caminho.

 

Breaking Bad

Uma das séries mais conhecidas da história da televisão norte-americana, Breaking Bad nos mostra a saga de um homem doente, professor de química de um colégio, que vira um poderoso produtor de metanfetamina levando-o a uma jornada infernal sem volta. Vencedora de 16 emmys e considerada por muito a maior série de todos os tempos.

 

Peaky Blinders

Na trama, ambientada em um pós guerra na Inglaterra, conhecemos a ascensão da família Shelby, conhecidos como Peaky Blinders, envolvida em violência e corridas de cavalo na cidade de Birmingham. O líder não é o irmão mais velho e sim o do meio, Tommy, um ex-soldado de guerra que possui uma frieza e punho firme necessários para o crescimento de sua família. Abordando inúmeros temas importantes que vão desde a corrupção na polícia (já naqueles tempos), até a luta das mulheres por direitos mais equivalentes aos homens no mercado de trabalho, Peaky Blinders possui intenso episódios por temporadas sempre com um grande desfecho impactante.

 

Lost

Um dos grandes fenômenos da televisão, Lost entre os anos de 2004 e 2010 ganhou nossa curiosidade com 121 episódios intrigantes que nos surpreendia frequentemente com enormes revelações. Na trama, acompanhamos um grupo de pessoas que sobrevivem a queda do avião que estavam e vão parar em uma ilha misteriosa. Assim, muitos mistérios e revelações bombásticas vamos descobrindo sobre os sobreviventes, a ilha e misteriosas pessoas que já estiveram nesse lugar.

 

Mad Men

Ambientada nos anos 60 nos Estados Unidos, mostra mudanças morais e sociais de uma sociedade em eterna mudança através de um executivo de uma das agências de publicidade mais prestigiadas de Nova York. Exibida entre 2007 e 2015, o seriado marcou uma geração de espectadores.

 

The Big Bang Theory

Criada por Chuck Lorre e Bill Prady, ao longo de 12 anos e cerca de 280 episódios acompanhamos o mais famoso grupo de nerds da televisão norte-americano, seus conflitos voltados para a comédia, seus amores, seus dilemas profissionais e seu modo de entender a vida com muita matemática. Vencedor de 10 emmys.

 

The Closer

Uma das grandes séries de sucesso do início dos anos 2000 conhecemos a detetive Brenda Johnson (brilhantemente interpretada por Kyra Sedgwick), treinada pela CIA, especialista em interrogatórios, que sai de Atlanta para Los Angeles para comandar a unidade de homicídios e precisa diariamente mostrar seu valor.

 

Monk

Contando as hilárias histórias de um brilhante e excêntrico detetive morador de São Francisco que possui transtorno obsessivo compulsivo, Monk é um seriado que marcou pra sempre a carreira do espetacular ator Tony Shalhoub.

 

 

Game Of Thrones – Temp. 05 – Ep. 04

OS VENTOS DO FANATISMO

 

Jorah Mormont (Iain Glen) quer fazer justiça ao seu título de Rei da Friend Zone levando Tyrion (Peter Dinklage) como prisioneiro para Daenerys (Emilia Clarke). Resta saber se Khaleesi irá se convencer dessa fidelidade quando descobrir que Tyrion quer ser seu aliado. Até lá, temos garantida a ironia deliciosa de Tyrion. Mas, este 4ª ep. teve muito mais do que bons diálogos. Até o momento, foi o ep. com mais ação.

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Em Dorne, Jaime (Nikolaj Coster-Waldu) e Bronn (Jerome Flynn) foram recepcionados com espadas. Foi muito bom ver Jaime lutando para valer com apenas uma mão. Logo em seguida, conhecemos as Serpentes de Areia (Sand Snakes), como são conhecidas as filhas bastardas de Oberyn Martell (Pedro Pascal). O termo serpente faz alusão ao apelido de Oberyn, Víbora Vermelha, e o termo Sand (areia) é usado para designar os bastardos de Dorne, assim como o Snow (neve), em outras regiões de Westeros. Obara Sand (Keisha Castle-Hughes), Tyene Sand (Rosabell Laurenti Sellers) e Nymeria Sand (Jessica Henwick), as três das Serpentes de Areia que conhecemos no ep., apareceram ao lado de Ellaria (Indira Varma). As quatro uniram-se para vingar a morte de Oberyn.

Obara, Tyene e Nymeria entram na galeria de mulheres marcantes de Game Of Thrones – GoT. Sempre me incomodo quando uso uma frase como essa. Ora, por que ainda ficamos surpresos quando uma personagem sai do tradicional, ainda mais em uma série que foge tanto dos padrões? Embora muita coisa tenha mudado, nossa mente funciona com base em tipos. Além disso, muitas obras ainda são feitas de figuras genéricas e rasas, como em muitas novelas. E, sim, porque também encontramos em nossas vidas pessoas que atendem a todos os requisitos de um estereótipo. Explicado porque figuras como as Serpentes de Areia fascinam os espectadores.

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Mas, retomemos nosso enredo. Em um diálogo cercado de segundas intenções, Cersei (Lena Headey) fez o Alto Pardal (Jonathan Pryce) recriar o exército de fiéis. Ao armar os fanáticos, Cersei quis atacar os Tyrell. Loras (Finn Jones) já foi preso neste ep. Nesta temporada, têm sido marcantes os temas do fanatismo religioso e da ligação entre religião e política. Não sei para vocês, mas, para mim, abordagens como essas deixam tudo mais delirante.

Em Meereen, os Filhos da Harpia entraram em confronto direto com o exército dos Imaculados. A batalha carregou na emoção e terminou com Sir. Barristan (Ian McElhinney) e com o Verme Cinzento (Jacob Anderson) feridos.

