‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ apresentará ao MCU o personagem Mysterio, vivido Jake Gyllenhaal, que já chamou a atenção dos fãs graças às suas intrigantes aparições nos trailers, fazendo surgir as mais diversas perguntas: “Ele é de outro mundo?” “Por que ele tem um aquário na cabeça?”
Outra boa pergunta é por que o Mestre da Ilusão foi escolhido para ser o principal vilão da sequência depois do Abutre de Michael Keaton em ‘De Volta ao Lar’. Quem responde é o diretor: Jon Watts, que apontou para a primeira aparição de Mystério no quadrinho ‘The Amazing Spider-Man Vol. 1 # 13’ como uma enorme fonte de inspiração na adaptação de Quentin Beck. O enredo, que mostra Mystério enquadrando o Cabeça de Teia e se mostrando um cara do bem, fez do vilão uma “escolha empolgante” para ele.
“Mystério entra nos quadrinhos como um herói. Então, eu sempre olhei com atenção para o material de origem, o que tornou esse personagem empolgante. Mas o porquê de escolhermos o Mystério, foi o fato de que é um personagem que ainda não tínhamos visto antes.”
Watts ainda falou sobre as vantagens de terem escolhido o personagem por suas habilidades em efeitos especiais.
“Dos grandes e icônicos vilões, Mystério foi quem saltou para o topo. Por causa de quem ele é, o que ele pode ou não ser capaz de fazer, ele realmente abriu muitas possibilidades para o tipo de história que podemos explorar com ele.”
Para quem está familiarizado com o personagem, não será nenhuma surpresa saber que ele estará mentindo sobre muitas coisas no filme. No entanto, há muitas dúvidas sobre o quanto de mentira ou verdade há em sua aparição. A possibilidade de um multiverso daMarvel no segundo trailer seria um truque, ou Mystério realmente vem de uma Terra alternativa?
Ontem, foi divulgado um cartaz que traz Peter Parker (Tom Holland) à frente de uma parede de tijolos na qual foi pintada uma imagem do Homem de Ferro (interpretado por Robert Downey Jr.). A imagem, compartilhada no Twitter, também traz a legenda “não acho que Tony teria feito o que fez caso não soubesse que você estaria aqui depois de tudo isso”.
Peter Parker (Holland) e seus amigos vão fazer uma viagem de férias de verão para a Europa. No entanto, eles dificilmente serão capazes de descansar – Peter terá que concordar em ajudar Nick Fury (Jackson) a descobrir o mistério das criaturas que causam desastres naturais e destruição em todo o continente. Para isso, ele se juntará ao Mysterio (Gyllenhaal) – que pode não ser quem parece.
Os fatos que levam a contradição lógica. O que você faria se estivesse em uma estrada dirigindo seu carro e encontrasse um lugar aparentemente sem saída, com pessoas que nunca viu na vida e ainda por cima tendo que se proteger de aterrorizantes seres quando anoitece? Criada por John Griffin e produzida pelos irmãos Russo e Jack Bender que também produziu e dirigiu a saudosa sérieLost, Origem, também conhecida como From, possui um roteiro inteligente, repleto de proposições teóricas onde há um clima de tensão constante. Os paralelos com um jogo de xadrez, impostos nos primeiros episódios retratam bem o que é proposto dali pra frente, uma batalha contra o desconhecido, onde a paciência e a combustão emocional se tornam elementos que se chocam. Disponível na Globoplay, Origem é altamente indicada para os amantes de mistérios e também aos órfãos de Lost,Fringe, até mesmo as subestimadas Wayward Pinese Jericho.
Na trama, conhecemos Jim (Eion Bailey), um engenheiro que constrói atrações de parques de diversões e sua esposa Tabitha (Catalina Sandino Moreno), um casal em crise, perto de assinarem o divórcio que resolvem fazer uma última viagem juntos de trailer com os dois filhos após uma tragédia. Durante o caminho, são surpreendidos por uma árvore que impede de continuarem, regressando para uma outra parte da estrada onde se veem presos em uma cidade, dividida em dois grupos, que tem como referência o ex-militar e atual autoridade do lugar Boyd (Harold Perrineau). Muitas perguntas aparecem: será que eles sobreviveram ao acidente que sofreram? Aonde eles estão? O ótimo episódio piloto prende a atenção sem deixar de esconder os principais mistérios e nos contextualizar de boa parte do que seria a jornada dali pra frente.
Espíritos que manipulam? Pessoas presas em um pedaço de uma cidade? Lançada em fevereiro de 2022 no streaming MGM+ (antiga EPIX), e ainda pouco falada aqui no Brasil, Origem explora lacunas herméticas, adota o paralelo e teorias de paradoxo como fonte de reflexão. Pra quem curte ir mais profundo no pensar, teorias complexas reforçadas pelo evidente paradoxo, como o experimento ‘O Gato de Schrödinger’, criado pelo físico e vencedor do Nobel Erwin Schrödinger, são amplamente debatidas abrindo um enorme campo de interesse no espectador mais atento.
Os paralelos entre o estado caótico e a esperança (aqui revertida de fé) dominam as ações e consequências dos personagens, esses intrigantes, cada qual com sua forma de enxergar a situação em que não conseguem sair. A chegada dos novos membros na cidade acaba desencadeando conflitos no pensar, deixando muitos deles em dilemas profundos. Tem os que enlouquecem, os que pensam em como ajudar a comunidade como um todo deixando qualquer tipo de egoísmo para trás, os que enxergam o sonho de um lugar mais alto do que o pesadelo. Batendo na tecla do princípio darwiniano, de que quem consegue se adaptar vai ter chances de sobreviver, acompanhamos o cotidiano dessas pessoas, dentro de um liquidificador de sentimentos, que chegaram naquele lugar por cidades e estradas diferentes.
A organização da cidade nos leva para a reflexão de que uma sociedade só sobrevive quando há uma certa cadeia de comando e aqui tudo isso é colocado em prova na trajetória do ótimo personagem Boyd. Intitulado xerife da cidade, o homem que precisa tomar as decisões que precisam serem tomadas, por mais difícil que sejam, se vê em grandes conflitos procurando a fé, passando pela raiva, ainda buscando entender o que houve com a esposa logo depois que chegaram naquele lugar.
As histórias e embates dentro da trama nos guiam como se fosse uma mapa de personalidade. Os traumas vividos, as experiência compartilhadas, a chegada de muitos deles até ali, a forma como reagem quando são instigados pelas criaturas noturnas que fazem de tudo para entrar nas suas casas. Bebendo da fonte da premissa da ótima Wayward Pines, Origem é interpretativa sem deixar de ser inteligente seja qual o entendimento que você tiver sobre os surpreendentes acontecimentos da ótima primeira temporada. Que chegue logo a segunda!
Olivia Wilde é Carrie, Jean Grey e Lucy nesse terror B
O terror era o meu gênero preferido na infância e adolescência. O fato não é um caso raro. Ao contrário de qualquer outro gênero cinematográfico, o terror é onde o público consegue um maior imediatismo de sensações. O que conta é o momento e não tanto o que ressoa, ou o que levamos conosco. Por isso, o terror permanece como o gênero mais jovem do cinema, cujo público tem como base os adolescentes. Não os culpo, justamente porque já fui um.
A inquietude típica da fase nos volta para a ação e a adrenalina. Se não estiver acontecendo correria e gritos na tela, a atenção é perdida. Justamente por isso, não se pode perder tempo com muitos diálogos, mesmo que sejam justificados para explicar a trama. O que conta mais são os sustos e por vezes, o sangue. Com a idade, muitos avaliadores, como o que vos fala, continua sua paixão pelo gênero – ainda não me tornei esnobe o suficiente para desprezá-lo por completo. No entanto, começamos a prezar justamente o que “nossos eu” do passado achariam chatos. Os filmes de terror mais voltados para o psicológico, para o desenvolvimento de personagens, diálogos expositivos e não tanto a matança desenfreada.
Pensando por este aspecto, chega para os brasileiros neste fim de semana, Renascida do Inferno (The Lazarus Effect), filme de terror encabeçado por um bom elenco, fazendo uso de uma trama interessante e a promessa de referências legais. Veja essa história: cientistas trabalham em um laboratório subterrâneo desenvolvendo um experimento que trará os mortos de volta à vida. Calma, tem mais. Após um acidente, o experimento precisa ser usado numa das cientistas. O problema é que ela não volta “pura”. Com uma premissa dessas, tudo desde Re-Animator: A Hora dos Mortos Vivos, Hellraiser – Renascido do Inferno, A Volta dos Mortos Vivos 3 e Linha Mortal vem à mente do ávido cinéfilo, louco por um bom terror nas telonas.
O segredo está na diversão e na criatividade. Tais elementos parecem cada vez mais raros. Mas a explicação está no próprio público, sempre querendo mais do mesmo. Qualquer coisa que fuja dos moldes do que já deu certo não é aceito. O resultado é uma safra de filmes de terror genéricos, todos padronizados, dos quais é difícil diferenciá-los ou sequer lembrá-los. E infelizmente é onde se encaixa este Renascida do Inferno, um filme promissor que se deixa guiar pelos clichês do subgênero. Além disso, o filme nunca consegue quebrar o molde, ficando preso em conceitos antigos e pouco inspirados.
O elenco, como dito, é bom, e tem nomes como Olivia Wilde e Mark Duplass, atores proeminentes do cinema independente norte-americano – fato que somou na curiosidade em relação ao filme. Estreia na direção de ficção do cineasta de documentários David Gelb, o filme foi escrito pela dupla Luke Dawson (Imagens do Além) e Jeremy Slater (do novo Quarteto Fantástico). Wilde e Duplass interpretam um casal de cientistas criadores do tal soro da ressurreição. É espantoso, por exemplo, como o roteiro trata o personagem de Duplass, que entra para o hall dos homens da ciência mais estúpidos do cinema. O personagem toma uma decisão equivocada atrás da outra, começando por levar um cachorro ressurgido da morte para casa, e terminando por… bem, veja o filme.
O que mais incomoda em Renascida do Inferno é o filme não ser nada além de um slasher, mesmo que um sobrenatural. A estrutura tem um vilão, ou no caso deste, uma vilã, que sai matando um a um, todos os membros da equipe. Muitos podem dizer que existem fatores interessantes, como um elemento que assemelha o filme ao acelerado Lucy (com Scarlett Johnasson), mas tais pequenos detalhes simplesmente não são o suficiente para redimir uma produção que nos faz passar por (mesmo que apenas) 83 minutos de material muito reciclado.
Disponível no Acervo Atual da Netflix, ‘A Hora do Espanto’ foi o maior sucesso do gênero em 1985
Foi o amor por filmes de terror e por histórias de vampiros que fez o diretor Tom Holland criar A Hora do Espanto. Comecemos por partes. Não, não é esse Tom Holland que você está pensando. Antes do intérprete atual do herói Homem-Aranha no cinema, outro artista de mesmo nome fazia sucesso no mundo da sétima arte – em especial em produções de gênero como o terror. Esse Tom Holland é, entre outras coisas, o diretor de outro grande clássico do horror dos anos 80: Brinquedo Assassino (1988), o primeiro filme do querido boneco Chucky. Só por estes dois esforços na direção, o cineasta tem seu nome cativo no panteão do cinema entretenimento.
