A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.
O universo de ‘The Boys’ continua em franca expansão no Prime Video – e, muito em breve, um novo spin-off chegará ao catálogo do Prime Video: ‘Vought Rising’.
A série derivada funciona como prelúdio da original, ambientada décadas antes dos eventos principais e dando destaque a Soldier Boy, que foi eternizado por Jensen Ackles nas telinhas.
Agora, a gigante do streaming revelou o primeiro teaser trailer oficial da série derivada, que teve lançamento confirmado para 2027.
Confira:
Em uma recente entrevista à Variety, Ackles destacou que, embora o formato seja familiar para quem já acompanha a série original, a mudança de época trará um frescor necessário à narrativa.
“Olha, vai parecer familiar em termos de formato, porque a ideia é pegar o que funciona em The Boys e fazer algo um pouco diferente, especialmente por se passar nos anos 1950. Mas, falando por mim, estamos acostumados a ver o Soldier Boy nos tempos modernos. Ele é, como gosto de dizer, um homem analógico em um mundo digital, um peixe fora d’água no contexto atual”, afirmou.
Ackles continuou: “Agora vamos vê-lo sendo relevante, no ambiente onde ele realmente pertence. Ele é o manda-chuva. Mas também veremos a experiência que explica por que ele se tornou quem é. Vamos explorar as camadas do que realmente aconteceu naquele período”.
A empolgação do astro com o projeto é evidente. Segundo ele, o convite foi aceito instantaneamente: “Quando me apresentaram a ideia, dizendo que seria um prelúdio ambientado nos anos 1950 com o Soldier Boy, eu nem deixei terminarem a frase antes de dizer ‘sim!'”.
Ackles ainda confirmou que a intenção da produção é que o derivado se estenda por várias temporadas.
A 79ª edição do Festival de Cannes consagrou uma das vitórias mais debatidas dos últimos anos ao entregar a Palma de Ouro ao cineasta romeno Cristian Mungiu por Fjord. O júri presidido por Park Chan-wook destacou a “coragem moral” do filme e sua capacidade de provocar debates sem recorrer a simplificações ideológicas. A escolha confirmou o tom político e identitário desta edição, marcada por obras sobre memória, pertencimento e choque cultural.
Estrelado por Renate ReinsveeSebastian Stan, o longa acompanha uma família cristã conservadora romena que tenta reconstruir a vida na Noruega, mas acaba enfrentando hostilidade em uma sociedade progressista incapaz de aceitar seus valores culturais e religiosos.
Ao inverter o perspectivas tradicionalmente adotado pelo cinema europeu contemporâneo, Mungiu constrói um drama moral provocador sobre intolerância ideológica, pertencimento e os limites do progresso quando este passa a rejeitar diferenças em nome da uniformidade social. Sem transformar seus personagens em mártires nem em vilões absolutos, Fjordaposta justamente na ambiguidade humana para questionar como sociedades consideradas abertas podem também produzir exclusão.
A vitória marca a segunda Palma de Ouro da carreira de Cristian Mungiu — a primeira foi por 4 meses, 3 semanas e 2 dias, em 2007 — e reforça o retorno do diretor ao centro do cinema político europeu. Conhecido por retratar conflitos éticos com rigor quase documental, o cineasta entrega aqui uma obra menos austera emocionalmente, porém igualmente afiada em sua crítica social. A obra também foi vencedora do prêmio da FIPRESCI, a Federação Internacional de Críticos de Cinema.
Noite histórica marcada por três empates
A cerimônia também ficou marcada por um feito inédito: três empates em categorias principais, algo sem precedentes na história recente do festival. O primeiro deles ocorreu na categoria de melhor interpretação feminina, entregue às atrizes Virginie Efira e Tao Okamoto por suas atuações em De repente (Soudain/ All of a Sudden) dirigido porRyûsuke Hamaguchi.
Emocionada, Virginie foi às lágrimas ao escutar o anúncio e destacou a beleza da amizade feminina retratada no longa. “Nunca vimos duas amigas assim desde Thelma & Louise”, afirmou a atriz, em referência ao clássico de 1991 de Ridley Scott, homenageado no cartaz oficial desta edição do festival.
O filme retrata um grupo de soldados que organizava apresentações de dança, teatro e música para entreter companheiros durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos interpretavam papéis femininos sob um acordo tácito de cumplicidade entre os militares. Contudo, um jovem tímido acaba desenvolvendo sentimentos mais profundos por um dos performers, em uma narrativa sensível sobre desejo, identidade e afeto em tempos de guerra.
O empate triplo que consagrou estilos opostos
O terceiro empate da noite foi ainda mais surpreendente: duas produções dividiram o prêmio de melhor direção. A dupla espanhola Javier Calvo eJavier Ambrossi, conhecidos como “Los Javis”, venceu por La Bola Negra, obra poética inspirada em uma peça perdida de Federico García Lorca. O longa utiliza a reconstrução artística como instrumento de defesa da liberdade sexual e da memória cultural.
Em contraste de estilo, o polonês Pawel Pawlikowski também foi premiado por Fatherland, austero drama em preto e branco sobre o retorno do escritor Thomas Mann à Alemanha dividida após 16 anos de exílio nos Estados Unidos.
Apesar das diferenças formais entre os filmes, ambos compartilham o interesse por grandes figuras literárias e pelas marcas deixadas pelo exílio, pela repressão e pela identidade europeia.
Após as homenagens a Peter Jackson e John Travolta ao longo desta edição, Barbra Streisand tornou-se a terceira personalidade a receber uma Palma de Ouro honorária em Cannes 2026. A artista, porém, não pôde comparecer à cerimônia devido à recuperação de uma lesão no joelho. Em comunicado enviado aos jornalistas, Streisand agradeceu a homenagem e lamentou sua ausência:
“Sob orientação dos meus médicos, enquanto continuo me recuperando de uma lesão no joelho, infelizmente não posso comparecer ao Festival de Cannes este ano. Estou profundamente honrada em receber a Palma de Ouro honorária e estava ansiosa para celebrar os filmes extraordinários desta 79ª edição.”
Silent Voices, de Nadine Misong Jin (Columbia University, EUA)
Terceiro Prêmio (empate)
Aldrig Nok, de Julius Lagoutte Larsen (La Fémis, França) Growing Stones, Flying Papers, de Roozbeh Gezerseh e Soraya Shamsi (Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf, Germany)
O novo filme apresentará um Peter Parker transformado pelo sacrifício visto em ‘Sem Volta Para Casa’.
A trama se passa quatro anos após o mundo esquecer a identidade de Peter. Agora adulto e vivendo em isolamento total, ele abandonou qualquer tentativa de vida social para se dedicar 24 horas por dia à proteção de uma Nova York que já não sabe quem ele é. No entanto, essa dedicação extrema e a pressão constante desencadeiam uma surpreendente evolução física que coloca sua própria vida em risco. Em paralelo, um padrão criminoso misterioso começa a emergir, revelando uma das ameaças mais poderosas que o herói já enfrentou no cinema.
O filme é dirigido porDestin Daniel Cretton. O cineasta, conhecido por ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘, foi o escolhido para comandar a nova aventura de Peter Parker. Ele substitui Jon Watts, dos três filmes anteriores.
‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 30 de julho de 2026.
‘Mestres do Universo’ chega aos cinemas em 4 de junho cercado de expectativa, e a campanha promocional da Amazon MGM e da Sony Pictures já entrou na reta final com trailers inéditos, comerciais de TV, pôsteres e vários vídeos de bastidores destacando o elenco principal.
Mas um detalhe curioso não passou despercebido pelos fãs.
Jared Leto, astro de ‘Morbius‘ e intérprete do icônico vilão Esqueleto, praticamente desapareceu da divulgação do longa. O ator não promoveu o filme em suas redes sociais, ficou de fora da CinemaCon e também chamou atenção por sua ausência na estreia mundial realizada em Los Angeles.
De acordo com uma nova reportagem do Puck News, Leto “não estaria entusiasmado com o projeto”, embora os bastidores pareçam indicar uma situação ainda mais complicada.
Nos últimos anos, o vencedor do Oscar acumulou uma sequência de produções que decepcionaram nas bilheterias, incluindo títulos de grandes estúdios como ‘Tron: Ares‘, que teve desempenho abaixo das expectativas. Ainda que a responsabilidade não recaia exclusivamente sobre o ator, fontes da indústria apontam que os estúdios enxergam o nome de Leto como um possível problema de marketing.