De longo, o ep. mais agitado da temporada, com equilíbrio entre ação e desenvolvimento de personagens. Aguardar para ver se, finalmente, a temporada decola ou se este ep. 04 não passou de um voo de galinha.

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10 filmes que viraram memes virais!

As vezes basta uma cena para uma obra ser reconhecida por todos. Você já deve se lembrar de algum filme só de ler essas primeiras palavras. Pensando em alguns projetos que tiveram cenas que viraram verdadeiros memes virais, segue abaixo uma lista abaixo:

 

O Sexto Sentido

Você sabe porque sente medo quando está sozinho? Nos guiando para olhares diversos sobre o medo e o luto sob uma peculiar perspectiva, O Sexto Sentido e sua hipnotizante trama tem no seu alicerce o trauma como a estrada que percorrem dois protagonistas que se unem por respostas para seus conflitos. Escrito e dirigido pelo cineasta M. Night Shyamalan, Indicado para seis Oscars, esse projeto é aquele que na segunda vez que assistimos tudo fica mais óbvio. Então as surpresas de uma primeira jornada só se tem uma vez.

 

Pulp Fiction – Tempo de Violência

O ano de 1994 ficou guardado com muito carinho no coração dos cinéfilos. Uma das maravilhosas obras lançadas nesse grande ano para o cinema percorre gerações: Pulp Fiction – Tempo de Violência. Segundo longa-metragem da carreira do genial cineasta Quentin Tarantino, esse projeto com diálogos afiados que dá um bico em qualquer cronologia, coloca na mesa reflexões sobre a sociedade e a violência de uma maneira poucas vezes vistas até então. Além de tudo, foi um dos filmes mais rentáveis da história do cinema, custou 8 milhões de dólares e arrecadou, só em bilheteria, mais de 200!

 

As Branquelas

Na trama, adorada por grande parte do público brasileiro, acompanhamos dois agentes do FBI que se disfarçam de duas jovens socialites em uma missão.

 

O Sacrifício

Remake de um filme da década de 70, dirigido por Neil LaBute, O Sacrifício nos leva até a história de um homem da lei que começa uma investigação sobre um desaparecimento em uma ilha.

 

300

Dirigido por Zack Snyder, o longa-metragem 300 nos mostra a guerra entre o Rei Leônidas e seu exército contra o Rei Xerxes. Baseado na série de quadrinhos homônima de Frank Miller e Lynn Varley.

 

Eurotrip – Passaporte para a Confusão

Na trama, conhecemos Scott (Scott Mechlowicz), um jovem que acabou de concluir o ensino médio norte-americano e ao mesmo tempo acaba terminando de maneira abrupta seu relacionamento com a namorada Fiona (Kristin Kreuk) com quem achou que ficaria pra sempre. Ingênuo é sempre zoado pelos amigos e por seu irmão menor. Ele pratica alemão com uma pessoa que mora em Berlim e que ele acredita ser um homem, só que ele está enganado e a pessoa com quem ele fala todo dia pelo computador na verdade é uma linda garota chamada Mieke (Jessica Boehrs). Desesperado em fazer acontecer esse relacionamento, ele se junta a Jenny (Michelle Trachtenberg), Jamie (Travis Wester) e seu grande amigo Cooper (Jacob Pitts) para uma volta pela Europa à procura de Mieke.

 

Meninas Malvadas

Com uma bilheteria que chegou na casa dos 130 milhões de dólares e até hoje faz sucesso quando exibido na televisão, Meninas Malvadas, dirigido por Mark Waters, é um dos mais lembrados filmes adolescentes mais lembrados de algumas gerações. Na trama, acompanhamos uma jovem que foi educada na África e acaba voltando ao Estados Unidos indo parar numa escola pública onde conhece as meninas mais populares da escola.

 

O Grande Gatsby

Na trama, somos jogados para dentro de uma história que mais parece um conto de fadas trágico, narrada pelo jovem e talentoso escritor Nick Carraway envolvido até o pescoço com o universo glamuroso em que seu vizinho Jay Gatsby vive. Aos poucos, vamos descobrindo junto com Carraway os mistérios de Gatsby, seu amor e sua obsessão que o leva ao limite.

 

Cinquenta Tons de Cinza

Na trama acompanhamos uma jovem estudante que acaba conhecendo um jovem bilionário e logo descobre suas fantasias mais secretas.

 

Homem-Aranha

Lançado em 2012 e dirigido por Sam Raimi, Homem-Aranha foi um estrondoso sucesso e trazia a história que todo mundo conhece, de Peter Parker um estudante muito inteligente que é picado por uma aranha e ganha superpoderes. Assim, enfrenta enormes desafios e dilemas.

 

Crítica 2 | Jessabelle – O Passado Nunca Morre

TUDO JUNTO E MISTURADO

 

Jessabelle – O Passado Nunca Morre (Jessabelle) não chega a ser um filme totalmente isento de suspense. A tensão criada pelo diretor Kevin Greutert, apesar de elementar, consegue estabelecer o mínimo de tensão necessário para que um filme receba a classificação de terror/suspense. O problema é que o filme já vem com deficiências do roteiro.

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O roteiro parece caçar os lugares comuns. Temos a casa abandonada – apesar do pai da protagonista ainda morar lá! –, o objeto que parece atrair os espíritos, os barulhos estranhos, um passado misterioso, tudo isso acontecendo em uma cidadezinha bem cabulosa do interior pantanoso dos Estados Unidos. Fora que, em vários momentos, vamos nos lembrar de filmes como O Chamado (The Ring) e A Chave Mestra (The Skeleton Key). Até mesmo a escolha eficiente de colocar a protagonista Jessie (Sarah Snook) temporariamente numa cadeira de rodas remete ao clássico Janela Indiscreta (Rear Window). O que poderia soar como homenagem, a baixa qualidade cuida de tornar cópia.