Holland começou a escrever seu nome em Hollywood ao assinar o roteiro de Psicose 2 (1983), continuação do clássico absoluto de Hitchcock, e seu primeiro grande trabalho na indústria. Enquanto escrevia seu trabalho seguinte, a aventura infanto-juvenil cult Os Heróis Não Tem Idade (1984), Holland começou a pensar num conceito para uma história: sobre um adolescente fã de filmes de terror que desconfia que seu vizinho na casa ao lado seja um vampiro. O conceito era interessante, mas o próprio roteirista não achava que era forte o suficiente para sustentar uma história inteira. O entrave em sua cabeça parava na pergunta: “o que ele vai fazer?”, já que a primeira reação de todos seria achar que o jovem estava louco. Assim, Holland via esta ideia empacada e permaneceu desta forma, somente em sua cabeça, por um ano.
Em determinada ocasião, enquanto conversava sobre essa sua ideia com John Byers, então o chefão do estúdio Columbia Pictures (hoje Sony), o próprio Holland viu a lâmpada acender em sua cabeça. E o que o roteirista bolou foi: “ele iria diretamente falar com Vincent Price”. O citado ator veterano era sinônimo de filmes de terror e muitos contendo tais criaturas das trevas bebedoras de sangue. E assim nascia não apenas o personagem Peter Vincent, como também sua inspiração completa para escrever A Hora do Espanto.
Na trama, Charley Brewster (William Ragsdale) é um adolescente comum. Ele tem uma namorada, Amy (Amanda Bearse) e um melhor amigo “Evil” Ed (Stephen Geoffreys). Apaixonado por clássicos filmes de terror, o rapaz é fã do programa A Hora do Espanto (Fright Night, algo como Noite do Medo), uma maratona noturna de filmes de terror antigos e esquecidos, apresentada por um astro veterano de tais filmes, Peter Vincent (Roddy McDowall). Quando Charley começa a desconfiar e depois confirma que seu novo vizinho seja de fato um vampiro assassino que está matando jovens mulheres na sua cidadezinha, ele tenta alistar a ajuda de seus amigos e até mesmo de seu ídolo, um pseudo especialista nas criaturas noturnas.
Segundo o próprio diretor, o jovem Charley é a motor de ‘A Hora do Espanto’, mas Peter Vincent é o seu coração.
Este tipo de programa apresentado no filme era muito comum e popular nos EUA nas TVs abertas por lá. Foram estes programas que popularizaram figuras como Elvira, personagem de Cassandra Peterson, que iniciou sua carreira como anfitriã na TV neste segmento. Ou seja, A Hora do Espanto não é apenas um filme apaixonado pelo gênero terror ou vampiros, mas também homenageia e presta tributo a um tipo de atração televisiva muito popular no passado, que ainda estava no auge na década de 1980, mas que hoje, assim como tantos itens da cultura pop do passado, se tornaram esquecidos. Segundo o próprio Holland, Peter Vincent e seu background televisivo são o coração do filme.
Depois de ter bolado uma espécie de homenagem metalinguística a uma era (fã e apresentador de programa de terror se veem num próprio filme de terror), Tom Holland escreveu o roteiro completo em três semanas. Mas aí viria a pegadinha. O roteirista queria estrear na direção, com este seu então mais recente texto. Acontece que Holland havia se decepcionado muito com o tratamento que um de seus roteiros havia recebido em tela, no filme Tudo por uma Verdade (1984), e assim conseguiu um acordo com a Columbia, que apostou num diretor novato – ninguém poderia prever o sucesso que o seu filme de vampiros faria.
Aposta certa! A Columbia (Sony) bancou o projeto e o resultado foi muito satisfatório.
Com o diretor de primeira viagem Tom Holland contratado para sua grande estreia – num terror que misturava muito humor e autoconsciência em sua narrativa -, o próximo passo dado era contratar os atores certos para os personagens. É claro que a “alma” do filme, Peter Vincent, precisava e só poderia ser um único ator: Vincent Price. De fato, Holland criou o nome do personagem tendo Price em mente, e também o ator Peter Cushing. No entanto, a saúde de Vincent Price não estava das melhores e o ator evitava trabalhar de forma intensa, ou sequer estava aceitando papeis em filmes de terror nesta época. Ele viria a realizar seu último filme no cinema cinco anos depois com Edward Mãos de Tesoura (1990), de Tim Burton. Assim, Holland recorreu a Roddy McDowall, imortalizado por seu papel de Cornelius no clássico O Planeta dos Macacos (1968).
Já para o papel do protagonista Charley Brewster, “o menino que grita lobo”, segundo a definição do próprio criador, um nome famoso que quase terminou com o papel foi Charlie Sheen. Segundo Holland, no entanto, a aparência de Sheen era a de um herói e não era o que o autor buscava para Charley. Com William Ragsdale, o diretor encontrou um “rapaz mais mundano” e identificável. Isso porque a intenção do cineasta com o filme era validá-lo para o público moderno (da época), ao enraizá-lo na realidade, justamente por isso usou como cenário os subúrbios de uma cidadezinha norte-americana.
O veterano Roddy McDowall interpreta Peter Vincent, personagem inspirado em Vincent Price.
A Hora do Espanto, curiosamente, não era prioridade para a Columbia Pictures na época. O estúdio estava concentrando todas as suas forças em fazer de Perfeição, filme sobre a investigação real da revista Rolling Stone na “azaração” que rolava em academias de ginástica (protagonizado por John Travolta e Jamie Lee Curtis), o seu grande sucesso daquele ano de 1985. Fora este, outra grande prioridade da casa era História de um Amor, outro romance, este musical, com Rebecca De Mornay. Ironicamente, História de um Amor passou mais que em branco, passou “transparente”, e Perfeição viveu para se tornar um dos fracassos mais retumbantes não apenas dos anos 1980, mas da história de Hollywood. Mesmo assim, o estúdio cedeu US$9.5 milhões para o orçamento deA Hora do Espanto, dos quais US$1 milhão foi gasto apenas com os efeitos visuais do longa – se tornando o primeiro filme de vampiros a gastar tanto com efeitos.
Enquanto as prioridades da Columbia fracassavam,A Hora do Espanto se tornava um grande sucesso. O terror foi o filme do gênero mais bem sucedido daquela temporada e o segundo mais rentável do ano de 1985, ficando atrás somente da bilheteria de um peso pesado: A Hora do Pesadelo 2 – A Vingança de Freddy.
O vampiro Jerry Dandrige (Chris Sarandon) se tornaria um vilão tão icônico quanto Freddy Krueger nos anos 80.
Ah sim, neste momento devo adereçar um dos personagens principais do longa e o principal antagonista: Jerry Dandrige. O tal vizinho vampiro é um sedutor de primeira, igualmente carismático, ameaçador e aterrorizante. Para o papel foi escalado Chris Sarandon, num de seus melhores e mais divertidos desempenhos. E por falar no vilão, o filme do vampiro e o segundo de Freddy Krueger guardam mais semelhanças do que apenas a boa bilheteria, monstros icônicos, maquiagem de primeira e tramas com terror e certo humor. A Hora do Espanto e A Hora do Pesadelo 2 possuem subtexto gay em sua narrativa. Bem, A Vingança de Freddy hoje é notoriamente conhecido por este fator – eu inclusive escrevi uma matéria sobre isso, que você pode conferir no link abaixo. Quanto à Hora do Espanto, o elemento gay que é constantemente cada vez mais adereçado hoje é a relação entre Jerry, o vampiro sedutor, e seu “cuidador”, o zumbi Billy (Jonathan Stark). Basta uma segunda olhada no filme para entender um pouco melhor esta dinâmica.
Segundo o autor, os personagens e sua relação foram criados com estes tons subliminares de forma proposital, embora nenhum dos dois intérpretes (Sarandon e Stark) tenham pego as referências ao atuarem nestes papeis. Há inclusive um ponto de debate sobre a sexualidade do melhor amigo Evil Ed, personificado de forma única por Stephen Geoffreys. Seu desempenho amalucado e histérico, claramente afetado e dono de uma das risadas mais estridentes e icônicas dos anos 1980, deram início a uma linha de pensamento sobre Ed ser um personagem gay. O próprio Holland diz que embora essa não tenha sido sua intenção na época, o personagem pode ser lido sim desta forma. “Você pode dizer que Evil Ed era o rapaz gay que sofre bullying”, diz o criador. O bullying sofrido por Ed é adereçado em alguns momentos do longa e até mesmo no diálogo quando o vampiro seduz o jovem para que se junte a ele. “Você não precisa ter medo de mim. Eu sei como é ser diferente. Eles não irão implicar mais com você ou te bater. Eu irei garantir isso”, profere o vampiro. Mas segundo o diretor, a ideia por trás de Evil Ed era a do garoto nerd que lê gibis de terror demais. Já a relação entre os vilões Jerry e Billy, essa sim, Holland afirma ter sido criada de forma intencional.
A namorada Amy (Amanda Bearse) e o melhor amigo ‘Evil’ Ed (Stephen Geoffreys) são os fiéis escudeiros do protagonista.
Dentre as referências usadas por Tom Holland na criação de A Hora do Espanto, além dos clássicos da Hammer, podemos encontrar também inúmeras homenagens ao primeiro livro de vampiros de Stephen King, Salem’s Lot. O texto foi adaptado, não para o cinema, mas para a TV, na forma de uma minissérie em dois episódios em 1979, intitulada Os Vampiros de Salem. O mesmo material serviu de forte influência na criação da série de sucesso recente da Netflix, Missa da Meia Noite(2021), criada por Mike Flanagan.
O sucesso de A Hora do Espanto foi tanto que se estendeu para outras mídias, como videogames, algo que era comum na época. Assim, em 1988, um o game oficial licenciado era lançado para os computadores Commodore Amiga, onde o personagem a ser controlado era não Charley, mas sim o vampiro Jerry. Fora isso, Castlevania, um dos games mais famosos e cultuados de todos os tempos, que se tornaria uma grande franquia, era lançado em 1986 e trazia homenagem ao filme de Holland. O personagem do caçador de vampiros no game, chamado Charlie Vincent, é referência aos personagens Charley Brewster e Peter Vincent do longa.
O inesquecível Evil Ed é seduzido pelo lado sombrio e se torna uma criatura das trevas.
Nesta época, esse estilo de temática de horror clássico, abordando tópicos como vampiros, havia ficado ultrapassado pelas gerações mais novas e nos anos 1980 precisou de uma roupagem moderna e esperta para ser revivido. Uma prova de quão inteligente era o roteiro é mostrada num diálogo proferido por Peter Vincent, que cita a preferência do público da época. “Tudo o que eles querem é um louco demente por aí numa máscara de esqui picotando jovens virgens”, diz o apresentador. É claro, fazendo menção certeira às sequências de Sexta-Feira 13, que povoavam e dominavam os cinemas na década de 80. No entanto, a esta altura, a franquia de Jason já se encontrava em seu quinto exemplar, com Um Novo Começo(1985), que não foi páreo para A Hora do Espanto nas bilheterias.
A Hora do Espanto arrecadou US$25 milhões em sua estadia nos cinemas, como dito, se tornando o sucesso surpresa daquela temporada. Em seu fim de semana de estreia nos cinemas dos EUA, enfrentou a pesada concorrência do esmaga quarteirão De Volta para o Futuro e da continuação Férias Frustradas 2, debutando em terceira posição do ranking – conseguindo triunfar sobre Mulher Nota Mil, outro clássico absoluto dos 80’s que estreava no mesmo dia. Algumas décadas depois e o terror ainda demonstra seu poder de culto, com o lançamento do Blu-ray limitado de edição comemorativa do aniversário de 30 anos em 2015 – dos quais foram fabricadas apenas cinco mil cópias – esgotando em menos de 48 horas.
