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‘Para Sempre Minha’: Novo TERROR do diretor de ‘Longlegs’ será para MAIORES por “violência e GORE”

O terror ‘Para Sempre Minha‘, próximo filme do diretor Osgood Perkins (‘Longlegs – Vínculo Mortal’ e ‘O Macaco’), recebeu uma alta classificação (R) nos EUA, e só poderá ser assistido por maiores de idade.

O longa foi classificado pelo MPAA por “conteúdo violento, gore, linguagem e algumas referências sexuais”.

A trama acompanha um casal que viaja para um fim de semana romântico em uma cabana isolada. Quando Malcolm precisa retornar repentinamente à cidade, Liz se vê isolada e na presença de um mal indescritível que desvenda os horríveis segredos da cabana.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 13 de novembro, pela Diamond Films.

Tatiana Maslany (‘Orphan Black’) e Rossif Sutherland (‘Possessor’) estrelam a produção.

Além de dirigir, Perkins também assina o roteiro ao lado de Nick Lepard (‘Animais Perigosos’).

Ator de ‘Mayans M.C.’ se junta ao elenco do reboot de ‘Sete Homens e Um Destino’

De acordo com o Deadline, Danny Pino (‘Mayans M.C.’) foi confirmado no elenco do reboot de ‘Sete Homens e Um Destino‘ (The Magnificent Seven), nova série que está sendo desenvolvida pela MGM+.

O ator interpretará Santiago “Santi” Vega, um personagem naturalmente charmoso, estiloso e engraçado — um mestre da manipulação que prefere se safar de encrencas com a lábia. Nascido em San Antonio, filho de uma empregada doméstica de um pai aristocrata que se recusou a reconhecê-lo, Santi aprendeu a se virar sozinho, trapaceando em jogos de cartas, arquitetando esquemas e usando sua lábia para se safar de tudo. Ele parece cínico, sempre pronto com uma piada, mas é mais sensível e atormentado do que aparenta.

Matt Dillon (‘Wayward Pines’) será o protagonista. Ele interpretará Chris Adams, que se torna o líder de sete pistoleiros determinados a proteger um grupo de aldeões inocentes de um implacável latifundiário obcecado em roubar suas terras. Estoico, firme sob pressão e com um olhar inabalável que fala por si só, Chris não tem paciência para hipocrisia ou crueldade e se mantém fiel a um código moral discreto, baseado na justiça e na moderação.

O elenco ainda contará com Will Patton (Cyrus T. Clemons) e Michael Ealy (Vin Tanner).

O papel foi interpretado por Yul Brynner no longa original.

Tim Kring (‘Heroes’) será responsável pela adaptação.

A nova versão se passará na tumultuada fronteira americana da década de 1880.

Tim Kring é um mestre em contar histórias,” declarou Michael Wright, chefe do MGM+. “Tim, Donald De Line, Larry Mirisch e Bruce Kaufman criaram uma série que transmite a energia de um faroeste clássico, honra o legado do filme original e reafirma seus temas atemporais sobre o poder da união contra a opressão e heróis imperfeitos que encontram a redenção ao ajudar aqueles que não podem se ajudar.”

O filme original, lançado em 1960 e baseado no clássico japonês ‘Os Sete Samurais‘ de Akira Kurosawa, contava com um elenco de peso, incluindo Charles Bronson, Steve McQueen e Eli Wallach. O sucesso do longa gerou mais três sequências e uma série de televisão exibida entre 1998 e 2000.

Um remake de ‘Sete Homens e Um Destino‘, estrelado por Denzel Washington e Chris Pratt, foi lançado em 2016, mas falhou em causar uma impressão duradoura nos críticos e no público.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Frank Miller enche o filme solo da ‘Mulher-Maravilha’ de elogios; Confira!

O quadrinhista Frank Miller elogiou a nova fase de adaptações de quadrinhos, durante uma entrevista com o site Deadline, em especial o primeiro filme-solo da ‘Mulher-Maravilha’.

O artista, responsável pelas emblemáticas graphic novels ‘O Cavaleiro das Trevas’ e ‘Sin City’, relembrou da primeira grande adaptação ‘Superman: O Filme’, pontuando que estamos em uma época valiosa para o gênero:

“Esta é a melhor época de produções de super-heróis que nós já vivemos. Nós tivemos aquele belíssimo filme de ‘Superman’, estrelado por Christopher Reeves, que eu vejo como o primeiro raio de sol deste universo. Desde então passamos por altos e baixos e hoje nós nos encontramos nesta grande posição. E ‘Mulher-Maravilha’ é a joia da coroa”.

Miller salientou os aspectos certeiros da produção:

“Eles acertaram em absolutamente tudo. Na escolha da atriz israelense, Gal Gadot, que muito mais que linda, tem essa ar heróico e veste aquele uniforme como ninguém. Na escolha de Chris Pine, que até então era o Capitão Kirk e passa a ser Steve Trevor de maneira impecável. Eu acho que eles foram certeiros em criar uma produção com uma aventura envolvendo, mantendo o senso genuíno da mitologia que cerca a heroína. As cenas na Amazônia são de encantadoras e Connie Nielsen como mãe da Diana é simplesmente maravilhosa”.

Frank Miller também dedicou um tempo para elogiar a abordagem de ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’. Segundo ele:

“Eu me senti como uma criança assistindo ao filme. Eles tiraram a sorte grande com Tom Holland, não é mesmo? Esse reboot foi muito mais divertido, seguiu uma batida musical muito. A cena em que ele pula de prédio em prédio conta com uma trilha ótima, que dá ritmo ao filme. Foi prazeroso assistir”.

 

‘Manto e Adaga’: Série ganha nova imagem e 100% de aprovação da crítica; Confira!

A nova série da Marvel pelo canal Freeform, Manto e Adaga’, recebeu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Com sete críticas publicadas, a série recebeu nota média 9.

Confira a nova imagem e trailer:

Cloak and Dagger‘ é inspirada na dupla ‘Manto e Adaga‘, e que terá os os jovens Aubrey Joseph e Olivia Holt para interpretarem os personagens título.

Gina Prince-Bythewood, que escreveu e dirigiu ‘No Limite da Fama‘, dirigiu o episódio piloto da série. A Marvel TV vai desenvolver o programa, que será transmitido pelo canal Freeform, selo adolescente da ABC – a mesma emissora de ‘Agents of SHIELD‘.

A produção estreia em 7 de junho nos EUA.

 

‘Shazam!’: Zachary Levi revela ao CinePOP qual HQ foi usada para o filme

Um dos grandes desafios de uma adaptação de quadrinhos é ater-se ao material fonte, sem distorcê-lo nos cinemas.

E segundo o astro Zachary Levi, a nova produção da DC, ‘Shazam!‘, segue essa mesma premissa, respeitando os quadrinhos originais, trazendo também uma certa liberdade criativa.

Durante uma entrevista ao CinePOP, Levi ainda revelou qual HQ foi mais utilizada para construir a narrativa do filme, pontuando que o volume #52 do mais recente reboot do personagem foi usado como material base.

“O filme é muito fiel aos quadrinhos. O material fonte do qual nós mais nos apegamos foi predominantemente #52 Shazam, o mais recente e que fez um reboot da série. Mas mesmo assim, nós fizemos algumas mudanças e tivemos liberdade artística, permanecendo também muito fiel à fonte, além de ser fiel a outras interações de Capitão Marvel e Shazam. Eu ainda li coisas antigas e quis acrescentar as minhas próprias referências. Porque Capitão Marvel, que hoje se chama Shazam, existe há tanto tempo…tanto que ele tem até dois nomes. E existem muito tipos de fãs. Alguns são muito, muito antigos e estão acostumados com o estilo anos 50, de figuras de linguagem como ‘cacilda’ e ainda temos os fãs mais jovens da nova geração, além da fase dos anos 70, quando também tivemos a série de TV. Mas nós tentamos nos manter fiéis ao material fonte”.

O intérprete do personagem ainda falou sobre o que distingue o Shazam dos demais super heróis, comentando a leveza e o teor cômico que acompanham sua jornada. De maneira descontraída, ele ainda faz uma breve comparação com o ‘Homem-Aranha’:

“Muitas coisas o tornam especial, mas para mim, o que destaca o Shazam de quase todos os outros super heróis é esse sentimento puro de desejo realizado. É aquela criancinha em todos nós que sempre sonhou em ser um super herói. E que se nós tivéssemos recebido, aos 14 anos, uma palavra mágica para simplesmente se transformar em um herói, podendo voar e ter super força, super velocidade e raios, seria a realização de um grande sonho! A maioria dos super heróis é tipo ‘nossa, eu tenho que salvar o mundo [com um certo peso]’. E Billy Batson é ‘caramba! Eu posso salvar o mundo, isso é tão divertido!’. Acho que o Peter Parker é o único super herói – que consigo pensar agora de cabeça – que fica tão feliz com essa oportunidade quanto Billy. Mas ele só tem a teia de aranha, eu posso voar!”

Shazam!‘ estreou nos EUA arrecadando US$ 55 milhões em seu primeiro fim de semana.

Como um garoto preso dentro do corpo de um adulto, Zachary Levi é a personificação de um herói ainda imaturo e bem brincalhão, diferente dos demais.

‘Harry Potter’: Novo colecionável Funko POP é um dos maiores já feitos

A saga de ‘Harry Potter‘ já ganhou uma série de colecionáveis da marca Funko POP e a empresa decidiu presentear os fãs com um produto de sua marca, que promete impressionar os apaixonados pelo bruxo.

Anunciado na famosa Toy Fair, feira onde brinquedos, produtos licenciados e colecionáveis são lançados, a estátua traz o personagem Harry Potter em seu clássico uniforme escolar de Hogwarts, recriando a icônica imagem do primeiro filme da franquia, em que ele aparece com Hedwig em seu braço.

O colecionável tem 45 centímetros de comprimento, sendo um dos maiores Funkos já feitos pela empresa. As únicas vezes que a marca desenvolveu um produto dessa dimensão foi na edição de aniversário de 80 anos do Batman POP e uma edição exclusiva do Batman de 1966.

Confira a imagem:

A versão gigante do Harry Potter já está na pré-venda por US$ 99, no site da Amazon. As entregas começam a partir do dia primeiro de julho.

 

Lembrando que a franquia continua com o terceiro filme de ‘Animais Fantásticos’, que começaria a ser rodado na primavera norte-americana de 2020 e será ambientado no Rio de Janeiro.

Grande parte do elenco dos dois longas-metragens retorna para a próxima aventura, incluindo Eddie Redmayne como Newt Scamander, Jude Law como Alvo Dumbledore e Johnny Depp como Gellert Grindelwald. Ezra MillerAlison SudolDan FoglerKatherine Waterston também reprisarão seus papéis como Credence/Aurelius Dumbledore, Queenie Goldstein, Jacob Kowalski e Tina Goldstein, respectivamente.

A comediante Jessica Williams, que fez aparição em ‘Os Crimes de Grindelwald’, terá um papel significativo no terceiro filme. Williams interpreta Lally Hicks, professora da Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny (a equivalente estadunidense de Hogwarts).

David Yates retorna na direção, com David HeymanJ.K. RowlingSteve KlovesLionel WigramTim Lewis formando o time de produtores.

Kloves e Rowling assinam o roteiro.