O roteirista Robert Ben Garant cai numa velha armadilha do gênero: misturar várias referências e criar várias situações desconexas (algumas são, do nada, abandonadas pelo filme), numa tentativa de deixar o espectador em dúvida sobre o que realmente está acontecendo. Mas, meu amigo, você só faz isso se tem um final que consiga ser coerente. E o desfecho só não é mais confuso por causa dos clichês.

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Não é por causa do roteiro tão sofrível, que o diretor Greutert não tem culpa pelos erros do filme. Sim, ele consegue estabelecer algumas boas cenas de suspense, como a que Jessie está na cadeira de rodas perto da escada, ou nas cenas das primeiras noites passadas na casa do pai. Ele também faz um trabalho de som curioso quando, após o susto, ao invés de reduzir o som dos grunhidos, estes são potencializados. Porém, ele peca por reforçar o clichê seja na escolha da locação, seja assinando em baixo de uma direção de arte preguiçosa.

Crítica | ‘A Vida Secreta de meus Três Homens’ – O MELHOR filme da Mostra de Tiradentes 2025!

O lembrar, o esquecer, o entender. Em uma interessante abordagem que reúne o concreto de reflexões com a transmissão de lições de moral através das histórias de três personagens que de alguma forma ajudam a criar retratos de um país cheio de perguntas sobre seus caminhos e destinos, A Vida Secreta de meus Três Homens é um filme que explora a originalidade em sua essência.

Selecionado para a Mostra Olhos Livres, da 28ª edição da Mostra de Tiradentes, o longa-metragem com cerca de 70 minutos, repleto de achados visuais, joga na tela perguntas sobre o lembrar e o esquecer além das conexões entre o passado e o presente. Com roteiro e direção de Letícia Simões, a obra passa muito pela história da sua própria família com contextos e a consciência invadindo o trânsito entre mundos, os contrapontos até um fabular a partir da violência.

Construindo revelações através de um jogo de cena, conhecemos versões de fatos de três fantasmas que envolvem a violência, a sexualidade, a política. O próprio processo criativo do filme ganha forma como se as cortinas caíssem e nos mostrassem cada canto de uma busca por verdades. O rumo até essas descobertas não ditas cria um novo universo que vai de uma desconstrução da admiração e o medo passando pela discussão da realidade.

Simples e criativo, esse é um filme corajoso que se arrisca numa transmissão de lição de moral. O roteiro audacioso, fora da caixa, costurado com uma narrativa que dribla o convencional, explora o infinito da linguagem e o sons. Tudo que vemos em tela faz muito sentido, se complementam, fazendo as reflexões pularem a todo instante.

15 Filmes dos Últimos 15 Anos Que Serão Clássicos

Para fecharmos as comemorações dos 15 anos do CinePOP e já começarmos o ano de forma produtiva, vamos apresentar a terceira e última lista com 15 filmes desses 15 anos. A primeira listou grandes filmes alternativos, pouco conhecidos do público, mas que merecem ser vistos. A segunda enumerou filmes que, nesses 15 anos, mudaram o cinema ou atiçaram o comportamento das pessoas. São 30 filmes que, em sua maioria, têm fôlego para serem clássicos no futuro. Porém, se na primeira lista o critérios foi a pouca fama dos filmes e na segunda não precisava ser um bom filme para entrar nela (caso de Avatar), nesta última, vamos escolher 15 filmes que mesmo não mudando o cinema e nem sendo tão alternativos quanto os filmes cults, possuem qualidades artísticas que fazem deles candidatos a se tornarem clássicos!

Lista em ordem cronológica:

O Pianista (2002), dirigido por Roman Polanski

O Pianista

Em um dos filmes mais fortes sobre a Segunda Guerra, Roman Polanski acompanhou um judeu tentando sobreviver e não ser preso pelos nazistas em pleno gueto de Varsóvia. Contundente, o filme é um hino contra a guerra e uma declaração de amor às artes, o último refúgio de humanidade quando nada mais resta.

Dogville (2003), dirigido por Lars Von Trier

DogVille

Dogville ficou muito conhecido pela ausência de cenários convencionais. Lars Von Trier usou apenas marcações em um tablado para contar a história de Grace Mulligan, mulher que chega misteriosamente em uma cidade e começa a sofrer todos os tipos de provações. Dos filmes mais impressionantes da carreira do diretor, Dogville não deixa nenhum maniqueísmo de pé!

Kill Bill, 1 e 2 (2003-2004), dirigido por Quentin Tarantino

Kill Bill Vol 2

 

Escolher o melhor filme de Quentin Tarantino sempre foi difícil, tarefa que se tornou bem mais complicada depois de Bastardos Inglórios, quando o estilo do diretor deixou de ser apenas uma releitura do cinema e passou a ser uma releitura da história a partir da releitura do cinema. Mesmo achando que os grandes clássicos de Tarantino sairão dessa nova fase, não se pode negar que Kill Bill, 1 e 2, tem forte apelo pop e suas imagens entraram o inconsciente de muitos cinéfilos.

Match Point (2005), dirigido por Woody Allen

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Woody Allen vinha de uma fase muito fraca, dirigindo filmes magros em comparação com a média de sua obra. Muitos acreditavam que Allen já estava em fim de carreira. Daí, ele pegou seu passaporte, foi para Londres e nos presenteou com Match Point. Desde então, o nível de suas produções cresceu. Match Point será lembrado por sua releitura genial do romance Crime e Castigo e por ter inaugurado uma das fases mais interessantes do diretor.

O Labirinto do Fauno (2006), dirigido por Guillermo del Toro

O Labirinto do Fauno

Primeiro grande sucesso de Guillermo del Toro. Fui ver O Labirinto do Fauno sabendo quase nada sobre o filme e seu diretor. Foi das maiores surpresas que tive nesses 15 anos. Rara combinação de fantasia e realismo, O Labirinto do Fauno continua a ser a obra-prima de del Toro.