A percepção em Hollywood é simples: destacar o ator como um dos protagonistas talvez não ajude a impulsionar o novo ‘Mestres do Universo’ — mesmo com ele aparecendo quase irreconhecível sob o visual sombrio do Esqueleto.
As primeiras impressões ao longa dividiram os críticos. Enquanto alguns amaram a vibe cafona e o universo criado para o filme, outros acharam que a maior parte da produção ficou uma “bagunça”.
“Mestres do Universo tem cerca de 20 minutos finais muito divertidos, estranhos, mas agradáveis. Quanto ao resto do filme? É uma bagunça. Coisas sérias tocadas para dar risadas, risadas tocadas para emoção, funciona, não funciona, realmente tenta, mas acaba sendo constrangedor demais. Cenas incríveis dos créditos finais, no entanto.”
#MastersoftheUniverse has a very fun, weird, yet enjoyable last 20 minutes or so. As for the rest of the movie? It’s a mess. Serious played for laughs, laughs played for emotion, it works, it doesn’t, it really tries but ends up being too awkward. Great end credits scenes though. pic.twitter.com/IINjM5uS84
“A melhor parte de ‘Mestres do Universo’ é que o filme abraça completamente suas raízes como um desenho animado exagerado dos anos 80 que ganha vida. O live-action nunca se leva muito a sério, se entrega totalmente ao lado mais brega e exibe com orgulho suas emoções. Em vez de tentar modernizar demais a franquia, ele resiste a essa ideia e é muito melhor por isso.”
The best thing about Masters of the Universe is that it fully embraces its roots as an over-the-top 80s cartoon come to life.
The film never takes itself too seriously, leans completely into the cheese factor, and proudly wears its heart on its sleeve. Instead of trying to turn… pic.twitter.com/L2V2TUCkgr
“Mestres do Universo é como um filme-irmão do primeiro Thor. Tem dificuldades para encontrar seu equilíbrio na primeira metade, mas, uma vez que se firma em seus temas de masculinidade frágil e ego, abre caminho para uma diversão incrivelmente gostosa que também é visualmente estimulante. Nicholas Galitzine é ótimo!”
MASTERS OF THE UNIVERSE is like a sister film to the first Thor. Struggles to find its footing in the first half, but once it locks on its themes of fragile masculinity and ego, it makes way for an incredibly fun time that’s also visually stimulating. Nicholas Galitzine is great! pic.twitter.com/w0sprjgNZw
“O charme despojado de ‘Mestres do Universo’ me conquistou. Uma experiência colossalmente épica. O live-action tem um tom autoconsciente ao estilo ‘Guardiões da Galáxia’ e uma mensagem radical em sua essência. Nicholas Galitzine e Camila Mendes arrasaram. […] O diretor Travis Knight demonstra uma genuína reverência por todas as encarnações do He-Man, desde os bonecos de ação até as animações. Cheguei a me emocionar em um determinado momento.”
#MastersOfTheUniverse director Travis Knight has a genuine reverence for all the incarnations of the He-Man character the MASTERS OF THE UNIVERSE action figures, animated & cinematic iterations. Easter Eggs are incorporated with craft & care. I got a little misty at 1 point.
“Nicholas Galitzine está impecável em ‘Mestres do Universo’, mas é seu timing cômico que rouba a cena. Assumidamente caricato, repleto de referências aos anos 80 (a trilha sonora!), e Jared Leto exagera na interpretação vocal como Esqueleto. Um pouco extravagante, mas, em sua maior parte, diversão para toda a família.
Nicholas Galitzine looks the part in #MastersOfTheUniverse (and how!) but it’s his comedic timing that steals the show. Knowingly cartoonish, packed with 80s vibes (the soundtrack!), and Jared Leto camps it up vocally as Skeletor. Slightly risqué, but mostly family-friendly fun. pic.twitter.com/EoRlS4l2dl
“Adorei ‘Mestres do Universo’ – uma das maiores surpresas do ano para mim. Sou muito fã de várias pessoas envolvidas, mas [a franquia] nunca foi muito a minha praia quando eu era mais novo. Além disso, baseado no que eu sei do material original, parecia um filme extremamente desafiador de se fazer. Mas Travis Knight e sua equipe conseguiram! Fui completamente arrebatado por essa aventura super vibrante, estranha e alegre. É totalmente absurdo, mas o absurdo funciona quando o elenco e a equipe entendem completamente o tipo de filme que estão fazendo e se dedicam totalmente para dar vida a ele.”
Bound to be one of the biggest surprises of 2026 for me — I loved MASTERS OF THE UNIVERSE.
I’m a huge fan of a lot of the folks involved, but it was never really my thing growing up and I kind of assumed the same would be true now. Also, based on what I do know of the source… pic.twitter.com/u0ecHjbWgM
“Eu AMEI ‘Mestres do Universo’! É uma verdadeira declaração de amor a tudo relacionado ao He-Man, além de ser um filme de fantasia/ficção científica lindo e bombástico que agrada a todos e não esconde suas emoções. É inacreditável que esse filme exista, mas estou muito feliz por isso. Passei o filme inteiro com um sorriso enorme no rosto.”
I LOVED #MastersoftheUniverse! Both a love-letter to all things He-Man and a beautiful, bombastic fantasy/sci-fi crowd pleaser that wears its heart on its sleeve. It’s insane this movie exists but I’m so happy it does. I had the biggest smile on my face the whole way through. pic.twitter.com/ZeHwvhBtAk
Na trama, após 15 anos separados, Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) é guiado pela Espada do Poder até o seu lar em Eternia, que está sob o domínio do cruel Esqueleto (Jared Leto). Para salvar a todos, ele vai ter que aceitar o seu destino como He-Man, o homem mais poderoso do mundo, e contar com a ajuda de seus aliados, Teela (Camila Mendes) e Duncan / Mentor (Man-At-Arms, Idris Elba).
Eu sempre tive medo de pegar estrada, e ficava aterrorizado com histórias de caminhoneiros e lendas urbanas, como a da Noiva da Estrada – muito popular no interior de São Paulo e Minas Gerais. E foi nessa vibe que assisti ao terror ‘Passageiro do Mal‘ (Passenger), dirigido pelo talentoso André Øvredal (‘A Autópsia’).
Partindo de uma premissa simples e não muito inovadora, o filme parece ter saído direto de uma videolocadora dos anos 90. E não, isso não é uma coisa ruim. Um filme B quando bem feito, é entretenimento garantido. E foi isso que senti assistindo ao filme.
Logo no início, temos uma sequência de abertura pra lá de assustadora com dois amigos dirigindo na pista quando algo começa a segui-los. A introdução é bastante sombria e rende um dos melhores jumpscares que vivenciei nos cinemas nos últimos anos. Corta para um casal tentando recomeçar a vida, e decidindo fazer uma road trip em um trailer – aqueles carros que tem cama e que a pessoa pode morar e viver como nômade. Ele está extremamente feliz com a aventura ao lado da namorada, que não está tão empolgada com a aventura.
No meio do caminho, eles acabam presenciando um acidente e param para ajudar o motorista, para momentos depois descobrirem que uma entidade maligna que causou aquelas mortes agora está seguindo eles, que serão os próximos.
O enredo pode não ser inovador, mas rende momentos bastante inspirados de terror e um clima constante de medo enquanto a história vai se desenrolando e o casal vai descobrindo as origens do “passageiro” e também toda a mitologia de como sobreviver na estrada, incluindo o código Hobo – um sistema de desenhos que os motoristas fazem na pista para avisar sobre lugares seguros ou perigosos.
Øvredal, que já tinha dirigido o ótimo ‘A Autópsia‘, sabe criar um clima de tensão gostoso misturado com jumpscares muito bem construidos que realmente te fazem pular da cadeira. É um filme simples, mas muito bem realizado.
Outro ponto positivo são os astrosLou Llobell e Jacob Scipio, que vivem o casal Tyler e Maddie. Eles tem uma ótima química em tela e o arco narrativo é muito bem construído para que você se importe com os personagens, que subvertem as regras do gênero e não se separam para resolver os problemas, o que passa uma mensagem muito bonita sobre união e amor. E ainda temos a vencedora do Oscar Melissa Leo em uma participação especial impagável.
O terceiro ato é marcado por exageros e “viagens”, mas que no contexto geral, são muito bem vindos.