‘Animais Fantásticos 3’, ainda sem subtítulo oficial, chega aos cinemas de todo o mundo no dia 12 de novembro de 2021.

Confira a nossa crítica do filme anterior:

 

‘O Senhor dos Anéis’: Amazon gastou US$ 464 milhões na 1º temporada da série

Amazon Prime está realmente investido seus esforços e recursos na vindoura série de ‘O Senhor dos Anéis‘ e segundo o ministro de Economia, Desenvolvimento e Turismo da Nova Zelândia, Stuart Nash, o gasto com a produção será avassalador.

Em uma recente entrevista televisiva (via EW), o membro do governo revelou que a Amazon Prime terá um gasto de $650 milhões de dólares neozelandeses, apenas para gravar a sua primeira temporada. Isso corresponde a US$ 464 milhões de dólares americanos.

Para se ter uma ideia da dimensão do gasto da Amazon, a aclamada série ‘Game of Thrones‘ gastava meros US$50 milhões por temporada, com seus episódios custando US$ 5 milhões cada.

Vale lembrar que a Amazon terá um abatimento de 25% de seu orçamento por parte do governo local, em virtude do investimento na região, devido à contração de profissionais e contribuição direta para a economia do país. Esse subsídio deve reduzir o valor para US$350 milhões.

Segundo a publicação neozelandesa Stuff, o acordo de abatimento inclui investimentos em diversas áreas de país, de drones à economia e até mesmo à saúde pública. O portal ainda revelou que uma delegação de executivos seniors da Amazon visitará o país em busca de oportunidades adicionais para investir.

Recentemente, uma nova imagem de bastidores da vindoura e aguardada série O Senhor dos Anéis.

A foto, que foi tirada em uma praia, anuncia a chegada de outro diretor à equipe criativa: Wayne Che Yip, conhecido por seu trabalho em séries como SalemPatrulha do DestinoPreacher.

Confira:

Recentemente, o site TheOneRing.net revelou a sinopse oficial da ambiciosa pré-sequência, que será ambientada antes dos eventos da trilogia homônima assinada por Peter Jackson.

Confira:

“A aguardada série da Amazon Studios irá levar os espectadores para uma era em que grandes poderes eram forjados, reinos ascendiam à glória e caíam na desgraça, heróis inesperados eram testados, esperança pendia por um fio e o maior vilão que já fluiu da mente de Tolkien ameaçava cobrir todo o mundo em escuridão. Começando em uma época de relativa paz, a série gira em torno de personagens, familiares ou novos, e seu confronto contra a re-emergência do mal na Terra-Média. Das profundezas obscuras da Montanha Enevoada, às florestas majestosas da capital élfica Lindon, ao reino insular de Númenor, aos cantos mais longínquos do mapa, esses reinos e personagens irão talhar legados que viverão por muito tempo depois de partirem”.

O elenco da série conta com Maxim Baldry (Doctor Who, ‘Uma Segunda Chance para Amar’), Robert Aramayo como o protagonista, Owain ArthurNazanin BoniadiTom BudgeMorfydd ClarkIsmael Cruz CórdovaEma HorvathMarkella KavenaghJoseph MawleSophia NomveteMegan RichardsDylan SmithCharlie VickersDaniel Weyman e a novata Tyroe Muhafidin.

Os dois primeiros episódios ficam a encargo de Juan Antonio Bayona (‘Jurassic World: Reino Ameaçado’), que também será o produtor executivo ao lado de Belén Atienza.

Assista ao primeiro teaser da produção:

Vale lembrar que a produção já foi renovada para a 2ª temporada.

O roteiro fica por conta de JD Payne e Patrick McKay.

Por enquanto, mais detalhes não foram informados, exceto que a série tem previsão de estreia em meados de 2021.

A trilogia de romances de Tolkien foi adaptada para os cinemas entre 2001 e 2003, ganhando 17 estatuetas do Oscar, entre elas o prêmio de Melhor Diretor para Peter Jackson e Melhor Filme em 2004 para O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei’. Mais tarde, a franquia ganhou também um trilogia prequela intitulada O Hobbit.

Crítica em Vídeo | ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’ é uma excelente epopéia pós-apocalíptica

Resgatando as origens da personagem inicialmente vivida por Charlize Theron, a pré-sequência ‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’, de George Miller, nos introduz aos vestígios iniciais desse novo e perverso mundo cão, tomado por areia e devastação. Mas ao invés de também nos tomar pelas mãos em direção aos meandros de como esse universo se fundiu e se ergueu, o aclamado diretor opta por nos apresentar apenas fragmentos dessa realidade, que aqui é trazida às telas como estando em seus estágios mais primitivos e não tão desenvolvidos.

Fazendo conexões valiosas com pontos chave de Estrada da Fúria, o mais novo longa da franquia sabe muito bem vincular ambas as narrativas, aparando arestas soltas propositalmente apresentadas lá em 2015, à medida em que busca fechar um ciclo na história de uma personagem que quase superou o sucesso do protagonista original – graças à excelente parceria Miller-Theron. E dessa vez sob a belíssima performance de Anya Taylor-Joy, Furiosa: Uma Saga Mad Max ganha novas camadas de profundidade, em um thriller apocalíptico de origem que nos envolve em suas quase três horas de duração.

Confira a crítica em vídeo:

‘Furiosa: Uma Saga Mad Max’ chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de maio.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Estrelado por Anya Taylor-Joy e Chris Hemsworth, e dirigido pelo genial diretor vencedor do Oscar, George Miller, Furiosa: Uma Saga Mad Max é o aguardado retorno ao icônico mundo distópico criado pelo cineasta australiano há mais de 30 anos com os seminais filmes ‘Mad Max‘. Miller surpreende mais uma vez com uma nova aventura de ação original e autônoma que vai revelar as origens da poderosa personagem do sucesso global, vencedor de seis prêmios Oscar, ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘. 

Quando o mundo entra em colapso, a jovem Furiosa é sequestrada do Green Place das Muitas Mães e cai nas mãos da horda de motoqueiros liderada pelo Senhor da Guerra Dementus. Vagando pelo deserto condenado, eles encontram a Cidadela controlada por Immortan Joe. Enquanto os dois tiranos lutam por poder e controle, Furiosa terá que sobreviver a muitos desafios para encontrar e trilhar o caminho de volta para casa.
Anya Taylor-Joy estrela o papel-título e, com Hemsworth, o filme também é estrelado por Alyla Browne e Tom Burke

Como Minha Entrevista com Karla Sofia Gascón Passou de Exclusiva a Controversa em Apenas um Mês e Meio

Quando comecei a escrever este artigo, a frase inicial era clara e celebratória: Karla Sofia Gascón torna-se a primeira mulher transgênero indicada ao Oscar, um marco histórico para a representatividade na premiação.” Essa afirmação continua verdadeira, mas, desde o anúncio dos indicados, a trajetória da atriz espanhola protagonista de Emilia Pérez desmoronou rapidamente. Seus discursos emocionantes em Cannes e no Globo de Ouro foram esquecidos, e a narrativa em torno de sua indicação tomou um rumo inesperado.

O Início: Cannes e a Consagração

Minha conexão com essa história teve início em maio de 2024, no Festival de Cannes, quando assisti a Emilia Pérez pela primeira vez. A experiência foi impactante. O filme, um musical com traços de novela, impressionava tanto pela ousadia quanto pela originalidade. Saí da sessão com entusiasmo e gravei um vídeo com minhas primeiras impressões (veja aqui).

Festival de Cannes, maio de 2024 (Foto: divulgação)

Poucos dias depois, em 26 de maio, publiquei no Instagram do CinePOP o discurso de Karla Sofia Gascón ao receber a Palma de Melhor Interpretação Feminina ao lado de suas colegas de elenco – Zoë Saldaña, Selena Gomez e Adriana Paz. A recepção foi calorosa, com centenas de curtidas e comentários celebrando a representatividade. Além desse prêmio, o filme conquistou também o Prêmio do Júri, presidido por Greta Gerwig.

A Netflix, atenta ao impacto da obra, adquiriu Emilia Pérez e iniciou uma campanha massiva para o Oscar, promovendo sessões em diversos festivais ao redor do mundo. Karla Sofia Gascón tornou-se a principal porta-voz do filme e participou de eventos importantes e capas de revistas, como The Hollywood Reporter e Vogue.

Realizada em dezembro de 2024, minha entrevista com Gascón, antes um registro valioso, agora se insere em um cenário turbulento. Mas por que publicá-la agora, em 6 de fevereiro? É normal esperar o lançamento do filme para essas publicações, já que as estreias variam de país a país, porém ninguém poderia prever tamanha mudança em pouco tempo.

Entrevista com Karla Sofia Gascon em dezembro de 2024 (Foto: reprodução.YouTube)

O Início da Controvérsia

A ascensão meteórica do filme, no entanto, começou a gerar reações negativas. Desde sua exibição na abertura do Festival do Rio, em outubro de 2024, Emilia Pérez foi criticado por sua abordagem da cultura mexicana. Filmado majoritariamente na França, com uma equipe técnica predominantemente estrangeira, o longa foi acusado de falta de autenticidade. Pequenos detalhes, como o uso de palavras incomuns para o espanhol falado no México (cárcel em vez de penitenciaria), intensificaram as críticas.

Quando o filme recebeu 10 indicações e conquistou 4 prêmios no Globo de Ouro, o backlash aumentou ainda mais. O diretor francês Jacques Audiard também foi alvo de questionamentos, principalmente por dirigir um filme falado em espanhol sem ter nenhum conhecimento do idioma ou da cultura mexicana. O descontentamento aumentou quando Luca Guadagnino, diretor de Rivais e concorrente ao Globo de Ouro, supostamente deixou a cerimônia após a vitória de Emília Pérez, em um gesto interpretado como um protesto.

 

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A Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD) chamou o filme de um “retrato profundamente retrógrado de uma mulher trans“. A comunidade latina, especialmente os mexicanos, também expressou seu descontentamento com o retrato estereotipado do México e seu povo no filme e por romantizar o cartel de drogas e desrespeitar suas vítimas.

O Estopim da Crise

O momento mais crítico veio no final de janeiro de 2025, quando Karla Sofia Gascón e o diretor Jacques Audiard visitaram o Brasil para promover o filme. Durante as entrevistas, ambos tentaram minimizar a rivalidade entre Emília Pérez e Ainda Estou Aqui, produção brasileira que também concorre ao Oscar de Melhor Filme Internacional. A disputa ganhou contornos intensos, sendo comparada a uma final de Copa do Mundo entre Brasil e França. Até Ronaldinho Gaúcho entrou na campanha promocional da Paris Filmes, distribuidora brasileira.

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O verdadeiro escândalo veio quando a Folha de S.Paulo publicou uma entrevista em que Karla Sofia Gascón acusava a equipe de Fernanda Torres de difamá-la. A acusação, no entanto, revelou-se infundada. Fernanda Torres, entretanto, publicou um vídeo no Instagram enaltecendo Gascón e pedindo que a disputa não fosse tratada como um campeonato esportivo. 