Sangue Negro (2007), dirigido por Paul Thomas Anderson

Sangue Negro

 

Sangue Negro é um ponto importante da carreira do diretor Paul Thomas Anderson, sendo seu trabalho de maior repercussão e apogeu de seu estilo. Porém, foi seu último filme mais acessível. Realmente, P.T. Anderson nunca foi dos mais fáceis, mas, se compararmos com o que veio depois (O Mestre e Vício Inerente), Sangue Negro é pop. Através da história do explorador de petróleo Daniel Plainview e de sua relação com Sunday, Anderson cria uma trama de drama e tensão, sem se descuidar de brindar o espectador com metáforas e belas imagens.

Onde Os Fracos Não Tem Vez (2007), dirigido por Ethan Coen e Joel Coen

Onde Os Fracos Não Tem Vez

Um faroeste urbano, um suspense com toques de humor negro, um drama intimista em meio ao caos do banditismo. Onde Os Fracos Não Tem Vez é uma das maiores realizações dos irmãos Coen.

Universo Marvel (desde 2008)

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Alguns dos leitores podem falar que o Universo Cinematográfico da Marvel deveria estar na lista dos filmes que mudaram o cinema. Talvez, mas, por via das dúvidas, coloco os filmes do estúdio entre os potenciais clássicos. Iniciada em 2008 com o primeiro Homem de Ferro, a Marvel atualizou o velho sistema de estúdio e vem colhendo sucessos de crítica e público. Seja por méritos artísticos ou por sua onipresença no imaginário desta geração, os filmes do estúdio terão algum espaço no cânone cinematográfico.

Se Beber, Não Case! (2009), dirigido por Todd Phillips

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Mesmo com duas continuações sofríveis, vimos o talento do diretor Todd Phillips no primeiro Se Beber, Não Case! Dando novo ar às comédias, o primeiro Se Beber, Não Case! merece lugar entre os clássicos da comédia deste começo de século.

A Árvore da Vida (2011), dirigido por Terrence Malick

A Árvore da Vida

Este não é apenas um filme estranho de Brad Pitt. É um poema visual. É uma experiência que transcende o cinematográfico, alcançando o metafísico e o espiritual. Depois de um bom tempo parado, Terrence Malick presenteou o público com seu A Árvore da Vida. O filme tem uma rara beleza plástica e metáforas que vão do sagrado ao profano. Pena que, na cena dos dinossauros, muita gente acabou saindo da sala de cinema.

Frozen (2013), dirigido por Chris Buck e Jennifer Lee

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Números não são sinônimos de qualidade, mas indicam a força que uma obra tem de ser lembrada pelo público, e isso é um dos fatores que faz com que algo se torne clássico. Frozen foi o desenho de maior sucesso dos Estúdios Disney e virou febre entre as crianças. Frozen também conseguiu atualizar as histórias de princesa agradando todos os públicos.

Invocação do Mal (2013), dirigido por James Wan

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É raro um filme de terror ser visto como um clássico pelo grande público. Em geral, os filmes acabam restritos aos fãs do gênero. Mas, de tempos em tempos, algum filme consegue ficar acima da média. Invocação do Mal tem fôlego para ser um caso desses. O diretor James Wan deu ao público uma narrativa com suspense e terror realmente impactantes. Não bastasse isso, o filme possui um trabalho de movimento de câmera de encher os olhos.

Pelo menos um desses filmes de Clint Eastwood: Sobre Meninos e Lobos (2003); Menina de Ouro (2004); Cartas de Iwo Jima (2006); A Conquista da Honra (2006); Grand Torino (2008)

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Entre 2003 a 2008, Clint Eastwood foi excepcional. O elogio da crítica, a repercussão junto ao público e o prestígio dos prêmios são traduções da qualidade dos seus filmes no período. Obras que analisam a violência, os afetos feridos, a falsidade da glória e a falsa glória. Senão todos, certamente um desses cinco filmes serão clássicos.

Algum desses filmes independentes (ou todos eles): Encontros e Desencontros (2003); Pequena Miss Sunshine (2006); Juno (2007); Os Descendentes (2011); Ela (2013).

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Bom, como a finalidade de uma lista é falar sobre filme, tenho certeza que os leitores não ficarão chateados com este tópico, rsrs. O termo “cinema independente norte-americano” deixou de designar filmes produzidos por pequenos estúdios para designar um estilo. Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola, mesmo não sendo tão independente assim, tem traços como a temática mais séria e o estilo indie. Além do filme da filha do Francis, temos mais um punhado de filmes independentes que merecem atenção e tem força, pelos mais diversos motivos, para serem lembrados pelas futuras gerações: Pequena Miss Sunshine, de Jonathan Dayton e Valerie Faris, Juno de Jason Raitman, Os Descendentes de Alexander Payne e Ela, de Spike Jonze.

O Grande Hotel Budapeste (2014), dirigido por Wes Anderson

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Fiquei tentado em colocar outros títulos na lista, como Gladiador, de Ridley Scott, Munique, de Steven Spielberg, ou A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese. No entanto, são filmes de diretores consagrados, que já haviam construído suas carreiras em décadas passadas. Assim, preferi privilegiar a obra de algum diretor com menos tempo de carreira. O escolhido foi Wes Anderson e seu O Grande Hotel Budapeste. Anderson tem um estilo peculiar, facilmente identificado pelo espectador: muita cor, simetria, figuras estranhas, tudo lembrando uma casa de bonecas. Seu estilo fofo sempre foi usado em filmes que debatiam problemas familiares, especialmente a relação entre pais e filhos. Em O Grande…, Anderson alcançou o seu apogeu e produziu sua melhor obra até aqui, colocando seu estilo fofo a serviço da análise do espírito humano em um período de guerra.