‘Passageiro do Mal‘ é um filme de terror simples e eficiente, que não inventa a roda, mas assusta, diverte e entretém.
‘Não É Bem Assim’ (“It’s Not Like That”), nova série dramática cristã estrelada porErinn Hayes, Scott Foley e J. R. Ramirez, conquistou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 7 avaliações.
No geral, os críticos elogiaram a produção por sua abordagem sensível e realista sobre temas como luto, fé e relações familiares.
“Uma série sensível sobre parentalidade, amizade e amor, ‘Não É Bem Assim’ é um verdadeiro sopro de ar fresco, sem soar como propaganda religiosa”, disse Aramide Tinubu da Variety.
“‘Não É Bem Assim’ é um drama familiar multigeracional que se destaca graças ao ótimo roteiro, às boas atuações e à fantástica química entre Scott Foley e Erinn Hayes”, disse Joel Keller do Decider.
“A capacidade de abordar o luto e, ao mesmo tempo, incluir essa ideia de relacionamento e crianças envolvidas tornou tudo muito identificável. Os criadores fazem um trabalho impressionante ao nos envolver nesse universo e nos fazer investir emocionalmente nesses personagens”, disse Ricky Valero do Geek Vibes Nation.
“Eu nunca tinha visto uma série que tratasse a vida cristã sincera e o ministério religioso de forma séria como ponto central do drama. Até agora”, disse Brett McCracken do The Gospel Coalition.
“‘Não É Bem Assim’ ressuscita silenciosamente um gênero abandonado. É o retorno do drama familiar em uma série tão charmosa quanto autenticamente, e cativantemente, bagunçada”, disse Jasmine Blu do TV Fanatic.
“Não é algo revolucionário. É agradável, delicado e muito parecido com uma versão mais leve de ‘Minha Família'”, disse Dustin Rowles do Pajiba.
‘Não É Bem Assim’ (It’s Not Like That) está disponível no Prime Video.
Criada por Ian Deitchman e Kristin Robinson, que também atuam como showrunners, a série acompanha Lori (Hayes), recém-divorciada e mãe de dois adolescentes, e Malcolm (Foley), um pastor viúvo com três filhos. Antigamente, suas famílias faziam tudo juntas, mas agora ambos precisam lidar com a nova rotina como pais solteiros — enquanto navegam o luto, a fé, e os limites entre amizade e algo mais. É uma história de amor? Não é bem assim. Ou é?
A produção é do Amazon MGM Studios, com direção do episódio piloto a cargo de Brad Silberling. O time de produtores executivos inclui Deitchman, Robinson, Garret Lerner, Jon Erwin, Justin Rosenblatt, Kelly Merryman Hoogstraten (Wonder Project), Alex Goldstone (42/Anonymous Content) e Kingdom Story Company.
‘Não É Bem Assim’ marca a estreia de alguns talentos na televisão, como Cassidy Paul, e reforça a aposta do estúdio em histórias familiares que abordam fé, recomeços e conexões humanas sob uma nova perspectiva. A data de estreia ainda não foi divulgada.
O diretor e roteirista Curry Barker comentou abertamente sobre os bastidores de ‘Obsessão’ (Obsession), longa-metragem de terror que está atualmente em cartaz nos cinemas. Em entrevista recente, o cineasta revelou que a trama possui um “furo de roteiro”estrutural que ele, pessoalmente, detesta.
De acordo com o Deadline, o problema está diretamente relacionado às regras de funcionamento do misterioso e sobrenatural objeto conhecido como “One Wish Willow” (O Salgueiro do Único Desejo).
“Quer dizer, é meio que um furo de roteiro. É algo em que eu não gosto de pensar muito, porque realmente não faz sentido existir um mundo cheio de pessoas fazendo desejos. Realmente não faz sentido nenhum”, admitiu o diretor.
Na história, o protagonista Bear (Michael Johnston) recorre ao artefato místico para fazer um pedido sombrio: ele deseja que sua amiga Nikki (Inde Navarrette) o ame mais do que qualquer outra coisa no mundo. Consequências sangrentas e obsessivas passam a persegui-los até que o roteiro revela que qualquer pessoa no mundo pode fazer um pedido ao One Wish Willow e ter sua vontade realizada.
Para Barker, essa abertura cria uma incoerência com o cenário realista estabelecido no filme: “Se o One Wish Willow realmente funciona, o que acontece dentro dessa mitologia, e as pessoas estão fazendo desejos o tempo todo, então haveria coisas malucas acontecendo… tipo dragões existindo. E nada disso aparece. O mundo parece bem normal no filme. Então realmente não faz sentido”.
Buscando uma justificativa lógica para a própria obra, o cineasta compartilhou uma teoria que desenvolveu nos bastidores, embora reconheça que ela também esbarra em contradições práticas:
“Minha interpretação é que, toda vez que alguém faz um desejo, essa pessoa entra em uma realidade alternativa onde o desejo se realiza. Assim, você não está vivenciando todos os desejos ao mesmo tempo. Mas isso também não funciona totalmente, porque o dinheiro cai do teto. Sim, está quebrado”, brincou ele, referindo-se à cena em que o personagem Ian (Cooper Tomlinson) pede uma fortuna em frente a Bear.
Apesar do incômodo com as regras de sua própria mitologia, o diretor não descarta expandir esse universo no futuro.
“Obviamente tenho outros projetos que me empolgam mais no momento, mas consigo imaginar ‘Obsession 2’. Ou talvez algo que me anima ainda mais: uma antologia em formato de episódios de uma hora. Cada episódio mostraria um desejo diferente saindo completamente do controle. Talvez eu dirigisse o piloto com o mesmo diretor de fotografia, e então outros cineastas poderiam trazer suas próprias visões. Isso seria muito legal”, concluiu.
Vale lembrar que o terror já está em exibição nos cinemas nacionais!
O longa foi classificado pelo MPAA por “violência sangrenta e extrema, imagens sinistras, conteúdo sexual, linguagem persuasiva e breve nudez gráfica”.
Na trama, depois de quebrar o misterioso Salgueiro dos Desejos para conquistar o coração de sua paixão, um romântico incurável se vê conseguindo exatamente o que queria, mas logo descobre que alguns desejos têm um preço sombrio e sinistro.
Curry Barker é responsável pela direção e roteiro.
A polêmica saída de Ryan Gosling do elenco de ‘Um Olhar do Paraíso’ (2009), adaptação cinematográfica do aclamado livro de Alice Sebold, voltou a repercutir em Hollywood. Na época, Gosling havia sido escalado para viver o pai da protagonista interpretada por Saoirse Ronan, mas acabou sendo demitido após engordar cerca de 27 quilos para o papel sem o consentimento do diretor Peter Jackson.
De acordo com a Variety, Jackson quebrou o silêncio sobre as antigas declarações do ator e assumiu a responsabilidade pela falha na escalação, tratando o episódio com diplomacia:
“Não vou falar sobre casos específicos de atores porque é algo pessoal e privado, e não é culpa deles. Sempre que trocamos um ator, na verdade a culpa é nossa, porque não acertamos no elenco e escolhemos a pessoa errada para aquele papel. Não é porque eles fizeram algo errado”, afirmou.
O cineasta vencedor do Oscar ainda completou elogiando o astro: “Ryan é um ator fantástico, como todos sabemos. Filmes dependem de química tanto na frente quanto atrás das câmeras. Às vezes percebemos que aquilo que imaginávamos simplesmente não está acontecendo. É complicado, e ocasionalmente cometemos erros”.
O desabafo de Jackson rebate as declarações dadas por Gosling em 2010, quando o ator explicou que a falta de comunicação na pré-produção foi o estopim para o desentendimento criativo entre os dois.
“Eu realmente acreditava que ele deveria pesar cerca de 95 quilos. Nós não conversamos muito durante a pré-produção, e esse foi o problema. Eu apareci no set e percebi que tinha entendido tudo errado. Aí eu estava gordo e desempregado”, desabafou na época.
A atriz Saoirse Ronan, que protagonizou o longa aos 14 anos, também relembrou os bastidores da substituição. Segundo a artista, a troca ocorreu de forma madura e amigável quando os ensaios já estavam avançados:
“Eu adorava o Ryan e o cachorro dele, George, então fiquei triste por ele não estar mais lá. Mas acho que os motivos da separação foram totalmente válidos. Já conversei com os dois sobre isso e essas coisas acontecem. Nem sempre é algo pessoal”, afirmou.