Se a situação já era delicada, piorou ainda mais quando postagens antigas de Karla Sofia Gascón no X (antigo Twitter) foram expostas, contendo comentários considerados racistas e xenofóbicos. O impacto foi imediato: a atriz desativou sua conta, chorou em entrevista à CNN e recebeu duras críticas de colegas de elenco e do próprio diretor do filme. Como consequência, a Netflix afastou Gascón da campanha promocional e a Academia de Cinema Espanhola cancelou seu convite para a cerimônia do Goya.

Minha Entrevista com Karla Sofia Gascón

Gravei minha entrevista com Karla Sofia Gascón em dezembro de 2024, antes de todas essas polêmicas tomarem conta da narrativa. Apesar do pouco tempo disponível, fiquei satisfeita com o resultado, especialmente por sua resposta à minha segunda pergunta.

Durante a conversa, Gascón destacou a conexão pessoal que sentiu com a personagem Emilia Pérez, uma mulher transgênero que passa por uma transformação profunda. “Adoro construir personagens, de verdade. Acho que sou boa nisso, e é muito bonito. Sempre vivi em momentos onde tive que provar quem sou e mostrar aos diretores que eu podia me transformar no que eles precisavam“, disse a atriz.

Ela também falou sobre sua autobiografia, Uma História Extraordinária (2018), que narra sua transição de gênero. Quando perguntei sobre a possibilidade de um filme biográfico, Gascón respondeu com humor: “Minha vida foi um pouco como Forrest Gump, correndo de um lado para o outro, com coisas muito estranhas e bonitas acontecendo. Mas eu ficaria irritada se alguém me interpretasse enquanto eu ainda estivesse viva”.

Após todas essas controvérsias, a questão que permanece é: o que o futuro reserva para Karla Sofia Gascón?

Há Caminho para a Redenção?

A trajetória de Karla Sofia Gascón tomou um rumo que poucos poderiam prever. O desgaste na imagem de Gascón agravou a recepção já dividida de Emilia Pérez, que enfrentava críticas desde sua estreia na América Latina.

O futuro de Gascón permanece incerto. O caso lembra outras situações de “cancelamento” em Hollywood, como Johnny Depp, que ainda dá passos para conseguir se reerguer após anos de controvérsias, e Gina Carano, que perdeu seu papel em O Mandaloriano por comentários polêmicos no X (saiba mais aqui).

Karla Sofia em entrevista para CNN (Foto: reprodução/CNN)

Gascón ainda pode se recuperar? Talvez, mas para isso será necessário reconhecer seus erros e reconstruir sua imagem com autenticidade. Sua importância como um símbolo para mulheres trans no cinema não deve ser apagada, mas sua responsabilidade como figura pública exige mais cuidado.

Neste cenário de debates intensos sobre representatividade e respeito cultural, sua história pode servir como um aprendizado para a indústria. O que resta saber é se Karla Sofia Gascón conseguirá dar a volta por cima – ou se este será o ponto final de sua ascensão meteórica.

“Seria o maior prazer da minha vida”, diz Jeffrey Dean Morgan sobre interpretar Batman

Jeffrey Dean Morgan já manifestou seu desejo de interpretar o próximo Batman em Flashpoint, filme que mostrará um universo paralelo da DC, transformando o pai do Batman em o próprio herói.

Agora, em uma conversa com a Total Film, Morgan comentou sobre a possibilidade disso acontecer, e garante que seria um prazer enorme vestir o traje do herói.

“Temos que ver. A DC sabe o que está fazendo. Mas posso dizer que sou muito consciente do personagem. Olha, provavelmente seria o maior prazer da minha vida colocar o traje do Batman. Amo todo o enredo e como ele é essa alma atormentada”

Embora as especulações envolvendo o nome de Jon Hamm estejam cada vez mais vivas, um fã decidiu desenvolver uma arte que traz Morgan no traje do Homem Morcego.

Confira o resultado:

‘Uma Noite no Museu’ ganhará uma série de TV

De acordo com um novo relatório do Wall Street Journal, a franquia Uma Noite no Museu ganhará uma série de TV pela Fox.

Na trama da trilogia estralado por Ben Stiller, um guarda tem a tarefa de vigiar o Museu de História Natural de Nova York no período noturno, e então descobre que o lugar é mágico e todas as coisas por lá ganham vida após determinado momento da madrugada.

Ainda não se sabe se Stiller e os demais do elenco irão participar do projeto. Novas informações devem sair em breve.

A série seria mais uma aposta da fusão da Fox com a Disney.

 

Dica do fim de semana | Os novos Looney Tunes no HBO Max

Em 2024, o mundo vai ganhar um presente gigante da Warner: o primeiro filme animado dos Looney Tunes feito exclusivamente para os cinemas. Sim, por mais estranho que pareça, uma aventura animada dos personagens mais lunáticos dos desenhos nunca foi feita visando as telonas. No máximo, as misturas de animações com live action, em Space Jam: O Jogo do Século (1996), Looney Tunes: De Volta à Ação (2003) e Space Jam: Um Novo Legado (2021), e as coletâneas de curtas que eram exibidas nas matinês no século passado.

Chamado de Looney Tunes: O Dia em que a Terra Explodiu, o filme está sendo definido como uma ficção científica de humor estrelada pelo Patolino e pelo Gaguinho. E há muitos motivos para se animar com esse projeto. O principal deles é que será um longa-animado em 2D, o tão amado estilo de animação que conquistou as gerações passadas e que foi substituído pelo 3D por conta do menor custo de produção.

A trama, em teoria, será protagonizada pela dupla de amigos que estará buscando meios de se manter no dia a dia, quando uma invasão alienígena chega ao planeta para destruir a Terra. Agora, caberá ao Patolino e ao Gaguinho salvar o dia.

Além disso, será dirigido por Pete Browngardt, que está fazendo sucesso no resgate do estilo clássico na animação mais recente, que traz uma série de piadas politicamente incorretas e usa bastante do humor sem-noção que popularizou os Looney Tunes no imaginário popular mundial.

Diante desse projeto tão animador, o CinePOP separou duas sugestões para você assistir neste final de semana. Uma delas é um filme animado lançado diretamente nos streamings e que pouco foi comentada, enquanto a outra é uma série espetacular com toda a alma dos Looney Tunes original e que deve ser a principal inspiração para o filme que será lançado em 2024. Confira!

O Rei Piu-Piu

Também conhecido como King Tweety, esse longa-animado foi anunciado em 2022, mas só chegou ao HBO Max em junho deste ano. Por aproximadamente 1h20, o público acompanha a história do Piu-Piu, que é o mascote oficial da rainha das Ilhas Canárias, e acaba ganhando uma importância incomum quando ela desaparece misteriosamente. Sim, o canarinho amarelo mais amado do mundo vira o primeiro na linha de sucessão para assumir o trono, o que causa revolta num rival que bola um plano para eliminá-lo. Mas quem descobre esse plano é justamente o Frajola, que terá de abrir mão de seu sonho de jantar o passarinho para protegê-lo numa aventura completamente sem noção e cheia de humor típico dos Looney Tunes, misturando piadas e elementos da atualidade. Diversão purinha.

Looney Tunes Cartoons

Iniciada em 2020, essa série animada é simplesmente um espetáculo. Com envolvimento do diretor do novo filme, Pete Browngardt, ela é uma antologia repleta de piadas pesadas mascaradas pela animação 2D retrô. Mas são justamente esses momentos politicamente incorretos que remontam àquela Era de Ouro dos anos 40, em que Pernalonga, Patolino, Taz, Frajola e tantos outros conquistaram o coração dos fãs. A série fez tanto sucesso que conseguiu seis temporadas, sendo que a primeira teve 31 episódios; a segunda e a quinta tiveram 11, cada; a terceira e a sexta contaram com 9; e a quarta veio com 10 episódios. Ou seja, sucesso total. E eles são curtinhos, com uns 13 minutos, cada, então vale muito a pena mesmo assistir. E o melhor é que estão todos disponíveis no HBO Max.

Crítica | Som da Liberdade – Polêmico Filme com Jim Caviezel é tudo isso mesmo que estão falando

O cinéfilo raiz, a essa altura do ano, já ouviu falar do burburinho em torno do filme ‘Som da Liberdade’. O longa, produzido por Mel Gibson, tem dado o que falar lá fora justamente por ser uma produção de baixo orçamento que está conseguindo arrecadar bilheteria e público constante desde o seu lançamento no hemisfério norte – batendo, inclusive, números de produções de maior orçamento e apelo mundial. Então, às vésperas de estrear no circuito nacional, a imprensa finalmente foi convidada para conferir o filme antecipadamente, e agora podemos afirmar: ‘Som da Liberdade’ é tudo isso mesmo que estão falando.

Tim (Jim Caviezel) trabalha na polícia dos Estados Unidos, no departamento de investigação e detenção a pedófilos. Embora o trabalho seja pesado, Tim se orgulha de ter prendido quase 300 indivíduos. Porém, quando questionado por um colega quantas crianças ele salvara no mesmo período, Tim fica desconcertado, e se dá conta de que seu trabalho é apenas a ponta de um iceberg muito maior, de proporções internacionais. Assim, particularmente, ele começa uma investigação a partir de seu último predador capturado, Oshinsky (Kris Avedisian), através de quem consegue resgatar Miguel (Lucás Ávila), um menino colombiano de 8 anos que estava sendo atravessado na fronteira dos Estados Unidos pelo México. Quando descobre que Miguel tem uma irmã, Rocío (Cristal Aparicio), na mesma situação, Tim entende que essa é a sua missão de vida, e precisa fazer de tudo para resgatar essas crianças.

Baseado na história real da vida de Tim Ballard, ‘Som da Liberdade’ é um filme muito bem-produzido, que trabalha com inteligência um ponto problemático das sociedades: a proteção da infância e da adolescência. É claro que o roteiro de Rod Barr e Alejandro Monteverde vez ou outra dá uma exagerada no tom divino da coisa toda – com o protagonista repetindo “que as crianças de Deus não podem ser vendidas” e que essa é sua missão dada por Deus; ou colocando esse protagonista no papel de herói, o que não deixa de incomodar, seja por ele ser um cara estadunidense que se achou no direito de entrar no território alheio, seja por ele ser um homem branco que consegue resolver tudo sozinho justamente por sua condição.

Outro ponto que cansa é a frequência com que a música celestial se repete ao longo das duas horas e vinte de filme, cuja letra em latim só vai ser traduzida ao fim. Apesar destas questões, o filme de Alejandro Monteverde tem uma fotografia belíssima, um enquadramento de câmera perfeito e uma história impactante e totalmente contemporânea, uma vez que o tráfico humano é uma realidade principalmente em países cujas economias não estão favoráveis. Para o espectador mais sensível, vale informar que, apesar do tema pesado, o longa não se debruça em evidenciar as violências ou registrar visualmente qualquer tipo de abuso infantil.

Com um roteiro bem escrito, ‘Som da Liberdade’ pode ser um dos indicados ao Oscar 2024, ou até mesmo para melhor ator coadjuvante para Bill Camp. Com uma mensagem final de Jim Caviezel encabeçando uma campanha para que se compre ingressos para as outras pessoas irem ao cinema ver o filme, nota-se que a estratégia tem dado certo, mas nem precisava de tudo isso. ‘Som da Liberdade’ é um bom filme.