Quem vê cara, não vê coração. Amy também se vê vítima do vampiro Jerry.
O sucesso fez gerar uma sequência três anos depois, sem qualquer envolvimento do criador original Tom Holland. A Hora do Espanto 2 (1988) foi escrito e dirigido por Tommy Lee Wallace (Halloween 3 – A Noite das Bruxas). Em 2011,A Hora do Espanto ganhou um remake com Colin Farrell e o saudoso Anton Yelchin nos papeis principais, e direção de Craig Gillespie – dos sucessos Eu, Tonya (2017) e Cruella (2021). Dois anos depois, em 2013, A Hora do Espanto 2 era lançado direto no mercado de vídeo. Este filme, que não conta com nenhum dos envolvidos no remake, embora leve o título “2”, não é uma continuação, mas sim um novo reboot da franquia.
Na versão original do roteiro, o filme possuía um desfecho diferente. O que ganhamos é ambíguo e flerta com a possibilidade de uma continuação, quando Charley nota olhos vermelhos no escuro e ganhamos a frase de Evil Ed que marca o filme “You’re so Cool Brewster”, seguida de suas gargalhadas. Com isso, teorias afirmam que o melhor amigo de Charley permaneceu vivo e no desfecho original Peter Vincent igualmente se transformaria em um vampiro na frente das câmeras de seu programa. Também em 2015, Tom Holland durante um programa do Youtube foi perguntado pelos fãs qual dentre seus filmes ele gostaria de realizar uma sequência, ignorando as continuações e reboots. O cineasta respondeu A Hora do Espanto e disse que para isso reutilizaria o elenco original. o diretor foi ainda mais longe e chegou até mesmo a apresentar seu pitch. Sua ideia seria por um Charley Brewster adulto e pai solteiro, herdando a casa de sua mãe e se mudando para lá com seus dois filhos adolescentes. Os jovens estariam convencidos de que algo maligno se encontra na casa ao lado. E eles estão certos, já que Evil Ed invadiu a mansão abandonada e tenta ressuscitar Jerry Dandrige. Com quem precisamos falar para isso acontecer o mais rápido possível?
Baseada no aclamado filme independente, esta série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca.
O médico Louis Creed muda com a mulher e dois filhos pequenos para uma casa de campo em Ludlow, Maine. Em frente à casa passa uma rodovia movimentada e, atrás, há um cemitério de animais. Por meio do velho Crandall, seu vizinho, Creed descobre também perto dali um antigo cemitério indígena, que tem o poder de mandar de volta à vida os corpos enterrados nele. Quando sua filha Ellie morre atropelada, Creed resolve enterrá-la no cemitério indígena e esperar por sua ressurreição.
A 2ª temporada da polêmica série ‘Insatiable‘ já estreou na Netflix! Todos os 10 episódios da nova temporada já estão disponíveis no serviço de streaming.
Vale lembrar que o programa virou alvo de polêmicas após ser acusado de ser gordofóbico, enfrentando um abaixo-assinado online com mais de 220 mil assinaturas pedindo o seu cancelamento. Além disso, foi massacrada por críticos internacionais, conquistando apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes e sendo considerada a PIOR série do ano.
Confira o trailer:
A história acompanha Patty, uma jovem que sofreu bullying durante toda a infância e adolescência por conta de seu peso. Após ter emagrecido, ela quer vingança contra todos os que a fizeram se sentir mal.
A sequência do terror ‘Medo Profundo‘, intitulada ‘Black Water: Abyss‘, ganhou um novo comercial intenso.
Confira:
O longa será lançado direto em VOD no dia 7 de agosto.
A sequência contará com a mesma equipe responsável pelo primeiro filme, incluindo o diretor, Andrew Traucki (‘Perigo em Alto Mar‘), e a produtora Altitude.
Na trama, um casal aventureiro que convence seus amigos a explorar um remoto sistema de cavernas nas florestas do norte da Austrália. Com uma tempestade se aproximando, eles descem para a entrada da caverna, que começa a inundar, e se encontram ameaçados por um bando de crocodilos, o que os levará a uma intensa luta pela sobrevivência.
O protudor Mike Runagall disse que a sequência irá manter o mesmo espírito que o original, evitando efeitos computadorizados e mostrando filmagens de crocodilos reais.
“A humanidade luta pelo seu futuro, à medida em que Godzilla e Kong embarcam em um caminho de destruição que trará as duas forças da natureza mais potentes do mundo se colidindo em uma grandiosa guerra”.
O canal USA cancelou oficialmente a série antológica ‘The Sinner‘ após quatro temporadas.
“Foi um grande prazer e privilégio poder contar essas histórias em ‘The Sinner’ pelas últimas quatro temporadas,”declarou o criador Derek Simonds. “O canal USA foi um grande parceiro e continuamente apoiou nossa visão para a série, e estou muito feliz que a história dramática de Harry Ambrose terminará como havíamos idealizado nessa última temporada. Quero agradecer ao meu parceiro de crime Bill Pullman, e aos talentosos atores, roteiristas, diretores e equipe, que ajudaram a dar vida a essa série. Foi um jornada incrível.”
O último episódio do quarto ciclo irá ao ar no dia 1º de dezembro.
Ainda se recuperando do trauma do caso anterior, o aposentado Harry Ambrose (Bill Pullman) viaja para uma ilha em Maine para relaxar ao lado de sua parceira Sonya (Jessica Hecht), mas quando uma tragédia inesperada acontece envolvendo Percy Muldoon, filha de uma proeminente família local, Ambrose é recrutado para ajudar na investigação – apenas para ser jogado em um novo mistério cheio de paranoia que deixará essa cidade, e a vida de Ambrose, de cabeça para baixo.
Em um vídeo publicado no Youtube, o apresentadorJimmy Kimmel entrevistou uma enfermeira de Utah que acabou contraindo o Coronavírus e foi afastada de suas funções para se recuperar.
Chamada Kimball Fairbanks, a enfermeira disse que está isolada desde o final de março e sente muita falta de suas duas filhas, além de estar sobrevivendo pedindo comida delivery.
No meio da entrevista, Kimmel convidou Jennifer Aniston para entrar na conversa e a atriz se emocionou com os relatos da enfermeira.
Como forma de agradecimento, a estrela de ‘Friends‘ decidiu doar US$ 10 mil em compras para Kimball, o equivalente a R$ 50 mil.
“Nem sei como expressar minha gratidão por tudo o que vocês estão fazendo, colocando sua saúde em risco e tudo mais. Vocês são simplesmente incríveis.”, disse Aniston.
Kimball se espantou e não conseguiu falar de tanta felicidade, mas abriu um largo sorriso em forma de agradecimento.
Além disso, Kimmel anunciou que todas as enfermeiras do hospital onde Kimball trabalha também vão receber ajuda com o mesmo valor.
Enquanto participava da entrevista, Aniston falou que tem evitado assistir noticiários e que já está se acostumando a viver em quarentena.
“Eu estou muito feliz de estar falando com você, porque essa é a única forma que encontrei para falar com as pessoas, só assim para manter a relação com outros seres humanos. Já é a minha terceira semana sem sair de casa.”, disse ela.
Confira:
Na semana passada Kimmel conversou com Courteney Cox e ela revelou que está assistindo ‘Friends‘ compulsivamente durante sua quarentena dentro de casa.
“Decidi maratonar ‘Friends‘ durante esse período de quarentena, as pessoas adoram tanto a série, e não posso discordar. É muito boa! Acabei de começar a 1ª temporada.”, disse ela.
A atriz também foi desafiada a participar de um questionário sobre a série, enfrentando ninguém menos que o primo de Kimmel, que se diz o maior fã de ‘Friends‘ de todos os tempos.
Ao entrar na brincadeira, a intérprete de Monica Geller admitiu que tem uma péssima memória e não lembra dos melhores momentos da série, mas agora que está assistindo aos episódios ela prometeu que vai consertar isso.
“Eu nem me lembro de estar no programa. Eu tenho uma memória muito ruim.”, brincou ela. “Lembro-me de amar todos que estavam lá, e me divertir muito, e lembro-me de certos momentos da minha vida enquanto estava gravando, mas não lembro do que acontece nos episódios. Eu sou a pior pessoa para brincar de perguntas e respostas sobre ‘Friends‘.
Ela continuou, dizendo que “até o final desta quarentena eu vou saber muito mais, você vai ver.”
Durante a entrevista, Cox também disse que ela e seus ex-colegas de elenco deveriam filmar o tão esperado revival na próxima semana, mas os planos foram cancelados por causa do surto de Coronavírus.
Ela também disse que teve um momento muito divertido com eles quando se encontraram com um produtor para falar sobre o especial.
“Tivemos uma reunião para falar sobre o revival e sentamos ao redor de uma mesa… Pena que David [Schwimmer] não pode vir, porque ele estava viajando. Mas foi muito divertido relembrar os velhos tempos.”
Confira a entrevista:
Apesar do atraso na produção, a Entertainment Weekly confirmou que o especial ainda está programado para estrear em maio, junto com o lançamento da HBO Max, o serviço de streaming da WarnerMedia.
O programa, feito exclusivamente para o serviço da empresa, vai trazer de volta os seis amigos para uma nostálgica reunião. As filmagens, que inicialmente estavam agendadas para acontecer nas próximas segunda e terça, seriam gravadas no antigo estúdio da série, localizado na cidade cenográfica da Warner Bros., em Burbank (Califórnia).
A nova data das filmagens não foi revelada ainda, mas por se tratar de um especial comemorativo que não implica nas gravações de um episódio tradicional, as expectativas é de que a Warner mantenha a data de estreia, com a alteração apenas se as circunstâncias globais se agravarem ainda mais até lá.
O episódio custará cerca de US$ 20 milhões e será “não roteirizado”. Ou seja, provavelmente teremos todo o elenco relembrando os momentos mais icônicos da série.
Além disso, o streaming conseguiu os direitos exclusivos de exibição dos episódios antigos, que eram da Netflix.
Para a HBO Max, uma das principais atrações será a comédia amada dos anos 90. Isso deve ajudar o serviço a começar bem, juntamente com os outros exclusivos que a Warner Bros. terá na manga.
Como a WarnerMedia investiu US$ 425 milhões pelos direitos de transmissão da série na HBO Max, o intuito do especial é atrair mais audiência para a atração.
De acordo com o Deadline, a Legendary Pictures está cobrando pelo menos US$ 250 milhões da WarnerMedia para liberar o lançamento de ‘Godzilla vs Kong‘ no catálogo da HBO Max em 2021.
Isso porque o estúdio estava negociando a venda do título para a Netflix ao mesmo valor, mas a decisão foi bloqueada pela Warner Bros, que co-produziu o longa.
No entanto, a Legendary financiou 75% da produção e os executivos estão cogitando abrir um processo contra a WarnerMedia para tentar impedir o lançamento em streaming se o valor cobrado não for pago.
Além disso, a Legendary não havia sido informada previamente sobre a estratégia da Warner de lançar na HBO Max todos os seus títulos programados para 2021.