Quais filmes faltam nesta lista? Vamos, comente, diga o que achou e curta nossas redes sociais:

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Crítica | ‘Com Você no Futuro’ – Comédia dramática ingênua e decepcionante!

Já olhou nos olhos de alguém e sentiu uma conexão? As fitas cassetes de outrora, os momentos que ficam guardados e nunca mais esquecidos são alguns dos elementos que envolvem o novo filme da Prime Video Com Você no Futuro, romance dramático camuflado de fantasia ingênua guiada por uma trilha sonora de uma das bandas mexicanas mais famosas de todos os tempos, Maná. Pena que a narrativa sonolenta nos leva para uma jornada convencional e pouco atrativa.

Carlos (Michel Brown) e Elena (Sandra Echeverría), antes muito apaixonados, hoje vivem as tristezas de um divórcio. Certo dia, ele um advogado estressado e ela uma musicista, se deparam com uma situação inusitada, uma pessoa que diz ser o cupido (Mauricio Barrientos) entrega a eles uma chance de reviver sua história de amor numa volta ao passado no ponto onde tudo começou. Assim, guiados pelas músicas do famoso grupo musical mexicano embarcarão em dilemas e reflexões sobre a relação.

Não sei vocês mas eu adoro a banda mexicana Maná. E por esse motivo, fui conferir esse filme. Talvez fosse melhor escutar as canções pelo Spotify. Reunindo uma série de fantasias e realidades distantes para abordar a relação a dois, o longa-metragem escrito e dirigido pelo cineasta mexicano Roberto Girault é um show de desencontros em duas épocas. Com o alvo mirado nas reflexões sobre casais em crise – algo que representa de alguma forma a maturidade – o tiro que não sai pela culatra, se tornando um show pelos deslizes da imaturidade.

Seguindo uma fórmula de bolo batida de muitas comédias românticas, pegando o passado como uma forma de mudanças de um presente estagnado, o roteiro – apoiado num confronto com o começo de um fim – costura os arcos dramáticos de forma corrida, não aproveitando personagens e principalmente o contexto temporal como uma ferramenta para preencher lacunas de uma relação. Nesse passatempo ingênuo, o previsível é algo constante nos 90 minutos de projeção.

Crítica 2 | Ave, César!

UMA COTIDIANA DECLARAÇÃO DE AMOR AO CINEMA

 

O trailer de Ave, César! (Hail, Caesar!) engana; ele não é claro sobre o seu produto. É daqueles trailers que mais passam o clima do que o conteúdo da obra. Pessoalmente, prefiro assim. Temos uma degustação do filme, sem comprometer o prazer da primeira prova na sala de sessão. O trailer dá um grande destaque para o personagem de George Clooney. Porém, seu Baird Whitlock é apenas um dos muitos coadjuvantes do protagonista Eddie Mannix, interpretação por Josh Brolin.

Boa parte do filme é um passeio pelos bastidores da Hollywood da década de 1950, pelos olhos do executivo Eddie Mannix, sujeito austero, encarregado de resolver os pequenos, e grandes, problemas do estúdio Capitol e suas estrelas. É pelos olhos dele que observamos essa reinvenção da era de ouro do cinema.

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Por focar em várias figuras do estúdio, o filme pode soar um tanto frouxo para o público que, por causa do trailer, enxergue o personagem de Clooney como protagonista. Bom, de fato, é o principal problema dentre os muitos causos resolvidos por Mannix. Essa estrutura de muitas subtramas também ajuda para que parte do público demore a embarcar no filme. Por outro lado, isto permite aos irmãos diretores Joel e Ethan Coen reimaginarem a magia e o fascínio de Hollywood de 1950.

O épico bíblico, os números musicais, o faroeste e o melodrama. Todos os gêneros cabem; são releituras que transportam o público para os anos 1950. Os irmãos Coen conseguem transportar o público para o aquela época enquanto exibem os filmes dentro do filme. Dois aspectos técnicos valem nota: a exibição dos filmes não ocupa toda a tela do nossa sala de exibição. Eles fazem um sobre enquadramento, permitindo que o público perceba as diferenças entre as diversas razões de aspecto das telas. Também chama atenção a fotografia; com suas variações, ela divide a realidade, amarelada e uniforme – ainda que muito louca –, da encenação, com cores variadas e vibrantes. Cada vez que a câmera desliga, o galã se revela um ator limitado, embora carismático, a grande atriz, “bela, recatada e do lar”, aparece em “menos bela, pouco recatada e do bar”, e o grande astro, na verdade, é canastrão.

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Nem todas as subtramas são bem trabalhadas. O plot envolvendo a persoagem de Scarlett Johansson é superficial e pouco desenvolvido. Já o ator-cowboy Hobie Doyle (Alden Ehrenreich) é um personagem cujo carisma vai conquistando o público a cada cena, passando de um sujeito bronco para um ator doce e sagaz. Em certo momento, Hobie Doyle consegue compreende melhor o sistema dos estúdios do que a grande estrela Whitlock.

Ave, César! também é uma declaração de amor ao cinema! Vou precisar revelar detalhes do enredo, spoilers após a imagem.

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Whitlock é sequestrado por um grupo de roteiristas, que querem o dinheiro do resgate como forma de compensar a baixa remuneração pelos seus roteiros (ainda bem que os roteiristas da vida real fazem greve…). Eles também são comunistas, e revelam para Whitlock suas estratégias para introduzir nos roteiros pílulas esquerdosas com a finalidade de mudar o mundo. O humor crítico dos irmãos Coen ataca tanto os delírios dos comunistas, quanto os exageros do Macartismo (vejam a gag visual do submarino).