‘Avatar’: James Cameron confirma que [SPOILER] se casaram e tiveram uma filha

Em um podcast especial feito pela revista Empire sobre AvatarJames Cameron declarou que Avatar 2’ se passa vários anos depois do original, quando Jake e Neytiri, os protagonistas do filme original, já se casaram e têm uma filha de oito anos de idade.

Porém, nem tudo são flores, e ambos os personagens irão passar por conflitos de extrema importância para a narrativa central:

Há uma cena de três páginas com uma discussão entre Jake e Neytiri, uma disputal marital muito, muito crítica para a narrativa. Eu decidi gravar tudo da perspectiva de uma criança de oito anos se escondendo embaixo da cama e observando a briga. E tendo tido a experiência com [Sam Worthington] em Avatar, agora eu sabia como o arco de Jake seria pelos próximos quatro filmes. Tem sido pesado para ele. Ele fez dois filmes num vai-e-vem sem parar.

Segundo o site BBC, as sequências de Avatar se chamarão:

Avatar 2‘ estreia em 18 de dezembro de 2020; e ‘Avatar 3‘ em 17 de dezembro de 2021.

Se forem aprovados, ‘Avatar 4‘ só chega aos cinemas em 20 de dezembro de 2024; e ‘Avatar 5’ em 19 de dezembro de 2025.

Recentemente, foi divulgado um novo logotipo da franquia, descartando a fonte Papyrus que foi apresentada no filme original de 2009.

Confira e compare com o anterior:

‘Avatar 2’: James Cameron revela os desafios de gravar cenas subaquáticas; Confira!

Vale lembrar que ‘Avatar‘ arrecadou US$ 2,7 bilhões entre dezembro de 2009 e o primeiro semestre de 2010.

Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver e Stephen Lang retornarão.

‘Servant’: Nova série de M. Night Shyamalan ganha data de estreia!

Durante a NYCC 2019, o diretor M. Night Shyamalan falou um pouco sobre sua nova série para a AppleTV+Servant, e aproveitou para divulgar o dia de lançamento: 28 de novembro.

A primeira temporada terá dez episódios de trinta minutos cada.

Confira os primeiros teasers:

O show foi criado por Shyamalan (‘Vidro’, ‘Fragmentado’).

A história gira em torno de um casal da Filadélfia que ainda está de luto após uma tragédia quase destruir o seu casamento. As coisas ficam mais tenebrosas do que o imaginado quando os dois abrem as portas e sua casa para uma força misteriosa – e perigosa.

O elenco é formado por Lauren Ambrose e Toby Kebbell nos papéis de Dorothy e Sean Turner. Nell Tiger FreeRupert Grint e S.J. Son também estrelam.

‘Jurassic World: Dominação’: Foto aérea revela estúdio abandonado devido ao Coronavírus

DailyMail UK divulgou algumas fotos aéreas dos estúdios Pinewood que mostram o que foi deixado para trás depois do adiamento de Jurassic World: Dominação devido à pandemia do Coronavírus.

Confira:

Por enquanto, o enredo do longa ainda permanece um mistério, mas novas atualizações devem surgir em breve.

A Universal Pictures anunciou que a sequência chegará aos cinemas em 11 de junho de 2021.

Emily Carmichael (‘Círculo de Fogo: A Revolta‘) está escrevendo o roteiro junto com Colin Trevorrow.

O capítulo final da saga ‘Jurassic World’ já deu início em sua produção. Em entrevista ao site especializado na franquia, Jurassic Outpost, Trevorrow comentou sobre o que os fãs podem esperar para o terceiro filme.

“Não tenho ideia do que motivaria os dinossauros a destruir uma cidade. Eles não são organizados. Na vida real temos predadores letais que vivem nos arredores de áreas urbanas que não entram nas cidades para caçar humanos. O mundo que estou ansioso para criar é onde seja possível encontrar rotineiramente um dinossauro cruzando estradas ou um que invada seu quintal à procura de comida. Nós simplesmente não entramos em guerra com os animais. A teríamos perdido há muito tempo.”

Ele também comentou sobre como a recepção das críticas dos fãs e jornalistas ajudou na narrativa de ‘Jurassic World: Reino Ameaçado‘:

“Nós viramos para um lado mais sombrio de ‘Jurassic Park‘ naquele roteiro. O primeiro filme era uma aventura colorida e pop, já no segundo resolvemos explorar o lado feio da humanidade e o tratamento cruel com animais. Mas acho que Bayona, o diretor, nos deteve de ir longe demais, o que é algo bom. Ele abraçou os elementos sombrios, mas adicionou humor na aventura. A ideia de tornar a venda dos dinossauros em um leilão para os super ricos também foi dele. Na versão original, era algo bastante clandestino e sujo. Acho que a versão que foi para o filme funciona melhor para as crianças. Foi uma grande vantagem termos ele no time.

 

Roteirista de ‘Abracadabra’ fala sobre o retorno do elenco original para a sequência

Em entrevista ao ComicBook.com, o roteirista Mick Garris, conhecido por seu trabalho no clássico cult de Halloween Abracadabra, falou sobre o possível retorno do elenco original para a vindoura sequência, explicando que a química de Sarah Jessica ParkerBette MidlerKathy Najimy foi o grande motivo pelo filme ter conquistado uma legião de fãs.

“Estou animado [para a sequência], mas acredito que a principal razão do filme ter funcionado foram as Irmãs Sanderson, aquelas atrizes naqueles papéis, aquelas performances que eu acredito serem a chave da longa vida do filme. Fez um sucesso modesto quando saiu. E acho que elas são o motivo do filme ainda ser conhecido desde quando saiu em 1993. E eu adoraria vê-las retornando. Acho que esse é o plano, mas não sei. Ouvi dizer que é isso o que está acontecendo.”

Numa recente publicação do Instagram, Parker confirmou que ela, Midler e Najimy assinaram contrato para reprisar seus papéis como Sarah, Winifred e Mary Sanderson, respectivamente. Adam Shankman será o diretor.

A intenção é lançar a sequência no serviço de streaming Disney+. O projeto ainda está nos estágios iniciais de produção.

Jen D’Angelo, que roteirizou o original, foi contratado para escrever ‘Abracadabra 2‘.

O filme original carrega consigo uma legião de fãs. Lançado em 1993 e dirigido por Kenny Ortega (franquia High School Musical), a história gira em torno de Max Dennison (Omri Katz), um adolescente que explora uma casa abandonada ao lado de sua irmã Dani (Thora Birch) e sua nova amiga Allison (Vinessa Shaw). Depois de não acreditar em uma história que Allison conta, Max acidentalmente liberta um grupo de bruxas más que morava na casa. Agora, com a ajuda de um gato mágico, as crianças devem roubar o livro de magias das bruxas para impedi-las de se tornarem imortais.

Apesar de não ter feito muito sucesso de bilheteria e de crítica, arrecadando pouco mais de 39 milhões de dólares à época do lançamento, o longa foi elevado ao status de cult. Rumores de sua sequência já despontam nas redes sociais há vários anos.
Mick GarrisNeil Cuthbert assinaram o roteiro do primeiro filme.
Abracadabra 2’ ainda não tem estreia confirmada. A plataforma do Disney+, por sua vez, será lançada em território nacional no dia 12 de novembro deste ano.

‘Atlantis’: Romance pós-apocalíptico ganha arrepiante trailer oficial; Confira!

Atlantis é o novo longa-metragem ucraniano que fará parte da seleção oficial do Oscar 2021 e ganhou seu poderoso primeiro trailer recentemente.

O romance distópico pós-apocalíptico gira em torno de um casal improvável que tenta transformar uma vida trágica em um cotidiano normal da forma que conseguirem – e depois de um período em que a Ucrânia conseguiu derrotar a Rússia em uma guerra sangrenta e que trouxe consequências para os dois lados.

Confira:

O longa é dirigido por Valentyn Vasyanovych (‘Black Level’).

Ucrânica Oriental, 2025. Um deserto inóspito para habitação humana. Água é uma mercadoria de alto valor trazida por caminhões. Um Muro está sendo construído nas fronteiras. Sergiy, um ex-soldado, tem dificuldades em se adaptar à nova realidade. Ele conhece Katya durante a missão da Tulipa Negra, dedicada a exumar cadáveres de guerra. Juntos, eles tentam construir uma vida normal, na qual podem se apaixonar de novo.

Andriy RymarukLiudmyla Bileka e Vasyl Antoniak estrelam.

Atlantis tem estreia marcada nos Estados Unidos para 22 de janeiro de 2021, ainda sem previsão de lançamento no Brasil e nos circuitos internacionais.

Crítica | Billy Porter brilha no 4º episódio da última temporada de ‘Pose’

Tem sido um longo e estonteante caminho para os nossos queridos protagonistas de Pose, facilmente uma das melhores produções de Ryan Murphy e companhia – e um desses complexos e apaixonantes personagens é, sem dúvida, Pray Tell, interpretado com maestria pelo vencedor do Emmy Billy Porter.

Começando como mestre de cerimônias do ballroom frequentado por Blanca (Mj Rodriguez), Electra (Dominique Jackson), Angel (Indya Moore) e tantos outros, Pray Tell mergulhou em um arco de queda e de redenção belíssimo e cativante, transformando-se em vilão e em mocinho a partir de inúmeros elementos, desde a traumática e abusiva infância aos amores que encontrou em Nova York e ao fato de ter sido diagnosticado com HIV/AIDS. Agora, em “Take Me To Church”, quarto episódio da temporada final da obra, chegou seu momento de enfrentar certos fantasmas do passado, regressar à terra natal e entender, da maneira que conseguir, o que o levou a se afastar com tanta convicção da mãe e dos amigos.

Não é surpresa que, para um capítulo tão importante quanto este, o próprio criador e showrunner Janet Mock tenha retornado para a direção e o roteiro – ainda mais por ter emprestado suas habilidosas mãos para a incrível estreia “On the Run”. Apesar dos obstáculos que encontra pelo caminho, incluindo um trôpego ritmo e algumas escolhas estéticas desnecessárias, Mock transforma a iteração em uma ode à vida e uma reparação metafísica de problemas que ainda não se resolveram, mesmo vinte anos depois. E é dessa maneira que tudo se articula como uma inversão de papéis e uma narrativa que, por mais óbvia que aparenta, ainda consegue nos arrancar lágrimas pelas performances indescritíveis de cada ator e atriz.

A parte mais interessante, por incrível que pareça, resume-se a uma meticulosa e relativamente ousada condução, que, respaldando-se nas fórmulas dramáticas, não deixa que transpareçam com a facilidade imaginada. Enquanto na semana passada Jackson tomou as rédeas para uma “história de origem” de Elektra, Porter faz o máximo para seguir esses passos antológicos – mas focando mais no término de uma subtrama que clamava por uma conclusão. Afinal, ao longo da série, o público teve contato com alguns aspectos de sua infância e adolescência, até o momento em que não se sentiu mais acolhido pela comunidade de nascença e resolveu recomeçar em um dos principais centros urbanos do planeta. Mock, levando em conta tal premissa, transmuta a visceralidade citadina em uma aspiração suburbana e católica que preza pela simplicidade e pelo tradicionalismo.