A polêmica gerou um grande atrito entre as duas companhias, e seus respectivos executivos permanecem tentando encontrar um acordo que não afete futuras parcerias após o ano de 2021.
Por enquanto, maiores detalhes não foram revelados, mas é possível que o resultado dessa batalha seja divulgado em breve.
Lembrando que ‘Godzilla vs Kong‘ permanece agendado para maio de 2021 nos cinemas norte-americanos.
Confira a sinopse, junto com os cartazes da produção:
“A humanidade luta pelo seu futuro, à medida em que Godzilla e Kong embarcam em um caminho de destruição que trará as duas forças da natureza mais potentes do mundo se colidindo em uma grandiosa guerra”.
Inicialmente com estreia prevista para novembro deste ano, o filme foi adiado para 21 de maio de 2021 em virtude da pandemia do COVID-19.
A Legendary e a Warner Bros. deram início ao MonsterVerse em 2014 com ‘Godzilla‘, que abriu o caminho para ‘Kong: Ilha da Caveira‘. O filme mais recente foi a sequência ‘Godzilla: Rei dos Monstros‘, que não agradou aos críticos e teve uma jornada decepcionante nas bilheterias.
Vale ressaltar que ‘Godzilla vs Kong‘ terá baixa indicação etária, sendo recomendado para maiores de 14 anos (PG-13). O longa foi classificado por “sequências intensas de violência/destruição entre criaturas e linguagem leve”.
Antes da estreia de ‘Tenet‘, projeções da Forbes indicavam que o longa deveria arrecadar pelos menos US$ 800 milhões para cobrir seus gastos de produção e divulgação.
Orçado em US$ 200 milhões, o longa gastou mais US$ 180 milhões em marketing, fazendo o diretor Christopher Nolan sentir a pressão da Warner Bros.
Mesmo após uma longa campanha para incentivar o máximo de salas de cinema a permanecerem abertas, Nolan viu seu filme arrecadar apenas US$ 363,7 milhões.
Considerando a pandemia do Coronavírus, até que foi uma marca bastante impressionante, já que nem mesmo as vacinas haviam sido aprovadas, na época.
No entanto, além da bilheteria abaixo do esperado, a Warner também sofreu um prejuízo adicional de US$ 50 milhões para enviar o filme às pressas aos cinemas selecionados, como revelou o Screen Rant.
O lançamento também foi bastante criticado pelo público, já que a maioria condenou a decisão do estúdio por falta de noção ao expor as pessoas ao vírus em ambientes fechados.
Vale lembrar que a estreia de ‘Tenet‘ havia sido adiada três vezes entre meados de julho e o final de agosto, quando foi lançado em poucos cinemas no Reino Unido.
Nos EUA, o longa estrelado por John David WashingtoneRobert Pattinson estreou no mês seguinte, fazendo US$ 9,3 milhões no primeiro fim de semana de estreia.
Ao fim de sua corrida, ‘Tenet’ fez apenas US$ 58,4 milhões no território norte-americano e US$ 305,2 milhões no mercado internacional.
Confira a sinopse:
“Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo inteiro, o Protagonista (John David Washington) viaja através de um mundo crepuscular de espionagem internacional em uma missão que irá desenrolar em algo para além do tempo real.
Desde o anúncio da vindoura série dedicada à Ahsoka Tano, os fãs de ‘Star Wars‘ estão curiosos para saber como a trama será relacionada à animação ‘Rebels’.
Para quem não se lembra, a produção terminou com a Jedi renegada partindo em missão para encontrar seu amigo Ezra Bridger, desaparecido após enfrentar o exército do Grande Almirante Thrawn.
Como rumores apontaram que Bridger e Thrawn farão parte da trama de ‘Ahsoka‘, a protagonista Rosario Dawson foi questionada sobre a conexão entre as duas atrações.
Em entrevista para o Screen Rant, a estrela foi evasiva, dizendo:
“Eu sinto que essa é uma pergunta que está entrando em território perigoso! O que posso dizer é que, assim como ‘Star Wars Rebels‘, nós temos uma equipe brilhante por trás de tudo isso. A família que foi criada para fazer essas temporadas de ‘O Mandaloriano’ e ‘O Livro de Boba Fett‘ realmente é diferente de tudo em que já trabalhei antes.”
Ela continuou:
“Há esse sentimento de parceria dentro e fora das câmeras. É um ambiente muito acolhedor. É apenas uma experiência sem fim, e só quero que o mundo inteiro seja capaz de sentir isso também.”
Apesar dela tentar despistar, o produtor e diretorDave Filoni já havia contado à Empire que Filoni que a série é uma espécie de continuação da animação.
“Pensei nessa aventura para Ahsoka por muito tempo e é interessante ver como ela evoluiu desde ‘The Clone Wars‘, passando por ‘Rebels’, até chegar aqui. Acho que posso chamar o programa de TV de sequência [da animação]. É uma grande lição para mim sobre realizar um sonho. Quando você tem o apoio de um cara criativo como Jon Favreau, ele pode te ajudar a dar dimensão e profundidade ao que você está fazendo.”
Além de Dawson, o elenco também vai contar com o retorno de Hayden Christensen como Anakin Skywalker/Darth Vader.
Como os fãs já sabem, Tano foi aprendiz padawan de Skywalker durante as Guerras Clônicas antes de abandonar a Ordem Jedi e seu mestre… No entanto, eles se reúnem em ‘Star Wars: Rebels‘, quando Skywalker já está transformado em Vader.
Até o momento, não se sabe como será a participação de Christensen na atração, já que a trama deve ser ambientada após ‘O Retorno de Jedi’, período em que Vader já está morto.
Então é possível que Skywalker retorne em lembranças de Ahsoka ou como um Fantasma da Força.
Esta será a primeira vez que as versões live-action dos personagens irão se encontrar.
Além da dupla, Natasha Liu Bordizzo (‘The Voyeurs’) foi escalada como Sabine Wren.
Para quem não a conhece, Wren é uma Mandaloriana que se junta à investida dos rebeldes contra as forças imperiais, tornando-se uma forte aliada de Tano em ‘Rebels‘.
No início do ano, o insiderDaniel RPK também já havia divulgado informações valiosas sobre a trama.
Ao conversar com fontes ligadas à produção, RPK ficou sabendo que os episódios vão acompanhar Ahsoka em sua busca por Thrawn enquanto tenta encontrar pistas sobre o paradeiro de Ezra Bridger.
‘Ahsoka’ tem previsão de estreia para 2023, ainda sem data específica.
Antes de se juntar à Marvel como intérprete de Hope Van Dyne/Vespa na trilogia do ‘Homem-Formiga’, Evangeline Lilly já teve a chance de ser uma mutante nos filmes dos ‘X-Men‘, mas recusou a proposta.
No entanto, ela não tinha interesse no universo de super-heróis naquela época.
“Jackman me disse: ‘Ei, então, os caras dos ‘X-Men‘ me perguntaram se eu poderia falar com você porque eles sabem que você não vai falar com ninguém. Eles sabiam que eu estava trabalhando com você e estavam interessados em saber se algum dia você se interessaria em ser uma X-Men. Eu estava tipo: ‘Eu me sinto um idiota porque estou falando com um X-Men em pessoa! Mas não, não estou interessada’. Hoje eu fico: ‘O que? Como assim?’ Eu me senti tão rude por recusar o convite!”
Infelizmente, Lilly não mencionou qual personagem ela poderia ter interpretado… Ou talvez eles nem tenham chegado a esse ponto, já que ela não demonstrou atração pelo convite.
Lembrando que ela está de volta como Hope Van Dyne em ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘, que já está em exibição nos cinemas.
Confira nossas entrevistas com o elenco:
O longa é novamente dirigido por Peyton Reed, que comandou os dois primeiros filmes do herói e agora retorna para concluir a trilogia, com a produção prometendo ser a maior de toda a saga.
Depois de inúmeras missões dos Vingadores, batalhas devastadoras e trajes fabulosos, Janet Van Dyne está pronta para começar um novo capítulo em sua lendária carreira de super-heroína! Seu passado surge das sombras para arruinar tudo pelo que ela trabalhou. Janet e Nadia se unem contra uma nova organização perigosa com conexões chocantes com suas histórias. À medida que a ameaça se torna mais urgente, Janet e Nadia enfrentarão um teste tão grande que elas podem se tornar a coisa que eles mais temem.
Desde sua estreia em 2019, ‘Alita: Anjo de Combate‘ conquistou uma legião de fãs apaixonados que estão ansiosos por notícias sobre uma possível sequência.
Finalmente, o produtor Jon Landau confirmou a existência de planos para expandir a franquia durante uma entrevista ao Screen Rant, oferecendo esperança aos admiradores da adaptação do mangá.
“Bem, eu sabia que iam me perguntar sobre isso. Tenho muito orgulhoso desse filme, e estávamos trabalhando nele enquanto fazíamos ‘Avatar’. Eu estava com Robert [Rodrigues, o diretor]no set supervisionando tudo, e Jim [James Cameron] também estava envolvido. Foi exibido na HBO uma noite, e Jim assistiu e me ligou, dizendo: ‘Jon, ‘Alita: Anjo de Combate‘ passou na TV, simplesmente decidi assistir. É um bom filme’. E realmente é! Então, eu quero definitivamente poder explorar mais deste universo.”
Na época em que estava promovendo ‘Avatar: O caminho da Água’, Cameron já tinha mencionado que estava planejando sequência para ‘Alita: Anjo de Combate‘, mas ainda não houve atualizações oficiais sobre a continuidade da franquia.
Agora só resta aguardar pelo sinal verde da Disney.
Anteriormente, o diretor Robert Rodriguezexplicou como o processo de aquisição da Fox pela Disney inicialmente dificultou o desenvolvimento de novos filmes:
“Jim e eu sempre falamos sobre como adoraríamos fazer outro filme de Alita. Esse estúdio [20th Century] foi comprado por outro estúdio [Disney]. Eles estão começando a fazer filmes só agora. Mas por um tempo a 20th Century não estava produzindo nenhum filme novo.”
No entanto, o diretor tranquilizou os fãs ao afirmar que os obstáculos causados pela aquisição já não são mais um problema para a produção de novos filmes.
“Acho que agora você está vendo alguns sendo produzidos. Nós adoraríamos”, acrescentou Rodriguez, deixando claro que tanto ele quanto James Cameron estão entusiasmados com a ideia de continuar a história de Alita.
Quando Alita (Rosa Salazar) desperta sem memória de quem ela é em um mundo futuro que ela não reconhece, é levada por Ido (Christoph Waltz), um médico compassivo que percebe que em algum lugar nesta casca de ciborgue abandonada está o coração e alma de uma jovem mulher com um passado extraordinário. Enquanto Alita aprende a navegar sua nova vida e as ruas traiçoeiras da Cidade de Ferro, Ido tenta protegê-la de sua misteriosa história, enquanto seu novo amigo de rua Hugo (Keean Johnson) oferece ajuda para recuperar suas memórias. Mas é somente quando as forças mortais e corruptas que controlam a cidade vêm atrás de Alita que ela descobre uma pista de seu passado – ela tem habilidades únicas de combate que os que estão no poder não conseguem controlar. Se ela puder ficar fora de seu alcance, pode ser a chave para salvar seus amigos, sua família e o mundo que ela está amando.