Ronan também elogiou a entrada de Mark Wahlberg, que assumiu o papel às pressas após a demissão de Gosling: “Mark já era pai, tinha experiência com isso. Ryan era muito jovem na época, tinha uns 27 anos”.
Na trama, a jovem Susie Salmon é brutalmente assassinada por George Harvey, um vizinho que vive sozinho. Enquanto seus pais, Jack e Abigail, lidam com a negação e a polícia falha em colocar o criminoso na lista de suspeitos, a própria família passa a desconfiar dele. Presa em um plano espiritual entre o paraíso e o inferno, Susie passa a observar o sofrimento de seus entes queridos, dividida entre o desejo de vingança e o anseio de ajudar sua família a superar a tragédia.
De acordo com informações do portal Ingresso.com, as filmagens do drama tiveram início na última segunda-feira, dia 18 de maio, e devem se estender ao longo de cinco semanas, divididas em locações na cidade do Recife e na região de Arcoverde, no sertão de Pernambuco.
A produção marca o novo trabalho do diretor Leonardo Lacca, que recentemente atuou como diretor assistente, preparador de elenco e corroteirista do aclamado longa ‘O Agente Secreto’ (2025), deKleber Mendonça Filho.
“A trama de “Sábado Morto” acompanha Diogo, médico residente no Recife, que precisa retornar ao sertão pernambucano, após anos distante, por conta de um acontecimento inesperado na família. Ao lado da esposa, Aline, ele reencontra sua mãe, Terezinha, determinada a exigir respostas sobre fatos recentes, e talvez algo mais. Entre lembranças e desconfortos, segredos começam a emergir”, diz a sinopse.
Em comunicado oficial à imprensa, o diretor Leonardo Lacca celebrou o início dos trabalhos no set de filmagens e elogiou o elenco escalado para o projeto:
“Tem sido muito especial ver o universo de ‘Sábado Morto’ ganhar vida ao lado de atores maravilhosos como Jesuíta Barbosa, Malu Falangola, Múcia Teixeira e Matteus Cardoso. E é maravilhoso realizar mais um trabalho em parceria com Emilie, além de uma equipe técnica incrível, que realizou um trabalho muito potente nessa etapa que rodamos no Recife”, afirmou.
O projeto cinematográfico conta com a assinatura da renomada produtora Emilie Lesclaux pela Cinemascópio, estúdio por trás de sucessos como ‘Bacurau’ e ‘Aquarius’, desenvolvendo o longa-metragem em parceria direta com a Trincheira Filmes.
O universo de ‘Tulsa King’, aclamada série de drama policial da Paramount+, continua a expandir suas frentes políticas e criminais. De acordo com informações exclusivas do portal Deadline, a atriz Eden Lee (‘Dia Zero’) foi escalada para um papel recorrente de grande importância na vindoura quarta temporada da produção, idealizada pelo prolífico criadorTaylor Sheridan.
Lee interpretará Maya, descrita pelos bastidores como a rigorosa e influente chefe de gabinete da governadora do estado de Oklahoma. A introdução da personagem promete trazer novos embates de poder para a rotina dos negócios comandados pelo mafioso Dwight “The General” Manfredi, interpretado por Sylvester Stallone.
Além disso, conforme anunciado anteriormente pela produção, a atriz Gretchen Mol foi promovida ao elenco regular para os novos episódios.
Nos bastidores, a série mantém a fórmula responsável por seus altos índices de audiência. O renomado produtor Terence Winterretorna como o principal roteirista e produtor executivo do quarto ano da série. Dividindo o comando criativo do projeto, o criador Taylor Sheridan e o astro Sylvester Stallone também seguem assinando a produção executiva dos episódios.
Ainda não se sabe quando o próximo ciclo chegará à plataforma de streaming.
O ator Sebastian Stan, que interpretou o empresário e político Donald Trump no longa-metragem biográfico ‘O Aprendiz’ (2024), fez duras críticas ao atual cenário político e social dos Estados Unidos. Em declarações recentes, o artista destacou que a atmosfera no país intensificou-se negativamente em comparação ao período de lançamento do filme.
De acordo com informações publicadas pelo portal Deadline, Stan demonstrou profunda preocupação com os rumos da liberdade de expressão e a perseguição à classe artística no país:
“Acho que estamos em uma situação muito, muito ruim. Para ser honesto, quando você olha para o que está acontecendo, a consolidação da mídia, as censuras, as ameaças, os supostos processos judiciais que nunca acabam, mas também nunca chegam a lugar algum, os sinais já estavam ali”, afirmou.
O ator aproveitou para traçar um paralelo entre a atual conjuntura civil e as barreiras comerciais e jurídicas que a própria produção de ‘O Aprendiz’ enfrentou para conseguir ser distribuída e exibida nos cinemas, sofrendo tentativas de boicote antes mesmo de sua estreia em festivais internacionais.
“Nós enfrentamos isso com o filme. Não sabíamos se o longa seria exibido no festival. Talvez as pessoas estejam prestando mais atenção naquele filme agora. Nós passamos por tudo isso antes mesmo de Jimmy Kimmel e Stephen Colbert. Queria que não fosse assim”, concluiu.
Dirigido por Ali Abbasi (‘The Last of Us’), o filme explora a época em que o ex-presidente dos Estados Unidos comandou o programa de TV chamado O Aprendiz.
Jeremy Strong (‘Succession’) e Maria Bakalova (‘Morte Morte Morte’) fazem parte do elenco. A dupla viverá o advogado Roy Cohn e a primeira esposa de Donald, Ivana Trump, respectivamente.
O filme – cujo título é uma referência ao reality competitivo apresentado por Trump –, é descrito como “uma exploração de poder e ambição, ambientado em um universo de corrupção e mentiras”.
A trama foca no negócio imobiliário de Trump, em Nova Iorque, durante os anos 70 e 80, e a sua relação com Cohn, ao mesmo tempo que contará “uma história de mentor-protegido que traça as origens de uma importante dinastia americana”.
O roteiro foi assinado por Gabriel Sherman, da minissérie ‘A Voz Mais Forte – O Escândalo de Roger Ailes‘.
O avanço e o crescimento do uso de inteligência artificial na indústria de Hollywood e no cinema global ganharam um novo e controverso capítulo. Uma série de curtas-metragens gerados integralmente por IA, inspirados em ensaios fotográficos de revistas eróticas publicadas há 50 anos, estreou oficialmente noFestival de Cannes. Após a exibição no prestigiado evento francês, a coletânea será disponibilizada no mercado de streaming pela plataforma especializada Cultpix.
De acordo com informações publicadas pela revista Variety, o projeto foi desenvolvido por Thomas Meier, profissional da empresa norueguesa Multiformat. Ele utilizou ferramentas avançadas de IA generativa para transformar ensaios estáticos de revistas adultas lançadas originalmente em 1976 em vídeos completos, adicionando movimento fluido, colorização digital, som sincronizado, diálogos e narração. Como parte da estratégia de lançamento voltada a colecionadores, o material também ganhará uma edição limitada em formato VHS.
Em nota oficial, Rickard Gramfors, CEO e cofundador da Cultpix, detalhou a proposta conceitual por trás do uso da tecnologia para reinterpretar o acervo histórico:
“Queremos usar a tecnologia mais recente para estimular uma discussão sobre imagens que hoje têm meio século de existência. O que antes era considerado material adulto chocante agora parece incrivelmente inocente para os padrões atuais. Ao dar vida a essas imagens estáticas através da IA, estamos criando um diálogo entre a estética provocativa do passado e a nova tecnologia, explorando como nossa visão sobre o corpo humano e a sexualidade mudou ao longo de 50 anos”, afirmou.
O lançamento desses curtas-metragens ocorre em paralelo ao crescimento exponencial do uso e, consequentemente, dos debates éticos e criativos sobre a inteligência artificial generativa em Hollywood e no mercado cinematográfico global. Longe de ser apenas uma ferramenta de estúdio, a tecnologia tem cruzado novas fronteiras artísticas e comerciais.
Um dos marcos recentes desse debate foi o anúncio histórico da atriz Tilly Norwood, apontada pela indústria como a primeira “atriz de IA” a ganhar protagonismo no setor. A novidade soma-se ao surgimento de um novo mercado de produções seriadas geradas integralmente por algoritmos, apelidadas popularmente de “novelas de figuras”ou ficções geradas por IA, que começam a testar os limites da narrativa tradicional e a redefinir a relação entre tecnologia, atuação e direitos de imagem nas produções de entretenimento.