Entre simetrias gritantes e uma sutileza metafórica que demonstra os dois lados de uma mesma persona, o enredo fica em segundo plano e se esquece de si mesmo. Era de se imaginar que, resolvendo visitar a mãe (Anna Maria Horsford) após descobrir que tinha apenas seis meses de vida, houvesse um confronto acerca da orientação sexual de Pray Tell e o fato de ter contraído HIV/AIDS. Consecutivamente, era também de se esperar que ambos perdoassem um ao outro pelos erros que cometeram e redescobrissem a alegria de uma família há muito desmantelada – ora, ela até mesmo o convence de ir para a igreja onde cantava uma última vez, permitindo-lhe que mostre toda sua fragilidade através do gospel.

O relacionamento entre os dois é um tanto circinal e “forçado”, por assim dizer, preferindo encontrar-se numa felicidade fabulesca do que numa realidade pungente. Mas os laços com a tia (vivida majestosamente por Jackée Harry) e com um ex-amante que não aceita a si mesmo, Vernon (Norm Lewis) são as momentâneas investidas que deixam tudo ainda mais intrincado, flertando com um cru saudosismo que nunca toma forma. As reflexões que Pray Tell faz quanto ao passado limitam-se a uma frustrante breve sequência em que ele e Vernon se beijam pela primeira vez e atraem olhares maldosos de pessoas que, tecnicamente, deveria respeitar e não julgar o próximo.

Imprimindo críticas ao fanatismo religioso e às controversas ideologias do catolicismo, Mock, Steven Canals e Brad Falchuk, todos contribuindo para o roteiro, não tira sarro de extremismos indefensáveis, mas abre portas para uma exploração de mentalidade preponderante dos anos 1980 e 1990, em que tabus sobre HIV/AIDS e sobre a comunidade LGBTQIA+ regiam uma sociedade patriarcal e estagnada no tempo (não que isso seja muito diferente, hoje, apesar de termos evoluído consideravelmente). Porém, mais do que apenas jogar profusamente comentários, vê-se uma análise que, mesmo arranhando a superfície, já um começo digno para o que precisa ser discutido na atualidade e que data de décadas atrás.

A terceira temporada de Pose pode ter deslizado em certos momentos nesse mais novo episódio, mas ainda tem potencial de sobra para entregar aos fervorosos fãs um grand finale mais que merecido – despedindo-se aos poucos de personagens memoráveis e que, com a mais absoluta certeza, deixarão saudade.

‘O Hóspede Americano’: Vídeo nos leva aos bastidores da nova minissérie brasileira da HBO Max; Confira!

A nova série brasileira/americana ‘O Hóspede Americano‘ já está disponível na HBO Max e, para promovê-la, foi divulgado um vídeo que nos leva para os bastidores da produção.

Confira:

Na trama, a jornada do ex-presidente americano Teddy Roosevelt, junto com o oficial do exército brasileiro Cândido Rondon em uma aventura para desbravar regiões desconhecidas e encontrar-se com habitantes indígenas da Amazônia.

Chico Diaz, David Herman, Chris Mason e Aidan Quinn estrelam a minissérie.

Bruno Barreto assina a criação da série.

A minissérie conta com quatro episódios, que serão lançados semanalmente.

Artigo | Misticismo, revolução e fábula na clássica animação da Disney ‘A Bela e a Fera’

É inegável que, na década de 1990, os estúdios Disney já estavam com seu império cinematográfico extremamente consolidado. Desde o final da década de 1930, com o lançamento de ‘Branca de Neve e os Sete Anões’, as técnicas para filmagem em animação alcançaram uma evolução exponencial, atravessando a utilização de lâminas de vidro para a ilusão de profundidade até culminar nas animações em 3D que conhecemos hoje. Entretanto, ouso dizer que não há animação mais marcante que ‘A Bela e a Fera’, uma das principais obras que colocaram os estúdios na chamada Era de Ouro – e que permitiu a produção de outros clássicos como ‘A Pequena Sereia’, ‘Aladdin’ e ‘O Rei Leão’.

Devemos ter em mente de que a narrativa desta obra é atemporal, até mais que outras histórias adaptadas pela companhia supracitada. A trama principal gira em torno de uma jovem garota, emprestando seu nome ao título, que vê sua vida mudar completamente ao incidentalmente se tornar prisioneira de uma terrível criatura – que também dá nome às cartas do jogo. Conhecendo o estilo de releituras de contos de fada seculares, já é de se esperar que os maniqueísmos conflituosos entre “bem x mal” acompanhem as viradas no roteiro – mas, diferente do que estávamos acostumados, cada entrada de personagem tem um propósito muito maior.

O longa começa com uma composição sonora essencialmente formada por violoncelos e a suave melodia modal de um piano, arquitetada por um dos grandes mestres da música, Alan Menken – em companhia de seu letrista Howard Ashman. A câmera desliza por paisagens quase paradisíacas até se aproximar de um vitral adornado por campânulas murchas – cujos tons de lilás casam perfeitamente com a sobriedade da narração de David Ogden Stiers (também dublador original de outro personagem, Cogsworth). Somos apresentados ao pano de fundo da obra, e a utilização das janelas como recurso estilístico confere uma aura angelical e macabra, combinada com uma geometria exacerbada que prevê conflitos e obstáculos.

O foco desta introdução é a Fera (Raymond Benson), um personagem arrogante e mimado que se importa mais com as aparências que com as essências – uma metáfora interessante inclusive para a sociedade contemporânea. Seu reino e sua estabilidade monárquica são ameaçados pela inevitável aparição de uma Feiticeira, cuja maldição é fortalecida pelo símbolo da rosa vermelha (uma flor associada à paz, à pureza e aos novos começos). A potência de seu feitiço é tamanha que todos os habitantes do Castelo são transformados em mobília, enquanto o príncipe regente exterioriza toda a podridão de sua personalidade, ganhando chifres, presas, garras e um temperamento agressivo.

O foreshadowing entra como um recurso óbvio aqui, indicando que a outra protagonista será a responsável por quebrar a maldição e livrá-los de um destino muito pior que a morte. Deste modo, prever o desfecho não é um trabalho complicado, mas isso em momento algum interfere na grandiosidade de sua composição e no desenrolar dos eventos. Os acontecimentos são muito bem delineados pelo roteiro assinado por Linda Woolverton, cujas inúmeras referências à história original e a produções anteriores (vide a ópera ‘La Belle et la Bête’) contribuem para endossar A Bela e a Fera como uma obra-prima.

Já aqui percebemos a identidade teatral do filme: o foco oscila entre os vários elementos dentro de uma sequência, como se seguisse um holofote invisível capaz de desviar ou canalizar a atenção do público. Os takes em que a Fera entra em autocomiseração logo a colocam em pontos cegos para que o espectador seja atraído pelo mortal brilho da rosa e da redoma encantada, pincelada com um misticismo aterrorizante.

Até mesmo a brutal diferença de atmosferas entre o Castelo e o vilarejo é tratada com naturalidade. O corte é acompanhado pelo fade out antes de sermos finalmente apresentados à comunidade de Villeneuve, um lugar praticamente saído dos livros de ficção e que não é muito diferente de outras cidadelas tão presentes em narrativas épicas. Temos cenários levemente distorcidos e curvilíneos, como se estivessem buscando uma estabilidade dentro de um microcosmos homogêneo, tudo adornado com simplicidade de humildade – em contraste com a imponência exacerbada da morada da Fera. A paleta de cores encontra sua voz na excentricidade e na mistura de cores vivas como amarelo, dourado e vermelho, indicando a inegável ficcionalidade daquele lugar.

E então, finalmente, Bela (Paige O’Hara) se mostra. E sua presença é notada quase de imediato, justamente por não seguir o padrão dos outros moradores – ela é excêntrica por não ser excêntrica. Suas vestes restringem-se à simples combinação transparecida de branco e azul, conferindo-lhe uma graça à medida que anda pelas ruas de pedra. Ela sai de casa carregando uma cesta de cânhamo em uma mão, e um livro em outra, como se estivesse flutuando – e então vemos a primeira característica de sua personalidade: o instinto de aventura. Através de seu solo, chamado “Belle” (no original), ela constantemente diz para si mesma que “deve haver mais além desta vida provinciana”. Bela deseja e está pronta para expandir seus horizontes e sair da bolha à qual todos os outros parecem estar presos; ela é um arquétipo sobrepondo-se em meio a tantos estereótipos.

Seja o padeiro, o vendedor, a dama-de-companhia ou a dona-de-casa, seus vizinhos são cobertos com uma luz dura que os funde às instalações do vilarejo; eles já fazem parte daquela comunidade e não querem alguma mudança – e a protagonista é rechaçada justamente por estar à frente de seu tempo e remexer no comodismo social, seja pelo fato de ler, seja pelo fato de sonhar grande. O próprio arranjo orquestral traz uma animação interior que se aproxima da psique libertária de Bela.

Mas a narrativa não seria envolvente o suficiente caso ela não encontrasse obstáculos – e em A Bela e a Fera, tais conflitos vêm encarnados pelas personalidades extremamente caricaturadas de Gaston (Richard White) e LeFou (Jesse Corti), a “dupla herói-ajudante” que claramente faz uma referência irreverente às construções heroicas das narrativas gregas. Gaston é um homem sem caráter e completamente cego pela própria megalomania – o típico valentão musculoso e primitivo da épica antiga -, enquanto LeFou é uma vítima da circunstância, cuja adoração por seu “mestre” o transforma em um escape cômico submisso e sem qualquer traço de personalidade aparente.

Suas tentativas para conquistar Bela são no máximo cômicas, se não fossem trágicas. Ele constantemente tenta submetê-la ao padrão milenar do casamento, diminuindo sua incrível força de vontade para transformá-la num fantoche. Mas é claro que ela não se deixa vencer e volta a sonhar com uma vida completamente diferente – note que a protagonista não se restringe aos valores que lhe são impostos, mas deseja criar seu próprio entendimento sobre o mundo, afastando-se da massa amorfa e inalterável da comunidade em que vive.

Um dos grandes motivos dessa afinidade com a mudança é representado por seu pai, Maurice (Rex Everhart), que também emerge como o estereótipo do cientista louco de bom coração. Sua caracterização se baseia principalmente na falta de senso coletivo e na individualização de seus problemas – citando aqui seu enclausuramento no porão que utiliza para suas criações. Entretanto, ele não consegue passar um sentimento de segurança totalmente legível, sendo amparado diversas vezes pela filha, a qual deseja se desprender de sua vida campesina e explorar o desconhecido.

É possível até dizer que, se não fosse por seu pai, Bela jamais teria o motivo essencial para abandonar sua vida campesina. Afinal, logo depois que consegue fazer uma de suas últimas invenções funcionar, Maurice viaja até a cidade mais próxima para vendê-la, mas acaba entrando no caminho errado e chegando ao Castelo da Fera. A transição entre segurança e mortandade é evidenciada principalmente pela paleta de cores, a qual oscila entre tons de vermelho e verde para os mais neutros e pastéis, e pela melodia – uma composição em piano e xilofone tétrica que contribui para a atmosfera de suspense.

A estética expressionista é também muito presente na animação. Além dos cenários distorcidos do vilarejo, a arquitetura do Castelo é uma mistura híbrida e muito certeira das obras góticas do século XIII com toques da vanguarda artística supracitada. As sombras metamórficas são constantes e, a princípio, indicam a presença de um perigo eminente – ainda que se revelem inofensivas, como podemos ver em algumas sequências de Maurice dentro da morada da Fera. Árvores secas e com galhos retorcidos, a constância da névoa e a sensação de aprisionamento se relacionam ao locus horrendus da escola simbolista – e mostram a capacidade de intertextualidade que este filme traz consigo.