Depois de um grande ano, o mercado editorial sofre com as consequências da Covid-19
O ano de 2019 foi muito bom para todo o segmento editorial de revistas em quadrinhos, não à toa configurando como um dos anos mais lucrativos para eles em décadas. Um relatório anual publicado pela revista varejista ICv2 e pela Comichron apontou que nesse período as vendas alcançaram uma marca de US$ 1,21 bilhão. Com isso, superando em muito a média histórica estabelecida em 2018 de US$ 1,095 bilhão.
Apesar de não haver uma razão cravada para esse aumento, em entrevista concedida a Business Insider o presidente da ICv2, Milton Griepp, apontou que o aumento de procura por Graphic Novels (um segmento da indústria voltado para histórias mais trabalhadas) e as novas histórias para os quadrinhos infantis, que não se limitam mais ao clássico gênero de super-heróis, são indicadores de novos tempos para o mercado.
No entanto, em 2020 o panorama geral do mundo mudou drasticamente com a pandemia do novo Coronavírus. Todos os seguimentos de diversas indústrias foram afetados direta ou indiretamente pela nova configuração social que foi adotada pela maior parte dos países para conter a proliferação do contágio. No caso do mercado de quadrinhos não foi diferente.
Em matéria assinada por Sam Thielman para o Guardian, a crise dos quadrinhos é representada pela situação da Diamond Comics Distributors. A empresa é responsável por abastecer as prateleiras das lojas de quadrinhos com as últimas edições de Marvel\DC\Image etc., segundo Thielman o fechamento das lojas de quadrinhos e a consequente falta de receita afeta as distribuidoras, que por sua vez não tem condições de pagar as grandes editoras, eventualmente não tendo condições de pagar seus editores e funcionários.
Por meio de uma linha do tempo estabelecida pelo Comichron para o ano de 2020, janeiro foi um mês considerado próspero com a venda de Wonder Woman #750, seguido por fevereiro que registrou um aumento de 7% nas vendas motivados por Wolverine #1. Porém em março, quando os casos de Covid-19 começaram a ganhar proporção fora da China foi quando o mercado de quadrinhos registrou as primeiras estimativas negativas.
Em 5 de junho a DC Comics terminou a parceria com a Diamond Distribution. Veio agosto e por uma decisão administrativa do conglomerado de comunicação AT&T, este que comprou o grupo Warner e consequentemente a DC Comics, ocorreu uma demissão em massa de funcionários do serviço de streaming da editora (o DC Universe) cujo o catálogo será realocado para o futuro projeto da HBO Max. De acordo com o portal Comicbook os efeitos econômicos negativos da pandemia tiveram grande influência na decisão da AT&T que vê a mídia digital como uma forma de recuperar as perdas.
Serviço de streaming do grupo Warner vem para deixar sua marca no mercado
A própria editora em si não escapou das demissões, sendo a do editor chefe Bob Harras como a que mais chamou a atenção. Além dele, o famoso ilustrador Jim Lee, que possui um cargo administrativo dentro da empresa, teve sua posição realocada para tapar eventuais faltas na cadeia de comando.
Já a sua principal competidora, Marvel Comics, precisou se adequar aos novos tempos com uma estratégia própria: limitar o número de venda de quadrinhos físicos e focar nas versões digitais. Não é de agora que o mercado digital começou para essa indústria, tendo inclusive serviços por assinatura (como o Marvel Unlimited). Segundo a ICv2 as receitas oriundas da venda de mídia digital geraram, em 2019, US$ 90 milhões. Já em 2018 esse mercado viu sua maior receita em tempos, US$ 100 milhões.
Não se sabe ainda o quão longevo e profundo será o impacto do Covid-19 para a economia de maneira geral e ainda mais especificamente para a indústria dos quadrinhos. A queda na receita de vendas impulsionou serviços de streaming como Disney + e futuramente a HBO Max, estas que possuem as adaptações cinematográficas das duas maiores editoras do ramo. Ao mesmo tempo que há tal oportunidade de expansão, a ameaça de corte de funcionários aparentemente permanecerá no ar durante os próximos meses antes de se estabilizar.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem se dedicado, ao longo deste ano, a uma ofensiva firme para combater o uso e a comercialização de TV Box pirata, também conhecido como “gatonet”.
De acordo com o órgão, aproximadamente 1,4 milhão de TV boxes ilícitas, com um valor estimado de R$ 400,8 milhões, foram retiradas de circulação durante as fiscalizações.
Essa informação foi compartilhada pelo vice-presidente e conselheiro da Anatel, Moisés Moreira, durante o painel intitulado “Pirataria em xeque: indústria e poder público unidos no combate”, realizado no Congresso da SET Expo 2023.
O evento, um dos maiores fóruns da América Latina dedicado a tecnologia e negócios do audiovisual, teve lugar em São Paulo.
A Anatel também destacou que suas ações resultaram em 22 operações contra o streaming pirata, ocasionando o bloqueio de 743 endereços de IP (Protocolo de Internet) e 54 domínios.
Um dos exemplos mais notáveis ocorreu em 20 de abril, quando uma operação da agência impactou mais de 500 mil acessos clandestinos, tornando-os inoperantes. Outra operação realizada em 28 de junho contou com a participação de 184 provedores que se uniram para desativar domínios e endereços de IP que transmitiam programação de TV por assinatura de maneira ilegal.
Moisés Moreira alertou para os riscos associados aos dispositivos piratas, destacando que “esses equipamentos nós sabemos muito bem, podem roubar dados; podem ser operados de longa distância, promovendo ataques cibernéticos.”
O ator brasileiro Wagner Moura, conhecido por seu papel em ‘Narcos’, está no elenco do novo filme da A24, ‘Guerra Civil’. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele falou sobre a história e seu personagem.
Moura explica que ‘Guerra Civil’ não se trata de um conflito entre ideologias específicas, mas sim sobre os horrores da guerra em geral e as consequências devastadoras do pós-guerra em um contexto polarizado.
“Acho que é uma ótima jogada em termos de roteiro, mas também, quando penso nos filmes que vi sobre tropas americanas no Iraque ou no Afeganistão, eles não explicam a situação. Eles simplesmente estão lá, e então a ação acontece. E acho inteligente que ele não tenha uma agenda ideológica. As pessoas esperam que a guerra seja entre linhas liberais ou conservadoras, e é mais sobre guerra em geral e como o pós-guerra pode ser horrível em uma situação polarizada. Eu não acredito em dizer que um filme tem uma certa mensagem porque cada um tem sua própria interpretação, mas para mim é sobre o horror da guerra”, explicou Wagner Moura.
Para construir seu personagem, Joel, um jornalista, Moura, que estudou jornalismo, explicou que conversou com amigos jornalistas, principalmente aqueles que cobriram zonas de guerra.
“Na verdade, estudei jornalismo na faculdade e trabalhei como jornalista no início da minha carreira. Mas eu nunca interpretei um como ator até fazer uma série chamada Iluminadas, com Elisabeth Moss. A maioria dos meus melhores amigos são jornalistas, então entrei em contato com algumas pessoas enquanto me preparava para esse papel. Mas isso era investigativo, e o jornalismo de guerra é outra coisa — as experiências que passam em zonas de guerra, é semelhante ao que acontece com os soldados. Eles voltam para casa e as coisas não fazem sentido. Para me preparar para este filme, li muitos livros sobre jornalismo de combate, e meus amigos me colocaram em contato com algumas pessoas para conversar. Eu não estava procurando entender intelectualmente o personagem tanto quanto o sentimento que ele teria em seu corpo. O que você sente como civil em uma zona de guerra? Aprendi que, na maioria das vezes, o tempo passa de maneira muito diferente”, revelou Wagner Moura.
“Há algo de encantador nele, mas também um toque de humor. É uma pessoa muito calorosa”, disse o diretorAlex Garland sobre o ator brasileiro. “Eu queria um ator que pudesse retratar alguém com um trabalho bastante extremo, mas que também tivesse um lado emocionalmente comovente. E ele é essa pessoa”.
O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 18 de abril.
Na trama, uma família luta pela sobrevivência enquanto uma guerra civil assola a América.
Com 25 críticas publicadas até o momento, o longa conquistou com 88% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.
O consenso geral afirma que o longa ressalta, através de cenas perturbadoras e chocantes, uma visão tensa e violenta da incerteza de sobrevivência em uma nação em crise.
Separamos os trechos das principais críticas:
“O constante aumento na tensão e o impressionante estilo documental conseguem capturar o terror brutal e garantem uma experiência cinematográfica de tirar o fôlego.” (Bloody Disgusting)
“Uma experiência sensorial perturbadora, que destaca o caos e o terror da guerra, com cenas tão pesadas, vastas e intensas, que você consegue praticamente sentir o cheiro de pólvora no ar.” (Inverse)
“É um filme que nos faz questionar o quanto de humanidade ainda há dentro de nós, e isso se materializa em um filme provocativo, tenso e monstruoso.” (AV Club)
“‘Guerra Civil’ não aprofunda muito seus personagens ou seu próprio universo, o que nos deixa apenas com cenas limitadas, mas efetivamente tensas – como a capital em chamas, as avenidas desertas e um tiroteio visceral na Casa Branca.” (Guardian)
“Alex Garland pode ter nos entregado um dos filmes mais tensos e viscerais do ano. É um filme que iremos debater por um bom tempo.” (Collider)
“Sem texto explícito, ‘Guerra Civil’ apresenta uma visão sinistra do que poderia acontecer com a nação uma vez que as instituições se tornam sombras de si mesmas.” (The Film Stage)
“Com a performance sólida de Kristen Dunst, ‘Guerra Civil’ é um dos melhores filmes do ano.” (Screen Anarchy)
‘Superman & Lois’ oficialmente encerrou sua produção após quatro temporadas, estrelada por Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch. Os criadores da série, falaram sobre as escolhas narrativas feitas para o capítulo final.
“Nós fomos informados de que éramos o único Superman em live-action que teve a oportunidade de realmente fechar o livro, e por isso levamos isso literalmente”, disse Brent Fletcher ao ComicBook.
“Sentimos que precisávamos ir até o fim. Mostrar o que a vida dele significou e o que a vida de Lois significou para o público, pois eles acompanharam essa jornada. Então, deixamos que completassem essa trajetória e fechassem o círculo. Pareceu um final satisfatório. E também, por ser tão emocional, sentimos que isso poderia fazer o que eu e Todd [Helbing] realmente gostamos em filmes, livros e séries de TV, que é o ‘feliz e triste’. Eu realmente amo o ‘feliz e triste’. Gosto de sorrir e chorar ao mesmo tempo, e sentimos que isso tinha tudo isso. Foi bonito e, de certa forma, encapsulou o que a série é”, completou.
Todd Helbing, por sua vez, acrescentou: “O Superman existe há 85 anos, e os fãs são muito astutos. Tentamos constantemente estabelecer uma linha de história que, na verdade, estava preparando outra, mas fazendo o público pensar de uma forma diferente. No começo da temporada, quando falamos sobre isso e começamos a divulgação depois de filmar tudo, estávamos reconhecendo a morte do Superman, mas estávamos falando sobre o final, de fato, e que íamos fazer essa história. E parecia uma ótima maneira de concluir de forma impactante, deixando algo significativo que permaneceria com as pessoas”.
O último episódio foi repleto de emoção e trouxe mortes marcantes, encerrando a produção com uma forte carga dramática.
Cuidado! Spoilers abaixo!