Em uma conversa com Mannix, após o seu resgate, Whitlock canta a grandeza da teoria marxista e critica o dono do estúdio. É quando Mannix dá uns tapas em Whitlock e manda que ele faça o que sabe, atuar. Pouco depois, veremos o único momento que a atuação de Clooney deixa de caracterizar seu personagem como um ator canastrão e o faz proferir um belo discurso. Depois disso, vemos Mannix decidindo continuar a trabalhar no estúdio, por ser o que realmente gosta de fazer. A última imagem é uma panorâmica que mostra o estúdio Capital como um templo da sétima arte.

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Neste ato final, Joel e Ethan Coen fazem uma declaração de amor ao cinema e de independência do artista. Os irmãos Coen criticam a postura de quem, como os roteiristas-comunistas, decidem submeter a arte a um critério que não seja o estético. E com a decisão de Mannix de continuar no estúdio, eles declaram sua devoção ao cinema.

Ave, César! é o canto de devoção de Joel e Ethan Coen; a arte como religião do artista, espaço no qual a expressão sujeita-se apenas à estética.

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Crítica | ‘La Dolce Villa’ – Comédia romântica da NETFLIX entrega mensagens positivas no acomodado dos clichês

Com o simples objetivo de combater o despovoamento de regiões do interior, a Itália – e também alguns outros países europeus – lança oportunidades com a aquisição de propriedades abandonadas ao preço simbólico de um euro. Isso é um fato real que acaba se tornando o pilar da nova comédia romântica da Netflix La Dolce Villa.

Explorando um esqueleto de roteiro que parece com tantos outros que vemos por aí – fato esse que incomoda em alguns momentos pelo excesso de clichês – o projeto dirigido por Mark Waters é uma obra que apresenta sem profundidade conflitos na relação entre pais e filhos, oportunidades para estrangeiros em outros países mas apostas suas fichas na camada principal: um foco num romance de conto de fadas na meia idade. Nessa mistura, algumas lições podem até virar reflexões.

O viúvo e consultor gastronômico norte-americano Eric (Scott Foley), em um impulso de pai preocupado, viaja as pressas para uma pequena cidade italiana com o desejo de convencer a filha Olívia (Maia Reficco) para abandonar a ideia de comprar uma propriedade no lugar. Chegando no local, começa a mudar de pensamento quando percebe oportunidades, e também quando se sente atraído pela prefeita da região, Francesca (Violante Plácido).

Ampliando os horizontes com imagens de um local lindo, a comuna San Gregorio da Sassola (onde foi todo rodado o longa-metragem), a história se desenvolve apresentando conclusões simplistas em torno de esteriótipos culturais. A fragilidade do roteiro para falar de política e outros assuntos parece confirmar as peças pré encaixadas que acabam produzindo uma enorme obviedade dentro dos arcos dramáticos dos personagens principais.

Do amor ao descompromisso no se reinventar, a história segue buscando entregar mensagens positivas no conforto do simplório, acomodado nos clichês mais batidos de muitas outras leituras sobre o transformar o olhar para a vida.

Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (7º Episódio)

GAME OF THRONES É SOBRE POLÍTICA. E TAMBÉM SOBRE PESSOAS…

 

Estamos tão acostumados aos momentos épicos, de grandes batalhas e dragões voando, que qualquer episódio de Game Of Thrones – GoT com menos disso pode ser confundido com encheção de linguiça. Mas, há uma diferença essencial entre embromação e um episódio com um compasso mais lento – e olha, lentidão não é adjetivo aplicável ao caso.

Este 7º episódio resgata algo essencial da série: GoT não é apenas sobre dragões, caminhantes brancos, um inverno que nunca chega, violência e sexo. A série é tudo isso, e também é sobre política e sobre guerra, e, sobre as consequências desses grandes eventos (como a guerra e o inverno) nas vidas dos indivíduos. E mais, como as ações individuais influem no todo. Também ficou claro no episódio como acontecimentos passados influenciaram o presente. Uma obviedade para qualquer série não procedural, que ficou evidente neste 7º episódio.

Em porto real, as ações de Margaery Tyrell (Natalie Dormer) deixaram claro aquilo que até o espectador desatendo sabia: ela estava fingindo sua conversão. No fundo, ela está fazendo uma jogada política. É interessante vermos como a dissimulação é uma arma poderosa. Fica a dúvida dos objetivos dela. Aposto em dois: além de se salvar das penas da Fé Militante, ele pode estar tentando usar o Alto Pardal (Jonathan Pryce) e seu séquito para acabar com Cersei (Lena Headey). Viajando um pouco mais: após matar Cersei, sua avó Olenna Tyrell (Diana Rigg) enviaria tropas para acabar com a Fé Militante. Mas, divago. Há quem aposte que Cersei irá tocar fogo verde em Porto Real. Vamos aguardar.

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Mas, a dissimulação como arma política foi um detalhe. A essência do que falei no começo desta resenha está distribuída em outros três núcleos.

Quando observamos tanto as negociações de Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) para reaver Correrrio, quanto as de Jon Snow (Kit Harington) para formar seu exército, percebemos o quanto a história é formada por ações individuais. Os livros de história do colégio costumam focar nos acontecimentos ou nos atos dos grupos. Se por um lado é positivo porque abandonou a inocente perspectiva de que a história é feita de alguns grandes homens, de outro lado, podemos perder a noção de que os grandes eventos são feitos por pessoas de carne osso, pouco importa o tamanho que elas tiveram. Em uma série como GoT, de forma lúdica e pop, podemos perceber como atos individuais influenciam a história e a política.