A consagrada atriz Michelle Pfeiffer, protagonista de ‘The Madison’, nova série de Taylor Sheridan (‘Yellowstone’), detalhou recentemente a rotina intensa e os bastidores conturbados da produção. A estrela revelou que “levou um tempo” para o elenco se habituar às condições das locações, marcadas pela falta de ar-condicionado e até de encanamento básico.
De acordo com o Deadline, Pfeiffer relembrou que a estrutura do set refletia o isolamento geográfico da narrativa: “Tudo foi um pouco corrido para todos, então algumas acomodações não estavam prontas. Não havia banheiro; até a casinha do lado de fora não era de verdade. Então não tinha ar-condicionado, encanamento, não tinha nada. Mas era incrivelmente lindo”.
A logística adotada pelo estúdio para capturar as paisagens naturais também impôs sacrifícios à rotina dos atores, eliminando os tradicionais privilégios das grandes produções de Hollywood.
“Nós realmente não tínhamos trailers no set, porque eles filmavam em 360 graus, então não podiam deixar vários trailers ao redor. Não havia lugar para sentarmos, não tinha banheiro por perto e nem comida. No inverno fazia frio. Era tipo: ‘Podemos ter um aquecedor?’. E no verão eu perguntava: ‘Posso conseguir um guarda-sol? Porque o sol está muito forte'”, acrescentou.
Lembrando que ‘The Madison’ foi renovado para sua 2ª temporada.
Expandindo o aclamado universo de Yellowstone, o novo spin-off acompanha a jornada da família Clyburn, que decide abandonar uma vida confortável e luxuosa em Nova York para recomeçar do zero nas regiões selvagens e implacáveis do estado de Montana.
E se eu te disser que a maior bilheteria de 2025 não foi de nenhum filme Hollywoodiano, você acreditaria? Pois sim. ‘Ne Zha: O Renascimento da Alma’ arrecadou US$ 2,2 bilhões mundialmente em 2025, valor bem acima do segundo colocado, ‘Zootopia 2‘, que fez US$ 1,8 bilhão mundialmente no mesmo ano.
O mundo presencia uma guerra tarifária entre os EUA e a China. Donald Trump voltou à Casa Branca e como um dos primeiros atos aumentou os impostos em cima dos produtos chineses vendidos para o seu país. A China por sua vez resolveu devolver a gentileza de forma equivalente. Mas o que a política exterior tem a ver com o mundo do cinema? Bem, bastante. Quem está mais atento aos números financeiros do mundo do cinema já percebeu que a China se tornou uma verdadeira potência nas bilheterias. E isso inclusive antes da pandemia.
A animação chinesa ‘Nezha 2’ é a maior bilheteria de 2025 até o momento e se tornou a oitava maior de todos os tempos.
Voltemos para o ano de 2019, o ano anterior à pandemia, e o ano de maior potência do cinema de Hollywood no que diz respeito à bilheteria. Neste ano específico, dentre os dez filmes mais rentáveis do ano, nove deles ultrapassaram a ridícula marca de US$1 bilhão ao redor do mundo. Nada havia chegado perto de tanto sucesso anteriormente, e muito menos no pós-pandemia (na realidade atual em que os cinemas ainda lutam para recuperar o que um dia tiveram – e talvez não consigam). Se formos olhar mais a fundo no ano de 2019, iremos reparar que a décima segunda posição do ranking ficou com uma produção cem por cento chinesa.
Mas não foi apenas ela, porque dentre o top 20 das maiores bilheterias de 2019, temos nada menos do que quatro produções cinematográficas inteiramente chinesas. O fato impressiona bastante, ainda mais se levarmos em conta que a China não exporta suas produções para o mundo da mesma forma que os EUA fazem. O cinema de Hollywood sempre dominou o mundo, inclusive o Brasil, afinal todos nós crescemos com os blockbusters da década de 1980 passando sem parar nas TVs abertas. Nos últimos anos isso foi mudando. A China, por exemplo, limita o número de produções americanas que chegam ao país, favorecendo assim seus próprios filmes para a população. Em países como a Argentina e a França, o número de produções Hollywoodianas sendo exibidas precisa ser igual ou menor do que o de produções próprias do país. O Brasil também regulamentou uma lei parecida, valendo também para os canais a cabo e agora os streamings.
O primeiro ‘Nezha’, de 2019, já havia quebrado recordes para a China, se tornando a maior bilheteria do país então.
Voltando a falar do ano de 2019 e da China, temos que pensar que a entrada de quatro filmes chineses no ranking dos 20 maiores do ano impressiona se pensarmos que todo esse dinheiro veio de dentro da própria China e de seus países asiáticos vizinhos. Ou seja, o dinheiro de dentro do próprio território foi o suficiente para superar certos filmes que passaram no mundo todo. ‘Meu Povo, Meu País’, ‘Terra à Deriva’, ‘O Comandante: Pânico nas Alturas’ e (olhem só) o primeiro ‘Ne Zha’ foram os blockbusters chineses que se posicionaram no top 20 mundial. A animação ‘Ne Zha’ foi o mais bem colocado, no citado décimo segundo lugar – arrecadando impressionantes US$726 milhões.
Voltando ainda mais no tempo, Hollywood já previa a importância do mercado asiático, em especial a China, como fator determinante de boas bilheterias dos filmes que exportavam. As superproduções da Marvel, por exemplo, desde 2013 começavam a gravar cenas extras passadas na China (alguns destes trechos eram destinados apenas para o público de lá, cortados da exibição em outros lugares do mundo), e a incluir personagens chineses em seus filmes, interpretados por astros conhecidos naquele país. Era uma forma de fazer a política da boa vizinhança, se certificando que o longa seria exibido nesse forte mercado consumidor.
A franquia chinesa ‘Terra à Deriva’ se tornou um enorme sucesso do país, figurando entre os maiores filmes pelo mundo em seus respectivos anos.
Com a Pandemia, o cinema chinês ganhou ainda mais força. Isso porque enquanto o vírus chegava por aqui, no resto do mundo, os chineses já estavam se reerguendo, uma vez que a coisa começou por lá. Em 2020, dentre os 10 maiores filmes do mundo, quatro eram chineses e um japonês. Em 2021, do top 10 três eram produções chinesas. Em 2022, quando Hollywood já se reerguia, do top 11 duas eram produções chinesas. Em 2023, do top 12 três foram produções chinesas. A mesa começou a virar em 2024, quando Hollywood não deu espaço no top 10 para as produções chinesas, mesmo assim, três filmes da China emplacaram nos números 14, 15, e 16 dos maiores filmes do ano. O que nos leva diretamente ao ano de 2025.
De todas essas produções chinesas, no entanto, nenhuma delas havia ultrapassado a ridícula marca de US$1 bilhão em bilheteria mundial. Isto é, até o lançamento de ‘Ne Zha 2’ em janeiro deste ano na China. E sobre o que o filme fala? ‘Ne Zha’ é uma mistura de ‘Dragon Ball’ com as animações da Disney/ Pixar. Ou seja, uma superprodução com um visual impressionante, capaz de atrair milhares de crianças chinesas simplesmente através de suas cores e estética. O filme original de 2019 conta sobre a lenda de um menino “amaldiçoado” de um vilarejo, hostilizado pela população, ele se mostrará um herói, e o único capaz de defender o local das verdadeiras ameaças.
‘Nezha 2’ foi o primeiro filme da China a ultrapassar a marca de US$1 bilhão e seu protagonista se tornou um ícone por lá (mesmo que o resto do mundo não o conheça muito bem).
Muito entranhado na cultura e no folclore chinês, com direito a inserir em sua trama lendas locais, como dragões, magia e bastante lutas, essa aventura é tipicamente tudo o que já consumimos do país em relação a este gênero. O original, de 2019, conquistou mais de US$700 milhões em bilheteria. Já a sua continuação, que contou com efeitos especiais mais detalhados e caprichados, e trouxe de volta o protagonista que todos por lá aprenderam a adorar, se beneficiou da familiaridade do país com a história, podendo caprichar na ação e nos efeitos. ‘Ne Zha 2’, que por aqui recebeu o subtítulo de ‘O Renascimento da Alma’ fez o que ninguém contava, foi a primeira produção chinesa a adentrar o seleto clube do bilhão.