O episódio apresenta um salto temporal após Superman derrotar Lex Luthor e Apocalipse, mostrando que Lois acabou falecendo devido a um câncer.
Ambos viveram juntos mais algumas décadas após Clark se tornar mortal. No entanto, o herói passou a lidar sozinho com a perda da mulher, vivendo em sua fazenda na companhia do cãozinho Krypto.
Alguns anos depois, a série mostra que Clark também faleceu em uma idade mais avançada, podendo finalmente se reencontrar com Lois além da vida.
Confira o teaser do último episódio de ‘Superman & Lois’, que encerrou definitivamente o Arrowverse:
Estrelada por Tyler Hoechlin (‘Teen Wolf’) e Elizabeth Tulloch (‘Grimm’), a atração tem suas três primeiras temporadas disponíveis no Max.
Criada por Greg Berlanti e Todd Helbing, a série marca o fim do Arrowverse.
O elenco ainda conta com Emmanuelle Chriqui, Inde Navarrette, Erik Valdez, Alexander Garfin e Dylan Walsh.
A cineasta brasileira Petra Costa recentemente compartilhou detalhes sobre seu novo documentário, ‘Apocalipse nos Trópicos’ (Apocalypse In The Tropics).
Segundo o Deadline, a ideia para o documentário surgiu enquanto Costa filmava ‘Democracia em Vertigem’, seu documentário indicado ao Oscar.
“A gênese dessa investigação sobre o crescimento do fundamentalismo religioso no Brasil começou enquanto eu filmava ‘Democracia em Vertigem'”, explica Costa. “Cheguei ao Congresso tentando entender o que estava acontecendo com a democracia brasileira, em meio ao impeachment da nossa primeira presidenta mulher, Dilma Rousseff. Quando cheguei ao Congresso, em vez de encontrar parlamentares discutindo o assunto em pauta, encontrei-os abençoando as cadeiras do Congresso e falando em línguas, liderados por um pastor que também era deputado. E então eu perguntei a ele o que aconteceria com a democracia brasileira, e ele disse basicamente que, num governo dos escolhidos por Deus, Deus decidiria; estava tudo nas mãos Dele. E me pediu para aceitar Jesus e me deu uma Bíblia”.
Costa acrescenta: “Aquele foi realmente um momento de despertar para as placas tectônicas que estavam moldando a política brasileira, das quais eu não tinha consciência”.
A cineasta destaca a contradição entre a tradição cristã, que enfatiza o cuidado com os pobres e oprimidos e prega o “ame o próximo como a si mesmo”, e o Nacionalismo Cristão, um desdobramento do cristianismo evangélico. Enquanto o primeiro se alinha com uma visão política mais liberal, o Nacionalismo Cristão foca em algo radicalmente diferente.
Como explica Costa, essa vertente está preocupada com o “último livro da Bíblia, o Apocalipse, que diz — diferente do que Jesus pregou nos Evangelhos — que você deve matar seus inimigos, destruir seus inimigos, aniquilar seus inimigos. O casamento entre esse fundamentalismo cristão e a extrema-direita é incompatível com a democracia, porque o principal princípio da democracia é que você precisa coexistir com o inimigo”.
Costa afirma: “Estamos agora vendo os frutos e a decisão de seguir com tudo na fusão entre religião e política”.
O filme será exibido neste sábado no Sheffield DocFest, no Reino Unido, marcando mais uma parada em sua jornada por festivais. A obra estreou mundialmente em setembro passado, em Veneza, e já foi exibida em importantes eventos como Telluride, Camden International Film Festival, CPH:DOX em Copenhague e o New York Film Festival, entre outros.
“Em Apocalipse nos Trópicos, a cineasta Petra Costa mergulha na interseção alarmante entre religião e política no Brasil. Este documentário revela como o movimento evangélico, com sua ideologia apocalíptica, desempenhou um papel crucial na ascensão de Jair Bolsonaro à presidência e levanta questões sobre a ameaça de uma teocracia nacional”, diz a sinopse.
O cineasta Darren Aronofsky, responsável por longas aclamados como ‘Cisne Negro’ e ‘A Baleia’, desabafou recentemente sobre o crescente uso da Inteligência Artificial (IA) nas telas, avaliando seu rápido avanço e impacto cultural.
Conforme à Variety, Aronofsky afirmou que a velocidade da evolução da IA e tem seu efeito hipnótico:
“Está evoluindo super rápido. Quando comecei a ver as imagens saindo dos modelos, percebi que isso teria um grande impacto no que eu faço. O que está saindo dos modelos agora é conteúdo que parece de produção super alto, dura apenas 8 segundos e geralmente não tem significado. Mas está atraindo cada vez mais atenção do mundo porque está ficando cada vez melhor. É um doce cada vez mais doce”, afirmou.
Apesar do fascínio pela nova tecnologia, o diretor defendeu que contar histórias continua sendo “uma das nossas artes mais importantes”:
“Quando você assiste a um filme, te pedem para esquecer de si mesmo e embarcar numa jornada com outra pessoa. Essa é a magia”, disse ele. “É um exercício de empatia e, no fim, o que nos torna uma espécie melhor e nos dá uma chance maior de sobrevivência. Não acho que ficar olhando para aqueles clipes por 10 segundos esteja ajudando muito por nós”.
Aronofsky, que se diz um defensor ferrenho das novas tecnologias, disse que ainda estamos “bem longe” de conseguir fazer filmes que o público se interesse usando apenas IA.
Ele acredita, porém, no potencial de colaboração: “Muito em breve, [a IA] poderá contar uma história de uma forma muito básica, mas mesmo com isso acontecendo, acho que um colaborador humano pode então pegar isso e transformar em arte. Acho que é aí que fica interessante”.
“Vai ter muita gente brincando com ele e transformando em algo inesperado. E essa reviravolta inesperada é algo que as máquinas não vão conseguir entender”, acrescentou.
Perguntado por um jovem cineasta como a IA pode democratizar o acesso à própria produção cinematográfica, Aronofsky encorajou a experimentação: “Se eu fosse cineasta agora, estaria em uma sala com cinco amigos e cinco computadores, tentando descobrir o que é possível”.
O diretor também refletiu sobre a mudança no domínio cultural da mídia: “Não sei se o domínio do filme de duas horas vai ter esse poder cultural para sempre. Já parece que você ganha mais poder cultural com alguns desses programas de TV. Pode-se argumentar que ‘Squid Game’ está alcançando públicos maiores e impactando a cultura de forma mais profunda”.
Ele concluiu que a narrativa é eterna, mas as ferramentas mudam: “A narrativa veio para ficar; É só sobre descobrir como levar uma história para o mundo e a maneira mais interessante de criá-la. E a forma mais interessante de se locomover é com essas ferramentas, e elas são incrivelmente poderosas”.
Em entrevista à Variety, Wayans relembrou a decisão e admitiu que, embora tenha sentido uma ponta de inveja na época, entende que o papel foi para as mãos certas:
“Eu fiquei com inveja vendo o Dave arrasar naquele papel. Mas eu nunca olho para portas fechadas desejando que elas se reabram. Aquilo não era para mim. Era para o Dave. Nós seguimos caminhos parecidos, mas diferentes”, afirmou.
O ator também aproveitou para brincar sobre a dinâmica imprevisível de sua amizade com Chappelle na década de 1990:
“Antigamente, o Dave me ligava e dizia: ‘Marlon! Vamos escrever um filme juntos!’, e eu respondia: ‘Fechado! Vamos nessa’. Aí o Dave sumia. Seis meses depois, ele me ligava de novo e dizia: ‘Marlon! Vamos escrever um filme juntos!’, e eu respondia: ‘Fechado!’, e então ele desaparecia outra vez”, afirmou.
Estrelado por Eddie Murphy no papel principal, ‘O Professor Aloprado’ segue como uma das comédias mais marcantes do cinema e está disponível atualmente no catálogo do Telecine.
“Sherman Klump é um professor universitário com grandes conhecimentos de genética, mas que sempre foi ridicularizado por ser extremamente obeso. Quando ele recebe atenção especial de uma bela e jovem professora de matemática, ele decide ingerir uma poção ainda em fase de testes, que altera a cadeia de DNA e faz com que se transforme em um bonitão esbelto, Buddy Love. A partir de então, Sherman passa a levar uma vida dupla, pois o experimento tem um efeito que dura pouco tempo”, diz a sinopse.
Quando o francês Pierre Boulle lançou em 1963 o romance La planète des singes, não imaginou ter criado uma das obras distópicas mais ambiciosas e profundas no que se refere à crítica social. Tal conto ganhou ainda mais força e chegou ao conhecimento popular depois que Franklin J. Schaffner o adaptou para as telas de cinema. O Planeta dos Macacos(1963), estrelado pelo sempre marcante Charlton Heston, foi de pronto aclamado por crítica e público. Em pouco tempo já era considerado um clássico absoluto do gênero, além de ser visto como base referencial. Rendeu ainda algumas continuações que, apesar de seguirem bem com a trama, não tiveram a mesma força do original. O mesmo ocorreu, anos depois, quando Tim Burton fez sua versão e foi duramente questionado por uma história rasa e visual equivocado.
Mas eis que surge o inglês Rupert Wyatt (O Escapista) com o ótimo Planeta dos Macacos – A Origem (2011), e pega a todos de surpresa por conceber, ao lado da dupla de roteiristas, Rick Jaffa e Amanda Silver, uma história humana, crível e extremamente atual. Dando folego à franquia primata que agora ganha um novo capítulo chamado de Planeta dos Macacos – O Confronto, e conta com o mesmo par que escreveu o título anterior. Sendo ainda dirigido pelo cineasta Matt Reeves (Cloverfield – Monstro), que não faz feio, mantem o bom nível e até surpreende por entregar um trabalho de maiores proporções artísticas e temáticas.
Passado dez anos depois da batalha na Golden Gate Bridge, em São Francisco, quando a população está praticamente devastada por um vírus e as plantas já tomaram todo mundo, a fita inicia com uma fabulosa sequência que traz o grupo de macacos comandados por Cesar (Serkis) numa cruel caçada a cervos da floresta. Nessa investida, um terrível incidente leva Koba (Kebbell), braço direito de Cesar, a pôr sua pele em risco para salvar a vida do líder. Denotando não só a lealdade da criatura, como o que é capaz de fazer pela raça.
Essa obsessão de Koba o induz a bater de frente com os ideais evoluídos estabelecidos pelo próprio Cesar. A rivalidade aumenta quando este autoriza Malcoml (Clarke) e alguns outros humanos a entrarem na aldeia para examinar uma hidrelétrica que, segundo estudos, iria gerar energia para toda a cidade, fazendo com que as pessoas possam se comunicar com outras áreas. Koba não suporta o conceito de se envolver, novamente, com aqueles que lhe fizeram, por anos, experiências desprezíveis, e resolve seguir caminhos diferentes, nem que pra isso tenha que trair a figura que lhe deu a liberdade.
Apesar dos extraordinários efeitos visuais empreendidos nos cenários e, principalmente, pela captura de movimentos dos atores, o que mais chama atenção aqui é a atuação de Andy Serkis que, com olhares profundos e movimentos sutis, confere um ar altivo e misterioso ao seu Cesar. Onde se pode notar orgulho e alegria pelos feitos atingidos, ou mesmo preocupação e receio em relação aos casos recentes. O Koba de Toby Kebbell mostra-se um tanto caricato, até pelo seu visual grotesco – perceba que cada macaco tem fortes características visuais para que o espectador possa definir cada um deles -, mas ainda assim constrói um vilão à altura. Jason Clarke, Gary Oldman e Keri Russell não comprometem e surgem como bons coadjuvantes de luxo (com exceção de Clarke, um regular co-protagonista), encenando com naturalidade mesmo dentro do excessivo uso digital.