Quando Jaime chega em Correrrio, vemos um soldado ameaçando matar Edmure Tully (Tobias Menzies) para convencer Brynden Tully (Clive Russell), o Peixe Negro, a deixar Correrrio. O soldado não mata Edmure, no que Jaime observa que, feita a ameaça, ela deve ser cumprida, regra de ouro da chantagem. E a conversa entre Jaime e o Brynden é não só uma lição de política como uma demonstração do quanto uma guerra também pode ser tediosa. O passado se faz presente logo no começo, quando Brynden questiona se o Regicida cumpriu sua promessa de encontrar Sansa e Arya.  Na linha do que falamos acima, de como personalidades individuais pesam no curso da história, notem como a experiência de Jaime com guerras é perceptível em uma tomada aérea de Correrrio, já com o cerco bem mais organizado.

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Mas, o núcleo que ilustra com mais evidência o que estamos falando é o de Jon Snow. Ações do passado influenciaram tanto para ele conquistar o apoio dos Selvagens, quanto para a negativa da Casa Glover – estes se recusaram a ajudar os Stark, por conta dos erros de Robb Stark (Richard Madden). Nenhuma cena, porém, foi mais perfeita do que a da Ilha dos Ursos. Por qualquer perspectiva, foi a cena mais impecável do episódio, quiçá da temporada.

Jon Snow, Sansa (Sophie Turner) e Davos Seaworth (Liam Cunningham) vão negociar com Lyanna Mormont (Bella Ramsey), líder da Casa Mormont. Só o fato de Lyanna ser uma criança, já impacta. O roteiro consegue, ao mesmo tempo, expor o jogo político, rememora eventos passados que influenciam o presente, como inclinações pessoas pesam em decisões políticas, tudo isso, ao mesmo tempo em que, mostrando a maturidade de Jon, Sansa e Davos para a política, traça a personalidade de Lyanna. Ufa!

Sansa tenta uma abordagem fofa!, evocando a beleza da mãe de Lyanna, no que ela responde não ser bela, mas guerreira, calando Sansa. Jon ainda tenta evocar o tio da menina, mas logo apela para uma abordagem pragmática; seu excesso de objetividade e o apelo ao juramento dos Mormont de lutarem junto dos Stark não tem sucesso. Lyanna responde que não existe mais Casa Stark, o que dissolveria o juramento. Ela ainda questiona o porquê deveria colocar em perigo seu povo. Quem salva tudo é Sir Davos.

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Davos busca primeiro uma identificação com Lyanna, pontuando, com outras palavras, que os dois eram almas miseráveis devastadas pela guerra, que fez com que assumissem responsabilidades que não desejavam. Davos arremata falando do Rei da Noite, apelando, assim, para o senso de responsabilidade de Lyanna.

Sansa inexperiente e sem noção do mundo político. Jon entende do mundo político, mas não tem vivência. Davos tem as costas calejadas pela vida. E Lyanna… bem, a cada resposta sua personalidade era definida. Até a recusa em receber um conselho faz com que ela apareça, aos olhos do público, como um estadista.

Essa riqueza de GoT nos lembra que a política e a guerra são feitas por homens e mulheres que tomam suas decisões banhadas por paixões e afetos, por raiva ou impulso, até por movimentos bem pensados, algumas vezes. De forma lúdica, GoT nos lembra dessa dimensão humana da história.

Mas, como nos recorda os livros de história do colégio, além de homens, existem os grandes eventos. E GoT nos diz, esses grandes eventos, formados por aquelas decisões individuais poucos vezes racional e muitas vezes estupidamente pensada, afetam a vida das pessoas comuns. Estou falando a comunidade religiosa na qual encontramos Sandor Clegane, o Cão (Rory McCann).

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Raras vezes em GoT um episódio começou com prólogo. E como ele foi bonito. Poucas vezes vimos uma imagem tão idílica de Westeros, até dava para esquecer a guerra. Reencontramos o Cão trabalhando nessa comunidade, cujo líder lhe salvou. Teve até um discurso pacifista bem pertinente. Porém, a calma acabou com a chegada de três cavaleiros da Irmandade Sem Bandeiras, grupo formado por soldados desertores e derrotados da Guerra dos Tronos. O episódio acaba com Sandor encontrando toda a comunidade morta pela Irmandade. É a guerra infectando tudo, mesmo aqueles que se recusam a lutar.

De longe, um dos episódios mais ricos desta temporada. E, para quem não curte esse lado de GoT, deixo aqui duas especulações da web: com a Irmandade Sem Bandeiras, aumentam as chances de vermos Catelyn (Michelle Fairley) como Lady Stoneheart; Arya (Maisie Williams) não foi esfaqueada, aquela era alguém com o seu rosto.

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E, aí, o que achou do episódio? Curte esse lado mais político de GoT? Está torcendo para que Lady Stoneheart apareça? Gostou de ver que Bronn continua com a língua afiada? Acha que a esfaqueada não era a Arya ou aposta que ela tem um plano de saúde com rede hospitalar conveniada em Braavos? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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Crítica | ‘Homicídio nos EUA: Gabby Petito’ – Série Documental da Netflix mostra um TRUE CRIME que parou os EUA

Uma viagem pelos Estados Unidos de dois jovens recém noivos termina com apenas um deles voltando pra casa. Partindo desse ponto para montar peças de um quebra-cabeça macabro que envolve a violência doméstica e a dependência emocional, chegou ao catálogo da Netflix uma série documental de três episódios que apresenta os fatos de um crime que chocou um país.

Homicídio nos EUA: Gabby Petito nos leva até acontecimentos de anos atrás, um true crime que mostra muito mais do que um frio assassinato mas contribui para bons debates sobre o circo midiático em casos como esse, além de reflexões sociais profundas na ação policial.