Contanto os relançamentos nos cinemas (os Harry Potter, por exemplo, só conseguiram ultrapassar um bilhão de dólares devido a novos lançamentos dos filmes antigos nos cinemas), temos um total de 58 filmes no clube do bilhão. Para termos uma ideia, ‘Ne Zha 2’, mesmo sem ter estreado em grande parte do mundo, ocupa atualmente a oitava posição, ultrapassando sucessos como ‘Divertida Mente 2’, ‘Os Vingadores’, ‘Barbie’ e ‘Top Gun: Maverick’. Essa é uma das vantagens de se ter um país extremamente populoso.
Com esse fenômeno, a China dá mais um recado para o mundo e principalmente para Hollywood – de que as produções do país possuem esse tipo de força. Dos 58 filmes no clube do milhão, todas são produções dos EUA, exceto o citado oitavo lugar. Não sabemos quando a guerra “fria” entre China e EUA irá parar, ou onde irá levar. Mas o que sabemos é que o cinema chinês se tornou, de forma quieta e sorrateira, uma nova potência do entretenimento.
Uma das coisas que mais incomodam os espectadores é se deliciar maratonando uma série e esse projeto simplesmente acabar ou, como acontece muito, ser cancelado! Isso não é algo raro e por inúmeros motivos provavelmente algum dia você também passará por isso. Pensando em algumas dessas ótimas séries que não conseguiram mais continuidades, segue abaixo uma lista com ótimas dicas:
Na trama, conhecemos Reinaldo (Felipe Camargo), um estudioso professor e escritor de meia idade que bate no peito defendendo seu ateísmo para todos desde sempre. Ele vive com sua esposa, a doutoranda Maria Clara (Ana Flavia Cavalcanti) e sua filha adolescente Gabriela (Bárbara Luz) em uma casa de classe média de uma grande cidade brasileira. Certo dia, sua esposa acaba sendo atingida por uma bala perdida e entra em coma praticamente irreversível. Desesperado, e não aguentando mais aquela situação ele vai tomar uma drástica atitude quando milagrosamente sua esposa desperta. Durante essa situação chocante, ele é filmado por um enfermeiro bastante religioso e o vídeo viraliza chamando a atenção do pastor Samuel (Augusto Madeira), o líder de uma pequena igreja, que vai lhe fazer uma inusitada proposta.
Lançada quase 20 anos atrás, e até hoje sem o reconhecimento que merece,Jericho nos mostra o isolamento de uma cidade sem saberem o que acontece no resto do mundo culminando em confrontos e fortes dramas entre os personagens.
Dos showrunners Sanne Nuyens e Bert Van Dael está disponível no vasto catálogo da Netflix brasileira o intrigante seriado belga Doze Jurados (De Twaalf no original). Diferente de alguns outros dramas que envolvem júris, acusações e assassinatos misteriosos, nesse projeto vemos o foco máximo na vida detalhada da maior parte dos jurados que compõe um júri popular de um caso com grande repercussão nacional.
Hercule Poirot, da série Agatha Christie: Poirot (Belas Artes a La Carte)
Ao longo do período entre 1989 a 2013 uma produção fantástica chegava aos telinhas trazendo vida aos misteriosos casos de um dos personagens mais emblemáticos da escritora britânica Agatha Christie, o detetive belga Hercule Poirot. Entre tramas macabras, reviravoltas surpreendentes, traições, ambição, o seriado Agatha Christie: Poirot nos leva para um tour sobre a mente humana, acompanhando histórias profundas que tem na sua base os deslizes da moral sob pontos de vistas diversos.
Na trama, conhecemos quatro artistas que são novamente chamados para revisitar seus antigos personagens de um seriado que estreou duas décadas atrás. Tem o Reed (Keegan-Michael Key), um ator que após largar a série original acabou não tendo mais sucesso na carreira. Tem a Brie (Judy Greer), uma artista de poucos trabalhos q largou a profissão para se casar com um Duque em outro país. Tem o Clay (Johnny Knoxville) que luta contra o alcoolismo em um momento onde busca redenção para todos seus dramas do presente que são ligados ao passado. Tem o Zack (Calum Worthy), um jovem de 24 anos, que na época do seriado original era apenas uma criança, e agora busca sua identidade em uma carreira de altos e baixos. Além dos artistas, há um foco grande também nos criadores da série: Gordon (Paul Reiser) e Hannah (Rachel Bloom).
Um dos seriados mais impactantes dos anos 2000, Friday Night Lights nos leva até uma cidade do interior dos Estados Unidos e os dramas de jogadores e o treinador de um time de futebol americano do colégio. O projeto é baseado na obra Friday Night Lights: A Town, a Team and a Dream do jornalista Buzz Bissinger.
Ao longo de seus 36 episódios, exibidos entre 2004 e 2006 na HBO, acompanhamos, numa cidade completamente sem lei, inundada de corrupção e crimes, a vida de alguns personagens que vão entrar em enorme conflito.
Na trama, conhecemos Tom Chandler (Eric Dane), o comandante do contratorpedeiro Nathan James da marinha norte-americana. Ele e sua enorme tripulação embarcam em uma missão de alguns meses no mar onde levam à bordo a doutora Rachel Scott (Rhona Mitra) que vai para algumas áreas do planeta coletar dados para uma pesquisa secreta. Quando a missão está perto do fim, Tom e sua equipe percebem que algo está estranho no planeta, as comunicações encontram-se com problemas e logo se descobre que uma enorme tragédia atingiu toda a terra sendo eles uma das poucas forças militares norte-americanas vivas. Ao mesmo tempo, percebem que as pesquisas da Doutora que está no navio é exatamente para encontrar a cura para o problema mundial. Assim, Tom embarca em inúmeras missões em busca de soluções.
Uma das grandes séries de sucesso do início dos anos 2000 conhecemos a detetive Brenda Johnson (brilhantemente interpretada por Kyra Sedgwick), treinada pela CIA, especialista em interrogatórios, que sai de Atlanta para Los Angeles para comandar a unidade de homicídios e precisa diariamente mostrar seu valor.
Contando as hilárias histórias de um brilhante e excêntrico detetive morador de São Francisco que possui transtorno obsessivo compulsivo, Monk é um seriado que marcou pra sempre a carreira do espetacular ator Tony Shalhoub.
As atrizes Alanis Guillen e Gabriela Medvedovsky, que conquistaram o público ao interpretar o casal Lorena e Juquinha, carinhosamente apelidado pelos fãs de “Loquinha” na novela ‘Três Graças’, não fazem mais parte do elenco da TV Globo. Mesmo com a imensa repercussão gerada em torno da trama das personagens, as artistas encerraram seus vínculos com a emissora.
De acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, as atrizes mantinham um formato de contrato por obra. Dessa forma, ambas se desvincularam oficialmente da empresa na última semana, coincidindo com a exibição do desfecho do folhetim assinado por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva.
A reportagem destacou que a Globo chegou a abrir negociações com Alanis e Gabriela para a assinatura de novos contratos de longo prazo, mas as conversas não avançaram para uma resolução. Com o término das tratativas, as duas profissionais estão livres no mercado para aceitar convites de outros canais e plataformas de streaming.
O romance entre Lorena e Juquinha foi apontado como um dos principais motores de engajamento de ‘Três Graças’. Os vídeos com os cortes das cenas do casal ultrapassaram as fronteiras nacionais, somando mais de 50 milhões de visualizações na internet.
De olho no sucesso estrondoso e surfando na onda desse engajamento digital, a Globo chegou a produzir e lançar um spin-off em formato de “novelinha curta” focado exclusivamente nas personagens. Intitulado ‘Loquinha’, o projeto derivado foi um sucesso absoluto nas redes sociais da emissora, ultrapassando a marca de 100 milhões de visualizações.
“Gerluce Maria das Graças integra uma família de mães solo: é filha de Lígia Maria e mãe de Joélly Maria. Criada pela mãe, que engravidou na adolescência e foi abandonada pelo pai da criança, Gerluce enfrenta um destino parecido com a chegada da filha”, diz a sinopse oficial da novela.
‘Michael’, biografia do rei do pop Michael Jackson, conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 733 milhões nas bilheterias mundiais e se tornou a segunda maior bilheteria de 2026, atrás apenas de ‘Super Mario Galaxy‘ (US$894.2M).
E embarcando no sucesso do filme, que tal relembrar ou conhecer o único filme realmente protagonizado pela lenda da música? A Max se adianta e traz para o seu streaming ‘Moonwalker’, a ambiciosa aposta de Michael Jackson para os cinemas.