A trilha sonora assinada por Michael Giacchino é pesada, poderosa e flerta bastante com algumas gradações dos longas mais antigos da série. Auxilia também nas várias cenas de batalha e consegue tonar os eventos ainda mais apoteóticos. Isso por Matt Reeves engendrar inúmeros entraves eficientíssimos durante todo filme (se atentando em situar a geografia do cenário), principalmente no terceiro ato onde a fita possui uma pequena barriga por muito explorar esse ponto. O que mal pode ser notado já que a competente montagem de William Hoy e Stan Salfas mantem um ritmo eletrizante. E, como havia dito, em aspectos visuais este O Confronto é um deleite. A frigida fotografia de Michael Seresin, com tons escuros e azulados, confere um clima denso à atmosfera fílmica e faz com que os efeitos especiais tornem-se ainda mais palpáveis. A direção de arte, sempre alerta a pequenos detalhes, impressiona.
O roteiro também se revela interessante por possuir várias camadas e mesclar entretenimento e reflexão social, muitas vezes invertendo os papéis dos humanos com os animais. Indicando que quanto mais construímos civilizações ditas sociavelmente evoluídas, novas intrigas e divisões ideológicas podem surgir entre os seres. Múltiplas causas são implantadas ao longo tempo, mas nunca sabemos ao certo quem iniciou essa guerra futura. Ora pelas falas de Cesar, ora pelas ações humanas. No final, o que temos é um filme que caminha por várias linhas e consegue ser eficiente em todas elas, podendo agradar aos mais variados gostos.
Continuando o nosso especial de 13 indicações de filmaços disponíveis nos streamings, vamos agora citar algumas produções do Star+. Quando o Disney+ chegou no Brasil, todo mundo quis saber quando a Casa do Mickey iria adicionar os principais títulos da Fox ou obras digamos mais “adultas”.
O Star+, então, que tem hoje pouco mais de 900 filmes disponíveis em seu catálogo, veio para preencher essa lacuna. Dentre grandes lançamentos disponíveis, a premiados no Oscar ou filmes clássicos do cinema, listamos títulos bem populares, mas que muita gente nem imagina que estão disponíveis nessa plataforma.
Não deixa de comentar também se já viu todos eles e se tem outros tão bons no Star+ que merece ganhar um espaço numa segunda lista futura. E fica ligado que vai vir por aí muito mais dicas de outros streamings, caso vocês tenham mais interesse nessa série. Vamos à lista!
Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018)
O último filme lançado da cinessérie que é a galinha dos ovos de ouro de Tom Cruise, ‘Missão: Impossível – Efeito Fallout’, dobrou o número de cenas de ação, e não só isso, elas ficaram ainda mais ousadas e insanas. A chegada de Henry Cavill como um capanga implacável deu uma cara de 007 à franquia, que já tinha flertado com isso na entrada da organização O Sindicato – bem como é a Spectre nos filmes do James Bond. O que temos é uma história maluca onde o que importa no final das contas são as tomadas mirabolantes perfeitamente orquestradas por Cruise e o cineasta Christopher McQuarrie.
Quando a anunciaram ‘Bumblebee’, o spin-off da franquia já desgastada ‘Transformers’, foi acesa uma luz de esperança quanto a abordagem desse novo título – ainda que tomasse como base o universo já empreendido. Felizmente, o diretor Travis Knight trouxe um novo fôlego para a série, entregando uma aventura mais leve e influenciada pelas obras de Spielberg, como ‘ET – O Extraterrestre’. A protagonistaHailee Steinfeld também deu outro dinamismo e um tom mais orgânico à trama em questão, que tem heróis e vilões, mas é funcional e cativante. O chamado ‘Transformers’ do bem.
‘A Rede Social’ marcou definitivamente a mudança de estilo do grande cineasta David Fincher, que sempre apostou numa linguagem de thriller e pulsante para um viés mais analítico e estética frigida. Algo que iria se intensificar na série ‘House of Cards’, e que casou como uma luva para contar a história peculiar que foi a criação do Facebook. O roteiro minimamente detalhado criado por Aaron Sorkin foi fundamental para criar a persona de Mark Zuckerberg, interpretado com maestria por Jesse Eisenberg, que parece uma metralhadora de diálogos. Toda atmosfera, a trama empolgante e um enorme leque de personagem tornam ‘A Rede Social’ um dos grandes filmes de David Fincher, o que não é pouca coisa.
Mesmo tendo sido indicado ao Oscar pelo filme canadense ‘Incêndios’, Denis Villeneuve explodiu em Hollywood com o sensacional thriller ‘Os Suspeitos’, que era uma mistura de dois filmes do próprio David Fincher, ‘Zodíaco’ e ‘Seven’. Villeneuve, no entanto, além de trazer uma situação mais desesperadora e um tanto brutal, deixou como background um conceito muito interessante de labirintos, onde todos os personagens do longa procuravam seguir por caminhos em que não faziam ideia, sobretudo no que se refere a própria mente. O elenco então é espetacular, com Jake Gyllenhaal, Hugh Jackman e Paul Dano em papéis viscerais.
Após o primeiro e sensacional ‘Deadpool’, Ryan Reynolds voltou com mais personagens, como Cable e Dominó, e muitas insanidades na continuação igualmente hilária e anárquica chamada apenas de ‘Deadpool 2’. É tudo aquilo que você espera de uma sequência, pois é ainda melhor ainda que o original. É um filme que se orgulha de falar para um universo nerd, mas aqui no universo Deadpool ser nerd significa algo muito mais abrangente, chegando até o universo LGBTQ, ao empoderamento de todos os segmentos “descartados” pela indústria, sendo ao mesmo tempo espirituoso, respeitoso e muito escroto.
David Fincher decidiu desta vez unir um pouco dos seus dois estilos, trouxe a sua pegada investigativa e curiosa e juntou à pegada mais fria e analítica dos trabalhos recentes. ‘Garota Exemplar’ é a adaptação do conhecido livro de Gillian Flynn, a respeito de mentiras e aparências, com personagens dúbios e repleto de momentos que levam o expectador construir uma perspectiva que pouco tem a ver com a verdade que será revelada. Rosamund Pike passou a ser ainda mais disputada e vista como uma das atrizes mais promissoras da atualidade, pois, de fato, a sua personagem é absurdamente assustadora.
Não é à toa que ‘Corra!’ é considerado um dos grandes filmes dos últimos tempos, pois traz uma crítica feroz ao liberalismo branco que se considera empático em relação aos negros, mas com a condição que isso não prejudique o controle dos brancos. Peele não se dirige a neonazistas nem pessoas que xingariam negros. Essa seria uma causa perdida. Uma sátira que é um exercício magistral de tensão, que não tem medo de revelar uma violência brutal, mas sempre sabe a hora certa de quebrar a ansiedade e o terror com uma piada perfeitamente executada. Jordan Peele conseguiu juntar terror, ficção, comédia e de quebra ainda trouxe a questão racial para a conversa fazendo um filme que ao mesmo tempo que diverte.
A despedida (?) de Hugh Jackman no papel de Wolverine, ou melhor, de Logan, foi das coisas mais sensacionais já produzidas dentro do subgênero dos filmes baseados em histórias em quadrinho. Usando toda bagagem emocional e de histórias que o personagem carregou ao longo de vários filmes do X-Men e solos, o diretorJames Mangold entrega um filme que na verdade é um estudo de personagem primoroso, visceral e emocionante. Capaz de arrancar lagrimas do fã mais durão. Aliás, o filme está aí mesmo para quebrar os padrões de um machão como Logan, que sempre vagou sozinho pelo mundo por várias décadas, mas que tem o seu coração domado pela chegada de sua “versão feminina mais jovem”.
Danny Boyle fez um trabalho excelente em ‘Extermínio‘, conseguindo transitar bem de cenas tensas de ação desenfreada para aquelas que precisam de uma carga dramática maior. Também utiliza a trilha sonora de maneira acertada, inclusive momentos de silêncio arrebatadores. Um filme pulsante do início ao fim, que deixa o clima de tensão no expectador durante toda sua exibição e que, junto à ‘Madrugada dos Mortos‘, fez os zumbis serem levados a sério novamente.
Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas pessoais, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis). Em meio a tudo isso, busca a perfeição nos ensaios para o maior desafio de sua carreira: interpretar a Rainha Cisne em uma adaptação de “O Lago dos Cisnes”. Em ‘Cisne Negro‘,Darren Aronofsky combina todos esses elementos, criando algo subversivo e instigante. Tudo o que vemos está dentro da mente – dela e dele, do personagem e do criador – ou é algo que só existe a partir do momento em que está sendo compartilhado conosco? O espectador faz parte do processo, e será justamente esse reconhecimento e identificação que torna essa experiência tão poderosa e significativa.
‘Um Lugar Silencioso‘ mostra uma realidade pós-apocalíptica, onde a população da Terra foi dizimada por uma entidade assustadora que ataca quando escuta um menor sinal de barulho. Em uma fazenda dos Estados Unidos, acompanhamos uma família do meio oeste que tenta se manter em total silêncio para sobreviver à ameaça que ronda a sua casa. Com um roteiro recheado de tensão, o silêncio que para muitos pode parecer monótono, se torna nada menos do que a peça-chave que envolve toda a trama e isso foi um dos maiores acertos da obra. Tudo aqui funciona. Desde o clima até os sustos, que conseguem te fazer pular da cadeira, até os momentos de silêncio brilhantemente encenados pelo elenco sensacional.
‘Terminator’ é a minha saga/franquia pop favorita dos cinemas – pelo menos os dois primeiros são maravilhosos. E vendo esse Destino Sombrio tive sensações parecidas, ao contrário dos três últimos. Isso porque esse novo filme funciona como uma celebração, um reencontro ou a passagem de legado. É óbvio que o longa não possui o brilho de um ‘O Despertar da Força‘, até pelo escopo, mas assim como o retorno de ‘Star Wars‘, este recria momentos marcantes da franquia, traz de volta personagens icônicos e insere figuras que devem seguir como símbolos de uma nova geração. A trama dessa “continuação oficial” é bastante simples e fácil de compreender. O oposto de Genesys, que citava linhas temporais e outras baboseiras. A intenção aqui é exatamente matar as saudades da sensacional Sarah Connor e vermos o T-800 envelhecido do Arnold em ação. E nesse sentido a coisa funciona bem. Tim Miller e sua equipe de roteiristas entregam algo honesto. Também adorei falarem sobre imigrantes com tanta veemência.
‘Bastardos Inglórios’ é considerado por muitos o filme mais maduro de Quentin Tarantino, pois, apesar do diretor trazer todos os seus signos e estilos de sempre, mantém uma narrativa mais sóbria e elegante. Reescrevendo a história e “vingando” milhões de vítimas dos nazistas, Tarantino criou um grupo espetacular e colocou a caça de Hitler e seus asseclas. Trouxe personagens maravilhosos como o engraçadíssimo tenente Aldo Raine de Brad Pitt e o genial Hans Landa deChristoph Waltz. E o que é a cena do cinema sendo incendiado? Um filme simplesmente maravilhoso!