Uma van e um sonho. Depois de pouco mais de um ano juntos, o casal Gaby e Brian partiram para morar um tempo juntos, vivendo como nômades, num veículo com tudo que precisam. Ela com o sonho de ser vlogueira, ele acompanhando. Quando Gaby fica sem dar notícias por duas semanas, sua família entra em contato com a polícia e assim inicia-se um capítulo triste dessa história.

Usando a inteligência artificial para recriar a voz de Gabby para textos do seu diário e mensagens, o documentário – também investigativo – acompanha detalhes dessa relação através de depoimentos dos pais, das forças policiais e amigos próximos. Um retrato de Brian vai sendo montado sob o ponto de vista de todos que cercam Gaby. Não há um outro lado dessa história pois todos ligados a Brian não quiseram dar depoimentos.

Conduzindo o documentário com os elementos que tem em mãos, a dupla de diretores consegue chegar até mesmo em críticas sociais profundas, com duas delas em destaque. Uma sequência chama muito a atenção, quando a van do casal é parada por policiais numa estrada, após uma denuncia ser feita, o tratamento e conclusões da situação escancaram o machismo e o despreparo policial em identificar um grave problema. Outro ponto é a questão do jornalismo em relação aos fatos. O documentário apresenta questões que vão muito além do circo midiático que virou o caso.

Crítica 2 | Café Society

UMA ÓTIMA COMÉDIA DE ALLEN

 

Desde 2005, com o fabuloso Match Point, o diretor e roteirista Woody Allen entrou em uma nova boa safra. O que não significa que entregue apenas obras-primas. Já virou uma máxima da crítica falar que ele tem altos e baixos e que “o pior Allen ainda é melhor do que a maioria dos filmes em cartaz” – ou qualquer coisa do tipo. É algo natural para quem tem a produtividade de um filme por ano.

Nesta fase mais recente, Allen produziu, ao menos, 4 grandes obras: Match Point, Vicky Cristina Barcelona, Blue Jasmine e Meia-Noite em Paris (ainda que eu tenha um problema com esse filme e precise revê-lo). Junto deles, tivemos alguns fiascos e um punhado de obras que flutuam em entre o bom e o ótimo. O recente Café Society está entre um dos melhores filmes que o diretor colocou nas telas nesta década.

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Ou melhor: Café Society é a melhor comédia de Allen nesta década. É um trabalho que articula muito bem vários temas recorrentes na sua obra, tudo embalado em uma plasticidade impecável. Ainda que não seja a obra-prima que alguns falam, sobram qualidades e certamente é bem melhor do que sua comédia anterior Magia ao Luar.

Nos anos 1930, o jovem Bobby (Jesse Eisenberg), que troca o Bronx, em Nova York, por Hollywood, onde seu tio Phil Stern (Steve Carell) é agente das grandes estrelas. Lá, ele se envolve com Vonnie (Kristen Stewart). Outros elementos como a família judia e a máfia completam a história.

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A narrativa de Café Society tem dois momentos bem claramente delimitados. Na primeira parte, Bobby é um anônimo tentando vencer na vida, ainda deslumbrado com Hollywood. Na segunda parte, Bobby sobe na vida dirigindo um clube noturno e passa a fazer parte do crème de la crème da sociedade. Aquele Bobby humilde e bicho do mato da primeira parte vira um homem sofisticado, que circula muito a vontade pelo meio dos ricos e famosos.

O maior sonho do Bobby da primeira parte é uma vida simples ao lado de Vonnie. Na segunda parte, encontramos um Bobby mais ambíguo: enquanto anda com desenvoltura entre as altas rodas nova-iorquinas, alguns gestos seus apontam um desejo de viver outra realidade. Isto fica especialmente evidente na relação com a sua esposa.

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Essa estrutura dupla me lembrou outro filme de Allen. Na comédia Trapaceiros, de 2000, um grupo tenta construir um túnel para roubar um banco e usa como fachada uma loja de biscoitos (ou bolachas, você escolhe, não vou me meter em polêmica). O assalto fracassa, mas a loja de fachada da certo e eles ficam ricos. Na segunda parte do filme, o ex-ladrão Ray (Woody Allen) não consegue se adaptar ao ambiente da alta sociedade.

Em Trapaceiros, a crítica à alta sociedade é direta e mesmo ingênua, reflexo daquele período de vacas magras pelo qual passava o diretor. Em Café Society, Allen gera uma ambivalência imensa: Bobby tem atração e rejeição por aquela vida na alta sociedade. A simples e brilhante cena final consegue sintetizar visualmente essa dubiedade do personagem.

Ainda que o roteiro tenha alguns problemas – especialmente na primeira parte, na qual a história da máfia fica mal encaixada – a história flui bem e possui ótimos momentos de humor. O que deixou este crítico realmente deslumbrado foi a parte plástica da obra. Direção de arte, figurino, movimentação de câmera, todos os elementos plásticos do filme são de uma sofisticação que não via fazia tempos nos trabalhos de Allen.

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O que mais se destaca é a fotografia de Vittorio Storaro – vencedor do Oscar pelas fotografias de Apocalypse Now e O Último Imperador. Com uma fotografia fortemente calcada em tons de amarelo, Storaro cria variações que traduzem, com muita sutileza, os sentimentos das personagens e as relações entre eles. Há instantes nos quais isso fica bem evidente, como na diferença da fotografia entre Nova York (um cinza mais escura e fria) e Hollywood (um amarelo quente e sofisticado). Há outros mais sutis, como mudar a luminosidade dos rostos dos personagens para destacá-los durante diálogos. Poderia desfiar parágrafos e mais parágrafos só sobre o trabalho de Storaro, mas prefiro torcer para que ele vença o máximo de prêmios ano que vem.

E, aí, o que achou do filme? Riu bastante, ou saiu da sala de cinema achando este apenas mais um filme pé-no-saco do Woody Allen? Na sua cidade, é bolacha ou biscoito? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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