O ano era 1988, e Michael Jackson já era o maior fenômeno da música no mundo. A esta altura, sucessos como ‘Beat It’, ‘Billie Jean’ e, principalmente ‘Thriller’ (do álbum homônimo ‘Thriller’, 1982) já faziam parte do imaginário da cultura popular mundial. Tal estouro foi seguido pelo álbum ‘Bad’, de 1987, no qual constavam as igualmente icônicas ‘Smooth Criminal’, ‘The Way You Make Me Feel’ e ‘Bad’. Ou seja, o nome de Michael Jackson era provavelmente o nome mais famoso do planeta, como em épocas passadas haviam sido os de Elvis Presley e os Beatles. E o intitulado “rei do pop” usou esse prestígio para lançar nos cinemas uma superprodução que era a sua cara.
Vale dizer também que antes de ‘Moonwalker’, Michael Jackson já havia estrelado um filme para os cinemas. Falo de ‘O Mágico Inesquecível’, de 1978, adaptação do clássico dos clássicos ‘O Mágico de Oz’ (1939) para o universo da música negra norte-americana (Soul, R&B, hip-hop). Não por acaso, a superprodução foi uma ideia da Motown, gravadora especializada em lançar cantores negros ao estrelato, como o próprio Jackson e a cantora Diana Ross (grande amiga do cantor).
Em ‘O Mágico Inesquecível’, Diana Ross vive uma versão um pouco mais madura de Dorothy, enquanto Michael Jackson é o espantalho. O filme contou ainda com o comediante sensação da época Richard Pryor no papel do Mágico. O longa, apesar dos elementos mágicos e fantásticos, se passa numa realidade alternativa de Nova York, adaptando o clima urbano da cidade e a vivência de afro-americanos ao teor lúdico do conto original. Apesar do potencial, o longa não foi um sucesso em seu lançamento nas telonas, e terminou ressurgindo como cult alguns anos depois. Vale ressaltar também que nesta época Michael Jackon ainda não era considerado o Rei do Pop, e nem mesmo seu primeiro álbum mais maduro (‘Off the Wall’) havia lançado.
Michael e seu alter-ego Coelho compartilham um “dance-off”.
Dois anos antes de ‘Moonwalker’ chegar às telonas, e ainda surfando no sucesso assombroso que havia sido ‘Thriller’, Jackson era dirigido por ninguém menos que Francis Ford Coppola, o diretor da trilogia ‘O Poderoso Chefão’ e de ‘Apocalypse Now’. O projeto, no entanto, não era um longa-metragem para os cinemas e sim uma atração dos parques da Disney em 3D, exibida no EPCOT Center. ‘Captain EO’ era uma espécie de ‘Star Wars’ tendoMichael Jackson como protagonista. Não é coincidência ter como produtor George Lucas, o pai da saga da família Skywalker. A aventura espacial de Jackson tinha 17 minutos de duração e trazia naves espaciais, criaturas alienígenas de todo o tipo e uma grande vilã interpretada por Anjelica Huston. A atração fez parte do parque de 1986 até 1997 – e após a morte do cantor em 2009, voltou como atração especial.
De certa forma ‘Captain EO’ serviu como base para as ideias alucinadas contidas em ‘Moonwalker’. Mas enquanto o primeiro saiu da mente de George Lucas, visando capitalizar em cima da figura “maior que a vida” de Jackson, o longa-metragem foi inteiramente pensado pelo próprio cantor, em uma viagem megalomaníaca (e por que não, egocêntrica).
O clipe clássico da canção ‘Smooth Criminal’, que traz Michael como mafioso, foi tirado de ‘Moonwalker’.
É claro que algo desta magnitude precisava ser bancada pelo próprio Michael Jackson, e um dos astros da música mais ricos de todos os tempos investiu seu próprio dinheiro na aventura como produtor, e lançou o filme através de sua própria produtora. Michael também escreveu a história e só não se atreveu a dirigir. Lançado através da Lorimar Motion Pictures ‘Moonwalker’ é na verdade uma antologia relativamente desconexa entre seus contos, que usa o cantor como ponto central em todas as suas subtramas e, principalmente, serve de companhia para o álbum ‘Bad’, lançado no ano anterior. É como se Jackson tivesse criado um “super videoclipe” para impulsionar mais ainda as vendas de ‘Bad’.
Isso fica claro com o trecho dos “mafiosos” que terminou sendo usado como o videoclipe da música ‘Smooth Criminal’, presente no disco ‘Bad’. A música está presente no filme ‘Moonwalker’ e a cena contida no filme seria editada mais tarde para se tornar o clipe da mesma música. A ideia de Michael é que uma coisa estivesse automaticamente ligada à outra. Existe uma trama central em ‘Moonwalker’, que traz Michael Jackson ajudando um grupo de crianças carentes, exploradas pelo traficante Mr. Big para serem pequenos criminosos nas ruas. Jackson combate o vilão para livrar as crianças de suas garras. Mas vindo da mente do eterno Peter Pan, o longa ganha contornos de fantasia extrema, que no fim das contas soam como uma grande viagem lisérgica.
Efeitos caprichados na cena em que Michael se transforma em um grande robô.
Os primeiros 20 minutos de ‘Moonwalker’ são apenas trechos de shows, apresentações e clipes, que recapitulam a carreira deMichael Jackson para o espectador. É só depois destes primeiros vinte minutos que temos uma ideia do que será o filme, como se ele só começasse realmente a partir daí, quando Michael deixa de ser criança e se torna o Michael que conhecemos. Na saída da gravação de seu clipe ‘Bad’, ele dá de cara com um grupo de visitantes em um tour pelo estúdio de Hollywood. Os fãs o reconhecem e se inicia uma longa perseguição. Neste momento, o filme faz uso da técnica de stop-motion e “claymation” (aquele tipo de animação que parece criado com “massinha”).
Os fãs são criados em animação e Michael Jackson, após correr muito para fugir dentro do estúdio, acaba se disfarçando de coelho e também vira animação. Mais um longo trecho de perseguição com músicas, e ganhamos mais um recorte que mistura as canções de Michael com a arte de imagens abstratas. Justamente por isso, muitos críticos na época acusaram ‘Moonwalker’ de ser um teste de paciência e uma egotrip do músico.
O menino Brandon Quintin Adams vive a versão mirim de Michael durante as gravações do clipe ‘Bad’.
E bem, o que Michael Jackson tinha em mente para ‘Moonwalker’ ao que tudo indica não conseguiu preencher nem mesmo um filme de uma hora e meia de projeção. Se formos parar para pensar, só temos dois segmentos cuja narrativa se assemelha a uma história sendo contada. A primeira, citada, da fuga de Michael e sua transformação em coelho, depois dos vinte primeiros minutos – que deve durar algo em torno de 10 a 15 minutos. E é só após 37 minutos de projeção do longa, que ganhamos o tópico “principal” – o mencionado resgate das crianças aliciadas pelo traficante.
Nesse segmento, que é o mais duradouro e que deveria ser o centro do filme:Michael Jackson fica abismado ao descobrir que um traficante conhecido como Mr. Big está pretendendo aliciar e viciar crianças em drogas. Esse vilão é interpretado por ninguém menos que o vencedor do Oscar Joe Pesci – que dois anos depois estrelaria ‘Esqueceram de Mim’ e ganharia uma estatueta dourada da Academia por ‘Os Bons Companheiros’, de Martin Scorsese. Em meio à fuga, Michael encontra tempo para cantar e dançar ‘Smooth Criminal’, um dos momentos mais icônicos do longa – que serviu como videoclipe para a música.
Joe Pesci viveu o vilão Mr. Big e seu visual continua um rabinho de cavalo que desafiava a gravidade.
Encontrado e cercado pelo vilão e seus capangas, Michael parece derrotado. Porém, eis que nosso herói se ergue e… se transforma em um robô gigante (do nível de um Transformer). Sim, é isso mesmo. É tal robô que derrota os inimigos e salva o dia. Os efeitos especiais nessa parte impressionam para a época (é preciso levar em conta que este era 1988, antes do uso de CGI em ‘O Exterminador do Futuro 2’). Dá para ver e entender que ‘Moonwalker’ é muito mais uma experiência visual e sonora, do que uma experiência coerente ou uma história. Não existe arco ou narrativa. ‘Moonwalker’ é apenas um amontoado de imagens, muitas delas bonitas e impressionantes – tudo acompanhado ao som das músicas do astro. Para seus fãs mais ardorosos, podemos dizer que não fica muito melhor do que isto.