Sinopse: Na cidade de São Paulo vive Guto, um ator que sonha
em ser grande. Ele se prepara, se exercita, vai a todos os testes,
acredita que a sua grande chance pode vir a qualquer momento.
Seu ídolo e exemplo é Zeca, um velho comediante,
já bem decadente, mas que ainda mora no coração
de toda uma geração. Seus caminhos se cruzam e
a sorte de Guto parece mudar… Será?
O CinePOP entrevistou, com EXCLUSIVIDADE, a bela atriz francesa Léa Seydoux (‘Azul é a Cor mais Quente’). Ela retorna aos cinemas em ‘Diário de uma Camareira‘ (Journal de Une Femme de Chambre), que estreia no Brasil em 3 de Setembro.
No início do século 20, nas províncias francesas, uma jovem camareira muito cobiçada por conta de sua beleza chamada Célestine, acaba de chegar de Paris para trabalhar para a família Lanlaire. Enquanto foge dos avanços de seu senhor, ela deve lidar com a rigorosa personalidade de Madame Lanlaire, que governa o lar com punho de ferro. Ao mesmo tempo, Célestine conhece Joseph, um misterioso jardineiro que exerce fascínio total sobre ela.
Depois de “Adeus, Minha Rainha”, “Diário de uma Camareira” marca seu reencontro com Benoît Jacquot…
É um grande prazer apreciar a continuidade com um diretor. Você renova um tipo de cumplicidade, um jeito de trabalhar que, no caso de Benoît, não necessita de palavras. Mas você ainda pode se impressionar ou surpreender. Desde “Adeus, Minha Rainha”, eu trabalhei com outros diretores e tive outras experiências. Eu amadureci.
O que a seduziu neste filme?
Sua originalidade, sua modernidade, seu ritmo particular – um contratempo, na verdade, que podia ser sentido mesmo ainda quando o roteiro estava sendo escrito. Eu gosto de filmes que saem do caminho batido.
Fale um pouco sobre Célestine.
Ela é pragmática, está sempre tentando sobreviver. Ela não se deixa ser derrotada. Se tem que aceitar um emprego nas províncias, que seja. Célestine não é de fazer papel de vítima, ela tem um certo orgulho, chegando mesmo a ser esnobe. E é um pouco culta também. Ela enxerga através das aparências, detecta a insignificância e os pontos fracos das pessoas ao seu redor, mas não é melhor do que o resto. Não é uma história de uma garota boazinha contra pessoas ruins. Seus empregadores a exploram, mas às vezes ela tem a capacidade de explorá-los ao mesmo tempo. Sua condição a endureceu. Ela é o espelho da brutalidade do ambiente e não tem outra escolha a não ser bruta também: ela não quer mais ter patrões, e partir com Joseph é a única possibilidade disponível para ela.
Como você definiria a atração dela por ele?
Ele exerce uma força magnética um tanto mórbida sobre ela. Célestine deseja Joseph, mas não esconde a verdade de si mesma. Ela não compartilha do antissemitismo dele – ela é mais inteligente e evoluída do que ele – e percebe que ele pode ser um criminoso. Mas ela o aceita. Para libertar-se da opressão dos Lanlaires, está disposta a aceitar outro tipo de violência. Tudo o que ela faz tem a ver com sua noção de sobrevivência.
É um papel arrasador. Como você se preparou para ele?
Eu queria que Célestine tivesse atitude. Eu sempre tento encontrar uma postura específica para a personagem que estou interpretando. Uma vez que tenho isso resolvido, sinto que possuo todas as chaves. Em seus vestidos apertados por corseletes, Célestine se encontra muito restrita. Eu também usei as dúvidas que estava sentindo na época. Foi um período em que perdi a confiança em minhas habilidades como atriz. Eu trabalhei muito. Pode-se dizer que, com Benoît, redescobri o prazer da atuação.
Como você usou suas dúvidas?
Como uma fraqueza que você pode transmutar em força. É sempre de você que você está falando quando interpreta um papel. Você interpreta com suas contradições. É fantástico um ator ter a capacidade de inventar uma pessoa, de dar cores a ela, assim como um pintor cria uma pintura, usando suas próprias emoções e obsessões. Seu desconforto pode provar ser valioso.
Você dá à personagem uma dimensão muito física.
Quando Célestine lava o chão, ela lava o chão. Quando ela come, come. Seu corpo está sempre expressando alguma coisa. Isso é ainda mais importante porque ela está constantamente guardando algo. Ela permanentemente contém as emoções de injustiça que a consomem, mas por dentro está borbulhando. O conflito tinha que ser apresentado de uma forma quase fisiológica.
Célestine se expressa numa linguagem que não usamos mais, usa roupas que são de outro século, mas você consegue fazê-la parecer muito contemporânea.
Eu queria que ela fosse viva, que fosse natural. Suas palavras e roupas podem não ser mais as mesmas de hoje, mas ela fala e se move da forma como fazemos. Esse é o grande desafio de fazer um filme que se passa em outra época: recusar-se a permanecer limitado a uma representação, respeitando os códigos enquanto se dá uma nova vida, uma modernidade real a eles. A combatividade de Céléstine me ajudou: ela reflete a época que vivemos hoje.
Como é trabalhar com Benoît Jacquot?
Ensaiar pouco. Benoît gosta que as coisas aconteçam espontaneamente no set. Isso foi uma vantagem nas minhas cenas com Vincent Lindon. Ele e eu nos conhecíamos bem, mas nunca tivemos a chance de trabalhar juntos e fiquei nervosa com a ideia de filmar uma história de amor com ele. Você dá tanto da sua intimidade, é embaraçoso. O fato de não ensaiarmos criou um efeito de surpresa. Às vezes eu me sentia desequilibrada e isso foi bom para Célestine. O medo é definitivamente uma emoção que eu gosto de usar em minha atuação.
Você parece ter tido uma relação muito próxima com o filme. Benoît Jacquot disse que confiou o filme a você, inclusive a edição.
Benoît Jacquot ouve seus atores. Ele os ama – poucos diretores sentem tanto amor por seus atores. De vez em quando dizia a ele qual era meu ponto de vista, especialmente em relação a cenas que achei que eram verborrágicas demais ou então sequências que, durante a edição, achei que faziam minha personagem perder a intensidade. É importante para um ator ter sua própria subjetividade, sentir que o diretor o ouve. Mas as minhas intervenções foram mínimas. “Diário de uma Camareira” é verdadeiramente um filme de Jacquot, um filme único, que foge do caminho batido.
Foram divulgados dois clipes nojentos do terror ‘Bite‘. A Scream Factory anunciou que irá distribuir o filme em Video On Demand e nos cinemas norte-americanos a partir de 6 de maio.
Assista:
O terror ganhou notoriedade após uma exibição especial no Festival Fantasia International Film. Uma ambulância teve que ser chamada às pressas após pessoas começarem a passar mal.
Segundo a página oficial do filme no Facebook, uma pessoa vomitou, duas desmaiaram e outra bateu a cabeça na escada da sala de cinema ao tentar sair da sessão. Eles também estavam distribuindo sacos de vômito durante a sessão, o que definitivamente foi ótimo para pelo menos uma das pessoas presentes.
‘Bite‘ tem cenas fortes e extremamente nojentas, o que causou o rebuliço durante a sessão.
O terror acompanha uma noiva viaja durante sua despedida de solteiro com seus amigos, quando é picada por um inseto desconhecido. Ela chega em casa e começa a transformar em um inseto, com crostas cheias de pus que cobrem seu corpo. Com a transformação, ela começa a apresentar outras tendências aterrorizantes, como a tomada de colmeia e alimentando-se de outros.
Para iniciar com força total a série de super-herói de maior audiência da temporada 2015/2016, a The CW anunciou que fará uma mega maratona da primeira temporada de ‘Supergirl‘.
Com início em 1° de agosto, o canal vai exibir às segundas-feiras dois episódios por vez, até a estreia da nova leva de episódios, marcada para 10 de outubro.
Confira a promo:
Vale lembrar que na semana passada, David Harewood, que interpreta Hank Henshaw, confirmou em seu perfil no Instagram que a 2° Temporada de ‘Supergirl‘ irá se chamar ‘As Aventuras da Supergirl‘.
Caso você não esteja familiarizado, o título faz referência a uma das primeiras HQs da DC que ganhou uma adaptação para a TV, lá nos anos 50.
Resta saber agora se a HQ será utilizada como expansão desse universo na TV, ou apenas como título de referência.
O canal The CW acaba de liberar o primeiro cartaz da terceira temporada de ‘The Flash‘.
Com o plot, “Novos Destinos. Novos Perigos”, o arco Flashpoint vem para fazer história no universo dos super-heróis.
Confira:
A HQ Flashpoint é considerada a maior publicação da DC Comics em termos de unir todo o Universo DC. Escrita por Geoff Johns, ela é ambientada numa realidade alternativa onde Bruce Wayne está morto, Thomas Wayne é o Batman e não há Superman. Com isso, o único que se lembra da ordem dos fatos é Barry Allen, que fica chocado ao saber que sua mãe, Nora Allen, já morta, está viva nessa nova linha do tempo. O grande twist da história vem quando nos é revelado que Barry criou o universo Flashpoint para viajar de volta no tempo e impedir que o Flash-reverso matasse Nora. A tentativa de Barry para desfazer sua ação anterior e restaurar a linha do tempo original acaba por se tornar um meio de criação dos Novos 52.
A nova temporada de ‘The Flash‘ estreia dia 4 de outubro.
Simon Pegg postou uma foto em seu Twitter ao lado de Doug Jung, co-roteirista de ‘Star Trek: Sem Fronteiras‘, com a legenda: “Hoje…”.
Como os dois vão roteirizar ‘Star Trek 4‘, não demorou muito descobrimos que eles iniciaram o roteiro do filme, que trará Chris Hemsworth e Chris Pine como pai e filho se encontrando através de uma viagem temporal.
Recentemente, o ator Benedict Cumberbatch revelou que toparia voltar a viver Khan.
Introduzido em ‘Star Trek – Além da Escuridão‘, Khan foi bastante criticado porque a Paramount Pictures tentou fazer uma grande revelação em torno do personagem, mesmo após seu real nome ter vazado meses antes da estreia.
Apesar da fúria dos fãs, o astro revelou que toparia retornar.
“Por que não?”, ele respondeu.
Khan é talvez o mais icônico vilão de de todos os tempos da franquia ‘Star Trek‘.
O filme ainda não possui previsão de lançamento. O estúdio atualmente negocia os retornos de Zachary Quinto, Zoe Saldana, Karl Urban, Simon Pegg eJohn Cho.
Assista ao trailer de ‘Star Trek – Sem Fronteiras‘:
Nessa segunda-feira, ‘Bates Motel’ apresentou a extremamente aguardada cena que se referencia ao clássico ‘Psicose‘, em que Norman acaba por matar Marion Crane.
Com direção de Pierre Coffin e Kyle Balda, a produção ‘Meu Malvado Favorito 3‘ traz de volta os personagens mais famosos da série: Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions, além de agora apresentar Dru e o novo vilão Balthazar Bratt.
Produzido pela Illumination Entertainment, de ‘Minions‘ e ‘Sing – Quem Canta Seus Males Espanta‘, a animação chega dos cinemas em 29 de junho.
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