A imponência é também evidenciada pela composição dos planos: contra plongées muito bem colocados, exacerbação da dramaticidade, o contraste entre a pequenez dos personagens humanos e o gigantismo do “refúgio simbólico” e a continuidade azulada que reafirma a sensação de solidão, mesmo num cenário tão vasto quanto aquele. A superposição de tons cálidos e frios entra como um elemento assertivo para a sensação de profundidade e de infinitude, além de ajudar a narrativa a declarar que há mais coisas além do que observamos na superfície.

Ao descobrir que seu pai tornou-se prisioneiro da Fera (o suposto antagonista), Bela finalmente decidi sair do enclausuramento e firmar-se como a heroína da história, atravessando o mesmo perigoso bosque para dar de cara com uma cenário inesperado: torres alterosas rasgando um céu nublado, e um jardim seco tomado pela neve. E é aí que o incidente incitante da narrativa tem seu objetivo cumprido.

Talvez eu possa dizer que, assim que a protagonista se oferece para ocupar o lugar do pai, A Bela e a Fera comece a se configurar como um filme realmente da Disney, primeiramente pela presença dos personagens coadjuvantes e segundamente por alguns traços identitários difíceis de abandonar – mas que garantiram a solidez deste império cinematográfico.

É necessário dizer que, na obra original (assinada por Gabrielle-Suzanne Barbot), as criações secundárias que nos permitiram se apaixonar ainda mais pelo filme não existem. Sua grandiosidade é acompanhada de uma narrativa simples e brilhante, que foca nas relações intimistas entre os protagonistas. Provavelmente uma adaptação literal do romance não teria sido bem-vista e bem aceita pelo público – levando em conta a densidade da estória. Deste modo, optar por introduzir uma mobília encantada foi um tiro certeiro.

A adorabilidade de personagens como Lumière (Jerry Orbach), Cogsworth (Stiers), Mrs. Potts (Angela Lansbury), Chip (Bradley Pierce) e outros entra em constante conflito com a impetuosidade de seu mestre. A paixão pela servitude e a cordialidade extremas são valores inerentes a suas personalidades, mas, diferentemente dos camponeses da vila, estes traços não os transformam em um coletivo homogêneo – muito pelo contrário: enquanto Lumière é mais irreverente e mais sedutor, Mrs. Potts preza pela justiça e pelo equilíbrio, enquanto Cogsworth deixa-se levar ao pé da letra pelas regras.

A primeira noite de Bela no Castelo retoma elementos de outras criações audiovisuais dos estúdios, principalmente ‘Branca de Neve’ e ‘Bela Adormecida’. A utilização de planos holandeses, atrelada ao jogo de luz e sombra, aumentam o clima de tensão. Mas conforme o tempo vai passando, percebemos que a protagonista talvez tenha encontrado seu lugar em meio a um caos aparente – concretizada pela música “Something There”, sequência na qual duas personalidades completamente diferentes começam a se entender. A Fera não consegue compreender o conceito de altruísmo e de benevolência emanado por Bela, enquanto ela não consegue entender sua falta de controle temperamental e sua arrogância constante.

A mudança atmosférica entre os dois cenários principais é gradativa, mas notável. Enquanto o vilarejo a priori se mostra embebido por cores vivas e por uma instabilidade amorfa, a morada da Fera parece ter sido retirada diretamente de obras como ‘Drácula’ ou ‘Nosferatu’, afastando os viajantes que ousassem passar por ali. Mas conforme a narrativa se desenrola, toda a identidade visual é transgredida: a trilha sólida e dramática do Castelo dá espaço para o misticismo de um piano de causa, indicando uma compreensão mútua entre os protagonistas.

A chegada de um inverno brusco também marca uma reviravolta na história. É preciso compreender que o território comandado pela Fera se configura como um microcosmos independente, no qual o abandono de esperança é constante – e aqui a melodramaticidade registrada das adaptações Disney encontra o espaço com o puro sofrimento de Bela. Mas a primavera logo vem com mais força, transformando inclusive as sensações que outrora tínhamos quanto àquele lugar.

Um dos grandes ápices da animação é a sequência musical de “Be Our Guest”. Tanto a melodia e a letra quanto a coreografia fornecem o cenário seiscentista da narrativa, combinado com a identidade essencialmente francesa. Lumière é o astro principal, e começa a dissertar sobre a arte do jantar e das habilidades de cada um dos habitantes do Castelo enquanto é acompanhada por notas de sanfona soberbas. A escolha das cores é muito bem pensada – um hibridismo psicodélico entre cores complementares e harmônicas que arranca um sorriso até dos mais céticos (a composição entre verde e rosa é de uma perfeição inenarrável).

Outro ponto extremamente positivo é a consumação romântica entre Bela e a Fera com o baile de gala, sustentado por uma rendição emocionante de Lansbury com “Beauty and the Beast” – música ganhadora do Oscar em 1992. A justaposição entre dourado e azul é encantadora, e enquanto nas sequências anteriores as cores se fundiam, aqui a profusão é quase inexistente, marcando uma evolução no relacionamento e no amadurecimento entre eles.

Os momentos de tensão também encontram um crescimento exponencial na metade do terceiro ato, em que Gaston, mergulhando de cabeça em sua própria personalidade evasiva e controladora, consegue manipular todo o vilarejo para invadirem o Castelo e matarem a Fera, como forma de livrar Bela e Maurice de um “estado letárgico das trevas” – mas, na verdade, é o modo em que o real antagonista encontra para reafirmar sua virilidade e sua superioridade perante aos outros personagens.

A batalha final, travada e coreografada com maestria entre dois símbolos paradoxais, funciona como uma sequência resumida de todos os elementos da animação. Os planos holandeses encontram ainda mais voz, bem como as angulações distorcidas e os contra plongées. Mas diferentemente dos dois primeiros atos, o comportamento antissocial e repulsivo da Fera está subjugado à cegueira exacerbada de Gaston. À medida em que os dois se aproximam de uma construção semelhante a um penhasco, o antagonista levanta sua arma, pronto para desferir o golpe no príncipe amaldiçoado. Toda a composição do quadro mostra por segundos angustiantes o triunfo do mal sobre o bem, até que Bela, surgindo como objeto de foco, consegue – ainda que indiretamente – inverter a situação.

É quase automático prever o desfecho da obra: assim como filmes antecessores, o bem triunfa sobre o mal e os personagens encontram sua redenção perante à maldição da Feiticeira. Além disso, a evolução dos protagonistas se concretiza de modo a declarar independência à personalidade aventureira de Bela – que, além disso, encontrou seu amor verdadeiro – e mostrando a generosidade e o altruísmo da Fera – que voltou ao seu estado original (assim como todos os servos do Castelo. Este finalzinho do último ato é completamente perscrutado pela melodia em crescendo de Menken, e a re-transformação é toda acompanhada por uma construção orquestral épica.

Caracterizar A Bela e a Fera como uma obra-prima é um trabalho complicado, principalmente pelas diversas e complexas camadas que compõe a animação. Sua superioridade frente a outros filmes do estúdio vai além da narrativa emocionante e envolvente, alastrando-se para vertentes simbólicas muito bem estruturadas. Temos, como exemplo mais visível, a rosa, cujo significado usual está diretamente relacionado à segurança e ao novo começo. Entretanto, o próprio design deste objeto cênico é diferenciado, e seu brilho mortal entrega as reais intenções da Feiticeira: uma versão inanimada do príncipe arrogante (bonito por fora e intragável por dentro).

O espelho é outro elemento de grande importância narrativa, e está presente na animação de diversas formas – água, janela, o objeto em si e até no reflexo dos olhos dos animais. Com grande associação ao mito de Narciso, jovem grego que se apaixonou pelo próprio reflexo do lago e acabou por se afogar, o espelho funciona como elemento de autocontemplação pessoal e universal, correlacionando-se ao fato da Fera não se importar com outras criaturas além de si mesma. Mas ele também está conectado à pureza e à sinceridade, fatores muito presentes com a chegada de Bela ao Castelo, prevendo uma mudança drástica na vida de todos que ali vivem.

Uma das comparações mais marcantes de todo o longa é, sem dúvida, os dois frames que iniciam e fecham a história. Como já dito, os vitrais do começo estão tomados por uma geometria extenuante que conversa com as flores mortas ao redor – afinal, os conflitos apenas começaram. Nos segundos finais, a mesma composição aparece, mas com uma paleta de cores mais uniforme e, desta vez, com ramos de botões de rosa formando uma pérgula arqueada.

A Era de Ouro da Disney talvez não tenha um melhor representante. A Bela e a Fera permanece até hoje conservada em sua atemporalidade, servindo como grande exemplo narrativo e técnico e entrando como o primeiro longa de animação a ser indicado para o Oscar de Melhor Filme. E, bom, convenhamos que um conto tão eterno quanto o próprio tempo não merece menos que este patamar na história.

‘He-Man e os Mestres do Universo’: A batalha final vai começar no trailer INCRÍVEL da 3ª temporada; Confira!

Durante a San Diego Comic-Con, a Netflix revelou incrível trailer oficial da 3ª temporada da animação ‘He-Man e os Mestres do Universo‘.

Os episódios têm retorno marcado para o dia 18 de agosto na plataforma de streaming.

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No planeta de Eternia, um jovem príncipe perdido descobre os poderes de Grayskull e se transforma em He-Man, mestre do universo! A clássica batalha entre He-Man e o maligno Esqueleto se eleva a novas alturas enquanto o herói e o vilão formam equipes novas e poderosas. Uma nova geração de heróis lutando pelo destino de todos nós. No final, quem se tornará o Mestre do Universo?

O elenco de dublagem conta com Yuri LowenthalDavid KayeKimberly BrooksAntony Del RioJudy Alice LeeTom KennyBenjamin DiskinGrey GriffinRoger Craig Smith e outros.

Gostou de ‘Glass Onion’? Aqui estão outros DEZ filmes de mistério para você conferir!

Glass Onion, sequência do aclamado longa-metragem ‘Entre Facas e Segredos’, chegou recentemente ao catálogo da Netflix e já se tornou um sucesso de crítica e de público.

A trama, que traz Daniel Craig de volta como o detetive Benoit Blanc, conta a história do magnata Miles Bron (Edward Norton), que convida seus amigos excêntricos para sua ilha para jogar um jogo de detetive. Mas um assassinato real é cometido e as coisas saem do controle. Todos são suspeitos e a morte pode vir de onde se menos imagina.

Enquanto a já estabelecida mini-franquia de Rian Johnson reavivou nosso gosto por produções de mistério, é quase impossível não sentir um gostinho de quero mais. Pensando nisso, preparamos uma breve lista com dez longas-metragens de mistério para você conferir.

Veja abaixo as nossas escolhas:

UM CORPO QUE CAI (1958)

Em São Francisco, o detetive aposentado John ‘Scottie’ Ferguson (James Stewart) sofre de um terrível medo de alturas. Certo dia, encontra com um antigo conhecido, dos tempos de faculdade, que pede que ele siga sua esposa, Madeleine Elster (Kim Novak). John aceita a tarefa e fica encarregado da mulher, seguindo-a por toda a cidade. Ela demonstra uma estranha atração por lugares altos, levando o detetive a enfrentar seus piores medos. Ele começa a acreditar que a mulher é louca, com possíveis tendências suicidas, quando algo estranho acontece nesta missão.