Essa investida custou ao bolso de Michael 22 milhões de dólares. É dito que nos EUA o longa recebeu lançamento direto em vídeo, mas estreou nos cinemas por muitos países do mundo. Na Inglaterra recebeu um lançamento limitado. Como esse era um produto com a cara de Michael Jackson, acompanhando o longa, todo tipo de merchandising em cima do filme foi criado. Dentre os mais notórios está o videogame homônimo, lançado pela empresa SEGA. O jogo estreava em 1990, com lançamentos em Arcade (os chamados fliperamas) e também em consoles para a casa, vide o Mega Drive e o Master System. Todas as crianças que cresceram na época, certamente conhecem ou jogaram e puderam ser Michael Jackson por alguns momentos.
Todas as crianças da época passaram horas jogando ‘Moonwalker’, o videogame onde podíamos ser Michael Jackson.
‘Moonwalker’ é claro virou cult instantâneo um tempo depois, e fez sucesso nas locadoras de vídeo. E depois nas reprises da TV aberta – onde sempre era exibido pelo SBT. Agora o filme chega pela primeira vez nos streamings brasileiros – com a estreia no Max, onde uma nova leva de fãs poderá conhecer essa obra para lá de curiosa levando o nome do maior astro da música pop a ter passado pelo nosso planeta. E que sirva de aquecimento para a sua tão aguardada cinebiografia.
Olho por olho, dente por dente. Um dos sentimentos mais conflituosos que a humanidade já viu é a vingança. Debruçando-se sobre a moral a todo instante, quem é consumido por essa emoção muitas vezes encara a inconsequência como uma saída para se livrar das sensações de angústia. No mundo do cinema, já vimos muitas histórias que exploram essa questão. Para deixar algumas delas para reflexões, segue uma poderosa lista abaixo:
Vou te contar agora sobre um filme muito, muito tenso que está disponível na MAX. Uma família rica. Um sequestro. Uma noite de revelações surpreendentes. Remake de um filme espanhol lançado em 2017, o longa-metragem mexicano Confissões é tenso, aterrorizante, que através de declarações inesperadas expõe na tela as dores, a vingança e o absurdo de ações feitas no passado. Dirigido por Carlos Carreira, esse é um filme que vai te surpreender principalmente pelo seu final impactante.
Éramos Crianças
Toda ação gera reação. Girando em torno de um dos sentimentos sem volta que desestabiliza o comportamento humano, a vingança, o longa-metragem Éramos Crianças e sua narrativa que navega em um ping pong na linha temporal busca prolongar um suspense que envolve um forte trauma na infância acoplados em questões familiares. Dirigido por Marco Martani, o projeto é um dos selecionados para a ótima seleção do Festival de Cinema Italiano 2024.
Quando o caos é tudo que existe. Dirigido pelo excelente cineasta James Wan, conhecido pelos filmes de terror do seu currículo, em 2008 chegou aos cinemas um filme de ação brutal com alta doses dramáticas que coloca em evidência uma imersão às consequências de uma vingança. Protagonizado por Kevin Bacon, Death Sentence é sobre o estopim de uma guerra, a destruição de uma família, e as tentativas em vão do equilíbrio de uma equação que não deveria existir.
Na trama, conhecemos Zuko (Bonko Khoza), um homem que encontrou a felicidade ao lado de sua família após anos de intensa ação e sofrimento. Filho de pais adotivos, teve os pais seriamente feridos em uma blitz da polícia de segurança do Apartheid. Quando o passado bate à sua porta, ele, que pertence a um grupo que tem como objetivo atual expor os absurdos cometido por Mtima (Sisanda Henna), um forte candidato para as próximas eleições na África do Sul, munido de sua adaga precisará reunir todas suas habilidades, contatos, em busca de completar mais uma missão.
A justiça selvagem numa estrada de inconsequências. Dois anos depois de estrelar nos cinemas o primeiro filme da vitoriosa franquia Velozes e Furiosos, o ator californiano Vin Diesel chegaria aos cinemas com um filme pulsante que explora a dor da perda, a cegueira da vingança e o nebuloso universo do narcotráfico mundial, tudo isso preenchido por uma narrativa dinâmica repleta de cenas de ação.
Na trama, conhecemos Soo-hyeok (Jung Woo-sung) um homem com um passado tomado pela violência que após passar uma década preso volta à liberdade e logo descobre que é pai de uma menina, fruto de seu relacionamento com uma ex-namorada. Querendo largar a vida de criminoso e se dedicar a ser um bom pai, acaba sendo alvo da fúria de um invejoso ex-colega de gangue e então parte para um acerto final.
Um pouco mais de duas décadas atrás chegava aos cinemas pelas mãos do sempre competente Ridley Scott um filme que marcaria gerações de amantes da sétima arte nos trazendo o contexto de sangue e dor de um general romano que traça uma jornada cheia de obstáculos motivado por um espírito de vingança em meio ao caos da ambição na figura de um rei assassino e não declarado. Com uma visão bastante próxima de uma Roma Antiga, todo o circo do entretenimento da época associada à uma luta de vida e morte numa enorme arena, as intrigas políticas, alguns personagens que realmente existiram mas com novas interpretações,Gladiador venceu cinco Oscars e até hoje é lembrado como um dos mais grandiosos e elogiados blockbusters.
Sleepers – A Vingança Adormecida
Na trama, após serem condenados ao reformatório por uma ação que deu errado, quatro jovens sofrem bastante nesse período nas mãos dos funcionários do lugar. Anos se passam, eles se reencontram e tem a chance de se vingar.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2004, o filme conta a trajetória de Oh Dae-su (Choi Min-sik, em atuação impressionante), um homem que após ser detido totalmente embriagado, é sequestrado e mantido assim por 15 longos anos. Quando enfim é libertado, aparentemente sem saber o motivo, tem alguns dias para ir atrás da verdade de seu encarceramento, embarcando assim em uma jornada de chocantes descobertas.
Na trama, conhecemos Richard (Paddy Considine) um homem que teve que servir ao exército britânico e assim deixou para trás sua família. Quem mais sentiu sua falta foi seu irmão Anthony (Toby Kebbell), um jovem autista que acabou em seguida se envolvendo com uma inconsequente gangue de outros rapazes que moravam na região. Uma trauma acontece e quando Richard volta para casa resolve se vingar de tudo e todos.
‘The Boys’ chegou oficialmente ao fim, e embora o universo da franquia continue em expansão com o spin-off ‘Vought Rising’, série derivada focada nas origens do Soldier Boy, o episódio final do fenômeno de audiência surpreendeu o público ao quebrar uma das tradições mais marcantes das produções de super-heróis: a ausência de uma cena pós-créditos. Em vez disso, a obra optou por encerrar exibindo imagens de bastidores da própria equipe técnica.
De acordo com informações do portal ComicBookMovie, o showrunner Eric Kripke explicou que a decisão de não incluir ganchos para o futuro foi deliberada, priorizando o reconhecimento àqueles que trabalharam atrás das câmeras ao longo de todas as temporadas:
“O que aconteceu foi que, durante nossa festa de encerramento, eles montaram uma versão menor daquela homenagem, e eu adorei. Nunca pensamos em fazer uma cena pós-créditos ou algo assim, porque a série acabou e aqueles personagens estão aposentados. Os atores obviamente recebem os holofotes, e com razão. Mas tivemos uma equipe incrível que esteve conosco o tempo todo e trabalhou 14 ou 15 horas por dia, todos os dias, para fazer essa série. Eles merecem esse reconhecimento tanto quanto qualquer outra pessoa, talvez até mais”, afirmou.
No ciclo final de ‘The Boys‘, o mundo fica à mercê dos caprichos erráticos e egocêntricos do Capitão Pátria, enquanto figuras centrais como Hughie, Mother’s Milk e Frenchie encontram-se presos em um “Campo da Liberdade”.
Em meio ao caos, Annie tenta organizar uma resistência contra a força esmagadora dos Supers, ao mesmo tempo em que lida com o desaparecimento de Kimiko. O ressurgimento de Billy Bruto, decidido a utilizar um vírus capaz de eliminar todos os Supers da Terra, promete desencadear uma série de eventos irreversíveis.