OS 7 SUSPEITOS (1985)

Baseado no clássico jogo de tabuleiro ‘Clue’‘Os Sete Suspeitos’ pode não ter sido bem recebido à época de seu lançamento, mas se tornou um clássico cult que merece ser revisitado. Na trama, seis indivíduos com históricos comprometedores em Washington se reúnem para um jantar na mansão do ostentoso Sr. Pessoa (Lee Ving). Eles são recebidos pelo mordomo, que atribui a cada convidado um pseudônimo a fim de proteger suas identidades. Após o jantar, eles descobrem que foram chamados para conhecer o seu chantageador: o Sr. Pessoa, e cada um deles recebe uma arma. Quando o anfitrião aparece morto, o grupo se apavora e procura por pistas para revelar o assassino. Só que já é tarde demais e mais pessoas aparecem mortas. Agora só resta descobrir: quem matou quem, em qual cômodo e com qual arma.

A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA (1999)

Nesta incrível adaptação de Tim Burton, uma série de crimes envolvendo inocentes acontece no pequeno vilarejo de Sleepy Hollow. Para investigar o caso é chamado o detetive nova-iorquino Ichabod Crane (Johnny Depp), um excêntrico e determinado oficial de polícia com um jeito avant-garde de solucionar crimes. Os métodos investigativos de Ichabod serão postos à prova neste caso, que envolve um ser sobrenatural que pode ser o causador de todos os crimes.

O CÓDIGO DA VINCI (2006)

Um assassinato no museu do Louvre em Paris e pistas enigmáticas em alguns dos quadros mais famosos de Leonardo DaVinci levam à descoberta de um mistério religioso. Por mais de dois mil anos, uma sociedade secreta guarda informações que, se descobertas, poderiam comprometer o cristianismo. Robert Langdon, um professor especialista em simbologia e história, se envolve na investigação.

O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS (2011)

Ovacionado pela crítica e considerado como um dos melhores filmes de espionagem do século, O Espião que Sabia Demais é baseado no romance homônimo de John le Carré e traz Gary Oldman como o protagonista. Ambientado na Guerra Fria, a história acompanha George Smiley, um veterano da divisão de elite do serviço secreto inglês conhecida como Circo. Após a morte de seu ex-chefe e de alguns fracassos em missões internacionais, ele é chamado para desvendar um mistério sobre a identidade do agente duplo que, durante anos, trabalhou também para os soviéticos. Todos à sua volta são suspeitos, mas, como bons espiões que são, foram treinados para dissimular e trabalhar em condições de extrema tensão.

A CASA TORTA (2017)

Agatha Christie é uma das maiores escritoras de todos os tempos e é, até hoje, considerada a primeira dama do crime. Em 2017, uma das várias adaptações que chegaram ao cinema foi A Casa Torta. Na trama, o octogenário Aristide Leonides, dono de grande fortuna, é envenenado em sua mansão, onde vivia com toda a família — sua esposa, cinquenta anos mais jovem, dois filhos, duas noras, três netos e uma cunhada. Qualquer um poderia tê-lo matado. Porém, somente um se revelará o verdadeiro assassino.

ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE (2017)

O divertido remake de Assassinato no Expresso do Oriente, baseado no aclamado romance homônimo de Agatha Christie, envelheceu muito melhor do que poderíamos imaginar. Comandado por Kenneth Branagh, a trama acompanha o detetive Hercule Poirot (também vivido por Branagh) embarca de última hora no trem Expresso do Oriente. Já a bordo, ele conhece os demais passageiros e resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc convence Poirot para que use suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido.

MAUS MOMENTOS NO HOTEL ROYALE (2018)

Em Maus Momentos no Hotel Royalethriller neo-noir comandado por Drew Goddard, sete desconhecidos se encontram no El Royale, um hotel degradado perto de Lake Tahoe, Califórnia, na década de 1960. Cada um deles tem um segredo obscuro e precisa encontrar redenção durante a noite, antes que tudo dê errado. A produção vale a pena por seu caráter nostálgico, pela condução da obra e pelo estelar elenco formado por nomes como Jeff BridgesCynthia ErivoDakota JohnsonJon Hamm e muitos outros.

ENOLA HOLMES (2020)

Baseado na amada série de livros indicada ao prêmio Edgar Allan Poe, Enola Holmes conta a história da irmã adolescente rebelde de Sherlock e Mycroft Holmes, uma super-detetive talentosa e que muitas vezes supera seus brilhantes irmãos. Quando sua mãe desaparece misteriosamente no seu aniversário de 16 anos, Enola procura a ajuda de seus irmãos mais velhos. Mas ao perceber que eles estão mais interessados em fazê-la terminar os seus estudos, do que de fato resolver o caso, Enola faz a única coisa que uma jovem inteligente, engenhosa e destemida da década de 1880 pode fazer: ela foge de casa para Londres, a fim de encontrá-la – e, no caminho, se envolve em um perigoso e instigante mistério.

VEJA COMO ELES CORREM (2022)

Dirigido por Tom GeorgeVeja Como Eles Correm teve um breve circuito nos cinemas antes de chegar ao Brasil pelo Star+. Nessa divertida e nostálgica aventura misteriosa, um desesperado produtor de cinema de Hollywood decide transformar uma peça popular em um filme. Quando membros da produção são assassinados, o exausto inspetor Stoppard (Sam Rockwell) e a novata Constable Stalker (Saoirse Ronan) se veem no meio de um mistério intrigante.

O fim está próximo no novo cartaz oficial da 2ª parte da ÚLTIMA temporada de ‘Manifest’; Confira!

A Netflix divulgou um novo cartaz oficial da segunda parte da 4ª (e última) temporada de ‘Manifest‘.

Os episódios finais irão estrear na plataforma no dia 2 de junho.

Nos últimos capítulos, os passageiros irão enfrentar repercussões alarmantes em um mundo dominado pelo ódio, não mais livres para resolver seus próprios chamados sem supervisão constante do inescrupuloso Registro 828. Logo, um acidente misterioso oferece avisos sinistros em escala bíblica que comprometerá ainda mais a subsistência de todos.

Confira, junto ao trailer:

A série é inspirada no desaparecimento do voo 370 da Malaysia Airlines, em 2014.

Na trama, o voo 828 desaparece do radar e retorna cinco anos depois, quando o mesmo já tinha sido considerado perdido no fundo do mar. O tempo não passou para os passageiros do avião, enquanto que para seus familiares foram os piores anos de suas vidas. A série irá acompanhar a vida pessoal destes passageiros, assim como o mistério que os envolvem.

O elenco conta com Josh Dallas, Melissa Roxburgh, Athena Karkanis, J.R. Ramirez, Luna Blaise, Jack Messina e Parveen Kaur.

Dica da Semana | 5 filmes indicados ou vencedores do Oscar para você conferir no Star+

Com a popularização crescente das plataformas de streaming, assistir a clássicos do cinema se tornou bem mais simples do que poderíamos imaginar – e títulos um tanto quanto difíceis de serem abocanhados pelo público agora estão disponíveis em um piscar de dedos.

E, para os cinéfilos de plantão, tais serviços carregam títulos e mais títulos que dominam a temporada de premiações, principalmente o Oscar – o maior prêmio da sétima arte.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando cinco longas-metragens indicados e/ou vencedores dos prêmios da Academia para você conferir no Star+, uma das plataformas que mais conquista os assinantes.

Veja abaixo as nossas escolhas:

CISNE NEGRO (2010)

Baseado no ballet de Pyotr Ilyrich Tchaikovsky, o longa-metragem estrelado por ninguém menos que Natalie Portman (que levou o Oscar de Melhor Atriz para casa) acompanha uma jovem bailarina chamada Nina que faz parte de uma companhia de dança respeitada e bastante rígida. Ela logo se prepara para a audição para O Lago dos Cisnes, fazendo de tudo para conseguir o papel principal da Princesa Odette (que é transformada em um cisne branco por um terrível feiticeiro). Todavia ela é forçada a enfrentar a própria mãe (Barbara Hershey) e seus demônios interiores para ascender ao papel principal da peça, estando disposta ao impensável para conseguir o que quer – e para provar que ela é a única que está à altura da protagonista.

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO (2013)

O vencedor do Oscar de Melhor Filme e de Melhor Atriz Coadjuvante para Lupita Nyong’o é, até hoje, considerado uma das melhores produções do século. A trama é baseada na incrível história da luta de um homem pela sobrevivência e liberdade. Nos Estados Unidos antes da Guerra Civil, Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro e livre do estado de Nova York é sequestrado e vendido como escravo. Enfrentando a crueldade (personificada pelo perverso dono de escravos interpretado por Michael Fassbender), bem como inesperadas gentilezas, Solomon luta não só para sobreviver, mas também para manter sua dignidade. No décimo segundo ano de sua inesquecível odisseia, um encontro ao acaso com um abolicionista canadense (Brad Pitt) mudará sua vida para sempre.

BIRDMAN (2014)

Lançado em 2014, Birdman acompanha Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que, no passado, fez muito sucesso interpretando Birdman, um super-herói que se tornou um ícone cultural. Entretanto, desde que se recusou a estrelar o quarto filme com o personagem sua carreira começou a decair. Em busca da fama perdida e também do reconhecimento como ator, ele decide dirigir, roteirizar e estrelar a adaptação de um texto consagrado para a Broadway. Entretanto, em meio aos ensaios com o elenco formado por Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough), Riggan precisa lidar com seu agente Brandon (Zach Galifianakis) e ainda uma estranha voz que insiste em permanecer em sua mente. O longa levou para casa quatro estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme Melhor Direção.

A FORMA DA ÁGUA (2017)

Guillermo Del Toro é um nome do qual você com certeza já ouviu falar. O diretor mexicano conquistou o mundo com suas histórias fantasiosas, abarcando aclame por parte do público e da crítica – e é claro que o vencedor do Oscar A Forma da Água não poderia ficar de fora da nossa lista. Trazendo aspectos da ficção científica para uma homenagem a obras como ‘O Monstro da Lagoa Negra’ e até mesmo ‘A Bela e a Fera’, a história é ambientada em meio aos conflitos político-sociais da Guerra Fria e acompanha Elisa, uma zeladora muda que trabalha em um laboratório experimental secreto do governo e que se encanta com uma criatura mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate, ela recorre ao melhor amigo Giles e à colega de turno Zelda, em uma aventura que pode custar muito mais do que o seu emprego.

A FAVORITA (2018)

O aclamado drama cômico de época de Yorgor LánthimosA Favorita, veio sem muitas expectativas para as salas do cinema e ganhou aplausos por absolutamente todos os seus aspectos – além de ter garantido o Oscar de Melhor Atriz a Olivia Colman. Dividindo os holofotes com Rachel Weisz e Emma Stone, a trama acompanha a frágil rainha Anne, da Inglaterra, que é acompanhada por sua grande amiga Lady Sarah. Quando uma nova serva Abigail chega, seu charme a leva a Sarah. Sarah toma a novata como uma pupila e vê uma chance de retornar às suas raízes aristocráticas. Como a política de guerra passa a ocupar muito tempo de Sarah, Abigail entra na brecha para preencher o espaço como companheira da rainha. Sua crescente amizade dá a ela uma chance de cumprir suas ambições e ela não deixa que ninguém fique em seu caminho.

‘A Family Affair’: Comédia romântica com Nicole Kidman, Joey King e Zac Efron ganha imagens INÉDITAS; Confira!

Netflix divulgou duas imagens inéditas de A Family Affair, nova comédia romântica estrelada por Nicole KidmanJoey KingZac Efron.

O longa-metragem chega à plataforma de streaming no dia 28 de junho.

Confira:

O filme é dirigido por Richard LaGravenese, enquanto Carrie Solomon assina o roteiro.

Uma jovem chamada Zara trabalha como assistente do astro de cinema Chris Cole – isto é, até Chris se apaixonar pela mãe dela.

Liza KoshyKathy BatesShirley MacLaine completam o elenco.

‘The Beast In Me’: Brittany Snow, Natalie Morales e mais são escaladas para a nova minissérie de SUSPENSE da Netflix

Netflix revelou recentemente que quatro novos membros foram escalados para a nova minissérie de suspense The Beast In Me (via Deadline).

As informações indicam que Brittany Snow (‘A Escolha Perfeita’), Natalie Morales (‘Que Horas Eu Te Pego?’), David Lyons (‘Truth Be Told’) e Tim Guinee (‘Horizon: An American Saga’) farão parte do elenco.

O grupo se junta aos previamente confirmados Claire Danes, que é a protagonista e uma das produtoras executivas, e Matthew Rhys.

A produção foi escrita por Gabe Rotter, enquanto Howard Gordon entra como showrunner.

Desde a trágica morte do seu filho, a aclamada autora Aggie Wiggs (Danes) afastou-se da vida pública, incapaz de escrever, como um fantasma do seu antigo eu. Mas ela encontra um tema improvável para um novo livro quando a casa ao lado é comprada por Nile Sheldon, um famoso e formidável magnata do mercado imobiliário que já foi o principal suspeito do desaparecimento de sua esposa. Ao mesmo tempo horrorizada e fascinada por este homem, Aggie se vê caçando compulsivamente a verdade – perseguindo seus demônios enquanto foge dos seus próprios – em um jogo de gato e rato que pode se tornar mortal.

Vale lembrar que Gordon e Danes já trabalharam juntos no drama ‘Homeland’.

Fique ligado para mais informações!

‘Código Alarum’: Ação com Isis Valverde e Sylvester Stallone ganha nova data de estreia nos cinemas!

‘Código Alarum (Alarum), o novo filme estrelado por Sylvester Stallone e Scott Eastwood, ganhou uma nova data de estreia nos cinemas nacionais.

Anteriormente programado para 27 de março, o longa agora chega às telonas em 10 de abril.

Lembrando que atriz brasileira Isis Valverde também faz parte do elenco.

Joe (Scott Eastwood) e Lara (Willa Fitzgerald) são agentes secretos que vivem fora do radar, mas quando saem de férias com amigos (Isis Valverde), eles se tornam alvos de uma caçada brutal. Suspeitos de estarem ligados à ALARUM, uma rede secreta de espiões, o casal é forçado a fugir, sem saber em quem confiar. Perseguidos por inimigos implacáveis e em um mundo de mentiras e traições, eles são obrigados a duvidar até mesmo de seus próprios aliados.

‘Man’s Best Friend’, novo álbum de Sabrina Carpenter, contará com DOZE faixas; Confira a tracklist!

Nos últimos dias, a vencedora do Grammy Sabrina Carpenter, uma das vozes mais populares da nova geração da música, revelou a tracklist oficial de seu próximo álbum de estúdio com a ajuda dos fãs.

O compilado de originais é intitulado ‘Man’s Best Friend’ e conta com doze faixas inéditas, incluindo o lead single “Manchild”.

Confira:

1. Manchild
2. Tears
3. My Man on Willpower
4. Sugar Talking
5. We Almost Broke Up Again Last Night
6. Nobody’s Son
7. Never Getting Laid
8. When Did You Get Hot?
9. Go Go Juice
10. Don’t Worry I’ll Make You Worry
11. House Tour
12. Goodbye

O lançamento do álbum está agendado para o dia 29 de agosto.

O álbum mais recente da artista foi o elogiado ‘Short N’ Sweet’, que lhe duas estatuetas do Grammy Awards – Melhor Álbum Pop Vocal pelo disco e Melhor Performance Pop Solo pelo single “Espresso”.

Carpenter fez sua estreia oficial no mundo da música com ‘Eyes Wide Open’, em 2015, ascendendo a uma carreira meteórica nos últimos anos – principalmente depois de ter lançado o aclamado ‘emails i can’t send’ e sua subsequente versão deluxe.

Em 2023 e 2024, a cantora, compositora e atriz também foi chamada por Taylor Swift como um dos atos de abertura da ‘The Eras Tour’, apresentando-se, inclusive, no Brasil.

Dentre suas músicas mais famosas, podemos citar “Thumbs”“Paris”“read your mind”“feather”.

Bruno Mars lança a inédita “I Just Might”, carro-chefe de seu próximo álbum de estúdio

O vencedor do Grammy Bruno Mars está de volta ao mundo da música e lançou hoje (9) o lead single de seu próximo álbum de estúdio.

Intitulada “I Just Might”, a canção é o carro-chefe do álbum The Romantic, que tem lançamento marcado para o dia 27 de fevereiro nas plataformas de streaming.

A faixa incorpora elementos do disco, do pop e do funk, e foi assinada por Mars, Philip LawrenceChristopher Brody BrownDernst “D’Mile” Emile II. Mars e D’Mile também assinam a produção.

Ouça e confira o videoclipe:

Bruno Mars fez sua estreia no cenário musical com o popular álbum ‘Doo-Wops & Hooligans’, ascendendo a um estrelato inenarrável que lhe garantiu diversos prêmios – como 16 estatuetas do Grammy, incluindo Álbum do Ano por ’24K Magic’.

Em 2021, ele se uniu com Anderson .Paak para o projeto Silk Sonic, lançando o compilado ‘An Evening with Silk Sonic’ e conquistando os prêmios de Música e Gravação do Ano por “Leave the Door Open”. Em 2024, ele se uniu à titânica Lady Gaga para o dueto “Die With a Smile”, que quebrou recordes de streams e lhe garantiu mais um gramofone dourado.

‘Villaflor’: Camille Cottin entra para o novo THRILLER político da Netflix

Segundo o DeadlineCamille Cottin (‘Casa Gucci’) foi escalada para o elenco de Villaflor, novo thriller político da Netflix.

O longa-metragem é dirigido pelo indicado ao Oscar Santiago Mitre (‘Argentina, 1985’).

Cottin se junta aos previamente confirmados Verónica Llinás Peter Lanzani, que serão os protagonistas.

Llinás interpreta Azucena Villaflor, personagem baseada na ativista da vida real que ajudou a fundar as Mães da Praça de Maio. Após seu filho ser levado pelas autoridades, ela transforma a busca por ele e por outros desaparecidos em um ato de resistência contra a ditadura militar. A Argentina esteve sob regime militar de 1976 a 1983, período em que dezenas de milhares de pessoas desapareceram.

Lanzani interpreta Rubio, um oficial do exército encarregado de se infiltrar na Igreja de Santa Cruz, onde os familiares dos desaparecidos começaram a se organizar.

Cottin dá vida a Alice Domon, uma das freiras francesas envolvidas com o Grupo Santa Cruz. O elenco ainda conta com Susana Pampin, Alicia Guerra, Vivian El Jaber, Azul Lombardía, Mariela Acosta, Paula Ransenberg, Juliana Muras, Muriel Santa AnaAntonia BengoecheaJosé MehrezEnrique Piñeyro.

Villaflor chega em 2027 ao catálogo da Netflix.

Confira as primeiras imagens:

‘Coringa’: Diretor comenta polêmica teoria sobre o final

O texto abaixo contém SPOILERS!

Quem assistiu ‘Coringa‘ sabe que o filme termina de maneira ambígua, e que alguns momentos-chave da trama não passavam de delírios de Arthur Fleck, por conta de seus traumas psicológicos.

E, em entrevista para o LA Times, Todd Phillips foi questionado se o clímax do filme realmente aconteceu ou era tudo invenção de uma mente perturbada, ao que ele respondeu:

“Há muitas maneiras de ver esse filme. Você pode assistir e dizer: ‘É apenas uma das histórias que Arthur inventou. Nada disso aconteceu.’ Mas eu não vou dizer o que é [real ou inventado]. Muitas pessoas que assistiram disseram: ‘Ah, entendi, ele acabou de inventar essa história. O filme inteiro é uma piada. É tudo imaginação de um paciente do Asilo Arkham.”

E você, qual é a sua opinião?

Lembrando queCoringa‘ já está em exibição nos cinemas nacionais

OPINIÃO: Reações a ‘Coringa’ provam que estamos vivendo na caótica sociedade do filme

Confira a crítica:

A trama de Coringa vai explorar a cultura noturna da cidade de Nova York, dando destaque inclusive a clubes de strip-tease.

Coringa‘, do diretor Todd Phillips, centra-se no icônico arqui-inimigo e é uma história fictícia original e inédita, nunca vista na tela grande. A história de Arthur Fleck, interpretado majestosamente por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar seu caminho na sociedade fragmentada de Gotham. Ele é um palhaço de festas durante o dia, ele aspira a ser um comediante stand-up a noite… mas ele acha que a piada sempre parece estar sobre ele. Preso em uma existência cíclica entre a apatia e a crueldade, Arthur toma uma decisão ruim que provoca uma reação em cadeia de eventos crescentes neste estudo de caráter arenoso.

‘Coringa’: Joaquin Phoenix diz que não se importa com opinião dos fãs sobre sua interpretação

Filme de origem do Coringa será ‘assustador’, afirma Joaquin Phoenix

Além de Phoenix, Robert DeNiroZazie BeetzMarc MaronFrances ConroyShea WhighamBill Camp e outros completam o elenco.

‘Todo Mundo em Pânico’: Anna Faris comemora os 20 anos de lançamento do filme; Confira!

Em 2000, ‘Todo Mundo em Pânico renovou o gênero da comédia ao satirizar diversos filmes de terror, como ‘A Bruxa de Blair’, ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado‘, e especialmente a franquia ‘Pânico’.

Com um elenco repleto de astros, como Marlon e Shawn Wayans, e Anna Faris, a trama conquistou o público rapidamente e permanece sendo comentada até hoje.

Para comemorar os 20 anos de lançamento do longa, Faris publicou em seu perfil do Twitter uma lembrança de sua personagem, Cindy Campbell.

Confira:

“Há 20 anos, eu não sabia que o assassino estava dentro de casa. Feliz aniversário, ‘Todo Mundo em Pânico’.”

Apesar de ter recebido críticas mistas e acumular apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes, a comédia foi um sucesso de bilheteria.

Orçado em apenas US$19 milhões, ‘Todo Mundo em Pânico‘ arrecadou US$280 milhões pelo mundo, o que garantiu a continuidade da franquia com quatro sequências, lançadas entre 2001 e 2013.